João Santos Filipe Manchete SociedadeCreche Smart | CCAC confirma investigação a diferendo com IAS O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) promete revelar publicamente os resultados ao diferendo entre o Instituto de Acção Social (IAS) e a associação Zonta Club de Macau O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) confirmou que tem a decorrer uma investigação ao caso do corte do financiamento do Instituto de Acção Social (IAS) à Creche Smart, gerida pela associação Zonta Club de Macau. A posição do CCAC foi relatada pelo canal chinês da Rádio Macau, ontem, depois de nos dias mais recentes o caso ter gerado novos comunicados, na sequência dos procedimentos de admissão das creches subsidiadas. Segundo o organismo liderado por Ao Ieong Seong a investigação foi instaurada depois de uma queixa administrativa e os resultados vão ser divulgados assim que os procedimentos de averiguação “profunda” forem concluídos. O CCAC reconheceu também que “tomou nota” do comunicado mais recente da Zonta Club de Macau, em que esta prometia abdicar do processo a decorrer em tribunal, face aos resultados apurados pelo CCAC. Após a posição do CCAC ser divulgada, a Creche Smart partilhou nas redes sociais uma hiperligação para a notícia e escreveu que o CCAC está a investigar “se as autoridades cometeram abuso de poder”. Esta é a crença da associação Zonta Club de Macau, que não se tem coibido de pedir ao Governo para controlar as acções do presidente do IAS, Hon Wai. Apesar da polémica, e apesar do risco de a Creche Smart ficar sem instalações e financiamento público, a instituição de ensino revelou que recebeu 82 inscrições para o ano lectivo de 2026/2027. Exigências de fiscalização Em Março do ano passado, o IAS cortou o financiamento e recuperou as instalações na Taipa, onde opera a creche Smart. Num primeiro momento, o IAS limitou-se a indicar que as duas partes não tinham chegado a acordo no que diz respeito a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”. Posteriormente, o IAS revelou que a decisão estava relacionada com a fiscalização relacionada com os subsídios públicos atribuídos à creche. A decisão do IAS foi contestada pela associação, que avançou para os tribunais com uma providência cautelar para suspender, inicialmente, o corte de apoios financeiros e a recuperação do espaço. O Tribunal Administrativo e o Tribunal de Segunda Instância, após recurso do IAS, aceitaram a providência cautelar da Zonta Club de Macau. Além disso, a associação apresentou uma queixa ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) e mostrou-se disponível para abdicar dos processos em tribunal, em virtude das conclusões da investigação. A Zonta, reconheceu erros, mas mostrou-se disponível para ser investigada pela Polícia Judiciária, para proteger a sua reputação.
Hoje Macau SociedadeContrabando | Detectados 18 casos até 7 de Maio Os Serviços de Alfândega anunciaram que entre 29 de Abril e 7 de Maio detectaram 18 casos de contrabando, que levaram à apreensão de 86 quilos de prata, 87.960 cigarros e 36.400 cigarros electrónicos. Os resultados das várias operações foram divulgados no domingo, e os bens apreendidos foram avaliados em 1,72 milhões de patacas. Entre as 18 pessoas interceptadas na fronteira das Portas do Cerco e no Aeroporto Internacional de Macau, o mais novo tinha 18 anos e o mais velho 79 anos. Em relação aos casos de contrabando de prata, um bem cada vez mais valioso, nove pessoas eram residentes de Macau, três de Hong Kong e três do Interior. Em todos os casos os SA afirmaram que decidiram abordar os suspeitos, por considerarem que mostravam sinais de nervosismo injustificado, quando atravessavam a fronteira. A prata foi encontrada não só dentro dos bolsos dos suspeitos, mas também junto ao corpo, onde estava presa com fita cola e outros métodos. No que diz respeito ao contrabando de tabaco e cigarros electrónicos, todos os três interceptados eram provenientes do Interior, e traziam os produtos dentro das bagagens com que tinham viajado para o Aeroporto Internacional de Macau. As autoridades indicaram que ao entrarem com aqueles produtos não declarados, os suspeitos pouparam cerca de 130 mil patacas em impostos. Os casos foram encaminhados para os Serviços de Saúde, responsáveis pela supervisão de produtos relacionados com tabaco.
Hoje Macau SociedadePJ | Segurança Nacional utilizada para burlas A Polícia Judiciária (PJ) emitiu ontem um comunicado a alertar que a segurança nacional está a ser utilizada como pretexto para burlar os residentes. Só num caso, levou a perdas de 217 mil patacas. Segundo o comunicado, um residente recebeu um telefonema por parte de burlões que falavam cantonês e se fizeram passar pela PJ. Nessa chamada, os alegados burlões identificaram o cidadão pelo nome completo, ainda antes de este fornecer essa informação, e depois disseram-lhe que estava a ser investigado por violar a lei da segurança nacional, por ter proferido “declarações políticas erradas”. Os burlões transferiram depois o telefonema para um outro burlão que se fez passar pelas autoridades do Interior e que iniciou uma videochamada por WhatsApp como um interrogatório, em que inclusive aparecia com o uniforme da polícia. O residente de Macau não suspeitou da burla, forneceu os seus dados, fez uma transferência bancária como “caução” e acabou burlado em 217 mil patacas.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeRua dos Ervanários | “Fábrica das Bifanas” serve petiscos tradicionais Era para abrir em Lisboa, mas as raízes em Macau de Ricardo Rebelo de Almeida levaram-no a trazer o negócio da “Fábrica das Bifanas” para o território. A típica bifana à moda do Porto pode ser provada na Rua dos Ervanários, mas não falta a bifana semelhante à receita da cidade de Vendas Novas, no Alentejo Turistas e locais já têm um novo espaço para provar as típicas bifanas portuguesas, seja a receita do Porto, seja a de Vendas Novas. Na “Fábrica das Bifanas”, na Rua dos Ervanários, o sabor é sempre português num negócio trazido para Macau por Ricardo Rebelo de Almeida. Ao HM, o responsável confessou que Macau nem era o destino inicial deste investimento. “A Fábrica das Bifanas foi inicialmente pensada para ser desenvolvida na zona de Carcavelos, Grande Lisboa. Mas tenho uma ligação forte a Macau, onde cresci, e circunstâncias pessoais levaram-me a permanecer no território. Nesse contexto, fez sentido concretizar aqui o projecto, que já estava estruturado, adaptando-o à realidade local. A minha ligação a Macau foi determinante na decisão de avançar com o projecto aqui”, contou. Apesar de ter trazido para Macau a receita tradicional da bifana da zona do Porto, a verdade é que a “Fábrica das Bifanas” também trouxe este petisco na sua versão mais clássica, ou seja, “mais próxima da tão apreciada bifana de Vendas Novas em termos de sabor, mas diferenciada, porque usamos o mesmo corte ultrafino da carne, o que lhe confere uma textura e experiência distintas”. Além disso, a “Fábrica” tem também pão com chouriço “pleno de sabor e servido quente, que tem sido igualmente bem recebido pelo público”. Ricardo conta que o segredo das bifanas à moda do Porto baseia-se no “corte ultrafino e forma de confecção”, sendo uma iguaria “cozinhada lentamente num molho previamente preparado, o que permite uma melhor incorporação de sabores”. O pão utilizado em todos os petiscos é sempre “proveniente de Portugal, preservando o sabor tradicional”. Feedback “muito positivo” Com a casa aberta há poucas semanas numa das zonas mais turísticas da península de Macau, Ricardo Rebelo de Almeida destaca que “o feedback [do público] tem sido muito positivo”, tendo recebido “muitos clientes locais e também um volume significativo de visitantes e turistas de várias nacionalidades”. Questionado sobre os desafios de investir no sector da restauração em Macau nesta fase, o mentor da “Fábrica das Bifanas” frisou que houve “especial preocupação com a escolha do local para a abertura do espaço”. “Sobretudo acreditámos no produto diferenciado que oferecemos”, adiantou, querendo agora “consolidar a ‘Fábrica das Bifanas’ como uma marca reconhecida localmente”, nomeadamente “reforçar a presença junto do público de Macau e visitantes”. Contudo, e “num horizonte mais longo, faz parte da visão avaliar oportunidades de crescimento, sempre de forma sustentável e alinhada com a evolução do projecto”, revelou o empresário.
