João Luz Manchete SociedadeSMG | Macau entre tufões com baixa probabilidade de ser afectada Com o ciclone tropical Narra a aproximar-se da Península de Leizhou, a cerca de 350 quilómetros de Macau, e o tufão Gaenari a chegar a terra em Fujian, as autoridades estimam que a RAEM não sofra impactos. Ainda assim são esperadas trovoadas durante a semana. Hong Kong não afasta a possibilidade de emitir sinal de tufão Macau está a passar pelos pingos da chuva nesta época de tufões, apesar da turbulência no Mar do Sul da China. Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) divulgaram ontem previsões que apontavam para a permanência do ciclone tropical Narra, entre hoje e amanhã, no Golgo de Beibu, entre a ilha de Hainan e a península de Leizhou, no sudoeste de Guangdong, a cerca de 350 quilómetros de Macau. As previsões indicavam ontem a probabilidade do Narra tocar terra em Leizhou. A leste, o tufão Gaenari tocou ontem em terra na cidade de Quanzhou, na província de Fujian, de acordo com órgãos de comunicação estatais, com os SMG a estimarem o enfraquecimento gradual da tempestade, a mais forte das três que afectavam ontem o Mar do Sul da China. As autoridades apontavam mesmo para a possibilidade de o Gaenari se dissipar ainda durante o dia de ontem. “Embora as previsões actuais indiquem a probabilidade reduzida de os dois ciclones tropicais representarem uma ameaça directa para Macau, continua a ser transportada humidade abundante para a costa do sul da China”, referiam ontem os SMG. As autoridades acrescentaram que nestas condições, e “sob a influência combinada de uma ampla depressão e de um fluxo de ar activo de sudoeste”, trovoadas podem atingir o território a meio da semana, entre hoje e quinta-feira, com aguaceiros no fim-de-semana. Alertas lá e cá Ontem à tarde, o Observatório de Hong Kong acompanhava as previsões dos SMG, tanto em relação ao Narra como ao Gaenari. Porém, ressalvava que se o ciclone tropical Narra tomasse uma trajectória que o aproximasse do estuário do Rio das Pérolas, poderia emitir sinal de alerta de tempestade, mas que, face às previsões de ontem, essa possibilidade era baixa. Recorde-se que as autoridades nacionais activaram no sábado o mecanismo de resposta de emergência de nível IV para cheias, o mais baixo, nas províncias de Guangdong, Guangxi e Hainan, perante a previsão de chuvas torrenciais provocadas pelo Narra. A Administração Meteorológica da China assinalou também uma situação rara, com três tufões activos em simultâneo no mar do Sul da China e Pacífico noroeste: Gaenari, Narra e Saudel. O tufão Gaenari, formado no sábado, é o 20.º ciclone tropical do ano, número muito acima da média histórica de 13,4 entre Janeiro e Agosto.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeSegurança rodoviária | Pedidas medidas para diminuir acidentes Ip Wai Keong, membro do Conselho Consultivo do Trânsito, considera que o crescente número de acidentes nas estradas tem de acabar, devendo ser reforçadas as acções de sensibilização em prol da segurança rodoviária. Ella Lei pede menos burocracia para resolver acidentes de menor gravidade Agosto ficou marcado pela ocorrência, em apenas duas semanas, de três acidentes rodoviários, sendo que um deles envolveu a morte de um idoso. A pensar no aumento da sinistralidade rodoviária, o membro do Conselho Consultivo do Trânsito, Ip Wai Keong, referiu, segundo o jornal Exmoo, que é necessário reforçar a educação para que haja uma maior consciencialização do problema por parte de peões e condutores. O responsável defende também uma melhor planificação de estradas, bem como um processo mais rápido de revisão da lei do trânsito rodoviário. Dados recentemente divulgados pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) mostram como entre Janeiro e Julho deste ano, Macau registou mais de oito mil acidentes de viação, menos 6,5 por cento face ao primeiro semestre de 2025. Porém, o número de casos fatais aumentou – quatro mortes no primeiro semestre, face a zero mortes em igual período do ano passado. Ip Wai Keong destacou como missão primordial o reforço da consciencialização da segurança rodoviária junto de condutores e peões, apostando-se no conceito de condução defensiva. Porém, os peões também necessitam cumprir as regras de trânsito, atravessando a rua de forma correcta, nas passadeiras, acrescentou. Embora refira que o CPSP realiza muitas acções de divulgação de informações sobre segurança rodoviária, pede que seja feito mais neste âmbito, com aposta nas redes sociais e novos meios digitais, para que se chegue a públicos-alvo de diferentes idades. No que diz respeito à planificação de estradas, o conselheiro defende que muitas ruas não foram alvo de mudanças devido a questões históricas ou restrições geográficas, pelo que não se deve ter apenas em conta a segurança nas passadeiras ou intersecção de ruas. Ip Wai Keong deu o exemplo a alteração da circulação de trânsito na Zona Norte, que aliviou o cenário de engarrafamento, pelo que um ajuste sistemático da rede rodoviária é importante. Desta forma, o responsável pede que, em qualquer mudança de infra-estruturas para peões ou planificação de ruas, seja tido em conta o impacto no trânsito em zonas próximas. Este pede ainda uma maior regulação do uso de telemóvel ao volante e também quando os peões atravessam a passadeira. Facilitar procedimentos Por sua vez, a deputada Ella Lei destacou a necessidade de as autoridades melhorarem a forma como são resolvidos os acidentes de viação com menor gravidade, a fim de acelerar o processo e aliviar cenários de engarrafamento nas estradas. Em comunicado, a deputada, ligada aos Operários, recordou que no interior da China e em regiões próximas de Macau já existe um sistema em que, no caso de ocorrência de acidentes sem mortos, feridos ou sem estragos de maior, basta tirar fotografias do ocorrido e preencher documentos a descrever o acidente. Cabe depois às autoridades policiais confirmar as devidas responsabilidades, podendo os condutores tratar da restante burocracia com a seguradora. Para Ella Lei, este sistema pode reduzir, de forma significativa, o tempo gasto na resolução de acidentes e na obtenção de pagamentos por parte da seguradora.
João Luz Manchete PolíticaTerminal da Taipa | Coutinho pede redução de rendas de lojas A falta de clientes e a redução das ligações marítimas voltaram a mergulhar os lojistas do Terminal da Taipa numa crise da qual nunca saíram desde a pandemia. Pereira Coutinho pede flexibilidade ao Governo e à entidade gestora para reduzir rendas e impedir a desertificação do terminal Cerca de dois anos e meio depois da inauguração, o Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa juntava-se às infra-estruturas de transportes do território paralisadas pelas medidas de controlo da pandemia da covid-19. Após uma breve recuperação, “o movimento de turistas e residentes voltou a cair significativamente, agravando uma situação já de si frágil”, descreve o deputado Pereira Coutinho numa interpelação escrita divulgada ontem. Com receitas fracas e encargos mensais entre 60.000 e 80.000 patacas para pagar renda, água, electricidade, gestão e limpeza, o legislador pergunta ao Governo se pondera “rever as cláusulas contratuais celebradas com a empresa gestora, autorizando uma redução extraordinária, faseada e temporária das rendas dos espaços comerciais”. Coutinho recorda que durante o período crítico da pandemia da covid-19 o Governo “adoptou uma política de isenção temporária do pagamento de rendas”, permitindo aos comerciantes suportar “o impacto da paralisação quase total do turismo”. Em Março de 2020, o deputado acompanhou uma comitiva de lojistas do Terminal da Taipa na entrega de uma carta ao Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, a pedir ajuda, e mais dias mais tarde divulgou uma interpelação a sugerir a isenção de rendas. O deputado revela que os lojistas já tentaram negociar com a empresa gestora do terminal a redução de rendas, e que a empresa fez chegar as reivindicações dos comerciantes “às entidades competentes, mas a resposta foi peremptória: nos termos do contracto celebrado entre o Governo e a concessionária, os valores das rendas são fixos e inalteráveis, não sendo possível conceder qualquer redução ou isenção”. Sem oásis à vista Pereira Coutinho salienta o “verdadeiro desperdício de recursos públicos” resultante do subaproveitamento da “mega-estrutura”, em particular desde a entrada em funcionamento da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau, assim como da drástica redução das travessias marítimas. O deputado acrescenta que “a falta de articulação entre o terminal marítimo, o aeroporto, parques de estacionamento independentes e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal tem contribuído para a desertificação do espaço e para o agravamento da situação dos comerciantes”. Como tal, pergunta ao Governo de Sam Hou Fai se está disponível para marcar uma reunião urgente com os lojistas, a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água e a empresa gestora para encontrar “uma solução que evite o colapso daqueles espaços e salvaguarde os postos de trabalho dos residentes ali existentes”. Coutinho questiona também se o Executivo tem planos para dinamizar o Terminal da Taipa integrando-o com o aeroporto, os parques de estacionamento independentes, e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal, com vista a aumentar o fluxo de passageiros.
