Hoje Macau EventosIAM | Criado concurso de fotografia focado na protecção animal O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) está a aceitar fotografias para o concurso “Caminhar Juntos pela Protecção e Saúde Animal”, que decorre até ao dia 11 de Setembro. A ideia é celebrar o Dia Mundial dos Animais, efeméride comemorada a 4 de Outubro, e promover “os conceitos de protecção animal e caminhar juntos pela saúde animal”. Segundo um comunicado do IAM, esta iniciativa acontece em parceria com o grupo “Everyone Stray Dogs Macau Volunteer Group” e a Associação Fotográfica de Macau. O objectivo do concurso é “incentivar os cidadãos a capturar momentos comoventes entre humanos e animais, demonstrando que a companhia mútua entre humanos e animais de estimação contribui para o bem-estar físico e mental”. As imagens podem ser enviadas para o email petcare@iam.gov.mo, não sendo aceites imagens geradas por inteligência artificial. O IAM esclarece ainda que as fotografias apresentadas a concurso “devem focar-se na interacção entre humanos e animais, nas quais seja expresso o conceito de proteger e cuidar dos animais”. Todos os trabalhos devem ser originais, sem publicação anterior ao concurso. O júri será composto por representantes da organização e fotógrafos profissionais de Macau, existindo prémios de 3.000 patacas para o primeiro classificado, 2.000 patacas para o segundo lugar e 1.000 patacas para o terceiro classificado. Haverá ainda sete prémios de distinção, com um valor de 500 patacas atribuído através de vales de compras. A cerimónia de entrega dos prémios decorre no dia 4 de Outubro, sendo realizada em paralelo a exposição com as imagens escolhidas. Nesse dia organiza-se o “Dia de Convívio sobre a Protecção dos Animais”, na praça do Tap Seac.
Andreia Sofia Silva EventosHong Kong | Concerto apresenta nova composição de Carlos Brito Dias O grupo The Hong Kong Legends Ensemble apresenta no sábado a nova criação do compositor português Carlos Brito Dias, num espectáculo no East Kowloon Cultural Center. Trata-se de “tides”, uma composição que propõe uma “reflexão sobre movimento, identidade cultural e transformação” O compositor português Carlos Brito Dias tem uma nova criação musical, “tides”, e que será apresentada pela primeira vez ao público no East Kowloon Cultural Center de Hong Kong no sábado a partir das 20h. A interpretação desta obra estará a cargo do grupo The Hong Kong Legends Ensemble, com a direcção do maestro Chi-Cheung Leung. Os bilhetes podem ser adquiridos no website art-mate.net Segundo um comunicado enviado pelo próprio compositor às redacções, “tides” foi encomendada pela Yao Yueh Chinese Music Association – Hong Kong Legends, marcando a primeira incursão de Carlos Brito Dias “na escrita para ensemble com instrumentos chineses”, nomeadamente o dizi, zhongruan, sheng e erhu. Na mesma nota, lê-se que a apresentação pública de “tides” integra “um programa de aproximadamente 90 minutos, que combina performance ao vivo com media interactiva, propondo ao público uma experiência artística imersiva e interdisciplinar”. “tides” é uma composição que propõe “uma reflexão sobre movimento, identidade cultural e transformação, inspirada no carácter de Hong Kong como porto aberto ao mundo”. Desta forma, evocam-se “camadas de migração, intercâmbio e resiliência que moldam a cidade”. Uma metáfora musical Em “tides”, descreve a mesma nota, o mar é figura central e também uma “metáfora”, pois representa “simultaneamente força de separação e de ligação, estruturando uma linguagem musical fluida, em que as texturas se expandem e contraem, colidem e se dissipam”. Além de ter uma “dimensão cultural”, a nova composição de Carlos Brito Dias também incorpora “uma vertente íntima”, pois inspira-se “na experiência de esperar a chegada de um filho”. Desta forma, a obra musical percorre “ciclos de antecipação, incerteza e transformação emocional, articulados através de gestos em mutação contínua e paisagens tímbricas em evolução”. O grupo Hong Kong Legends Ensemble foi fundado em 2020, tendo como origem a Yao Yueh Chinese Music Association (YYCMA), e é a primeira orquestra de câmara chinesa do território vizinho. O grupo venceu, em 2024, o Prémio do Fundo Nacional de Artes para Inovação em Artes Cénicas, uma das mais importantes distinções culturais na China. Carlos Brito Dias nasceu na cidade de Braga em 1991, residindo actualmente em Hong Kong onde, além de desenvolver actividade como compositor e maestro, também dá aulas. O compositor português é doutorado em Artes pela Universidade de Antuérpia e Conservatório Real de Antuérpia, possuindo ainda um mestrado em Direcção Orquestral pelo Conservatório Real de Antuérpia. A residir em Hong Kong, Brito Dias tem, segundo a biografia disponível no seu website, “uma produção musical eclética”, explorando “vários meios, desde peças para instrumentos a solo e conjuntos até grandes orquestras e música electrónica”. Também já criou composições para cinema, nomeadamente curtas-metragens, colaborando com outros artistas. É actualmente professor convidado da Universidade de Educação de Hong Kong, bem como consultor artístico e maestro da Asiartic Camerata.
Hoje Macau EventosIIM acolhe projecto linguístico de Cheong Kin Man e Marta Sala Está marcado para esta quinta-feira, a partir das 18h30, uma sessão participativa sobre as línguas existentes em Macau, e que se relaciona com o trabalho da dupla de artistas Cheong Kin Man, natural de Macau e Marta Sala, da Polónia. O evento acontece no Instituto Internacional de Macau (IIM) e é acompanhado de uma exposição em formato “pop-up”. Segundo uma nota do IIM, convida-se o público a “contribuir para uma futura obra audiovisual sobre a translingualidade quotidiana de Macau”, numa iniciativa chamada de “Midissage”, um termo franco-alemão utilizado para um encontro realizado a meio de uma exposição. A sessão será organizada em sucessivas rondas de perguntas, durante as quais cada participante poderá intervir por um máximo de um minuto. O formato procura reunir experiências relacionadas com as línguas utilizadas na vida familiar, profissional e urbana de Macau. O encontro decorrerá maioritariamente em inglês, permanecendo aberto a intervenções em qualquer idioma. A iniciativa pretende observar uma realidade linguística que ultrapassa as duas línguas oficiais, português e chinês, e inclui, entre outras, inglês ou tagalo. As intervenções serão registadas em vídeo e posteriormente incorporadas numa obra audiovisual, fazendo da própria participação pública parte do processo artístico e documental. Têxteis de uma vida Por sua vez, a exposição temporária, com curadoria de Sara Neves, apresenta trabalhos têxteis inéditos na Ásia, concebidos pela dupla como “auto-etnografias artísticas”. É também apresentada uma instalação com uma selecção de entrevistas feitas por Cheong Kin Man, entre 2008 e 2009, junto de comunidades da diáspora de Macau. Este projecto resulta de uma residência de investigação acolhida pelo IIM, em associação com o Instituto Português do Oriente (IPOR), dedicada às ligações humanas e culturais entre Macau e o mundo, à translingualidade, às memórias diaspóricas e ao património afectivo. Segundo a dupla, a acção procura abordar Macau não apenas como lugar de coexistência entre idiomas, mas como espaço onde diferentes formas de falar, escutar e traduzir participam diariamente na construção de pertenças. A residência prolonga-se até meados deste mês, período durante o qual a exposição continuará a evoluir diariamente e será gradualmente desfeita, em lugar de encerrar de forma convencional. O programa conta com o apoio do “Goethe-Institut Hongkong” (Instituto Alemão de Hong Kong), bem como com o apoio institucional do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e o patrocínio honorário do Consulado-Geral da Polónia em Hong Kong. Concluída a etapa de Macau, Marta Stanisława Sala e Cheong Kin Man seguem para o Brasil, onde o programa tem o apoio institucional do IIM. No Rio de Janeiro, realizarão uma residência de investigação artística na Casa de Pedra e apresentarão novas actividades, antes de prosseguirem para São Paulo.
Andreia Sofia Silva EventosAmagao | Fotografias de Vong Sek Kuan em nova exposição A galeria Amagao, no Artyzen Grand Lapa, acolhe a partir desta quinta-feira uma nova exposição onde a fotografia é protagonista. Vong Sek Kuan assina uma mostra em nome próprio com “Luz Fluída – Cores Radiantes”, marcada pelo desafio face aquilo que se considera a forma mais comum ou tradicional de uma imagem Vong Sek Kuan traz à galeria Amagao, a partir desta quinta-feira, uma exposição em nome próprio. Trata-se de “Luz Fluída – Cores Radiantes” e, segundo um comunicado da organização, trata-se de uma mostra que “desafia a definição tradicional da fotografia como mera reprodução de um instante”. Nesta mostra, o que o fotógrafo fez foi explorar “as possibilidades filosóficas da fotografia como a extensão da percepção através da singular técnica ‘camera-shaking'”. Desta forma, lê-se, “o artista transforma o acto de ‘clicar’ num ‘acto de pintura’, envolvendo o corpo e a mente”. O público pode ver 27 imagens que trazem “uma nova forma de fotografia contemporânea, misturando técnica, fisicalidade, filosofia e estética”. Trata-se de “uma forma original de mestria técnica”, mas não só: é “uma proposta nova de ver o mundo”, refere a Amagao. Esta quinta-feira será também lançado o “Livro do Artista”, com o mesmo título da exposição. Combinação de disciplinas Segundo palavras do próprio Vong Sek Kuan, “a fotografia é uma disciplina que combina a aplicação da física óptica e mecânica”, sendo que o “Light Painting” e “Painting with Light” [Pintura com Luz], são, segundo Vong, “duas aplicações diferentes dessa física”, sendo que a “câmara é uma ferramenta para registar imagens ópticas”. “Enquanto o sensor estiver exposto, é possível guardar uma imagem, sendo uma ferramenta única para registar o tempo e espaço”, descreve, referindo ainda que o “Light Painting” implica “mover uma fonte de luz para criar uma imagem após a exposição do sensor da câmara”. Por sua vez, a aplicação “Painting with Light” envolve “a abertura do sensor da câmara e o movimento da própria câmara para concluir a criação”. Nesta mostra, descreve ainda o fotógrafo, trabalha-se em torno do conceito de “pintura com o instante”, quando se utiliza “a câmara como ferramenta para concretizar o acto de “Pintura com Luz”. Desta forma, recorrendo a uma “combinação de técnicas”, Vong Sek Kuan conseguiu alcançar “um efeito que se alinha com a sua visão criativa”, tendo em conta a ideia que “o pensamento determina a acção”. Assim, esta mostra consiste na “expressão máxima da pintura com o instante”. A exposição conta com curadoria de Ieong Man Pan e do designer macaense Victor Marreiros, que também está ligado à galeria Amagao, juntamente com Lina Ramadas.