João Luz Manchete SociedadeHainan | Kevin Ho lamenta fraco investimento de empresas de Macau O deputado Kevin Ho lamenta que apenas a MGM marque presença em Sanya, numa zona de cooperação entre Hainan e Hong Kong. O também empresário lamenta as oportunidades desperdiçadas e destaca o projecto de desporto electrónico de Mário Ho, filho de Stanley Ho e de Angela Leong “Macau também é uma cidade internacional, mas será que não estamos a perder oportunidades? Além da MGM, mais nenhuma outra empresa de Macau tem presença em Sanya.” Foi desta forma que o deputado Kevin Ho lamentou a falta de ambição empresarial da RAEM durante uma visita da delegação dos membros de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN) a Hainan e à zona de demonstração de Sanya para cooperação económica entre a província chinesa e Hong Kong. Tendo em conta a experiência do tecido empresarial de Macau no turismo, o deputado considera que as conquistas na área dos elementos não-jogo podem ser determinantes para colher os benefícios do desenvolvimento de Sanya. Porém, “as empresas de Macau não aproveitam as oportunidades”, indicou em declarações ao jornal Ou Mun. O também empresário destaca o projecto para um resort dedicado a desportos electrónicos (competições de jogos) a cargo da empresa de Mário Ho, filho de Stanley Ho e da deputada Angela Leong. Na passada sexta-feira, a empresa do NIP Group do jovem magnata, ganhou em leilão um lote em Sanya, com área de cerca de 74 mil metros quadrados, por 680 milhões de renminbis, onde será construído o resort. Mário Ho garantiu que vai investir mais de 1,4 mil milhões de renminbis no futuro. Em 2011, foi inaugurado o hotel MGM Grand Sanya e em 2025, o grupo anunciou que iria construir um segundo hotel, num investimento total de cerca de 2 mil milhões de renminbis. Então e Hengqin? À semelhança do desejo de investimento em Hainan, Kevin Ho apontou baterias à zona de cooperação aprofundada em Hengqin e no potencial do mercado de turismo para as marcas hoteleiras estabelecidas na RAEM. O deputado prometeu que, assim que voltar a Macau, vai usar a sua posição para convencer as concessionárias do jogo a contribuírem para o desenvolvimento turístico de Hengqin. Por seu turno, o membro de Macau na APN Dominic Sio Chi Wai, também durante a visita a Hainan, apontou a necessidade de atrair empresas de grande capital para Hengqin. Tendo em conta que uma parte fundamental do processo de investimento recair na confiança nas perspectivas económicas, o responsável apela à paciência e convicção no crescimento de Hengqin, da Grande Baía e do país. Durante a visita de estudo, a delegação de Macau visitou estaleiros de obras, um centro de promoção de investimento e hotéis em Sanya.
Hoje Macau SociedadeAutocarros | Média diária de 673 mil passageiros Durante o primeiro trimestre deste ano, os autocarros públicos transportaram uma média de 673,4 mil passageiros por dia, o que contribuiu para um total de 60,6 milhões de passageiros em três meses. Os dados foram actualizados no portal da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). O autocarro número 25, que faz o percurso entre as Portas do Cerco e Coloane, passando por locais muito populares como a Rua do Campo, Praça Ferreira Amaral ou o Cotai, foi o mais popular com uma média de 28 mil passageiros por dia. No pólo oposto, o autocarro menos utilizado foi o H!, que faz o percurso para o hospital, com uma média diária de 690 passageiros. O autocarro número 26 faz o percurso mais longo, com 46,73 quilómetros, enquanto o número 21A é aquele que tem mais paragens, 76 no total. No final do primeiro trimestre, havia 86 percursos normais, o que exclui os autocarros expresso, e as duas empresas, Transmac e TCM, com um total de 964 veículos.
Hoje Macau SociedadeWynn Macau | Lucros sobem 10,9 % no primeiro trimestre A operadora de casinos Wynn Macau anunciou na sexta-feira lucros operacionais de 279,4 milhões de dólares no primeiro trimestre, uma subida de 10,9 por cento face a igual período de 2025. Os proveitos da Wynn aumentaram à boleia das receitas das duas propriedades da empresa em Macau, que cresceram 14,2 por cento entre Janeiro e Março, para 989,2 milhões de dólares, de acordo com um comunicado da operadora. As apostas nos casinos Wynn Macau e Wynn Palace foram responsáveis pela maioria do volume de negócios da empresa em 2025, arrecadando 841,6 milhões de dólares em receitas, uma subida de 16,9 por cento. “Em Macau, assistimos a um aumento significativo do volume de jogo em relação ao ano anterior, juntamente com uma quota de mercado saudável”, afirmou Craig Billings, director executivo da empresa-mãe, a Wynn Resorts, em comunicado. Massas aguentam O chamado mercado de massas continuou a ser, de longe, o principal segmento para a operadora, representando receitas de 811,9 milhões de dólares, mais 14,2 por cento do que no primeiro trimestre. No segmento conhecido como jogo VIP, as apostas dos grandes jogadores caíram 9,9 por cento nos dois casinos da Wynn Macau, mas, pelo contrário, as receitas aumentaram 13,5 por cento, para 136,5 milhões de dólares. Isto apesar do casino Wynn Macau ter ficado com apenas 0,39 por cento das apostas no jogo VIP. Em média, os casinos a operar em Macau vão buscar 3 por cento das apostas neste segmento. Em 2019, o chamado jogo bacará VIP representava 46,2 por cento das receitas totais dos casinos de Macau. Mas em 2025 este segmento ficou-se por uma fatia de 27,5 por cento, apesar das receitas absolutas terem subido 24,1 por cento. Numa teleconferência com analistas, Craig Billings anunciou um investimento de pelo menos 900 milhões de dólares na construção de um novo hotel com 432 suites na propriedade Wynn Macau. O executivo, citado pelo portal de notícias GGRAsia, disse que a empresa está à espera de autorização do Governo local. As obras devem arrancar na segunda metade de 2026 e demorar dois anos e meio. A Wynn Resorts opera também nos EUA e Reino Unido, estando ainda a construir o casino Wynn Al Marjan, nos Emirados Árabes Unidos. Na teleconferência, Billings admitiu “um ligeiro atraso” no projeto em Ras Al Khaimah devido ao conflito no Médio Oriente, mas garantiu que a inauguração continua marcada para 2027. “Embora tenhamos enfrentado desafios logísticos e de transporte na região, as entregas continuaram em grande parte e estamos a redirecionar as remessas e a procurar materiais alternativos”, disse Billings. A construção do Wynn Al Marjan, um investimento de 5,1 mil milhões de dólares, continua “com mais de 22 mil trabalhadores no local”, acrescentou o executivo.