Hoje Macau Manchete PolíticaLavagem de dinheiro | RAEM e São Tomé e Príncipe vão assinar acordo Macau e São Tomé e Príncipe vão assinar um acordo de troca de informações para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo. O memorando de entendimento será assinado entre os Serviços de Polícia Unitários e a Unidade de Informação Financeira do país africano De acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, o protocolo envolve a troca de “informações financeiras” para o combate ao branqueamento de capitais, “crimes subjacentes associados”, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça. O memorando de entendimento será assinado com a Unidade de Informação Financeira da República Democrática de São Tomé e Príncipe. Segundo o despacho, assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, em 17 de Fevereiro, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, pode delegar esta missão ao comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), Leong Man Cheong. O Gabinete de Informação de Macau (GIF), responsável pelo combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça, está sob a tutela dos SPU. Recorde-se que em Março de 2022, um relatório anual do Departamento de Estado dos EUA designou Macau como um dos principais pontos de branqueamento de capitais a nível mundial. Segundo o relatório anual do GIF, Macau tornou-se em 2019 o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais (GAFI) que cumpria “todos os 40 padrões internacionais” sobre a prevenção da lavagem de dinheiro, do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa. Em Maio de 2025, Macau assinou também com Angola um acordo para trocar informações, de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo ou à proliferação de armas de destruição maciça. O GIF de Macau assinou acordos para a troca de informação com 33 países e territórios, incluindo a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária de Portugal, em 2008, a Unidade de Informação Financeira do Banco Central de Timor-Leste, em 2018, e, em 2019, o Conselho de Controlo de Actividades Financeiras do Brasil e a Unidade de Informação Financeira de Cabo Verde. Carnaval do consumo O número de transações suspeitas registadas nos casinos subiu 8,7 por cento na primeira metade do ano, em comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dados oficiais do GIF. As seis operadoras de casinos em Macau submeteram, no total, 2.018 participações de transações suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo entre Janeiro e Junho. No final de Maio, o Governo anunciou também que a Direcção dos Serviços da Protecção de Dados Pessoais (DSPDP) iria assinar acordos de cooperação com as entidades homólogas de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde. Duas semanas depois, a DSPDP indicou que os acordos irão aperfeiçoar “a cadeia de cooperação entre a China e os países lusófonos nas áreas de segurança de dados e de protecção da privacidade pessoal”.
Hoje Macau China / Ásia MancheteRobôs chineses batem recordes humanos na prova de 100 metros e no salto em altura Robôs chineses bateram sábado recordes atléticos estabelecidos por humanos, incluindo o recorde mundial nos 100 metros do atleta jamaicano Usain Bolt, no dia de abertura dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim. Numa prova de velocidade de 100 metros, um robô humanoide alcançou um tempo de 9,39 segundos, batendo o recorde humano de 9,58 segundos estabelecido por Usain Bolt em 2009. No salto em altura a partir da posição em pé, um robô humanoide conseguiu atingir 2,88 metros, bem acima dos 0,95 metros alcançados por um robô na primeira edição dos jogos, no ano passado e superando o recorde humano de salto em altura de 2,45 metros, estabelecido pelo cubano Javier Sotomayor em 1993. Ambos os robôs eram da empresa X-Humanoid, sediada em Pequim. Antes da abertura, um robô humanoide da empresa chinesa de smartphones Honor completou uma corrida de 100 metros num tempo recorde de 9,32 segundos durante um ensaio dos jogos, segundo a empresa, a uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo. No entanto, especialistas afirmam que os robôs humanoides continuam a ser utilizados principalmente para demonstrações, espectáculos e investigação e que ainda levará algum tempo até alcançarem uma implantação em massa no mundo real. Mais de 2.000 robôs humanoides participaram no evento, segundo a organização. Corrida tecnológica Os jogos, semelhantes aos Jogos Olímpicos, com duração de cinco dias e agora na sua segunda edição, constituem um espectáculo que demonstra o rápido progresso da China na robótica avançada, à medida que a corrida tecnológica com os Estados Unidos (EUA) se intensifica, com 51 provas e mais de 1.000 competições a decorrer, incluindo corrida, ténis de mesa e futebol. Os jogos, que decorreram no Oval Nacional de Patinagem de Velocidade construído para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, tiveram início na mesma semana em que Pequim acolheu a Conferência Mundial de Robótica de 2026, onde as empresas apresentaram cerca de 3.000 produtos. A China fabrica a maioria dos robôs humanoides do mundo. Centenas de robôs humanoides marcharam em formação para o campo numa enorme demonstração de coordenação sincronizada na abertura do evento. Os jogos de robôs deste ano que, segundo o organizador, contam com a participação de 16 países, entre os quais a Alemanha, o Japão e os EUA, incluem também outras provas, como o levantamento de peso.
Hoje Macau Manchete SociedadeNatalidade | Escolas incluem alunos idosos para colmatar quebra Já há escolas do território a receber estudantes com mais de 65 anos para colmatar a falta de alunos, cenário que se verifica devido à quebra de natalidade. Uma dessas instituições de ensino é a Escola Sun Wah A quebra gradual taxa de natalidade em Macau tem levado as escolas do território a transformar-se em espaços de ensino não só para crianças, mas também para a terceira idade. No interior de um edifício residencial na zona norte de Macau encontra-se a Escola Sun Wah. Sem sinais exteriores que indiquem ser uma escola, o espaço de ensino acolhe reformados que frequentam aulas em salas contíguas às do jardim-de-infância e do ensino básico e secundário, partilhando espaços comuns e corredores com as crianças, um cenário que pode apontar para o futuro da educação na cidade. Após o fim de uma aula de caligrafia, dezenas de alunos idosos exibem orgulhosamente os seus trabalhos. Entre eles está Margarida Ip, de 75 anos, antiga operária fabril que começou a frequentar aulas após a reforma. Não teve oportunidade de estudar na juventude mas, agora, os seus dias são preenchidos com várias aulas. “Aprendo caligrafia todas as segundas e quartas-feiras, inglês às quintas, também aprendo natação de manhã, há pouco tempo tive algumas aulas de informática e quero aprender mais. Estou muito feliz”, disse Ip à Lusa. A presidente da Escola Sun Wah, Ho U, afirmou que a instituição oferece cursos para idosos desde 2024, incluindo pintura chinesa, dança, instrumentos musicais, línguas e artes marciais. Desde então número de alunos quadruplicou, chegando agora aos 2.000. Esta expansão ocorre numa altura em que a taxa de natalidade em Macau continua a sua queda de 11 anos. Em 2025, a cidade registou apenas 2.871 nascimentos, o valor mais baixo em quase meio século, com uma taxa de fecundidade de 0,47 filhos por mulher entre os 15 e os 49 anos, outro mínimo histórico, segundo dados oficiais. Só três turmas Na Escola Sun Wah, o departamento de jardim-de-infância tem agora apenas três turmas, com o director, Ho U, a reconhecer que “alguns assistentes educativos” foram despedidos devido à queda do número de matrículas, embora cada turma mantenha ainda mais de três elementos no corpo docente. Mas a escola também se adaptou. “Mais de dez professores do jardim-de-infância e do ensino primário vão trabalhar a tempo parcial na educação de adultos e de idosos no próximo ano lectivo”, afirmou Ho U, acrescentando que “podem leccionar música, pintura, inglês, português, tecnologia e muito mais”, disse o director. Para preservar postos de trabalho, a Sun Wah está a expandir o seu programa de educação para adultos e idosos. Está prevista a abertura de um novo campus no centro de Macau, com 30 turmas e um investimento superior a um milhão de patacas. O professor de caligrafia, Lei Man Wai, que pratica esta arte há 50 anos e a ensina há décadas, afirmou que ensinar reformados “é muito mais fácil do que ensinar crianças” devido à motivação e à capacidade de concentração que apresentam. Um reformado de apelido Chang, antigo funcionário público, pratica caligrafia há nove anos desde que se reformou. “Se não estou a praticar caligrafia, estou a ler algo sobre o assunto nesse dia”, disse à Lusa. Actualmente, frequenta cursos tanto na Sun Wah como na Universidade Politécnica de Macau. Tendência crescente O Governo oferece a cada residente com 15 ou mais anos um subsídio de 6.000 patacas para educação contínua. Entre 2023 e 2026, mais de 41.000 idosos participaram em diversos cursos, segundo a Direção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). O número de vagas para cursos para idosos no ensino superior de Macau “ultrapassará os 9.000 este ano”, indicou a DSEDJ à Lusa, acrescentando que “a participação dos idosos continua a aumentar”. No entanto, nem todas as escolas estão convencidas que esta mudança é necessária. A Escola Secundária Pui Va, por exemplo, tem menos duas turmas de jardim-de-infância do que no ano passado, mas seu director, Lei Chau Lam, afirmou que a escola “irá reflectir” sobre a transformação, mas indicando que “perante a quebra da natalidade”, a escola mantém-se confiante de que continuará a operar. “Não acho que a transformação ajude estudantes e os pais (…). Quando fundámos a escola, começámos com apenas uma turma”, apontou. Segundo a DSEDJ, actualmente entre nove e 11 escolas estão a considerar uma fusão ou reestruturação. Lei Chau Lam defendeu à Lusa que o Governo local deveria concentrar os seus esforços em “atrair talentos, facilitar a entrada de estudantes de outras regiões em Macau ou incentivar os jovens a terem mais filhos”, considerando que “estas medidas são as mais práticas”. Numa resposta a perguntas da Lusa, a DSEDJ afirmou que oferece apoio de transição às escolas com dificuldades em matrículas de alunos, incluindo subsídios para a transformação “em instituições de educação contínua, formação profissional ou educação para idosos”, bem como financiamento para a reconversão de professores, de modo a ajudá-los a obter acreditação profissional. No entanto, o director Lei Chau Lam duvida das medidas, questionando se os professores que perdem o emprego nas escolas terão “capacidade e qualificações para ministrar educação de adultos” após apenas “algumas formações”. O custo humano está patente na história de um professor. Bruce Lei, que leccionou chinês em escolas de Macau durante 25 anos, indicou ter perdido o emprego há dois anos devido a “falta de alunos”. Além de um curto período como substituto, não conseguiu encontrar trabalho desde então. O antigo professor referiu que a maioria das ofertas de emprego tem limites de idade e que as escolas evitam contratá-lo porque o seu salário legalmente exigido é demasiado elevado. Teve entrevistas noutras escolas, mas “não teve uma segunda oportunidade”. “A minha única esperança é encontrar um emprego como segurança ou esperar que a minha mãe morra para herdar a casa dela”.
