Hoje Macau Eventos MancheteFIMM | Mariza actua com Orquestra Chinesa em Novembro Foi ontem apresentado o cartaz da 36.ª edição do Festival Internacional de Música de Macau que traz um espectáculo da fadista portuguesa Mariza com a Orquestra Chinesa de Macau para cantar alguns dos seus maiores êxitos. Este ano, o FIMM traz também a Macau o grande músico de jazz Herbie Hancock A fadista Mariza vai actuar no 36.º Festival Internacional de Música de Macau (FIMM) acompanhada pela Orquestra Chinesa de Macau (OCM), anunciou ontem a organização. O festival, que decorre entre 4 de Outubro 4 de Novembro, traz “a diva portuguesa do fado” ao território para uma “colaboração sublime” com a OCM, afirmou a presidente do Instituto Cultural (IC) durante a conferência de imprensa de apresentação do festival. “Queremos destacar que Macau é um lugar onde existe uma combinação da cultura oriental e ocidental”, referiu Leong Wai Man, explicando por que razão “o fado tem vindo a colaborar” frequentemente com a Orquestra. O concerto de Mariza está agendado para o dia 4 de Novembro, às 20h, no Londoner Theatre, tendo como destaques fados como “Primavera”, o célebre “Ó Gente da Minha Terra”, “Chuva”, “Melhor de Mim” ou “Quem Me Dera”, estando o programa sujeito a alterações. No cartaz do festival, lê-se que “nas últimas duas décadas, Mariza passou rapidamente de fenómeno do fado de Lisboa a ícone global”, sendo descrita como a “verdadeira embaixadora da música portuguesa” e “a artista portuguesa viva mais consagrada em todo o mundo”, com um repertório “ancorado no fado clássico e contemporâneo”. “Graciosamente acompanhada pela destreza do seu quinteto habitual, a cantora empresta a sua voz à Orquestra Chinesa de Macau, sob a batuta de Tsung Yeh, maestro de renome internacional, adornando a poesia ocidental com acordes chineses. Apresentando êxitos escolhidos de uma carreira de 20 anos intercalados por temas mais recentes, certamente que o concerto deixará pairar no público uma sensação de fascínio”, descreve o IC. O génio de Herbie Num festival com “diferentes programas de diferentes tipos de música para diferentes tipos de fãs”, a responsável destacou, entre os 12 programas, o espetáculo de abertura, “Tosca – Ópera em Três Actos de Giacomo Puccini”, que leva ao palco do Centro Cultural de Macau “o eminente Teatro Mariinsky da Rússia”. Já o director de programação do festival, salientou o concerto de Herbie Hancock, de 84 anos, pianista norte-americano. “Quando falei com Hancock, ele disse que podia ser a última digressão mundial que ia fazer”, notou Lio Kuok Man, sublinhando a importância da vinda do músico, que, de acordo com a organização, tem uma “ilustre carreira coroada com 14 Grammys”. Este espectáculo acontece no dia 3 de Novembro, às 20h, no grande auditório do Centro Cultural de Macau, com bilhetes que variam entre as 200 e as 650 patacas. No cartaz do FIMM, é descrito que, com 70 anos de carreira, “Herbie Hancock é um verdadeiro ícone contemporâneo” que “ao longo das suas explorações, transcendeu fronteiras e géneros, mantendo uma voz inconfundível”. Hancock ganhou destaque pela primeira vez como membro do Quinteto Miles Davis, durante a década de 1960, e através das primeiras gravações a solo para a Blue Note Records. O seu trabalho nos anos 70 fundiu jazz eléctrico com funk. Ainda na música jazz, o trompetista dos EUA Wynton Marsalis e a Orquestra Jazz do Centro Lincoln estreiam-se na região chinesa “num concerto enérgico cheio de notas vibrantes”, decreve a organização. Presente no festival, vai ainda estar o DoosTrio, “grupo de solistas conceituados e bons amigos que fundem as suas próprias tradições, dando nova vida aos ritmos fascinantes da antiga Pérsia, China e Índia”. Um concerto que junta Kayhan Kalhor, mestre do ‘kamancheh’, instrumento iraniano de cordas, Wu Han, especialista chinesa da pipa, e Sandeep Das, que toca tabla, instrumento musical de percussão, muito usado na Índia. O FIMM conta ainda com 16 actividades do Festival Extra, incluindo palestras e ‘masterclasses’, e tem este ano um orçamento de 33 milhões de patacas. Filmes com música A Cinemateca Paixão apresentará ainda a secção “Música na Tela”, com uma selecção especial de filmes associados ao FIMM. No dia 24 de Outubro será exibido “À Volta da Meia Noite”, do realizador Bertrand Tavernier. Neste filme, o músico de jazz Dexter Gordon interpreta Dale Turner, um músico afro-americano, brilhante e autodestrutivo, que se muda para Paris na década de 1950 em busca de um público que apreciasse a sua arte e a sua cor de pele. Aí, uma jovem mulher relaciona-se com o talentoso músico, mas mesmo o seu amor pode não ser suficiente para salvar o saxofonista do alcoolismo, do vício em drogas e da depressão. A banda sonora deste filme foi composta precisamente por Herbie Hancock. A 17 de Outubro, será exibido “Bolden”, filme biográfico de Dan Pritzker, que “imagina a jornada envolvente, poderosa e trágica de Buddy Bolden, o pouco conhecido herói americano, inventor do Jazz. “Tendo Gary Carr no papel principal, com música original escrita, arranjada e interpretada por Wynton Marsalis, nascido em Nova Orleães, Bolden leva-nos de volta à icónica cidade do jazz no início do século XX. Uma história alimentada pela paixão, ganância e génio musical”, é ainda referido pelo IC.
Andreia Sofia Silva EventosRonald Cheng actua no Cotai em Agosto Está agendado para o dia 10 de Agosto, no Grande Pavilhão do Grand Lisboa Palace Resort, o espectáculo com Ronaldo Cheng, conhecido actor e cantor de Hong Kong. Segundo um comunicado da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), operadora que detém este empreendimento no Cotai, Ronald Cheng estará pronto “para fazer uma serenata ao público com uma série de canções de amor populares que irão conquistar os corações”, apresentando-se “melodias inesquecíveis”. Trata-se de mais um concerto com o género de música cantopop, bastante apreciado em Macau e na Ásia, e que tem sido presença frequente no território com a vinda de vários músicos e bandas, com destaque para os “Seventeen” e “Mirror”. Desta vez, Ronald Cheng promete trazer “os seus êxitos premiados e as mais recentes canções que estiveram no topo das tabelas”. Uma das músicas que pode ser ouvida pelo público de Macau é “My Only Love”. Carreira de sucesso Ronald Cheng tem estado em digressão pela Ásia com “Fragments of Wonder”. Um dos últimos espectáculos decorreu em Junho na cidade de Kuala Lumpur, Malásia, tendo actuado na vizinha Hong Kong em Fevereiro com o mesmo espectáculo. Nascido em Hong Kong em 1972, o também compositor tem feito uma carreira artística de sucesso que passou, nos primeiros tempos, por Taiwan. Depois de um breve interregno na música, Ronald Cheng voltou em força em 2003, sempre dentro do género cantopop. Mas só em 2005 é que conheceu o verdadeiro sucesso junto do público com a música “Rascal” que, no concurso da estação televisiva TVB desse ano foi votada como a mais popular de 2005 no concurso “Jade Solid Gold”. Nos anos 90, Ronald Cheng chegou a estar representado pelas editoras discográficas Polygram e Universal. O sucesso também aconteceu na carreira de Ronald Cheng na sétima arte, pois venceu o prémio de “Melhor Actor Secundário” pela sua participação em “Vulgaria”, filme de comédia de 2012, na 32ª edição dos Prémios de Cinema de Hong Kong.
