Hoje Macau EventosAlbergue SCM | Festival do Meio Outono celebrado esta sexta-feira O Albergue da Santa Casa da Misericórdia (SCM) acolhe, esta sexta-feira, uma festa de celebração do Festival do Meio Outono, com o nome “Celebration of the Moon – Mid-Autumn Festival 2026” [Celebração da Lua – Festival do Meio-Outono 2026]. A celebração tem entrada gratuita e decorre entre as 18h30 e as 21h, sendo que neste dia também será inaugurada a exposição das tradicionais lanternas do coelho, intitulada “Little Rabbit Lanterns – An Exhibition by Carlos Marreiros and Friends – Part 20 | Celebration of the 77th Anniversary of the People’s Republic of China” [Lanternas do Coelhinho – Uma Exposição de Carlos Marreiros e Amigos – Parte 20 | Celebração do 77.º Aniversário da República Popular da China]. Segundo um comunicado do Albergue SCM, haverá “diversas actividades” para celebrar esta data do calendário, muito ligada à cultura chinesa, disponibilizando-se também petiscos tradicionais e música ao vivo. Do rol de actividades inclui-se, por exemplo, uma “sessão de partilha e decoração de lanternas”. Na festa participam também membros da Associação de Mulheres Calígrafas, Pintoras e Escultoras de Macau [Macau Women Calligraphers, Painters and Sculptors Association], que prometem apresentar “os seus dotes artísticos” nesta sessão com as lanternas. “Os participantes poderão levar consigo uma lanterna decorada com tinta e assistir a demonstrações de caligrafia chinesa ao vivo”, é revelado. A exposição, que pode ser vista até ao dia 25 de Outubro, apresenta lanternas com criações únicas de artistas locais, tratando-se de uma “mostra cativante que combina cultura e criatividade de artistas de várias partes do mundo”. O evento é organizado pelo CAC – Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, fundado no território em 1985 por figuras reconhecidas do panorama artístico local, alguns deles já falecidos, como é o caso do pintor Mio Pang Fei. Carlos Marreiros, Kwok Woon, Un Chi Iam, Ung Vai Meng e Victor Marreiros também fizeram parte do grupo fundador do CAC.
Andreia Sofia Silva EventosPintura | Novos trabalhos de Alice Costa em “A Piece of Art, A Piece of Mind” É hoje inaugurada uma nova exposição de Alice Costa (Lili), que trocou uma carreira na área jurídica para abraçar o mundo das artes. É na Vic’s Art Gallery, nova galeria de arte na Doca dos Pescadores, que se apresenta “A Piece of Art, A Piece of Mind”, repleta de trabalhos recentes em pintura A artista abandonou uma carreira no mundo da justiça para pintar o que lhe vai na alma e na mente. As pinturas de Alice Costa (Lili), pintora macaense, preenchem, a partir de hoje, a Vic´s Art Gallery, a nova galeria de arte da Doca dos Pescadores e que se situa no Vic’s Restaurant, no Rocks Hotel. “A Piece of Art, A Piece of Mind” é hoje inaugurada a partir das 18h30, podendo ser visitada até 7 de Novembro. Ao HM, a artista confessou que vai apresentar ao público “uma série de obras recentes” feitas de propósito para esta mostra. “O meu processo criativo é muito intuitivo e emocional. Começo geralmente por uma base de sentimentos ou uma memória específica, e depois vou construindo camadas de tinta, muitas vezes usando espátula, pincel, acrílico, óleo. Deixo que a tela me guie, adicionando e retirando elementos até sentir que a obra alcançou a energia que eu queria transmitir”, descreveu. Alice Costa (Lili), de nome completo Alice Leonor das Neves Costa, formou-se em Direito na Universidade de Macau, tendo sido a primeira mulher juíza local no território. Porém, a paixão pela arte acabou por falar mais alto. “Conciliar a magistratura com a arte foi um exercício de equilíbrio. A carreira jurídica exigia de mim objectividade, rigor e racionalidade, enquanto a arte me pedia subjectividade, emoção e liberdade. Apesar de gostar muito da minha carreira jurídica, a área que mais me preenche como pessoa é, sem dúvida, a arte. É na pintura que encontro a minha total expressão e plenitude.” A artista destaca como a arte e mente estão “intrinsecamente ligadas”. “O meu processo de pintura é uma forma de meditação e autoconhecimento. Quando estou diante da tela, o mundo exterior desliga-se e foco totalmente no momento presente. A pintura é o meu refúgio e a minha forma de comunicação mais honesta.” Desta forma, acrescenta, os seus quadros representam a sua liberdade, identidade e “uma forma de transformar as inquietações e alegrias em algo visual que possa tocar outras pessoas”. “Um panorama artístico único” Numa altura em que o território vê inaugurar um novo espaço de exposições, Alice Costa (Lili) considera que Macau “tem um panorama artístico único e em crescimento”. “É uma fusão fascinante de culturas, onde a tradição chinesa se cruza com a herança portuguesa, o que cria uma identidade visual muito própria”, disse, apontando que, neste contexto, “a comunidade artística de Macau é muito resiliente e unida”. “Há cada vez mais apoio e interesse por parte do público e das entidades locais”, frisou. Questionada sobre as suas principais influências na pintura, Alice Costa (Lili) diz serem “bastante ecléticas”, indo “desde os grandes mestres da arte abstracta e do expressionismo, como Jackson Pollock ou Joan Mitchell, até artistas contemporâneos que trabalham a textura e a matéria”. Porém, a sua “maior influência” é “a própria vida: as cores da natureza, as emoções humanas, as viagens e a rica mistura cultural de Macau”. Todos estes elementos “acabam por transparecer nas minhas telas”. Alice Costa (Lili) fez um curso de pintura na Casa de Portugal em Macau com o também pintor Joaquim Franco. Desde aí não mais deixou de fazer criações na área da pintura figurativa e abstraccionismo. A última mostra a título individual que fez foi em Janeiro deste ano, com “Flow”, apresentada na Creative Macau.
Hoje Macau Eventos“Artes na Rua” | Visita comentada este sábado no Consulado Chega ao fim este sábado, dia 26, a exposição “As Artes estão na Rua! Portugal 1974-1978”, sendo que o público pode ter acesso, às 16h, a uma visita comentada com Catarina Cortesão Terra, Conselheira do Conselho Consultivo da área consular de Macau e Hong Kong. Segundo um comunicado do Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Catarina Cortesão Terra “acompanhou a execução do projecto e irá abordar a sua perspectiva sobre a relação entre as artes e o espaço público durante o período revolucionário português (1974-1978)”, ou seja, quando terminou o regime ditatorial do Estado Novo, a 25 de Abril de 1974. A mostra abrange também os meses do chamado PREC – Processo Revolucionário em Curso, em 1975, e a implementação da primeira Constituição pós-ditadura, em 1976. Esta mostra teve curadoria de Margarida Brito Alves e Cristina Pratas Cruzeiro, apresentando uma narrativa crítica estruturada em cinco temas, nomeadamente “Celebração, Cooperação, Participação, Comunicação e Dissensão”. Foi inaugurada, pela primeira vez, a 11 de Abril, em Portugal. Segundo a mesma nota, convidam-se os interessados “a participar num evento de celebração e reflexão sobre a arte, a cidadania e a memória”.
Hoje Macau EventosGastronomia | Clube Militar apresenta pratos de Belmiro de Jesus O Clube Militar acolhe uma nova edição do Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal – Sabores e Aromas do Outono 2026, com as iguarias do chef português Belmiro de Jesus, fundador do restaurante Belmiro, em Lisboa. Na cozinha, vai estar também José dos Santos Em Lisboa é o nome por detrás do restaurante Belmiro. Em Macau, o chef português Belmiro de Jesus promete apresentar as suas melhores criações gastronómicas já a partir desta semana, entre os dias 25 de Setembro e 4 de Outubro, no Clube Militar. A vinda do chef português acontece por ocasião da nova edição do Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal – Sabores e Aromas do Outono-2026, sendo que Belmiro de Jesus se faz acompanhar do seu assistente, José dos Santos. De notar que este evento se realiza há mais de 20 anos. Segundo uma nota do Clube Militar, Belmiro de Jesus é “um reconhecido chefe português”, sendo conhecido pelas suas criações dentro do universo da gastronomia tradicional portuguesa. Natural de Fiolhoso, em Trás-os-Montes, o chef construiu uma carreira sólida ao longo de várias décadas dedicadas à restauração, tornando-se uma referência na preservação e valorização dos sabores autênticos da cozinha nacional. O percurso na cozinha começou em 1990, tendo trabalhado na “Adega da Tia Matilde”, em Lisboa. Em 2005 ajudou a criar o restaurante “Salsa & Coentros”, tendo depois lançado o projecto “Bel’empada”, marcado pelas empadas artesanais, que se tornaram na sua imagem de marca. O restaurante Belmiro, “um dos seus projectos mais pessoais”, abriu portas em 2020, sendo um espaço onde “apresenta uma cozinha genuinamente portuguesa, com especial destaque para pratos de caça, receitas tradicionais de tacho e preparações que respeitam os métodos clássicos da culinária nacional”. Sempre a qualidade No Belmiro, o seu criador defende “uma cozinha baseada na qualidade dos ingredientes, no respeito pelas tradições e na valorização do património gastronómico nacional”. Já José dos Santos construiu uma carreira sólida e multifacetada em hotelaria e restauração, tendo já 43 anos de experiência nestas áreas. Ao longo do seu percurso, passou por prestigiadas unidades hoteleiras portuguesas e pelo exigente sector dos cruzeiros internacionais. Segundo a nota do Clube Militar, José dos Santos integrou equipas na Quinta da Penha Longa, Hotel Albatroz e o histórico Hotel Palácio Estoril, “tendo adquirido elevados padrões de qualidade, rigor e atenção ao detalhe”, é descrito. A parceria com Belmiro de Jesus existe desde 2000, tendo-se transformado também “numa amizade duradoura, muito assente na paixão comum pela defesa e valorização da cozinha tradicional portuguesa”. Ambos “procuram preservar e promover os sabores, os produtos e as tradições que fazem parte da identidade gastronómica nacional”.
