João Luz Eventos MancheteAlbergue SCM | Exposição apresenta trabalhos do arquitecto He Jingtang Na próxima quarta-feira, o Albergue SCM acolhe uma a exposição “Lugar, Cultura, Tempo — Design para um desenvolvimento de alta qualidade na China: Selecção de obras arquitectónicas de He Jingtang e da sua equipa”. A mostra centra-se nas obras de marcos académicos do arquitecto e académico chinês No próxima quarta-feira, dia 15, é inaugurada no Albergue SCM a exposição “Lugar, Cultura, Tempo — Design para um desenvolvimento de alta qualidade na China: Selecção de obras arquitectónicas de He Jingtang e da sua equipa”. A cerimónia que dará o pontapé de saída da mostra está marcada para as 18h30 de quarta-feira e estará patente ao público até 13 de Agosto na Galeria A2 do Albergue. Centrada no conceito central de “Lugar, Cultura, Tempo”, a mostra reúne uma selecção de obras arquitectónicas e os marcos académicos alcançados ao longo dos anos por He Jingtang e a sua equipa. A organização, a cargo do Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, da Federação de Académicos de Guangdong e Instituto de Pesquisa e Design de Arquitectura da Universidade de Tecnologia do Sul da China, salienta que a iniciativa tem como objectivos a promoção da arte e cultura arquitectónicas e criar uma plataforma para o intercâmbio mútuo e o enriquecimento entre Macau e o Interior da China. He Jingtang nasceu em 1938 em Dongguan, na província vizinha de Guangdong. É arquitecto e membro da Academia Chinesa de Engenharia, e actualmente desempenha as funções de Reitor Honorário da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Tecnologia do Sul da China. Ao longo da carreira, He Jingtang especializou-se na concepção de edifícios com fins culturais, assim como no planeamento de campus, liderando equipas de profissionais responsáveis pela concepção e concretização de um grande número de edifícios emblemáticos com influência internacional. Vida cheia Entre os projectos mais emblemáticos de He Jingtang contam-se o Pavilhão da China na Exposição Mundial de 2010 em Xangai, a ampliação do Memorial às Vítimas do Massacre de Nanjing perpetrado pelos invasores japoneses (Local de Memória Público Nacional), o Centro Internacional de Conferências de Qingdao (sede principal da Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai), o Arquivo Nacional de Publicações e Cultura (Guangzhou), o Museu da China (Hainan) do Mar da China Meridional. Entre os projectos de espaços e edifícios dedicados ao ensino, destaque local para o Campus de Hengqin da Universidade de Macau no portfolio do académico e arquitecto. Outra das conquistas de He Jingtang, foi quebrar o monopólio de arquitectos estrangeiros na concepção de marcos nacionais chineses, liderando o caminho da criação arquitectónica com características chinesas, descreve a organização da exposição. Com uma vida de trabalho com arquitecto, académico e investigador, He desenvolveu a teoria “Dois Conceitos (conceitos holísticos e sustentáveis) e Três Características (lugar, cultura e tempo)”, que está no cerne dos trabalhos selecionados. A mostra pode ser visitada todos os dias das 12h às 19h, excepto às segundas-feiras em que o horário vai das 15h às 19h. A entrada é livre.
Hoje Macau EventosMuseu de Macau | Mostra de bens classificados inaugurada na sexta-feira A “Exposição Temática sobre o 1.º Grupo de Bens Móveis Classificados de Macau” vai estar patente a partir de sexta-feira, até 16 de Agosto, no 3.º piso do Museu de Macau, indicou o Instituto Cultural (IC). A mostra é a materialização da salvaguarda e gestão de bens móveis de valor cultural significativo em Macau. Assim sendo, a exposição é uma selecção de um grupo constituído por 400 itens, abrangendo 24 categorias, incluindo espécies arqueológicas, pinturas e caligrafia, têxteis e documentos oficiais. Destas, foram escolhidas 100 peças, ou conjuntos, “complementados por recursos multimédia, para demostrar a história e a evolução social de Macau”. O conjunto de objectos destaca “o carácter único da cidade, marcado pela integração cultural entre o Oriente e o Ocidente e pela coexistência de várias culturas”, demonstrando a beleza e “o valor inestimável destes artefactos culturais”. O Museu de Macau está aberto das 10h às 18h e encerra à segunda-feira. A entrada é gratuita para residentes com BIR, e à terça-feira e no dia 15 de cada mês para o público geral.
João Luz EventosARTM celebra uma década do centro de Ká Hó com exposição “Criatividade na Recuperação” A inauguração da exposição “Criatividade na Recuperação: 10 anos de ARTM Centro de Serviços Integrados de Ká Hó” está marcada para o próximo sábado, a partir das 16h, na Galeria Hold On To Hope, na vila de Nossa Senhora em Ká Hó. A exposição estará patente ao público até 28 de Julho e pode ser visitada das 10h30 às 18h30 aos fins-de-semana e feriados, e das 10h30 às 17h00 às segundas, terças e sextas-feiras. A galeria está encerrada às quartas e quintas-feiras. A mostra que celebra uma década de trabalho da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM), esteve para ser inaugurada no sábado passado, mas acabou por ser adiada devido ao mau tempo. A colecção de trabalhos que vão estar na Galeria Hold On To Hope foi criada por clientes da ARTM enquanto participavam no tratamento. “Cada peça é o resultado de tempo, prática e esforço pessoal, apoiados pelo programa da ARTM e moldados pela experiência de cada indivíduo. Seja expressa através de cerâmica, pinturas, trabalhos em madeira ou outras formas artísticas, cada obra de arte transporta uma história única e uma voz distinta”, é indicado pela associação em comunicado. O poder da arte A mostra destaca também a importância das artes num ambiente de reabilitação, proporcionando “uma forma significativa de os clientes expressarem sentimentos e experiências que podem ser difíceis de colocar em palavras”. A criação artística envolve um estado de espírito que pressupõe “estrutura e rotina, cria paciência e confiança, encoraja o foco e apoia a cura emocional”. Através da criação artística, muitos clientes encontram um sentido de realização e identidade, o que constitui uma parte essencial da recuperação. Estes são os processos que se materializam nas obras expostas, convidando à reflexão sobre o percurso que os antecedeu, “os momentos de desafio, descoberta, aprendizagem e renovação da confiança”. As lições aprendidas pelos criadores podem ser fontes de inspiração para os visitantes, através do reconhecimento do poder da arte na transformação de vidas.
João Luz Eventos MancheteConcerto | ITZY trazem energia adolescente do Kpop ao Venetian A banda coreana ITZY vai actuar no Venetian Arena no dia 15 de Agosto, prevendo-se uma corrida aos bilhetes, que serão postos à venda na próxima segunda-feira. O público pode esperar uma performance enérgica, uma grande produção visual em palco e uma celebração da cultura “teen crush” Atitude e energia, dois dos principais pilares do conceito “teen crush” transversal a muitas das girl bands do pop coreana actual. Estes são os ingredientes que fizeram das ITZI um fenómeno de popularidade. A banda sul-coreana vai actuar no Venetian Arena no próximo dia 15 de Agosto, às 18h, e os bilhetes serão postos à venda na próxima segunda-feira ao meio-dia a preços que variam entre 799 e 1.999 patacas. O concerto em Macau da banda que Kpop está integrado na sua terceira digressão mundial, a “ITZY 3rd World Tour”, como foi originalmente designada. O conjunto de espectáculos desta tournée promete deslumbrar o público com uma produção cénica totalmente nova, efeitos visuais melhorados e actuações ao vivo electrizantes, tudo o que é preciso para um início de noite memorável para os fãs (os MIDZY). Desde a estreia em 2019 com “Dalla Dalla”, as ITZY afirmaram-se como um dos principais grupos femininos do K-pop com êxitos como “Wannabe”, “Loco”, “Sneakers” e “Untouchable”, alcançando uma popularidade impossível de ignorar na indústria, não só rebentando tabelas de vendas, como arrebatando prémios musicais e reconhecimento internacional. Após duas digressões mundiais e o lançamento do mais recente mini-álbum, “Tunnel Vision”, as ITZY chegam a Macau com o estatuto de um dos principais grupos femininos de Kpop. Rebeldia sem causa A aparência, atitude e as letras da banda transpiram irreverência e atrevimento, factores que determinam a presença dinâmica em palco de Yeji, Lia, Ryujin, Chaeryeong e Yuna. Estes são os ingredientes que o quinteto usa para apelar ao público mais jovem através do conceito “teen crush”, uma fórmula comercial “desenhada” por produtores para capitalizar no poder de compra dos adolescentes. Este conceito, muito baseado no aspecto estético, está associado principalmente à “4.ª geração” das bandas de pop coreano que adoptou uma postura agressiva, mas ao mesmo tempo juvenil e muito polida para a beleza. A nova vaga é a réplica à mais tradicional “girl crush”, em que as “artistas” adoptam imagens mais sombrias e maduras. A “teen crush” usa e abusa de uma variada paleta de cores de alta saturação, acessórios kitsch e elementos de moda de rua, projectando uma imagem de rebeldia juvenil e confiança. Em termos visuais, esta estética caracteriza-se pela subversão dos uniformes escolares tradicionais e do vestuário desportivo, misturando-os com elementos de inspiração industrial ou punk, tais como botas militares, correntes e tecidos em tons néon. Em termos musicais, bandas como as ITZI navegam em mares de dance-pop e EDM, com letras que enfatizam o amor-próprio e a independência em detrimento de temas românticos.
