Hoje Macau China / ÁsiaChina | Produção industrial cresceu 5,7% em julho A produção industrial na China cresceu 5,7% em Julho, em termos homólogos, desacelerando face ao mês anterior e ficando abaixo das previsões dos analistas, segundo dados divulgados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas do país asiático. Os analistas esperavam uma descida para 5,9%, após o crescimento homólogo de 6,8% registado em Junho. Entre os três principais sectores considerados no indicador, o sector manufatureiro registou a maior subida (6,2%), seguida da extracção mineira (5%) e da produção e fornecimento de electricidade, aquecimento, gás e água (3,3%). No acumulado de 2025, a produção industrial aumentou 6,3%. As vendas a retalho, principal indicador do consumo, cresceram 3,7% em julho, abrandando face aos 4,8% de junho. O organismo destacou que a economia “superou um ambiente externo complexo e em mudança”, mas apontou o impacto negativo de “fenómenos meteorológicos extremos” que afetaram várias regiões do país, incluindo chuvas intensas, inundações e secas. A taxa oficial de desemprego urbano situou-se em 5,2% em julho, contra 5% no mês anterior. Já o investimento em ativos fixos aumentou 1,6% nos primeiros sete meses do ano, abaixo dos 2,8% registados até junho e inferior às previsões de 2,7%. Por setores, o investimento no setor manufatureiro cresceu 6,2% e em infraestruturas 3,2%, enquanto o destinado à promoção imobiliária caiu 12%, refletindo a prolongada crise do setor. As vendas comerciais de imóveis, medidas pela área de terreno, recuaram 9,2% no acumulado até julho.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Preços das casas caem pelo 26º mês consecutivo Os preços da habitação nova na China caíram pelo vigésimo sexto mês consecutivo em julho, apesar das medidas governamentais para travar a prolongada crise que afeta o setor, segundo dados oficiais divulgados ontem. Nas 70 cidades analisadas, os preços recuaram 0,31% face a junho, de acordo com cálculos feitos com base nos dados divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas da China, que apontaram uma queda de 0,27% no mês anterior. Sessenta cidades registaram descidas nos preços da habitação nova, contra 56 em junho, enquanto seis – incluindo Xangai – registaram aumentos, menos do que as 14 no mês anterior. Em quatro cidades, os preços permaneceram inalterados. Os cálculos mostram ainda que o preço das habitações em segunda mão caiu 0,51% em julho face a junho, um abrandamento relativamente à descida de 0,61% do mês anterior. Neste segmento, praticamente todas as cidades analisadas registaram quebras, exceto Xining, capital da província de Qinghai (oeste), onde os preços não variaram, e Taiyuan (centro), que registou uma ligeira subida. Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram várias medidas para conter o colapso do mercado imobiliário, cuja estabilização é vista como crucial para a estabilidade social, dado que a habitação é um dos principais veículos de investimento das famílias chinesas. A crise do sector imobiliário, que representa cerca de 30% do produto interno bruto da China, incluindo efeitos indiretos, é apontada como um dos principais factores da recente desaceleração da economia do país.
Hoje Macau China / ÁsiaXi Jinping felicita Indonésia O Presidente chinês, Xi Jinping, felicitou ontem o líder indonésio pelo 80.º aniversário da independência da Indonésia e destacou as relações bilaterais, que este ano celebram 75 anos, informou a agência de notícias estatal Xinhua. Xi sublinhou que, nestas oito décadas, a Indonésia alcançou um “desenvolvimento notável” e desempenha “um papel cada vez mais importante” na cena regional e internacional. Em 2025, recordou o dirigente chinês, os dois países celebram 75 anos de laços diplomáticos, tendo as relações alcançado “grandes progressos”, enquanto a amizade tradicional “foi reforçada ao longo do tempo”. Os dois líderes tiveram duas reuniões no ano passado, nas quais chegaram a consensos sobre a construção de uma “comunidade China-Indonésia com um futuro partilhado e influência regional e global”, elevando as relações bilaterais a “um novo nível”, notou ainda o Presidente chinês. O governante afirmou estar disposto a trabalhar com o homólogo indonésio para “novas conquistas” que apoiem a modernização dos dois países e contribuam para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento regional e mundial. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, enviou uma mensagem de felicitações ao homólogo indonésio, Sugiono, salientando a “forte dinâmica” dos laços bilaterais. A China e a Indonésia celebram este aniversário depois de terem assinado vários memorandos de entendimento em 2024 em áreas como turismo, agricultura, saúde, investimento e cadeias de abastecimento. Os países cooperam em projetos de alto nível como o desenvolvimento de veículos elétricos e a nova capital da Indonésia, Nusantara.
Hoje Macau China / ÁsiaTrump diz que China não avançará contra Taiwan durante o seu mandato O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que o seu homólogo chinês, Xi Jinping, lhe garantiu que não ordenará qualquer ofensiva contra Taiwan, pelo menos durante o seu mandato na Casa Branca. Numa entrevista à Fox News, Trump descartou que Pequim planeie “avançar” numa ilha que considera estar sob a sua soberania e à qual Washington ofereceu ajuda militar nos últimos anos. “Não acho que isso vá acontecer enquanto estiver aqui”, disse Trump, que adiantou ter garantias expressas do Presidente do gigante asiático. “O Presidente Xi disse-mo”, acrescentou, sem dar detalhes sobre as negociações. Trump e Xi têm falado por telefone desde o regresso do magnata republicano à Casa Branca, em janeiro, mas o último encontro direto entre os dois remonta a 2019. Os dois países têm agora várias frentes políticas em aberto, incluindo a guerra tarifária promovida por Trump e ainda pendente no caso da China. Na semana passada, Washington e Pequim estenderam por mais três meses o prazo para chegar a algum tipo de acordo que evite a imposição de tarifas indiscriminadas sobre o fluxo comercial bilateral. Nos últimos anos, os EUA intensificaram a sua atenção sobre Taiwan, realizando com maior frequência visitas à ilha, vendendo armas e outros equipamentos militares e estimulando em Taipé uma atitude mais musculada em relação a Pequim.