Hoje Macau EventosSérgio Raimundo destaca importância da escritora moçambicana O escritor moçambicano Sérgio Raimundo, 34 anos, vencedor de vários prémios literários, atribui à poeta Noémia de Sousa a sua voz e acredita que foi ela que o ensinou a estar dentro do verso, da poesia e no mundo. O autor de “A ilha dos mulatos”, que se encontra em Macau a escrever um romance histórico, disse à agência Lusa que tem com Noémia de Sousa uma relação “artificialmente familiar”, criada pela “intimidade literária”. “Ela ensinou-me a minha própria voz; mostrou-me como eu devia ser e estar dentro do verso, da poesia e no mundo”, afirmou. Raimundo começou por passar pelos poemas de Noémia de Sousa, que este ano completaria 100 anos, “como quem passa por uma rua desconhecida”. “Isso aconteceu, em grande parte, porque tive professores que não nos acendiam o amor por coisas belas como a literatura; professores que se punham na sala de aula, muitas vezes, simplesmente para cumprir o seu dia laboral. Entretanto, mesmo no meio daquele matagal, eu sentia qualquer coisa que me interessava na Noémia de Sousa”, referiu. “Influência gigante” Sérgio Raimundo identifica uma “influência gigante” de Noémia de Sousa na sua caminhada “enquanto cidadão, pai, filho e pessoa”. “A poesia de Noémia de Sousa tem diversas dimensões humanas impressionantes. Admira-me muito quando hoje falamos, no meu país, sobre cidadania, luta e direitos humanos sem nunca termos lido um poema de Noémia. Para mim, ela é uma verdadeira escola de coragem, de cidadania e, acima de tudo, de justiça. A poesia engajada da Noémia, a sua militância e a sua humildade desarmante na escrita são marcas que ficaram profundamente gravadas em mim. Creio que bebi muito dessa essência”, adiantou. Apesar de considerar que “Noémia de Sousa é conhecida em Moçambique”, defende que “podia ser muito mais divulgada” e sublinha: “Afinal, a Noémia é nossa”. “Arrisco-me a dizer que, por exemplo, o Brasil celebra, estuda e investiga mais a obra de Noémia do que o meu próprio país. Noémia era uma voz universal, mas nós temos o dever de celebrá-la, estudá-la e mantê-la viva, porque ela é nossa!”. E assume que gostaria que a voz da Noémia fosse hoje ouvida sem filtros. “Ouvindo a sua voz, iríamos, em grande parte, compreender tudo a que hoje assistimos. A luta das mulheres no meu país, por exemplo, se olhasse para a poesia de Noémia, ganharia um pilar firme e desarmante para sustentar as suas causas. A Noémia deveria ser uma das primeiras referências nacionais quando se fala na mulher moçambicana. Mas ninguém se recorda de Noémia, da sua luta, do quanto ela sofreu. Ninguém se recorda. E Noémia lutou até aos seus últimos dias”, prosseguiu. Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares, mais conhecida como Noémia de Sousa, nasceu em 20 de Setembro de 1926 em Calembe, Moçambique. A jornalista, tradutora e poeta moçambicana é considerada uma das figuras mais marcantes da literatura moçambicana e da resistência antifascista, sendo conhecida como “a mãe” dos poetas moçambicanos.
Andreia Sofia Silva Eventos Manchete“MasterChef Asia” | Programa filmado no território estreia esta semana Os dez episódios do concurso de culinária “MasterChef Ásia” filmados em Macau terão estreia esta semana em países como a Índia e Coreia. Mercados e bairros históricos serviram de pano de fundo a um programa que conta com chefs bem conhecidos do público, como Edward Lee, “Pam” Pichaya S. e Kelvin Cheung Estreia esta semana em vários países asiáticos a série de dez episódios do “MasterChef Ásia” filmada em Macau. Segundo uma nota da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), o popular concurso de descoberta de talentos culinários, e que tem edições em todo o mundo, conta com chefs famosos no júri, como Edward Lee, “Pam” Pichaya S. e Kelvin Cheung. O programa, produzido pela Warner Bros. Discovery e CreAsia Studio, como parte da produtora Endemol Shine India, estreia no canal TLC, no Sudeste Asiático, amanhã, 22; seguindo-se a estreia no Discovery Channel na quarta-feira, 23 de Setembro. O “MasterChef Ásia” também pode ser visto na plataforma de streaming HBO Max. A série será ainda lançada na TLC Índia e Médio Oriente, respectivamente amanhã, dia 22, e quinta-feira, dia 24 de Setembro, sem esquecer a estreia no canal Discovery Channel na Coreia do Sul esta quarta-feira, dia 23 de Setembro. Segundo uma nota da DST, esta série do concurso contou com “desafios culinários que tiveram lugar em mercados emblemáticos de zonas comunitárias”, sem esquecer os “restaurantes estrela-Michelin em resorts integrados”, reunindo-se dez concorrentes, incluindo uma participante de Macau, de nome Sandy Tang. Os restantes concorrentes são o chef vietnamita-australiano Khanh Ong; o dono de restaurante Sahadol “Pond” Tantrapim; Marcus Low, chef de pastelaria da Malásia; a especialista de gastronomia coreana Areum Yoon; Nambie Jessica Marak, “Embaixadora Culinária e Cultural de Meghalaya”; e ainda os chefs de cozinha asiática Audrey Wicksana, Therese Lum, Mime Kataniwa e Ivory Yat. A ideia do “MasterChef Asia” é pôr chefs de diferentes países e regiões à prova, “à medida que estes põem à prova as suas capacidades, criatividade e versatilidade, sendo avaliados por um elenco de renome da cozinha asiática”. Património na televisão Segundo a DST, esta série de episódios revela “o património cultural de Macau de encontro entre o Oriente e o Ocidente, a forte oferta de restauração e o desenvolvimento [de Macau] como Cidade Criativa da UNESCO em Gastronomia”. O programa será marcado por “uma nova ronda de exigentes desafios culinários que mostrarão o charme único do destino [Macau] a públicos de mercados que são fontes de visitantes internacionais prioritários para a DST”, é revelado. Além do júri repleto de nomes bem conhecidos, há também outras personalidades convidadas, como é o caso do criador de conteúdos de comida Mark Wiens e os chefs Ken Chong e Julien Tongourian, que trabalham em Macau. A DST destaca como as filmagens deste programa na RAEM servem para “preparar terreno” para as celebrações do 10.º aniversário de Macau como Cidade Criativa de Gastronomia, que decorrem no próximo ano. Assim, o “MasterChef Asia” contribui também para “mostrar a cultura gastronómica singular do destino e o seu dinâmico desenvolvimento como um centro mundial de turismo e lazer”. O “MasterChef” é reconhecido pelo “Guinness World Records” como o “programa de cozinha em formato para televisão mais popular do mundo”, tendo sido adaptado para 74 mercados. O programa já tem mais de 750 temporadas e mais de 16 mil episódios exibidos. Criado por Franc Roddam e lançado em 1990, o popular programa é conhecido e apreciado em todo mundo.
Hoje Macau EventosFRC | Músico Zé Eduardo actua amanhã à noite A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta amanhã, a partir das 21h, o concerto de Zé Eduardo, conhecido músico de jazz português que há muito mantém colaborações com Macau. O “Zé Eduardo Jazz Workshop Presentation Concert” é, portanto, resultado de uma das muitas sessões formativas que o músico tem levado a cabo com talentos locais. Numa entrevista de 2023 com o HM, Zé Eduardo falou do trabalho feito com a Associação de Promoção do Jazz de Macau. “Há dez anos começaram a ter aulas comigo e agora os que foram meus alunos já dão aulas. Notei que os alunos que participaram agora neste workshop são muito melhores do que aqueles que encontrei até aos anos da pandemia. Nestes anos treinaram os alunos de base, os iniciados. Agora há um nível de entrada [na carreira musical] que não é nada mau, e foi isso que me surpreendeu pela positiva”, referiu, falando da evolução da aprendizagem dos músicos locais na área do jazz.
