Hoje Macau EventosPrémio Nobel da Literatura atribuído à canadiana Anne Carson A escritora canadiana Anne Carson foi ontem galardoada com o Prémio Nobel da Literatura 2026, anunciou a Academia Sueca. Anne Carson foi distinguida “pela sua obra ousada e inventiva que, num diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”, anunciou hoje Ingrid Carlberg, secretária permanente da Academia Sueca. “Ao longo de toda a sua carreira, Anne Carson conciliou a escrita de poesia com o trabalho de tradução e o ensino em várias universidades. Quase toda a sua produção literária se tem centrado no cruzamento entre a obsessão do filólogo pelas palavras e o desejo do poeta de encontrar novos significados. A própria autora identificou a etimologia das palavras como o ponto de partida de toda a sua obra”, destacou a academia. Ingrid Carlberg revelou que falou ao telefone com a escritora laureada, que foi “apanhada de surpresa” pela notícia e que se mostrou muito feliz. “Não tivemos muito tempo para conversar e tudo o que teve tempo de me dizer foi que, neste momento, está na Islândia a ouvir o vento”, acrescentou. Por seu lado, o presidente do Comité Nobel da Literatura, Anders Olsson, destacou a forma como a escritora cruza a tradição clássica com autores modernos, criando obras que ultrapassam as fronteiras entre a poesia, os géneros literários e outras formas de expressão artística. Anne Carson nasceu em 1950, em Toronto, no Canadá, e doutorou-se em Estudos Clássicos em 1981, com uma tese intitulada “Odi et Amo Ergo Sum”. Entre as suas traduções do grego clássico, consideradas obras autónomas, destacam-se “If Not, Winter” (2002), uma interpretação dos fragmentos poéticos de Safo, e tragédias como “Electra” (2001) e “Antigona” (2015), de Sófocles, e “Bakkhai” (2015), de Eurípides. No ensaio “Eros, o amargo e doce” (1986), editado em Portugal pelas Edições 70, que lançou as bases da sua obra posterior, Anne Carson explora a concepção do amor na poesia de Safo, marcada pela coexistência da dor e do prazer. Esta abordagem, assente no confronto de diferentes vozes e perspectivas, atravessa também obras como “Economy of the Unlost” (1999), em que cruza a obra do poeta grego Simónides de Ceos, do século VI a.C., e a do poeta Paul Celan, e “Homens nas horas vagas” (2000), editado pela (Não Edições), em que estabelece relações entre Tucídides e Virginia Woolf. Cocktail literário Na década de 1990, publicou “Glass, Irony, and God” (1995), que inclui “The Glass Essay” (“O Ensaio de Vidro”), um longo poema sobre a perda e o amor não correspondido, no qual a história de uma mulher abandonada pelo marido se cruza com a vida e a obra de Emily Brontë. Em 1998, publicou “Autobiography of Red: A Novel in Verse”, frequentemente apontado como uma das suas obras mais importantes, na qual recupera o mito grego de Gérion, o monstro morto por Héracles, transformando-o numa personagem sensível que vive uma história de amor com o herói que acabará por destruí-lo. Seguiu-se “The Beauty of the Husband: A Fictional Essay in 29 Tangos” (2001), obra que relata uma relação conjugal marcada pela mentira e pelo conflito, estruturada em 29 episódios que começam com versos do poeta romântico John Keats. Estas obras estão publicadas em Portugal, pela (Não Edições), com os títulos “Vidro, Ironia e Deus”, “Autobiografia do Vermelho” e “A Beleza do Marido”.
Andreia Sofia Silva EventosAntónio Mil-Homens apresenta nova mostra de fotografia É uma exposição de sóis e luas aquela que o fotógrafo António Mil-Homens apresenta amanhã na Casa de Vidro do Tap Seac, com inauguração marcada a partir das 18h30. “Põe-se o sol, nasce a Lua…” é o nome dado a um projecto de contemplação sobre o céu, sol e lua, elementos da natureza que compõem, por vezes, poéticas paisagens. “Há um tempo, todos os meses, em que a luz muda do dia para a noite numa transição suave. O sol põe-se e a lua nasce. E, se a paisagem ajudar, a Natureza é o palco perfeito para uma peça fotográfica se desenrolar. Basta pegar na câmara e fotografar, fotografar! Difícil é parar. Pode acontecer que, com o Sol há muito tempo desaparecido, dê consigo a desfrutar do brilho da Lua”, descreve uma nota da Casa de Portugal em Macau (CPM), que promove a iniciativa. Parabéns a você Amélia António, presidente da CPM, descreve que a exposição, que fica patente até ao dia 8 de Novembro deste ano, chega ao público no dia do aniversário de António Mil-Homens, que celebra 77 anos. Reúne-se, assim, “um conjunto de fotografias que convida a contemplar a beleza efémera do nascer e do pôr do sol, tendo Portugal como cenário privilegiado”. Há muito que o fotógrafo, que viveu em Macau muitos anos, mantém uma colaboração regular com a CPM. “A sua ligação à Casa de Portugal foi igualmente reforçada através dos inúmeros cursos e workshops de fotografia que aqui leccionou, partilhando conhecimentos, formando novos entusiastas da arte fotográfica e inspirando sucessivas gerações de fotógrafos”, é frisado. António Duarte Mil-Homens nasceu em Lisboa a 9 de Outubro de 1949. Essencialmente autodidacta, começou a fotografar regularmente em 1974, no dia 25 de Abril, quando teve nas mãos a primeira máquina fotográfica. Com o Curso Profissional da Associação Portuguesa de Arte Fotográfica, frequentou igualmente vários workshops de Fotografia Digital. Com uma carreira de mais de 52 anos, passou pelo fotojornalismo, publicidade, eventos e desporto.
Hoje Macau Eventos MancheteHush! | DJ Branko, dos Buraka Som Sistema, ao vivo em Macau O DJ português João Barbosa, conhecido como Branko, vai actuar no festival de praia hush!, em Macau, em Novembro, anunciaram ontem os organizadores. Branko, natural de Lisboa, tornou-se conhecido como parte dos Buraka Som Sistema e “cria música contemporânea que mistura ritmos angolanos e brasileiros”, de acordo com a organização do evento. Iniciativa do Instituto Cultural e da concessionária de jogo MGM, o “hush! Concertos na Praia x Festival do Bem-Estar Desportivo Urbano 2026” terá lugar nos dias 14 e 15 de Novembro na praia de Hác Sá, em Coloane. “Este é já o nosso quarto ano de trabalho com o Instituto Cultural (IC) e com todas as organizações que nos apoiam para construir uma nova cidade na Praia de Hác Sá “, afirmou em conferência de imprensa Catarina Lio, responsável de marketing da MGM. De acordo com o ‘site’ da MGM, o evento reúne palcos de música, desportos urbanos e experiências de bem-estar “num ambiente de praia inovador, oferecendo aos residentes e visitantes uma plataforma cultural e desportiva ao ar livre refrescante e multidimensional”. Além de aulas de ioga e fitness, o programa deste ano inclui uma Festa de Dança Afro e reúne 40 bandas locais, incluindo bandas juvenis e infantis, bem como mais de 20 bancas de comida. A presidente do IC, Deland Leong Wai Man, disse que o instituto dá “grande importância” ao evento, utilizando-o “para reunir recursos internacionais e estabelecer uma plataforma de intercâmbio no seio do sector das artes performativas de Macau”.