Hoje Macau China / ÁsiaChina defende paz interna, reconciliação e harmonia social em Myanmar O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês disse esperar que as próximas eleições em Myanmar (antiga Birmânia) tragam “paz interna”, “reconciliação nacional” e “harmonia social” ao país, durante um encontro com o homólogo do país vizinho. O encontro decorreu na cidade chinesa de Anning, no âmbito do fórum sub-regional Lancang-Mekong, que reuniu representantes da China, Tailândia, Camboja, Laos, Myanmar e Vietname. Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi afirmou que Pequim “apoia Myanmar na procura de uma via de desenvolvimento adaptada às suas condições nacionais e com o apoio do povo, bem como na proteção da soberania, independência e unidade nacional”. O chefe da diplomacia chinesa garantiu que Pequim “continuará a prestar apoio e assistência a Myanmar dentro das suas possibilidades” e apelou para a elaboração de um plano de reconstrução após o terramoto que abalou o país em março, causando mais de 3.000 mortos. Wang expressou ainda o desejo de que as autoridades birmanesas “continuem a combater o crime transfronteiriço e a manter a paz e estabilidade na fronteira entre os dois países”. Nos últimos anos, grupos criminosos poderosos, muitos com ligações à China, transformaram partes de Myanmar num centro de burlas ‘online’, envolvendo vítimas em vários países, sobretudo na China, o que trouxe tensão às relações bilaterais. “Pequim espera que Myanmar garanta a segurança do pessoal, instituições e projectos chineses no país”, acrescentou o ministro. De acordo com o comunicado, o chefe da diplomacia birmanesa, Than Shwe, “agradeceu à China o valioso apoio e assistência para o desenvolvimento económico e social de Myanmar e para a reconstrução após o terramoto”. “O estado de emergência terminou e Myanmar prepara ativamente as eleições gerais previstas para o final deste ano. O país esforçar-se-á por garantir eleições seguras, estáveis, fluidas e credíveis, e está disposto a convidar uma delegação chinesa para as observar”, afirmou o governante. A oposição considera o sufrágio, agendado para dezembro, uma “farsa”. Com mais de 2.100 quilómetros de fronteira comum, a China mantém uma abordagem pragmática face ao volátil país vizinho, preservando laços com os generais, mas também com grupos rebeldes e a oposição pró-democracia, para assegurar os seus numerosos projetos económicos na região.
Hoje Macau China / ÁsiaChina lança programa para atrair “cérebros” estrangeiros A Fundação Nacional de Ciências Naturais da China (NSFC), administrada pelo governo, acaba de abrir um novo lote de oportunidades de financiamento para atrair cientistas de fora da China com doutoramento e menos de 40 anos. O anúncio diz que os candidatos devem ter nascido após 1 de janeiro de 1985, possuir um doutoramento e realizar principalmente investigação em ciências naturais, tecnologia e engenharia. Devem ter 36 meses consecutivos de experiência profissional formal fora da China em universidades, instituições de investigação e departamentos de investigação de empresas de renome após o doutoramento e antes de 15 de setembro de 2025, com requisitos de experiência profissional reduzidos para candidatos excepcionais. Devem, além disso, «ter alcançado resultados científicos ou tecnológicos reconhecidos por pares na área e demonstrar potencial para se tornarem líderes académicos ou talentos de destaque na disciplina», ainda de acordo com o anúncio. O financiamento da NSFC para os candidatos selecionados totaliza entre um milhão de yuans (140 000 dólares) e três milhões de yuans (418 000 dólares) ao longo de três anos. A NSFC lançou o seu programa voltado para cientistas sediados fora da China em 2021. Desde então, geralmente abre oportunidades de financiamento nos primeiros meses do ano, excepto em abril de 2023, quando abriu por uma semana extra para “mitigar o impacto causado pela pandemia da COVID-19”. Após um anúncio de rotina em fevereiro de 2025, a NSFC deixou claro em 30 de julho que a abertura da semana passada é uma «nova ronda» para atrair «mais» cientistas de fora da China. No entanto, o montante exacto do novo financiamento não foi divulgado. Os candidatos inscrevem-se através de uma instituição chinesa anfitriã, normalmente uma universidade ou uma instituição de investigação registada no sistema da NSFC. Após dois níveis de análise, o financiamento é distribuído aos cientistas através da instituição anfitriã, aumentando o orçamento de investigação desta última. Muitas universidades chinesas aderiram ao anúncio, convidando quase simultaneamente cientistas estrangeiros a candidatarem-se ao novo financiamento através delas. Uma lista incompleta das universidades chinesas que fizeram convites públicos inclui a Universidade de Pequim, a Universidade Renmin da China, a Universidade da Academia Chinesa de Ciências, a Universidade de Jilin, etc. A China sofre há muito tempo com o que é frequentemente chamado de “fuga de cérebros” de talentos científicos e técnicos, já que uma proporção muito alta de cientistas nascidos na China que se formam em universidades americanas optam por permanecer nos EUA. Uma pesquisa realizada em 2023 pela Fundação Nacional de Ciência dos EUA descobriu que 83% dos doutores em ciência e tecnologia nascidos na China que obtiveram seus diplomas nos Estados Unidos entre 2017 e 2019 permaneceram nos Estados Unidos aproximadamente 5 anos após a formatura. O número é “significativamente maior do que a média de todos os países de origem”, afirma o relatório da NSF. O governo chinês lançou várias campanhas para atrair talentos em ciência e tecnologia, incluindo aqueles sem ascendência chinesa, para irem para a China. Os cientistas financiados pelo programa NSFC devem renunciar aos seus empregos no exterior e trabalhar em tempo integral na China, respondendo às preocupações de observadores desconfiados que afirmam que ter dois empregos simultâneos em lados opostos do Pacífico muitas vezes significa que a China está roubando dos Estados Unidos. A nova ronda de financiamento também surge num momento de cortes drásticos no financiamento da investigação científica nos EUA, o que muitos afirmam que ajudará a China a atrair talentos globais.