Andreia Sofia Silva EventosWAVE | Festival regressa em Agosto com estrelas de cantopop O Studio City volta a ser palco, em Agosto, de um festival que mistura música ao ar livre com o entretenimento na piscina. Depois de duas edições bem-sucedidas, eis que o concerto “WAVEFest EPIC”, agendado para 18 de Agosto, promete trazer alguns membros da conhecida banda de Hong Kong “Mirror”. O sucesso do evento tem sido tanto que foi acrescentada nova data de concertos para dia 17 Quem gosta de cantopop, da banda “Mirror”, uma das mais famosas “boys-band” de Hong Kong, e de ouvir música ao ar livre, especialmente num parque aquático, não pode perder a próxima edição do “WAVEFest”. A terceira edição daquele que é apresentado como o “Festival de Música Aquática ao Ar Livre” volta a decorrer no Parque Aquático do Studio City, no Cotai, dia 18 de Agosto. Para esse dia está agendado o espectáculo intitulado “WAVEFest EPIC”, que traz três rapazes da banda “Mirror”, nomeadamente Anson Lo, Edan Lui e Jeremy Lee. A eles juntar-se-ão Jason Chan, Phil Lam, Lagchun, o novo grupo pop ROVER e o artista indie de hip-hop JB. Segundo um comunicado da Melco, operadora de jogo que detém o empreendimento Studio City, fica a promessa de uma “festa pop de Verão com êxitos cativantes”. Neste dia, haverá “um palco aberto especial multifacetado, colocando-se o público perto dos artistas que interagem com uma distância mais curta”. Para que os presentes possam melhor lidar com as altas temperaturas que se fazem sentir nesta altura, serão “adicionados salpicos de água”, algo que “irá transformar o espectáculo numa derradeira festa musical”. Segundo a mesma nota, os membros dos “Mirror” disseram estar “entusiasmados por poder actuar no Parque Aquático Studio City este Verão”, desejando ainda “ter a oportunidade de experimentar as mesmas instalações no futuro”. O concerto decorre entre as 17h e as 20h, mas o parque aquático começa a funcionar às 11h. Os bilhetes já estão à venda e incluem o acesso a todas as instalações do parque aquático, podendo o público desfrutar dos divertimentos na água até o arranque do concerto. O sucesso desta iniciativa foi tanto que a organização resolveu acrescentar, dias depois do anúncio do concerto do dia 18, uma nova data de espectáculos para o dia anterior, 17 de Agosto. Este novo evento intitula-se “WAVEFest BEATS” e contará com a cantora Sandara Park, do grupo feminino de cantopop “2NE1”, o cantor Lee Seong Jong e o rapper e bailarino KINO. O público poderá ainda dançar ao som da DJ Sura, considerada uma das melhores 100 dj’s do mundo, e ainda o DJ RAIDEN, que já passou música no Ultra Music Festival. O alinhamento para o concerto do dia 17 fecha com o DJ Glory, da Coreia do Sul. As actuações deste dia decorrem também no mesmo horário e no Parque Aquático do Studio City. Sucesso garantido Recorde-se que o “WAVEFest” teve duas edições em Junho que, segundo a organização, foram bem-sucedidas, sendo este o primeiro festival de música em contexto aquático a ser organizado no território. Os bilhetes esgotaram num ápice, o que levou a organização a promover um terceiro espectáculo. O “WAVEFest” conta com apoio do Governo. Citada pela mesma nota, Helena de Senna Fernandes, directora da Direção dos Serviços de Turismo (DST), disse estar entusiasmada com o evento e o seu potencial. “A DST está empenhada em incentivar a indústria a lançar de forma activa actividades de entretenimento temáticas, diversificadas e inovadoras. O WAVEFest é uma experiência inovadora que pode mostrar o ambiente de entretenimento vibrante e dinâmico de Macau, atraindo mais visitantes internacionais e promovendo o desenvolvimento da indústria integrada de turismo e lazer”. Para a responsável, trata-se de um festival que pode enriquecer ainda mais “a dinâmica da cidade como um centro mundial de turismo e lazer”. Esta edição do “WAVEFest” marca ainda o regresso dos “Mirror”, ainda que com apenas alguns elementos, a Macau, depois de vários concertos da banda em Macau, na Galaxy Arena, em Maio. Tratou-se de um regresso bastante esperado pelos fãs depois de um período de afastamento da banda, influenciado por questões pessoais.
Hoje Macau EventosFotografia | José Carvalho vence 5.º concurso da associação SOMOS Já são conhecidos os vencedores da quinta edição do concurso de fotografia da associação Somos, intitulado “Somos – Imagens da Lusofonia”. José Carvalho venceu com uma fotografia tirado em Moçambique e que retrata a difícil situação política e humanitária em Cabo Delgado. Timothy Lima e Luís Godinho foram também premiados José Carvalho é o grande vencedor do concurso de fotografia da associação Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa, intitulado “Somos – Imagens da Lusofonia”, que já vai na quinta edição e que, desta vez, teve como tema “Em cada rosto, um legado colectivo”. O concurso decorreu entre 20 de Maio de 2023 e 10 de Julho deste ano. O fotógrafo português venceu com um retrato tirado em Moçambique que personifica a tragédia humana vivida no Norte desse país, na sequência de ataques terroristas na província de Cabo Delgado. Timothy Lima e Luís Godinho completam o trio de premiados, com fotografias da Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, respectivamente. A imagem de José Carvalho tem como título “A caminho de sítio nenhum”, e remete, segundo um comunicado da Somos!, para os “graves problemas vividos no norte de Moçambique, local em contínua mutação devido aos ataques armados recorrentes na província de Cabo Delgado, imputados ao grupo terrorista Daesh, que têm provocado a fuga em massa da população local. A Ilha de Moçambique acaba por ser o refúgio de muitas das famílias deslocadas”. Na imagem de José Carvalho surge Manila, menina de 15 anos. “Na sala onde aprende a costurar com o avô, Ali, a menina de 15 anos surge no centro da fotografia a olhar para trás com um semblante apreensivo, iluminado pela cor bordô do seu hijabe. Este retrato de grande beleza estética, que ganha especial força pelo contraste luz e sombra que ilumina a face de Manila e espelha a sua alma e o legado que carrega, demonstra que o fotógrafo consegue aliar a destreza técnica e a boa composição à revelação da complexidade da natureza humana”, descreve a associação. O primeiro prémio no concurso rendeu a José Carvalho dez mil patacas. O segundo prémio, no valor cinco mil patacas, foi conquistado pelo português Timothy Lima, autor da fotografia “Filhos da Luz”, captada no contexto de uma missão humanitária à Guiné-Bissau. O retrato de duas crianças a comerem num banco de rua, na região de Bolama, traduz o triunfo da esperança sobre a pobreza extrema e adversidades. Já o português Luís Godinho, recebeu o terceiro prémio, no valor de 3.500 patacas, com a fotografia intitulada “São Tomé e Príncipe”, que pretende demonstrar a alegria sentida pelas crianças desse pequeno país, que tem uma população jovem cada vez mais instruída. Segundo a organização, o retrato é de uma menina que, depois de ter chegado da escola e ajudado a sua mãe nas tarefas diárias, se deita a relaxar à sombra, numa antiga roça em São Tomé, num contraste de luz e sombra que dá dimensão ao seu estado de espírito”. Menções honrosas O concurso da Somos! atribuiu também três menções honrosas, através de certificado, a três concorrentes. São eles Jorge Bacelar, de Portugal, com “Momento de descanso”, que é “um retrato de um agricultor, sentado ao lado de uma das suas vacas de raça marinhoa e com os seus cães”. Bruno Pedro, também de Portugal, foi distinguido pela imagem “Paz em Cabo Delgado”, que é “o retrato de uma menina a sorrir no coração do bairro mais antigo de Pemba (Paquitequete), na província moçambicana de Cabo Delgado, que, segundo a organização, “mostra a capacidade humana de encontrar alegria mesmo nas circunstâncias mais difíceis”. Destaque ainda para as menções a Raphael Alves, do Brasil, com a fotografia “Milena Kukama”, o retrato da líder indígena que sorri no meio das manifestações de povos indígenas em Manaus, Amazonas, Brasil. A organização do concurso dá conta que foram submetidas mais de 200 imagens “com elevada qualidade”, tendo o painel de jurados sido composto por fotojornalistas que trabalham em Macau, Portugal, Brasil e Angola, tendo sido presidido por Gonçalo Lobo Pinheiro, representante da Somos – ACLP. Este destaca, citado pelo mesmo comunicado, a “qualidade das imagens submetidas a concurso”, com mais uma “edição recheada de grandes imagens”. “Este ano, com o tema centrado no retrato, o grande vencedor acabou por ser o fotojornalista português José Carlos Carvalho com um fantástico retrato captado em Moçambique. Em nome do júri, quero agradecer a todos os participantes que, ano após ano, são cada vez mais em número. Parabéns aos vencedores.” No dia 27 de Setembro será inaugurada no Albergue da Santa Casa da Misericórdia uma exposição com os retratos vencedores do concurso e mais 40 imagens seleccionadas dos participantes. Além disso, em jeito de celebração dos cinco anos do concurso, será editado um catálogo que reúne as melhores imagens das edições do concurso realizadas até este ano. Trata-se de “imagens que capturam a essência e a diversidade do mundo lusófono, revelando a conexão humana e cultural que une Macau e os países da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], servindo este catálogo de registo e de suporte para memória futura, no âmbito destas relações”, é descrito na mesma nota.
Hoje Macau EventosInsufláveis | Venetian recebe “Bounce The City Macao” até Setembro O Venetian acolhe até ao dia 18 de Setembro aquele que é considerado o “maior parque de insufláveis interior da Ásia”. Chama-se “Bounce The City Macao”, é a primeira vez que está no território e apresenta cinco atracções com insufláveis, num total de 150 mil pés quadrados de área. A inauguração aconteceu no sábado e estão disponíveis atracções como o “AirSPACE Pink Alien” ou o “City Xscape” que, segundo um comunicado da organização, transportam os amantes de insufláveis para “aventuras cósmicas infundidas de extraterrestres”, sem esquecer “o mundo das profundezas do mar no borbulhante OctoBlast”. No fundo, “‘Bounce The City Macao’ oferece uma gama verdadeiramente diversificada de atracções para cativar a imaginação dos visitantes de todas as idades”, pode ler-se. O parque está disponível para visitas em cinco sessões diárias de 90 minutos cada, em que os visitantes podem desfrutar de todas as atracções. Estes são ainda “encorajados a vestirem-se com as suas roupas e meias mais coloridas”, prontos para as fotografias a publicar nas redes sociais.
