Feriados | Interior é destino de preferência dos residentes Nunu Wu - 2 Abr 20262 Abr 2026 Andy Wu prevê que durante os feriados dos próximos dias a maioria dos residentes opte por viajar para o Interior, devido aos preços mais baratos e às campanhas agressivas de turismo O presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu, afirmou que o Interior vai ser o destino mais escolhido pelos residentes que saírem de Macau durante os feriados do Cheng Ming e da Páscoa, assinalados entre 3 e 7 Abril. Em declarações ao jornal Exmoo, o responsável explicou que os preços mais baratos do Interior são muito atractivos para os residentes de Macau e que aos preços competitivos ainda se juntam as grandes campanhas de turismo promovidas pelas autoridades da China. Quando questionado sobre o impacto do aumento recente dos preços do petróleo e do aumento das sobretaxas de combustível na aviação, Wu desvalorizou o impacto, por agora, por considerar que os residentes fazem viagens menos longas nesta fase do ano, para destinos como Japão, Coreia do Sul ou Tailândia. No entanto, Andy Wu admitiu que nas viagens de grandes distâncias, como acontece nos voos para a Europa, poderá haver um impacto. Porém, esse efeito só será sentido mais perto do Verão, altura em que os residentes realizam as férias mais longas. Entradas mais calmas Quanto aos visitantes vindos do Interior durante os feriados, Andy Wu apontou que apesar de os residentes do Interior da China terem três dias de férias do Cheng Ming, entre 4 e 6 de Abril, as tradições de culto vão limitar as deslocações. Por este motivo, não se espera um pico no número de visitantes. Andy Wu observou também que as reservas hoteleiras se mantêm num nível considerado normal para a época, não reflectindo uma subida significativa. Quanto aos turistas de Hong Kong, o agente de turismo recordou que estes têm o hábito de viajar para Macau, devido à distância curta e à facilidade de transporte. Por isso, Wu espera que o volume de visitantes da região vizinha seja igual ao que normalmente acontece aos sábados. Andy Wu indicou ainda que Macau vai beneficiar com o facto de os bilhetes do comboio de alta velocidade de Hong Kong para outras cidades turísticas do Interior estarem esgotados, o que vai fazer com que as pessoas não tenham tantas opções de escolha. Por isso, Macau aparece como um destino natural, quando se opta por deslocações de curta distância. Sarampo: Serviços de Saúde pedem cautela durante feriados Os Serviços de Saúde (SS) alertaram os residentes que viajam para Japão, Indonésia, Filipinas, Europa e Estados Unidos da América que tomem medidas de precaução, devido ao que as autoridades de Macau consideram ser a “situação epidemiológica do sarampo”. “Os Serviços de Saúde apelam os residentes para que tomem medidas preventivas contra o sarampo”, foi escrito. “As crianças com vacinação incompleta e as mulheres grávidas não imunizadas são consideradas grupos de alto risco e devem evitar as deslocações para as zonas onde o sarampo é prevalente, com o intuito de reduzir o risco de importação e transmissão desta doença em Macau”, foi adicionado. “A vacinação contra o sarampo é a forma mais eficaz de prevenir a infecção e reduzir a propagação da doença”, foi acrescentado.
Tribunal | Pansy Ho pede medida de afastamento Hoje Macau - 2 Abr 2026 A empresária Pansy Ho fez entrar no Tribunal Superior de Hong Kong um pedido para impedir que uma mulher, com o apelido Chen, se aproxime a menos de 30 metros dela, assim como dos escritórios da MGM China Holdings e da Shun Tak Holdings. O pedido foi noticiado pelo jornal The Standard, que indica que a data da audiência para decidir o pedido não foi marcada. Segundo a petição, Pansy Ho alega que a mulher cometeu repetidos actos de assédio e ameaças contra ela, desde Março de 2025. Além da medida de afastamento, Pansy pede ao tribunal que impeça a mulher de publicar ou distribuir quaisquer declarações difamatórias ou depreciativas sobre ela, além de solicitar uma indemnização por danos. De acordo com o jornal, a mulher visada pela acção de Pansy trabalhou entre 2015 e 2018 no banco de investimento CCB International Securities Limited.
Jogo | Receitas crescem 15 por cento Hoje Macau - 2 Abr 20262 Abr 2026 As receitas do jogo aumentaram 15 por cento em Março, em comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados ontem pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Os casinos arrecadaram em Março 22,6 mil milhões de patacas, face aos 20,6 mil milhões de patacas registados em Fevereiro, que já tinham representado uma subida de 4,5 por cento em relação ao mês homólogo anterior. Nos primeiros três meses do ano, os casinos de Macau somaram receitas totais de 65,9 mil milhões de patacas, mais 14,3 por cento do que em igual período de 2025. No ano passado, as receitas dos casinos atingiram 247,4 mil milhões de patacas, um crescimento de 9,1 por cento em comparação com 2024. O Governo de Macau prevê que as receitas brutas dos casinos aumentem 3,5 por cento em 2026, atingindo cerca de 236 mil milhões de patacas. Nos primeiros dois meses, Macau recebeu 7,82 milhões de visitantes, um aumento de 15,1 por cento face ao mesmo período de 2025. O território atingiu a marca de 10 milhões de visitantes em 21 de Março, alcançando este registo 12 dias mais cedo do que em 2025. As autoridades locais prevêem que o ano acabe com 41 milhões de visitantes. Junkets | Número de empresas sobe para 31 O número de empresas de promoção do jogo licenciadas pelas autoridades subiu para 31, o que significa um aumento de duas licenças face ao registo anterior, de acordo com o portal GGRAsia. As mais recentes empresas a obterem a licença necessária para promover o jogo são a Xin Wei Lda e a Pok Lok Promoção de Jogos Lda. No entanto, o total actual representa apenas 62 por cento da quota existente para 50 empresas junkets, estabelecida anualmente pelo Governo. O Governo estima que, em 2026, irá arrecadar 150 milhões de patacas em impostos sobre as comissões pagas pelos casinos aos junkets. De acordo com o plano orçamental da cidade para 2026, isso representaria um aumento de 50 por cento em relação aos 100 milhões de patacas de receitas fiscais que o governo espera registar no ano fiscal de 2025.
