FRC | Conferência abre hoje discussão sobre densidade urbana de Macau

A densidade urbana estará no foco da conferência que a Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe hoje, a partir das 18h30. “How High can we go? Exploring the history of Macao’s urban density (1557) 1987-2024 (2049)” é o nome do evento que conta com os conhecimentos e experiências da académica Paula Morais, e a moderação de José Sales Marques.

Paula Morais lecciona Design Urbano e Planeamento na Bartlett School of Planning, da University College London. Os seus interesses de investigação incidem sobre áreas tão diversas como o design, planeamento e antropologia, com foco na urbanização e na transformação nos contextos União Europeia – China. A oradora fez investigação na London School of Economics para o Projecto EU-FP7 URBACHINA sobre urbanização sustentável, e foi responsável por vários projectos na qualidade de arquitecta.

Para hoje, as questões levantadas pela hiper-densidade urbana e o caso de estudo que é Macau serão o foco da conferência.

Em comunicado, a FRC contextualiza a sessão, referindo que “é hoje reconhecido que futuros sustentáveis são liderados pelas cidades, que são concebidas para serem socialmente inclusivas, melhor integradas e conectadas, e espacialmente compactas”. Compactidade e diversidade são referidos como indicadores essenciais da sustentabilidade social e espacial.

É também indicado pela organização do evento que a densificação tem sido considerada a solução chave contra o consumo de espaço e para alcançar uma forma de cidade mais sustentável. Esta visão começou a ser adoptada a partir da década de 1990 como uma estratégia principal de planeamento.

“No entanto, a solução não é tão simples como parece e os compromissos de densidade podem ser os problemas urbanos de amanhã”, refere a FRC como mote para a sessão do final desta tarde.

 

Espaço 1999

Até 2021, a RAEM era o local mais denso do planeta, com 20.806 pessoas por quilómetro quadrado. O território é definido por um ambiente urbano de baixa a média altura numa pequena área de 33,3 quilómetros quadrados (península e ilhas). “Em suma, Macau é extremamente compacta e com uma fronteira territorial fixa, pelo que continua a expandir-se por um processo de aterros. Além disso, é demograficamente hiper-diversa. Isto faz de Macau um “case study” único sobre a forma e densidade urbana quer na República Popular da China, quer em geral”, refere a FRC.

“Até à transferência da Administração para a China em 1999, a transformação urbana ocorreu sob um sistema de planeamento ‘laissez-faire’, suportado por uma economia política etno-poderosa dividida. Desde então, Macau está a ser redesenhada e redimensionada para integrar a Região do Delta do Rio das Pérolas até 2049 sob a fórmula ‘Um País, Dois Sistemas’”. Face a esta evolução, a organização da conferência indica que é imperativo discutir quão sustentável poderá ser o futuro de Macau, à medida que a densidade continua a aumentar, e saber até onde se pode ir.

Respostas para questões desta densidade serão dadas hoje ao final da tarde na FRC.

15 Jul 2026

Cotai | Governo abre local de espectáculos ao ar livre à comunidade

Depois de pouco mais de meia dúzia de eventos de grande escala realizados no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, o Instituto Cultural (IC) anunciou ontem que vai instalar o “Palco em Festa”, uma iniciativa experimental destinada a oferecer um espaço para a criação comunitária.

O “Palco em Festa” estará “disponível gratuitamente para utilização da sociedade, de modo a revigorar um ambiente artístico e cultural comunitário vibrante e estimular a energia criativa multicultural local”, e para “enriquecer ainda mais a funcionalidade” do local.

A ideia é proporcionar um espaço para espectáculos musicais comunitários de pequenas e médias dimensões, actividades de promoção cultural da comunidade e actuações de dança de rua.

A zona dispõe de equipamentos básicos de palco, incluindo uma tenda grande, equipamento de som, iluminação e ecrãs LED. Além disso, durante eventos serão disponibilizados dois técnicos de iluminação e som.

O “Palco em Festa” terá capacidade para cerca de 400 lugares sentados ou para 600 pessoas de pé.

O IC já fez um teste do local, para o qual convidou profissionais da indústria, grupos artísticos e representantes de associações locais.

Para já, o IC está aberto a propostas de associações locais ou proprietários de empresas comerciais interessados em utilizar o “Palco em Festa”. Para tal, é preciso preencher um formulário e apresentar documentação, pelo menos 10 dias antes da actividade. As condições para apresentar propostas podem ser consultadas no portal do Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau.

14 Jul 2026

Fórum de Macau | Semana Cultural levou ritmos lusófonos a Pequim

Pequim voltou a receber, após a estreia no ano passado, os espectáculos de música e dança da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, depois dos eventos organizados em Macau e em Qinghai. Num comunicado emitido na sexta-feira pelo secretariado permanente do Fórum de Macau, os concertos na capital chinesa deram “continuidade ao diálogo entre as civilizações chinesa e lusófona”.

No discurso de abertura, no fim da tarde de quinta-feira, o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, afirmou que a iniciativa itinerante deu continuidade “ao modelo de ‘três cidades em sinergia’ que permite a realização sucessiva de actividades em Macau, Qinghai e Beijing, evidenciando o papel de Macau enquanto plataforma”.

Por seu lado, o embaixador da Guiné-Bissau, António Serifo Embaló, afirmou que “a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, através da música como ponte, consegue aproximar diferentes visões do mundo, reforçar a confiança mútua e criar em conjunto afinidades que atravessam fronteiras”.

Os espectáculos dos grupos de Pequim, Macau e dos países lusófonos animaram o Teatro Concha do Parque Chaoyang na quinta e sexta-feira, rematando a edição deste ano da Semana Cultural.

13 Jul 2026

Lisboa | Esculturas de Bowie Lio na Galeria Arte Periférica, no CCB, até 22 de Julho

A artista de Macau Bowie Lio Pou I tem uma exposição patente na Galeria Arte Periférica, em Lisboa, intitulada “Mãe Terra”. A mostra reúne uma colecção de trabalhos que celebram a ligação entre corpo, território e natureza

Foi inaugurada na sexta-feira em Lisboa, na Galeria Arte Periférica, a exposição “Mãe Terra” da artista de Macau Bowie Lio Pou I, que reúne esculturas e trabalhos que resultam da residência artística na capital portuguesa. A mostra vai estar patente na galeria, que fica no Centro Cultural de Belém, até ao dia 22 de Julho.

Segundo um comunicado da galeria, a exposição da artista, que venceu o Prémio da Fundação Oriente, representa uma celebração das ligações que se estabelecem entre corpo, território e natureza.

Actualmente em Portugal, em residência artística promovida pela Arte Periférica, Bowie Lio aprofunda a sua investigação visual e amplia o diálogo entre Macau e o contexto artístico português, refere a organização.

Durante o período da residência artística, “a Arte Periférica organiza também uma exposição de curta duração, oferecendo ao público a oportunidade rara de conhecer de perto a sua linguagem poética, espiritual e ecológica”.

A artista indica que as obras expostas em Belém evocam um “sussurro” de retorno às origens e “um hino à terra”.

“Esta série é a minha resposta à terra, ao sopro vivo da natureza, à insistência silenciosa da própria vida. Nascemos da terra; acalentados, moldados e sustentados por ela, as nossas raízes entrelaçadas com as dela, as nossas histórias entrelaçadas na paisagem. Desse sentimento de pertença brotam estas obras”, indica Bowie Lio.

 

Reflexões frágeis

Esta é a terceira exposição em nível individual da artista de Macau, depois de se ter estreado “a solo” em 2022 com “Roam – Exposição de Cerâmica”, que esteve exposta na Incubadora de Indústrias Criativas do espaço 10 Fantasia, ao lado do Albergue SCM.

No ano passado, Bowie Lio apresentou “The Whims of Creation”, no Salão de Outono da Art for All Society (AFA).

Sobre as obras que marcam a sua primeira mostra fora de portas, a escultora alia a expressão criativa aos elementos e ao mundo natural. “Torno-me a Mãe Terra: construo montanhas que perfuram as nuvens, cumes que se respondem uns aos outros como ecos antigos. Nuvens pálidas inclinam-se sobre os meus ombros, dobrando-se nas cavidades quentes dos vales com florestas, em busca de abrigo na curva das minhas colinas”, reflecte.

