Sérgio Fonseca DesportoTCR World Tour | Tudo se decide em Macau A temporada de 2026 do Kumho FIA TCR World Tour voltará a decidir-se nas ruas de Macau, depois das duas rondas disputadas no Interior da China em que os favoritos dividiram os louros. As jornadas triplas de Chengdu e Zhejiang ficaram também marcadas pela conquista dos primeiros pontos de pilotos de Macau na actual maior competição de carros de Turismo sob a égide da FIA Se a marca chinesa Geely venceu duas das três corridas em Chengdu, por intermédio do uruguaio Santiago Urrutia, a rival sul-coreana Hyundai respondeu na mesma moeda em Zhejiang, com o espanhol Mikel Azcona, sempre seguido pelo húngaro Norbert Michelisz, a triunfar em duas das corridas. Aurélien Comte, ao volante de um CUPRA Leon VZ TCR, venceu uma corrida em ambos os circuitos, mas o francês já está matematicamente fora da luta pelo título, apesar de se perfilar como um sério candidato à vitória na Corrida da Guia. Azcona e Michelisz deixaram a China nos dois primeiros lugares da classificação, separados por 33 pontos. Urrutia, o único outro piloto ainda na luta pelo título, está a mais seis pontos de “Norbi” e precisará também de contar com o apoio dos seus colegas de equipa para tentar conquistar o campeonato. A favorecer Urrutia estará o facto de Azcona e Michelisz correrem em Macau com os maiores pesos de compensação a bordo dos respectivos Hyundai Elantra N EV TCR. Na classificação de equipas, a Geely Cyan Racing lidera com 911 pontos, contra os 863 da BRC Hyundai N Squadra Corse. Cheong deixa boas indicações Marcus Cheong Man Hei estreou-se em provas de carros de Turismo no Kumho FIA TCR World Tour, no Circuito Internacional de Tianfu Chengdu. O jovem piloto apoiado pela AAMC conduziu o Honda Civic Type R FK7 TCR da MACPRO Racing Team, o mesmo carro com que irá alinhar no próximo mês na Corrida da Guia, integrada no 73.º Grande Prémio de Macau. Há duas semanas, no circuito propriedade ao grupo Geely, Cheong tinha como principal objectivo adaptar-se ao carro japonês e a uma realidade competitiva inteiramente nova. Na sua primeira corrida de automóveis este ano, a sua prestação foi evoluindo ao longo do fim-de-semana e culminou num inesperado triunfo entre os concorrentes do TCR Asia, na segunda corrida, depois de terminar em 11.º lugar à geral. Num pelotão de 16 concorrentes, o piloto do território, cuja experiência anterior se limitava essencialmente ao karting e à Fórmula 4, terminou as três corridas nas posições 13.ª, 11.ª e 11.ª da classificação absoluta, deixando indicações encorajadoras na sua estreia na disciplina. Liu alcança um oitavo lugar Na ronda de Zhejiang, o Honda Civic Type R FK7 TCR da MACPRO Racing Team passou para as mãos de outro jovem piloto de Macau: Raymond Liu Weng Hin, filho de Alex Liu, conhecido piloto de carros de Turismo do território. Ao contrário de Marcus Cheong, Raymond Liu está mais familiarizado com carros de cockpit fechado, sendo presença habitual em provas das categorias GT4 e GT3. Na estreia em competições internacionais de TCR, o piloto do Honda n.º 30 registou o 13.º melhor tempo na qualificação, entre 18 concorrentes, e terminou a primeira corrida na 11.ª posição. Num fim-de-semana marcado por condições meteorológicas difíceis, conseguiu melhorar o seu desempenho na segunda prova, alcançando um meritório oitavo lugar. Na última corrida, porém, não teve oportunidade de continuar a progredir, sendo forçado a abandonar à sexta volta. Apesar dos pontos conquistados em Zhejiang, que lhe permitiram ascender ao 25.º lugar da classificação do campeonato, Raymond Liu não estará presente na célebre Corrida da Guia. O piloto fará antes a sua estreia no Circuito da Guia, integrado no pelotão da Taça GT – Corrida da Grande Baía (GT4), ao volante do seu Mercedes-AMG GT4.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteGP Macau | Edição com mais actividades e grelhas de qualidade superior A 73.ª edição do Grande Prémio de Macau foi apresentada na passada sexta-feira pela Comissão Organizadora, numa cerimónia realizada, pela primeira vez, no Centro Cultural de Macau. Com um programa de sete provas, idêntico ao do ano passado, e um orçamento de cerca de 240 milhões de patacas, o mesmo valor de 2025, o evento promete reforçar a oferta de actividades paralelas e apresentar grelhas de partida mais competitivas. À semelhança de anos anteriores, o Grande Prémio contará com o apoio das seis empresas integradas de turismo e lazer de Macau, num montante global de 100 milhões de patacas. A MGM China Holdings Limited, a Sands China Ltd., o Galaxy Entertainment Group e a SJM Resorts, S.A., contribuirão, cada uma, com 20 milhões de patacas. Por sua vez, a Melco Resorts & Entertainment Ltd. e a Wynn Macau, Ltd. apoiarão o evento com 10 milhões de patacas cada. Os bilhetes para a edição deste ano, agendada para 19 a 22 de Novembro, já se encontram à venda, com preços entre 100 e 1.200 patacas, consoante o dia e a bancada, e 3.000 patacas para o paddock. A procura estará a decorrer a bom ritmo, com cerca de 70 por cento da lotação das bancadas já vendida. Como manda a tradição, a bancada da Curva do Lisboa continua a ser a mais procurada. Actividades paralelas O Grande Prémio de Macau será acompanhado por um conjunto de iniciativas culturais, desportivas e de entretenimento, destinadas a envolver residentes e visitantes e a reforçar a ligação entre o desporto motorizado e a identidade cultural da cidade. Entre 14 e 22 de Novembro, o Instituto Cultural promoverá o “Festival Cidade da Cultura de Macau”, dedicado ao património material e imaterial do território e ao seu papel enquanto ponto de encontro entre as civilizações chinesa e ocidental. O Fórum de Macau será transformado na “Praça do Tempo”, com exposições, demonstrações culturais e bancas de produtos criativos. O programa incluirá ainda visitas guiadas ao Centro Histórico de Macau e uma actuação da Orquestra Chinesa de Macau nas Ruínas de São Paulo. A programação dirigida às famílias terá lugar a 7 e 8 de Novembro, na Praça Tap Seac, com o Festival em Família. A iniciativa contará com uma recriação do Circuito da Guia e uma mini-pista de corridas, proporcionando às crianças a oportunidade de conhecer melhor as diferentes funções envolvidas na organização de uma prova. O Anim’Arte Nam Van receberá igualmente actividades temáticas entre 13 e 15 e entre 20 e 22 de Novembro, incluindo jogos interactivos, simuladores e transmissões do Grande Prémio em ecrãs gigantes. A Praça Tap Seac acolherá também a Exposição de Automóveis e Motos do Grande Prémio, nos dias 14 e 15 de Novembro, permitindo ao público observar de perto os veículos de competição. A cerimónia oficial de abertura está marcada para 14 de Novembro. A organização promoverá ainda o 73.º Concurso Fotográfico do Grande Prémio de Macau, incentivando a participação criativa dos residentes. A programação cultural incluirá também a exibição do documentário “MGP: the Untamed Circuit”, dedicado à 72.ª edição da prova. A produção reúne testemunhos de pilotos, equipas, organizadores e residentes, a par de imagens históricas raras, revisitando a evolução e o legado do evento. O filme foi seleccionado para a lista de finalistas dos Chinese Documentary Film Awards e integra o National Image Collection Project. Os titulares de bilhetes para o Grande Prémio deste ano poderão beneficiar de um desconto no preço de entrada para a sua exibição. Grelhas mais fortes No plano desportivo, a edição deste ano promete elevar o nível competitivo das cinco provas automóveis que fazem parte do programa. A Taça do Mundo de Formula Regional (FR) apresenta a sua melhor lista de inscritos de sempre, num ano marcado pela estreia do novo monolugar no Circuito da Guia. O pelotão reunirá jovens pilotos provenientes dos principais campeonatos de Formula Regional do mundo, bem como participantes que competiram no Campeonato de Fórmula 3 da FIA e no campeonato japonês Super Formula Lights. Entre os inscritos estarão também membros das academias de pilotos das equipas de Fórmula 1 da Ferrari, Mercedes, McLaren, Red Bull e Williams. Na Taça do Mundo FIA de F4, a decisão da FIA de abrir a competição a equipas que utilizem os chassis Tatuus T421 contribuiu para a formação de uma grelha mais competitiva. Estarão presentes alguns dos principais protagonistas dos campeonatos de Fórmula 4 disputados em países como a China, Espanha, Itália, Japão e Reino Unido, além de participantes noutras competições de nível inferior realizadas no Médio Oriente e no Sudoeste Asiático. Depois de um historial marcado por oscilações na dimensão e qualidade do pelotão, a Taça do Mundo FIA de GT contará com a melhor grelha da sua história. Aston Martin e Mercedes-AMG regressam à competição, juntando-se às marcas Audi, BMW, Ferrari, Lamborghini, McLaren e Porsche, que deram corpo à prova na pretérita edição. A lista reúne 18 pilotos, 17 dos quais ligados às respectivas marcas. Entre os nomes em destaque encontram-se antigos vencedores em Macau, como Maro Engel, Raffaele Marciello e Augusto Farfus, o campeão do DTM Thomas Preining ou o único piloto chinês a vencer as 24 Horas de Le Mans, o Ye Yifei, representante da Ferrari. A Corrida da Guia Macau – Kumho FIA TCR World Tour Event of Macau contará com 30 carros, o maior pelotão desde 2020. A prova reunirá alguns dos melhores pilotos de carros de Turismo do mundo, que terão pela frente os principais talentos regionais provenientes do TCR China e do TCR Asia. Às equipas oficiais da Geely e da Hyundai, que disputarão o título nas ruas de Macau, juntar-se-ão vários carros privados competitivos e um exemplar do Lynk & Co 03+ TCR, o primeiro modelo TCR do grupo Geely construído na China. Com as listas de inscritos da Taça GT – Corrida da Grande Baía (GT4) e do Macau Roadsport Challenge preenchidas até ao limite máximo, o cenário é menos favorável no Grande Prémio de Motos de Macau. A lista de inscritos desta prova apresenta-se mais débil, tendo Peter Hickman como único nome de grande notoriedade no panorama das corridas de estrada. Não se confirmou o regresso de Davey Todd, Michael Rutter ou Michael Dunlop. Os quinze de Macau A edição deste ano contará com 15 pilotos da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), dois dos quais de ascendência portuguesa: Jerónimo Badaraco e Maximiano Manhão. «Noni» voltará a participar no Macau Roadsport Challenge, enquanto o jovem Manhão, que transporta um apelido histórico do automobilismo local, fará a sua estreia na Taça GT – Corrida da Grande Baía (GT4). Para o efeito, estará ao volante do McLaren 570S GT4 da equipa local LW World Racing Team, o mesmo carro com que disputou as provas de apuramento no Circuito Internacional de Zhuhai. Na prova destinada aos carros da classe GT4 estarão também presentes Kevin Leong Ian Veng, Liu Weng Hin, Wong Cheng Tou, Billy Lo Lai Fung e Lao Kim Hou. Já o pelotão reservado aos Toyota GR86 e Subaru BRZ contará com Leung Chi Ho, Carson Tang, Lou Cheok In, Leong Keng Hei e Cheong Kin Sang. Macau voltará igualmente a estar representado na Corrida da Guia, algo que não acontecia desde que a prova passou a integrar o Kumho FIA TCR World Tour. Marcus Cheong Man Hei, que participou por duas vezes na corrida de Fórmula 4 de Macau, fará a sua segunda aparição em competição com carros de Turismo, depois da estreia no passado fim-de-semana, em Chengdu, no Interior da China. O piloto da casa alinhará com um Honda Civic Type R FL5 TCR da MacPro Racing Team. Na Taça do Mundo FIA de F4, Vernice Lao Si Lun, inscrita pela equipa local Asia Racing Team RFN, fará a sua estreia na prova e tornar-se-á a primeira mulher de Macau a competir numa corrida de monolugares no Circuito da Guia. Uma das ausências mais notadas será a de Rui Valente, o piloto de Macau com mais participações no Grande Prémio e o segundo com maior número de presenças na história do evento, apenas atrás de Albert Poon, de Hong Kong. O veterano piloto português procurava regressar à Corrida da Guia, mas a obrigatoriedade de disputar previamente uma prova do campeonato mundial de TCR acabou por inviabilizar essa possibilidade. As limitações orçamentais e o reduzido apoio aos pilotos locais com mais de 35 anos contribuíram igualmente para afastar a hipótese de regresso. Regresso de Portugal e do Brasil A edição deste ano ficará também marcada pelo regresso de pilotos de automóveis de Portugal e do Brasil. Noah Monteiro, filho de Tiago Monteiro — o primeiro e único piloto português a vencer a Corrida da Guia —, participará na Taça do Mundo FIA de F4. Será o primeiro piloto português a competir numa prova de monolugares no Circuito da Guia desde 2016, ano em que António Félix da Costa regressou a Macau para disputar a prova de Fórmula 3. Será também a primeira presença de um piloto português numa corrida do Grande Prémio desde 2022, quando André Pires e Sheridan Morais participaram na competição de motociclismo. Actualmente segundo classificado no Campeonato de Espanha de Fórmula 4, que ainda tem uma jornada por disputar, e depois de ter vencido a Spanish Winter Series, Noah Monteiro estará ao volante de um dos monolugares da icónica equipa local SJM Theodore Racing. Este ano, a estrutura de Teddy Yip Jr. não contará com o apoio técnico da italiana Prema Racing, sendo essa função assegurada este ano pela LN4 Racing, a nova estrutura criada pelo campeão do mundo de Fórmula 1 Lando Norris e que conta com René Rosin, filho do fundador da Prema Racing. Depois de um ano sem representação, o Brasil, o maior país lusófono, também regressará ao pelotão do Grande Prémio. Augusto Farfus será um dos três pilotos escolhidos pela BMW M Motorsport para tentar reconquistar a Taça do Mundo FIA de GT. Já Celso Neto, que compete nos Estados Unidos no IMSA Michelin Pilot Challenge, fará a sua estreia em Macau na Corrida da Guia, ao volante de um CUPRA Leon VZ TCR inscrito pela equipa francesa SP Compétition.