Hoje Macau SociedadeCrime | Adolescente esfaqueia homem na marginal do Lam Mau O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) recebeu uma denúncia às 22h30 da noite de sábado a dar conta de uma zaragata que envolveu o esfaqueamento de um homem de 22 anos por um jovem de 14 anos. Segundo o jornal Ou Mun, o caso aconteceu na Avenida Marginal do Lam Mau, perto do edifício Van Sion Son Chun, e envolveu um grupo de sete pessoas, todas residentes. As informações avançadas pelas autoridades não permitem concluir que se o menor suspeito faria parte do grupo ou não, e qual terá sido a origem da altercação, com o CPSP a informar que não era “conveniente” revelar detalhes. Segundo o relato, as agressões surgiram depois de uma discussão entre o jovem, o homem esfaqueado e uma mulher. Durante a disputa, o jovem desferiu golpes no homem de 22 anos com uma faca cuja lâmina mede 17,5 centímetros, mas o suspeito também acabou ferido. Os dois envolvidos foram levados ao hospital e ontem, por volta do meio-dia, o menor já tinha recebido alta hospitalar, enquanto o indivíduo de 22 anos permanecia internado. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Droga | Casal de Hong Kong detido por tráfico A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um casal de Hong Kong, por suspeitas de tráfico de cocaína. O caso foi apresentado na sexta-feira, depois da detenção ter ocorrido na quinta-feira. Os dois detidos encontravam-se no hotel, no NAPE, quando terão actuado de forma suspeita, o que segundo o jornal Ou Mun gerou uma queixa dos funcionários do espaço à polícia. Quando os agentes da PJ entrarem no quarto onde os suspeitos estavam hospedados encontrou três pacotes com cocaína avaliada em 83.300 dólares de Hong Kong. Além disso, as autoridades apreenderam um recipiente de vidro, um tubo e um isqueiro, considerados equipamentos para o consumo das drogas. Os detidos têm entre 59 e 68 anos e declararam estar desempregados. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Hoje Macau Manchete SociedadeSuicídio | Casos fatais caem até Março após recorde em 2025 Macau registou menos mortes por suicídio no primeiro trimestre de 2026, depois de ter terminado 2025 com um número recorde de suicídios. Nos primeiros três meses deste ano, 15 pessoas tomaram a sua própria vida, menos duas em relação ao mesmo período do ano passado Durante os primeiros três meses deste ano, o número de mortes por suicídio em Macau caiu para 15, menos duas face ao mesmo período de 2025, segundo dados oficiais divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Macau, que tem uma população de cerca de 689 mil habitantes, registou 91 casos de suicídio em 2025, mais cinco do que no ano anterior e o número mais elevado desde que começaram os registos, em 1990. No final de Março, os Serviços de Saúde (SS) incentivaram a população a procurar apoio de saúde mental, chamando a atenção para o estigma que continua a afastar os residentes do acesso a tratamento psicológico. O director do hospital público Conde de São Januário, Tai Wa Hou, explicou que muitos residentes ainda receiam procurar cuidados psiquiátricos com medo de “ser estigmatizados”, enquanto outros desconhecem que condições como “ansiedade, insónia ou humor persistentemente baixo” podem melhorar com intervenção profissional. Segundo Tai Wa Hou, existem em Macau nove centros de saúde e três organizações comunitárias que oferecem serviços de aconselhamento psicológico e cuidados de saúde aos residentes. Apesar de questionados pela Lusa, os SS não deram números concretos de quantos residentes receberam ou procuraram tratamento psicológico ou psiquiátrico. Não vejo, não existe Citando a Organização Mundial da Saúde, os SS referiram que uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre de problemas de saúde mental, e que a ansiedade e a depressão causadas pelo stress aumentam ano após ano. Desde Maio do ano passado que os SS deixaram – sem aviso prévio – de divulgar publicamente dados oficiais sobre suicídio, que anteriormente eram publicados de forma trimestral. De acordo com os dados mais recentes do gabinete do secretário para a Segurança, na primeira metade de 2025 houve pelo menos 101 tentativas de suicídio, menos 24 do que em igual período do ano anterior. Os dados mostram que pelo menos 14 crianças dos 5 aos 14 anos tentaram pôr fim à vida entre Janeiro e Junho do ano passado em Macau, o dobro do registado no mesmo período de 2024. Segundo a emissora pública TDM, o maior número de tentativas de suicídio (30) aconteceu na faixa etária entre os 15 e os 24 anos, enquanto dois terços (67) foram levadas a cabo por mulheres. Em 28 de Abril, também o gabinete do secretário para a Segurança anunciou que irá deixar de realizar as habituais conferências de imprensa trimestrais para apresentar os dados da criminalidade, “no intuito de aumentar a transparência das informações” e contribuir “para a paz e harmonia”. O balanço da criminalidade em 2025 em Macau não inclui quaisquer dados sobre tentativas de suicídio. Todos aqueles que estejam emocionalmente angustiados ou considerem que se encontram numa situação de desespero devem ligar para a Linha Aberta “Esperança de vida da Caritas” através do telefone n.º 28525222 para obter aconselhamento emocional.