Hoje Macau EventosSemana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa encanta Qinghai Este fim-de-semana, os ritmos da lusofonia invadiram a Praça Tangdao, na capital da província de Qinghai, Xining, naquela que foi a primeira incursão do evento organizado pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau numa província do Oeste da China. A comitiva de artistas é composta pela vocalista dos portugueses OqueStrada Marta Miranda, pelos brasileiros Mauricio Tizumba, Sérgio Pererê e José de Holanda, a cabo-verdiana Elly Paris, Patche di Rima e Anderking Skididi da Guiné-Bissau e Fistong Boy da Guiné Equatorial. Moçambique foi representado em palco pelo cantor Az Khinera, enquanto Vungo Téla apresentou à China as sonoridades de São Tomé e Príncipe e os New Arquiris que misturam legado musical tradicional de Timor-Leste com toques de modernidade. De Macau, viajaram o macaense German Ku e a cantora winifai. Qinghai é uma província do noroeste da China situado no planalto tibetano, rodeado por Gansu, Xinjiang, Sichuan e o Tibete. As sonoridades da lusofonia juntaram-se dez grupos artísticos do Qinghai. O programa itinerante prossegue agora para a capital Pequim, com espectáculos marcados para quinta e sexta-feira na Praça da Concha Acústica, entre as 18h e as 21h. Na rota da seda Na cerimónia de abertura dos espectáculos em Xining, o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, mostrou-se esperançado que as bandas e artistas dos Países de Língua Portuguesa aproveitassem “a oportunidade para mostrar as suas características culturais únicas e reforçar o intercâmbio cultural com Qinghai”. Por sua vez, um representante do Governo Popular Municipal de Xining indicou que o evento teve o “intuito de aprofundar a cooperação entre Xining e Macau em várias áreas como comércio, economia e cultura”. Chen Yongqin manifestou a expectativa de que, “com a cultura como ponte e a arte como meio, mais amigos dos Países de Língua Portuguesa possam conhecer Qinghai e a sua capital Xining, escrevendo em conjunto um novo capítulo para o intercâmbio sino-lusófono”.
Hoje Macau EventosMuseu do Grande Prémio | Abertas inscrições para workshops de Verão Abriram ontem as inscrições para quatro workshops no Museu do Grande Prémio de Macau que se vão realizar nos fins-de-semana de Julho e Agosto. Segundo um comunicado divulgado ontem pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), as actividades têm como pilar central “educação com diversão”, combinando ciência, artesanato, arte, diversão e elementos de corridas. Assim, serão organizados as actividades “Artista da Guia: Carro de Corrida em Mosaico”, “Engenheiro da Guia: Montagem de Carro de Corrida 4×4”, “Mágico da Guia: Carro dos Sonhos em Arte com Areia”, e “Artesão da Guia: Gravação de Lâmpada em Forma de Carro de Corrida”. Os workshops realizam-se no Museu do Grande Prémio de Macau aos sábados e domingos, entre 25 de Julho e 16 de Agosto, com um tema novo a cada semana. Aos sábados e domingos, estão previstas duas sessões diárias (11h30 e 14h30, com duração de 1h30m cada). As vagas para cada sessão estão limitadas a 15 pares de pais e filhos. Como é habitual, as inscrições podem ser feitas através da Conta Única. Além dos quatro workshops, no fim de Julho será lançada uma nova experiência interactiva exclusiva para crianças: A “Zona de Pé a Fundo”, uma atracção imersiva de educação e entretenimento sobre corridas, especialmente concebida para crianças dos 6 aos 12 anos. A atracção tem por base o lendário Circuito da Guia, através de uma maquete de grandes dimensões em 3D, “reproduzindo curvas emblemáticas como a Curva do Hotel Lisboa e a Curva do Reservatório”, por onde as crianças vão poder acelerar em “mini-carros de corrida”.
João Luz Eventos MancheteBienal de Curitiba | Governo enaltece estreia de Macau como “ponte crucial” A participação de Macau pela primeira vez na Bienal Internacional de Curitiba materializa a visão do Governo no posicionamento da RAEM no “importante circuito de bienais latino-americanas”. O pavilhão de Macau apresenta a mostra “Matéria, Corpo e Linguagem”, patente na capital Paraná até 15 de Novembro A presença inaugural de Macau na 16.ª Bienal Internacional de Curitiba representa o culminar da “visão do Governo da RAEM de posicionar Macau como uma ‘importante ponte crucial, a nível nacional, para uma abertura de alto padrão’ e ‘uma janela importante para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental’. Foi desta forma que o Governo, através do Instituto Cultural (IC), mencionou a estreia de Macau, através da exposição “Matéria, Corpo e Linguagem” circuito de bienais latino-americanas. A mostra, inaugurada no passado dia 14 de Junho, pode ser vista, até 15 de Novembro, no Museu Oscar Niemeyer na capital do estado brasileiro do Paraná. A participação de Macau insere-se também nas “comemorações do Ano da Cultura China-Brasil 2026, evidenciando o papel vital e a vantagem única de Macau enquanto plataforma de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. O IC refere também que a participação de Macau é “uma demonstração prática do seu posicionamento como uma base de intercâmbio e cooperação para a promoção da coexistência multicultural, com predominância da cultura chinesa”. Matéria e espírito Com curadoria geral de Adriana Almada e Tereza de Arruda, sob o tema “LIMIARES”, a Bienal aborda as fronteiras contemporâneas entre o humano e a tecnologia. Em co-curadoria, o Museu de Arte de Macau (MAM), apresenta a exposição “Matéria, Corpo e Linguagem” que reúne três obras encomendadas aos artistas Peng Yun, Bianca Lei (Macau) e Gao Fuyan (Interior da China). Estas peças, anteriormente patentes em “Estou Aqui – Helena Almeida: Presença e Ressonância” (2026) e na mostra principal da “Arte Macau – Bienal Internacional de Arte de Macau” (2025), são agora reenquadradas à luz do tema “LIMIARES”, explorando as condições existenciais do corpo, da linguagem e da matéria face ao avanço tecnológico. Segundo o IC, “Matéria, Corpo e Linguagem” evoca um espírito de introspecção e convida à “reflexão humanística”. O Conselheiro Cultural da Embaixada da China no Brasil, Zhang Zhiyun, visitou o Pavilhão de Macau e elogiou o trabalho de Macau no estabelecimento de “intercâmbios culturais com a América Latina, reflectindo o compromisso estratégico do governo central em integrar Macau no desenvolvimento nacional”. A Bienal Internacional de Curitiba, um dos maiores eventos de arte contemporânea da América Latina, realiza-se desde 1993. A edição deste ano reúne mais de 300 artistas de 38 países em diversos espaços da cidade. Em celebração do “Ano da Cultura China-Brasil 2026”, a Bienal reforçou a cooperação com instituições chinesas, estabelecendo parcerias com o Grupo de Artes e Entretenimento da China e com o IC para a criação dos Pavilhões da China e de Macau.