Andreia Sofia Silva EventosHong Kong | Clockenflap regressa com The Jesus and Mary Chain e Slowdive O Clockenflap está de volta entre 4 e 6 de Dezembro e já são conhecidos alguns nomes em cartaz: The Jesus and Mary Chain, Queens of The Stone Age e Slowdive. Os bilhetes estão à venda e custam 2.180 dólares de Hong Kong para os três dias e 1.380 dólares de Hong Kong para um dia O Central Harbourfront Event Space vai receber, em Dezembro, mais uma edição do festival de música Clockenflap, que habitualmente traz a Hong Kong um punhado de bandas com estilos de música muito diversos, tanto locais como internacionais. Os primeiros nomes do cartaz foram anunciados esta quarta-feira e incluem bandas com longa carreira como The Jesus and Mary Chain e Slowdive, que actuam no último dia do festival, e Queens of The Stone Age que promete encher o Central Harbourfront no sábado. Importa ainda frisar as confirmações de Hayley Williams, Keshi ou Malcolm Todd, a “estrela em ascensão do R&B alternativo”, descreve a organização em comunicado. Os The Jesus and Mary Chain são uma dupla escocesa de rock alternativo formada em 1984. Os irmãos Jim e William Reid decidiram parar durante oito anos e voltaram aos palcos em 2007. “Just Like Honey”, gravada nos anos 80, é um dos seus êxitos, tendo feito parte da banda sonora do filme “Lost in Translation – Um Amor é um Lugar Estranho”, de Sofia Coppola. Hayley Williams, vocalista dos Paramore e “conceituada artista a solo”, será um dos destaques do cartaz no sábado, 5 de Dezembro. Já Keshi, “fenómeno do R&B alternativo”, sobe ao palco do festival logo no dia de arranque, sexta-feira. Os Slowdive actuam domingo, no mesmo dia que os The Jesus and Mary Chain. A banda britânica de rock surgiu em 1989 em Berkshire, Inglaterra, sendo composta por Nick Chaplin, Rachel Goswell – que é co-vocalista, teclista e guitarrista – Neil Halstead e Christian Savill. Numa entrevista recente concedida ao semanário português Expresso, a propósito da actuação da banda em Portugal, Rachel Goswell disse que não há planos para gravar um novo álbum. “Quando acabámos a digressão de 2025, em Julho, pensámos em tirar um ano sabático, descansar, com as nossas famílias… Mas continuámos a receber ofertas para tocar. Portanto, andamos a dar uns concertos – e na verdade tem sido bom. Normalmente, demoramos três anos até gravar um álbum, pelo que não começámos sequer a falar sobre isso.” O palco do Clockenflap recebe na sexta-feira ainda Kim Gordon, que foi vocalista dos Sonic Youth, banda que esteve nos palcos entre os anos de 1981 e 2011. Dentro do género jazz o público pode ver e ouvir DOMi & JD Beck, ou ainda os Digable Planets, “lendários pioneiros do hip-hop alternativo”. O cartaz fica preenchido com a cantora e compositora Daniela Andrade, artista com raízes nas Honduras e no Canadá e que vem a Hong Kong mostrar o seu talento. No website oficial da artista lê-se que Daniela, como alguém que faz música de forma independente, construiu um percurso que aposta “na simplicidade acústica, em soul com influências de jazz, R&B e produção electrónica experimental”. “O facto de se mover entre o inglês e espanhol dá à sua música uma larga panóplia de emoções e permite-lhe contar histórias dos dois lados do seu percurso”, lê-se ainda. O festival tem ainda confirmado o “aclamado duo de pós-punk” Sleafor Mods, bem como Marcel Dettmann, DJ alemão que tem marcado pontos no mundo da música electrónica. Dentro do género house e techno o cartaz do festival apresenta o projecto local “HE.R Soundsystem”, composto pelos DJ Cocoa Zhou e Alex Nude. Experiências paralelas A organização do festival destaca o “impressionante cenário ao ar livre” para ouvir esta panóplia de artistas, estando “enquadrado pelo imponente horizonte urbano”. Oferece-se aos amantes de música “a experiência completa de um festival de classe mundial que o tornou num evento imperdível”. Além dos palcos, o público pode desfrutar de outro tipo de actividades, como instalações artísticas, workshops e outro tipo de espectáculos pensados para toda a família. O Clockenflap Music & Arts Festival já tem bilhetes à venda, sendo que o passe para os três dias custa 2.180 dólares de Hong Kong, enquanto um ingresso para um dia 1.380 dólares de Hong Kong. O cartaz ainda não está fechado e há mais nomes de bandas e músicos a serem confirmados nas próximas semanas.
Hoje Macau EventosLusofonia | Cabo Verde acolhe escritores do Brasil, Macau e Timor O encontro de escritores de língua portuguesa, que começa hoje e termina no sábado em Cabo Verde, será este ano mais próximo da população e reforçará a participação do Brasil, Macau e Timor-Leste, segundo a organização. Com o tema geral “A língua portuguesa como elemento de adaptação num mundo de mudanças”, o XIV Encontro de Escritores de Língua Portuguesa vai, como nas edições anteriores, juntar escritores, investigadores, editores, professores, críticos literários e leitores de várias nações lusófonas na cidade da Praia, na ilha de Santiago. Em declarações à Lusa, a secretária-geral adjunta da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que organiza o evento, em conjunto com a Câmara Municipal da Praia, sublinhou que o encontro terá este ano uma presença mais forte do Brasil, de Macau e de Timor-Leste. Um dos objectivos do evento é levar a este encontro de escritores os que estão mais longe, nomeadamente devido à sua distância física e geográfica, que tem resultado numa “participação menos completa”, disse Paula Leal da Silva. “Estamos muito contentes com a presença do ministro [da Administração Estatal] de Timor-Leste”, disse, lembrando que também a poesia brasileira terá um destaque nesta edição do encontro, contando com vários especialistas do Brasil que estarão na Praia a falarem sobre este assunto. Hugo Pinto irá representar Macau, enquanto Joana Matos Frias é a autora portuguesa presente no encontro. Os promotores do encontro pretendem que este ano o mesmo seja mais próximo da população. “A ideia é que as pessoas que leem o possam acompanhar, o possam integrar, mas também as pessoas que não leem, porque nós pretendemos justamente trazer ao povo este encontro”, disse.
Hoje Macau EventosDíli | Lançada nova obra de arte sustentável de Bordalo II A nova obra arte sustentável de Bordalo II na capital de Timor-Leste foi oficialmente lançada ontem, numa parceria que juntou o artista português, a Arte Moris, o BNU Timor e a Fundação Tasi Fest. “Jumping Dolphins”, que representa dois golfinhos (mãe e cria) a saltar em direcção ao mar, foi instalada na fachada exterior do edifício do BNU em Díli e foi construída a partir de resíduos, incluindo lixo eletrónico e plástico. “É uma imagem sobre os oceanos que nos rodeiam e que nos sustentam, sobre a família e sobre o futuro que queremos deixar para os jovens. Que aquilo que era lixo possa voltar a ser beleza, isto é a mensagem desta obra”, disse Luís Simões, da Fundação Tasi Fest. Segundo Luís Simões, a obra no centro de Díli “fala para quem passa todos os dias, de graça”. “É a cultura que educa, é a educação que embeleza a cidade, é o convite a cada timorense para olhar para o oceano como aquilo que é a nossa maior riqueza aqui em Timor e a nossa maior responsabilidade também”, salientou.
Andreia Sofia Silva EventosCotai | Concerto de mandopop com Jane Zhang este sábado no Galaxy São 21 anos de carreira celebrados da melhor forma: em palco. É já este sábado que a Galaxy Arena recebe o espectáculo da diva de mandopop Jane Zhang. O regresso da cantora a Macau será marcado por um repertório feito de mais de duas décadas de sucessos A sala de espectáculos Galaxy Arena acolhe este sábado, a partir das 20h, um concerto que não só tem o género musical mandopop como protagonista como também celebra os 21 anos de carreira de uma artista bem conhecida neste universo. Jane Zhang traz a Macau a sua digressão mundial “Chasing World Tour”, fechando uma série de espectáculos que já a levaram a diversos locais, um deles Singapura, em Agosto. “Vinte e um anos depois, ela continua a perseguir os seus sonhos, a evoluir e superar-se a si própria”, lê-se no website do Galaxy. Jane Zhang é a “grande estrela do mandopop”, prometendo uma “noite marcante” em Macau, ou não fosse o espectáculo de sábado “o grande final da digressão mundial”. “Ao longo das últimas duas décadas que Jane Zhang manteve-se empenhada em ultrapassar os seus limites através da música, abraçando novas possibilidades em cada marco e transformação. Esta noite não é apenas o brilhante final de ‘Chasing’, mas é também uma promessa especial entre Jane e os fãs”, é descrito. O concerto no Galaxy Arena deverá ser uma forma de “celebração de memórias partilhadas e da jornada que percorreram juntos”, ou seja, a cantora e os fãs que nunca deixaram de acompanhar as suas músicas. Sábado promete ser um dia de união “do amor e da música”. A “princesa” de Chengdu Jane Zhang, de nome Zhang Liangying, é uma artista com voz melodiosa e um percurso de sucesso em crescimento desde 2005, quando participou num concurso televisivo que lhe mudou a vida. Nasceu em Chengdu em 1984 e é conhecida como a “Princesa Golfinho” [Dolphin Princess] da pop cantada em mandarim. O sucesso começou em 2005 quando ficou em terceiro lugar num concurso de talentos intitulado “Super Girl”. Segundo escreveu o South China Morning Post sobre a artista em 2019, a morte precoce do pai obrigou Jane a trabalhar cedo, nunca pensando que a música seria a sua vida e carreira. No vídeo que fez para o concurso “Super Girl”, disse: “Sempre gostei de música quando era criança”, admitiu. A sua referência era a cantora Mariah Carey. Após o concurso, assinou contrato com a editora Huayi Music, editando o primeiro disco logo em Dezembro de 2005, intitulado “The One”. No ano seguinte venderia um milhão de cópias. “Update”, o seu segundo álbum de estúdio, tornou-se um dos mais vendidos na China desse ano. O sucesso continuou, culminando na actuação nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando interpretou “One World, One Dream”, em dueto com Andrea Bocelli. Depois a carreira internacional começou a ganhar passos com o contrato assinado em 2009 com o Universal Music Group. Em Maio desse ano foi convidada no programa de Oprah Winfrey, nos Estados Unidos, tendo cantado, pela primeira vez, músicas em chinês para o público americano. Em 2014 a cantora mudaria novamente de editora, desta vez para a Sony Music Entertainment, e gravou o seu sexto álbum de estúdio, “The Seventh Sense”. Dois anos depois lançou uma canção em inglês, intitulada “Dust My Shoulders Off”. Com esta canção Jane Zhang actuou no desfile da marca Victoria’s Secret em Xangai. Abril de 2019 marcou a edição do seu primeiro disco em inglês, “Past Progressive”. Todo este percurso de gravações bem-sucedidas pode ser visto e ouvido de perto no concerto de sábado na Galaxy Arena.
