Andreia Sofia Silva SociedadeFDC | Governo aceita candidatos a cinco planos de apoio financeiro O Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) lança cinco planos de apoio financeiro com o objectivo de “promover o desenvolvimento cultural de Macau”. Segundo um comunicado do FDC, o processo de candidatura para alguns destes apoios começa hoje, nomeadamente para o “Plano de Apoio Financeiro para Estágios do Pessoal Administrativo na Área Cultural e Artística de 2027”. Para esta medida as candidaturas decorrem até ao dia 20 de Novembro, podendo concorrer “associações artístico-culturais ou empresas comerciais elegíveis de Macau”. O FDC explica que “a quota de apoio financeiro é de 80, incluindo um máximo de 70 para a categoria das associações e um máximo de 10 para a categoria dos empresários comerciais”. Na área das indústrias culturais existem três planos de apoio, nomeadamente o “Plano de Subsídio à Criação de Amostras de Design de Moda” que já vai na 14.ª edição, e cujo prazo de candidaturas também começa hoje e vai até 2 de Dezembro deste ano. Também hoje, arrancam as candidaturas para o “Plano de Apoio Financeiro para a Promoção de Marcas de Espectáculos Culturais de 2026″, com o prazo a ser estendido até 30 de Dezembro deste ano. Por sua vez, o Plano de Prémios para a Área Cinematográfica e Televisiva de 2026” aceita candidaturas de 17 de Novembro a 4 de Dezembro. Na mesma nota, é referido que o FDC decidiu melhorar o “Plano de Apoio Financeiro para a Beneficiação de Edifícios Históricos de 2026”, incluindo, assim, “projectos de segurança contra incêndios e de segurança eléctrica”. Neste caso, as candidaturas podem ser feitas até 13 de Novembro de 2026.
João Luz Manchete SociedadeDSSCU | Edifícios das ruas do Amparo e Estalagens em análise Começa na quarta-feira o levantamento do estado dos prédios nas ruas de Nossa Senhora do Amparo, Estalagens, Tercena e Cinco de Outubro para aferir a conservação de fachadas e partes comuns interiores, como átrios, escadas e corredores. O projecto é o primeiro passo das políticas de renovação urbana O projecto-piloto de levantamento geral sobre o estado dos edifícios nas imediações da Rua de Nossa Senhora do Amparo e da Rua das Estalagens começa a próxima quarta-feira, revelou ontem a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU). O Governo dá, assim, o primeiro passo na concretização das políticas de renovação urbana estabelecidas no 3.º Plano Quinquenal da RAEM. O objectivo é criar uma base de dados que agregue informações sobre o estado de conservação das instalações a partir de inspecções feitas uma empresa externa a quem a DSSCU adjudicou os trabalhos que começam na próxima semana. A primeira fase do levantamento terá como zona-piloto a área circunscrita pela Rua de Nossa Senhora do Amparo, Rua da Tercena, Rua do Infante, Rua de Cinco de Outubro e Rua das Estalagens, abrangendo 292 edifícios divididos em três zonas, com a duração de 60 a 90 dias. As inspecções vão realizar-se durante o dia, e vão-se centrar na observação das “fachadas dos edifícios e as partes comuns no seu interior, tais como átrios, caixas de escadas, corredores, terraços e compartimentos de contadores de água e de electricidade, efectuando”, indicou a DSSCU. Os agentes de inspecção vão recolher registos fotográficos sobre o estado de conservação dos elementos construtivos dos edifícios, das instalações de abastecimento de água e de electricidade, bem como das condições ambientais. Atenção às burlas Esta zona da cidade foi escolhida como projecto-piloto, mas “os trabalhos de levantamento serão gradualmente alargados a outras zonas, dando-se prioridade aos bairros antigos”. O Governo apelou à colaboração de moradores e responsáveis pela administração dos prédios, “solicitando que permitam o acesso dos agentes responsáveis pelo levantamento às partes comuns no interior dos edifícios”. Foi também indicado que os agentes vão estar identificados com um cartão reconhecido pela DSSCU, equipados com um colete de trabalho específico. A direcção de serviços especifica que o trabalho dos agentes será apenas nas partes comuns dos prédios, “não entrando, em momento algum, em quaisquer fracções autónomas de natureza privada”. Além disso, a DSSCU e a empresa adjudicatária não vão cobrar taxas, nem pedir dados de identificação pessoal ou informações sobre contas bancárias ou palavras-passe, “nem tão-pouco enviarão notificações ou pedidos de acesso a quaisquer hiperligações através de mensagens de telemóvel, correio electrónico ou outros meios”. Além da comunicação com associações cívicas e de moradas da zona, foram enviadas notificações por correio, afixados cartazes e distribuídos folhetos para que os moradores estejam informados sobre as inspecções, a DSSCU lançou ontem uma página electrónica temática do levantamento geral sobre o estado dos edifícios.