João Luz Manchete SociedadePIB | Subida de 3,7% até Junho impulsionada pelo turismo O Produto Interno Bruto da RAEM subiu 3,7 por cento na primeira metade deste ano, face ao mesmo período de 2025, para um total de 209,9 mil milhões de patacas. O crescimento foi fomentado pelas exportações ligadas aos sectores do turismo e jogo, enquanto o consumo interno se manteve fraco “No primeiro semestre de 2026 a economia global da RAEM teve um crescimento estável, dado que as exportações de serviços continuaram a subir, impulsionadas pelo aumento homólogo do número de entradas de visitantes na RAEM”, indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), num comunicado emitido na sexta-feira. As estatísticas mostram que na primeira metade de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto para 209,91 mil milhões de patacas, mais 3,7 por cento em termos reais, face ao primeiro semestre de 2025. Em comparação com o período antes da pandemia da covid-19, o PIB dos primeiros seis meses deste ano foi equivalente a 89,1 por cento do volume económico do semestre homólogo de 2019. Analisando por principais componentes do PIB, os dados da DSEC mostram que no primeiro semestre deste ano “as exportações globais de serviços aumentaram 7,3 por cento, em termos anuais”, referindo-se à venda e prestação de serviços por privados ou empresas a clientes de fora. Este aumento foi justificado com a subida de 9 por cento do número de entradas de visitantes em Macau. Entre as exportações que mais contribuíram para o aumento do PIB, a DSEC destaca “as exportações de outros serviços turísticos e as de serviços do jogo que cresceram 10,8 e 5,5 por cento, respectivamente”. Em relação ao comércio externo de mercadorias, as exportações de bens aumentaram em termos anuais 14,8 por cento durante o período em análise, enquanto as importações subiram 9,5 por cento. Do outro lado Enquanto as exportações globais de serviços impulsionaram a subida do PIB, a procura interna manteve um fraco registo, apesar do crescimento de 2,7 por cento em termos anuais da despesa de consumo privado. No primeiro semestre de 2026, a despesa de consumo final do Governo registou uma contracção de 0,2 por cento, enquanto a formação bruta de capital fixo, um indicador do investimento em activos fixos da RAEM, diminuiu 9,3 por cento. Isolando o segundo trimestre deste ano, a DSEC revela que o PIB no final de Junho foi revisto para 102,35 mil milhões de patacas, registando um crescimento real de 0,3 por cento, comparativamente com o mesmo trimestre de 2025 e representando 87,9 por cento do volume económico do mesmo trimestre de 2019. No período entre Abril e Junho, os principais componentes do PIB que registaram aumentos foram as exportações de serviços (+1,6 por cento), a despesa de consumo privada (+2,1 por cento), a despesa de consumo final do Governo (+2,1 por cento) e a formação bruta de capital fixo (+4 por cento), em relação ao segundo trimestre de 2025. “Porém, a procura externa líquida desceu 2,5 por cento, devido às importações de bens terem subido (+13,5 por cento). Por seu turno, o deflator implícito do PIB que mede a variação global de preços (101,8) aumentou 2,9 por cento, em relação ao segundo trimestre do ano passado”, ressalva a DSEC.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLAG | Economia e baixa natalidade preocupam O Chefe do Executivo reuniu, na última semana, com representantes do sector financeiro e membros de Macau da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, a propósito da elaboração das Linhas de Acção Governativa para 2027. Panorama económico e baixa taxa de natalidade foram alguns dos pontos debatidos O Governo está prestes a apresentar mais um relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2027 e, a pensar nisso, reuniu na última semana com dirigentes associativos ligados ao sector financeiro e económico, e também com membros de Macau da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC). Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, no encontro de sexta-feira participaram 16 dirigentes associativos, tendo o panorama económico gerado maior debate. Uma das sugestões deixadas para as políticas a integrar o relatório das LAG passa pelo “estudo de aumento das políticas preferenciais na Zona de Cooperação em Hengqin”, ou ainda a “criação de um mercado de obrigações offshore em renminbi”. Nesta reunião, foi também defendido o “aumento dos incentivos à reconstrução e a resolução da questão da consolidação dos direitos de propriedade”, isto no que diz respeito à renovação urbana. Face à situação difícil das pequenas e médias empresas (PME), pediu-se o “reforço contínuo do apoio” a fim de “revitalizar a economia comunitária”. Os dirigentes do sector industrial, comercial e financeiro também alertaram o Governo quanto à necessidade de prestar maior atenção na “questão da desocupação de edifícios comerciais e trabalho de revitalização dos edifícios industriais”, sem esquecer a importância da “exploração de soluções adequadas” nesta área. Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, referiu, citado pela mesma nota, que vai “analisar e estudar com seriedade as valiosas sugestões”, lembrando que Macau “está numa fase crucial de desenvolvimento”. O governante máximo da RAEM deixou o apelo aos sectores industrial, comercial e financeiro para serem “proactivos na inovação e na procura de mudanças”. Estes devem também “melhorar continuamente a competitividade, injectando nova vitalidade no desenvolvimento global dos sectores” económicos. Poucos nascimentos Por sua vez, na quinta-feira, foi a vez de Sam Hou Fai reunir com membros de Macau no Comité Nacional da CCPPC e membros da CCPPC a nível provincial em Macau. Figuras como Chui Sai Cheong, membro permanente do Comité Nacional da CCPPC, ou Ho Ion Sang, membro de Macau no Comité Nacional da CCPPC, entre outros, chamaram a atenção para a importância “do desenvolvimento integrado entre Macau e Hengqin” ou ainda da aplicação de “medidas facilitadoras para a passagem fronteiriça, política demográfica, ensino superior e renovação urbana”. No que diz respeito à baixa taxa de natalidade em Macau e a “tendência de envelhecimento populacional”, estes responsáveis entendem que o Governo “deve analisar e estudar, com visão prospectiva” a situação, adoptando “iniciativas pragmáticas e eficazes”, tais como a “optimização da protecção dos idosos e dos cuidados de saúde, a fim de responder adequadamente a desafios decorrentes das alterações na estrutura demográfica”. Sam Hou Fai referiu, neste encontro, que se pretende construir um território “sustentável e com capacidade de responder a riscos e desafios internos e externos”. O Chefe do Executivo referiu ainda que o Governo “deve acelerar a melhoria da eficácia na governação e promover o desenvolvimento de diversos sectores com todo o esforço”. Consulta pública arranca hoje Começa hoje a sessão de consulta pública para a elaboração do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano. Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, a fase de recolha das opiniões de residentes decorre até ao dia 23 de Setembro, com as sugestões a poderem ser apresentadas em diversas plataformas, nomeadamente por email enviado à Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional, ou através da Conta Única de Macau. Na mesma nota, é ainda referido que “as participações activas dos residentes de Macau têm grande importância para o desenvolvimento contínuo da RAEM”, sendo que o objectivo é elaborar “um plano promissor para o desenvolvimento de Macau”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaZonta | Creche SMART fecha portas para evitar “riscos imprevisíveis” O Zonta Club de Macau anunciou, na sexta-feira, o encerramento oficial da creche SMART, na Taipa, depois de um longo diferendo com o Instituto de Acção Social (IAS) sobre alegadas irregularidades no funcionamento da instituição e concessão de subsídios. Numa nota divulgada na rede social Facebook, o Zonta Club de Macau continua a recusar muitas das acusações do Executivo. “Nunca houve qualquer desvio indevido de subsídios, não houve falsificação de registos de trabalhos, não houve cancelamento de contas e não houve actos a colocar em causa o interesse público de qualquer forma ao longo deste período.” Porém, descreve-se que “a continuidade das operações da creche iria expor a nossa associação a riscos imprevisíveis, deixando-nos sem outra alternativa a não ser aceitar esta decisão difícil”. O Zonta Club de Macau fala de “constrangimentos” que criaram “dificuldades inevitáveis”, tais como “restrições governamentais que levaram a atrasos nos trabalhos de renovação das instalações; ausências devido a licenças de maternidade e muitas saídas e entradas de trabalhadores que trouxeram desafios em matéria de recursos humanos”. A entidade assegura que ajudou as famílias “a melhor compreender a bem-sucedida implementação, em Macau, do princípio ‘um país, dois sistemas'”, e que sempre foi seguido o “princípio de amar o país e amar Macau”, sem esquecer o apoio “de forma activa, o Governo da RAEM nas políticas e serviços de apoio às crianças”. O Zonta Club de Macau agradece, porém, “ao Governo da RAEM pelo apoio financeiro de longo prazo e generosa assistência que permitiram a realização do nosso trabalho”.