Hoje Macau China / ÁsiaElectrónica | Lucros da Foxconn sobem 27% Os lucros da Foxconn, maior montadora mundial de produtos electrónicos, atingiram 44.361 milhões de dólares taiwaneses (1.265 milhões de euros) no segundo trimestre de 2025, um aumento homólogo de 27%, anunciou a empresa. O resultado, acima das previsões dos analistas, foi impulsionado pela procura global de servidores e produtos na nuvem, que representaram 41% das vendas entre abril e junho, ultrapassando pela primeira vez os produtos electrónicos de consumo (35%). A faturação do trimestre totalizou 1,79 biliões de dólares taiwaneses (51.166 milhões de euros), mais 16% do que no mesmo período do ano anterior, segundo a tecnológica sediada na cidade de Novo Taipé, no norte de Taiwan. Para o resto do ano, o grupo cortou as previsões de receitas na área de dispositivos eletrónicos e componentes, mas manteve expectativas elevadas para o negócio de servidores e melhorou as projeções para produtos de computação. No primeiro semestre, o lucro líquido subiu 51,56% em termos homólogos, para 86.469 milhões de dólares taiwaneses (2.466 milhões de euros), com receitas de 3,43 biliões de dólares taiwaneses (98.089 milhões de euros), mais 19,59%. A Foxconn aposta no fabrico de servidores para inteligência artificial, prevendo que as vendas ultrapassem este ano um bilião de dólares taiwaneses (28.534 milhões de euros), o equivalente a 50% do seu negócio total de servidores. A empresa espera que a receita deste segmento aumente mais de 170% em termos homólogos no terceiro trimestre, face a um crescimento de 60% entre abril e junho. No início do mês, a Foxconn anunciou a venda de uma antiga fábrica de veículos elétricos em Ohio (Estados Unidos) por cerca de 375 milhões de dólares (321 milhões de euros), no âmbito da aposta na inteligência artificial e em centros de dados avançados. Em julho, firmou uma “aliança estratégica” com a TECO Electric, um dos cinco maiores fabricantes de motores industriais, para construir centros de dados de IA e diversificar o negócio para além da produção de eletrónica de consumo, como o iPhone. Fundada em 1974, a Foxconn tem fábricas e centros de investigação na China, Índia, Japão, Vietname e Estados Unidos, entre outros países, e é um dos principais fabricantes dos servidores GB200 da norte-americana Nvidia. As ações da Foxconn fecharam hoje na Bolsa de Taipé a subir 0,5%, para 199,5 dólares taiwaneses (5,69 euros), acumulando uma valorização de 9,32% desde o início do ano.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia | Lucros da Lenovo disparam 108% A tecnológica chinesa Lenovo, maior fabricante mundial de computadores pessoais, registou um lucro líquido de 505 milhões de dólares no primeiro trimestre fiscal (abril-junho), uma subida homóloga de 108%, foi ontem anunciado. Em comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, onde está cotada, a empresa indicou que a faturação ascendeu a 18.830 milhões de dólares, mais 22% em termos homólogos. Todas as principais áreas de negócio – dispositivos inteligentes (IDG), soluções de infraestruturas (ISG) e soluções e serviços (SSG) – registaram aumentos de dois dígitos nas receitas. A divisão de computadores pessoais e produtos relacionados cresceu 18% em termos homólogos, atingindo uma quota de mercado global de 24,6%, a mais elevada da sua história, enquanto as actividades não relacionadas com computadores representaram 47% da facturação total, o mesmo nível de há um ano. No segmento de infraestruturas, as receitas aumentaram 36%, enquanto a área de soluções e serviços registou uma subida de 20%. A empresa destacou que a sua estratégia de “Inteligência Artificial híbrida” – que combina capacidades em dispositivos, infraestruturas e serviços – está a impulsionar o crescimento e que o investimento em investigação e desenvolvimento (I&D) aumentou 10% no trimestre, para 524 milhões de dólares (447 milhões de euros). O aumento dos lucros e das receitas coincidiu com a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, em abril, que chegaram a equivaler a um embargo comercial ‘de facto’ entre as duas potências, antes de ser alcançada uma trégua que se mantém até agora. A Lenovo afirmou que “continuará a enfrentar a volatilidade do mercado com a sua agilidade operacional e vasta experiência”. Após a divulgação dos resultados, as acções da Lenovo em Hong Kong caíram 3,3%. Desde o início do ano, acumularam uma valorização de 13,89%.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Líder de apela ao “não” em referendo sobre nuclear O líder de Taiwan, William Lai, apelou aos taiwaneses para que, no referendo de 23 de agosto, votem contra a reactivação da última central nuclear na ilha, localizada no condado de Pingtung (sul), noticiou o Taipei Times. Lai assegurou que a realização do referendo antes de o Governo poder efectuar avaliações de segurança é “uma negação” do direito da população a tomar “decisões informadas”. “Irei às urnas no sábado da próxima semana para votar ‘não’, como todos nós devemos fazer”, disse o dirigente na quarta-feira. O referendo, promovido pelos dois principais partidos da oposição, o Kuomintang (KMT) e o Partido Popular de Taiwan (TPP), coloca a seguinte questão: “Concorda que a central nuclear de Maanshan continue a funcionar após a aprovação pela autoridade competente e confirmação de que não existem problemas de segurança?” De acordo com a lei taiwanesa relativa aos referendos, a proposta de reactivação da central é aprovada se os votos a favor superarem os contra e representarem, pelo menos, um quarto de todos os eleitores elegíveis. O encerramento do reactor número 2 da central de Maanshan, em Maio, marcou o fim da energia nuclear em Taiwan, após o desmantelamento progressivo dos reactores das centrais de Chinshan e Kuosheng – ambas localizadas no distrito norte de Nova Taipé – entre 2018 e 2023.