Hoje Macau SociedadeDST | Governo espera que visitantes superem 41 milhões em 2026 A directora dos Serviços de Turismo (DST), Helena de Senna Fernandes, está confiante que a previsão do volume anual de visitantes em 2026, feita no início do ano, seja ultrapassada, o que significa que feitas as contas, Macau pode fechar o ano com mais de 41 milhões de visitantes. Em declarações ao jornal Ou Mun, a responsável explicou que o número de visitantes depois da semana dourada e das festividades que animaram a cidade caiu ligeiramente, mas que o registo acumulado ao longo do ano aponta para um aumento face a 2025. Em relação aos próximos dois meses, Helena de Senna Fernandes espera que o impacto da instabilidade no Médio Oriente e a meteorologia ajudem o sector a ter melhores negócios. A responsável salientou também que o aumento de turistas não se reflectiu em pernoitas no território. Apesar disso, a ocupação média dos hotéis continua a rondar os 90 por cento, uma fasquia que considera positiva. Porém, a directora da DST salienta que a taxa de crescimento de turistas que não pernoitam em Macau ultrapassa os que ficam no território, pelo menos uma noite. Ainda assim, a responsável espera promover os pacotes multi-destino entre Macau e Hengqin, onde um quarto de hotel é muito mais barato do que na RAEM.
João Santos Filipe Manchete SociedadeAeroporto | Número de passageiros cai 0,9% no terceiro trimestre No terceiro trimestre, o número de passageiros diminuiu para 1,87 milhões, tendência decrescente acompanhada pela redução do número de voos. Entre Maio e Setembro, o número de passageiros caiu todos os meses, excepto em Agosto No terceiro trimestre, o número de passageiros que utilizaram o Aeroporto de Macau diminuiu 0,9 por cento em termos anuais para 1,87 milhões. A redução acontece numa altura em que o sector da aviação foi afectado pela escalada dos preços do combustível, a nível mundial, e em Macau registou-se uma onda de cancelamento de voos. Em Julho, o número de passageiros foi de 619,3 mil, em Agosto de 702,3 mil e em Setembro de 549,2 mil, que totalizaram 1,87 milhões. No terceiro trimestre de 2025, o número de passageiros tinha atingido 1,91 milhões, com o registo de 579 mil passageiros em Junho, 633,3 mil em Agosto e 698,1 mil em Setembro. Em relação aos primeiros nove meses do ano, o Aeroporto Internacional de Macau apresenta um aumento do número de passageiros de 4,87 por cento face ao período homólogo. Entre Janeiro e Setembro deste ano utilizaram o aeroporto local 5,77 milhões de passageiros, mais 268 mil do que os registados até Setembro de 2025, atingindo quase 80 por cento do nível registado no mesmo período de 2019, antes da pandemia de Covid-19. Os dados oficiais sobre a utilização do aeroporto permitem identificar duas tendências opostas. Entre Janeiro e Abril, o aeroporto viu o número de passageiros aumentar, com variações de 0,60 por cento e 25,18 por cento, em comparação com o período homólogo. No entanto, desde Maio, com excepção do mês de Agosto, o número de passageiros esteve sempre em quebra em termos anuais, com as reduções a variarem entre 0,45 por cento e 9,32 por cento, como aconteceu em Junho. Menos voos Os dados mais recentes mostram ainda que no terceiro trimestre deste ano o número de aterragens e descolagens totalizou 13.484, o que se traduz numa diminuição de 6,65 por cento (menos 960 movimentos) face aos 14.444 movimentos registados no período homólogo. Os três meses do trimestre em análise apresentaram uma contracção homóloga. Em Julho houve uma descida de 6,7 por cento face a 2025, para 4.594 movimentos. Em Agosto foram registados 4.884 movimentos, uma descida de 4,42 por cento, e em Setembro o número caiu para 4.006 movimentos, uma quebra de 9,16 por cento. A diminuição ocorreu numa altura em que a Air Macau, a companhia aérea local, cancelou ou alterou os horários de centenas de voos, uma opção justificada com a subida acentuada dos preços internacionais do petróleo. A companhia operou menos 400 voos em Julho e Agosto e menos 200 voos em Setembro, de acordo com o relatório.
Hoje Macau SociedadePeste | Governo dá formação no Kiang Wu Os Serviços de Saúde (SS) organizaram no Hospital Kiang Wu uma sessão de esclarecimento para preparar os profissionais de saúde para a monitorização e resposta à pneumonia de causa desconhecida que surgiu na Rússia. A iniciativa teve o objectivo de aumentar a capacidade de resposta e sensibilização do pessoal médico e de enfermagem para a pneumonia de causa desconhecida, “bem como a sua competência de identificação clínica e o cumprimento de medidas de controlo de infecção e gestão de riscos”. Os conteúdos focaram-se nos procedimentos de monitorização, entrega de amostra para análises laboratoriais, medidas de triagem e controlo de infecção, métodos de recolha de amostras, comunicação interdepartamental e gestão de pessoas que contactaram com doentes infectados. Os SS sublinharam que continuam a acompanhar a situação, trocando informações com a Organização Mundial da Saúde, e que “presentemente baixo o risco do incidente para a saúde pública em Macau”. Jardim de infância | Detectado “caso colectivo semelhante à gripe” Os Serviços de Saúde (SS) foram notificados, na terça-feira, quanto à ocorrência de um “caso de infecção colectiva de doença semelhante à gripe” numa turma do Jardim de Infância Anexa à Escola Secundária Lou Hau, localizado na Avenida Marginal do Lam Mau. Segundo uma nota dos SS, ficaram infectados seis alunos, dois do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Os SS explicam, na mesma nota, que os sintomas começaram a manifestar-se no passado dia 23 de Outubro, nomeadamente sintomas de infecção do tracto respiratório superior, tais como febre e tosse. Alguns foram submetidos a tratamento médico e apresentam um quadro clínico ligeiro, não foram registados casos graves ou outras complicações graves, é explicado.
