Saúde | Mais de 70 alunos infectados com vírus da gripe

Os Serviços de Saúde (SS) receberam, na última sexta-feira, a notificação da ocorrência de sete casos de gripe em várias escolas do território, nomeadamente a Escola Xin Hua, a creche Tung Sin Tong III, a Escola Secundária Pui Ching, a Escola Kao Yip, Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes, Escola Tong Sin Tong e Colégio de Santa Rosa de Lima (Secção Chinesa). Foram infectadas um total de 66 crianças, sendo que os sintomas, nomeadamente febre, tosse e dor de garganta, começaram a manifestar-se a 30 de Novembro.

Segundo uma nota dos SS, uma criança da creche Tung Sin Tong III necessitou de internamento, apresentando agora um estado clínico estável. Não foram registados casos graves ou outras complicações relativamente aos restantes doentes. A investigação revelou que 19 doentes dos sete casos colectivos de infecção, obtiveram um resultado positivo para a gripe do tipo A num teste rápido, não tendo sido detectado qualquer agente patogénico noutros alunos.

Outro caso de gripe, detectado pelos SS no sábado, dia 6, ocorreu numa turma do Colégio Diocesano de São José, com 11 alunos infectados. Estes começaram a manifestar sintomas de infecção do tracto respiratório superior no dia 3. Não há casos graves, sendo que quatro doentes testaram positivo à gripe A.

Sands e Galaxy | Centros comerciais recuperam terreno

Os resultados dos centros comerciais da Sands e Galaxy Macau no terceiro trimestre mostram sinais de optimismo. Enquanto a Galaxy registou um aumento trimestral de 3,7 por cento e quebra anual de 2 por cento, a Sands China teve uma subida de 6,5 por cento das receitas líquidas nos primeiros nove meses do ano

No terceiro trimestre deste ano, as receitas dos centros comerciais instalados em resorts da Sands China e Galaxy Entertainment Group melhoraram em relação ao trimestre anterior, confirmando a tendência do aumento da procura por bens de luxo no comércio de Macau, assim como no Interior da China, de acordo com um artigo publicado no portal GGR Asia.

De acordo com a empresa-mãe da Sands China, a Las Vegas Sands Corp, as receitas líquidas agregadas nos primeiros nove meses de 2025 ascenderam a 379 milhões de dólares, mais 6,5 por cento face ao mesmo período do ano passado. Tendo em conta apenas o terceiro trimestre, os centros comerciais da Sands China facturaram 130 milhões de dólares, mais 4 por cento em termos trimestrais e anuais.

Os ganhos de 22 milhões de dólares foram em larga parte justificados com os rendas extra pagas no período em análise, de 15 milhões de dólares. Estas rendas extra dizem respeito a um valor relativo aos resultados de vendas acima de determinada fasquia da loja arrendatária, aos quais de somaram 4 milhões de dólares das rendas base e 3 milhões de dólares em despesas de manutenção.

Todos em linha

Em relação aos centros comerciais da Galaxy, foram apurados 340 milhões de dólares de Hong Kong no terceiro trimestre do ano, mais 3,7 por cento face ao trimestre anterior, mas uma queda de 2 por cento face ao mesmo período de 2024.

Graças à performance dos espaços comerciais nos resorts da Galaxy no terceiro trimestre, o grupo conseguiu atingir receitas líquidas de mil milhões de dólares de Hong Kong nos primeiros nove meses do ano. Apesar do resultado significar um declínio de 3,9 por cento em termos anuais, as quebras foram acentuadas face à descida de 12,7 por cento registada no mesmo período de 2024.

A performance dos centros comerciais dos dois grupos empresariais no terceiro trimestre alinham-se com os resultados dos negócios do comércio a retalho divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos.

Entre Janeiro e Setembro, o volume de negócios do comércio a retalho apresentou uma redução anual de 5,4 por cento para 50,56 mil milhões de patacas. Porém, tendo em conta apenas o terceiro trimestre deste ano, o volume de negócios do comércio a retalho cresceu 2,2 por cento, para 16,96 mil milhões de patacas, face ao mesmo período de 2024. Os dados oficiais indicaram que os resultados foram impulsionados pela venda de cosméticos, joalharia e produtos farmacêuticos.

Japão | DST sem pedidos de ajuda devido a sismo

Um sismo de magnitude 7.5 com epicentro localizado a 80 quilómetros da costa da prefeitura japonesa de Aomori não levou a pedidos de ajuda ou informações, segundo indicou a Direcção dos Serviços de Turismo ao canal chinês da Rádio Macau. A linha aberta reservada a pedidos de ajuda ou informações em casos de emergência não recebeu qualquer solicitação de assistência relacionada com o sismo que levou à retirada de casa de 90 mil moradores, na sequência de um alerta de tsunami.

Em comunicado, a DST lançou ontem um alerta dirigido aos “residentes de Macau que se encontram no Japão para estarem atentos a situações de sismo, alertas meteorológicos e informações de prevenção de calamidades”. As autoridades pediram aos residentes para “seguirem as instruções de prevenção e de abrigo emitidas pelas autoridades locais, elevarem a consciência de autoprotecção e reforçarem a sua própria segurança”.

O sismo ocorreu às 22h15 de Macau na noite de segunda-feira, uma hora mais cedo em relação à região Aomori, e causou ferimentos em, pelo menos, 30 pessoas.

Turismo | Previstas mais viagens de residentes para o exterior

Andy Wu, presidente da Associação da Indústria Turística de Macau, acredita que os residentes possam viajar mais nesta época natalícia que se aproxima, falando em aumentos das viagens na ordem dos 20 por cento. O interior da China deverá estar no topo das preferências

O presidente da Associação da Indústria Turística de Macau, Andy Wu, garantiu, segundo o jornal Ou Mun, que as viagens de residentes ao exterior possam aumentar cerca de 20 por cento nesta época natalícia. O responsável explicou que, segundo o calendário deste ano, as férias combinam com a data do estabelecimento da RAEM, 20 de Dezembro, sendo que os períodos do solstício de Inverno, a véspera de Natal e o Natal são de seis dias, entre as datas de 20 e 25 de Dezembro. Caso uma pessoa peça o dia de férias para sexta-feira, 26 de Dezembro, o período de férias pode estender-se a nove dias, entre as datas de 20 a 28 de Dezembro, por incluir o fim-de-semana.

Andy Wu acredita que, com este calendário, as pessoas terão mais vontade de viajar, nomeadamente para fazer percursos mais longos. Quanto ao destino da viagem, o dirigente associativo acredita que a zona do interior da China deverá ocupar o topo das preferências, mais de 60 por cento, para os residentes de Macau, tendo em conta que a popularidade das viagens ao Japão sofreu uma redução. Pelo contrário, Andy Wu destaca que as viagens à China e Sudeste Asiático se tornaram as alternativas preferenciais.