A artista reforça que “Mãe Terra” é mais do que um símbolo: “É memória e promessa, um espelho vivo da nossa frágil ligação com o mundo natural. Através destas obras, convido à contemplação e ao cuidado que elas despertem uma relação mais terna e responsável com os lugares que nos acolhem”.

Bowie Lio licenciou-se em Artes Visuais no ainda Instituto Politécnico de Macau e participou, em 2019, num intercâmbio de estudantes com a Escola Superior de Artes e Design, nas Caldas da Rainha.

Desde 2020 tem participado em diversas exposições colectivas em Macau, Guangzhou e em Lisboa.

13 Jul 2026

Filmes de Basil da Cunha e Edgar Pêra seleccionados para o Festival de Locarno

Na conferência de imprensa, a direcção do festival revelou que “Jacaré”, do realizador luso-suíço Basil da Cunha, integra a competição internacional, enquanto “Guerrilha do Asfalto”, de Edgar Pêra, estará fora de competição, sendo um regresso do cinema de ambos ao festival suíço.

A 79.ª edição do Festival de Cinema de Locarno está marcada de 5 a 15 de Agosto.

“Jacaré” é apresentado pelo realizador Basil da Cunha como um filme de género, “no encontro entre a ‘blaxploitation’, os policiais americanos dos anos 90 e a música cabo-verdiana dos anos 70”, sendo o último que filma na Reboleira, Amadora, território de alguns dos seus filmes anteriores. “Embora a história parta de um assalto falhado e do desaparecimento de um saco com 180 mil euros, o verdadeiro motor do filme são as pessoas que gravitam à volta desse acontecimento. […] É um filme coral onde cada personagem representa um fragmento da Reboleira e onde a própria comunidade assume o papel principal”, explicou realizador em comunicado.

O filme de Basil da Cunha é uma produção entre Portugal, França e Suíça, juntando-se a “Manga d’Terra” (2023) e “O fim do mundo” (2019), ambos apresentados também em Locarno. O elenco integra Alexandra Sena, Alexandre Fonseca, Paulo César Lima Fonseca, Nelson Carvalho, Pedro Diniz, Heidir Correia, Carlos Fonseca, Pedro Ferreira, Frederico Lopes, Verónica Lii, Maria Santos, Susana Costa, Ivo Bernardo, Carloto Cotta e Filipe Vargas.

Depois de “Cartas Telepáticas”, filme experimental feito com Inteligência Artificial, Edgar Pêra estreia em Locarno “Guerrilha no Asfalto”, inspirado no livro “Guerrilha no Asfalto — As FP-25 e o Tempo Português”, de Manuel Ricardo Sousa. “O filme cruza ficção e acontecimentos reais para revisitar um dos períodos mais conturbados da democracia portuguesa”, a propósito da acção do grupo armado Forças Populares 25 de Abril (FP-25) que, nos anos 1980, organizou dezenas de assaltos violentos, atentados e ações consideradas terroristas, que causaram 17 mortes.

De acordo com a distribuidora, “Jacaré” e “Guerrilha do Asfalto” estreiam-se ainda este ano nos cinemas portugueses.

 

Leopardo para Aronosfky

A propósito da programação oficial deste ano, o Festival de Cinema de Locarno já tinha anunciado anteriormente a presença de quatro filmes com produção de países lusófonos na competição. No concurso internacional da secção Pardi di Domani vai estar, em estreia mundial, o filme “Aurora Borealis”, de Valeriya Kim, numa coprodução entre Hungria, Bélgica, Portugal e Cazaquistão.

Já na secção Open Doors, na categoria de longas-metragens, vai acontecer a estreia suíça de “O Profeta”, do moçambicano Ique Langa, que teve a sua estreia mundial em Roterdão.

Nas curtas e médias-metragens, vão participar em Locarno os filmes “Submergido”, do moçambicano Ariel Añez, e “Time to Change”, da angolana Pocas Pascoal, ambos em estreia na Suíça.

Este ano, o festival vai distinguir o realizador norte-americano Darren Aronosfky com o Leopardo de Honra e a actriz Isabella Rossellini com o prémio de Excelência. O produtor islandês Sigurjón Sighvatsson, a actriz Asia Argento, o artista Rick Baker e a atriz Virginie Efira também vão ser distinguidos em Locarno

12 Jul 2026

Concerto | Belle and Sebastian regressam a Hong Kong em Outubro

É oficial! Os Belle and Sebastian estão de volta a Hong Kong com um concerto no Tides no dia 2 de Outubro, às 20h, para tocar na sua totalidade um dos mais aclamados discos do indie pop dos anos 1990: “If You’re Feeling Sinister”, lançado em 1996.

Os bilhetes estão à venda desde sexta-feira, com os preços a variar entre 680 e 880 dólares de Hong Kong. O espaço Tides fica em Whampoa (Kowloon).

O alinhamento do concerto estará dividido em duas partes. Na primeira parte, a banda escocesa irá tocar na integra o disco que celebra este ano três décadas de lançamento, pela mesma ordem das faixas no álbum. Na segunda parte, o alinhamento será imprevisível, passando, por certo, por alguns hinos da banda de Stuart Murdoch e companhia.

A última vez que os Belle and Sebastian actuaram em Hong Kong foi em Fevereiro de 2015, na AsiaWorld Expo, numa tournée baseada no acabado de sair “Girls in Peacetime Want to Dance”.

O disco que a banda vai tocar na totalidade no Tides é o registo do meio de uma trilogia de álbuns que os colocou numa espécie de Olimpo indie a meio dos anos 1990. “Tigermik” saiu em Junho 1996, e cinco meses depois era lançado “If You’re Feeling Sinister”, menos de dois depois a banda lançava “The Boy with the Arab Strap”, formando um corpo de músicas impressionante para uma banda formada, na altura, há menos de três anos.

 

Como Dylan nos filmes

Com os três primeiros discos na bagagem, e um bom punhado de hinos que marcaram a época de ouro do indie-pop, a banda alargou a sua legião de fãs.

Em Outubro, os Belle and Sebastian chegam a Hong Kong com 12 discos, mas é o segundo que estará em destaque. “The Stars of Track and Field”, que abre o álbum, seguindo de “Seeing Other People”, “Me and the Major” e “Like Dylan in the Movies”, são todos clássicos que resistiram à passagem do tempo.

Os Belle and Sebastian foram formados por Stuart Murdoch na guitarra, piano e voz e o baixista Stuart David (que saiu da banda em 2000), que se conheceram num programa para músicos desempregados. Continuam na banda alguns membros da formação original, como Stevie Jackson também na guitarra, vozes e piano, Chris Geddes em sintetizador, piano e percussão, Richard Colburn na bateria e Sarah Martin no violino, flauta, sintetizador e percussão. Hoje em dia, a guitarra baixo está a cargo de Bobby Kildea.

A cantora Isobel Campbell esteve na fundação da banda, mas embarcou numa carreira a solo e múltiplas colaborações a partir de 2002, incluindo três discos com Mark Lanegan.

A digressão que traz a banda escocesa a Hong Kong irá passar por Lisboa, para um concerto no Coliseu dos Recreios no próximo dia 21 de Julho.

12 Jul 2026

Albergue SCM | Exposição apresenta trabalhos do arquitecto He Jingtang

Na próxima quarta-feira, o Albergue SCM acolhe uma a exposição “Lugar, Cultura, Tempo — Design para um desenvolvimento de alta qualidade na China: Selecção de obras arquitectónicas de He Jingtang e da sua equipa”. A mostra centra-se nas obras de marcos académicos do arquitecto e académico chinês

 

No próxima quarta-feira, dia 15, é inaugurada no Albergue SCM a exposição “Lugar, Cultura, Tempo — Design para um desenvolvimento de alta qualidade na China: Selecção de obras arquitectónicas de He Jingtang e da sua equipa”. A cerimónia que dará o pontapé de saída da mostra está marcada para as 18h30 de quarta-feira e estará patente ao público até 13 de Agosto na Galeria A2 do Albergue.