João Santos Filipe Manchete SociedadeIdosos | Novo programa coloca serviços a uma distância de 15 minutos O IAS está a desenvolver um novo programa para colocar todos os serviços essenciais para os idosos num raio de 15 minutos. O programa piloto vai arrancar primeiro em Seac Pai Van O Instituto de Acção Social (IAS) está a desenvolver um programa experimental para colocar todos os serviços necessários aos idosos a uma distância máxima de 15 minutos. A ideia foi revelada por U Ka Wai, chefe do Departamento de Solidariedade Social do IAS, no programa Fórum Macau, emitido pelo canal chinês da Rádio Macau. No período experimental, a medida vai ser aplicada em Seac Pai Van, na ilha de Coloane, e a informação sobre os serviços disponíveis vai poder ser encontrada na aplicação Conta Única. “Vamos disponibilizar funções como um mapa electrónico, inscrição em diferentes actividades, aluguer de equipamentos auxiliares nesta secção de informações”, contou U. “Esperamos que desta forma haja mais idosos a considerarem que é conveniente participar nas actividades comunitárias, criando uma maior ligação destes com a comunidade, ao mesmo tempo que podem sentir que é fácil obter apoio”, acrescentou. U Ka Wai apontou também que muitos dos idosos preferem viver nas próprias casas, em vez de se mudarem para lares, e que o Governo aceita esta escolha e vai criar medidas para tornar essa opção mais cómoda. Apesar disso, o responsável sublinhou que o IAS está a construir mais redes de apoio comunitário, como centros de dia para os idosos nas diferentes zonas da cidade. Também as pessoas com mais idade que vivem em zonas com centros de dia são convidadas a participar nas actividades. Este esforço governamental está a ser levado a cabo em conjunto com diferentes associações. Quanto aos idosos que moram sozinhos ou têm dificuldade de deslocação, o IAS promete melhorar os serviços de entrega de refeições, acompanhamento a consultas médicas, limpeza domiciliária, cuidados de saúde e terapia de reabilitação. Refeições saudáveis Durante o programa matinal, U Ka Wai revelou ainda que o Governo vai lançar o “programa de refeições saudáveis para idosos”, em conjunto com a Universidade de Turismo de Macau. Este programa vai levar à definição de normas para as refeições que visam aspectos como a quantidade de comida, o tipo de alimentos mais recomendado e a forma de confecção. “Também vamos, em cooperação com a UTM, criar formações para os cozinheiros confeccionarem as nossas refeições de forma mais saudável. Esperamos incentivar a restauração a disponibilizar refeições mais saudáveis para os idosos terem mais escolha”, destacou U Ka Wai. Por sua vez, o secretário-geral da Cáritas Macau, Paul Pun, indicou que planeia operar cantinas comunitárias para idosos. A Cáritas vai abrir dois restaurantes na Areia Preta e na Rua da Praia do Manduco. O espaço da Rua da Praia do Manduco vai abrir no próximo mês e fornecer almoço e jantar aos idosos. O principal objectivo é criar um espaço de convívio para os mais velhos à hora refeição.
Andreia Sofia Silva SociedadeBombeiros | Saídas de ambulâncias aumentam quase 7 por cento Dados do Corpo de Bombeiros (CB) ontem divulgados revelam uma subida no número de casos que obrigaram à saída de ambulâncias. Segundo um comunicado, entre os meses de Janeiro a Setembro deste ano registou-se um total de 35.895 saídas de ambulâncias, mais 2.137 casos face a igual período de 2025, um aumento de 6,33 por cento. O CB explicou que grande parte das saídas de ambulâncias se deveu a situações de “tontura, dor abdominal, dificuldades respiratórias, vómitos, febre e vários tipos de ferimentos”. Foi ainda deixado um alerta para a importância do “uso cauteloso dos serviços de primeiros socorros, a fim de deixar os recursos de primeiros socorros de emergência às pessoas com necessidade”. Em termos gerais, o CB teve mais casos: 41.998, mais 5,28 por cento em relação ao período compreendido entre Janeiro e Setembro de 2025. No tocante aos casos de incêndio, também houve um aumento: nestes meses, registaram-se 680 episódios, mais 59 casos face a 2025. Trata-se de um aumento de 9,5 por cento. “As principais causas dos incêndios deveram-se ao esquecimento de desligar os fogões, à deixa de chamas não totalmente extintas, à queima de incensos e velas/papéis votivos, ao curto-circuito das instalações eléctricas e às falhas mecânicas/de equipamentos”, é explicado. Estes cenários levaram à ocorrência de 441 casos, representando 64,85 por cento de todos os casos de incêndio.
Hoje Macau SociedadeSaúde | Mais de 9.500 participaram em acções de prevenção do AVC Para não deixar passar em branco o Dia Mundial do AVC, que se assinala a 29 de Outubro, os Serviços de Saúde instalaram 10 postos de consulta de prevenção do AVC, onde promoveram jogos interactivos que ao longo de dois dias atraíram “9.500 participantes, num ambiente entusiástico”. Além das consultas de saúde, foi explicado aos residentes meios para identificar o AVC e conhecimentos de prevenção. Em simultâneo, o pessoal médico explicou aos residentes os principais factores de risco do AVC, como a hipertensão arterial, hiperglicemia ou diabetes, dislipidemia ou colesterol elevado, tabagismo, falta de exercício físico. Segundo os dados estatísticos, as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares figuram, desde há muito tempo, entre as principais as causas de morte em Macau. O AVC caracteriza-se por um início súbito, uma progressão rápida e uma elevada taxa de incapacidade. A cada minuto de atraso, morre um enorme número de células cerebrais. A via verde do AVC do Hospital São Januário foi activada 400 vezes nos últimos oito meses, tendo sido realizadas com sucesso 82 trombólises intravenosas e 52 trombectomias mecânicas.