Andreia Sofia Silva EventosRua das Estalagens | Sete espaços de restauração seleccionados “Café Fantart”, “Little Port”, “OLÁLÁ”, “Catfee Macau”, “Travessa Gelato”, “Pan Pan” e “Voyage Thai Kitchen”. São estes os espaços de restauração vencedores do “Programa de Recrutamento de Empreendedores para a Rua das Estalagens”, zona antiga que vai ser requalificada com o apoio da Sands China. Tratam-se de cafés, restaurantes e lojas que promovem a cultura portuguesa e macaense Estão escolhidos os sete projectos empresariais vencedores do “Programa de Recrutamento de Empreendedores para a Rua das Estalagens”, zona antiga da península de Macau que vai ser alvo de uma requalificação. Sendo um projecto promovido pelo Instituto Cultural (IC) e apoiado pela Sands China, a ideia é, segundo um comunicado, “financiar propostas empresariais inovadores de residentes de Macau interessados em criar empresas na Rua das Estalagens”. Foram seleccionados sete espaços de gastronomia e lembranças, nomeadamente o “Café Fantart”, “Little Port”, “OLÁLÁ”, “Catfee Macau”, “Travessa Gelato”, “Pan Pan” e “Voyage Thai Kitchen”. De frisar que estes projectos foram escolhidos de entre 128 candidaturas, das quais 120 foram consideradas elegíveis. A concurso estiveram propostas não apenas na área da restauração, mas também de take-away, retalho ou indústrias culturais e criativas. No caso do “Café Fantart”, é apresentado como “um café criativo local especializado em pastéis folhados e vários produtos de pastelaria, juntamente com pratos principais”. Neste espaço, a equipa procura “fazer avanços inovadores na cultura de pastéis de nata enraizada em Hong Kong e Macau”. O “Little Port” apresenta-se como uma “loja de retalho de especialidades e lembranças portuguesas com a ambição de estabelecer uma marca de especialidades portuguesas com impacto e transformar a estrutura do mercado tradicional de lembranças”. No “OLÁLÁ” vendem-se snacks e refeições ligeiras tipicamente macaenses, enquanto no “Catfee Macau”, uma cafetaria que visa promover a adopção de animais, além de que “os clientes podem desfrutar da vista das Ruas das Estalagens a partir do ‘rooftop’, proporcionando uma experiência gastronómica única”, pode ler-se. Se na “Travessa Gelato” se pode provar o verdadeiro gelado feito à moda de Itália, no “Pan Pan” faz-se a elegia ao pão, apresentando-se uma “fusão entre as técnicas tradicionais de padaria japonesas e francesas”, sendo que o fundador deste espaço é formado na famosa escola de cozinha “Le Cordon Bleu”. Segue-se, no “Voyage Thai Kitchen”, um restaurante de comida tailandesa cuja marca já tem presença em Macau desde 2013. Espera-se que este espaço apresente pratos a preços mais acessíveis com a adopção de “alguns elementos nostálgicos, disponibilizando-se um espaço que integra o lazer, música, cultura local e sessões de partilha”. Estes espaços vão receber subsídios para o estabelecimento do negócio, distribuídos em quatro fases. “Os subsídios atribuídos são até duas vezes o investimento de capital inicial das empresas, com um limite máximo de um milhão de patacas, a fim de incentivar o seu desenvolvimento sustentável”, aponta-se na mesma nota. Atmosfera especial Os projectos vencedores foram conhecidos na última quinta-feira. Wilfred Wong, vice-presidente executivo da Sands China, disse esperar “que este grupo de aspirantes [empresários] e criativos locais utilize a energia e o entusiasmo da juventude para trazer uma nova atmosfera ao bairro”. A requalificação da Rua das Estalagens trata-se de “um projecto que pertence à população de Macau e conta com o apoio do Governo, empresas e comunidade, trazendo esperança para o futuro”, disse ainda. De frisar que os candidatos ao programa tinham de ter um capital social mínimo de 300 mil patacas para participar no concurso. Este foi anunciado pela Sands a 8 de Abril, tendo sido realizadas diversas actividades na área do marketing e técnicas empresariais. Cheang Kai Meng, presidente substituto do IC, disse que este programa é a prova “do testemunho do empenho inabalável da empresa [Sands China] em revitalizar a zona antiga de Macau e em impulsionar a diversificação económica da cidade, estando em linha com a estratégia de desenvolvimento do Governo da RAEM”. Do lado do IC procura-se “envidar esforços no sentido de melhorar as condições ambientais, optimizando as instalações de apoio nos bairros que necessitam de ser revitalizados, com o objectivo de criar um futuro diversificado e sustentável”, acrescentou. A nova Rua das Estalagens vai também contar com um espaço da empresa Future Bright Holdings, do deputado Chan Chak Mo. Trata-se da loja “Yeng Kee Snoopy Store”, e que motivou a concessão do prémio “Empresa Líder para a Revitalização da Comunidade” concedido pela Sands China à Future Bright Holdings. Tal aconteceu pelo facto de a Future Bright ter “introduzido vários elementos de negócio no bairro e criado um modelo para outros potenciais empresários”.
Hoje Macau EventosCCM | Orquestra de Macau toca com pianista japonês Decorre este sábado, a partir das 20h, mais um concerto de música clássica no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). Trata-se de do espectáculo de encerramento da temporada da Orquestra de Macau (OM), intitulado “Explorando Limites”, que conta com o jovem pianista japonês Nobuyuki Tsujii. Segundo uma nota do Instituto Cultural (IC), o concerto será dirigido pelo director musical e maestro principal da OM Lio Kuokman. Já Nobuyuki Tsujii é tido como um pianista de renome internacional. O concerto irá apresentar a obra “Concerto para Piano nº 3 em Ré Maior”, do russo Sergei Rachmaninoff, traçando-se, assim, “um ponto final perfeito para a presente temporada [da OM], com os tocantes timbres de piano”. O pianista japonês Nobuyuki Tsujii nasceu com deficiência visual, mas “possui um talento extraordinário na música”. Em 2009, aos 20 anos, venceu o prémio de ouro do Concurso Internacional de Piano Van Cliburn, considerado um dos concursos de piano mais difíceis do mundo, tornando-se o primeiro vencedor de nacionalidade japonesa na história desse prémio e o primeiro pianista com deficiência visual que alguma vez venceu em concursos internacionais de piano. Depois desse marco, o pianista publicou vários álbuns e cooperou com diversas orquestras sinfónicas de ponta do mundo. Além do solo de Nobuyuki Tsujii, com a composição de Rachmaninoff, a OM vai tocar “Suite Lago dos Cisnes”, de Pyotr Tchaikovsky, proporcionando “um final perfeito para a temporada de concertos com melodias líricas e românticas”. Os bilhetes para este espectáculo já estão à venda e custam 80 patacas, disponibilizando-se um desconto de 25 por cento para quem faça parte do grupo de amigos da OM.
Andreia Sofia Silva EventosCinemateca | Filme de Éric Rohmer exibido hoje Numa única exibição, incluída na secção “TGIF – Exibição de Sexta à Noite”, é apresentado hoje, a partir das 20h, na Cinemateca Paixão, o filme “Conto de Verão”, do conhecido realizador francês Éric Rohmer. Visualizado o filme, será altura de uma festa de degustação de vinho francês com uma sommelier Corria o ano de 1996 quando Éric Rohmer, realizador francês, rodou “Conto de Verão”, filme integrado numa série de quatro intitulada “Contos das Quatro Estações”. É uma película que gira em torno das ideias do ser e não-ser, o desejo ou a ausência dele. O terceiro filme desta série pode ser hoje visto na Cinemateca Paixão, na Travessa da Paixão, perto das Ruínas de São Paulo, incluído na secção “TGIF – Exibição de Sexta à Noite”. Esta é a história de Gaspard, que vai de férias para o litoral, encontrando-se com Lena, a sua namorada. Enquanto espera que ela chegue, conhece as amigas Margot e Soléne, sendo que cada uma delas representa algo que Gaspard aprecia: a amizade, dada por Margot, e Soléne, a promessa de paixão e sensualidade, que busca um compromisso sério com Gaspard. Segundo a sinopse do filme, Lena, a verdadeira namorada, representa o amor verdadeiro. Mas quando esta chega ao local combinado para as férias, o rapaz tem de escolher entre as três mulheres. Este é um dos quatro “Contos das Quatro Estações”, da autoria do famoso realizador francês Éric Rohmer. Nascido em Nancy a 4 de Abril de 1920, Rohmer foi, além de realizador de cinema, crítico de filmes, guionista e jornalista, sendo tido como uma das grandes personalidades da chamada “Nouvelle Vague” francesa. Editou também a prestigiada revista de cinema “Cahiers du Cinema”. Não lhe faltam prémios atribuídos nos mais reputados festivais de cinema internacionais, tendo feito a sua primeira curta-metragem em 1950, “Journal d’un scélérat”. Nove anos depois realizou a sua primeira longa-metragem, “Signo del León”. Segundo a biografia do realizador disponibilizada na plataforma de “streaming” Filmin, “o cinema de Eric Rohmer caracteriza-se pela sua simplicidade e agudeza intelectual, em climas de profunda empatia com os ambientes nos quais se desenvolve a acção e com os personagens que definem o sentido moral de cada uma das suas histórias”. Rohmer foi nomeado em 1970 para o Óscar de Melhor Filme não falado em Inglês, pela sua longa-metragem “Mi Noche con Maud”. No ano seguinte o filme foi candidato ao melhor guião original. A série “Contos das Quatro Estações” arrancou em 1990, focando-se “nas relações humanas, das quais o amor é o principal protagonista e o engano”. O realizador é ainda autor de filmes como “O Bom Casamento”, “Noites de Lua Cheia” e “A Mulher do Aviador”, entre outros. Vinho para rematar Visualizado o filme de Rohmer, é altura dos interessados provarem vinho francês numa sessão acompanhada por uma sommelier, à semelhança de outros eventos já organizados na Cinemateca Paixão. Para hoje será a vez de Lauryn, “apaixonada por vinhos”, apresentar um Domaine Gramenon l’Emouvante 2011, da região vinícola do Ródano, em França. Segundo a descrição feita pela organização do evento, Lauryn trabalhou como administradora de bar e fez um curso de WSET, na área dos vinhos e bebidas espirituosas. Além disso, trabalha como designer gráfica.
