Portugal | Delegação de Macau acolhe “Formas da Luz na Água” até 5 de Agosto

É inaugurada na próxima terça-feira, em Lisboa, a mostra “Formas da Luz na Água – Exposição de Escultura Macau-Portugal”, promovida pela Associação de Escultura de Macau. Até ao dia 5 de Agosto será possível ver trabalhos de 15 escultores de Macau na Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa

É na Avenida 5 de Outubro, no centro de Lisboa, que podem ser vistos trabalhos de escultura de 15 artistas de Macau a partir da próxima terça-feira, 28, numa mostra que se estende até 5 de Agosto. Trata-se da iniciativa cultural “Formas da Luz na Água – Exposição de Escultura Macau-Portugal”, organizada pela Associação de Escultura de Macau e recebida nas instalações da Delegação Económica e Comercial do Governo da RAEM em Lisboa.

A mostra visa promover a “exploração artística entre regiões” e revela trabalhos de escultores locais que “utilizam a forma física e a presença espacial como meios de expressão, construindo um diálogo imersivo sobre a aprendizagem mútua entre civilizações e a identidade cultural”, lê-se num comunicado oficial sobre a exposição.

O público poderá compreender mais sobre o “contexto histórico único de Macau, onde o Oriente se encontra com o Ocidente, e que deu origem a um conjunto distinto de escultura contemporânea local”.

Na 5 de Outubro podem ver-se obras que “apresentam uma gama rica e diversificada de materiais”, e que combinam “o artesanato tradicional, como a escultura em madeira, a escultura em pedra e a cerâmica, com materiais modernos, como o aço inoxidável e a resina epóxi”.

Desta forma, e recorrendo a “diversas texturas de diferentes materiais, os artistas condensam as características urbanas de Macau, o contexto histórico e as memórias pessoais em criações espaciais”.
Mas “Formas da Luz na Água” reflectem ainda “a estética tradicional local” com recurso a “expressões de escultura modernas”.

Com significado

É certo que Macau e Portugal “partilham raízes históricas de longa data e laços culturais estreitos”, tendo em conta a presença secular de uma administração portuguesa desde meados do século XVI. Desta forma, revela a organização, o território transformou-se numa “ponte natural para a comunicação cultural sino-portuguesa”, e esta exposição parece ser sinónimo disso mesmo.

Para a organização, trata-se de uma iniciativa “com um profundo significado, tanto a nível cultural como de intercâmbio, representando não só uma mostra de arte no estrangeiro, mas também uma profunda visita cultural bidirecional e um diálogo entre as duas regiões”.

Desta forma, a mostra “tem como objectivo reforçar a influência internacional da escultura de Macau e aprofundar a compreensão da cultura plural”, do território, realizando uma “reflexão entre a arte e cultura regional”.

Procura-se também “impulsionar o desenvolvimento inovador da escultura de Macau, apoiando o esforço da RAEM para se afirmar como uma plataforma de intercâmbio onde a cultura chinesa prevalece e as diversas culturas coexistem, contribuindo assim com a força artística para o intercâmbio entre as civilizações orientais e ocidentais”, lê-se ainda na mesma nota.

A mostra tem entrada gratuita e pode ser visitada entre segunda e quinta-feira, das 9h às 13h e das 14h30 às 17h45; e ainda sexta-feira das 9h às 13h e depois das 14h30 às 17h30.

24 Jul 2026

Identidade e linguagem na presença da RAEM na Bienal de Curitiba

Macau participa, pela primeira vez, na 16.ª Bienal Internacional de Curitiba, no Brasil, um evento que decorre até 15 de Novembro na capital do Estado do Paraná. Segundo uma nota de imprensa da Bienal, esta mostra resulta de uma “parceria inédita com o Museu de Arte de Macau (MAM) e o Instituto Cultural do Governo da RAEM”, revelando-se obras de três artistas locais que “investigam os desafios da condição humana na era digital”, ou seja, colocando “em perspectiva alguns dos principais dilemas do século XXI”.

Trata-se da exposição “Matéria, Corpo e Linguagem”, que ocupa uma sala no Museu Oscar Niemeyer e que reúne obras de Peng Yun, Bianca Lei e Gao Fuyan. A selecção das obras esteve a cargo de Margarida Saraiva, curadora do MAM, em parceria com Tereza de Arruda. Esta parceria constitui, para a Bienal, “um novo intercâmbio entre Brasil e Ásia e reafirma a vocação internacional da Bienal”.

Três visões diferentes

Em “Matéria, Corpo e Linguagem”, as três artistas tentam responder a uma mesma pergunta: “como permanecemos humanos quando a tecnologia passa a reorganizar a percepção, a linguagem e a identidade?”

Desta forma, “mais do que apresentar respostas, as obras convidam o visitante a reflectir sobre os novos limiares da experiência humana”, observa Margarida Saraiva no texto de curadoria da exposição. Peng Yun explora, em “WU • Stone • Sardapass”, “a relação entre pessoas e máquinas, que aparece de forma delicada”.

A artista realiza “um gesto aparentemente simples: escolhe uma pedra em uma montanha, limpa sua superfície e a cobre com folhas de ouro. Enquanto isso, um cão-robô observa a cena antes de seguir seu caminho”. Desta forma, “entre o cálculo da máquina e a contemplação humana, a artista propõe uma pausa, talvez um dos gestos mais raros do nosso tempo”.

Por sua vez, Bianca Lei apresenta “Uma Miscelânea de “Cinco Língu-Língu”, uma instalação que “aproxima cinco idiomas que compõem a identidade cultural de Macau – cantonês, mandarim, português, patuá e inglês – aos cinco elementos da tradição chinesa”. Transforma-se “a fragilidade do patuá” num “admirável gesto de resistência cultural”.

Já Gao Fuyan apresenta “Fragmentos do Tempo – Teatro do Rosto”, uma “das experiências mais interactivas da Bienal”, em que “o visitante se torna parte da obra ao ter o seu rosto capturado, projectado, impresso e imediatamente triturado”.

“A destruição acontece apenas sobre a imagem, mas basta para provocar uma pergunta inevitável: o que permanece da identidade humana numa sociedade marcada pela vigilância facial e pela circulação permanente de dados?”, é questionado.

O IC encomendou estas obras “para importantes projectos realizados no MAM”, e que integram agora a Bienal. Nesta edição “convivem artistas de 38 países e regiões diferentes”, ampliando-se “o diálogo com a produção artística asiática”.

24 Jul 2026

Luís Represas morreu ontem aos 69 anos

O cantor Luís Represas, que integrava os Trovante, morreu ontem aos 69 anos vítima de doença prolongada, de acordo com a agência que o representava.

O cantor Luís Represas comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo actuado em Março com a banda no MEO Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto. Em 2005, foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador.

O músico actuou, em nome próprio, em Macau, no ano de 2013, no âmbito das comemorações do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, tendo destacado à Lusa a portugalidade que ainda se sentia no território, anos depois de ter actuado nas cerimónias da transferência da administração portuguesa de Macau, em 1999.

“Pouco falei e pouco se fala dessa sensação de pôr a chave à porta e fechá-la. Eu, o Rão Kyao e a Chen Jun Hua vimos a sala esvaziar-se e as pessoas a saírem pelo palco. Houve sensação enorme de nostalgia e de vazio à medida que as pessoas iam saindo”, contou.

Luís Represas acrescentou, na altura, que “havia aqui qualquer coisa que estava a emperrar aquilo que podia ser este novo território”.

“13 anos depois chego aqui e fiquei completamente perdido. Não é de todo o Macau que eu conheci. É se eu for outra vez lá para dentro e de repente começo a reconhecer coisas, mas há grandes alterações”, explicou ao salientar que “parece que estava tudo debaixo do chão à espera que saíssemos para vir tudo cá para cima”, acrescentou.

O cantor disse ter sentido em Macau a existência de “uma eternidade da história e uma eternidade da cultura” portuguesa que espera que se preservem.

“Em termos de portugalidade, de Camões e das comunidades continua em Macau a sentir-se esse lado bom da saudade. O nosso maior poeta andou por aqui, a nossa língua continua a andar por aqui e a nossa história e a nossa presença no Oriente continuam e poderão passar ainda mais por aqui”, afirmou.

A voz dos êxitos

Luís Represas nasceu em 1956 e foi um dos mais conhecidos nomes da música portuguesa, tendo ficado para sempre ligado ao grupo Trovante, que ajudou a criar em 1976 e que deixou também uma marca no panorama musical português.