Japão com menos procura

Face aos preços das viagens, Andy Wu disse que a época do Natal não faz parte das fases dos grandes períodos de férias para o interior da China, pelo que os valores tendem a estabilizar. Enquanto isso, face à menor procura pelas viagens ao Japão, um cenário diferente em relação ao ano passado, quando os preços subiram muito, este ano verifica-se o oposto: uma estabilidade de valores.

Andy Wu afirma que as escolhas de destinos na China mais populares são locais com neve e gelo, nomeadamente cidades em Chongqing ou na província de Jiangxi, que recentemente passou a ter uma rota aérea directa com Macau. O responsável adiantou que o facto de existirem, no país, recursos turísticos abundantes e a conveniência dos meios de transporte faz com que o interior da China se torne muito atractivo, como destino, para os residentes de Macau.

Além disso, Andy Wu observou que há uma nova tendência no mercado de viagens de longa distância, já que há muitos residentes a preferir viajar sozinhos para destinos na Europa ou Dubai.

No cenário oposto, ou seja, quanto ao número de visitantes de Macau na semana do Natal, Andy Wu acredita que o número possa registar um aumento em termos anuais. O presidente da associação descreve que, apesar de o Natal não ser celebrado no interior da China, o ambiente festivo é bastante popular e atractivo, nomeadamente para visitantes mais jovens. Por esta razão, Andy Wu explicou que os turistas mais jovens do interior da China, e também os que vêm de Hong Kong, são dois grupos essenciais para trazerem dinâmica ao turismo nesta época natalícia.

Habitação | Sugeridas mudanças no Iao Hon

O deputado Leong Hong Sai entende que o Governo deveria transformar o projecto de habitação intermédia no bairro do Iao Hon em habitação para troca, a fim de lá colocar moradores de sete prédios, cuja reconstrução está dependente da recolha de um número suficiente de assinaturas.

Segundo o Jornal do Cidadão, o deputado recordou as palavras de Raymond Tam, secretário para os Transportes e Obras Públicas, quanto à necessidade de analisar a necessidade de construção de habitação intermédia no edifício Soi Lei, no bairro do Iao Hon, junto aos referidos sete prédios. A ideia de ali construir habitação intermédia data do tempo em que Ho Iat Seng era Chefe do Executivo.

Leong Hong Sai defende que, se esse lote for usado para o projecto de habitação para troca, os proprietários das casas nos sete prédios não necessitam de esperar que estes sejam reconstruídos, podendo-se acelerar a renovação urbana do bairro do Iao Hon. O deputado referiu ainda as posições de alguns moradores, que dizem querer viver em habitações construídas e não em habitações de alojamento temporário, situadas no Lote P da Areia Preta, a uma maior distância dos sete prédios que necessitam de reconstrução.

DSOP | Metade das obras mais caras atrasadas e com derrapagens

Dos 46 projectos com custo superior a 100 milhões de patacas, em execução este ano, 22 estão atrasados em relação ao prazo estabelecido na adjudicação e 23 têm derrapagens orçamentais, que podem chegar a 348 milhões de patacas. As maiores discrepâncias verificam-se na Zona A dos Novos Aterros

Ao longo deste ano, e até à passada sexta-feira, estavam em curso 46 obras públicas em Macau, que representam custos públicos a rondar os 43,53 mil milhões de patacas. Os dados mais recentes sobre a situação das obras com valor superior a 100 milhões de patacas da tutela de Transportes e Obras Públicas revela que, até à passada sexta-feira, se verificavam derrapagens no valor das obras na ordem de 0,8 por cento, o que equivale a cerca de 348 milhões de patacas.

Importa salientar que entre as 46 obras públicas, quatro estão em fase de obtenção de propostas, adjudicação ou contrato, e outras duas foram concluídas. As obras de fundações e caves do Edifício de Apoio ao Centro de Formação e Estágio de Atletas foram concluídas a 5 de Dezembro, enquanto a segunda fase da Empreitada de Construção de Viaduto na Rotunda da Amizade terminou no dia 25 de Novembro.

De acordo com os dados publicados pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), as obras com maiores derrapagens de custos e de prazo de execução situam-se na Zona A dos Novos Aterros.

A maior discrepância ao nível do valor, 18,1 por cento, verifica-se na segunda fase da obra de assentamento de condutas de abastecimento de água nas vias públicas na Zona A, adjudicada à Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau por quase 172 milhões de patacas. O desvio no valor da obra ultrapassa os 31,1 milhões de patacas.

Outro exemplo de variações no valor e prazo das obras, é o projecto da galeria técnica e arruamentos no sul da Zona A, que foi adjudicado ao Consórcio de Tong Lei / Lei Seng, por quase 752 milhões de patacas, com prazo de execução de 541 dias úteis de trabalho. Segundo os dados da DSOP, o valor da obra sofreu uma derrapagem de 4,6 por cento, ou perto de 34,6 milhões de patacas. Também a execução da obra apresenta um atraso de 42 dias.

Tubarões e sardinhas

Entre as obras mais dispendiosas para o erário público, destaque para os segmentos norte e sul da Linha Leste do Metro Ligeiro. A obra do segmento norte, adjudicada ao Consórcio de CCECC (Macau)/Nam Kwong/China Railway por 4,47 mil milhões de patacas, apresenta uma derrapagem de 125,16 milhões de patacas. A boa notícia é que o prazo para concluir a obra, 1.350 dias úteis, está a ser cumprido.

No segmento sul da mesma linha, adjudicado ao consórcio formado pela China State, a Construção da China e Túneis Shanghai por 4,8 mil milhões de patacas, a derrapagem foi 4,8 milhões de patacas, enquanto a execução da obra regista um atraso de nove dias em relação aos 1.350 estabelecidos como prazo.

Em relação às 13 empreitadas de construção de edifícios de habitação económica na Zona A dos Novos Aterros, as obras que apresentam maiores discrepâncias no valor são as localizadas nos lotes A1 e A2. O primeiro projecto, adjudicado à CCECC (Macau) por quase 1,48 mil milhões de patacas está a decorrer sem atrasos, mas os custos derraparam 29,5 milhões de patacas.

No lote A2, obra adjudicada à Construção da China (Macau) por 1,57 mil milhões de patacas, a derrapagem orçamental vai quase em 25,1 milhões de patacas, com os trabalhos a decorrerem sem atrasos.

