Eventos10 de Junho | Alexandre Marreiros revela o seu estúdio em exposição Hoje Macau - 9 Jun 20269 Jun 2026 “O Estúdio de Alexandre Marreiros: Desenho e Pintura” é o nome da nova exposição individual de Alexandre Marreiros, artista e arquitecto, revelada hoje ao público na Fundação Rui Cunha. Integrada no cartaz de “Junho – Mês de Portugal”, a mostra revela o olhar do próprio autor sobre a sua obra, num exercício permanente de reflexão A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, a partir das 18h30, a exposição “O Estúdio de Alexandre Marreiros: Desenho e Pintura”, de Alexandre Marreiros, arquitecto e artista plástico natural de Macau e que é um dos nomes mais sonantes do panorama artístico local. Segundo uma nota da FRC, pode-se observar, nesta exposição, uma “interpretação crítica do autor sobre o seu processo criativo, numa análise abrangente da sua produção artística desenvolvida ao longo da última década”. Reúne-se, na galeria da FRC, 48 obras de arte, reveladoras de uma “imensa variedade de técnicas e materiais”, como desenho, pintura, fotografia, colagem, serigrafia, gravura e técnica mista, em papel, tela e alumínio. Este é um “ensaio visual”, propondo-se “ao visitante a identificação de constantes estéticas, rupturas conceptuais e do léxico visual, que caracteriza este período de criação de Alexandre Marreiros”. Desta forma, o espaço de exposição é transformado num “estúdio”, ilustrativo da “investigação estética e produção artística” de Alexandre Marreiros, descreve a mesma nota. A ideia é que a galeria da FRC seja também “um organismo vivo”, repleta de “mesas de trabalho, registos vernaculares e o imaginário iconográfico que circunda a prática artística do artista”. Todos estes elementos são “elevados à categoria de documentos fundamentais, permitindo compreender cada obra não apenas como produto final, mas também como processo contínuo de observação e maturação da sua prática artística”. Assim, a FRC descreve como “O Estúdio de Alexandre Marreiros: Desenho e Pintura” procura “estabelecer diálogos entre peças de diferentes períodos, revelando continuidades técnicas e conceptuais que a ordem cronológica tende a ocultar”. Nos bastidores Nesta mostra, Alexandre Marreiros não expõe, apenas, trabalhos artísticos com o seu nome, mas revela também ao grande público “os bastidores do seu trabalho”. A ideia é dar a conhecer “grupos temáticos da sua obra, unidos por fios condutores específicos, sejam eles os temas, as cores, as texturas ou os suportes utilizados, grupos esses enquadrados por peças de mobiliário ou materiais artísticos existentes no seu estúdio”. Todos eles “constituem meios de suporte e de criação de ambientes necessários ao seu processo criativo e de produção artística”, lê-se. Alexandre Marreiros é macaense, tem nacionalidade portuguesa, residiu em Portugal e no Brasil, mas fixou residência há dez anos em Macau. Nos últimos anos tem vindo a desenvolver um “percurso estético e de investigação no domínio do desenho e da pintura, centrados em conceitos como a presença humana em territórios de permeabilidade”, como é o caso das favelas no Brasil. O artista também tem feito um trabalho investigativo ao nível da “cor e texturas em ambientes edificados”, procurando “reflectir sobre as mais recentes transformações no ambiente urbano e social de Macau”. Trata-se de uma leitura na qual “o arquitecto nunca perde de vista na sua obra livre e contemporânea”. A mostra, enquadrada no programa “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”, que celebra o 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, está disponível para visita gratuita até ao dia 20 deste mês.