João Santos Filipe EventosExposição comemora 90º aniversário do nascimento de Mio Pang Fei Noventa obras de pintura, técnicas mistas, instalações e manuscritos estão em exposição até 11 de Outubro no Museu de Arte de Macau. A exposição celebra aquele que seria o 90º aniversário do artista que morreu em 2020. Até 11 de Outubro, o Museu de Arte de Macau celebra o 90º aniversário do nascimento do artista local Mio Pang Fei com a exposição “Contemplações Oriente-Ocidente: Retrospectiva de Mio Pang Fei”. A inauguração do evento aconteceu na sexta-feira, e as visitas são gratuitas entre as 10h e as 19h de cada dia, com excepção das segundas-feiras. “Para celebrar o 90º aniversário do nascimento de Mio Pang Fei, a mostra reúne 90 obras – abrangendo pintura, técnicas mistas, instalações e manuscritos – provenientes da sua família, amigos e do próprio acervo do Museu de Arte de Macau”, pode ler-se no comunicado do Instituto Cultural, responsável pela organização da mostra, em conjunto com o Círculo dos Amigos da Cultura de Macau. De acordo com a mesma fonte, a exposição traça “o percurso sistemático” de meio século do artista que é tido como “pioneiro da arte moderna local”. O percurso é apresentado através de seis secções diferentes denominadas: “Xangai – Experiência”, “Macau – Prática”, “Série Shui Hu”, “Sobre a Condição Humana”, “Pós Caligrafia” e “O Legado do Neo-Orientalismo”. Sobre a última parte da exposição, o IC indica que “foca a transição do mestre da teoria à maturidade artística, recriando o ambiente do seu próprio estúdio e exibindo documentação rara que ilustra especificamente a sua prática artística de ‘captar o espírito da cultura oriental como essência, utilizando linguagens ocidentais modernas’”. Visão internacional Ainda em relação ao artista, o Governo realça que foi o “mentor do ‘Neo-Orientalismo’” considerado “enraizado no contexto de diálogo entre o Oriente e o Ocidente em Macau” e que permitiu ao artista construir “uma teoria estética dotada de características locais e de uma vincada visão internacional”. Na perspectiva dos organizadores, o percurso internacional de Mio Pang Fei teve como pontos altos a participação de Macau na 56ª Bienal de Veneza e ainda o facto de ter recebido duas vezes a Medalha de Mérito Cultural”. Além disso, o comunicado do IC aponta que Mio contribuiu “imenso para o desenvolvimento da arte moderna em Macau”. Em paralelo com a exposição vão ser realizadas outras actividades de divulgação da obra do artista, como concertos e workshops de arte. Por exemplo, o concerto “Música no MAM”, no dia 12 de Julho, e o workshop “Contemplações de Música e Dança – Oficina de Lira x Fluxo Somático” vão apresentar diferentes tipos de performances que o organizador indicou estarem em “sintonia com a atmosfera artística da exposição”, as quais vão proporcionar “uma experiência audiovisual, cultural e artística multifacetada”. Vida conturbada Nascido em Xangai em 1936 e falecido em 2020, Mio Pang Fei estudou na Universidade de Belas Artes de Fujian, dedicando-se à caligrafia chinesa, a única forma de se manter ligado ao mundo das artes. Devido aos seus trabalhos, Mio Pang Fei chegou a ser acusado de práticas contra-revolucionárias por demonstrar um grande interesse no modernismo que se fazia no Ocidente, o que levou a que fosse preso e sujeito a trabalhos forçados. Na década de 1980 decidiu deixar o Interior da China com a família, conseguindo mudar-se para Macau no final de 1982. A primeira exposição em Macau aconteceu em 1985, no antigo Museu Luís de Camões, com a mulher, Un Chi Iam, também ela pintora. No território, Mio fez carreira como pintor profissional, investigador e docente, ensinando na Academia de Artes Visuais de Macau, antecessora da actual Escola Superior de Artes da Universidade Politécnica de Macau. Deu também aulas na Universidade de Artes de Nanjing, no Colégio de Belas-Artes da Universidade de Xangai e ainda na Universidade de Wolverhampton, no Reino Unido. Mio Pang Fei foi um dos fundadores do Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, entidade envolvida na organização da exposição.
Hoje Macau EventosToi San | Projecto de casa de banho seleccionado para guia O projecto de “Casa de Banho Ecológica ‘Pop-Out’ – Casa de Banho Pública de Toi San”, do atelier de arquitectura Urban Pratice, acaba de ser seleccionado para a primeira edição do “Guia CIALP para a Agenda 2030”, uma publicação do Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP). Segundo um comunicado do Urban Pratice, atelier situado em Macau e liderado pelo arquitecto Nuno Soares, a escolha deste projecto “consolida ainda mais a posição de Macau no mapa global da inovação em termos de design sustentável”. O projecto de casa de banho “integra de forma harmoniosa a tecnologia ambiental e o design circular”, reflectindo “o compromisso da Urban Pratice na transformação de infra-estruturas cívicas”. Esta não é a primeira vez que este projecto é distinguido, tendo recebido o “Prémio Pioneiro de Arquitectura Verde” na sexta edição do Japan International Pioneer Design Award (IPDA). O “Guia CIALP para a Agenda 2030” funciona, segundo a mesma nota, “como um roteiro arquitectónico seleccionado e alinhado com os objectivos humanitários globais”, sendo uma compilação de “projectos arquitectónicos inspiradores de todo o mundo lusófono”. Estes projectos destacam-se ainda por terem contribuído “activamente para os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas”. Segundo a Urban Pratice, o projecto de casa de banho “aborda princípios fundamentais” que estão alinhados com alguns dos ODS definidos para a erradicação da pobreza e promoção do desenvolvimento global até 2030. São eles “Saúde e Bem-estar, Redução das Desigualdades, Cidades e Comunidades Sustentáveis e Consumo e Produção Responsáveis”, destaca-se na mesma nota. O referido Guia foi lançado e apresentado publicamente na passada segunda-feira no Congresso Mundial de Arquitectos da União Internacional de Arquitectos 2026, realizado em Barcelona.
Andreia Sofia Silva Eventos MancheteCasa Garden | Afonso Cabral encerra hoje programa do Mês de Portugal Afonso Cabral, da banda portuguesa You Can’t Win, Charlie Brown, protagoniza hoje um concerto na Casa Garden. O seu último disco a solo, “Demorar”, é o mote para a digressão asiática que passa por Macau, China, Hong Kong e Japão A Casa Garden, sede da Fundação Oriente em Macau, recebe hoje o evento de encerramento do programa de celebração do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas. Trata-se do concerto de Afonso Cabral & Pedro Branco (guitarrista), que começa às 20h, cujo repertório deverá incidir sobre o seu último disco, “Demorar”, lançado em 2024. O concerto tem entrada gratuita. O espectáculo é promovido pela NOYB – None of Your Business, e integra a digressão asiática que o artista está a fazer, e que incluiu um concerto em Shenzhen; uma actuação no sábado no Antique 3000, em Zhuhai; e ainda este domingo no Chen Trente, em Hong Kong, fechando o périplo pela China. Porém, também o Japão será contemplado com três actuações de Afonso Cabral, nomeadamente no dia 8 de Julho em Osaka; 9 de Julho no Kyoto Submarine, em Quioto; e também no dia 10 de Julho no Stiff Slack, em Nagoya. A passagem do artista por terras do Sol Nascente não surpreende, tendo em conta que o seu mais recente disco conta com a participação do músico japonês Shugo Tokumaru, bem como da cantora Manuela Azevedo, vocalista dos portugueses Clã. Shugo Tokumaru é um compositor e multi-instrumentista que lançou o seu primeiro álbum em 2004, intitulado “Night Piece”, estando envolvido em todos os aspectos da produção dos seus álbuns. Os palcos de Afonso Afonso Cabral escreveu nas redes sociais em Maio que “entusiasmado é um eufemismo” sobre esta digressão asiática que agora se inicia. Nascido em Lisboa, em 1986, está ligado ao mundo da música há cerca de 15 anos com diversos projectos, um deles como vocalista com a banda You Can’t Win, Charlie Brown. Porém, Afonso Cabral deambula também nos palcos com o músico Bruno Pernadas, multi-instrumentista que também já actuou em Macau; ou ainda com os projectos Minta & The Brook Trout ou Mais Alto!. O músico tem uma carreira onde as colaborações criativas são uma constante, como por exemplo na composição de “Anda Estragar-me os Planos”, escrita em parceria com Francisca Cortesão para o Festival da Canção 2018. Esta música foi cantada por Joana Barra Vaz, tendo sido interpretada mais tarde por outros cantores, como Salvador Sobral e Tim Bernardes. Sobre “Demorar, é composto por nove canções, onde se incluem os singles “Indivisível” e “Confusão / ざわめき”. Segundo o portal Comunidade Cultura e Arte, Afonso Cabral disse que “nunca é fácil definir um disco”. “São peças de um puzzle construído entre 2019 e 2024 (demorado, sim, daí o título, em parte). É sobre aceitação, é sobre saber parar (ou pelo menos tentar), é sobre frustrações e é certamente sobre mais uma série de coisas que eu próprio não entendo ainda muito bem. É também um cumprir de sonhos com os duetos com Shugo Tokumaru e Manuela Azevedo”, frisou. Outro dos destaques do concerto desta sexta-feira na Casa Garden será, certamente, o novo single de Afonso Cabral, “Dança Comigo na Ilusão”, editado em Maio. O espectáculo tem entrada livre e conta com os apoios da Casa de Portugal em Macau, Fundação Oriente e restaurante Lvsitanvs.