Andreia Sofia Silva EventosMandopop | René Liu faz a sua “Final Call” em Macau em Outubro O palco do Galaxy Arena recebe, em Outubro, mais um concerto de grandes dimensões e efeitos visuais, desta vez com a cantora de mandopop René Liu, de Taiwan. Também conhecida pela alcunha de “Milk Tea”, René apresenta “Final Call”, a 3 de Outubro, um espectáculo integrado na digressão mundial dos últimos meses e que já conquistou vários prémios “Deixa a alegria tomar conta de ti. O tempo voa. Ainda estás à espera?”. Eis o mote, em jeito de pergunta, para a actuação que a cantora de mandopop René Liu tratará a Macau no dia 3 de Outubro, no palco do Galaxy Arena. “Final Call” promete ser um concerto com uma forte componente artística e visual e que, segundo a informação disponível no website do Galaxy, teve “quatro anos de preparação”. A digressão mundial de “Final Call” já passou por três continentes, 53 cidades e levou à realização de 111 espectáculos, sendo que uma das próximas paragens será em Macau. René Liu nasceu em Taipei em 1969 e só começou a sua carreira em 1995, depois de trabalhar como assistente de produção do cantor, já bem conhecido do público, Bobby Chen. Também com o cognome de “Milk Tea”, René Liu, ou simplesmente René, acrescenta aos seus espectáculos, além da voz, uma vertente de storytelling que permite ao público umas boas horas de entretenimento, levando-os a outras dimensões. O Galaxy Arena terá “um impressionante palco giratório de quatro lados”, com um “design revolucionário” e ecrãs LED que potenciam “uma experiência narrativa imersiva”. Haverá ainda 12 bailarinos em palco e um “urso rotativo gigante de cinco metros”. Tudo para criar um espaço em palco onde “possibilidades infinitas ganham vida”, estabelecendo-se “um novo e ousado padrão para a produção de concertos”. Podem esperar-se “emoções profundas” e uma “narrativa cativante” com este concerto”, onde música, dança e cenografia se conjugam. “O emblemático palco giratório de quatro lados foi aperfeiçoado e reinventado, transformando o recinto numa viagem musical imersiva”, com muita “imaginação”. O palco tem ainda “elevadores dinâmicos e [permite a] rotação”, levando a que cada perspectiva do concerto, do lado do público, se transforme “num ponto de observação único”, gerando-se “uma experiência de tirar o fôlego”. Esta aposta num novo tipo de apresentação do seu trabalho musical em palco levou René a ganhar prémios, tendo sido distinguida, nos Muse Design Awards 2025, com o Prémio Platina, ganhando a mesma distinção nos London Design Awards 2025. Marcos históricos Em 2002 a artista editou um disco com nome em inglês, “Love and the City”, com dez faixas; enquanto que em 2017 saiu mais um álbum gravado ao vivo, intitulado “Renext”. Nos anos da pandemia, 2020 e 2021, René não esteve parada e editou também dois discos. Segundo a apresentação oficial do concerto, a digressão “Final Call” já atingiu vários recordes. Um deles aconteceu em Agosto de 2024, quando René se tornou na primeira artista de mandopop a ser cabeça de cartaz num concerto em Ürümqi, capital da região de Xinjiang. Seguiu-se, no ano seguinte, a realização de cinco concertos consecutivos de Ano Novo em Pequim, entre os meses de Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026, o que marcou “a primeira série de concertos de fim de ano em grande escala” na carreira da artista. René Liu também passou pelos EUA, e em Maio deste ano deu “concertos em palcos quadrangulares de grande escala em três cidades dos EUA”, sendo que “cada um atraiu públicos de mais de dez mil pessoas”. A cantora já conta com 200 concertos de grande escala realizados no âmbito de “Final Call”, sendo que, para esta digressão, trabalhou ao lado da “B’in Live”, descrita como “uma das principais equipas de produção de concertos do mundo do mandopop”. Os bilhetes ainda não estão à venda, embora o concerto já tenha sido anunciado. Começa às 19h e os ingressos terão um custo que varia entre 580 a 1380 patacas.
Hoje Macau EventosCalçada portuguesa | Criado centro interpretativo em Lisboa É na capital portuguesa que será criado um centro interpretativo da calçada portuguesa, aproveitando os três mil moldes que estão conservados num armazém do bairro de Alvalade. A informação foi avançada pela Câmara Municipal de Lisboa Lisboa tem uma colecção de moldes da calçada artística portuguesa num armazém em Alvalade, onde são preservados 3.000 moldes originais, os mais antigos datados do século XIX, um acervo que permitirá criar um centro interpretativo, segundo a Câmara Municipal. “Estamos, neste momento, a desenvolver o projecto e é um compromisso de mandato, portanto, até 2029 quero apresentar em Alvalade esta colecção de moldes já integrada no centro interpretativo da calçada artística portuguesa”, afirma a vereadora de Projectos e Obras em Espaço Público na Câmara Municipal de Lisboa (CML), Joana Baptista, em declarações à agência Lusa. Entre os milhares de moldes, a maioria em madeira, desde caravelas a flores e borboletas, e também a sigla CML, a autarca defende que esta colecção de património “único e valioso”, que é como “uma montra” da calçada artística portuguesa em Lisboa, deve ser valorizada e ter melhores condições neste armazém municipal, para proporcionar a visita ao público em geral. “Arrecadação de moldes” – lê-se no letreiro em cima da porta que dá entrada para o acervo. O espaço é pequeno, mas alberga “cerca de 6.000 moldes”, dos quais 3.000 são considerados originais. “Já não podem sair para a rua”, conta o historiador Rui Matos, um dos trabalhadores da CML que, desde 2019, colocaram mãos à obra para arrumar o armazém, criado a partir de 1952-1954 e que se encontrava “um pouco caótico”. Moldes do século XIX A missão de organizar milhares de peças transformou-se num projecto de inventariação e salvaguarda da colecção de moldes da calçada artística portuguesa. O molde mais antigo encontrado deverá ser o “Mar Largo” da Praça do Rossio de 1848-1849, idealizado por Eusébio Furtado. Com um padrão que simula um mar de ondas pretas e brancas, o mesmo que, décadas depois, foi replicado no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, este molde do século XIX “está em relativo mau estado de conservação, mas ainda persiste”, adianta Rui Matos. Também da equipa da CML, a historiadora Sofia Tempero acrescenta que a execução do “Mar Largo” no Rossio recorreu à mão-de-obra dos prisioneiros no Castelo de São Jorge, chamados de grilhetas, que foram ajudar os calceteiros. Com origem em Lisboa, a história da calçada artística portuguesa terá começado, precisamente, a partir do castelo, onde Eusébio Furtado concretizou, em 1841-1842, o primeiro grande pavimento em pedra branca e preta, colocado em ziguezague, segundo os historiadores. “Há até fotografias antigas que mostram esses homens em linha recta, em filas, a fazerem o aparelhamento de pedra [processo de partir e dar forma à pedra], mas estamos a falar de quadrados, cubos de maior dimensão, e que serviam para ir permitindo que as ruas ficassem com um nivelamento maior”, refere Sofia Tempero, explicando que tal facilitaria a lavagem dos arruamentos, bem como a fluidez do trânsito na cidade. Rui Matos adianta ainda que a calçada artística portuguesa é criada simultaneamente com os azulejos de fachada e com o grande surgimento do fado, ou seja, “três dos grandes ícones turísticos da cidade de Lisboa e de Portugal são criados na segunda metade do século XIX”, numa época em que a capital estava a crescer. “É feita em espaços urbanos largos, amplos, e é feita para embelezar a cidade”, realça o historiador. Por isso, a calçada artística, presente sobretudo nas ruas e praças do centro histórico de Lisboa, é como uma galeria de arte a céu aberto, que pode ser contemplada sob os pés de todos os que passeiam pela cidade, mas também vista em altura, inclusive a partir de miradouros. Mudanças necessárias Muito poucas são as calçadas artísticas que se mantêm ainda na sua forma original, porque têm sido sucessivamente refeitas em função das necessidades urbanas, indica Rui Matos, destacando a preservação da Praça de São Paulo, de 1850, e do projecto de Cottinelli Telmo na Praça do Império, feito para a Exposição do Mundo Português de 1940. Quanto à colecção de moldes, a equipa da CML, em que se inclui também o arqueólogo Pedro Miranda, fez já a inventariação das peças, com fotografias de alta resolução, desenhos à escala e modelação 3D, e foi criada uma base de dados, num ‘site’ que deverá tornar-se público brevemente, permitindo que, “a partir de um molde, seja possível saber se esse molde está a ser utilizado na calçada nos Restauradores, ou numa calçada no Rio de Janeiro, ou numa calçada em Macau”. Profissão em risco Preocupado com o risco de extinção da profissão de calceteiro, o historiador Rui Matos lembra que o município chegou a ter “cerca de 400 calceteiros” na década de 1940, com uma estrutura “fortemente hierarquizada, em que existia desde o aprendiz ao mestre”, enquanto hoje são perto de 20 os trabalhadores nesta área. Estão quase na base da estrutura da função pública e, por isso, “são extremamente mal pagos”. “É um trabalho extremamente duro, extremamente penoso, e no final da vida têm imensos problemas de saúde”, frisa, defendendo a valorização dos calceteiros, por serem, neste momento, “o elo mais fraco” da calçada artística portuguesa. Além disso, a redução do número de profissionais tem “um impacto brutal” na manutenção da calçada, perante o crescimento da cidade, incluindo a pressão turística na zona histórica. Concordando com a criação de uma carreira especial, até para atrair jovens, Rui Matos considera “uma excelente iniciativa” a candidatura da arte e saber-fazer da calçada portuguesa a património mundial da UNESCO, mas avisa que, “em termos práticos, não vem resolver nenhum dos problemas” relativamente à falta de calceteiros. Do lado da CML, Joana Baptista reforça que o município não prescindiu de ter calçada artística portuguesa nos projectos de reabilitação do espaço público da cidade, com novos recrutamentos para ter 40 calceteiros, e realça a diferença entre esta arte, criada ao pormenor com “outra excelência técnica, que é confortável e segura”, e a calçada de vidraço. Esta, muitas vezes, “é pouco mantida, está muito polida e, naturalmente, as pessoas escorregam”. Além de embelezarem o chão das ruas de Lisboa, destaca a autarca, os moldes da calçada artística portuguesa estão a ser utilizados na jardinagem da cidade, nomeadamente na rotunda do Marquês de Pombal, onde há tagetes trabalhadas em formato de arabescos.