Decidiu dedicar-se a uma carreira a solo em 1992, tendo gravado êxitos como “Timor”, “Feiticeira” e “Perdóname”. De nome completo Luís Paulo Fontes Represas, comprou a sua primeira guitarra com 13 anos e no verão de 1976, em Sagres, criou os Trovante com o seu irmão, João Represas, e os músicos Manuel Faria, João Gil e Artur Costa. Luís Represas deu voz aos êxitos dos Trovante, como “125 Azul”, “Timor”, “Xácara das Pretas” e “Amor de Índio”, entre tantos outros. Separados em 1992, os Trovante voltaram a subir aos palcos em 1999 e, mais recente, com os dois concertos realizados este ano, que esgotaram.

23 Jul 2026

Oficinas Navais | Concerto de Martin Taylor em Agosto

As Oficinas Navais nº 2, na zona da Barra, preparam-se para receber sonoridades jazz no evento “Legendary Jazz Guitar Night”, a 5 de Agosto. O conhecido guitarrista Martin Taylor sobe ao palco ao lado de músicos locais e da região, como é o caso de Eugene Pao, tido como pioneiro na divulgação do jazz em Hong Kong

O festival “Barra Slow Fest” traz uma nova iniciativa cultural à zona da Barra. Trata-se do evento “Legendary Jazz Guitar Night”, que a 5 de Agosto conta com o conhecido guitarrista Martin Taylor, que vai actuar com músicos locais. É o caso de Eugene Pao, natural de Hong Kong, tido como um dos percursores deste género musical na região vizinha; bem como Hon Chong Chan, natural de Macau, que sobe ao palco com o seu quarteto.

O concerto acontece entre as 18h30 e as 20h30 e integra a digressão mundial que o músico inglês, nascido em Harlow, Reino Unido, em 1956, está a levar a vários países e regiões. O espectáculo é organizado pelo Centro de Desenvolvimento do Distrito e, segundo um comunicado, “ao ter como pano de fundo a histórica zona ribeirinha da Barra, este concerto promete ser uma fusão encantadora de música com o espírito de ‘slow living'”, ou seja, promovendo uma forma de estar mais tranquila e em contacto com a natureza e o meio ambiente envolvente.

Segundo a organização, Martin Taylor “é amplamente considerado um dos maiores expoentes mundiais do jazz a solo e da guitarra num estilo ‘fingerstyle'”, tendo actuado com outros músicos bastante conhecidos do grande público, como é o caso de Stephane Grappelli, Chet Atkins, Bill Wyman, George Harrison, Dionne Warwick, Sacha Distel, Bryn Terfel e Jamie Cullum.

O estilo “fingerstyle” consiste em tocar a melodia, harmonia e o ritmo em simultâneo apenas com os dedos e sem uso da palheta, o que exige um elevado domínio da técnica musical. Martin Taylor foi sempre um autodidacta na música, tendo começado a tocar aos quatro anos.

Com 15 anos deixou a escola para se dedicar à música de forma profissional, tendo realizado inúmeras digressões e gravações entre os anos de 1979 e 1990 com a “lenda” do violino de jazz Stéphane Grappelli.

Martin Taylor “é conhecido pela sua notável técnica de ‘fingerstyle’ a solo, entrelaçando na perfeição elementos como a melodia, harmonia e linhas de baixo” que soam como uma composição completa.

Com uma carreira que abrange cinco décadas e mais de 100 gravações no seu currículo, recebeu uma nomeação para os Grammy, detém o recorde de 14 British Jazz Awards e foi nomeado MBE [Member of the Order of the British Empire] pela Rainha Isabel II, já falecida, em 2002, pelos serviços que prestou ao jazz.

Estrelas locais

No palco do Barra Slow Fest actua, como convidado principal, Eugene Pao, considerado “um dos guitarristas de jazz mais emblemáticos de Hong Kong, combinando o jazz tradicional com o contemporâneo”. Eugene é, actualmente, um nome “activo no cenário internacional”, tendo actuado “com lendas como Herbie Hancock e lançado vários álbuns aclamados”.

É hoje “amplamente considerado um pioneiro da cena jazzística de Hong Kong”, sobretudo desde que regressou ao território vizinho depois de estudos feitos nos EUA. Já gravou com nomes fundamentais do jazz como o Eddie Gomez, Jimmy Witherspoon e o saxofonista Michael Brecker.

Por sua vez, Hon Chong Chan “é um renomado guitarrista de jazz de Macau”, que estudou em Nova Iorque e Pequim. Até à data lançou dois discos, “Travelling Coffee”, em 2020, considerado “o primeiro disco de jazz alguma vez produzido em Macau”; e, mais recentemente, “Stream”, editado em 2025.

Os bilhetes para este concerto estão em pré-venda a um preço de 150 patacas até ao dia 31 de Julho. Depois dessa data, o preço é de 200 patacas, incluindo uma bebida e um bolo. Os bilhetes vendem-se online através do website do Centro de Desenvolvimento do Distrito (DDC, na sigla inglesa).

O Barra Slow Fest é um evento que começou a realizar-se no ano passado e que visa revitalizar a zona da Barra com iniciativas culturais e criativas. Em Maio deste ano decorreu a segunda edição, que deu destaque ao património cultural e à cultura do chá.

23 Jul 2026

Concerto | The Beths levam hoje o indie rock neozelandês a Kowloon

Os neozelandeses The Beths regressam hoje a Hong Kong para um concerto no Portal, em Kowloon. A partir das 20h, Elizabeth Stokes e companhia irão oferecer ao público uma colecção de riffs de guitarra melódicos e rock sem complicações. A primeira parte estará a cargo dos locais Kowloon K

O rock, assim como a vida, não tem de ser complicado para provocar arrepios e transmitir sensações que só a música consegue fazê-lo. Os The Beths são um exemplo perfeito da máxima de que por vezes conseguimos ter mais com menos. A banda neozelandesa toca hoje em Hong Kong, a partir das 20h, no Portal em Diamond Hill, Kowloon. Ontem ainda havia bilhetes para o concerto, que custam 520 dólares de Hong Kong, contando a comissão de bilheteira online.

“Conhecidos pelos seus riffs de guitarra vibrantes, harmonias arrebatadoras e energia descontraída nos concertos, os espectáculos dos The Beths parecem um encontro entre velhos amigos. Após o álbum de 2022 aclamado pela crítica, “Expert in a Dying Field”, o mais recente lançamento da banda, de 2025, “Straight Line Was A Lie”, dá continuidade à sua mistura característica de alegria com um toque de melancolia e introspecção”, descreve produtora que traz a banda de novo a Hong Kong.

O rock descomplicado do quarteto de Auckland é capaz de criar atmosferas intimistas, mas também momentos de puro gozo de ritmo e energia.

A banda formou-se no final de 2014, quando os quatro elementos estudaram juntos na Universidade de Auckland, e depois de vários projectos musicais.

Em Março de 2016, os The Beths lançaram o primeiro EP (“Warm Blood”), de onde saiu o primeiro single e videoclip “Whatever”.

Com os primeiros singles a ganharem alguma notoriedade, a banda lança o primeiro álbum, “Future Me Hates Me”, em 2018.

Mas foi ao terceiro registo, “Expert in a Dying Field”, que os The Beths alcançaram uma audiência maior e rasgados elogios em publicações de música, como a Pitchfork, Rolling Stone ou Stereogum, que colocaram o disco nas listas de melhores de 2022.

A chegada do quarteto a um patamar de maior visibilidade entre pública e crítica especializada em música mais independente e fora dos circuitos das grandes produções comerciais levou-os em tournées mundiais, fazendo as primeiras partes de bandas como Death Cab for Cutie, The National e Spoon.

O presente e esta noite

Hoje, os The Beths chegam a Kowloon com o último disco “Straight Line Was a Lie” a compor grande parte do repertório dos últimos concertos na banda, que tocou no passado domingo em Jacarta, primeira de três datas asiáticas, antes do regresso aos Estados Unidos para uma extensa tournée.

A primeira parte da noite no Portal estará a cargo dos locais Kowloon K, uma banda formada em 2019, que começou por dar novas roupagens a standards de jazz, mas que passado pouco tempo encontraram a sua identidade nos ritmos do funk, pop e, claro, jazz, sem ficarem limitados pelas fronteiras estilísticas.

Os Kowloon K são formados pelo teclista Joshua, o baixista Ho, o baterista David, o cantor e compositor Charlie Chan e o guitarrista Justin.