Hoje Macau EventosFRC | Assunção Cristas participa hoje em conferência sobre seguros A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe hoje a conferência sobre seguros “ESG – Insurance for a Sustainable Future”, organizada pela Associação Portuguesa de Seguros e a Associação de Profissionais da Indústria de Seguros [Macau Insurance Industry Professionals Association, MIIPA]. A sessão, que decorre entre as 18h e 19h30, conta com Assunção Cristas, ex-ministra portuguesa da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, e actualmente partner no escritório de advogados Vieira de Almeida, em Portugal. Outro dos oradores é Ivan Cheung, presidente da MIIPA, e João Mestre, ligado à seguradora Fidelidade Portugal. O evento conta também com Pedro Teotónio, chefe da divisão de sustentabilidade e controlo financeiro do Banco Nacional Ultramarino. A moderação do debate, que conta com mais três oradores, está a cargo do jornalista José Carlos Matias. Segundo um comunicado da FRC, a sessão pretende disponibiliza esclarecimentos sobre a evolução dos mercados financeiros e o papel que os seguros podem ter numa vida com mais estabilidade. “À medida que os mercados financeiros globais se adaptam aos riscos climáticos cada vez mais prementes e às exigências regulatórias em constante evolução, os sectores dos seguros e serviços financeiros constituem pilares essenciais para a resiliência económica a longo prazo.” A mesma nota explica como serão discutidos “princípios ambientais, sociais e de governação (ESG) que estão a transformar a subscrição, a gestão de riscos e a alocação de capital em Macau, Portugal e na Região da Grande Baía”. Assim, o público pode ouvir “executivos e especialistas de renome que vão analisar a transição da responsabilidade social corporativa voluntária para quadros de risco padronizados e relevantes, que impulsionam o desenvolvimento sustentável e os modelos de negócio”.
Hoje Macau EventosCreative Macau | Exposição revela trabalhos dos alunos da UPM A Creative Macau dá palco aos trabalhos dos alunos da licenciatura em Artes Visuais da Universidade Politécnica de Macau (UPM) na mostra “Narrativas da Vida Quotidiana”, inaugurada na terça-feira, que pode ser vista até final deste mês. Segundo uma nota da Creative Macau, a exposição apresenta mais de 20 séries de trabalhos assinados por 30 estudantes, e que se focam nas áreas do design gráfico, instalação, vídeo e técnicas mistas. “A exposição toma a prática artística social como um ponto de partida criativo. Através de uma observação mais aprofundada da sociedade, os estudantes exploram temas como as condições de vida do quotidiano, a fluidez das relações interpessoais, as limitações da linguagem, a infância e as experiências de crescimento, bem como as identidades em mudança e as tendências sociais num ambiente multicultural”, é revelado na mesma nota. Desta forma, a exposição apresenta, segundo a Creative Macau, uma “linguagem artística rica”, contendo “observações e reflexões da geração mais jovem sobre os fenómenos sociais”.
Andreia Sofia Silva EventosCasa de Macau | Rui Rocha apresenta a sua obra numa sessão das “Tardes de Chá” A Casa de Macau em Lisboa realiza hoje, a partir das 15h30, mais uma sessão da iniciativa “Tardes de Chá… com conversas e um livro”, com Rui Rocha, autor e ex-dirigente educativo. Segundo uma nota da associação, a apresentação de Rui Rocha irá incidir sobre “A Oriente do Silêncio e outros poemas”, editado pela N9na Poesia, sem esquecer outras duas obras escritas recorrendo a Macau como inspiração. A Casa de Macau oferece o chá nesta sessão, sendo possível levar doces e aperitivos para partilhar. Rui Manuel de Sousa Rocha nasceu em Lisboa no ano de 1948, tendo ascendência luso-chinesa de Macau, onde vive há 42 anos. Tem formação académica em sociologia e ciência política e ainda um doutoramento em educação e interculturalidade. Publicou vários artigos sobre política linguística, história das escritas, sociologia política, teoria geral da administração pública e ainda temas sobre as culturas chinesa e japonesa. Em Macau, foi subdirector dos Serviços de Administração e Função Pública, director do Gabinete de Ensino Superior e, no sector privado, director da Fundação Oriente-Macau e do Instituto Português do Oriente. Exerceu também funções docentes no ensino superior em Portugal e em Macau. Aposentou-se em Dezembro de 2017 do cargo de director do Departamento de Língua Portuguesa e Cultura dos Países de Língua Oficial Portuguesa da Universidade da Cidade de Macau.
Hoje Macau EventosZonas marítimas | DSAMA organiza festival com visitas e passeios A Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) promove nos dias 25 e 31 de Outubro e 1 de Novembro o “Festival Marítimo 2026”, com actividades como passeios e visitas guiadas. O objectivo, segundo uma nota da DSAMA, é “divulgar ao público as operações marítimas em Macau, conhecimentos sobre segurança marítima e a história e cultura náuticas”. Uma das actividades é de simulação, intitulada “Simule o controlo da embarcação” e é promovida pela Escola de Pilotagem. Segue-se “Exploração Marítima”, em que os participantes podem conhecer as zonas marítimas do território e os trabalhos diários dos funcionários da DSAMA. Destaque ainda para a “Visita a embarcações”, com embarque no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior. Estas três actividades estão sujeitas a inscrição na plataforma da Conta Única de Macau, acontecendo nos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro. As inscrições decorrem até ao dia 25 de Outubro. Também a 25 acontece o “Dia de Convívio Marítimo” nas Oficinas Navais onde, segundo a DSAMA, “estarão exibidas várias embarcações e será realizado um conjunto de actividades, incluindo visitas a embarcações de salvamento, exibição de equipamentos marítimos, experiência de lançar jacto de água, workshops e barraquinhas de jogos”. Por sua vez, entre os dias 31 de Outubro e 1 de Novembro o Farol da Guia, o Museu Marítimo e a Escola de Pilotagem estarão abertos ao público, estando também agendadas actividades como o controlo remoto de barcos em miniatura ou visitas guiadas.
