Andreia Sofia Silva EventosSalão de Outono | Nova edição inaugura parceria com museu de Xangai Arranca esta sexta-feira, dia 16, a 17.ª edição do Salão do Outono, que traz mais de uma centena de obras de artistas locais à Casa Garden. Uma obra feita ao vivo por Fortes Pakeong Sequeira é um dos destaques do cartaz, mas a grande novidade é a exportação do evento para o Museu Powerful de Xangai A Casa Garden, sede da Fundação Oriente (FO) em Macau, acolhe, a partir desta sexta-feira, dia 16, e até 22 de Novembro, mais uma edição do Salão de Outono, que há 17 anos acontece em Macau. Porém, a iniciativa promovida pela AFA – Art for All Society, traz, além do habitual concurso para jovens artistas, uma novidade: em Março do próximo ano, o Salão de Outono passa a fronteira e marca presença no Museu Powerful de Xangai. Esta cooperação faz parte “da nova estratégia” da organização, com o estabelecimento, pela primeira vez, “de uma colaboração inter-regional com instituições de referência do interior da China”. Além deste museu, foi estabelecida uma parceria com a entidade Art Infinity, cuja directora-executiva é Linwood Lin, de Hong Kong, e que está ligada à área da gestão, curadoria e profissionalização do mundo das artes. Segundo um comunicado da AFA, a exposição de Macau terá a cerimónia de inauguração no próximo dia 24, a partir das 18h30. Com a edição deste ano, e de Xangai, o Salão de Outono quer transformar-se numa “plataforma de exposições internacional para os artistas de Macau”. No tocante à mostra de Macau, a curadoria está a cargo de Kitman Leong e Julia Lam Tsz Kwan, e contou com a orientação de Alice Kok, presidente da AFA. Foram submetidas 187 obras para esta edição, tendo sido seleccionadas 133 trabalhos assinados por 96 artistas locais. A exposição abrange diversas formas de expressão artística contemporânea, incluindo pintura chinesa, pintura a óleo, aguarela, escultura, fotografia, cerâmica, instalação, vídeo, inteligência artificial e arte digital, “revelando a dinâmica criativa dos artistas de Macau”, é explicado. Do rol de artistas incluem-se nomes bem conhecidos do panorama artístico local como Alexandre Marreiros, Catarina Cottinelli Costa, presidente da Casa Garden; Diogo Dias dos Santos, Alice Kok, Alice Costa, Leong Kit Man ou Francisco Ricarte. Esta edição do Salão de Outono traz ainda o novo vencedor do “Prémio de Arte da FO”, anunciado dia 24. O prémio visa “apoiar jovens artistas locais na realização de residências artísticas em Portugal e será anunciado durante a cerimónia de abertura, simbolizando a continuidade e o desenvolvimento do ecossistema artístico local”. Fortes Pakeong ao vivo A AFA revela ainda aquele que será “um dos principais destaques da exposição deste ano”: a criação artística ao vivo do artista de Macau Fortes Pakeong Sequeira. Este fim-de-semana, de sexta-feira a domingo, e depois entre os dias 22 e 24 de Outubro, sempre entre das 13h e as 18h, Pakeong Sequeira recorre ao lápis e papel de desenho para apresentar o projecto “Do As I Am”. Segundo a AFA, “num contexto marcado pela turbulência, o artista transforma a tela, partindo de um estado de total ‘vazio’ para uma ‘respiração’ fria e concentrada, numa exploração progressiva que passa do ambiente exterior para o estado interior da mente”. “Embora os meios materiais sejam limitados, a imaginação não conhece fronteiras. Pakeong demonstrará ao público como descobrir o macro no micro, transformando um pequeno espaço num universo, e convidará os visitantes a experimentar a liberdade absoluta proporcionada pelo desprendimento durante este processo de criação imersiva”, é explicado. Modelo para Macau? A AFA quer ainda, com esta edição do Salão de Outono, promover uma “integração profunda dos recursos de exposição com os mecanismos de mercado”. Assim, foi também estabelecida uma parceria com a Universidade de Turismo de Macau, que acolhe um debate. O “Seminário de Administração da Arte e Fórum do Salão de Outono AFA: Quebrar Barreiras, Capacitar e Co-criar — Construir um Ecossistema Sustentável para a Arte Contemporânea de Macau” tem lugar já na próxima terça-feira, 20, das 19h às 21h, no Grande Auditório FG51 do campus da Taipa da instituição de ensino. Pretende-se, com esta sessão, “ultrapassar as fronteiras existentes e impulsionar a evolução do ecossistema artístico e cultural de Macau para um modelo profissional de indústria cultural”. A moderação está a cargo de Alice Kok, marcando presença em Macau Wendy Xu, directora do Museu Powerlong de Xangai. A ideia é debater como o modelo aplicado neste museu “poderá ser introduzido em Macau”. Trata-se de uma fórmula que “combina o reconhecimento académico de um museu de arte sem fins lucrativos, o alcance público de um centro de arte e a capacidade comercial de uma galeria”. Desta forma, procura-se “criar um percurso sistemático e de qualidade que permita às obras de arte ultrapassar a distância entre o meio académico e o mercado”. A mesa redonda conta com Linwood Lin; Bai Shui, artista emergente seleccionado pela Forbes China em 2025; Cindy Ng, curadora do Pavilhão de Macau na 61.ª Bienal de Veneza; e Eric Fok, artista local que participou na Bienal de Veneza. Segundo a AFA, este “conseguiu estabelecer relações de representação com galerias e integrar-se no circuito internacional de coleccionismo”. Nesta sessão terão lugar “três questões centrais”, nomeadamente como se pode criar “um centro eficaz que permita aos artistas de Macau estabelecer ligações com os mercados nacional e internacional”. O debate irá também abordar “como formar coleccionadores e públicos especializados” e ainda como se pode “aproveitar a experiência dos sistemas da cadeia de valor da indústria artística do Interior da China”, a fim de se “promover a industrialização e a profissionalização do ecossistema artístico e cultural de Macau”.
Andreia Sofia Silva EventosHengqin | Festival da Cultura Lusófona este fim-de-semana O Centro Cultural e Artístico de Hengqin recebe este fim-de-semana, de sexta-feira a domingo, o Festival da Cultura Lusófona de Hengqin, organizado pelo Instituto Cultural (IC) e organismos ligados à Zona de Cooperação Aprofundada de Guangdong e Macau em Hengqin. Segundo uma nota da organização, o festival acontece entre as 16h e as 21h, não faltando mascotes e muitas representações da cultura portuguesa e macaense. Há, portanto, a “doçura e sabor inconfundível dos pastéis de nata” no espaço dedicado à gastronomia lusófona. Destaque para a participação da chef macaense Antonieta Manhão, mais conhecida como chef Neta, que apresenta as receitas de bifana de porco com açafrão e pão com chouriço. Haverá ainda duas demonstrações de culinária ao vivo por dia com foco na gastronomia macaense, apostando-se na confecção de pratos como o minchi ou porco balichão tamarindo. O festival traz uma exposição de artesanato com objectos dos países de língua portuguesa, com “oficinas práticas em que os visitantes podem fazer pintura de azulejos tradicionais portugueses, leques de papel, crochet e pintura com areia”, sendo que cada sessão tem 30 vagas. Outro foco do festival, é a reprodução da festa de São João do Porto. “Com o preenchimento de um questionário os visitantes recebem um martelo insuflável colorido para espalhar votos de boa fortuna através de divertidas e leves marteladas”, destaca a mesma nota. Além de um expositor dedicado ao Grande Prémio de Macau, o cartaz inclui também 20 “espectáculos temáticos” que vão desde o Fado às danças brasileiras, com grupos escolares.