Hoje Macau EventosComédia | Wynn Palace apresenta dupla Yue Yunpeng e Sun Yue Decorre no dia 1 de Agosto um espectáculo de “stand-up comedy” da dupla Yue Yunpeng e Sun Yue no Wynn Palace Grand Theatre, no Cotai, a partir das 20h. Segundo um comunicado do Wynn Palace, trata-se de um regresso a Macau após cinco anos, “numa actuação muito aguardada”. “Aclamados pelo seu estilo cómico distinto e pela química impecável em palco, a dupla irá apresentar um espectáculo inesquecível, repleto de risos”, numa noite que promete ser “cativante, marcada por uma interacção animada e excelência cómica”. Yue Yunpeng é também conhecido como “Xiao Yueyue” e juntou-se ao Deyun Society em 2004. “Com uma actuação cénica distinta e um humor característico, conquistou os corações do público por todo o país”. O artista é conhecido pelas actuações “Song of the Fifth Ring” e “I Can’t Stand It”, tendo participado em diversas edições da “Gala do Festival da Primavera” da estação televisiva chinesa CCTV. Actualmente Yue Yunpeng é tido como “um dos comediantes mais populares no panorama da comédia stand-up chinesa”. Os bilhetes já estão disponíveis, com preços a partir de 888 patacas, na bilheteira online da Wynn.
Hoje Macau EventosJulho repleto de eventos, de exposições, desporto, passando pelo design e caligrafia O Instituto Cultural (IC) levantou o véu sobre o que tem agendado para Julho, com uma programação multifacetada, variando entre pintura, design, voleibol, entre outras propostas. Um dos destaques será uma exposição sobre o trabalho do pintor Mio Pang Fei, já falecido, intitulada “Contemplações Oriente-Ocidente: Retrospectiva de Mio Pang Fei”. Segundo um comunicado do IC, esta mostra “irá estar patente em breve”, sem que tenha sido mencionado ainda o local, tal como a exposição “sobre o 1º Grupo de Bens Móveis Classificados de Macau”, outra iniciativa agendada pelo IC para este Verão. Mio Pang Fei nasceu em Xangai, em 1936, mas foi em Macau que viveu praticamente toda a vida, tendo-se firmado como um dos mais conceituados artistas plásticos e uma referência da arte contemporânea chinesa. Ainda na China interessou-se pela arte contemporânea ocidental, à época tida como anti-revolucionária. No período da Revolução Cultural dedicou-se à caligrafia e arte tradicional chinesa, tendo sido condenado a trabalhos forçados. No ano de 1982 refugiou-se em Macau e descobriu na pintura uma forma de juntar a arte ocidental com a arte chinesa tradicional. Ainda no campo das exposições, o IC tem patente, no ART (Dot Art), a mostra “A Antiga China no Design Criativo”, até ao dia 7 de Agosto. Segundo a mesma nota, trata-se de uma iniciativa organizada pelo Ministério da Cultura e Turismo da China, coordenada pelo Museu Nacional da China e coorganizada pelo IC. Apresenta-se aqui “relíquias culturais clássicas de 22 entidades museológicas de todo o país como protótipos de design, apresentando cerca de 400 obras culturais e criativas requintadas”. O objectivo é que o público possa “aprofundar a compreensão dos visitantes sobre os 10000 anos de história cultural e os 5000 anos de civilização da China”. Desporto para todos No tocante a actividades desportivas para este verão, decorre entre os dias 22 e 26 de Julho a “Liga das Nações de Voleibol Feminino – Finais Macau 2026 apresentada pelo Galaxy Entertainment Group”, com jogos no Dome – Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau. A Liga conta com a participação de 18 equipas de elite mundial, que disputarão três rondas preliminares até ao dia 12 de Julho – e que tiveram início a 3 de Junho, sendo que a China “como equipa anfitriã, estará juntamente com as sete equipas melhor classificadas na pontuação, reunindo em Macau na segunda quinzena de Julho para disputar na fase final o título de campeã da Liga deste ano”, pode ler-se. Destaque ainda para a realização da prova de badminton da categoria aberta, integrada na “Taça Hengqin-Macau” – Série Principal e Série Júnior de 2026, agendada para o dia 9 de Agosto no Dome. As inscrições para a competição estarão abertas a partir do início deste mês. Este fim-de-semana acontece no Centro Desportivo Olímpico – Campo de Hóquei, o evento “Comunidade Dinâmica – Festival Competitivo de Verão 2026”. O evento alia, segundo a mesma nota, “a vertente lúdico-competitiva ao espírito de equipa, incluindo modalidades adequadas para grupos de jovens e actividades especialmente concebidas para a participação familiar”. No leque de eventos culturais organizados pelo IC destaca-se também a terceira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau, com espectáculos, ciclo de cinema e workshops até finais de Agosto; ou ainda a actividade “Onde a cultura floresce, a felicidade acontece”, realizada em diversas zonas de lazer, parques, sítios do Património Mundial e museus em Macau e Taipa, “sob a forma de concertos, workshops temáticos e actividades de promoção da leitura”. Por sua vez, o 44º Concurso para Jovens Músicos de Macau, nas categorias da Música Chinesa e Ocidental, terá lugar na segunda quinzena de Julho.
Andreia Sofia Silva EventosCreative Macau | Elisa Vilaça expõe obras feitas a partir de materiais reciclados É inaugurada hoje na Creative Macau a exposição “Everything is Created, Everything is Transformed”, que reúne trabalhos de Elisa Vilaça. A mostra da artista e directora da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal em Macau reforça a importância da reciclagem e da redução de desperdício A Creative Macau acolhe a partir de hoje uma nova exposição com obras de arte feitas a partir de materiais reciclados, da autoria de Elisa Vilaça, directora da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal em Macau (CPM). “Everything is Created, Everything is Transformed” [Tudo é Criado, Tudo é Transformado] é o nome da exposição, que pode ser vista até ao dia 25 de Julho, que revela o potencial artístico de objectos e materiais que, muitas vezes, ficam esquecidos no caixote do lixo. Ao HM, Elisa Vilaça contou que este projecto “tem como base a reciclagem de materiais”, algo que a artista, também ligada ao universo da criação de marionetas, já faz há algum tempo. “Desde que cheguei a Macau, nos anos 80, que o meu trabalho como educadora de infância sempre se focou muito na reciclagem de materiais, daí ser conhecida entre os professores chineses por Lap Sa Sim San, ou seja, professora do lixo”, disse. Para Elisa Vilaça, é fundamental “chamar a atenção dos mais jovens para a importância de reciclar e reaproveitar os materiais que são descartados diariamente”, sendo que o foco da artista até passou para a natureza, com o aproveitamento de sementes, folhas secas e até troncos de árvores. “Juntam-se também os fios de algodão e vários tipos de amostras adquiridas, principalmente nos mostruários dos casinos e, muitas vezes, materiais encontrados em contentores de lixo”, contou ainda. Tudo isto recebe um “tratamento especial para conservação e estético, para que se tornem mais apelativos”, sendo que a mostra na Creative Macau é o resultado destes anos de cuidado e conservação. “Espero que quem visite a exposição se possa aperceber do potencial que existem nestes materiais”, disse ainda. Elisa Vilaça considera que “o mais importante é ser criativo e olhar para a natureza com mais profundidade”. “Um ciclo infinito” Segundo uma nota da Creative Macau, a exposição chama a atenção para o facto de a natureza poder suscitar “um ciclo infinito de criação”, sendo importante reciclar tendo em conta as alterações climáticas e o seu impacto nefasto na sociedade. “O sol, a chuva e o vento moldam a vida todos os dias, embora estas coisas não sejam visíveis. Cegos pelo ritmo acelerado de uma sociedade que consome e deita fora em segundos, viramos as costas ao que realmente importa. Esquecemo-nos de olhar para o céu; ignoramos a beleza das folhas que caem, das sementes que voam, da madeira flutuante que o mar devolve pacientemente à costa. Mesmo nas suas tempestades ou no seu aparente declínio, a natureza oferece-nos sempre novos começos. Nós, no entanto, estamos a acelerar a morte do nosso planeta”, lê-se na mesma nota. Desta forma, o trabalho de Elisa Vilaça visa ser também “um manifesto pela mudança”, constituindo “um apelo urgente ao respeito pelo mundo que nos rodeia, uma tarefa que deve começar cedo, nas nossas casas, nas escolas e nas decisões daqueles que nos governam”. A CPM como elo de ligação Elisa Vilaça tem cerca de 40 anos de experiência em ensino, nomeadamente ao ensino das artes. Ao HM confessa que o seu trabalho na CPM também se interliga com a vontade de reciclar e criar ao mesmo tempo. “A partir do momento em que comecei a trabalhar na CPM que esse trabalho [de aproveitamento e reciclagem] se foi intensificando, primeiro para reduzir custos de trabalhos realizados, e depois porque [com a reciclagem] os trabalhos ficavam diferentes e mais criativos.” As aulas de cerâmica foram uma oportunidade para apostar ainda mais no reaproveitamento, sobretudo de “materiais naturais encontrados principalmente em praias, jardins”, ou objectos “recolhidos nos tufões mais severos que afectaram Macau”. “No meu trabalho na CPM, como formadora em várias áreas, o que sempre digo aos meus alunos é que, se houver criatividade e um olhar de reflexão perante os materiais que têm à frente, tenho a certeza que o trabalho vai ser fantástico. Ter amor no que se cria é o primeiro passo para o sucesso”, disse. Esta mostra não inclui, porém, marionetas, ainda que Elisa Vilaça tenha “bastantes construídas com materiais da natureza, ou que são descartados diariamente”, frisou.