As canções dos Kowloon K costumam vaguear entre dois polos opostos, com exuberância musical que expressa temas mais introspectivos e depressivos, salpicada de um forte humor negro, acrescentando uma visão independente ao tradicional cantopop.

22 Jul 2026

Carnaval Phone Show | Arno Bornkamp estreia-se no Centro Cultural de Macau

O saxofonista clássico holandês vai actuar pela primeira vez em Macau e interpretar temas como a Rapsódia de Debussy, a Sonata Hot de Schulhoff, as Duas Fantasias de Takács e os Três Prelúdios de Gershwin. Os interessados vão também poder ouvir a interpretação do Concerto Tallahatchie do compositor holandês Jacob ter Veldhuis

 

O saxofonista clássico Arno Bornkamp é o cabeça-de-cartaz do concerto “Carnaval Phone Show”, que decorre esta noite, a partir das 19h45, no Centro Cultural de Macau. Os bilhetes para a 10.ª edição do espectáculo organizado pela Associação de Regentes de Banda de Macau custam 300 patacas.

Segundo os organizadores, o evento vai ter uma duração de cerca de 100 minutos e durante a primeira parte, Arno Bornkamp vai tocar em Macau a Rapsódia de Debussy, a Sonata Hot de Schulhoff, as Duas Fantasias de Takács e os Três Prelúdios de Gershwin.

Nascido em 1959, o neerlandês Arno Bornkamp tem uma carreira de quase 40 anos e um estilo distintivo herdado da tradição francesa do saxofone do século XX.

Além disso, o saxofonista europeu foi também profundamente influenciado pelas correntes inovadoras da música holandesa dos anos 1980, tendo sido um dos fundadores do quarteto Aurelia Saxophone Quartet, em 1982. Este quarteto destacou-se ao longo de 30 anos por não se limitar ao repertório clássico francês, interpretando também quartetos de cordas de Bach, Mozart, Ravel e Piazzolla, além de música contemporânea e ter colaborado com artistas de jazz, rock, música étnica, bailarinos e actores.

Ainda durante a primeira parte do espectáculo, Arno Bornkamp recebe a companhia do saxofonista local Hugo Loi, para interpretar peças para duos de saxofones: Canciones de Éxtasis y Nostalgia de Manuel Bonino e Ode to Strauss de Gershwin.

Hugo Loi é um participante frequente dos “Carnaval Phone Show” organizados pela Associação de Regentes de Banda de Macau, associação que integra, estando assim de regresso para actuar em mais uma edição.

Os dois saxofonistas vão ainda ser acompanhados por Cherry Tsang, pianista de Hong Kong, que se estreou em 2009 no Carnegie Hall, em Nova Iorque, e desde então tem actuado em algumas das salas de espectáculo mais famosas do mundo, integrando orquestras como a Orquestra Sinfónica da Hong Kong Academy for Performing Arts, Orquestra Hong Kong Ars Nova e Orquestra the Eastman Symphony.

Oportunidades para todos

Após o intervalo, Arno Bornkamp vai continuar em palco para actuar com um conjunto de saxofonistas escolhidos pela Associação de Regentes de Banda de Macau. Este conjunto inclui alunos de instituições de ensino como a Universidade de Macau, Escola Pui Ching, Escola Sheng Kung Hui, do Colégio de Santa Rosa de Lima (Secção Inglesa), Colégio Yuet Wah, Colégio do Sagrado Coração de Maria (Secção Inglesa), entre outras, e vai ser dirigido por Hugo Loi. Além disso, vão fazer ainda parte do grupo vários jovens saxofonistas de Macau já licenciados ou a frequentar cursos superiores de interpretação de saxofone.

Em conjunto, vão interpretar a obra Concerto Tallahatchie do compositor holandês Jacob ter Veldhuis.

Também nesta fase do espectáculo, vai ser interpretada a obra Bênção Divina, encomendada ao compositor holandês Douwe Eisenga a pensar na 10.ª edição do Carnaval Phone Show. “Trata-se de uma versão inédita encomendada para o conjunto de saxofones, que terá aqui a sua estreia mundial. O estilo musical de Douwe Eisenga funde rock, pop, música do mundo, bem como elementos barrocos e minimalistas”, comunicaram os organizadores. “As suas obras são conhecidas por ritmos hipnóticos e melodias líricas persistentes, cheias de uma força que toca a alma. Esta peça, feita à medida para a ocasião, será sem dúvida um dos pontos altos do evento”, foi acrescentado.

O repertório do concerto abrange desde o impressionismo francês até obras contemporâneas do século XX, com estilos que variam da tradição clássica francesa a peças americanas com fortes cores de jazz, demonstrando plenamente a versatilidade do saxofone.

21 Jul 2026

“As Espantosas e Curiosas Viagens: As Bonecas Viajantes”, a partir de amanhã na FRC

É inaugurada amanhã, às 18h30, na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC) a exposição “As Espantosas e Curiosas Viagens: As Bonecas Viajantes”, um projecto de investigação artística e etnográfica de Marta Sala e Cheong Kin Man, com curadoria de Sara Neves. A exposição é composta por uma série obras, como uma fotografia da dupla de artistas com os seus trajes de casamento enquanto obra de arte, em frente ao seu auto-retrato têxtil de casamento, tradução abstracta de poema da autora de Macau Sin Iok Cheng, um conjunto de máscaras e uma “imagem fixa de instalação de vídeo sobre a comunidade macaense no Brasil”.

A organização da mostra refere que os trabalhos apresentados a partir de amanhã, e que vão estar patentes ao público até 1 de Agosto, representam o “o culminar de vários anos de cooperação intercultural entre os dois criadores, fundindo a criação artística com a investigação de campo antropológica”.

O projecto da dupla constituída pela artista polaca Marta Stanilslawa Sala e o antropólogo visual de Macau Cheong Kin Man tem como temas centrais o intercâmbio cultural, as experiências migratórias e a identidade étnica.

Segundo um comunicado da FRC, em “As Espantosas e Curiosas Viagens: As Bonecas Viajantes”, “os autores recorrem a abordagens artísticas para analisar a relação única de interpenetração de diversas culturas no meio da sua mobilidade e colisão, utilizando os tecidos e os textos escritos como forma de comunicação”.

Mundo sem fronteiras

O trabalho de Marta Sala e Cheong Kin Man explora as formas como as culturas se tocam e como as identidades se deslocam ao atravessar fronteiras. A investigação assenta, maioritariamente, em dois materiais flexíveis, quotidianos, transportáveis, modificáveis e sempre presentes no arquivo emocional de cada um: o têxtil e o textual.

Assim sendo, a exposição apresenta diferentes trabalhos desenvolvidos pela dupla no contexto deste projecto e, para a mostra em Macau os artistas criaram um novo trabalho, “As Bonecas Viajantes”.

O convívio com estes objectos propõe um olhar sobre o corpo como portador de memória híbrida, vulnerabilidade, adaptação e hibridez cultural em contextos pósmigratórios, é indicado pela FRC.

A iniciativa é organizada pela Casa de Portugal em Macau e da Fundação Rui Cunha. Na cerimónia de inauguração, amanhã a partir das 18h30, terá lugar uma conversa com a dupla artística e a curadora.

20 Jul 2026

Festival Juvenil de Dança | Mais de 800 bailarinos de 33 grupos dão ritmo à cidade

Começou no sábado o “Festival Juvenil Internacional de Dança 2026”, que conta este ano com mais de 800 bailarinos e 33 grupos das mais variadas proveniências. Até quinta-feira, será possível ver e dançar com grupos vindos de várias províncias chinesas, de Portugal, Austrália, Turquia, México, Sri Lanka, Grécia ou Tailândia

Arrancou no sábado a edição deste ano do “Festival Juvenil Internacional de Dança”, organizado pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) em colaboração com um conjunto de outros departamentos oficiais. O evento, que irá decorrer até à próxima quinta-feira, teve como primeira actividade no sábado um desfile que partiu das Ruínas de São Paulo até ao Largo do Senado, com todos os grupos convidados a desfilarem no centro da cidade.

“Ao longo do trajecto, os artistas proporcionaram ao público actuações cheias de características próprias e interagiram com entusiasmo com os espectadores, contribuindo, através de danças cheias de juventude e vitalidade, para moldar a imagem de Macau como “Cidade do Espectáculo” e promover o “estabelecimento de amizades através da dança” entre os jovens locais e de outras regiões”, descreveu a DSEDJ num comunicado divulgado no sábado à noite.