Andreia Sofia Silva EventosMúsica | Achun lança dois novos singles em plataformas digitais O músico local Achun tem novidades no mercado discográfico, com dois novos singles. “Energetic” já está disponível nas plataformas digitais de streaming desde o dia 2 de Outubro; “A Lonesome Soul”, será lançado posteriormente. Eis Achun em nome próprio a explicar as influências destas composições, que vão da dança ao cinema Achun está de regresso às canções, mas não com um disco. Em entrevista ao HM, o músico de Macau disse que decidiu lançar apenas dois singles, um deles apresentado no passado dia 2, e de nome “Energetic”, já disponível em várias plataformas de streaming, como é o caso do “Spotify”. Será também lançado “A Lonesome Soul”. As origens destas produções são diferentes, mas a génese está na mesma pessoa que assume fazer música por pura paixão. E essas influências vagueiam entre géneros musicais ligados às lides culturais urbanas, como é o caso de “Chicago Ghetto House”. “No passado, a minha estratégia de lançamentos baseava-se nos EPs e nos álbuns. Agora, simplesmente quero mudar a minha abordagem e manter cada lançamento com uma só faixa. O impulso criativo por detrás de ‘Energetic’ surgiu da minha paixão de longa data [pelos géneros] Chicago Ghetto House, Footwork e Juke. Esta categoria está dentro da linhagem House, e já fiz este ‘estilo Footwork’ antes. Desta vez, ‘Energetic’ está direccionado para o House.” “Também sou um apaixonado por filmes, e já tenho alguma experiência em aparecer em algumas produções. ‘A Lonesome Soul’ cresceu a partir da influência de determinados filmes e séries”, acrescentou. Em meados de 2023, Achun lançou um outro single, intitulado “The Dance of a Heart Alone”, música na qual trabalhou por mais de dois anos. Aí começou a pensar mais na possibilidade de fazer canções e, simplesmente, disponibilizá-las em meios digitais. “No final estava a ficar cada vez menos motivado; e o único caminho que restou, enquanto ainda não queria desistir da canção, era fazer o ‘upload’ para as plataformas de streaming e deixá-la lá. Depois de ter saído, não fiz nenhuma promoção. Se o algoritmo trouxe [a canção] para uma plataforma de ‘streaming’, era esse o seu destino; se nunca for ouvida, não se perde nada. Pode-se dizer que esta foi a forma mais passiva de sempre de lançar uma canção, ou a mais experimental, ou ainda numa forma de tentativa-erro”, admitiu. Porém, com “‘Energetic’ e ‘A Lonesome Soul’ a abordagem foi completamente diferente, e quis que o lançamento destes dois singles fosse organizado, com alguma extensão desta espécie de experiência”, explicou. Acto de um crente Um dos primeiros álbuns de Achun data de 2014, e intitula-se “The Gloaming Time”, contando com faixas como “Here Comes the Moon”, “Yesteryear” ou “Hologram World”. “Everywhere”, por sua vez, surgiu em 2022 e contém oito faixas, nomeadamente a que dá nome ao álbum; “I Can’t Stand” e “I Forgot to React”. Por entre faixas e discos, fazer música é mesmo o grande amor de Achun. “Não é um mero hobby para mim, e existe quase com um sentido religioso, no sentido em que me defino como músico como um crente se define como alguém com fé.” Porém, ser músico em Macau acarreta lidar com desafios e tomar decisões. “O maior desafio de fazer música em Macau é que a maioria do público tem pouco entusiasmo pelos músicos ou mesmo um baixo nível de aceitação”, começa por dizer. “A música quase não é vista como tendo valor comercial a nível local, e algumas pessoas até a detestam e encaram-na como barulho. O Governo e alguns entusiastas, e as pessoas da indústria que estão na comunidade já recorreram a todos os métodos que podem para promover actividades relacionadas com a música, e lançamentos, incluindo bandas estrangeiras e músicos que chegam a Macau, [apostando-se também] no crescimento de bandas locais e músicos, mas nenhum foi adoptado pelo mercado.” A acrescentar a este cenário, os espaços para concertos ao vivo “têm encerrado um atrás do outro” e, no final, “sem terem mais onde tocar, as pessoas vão para a rua, e a polícia costuma aparecer para as impedir”. Desta forma, “estes factores objectivos constituem, sem dúvida, um grande obstáculo e desafio para os músicos de Macau. Nestas condições difíceis, tentei entrar no mercado da China continental”. Álbum na China Foi, assim, na China que Achuna lançou todas as cartas de que dispunha ao editar “On The Other Side”, o seu primeiro álbum, em 2012. “Na altura, até os meus amigos de Macau pensavam que eu me tinha mudado para Xangai de vez. Quanto a Hong Kong, em tempos considerei-a uma cidade onde era mais fácil desenvolver-me como músico do que em Macau, e também mais favorável à música, embora os músicos locais possam não ver as coisas dessa forma.” Achun actuou na região vizinha pela primeira vez em 2010, “quando Lai Fai, que dirigia o ‘Heavy HK’, colectivo de baixo/reggae de Hong Kong, e que na altura ainda não se tinha focado no reggae, me convidou para dar o meu primeiro concerto em Hong Kong no ‘Backstage Live House, em Lan Kwai Fong, um espaço que já fechou há muito tempo”. Esse tempo levam Achun a recordar a origem de um outro projecto, de 2021. Trata-se do LP de vinil de 180 g “Keep Da Vibez Goin’”, pela XXX Records. “Lembro-me que naquela noite, por entre a multidão, um estrangeiro andava a circular pelo público a distribuir panfletos para outra festa musical. O panfleto era mais pequeno do que a palma da mão. Essa pessoa era o Enso (Cassady Winston), que dirigia outro espaço de espectáculos [em Hong Kong], a ‘XXX Gallery’. Independentemente dos rumos que a ‘XXX Gallery’ tenha tomado mais tarde em Hong Kong, ela ainda me proporcionou, nos dez anos seguintes, muitas oportunidades de fazer atcuações ao vivo ou sessões de DJ nesse espaço”. Foi assim que Enso o ajudou a lançar o LP de 2021.
Andreia Sofia Silva EventosLíngua portuguesa | Universidade Cidade de Macau acolhe conferência esta semana “What´s in a language? – Reflexões sobre a Língua Portuguesa na Ásia (memória linguística e cultural), dentro do contexto colonial e pós-colonial” é o nome da conferência que a Universidade Cidade de Macau (UCM) promove esta semana, quarta, quinta e sexta-feira (dias 14, 15 e 16 de Outubro). Segundo um comunicado da UCM, a conferência conta com quatro oradores de países de língua portuguesa, incluindo Macau como território que tem o português como língua oficial. Trata-se da professora universitária Maria José Grosso, da Universidade de Macau (UM); Hélder Gomes e Maria Célia Lima-Hernandes, da Universidade de São Paulo; e ainda João Marcelo Mesquita Martins, da Universidade do Minho. A organização está a cargo da secção portuguesa da Faculdade de Humanidades e Ciências Sociais da UCM, tendo o apoio do IROPC — Instituto de Investigação sobre os Países de Língua Oficial Portuguesa, que também pertence à mesma instituição de ensino. A iniciativa insere-se num projecto de investigação conjunto entre a UCM e a Universidade de São Paulo. Propõe-se, com esta conferência, fazer “uma reflexão profunda sobre o papel da língua portuguesa na Ásia e a memória cultural a ela associada, abrangendo a literatura e o cinema nos contextos colonial e pós-colonial”. O debate alarga-se ainda “à problemática do ensino do português na RAEM e ao mundo lusófono em geral, cruzando as realidades específicas do Brasil, de África e de Portugal”. É ainda analisado “o vasto interesse da China no espaço da lusofonia, com especial ênfase no papel estratégico de Macau no âmbito das relações internacionais”. A conferência acontece nos dois campus da UCM, na Taipa e em Macau. Debates transversais O programa arranca esta quarta-feira, realizando-se, a partir das 16h30, a palestra “A sobrevida da língua e da cultura portuguesa em Macau: estratégias e práticas”, no campus da Taipa. Aqui juntam-se “representantes de diversas instituições que promovem de há muito a língua e a cultura portuguesa na RAEM”, nomeadamente Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau; Catarina Cottineli da Costa, presidente da delegação da Fundação Oriente em Macau, Patrícia Quaresma, directora do Instituto Português do Oriente; Rui Pedro Cunha, da Fundação Rui Cunha; e Maria José Grosso, da UM. A moderação está a cargo da professora Vera Borges, da UCM. Na quinta-feira, a partir das 14h30, acontece no campus da UCM de Macau a sessão “Bridging China and the Lusophone World: The Portuguese Language and China’s Global Initiatives” [Ligando China e o Mundo Lusófono: A Língua Portuguesa e as Iniciativas Globais da China], com presença de Pedro Steenhagen, Li Guofeng, J. Renato Peneluppi Jr. e Bárbara Morais. A moderação é da responsabilidade de João Simões, professor na UCM ligado ao IROPC. Também na quinta-feira será lançado o livro da investigadora da Universidade de São Paulo, professora Maria Célia Lima-Hernandes, que se intitula “Macau – Lótus do Oriente”. Trata-se de uma obra que faz a “exaltação da diversidade e da resiliência do povo macaense”. Este livro convida a uma reflexão “sobre as complexidades da identidade num mundo globalizado, onde as fronteiras culturais se encontram cada vez mais emaranhadas, afirmando-se como uma leitura essencial para compreender a riqueza cultural de Macau e a dinâmica viva das suas comunidades”, lê-se na mesma nota. As sessões decorrerão na UCM, nos dias 14, 15 e 16 (de manhã) de Outubro no campus da Taipa (sala HG01, nos dias 14 e 16; Centro Cultural, no dia 15); na tarde do dia 16, será no campus de Macau, no Golden Dragon (sala GD2213).