João Luz Manchete PolíticaPlano quinquenal | O Lam destaca foco na zona integrada de turismo e cultura A ronda de entrevistas de governantes da RAEM a órgãos nacionais prosseguiu com O Lam, Chan Tsz King e Raymond Tam. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura está confiante que o Governo irá criar um marco cultural e turístico e um cartão de visita da cidade na zona integrada de turismo e cultura A agência estatal Xinhua e os diversos órgãos de comunicação nacionais prosseguiram as entrevistas a governantes da RAEM a propósito da apresentação do 3.º plano quinquenal, que irá guiar as políticas locais até 2030. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, frisou o empenho da sua tutela na construção e operação da Zona Internacional Integrada de Turismo e Cultura de Macau, um dos quatro grandes projectos que o Governo Central exigiu ao Executivo local. Citada pela Xinhua, O Lam referiu que o projecto tem potencial para se tornar um marco cultural e turístico de dimensão internacional, tornando-se um “cartão de visita cultural” da cidade e um ponto de viragem para o desenvolvimento económico diversificado de Macau. A zona integrada irá nascer no terreno marginal a leste da Torre de Macau e a Zona C dos Novos Aterros, onde serão construídos o Museu Nacional da Cultura de Macau, o Centro Internacional de Artes Performativas de Macau e o Museu Internacional de Arte Contemporânea. A secretária salientou também a entrada em funcionamento da primeira fase da Cidade Internacional de Educação Macau-Hengqin, outro dos projectos de grande envergadura atribuídos ao Executivo por Pequim. Mais uma vez, a internacionalização é um dos vectores essenciais deste projecto, através de cooperação entre as universidades de Macau e congéneres do Reino Unido, Austrália, Suíça e Portugal, para criar programas de formação conjunta e laboratórios em Hengqin. O Lam apontou que o projecto universitário tem também como objectivo tornar Hengqin num pólo de atracção de talentos, inovação tecnológica e modernização industrial na Grande Baía. Segurança nacional, ora pois Também o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, falou à Xinhua sobre a trajectória que a sua tutela irá seguir até 2030, seguindo as linhas do plano quinquenal. Chan garantiu que a segurança nacional será prioridade através do reforço dos mecanismos institucionais de salvaguarda da segurança nacional, promovendo melhorias legislativas para combater fenómenos como branqueamento de capitais e terrorismo Perante novos desafios, como fluxos transfronteiriços de dados e “deepfakes” gerados por Inteligência Artificial (IA), o secretário vincou que a RAEM irá reforçar as capacidades de segurança nacional em áreas como cibersegurança, dados e a IA, e reforçar a cooperação com Guangdong. Além disso, Chan Tsz King quer normalizar a divulgação de informações sobre segurança nacional e expandir o leque de actividades educativas sobre o tema. Por seu turno, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymund Tam, destacou em entrevista à agência Xinhua as várias formas como será desenvolvida a rede de transportes entre Macau e Hengqin. Parte desse plano será conseguido através da ligação entre o Metro Ligeiro e linha ferroviária de alta velocidade Guangzhou-Zhuhai.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteGP | Mercedes-AMG anunciou que voltará com três carros Esta quarta-feira, eram oito da manhã em Affalterbach, na Alemanha, quando a Mercedes-AMG anunciou o seu regresso a Macau, após um ano de ausência. A casa de Estugarda colocará três carros na grelha de partida da Taça do Mundo de GT da FIA, integrada no programa do Grande Prémio de Macau, que terá lugar entre 19 e 22 de Novembro O construtor alemão foi o grande ausente da edição do ano passado da Taça do Mundo de GT da FIA. Na altura, a Mercedes-AMG Motorsport justificou a decisão com a utilização dos sensores de binário, também obrigatórios este ano, e a falta de oportunidade para os testar com as equipas locais antes do grande evento no Circuito da Guia. Para este regresso à mais prestigiada corrida de “sprint” de GT3 do mundo, a marca da estrela de três pontas escolheu os alemães Maro Engel e Lucas Auer, ambos pilotos da Mercedes-AMG Performance Drivers, e o piloto de Hong Kong Adderly Fong. Os três Mercedes-AMG GT3 estarão inscritos por duas estruturas: a Craft-Bamboo Racing será responsável pelos carros de Engel e Fong, enquanto o de Auer será preparado pela estreante australiana Tigani Motorsport. Stefan Wendl, responsável pelo departamento da competição-cliente da Mercedes-AMG Motorsport, salientou que “Macau é simultaneamente um dos pontos altos da temporada e um enorme desafio”, explicando que, “como os sensores de binário são obrigatórios na Taça do Mundo de GT da FIA desde o ano passado e ainda não temos experiência com estes dispositivos no Circuito da Guia, estamos a dar particular importância à preparação e ao trabalho de simulação”. Tripla de luxo Maro Engel será, naturalmente, um dos principais candidatos à vitória. O alemão é um dos pilotos de GT3 mais experientes do mundo e bem-sucedidos em Macau. O seu palmarés fala por si: dez participações e quatro vitórias. Venceu a Macau GT Cup em 2014 e 2022 e triunfou na Taça do Mundo em 2015 e 2024. Em conjunto com Edoardo Mortara, Engel é, por isso, o recordista de vitórias em corridas de GT em Macau. O alemão soma ainda três presenças no pódio: o segundo lugar em 2018 e dois terceiros lugares, em 2016 e 2017. A principal figura da formação alemã afirmou que “ainda falta algum tempo, mas já estou ansioso pela atmosfera única e pelo fantástico apoio dos adeptos”. Engel voltou a destacar que se trata de uma pista que “exige tudo de um piloto e obriga a uma precisão extraordinária. É precisamente o tipo de desafio que adoro, porque é um daqueles circuitos onde o piloto pode realmente fazer a diferença”. Tal como Engel, Adderly Fong também representará a Craft-Bamboo Racing e leva consigo uma vasta experiência no circuito da RAEM. O piloto chinês de Hong Kong disputou pela primeira vez uma corrida de Fórmula 3 no Circuito da Guia em 2010 e estreou-se em GT3 em Macau, em 2014. Na sua participação mais recente, em 2025, Fong competiu ao volante de um Audi R8 LMS GT3, terminando na 13.ª posição. Por fim, Lucas Auer enfrentará pela primeira vez o desafio da Taça do Mundo aos comandos de um GT3. Contudo, o austríaco, de 31 anos, conhece bem o Circuito da Guia. Sobrinho do antigo piloto de Fórmula 1 Gerhard Berger e actualmente piloto do DTM, Auer disputou o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 entre 2012 e 2014. Na sua mais recente participação, em 2014, terminou na segunda posição. Marca com história Stefan Wendl voltou a recordar que «a Mercedes-AMG Motorsport tem um historial de sucesso em Macau e, naturalmente, queremos dar continuidade a essa tradição». Com nove vitórias em 18 corridas de GT3 disputadas até ao momento e cinco títulos de construtores, a Mercedes-AMG é a marca mais bem-sucedida em Macau na categoria. Todavia, o sucesso da marca no território remonta aos anos 1950, quando Douglas Steane, ao volante de um Mercedes-Benz 190 SL, e Arthur Pateman, com um Mercedes-Benz 300 SL, venceram as edições de 1956 e 1957, respectivamente. Mais tarde, já na era da Fórmula 3, a Mercedes voltou a celebrar por sete ocasiões entre 2005 e 2015. A marca germânica conquistou igualmente outros triunfos de menor importância no Circuito da Guia, nomeadamente na Corrida de Carros de Produção, na Taça GT – Corrida da Grande Baía ou, em 1969, na Guia 101, a única prova de automobilismo disputada nas ruas de Macau de forma independente do Grande Prémio.