João Luz Manchete SociedadeSaúde | Salmonela duplica e enterovírus quadruplica em Setembro Em Setembro, foram reportados 40 casos de salmonela em Macau, o dobro em termos anuais e quase o triplo face a Agosto. Os Serviços de Saúde registaram 427 casos de infecção por enterovírus, mais de o quádruplo de Setembro de 2025 e uma subida de quase 75 por cento em termos mensais. A varicela também mais que duplicou entre Agosto e Setembro Setembro foi um mês particularmente doente em Macau, segundo o relatório dos Serviços de Saúde relativo às doenças de declaração obrigatória, que reportou 2.679 casos das 45 patologias que quando diagnosticadas em instituições de saúde ou análise têm de ser reportadas às autoridades. Este volume quase dobrou o registo de Setembro do ano passado, quando se verificaram 1.358 casos e representou uma subida de 46,2 por cento. Como é habitual, a gripe foi a doença mais reportada, com 2.098 casos, mais uma vez quase dobrando em termos anuais e aumentando quase 40 por cento desde Agosto. A doença que teve a subida mais vertiginosa no mês em análise foram as infecções por enterovírus. Em Setembro, este tipo de infecções registadas pelos Serviços de Saúde totalizaram 427 casos, mais do quádruplo em termos anuais, face aos 105 casos em Setembro de 2025, e uma subida de 74,3 por cento face a Agosto. A infecção pelo enterovírus aparece durante o ano inteiro, a nível mundial, mas é no Verão que tem maior incidência. Este vírus é também a fonte de várias doenças, incluindo as menos graves e frequentes, tais como doenças das mãos, pés e boca e herpangina e, outras mais graves, nomeadamente, miocardite e meningite asséptica. Uma das possíveis razões para o aumento dos casos de enteroivírus pode ter sido o início do ano lectivo, em especial nos jardins de infância onde são comuns os surtos de doença das mãos, pés e boca. O que foi o jantar? Setembro marcou também a época alta da salmonela, com os casos reportados aos Serviços de Saúde a chegarem aos 40, exactamente o dobro de Setembro de 2025 e quase o triplo face aos 15 casos registados em Agosto. Os sintomas da infecção manifestam-se por gastroenterite aguda, incluindo náuseas, vómitos, diarreia, febre e cólicas abdominais e outros sintomas. O curso da doença dura geralmente entre quatro a sete dias As infecções por salmonela podem ocorrer durante todo o ano, mas são mais prevalentes de Julho a Outubro devido ao clima mais quente. As vias de transmissão incluem a ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes de animais ou humanos, como ovos/produtos à base de ovos crus ou mal cozinhados, leite/produtos lácteos e carne/produtos à base de carne. Outra das doenças que tem sempre ressurgimento garantido em Setembro, devido ao início das aulas, é a varicela. Porém, este ano os 49 casos registados pelas autoridades significaram um aumento de 36,1 por cento face a Setembro do ano passado. A varicela é uma doença infecciosa aguda comum em crianças, que ocorre principalmente nas crianças com idades compreendidas entre os cinco e os 10 anos. A varicela pode ocorrer durante todo o ano, mas é mais comum no Inverno e na Primavera, podendo originar febre ligeira na fase inicial da infecção, seguida de erupções cutâneas, que formam bolhas e mais tarde crostas na pele. No lado positivo, os Serviços de Saúde avançaram não ter havido qualquer caso de febre chikungunya em Setembro e da febre de dengue apenas um caso importado.
Andreia Sofia Silva SociedadeOperação Trovoada | Quase três mil pessoas identificadas A “Operação Trovoada 2026” levou a que 2.707 pessoas tenham sido sujeitas a identificação por parte das autoridades policiais, no âmbito de acções de fiscalização feitas entre a noite do dia 24 e a madrugada do dia 25 de Outubro. Das pessoas sujeitas a identificação, 41 “foram conduzidas à Polícia para efeitos de averiguações”, sendo que cinco homens com nacionalidade chinesa estavam em excesso de permanência em Macau. Segundo um comunicado dos Serviços de Polícia Unitários, houve colaboração com autoridades das regiões vizinhas nas acções de inspecção a bares e casinos, entre outros locais, com o destacamento de 370 agentes e seis equipas cinotécnicas. Os Serviços de Alfândega (SA) utilizaram duas embarcações de patrulha, seis lanchas rápidas e a equipa de drones. Os SA interceptaram, no mesmo período, cinco embarcações e 14 pessoas, não tendo sido detectada qualquer infracção. De destacar que a primeira fase da “Operação Trovoada 2026” decorreu entre os dias 4 de Julho e 8 de Agosto, tendo sido mobilizados 8.800 agentes. Nesse período, mais de 51.489 indivíduos foram sujeitos a identificação, entre os quais 566 indivíduos que foram encaminhados aos órgãos judiciários “para efeitos de acusação por envolvimento em ilicitudes”, é referido na mesma nota. A segunda fase da “Operação Trovoada 2026” começou a 9 de Outubro.
