Hoje Macau EventosMuseu do Grande Prémio celebra cinco anos de existência É no próximo dia 1 de Junho que o Museu do Grande Prémio de Macau celebra o quinto aniversário com uma série de actividades. Já a celebração do Dia Internacional dos Museus, acontece na próxima segunda-feira, 18 de Maio, com o tema “Museus a unir um mundo dividido”. Para começar, nesse dia o museu terá entrada gratuita, com actividades especiais que decorrem neste fim-de-semana. Uma delas é a leitura da história infantil “Passeio da Mak Mak por Macau – Grande Prémio de Macau”, das 15h às 16h, incluindo a “narração da história, pequenos trabalhos manuais, jogos e sessão de fotografias com a Mak Mak”, destinando-se a crianças com cinco ou mais anos de idade, acompanhadas por um dos pais ou encarregado de educação. Há 15 vagas disponíveis. Por sua vez, a 23 de Maio realizam-se três sessões do workshop “Let’s Glow! – Workshop de Placas de Néon de Corrida”, nos horários das 10h30, 13h30 e 16h. Cada sessão dispõe de 15 vagas para pares (pais/filhos) ou para participantes individuais. Carnaval na rua Também no dia 17, domingo, realiza-se o “Carnaval do Dia Internacional dos Museus de Macau 2026”, entre as 14h e as 18h, na Praça dos Lótus no Bairro da Ilha Verde, sendo que o Museu do Grande Prémio de Macau terá uma banca com o jogo “Pista de Dedo: A Batalha dos Pequenos Pilotos”. Destaque também para a realização, no dia 31 de Maio, de “Senna Lendário – Workshop de Modelo de Madeira de Corrida F3”, a “primeira iniciativa em antecipação do quinto aniversário do museu”. Há três sessões, às 10h30, 13h30 e 16h, sendo que os participantes poderão montar uma maqueta de madeira do carro F3 de Ayrton Senna, um produto que foi premiado nos “Hong Kong Smart Design Awards”. No dia de aniversário, 1 de Junho, será ainda entregue a cada visitante um autocolante com um motivo gráfico para ser afixado num painel interactivo com a silhueta do número “5”, construindo-se uma grande instalação alusiva ao aniversário. Os presentes poderão ainda participar gratuitamente, nas instalações do Museu, no jogo interactivo “Caça ao tesouro com lupa: Aventura para decifrar códigos”, sendo que o prémio principal é um modelo em miniatura do carro campeão Triumph TR2, construído com peças exclusivas MOC (My Own Creation).
Hoje Macau Eventos“Somos” | Moçambicano Hamir da Silva arrecada primeiro prémio de concurso de fotografia Já são conhecidos os vencedores da sétima edição do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/26”, que deu o primeiro prémio ao fotógrafo moçambicano Hamir da Silva. Dois portugueses arrecadaram o segundo e terceiro prémio. A mostra com os trabalhos seleccionados pode ser vista nas Casas Museu da Taipa A Somos – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa acaba de divulgar os vencedores da mais recente edição, a sétima, do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/26”. Esta edição teve como tema “O Hoje do Passado” e voltou a dar o primeiro prémio a Moçambique, nomeadamente ao fotógrafo Hamir da Silva. Segundo um comunicado da associação, este concorreu “com a imagem de um homem a sintonizar a frequência de um rádio antigo, resistente ao tempo, num mundo que corre atrás das novas tecnologias”. A fotografia de Hamir, intitulada “Resiliência da comunicação”, remete “para a intemporalidade de um rádio antigo e duas latas unidas por um fio improvisado, numa reinvenção da infância e da cultura de brincar que atravessa gerações”. Por sua vez, “no centro da imagem, um homem sintoniza, pacientemente, a frequência do aparelho que resiste ao tempo”, explica a associação, sendo que “enquanto o mundo corre atrás de novas tecnologias, o senhor Gilbert relembra que o simples pode ser extraordinário e que a memória tem o poder de unir pessoas”. Hamir da Silva recebe dez mil patacas de prémio, bem como uma viagem e estadia em Macau, para participar na cerimónia de inauguração da exposição e em workshops organizados localmente. O segundo prémio foi atribuído a Adão Salgado, de Portugal, e Carlos Júlio Teixeira, também de Portugal, ganhou o terceiro lugar. Ambos apresentaram “fotografias de tradições que perduram até hoje, desde a pesca artesanal- Arte Xávega – ao coro de mulheres durante a festa a São Vicente”. A exposição de fotografia que resulta deste concurso será inaugurada a 29 de Maio, a partir das 18h30, nas Casas Museu da Taipa. Pescas e festas Adão Salgado, que ficou em segundo lugar, ganhando sete mil patacas de prémio, apresentou a concurso a fotografia “O mar como legado vivo”, representando “a técnica secular da pesca tradicional portuguesa – Arte Xávega – que continua a alimentar comunidades e a definir a alma do litoral português”. Trata-se de “um ciclo produtivo pleno de função e propósito: a rede que sobe o areal traz consigo o sustento de agora e a herança de outrora; apoiado pelo esforço dos pescadores, assiste-se à vitalidade de um ofício que resiste à globalização”. Já Carlos Júlio Teixeira recebeu o terceiro prémio, no valor de cinco mil patacas, com a imagem “A fé cantada” tirada no interior de uma igreja, durante a festa devotada a São Vicente. Aqui, “vozes reúnem-se em coro num acto de fé pública, quase ancestral”, tratando-se de “mulheres que cantam, e é na sua voz que permanecem vivas as memórias de um povo que canta para não esquecer”. Outros prémios A Somos atribuiu ainda três menções honrosas a Carlos Costa (Portugal) com “Varge” tirada em Trás-os-Montes durante as “Festas dos Rapazes”, uma tradição antiga e emblemática da região. Clarice Carvalho (Brasil) ganhou a distinção com “Presente do passado”, imagem que representa “a força da escrita a atravessar o tempo, permanecendo activa não como vestígio, mas como continuidade”. Por sua vez, Marcos Júnior, também de Moçambique e que venceu a edição anterior do concurso, ganhou a menção honrosa com “Crescer entre memórias”, imagem “tirada diante de uma casa onde paredes antigas carregam histórias coloniais”. Representam-se, aqui, “vozes distantes e marcas de uma relação histórica entre Moçambique e Portugal, construída num tempo que não lhes pertence as crianças brincam como se o passado nunca tivesse sido pesado”. Gonçalo Lobo Pinheiro, fotojornalista que presidiu ao júri do concurso e membro da Somos, disse, citado por um comunicado, que este concurso voltou a “ser um sucesso ao nível da participação”, com centenas de fotografias a concurso, provenientes de diversos pontos da esfera lusófona. Um dado que confirma a vitalidade do projecto e o seu alcance internacional, “algo que muito nos orgulha”. Ao nível das obras submetidas destacaram-se propostas muito “consistentes, que justificaram plenamente a selecção final”. Assim, disse, os vencedores, bem como as menções honrosas atribuídas “reflectem a diversidade geográfica e criativa do universo lusófono”. A mostra inclui 34 fotografias além das imagens que arrecadaram os primeiros prémios e menções honrosas. Terá curadoria do arquitecto e fotógrafo, Francisco Ricarte.
Hoje Macau EventosGaleria Amagao | Kay Zhang apresenta exposição individual “Delta of Venus”, em parceria com a 1844 – Associação Macau Espaço de Arte Fotográfica é a proposta mais recente da galeria de arte Amagao, no Artyzen Grand Lapa. Nesta exposição, com trabalhos da artista Kay Zhang, revelam-se temáticas relacionadas com a memória pessoal e a identidade A galeria Amagao, no Artyzen Grand Lapa, e a 1844 – Associação Macau Espaço de Arte Fotográfica apresentam até 7 de Junho a exposição “Delta of Venus”, de Kay Zhang, uma mostra que “reúne um conjunto marcante de obras que exploram a memória pessoal, a identidade e a subtil interação entre a realidade e a imaginação”, revela-se numa nota. A exposição é composta por 48 obras em desenho, aguarela e colagem sobre papel, incluindo composições realizadas em páginas e capas de livros, reflectindo-se, desta forma, “a linguagem artística em constante evolução de Kay Zhang”. Kay vive entre Macau e Pequim e “a sua prática artística está profundamente enraizada na sua experiência em Macau, onde histórias sobrepostas e a diversidade cultural continuam a moldar a sua perspectiva”. Da inspiração “Delta of Venus” inspira-se nos escritos da escritora Anaïs Nin, “cuja exploração da intimidade, da ficção e da narrativa pessoal ressoa profundamente com o trabalho de Zhang”. Desta forma, e com recurso “a um processo de montagem de fragmentos provenientes da literatura, da memória e da experiência vivida”, as composições da artista “movem-se entre o real e o imaginado, criando narrativas visuais simultaneamente complexas e introspectivas”. Citada pela mesma nota, Kay Zhang disse que “ao longo dos anos o meu trabalho esteve sempre ligado à literatura, à memória e ao corpo”, sendo que “Delta of Venus” representa “simultaneamente uma reflexão e um novo começo”. Trata-se de um projecto que inclui “obras de diferentes períodos, mas marca também um regresso ao trabalho manual, à colagem, à pintura e a uma forma de criação mais intuitiva e pessoal”. “Espero que os visitantes possam dedicar tempo, observar com atenção e encontrar a sua própria ligação com estas obras”, adiantou a artista. Na galeria Amagao podem ver-se “obras anteriores, definidas por tons ricos e detalhes minuciosos, que são apresentadas lado a lado com trabalhos mais recentes, e que adoptam uma expressão mais leve e fluida”. “Esta mudança reflecte uma transformação mais profunda na abordagem da artista, passando da intensidade para uma sensação mais serena de liberdade, onde a expressão é guiada mais pelo instinto do que pela expectativa”. A co-curadoria desta exposição está a cargo de Ieong Man Pan, que sobre o título desta mostra explicou fazer referência “a uma obra literária onde a verdade, ficção e memória coexistem numa narrativa profundamente pessoal”, algo que está “muito alinhado com a prática de Kay Zhang”. “As suas obras não são representações directas da realidade, mas sim espaços construídos onde fragmentos de experiência se unem. O que vemos pode ser montado, mas o que sentimos é real”, referiu Ieong Man Pan. No trabalho de Kay Zhang “a colagem continua a ser central”. “Ao cortar, sobrepor e reconstruir imagens, Zhang cria composições que se revelam íntimas, mas abertas a múltiplas interpretações. A presença recorrente da figura humana surge de forma subtil e contemplativa, convidando os visitantes a observar em vez de interpretar, e a relacionarem-se com a obra de forma pessoal”, é acrescentado. “Delta of Venus” oferece “uma exploração silenciosa, mas poderosa, da identidade, da memória e da transformação”, sendo que “através de composições delicadas e narrativas em camadas, a exposição desdobra-se como páginas de um diário privado, proporcionando a cada visitante momentos de reflexão, curiosidade e conexão”. “Delta of Venus”, o livro de Anaïs Nin, foi publicado pela primeira vez em 1978, explorando o tema da sexualidade da mulher em conjugação com outras partes da sua vida.