A Construção da China tem actualmente seis obras adjudicadas pelo Governo de Macau, relativas a três empreitadas para habitação económica na Zona A, uma em consórcio com a China State para o Novo hospital – Hospital de Reabilitação e outra com o Porto da China para o Aterro da Zona D. Também a empresa Soi Kun, do ex-deputado Mak Soi Kun, soma três adjudicações em consórcio para a construção de blocos de habitação económica na Zona A, à qual se junta a empreitada relativa ao Tribunal de Segunda Instância nos lotes C12 e C14 do Lago Nam Van.

Formação profissional | Mais de 550 cursos em 11 meses

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) diz ter organizado, em 11 meses (de Janeiro a Novembro deste ano), um total de 570 cursos de formação profissional, que contaram com a participação de mais de 10.670 formandos. Destaca-se o facto de apenas 3.780 pessoas terem obtido certificados de qualificação profissional reconhecidos não apenas em Macau, mas também no interior da China e até a nível internacional, refere a DSAL em comunicado.

De entre os cursos realizados, 271 estão relacionados com as indústrias associadas à política “1+4”, nomeadamente na área das finanças e “Big Health”, entre outras. Destes cursos relacionados com a política “1+4” saíram 5.270 formandos, sendo que mais de 1.680 obtiveram certificados de qualificação profissional.

A DSAL destaca que “os resultados da formação são significativos, promovendo-se, de forma contínua, a formação de quadros qualificados para as indústrias”. Foi criada, a 30 de Outubro deste ano, a “Plataforma Integrada de Formação Profissional”, que já disponibilizou mais de 100 cursos, “registando-se aproximadamente mil pessoas que utilizaram a Plataforma”, é referido.

Grande Baía | Empresas do Brasil e Portugal de visita

Um total de 30 representantes de 24 empresas tecnológicas, instituições de ensino superior, incubadoras e associações do Brasil e de Portugal estiveram em Hengqin e no interior da China numa visita oficial que decorreu entre os dias 29 de Novembro e 7 de Dezembro, domingo.

Segundo uma nota oficial, o grupo visitou empresas tecnológicas e entidades governamentais da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, tendo estado representado, com um stand, na “Exposição Global de Máquinas e Produtos Eletrónicos de Inteligência Artificial”, realizada em Macau.

Esta visita contou com organização da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), sendo que a delegação ganhou o nome de “Grupo de visita de estudo das empresas de inovação tecnológica dos países de língua portuguesa à Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”. A visita passou, concretamente, pelas cidades de Zhuhai, Guangzhou, Dongguan e Shenzhen. Algumas das empresas representadas ganharam prémios no “Concurso de Inovação e Empreendedorismo (Macau) para as Empresas de Tecnologia do Brasil e de Portugal” de 2024 e de 2025.

Finanças | Secretário diz estar a optimizar plataformas e leis

O secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, declarou ontem que o Executivo está a trabalhar na optimização de plataformas e leis ligadas ao sector financeiro, a fim de o desenvolver. Um dos projectos prende-se com a melhoria, “de forma faseada”, da Central de Depósito de Valores Mobiliários de Macau (CSD), ligada ao mercado das obrigações, pretendendo-se, com isso, “aprofundar o serviço de rede e interligação com Hong Kong”.

O Governo diz também estar a avançar “com os trabalhos preparatórios da Lei de Valores Mobiliários, visando o aceleramento da criação de um mercado de obrigações que ‘sirva de ponte para o Interior da China e crie conexões com o mercado internacional’, de forma a responder melhor às necessidades de financiamento e investimento da Zona de Cooperação e da Grande Baía”, destacou o secretário num discurso proferido na cerimónia de abertura da 4.ª Edição do Fórum Financeiro da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau 2025, ocorrido ontem.

O governante acrescentou também que na área da gestão de fortunas, “a nova Lei dos Fundos de Investimento entrará em vigor no próximo mês, reforçando ainda mais as bases legais e o ambiente de desenvolvimento da indústria de fundos em Macau”. Quanto ao projecto da pataca digital, a “e-MOP”, foi já concluída a construção do sistema central, tendo sido realizados “testes de transacções em pequena escala, visando o aperfeiçoamento contínuo das infraestruturas financeiras digitais”, rematou o secretário.

Conselho de Estado | Pedida maior participação da RAEM na abertura do país

Uma comitiva do Governo reuniu com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma para afinar as metas de Macau na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e na abertura do país ao mundo. Tai Kin Ip prometeu implementar “seriamente” os espíritos da 4.ª sessão plenária do 20.º Comité Central do PCC e dos “importantes discursos” de Xi Jinping

Representantes do Governo de Macau estiveram em Pequim na sexta-feira para uma reunião com dirigentes da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, um departamento executivo do Conselho de Estado, segundo um comunicado divulgado ontem pelo gabinete do Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip.

Na agenda de trabalho, esteve a colaboração de Macau na construção da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”. O director-adjunto da comissão nacional, Zhou Haibing, começou por elogiar a RAEM, referindo que “Macau tem utilizado os seus pontos fortes para atender às necessidades nacionais, demonstrando um papel de participante proactivo” na iniciativa nacional. Zhou Haibing indicou também que o caminho de Macau passa por criar “uma imagem cultural mais atractiva no contexto da construção conjunta de ‘Uma Faixa, Uma Rota’, permitindo que Macau “desempenhe um papel mais significativo na abertura do país ao exterior”.

Estrela polar

Começando por destacar a importância de participar na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, Tai Kin Ip garantiu que “o Governo da RAEM implementará seriamente o espírito da 4.ª Sessão Plenária do 20.º Comité Central do PCC e o espírito dos importantes discursos do Presidente Xi Jinping”.

Em termos práticos, o governante local afirmou que o Executivo irá reforçar as funções de plataforma, assim como “o papel de ‘interlocutor de precisão’, ajudando melhor as empresas do Interior da China a expandirem-se ao exterior”.

Os vários departamentos do Executivo de Sam Hou Fai que participaram na reunião apresentaram à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma os “progressos alcançados na participação e apoio de Macau à construção de ‘Uma Faixa, Uma Rota’”, que não foram especificados pelo Governo.

Sismo de magnitude 7,6 causa feridos e tsunami de 40 centímetros no norte do Japão

Um sismo de magnitude 7,6 na escala de Richter, inicialmente avançado como de 7,2, atingiu hoje o norte do Japão, provocando vários feridos e um tsunami de 40 centímetros, informou a Agência Meteorológica Japonesa.

A agência indicou que o sismo ocorreu a leste de Aomori, na ilha principal de Honshu, no Japão, e ao sul da ilha de Hokkaido, e que o tsunami de 40 centímetros atingiu a cidade de Urakawa, em Hokkaido, e o porto de Mutsu Ogawara, em Aomori. Várias pessoas ficaram feridas num hotel na cidade de Hachinohe, em Aomori, informou a emissora pública NHK.