A festa continua hoje ao início da noite, às 19h30, na Praça do Tap Siac com a actuação de cinco grupos de Macau (Associação de Dançarinos Regina, Equipa de Dança da Universidade de Macau, Associação de Danças de Macau, Associação de Dança Ieng Chi e Equipa de Dança da Escola dos Moradores de Macau). A cidade vizinha de Hong Kong será representada hoje no Tap Siac pelo Alan & Becky Dance Group, enquanto de Sichuan chega o Grupo Artístico Étnico do Distrito Autónomo Qiang de Beichuan.

Actuam hoje no mesmo espectáculo o Grupo de Dança da Associação de Antigos Alunos da Hwa Chong, de Singapura, o Grupo Cultural Juvenil da Tailândia, os Tubil da Turquia e a Waveomatics Crew da Grécia.

Na quarta-feira, no mesmo local e hora, vão actuar os restantes grupos convidados para o festival, incluindo os portugueses Dancingstar – Associação Valboense de Dança. A representar Macau vão estar as equipas de dança das escolas Pui Ching, Hou Kong e Kao Yip, a Macau Art – Ignition Space Art Troupe, Estúdio de Dança KAPO. Do Interior da China, o público poderá apreciar as actuações dos bailarinos da Dalian Art College e do Grupo de Dança Juvenil da Faculdade de Artes da Universidade de Tecnologia do Sul da China.

O naipe de conjuntos internacionais que actuam na quarta-feira no Tap Siac é composto pelo Conroy Dance Center da Austrália, pela Academia de Dança RanRanga do Sri Lanka, pela Companhia de Dança Folclórica Xihuitzilli do México, os Perle da Letónia

Aprender uns passos

O festival “invadiu” ontem o Átrio do Posto Fronteiriço de Hengqin e o Centro de Ciência de Macau, com aquilo a que o Governo designou como flashmob, um tipo de actuação imprevista e que surpreende o público, ou seja, o completo oposto de uma actividade com hora e local marcado.

O festival tem também no programa um concurso de fotografia cujo tema é centrado nas actuações artísticas, assim como workshops amanhã, entre as 10h e as 12h, na Escola Oficial Zheng Guanying.

A fechar a programação deste ano do “Festival Juvenil Internacional de Dança”, estão marcados para o Pavilhão 1 do Fórum de Macau dois espectáculos amanhã e na quinta-feira, sempre a partir das 20h.

20 Jul 2026

Pavilhão Criativo de Macau presente em exposição em Xangai

O Instituto Cultural (IC) organizou a participação na “Exposição Internacional de Licenciamento de Xangai 2026” de várias delegações do sector através da instalação do Pavilhão Criativo de Macau.

Segundo um comunicado divulgado pelo IC na quarta-feira à noite, a presença no evento que começou na quarta-feira e que terminou na sexta-feira possibilitou exibir “o charme único e o potencial comercial das indústrias culturais e criativas de Macau junto de licenciadores, compradores e de meios de comunicação social de todo o mundo”.

A exposição de Xangai é descrita pelo Governo como “um dos eventos mais emblemáticos da marca global de eventos de licenciamento na Ásia”, reunindo mais de 420 expositores de referência, nacionais e internacionais, congregando mais de 2.000 propriedades intelectuais (PI).

As marcas representadas incluem personagens de animação, cinema e media, cultura, museus e artes, e produtos culturais e criativos na moda

Esta é a primeira vez que o IC promove a representação de Macau na exposição com um pavilhão com cerca de 220 metros quadrados.

De acordo com o IC, o conceito do Pavilhão Criativo de Macau inspira-se na integração multicultural da cidade, “reunindo 15 marcas de PI originais com uma identidade vincadamente local”. As PI originais de Macau presentes nesta edição incluem: piepiepuu, Puppy.p, Pundusina, PEACE DOLL, TENCHOSIU2, Bucket King, Yunana & Meow, FU LU SHOU, CHILLIN FAMILY, Mr. Bubbles, Ho Sio Chong, UNDERDOG & Beanie, Cosmic Travelers, MOMO & MUMU, NANARA & PP BEAR.

Mostrar trabalho

O IC acrescenta que um dos objectivos da participação no certame é promover a expansão das PI originais de Macau no mercado internacional de licenciamento através de mostras directas e de sessões de bolsas de contactos, aumentar a notoriedade e competitividade das marcas locais e ajudá-las a expandir a sua rede comercial.

Antes da participação na exposição, o IC realizou o “Workshop sobre a Indústria de Licenciamento de PI” e a “Sessão de Bolsa de Contactos Online: LEC x PI de Macau”.

Estas iniciativas contaram com a participação de especialistas em licenciamento provenientes do Interior da China e de Hong Kong, que partilharam a sua experiência em vertentes estratégicas como a criação de marcas a partir de PI artística, passando por dicas negociais, conhecimentos de práticas jurídicas em contratos de licenciamento, ou a transformação do Património Cultural Intangível em activos de PI.

19 Jul 2026

Musical | “Frankenstein” renasce em coreano a 25 e 26 de Julho no Broadway

Depois de uma década nos palcos, a adaptação sul-coreana do musical “Frankenstein” regressa com estrondo numa “versão sinfónica” para dois espectáculos no Broadway Theater nos dias 25 e 26 de Julho, sempre às 15h. Os bilhetes estão à venda e custam entre 880 e 1080 patacas, com os bilhetes mais baratos (680 patacas) e os mais caros (1280 patacas) já esgotados.

No papel principal, a super-estrela dos Super Junior, Kyuhyun​ será o Victor Frankenstein. Kyuhyun não é um estranho no mundo dos musicais, contando com um vasto currículo de espectáculos, como “Os Três Mosqueteiros”, “Apanha-me se Puderes”, “Robin Hoo”, “Werther, Mozart”, “O Fantasma”, “Death Note”, entre outros.

Para o papel de Henri Dupre, a produção conta com o experiente actor de musicais Park Eun-tae, que além de ter participado na versão cinematográfica do musical que irá assombrar o palco do Broadway Theater, brilhou nos musicais “Les Misérables”, “The Man in Hanbok” e “Elizabeth”.

A noiva de Victor Frankenstein, Julia, será interpretada por Lee Bom-sori. A actriz especializada em musicais participou em espectáculos como “Mary Curie” e “Letters from Fans”. O papel de Ellen estará a cargo da actriz Chang Eun-Ah.

Ao longo de quase duas horas de espectáculo, a música que dará corpo à actuação será tocada pela Brandon Chamber Orchestra, em alusão ao compositor Brandon Lee (também conhecido como Lee Sung-joon), responsável pela música de “Frankenstein”. Lee é um aclamado compositor e director musical sul-coreano, que além de ter criado a banda sonora deste espectáculo, compôs também os musicais “Ben-Hur” e “La Rose de Versailles”.

 

As raízes de um musical

Baseado no clássico da literatura gótica de Mary Shelley, o musical “Frankenstein” alia a narrativa poderosa e momentos musicais intemporais, a uma interpretação orquestral grandiosa, enriquecida por uma cuidada encenação quase em estilo de concerto.

O ambiente em palco procura emprestar uma roupagem coreana ao romance do século XIX, em que um cientista desafia a autoridade divina ao ressuscitar os mortos, e da morte nasce um monstro com um destino trágico.

Ao longo da última década, a produção tornou-se um dos musicais mais conhecidos da Coreia do Sul, aclamada por atrair espectadores assíduos e por várias temporadas com lotação esgotada.

A versão deste clássico que será apresentada no Cotai é uma autêntica conquista artística, só possível graças à correcta assimilação da obra literária original, aos ajustes e adaptações, bem como às actuações e efeitos cénicos de elevada qualidade.

19 Jul 2026

Teatro | Peça para bebés é mote para apresentação de produções locais

A peça de teatro para bebés “O Bosque das Maravilhas”, que será apresentada entre 5 e 10 de Agosto, serve de inspiração para um encontro entre produtores e profissionais de teatro e artes performativas das regiões vizinhas e de Macau para explorar oportunidades de colaboração

 

O Instituto Cultural (IC) lançou um convite a representantes de “entidades de produção teatral, teatros e festivais de artes performativas para crianças do Interior da China e regiões vizinhas a deslocarem-se a Macau” para uma “Sessão de Apresentação de Programa Local”. A ideia é promover obras originais do sector das artes performativas de Macau e explorar oportunidades de colaboração.