Macau Legend | Grupo admite que sobrevivência está em causa João Santos Filipe - 2 Abr 2026 Até ao final do ano, a Macau Legend pode ser obrigada a pagar empréstimos avaliados em 2,4 mil milhões de dólares de Hong Kong. O grupo já soma incumprimentos e os administradores esperam o perdão dos bancos para manter a empresa viva A sobrevivência da Macau Legend, empresa que controla a Doca dos Pescadores, vai estar em jogo até ao final do ano, por falta de capacidade para pagar as dívidas. O cenário é admitido pelo grupo no documento de apresentação dos resultados financeiros de 2025, que revela perdas de 1,6 mil milhões de dólares de Hong Kong. Segundo as explicações da empresa, no final do ano passado o endividamento grupo era superior a 2,7 mil milhões de dólares de Hong Kong. A maior parte destas dívidas, 2,4 mil milhões de dólares de Hong Kong, tem de ser paga até ao final deste ano. Contudo, ao mesmo tempo que soma resultados negativos, a empresa apenas tem 27,1 milhões dólares em caixa, o suficiente para pagar 1,2 por cento da dívida que vai vencer este ano. Parte da dívida de 2,4 mil milhões de dólares de Hong Kong, já inclui empréstimos bancários que deveriam ter sido pagos em 2024, pelo que podem gerar acções de execução a qualquer altura pelo bancos. Neste contexto, é indicado no comunicado que “existem circunstâncias que suscitam dúvidas significativas quanto à capacidade do grupo de continuar a exercer a sua actividade”. Assim, os administradores explicam que a sobrevivência depende de medidas que passam por conseguir financiamento extra através da emissão de mais acções do grupo, negociação com os bancos para evitar a execução do património e definir novas formas de pagamento das dívidas em favor da empresa, negociações com os accionistas que emprestaram dinheiro ao grupo, num valor de 339,4 milhões de dólares de Hong Kong, e ainda a adopção de outras formas de gerar capital. A tarefa da Macau Legend adivinha-se difícil, uma vez que desde Novembro que o grupo deixou de explorar o casino-satélite Legend Palace. Segundo os resultados de 2024, ainda antes do encerramento deste casino, o grupo empregava 1.149 pessoas, das quais 327 tinham contratos com a concessionária SJM. Lucros só em 2018 Além disso, nos resultados financeiros de 2025, mostram que a saúde financeira do grupo está a degradar-se de forma acelerada. As perdas de 1,6 mil milhões de dólares de Hong Kong ultrapassam os prejuízos de 2024, que não tinham ido além dos 795 milhões de patacas. A última vez que o grupo apresentou resultados anuais positivos foi em 2018, com um lucro de 2,0 mil milhões de dólares de Hong Kong. No entanto, desde essa data somou prejuízos de 172 milhões, em 2019, 1,9 mil milhões em 2020, 1,2 mil milhões em 2021, 608 milhões em 2022 e de 3 milhões em 2023. Estes resultados negativos foram somados, apesar do grupo ainda explorar um casino ou vários casinos em Macau, o que deixou de acontecer em Novembro do ano passado. De acordo com o relatório de 2024, a empresa tinha como principal accionista Levo Chan Weng Lin, que se encontra em Coloane a cumprir uma pena de prisão de 13 anos, devido às operações de promoção de jogo da empresa Tak Chun, e a sua esposa a actriz Ady An. Além de Levo, também constam entre os vários accionistas da empresa a terceira mulher de Stanley Ho, Ina Chan Un Chan, com cerca de 15 por cento das acções, assim como o fundador David Chow, com uma participação de 9,89 por cento.
Imposto de Circulação | Mais de 10 mil veículos em falta Hoje Macau - 2 Abr 2026 Mais de 10 mil veículos ficaram com o imposto de circulação de 2026 ano por pagar. O prazo terminou na terça-Feira. A informação foi divulgada ontem pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), através de um comunicado. Segundo este organismo “o pagamento fora de prazo implica a cobrança de multas adicionais, juros de mora e outros montantes legais”, pelo que foi lançado um apelo para os proprietários fazerem o pagamento o mais rapidamente possível. “Para facilitar o pagamento do imposto de circulação, a DSAT continua a disponibilizar múltiplos canais. Durante os meses de Abril e Maio, os proprietários de veículos particulares ainda podem efectuar o pagamento integral dos impostos, multas e outros encargos, de uma só vez”, foi acrescentado. As plataformas para fazer o pagamento desta forma são: a aplicação ou página electrónica Conta Única de Macau, quiosques multifuncionais da DSI, dos quiosques E-Serviços Governamentais da RAEM, ou presencialmente nos balcões designados da DSAT ou do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM).
BNU | Carlos Cid Álvares mantido na liderança Hoje Macau - 2 Abr 2026 Carlos Cid Álvares vai continuar a liderar o Banco Nacional Ultramarino (BNU) até 31 de Dezembro de 2028, avançou ontem TDM, que cita “fonte” da instituição bancária. O actual mandato do presidente da Comissão Executiva terminou em Dezembro de 2025, mas a renovação foi aprovada na terça-Feira pelo Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos. O próximo mandato termina a 31 de Dezembro de 2028. Carlos Cid Álvares, que é também vice-presidente do Conselho de Administração do BNU, foi nomeado para o cargo actual em 2018, tendo assumido a liderança do banco em Junho desse ano. O dirigente do banco é licenciado em Administração e Gestão de Empresas pela Universidade Católica. Além disso, o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, foi nomeado para presidente do Conselho de Administração do BNU. Sam Tou foi promovido a vice-presidente da Comissão Executiva e a administrador da CGD, Bárbara Costa Pinto, será Administradora Não Executiva do BNU. As nomeações dos novos nomes que integram os órgãos sociais do BNU carecem de aprovação final da Autoridade Monetária de Macau.
Activos Públicos | Prejuízos de Centro Comércio Mundial sobem 72% João Santos Filipe - 2 Abr 2026 A empresa que controla o centro de arbitragem fechou o ano com perdas de 1,1 milhões de patacas. Sem o subsídio da RAEM, os prejuízos teriam sido de 12 milhões de patacas No ano passado, os prejuízos do grupo Centro de Comércio Mundial Macau aumentaram 72 por cento, para 1,1 milhões de patacas, quando em 2024 tinham sido de 612 mil patacas. Os resultados foram divulgados ontem pela empresa, através do portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP). O grupo detido a 60 por cento pela RAEM só não apresentou resultados piores, porque no espaço de um ano o Executivo aumentou o valor do subsídio atribuído ao grupo que indica ter como actividade a disponibilização de “serviços ligados ao comércio internacional”, principalmente através de um centro de arbitragem. O subsídio cedido pela RAEM cresceu de 11,0 milhões em 2024 para 13,0 milhões de patacas, um aumento de 2 milhões, equivalente a 18 por cento. Sem este subsídio, a empresa teria apresentado perdas de aproximadamente 12 milhões de patacas. Os resultados da empresa agravaram-se principalmente devido aos custos com o pessoal, que no espaço de um ano aumentaram em 2,3 milhões de patacas, acima do aumento do subsídio da RAEM. As despesas com o pessoal eram de 9,9 milhões em 2024, mas cresceram para 12,2 milhões no ano passado. Este aumento foi explicado, em parte, com o facto de o grupo ter passado a contar com 51 trabalhadores, quando no ano anterior tinha 49. Os salários dos trabalhadores aumentaram assim de 8,2 milhões de patacas para 10,0 milhões de patacas, um crescimento de 22 por cento. Em termos dos administradores, o aumento foi de 1,3 milhões de patacas para 1,8 milhões de patacas, uma diferença de 38 por cento. Quanto às receitas, a empresa conseguiu melhorar o desempenho em comparação com o ano anterior, ao facturar 5,2 milhões de patacas, quando no ano anterior o valor tinha sido de 5,1 milhões de patacas. Do imobiliário Nos resultados do grupo, constam não só as operações da Centro de Comércio Mundial Macau, mas também da subsidiária Condominium, Administração de Propriedades, Limitada, que se destina à exploração do edifício onde opera a empresa. A actividade da Condominium, Administração de Propriedades é lucrativa, mas também nesta área os lucros foram mais baixos. Em 2025, o lucro foi de 636 mil patacas, quando no ano anterior tinha atingido 684 mil patacas. Também no caso da subsidiária, os custos com o pessoal justificam os piores resultados, dado que estas despesas cresceram para 634 mil patacas, quando no ano anterior tinham sido de 625 mil patacas. Além da RAEM, são accionistas do grupo o Banco Nacional Ultramarino (BNU), o Banco Comercial de Macau (BCM), o Estado Português, mas também vários empresários e políticos locais como Liu Chak Wan, Chui Sai Chong ou Peter Lam. O Conselho de Administração é dirigido por Chui Sai Cheong, enquanto a Comissão Executiva tem como presidente Ao Weng Tong.
