Comediante faz piada sobre Partido e espectáculos são cancelados

Os espectáculos de Guo Degang foram cancelados e o comediante de stand-up, um dos mais conhecidos da China, está sob investigação oficial depois de ter feito piadas sobre uma canção do Partido Comunista Chinês.

Guo Degang foi acusado de violar a moral pública depois de ter improvisado a sua própria letra para uma famosa canção revolucionária durante uma actuação em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), em 24 de Julho.

De acordo com uma queixa apresentada por um membro do público e posteriormente publicada pelo meio de comunicação chinês The Paper, o comediante foi acusado de “distorcer e vulgarizar uma obra revolucionária clássica” e de “violar a moral pública e os padrões de conduta aceites”.

A canção original, composta em 1956, homenageia os soldados que combateram as forças japonesas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A letra original diz: “O sol está prestes a pôr-se no Oeste, tudo está calmo no lago Weishan”. Guo alterou a segunda linha para dizer, em vez disso, “tudo está calmo na Cidade Proibida”, apresentando a adaptação num estilo cómico.

No dia 11 de Agosto, o Gabinete Municipal de Cultura e Turismo de Wuhan lançou uma investigação oficial sobre o assunto. “Embora o espectáculo tivesse obtido a autorização legal necessária, os segmentos da canção adaptada por Guo Degang não foram incluídos na documentação submetida para aprovação, o que é suspeito de violar o Regulamento sobre a Administração de Espectáculos Comerciais”, refere uma carta de resposta, citada pelo The Paper.

Actuação em Macau

Guo encontrava-se a meio de uma digressão nacional que assinalava o 10.º aniversário do seu grupo de teatro. No entanto, um espectáculo agendado para 15 de Agosto em Xi’an, na província de Shaanxi, foi cancelado, e outro que teria lugar neste fim de semana em Yantai, província de Shandong, também foi anulado, de acordo com a plataforma de bilheteira Damai.

A Damai informou os detentores de bilhetes de que os cancelamentos se deviam a “questões relacionadas com o local” e que “os detentores de bilhetes serão reembolsados automaticamente”. De destacar que o comediante já actuou em Macau, no Venetian Theatre, em 2017, ao lado de Yu Qian, no espectáculo intitulado “De Yun She World Tour Macao”.

Esta não é a primeira vez que um comediante é alvo de suspensão ou de sanções: em 2023 o comediante chinês Li Haoshi foi multado em 14,7 milhões de yuan depois de ter utilizado uma frase do Presidente Xi Jinping, associada ao exército chinês, ao contar uma história sobre dois cães vadios.

Depois de a piada ter suscitado a ira das autoridades, Li pediu desculpa. No entanto, foi proibido de actuar por tempo indeterminado e, desde então, não voltou a ser visto em público.

21 Ago 2026

China | “Think Tank” divulga relatório sobre cultura Kunlun

Há na China uma extensa zona montanhosa que contém uma cultura única e diversos grupos étnicos, e que foi agora alvo de um relatório por parte das autoridades. Trata-se das montanhas Kunlun, situadas na zona oeste da China e que se estendem por cerca de 2.500 quilómetros, indo até às regiões de Xinjiang, Tibete e Qinghai

A importância cultural e as raízes históricas das montanhas Kunlun, na zona oeste da China, constam de um relatório da autoria de um “think tank” ligado à agência Xinhua, intitulado “National High-Level Think Tank of Xinhua News Agency”. O documento, intitulado “Roots and Echoes of a Civilization: The Historical Origins, Spiritual Essence and Contemporary Value of Kunlun Culture”, [Raízes e Ecos de uma Civilização: As Origens Históricas, Essência Espiritual e Valor Contemporâneo da Cultura Kunlun], foi apresentado no Fórum sobre a Cultura Kunlun, que se realizou esta terça-feira em Xining, capital da província de Qinghai.

Segundo um comunicado, o relatório descreve que “as imponentes montanhas Kunlun são veneradas desde há muito como ‘a ancestral de todas as montanhas e a fonte de todas as águas'”. As montanhas estendem-se por mais de 2.500 quilómetros na zona oeste da China, possuindo ainda mais de 5 mil metros de altitude. Estas montanhas começam no planalto Pamir, perto da fronteira com a Ásia Central, passam pelas regiões de Xinjiang e Tibete e terminam na província de Qinghai.

Tendo em conta “provas arqueológicas e registos históricos”, destaca-se como a cultura associada às montanhas Kunlun “preserva a memória histórica das origens partilhadas e da coexistência entre diferentes grupos étnicos em três dimensões”, nomeadamente a “concepção do universo dos primeiros povos chineses” ou o “símbolo territorial da antiga China”.

São ainda identificados cinco conceitos que se podem associar à cultura das montanhas Kunlun, tal como a “harmonia entre o ser humano e a natureza, a grande unidade, a busca pelo aperfeiçoamento pessoal, a valorização da vida e o cuidado com o povo” e ainda a ideia de que “sob um só céu, todos são uma só família”.

O mesmo relatório dá conta que “as regiões locais têm aproveitado os recursos culturais de Kunlun e feito esforços para a promoção da preservação cultural, a unidade étnica, a conservação ecológica e o desenvolvimento de indústrias”.

No documento são também sugeridas actividades que podem ser feitas para preservar a cultura de Kunlun, nomeadamente “visitas de estudo temáticas, espectáculos de cultura popular ou a integração da cultura com o turismo”.

Simbolismo e mitologia

Muito além da dimensão e extensão, as montanhas Kunlun têm importância para a mitologia chinesa, sendo consideradas o “pico sagrado onde reside a Rainha-Mãe do Ocidente e onde o Imperador Amarelo, considerado um dos progenitores culturais da nação chinesa, construiu palácios que deram início à civilização dos ritos e da música”. Esta zona alberga cerca de 20 grupos étnicos, nomeadamente os Qiang, Yi, Jingpo e Pumi.

Vários especialistas e académicos falaram da importância das montanhas Kunlun e da sua cultura no referido Fórum, que decorreu esta semana. Um deles foi Zhao Zongfu, antigo presidente da Academia de Ciências Sociais de Qinghai, que referiu que a cultura destas montanhas “transcende as fronteiras geográficas, étnicas e linguísticas”, sendo também “um elo cultural partilhado”.

Já Hu Yu, docente na Universidade de Tsinghua, disse que as montanhas Kunlun contêm uma “memória histórica que é partilhada por muitos grupos étnicos e em diferentes regiões e épocas, incorporando a sabedoria dos primeiros antepassados com os laços afectivos, as raízes históricas e culturais comuns dos vários grupos étnicos”.

O relatório divulgado pelo “think tank” dá ainda conta que as montanhas Kunlun têm uma importância histórica, por terem constituído “um eixo natural de ligação entre o Oriente e o Ocidente”.

Mil anos antes da formação da Rota da Seda, “a Rota do Jade, estabelecida através da circulação do jade de Kunlun, contribuiu tanto para a integração cultural interna da China como para os primeiros intercâmbios civilizacionais entre a China e outras regiões da Eurásia”, é referido.

21 Ago 2026

História da princesa Diana contada pelo irmão pela primeira vez em livro

Quase 30 anos depois da morte da princesa Diana, o seu irmão, Charles Spencer, conta pela primeira vez num livro a história da vida que partilharam e a semana da morte da princesa, a partir da sua perspectiva.

Intitulado “O Canto do Cisne: Diana, a minha irmã”, o livro, editado em Portugal pela Penguin, vai ser publicado em todo o mundo, com tradução para 12 línguas, e chega às livrarias portuguesas no dia 22 de Setembro, anunciou ontem a editora, em comunicado.

Em Setembro de 1997, na Abadia de Westminster, Charles Spencer fez o elogio fúnebre da irmã perante os olhos do mundo, num discurso que a editora considera um dos “mais marcantes do século XX”.

Agora, quando se aproximam os 30 anos da morte de Diana, Charles Spencer decidiu pôr por escrito os seus “pensamentos e memórias de uma vez por todas”, depois de voltar a receber numerosos pedidos de entrevistas sobre a irmã, “em vez de ser sujeito ao incómodo de tornar a ler as opiniões de outros, muitas das quais baseadas em inverdades que se tornaram aceites ao longo dos anos”, como afirmou o próprio, citado no comunicado.

Nas palavras de Charles Spencer, o objectivo do livro é “contar a verdade sobre Diana da perspectiva do seu irmão”, tal como procurou fazer no elogio fúnebre, falando dela “de uma forma abertamente positiva”.

Memória viva

O autor espera que o livro interesse aos que continuam a estimar a memória de Diana e que permita também às pessoas que são demasiado jovens para se lembrarem dela “no seu auge” conhecerem a mulher que descreve como “uma pessoa única e dinâmica, cheia de amor, carisma e insegurança”.

Charles Spencer afirma ainda que Diana “deu tudo por tudo na vida e fez do mundo um lugar muito melhor”, apesar de ter morrido ainda muito jovem. O editor do livro, Daniel Bunyard, destaca a importância da obra por contar a história de “uma das figuras mais icónicas e culturalmente relevantes do século XX” através de uma perspectiva íntima.

Daniel Bunyard sublinha ainda as diferentes facetas de Charles Spencer, enquanto irmão de Diana, escritor de memórias e historiador, considerando que contribuíram para um livro “extraordinariamente comovente, belissimamente escrito e assinalavelmente franco”.

Segundo o editor, o livro contém “inúmeras revelações” que deverão atrair atenção, mas constitui também um tributo à princesa Diana.