A primeira-ministra, Sanae Takaichi,disse aos jornalistas que o governo criou uma equipa de emergência para avaliar a extensão dos danos. “Estamos a colocar a vida das pessoas em primeiro lugar e a fazer tudo o que podemos”, disse. As centrais nucleares da região estão a realizar verificações de segurança, informou a NHK. O sismo ocorreu por volta das 23:15 (14:15, hora de Lisboa) no Oceano Pacífico, a cerca de 80 quilómetros da costa de Aomori.

Um tsunami de 70 centímetros foi medido no porto de Kuji, na província de Iwate, ao sul de Aomori, e ondas de até 50 centímetros atingiram outras comunidades costeiras da região, informou a agência.

A agência emitiu um alerta para possíveis ondas de tsunami de até 3 metros em algumas áreas, e o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, instou os residentes a dirigirem-se imediatamente para terrenos mais altos ou se abrigarem dentro de edifícios ou centros de evacuação até que o alerta seja suspenso.

Várias pessoas ficaram feridas num hotel na cidade de Hachinohe, em Aomori, e um homem na cidade de Tohoku ficou levemente ferido quando o seu carro caiu num buraco. Kihara disse que as centrais nucleares da região estavam a realizar verificações de segurança e que, até o momento, nenhum problema havia sido detetado.

Vários casos de incêndios foram relatados em Aomori, e cerca de 90.000 residentes foram aconselhados a refugiar-se em centros de evacuação, informou a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres. Foi a norte da costa japonesa que sofreu um sismo de magnitude 9,0 e o tsunami em 2011, que matou quase 20.000 pessoas.

ONU | Criticada “apatia” do mundo face a apelo humanitário para 2026

A ONU criticou ontem a “apatia” do mundo perante o sofrimento de milhões de pessoas em todo o planeta, no lançamento do apelo humanitário para 2026, em mínimos históricos face à forte queda do financiamento.

“Estamos a viver uma época de brutalidade, impunidade e indiferença”, afirmou o chefe das operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, numa conferência de imprensa em Nova Iorque, em que denunciou a “ferocidade e intensidade dos assassinatos”, o “desprezo total pelo direito internacional” e os “níveis aterradores de violência sexual”.

“Uma época em que o nosso instinto de sobrevivência foi entorpecido pelas distrações e corroído pela apatia, em que investimos mais energia e dinheiro para encontrar novas formas de nos matarmos uns aos outros, ao mesmo tempo que desmantelamos os meios arduamente conquistados para nos protegermos dos nossos piores instintos, em que os políticos se gabam de cortar as ajudas”, acusou Fletcher na apresentação do plano humanitário da ONU para 2026.

Quando cerca de 240 milhões de pessoas, vítimas de guerras, epidemias, terramotos ou do impacto das alterações climáticas em todo o mundo, precisam de ajuda urgente, a ONU diz que precisa de 33 mil milhões de dólares para apoiar 135 milhões daquelas pessoas em 2026 em Gaza, no Sudão, no Haiti, na Birmânia, na República Democrática do Congo (RDCongo) ou na Ucrânia.

Ao mesmo tempo, num contexto de cortes drásticos na ajuda externa norte-americana decididos por Donald Trump, a ONU reduziu também as ambições, apresentando um plano restrito, que solicita 23 mil milhões de dólares para salvar, pelo menos, 87 milhões das pessoas em maior risco. Este plano “hiperprioritizado” é “baseado em escolhas insustentáveis de vida ou morte”, disse Fletcher, esperando que as “decisões difíceis” que a ONU foi “encorajada a tomar” convençam os Estados Unidos a regressar.

Tailândia / Camboja | Um soldado morto e quatro feridos na fronteira

Um soldado tailandês foi morto e outros quatro ficaram feridos durante confrontos na fronteira com o Camboja, anunciou ontem o exército tailandês, com ambas as partes a atribuírem a responsabilidade pelos combates uma à outra. Forças cambojanas atacaram o exército tailandês na província de Ubon Ratchathani, “matando um soldado e ferindo quatro”, disse o porta-voz do exército tailandês, Winthai Suvaree, num comunicado.

Por seu lado, o Ministério da Defesa cambojano afirmou que as forças tailandesas lançaram um ataque nas províncias fronteiriças de Preah Vihear e Oddar Meanchey na madrugada de segunda-feira, garantindo que o Camboja não ripostou. A Tailândia está a usar aviões para “atingir alvos militares” e “acabar com o fogo de apoio cambojano”, informou, entretanto, o exército tailandês.

Banguecoque garante que a sua aviação atacou “apenas infraestruturas militares, depósitos de armas, centros de comando e rotas de apoio ao combate” associadas a actividades consideradas como uma ameaça à segurança nacional tailandesa. Relatórios militares de ambos os lados dão conta de numerosos confrontos entre domingo e segunda-feira em vários pontos dos quase 820 quilómetros de fronteira, onde ambos os governos começaram a evacuar civis e a mobilizar pessoal e material de defesa.

As autoridades da província cambojana de Oddar Meanchey informaram que foram relatados tiros nas proximidades dos templos centenários de Tamone Thom e Ta Krabei, e que os aldeões fugiram “para se protegerem”.

O exército tailandês afirmou também que cerca de 35.000 pessoas foram evacuadas das zonas fronteiriças com o Camboja durante a noite. Os dois países vizinhos do Sudeste Asiático mantêm uma antiga disputa sobre o traçado de certas partes da fronteira, com 800 quilómetros de extensão, estabelecida durante a era colonial francesa. As zonas disputadas abrigam vários templos.

Macau | Rosa Mota em segundo lugar na minimaratona

A portuguesa Rosa Mota ficou domingo em segundo lugar na minimaratona de Macau, prova de 4,5 quilómetros que integra a Maratona Internacional da região chinesa. A ex-campeã olímpica de 67 anos terminou a corrida em 17 minutos e 10 segundos, mais 54 segundos do que a primeira, a atleta local Kin I Chao.

Em Fevereiro, a portuguesa teve alta hospitalar, na sequência de uma intervenção cirúrgica programada, depois de ter ultrapassado um “grave problema”, um “aneurisma dissecante da aorta”. Rosa Mota, natural do Porto, foi campeã olímpica da maratona nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, após ter sido bronze em Los Angeles, em 1984. Do seu palmarés constam ainda três títulos europeus (1982, 1986 e 1990) e um mundial (1987).