Andreia Sofia Silva EventosCentro dedicado a cinema e televisão arranca no próximo mês O Instituto Cultural (IC), em parceria com o Instituto do Desporto (ID), organiza no próximo mês de Agosto uma série de actividades em torno da cultura, património e desporto, pensadas para residentes, mas não só. Uma das novidades passa pela entrada em funcionamento, a título experimental, do Centro de Serviços da Indústria Cinematográfica e Televisiva de Macau. Esta entidade visa “reforçar o apoio aos talentos cinematográficos e televisivos de Macau e com o Interior da China”, sendo uma iniciativa do IC. Dar-se-á início a “testes de articulação de projectos, coordenação de recursos do sector e organização de actividades de articulação empresarial”, sempre em conjugação com a província de Guangdong. Outra das iniciativas, relata um comunicado do IC, foca-se na área do turismo cultural e tem como nome “À Descoberta da História de Macau”. Terá lugar “entre meados de Agosto e final de Setembro”, todos os sábados e domingos. Trata-se de um roteiro que “interliga três pontos de interesse cultural e turístico com significado histórico”, nomeadamente o Local da Assinatura do Tratado de Mong-Há, o Museu Memorial de Xian Xinghai e a Antiga Residência do General Ye Ting. Serão disponibilizados autocarros de ligação para transportar os participantes a partir da Rua de D. Belchior Carneiro (junto às Ruínas de S. Paulo) ou da Rua do Cunha, na Taipa. No que diz respeito à terceira edição do Festival de Artes para Crianças de Macau, serão organizadas mais sessões extra tendo em conta a adesão do público. Assim, em Agosto, “prossegue uma variedade de peças de teatro e espectáculos para crianças”, ocorrendo, todos os fins-de-semana, o “Paraíso MICAF” e a “Livraria das Crianças”, em formato pop-up. Nas duas últimas semanas do mês, entre sexta-feira e domingo, acontece o “Dia de Diversão MICAF – Artes em Festa”, com a apresentação da “Festa da Diversão Aquática” e “Festa de Espuma”. Destaca-se também o evento “Arte à Solta – ondas culturais ao fim de semana”, que continua a ter lugar às sextas, sábados e domingos no Anim’Arte NAM VAN, com “bancas de gastronomia e de produtos culturais e criativos, a par de uma programação rotativa de espectáculos e workshops de experiências” na área do Património Cultural Intangível. Desporto para todos Será organizado ainda, nos dias 29 e 30 de Agosto, o “Viva o Verão: Festival Competitivo de Verão 2026”, a ter lugar no Campo de Hóquei do Centro Desportivo Olímpico. Este festival “combina jogos lúdicos competitivos com trabalho de equipa, incluindo provas destinadas a jovens e adultos”, sem esquecer “actividades específicas para famílias, que permitem aos pais e filhos sentirem, em conjunto, o prazer do trabalho em equipa e da prática desportiva”. Por sua vez, a 9 de Agosto acontece o Torneio de Badminton, na categoria “Open”, das séries “Taça Hengqin-Macau” 2026, na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau. A competição será disputada em formato de torneio por equipas mistas, incluindo as modalidades de singulares masculinos, singulares femininos, pares masculinos, pares femininos e pares mistos. O ID vai ainda promover “actividades recreativas e desportivas diversificadas nos bairros comunitários ao longo de todo o mês”, é referido na mesma nota. Entre elas, incluem-se as “Actividades Promocionais ao Ar Livre do “Desporto para Todos” nas Ilhas e em Macau”, bem como as “Aulas de Experiência de Modalidades Desportivas para Trabalhadores e Residentes”, entre outras.
Andreia Sofia Silva Eventos MancheteConcerto | Cristina Branco actua em Zhuhai em Setembro Acabam de ser anunciadas novas datas do Festival Fado na China, que este ano traz ao Oriente a fadista Cristina Branco. Além das actuações, em Setembro, nas cidades de Pequim e Xangai, Cristina Branco actua também no Zhuhai Grand Theater no dia 10 de Setembro A cidade de Zhuhai recebe, a 10 de Setembro, uma voz que, mais do que ser portuguesa, representa também o Fado contemporâneo. Trata-se de Cristina Branco, artista que é protagonista deste ano do Festival Fado, que se apresenta, pela primeira vez, na cidade vizinha. A 10 de Setembro, Cristina Branco sobe ao palco do Zhuhai Grande Theater a partir das 20h, sendo este concerto precedido da exibição do filme “Do Bairro”. A iniciativa, da produtora Everything is New, passa também pelas cidades de Xangai e Pequim. Na capital chinesa, o concerto está agendado para o dia 6 de Setembro e inclui o concerto de Cristina Branco no Forbidden City Concert Hall, a partir das 19h30. Antes, às 18h, o músico Rodrigo Costa Félix dá uma conferência, sendo também exibido, nesse dia, o filme “Fado do Bairro”. Por sua vez, na biblioteca da Renmin University of China estará patente a mostra “História do Fado”. No dia 5 de Setembro, é a vez da cidade de Xangai receber, no Shanghai Oriental Arts Center, o concerto de Cristina Branco e conferência de Rodrigo Costa Félix. Será exibido o filme “Fado e os Bairros”. Segundo um comunicado da Everything is New, o festival visa “oferecer ao público um repertório que nos conduz numa viagem imersiva de redescoberta do Fado, explorando as suas profundezas e nuances emocionais”. Esta edição é tem como mote “O Fado e os bairros de Lisboa”, destacando-se em todas as paragens pela China “a profunda ligação entre o fado e os bairros históricos de Lisboa, como Alfama, Mouraria, Bairro Alto ou Madragoa”. Segundo a organização, estes lugares, que permanecem “no centro da memória popular lisboeta, acompanharam o nascimento e a transmissão desta tradição musical urbana”. Cartaz recheado A organização destaca ainda um programa que traz “música, palavra e da imagem”, numa “viagem ao coração de uma Lisboa cantada, entre herança e criação contemporânea”. Trata-se de um evento “itinerante dedicado à promoção do fado e da cultura portuguesa”. O Festival Fado já vai na 16.ª edição – celebrada este ano – decorrendo em 21 grandes cidades da Europa, África, América Latina e Ásia. Cristina Branco conta com 19 álbuns editados e inúmeros concertos em todo o mundo, sendo “uma verdadeira embaixadora da cultura portuguesa”. “A música tradicional é a sua principal raiz estética, mas a influência do jazz, da literatura e dos músicos com quem partilha o palco, imprimem à sua arte um cariz universal e um encanto sublime. A sua obra é um enorme contributo para a divulgação e defesa da música, da língua e dos autores portugueses”, refere ainda a produtora Everything is New.
