Poemas de Li Bai

VISITA AO MONGE TAOISTA SEM ENCONTRÁ-LO

Um cão ladra para calar o som da água.
As flores do pessegueiro engordaram com a chuva.
Por vezes, muito para lá das árvores aparece um cervo.
O fluxo do riacho não deixa escutar nem os sinos do meio-dia.
O verde dos bambus selvagens corta as nuvens do céu.
A cascata voa do topo da escarpa.
Nada nem ninguém sabe para onde o monge terá ido.
Triste, abandono-me ao tronco de um pinheiro.

DESPEDIDA NA LOJA DE VINHOS EM NANJING

O vento traz as flores de salgueiro que adocicam a loja.
A jovem rapariga dá vinho a provar aos clientes,
Aos amigos que ali foram para se despedirem de mim.
Vazamos copos sem fim, até que interrompo a eternidade e lhes digo:
Ide perguntar àquele rio que desce para leste,
Se consegue percorrer maiores distâncias que a amizade.

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