A sessão está marcada para o dia 8 de Agosto, pelas 16h30, no Centro Cultural de Macau. A data coincide com a apresentação da peça de teatro para bebés “O Bosque das Maravilhas”, que subirá ao palco do Estúdio I do Centro Cultural de Macau entre 5 e 10 de Agosto.

A peça, que foi a quarta obra encomendada no âmbito do projecto “Comissionamento de Produções de Artes Performativas 2024-2026”, é um dos destaques da edição deste ano do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau.

“O Bosque das Maravilhas” foi criado pela prolífica produtora local Chan Si Kei, pela percussionista e compositora Yukie Lai, em colaboração com o director musical luxemburguês Jean Bermes e a coreógrafa austríaca Ela Baumann, e marca a continuação da peça apresentada no ano passado “O Bosque dos Sonhos”.

“A peça apresenta movimentos de dança ao ritmo de instrumentos artesanais e encantadoras instalações sonoras reveladas numa fascinante paisagem tridimensional. Através da improvisação e interacção física, a peça envolve a visão, audição e o tacto dos bebés, permitindo-lhes descobrir o pulsar da natureza através da brincadeira”, descreve o IC.

O espectáculo tem a duração aproximada de 45 minutos e destina-se a bebés entre 8 e 18 meses.

“O Bosque das Maravilhas” irá tomar conta do Estúdio I do Centro Cultural de Macau com três sessões diárias nos dias 5 a 10 de Agostos, às 11h, 15h e 17h.

Passos a seguir

Para participar na “Sessão de Apresentação de Programa Local” basta descarregar o formulário de inscrição do portal do IC e entregar o pedido até às 17h do dia 3 de Agosto. Os lugares são limitados e serão atribuídos por ordem de inscrição.

As inscrições estão abertas a associações ou companhias ligadas às artes performativas, legalmente registadas em Macau, ou a portadores de BIR com mais de 18 anos de idade.

A sessão será conduzida principalmente em mandarim, sem interpretação, e cada apresentação terá a duração máxima de 5 minutos.

16 Jul 2026

FRC | Conferência abre hoje discussão sobre densidade urbana de Macau

A densidade urbana estará no foco da conferência que a Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe hoje, a partir das 18h30. “How High can we go? Exploring the history of Macao’s urban density (1557) 1987-2024 (2049)” é o nome do evento que conta com os conhecimentos e experiências da académica Paula Morais, e a moderação de José Sales Marques.

Paula Morais lecciona Design Urbano e Planeamento na Bartlett School of Planning, da University College London. Os seus interesses de investigação incidem sobre áreas tão diversas como o design, planeamento e antropologia, com foco na urbanização e na transformação nos contextos União Europeia – China. A oradora fez investigação na London School of Economics para o Projecto EU-FP7 URBACHINA sobre urbanização sustentável, e foi responsável por vários projectos na qualidade de arquitecta.

Para hoje, as questões levantadas pela hiper-densidade urbana e o caso de estudo que é Macau serão o foco da conferência.

Em comunicado, a FRC contextualiza a sessão, referindo que “é hoje reconhecido que futuros sustentáveis são liderados pelas cidades, que são concebidas para serem socialmente inclusivas, melhor integradas e conectadas, e espacialmente compactas”. Compactidade e diversidade são referidos como indicadores essenciais da sustentabilidade social e espacial.

É também indicado pela organização do evento que a densificação tem sido considerada a solução chave contra o consumo de espaço e para alcançar uma forma de cidade mais sustentável. Esta visão começou a ser adoptada a partir da década de 1990 como uma estratégia principal de planeamento.

“No entanto, a solução não é tão simples como parece e os compromissos de densidade podem ser os problemas urbanos de amanhã”, refere a FRC como mote para a sessão do final desta tarde.

 

Espaço 1999

Até 2021, a RAEM era o local mais denso do planeta, com 20.806 pessoas por quilómetro quadrado. O território é definido por um ambiente urbano de baixa a média altura numa pequena área de 33,3 quilómetros quadrados (península e ilhas). “Em suma, Macau é extremamente compacta e com uma fronteira territorial fixa, pelo que continua a expandir-se por um processo de aterros. Além disso, é demograficamente hiper-diversa. Isto faz de Macau um “case study” único sobre a forma e densidade urbana quer na República Popular da China, quer em geral”, refere a FRC.

“Até à transferência da Administração para a China em 1999, a transformação urbana ocorreu sob um sistema de planeamento ‘laissez-faire’, suportado por uma economia política etno-poderosa dividida. Desde então, Macau está a ser redesenhada e redimensionada para integrar a Região do Delta do Rio das Pérolas até 2049 sob a fórmula ‘Um País, Dois Sistemas’”. Face a esta evolução, a organização da conferência indica que é imperativo discutir quão sustentável poderá ser o futuro de Macau, à medida que a densidade continua a aumentar, e saber até onde se pode ir.

Respostas para questões desta densidade serão dadas hoje ao final da tarde na FRC.

15 Jul 2026

Cotai | Governo abre local de espectáculos ao ar livre à comunidade

Depois de pouco mais de meia dúzia de eventos de grande escala realizados no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, o Instituto Cultural (IC) anunciou ontem que vai instalar o “Palco em Festa”, uma iniciativa experimental destinada a oferecer um espaço para a criação comunitária.

O “Palco em Festa” estará “disponível gratuitamente para utilização da sociedade, de modo a revigorar um ambiente artístico e cultural comunitário vibrante e estimular a energia criativa multicultural local”, e para “enriquecer ainda mais a funcionalidade” do local.

A ideia é proporcionar um espaço para espectáculos musicais comunitários de pequenas e médias dimensões, actividades de promoção cultural da comunidade e actuações de dança de rua.

A zona dispõe de equipamentos básicos de palco, incluindo uma tenda grande, equipamento de som, iluminação e ecrãs LED. Além disso, durante eventos serão disponibilizados dois técnicos de iluminação e som.

O “Palco em Festa” terá capacidade para cerca de 400 lugares sentados ou para 600 pessoas de pé.

O IC já fez um teste do local, para o qual convidou profissionais da indústria, grupos artísticos e representantes de associações locais.

Para já, o IC está aberto a propostas de associações locais ou proprietários de empresas comerciais interessados em utilizar o “Palco em Festa”. Para tal, é preciso preencher um formulário e apresentar documentação, pelo menos 10 dias antes da actividade. As condições para apresentar propostas podem ser consultadas no portal do Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau.

14 Jul 2026

Fórum de Macau | Semana Cultural levou ritmos lusófonos a Pequim

Pequim voltou a receber, após a estreia no ano passado, os espectáculos de música e dança da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, depois dos eventos organizados em Macau e em Qinghai. Num comunicado emitido na sexta-feira pelo secretariado permanente do Fórum de Macau, os concertos na capital chinesa deram “continuidade ao diálogo entre as civilizações chinesa e lusófona”.

No discurso de abertura, no fim da tarde de quinta-feira, o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, afirmou que a iniciativa itinerante deu continuidade “ao modelo de ‘três cidades em sinergia’ que permite a realização sucessiva de actividades em Macau, Qinghai e Beijing, evidenciando o papel de Macau enquanto plataforma”.

Por seu lado, o embaixador da Guiné-Bissau, António Serifo Embaló, afirmou que “a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, através da música como ponte, consegue aproximar diferentes visões do mundo, reforçar a confiança mútua e criar em conjunto afinidades que atravessam fronteiras”.

Os espectáculos dos grupos de Pequim, Macau e dos países lusófonos animaram o Teatro Concha do Parque Chaoyang na quinta e sexta-feira, rematando a edição deste ano da Semana Cultural.

13 Jul 2026

Lisboa | Esculturas de Bowie Lio na Galeria Arte Periférica, no CCB, até 22 de Julho

A artista de Macau Bowie Lio Pou I tem uma exposição patente na Galeria Arte Periférica, em Lisboa, intitulada “Mãe Terra”. A mostra reúne uma colecção de trabalhos que celebram a ligação entre corpo, território e natureza

Foi inaugurada na sexta-feira em Lisboa, na Galeria Arte Periférica, a exposição “Mãe Terra” da artista de Macau Bowie Lio Pou I, que reúne esculturas e trabalhos que resultam da residência artística na capital portuguesa. A mostra vai estar patente na galeria, que fica no Centro Cultural de Belém, até ao dia 22 de Julho.

Segundo um comunicado da galeria, a exposição da artista, que venceu o Prémio da Fundação Oriente, representa uma celebração das ligações que se estabelecem entre corpo, território e natureza.