Andreia Sofia Silva EventosLisboa | Ana Jacinto Nunes apresenta nova exposição É na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, ligada ao Museu da Água, que a artista portuguesa Ana Jacinto Nunes, com ligações a Macau, apresenta a sua mais recente exposição. “Seres d’Água” tem animais que não são bem isso, a mulher e muitas reflexões interiores em forma de pintura, escultura e desenho Ana Jacinto Nunes, artista plástica que já viveu e expôs em Macau, apresenta até ao dia 12 de Agosto a sua nova exposição, “Seres D’Água”, patente na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, ligada ao Museu da Água. A curadoria está a cargo de Ricardo Barbosa Vicente, podendo ser vistos trabalhos mais antigos e actuais, alguns deles já apresentados em Macau. Aqui, a água é tema central num conjunto de obras que também acarretam consigo introspecções e reflexões. Como se lê na descrição da exposição, “a água atravessa tudo: está nos corpos, nas paisagens, nas memórias e nas formas que habitam a nossa imaginação”, sem esquecer “o movimento constante da transformação”. Apresenta-se, assim, “um conjunto de obras em cerâmica, desenho sobre têxtil, pintura e objectos que nos convidam a explorar um universo onde o humano, o animal, o vegetal e o imaginado se encontram”. Estabelece-se ainda “um diálogo entre arte contemporânea e património, propondo uma reflexão sobre a água enquanto força criadora, transformadora e agregadora”. rpt Ao HM, a artista revela um pouco sobre aquilo que pode ser visto no Museu da Água. “O meu trabalho tem muitos animais, muitas pessoas, normalmente mulheres. Aliás, tem quase sempre mulheres. É muito raro haver um homem na minha obra, talvez porque se transforma em metáforas e bichos. Ou porque, simplesmente, já é difícil saber de mim.” As obras onde a mulher surge em maior evidência são “Escultura ser de água + plinto”, em grês; ou “Anjo”, com 73 azulejos montados sem plástico com uma chapa de metal. Estas obras datam deste ano. Já na pintura, “Vertigo (Flamingo)”, a mulher também está em destaque, por entre tons brancos e rosa, numa instalação deste ano com o desenho de uma mulher feita num pedaço de cambraia de algodão. O lugar do feminino Ana Jacinto Nunes tem hoje uma relação mais próxima com o jardim de sua casa do que antes, estando presente no seu processo de criação. Assume ter “preocupações que, provavelmente, são comuns a muitas mulheres”, e que passa por “saber o que é que estamos aqui a fazer”, por exemplo. “Só me tenho a mim como modelo, e a pergunta e resposta é sempre dentro de mim e não com os outros, portanto, estas perguntas essenciais que se fazem são comigo. De masculino tenho muito pouco”, responde a artista quando questionada sobre a forte presença da mulher na sua obra. O feminino é, portanto, “a sua vida”, enquanto que os animais dos seus projectos não são sempre isso, podendo ser “metáforas”. “Não são necessariamente animais. Alguns serão, na sua maioria, ou não existem. Os pássaros podem não existir – não são os pássaros do meu jardim. Se calhar, são uma metáfora para a liberdade, para os voos, para o sair, para a evasão. Outros bichos serão o meu filho, a minha filha, o meu namorado, o meu pai, a minha mãe”, acrescenta. Sobre “Into Slumber”, um desenho de acrílico feito em pano cru, de 2014, retrata-se uma espécie de sonho. “Os sonhos, bichos, plantas, pessoas podem ser todas uma amálgama, o que, no fundo, somos. Achamos que somos todos separados, mas não. Não há como se dizer isto de outra forma, a água é vida.” Ana Jacinto Nunes recorda uma mostra feita em 2008, intitulada “O Vestido Azul e Outros Banhos”, para mostrar a importância fulcral da água. “Quando vestes um vestido azul, estás de volta de azul, quando tomas um banho de banheira, estás imersa, e quando tens filhos, és parte de uma família. Quando te pões num jardim, és parte dele. Sem água, não cresce nada, e se as plantas não crescerem, se não derem refúgio aos pássaros e aos roedores… Se eu não regar, nada cresce, e nada vai aparecer. Tal como na nossa vida: se não pensarmos, não lermos, não procurarmos, não vamos colher nada”, rematou.
Andreia Sofia Silva EventosCreative Macau | Vincent Cheang apresenta nova exposição Vincent Cheang, o rosto por detrás do espaço Live Music Association, apresenta esta quinta-feira uma nova exposição, intitulada “Dark Shards”. Trata-se de um projecto que revela ao grande público “pensamentos não expressos de dias agitados e inspirações despertadas pelas melodias da rádio”. A inauguração será acompanhada por uma actuação ao vivo A galeria da Creative Macau acolhe, a partir desta quinta-feira, uma nova exposição. Trata-se de “Dark Shards” [Negros Fragmentos], uma exposição com trabalhos de Vincent Cheang Chi-Tat, artista e a figura por detrás do espaço Live Music Association, que depois de décadas a trazer música a Macau, funciona agora em Wanchai. Na inauguração, que decorre entre as 18h30 e as 20h30, o público poderá ainda assistir a uma curta actuação de Vincent com os músicos Jun Kung e Chao Seng Lam. O próprio artista vai também fazer pinturas em simultâneo com a música, tratando-se de uma “colaboração ao vivo entre a música e a pintura”, disse Vincent Cheang ao HM. Este trabalho fica depois exposto na Creative Macau, tratando-se, para Vincent Cheang, de um “trabalho escondido”, como se fosse “uma faixa escondida num CD”. “Dark Shards” encara a arte como se fosse uma espécie de “vida em fragmentos”. Vincent Cheang encara a expressão artística não como “fruto de um cálculo deliberado, mas sim [o acto] de infundir criatividade em cada momento da vida, transformando assim a arte em registos fiéis da própria existência”. Entre a dispersão e o início Segundo uma nota da Creative Macau, “Dark Shards” transforma “pensamentos não expressos de dias agitados e inspirações despertadas pelas melodias da rádio, em fragmentos dispersos de escuridão”. O artista é descrito como um “coleccionador e maestro da noite”, que organiza estas melodias “e pedaços dispersos numa sequência rítmica, reorganizando o caos para forjar narrativas claras e significativas na tela”. A ideia de “fragmentos” remete para a sensação de “estar disperso”, tratando-se de “o início de um renascimento após o fim”. Com estes trabalhos artísticos, a ideia é “explorar e encontrar a ressonância da nossa vida que perdura nestes fragmentos escuros e repletos de ritmo”. Esta mostra surge depois de projectos como “Highway Star”, exposição apresentada em 2019; “Parallel Universe”, de 2022; “When Tat Chi Meets Chi Tat”, projecto de 2023, e “Synchronicity» da Art Macao”, do mesmo ano. Vincent Cheang Chi-Tat é um artista que “alterna entre a estrutura disciplinada do trabalho de design e a liberdade ilimitada da expressão artística, sendo a criação o eixo central de toda a sua vida”. Além disso, “a apresentação de um programa de rádio semanal de cinco dias confere à sua arte visual um ritmo musical natural e um fluxo tonal que definem o seu estilo característico”, é apontado.
Hoje Macau EventosAceites candidaturas para sexta edição do festival Rollout Decorre até 25 de Outubro, o prazo de submissão de vídeos e filmes sobre dança para a sexta edição do festival ROLLOUT, co-organizado pela Associação de Dança Ieng Chi, Associação de Arte Point View e Concept Pulse Studio. Segundo um comunicado, o convite para a submissão de projectos é endereçado a “artistas e criadores de todo o mundo”, pretendendo-se obter “criações interdisciplinares que utilizem o meio do cinema de dança para reflectir sobre as intersecções entre o corpo, a sociedade e a cultura”. Criado em 2016, o ROLLOUT já recebeu candidaturas de mais de 89 países e regiões, continuando a propor um reforço “dos intercâmbios criativos entre Macau, Ásia e a comunidade global do cinema de dança”. Desde a sua fundação que a organização do festival diz ter contribuído para a criação de uma “plataforma orgânica de cinema de dança que faz a ponte entre disciplinas, corpos e geografias, promovendo diálogos criativos entre artistas e plataformas artísticas locais e internacionais”. IA é novidade Em termos de categorias, o ROLLOUT inclui este ano três novas áreas, e que abrangem “o cinema tradicional, a tecnologia de ponta e a arte espacial”. No que diz respeito ao “Concurso e Exibição de Filmes de Dança”, são aceites obras originais com duração máxima de quinze minutos e que tenham sido produzidas a partir de 1 de Janeiro de 2024. Serão atribuídos o Prémio do Júri ROLLOUT para Filmes de Dança, o Prémio de Produção Asiática, os Prémios de Recomendação do Júri e os Prémios Escolha do Público. Destaque para a categoria “Concurso e Exibição de Filmes de Dança com IA”, ou seja, com foco na inteligência artificial, convidando-se os criadores a explorar estas ferramentas com obras de duração inferior a 15 minutos. Haverá, neste âmbito, as distinções Prémio ROLLOUT de Filmes de Dança com IA, Prémio de Filmes de Dança com IA Híbrida e Prémio de Animação de Dança com IA. Erik Kuong, da organização, afirmou querer ver como os autores dos vídeos e filmes “utilizam o pensamento inovador para reexaminar a presença e a existência humanas numa era em que o virtual e o real se entrelaçam”, isto no que diz respeito à categoria a concurso que promove a utilização de inteligência artificial. Já Chloe Lao, também da organização do festival, referiu querer “promover um diálogo mais profundo entre as perspectivas físicas e artísticas de Macau e as culturas cinematográficas internacionais, recorrendo à curadoria, a sessões de partilha com especialistas e a laboratórios de criação de cinema de dança para apoiar activamente as obras locais no palco global”. As submissões de vídeos podem ser feitas através da plataforma FilmFreeway, enquanto as submissões de instalações e propostas devem ser enviadas para inquiry@rolloutmacao.com.