Hoje Macau EventosSaracoteio recebe 60 filmes e vídeos sobre dança Um programa lançado por festivais de Macau, Portugal e Cabo Verde recebeu cerca de 60 filmes e vídeos de dança provenientes de seis países de territórios lusófonos, disse a organização à Lusa. Mary Wong, curadora do Rollout Dance Film Festival de Macau, revelou que o Saracoteio – Dança no Ecrã recebeu obras de Portugal, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e do território. “Alguns artistas destes locais até trabalharam em conjunto para apresentar obras de colaboração”, sublinhou a bailarina, que tem nacionalidade portuguesa. “O processo de selecção terá início em breve. Esperamos ter os resultados até ao final de Maio”, acrescentou Wong. A convocatória para o Saracoteio esteve aberta até 30 de Abril a obras de autores ou produtores “naturais ou residentes em países ou regiões de língua oficial portuguesa”. A iniciativa é do Rollout, em parceria com a 34.ª Quinzena de Dança de Almada e o Festival Uabá de Cabo Verde. As obras seleccionadas irão integrar os três festivais, a começar pelo Uabá, na ilha de Santiago, entre 21 e 25 de Setembro, logo seguido por Almada, de 25 de Setembro a 11 de Outubro, com o Rollout de Macau previsto para Dezembro. Estreitar laços Em declarações à Lusa em Abril, Mary Wong sublinhou que, mais do que uma parceria pontual, o objectivo do Saracoteio passa por estreitar laços entre artistas de diferentes paragens. No início de Outubro, bailarinos de Macau irão a Portugal apresentar quatro obras. No início de Dezembro, será a vez da Quinzena de Dança de Almada levar trabalhos de dança à região chinesa. As autoridades chinesas “estão a promover esta forte ligação entre os países lusófonos e a China, através de Macau, claro. Acho que essa é a grande narrativa”, afirmou Wong. Mas Wong acredita que, na esfera da cultura, é mais importante criar “fortes ligações” entre artistas do que esperar por políticas governamentais. A bailarina sente também “um laço emocional” com Portugal. Wong esteve três meses em Lisboa para um programa de intercâmbio de dança, em 2014. Três anos depois, começou um mestrado em Estudos de Cultura na Universidade Católica. “A cultura é muito diferente. As oportunidades de financiamento são muito mais fáceis aqui. E isso permite-nos fazer este tipo de intercâmbios internacionais com melhores recursos”, diz a bailarina. Por outro lado, “precisamos de mais diversidade nas nossas criações artísticas”, defendeu Wong. “E isso será melhorado se tivermos uma perspectiva diferente, do ecossistema ocidental”, acrescentou.
Hoje Macau EventosAngela’s Café apresenta espectáculo dia 16 O Angela’s Café, situado no Lisboeta Macau, no Cotai, apresenta no próximo dia 16 de Maio, sábado, a actuação “First Beats Where the Music Begins”, com três músicos de Macau: Chak Seng Lam, Gregory Wong e Winky Lei. Segundo um comunicado da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), estes músicos apresentam “um programa de solos de saxofone e duetos de trombone”, com o qual os presentes “poderão saborear a cozinha portuguesa e macaense de assinatura, deixando-se envolver pelos ritmos comoventes do jazz”. A ideia é criar, com esta actuação, “uma celebração multissensorial onde o paladar e o som convergem”. Cada entrada custa 298 patacas, com o espectáculo a ter início às 19h. Esta entrada inclui um cocktail de boas-vindas e petiscos tipicamente portugueses, onde não faltarão bitoque com bife de alcatra, caldo verde, creme de leite ou salada de bacalhau. “First Beats Where the Music Begins” é “um novo passo do Lisboeta Macau no fomento do intercâmbio cultural através das artes performativas”, destaca a mesma nota. O objectivo da SJM é, assim, “trazer novas surpresas culturais a residentes e visitantes”, apoiando, ao mesmo tempo, “a visão de Macau como ‘Cidade da Gastronomia’ e ‘Cidade das Artes Performativas'”. Lembrar os anos 50 O que se pode esperar na noite de sábado, 16, é uma actuação “de jazz suave”, acrescentando-se “calor ao ambiente nostálgico dos anos 50”. “As vibrações do saxofone e o tom profundo e rico do trombone ecoam com a decoração retro, permitindo aos convidados sentir o espírito de uma elegância intemporal”, destaca a SJM. Quanto aos músicos presentes em palco, Chak Seng Lam é licenciado pelo Conservatório Real de Música de Haia, e é saxofonista e professor. Gregory Wong, por sua vez, é um trombonista de jazz macaense, foi formado pelos mestres Chu Ping-shan e Zé Eduardo, e está muito ligado ao jazz em Portugal. “As suas actuações abrangem géneros clássicos e populares, e a vasta experiência em palco em diversas produções consolidou-o como uma figura representativa da cena jazzística de Macau”, é descrito. Já Winky Lei é licenciada pela Universidade Nacional de Tsinghua e é professora de trombone, trabalhando também ao nível da interpretação.