Actualmente em Portugal, em residência artística promovida pela Arte Periférica, Bowie Lio aprofunda a sua investigação visual e amplia o diálogo entre Macau e o contexto artístico português, refere a organização.

Durante o período da residência artística, “a Arte Periférica organiza também uma exposição de curta duração, oferecendo ao público a oportunidade rara de conhecer de perto a sua linguagem poética, espiritual e ecológica”.

A artista indica que as obras expostas em Belém evocam um “sussurro” de retorno às origens e “um hino à terra”.

“Esta série é a minha resposta à terra, ao sopro vivo da natureza, à insistência silenciosa da própria vida. Nascemos da terra; acalentados, moldados e sustentados por ela, as nossas raízes entrelaçadas com as dela, as nossas histórias entrelaçadas na paisagem. Desse sentimento de pertença brotam estas obras”, indica Bowie Lio.

 

Reflexões frágeis

Esta é a terceira exposição em nível individual da artista de Macau, depois de se ter estreado “a solo” em 2022 com “Roam – Exposição de Cerâmica”, que esteve exposta na Incubadora de Indústrias Criativas do espaço 10 Fantasia, ao lado do Albergue SCM.

No ano passado, Bowie Lio apresentou “The Whims of Creation”, no Salão de Outono da Art for All Society (AFA).

Sobre as obras que marcam a sua primeira mostra fora de portas, a escultora alia a expressão criativa aos elementos e ao mundo natural. “Torno-me a Mãe Terra: construo montanhas que perfuram as nuvens, cumes que se respondem uns aos outros como ecos antigos. Nuvens pálidas inclinam-se sobre os meus ombros, dobrando-se nas cavidades quentes dos vales com florestas, em busca de abrigo na curva das minhas colinas”, reflecte.

A artista reforça que “Mãe Terra” é mais do que um símbolo: “É memória e promessa, um espelho vivo da nossa frágil ligação com o mundo natural. Através destas obras, convido à contemplação e ao cuidado que elas despertem uma relação mais terna e responsável com os lugares que nos acolhem”.

Bowie Lio licenciou-se em Artes Visuais no ainda Instituto Politécnico de Macau e participou, em 2019, num intercâmbio de estudantes com a Escola Superior de Artes e Design, nas Caldas da Rainha.

Desde 2020 tem participado em diversas exposições colectivas em Macau, Guangzhou e em Lisboa.

13 Jul 2026

Filmes de Basil da Cunha e Edgar Pêra seleccionados para o Festival de Locarno

Na conferência de imprensa, a direcção do festival revelou que “Jacaré”, do realizador luso-suíço Basil da Cunha, integra a competição internacional, enquanto “Guerrilha do Asfalto”, de Edgar Pêra, estará fora de competição, sendo um regresso do cinema de ambos ao festival suíço.

A 79.ª edição do Festival de Cinema de Locarno está marcada de 5 a 15 de Agosto.

“Jacaré” é apresentado pelo realizador Basil da Cunha como um filme de género, “no encontro entre a ‘blaxploitation’, os policiais americanos dos anos 90 e a música cabo-verdiana dos anos 70”, sendo o último que filma na Reboleira, Amadora, território de alguns dos seus filmes anteriores. “Embora a história parta de um assalto falhado e do desaparecimento de um saco com 180 mil euros, o verdadeiro motor do filme são as pessoas que gravitam à volta desse acontecimento. […] É um filme coral onde cada personagem representa um fragmento da Reboleira e onde a própria comunidade assume o papel principal”, explicou realizador em comunicado.

O filme de Basil da Cunha é uma produção entre Portugal, França e Suíça, juntando-se a “Manga d’Terra” (2023) e “O fim do mundo” (2019), ambos apresentados também em Locarno. O elenco integra Alexandra Sena, Alexandre Fonseca, Paulo César Lima Fonseca, Nelson Carvalho, Pedro Diniz, Heidir Correia, Carlos Fonseca, Pedro Ferreira, Frederico Lopes, Verónica Lii, Maria Santos, Susana Costa, Ivo Bernardo, Carloto Cotta e Filipe Vargas.

Depois de “Cartas Telepáticas”, filme experimental feito com Inteligência Artificial, Edgar Pêra estreia em Locarno “Guerrilha no Asfalto”, inspirado no livro “Guerrilha no Asfalto — As FP-25 e o Tempo Português”, de Manuel Ricardo Sousa. “O filme cruza ficção e acontecimentos reais para revisitar um dos períodos mais conturbados da democracia portuguesa”, a propósito da acção do grupo armado Forças Populares 25 de Abril (FP-25) que, nos anos 1980, organizou dezenas de assaltos violentos, atentados e ações consideradas terroristas, que causaram 17 mortes.

De acordo com a distribuidora, “Jacaré” e “Guerrilha do Asfalto” estreiam-se ainda este ano nos cinemas portugueses.

 

Leopardo para Aronosfky

A propósito da programação oficial deste ano, o Festival de Cinema de Locarno já tinha anunciado anteriormente a presença de quatro filmes com produção de países lusófonos na competição. No concurso internacional da secção Pardi di Domani vai estar, em estreia mundial, o filme “Aurora Borealis”, de Valeriya Kim, numa coprodução entre Hungria, Bélgica, Portugal e Cazaquistão.

Já na secção Open Doors, na categoria de longas-metragens, vai acontecer a estreia suíça de “O Profeta”, do moçambicano Ique Langa, que teve a sua estreia mundial em Roterdão.

Nas curtas e médias-metragens, vão participar em Locarno os filmes “Submergido”, do moçambicano Ariel Añez, e “Time to Change”, da angolana Pocas Pascoal, ambos em estreia na Suíça.

Este ano, o festival vai distinguir o realizador norte-americano Darren Aronosfky com o Leopardo de Honra e a actriz Isabella Rossellini com o prémio de Excelência. O produtor islandês Sigurjón Sighvatsson, a actriz Asia Argento, o artista Rick Baker e a atriz Virginie Efira também vão ser distinguidos em Locarno

12 Jul 2026

Concerto | Belle and Sebastian regressam a Hong Kong em Outubro

É oficial! Os Belle and Sebastian estão de volta a Hong Kong com um concerto no Tides no dia 2 de Outubro, às 20h, para tocar na sua totalidade um dos mais aclamados discos do indie pop dos anos 1990: “If You’re Feeling Sinister”, lançado em 1996.

Os bilhetes estão à venda desde sexta-feira, com os preços a variar entre 680 e 880 dólares de Hong Kong. O espaço Tides fica em Whampoa (Kowloon).

O alinhamento do concerto estará dividido em duas partes. Na primeira parte, a banda escocesa irá tocar na integra o disco que celebra este ano três décadas de lançamento, pela mesma ordem das faixas no álbum. Na segunda parte, o alinhamento será imprevisível, passando, por certo, por alguns hinos da banda de Stuart Murdoch e companhia.

A última vez que os Belle and Sebastian actuaram em Hong Kong foi em Fevereiro de 2015, na AsiaWorld Expo, numa tournée baseada no acabado de sair “Girls in Peacetime Want to Dance”.

O disco que a banda vai tocar na totalidade no Tides é o registo do meio de uma trilogia de álbuns que os colocou numa espécie de Olimpo indie a meio dos anos 1990. “Tigermik” saiu em Junho 1996, e cinco meses depois era lançado “If You’re Feeling Sinister”, menos de dois depois a banda lançava “The Boy with the Arab Strap”, formando um corpo de músicas impressionante para uma banda formada, na altura, há menos de três anos.

 

Como Dylan nos filmes

Com os três primeiros discos na bagagem, e um bom punhado de hinos que marcaram a época de ouro do indie-pop, a banda alargou a sua legião de fãs.

Em Outubro, os Belle and Sebastian chegam a Hong Kong com 12 discos, mas é o segundo que estará em destaque. “The Stars of Track and Field”, que abre o álbum, seguindo de “Seeing Other People”, “Me and the Major” e “Like Dylan in the Movies”, são todos clássicos que resistiram à passagem do tempo.

Os Belle and Sebastian foram formados por Stuart Murdoch na guitarra, piano e voz e o baixista Stuart David (que saiu da banda em 2000), que se conheceram num programa para músicos desempregados. Continuam na banda alguns membros da formação original, como Stevie Jackson também na guitarra, vozes e piano, Chris Geddes em sintetizador, piano e percussão, Richard Colburn na bateria e Sarah Martin no violino, flauta, sintetizador e percussão. Hoje em dia, a guitarra baixo está a cargo de Bobby Kildea.