Centrada no conceito central de “Lugar, Cultura, Tempo”, a mostra reúne uma selecção de obras arquitectónicas e os marcos académicos alcançados ao longo dos anos por He Jingtang e a sua equipa.

A organização, a cargo do Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, da Federação de Académicos de Guangdong e Instituto de Pesquisa e Design de Arquitectura da Universidade de Tecnologia do Sul da China, salienta que a iniciativa tem como objectivos a promoção da arte e cultura arquitectónicas e criar uma plataforma para o intercâmbio mútuo e o enriquecimento entre Macau e o Interior da China.

He Jingtang nasceu em 1938 em Dongguan, na província vizinha de Guangdong. É arquitecto e membro da Academia Chinesa de Engenharia, e actualmente desempenha as funções de Reitor Honorário da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Tecnologia do Sul da China.

Ao longo da carreira, He Jingtang especializou-se na concepção de edifícios com fins culturais, assim como no planeamento de campus, liderando equipas de profissionais responsáveis pela concepção e concretização de um grande número de edifícios emblemáticos com influência internacional.

Vida cheia

Entre os projectos mais emblemáticos de He Jingtang contam-se o Pavilhão da China na Exposição Mundial de 2010 em Xangai, a ampliação do Memorial às Vítimas do Massacre de Nanjing perpetrado pelos invasores japoneses (Local de Memória Público Nacional), o Centro Internacional de Conferências de Qingdao (sede principal da Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai), o Arquivo Nacional de Publicações e Cultura (Guangzhou), o Museu da China (Hainan) do Mar da China Meridional.

Entre os projectos de espaços e edifícios dedicados ao ensino, destaque local para o Campus de Hengqin da Universidade de Macau no portfolio do académico e arquitecto.

Outra das conquistas de He Jingtang, foi quebrar o monopólio de arquitectos estrangeiros na concepção de marcos nacionais chineses, liderando o caminho da criação arquitectónica com características chinesas, descreve a organização da exposição.

Com uma vida de trabalho com arquitecto, académico e investigador, He desenvolveu a teoria “Dois Conceitos (conceitos holísticos e sustentáveis) e Três Características (lugar, cultura e tempo)”, que está no cerne dos trabalhos selecionados.

A mostra pode ser visitada todos os dias das 12h às 19h, excepto às segundas-feiras em que o horário vai das 15h às 19h. A entrada é livre.

9 Jul 2026

Museu de Macau | Mostra de bens classificados inaugurada na sexta-feira

A “Exposição Temática sobre o 1.º Grupo de Bens Móveis Classificados de Macau” vai estar patente a partir de sexta-feira, até 16 de Agosto, no 3.º piso do Museu de Macau, indicou o Instituto Cultural (IC).

A mostra é a materialização da salvaguarda e gestão de bens móveis de valor cultural significativo em Macau. Assim sendo, a exposição é uma selecção de um grupo constituído por 400 itens, abrangendo 24 categorias, incluindo espécies arqueológicas, pinturas e caligrafia, têxteis e documentos oficiais. Destas, foram escolhidas 100 peças, ou conjuntos, “complementados por recursos multimédia, para demostrar a história e a evolução social de Macau”. O conjunto de objectos destaca “o carácter único da cidade, marcado pela integração cultural entre o Oriente e o Ocidente e pela coexistência de várias culturas”, demonstrando a beleza e “o valor inestimável destes artefactos culturais”.

O Museu de Macau está aberto das 10h às 18h e encerra à segunda-feira. A entrada é gratuita para residentes com BIR, e à terça-feira e no dia 15 de cada mês para o público geral.

8 Jul 2026

ARTM celebra uma década do centro de Ká Hó com exposição “Criatividade na Recuperação”

A inauguração da exposição “Criatividade na Recuperação: 10 anos de ARTM Centro de Serviços Integrados de Ká Hó” está marcada para o próximo sábado, a partir das 16h, na Galeria Hold On To Hope, na vila de Nossa Senhora em Ká Hó. A exposição estará patente ao público até 28 de Julho e pode ser visitada das 10h30 às 18h30 aos fins-de-semana e feriados, e das 10h30 às 17h00 às segundas, terças e sextas-feiras. A galeria está encerrada às quartas e quintas-feiras.

A mostra que celebra uma década de trabalho da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM), esteve para ser inaugurada no sábado passado, mas acabou por ser adiada devido ao mau tempo.

A colecção de trabalhos que vão estar na Galeria Hold On To Hope foi criada por clientes da ARTM enquanto participavam no tratamento.

“Cada peça é o resultado de tempo, prática e esforço pessoal, apoiados pelo programa da ARTM e moldados pela experiência de cada indivíduo. Seja expressa através de cerâmica, pinturas, trabalhos em madeira ou outras formas artísticas, cada obra de arte transporta uma história única e uma voz distinta”, é indicado pela associação em comunicado.

O poder da arte

A mostra destaca também a importância das artes num ambiente de reabilitação, proporcionando “uma forma significativa de os clientes expressarem sentimentos e experiências que podem ser difíceis de colocar em palavras”.

A criação artística envolve um estado de espírito que pressupõe “estrutura e rotina, cria paciência e confiança, encoraja o foco e apoia a cura emocional”. Através da criação artística, muitos clientes encontram um sentido de realização e identidade, o que constitui uma parte essencial da recuperação.

Estes são os processos que se materializam nas obras expostas, convidando à reflexão sobre o percurso que os antecedeu, “os momentos de desafio, descoberta, aprendizagem e renovação da confiança”. As lições aprendidas pelos criadores podem ser fontes de inspiração para os visitantes, através do reconhecimento do poder da arte na transformação de vidas.

8 Jul 2026

Concerto | ITZY trazem energia adolescente do Kpop ao Venetian

A banda coreana ITZY vai actuar no Venetian Arena no dia 15 de Agosto, prevendo-se uma corrida aos bilhetes, que serão postos à venda na próxima segunda-feira. O público pode esperar uma performance enérgica, uma grande produção visual em palco e uma celebração da cultura “teen crush”

Atitude e energia, dois dos principais pilares do conceito “teen crush” transversal a muitas das girl bands do pop coreana actual. Estes são os ingredientes que fizeram das ITZI um fenómeno de popularidade. A banda sul-coreana vai actuar no Venetian Arena no próximo dia 15 de Agosto, às 18h, e os bilhetes serão postos à venda na próxima segunda-feira ao meio-dia a preços que variam entre 799 e 1.999 patacas.

O concerto em Macau da banda que Kpop está integrado na sua terceira digressão mundial, a “ITZY 3rd World Tour”, como foi originalmente designada. O conjunto de espectáculos desta tournée promete deslumbrar o público com uma produção cénica totalmente nova, efeitos visuais melhorados e actuações ao vivo electrizantes, tudo o que é preciso para um início de noite memorável para os fãs (os MIDZY).

Desde a estreia em 2019 com “Dalla Dalla”, as ITZY afirmaram-se como um dos principais grupos femininos do K-pop com êxitos como “Wannabe”, “Loco”, “Sneakers” e “Untouchable”, alcançando uma popularidade impossível de ignorar na indústria, não só rebentando tabelas de vendas, como arrebatando prémios musicais e reconhecimento internacional.

Após duas digressões mundiais e o lançamento do mais recente mini-álbum, “Tunnel Vision”, as ITZY chegam a Macau com o estatuto de um dos principais grupos femininos de Kpop.

Rebeldia sem causa

A aparência, atitude e as letras da banda transpiram irreverência e atrevimento, factores que determinam a presença dinâmica em palco de Yeji, Lia, Ryujin, Chaeryeong e Yuna. Estes são os ingredientes que o quinteto usa para apelar ao público mais jovem através do conceito “teen crush”, uma fórmula comercial “desenhada” por produtores para capitalizar no poder de compra dos adolescentes.

Este conceito, muito baseado no aspecto estético, está associado principalmente à “4.ª geração” das bandas de pop coreano que adoptou uma postura agressiva, mas ao mesmo tempo juvenil e muito polida para a beleza. A nova vaga é a réplica à mais tradicional “girl crush”, em que as “artistas” adoptam imagens mais sombrias e maduras.