Hoje Macau EventosEscritora Lídia Jorge recebeu Prémio Estatal Austríaco A escritora portuguesa Lídia Jorge, Prémio Camões 2026, recebeu ontem o Prémio Estatal Austríaco de Literatura, pelo conjunto da sua obra, atribuído pelo ministério austríaco da Cultura. A atribuição do prémio a Lídia Jorge foi anunciada no passado mês de Junho, pelo Governo austríaco, e a entrega vai realizar-se hoje, numa cerimónia no âmbito do Festival de Salzburgo. “Lídia Jorge é uma das escritoras mais destacadas da literatura europeia contemporânea; a sua obra é tão versátil e ramificada quanto significativos e omnipresentes são os seus temas”, disse o ministro austríaco da Cultura, Andreas Babler, citado pelo comunicado de anúncio do prémio. O governante austríaco lembrou então que, ao longo da carreira, Lídia Jorge tem lutado, através da sua escrita, de uma “forma altamente poética, pela igualdade dos povos”. O júri foi composto por Cristina Beretta, Thomas Keul, Thomas Macho, Marlene Streeruwitz e Andrea Zederbauer. Na declaração do júri, pode ler-se que “a crítica ao colonialismo europeu é um dos temas básicos da literatura de Lídia Jorge, como é a análise da desigualdade social e da pobreza, discriminação contra mulheres, racismo e a Revolução dos Cravos de 1974”. Vida a escrever Nascida há 80 anos, em Boliqueime, no Algarve, Lídia Jorge estreou-se em 1980 com o romance “O Dia dos Prodígios”. Com perto de dezena e meia de romances, da sua bibliografia fazem igualmente parte colectâneas de contos, obras de literatura infantil, de ensaio, de teatro, de poesia e de crónicas. Lídia Jorge recebeu vários prémios literários portugueses e internacionais, entre os quais o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas, de Guadalajara, em 2020, um dos mais importantes da América Latina, o Prémio Médicis para melhor livro estrangeiro publicado em França, em 2023, pelo seu mais recente romance, “Misericórdia”, e o Prémio Pessoa, em 2025, pela sua obra. No início de Junho, o Governo português atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Cultural. No passado dia 2, o ministério português da Cultura, Juventude e Desporto anunciou Lídia Jorge como vencedora do Prémio Camões 2026, o mais importante em língua portuguesa.
Andreia Sofia Silva EventosTorre de Macau | Artes e mímica para explorar até Setembro Está aí a sétima edição de “Curiouser & Curiouser – Alice’s Kitchen War”, que até 3 de Setembro traz à Torre de Macau uma panóplia de diversão e criatividade, com instalações artísticas, espectáculos de mímica e figurinos inventivos, naquele que é descrito como “o derradeiro banquete criativo de Verão” A Torre de Macau irá transformar-se até ao dia 3 de Setembro num espaço de entretenimento com o “Curiouser & Curiouser – Alice’s Kitchen War”, naquela que é a sétima edição do evento. O público pode desfrutar de vários formatos artísticos, nomeadamente instalações, mímica e figurinos criativos, naquela que pretende ser uma “instalação artística em grande escala que combina espectáculos de mímica interactivos, figurinos criativos e oficinas práticas”. Segundo um comunicado da organização, fica a promessa de um “encontro vibrante de artistas locais de várias disciplinas”, criando-se “um banquete artístico repleto de surpresas e imaginação, tanto para residentes como para turistas, acompanhando as crianças ao longo de umas férias de Verão altamente criativas”. Nos próximos dias 2 e 9 de Agosto acontecem espectáculos de mímica às 14h30 e 16h30; bem como a iniciativa “Dreamy Playful Corner” das 14h às 17h. Nestas datas, decorrem ainda workshops para famílias entre as 15h e as 16h. As inscrições devem ser feitas no website do evento, com todas as iniciativas a decorrerem no rés-do-chão da Torre de Macau. Haverá cabines de jogos e oficinas para pais e filhos, apostando-se no teatro, dança, actividades de pintura facial, marionetas e artes visuais para criar um cenário cheio de “alegria e beleza”, destaca a organização. Missão de entreter Cheong Hoi I é curadora do evento e afirmou, citada pela mesma nota, que o evento tem acontecido sempre com a mesma missão, “despertar o interesse do público por vários meios criativos através de diversas formas de arte”. Na sua visão, este projecto “proporciona aos artistas locais um vasto espaço para criar, dando a conhecer a energia criativa única de Macau, ao mesmo tempo que espera que, através da arte, tanto adultos como crianças possam guardar uma sincera ‘semente de sonhos’ à medida que crescem”. Uma das entidades envolvidas nesta iniciativa é a Route Art of Macau. Chan Nga Cheng, directora de mímica e dramaturga, ligada a esta entidade, afirmou que o espectáculo deste ano “é uma adaptação livre do sexto capítulo de ‘As Aventuras de Alice no País das Maravilhas’ e ‘Pig and Pepper’, reinventado de forma ousada como uma caótica e hilariante ‘Guerra na Cozinha’ para apresentar ao público um universo de Alice totalmente novo e mágico”.
Hoje Macau EventosCotai | Sneaker Con, maior convenção de ténis do mundo, vem a Macau Macau recebe nos dias 10 e 11 de Outubro deste ano, no Grand Lisboa Palace, no Cotai, aquela que é considerada a maior convenção mundial sobre ténis e cultura urbana, a Sneaker Con. Segundo um comunicado, trata-se do regresso do evento ao território “depois de um hiato de três anos do mercado chinês”, tendo em conta que esta feira já se realizou em Hong Kong e Xangai. Desta vez, a Sneaker Con Macau promete reunir “entusiastas de ténis, coleccionadores, marcas e criadores de toda a Ásia para criar uma celebração definitiva dos ténis, cultura urbana e artigos de colecção”. No Grand Lisboa Palace apresentam-se “ténis raros e artigos de colecção valiosos, juntamente com mais de 50 expositores”. Inclui-se ainda a zona “Trading Pit” onde os participantes poderão comprar, vender e trocar ténis no local, disponibilizando-se serviços gratuitos de autenticação de ténis. Não faltam ainda actividades paralelas, nomeadamente concertos. Segundo uma nota da organização, esta convenção é considerada como uma “peregrinação única na vida para a cultura dos ténis”, prevendo-se que mais de 100 marcas com destaque no mercado, “ténis de edição limitada e marcas da cultura urbana” estejam presentes. Espera-se ainda mais de cinco mil participantes num evento que, “além de incorporar tendências internacionais de moda, irá integrar elementos culturais locais de Macau para criar uma experiência exclusiva, autêntica e adaptada ao contexto local”.
Hoje Macau EventosMICAF | Inaugurada mostra “Echo, o Caminhante do Vento” A artista Ekokaxi Wang, da Austrália, traz a Macau a sua personagem “Echo”, apresentada na exposição “Echo, o Caminhante do Vento”, que integra o cartaz do 3.º Festival Internacional de Artes para Crianças (MICAF). No Museu de Arte de Macau e no Lion Lobby, no MGM Cotai, será possível descobrir “um universo paralelo feito de barro, papel, fios e esponja” A terceira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças (MICAF, na sigla inglesa) traz ao público local uma exposição cheia de criatividade e imaginação e que nasce de uma parceria entre o Instituto Cultural (IC) e a operadora de jogo MGM. Trata-se de “Echo, o Caminhante do Vento”, da artista Ekokaxi Wang, centrada em torno do personagem “Echo”. O público pode descobri-lo em dois espaços expositivos diferentes, nomeadamente no Museu de Arte de Macau (MAM) e no Lion Lobby do empreendimento MGM Cotai, até ao dia 11 de Outubro. Nesta mostra, a artista “dá forma a um universo paralelo feito de barro, papel, fios e esponja”, permitindo o espaço da exposição “caminhar, sentir, palpar e explorar”, sempre em interacção com o público. Segundo uma nota do IC, a mostra “apresenta uma instalação monumental em forma de corpo humano, que funciona simultaneamente como lugar de deambulação e repouso”, bem como “uma zona de criação em grande escala com blocos de construção inspirados em elementos de Macau”. Não falta também um “universo paralelo habitado por Echos gigantes” e ainda “uma colecção de manuscritos, documentos e esboços que revelam o processo criativo da artista”. Nesta exposição pretende-se uma conexão interactiva com o público, “rompendo-se com as regras tradicionais do ‘Não tocar'”. Desta forma, “convidam-se os visitantes a interpretar livremente, a aprender brincando e a participar na criação de um espaço artístico de liberdade”. A ideia é que “crianças e adultos se possam desligar temporariamente dos seus papéis sociais e reencontrar-se com a inocência e curiosidade interior, através do toque e da criatividade”. Uma espécie de refúgio Em “Echo, o Caminhante do Vento”, apresenta-se um espaço que serve como “refúgio contra comparações e rótulos, permitindo aos visitantes libertar-se do peso do julgamento”. Surgem, assim, “criaturas peculiares, símbolos enigmáticos e caminhos inexplorados, transformando cada passo numa aventura ousada”. “Os visitantes são convidados a tocar, brincar, enganar-se, imaginar, colaborar e agir – testemunhando o mundo de Echo e ajudando a moldá-lo como novos criadores”, acrescenta a nota oficial sobre a mostra. O IC criou ainda a iniciativa “Arte para Famílias no Verão – série de actividades”, proporcionando “uma verdadeira imersão artística e incentivando pais e filhos a construir juntos o universo de Echo”. Nesta actividade, os participantes podem levar para casa peluches coloridos da série “Deambulando num Mundo Paralelo”, “inspirados nas fantásticas criaturas da exposição, reconhecíveis pelas suas cores vibrantes e toque suave”. Decorrem ainda o “Passeio Nocturno para Pais e Filhos” e a “Jornada de Exploração Artística entre Pais e Filhos”. Trata-se, segundo o IC, de “programas especiais que ligam as duas galerias, entrelaçando histórias de crescimento, aventura e construção do mundo de Echo”. Segundo o IC, estas visitas guiadas e demais actividades “incluem a criação de personagens tridimensionais, reforçando o espírito de descoberta e participação activa”. As inscrições podem ser feitas na plataforma da Conta Única de Macau, sendo as vagas limitadas e a selecção feita por sorteio.
