Poemas de Li Bai

NOCTURNO

O luar brilha aos pés da cama,
parece faíscas de geada no chão.
Levanto a cabeça e perco-me na lua.
Mas logo a deixo cair, com o peso da terra natal.


GRALHAS GRITANDO NA NOITE

Junto às muralhas da cidade,
nuvens amarelas anunciam a noite
e gralhas procuram os ninhos.
Descansando sobre os ramos,
já despidas de voo, gritam: hah, hah, hah!
E a menina do rio Qin tece um manto no tear.
Os fios das cortinas escorrem ao longo janela
e não me deixam saber o que diz a si mesma.
A tristeza interrompe-lhe o trabalho,
ali consigo e o seu coração tão longe.
Naquele exíguo quarto, onde se irá deitar só,
lágrimas caem mais que chuva.

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