Andreia Sofia Silva EventosExposições | Caligrafia de Ung Si Meng para ver no Parisian Ung Si Meng apresenta cerca de 80 trabalhos de caligrafia em mais uma mostra que celebra não apenas o seu percurso de dedicação à arte, mas também os 70 anos da Sociedade de Artistas de Belas-Artes de Macau. “Devoção à Sociedade e à Pátria: Caligrafia de Ung Si Meng” é o nome da iniciativa que pode ser vista no The Parisian Macau até Outubro O artista de caligrafia chinesa Ung Si Meng protagoniza uma mostra com o seu nome que celebra não apenas este género artístico como a sua carreira no mundo das artes. Mas “Devoção à Sociedade e à Pátria – Caligrafia de Ung Si Meng” é uma exposição que marca também o aniversário da Sociedade dos Artistas de Belas-Artes de Macau, que este ano celebra 70 anos de existência. A mostra pode ser vista no terceiro piso do The Parisian Macau, no Cotai, até ao dia 15 de Outubro. Segundo uma nota do Instituto Cultural (IC), que dá apoio à organização, apresentam-se cerca de 80 trabalhos de caligrafia, “predominantemente em escrita clerical e escrita de selo, abrangendo formatos como rolos verticais, peças para centro de sala, folhas de leque e dísticos”. O artista retrata, com o pincel, “citações do Presidente Xi Jinping, máximas inspiradoras, poesia clássica chinesa, bem como reflexões do artista durante o processo de doação para a construção da Ponte Ci’an, em Xi’an”. Segundo a mesma nota, “a produção artística de Ung Si Meng está consistentemente impregnada de um profundo sentimento pela Pátria, e nas suas obras exprime o respeito pela cultura nacional e apresenta uma reflexão sobre a responsabilidade social”. Tendo em conta a celebração dos 70 anos da Associação dos Artistas de Belas-Artes de Macau, esta mostra revela também “as conquistas artísticas [de Ung Si Meng] na arte da caligrafia”, além de prestar “homenagem aos esforços e contributos de longa data para o desenvolvimento da área das belas-artes em Macau”. Ung Si Meng conta já com 90 anos de idade, tendo dito na inauguração da mostra que sempre foi um “entusiasta amador que percorreu o caminho da caligrafia durante quase sete décadas”. Além disso, o artista explicou que sempre encarou esta arte como a “reflexão da pessoa”, e cada obra da sua autoria “incorpora as suas reflexões sobre a vida, fazendo a reverência pela arte”. Para Ung Si Meng, “a caligrafia não é apenas uma forma de expressão artística, mas também um exercício de cultivo da mente e do espírito, que exige anos de prática árdua e uma contínua reflexão interior”. Uma vida cheia Ung Si Meng nasceu em Macau em 1934. Nos primeiros anos de carreira, leccionou na Escola Hou Kong, tendo dedicado depois muito do seu tempo ao serviço social. Foi deputado, na 9.ª e 10.ª legislaturas, da Assembleia Popular Nacional, bem como membro do Presidium e director do Comité Executivo da Comissão dos Diversos Sectores de Macau para as Actividades de Celebração do Retorno de Macau à Pátria. Em 2002, foi agraciado pelo Governo de Macau com a Medalha de Honra Lótus de Prata, sendo, actualmente, membro honorário da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. No âmbito artístico, exerceu durante longos anos cargos de direcção na Associação dos Artistas de Belas-Artes de Macau, da qual é actualmente presidente honorário vitalício. Destaca-se o facto da obra de caligrafia da autoria de Ung Si Meng, “Prefácio da Cidade Proibida”, integrar a colecção da MGM Art Gallery, no MGM COTAI. No discurso de abertura desta mostra, que decorreu esta terça-feira, dia 15, a presidente do IC, Leong Wai Man, destacou como o percurso do artista “não constitui apenas uma marca pessoal da sua vida, sendo também um retrato vivo da transmissão da cultura chinesa em Macau”. Para a responsável, o pincel e a tinta não representam apenas “o aperfeiçoamento da técnica, mas também o profundo afecto pela pátria e a firmeza cultural de um veterano de Macau”, destacou, citada por uma nota da organização.
Hoje Macau EventosPortugal candidata filme “A Memória do Cheiro das Coisas” aos Óscares O filme “A Memória do Cheiro das Coisas”, de António Ferreira, foi a obra escolhida para representar Portugal na candidatura à nomeação para os Óscares, anunciou a Academia Portuguesa de Cinema. “A Academia Portuguesa de Cinema felicita António Ferreira, a produtora, toda a equipa artística e técnica e os restantes profissionais envolvidos na realização de ‘A Memória do Cheiro das Coisas’, desejando-lhes o maior sucesso nesta nova etapa do percurso do filme”, pode ler-se no comunicado da academia. O filme esteve em votação nas últimas semanas, entre os membros da academia, a par de “18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio, “Primeira Pessoa do Plural”, de Sandro Aguilar, “Projeto Global”, de Ivo M. Ferreira, e “Terra Vil”, de Luís Campos. O filme de António Ferreira é uma narrativa ficcional que fala de racismo, envelhecimento e traumas de guerra. A história centra-se em Arménio que, à beira de completar 80 anos, passa a viver num lar, contrariado por ser tratado como os outros utentes idosos e incapaz de aceitar apoio de uma auxiliar portuguesa negra. É em Hermínia, a mulher negra, que Arménio descarrega o preconceito e o racismo, ao mesmo tempo que revive, em pesadelos, o tempo em que combateu na Guerra Colonial em África. Mensagens principais À Lusa, antes da estreia, António Ferreira contou que quis fazer um filme sobre o envelhecimento, esse momento irreversível do fim da vida e ao mesmo tempo falar sobre o que ainda subsiste na sociedade portuguesa décadas depois do fim da guerra nos territórios colonizados. Os militares portugueses “tiveram uma lavagem cerebral para ver o negro como inimigo. Quando a guerra acaba, o país tem uma revolução e ninguém explicou nada a estes homens o que foi aquilo que lhes foi metido na cabeça, nunca ninguém desmontou essas ideias e esses preconceitos que perduram ao longo de décadas”, lamentou António Ferreira. O realizador, nascido em 1970, fez pesquisa junto de ex-combatentes, de psicólogos e inspirou-se na sua experiência pessoal, enquanto filho de um homem que ficou com marcas de guerra. “A Memória do Cheiro das Coisas” é protagonizado por José Martins no papel de Arménio, que tenta pacificar-se com o passado e com o envelhecimento enquanto se confronta com Hermínia, papel interpretado por Mina Andala. O filme valeu a José Martins o prémio de melhor actor no Festival de Cinema de Xangai, na China, e a António Ferreira o de melhor argumento, co-escrito com Tiago Cravidão, no festival de cinema de Tânger, em Marrocos. Co-produzido por Portugal e Brasil, “A Memória do Cheiro das Coisas” chegou aos cinemas portugueses em Novembro do ano passado e é quinta longa-metragem de António Ferreira, juntando-se a “A Bela América” (2023), “Pedro e Inês” (2018), “Embargo” (2010) e “Esquece tudo o que te disse” (2002).
Hoje Macau EventosConcertos | Academia de Música da MUST actua em Portugal Os poemas e canções presentes em “O Livro dos Cantares”, que contém muita da cultura da China antiga, estarão em destaque em três espectáculos que a Academia de Música da Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau vai dar em Portugal a partir do dia 29 de Setembro Um grupo vai apresentar em Portugal poesia e canções da China antiga, algumas com mais de três mil anos, disse esta terça-feira a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês) à Lusa. Um grupo da Academia de Música da MUST vai actuar em Lisboa, Aveiro e Porto entre 29 de Setembro e 3 de Outubro, num espectáculo que tem como base o Livro dos Cantares. Esta é uma antologia compilada a partir de obras de diferentes autores anónimos e é considerada a mais antiga coleção de poemas chineses, com 305 obras que datam dos séculos XI a VII a.C. Mais de metade dos poemas eram provavelmente canções populares originais, que retratam temas como o amor, o casamento, o trabalho e a guerra. Outros incluem poemas judiciais e contos lendários que elogiam os fundadores da dinastia Zhou (1046-256 a.C.). Primeira paragem A MUST afirmou que Portugal foi escolhido como o primeiro destino da etapa internacional como homenagem à Rota Marítima da Seda. O grupo segue depois para a Gran Canaria e Tenerife (Espanha) e, finalmente, para Milão (Itália). A Rota Marítima da Seda foi uma antiga rede de rotas comerciais marítimas que ligava a China ao Sudeste Asiático, à Índia, ao Médio Oriente e à Europa desde o século II a.C., tendo florescido até ao século XV d.C. “Portugal foi o país que inaugurou a Era dos Descobrimentos e serviu como ponto de partida europeu para a extensão para ocidente da Rota Marítima da Seda, enquanto Macau foi o mais importante centro de intercâmbio marítimo entre Portugal e o Oriente durante esse período”, afirmou a MUST, numa resposta escrita. “Ao mesmo tempo, Portugal tem uma longa tradição poética, o que constitui um ponto de convergência natural para um diálogo entre a sua cultura poética e a do Livro dos Cantares”, acrescentou a universidade. A MUST afirmou que o espectáculo vai inspirar-se nas características fonéticas e rítmicas antigas da antologia, procurando “recriar a música de corte do Livro dos Cantares no palco contemporâneo”. “Com a promoção da excelente cultura tradicional chinesa como núcleo espiritual, o concerto mergulha profundamente nos sentimentos humanísticos, ideais morais e universos estéticos embutidos na tradição literária milenar do Livro dos Cantares, destacando a integridade, o carácter e as aspirações espirituais únicos dos literatos chineses”, salientou.