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteMacau terá um piloto no TCR World Tour em Chengdu Marcus Cheong Man Hei vai estrear-se este fim-de-semana no Kumho FIA TCR World Tour, no Circuito Internacional de Tianfu Chengdu, no interior da China. O jovem piloto da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), de 23 anos, tornar-se-á assim o primeiro representante do território a competir naquela que é actualmente a principal competição mundial de carros de Turismo. Habitualmente dedicado ao karting local, Marcus Cheong tem vindo a alargar a sua experiência competitiva aos monolugares, nomeadamente na Fórmula 4, no Campeonato da China da especialidade. O Circuito da Guia e o Grande Prémio de Macau também fazem parte do seu percurso, tendo participado na Corrida de Fórmula 4 de Macau de 2023, na qual terminou em 12.º lugar, e na prova de Fórmula 4 integrada na Taça do Mundo FIA de F4, onde alcançou a oitava posição. A participação em Chengdu representará, contudo, uma estreia absoluta tanto no Kumho FIA TCR World Tour como nas corridas de carros de Turismo. Esta oportunidade surge numa temporada em que o piloto de Macau tem mantido a sua actividade competitiva no karting. Perante um desafio inteiramente novo, o seu principal objectivo passa por “adaptar-se a esta nova realidade”. Integrada também no calendário do TCR Asia, a jornada chinesa compreenderá três corridas. Antes disso, Marcus Cheong terá apenas duas sessões de treinos livres, de 30 minutos cada, para conhecer o Honda Civic FL5 TCR e preparar-se para uma qualificação particularmente importante na definição da grelha de partida. O piloto apoiado irá alinhar com um dos Honda da MacPro Racing Team, estrutura sediada em Macau que conta com uma longa ligação ao automobilismo do território e pela qual passaram nomes como André Couto, Henry Ho e Eurico de Jesus. Com mais de uma década de experiência nas competições de carros de Turismo, a equipa manteve uma relação estreita com a Honda, tendo inclusivamente representado oficialmente a Dongfeng Honda no campeonato TCR China. Contas pré-Macau O FIA TCR World Tour já se encontra em território asiático e a Hyundai assumiu o protagonismo na ronda sul-coreana, disputada há duas semanas. A marca conquistou duas vitórias em casa por intermédio do espanhol Mikel Azcona, que aproveitou os resultados para ascender à liderança do campeonato, destronando Santiago Urrutia. O uruguaio da Geely Cyan Racing teve um fim-de-semana difícil e caiu para a terceira posição da classificação, ficando a 49 pontos de Azcona e a oito de Norbert Michelisz, colega do espanhol na BRC Hyundai N Squadra Corse. Na China, a Geely Cyan Racing procurará recuperar terreno no circuito de Chengdu, que curiosamente pertence ao construtor chinês. Urrutia e os seus três colegas de equipa estarão empenhados em regressar aos lugares cimeiros, numa jornada importante para as contas do campeonato. Depois de subir ao pódio na Coreia do Sul, Thed Björk e Ma Qing Hua, a estrela local, procurarão também lutar pelas vitórias. O mesmo objectivo estará na mira do campeão em título, Yann Ehrlacher, que abandonou na sequência de um toque no arranque da segunda corrida em Inje. Apesar dos resultados menos favoráveis na ronda sul-coreana, a Geely Cyan Racing conserva a liderança do campeonato de equipas, com uma vantagem de 17 pontos sobre a BRC Hyundai N Squadra Corse. Após a passagem por Chengdu, o FIA TCR World Tour disputará ainda uma ronda no Circuito de Zhejiang, escolhido pelo promotor chinês para substituir o Circuito Internacional de Hunan, inicialmente previsto no calendário. Só depois chegará o momento decisivo da temporada, no âmbito do 73.º Grande Prémio de Macau, onde os protagonistas do campeonato voltarão a competir no icónico Circuito da Guia.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteLamborghini | André Couto vai estar nas Finais em Itália André Couto vai disputar pela segunda vez as Lamborghini World Finals, entre os dias 22 e 25 de Outubro, no Autódromo Nazionale Monza, em Itália, depois de ter recebido um novo convite da equipa sul-coreana Racegraph O piloto português de Macau, que em 2024 venceu a classe Pro-Am do troféu monomarca do prestigiado construtor italiano, disputou duas provas do Lamborghini Super Trofeo Asia a convite da Lamborghini Busan by Racegraph. André Couto cumpriu a sua missão, tendo subido ao pódio da categoria Pro-Am nas quatro corridas em que participou: duas em Ningbo, na China continental, e outras duas em Fuji, no Japão. “Estou bastante contente por ter sido convidado para disputar a última prova do Lamborghini Super Trofeo Asia, em Monza, integrada nas World Finals”, disse André Couto ao HM. “Desta vez, vou ter como companheiro de equipa um jovem de 23 anos e vamos competir na categoria Pro. Nas duas provas que já disputei com esta equipa este ano, em Ningbo e Fuji, participei na classe Pro-Am. Agora, em Monza, vamos dar o salto para a Pro, o que será um desafio interessante.” No “Templo da Velocidade”, André Couto fará equipa, pela primeira vez, com o jovem norte-americano Barrett Wolfe. O piloto, de 23 anos, iniciou a sua carreira nos monolugares, passando pela Fórmula 4 e pela Fórmula Regional nos Estados Unidos, antes de dar o salto para as provas de GT. Natural de Chicago, mas residente em Las Vegas, Wolfe disputou duas provas com a Racegraph este ano, em Inje e Xangai, além de ter participado no troféu europeu e na GT Cup Open. A Racegraph, estrutura apoiada pelo concessionário da marca situado na zona de Bundang, em Seongnam, nos arredores de Seul, fará alinhar mais quatro Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2 nesta prova. Regresso a uma pista especial André Couto passou parte da sua carreira nos monolugares em Itália, pelo que o mítico circuito de Monza tem um significado especial para o piloto. Não só pela dimensão e pela história deste palco do automobilismo, mas também pelas recordações que ali foi acumulando ao longo dos anos. “É sempre bom regressar a Monza. É uma pista mítica, única, onde tenho boas recordações dos tempos em que competia na Fórmula 3 com a Prema. Também já corri lá noutras categorias, incluindo no GT World Challenge Europe”, afirma o piloto de Macau, que acrescenta: “É uma pista de que todos os pilotos gostam, com um traçado muito próprio e diferente de todos os outros. Por isso, estou também bastante contente por voltar a correr em Monza.” A tradicional prova de final de temporada, que reúne os três troféus da marca de Sant’Agata Bolognese — Ásia, América do Norte e Europa —, apresenta um formato diferente do habitual. As duas corridas finais do Lamborghini Super Trofeo Asia disputam-se durante a semana, enquanto, no fim de semana, os concorrentes dos diferentes continentes se defrontam para determinar os campeões mundiais da modalidade. A edição deste ano das Lamborghini World Finals marcará a despedida do Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2 das competições monomarca da fabricante italiana, após um longo ciclo de vida e três evoluções desde a estreia do modelo original, em 2015. No próximo ano, o Temerario tornar-se-á no sexto modelo a integrar o Super Trofeo desde o lançamento da divisão Squadra Corse da Automobili Lamborghini, passando a competir nos três continentes.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteGP Macau | Conhecidos primeiros nomes da prova de Motos As listas oficiais de inscritos para o 73.º Grande Prémio de Macau só deverão ser divulgadas em meados de Outubro, em linha com a tradição dos últimos anos. Ainda assim, começam já a ser conhecidos alguns dos pilotos que irão enfrentar o desafiante Circuito da Guia na edição deste ano do Grande Prémio de Motos, agendada para 19 a 22 de Novembro Nas oficinas das equipas, tanto no Reino Unido como na Europa continental, vivem-se dias de intensa actividade. Enquanto os responsáveis pela logística e mecânicos preparam os contentores que irão transportar o material para Macau, as formações ultimam a preparação das suas motos para aquela que é uma das provas mais exigentes do calendário internacional de estrada. Tendo em conta que o transporte marítimo entre os portos europeus e o Extremo Oriente pode demorar até seis semanas, as equipas estão a concluir os últimos ensaios nos bancos de potência e a desmontar os chassis antes de acondicionarem as suas principais motos nos contentores, operação que deverá decorrer no início de Outubro. À medida que os convites vão sendo formalizados, alguns pilotos têm recorrido às redes sociais para confirmar a sua presença. Foi o caso de Fredrik Matthys e Kevin Keyes, da Daracore Racing. Numa competição historicamente marcada por uma forte presença de pilotos britânicos e de outras nacionalidades com tradição nas corridas de estrada, o belga Fredrik Matthys, primeiro campeão da ESR (European Series Road Racing), fará a sua estreia no Grande Prémio de Motos de Macau aos comandos de uma BMW. Com experiência acumulada no Isle of Man TT e no North West 200, o irlandês Kevin Keyes também estará presente, aos comandos de uma Honda. O piloto, vencedor da corrida de Supersport em Kells, terá a sua primeira participação em Macau assegurada pela equipa irlandesa Daracore Racing. Bottalico procura melhorar resultado Um dos pilotos que mais surpreendeu na edição do ano passado foi Maurizio Bottalico. O italiano, de 44 anos, participou pela primeira vez no Grande Prémio de Motos de Macau em 2025, aos comandos de uma BMW M 1000 RR preparada pela Crowe Performance / Bottalico, e terminou a prova num excelente sexto lugar. Este ano, Bottalico regressará à RAEM com o objectivo de melhorar esse resultado. A sua BMW M 1000 RR será preparada pela RVS Motorsport. Também Olivier “Lupi” Lupberger já recebeu o convite para a edição deste ano. O motociclista suíço regressará assim a Macau, depois de ter ficado ausente da lista de participantes na edição de 2025. Habitualmente aos comandos de uma Yamaha R1, Lupberger conhece bem o traçado citadino, onde se estreou em 2023. Outro regresso já confirmado é o de Mikey Evans. O nativo da Ilha de Man e piloto da Dafabet Racing terminou a edição do ano passado na nona posição, aos comandos de uma Honda CBR1000RR-R, e deverá manter-se fiel à marca japonesa no seu regresso ao Circuito da Guia. Todd em dúvida, mas há mais nomes fortes Davey Todd, vencedor das duas últimas edições do Grande Prémio de Motos de Macau, é uma das principais incógnitas para a edição deste ano. O piloto britânico sofreu, em Março, um grave acidente durante a qualificação para a Daytona 200, nos Estados Unidos, quando se preparava para participar na competição. O acidente provocou-lhe fraturas no fémur, na tíbia, no pé e no nariz. Todd foi posteriormente submetido a uma intervenção cirúrgica, durante a qual lhe foi colocada uma haste no fémur e parafusos na tíbia, seguindo-se um longo período de recuperação e fisioterapia. Desde então, o piloto britânico ainda não regressou à competição, sendo, por isso, possível que falhe a prova que encerra a temporada internacional de “road racing”. Nos bastidores, contudo, há outros nomes de peso associados à edição deste ano. Peter Hickman, vencedor por cinco vezes em Macau, deverá estar de regresso ao Circuito da Guia, tal como Rob Hodson, da SMT Racing. Também Michael Dunlop poderá voltar a competir em Macau. Filho de Robert Dunlop, vencedor do Grande Prémio em 1989, Michael é uma das figuras maiores da história moderna das corridas de estrada e o seu regresso ao Circuito da Guia, 15 anos depois da última participação, a ser confirmado, será naturalmente um dos pontos de interesse do 58.