Hoje Macau China / ÁsiaGoverno chinês lança políticas de subsídios a juros de empréstimos para estimular o consumo Os planos de subsídios a juros de empréstimos para consumo individual e empresas de serviços devem impulsionar o consumo, que é um motor fundamental para a economia chinesa, afirmou um funcionário do Ministério do Comércio na passada quarta-feira. Na sua mais recente iniciativa para estimular o consumo, a China revelou na terça-feira planos para oferecer subsídios a juros para empréstimos qualificados para consumo pessoal e empréstimos comerciais qualificados no sector de serviços. “As políticas adoptam uma abordagem dupla, tanto do lado da procura quanto da oferta, coordenando esforços para fortalecer a capacidade de consumo e expandir a oferta efectiva”, disse Wang Bo, funcionário do Ministério do Comércio. Em comparação com os subsídios fiscais directos anteriores, as duas políticas de subsídios a juros de empréstimos visam alavancar mais recursos financeiros para o sector de consumo real, disse o vice-ministro das Finanças, Liao Min. Com uma taxa de subsídio a juros de empréstimos de 1%, cada 1 yuan de fundos de subsídio de juros provavelmente direcionará 100 yuans de fundos de empréstimos para o consumo dos residentes ou para a prestação de serviços no setor de consumo, de acordo com Liao. “As políticas terão um impacto positivo no estímulo ao consumo, particularmente na expansão do consumo de serviços”, observou Wang. Os principais bancos chineses anunciaram no mesmo dia que promoverão de forma constante a implementação das políticas. Dados oficiais mostram que as vendas de bens de consumo aumentaram 5% em relação ao ano anterior no primeiro semestre de 2025, e as vendas de serviços subiram 5,3%, proporcionando forte suporte ao crescimento sustentado da economia chinesa. Olhando para o futuro, a vitalidade e o potencial do supergrande mercado da China serão ainda mais estimulados à medida que várias políticas para expandir o consumo continuarem em vigor, disse Wang.
Hoje Macau China / ÁsiaPalestina | China aumenta ajuda à agência da ONU para refugiados A China assinou na quarta-feira um acordo para contribuir com a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) e pediu apoio internacional contínuo ao órgão, que afirma enfrentar uma «crise existencial» devido à guerra em Gaza e a um grave défice de financiamento. O acordo de contribuição, parte da doação anual de Pequim, foi assinado na capital jordaniana por Zeng Jixin, chefe do escritório da China no Estado da Palestina, e Karim Amer, director da UNRWA. Zeng elogiou o que chamou de papel «indispensável» da UNRWA na prestação de assistência humanitária a milhões de refugiados palestinianos. Ele disse que a China aumentou a sua doação anual e forneceu suprimentos médicos e outros tipos de ajuda desde o início do conflito em Gaza. «A China apela à comunidade internacional para que continue a apoiar a UNRWA», disse Zeng, acrescentando que Pequim está pronta para trabalhar no sentido de pôr fim aos combates e alcançar uma solução justa e duradoura com base num quadro de dois Estados. A UNRWA enfrenta uma grave crise de financiamento depois de vários países doadores importantes terem suspendido as suas contribuições, na sequência de acusações israelitas de que uma dúzia de funcionários da agência participaram nos ataques liderados pelo Hamas em 7 de Outubro. Embora muitos doadores tenham retomado o financiamento desde então, a agência afirma que ainda enfrenta «enormes» desafios financeiros. Juliette Touma, directora de comunicação da UNRWA, disse que a agência também está a passar por uma «crise existencial» no meio do conflito devastador em Gaza, onde pelo menos 340 dos seus funcionários foram mortos desde o início da guerra. «A China tem sido uma amiga querida dos refugiados palestinianos, uma amiga querida da UNRWA. As suas contribuições são sempre bem-vindas», disse Touma, expressando gratidão pelo apoio de Pequim.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Ex-primeira-dama detida por suspeitas de fraude e corrupção A ex-primeira-dama sul-coreana Kim Keon-hee, mulher do detido ex-presidente, foi presa preventivamente, no âmbito de casos que envolvem fraude, corrupção e violação das leis eleitorais, disseram as autoridades. A detenção de Kim Keon-hee, na terça-feira, ocorreu horas depois de os procuradores anunciarem a emissão de um mandado de detenção contra a mulher do ex-presidente Yoon Suk-yeol. O mandado foi emitido devido ao risco de destruição de provas, de acordo com a agência de notícia sul-coreana Yonhap. Kim, de 52 anos, é acusada de inflacionar artificialmente o valor das acções de uma empresa de comércio automóvel entre 2009 e 2012 e de aceitar presentes de luxo enquanto era primeira-dama, em violação das leis anticorrupção. Na semana passada, Kim Keon-hee foi interrogada pelos procuradores, tendo apresentado desculpas e prometido cooperar totalmente com a investigação. A ex-primeira-dama é ainda acusada de violar as leis eleitorais ao interferir no processo de nomeação de parlamentares do antigo partido do marido, o Partido do Poder Popular (PPP). A prisão preventiva significa que ambos os membros do anterior casal presidencial estão agora detidos, uma situação inédita na Coreia do Sul. O ex-presidente conservador Yoon Suk-yeol, impugnado em Abril, está detido por ter imposto brevemente a lei marcial em Dezembro e mergulhar o país num prolongado caos político. Acusado de insurreição, foi substituído em Junho pelo rival de centro-esquerda, Lee Jae-myung.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim acusa Taipé de entregar activos estratégicos aos EUA Pequim acusou ontem Taiwan de ceder aos EUA e entregar activos estratégicos como a TSMC, após Washington sugerir um investimento de 300 mil milhões de dólares no Arizona, onde a empresa já tem fábrica. A porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, Zhu Fenglian, afirmou que uma operação desta dimensão “afectaria gravemente” a economia taiwanesa e reduziria a “capacidade de desenvolvimento autónomo” da ilha. “Quando a TSMC foi forçada a anunciar um investimento adicional de 100 mil milhões de dólares nos Estados Unidos, já provocou inquietação no sector e mal-estar na população da ilha. Se se concretizar a cifra de 300 mil milhões, o impacto será enorme”, disse Zhu, em conferência de imprensa. A responsável acusou Washington de “esvaziar” a indústria taiwanesa e o Partido Democrático Progressista (PDP, no poder na ilha) de ser “o principal cúmplice” pelo papel nas negociações comerciais e na política industrial. Segundo Zhu, as autoridades taiwanesas “não só cederam antes de negociar em matéria pautal, como entregaram voluntariamente ativos estratégicos de Taiwan como a TSMC”. A porta-voz instou o PDP a “rectificar” e a pôr fim à sua estratégia “traidora”.