João Luz Manchete SociedadeJogo | Analistas dizem que Macau continua “muito competitivo” Depois do Mundial de Futebol, o mercado do jogo teve uma “recuperação de receitas evidentes”, continuando a ser “muito competitivo”, segundo a análise da Seaport, depois de reuniões com equipas de gestão da MGM e da Wynn Os analistas da Seaport entendem que a indústria dos casinos de Macau “continua muito competitiva”, vivendo um período de “evidente recuperação de receitas”, depois do abrandamento durante o Campeonato Mundial de Futebol entre Junho e Julho. Segundo o analista sénior da empresa, Vitaly Umansky, as descidas brutas das receitas do jogo em Junho e Julho, “largamente influenciadas pelo campeonato do mundo de futebol, foram mais acentuadas do que o previsto”. Os comentários do analista foram proferidos, segundo o portal GGR Asia, depois de reuniões separadas com as equipas de gestão da MGM Resorts e Wynn Resorts, realizadas no primeiro dia da Conferência Anual de Verão da Seaport, que se realizou esta semana, na terça e quarta-feira. Recorde-se que as receitas brutas do sector caíram 12,1 por cento em termos homólogos em Junho, queda anual que foi atenuada no mês seguinte com um declínio de 8,4 por cento, de acordo com dados divulgados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos. Em relação à MGM, Vitaly Umansky indicou que o portfólio da empresa em Macau e o foco no segmento “massas premium” “funcionam melhor no actual mercado de Macau, onde a força reside nos segmentos de gama alta”. “A MGM está focada no crescimento do EBITDA [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] e continuará a adoptar uma abordagem racional em termos de custos e reinvestimento”, afirmou. No segundo trimestre, a concessionária gerou receitas líquidas de 1,10 mil milhões de dólares americanos, em comparação com 1,11 mil milhões de dólares americanos no período homólogo do ano anterior. Vamos por partes Em relação à Wynn, Umansky estima que as despesas operacionais aumentem, sendo expectável que no segundo semestre deste ano, e início de 2027, a concessionária tenha um desempenho um bocado mais lento em termos anuais. No segundo trimestre deste ano, os ganhos operacionais da Wynn Macau aumentaram 26,9 por cento para mais de 162,8 milhões de dólares americanos, enquanto os lucros EBITDA, sem o pagamento de rendas, aumentaram 17,1 por cento, para quase 297 milhões de dólares americanos, face ao período homólogo.
João Luz Manchete SociedadeFórum da Humanidade | Macau acolhe simpósio em Dezembro Macau vai acolher o Simpósio do Fórum Global da Humanidade nos dias 3 e 4 de Dezembro, que contará com a presença de Ban Ki-moon, antigo secretário-geral das Nações Unidas e presidente do conselho do Fórum Boao para a Ásia. Na apresentação do evento foi enaltecida a história de Macau, o que torna o território como o local perfeito para o simpósio Face ao panorama de mudanças e divisões civilizacionais que o mundo atravessa, será que existe espaço para que o diálogo humanista sirva de ponte para atravessar diferenças fracturantes entre povos? Esta é a questão que lançou a apresentação do Simpósio do Fórum Global da Humanidade deste ano, que se irá realizar em Macau nos dias 3 e 4 de Dezembro, indicou ontem o China Daily. Numa conferência de imprensa realizada em Pequim, foi anunciado que o evento irá contar com a presença de Ban Ki-moon, antigo secretário-geral das Nações Unidas e presidente do conselho do Fórum Boao para a Ásia. O jornal chinês salienta que fórum está empenhado em criar uma nova plataforma para o intercâmbio humanístico a nível global, facilitando a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e estrangeiras, bem como o desenvolvimento integrado da cultura e das indústrias em todo o mundo. O evento é organizado por instituições como a Fundação Ban Ki-moon, a Phoenix Network e a Aliança Global das PME, a Federação das Associações dos Sectores Culturais de Macau, a Humanity Assembly, entre outros parceiros. A organização salienta a vantagem geográfica única de Macau, moldada por mais de 400 anos de integração entre civilizações ocidental e oriental, para acolher o fórum que terá o tema “Beleza do Mundo, Harmonia em Diversidade”. Todos os quadrantes Na conferência de imprensa, Shi Baofeng, um dos organizadores do fórum, indicou que o evento irá reunir em Macau antigos líderes políticos de vários países e regiões, representantes de organizações internacionais, académicos de renome, artistas e líderes empresariais, num total de cerca de 500 participantes. Além de sessão principal, a agenda do evento inclui cinco sub-fóruns paralelos, incluindo um dedicado à juventude e outro ao papel das mulheres na liderança global e seminários vários. No final, será divulgada uma declaração a vincar os valores partilhados por toda a humanidade. A RAEM foi representada na conferência de imprensa que apresentou o Simpósio do Fórum Global da Humanidade pelo presidente da Fundação Macau, Wu Zhiliang, numa intervenção em formato vídeo. Wu Zhiliang sublinhou que “os mais de 400 anos de integração cultural entre o Oriente e o Ocidente em Macau constituem um exemplo vívido de coexistência entre civilizações”. Wu Zhiliang mostrou-se “esperançado que o fórum transforme a prática de diversidade e inclusão de Macau num valor público com relevância global”. “Macau tem servido, desde há muito, como uma janela para o intercâmbio entre as civilizações orientais e ocidentais. Hoje, essa janela abre-se não só para oportunidades de desenvolvimento, mas também para a confiança internacional. Ilumina não só os holofotes da actualidade, mas também serve de farol para a aprendizagem mútua entre civilizações”, completou o líder do Fundação Macau.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaConsulta | Pedidas mais regras para espaços de lazer infantil A Associação Geral das Mulheres de Macau defende que as autoridades devem criar mais critérios de segurança para espaços de lazer infantil. Esta foi uma das sugestões apresentadas ontem ao Governo a propósito da conclusão da consulta pública sobre o “Regime para a regulação de determinadas actividades e eventos” Mais regras de segurança para espaços de lazer destinados às crianças. É esta a ideia deixada ontem pela Associação Geral das Mulheres de Macau (AGMM) no âmbito da conclusão da consulta pública sobre o “Regime para a regulação de determinadas actividades e eventos”. Segundo um comunicado conjunto assinado pela AGMM, a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e a União Geral das Associações de Moradores (UGAMM), foi sugerido pela AGMM a criação de regras de segurança para espaços que acolham actividades recreativas para crianças, a fim de eliminar os riscos de segurança. A AGMM também defendeu um maior controlo do consumo de tabaco e álcool em salas de bilhar ou espaços de karaoke, tendo em conta que o Governo pretende flexibilizar o acesso de menores a estes locais de entretenimento. Foram ainda pedidas, em conjunto com a UGAMM, orientações claras para os proprietários destes espaços no que diz respeito à verificação da identidade dos adultos que acompanham os menores de idade nestes locais. A UGAMM sugeriu que o Governo deveria analisar a possibilidade de prolongar o tempo de permanência para menores nestes espaços durante os fins-de-semanas e feriados. A fim de evitar que zonas residenciais venham a ser afectadas pelo barulho de alguns negócios, a AGMM pede que sejam elaborados critérios concretos para actividades que possam interferir com o descanso, nomeadamente ginásios situados em edifícios habitacionais. Imagens com regras Outro ponto destacado no comunicado, e que também é regulado por esta legislação, diz respeito à captura de imagens em zonas turísticas. Ella Lei, deputada ligada à FAOM, e Cheng Ka Man, membro executiva da FAOM, declararam que apenas fotógrafos com residência em Macau devem realizar este trabalho. Desta forma, sugerem a criação de um meio de verificação da identidade destas pessoas, a fim de evitar a realização de trabalho ilegal. Já o vice-presidente da Associação Geral de Empregados do Sector de Serviço de Macau, Kuong Chi Fong, fez referência à situação nos salões de beleza, quando se propõe que um cliente deve ser atendido por um funcionário do mesmo sexo. Kuong Chi Fong pede maior flexibilidade nesta matéria, para que os donos dos espaços tenham maior facilidades em termos de recursos humanos. Outra área que este regime vem regular, é a das oficinas de automóveis. Neste sentido, o presidente da Assembleia Geral da Associação dos Profissionais de Automóvel de Macau, Ho Kam Chio, que também subscreveu o comunicado, defende que as autoridades devem definir os padrões de armazenamento e números dos óleos de motores disponíveis nas oficinas. Também devem ser criadas medidas para as oficinas mais poluentes, nomeadamente com a concessão de apoios para uma mudança para espaços mais apropriados. Todas as ideias defendidas por estas associações constam de um parecer com opiniões entregue ao Governo. A consulta pública começou dia 6 de Julho e terminou esta quarta-feira, estando agora o Governo a analisar as opiniões para produzir o relatório final sobre o processo. Segundo um comunicado oficial de várias direcções de serviços, foram recolhidos 192 pareceres, com mais de 800 opiniões.