Secretário diz que “mercado em baixa” afecta renovação urbana Andreia Sofia Silva - 2 Abr 2026 O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, afirmou ontem que o “mercado [imobiliário] está em baixa”, o que faz com que muitos proprietários não queiram arriscar reconstruir as suas casas nas zonas mais antigas. “Creio que concordam comigo, é difícil promover esse trabalho [de reconstrução]. As pessoas não estão optimistas e não investem na reconstrução. A dificuldade [está] no ambiente do nosso mercado e vamos ter de pensar em como podemos promover esse trabalho de reconstrução”, disse o governante, admitindo que se pode recorrer a “reduções fiscais” ou mesmo “prémios”. No âmbito das 1.700 fracções existentes para troca, e 2.800 de alojamento temporária, utilizadas em processos de renovação de prédios antigos, o secretário disse que o Governo “não vai excluir a hipótese de adquirir estas fracções através da Macau Renovação Urbana”, mediante a situação financeira da empresa. “Através de um processo de troca podemos resolver estas questões. Caso haja uma propriedade em sucessão, com cinco ou seis herdeiros, e que não queiram a habitação para troca nem viver na casa temporariamente, aí é provável que queiram receber dinheiro. Vamos ponderar caso a caso no âmbito da renovação urbana.” O secretário explicou ainda que “se a natureza [da fracção] continuar a ser a de habitação para troca, teremos de a alterar, e aí será mais fácil”. “Estamos a discutir com a Macau Renovação Urbana para ver se há mais sujeitos que podem fazer habitação para troca”, destacou. Na resposta à interpelação oral da deputada Wong Kit Cheng, Raymond Tam esclareceu que “está em estudo a forma de utilização das habitações para troca e das habitações para alojamento temporário, com vista a melhor promover a renovação urbana”. Incentivos precisam-se O deputado Lei Leong Wong pediu ao Governo para “relaxar as restrições em termos de políticas”. “Muitos projectos de renovação urbana têm enfrentado dificuldades recentemente. O projecto em Toi San [sete prédios] decorre sem sobressaltos, havia 50 fogos, agora vão construir 107 fracções comerciais, e os proprietários não têm de assumir grandes despesas de construção mas, além disso, há outros projectos que não estão nesta situação.” Já a deputada Loi I Weng pediu “mais incentivos e apoios” para os proprietários das casas. “A renovação urbana implica muitas vertentes, avultados encargos e isso afecta a vontade dos proprietários [em reconstruir], porque têm de assumir muitas despesas.” O secretário lembrou que, quem investe, tem retorno. “Claro que os proprietários saem beneficiados, porque o valor do seu imóvel vai ser mais elevado, os custos vão ter um retorno”.
Plano director | Revisão vai incluir novo cenário demográfico Andreia Sofia Silva - 2 Abr 2026 Raymond Tam, secretário para os Transportes e Obras Públicas, anunciou ontem que será lançada, no segundo semestre, a consulta pública para a revisão do Plano Director. Este processo terá em conta o novo cenário demográfico, com menos nascimentos e mais idosos, admitiu O Governo vai rever o Plano Director de Macau tendo em conta a nova situação demográfica do território, que tem uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo e um elevado envelhecimento populacional. A consulta pública sobre a revisão vai acontecer no segundo semestre, afirmou ontem o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, no segundo dia de sessão plenária dedicada a responder a interpelações orais dos deputados. “A alteração do Plano Director está a avançar de forma ordenada e há que seguir certos procedimentos legais. O Chefe do Executivo já autorizou a sua alteração e no segundo semestre podemos avançar com a consulta pública”, disse. O Plano Director foi implementado em 2024 e, conforme a lei, é necessário aguardar cinco anos para uma nova revisão, mas esse processo já está em marcha. “Segundo a lei do planeamento urbanístico a alteração do Plano Director só pode acontecer cinco anos depois, mas nada impede que avancemos com os trabalhos preparatórios.” Raymond Tam, em resposta à interpelação oral do deputado Lam Fat Iam, disse que “vamos ter em conta as necessidades actuais para planear a zona Este-2”, ou seja, a Zona A dos Novos Aterros em Macau, pensada para ter 96 mil fracções. “De facto é necessária uma ponderação global sobre a política demográfica, e temos de ter uma coordenação interdepartamental para estes trabalhos. O Governo vai ter grande prudência”, admitiu. O secretário disse mesmo que “na zona A, ou Este-2, sabemos que as alterações populacionais e de mercado fazem com que se altere [o nível de] procura pela habitação, e a ideia que tínhamos antes tem de ser ajustada.” Na resposta a Lam Fat Iam, o governante disse mesmo que “o Plano Director não é imutável”, tendo em conta também “a utilização de terrenos” para as novas actividades económicas no âmbito da política “1+4”. Muitas questões numa só A questão demográfica levou muitos deputados a colocaram questões sobre o que aí vem. Che Sai Wang lembrou que “temos uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo”, segundo o último Relatório do Estudo sobre a Política Demográfica de Macau data de 2015. “Passaram dez anos e o Governo tem de implementar um mecanismo para alterar a política demográfica”, destacando que menos bebés e mais idosos leva a mudanças a nível dos serviços de saúde, habitação ou ensino. “Temos de delinear o desenvolvimento da cidade em função da baixa taxa de natalidade e do envelhecimento da população, tendo em conta os transportes e saúde.” Kou Ngon Seng considerou que “enfrentamos desafios quanto ao aproveitamento dos terrenos”, dado que “vai haver um ajustamento da população”. “Será que vai haver um ajustamento nas 96 mil fracções na zona A?”, questionou. Leong Hong Sai questionou se o Governo pondera “captar mais quadros qualificados para optimizar o planeamento”. “O último relatório sobre política demográfica é de 2015 e nos últimos anos a situação sofreu alterações, estando em causa os recursos de solos, mercado de arrendamento, transportes, serviços de saúde e de apoio a idosos”, rematou.
Timor-Leste | Aprovado Regime Jurídico da Prática de Artes Marciais Hoje Macau - 1 Abr 2026 O parlamento de Timor-Leste aprovou ontem na generalidade o Regime Jurídico da Prática de Artes Marciais, suspenso desde 2023, com 38 votos a favor e a abstenção da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin). A Fretilin, através da deputada Nurima Alkatiri, justificou com a abstenção com o facto de não compreender o que o Estado entende sobre organizações de artes marciais. “São desporto, representam um risco para a segurança pública ou constituem uma base de mobilização político-partidária”, questionou a deputada, salientando que só quando o Estado tiver uma “posição clara poderá definir políticas, leis e regulamentos adequados”. A deputada considerou também que a legislação foi feita com base no preconceito de que os cidadãos timorenses são criminosos ou agentes de comportamentos negativos. “É verdade que existem casos isolados de comportamento inadequados, mas a generalização e o estigma podem gerar discriminação e exclusão”, afirmou. Em terceiro lugar, a Fretilin questiona a apresentação temporal da lei. “Só agora surge uma proposta de lei com este objectivo. Porquê agora? Num contexto de crescente sensibilidade política, incluindo ciclos eleitorais, importa questionar se estamos perante uma resposta estruturada ou uma iniciativa motivada por interesses de curto prazo”, questionou a deputada. O Governo de Timor-Leste prolongou, em Dezembro de 2025, até Junho de 2026 a suspensão do ensino, aprendizagem e prática de artes marciais, bem como o encerramento dos locais e instalações destinados ao seu ensino. A suspensão do ensino, aprendizagem e práticas de artes marciais foi pela primeira vez imposta em Novembro de 2023, na sequência de graves incidentes registados em todo o território nacional, que provocaram pelo menos quatro mortos e 26 feridos.