João Santos Filipe Manchete SociedadeHantavírus | SS consideram risco de contágio em Macau “baixo” Os Serviços de Saúde (SS) estão a acompanhar o cruzeiro MV Hondius, actualmente atracado em Espanha, onde surgiu um surto de Hantavírus. As autoridades de saúde aconselham os residentes a tomar precauções, embora não esperem contágios em Macau Os Serviços de Saúde (SS) estão a acompanhar os desenvolvimentos mais recentes do surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, mas consideram o risco de transmissão em Macau “baixo”. A posição foi tomada antes do fim-de-semana, através de um comunicado, primeiramente difundido apenas em chinês. Na mensagem, os SS indicaram “estarem a acompanhar de perto o caso” e não haver qualquer registo de ocorrências em Macau “nos últimos 30 anos”, o que levou a que o “risco de transmissão do hantavírus” no território fosse considerado em “baixo”. Apesar deste dado, as autoridades pediram aos residentes, principalmente os que pretendem sair da China, que se mantenham atentos e tomem as cautelas necessárias. “Os residentes, especialmente aqueles que planeiam viajar para o estrangeiro, devem continuar a prestar atenção à higiene pessoal e ambiental, evitando o contacto com roedores, como ratos e ratazanas, para reduzir o risco de infecção”, foi aconselhado. As autoridades explicaram ainda que a doença por hantavírus é causada pela infecção pelo hantavírus e divide-se em síndrome hemorrágica renal e síndrome pulmonar por hantavírus. No caso da síndrome hemorrágica renal, após a infecção, o período de incubação é geralmente de 12 a 16 dias, podendo ir até 56 dias. Na síndrome pulmonar por hantavírus, o período de incubação é geralmente de seis dias a várias semanas, com uma média de cerca de 14 dias. A transmissão ocorre através da saliva, urina ou fezes de roedores infectados com o vírus. As pessoas podem ainda infectar-se através do contacto com objectos contaminados ou da inalação de aerossóis, sendo a transmissão entre pessoas rara. Surto activo De acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 4 de Maio que há um surto de infecção pelo vírus Hantavirus no cruzeiro MV Hondius, que tem bandeira neerlandesa, e está atracado em Espanha, onde decorre quarentena. Até 6 de Maio, registavam-se três casos confirmados de infecção e cinco suspeitos, com o registo de três mortes. Além disso, as autoridades de saúde de todo o mundo procuravam descobrir vários passageiros, com diferentes naturalidades, como Estados Unidos, Taiwan, Espanha ou Holanda, que tinham deixado o cruzeiro, ainda antes de ser declarada a situação de emergência. Segundo os SS, existem casos de hantavírus em todo o mundo com a febre hemorrágica com síndrome renal a ser mais comum na Ásia, Europa e África, enquanto a síndrome pulmonar por hantavírus ocorre principalmente na América do Norte e na América do Sul.
Hoje Macau Manchete SociedadeSJM | Operadora com prejuízos no primeiro trimestre A operadora de jogo de Macau SJM Holdings registou um prejuízo de 62 milhões de dólares de Hong Kong no primeiro trimestre deste ano. Segundo um comunicado publicado ontem pela empresa, as receitas líquidas caíram 21,1 por cento, para 5,9 mil milhões de dólares de Hong Kong no primeiro trimestre completo após o fecho definitivo dos ‘casinos-satélite’ do território em Dezembro passado. As receitas brutas do jogo da operadora também recuaram 18,8 por cento para 6,1 mil milhões de dólares de Hong Kong, com os lucros operacionais a caírem 4,3 por cento para 917 milhões de dólares de Hong Kong. A quota de mercado da operadora de jogo em Macau encolheu também para 9,6 por cento, face aos 13,5 por cento registados no mesmo período de 2025. A empresa teve de fechar oito casinos no ano passado, devido a alterações legislativas em Macau que acabaram com o antigo modelo de casinos geridos por terceiros, conhecidos como ‘casinos-satélite’. Os ‘casinos-satélite’, sob a alçada das concessionárias, eram geridos por outras empresas, sendo uma herança da administração portuguesa e que já existia antes da liberalização do jogo no território, em 2002. Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a actividade destes espaços de jogo. A presidente da SJM, Daisy Ho Chiu-fung, sublinhou em comunicado que o grupo demonstrou “disciplina operacional rigorosa” no primeiro trimestre sob o novo modelo de gestão directa. Por partes O Grand Lisboa Palace, a maior propriedade da operadora, viu as receitas aumentaram para 2,07 mil milhões de dólares de Hong Kong, no entanto, os lucros operacionais caíram para 58 milhões de dólares de Hong Kong, devido ao aumento dos custos. O Grand Lisboa registou receitas de dois mil milhões de dólares de Hong Kong, com os lucros operacionais estáveis em 425 milhões de dólares de Hong Kong. Já os outros casinos da operadora, Casino Lisboa, Casino L’Arc Macau e Casino Oceanus, viram as receitas do jogo disparar 83,6 por cento, quando comparados com o mesmo período do ano passado, para 2,47 mil milhões de dólares de Hong Kong, com os lucros operacionais a subirem 44,4 por cento, para 494 milhões de dólares de Hong Kong. A empresa adquiriu, por 1,75 mil milhões de dólares de Hong Kong um dos ‘casinos-satélite’ que teria de fechar, o Casino Royal Arc, e obteve autorização do Governo para gerir directamente o espaço. Nos primeiros quatro meses deste ano os casinos do território registaram uma subida de 12,1 por cento nos resultados brutos de jogo em relação ao ano anterior, reportando um total de 85,8 mil milhões de patacas.
João Luz Manchete SociedadeHospital São Januário | Morte de feto leva a acusação de negligência Uma grávida seguida no Hospital São Januário sofreu um aborto no dia seguinte a uma consulta. O pai questiona se não terá ocorrido negligência médica e protesta a falta de respostas à queixa que apresentou ao hospital público há cerca de três meses O programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau, foi ontem “palco” de um caso trágico quando um ouvinte contou aos microfones da emissora pública a forma como a sua mulher perdeu o bebé depois de uma consulta no Centro Hospitalar Conde de São Januário. O residente, de apelido Ng, revelou que o incidente aconteceu no final de Outubro do ano passado, quando a sua esposa estava grávida de 30 semanas. Nessa altura, a grávida começou a sentir dores na zona abdominal, obrigando o casal a recorrer ao hospital público. “Quando fomos à consulta, o médico observou a minha mulher e disse-nos que não havia qualquer problema. Em relações às dores abdominais, concluiu que se deviam à pressão exercida pelo crescimento do bebé no estômago”, contou com em tom agastado. Pouco depois de saírem do hospital, e com medicamentos prescritos, o casal foi surpreendido com um telefonema. “Deram-nos um medicamento ao qual a minha mulher é alérgica, tal como consta no seu processo clínico. Ela não chegou a tomar o medicamento porque tínhamos acabado de sair do hospital, mas voltámos atrás para levantar outro fármaco”. Apesar da rectificação, no dia seguinte o bebé estava morto. “A minha mulher deixou de sentir batimentos cardíacos ou movimento e regressámos de imediato ao hospital.” Questões dolorosas No hospital, foi dito ao casal que a “situação era crítica” e que só podiam sair do hospital depois de assinarem um documento. Ng não especificou exactamente o tipo de documento em causa, mas todo o processo lhe pareceu irregular. “Porque não nos pediram para assinar o documento no dia anterior? Porque prescreveram ao início um medicamento que resultaria em reacção alérgica? Não será isto negligência médica”, questionou. O ouvinte confessou ainda que o casal chegou a ponderar recorrer ao Hospital Kiang Wu, mas decidiram não o fazer porque a esposa de Ng enfrentava uma gravidez de alto risco, com um historial de abortos espontâneos, e não quiseram interromper o acompanhamento que já seguia no Hospital São Januário. Face ao risco, o casal pensou que teriam acesso a cuidados de saúde redobrados, mas acabaram por enfrentar desleixo clínico, exemplificado na prescrição de um medicamento que facilmente se poderia ver no processo clínico que poderia resultar em alergia. A autópsia viria a concluir que a causa da morte foi hipóxia intrauterina, uma condição em que o feto recebe uma quantidade insuficiente de oxigénio durante a gestação. Inconformado, Ng apresentou uma queixa no hospital público em meados de Fevereiro e só na terça-feira recebeu uma resposta a referir apenas que “o caso está a ser acompanhado”. Face à resposta insatisfatória, a apresentadora do Fórum Macau garantiu que iria consultar as autoridades sobre o caso da família de Ng e contactar o residente directamente se tivesse novidades.