A cantora Isobel Campbell esteve na fundação da banda, mas embarcou numa carreira a solo e múltiplas colaborações a partir de 2002, incluindo três discos com Mark Lanegan.

A digressão que traz a banda escocesa a Hong Kong irá passar por Lisboa, para um concerto no Coliseu dos Recreios no próximo dia 21 de Julho.

12 Jul 2026

Albergue SCM | Exposição apresenta trabalhos do arquitecto He Jingtang

Na próxima quarta-feira, o Albergue SCM acolhe uma a exposição “Lugar, Cultura, Tempo — Design para um desenvolvimento de alta qualidade na China: Selecção de obras arquitectónicas de He Jingtang e da sua equipa”. A mostra centra-se nas obras de marcos académicos do arquitecto e académico chinês

 

No próxima quarta-feira, dia 15, é inaugurada no Albergue SCM a exposição “Lugar, Cultura, Tempo — Design para um desenvolvimento de alta qualidade na China: Selecção de obras arquitectónicas de He Jingtang e da sua equipa”. A cerimónia que dará o pontapé de saída da mostra está marcada para as 18h30 de quarta-feira e estará patente ao público até 13 de Agosto na Galeria A2 do Albergue.

Centrada no conceito central de “Lugar, Cultura, Tempo”, a mostra reúne uma selecção de obras arquitectónicas e os marcos académicos alcançados ao longo dos anos por He Jingtang e a sua equipa.

A organização, a cargo do Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, da Federação de Académicos de Guangdong e Instituto de Pesquisa e Design de Arquitectura da Universidade de Tecnologia do Sul da China, salienta que a iniciativa tem como objectivos a promoção da arte e cultura arquitectónicas e criar uma plataforma para o intercâmbio mútuo e o enriquecimento entre Macau e o Interior da China.

He Jingtang nasceu em 1938 em Dongguan, na província vizinha de Guangdong. É arquitecto e membro da Academia Chinesa de Engenharia, e actualmente desempenha as funções de Reitor Honorário da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Tecnologia do Sul da China.

Ao longo da carreira, He Jingtang especializou-se na concepção de edifícios com fins culturais, assim como no planeamento de campus, liderando equipas de profissionais responsáveis pela concepção e concretização de um grande número de edifícios emblemáticos com influência internacional.

Vida cheia

Entre os projectos mais emblemáticos de He Jingtang contam-se o Pavilhão da China na Exposição Mundial de 2010 em Xangai, a ampliação do Memorial às Vítimas do Massacre de Nanjing perpetrado pelos invasores japoneses (Local de Memória Público Nacional), o Centro Internacional de Conferências de Qingdao (sede principal da Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai), o Arquivo Nacional de Publicações e Cultura (Guangzhou), o Museu da China (Hainan) do Mar da China Meridional.

Entre os projectos de espaços e edifícios dedicados ao ensino, destaque local para o Campus de Hengqin da Universidade de Macau no portfolio do académico e arquitecto.

Outra das conquistas de He Jingtang, foi quebrar o monopólio de arquitectos estrangeiros na concepção de marcos nacionais chineses, liderando o caminho da criação arquitectónica com características chinesas, descreve a organização da exposição.

Com uma vida de trabalho com arquitecto, académico e investigador, He desenvolveu a teoria “Dois Conceitos (conceitos holísticos e sustentáveis) e Três Características (lugar, cultura e tempo)”, que está no cerne dos trabalhos selecionados.

A mostra pode ser visitada todos os dias das 12h às 19h, excepto às segundas-feiras em que o horário vai das 15h às 19h. A entrada é livre.

9 Jul 2026

Museu de Macau | Mostra de bens classificados inaugurada na sexta-feira

A “Exposição Temática sobre o 1.º Grupo de Bens Móveis Classificados de Macau” vai estar patente a partir de sexta-feira, até 16 de Agosto, no 3.º piso do Museu de Macau, indicou o Instituto Cultural (IC).

A mostra é a materialização da salvaguarda e gestão de bens móveis de valor cultural significativo em Macau. Assim sendo, a exposição é uma selecção de um grupo constituído por 400 itens, abrangendo 24 categorias, incluindo espécies arqueológicas, pinturas e caligrafia, têxteis e documentos oficiais. Destas, foram escolhidas 100 peças, ou conjuntos, “complementados por recursos multimédia, para demostrar a história e a evolução social de Macau”. O conjunto de objectos destaca “o carácter único da cidade, marcado pela integração cultural entre o Oriente e o Ocidente e pela coexistência de várias culturas”, demonstrando a beleza e “o valor inestimável destes artefactos culturais”.

O Museu de Macau está aberto das 10h às 18h e encerra à segunda-feira. A entrada é gratuita para residentes com BIR, e à terça-feira e no dia 15 de cada mês para o público geral.

8 Jul 2026

ARTM celebra uma década do centro de Ká Hó com exposição “Criatividade na Recuperação”

A inauguração da exposição “Criatividade na Recuperação: 10 anos de ARTM Centro de Serviços Integrados de Ká Hó” está marcada para o próximo sábado, a partir das 16h, na Galeria Hold On To Hope, na vila de Nossa Senhora em Ká Hó. A exposição estará patente ao público até 28 de Julho e pode ser visitada das 10h30 às 18h30 aos fins-de-semana e feriados, e das 10h30 às 17h00 às segundas, terças e sextas-feiras. A galeria está encerrada às quartas e quintas-feiras.

A mostra que celebra uma década de trabalho da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM), esteve para ser inaugurada no sábado passado, mas acabou por ser adiada devido ao mau tempo.

A colecção de trabalhos que vão estar na Galeria Hold On To Hope foi criada por clientes da ARTM enquanto participavam no tratamento.

“Cada peça é o resultado de tempo, prática e esforço pessoal, apoiados pelo programa da ARTM e moldados pela experiência de cada indivíduo. Seja expressa através de cerâmica, pinturas, trabalhos em madeira ou outras formas artísticas, cada obra de arte transporta uma história única e uma voz distinta”, é indicado pela associação em comunicado.

O poder da arte

A mostra destaca também a importância das artes num ambiente de reabilitação, proporcionando “uma forma significativa de os clientes expressarem sentimentos e experiências que podem ser difíceis de colocar em palavras”.

A criação artística envolve um estado de espírito que pressupõe “estrutura e rotina, cria paciência e confiança, encoraja o foco e apoia a cura emocional”. Através da criação artística, muitos clientes encontram um sentido de realização e identidade, o que constitui uma parte essencial da recuperação.

Estes são os processos que se materializam nas obras expostas, convidando à reflexão sobre o percurso que os antecedeu, “os momentos de desafio, descoberta, aprendizagem e renovação da confiança”. As lições aprendidas pelos criadores podem ser fontes de inspiração para os visitantes, através do reconhecimento do poder da arte na transformação de vidas.

8 Jul 2026

Concerto | ITZY trazem energia adolescente do Kpop ao Venetian

A banda coreana ITZY vai actuar no Venetian Arena no dia 15 de Agosto, prevendo-se uma corrida aos bilhetes, que serão postos à venda na próxima segunda-feira. O público pode esperar uma performance enérgica, uma grande produção visual em palco e uma celebração da cultura “teen crush”

Atitude e energia, dois dos principais pilares do conceito “teen crush” transversal a muitas das girl bands do pop coreana actual. Estes são os ingredientes que fizeram das ITZI um fenómeno de popularidade. A banda sul-coreana vai actuar no Venetian Arena no próximo dia 15 de Agosto, às 18h, e os bilhetes serão postos à venda na próxima segunda-feira ao meio-dia a preços que variam entre 799 e 1.999 patacas.

O concerto em Macau da banda que Kpop está integrado na sua terceira digressão mundial, a “ITZY 3rd World Tour”, como foi originalmente designada. O conjunto de espectáculos desta tournée promete deslumbrar o público com uma produção cénica totalmente nova, efeitos visuais melhorados e actuações ao vivo electrizantes, tudo o que é preciso para um início de noite memorável para os fãs (os MIDZY).

Desde a estreia em 2019 com “Dalla Dalla”, as ITZY afirmaram-se como um dos principais grupos femininos do K-pop com êxitos como “Wannabe”, “Loco”, “Sneakers” e “Untouchable”, alcançando uma popularidade impossível de ignorar na indústria, não só rebentando tabelas de vendas, como arrebatando prémios musicais e reconhecimento internacional.