Andreia Sofia Silva EventosPortugal | Delegação de Macau acolhe “Formas da Luz na Água” até 5 de Agosto É inaugurada na próxima terça-feira, em Lisboa, a mostra “Formas da Luz na Água – Exposição de Escultura Macau-Portugal”, promovida pela Associação de Escultura de Macau. Até ao dia 5 de Agosto será possível ver trabalhos de 15 escultores de Macau na Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa É na Avenida 5 de Outubro, no centro de Lisboa, que podem ser vistos trabalhos de escultura de 15 artistas de Macau a partir da próxima terça-feira, 28, numa mostra que se estende até 5 de Agosto. Trata-se da iniciativa cultural “Formas da Luz na Água – Exposição de Escultura Macau-Portugal”, organizada pela Associação de Escultura de Macau e recebida nas instalações da Delegação Económica e Comercial do Governo da RAEM em Lisboa. A mostra visa promover a “exploração artística entre regiões” e revela trabalhos de escultores locais que “utilizam a forma física e a presença espacial como meios de expressão, construindo um diálogo imersivo sobre a aprendizagem mútua entre civilizações e a identidade cultural”, lê-se num comunicado oficial sobre a exposição. O público poderá compreender mais sobre o “contexto histórico único de Macau, onde o Oriente se encontra com o Ocidente, e que deu origem a um conjunto distinto de escultura contemporânea local”. Na 5 de Outubro podem ver-se obras que “apresentam uma gama rica e diversificada de materiais”, e que combinam “o artesanato tradicional, como a escultura em madeira, a escultura em pedra e a cerâmica, com materiais modernos, como o aço inoxidável e a resina epóxi”. Desta forma, e recorrendo a “diversas texturas de diferentes materiais, os artistas condensam as características urbanas de Macau, o contexto histórico e as memórias pessoais em criações espaciais”. Mas “Formas da Luz na Água” reflectem ainda “a estética tradicional local” com recurso a “expressões de escultura modernas”. Com significado É certo que Macau e Portugal “partilham raízes históricas de longa data e laços culturais estreitos”, tendo em conta a presença secular de uma administração portuguesa desde meados do século XVI. Desta forma, revela a organização, o território transformou-se numa “ponte natural para a comunicação cultural sino-portuguesa”, e esta exposição parece ser sinónimo disso mesmo. Para a organização, trata-se de uma iniciativa “com um profundo significado, tanto a nível cultural como de intercâmbio, representando não só uma mostra de arte no estrangeiro, mas também uma profunda visita cultural bidirecional e um diálogo entre as duas regiões”. Desta forma, a mostra “tem como objectivo reforçar a influência internacional da escultura de Macau e aprofundar a compreensão da cultura plural”, do território, realizando uma “reflexão entre a arte e cultura regional”. Procura-se também “impulsionar o desenvolvimento inovador da escultura de Macau, apoiando o esforço da RAEM para se afirmar como uma plataforma de intercâmbio onde a cultura chinesa prevalece e as diversas culturas coexistem, contribuindo assim com a força artística para o intercâmbio entre as civilizações orientais e ocidentais”, lê-se ainda na mesma nota. A mostra tem entrada gratuita e pode ser visitada entre segunda e quinta-feira, das 9h às 13h e das 14h30 às 17h45; e ainda sexta-feira das 9h às 13h e depois das 14h30 às 17h30.
Andreia Sofia Silva EventosIdentidade e linguagem na presença da RAEM na Bienal de Curitiba Macau participa, pela primeira vez, na 16.ª Bienal Internacional de Curitiba, no Brasil, um evento que decorre até 15 de Novembro na capital do Estado do Paraná. Segundo uma nota de imprensa da Bienal, esta mostra resulta de uma “parceria inédita com o Museu de Arte de Macau (MAM) e o Instituto Cultural do Governo da RAEM”, revelando-se obras de três artistas locais que “investigam os desafios da condição humana na era digital”, ou seja, colocando “em perspectiva alguns dos principais dilemas do século XXI”. Trata-se da exposição “Matéria, Corpo e Linguagem”, que ocupa uma sala no Museu Oscar Niemeyer e que reúne obras de Peng Yun, Bianca Lei e Gao Fuyan. A selecção das obras esteve a cargo de Margarida Saraiva, curadora do MAM, em parceria com Tereza de Arruda. Esta parceria constitui, para a Bienal, “um novo intercâmbio entre Brasil e Ásia e reafirma a vocação internacional da Bienal”. Três visões diferentes Em “Matéria, Corpo e Linguagem”, as três artistas tentam responder a uma mesma pergunta: “como permanecemos humanos quando a tecnologia passa a reorganizar a percepção, a linguagem e a identidade?” Desta forma, “mais do que apresentar respostas, as obras convidam o visitante a reflectir sobre os novos limiares da experiência humana”, observa Margarida Saraiva no texto de curadoria da exposição. Peng Yun explora, em “WU • Stone • Sardapass”, “a relação entre pessoas e máquinas, que aparece de forma delicada”. A artista realiza “um gesto aparentemente simples: escolhe uma pedra em uma montanha, limpa sua superfície e a cobre com folhas de ouro. Enquanto isso, um cão-robô observa a cena antes de seguir seu caminho”. Desta forma, “entre o cálculo da máquina e a contemplação humana, a artista propõe uma pausa, talvez um dos gestos mais raros do nosso tempo”. Por sua vez, Bianca Lei apresenta “Uma Miscelânea de “Cinco Língu-Língu”, uma instalação que “aproxima cinco idiomas que compõem a identidade cultural de Macau – cantonês, mandarim, português, patuá e inglês – aos cinco elementos da tradição chinesa”. Transforma-se “a fragilidade do patuá” num “admirável gesto de resistência cultural”. Já Gao Fuyan apresenta “Fragmentos do Tempo – Teatro do Rosto”, uma “das experiências mais interactivas da Bienal”, em que “o visitante se torna parte da obra ao ter o seu rosto capturado, projectado, impresso e imediatamente triturado”. “A destruição acontece apenas sobre a imagem, mas basta para provocar uma pergunta inevitável: o que permanece da identidade humana numa sociedade marcada pela vigilância facial e pela circulação permanente de dados?”, é questionado. O IC encomendou estas obras “para importantes projectos realizados no MAM”, e que integram agora a Bienal. Nesta edição “convivem artistas de 38 países e regiões diferentes”, ampliando-se “o diálogo com a produção artística asiática”.
Andreia Sofia Silva EventosLuís Represas morreu ontem aos 69 anos O cantor Luís Represas, que integrava os Trovante, morreu ontem aos 69 anos vítima de doença prolongada, de acordo com a agência que o representava. O cantor Luís Represas comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo actuado em Março com a banda no MEO Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto. Em 2005, foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador. O músico actuou, em nome próprio, em Macau, no ano de 2013, no âmbito das comemorações do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, tendo destacado à Lusa a portugalidade que ainda se sentia no território, anos depois de ter actuado nas cerimónias da transferência da administração portuguesa de Macau, em 1999. “Pouco falei e pouco se fala dessa sensação de pôr a chave à porta e fechá-la. Eu, o Rão Kyao e a Chen Jun Hua vimos a sala esvaziar-se e as pessoas a saírem pelo palco. Houve sensação enorme de nostalgia e de vazio à medida que as pessoas iam saindo”, contou. Luís Represas acrescentou, na altura, que “havia aqui qualquer coisa que estava a emperrar aquilo que podia ser este novo território”. “13 anos depois chego aqui e fiquei completamente perdido. Não é de todo o Macau que eu conheci. É se eu for outra vez lá para dentro e de repente começo a reconhecer coisas, mas há grandes alterações”, explicou ao salientar que “parece que estava tudo debaixo do chão à espera que saíssemos para vir tudo cá para cima”, acrescentou. O cantor disse ter sentido em Macau a existência de “uma eternidade da história e uma eternidade da cultura” portuguesa que espera que se preservem. “Em termos de portugalidade, de Camões e das comunidades continua em Macau a sentir-se esse lado bom da saudade. O nosso maior poeta andou por aqui, a nossa língua continua a andar por aqui e a nossa história e a nossa presença no Oriente continuam e poderão passar ainda mais por aqui”, afirmou. A voz dos êxitos Luís Represas nasceu em 1956 e foi um dos mais conhecidos nomes da música portuguesa, tendo ficado para sempre ligado ao grupo Trovante, que ajudou a criar em 1976 e que deixou também uma marca no panorama musical português. Decidiu dedicar-se a uma carreira a solo em 1992, tendo gravado êxitos como “Timor”, “Feiticeira” e “Perdóname”. De nome completo Luís Paulo Fontes Represas, comprou a sua primeira guitarra com 13 anos e no verão de 1976, em Sagres, criou os Trovante com o seu irmão, João Represas, e os músicos Manuel Faria, João Gil e Artur Costa. Luís Represas deu voz aos êxitos dos Trovante, como “125 Azul”, “Timor”, “Xácara das Pretas” e “Amor de Índio”, entre tantos outros. Separados em 1992, os Trovante voltaram a subir aos palcos em 1999 e, mais recente, com os dois concertos realizados este ano, que esgotaram.