Hoje Macau Manchete SociedadeJogo | Inaugurada primeira fábrica de baralhos A Bee Macau abriu uma fábrica em Macau, que corresponde a um investimento de cerca de 500 milhões de dólares de Hong Kong. Apesar de ser a capital mundial do jogo, o território não tinha qualquer fábrica de baralhos de cartas Um grupo da Bélgica e uma empresa de Macau anunciaram ontem o arranque da primeira fábrica de baralhos de cartas de jogo na capital mundial dos casinos. Num comunicado, a Bee Macau indicou que a unidade nasce de um investimento de cerca de 500 milhões de dólares de Hong Kong. A Bee Macau resulta de uma parceria entre o grupo belga Cartamundi, um dos maiores fabricantes de baralhos de cartas do mundo e a empresa local Asia Pioneer Entertainment (APE), que está cotada na bolsa da vizinha região de Hong Kong. Uma porta-voz da APE disse ontem à Lusa que os testes de produção de baralhos de cartas tinham começado em 2025, mas que a produção em grande escala só arrancou no primeiro trimestre de 2026. A APE e o Cartamundi assinaram um acordo de cooperação, que previa a “introdução de tecnologias avançadas de produção sustentável”, em 27 de Março, durante o Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2026. O comunicado de ontem refere que o início oficial da produção em grande escala acontece “após testes bem-sucedidos e exportações iniciais” para operadoras de jogo em outras regiões asiáticas. A porta-voz da APE recusou-se a revelar o local da fábrica, alegando ser “segredo comercial”. Riscos de importação Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal. Mas o território “dependeu durante muito tempo de cartas de jogar importadas, o que gerava riscos na cadeia de abastecimento”, sublinhou o director geral da Cartamundi para a Ásia-Pacífico, Jason Pearce. O executivo disse no comunicado que a abertura da fábrica “posiciona Macau não só como um centro global de jogo, mas também como produtor de material de alta qualidade para jogos”. “O mercado ganha finalmente uma opção local no fabrico de baralhos de cartas, abrindo as portas a uma verdadeira diversificação”, disse o director executivo da APE, Herman Ng Man Ho. Citado no comunicado, o empresário afirmou que os baralhos cumprem os requisitos regulatórios para poderem também ser exportados e usados em casinos de todo o mundo. De acordo com a mesma nota, o presidente da Associação de Empresários dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola de Macau, Alan Ho, disse que a nova fábrica poderá “abrir em conjunto os vastos mercados” dos dois blocos. Em Janeiro, a empresa da Malásia Mega Fortris abandonou planos, anunciados em Outubro, para produzir baralhos de cartas de jogo em Macau e lamentou a dificuldade em encontrar instalações e as elevadas rendas.
Hoje Macau SociedadeDon Donki | Obras resultam em condenações em Hong Kong Duas pessoas foram condenadas em Hong Kong com penas de prisão pela prática de corrupção, em contratos de obras renovação para lojas japonesas, entre as quais o supermercado “Don Don Doki”, em Macau, que implica dois contratos avaliados em 25 milhões de dólares de Hong Kong. Segundo o ICAC – Comissariado contra a Corrupção de Hong Kong – o caso remonta a 2019, quando a empresa KLC ficou encarregue de encontrar as empresas para renovar duas lojas: a Tokyo Lifestyle, em Kowloon, e o supermercado Donki Japan em Macau. A empresa KLC atribuiu às empresas RNK e FEL as obras. Contudo, Pian Pang Ka-shin, responsável pela empresa KLC, confessou ter sido subornada em mais de 230 mil dólares de Hong Kong, entre Junho de 2019 e Janeiro de 2022, para atribuir os trabalhos. Em Agosto de 2025, Piang foi condenada a três meses de prisão, depois de ter confessado os factos. Na quarta-feira, o Tribunal de Kowloon City condenou mais dois dos três arguidos por corrupção. Li Po-wah, director e accionista da RNK, e Pang Wai-yin, antigo supervisor das instalações da RNK, vão ter, cada um, de cumprir uma pena de prisão de seis meses. Segundo o tribunal, ficou provado que os dois pagaram um suborno de 170 mil dólares de Hong Kong a Pian Pang Ka-shin, pagamento que valeu a atribuição de um dos contratos. Em relação ao arguido Yung Chor-chi, operador da FEL, o tribunal entendeu que não havia provas suficientes para haver qualquer condenação.
Hoje Macau SociedadeTaipa | Plano para zona norte prevê habitação para 20 mil pessoas O Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona Norte da Taipa inclui 28 lotes destinado à construção de blocos habitacionais, com a capacidade para acolher cerca de 20 mil moradores, revelou ontem a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana numa reunião do Conselho do Planeamento Urbanístico. Segundo a TDM – Rádio Macau, o Governo pretende criar uma zona habitacional e comercial, “integrada na envolvente paisagística da colina, que conjuga diferentes formas de vida e indústrias”. Os 28 lotes destinados a habitação estão incluídos numa área mais envolvente, com 54 lotes, com uma área global de cerca de 222 mil metros quadrados e área bruta de cerca de 1,05 milhões de metros quadrados, equivalente a 147 campos de futebol. A zona de intervenção estende-se a Leste até à Avenida Padre Tomás Pereira e à Estrada Almirante Magalhães Correia, ficando a Estrada da Ponta da Cabrita e à Estrada Coronel Nicolau de Mesquita a Sul, a Avenida Dr. Sun Yat-Sen a Oeste o troço entre o Caminho das Hortas e a Rua de Tin Chon a Norte.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeAlfândega intercepta bens contrabandeados no valor de 25 milhões Os Serviços de Alfândega (SA) apanharam, nos primeiros quatro meses do ano, bens contrabandeados no valor de 25 milhões de patacas. Os dados foram divulgados por José Pou, chefe do Departamento de Gestão Operacional dos SA, no programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau. José Pou revelou que no período em análise foram realizadas 30 operações de combate ao contrabando em Macau, que resultaram na acusação de 68 pessoas na sequência de 62 infracções. Os bens interceptados foram, principalmente, alimentos, grãos de prata, cosméticos, produtos electrónicos, cigarros e álcool, com um valor de 4,72 milhões de patacas. Além disso, os SA detectaram 26 situações de contrabando nas pontes-cais do Porto Interior, com bens a rondar as 21 milhões de patacas. Os SA descobriram ainda 1.309 casos nos postos fronteiriços, o que culminou na proibição de passagem da fronteira de dois carros alegadamente usados para contrabandear bens. Sinais de crise Face ao aumento dos casos de contrabando, a advogada Lai Wing Yan, sediada em Hong Kong, escreveu no portal HK01 um artigo de opinião a argumentar que Macau está a atravessar um período de mudanças económicas, com maior inflação, tendo por base o caso recente de contrabando de mais de 50 quilos de comida em marmitas. No artigo intitulado “O caso do homem de Macau que contrabandeou 51 kg de marmitas — a tragédia silenciosa das classes trabalhadoras sob o monopólio do capital”, publicado ontem, a autora descreve como “recentemente os serviços aduaneiros de Macau interceptaram, no posto fronteiriço de Hengqin, um veículo particular que transportava escondidos cerca de 51 quilos de marmitas de comida cozinhada sem inspecção sanitária”, o que revelou ser “um fenómeno de contrabando bastante invulgar”. Na visão da advogada, há que analisar “o contexto social e económico por detrás destas quase cem marmitas baratas”, que podem reflectir “a realidade dos cidadãos das classes trabalhadoras de Macau, pressionados entre a escalada do custo de vida e o monopólio do capital, sendo obrigados a fazer compromissos