20 Ago 2026

Creative Macau | Mostra colectiva para celebrar o 23º aniversário

Trata-se de uma galeria que é talvez um dos expoentes máximos do sector das indústrias criativas de Macau. A Creative Macau, junto ao Centro Cultural de Macau, traz “PRESENT”, a mostra que celebra os 23 anos de existência deste projecto e que alberga muitos artistas locais. Para ver a partir do dia 28 deste mês

A Creative Macau apresenta, no dia 28 de Agosto, uma nova mostra que é também uma forma de celebração. Trata-se de “PRESENT” e que reúne, até ao dia 25 de Setembro, uma série de artistas de Macau e que já fizeram da Creative Macau a sua galeria e espaço para revelar o seu trabalho.

Desta forma, o público pode descobrir trabalhos nas mais variadas formas artísticas, nomeadamente a pintura e fotografia, entre tantas outras, nas mais variadas linguagens.

Segundo um comunicado, “PRESENT” visa “despertar a paixão artística” de quem a vê e organiza, celebrando “a liberdade criativa sem limites”. Trata-se de uma mostra que “valoriza cada voz única e convida os membros da Creative Macau a dar asas às suas visões interiores através da arte visual surrealista”.

O nome “PRESENT” não surge por acaso – trata-se de uma designação “com duplo significado”, ou seja, “um presente artístico que transporta as emoções mais profundas do criador”, e também “como momento fugaz congelado na arte eterna”.

Revelam-se, novamente, talentos que são “encorajados a aproveitar a linguagem vanguardista do surrealismo — utilizando metáforas simbólicas, perspectivas distorcidas e colagens irracionais em vários meios de expressão — para transcender a realidade”.

Segundo a mesma nota, as obras escolhidas para “PRESENT” acabam por estabelecer “uma ponte entre o criador, a obra de arte e o público, oferecendo reflexões profundas sobre o momento presente como um presente para o mundo”.

Múltiplas artes

Um dos nomes presentes nesta mostra é o de Lúcia Lemos, que durante anos foi directora da Creative Macau desde a sua fundação, a 28 de Agosto de 2003. Trabalhando essencialmente com fotografia, a autora apresentou, em Março, “A White Diamond”, uma exposição de imagens a preto e branco sobre o edifício da Casa da Música, no Porto.

Na pintura, surge o nome de Alice Costa (Lili), nome artístico de Alice Leonor das Neves Costa, que começou por se formar em Direito, mas que sempre teve paixão pelo mundo das artes.

Alice Costa (Lili) fez formação em pintura na Casa de Portugal em Macau e começou a explorar o mundo da pintura figurativa, focando-se também em trabalhos mais abstractos. A mostra da Creative Macau conta ainda com trabalhos do pintor Denis Murrell, radicado no território há várias décadas; Irene Chio, Maria João Das, Angel Chan e Alex Chao Io Chong, entre tantos outros.

20 Ago 2026

Música Sacra | Concerto na Sé com o Instituto Gregoriano de Lisboa

A Sé Catedral de Macau será palco, dia 28, de uma apresentação do Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa. Trata-se de um concerto dentro do género de música sacra ligado à “Série de Apreciação de Música Sacra da Comissão Litúrgica Diocesana”, e conta com Filipa Palhares no lugar de maestra e Ricardo Vicente como pianista

O fim do mês reserva uma novidade para aqueles que gostam de música sacra. Trata-se da apresentação do Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa, um dos mais conceituados dentro do género, que protagoniza um concerto no dia 28 de Agosto, a partir das 20h, na Sé Catedral de Macau.

Segundo um comunicado do IPOR – Instituto Português do Oriente, que apoia a iniciativa juntamente com o Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, e Fundação Rui Cunha, entre outras entidades, o espectáculo integra-se na “Série de Apreciação da Música Sacra da Comissão Litúrgica Diocesana”.

O programa do concerto é composto por “música sacra europeia que abrange um vasto arco histórico”, e que começa pelo “canto visigótico e terminando com um espiritual, passando por vários períodos e tradições da música sacra”.

Filipa Palhares será a maestra do espectáculo, enquanto Ricardo Vicente será o pianista, tocando no órgão da Igreja. O evento é organizado pela Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa e conta ainda com apoios da XCESSU e Diocese de Macau. Fica assim a promessa de “uma noite de espiritualidade e beleza musical no emblemático cenário da Sé Catedral”, descreve a mesma nota.

Simpósio mundial

O Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa é descrito como um grupo “de referência no panorama coral português”, tendo actuado com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Já interpretou obras importantes como “War Requiem”, de Benjamin Britten; e a “Sinfonia nº 3” de Gustav Mahler.

A importância do grupo revela-se em distinções internacionais, incluindo medalhas de ouro no European Choir Games (2019) e primeiro prémio no Certamen Juvenil de Habaneras (2015).

Filipa Palhares, por sua vez, é mestre em Direcção Coral e lecciona no Instituto Gregoriano de Lisboa desde 2006, tendo a seu cargo os coros infantil e juvenil. Também estes grupos “acumulam múltiplas distinções em concursos internacionais”, é revelado.

Macau tem sido palco do World Symposium on Choral Music, que termina precisamente no dia 28 de Agosto, e que tem recebido, neste contexto, o Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa.

Este simpósio de cariz mundial é patrocinado pela Federação Internacional de Música Coral e arrancou a 23 de Agosto, tratando-se, segundo o website oficial sobre o evento, de “um encontro dos mais prestigiados maestros e coros do mundo”.

O tema do simpósio deste ano é “Reimaginar o Futuro”, promovendo-se a “excelência artística, a cooperação e o intercâmbio” com “os melhores coros e líderes corais para actuações, seminários, workshops, exposições e sessões de leitura coral”.

19 Ago 2026

Vila Nova de Cerveira | “Error Island” imprime o nome da RAEM à Bienal

A edição deste ano da Bienal de Vila Nova de Cerveira apresenta um projecto de Macau. Trata-se da exposição “Error Island”, de Cai Guo Jie, com curadoria de Kathine Lam. O território está representado, até final do ano, numa mostra que reflecte sobre ideias de “soberania, pertença e especulação”

Nascido em Taiwan, mas a viver na RAEM desde há alguns anos, Cai Guo Jie foi o artista escolhido para representar o território na edição deste ano na Bienal de Vila Nova de Cerveira, no Norte de Portugal. Até Dezembro deste ano, pode ser vista no Museu Bienal de Cerveira e também no espaço público o projecto “Error Island”, no Pavilhão de Macau.

Tendo estreado a 18 de Julho, esta iniciativa “explora as ambiguidades das fronteiras e dos sistemas de propriedade a partir das ilhas da Boega e dos Amores, na fronteira luso-espanhola”.

Segundo a descrição no programa da Bienal, a “Ilha do Erro”, na tradução literal para português, é uma iniciativa artística que “questiona ideias de soberania, pertença e especulação, propondo uma reflexão crítica sobre território e habitação no mundo contemporâneo”.

O projecto conta com apoio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura, do Instituto Cultural, e, segundo a Macau Business, o artista explora conceitos e ideias em torno da ilha da Boega, situada na zona de Vila Nova da Cerveira e muito perto da fronteira com Espanha. Desta forma, o artista explorou as ideias de pertença e soberania em torno de um pedaço de terra com cerca de 50 hectares que está ao abandono há muitos anos.

Em 2004, Cai Guo Jie começou a desenvolver o seu projecto “Half-Field Plan”, mediante a ideia de que um “mapa cadastral é um mapa de erros”, e esta mostra na Bienal de Vila Nova de Cerveira é uma continuidade disso.

Que fronteiras?

Ainda segundo a Macau Business, o artista descreve a ilha da Boega como um exemplo de um espaço de “erro”, revelando-se “Error Island” como um espaço “para o diálogo sobre o nosso desejo de liberdade, pertença e de um lugar a que chamamos casa”.

Neste projecto, Cai Guo Jie também reflectiu sobre as “zonas de indeterminação que existem nos limites legais e administrativos do território”.

“Territórios sem Fronteira” é o tema desta Bienal, que tem Mafalda Santos como directora artística daquela que é a 24.ª edição de um evento com muita história e também com relações com Macau. Destaca-se, por exemplo, a presença da Fundação Bienal de Arte de Cerveira na “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau 2023”, seguindo-se, no ano passado, a mostra “Aqueles que nos desejam Falar”, das artistas portuguesas Susana Gaudêncio e Carla Castiajo.

Esta exposição, patente no Albergue da Santa Casa da Misericórdia, foi o resultado da parceria feita em 2023 e também contou com Mafalda Santos no acompanhamento artístico.

Cai Guo Jie nasceu em Hsin Chu, Taiwan, tendo-se mudado para Macau em 2011. É formado pelo Colégio de Belas-Artes (College of Fine Arts), da Universidade Nacional de Taiwan em Pintura, possuindo também um mestrado na mesma área, com especialização em instalação. O artista já fez inúmeras exposições a solo ou em grupo expostas em Macau e Taiwan.

18 Ago 2026

Filme de animação chinês de baixo orçamento viral dispara nas bilheteiras

O filme chinês de animação “Niu Lai”, realizado com um orçamento baixo e estreado praticamente sem promoção, transformou-se num dos fenómenos de bilheteira mais inesperados do Verão no país depois de se tornar viral nas redes sociais.

A produção, estreada a 05 de Agosto, já acumula 9,31 milhões de yuan nas bilheteiras, segundo dados da plataforma especializada Maoyan, que tinha registado apenas 10.000 yuan de receita durante a primeira semana nos cinemas do país. A mesma plataforma prevê agora que o filme possa arrecadar 18,4 milhões de yuans (nos 30 dias seguintes ao lançamento.