Ainda é a recordista nacional da maratona, com o registo de 02.23,29 horas, marca conseguida em Chicago em 1985. Nos últimos anos, Rosa Mota tinha reaparecido ao mais alto nível e venceu várias provas de veteranos, tendo estabelecido em Barcelona, em 2024, o recorde do mundo da meia-maratona (1:24.27 horas), para o escalão dos 65 aos 69 anos.

Também no ano passado, a portuguesa venceu a minimaratona de Macau, repetindo os triunfos em 2018, 2019 e 2023. Este ano, a organização convidou vários atletas, indicados pela Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP), de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Sri Lanka e o estado de Goa (Índia).

Lusofonia destacada

Os lusófonos estiveram em destaque na meia-maratona, com o cabo-verdiano Samuel Freire, do Sporting Clube de Portugal, a terminar em terceiro a corrida masculina, atrás do vencedor Martin Ndungu e de David Kipkorir Rono, ambos quenianos.

No quarto lugar surgiu o português Fábio Oliveira, 30.º na maratona da primeira edição dos Campeonatos da Europa de Estrada, em Abril, e parte da selecção de Portugal que terminou em quarto lugar. Logo a seguir veio o jovem moçambicano Pinto Victor Jequecene, de 22 anos, enquanto o angolano David Jundo Elias terminou na sétima posição.

Na prova feminina, a também angolana Lúcia Kawele Capingala ficou no terceiro lugar, atrás da vencedora, a queniana Lucy Ndambuki, e da chinesa Na Zhao. Já fora do pódio, na quarta posição, terminou a jovem portuguesa Joana Ferreira, que conquistou a medalha de prata na prova sub-23 dos campeonatos nacionais de atletismo em 10 mil metros, em Maio.

A moçambicana Domingas Ernesto Checane ficou no sexto lugar. Cerca de 12 mil participantes inscreveram-se nas três corridas da Maratona Internacional de Macau, com o título da prova rainha a ir para o queniano Victor Kipchirchir e para a etíope Senay Mastewal Birhanu.

Além do triunfo, Kipchirchir bateu o recorde da maratona de Macau, ao acabar em duas horas, nove minutos e 27 segundos, menos 34 segundos do que o anterior registo, fixado em 2017 pelo etíope Felix Kiptoo Kirwa.

Aonde? Em Espanha

O abuso sexual de menores é assustador. A Polícia Judiciária tem apanhado cada vez mais predadores pedófilos que, especialmente através das redes sociais, conseguem convencer menores a trocar fotografias despidos. Fazem-se passar por adolescentes da mesma idade, prometem tudo e chegam ao ponto de marcar encontros, alguns em casa dos predadores, onde violam os menores, sejam do sexo feminino seja do masculino. Muitos casos acontecem no seio familiar. Alguns comentadores já apoiaram a ideia da castração química. Nada mais irrealista porque a doença ou o vício é de tal ordem que se isso se viesse a verificar, os predadores abusariam na mesma com os dedos das mãos.

Um homem que abusou sexualmente de várias jovens menores, todas amigas dos seus filhos, foi condenado a uma pena de 26 anos de prisão. O homem durante os contactos tinha prometido presentes e a experiência de drogas. Os crimes aconteceram entre o final de 2021 e Outubro de 2023. O arguido foi acusado pelos crimes contra liberdade sexual e contra a saúde pública. O caso foi denunciado depois de o pai de uma das vítimas o ter denunciado às autoridades, após a filha ter sido internada várias vezes pelo consumo de droga. Depois disso, o caso passou para as mãos da Unidade de Apoio à Mulher.

Segundo se viria a provar o homem interpelava as amigas de escola dos filhos quando estas iam a sua casa., oferecendo-lhes dinheiro, estupefacientes e presentes, em troca de favores sexuais. Perante os factos, o homem negou todas as acusações, afirmando que apenas lhes dava boleia. A polícia acedeu ao telemóvel do suspeito onde viria a encontrar as provas de mensagens trocadas entre o suspeito e as vítimas. Nas galerias do telefone encontrou fotos e vídeos íntimos das raparigas.

O procurador do caso pediu que fossem aplicadas as medidas de liberdade condicional que variavam entre cinco e dez anos, e penas de inabilitação para o exercício da autoridade parental durante cinco anos, bem como para o exercício de qualquer profissão ou ofício que implicasse contacto directo e regular com menores por um período de até vinte anos.

No entanto, o tribunal em julgamento, analisou todos os factos em pormenor e deliberou que os acontecimentos ocorridos com as várias menores eram de uma gravidade extrema e sentenciou o arguido a 26 anos de prisão.

Mas, afinal, aonde ocorreu o descrito? Em Espanha…

É verdade, em Espanha, para nossa infelicidade, já que temos assistido em Portugal a decisões judiciais absurdas em que os abusadores sexuais de menores saem do tribunal apenas com a pena de “liberdade e residência”. Têm existido casos, em que juízas não perdoam os predadores e sentenciam-nos a alguns anos de prisão. Casos muito escassos.

Ora, aqui está uma matéria que merece ser atendida numa futura reforma da Justiça portuguesa. Este tipo de gente que abusa sexualmente de menores, incluindo pais ou padrastos, não merece perdão algum. Este tipo de criminosos tem de ser severamente punido. Uma psicóloga com quem contactámos afirmou que “estamos perante casos de traumatismo mental nos menores que ficam para toda a vida”, acrescentando que “os abusadores sexuais de menores não podem continuar em liberdade e sabe por quê? Dou-lhe um exemplo: um abusador é proibido de se aproximar de menores pelo tribunal, mas se entra no elevador do seu prédio ao mesmo tempo que um menor, o mais certo é dar-se de imediato a tentativa do abuso”.

Os casos em Portugal de abuso sexual de menores têm tido os mais diferentes cenários. Alguns, por culpa dos próprios pais, que autorizam os filhos menores a sair à tarde ou à noite com a justificação de que vão estudar para casa de uma amiga e, afinal, os filhos vão para festas onde reinam os estupefacientes e a bebida. Ou mesmo para um bar ou discoteca. Ainda recentemente uma menor foi violada às três horas da madrugada por um motorista da Uber e os pais afirmaram que a filha tinha saído de casa depois de eles estarem a dormir. Pergunta-se: e por que não retiraram as chaves da porta ou uma cópia das mesmas das mãos da filha?

O problema é grave e está a agudizar-se. Os menores, em grande maioria, estão a receber uma educação dos pais quase inexistente. Os pais trabalham de manhã à noite e mal têm tempo para dar atenção ao que se passa nos computadores dos filhos, quanto mais ministrarem as boas regras de educação e os cuidados a terem no relacionamento com outros menores, muitas vezes, os tais “menores” que nas redes sociais se fazem passar por amigos da mesma idade e que, ao fim e ao cabo, estamos perante o início de um crime hediondo.