Hoje Macau EventosFM | História de Macau traduzida para português e inglês A Fundação Macau (FM) acaba de editar as versões em português e inglês de uma obra ilustrada sobre a história de Macau. Em português, a obra intitula-se “Esta cidadezinha ao longo do tempo – Uma introdução simples à história de Macau”, da autoria de três académicos locais: Alex Chan, Alex Lou e Sio Kit Meng. Segundo um comunicado da FM, a versão original, em chinês, foi editada em 2022, estando organizada em cinco partes e 20 capítulos. O livro conta a história do território desde a “Idade da Pedra” até 1945. A tradução aconteceu para a “eliminação das barreiras linguísticas na disseminação cultural” e também para “promover a história e cultura de Macau”. A FM destaca como a tradução desta obra vai permitir que “a história de Macau não seja apenas partilhada entre leitores chineses, ajudando a construir uma base sólida para a disseminação internacional da história e cultura de Macau”. O livro já vendeu mais de 3.500 exemplares desde que foi publicado, indo já na terceira edição. A tradução para português foi feita por Mu Shuang, mestre pela Universidade de Macau, cujo trabalho foi revisto pelo sinólogo, autor e docente Giorgio Sinedino, director do Centro de Ensino Bilingue e Formação em Chinês e Português da Universidade de Macau. A FM destaca como os livros, nas versões traduzidas, se mantém “fiéis ao conteúdo e essência do original, contendo uma linguagem clara e fluente”, a fim de permitir um maior acesso por parte dos leitores. Cada livro tem um custo de 50 patacas e está à venda em diversos locais, como a Livraria Portuguesa e outras livrarias, estando a ser planeado, para breve, o seu envio para as escolas do território.
Andreia Sofia Silva EventosExposição | Sons e imagens criam “experiência sensorial” de Macau Há um novo projecto artístico na capital portuguesa que junta o trabalho de um fotógrafo de Macau com o de uma artista portuguesa. A fazer lembrar as relações que Macau e Portugal mantiveram durante anos, “Into the Radiant Darkness” apresentou-se ao público no passado dia 10 na galeria Procur.arte, podendo ser vista até 9 de Outubro. Eis a oportunidade de vivenciar “uma experiência sensorial e performativa”, que vagueia entre “a luz e o movimento”, com imagens de Tang Kuok Hou e partituras áudio-cinestésicas de Inês Zinho Pinheiro. Segundo a descrição oficial do projecto, a fotografia, em junção com os sons, “posiciona a paisagem urbana como um ambiente de co-criação gerado a partir de distintas perspectivas culturais e disciplinas artísticas”. Também se articulam “as várias formas de pensamento que estão enraizadas no quotidiano das duas cidades”. Tang Kuok Hou fez uma série de fotografias sobre a iluminação de Macau, pautada, na sua maioria, pelo brilho dos casinos, e que se chama “Photosynthesis”. Inês Zinho Pinheiro transformou estas imagens em “texturas sensoriais e estruturas rítmicas, entrelaçando as suas memórias familiares e da sua viagem para Macau”. Desta forma, a artista compôs uma peça áudio de “prompts cinestésicos”, que acaba por traçar e revelar “o intrincado tecido urbano da cidade”. A interacção entre os dois artistas faz-se notar também através de um “passeio sonoro coreografado por Inês Pinheiro”, em Lisboa, e que é fotografado por Tang Kuok Hou. Cria-se, assim, “uma nova série de fotografias sobre a cidade”, num “quadro interactivo que encara Macau como o domínio da ressonância, ao mesmo tempo que designa Lisboa como uma presença encarnada”, descreve-se sobre a mostra. “Into the Radiant Darkness” é uma iniciativa do projecto MyLand Culture e tem curadoria de Pal Lok Chok e Mary Wong. Ao HM, Pal Lok destaca como o objectivo desta mostra foi “criar um espaço liminar onde as perspectivas estabelecidas sobre a forma de olhar para uma cidade e para os seus mecanismos subjacentes sejam reformuladas”. “Pensamos que a noite oferece frequentemente um encanto diferente, uma quietude em que os nossos sentidos parecem despertar de novo. Por isso, escolhemo-la como contexto para esta colaboração. A escuridão torna evidente o que permanece invisível sob o brilho do dia, enquanto as luzes artificiais ditam os nossos percursos e o que vemos.” Mary Wong acrescentou que o trabalho de Tang Kuok Hou trouxe a inspiração “para perceber o primeiro nível de contraste”. “A iluminação urbana radiante começa a traçar linhas através das arquiteturas à medida que a noite escura cai, ligando-nos às estruturas e genealogias tácitas, às pequenas fracturas dos nossos acontecimentos quotidianos ou às memórias que guardamos no fundo da nossa mente, abrindo uma rede alternativa da cidade em acção.” No entanto, adiantou a curadora, “uma vez que existe um registo visual de quietude distanciada nas fotografias de Tang, a sensação de calor sugerida pelo termo ‘radiante’ aponta também para um segundo nível de contraste, contribuído pela artista Inês Zinho Pinheiro”. A artista portuguesa “introduziu um encontro fenomenológico íntimo entre o eu e a cidade à noite através das suas partituras áudio cinestésicas”. Primeira de muitas Segundo a mesma nota, esta é a primeira exposição a ser organizada no âmbito da série “Macao&”, e que visa “promover um intercâmbio entre disciplinas e territórios, ligando Macau ao panorama artístico internacional”. Desta forma, esta mostra constitui um “diálogo interdisciplinar entre Macau e Lisboa”, fazendo-se uma nova conceptualização “dos laços entre duas cidades histórica e culturalmente ligadas, através da observação social e recorrendo a práticas artísticas contemporâneas”. Nascido em Macau em 1989, o fotógrafo Tang Kuok Hou trabalha bastante sobre as ligações entre os moradores de uma cidade, as paisagens, as diversas existências humanas que aí se podem encontrar e a natureza. Com as suas imagens, Tang trabalha temáticas como a cidade, o tempo, a memória e a cultura local. É um dos fundadores do colectivo fotográfico de Macau “Dialect”, tendo obras com a sua assinatura presentes nas colecções da Fundação Oriente ou Museu de Arte de Macau, entre outros. Por sua vez, Inês Zinho Pinheiro, nascida em Lisboa em 1993, é bailarina, formadora e investigadora, cujo trabalho combina movimento, escrita e práticas colectivas. É professora na Escola de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa e investigadora.
Hoje Macau EventosGrand Lisboa Palace | Convenção traz rapper Yamy a Macau Macau acolhe nos dias 10 e 11 de Outubro aquela que é considerada a maior feira de ténis do mundo, a “Sneaker Con. Macau 2026”, à qual não faltarão grandes estrelas do mundo da música. O evento dedicado ao calçado, que decorre no The Grand Hall, no empreendimento Grand Lisboa Palace, no Cotai, traz a rapper chinesa e ex-líder do grupo Rocket Girls 101, Yamy. Outro nome da lista de concertos para este dia é o do rapper e compositor chinês Last King, que irá actuar em alternância com Yamy. Destaca-se ainda a presença do influencer Bostick Chen na apresentação do concerto, desempenhando também o papel de “gerente de loja”, ou seja, responsável pela interacção com o público durante a convenção. O painel de música traz também ao Grand Lisboa Palace MC aRBOW, DJ ZEBRA e DJ Ziyang. A ideia é proporcionar “uma experiência imersiva que junta ténis, cultura de rua e música num só espaço”. Além da música, o evento conta com a presença de duas personalidades importantes: “as lendas do basquetebol Metta World Peace, campeão da NBA de 2010, e Marcus Smart, lendário jogador defensivo do ano”. Em Macau, os dois convidados irão partilhar histórias das suas carreiras no basquetebol e outras experiências pessoais. Segundo a Sociedade de Jogos de Macau (SJM), operadora que detém o Grand Lisboa Palace, a Sneaker Con foi criada em 2009 e desde então que se realiza em várias cidades do mundo. A aposta faz-se nas grandes marcas de ténis, na apresentação de modelos únicos e no contacto entre fãs e coleccionadores. Esta edição tem por tema “Regresso” e é organizada pela Yue Seng Sports Culture Co., Ltd. e pela marca local de roupa desportiva MACCREW.