Hoje Macau EventosLetras&Companhia | Afonso Cruz apresenta hoje “Assim, mas sem ser Assim” O escritor Afonso Cruz, nome sonante da literatura portuguesa contemporânea, apresenta hoje na Livraria Portuguesa, a partir das 18h30, a sua obra “Assim, mas sem ser Assim – Considerações de um Misantropo”, no âmbito do festival Letras&Companhia. Eis uma história sobre o significado de misantropo do ponto de vista de um jovem que é incentivado a comunicar pelo pai. A edição deste ano do Festival é subordinada ao tema “A minha Cidade” O Festival Letras&Companhia, que arrancou esta semana, tem hoje um dos momentos altos do evento, com a apresentação do livro para a infância de Afonso Cruz, intitulado “Assim, mas sem ser Assim – Considerações de um Misantropo”. A sessão decorre na Livraria Portuguesa a partir das 18h30, revelando-se ao público local uma história sobre o significado de um misantropo, diálogos entre um pai e um filho e a importância de comunicar com o que está à volta. Segundo a sinopse da obra, editada pela Caminho, a história traz “um brilhante conjunto de situações e de personagens do quotidiano com um acento de reflexão sobre a actualidade social – a Crise – de forma acessível e sensível aos mais jovens”. “O meu pai diz que passo muito tempo em casa, diz que devo comunicar com as pessoas, e eu, claro, obedeço porque o meu pai costuma dar bons conselhos e usa barba. Muito bem, disse-lhe eu, mas o que significa misantropo?”, questiona-se na obra. Na descrição do livro feita pela Caminho, descreve-se como esta é uma história que “põe a nu os desequilíbrios e desajustes de um microcosmos muito particular: os vizinhos que partilham os vários andares do prédio onde vive e com os quais é ‘incentivado’ pelo pai (que tem barba e dá bons conselhos) a ‘comunicar’, procurando entabular com eles algumas conversas, com maior ou menor resistência da parte dos visados”. Assim, “as situações criadas nestas tentativas de comunicação estão pontuadas pelo humor que decorre do cómico de situação ou de personagem, como acontece quando toca à campainha do vizinho poeta durante quatro minutos e vinte e três segundos”. Sempre que o jovem tenta comunicar há uma certa “espontaneidade de encontros esporádicos entre vizinhos”, sendo que o leitor percebe “um sistema particular do narrador com vista a alargar as suas capacidades ‘comunicativas’, revelando, em alguns momentos, características de uma estratégia quase científica, porque as conclusões retiradas decorrem da observação atenta e crítica dos ‘fenómenos'”, lê-se. “Assim, mas sem ser Assim – Considerações de um Misantropo” destina-se “quer a crianças quer a adultos”, sendo “uma espécie de revelação de uma verdade universal que preferimos esconder ou ignorar, sob a capa de cariz mais ou menos social ou político”. Há uma “mensagem implícita”, como a ideia de que “a relação das pessoas umas com as outras e com o mundo necessita de ser repensada e perspectivada segundo um ponto de vista mais humano e mais justo”. Outras letras Entretanto, o “Letras&Companhia – Festival Literário para Pais e Filhos” traz amanhã a cerimónia oficial de abertura que decorre, a partir das 15h30, na Escola Portuguesa de Macau, com destaque para a realização “de um mini-concerto escolar a cargo da Escola Sun Wah” e a entrega de mini-bibliotecas, “uma actividade anual que visa promover a leitura em português e dar a conhecer autores portugueses às crianças das escolas da RAEM”, com livros em português e chinês. Também amanhã, mas ao final do dia, a partir das 18h, decorre a sessão “Ao entardecer a biblioteca I”, na sede do Instituto Português do Oriente (IPOR), que organiza o festival. Nesta sessão, o IPOR abre as suas portas “para que as crianças possam explorar o mundo misterioso onde os livros são guardiões do imaginário”, descreve o programa. O evento está pensado para crianças e jovens dos 8 aos 11 anos, tratando-se de um “programa que vai pela noite dentro até à manhã do dia seguinte, composto por oficinas criativas, sessões de leitura e dramatização de contos onde o fantástico, o suspense e a surpresa dominam”. No domingo, decorre uma acção de formação pensada para formadores e professores com o ilustrador André Letria. “Ler o Livro, Ler o Mundo: O Poder do Álbum Ilustrado – Oficina de literacia visual” é o nome da iniciativa focada nos álbuns ilustrados para crianças e jovens, que são “muito mais do que simples histórias acompanhadas de imagens”, mas também “ferramentas poderosas para formar leitores plenos — capazes não só de decifrar palavras, mas também de ler, interpretar e questionar imagens”. A actividade decorre no IPOR entre as 10h e as 13h. Andrea Magalhães protagoniza também outra oficina, “O meu Mealheiro Colorido”, a partir das 11h, no IPOR. O sexto festival Letras & Companhia aborda a relação entre as cidades e quem nelas vive, disse à Lusa a organizadora. A directora do IPOR disse que o tema desta edição, “A Minha Cidade”, partiu de um encontro com o ilustrador português André Letria. “Nós já tínhamos pensado que o tema (…) seria à volta do envolvimento das crianças com o espaço e o André tem uma série de mapas ilustrados”, explicou Patrícia Ribeiro. André Leiria lançou o desafio e alunos de quatro escolas locais criaram “imensos mapas ilustrados” da região chinesa, cerca de 30 dos quais estarão expostos no IPOR de domingo até 24 de Maio. O criador da editora Pato Lógico irá ainda lançar o seu próprio mapa de Macau e dinamizar oficinas sobre ilustração em escolas e uma formação de professores sobre literacia visual. As actividades já começaram na terça-feira, com o Mercado das Letrinhas, uma feira de livros infantis de autores lusófonos – alguns também disponíveis em chinês e inglês – que vai estar na Livraria Portuguesa até 24 de Maio.
Hoje Macau EventosMuseu Marítimo | Workshops exploram tradições marítimas Decorrem este sábado e domingo diversos workshops no Museu Marítimo, na zona da Barra, com o intuito de celebrar o Dia Internacional dos Museus 2026. Segundo a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), as iniciativas decorrem entre as 10h e as 12h30, e entre as 14h30 e as 17h30, com o objectivo de “aprofundar o conhecimento e o interesse do público pela história e cultura marítimas tradicionais de Macau”. Os workshops intitulam-se “Chave ao Farol da Guia – Workshop de cartões à mão do Farol da Guia”, “Jogo interactivo – conhecer balizas marítimas” e ainda “Aventura Aquática – conduzir modelos de barco”. Decorre ainda a exposição comemorativa “Um Século de Vigília – 160 anos do Farol da Guia e 10 anos da Gestão das Áreas Marítimas”, que revela ao público “a evolução do Farol da Guia no apoio à navegação ao longo de mais de cem anos”, bem como “o processo de desenvolvimento da gestão das áreas marítimas de Macau através de objectos valiosos de interesse cultural, arquivos históricos e dispositivos interactivos”. A DSAMA acrescenta que esta mostra atraiu mais de 75 mil visitantes, estando patente até 8 de Junho.
Hoje Macau EventosFRC recebe hoje palestra sobre responsabilidade civil A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, a partir das 18h30, a conferência “Regras Antigas de Responsabilidade Civil Sob Nova Análise”, no âmbito do ciclo “Reflexões ao Cair da Tarde”, com a participação de Isabel Mousinho de Figueiredo, professora auxiliar no Departamento de Estudos de Direito de Macau da Faculdade de Direito da Universidade de Macau. O moderador será Ricardo Vera-Cruz, advogado do escritório de Leonel Alves. O tema da conferência explora o desajuste das regras de responsabilidade civil na Alemanha e Inglaterra do séc. XIX e a era moderna e economia digital. A observação de conceitos como “ilegalidade e responsabilidade civil” justificou “recorrer ao direito comparado para esclarecer futuras decisões judiciais”, descreve uma nota da FRC. Isabel Mousinho de Figueiredo reconhece que “as recentes decisões dos jurados nos EUA que condenaram a Meta e a Google representam um progresso bem-vindo, há muito esperado”. “Isto levanta uma questão mais profunda: que danos devem ser indemnizáveis? O legislador alemão em 1896 restringiu o poder judicial ao exigir a prova de acto voluntário, ilegalidade, culpa, nexo de causalidade e dano para a responsabilidade civil extracontratual. Com isto, apenas os danos físicos devem ser indemnizáveis, a menos que seja claramente declarado o contrário. Mas esta fórmula não ajuda a resolver casos difíceis”, pode ler-se. Conceitos em análise Serão analisados conceitos como “acto”, “ilegalidade”, “culpa”, “nexo causal” e “dano”, no sentido em que só “auxiliam os decisores com os exemplos clássicos, para os quais foram originalmente desenvolvidos”, explica a advogada, que acrescenta que a “metodologia alemã acaba por ter como resultado o Direito jurisprudencial”. “A diferença entre o Direito consuetudinário é, portanto, que a regra alemã abrange menos casos. Podemos melhorar ambas as abordagens, fundindo-as e preparando-as para o futuro além do presente digital”, refere. Isabel Mousinho de Figueiredo é professora adjunta na Universidade de Macau, onde lecciona Direito Civil e Comparado. Obteve o seu bacharelato, mestrado e doutoramento pela Universidade de Lisboa, Portugal, e é especializada em Direito Privado. Leccionou Direito Contratual, Direito Processual, Jurisprudência e Direito de Propriedade na Universidade de Lisboa. Foi linguista jurídica no Tribunal de Justiça da União Europeia. É membro da Ordem dos Advogados de Portugal há mais de 20 anos e é autora de um livro sobre Direito de Responsabilidade Civil, além de outras publicações jurídicas em inglês, alemão, italiano, espanhol e português.
Andreia Sofia Silva EventosTeatro | Grupo Agucheiras apresenta em Lisboa “Performances com Sabor — Macau” O projecto teatral “Espaço das Agucheiras” apresenta no sábado, no Centro Científico e Cultural de Macau em Lisboa, a peça “Performances com Sabor – Macau”, uma mistura de teatro com performance inspirada nas viagens do poeta Luís de Camões Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas, entre tantos outros escritos que fizeram dele o maior poeta e escritor português, foi também um grande viajante numa vida cheia de peripécias, tendo passado pelo Oriente. A pensar nessas viagens e aventuras, o grupo teatral “Espaço das Agucheiras”, que conta com a conhecida actriz portuguesa São José Lapa no grupo de criadores, desenvolveu a performance teatral “Performances com Sabor – Macau”, que se apresenta no sábado no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM). Segundo explicou ao HM Inês Lapa Lopes, artista visual, actriz e encenadora ligada ao “Espaço das Agucheiras”, apresentam-se no Museu de Macau (dentro das instalações do CCCM), “três cenas espalhadas por três espaços do museu”. O público poderá ver “uma performance a que acrescentámos sabor”, com a imaginação dos encontros de Camões. Participam os actores e artistas Alexandra Sargento, Guilherme Macedo e Luís Gaspar para representar estes encontros e diálogos onde Camões é protagonista, sendo que as três cenas terão “momentos de imersão sonora”, contando-se também com “a participação do público na leitura da poesia de Camões”. Destaque para a presença da gastronomia macaense nesta iniciativa, através da vice-presidente da Casa de Macau em Lisboa, Maria João dos Santos Ferreira. A peça nasce de um “imenso engenho e fantasia sobre Macau do século XVI criado por João Paiva”, autor do texto desta performance “com o seu saber de historiador. João Paiva inspirou-se na investigação feita pela equipa desde que esta ‘Performance com Sabor – Macau’ era apenas um projecto no papel”, explicou. Inês Lapa Lopes considera que a ida de Camões para o Oriente “está envolta em muitas suposições, como convém às boas histórias”. Camões “terá embarcado em Abril de 1562 rumo ao porto de Patane numa viagem que demoraria cerca de dois meses”, embora “outros dizem não ter lá estado”. “Optamos por imaginar com os primeiros e embarcamos com Camões rumo ao destino Macau, onde poderá até ter escrito parte da sua epopeia”, acrescentou. Segundo Inês Lapa Lopes, “fazia todo o sentido que esta ‘paragem’ pelos caminhos de Camões fosse feita no Museu de Macau, cuja colecção tão bem traduz as influências mútuas entre Oriente e Ocidente”. No sábado o público poderá “deambular pelo museu para observar as belíssimas peças da colecção, que coincidem com o período em que Camões terá estado em Macau e outras tantas, mais tardias, onde se lê a influência de Portugal e dos interesses comerciais fundados nessa época”. Um ciclo de representações O “Espaço das Agucheiras” tem desenvolvido o ciclo “Performances com Sabor” inspirado nas viagens de Camões em outros destinos. Entre Setembro e Outubro do ano passado, convidaram o público a percorrer “os caminhos que o levaram a Ceuta e depois à Índia”, através de “eventos com teatro, música ao vivo, partilha poética e gastronomia trazida sempre por chefs desses lugares”. A ideia do “Espaço das Agucheiras” é, aliás, “partilhar o que terá sido a sua vida [de Camões], bem como as suas experiências degustativas”. As Agucheiras desenvolvem ainda o projecto “CAMÕES – 1524 Mares Navegas”, com apoio da República Portuguesa – Cultura, que “celebra a vida e obra deste nosso enorme poeta”. O “Espaço das Agucheiras” é uma cooperativa cultural criada em 2006 graças ao espectáculo “Sonho de uma Noite de Verão”, com encenação de São José Lapa, nas Agucheiras. A direcção do Espaço está a cargo de São José Lapa e Inês Lapa Lopes, tendo a cooperativa levado a cabo interpretações de textos de William Shakespeare, Harold Pinter, Leonardo da Vinci, Samuel Beckett, Nuno Bragança, Anton Tchekhov, Fernando Pessoa, Abel Neves, Jaime Salazar Sampaio ou Hélia Correia. Além disso, o “Espaço das Agucheiras” desenvolve “projectos com a comunidade”, como exposições, filmes, documentários e trabalho com escolas.