Hoje Macau EventosMacau participa na Bienal de Arte Contemporânea de Curitiba Macau participa pela primeira vez na Bienal de Arte Contemporânea de Curitiba, um dos maiores eventos na América Latina, levando ao Brasil obras que evocam a portuguesa Helena Almeida, disse à Lusa a curadora. A portuguesa Margarida Saraiva, curadora do Museu de Arte de Macau (MAM), disse esperar que a estreia em Curitiba crie um “precedente para futuras colaborações” e “abra portas para o intercâmbio com o Brasil e a América Latina”. O Instituto Cultural (IC) montou um pavilhão no espaço principal da bienal, o Museu Oscar Niemeyer, dedicado ao célebre arquitecto brasileiro, que morreu em 2012. A 16ª edição da bienal – de regresso ao formato presencial depois de a última, em 2021, ter decorrido online devido à pandemia – arrancou em 14 de Junho e decorre até 15 de Novembro na capital do estado de Paraná, no sul do Brasil. O pavilhão de Macau é composto por três trabalhos digitais encomendados pelo IC para a primeira retrospectiva na Ásia de Helena Almeida (1934-2018), que reuniu no MAM, entre Janeiro e Abril, 190 peças da artista portuguesa. A obra “Cinco Língu-Língu”, da artista de Macau Bianca Lei Sio Chong, junta cinco línguas: cantonês, mandarim, inglês, português e patuá. O lugar das tecnologias Numa altura em que a inteligência artificial normaliza a tradução universal, o trabalho de Bianca Lei “resiste à homogeneização linguística num mundo de inteligência artificial”, sublinhou Margarida Saraiva. Noutra obra, “Fragmentos do Tempo – Teatro do Rosto”, do chinês Gao Fuyan, o rosto do espectador é capturado, projectado, impresso e triturado, para questionar “o que resta do ser humano na era do reconhecimento facial”. “WU . Stone . Sardapass”, de Peng Yun, mergulha no “limiar entre o humano e a máquina”, ao mostrar a artista chinesa radicada em Macau a trabalhar, observada por um cão-robô. Margarida Saraiva sublinhou que a presença de Macau na bienal de Curitiba faz parte das actividades do Ano Cultural Brasil-China 2026, que assinala os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países. A mostra reflecte “a política de reforço dos laços com os países de língua portuguesa” e reafirma a “posição única de Macau entre os mundos chinês e lusófono”, defendeu a investigadora. A presença em Curitiba é “um marco de diplomacia cultural”, sendo a primeira vez que Macau cria um pavilhão num grande evento artístico da América Latina, recordou Saraiva. A bienal de Curitiba, organizada pela primeira vez em 1993, reúne este ano mais de 300 artistas de 38 países e territórios. O evento, com uma área de exposição de 35 mil metros quadrados, atrai mais de um milhão de visitantes por edição, disse Saraiva. O público poderá descobrir “uma Macau que não é apenas destino turístico, mas lugar de reflexão profunda sobre o nosso tempo”, disse a curadora.
Andreia Sofia Silva Eventos MancheteLusofonia | German Ku e Marta Miranda actuam hoje no Largo do Senado Depois dos primeiros concertos de ontem, sobem hoje ao palco montado no Largo do Senado artistas como o macaense German Ku, a portuguesa Marta Miranda, ex-vocalista dos OQueStrada, ou a cabo-verdiana Elly Paris. A música ouve-se entre as 18h e as 21h, mas há também uma mostra de artesanato na Galeria do IAM A lusofonia irá soar hoje em Macau com um espectáculo que começa às 18h com ritmos locais: o macaense Germano Guilherme, conhecido em palco como German Ku, irá actuar com a cantora Winifai inaugurando o segundo dia de concertos integrado na 18ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa. Já ontem o Largo do Senado foi palco de música dos países de língua portuguesa e também de Macau. O programa traz hoje nomes como o brasileiro Maurício Tizumba, a cabo-verdiana Elly Paris, os artistas da Guiné-Bissau Patche Di Rima e Anderking Skididi ou ainda Az Khinera, artista moçambicano. O cartaz prossegue com a actuação da portuguesa Marta Miranda, os Vungo Téla, de São Tomé e Príncipe, e ainda os New Arquiris Band, oriundos de Timor-Leste. O capítulo final de todas estas actuações escreve-se com um “Carnaval Sino-Lusófono”, descreve o programa oficial. Voltando aos artistas que abrem os concertos de hoje, Germano Guilherme ficou conhecido depois de ganhar um concurso de talentos da estação televisiva TVB, de Hong Kong, o “Midlife, Sing and Shine 2”, em 2024. Germano Guilherme estudou na Escola Portuguesa de Macau e na Universidade Politécnica de Macau, e desde que venceu o concurso de canto não mais parou de subir aos palcos com a sua música, nomeadamente com o primeiro concerto em nome próprio, “I’m Home”, no Venetian Theatre em Agosto de 2024. Nos últimos meses o artista tem feito uma digressão na Malásia. Entretanto, Marta Miranda actua em Macau no contexto da digressão intitulada “Uma Mulher na Cidade”, fazendo-se acompanhar pelos músicos Jean Marc Pablo, Sérgio Prazeres e Ricardo Quinteira. Marta Miranda foi vocalista do grupo OQueStrada, com raízes na música tradicional portuguesa, tendo lançado o seu primeiro trabalho discográfico em nome próprio, “Mulher na Cidade”, em 2024, sobre Lisboa, Almada, e as raízes que tem entre os dois lugares e respectivas vivências. Destaque para o facto de estes artistas terem marcados concertos para este fim-de-semana, sábado e domingo, no palco da Praça Tangdao, na cidade de Xining, repetindo-se as actuações na próxima semana, nos dias 9 e 10 de Julho, em Pequim, na Praça da Concha Acústica (Praça Beike). Artesanato até domingo A 18ª edição da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa arrancou no sábado e irá prolongar-se até 10 de Julho, em Macau, Qinghai e Pequim, tendo como lema “Encontros Culturais Sino-Lusófonos, Amizade sem Fronteiras”. Outro ponto de destaque do programa deste ano é a “Exposição de Artesanato dos Países de Língua Portuguesa ‘Policromia Lusófona'”, organizada pelo Fórum Macau. A mostra, que pode ser vista na Galeria do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), apresenta peças oferecidas pelas delegações dos Países de Língua Portuguesa ao Fórum Macau “ao longo dos mais de vinte anos desde a sua criação”, destaca uma nota da organização. “Policromia Lusófona” divide-se em quatro secções, nomeadamente “Texturas do Som” ou “Histórias de Esculturas”, entre outras, revelando-se ao público objectos como “utensílios do quotidiano confeccionados em fibras naturais”, e que reflectem “modos de vida e tradições estéticas das diferentes regiões” com ligações à língua portuguesa. Apresentam-se também “instrumentos musicais tradicionais, acompanhados por projecções de performances, permitindo ao público vivenciar como a música transcende línguas e fronteiras”, destaca a organização. Não faltam ainda “peças em madeira e cerâmica que reflectem crenças religiosas e mitos populares” ou ainda “loiça de mesa e adornos”. A mostra estará aberta até este domingo, funcionando diariamente das 09h às 21h.