Andreia Sofia Silva EventosMacaenses | “Partido dos Comes e Bebes” comemorou 22 anos O “Partido dos Comes e Bebes” (PCB), grupo informal de confraternização da comunidade macaense em Portugal, celebrou no dia 20 deste mês o seu 22.º aniversário com um almoço que reuniu vários ex-residentes de Macau. Gina Badaroco, uma das dinamizadoras do grupo que nasceu na rede social Facebook, disse ao HM que o balanço do PCB é “muito positivo”. “Desde o início que o PCB tem mostrado grande capacidade de mobilização graças à adesão de uma rede cada vez mais alargada de amigos. Cada vez temos mais participantes nos nossos convívios”, acrescentou. O PCB foi inclusivamente alvo de estudo por parte da antropóloga Marisa Gaspar, que se tem dedicado a investigar o perfil e rumos da comunidade macaense. “O objectivo do PCB é promover a confraternização entre os macaenses residentes em Portugal e os amigos que têm Macau sempre no coração, preservando a gastronomia macaense, pois esse convívio faz-se sempre à volta de uma mesa.” Tudo começou em 2003 com a organização de festas temáticas, num espaço alugado, em que cada um levava um prato tipicamente macaense. Havia ainda músicas em patuá, sendo que o PCB tem inclusivamente um hino próprio, criado por Rigoberto Rosário, mais conhecido por Api. A última festa temática aconteceu em 2013, com o tema “A Noite Oriental”. Desde então o grupo reúne-se em restaurantes. Sem apoios ou contactos formais com entidades de Macau, o PCB vai continuar a promover o que é tipicamente macaense, comemorando também o Ano Novo Chinês ou o Festival do Bolo Lunar.
Andreia Sofia Silva EventosVenetian Theatre | Macaense German Ku estreia-se a solo Depois de ter vencido um popular concurso de talentos musicais em Hong Kong, German Ku, cantor macaense, prepara-se para o primeiro espectáculo em nome próprio. Nos dias 2 e 3 de Agosto, o artista sobe ao palco do Venetian Theatre para a série de concertos intitulada “German Ku – I’m Home” Tem 36 anos, nome português – Germano Guilherme – estudou na Escola Portuguesa de Macau (EPM) e é o mais recente talento local na área da música. German Ku viu as suas capacidades como intérprete e artista serem reconhecidas no concurso de talentos “Midlife, Sing & Shine 2”, promovido pelo canal TVB de Hong Kong, e desde então que se tem desdobrado em actuações. A próxima, é uma série de dois concertos na sua terra natal, Macau, intitulada “German Ku – I’m Home”, que acontece no Venetian Theatre nos dias 2 e 3 de Agosto. O artista que se aproxima dos géneros pop e de canto-pop actua, pela primeira vez, em nome próprio. Segundo a apresentação do concerto, os dois espectáculos prometem ser uma homenagem a Macau como terra natal. “Apesar dos desânimos e desafios do passado, a música sempre o fortaleceu e deu-lhe coragem. Neste concerto, German conduzirá o público através dos momentos significativos do seu percurso musical”, é referido. German Ku começou a percorrer os caminhos da música desde tenra idade. Em 2009 participou no concurso de talentos “Asian Million Star”, da ATV. Só depois surgiu a possibilidade de participar no popular concurso da estação televisiva TVB, de Hong Kong, o que constituiu para si um desafio. Este concurso teve a duração de nove meses e contou com a presença de mais de 100 participantes. O som do sucesso Na final do concurso da TVB, German Ku lançou todas as cartas, cantando dois temas que consagraram a vitória, nomeadamente “Heart Is Still Cold” e “Feeling Good”. Em 2020, o artista lançou o seu primeiro trabalho discográfico, “Fai”, tendo lançado previamente alguns EPs. Numa entrevista ao portal Macao News, o cantor falou do que representou, para a sua carreira, a vitória no concurso de Hong Kong. “O significado é enorme porque trata-se de uma competição a longo prazo. Não é como as competições habituais em que os que ficam em primeiro, segundo ou terceiro lugares são escolhidos com base numa única canção. Com as competições de longo prazo todos podem ver a tua melhoria e crescimento ao longo do tempo. Além disso, os membros do júri, formadores e os internautas dão-te constantemente bastantes sugestões, pelo que vais melhorando gradualmente.” Na mesma entrevista, o artista falou das grandes diferenças existentes entre Macau e Hong Kong no que diz respeito ao panorama musical. “Macau é, comparativamente, um lugar pequeno, então os artistas e cantores de Macau que estão ligados ao mundo da performance e das artes não têm muitas oportunidades. O espectro em Hong Kong é maior, então há mais caminhos que podem ser traçados. É também mais fácil ganhar reconhecimento das pessoas, mas, felizmente, o Governo de Macau está a trabalhar arduamente para promover a arte e cultura de Macau”, rematou.
Andreia Sofia Silva EventosLivro de Sérgio Barreiros Proença sobre urbanismo lançado em Lisboa A obra “Macau, Índia e Urbanismo de Timor – Continuidade e Ruptura na Implantação do Planeamento Urbano entre 1934 e 1974”, da autoria de Sérgio Barreiros Proença, foi ontem lançado em Lisboa no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM). O projecto editorial, totalmente em inglês, é promovido pelo CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo, que fez também um lançamento em Macau, no mês de Maio. O livro nasce de um projecto académico de análise dos planos urbanísticos concebidos para os territórios de Macau, Índia portuguesa (Goa, Damão e Diu) e Timor no período do Estado Novo, mais concretamente entre 1934, quando passa a estar definido que municípios com mais de 2.500 habitantes devem ter planos urbanísticos, e 1974, quando cai o regime de Salazar. Carmen Amado Mendes, presidente do CCCM, afirmou tratar-se de “um livro da maior importância que junta aspectos e áreas geográficas que reflectem a presença portuguesa na Ásia”. Já Sérgio Proença referiu na apresentação que falar deste livro é fazer “uma espécie de viagem no tempo de várias maneiras”. Esquissos com história Alguns dos planos urbanísticos analisados no livro são o “Plano Director Cidade Vasco da Gama – Mormugão – Primeira Fase”, de 1959, que foi o primeiro a ser pensado para várias cidades no distrito de Goa entre os anos de 1959 e 1960, muito perto da altura em que Portugal perde os territórios da Índia portuguesa para a União Indiana. No caso de Macau, são analisados o plano de arruamentos de 1935, focado nas zonas entre o Porto Interior e o Leal Senado. Segue-se o “Estudo Prévio do Plano Director de Macau”, em 1971 e ainda o “Plano para a Nova Zona Central de Macau” em 1972. Por sua vez, em 1975, foi feito o plano basilar para a construção de uma “Frente Turística em Coloane”. Para este projecto académico foram analisados e tratados cerca de 150 planos urbanísticos. Sérgio Proença ficou encarregue de analisar os planos dos territórios portugueses a Oriente. Foram, assim, incluídos sete planos de Macau, nove da Índia portuguesa e dez planos de Timor. O autor destacou, na apresentação, que os planos foram sujeitos a “diferentes influências”, e que muitas das vezes estavam dependentes de uma “Administração forte com capacidade de execução”. Houve influências de Hong Kong, mas também europeias na elaboração dos planos para Macau, numa altura em que “a maior parte dos recursos eram dirigidos para África, não só em termos de investimento, mas para os conflitos que começavam a desenhar-se [Guerra Colonial]”. Ainda assim, “o urbanismo era usado como uma espécie de meio para marcar a presença portuguesa”, nomeadamente nos territórios portugueses na Índia. Em Macau, a partir dos anos 70, “a cidade já não era feita apenas pela gestão pública, mas também por agentes privados”. O autor lembrou que, nessa fase, muitos dos planos começaram a ser pensados a longo prazo, nomeadamente em termos de desenvolvimento.