João Luz Manchete PolíticaPlano quinquenal | Sam realça bem-estar da população como prioridade Em entrevista à CCTV, Sam Hou Fai apresentou o 3.º Plano Quinquenal da RAEM como um projecto com partida e destino final em três pontos: o bem-estar, felicidade e segurança da população. O Chefe do Executivo indicou que este Governo e o próximo têm de alcançar objectivos de médio e longo prazo Depois de Wong Sio Chak, a sequência de entrevistas de governantes locais a órgãos estatais de comunicação social prosseguiu com a entrevista do Chefe do Executivo sobre o 3.º Plano Quinquenal da RAEM, apresentado esta semana. Sam Hou Fai afirmou que o Governo da RAEM encarou a organização do plano quinquenal tendo como ponto de partida e destino final o bem-estar dos residentes. Para tal, o governante prometeu que irá alocar recursos para as camadas mais vulneráveis da população, dar o melhor apoio possível, dentro das capacidades do Executivo, para estimular os sentimentos de bem-estar, felicidade e segurança da população. Na entrevista à CCTV, Sam Hou Fai sublinhou entre as tarefas principais e prioritárias a renovação e revitalização dos bairros antigos de Macau, reconhecendo que a imagem urbana da cidade é um dos pontos cruciais, assim como aplicar medidas que promovam o crescimento económico. Para este mandato, Sam Hou Fai apontou para quatro objectivos-slogans: “Estado de Direito de Macau”, “Macau Vibrante”, “Macau Cultural” e “Macau Feliz”. O Chefe do Executivo afirmou também que o plano de cinco anos atravessa este Governo, mas também o sétimo Executivo da RAEM, ressalvando a importância de ao longo dos dois mandatos os governos se esforçarem para atingir objectivos de médio e longo prazo. Qualidade inigualável Grande parte da entrevista incidiu sobre a integração nacional de Macau e nas características da região que a diferenciam e conferem vantagens. Assim, Sam Hou Fai indicou que “o plano quinquenal irá guiar a RAEM para a frente, criando uma nova era de desenvolvimento de grande qualidade do princípio ‘um país, dois sistemas’ com características de Macau”. Para o governante, os objectivos traçados para os próximos cinco anos devem reflectir a supremacia do poder executivo, estabelecendo a coordenação com os poderes legislativos e judiciais. O governante da RAEM referiu também que os princípios gerais consagrados no plano quinquenal de Macau se alinham com os requerimentos nacionais estabelecidos pelo 15.º plano da China, assim como com o desenvolvimento nacional. Sam Hou Fai indicou também que esta é a única forma para Macau agarrar as oportunidades e apanhar a onda do progresso. O pragmatismo foi outro elemento-chave vincado pelo Chefe do Executivo, exemplificado com as metas quantitativas estabelecidas para a integração entre Macau e Hengqin, em termos de desenvolvimento industrial e qualidade de vida. Plano Quinquenal | Pedida maior coordenação de dados Dois especialistas demonstraram preocupação quanto à forma de gestão dos terrenos e coordenação de dados e necessidades populacionais, tendo em conta a divulgação do 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM, apresentado esta terça-feira. O tema foi debatido no programa matinal “Fórum Macau”, do canal chinês da Rádio Macau, tendo a urbanista Chan Chio I referido que deveria ter sido definido um prazo para a utilização temporária dos terrenos actualmente desocupados. Já Loi Hoi Ngan, professor adjunto do Centro de Estudos Políticos, Económicos e Sociais da Universidade Politécnica de Macau, afirmou que o Plano Quinquenal não contém referências face à população total em determinadas zonas do território, ou ainda o rácio de dependência face a algumas infra-estruturas. Assim, o académico pede que os departamentos públicos tenham em consideração a conjugação de dados ligados à população, actividades comerciais e escolas, a fim de se canalizarem recursos para as áreas com mais necessidade.
Hoje Macau China / Ásia MancheteComité de investigação adia conclusões sobre incêndio mortal em Hong Kong Um comité independente de investigação sobre o pior incêndio registado em Hong Kong desde 1948, que matou 168 pessoas em Novembro de 2025, disse terça-feira que adiou para o final de Outubro a entrega do relatório final. O líder do Governo da região chinesa, John Lee Ka-chiu, criou o comité em Dezembro, com a missão de completar um relatório, em nove meses, sobre “as causas do incêndio” e “apresentar recomendações para prevenir incidentes semelhantes”. O fogo, que deflagrou em 26 de Novembro do ano passado e se prolongou por mais de 44 horas, devastou sete edifícios de um complexo de habitação pública de Wang Fuk, situado na zona de Tai Po, nos Novos Territórios, onde viviam 4.600 pessoas. Num comunicado, o comité sublinhou que realizou 30 sessões diárias de audiências, entre Março e Julho, onde ouviu depoimentos orais de 80 testemunhas e relatórios periciais, além de ter recebido declarações escritas sobre o incêndio. A entidade disse que continua a receber “provas escritas e outros materiais”, sendo que já detém “mais de um milhão de ficheiros”, referentes a questões “numerosas e complexas, envolvendo muitas partes”. O comité admitiu que “é necessário mais tempo para analisar e estudar a grande quantidade de informação apresentada pelas várias partes” e elaborar um relatório “com base em factos concretos”. Por isso, a entidade liderada por David Lok Kai-hong, juiz do Tribunal de Primeira Instância do Supremo Tribunal de Hong Kong, pediu a John Lee a prorrogação do prazo para a apresentação do relatório, pedido que foi aceite. “Com base nos últimos avanços, o comité espera concluir o seu trabalho e apresentar o relatório ao Chefe do Executivo até ao final de Outubro”, sublinhou o comunicado da entidade. Cigarro fatal Em Junho, o magistrado já tinha recusado recomendar que o comité seja transformado numa comissão de inquérito, com poderes legais para convocar testemunhas. David Lok Kai-hong disse que o comité já tinha recolhido provas substanciais e alertou que uma mudança de estatuto poderia arrastar o processo e atrasar as conclusões pelas quais esperam os sobreviventes e a população. O juiz recordou o incêndio de Grenfell, em 2017, no Reino Unido, cuja investigação demorou nove anos, sendo que o julgamento não deverá ocorrer antes de 2029. “O nosso comité não deseja, nem permitirá, que tal coisa aconteça”, garantiu. Em Junho, o advogado principal da comissão, Victor Dawes, disse que dois grupos de peritos, a trabalhar de forma separada, concluíram que o elevado número de mortes no incêndio teria sido “totalmente evitável”. A líder da divisão de ciências forenses do laboratório público de Hong Kong, Lee Wing-man, indicou que a causa mais provável do incêndio terão sido pontas de cigarro fumadas por trabalhadores. A polícia deteve 22 pessoas por suspeita de homicídio voluntário, além de outras seis por suspeita de fraude. A agência anti-corrupção deteve ainda 23 pessoas, incluindo consultores, empreiteiros e membros da associação de condóminos. Em 10 de Junho, sete pessoas e duas empresas foram acusadas de 25 crimes, incluindo homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude, branqueamento de capitais, tentativa de obstrução à justiça e fraude fiscal.