Andreia Sofia Silva EventosArquitectura | Fórum discute “coexistência” com a Grande Baía Acontece este sábado, dia 17, na Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau o Fórum de Arquitectura 2026, da responsabilidade da Associação de Arquitectos de Macau. Com moderação de Carlos Marreiros e convidados como Zhang Li, da União Internacional de Arquitectos, o evento visa olhar a crescente integração do território na zona da Grande Baía A Associação de Arquitectos de Macau (AAM) promove este sábado, 17 de Outubro, mais uma edição do Fórum de Arquitectura 2026, que acontece na Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau (UCTM), entre as 14h e as 18h. Segundo informação divulgada nas redes sociais da AAM, a conversa conta com moderação do arquitecto macaense Carlos Marreiros, e marcam presença inúmeras figuras do sector, como é o caso de Zhang Li, presidente da União Internacional de Arquitectos; e Wu Jiang, presidente da ARCASIA – Architects Regional Council Asia (Conselho Regional dos Arquitectos para a Ásia). No painel, constam ainda nomes como o de Joseph Lee Hunwei, presidente da MUST e com uma larga experiência na área da engenharia, incluindo ao nível da investigação. O quadro completa-se com Joseph Kwan Kwok Lok, vice-presidente da Rehabilitation International para a região da Ásia-Pacífico. O tema deste fórum é “Coexistência Resiliente: Macau e as cidades da Grande Baía rumo ao desenvolvimento sustentável” e analisa temáticas como as alterações climáticas e a transformação das formas de construir e de habitação. Na informação divulgada pela AAM, lê-se que um dos tópicos abordados diz respeito ao facto de Macau “ser uma cidade costeira com elevada densidade populacional”, existindo a “necessidade de equilibrar o desenvolvimento económico, a gestão ambiental e o bem-estar social”. Desta forma, é necessário “reforçar a resiliência urbana e promover a coexistência harmoniosa entre pessoas e natureza”, sendo pontos “essenciais para alcançar um futuro sustentável”. Assim, pretende-se analisar “estratégias de adaptação para cidades costeiras de alta densidade no contexto das alterações climáticas, abordagens para a construção de comunidades resilientes e práticas inovadoras de desenvolvimento urbano ecológico na Zona de Cooperação Aprofundada de Guangdong e Macau em Hengqin, e noutras cidades da Grande Baía”. Cidades pensadas Prometendo um “diálogo interdisciplinar”, o fórum explora como as áreas de “arquitectura, planeamento urbano, engenharia, design ambiental e políticas públicas podem trabalhar em conjunto para reforçar a resiliência urbana e melhorar a qualidade de vida”. A AAM destaca como este fórum está também alinhado com as ideias presentes no congresso mundial da União Internacional de Arquitectos que decorreu este ano em Barcelona, entre Junho e Julho, sob o tema “Becoming: Architectures for a Planet in Transition” [Transformações: Arquitecturas num Planeta em Transição], sobretudo no que diz respeito ao papel que o urbanismo e arquitectura podem ter na criação de novos espaços para as populações. “Serão apresentados casos inovadores e de aplicação prática, com o objectivo de promover o intercâmbio e a cooperação entre Macau e cidades da Grande Baía no domínio do desenvolvimento urbano sustentável”, contribuindo-se “para a construção de um futuro urbano mais resiliente, habitável e sustentável”, descreve a AAM. O fórum acontece no auditório do bloco N, sala N101. O evento decorre em mandarim e inglês. A inscrição deve ser feita junto da própria AAM.
Hoje Macau EventosO que escritores de língua portuguesa mudariam no idioma A língua portuguesa é matéria-prima dos escritores lusófonos e alguns deles estão reunidos no XIV Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, promovido pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e Câmara Municipal da Praia. Os participantes assumem, em entrevista à Lusa, que, se pudessem mudavam alguns aspectos neste idioma que é falado por 300 milhões de pessoas. Hugo Pinto, ex-jornalista em Macau e investigador dedicado ao estudo de Macau, não mudava nada, mas sim “a ideia de que é preciso mandar na língua, que é preciso decretar, porque isso não funciona, não existe”. “A língua é feita todos os dias por todos, é uma construção permanente, é uma história de muitas histórias, de portas abertas e se eu pudesse mudar alguma coisa não mudava na língua, mas na maneira como se olha para a língua; e tentava tirar essa ideia de que é possível mudar a língua por vontade própria de alguém ou de uma política ou um decreto”, afirmou à Lusa. Alberto Oliveira Pinto, o autor da “História de Angola”, não tem dúvidas de que começaria por revogar o Acordo Ortográfico, obrigatório em Portugal desde 2015, e também com os estrangeirismos, retomando os conceitos dos substantivos, além de promover um regresso à gramática da sua infância. Mais palavras O poeta brasileiro José Inácio Vieira de Melo gostaria de acrescentar novas palavras, o que já faz, ao criar neologismos na sua poesia. “A poesia é exactamente isso: você ter uma língua e não ficar preso ao que a língua oferece”, disse à Lusa, à margem do encontro. A escritora cabo-verdiana Mana Guta (pseudónimo de Augusta Évora) não mudava nada, mas, se tivesse uma varinha de condão, investiria mais na formação dos professores, de modo a existir “uma metodologia mais afectuosa, mais próxima aos alunos, para que o aprendizado venha a ser algo também lúdico”. Neste evento participa também a escritora galega Maria do Rosário Bello, que defende a unidade linguística entre o galego e o português. “Se pudesse, faria com que todas as escolas galegas tivessem um professor ou professora de português, para que toda a gente pudesse ser alfabetizada no galego-português, que é também uma língua internacional”, disse. Amadú Dafé representa a Guiné-Bissau neste encontro e não mudava nada na língua portuguesa, a não ser na forma como é divulgada e transmitida. “Mudava a forma como é ensinada na Guiné-Bissau e talvez em alguns Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), como Angola e Moçambique, que são multilingues e às vezes o ensino do português não se adapta a essa realidade e é ensinada exactamente da mesma maneira como é ensinada em Portugal ou no Brasil, com as pessoas que já têm a língua portuguesa como língua materna”. Já o músico e escritor moçambicano António Costa Neto considera que “ainda há demasiados complexos em relação aos sotaques”. “Não é preciso mudar, é só aprender a aceitarmo-nos uns aos outros. Falar bem não é ter determinado sotaque”, defendeu o autor de “Marrabenta”. E gostaria que existisse “um debate mais profundo sobre determinados termos”. “Por exemplo, devíamos definir se chamamos a alguém de origem africana ‘negro’ ou ‘preto’”, referiu, explicando que algumas palavras nasceram com o efeito discriminatório e é necessário reaprender o seu uso. É preciso reflectir A professora portuguesa e directora do Departamento de Literaturas Românicas na Faculdade de Letras de Lisboa, Joana Matos Frias, não mudava nada na língua portuguesa, mas em relação aos seus usos defendeu “alguma reflexão”. “Embora precisemos de regras e normas, acho que há um certo tipo de imposições que eu preferia que não fossem extrínsecas aos verdadeiros falantes da língua, que têm registos muito diferentes, que variam do ponto de vista geográfico, social e profissional”. Olinda Beja, escritora de São Tomé e Príncipe, não hesita em afirmar que, se pudesse mudar alguma coisa na língua portuguesa, seria acabar com os estrangeirismos.
Hoje Macau EventosPatrimónio | Dança portuguesa atrai cada vez mais chineses A Associação de Danças e Cantares Portugueses ‘Macau no Coração’ continua a divulgar o património cultural de Macau. Os convites para espectáculos de folclore português aumentam e cativam cada vez mais chineses dentro e fora do território Um ano depois de a dança folclórica portuguesa se tornar património de Macau, a líder de um grupo disse à Lusa que há mais convites para espectáculos, mas que são os chineses que mais querem aprender. Em 13 de Outubro de 2025, Macau anunciou a inscrição de 12 manifestações, incluindo a dança folclórica portuguesa e os pastéis de nata locais, inspirados no pastel português, na Lista do Património Cultural Intangível da região. O efeito já se faz sentir, com “muito mais convites” para actuações, incluindo na China continental, diz a presidente da Associação de Danças e Cantares Portugueses ‘Macau no Coração’, a macaense Ana Manhão Sou. Ironicamente, diz Selina, a única funcionária a tempo inteiro da associação, é em Macau que o número de espectáculos diminuiu em comparação com antes da pandemia de covid-19. “Há cerca de 10 anos, ainda tínhamos a oportunidade de actuar todos os domingos”, nas Ruínas de S Paulo e perto das Casas-Museu da Taipa, recorda Selina. A região recebeu quase 29 milhões de visitantes até Agosto, mas os turistas “não têm hipótese de ver como é, de facto, a dança folclórica portuguesa em Macau”, lamenta. “É até um pouco triste”. História de sucesso Durante as actuações do outro lado da fronteira, muitos espectadores “ficam confusos” revela Selina, “e perguntam se somos de Xinjiang”. “Temos de lhes explicar um bocadinho da história de Macau”, diz. Também Davy, 62 anos, membro do rancho Macau no Coração, lamenta que a comunidade macaense continue a ser desconhecida na China continental. “Quero preservar a cultura. Como a dança [folclórica] vem de Portugal e aqui a cultura é chinesa, eu poder dançá-la é algo que valorizo muito”, diz. Davy chegou ao Macau no Coração por acidente. “No início, não sabia o que era a dança portuguesa, não sabia mesmo do que se tratava”, admite, quase 20 anos depois. Como em geral no mundo da dança, os homens continuam a ser uma minoria no grupo, confirma Ana Manhão Sou, com um sorriso: “são santos, a gente não os chateia e eles até podem dizer o que querem comer”. Antes de um ensaio, Manhão Sou diz que o grupo, que está a comemorar 20 anos de existência, mudou “um bocadinho a estratégia” depois da pandemia, face às dificuldades em atrair pessoas para aprender a dançar. “Começámos a entrar em escolas, para atrair a nova geração”, diz a dirigente, dando como exemplo a Escola Portuguesa de Macau. “Vêm os meninos pequeninos e vêm os pais. Dois pelo preço de um”, explica, com um sorriso. Desde a listagem como património, o grupo tem feito “seis ou sete” workshops por ano em escolas locais, de infantários a universidades, diz Selina. “Há vozes a dizer que são os chineses que estão a dançar. Eu percebo, mas onde estão os portugueses que queiram dançar? Não digo que não há, mas é que eu não consegui encontrar. A porta está aberta”, sublinha Manhão So. Esta sublinha que são os chineses que mostram maior interesse, incluindo universitários da China acabados de chegar a Macau, para os quais aprender dança folclórica portuguesa “até ajuda na integração”. “Dentro do ‘Macau no Coração’ nós não temos nacionalidade, isso é uma coisa muito simples. Por isso não notamos se é um chinês, um português, há todos, há da Venezuela, há da Colômbia, há tailandeses, há tudo”, diz a presidente.