Hoje Macau EventosLisboeta | “Toy Story 5” exibido em sessão aberta a animais de estimação Os Cinemas Emperor, no Lisboeta Macau, acolhem no próximo dia 11 de Julho a exibição do filme “Toy Story 5”, uma iniciativa aberta a animais de estimação. A ideia, segundo um comunicado do Lisboeta Macau, é que o público possa levar os seus animais de estimação, a fim de criar “memórias inesquecíveis” e uma maior conexão entre os donos e os seus cães. Cada cão recebe um brinquedo alusivo ao filme, decorrendo ainda outras actividades como o “Live Custom Sketching”, onde “artistas profissionais vão realizar retratos personalizados dos convidados e seus cães em bilhetes de cinema comemorativos”, e que servem de lembrança após a visualização do filme. O Lisboeta Macau vai ainda apresentar um “mercado para animais de estimação”, onde se apresenta “uma variedade de produtos para que hóspedes e cães desfrutem de um fim-de-semana repleto de diversão na H853 Fun Factory”, lê-se ainda. Os bilhetes de cinema estão disponíveis para venda no portal do Lisboeta Macau ou no WeChat num grupo destinado a membros do Lisboeta Macau.
Andreia Sofia Silva EventosAssociação Cultural da Taipa | Aniversário celebrado com exposição itinerante São dez anos a revelar perspectivas artísticas e a celebrar o fascínio que a Taipa velha proporciona. “Walking Culture 2.0 – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” é a exposição que a Associação Cultural da Vila da Taipa apresenta a partir de amanhã, com trabalhos de artistas como Clara Brito, André Carrilho, Ana Aragão ou Rusty Fox A Associação Cultural da Vila da Taipa apresenta a partir de amanhã uma nova exposição que é também uma forma de celebração. “Walking Culture 2.0 – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” é o nome da mostra que apresenta trabalhos de 14 artistas, locais ou com ligações a Macau, e que nos últimos dez anos apresentaram a sua arte na Vila da Taipa. São eles P.I.B.G., graffiter cujo trabalho é pioneiro em Macau; os fotógrafos Chan Hin Io, Ieong Man Pan e Rusty Fox; os ilustradores portugueses Ricardo Lima, André Carrilho, Ana Aragão e Sara Hung, esta última natural de Macau. Esta exposição apresenta também a obra de Fan Sai Hong, mestres de pintura chinesa como Lio Man Cheong e Chao Iok Leng; a designer de moda Clara Brito, bem como as artistas plásticas Crystal W. M. Chan e Bianca Lei Sio-Chong. Segundo um comunicado da Associação Cultural da Vila da Taipa, trata-se de uma “exposição inovadora” por reunir “uma combinação invulgar de instalações artísticas ao ar livre e exposições em espaços interiores de obras seleccionadas de 14 talentos individuais de Macau e de todo o mundo”. Desta forma, o público tem acesso a um “espectáculo visualmente rico” que revela também perspectivas do património cultural local”, onde “os amantes da arte ao ar livre” são convidados “a passear pelos locais com património e ruelas históricas da Vila da Taipa, enquanto exploram a cultura, o encanto e a atmosfera única do bairro”. Um mapa com arte Tratando-se de uma mostra interactiva, no sentido em que o público não só tem acesso a obras dentro de uma galeria de arte, num formato mais tradicional, como também recorre a um mapa para ver obras expostas no exterior, “Walking Culture 2.0 – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” acaba por “esbater a distinção entre galeria e paisagem urbana”. Isto porque, na parte da exposição dentro de portas, “os visitantes podem explorar obras de arte originais”, existindo depois “banners apelativos estrategicamente colocados por toda a vila, em que cada um destaca o perfil e visão criativa do artista”. A exposição propões aos visitantes “uma viagem de descoberta”, a fim de poderem “explorar o encanto único e o património cultural da Taipa enquanto desfrutam de um passeio tranquilo”. Ao mesmo tempo, também se procura estabelecer “uma ligação entre as instalações ao ar livre e as obras de arte originais expostas na galeria”. João Ó, arquitecto e presidente da associação, disse, citado pela mesmo nota, que “esta exposição celebra uma história partilhada de intercâmbio artístico, ao mesmo tempo que reafirma a posição da vila da Taipa como uma plataforma viva para a criatividade contemporânea”. Os trabalhos seleccionados para esta iniciativa reflectem, segundo João Ó, “a riqueza e pluralidade que têm vindo a definir o programa” da associação nos últimos anos, adiantou. A mostra pode ser vista até ao dia 11 de Setembro de forma gratuita, funcionando na Galeria de Exposições junto às Casas Museu da Taipa, entre as 10h e 19h, e em diversas ruas da Vila da Taipa.
Hoje Macau EventosGrande Baía | CURB assume presidência da Aliança de Design O CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo, sediado em Macau e presidido pelo arquitecto Nuno Soares, assumiu a presidência da Great Bay Area Urban Design Alliance (Aliança do Design Urbano da Grande Baía). Segundo um comunicado do CURB, a presidência “posiciona Macau como um centro de excelência regional” nesta área, sendo que a anterior presidência da entidade esteve a cargo da Sociedade de Planeamento Urbano de Shenzhen. O CURB irá presidir à Aliança nos próximos dois anos, pretendendo colocar a RAEM “no centro de uma rede regional dedicada a promover a excelência no design urbano e a colaboração interdisciplinar”, trabalhando “em estreita colaboração com organizações parceiras, numa agenda clara para melhorar a qualidade de vida através de espaços públicos dinâmicos”. Pretende-se ainda “contribuir activamente para o desenho urbano nas principais cidades da região da Grande Baía”, lê-se na mesma nota. A Aliança de Design Urbano da Grande Baía foi criada “para promover o diálogo, a colaboração e a inovação no design urbano e no planeamento”, reunindo “instituições profissionais de referência de toda a região”, nomeadamente o Instituto de Design Urbano de Hong Kong, a Associação de Planeamento Urbano de Guangzhou, a Sociedade de Planeamento Urbano de Shenzhen, a Associação da Indústria de Exploração e Design de Planeamento de Zhuhai e o CURB.