João Luz Manchete SociedadeTaiwan | Recurso de Levo Chan novamente negado A justiça de Taiwan voltou a negar um recurso interposto pelo antigo líder da Tak Chun, após a sua esposa ter tentado levantar dinheiro de uma conta de um banco de Taipé. O tribunal da Formosa citou a sentença de Macau que o condenou por branqueamento de capitais, entre outros crimes Um tribunal em Taiwan voltou a julgar improcedente um recurso interposto por Levo Chan, ex-líder da Tak Chun, que tentou aceder a dinheiro depositado no Banco Taipei Fubon, onde o empresário que cumpre pena de prisão em Macau terá depositados 200 mil dólares americanos e 50 milhões de dólares de Hong Kong, segundo órgãos de comunicação social de Taiwan. O recurso agora negado confirma a sentença da primeira instância, num processo que começou com a esposa do ex-líder do grupo junket a tentar levantar pouco mais de 64.500 dólares americanos de uma conta no Banco Taipei Fubon. Segundo a defesa de Levo Chan, o residente de Macau assinou um acordo com o banco para a abertura de uma conta bancária no dia em 26 de Junho de 2020. Porém, quando este encarregou a esposa de levantar parte dos depósitos, munida da caderneta bancária, o pedido foi recusado. Segundo as explicações do banco, como Levo Chan foi condenado pelos crimes de associação criminosa, sociedade secreta, exploração ilícita de jogo e branqueamento de capitais pelos tribunais de Macau, as sentenças proferidas na RAEM provam que Chan não usou a conta bancária para o uso proposto. Além das questões legais ligadas à proveniência dos fundos, o banco de Taipé argumentou que como Levo Chan não é residente de Taiwan, não poderia mandatar alguém para fazer levantamentos em seu nome, sendo necessário apresentar-se pessoalmente no balcão da instituição. Várias injecções Os representantes do Banco Taipei Fubon indicaram ainda que a conta do antigo junket terá recebido várias vezes grandes quantias de dinheiro provenientes de fontes desconhecidas e oriundas do Banco da China. Parte desses fundos terão sido trocados por obrigações, levantando suspeitas de branqueamento de capitais. As suspeitas adensaram-se a partir do momento em que Levo Chan não forneceu provas da origem de dinheiro e a conta foi congelada. Neste capítulo, o tribunal de primeira instância deu como provado que a conta no Taipe Fubon terá misturado dinheiro limpo com lucros ilegítimos. A conta no Banco Taipei Fubon terá recebido três transferências 116,77 milhões de dólares de Hong Kong, entre Outubro de 2020 e Dezembro de 2021. Em Novembro de 2024, Levo Chan foi condenado a 13 anos de prisão por ter sido considerado culpado de 27 crimes: 24 crimes de exploração ilícita de jogo em local autorizado, um crime de associação ou sociedade secreta, um crime de exploração ilícita de jogo e um crime agravado de branqueamento de capitais.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeHac-Sá | Aberto concurso para obras do Campo de Aventuras Está aberto o concurso público para a primeira fase das obras do Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac-Sá, em Coloane. O custo do projecto tem uma proporção de mais de 50 por cento nos critérios de escolha do concessionário Vão finalmente avançar as obras do Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac-Sá, em Coloane, três anos depois do seu anúncio pelo Governo. Segundo um despacho publicado ontem em Boletim Oficial (BO), está aberto o concurso público para a primeira fase da obra de construção do campo. Este projecto conta com uma área de 10 hectares, devendo incluir 12 zonas temáticas de lazer e entretenimento. Cabe ao Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) organizar este concurso público, sendo que a obra não deverá prolongar-se além dos 460 dias. O local da construção é junto à Povoação de Hac Sá e Parque de Praia de Hac Sá, devendo ser apresentada uma caução provisória superior a seis milhões de patacas. Quanto aos critérios de escolha do futuro concessionário, o orçamento da obra representa 55 por cento da decisão, e as propostas devem ser submetidas até ao dia 7 de Outubro. O acto público de abertura das mesmas, acontece no dia seguinte, 8 de Outubro. Outros critérios de escolha da empresa responsável pela construção, são o prazo global da empreitada, com um peso de 10 por cento, enaquanto a avaliação do registo da situação de segurança e saúde ocupacional tem um peso de apenas 5 por cento. Segundo o despacho do BO, assinado por Ho Man Him, administrador do IAM, podem concorrer pessoas singulares ou colectivas que estejam inscritas na Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana; cada proponente apenas pode apresentar uma proposta, seja “em nome individual ou em nome de um consórcio”, pode ler-se. Datas previstas Este não é o primeiro concurso público aberto relativo a este projecto – segundo um comunicado do IAM, a 30 de Abril de 2025 foi também aberto um concurso tendo em conta algumas reformulações feitas ao projecto inicial, e com o objectivo de manter o orçamento inicial entre 500 a 600 milhões de patacas. Esse concurso visava as instalações e equipamentos do Campo. Segundo essa mesma nota, o Governo previa abrir o concurso público para a primeira fase de obras “no terceiro trimestre desse ano”, o que não aconteceu. Outra estimativa de prazos do IAM era, em relação ao segundo semestre deste ano, a abertura ao público “da zona para carros infantis e sítio de campismo”. No comunicado pode ler-se ainda que o IAM pretende ter “a conclusão simultânea das obras de todas as fases de construção no quarto trimestre de 2027 e o início do funcionamento experimental” nessa data. O Campo de Aventuras quer ser um espaço de prática desportiva ao ar livre e campismo, com projectos ligados à água, terra e ar, nomeadamente uma “torre de aventura, parede de escalada, a rede aérea suspensa, o conjunto da rede de treino, carros infantis e o circuito de bicicletas de montanha”, entre tantas outras actividades. “Espera-se que, após a conclusão do Campo de Aventuras, se crie um espaço para as crianças e jovens de Macau, enriquecendo as experiências de aventura tridimensionais em água, terra e ar, para fortalecer a sua condição física e força mental”, indicou o IAM na mesma nota.
Hoje Macau Manchete PolíticaReserva financeira | Junho fixa sétimo recorde consecutivo Os activos da reserva financeira da RAEM atingiram em Junho 704,3 mil milhões de patacas, somando o sétimo mês consecutivo de ganhos e estabelecendo um novo recorde. Na primeira metade deste ano, a reserva financeira registou uma valorização de 37,6 mil milhões de patacas Um balanço publicado ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM) no Boletim Oficial mostra que os activos da reserva valiam, no final de Junho, 704,3 mil milhões de patacas. De acordo com dados do regulador financeiro, desde o final de 2025 até ao fim do primeiro semestre deste ano, a reserva registou uma valorização de 37,6 mil milhões de patacas, atingindo em Junho um novo recorde máximo, pelo sétimo mês consecutivo. Só em Junho, a reserva ganhou dois mil milhões de patacas, batendo o anterior recorde, 702,3 mil milhões de patacas, fixado no final de Maio. A reserva ganhou 50,5 mil milhões de patacas durante o ano passado, mais do que em 2024, ano em que os activos tinham subido 35,7 mil milhões de patacas. Porém, o melhor ano de sempre para a reserva financeira continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os activos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas. Caso especial O valor da reserva extraordinária no final de Junho era de 518,4 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150 por cento do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas. Recorde-se que em Novembro, a Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas. Os investimentos subcontratados representam a maior fatia, 299,8 mil milhões de patacas, da reserva financeira de Macau, que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 293,7 mil milhões de patacas e títulos de crédito no montante de 108,4 mil milhões de patacas. Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas, correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9 por cento, disse em Março a AMCM. O retorno no ano passado aumentou 38,7 por cento em comparação com 2024, quando os rendimentos renderam à reserva quase 31 mil milhões de patacas, correspondente a 5,3 por cento.
João Luz Manchete PolíticaGoverno Central | Gabinetes aplaudem plano quinquenal Os gabinetes de Ligação do Governo Central na RAEM e para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado elogiaram o plano quinquenal apresentado pelo Executivo na terça-feira. As entidades indicaram que é “um plano que guia o futuro”, estabelecendo um novo modelo de governação Os gabinetes de Ligação do Governo Central na RAEM e para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado emitiram comunicados na noite de terça-feira a elogiar o terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico, apresentado horas antes por Sam Hou Fai e os secretários do seu Executivo. O porta-voz do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau afirmou o novo plano quinquenal é “um plano que orienta o futuro”, expressão que o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado também mencionou. O Gabinete de Ligação indicou que o programa estratégico para os próximos cinco anos estabelece um novo modelo de governação que privilegia a proactividade e eficiência. O organismo salienta como trunfos a “salvaguarda da segurança nacional e da estabilidade social, reforço da eficiência da governação da RAEM”, promoção da diversificação da economia, construção da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin, aceleramento da renovação urbana, garantia do bem-estar da população e integração e servir o desenvolvimento nacional. O porta-voz do Gabinete de Ligação acrescentou que espera que todos os cidadãos de Macau se envolvam e participem na implementação das medidas previstas no plano quinquenal e garantiu que o gabinete irá apoiar no Executivo a cumprir as suas responsabilidades. Manual de instruções Ambos os organismos apontam para um futuro mais brilhante de Macau, tendo como ponto de partida o terceiro plano quinquenal da RAEM. Por seu turno, um comunicado assinado pelo porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado refere que o programa para os próximos cinco anos “é um importante passo para a implementação com sucesso do princípio ‘um país, dois sistemas’ com características de Macau”, e “um plano que guia o futuro”. O organismo liderado por Xia Baolong destaca que o plano quinquenal “aplica com empenho o espírito das importantes instruções do Presidente Xi Jinping, com uma perspectiva mais ampla e uma orientação clara”. Além disso, indica que o plano “é pragmático, progressista, focado, preciso nos seus objectivos e eficaz nas suas medidas, apresentando uma forte pertinência e exequibilidade”. O porta-voz salienta aplaude também a prioridade dada pelo Executivo aos quatro grandes projectos que Pequim atribuiu à RAEM: Cidade Universitária Internacional Macau-Hengqin, Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau, Centro Internacional de Transporte Aéreo da Margem Oeste do Rio das Pérolas e Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau. Além disso, foi destacado que durante o período de consulta, foram recebidas, 1.716 propostas e 8.230 comentários, dos quais mais de 90 por cento foram positivos. O gabinete conclui que o resultado da consulta pública sobre o plano quinquenal “é mais um exemplo claro da democracia de elevada qualidade com características próprias de Macau, que reúne o consenso de toda a sociedade”
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaEsperado aumento inferior a 1% para médicos e enfermeiros Dados disponibilizados no 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM, divulgado esta terça-feira, revelam crescimentos inferiores a 1 por cento, até 2030, para o rácio de médicos, enfermeiros e número de camas por cada 1000 habitantes. Os dados constantes no documento mostram como Macau, em 2030, deverá ter uma média de 3,8 médicos por cada 1000 habitantes face à média de 3,4 médicos registada em 2025, tratando-se de um “aumento acumulado de 0,4 no rácio de médicos qualificados por cada mil habitantes”. No tocante a enfermeiros, em 2025 havia uma média de 4,8, sendo a previsão governamental, para 2030, de 5,6 enfermeiros, em média, por cada 1000 habitantes, um aumento de 0,8 por cento. Já no que diz respeito ao número de camas para internamento, em 2025 contabilizava-se uma média de 4,8 camas por cada 1000 pessoas, passando esse valor a ser de 5,2 por cento em 2030, um aumento previsto de 0,4 por cento, estima o Governo. Mais reformados Todos estes dados dizem respeito à secção do bem-estar da população, destacando-se o grande aumento de pessoas que se irão reformar: dos 159.313 residentes a receber pensão de idosos em 2025, Macau terá um total de 184.700 em 2030, tratando-se de um “aumento médio anual de cerca de 3 por cento”, pode ler-se. Face à segurança social, nomeadamente à “transição gradual” do Regime de Previdência Central Não Obrigatório para obrigatório, dos 112 mil contribuintes inscritos em 2025, as autoridades contam ter, em 2030, 116 mil pessoas, “uma subida acumulada de cerca de 3,6 por cento”. Face à “taxa de participação no regime de segurança social dos residentes com 18 anos ou mais”, que no ano de 2025 era de 82,4 por cento, o Governo não consegue prever uma percentagem correcta. Para 2030, estima-se apenas que essa participação se mantenha “num nível relativamente alto”. Em relação à proporção de camas de cuidados de enfermagem em lares de idosos, a taxa de cobertura era de 100 por cento em 2025, “mantendo-se inalterada” em 2030. O Governo explica que funciona o “Mecanismo de avaliação unificada e transferência centralizada”, pelo que “todas as camas dos lares para idosos financiados são atribuídas aos que têm incapacidade física moderada ou grave”, sendo que “os lares para idosos privados não financiados também prestam serviços de cuidados e assistência”, daí os 100 por cento.