Hoje Macau EventosPrémio Nobel da Literatura atribuído à canadiana Anne Carson A escritora canadiana Anne Carson foi ontem galardoada com o Prémio Nobel da Literatura 2026, anunciou a Academia Sueca. Anne Carson foi distinguida “pela sua obra ousada e inventiva que, num diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”, anunciou hoje Ingrid Carlberg, secretária permanente da Academia Sueca. “Ao longo de toda a sua carreira, Anne Carson conciliou a escrita de poesia com o trabalho de tradução e o ensino em várias universidades. Quase toda a sua produção literária se tem centrado no cruzamento entre a obsessão do filólogo pelas palavras e o desejo do poeta de encontrar novos significados. A própria autora identificou a etimologia das palavras como o ponto de partida de toda a sua obra”, destacou a academia. Ingrid Carlberg revelou que falou ao telefone com a escritora laureada, que foi “apanhada de surpresa” pela notícia e que se mostrou muito feliz. “Não tivemos muito tempo para conversar e tudo o que teve tempo de me dizer foi que, neste momento, está na Islândia a ouvir o vento”, acrescentou. Por seu lado, o presidente do Comité Nobel da Literatura, Anders Olsson, destacou a forma como a escritora cruza a tradição clássica com autores modernos, criando obras que ultrapassam as fronteiras entre a poesia, os géneros literários e outras formas de expressão artística. Anne Carson nasceu em 1950, em Toronto, no Canadá, e doutorou-se em Estudos Clássicos em 1981, com uma tese intitulada “Odi et Amo Ergo Sum”. Entre as suas traduções do grego clássico, consideradas obras autónomas, destacam-se “If Not, Winter” (2002), uma interpretação dos fragmentos poéticos de Safo, e tragédias como “Electra” (2001) e “Antigona” (2015), de Sófocles, e “Bakkhai” (2015), de Eurípides. No ensaio “Eros, o amargo e doce” (1986), editado em Portugal pelas Edições 70, que lançou as bases da sua obra posterior, Anne Carson explora a concepção do amor na poesia de Safo, marcada pela coexistência da dor e do prazer. Esta abordagem, assente no confronto de diferentes vozes e perspectivas, atravessa também obras como “Economy of the Unlost” (1999), em que cruza a obra do poeta grego Simónides de Ceos, do século VI a.C., e a do poeta Paul Celan, e “Homens nas horas vagas” (2000), editado pela (Não Edições), em que estabelece relações entre Tucídides e Virginia Woolf. Cocktail literário Na década de 1990, publicou “Glass, Irony, and God” (1995), que inclui “The Glass Essay” (“O Ensaio de Vidro”), um longo poema sobre a perda e o amor não correspondido, no qual a história de uma mulher abandonada pelo marido se cruza com a vida e a obra de Emily Brontë. Em 1998, publicou “Autobiography of Red: A Novel in Verse”, frequentemente apontado como uma das suas obras mais importantes, na qual recupera o mito grego de Gérion, o monstro morto por Héracles, transformando-o numa personagem sensível que vive uma história de amor com o herói que acabará por destruí-lo. Seguiu-se “The Beauty of the Husband: A Fictional Essay in 29 Tangos” (2001), obra que relata uma relação conjugal marcada pela mentira e pelo conflito, estruturada em 29 episódios que começam com versos do poeta romântico John Keats. Estas obras estão publicadas em Portugal, pela (Não Edições), com os títulos “Vidro, Ironia e Deus”, “Autobiografia do Vermelho” e “A Beleza do Marido”.
Andreia Sofia Silva EventosAntónio Mil-Homens apresenta nova mostra de fotografia É uma exposição de sóis e luas aquela que o fotógrafo António Mil-Homens apresenta amanhã na Casa de Vidro do Tap Seac, com inauguração marcada a partir das 18h30. “Põe-se o sol, nasce a Lua…” é o nome dado a um projecto de contemplação sobre o céu, sol e lua, elementos da natureza que compõem, por vezes, poéticas paisagens. “Há um tempo, todos os meses, em que a luz muda do dia para a noite numa transição suave. O sol põe-se e a lua nasce. E, se a paisagem ajudar, a Natureza é o palco perfeito para uma peça fotográfica se desenrolar. Basta pegar na câmara e fotografar, fotografar! Difícil é parar. Pode acontecer que, com o Sol há muito tempo desaparecido, dê consigo a desfrutar do brilho da Lua”, descreve uma nota da Casa de Portugal em Macau (CPM), que promove a iniciativa. Parabéns a você Amélia António, presidente da CPM, descreve que a exposição, que fica patente até ao dia 8 de Novembro deste ano, chega ao público no dia do aniversário de António Mil-Homens, que celebra 77 anos. Reúne-se, assim, “um conjunto de fotografias que convida a contemplar a beleza efémera do nascer e do pôr do sol, tendo Portugal como cenário privilegiado”. Há muito que o fotógrafo, que viveu em Macau muitos anos, mantém uma colaboração regular com a CPM. “A sua ligação à Casa de Portugal foi igualmente reforçada através dos inúmeros cursos e workshops de fotografia que aqui leccionou, partilhando conhecimentos, formando novos entusiastas da arte fotográfica e inspirando sucessivas gerações de fotógrafos”, é frisado. António Duarte Mil-Homens nasceu em Lisboa a 9 de Outubro de 1949. Essencialmente autodidacta, começou a fotografar regularmente em 1974, no dia 25 de Abril, quando teve nas mãos a primeira máquina fotográfica. Com o Curso Profissional da Associação Portuguesa de Arte Fotográfica, frequentou igualmente vários workshops de Fotografia Digital. Com uma carreira de mais de 52 anos, passou pelo fotojornalismo, publicidade, eventos e desporto.
Hoje Macau Eventos MancheteHush! | DJ Branko, dos Buraka Som Sistema, ao vivo em Macau O DJ português João Barbosa, conhecido como Branko, vai actuar no festival de praia hush!, em Macau, em Novembro, anunciaram ontem os organizadores. Branko, natural de Lisboa, tornou-se conhecido como parte dos Buraka Som Sistema e “cria música contemporânea que mistura ritmos angolanos e brasileiros”, de acordo com a organização do evento. Iniciativa do Instituto Cultural e da concessionária de jogo MGM, o “hush! Concertos na Praia x Festival do Bem-Estar Desportivo Urbano 2026” terá lugar nos dias 14 e 15 de Novembro na praia de Hác Sá, em Coloane. “Este é já o nosso quarto ano de trabalho com o Instituto Cultural (IC) e com todas as organizações que nos apoiam para construir uma nova cidade na Praia de Hác Sá “, afirmou em conferência de imprensa Catarina Lio, responsável de marketing da MGM. De acordo com o ‘site’ da MGM, o evento reúne palcos de música, desportos urbanos e experiências de bem-estar “num ambiente de praia inovador, oferecendo aos residentes e visitantes uma plataforma cultural e desportiva ao ar livre refrescante e multidimensional”. Além de aulas de ioga e fitness, o programa deste ano inclui uma Festa de Dança Afro e reúne 40 bandas locais, incluindo bandas juvenis e infantis, bem como mais de 20 bancas de comida. A presidente do IC, Deland Leong Wai Man, disse que o instituto dá “grande importância” ao evento, utilizando-o “para reunir recursos internacionais e estabelecer uma plataforma de intercâmbio no seio do sector das artes performativas de Macau”.