Andreia Sofia Silva EventosIC | Nova edição de festival infantil de artes arranca esta semana Cinema, espectáculos e muita magia: arranca amanhã a terceira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau. O cartaz traz produções de companhias de teatro locais e ainda a participação da Trupe Fandanga, de Portugal, com “Os Lobos de Pedra” Começa amanhã mais uma edição, a terceira, do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau (MICAF, na sigla inglesa), que traz muitos espectáculos destinados aos mais novos, workshops e cinema exibido na Cinemateca Paixão. Com um cartaz repleto de actividades até Agosto, o festival, que é organizado pelo Instituto Cultural (IC), apresenta também exposições de arte, uma feira artística, sessões de leitura para crianças e também um “Acampamento Criativo para Crianças”. O objectivo, segundo uma nota do IC, é “incentivar crianças, adolescentes e famílias a aproximarem-se e a experimentar a arte”, bem como promover o desenvolvimento artístico dos mais novos. É oferecida “uma variedade de experiências culturais e de entretenimento familiar, permitindo que crianças e adultos criem memórias inesquecíveis e emocionantes com as suas famílias durante as férias de Verão”. Um dos destaques da programação vai para a presença do grupo “Trupe Fandanga”, de Portugal, que apresenta entre os dias 14 e 17 de Agosto o espectáculo de marionetas “Os Lobos de Pedra”, no Estúdio I do Centro Cultural de Macau (CCM). Neste espectáculo entra-se “no coração de um menino” e embarca-se “numa aventura divertida e emotiva”, em que a brincadeira “se desenrola numa ilha feita de madeira, chapas de metal e objectos estranhos, onde tudo pode, de repente, desmanchar-se, transformando-se em novos lugares, como por magia”, descreve a sinopse do espectáculo. Este menino é o Pedro que “imerge até ao mais profundo do seu ser”, um lugar “onde vivem lobos pretos, brancos e, por vezes, cinzentos”, sendo este espectáculo uma nova interpretação do clássico “Pedro e o Lobo”. Nos dias 1 e 2 de Agosto é a vez do espectáculo de produção local – “Os Hamesters de Chong Chong”, do Teatro de Marionetas Rolling Puppet, que se apresenta no pequeno auditório do CCM. Pretende-se aqui “reavivar uma história plena de momentos ternurentos”, sobre o momento em que Chong Chong “ganha o seu primeiro hamster e a criaturinha se torna, inesperadamente, no seu guia, ajudando-o a lidar com a perda”, e também a lidar com “a aventura de crescer”. A peça fala “de amizade e de despedidas”, lê-se na sinopse. Ainda em Julho, nos dias 11 e 12, a Escola de Dança do Conservatório de Macau apresenta o espectáculo “Crescer com a Dança 2026 – A Minha Cidade, o Meu Sonho”, que “tece uma narrativa comovente sobre uma pequena cidade e as suas grandes aspirações, traçando um retrato emocionante e onírico através de histórias fantásticas e coreografia brincalhona”. Destaca-se ainda, na programação, a presença de outro grupo internacional, o Erth Visual & Physical Inc. da Austrália, que apresenta, já esta semana, sexta-feira e sábado, o espectáculo “O Zoo dos Dinossauros de Earth”, no grande auditório do CCM. O espectáculo propõe uma “gigantesca diversão para pequenitos exploradores”, numa “emocionante viagem no tempo”, em que o público é transportado para um tempo em que havia dinossauros. Estes, personificados em marionetas, marcam presença no palco do CCM com outras criaturas, como “insectos e herbívoros de tempos antigos”. Além disso, do Interior da China chega a Companhia Artística Anjo da Paz Soong Ching Ling, que apresenta o espectáculo de variedades infantil “Paz e Futuro”. Trata-se de uma estreia em Macau, apresentando-se ao público “ópera de Pequim, música e actuações corais, mostrando o encanto diversificado da cultura tradicional chinesa”. Livros e companhia O tema da edição deste ano do festival é “crescimento, comunicação e legado”, pretendendo-se “levar crianças e adultos a experimentar a vida através de histórias comoventes e emocionantes no ecrã”, descreve uma nota do IC. O cartaz apresenta também, nos meses de Julho e Agosto, a “Festa de Fim-de-Semana com MICAF”, que se realiza, como indica o título, todos os fins-de-semana na praça do CCM. Os participantes podem aproveitar os jogos, experiências interactivas com insufláveis e oficinas de artes, sendo que nas últimas duas semanas de Agosto, entre sexta-feira e domingo, realiza-se a actividade “Artes em Festa”, com uma área infantil de disfarces, espectáculos interactivos, visitas aos bastidores, workshops, zona de restauração e bancas de jogos. Destaca-se ainda a “Livraria das Crianças”, em formato “pop-up”, aberta todos os sábados e domingos, de Julho a Agosto, na Sala ARTmusing do CCM, onde se incluem “mais de 600 tipos de livros ilustrados, livros para jovens leitores, livros com imagens, cartilhas e outros produtos culturais e criativos de vários países e regiões”. Cinema na cidade Outro ponto alto do festival é o ciclo de cinema infantil que passa não apenas nos ecrãs da Cinemateca Paixão como também em alguns locais públicos. É o caso do filme de animação “Flow”, do realizador Gints Zilbalodis, que fez um brilharete nos Óscares, exibido dia 11 de Julho, às 20h30, no Jardim do Mercado do Iao Hon. Nesta história, um gato vai descobrindo o mundo destruído aos poucos pela presença humana, tendo de sobreviver a inúmeros perigos. Também no mesmo dia, e no mesmo local, será exibido “Monstros da Montanha”, a partir das 18h, do realizador Yu Shui. Este festival parece estar a ter boa adesão por parte do público, ao ponto de o IC ter criado sessões adicionais para alguns espectáculos, cujos bilhetes começaram a ser vendidos no sábado. É o caso dos espectáculos “O Zoo dos Dinossauros”, “O Bosque das Maravilhas”, “Crescer com a Dança 2026 – A Minha Cidade, o Meu Sonho”, “Acampamento Artístico Familiar” e “Acampamento Criativo para Crianças”. Algumas sessões de cinema também já estão esgotadas, sendo que, para as exibições ao ar livre, os bilhetes têm de ser levantados na Cinemateca Paixão. Os bilhetes para o festival estão à venda na plataforma Enjoy Macao.
Hoje Macau EventosG Box | Banda de rock Mango Jump ao vivo no Galaxy no dia 5 O grupo Mango Jump vai actuar no espaço G Box, no hotel e casino Galaxy a 5 de Julho, às 18h, como parte do tour “Heartbeat Defense <3 Rescue Your Heart”. Com um estilo de música rock-indie, o grupo é constituído por Kuo Chih-Ching, Tsai Chien-Hung, Li Chi-Hsien e Huang Sheng-Chih tornou-se conhecido através da internet, principalmente no YouTube, tendo lançado até ao momento dois álbuns: “Shin Formosa Youth”, em 2022, e “Mission Heartbeat Defense”, em 2023. O grupo de Taiwan tem como principais singles “Mayday Mayday” (2022), “Let’s Get Fat” (2023), “99 Nights Chase” (2023), “Wake Up” e “Collapse” (ambos de 2025). Os bilhetes ainda estão disponíveis e encontram-se à venda nas plataformas habituais com preços de 598 patacas ou 758 patacas. Todos os lugares são de pé, mas, por motivos de segurança, a entrada de grávidas está barrada.
Hoje Macau EventosFotografia | Gonçalo Lobo Pinheiro expõe em Hong Kong “O que foi não volta a ser…” Um total de 30 fotografias dos dois volumes de “O que foi não volta a ser…”, de Gonçalo Lobo Pinheiro, vão estar em exibição no Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong entre 2 e 31 de Julho. As obras expostas convidam à reflexão sobre a inevitabilidade da mudança A partir de 2 de Julho o Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong (FCC) recebe a exposição fotográfica “O que foi não volta a ser…”, da autoria de Gonçalo Lobo Pinheiro. O anúncio foi feito ontem, através de um comunicado, e a exposição vai permanecer em exibição na RAEHK até 31 de Julho. A inauguração oficial da mostra do fotógrafo português vai acontecer a 7 de Julho, terça-feira, às 18h30, na Van Es Wall do FCC, um espaço dedicado à apresentação de trabalhos de fotógrafos e artistas. Com curadoria do fotógrafo e professor canadiano Ben Marans, a exposição reúne uma selecção de 30 fotografias escolhidas de um conjunto mais vasto de 80 imagens, publicadas em dois livros em 2022 e 2025. Desde o início, o criador do projecto pretendeu desafiar o público “a reflectir sobre a inevitabilidade da mudança e a certeza de que o que foi não volta a ser”. Os livros apresentavam assim imagens antigas e recentes, estas últimas captadas pelo fotógrafo, num trabalho que não esteve livre de dificuldades: “Macau mudou muito nos últimos anos. As fotografias antigas atestam isso. E agora, o que fazer com elas? Se, por um lado, ainda é possível recriar alguns cenários, por outro lado, é impossível obter pontos de contactos noutras fotografias, porque simplesmente as coisas já não existem no território. É um trabalho difícil. Tudo mudou. Por isso, na grande maioria dos casos, o que foi não volta a ser…”, explicou. Cidade de encontros O trabalho mostra também Macau enquanto ponto de encontro. “O que foi não volta a ser mostra-nos Macau como uma cidade de encontros, de fusões culturais e de convivência entre mundos que se entrelaçam. Aqui, a herança portuguesa coabita com a tradição chinesa e com múltiplas influências asiáticas”, explicou Gonçalo Lobo Pinheiro, no final do ano passado. O autor do projecto destacou ainda que “o território, por força das suas gentes, e mais do que pela arquitectura, torna-se palco de gestos humanos, moldura de histórias diárias, testemunho silencioso das interacções que definem a cidade” e que espaços como “igrejas, templos ancestrais, arcos de pedra e praças revelam-se como arenas poéticas onde o humano se ilumina na sua dimensão ética e estética”.