Andreia Sofia Silva EventosHK | Festival da Sardinha quer replicar modelo dos arraiais lisboetas Hong Kong acolhe em Agosto um festival que tenta reproduzir o melhor que os arraias de Lisboa têm: sardinhas, bifanas e música tradicional portuguesa. Artistas como Cuca Roseta ou o Dj PHOEBE são alguns dos convidados para o evento que decorre entre 29 de Agosto e 1 de Setembro no AIA Vitality Park. A organização diz querer internacionalizar a cultura portuguesa Fado, sardinhas, bifanas e muita diversão. Estes são os ingredientes presentes em qualquer arraial lisboeta em Junho, por ocasião das festas em homenagem ao santo padroeiro da cidade, o Santo António, mas os mesmos ingredientes ficam prometidos para o Festival da Sardinha, que acontece em Hong Kong nos dias 29, 30 e 31 de Agosto, e ainda 1 de Setembro, no AIA Vitality Park. Nomes como a fadista Cuca Roseta ou o Dj PHOEBE prometem animar a festa que quer não só reproduzir os bailaricos de Lisboa como também internacionalizar a cultura portuguesa através de Hong Kong. O HM conversou com Cristina Salabarria, directora de marketing da empresa que organiza o evento, a Lemon Three, que disse que o Festival da Sardinha “visa promover a cultura portuguesa em cidades internacionais”. Além de Hong Kong, o evento marcará também presença em Xangai, Tóquio e Singapura. “Queremos divulgar a riqueza da cultura, culinária e ambiente dos tradicionais arraiais portugueses. Existe uma lacuna significativa no que diz respeito à exposição da cultura portuguesa, uma das mais antigas do mundo, na Ásia.” Para a responsável, este festival constitui “uma oportunidade única de preencher essa lacuna e permitir que um público internacional veja a excelência da herança cultural portuguesa”, acrescentou. O cartaz já é conhecido e apresenta, logo no dia 29 de Agosto, o concerto da fadista Cuca Roseta a partir das 19h, na secção “Fado Divas Live”, seguindo-se o Dj Lisboeta. No dia 30 é a vez de subir ao palco o Dj PHOEBE, de Lisboa, além de estarem agendados os concertos das bandas “Jazz Still Alive” e “Locos Latinos”. No dia 31 o DJ PHOEBE volta a passar música, sendo acompanhado previamente nos palcos pelo DJ Latino, os “Ricky Show Man”, com músicas dos anos 60 aos 80, e “Los 4 Hermanos”, com música latina. No dia 1 de Setembro o cartaz traz ainda o grupo de rock&roll “The London 5”. No primeiro dia os bilhetes custam 680 dólares de Hong Kong, sendo que o passe VIP, de 960 dólares de Hong Kong, inclui jantar com caldo verde, bacalhau grelhado, frango, pastéis de nata e vinho do porto, sem esquecer a habitual cerveja. Nos restantes dias os bilhetes custam apenas 80 patacas, sendo que para pessoas com mais de 65 anos é de 50 dólares de Hong Kong com oferta de uma bebida. Bilhetes comprados antecipadamente custam 70 dólares de Hong Kong. Fado e comes e bebes Para a responsável da organização, a escolha de Hong Kong para este evento deveu-se a vários “motivos estratégicos”, sendo um deles a possibilidade de “amplificar a exposição e visibilidade da cultura portuguesa”, tendo em conta que a cidade vizinha é “cosmopolita e com destaque global”. “Hong Kong é uma cidade extremamente multicultural, com uma afluência massiva de turistas que facilita a divulgação da cultura portuguesa e a sua propagação pelo mundo”, acrescentou. O convite a Cuca Roseta deveu-se ao facto de esta ser considerada pela organização como “a representante da nova geração de fadistas portugueses”, algo que está “totalmente alinhado com os objectivos do festival”. “Ela encarna perfeitamente a capacidade de renovar e reinventar as nossas tradições musicais, ao mesmo tempo que mantém o profundo respeito e ligação com as raízes da cultura portuguesa. Cuca Roseta é um nome de referência no panorama do fado contemporâneo. Com a sua voz ímpar e a sua interpretação envolvente, consegue cativar públicos de todas as idades e origens, levando a mensagem do fado a novos patamares de apreciação e reconhecimento internacional”, aponta Cristina Salabarria. O concerto da fadista é descrito como “um dos momentos altos do evento”, esperando-se que, com este espectáculo, “o público internacional tenha a oportunidade de se conectar emocionalmente com a alma do fado e compreender a sua relevância como elemento central da identidade cultural portuguesa”. O Festival da Sardinha tem apoio institucional do Turismo de Hong Kong, através da plataforma “Discover Hong Kong”, apresentando ainda uma zona dedicada às crianças. “Essa área lúdica permitirá que os mais novos também possam desfrutar e se envolver com a riqueza da cultura portuguesa de uma forma divertida e interactiva.” Fica ainda a promessa de o Festival da Sardinha incluir tours de degustação de vinhos portugueses, nomeadamente o “icónico vinho do Porto” e também “uma selecção representativa dos melhores vinhos de outras regiões de Portugal que estarão à disposição dos participantes, oferecendo-lhes a oportunidade de descobrir e apreciar esta faceta fundamental da herança gastronómica portuguesa”. Ainda na parte musical, Cristina Salabarria destaca as actuações do DJ PHOEBE, “reconhecido internacionalmente como um dos melhores talentos da cena musical lisboeta”. “A sua performance promete electrizar o ambiente do festival, trazendo ritmos contemporâneos que irão harmonizar-se com a celebração da cultura portuguesa”, destacou. A representante da organização considera que “a combinação única de actividades, música, gastronomia e bebidas irá proporcionar aos participantes uma experiência verdadeiramente inesquecível e representativa da exuberante cultura portuguesa”.
Hoje Macau EventosEspectáculos do MICAF incluem marionetas e ópera para jovens Arrancou oficialmente no domingo a primeira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau, um novo festival de artes performativas destinado aos mais jovens, e que é promovido pelo Instituto Cultural (IC). Depois da actuação, na sexta-feira e sábado, dos portugueses “WeTumTum”, espera-se um calendário com espectáculos de marionetas e ópera cantonense para adolescentes, por exemplo. Este fim-de-semana, entre sexta-feira e domingo, decorre o espectáculo “Tic-Tac: O Herói do Tempo”, protagonizado pelo Teatro de Marionetas Multimédia da Argentina. Destaque também para “A Lanterna de Lótus Mágica”, agendado para o dia 3 de Agosto, levado a cabo por um grupo local de ópera cantonense. O público não deve esquecer também a apresentação de “Annie, O Musical” e também a peça de teatro para bebés “O Bosque dos Sonhos”, apresentado ao público entre os dias 7 e 11 de Agosto. Também este domingo foi inaugurada a exposição “Mundo Fantástico da Arte do Centre Pompidou”. Novo formato Na cerimónia de apresentação do festival, a presidente do IC, Leong Wai Man referiu que este evento “não só pretende alargar os horizontes culturais das crianças e jovens locais, criando momentos artísticos para pais e filhos, como também proporcionará aos turistas neste Verão um programa de actividades apelativas para toda a família e uma experiência de turismo cultural totalmente nova”. Tal vai permitir que “mais pessoas possam experienciar plenamente o apelo de Macau como ‘Cidade de Espectáculos’, onde as culturas chinesa e ocidental convergem, e partilhar o júbilo das comemorações do duplo aniversário de Macau este ano”, nomeadamente os 25 anos da transferência de administração portuguesa de Macau para a China e o aniversário da fundação da República Popular da China. O MICAF divide-se em nove secções, apresentando um total de 45 espectáculos e actividades em mais de 1.000 sessões, incluindo artes performativas de nível mundial, um musical da Broadway, uma exposição de arte, um festival de cinema, que decorre na Cinemateca Paixão, e instalações de grande escala ao ar livre. Não faltam também acampamentos de arte, campo de música, workshops e uma feira de artes, que decorrem no Centro Cultural de Macau e zonas envolventes. O programa de encerramento, o “Dia de Diversão MICAF – Artes em Festa” será apresentado nos dois fins-de-semana de 23 a 25 de Agosto e de 30 de Agosto a 1 de Setembro, incluindo espectáculos dedicados aos temas “diversão aquática” e “bolhas” e várias actuações, tais como dança urbana, palhaçadas e teatro de marionetas. Além disso, haverá projecções de filmes ao ar livre e demonstrações dos resultados da aprendizagem de alguns dos participantes nos workshops realizados.
Hoje Macau EventosFRC | Pinturas de Zheng Xiaojun apresentadas hoje ao público Chama-se “Ela.Reino” e é a nova exposição de pintura patente na galeria da Fundação Rui Cunha que pode ser visitada a partir de hoje. Da autoria de Zheng Xiaojun, artista e docente de jornalismo, a mostra revela ao público de Macau figuras de mulheres e crianças que espelham ideais de beleza e do universo feminino É hoje inaugurada, a partir das 18h30, uma nova exposição na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC) para os amantes da pintura. Chama-se “Ela.Reino” e é da autoria da artista e professora universitária Zheng Xiaojun. A mostra é co-organizada com a Associação de Arte Juvenil de Macau e inclui 35 pinturas de mulheres e crianças, revelando o traço típico de Zheng Xiaojun onde “a sensibilidade e o pensamento linear exploram a essência e o significado da vida”, segundo um comunicado da FRC. Com “Ela.Reino”, a arte “é um reino magnífico que entrelaça a realidade e a fantasia”, sendo que as obras de Zheng Xiaojun “servem de espelho para o seu mundo interior, captando momentos da vida e reflectindo as suas perspectivas e pensamentos puros”. “Nesta era cada vez mais distante e ansiosa, (…) as suas obras são uma exploração lírica da linguagem artística, um hino à vida e uma visão da natureza humana. As personagens que ela retrata transcendem o clamor da obra e encarnam, não só a delicada percepção da vida individual da artista, mas também um olhar profundo e uma terna compreensão (…), recriando um mundo de bondade e beleza, trazendo uma rara paz e relaxamento aos espectadores», adianta ainda a proposta expositiva. Entre a arte e o jornalismo Zheng Xiaojun é docente na Escola de Jornalismo e Comunicação da Universidade de Jinan, além de ser directora do Centro de Investigação de Inteligência Artificial e Novas Artes dos Media da Universidade de Jinan, cidade na província de Shandong, no Sudeste da China. A arte e Macau fazem parte da vida desta professora, uma vez que Zheng Xiaojun é membro da Associação dos Artistas de Belas-Artes de Macau. Os seus trabalhos foram seleccionados para integrar mais de 30 importantes exposições e concursos, incluindo a Bienal Internacional de Pequim, a Exposição Nacional de Pintura Chinesa, a Exposição Mundial de Arte e a Exposição Italiana de Design de Arte. A artista foi ainda enviada por um projecto estatal para cultivar talentos artísticos na Academia de Belas Artes de Roma, Itália, tendo feito diversos intercâmbios culturais também em Taiwan, África do Sul e Japão. As suas obras foram coleccionadas por entidades profissionais e instituições académicas, como o Museu Nacional de Arte da China, a Associação de Artistas Chineses, a Universidade de Rhodes, na África do Sul, a Universidade de Florença, em Itália e a Universidade de Chiba, Japão. É autora de “Twenty Mirrors Looking at the World – Interpretation of Contemporary Art Forms and Concepts” e outras monografias, tendo publicado recensões em importantes revistas a nível nacional e provincial. As obras vão estar expostas na FRC até ao dia 3 de Agosto.