Andreia Sofia Silva EventosHong Kong | Clockenflap regressa com The Jesus and Mary Chain e Slowdive O Clockenflap está de volta entre 4 e 6 de Dezembro e já são conhecidos alguns nomes em cartaz: The Jesus and Mary Chain, Queens of The Stone Age e Slowdive. Os bilhetes estão à venda e custam 2.180 dólares de Hong Kong para os três dias e 1.380 dólares de Hong Kong para um dia O Central Harbourfront Event Space vai receber, em Dezembro, mais uma edição do festival de música Clockenflap, que habitualmente traz a Hong Kong um punhado de bandas com estilos de música muito diversos, tanto locais como internacionais. Os primeiros nomes do cartaz foram anunciados esta quarta-feira e incluem bandas com longa carreira como The Jesus and Mary Chain e Slowdive, que actuam no último dia do festival, e Queens of The Stone Age que promete encher o Central Harbourfront no sábado. Importa ainda frisar as confirmações de Hayley Williams, Keshi ou Malcolm Todd, a “estrela em ascensão do R&B alternativo”, descreve a organização em comunicado. Os The Jesus and Mary Chain são uma dupla escocesa de rock alternativo formada em 1984. Os irmãos Jim e William Reid decidiram parar durante oito anos e voltaram aos palcos em 2007. “Just Like Honey”, gravada nos anos 80, é um dos seus êxitos, tendo feito parte da banda sonora do filme “Lost in Translation – Um Amor é um Lugar Estranho”, de Sofia Coppola. Hayley Williams, vocalista dos Paramore e “conceituada artista a solo”, será um dos destaques do cartaz no sábado, 5 de Dezembro. Já Keshi, “fenómeno do R&B alternativo”, sobe ao palco do festival logo no dia de arranque, sexta-feira. Os Slowdive actuam domingo, no mesmo dia que os The Jesus and Mary Chain. A banda britânica de rock surgiu em 1989 em Berkshire, Inglaterra, sendo composta por Nick Chaplin, Rachel Goswell – que é co-vocalista, teclista e guitarrista – Neil Halstead e Christian Savill. Numa entrevista recente concedida ao semanário português Expresso, a propósito da actuação da banda em Portugal, Rachel Goswell disse que não há planos para gravar um novo álbum. “Quando acabámos a digressão de 2025, em Julho, pensámos em tirar um ano sabático, descansar, com as nossas famílias… Mas continuámos a receber ofertas para tocar. Portanto, andamos a dar uns concertos – e na verdade tem sido bom. Normalmente, demoramos três anos até gravar um álbum, pelo que não começámos sequer a falar sobre isso.” O palco do Clockenflap recebe na sexta-feira ainda Kim Gordon, que foi vocalista dos Sonic Youth, banda que esteve nos palcos entre os anos de 1981 e 2011. Dentro do género jazz o público pode ver e ouvir DOMi & JD Beck, ou ainda os Digable Planets, “lendários pioneiros do hip-hop alternativo”. O cartaz fica preenchido com a cantora e compositora Daniela Andrade, artista com raízes nas Honduras e no Canadá e que vem a Hong Kong mostrar o seu talento. No website oficial da artista lê-se que Daniela, como alguém que faz música de forma independente, construiu um percurso que aposta “na simplicidade acústica, em soul com influências de jazz, R&B e produção electrónica experimental”. “O facto de se mover entre o inglês e espanhol dá à sua música uma larga panóplia de emoções e permite-lhe contar histórias dos dois lados do seu percurso”, lê-se ainda. O festival tem ainda confirmado o “aclamado duo de pós-punk” Sleafor Mods, bem como Marcel Dettmann, DJ alemão que tem marcado pontos no mundo da música electrónica. Dentro do género house e techno o cartaz do festival apresenta o projecto local “HE.R Soundsystem”, composto pelos DJ Cocoa Zhou e Alex Nude. Experiências paralelas A organização do festival destaca o “impressionante cenário ao ar livre” para ouvir esta panóplia de artistas, estando “enquadrado pelo imponente horizonte urbano”. Oferece-se aos amantes de música “a experiência completa de um festival de classe mundial que o tornou num evento imperdível”. Além dos palcos, o público pode desfrutar de outro tipo de actividades, como instalações artísticas, workshops e outro tipo de espectáculos pensados para toda a família. O Clockenflap Music & Arts Festival já tem bilhetes à venda, sendo que o passe para os três dias custa 2.180 dólares de Hong Kong, enquanto um ingresso para um dia 1.380 dólares de Hong Kong. O cartaz ainda não está fechado e há mais nomes de bandas e músicos a serem confirmados nas próximas semanas.
Hoje Macau EventosLusofonia | Cabo Verde acolhe escritores do Brasil, Macau e Timor O encontro de escritores de língua portuguesa, que começa hoje e termina no sábado em Cabo Verde, será este ano mais próximo da população e reforçará a participação do Brasil, Macau e Timor-Leste, segundo a organização. Com o tema geral “A língua portuguesa como elemento de adaptação num mundo de mudanças”, o XIV Encontro de Escritores de Língua Portuguesa vai, como nas edições anteriores, juntar escritores, investigadores, editores, professores, críticos literários e leitores de várias nações lusófonas na cidade da Praia, na ilha de Santiago. Em declarações à Lusa, a secretária-geral adjunta da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que organiza o evento, em conjunto com a Câmara Municipal da Praia, sublinhou que o encontro terá este ano uma presença mais forte do Brasil, de Macau e de Timor-Leste. Um dos objectivos do evento é levar a este encontro de escritores os que estão mais longe, nomeadamente devido à sua distância física e geográfica, que tem resultado numa “participação menos completa”, disse Paula Leal da Silva. “Estamos muito contentes com a presença do ministro [da Administração Estatal] de Timor-Leste”, disse, lembrando que também a poesia brasileira terá um destaque nesta edição do encontro, contando com vários especialistas do Brasil que estarão na Praia a falarem sobre este assunto. Hugo Pinto irá representar Macau, enquanto Joana Matos Frias é a autora portuguesa presente no encontro. Os promotores do encontro pretendem que este ano o mesmo seja mais próximo da população. “A ideia é que as pessoas que leem o possam acompanhar, o possam integrar, mas também as pessoas que não leem, porque nós pretendemos justamente trazer ao povo este encontro”, disse.
Hoje Macau EventosDíli | Lançada nova obra de arte sustentável de Bordalo II A nova obra arte sustentável de Bordalo II na capital de Timor-Leste foi oficialmente lançada ontem, numa parceria que juntou o artista português, a Arte Moris, o BNU Timor e a Fundação Tasi Fest. “Jumping Dolphins”, que representa dois golfinhos (mãe e cria) a saltar em direcção ao mar, foi instalada na fachada exterior do edifício do BNU em Díli e foi construída a partir de resíduos, incluindo lixo eletrónico e plástico. “É uma imagem sobre os oceanos que nos rodeiam e que nos sustentam, sobre a família e sobre o futuro que queremos deixar para os jovens. Que aquilo que era lixo possa voltar a ser beleza, isto é a mensagem desta obra”, disse Luís Simões, da Fundação Tasi Fest. Segundo Luís Simões, a obra no centro de Díli “fala para quem passa todos os dias, de graça”. “É a cultura que educa, é a educação que embeleza a cidade, é o convite a cada timorense para olhar para o oceano como aquilo que é a nossa maior riqueza aqui em Timor e a nossa maior responsabilidade também”, salientou.
Andreia Sofia Silva EventosCotai | Concerto de mandopop com Jane Zhang este sábado no Galaxy São 21 anos de carreira celebrados da melhor forma: em palco. É já este sábado que a Galaxy Arena recebe o espectáculo da diva de mandopop Jane Zhang. O regresso da cantora a Macau será marcado por um repertório feito de mais de duas décadas de sucessos A sala de espectáculos Galaxy Arena acolhe este sábado, a partir das 20h, um concerto que não só tem o género musical mandopop como protagonista como também celebra os 21 anos de carreira de uma artista bem conhecida neste universo. Jane Zhang traz a Macau a sua digressão mundial “Chasing World Tour”, fechando uma série de espectáculos que já a levaram a diversos locais, um deles Singapura, em Agosto. “Vinte e um anos depois, ela continua a perseguir os seus sonhos, a evoluir e superar-se a si própria”, lê-se no website do Galaxy. Jane Zhang é a “grande estrela do mandopop”, prometendo uma “noite marcante” em Macau, ou não fosse o espectáculo de sábado “o grande final da digressão mundial”. “Ao longo das últimas duas décadas que Jane Zhang manteve-se empenhada em ultrapassar os seus limites através da música, abraçando novas possibilidades em cada marco e transformação. Esta noite não é apenas o brilhante final de ‘Chasing’, mas é também uma promessa especial entre Jane e os fãs”, é descrito. O concerto no Galaxy Arena deverá ser uma forma de “celebração de memórias partilhadas e da jornada que percorreram juntos”, ou seja, a cantora e os fãs que nunca deixaram de acompanhar as suas músicas. Sábado promete ser um dia de união “do amor e da música”. A “princesa” de Chengdu Jane Zhang, de nome Zhang Liangying, é uma artista com voz melodiosa e um percurso de sucesso em crescimento desde 2005, quando participou num concurso televisivo que lhe mudou a vida. Nasceu em Chengdu em 1984 e é conhecida como a “Princesa Golfinho” [Dolphin Princess] da pop cantada em mandarim. O sucesso começou em 2005 quando ficou em terceiro lugar num concurso de talentos intitulado “Super Girl”. Segundo escreveu o South China Morning Post sobre a artista em 2019, a morte precoce do pai obrigou Jane a trabalhar cedo, nunca pensando que a música seria a sua vida e carreira. No vídeo que fez para o concurso “Super Girl”, disse: “Sempre gostei de música quando era criança”, admitiu. A sua referência era a cantora Mariah Carey. Após o concurso, assinou contrato com a editora Huayi Music, editando o primeiro disco logo em Dezembro de 2005, intitulado “The One”. No ano seguinte venderia um milhão de cópias. “Update”, o seu segundo álbum de estúdio, tornou-se um dos mais vendidos na China desse ano. O sucesso continuou, culminando na actuação nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando interpretou “One World, One Dream”, em dueto com Andrea Bocelli. Depois a carreira internacional começou a ganhar passos com o contrato assinado em 2009 com o Universal Music Group. Em Maio desse ano foi convidada no programa de Oprah Winfrey, nos Estados Unidos, tendo cantado, pela primeira vez, músicas em chinês para o público americano. Em 2014 a cantora mudaria novamente de editora, desta vez para a Sony Music Entertainment, e gravou o seu sexto álbum de estúdio, “The Seventh Sense”. Dois anos depois lançou uma canção em inglês, intitulada “Dust My Shoulders Off”. Com esta canção Jane Zhang actuou no desfile da marca Victoria’s Secret em Xangai. Abril de 2019 marcou a edição do seu primeiro disco em inglês, “Past Progressive”. Todo este percurso de gravações bem-sucedidas pode ser visto e ouvido de perto no concerto de sábado na Galaxy Arena.