A “teen crush” usa e abusa de uma variada paleta de cores de alta saturação, acessórios kitsch e elementos de moda de rua, projectando uma imagem de rebeldia juvenil e confiança.

Em termos visuais, esta estética caracteriza-se pela subversão dos uniformes escolares tradicionais e do vestuário desportivo, misturando-os com elementos de inspiração industrial ou punk, tais como botas militares, correntes e tecidos em tons néon.

Em termos musicais, bandas como as ITZI navegam em mares de dance-pop e EDM, com letras que enfatizam o amor-próprio e a independência em detrimento de temas românticos.

8 Jul 2026

Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa encanta Qinghai

Este fim-de-semana, os ritmos da lusofonia invadiram a Praça Tangdao, na capital da província de Qinghai, Xining, naquela que foi a primeira incursão do evento organizado pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau numa província do Oeste da China.

A comitiva de artistas é composta pela vocalista dos portugueses OqueStrada Marta Miranda, pelos brasileiros Mauricio Tizumba, Sérgio Pererê e José de Holanda, a cabo-verdiana Elly Paris, Patche di Rima e Anderking Skididi da Guiné-Bissau e Fistong Boy da Guiné Equatorial. Moçambique foi representado em palco pelo cantor Az Khinera, enquanto Vungo Téla apresentou à China as sonoridades de São Tomé e Príncipe e os New Arquiris que misturam legado musical tradicional de Timor-Leste com toques de modernidade. De Macau, viajaram o macaense German Ku e a cantora winifai.

Qinghai é uma província do noroeste da China situado no planalto tibetano, rodeado por Gansu, Xinjiang, Sichuan e o Tibete.

As sonoridades da lusofonia juntaram-se dez grupos artísticos do Qinghai.

O programa itinerante prossegue agora para a capital Pequim, com espectáculos marcados para quinta e sexta-feira na Praça da Concha Acústica, entre as 18h e as 21h.

Na rota da seda

Na cerimónia de abertura dos espectáculos em Xining, o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, mostrou-se esperançado que as bandas e artistas dos Países de Língua Portuguesa aproveitassem “a oportunidade para mostrar as suas características culturais únicas e reforçar o intercâmbio cultural com Qinghai”.

Por sua vez, um representante do Governo Popular Municipal de Xining indicou que o evento teve o “intuito de aprofundar a cooperação entre Xining e Macau em várias áreas como comércio, economia e cultura”.

Chen Yongqin manifestou a expectativa de que, “com a cultura como ponte e a arte como meio, mais amigos dos Países de Língua Portuguesa possam conhecer Qinghai e a sua capital Xining, escrevendo em conjunto um novo capítulo para o intercâmbio sino-lusófono”.

7 Jul 2026

Museu do Grande Prémio | Abertas inscrições para workshops de Verão

Abriram ontem as inscrições para quatro workshops no Museu do Grande Prémio de Macau que se vão realizar nos fins-de-semana de Julho e Agosto. Segundo um comunicado divulgado ontem pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), as actividades têm como pilar central “educação com diversão”, combinando ciência, artesanato, arte, diversão e elementos de corridas.

Assim, serão organizados as actividades “Artista da Guia: Carro de Corrida em Mosaico”, “Engenheiro da Guia: Montagem de Carro de Corrida 4×4”, “Mágico da Guia: Carro dos Sonhos em Arte com Areia”, e “Artesão da Guia: Gravação de Lâmpada em Forma de Carro de Corrida”.

Os workshops realizam-se no Museu do Grande Prémio de Macau aos sábados e domingos, entre 25 de Julho e 16 de Agosto, com um tema novo a cada semana. Aos sábados e domingos, estão previstas duas sessões diárias (11h30 e 14h30, com duração de 1h30m cada). As vagas para cada sessão estão limitadas a 15 pares de pais e filhos.

Como é habitual, as inscrições podem ser feitas através da Conta Única.

Além dos quatro workshops, no fim de Julho será lançada uma nova experiência interactiva exclusiva para crianças: A “Zona de Pé a Fundo”, uma atracção imersiva de educação e entretenimento sobre corridas, especialmente concebida para crianças dos 6 aos 12 anos.

A atracção tem por base o lendário Circuito da Guia, através de uma maquete de grandes dimensões em 3D, “reproduzindo curvas emblemáticas como a Curva do Hotel Lisboa e a Curva do Reservatório”, por onde as crianças vão poder acelerar em “mini-carros de corrida”.

7 Jul 2026

Bienal de Curitiba | Governo enaltece estreia de Macau como “ponte crucial”

A participação de Macau pela primeira vez na Bienal Internacional de Curitiba materializa a visão do Governo no posicionamento da RAEM no “importante circuito de bienais latino-americanas”. O pavilhão de Macau apresenta a mostra “Matéria, Corpo e Linguagem”, patente na capital Paraná até 15 de Novembro

A presença inaugural de Macau na 16.ª Bienal Internacional de Curitiba representa o culminar da “visão do Governo da RAEM de posicionar Macau como uma ‘importante ponte crucial, a nível nacional, para uma abertura de alto padrão’ e ‘uma janela importante para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental’. Foi desta forma que o Governo, através do Instituto Cultural (IC), mencionou a estreia de Macau, através da exposição “Matéria, Corpo e Linguagem” circuito de bienais latino-americanas.

A mostra, inaugurada no passado dia 14 de Junho, pode ser vista, até 15 de Novembro, no Museu Oscar Niemeyer na capital do estado brasileiro do Paraná.

A participação de Macau insere-se também nas “comemorações do Ano da Cultura China-Brasil 2026, evidenciando o papel vital e a vantagem única de Macau enquanto plataforma de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. O IC refere também que a participação de Macau é “uma demonstração prática do seu posicionamento como uma base de intercâmbio e cooperação para a promoção da coexistência multicultural, com predominância da cultura chinesa”.

Matéria e espírito

Com curadoria geral de Adriana Almada e Tereza de Arruda, sob o tema “LIMIARES”, a Bienal aborda as fronteiras contemporâneas entre o humano e a tecnologia. Em co-curadoria, o Museu de Arte de Macau (MAM), apresenta a exposição “Matéria, Corpo e Linguagem” que reúne três obras encomendadas aos artistas Peng Yun, Bianca Lei (Macau) e Gao Fuyan (Interior da China). Estas peças, anteriormente patentes em “Estou Aqui – Helena Almeida: Presença e Ressonância” (2026) e na mostra principal da “Arte Macau – Bienal Internacional de Arte de Macau” (2025), são agora reenquadradas à luz do tema “LIMIARES”, explorando as condições existenciais do corpo, da linguagem e da matéria face ao avanço tecnológico. Segundo o IC, “Matéria, Corpo e Linguagem” evoca um espírito de introspecção e convida à “reflexão humanística”.

O Conselheiro Cultural da Embaixada da China no Brasil, Zhang Zhiyun, visitou o Pavilhão de Macau e elogiou o trabalho de Macau no estabelecimento de “intercâmbios culturais com a América Latina, reflectindo o compromisso estratégico do governo central em integrar Macau no desenvolvimento nacional”.

A Bienal Internacional de Curitiba, um dos maiores eventos de arte contemporânea da América Latina, realiza-se desde 1993.

A edição deste ano reúne mais de 300 artistas de 38 países em diversos espaços da cidade. Em celebração do “Ano da Cultura China-Brasil 2026”, a Bienal reforçou a cooperação com instituições chinesas, estabelecendo parcerias com o Grupo de Artes e Entretenimento da China e com o IC para a criação dos Pavilhões da China e de Macau.

7 Jul 2026

Exposição comemora 90º aniversário do nascimento de Mio Pang Fei

Noventa obras de pintura, técnicas mistas, instalações e manuscritos estão em exposição até 11 de Outubro no Museu de Arte de Macau. A exposição celebra aquele que seria o 90º aniversário do artista que morreu em 2020.