Andreia Sofia Silva EventosLago Sai Van | Ephemera Public Space Cooperative apresenta-se com “Bamboo Pagoda” A marginal do Lago Sai Van, em frente aos campos de ténis do Clube Militar, é local privilegiado para observar a instalação “Bamboo Pagoda”, criada pela Ephemera Public Space Cooperative, de João Ó e Rita Machado. A instalação de 13 metros de altura colocada sobre a água pode ser visitada até domingo Quem passar em frente aos campos de ténis do Clube Militar, ao frente ao Lago Sai Van, vai poder observar um projecto que mistura o tradicional bambu com arquitectura. Trata-se do “Bamboo Pagoda”, uma instalação com 13 metros de altura criada por uma nova cooperativa, a Ephemera Public Space Cooperative [Cooperativa do Espaço Público Efémera]. Pode ser vista até domingo, dia 11. A cooperativa é um projecto dos arquitectos João Ó e Rita Machado. No caso do Pagode de Bambu, a instalação “amplifica o espaço cívico de Macau através de uma das suas tradições de construção mais distintas, mas frequentemente esquecidas: os andaimes de bambu”, indica o colectivo em comunicado. Património Cultural Imaterial desde 2017, a construção em bambu ainda se vê nas ruas de Macau, constituindo, no caso desta instalação, um “ponto de partida” para o que pretende ser “um espaço de contemplação”, pois funciona “simultaneamente como miradouro e espaço onde os visitantes podem fazer uma pausa, respirar e restabelecer a ligação com a paisagem urbana”, é acrescentado. Segundo contou Rita Machado ao HM, “a sua forma afunilada evoca a verticalidade dos pagodes tradicionais, enquanto a planta octogonal se inspira no universo taoista e na ideia de equilíbrio entre as pessoas e a natureza”. O Pagode foi, assim, pensado como “um abrigo junto à água, onde se pode permanecer e observar a cidade com mais tempo”. “A estrutura de bambu e as camadas de tecido filtram a luz, proporcionam sombra e protecção solar, criando uma atmosfera que se transforma ao longo do dia. Queríamos aproximar quem a visita da paisagem e da história de Macau, reconhecendo também o valor de simplesmente permanecer num espaço público, sem um programa definido e ao ritmo de cada um”, adiantou Rita Machado. O projecto privilegia a “arquitectura sustentável que orienta também as escolhas construtivas”, já que o bambu utilizado “provém de estaleiros de construção e regressará a esse circuito após a desmontagem, para ser novamente utilizado”, indica o comunicado que apresenta o projecto. Já o pavimento do Pagode foi feito “com painéis produzidos a partir de resíduos de chá pela empresa local Chazence, integrando essa mesma preocupação de valorizar recursos existentes”. Espaço multidisciplinar É certo que Macau é uma das cidades mais densamente povoadas do mundo. Porém, o Pagode de Bambu oferece um repouso, “um contraste poético”, sendo “um lugar de tranquilidade, reflexão e reconexão”, convidando quem passa a “experimentar o silêncio”, algo raro num território sempre em movimento. “Suspensa sobre a água, a estrutura cria um refúgio temporário, ao mesmo tempo que reaviva práticas culturais imateriais enraizadas na espiritualidade, nos conhecimentos construtivos locais e na consciência ecológica”, revela o colectivo. A cooperativa Efémera pretende criar “projectos que activam e repensam o espaço público, tanto físico como digital, através de abordagens interdisciplinares que articulam arte, arquitectura, urbanismo, paisagismo e ambiente”, entre outras. Rita Machado explicou que, em iniciativas futuras, “o bambu vai continuar a ser uma das vertentes que interessa explorar, pela sua relação com Macau e o saber construtivo local”. A responsável adiantou que a cooperativa “reúne pessoas de diferentes áreas, e essa diversidade permite trabalhar com outros materiais, linguagens e formas de intervenção”. “O que une estes projectos é a cooperação e a vontade de contribuir para a vida dos espaços públicos. Queremos desenvolver propostas em conjunto com artistas, arquitectos, artesãos e a comunidade, cruzando o conhecimento de quem vive os lugares com diferentes práticas artísticas e construtivas”, frisou. Com a ideia de “activar o espaço público”, criando “novas razões e condições para o utilizar”, a Efémera quer acrescentar “um lugar de passagem que pode acolher uma pausa ou um encontro” ou até “uma instalação que pode dar origem a actividades culturais”. “Interessa-nos explorar estas possibilidades com quem frequenta os espaços, percebendo como podem enriquecer o quotidiano da comunidade. A cultura e o património de Macau são fundamentais nesse processo”, salientou. Segundo a arquitecta, “os próximos projectos deverão nascer dessa relação entre lugar, comunidade e criação colectiva”. “O nosso objectivo é ampliar as formas de viver o espaço público, através de propostas em que as pessoas possam participar e nas quais reconheçam algo da sua própria cidade”, rematou.
Andreia Sofia Silva EventosCURB | Projecto “Masts Promenade” premiado em concurso Já são conhecidos os dez projectos de design vencedores do concurso “Placeable City – Placemaking em Hengqin 2026”, organizado pelo CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo. O projecto que arrecadou o primeiro lugar intitula-se “Masts Promenade”, para a zona ribeirinha de Hengqin, e tem assinatura de António dos Santos Augusto e Jason Ng Sai Hung. Por sua vez, para a mesma zona, o projecto “Tidal Wave – Symbiosis Corridor”, de Sun Kai Hin, ficou em segundo lugar. Em terceiro lugar ficou o projecto de Wei Junjie para o Novo Bairro de Macau. Foram atribuídas duas menções honrosas, sendo que uma delas foi para o projecto “Sinfonia em Órbita” para a praça junto ao posto fronteiriço de Hengqin do lado de Zhuhai, e que tem autoria de Hoi Cheok Ieng e Leong Lok Ian. Segundo uma nota do CURB, esta edição do concurso de design, a segunda, centrou-se nos espaços públicos de Hengqin. Procurou-se “explorar o potencial dos espaços públicos comunitários em Hengqin”. “Ao promover o conhecimento sobre arquitectura e a criação de espaços, o concurso facilita o intercâmbio urbano entre as duas regiões, inspira a reflexão pública sobre o ambiente construído e impulsiona a melhoria colectiva dos espaços”, revela ainda a organização. O “Placeable City | Placemaking” é descrito como um concurso de design criativo “centrado na renovação de espaços e na criação de lugares, com o objectivo de revitalizar espaços públicos de pequena escala”. “Como abordagem à governação urbana, estas microintervenções preservam a textura urbana original, ao mesmo tempo que melhoram eficazmente a qualidade ambiental e espacial local”, é acrescentando. A primeira edição do concurso realizou-se em 2024 e teve a submissão de 24 projectos.
Hoje Macau EventosCantora Cristina Branco celebra 30 anos de carreira A cantora Cristina Branco celebra, no próximo ano, 30 anos de uma carreira que classifica como “muito intensa, forte, segura e robusta”, como declarou a intérprete à agência Lusa. “Não tive pressa, acima de tudo. Deixei que tudo acontecesse no seu tempo real e nunca esperei nada, eventualmente, para não ter nenhuma deceção. Acho que foram 30 anos muito intensos, mas sou uma pessoa de muita sorte, no fundo, porque consegui construir uma carreira forte, segura e robusta. Em relação a muitas coisas que eu vejo acontecer no nosso país… 30 anos mete algum respeito”, contou a artista, que recentemente realizou uma série de espectáculos na China, incluindo em Zhuhai. O ponto de partida deu-se em 1997, quando começou a fazer os primeiros concertos e editou o álbum de estreia, “Cristina Branco In Holland”. Desde então conta 19 álbuns e tem na forja um novo, a sair no final de 2027, a gravar com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, em que passará em revista o seu repertório, do fado à canção contemporânea, passando pelo jazz e pelas canções de José Afonso. Sem medo de arriscar Sobre a sua carreira, várias vezes premiada, Cristina Branco afirmou que não teve medo de arriscar: “Não se pode ter medo. Eu acho que, acima de tudo, quando se faz uma coisa que se gosta muito, o nosso pior inimigo é ter medo de arriscar. Nunca tive medo de arriscar, porque sempre, sempre acreditei que tinha que fazer aquilo que eu gostasse de fazer”. “E até hoje foi assim e espero que continue a ser. Acho que tem muito a ver com isso, medo não pode existir, é preciso coragem para arriscar. É preciso acreditar em nós próprios, e a falha pode ser o caminho para o sucesso, o caminho para algo novo”, continuou a cantora, que este ano venceu o Prémio José Afonso, pelo álbum “Mulheres de Abril”, em que recria repertório do cantautor. A criadora de “Talvez” afirmou que não trabalha para os prémios e que o “mais importante” para si é “o encontro com as pessoas”. “Se calhar as pessoas vão achar que eu sou uma pretensiosa qualquer, e pouco humilde, mas acho que isto não é falta de humildade. Eu não acredito muito, acho que [os galardões] são a parte visível, porque para mim, o que foi sempre mais importante foi estar e foi ir ter com as pessoas, e foi mostrar-lhes aquilo que eu faço e perceber que as pessoas gostam daquilo que eu tenho para lhes dar”, afirmou. A criadora de “Sete Pedaços de Vento” realçou que não fez este caminho sozinha, mas com uma equipa de músicos e criadores. “Há uma coisa muito importante, que é perceber que sempre estive muito bem acompanhada”, afirmou. “Fui eu que fui buscar essas pessoas. Ou seja, eu gostava do trabalho delas, e fui-me aproximando e fomos criando paralelos entre as nossas linguagens, entre as nossas formas de ver a música, e isso foi uma grande, grande ajuda. Nada disso foi feito sem as outras pessoas, nada destes 19 discos, ou destes prémios”, realçou. No âmbito destas celebrações, Cristina Branco apresenta também em 2027, um outro espectáculo, cujo alinhamento revisita a trilogia discográfica composta por “Menina” (2016), “Branco” (2018) e “Eva” (2020), onde canta autores como Sérgio Godinho, o mais presente no seu repertório, António Lobo Antunes, Kalaf Epalanga, Sara Tavares, Márcia, Beatriz Pessoa ou Mário Laginha.