Hoje Macau EventosFRC | Assunção Cristas participa hoje em conferência sobre seguros A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe hoje a conferência sobre seguros “ESG – Insurance for a Sustainable Future”, organizada pela Associação Portuguesa de Seguros e a Associação de Profissionais da Indústria de Seguros [Macau Insurance Industry Professionals Association, MIIPA]. A sessão, que decorre entre as 18h e 19h30, conta com Assunção Cristas, ex-ministra portuguesa da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, e actualmente partner no escritório de advogados Vieira de Almeida, em Portugal. Outro dos oradores é Ivan Cheung, presidente da MIIPA, e João Mestre, ligado à seguradora Fidelidade Portugal. O evento conta também com Pedro Teotónio, chefe da divisão de sustentabilidade e controlo financeiro do Banco Nacional Ultramarino. A moderação do debate, que conta com mais três oradores, está a cargo do jornalista José Carlos Matias. Segundo um comunicado da FRC, a sessão pretende disponibiliza esclarecimentos sobre a evolução dos mercados financeiros e o papel que os seguros podem ter numa vida com mais estabilidade. “À medida que os mercados financeiros globais se adaptam aos riscos climáticos cada vez mais prementes e às exigências regulatórias em constante evolução, os sectores dos seguros e serviços financeiros constituem pilares essenciais para a resiliência económica a longo prazo.” A mesma nota explica como serão discutidos “princípios ambientais, sociais e de governação (ESG) que estão a transformar a subscrição, a gestão de riscos e a alocação de capital em Macau, Portugal e na Região da Grande Baía”. Assim, o público pode ouvir “executivos e especialistas de renome que vão analisar a transição da responsabilidade social corporativa voluntária para quadros de risco padronizados e relevantes, que impulsionam o desenvolvimento sustentável e os modelos de negócio”.
Hoje Macau EventosCreative Macau | Exposição revela trabalhos dos alunos da UPM A Creative Macau dá palco aos trabalhos dos alunos da licenciatura em Artes Visuais da Universidade Politécnica de Macau (UPM) na mostra “Narrativas da Vida Quotidiana”, inaugurada na terça-feira, que pode ser vista até final deste mês. Segundo uma nota da Creative Macau, a exposição apresenta mais de 20 séries de trabalhos assinados por 30 estudantes, e que se focam nas áreas do design gráfico, instalação, vídeo e técnicas mistas. “A exposição toma a prática artística social como um ponto de partida criativo. Através de uma observação mais aprofundada da sociedade, os estudantes exploram temas como as condições de vida do quotidiano, a fluidez das relações interpessoais, as limitações da linguagem, a infância e as experiências de crescimento, bem como as identidades em mudança e as tendências sociais num ambiente multicultural”, é revelado na mesma nota. Desta forma, a exposição apresenta, segundo a Creative Macau, uma “linguagem artística rica”, contendo “observações e reflexões da geração mais jovem sobre os fenómenos sociais”.
Andreia Sofia Silva EventosCasa de Macau | Rui Rocha apresenta a sua obra numa sessão das “Tardes de Chá” A Casa de Macau em Lisboa realiza hoje, a partir das 15h30, mais uma sessão da iniciativa “Tardes de Chá… com conversas e um livro”, com Rui Rocha, autor e ex-dirigente educativo. Segundo uma nota da associação, a apresentação de Rui Rocha irá incidir sobre “A Oriente do Silêncio e outros poemas”, editado pela N9na Poesia, sem esquecer outras duas obras escritas recorrendo a Macau como inspiração. A Casa de Macau oferece o chá nesta sessão, sendo possível levar doces e aperitivos para partilhar. Rui Manuel de Sousa Rocha nasceu em Lisboa no ano de 1948, tendo ascendência luso-chinesa de Macau, onde vive há 42 anos. Tem formação académica em sociologia e ciência política e ainda um doutoramento em educação e interculturalidade. Publicou vários artigos sobre política linguística, história das escritas, sociologia política, teoria geral da administração pública e ainda temas sobre as culturas chinesa e japonesa. Em Macau, foi subdirector dos Serviços de Administração e Função Pública, director do Gabinete de Ensino Superior e, no sector privado, director da Fundação Oriente-Macau e do Instituto Português do Oriente. Exerceu também funções docentes no ensino superior em Portugal e em Macau. Aposentou-se em Dezembro de 2017 do cargo de director do Departamento de Língua Portuguesa e Cultura dos Países de Língua Oficial Portuguesa da Universidade da Cidade de Macau.
Hoje Macau EventosZonas marítimas | DSAMA organiza festival com visitas e passeios A Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) promove nos dias 25 e 31 de Outubro e 1 de Novembro o “Festival Marítimo 2026”, com actividades como passeios e visitas guiadas. O objectivo, segundo uma nota da DSAMA, é “divulgar ao público as operações marítimas em Macau, conhecimentos sobre segurança marítima e a história e cultura náuticas”. Uma das actividades é de simulação, intitulada “Simule o controlo da embarcação” e é promovida pela Escola de Pilotagem. Segue-se “Exploração Marítima”, em que os participantes podem conhecer as zonas marítimas do território e os trabalhos diários dos funcionários da DSAMA. Destaque ainda para a “Visita a embarcações”, com embarque no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior. Estas três actividades estão sujeitas a inscrição na plataforma da Conta Única de Macau, acontecendo nos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro. As inscrições decorrem até ao dia 25 de Outubro. Também a 25 acontece o “Dia de Convívio Marítimo” nas Oficinas Navais onde, segundo a DSAMA, “estarão exibidas várias embarcações e será realizado um conjunto de actividades, incluindo visitas a embarcações de salvamento, exibição de equipamentos marítimos, experiência de lançar jacto de água, workshops e barraquinhas de jogos”. Por sua vez, entre os dias 31 de Outubro e 1 de Novembro o Farol da Guia, o Museu Marítimo e a Escola de Pilotagem estarão abertos ao público, estando também agendadas actividades como o controlo remoto de barcos em miniatura ou visitas guiadas.
Andreia Sofia Silva EventosLago Sai Van | Ephemera Public Space Cooperative apresenta-se com “Bamboo Pagoda” A marginal do Lago Sai Van, em frente aos campos de ténis do Clube Militar, é local privilegiado para observar a instalação “Bamboo Pagoda”, criada pela Ephemera Public Space Cooperative, de João Ó e Rita Machado. A instalação de 13 metros de altura colocada sobre a água pode ser visitada até domingo Quem passar em frente aos campos de ténis do Clube Militar, ao frente ao Lago Sai Van, vai poder observar um projecto que mistura o tradicional bambu com arquitectura. Trata-se do “Bamboo Pagoda”, uma instalação com 13 metros de altura criada por uma nova cooperativa, a Ephemera Public Space Cooperative [Cooperativa do Espaço Público Efémera]. Pode ser vista até domingo, dia 11. A cooperativa é um projecto dos arquitectos João Ó e Rita Machado. No caso do Pagode de Bambu, a instalação “amplifica o espaço cívico de Macau através de uma das suas tradições de construção mais distintas, mas frequentemente esquecidas: os andaimes de bambu”, indica o colectivo em comunicado. Património Cultural Imaterial desde 2017, a construção em bambu ainda se vê nas ruas de Macau, constituindo, no caso desta instalação, um “ponto de partida” para o que pretende ser “um espaço de contemplação”, pois funciona “simultaneamente como miradouro e espaço onde os visitantes podem fazer uma pausa, respirar e restabelecer a ligação com a paisagem urbana”, é acrescentado. Segundo contou Rita Machado ao HM, “a sua forma afunilada evoca a verticalidade dos pagodes tradicionais, enquanto a planta octogonal se inspira no universo taoista e na ideia de equilíbrio entre as pessoas e a natureza”. O Pagode foi, assim, pensado como “um abrigo junto à água, onde se pode permanecer e observar a cidade com mais tempo”. “A estrutura de bambu e as camadas de tecido filtram a luz, proporcionam sombra e protecção solar, criando uma atmosfera que se transforma ao longo do dia. Queríamos aproximar quem a visita da paisagem e da história de Macau, reconhecendo também o valor de simplesmente permanecer num espaço público, sem um programa definido e ao ritmo de cada um”, adiantou Rita Machado. O projecto privilegia a “arquitectura sustentável que orienta também as escolhas construtivas”, já que o bambu utilizado “provém de estaleiros de construção e regressará a esse circuito após a desmontagem, para ser novamente utilizado”, indica o comunicado que apresenta o projecto. Já o pavimento do Pagode foi feito “com painéis produzidos a partir de resíduos de chá pela empresa local Chazence, integrando essa mesma preocupação de valorizar recursos existentes”. Espaço multidisciplinar É certo que Macau é uma das cidades mais densamente povoadas do mundo. Porém, o Pagode de Bambu oferece um repouso, “um contraste poético”, sendo “um lugar de tranquilidade, reflexão e reconexão”, convidando quem passa a “experimentar o silêncio”, algo raro num território sempre em movimento. “Suspensa sobre a água, a estrutura cria um refúgio temporário, ao mesmo tempo que reaviva práticas culturais imateriais enraizadas na espiritualidade, nos conhecimentos construtivos locais e na consciência ecológica”, revela o colectivo. A cooperativa Efémera pretende criar “projectos que activam e repensam o espaço público, tanto físico como digital, através de abordagens interdisciplinares que articulam arte, arquitectura, urbanismo, paisagismo e ambiente”, entre outras. Rita Machado explicou que, em iniciativas futuras, “o bambu vai continuar a ser uma das vertentes que interessa explorar, pela sua relação com Macau e o saber construtivo local”. A responsável adiantou que a cooperativa “reúne pessoas de diferentes áreas, e essa diversidade permite trabalhar com outros materiais, linguagens e formas de intervenção”. “O que une estes projectos é a cooperação e a vontade de contribuir para a vida dos espaços públicos. Queremos desenvolver propostas em conjunto com artistas, arquitectos, artesãos e a comunidade, cruzando o conhecimento de quem vive os lugares com diferentes práticas artísticas e construtivas”, frisou. Com a ideia de “activar o espaço público”, criando “novas razões e condições para o utilizar”, a Efémera quer acrescentar “um lugar de passagem que pode acolher uma pausa ou um encontro” ou até “uma instalação que pode dar origem a actividades culturais”. “Interessa-nos explorar estas possibilidades com quem frequenta os espaços, percebendo como podem enriquecer o quotidiano da comunidade. A cultura e o património de Macau são fundamentais nesse processo”, salientou. Segundo a arquitecta, “os próximos projectos deverão nascer dessa relação entre lugar, comunidade e criação colectiva”. “O nosso objectivo é ampliar as formas de viver o espaço público, através de propostas em que as pessoas possam participar e nas quais reconheçam algo da sua própria cidade”, rematou.