Índia |Pelo menos oito mortos e oito feridos numa cerimónia religiosa Hoje Macau - 1 Abr 2026 Pelo menos oito pessoas morreram ontem e outras oito ficaram feridas durante uma cerimónia religiosa num templo hindu do estado de Bihar, no norte da Índia, devido ao calor intenso e excesso de participantes. “Infelizmente, oito pessoas morreram. Outras oito ficaram feridas e foram transportadas para receberem tratamento, encontrando-se estáveis”, disse o responsável policial local, Kundam Kumar. As autoridades da região informaram que havia uma maioria de mulheres nas imediações e dentro do templo por se tratar de um ritual dedicado à deusa Shitala, protectora da saúde e das crianças. “Juntou-se um grande número de mulheres, muitas delas ainda em jejum. Depois de tomarem um banho sagrado, estavam a entrar para o templo. A combinação do calor intenso, desidratação e dificuldades em respirar fez com que a multidão ficasse incontrolável”, descreveu Kumar. O acidente coincide com a visita oficial da presidente indiana, Droupadi Murmu, à mesma zona, o que terá feito com que os meios de segurança fossem aplicados à sua comitiva e deslocações, desguarnecendo o evento religioso daquele templo hindu. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, manifestou “profunda tristeza” pelo sucedido e anunciou indemnizações de 200.000 rupias (cerca de 2.100 euros) para as famílias das vítimas mortais, bem como a criação de uma comissão para investigar as causas do acidente.
Segurança social | Governo prevê estabilidade até 2075 com actuais valores de reforma Andreia Sofia Silva - 1 Abr 2026 O Executivo considera que há condições para assegurar a estabilidade financeira do Fundo de Segurança Social (FSS) até o ano de 2075 caso o valor da reforma se mantenha nos montantes actuais, 3.900 patacas por mês, estando a ser estudados possíveis ajustes. A garantia foi ontem dada pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, em resposta a uma interpelação oral do deputado Leong Sun Iok, que questionou, precisamente, a situação financeira do FSS a longo prazo, tendo em conta o envelhecimento populacional. “De acordo com a análise dos resultados actuais encomendada pelo FSS a uma instituição académica em 2025, se a pensão para idosos se mantiver ao nível actual de atribuição (3.900 patacas por mês) e for ajustada posteriormente de acordo com o Mecanismo de ajustamento regular das prestações do regime da segurança social, o valor patrimonial do FSS continuará a ser estável até o ano 2075.” Desta forma, “face às incertezas externas e da economia local no futuro, juntamente com os desafios resultantes da mudança da estrutura demográfica, o Governo deve ponderar prudentemente sobre o ajustamento estável do nível de prestações da pensão para idosos”. Ainda assim, O Lam referiu que o Executivo “vai empenhar-se no aperfeiçoamento do regime de segurança social de dois níveis”, continuando a “promover, de forma gradual e ordenada, o andamento da obrigatoriedade do regime de previdência central”. Ficou também a promessa de “estudar, em tempo oportuno, a viabilidade do ajustamento do montante das contribuições do regime de segurança social” por parte dos trabalhadores. Para isso, “realizará uma consulta junto da sociedade para auscultar amplamente as opiniões” sobre esse assunto. Contas estáveis O Lam apresentou ainda dados na AL sobre a situação financeira do FSS, tendo em conta que o Governo tem vindo, desde 2013, “a aumentar as fontes de receita financeira e a consolidar a sua estabilidade financeira a longo prazo”, nomeadamente através do “aumento de percentagem da dotação regular das contribuições do jogo ao FSS”. Fez-se ainda “a injecção extraordinária com o valor total de 37 mil milhões de patacas durante quatro anos consecutivos”, além de se ter criado “o mecanismo de atribuição de dotação do saldo financeiro mediante legislação”, que resultou na atribuição anual de 3 por cento do saldo da execução do orçamento central da RAEM ao FSS. Segundo a secretária, essas dotações “consubstanciam-se como uma das mais proeminentes fontes de receitas do FSS, actuando em sinergia com as comparticipações das receitas correntes da RAEM, as contribuições para o regime da segurança social, a taxa de contratação de trabalhadores não residentes, os rendimentos dos investimentos e demais proveniências”. Desde a injecção extraordinária de capital ao FSS em 2013 e até 2025, “o valor total dos activos sob a gestão do FSS acumulado [passou] de 15,7 mil milhões de patacas para mais de 108,4 mil milhões de patacas”, com um aumento de 92,7 mil milhões de patacas. Deu-se também um retorno global do investimento de 41,3 mil milhões de patacas, “correspondendo a uma taxa média de rentabilidade de 4,1 por cento ao ano”, disse a secretária. O Lam acrescentou, assim, que “a estratégia de investimento do FSS tem uma boa capacidade de combate à inflação e, ao mesmo tempo, consegue preservar e valorizar os activos”.
A falta de líbido não se resolve (só) com suplementos Tânia dos Santos - 1 Abr 2026 Hoje há um suplemento para quase tudo: para dormir melhor, para melhorar a memória, para reduzir o stress. Não surpreende, por isso, que haja também suplementos que prometem melhorar o desejo sexual. Basta uma rápida pesquisa online para encontrar dezenas de produtos que garantem dar um reforço sexual — seja lá o que isso signifique: mais desejo, erecções mais firmes ou orgasmos mais intensos. Ginseng, maca, tribulus, ashwagandha, zinco, fórmulas ancestrais criadas fora de um laboratório: todas fazem parte de um catálogo promissor. Estes suplementos dizem resolver algo tão complexo como a sexualidade. A literatura científica sobre suplementos para a função sexual é, em geral, não muito optimista. Existem alguns ingredientes com evidência preliminar — por exemplo, o ginseng ou a maca — que parecem ter efeitos ligeiros sobre o desejo ou sobre a função eréctil em alguns estudos. Contudo, a maior parte destes estudos envolve amostras pequenas, períodos de observação curtos ou resultados inconsistentes. Não é raro que um estudo mostre algum benefício e o seguinte não consiga replicá-lo. Isto não significa que todos os suplementos sejam inúteis. Significa apenas que a evidência científica e as promessas publicitárias não estão alinhadas. Parte da explicação reside no facto de a sexualidade humana ser um fenómeno extraordinariamente complexo – um tema sobre o qual já escrevi várias vezes. O desejo sexual não depende apenas de um mecanismo biológico isolado. É influenciado por factores hormonais, sim, mas também pelo contexto ou a situação, como o estado emocional ou dinâmica relacional. Por não estarem conscientes desta complexidade, muitas pessoas identificam como “falta de libido” outras questões secundárias, como ansiedade, cansaço crónico, efeitos secundários de medicamentos ou simplesmente as exigências de uma vida cada vez mais acelerada. A investigação científica sobre sexualidade mostra, aliás, algo que raramente é discutido neste âmbito: factores básicos de saúde têm frequentemente mais impacto no desejo sexual do que qualquer suplemento. A qualidade do sono, o exercício físico regular, a redução do stress, bem-estar emocional estão associados a melhor função sexual. A sexualidade depende profundamente do estado geral do corpo e da mente. Em muitos casos, melhorar o contexto de vida, e até fazer psicoterapia, pode ser mais eficaz do que procurar o suplemento certo. Exactamente porque a sexualidade humana é um fenómeno multi-factorial, uma parte dos efeitos positivos relatados em estudos sobre suplementos pode ser explicada pelo efeito placebo. Quando acreditamos que estamos a tomar algo que irá melhorar a nossa vida sexual, essa expectativa pode alterar a forma como interpretamos as nossas próprias sensações. A confiança aumenta, a ansiedade diminui e, em alguns casos, o desejo reaparece. Isto não significa que o suplemento “funcione” no sentido farmacológico, mas também não significa que a experiência do utilizador seja uma fantasia. A mente humana tem influência sobre o corpo. Os suplementos podem ter, por isso, um lugar na conversa. Em alguns casos específicos podem ter um papel auxiliar. Mas dificilmente serão a solução universal que o marketing promete. Num tempo marcado por relações cada vez mais pressionadas por expectativas irrealistas, a promessa de uma solução simples torna-se irresistível. Um suplemento é sempre mais fácil do que confrontar a complexidade da vida íntima. E é precisamente por isso que continua a vender tão bem.