Com 86 minutos e realizada com uma animação tridimensional rudimentar, “Niu Lai” ocupava este domingo o sexto lugar da bilheteira diária chinesa. “É incrível que um filme de tão baixa qualidade tenha sido estreado em salas”, comentou uma utilizadora na rede social Weibo, semelhante à rede social X, bloqueada na China.

O título, que se pode traduzir como “Vem aí o touro”, acompanha um vitelo que, após ouvir uma cotovia vinda do deserto, mergulha num sonho em que cresce até se tornar num guerreiro disposto a assumir maiores responsabilidades. O filme foi produzido pela Dalian Jingyuan Culture Film and Television Media, uma empresa anteriormente especializada em decoração de interiores, antes de mudar de foco para a animação em 2021.

O realizador Xin Yumeng e a argumentista Sun Lifang são os únicos membros da equipa de produção e responsáveis pelas vozes das personagens. A distribuidora disse aos meios de comunicação chineses que, inicialmente, aconselhou o realizador a não lançar o filme, mas que este insistiu, tendo passado cinco anos a criá-lo manualmente.

O salto de popularidade ocorreu depois de imagens gravadas pelos primeiros espectadores começarem a circular nas redes sociais, chamando a atenção pelo aspecto dos personagens e cenários.

Sorte grande

Na versão chinesa do TikTok, vídeos do filme acumulavam ontem 1.460 milhões de visualizações, enquanto outros temas relacionados somavam dezenas ou centenas de milhões, constatou a EFE. O filme chegou a liderar as tendências do Weibo, ultrapassando em popularidade o filme “A Odisseia”, de Christopher Nolan.

Segundo o meio local The Paper, a receita diária multiplicou-se por 200 em apenas uma jornada, passando de cerca de 3.000 yuan para aproximadamente 600.000 yuan, enquanto a escassez inicial de sessões levou ao esgotamento de bilhetes em algumas projecções.

O fenómeno gerou ainda uma onda de memes e cartazes criados pelos próprios internautas, que parodiaram títulos famosos como “Os Condenados de Shawshank”, “Titanic” ou “A Odisseia”, usando os personagens de Niu Lai.

Analistas citados pela imprensa local comparam o sucesso de Niu Lai ao estatuto de culto adquirido de “O Quarto”, filme de Tommy Wiseau de 2003, célebre precisamente pelas suas deficiências técnicas.

18 Ago 2026

Centenário evoca obra da poeta e jornalista Noémia de Sousa

A poeta e jornalista Noémia de Sousa, consagrada como a “mãe dos poetas moçambicanos” por ter feito da literatura uma arma contra o colonialismo, assinala 100 anos em 20 de Setembro, data que evoca o seu legado.

Pioneira da poesia no seu país e a primeira mulher negra a publicar em Moçambique, Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares (1926-2002), mais conhecida como Noémia de Sousa, deixou a sua marca na cultura e no jornalismo em língua portuguesa.

Nascida em 20 de Setembro de 1926, em Catembe, Moçambique, e criada no histórico bairro da Mafalala, em Maputo, foi aí que escreveu os seus poemas que exaltam os valores africanos e de denúncia da opressão, como o célebre poema “Deixa passar o meu povo”.

Perseguida pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) pelo seu activismo e pela ligação aos movimentos de libertação, Noémia de Sousa assinava com o pseudónimo literário Vera Micaia para contornar a censura do Estado Novo. Quando começou a escrever poemas, utilizava também as iniciais N. S., embora por motivos pessoais.

A sua escrita concentrou-se num período muito curto, entre 1948 e 1951, mas a sua obra dispersa acabou por influenciar decisivamente as futuras gerações intelectuais do seu país.

Exílio na Europa

A perseguição política forçou-a ao exílio em Portugal, em 1951, e mais tarde a uma fuga “a salto” para Paris, França, em 1964. A fuga para Paris deveu-se à ligação que tinha com o Centro de Estudos Africanos, cujas reuniões eram realizadas na Casa da Tia Andreza, tia da poeta são-tomense Alda Espírito Santo.

Após o regresso a Lisboa, dedicou a vida ao jornalismo. Já depois de ter trabalhado na ANI, ingressou na agência Reuters em 1972, transitando mais tarde para as agências de notícias portuguesas ANOP (1982-1986) e Lusa (1986-2001), onde continuou a trabalhar mesmo depois de se reformar.

Em 2001, foi publicada uma colectânea dos poemas, que escreveu entre 1948 e 1951, intitulada “Sangue Negro”, pela Associação de Escritores Moçambicanos (AEMO), sendo depois reeditado por Nelson Saúte em Moçambique e, mais tarde, lançado no Brasil pela editora Kapulana.

Em Outubro de 2024, a obra ganhou uma edição em francês, com o título ‘Sang Noir’, publicada pela editora ‘Project’îles’.

Para assinalar a data do seu centenário, a agência Lusa vai promover uma homenagem que reunirá antigos colegas de profissão, representantes da comunidade moçambicana e artistas cuja criação continua a ser influenciada pela obra da autora.

Além desta iniciativa, o escritor moçambicano Nelson Saúte vai lançar uma obra biográfica, intitulada “Se me quiseres conhecer – Noémia de Sousa: Biografia literária”, que vai ser apresentada em 1 de Setembro no Brasil, pela editora Kapulana, em Setembro a edição moçambicana do livro também será lançada e será depois apresentada, em Lisboa, em 20 de Setembro.

17 Ago 2026

Fábrica de Panchões | Bonecos JOGUMAN da Coreia do Sul chegam a Macau

A antiga Fábrica de Panchões Iec Long, na zona da Taipa velha, transforma-se, até Outubro, numa zona de entretenimento para quem gosta de animação e fantasia. Os bonecos JOGUMAN, criados na Coreia do Sul, são os protagonistas num evento com jogos temáticos, zona para piquenique e muitos passatempos

Os fãs dos bonecos JOGUMAN, uma série de desenhos animados oriunda da Coreia do Sul, podem agora vê-los em Macau graças a uma feira temática que decorre até Outubro na antiga Fábrica de Panchões Iec Long, na zona da Taipa velha.

Os JOGUMAN, criados pelo Joguman Studio, têm vários nomes e personalidades, e na antiga fábrica de panchões o público pode contemplar uma versão de grandes dimensões de “Brachio”, com seis metros de altura. Há ainda uma zona de piquenique, um stand de jogos temáticos e muitos passatempos para criar uma interacção com os fãs e o público.

Segundo um comunicado da organização, a antiga fábrica de panchões, “com mais de um século de história, foi transformada num descontraído espaço de lazer”, juntando-se a diversão potenciada pela fantasia destes bonecos com a ideia de permanência num espaço tranquilo, junto à natureza.

“JOGUMAN aguarda os visitantes junto às duas entradas [do espaço da antiga fábrica], conduzindo-os ao longo do percurso por espaços com arte e repletos de cores vibrantes”, pode ler-se.

Além disso, na zona criada para piqueniques, encontram-se “frases clássicas e inspiradoras” destes personagens e que estão “expostas em caixas de madeira”. Depois, o personagem Ankylo “faz uma pausa para desfrutar de um piquenique no relvado com todos”, descreve-se.

Diversão no parque

Neste espaço totalmente transformado em prol da diversão, o público pode ainda interagir com o boneco Tricera, descrito como “curioso, romântico e sonhador”, e ainda Stego, que é “imperfeito, mas bondoso e saudável”.

A organização do evento conta como “residentes e turistas podem desfrutar de um ambiente relaxante na companhia dos JOGUMAN, saboreando momentos de tranquilidade onde a natureza e a arte se entrelaçam”.
Outro dos pontos de atracção desta feira dedicada aos bonecos coreanos, é ainda o “Espelho de JOGUMAN”, que, ao ser atravessado pelos participantes, dá origem a uma oferta surpresa.

Um stand de jogos temático JOGUMAN, está também disponível por tempo limitado, e inclui uma edição especial de brindes intitulada “JOGUMAN Percorre os Bairros de Macau”. Quem fizer uma compra de 50 patacas nas lojas aderentes pode depois participar num jogo que dá origem a brindes.

O Stand de Jogos JOGUMAN e levantamento de brindes decorre apenas até ao final do mês no horário das 14h às 19h, com encerramento às quartas-feiras.

17 Ago 2026

MICAF | “Paz e Futuro” apresentado este domingo

O 3.º Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau acolhe este domingo, a partir das 14h45 no pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM), o espectáculo de variedades “Paz e Futuro”, da responsabilidade da Companhia Artística Anjo da Paz Soong Ching Ling.

Segundo uma nota do Instituto Cultural (IC), esta apresentação traz a Macau “a rica essência e a vitalidade contemporânea da excepcional cultura tradicional chinesa através de diversas expressões artísticas, incluindo ópera de Pequim, dança, música folclórica, canto coral e artes marciais”.

Na sinopse do espectáculo, lê-se que será evocado, em palco, “o espírito da antiga Rota da Seda”, apresentando-se elementos como a “percussão tradicional, ópera de Pequim, pipa, bem como o som exótico do morin khuur (instrumento de cordas mongol) e artes marciais”.

“Ao fundir ritmos antigos com a criatividade moderna, o evento realça a diversidade e o espírito contemporâneo da China. Numa entusiástica demonstração das suas capacidades, jovens artistas de Macau irão juntar-se para nos oferecer uma intensa e confiante celebração de unidade cultural”, é referido. A companhia artística funciona sob alçada da Fundação Soong Ching Ling.

Também no domingo, às 18h30, acontece a flash mob deste espectáculo junto ao espaço Anim’Arte Nam Van, “levando o ambiente artístico do palco directamente à comunidade”. A festa infantil “Onde a Cultura Floresce, a Felicidade Acontece”, bem como o “Dia de Diversão MICAF – Artes em Festa”, tem lugar entre hoje e domingo na Praça do Centro Cultural de Macau.