Hoje Macau China / ÁsiaChina / UE | Anunciadas medidas contra dois bancos europeus em resposta às sanções A China anunciou ontem restrições contra dois bancos da União Europeia, em resposta a sanções comunitárias pela guerra na Ucrânia que, no mês passado, visaram pela primeira vez duas pequenas instituições financeiras chinesas próximas da fronteira com a Rússia. A medida entra em vigor de imediato e aplica-se ao UAB Urbo Bankas e ao AB Mano Bankas, ambos com sede na Lituânia. Num comunicado, o Ministério do Comércio chinês explicou que a decisão surge após a inclusão, em 18 de Julho, de duas instituições financeiras chinesas na lista de sanções do 18.º pacote de medidas restritivas adotado pela UE no contexto do conflito na Ucrânia. Segundo a mesma nota, Pequim considera que as sanções europeias “violam gravemente” o direito internacional e os princípios básicos das relações internacionais e “prejudicam” os direitos e interesses legítimos de empresas chinesas. As contramedidas incluem a proibição a organizações e particulares em território chinês de realizar transações, cooperação ou outras actividades relacionadas com os dois bancos europeus visados. Em Julho, a UE aprovou um novo pacote de sanções no âmbito da guerra na Ucrânia que, entre outras disposições, incluiu pela primeira vez na lista de medidas restritivas dois bancos chineses de pequena dimensão: o Banco Rural Comercial de Suifenhe e o Banco Rural Comercial de Heihe, ambos situados em zonas próximas da fronteira com a Rússia. Bruxelas justificou então a decisão alegando que estas entidades teriam frustrado o objectivo das sanções europeias contra Moscovo.
Hoje Macau China / ÁsiaImobiliário | Evergrande excluída da bolsa de HK a 25 de Agosto A gigante imobiliária chinesa China Evergrande anunciou terça-feira que será excluída da bolsa de Hong Kong no próximo dia 25 de Agosto, com o dia 22 marcado como último dia de negociação. A Evergrande recebeu em 08 de Agosto uma carta do operador da bolsa informando-a de que, por não cumprir nenhum dos requisitos para retomar a cotação e após permanecer suspensa depois de 28 de Julho, o Comité de Cotação decidiu cancelar seu ‘status’ de acordo com uma norma do mercado, segundo um comunicado, citado pela Efe. As acções da Evergrande estão suspensas desde 29 de Janeiro de 2024, altura em que um tribunal de Hong Kong ordenou a sua liquidação, sendo que a empresa não solicitou a revisão da decisão de exclusão. O grupo avisou os accionistas e investidores de que, embora os títulos continuem válidos, deixarão de ser listados e negociados em Hong Kong e não estarão mais sujeitos às regras de cotação. Antes de a exclusão entrar em vigor, os liquidatários planeiam entregar aos credores um relatório com o progresso da liquidação entre 29 de Janeiro de 2024 e 31 de Julho de 2025. A Evergrande, que acumulou um passivo de quase 330 mil milhões de dólares antes do seu colapso em 2021, enfrenta actualmente 187 reclamações de dívida no valor de cerca de 350 mil milhões de dólares de Hong Kong, de acordo com os seus liquidatários.
Hoje Macau China / ÁsiaCorrupção | Condenado antigo responsável de empresa estatal de tabaco a 15 anos de prisão Um tribunal da cidade de Anyang, no centro da China, condenou ontem a 15 anos de prisão Xu Ying, ex-vice-diretor da Administração Estatal do Monopólio do Tabaco, por crimes de aceitação de subornos. A sentença inclui ainda uma multa de cinco milhões de yuan e a transferência para o tesouro estatal dos bens obtidos ilegalmente e respectivos juros, informou a agência de notícias oficial Xinhua. De acordo com o tribunal, entre 2010 e 2024, Xu utilizou os cargos que ocupou para beneficiar empresas e particulares em operações administrativas e comerciais e na contratação de funcionários, recebendo em troca subornos no valor de mais de 65 milhões de yuan. Em Maio passado, outro tribunal condenou a 16 anos de prisão Ling Chengxing, ex-director da Administração Estatal do Monopólio do Tabaco, por aceitar subornos e abuso de poder. Ling foi expulso do Partido Comunista Chinês (PCC) em 2024, após investigações por corrupção, no âmbito das quais Xu também começou a ser investigado. Desde que chegou ao poder, em 2012, o Presidente chinês, Xi Jinping, lançou uma campanha anticorrupção que já levou à condenação de dezenas de altos quadros por aceitar subornos milionários. Em Janeiro, o chefe de Estado apelou novamente para “ganhar de forma resoluta a dura e prolongada batalha contra a corrupção”, que classificou como “a maior ameaça” para o PCC.