Hoje Macau EventosSé Catedral | Concerto de violino com orquestra este sábado Decorre este sábado, na Sé Catedral, a partir das 20h, um concerto de música clássica com Georgii Moroz, vencedor do “Concurso Internacional de Violino de Singapura 2026 – Concerto dos Vencedores”. Esta actuação acontece no âmbito da temporada 2025-2026 da Orquestra de Macau (OM), que também se junta à apresentação de Georgii Moroz. O programa do concerto inclui a “Abertura de ‘Maskarade'” de Carl Nielsen; o “Concerto para Violino N.º 1 em Sol menor, Op. 26”, de Max Bruch; e a “Sinfonia N.º 4 em Dó menor, D. 417, ‘Trágica'”, de Franz Schubert, e tem a duração aproximada de 1h15 minutos, sem intervalo. Os bilhetes custam 150 patacas. O “Concurso Internacional de Violino de Singapura”, organizado pelo Conservatório de Música Yong Siew Toh da Universidade Nacional de Singapura, é um evento musical trienal da região da Ásia-Pacífico, destinado a promover o desenvolvimento da música clássica e a proporcionar aos jovens violinistas uma plataforma de exibição do seu talento. Após várias etapas de selecção, incluindo solos, música de câmara e concertos, o candidato ucraniano Georgii Moroz venceu o Primeiro Prémio da última edição do Concurso, “tendo a sua interpretação sido elogiada como um ‘diálogo cheio de alma’ e o seu virtuosismo e subtileza emocional recebido com grande aclamação”, destaca uma nota da organização do espectáculo.
Hoje Macau EventosBilhetes para peça em patuá no FAM já estão à venda Já estão à venda desde sábado bilhetes para cinco espectáculos da 36.ª edição do Festival de Artes de Macau (FAM), sendo um deles o espectáculo de teatro em patuá dos Dóci Papiaçam di Macau, agendado já para este mês. O Instituto Cultural (IC) disponibiliza entradas gratuitas para o espectáculo de abertura do evento, “O Lótus na Rota da Seda – Tradições em Movimento”. Este espectáculo é protagonizado pelo Grupo de Danças e Cantares BIRLIK juntamente com grupos de dança locais, revelando um fluir “entre ruas e o palco”, com “expressões artísticas do folclore cazaque que vão espalhar uma nova energia, trazidas pelo Grupo de Danças e Cantares BIRLIK, um colectivo que promove a união interétnica, a amizade e o diálogo cultural entre os povos”. Os bilhetes gratuitos podem ser levantados desde sábado nos diversos pontos de venda de ingressos para o festival e na página electrónica da Bilheteira de Enjoy Macao. Enquanto isso, podem ser adquiridos bilhetes para os espectáculos “Eterna Juventude 2.0”, “Agora Como? (E Agora?)”, “Coração de Lótus”, “A Velha Casa das Orquídeas” e “A Noite de Zheng Guanying – Dança Teatro Ambiental”. Este último espectáculo, da autoria da Associação de Dança Hou Kong, acontece nos dias 20 e 21 de Junho na Casa do Mandarim, com os bilhetes a custarem 300 patacas. “Sob o céu nocturno, entremos no pátio iluminado da antiga residência da família de Zheng Guanying. Ao atravessarmos portões e corredores, é como se estivéssemos na presença do próprio Zheng — uma figura central na história cultural de Macau”, lê-se na sinopse do espectáculo, que transforma a Casa do Mandarim “num palco vivo”. Patuá para ver e ouvir “Agora Como? (E Agora?)” é a peça em patuá deste ano, protagonizada, como habitualmente, pelos Dóci Papiaçam di Macau, nos dias 23 e 24 de Maio, primeiro às 20h e, no segundo dia, às 15h, no grande auditório do Centro Cultural de Macau. A história, da autoria de Miguel de Senna Fernandes, gira em torno de Marta e Elena, “ambas filhas do velho Secundino, antigo proprietário de um restaurante macaense, que regressam a Macau para tomar conta do negócio deixado pelo pai, recentemente falecido”. Porém, as irmãs “chegam num período em que a economia continua a enfrentar dificuldades, apesar do aumento das receitas dos casinos e do número de turistas”. Trata-se de uma história que tem “como pano de fundo o encerramento definitivo dos casinos-satélite e o surto de consumismo no interior da China”. Outro dos espectáculos que já tem bilhetes disponíveis, o “Eterna Juventude 2.0”, estreou em 2006 na 17ª edição do FAM, pelo Teatro de Lavradores, regressando agora 20 anos depois numa versão revista e encenada pelo dramaturgo Lawrence Lei. A produção está a cargo de Jacky Li, enquanto a protagonista é a actriz Carmen Kong. A peça parte da Rua de Felicidade para contar uma história de amor ao longo de sessenta anos. O FAM decorre entre os dias 8 de Maio e 27 de Junho e tem como tema “Novas Correntes de Inspiração”, apresentando uma selecção de 15 programas e nove actividades do Festival Extra.
Andreia Sofia Silva EventosMúsica | Instrumentos musicais chineses são destaque em conferência A Universidade Nova de Lisboa e o Palácio Nacional de Mafra são os palcos escolhidos para se falar e ouvir a música chinesa e asiática. A 9.ª edição da “Conferência de Lisboa: Música e Instrumentos Musicais Chineses” começou esta terça-feira e prolonga-se até sexta-feira, servindo para olhar de perto instrumentos como o gamão, o guqin ou até o Naamyam, música narrativa popular no sul da China, Macau e Hong Kong Decorre esta semana, até sexta-feira, a 9.ª edição da “Conferência de Lisboa: Música e Instrumentos Musicais Chineses”, que se realiza na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e também no Palácio Nacional de Mafra. Segundo uma nota oficial sobre o evento, a conferência reúne “académicos, músicos e entusiastas da música chinesa para explorar o rico património cultural e as tradições em constante mudança associadas aos instrumentos musicais chineses”. Trata-se de uma organização do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança, sediado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a European Foundation for Chinese Music Research; os Institutos Confúcio da Universidades de Aveiro e do Minho; e a Câmara Municipal de Mafra. Também dá apoio ao evento a Fundação Jorge Álvares, “principal entidade financiadora”. Do programa constam diversas apresentações académicas sobre instrumentos musicais chineses e asiáticos, sem esquecer o universo da musicologia, promovendo-se ainda concertos e recitais. Do cartaz faz também parte a exposição multimédia “Encre de Chine – Impressions de Voyage: A visual Chronicle based on Paintings and Photographs by Christophe Deschamps: China, 1986”, com trabalhos de Christophe Deschamps. Conversas e concertos Esta terça-feira, dia de arranque do festival, foi lançado o livro “Chinese Music and Musical Instruments: Encounters in Lisbon 2016-2019”, com edição de Helen Rees, Frank Kouwenhoven e Enio de Souza, este último um dos grandes promotores do festival. Já hoje, decorrem as sessões, na Universidade Nova de Lisboa, dedicadas à “Música, Dança e Performance na China”, nomeadamente a de Hu Yile, da Universidade de Hong Kong, com o nome “Secular Spectacles in Sacred Spaces: Music, Dance and Acrobatics Performance in Chinese Buddhist Art”. Helen Rees, do Departamento de Etnomusicologia da UCLA (Universidade de California, Los Angeles), irá falar sobre a “Musical Life in Mid-20th Century Taizhou, Jiangsu Province: Recollections of a Resident”. Por sua vez, Antoinette Cheng, da Universidade de Oxford, apresenta a sessão “Blindness, Radio and the Transformation of Naamyam in Macau and Hong Kong. O festival encerra esta sexta-feira no Palácio Nacional de Mafra com um debate em torno da “Música de Outros Países Asiáticos e Ocidentais e os principais géneros”, destacando-se a apresentação, por parte de Susana Sardo, da Universidade de Aveiro, de “Fado de Goa – Post-Memory and the Recasting of Colonial Sound in Goa”. Macau ganha também destaque no cartaz neste dia, com “Macau: its Composers and Music Composed about and to the Territory”, com apresentações de John Robinson, da University fo South Florida; ou Rui Magno Pinto, do Centro de Estudos Musicais da Universidade Nova de Lisboa. O concerto de encerramento começa às 18h, no Palácio Nacional de Mafra, e conta com sonoridades de grupos de gamelão da Universidade Nova de Lisboa e “renomeados” músicos chineses e ocidentais como Deng Haiqiong, com o instrumento guzheng, e ainda Jacob Alford, com o guqin. Destacam-se as actuações de Helen Rees, Chi Li e Rão Kyao, na flauta.