14 Ago 2026

Concerto | The Pains of Being Pure At Heart em Hong Kong em Novembro

A banda de indie-pop The Pains of Being Pure At Heart vão actuar no Portal, em Hong Kong, no dia 10 de Novembro. A primeira parte estará a cargo da banda local Lucid Express. Os bilhetes já estão à venda e custam 510 dólares de Hong Kong

“Vamos actuar em Hong Kong no dia 10 de Novembro. As lendas locais Lucid Express vão fazer a abertura. Eles são uma banda fixe, portanto, será uma grande noite”, anunciou a banda The Pains of Being Pure at Heart numa publicação nas redes sociais.

O concerto está marcado para as 20h do dia 10 de Novembro, uma terça-feira, na sala Portal, em San Po Kong, em Kowloon. Os bilhetes foram postos à venda ontem e custam 510 dólares de Hong Kong. Esta será a quarta vez que a banda de Brooklyn actua na região vizinha, depois de duas participações no festival Clockenflap em 2011 e 2015, e depois em Janeiro de 2018 em nome próprio.

A produtora de concertos Clockenflap, no anúncio do espectáculo nas redes sociais descreveu os The Pains of Being Pure at Heart como uma banda lendária de indie-pop. “Desde a estreia em 2019 com um álbum homónimo, a banda de Nova Iorque impôs-se como a definitiva banda sonora da vida dos fans de indie em todo o mundo. Misturando a distorção típica do shoegaze dos anos 90 com melodias agridoces, poucas músicas conseguiram materializar as dores e exuberância da juventude como ‘Young Adult Friction’, ‘Belong’ e ‘Come Saturday’”, descreve a organização.

Nas redes sociais, a banda de Brooklyn referiu ainda que foram feitas t-shirts para celebrar o regresso a Hong Kong e publicou uma foto de uma cena do clássico filme de Wong Kar-wai “Chungking Express”, em que Faye Wong tem vestida uma t-shirt de The Pains of Being Pure at Heart. Obviamente, o filme foi lançado cerca de 15 anos antes de sair o primeiro disco da banda, e a imagem é gerada por inteligência artificial.

Mesmo assim, a banda volta a fazer alusão ao filme protagonizado por Tony Leung e Faye Wong brincando que “talvez venham a comer ananás fora do prazo”.

Revisão da matéria

Sem discos novos desde o hiato que começou em 2019, e apenas com uma compilação lançada no ano passado, a banda chega de novo a Hong Kong com a bagagem cheia de músicas para fazer três reportórios diferentes, ao longo de cinco discos.

Formados em 2007, os The Pains of Being Pure at Heart começaram com Kip Berman na voz e guitarra, Peggy Wang nas teclas e voz, Alex Naidus no baixo e Kurt Feldman na bateria. Ao longo dos anos, a formação foi flutuando com mais dois guitarristas que acompanharam a banda ao vivo, assim como outro baterista.

Cerca de dois anos depois da formação, o grupo de Nova Iorque lança o primeiro disco, homónimo, entrando no radar de portais de música como a Pitchfork e Stereogum.

Volvidos mais dois anos, em 2011, os The Pains of Being Pure at Heart lançam o disco que lhe valeu o maior sucesso comercial e salto de popularidade, entrando nos tops de vendas dos Estados Unidos, Bélgica, França, Reino Unido e Espanha.

Após o sucesso comercial, Kip Berman tornou-se único membro original da banda, com os restantes músicos a abraçarem outras oportunidades de trabalho fora da indústria da música.

Há quase dois anos, em Agosto de 2024, os The Pains of Being Pure at Heart reuniram-se para celebrar o 15.º aniversário do álbum de estreia, com uma digressão por Espanha e Portugal em Fevereiro de 2025. O alinhamento da digressão incluiu todos os membros originais, excepto o baixista.

14 Ago 2026

MICAF | Grupo Trupe Fandanga apresenta “Os Lobos de Pedra”

O 3.º Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau traz este fim-de-semana um espectáculo cheio de magia e criatividade vindo de Portugal. O grupo Trupe Fandanga apresenta “Os Lobos de Pedra” em vários horários, de sexta a segunda-feira. Um espectáculo de marionetas para ver no Estúdio I do Centro Cultural de Macau

Promete ser “um conto de indomável beleza” a acontecer no Estúdio I do Centro Cultural de Macau (CCM). No âmbito da programação da terceira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau (MICAF, na sigla inglesa), apresenta-se “Os Lobos de Pedra”, espectáculo de marionetas da autoria do grupo português Trupe Fandanga. Não faltam, porém, versões em cantonense, esta sexta-feira às 15h e 20h; sábado às 11h e 20h; domingo às 11h e 15h, e, finalmente, à segunda-feira nos horários das 15h e 20h. Por sua vez, as sessões em língua portuguesa acontecem no sábado, às 15h, e domingo, às 20h.

E do que fala “Os Lobos de Pedra”? Fala de um menino e de uma viagem pelo seu coração, naquela que promete ser “uma aventura divertida e emotiva”.

Segundo a sinopse do espectáculo, “a brincadeira desenrola-se numa ilha feita de madeira, chapas de metal e objectos estranhos, onde tudo pode, de repente, desmanchar-se, transformando-se em novos lugares, como por magia”. Revela-se, assim, “um mundo que, por vezes, parece flutuar sobre pernas fininhas, como que emergindo de um oceano imaginário”.

Mil personagens num só

Neste espectáculo de marionetas o protagonista não é sempre igual. O público vai conhecendo “diferentes facetas do pequeno Pedro, um menino que vai mudando à medida que brinca”. Assim, por vezes “fica confuso e, outras vezes, transforma-se em algo novo”. Nesse percurso, também “encontra outras marionetas feitas de uma mescla de animais, pessoas e objectos”.

Segundo a mesma sinopse, ao longo da história Pedro “imerge até ao mais profundo do seu ser — o lugar onde vivem lobos pretos, brancos e, por vezes, cinzentos”. Estes são “selvagens, justos, temidos, mas também de certa forma gentis, encarnam os seus medos, as suas grandes vitórias, os seus sonhos”.

Este é um espectáculo que apresenta também “curiosas referências à energia narrativa do clássico de Prokofiev, ‘Pedro e o Lobo!'”, tratando-se tanto de uma “viagem”, como de “um sonho”, permitindo dar asas à brincadeira e, desta forma, potenciar “o processo de crescer”.

Do Porto para o mundo

O grupo Trupe Fandanga nasceu na cidade do Porto em 2014, sendo dirigido por Sandra Neves. O primeiro espectáculo foi “Botequim”, apresentado no Festival de Marionetas do Porto.

Os Trupe Fandanga descrevem, na biografia oficial, que pretendem ser “um espaço de pesquisa na construção e manipulação de marionetas e objectos”, apostando num trabalho fora dos limites convencionais das apresentações com marionetas. Outros espectáculos já apresentados pela companhia são “Onirotóptero”, de 2019; e “Qubim”, de 2021.

13 Ago 2026

Mandopop | Grand Lisboa Palace recebe actuação de Kelly Yu

É no próximo sábado, 22, que o The Grand Hall, no empreendimento Grand Lisboa Palace, no Cotai, recebe o concerto da cantora de mandopop Kelly Yu. Nascida em Dalian, China, mas com grande parte da vida passada no Canadá, a cantora viu o seu talento vocal confirmado com êxitos como “Decency” ou “Why Bother”. O público de Macau pode agora ouvi-los ao vivo

Kelly Yu, um dos nomes mais conhecidos do género mandopop, actua em Macau no próximo sábado, 22 de Agosto, num espectáculo que acontece no The Grand Hall, no Grand Lisboa Palace, no Cotai. O evento, promovido pela Sociedade de Jogos de Macau (SJM), promete ser “uma noite de mandopop apaixonante”, revela-se em comunicado.

A artista, nascida em Dalian, na China, cresceu no Canadá e, além de cantora, compõe também as suas músicas. Neste espectáculo no Grand Lisboa Palace o público pode esperar “melodias arrebatadoras”, conectadas com “histórias comoventes”.

O mandopop, enquanto música pop cantada em mandarim, tem em Kelly Yu uma das suas vozes “mais emblemáticas”. A artista “é amplamente aclamada pelo seu talento na composição e pela sua musicalidade distinta”, além de possuir “um timbre vocal único e um talento criativo excepcional”.

Entre baladas românticas e canções mais viradas para sonoridades rock, os fãs de Kelly Yu poderão assistir a uma “noite cativante de actuação ao vivo”, pautada por “emoções profundas que ressoam no coração e na alma”.

Uma força de palco

Kelly Yu nasceu em 1989 e formou-se no reputado Berklee College of Music, com especialização em guitarra eléctrica e tantos outros instrumentos. A guitarra eléctrica é, aliás, presença constante nos seus espectáculos.

A estreia como cantora e também como autora das suas músicas começou em 2014, com o álbum “Spirits”. A sua música de maior sucesso é “Decency”, uma poderosa balada que fez sucesso nas principais tabelas musicais da Ásia. Outros sucessos bem conhecidos da artista são “Heartbeat”, “Scorpio” e “Why Bother”.

A SJM destaca, na nota sobre o espectáculo, que estas canções “têm ressoado junto de milhões de pessoas”, graças às “letras profundas e melodias memoráveis”.

“Além das baladas comoventes, Kelly brilha em palco com composições rock cheias de energia. Destaca-se pelos característicos solos de guitarra eléctrica, uma intensa profundidade emocional e presença cénica magnética, que definem a sua verdadeira arte”.