Até 11 de Outubro, o Museu de Arte de Macau celebra o 90º aniversário do nascimento do artista local Mio Pang Fei com a exposição “Contemplações Oriente-Ocidente: Retrospectiva de Mio Pang Fei”. A inauguração do evento aconteceu na sexta-feira, e as visitas são gratuitas entre as 10h e as 19h de cada dia, com excepção das segundas-feiras.

“Para celebrar o 90º aniversário do nascimento de Mio Pang Fei, a mostra reúne 90 obras – abrangendo pintura, técnicas mistas, instalações e manuscritos – provenientes da sua família, amigos e do próprio acervo do Museu de Arte de Macau”, pode ler-se no comunicado do Instituto Cultural, responsável pela organização da mostra, em conjunto com o Círculo dos Amigos da Cultura de Macau.

De acordo com a mesma fonte, a exposição traça “o percurso sistemático” de meio século do artista que é tido como “pioneiro da arte moderna local”. O percurso é apresentado através de seis secções diferentes denominadas: “Xangai – Experiência”, “Macau – Prática”, “Série Shui Hu”, “Sobre a Condição Humana”, “Pós Caligrafia” e “O Legado do Neo-Orientalismo”.

Sobre a última parte da exposição, o IC indica que “foca a transição do mestre da teoria à maturidade artística, recriando o ambiente do seu próprio estúdio e exibindo documentação rara que ilustra especificamente a sua prática artística de ‘captar o espírito da cultura oriental como essência, utilizando linguagens ocidentais modernas’”.

Visão internacional

Ainda em relação ao artista, o Governo realça que foi o “mentor do ‘Neo-Orientalismo’” considerado “enraizado no contexto de diálogo entre o Oriente e o Ocidente em Macau” e que permitiu ao artista construir “uma teoria estética dotada de características locais e de uma vincada visão internacional”.

Na perspectiva dos organizadores, o percurso internacional de Mio Pang Fei teve como pontos altos a participação de Macau na 56ª Bienal de Veneza e ainda o facto de ter recebido duas vezes a Medalha de Mérito Cultural”. Além disso, o comunicado do IC aponta que Mio contribuiu “imenso para o desenvolvimento da arte moderna em Macau”.

Em paralelo com a exposição vão ser realizadas outras actividades de divulgação da obra do artista, como concertos e workshops de arte. Por exemplo, o concerto “Música no MAM”, no dia 12 de Julho, e o workshop “Contemplações de Música e Dança – Oficina de Lira x Fluxo Somático” vão apresentar diferentes tipos de performances que o organizador indicou estarem em “sintonia com a atmosfera artística da exposição”, as quais vão proporcionar “uma experiência audiovisual, cultural e artística multifacetada”.

Vida conturbada

Nascido em Xangai em 1936 e falecido em 2020, Mio Pang Fei estudou na Universidade de Belas Artes de Fujian, dedicando-se à caligrafia chinesa, a única forma de se manter ligado ao mundo das artes.

Devido aos seus trabalhos, Mio Pang Fei chegou a ser acusado de práticas contra-revolucionárias por demonstrar um grande interesse no modernismo que se fazia no Ocidente, o que levou a que fosse preso e sujeito a trabalhos forçados. Na década de 1980 decidiu deixar o Interior da China com a família, conseguindo mudar-se para Macau no final de 1982.

A primeira exposição em Macau aconteceu em 1985, no antigo Museu Luís de Camões, com a mulher, Un Chi Iam, também ela pintora.

No território, Mio fez carreira como pintor profissional, investigador e docente, ensinando na Academia de Artes Visuais de Macau, antecessora da actual Escola Superior de Artes da Universidade Politécnica de Macau. Deu também aulas na Universidade de Artes de Nanjing, no Colégio de Belas-Artes da Universidade de Xangai e ainda na Universidade de Wolverhampton, no Reino Unido.

Mio Pang Fei foi um dos fundadores do Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, entidade envolvida na organização da exposição.

6 Jul 2026

Toi San | Projecto de casa de banho seleccionado para guia

O projecto de “Casa de Banho Ecológica ‘Pop-Out’ – Casa de Banho Pública de Toi San”, do atelier de arquitectura Urban Pratice, acaba de ser seleccionado para a primeira edição do “Guia CIALP para a Agenda 2030”, uma publicação do Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP).

Segundo um comunicado do Urban Pratice, atelier situado em Macau e liderado pelo arquitecto Nuno Soares, a escolha deste projecto “consolida ainda mais a posição de Macau no mapa global da inovação em termos de design sustentável”.

O projecto de casa de banho “integra de forma harmoniosa a tecnologia ambiental e o design circular”, reflectindo “o compromisso da Urban Pratice na transformação de infra-estruturas cívicas”. Esta não é a primeira vez que este projecto é distinguido, tendo recebido o “Prémio Pioneiro de Arquitectura Verde” na sexta edição do Japan International Pioneer Design Award (IPDA).

O “Guia CIALP para a Agenda 2030” funciona, segundo a mesma nota, “como um roteiro arquitectónico seleccionado e alinhado com os objectivos humanitários globais”, sendo uma compilação de “projectos arquitectónicos inspiradores de todo o mundo lusófono”. Estes projectos destacam-se ainda por terem contribuído “activamente para os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas”.

Segundo a Urban Pratice, o projecto de casa de banho “aborda princípios fundamentais” que estão alinhados com alguns dos ODS definidos para a erradicação da pobreza e promoção do desenvolvimento global até 2030. São eles “Saúde e Bem-estar, Redução das Desigualdades, Cidades e Comunidades Sustentáveis e Consumo e Produção Responsáveis”, destaca-se na mesma nota.

O referido Guia foi lançado e apresentado publicamente na passada segunda-feira no Congresso Mundial de Arquitectos da União Internacional de Arquitectos 2026, realizado em Barcelona.

3 Jul 2026

Casa Garden | Afonso Cabral encerra hoje programa do Mês de Portugal

Afonso Cabral, da banda portuguesa You Can’t Win, Charlie Brown, protagoniza hoje um concerto na Casa Garden. O seu último disco a solo, “Demorar”, é o mote para a digressão asiática que passa por Macau, China, Hong Kong e Japão

 

A Casa Garden, sede da Fundação Oriente em Macau, recebe hoje o evento de encerramento do programa de celebração do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas. Trata-se do concerto de Afonso Cabral & Pedro Branco (guitarrista), que começa às 20h, cujo repertório deverá incidir sobre o seu último disco, “Demorar”, lançado em 2024. O concerto tem entrada gratuita.

O espectáculo é promovido pela NOYB – None of Your Business, e integra a digressão asiática que o artista está a fazer, e que incluiu um concerto em Shenzhen; uma actuação no sábado no Antique 3000, em Zhuhai; e ainda este domingo no Chen Trente, em Hong Kong, fechando o périplo pela China.

Porém, também o Japão será contemplado com três actuações de Afonso Cabral, nomeadamente no dia 8 de Julho em Osaka; 9 de Julho no Kyoto Submarine, em Quioto; e também no dia 10 de Julho no Stiff Slack, em Nagoya.

A passagem do artista por terras do Sol Nascente não surpreende, tendo em conta que o seu mais recente disco conta com a participação do músico japonês Shugo Tokumaru, bem como da cantora Manuela Azevedo, vocalista dos portugueses Clã. Shugo Tokumaru é um compositor e multi-instrumentista que lançou o seu primeiro álbum em 2004, intitulado “Night Piece”, estando envolvido em todos os aspectos da produção dos seus álbuns.

Os palcos de Afonso

Afonso Cabral escreveu nas redes sociais em Maio que “entusiasmado é um eufemismo” sobre esta digressão asiática que agora se inicia. Nascido em Lisboa, em 1986, está ligado ao mundo da música há cerca de 15 anos com diversos projectos, um deles como vocalista com a banda You Can’t Win, Charlie Brown.

Porém, Afonso Cabral deambula também nos palcos com o músico Bruno Pernadas, multi-instrumentista que também já actuou em Macau; ou ainda com os projectos Minta & The Brook Trout ou Mais Alto!.