Andreia Sofia Silva EventosMacau vai receber competição mundial de skateboarding Os amantes de desportos radicais podem agora desfrutar de um campeonato à sua medida. Isto porque Macau vai ter, pela primeira vez, o mundialmente famoso campeonato de skateboarding, patrocinado pela operadora de jogo Melco, e que se intitula “FISE: Battle of the Champions” (FISE: BOTC 2025). O evento irá decorrer no território em Março do próximo ano, anunciou a empresa em comunicado, pretendendo unir Macau e a Grande Baía “na realização de espectáculos de classe mundial”, sempre com o intuito de “promover o desenvolvimento da indústria do turismo”. O evento será organizado em parceria com a Rakuten Sports e o Hurricane Group, contando com a participação do primeiro skater profissional chinês, Pan Jia Jie, que passou pelo conhecido concurso “Tampa Pro 2024”. O público poderá também ver a jovem skater Liang Wen Min (Xiao Min), sendo estas duas personalidades as mais conhecidas numa modalidade que tem crescido bastante na China. Além destas duas estrelas em ascensão do skateboarding na China, o “FISE: BOTC 2025” trará a Macau ainda “os melhores skaters do mundo que irão enfrentar-se num torneio de batalha um contra um”. O vencedor “será seleccionado por um painel de jurados profissionais”. A nível mundial, o “FISE World Series” é tido como o maior evento de desportos radicais do mundo, incluindo nove desportos radicais, como o Rock Climbing, Skateboarding, BMX Freestyle Park e Breaking”. Desde 2014 que o “FISE World Series” se realiza em 12 cidades, com a participação de 500 atletas de topo todos os anos, oriundos de 30 países e regiões. Em comunicado, a Melco destaca que o skateboarding “estende-se agora a uma vasta gama de áreas culturais”, continuando em crescimento graças à inclusão da modalidade nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020. Parque para breve Além do evento agendado para 2025, a Melco pretende ainda inaugurar “em breve” um parque de skateboarding no empreendimento Studio City. Clarence Chung, membro do conselho de administração da Melco, declarou que o FISE: BOTC 2025 será “o primeiro evento do género a decorrer em Macau e na região da Grande Baía”. “O evento combina desporto e cultura juvenil numa atmosfera vibrante, própria de um festival, visando atrair locais e visitantes, ao mesmo tempo que demonstra o compromisso da Melco em trazer para Macau eventos e espectáculos de classe mundial”, frisou.
Andreia Sofia Silva EventosIC | “Espectáculo de Neve”, de Slava Polunin, sobe aos palcos em Setembro Slava Polunin está desde 1993 nos palcos com o seu “Espectáculo de Neve”, que depois de passar por vários países chega a Macau entre os dias 6 e 8 de Setembro. Palhaços, fantasia e muita comédia são esperados sob a influência dos inesquecíveis Charlie Chaplin e Marcel Marceau, mimo O “Espectáculo de Neve”, que originalmente se intitula “Slava’s Snowshow”, em homenagem ao seu criador, Slava Polunin, sobe ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) entre os dias 6 e 8 de Setembro, com quatro sessões disponíveis para o público. Naquela que é uma iniciativa do Instituto Cultural (IC), “Espectáculo de Neve” traz “uma história sem palavras criada pelo mais celebrado palhaço do mundo da actualidade”, descreve uma nota do IC. Trata-se de uma “viagem circense para grandes e pequenos que transporta o público para um mundo de fantasia” criado por Slava, fundador da “Academia dos Tolos”. “Desvendando uma mescla visual de poesia, tragicomédia e teatro físico, ‘Espectáculo de Neve’ leva ao palco uma autêntica tempestade de confettis, teias de aranha gigantes e enormes bolas coloridas saltando entre o público”, revela o IC. Esta promete ser uma apresentação “feita da mesma essência dos sonhos e contos de fadas”, recriando “uma série de episódios com os quais Slava inspira a imaginação das crianças, levando os mais crescidos a regressar às emoções da meninice, arrastados por uma espiral de gargalhadas e disparates”. Desde os anos 90 Com “Espectáculo de Neve”, a companhia de Slava já conquistou, nos últimos anos, mais de 20 prémios internacionais, incluindo o Olivier para Melhor Espectáculo de Entretenimento. Slava Polunin conseguiu reinventar a tradição dos palhaços de circo, passando este género humorístico e lúdico do seu meio clássico para novos espaços. Neste processo criativo, o artista inspirou-se no mimo Marcel Marceau, nascido em 1923 e falecido em 1997, responsável por dar uma nova roupagem a este género cómico. Marceau foi o mimo mais famoso do pós-II Guerra Mundial. Além disso, Slava Polunin também se inspirou no célebre Charlie Chaplin, conhecido pela sua comédia em filmes mudos e a preto e branco que influenciaram gerações. “Espectáculo de Neve” conta com críticas bastante positivas em vários jornais. Sobre ele o “The Evening Standard” escreveu que “falar em Slava não é falar em palhaços com buzinas, quedas estudadas e trombetas no final da actuação”, mas sim “reverenciar a arte de clowning, a sua simplicidade e poesia sem palavras, capaz de maravilhar adultos e crianças, fundindo-os em momentos partilhados, onde a idade nada importa”. Slava Polunin foi também descrito por este jornal como sendo “o mestre russo que salvou o ‘clowning'”, ou a arte de ser palhaço. “Espectáculo de Neve” é considerado a sua obra prima, que “nos transporta para um mundo imaginário, único e sem limites, no qual um pedaço de papel é capaz de desencadear tempestades de neve e no qual a noção do tempo é perdida pelo público que, após o final do espectáculo, permanece na sala a brincar com as irresistíveis e gigantescas bolas coloridas”. “É um mundo para todos nós, onde os sonhos se tornam realidade”, acrescenta a sinopse do espectáculo que, em Abril deste ano, passou pelo Teatro Tivoli, em Lisboa. Sobre este espectáculo até o “Financial Times”, jornal dedicado ao mundo da economia e finanças, escreveu uma crítica, descrevendo-o como “emocionalmente esmagador, revigorante, simplesmente delicioso”, sendo também um regresso “ao inocente paraíso da nossa infância”. A propósito da arte de ser palhaço e actuar para vários tipos de público, que tanto pode ser composto por crianças como por adulto, Slava Polunin disse que “é, até certo ponto, uma visão do mundo, uma capacidade para ver as coisas de uma forma diferente daquela habitualmente vista pelas pessoas”. “É um grande prazer reunir pessoas felizes que vivem e criam coisas nesta dimensão. Assim que começamos, não conseguimos parar”, acrescentou. No CCM, o “Espectáculo de Neve” sobe aos palcos entre sexta-feira e domingo, dias 6 a 8 de Setembro, sendo que os bilhetes se encontram à venda desde ontem.
Andreia Sofia Silva EventosFestival | Companhia portuguesa “WeTumTum” apresenta “Crassh_Duo Circus” Este fim-de-semana é apresentado o espectáculo “Crassh_Duo Circus”, da companhia portuguesa “WeTumTum”, integrado no primeiro Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau. David Valente e David Calhau, que compõem o dueto, falam de um espectáculo que começou a ser delineado ainda na escola O espectáculo de teatro acrobático de percussão “Crassh Duo_Circus” tem assinatura da companhia portuguesa “WeTumTum” e decorre entre hoje e domingo no “Estúdio I” do Centro Cultural de Macau. Trata-se de um espectáculo integrado na primeira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau. O HM conversou com os dois artistas que compõem este dueto, David Valente e David Calhau, que estão na “WeTumTum” desde o começo. Sendo esta uma companhia de espectáculos pensados para um grupo infantil e juvenil, juntamente com as respectivas famílias, a verdade é que só se formou depois do sucesso registado com o “Crassh”. “Trata-se de um projecto que surge em 2005 dentro da sala de aula, éramos todos miúdos com cerca de 11 a 12 anos”, começa por explicar David Valente, responsável pela direcção de projecto, criativo, músico e formador. “Começámos [David Valente e David Calhau] por tocar juntos nessa altura com um colega [Bruno Estima] que, na altura, era nosso professor e tinha umas ideias ‘fora da caixa’ e queria motivar os alunos a tocar. Eram levados para a sala de aula objectos do quotidiano, tudo o que não fossem instrumentos musicais, e foi assim que surgiu o ‘Crassh'”. Por incentivo de amigos e familiares, começou a ponderar-se transformar um projecto escolar em algo mais a sério, com outra dimensão, fora do Conservatório onde estudavam. “Tentámos arranjar sítios para tocar. Acabámos por criar impacto em muitas pessoas e depois já com 17 ou 18 anos o projecto continuou connosco. Começámos com 13 pessoas, depois houve uma selecção natural, devido aos percursos de cada um. Temos colegas que passaram pelo projecto e que hoje têm outras profissões”, recorda David Valente. O espectáculo “Crassh” tem vários formatos, que passam por actividades com bebés, na rua, com cinco “performers”, e ainda o formato para palco, que é o “Crassh_Duo Circus” que vem a Macau. “É uma viagem de dois personagens que mistura muito a música feita a partir de instrumentos não convencionais, com objectos não convencionais, como tubos, vassouras, caixas de cartão, panelas. Alia à música feita com estes objectos a vertente de circo, com malabarismos e equilibrismos, o teatro físico e a comédia”, destaca David Valente. Este é o culminar de um trabalho feito ao longo dos últimos anos. “Todas estas disciplinas têm sido trabalhadas por nós ao longo destes anos, apesar da nossa formação académica ser em música. Os restantes espectáculos feitos pela nossa companhia têm também um pouco deste ADN, de misturar a música, que tem o papel basilar, mas juntar o teatro, o circo, a comédia e a dança em alguns casos.” Oportunidade a Oriente David Calhau, mais virado para as áreas de gestão financeira e produção executiva, mas também artista integrante do duo, frisa que no “Crassh_Duo Circus” o público de Macau será convidado a envolver-se no espectáculo. Actuar em Macau pela primeira vez, ainda para mais num festival que tem este Verão a sua primeira edição, constitui uma oportunidade para a companhia sediada em Oliveira do Bairro. “Macau, pela sua diferença cultural, vai ser uma oportunidade única e estamos bastante entusiasmados. É bom fazer parte de um primeiro projecto como este”, frisou David Valente. O espectáculo terá uma duração de cerca de 50 minutos e a ideia é mesmo mostrar “dois artistas caprichosos que estão prestes a revelar-lhe o seu segredo deliciosamente barulhento”, conforme descreve o Instituto Cultural na sinopse do espectáculo. “Crassh_DuoCircus” apresenta uma “criatividade desinibida”, com o dueto de artistas a despertar “miraculosamente o potencial melodioso contido em objectos do quotidiano surpreendentemente afinados – baldes, panelas de aço inoxidável, copos, frigideiras e bolas são engenhosamente reconfigurados como percussão improvisada. Até incorporam os seus próprios corpos, não poupando sequer uma maçã meio comida”. David Valente e David Calhau não vão limitar-se a fazer barulho, “canalizando as suas criações heterogéneas em pura magia de percussão”. “Melodias melodiosas e ritmos intrincados saem dos seus ‘instrumentos’ improvisados, acompanhado por acrobacias e proezas inspiradoras de rodopios, malabarismos e equilíbrios. O seu desempenho apresenta uma mistura perfeita de palhaçadas cómicas e habilidades extraordinárias, fazendo com que o público prenda a respiração num momento e rebente em gargalhadas no momento seguinte.” A companhia “WeTumTum” já recebeu diversos prémios, como o Prémio do Público do Teatro Castilla-Leon em 2013 e o Prémio de Melhor Espectáculo ao Vivo no Festival de Artes Ibéricas em 2020.