Economia | Atingido excedente comercial recorde em 2025

As exportações da China cresceram 5,9 por cento em Novembro, superando previsões e elevando o excedente comercial acumulado em 2025 para mais de um bilião de dólares, um recorde anual, reflectindo a dependência da procura externa.

Segundo dados oficiais divulgados ontem, as importações aumentaram apenas 1,9 por cento no mesmo período, resultando num excedente de 112 mil milhões de dólares no mês. A previsão média dos economistas inquiridos pela agência Bloomberg apontava para um aumento de 4 por cento nas exportações.

Os dados surgem num contexto marcado por prolongado declínio dos preços no sector imobiliário e pelo aumento da insegurança laboral, que continua a limitar o consumo interno. Ainda assim, o aumento das importações supera a taxa de 1 por cento registada em Outubro.

O marco histórico do ‘superavit’ comercial surge também após uma recente atenuação das tensões comerciais com os Estados Unidos, e poderá intensificar os apelos de vários parceiros comerciais para uma maior correção dos desequilíbrios externos da China, nomeadamente a entrada massiva de bens a preços reduzidos, que tem pressionado indústrias locais noutros países.

A procura externa tem sido o motor mais constante do crescimento da China, compensando o fraco consumo interno e a prolongada crise no sector imobiliário.

Este excedente recorde deverá ter impacto positivo na aceleração do Produto Interno Bruto (PIB), após vários meses de abrandamento económico. As vendas a retalho estão a sair do ciclo mais prolongado de desaceleração desde 2021 e o investimento registou uma queda histórica.

Ainda que a economia chinesa esteja a crescer a um ritmo mais lento no último trimestre do ano, o desempenho robusto nos meses anteriores torna alcançável a meta oficial de crescimento “em torno dos 5 por cento” definida por Pequim para 2025.

Pequim acusa Tóquio de divulgar “informações falsas” após incidente com caças chineses

O Governo chinês acusou ontem o Japão de divulgar “informações falsas” e interferir nos seus exercícios militares no mar e no espaço aéreo próximo ao arquipélago, após incidente com caças chineses. As acusações do Governo chinês surgem na sequência de Tóquio ter denunciado que caças chineses iluminaram com o seu radar duas aeronaves japonesas num incidente ocorrido no sábado a sudeste de Okinawa.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou ontem, numa conferência de imprensa, que “a verdade dos factos é muito evidente”, ao apontar que as manobras chinesas foram realizadas em zonas marítimas e aéreas designadas com antecedência e que cumprem “o direito internacional e as práticas habituais”.

Guo Jiakun sublinhou que a activação do radar de busca por aviões embarcados durante um treino “é uma operação normal” utilizada por “todos os países” para garantir a segurança do voo.

“O Japão entrou sem autorização na área de treino e aproximou-se das actividades chinesas para realizar reconhecimentos”, afirmou o porta-voz, ao mesmo tempo que expressou a “firme oposição” de Pequim. Exigiu ainda a Tóquio que cesse “imediatamente os comportamentos perigosos que perturbam os exercícios normais da China” e ponha fim “a toda a manipulação política e falsa exageração”.

Discursos inflamáveis

O incidente, segundo Tóquio, ocorreu no sábado, quando caças chineses direccionaram intermitentemente o seu radar contra dois caças japoneses, que o Japão descreveu como “águas internacionais a sudeste de Okinawa”. Tóquio apresentou um protesto formal à China e convocou o embaixador chinês na capital japonesa, enquanto Pequim acusou os aviões japoneses de se aproximarem de forma hostil da zona onde operava o porta-aviões Liaoning.

O incidente ocorre num momento de especial tensão bilateral após as declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, no mês passado, afirmando que um ataque chinês contra Taiwan poderia colocar o Japão numa “situação de crise” e justificar a intervenção das suas Forças de Autodefesa.

Pequim classificou essas declarações como “extremamente graves” e respondeu com medidas de pressão económica e cultural, incluindo avisos de viagem para cidadãos chineses, novos controlos aos produtos do mar japoneses e críticas ao previsto destacamento de sistemas antimísseis nas ilhas Nansei.

Diplomacia | Cooperação com EUA é a “única opção” correcta e realista

As autoridades chinesas reafirmam a vontade de cooperar com os Estados Unidos para manter a estabilidade global, salientando, no entanto, que Taiwan é uma parte inalienável do território chinês

A China afirmou ontem que a cooperação com os EUA é a “única opção correcta e realista” para ambas as potências, após saber que o conflito no estreito de Taiwan é uma prioridade na Estratégia de Segurança Nacional 2025 norte-americana.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, declarou ontem, numa conferência de imprensa, que Pequim “sempre acreditou que cooperar beneficia ambos e confrontar prejudica os dois”, e sustentou que o respeito mútuo, a coexistência pacífica e a cooperação de benefício mútuo “constituem a única opção correcta e realista” para gerir a relação bilateral.

Segundo a agência de notícias espanhola Efe, Guo Jiakun afirmou que a China está disposta a trabalhar com os EUA para que os laços “mantenham um desenvolvimento estável”, contudo sublinhou que Pequim “defenderá com firmeza” os seus interesses de soberania, segurança e desenvolvimento.

“Esperamos que a parte americana avance na mesma direcção, implemente os consensos alcançados por ambos os líderes, saiba gerir adequadamente as diferenças e contribua para a estabilidade global”, acrescentou o porta-voz, referindo que Taiwan é “parte inalienável” do território chinês e que a questão taiwanesa constitui “a primeira linha vermelha que não pode ser cruzada” nas relações entre as duas potências.

O porta-voz exigiu ainda que Washington “suspendesse” qualquer apoio às forças “separatistas” taiwanesas. Na sexta-feira, Washington definiu como prioridade impedir um conflito no estreito de Taiwan, sublinhando que manter a superioridade militar é “fundamental para evitar qualquer agressão”.

Caminhos cruzados

A Estratégia de Segurança Nacional 2025, publicada pela Casa Branca na sexta-feira passada, indica que um ataque a Taiwan, ilha que Pequim reivindica como sua, “deveria representar um custo demasiado elevado para os possíveis agressores” e que Washington tem como prioridade “preservar a superioridade militar”.

Além disso, reafirma a política histórica dos Estados Unidos de “rejeitar mudanças unilaterais ao statu quo na região do Indo-Pacífico”. O relatório também destaca que a concorrência com a China se tornou um pilar da política externa dos EUA, e que reforçar alianças regionais e preparar contingências para aumentar a capacidade de dissuasão contra ameaças externas são prioridades estratégicas.