Andreia Sofia Silva EventosLivraria Portuguesa | AFA apresenta pinturas de Chan Man Kin Chan Man Kin apresenta, a partir do dia 21 deste mês, “Vessel – Raging Waves”, uma mostra individual organizada pela AFA – Art for All Society. A exposição, com curadoria do arquitecto Andre Lui, pode ser vista na Livraria Portuguesa A AFA – Art for All Society tem apostado na exibição de trabalhos dos seus parceiros através da “Série de Exposições Individuais dos Novos Membros da AFA”. É neste contexto que se apresenta, entre 21 de Setembro e 22 de Outubro deste ano, na Livraria Portuguesa, a exposição “Vessel – Raging Waves” [Embarcações – Ondas Violentas], de Chan Man Kin, com curadoria do arquitecto Andre Lui. Segundo um comunicado da AFA, a exposição é composta por “uma selecção de obras representativas de diferentes períodos da carreira de Chan”. Desta forma, é traçada a sua “evolução artística desde o realismo figurativo, passando pela desconstrução de formas estabelecidas”, chegando-se a um “estado incessante de abstração pura”. Algumas destas obras são “Boxes” e “Peaches”, quadros que carregam em si “um significado interno” e que começaram a ser pensados e trabalhados a partir dos anos de pandemia. Segue-se a série de trabalhos intitulada “The Box”, onde “chamas misteriosas simbolizam o conflito interior e o transbordar das fronteiras”, descreve a organização. Já “Nuclear Fission” é uma obra que remete para um controlo que é “abandonado para abraçar forças primárias, através de processos que envolvem o corpo”. Por sua vez, em “Raging Waves”, onde a tela é “libertada de todos os objectos reconhecíveis, permitindo que o material se transforme através da gravidade e do acaso”. Desta forma, há uma “profunda passagem” entre “ver o objecto” e a fase de “contemplar a mente”. A AFA destaca como a exposição está muito ligada aos anos da pandemia, quando o artista sofreu uma espécie de transformação na forma de pintar e criar. Ao abrir, nos anos de confinamento, caixas de encomendas, o artista começou a reflectir sobre os “motivos visuais” desse objecto e de como podem representar “a ordem racional”. Chan Man Kin também olhou para diversas formas naturais, nomeadamente pêssegos, como símbolo de “vitalidade e perecibilidade”. Ao longo das obras do artistas, contrates e conceitos encontram um lugar de expressão artística através da pintura. “A imposição destes elementos fundamentalmente diferentes no mesmo campo de visão cria uma poderosa tensão psicológica, reflectindo as contradições interiores [do artista] não resolvidas entre razão e emoção, confinamento e liberdade”, destaca a AFA. Mescla de influências Chan Man Kin não é um artista com uma só linguagem artística. Segundo a AFA, o seu vocabulário visual “combina de forma magnífica as tradições artísticas orientais e ocidentais”. A sua obra é sinal da fusão da “pincelada vigorosa do expressionismo abstracto americano com as técnicas tradicionais ‘juam-shui’ e ‘juam-fan’ (infusão de água e pó) da Escola de Pintura de Lingnan”. Estas “práticas materiais que envolvem um envolvimento físico”, sendo que Chan Man Kin faz um “questionamento contínuo sobre os limites, mutação e libertação”. O público que visitar a mostra patente na Livraria Portuguesa é desafiado a seguir “o pincel desde uma cena estável de pintura observacional, passando por um labirinto de imagens de matéria em chamas e formas fragmentadas”. No final, acede-se a um “espaço espiritual formado por imensas ondas de abstração”.
Hoje Macau EventosFIMM | Bilhetes para nova edição já estão à venda Os bilhetes para o XXXVIII Festival Internacional de Música de Macau (FIMM) estão à venda desde domingo nos postos de venda da bilheteira “Enjoy Macao”, sendo também possível reservar ingressos por telefone ou online. O festival decorre entre os dias 2 de Outubro e 29 de Novembro, tendo como tema “Ressonâncias de Seda”. Esta edição do festival apresenta dez programas musicais protagonizados por artistas de renome e jovens talentos emergentes, “oferecendo ao público um banquete musical que integra ritmos da Rota da Seda”, descreve o Instituto Cultural (IC) numa nota. O espectáculo de abertura do festival intitula-se “O Meu Jardim da Bela Vista – Ópera Yue”, e é apresentado pela Companhia de Ópera Yue Xiaobaihua de Zhejiang. A consagrada actriz Chen Lijun entra no espectáculo que irá permitir ao público “mergulhar num universo onírico onde a ópera tradicional e a estética contemporânea se entrelaçam”. Destaca-se também, na programação, o espectáculo “Turandot – Ópera em Três Actos de Giacomo Puccini”, dirigida pela “estrela internacional” Jackie Chan, que se estreia como encenador de ópera. O FIMM traz também “Ritmos do Corpo Brasileiro”, do grupo Barbatuques do Brasil. Trata-se de um espectáculo que visa assinalar o “Ano Cultural China-Brasil”. Outro grande destaque do programa do FIMM é o concerto “Lang Lang – Série Além dos Limites”. Há diversos descontos disponíveis, nomeadamente de 30 por cento caso seja feita uma compra antecipada de bilhetes entre os dias 13 e 20 de Setembro. No dia de abertura de bilheteiras, a compra de bilhetes é limitada a um máximo de 10 ingressos por espectáculo e por pessoa. Para o espectáculo “O Meu Jardim da Bela Vista – Ópera Yue”, só podem vender-se quatro bilhetes por espectáculo e por pessoa.
Hoje Macau EventosLiteratura | Sérgio Raimundo escreve em Macau sobre piratas chineses Sérgio Raimundo, escritor moçambicano, vai estar no território durante um mês para escrever sobre a deportação de piratas chineses para Moçambique em 1910. Trata-se de um projecto desenvolvido no âmbito da terceira edição do Programa de Apoio a Residências de Criação Literária do Instituto Internacional da Língua Portuguesa O escritor moçambicano Sérgio Raimundo está a realizar uma residência em Macau para preparar um livro de ficção cujo enredo parte da deportação, em 1910, de piratas chineses para o norte de Moçambique. Em Julho de 1910, forças portuguesas atacaram a ilha de Coloane e libertaram dezenas de crianças que tinham sido raptadas por piratas de uma tríade chinesa. Oito cabecilhas foram depois condenados a 28 anos de degredo em Moçambique. Os piratas foram deportados para a ilha de Ibo, no arquipélago das Quirimbas, para cumprirem “penas de trabalhos forçados longe das suas redes de influência”, explicou à Lusa Raimundo, que vive em Portugal desde 2020. O escritor estará em Macau durante um mês, após ter sido um dos quatro seleccionados da terceira edição do Programa de Apoio a Residências de Criação Literária do Instituto Internacional da Língua Portuguesa. “Eu parto de um personagem que é o principal nesse livro, que é um descendente desses piratas, mas nascido em Moçambique e que decide sair para Macau em busca das suas outras raízes”, disse Raimundo. Coloane como pretexto Mas o também professor, jornalista e cronista sublinhou que “não vai ser um livro histórico”, mas sim usar o episódio de Coloane “como pretexto para desenvolver vários outros assuntos”, incluindo a natureza do poder. “Ainda vivemos uma espécie de uma madrugada colonial, ainda nos falta um amanhecer nosso, porque a estrutura de poder que temos é uma estrutura colonial”, disse o autor do livro “O colono preto saiu do guarda-fato”. Raimundo publicou em 2023 “As ancas do camarada chefe”, um conjunto de crónicas que lhe valeram ameaças, sobretudo devido ao termo “camarada chefe”, usado para identificar as lideranças do partido no poder (Frelimo). As palavras do escritor também foram utilizadas, como palavras de ordem, durante os protestos da juventude que se seguiram à morte em 2023 do ‘rapper’ Azagaia, um cantor de intervenção social. Raimundo compara a deportação de piratas de Macau com o envio de “pessoas totalmente despreparadas, que só fizeram seis, sete meses de tropa” para combater a actual insurgência armada na província de Cabo Delgado. Cabo Delgado (norte), rica em gás natural, enfrenta desde 2017 ataques de grupos associados ao Estado Islâmico, que provocaram mais de 6.600 mortos e 1,2 milhões de deslocados, segundo organizações internacionais. Identidade ao barulho Outro tema do livro será a identidade, uma questão que “todos os países falantes de português em África andam a discutir muito a questão” e algo que Raimundo já tinha abordado no romance “A Ilha dos Mulatos”. A obra recebeu em 2019 o Prémio Literário da Imprensa Nacional Casa da Moeda Moçambique / Eugénio Lisboa, um galardão que visa homenagear o escritor moçambicano que lhe dá o nome. “Parece-me que estamos a voltar a um discurso que nos torna mais fechado, esta questão de pensar que é moçambicano quem tem uma cor da pele um pouco mais escura”, lamentou Raimundo, de 34 anos. “Não é bem assim. Até a própria luta de libertação em Moçambique nos mostra o inverso. Tivemos dentro das fileiras dos nossos combatentes pessoas que eram de origem portuguesa”, recordou o escritor. Esta é uma questão sem “respostas imediatas”, defende Raimundo, “principalmente num país como Moçambique e ainda mais num continente como África, onde não existe uma única identidade, são identidades”.