º Grande Prémio de Macau.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteKarting | Coloane voltou a atribuir títulos mundiais da FIA Dez anos depois, Macau, e mais precisamente o Kartódromo de Coloane, voltou a ser palco da atribuição de títulos de campeões de automobilismo da Federação Internacional do Automóvel (FIA), desta vez no recém-nascido Campeonato FIA Karting Arrive and Drive Ásia-Pacífico, nas categorias Júnior e Sénior Este ano, a FIA lançou novos campeonatos em três continentes, Europa, América do Sul e Ásia-Pacifico, utilizando o formato “Arrive and Drive” com o objectivo de tornar o karting mais acessível e aumentar a participação na modalidade. O conceito, promovido pela FIA, pretende proporcionar uma competição acessível, inclusiva e a preços justos, valorizando a habilidade e o talento individuais em pista. Todos os pilotos utilizam karts idênticos, sendo apenas necessário trazer o equipamento pessoal e um mecânico. Devido às condições meteorológicas registadas em Macau na manhã de domingo, toda a actividade em pista foi suspensa antes da realização das restantes mangas destinadas aos pilotos das categorias Júnior e Sénior. O programa foi, por isso, reformulado, permitindo apenas a realização das finais das duas categorias. Numa prova que contou com 44 pilotos, provenientes de 16 países e territórios, as grelhas de partida foram determinadas pelos resultados da única manga disputada na tarde de sábado. Na categoria Sénior, a final foi marcada por uma intensa luta a quatro pela vitória ao longo da corrida. Numa última volta emocionante, a australiana Amelia Phillips cruzou a linha de meta em primeiro lugar, mas uma penalização por posicionamento incorreto do deflector frontal promoveu a dinamarquesa Signe Pejs Ørnbøll à vitória na corrida e no campeonato. Amelia Phillips terminou no terceiro lugar do pódio, enquanto Conrad Garrow, de Singapura, foi segundo. Na categoria Júnior, John Han protagonizou uma forte prestação ao longo de um fim de semana em que foi intensamente desafiado pelo australiano Knox Black, numa corrida emocionante e marcada por várias trocas de liderança. Na última volta, o jovem talento de Hong Kong garantiu a vitória e o título com uma ultrapassagem decisiva, sagrando-se campeão Júnior do FIA Karting Arrive and Drive Ásia-Pacífico de 2026. Liu Bowen, do Interior da China, terminou na terceira posição. Três apurados para a Taça do Mundo Na categoria Sénior, destinada a pilotos dos 14 aos 19 anos, dois pilotos da RAEM terminaram entre os 17 primeiros e garantiram, assim, a qualificação para a Taça do Mundo Karting Arrive and Drive da FIA, que terá lugar na Malásia no final do ano. Com uma vasta experiência em provas no Kartódromo de Coloane, Vernice Lao Si Lun foi oitava classificada. Depois de se ter qualificado no terceiro lugar no sábado e de ter chegado a rodar na segunda posição, a final não correu de feição à jovem de 16 anos, que perdeu posições ao longo das 21 voltas de corrida. Depois de ter rodado entre os dez primeiros, o macaense Henrique Quintela Borges terminou a final no 16º lugar, após receber uma penalização de cinco segundos por instalação ou posicionamento incorreto do defletor frontal do seu chassis Kosmic Mercury, equipado com motores Vortex SV de dois tempos. Ainda na categoria Sénior, Lou Chi Leong terminou no 18.º lugar, enquanto Chong Ian Ip, embora inicialmente inscrito, não chegou a alinhar numa grelha de partida que contou com 23 jovens pilotos. Na categoria Júnior, destinada a pilotos dos 12 aos 14 anos, Macau esteve representado por Kin Long Lou, que terminou no 15.º lugar, e Hau Yin Tsui, que abandonou à segunda volta. A Taça do Mundo Karting Arrive and Drive da FIA decorrerá de 19 a 22 de Novembro de 2026, no Circuito Internacional LYL, na Malásia.
Sérgio Fonseca DesportoKarting | Coloane volta a receber competições FIA dez anos depois Dez anos depois, o Kartódromo de Coloane volta a receber uma prova da Federação Internacional do Automóvel (FIA). De hoje a domingo, pilotos de karting de toda a região Ásia-Pacífico vão disputar os títulos do Campeonato FIA Karting Arrive and Drive Ásia-Pacífico, nas categorias Júnior e Sénior. Um total de 44 pilotos, provenientes de 16 países e territórios, integra as grelhas das duas categorias e entrará em pista com o objectivo de conquistar os primeiros títulos do Campeonato FIA Karting Arrive and Drive Ásia-Pacífico, precisamente no mesmo kartódromo que consagrou o campeão do Campeonato FIA Karting Ásia-Pacífico de 2016 e que recebeu as memoráveis passagens do Campeonato do Mundo FIA Karting, em 2009 e 2012. Na antevisão do evento, Akbar Ebrahim, actual presidente da Comissão Internacional de Karting da FIA e um dos primeiros pilotos indianos a aventurar-se nas competições de monolugares na Europa, afirmou: “O primeiro Campeonato Ásia-Pacífico Arrive and Drive proporcionará uma nova e prestigiada plataforma para os jovens pilotos de toda a região demonstrarem o seu talento. Agradeço à Associação Geral Automóvel Macau-China (AAMC) pelo apoio na organização daquele que será, certamente, um evento inesquecível no calendário do karting deste ano.” O Campeonato Ásia-Pacífico é o segundo de três campeonatos continentais “Arrive and Drive” previstos para este ano. O ciclo de campeonatos continentais ficará concluído em Outubro, quando o Kartódromo de Imperatriz, no Brasil, receber o Campeonato FIA Karting Arrive and Drive da América do Sul de 2026. Formato diferente Para manter a filosofia de redução de custos e, simultaneamente, equilibrar as possibilidades de vitória entre todos os concorrentes, os pilotos competirão com o mesmo modelo de chassis, Kosmic Mercury, equipado com motores Vortex SV de dois tempos. Serão utilizados pneus slick Vega Option XH4 e pneus de chuva Vega Q6 durante todo o evento. Um sorteio determinará a distribuição inicial dos motores e chassis, sendo os motores posteriormente trocados entre os concorrentes ao longo do evento, de forma a garantir condições tão equitativas quanto possível para todos os participantes. Para Akbar Ebrahim, este sistema “Arrive and Drive”, tem um lado muito positivo, pois consegue aproximar “o karting internacional, tornando-o mais acessível e permitindo que mais comunidades em todo o mundo tenham contacto com a modalidade.” A inscrição no campeonato, que já passou por Zhuzhou, na China, e por Chennai, na Índia, tem um custo de referência de 14.850 euros por piloto, cerca de 139.500 patacas, acrescido de uma caução de 2.500 euros, aproximadamente 23.500 patacas. O valor da inscrição inclui a participação no campeonato, o aluguer de um kart completo e pronto a competir, combustível, pneus slick, trolley e espaço de paddock, permitindo aos pilotos competir em condições semelhantes e sem necessidade de transportar ou preparar autonomamente todo o equipamento. Para quem optou pela participação numa única prova, como a de Macau, o valor indicado pela FIA é de 5.450 euros por evento, cerca de 51.200 patacas, acrescido da respectiva caução. Seis pilotos de Macau A prova organizada pela AAMC volta a contar com uma forte presença de pilotos do território, proporcionando, uma vez mais, aos concorrentes do Campeonato de Karting de Macau a oportunidade de medir forças com alguns dos melhores pilotos da modalidade na região Ásia-Pacífico e no circuito que conhecem de olhos fechados. Na categoria Sénior, destinada a pilotos dos 14 aos 19 anos, a RAEM contará com três representantes. O macaense Henrique Quintela Borges, Lou Chi Leong, Chong Ian Ip e Vernice Lao Si Lun, que há duas semanas disputou a sua segunda prova do Campeonato da China de Fórmula 4, representarão o território na grelha e procurarão conquistar o troféu diante do público local. Na categoria Júnior, destinada a pilotos dos 12 aos 14 anos, Macau estará representado por Hau Yin Tsui e Kin Long Lou. Ambos competirão igualmente no seu circuito de casa, procurando manter o troféu Júnior em casa, tarefa que não se antevê fácil perante uma concorrência de elevado nível. Os treinos terão lugar na sexta-feira e no sábado, ficando as corridas principais reservadas para domingo. A final Júnior terá uma distância de 20 quilómetros, enquanto os pilotos da categoria Sénior terão de percorrer 25 quilómetros entre as luzes apagadas e a bandeira de xadrez, na tarde de domingo. Os pilotos que obtiverem as melhores classificações garantirão igualmente uma posição privilegiada na edição deste ano da Taça do Mundo Karting Arrive and Drive da FIA, que terá lugar na Malásia no final do ano.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteAutomobilismo | Vernice Lao regressou à F4 em Chengdu Duas dezenas de pilotos participaram na quarta prova do Campeonato Chinês de F4, disputada no Circuito Internacional de Tianfu Chengdu, que assinalou a segunda participação em monolugares da jovem piloto de Macau Vernice Lao Si Lun. A piloto, de 16 anos, regressou ao volante de um monolugar após uma ausência de quase um ano. Foi precisamente neste circuito que, na sua estreia, no ano passado, se tornou a primeira piloto feminina de Macau a competir numa prova de Fórmula 4. No regresso à única categoria nacional de fórmulas da República Popular da China, a piloto de karting de Macau adaptou-se rapidamente ao Ligier JS F422, estabelecendo tempos promissores para alguém que, ao contrário da maioria dos pilotos da grelha, não havia competido em F4 antes da presente temporada. Num fim-de-semana em que a chuva apenas marcou presença nos treinos, Vernice Lao terminou a corrida de abertura, no sábado, na 9.ª posição, e a segunda na 13.ª. Este último resultado foi alcançado após um esforço considerável, uma vez que a piloto inscrita pela Blackjack Racing RFN foi abalroada por um adversário, sem que tivesse qualquer responsabilidade no incidente. No domingo, onde foram novamente disputadas duas corridas de trinta minutos de duração, Vernice Lao prosseguiu a sua evolução na moderna pista da província de Sichuan, demonstrando um ritmo consistente e sem cometer erros, para terminar as corridas três e quatro nas 13.ª e 9.ª posições, respectivamente. Elogios do chefe Para Rodolfo Ávila, Team Manager da Asia Racing Team RFN e da sua equipa-irmã Blackjack Racing RFN, o fim-de-semana em Chengdu foi bastante positivo para toda a equipas e respectivos pilotos. “O início do fim-de-semana não foi fácil, mas a equipa e os pilotos continuaram a evoluir ao longo da prova e, no final, tivemos uma operação muito forte no seu conjunto. Vencemos três das quatro corridas e ficámos muito perto de conseguir a mão-cheia. Os pilotos deram um grande passo em frente em termos de ritmo. Sabemos que ainda há trabalho a fazer no que diz respeito à condução em corrida, mas a evolução foi evidente”, referiu o também piloto português da RAEM. Sobre a piloto apoiada pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), Rodolfo Ávila deixou igualmente palavras de elogio. “A Vernice fez exactamente aquilo que lhe foi pedido: continuou a melhorar o seu ritmo ao longo do fim-de-semana e, no final, era claramente visível a sua evolução”, referiu o responsável desportivo da equipa do território, seleccionada para a segunda edição da Taça do Mundo de F4 da FIA, que se disputará no programa do 73.º Grande Prémio de Macau, em Novembro. Timur Shagaliev venceu duas corridas, Josh Feng uma, ambos pilotos da Asia Racing Team RFN, enquanto Lucas Yu Yuan, da equipa Black Blade Racing, venceu a outra. Com duas rondas e oito corridas ainda por disputar até ao final da temporada, o Campeonato Chinês de F4 prossegue em Zhuzhou, na província de Hunan, no final de Setembro, antes de terminar em Zhuhai, em Outubro.