Andreia Sofia Silva EventosMuseu Poly MGM | Obras de vidro revelam tradição artesanal chinesa O Museu Poly da MGM acolhe, até Março do próximo ano, a mostra “Luminous Brilliance: The Artistry of Zibo Liuli”, com 180 peças de vidro romano, persa e islâmico. O público pode descobrir três mil anos de artesanato e produção de vidro de Zibo, na província de Shandong “Luminous Brilliance: The Artistry of Zibo Liuli” é a nova exposição do Museu Poly da MGM, inaugurada no dia de aniversário da República Popular da China e que está patente ao público até Março do próximo ano. Nesta mostra é possível descobrir 180 peças de vidro romano, persa sassânida e islâmico provenientes do Museu Nacional da China e do Zibo Ceramics and Glass Museum, e que “percorrem três mil anos de tradição artesanal e de intercâmbio cultural na China”, pode ler-se numa nota da MGM. Trata-se de peças feitas em vidro que são “históricas e contemporâneas”, que proporcionam ao público “uma perspectiva inédita sobre o liuli, a arte tradicional chinesa de produção de vidro, e o seu papel como ponte entre civilizações ao longo de mais de três milénios”. Expõe-se, assim, “uma nova perspectiva sobre as Rotas da Seda”, já que este vidro representa as trocas comerciais que existiam entre vários países e a China, culminando num trabalho artesanal muito próprio feito em Zibo, na província de Shandong. Zibo é tido como “um dos mais antigos centros de produção de vidro da China, com uma tradição de mais de mil anos”. O vidro aqui produzido e as técnicas desenvolvidas são consideradas património cultural imaterial. “Desde as dinastias Ming e Qing que o vidro produzido em Zibo era transportado pelas Rotas da Seda para destinos em toda a Ásia e além do continente”, é ainda explicado. Do antigo ao novo A mostra está organizada em três áreas “que exploram a história, a estética e a criatividade contemporânea do liuli”. Uma das partes da exposição, intitulada “Forjar um legado milenar”, revela “as raízes profundas da produção de vidro na China”, nomeadamente “as contas de vidro em forma de ‘olho de libélula’ do período dos Reinos Combatentes e os raros vestígios dos fornos de Boshan, datados do final da dinastia Yuan e do início da dinastia Ming”. Mostra-se também “o requintado trabalho artesanal do vidro produzido para a corte imperial durante a dinastia Qing”. O trabalho em torno do vidro na zona de Zibo acarreta técnicas como “a moldagem por sopro, a fundição por cera perdida, a pintura pelo interior e a escultura”, sendo que muitas obras “evidenciam a fusão entre domínio técnico e expressão artística que caracteriza esta tradição”. A exposição revela ainda o trabalho mais actual destes artesãos, o que ilustra a forma como “os artesãos de hoje partem de fundamentos ancestrais enquanto exploram novas linguagens artísticas”. São exibidas, em conjunto, “obras chinesas e internacionais, destacando-se o diálogo global que, actualmente, molda a arte do vidro”. Instalações como conexão Um dos pontos fulcrais desta exposição é o jardim central em liuli, com a instalação intitulada “Twelve Flower Deities” [Doze Divindades das Flores]. O espaço cria um “ambiente imersivo de cor e luz que liga os três capítulos da exposição com uma experiência narrativa unificada”. Outro destaque desta mostra é a apresentação de obras do artista norte-americano Dale Chihuly, pertencentes à coleção MGM. Desta forma, “cria-se um encontro visual entre o vidro ocidental e as tradições chinesas do liuli, numa fusão que transcende o tempo e o espaço”. Há também uma zona interactiva que mostra “o processo de produção do vidro, desde a selecção das matérias-primas e a cozedura no forno até à escultura e ao acabamento, permitindo aos visitantes apreciar tanto a dimensão artística como o património imaterial associado a esta arte”. O Museu Poly da MGM foi fundado em 2024 e está ligado ao grupo empresarial Poly Culture, que se dedica essencialmente a actividades culturais e artísticas.
Hoje Macau EventosCelebrado legado do jesuíta Francisco de Pina em Portugal A Guarda recebe, de amanhã a quinta-feira, o encontro internacional “Francisco de Pina e o percurso do Chữ Quốc ngữ: Ponte Cultural entre o Vietname e Portugal” para divulgar a obra do jesuíta Francisco de Pina. “O ponto de partida desta iniciativa foi a ligação histórica, de mais 400 anos, entre aquele país e a Guarda, pelo papel do sacerdote jesuíta guardense Francisco de Pina (1586-1625) e os laços históricos, culturais e humanos que unem os dois países”, realçou o município em comunicado enviado à agência Lusa. Durante três dias, investigadores, representantes institucionais, membros da comunidade vietnamita e convidados de Portugal e Vietname vão debater o legado Francisco de Pina, “que se destacou no século XVII como um dos maiores promotores da latinização da língua vietnamita – o Chữ Quốc ngữ”. Francisco de Pina nasceu entre Março e Setembro de 1586, tendo falecido a 15 de Dezembro de 1625, com 40 anos, na então Cochinchina – a região Centro do actual Vietname –, onde tinha chegado em 1617. Estudos em Macau Com 20 anos, rumou para o Extremo Oriente e completou os estudos filosóficos e teológicos no Colégio de São Paulo, em Macau. Ordenado sacerdote foi enviado para a missão dos jesuítas na então Cochinchina, onde se notabilizou como missionário e linguista. Além de ter sido o primeiro padre a falar com perfeição a língua local e a pregar sem intérprete, Francisco de Pina foi também pioneiro na utilização do alfabeto latino para transcrever a língua local que utilizava, à altura, carateres ideográficos tipo chinês. Desde então, a língua do Vietname possui uma escrita romanizada – o ‘quôc ngu’, onde se encontram claros sinais da língua portuguesa, sendo também a única do Extremo Oriente que utiliza caracteres latinos. A abertura oficial do encontro terá lugar na quarta-feira, (14h30 hora de Lisboa), na galeria de arte do Teatro Municipal da Guarda (TMG), com a inauguração de uma exposição de intercâmbio cultural. Na ocasião será exibido também o documentário “Francisco Pina – O Português que escreveu o futuro do Vietname”, que dá a conhecer o percurso e o contributo deste missionário guardense para a história da língua vietnamita. O encontro termina no dia seguinte com uma mesa-redonda, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), pelas 10h. Investigadores portugueses e vietnamitas vão debater a influência de Francisco de Pina na génese e desenvolvimento da escrita romanizada da língua vietnamita. Ainda na quinta-feira, mas às 17h, terá lugar no TMG uma sessão solene de homenagem ao padre jesuíta promovida pela Associação para a Promoção da Cultura Vietnamita (APCV), com o apoio do município da Guarda. Para a autarquia, os três dias da iniciativa “Francisco de Pina e o percurso do Chữ Quốc ngữ: Ponte Cultural entre o Vietname e Portugal” será “uma oportunidade para aprofundar o conhecimento mútuo, fortalecer o diálogo intercultural e celebrar uma herança histórica que continua a aproximar dois povos e duas culturas”. A Câmara da Guarda assinou recentemente um memorando de entendimento com a província de Gia Lai (Vietname) com vista à cooperação entre os dois territórios. O acordo destina-se a “aprofundar as ligações comerciais, o investimento, o turismo, a educação, a ciência e o intercâmbio cultural, criando novas oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento eficaz e a longo prazo das relações entre Gia Lai [a segunda maior unidade administrativa do Vietname com cerca de 3,5 milhões de habitantes] e Guarda”. Em Novembro de 2023, o município prestou-lhe homenagem a título póstumo, com a inauguração de uma escultura colocada no espaço exterior da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço. Criada e oferecida por uma fundação vietnamita, a obra é constituída por um barco nas ondas do mar a evocar a caravela das viagens dos portugueses no Extremo Oriente.