Andreia Sofia Silva EventosOficinas Navais | Concerto de Martin Taylor em Agosto As Oficinas Navais nº 2, na zona da Barra, preparam-se para receber sonoridades jazz no evento “Legendary Jazz Guitar Night”, a 5 de Agosto. O conhecido guitarrista Martin Taylor sobe ao palco ao lado de músicos locais e da região, como é o caso de Eugene Pao, tido como pioneiro na divulgação do jazz em Hong Kong O festival “Barra Slow Fest” traz uma nova iniciativa cultural à zona da Barra. Trata-se do evento “Legendary Jazz Guitar Night”, que a 5 de Agosto conta com o conhecido guitarrista Martin Taylor, que vai actuar com músicos locais. É o caso de Eugene Pao, natural de Hong Kong, tido como um dos percursores deste género musical na região vizinha; bem como Hon Chong Chan, natural de Macau, que sobe ao palco com o seu quarteto. O concerto acontece entre as 18h30 e as 20h30 e integra a digressão mundial que o músico inglês, nascido em Harlow, Reino Unido, em 1956, está a levar a vários países e regiões. O espectáculo é organizado pelo Centro de Desenvolvimento do Distrito e, segundo um comunicado, “ao ter como pano de fundo a histórica zona ribeirinha da Barra, este concerto promete ser uma fusão encantadora de música com o espírito de ‘slow living'”, ou seja, promovendo uma forma de estar mais tranquila e em contacto com a natureza e o meio ambiente envolvente. Segundo a organização, Martin Taylor “é amplamente considerado um dos maiores expoentes mundiais do jazz a solo e da guitarra num estilo ‘fingerstyle'”, tendo actuado com outros músicos bastante conhecidos do grande público, como é o caso de Stephane Grappelli, Chet Atkins, Bill Wyman, George Harrison, Dionne Warwick, Sacha Distel, Bryn Terfel e Jamie Cullum. O estilo “fingerstyle” consiste em tocar a melodia, harmonia e o ritmo em simultâneo apenas com os dedos e sem uso da palheta, o que exige um elevado domínio da técnica musical. Martin Taylor foi sempre um autodidacta na música, tendo começado a tocar aos quatro anos. Com 15 anos deixou a escola para se dedicar à música de forma profissional, tendo realizado inúmeras digressões e gravações entre os anos de 1979 e 1990 com a “lenda” do violino de jazz Stéphane Grappelli. Martin Taylor “é conhecido pela sua notável técnica de ‘fingerstyle’ a solo, entrelaçando na perfeição elementos como a melodia, harmonia e linhas de baixo” que soam como uma composição completa. Com uma carreira que abrange cinco décadas e mais de 100 gravações no seu currículo, recebeu uma nomeação para os Grammy, detém o recorde de 14 British Jazz Awards e foi nomeado MBE [Member of the Order of the British Empire] pela Rainha Isabel II, já falecida, em 2002, pelos serviços que prestou ao jazz. Estrelas locais No palco do Barra Slow Fest actua, como convidado principal, Eugene Pao, considerado “um dos guitarristas de jazz mais emblemáticos de Hong Kong, combinando o jazz tradicional com o contemporâneo”. Eugene é, actualmente, um nome “activo no cenário internacional”, tendo actuado “com lendas como Herbie Hancock e lançado vários álbuns aclamados”. É hoje “amplamente considerado um pioneiro da cena jazzística de Hong Kong”, sobretudo desde que regressou ao território vizinho depois de estudos feitos nos EUA. Já gravou com nomes fundamentais do jazz como o Eddie Gomez, Jimmy Witherspoon e o saxofonista Michael Brecker. Por sua vez, Hon Chong Chan “é um renomado guitarrista de jazz de Macau”, que estudou em Nova Iorque e Pequim. Até à data lançou dois discos, “Travelling Coffee”, em 2020, considerado “o primeiro disco de jazz alguma vez produzido em Macau”; e, mais recentemente, “Stream”, editado em 2025. Os bilhetes para este concerto estão em pré-venda a um preço de 150 patacas até ao dia 31 de Julho. Depois dessa data, o preço é de 200 patacas, incluindo uma bebida e um bolo. Os bilhetes vendem-se online através do website do Centro de Desenvolvimento do Distrito (DDC, na sigla inglesa). O Barra Slow Fest é um evento que começou a realizar-se no ano passado e que visa revitalizar a zona da Barra com iniciativas culturais e criativas. Em Maio deste ano decorreu a segunda edição, que deu destaque ao património cultural e à cultura do chá.
João Luz EventosConcerto | The Beths levam hoje o indie rock neozelandês a Kowloon Os neozelandeses The Beths regressam hoje a Hong Kong para um concerto no Portal, em Kowloon. A partir das 20h, Elizabeth Stokes e companhia irão oferecer ao público uma colecção de riffs de guitarra melódicos e rock sem complicações. A primeira parte estará a cargo dos locais Kowloon K O rock, assim como a vida, não tem de ser complicado para provocar arrepios e transmitir sensações que só a música consegue fazê-lo. Os The Beths são um exemplo perfeito da máxima de que por vezes conseguimos ter mais com menos. A banda neozelandesa toca hoje em Hong Kong, a partir das 20h, no Portal em Diamond Hill, Kowloon. Ontem ainda havia bilhetes para o concerto, que custam 520 dólares de Hong Kong, contando a comissão de bilheteira online. “Conhecidos pelos seus riffs de guitarra vibrantes, harmonias arrebatadoras e energia descontraída nos concertos, os espectáculos dos The Beths parecem um encontro entre velhos amigos. Após o álbum de 2022 aclamado pela crítica, “Expert in a Dying Field”, o mais recente lançamento da banda, de 2025, “Straight Line Was A Lie”, dá continuidade à sua mistura característica de alegria com um toque de melancolia e introspecção”, descreve produtora que traz a banda de novo a Hong Kong. O rock descomplicado do quarteto de Auckland é capaz de criar atmosferas intimistas, mas também momentos de puro gozo de ritmo e energia. A banda formou-se no final de 2014, quando os quatro elementos estudaram juntos na Universidade de Auckland, e depois de vários projectos musicais. Em Março de 2016, os The Beths lançaram o primeiro EP (“Warm Blood”), de onde saiu o primeiro single e videoclip “Whatever”. Com os primeiros singles a ganharem alguma notoriedade, a banda lança o primeiro álbum, “Future Me Hates Me”, em 2018. Mas foi ao terceiro registo, “Expert in a Dying Field”, que os The Beths alcançaram uma audiência maior e rasgados elogios em publicações de música, como a Pitchfork, Rolling Stone ou Stereogum, que colocaram o disco nas listas de melhores de 2022. A chegada do quarteto a um patamar de maior visibilidade entre pública e crítica especializada em música mais independente e fora dos circuitos das grandes produções comerciais levou-os em tournées mundiais, fazendo as primeiras partes de bandas como Death Cab for Cutie, The National e Spoon. O presente e esta noite Hoje, os The Beths chegam a Kowloon com o último disco “Straight Line Was a Lie” a compor grande parte do repertório dos últimos concertos na banda, que tocou no passado domingo em Jacarta, primeira de três datas asiáticas, antes do regresso aos Estados Unidos para uma extensa tournée. A primeira parte da noite no Portal estará a cargo dos locais Kowloon K, uma banda formada em 2019, que começou por dar novas roupagens a standards de jazz, mas que passado pouco tempo encontraram a sua identidade nos ritmos do funk, pop e, claro, jazz, sem ficarem limitados pelas fronteiras estilísticas. Os Kowloon K são formados pelo teclista Joshua, o baixista Ho, o baterista David, o cantor e compositor Charlie Chan e o guitarrista Justin. As canções dos Kowloon K costumam vaguear entre dois polos opostos, com exuberância musical que expressa temas mais introspectivos e depressivos, salpicada de um forte humor negro, acrescentando uma visão independente ao tradicional cantopop.
João Santos Filipe Eventos MancheteCarnaval Phone Show | Arno Bornkamp estreia-se no Centro Cultural de Macau O saxofonista clássico holandês vai actuar pela primeira vez em Macau e interpretar temas como a Rapsódia de Debussy, a Sonata Hot de Schulhoff, as Duas Fantasias de Takács e os Três Prelúdios de Gershwin. Os interessados vão também poder ouvir a interpretação do Concerto Tallahatchie do compositor holandês Jacob ter Veldhuis O saxofonista clássico Arno Bornkamp é o cabeça-de-cartaz do concerto “Carnaval Phone Show”, que decorre esta noite, a partir das 19h45, no Centro Cultural de Macau. Os bilhetes para a 10.ª edição do espectáculo organizado pela Associação de Regentes de Banda de Macau custam 300 patacas. Segundo os organizadores, o evento vai ter uma duração de cerca de 100 minutos e durante a primeira parte, Arno Bornkamp vai tocar em Macau a Rapsódia de Debussy, a Sonata Hot de Schulhoff, as Duas Fantasias de Takács e os Três Prelúdios de Gershwin. Nascido em 1959, o neerlandês Arno Bornkamp tem uma carreira de quase 40 anos e um estilo distintivo herdado da tradição francesa do saxofone do século XX. Além disso, o saxofonista europeu foi também profundamente influenciado pelas correntes inovadoras da música holandesa dos anos 1980, tendo sido um dos fundadores do quarteto Aurelia Saxophone Quartet, em 1982. Este quarteto destacou-se ao longo de 30 anos por não se limitar ao repertório clássico francês, interpretando também quartetos de cordas de Bach, Mozart, Ravel e Piazzolla, além de música contemporânea e ter colaborado com artistas de jazz, rock, música étnica, bailarinos e actores. Ainda durante a primeira parte do espectáculo, Arno Bornkamp recebe a companhia do saxofonista local Hugo Loi, para interpretar peças para duos de saxofones: Canciones de Éxtasis y Nostalgia de Manuel Bonino e Ode to Strauss de Gershwin. Hugo Loi é um participante frequente dos “Carnaval Phone Show” organizados pela Associação de Regentes de Banda de Macau, associação que integra, estando assim de regresso para actuar em mais uma edição. Os dois saxofonistas vão ainda ser acompanhados por Cherry Tsang, pianista de Hong Kong, que se estreou em 2009 no Carnegie Hall, em Nova Iorque, e desde então tem actuado em algumas das salas de espectáculo mais famosas do mundo, integrando orquestras como a Orquestra Sinfónica da Hong Kong Academy for Performing Arts, Orquestra Hong Kong Ars Nova e Orquestra the Eastman Symphony. Oportunidades para todos Após o intervalo, Arno Bornkamp vai continuar em palco para actuar com um conjunto de saxofonistas escolhidos pela Associação de Regentes de Banda de Macau. Este conjunto inclui alunos de instituições de ensino como a Universidade de Macau, Escola Pui Ching, Escola Sheng Kung Hui, do Colégio de Santa Rosa de Lima (Secção Inglesa), Colégio Yuet Wah, Colégio do Sagrado Coração de Maria (Secção Inglesa), entre outras, e vai ser dirigido por Hugo Loi. Além disso, vão fazer ainda parte do grupo vários jovens saxofonistas de Macau já licenciados ou a frequentar cursos superiores de interpretação de saxofone. Em conjunto, vão interpretar a obra Concerto Tallahatchie do compositor holandês Jacob ter Veldhuis. Também nesta fase do espectáculo, vai ser interpretada a obra Bênção Divina, encomendada ao compositor holandês Douwe Eisenga a pensar na 10.ª edição do Carnaval Phone Show. “Trata-se de uma versão inédita encomendada para o conjunto de saxofones, que terá aqui a sua estreia mundial. O estilo musical de Douwe Eisenga funde rock, pop, música do mundo, bem como elementos barrocos e minimalistas”, comunicaram os organizadores. “As suas obras são conhecidas por ritmos hipnóticos e melodias líricas persistentes, cheias de uma força que toca a alma. Esta peça, feita à medida para a ocasião, será sem dúvida um dos pontos altos do evento”, foi acrescentado. O repertório do concerto abrange desde o impressionismo francês até obras contemporâneas do século XX, com estilos que variam da tradição clássica francesa a peças americanas com fortes cores de jazz, demonstrando plenamente a versatilidade do saxofone.
