Música | Instrumentos musicais chineses são destaque em conferência

A Universidade Nova de Lisboa e o Palácio Nacional de Mafra são os palcos escolhidos para se falar e ouvir a música chinesa e asiática. A 9.ª edição da “Conferência de Lisboa: Música e Instrumentos Musicais Chineses” começou esta terça-feira e prolonga-se até sexta-feira, servindo para olhar de perto instrumentos como o gamão, o guqin ou até o Naamyam, música narrativa popular no sul da China, Macau e Hong Kong

Decorre esta semana, até sexta-feira, a 9.ª edição da “Conferência de Lisboa: Música e Instrumentos Musicais Chineses”, que se realiza na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e também no Palácio Nacional de Mafra. Segundo uma nota oficial sobre o evento, a conferência reúne “académicos, músicos e entusiastas da música chinesa para explorar o rico património cultural e as tradições em constante mudança associadas aos instrumentos musicais chineses”.

Trata-se de uma organização do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança, sediado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a European Foundation for Chinese Music Research; os Institutos Confúcio da Universidades de Aveiro e do Minho; e a Câmara Municipal de Mafra. Também dá apoio ao evento a Fundação Jorge Álvares, “principal entidade financiadora”.

Do programa constam diversas apresentações académicas sobre instrumentos musicais chineses e asiáticos, sem esquecer o universo da musicologia, promovendo-se ainda concertos e recitais.

Do cartaz faz também parte a exposição multimédia “Encre de Chine – Impressions de Voyage: A visual Chronicle based on Paintings and Photographs by Christophe Deschamps: China, 1986”, com trabalhos de Christophe Deschamps.

Conversas e concertos

Esta terça-feira, dia de arranque do festival, foi lançado o livro “Chinese Music and Musical Instruments: Encounters in Lisbon 2016-2019”, com edição de Helen Rees, Frank Kouwenhoven e Enio de Souza, este último um dos grandes promotores do festival.

Já hoje, decorrem as sessões, na Universidade Nova de Lisboa, dedicadas à “Música, Dança e Performance na China”, nomeadamente a de Hu Yile, da Universidade de Hong Kong, com o nome “Secular Spectacles in Sacred Spaces: Music, Dance and Acrobatics Performance in Chinese Buddhist Art”. Helen Rees, do Departamento de Etnomusicologia da UCLA (Universidade de California, Los Angeles), irá falar sobre a “Musical Life in Mid-20th Century Taizhou, Jiangsu Province: Recollections of a Resident”.

Por sua vez, Antoinette Cheng, da Universidade de Oxford, apresenta a sessão “Blindness, Radio and the Transformation of Naamyam in Macau and Hong Kong.

O festival encerra esta sexta-feira no Palácio Nacional de Mafra com um debate em torno da “Música de Outros Países Asiáticos e Ocidentais e os principais géneros”, destacando-se a apresentação, por parte de Susana Sardo, da Universidade de Aveiro, de “Fado de Goa – Post-Memory and the Recasting of Colonial Sound in Goa”.

Macau ganha também destaque no cartaz neste dia, com “Macau: its Composers and Music Composed about and to the Territory”, com apresentações de John Robinson, da University fo South Florida; ou Rui Magno Pinto, do Centro de Estudos Musicais da Universidade Nova de Lisboa.

O concerto de encerramento começa às 18h, no Palácio Nacional de Mafra, e conta com sonoridades de grupos de gamelão da Universidade Nova de Lisboa e “renomeados” músicos chineses e ocidentais como Deng Haiqiong, com o instrumento guzheng, e ainda Jacob Alford, com o guqin. Destacam-se as actuações de Helen Rees, Chi Li e Rão Kyao, na flauta.

Subscrever
Notifique-me de
guest
0 Comentários
Mais Antigo
Mais Recente Mais Votado
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários