Hoje Macau China / ÁsiaNatalidade | Pequim destina 12,2 mil milhões de euros em apoios O Governo chinês anunciou ontem a atribuição de 99,9 mil milhões de yuan para financiar em 2026 subsídios à natalidade, numa tentativa de travar o declínio demográfico e incentivar os nascimentos. O Ministério das Finanças da China informou que a verba representa um aumento de 10,6 por cento face a 2025 e destina-se a apoiar o sistema nacional de subsídios à infância, através do qual as administrações locais atribuem apoios às famílias elegíveis. Segundo um comunicado divulgado pelo ministério, a distribuição das ajudas previstas para 2026 está a decorrer de forma “estável e ordenada”, cabendo às autoridades de saúde a análise dos pedidos e a atribuição dos apoios. O ministério assegurou ainda que continuará a trabalhar com a Comissão Nacional de Saúde para garantir a aplicação do programa, reforçar a fiscalização dos fundos e contribuir para a construção de uma “sociedade favorável à natalidade”. Pequim suportará cerca de 90 por cento do esforço financeiro total, uma vez que os 99,9 mil milhões de yuan atribuídos pelo Governo central representam a maior parte dos cerca de 110 mil milhões de yuan previstos para o programa em 2026. A medida integra um conjunto de políticas destinadas a travar a quebra da população chinesa. Apoios reforçados Em Julho de 2025, as autoridades anunciaram um sistema nacional de subsídios à infância que prevê o pagamento de 3.600 yuan anuais por cada criança com menos de três anos. A China registou em 2022, 2023, 2024 e 2025 os primeiros quatro anos consecutivos de redução populacional desde o início da década de 1960. Embora os nascimentos tenham aumentado ligeiramente em 2024, fenómeno parcialmente atribuído ao Ano do Dragão e a gravidezes adiadas durante a pandemia, os dados de 2025 voltaram a mostrar uma diminuição. Nos últimos meses, Pequim acelerou outras medidas de apoio às famílias, incluindo a gratuitidade do último ano do pré-escolar, o reforço da rede de creches e planos para reduzir ou comparticipar os custos do parto através do seguro de maternidade. As medidas surgem num contexto de baixa taxa de fecundidade, rápido envelhecimento da população e crescente relutância dos jovens chineses em casar e ter filhos, devido aos elevados custos da habitação, educação e cuidados infantis.
Hoje Macau China / ÁsiaGigantes tecnológicos reunidos em Taiwan na feira Computex Os principais responsáveis de empresas tecnológicas como Nvidia, Intel, Qualcomm e SK Hynix reúnem-se esta semana em Taiwan para a Computex, num momento de intensa competição global pelo desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A Computex, uma das mais importantes feiras tecnológicas do mundo, arrancou oficialmente ontem em Taipé e decorre até sexta-feira, reunindo líderes da indústria num momento marcado pela corrida à inteligência artificial e pelas limitações na oferta de componentes críticos. O destaque da edição deste ano foi a intervenção do director executivo da Nvidia, Jensen Huang, que antecipou a abertura do certame para anunciar a nova sede da empresa em Taiwan e reuniu-se com parceiros locais, incluindo a TSMC, principal fabricante mundial de semicondutores avançados para IA. Durante uma apresentação de duas horas, Huang revelou várias novidades da empresa, entre elas o RTX Spark, um ‘superchip’ com o qual a Nvidia pretende entrar no mercado de processadores para computadores pessoais, actualmente dominado por empresas como Intel, Qualcomm, AMD e Apple. Outro dos temas centrais da feira tem sido o chamado “agente IA”, uma nova geração de sistemas de inteligência artificial capazes não apenas de gerar respostas, mas também de tomar decisões e executar tarefas de forma autónoma. O presidente executivo da Qualcomm, Cristiano Amon, previu que 2026 será “o ano dos agentes”, acrescentando que esta tecnologia deverá expandir-se a praticamente todos os dispositivos eletrónicos. “É agora que a IA está verdadeiramente a evoluir e vai atingir uma escala incrível”, afirmou Amon num evento realizado antes da abertura da Computex. Também o diretor executivo da britânica Arm Holdings, Rene Haas, considerou que este tipo de inteligência artificial está a impulsionar a procura por unidades centrais de processamento (CPU) a um ritmo sem precedentes. Ilha vital A presença de alguns dos nomes mais influentes da indústria serviu igualmente para reforçar a importância de Taiwan na cadeia global de fornecimento tecnológico. A maioria dos semicondutores avançados utilizados em aplicações de inteligência artificial é produzida na ilha, que também concentra uma parte significativa da produção mundial de servidores para centros de dados. Recentemente, Jensen Huang anunciou que a Nvidia irá aumentar o investimento anual em Taiwan para 150 mil milhões de dólares, enquanto a AMD revelou planos para investir mais de 10 mil milhões de dólares no ecossistema taiwanês de semicondutores. Neste contexto, o líder taiwanês, William Lai, afirmou ontem que o mundo necessita de “Taiwan estável, fiável e capaz de assumir responsabilidades” para sustentar o desenvolvimento da inteligência artificial.
Hoje Macau China / ÁsiaBrasil e China são “pilares de estabilidade no mundo actual” – MNE chinês O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou que o Brasil e a China são “pilares de estabilidade no mundo actual”, depois uma reunião em Pequim com o homólogo brasileiro, Mauro Vieira. Segundo um comunicado da diplomacia chinesa, Wang sublinhou na segundafeira que “a China sempre foi um amigo fiável dos países da América Latina e das Caraíbas” e destacou que Pequim e Brasília “cooperaram estreitamente no plano internacional, demonstrando responsabilidade e consolidandose como pilares da estabilidade e da promoção do desenvolvimento no mundo actual”. O chefe da diplomacia chinesa acrescentou que “a influência global, estratégica e de longo prazo” dos dois países se tornou mais evidente, ao mesmo tempo que “a cooperação pragmática em diversos domínios se tem reforçado continuamente”. “Alterações não vistas num século estão a acelerar, e as expectativas da comunidade internacional em matéria de paz e estabilidade são cada vez mais urgentes”, disse Wang, defendendo que “China e Brasil devem reforçar a comunicação e a cooperação em mecanismos multilaterais como as Nações Unidas e os BRICS”. Cooperação em alta Vieira, por seu lado, afirmou que “a relação entre Brasil e China é um referencial para que os países em desenvolvimento defendam a sua independência e auto-suficiência”. O ministro brasileiro acrescentou que “tanto o Brasil como a China são forças importantes que apoiam o multilateralismo e promovem o livre comércio”. Vieira reuniuse também com o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, para abordar a relação económica e comercial bilateral e o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês, informou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil na rede social X, destacando que o comércio entre os dois países atingiu em 2025 um resultado “histórico”. O chefe da diplomacia brasileira foi igualmente recebido pelo vicepresidente chinês, Han Zheng, que manifestou a disponibilidade de Pequim para reforçar a coordenação estratégica bilateral. Vieira sublinhou que a confiança política entre os dois países se consolidou nos últimos anos com os contactos entre os respectivos presidentes e que, perante um golpe “sem precedentes” ao multilateralismo, o Brasil está disposto a aprofundar a cooperação com a China, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. Parcerias de sucesso A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e o intercâmbio bilateral atingiu em 2025 um recorde de 171 mil milhões de dólares, de acordo com dados do Governo brasileiro. Em Maio de 2025, o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o homólogo chinês, Xi Jinping, realizaram em Pequim o terceiro encontro em dois anos, durante uma visita em que foram assinados novos acordos em áreas como economia digital, inteligência artificial e exploração espacial. O Brasil foi ainda o país que mais investimentos chineses recebeu em 2025, num total de 6,1 mil milhões de dólares. Em Abril, as exportações chinesas de automóveis elétricos puros para o Brasil dispararam 221 por cento em termos homólogos, tornando o país sulamericano no principal destino nesta área.
Hoje Macau China / ÁsiaÉbola | China envia ajuda humanitária para combater epidemia em África A China anunciou ontem o envio de ajuda humanitária de emergência para a República Democrática do Congo (RDC), incluindo uma equipa de especialistas médicos, para apoiar o combate à nova epidemia de ébola no país africano. Numa conferência de imprensa regular, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou que Pequim tem prestado apoio aos países afectados desde a epidemia de 2015 e que equipas médicas chinesas já trabalham no terreno em África. Segundo o responsável, a China vai enviar uma equipa de peritos para prestar apoio sanitário e assistência técnica, além de cooperar com a Comissão da União Africana na prevenção e controlo da epidemia. Pequim apoiará igualmente os esforços do Centro Africano para o Controlo e Prevenção de Doenças para reforçar a capacidade de resposta dos países africanos face ao surto. “A China e África são bons irmãos que partilham dificuldades e avançam juntos nos momentos de adversidade”, afirmou Lin. O porta-voz acrescentou que Pequim manterá uma estreita coordenação com a República Democrática do Congo, outros países africanos, a Organização Mundial da Saúde e a União Africana, comprometendo-se a continuar a prestar assistência conforme a evolução da situação. Lin apelou ainda à comunidade internacional para adotar “mais medidas concretas e eficazes” que ajudem a RDC e outros países africanos a superar rapidamente a epidemia. Na quinta-feira, a agência de saúde pública da União Africana indicou que o actual surto de ébola na RDC já provocou 246 “mortes suspeitas”, no que constitui a 17.ª epidemia da doença registada no país desde a descoberta do vírus, em 1976. O vírus propagou-se também ao vizinho Uganda, onde foram confirmados nove casos de infecção, incluindo uma morte associada a um caso importado de um cidadão congolês, segundo o mesmo organismo.
Hoje Macau China / ÁsiaJornalismo | Pequim acusa New York Times de promover separatismo em Taiwan O Governo chinês acusou ontem o jornal norte-americano New York Times de “difundir retórica separatista da independência de Taiwan”, na primeira reacção pública de Pequim à polémica em torno da saída da correspondente Vivian Wang da China. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian criticou o jornal por se referir a Taiwan como “um país”, considerando que tal formulação “envia um sinal extremamente errado às forças separatistas” da ilha. Lin instou ainda o jornal norte-americano a “corrigir os seus erros”. Sobre o caso de Vivian Wang, o responsável afirmou que a jornalista terá cometido alegadas irregularidades relacionadas com seguros durante a sua permanência na China como correspondente, o que, segundo disse, violou o regulamento que rege o funcionamento dos órgãos de comunicação estrangeiros no país. De acordo com Lin, essas infracções levaram as autoridades chinesas a cancelarem as credenciais da jornalista. O porta-voz acusou igualmente os Estados Unidos de exercerem pressão política sobre jornalistas da agência noticiosa oficial chinesa Xinhua que trabalham legalmente naquele país, alegadamente sob o pretexto de questões deontológicas. Segundo Lin, a origem das actuais tensões entre os órgãos de comunicação chineses e norte-americanos deve-se a Washington ter “politizado unilateralmente as questões relacionadas com a imprensa”. O responsável garantiu que a China tem facilitado o trabalho dos jornalistas estrangeiros e concedido vistos a repórteres norte-americanos, contrastando essa situação com as dificuldades enfrentadas, segundo afirmou, pelos jornalistas chineses que pretendem trabalhar nos Estados Unidos. “Instamos a parte norte-americana a cumprir efectivamente os consensos alcançados sobre questões mediáticas e a adoptar medidas concretas para garantir os direitos legítimos dos jornalistas chineses a trabalhar e viver normalmente nos Estados Unidos”, declarou.
Hoje Macau China / ÁsiaYuan digital | Aposta para pagamentos transfronteiriços lusófonos O vice-governador do Banco Popular da China (PBC), Lu Lei, afirmou ontem que o yuan digital poderá tornar os pagamentos transfronteiriços com países lusófonos “mais seguros, eficientes e transparentes”. O yuan digital, a primeira moeda digital estatal a nível mundial, começou a ser desenvolvida pelo banco central chinês em 2014, com testes técnicos realizados em várias cidades do país a partir de 2019. Segundo o responsável do PBC, o yuan digital já dispõe de um ecossistema capaz de suportar pagamentos online e offline, contratos inteligentes e “maior transparência regulatória”. “Com a transição do yuan digital da versão 1.0, semelhante ao dinheiro físico, para a versão 2.0, que funciona como moeda de depósito, a China apresenta uma solução inovadora para a evolução do sistema monetário global”, declarou Lu, durante um seminário de sobre moedas digitais centralizadas e aplicações transfronteiriças realizado ontem em Macau. O evento foi organizado pela Autoridade Monetária de Macau, com o objectivo de “aprofundar a cooperação financeira e explorar aplicações de moeda digital” entre a China e os mercados lusófonos. Em expansão Segundo os dados oficiais mais recentes, desde o seu lançamento oficial em 2019, as transações acumuladas em yuan digital atingiram 16,7 biliões de yuan até Novembro do ano passado. O banco central chinês está a intensificar os esforços para expandir o uso do yuan digital dentro e fora do país, oferecendo incentivos e orientações directas aos bancos para ampliar a utilização do yuan digital em diferentes áreas, incluindo pagamentos transfronteiriços. “O yuan digital nasceu como substituto digital do dinheiro físico, para modernizar o sistema de pagamentos e reforçar a soberania monetária”, indicou no mesmo evento o director do Instituto de Estudos de Moeda Digital do PBC, Mu Changchun. “Hoje em dia já suporta pagamentos online e offline, contratos inteligentes e integração com sistemas de outros países”, acrescentou. O representante bancário acrescentou que um projecto de serviços de transferência transfronteiriça em yuan digital já está em funcionamento para facilitar pagamentos bilaterais internacionais. “Isto permite que instituições financeiras estrangeiras se liguem através de uma única plataforma, oferecendo serviços de pagamento digital 24 horas por dia”, explicou Mu. Os representantes do banco central chinês destacaram que os custos elevados e a baixa eficiência dos pagamentos internacionais podem ser superados com novas infraestruturas digitais, sublinhando o papel de Macau como plataforma de ligação. Macau está a desenvolver a sua própria moeda digital centralizada, a pataca digital, que deverá funcionar como moeda legal digital em paralelo com o dinheiro físico. A Autoridade Monetária de Macau aderiu também recentemente ao projecto-piloto mBridge, uma plataforma multilateral de moedas digitais de bancos centrais que reúne bancos centrais da Ásia e do Médio Oriente. “Esperamos que, através da interligação entre a pataca digital e esta plataforma, possamos estabelecer uma cooperação mais estreita com os países de língua portuguesa”, afirmou o vice-governador do PBC.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Confirmada prisão de antigo presidente da associação de jornalistas O jornalista de Hong Kong Ronson Chan começou sexta-feira a cumprir uma pena de cinco dias de prisão, após perder o recurso contra uma condenação por obstrução policial. Ronson Chan, antigo presidente da Associação de Jornalistas de Hong Kong, foi detido em Setembro de 2022 quando se dirigia para uma reportagem. As autoridades acusaram-no de se recusar a apresentar o cartão de identidade a um agente à paisana que lho solicitou. Um tribunal de primeira instância condenou Chan, em 2023, a cinco dias de prisão, considerando que o jornalista não apresentou o documento de identificação de forma atempada e continuou a fazer perguntas ao agente de forma “imprudente”. O jornalista recorreu da decisão e permaneceu em liberdade sob fiança. A juíza do Tribunal Superior Lily Wong confirmou sexta-feira a condenação e a pena de prisão, ordenando o seu imediato encarceramento. Antes da audiência, Chan, que envergava uma camisola preta com a inscrição “Free Press” (“Imprensa Livre”), afirmou aos jornalistas sentir emoções contraditórias. O antigo dirigente associativo disse ter permanecido em Hong Kong para continuar a exercer jornalismo porque a liberdade de imprensa está garantida pela Lei Básica, a miniconstituição do território.
Hoje Macau China / ÁsiaÁsia | Hegseth diz que reforço militar chinês dá “razões legítimas para alarme” O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou sábado que há “razões legítimas para alarme” face ao reforço militar chinês na Ásia-Pacífico, onde os Estados Unidos desejam um “equilíbrio estável” e rejeitam qualquer “hegemonia”. “Olhando para a região hoje, há razões legítimas para alarme face à dimensão histórica do reforço militar da China e à expansão das suas actividades militares na região e além dela”, declarou Hegseth em Singapura, durante o Diálogo de Shangri-La, um importante fórum dedicado a questões de defesa. O Diálogo de Shangri-La reúne, durante três dias e até domingo, altos responsáveis políticos e militares, bem como especialistas e investigadores de cerca de 45 países. Este fórum anual alterna discursos, mesas redondas e entrevistas privadas no luxuoso hotel Shangri-La. Um ambiente propício a discussões, mesmo entre países rivais, seja em sessões públicas ou na intimidade de salões acolhedores, longe dos microfones. “O que procuramos (…) é, na verdade, um equilíbrio estável, que funcione tanto para os americanos como para os nossos aliados”, afirmou ainda Pete Hegseth, que se fez acompanhar de uma extensa delegação. Em contrapartida, a China enviou, pelo segundo ano consecutivo, apenas uma equipa de especialistas militares e investigadores, sem enviar o seu ministro da Defesa, Dong Jun.
Hoje Macau China / ÁsiaRedes sociais | Malásia restringe acesso a menores de 16 anos A Malásia começou na segunda-feira a restringir o acesso a redes sociais por menores de 16 anos, uma medida que segue o exemplo da Austrália e que é considerada por outros países como Espanha, Reino Unido e Portugal. O objectivo desta política é “uma maior segurança” para os menores, que segundo as autoridades estão expostos a conteúdos “a uma escala de intensidade sem precedentes”. “Dado que (as crianças) ainda estão a desenvolver a capacidade para avaliarem riscos, gerirem interacções nas redes e tomarem decisões informadas, são particularmente vulneráveis aos perigos na internet”, aponta Kuala Lumpur ao mencionar “a exposição a conteúdo danoso” ou “interacções inseguras” com outros utilizadores de internet. As plataformas que tenham mais de oito milhões de utilizadores no país estão obrigadas a adoptar medidas de “segurança infantil” para garantir o “uso seguro” dos serviços por parte de utilizadores menores de idade, recordou na semana passada a Comissão de Comunicações e Multimédia da Malásia. Caso as plataformas não cumpram a lei, a Malásia estipula multas de até cerca de 2,1 milhões de euros e exime os pais ou tutores do incumprimento, apesar de lhes recomendar que supervisionem o uso das redes pelos filhos.
Hoje Macau China / ÁsiaEstados Unidos e Japão comprometem-se a acelerar desenvolvimento e produção de mísseis Washington e Tóquio procuram acelerar a produção conjunta de mísseis face às tensões regionais com a China, exacerbadas pela questão de Taiwan, informou ontem o gabinete do ministro japonês da Defesa, Shinjiro Koizumi. A iniciativa foi apresentada ontem em Singapura, à margem do Diálogo de Shangri-La, durante uma reunião entre Koizumi, e o secretário norte-americano da Defesa, Pete Hegseth, segundo um comunicado do gabinete do ministro da Defesa nipónico. Koizumi propôs a Hegseth a “Operação Impulso” (‘Operation Supercharge’), um projecto para acelerar o desenvolvimento e produção conjuntos de mísseis, como o SM-3 Block IIA e o AMRAAM, e ambos debateram medidas concretas para a concretizar, segundo o texto. Com esta iniciativa, Tóquio concretiza o plano de execução da cooperação em mísseis acordada em Março durante a cimeira entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e o Presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington. Koizumi explicou também a revisão do quadro japonês de transferência de equipamento e tecnologia de defesa, enquanto Hegseth acolheu favoravelmente essas alterações e expressou o apoio de Washington aos esforços de Tóquio para reforçar as capacidades defensivas, afirmou o ministério japonês. Ameaças regionais A reunião ocorreu depois de o jornal japonês Yomiuri Shinbun ter noticiado esta semana que, durante a recente cimeira entre Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, o líder chinês apontou Takaichi e o líder de Taiwan, Lai Ching-te, como ameaças à paz regional, instando Trump a não os apoiar. Embora o comunicado japonês sobre o encontro dos responsáveis da Defesa nipónico e norte-americano em Singapura não mencione explicitamente Taiwan, refere que ambos discutiram uma vasta gama de assuntos regionais, “incluindo temas relacionados com a China”. Os dois governantes comprometeram-se ainda a aumentar a dispersão aérea flexível e a presença bilateral na região sudoeste do Japão, onde se encontram as ilhas Nansei, próximas de Taiwan, e apoiaram a mobilização temporária de meios militares norte-americanos.
Hoje Macau China / ÁsiaDireito do Mar | China acusa Japão e Filipinas de violar a sua soberania com acordo marítimo O Governo chinês acusou sexta-feira o Japão e as Filipinas de violarem o direito internacional ao avançarem com negociações para delimitar as fronteiras marítimas em águas situadas a leste de Taiwan, uma área sobre a qual Pequim reivindica soberania. Em conferência de imprensa, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que a China detém “direitos sobre a zona económica exclusiva e a plataforma continental” nas águas adjacentes a Taiwan. Segundo Mao, a iniciativa de Tóquio e Manila prejudica os direitos e interesses marítimos da China e constitui uma “violação do direito internacional”, nomeadamente da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. “A China manifesta forte insatisfação e firme oposição e apresentou protestos formais ao Japão e às Filipinas”, afirmou a porta-voz, apelando aos dois países para abandonarem a iniciativa. Mao classificou ainda as negociações como “ilegais” e “inválidas”, acrescentando que estas “não afectarão de forma alguma os direitos, reivindicações e o exercício legítimo dos direitos da China nas águas a leste da ilha de Taiwan”. Na quinta-feira, Japão e Filipinas elevaram as relações bilaterais e anunciaram o início de negociações para um futuro acordo de partilha de informação militar classificada, num contexto de crescente influência da China no Indo-Pacífico. Após uma reunião em Tóquio entre a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., realizada durante a visita de Estado do líder filipino ao Japão, os dois países divulgaram uma declaração conjunta anunciando o arranque das negociações para delimitar as respectivas fronteiras marítimas. Tóquio e Manila mantêm disputas separadas com Pequim nos mares do Leste e do Sul da China, respectivamente, e o recente reforço da cooperação militar entre os dois países conta com o apoio dos Estados Unidos, no âmbito de uma parceria trilateral lançada em 2024.
Hoje Macau China / ÁsiaFarmácia | Innovent e Pfizer fecham acordo de 9 MME para fármacos oncológicos A biofarmacêutica chinesa Innovent Biologics anunciou sexta-feira um acordo com a norte-americana Pfizer para desenvolver 12 medicamentos oncológicos em fase inicial, parceria que poderá gerar até 10,5 mil milhões de dólares. Segundo um comunicado enviado pela Innovent à Bolsa de Valores de Hong Kong, o acordo prevê um pagamento inicial de 650 milhões de dólares à empresa chinesa, além de até 9,85 mil milhões de dólares adicionais em pagamentos dependentes de metas de desenvolvimento, aprovação regulatória e comercialização. A parceria abrange uma carteira de 12 programas contra o cancro, composta por oito activos em fase inicial desenvolvidos pela Innovent e quatro novos projectos propostos pela farmacêutica norte-americana. Entre os programas, estão anticorpos conjugados com fármacos (ADC, na sigla inglesa), uma classe de tratamentos que combina anticorpos com agentes terapêuticos dirigidos a células tumorais, bem como anticorpos concebidos para atuar sobre múltiplos alvos. Nos termos do acordo, a Innovent liderará o desenvolvimento dos 12 programas até aos ensaios clínicos de fase 1, após os quais a Pfizer assumirá o desenvolvimento global. A parceria divide-se em três blocos. Quatro programas serão desenvolvidos e comercializados conjuntamente, com partilha de lucros nos Estados Unidos e na Europa, enquanto a Innovent manterá os direitos no mercado da Grande China, que inclui China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan. Noutros quatro programas, a Pfizer receberá uma licença exclusiva fora da Grande China e assumirá a maior parte dos custos de desenvolvimento. Nos restantes quatro, a farmacêutica norte-americana obterá uma licença global exclusiva e ficará responsável pelo desenvolvimento à escala mundial.
Hoje Macau China / Ásia PolíticaBruxelas considera que relações comerciais com a China têm de mudar A Comissão Europeia considerou sexta-feira que as relações comerciais e de investimento entre a União Europeia e a China “não são sustentáveis” e o bloco precisa de dar uma “resposta mais robusta e coerente” no actual contexto internacional. Num comunicado divulgado após o Colégio de Comissários ter realizado um debate sobre as relações entre a UE e a China ao nível económico e comercial, a Comissão Europeia salienta que a “abordagem geral” do executivo relativamente a Pequim continua a ser de reduzir dependências e não de desvincular-se a nível económico. “A China é um parceiro crucial e a colaboração e o diálogo vão continuar”, assegura o executivo. No entanto, a Comissão Europeia frisa que “o estado actual da relação comercial e de investimento” entre as duas partes “não é sustentável”. “À medida que os interesses económicos e de segurança se tornam mais interligados, ambas as dimensões exigirão uma resposta mais robusta e coerente”, defende o executivo. A Comissão Europeia refere que a reunião de sexta-feira foi importante porque permitiu “fazer um balanço das relações entre a UE e a China, abrangendo tanto as oportunidades que elas apresentam como os desafios que colocam”. “O debate de hoje [sexta-feira] irá contribuir para o trabalho das próximas semanas, tendo em vista novas discussões no G7 e na cimeira do Conselho Europeu de Junho”, indica o executivo. Diálogos complexos O debate realizado ocorre numa altura em que a Comissão Europeia tem manifestado preocupação com o aumento das exportações chinesas e “distorções sistémicas” nas relações comerciais entre os dois blocos. Esta quinta-feira, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas, a porta-voz principal do executivo comunitário, Paula Pinho, frisou que as preocupações relacionadas com as trocas comerciais se devem sobretudo ao “excesso de capacidade produtiva da China”. “O nosso objectivo é reequilibrar o comércio e as nossas relações económicas, e este será um dos temas em discussão amanhã [sexta-feira] no debate de orientação”, indicou a porta-voz principal do executivo comunitário, Paula Pinho. As relações entre a UE e a China têm vindo a tornar-se cada vez mais complexas, num contexto de crescente concorrência económica e tecnológica. A China é actualmente o terceiro maior parceiro comercial da UE em bens, enquanto a UE continua a ser um dos principais destinos das exportações chinesas, num volume que ultrapassa os 800 mil milhões de euros anuais no comércio bilateral.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | Relações com Canadá melhoraram e são agora de cooperação As mudanças no relacionamento entre as duas nações receberam um novo impulso com a recente visita de Mark Carney à China. Agora, é Wang Yi que se desloca ao Canadá para dar continuidade à cooperação bilateral O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês considerou sábado que as relações da China com o Canadá são de cooperação, afirmando que a visita do primeiro-ministro canadiano a Pequim no início do ano permitiu “corrigir o rumo” das relações bilaterais. Wang Yi reuniu-se na sexta-feira em Otava com o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, e a sua homóloga, Anita Anand, na primeira visita de um ministro dos Negócios Estrangeiros chinês ao Canadá desde 2016. Segundo revelou sábado o Ministério chinês, Wang Yi afirmou, durante a visita, que não existem “conflitos fundamentais” entre os dois países, mas sim “um amplo espaço de cooperação”. O diplomata chinês adiantou que a mudança nas relações entre Pequim e Otava, na sequência da visita de Carney, “respondeu aos interesses de ambos os países” e às expectativas, acrescentando que a China está disposta a trabalhar com o Canadá com base no “respeito mútuo”, na comunicação e na gestão das diferenças. Segundo o ministro, os dois países devem defender o multilateralismo, o direito internacional e a “autonomia estratégica”, ao mesmo tempo que apoiam o comércio livre e uma economia global aberta. “A China está disposta a trabalhar com o Canadá para promover o desenvolvimento saudável, estável e sustentável das relações bilaterais”, disse. Sinais positivos Por seu lado, Carney afirmou que, desde a sua viagem à China, os contactos a vários níveis e a cooperação bilateral “foram intensificados” e produziram “resultados positivos”, divulgou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. O primeiro-ministro canadiano manifestou a disponibilidade de Otava para manter contactos de alto nível com Pequim e aprofundar a cooperação em áreas como a energia, as finanças, a agricultura e as pescas. No encontro com a sua homóloga canadiana, Wang reconheceu que as relações entre a China e o Canadá passaram por “altos e baixos” nos últimos anos, mas disse que os contactos e a cooperação em várias áreas “foram revitalizados”. Anita Anand, por seu lado, considerou que o Canadá atribui grande importância às relações com a China, que as trocas a vários níveis estão a tornar-se cada vez mais frequentes e que a cooperação em energia, finanças e comércio está a crescer rapidamente, adiantou o Ministério chinês. A ministra canadiana afirmou ainda que Otava pretende aumentar as exportações para o mercado chinês em 50 por cento até 2030 e agradeceu a Pequim a isenção de vistos concedida aos cidadãos canadianos para estadias curtas. Laços tensos As relações entre os dois países estavam a deteriorar-se desde 2018, após a detenção em Vancouver de Meng Wanzhou, executiva da Huawei, a pedido dos Estados Unidos, episódio a que Pequim respondeu com a detenção dos canadianos Michael Kovrig e Michael Spavor e com restrições comerciais aos produtos canadianos. Os três foram libertados em 2021, o que permitiu uma melhoria parcial dos laços, embora a relação se tenha voltado a deteriorar em 2023, quando o Canadá acusou a China de interferir nos seus processos eleitorais e expulsou um diplomata chinês. O degelo acelerou após a tomada de posse de Carney, no início de 2025, num contexto em que Otava procura diversificar as relações económicas e reduzir a dependência comercial relativamente aos Estados Unidos. Em Janeiro, Carney deslocou-se a Pequim, onde se reuniu com o Presidente chinês, Xi Jinping, e anunciou uma actualização da parceria estratégica bilateral, bem como acordos para flexibilizar as restrições comerciais.
Hoje Macau China / ÁsiaCazaquistão e Rússia estudam construção de gasoduto até à China Cazaquistão e Rússia estão a estudar a possibilidade de construir um gasoduto até à China através do território cazaque, como alternativa ao projecto estagnado do gasoduto via Mongólia, afirmou ontem o ministro da Energia do Cazaquistão, Yerlán Akkedzénov. As declarações foram feitas no âmbito da visita do Presidente russo, Vladimir Putin, ao país da Ásia Central. “Começámos a negociar o chamado ‘Força da Sibéria 2’ (…), que transportaria até 35 mil milhões de metros cúbicos de gás para a China através do Cazaquistão”, disse Akkedzénov à imprensa local, após a chegada de Putin a Astana. O ministro indicou que o Cazaquistão está interessado em que “o trânsito passe pelo território”. “Estamos dispostos a oferecer todas as condições e garantias, além de um consumo adicional em território cazaque”, afirmou. Segundo Akkedzénov, o projecto é importante para o Cazaquistão porque permitiria “fornecer gás às regiões norte e leste do país”. Embora as autoridades russas tenham afirmado em várias ocasiões existir entendimento sobre o projecto ‘Força da Sibéria 2’, um gasoduto de 2.600 quilómetros destinado a transportar gás russo para a China através da Mongólia, ainda não foi alcançado um acordo concreto, o que poderá levar Moscovo a procurar alternativas. Outros acordos Além deste projecto, Cazaquistão e Rússia estudam também aumentar o trânsito de petróleo russo para a China, acordo que poderá ser assinado durante a actual visita de Putin, acrescentou o ministro da Energia. “Está a ser discutido. O acordo correspondente está praticamente pronto para assinatura. Tentaremos concretizá-lo nesta ocasião. Trata-se de um aumento de 2,5 milhões de toneladas”, disse. O governante acrescentou que ainda são necessários “cálculos adicionais”, bem como a construção de novas estações de bombagem e a ampliação do oleoduto. “Assim que assinarmos os documentos, avançaremos com o projecto”, afirmou. Em Setembro passado, a gigante russa do gás Gazprom assinou com a parte chinesa um memorando juridicamente vinculativo sobre a construção do gasoduto ‘Força da Sibéria 2’, com capacidade para transportar 50 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano, o que o tornaria o maior do mundo no seu género. A Rússia, que reforçou as exportações para a Ásia após a suspensão das importações europeias devido à guerra na Ucrânia, forneceu à China 101 milhões de toneladas de petróleo e 49 mil milhões de metros cúbicos de gás no ano passado.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Quatro primárias fecham portas por falta de crianças Quatro escolas primárias irão fechar em Hong Kong, incluindo duas já este Verão, por não terem conseguido atrair um número suficiente de novos alunos, num contexto de mínimos históricos na taxa de natalidade na região. Em Março, as autoridades de Hong Kong já tinham anunciado que não irão subsidiar 15 primárias que receberam menos de 16 inscrições para o primeiro ano de escolaridade no próximo ano letivo, 2026/2027. De acordo com o jornal South China Morning Post, o Departamento de Educação de Hong Kong disse na quarta-feira que, das 15 primárias em risco, duas irão encerrar de imediato e outras duas irão fechar em 2029. Além desta situação, oito escolas irão fundir-se com outras instituições de educação para manterem as portas abertas e duas preferiram continuar a operar sem subsídios governamentais. Uma das que escolheu a fusão foi a Escola da Associação Empresarial dos Cinco Distritos, uma instituição com 69 anos de história, onde estudou o actual líder do Governo local, John Lee Ka-chiu. Em Março, a secretária para a Educação de Hong Kong avisou que mais primárias poderão encerrar, porque a cidade tem registado um número cada vez menor de crianças em idade escolar nos últimos dez anos, face à queda da natalidade. O número de alunos inscritos no primeiro ano do ensino primário em 2026-27 diminuiu em cerca de quatro mil em comparação com o actual ano lectivo, disse Christine Choi Yuk-lin à emissora pública RTHK. O Departamento de Educação de Hong Kong prevê que o número de crianças de seis anos desça de 47 mil em 2025 para 31 mil até 2029. Hong Kong registou em 2025 cerca de 31.100 nascimentos, o número mais baixo de sempre. No ano passado, também Macau registou 2.871 recém-nascidos, o menor número em quase meio século. Em 2025, a China continental registou 7,92 milhões de nascimentos, um novo mínimo histórico desde a fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos, com 5,63 por cada mil pessoas.
Hoje Macau China / ÁsiaPayPal | Pequim facilita pagamentos digitais a turistas Os utilizadores da plataforma de pagamentos digitais PayPal vão poder efectuar pagamentos sem dinheiro físico na China através de códigos QR da rede WeChat Pay, da tecnológica chinesa Tencent, numa medida destinada a atrair turistas estrangeiros. Além das redes sociais e mensagens, a aplicação WeChat, da Tencent, disponibiliza serviços de pagamento através do WeChat Pay, conhecido na China continental como Weixin Pay. A Tencent indicou, em comunicado, que a funcionalidade estará inicialmente disponível para utilizadores do PayPal sediados nos Estados Unidos, e será posteriormente alargada a outros mercados. Numa altura em que os pagamentos digitais se tornaram predominantes na China, a medida deverá facilitar as compras e transacções dos visitantes estrangeiros. O WeChat Pay e o Alipay, da Ant Group, afiliada ao grupo Alibaba, estão amplamente difundidos no país, incluindo em táxis e restaurantes. Segundo Gary Ng, economista sénior para a Ásia-Pacífico no banco francês Natixis, facilitar os pagamentos digitais por turistas está alinhado com os esforços da China para atrair mais visitantes estrangeiros. O turismo representou mais de 4 por cento da economia chinesa em 2024, segundo dados oficiais. Acessos alargados A China tem vindo a expandir o acesso sem visto a cidadãos de dezenas de países, incluindo Portugal, Reino Unido, Espanha e Austrália. A medida ainda não foi alargada aos cidadãos norte-americanos, que continuam a necessitar de visto para entrar na China, excepto em casos de trânsito para terceiros países. O número de visitantes estrangeiros, excluindo os provenientes de Hong Kong e Taiwan, caiu acentuadamente durante a pandemia da covid-19, quando a China fechou as fronteiras e impôs quarentenas rigorosas. Desde então, o número de visitantes ultrapassou os quase 32 milhões registados em 2019, atingindo mais de 35 milhões no ano passado. Gary Ng afirmou ainda que a integração entre PayPal e WeChat Pay acompanha uma tendência global de interoperabilidade entre plataformas de pagamento através de códigos QR transfronteiriços. Ivan Su, analista sénior da Morningstar, considerou, contudo, que o impacto inicial da parceria poderá ser limitado para a Tencent, devido ao actual baixo número de turistas norte-americanos na China. O WeChat Pay permite desde 2019 associar cartões bancários estrangeiros às contas dos utilizadores. A Tencent anunciou ainda que irá isentar de taxas as primeiras transacções efectuadas por utilizadores que associem cartões bancários internacionais ao WeChat, numa tentativa de incentivar a adesão ao serviço. Segundo a empresa, as transacções realizadas por turistas estrangeiros na China através da plataforma aumentaram quase 80 por cento entre Janeiro e Abril, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Hoje Macau China / ÁsiaBruxelas debateu relações económicas e comerciais entre UE e China A Comissão Europeia realizou na sexta-feira um debate sobre as relações entre União Europeia (UE) e China, ao nível económico e comercial, face a “preocupações europeias” relacionadas com o aumento das exportações chinesas e a “distorções sistémicas”. “Sabe-se qual é a abordagem em relação à China: diversificamos a nossa relação, reduzimos o risco, mas não procedemos a um desacoplamento. Existem preocupações e entre essas preocupações estão o aumento das exportações de bens chineses e as distorções sistémicas, que resultam sobretudo de excesso de capacidade produtiva e, por isso, o nosso objectivo é reequilibrar o comércio e as nossas relações económicas, e este será um dos temas em discussão amanhã [hoje] no debate de orientação”, disse ontem a porta-voz principal do executivo comunitário, Paula Pinho. Assim, “o debate irá centrar-se na economia e no comércio – esse será o foco principal – e serão ouvidos todos os membros do colégio [de comissários da Comissão Europeia] a este respeito”, adiantou Paula Pinho, falando em conferência de imprensa da instituição, em Bruxelas. Relações complexas As relações entre a UE e a China têm vindo a tornar-se cada vez mais complexas, num contexto de crescente concorrência económica e tecnológica. A China é actualmente o terceiro maior parceiro comercial da UE em bens, enquanto a UE continua a ser um dos principais destinos das exportações chinesas, num volume que ultrapassa os 800 mil milhões de euros anuais no comércio bilateral. No entanto, Bruxelas tem vindo a contestar práticas consideradas distorcivas, sobretudo relacionadas com subsídios estatais e apoio público a empresas chinesas, que poderão criar vantagens competitivas artificiais em sectores estratégicos como electrónica, energia limpa e tecnologia avançada. A UE tem, por isso, tentando garantir que empresas europeias e estrangeiras competem em condições de igualdade no mercado interno através de instrumentos como o Regulamento de Subsídios Estrangeiros, que permitem investigar e, se necessário, limitar aquisições ou actividades de empresas que beneficiem de apoios financeiros considerados desleais. Foi, aliás, no âmbito do Regulamento de Subsídios Estrangeiros que a Comissão Europeia abriu um caso relacionado com a Linha Violeta do Metro de Lisboa, após suspeitas de que um fornecedor associado ao projecto (a empresa chinesa empresa CRRC Tangshan Rolling Stock, inserida inicialmente num consórcio liderado pela Monta-Engil) terá beneficiado de apoios estatais chineses susceptíveis de distorcer a concorrência no concurso público. Exigindo a substituição do subcontratado em causa, a Comissão Europeia acabou por permitir o avanço da adjudicação com condições, num caso que se tornou o primeiro exemplo de aplicação condicionada do novo regulamento em Portugal. Ontem, o executivo comunitário abriu uma investigação aprofundada à aquisição da CECONOMY AG pela JD.com, ao abrigo do Regulamento de Subsídios Estrangeiros, devido a suspeitas de que apoios estatais chineses possam ter influenciado a operação e distorcido a concorrência no mercado interno da UE. Bruxelas vai agora avaliar se esses incentivos afectaram o processo de compra e dispõe de 90 dias úteis para decidir se aprova, impõe condições ou bloqueia a transação. Esta abordagem reflecte a tentativa de equilibrar a abertura ao investimento com uma postura mais assertiva face às distorções de mercado, num momento em que a rivalidade económica entre Bruxelas e Pequim se intensifica.
Hoje Macau China / ÁsiaDiálogo Shangri-La | Ministro da Defesa não vai ao fórum de Singapura O ministro da Defesa chinês, Dong Jun, vai faltar pela segunda vez ao Diálogo Shangri-La, principal fórum de segurança da Ásia, anunciaram ontem fontes oficiais. Na conferência de imprensa mensal do ministério da Defesa chinês, o porta-voz militar Jiang Bin afirmou que a delegação “inclui especialistas e académicos” da Universidade Nacional de Defesa, da Academia de Ciências Militares e da Marinha chinesa. Segundo Jiang, a comitiva “realizará intercâmbios aprofundados em instituições de ensino de Singapura”, com o objectivo de “melhorar a compreensão mútua, gerar consensos e contribuir para a manutenção da estabilidade na região Ásia-Pacífico”. O porta-voz acrescentou que os representantes chineses “dão ênfase à cooperação na Ásia-Pacífico e defendem uma abordagem aberta e inclusiva”, mas não explicou a ausência de Dong no fórum, que começa hoje em Singapura. Organizado desde 2002 pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), o Diálogo Shangri-La consolidou-se como uma das principais conferências internacionais sobre segurança e defesa, reunindo responsáveis militares, diplomatas e especialistas de dezenas de países. Esta é a segunda vez consecutiva que o ministro chinês da Defesa falta ao evento, ao qual deverá comparecer o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que este mês visitou a China acompanhando o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante a visita de Estado ao país asiático. Na edição de 2025, Pequim também optou por não enviar Dong Jun, sendo representada por uma delegação da Universidade Nacional de Defesa, decisão que impediu o habitual encontro bilateral com o chefe do Pentágono.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Aprovada polémica lei para criar agência de inteligência O Parlamento do Japão aprovou ontem a versão final da lei que cria uma agência nacional de inteligência, criticada por falta de controlos e eventuais violações da privacidade, no âmbito dos planos do Governo para elaborar uma lei anti-espionagem. A legislação, uma das promessas eleitorais da primeira-ministra, a conservadora Sanae Takaichi, foi promulgada ontem pela câmara baixa do Parlamento, após ter recebido o voto favorável da câmara alta há uma semana, informou a agência de notícias local Kyodo. A legislação prevê a criação de um novo Conselho Nacional de Inteligência, presidido pelo primeiro-ministro e por outros nove membros do Gabinete, e destinado a centralizar a recolha de informações no arquipélago. Segundo a Kyodo, o Governo de Takaichi poderá criar o organismo ainda este mês de Julho e elaborar um projecto de lei de contraespionagem no próximo ano. A lei para criar a nova agência de inteligência foi criticada pelo Partido Democrático Constitucional (PDC), da oposição. “Se for permitido que actue sem controlo, poderá violar grave e injustamente os direitos humanos da população. Este projecto de lei apresenta graves deficiências”, afirmou Makoto Oniki, do PDC, num debate parlamentar, segundo a publicação Nikkei. A estas críticas à legislação recém-aprovada junta-se a preocupação de numerosas organizações relativamente à lei antiespionagem. A Human Rights Watch (HRW), a Amnistia Internacional (AI) e mais de uma dezena de ONG instaram Takaichi na terça-feira através de uma carta a adaptar a legislação de forma a que esta seja “consistente” com as leis internacionais de direitos humanos e com a Constituição japonesa. Concretamente, as organizações solicitaram que a lei evite termos “vagos e excessivamente amplos” e inclua disposições que garantam a liberdade de expressão.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Aeroporto reabre segundo terminal com meta de 30 milhões de viajantes O segundo terminal do aeroporto de Hong Kong foi ontem reaberto, para já com apenas uma companhia aérea, mas com mais 14 previstas para começar operações até 10 de Junho. O primeiro voo a partir da nova infraestrutura partiu às 08:05 com destino ao Aeroporto Internacional de Pudong, em Xangai, a capital financeira da China, situada no leste do país. Segundo o portal na Internet da operadora, a Autoridade do Aeroporto de Hong Kong (AAHK, na sigla em inglês), o segundo terminal esperava receber ontem 33 voos da companhia Hong Kong Airlines. A directora executiva da AAHK, Vivian Cheung Kar-fay, disse à imprensa local que cerca de 4.200 passageiros iriam passar ontem pelo segundo terminal, com mais seis companhias aéreas dedicadas a voos regionais a começar operações hoje. O Governo de Hong Kong previu que, durante o primeiro ano de operações, cerca de oito milhões de pessoas passem pelo segundo terminal, que tem capacidade para 30 milhões de passageiros. A reabertura do segundo terminal faz parte da expansão do aeroporto, orçada em 141,5 mil milhões de dólares de Hong Kong, e iniciada em 2016, que incluiu também a construção de uma terceira pista, inaugurada em 2024. Portugal à espreita Em 2025, passaram pelo aeroporto 61 milhões de passageiros. Vivian Cheung Kar-fay previu um aumento de 15 por cento para 70 milhões este ano. Em Fevereiro, o cônsul-geral de Portugal em Macau, Alexandre Leitão, disse na rede social Facebook que tinha discutido “assuntos de interesse mútuo” numa reunião com Vivian Cheung Kar-fay, e o responsável da AAHK pelo desenvolvimento de novas rotas. A AAHK disse à Lusa que tem procurado “estabelecer contactos com companhias aéreas e parceiros comerciais do sector global, incluindo autoridades governamentais e operadores aeroportuários” para cooperar “no desenvolvimento de rotas”. A operadora disse ainda que tem trabalhado com o Governo local para “estabelecer novos acordos de serviços aéreos ou expandir os já existentes”. Hong Kong não tem actualmente qualquer acordo de serviços aéreos com Portugal, ao contrário da vizinha Espanha, que assinou um pacto em 2018. Em Abril, o regulador da aviação civil de Macau admitiu que a região chinesa abandonou o plano, anunciado em 2020, para utilizar parte do actual terminal marítimo de passageiros da Taipa na expansão do aeroporto. O presidente da Autoridade de Aviação Civil, Pun Wa Kin, lembrou que, “após a conclusão das obras de ampliação por aterro, a capacidade será aumentada para, pelo menos, 13 milhões de passageiros por ano”. Em 2025, o aeroporto do território registou 7,52 milhões de passageiros, menos 1,6 por cento do que no ano anterior e longe do recorde máximo de 9,61 milhões, fixado em 2019, antes do início da pandemia de covid-19.