Após duas digressões mundiais e o lançamento do mais recente mini-álbum, “Tunnel Vision”, as ITZY chegam a Macau com o estatuto de um dos principais grupos femininos de Kpop.

Rebeldia sem causa

A aparência, atitude e as letras da banda transpiram irreverência e atrevimento, factores que determinam a presença dinâmica em palco de Yeji, Lia, Ryujin, Chaeryeong e Yuna. Estes são os ingredientes que o quinteto usa para apelar ao público mais jovem através do conceito “teen crush”, uma fórmula comercial “desenhada” por produtores para capitalizar no poder de compra dos adolescentes.

Este conceito, muito baseado no aspecto estético, está associado principalmente à “4.ª geração” das bandas de pop coreano que adoptou uma postura agressiva, mas ao mesmo tempo juvenil e muito polida para a beleza. A nova vaga é a réplica à mais tradicional “girl crush”, em que as “artistas” adoptam imagens mais sombrias e maduras.

A “teen crush” usa e abusa de uma variada paleta de cores de alta saturação, acessórios kitsch e elementos de moda de rua, projectando uma imagem de rebeldia juvenil e confiança.

Em termos visuais, esta estética caracteriza-se pela subversão dos uniformes escolares tradicionais e do vestuário desportivo, misturando-os com elementos de inspiração industrial ou punk, tais como botas militares, correntes e tecidos em tons néon.

Em termos musicais, bandas como as ITZI navegam em mares de dance-pop e EDM, com letras que enfatizam o amor-próprio e a independência em detrimento de temas românticos.

8 Jul 2026

Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa encanta Qinghai

Este fim-de-semana, os ritmos da lusofonia invadiram a Praça Tangdao, na capital da província de Qinghai, Xining, naquela que foi a primeira incursão do evento organizado pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau numa província do Oeste da China.

A comitiva de artistas é composta pela vocalista dos portugueses OqueStrada Marta Miranda, pelos brasileiros Mauricio Tizumba, Sérgio Pererê e José de Holanda, a cabo-verdiana Elly Paris, Patche di Rima e Anderking Skididi da Guiné-Bissau e Fistong Boy da Guiné Equatorial. Moçambique foi representado em palco pelo cantor Az Khinera, enquanto Vungo Téla apresentou à China as sonoridades de São Tomé e Príncipe e os New Arquiris que misturam legado musical tradicional de Timor-Leste com toques de modernidade. De Macau, viajaram o macaense German Ku e a cantora winifai.

Qinghai é uma província do noroeste da China situado no planalto tibetano, rodeado por Gansu, Xinjiang, Sichuan e o Tibete.

As sonoridades da lusofonia juntaram-se dez grupos artísticos do Qinghai.

O programa itinerante prossegue agora para a capital Pequim, com espectáculos marcados para quinta e sexta-feira na Praça da Concha Acústica, entre as 18h e as 21h.

Na rota da seda

Na cerimónia de abertura dos espectáculos em Xining, o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, mostrou-se esperançado que as bandas e artistas dos Países de Língua Portuguesa aproveitassem “a oportunidade para mostrar as suas características culturais únicas e reforçar o intercâmbio cultural com Qinghai”.

Por sua vez, um representante do Governo Popular Municipal de Xining indicou que o evento teve o “intuito de aprofundar a cooperação entre Xining e Macau em várias áreas como comércio, economia e cultura”.

Chen Yongqin manifestou a expectativa de que, “com a cultura como ponte e a arte como meio, mais amigos dos Países de Língua Portuguesa possam conhecer Qinghai e a sua capital Xining, escrevendo em conjunto um novo capítulo para o intercâmbio sino-lusófono”.

7 Jul 2026

Museu do Grande Prémio | Abertas inscrições para workshops de Verão

Abriram ontem as inscrições para quatro workshops no Museu do Grande Prémio de Macau que se vão realizar nos fins-de-semana de Julho e Agosto. Segundo um comunicado divulgado ontem pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), as actividades têm como pilar central “educação com diversão”, combinando ciência, artesanato, arte, diversão e elementos de corridas.

Assim, serão organizados as actividades “Artista da Guia: Carro de Corrida em Mosaico”, “Engenheiro da Guia: Montagem de Carro de Corrida 4×4”, “Mágico da Guia: Carro dos Sonhos em Arte com Areia”, e “Artesão da Guia: Gravação de Lâmpada em Forma de Carro de Corrida”.

Os workshops realizam-se no Museu do Grande Prémio de Macau aos sábados e domingos, entre 25 de Julho e 16 de Agosto, com um tema novo a cada semana. Aos sábados e domingos, estão previstas duas sessões diárias (11h30 e 14h30, com duração de 1h30m cada). As vagas para cada sessão estão limitadas a 15 pares de pais e filhos.

Como é habitual, as inscrições podem ser feitas através da Conta Única.

Além dos quatro workshops, no fim de Julho será lançada uma nova experiência interactiva exclusiva para crianças: A “Zona de Pé a Fundo”, uma atracção imersiva de educação e entretenimento sobre corridas, especialmente concebida para crianças dos 6 aos 12 anos.

A atracção tem por base o lendário Circuito da Guia, através de uma maquete de grandes dimensões em 3D, “reproduzindo curvas emblemáticas como a Curva do Hotel Lisboa e a Curva do Reservatório”, por onde as crianças vão poder acelerar em “mini-carros de corrida”.

7 Jul 2026

Bienal de Curitiba | Governo enaltece estreia de Macau como “ponte crucial”

A participação de Macau pela primeira vez na Bienal Internacional de Curitiba materializa a visão do Governo no posicionamento da RAEM no “importante circuito de bienais latino-americanas”. O pavilhão de Macau apresenta a mostra “Matéria, Corpo e Linguagem”, patente na capital Paraná até 15 de Novembro

A presença inaugural de Macau na 16.ª Bienal Internacional de Curitiba representa o culminar da “visão do Governo da RAEM de posicionar Macau como uma ‘importante ponte crucial, a nível nacional, para uma abertura de alto padrão’ e ‘uma janela importante para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental’. Foi desta forma que o Governo, através do Instituto Cultural (IC), mencionou a estreia de Macau, através da exposição “Matéria, Corpo e Linguagem” circuito de bienais latino-americanas.

A mostra, inaugurada no passado dia 14 de Junho, pode ser vista, até 15 de Novembro, no Museu Oscar Niemeyer na capital do estado brasileiro do Paraná.

A participação de Macau insere-se também nas “comemorações do Ano da Cultura China-Brasil 2026, evidenciando o papel vital e a vantagem única de Macau enquanto plataforma de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. O IC refere também que a participação de Macau é “uma demonstração prática do seu posicionamento como uma base de intercâmbio e cooperação para a promoção da coexistência multicultural, com predominância da cultura chinesa”.

Matéria e espírito

Com curadoria geral de Adriana Almada e Tereza de Arruda, sob o tema “LIMIARES”, a Bienal aborda as fronteiras contemporâneas entre o humano e a tecnologia. Em co-curadoria, o Museu de Arte de Macau (MAM), apresenta a exposição “Matéria, Corpo e Linguagem” que reúne três obras encomendadas aos artistas Peng Yun, Bianca Lei (Macau) e Gao Fuyan (Interior da China). Estas peças, anteriormente patentes em “Estou Aqui – Helena Almeida: Presença e Ressonância” (2026) e na mostra principal da “Arte Macau – Bienal Internacional de Arte de Macau” (2025), são agora reenquadradas à luz do tema “LIMIARES”, explorando as condições existenciais do corpo, da linguagem e da matéria face ao avanço tecnológico. Segundo o IC, “Matéria, Corpo e Linguagem” evoca um espírito de introspecção e convida à “reflexão humanística”.

O Conselheiro Cultural da Embaixada da China no Brasil, Zhang Zhiyun, visitou o Pavilhão de Macau e elogiou o trabalho de Macau no estabelecimento de “intercâmbios culturais com a América Latina, reflectindo o compromisso estratégico do governo central em integrar Macau no desenvolvimento nacional”.

A Bienal Internacional de Curitiba, um dos maiores eventos de arte contemporânea da América Latina, realiza-se desde 1993.

A edição deste ano reúne mais de 300 artistas de 38 países em diversos espaços da cidade. Em celebração do “Ano da Cultura China-Brasil 2026”, a Bienal reforçou a cooperação com instituições chinesas, estabelecendo parcerias com o Grupo de Artes e Entretenimento da China e com o IC para a criação dos Pavilhões da China e de Macau.

7 Jul 2026