Sérgio Fonseca DesportoAutomobilismo | Vernice Lao regressa à F4 chinesa em Chengdu É já este fim de semana que a jovem piloto da RAEM, Vernice Lao Si Lun, regressa à competição de monolugares. Primeira piloto feminina de Macau a participar numa prova de Fórmula 4, a jovem de 16 anos vai disputar a quarta ronda da temporada do Campeonato Chinês de F4, no sinuoso Circuito Internacional de Chengdu Tianfu Vernice Lao não é, contudo, uma estreante nem no Campeonato Chinês de F4 nem no traçado de Chengdu Tianfu. Foi precisamente neste circuito e nesta prova que a piloto de karting fez, no ano passado, a sua estreia nos monolugares. No seu primeiro fim de semana de competição ao volante de um F4, Vernice Lao alcançou o 13.º lugar da classificação geral como melhor resultado, aos comandos de um Ligier JS F422, o mesmo carro que voltará a conduzir no circuito da Província de Sichuan. O desempenho assumiu particular relevância histórica, uma vez que a piloto apoiada pela Associação Geral de Automóvel de Macau-China (AAMC) se tornou a primeira mulher de Macau a competir na disciplina de Fórmula 4. Antecipando o regresso à competição, Vernice Lao revelou-se determinada a dar mais um passo na sua evolução. “Estou ansiosa por regressar à F4, porque quero lutar por melhores resultados. Em Chengdu, pretendo evoluir de forma consistente em cada sessão, aprender com os contratempos e ganhar experiência. O principal desafio será recuperar a sensação do carro e o ritmo depois deste período afastada desta competição, mantendo-me, ao mesmo tempo, em boa forma física e concentrada. Estou pronta para desfrutar do fim de semana de corridas e lutar por bons resultados juntamente com a minha equipa”, disse no comunicado de imprensa da equipa. O programa da quarta ronda do Campeonato Chinês de F4 é bastante intenso e contempla duas sessões de qualificação na sexta-feira, duas corridas no sábado e outras duas no domingo. Passo a passo Em Chengdu, Vernice Lao voltará a defender as cores da Asia Racing Team RFN, uma das duas equipas com licença desportiva da RAEM seleccionadas pela FIA para a segunda edição da Taça do Mundo de F4 da FIA, integrada no programa da 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, no mês de Novembro. O chefe de equipa da Asia Racing Team RFN, Rodolfo Ávila, sublinhou igualmente a importância desta parceria com a AAMC e do regresso de Vernice Lao à formação: “Estamos muito satisfeitos por voltar a estabelecer uma parceria com a AAMC e por receber novamente a Vernice. Ela é um dos talentos em crescimento de Macau e estamos felizes por estar ao seu lado nos primeiros passos nos monolugares.” O também piloto do território reconhece, porém, que Vernice Lao ainda possui “uma experiência relativamente limitada” nos fórmulas e que terá pela frente “adversários com muito mais quilómetros de testes e experiência de corrida”. Por isso, salienta, o principal objectivo da equipa “não está nos resultados, mas sim na sua curva de evolução” da jovem piloto do território. A piloto da RAEM terá como companheiros de equipa o russo Timur Shagaliev e o anglo-chinês Josh Feng, ambos da mesma idade de Vernice Lao e já vencedores de corridas de F4 esta temporada, bem como o piloto chinês Zhuyuan Chen, que conta já com presenças no pódio na categoria. A formação de quatro monolugares será inscrita sob as bandeiras da Asia Racing Team RFN e da Blackjack Racing RFN, numa jornada que representará mais uma etapa no processo de adaptação e crescimento de Vernice Lao no universo dos monolugares.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteGP | Mercedes-AMG anunciou que voltará com três carros Esta quarta-feira, eram oito da manhã em Affalterbach, na Alemanha, quando a Mercedes-AMG anunciou o seu regresso a Macau, após um ano de ausência. A casa de Estugarda colocará três carros na grelha de partida da Taça do Mundo de GT da FIA, integrada no programa do Grande Prémio de Macau, que terá lugar entre 19 e 22 de Novembro O construtor alemão foi o grande ausente da edição do ano passado da Taça do Mundo de GT da FIA. Na altura, a Mercedes-AMG Motorsport justificou a decisão com a utilização dos sensores de binário, também obrigatórios este ano, e a falta de oportunidade para os testar com as equipas locais antes do grande evento no Circuito da Guia. Para este regresso à mais prestigiada corrida de “sprint” de GT3 do mundo, a marca da estrela de três pontas escolheu os alemães Maro Engel e Lucas Auer, ambos pilotos da Mercedes-AMG Performance Drivers, e o piloto de Hong Kong Adderly Fong. Os três Mercedes-AMG GT3 estarão inscritos por duas estruturas: a Craft-Bamboo Racing será responsável pelos carros de Engel e Fong, enquanto o de Auer será preparado pela estreante australiana Tigani Motorsport. Stefan Wendl, responsável pelo departamento da competição-cliente da Mercedes-AMG Motorsport, salientou que “Macau é simultaneamente um dos pontos altos da temporada e um enorme desafio”, explicando que, “como os sensores de binário são obrigatórios na Taça do Mundo de GT da FIA desde o ano passado e ainda não temos experiência com estes dispositivos no Circuito da Guia, estamos a dar particular importância à preparação e ao trabalho de simulação”. Tripla de luxo Maro Engel será, naturalmente, um dos principais candidatos à vitória. O alemão é um dos pilotos de GT3 mais experientes do mundo e bem-sucedidos em Macau. O seu palmarés fala por si: dez participações e quatro vitórias. Venceu a Macau GT Cup em 2014 e 2022 e triunfou na Taça do Mundo em 2015 e 2024. Em conjunto com Edoardo Mortara, Engel é, por isso, o recordista de vitórias em corridas de GT em Macau. O alemão soma ainda três presenças no pódio: o segundo lugar em 2018 e dois terceiros lugares, em 2016 e 2017. A principal figura da formação alemã afirmou que “ainda falta algum tempo, mas já estou ansioso pela atmosfera única e pelo fantástico apoio dos adeptos”. Engel voltou a destacar que se trata de uma pista que “exige tudo de um piloto e obriga a uma precisão extraordinária. É precisamente o tipo de desafio que adoro, porque é um daqueles circuitos onde o piloto pode realmente fazer a diferença”. Tal como Engel, Adderly Fong também representará a Craft-Bamboo Racing e leva consigo uma vasta experiência no circuito da RAEM. O piloto chinês de Hong Kong disputou pela primeira vez uma corrida de Fórmula 3 no Circuito da Guia em 2010 e estreou-se em GT3 em Macau, em 2014. Na sua participação mais recente, em 2025, Fong competiu ao volante de um Audi R8 LMS GT3, terminando na 13.ª posição. Por fim, Lucas Auer enfrentará pela primeira vez o desafio da Taça do Mundo aos comandos de um GT3. Contudo, o austríaco, de 31 anos, conhece bem o Circuito da Guia. Sobrinho do antigo piloto de Fórmula 1 Gerhard Berger e actualmente piloto do DTM, Auer disputou o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 entre 2012 e 2014. Na sua mais recente participação, em 2014, terminou na segunda posição. Marca com história Stefan Wendl voltou a recordar que «a Mercedes-AMG Motorsport tem um historial de sucesso em Macau e, naturalmente, queremos dar continuidade a essa tradição». Com nove vitórias em 18 corridas de GT3 disputadas até ao momento e cinco títulos de construtores, a Mercedes-AMG é a marca mais bem-sucedida em Macau na categoria. Todavia, o sucesso da marca no território remonta aos anos 1950, quando Douglas Steane, ao volante de um Mercedes-Benz 190 SL, e Arthur Pateman, com um Mercedes-Benz 300 SL, venceram as edições de 1956 e 1957, respectivamente. Mais tarde, já na era da Fórmula 3, a Mercedes voltou a celebrar por sete ocasiões entre 2005 e 2015. A marca germânica conquistou igualmente outros triunfos de menor importância no Circuito da Guia, nomeadamente na Corrida de Carros de Produção, na Taça GT – Corrida da Grande Baía ou, em 1969, na Guia 101, a única prova de automobilismo disputada nas ruas de Macau de forma independente do Grande Prémio.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteZhuhai | Infortúnio rouba vitória a Rodolfo Ávila Quase dois anos depois de ter disputado a sua última corrida, Rodolfo Ávila regressou à competição, participando na terceira prova da temporada do Campeonato da China de Resistência (CEC), disputada no sábado no Circuito Internacional de Zhuhai. O piloto português de Macau ajudou a Asia Racing Team RFN a conquistar a pole-position, estabeleceu a volta mais rápida e chegou a liderar a corrida. Só faltou mesmo a vitória, mas uma roda assim não quis. Na tarde de sexta-feira, a formação constituída por Ávila, Kevin Yang e Yuhao Di dominou a sessão de qualificação, com 45 minutos de duração, na qual cada piloto assumiu, sucessivamente, o melhor tempo nos três segmentos de 15 minutos. O ritmo consistente e o forte desempenho ao longo da sessão valeram à Asia Racing Team RFN a primeira posição da grelha para a corrida com a duração de 240 minutos mais uma volta. Apesar da pole-position, as expectativas da equipa eram moderadas. Tratava-se da primeira participação da Asia Racing Team RFN com o Ligier JS P320 LMP3, pelo que pilotos e técnicos ainda procuravam compreender o comportamento do protótipo e a melhor forma de explorar todo o seu potencial. A corrida começou com o piso molhado, cabendo ao piloto mais experiente do trio, Ávila, cumprir o primeiro turno. A pista foi secando progressivamente ao longo da primeira hora. Sem nunca ter conduzido o protótipo francês em condições de chuva, o piloto de Macau adoptou uma abordagem prudente. Contudo, já perto do final do seu turno, os pneus começaram a degradar-se acentuadamente, acompanhados por fortes vibrações, obrigando a equipa a antecipar a paragem para a troca de pneus e a mudança de piloto. Kevin Yang assumiu então o volante e resistiu à pressão dos adversários, mantendo a liderança. A corrida esteve longe de ser linear, devido às difíceis condições da pista e aos vários períodos de bandeiras amarelas. Yuhao Di foi o terceiro elemento da formação a assumir os comandos e manteve um ritmo consistente, evitando os erros cometidos por alguns dos seus adversários. Na sua primeira experiência ao volante de um LMP3, o piloto chinês conseguiu consolidar a vantagem da equipa, chegando a colocar uma volta de avanço sobre os perseguidores, antes de devolver o carro a Kevin Yang, o dono do carro, para o derradeiro turno. Golpe de teatro Quando a corrida parecia já estar decidida, a cerca de 40 minutos do final, uma falha na roda traseira esquerda provocou um aparatoso pião de Yang na curva 3. Os danos daí resultantes impediram a equipa de recuperar e prosseguir em prova, deitando por terra uma prestação que até então estava a ser exemplar. Ávila, que acumula as funções de chefe de equipa e piloto da Asia Racing Team RFN, em comunicado de imprensa da equipa, lamentou o desfecho: “Foi uma forma frustrante de terminar a corrida.” Ainda assim, destacou o desempenho da sua equipa, que “fez um excelente trabalho desde o primeiro dia”, sublinhando que “os pilotos executaram a estratégia na perfeição” ao longo da prova. O infortúnio surgiu quando “estávamos simplesmente a gerir o ritmo e o carro estava a funcionar perfeitamente. O Kevin sentiu a vibração na curva 1 nessa volta e depois entrou em pião na curva 3. Vamos analisar cuidadosamente o que aconteceu e tentar perceber o que correu mal.” A vitória acabou por sorrir ao quarteto chinês formado por Wu Yifan, Liu Zichen, Yang Shuo e Xu Zheyu, ao volante de um Audi R8 LMS GT3 evo II da 326 Racing Team. Depois desta participação pontual no CEC, Ávila não prevê voltar a competir a curto prazo. A equipa que dirige concentra agora atenções nos próximos desafios, entre os quais as provas que faltam por disputar do Campeonato Chinês de F4 e a aguardada estreia na Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA, agendada para Novembro, no Circuito da Guia.