Sérgio Fonseca Desporto MancheteAutomobilismo | Célio Alves Dias faz pausa, com regresso apontado para o ano que vem Célio Alves Dias, um dos nomes históricos do automobilismo do território, não vai competir esta temporada por opção. Ainda assim, o piloto macaense não pensa pendurar o capacete e já tem planos para regressar às corridas em 2027. O vencedor da Taça de Carros de Turismo de Macau no Grande Prémio de Macau de 2021 esteve afastado da competição em 2023 por motivos pessoais. Nos dois últimos anos, contudo, participou no Macau Roadsport Challenge, a competição promovida pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que junta em pista os Toyota GR86 (ZN8) e Subaru BRZ (ZD8). Esta temporada, porém, o piloto da Fu Lei Loi Racing Team decidiu fazer um interregno, já com o olhar no próximo passo da sua carreira no desporto. Apesar da vasta experiência em corridas de Turismo, tendo conduzido várias gerações de carros da categoria, Célio Alves Dias nunca tinha pilotado os novos modelos antes de 2024. Nesse ano conseguiu qualificar-se para o Grande Prémio, mas em 2025 o piloto de matriz portuguesa ficou de fora da prova mais importante do ano, tendo sido uma das vítimas das corridas de apuramento realizadas no Circuito Internacional de Zhuzhou. “Vou parar este ano, mas não vou parar definitivamente”, esclareceu Célio Alves Dias ao HM, acrescentando que durante o ano “terei de estar ausente de Macau durante algum tempo”, o que o impede de assumir compromissos competitivos. Ainda assim, garante que pretende “manter-se activo”, recorrendo “a treinos no karting” para continuar a rodar e preservar a forma. E o Toyota GR86 não será, por agora, vendido. O passo seguinte Presença habitual no Grande Prémio de Macau e no automobilismo local desde a transferência de administração, Célio Alves Dias estreou-se no Circuito da Guia em 2000. A partir daí, marcou presença de forma consecutiva na prova até 2023. O ponto mais alto da carreira chegou em 2021, com a vitória na Taça de Carros de Turismo de Macau. Curiosamente, não pôde subir ao lugar mais alto do pódio, pois estava a ser assistido no Centro Hospitalar Conde de São Januário após um violento acidente na última volta da corrida, num dos finais mais insólitos da história do evento. Para a temporada de 2027, apesar de nunca ter competido em carros de Grande Turismo, Célio Alves Dias admite que “talvez se prepare para competir na classe GT4”, por considerar que “esta categoria pode ser a mais adequada para mim, já que existe um maior equilíbrio entre os carros”. Apesar de a Macau Roadsport Challenge ter actualmente um regulamento mais restritivo, pensado para conter custos, a categoria GT4, que segue padrões internacionais e utiliza o sistema de Balance of Performance (BoP), também apresenta um forte controlo de despesas, não permitindo evoluções significativas nos carros adquiridos aos construtores. Em paralelo, a competição organizada pela AAMC admite a participação de viaturas cuja homologação GT4 já expirou, como os BMW M4 GT4 (F82), McLaren 570S GT4 e Ginetta G55, e que estão disponíveis no mercado a preços bastante interessantes.
Sérgio Fonseca DesportoGP | Célio Alves Dias vai continuar a correr esta temporada O piloto macaense Célio Alves Dias foi um dos regressos saudados da temporada automobilística do território de 2024. O experiente piloto de carros de Turismo vai continuar a apostar nas corridas locais, no Macau Roadsport Challenge, em 2025 O vencedor da Taça de Carros de Turismo de Macau em 2021 esteve afastado do automobilismo na época de 2023 por motivos pessoais, mas fez no ano passado a sua estreia na competição que junta em pista os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8). Apesar da vasta experiência em provas da especialidade, tendo conduzido várias gerações de carros de Turismo, Célio Alves Dias nunca tinha tripulado os novos bólides que a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) introduziu na sua competição em 2023. A época passada acabou por ser de aprendizagem, com algumas dificuldades nas afinações e no comportamento do carro nipónico. A participação nas corridas no Circuito Internacional de Zhuzhou e no Grande Prémio de Macau fez Célio Alves Dias perceber que o seu Toyota GR86 não estava ao nível da concorrência mais forte. Com base nas conclusões retiradas dessas experiências, decidiu começar a preparar-se para a nova temporada. “O carro teve que ser todo desmontado. O meu carro foi comprado em segunda-mão, e o chassis e o arco de segurança, para mim, não estavam bem feitos”, explicou o piloto da Fu Lei Loi Racing Team ao HM. “Isto, tornava o carro demasiado duro e muito difícil de curvar. Experimentei um carro da China, que foi bem montado, e há uma diferença. Fiz um bom tempo em Janeiro, na China, com esse carro. Os nossos carros, feitos na mesma oficina, estavam muito duros, o que tornava difícil fazer voltas rápidas”. Se no Grande Prémio de Macau, os pilotos da casa, exímios conhecedores do Circuito da Guia, conseguiram equiparar o andamento aos seus adversários de Hong Kong e do Interior da China, nas corridas iniciais na pista de Zhuzhou, na província de Hunan, não foi bem assim. “Há muitas diferenças entre os carros, mas principalmente nos chassis, pois os motores, em termos de potência e cavalos, estão já quase todos ao mesmo nível. Os nossos adversários também experimentaram muitas peças, muitos motores, até caixas de velocidades, e chassis. Os carros de competição são sempre a mesma coisa. Tens que ter potência no motor, mas também chassis. Ter só potência não chega. Ter melhor um bom chassis é o mais importante.” Jubileu de Prata em Novembro Sendo um nome português habitual no Grande Prémio de Macau nas últimas décadas, Célio Alves Dias estreou-se no Circuito da Guia em 2000 e desde aí foi uma presença assídua e sem faltas na prova até 2023. Este ano, o seu objectivo é contabilizar a sua vigésima quinta participação no maior evento desportivo de caracter anual da RAEM, mas para isso terá que alinhar nas provas de apuramento. Enquanto aguarda o anúncio do calendário de 2025 por parte da AAMC, Célio Alves Dias detalha pormenores para iniciar o seu programa de testes, até porque o seu Toyota, depois de revisto, “está já pronto a testar” no Interior da China, algo que acontecerá “muito em breve”, refere o piloto. Na edição passada do Grande Prémio, Célio Alves Dias qualificou-se em 12.º lugar para a corrida Macau Roadsport Challenge. No entanto, a sua participação foi curta e infeliz: ao volante do Toyota com o dorsal nº 11, foi forçado a desistir após ficar imobilizado na subida de São Francisco. O piloto macaense ficou fora da corrida logo na primeira volta, num incidente que provocou a entrada do Safety Car.
Sérgio Fonseca DesportoGrande Prémio | Célio Alves Dias vai recuperar o Mini Célio Alves Dias é um veterano das corridas de automóveis do território e no ano passado conseguiu a proeza de vencer uma corrida no programa do Grande Prémio de Macau. Contudo, ainda lhe falta cumprir o sonho de subir ao degrau mais alto do pódio no evento, algo que lhe escapou no ano passado, após um final de corrida caricato, mas que este ano não quer deixar fugir Numa corrida que ficou marcada por uma carambola de dezanove carros na curva de entrada para a recta da meta e que teve de ser concluída prematuramente devido a mais uma série de acidentes no recomeço que envolveram os pilotos do pelotão da frente, o vencedor da Taça de Carros de Turismo de Macau de 2021 não recebeu o troféu de primeiro classificado. Dada a violência do impacto, o então líder da corrida, que foi um dos envolvidos no aparatoso acidente, foi levado ao Centro Hospital Conde de São Januário por precaução, tendo sido a sua namorada quem recebeu a taça do vencedor. Na altura, Célio afirmou que a existência de óleo na pista pode ter estado na origem do acidente. “Quando passei naquele local do acidente [na altura do recomeço], senti que havia ali óleo porque o carro escorregou bastante”, revelou ao HM. Este é um episódio que o piloto quer esquecer, até porque o seu Mini Cooper S , da classe 1.6T, ficou em muito mau estado após colidir com as barreiras de protecção. Felizmente para o piloto da Fu Lei Loi Racing Team, “o Mini já seguiu para a China para realizar a reparação. Em princípio, será possível repará-lo”, esclareceu Célio ao HM. Por isso, “este ano vou continuar a correr com o Mini de 2021 no Grande Prémio de Macau. Este Mini é novo, foi o primeiro ano a correr no Circuito da Guia”, acrescentou. Como tudo indica que os regulamentos técnicos e desportivos das corridas de carros de Turismo locais não irão ainda sofrer alterações esta temporada, a continuidade da aposta no “musculado” Mini faz todo o sentido. Até porque a experiência adquirida nas curvas e contracurvas do mais conhecido circuito urbano do continente asiático permitiram a Célio e à sua equipa uma melhor compreensão do comportamento da máquina. Célio recorda que “após os primeiros treinos do Grande Prémio pensei em alterar as afinações, para melhorar nas curvas. Alterei as afinações em quase todas as vezes que fomos para a pista e na final, na segunda corrida, até alterei muito mais. Quer dizer que este Mini poderia ter sido ainda mais rápido do que foi na segunda corrida do Grande Prémio. Agora, já sabemos quais os problemas deste carro e vamos continuar a trabalhar nas afinações, em particular para torná-lo mais rápido nas curvas.” Parar não, mudar talvez O piloto que se estreou no Grande Prémio de Macau de 1999, na última edição da Corrida Automóvel Clube de Portugal, ao volante de um Honda Civic EG6, tem sido uma presença assídua no maior evento desportivo do território, contando hoje com vinte e duas participações. “Nunca pensei em parar”, afirma Célio. “Gosto muito do circuito de Macau. Só faltei ao Grande Prémio uma vez, no ano em que faleceu o meu pai.” Alguns pilotos de Macau são a favor de que a categoria 1.6T, para viaturas de preparação local com motor turbo de 1600cc de cilindrada, deveria terminar e ser trocada por carros da internacional classe TCR. Tal não irá acontecer este ano, mas Célio também concorda que o futuro do automobilismo da RAEM “deve ser com carros da categoria TCR, porque são mais baratos.” Porém, o que está para vir nos próximos anos ainda não é uma preocupação para Célio, pois o que mais importa é voltar a ter o Mini na antiga forma e conseguir finalmente cumprir a missão de escalar até ao lugar mais alto do pódio.