dolorosos para sobreviver”. Este caso de contrabando pode ser sinónimo “das dificuldades das classes mais baixas”, questionando a quem se destina esta comida. “Numa cidade onde uma refeição simples pode facilmente custar dezenas ou até mais de cem patacas, estas marmitas baratas vindas de Zhuhai — sem controlo rigoroso de temperatura ou inspecção sanitária — passaram a preencher a necessidade de trabalhadores da construção civil, empregados de limpeza e profissionais de serviços com baixos salários”. Desta forma, argumenta, “o aparecimento deste tipo de contrabando é, na verdade, uma evolução inevitável da economia paralela perante as diferenças de preços entre regiões”, uma vez que “comprar este tipo de refeições simples no continente custa menos de 20 yuans, mas em Macau pode ser vendido pelo dobro, gerando lucro”. Lai Wing Yan acredita que “se os Governos continuarem focados na aparência da prosperidade dos indicadores macroeconómicos e em medidas temporárias como vales de consumo, ignorando problemas estruturais como a desigualdade na distribuição de recursos e a dependência de uma economia pouco diversificada”, vão continuar a ocorrer fenómenos semelhantes de contrabando. Este caso “carrega o peso real da sobrevivência das classes trabalhadoras — e servem também como um duro aviso para quem governa”.
Hoje Macau SociedadePonte HKZM | Incêndio levou a encerramento de túnel Um incêndio num camião com semi-reboque obrigou ao encerramento de parte do túnel da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e a condicionamentos durante três horas, na direcção de Macau para Hong Kong. O caso aconteceu na terça-feira à noite, por volta das 19h, de acordo com o jornal Ou Mun, e a infra-estrutura foi afectada até às 22h. Apesar do aparato das chamas, não foi registado qualquer ferido. Todavia, a acumulação de fumo dentro do túnel terá impedido a circulação naquele sentido, obrigando à suspensão do tráfego rodoviário. Os trabalhos de remoção do veículo foram concluídos por volta das 20h, altura em que foi possível abrir à circulação uma das vias de trânsito. No entanto, as restantes apenas foram reabertas por volta das 22h. Segundo as autoridades do Interior, durante o incêndio, o sistema de combate automático às chamas do túnel foi accionado. Crime | Dois homens detidos por conduzirem alcoolizados O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) anunciou ontem a detenção de duas pessoas, por conduzirem com níveis de álcool no sangue acima do legalmente permitido. O primeiro detido é um homem com cerca de 60 anos, que afirmou ser reformado, e que foi interceptado na Rua do Campo, depois de ter estado envolvido numa colisão, num dos cruzamentos. O homem conduzia uma mota e quando fez o teste do balão acusou 1,45 gramas de álcool por litro de sangue. O homem não se conformou e pediu uma contraprova no hospital, que fez disparar o resultado para 1,81 gramas de álcool por litro de sangue. Após o segundo teste, o homem admitiu ingerido bebidas alcoólicas em casa. No segundo caso, um sujeito com cerca de 30 anos foi encontrado a dormir com o carro ligado, nas primeiras horas da manhã. Um transeunte chamou a polícia, que testou o homem. O teste indicou a presença de 1,83 gramas de álcool por litro de sangue. Troca de dinheiro | PJ anuncia detenção de homem A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um homem por troca ilegal de dinheiro e apreendeu 95 mil dólares de Hong Kong, quantia que se suspeita estar envolvida na prática do crime. O detido tem 27 anos, é natural do Interior da China, e afirmou estar desempregado. A detenção aconteceu num casino do Cotai, quando os agentes estranharam o comportamento do suspeito e de uma mulher, por aparentarem estar a trocar de dinheiro. Após terem sido interceptados pelas autoridades, a mulher confessou que tinha trocado dinheiro com o indivíduo com o intuito de jogar. A mulher afirmou também ter perdido logo todo o dinheiro. Por sua vez, o detido terá confessado a obtenção de um lucro de 150 renminbis com aquela operação em concreto. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Hoje Macau Manchete SociedadeComércio | Empresários espanhóis mais atentos a Macau Os empresários espanhóis começam a olhar com mais atenção para as oportunidades de comércio que a RAEM pode suscitar. A Câmara de Comércio de Espanha em Hong Kong diz que só recentemente os empresários viram “o potencial” do território A Câmara de Comércio de Espanha em Hong Kong indicou à Lusa que só muito recentemente empresários espanhóis começaram a reconhecer o “potencial de Macau” como elo de ligação entre os dois mercados. A organização indicou que os países de língua espanhola continuam a ser “pouco conhecidos pela vasta maioria dos empresários chineses”, criando uma “necessidade evidente de conhecimento e serviços de apoio empresarial”, que Macau e Hong Kong estão particularmente bem colocados para fornecer. No entanto, apesar do vasto potencial de parceria, a associação empresarial avisou que comunidade ibero-americana na China permanece “relativamente dispersa”, o que dificulta um crescimento coeso. O comércio bilateral de bens entre a China e Espanha ultrapassou os 55 mil milhões de dólares em 2025, crescendo dos cerca de 52 mil milhões de dólares em 2024. Quanto a Hong Kong, no ano passado as exportações espanholas totalizaram aproximadamente 1,17 mil milhões de dólares, enquanto as importações provenientes de Hong Kong rondaram os 600,1 milhões de dólares. Um novo alinhamento Segundo a Câmara de Comércio, o realinhamento das relações económicas globais despertou um interesse mútuo entre a China e os 21 países de língua espanhola, que “se torna cada vez mais evidente”, embora ambas as regiões continuem “insuficientemente compreendidas” uma pela outra. “A Espanha e a América Latina e Central destacam-se como uma região de grande interesse pela sua dimensão, diversidade sectorial e capacidade de fomentar parcerias em áreas como comércio, investimento, infra-estruturas, energia, agroindústria, tecnologia e serviços”, disse a Câmara, num conjunto de respostas a questões colocadas pela Lusa. Com Macau há muito definido pelo Governo da China como uma ponte entre o país e os países de língua portuguesa, esse papel foi recentemente expandido para englobar também os países de língua espanhola. Além de uma passagem por Portugal, o Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, adicionou também uma paragem em Madrid durante a sua primeira visita ao estrangeiro no mês passado. “Macau está agora a reforçar activamente os sectores de serviços empresariais, consultoria, formação e apoio administrativo — precisamente o tipo de infra-estrutura suave de que as empresas espanholas necessitam para uma entrada fluida no mercado chinês”, afirmou a Câmara de Comércio de Espanha em Hong Kong. Embora Espanha não tenha ainda uma câmara sedeada em Macau, a Câmara de Comércio de Espanha em Hong Kong afirmou estar “plenamente comprometida” em apoiar empreendedores baseados em Macau e em reforçar a cooperação entre os dois ecossistemas de negócios. A organização está a promover ligações entre empresas espanholas e chinesas em sectores complementares como serviços corporativos, turismo, hotelaria e restauração, ao mesmo tempo que, em conjunto com outras câmaras ibero-americanas, “fomenta a criação de uma comunidade empresarial mais ampla em Hong Kong”. Combinado com o “conhecimento interno do ambiente económico e regulatório chinês”, a organização realçou que Macau oferece um “ponto de partida natural e prático” para empresas de Espanha, Portugal e América Latina.