João Santos Filipe Manchete SociedadeGinásios | CCAC acusa ID de negligência na fiscalização O relatório mais recente da instituição liderada por Ao Ieong Seong acusa o Instituto do Desporto de falhar nas tarefas de fiscalização de ginásios que se apresentam como associações, mas que têm fins comerciais O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) considera que o Instituto do Desporto (ID) actuou de forma negligente nas funções de fiscalização dos ginásios explorados como actividades comerciais em nome de associações desportivas ou de ginástica. A posição consta de uma investigação espoletada por queixas de cidadãos cujas conclusões foram ontem divulgadas. Segundo o comunicado, face às “queixas de diversos cidadãos”, nos últimos dois anos, o CCAC abriu uma investigação por suspeitas de que os centros de fitness estivessem a “violar o disposto no Decreto-Lei n.º 47/98/M”, dado que estas actividades comerciais precisam de uma autorização prévia para poderem operar. Além disso, o ID foi visado por não ter cumprido as suas funções de fiscalização. “O CCAC considera que embora o ID tenha acompanhado o assunto em causa, é evidente a existência de negligência e omissão na sua actuação, não tendo cumprido efectivamente a função de fiscalização que lhe está conferida por lei, incorrendo em erro na interpretação dos procedimentos de investigação e sancionatórios relativamente às infracções administrativas”, consta nas conclusões. O órgão de investigação liderado por Ao Ieong Seong explicou ainda que o ID abriu “procedimentos sancionatórios contra nove estabelecimentos suspeitos da violação” da lei, mas que “não foram levantados os respectivos autos de multa contra sete desses estabelecimentos, nem tomadas quaisquer medidas para acompanhamento da situação”. Lei em revisão Por sua vez, o ID justificou a suspensão dos procedimentos sancionatórios aos ginásios porque o Executivo estava a trabalhar no novo Regime para a Regulamentação de Determinadas Actividades. Esta lei, que está a ser discutida na Assembleia Legislativa, foi apresentada como uma tentativa de eliminar a burocracia de algumas actividades, ao mesmo tempo que se tornou mais exigente para outras. A explicação não convenceu: “O CCAC entende que os trabalhos de revisão legislativa não podem constituir causa legal para suspender a promoção dos procedimentos sancionatórios dos casos”, foi apontado. “Além disso, os elementos constantes dos processos revelam que o ID, antes de receber a notificação relativamente à revisão da lei, suspendeu os respectivos processos sancionatórios durante oito meses, tendo igualmente sido suspensos o tratamento de novas queixas e o encaminhamento de casos individuais para outros serviços”, revelou o CCAC. As conclusões indicam ainda que “o ID interpretou erradamente o método de investigação e de recolha de provas no âmbito das infracções administrativas, entendendo nomeadamente que era necessário entrar nos locais em causa para proceder a inspecções e para constatar, com os próprios olhos, os respectivos factos ilícitos, de forma a que os mesmos actos pudessem servir de fundamento à decisão a tomar”. O comunicado revela ainda que após conhecer as conclusões, o ID “procedeu a uma revisão geral de todos os casos” e comprometeu-se a iniciar “os procedimentos administrativos sancionatórios relativos aos casos de infracção, cumprindo efectivamente a função de fiscalização que lhe está conferida por lei”.
João Santos Filipe Manchete SociedadeIA | Associação admite substituição de trabalhadores A Associação Económica de Macau acredita que os trabalhadores não residentes vão ser os mais afectados pela implementação da inteligência artificial, mas reconhece que vai ficar mais complicado para os jovens de Macau entrarem no mercado de trabalho A Associação Económica de Macau admite que os recém-licenciados vão ter cada vez mais dificuldades em encontrar um emprego devido à implementação da inteligência artificial (IA), mas defende que a tendência não se verifica apenas em Macau. A posição consta de um artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun pelo subchefe do Conselho de Jovens da associação, Leong Ka Hou. No artigo, o responsável explicou que os trabalhos caracterizados por uma elevada repetição de tarefas, processos padronizados e fácil adaptação da tecnologia vão ser os mais afectados pela substituição. Leong apontou que os exemplos fora da RAEM mostram que a adopção das novas tecnologias está a reduzir gradualmente os postos de trabalho que normalmente eram ocupados pelos mais jovens, quando iniciavam a carreira profissional. O responsável destacou os casos de Hong Kong e Singapura e afirmou que, nestas cidades, as vagas de emprego a tempo inteiro para profissionais em início de carreira continuam a diminuir. Leong Ka Hou argumentou ainda que face à expansão da inteligência artificial as empresas mostram-se mais cautelosas nas contratações. Macau melhor Apesar do cenário negativo, o subchefe do Conselho de Jovens da Associação Económica de Macau considera que o impacto em Macau vai ser sentido de forma mais gradual, do que nas outras jurisdições mais ligadas à indústria manufactureira. Leong Ka Hou argumentou que a economia de Macau se foca principalmente no sector dos serviços, no qual a maioria das posições depende do atendimento presencial e que dificilmente é substituída por máquinas. O membro da associação considera que a substituição dos trabalhadores até pode ter um efeito positivo em Macau, com a redução do conflito entre residentes e trabalhadores não residentes (TNR). Leong Ka Hou explicou este ponto de vista com o facto de os TNR ocuparem maioritariamente os trabalhos menos qualificados, pelo que serão os primeiros a ser afectados pelo fenómeno. Como os TNR são os mais afectados, Leong indica que a substituição é uma oportunidade para melhorar a estrutura dos recursos humanos de Macau. Apesar destas alterações, devido ao envelhecimento populacional, Leong Ka Hou considerou que a oferta de mão-de-obra em Macau é inerentemente insuficiente, pelo que sugere ao Governo a adopção de uma estratégia para a transformação da força de trabalho, com base nas tendências futuras de emprego e através da requalificação profissional dos residentes, de forma a prepará-los para os futuros empregos. Leong Ka Hou pediu ainda um mecanismo de formação em tecnologias de IA e a formação de quadros nas indústrias de saúde, finanças, tecnologias de ponta e desporto, cultura, exposições e convenções.