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteAutomobilismo | Rodolfo Avila quebra jejum de quase dois anos O piloto de Macau Rodolfo Ávila está de regresso à competição automóvel este fim-de-semana, no Circuito Internacional de Zhuhai, no Interior da China, colocando assim um ponto final num jejum competitivo que se prolongava desde Setembro de 2024 Segundo um comunicado divulgado pela sua equipa, a Asia Racing Team RFN vai disputar a próxima jornada do Campeonato da China de Resistência (CEC), em Zhuhai, alinhando um protótipo Ligier JS P320 LMP3 para uma formação composta por Rodolfo Ávila e pelos pilotos chineses Kevin Yang e Yuhao Dai. A estrutura vai utilizar o único Ligier JS P320 actualmente existente na China, um dos protótipos LMP3 de maior sucesso da sua geração. Construído em torno de um monocoque em fibra de carbono, o modelo francês está equipado com um motor V8 Nissan de 5,6 litros, capaz de debitar cerca de 460 cv, associado a uma caixa de velocidades sequencial Xtrac de seis relações. “Encaramos este fim-de-semana do CEC com expectativas realistas, mas com toda a intenção de obter um bom resultado. Conhecemos o potencial deste carro, mas esta será a primeira participação competitiva da equipa com ele, pelo que mantemos os pés bem assentes na terra”, explica Rodolfo Ávila. O piloto do território nunca disputou uma corrida ao volante de um protótipo, apesar de ter sido, precisamente há dez anos, o primeiro representante da RAEM a testar um LMP3 da marca ADESS, numa sessão realizada em Sepang. O CEC apresenta um pelotão dividido por várias classes, reunindo protótipos e GT. LMP3, GT3 e GT4 competem numa corrida de resistência que inclui paragens obrigatórias nas boxes para trocas de pilotos, pneus e reabastecimento, acrescentando uma importante componente estratégica ao desafio. Sem pressão Neste regresso à competição, Rodolfo Ávila fará equipa com os chineses Kevin Yang, o proprietário do Ligier JS P320 e habitual piloto em provas de GT4, e Yuhao Dai, um experiente piloto de GT, antigo campeão da CTCC Sports Cup e vencedor da classe CFGP do Campeonato Chinês de F4. Sem qualquer compromisso com o campeonato, a formação encara esta participação pontual sem pressão de resultados, procurando sobretudo acumular experiência e explorar o potencial do protótipo. “Acima de tudo, quero que seja uma experiência gratificante para os nossos pilotos e uma oportunidade de aprendizagem valiosa para toda a equipa”, acrescenta o piloto e chefe de equipa, que teve o seu primeiro e, até agora, único, contacto com o Ligier JS P320 durante uma sessão de testes privados realizada na semana passada. A actividade em pista arranca esta quinta-feira com as sessões de treinos livres. A qualificação está agendada para sexta-feira, entre as 15h30 e as 16h35, e será dividida em três sessões de 15 minutos, cada uma destinada a um dos pilotos. A corrida, com uma duração de 240 minutos mais uma volta, terá início às 14h00 de sábado.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteZhuhai | Segundo circuito será uma mais valia para Macau A segunda infra-estrutura permanente dedicada ao automobilismo na cidade vizinha de Zhuhai entrou numa nova fase administrativa, com a publicação do aviso de pré aprovação do planeamento da utilização do solo. O empreendimento, anteriormente denominado Circuito Internacional Zhuhai Chaoyue e que passará a chamar-se Circuito Internacional Ocean Spring, pretende conjugar competição automóvel, turismo, lazer e actividade comercial numa nova plataforma dedicada à cultura automóvel na Grande Baía. O projecto foi formalmente assinado a 13 de Março de 2025, tendo a cerimónia de início dos trabalhos decorrido três dias depois, a 16 de Março. Na primeira semana de Agosto de 2026, o empreendimento deu um novo passo no sentido da sua concretização, com o Gabinete Municipal de Recursos Naturais de Zhuhai a publicar o Aviso Público relativo à Pré Aprovação do Planeamento da Utilização do Solo do Projecto de Construção da CTS (Zhuhai) Ocean Spring Company (Circuito Internacional Ocean Spring), colocando em consulta pública o processo de planeamento urbanístico associado ao futuro complexo. A publicação do aviso representa uma etapa relevante no desenvolvimento do empreendimento, que ocupará uma área de 688.455,23 metros quadrados, aproximadamente 68,8 hectares. O projecto está localizado em Pingsha, no distrito de Jinwan, no interior do Zhuhai Ocean Spring Resort. De acordo com os elementos agora divulgados, a CTS (Zhuhai) encontra-se a requerer a autorização de planeamento para a utilização do terreno. A área bruta de construção permitida não deverá exceder 132 mil metros quadrados, dimensão que evidencia a ambição de um empreendimento concebido para ultrapassar largamente o conceito convencional de um complexo destinado à prática de desportos motorizados. O elemento central será um circuito internacional susceptível de obter homologação de Grau 3 da FIA, complementado por um conjunto diversificado de infra estruturas destinadas ao desporto automóvel e ao entretenimento. Além do traçado principal, o complexo deverá incluir uma pista de karting, um circuito de drift e um pavilhão interior polivalente com cerca de 2.400 metros quadrados. Uma das características mais ambiciosas do projecto será, contudo, a dimensão da área de boxes. Está prevista a construção de 300 boxes, cada uma com mais de 100 metros quadrados, concebidas para acolher equipas de competição e diferentes actividades ligadas ao sector automóvel. A primeira fase do empreendimento representa um investimento anunciado de 250 milhões de renminbi e abrange aproximadamente 40.000 metros quadrados de construção. Embora estes valores digam respeito apenas à fase inicial, permitem compreender a dimensão e a natureza do projecto. A pista constituirá o núcleo da operação, mas o modelo económico previsto assenta na criação, em seu redor, de múltiplas formas de utilização e de diferentes fontes de receita. Trunfo geográfico A proximidade de Macau e a integração de Zhuhai na Grande Baía reforçam o potencial do empreendimento para atrair visitantes, equipas, construtores automóveis e operadores turísticos provenientes de um vasto mercado regional. Por seu turno, Macau e os numerosos entusiastas dos desportos motorizados do território poderão beneficiar directamente da existência de mais um complexo desta natureza à “porta de casa”. “Em termos regionais, para mim, como engenheiro de Macau, é claramente uma mais valia ter mais uma opção aqui ao lado para testar, desenvolver e dar o meu contributo a esta indústria”, explicou ao HM o engenheiro de pista da RAEM Duarte Alves. “Mais um circuito no sul da China ajuda a integração e as sinergias entre Macau, o Grande Prémio de Macau e este novo espaço, o que não faz, de maneira nenhuma, concorrência ao Grande Prémio de Macau.” À semelhança do Circuito Internacional de Zhuhai, também o Circuito Internacional Ocean Spring não deverá constituir um adversário do Grande Prémio de Macau. Pelo contrário, poderá assumir um papel complementar. “São coisas diferentes e complementares: o Grande Prémio é a montra internacional de Macau, uma pista permanente ao lado alimenta o trabalho de equipas, indústria e pilotos durante todo o ano.” Aprender com o passado A localização escolhida para o projecto não é circunstancial. Zhuhai possui uma relação consolidada com o automobilismo internacional, nomeadamente através do Circuito Internacional de Zhuhai, que este ano celebra o seu trigésimo aniversário, e encontra-se inserida numa das regiões economicamente mais dinâmicas do Interior da China. Duarte Alves alerta, contudo, para estratégias do passado que poderão e deverão ser evitados no desenvolvimento do novo complexo. “Pela experiência que tenho, não só na China, mas também nos circuitos por onde passo pelo mundo fora, é decisivo para a longevidade de um projecto destes assegurar a polivalência do espaço e a sua integração na comunidade”, explicou o também presidente da Associação dos Jovens Macaenses. “O próprio Circuito Internacional de Zhuhai é um bom exemplo do que se deve evitar. Foi construído numa zona então subdesenvolvida, praticamente industrial e sem habitação, que entretanto se transformou numa área residencial e escolar. O resultado é previsível, com o ruído do desporto motorizado a gerar conflitos com a vizinhança.” Para assegurar o sucesso do empreendimento, tendo em consideração as actuais exigências sociais, Duarte Alves considera “que o circuito tem de ser pensado de raiz para conviver com a envolvente e para ser útil à população no dia a dia, por exemplo, com ciclovias, percursos para corrida e passeio e espaços destinados a outras modalidades desportivas. É essa polivalência que garante o sucesso e a aceitação a longo prazo: um espaço vivo durante toda a semana, e não apenas nas semanas de provas, testes ou actividades promocionais.” Entretanto, a data de abertura do Circuito Internacional Ocean Spring ainda não foi divulgada pelas autoridades, embora tudo indique que não deverá ocorrer antes do último trimestre do próximo ano.
Sérgio Fonseca Desporto Manchete PolíticaGP | Duas equipas de Macau nas Taças do Mundo de FR e F4 A Federação Internacional do Automóvel (FIA) divulgou, esta terça-feira, em Paris, a lista das equipas seleccionadas para disputar a Taça do Mundo de Fórmula Regional e a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA, integradas na 73.ª edição do Grande Prémio de Macau. O território estará representado por duas estruturas e em ambas as corridas. Em parceria com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau (COGPM) e com a Associação Geral do Automóvel de Macau-China (AAMC), a FIA confirmou as 13 equipas que alinharão na Taça do Mundo de Fórmula Regional (FR), cada uma com dois monolugares Tatuus T-326 (FIA Formula Regional Gen2). A grelha de partida reunirá 26 carros e inclui algumas das formações mais prestigiadas do Campeonato da Europa de FR da FIA, os actuais vencedores da Taça do Mundo de FR e do Campeonato Japonês de FR, bem como uma equipa que simboliza a longa tradição do automobilismo de Macau: a Theodore Racing. Entre os participantes destacam-se a R-ace GP, actual líder do Campeonato da Europa da especialidade, bem como nomes incontornáveis do desporto automóvel, como a Prema Racing, ART Grand Prix, Trident e Van Amersfoort Racing. Marcarão igualmente presença a Pinnacle Motorsport, que monopolizou os dois primeiros lugares na edição do ano passado, e a histórica TOM’S Racing, campeã japonesa de FR em 2025. Por sua vez, CL Motorsport, G4 Racing, MP Motorsport, RPM e Rodin Motorsport estrear-se-ão na Taça do Mundo, apesar desta última ser uma encarnação da saudosa Carlin Motorsport. A tradição automobilística de Macau será assegurada pela Theodore Racing. A estrutura de Teddy Yip Jr tem competido nos últimos anos em estreita colaboração com a Prema Racing, mas apresentará desta feita uma candidatura independente, permanecendo por esclarecer quem ficará responsável pela operação dos monolugares. Tudo aponta para René Rosin, filho de Angelo Rosin, fundador da PREMA, que cessou a sua ligação à equipa italiana no início deste ano. Asia Racing Team RFN representa Macau na F4 Na Taça do Mundo de Fórmula 4, a FIA seleccionou 12 das melhores equipas provenientes dos campeonatos certificados pela federação internacional, às quais se junta, novamente, a Theodore Racing, admitida pelo seu valor histórico. A segunda edição da competição passará, pela primeira vez, a adoptar um formato multi-equipas, aumentando a grelha de 20 para 24 monolugares. Entre os participantes figuram algumas das principais referências europeias da formação de pilotos, como Campos Racing, Hitech, R-ace GP, MP Motorsport, Prema Racing, US Racing, Argenti Motorsport e Rodin Motorsport, que enfrentarão estruturas asiáticas como Kageyama Racing, Evans GP e a equipa de Macau Asia Racing Team RFN. Liderada no terreno pelo piloto português de Macau Rodolfo Ávila, a Asia Racing Team RFN representará o Campeonato da China de Fórmula 4. Fundada em Novembro de 2003, a estrutura, apoiada pela marca chinesa de motociclos eléctricos RFN, do grupo Apollo Motor, possui uma vasta experiência em monolugares e venceu, em 2005, a prova de Fórmula Renault nas ruas de Macau, com o japonês Hiroyuki Matsumura. Aquela que será a sexta corrida de Fórmula 4 a ser disputada no Circuito da Guia introduzirá ainda outra novidade: a utilização do monolugar Tatuus F4-T421. A Pirelli manter-se-á como fornecedora exclusiva de pneus, um conjunto técnico que poderá favorecer as equipas europeias, mais familiarizadas com este binómio italiano. FIA destaca qualidade das equipas seleccionadas Segundo a FIA, “a confirmação das equipas participantes resulta de um processo de selecção conduzido pela FIA e pela AAMC, o clube-membro da FIA em Macau. O processo teve em conta critérios como o mérito desportivo, a representação internacional e a excelência operacional, culminando na escolha de 13 equipas para a Taça do Mundo de Fórmula Regional da FIA e de 12 equipas para a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA, respeitando os limites máximos da grelha”. O presidente da Comissão de Monolugares da FIA, Emanuele Pirro, sublinhou que “graças ao trabalho desenvolvido pelo Departamento de Monolugares da FIA e pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau durante um rigoroso processo de selecção, tanto a Taça do Mundo de Fórmula Regional da FIA como a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA contarão com grelhas altamente competitivas, compostas por algumas das melhores equipas do mundo. Estas equipas não só continuam a alcançar resultados de grande destaque a nível nacional e internacional, como operam segundo padrões extremamente elevados e representam sólidos valores desportivos. Ainda faltam mais de quatro meses para a semana do 73.º Grande Prémio de Macau, mas a confirmação das equipas participantes elevou significativamente as expectativas para o evento.”