Hoje Macau EventosTimor-Leste | Bordalo II na terceira edição do TT Tasi Fest Bordalo II é um dos artistas convidados para participar no TT Tasi Fest, um festival de música em Timor-Leste, que promove a sustentabilidade, a protecção dos oceanos e o consumo responsável, anunciou ontem a organização. O TT Tasi Fest vai acontecer em Díli entre 29 e 30 de Maio, e nele vão também participar os Calema, que já tinham participado na primeira edição do festival em 2024. Em Díli, Bordalo II vai participar numa residência artística e “criar duas obras originais de grande escala, utilizando materiais reciclados recolhidos localmente, incluindo chinelos, plásticos, pneus e outros objectos descartados”, lê-se num comunicado divulgado à imprensa. “As obras irão celebrar a extraordinária biodiversidade de Timor-Leste ao mesmo tempo que chamam a atenção para a necessidade urgente de proteger os seus oceanos e ecossistemas marinhos”, salienta a organização do evento. Segundo a organização do TT Tasi Fest, a visita de Bordalo II vai servir de base para a realização de uma “série de ‘workshops’ interactivos, palestras e sessões educativas focadas na conservação marina, sustentabilidade e reciclagem criativa”. “Bordalo II irá também colaborar de perto com artistas timorenses de destaque durante o processo criativo, valorizando o talento artístico local e reforçando o importante papel da arte na transmissão de mensagens de conservação e consciencialização ambiental”, refere o comunicado. Os Calema vão actuar em 30 de Maio, no último dia do festival em que actuam uma série de bandas locais. “Após uma participação memorável na primeira edição, o duo volta agora ao país, reforçando a ligação artística e cultural construída com o público timorense e consolidando o crescimento do festival como um dos principais eventos musicais internacionais da região”, afirmou a organização do festival. O primeiro dia do festival, em 29 de Maio, conta com a actuação do cantor australiano Guy Sebastian e do cantor indonésio Iwan Fals e de bandas timorenses.
Hoje Macau EventosFRC | A arte da tinta e da forma pela mão de Leong Sin Teng A Fundação Rui Cunha apresenta hoje uma nova exposição, com entrada gratuita. Trata-se de “Impressões Esculpidas: A Harmonia entre Tinta e Forma”, uma mostra em nome próprio de Leong Sin Teng. Neste conjunto de trabalhos artísticos explora-se o feminino na conjugação com a cultura chinesa É hoje inaugurada, a partir das 18h30, mais uma exposição de arte na Fundação Rui Cunha (FRC). Trata-se de “Impressões Esculpidas: A Harmonia entre Tinta e Forma”, da autoria de Leong Sin Teng, e que pode ser vista até ao dia 16 deste mês. A artista é professora associada na Escola de Arte e Design da Faculdade de Comércio de Guangzhou e tem uma obra pessoal que “reflecte novas possibilidades dentro da criação escultural, com peças e materiais que fogem às figuras tridimensionais típicas”, descreve a FRC, em comunicado. Esta mostra conta ainda com o apoio da Associação de Arte Juvenil de Macau e Associação dos Artistas de Belas-Artes de Macau, revelando 28 obras “com significativo impacto”. Estas “incorporam técnicas ousadas, como a manipulação do vidro e a introdução de cores suaves em aguarela, de luz eléctrica, de transparência e de sombra, que a artista explora neste projecto”. O curador desta mostra é Wong Ka Long, que descreve materiais como “cerâmica, tinta, vidro e o bronze, nas suas mãos, não são conceitos fixos, mas sim meios que transportam luz, sombra e charme feminino”. Desta forma, nas suas palavras, “os contornos de molduras de estilo ocidental parecem emergir da névoa; depois de preenchidas com barro de porcelana oriental, é como se tivessem sido nutridas pelo calor do corpo durante centenas de anos”. Para o curador, nesta exposição varia-se “entre a clareza e a turvação”, com Leong Sin Teng a oferecer ao público “o poder da nebulosidade, permitindo que momentos materializados deixem rastos tangíveis”. Clássicos e encontros Nesta mostra, subsiste um mote relacionado com a cultura chinesa – “Flores no espelho, lua na água — visíveis, mas intangíveis”, que remete para a ideia de “coisas belas, mas ilusórias” muito presente “na imagem clássica chinesa”. “Da perspectiva feminina desta exposição, a sua conotação foi estendida a ‘emoções genuínas sob a superficialidade ilusória’ — muito à semelhança da forma como as mulheres percepcionam a beleza”, descreve ainda o curador. Wong Ka Long defende, segundo a mesma nota, que as obras de Leong Sin Teng revelam “uma outra realidade: uma fluidez na integração perfeita de elementos culturais tradicionais chineses com enquadramentos de estilo ocidental, que acendem faíscas brilhantes de colisão cultural entre o Oriente e o Ocidente”. Percurso académico Relativamente ao perfil da artista, Leong Sin Teng é natural de Macau, tem licenciatura em Belas-Artes, e mestrado em Arte Pública, adquiridos na Academia de Belas Artes de Cantão. Prosseguiu depois os estudos e obteve o doutoramento em Educação pela Universidade da Cidade de Macau. Nos últimos anos, tem-se concentrado na criação e investigação de escultura, arte pública e arte contemporânea, leccionando na Escola de Arte e Design da Faculdade de Comércio de Guangzhou. As suas obras fazem parte de colecções, como as que se encontram expostas no Parque Yuexiu, na cidade de Cantão, ou o Museu de Arte da Academia de Belas Artes de Cantão, entre outras. Foi uma das integrantes do Projecto de Formação de Jovens Talentos em Escultura da Grande Baía-Guangdong-Hong Kong-Macau em 2024, pela Fundação Nacional de Artes da China. Assumiu também diversas outras funções, incluindo a de Vice-Directora e Secretária-Geral da Federação das Associações dos Sectores Culturais de Macau. É Vice-Directora da Associação de Arte de Macau, Directora da Associação de Arte Jovem de Macau, e Directora-Supervisora da Associação de Antigos Alunos de Macau da Academia de Belas Artes de Cantão. O seu pai é um escultor de renome em Macau, autor da “Estátua de Mazu” em Coloane, e a dos “Doze Signos do Zodíaco” na Taipa, figura que influenciou a sua paixão pelas artes desde a infância. As obras vão estar expostas até ao próximo dia 16 de Maio.