Andreia Sofia Silva EventosCURB | Projecto “Masts Promenade” premiado em concurso Já são conhecidos os dez projectos de design vencedores do concurso “Placeable City – Placemaking em Hengqin 2026”, organizado pelo CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo. O projecto que arrecadou o primeiro lugar intitula-se “Masts Promenade”, para a zona ribeirinha de Hengqin, e tem assinatura de António dos Santos Augusto e Jason Ng Sai Hung. Por sua vez, para a mesma zona, o projecto “Tidal Wave – Symbiosis Corridor”, de Sun Kai Hin, ficou em segundo lugar. Em terceiro lugar ficou o projecto de Wei Junjie para o Novo Bairro de Macau. Foram atribuídas duas menções honrosas, sendo que uma delas foi para o projecto “Sinfonia em Órbita” para a praça junto ao posto fronteiriço de Hengqin do lado de Zhuhai, e que tem autoria de Hoi Cheok Ieng e Leong Lok Ian. Segundo uma nota do CURB, esta edição do concurso de design, a segunda, centrou-se nos espaços públicos de Hengqin. Procurou-se “explorar o potencial dos espaços públicos comunitários em Hengqin”. “Ao promover o conhecimento sobre arquitectura e a criação de espaços, o concurso facilita o intercâmbio urbano entre as duas regiões, inspira a reflexão pública sobre o ambiente construído e impulsiona a melhoria colectiva dos espaços”, revela ainda a organização. O “Placeable City | Placemaking” é descrito como um concurso de design criativo “centrado na renovação de espaços e na criação de lugares, com o objectivo de revitalizar espaços públicos de pequena escala”. “Como abordagem à governação urbana, estas microintervenções preservam a textura urbana original, ao mesmo tempo que melhoram eficazmente a qualidade ambiental e espacial local”, é acrescentando. A primeira edição do concurso realizou-se em 2024 e teve a submissão de 24 projectos.
Hoje Macau EventosCantora Cristina Branco celebra 30 anos de carreira A cantora Cristina Branco celebra, no próximo ano, 30 anos de uma carreira que classifica como “muito intensa, forte, segura e robusta”, como declarou a intérprete à agência Lusa. “Não tive pressa, acima de tudo. Deixei que tudo acontecesse no seu tempo real e nunca esperei nada, eventualmente, para não ter nenhuma deceção. Acho que foram 30 anos muito intensos, mas sou uma pessoa de muita sorte, no fundo, porque consegui construir uma carreira forte, segura e robusta. Em relação a muitas coisas que eu vejo acontecer no nosso país… 30 anos mete algum respeito”, contou a artista, que recentemente realizou uma série de espectáculos na China, incluindo em Zhuhai. O ponto de partida deu-se em 1997, quando começou a fazer os primeiros concertos e editou o álbum de estreia, “Cristina Branco In Holland”. Desde então conta 19 álbuns e tem na forja um novo, a sair no final de 2027, a gravar com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, em que passará em revista o seu repertório, do fado à canção contemporânea, passando pelo jazz e pelas canções de José Afonso. Sem medo de arriscar Sobre a sua carreira, várias vezes premiada, Cristina Branco afirmou que não teve medo de arriscar: “Não se pode ter medo. Eu acho que, acima de tudo, quando se faz uma coisa que se gosta muito, o nosso pior inimigo é ter medo de arriscar. Nunca tive medo de arriscar, porque sempre, sempre acreditei que tinha que fazer aquilo que eu gostasse de fazer”. “E até hoje foi assim e espero que continue a ser. Acho que tem muito a ver com isso, medo não pode existir, é preciso coragem para arriscar. É preciso acreditar em nós próprios, e a falha pode ser o caminho para o sucesso, o caminho para algo novo”, continuou a cantora, que este ano venceu o Prémio José Afonso, pelo álbum “Mulheres de Abril”, em que recria repertório do cantautor. A criadora de “Talvez” afirmou que não trabalha para os prémios e que o “mais importante” para si é “o encontro com as pessoas”. “Se calhar as pessoas vão achar que eu sou uma pretensiosa qualquer, e pouco humilde, mas acho que isto não é falta de humildade. Eu não acredito muito, acho que [os galardões] são a parte visível, porque para mim, o que foi sempre mais importante foi estar e foi ir ter com as pessoas, e foi mostrar-lhes aquilo que eu faço e perceber que as pessoas gostam daquilo que eu tenho para lhes dar”, afirmou. A criadora de “Sete Pedaços de Vento” realçou que não fez este caminho sozinha, mas com uma equipa de músicos e criadores. “Há uma coisa muito importante, que é perceber que sempre estive muito bem acompanhada”, afirmou. “Fui eu que fui buscar essas pessoas. Ou seja, eu gostava do trabalho delas, e fui-me aproximando e fomos criando paralelos entre as nossas linguagens, entre as nossas formas de ver a música, e isso foi uma grande, grande ajuda. Nada disso foi feito sem as outras pessoas, nada destes 19 discos, ou destes prémios”, realçou. No âmbito destas celebrações, Cristina Branco apresenta também em 2027, um outro espectáculo, cujo alinhamento revisita a trilogia discográfica composta por “Menina” (2016), “Branco” (2018) e “Eva” (2020), onde canta autores como Sérgio Godinho, o mais presente no seu repertório, António Lobo Antunes, Kalaf Epalanga, Sara Tavares, Márcia, Beatriz Pessoa ou Mário Laginha.
Andreia Sofia Silva EventosMuseu Poly MGM | Obras de vidro revelam tradição artesanal chinesa O Museu Poly da MGM acolhe, até Março do próximo ano, a mostra “Luminous Brilliance: The Artistry of Zibo Liuli”, com 180 peças de vidro romano, persa e islâmico. O público pode descobrir três mil anos de artesanato e produção de vidro de Zibo, na província de Shandong “Luminous Brilliance: The Artistry of Zibo Liuli” é a nova exposição do Museu Poly da MGM, inaugurada no dia de aniversário da República Popular da China e que está patente ao público até Março do próximo ano. Nesta mostra é possível descobrir 180 peças de vidro romano, persa sassânida e islâmico provenientes do Museu Nacional da China e do Zibo Ceramics and Glass Museum, e que “percorrem três mil anos de tradição artesanal e de intercâmbio cultural na China”, pode ler-se numa nota da MGM. Trata-se de peças feitas em vidro que são “históricas e contemporâneas”, que proporcionam ao público “uma perspectiva inédita sobre o liuli, a arte tradicional chinesa de produção de vidro, e o seu papel como ponte entre civilizações ao longo de mais de três milénios”. Expõe-se, assim, “uma nova perspectiva sobre as Rotas da Seda”, já que este vidro representa as trocas comerciais que existiam entre vários países e a China, culminando num trabalho artesanal muito próprio feito em Zibo, na província de Shandong. Zibo é tido como “um dos mais antigos centros de produção de vidro da China, com uma tradição de mais de mil anos”. O vidro aqui produzido e as técnicas desenvolvidas são consideradas património cultural imaterial. “Desde as dinastias Ming e Qing que o vidro produzido em Zibo era transportado pelas Rotas da Seda para destinos em toda a Ásia e além do continente”, é ainda explicado. Do antigo ao novo A mostra está organizada em três áreas “que exploram a história, a estética e a criatividade contemporânea do liuli”. Uma das partes da exposição, intitulada “Forjar um legado milenar”, revela “as raízes profundas da produção de vidro na China”, nomeadamente “as contas de vidro em forma de ‘olho de libélula’ do período dos Reinos Combatentes e os raros vestígios dos fornos de Boshan, datados do final da dinastia Yuan e do início da dinastia Ming”. Mostra-se também “o requintado trabalho artesanal do vidro produzido para a corte imperial durante a dinastia Qing”. O trabalho em torno do vidro na zona de Zibo acarreta técnicas como “a moldagem por sopro, a fundição por cera perdida, a pintura pelo interior e a escultura”, sendo que muitas obras “evidenciam a fusão entre domínio técnico e expressão artística que caracteriza esta tradição”. A exposição revela ainda o trabalho mais actual destes artesãos, o que ilustra a forma como “os artesãos de hoje partem de fundamentos ancestrais enquanto exploram novas linguagens artísticas”. São exibidas, em conjunto, “obras chinesas e internacionais, destacando-se o diálogo global que, actualmente, molda a arte do vidro”. Instalações como conexão Um dos pontos fulcrais desta exposição é o jardim central em liuli, com a instalação intitulada “Twelve Flower Deities” [Doze Divindades das Flores]. O espaço cria um “ambiente imersivo de cor e luz que liga os três capítulos da exposição com uma experiência narrativa unificada”. Outro destaque desta mostra é a apresentação de obras do artista norte-americano Dale Chihuly, pertencentes à coleção MGM. Desta forma, “cria-se um encontro visual entre o vidro ocidental e as tradições chinesas do liuli, numa fusão que transcende o tempo e o espaço”. Há também uma zona interactiva que mostra “o processo de produção do vidro, desde a selecção das matérias-primas e a cozedura no forno até à escultura e ao acabamento, permitindo aos visitantes apreciar tanto a dimensão artística como o património imaterial associado a esta arte”. O Museu Poly da MGM foi fundado em 2024 e está ligado ao grupo empresarial Poly Culture, que se dedica essencialmente a actividades culturais e artísticas.