Na plataforma de streaming “Spotify”, Kelly Yu tem cerca de 319 mil ouvintes por mês. Ali, já é possível ouvir o último trabalho discográfico da cantora, “Boundary”, com faixas inteiramente em mandarim. No dia 22, o concerto começa às 19h30, tendo aproximadamente duas horas de duração. Os bilhetes já estão à venda nas plataformas online habituais da venda de ingressos.

12 Ago 2026

CCCM | Reveladas fotografias de “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”

O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) acolhe, desde ontem, a exposição de fotografia da autoria de Francisco Ricarte. O projecto, intitulado “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”, apresenta “propostas visuais comparativas” daquilo que Macau foi e que hoje é. Francisco Ricarte, com formação em arquitectura, propõe assim um olhar nostálgico, e também de futuro, sobre o território em mutação

Francisco Ricarte, arquitecto há muitos anos radicado em Macau e com um gosto particular pela fotografia, acaba de apresentar uma nova exposição, desta vez no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa.

Trata-se de “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”, um exercício comparativo através de imagens sobre o passado e presente do território que muda muito rapidamente em termos urbanísticos, sociais e culturais, levando a uma reflexão sobre o futuro.

Segundo uma nota sobre a exposição divulgada pelo próprio autor, esta mostra apresenta uma série de “dípticos”, ou seja, “propostas visuais comparativas entre imagens antigas de Macau – registos fotográficos e iconográficos da cidade, datados da primeira metade do Séc. XIX, ou existentes em postais antigos do início do Séc. XX – com imagens contemporâneas desses espaços ou do que resta deles”.

Desta forma, pode-se “não só entender a presença dos antigos elementos construídos ou naturais ainda existentes, mas sobretudo a continuidade do seu significado social e humano relevantes”. A mostra foi promovida pela Casa de Portugal em Macau, que acolheu este projecto exibido na RAEM no ano passado.

Questão de identidade

Segundo Francisco Ricarte, com esta mostra “não se propõe fazer um registo meramente documental ou comparativo das modificações necessariamente ocorridas nos espaços e imóveis registados, mas sim captar como o seu ‘espírito’, sob o ponto de vista da sua presença, significado urbano ou presença humana significativa, mantêm a sua identidade e significado imagético para Macau, hoje”.

Foram introduzidas, nas imagens actuais do território, “marcas cromáticas”, convidando-se, desta forma, “o observador a identificar uma continuidade entre o antigo e o contemporâneo, encontrando novas identidades e significados nas imagens contemporâneas apresentadas”.

Desta forma, pode-se fazer “uma outra leitura interpretativa desses registos fotográficos”, onde a cor amarela dessas marcas cromáticas “articula a perenidade e identidade dos locais e seu significado, patente nos ‘dias de ontem’, com a contemporaneidade desses mesmos espaços, evidenciado pela sua presença e identidade nos ‘dias hoje'”, descreve Francisco Ricarte na mesma nota.

11 Ago 2026

Albergue SCM | Emoções em destaque na mostra “Gen Love-Disabled”

Inaugura no próximo dia 20 de Agosto, no Albergue da Santa Casa da Misercórdia de Macau (SCMM), a exposição “Gen Love-Disabled”, onde o universo feminino pautado por desejos, relacionamentos e sentimentos é protagonista. Com curadoria de Kathine Cheong, esta mostra é apresentada pela Associação para o Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau

As facetas do mundo feminino, as suas dúvidas e anseios, estarão em destaque na próxima exposição acolhida pelo Albergue da Santa Casa da Misericórdia (SCM) a partir do dia 20. Trata-se de “Gen Love-Disabled”, um projecto da Associação para o Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau, e que tem curadoria de Kathine Cheong.

Entre os dias 20 de Agosto e 7 de Setembro será possível ver os trabalhos de artistas como Lu Shan, o colectivo “Simple Noodle Art” e Solène Su Cheng, oriundos, respectivamente, de Pequim e Qingdao; Taipé e Macau.

Segundo um comunicado da organização, trata-se de uma exposição onde se abordam temas como a “intimidade e o desejo na era digital através de imagens geradas por Inteligência Artificial (IA)”. Além disso, há ainda uma instalação interactiva feita com recurso à IA, incluindo trabalhos com poesia e fotografia.

Estes trabalhos partem da questão “Como alguém se torna incapaz de amar?”, e também de reflexões em torno da obra do sociólogo Zygmunt Bauman e do conceito de “modernidade líquida”.

“Há cada vez mais pessoas que anseiam ser amadas, mas sentem-se incapazes de amar ou de manter uma relação”, sendo que, em todas estas questões, a tecnologia digital assume um papel com crescente importância.

“Há muito que a tecnologia deixou de ser apenas o casamenteiro que nos liga”, destaca a mesma nota, sendo que a IA “está cada vez mais a tornar-se o próprio ‘par romântico'”, com o amor a ser cada vez mais “codificado em algoritmos”. Nesse contexto, “as plataformas sociais e os companheiros virtuais parecem aproximar-nos”. Porém, “será que, lentamente, estarão a remodelar a nossa incapacidade de amar na vida real?”. É a essa pergunta que estes trabalhos artísticos pretendem dar algumas respostas.

A “palavra-chave” desta mostra é “Love-Disabled”, mostrando “a impotência e a confusão que estão no cerne da intimidade contemporânea”.

Mensagens digitais

Lu Shan, o artista oriundo de Pequim e Qingdao, e que recebeu o prémio “Nvidia Artist 100”, traz ao Albergue SCM o projecto “Island Man”. Trata-se de um vídeo que explora “ilhas digitais e a forma como a IA remodela a identidade digital, a memória e a solidão”.

Vindo de Taiwan, o colectivo “Simple Noodle Art” apresenta “Exploration and Exploitation”, uma instalação que recorre ao “reconhecimento de emoções faciais em tempo real através de IA para reescrever o desdobramento narrativo que se desenrola perante o público”. Tal constitui “uma crítica à forma como a intimidade é consumida e observada no âmbito do capitalismo das plataformas”.

Por sua vez, a artista local Solène Su Cheng apresenta “Knives”, uma série de obras “através de um livro de arte poética e de fotografia, retratando a psicologia do apego fragmentado, o anseio simultâneo por criar laços e o medo da separação”.

Além da mostra em si, o público pode participar em programas complementares, cuja inscrição pode ser feita nas redes sociais da Associação de Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau, com o IG newwomanmacau.

Haverá um painel de debate no dia 20 de Agosto com dois grupos de artistas participantes, bem como o workshop “Give & Take: A Partner Practice for Somatic Awareness”, coordenado pelas embaixadoras da marca lululemon, Kathine e Suki. Destaca-se ainda a iniciativa “A Book Study on Love, Desire, Technology & the Curated Self”, liderada por Chung Yi Ting, directora do Ex LAB Taiwan.

A ideia é, segundo a organização, que os visitantes passem “da observação passiva para a escrita activa, alargando a exposição a uma forma colectiva de autorreflexão e cura”.

Guia sentimental

Carol Li preside à Associação para o Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau, e, sobre esta mostra, observa que “tem como objectivo guiar o público da recepção passiva para o envolvimento activo, permitindo-nos reflectir sobre a relação entre o eu e o amor”.

A ideia é que o público, neste encontro com a arte, entre “em diálogo e em ressonância, curando gradualmente as almas”. Já a curadoria declarou que a ideia da incapacidade de amar não significa que a pessoa em questão esteja desprovida de sentimentos.

“Por mais frágil e mutável que o amor possa ser nos nossos dias, isso nunca impede as pessoas de o ansiarem. Através desta exposição, espero que os espectadores possam, no meio da instabilidade e das contradições da geração “incapaz de amar” — entre o virtual e a realidade —, encontrar a coragem para enfrentar directamente a tensão da ambivalência e libertar-se do dilema do nosso tempo”, rematou.

A abertura da exposição, na quinta-feira, 20, está marcada para as 19h30. O painel de debate “Digital Life Forms – Artistic practices with AI” conta com a presença de Lu Shan e o colectivo “Simple Noodle Art”. Segue-se, na sexta-feira 21, entre as 19h30 e 20h30, o painel “Give & Take A partner practice for somatic awareness”, com as embaixadoras da lululemon. Por sua vez, nos dias 22 e 23, sábado e domingo, entre as 14h30 e 18h30, acontece a iniciativa “A Book Study on Love, Desire, Technology & the Curated Self”, com Chung Yi Ting. Haverá visitas guiadas à exposição no domingo de 30 de Agosto e 6 de Setembro, às 17h.

10 Ago 2026

Exposição de Maria Madeira na Fundação Oriente em Lisboa

A Fundação Oriente (FO) em Lisboa inaugura, no próximo dia 13 de Agosto, às 18h, a exposição da artista timorense Maria Madeira, intitulada “You, Me, Us [O, Hau, Ita, Tu, Eu, Nós”, que estará patente até ao dia 13 de Dezembro.

Segundo a descrição oficial da exposição, no website da FO, trata-se de uma mostra focada “na relação entre as crenças ancestrais timorenses e o discurso cultural português”, apresentando-se ao público português 34 obras de pintura, desenho, colagem e instalação.

“Maria Madeira suscita reflexão e diálogo em torno da sua experiência pessoal enquanto mulher timorense refugiada em Portugal e migrante na Austrália, neta de timorenses e portugueses”, lê-se ainda.

Celebração de culturas

A mostra na FO “visa celebrar, sensibilizar e centrar a ligação histórica, cultural e pessoal que existe entre ‘Tu, Eu e Nós'”, ou seja, entre Portugal e Timor-Leste. Desta forma, oferece-se “uma perspectiva distinta e autoral sobre a arte e a cultura timorenses, de uma artista contemporânea cuja prática criativa atravessa diferentes contextos culturais”.

