Eventos10 de Junho | Galeria Amagao apresenta obras de Raquel Gralheiro Andreia Sofia Silva - 11 Jun 2026 A pintora portuguesa Raquel Gralheiro está de regresso às exposições na RAEM com a mostra “Pop lá”, depois de ter exposto, em 2018, “My Chinese Zodiac” e “Pop Pin”, dois anos depois. A exposição, inaugurada amanhã na galeria Amagao, integra a programação do “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026” A galeria Amagao acolhe, a partir de amanhã, uma exposição da pintora Raquel Gralheiro que se intitula “Pop lá”. A cerimónia tem lugar partir das 18h30, no Artyzen Grand Lapa, onde está situada a galeria, que desta forma se junta às celebrações de “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”, em jeito de comemoração do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das comunidades portuguesas. O trabalho de curadoria está a cargo de Lina Ramadas, co-fundadora da Amagao, em colaboração com o artista e designer Victor Hugo Marreiros. A exposição está patente ao público até ao dia 2 de Agosto. “Pop lá” é a terceira mostra de Raquel Gralheiro no território, depois de ter protagonizado, em 2018, “My Chinese Zodiac”, que teve lugar na Santa Casa da Misericórdia de Macau; e “Pop Pin”, apresentada em 2020. Destaque ainda para o facto de Raquel Gralheiro ter levado também “My Chinese Zodiac” [O Meu Zodíaco Chinês], em 2019, ao Nanjing Fine Art University Museum, na China. O escritor Valter Hugo Mãe descreve Raquel Gralheiro como “uma artista irónica que trabalha no limiar do bom gosto para analisar a relação entre arte e decoração”, e que as suas “telas, excessivas e provocadoras, são sempre um meio de representar a figura como um elemento que contrasta com vários padrões, como se alguém vivesse no papel de parede, no padrão do sofá, no cartaz”. Nesta mostra em Macau há uma procura permanente pelo equilíbrio entre Oriente e Ocidente, conforme descreve a sinopse da exposição, no programa de “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”. “Entre o cá e o lá, entre o Oriente e o Ocidente, a minha pintura afirma-se como uma linguagem visual pop que cruza distâncias, fundindo imaginários num diálogo vibrante de cor e memória”, revela a própria pintora. A Amagao descreve como no conjunto de trabalhos, “através de uma série de pinturas cativantes, Raquel Gralheiro explora encontros culturais, as histórias do quotidiano e a atmosfera única de Macau, criando um mundo onde a realidade e a fantasia se cruzam”. Desta forma, convidam-se os “amantes da arte, entusiastas da cultura, residentes e visitantes a celebrar a rica herança portuguesa que continua a moldar a identidade única de Macau”, de que esta mostra é exemplo. Pintar galos Raquel Gralheiro, que vive e trabalha no Porto, levou “O Meu Zodíaco Chinês” no âmbito da primeira Bienal dedicada à arte no feminino, intitulada ARTEFM 2018. A artista plástica formou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, tendo a figura feminina como tema central das suas obras. Em entrevista ao Jornal Tribuna de Macau, Raquel Gralheiro levantou um pouco do véu sobre a forma como a figura feminina foi ganhando predominância nas suas criações. “Nem sempre pintei mulheres, também tenho pinturas com homens, mas ultimamente tem aparecido sempre a figura feminina, talvez porque é a minha condição. Só sei ser mulher e estar no mundo como mulher”, adiantou. Valter Hugo Mãe, no texto que escreveu sobre a artista, diz que Raquel Gralheiro “empreende uma exploração extrema do corpo e do imaginário femininos enquanto bastião do desejo e da sofisticação”, parecendo “aludir ao luxo, dada a noção invariável de requinte, ao mesmo tempo que remete, fatalmente, para o erotismo, conferindo poder às figuras e definindo para elas uma personalidade muito específica que irá confrontar os estereótipos há muito enraizados na sociedade”. Em 2020, o trabalho de Raquel Gralheiro esteve presente em Macau novamente integrada na “Exposição das Obras Artísticas de Portugal, Timor-Leste e Macau”, ligada à 12.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa. Segundo uma nota oficial sobre a exposição “Pop Pin”, Raquel Gralheiro revelou toda a sua alegria natural “numa exploração extrema do corpo feminino e do imaginário”, num “misto figurativo e realista que, por vezes, chega a lembrar a Pop Art”, movimento artístico que teve Andy Warhol como um dos artistas mais exemplificativos. Integrados na exposição “Pop lá”, a pintora irá conduzir workshops de pintura, intitulados “Galo Painting Workshop”, no sábado e domingo na Amagao, entre as 15h e as 18h. O preço para participar nos workshops é 400 patacas.