Hoje Macau China / ÁsiaMar do Sul | Expulso contratorpedeiro dos EUA por invadir águas disputadas A entrada ilegal de um navio norte-americano em águas territoriais da China levou à resposta das forças militares chinesas que, após vários avisos, expulsaram o contratorpedeiro da área adjacente à ilha de Huangyan O Exército chinês afirmou ontem que o contratorpedeiro norte-americano USS Higgins “penetrou ilegalmente” nas águas disputadas adjacentes à ilha de Huangyan, no mar do Sul da China, tendo sido “expulso de acordo com a lei”. Em comunicado divulgado na rede social chinesa Wechat, o Comando do Teatro do Sul do Exército de Libertação Popular (ELP) indicou que o navio entrou naquelas águas “sem autorização do Governo chinês”, tendo sido “seguido, advertido e expulso”. Huangyan é a designação chinesa para o atol Scarborough (Bajo de Mansiloc), situado no mar do Sul da China e cuja soberania Pequim disputa com as Filipinas. Segundo o porta-voz He Tiecheng, as acções do navio norte-americano “violaram gravemente a soberania e a segurança da China, prejudicaram seriamente a paz e a estabilidade no mar do Sul da China e infringiram o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”. O porta-voz acrescentou que as tropas do Comando “mantêm-se em alerta máximo em todos os momentos para defender firmemente a soberania e a segurança” da China, bem como a “paz e estabilidade regionais”. A área tem registado frequentemente incidentes entre navios chineses e filipinos. Na segunda-feira, a guarda costeira chinesa afirmou que várias embarcações filipinas “entraram” em águas adjacentes a Huangyan, tendo sido “expulsas”. A guarda costeira filipina acusou navios chineses de realizarem “manobras perigosas” na zona, que provocaram o embate entre um navio da guarda costeira chinesa e um da Marinha do ELP, enquanto perseguiam uma embarcação filipina. Manila acusou ainda as embarcações chinesas de bloquearem o acesso e usarem canhões de água contra os seus guardas costeiros. Questões em disputa China e Filipinas mantêm uma disputa prolongada pela soberania de várias ilhas e recifes numa região estratégica, por onde transita cerca de 30 por cento do comércio marítimo mundial, que alberga 12 por cento dos pesqueiros globais e potenciais reservas de petróleo e gás. Pequim, que possui a maior frota marítima do mundo, reivindica quase a totalidade destas águas por motivos históricos, em conflito com as posições de outros países da região, como Filipinas, Malásia, Vietname ou Brunei. As tensões intensificaram-se desde a chegada ao poder, em 2022, do Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., cujo Governo reforçou a aliança com os Estados Unidos e adoptou uma postura mais firme face às reivindicações chinesas.
Hoje Macau China / ÁsiaGripe aviária | China proíbe importação de produtos avícolas de Espanha A China proibiu a importação de produtos avícolas de Espanha devido a surtos de gripe aviária de alta patogenicidade, suspendendo exportações previstas ao abrigo de um acordo assinado em Abril para abrir o mercado chinês aos produtores espanhóis. Em comunicado, a Administração Geral das Alfândegas da China indicou que a decisão visa “prevenir a propagação da doença e proteger a segurança e biossegurança do gado nacional”. Desde 07 de Agosto, estão proibidas as importações directas e indirectas de produtos e derivados avícolas, incluindo processados. As medidas prevêem ainda o tratamento, sob supervisão alfandegária, de todos os resíduos animais ou agrícolas que cheguem a território chinês em qualquer meio de transporte proveniente de Espanha, bem como sanções para quem violar as proibições. Por enquanto, não foi fixado um prazo para o fim das restrições, semelhantes às impostas em Maio às importações de frango do Brasil, igualmente devido à gripe aviária. Em Abril, o ministro espanhol da Agricultura, Pesca e Alimentação, Luis Planas, e a vice-ministra das Alfândegas da China, Lu Weihong, assinaram um novo protocolo de exportação que permitiria aos produtores avícolas espanhóis aceder ao mercado do país asiático para diversificar as vendas externas. Na ocasião, o ministério espanhol salientou que a China “é um grande comprador de carne de ave e outros produtos com reduzida capacidade de colocação noutros mercados”.
Hoje Macau China / ÁsiaNvidia | Pequim desaconselha uso de ‘chips’ H20 As autoridades chinesas recomendaram nas últimas semanas a empresas locais que evitem usar processadores H20 do fabricante norte-americano Nvidia, sobretudo em projectos ligados a organismos governamentais ou à segurança nacional, noticiou ontem a agência Bloomberg. Segundo a Bloomberg, os avisos enviados a várias companhias incluíram, nalguns casos, perguntas sobre as razões para optar pelos H20 em detrimento de alternativas nacionais, a necessidade dessa escolha e eventuais problemas de segurança detetados nos dispositivos. A recomendação abrangeria também aceleradores de inteligência artificial (IA) da norte-americana AMD. A orientação coincide com informações recentes divulgadas por organismos e órgãos estatais chineses que questionam a segurança e fiabilidade dos H20, um modelo concebido pela Nvidia para o mercado chinês com especificações inferiores às versões mais avançadas, em conformidade com as restrições impostas por Washington. No final de Julho, o regulador chinês da internet (CAC) convocou a Nvidia para esclarecer alegados riscos de segurança nos ‘chips’ e apresentar provas de que não contém “portas traseiras”, uma acusação que a empresa rejeitou. Na segunda-feira, a Nvidia voltou a negar que os H20 integrem funções de acesso ou controlo remoto, em resposta a comentários divulgados numa conta de redes sociais associada à televisão estatal CCTV, que citava especialistas segundo os quais seria tecnicamente possível incorporar capacidades de rastreio, localização ou desligamento remoto neste tipo de processadores.