João Luz Eventos“As Espantosas e Curiosas Viagens: As Bonecas Viajantes”, a partir de amanhã na FRC É inaugurada amanhã, às 18h30, na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC) a exposição “As Espantosas e Curiosas Viagens: As Bonecas Viajantes”, um projecto de investigação artística e etnográfica de Marta Sala e Cheong Kin Man, com curadoria de Sara Neves. A exposição é composta por uma série obras, como uma fotografia da dupla de artistas com os seus trajes de casamento enquanto obra de arte, em frente ao seu auto-retrato têxtil de casamento, tradução abstracta de poema da autora de Macau Sin Iok Cheng, um conjunto de máscaras e uma “imagem fixa de instalação de vídeo sobre a comunidade macaense no Brasil”. A organização da mostra refere que os trabalhos apresentados a partir de amanhã, e que vão estar patentes ao público até 1 de Agosto, representam o “o culminar de vários anos de cooperação intercultural entre os dois criadores, fundindo a criação artística com a investigação de campo antropológica”. O projecto da dupla constituída pela artista polaca Marta Stanilslawa Sala e o antropólogo visual de Macau Cheong Kin Man tem como temas centrais o intercâmbio cultural, as experiências migratórias e a identidade étnica. Segundo um comunicado da FRC, em “As Espantosas e Curiosas Viagens: As Bonecas Viajantes”, “os autores recorrem a abordagens artísticas para analisar a relação única de interpenetração de diversas culturas no meio da sua mobilidade e colisão, utilizando os tecidos e os textos escritos como forma de comunicação”. Mundo sem fronteiras O trabalho de Marta Sala e Cheong Kin Man explora as formas como as culturas se tocam e como as identidades se deslocam ao atravessar fronteiras. A investigação assenta, maioritariamente, em dois materiais flexíveis, quotidianos, transportáveis, modificáveis e sempre presentes no arquivo emocional de cada um: o têxtil e o textual. Assim sendo, a exposição apresenta diferentes trabalhos desenvolvidos pela dupla no contexto deste projecto e, para a mostra em Macau os artistas criaram um novo trabalho, “As Bonecas Viajantes”. O convívio com estes objectos propõe um olhar sobre o corpo como portador de memória híbrida, vulnerabilidade, adaptação e hibridez cultural em contextos pósmigratórios, é indicado pela FRC. A iniciativa é organizada pela Casa de Portugal em Macau e da Fundação Rui Cunha. Na cerimónia de inauguração, amanhã a partir das 18h30, terá lugar uma conversa com a dupla artística e a curadora.
João Luz EventosFestival Juvenil de Dança | Mais de 800 bailarinos de 33 grupos dão ritmo à cidade Começou no sábado o “Festival Juvenil Internacional de Dança 2026”, que conta este ano com mais de 800 bailarinos e 33 grupos das mais variadas proveniências. Até quinta-feira, será possível ver e dançar com grupos vindos de várias províncias chinesas, de Portugal, Austrália, Turquia, México, Sri Lanka, Grécia ou Tailândia Arrancou no sábado a edição deste ano do “Festival Juvenil Internacional de Dança”, organizado pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) em colaboração com um conjunto de outros departamentos oficiais. O evento, que irá decorrer até à próxima quinta-feira, teve como primeira actividade no sábado um desfile que partiu das Ruínas de São Paulo até ao Largo do Senado, com todos os grupos convidados a desfilarem no centro da cidade. “Ao longo do trajecto, os artistas proporcionaram ao público actuações cheias de características próprias e interagiram com entusiasmo com os espectadores, contribuindo, através de danças cheias de juventude e vitalidade, para moldar a imagem de Macau como “Cidade do Espectáculo” e promover o “estabelecimento de amizades através da dança” entre os jovens locais e de outras regiões”, descreveu a DSEDJ num comunicado divulgado no sábado à noite. A festa continua hoje ao início da noite, às 19h30, na Praça do Tap Siac com a actuação de cinco grupos de Macau (Associação de Dançarinos Regina, Equipa de Dança da Universidade de Macau, Associação de Danças de Macau, Associação de Dança Ieng Chi e Equipa de Dança da Escola dos Moradores de Macau). A cidade vizinha de Hong Kong será representada hoje no Tap Siac pelo Alan & Becky Dance Group, enquanto de Sichuan chega o Grupo Artístico Étnico do Distrito Autónomo Qiang de Beichuan. Actuam hoje no mesmo espectáculo o Grupo de Dança da Associação de Antigos Alunos da Hwa Chong, de Singapura, o Grupo Cultural Juvenil da Tailândia, os Tubil da Turquia e a Waveomatics Crew da Grécia. Na quarta-feira, no mesmo local e hora, vão actuar os restantes grupos convidados para o festival, incluindo os portugueses Dancingstar – Associação Valboense de Dança. A representar Macau vão estar as equipas de dança das escolas Pui Ching, Hou Kong e Kao Yip, a Macau Art – Ignition Space Art Troupe, Estúdio de Dança KAPO. Do Interior da China, o público poderá apreciar as actuações dos bailarinos da Dalian Art College e do Grupo de Dança Juvenil da Faculdade de Artes da Universidade de Tecnologia do Sul da China. O naipe de conjuntos internacionais que actuam na quarta-feira no Tap Siac é composto pelo Conroy Dance Center da Austrália, pela Academia de Dança RanRanga do Sri Lanka, pela Companhia de Dança Folclórica Xihuitzilli do México, os Perle da Letónia Aprender uns passos O festival “invadiu” ontem o Átrio do Posto Fronteiriço de Hengqin e o Centro de Ciência de Macau, com aquilo a que o Governo designou como flashmob, um tipo de actuação imprevista e que surpreende o público, ou seja, o completo oposto de uma actividade com hora e local marcado. O festival tem também no programa um concurso de fotografia cujo tema é centrado nas actuações artísticas, assim como workshops amanhã, entre as 10h e as 12h, na Escola Oficial Zheng Guanying. A fechar a programação deste ano do “Festival Juvenil Internacional de Dança”, estão marcados para o Pavilhão 1 do Fórum de Macau dois espectáculos amanhã e na quinta-feira, sempre a partir das 20h.
João Luz EventosPavilhão Criativo de Macau presente em exposição em Xangai O Instituto Cultural (IC) organizou a participação na “Exposição Internacional de Licenciamento de Xangai 2026” de várias delegações do sector através da instalação do Pavilhão Criativo de Macau. Segundo um comunicado divulgado pelo IC na quarta-feira à noite, a presença no evento que começou na quarta-feira e que terminou na sexta-feira possibilitou exibir “o charme único e o potencial comercial das indústrias culturais e criativas de Macau junto de licenciadores, compradores e de meios de comunicação social de todo o mundo”. A exposição de Xangai é descrita pelo Governo como “um dos eventos mais emblemáticos da marca global de eventos de licenciamento na Ásia”, reunindo mais de 420 expositores de referência, nacionais e internacionais, congregando mais de 2.000 propriedades intelectuais (PI). As marcas representadas incluem personagens de animação, cinema e media, cultura, museus e artes, e produtos culturais e criativos na moda Esta é a primeira vez que o IC promove a representação de Macau na exposição com um pavilhão com cerca de 220 metros quadrados. De acordo com o IC, o conceito do Pavilhão Criativo de Macau inspira-se na integração multicultural da cidade, “reunindo 15 marcas de PI originais com uma identidade vincadamente local”. As PI originais de Macau presentes nesta edição incluem: piepiepuu, Puppy.p, Pundusina, PEACE DOLL, TENCHOSIU2, Bucket King, Yunana & Meow, FU LU SHOU, CHILLIN FAMILY, Mr. Bubbles, Ho Sio Chong, UNDERDOG & Beanie, Cosmic Travelers, MOMO & MUMU, NANARA & PP BEAR. Mostrar trabalho O IC acrescenta que um dos objectivos da participação no certame é promover a expansão das PI originais de Macau no mercado internacional de licenciamento através de mostras directas e de sessões de bolsas de contactos, aumentar a notoriedade e competitividade das marcas locais e ajudá-las a expandir a sua rede comercial. Antes da participação na exposição, o IC realizou o “Workshop sobre a Indústria de Licenciamento de PI” e a “Sessão de Bolsa de Contactos Online: LEC x PI de Macau”. Estas iniciativas contaram com a participação de especialistas em licenciamento provenientes do Interior da China e de Hong Kong, que partilharam a sua experiência em vertentes estratégicas como a criação de marcas a partir de PI artística, passando por dicas negociais, conhecimentos de práticas jurídicas em contratos de licenciamento, ou a transformação do Património Cultural Intangível em activos de PI.