Os EUA estão no meio das disputas entre a China e Taiwan há mais de sete décadas, fornecendo armas a Taipei (capital de Taiwan) e mantendo em aberto, embora sem relações diplomáticas oficiais, a possibilidade de defender a ilha em caso de conflito com Pequim. Enquanto isso, a China considera Taiwan como uma “parte inalienável” do seu território e não descarta o uso da força.

João Morgado nomeado para o “Dublin Literary Award 2026”

O escritor português João Morgado foi nomeado para o “Dublin Literary Award 2026”, uma das mais importantes distinções literárias internacionais, pela edição inglesa do romance biográfico centrado na figura de Vasco da Gama “Dust In The Gale – The Turbulent Life of Vasco da Gama”, editado nos EUA. Esta é a tradução de “Índias”, o romance sobre a vida do navegador português que descobriu o Caminho Marítimo para a Índia em 1498.

Citado por uma nota oficial, João Morgado disse que esta primeira nomeação internacional para este livro representa “não apenas o reconhecimento de um projecto literário, mas também a projecção internacional da história e cultura portuguesas”, acrescentando que “é uma honra extraordinária ver o meu trabalho sobre Vasco da Gama atravessar oceanos, tal como o próprio navegador o fez há mais de cinco séculos”.

Rico prémio

Com uma carreira literária consolidada, Morgado soma já nove prémios literários nacionais, incluindo o Prémio Literário Santos Stockler 2024, o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca 2020 e o Prémio Literário Ferreira de Castro 2019. Várias das suas obras já foram traduzidas para inglês, russo, sérvio, indonésio e chinês.

O vencedor do 31.º Dublin Literary Award, patrocinado pelo Dublin City Council, é o prémio literário mais valioso do mundo para obras de ficção individual, com um valor de 100 mil euros, sendo anunciado a 21 de Maio de 2026 no âmbito do International Literature Festival Dublin (ILFD).

Doutorando em Comunicação na Universidade da Beira Interior e mestre em Estudos Europeus e Direitos Humanos, o autor é membro do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão e integra o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, tendo também já recebido a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cívico e Cultural pela investigação sobre Pedro Álvares Cabral.

Autodenominando-se um “autor plural”, Morgado transita entre géneros como romance histórico, poesia, teatro e conto, tendo participado em diversos festivais literários na Europa, Brasil e Indonésia.

Taipa Art Village | Exposição de Elizabeth Briel encerra programação do ano

Com “Waves of Influence” [Ondas de Influência], mostra que apresenta trabalhos de Elizabeth Briel, a Associação Cultural da Vila da Taipa encerra a programação para este ano. Trata-se de uma instalação artística feita com materiais como ganga e t-shirts transformados em azulejos com características locais. Para ver até Fevereiro

Numa altura em que a RAEM se prepara para celebrar mais um aniversário de existência, a 20 de Dezembro, a Associação Cultural da Vila da Taipa apresenta, até Fevereiro, uma exposição relacionada com os conceitos de transição, cultura local e identidades que por aqui permanecem desde 1999 ou que sempre fizeram parte do território.

“Waves of Influence” [Ondas de Influência], da artista Elizabeth Briel, que trabalha essencialmente com pintura, instalação e gravura, resolveu pegar em materiais recicláveis, como ganga e pedaços de t-shirts, transformando-os “numa parede fluída de azulejos azuis e brancos macaenses”. São como “imagens usadas para definir um lugar em transição”, questionando-se quais as “correntes culturais que estão por detrás da transmissão de ideias que revitalizam as artes de uma era”.

Segundo uma nota da própria artista sobre esta mostra, “Ondas de Influência” teve origem “em horas de trabalho na mesa de estúdio em Macau e ao redor dela, incrustada com porcelana chinesa azul e branca pintada à mão, criada para o mercado de exportação e trazida pelos americanos para Hong Kong”.

“Tracei os desenhos intrincados da porcelana, lembrando-me dos azulejos portugueses de cobalto nos espaços públicos de Macau e das formas como esta forma de arte ligava culturas díspares da China ao Ocidente. Estes azuis eram a arte dos impérios, que, tal como o papel e a ganga, foram transportados através de continentes e séculos através da migração e do comércio, do poder e do conflito, transformados por pessoas de todos os níveis da sociedade à medida que incorporavam estes objectos nas suas vidas.”

A artista confessa ter-se interessado, ao longo deste processo criativo, pelas “transmissões culturais entre os impérios chineses, os califados mediterrânicos e as potências da união ibérica que catalisaram as artes do papel e da porcelana azul e branca durante o último milénio”.

Olhos nos azulejos

No território, Elizabeth Briel examinou azulejos com motivos portugueses colocados pela cidade, “azulejos do século XX que retratavam temas históricos do Mar da China Meridional; e outros recentemente pintados em ‘trompe l’oeil’ directamente nas paredes de estuque”.

“Enquanto experimentava maneiras de traduzir azulejos em papel denim feito a partir do ‘uniforme americano’ global de calças de ganga azuis, examinei as pinceladas individuais dos azulejos para entender as decisões que os pintores haviam tomado. Embora as pinturas de cobalto possam assemelhar-se a aguarelas, os esmaltes são frequentemente mais calcários e mais difíceis de manusear, e era evidente que os pintores tinham concebido soluções alternativas ao recriar esboços e outras imagens nos azulejos.”

Além disso, descreve a artista, a fim de “compreender melhor as mãos e as mentes que os criaram”, Elizabeth foi até Portugal e China “para experimentar as sensações de pintar e imprimir esmaltes directamente do pincel, os toques, os aromas e os sons do processo, o rigor implacável dos esmaltes metálicos e a potencial destruição inerente à queima a 1300 °C.”

Todo este projecto nasceu “do fascínio pela materialidade dos impérios”, transformando-se “numa forma de traçar uma viagem pessoal do Ocidente à Ásia e de volta, gravando papéis com baús de madeira esculpidos de Guangdong usados para transportar uma vida através dos mares, plantas como dispositivos retóricos usados para descrever os imigrantes como espécies invasoras, detalhes arquitectónicos da vida num continente transpostos para outro”.

Outras séries

Em “Ondas de Influência” apresentam-se também trabalhos da artista de uma série anterior, intitulada “Impressions: What Lies Beneath Paris & Hong Kong”, tratando-se de um “projecto da Grande Baía desenvolvido num centro de arte em papel” em Guangzhou.

Elizabeth sempre tentou fazer papel com outros materiais, nomeadamente linho ou algodão, tentando depois “criar instalações modulares em grande escala” com essa base. “O seu trabalho começa com materiais imbuídos de significado, como papel batido por tufões ou feito de uniformes militares e tintas de osso e chumbo.”