Automobilismo | Célio Alves Dias faz pausa, com regresso apontado para o ano que vem Sérgio Fonseca - 1 Abr 20261 Abr 2026 Célio Alves Dias, um dos nomes históricos do automobilismo do território, não vai competir esta temporada por opção. Ainda assim, o piloto macaense não pensa pendurar o capacete e já tem planos para regressar às corridas em 2027. O vencedor da Taça de Carros de Turismo de Macau no Grande Prémio de Macau de 2021 esteve afastado da competição em 2023 por motivos pessoais. Nos dois últimos anos, contudo, participou no Macau Roadsport Challenge, a competição promovida pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que junta em pista os Toyota GR86 (ZN8) e Subaru BRZ (ZD8). Esta temporada, porém, o piloto da Fu Lei Loi Racing Team decidiu fazer um interregno, já com o olhar no próximo passo da sua carreira no desporto. Apesar da vasta experiência em corridas de Turismo, tendo conduzido várias gerações de carros da categoria, Célio Alves Dias nunca tinha pilotado os novos modelos antes de 2024. Nesse ano conseguiu qualificar-se para o Grande Prémio, mas em 2025 o piloto de matriz portuguesa ficou de fora da prova mais importante do ano, tendo sido uma das vítimas das corridas de apuramento realizadas no Circuito Internacional de Zhuzhou. “Vou parar este ano, mas não vou parar definitivamente”, esclareceu Célio Alves Dias ao HM, acrescentando que durante o ano “terei de estar ausente de Macau durante algum tempo”, o que o impede de assumir compromissos competitivos. Ainda assim, garante que pretende “manter-se activo”, recorrendo “a treinos no karting” para continuar a rodar e preservar a forma. E o Toyota GR86 não será, por agora, vendido. O passo seguinte Presença habitual no Grande Prémio de Macau e no automobilismo local desde a transferência de administração, Célio Alves Dias estreou-se no Circuito da Guia em 2000. A partir daí, marcou presença de forma consecutiva na prova até 2023. O ponto mais alto da carreira chegou em 2021, com a vitória na Taça de Carros de Turismo de Macau. Curiosamente, não pôde subir ao lugar mais alto do pódio, pois estava a ser assistido no Centro Hospitalar Conde de São Januário após um violento acidente na última volta da corrida, num dos finais mais insólitos da história do evento. Para a temporada de 2027, apesar de nunca ter competido em carros de Grande Turismo, Célio Alves Dias admite que “talvez se prepare para competir na classe GT4”, por considerar que “esta categoria pode ser a mais adequada para mim, já que existe um maior equilíbrio entre os carros”. Apesar de a Macau Roadsport Challenge ter actualmente um regulamento mais restritivo, pensado para conter custos, a categoria GT4, que segue padrões internacionais e utiliza o sistema de Balance of Performance (BoP), também apresenta um forte controlo de despesas, não permitindo evoluções significativas nos carros adquiridos aos construtores. Em paralelo, a competição organizada pela AAMC admite a participação de viaturas cuja homologação GT4 já expirou, como os BMW M4 GT4 (F82), McLaren 570S GT4 e Ginetta G55, e que estão disponíveis no mercado a preços bastante interessantes.
China espera que visita de eurodeputados contribua para desenvolvimento das relações Hoje Macau - 1 Abr 2026 O Governo chinês afirmou ontem esperar que a visita ao país de eurodeputados da comissão do Mercado Interno do Parlamento Europeu, que começou ontem, “contribua para o desenvolvimento saudável e estável” das relações entre Pequim e a União Europeia. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning disse, em conferência de imprensa, que “os intercâmbios legislativos constituem uma componente importante das relações entre a China e a UE”. Mao acrescentou que “esta visita vai promover os intercâmbios e a cooperação entre os órgãos legislativos da China e da UE”. “A deslocação permitirá melhorar o conhecimento que o Parlamento Europeu tem da China”, indicou a porta-voz. Nove eurodeputados (três alemães, três franceses, um holandês, um polaco e uma dinamarquesa) iniciaram ontem a visita para conhecer melhor os sectores tecnológico e do comércio electrónico do país, bem como avaliar o cumprimento das normas aplicáveis ao envio de encomendas para a União Europeia, naquela que é a primeira deslocação de eurodeputados ao país asiático em oito anos. Novos desafios Num comunicado, o Parlamento Europeu descreveu a visita como “uma oportunidade importante” para abordar desafios comuns nas áreas digital e do comércio electrónico e promover uma concorrência leal entre a UE e a China, esperando transmitir aos interlocutores chineses a posição europeia em matéria de regulação digital, protecção do consumidor e segurança dos produtos. “Uma das principais preocupações [dos eurodeputados] são as infrações sistemáticas das normas europeias e o elevado volume de pequenas encomendas que não cumprem essas regras provenientes de plataformas não europeias, incluindo chinesas”, lê-se na mesma nota. Na capital chinesa, os deputados vão reunir-se com a Câmara de Comércio da UE para conhecer os desafios de acesso ao mercado enfrentados pelas empresas europeias no país e terão encontros com representantes dos gigantes do comércio digital Shein e Alibaba. Em Xangai, os eurodeputados reunir-se-ão com representantes da Temu para discutir o cumprimento das normas europeias relativas aos mercados digitais e à concorrência leal, e visitarão o aeroporto internacional de Pudong com as autoridades aduaneiras chinesas e uma empresa local de logística. A visita representa mais um passo na normalização das relações entre a China e o Parlamento Europeu, depois de ambas as partes terem levantado, em 2025, as sanções que tinham imposto mutuamente em 2021, quando Pequim adotou medidas contra dez pessoas e quatro entidades da UE em resposta às sanções europeias contra responsáveis chineses acusados de violações dos direitos humanos de membros da minoria étnica chinesa de origem muçulmana uigur. A China é o terceiro maior parceiro comercial da União Europeia, mas a relação económica é assimétrica devido ao desequilíbrio na abertura dos respectivos mercados, segundo o Parlamento Europeu.