Hoje Macau Eventos MancheteFestival de Artes | Moçambicano Stewart Sukuma é cabeça de cartaz O IC anunciou mais uma edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que decorre entre Outubro e Dezembro, com o músico moçambicano Stewart Sukuma a ser um dos destaques. Ainda sem cartaz conhecido, o Festival da Lusofonia será mais curto este ano, passando de seis para três dias O Instituto Cultural (IC) divulgou o cartaz da oitava edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que apresenta o músico moçambicano Stewart Sukuma em cartaz. Este é um dos principais nomes do festival, actuando com a Orquestra Chinesa de Macau a 14 de Novembro no Centro Cultural de Macau. Um dos músicos mais premiados de Moçambique e um dos principais impulsionadores do estilo musical marrabenta, quer a solo quer com a Banda Nkhuvu, Stewart Sukuma já realizou várias digressões por África, Europa, Ásia, Estados Unidos, América Latina e Caraíbas. A presidente do IC, Deland Leong Wai Man, disse em conferência de imprensa que o programa da 8ª edição do Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa apresenta uma “oferta diversificada”, com especial foco nos intercâmbios culturais entre a China e os países de língua portuguesa. “O Encontro em Macau e o Festival da Lusofonia mostram os profundos laços entre a China e os países de língua portuguesa, permitindo aos visitantes experimentar esta fusão cultural”, afirmou. Cidade em festa Segundo a responsável, tal como em anos anteriores, foram convidados grupos artísticos oriundos dos países lusófonos e do Interior da China para realizar espectáculos em diferentes zonas da cidade e para a 29ª edição Festival da Lusofonia, que decorre entre os dias 23 e 25 de Outubro, nas Casas da Taipa. O programa inclui ainda espectáculos de música e dança tradicional em vários bairros da cidade, uma exposição de livros ilustrados em chinês e português, sessões de promoção da leitura e oficinas criativas destinadas às famílias. No entanto, além de Sukuma, a presidente do IC não especificou os nomes das bandas participantes, indicando apenas que o programa do festival contará com grupos de dança da Guiné Equatorial e de Timor-Leste, bem como apresentações de instrumentos musicais tradicionais de Moçambique. Destaca-se ainda a iniciativa “Onde a Cultura Floresce, a Felicidade Acontece – Espectáculos de Música e Dança Tradicional na Comunidade”, nos dias 24 e 25 de Outubro em zonas como Seac Pai Van, Zona de Lazer do Edifício Lok Yeung Fa Yuen e no espaço Anim’Arte NAM VAN, com a actuação de grupos musicais e de dança tradicional do Interior da China, Guiné Equatorial e Timor-Leste. Redução da Lusofonia Questionada sobre a decisão de reduzir a duração do Festival da Lusofonia de seis dias para apenas três dias (sexta-feira e um fim-de-semana), Deland Leong explicou que, após avaliações realizadas em edições anteriores, foi considerado que esse formato é o mais adequado. “Houve uma edição com duas semanas de duração e várias actividades, mas, depois da avaliação, pensamos que uma semana é mais adequada. Foi um consenso alcançado entre várias partes”, indicou. Segundo reportou a emissora TDM anteriormente, a interrupção do modelo alargado deve-se à ausência de patrocínio da operadora de jogo Galaxy Entertainment Group, uma mudança que obrigou a limitações orçamentais e a uma reestruturação do programa. Dirigentes de associações de matriz lusófona como a Associação dos Macaenses e a Casa de Portugal em Macau indicaram à emissora pública estar desiludidos com uma edição mais reduzida e a falta de apoio orçamental. A dirigente do IC reconheceu existirem opiniões divergentes entre as associações participantes, algumas defendendo um período mais prolongado e outras considerando que duas semanas são excessivas. “Temos de ouvir todos, mas continuamos a disponibilizar recursos para todas as associações”, afirmou, admitindo que, nos próximos anos, poderão ser recolhidas mais opiniões junto da população, parceiros e colectividades sobre a duração do certame. Entre 16 Novembro e 7 Dezembro realiza-se também o 8º Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, com uma Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa a decorrer entre Novembro e Janeiro de 2027.
Hoje Macau EventosGonçalo Lobo Pinheiro apresenta “O Almoço de Pessanha n’A Vencedora” O fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro acaba de editar o seu primeiro livro de ficção, intitulado “O Almoço de Pessanha n’A Vencedora”. Segundo um comunicado enviado às redacções, o livro “recria um dia na vida de Camilo Pessanha na Macau de 1921”, onde o leitor pode acompanhar “Camilo Pessanha pelas ruas da cidade que escolheu para viver e onde passou grande parte da sua vida”. “Entre encontros, memórias e momentos de contemplação, o poeta revisita o passado e confronta-se com as interrogações universais sobre o tempo, a identidade, a pertença e o envelhecimento”, lê-se ainda sobre a história. Relativamente ao restaurante A Vencedora, muito antigo e “um dos espaços mais emblemáticos de Macau”, a narrativa acaba por transformar “um simples almoço numa profunda reflexão sobre a vida e sobre os laços invisíveis que unem as pessoas aos lugares que habitam”. Uma paixão por Pessanha O autor confessa que o livro demorou “cerca de um ano a escrever”, recriando “a atmosfera de Macau no início do século XX e cruzando ficção histórica e criação literária”. Evoca-se, na escrita, “a riqueza cultural de uma cidade onde Oriente e Ocidente convivem lado a lado. Ao mesmo tempo, oferece um retrato intimista do homem por detrás de um dos maiores poetas da língua portuguesa”. Editado pela Ipsis Verbis, o livro surge depois de quatro livros de poesia escritos por Gonçalo Lobo Pinheiro. “Este conto nasce do desejo de transformar o instante em permanência, como se a fotografia se tornasse texto”, afirma o autor, citado pela mesma nota. A obra, que teve apenas 100 exemplares impressos, está à venda na Livraria Portuguesa, em Macau, ou através da editora. Cada exemplar é acompanhado por um saco único especialmente produzido para esta edição, ilustrado com uma fotografia alusiva ao poeta captada por Gonçalo Lobo Pinheiro.
Andreia Sofia Silva EventosDança | Coreografias de Macau abrilhantam cartaz da Quinzena de Almada Macau faz-se representar na 34ª edição da Quinzena de Dança de Almada, tanto na iniciativa “Saracoteio” como na secção “Plataforma Coreográfica Internacional”. A coreógrafa local Cynthia Sio apresenta “Decalogue” e “‘Shell’ We Talk”. Ao HM, a artista explica a paixão pela dança e o significado dos seus trabalhos As danças e contradanças da vida levaram Cynthia Sio a descobrir esta forma de expressão artística ainda criança. Natural de Macau, está hoje radicada na Coreia do Sul e vive do mundo da dança e da coreografia, tendo visto dois projectos seus seleccionados para a 34ª edição da Quinzena de Dança de Almada, nomeadamente “Decalogue”, apresentado amanhã às 21h, na secção “Plataforma Coreográfica Internacional” e ainda “‘Shell’ We Talk”, integrada na iniciativa “Saracoteio – Dança no Ecrã”, que conta também com projectos de Cabo Verde. “Decalogue” será interpretado no Teatro-Estúdio António Assunção e é um espectáculo que dá respostas às seguintes perguntas: “O Decálogo [Dez Mandamentos que Deus entregou a Moisés no Monte Sinai, segundo a Bíblia] é um guia ou uma restrição? Ser bondoso ou ser mau?” “Numa zona cinzenta, somos todos hipócritas”, refere a sinopse. Por sua vez, “Saracoteio – Dança no Ecrã 1” apresenta-se no Salão das Carochas esta sexta-feira e conta ainda com o trabalho de outro nome de Macau: Man Ian Ku, que apresenta “The Rhythm of Sharing”. Em “Shell’We Talk” Cythia fala-nos do Macau antigo. A sinopse do filme de dança, com pouco mais de cinco minutos, revela-nos que “Macau era uma pequena aldeia piscatória”. “A sua história de cultivo de ostras deu-lhe os seus antigos nomes de Hou Keng (Espelho das Ostras) e Hou Keng Ou (Porto do Espelho das Ostras). Reza a lenda que a origem destes nomes se deve às ostras que brilhavam como espelhos. No passado, Macau era conhecida pelas suas ostras frescas. Devido à poluição da água do mar, a reprodução das ostras tem vindo a diminuir drasticamente nos últimos anos, tornando-as inadequadas para consumo. Já não é possível”, é descrito na sinopse. Ostras com passado Ao HM, Cynthia Sio conta-nos como surgiu este projecto, seleccionado a partir de um concurso feito de propósito para a secção “Saracoteio – Dança no Ecrã”. “Em 2024 participei num Laboratório de Cinema de Dança organizado pela Associação de Dança Ieng Chi de Macau. Uma excursão para observação costeira levou-me a uma praia coberta de conchas de ostras que me deixou impressões por muito tempo. Com o nosso guia aprendi sobre o passado esquecido de Macau como vila piscatória, e de como a poluição marinha estragou as águas, tornando as ostras impróprias para consumo”, contou. Desta forma, a coreógrafa, perante “ostras sem vida”, comoveu-se ao saber que a vida marinha saudável tinha, outrora, acontecido ali. “Após um período de reflexão no final do laboratório, regressei àquela mesma praia para criar o filme de dança ‘Shell’ We Talk. Para mim, aquelas conchas espalhadas assemelham-se a almas outrora puras, despojadas da sua essência interior pela poluição e decadência implacáveis. Talvez, à medida que o seu âmago se esvaía, elas tentassem gritar, ansiando por serem ouvidas”, descreve. Cynthia Sio diz sentir-se “verdadeiramente honrada e grata” pelo facto de o seu projecto de vídeo de dança ter sido seleccionado. “‘Shell’ We Talk nasceu de um momento muito pessoal e de reflexão junto à costa de Macau, onde exploro temas como a perda, a degradação ambiental e as vozes silenciadas. O facto de esta história ter sido reconhecida pelo [júri] do Saracoteio dá a essas conchas silenciosas e vazias a oportunidade de se expressarem perante um público totalmente novo em todo o mundo. É uma afirmação profunda do meu percurso coreográfico”, explicou. Um tempo próprio Cynthia Sio perdeu o pai ainda muito jovem e a dança surgiu como refúgio. Fez depois estudos em Tianjin, na China; Alemanha e Coreia do Sul, onde completou o mestrado e doutoramento na área. Esses estudos ajudaram-na “a aperfeiçoar a minha voz na coreografia”. “Com o tempo, fiquei fascinada pela forma como a dança consegue construir mundos que as palavras não conseguem expressar”, rematou. Ao longo da sua carreira Cynthia Sio já viu o seu trabalho reconhecido, tendo ganho o Prémio de Melhor Coreografia no Festival de Dança Juvenil da Coreia do Sul [South Korea Youth Dance Festival]. Também na sexta-feira pode ver-se em Almada outro projecto de dança oriundo de Macau. “Fabrics of Time” é uma peça com coreografia de Chloe Lao, ligado à iniciativa “Step+”, da Associação de Dança Ieng Chi de Macau. Trata-se, segundo a sinopse, de um “espectáculo multimédia que integra arte digital com a tinta, dança, teatro, tecnologia interactiva e instalações em papel”. “Contada através das perspectivas de um viajante moderno, a peça explora o significado mais profundo de ‘viagem’, ao mesmo tempo que examina as ligações entre o tempo e o espaço, o vazio e a realidade, e desconstrói os múltiplos aspectos da memória. Neste contexto único, o espectáculo oferece ao público uma experiência terapêutica de energia fluida e imaginação sem limites”, é referido. Ainda na secção “Saracoteio – Dança no Ecrã 1” apresenta-se “Third Person”, com realização de Tang Chi Fai, dramaturgia de Jenny Mok e coreografia e interpretação de Lei Pou Ian. Este filme “explora a forma como o espaço onde vive um indivíduo se transforma, na perspectiva de uma terceira pessoa.” Assim, “quando observado do exterior, um ambiente privado transforma-se numa ‘representação’ do espaço que pode ser vista e reflectida, revelando a relação subtil e complexa entre as pessoas e o espaço ― e a forma como o espaço acolhe e molda os estados de ser”. “Eyeland”, de Lao Pui Lon; e “Hermaphroditus”, de Lam Chan Tong; são outros filmes de dança oriundos da RAEM que podem ser vistos no festival de dança de Almada.