Sérgio Fonseca Desporto MancheteAutomobilismo | FIA reforçou presença em Macau olhando para o futuro Na semana passada, Macau foi palco da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da Federação Internacional do Automóvel, encontros que terão contribuído para consolidar ainda mais a relação entre a FIA e o seu clube membro local, a Associação Geral de Automóvel de Macau-China A edição deste ano da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da Federação Internacional do Automóvel (FIA), realizada em Macau, reuniu mais de 450 representantes de clubes membros provenientes de 149 países e regiões. A cerimónia de abertura, realizada a 23 de Junho, contou com a presença da Directora Substituta do Instituto do Desporto de Macau, Lei Sio Leng, em representação da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura. Durante a Conferência Anual foram aprovadas diversas medidas relacionadas com a segurança no desporto automóvel e debatidos temas como o desenvolvimento da modalidade, a segurança rodoviária e a mobilidade sustentável. No plano desportivo, durante as reuniões do Conselho Mundial, a FIA destacou a aprovação das alterações regulamentares aos motores de Fórmula 1 para as temporadas de 2027 e 2028, a aprovação do novo regulamento técnico do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), o novo calendário do mundial de Fórmula E, assim como a votação favorável à eliminação dos limites de mandatos para os seus órgãos, incluindo a presidência da FIA. Os membros da FIA aprovaram igualmente o Relatório e Contas Anuais de 2025, confirmando a contínua transformação da federação. No exercício de 2025, o organismo registou um lucro operacional de cerca de 61 milhões de patacas, representando um aumento de 43 por cento face ao ano anterior e uma recuperação financeira significativa relativamente ao prejuízo operacional de 221 milhões de patacas registado em 2021. A FIA aproveitou também para realçar que a sua estrutura internacional, com a abertura de um escritório em Londres em 2025 e o aumento do número de colaboradores permanentes para 308, mais 14 por cento do que no ano anterior. Foi ainda confirmado que a Assembleia Geral Anual da FIA de 2026 terá lugar em Xangai, no dia 12 de Dezembro, organizada pela Federação Chinesa de Automobilismo e Motociclismo (CAMF) e pela Administração do Desporto de Xangai. Já a Assembleia Geral Extraordinária da FIA de 2027, como anteriormente anunciado, decorrerá novamente em Macau, em Junho de 2027, sob organização da Associação Geral de Automóvel de Macau-China (AAMC). O Galaxy International Convention Center, integrado no complexo Galaxy Macau, será o local anfitrião da Conferência da FIA. Elogios aos anfitriões Durante a sua estadia, Mohammed Ben Sulayem visitou o Kartódromo de Coloane, onde conheceu os programas de formação de jovens pilotos e de oficiais de prova do Grande Prémio de Macau, considerando que a RAEM reúne condições para se afirmar como um centro internacional de formação. A pensar no futuro, 180 estudantes de Macau, com idades entre os 6 e os 16 anos, participaram na Conferência Anual, onde conheceram a diversidade de oportunidades e carreiras disponíveis no desporto automóvel e na mobilidade. Chong Coc Veng, Presidente da AAMC, explicou que na associação “estamos empenhados em garantir que os jovens tenham oportunidade de crescer e desenvolver-se. Macau é um território com excelentes futuros profissionais e, através da nossa parceria com a FIA, esta iniciativa ajuda a inspirar a próxima geração, dando a conhecer a diversidade e o entusiasmo das oportunidades de carreira no desporto automóvel e na mobilidade.” Os delegados tiveram igualmente oportunidade de visitar o Kartódromo de Coloane, desenhado pelo arquitecto Carlos Couto no final da década de 1990, ficando a conhecer o trabalho desenvolvido por Macau na promoção do automobilismo de base e do karting. Houve ainda uma troca de experiências sobre a organização de provas de Fórmula 4, tendo a FIA defendido a importância de aproximar o automobilismo dos estudantes e incentivar os jovens a iniciar-se na modalidade. No final da visita, o Presidente da FIA elogiou a capacidade organizativa e a hospitalidade de Macau, afirmando que todos os participantes tiveram uma experiência positiva na cidade. Mohammed Ben Sulayem destacou ainda a longa tradição automobilística do território e o ambiente único vivido durante os eventos, descrevendo Macau como uma “cidade do automobilismo”, realçando o seu dinamismo e a arte de bem receber dos seus habitantes. Venham as corridas Para a FIA, em termos desportivos, Macau assume particular importância na segunda metade do calendário de 2026. O Campeonato FIA Ásia-Pacífico de Karting “Arrive & Drive”, uma das mais recentes apostas da FIA para promover a formação de jovens pilotos, decorrerá entre 11 e 13 de Setembro no Kartódromo de Coloane. Já a 73.ª edição do Grande Prémio de Macau está agendada para 19 a 22 de Novembro, com o Circuito da Guia a receber diversas competições internacionais, entre as quais a Taça do Mundo FIA de Fórmula Regional, a Taça do Mundo FIA GT de Macau, a Taça do Mundo FIA de Fórmula 4 e ainda a última prova do calendário do Kumho FIA TCR World Tour.
Sérgio Fonseca DesportoFIA | Futuro do automobilismo e da mobilidade em discussão em Macau A comitiva da Federação Internacional do Automóvel (FIA), o organismo mundial que tutela o desporto automóvel e a federação das organizações de mobilidade à escala global, juntamente com os seus 245 clubes e organizações membros, desembarca esta semana em Macau para uma semana dedicada à preparação do futuro. O território volta, assim, a ser palco da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da FIA. Organizado em parceria com a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e o Galaxy Entertainment Group, o evento reunirá mais de 450 representantes de alto nível da FIA, ligados às áreas da mobilidade e do desporto automóvel, provenientes de 149 países e territórios. A conferência constituirá uma oportunidade para abordar iniciativas fundamentais relacionadas com a segurança rodoviária, a mobilidade sustentável, o crescimento regional do desporto automóvel e a inovação nos transportes, contando com a presença do Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem. Antes do seu regresso a Macau, Mohammed Ben Sulayem afirmou que “esta conferência representa uma oportunidade valiosa para reunir a nossa comunidade e ajudar a definir o futuro do desporto automóvel e da mobilidade a nível mundial. À medida que continuamos a aumentar a participação, a promover a inovação e a melhorar a segurança rodoviária em todo o mundo, estas discussões tornam-se mais importantes do que nunca.” O antigo piloto árabe de ralis salientou ainda estar “muito satisfeito por regressar a Macau, um local verdadeiramente icónico para os fãs do desporto automóvel e uma escolha adequada para a FIA acolher uma das semanas mais importantes do nosso calendário. Os meus agradecimentos aos nossos anfitriões, a AAMC, ao Presidente da Direcção, Chong Coc Veng, e ao Presidente Executivo, Roberto Carlos Osório.” Honras da casa A conferência contará com representantes dos clubes membros da FIA. Esta estrutura constitui a base da governação e do funcionamento da Federação, sendo que cada Clube Membro com estatuto pleno possui direito de voto nas eleições da FIA e nas decisões regulamentares. Em comunicado enviado pela FIA, Chong Coc Veng, dirigente histórico da AAMC e Coordenador da Subcomissão Desportiva da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, afirmou ser “uma honra receber novamente a FIA e os nossos colegas membros de todo o mundo em Macau. A Conferência Anual representa uma excelente oportunidade para reflectirmos sobre o progresso alcançado em conjunto durante o último ano e definirmos as prioridades que irão orientar o futuro da nossa Federação. Esperamos receber todos os delegados para aqueles que serão, certamente, dias muito produtivos.” Na sequência do sucesso da edição do ano passado, o complexo Galaxy Macau, através do Galaxy International Convention Center , será o local anfitrião da Conferência FIA em 2026 e 2027. A FIA realizou pela primeira vez a sua conferência anual em Macau em Junho de 2025, reunindo 446 delegados de 198 organizações membros provenientes de 139 países e territórios.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteGP Macau | FIA não mexe na Taça do Mundo de GT Na pretérita semana, quando os construtores se encontravam focados na preparação das 24 Horas de Le Mans, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e o SRO Motorsport Group abriram as inscrições para a Taça do Mundo de GT da FIA, aproveitando igualmente para publicar o regulamento da edição de 2026. A principal prova de sprint para carros de Grande Turismo no continente asiático apresenta poucas novidades, num claro sinal de aposta na continuidade. O formato da Taça do Mundo mantém-se praticamente inalterado, com duas sessões de treinos livres de 30 minutos cada, seguidas da sessão de qualificação Q1 com a duração de 30 minutos. Os oito pilotos mais rápidos transitam para a Q2, disputada em regime de “super pole”, introduzido no ano transacto, onde se define a luta pela pole position. Todavia, de acordo com uma nota enviada às equipas, na sequência “das conclusões da edição de 2025 e das consultas realizadas com equipas e pilotos, o formato da Q2 foi ajustado. Os pilotos serão agora lançados em pista em intervalos mais curtos, mantendo a sensação de ‘super pole’ de estarem sozinhos em pista. Esta alteração visa melhorar a eficiência e reduzir a duração da sessão”. O programa competitivo no Circuito da Guia prossegue com a Corrida de Qualificação, com 12 voltas ou uma duração máxima de 60 minutos, consoante o que ocorrer primeiro, muito provavelmente no sábado. No domingo realiza-se a Corrida Principal, composta por 16 voltas ou uma duração máxima de 70 minutos, a qual determina o resultado final do evento. A primeira fase de inscrições decorre até 17 de Julho e está aberta a todos os pilotos. Um segundo período de inscrições prolonga-se até 24 de Agosto. O valor de inscrição foi aumentado e passará a custar 16 mil euros, cerca de 150 mil patacas, face aos 14.500 euros do ano transacto. Em contrapartida, cada carro inscrito terá direito a 14 passes, em vez dos 12 anteriores, sendo esta limitação uma das reivindicações das equipas. Segundo a mesma nota enviada aos participantes, os pilotos interessados “devem ter participado, pelo menos, numa corrida de GT inscrita no Calendário Desportivo Internacional da FIA nas duas últimas temporadas, ou possuir experiência significativa em corridas GT”. Acrescenta ainda que, caso “um piloto seja considerado sem experiência suficiente, o Comité de Seleção reserva-se o direito de recusar a sua inscrição”. Prémios monetários inalterados De acordo com o Regulamento Desportivo da Taça do Mundo, os prémios monetários manter-se-ão ao nível de 2025, totalizando um máximo de 80.750 dólares norte-americanos, equivalentes a pouco mais de 650 mil patacas à taxa de câmbio actual. Para reconhecer o número crescente de pilotos Silver, a Taça do Mundo da FIA passará também a atribuir um troféu ao vencedor desta categoria, desde que existam pelo menos três inscritos. Este prémio será acompanhado de uma recompensa monetária de 22.000 dólares norte-americanos, valor idêntico ao do ano passado. O prémio total da Corrida Principal ascende a 82.750 dólares norte-americanos na classificação geral, distribuído da seguinte forma: o primeiro classificado recebe 15.000 dólares, o segundo 12.000, o terceiro 10.000, o quarto 7.500, o quinto 5.000 e o sexto 3.000 dólares. Na categoria para os pilotos categorizados como Bronze, o vencedor, caso exista, recebe 4.250 dólares. Estão ainda previstos prémios adicionais de 1.000 dólares pela pole position da Corrida de Qualificação e 500 dólares pela volta mais rápida em cada corrida. Curiosamente, e de acordo com o regulamento, todos os prémios serão entregues na cerimónia oficial do Grande Prémio de Macau, sendo que a ausência de um piloto poderá implicar a perda do direito ao montante atribuído. Grelha igualmente forte O regulamento desportivo da FIA determina que a lista de inscritos da Taça do Mundo de GT deve ser conhecida até 22 de Outubro. Prevê-se uma grelha com um nível elevado muito semelhante à das edições anteriores, talvez com mais carros, e com a presença da Audi, BMW, Ferrari e Porsche, bem como o regresso da Mercedes-AMG, ausente na última edição. Devido à continuidade da obrigatoriedade dos dispendiosos sensores de binário, a Lamborghini só regressará se for com novo modelo Temerario GT3, embora a decisão sobre este assunto ainda não esteja fechada. Por outro lado, as marcas norte-americanas Chevrolet e Ford não são esperadas na RAEM, enquanto a Aston Martin e a McLaren permanecem como incógnitas, dependendo sobretudo da vontade de equipas clientes. A 73.ª edição do Grande Prémio de Macau decorre de 19 a 22 de Novembro.