A artista nasceu na Califórnia e foi criada em Minneapolis, tendo-se formado em Belas Artes e especializado em pintura na Universidade de Minnesota. Viveu em cidades como Nova Iorque e Boston, deixando os EUA em 2003. Residiu na Ásia por 20 anos.

DSEDJ | Ex-funcionário vê pena de prisão reduzida

Um antigo funcionário da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), que à data dos factos, 2006, era Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, viu a sua pena de prisão ser reduzida de sete anos de prisão efectiva para cinco.

Em causa, está o facto de este funcionário se ter aproveitado do trabalho que fazia, analisando pedidos de apoio financeiro, para criar uma associação, em 2017, e concorrer a subsídios para proveito próprio. Entre essa data e 2020, o homem usou a associação “para se candidatar a uma série de apoios financeiros a actividades”, apresentando relatórios falsos.

Na primeira instância, foi condenado, em 2023, a sete anos de prisão pela prática de 18 crimes de burla, 19 crimes de falsificação de documento, sete crimes de abuso de poder, dois crimes de falsificação praticada por funcionário, três crimes de falsificação informática e um crime de obtenção, utilização ou disponibilização ilegítima de dados informáticos. O Tribunal de Segunda Instância reduziu agora a pena e absolveu o homem dos quatro crimes de abuso de poder.

Casinos-satélite | DSAL sem queixas sobre direitos laborais

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais afirmou não ter recebido, até domingo, queixas relativas a violações de direitos laborais por parte de funcionários de casinos-satélite. A entidade salienta também a exigência feita a concessionárias e empresas que geriam casinos-satélite para salvaguardarem os postos de trabalho dos residentes

Até agora, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) não recebeu queixas de trabalhadores de casinos-satélite por violações de direitos laborais resultantes dos encerramentos destes espaços.

Com o fim anunciado da era dos casinos-satélite a levar ao fecho de 10 destes 11 locais de jogo, o secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip, prometeu que o Governo irá tentar garantir o emprego dos milhares de funcionários afectados. Durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa, o secretário salientou o trabalho do Executivo na defesa dos postos de trabalho de residentes

Em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, a DSAL reafirmou que a “transição” de funcionários para as concessionárias “está a decorrer sem sobressaltos”, e que têm requerido constantemente às concessionárias de jogo, assim como às empresas que operavam os espaços, que sejam assegurados os empregos dos trabalhadores locais.

Além disso, a DSAL refere que foi lançada em Junho uma linha telefónica para aconselhamento na procura de emprego, e outras informações relacionadas, e foram abertos balcões de atendimento para ajudar os trabalhadores de casinos-satélite.

Por outro lado

O Governo destacou também a organização de múltiplas feiras de emprego e sessões de emparelhamento. Até ao fim de Novembro, a DSAL organizou 15 feiras de emprego em colaboração com três concessionárias de jogo, oferecendo vagas em áreas como marketing, atendimento ao cliente, restauração, limpezas, entre outras. No total, 708 pessoas participaram nas feiras de emprego.

A DSAL garantiu que irá “continuar a monitorizar o recrutamento dos trabalhadores”, incluindo os contratos firmados, como as mais de 100 sessões de esclarecimentos sobre direitos laborais organizadas pelas concessionárias.

O primeiro casino-satélite a fechar foi o Grandview, no final de Julho, seguido do Grand Dragon, em 22 de Setembro. O Emperor Palace e o Waldo fecharam no final de Outubro, enquanto o Legend Palace encerrou em 12 de Novembro e o Casal Real seis dias depois. No início de Dezembro encerraram os casinos da Ponte 16, o Kam Pek Paradise e o Fortuna, e o Landmark será o próximo a fechar portas, sobrevivendo apenas o Casino Le Royal Arc.

Zonas históricas | Nick Lei duvida da eficácia dos projectos de revitalização

Nick Lei tem sérias dúvidas de que os projectos de revitalização das zonas históricas, a cargo das seis concessionárias de jogo e do Governo, tenham obtido resultados significativos e, como tal, pediu ao Executivo a divulgação dos objectivos pretendidos.

Numa interpelação escrita divulgada no sábado, o deputado ligado à comunidade de Fujian lembrou que os planos para os projectos de revitalização foram anunciados em 2023 e aponta que não se verificam grandes resultados. Recorde-se que as zonas intervencionadas são os Estaleiros de Lai Chi Vun, a Rua da Felicidade, a zona da Barra, os cais 23 e 25 do Porto Interior, a Avenida de Almeida Ribeiro, a Rua de Cinco de Outubro e a Fábrica de Panchões Iec Long.

Durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa da tutela da Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip apresentou um novo modelo de gestão para as zonas históricas, com as associações locais a ficarem responsáveis pelo planeamento de eventos e actividades que criem novas dinâmicas. Em relação a esta novidade, Nick Lei pede ao Governo para estabelecer os objectivos a alcançar.

O deputado considera que existe na sociedade um sentimento de que os recursos investidos nas zonas históricas não estão a corresponder às expectativas, sem conseguir atrair residentes ou turistas. Ainda assim, pergunta se o Governo está satisfeito com os resultados alcançados até agora.

Nick Lei pediu também a divulgação de um calendário relativo aos projectos, de médio-longo prazo incluindo detalhes sobre obras, reconstrução de estradas, restauro de construções históricas e decorações de rua.

Aeroporto | Esperada redução anual de passageiros

O Aeroporto Internacional de Macau vai encerrar o ano com uma redução anual de 200 mil passageiros. O cenário foi admitido por Simon Chan, presidente da CAM-Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, em declarações aos jornalistas.

Segundo as explicações de Simon Chan, apesar de a empresa não actualizar os dados desde Outubro no portal oficial, o número de utilizadores do aeroporto deverá cair para cerca de 7,40 milhões. No ano passado, a infra-estrutura tinha registado 7,64 milhões de passageiros, uma diferença de 3,1 por cento.

Entre Janeiro e Setembro, apenas em dois meses o registo do ano anterior foi batido, de acordo com os dados oficiais. No entanto, Simon Chan revelou que nos últimos meses tem havido um crescimento anual do número de passageiros, que variou entre 4 e 11 por cento.

A redução anual foi justificada com o ambiente económico difícil no Interior, mercado que dá origem à grande maioria dos utilizadores do aeroporto. O número de utilizadores está ainda longe do registo recorde, estabelecido em 2019, quando o aeroporto registou um total de 9,61 milhões de passageiros.

Em relação ao lançamento de novos voos, a partir de Janeiro é esperada uma nova ligação directa entre Macau e Jeju, disponibilizada pela companhia coreana T’way. Antes disso, a partir deste mês, deverá abrir uma nova rota para o Interior, para a cidade de Jinan.