Hoje Macau Eventos“À Procura do Dramaturgo” chega ao CCM no final do mês O pequeno auditório e bastidores do Centro Cultural de Macau (CCM) recebem, nos dias 26 e 27 de Setembro, quatro sessões do espectáculo “À Procura do Dramaturgo”, uma obra encomendada pelo Instituto Cultural (IC) no âmbito do programa “Comissionamento de Produções de Artes Performativas”. Trata-se de um projecto concebido pelo PO Art Studio e encenado por Leong Son U, numa “produção interactiva envolve o público no teatro, permitindo-lhe participar em primeira mão e até influenciar o enredo — conduzindo a um final imprevisível”, descreve o IC numa nota. Os bilhetes estão à venda desde as 12h de ontem na bilheteira “Enjoy Macao”. “Inspirando-se em ecos de produções passadas, a companhia olha para trás, para um espaço prestes a sofrer uma transformação fictícia, recorrendo ao público para obter a sua avaliação”. Assim, revela a sinopse, “nesta atmosfera, o elenco e a plateia procuram vestígios incorporados em obras-primas clássicas, reunindo fragmentos literários e revelando o que um dramaturgo deixou para trás — analisando tanto o texto como as condições que o moldam”. O PO Art Studio é reconhecido pelo “estilo eclético e em constante evolução”, sendo que as mais recentes produções “deixaram boas indicações tanto junto do público como da crítica”. Por sua vez, Leong Son U, formado pelo Conservatório de Macau, conquistou o Prémio de Prata na categoria de Design de Iluminação no World Stage Design 2025, em Sharjah, Emirados Árabes Unidos. Foi o primeiro designer de iluminação local a ser distinguido neste concurso internacional, pelo trabalho na peça “Nove Paisagens Sonoras”. Actualmente, Leong dedica-se ao teatro a tempo inteiro, tendo criado e encenado inúmeras produções. Sessão especial Além dos quatro espectáculos agendados, realiza-se no dia 27 de Setembro, às 16h45, a “Sessão de Apresentação do Programa Local” no CCM, com o objectivo de “ajudar o sector das artes performativas de Macau a explorar oportunidades de cooperação para obras originais”. As inscrições para esta sessão já estão abertas, podendo participar associações ou companhias locais ligadas às artes performativas, legalmente registadas em Macau, ou indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos que possuam o Bilhete de Identidade de Residente de Macau. A sessão será conduzida em mandarim, sem tradução, e cada apresentação terá a duração máxima de 5 minutos.
Hoje Macau EventosACERT | Companhia portuguesa traz teatro a Macau A Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT) faz 50 anos e acaba de estabelecer relações mais próximas com Macau e Guiné-Bissau, dois territórios que passam a integrar a história de parcerias entre comunidades. A ACERT promete trazer ao território, em Outubro, os espectáculos “O Bosque” e “Queres que eu te conte” Foto: Daniel Nunes Macau e Guiné-Bissau vão passar a integrar a história de encontros e relações entre comunidades da Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT), que está a comemorar 50 anos de vida. Em Outubro e Novembro, a companhia Trigo Limpo Teatro ACERT fará digressões internacionais a Macau e à Guiné-Bissau, levando os espectáculos “O Bosque” e “Queres que eu te conte”, num final de ano que será também preenchido por três dezenas de espectáculos e outras iniciativas. “Estes são os espectáculos mais portáteis e que trabalham a nossa memória de Tondela e a nossa memória portuguesa e para nós é importante mostrá-los”, explicou a actriz Ilda Teixeira, durante a apresentação da programação para a última temporada do ano. Segundo a actriz, em Macau, de 12 a 25 de Outubro, os dois espectáculos serão apresentados em escolas (entre elas a Escola Portuguesa de Macau) e no Centro Cultural de Macau, haverá encontros com vários grupos locais e momentos de formação teatral e musical. De 24 de Novembro a 1 de Dezembro, a equipa da ACERT estará na Guiné-Bissau para participar no festival de teatro “Djintis”, promovido pelo Ur-GENTE — Centro de Formação em Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau, que é financiado pela organização não-governamental Vida. “É um grupo muito recente. Querem receber formação e saber das experiências que outros grupos de teatro têm nos seus países de origem”, contou Ilda Teixeira. A actriz avançou que a ideia é dar continuidade a esta ligação com a Ur-GENTE, com a coprodução de um espectáculo de teatro em 2030, que trará actores da Guiné-Bissau até Tondela, no distrito de Viseu. Ligação à lusofonia O Trigo Limpo já apresentou espectáculos em países como Angola, Cabo Verde, Brasil, Moçambique, Luxemburgo, Bélgica, Grécia e Alemanha. Entre Setembro e Dezembro, a associação de Tondela convida o público para 12 propostas de teatro, música, circo, cinema e artes visuais, às quais que se junta o programa do Festival Internacional de Teatro da ACERT (FINTA), com os seus 17 espectáculos de companhias de cinco países (a apresentar posteriormente). Apesar da digressão nacional intensa, com apresentações em Tomar, Montemuro, Caldas da Rainha, Seia, Santa Comba Dão, Coimbra, Vila Real, Covilhã, Viseu, Águeda e Guarda, para Tondela o Trigo Limpo está a preparar a estreia, na sexta-feira, do espectáculo “Voar no tempo”, uma produção que conta com a companhia espanhola/argentina Voalá e com a Orquestra Smooth. O espectáculo de teatro musical foi criado especialmente para a abertura da Feira Industrial e Comercial de Tondela (FICTON) e para celebrar os 50 anos da ACERT, com o apoio do município. No Parque Urbano de Tondela irão juntar-se teatro, bailado aéreo e pirotecnia, durante o espectáculo que também conta com a participação do Ensemble de Cordas do Conservatório de Música e Artes do Dão, da Filarmónica Tondelense, do Coral Polifónico da Casa do Povo de Tondela e de artistas locais. O director artístico da ACERT José Rui Martins explicou que o objectivo foi “haver uma única equipa a trabalhar no mesmo sentido” no processo de criação. “É um espectáculo cuja dramaturgia, e também a parte musical, incide sobretudo nas ansiedades locais, ou seja, no grande amor pela terra, pelo nosso chão”, frisou o responsável, acrescentando que “é uma dramaturgia extraordinariamente acessível”. A ópera para bebés “A Casinha de Chocolate”, da Associação Setúbal Voz, o café-concerto “Livre|Mente”, de Ariana Neves, o espectáculo de teatro-circo “Pharol 54”, de Thorsten Grütjen (Tosta Mista/Caracol Cultural), “Black Box – Uma Saga Familiar”, de Hugo Torres, e “Partida, Lagarta, Fugida!”, de Catarina Caetano, são outras propostas até ao final do ano.
Hoje Macau EventosGaleria Tap Seac | Mostra sobre general Ye Ting a partir de amanhã A Galeria do Tap Seac acolhe, a partir de amanhã, a mostra “Luz e Espada: Obras Fotográficas do General Ye Ting”, uma iniciativa do Instituto Cultural (IC) que visa comemorar os 130 anos do nascimento desta figura histórica. Segundo um comunicado do IC, esta exposição é coordenada pelo Museu de Macau, contando com a colaboração da Associação de Estudos de Ye Ting de Macau. A inauguração está marcada para as 10h30. Com esta mostra pretende-se que o público reviva “os anos tumultuosos dos antigos revolucionários”, a fim de poder “apreciar o seu espírito inabalável”. Segundo a mesma nota, o general Ye Ting foi um dos fundadores do Exército de Libertação do Povo Chinês e comandante do Novo Quarto Exército. Nutria um profundo interesse pela fotografia e, sobretudo na fase em que foi comandante do Novo Quarto Exército, deixou um valioso acervo de imagens documentais de guerra. A mostra divide-se em três áreas, como “Um Vislumbre da sua Vida”, “Fotografia no Campo de Batalha” e “Anos em Macau”. Podem ver-se 300 imagens históricas e fotografias do general Ye Ting, sendo possível revisitar a sua carreira militar durante a Expedição do Norte, a Revolta de Nanchang, a Revolta de Guangzhou e a Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa. A exposição revela ainda “o seu apoio ao trabalho de resistência contra a Agressão Japonesa em Macau e a sua enorme contribuição para a libertação nacional e a causa do rejuvenescimento do país”. Esta iniciativa pode ser visitada e vista até ao dia 31 de Outubro deste ano.