Hoje Macau EventosPoemas ilustrados lançam primeiro Festival de Língua Portuguesa em Macau O primeiro Festival de Língua Portuguesa em Macau vai arrancar hoje com uma mostra de poemas ilustrados para provar que o português pode ser uma ferramenta de inclusão, disse à Lusa um dos organizadores. Mia Couto e José Craveirinha (Moçambique), José Luís Peixoto, Eugénio de Andrade e Mário-Henrique Leiria (Portugal), Cecília Meireles (Brasil) e Maria Eugénia de Lima (Angola) são alguns dos nomes escolhidos por Pedro d’Alte. O professor da Escola Portuguesa de Macau (EPM) referiu que “houve uma tentativa de “desvincular a poesia da ideia de Portugal” e de conseguir “uma representatividade maior da língua”. “Todos construímos todos os dias uma língua portuguesa sem que exista propriamente um dono”, sublinhou o investigador na Universidade Politécnica de Macau. D’Alte, que já deu também aulas em Angola e em Timor-Leste, lamentou que o ensino da língua fora de Portugal “sempre foi voltado essencialmente para os portugueses ou então para camadas mais elitistas da população”. Perante uma língua que “foi mais um factor de exclusão do que propriamente de inclusão”, a mostra pretende que qualquer pessoa que viva em Macau “também se possa identificar com a língua”, explicou o docente. Com esse objectivo em mente, d’Alte escolheu poemas com “uma temática mais simples e também com um modo de construção muito mais direto”, dando como exemplo o brasileiro Mário Quintana. Pinturas de Franco As ilustrações de Joaquim Franco, um artista plástico residente em Macau há mais de 30 anos, vão estar patentes até 24 de Maio na Casa Garden, sede da delegação local da Fundação Oriente, instituição que apoia o festival. Pedro d’Alte tentou escolher textos “que suscitassem logo uma imagem na cabeça do leitor” e deu como exemplo de poema “muito imagético” o “Quitandeira” do angolano Agostinho Neto. A Casa Garden irá também receber, esta sexta-feira, 8 de Maio, uma sessão de “Pausa para ler”, descrito pela organizadora, a Casa de Portugal de Macau, num comunicado, como “um momento de leitura em conjunto”. O festival prossegue a 13 de Maio, com “Contar Histórias”, que Elisa Vilaça, marionetista portuguesa radicada em Macau, adaptou a partir do livro para crianças “As Andanças do Sr. Fortes”, do autor português António Mota. “É uma história contada em português, mas toda a história se desenvolve com a ajuda pontual de marionetas e de interação com as próprias crianças, para elas participarem sempre em momentos quase de surpresa”, explicou à Lusa. A primeira sessão vai decorrer no Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, disse Elisa Vilaça, coordenadora da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal. As outras duas sessões estão marcadas para a Escola Primária Oficial Luso-Chinesa Sir Robert Ho Tung e para a Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes. “Como são escolas luso-chinesas, eu acho que é importantíssimo, cada vez mais, nós termos uma intervenção sobre a língua portuguesa com esse tipo de crianças”, explicou Vilaça. Em 15 e 16 de Maio, decorrem dois ‘workshops’ de escrita criativa com Paula Pinto, professora da EPM, dirigidos a alunos do ensino secundário e adultos, na sede da Casa de Portugal. Também em 16 de Maio, a Casa Garden acolhe um concerto de música portuguesa, que leva ao palco a banda da Casa de Portugal “e outros músicos convidados”. O festival termina em 18 de Junho, com a peça de teatro “O pior professor do mundo”, de João de Brito, estando reservada uma sessão para os alunos da EPM e outra aberta ao público.
Hoje Macau EventosKa-Hó | ARTM apresenta exposição “Renascidos pela Arte” Uma mostra de artesanato feito por reclusos e jovens, intitulada “Renascidos pela Arte”, é a nova proposta da ARTM – Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau para a galeria Hold On to Hope, na vila de Ka-Hó, Coloane, e que pode ser vista desde sábado. Segundo um comunicado, esta exposição, patente até ao dia 31 de Maio, apresenta 29 trabalhos artesanais”, podendo os visitantes e interessados “explorar uma grande variedade de formas de arte, incluindo bordado de ponto-cruz, patchwork em tecido, pintura chinesa em papel de arroz, entalhe em bambu, entalhe em madeira, esculturas em madeira, barro/frágua de farinha e entalhe em conchas”. Desta forma, “através da cor, habilidade e perseverança, cada obra reflecte uma jornada de crescimento — uma prova de que a criatividade pode ajudar as pessoas a reconstruir as suas vidas e a encontrar uma nova esperança”. A ARTM convida o público “a experienciar de perto estas criações poderosas e a demonstrar o seu apoio à coragem e à transformação que está por detrás delas”, sendo que a presença dos visitantes “significa incentivo, respeito e oportunidade”, bem como uma forma de “celebrar a arte e defender as segundas oportunidades”.
Hoje Macau Eventos MancheteBienal de Veneza | Macau participa com obras sobre Wu Li Macau vai estar representada na Bienal de Veneza este ano com uma exposição inspirada na vida do pintor e poeta católico chinês, Wu Li (1623-1718), também conhecido como Jacone. Com curadoria conjunta de Feng Yan e Ng Sio Ieng, a exposição organizada pelo Instituto Cultural de Macau (IC) e implementada pelo Museu de Arte de Macau reúne os artistas locais Eric Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Veronica Lei Fong Ieng, sendo inaugurada em Veneza a 8 de Maio. Segundo o IC, o projecto integra instalação, pintura e vídeo, e inspira-se na figura do pintor e poeta Wu Li, que viveu entre o final da dinastia Ming e o início da dinastia Qing, para reinterpretar a sua “viagem criativa transcultural e espiritual”. Wu Li residiu em Macau em 1681, durante o reinado do imperador Kangxi, onde estudou teologia e registou na coletânea Sanba Ji a convergência das culturas chinesa e ocidental. Tendo estudado latim e teologia no Colégio de São Paulo, a primeira escola de estilo Ocidental na China, Wu converteu-se ao catolicismo e foi missionário jesuíta na província chinesa de Jiangsu, referindo-se a si mesmo como “Jacone”. A exposição recria, através da arte contemporânea, a viagem à Europa que o “poeta nunca realizou”, celebrando as “raízes culturais de Macau e a sua herança multicultural”. A mostra estará patente de 9 de Maio a 22 de Novembro de 2026 no Arsenale, Campo della Tana, em Veneza, com entrada gratuita. Macau participou pela primeira vez na Bienal de Veneza em 2007, sendo esta a décima participação do território no maior e mais antigo palco internacional de arte.
Hoje Macau EventosMostras sobre José Saramago em Timor-Leste A inauguração de uma exposição sobre José Saramago em Díli, hoje, marca o arranque das celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa em Díli, Timor-Leste, que decorrem durante toda a semana. A semana da língua portuguesa – para assinalar a data (5 de Maio) instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) -, foi organizada pelo grupo dos embaixadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na capital timorense, nomeadamente Angola (que preside), Brasil e Portugal, em parceria com as instituições timorenses. “Esta exposição é organizada em sete núcleos expositivos, cada um corresponde a um subtema dentro da lógica de Saramago e nós quisemos destacar uma faceta de Saramago muito menos conhecida, que é o Saramago poeta”, afirmou à Lusa o embaixador de Portugal em Díli, Duarte Bué Alves. A inauguração da exposição, com o título “Que lembrança ficou no mundo que tiveste” (um verso da poesia de Saramago), vai contar com a presença do secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que se encontra em Díli para participar na reunião de ministros da Cultura da CPLP, a realizar esta terça-feira. Outros destaques O embaixador de Portugal destacou também a exposição que vai ser levada ao município de Aileu, no sábado, sobre o poeta António Gedeão, que era professor e físico. “É sobre a física do dia a dia, uma forma de as crianças aprenderem física, a ciência, mas também a literatura e poesia de António Gedeão”, disse o embaixador Duarte Bué Alves. As celebrações vão também contar com a participação da secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira, que chega quarta-feira a Díli para participar na reunião dos ministros da Educação da CPLP, que se realiza na quinta-feira. Segundo o embaixador, na sexta-feira, os três embaixadores da CPLP, em conjunto com a secretária de Estado da Administração Escolar, vão ao Externato de São José, em Díli, oferecer livros de autores portugueses, brasileiros e angolanos. A semana de celebração do Dia Mundial de Língua Portuguesa vai incluir também oferta de livros ao Ministério da Educação, a cerimónia de entrega de prémio de Língua Portuguesa (na Fundação Oriente) e a apresentação do coro da Escola Portuguesa de Díli no parlamento timorense, entre outros eventos.
Hoje Macau EventosIPOR | Festival traz escritos de Coco Cheong e de autores portugueses Começa amanhã mais uma edição do festival “Letras & Companhia”, promovido pelo Instituto Português do Oriente, e que este ano tem como tema “A Minha Cidade”. De Macau, a escritora Coco Cheong apresenta o livro “Our Precious Moments”, estando também convidada a escritora de livros infantis e jornalista Inês Cardoso. Decorrem ainda actividades de leitura com a ilustração em destaque O Instituto Português do Oriente (IPOR) apresenta amanhã, com o apoio do grupo Galaxy, mais uma edição do festival “Letras&Companhia – Festival Literário e Cultural para Pais e Filhos”, que se dedica ao universo da literatura infantil e ilustração. O tema deste ano é “A Minha Cidade”, sendo que o evento conta também com apoio do Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, prolongando-se até ao dia 24 de Maio. Do programa, destaca-se a presença da escritora local Coco Cheong, com a apresentação da obra “Our Precious Moments”, em chinês e inglês, seguindo-se “uma oficina para os mais novos com jogos de quebra-gelo, momentos de desenho e contos”, descreve um comunicado de imprensa. Outro dos nomes constantes no programa, é o de Inês Cardoso, jornalista e directora do Jornal de Notícias, e também autora de livros infantis. Será lançado o livro “Londres ao Porto numa gaivota”, além de que Inês Cardoso vai também protagonizar uma sessão de formação para professores “sobre desinformação, partilhando ferramentas pedagógicas para desenvolver o pensamento crítico e a verificação de informação junto dos alunos”. Inês Cardoso estará também presente para uma conversa aberta ao público no Consulado de Portugal em Macau e Hong Kong. O festival arranca amanhã na Escola Portuguesa de Macau, com a entrega de minibibliotecas escolares a instituições de ensino não superior de Macau onde se ensina a língua portuguesa. No cartaz consta também a presença de Afonso Cruz, que apresenta o livro “Assim, mas sem ser assim: Considerações de um Misantropo”, sendo que o autor também dará um workshop de escrita criativa aberto ao público. Imagens que nos ligam André Letria, ilustrador português, apresenta o projecto “A Minha Cidade”, que chega agora a Macau graças ao “Letras & Companhia”. Segundo a mesma nota, este projecto nasceu de uma colaboração com várias escolas locais, onde “os alunos criaram mapas ilustrados da cidade, revelando o seu olhar íntimo e quotidiano”. Os trabalhos estarão expostos no IPOR após a inauguração da exposição, na qual André Letria falará sobre o projecto numa mesa-redonda e lançará o seu próprio mapa de Macau. O ilustrador e criador da editora Pato Lógico dinamizará ainda várias oficinas pedagógicas nas escolas, explorando a ilustração como meio de criatividade e expressão artística, bem como uma formação de professores sobre literacia visual. O IPOR exibe ainda, no contexto do festival, quatro curtas-metragens de animação infantis, escolhidas a partir do programa do Festival lisboeta de Animação “Monstra” (edição de 2025). Andrea Magalhães, por sua vez, realizará diferentes oficinas dirigidas a públicos jovens de várias faixas etárias. Haverá também três momentos de teatro, sendo que um deles acontece em parceria com a associação Sílaba, que apresenta “A Revolta dos Lusecos”, “peça que transporta o público para os acontecimentos marcantes do 25 de abril de 1974 em Portugal”. Já a Joyful, companhia de teatro de Hong Kong, apresenta “The Secret Magic Recipe: Enemy Pie”, uma peça interativa inspirada em livros infantis, seguida de uma oficina de fantoches e storytelling para pais e filhos. O festival encerra na Fundação Rui Cunha com o espectáculo musical “(En)Cantar com Alice e Sebastião”, com Sara Meireles, que começa às 15h e que também vai ser apresentado nas escolas locais. A sexta edição do festival procura “abordar a relação intrínseca entre a cidade enquanto espaço físico e a comunidade que nela habita, tópico que guiará todas as actividades que integram o programa”. “Esta relação é retratada etimologicamente – a palavra cidade deriva do termo latino ‘civitas’, que significa “cidadania” ou “membro da comunidade”. A cidade não é só um ‘habitat’, porque não se cumpre na sobrevivência material da espécie, mas é um todo orgânico que envolve os vestígios urbanísticos do passado e a comunidade do presente que, ao preservar e atualizar o legado de que faz parte, aponta para o futuro”, descreve a organização do evento.