Hoje Macau SociedadeUber | Semana Dourada leva a aumento da procura Na Semana Dourada (1 a 7 de Outubro), a Uber anunciou ter registado um aumento de 130 por cento no número de passageiros vindos do Interior da China, em comparação com a semana anterior. Os números foram revelados através de um comunicado emitido ontem pela plataforma de táxis. A empresa considerou que os dados mostram “não só a elevada confiança dos utilizadores do Interior na Uber e a continuidade dos seus hábitos de viagem, mas também o notável sucesso da Uber em alavancar a tecnologia para ajudar o sector de táxis local de Macau a atrair com precisão as oportunidades do turismo transfronteiriço”. Além dos hotéis de luxo, os principais destinos dos clientes da plataforma de transporte foram as Ruínas de São Paulo, a Torre de Macau e o Centro de Ciência de Macau. “Estamos muito encorajados com os resultados alcançados em Macau durante a ‘Semana Dourada’ deste ano. O crescimento superior a 130 por cento no número de passageiros activos do Interior prova que o Uber Taxi proporcionou aos utilizadores do Interior uma experiência de viagem conveniente e fiável”, considerou Estyn Chung, Director-Geral da Uber em Taiwan, Hong Kong e Macau.
Hoje Macau SociedadeTakeaway | Associação alerta para burlas com encomendas falsas A Associação do Sector Takeaway de Macau alerta para a existência de um esquema de burlas com encomendas de grandes quantidades de comida. O aviso foi deixado depois de a associação ter recebido relatos de burlas de diferentes comerciantes, um dos quais com perdas de dezenas de milhares de patacas. Num comunicado, a associação revela que os burlões utilizam a função de mensagem das plataformas de encomenda de takeaway no esquema. Os criminosos fazem-se passar por trabalhadores de escolas locais e afirmam que têm a intenção de fazer uma grande encomenda. Após os contactos iniciais, os burlões sugerem que a conversa passe para outras aplicações para ultimarem os detalhes do negócio. Quando os comerciantes passam a comunicar com os criminosos noutras plataformas, é-lhes explicado que a encomenda depende da compra de produtos caros em Hong Kong. No entanto, as escolas querem simplificar o processo de aquisição, pelo que é pedida ajuda aos comerciantes para adiantarem parte desse dinheiro. Ao mesmo tempo, é prometido que todo o dinheiro, o custo da comida e dos produtos de Hong Kong, vai ser entregue com a compra final. Os burlões enviam ainda comprovativos falsos das compras em Hong Kong. Após a transferência dos comerciantes para os burlões, não é feita qualquer encomenda de comida. A associação afirma também acreditar que os burlões escolhem as vítimas nas listas de negócios mais populares nas aplicações móveis.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEstudo | Mais de 60% das empresas inquiridas congelaram salários O Inquérito sobre Salários e Benefícios da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau de 2026 revela que metade das empresas inquiridas despediu trabalhadores, afectando 0,1 por cento dos postos de trabalho Cerca de 61 por cento das empresas do território participantes no Inquérito sobre Salários e Benefícios da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau de 2026 congelaram salários entre Julho de 2025 e Junho de 2026. O dado foi avançado pelo jornal Ou Mun, e representa 23 empresas num total de 38 participantes de Macau no inquérito. Tendo em conta todas as 38 empresas, o aumento salarial médio no território foi de 1,1 por cento. No entanto, quando são consideradas apenas as 15 empresas que efectivamente aumentaram ordenados, o incremento médio foi de 2,5 por cento. Os resultados apurados no inquérito realizado pela Hong Kong Baptist University, e que conta com a colaboração da Universidade de Macau, mostram ainda que os aumentos têm vindo a ficar mais pequenos. No ano transacto, entre Julho de 2024 e Junho de 2025, o aumento médio geral do salário nas empresas inquiridas tinha atingido 2,5 por cento, acima do valor mais recente. Porém, nem tudo são más notícias para os trabalhadores, os inquiridos estimam que em 2027 os aumentos médios atinjam 3,1 por cento. “As previsões de aumento salarial para 2027 recuperaram tanto em Hong Kong como Macau e nas cidades da província de Cantão. Isto reflecte o facto de, embora as empresas continuem a enfrentar desafios decorrentes do ambiente económico externo e pressões de custos, manterem a confiança no seu desenvolvimento futuro e na necessidade de quadros qualificados”, afirmou Ray Leung, presidente da Associação de Gestão de Talentos de Hong Kong e presidente da Comissão do Inquérito sobre Salários e Benefícios da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau de 2026. Importa realçar que todas as empresas de Macau inquiridas previram aumentar salários no próximo ano. Metade despediram Os dados citados pelo jornal Ou Mun mostram também que 19 das 38 empresas tiveram “funcionários que saíram de forma involuntária”. Este número significa que houve saídas forçadas de trabalhadores em metade (50 por cento) das empresas inquiridas. Em termos da dimensão dos despedimentos, o inquérito concluiu que envolveram 0,9 por cento do total de funcionários das empresas inquiridas. No capítulo das políticas de contratação, 14 empresas tinham vagas por preencher que equivalem a 1 por cento do total de funcionários, número que foi apontado como uma redução em comparação com o ano anterior. No período analisado, as empresas inquiridas revelaram taxas de rotatividade de pessoal entre 5,6 por cento e 7,3 por cento dos trabalhadores. Esta rotatividade inclui as pessoas forçadas a sair, mas também as que saem de forma voluntária. A principal razão indicada pelos trabalhadores que abandonaram as empresas de forma voluntária foi terem encontrado outros trabalhos com melhores oportunidades de promoção e desenvolvimento, seguida pela oferta de melhores condições salariais. A rotatividade aconteceu principalmente ao nível dos trabalhadores dos quadros médios, chefias e trabalhadores especializados.