O músico tem uma carreira onde as colaborações criativas são uma constante, como por exemplo na composição de “Anda Estragar-me os Planos”, escrita em parceria com Francisca Cortesão para o Festival da Canção 2018. Esta música foi cantada por Joana Barra Vaz, tendo sido interpretada mais tarde por outros cantores, como Salvador Sobral e Tim Bernardes.

Sobre “Demorar, é composto por nove canções, onde se incluem os singles “Indivisível” e “Confusão / ざわめき”. Segundo o portal Comunidade Cultura e Arte, Afonso Cabral disse que “nunca é fácil definir um disco”. “São peças de um puzzle construído entre 2019 e 2024 (demorado, sim, daí o título, em parte). É sobre aceitação, é sobre saber parar (ou pelo menos tentar), é sobre frustrações e é certamente sobre mais uma série de coisas que eu próprio não entendo ainda muito bem. É também um cumprir de sonhos com os duetos com Shugo Tokumaru e Manuela Azevedo”, frisou.

Outro dos destaques do concerto desta sexta-feira na Casa Garden será, certamente, o novo single de Afonso Cabral, “Dança Comigo na Ilusão”, editado em Maio. O espectáculo tem entrada livre e conta com os apoios da Casa de Portugal em Macau, Fundação Oriente e restaurante Lvsitanvs.

3 Jul 2026

Comédia | Wynn Palace apresenta dupla Yue Yunpeng e Sun Yue

Decorre no dia 1 de Agosto um espectáculo de “stand-up comedy” da dupla Yue Yunpeng e Sun Yue no Wynn Palace Grand Theatre, no Cotai, a partir das 20h. Segundo um comunicado do Wynn Palace, trata-se de um regresso a Macau após cinco anos, “numa actuação muito aguardada”.

“Aclamados pelo seu estilo cómico distinto e pela química impecável em palco, a dupla irá apresentar um espectáculo inesquecível, repleto de risos”, numa noite que promete ser “cativante, marcada por uma interacção animada e excelência cómica”.

Yue Yunpeng é também conhecido como “Xiao Yueyue” e juntou-se ao Deyun Society em 2004. “Com uma actuação cénica distinta e um humor característico, conquistou os corações do público por todo o país”. O artista é conhecido pelas actuações “Song of the Fifth Ring” e “I Can’t Stand It”, tendo participado em diversas edições da “Gala do Festival da Primavera” da estação televisiva chinesa CCTV.

Actualmente Yue Yunpeng é tido como “um dos comediantes mais populares no panorama da comédia stand-up chinesa”. Os bilhetes já estão disponíveis, com preços a partir de 888 patacas, na bilheteira online da Wynn.

2 Jul 2026

Julho repleto de eventos, de exposições, desporto, passando pelo design e caligrafia

O Instituto Cultural (IC) levantou o véu sobre o que tem agendado para Julho, com uma programação multifacetada, variando entre pintura, design, voleibol, entre outras propostas.

Um dos destaques será uma exposição sobre o trabalho do pintor Mio Pang Fei, já falecido, intitulada “Contemplações Oriente-Ocidente: Retrospectiva de Mio Pang Fei”. Segundo um comunicado do IC, esta mostra “irá estar patente em breve”, sem que tenha sido mencionado ainda o local, tal como a exposição “sobre o 1º Grupo de Bens Móveis Classificados de Macau”, outra iniciativa agendada pelo IC para este Verão.

Mio Pang Fei nasceu em Xangai, em 1936, mas foi em Macau que viveu praticamente toda a vida, tendo-se firmado como um dos mais conceituados artistas plásticos e uma referência da arte contemporânea chinesa.
Ainda na China interessou-se pela arte contemporânea ocidental, à época tida como anti-revolucionária. No período da Revolução Cultural dedicou-se à caligrafia e arte tradicional chinesa, tendo sido condenado a trabalhos forçados. No ano de 1982 refugiou-se em Macau e descobriu na pintura uma forma de juntar a arte ocidental com a arte chinesa tradicional.

Ainda no campo das exposições, o IC tem patente, no ART (Dot Art), a mostra “A Antiga China no Design Criativo”, até ao dia 7 de Agosto. Segundo a mesma nota, trata-se de uma iniciativa organizada pelo Ministério da Cultura e Turismo da China, coordenada pelo Museu Nacional da China e coorganizada pelo IC.

Apresenta-se aqui “relíquias culturais clássicas de 22 entidades museológicas de todo o país como protótipos de design, apresentando cerca de 400 obras culturais e criativas requintadas”. O objectivo é que o público possa “aprofundar a compreensão dos visitantes sobre os 10000 anos de história cultural e os 5000 anos de civilização da China”.

Desporto para todos

No tocante a actividades desportivas para este verão, decorre entre os dias 22 e 26 de Julho a “Liga das Nações de Voleibol Feminino – Finais Macau 2026 apresentada pelo Galaxy Entertainment Group”, com jogos no Dome – Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau.

A Liga conta com a participação de 18 equipas de elite mundial, que disputarão três rondas preliminares até ao dia 12 de Julho – e que tiveram início a 3 de Junho, sendo que a China “como equipa anfitriã, estará juntamente com as sete equipas melhor classificadas na pontuação, reunindo em Macau na segunda quinzena de Julho para disputar na fase final o título de campeã da Liga deste ano”, pode ler-se.

Destaque ainda para a realização da prova de badminton da categoria aberta, integrada na “Taça Hengqin-Macau” – Série Principal e Série Júnior de 2026, agendada para o dia 9 de Agosto no Dome. As inscrições para a competição estarão abertas a partir do início deste mês.

Este fim-de-semana acontece no Centro Desportivo Olímpico – Campo de Hóquei, o evento “Comunidade Dinâmica – Festival Competitivo de Verão 2026”. O evento alia, segundo a mesma nota, “a vertente lúdico-competitiva ao espírito de equipa, incluindo modalidades adequadas para grupos de jovens e actividades especialmente concebidas para a participação familiar”.

No leque de eventos culturais organizados pelo IC destaca-se também a terceira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau, com espectáculos, ciclo de cinema e workshops até finais de Agosto; ou ainda a actividade “Onde a cultura floresce, a felicidade acontece”, realizada em diversas zonas de lazer, parques, sítios do Património Mundial e museus em Macau e Taipa, “sob a forma de concertos, workshops temáticos e actividades de promoção da leitura”. Por sua vez, o 44º Concurso para Jovens Músicos de Macau, nas categorias da Música Chinesa e Ocidental, terá lugar na segunda quinzena de Julho.

2 Jul 2026

Creative Macau | Elisa Vilaça expõe obras feitas a partir de materiais reciclados

É inaugurada hoje na Creative Macau a exposição “Everything is Created, Everything is Transformed”, que reúne trabalhos de Elisa Vilaça. A mostra da artista e directora da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal em Macau reforça a importância da reciclagem e da redução de desperdício

 

A Creative Macau acolhe a partir de hoje uma nova exposição com obras de arte feitas a partir de materiais reciclados, da autoria de Elisa Vilaça, directora da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal em Macau (CPM). “Everything is Created, Everything is Transformed” [Tudo é Criado, Tudo é Transformado] é o nome da exposição, que pode ser vista até ao dia 25 de Julho, que revela o potencial artístico de objectos e materiais que, muitas vezes, ficam esquecidos no caixote do lixo.

Ao HM, Elisa Vilaça contou que este projecto “tem como base a reciclagem de materiais”, algo que a artista, também ligada ao universo da criação de marionetas, já faz há algum tempo. “Desde que cheguei a Macau, nos anos 80, que o meu trabalho como educadora de infância sempre se focou muito na reciclagem de materiais, daí ser conhecida entre os professores chineses por Lap Sa Sim San, ou seja, professora do lixo”, disse.

Para Elisa Vilaça, é fundamental “chamar a atenção dos mais jovens para a importância de reciclar e reaproveitar os materiais que são descartados diariamente”, sendo que o foco da artista até passou para a natureza, com o aproveitamento de sementes, folhas secas e até troncos de árvores.