Hoje Macau EventosCelebrado legado do jesuíta Francisco de Pina em Portugal A Guarda recebe, de amanhã a quinta-feira, o encontro internacional “Francisco de Pina e o percurso do Chữ Quốc ngữ: Ponte Cultural entre o Vietname e Portugal” para divulgar a obra do jesuíta Francisco de Pina. “O ponto de partida desta iniciativa foi a ligação histórica, de mais 400 anos, entre aquele país e a Guarda, pelo papel do sacerdote jesuíta guardense Francisco de Pina (1586-1625) e os laços históricos, culturais e humanos que unem os dois países”, realçou o município em comunicado enviado à agência Lusa. Durante três dias, investigadores, representantes institucionais, membros da comunidade vietnamita e convidados de Portugal e Vietname vão debater o legado Francisco de Pina, “que se destacou no século XVII como um dos maiores promotores da latinização da língua vietnamita – o Chữ Quốc ngữ”. Francisco de Pina nasceu entre Março e Setembro de 1586, tendo falecido a 15 de Dezembro de 1625, com 40 anos, na então Cochinchina – a região Centro do actual Vietname –, onde tinha chegado em 1617. Estudos em Macau Com 20 anos, rumou para o Extremo Oriente e completou os estudos filosóficos e teológicos no Colégio de São Paulo, em Macau. Ordenado sacerdote foi enviado para a missão dos jesuítas na então Cochinchina, onde se notabilizou como missionário e linguista. Além de ter sido o primeiro padre a falar com perfeição a língua local e a pregar sem intérprete, Francisco de Pina foi também pioneiro na utilização do alfabeto latino para transcrever a língua local que utilizava, à altura, carateres ideográficos tipo chinês. Desde então, a língua do Vietname possui uma escrita romanizada – o ‘quôc ngu’, onde se encontram claros sinais da língua portuguesa, sendo também a única do Extremo Oriente que utiliza caracteres latinos. A abertura oficial do encontro terá lugar na quarta-feira, (14h30 hora de Lisboa), na galeria de arte do Teatro Municipal da Guarda (TMG), com a inauguração de uma exposição de intercâmbio cultural. Na ocasião será exibido também o documentário “Francisco Pina – O Português que escreveu o futuro do Vietname”, que dá a conhecer o percurso e o contributo deste missionário guardense para a história da língua vietnamita. O encontro termina no dia seguinte com uma mesa-redonda, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), pelas 10h. Investigadores portugueses e vietnamitas vão debater a influência de Francisco de Pina na génese e desenvolvimento da escrita romanizada da língua vietnamita. Ainda na quinta-feira, mas às 17h, terá lugar no TMG uma sessão solene de homenagem ao padre jesuíta promovida pela Associação para a Promoção da Cultura Vietnamita (APCV), com o apoio do município da Guarda. Para a autarquia, os três dias da iniciativa “Francisco de Pina e o percurso do Chữ Quốc ngữ: Ponte Cultural entre o Vietname e Portugal” será “uma oportunidade para aprofundar o conhecimento mútuo, fortalecer o diálogo intercultural e celebrar uma herança histórica que continua a aproximar dois povos e duas culturas”. A Câmara da Guarda assinou recentemente um memorando de entendimento com a província de Gia Lai (Vietname) com vista à cooperação entre os dois territórios. O acordo destina-se a “aprofundar as ligações comerciais, o investimento, o turismo, a educação, a ciência e o intercâmbio cultural, criando novas oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento eficaz e a longo prazo das relações entre Gia Lai [a segunda maior unidade administrativa do Vietname com cerca de 3,5 milhões de habitantes] e Guarda”. Em Novembro de 2023, o município prestou-lhe homenagem a título póstumo, com a inauguração de uma escultura colocada no espaço exterior da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço. Criada e oferecida por uma fundação vietnamita, a obra é constituída por um barco nas ondas do mar a evocar a caravela das viagens dos portugueses no Extremo Oriente.
Hoje Macau Eventos MancheteFestival de Artes | Moçambicano Stewart Sukuma é cabeça de cartaz O IC anunciou mais uma edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que decorre entre Outubro e Dezembro, com o músico moçambicano Stewart Sukuma a ser um dos destaques. Ainda sem cartaz conhecido, o Festival da Lusofonia será mais curto este ano, passando de seis para três dias O Instituto Cultural (IC) divulgou o cartaz da oitava edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que apresenta o músico moçambicano Stewart Sukuma em cartaz. Este é um dos principais nomes do festival, actuando com a Orquestra Chinesa de Macau a 14 de Novembro no Centro Cultural de Macau. Um dos músicos mais premiados de Moçambique e um dos principais impulsionadores do estilo musical marrabenta, quer a solo quer com a Banda Nkhuvu, Stewart Sukuma já realizou várias digressões por África, Europa, Ásia, Estados Unidos, América Latina e Caraíbas. A presidente do IC, Deland Leong Wai Man, disse em conferência de imprensa que o programa da 8ª edição do Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa apresenta uma “oferta diversificada”, com especial foco nos intercâmbios culturais entre a China e os países de língua portuguesa. “O Encontro em Macau e o Festival da Lusofonia mostram os profundos laços entre a China e os países de língua portuguesa, permitindo aos visitantes experimentar esta fusão cultural”, afirmou. Cidade em festa Segundo a responsável, tal como em anos anteriores, foram convidados grupos artísticos oriundos dos países lusófonos e do Interior da China para realizar espectáculos em diferentes zonas da cidade e para a 29ª edição Festival da Lusofonia, que decorre entre os dias 23 e 25 de Outubro, nas Casas da Taipa. O programa inclui ainda espectáculos de música e dança tradicional em vários bairros da cidade, uma exposição de livros ilustrados em chinês e português, sessões de promoção da leitura e oficinas criativas destinadas às famílias. No entanto, além de Sukuma, a presidente do IC não especificou os nomes das bandas participantes, indicando apenas que o programa do festival contará com grupos de dança da Guiné Equatorial e de Timor-Leste, bem como apresentações de instrumentos musicais tradicionais de Moçambique. Destaca-se ainda a iniciativa “Onde a Cultura Floresce, a Felicidade Acontece – Espectáculos de Música e Dança Tradicional na Comunidade”, nos dias 24 e 25 de Outubro em zonas como Seac Pai Van, Zona de Lazer do Edifício Lok Yeung Fa Yuen e no espaço Anim’Arte NAM VAN, com a actuação de grupos musicais e de dança tradicional do Interior da China, Guiné Equatorial e Timor-Leste. Redução da Lusofonia Questionada sobre a decisão de reduzir a duração do Festival da Lusofonia de seis dias para apenas três dias (sexta-feira e um fim-de-semana), Deland Leong explicou que, após avaliações realizadas em edições anteriores, foi considerado que esse formato é o mais adequado. “Houve uma edição com duas semanas de duração e várias actividades, mas, depois da avaliação, pensamos que uma semana é mais adequada. Foi um consenso alcançado entre várias partes”, indicou. Segundo reportou a emissora TDM anteriormente, a interrupção do modelo alargado deve-se à ausência de patrocínio da operadora de jogo Galaxy Entertainment Group, uma mudança que obrigou a limitações orçamentais e a uma reestruturação do programa. Dirigentes de associações de matriz lusófona como a Associação dos Macaenses e a Casa de Portugal em Macau indicaram à emissora pública estar desiludidos com uma edição mais reduzida e a falta de apoio orçamental. A dirigente do IC reconheceu existirem opiniões divergentes entre as associações participantes, algumas defendendo um período mais prolongado e outras considerando que duas semanas são excessivas. “Temos de ouvir todos, mas continuamos a disponibilizar recursos para todas as associações”, afirmou, admitindo que, nos próximos anos, poderão ser recolhidas mais opiniões junto da população, parceiros e colectividades sobre a duração do certame. Entre 16 Novembro e 7 Dezembro realiza-se também o 8º Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, com uma Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa a decorrer entre Novembro e Janeiro de 2027.