Hoje Macau EventosSemana do Cinema Chinês em Portugal de 18 a 20 de Setembro em Lisboa A longa-metragem “Her story”, da realizadora e argumentista Shao Yihui, premiada no festival de Xangai 2025, é um dos cinco filmes da Semana do Cinema Chinês em Portugal, que vai decorrer em Lisboa, de 18 a 20 de Setembro. Com sessões marcadas para o Cinema Ideal e o Cinema Fernando Lopes, a Semana do Cinema Chinês, concentrada num único fim de semana, promete cinco produções “recentes, de diferentes géneros e com distintas abordagens sobre a sociedade e a cultura chinesas contemporâneas”. A programação abre na sexta-feira, dia 18, no Cinema Ideal, com “A Table for Two”, da argumentista e realizadora Wu Jing, uma produção deste ano seleccionada para o Student Film Festival de Pequim, que também será exibida no dia seguinte, no Cinema Fernando Lopes. A longa-metragem de animação “Nobody” (2025), de Yu Shui, abre a programação do segundo dia. Recorde de bilheteira, tendo por base um conto tradicional chinês, o filme foi produzido pelo histórico Shanghai Animation Film Studio, fundado na década de 1950, que esteve encerrado durante a Revolução Cultural, de 1966 a 1976. “Her story” (2024), de Shao Yihui, um dos filmes mais premiados do cinema asiático no ano passado, encerra a programação de sábado, dia 19. Entre a comédia e o drama, acumulou 48 prémios, em pouco mais de um ano, incluindo o de melhor filme chinês, no Festival de Cinema de Xangai, e o de melhor realização da associação chinesa de realizadores. Para o último dia, ficam “Writer’s Odyssey II” (2025), filme de acção de Lu Yang, espécie de ‘blockbuster’ chinês, e a produção independente de orçamento reduzido “Water Flows” (2026), de Bian Zhuo, que encerra a programação. Uma parceria “Water Flows”, outro filme presente no festival, é uma história de luto e reconciliação, tendo sido distinguido como melhor filme na competição de Novos Talentos do Festival de Cinema de Xangai, assim como no festival de Hong Kong, e obteve o prémio do público no Festival de Cinema Alula, em Los Angeles. O realizador, Bian Zhuo, formado nos Estados Unidos, na Academia das Artes de São Francisco, tem em desenvolvimento um novo projecto, um ‘road movie’ dedicado a expressões tradicionais de teatro das minorias étnicas do sul da China. A Semana do Cinema Chinês resulta de uma parceria entre o Festival Internacional de Cinema de Xangai e a Associação Il Sorpasso – responsável pela organização da Festa do Cinema Italiano -, com apoio da Film Administration de Xangai e da China Film Administration. A sessão de abertura, no Cinema Ideal, conta com a presença da produtora Jessica Chen e de representantes do Festival de Xangai e da Film Administration de Xangai. Todas as outras sessões realizam-se no Cinema Fernando Lopes.
Andreia Sofia Silva EventosCURB | Lançado novo livro de fotografia de arquitectura O CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo inaugura no próximo dia 19 de Setembro o livro “Amazing Macau: Fotografia de Arquitectura entre Património e Modernidade”, uma obra que reúne 149 imagens resultantes do Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau. No mesmo dia são também revelados os vencedores de um concurso fotográfico sobre as aldeias da Grande Baía A beleza e singularidades arquitectónicas de Macau e da Grande Baía irão reunir-se num só dia num evento promovido pelo CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo. Na Ponte 9 apresenta-se, às 16h30, o livro “Amazing Macau: Fotografia de Arquitectura entre Património e Modernidade”, que compila 149 fotografias de quatro edições do Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau, realizado desde 2022, celebrando-se a “dupla entidade” de um território que balança entre o antigo e o novo. Segundo um comunicado do CURB, esta colecção de fotografias “destaca a combinação única de charme histórico e arquitectura moderna de Macau”, sendo que cada edição do concurso propôs “uma forma diferente de olhar para a arquitectura — desde perspectivas pessoais a edifícios frequentemente ignorados, contrastes e espaços interiores”. A iniciativa resultou na submissão de mais de 1.600 fotografias da autoria de 650 participantes. A edição está a cargo do arquitecto Nuno Soares, presidente do CURB, e da designer Filipa Simões. Expõe, essencialmente, os dois lados de Macau, como “o património, com as ruas estreitas, casas tradicionais, templos e recantos do quotidiano”, e que acabam por “preservar a identidade histórica de Macau”. Há depois o lado moderno, onde o jogo fica mais evidente, com imagens centradas “nos resorts integrados de casinos da Taipa e de Cotai, os novos edifícios cívicos e culturais, as zonas ribeirinhas recuperadas e nas linhas de horizonte iluminadas, que redefiniram o território ao longo de uma única geração”. Desta forma, “Amazing Macau” oferece ao leitor “o retrato de uma cidade onde património e modernidade coexistem e se iluminam mutuamente”. Tesouros na aldeia Também no dia 19 de Setembro, será a vez de se inaugurar a exposição relativa ao concurso “Tesouros da Grande Baía: Concurso de Fotografia sobre Aldeias Urbanas na Grande Baía”, criado de raiz em 2024. As duas edições juntaram 291 participantes e 700 fotografias dedicadas à “celebração da Grande Baía” e da beleza da arquitectura existente em Macau, Hong Kong e nove cidades da província de Guangdong. Na segunda edição, dedicada às aldeias, os trabalhos premiados foram escolhidos de um total de 323 fotografias enviadas por 134 participantes. Esta terça-feira, foram também conhecidos os vencedores desta edição dedicada às mais belas imagens sobre aldeias da região. Na “Categoria Aberta da Grande Baía” venceu Liu Ye, ganhando Philip Kwong Lung Wong o segundo lugar, enquanto Wong Ho Chun ficou em terceiro lugar. Iain Cocks ganhou uma menção honrosa com a imagem intitulada “Down the Line”. Por sua vez, na “Categoria Aberta de Macau”, o primeiro prémio foi arrecadado por Lei Heong Ieong, seguindo-se o segundo e terceiro prémios atribuídos a Tang Chan Seng e Chao Kin Man. Diogo Dias dos Santos venceu uma menção honrosa com “Twins”. Não faltou também a categoria dedicada à fotografia mais amadora, nomeadamente a “Categoria de Estudantes de Macau”, ganha por Lam Chi Kuan.
Hoje Macau EventosMuseu de Arte de Macau recebe oficinas artísticas para crianças O Museu de Arte de Macau (MAM) vai organizar a “Arte Sem Fronteiras – Oficina para Crianças”, entre Outubro e Dezembro deste ano. Segundo um comunicado do Instituto Cultural (IC), o programa integra sete sessões destinadas a crianças e jovens dos 4 aos 16 anos, tendo como objectivo “incentivá-los a observar e imaginar a arte clássica através da fusão de formas de arte tradicionais e contemporâneas”. Pretende-se também a exploração “das diversas expressões da arte contemporânea e a experimentar as infinitas possibilidades da criação”. As inscrições já começaram e estão abertas até ao dia 27 de Setembro, podendo ser feitas na plataforma da Conta Única de Macau. Segundo a mesma nota, as oficinas focam-se nas pinturas da província de Guangdong do período da dinastia Qing e também nas obras de Mio Pang Fei, pioneiro do Neo-Orientalismo em Macau. Desta forma, os participantes são levados a “apreciar a delicadeza das pinceladas da pintura tradicional e as técnicas abstractas da arte moderna, bem como a explorar práticas artísticas criativas que integram métodos clássicos e contemporâneos”. Sessões para adolescentes Há cinco sessões disponíveis para inscrição, sendo que uma delas se intitulada “Uma Aventura Através do Tempo e do Espaço – Oficina Criativa de Arte para Crianças”, em chinês e inglês, para crianças dos 5 aos 10 anos. Já a “Rapsódia Oriental – Oficina Criativa para Jovens” destina-se a adolescentes dos 11 aos 16 anos, na qual irão explorar “ricas texturas através de diversos meios, desde a arte bidimensional à tridimensional, para criar pinturas abstractas com estilo pessoal”. Por sua vez, a “Fundindo Passado e Presente, Oriente e Ocidente – Oficina Criativa para Pais e Filhos” é adequada para crianças dos 4 aos 6 anos acompanhadas pelos pais, permitindo-lhes partilhar “uma ressonância criativa através da comparação entre pinceladas tradicionais e traços abstractos”. Cada oficina tem a duração de 12 horas e uma taxa de 240 patacas, realizando-se no Espaço Zero, no rés-do-chão do MAM, ou no Quadrado de Arte, no rés-do-chão do Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau.