Além da mostra propriamente dita, haverá uma residência artística no espaço Hangar, em Lisboa, e um programa de oficinas, conversas e visitas. Propõe-se, com esta iniciativa, “identificar desafios e explorar soluções inovadoras que fortaleçam o entendimento intercultural e valorização mútua entre Timor-Leste e Portugal”.

A FO destaca ainda como o “discurso artístico contemporâneo de Timor-Leste emergiu na década de 1980, sobretudo como forma de resistência, profundamente influenciada pelos acontecimentos históricos que marcaram o país”.

“Actualmente, grande parte da produção dos artistas visuais timorenses revela não só uma forte inclinação para a contemporaneidade, como também uma profunda ligação às crenças populares, mitos e tradições timorenses”, destaca-se ainda na mesma nota, que recorda o importante trabalho das artistas mulheres de Timor na área dos têxteis.

“O bordado — introduzido pelos portugueses — passou a integrar os motivos decorativos do tais, o tecido tradicional de Timor-Leste”, é destacado.

7 Ago 2026

ARTM | Vila de Ka-Hó recebe mostra de fotografia de Eva Bucho

“Macau Patterns 2.0”, exposição da autoria de Eva Bucho, volta a estar patente ao público na galeria Hold on To Hope (H2H) a partir de amanhã. O espaço acolhe fotogafias que revelam a beleza e particularidades dos padrões espalhados pelo território

 

Eva Bucho tem-se dedicado a coleccionar em fotografia os diversos padrões que se podem ver em Macau, numa multiplicidade de ruas, espaços e lugares. O resultado foi o projecto “Macau Patterns”, que já conta com duas edições. Depois de uma primeira exposição de “Macau Patterns 2.0” apresentada recentemente no Instituto Internacional de Macau (IIM), eis que esse trabalho de recolha e classificação pode ser visto novamente na galeria Hold on To Hope (H2H), na vila de Ka-Hó, em Coloane. A galeria é um espaço gerido pela Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) para apoio da comunidade terapêutica.

A partir deste sábado, às 15h, será apresentada a mostra que é uma extensão dos trabalhos expostos em 2024. Segundo uma nota da ARTM, Eva Bucho, que tem formação em design, vive em Macau desde 2016, sendo “autora [do trabalho de recolha] dos vários e ricos padrões existentes em Macau”.

“A extensão dos padrões culturais de Macau vai desde as portas, a janelas, ornamentos, pavimentos e revestimentos”, incluindo ao nível da arquitectura e desenvolvimento urbano. Desta forma, estes padrões acabam por contribuir para a preservação “da memória de Macau”.

Nesta mostra, “as fotografias estão organizadas em novos capítulos para além da Península de Macau, incluindo Taipa e Coloane”, podendo ser vista até ao dia 30 de Agosto.

Uma forma de identidade

A exposição apresentada em Junho esteve integrada no programa “Junho – Mês de Portugal”, em celebração do 10 de Junho. Ao HM, Eva Bucho explicou que, para a fase 2.0 do projecto, foi mantida “a maior parte dos padrões” já recolhidos, tendo sido acrescentados “novos às freguesias existentes”.

“A grande novidade é que expandimos o conceito e agora temos uma edição completa com padrões de Macau, Taipa e Coloane”, disse. O objectivo foi manter “a identidade central” do projecto, melhorando “a experiência e alcance”.
Eva Bucho considerou também que os padrões recolhidos revelam “a história de um território híbrido e único”, e de como Macau sempre foi “um espaço de grande interesse visual, onde o diferente se encontra sem se anular”.

“O mais bonito é que, mesmo sendo património, estes padrões continuam vivos — nas ruas, nos mercados, nos azulejos das lojas antigas. O meu projecto tenta tornar esse olhar mais consciente e duradouro, ajudando-nos a olhar melhor à nossa volta e a dar mais valor ao que existe e vemos todos os dias”, acrescentou na altura.

7 Ago 2026

IAM | Criado concurso de fotografia focado na protecção animal

O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) está a aceitar fotografias para o concurso “Caminhar Juntos pela Protecção e Saúde Animal”, que decorre até ao dia 11 de Setembro. A ideia é celebrar o Dia Mundial dos Animais, efeméride comemorada a 4 de Outubro, e promover “os conceitos de protecção animal e caminhar juntos pela saúde animal”.

Segundo um comunicado do IAM, esta iniciativa acontece em parceria com o grupo “Everyone Stray Dogs Macau Volunteer Group” e a Associação Fotográfica de Macau. O objectivo do concurso é “incentivar os cidadãos a capturar momentos comoventes entre humanos e animais, demonstrando que a companhia mútua entre humanos e animais de estimação contribui para o bem-estar físico e mental”.

As imagens podem ser enviadas para o email petcare@iam.gov.mo, não sendo aceites imagens geradas por inteligência artificial. O IAM esclarece ainda que as fotografias apresentadas a concurso “devem focar-se na interacção entre humanos e animais, nas quais seja expresso o conceito de proteger e cuidar dos animais”. Todos os trabalhos devem ser originais, sem publicação anterior ao concurso.

O júri será composto por representantes da organização e fotógrafos profissionais de Macau, existindo prémios de 3.000 patacas para o primeiro classificado, 2.000 patacas para o segundo lugar e 1.000 patacas para o terceiro classificado. Haverá ainda sete prémios de distinção, com um valor de 500 patacas atribuído através de vales de compras.

A cerimónia de entrega dos prémios decorre no dia 4 de Outubro, sendo realizada em paralelo a exposição com as imagens escolhidas. Nesse dia organiza-se o “Dia de Convívio sobre a Protecção dos Animais”, na praça do Tap Seac.

6 Ago 2026

Hong Kong | Concerto apresenta nova composição de Carlos Brito Dias

O grupo The Hong Kong Legends Ensemble apresenta no sábado a nova criação do compositor português Carlos Brito Dias, num espectáculo no East Kowloon Cultural Center. Trata-se de “tides”, uma composição que propõe uma “reflexão sobre movimento, identidade cultural e transformação”

 

O compositor português Carlos Brito Dias tem uma nova criação musical, “tides”, e que será apresentada pela primeira vez ao público no East Kowloon Cultural Center de Hong Kong no sábado a partir das 20h. A interpretação desta obra estará a cargo do grupo The Hong Kong Legends Ensemble, com a direcção do maestro Chi-Cheung Leung. Os bilhetes podem ser adquiridos no website art-mate.net

Segundo um comunicado enviado pelo próprio compositor às redacções, “tides” foi encomendada pela Yao Yueh Chinese Music Association – Hong Kong Legends, marcando a primeira incursão de Carlos Brito Dias “na escrita para ensemble com instrumentos chineses”, nomeadamente o dizi, zhongruan, sheng e erhu.

Na mesma nota, lê-se que a apresentação pública de “tides” integra “um programa de aproximadamente 90 minutos, que combina performance ao vivo com media interactiva, propondo ao público uma experiência artística imersiva e interdisciplinar”.

“tides” é uma composição que propõe “uma reflexão sobre movimento, identidade cultural e transformação, inspirada no carácter de Hong Kong como porto aberto ao mundo”. Desta forma, evocam-se “camadas de migração, intercâmbio e resiliência que moldam a cidade”.

Uma metáfora musical

Em “tides”, descreve a mesma nota, o mar é figura central e também uma “metáfora”, pois representa “simultaneamente força de separação e de ligação, estruturando uma linguagem musical fluida, em que as texturas se expandem e contraem, colidem e se dissipam”. Além de ter uma “dimensão cultural”, a nova composição de Carlos Brito Dias também incorpora “uma vertente íntima”, pois inspira-se “na experiência de esperar a chegada de um filho”.

Desta forma, a obra musical percorre “ciclos de antecipação, incerteza e transformação emocional, articulados através de gestos em mutação contínua e paisagens tímbricas em evolução”.

O grupo Hong Kong Legends Ensemble foi fundado em 2020, tendo como origem a Yao Yueh Chinese Music Association (YYCMA), e é a primeira orquestra de câmara chinesa do território vizinho. O grupo venceu, em 2024, o Prémio do Fundo Nacional de Artes para Inovação em Artes Cénicas, uma das mais importantes distinções culturais na China.

Carlos Brito Dias nasceu na cidade de Braga em 1991, residindo actualmente em Hong Kong onde, além de desenvolver actividade como compositor e maestro, também dá aulas. O compositor português é doutorado em Artes pela Universidade de Antuérpia e Conservatório Real de Antuérpia, possuindo ainda um mestrado em Direcção Orquestral pelo Conservatório Real de Antuérpia.

A residir em Hong Kong, Brito Dias tem, segundo a biografia disponível no seu website, “uma produção musical eclética”, explorando “vários meios, desde peças para instrumentos a solo e conjuntos até grandes orquestras e música electrónica”. Também já criou composições para cinema, nomeadamente curtas-metragens, colaborando com outros artistas.

É actualmente professor convidado da Universidade de Educação de Hong Kong, bem como consultor artístico e maestro da Asiartic Camerata.

6 Ago 2026

IIM acolhe projecto linguístico de Cheong Kin Man e Marta Sala

Está marcado para esta quinta-feira, a partir das 18h30, uma sessão participativa sobre as línguas existentes em Macau, e que se relaciona com o trabalho da dupla de artistas Cheong Kin Man, natural de Macau e Marta Sala, da Polónia. O evento acontece no Instituto Internacional de Macau (IIM) e é acompanhado de uma exposição em formato “pop-up”.

Segundo uma nota do IIM, convida-se o público a “contribuir para uma futura obra audiovisual sobre a translingualidade quotidiana de Macau”, numa iniciativa chamada de “Midissage”, um termo franco-alemão utilizado para um encontro realizado a meio de uma exposição.