Andreia Sofia Silva EventosCotai | Restaurante de José Avillez no “100 Top Tables 2026” O restaurante Mesa by José Avillez, no Grand Lisboa Palace, e que tem como chef executivo Herlander Fernandes, consta na mais recente lista dos 100 melhores restaurantes do jornal South China Morning Post, o “100 Top Tables 2026”. Ao lado do Mesa, descrito como um “espaço elegante que oferece clássicos portugueses ao mais alto nível”, surgem nomes habituais como o The Eight ou Robuchon au Dôme Já é conhecida a mais recente lista “100 Top Tables 2026” do jornal em língua inglesa de Hong Kong South China Morning Post (SCMP), e Macau leva para esta contagem um punhado de restaurantes, na maioria de comida cantonense. Há, porém, um único restaurante de comida portuguesa: o Mesa by José Avillez, que funciona no empreendimento Grand Lisboa Palace, no Cotai, mais concretamente no Hotel Karl Lagerfeld, e que tem como chef executivo Herlander Fernandes. O restaurante abriu em Maio de 2023 e é descrito nesta edição do “100 Top Tables 2026” como um “espaço elegante que oferece clássicos portugueses ao mais alto nível”. “Se a comida portuguesa em Macau é obrigatória, poucos lugares a executam melhor do que o Mesa, onde José Avillez apresenta uma visão refinada e contemporânea da sua cozinha de origem. A elegante sala de jantar — concebida pelo falecido ícone da moda Karl Lagerfeld — destaca-se por um dramático tecto estrelado em LED que transforma o ambiente do dia para a noite”, pode ler-se. Esta lista do SCMP destaca ainda que Herlander Fernandes “lidera uma equipa que equilibra sabores clássicos com um toque moderno, oferecendo pratos como o leitão crocante de assinatura, o rico arroz de marisco com caviar e o popular pastel de bacalhau como entrada”. É também referido o “imaginativo” “One of the Three Little Pigs” para sobremesa, considerada uma criação divertida com bolachas de bolota, gelado com infusão de presunto curado e caramelo de tutano”, e que para o júri “revela o lado mais criativo da cozinha”. Ainda dentro do universo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), operadora de jogo a que pertence o Grand Lisboa Palace e o hotel Karl Lagerfeld, há mais dois restaurantes na lista: o The Eight e Robuchou au Dôme, ambos no hotel Grand Lisboa, na península. O que é chinês é bom No rol de restaurantes onde se podem degustar grandes refeições com a promessa de qualidade e requinte constam seis em empreendimentos da Melco: o Alain Ducasse no Morpheus, DIVA, Jade Dragon, Pearl Dragon, Yí e Ying. Segundo um comunicado da operadora de jogo, esta inclusão no “Top 100” prova “o compromisso contínuo da Melco no apoio ao estatuto de Macau como Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO”. Este guia é publicado anualmente e revela o melhor da alta gastronomia não apenas em Macau, como em Hong Kong. No caso da Melco, distinguiu-se “a elegância contemporânea francesa do Alain Ducasse” no Morpheus” bem como “os inovadores sabores regionais chineses do Yí”, sem esquecer “as sofisticadas tradições cantonesas do Jade Dragon e do Ying”. Lawrence Ho, presidente e CEO da Melco Resorts & Entertainment, felicitou “as nossas talentosas equipas culinárias e de alimentos e bebidas pela sua dedicação incansável à excelência”. No caso da Galaxy, são cinco os restaurantes no “100 Top Tables”, como é o caso do Feng Wei Ju, 8½ Otto e Mezzo BOMBANA, Lai Heen, Sushi Kissho by Miyakawa e Teppanyaki Shou. “A inclusão de vários restaurantes do Galaxy Macau, abrangendo as tradições culinárias chinesa, italiana e japonesa, reflecte a capacidade deste premiado resort de luxo para reunir talento de classe mundial, mestria refinada e hospitalidade irrepreensível num único destino”, lê-se ainda. Já a operadora MGM colocou dois espaços gastronómicos na lista: o Imperial Court, situado no MGM MACAU, e o Five Foot Road, no MGM COTAI, sendo esta uma repetição no guia, à semelhança de outros restaurantes aqui citados. Esta é já a 14ª edição do guia do SCMP, sendo “amplamente considerado como um dos guias gastronómicos mais conceituados de Hong Kong e Macau”, tendo ainda por júri “críticos gastronómicos e especialistas do sector”, explica a MGM. Se o Imperial Court revela o melhor da culinária tradicional Lingnan Guangfu, com o chefe executivo Homan Tsui, o Five Foot Road “inspira-se na cultura dos grandes banquetes das mansões de Chengdu durante a era republicana, oferecendo uma experiência de alta cozinha de Sichuan imersiva que enfatiza o ritual, a profundidade e a complexidade de sabores”, descreve a operadora de jogo. O seu subchefe executivo é Yang Dengquan e tem mais de 40 anos de experiência, fazendo “interpretações refinadas de pratos clássicos, incluindo o tradicional Ninho de Andorinha Estufado com Frango Picado e Clara de Ovo em Caldo”, é descrito. Também o Wynn levou quatro restaurantes para a lista do SCMP, nomeadamente o Chef Tam’s Seasons e o Mizumi, no Wynn Palace, juntamente com o Wing Lei e Drunken Fish, no empreendimento Wynn Macau. A operadora de jogo teve ainda direito a uma estreia, com o Wing Lei Bar, também no Wynn Palace.
Andreia Sofia Silva EventosFestival K-Spark estreia em Macau com concerto de G-Dragon É já este sábado, 2 de Maio, que o cantor sul-coreano de K-Pop G-Dragon, considerado como o “Rei do K-Pop” actua em Macau no âmbito do festival de música K-Spark, na Zona de Espectáculos ao Ar Livre, no Cotai. O espectáculo será o mote para G-Dragon apresentar o seu mais recente álbum, editado no ano passado, “Übermensch”. G-Dragon é também membro integrante da “boys band” Big Bang, com a qual actuou recentemente no festival de música Coachella. G-Dragon, de nome Kwon Ji-yong, alinha também nas sonoridades rapp, compõe e produz canções, sendo um dos mais conhecidos nomes da pop coreana com sucesso em todo o mundo. A ligação aos Big Bang surgiu em 2006, tendo produzido grandes sucessos como “Heartbreaker” ou “Crooked”. “Übermensch” é o terceiro álbum de estúdio de G-Dragon, um trabalho discográfico que deu origem a um documentário sobre a digressão com o mesmo nome, em que “cada som, cada respiração e cada instante que redefine o seu legado irrompe no grande ecrã”, lê-se na sinopse do filme, que esteve nas salas de cinema no ano passado. Nesta película, os fãs ou simplesmente curiosos deste fenómeno do K-pop podem sentir “a energia bruta, o fogo, a magia irrepetível captada ao vivo e liberta no grande ecrã”. Regresso a Macau De frisar que esta não é a primeira vez que G-Dragon actua em Macau, já que no ano passado, em Junho, foi a vez da Galaxy Arena acolher dois concertos do cantor, também com a tourné criada no âmbito do lançamento deste terceiro disco. O primeiro concerto da digressão aconteceu no Goyang Stadium, Coreia do Sul, tendo Macau sido a quinta paragem depois dos espectáculos em algumas cidades no Japão. A passagem de G-Dragon pelo território gerou alguma polémica por terem sido encontrados trabalhadores ilegais em postos de venda do concerto, levando mesmo alguns deputados a criticarem o sucedido na Assembleia Legislativa. No festival K-Spark deste sábado espera-se ainda actuações de outros grupos coreanos, como é o caso de Daesung, P1Harmony, Kiss Of Life e KiiiKiii. A organização destaca “um design de palco único e combinação de artistas” que promete fazer as delícias dos fãs. A mais recente edição deste festival ocorreu na Malásia, em Janeiro deste ano, também com a actuação de G-Dragon e de nomes como Hwasa, Itzy, Dpr Ian, Dolla e 3P. A Zona de Espectáculos ao Ar Livre foi inaugurada em 2024 e tem capacidade para mais de 50 mil pessoas.