João Luz Manchete SociedadeDroga | Consumo aumentou 3,5% no primeiro semestre No primeiro semestre do ano, o sistema de registo de toxicodependentes contava 88 consumidores de drogas em Macau, o equivalente a um aumento de 3,5 por cento. O ice continua a ser a estupefaciente mais consumido no território Segundo os dados do “Sistema de Registo Central dos Toxicodependentes de Macau”, o número total de toxicodependentes registados no primeiro semestre deste ano foi de 88, um aumento de 3,5 por cento em termos homólogos face a 2025, indicou o Instituto de Acção Social (IAS), num comunicado relativo à sessão plenária da comissão de luta contra a droga. Dos 88 consumidores, dois tinham menos de 21 anos, o que representou 2,3 por cento do número total registado. Importa referir que, uma vez que este sistema se baseia nos consumidores apanhados pelas autoridades policiais e nos que procuram tratamento em instituições e organizações privadas, os dados não apresentam um retrato fidedigno do fenómeno do consumo de drogas no território. Aliás, contabilizam pessoas que, por estarem detidas ou em tratamento, não consomem drogas. Ainda assim, o IAS acrescentou que a metanfetamina (ice) foi a droga mais consumida, correspondente a 15,5 por cento dos casos, seguida da heroína, com uma percentagem de 10,3 por cento. No que diz respeito aos locais de consumo, mais de 80 por cento dos toxicodependentes consumiram drogas em Macau e mais de 80 por cento em locais relativamente ocultos, ou seja, em casa própria ou em casas de amigos. Nacionalismo em tudo Durante a reunião da comissão de luta contra a droga, que se realizou na manhã de sexta-feira, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, destacou que o combate à droga “é um dos trabalhos principais do Governo”, fundamental para a “construção de uma cidade segura e saudável”. A governante lembrou que o IAS lançou este ano, pela primeira vez, o “Plano de estudo e aprendizagem de combate à droga dos jovens da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”, no Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, que disponibilizou “12 roteiros de estudo entre Guangdong, Hong Kong e Macau”. Estes roteiros incluíram passagens por pontos históricos importantes durante a visita a Macau “do herói de combate à droga, Lin Zexu”. Lin Zexu foi um político e filósofo chinês que desempenhou um papel crucial na Primeira Guerra do Ópio, ao vincar a sua oposição firme à venda de ópio, sendo até hoje considerado um símbolo na luta contra a droga. O IAS acrescenta que as diversas actividades do Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, contaram com a participação de mais de 35 mil pessoas e que o objectivo foi também “promover o sentimento de amor pela pátria e por Macau”.
Hoje Macau SociedadeInflação | Números revelam maior subida em seis anos O índice de preços no consumidor (IPC) aumentou 1,16 por cento nos primeiros nove meses, em comparação com igual período de 2025, o valor mais elevado em seis anos, foi anunciado, na sexta-feira. De acordo com dados oficiais, a inflação homóloga entre Janeiro e Setembro foi a mais alta desde 2020, no início da pandemia de covid-19, quando atingiu 1,37 por cento e terminou o ano em 0,81 por cento. Caso a tendência dos primeiros nove meses se mantenha até ao fim de 2026, a inflação irá fechar o ano no valor mais elevado desde 2019, antes do início da pandemia, quando atingiu 2,75 por cento. Os dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que a primeira razão para a aceleração da inflação foi uma subida de 11,2 por cento no preço dos combustíveis para veículos. A instabilidade geopolítica no Médio Oriente tem contribuído para pressionar os mercados energéticos, com reflexos nos preços dos combustíveis e do gás natural a nível mundial. A inflação também se fez sentir nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 1,15 por cento), com o custo das refeições adquiridas fora de casa a subir 1,23 por cento. Os gastos com rendas ou hipotecas de apartamentos subiram 0,33 por cento e 0,49 por cento, respectivamente. Já o valor do ouro subiu 27 por cento no preço da joalharia, ourivesaria e relógios, produtos populares entre os turistas da China continental.