Sérgio Fonseca DesportoGP Macau | FIA muda formato da prova de F4 A Federação Internacional do Automóvel (FIA) anunciou na semana passada um novo formato para a Taça do Mundo de Fórmula 4, integrada no programa do Grande Prémio de Macau no mês de Novembro. O organismo que tutela o desporto automóvel a nível mundial pretende assegurar a presença das principais equipas de fórmulas de promoção na aguardada segunda edição da competição. Após ter confirmado, no mês passado, a inclusão da segunda edição da Taça do Mundo de F4 da FIA no programa da 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, a federação internacional revelou agora que o modelo de participação tradicional, aberto às equipas, já adoptado na Taça do Mundo de Fórmula Regional (FR) da FIA, e em todas as outras disciplinas do programa, e que passará igualmente a vigorar na prova destinada aos monolugares de F4. Segundo a FIA, esta decisão “resulta de uma avaliação do conceito ‘arrive-and-drive’ (chave na mão), utilizado na edição inaugural da Taça do Mundo de F4 na época passada, quando alguns dos mais promissores jovens pilotos do automobilismo competiram sob uma estrutura centralizada”. Em 2025, a Mintimes, entidade organizadora do Campeonato Chinês de F4, foi o “operador exclusivo” da prova disputada nas ruas da RAEM. A empresa chinesa disponibilizou aos pilotos que competiram no Circuito da Guia os monolugares Mygale M21-F4, recentemente rebaptizados como Ligier JS F422, provenientes das equipas e pilotos privados participantes no seu campeonato. Em conjunto com os técnicos da FFSA (Fédération Française du Sport Automobile), a Mintime assumiu toda a responsabilidade pelo apoio técnico da Taça do Mundo, obrigando todos os concorrentes a utilizar estes fórmulas. Aberto às equipas Embora muitas equipas de F4 internacionais tenham encarado com alguma reserva o modelo de operador único adoptado no ano passado, várias acabaram por marcar presença em Macau através dos seus pilotos. Algumas enviaram mesmo técnicos para acompanhar os trabalhos no terreno, apesar de não lhes ser permitido intervir na componente técnica e estratégica durante o fim de semana da prova. Em 2026, esse cenário muda radicalmente: as principais equipas de F4 poderão competir com as suas próprias estruturas e máquinas. A segunda edição da Taça do Mundo de F4 da FIA contará também com uma grelha alargada, passando a disponibilizar 24 lugares, mais quatro do que em 2025. O aumento surge apesar de apenas 19 pilotos terem participado na edição inaugural. No comunicado divulgado, a FIA confirmou que todos os concorrentes utilizarão pneus Pirelli no Circuito da Guia, mas não revelou qual será o chassis escolhido para a competição. Dada a impossibilidade de equilibrar o desempenho dos diferentes construtores, ao contrário do que sucedia no passado com a Fórmula 3, a Taça do Mundo será disputada com um modelo único. Actualmente, existem três construtores de chassis de Fórmula 4: Tatuus, Dome e Ligier/Mygale/Crawford. Tudo indica que a FIA deverá optar pelos chassis italianos Tatuus, utilizados nos principais campeonatos europeus da categoria. O que diz a FIA O presidente da Comissão de Monolugares da FIA e antigo vencedor da Corrida da Guia, Emanuele Pirro, considerou, mais uma vez, que o lançamento da Taça do Mundo de F4 constituiu uma etapa importante na formação dos jovens talentos. “A Taça do Mundo de F4 da FIA proporcionou, na época passada, uma oportunidade ideal para os pilotos em início de carreira adquirirem experiência e aprofundarem o seu conhecimento do Circuito da Guia e de Macau, numa fase inicial do seu percurso, antes de, idealmente, evoluírem para a Taça do Mundo de Fórmula Regional da FIA”, disse o ex-piloto italiano de Fórmula 1. Pirro referiu ainda que na FIA “estamos muito satisfeitos por ver a Fórmula 4 continuar a crescer. A Taça do Mundo de F4 da FIA em Macau reflecte o alcance internacional da categoria e reúne alguns dos melhores jovens pilotos do mundo. A introdução de participações geridas pelas equipas, em linha com o modelo adoptado na Taça do Mundo de FR da FIA, bem como o alargamento da grelha, reforçam a plataforma que disponibilizamos aos talentos emergentes do automobilismo mundial”. A 73.ª edição do Grande Prémio de Macau disputa-se de 19 a 22 de Novembro.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteAAMC | Sortes distintas para os macaenses na jornada final O Circuito Internacional de Zhuhai acolheu, no passado fim-de-semana, a segunda e decisiva jornada dupla do Macau Roadsport Challenge e da categoria GT4, competições organizadas pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que serviram igualmente para apurar os pilotos locais para o 73.º Grande Prémio de Macau. Com condições meteorológicas mais favoráveis do que as registadas na ronda inaugural, assistiu-se a corridas bastante disputadas no Macau Roadsport Challenge, cuja grelha é composta por Toyota GR86 (ZN8) e Subaru BRZ (ZD8). A competição voltou a reunir mais de meia centena de pilotos. Face ao elevado número de participantes, a AAMC manteve o formato adoptado na primeira jornada, com os Grupos A e B a integrarem os mesmos concorrentes do primeiro fim-de-semana. Na primeira corrida do Grupo A, Damon Chan confirmou o estatuto de favorito. Depois de ter sido o mais rápido na qualificação, o piloto repetiu o triunfo alcançado na segunda corrida da ronda inaugural. O pódio ficou completo com Kwok Ho Cheung e Ho Zuoliang, vencedor da primeira corrida do primeiro fim-de-semana. Na segunda corrida, disputada na manhã de domingo, os pilotos da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong voltaram a superiorizar-se. Kwok Ho Cheung levou a melhor sobre Alan Chung e Damon Chan. No Grupo B, onde competia Jerónimo Badaraco, o fim-de-semana ficou marcado por uma carambola logo na primeira volta da corrida inaugural, na recta da meta, incidente que afastou vários concorrentes, entre os quais o piloto macaense. Numa qualificação em que os vinte primeiros ficaram separados por apenas dois segundos, o sábado não começou da melhor forma para “Noni”, que registou apenas o 19.º tempo. O Toyota GR86 da Flexible Speed foi uma das vítimas do acidente colectivo e já não regressou à pista para a corrida de domingo. Ainda assim, um quarto e um quinto lugares obtidos na prova disputada no início do mês foram suficientes para garantir a qualificação do vencedor da última edição da Taça ACP do Grande Prémio de Macau, em 1999. Quanto aos resultados da primeira corrida do Grupo B, a vitória sorriu a Yu Yi Hao, seguido por Li Kwok Chuen e pelo porto-riquenho Javier Ramirez. Carson Tang foi o melhor dos pilotos de Macau ao terminar na quarta posição. No segundo confronto, o jovem da RAEM alcançou a sua primeira vitória na disciplina, terminando à frente de Xiao Meng e Su Jiangnan. Após a homologação dos resultados e a publicação da classificação final do campeonato, a AAMC deverá abrir o processo de inscrição para o Grande Prémio de Macau. A corrida Macau Roadsport Challenge contou com a participação de 32 concorrentes na edição do ano passado, sendo expectável que esse número se mantenha este ano. Manhão às portas do pódio As duas corridas da categoria GT4, que serviram para apurar os pilotos locais para a Taça GT – Corrida da Grande Baía, não foram desta vez pontuáveis para a SRO GT Cup, ao contrário do que sucedera na primeira jornada. Como consequência, o pelotão ficou reduzido aos pilotos locais, com apenas onze concorrentes em pista. Maximiano Manhão regressou ao volante de um dos dois McLaren 570S GT4 inscritos pela LW World Racing Team e assinou o sétimo melhor tempo na qualificação. Na primeira corrida, o jovem macaense adoptou uma abordagem ponderada, evitando erros e recuperando posições de forma consistente até cruzar a linha de meta num meritório quarto lugar. Esta primeira contenda foi ganha por Billy Lo Kai Fung, ao volante de um Audi R8 LMS GT4. O piloto de Macau, que partira da pole-position, terminou à frente dos Mercedes-AMG GT4 do regressado Matt Solomon, piloto que em 2015 competiu na Fórmula 3 Europeia contra George Russell, Charles Leclerc e Lance Stroll, e de Liu Weng Hin. Na segunda corrida, Matt Solomon não deu hipóteses à concorrência, cumprindo as 18 voltas ao traçado de Zhuhai com uma vantagem superior a 15 segundos sobre Billy Lo. Chan Ka Ping, em Audi R8 LMS GT4, completou o pódio.Num fim-de-semana em que voltou a evidenciar progressos, Maximiano Manhão, que cumpre apenas a sua segunda temporada nos automóveis e a primeira ao volante de um carro de GT, manteve um ritmo consistente e terminou a corrida na quinta posição.
Sérgio Fonseca DesportoAutomobilismo | André Couto fez dois pódios em Ningbo Como diz o povo, “quem sabe, nunca esquece”, e o convidado de última hora, André Couto, voltou a subir ao pódio no Lamborghini Super Trofeo Asia durante o fim-de-semana passado, no circuito de Ningbo O piloto português de Macau, que em 2024 triunfou na classe Pro-Am do troféu monomarca da prestigiada marca de automóveis italiana, foi chamado para guiar um dos Huracán Super Trofeo EVO2 da equipa sul-coreana Lamborghini Busan by Racegraph, na pista de Ningbo. Curiosamente, esta foi a primeira vez que o construtor de Sant’Agata Bolognese escolheu este circuito, que pertence ao grupo automóvel chinês Zhejiang Geely Holding Group, para acolher uma das suas jornadas no Interior da China. Na qualificação, Couto mostrou desde logo para o que vinha e qualificou-se no segundo lugar da geral, apenas atrás do favorito venezuelano Jonathan Cecotto, filho de Johnny Cecotto, vencedor da Corrida da Guia do Grande Prémio de Macau em 1986, ao volante de um Volvo 240 Turbo. Na primeira corrida do fim-de-semana, Jonathan Cecotto fez um arranque canhão e afastou-se cedo rumo ao triunfo. Atrás dele, seguiu-se uma intensa luta entre André Couto Gustaw Wiśniewski e Peter Li Zhicong, com várias ultrapassagens nas primeiras voltas. Couto acabou por perder terreno no decorrer da corrida devido ao comportamento da sua máquina. Nas paragens obrigatórias, Couto passou o volante ao seu colega de equipa, Ryan Liu Zexuan, que assumiu a liderança da classe Pro-Am. Mais tarde, o piloto chinês perdeu uma posição para o carro da dupla Chris van der Drift e Todd Kingsford, mas cruzou a linha de chegada no quinto posto da geral e num merecido segundo lugar na categoria Pro-Am. Na segunda corrida, no domingo, Ryan Liu fez o arranque e coube a Couto, que pegou no carro no sexto lugar, subir uma posição, para o quinto posto, levando novamente o carro do concessionário sul-coreano dos arredores de Seul até ao segundo lugar da classe Pro-Am, mais uma vez apenas atrás dos vencedores da classe van der Drift e Kingsford. As duas corridas na sinuosa pista de Ningbo foram vencidas por William Tregurtha e Jonathan Cecotto. Calor não ajudou Para o companheiro de equipa de André Couto, a dupla luso-chinesa teve um “desempenho sólido numa participação de última hora, com uma abordagem positiva do início ao fim”. Com experiência em monolugares e carros de GT, Ryan Liu explicou que “registámos a volta mais rápida e mantivemo-nos sempre muito próximos dos pilotos Pro, mostrando bom ritmo em pista. Com mais um ou dois dias de testes e dois jogos de pneus novos para testar, o potencial competitivo seria claramente maior”. O piloto do Interior da China reconheceu que a sua maior dificuldade foram as elevadas temperaturas que se fizeram sentir durante o fim de semana na província de Zhejiang. “Num carro com cockpit fechado, sem colete de arrefecimento nem ventilação, as temperaturas chegaram facilmente aos 50°C, tornando este desafio ainda mais exigente”, afirmou o piloto chinês.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteAutomobilismo | André Couto vai regressar ao troféu Lamborghini André Couto vai regressar à competição automóvel quando, este fim-de-semana, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitar o Ningbo International Speedpark, no Interior da China. Um convite irrecusável de última hora voltou a colocá-lo no papel de piloto Apesar de não ter um programa desportivo fixo, o piloto português da RAEM mantém-se bastante activo no automobilismo regional, mas neste fim-de-semana vai trocar o papel de driver coach pelo de condutor, assumindo de novo os comandos de um Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2. O troféu asiático da marca de automóveis de luxo de Sant’Agata Bolognese é bem familiar a André Couto: em 2024, venceu a categoria Pro-Am ao volante de um dos espectaculares Huracán da equipa chinesa Madness Racing Team. O piloto de Macau confessa que o convite lhe “caiu de surpresa”. Desta vez, fará dupla com o experiente piloto chinês Ryan Zexuan Liu, novamente na classe Pro-Am, mas sob as cores de uma equipa diferente: a sul-coreana Lamborghini Bundang by Racegraph. Como o nome indica, a estrutura é apoiada pelo concessionário da marca localizado na zona de Bundang, em Seongnam, nos arredores de Seul. Troféu com sabor a Macau Para o vencedor do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 de 2000, este convite representa o reconhecimento do trabalho realizado no troféu monomarca, mas também uma nova oportunidade de brilhar com as cores da marca fundada por Ferruccio Lamborghini que já defendeu noutras paragens como o campeonato japonês Super GT, o Asian Le Mans Series, as 12 Horas de Sepang e até no Grande Prémio de Macau. “Estou bastante contente por conseguir voltar”, disse André Couto ao HM. “A última vez que corri no troféu Lamborghini foi em 2024, quando ganhámos na Pro-Am. Agora regresso com esta equipa, mas é apenas uma corrida. Veremos como corre e depois logo se vê.” O Lamborghini Super Trofeo Asia tem proporcionado bastantes alegrias à RAEM. Para além do título conquistado em 2024 por André Couto, no ano passado Charles Leong Hon Chio sagrou-se vencedor da classe Pro ao serviço da local SJM Theodore Racing. Curiosamente, com um calendário bastante abrangente no continente asiático, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitou o Circuito da Guia por uma única vez, em 2013, numa corrida ganha pelo italiano Max Wiser.