Hoje Macau EventosFAM | Apresentada programação de edição de 2026. Tiago Rodrigues traz nova peça ao festival Arranca no próximo dia 8 de Maio mais uma edição do Festival de Artes de Macau, que traz ao território uma peça do encenador português Tiago Rodrigues. O monólogo “Entrelinhas” é interpretado por Tonan Quito e é um dos destaques da programação, que traz também mais uma peça dos Doci Papiaçam di Macau: “Agora como?” (E agora?), em patuá O monólogo “Entrelinhas” do português Tiago Rodrigues, interpretado por Tónan Quito, é um dos destaques da 36.ª edição do Festival de Artes de Macau (FAM), que arranca a 8 de Maio, foi ontem anunciado. Numa conferência de imprensa, a presidente do Instituto Cultural de Macau (ICM), Leong Wai Man, sublinhou que apesar de ser um monólogo, o espectáculo consegue, “através de uma pessoa a actuar num palco, contar uma história completa”. “Entrelinhas” estará a 19 e 20 de Maio na Galeria dos Espelhos do Teatro D. Pedro V. Dada a ligação histórica entre Macau e Portugal, a peça “faz todo o sentido” para a edição de 2026 do FAM, cuja tema é “Rota Marítima da Seda como Ponte para o Intercâmbio Cultural”. O ICM sublinhou que Tiago Rodrigues, dramaturgo, encenador, actor, director artístico do Festival d´Avignon, escreveu a peça especialmente para Tónan Quito, numa das várias colaborações entre os dois. “Através de um labirinto narrativo, entrelaça o Édipo Rei de Sófocles com as cartas de um recluso à sua mãe — palavras encontradas nas entrelinhas de uma tragédia grega descoberta na biblioteca de uma prisão”, explicou o ICM. Na apresentação do programa, o ICM recordou que a “relação intimista com o público” de “Entrelinhas” valeu a Tónan Quito a nomeação para Melhor Actor pela revista Time Out em 2024. Em Abril de 2025, Macau recebeu a peça “O Cerejal”, original do dramaturgo russo Anton Tchékhov, com encenação de Tiago Rodrigues e interpretada pela actriz francesa Isabelle Hupert. Apoio cultural Com um orçamento de 22 milhões de patacas, menos 6 por cento do que em 2025, o FAM vai apresentar, entre 8 de Maio e 27 de Junho, espectáculos e actividades de ópera, dança, música, artes teatrais e exposições. A companhia local Dóci Papiaçám di Macau irá levar ao palco do Centro Cultural de Macau (CCM) a peça em patuá “Agora como?” (E agora?), em 23 e 24 de Maio. O teatro neste crioulo de origem portuguesa faz parte da Lista de Património Cultural Imaterial Nacional chinesa desde 2021. À margem da apresentação, o encenador dos Dóci Papiaçam, Miguel Senna Fernandes, disse que a peça irá abordar “a distância bastante grande” entre “a recuperação brutal” dos negócios dos casinos e as dificuldades económicas dos pequenos negócios. “No fundo, é questionar até que ponto, para aqueles que gostam de Macau, querem ficar e recusam-se a partir, o que fazer?” explicou Senna Fernandes. O encenador acrescentou que será “uma espécie de tragicomédia”, mas “com muita picardia”. “Afinal, julgo que neste momento somos o único grupo de sátira aqui em Macau”, sublinhou Senna Fernandes. Doci não encerram Ao contrário do que é tradição, os Dóci Papiaçám di Macau não irão encerrar o festival. A presidente do ICM justificou a alteração com a extensão da FAM, que este ano “dura mais tempo, quase dois meses”. Mas Leong Wai Man lembrou que o patuá “faz parte da cultura de Macau”, defendeu que a peça “continua a ser uma actividade de destaque” e que “é muito amada pelos residentes”. A dirigente disse que o festival irá ainda assinalar o ano de intercâmbio cultural entre a China e o Cazaquistão, que se celebra em 2026. O espectáculo de abertura é “O Lótus na Rota da Seda – Tradições em Movimento”, que junta no CCM o Grupo de Danças e Cantares Birlik, do Cazaquistão, com grupos de dança locais. Também do Cazaquistão vem a Companhia de Dança Teatro Jolda, que leva ao palco do CCM o trabalho “Duo de Dança”, em 22 e 23 de Maio. O programa inclui ainda uma mostra de espectáculos ao ar livre, de entrada gratuita, nos dias 22, 23 e 24 de Maio, no Jardim do Mercado de Iao Hon, com a participação da associação Casa de Portugal em Macau.
Hoje Macau EventosSouto de Moura ganha medalha da União Internacional dos Arquitectos O arquitecto português Eduardo Souto de Moura vai receber a Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitectos (UIA), tornando-se no segundo português com esta distinção, anunciou ontem a Ordem dos Arquitectos. Em comunicado, a Ordem – que submeteu a candidatura do arquitecto do Porto – realçou que se trata da “mais alta honra mundial atribuída a um arquitecto em vida”, o que “representa um marco histórico para a obra de Eduardo Souto Moura, para Portugal e para a Arquitectura Portuguesa”. Citado em comunicado, o presidente da Ordem dos Arquitectos, Avelino Oliveira, afirmou que “Souto Moura é autor de uma obra maior, disruptiva e intemporal”, tratando-se esta medalha do “culminar de um percurso pessoal e profissional de ampla produção arquitectónica e que faz de Portugal um dos lugares incontornáveis da arquitectura contemporânea”. “Para a Ordem, este é um momento de projecção internacional que reforça a imagem de Portugal como referência mundial na arquitectura dos nossos dias. Para a arquitectura portuguesa, trata-se da confirmação de uma escola sólida, reconhecida e admirada globalmente”, pode ler-se no mesmo comunicado. Segundo a Ordem dos Arquitetos, a entrega da Medalha de Ouro vai ocorrer no dia 30 de Junho, na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, no âmbito do Congresso Mundial de Arquitectos. Carreira de sucesso A carreira de Eduardo Souto de Moura, nascido no Porto em 1952, soma mais de uma dezena de prémios, como o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, atribuído em 2018, e o Pritzker, o “Nobel da arquitetura”, em 2011, pelo conjunto da obra. Entre outras distinções, recebeu o Prémio da X Bienal Ibero-americana de Arquitectura e Urbanismo, em 2016, o Prémio Wolf de Artes, de Israel, em 2013, o Prémio Pessoa, em 1998, e o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte – Portugal, em 1996. Nos Estados Unidos, a sua carreira foi reconhecida pela Academia Americana de Artes e Letras, com o Prémio Arnold W. Brunner 2019. A Casa das Histórias Paula Rego (Cascais), o Estádio Municipal de Braga, a Torre Burgo (Porto), o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (Bragança), a remodelação do Museu Nacional Grão Vasco (Viseu) e os interiores dos Armazéns do Chiado (Lisboa) contam-se entre os seus projectos, assim como o pavilhão da Serpentine Gallery, em Londres, feito em parceria com Álvaro Siza, com quem iniciou a carreira, em 1981.
Hoje Macau EventosMuseu de Macau | Mostra “Grandioso Espírito de Han” até Junho O Museu de Macau acolhe até ao dia 14 de Junho a mostra “Grandioso Espírito de Han – Exposição de Tesouros da Dinastia Han de Xuzhou”, que inaugurou no passado dia 17 de Abril. Segundo um comunicado do Instituto Cultural (IC), pretende-se “fomentar o intercâmbio histórico e cultural entre Jiangsu e Macau e promover a civilização chinesa”. O público pode ver quatro secções temáticas integradas nesta mostra, nomeadamente “Palácios e Funcionários Um Sistema Paralelo ao da Capital”, “Os Valorosos Soldados de Chu e Han Um Exército Poderoso e Bem-Equipado”, “Prosperidade e Esplendor de uma Era Próspera” e “O Sonho da Eternidade Tratar a Morte como se Fosse a Vida”. No museu, são apresentadas cem peças ou conjuntos de obras que pertencem ao Museu de Xuzhou, “incluindo sinetes de rara perfeição, estátuas de terracota minuciosamente preservadas e jades translúcidos”, sendo que esta colecção “oferece um retrato multidimensional da história do Reino de Chu da dinastia Han e das diversas facetas da vida quotidiana durante esse período”. O IC descreve que o público, ao visitar esta exposição, pode também ficar a conhecer “a força e prosperidade da dinastia Han e a sua influência duradoura nas gerações posteriores”. O MAM oferece ainda projecções de música e dança da dinastia Han, “permitindo ao público mergulhar no ambiente artístico do período”, além de ter sido criada uma mostra virtual que permite um acesso mais alargado a esta iniciativa.