Hoje Macau EventosApresentada hoje no IPOR versão portuguesa de “Macau’s Historical Witnesses” O tédio da pandemia levou-os a vasculhar os segredos da sua cidade e a ter contacto com a sua história e as inúmeras personalidades que tem dentro. O casal Cristopher Chu e Maggie Hoi editaram, em 2022, a obra “Macau’s Historical Witnesses”, que ganha agora versão em português com a edição de “Testemunhas da História de Macau – 22 Histórias desconhecidas e presenciadas pelos marcos históricos da cidade que todos deveriam conhecer”. A apresentação, enquadrada no cartaz de “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”, acontece hoje na Biblioteca do IPOR – Instituto Português do Oriente a partir das 18h30. Trata-se, segundo um comunicado enviado pelos autores, de um “livro de contos que narra o passado da cidade sob a perspectiva dos seus edifícios, igrejas e outros monumentos”. A obra não é “um manual escolar nem um panfleto turístico, mas sim algo intermédio” entre esses dois mundos. Christopher Chu e Maggie Hoi procuraram fazer uma crónica “da história única de [ligações] de quinhentos anos entre as comunidades portuguesa e chinesa”, apostando-se numa escrita de parágrafos curtos e “fácil leitura, contados do ponto de vista dos marcos históricos da cidade”. Num anterior comunicado divulgado, Cristopher Chu adiantou que o livro “procura desafiar o mantra genérico do ‘encontro entre oriente e ocidente’ muitas vezes usado para descrever Macau e a sua história, ao adoptar as perspectivas de vários pontos de referência da cidade em vez das nossas perpectivas”. “Assim sendo, perguntámos a edifícios, estátuas e ruas as experiências porque passaram nos últimos 400 anos e como as mudanças alteraram as cidades e aqueles que cá vivem”, acrescentou. O lugar de Pessanha Esta era a versão traduzida que faltava, tendo em conta que, além da publicação original em inglês, o público dispõe também de uma versão em chinês. Coube a Ivo de Noronha Vital, macaense e doutorando na Universidade de Macau, a responsabilidade pela tradução para a língua de Camões. Ivo de Noronha Vital é também vice-presidente da Associação de Tradutores de Português. Na sessão de hoje no IPOR, o tradutor vai também “abordar os desafios do processo de tradução e a arte de conectar ideias além das línguas”. Uma das personalidades em destaque no livro de Cristopher Chu e Maggie Hoi é Camilo Pessanha, poeta, docente e jurista, que viveu e faleceu em Macau. Segundo contou o co-autor, a ligação do poeta ao território foi tão forte, e geradora de tantas histórias, que acabou por dar origem a um segundo livro escrito pelo casal, “Camilo Pessanha’s Macau Stories”. “A história de Camilo Pessanha foi acrescentada ao livro como um suplemento, mas a sua vida em Macau foi tão fascinante que decidi escrever um segundo livro dedicado exclusivamente à sua estada em Macau”, indicou Cristopher Chu que, em entrevista concedida ao HM, falou de como Pessanha ajuda também a descobrir a história do território que o acolheu. “Ele foi isso mesmo, uma testemunha histórica. Viu tantos acontecimentos notáveis desenrolarem-se à sua frente, participou em alguns. É um óptimo instrumento para compreender o que se passou em Macau, perceber como o mundo evoluiu, as muitas mudanças que aconteceram naqueles anos e que continuam a ser palpáveis nos dias de hoje.”
Hoje Macau EventosExposição | “A Poesia que Contém” para ver na Livraria Portuguesa É hoje inaugurada, às 18h30, a mostra “A Poesia que Contém (a Poesia do Espaço)”, com fotografias e pinturas da autoria de Shee Va e Lam Kuong Kao. Trata-se de uma iniciativa integrada no cartaz de “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”, apresentando-se ao público até ao dia 24 de Julho. Numa nota da organização sobre a exposição, lê-se que os trabalhos são fruto de passeios pelas ruas de Macau, onde os artistas “observam as suas gentes, ruas e casas”. Esse processo encara “o material urbano da cidade onde vivemos e passeamos”, sendo que cada pessoa “vê com os seus olhos um instante, e somados os momentos da sua experiência nesta vivência é capaz de interiorizar, transformar e expor sob as formas mais diversas”. Passar estes passeios e vivências “para um texto ou uma crónica do quotidiano é uma hipótese”, “cantá-la num poema é outra alternativa”. Porém, os dois artistas decidiram mesmo retratar estes momentos com recurso à fotografia e pintura, transformando a realidade vista “em duas dimensões para uma folha de papel”, numa tentativa de se obter “a emoção contida no coração do autor”. “Lam Kuong Kao e Shee Va mostram a poesia que o espaço de Macau contém”, descreve a mesma nota da organização.
Hoje Macau EventosFRC | Exposição de caligrafia inspirada em Fernando Pessoa para ver até Julho “Poemas de Fernando Pessoa – Exposição Conjunta de Caligrafia” pode ser vista até 4 de Julho. A exposição celebra os escritos de um dos grandes poetas portugueses com recurso à caligrafia, através de 44 obras dos artistas Fernando António e Choi Chun Heng A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe, desde ontem, a mostra “Poemas de Fernando Pessoa – Exposição Conjunta de Caligrafia”, protagonizada pelos artistas Fernando António e Choi Chun Heng, e que reúne 44 obras em representação da poesia do escritor português do século XX, através da arte da caligrafia nas duas línguas de Macau, o português e o chinês. As obras vão estar patentes ao público até ao próximo dia 4 de Julho. Segundo um comunicado da FRC, a ideia para esta exposição surgiu no seguimento da última exposição desta dupla de artistas, intitulada “Caligrafia do Pensamento em Português e Chinês”, que se realizou em Maio de 2024. Na exposição, há pouco mais de dois anos, apresentaram-se aforismos orientais caligrafados nas duas línguas, contando com uma “grande afluência de visitantes” que “mereceu a apreciação geral, devido à sua característica singular”, referem os artistas, citados pela mesma nota. Essa experiência esteve na génese da exposição agora patente na galeria da FRC. O projecto inicial nasceu pela mão de Fernando António, que há dois anos, após inúmeras tentativas, teve a oportunidade de convidar o mestre de caligrafia Choi Chun Heng, para uma exposição conjunta sobre pensamentos caligrafados em duas línguas. Desta vez, a ambição foi maior, levando a poesia portuguesa a passar sob o pincel tradicional chinês para chegar a novos públicos e entendimentos, no mês em que se assinala a expansão da portugalidade pela diáspora, ou seja, a propósito do 10 de Junho – Mês de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas. Uma longa paixão Fernando António, já nos tempos de escola, começou a sentir interesse pela caligrafia. Continuou a “praticar nas décadas seguintes”, tendo melhorado “substancialmente as habilidades”. “Ao longo dos anos, tive a oportunidade de fazer aulas de Caligrafia e Pintura Tradicional Chinesa, onde aprendi sobre o pincel chinês Hui e a tinta Hui, bem como o papel Xuan (papel de arroz) com o seu sabor distinto”, disse ainda. Calígrafo e coleccionador local, Fernando António é hoje presidente do conselho fiscal da Associação de Pintura e Caligrafia do Oriente de Macau. Participou também na terceira Exposição de Obras dos Membros da referida associação, co-organizada pela FRC em Setembro de 2019. Por sua vez, Choi Chun Heng é amador de caligrafia, pintura, música, arte popular e coleccionismo, e presidente da Casa de Arte Da Feng Tang de Macau. Hoje aposentado da Administração Portuguesa, tem-se dedicado à arte como instrutor do curso de formação em Caligrafia Chinesa na Universidade de Macau, além de diversas escolas primárias e secundárias e outras associações locais. Nos últimos 20 anos, realizou muitas exposições de caligrafia e pintura em Hong Kong, Macau, Taiwan e outras cidades da região. O seu trabalho ganhou o Campeonato de Caligrafia de Macau em 1989 e chegou a apresentar os programas de educação moral “Disciple Rules” e “Normal Mind – Ordinary Things”, nos canais de televisão de Macau.