Ormuz | Pequim confirma que três navios chineses atravessaram Estreito Hoje Macau - 1 Abr 2026 O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês congratulou-se com a passagem das três embarcações, apelando ao mesmo tempo a um cessar-fogo urgente na região O Governo chinês confirmou ontem que três navios do país asiático conseguiram atravessar recentemente o Estreito de Ormuz, num sinal de alívio parcial para o tráfego nesta via estratégica, que se encontra bloqueada pelo Irão. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que, “após coordenação com as partes relevantes, três navios chineses transitaram recentemente pelo Estreito de Ormuz”. Mao sublinhou que a China “agradece a assistência prestada pelas partes envolvidas” e destacou a importância estratégica desta rota marítima para o comércio internacional. “O Estreito de Ormuz e as suas águas adjacentes são uma importante via internacional para o comércio de mercadorias e de energia”, acrescentou a porta-voz, apelando a “um cessar-fogo o mais rapidamente possível” e ao restabelecimento “da paz e da estabilidade no Golfo Pérsico”. As declarações de Mao surgem depois de dados do portal de monitorização marítima MarineTraffic indicarem que os cargueiros da Cosco “Indian Ocean” e “Arctic Ocean”, bem como o “Mac Hope”, um navio com bandeira do Panamá que se declarou de propriedade e tripulação chinesas, atravessaram na segunda-feira esta via e se encontram já a leste de Ormuz. Segundo órgãos de comunicação chineses, os dois cargueiros da Cosco transportavam contentores maioritariamente vazios e tinham ficado retidos no Golfo Pérsico desde o final de Fevereiro, quando começaram os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, seguidos da retaliação de Teerão. Os navios já tinham tentado anteriormente atravessar o estreito na passada sexta-feira, mas tiveram de voltar atrás depois de a Guarda Revolucionária iraniana ter-lhes negado a passagem, de acordo com informações da consultora Lloyd’s List Intelligence. Caso sério A confirmação oficial chinesa surge dias depois de a Cosco ter anunciado a retoma da aceitação de novas reservas de contentores convencionais com destino a vários países do Médio Oriente, embora tenha então alertado para a “volatilidade” regional e para o facto de os custos, a programação e as condições do transporte continuarem “sujeitos a alterações”. A passagem por Ormuz é particularmente sensível para a China, dado que cerca de 45 por cento das suas importações energéticas transitam por essa via. A perturbação do tráfego marítimo e a subida dos preços do petróleo já tiveram impacto no mercado interno chinês, onde os combustíveis registaram recentemente uma das maiores subidas dos últimos anos, levando o regulador a intervir de forma excepcional para limitar esse aumento.
Alerta para “graves consequências” face a ataques contra instalações nucleares no Irão Hoje Macau - 1 Abr 2026 A China alertou ontem que acções contra “instalações nucleares pacíficas” podem ter “graves consequências para a paz e estabilidade” regionais, após o Irão ter denunciado ataques dos Estados Unidos próximo da central nuclear de Bushehr. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que “os ataques armados contra instalações nucleares pacíficas sob salvaguardas e supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica violam os propósitos da Carta das Nações Unidas, o direito internacional e o Estatuto da AIEA”. Mao sustentou que estas operações “minam gravemente a autoridade do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e enfraquecem os esforços para manter o regime internacional de não proliferação nuclear”. “A China defende uma solução pacífica para a questão nuclear iraniana por via política e diplomática”, acrescentou a porta-voz. A campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel incluiu, nos últimos dias, três instalações nucleares, duas universidades, o edifício de uma televisão do Catar e zonas residenciais de Teerão, ataques que causaram mais de 70 mortos. Nos últimos dias, Estados Unidos e Israel têm centrado as suas acções nas indústrias do país, no seu programa nuclear e nos seus centros de conhecimento. Degradação contínua Ao final da passada sexta-feira, registou-se um ataque nas proximidades da central nuclear de Bushehr (sul) – o terceiro em dez dias – pelo que a instalação “continua a degradar-se”, segundo a Rússia, que construiu a central e está a retirar parte do seu pessoal. A guerra opõe o Irão aos Estados Unidos e a Israel desde 28 de Fevereiro, quando estes lançaram ataques contra território iraniano, aos quais Teerão respondeu com ofensivas contra Israel, vários países do Golfo e posições associadas a Washington na região. Pequim tem condenado reiteradamente as acções dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, por considerar que “violam a soberania” do país persa, embora também tenha apelado ao respeito pela integridade territorial dos países do Golfo, com os quais mantém laços estreitos.
Comissão Reguladora de Valores | Ex-vice-presidente chinês acusado de corrupção Hoje Macau - 1 Abr 2026 O ex-vice-presidente da Comissão Reguladora de Valores da China (CSRC, na sigla em inglês) Wang Jianjun foi ontem formalmente acusado pelo ministério Público chinês de ter recebido “subornos milionários”. Após uma investigação conduzida pela principal agência anticorrupção do país, a Comissão Nacional de Supervisão, o ministério Público informou que apresentou acusações contra o arguido pelo crime de corrupção passiva, segundo órgãos de comunicação locais. Segundo a acusação, Wang terá aproveitado os cargos que ocupou – como subdirector do Gabinete-Geral da CSRC ou diretor do Departamento de Supervisão de Mercado – para obter benefícios para terceiros e aceitar, de forma ilegal, dinheiro e bens em troca. “A quantia envolvida é milionária e Wang deve ser responsabilizado criminalmente pelo crime de corrupção passiva”, indicou o ministério Público. Wang foi vice-presidente do regulador desde 2021 e liderou anteriormente a Bolsa de Valores de Shenzhen, onde impulsionou, em 2020, a reforma do índice tecnológico ChiNext, considerado um dos mais relevantes do setor. A sua destituição ocorreu em Maio, um mês após a abertura de uma investigação disciplinar contra si pelos dois principais órgãos anticorrupção do país: a Comissão Central de Inspeção Disciplinar do Partido Comunista da China (PCC) e a sua congénere estatal, a Comissão Nacional de Supervisão. Desde que chegou ao poder em 2012, o actual secretário-geral do PCC e Presidente da China, Xi Jinping, tem promovido uma vasta campanha anticorrupção que atingiu responsáveis de todos os níveis, desde quadros locais até dirigentes provinciais, altos responsáveis militares e líderes de conglomerados estatais.
