Hengqin | Patrulhamento reforçado após homicídio de estudante

Depois do homicídio de uma estudante da MUST em Hengqin, a três quilómetros do Novo Bairro de Macau, as autoridades da zona de cooperação reforçaram a frequência de patrulhamento na fronteira, zonas comerciais e residenciais. Foram também identificadas zonas pouco iluminadas e isoladas para reordenar

Após o homicídio de uma estudante da MUST em Hengqin, no passado dia 20 de Março, as autoridades da Zona de Cooperação garantem ter reforçado o policiamento e reordenado as zonas consideradas potencialmente inseguras.

“Os departamentos de segurança pública da Zona de Cooperação aumentaram a frequência de patrulhamento em postos fronteiriços, zonas comerciais, escolas e bairros comunitários com elevada concentração de estudantes e jovens”, revelou o director substituto dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Teng Sio Hang, em resposta a uma interpelação escrita de Che Sai Wang.

O responsável da DSEDJ acrescenta que as autoridades da Ilha da Montanha desenvolveram operações especiais para reforçar a dissuasão de potenciais infrações, sem especificar que tipo de operações foram realizadas.

O homicídio aconteceu na sequência do assalto a um apartamento onde moravam quatro estudantes, quando estavam duas vítimas na fracção. O Departamento de Segurança Pública de Hengqin emitiu na altura um comunicado a confirmar a detenção de um homem de 26 anos de idade, suspeito de ter atacado as duas mulheres, resultando na morte da aluna da MUST. Essa foi a última comunicação pública sobre o caso que aconteceu a três quilómetros do Novo Bairro de Macau e a menos de um quilómetro da fronteira com a RAEM.

Até hoje, nada se sabe sobre suspeito, onde está detido, se já foi julgado ou condenado, correndo rumores nas redes sociais de que se terá suicidado. Apesar da opacidade no que toca a questões policiais, justiça e segurança, Teng Sio Hang vinca a boa comunicação entre as autoridades do Interior e da RAEM.

Pontos negros

Além do reforço do policiamento, as autoridades de Hengqin fizeram um levantamento de locais pouco iluminados ou com potenciais “riscos de segurança”, de forma a reordenar “vias principais e secundárias, troços isolados, parques, praças e zonas comerciais nocturnas”. O objectivo é criar um ambiente seguro para quem anda na rua à noite.

Serão também organizadas campanhas de divulgação sobre protecção pessoal e reforço da consciência para aspectos de segurança, avançou o responsável da DSEDJ.

Che Sai Wang salientou o pânico e a reacção pública que o homicídio provocou, ainda para mais numa altura em que o Executivo incentiva residentes da RAEM a mudarem-se para Henqgin, vontade materializada nos diversos mega-projectos, como a Cidade Internacional de Educação (Universitária) Macau–Hengqin.

O deputado apontou que, após o homicídio, “alguns estudantes reduziram as saídas nocturnas nos seus tempos livres, e os pais e a comunidade estudantil manifestaram maior ansiedade em relação à segurança nas deslocações”. O legislador argumenta mesmo que o caso pode ter afectado “a confiança dos residentes de Macau na aquisição de habitação e emprego em Hengqin”.

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