Hoje Macau EventosTaylor Swift destaca-se nos MTV Video Music Awards Taylor Swift conquistou o prémio mais importante da noite de domingo e tornou-se a artista mais premiada da história dos MTV Video Music Awards (VMA), enquanto Madonna brilhou como artista do ano, no evento-chave da cultura pop. “Quero agradecer e dedicar este prémio a uma pessoa, sem a qual isto não estaria a acontecer. Essa pessoa é a maior ‘showgirl’ de todas, Dolly Parton”, disse Swift ao receber o prémio de Vídeo do Ano por “The Fate of Ophelia”. “Cada canção que ela escreveu, a sua forma de contar histórias, era tão vívida e rica que ouvir as suas canções era como assistir ao melhor videoclipe que já se viu na vida”, acrescentou a cantora sobre a intérprete de “9 to 5”, que faleceu em 25 de Agosto. Swift agradeceu ainda aos colaboradores, destacando o mexicano Rodrigo Prieto, director de fotografia de “The Fate of Ophelia”. A estrela pop ultrapassou Beyoncé como a artista mais premiada da história dos MTV VMA, depois de um reinado partilhado, em que ambas acumulavam 30 prémios, e lançou o videoclipe do mais recente single, “Patient Zero”. O regresso da estrela Madonna regressou ao palco dos VMA após 23 anos, com uma actuação que simulou o clima de euforia e liberdade de uma discoteca, reunindo Sabrina Carpenter e Charli XCX para interpretarem faixas como “Bring Your Love” e “Danceteria Afterhours”. Ao lado de Carpenter, Madonna venceu os prémios de Melhor Colaboração Pop e Melhor Dance pela curta-metragem “Confessions II – The Film”, que engloba o conceito do mais recente projecto. A noite foi também da cantora tailandesa Lisa, que, para além de interpretar “Sawadika”, fez história como a primeira solista da K-pop e da Ásia a vencer na categoria de Melhor Pop. A cantora britânica Sienna Spiro venceu o prémio de Artista Revelação. Muitos dos prémios, cuja cerimónia foi dirigida pelo rapper Snoop Dogg, não foram transmitidos pela televisão e tiveram os vencedores anunciados posteriormente. Foi o caso de Melhor Música Latina, categoria ganha pelo porto-riquenho Bad Bunny com o single “NUEVAYoL”, e de Melhor Álbum, que foi também para Madonna, por “Confessions II”. Outras actuações nesta edição incluíram Shaboozy, que cantou “Cowgirl” num cenário de bar ao estilo do Velho Oeste, e Raye, numa performance do seu êxito “WHERE IS MY HUSBAND!”. Swift não foi a única a homenagear Parton. Antes da sua participação, a norte-americana Kacey Musgraves interpretou “I Will Always Love You”, um dos êxitos mais memoráveis da estrela do ‘country’. Parton também apareceu brevemente no ecrã, cantando excertos da música antes de Musgraves continuar a canção. Já a banda de ‘grunge’ dos anos 90 Nirvana recebeu o prémio Video Vanguard, entregue no palco a Dave Grohl (baterista), Krist Novoselic (baixista fundador) e a Pat Smear (guitarrista da última fase da banda). “O Kurt era único”, disse Smear sobre o falecido fundador e vocalista Kurt Cobain. “Os Nirvana continuam a ser relevantes porque as pessoas estão ávidas de autenticidade, de algo real e intransigente, algo que lhes diga ‘Vem como és’ — o Kurt teria adorado esse legado”, acrescentou. A série de homenagens terminou com canções como “Faith”, interpretada por Sombr, e “Careless Whisper”, por Teddy Swims, assinalando o décimo aniversário da morte de George Michael. “Demonstrem amor, espalhem amor e deem amor” — foram as palavras com que Snoop Dogg encerrou a cerimónia, realizada em Los Angeles pela primeira vez em nove anos.
Andreia Sofia Silva EventosMúsica | German Ku lança novo single e apresenta espectáculo ao vivo Chama-se Germano Guilherme, mas o mundo artístico conhece-o por German Ku. Macau está sempre presente nas músicas que canta e a nova não é excepção. Os fãs podem esperar um novo single em Outubro, mês em que apresenta, no Broadway Theatre, o espectáculo “A New Classic” Quando Germano Guilherme venceu, em 2024, o concurso de talentos “Midlife, Sing and Shine 2”, do canal TVB de Hong Kong, o mundo conheceu-lhe a voz e admirou-lhe o talento. O rapaz macaense que sempre teve a paixão de cantar, e que até estudou na Escola Portuguesa de Macau, transformou-se no artista German Ku, nome artístico pelo qual é conhecido. Depois de muitos espectáculos e algumas gravações de estúdio, Germano está de regresso com o espectáculo “A New Classic”, apresentado a 10 de Outubro no Broadway Macau, e também uma nova canção, cujo nome não revela, em entrevista ao HM. “Espero lançar um novo single em meados do mês de Outubro. É uma balada típica de cantopop e que mostra um lado mais emocional da minha parte. No futuro espero poder colaborar com diferentes talentos de Macau para criar mais música, sobretudo algo que possa realmente representar Macau”, descreve por escrito. Em relação ao espectáculo “A New Classic”, descreve-se no website Macau Ticket, onde os ingressos já estão à venda, que é uma novidade de palco desde “o triunfo da ‘Follow Me Live Tour'”, a sua última digressão. No concerto de Outubro, o cantor macaense irá “abraçar um novo caminho musical, regressando às suas origens com uma experiência refinada e focada na música, especialmente criada para os fãs mais dedicados” à sua carreira. Desta forma, nesta sala de espectáculos no Cotai podem ouvir-se “clássicos da Pop ocidental, um género musical que está perto do seu coração e que é profundamente adorado pelo público”. A escolha do repertório está a cargo de German Ku, que em palco se fará acompanhar por uma orquestra. Trata-se de um concerto que irá proporcionar “uma interpretação renovada de êxitos clássicos em inglês, trazendo uma nova emoção e elegância a canções lendárias”. Nas palavras de Germano Guilherme, o público de Macau pode assistir a um “espectáculo único, apresentado apenas numa noite”. “Vou interpretar a minha selecção de canções favoritas e que são conhecidas há muitos anos, mas com novos arranjos, dando-lhes uma nova abordagem. Também vou celebrar o meu aniversário com o público e os meus fãs, uma vez que faço anos em Outubro.” Cantar no quarto Germano Guilherme não tem dúvidas de que a vitória no concurso da TVB lhe abriu portas. “Depois de vencer o concurso de talentos de Hong Kong, abriram-se mesmo muitas portas, que nunca imaginei que se pudessem abrir na minha vida: concertos em diferentes cidades, palcos maiores, mais música, fãs. Foi avassalador e, de certa forma, difícil de acreditar no início”, recorda. Germano canta desde miúdo, mas as oportunidades tardaram a chegar. Porém, nunca desistiu. “Infelizmente, durante os meus anos de estudo, não tive oportunidade de praticar ou desenvolver o meu talento musical. A única forma que tinha de praticar era cantar em voz alta em casa”, assume. O facto de ser natural de Macau dá a Germano uma responsabilidade de mostrar não apenas o território, mas também a cultura macaense que lhe pertence. “Como cantor de Macau penso ser minha responsabilidade promover e defender a nossa cultura — neste caso, a nossa música — junto do resto do mundo. Além disso, nasci e cresci como macaense, e sinto que é meu dever mostrar ao mundo a nossa cultura tão particular, uma mistura de estilos de vida chinês e português, levando essa cultura ao palco internacional.” German Ku espera um dia fazer música com talentos locais, apesar de reconhecer que o mercado discográfico do território é bastante reduzido. “Tenho de ser sincero: a indústria musical em Macau enfrenta algumas dificuldades quando comparada com a de outros lugares, devido à reduzida população e à pequena dimensão do território. Mas acredito que vai melhorar no futuro, graças ao poder das redes sociais nos dias de hoje. Espero que, um dia, a música de Macau seja reconhecida no palco internacional”, remata.