Líbano | Pequim condena ataques contra capacetes azuis Hoje Macau - 1 Abr 2026 O Governo chinês condenou ontem os recentes ataques contra o contingente da missão de paz das Nações Unidas no Líbano, nos quais morreram três soldados indonésios, classificando-os como “absolutamente inaceitáveis”. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que a acção de segunda-feira constitui um “ataque deliberado contra as forças de paz da ONU” e “uma grave violação do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU”. Mao instou “as partes envolvidas” a declararem um “cessar-fogo e o fim das hostilidades o mais rapidamente possível” e a “adoptarem medidas concretas para garantir a segurança dos capacetes azuis da ONU”. A missão de paz da ONU no Líbano (FINUL) anunciou que dois dos seus membros morreram na segunda-feira devido a uma explosão enquanto seguiam num veículo no sul do país, elevando para três o número de capacetes azuis mortos nos últimos dias. “Dois capacetes azuis da FINUL morreram tragicamente hoje (segunda-feira) no sul do Líbano, quando uma explosão de origem desconhecida destruiu o seu veículo perto de Bani Hayyan (…) Este é o segundo incidente mortal nas últimas 24 horas”, denunciou o organismo, em comunicado. A área de operações da missão estende-se desde a fronteira de facto com Israel até ao rio Litani, região onde decorrem actualmente intensos combates entre o grupo xiita libanês Hezbollah e o exército israelita, que estará a tentar estabelecer uma zona tampão. A criação desta faixa de território no sul do Líbano teria como objetivo afastar o Hezbollah da fronteira com Israel, entre outros factores, embora o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, tenha defendido há poucos dias a alteração da fronteira do seu país para anexar parte do território libanês.
Concerto | Stacey Long Ting, cantora de Hong Kong, no Galaxy em Maio Andreia Sofia Silva - 1 Abr 2026 Quase que pode ser chamado um caso de resiliência no mundo da música, e a prova de que lutar pelos sonhos vale a pena. Stacey Long Ting, cantora de Hong Kong com 44 anos, vem a Macau a 23 de Maio para o espectáculo “Stacey Story Live Concert in Macau”, no G-Box do Galaxy Macau. Eis a oportunidade de o público ouvir a cantora que ficou famosa a cantar nas ruas de Hong Kong Sempre cantou, mas só a partir dos 30 anos, e sobretudo quando se mudou para Hong Kong, em 2017, é que a Stacey Long Ting conseguiu construir uma carreira no mundo da música. Hoje, a cantora natural de Shenyang, província de Liaoning, consegue dar cartas no mundo da música e nem a covid a parou. Tendo iniciado a digressão “Journey” no ano passado, a cantora prepara agora a sua vinda a Macau para um espectáculo no próximo dia 23 de Maio, no espaço “G-Box”, do Galaxy Macau, com início às 20h. O primeiro concerto de Stacey Long deu-se a 18 de Agosto em West Kowloon, tendo dado três espectáculos na região vizinha que tiveram “um sucesso retumbante”, aponta o Galaxy. Depois de concertos em Guangzhou em Novembro, e em Qingyuan e Dongguan, em Janeiro deste ano, é a vez da RAEM ouvir a sua voz. Neste espectáculo, Stacey Long irá “reflectir sobre a sua jornada”, partilhando “uma gratidão sincera pela oportunidade de viajar por várias cidades e de estabelecer ligações com novos públicos ao longo do caminho”. Segundo a organização, “além do palco ela abraçou cada destino, explorando a cultura e gastronomia locais e enriquecendo tanto a sua jornada musical como pessoal”. A artista de cantopop, de 44 anos, vem agora “agradecer aos fãs o apoio incondicional”, trazendo sempre novos elementos para cada actuação. No caso de Macau, o factor novidade também deverá acontecer. “A minha jornada musical espelha a própria vida — repleta de altos e baixos. De Hong Kong a Macau, cada paragem torna-se parte da minha história. Estou grata por percorrer esta jornada com todos, criando memórias e histórias que pertencem a todos nós”, disse a artista, segundo a organização. Mudança de sucesso Stacey Long sempre cantou, mas só recentemente, ao participar num concurso de talentos de seis meses da TVB, o “Midlife, Sing & Shine”, pensado para maiores de 35 anos, é que teve verdadeiramente a sua oportunidade. Quando se mudou para Hong Kong, em 2017, vinda da China, procurou logo um palco para cantar e mostrar o seu talento. Em entrevista ao jornal South China Morning Post, concedida em 2023, Stacey Long disse ter “trabalhado muito na China continental”, embora “sentisse que não estava a chegar a lado nenhum”. “Por isso, queria mudar de ares”, declarou. Conseguiu trabalho num clube de dança social em Shun Lee Estate, um complexo de habitação social em Kwun Tong, na zona de Kowloon. “Actuava com esta banda e a idade média dos músicos era de 65 anos ou mais, por isso eu era a pessoa mais nova no palco. Afinal, não era assim tão velha para este negócio”, revelou na mesma entrevista. Depois a sua carreira começou a crescer, e foi quando Stacey Long passou a fazer parte do grupo “Mong Kok Roman Tam Song and Dance Troupe”, cantando na rua, nomeadamente na zona pedonal da Rua Sai Yeung Choi South. “Perguntei-me se estas trupes ainda existiam, por isso fui até lá e, como era de esperar, lá estavam elas. Pensei: ‘já que estou aqui, mais vale aproveitar ao máximo’, por isso cantei três canções, o público aplaudiu e aplaudiu e nada de mal aconteceu… por isso voltei para actuar novamente”, lembrou. Seis meses depois o sucesso era tanto que conseguiu trazer os pais para Hong Kong, actuando depois na zona de Central. Estas actuações de rua acabaram com a covid, mas a carreira não terminou, tendo Stacey recebido um convite da CCTV para uma audição, para o programa “Avenue of Stars”. A verdade é que a cantora já fazia sucesso nas redes sociais, nomeadamente no Weibo. “Achei que a minha voz não era forte o suficiente para actuar num grande palco. O meu pai desencorajou-me, dizendo que a competição provavelmente não me daria uma oportunidade. Mas como adoro cantar, teria sido uma pena não aceitar”, lembrou na mesma entrevista. Parece ter valido a pena. Prova disso é a digressão “Journey” e o espectáculo que traz a Macau.
Museu do Palácio | Candidaturas para estágios até 15 de Abril Hoje Macau - 1 Abr 2026 Estão abertas as inscrições para jovens locais estagiarem no Museu do Palácio, em Pequim, no âmbito do “Programa de Estágio para Jovens de Hong Kong – Macau no Museu do Palácio 2026”, organizado pelo Instituto Cultural (IC), Gabinete de Assuntos Internos e Juvenis de Hong Kong e Museu do Palácio. O objectivo é, segundo uma nota, “proporcionar aos jovens de Macau a oportunidade de visitar o Museu do Palácio, o maior museu de cultura e arte antiga da China”, combinando “trabalho prático e visitas culturais”. A ideia é, também, levá-los a “desenvolver as suas competências profissionais, reforçar os seus conhecimentos e identificação com a cultura chinesa, aprofundando ao mesmo tempo os seus sentimentos de amor à Pátria e a Macau”. Os estágios decorrem de 5 de Julho a 15 de Agosto deste ano, sendo que os estagiários terão oportunidade de trabalhar em departamentos do Museu do Palácio, como o de Pintura e Caligrafia, Artefactos, História da Corte, Arquitectura Histórica ou Monitorização do Património Cultural Mundial do Museu do Palácio, entre outros. Existem 17 posições com 20 vagas disponíveis, incluindo-se também “visitas a locais culturais e intercâmbios e experiências culturais em Pequim”, com despesas pagas pelo IC. Os candidatos devem ser residentes permanentes de Macau com idades entre os 18 e os 30 anos e estudantes de cursos de licenciatura ou de grau superior, em regime de tempo inteiro, em instituições de ensino superior, em qualquer área geográfica. Devem ainda estudar em áreas como Museologia, Arqueologia, Antropologia, História ou História da Arte, Comunicação ou Cinema, entre outras. O programa de estágios é organizado desde 2018. O Museu do Palácio, fundado em 1925 em Pequim, possui o maior e mais bem preservado complexo de construções palacianas em estruturas de madeira do mundo, com mais de 1,86 milhões de peças ou conjuntos de colecções, incluindo pinturas e caligrafias antigas, artefactos notáveis, relíquias culturais da corte, livros e documentos.