Hoje Macau EventosCinema | Salvador Sobral junta-se como actor ao novo filme de João Nicolau O realizador João Nicolau inicia este mês a rodagem do filme “A Providência e a Guitarra”, apresentado como “um mergulho nas agruras e deleites da vida artística”, revelou a produtora “O Som e a Fúria”. A longa-metragem inspira-se num conto do escritor britânico Robert Louis Stevenson e é protagonizada por Pedro Inês, Clara Riedenstein e pelo músico Salvador Sobral, aos quais se juntam, entre outros, Américo Silva e José Raposo. A ficção “conta a odisseia de um casal de artistas ambulantes que chega a uma pequena vila para apresentar o seu espectáculo de variedades. Em paralelo, na actualidade, uma promissora banda de rock entra em declínio motivado pelas divergências pessoais e artísticas do grupo”, refere a produtora em informação enviada à Lusa. Na sinopse, o realizador João Nicolau explica que o filme tem como ponto de partida um conto de Stevenson, publicado no final do século XIX, e é “um mergulho nas agruras e deleites da vida artística e uma exploração das suas consequências nas relações conjugais e sociais”. “A providência e a guitarra” é uma produção de “O Som e a Fúria”, com apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual e da RTP. Músico, montador e realizador, João Nicolau fez em 2006 a curta-metragem “Rapace”, seguindo-se o premiado “Canção de amor e saúde” (2009). Presença regular em festivais internacionais, nomeadamente Cannes, Locarno e Veneza, João Nicolau fez a primeira longa-metragem, “A espada e a rosa”, em 2010, seguindo-se “John From” (2015) e “Technoboss” (2019), que esteve em competição em Locarno.
Hoje Macau EventosCreative Macau | “Verso-Único” é a nova exposição de Aya Lei É inaugurada este sábado mais uma exposição na galeria da Creative Macau. “Unique-Verse” [Verso-Único], da autoria da artista local Aya Lei, trata-se de uma colecção de desenhos e ilustrações em que o universo familiar da própria autora se mistura com a criatividade Aya Lei, artista local, está de regresso às exposições com “Unique-Verse” [Verso-Único], uma mostra de ilustração que será inaugurada este sábado às 17h e que pode ser vista pelo público na galeria da Creative Macau até 17 de Agosto. Segundo um comunicado da organização, “Unique-Verse” retrata um universo muito próprio da artista cujo trabalho se centra no género ilustração. “Universo, que significa tempo e espaço no conceito chinês, é um mundo. Se a minha vida é limitada, espero poder torná-la mais alegre com a minha família, que me pode trazer ideias únicas com diversão e prazer”, começa por explicar a artista, citada pela mesma nota. Muitos dos trabalhos apresentados por Aya Lei reflectem “o desenho das filhas” que mostram à artista “possibilidades interessantes”. “É uma verdadeira inspiração para as minhas criações e também um grande prazer para mim”, frisou. Aya Lei é uma artista de banda desenhada e ilustradora residente em Macau. É autodidacta e há muitos anos que desenvolveu uma grande paixão pelo desenho. Tem-se dedicado ao design gráfico e à pintura. Os seus trabalhos publicados incluem as bandas desenhadas “Ever Eternal”, lançado em 2013, “A Book of DREAMS”, de 2015 e “A Song of Roaring Lion”, publicado em 2019. A artista lançou ainda, em 2014, o livro de imagens “Grillia’s Cage” e a ilustração Ever Green, em 2018. Ilustrar por aí Sendo membro da Creative Macau, Aya Lei tem participado numa série de exposições colectivas da entidade. Em 2021, o seu nome fez parte de “Sentimental Attachment – Drawings & Illustrations”, uma exposição conjunta com Heidi Ng, Lan Chiang, Lo Yuen Yi, Madalena Fonseca e Ioklin Ng. Aqui, o desafio lançado aos seis artistas participantes consistiu em “trazerem para a exposição a sua experiência no desenho e na ilustração, inspirados pelo tema e pela familiaridade conseguida em ambas as áreas”. Aya Lei tem uma carreira que passa também pela China, Hong Kong e Taiwan, tendo feito recentemente algumas exposições individuais, nomeadamente “ITO”, “Tóquio Japão”, em 2017, “Illusion of Dream”, em que a autora se debruçou sobre o universo de Manga nos seus trabalhos artísticos, e apresentada em 2019. Finalmente, “Roude e Terra – Colecção de Ilustração de Aya Lei”, foi apresentada ao público em 2020.
Hoje Macau EventosLivros | Mia Couto vence Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca O escritor moçambicano Mia Couto foi distinguido por unanimidade com o Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca da Associação Portuguesa de Escritores (APE) pelo livro “Compêndio para desenterrar nuvens”, anunciou ontem a organização. A obra, editada pela Caminho, é constituída por vinte e duas histórias que abordam o calvário de pessoas, com especial atenção às vozes femininas, às “suas vidas fragmentadas” pela guerra, fome, secas e “tóxicas relações de poder”, segundo comunicado da APE. O júri, constituído por Fernando Batista, Mário Avelar e Paula Mendes Coelho, destacou, sobre a obra, a forma como Mia Couto, “misturando sabiamente o código realista e o código imaginário sem nunca esquecer o registo lírico, continua a denunciar as injustiças de onde quer que elas venham, sem deixar de nos alertar, ainda que em tom geralmente irónico, para novas submissões, novas ameaças bem perniciosas”. O Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca, instituído em 2023 pela Associação Portuguesa de Escritores, e patrocinado pela Câmara Municipal de Cascais e Fundação D. Luís I, destina-se a galardoar anualmente uma obra de contos em português.