Andreia Sofia Silva EventosFotografia | Ochre Space, em Lisboa, apresenta “-40ºC”, de A Yin Foi inaugurada ontem “-40ºC”, uma exposição de fotografia de A Yin, na Ochre Space, em Lisboa. A mostra pode ser vista até 26 de Setembro e é a segunda de uma série de exposições alusivas ao Ano do Cavalo. As imagens reflectem a graciosidade dos animais fotografados na Mongólia Interior Estamos no Ano do Cavalo segundo o zodíaco chinês e, a pensar nisso, a galeria Ochre Space, em Lisboa, tem uma programação pensada para celebrar a efeméride. Depois da mostra de Wang Zengping, foi inaugurada ontem a segunda exposição temática relacionada com o cavalo. “-40ºC”, de A Yin, é um projecto fotográfico a preto e branco onde este animal é protagonista, assim como a beleza das paisagens da Mongólia Interior. A Yin, um artista visual chinês mongol que há muito explora este universo, vê, assim, o seu trabalho exposto em Lisboa num espaço dedicado à fotografia, e que nasceu da vontade de João Miguel Barros, residente de Macau, fotógrafo e curador. Segundo a apresentação oficial da exposição, em “-40ºC” o frio “não é apenas uma condição atmosférica, mas o elemento que determina a paisagem, o corpo e a própria experiência de olhar”. Desta forma, a estepe, nome da pradaria mongol com campo de visão ilimitado, “deixa de ser uma paisagem distante para se tornar um espaço onde a vida é reduzida às suas condições mais essenciais”. A forma como são fotografados faz com que os movimentos dos cavalos sejam captados de uma forma única, que deambula entre “a presença e o desaparecimento”, é descrito. “À distância, os rebanhos transformam-se em pequenos vestígios escuros na imensidão branca; de perto, revelam corpos marcados pela neve, pelo gelo e pelo vento.” Com curadoria a cargo de João Miguel Barros, a exposição não tem como únicos protagonistas os cavalos, mas também incide sobre “aquilo que permanece quando quase tudo é reduzido ao essencial: resistência, silêncio, movimento e sobrevivência”. Diz o curador que A Yin “trabalha o preto e branco como uma ética do despojamento”. “A cor, que poderia seduzir ou distrair, desaparece. Ficam as relações essenciais: claro e escuro, cheio e vazio, linha e massa, silêncio e movimento. A neve torna-se página, mas uma página instável; o céu torna-se peso; o cavalo torna-se inscrição viva”, é acrescentando. Assim, há imagens de A Yin cuja composição se aproxima “da tradição oriental do vazio, em que o espaço não preenchido não é ausência, mas respiração”. Há outros casos em que “a fotografia impõe a rudeza documental da matéria: o animal não é metáfora pura, é corpo exposto ao Inverno”. Três décadas de beleza Há 30 anos que A Yin se dedica a um intenso trabalho de análise e estudo à cultura nómada da Mongólia. Numa nota oficial sobre a mostra, A Yin assume: “Amo os cavalos mongóis” e revela a profunda conexão que tem com um universo que lhe é tão próprio. “Quando eu tinha sete anos, o meu pai começou a ensinar-me a montar a cavalo. A minha mãe abençoou-me: “Boa sorte sobre o cavalo!”. “Sou um mongol da Mongólia Interior e descendente de Gengis Khan”, disse ainda. Sobre a sua carreira, diz que ganhou “muitos prémios com que a maioria dos fotógrafos sonha”. “Tenho uma certa influência neste meio, dentro e fora do país. Mas nunca abandonei a minha amada estepe, os cavalos mongóis e os nómadas. Estou sempre aqui, nesta terra, de alma e coração, a registar o meu povo, a minha estepe e os meus cavalos mongóis… Amo os cavalos mongóis”, aponta. A Ochre Space descreve como a fotografia é, para o artista, “uma forma de preservar uma herança cultural profundamente ligada ao território e simultaneamente de registar as transformações sociais, históricas e ambientais que têm vindo a alterar esse modo de vida”. A Yin é autor de uma trilogia sobre a cultura nómada, com títulos como “Os Nómadas Mongóis da China”, “A Terra Sagrada dos Nómadas” e “Os Buriates”. Fez também os projectos “As Escolas Primárias Mongóis da China” e “−40 °C (Cavalos Mongóis)”. É ainda o único fotógrafo proveniente de uma das minorias étnicas do país a ter sido nomeado por duas vezes entre os “Dez Melhores Fotógrafos Retratistas Chineses”, além de ter recebido o Prémio Estátua de Ouro, a mais alta distinção da China em fotografia, o Prémio Humanidade e o Prémio “All Roads” da National Geographic. Nascido em 1970 numa família de pastores das estepes da Mongólia, A Yin apresenta-se como um fotógrafo independente e autodidacta.
Andreia Sofia Silva EventosCinemateca Paixão | Reabertura com novo filme de Pedro Almodóvar Depois de um período sem filmes, a Cinemateca Paixão regressa à programação e trará a Macau a nova película de Pedro Almodóvar, “Natal Amargo”, ainda sem datas de exibição. Para já, há cinema europeu para ver, um deles com a alemã Sandra Hüller A Cinemateca Paixão voltou a abrir portas no passado dia 1 com nova concessão, e uma das novidades é a exibição do novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar. Com uma história que expõe relacionamentos falhados, a relação intrínseca com o cinema e a escrita, e que funciona como um espelho do próprio realizador, “Natal Amargo” não tem ainda datas de exibição, mas promete estrear brevemente. Depois de “Mães Paralelas”, um filme que conta com a actriz Penélope Cruz num dos papéis principais, e que nos remete para os anos da Guerra Civil Espanhola, o realizador espanhol aclamado mundialmente estreou-se com um filme em inglês com “O Quarto ao Lado”, com Tilda Swinton e Julianne Moore a interpretar os papéis de duas amigas que se cuidam mutuamente num momento de dor e doença. Em “Natal Amargo”, esta época festiva nem sequer é protagonista da história. Pedro Almodóvar conta o momento em que uma directora de publicidade enfrenta a morte da mãe e vai para a ilha de Lanzarote procurar alguma paz interior. Pelo meio, há confrontos com uma amiga e muitas tensões interiores, em narrativas cruzadas que revelam emoções fortes e que nos fazem pensar sobre as relações humanas. Em exibição a partir de hoje está “Rose”, protagonizado pela actriz alemã Sandra Hüller, e com o qual venceu um Urso de Prata para Melhor Interpretação Principal no Festival de Cinema de Berlim. Markus Schleinzer assina um drama a preto e branco que se passa na Alemanha dos anos 30, e onde Sandra encarna Rose a fazer lembrar uma Joana D’Arc, ou seja, uma mulher lutadora que se faz passar por homem. A história que dá origem a Rose é real e passou-se em meados do século XVII, durante a Guerra dos Trinta Anos, quando chegou à aldeia uma pessoa chamada de “Soldado”, e que trazia consigo um documento que o identificava como herdeiro de uma quinta abandonada. Depressa ficou e ganhou a confiança dos habitantes da aldeia, mas o facto de ser mulher trouxe muitos problemas. A vida dos imigrantes “Take Out”, com Sean Baker – realizador de “A Florida Project” ou “Anora”, premiado com um Óscar – também se exibe na Cinemateca Paixão entre hoje e 13 de Setembro. Eis a história do imigrante chinês Ming Ding que, sem estar legalizado, tenta aguentar-se em Manhattan, Nova Iorque, trabalhando como estafeta de um restaurante chinês. Na noite em que é apanhado por cobradores de uma rede de tráfico de pessoas, tudo muda e as dificuldades aumentam ainda mais. Este filme tem também um forte cunho documental, ao retratar a comunidade de imigrantes chineses nos EUA. “Três Vezes Adeus”, com a actriz Alba Rohrwacher tem uma única exibição esta quarta-feira, 9. Trata-se de uma adaptação do livro “Tre Ciotole”, a autobiografia da escritora italiana Michela Murgia, e com realização de Isabel Coixet, realizadora espanhola distinguida pelos Prémios Goya. Os personagens são Marta e Antonio, um casal que termina a relação, um momento que com fortes consequências emocionais em ambos. Com uma elevada carga de erotismo chega “Good Vibes Only”, um filme francês com exibições entre os dias 11 e 16 de Setembro. Com uma grande componente de comédia, este filme conta o momento em que Fanny diz ao marido que, em 20 anos de casamento, nunca teve um orgasmo. É então que ambos decidem explorar brinquedos sexuais, workshops e muitas outras opções que vão mudar a sua vida como casal. “Bodyhackers” será exibido entre os dias 17 e 22 de Setembro.