Hoje Macau SociedadeAutocarros de lazer | Mais de três mil pessoas utilizaram serviço Dados do Governo revelam que até à passada segunda-feira, “mais de 3.000 passageiros” utilizaram o serviço de Autocarro de Turismo e Lazer mantido com o apoio das seis operadoras de jogo para revitalizar a economia dos chamados bairros comunitários. Entre os passageiros, “1.100 optaram por desembarcar nas paragens” destas zonas menos turísticas. Segundo uma nota conjunta das direcções dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Turismo e Inspecção e Coordenação de Jogos, “os pontos de desembarque mais populares foram a ZAPE, o Pagode do Bazar e a Rotunda de Carlos da Maia”, pelo que as autoridades consideram que o programa, recentemente lançado, obteve “resultados na revitalização do ambiente de negócio nos bairros”. Os percursos de autocarro criados estão interligados com os negócios locais existentes nestes bairros, a fim de potenciar o consumo e ajudar a revitalizar a economia.
Hoje Macau SociedadeProtecção animal | Cães abandonados nas ilhas originam queixas Dois membros do Conselho dos Serviços Comunitários das Ilhas queixaram-se do número crescente de cães abandonados em Taipa e Coloane, durante uma reunião do organismo realizada na terça-feira. Segundo o jornal Ou Mun, os conselheiros esperam que o Governo resolva o problema de forma célere. A conselheira Leong Meng Ian citou queixou de um grupo de moradores da Taipa quanto ao surgimento de vários cães abandonados à beira da estrada, o que representa uma potencial ameaça ao trânsito e para a segurança dos próprios animais. A responsável disse ainda que os cães abandonados podem originar problemas de higiene ambiental, espalhando resíduos pelas ruas, contribuindo para o aparecimento de bactérias e ratos. Os locais onde os cães mais aparecem são as proximidades da Taipa Grande e a povoação de Sam Ka. Por seu turno, o conselheiro Lei Man Chong apontou que o número de cães abandonados aumentou também em Coloane e na povoação de Ka-Hó, verificando-se uma concentração dos animais nas estradas. Segundo o relato do conselheiro, estes perseguem veículos e podem pôr em causa a segurança dos condutores, residentes e turistas.
Hoje Macau Manchete SociedadeTurismo | Número de visitantes nos feriados ficou abaixo do esperado Durante os cinco dias de feriados do Dia do Trabalhador entraram em Macau cerca de 873 mil turistas. O número ficou aquém das expectativas, que apontavam para mais de um milhão de visitantes Macau recebeu pouco mais 873 mil de visitantes durante os cinco dias de feriados do Dia do Trabalhador, um valor inferior às previsões das autoridades do território, foi ontem anunciado. O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) indicou que as fronteiras do território registaram a passagem de 873,229 visitantes entre 1 e 5 de Maio, uma média de 174.645 visitantes por dia. As autoridades do território tinham previsto uma média diária entre 210 mil e 220 mil visitantes e um total de visitantes de 1,1 milhões durante um dos períodos de maior movimento turístico do país. Mesmo abaixo das expectativas, o valor total registado representou um aumento de 2,7 por cento, quando comparado com o mesmo período de férias no ano passado. Turistas do país dominam Os turistas do Interior da China representaram 83 por cento do total, com visitantes de Hong Kong e de Taiwan a representar 10,8 e 1,3 por cento, respectivamente, e os turistas internacionais apenas 4,9 por cento. O segundo dia do Dia do Trabalhador, 2 de Maio, fixou um novo máximo histórico de Macau, com quase 248 mil turistas a entrarem no território. Perto de 3,8 milhões de pessoas atravessaram os postos de controlo fronteiriços de Macau durante os cinco dias, uma média de 762.526 travessias diárias, superando a previsão de 3,6 a 3,7 milhões de pessoas feita pelo CPSP na semana passada. Macau registou mais de 11,2 milhões de visitantes entre Janeiro e Março, mais 13,7 por cento do que no mesmo período de 2025 e um recorde na história do território para os três primeiros meses do ano. As semanas douradas são usadas como indicador da actividade económica da China, que procura impulsionar o consumo e os serviços como motores da procura interna, que ainda não recuperou totalmente desde a pandemia. Na semana dourada anterior, os nove dias de feriados do Ano Novo Lunar no Interior da China, a maior migração anual do mundo, Macau recebeu quase 1,6 milhões de visitantes.
