Leituras interiores de MCZ_Thomas para ver na Creative Macau

O artista local MCZ_Thomas, cujo nome verdadeiro é Lo Si In, apresenta até ao dia 24 de Junho o seu trabalho na exposição “MIR: Lotus”, patente na Creative Macau em parceria com a Sociedade de Artes Visuais da Cidade de Macau. A inauguração aconteceu esta segunda-feira.

Segundo um comunicado da Creative Macau, a exposição tem como tema central “Pó Cósmico e os Ecos da Folha Metálica: A Poética Interior da Conexão Humana”, visando explorar “a conexão emocional, a percepção interior e a ressonância na era digital”.

Este objectivo pretende ser atingido através de “instalações artísticas imersivas” e de uma “interacção participativa” com os visitantes. O projecto que dá origem à mostra segue viagem para a cidade japonesa de Osaka e Taiwan “ainda este ano”, a fim de promover “o intercâmbio artístico inter-regional através da arte contemporânea”.

O alumínio como arte

Lo Si In, ou MCZ_Thomas, faz neste trabalho o uso do papel de alumínio do dia-a-dia “como meio artístico central para reimaginar as relações subtis entre a humanidade e o cosmos, os indivíduos e o mundo emocional interior de cada um”, sem esquecer a conexão com a “realidade exterior”.

Desta forma, ao criar “superfícies reflectoras, rugas e texturas” através deste material, transformando-o em obra de arte, o artista explora de forma metafórica “a tensão emocional entre protecção e vulnerabilidade, solidão e conexão”. Desta forma, convida-se o público a pensar sobre “relações autênticas e a consciência emocional na sociedade contemporânea”.

A curadora Cassidy Chan disse, citada pela mesma nota, que a mostra “MIR: Lotus” pretende “reavivar as ligações e percepções subtis, muitas vezes ignoradas, entre as pessoas”, sendo que a sua deslocação para o Japão e Taiwan visa “trazer as suas próprias experiências de vida para a obra, criando novas interpretações e ressonâncias”.

A “MIR: Lotus” é ainda descrita como uma forma de “exploração da consciência emocional, ligação humana e ressonância cultural”, sendo que com as mostras em três lugares diferentes pretende-se “estabelecer um diálogo cultural significativo e posicionar a arte contemporânea original de Macau num contexto internacional”.

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