“Juntam-se também os fios de algodão e vários tipos de amostras adquiridas, principalmente nos mostruários dos casinos e, muitas vezes, materiais encontrados em contentores de lixo”, contou ainda. Tudo isto recebe um “tratamento especial para conservação e estético, para que se tornem mais apelativos”, sendo que a mostra na Creative Macau é o resultado destes anos de cuidado e conservação.

“Espero que quem visite a exposição se possa aperceber do potencial que existem nestes materiais”, disse ainda. Elisa Vilaça considera que “o mais importante é ser criativo e olhar para a natureza com mais profundidade”.

“Um ciclo infinito”

Segundo uma nota da Creative Macau, a exposição chama a atenção para o facto de a natureza poder suscitar “um ciclo infinito de criação”, sendo importante reciclar tendo em conta as alterações climáticas e o seu impacto nefasto na sociedade.

“O sol, a chuva e o vento moldam a vida todos os dias, embora estas coisas não sejam visíveis. Cegos pelo ritmo acelerado de uma sociedade que consome e deita fora em segundos, viramos as costas ao que realmente importa. Esquecemo-nos de olhar para o céu; ignoramos a beleza das folhas que caem, das sementes que voam, da madeira flutuante que o mar devolve pacientemente à costa. Mesmo nas suas tempestades ou no seu aparente declínio, a natureza oferece-nos sempre novos começos. Nós, no entanto, estamos a acelerar a morte do nosso planeta”, lê-se na mesma nota.

Desta forma, o trabalho de Elisa Vilaça visa ser também “um manifesto pela mudança”, constituindo “um apelo urgente ao respeito pelo mundo que nos rodeia, uma tarefa que deve começar cedo, nas nossas casas, nas escolas e nas decisões daqueles que nos governam”.

A CPM como elo de ligação

Elisa Vilaça tem cerca de 40 anos de experiência em ensino, nomeadamente ao ensino das artes. Ao HM confessa que o seu trabalho na CPM também se interliga com a vontade de reciclar e criar ao mesmo tempo. “A partir do momento em que comecei a trabalhar na CPM que esse trabalho [de aproveitamento e reciclagem] se foi intensificando, primeiro para reduzir custos de trabalhos realizados, e depois porque [com a reciclagem] os trabalhos ficavam diferentes e mais criativos.”

As aulas de cerâmica foram uma oportunidade para apostar ainda mais no reaproveitamento, sobretudo de “materiais naturais encontrados principalmente em praias, jardins”, ou objectos “recolhidos nos tufões mais severos que afectaram Macau”.

“No meu trabalho na CPM, como formadora em várias áreas, o que sempre digo aos meus alunos é que, se houver criatividade e um olhar de reflexão perante os materiais que têm à frente, tenho a certeza que o trabalho vai ser fantástico. Ter amor no que se cria é o primeiro passo para o sucesso”, disse. Esta mostra não inclui, porém, marionetas, ainda que Elisa Vilaça tenha “bastantes construídas com materiais da natureza, ou que são descartados diariamente”, frisou.

2 Jul 2026

Macau participa na Bienal de Arte Contemporânea de Curitiba

Macau participa pela primeira vez na Bienal de Arte Contemporânea de Curitiba, um dos maiores eventos na América Latina, levando ao Brasil obras que evocam a portuguesa Helena Almeida, disse à Lusa a curadora.
A portuguesa Margarida Saraiva, curadora do Museu de Arte de Macau (MAM), disse esperar que a estreia em Curitiba crie um “precedente para futuras colaborações” e “abra portas para o intercâmbio com o Brasil e a América Latina”.

O Instituto Cultural (IC) montou um pavilhão no espaço principal da bienal, o Museu Oscar Niemeyer, dedicado ao célebre arquitecto brasileiro, que morreu em 2012. A 16ª edição da bienal – de regresso ao formato presencial depois de a última, em 2021, ter decorrido online devido à pandemia – arrancou em 14 de Junho e decorre até 15 de Novembro na capital do estado de Paraná, no sul do Brasil.

O pavilhão de Macau é composto por três trabalhos digitais encomendados pelo IC para a primeira retrospectiva na Ásia de Helena Almeida (1934-2018), que reuniu no MAM, entre Janeiro e Abril, 190 peças da artista portuguesa.
A obra “Cinco Língu-Língu”, da artista de Macau Bianca Lei Sio Chong, junta cinco línguas: cantonês, mandarim, inglês, português e patuá.

O lugar das tecnologias

Numa altura em que a inteligência artificial normaliza a tradução universal, o trabalho de Bianca Lei “resiste à homogeneização linguística num mundo de inteligência artificial”, sublinhou Margarida Saraiva. Noutra obra, “Fragmentos do Tempo – Teatro do Rosto”, do chinês Gao Fuyan, o rosto do espectador é capturado, projectado, impresso e triturado, para questionar “o que resta do ser humano na era do reconhecimento facial”.
“WU . Stone . Sardapass”, de Peng Yun, mergulha no “limiar entre o humano e a máquina”, ao mostrar a artista chinesa radicada em Macau a trabalhar, observada por um cão-robô.

Margarida Saraiva sublinhou que a presença de Macau na bienal de Curitiba faz parte das actividades do Ano Cultural Brasil-China 2026, que assinala os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

A mostra reflecte “a política de reforço dos laços com os países de língua portuguesa” e reafirma a “posição única de Macau entre os mundos chinês e lusófono”, defendeu a investigadora. A presença em Curitiba é “um marco de diplomacia cultural”, sendo a primeira vez que Macau cria um pavilhão num grande evento artístico da América Latina, recordou Saraiva.

A bienal de Curitiba, organizada pela primeira vez em 1993, reúne este ano mais de 300 artistas de 38 países e territórios. O evento, com uma área de exposição de 35 mil metros quadrados, atrai mais de um milhão de visitantes por edição, disse Saraiva. O público poderá descobrir “uma Macau que não é apenas destino turístico, mas lugar de reflexão profunda sobre o nosso tempo”, disse a curadora.

1 Jul 2026

Lusofonia | German Ku e Marta Miranda actuam hoje no Largo do Senado

Depois dos primeiros concertos de ontem, sobem hoje ao palco montado no Largo do Senado artistas como o macaense German Ku, a portuguesa Marta Miranda, ex-vocalista dos OQueStrada, ou a cabo-verdiana Elly Paris. A música ouve-se entre as 18h e as 21h, mas há também uma mostra de artesanato na Galeria do IAM

 

A lusofonia irá soar hoje em Macau com um espectáculo que começa às 18h com ritmos locais: o macaense Germano Guilherme, conhecido em palco como German Ku, irá actuar com a cantora Winifai inaugurando o segundo dia de concertos integrado na 18ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa. Já ontem o Largo do Senado foi palco de música dos países de língua portuguesa e também de Macau.

O programa traz hoje nomes como o brasileiro Maurício Tizumba, a cabo-verdiana Elly Paris, os artistas da Guiné-Bissau Patche Di Rima e Anderking Skididi ou ainda Az Khinera, artista moçambicano.

O cartaz prossegue com a actuação da portuguesa Marta Miranda, os Vungo Téla, de São Tomé e Príncipe, e ainda os New Arquiris Band, oriundos de Timor-Leste. O capítulo final de todas estas actuações escreve-se com um “Carnaval Sino-Lusófono”, descreve o programa oficial.

Voltando aos artistas que abrem os concertos de hoje, Germano Guilherme ficou conhecido depois de ganhar um concurso de talentos da estação televisiva TVB, de Hong Kong, o “Midlife, Sing and Shine 2”, em 2024.
Germano Guilherme estudou na Escola Portuguesa de Macau e na Universidade Politécnica de Macau, e desde que venceu o concurso de canto não mais parou de subir aos palcos com a sua música, nomeadamente com o primeiro concerto em nome próprio, “I’m Home”, no Venetian Theatre em Agosto de 2024. Nos últimos meses o artista tem feito uma digressão na Malásia.

Entretanto, Marta Miranda actua em Macau no contexto da digressão intitulada “Uma Mulher na Cidade”, fazendo-se acompanhar pelos músicos Jean Marc Pablo, Sérgio Prazeres e Ricardo Quinteira. Marta Miranda foi vocalista do grupo OQueStrada, com raízes na música tradicional portuguesa, tendo lançado o seu primeiro trabalho discográfico em nome próprio, “Mulher na Cidade”, em 2024, sobre Lisboa, Almada, e as raízes que tem entre os dois lugares e respectivas vivências.