Hoje Macau Manchete SociedadeTufões | PME poderão receber indemnização mesmo sem danos O Governo de Macau anunciou ontem que Pequenas e Médias Empresas (PME) poderão aceder a um seguro para fenómenos climáticos extremos, sendo oferecida uma indemnização por tempestades que afectem o território, mesmo sem registo de danos. “Quando for emitido o sinal 10 de tempestade tropical, o mais elevado, e este se mantiver içado por 10 horas ou mais, o segurado poderá reclamar uma indemnização correspondente a 10 por cento do respectivo capital seguro”, explicou ontem numa conferência de imprensa o director-geral do Departamento de Subscrição da Companhia de Seguros Vida China Taiping, Hong Jiawen. Tanto em Macau como na região vizinha de Hong Kong, a escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10 (o mais elevado), com a emissão a depender da proximidade da tempestade e da intensidade do vento. O representante adiantou que a nova medida complementa o regime existente, que cobre danos causados por eventos como o nível 8 de tufão, marés de tempestade ou sinal de chuva intensa. Os prejuízos abrangidos incluem danos em edifícios, fundações de construções, mercadorias e equipamentos electrónicos. Segundo um exemplo fornecido durante o evento, no caso de uma de empresa comprar um seguro 15.000 patacas, teria um tecto máximo de cobertura de seguro de 100 mil patacas. Segundo indicou no mesmo evento o chefe do Departamento de Desenvolvimento das Actividades Económicas da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Lau Kit Lon, o Governo continuará a conceder subsídios às PME elegíveis, “com a taxa de comparticipação a aumentar de 50 por cento do prémio anual padrão para 70 por cento do prémio após a aplicação do desconto por inexistência de sinistros”. Para a História Entretanto, Chan Kuan I, administradora do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, anunciou que, desde o lançamento em 2019 de um seguro de bens patrimoniais contra grandes desastres, foram emitidas 114 apólices e aprovados os respectivos financiamentos, num total de capital segurado de 16,9 milhões de patacas. “Quando o tufão Ragasa atingiu Macau no ano passado, o regime recebeu cinco participações de sinistros, todas rapidamente liquidadas, num total de 310 mil patacas indemnizadas”, disse Chan Kuan. Em 2025, Macau registou 14 tufões, ultrapassando o anterior máximo histórico de 12, registado em 1974, e fazendo do ano passado aquele com o maior número de tempestades tropicais desde o início dos registos em 1968, segundo apontou a direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG). Os tufões Wipha e Ragasa levaram Macau a emitir o nível mais elevado de alerta, sendo a primeira vez que, “num mesmo ano, foi necessário hastear por duas vezes o sinal 10”, indicaram os SMG. Mesmo assim, até hoje um sinal de tempestade nível 10 só esteve em vigor durante um período de mais de 10 horas em Macau durante a passagem do tufão Ragasa no ano passado. Os SMG prevêm que cerca de cinco a oito ciclones tropicais venham a afectar Macau em 2026, alertando para uma actividade ciclónica que poderá ser ligeiramente superior ao normal.
Hoje Macau SociedadeTuristas internacionais com maior interesse em Macau A plataforma digital de viagens Agoda indicou ter registado um aumento significativo nas pesquisas de alojamento na região chinesa de Macau por parte de viajantes internacionais. Num comunicado divulgado na segunda-feira à noite, a plataforma indicou que o número de turistas do Médio Oriente que demonstrou interesse em visitar Macau mais que duplicou (uma subida de 247por cento). A procura aumentou também na Índia (mais 70 por cento), Japão (mais 62 por cento), Tailândia (mais 56 por cento), Filipinas (mais 39 por cento) e Singapura (mais 25 por cento), revelando uma “diversificação dos mercados emissores que ultrapassa os padrões tradicionais de visitantes”, referiu a Agoda. O número de hóspedes internacionais que ficaram em hotéis de Macau aumentou 16 por cento durante o primeiro trimestre para 338 mil, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados dos Serviços de Estatística e Censos do território, a maioria dos hóspedes não-chineses eram da Coreia do Sul, cerca de 106 mil e mais 15,1 por cento que nos primeiros três meses de 2025. Contudo, o interior da China continua a representar a maior fatia do número total, com 2,74 milhões de hóspedes, algo que tem levado Macau a tentar atrair mais visitantes internacionais para a cidade. Mãos dadas Desde 2025, a Direção dos Serviços de Turismo de Macau (DST) e a Agoda têm colaborado em campanhas de promoção em mercados do Sudeste Asiático, Nordeste Asiático e Médio Oriente. A plataforma de viagens indicou ter renovado recentemente a parceria com a DST, de modo a promover hotéis boutique e de baixo custo em zonas menos turísticas da cidade. A iniciativa pretende dar maior visibilidade a alojamentos fora das áreas mais conhecidas da cidade, reforçando a atratividade junto de novos segmentos de viajantes, nomeadamente do Brasil, Vietname e Ásia Central. “Esta diversificação mostra que mais viajantes estão a olhar para Macau através de diferentes perspectivas de viagem, não apenas os padrões tradicionais”, afirmou num comunicado o director comercial da Agoda, Damien Pfrisch. Segundo a empresa, a parceria actual integra medidas de facilitação de vistos, esforços de conectividade e iniciativas a pensar nos turistas muçulmanos, procurando consolidar Macau como um destino internacional diversificado. Com sede em Singapura, a Agoda é uma das principais plataformas digitais de viagens do mundo.
João Luz Manchete SociedadeHengqin | Patrulhamento reforçado após homicídio de estudante Depois do homicídio de uma estudante da MUST em Hengqin, a três quilómetros do Novo Bairro de Macau, as autoridades da zona de cooperação reforçaram a frequência de patrulhamento na fronteira, zonas comerciais e residenciais. Foram também identificadas zonas pouco iluminadas e isoladas para reordenar Após o homicídio de uma estudante da MUST em Hengqin, no passado dia 20 de Março, as autoridades da Zona de Cooperação garantem ter reforçado o policiamento e reordenado as zonas consideradas potencialmente inseguras. “Os departamentos de segurança pública da Zona de Cooperação aumentaram a frequência de patrulhamento em postos fronteiriços, zonas comerciais, escolas e bairros comunitários com elevada concentração de estudantes e jovens”, revelou o director substituto dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Teng Sio Hang, em resposta a uma interpelação escrita de Che Sai Wang. O responsável da DSEDJ acrescenta que as autoridades da Ilha da Montanha desenvolveram operações especiais para reforçar a dissuasão de potenciais infrações, sem especificar que tipo de operações foram realizadas. O homicídio aconteceu na sequência do assalto a um apartamento onde moravam quatro estudantes, quando estavam duas vítimas na fracção. O Departamento de Segurança Pública de Hengqin emitiu na altura um comunicado a confirmar a detenção de um homem de 26 anos de idade, suspeito de ter atacado as duas mulheres, resultando na morte da aluna da MUST. Essa foi a última comunicação pública sobre o caso que aconteceu a três quilómetros do Novo Bairro de Macau e a menos de um quilómetro da fronteira com a RAEM. Até hoje, nada se sabe sobre suspeito, onde está detido, se já foi julgado ou condenado, correndo rumores nas redes sociais de que se terá suicidado. Apesar da opacidade no que toca a questões policiais, justiça e segurança, Teng Sio Hang vinca a boa comunicação entre as autoridades do Interior e da RAEM. Pontos negros Além do reforço do policiamento, as autoridades de Hengqin fizeram um levantamento de locais pouco iluminados ou com potenciais “riscos de segurança”, de forma a reordenar “vias principais e secundárias, troços isolados, parques, praças e zonas comerciais nocturnas”. O objectivo é criar um ambiente seguro para quem anda na rua à noite. Serão também organizadas campanhas de divulgação sobre protecção pessoal e reforço da consciência para aspectos de segurança, avançou o responsável da DSEDJ. Che Sai Wang salientou o pânico e a reacção pública que o homicídio provocou, ainda para mais numa altura em que o Executivo incentiva residentes da RAEM a mudarem-se para Henqgin, vontade materializada nos diversos mega-projectos, como a Cidade Internacional de Educação (Universitária) Macau–Hengqin. O deputado apontou que, após o homicídio, “alguns estudantes reduziram as saídas nocturnas nos seus tempos livres, e os pais e a comunidade estudantil manifestaram maior ansiedade em relação à segurança nas deslocações”. O legislador argumenta mesmo que o caso pode ter afectado “a confiança dos residentes de Macau na aquisição de habitação e emprego em Hengqin”.