Sérgio Fonseca Desporto ManchetePrimeira jornada de apuramento para GP Macau decorreu em Zhuhai O Circuito Internacional de Zhuhai acolheu, no passado fim-de-semana, a primeira de duas jornadas duplas do Macau Roadsport Challenge e do GT4, competições organizadas pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que servirão para apurar os pilotos locais para o 73.º Grande Prémio de Macau. O Macau Roadsport Challenge, cuja grelha de partida se divide entre os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8), voltou a juntar mais de meia centena de pilotos, o que levou a AAMC, a exemplo de anos anteriores, a separar a grelha em dois pelotões: Grupo A e Grupo B. Na primeira corrida do Grupo A, partindo da pole-position, Wong Chuck Pan dominou de princípio a fim e venceu à frente de Hu Zuoling e Leong Keng Hei, tendo este sido o melhor classificado de Macau. Na segunda prova, Damon Chan recuperou do quinto para o primeiro lugar, superando o companheiro de equipa Wong Chuck Pan, com Leong Keng Hei a completar novamente o pódio. No Grupo B, a vitória inaugural coube a Li Kwok Chuen, seguido de Bayern Yip e Leung Chi Ho, este o melhor entre os pilotos locais. Na segunda corrida, Su Jiangnan aproveitou um erro do favorito Li Kwok Chuen, que seguia na liderança, e triunfou, batendo Bayern Yip e Leung Tse Wa. Badaraco praticamente apurado Jerónimo Badaraco, que este ano regressa à competitiva disciplina dos carros de turismo ao volante de um Toyota GR86 da Flexible Speed, deixou praticamente garantida a qualificação para o Grande Prémio de Macau, agendado para Novembro. Depois de assegurar o sexto lugar da grelha para a primeira corrida do Grupo B na sessão de qualificação de sábado, tudo apontava para uma prova disputada em piso seco, até que, momentos antes do arranque, a chuva começou a cair ligeiramente sobre o traçado. Numa corrida particularmente movimentada, Badaraco conseguiu inclusive ascender provisoriamente ao quarto posto. Com o agravamento das condições meteorológicas e após uma intensa luta em pista, o piloto levou o seu Toyota até à bandeira de xadrez na quinta posição, somando pontos importantes no seu grupo. Na segunda corrida, partindo do quinto lugar da grelha e enfrentando condições extremamente difíceis devido à chuva forte, o piloto macaense manteve-se totalmente concentrado no objectivo de chegar ao fim entre os primeiros, apesar dos vários incidentes em pista e das intervenções do Safety Car. No final, garantiu um sólido sexto lugar, arrecadando novamente pontos preciosos para as contas do apuramento. Manhão estreou-se em GT4 As duas corridas da categoria GT4, que servirá para apurar os participantes para a Taça GT – Corrida da Grande Baía, foram também pontuáveis para a SRO GT Cup. Assim, mais de duas dezenas de concorrentes alinharam à partida no circuito que este ano celebra trinta anos de existência. Han Lichao, piloto do Interior da China e que terminou em segundo no Circuito da Guia em 2025, venceu as duas corridas do fim de semana ao volante do seu Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing China. O melhor dos pilotos da RAEM foi Chan Ka Ping, que, com um Audi R8 LMS GT4, obteve um quinto lugar na segunda corrida. A estrear-se na categoria, Maximiano Manhão conduziu um dos dois McLaren 570S GT4 inscritos pela equipa LW World Racing Team. O jovem piloto macaense, que ainda conta poucos quilómetros no automobilismo, apesar de ter feito a sua formação no Kartódromo de Coloane, terminou a primeira corrida no 18.º lugar e a segunda no 17.º. A segunda jornada de apuramento decorrerá novamente entre 28 e 31 de Maio no Circuito Internacional de Zhuhai.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteGP Macau: FIA confirma continuidade de Taças do Mundo de FR e F4 No final da passada semana, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) confirmou a continuidade das Taças do Mundo de Fórmula Regional (FR) e de Fórmula 4 no programa do Grande Prémio de Macau, juntando-se ambas à já confirmada Taça do Mundo de GT da FIA e à derradeira ronda da temporada do FIA TCR World Tour Na sequência de uma votação electrónica do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, ficou decidido que as duas Taças do Mundo de monolugares integrarão a 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, agendada para os dias 19 a 22 de Novembro. Foi igualmente definido o quadro de selecção de participantes para a Taça do Mundo da FIA de FR, permanecendo ainda por revelar os detalhes relativos ao processo de inscrição e selecção para a corrida de Fórmula 4. Disputada pela primeira vez em 2024, a Taça do Mundo da FIA de FR marcou o início de uma nova era para o Grande Prémio de Macau, com os monolugares da Fórmula Regional a assumirem o estatuto de categoria principal do evento, após quatro décadas em que a Fórmula 3 reinou no Circuito da Guia. A edição de 2026 contará já com o novo Tatuus T-326, modelo recentemente introduzido nos campeonatos internacionais da especialidade. Tanto os Fórmula Regional como os Fórmula 4 utilizarão pneus Pirelli. Para o Presidente da Comissão de Monolugares da FIA, Emanuele Pirro, a “Taça do Mundo da FIA de FR tem vindo a crescer de forma sustentada desde a sua introdução em 2024 e assumirá ainda maior relevância este ano com a chegada do Tatuus T-326 de segunda geração”. O italiano, antigo vencedor da Corrida da Guia pela BMW, salientou igualmente que a introdução da Taça do Mundo de F4 no ano passado “proporcionou a oportunidade ideal para os pilotos em início de carreira adquirirem conhecimento e compreensão do circuito de Macau antes de, futuramente, evoluírem para a Taça do Mundo da FIA de FR”. Quadro de convites conhecido A FIA, em parceria com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, revelou igualmente o quadro de convites para a edição deste ano da Taça do Mundo da FIA de FR. Segundo o organismo sediado em Paris, o modelo “foi concebido com o objectivo de conjugar mérito desportivo, representação internacional e excelência competitiva, preservando simultaneamente o prestígio e o carácter selectivo que historicamente distinguem o Grande Prémio de Macau”. O objectivo passa por reunir um lote de participantes de nível mundial, composto pelas mais competitivas equipas de Fórmula Regional, dentro de um número de carros ajustado, segundo a FIA, às características únicas do Circuito da Guia. Assim, todas as equipas participantes no Campeonato Europeu de Fórmula Regional da FIA (FREC) de 2026 serão elegíveis para integrar a grelha. Será igualmente seleccionada a equipa mais bem classificada no campeonato japonês de Fórmula Regional de 2025. O comunicado da FIA esclarece ainda que apenas 26 carros serão admitidos à partida na edição deste ano, menos um que na edição de 2025, número que aumentará para 28 a partir de 2027. Foi igualmente confirmada a estrutura de dois carros por equipa, solução que, segundo a FIA, “garante consistência operacional em toda a grelha” e alinha esta Taça do Mundo “com os formatos habitualmente utilizados nas competições internacionais de formação em monolugares promovidas pela FIA, assegurando simultaneamente eficiência logística e desportiva dentro das limitações do Circuito da Guia”. Mais carros em 2027 A partir de 2027, a grelha crescerá com a adição de uma equipa proveniente do Formula Regional Oceania Trophy, sendo esta escolhida pelo promotor regional entre os melhores classificados do seu campeonato. Segundo a FIA, a inclusão da Oceânia “reflecte a contínua internacionalização do percurso competitivo da Fórmula Regional e reforça a representação de regiões com elevado nível competitivo”. Para além destas vagas, poderão ainda ser seleccionadas até duas equipas adicionais, escolhidas conjuntamente pela FIA e pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau com base no mérito desportivo. Entre os critérios adicionais de selecção previstos para as vagas remanescentes, destacam-se dois particularmente relevantes: o “legado histórico, incluindo contributos relevantes para o Grande Prémio de Macau ou para o desenvolvimento do automobilismo de formação em monolugares”, bem como os “resultados anteriores no Grande Prémio de Macau”, factores que poderão abrir novamente as portas do Circuito da Guia a equipas afastadas após o desaparecimento da Fórmula 3 do evento. Refira-se igualmente que, até à data, nenhuma equipa chinesa foi convidada a participar na Taça do Mundo da FIA de FR.
Sérgio Fonseca Desporto Manchete24 Horas de Genk | Equipa de Macau cumpre objectivo na Bélgica Pela primeira vez uma equipa de Macau participou nas 24 Horas de Karting de Genk e conseguiu alcançar o seu principal objectivo: terminar uma das mais prestigiadas corridas de endurance da modalidade a nível internacional A equipa IXO Models Racing Team Macau, composta por Rui Valente, Jean Peres, Eric Peres, Sérgio Lacerda, Duarte Machado e Pedro Maia, concluiu a prova no quadragésimo sexto lugar, num evento que contou com mais de 50 equipas provenientes de vários países e regiões, maioritariamente do centro da Europa e com vasta experiência em provas desta natureza com os karts SODI RT8. O conjunto do território chegou a rodar a meio da tabela, mas erros técnicos e penalizações não permitiram à equipa lutar por posições mais cimeiras. A prova, que decorreu no passado fim-de-semana em Genk, na Bélgica, ficou marcada por condições meteorológicas extremas, o que dificultou significativamente a tarefa de pilotos e equipas, incluindo a nível logístico, sobretudo no parque de assistência, transformado num verdadeiro lago. “O primeiro objectivo foi cumprido, terminar era o mais importante”, explicou Jean Peres, líder da equipa, em comunicado. “Foi a primeira vez que participámos numa corrida de 24 Horas e faltou-nos experiência neste tipo de provas para conseguir um resultado melhor. O nível dos pilotos locais é extremamente elevado, com várias equipas profissionais, com topo o apoio logístico, habituadas à pista e a conduzirem em chuva. E atenção que não era permitido usar pneus de chuva. Só aí dá para imaginar o nível de perícia que é necessário. O kart escorrega por todos os lados. É um ‘aquaplaning’ constante. Também fomos penalizados por alguma falta de cuidado, durante a troca de pilotos, as regras eram extremamente exigentes, tivemos um percalço aqui e acolá, mas isso faz parte da aprendizagem”. Dificuldades de estreante Uma longa viagem até à Bélgica e uma logística condicionada pelas condições meteorológicas agravaram o desafio do sexteto da RAEM. “Enquanto as outras equipas estavam a treinar, nós estávamos a montar tendas improvisadas e a organizar material de campismo”, referiu Jean Peres. As 24 Horas de Karting de Genk são consideradas uma das principais provas de endurance da especialidade, com várias equipas e pilotos que participam no campeonato local da especialidade, e Jean Peres reconheceu que “o nível é muito profissional, nós viemos à experiência, sem sabermos ao certo as condições que seriam necessárias para este tipo de provas e acabámos por pagar essa factura.” Curiosamente, uma das principais dificuldades prendeu-se com “a comunicação”, pois “a generalidade das equipas dispunha de sistemas para comunicar com os pilotos em pista. Nós tivemos de improvisar um sinal, acenando com um cachecol para o circuito, de forma a que o nosso piloto percebesse que estava na altura de parar. Foi assim durante as 24 horas. Era necessário fazer essa gestão, devido ao número de paragens obrigatórias para trocar de kart e efectuar o reabastecimento de combustível. E o desgaste físico associado a uma prova destas é surreal. Saímos todos daqui com algumas mazelas.” Lutar contra os caprichos do “São Pedro” elevou ainda mais o grau de dificuldade. “A meio da prova estávamos preocupados em salvar o material de apoio e a comida. A tenda meteu bastante água. E alguns dos pilotos, que vieram da Ásia, estavam a debater-se com o ‘jet lag’. Não são desculpas, mas fazem parte de uma aprendizagem que era preciso adquirir. Agora estamos melhor preparados se quisermos repetir a experiência”, concluiu, salientando, ainda assim, que o balanço é “muito positivo” e que o objectivo principal foi cumprido. Há sempre uma primeira vez O mais experiente da equipa era, sem dúvida, Rui Valente, o piloto do território com mais presenças no Grande Prémio de Macau, que reconheceu as dificuldades enfrentadas numa prova em que os vencedores receberam, juntamente com o troféu, modelos da IXO Modelcars, uma vez que a empresa de Macau foi uma das patrocinadoras do evento. “Não foi fácil, depois de uma viagem muito longa, a pista é muito técnica e o esforço físico que exige o karting a este nível é bastante grande”, reconhecendo também ao HM que “não rodamos muito nos treinos livres e os tempos por volta foram melhorando depois durante a corrida”. Apesar das adversidades, Rui Valente mostrou-se bastante satisfeito com a experiência, muito diferente daquelas que experimentou ao longo de quarenta anos de carreira no desporto. Primeiro porque “ainda estou em forma, cansado agora para o fim, mas fiz cinco turnos de 40 minutos” e depois porque “nunca imaginei fazer uma corrida de 24 horas”.