Destaque para o facto de estes artistas terem marcados concertos para este fim-de-semana, sábado e domingo, no palco da Praça Tangdao, na cidade de Xining, repetindo-se as actuações na próxima semana, nos dias 9 e 10 de Julho, em Pequim, na Praça da Concha Acústica (Praça Beike).

Artesanato até domingo

A 18ª edição da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa arrancou no sábado e irá prolongar-se até 10 de Julho, em Macau, Qinghai e Pequim, tendo como lema “Encontros Culturais Sino-Lusófonos, Amizade sem Fronteiras”.

Outro ponto de destaque do programa deste ano é a “Exposição de Artesanato dos Países de Língua Portuguesa ‘Policromia Lusófona'”, organizada pelo Fórum Macau. A mostra, que pode ser vista na Galeria do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), apresenta peças oferecidas pelas delegações dos Países de Língua Portuguesa ao Fórum Macau “ao longo dos mais de vinte anos desde a sua criação”, destaca uma nota da organização.

“Policromia Lusófona” divide-se em quatro secções, nomeadamente “Texturas do Som” ou “Histórias de Esculturas”, entre outras, revelando-se ao público objectos como “utensílios do quotidiano confeccionados em fibras naturais”, e que reflectem “modos de vida e tradições estéticas das diferentes regiões” com ligações à língua portuguesa.

Apresentam-se também “instrumentos musicais tradicionais, acompanhados por projecções de performances, permitindo ao público vivenciar como a música transcende línguas e fronteiras”, destaca a organização. Não faltam ainda “peças em madeira e cerâmica que reflectem crenças religiosas e mitos populares” ou ainda “loiça de mesa e adornos”. A mostra estará aberta até este domingo, funcionando diariamente das 09h às 21h.

1 Jul 2026

Lisboeta | “Toy Story 5” exibido em sessão aberta a animais de estimação

Os Cinemas Emperor, no Lisboeta Macau, acolhem no próximo dia 11 de Julho a exibição do filme “Toy Story 5”, uma iniciativa aberta a animais de estimação. A ideia, segundo um comunicado do Lisboeta Macau, é que o público possa levar os seus animais de estimação, a fim de criar “memórias inesquecíveis” e uma maior conexão entre os donos e os seus cães.

Cada cão recebe um brinquedo alusivo ao filme, decorrendo ainda outras actividades como o “Live Custom Sketching”, onde “artistas profissionais vão realizar retratos personalizados dos convidados e seus cães em bilhetes de cinema comemorativos”, e que servem de lembrança após a visualização do filme.

O Lisboeta Macau vai ainda apresentar um “mercado para animais de estimação”, onde se apresenta “uma variedade de produtos para que hóspedes e cães desfrutem de um fim-de-semana repleto de diversão na H853 Fun Factory”, lê-se ainda. Os bilhetes de cinema estão disponíveis para venda no portal do Lisboeta Macau ou no WeChat num grupo destinado a membros do Lisboeta Macau.

30 Jun 2026

Associação Cultural da Taipa | Aniversário celebrado com exposição itinerante

São dez anos a revelar perspectivas artísticas e a celebrar o fascínio que a Taipa velha proporciona. “Walking Culture 2.0 – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” é a exposição que a Associação Cultural da Vila da Taipa apresenta a partir de amanhã, com trabalhos de artistas como Clara Brito, André Carrilho, Ana Aragão ou Rusty Fox

 

A Associação Cultural da Vila da Taipa apresenta a partir de amanhã uma nova exposição que é também uma forma de celebração. “Walking Culture 2.0 – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” é o nome da mostra que apresenta trabalhos de 14 artistas, locais ou com ligações a Macau, e que nos últimos dez anos apresentaram a sua arte na Vila da Taipa. São eles P.I.B.G., graffiter cujo trabalho é pioneiro em Macau; os fotógrafos Chan Hin Io, Ieong Man Pan e Rusty Fox; os ilustradores portugueses Ricardo Lima, André Carrilho, Ana Aragão e Sara Hung, esta última natural de Macau.

Esta exposição apresenta também a obra de Fan Sai Hong, mestres de pintura chinesa como Lio Man Cheong e Chao Iok Leng; a designer de moda Clara Brito, bem como as artistas plásticas Crystal W. M. Chan e Bianca Lei Sio-Chong.

Segundo um comunicado da Associação Cultural da Vila da Taipa, trata-se de uma “exposição inovadora” por reunir “uma combinação invulgar de instalações artísticas ao ar livre e exposições em espaços interiores de obras seleccionadas de 14 talentos individuais de Macau e de todo o mundo”.

Desta forma, o público tem acesso a um “espectáculo visualmente rico” que revela também perspectivas do património cultural local”, onde “os amantes da arte ao ar livre” são convidados “a passear pelos locais com património e ruelas históricas da Vila da Taipa, enquanto exploram a cultura, o encanto e a atmosfera única do bairro”.

Um mapa com arte

Tratando-se de uma mostra interactiva, no sentido em que o público não só tem acesso a obras dentro de uma galeria de arte, num formato mais tradicional, como também recorre a um mapa para ver obras expostas no exterior, “Walking Culture 2.0 – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” acaba por “esbater a distinção entre galeria e paisagem urbana”.

Isto porque, na parte da exposição dentro de portas, “os visitantes podem explorar obras de arte originais”, existindo depois “banners apelativos estrategicamente colocados por toda a vila, em que cada um destaca o perfil e visão criativa do artista”.

A exposição propões aos visitantes “uma viagem de descoberta”, a fim de poderem “explorar o encanto único e o património cultural da Taipa enquanto desfrutam de um passeio tranquilo”. Ao mesmo tempo, também se procura estabelecer “uma ligação entre as instalações ao ar livre e as obras de arte originais expostas na galeria”.

João Ó, arquitecto e presidente da associação, disse, citado pela mesmo nota, que “esta exposição celebra uma história partilhada de intercâmbio artístico, ao mesmo tempo que reafirma a posição da vila da Taipa como uma plataforma viva para a criatividade contemporânea”.

Os trabalhos seleccionados para esta iniciativa reflectem, segundo João Ó, “a riqueza e pluralidade que têm vindo a definir o programa” da associação nos últimos anos, adiantou. A mostra pode ser vista até ao dia 11 de Setembro de forma gratuita, funcionando na Galeria de Exposições junto às Casas Museu da Taipa, entre as 10h e 19h, e em diversas ruas da Vila da Taipa.

30 Jun 2026

Grande Baía | CURB assume presidência da Aliança de Design

O CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo, sediado em Macau e presidido pelo arquitecto Nuno Soares, assumiu a presidência da Great Bay Area Urban Design Alliance (Aliança do Design Urbano da Grande Baía).

Segundo um comunicado do CURB, a presidência “posiciona Macau como um centro de excelência regional” nesta área, sendo que a anterior presidência da entidade esteve a cargo da Sociedade de Planeamento Urbano de Shenzhen.

O CURB irá presidir à Aliança nos próximos dois anos, pretendendo colocar a RAEM “no centro de uma rede regional dedicada a promover a excelência no design urbano e a colaboração interdisciplinar”, trabalhando “em estreita colaboração com organizações parceiras, numa agenda clara para melhorar a qualidade de vida através de espaços públicos dinâmicos”.

Pretende-se ainda “contribuir activamente para o desenho urbano nas principais cidades da região da Grande Baía”, lê-se na mesma nota.

A Aliança de Design Urbano da Grande Baía foi criada “para promover o diálogo, a colaboração e a inovação no design urbano e no planeamento”, reunindo “instituições profissionais de referência de toda a região”, nomeadamente o Instituto de Design Urbano de Hong Kong, a Associação de Planeamento Urbano de Guangzhou, a Sociedade de Planeamento Urbano de Shenzhen, a Associação da Indústria de Exploração e Design de Planeamento de Zhuhai e o CURB.

29 Jun 2026