Hoje Macau EventosCinemateca Paixão | “Dangerous Encounter”, clássico de Hong Kong, em exibição “Dangerous Encounter of the First Kind” é um clássico de Hong Kong, do realizador Tsui Hark, de 1980, a ser exibido a partir de hoje na Cinemateca Paixão. Trata-se de “uma obra-prima da Nova Vaga de Hong Kong” que rompeu amarras no cinema que se vinha fazendo, até então, nos anos 70. Destaque ainda para a exibição de curtas-metragens de Macau a partir de sábado Os saudosistas dos velhinhos filmes de Hong Kong podem recordar, a partir de hoje, na Cinemateca Paixão, um clássico feito na região vizinha da autoria do realizador Tsui Hark. Trata-se de “Dangerous Encounter of the First Kind” [Não Brinquem com o Fogo], de 1980, considerado uma “obra-prima da Nova Vaga de Hong Kong” e que, à data, “chocou a indústria cinematográfica de Hong Kong” graças ao trabalho “inovador” do realizador, descreve a Cinemateca. A primeira exibição acontece hoje, às 19h30, seguindo-se apresentações no sábado e domingo, e uma última exibição no sábado, dia 27. Com Lieh Lo, Lin Chen-Chi, Albert Au e Lung Tin Sang no elenco, o filme remete para o período em que as autoridades britânicas de Hong Kong classificaram, nos anos 70, os explosivos como mercadorias perigosas. Os personagens principais, Paul, Long e Ko atropelam acidentalmente um homem numa noite de copos, acidente que é testemunhado por Wan-Chu. Este ameaça fazer queixa à polícia se eles não seguirem as suas instruções, pelo que não têm outra alternativa senão obedecer, iniciando-se uma onda de assaltos protagonizados por todos. Segue-se uma série de aventuras que envolve dinheiro de japoneses, gangsters e a polícia. Este foi o terceiro filme da carreira de Tsui Hark, sendo considerado uma das suas criações mais marcantes. Curtas de Macau A partir de sábado serão exibidas diversas curtas-metragens de Macau no programa “Descubra Macau – Julho”. A ideia é “trazer novas perspectivas e experiências para dar a conhecer a diversidade do cinema” feito localmente, por forma a “romper com a abordagem narrativa habitual”, descreve a Cinemateca Paixão. As exibições começam sábado às 14h, seguindo-se nova exibição no domingo seguinte, com repetição no fim-de-semana seguinte. Um dos filmes é “Pelo menos não hoje”, de Io Lou Ian, uma produção de 2021. Esta é a história de Wong Lam e Cheung Keung que vão ser pais. Donos de uma pequena loja de impressão de fotografias, a sua vida muda quando recebem a ordem da polícia para revelar um conjunto de negativos. Um trabalho que, aparentemente, tinha tudo para ser uma tarefa comum, revela-se algo que mudará as suas vidas. De 2016 chega “Uma História de Fantasmas de Verão”, de Kaiu Choy. A peça central desta história é o desaparecimento de Lee Ho-Sang, tio de Wong Chi-Wa, durante o Festival dos Espíritos Esfomeados. Quinze anos depois, e sem grandes explicações, Lee regressa. Os mistérios deste caso surgem associados à época festiva, típica da cultura chinesa. “Vem, a Luz” é o filme que se segue. Realizado em 2015, a película conta a história de Wei, trabalhadora num casino, e Chi-ho, o seu namorado, jogam na lotaria sempre na esperança de ganhar fortuna. Um dia, ganham o jackpot, mas Chi-ho sente-se dividido entre o amor e o pagamento de uma dívida que contraíra. Wei, entretanto, tem outros planos para o dinheiro ganho, mas o casal tem de enfrentar cenários de sorte e azar ao mesmo tempo. Um filme de Chao Koi Wang. “Mundo Ridículo” é a última película apresentada na secção “Descubra Macau – Julho”. Realizado em 2014 por Lei Ka Wai aborda o momento em que todo o mundo é infectado por um vírus, incluindo Macau. Restam cinco sobreviventes no território que decidem subir ao telhado de um edifício industrial procurando sobreviver quando, por todas as ruas, as autoridades governamentais e de protecção civil procuram sobreviventes.
Hoje Macau EventosNovo álbum de Carlos Bica com José Mário Branco em pano de fundo O novo álbum de Carlos Bica, “11:11”, reúne o contrabaixista veterano e três novos músicos portugueses, com quem recria “A Noite” de José Mário Branco, entre temas originais, num contexto de preocupação pela democracia. “É vital para o ser humano viver numa democracia e devemos estar preocupados se no-la querem roubar, mas em vez de morrermos como heróis loucos, devemos sobretudo contribuir para um mundo melhor com aquilo que de melhor temos para dar”, disse Carlos Bica em entrevista à agência Lusa. “11:11” foi gravado com novos companheiros de viagem, com quem o compositor e contrabaixista forma este seu novo quarteto: José Soares, em saxofone alto, Eduardo Cardinho, vibrafone, e Gonçalo Neto, em guitarra e banjo, que também compõe dois dos temas gravados, além de se juntar a Bica na escrita de um terceiro. Apesar de já viver há 40 anos em Berlim, nunca perdeu o contacto com a cena musical portuguesa, garante à Lusa o criador de “Azul”. Daí que tenha acabado por reunir “alguns dos mais talentosos e criativos músicos de uma nova geração”. Lá e cá O título “11:11” provém de um acaso que se tornou constante na sua vida, de que depois procurou o significado e que lhe deu “um portal para o universo”. A voz de José Mário Branco (1944-2019), por outro lado, era já um projecto para o qual obtivera autorização do compositor: uma releitura de “A Noite”, construída a partir de três “Odes Modernas” de Antero de Quental, o poeta português que apelara aos humilhados: “Não disputeis as migalhas do banquete […], tomai o vosso lugar à mesa!” “José Mário Branco viveu num período muito difícil da história de Portugal”, recorda Carlos Bica. “Com apenas 21 anos, viu-se forçado a exilar-se em Paris para fugir à guerra colonial, e só regressou em 1974, após a Revolução dos Cravos. A música do José Mário é um sinónimo de todas essas suas vivências. A palavra serviu a música, mas a música também serviu a palavra, para lá das maravilhosas canções” que compôs. A preparação de “11:11” recordou a Carlos Bica “os tempos de adolescência e das bandas de garagem” onde passava “horas a tocar uma canção sem nunca olhar para o relógio”. “O prazer pela descoberta e surpresa, é um sentimento muito forte que nos une ao fazer música e onde a diferença de idades é completamente irrelevante”, disse à Lusa. “As inúmeras horas partilhadas numa sala de ensaio são necessárias para se conseguir um som de grupo, uma qualidade que faz toda a diferença”. Com quatro décadas de vida na Alemanha e nome firmado no topo da cena jazzística, Carlos Bica sempre colaborou com diversos músicos. Para este novo quarteto “vários passos foram dados até chegar a esta constelação”, disse à Lusa. “Apesar da distância geográfica de Berlim-Lisboa, os músicos deste meu novo quarteto surgiram como que por acaso. A diferença de gerações é uma mais-valia para este projecto”, em que tudo parece ter surgido naturalmente, “sem grande esforço”, como acontece com “as boas coisas da vida”, “apesar de estarmos conscientes de que houve um trabalho anterior necessário para que elas pudessem acontecer”. O álbum “11:11” está disponível nas plataformas digitais, mas também tem uma edição em disco. “Felizmente que ainda existem muitos amantes da música que gostam de ter na mão o objecto físico”, disse Carlos Bica.
Hoje Macau EventosFotografia | Nona edição da revista “Halftone” lançada hoje São muitos os que colaboram para mais uma edição da revista “Halftone”, publicação dedicada a mostrar o trabalho fotográfico realizado de forma profissional ou amadora no território. A revista, editada pela associação com o mesmo nome e que conta com diversos colaboradores, é hoje lançada na Fundação Rui Cunha A associação Halftone apresenta hoje, a partir das 18h30, na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC), a edição número nove da sua revista com os trabalhos de André Ritchie, arquitecto; Cecília Ho, Mide Plácido, José Luís Sales Marques, ex-presidente do Instituto de Estudos Europeus; Joana de Freitas, jornalista; e Haozheng Wu. A apresentação da sessão fica a cargo do fotógrafo Alan Ieon e contará com a presença de alguns membros. A nova edição revela o trabalho destes seis fotógrafos, que abrangem um espectro fotográfico desde a fotografia documental até à expressão artística, a cores ou a preto-e-branco. “Através da variada e rica tapeçaria de trabalhos fotográficos apresentada nesta edição #09, podemos explorar a forma como a fotografia incorpora a essência das diferentes formas de arte e narrativas culturais. Aaron Scharf, em ‘Arte e Fotografia’, afirma que ‘a fotografia sempre desempenhou um papel na expansão e enriquecimento da linguagem da arte’”, refere, citada num comunicado da FRC, a equipa editorial formada por Alan Ieon, João Palla Martins, Nuno Tristão, Sara Augusto e Stephan Nunes, no texto introdutório da publicação. Da diversidade A diversidade de olhares e de abordagens na arte fotográfica é o que tem vindo a caracterizar os membros da Halftone desde a sua criação em 2021. Esta publicação é mais uma prova de que não há fronteiras na fotografia, desde que cada imagem seja “escrita com luz”, descreve a FRC. “Esta perspectiva reforça a ideia de que os fotógrafos, ao expandir e sobrepor estas linguagens simbólicas, têm a oportunidade de transcender a representação visual imediata e imbuir os seus projectos com níveis elevados de ressonância cultural e significado social. As diferenças nas abordagens tecnológicas, nos temas e nos estilos estéticos realçam ainda mais a capacidade da fotografia para reflectir a natureza multifacetada da experiência humana, solidificando o seu estatuto como uma forma de arte dinâmica e profunda”, refere ainda a equipa editorial. A Halftone é uma associação cultural, sem fins lucrativos, criada em Macau, que tem por objectivo a promoção da fotografia contemporânea em todas as suas vertentes. Trata-se de uma associação inclusiva e abrangente, e está aberta a todos aqueles que tenham interesse na fotografia como expressão artística ou documental, independentemente da sua experiência ou da sua prática. Por isso, propõe-se promover o trabalho fotográfico dos seus associados, bem como organizar exposições, publicar uma revista, livros e monografias, organizar debates e desenvolver projectos pedagógicos e educativos.
Hoje Macau EventosHong Kong | Festa da sardinha no final de Agosto Hong Kong vai ser palco no final do mês de Agosto de um festival da sardinha, num evento que vai “celebrar a cultura portuguesa”, de acordo com a página oficial do turismo da região administrativa chinesa. O festival vai decorrer de 29 de Agosto a 1 de Setembro, no centro da cidade, pode ler-se na página do Hong Kong Tourism Board. Além de sardinhas grelhadas, o turismo de Hong Kong destaca “música ao vivo, dos melhores DJ de Lisboa, provas de vinho, lembranças, comida tradicional portuguesa” e uma “visita guiada do vinho do Porto”. A fadista Cuca Roseta tem previsto atuar no dia 29 de Agosto, e no dia 31, em Macau, de acordo com o ‘site’ da artista.