Hoje Macau China / ÁsiaTailândia / Camboja | Trégua perturbada por explosão de mina Um soldado tailandês ficou ferido na sequência da explosão de uma mina terrestre perto da fronteira entre a Tailândia e o Camboja, tendo o exército de Banguecoque admitido exercer o direito de legítima defesa. O incidente ocorreu ontem, perturbando a trégua entre a Tailândia e o Camboja que pôs fim à guerra entre os dois países, no passado mês de Julho. Em comunicado, o general Winthai Suvari, porta-voz do exército tailandês, disse que “se a situação o exigir” as Forças Armadas de Banguecoque podem exercer o direito de “legítima defesa”, de acordo com as leis internacionais. O militar ferido encontrava-se numa missão de patrulhamento perto do templo Ta Muen Thom, uma área reivindicada por ambos os países e localizada entre a província tailandesa de Surin e a província cambojana de Oddar Meanchey, quando ocorreu a explosão. O soldado tailandês, que estava acompanhado por um grupo de outros sete militares, está “fora de perigo” depois de ter sofrido “graves ferimentos no tornozelo esquerdo”. Dois incidentes anteriores, a 16 e 23 de Julho, levaram à deterioração das relações diplomáticas entre os dois países e desencadearam os violentos confrontos que se prolongaram por cinco dias em vários pontos ao longo da fronteira comum de quase 820 quilómetros. A guerra fez, pelo menos, 44 mortos. O governo cambojano rejeitou as acusações e afirmou que “não ‘plantou’, nem vai ‘plantar’, novas minas terrestres”, afirmando que os engenhos militares foram colocados há décadas, durante a guerra civil cambojana. Luta antiga A 28 de Julho, os governos de Banguecoque e de Phnom Penh assinaram um cessar-fogo, que se mantém em vigor apesar das acusações de violação do cessar-fogo. Na passada quinta-feira, os dois países concordaram em permitir que os observadores da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) monitorizem o cumprimento do acordo no terreno. Banguecoque e Phnom Penh, cuja fronteira foi cartografada pela França em 1907, quando o Camboja era uma colónia ultramarina francesa, estão envolvidos numa contenda territorial de longa data.
Hoje Macau China / ÁsiaLee Jae-myung reúne com Trump a 25 de agosto O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, vai reunir-se a 25 de Agosto com o homólogo norte-americano, Donald Trump, em Washington, para discutir temas como comércio, defesa e cooperação estratégica face à Coreia do Norte. A cimeira acontece após um acordo comercial celebrado em Julho, no qual Washington aceitou reduzir de 25 por cento para 15 por cento a tarifa recíproca aplicada à Coreia do Sul e estender a mesma taxa reduzida aos automóveis sul-coreanos, principal exportação do país para os Estados Unidos. Seul comprometeu-se também a comprar 100 mil milhões de dólares em energia norte-americana e a investir 350 mil milhões de dólares nos Estados Unidos, estando previsto que Lee e Trump discutam a estrutura e gestão desse pacote de investimento. As conversações deverão ainda abordar a expansão da cooperação em sectores estratégicos como semicondutores, baterias e construção naval, indicou ontem a porta-voz do Executivo sul-coreano, Kang Yu-jung. Lee, liberal eleito em Junho numa eleição antecipada para substituir o conservador destituído Yoon Suk-yeol, tem colocado a economia no centro da sua agenda, procurando proteger a nação, dependente das exportações, dos impactos das tarifas impostas por Trump e das suas exigências, para que aliados reduzam a dependência de Washington e assumam maiores custos de defesa. Riscos e medos A reunião ocorre num contexto de receios em Seul de que a Administração Trump possa alterar a aliança de décadas, exigindo pagamentos mais elevados para a presença dos 28.500 militares norte-americanos no país e ponderando reduzi-la, à medida que os EUA se focam em conter a China. Segundo Kang, os dois líderes vão discutir o reforço da postura defensiva contra as ameaças crescentes da Coreia do Norte e o desenvolvimento da parceria bilateral numa “aliança estratégica abrangente e orientada para o futuro”, ajustada às mudanças na segurança e na economia globais. Trump defende que Seul deve pagar mais pela presença militar norte-americana. Comentários recentes de responsáveis da Administração, como o subsecretário da Defesa Elbridge Colby, sugerem vontade de reestruturar a aliança, o que, segundo especialistas, poderá afectar a dimensão e o papel das forças dos EUA na península. O comandante das Forças dos EUA na Coreia, o general Xavier Brunson, defendeu na semana passada a necessidade de “modernizar” a aliança para responder ao ambiente de segurança em evolução, incluindo o programa nuclear norte-coreano, a aproximação de Pyongyang a Moscovo e o que classificou como ameaças chinesas a um “Indo-Pacífico livre e aberto”. Questionado sobre uma eventual redução de tropas, Brunson sublinhou a importância das capacidades, mais do que dos números, apontando sistemas avançados como caças de quinta geração, e defendeu flexibilidade estratégica, lembrando a recente deslocação de sistemas de defesa aérea Patriot da Coreia do Sul para o Médio Oriente. Durante o primeiro mandato, Trump suspendeu exercícios militares conjuntos com Seul enquanto procurava negociar com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Os dois dirigentes reuniram-se três vezes entre 2018 e 2019, mas as conversações colapsaram devido a divergências sobre a troca do levantamento de sanções por passos concretos de Pyongyang para desmantelar o programa nuclear e de mísseis. Desde então, Kim suspendeu praticamente toda a diplomacia com Washington e Seul, acelerando o desenvolvimento de armamento e priorizando a relação com a Rússia, à qual forneceu armas e tropas para apoiar a guerra na Ucrânia.