A sessão será organizada em sucessivas rondas de perguntas, durante as quais cada participante poderá intervir por um máximo de um minuto. O formato procura reunir experiências relacionadas com as línguas utilizadas na vida familiar, profissional e urbana de Macau.

O encontro decorrerá maioritariamente em inglês, permanecendo aberto a intervenções em qualquer idioma. A iniciativa pretende observar uma realidade linguística que ultrapassa as duas línguas oficiais, português e chinês, e inclui, entre outras, inglês ou tagalo. As intervenções serão registadas em vídeo e posteriormente incorporadas numa obra audiovisual, fazendo da própria participação pública parte do processo artístico e documental.

Têxteis de uma vida

Por sua vez, a exposição temporária, com curadoria de Sara Neves, apresenta trabalhos têxteis inéditos na Ásia, concebidos pela dupla como “auto-etnografias artísticas”. É também apresentada uma instalação com uma selecção de entrevistas feitas por Cheong Kin Man, entre 2008 e 2009, junto de comunidades da diáspora de Macau.

Este projecto resulta de uma residência de investigação acolhida pelo IIM, em associação com o Instituto Português do Oriente (IPOR), dedicada às ligações humanas e culturais entre Macau e o mundo, à translingualidade, às memórias diaspóricas e ao património afectivo.

Segundo a dupla, a acção procura abordar Macau não apenas como lugar de coexistência entre idiomas, mas como espaço onde diferentes formas de falar, escutar e traduzir participam diariamente na construção de pertenças. A residência prolonga-se até meados deste mês, período durante o qual a exposição continuará a evoluir diariamente e será gradualmente desfeita, em lugar de encerrar de forma convencional.

O programa conta com o apoio do “Goethe-Institut Hongkong” (Instituto Alemão de Hong Kong), bem como com o apoio institucional do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e o patrocínio honorário do Consulado-Geral da Polónia em Hong Kong.

Concluída a etapa de Macau, Marta Stanisława Sala e Cheong Kin Man seguem para o Brasil, onde o programa tem o apoio institucional do IIM. No Rio de Janeiro, realizarão uma residência de investigação artística na Casa de Pedra e apresentarão novas actividades, antes de prosseguirem para São Paulo.

5 Ago 2026

Amagao | Fotografias de Vong Sek Kuan em nova exposição

A galeria Amagao, no Artyzen Grand Lapa, acolhe a partir desta quinta-feira uma nova exposição onde a fotografia é protagonista. Vong Sek Kuan assina uma mostra em nome próprio com “Luz Fluída – Cores Radiantes”, marcada pelo desafio face aquilo que se considera a forma mais comum ou tradicional de uma imagem

Vong Sek Kuan traz à galeria Amagao, a partir desta quinta-feira, uma exposição em nome próprio. Trata-se de “Luz Fluída – Cores Radiantes” e, segundo um comunicado da organização, trata-se de uma mostra que “desafia a definição tradicional da fotografia como mera reprodução de um instante”.

Nesta mostra, o que o fotógrafo fez foi explorar “as possibilidades filosóficas da fotografia como a extensão da percepção através da singular técnica ‘camera-shaking'”. Desta forma, lê-se, “o artista transforma o acto de ‘clicar’ num ‘acto de pintura’, envolvendo o corpo e a mente”.

O público pode ver 27 imagens que trazem “uma nova forma de fotografia contemporânea, misturando técnica, fisicalidade, filosofia e estética”. Trata-se de “uma forma original de mestria técnica”, mas não só: é “uma proposta nova de ver o mundo”, refere a Amagao. Esta quinta-feira será também lançado o “Livro do Artista”, com o mesmo título da exposição.

Combinação de disciplinas

Segundo palavras do próprio Vong Sek Kuan, “a fotografia é uma disciplina que combina a aplicação da física óptica e mecânica”, sendo que o “Light Painting” e “Painting with Light” [Pintura com Luz], são, segundo Vong, “duas aplicações diferentes dessa física”, sendo que a “câmara é uma ferramenta para registar imagens ópticas”.

“Enquanto o sensor estiver exposto, é possível guardar uma imagem, sendo uma ferramenta única para registar o tempo e espaço”, descreve, referindo ainda que o “Light Painting” implica “mover uma fonte de luz para criar uma imagem após a exposição do sensor da câmara”.

Por sua vez, a aplicação “Painting with Light” envolve “a abertura do sensor da câmara e o movimento da própria câmara para concluir a criação”. Nesta mostra, descreve ainda o fotógrafo, trabalha-se em torno do conceito de “pintura com o instante”, quando se utiliza “a câmara como ferramenta para concretizar o acto de “Pintura com Luz”.

Desta forma, recorrendo a uma “combinação de técnicas”, Vong Sek Kuan conseguiu alcançar “um efeito que se alinha com a sua visão criativa”, tendo em conta a ideia que “o pensamento determina a acção”. Assim, esta mostra consiste na “expressão máxima da pintura com o instante”. A exposição conta com curadoria de Ieong Man Pan e do designer macaense Victor Marreiros, que também está ligado à galeria Amagao, juntamente com Lina Ramadas.

5 Ago 2026

Mandopop | René Liu faz a sua “Final Call” em Macau em Outubro

O palco do Galaxy Arena recebe, em Outubro, mais um concerto de grandes dimensões e efeitos visuais, desta vez com a cantora de mandopop René Liu, de Taiwan. Também conhecida pela alcunha de “Milk Tea”, René apresenta “Final Call”, a 3 de Outubro, um espectáculo integrado na digressão mundial dos últimos meses e que já conquistou vários prémios

“Deixa a alegria tomar conta de ti. O tempo voa. Ainda estás à espera?”. Eis o mote, em jeito de pergunta, para a actuação que a cantora de mandopop René Liu tratará a Macau no dia 3 de Outubro, no palco do Galaxy Arena. “Final Call” promete ser um concerto com uma forte componente artística e visual e que, segundo a informação disponível no website do Galaxy, teve “quatro anos de preparação”.

A digressão mundial de “Final Call” já passou por três continentes, 53 cidades e levou à realização de 111 espectáculos, sendo que uma das próximas paragens será em Macau.

René Liu nasceu em Taipei em 1969 e só começou a sua carreira em 1995, depois de trabalhar como assistente de produção do cantor, já bem conhecido do público, Bobby Chen.

Também com o cognome de “Milk Tea”, René Liu, ou simplesmente René, acrescenta aos seus espectáculos, além da voz, uma vertente de storytelling que permite ao público umas boas horas de entretenimento, levando-os a outras dimensões.

O Galaxy Arena terá “um impressionante palco giratório de quatro lados”, com um “design revolucionário” e ecrãs LED que potenciam “uma experiência narrativa imersiva”. Haverá ainda 12 bailarinos em palco e um “urso rotativo gigante de cinco metros”. Tudo para criar um espaço em palco onde “possibilidades infinitas ganham vida”, estabelecendo-se “um novo e ousado padrão para a produção de concertos”.

Podem esperar-se “emoções profundas” e uma “narrativa cativante” com este concerto”, onde música, dança e cenografia se conjugam.

“O emblemático palco giratório de quatro lados foi aperfeiçoado e reinventado, transformando o recinto numa viagem musical imersiva”, com muita “imaginação”. O palco tem ainda “elevadores dinâmicos e [permite a] rotação”, levando a que cada perspectiva do concerto, do lado do público, se transforme “num ponto de observação único”, gerando-se “uma experiência de tirar o fôlego”.

Esta aposta num novo tipo de apresentação do seu trabalho musical em palco levou René a ganhar prémios, tendo sido distinguida, nos Muse Design Awards 2025, com o Prémio Platina, ganhando a mesma distinção nos London Design Awards 2025.

Marcos históricos

Em 2002 a artista editou um disco com nome em inglês, “Love and the City”, com dez faixas; enquanto que em 2017 saiu mais um álbum gravado ao vivo, intitulado “Renext”. Nos anos da pandemia, 2020 e 2021, René não esteve parada e editou também dois discos.

Segundo a apresentação oficial do concerto, a digressão “Final Call” já atingiu vários recordes. Um deles aconteceu em Agosto de 2024, quando René se tornou na primeira artista de mandopop a ser cabeça de cartaz num concerto em Ürümqi, capital da região de Xinjiang.

Seguiu-se, no ano seguinte, a realização de cinco concertos consecutivos de Ano Novo em Pequim, entre os meses de Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026, o que marcou “a primeira série de concertos de fim de ano em grande escala” na carreira da artista.

René Liu também passou pelos EUA, e em Maio deste ano deu “concertos em palcos quadrangulares de grande escala em três cidades dos EUA”, sendo que “cada um atraiu públicos de mais de dez mil pessoas”.

A cantora já conta com 200 concertos de grande escala realizados no âmbito de “Final Call”, sendo que, para esta digressão, trabalhou ao lado da “B’in Live”, descrita como “uma das principais equipas de produção de concertos do mundo do mandopop”.

Os bilhetes ainda não estão à venda, embora o concerto já tenha sido anunciado. Começa às 19h e os ingressos terão um custo que varia entre 580 a 1380 patacas.

4 Ago 2026

Calçada portuguesa | Criado centro interpretativo em Lisboa

É na capital portuguesa que será criado um centro interpretativo da calçada portuguesa, aproveitando os três mil moldes que estão conservados num armazém do bairro de Alvalade. A informação foi avançada pela Câmara Municipal de Lisboa

Lisboa tem uma colecção de moldes da calçada artística portuguesa num armazém em Alvalade, onde são preservados 3.000 moldes originais, os mais antigos datados do século XIX, um acervo que permitirá criar um centro interpretativo, segundo a Câmara Municipal.