Ligação pedonal entre Portas do Cerco e Metro custa 465 milhões João Santos Filipe - 1 Abr 20261 Abr 2026 A construção do acesso pedonal entre a Estação da Linha Leste do Metro Ligeiro e Fronteira das Portas do Cerco vai custar 464,7 milhões de patacas. A obra foi adjudicada directamente pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) a três empresas do Interior, sem a realização de qualquer concurso ou consulta pública. As escolhidas recaíram sobre as empresas CCECC (Macau) Companhia de Construção e Engenharia Civil China, Limitada, Companhia de Fomento Predial Nam Kwong Limitada e China Railway 16th Bureau Group Co. Ltd – Macau Representative Office. As empresas vão realizar a obra em modelo de consórcio e cobrar 464,7 milhões de patacas. Está previsto que os trabalhos fiquem terminados num total de 960 dias, um período superior a dois anos e meio. A estação ES1 da Linha Leste do Metro Ligeiro de Macau situa-se no lado sudeste do Posto Fronteiriço das Portas do Cerco e esta estação vai ter uma ligação com cerca de 80 metros para a fronteira, que tem como objectivo “facilitar a deslocação” entre as duas infra-estruturas. “O acesso de ligação localizar-se-á na actual zona de estacionamento para autocarros turísticos das Portas do Cerco, através da passagem superior para peões”, foi explicado pela DSOP. Sem concurso A área bruta de construção do acesso de ligação é de cerca de 6.100 metros quadrados, com um piso subterrâneo e construções acima do solo. As partes subterrâneas abrangem a passagem pedonal subterrânea, o espaço comercial e as instalações sanitárias. As construções acima do solo incluem a passagem superior para peões entre o Metro Ligeiro e o átrio de partida de Macau do Posto Fronteiriço das Portas do Cerco. Somados todos os contratos assinados no âmbito desta obra de ligação entre a estação e a fronteira, como os contratos de controlo da qualidade, medição, entre outros, o Governo vai pagar mais de 496 milhões de patacas. Apenas um dos contratos foi atribuído através da realização de concurso público. Linha Este | Comerciante queixa-se do impacto das obras Um comerciante queixou-se ontem no programa matinal Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau, sobre o impacto das obras do metro ligeiro na linha Este. O ouvinte, de apelido Chang, disse que esta obra tem afectado seriamente o seu negócio, uma oficina na Areia Preta que possui há cerca de 20 anos. O homem queixou-se ainda que a obra foi iniciada sem que tenha sido consultado previamente, tendo sido escavada a via pública em frente à sua oficina, restando apenas uma via estreita para a circulação de pessoas. “Como vou fazer o negócio? Agora os carros não conseguem entrar na oficina para fazerem a reparação. Se o Governo não quiser pagar uma compensação, deve, pelo menos, criar algumas medidas de apoio”, disse no programa.
BCM | Empresa-mãe traça cenário de novos desafios João Santos Filipe - 1 Abr 2026 O desempenho financeiro do Banco Comercial de Macau (BCM) apresenta melhorias a nível da exploração, mas o mercado dos empréstimos continua parado, devido à situação das vendas a retalho e do imobiliário Apesar da recuperação do mercado do jogo e do maior número de turistas, o sector da banca continua a viver uma situação em que o mercado dos empréstimos continua praticamente parado. O cenário foi traçado por Harold Wong Tsu-Hing, administrador-geral do grupo Dah Sing Financial, proprietário do Banco Comercial de Macau (BCM). De acordo com o jornal Ming Pao, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do grupo, na segunda-Feira, Harold Wong afirmou que apesar de o jogo estar em crescimento e de o número de visitantes ter ultrapassado a realidade pré-pandemia, a recuperação não se faz sentir em todas as indústrias por igual. Wong apontou que o mercado de empréstimos, a principal fonte de receitas das banca, está parado, o que foi justificado com a falta de investimento em outras indústrias. O responsável explicou ainda que as vendas a retalho, os preços do imobiliário e o número de transacções continuam em quebra, o que se reflecte nos pedidos de empréstimos junto do banco em Macau. Em relação ao Banco Comercial de Macau (BCM), o responsável não revelou o resultado do exercício de 2025, mas apontou que o desempenho apresentou “uma ligeira melhoria” nos lucros de exploração, quando a comparação é feita com 2024. Nesse ano, o banco declarou um lucro de 45,4 milhões de patacas. Ainda assim, menos de metade dos lucros de 2023, quando o lucro tinha atingido 114,5 milhões de patacas. A valer menos Em relação ao BCM, o grupo Dah Sing Financial foi forçado a reconhecer uma perda por imparidade do trespasse de 493 milhões de dólares de Hong Kong, relacionada com o facto de se considerar que o BCM actualmente vale menos do que os 1,72 mil milhões de patacas, o valor pago em 2005 ao Banco Comercial Português (BCP). A situação do mercado não teve um grande impacto nos resultados anuais do grupo Dah Sing Financial, principalmente devido às operações em Hong Kong, com os lucros da instituição a crescerem 23,9 por cento em termos anuais, para 2,70 mil milhões de dólares de Hong Kong. Em 2024, os lucros do grupo tinham sido de 1,67 milhões de dólares de Hong Kong.
PJ | Cartão Bancário desaparece e perde 70 mil patacas Hoje Macau - 1 Abr 2026 Uma mulher que perdeu o cartão bancário quando viajava fora de Macau acabou com menos 70 mil patacas na conta. O caso foi apresentado ontem pela Polícia Judiciária (PJ). Uma idosa perdeu o cartão em meados de Março, quando fez uma visita ao exterior. Apesar de ter dado pela falta do cartão, a mulher não relatou o desaparecimento imediatamente ao banco nem cancelou o cartão. No entanto, quando regressou a Macau verificou que havia vários movimentos suspeitos na sua conta bancária, que ela não tinha autorizado. Nessa altura, quando contactou o banco, a idosa foi informada que o cartão perdido tinha sido utilizado para fazer 10 levantamentos de dinheiro, entre os dias 12 e 24 de Março, o que levou à perda de 70 mil patacas. Só nessa altura é que a mulher apresentou queixa junto das autoridades que estão agora a investigar o caso. Até ontem, não se tinha registado qualquer detenção. Cotai | Detido por troca ilegal de dinheiro Um homem com 56 anos foi detido no Cotai, por suspeitas de troca ilegal de dinheiro. O caso foi divulgado ontem pela Polícia Judiciária (PJ). O indivíduo foi detido no domingo, na posse de mais de 110 mil dólares de Hong Kong em fichas de jogo e 3 mil dólares de Hong Kong em dinheiro vivo. O caso foi detectado durante uma operação de rotina nos casinos do Cotai, quando os agentes suspeitaram de uma troca de dinheiro. Os polícias confirmaram a situação depois de um jogador ter confirmado que tinha trocado dinheiro com o detido. A troca envolveu o recebimento de 2 mil renminbi por 2.200 dólares de Hong Kong em dinheiro. O dinheiro da troca não foi apreendido, uma vez que acabou perdido no jogo. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.