Andreia Sofia Silva EventosCanções narrativas Naamyam amanhã na Casa de Lou Kau A Associação de Ópera Chinesa Au Kuan Cheong realiza amanhã, sábado, o “Recital de Naamyam do Património Cultural Imaterial 2026 – Especial Festival do Meio do Outono”, que decorre na Casa de Lou Kau entre as 14h30 e as 17h. Segundo um comunicado da organização, pretende-se dar a conhecer a “dimensão emotiva” das canções narrativas de Naamyam, que originalmente eram cantadas por cegos. Nos anos 50, a Rádio Vila Verde de Macau transmitia estas narrativas cantadas, e que hoje estão inscritas na Lista do Património Cultural Intangível de Macau. O recital conta com a participação do mestre Au Kuan Cheong, uma das figuras mais importantes na preservação e transmissão ao público das narrativas Naamyam, procurando este evento “criar uma forte ligação com o espírito de festividade” do Festival do Meio Outono. O repertório inclui canções como “Tristezas de Outono de um Viajante”, bem como “O Senhor Guan Acompanha as suas Cunhadas”, onde se destacam sentimentos como a lealdade e a honra. As emoções humanas estão também presentes em “Lamento ao Longo das Cinco Vigílias da Noite”, além de que um amor não correspondido é a história por detrás de “Nuvens Persistentes da Devoção”. Repertório variado Canções como “A Confissão do Erudito Wang”, ou “Li Qingzhao” fazem também parte do repertório do espectáculo na Casa de Lou Kau, sendo que esta última “retrata a extraordinária resiliência e a profunda sinceridade da célebre poetisa da Dinastia Song”. Com a canção “O Palácio da Vida Eterna” revela-se a “devastadora impotência e a trágica despedida”, enquanto “Uma Visita numa Noite de Neve ao Monge Apaixonado” traz sentimentos e ideias de “serenidade e desprendimento filosófico”. A organização espera que, com este recital, “mais residentes e visitantes possam conhecer e apreciar esta forma de património cultural imaterial”, existindo o compromisso de “salvaguardar e divulgar as canções narrativas Naamyam, procurando preservar a sua vitalidade e manter a sua relevância na sociedade contemporânea”. De destacar que desde 1995 que a Associação de Ópera Chinesa Au Kuan Cheong, fundada por este, se dedica a promover as canções narrativas Naamyam com sessões de formação e espectáculos. É a entidade reconhecida pelas autoridades como sendo responsável pela preservação deste património.
Andreia Sofia Silva EventosGalaxy Promenade com peças do escultor chinês Gao Xiaowu Uma exposição de arte do escultor chinês Gao Xiaowu, intitulada “Dream Voyage at Galaxy Resort: Gao Xiaowu’s Art Exhibition”, pode ser vista no Galaxy Promenade, no empreendimento Galaxy Macau, até ao dia 17 de Novembro. Segundo um comunicado da operadora de jogo, trata-se de uma “viagem imersiva pelos sonhos, gratidão e amor”, apresentando-se seis conjuntos de obras representativas de Gao Xiaowu. Estas dispõem-se em “cinco capítulos temáticos que exploram diferentes etapas da vida e a procura dos sonhos”. Na obra “Dreams Begin” estão patentes os sentimentos de esperança e imaginação, enquanto em “Breaking the Mold” pode-se sentir a “celebração da individualidade”. Já em “Dreams Return”, trata-se de uma peça que “incentiva os visitantes a reencontrarem as suas aspirações originais e a reavaliarem os seus sonhos”, enquanto com o trabalho “Gratitude Shared” faz uma “homenagem ao apreço sincero”. A “viagem” pelo trabalho deste escultor termina com a peça “Love Expressed”, focado na ideia de que o amor “constitui uma força poderosa, capaz de sustentar os sonhos e reforçar ligações significativas”. O aqui e agora Na mesma nota, é descrito como Gao Xiaowu é, nos dias de hoje, “um dos mais reconhecidos escultores contemporâneos da China”, sendo “amplamente conhecido pela filosofia do ‘the moment that is'”. Faz-se, portanto, a apologia do momento presente, e também da prática das “popular arts”, ou seja, artes que “pertencem às pessoas comuns”, como se lê no website oficial do artista. “Gao Xiaowu procura inspiração nas experiências, emoções e aspirações das pessoas comuns. Através de uma linguagem visual marcada pelo humor, calor humano e acessibilidade, Gao explora a vida urbana, as questões sociais e as relações humanas, transmitindo simultaneamente um forte sentido de empatia e de envolvimento com o público”, lê-se ainda. Nascido em 1976, em Fujian, Gao Xiaowu formou-se na Xia Men Art Academy em Escultura, curso que terminou em 1999. Formou-se na mesma área, mas na Central Academy of Fine Arts em 2004. Passou pela Catalunha, Espanha, para fazer um mestrado em “Film Business and Management” na Catalan School of Film and Audiovisual Studies, vivendo actualmente em Pequim.
Andreia Sofia Silva EventosExposição | Dinastia Tang é protagonista em “Imperatriz Reinante” Foi inaugurada esta quarta-feira mais uma mostra patente no Museu de Macau. Trata-se de “A Imperatriz Reinante – Wu Zetian e a Divina Capital de Luoyang”, com mais de uma centena de peças que remontam aos anos da dinastia Tang. Trata-se de artefactos cedidos por instituições culturais da província de Henan O terceiro andar do Museu de Macau acolhe até ao dia 28 de Fevereiro mais uma mostra que junta cultura e história da China. Tal é possível com a exposição “A Imperatriz Reinante – Wu Zetian e a Divina Capital de Luoyang”, que apresenta em Macau 126 itens ou conjuntos de artefactos cedidos por oito instituições culturais e museus da província de Henan, nomeadamente o Museu de Henan, a Academia das Grutas de Longmen, o Museu de Luoyang, o Instituto de Arqueologia de Luoyang, o Museu de Túmulos Antigos de Luoyang, o Museu Cultural do Grande Canal das Dinastias Sui e Tang, o Museu de Yanshi e o Museu do Condado de Xin’an. Segundo uma nota disponibilizada pelo Instituto Cultural (IC), pretende-se, com esta mostra, “promover o intercâmbio histórico e cultural entre Henan e Macau”, além de se “destacar o papel de Macau como janela importante para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental”. Esta é uma organização conjunta do Governo de Macau e da Administração Provincial do Património Cultural da Província de Henan. Era dourada Destaca-se, do conjunto de peças em exposição, 21 itens ou conjuntos que são “relíquias culturais de Primeira Classe, incluindo a Faixa de Ouro de Absolvição de Wu Zetian, uma estátua de pedra de uma figura guardiã, uma estátua de Tathagata de pé, figuras de cerâmica pintadas de um cavalo e seu domador ou um cavalo de esmalte tricolor e um espelho de bronze com motivos de criaturas marinhas e uvas”. Há cinco áreas em que se divide a mostra, que apresenta, desta forma, “um panorama multidimensional da era gloriosa da dinastia Tang sob as perspectivas do planeamento urbano, filosofia, cultura, vida social, sistemas rituais e jurídicos e dos intercâmbios internacionais”. A mostra inclui também uma forte componente multimédia de interacção com o público, nomeadamente uma “cabine fotográfica com Inteligência Artificial”, o que permite “uma forma acessível e envolvente de aprender sobre a cultura, a arte e a sociedade da dinastia Tang”. A exposição terá, posteriormente, uma versão digital com recurso a realidade virtual, e que pode ser vista a qualquer altura no website do Museu de Macau. Uma vez que Macau celebra o Festival do Meio Outono, que antecede as celebrações da implantação da República Popular da China, o Museu de Macau e o Jardim da Fortaleza do Monte estarão abertos hoje até às 22h30, estando também abertos este sábado e domingo até às 21h. Nestes dias o jardim terá uma decoração temática da dinastia Tang, uma zona para fotografias e uma área para a prática de pickleball.