Hoje Macau China / ÁsiaGaza | Ataque israelita matou seis jornalistas no domingo O governo de Gaza elevou ontem para seis o número de jornalistas mortos no domingo à noite num ataque israelita, após a morte de Mohamed Al Khalidi, do meio de comunicação palestiniano Sahat. O ataque de precisão atingiu a tenda dos jornalistas junto ao hospital Al Shifa, na cidade de Gaza. Morreram no ataque os correspondentes da televisão do Qatar Al Jazeera Anas al-Sharif e Mohamed Qraiqea, os fotojornalistas Ibrahim Zaher e Moamen Aliwa, o assistente de fotojornalismo Mohamed Nofal e Al Khalidi. O gabinete de informação do governo do Hamas, o grupo extremista que controla a Faixa de Gaza desde 2007, condenou num comunicado a “perseguição e o assassínio sistemáticos” de jornalistas palestinianos por parte de Israel. A organização apelou às federações internacionais de jornalistas e aos organismos jornalísticos de todo o mundo para que condenem Israel, segundo o comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE. Pediu também à comunidade internacional que leve Israel aos tribunais internacionais e “exerça uma pressão séria e efectiva para pôr termo ao crime de genocídio”. Desde o início da guerra em curso em Gaza, em Outubro de 2023, foram mortos durante a ofensiva israelita 238 jornalistas, influenciadores e outros criadores de conteúdos. Em 24 de Julho, o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) manifestou preocupação com a segurança de Anas al-Sharif. O Comité enunciou na altura que o jornalista de 28 anos estava “a ser alvo de uma campanha de difamação militar israelita”, que considerou “um trampolim para o seu assassinato”. O exército israelita admitiu ter matado os jornalistas num bombardeamento de precisão e afirmou que Al-Sharif estava ligado ao Hamas, apresentando como prova dois documentos cuja origem não detalhou e que não podem ser verificados, segundo a EFE.
Hoje Macau China / ÁsiaPacífico | Ramos-Horta pede mais financiamento para combater alterações climáticas O Presidente timorense, José Ramos-Horta, defendeu ontem mais financiamento para Timor-Leste e os países do Pacífico devido às alterações climáticas numa região que pouco contribui com emissões de gases. “As alterações climáticas não são uma ameaça distante — são uma crise presente para Timor-Leste e para os nossos vizinhos do Pacífico”, afirmou o chefe de Estado, num comunicado divulgado à imprensa, após ter viajado para Melbourne, na Austrália, para participar numa cimeira sobre redução de emissões de gases na Australásia. “Nesta cimeira, vou sublinhar que as ambições globais de neutralidade carbónica devem incluir justiça, financiamento e apoio tangível para aqueles que menos contribuem para as emissões, mas que mais sofrem com os seus impactos. A liderança da Austrália é vital e, juntos, devemos assegurar que nenhuma comunidade fique para trás na luta por um futuro sustentável”, acrescentou Ramos-Horta. Segundo o comunicado da Presidência timorense, a participação do também prémio Nobel da Paz no encontro demonstra o “compromisso de Timor-Leste com a acção climática global, o desenvolvimento sustentável e a cooperação regional”. Durante a sua estada em Melbourne, que termina na quarta-feira, o Presidente timorense vai agraciar com a Ordem de Timor-Leste várias personalidades e organizações que contribuíram para o desenvolvimento do país. José Ramos-Horta vai também visitar o “Corner Store Café”, a maior empresa australiana especializada em torrar café timorense, para destacar a “importância do comércio sustentável e de iniciativas económicas lideradas pelas comunidades”, pode ler-se no comunicado da Presidência.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Chuvas torrenciais provocam inundações e fazem vários feridos Chuvas intensas na principal ilha japonesa de Kyushu provocaram ontem inundações e deslizamentos de terra, causando vários feridos, desaparecidos e perturbações nas deslocações durante a semana do feriado budista Bon. O sistema de baixa pressão que se mantém na região desde a semana passada tem causado precipitação torrencial na província de Kagoshima, no sul, e na parte norte da ilha. A Agência Meteorológica do Japão emitiu ontem de manhã o nível máximo de alerta na província de Kumamoto, indicando que a precipitação ultrapassou os 40 centímetros nas últimas 24 horas e prevendo mais chuvas até hoje à tarde em Kyushu. À medida que as nuvens avançam para leste, em direção à região de Tóquio, a agência prevê até 20 centímetros de chuva no oeste do Japão. Segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres, as autoridades locais emitiram ordens de saída para dezenas de milhares de pessoas em Kumamoto e noutras seis províncias. Tropas das Forças de Defesa foram enviadas para Kagoshima para fornecer água potável às populações afectadas, informou o porta-voz do Governo, Yoshimasa Hayashi. Buscas por desaparecidos Em Kumamoto, equipas de resgate procuraram três pessoas de uma família atingida por um deslizamento de terra quando se deslocava para um centro de evacuação. Duas foram resgatadas com vida, mas a terceira permanecia desaparecida. Outras duas pessoas, estavam desaparecidas noutras áreas da província. Várias pessoas foram também dadas como desaparecidas após caírem em rios que transbordaram em Kumamoto e na vizinha província de Fukuoka. Na cidade de Kamiamakusa, cerca de 20 pessoas presas num parque de campismo e noutras áreas residenciais aguardavam resgate, noticiou a televisão pública NHK. Imagens televisivas mostraram enxurradas de água lamacenta a arrastar árvores e ramos partidos, enquanto residentes caminhavam com a água pela altura dos joelhos. O primeiro-ministro, Shigeru Ishiba, disse que o Governo está a apoiar as operações de busca e salvamento e a prestar assistência às zonas afectadas, apelando à população para “usar a máxima cautela” e “priorizar acções para salvar vidas”. As chuvas fortes também afectaram as viagens durante o feriado Bon. Os comboios de alta velocidade entre Kagoshima e Hakata, no norte de Kyushu, assim como serviços ferroviários locais, foram ontem suspensos. Embora a circulação tenha sido parcialmente retomada em Kyushu, os serviços começaram a ser afectados no oeste do Japão, à medida que a chuva avançava para leste. Cerca de 6.000 habitações ficaram sem eletricidade em Kumamoto, segundo a empresa Kyushu Electric Power. As chuvas torrenciais da semana passada deixaram um desaparecido e quatro feridos em Kagoshima.