Hoje Macau China / ÁsiaJustiça | Executado na China por envenenar magnata dos videojogos As autoridades chinesas executaram um homem condenado por envenenar e matar um magnata dos videojogos ligado à adaptação da Netflix de “O Problema dos Três Corpos”, devido a um conflito profissional, avançou ontem a imprensa local. Xu Yao foi considerado culpado pela morte de Lin Qi, fundador da empresa Yoozoo Games, sediada em Xangai, que detém os direitos de adaptação audiovisual da trilogia de ficção científica conhecida pelo título do primeiro livro, “O Problema dos Três Corpos”. A trilogia, escrita pelo autor chinês Liu Cixin, foi traduzida para mais de 40 línguas e adaptada para televisão e videojogos, incluindo a série da Netflix, lançada em 2024. Xu, antigo responsável de uma subsidiária da Yoozoo Games, envenenou Lin em 2020, após ter sido afastado pelo fundador pouco tempo depois de ajudar a garantir o acordo com a Netflix. O arguido foi condenado em 2024 e a revista Yicai Global, entre outros órgãos, noticiou que foi executado em 21 de Maio. A empresa de Lin confirmou a execução num comunicado publicado ontem na rede social Weibo. “Recentemente, o caso relativo ao senhor Lin Qi, fundador da Three-Body Universe, chegou finalmente à sua conclusão e a justiça foi feita”, lê-se no comunicado. “Todos na empresa estamos profundamente gratos pela defesa da justiça”, acrescentou. Segundo a imprensa local, Xu gastou centenas de milhares de yuan na compra ‘online’ de substâncias altamente tóxicas, incluindo alfa-amanitina, um composto letal presente em alguns cogumelos venenosos. O condenado disfarçou os venenos sob a forma de cápsulas probióticas e colocou-os também em cápsulas de café, recipientes de água e garrafas de whisky, que partilhou com Lin e outros funcionários da empresa. Lin foi hospitalizado em Dezembro de 2020 e morreu poucos dias depois. Tinha 39 anos. Outras pessoas adoeceram, mas recuperaram.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Pequim espera que norte-americanos e iranianos procurem um compromisso O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reiterou o apelo de Pequim ao respeito pelo cessar-fogo no Médio Oriente e expressou esperança de que Estados Unidos e Irão procurem um compromisso, informou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua. “Esperamos que as partes envolvidas permaneçam empenhadas em procurar um cessar-fogo e continuem a procurar pontos de entendimento mútuo para que a paz regresse o mais rapidamente possível ao Médio Oriente”, afirmou Wang na terça-feira, citado ontem pela agência. Segundo a Xinhua, Wang declarou a jornalistas nas Nações Unidas que a China está a esforçar-se para resolver o conflito, mantendo comunicação e coordenação com as principais partes envolvidas e outros parceiros regionais e internacionais relevantes. “Apoiamos a mediação conduzida activamente pelo Paquistão e outros países, bem como os esforços dos Estados Unidos e do Irão”, acrescentou o ministro chinês. Wang renovou ainda o apelo de Pequim à garantia da segurança das rotas marítimas e das infraestruturas energéticas. O Irão acusou na terça-feira os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo, após ataques norte-americanos nocturnos no sul do país. Apesar de alguns sinais recentes de abertura entre Washington e Teerão, a retórica voltou a endurecer num conflito em que os combates praticamente cessaram desde 08 de Abril, mas no qual o bloqueio do estreito de Ormuz continua, impulsionando os preços do petróleo.
Hoje Macau China / ÁsiaPanamá espera cooperação marítima com China após reunião na ONU O ministro dos Negócios Estrangeiros panamenho expressou ao homólogo chinês desejo de avanços na cooperação marítima, num contexto de tensão entre os dois países em torno do controlo de portos estratégicos perto do canal do Panamá. Os responsáveis do Panamá e da China, Javier Martínez-Acha e Wang Yi, respectivamente, reuniram-se na terça-feira, em Nova Iorque, no âmbito do debate aberto de alto nível do Conselho de Segurança da ONU. Trata-se do primeiro encontro de alto nível entre ambos os governos, num contexto de tensão devido à saída forçada de um operador chinês de dois portos próximos do Canal do Panamá e à detenção em massa, em portos chineses — como suposta reacção —, de navios com bandeira panamenha. No encontro, as delegações trocaram pontos de vista sobre temas de interesse comum na agenda bilateral e multilateral, de acordo com um breve comunicado divulgado na noite de terça-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Panamá. “Martínez-Acha Vásquez expressou, no decorrer da reunião, a disposição de avançar em canais técnicos de cooperação marítima”, afirma-se no comunicado oficial. Na nota, salienta-se ainda que o Panamá reiterou “o pleno respeito pelo princípio de uma única China e o compromisso com o Estado de Direito e a independência na tomada de decisões das suas instituições democráticas, além do interesse de ambas as nações em manter uma relação mutuamente benéfica”. A informação oficial destaca ainda que as delegações concordaram com a importância do “diálogo franco e aberto, do respeito mútuo e do fortalecimento das relações”. Haja harmonia A reunião entre os dois ministros dos Negócios Estrangeiros foi descrita na segunda-feira pelo Governo panamenho como de “agenda aberta”, no âmbito de “uma maior harmonização das relações entre a China e o Panamá, países que há 170 anos mantêm relações migratórias, comerciais e culturais”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num breve comunicado. “O entendimento que se procura é o reconhecimento de como funciona o Estado de direito no Panamá (…) as decisões soberanas tomadas no país não são expressão de hostilidade contra nenhum Estado, e não devem ser interpretadas como tal noutros locais, nem devem ser motivo de retaliação”, afirmou à agência de notícias EFE o vice-ministro dos Assuntos Multilaterais e Cooperação, Carlos Guevara Mann, antes da reunião em Nova Iorque. Tensão alta Este encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Panamá e da China ocorre num contexto de tensão bilateral resultante da saída do conglomerado chinês CK Hutchison da exploração de dois portos situados perto do Canal, em Fevereiro passado, depois de o Supremo Tribunal panamiano ter declarado inconstitucional a concessão concedida há mais de vinte e cinco anos. A China afirmou que o Panamá pagaria “um preço elevado” por retirar a CK Hutchison, e a empresa iniciou um processo de arbitragem internacional no valor de, pelo menos, dois mil milhões de dólares contra o Estado panamenho.