Hoje Macau Manchete PolíticaQuadros qualificados | RAEM revê programa para atrair mais lusófonos O Governo de Macau prometeu ontem rever o programa de “captação de talentos”, durante a apresentação do terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico, que aponta como meta atrair mais quadros qualificados dos países lusófonos. “Em breve teremos uma revisão” do regime de captação de quadros qualificados, garantiu, numa conferência de imprensa, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau. Na apresentação do plano quinquenal até 2030, O Lam prometeu “auscultar a população e todos os sectores da sociedade” e apontou 2027 para a implementação de eventuais mudanças. O plano quinquenal prevê “optimizar o programa de captação de quadros qualificados, no sentido de criar condições favoráveis à captação de quadros qualificados internacionais e dos países de língua portuguesa”. Em 2024, o então líder da Comissão de Desenvolvimento de Talentos de Macau, Chao Chong Hang, admitiu que a maioria das 464 candidaturas aprovadas vinha da China continental (80 por cento) ou de Hong Kong (10 por cento). Em Abril, o novo coordenador da Comissão, Kong Chi Meng, disse que a terceira fase do programa incluía uma maior valorização de quadros qualificados com diplomas de universidades de Portugal e do Brasil. Macau estabeleceu em Julho de 2023 um programa de captação de quadros qualificados do setor financeiro e das áreas de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico, entre eles detentores do Prémio Nobel. O programa prevê, entre outras vantagens, benefícios fiscais. Este programa tornou-se a única alternativa para os cidadãos portugueses obterem o bilhete de identidade de residente no território. Isto porque, um mês depois, Macau deixou de aceitar novos pedidos de residência de portugueses para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território. As orientações eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999.
João Luz Manchete SociedadeTrânsito | Kaifong pedem suspensão de cartas e penas pesadas A vice-presidente dos Moradores pede acção para responder aos cinco acidentes mortais deste ano. Cheong Sok Leng sugere um mecanismo de sanções progressivas, suspensão da carta de condução, formação obrigatória e aumento das multas em especial para infractores reincidentes Os cinco acidentes que provocaram mortes este ano constituem um sinal de alerta que não pode ser ignorado, sem a tomada de medidas, segundo Cheong Sok Leng, vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau. Num artigo publicado no jornal Cidadão, a responsável, também membro do Conselho Consultivo do Trânsito defende a revisão da lei do trânsito rodoviário e o reforço da formação dos motoristas de autocarros públicos e de turismo. Em termos legais, Cheong Sok Leng sugere a introdução de um mecanismo de sanções progressivas, que inclua suspensão da carta de condução, formação obrigatória e aumento das multas a infractores reincidentes. Para reforçar o efeito dissuasor, a conselheira pede também o agravamento das sanções por condução sob o efeito do álcool, drogas e por excesso de velocidade grave. Direito e respeito A conselheira e dirigente dos Moradores salienta que os “condutores devem respeitar rigorosamente as regras de cedência de passagem aos peões nas passadeiras e estar atentos aos ângulos mortos causados por veículos de grandes dimensões”. Cheong Sok Leng recordou o caso do rapaz de 10 anos que morreu atropelado quando atravessava a rua numa passadeira como um exemplo que chocou a opinião pública, mas que representou o desrespeito pela prioridade a peões. Apesar dos esforços para relocalizar passadeiras, instalar ilhas de segurança e sinais fluorescentes e fazer marcações longitudinais de redução de velocidade, a conselheira afirma que as “melhorias nas infra-estruturas não podem substituir a consciência de segurança tanto dos condutores como dos peões”. Neste aspecto, Cheong Sok Leng destaca a situação dos idosos, que têm tempos de reacção mais lentos e são facilmente ignorados ao atravessarem as vias, defendendo a instalação de lombas, postes de aviso intermitentes e espelhos convexos de ângulo amplo perto de escolas e instituições para idosos A dirigente dos Moradores alerta também para importância de se prestar maior atenção à saúde dos motoristas profissionais e às suas condições de trabalho. Como tal, sugere ao Governo que estude a possibilidade instalar “sistemas de detecção de ângulos mortos, câmaras de visão panorâmica ou dispositivos de aviso de colisão lateral em todos os veículos de grande porte”. Além disso, os motoristas devem ser submetidos a exames médicos que atestem a condição física e mental para trabalhar.
João Luz Manchete SociedadeRenovação urbana | Wu Chou Kit quer dar prioridade à manutenção e beleza Face ao panorama económico pouco risonho, Wu Chou Kit acha que os esforços de renovação urbana se devem focar em obras de manutenção e embelezamento das ruas de Macau. O ex-deputado considera também que o futuro da indústria da construção está na renovação dos prédios antigos A manutenção de edifícios degradados e dar uma roupagem mais bela às rudas da cidade deveriam estar entre as prioridades dos esforços do Governo no que toca à renovação urbana. Esta é a ideia do ex-deputado e membro do Conselho para a Renovação Urbana, Wu Chou Kit, que apontou para a recuperação e valorização do tecido urbano de Macau, numa altura em que Sam Hou Fai prometeu acelerar a renovação urbana. Em declarações ao jornal do Cidadão, Wu Chou Kit vincou o ambiente económico complicado que Macau atravessa, com a continuidade da queda dos preços dos imóveis, mercado cuja recuperação continua sem se vislumbrar. Como tal, o foco deveria ser o prolongamento da vida dos edifícios antigos e o aumento do seu valor. O equilíbrio entre habitação privada e pública também foi mencionado pelo ex-deputado, que indicou que mais 85 por cento dos residentes têm imóvel próprio e, com a inauguração de mais edifícios de habitação económica, a vontade para reconstruir pode não parecer vantajosa economicamente para proprietários devido à falta de procura no mercado. Wu Chou Kit separou a situação de Macau e de Hong Kong, onde os preços dos imóveis aumentaram devido a factores externos como investimento imobiliário e a entrada de quadros qualificados na cidade vizinha, que impulsionou os preços e a construção de edifícios de qualidade. A única saída Como o Plano Director prevê o crescimento da população, Wu Chou Kit considera que o Governo deve antecipar essa tendência demográfica beneficiando as habitações privadas e a reconstrução dos bairros antigos. Além do jogo e do turismo, o ex-deputado sublinhou a importância económica do sector da construção, que sofre com a redução do volume de obras terminadas as construções na Zona A dos Novos Aterros Urbanos. Assim sendo, a renovação urbana pode servir como balão de oxigénio para o sector, multiplicando os projectos de obras privadas. O também engenheiro sugeriu ainda a implementações de políticas que aliviem a pressão económica dos proprietários com benefícios fiscais e isenção de pagamento de taxas na transmissão de bens imóveis.