“Estamos, neste momento, a desenvolver o projecto e é um compromisso de mandato, portanto, até 2029 quero apresentar em Alvalade esta colecção de moldes já integrada no centro interpretativo da calçada artística portuguesa”, afirma a vereadora de Projectos e Obras em Espaço Público na Câmara Municipal de Lisboa (CML), Joana Baptista, em declarações à agência Lusa.

Entre os milhares de moldes, a maioria em madeira, desde caravelas a flores e borboletas, e também a sigla CML, a autarca defende que esta colecção de património “único e valioso”, que é como “uma montra” da calçada artística portuguesa em Lisboa, deve ser valorizada e ter melhores condições neste armazém municipal, para proporcionar a visita ao público em geral.

“Arrecadação de moldes” – lê-se no letreiro em cima da porta que dá entrada para o acervo. O espaço é pequeno, mas alberga “cerca de 6.000 moldes”, dos quais 3.000 são considerados originais. “Já não podem sair para a rua”, conta o historiador Rui Matos, um dos trabalhadores da CML que, desde 2019, colocaram mãos à obra para arrumar o armazém, criado a partir de 1952-1954 e que se encontrava “um pouco caótico”.

Moldes do século XIX

A missão de organizar milhares de peças transformou-se num projecto de inventariação e salvaguarda da colecção de moldes da calçada artística portuguesa. O molde mais antigo encontrado deverá ser o “Mar Largo” da Praça do Rossio de 1848-1849, idealizado por Eusébio Furtado.

Com um padrão que simula um mar de ondas pretas e brancas, o mesmo que, décadas depois, foi replicado no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, este molde do século XIX “está em relativo mau estado de conservação, mas ainda persiste”, adianta Rui Matos.

Também da equipa da CML, a historiadora Sofia Tempero acrescenta que a execução do “Mar Largo” no Rossio recorreu à mão-de-obra dos prisioneiros no Castelo de São Jorge, chamados de grilhetas, que foram ajudar os calceteiros.

Com origem em Lisboa, a história da calçada artística portuguesa terá começado, precisamente, a partir do castelo, onde Eusébio Furtado concretizou, em 1841-1842, o primeiro grande pavimento em pedra branca e preta, colocado em ziguezague, segundo os historiadores.

“Há até fotografias antigas que mostram esses homens em linha recta, em filas, a fazerem o aparelhamento de pedra [processo de partir e dar forma à pedra], mas estamos a falar de quadrados, cubos de maior dimensão, e que serviam para ir permitindo que as ruas ficassem com um nivelamento maior”, refere Sofia Tempero, explicando que tal facilitaria a lavagem dos arruamentos, bem como a fluidez do trânsito na cidade.

Rui Matos adianta ainda que a calçada artística portuguesa é criada simultaneamente com os azulejos de fachada e com o grande surgimento do fado, ou seja, “três dos grandes ícones turísticos da cidade de Lisboa e de Portugal são criados na segunda metade do século XIX”, numa época em que a capital estava a crescer.

“É feita em espaços urbanos largos, amplos, e é feita para embelezar a cidade”, realça o historiador. Por isso, a calçada artística, presente sobretudo nas ruas e praças do centro histórico de Lisboa, é como uma galeria de arte a céu aberto, que pode ser contemplada sob os pés de todos os que passeiam pela cidade, mas também vista em altura, inclusive a partir de miradouros.

Mudanças necessárias

Muito poucas são as calçadas artísticas que se mantêm ainda na sua forma original, porque têm sido sucessivamente refeitas em função das necessidades urbanas, indica Rui Matos, destacando a preservação da Praça de São Paulo, de 1850, e do projecto de Cottinelli Telmo na Praça do Império, feito para a Exposição do Mundo Português de 1940.

Quanto à colecção de moldes, a equipa da CML, em que se inclui também o arqueólogo Pedro Miranda, fez já a inventariação das peças, com fotografias de alta resolução, desenhos à escala e modelação 3D, e foi criada uma base de dados, num ‘site’ que deverá tornar-se público brevemente, permitindo que, “a partir de um molde, seja possível saber se esse molde está a ser utilizado na calçada nos Restauradores, ou numa calçada no Rio de Janeiro, ou numa calçada em Macau”.

Profissão em risco

Preocupado com o risco de extinção da profissão de calceteiro, o historiador Rui Matos lembra que o município chegou a ter “cerca de 400 calceteiros” na década de 1940, com uma estrutura “fortemente hierarquizada, em que existia desde o aprendiz ao mestre”, enquanto hoje são perto de 20 os trabalhadores nesta área. Estão quase na base da estrutura da função pública e, por isso, “são extremamente mal pagos”.

“É um trabalho extremamente duro, extremamente penoso, e no final da vida têm imensos problemas de saúde”, frisa, defendendo a valorização dos calceteiros, por serem, neste momento, “o elo mais fraco” da calçada artística portuguesa.

Além disso, a redução do número de profissionais tem “um impacto brutal” na manutenção da calçada, perante o crescimento da cidade, incluindo a pressão turística na zona histórica.

Concordando com a criação de uma carreira especial, até para atrair jovens, Rui Matos considera “uma excelente iniciativa” a candidatura da arte e saber-fazer da calçada portuguesa a património mundial da UNESCO, mas avisa que, “em termos práticos, não vem resolver nenhum dos problemas” relativamente à falta de calceteiros.

Do lado da CML, Joana Baptista reforça que o município não prescindiu de ter calçada artística portuguesa nos projectos de reabilitação do espaço público da cidade, com novos recrutamentos para ter 40 calceteiros, e realça a diferença entre esta arte, criada ao pormenor com “outra excelência técnica, que é confortável e segura”, e a calçada de vidraço. Esta, muitas vezes, “é pouco mantida, está muito polida e, naturalmente, as pessoas escorregam”.

Além de embelezarem o chão das ruas de Lisboa, destaca a autarca, os moldes da calçada artística portuguesa estão a ser utilizados na jardinagem da cidade, nomeadamente na rotunda do Marquês de Pombal, onde há tagetes trabalhadas em formato de arabescos.

3 Ago 2026

Centro dedicado a cinema e televisão arranca no próximo mês

O Instituto Cultural (IC), em parceria com o Instituto do Desporto (ID), organiza no próximo mês de Agosto uma série de actividades em torno da cultura, património e desporto, pensadas para residentes, mas não só.

Uma das novidades passa pela entrada em funcionamento, a título experimental, do Centro de Serviços da Indústria Cinematográfica e Televisiva de Macau. Esta entidade visa “reforçar o apoio aos talentos cinematográficos e televisivos de Macau e com o Interior da China”, sendo uma iniciativa do IC. Dar-se-á início a “testes de articulação de projectos, coordenação de recursos do sector e organização de actividades de articulação empresarial”, sempre em conjugação com a província de Guangdong.

Outra das iniciativas, relata um comunicado do IC, foca-se na área do turismo cultural e tem como nome “À Descoberta da História de Macau”. Terá lugar “entre meados de Agosto e final de Setembro”, todos os sábados e domingos.

Trata-se de um roteiro que “interliga três pontos de interesse cultural e turístico com significado histórico”, nomeadamente o Local da Assinatura do Tratado de Mong-Há, o Museu Memorial de Xian Xinghai e a Antiga Residência do General Ye Ting. Serão disponibilizados autocarros de ligação para transportar os participantes a partir da Rua de D. Belchior Carneiro (junto às Ruínas de S. Paulo) ou da Rua do Cunha, na Taipa.

No que diz respeito à terceira edição do Festival de Artes para Crianças de Macau, serão organizadas mais sessões extra tendo em conta a adesão do público. Assim, em Agosto, “prossegue uma variedade de peças de teatro e espectáculos para crianças”, ocorrendo, todos os fins-de-semana, o “Paraíso MICAF” e a “Livraria das Crianças”, em formato pop-up. Nas duas últimas semanas do mês, entre sexta-feira e domingo, acontece o “Dia de Diversão MICAF – Artes em Festa”, com a apresentação da “Festa da Diversão Aquática” e “Festa de Espuma”.

Destaca-se também o evento “Arte à Solta – ondas culturais ao fim de semana”, que continua a ter lugar às sextas, sábados e domingos no Anim’Arte NAM VAN, com “bancas de gastronomia e de produtos culturais e criativos, a par de uma programação rotativa de espectáculos e workshops de experiências” na área do Património Cultural Intangível.

Desporto para todos

Será organizado ainda, nos dias 29 e 30 de Agosto, o “Viva o Verão: Festival Competitivo de Verão 2026”, a ter lugar no Campo de Hóquei do Centro Desportivo Olímpico. Este festival “combina jogos lúdicos competitivos com trabalho de equipa, incluindo provas destinadas a jovens e adultos”, sem esquecer “actividades específicas para famílias, que permitem aos pais e filhos sentirem, em conjunto, o prazer do trabalho em equipa e da prática desportiva”.

Por sua vez, a 9 de Agosto acontece o Torneio de Badminton, na categoria “Open”, das séries “Taça Hengqin-Macau” 2026, na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau. A competição será disputada em formato de torneio por equipas mistas, incluindo as modalidades de singulares masculinos, singulares femininos, pares masculinos, pares femininos e pares mistos.

O ID vai ainda promover “actividades recreativas e desportivas diversificadas nos bairros comunitários ao longo de todo o mês”, é referido na mesma nota. Entre elas, incluem-se as “Actividades Promocionais ao Ar Livre do “Desporto para Todos” nas Ilhas e em Macau”, bem como as “Aulas de Experiência de Modalidades Desportivas para Trabalhadores e Residentes”, entre outras.

31 Jul 2026