Hoje Macau SociedadeVisitantes | Subida de 8,5 por cento até Setembro Macau registou 32,18 milhões de entradas de visitantes nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 8,5 por cento face ao mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Do número total, cerca de 19,7 milhões de visitantes vieram a Macau em excursões entre Janeiro e Setembro, mais 14,5 por cento em termos homólogos. O período médio de permanência para os turistas que visitaram o território manteve-se nos 2,3 dias. Os visitantes provenientes do Interior continuaram a representar a maioria das entradas, com 23,88 milhões de visitantes, um crescimento homólogo de 10,7 por cento, com o número de visitantes oriundos de Taiwan a aumentar 21,3 por cento, para 882.023 entradas, enquanto os provenientes de Hong Kong recuaram ligeiramente 0,3 por cento, para 5,46 milhões. As entradas de visitantes internacionais de outros países e regiões ascenderam a 1,95 milhões nos primeiros nove meses do ano, mais 3,4 por cento do que no período homólogo. No Sudeste Asiático, a Tailândia registou o maior crescimento entre os principais mercados, com as entradas a subirem 34,8 por cento, para 154.885 visitantes. Em sentido contrário, as Filipinas e a Indonésia registaram quedas de 5,2 por cento e 16,5 por cento, respectivamente, para 363.120 e 122.366 visitantes. No Sul da Ásia, o número de visitantes provenientes da Índia aumentou 13,5 por cento, para 91.857 entradas. Já no Nordeste Asiático, a República da Coreia registou uma descida de 2,1 por cento, para 374.590 visitantes. Entre os mercados de longa distância, os Estados Unidos registaram um crescimento homólogo de 6,9 por cento, com 120.071 visitantes a entrarem em Macau nos três primeiros trimestres de 2026.
Hoje Macau SociedadeCasinos | Mais de 800 pessoas pediram exclusão de acesso este ano Os números de 2026 ano aproximam-se do recorde de pedidos de exclusão de acesso aos casinos, desde que a lei estabeleceu o mecanismo para garantir o jogo responsável, em 2012. De acordo com os dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), nos primeiros nove meses deste ano as autoridades registaram 904 pedidos de exclusão de acesso a casinos, dos quais 833 foram solicitados pela própria pessoa. Os restantes 71 foram pedidos por terceiros. No ano passado, a DICJ recebeu o maior número de pedidos de exclusão, 952 no total, mas tendo em conta que nos três trimestres deste ano o volume de pedidos tem seguido uma média de cerca de três centenas, o registo de 2025 pode ser batido antes do final do ano. Em termos sequenciais, os dados da DICJ mostram um aumento progressivo, com 282 pedidos nos primeiros três meses do ano, que passaram para 305 no segundo trimestre e 317 no terceiro trimestre.
Hoje Macau Manchete SociedadeDSPA | Poluição do ar diminuiu no Delta do Rio das Pérolas Os níveis de poluentes atmosféricos no Delta do Rio das Pérolas, incluindo Macau e Hong Kong, caíram entre 23 e 86 por cento nos últimos 20 anos, segundo a Rede de Monitorização da Qualidade do Ar Nas últimas duas décadas, os níveis de poluentes atmosféricos no Delta do Rio das Pérolas diminuíram entre 23 e 86 por cento. A Rede de Monitorização da Qualidade do Ar mostra que, em 2025, os níveis de todos os tipos de poluentes atmosféricos – dióxido de enxofre, dióxido de azoto, monóxido de carbono, partículas inaláveis e partículas finas – “apresentaram todos eles uma tendência decrescente contínua”. De entre esses valores, destacam-se os referentes às concentrações de partículas finas, que baixaram para “um nível que figura entre os melhores do país”. “Isto mostra que as medidas de redução de emissões implementadas por Guangdong, Hong Kong e Macau nos últimos anos foram eficazes para melhorar a qualidade do ar na Região do Delta do Rio das Pérolas”, afirmou a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) na comunicação. A DSPA acrescentou que, ao longo dos anos, os Governos de Guangdong, Hong Kong e Macau têm vindo a lançar várias políticas e medidas no sentido de melhorar a qualidade do ar na região. Em Macau, foram lançadas medidas para melhorar a qualidade do ar, como a eliminação de veículos altamente poluidores, a promoção de veículos eléctricos e o controlo da emissão de gases de escape dos veículos. Em 2025, o Governo procedeu à restrição dos valores-limite de alguns parâmetros para a gasolina sem chumbo. Na quinta-feira, o Conselho Executivo anunciou restrições ainda maiores aos valores-limite de emissão para os motociclos e ciclomotores e para os automóveis a gasóleo em circulação, que irão entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2028. A DSPA afirmou que está a explorar o potencial de aplicação de recursos fotovoltaicos em espaços públicos e a optimizar a proporção de energia eléctrica limpa na estrutura energética, para “controlar a emissão de poluentes atmosféricos locais e melhorar a qualidade do ar”. Aqui ao lado Em Hong Kong, em Maio de 2025, o Governo voltou a restringir os limites permitidos de emissões de poluentes atmosféricos do sector de energia eléctrica, numa medida que irá entrar em vigor a partir de 2030. Em comparação com 2010, os limites máximos de emissões de dióxido de enxofre, óxidos de azoto e partículas inaláveis provenientes das centrais eléctricas foram reduzidos em 91, 80 e 75 por cento, respectivamente. Além disso, o Governo de Hong Kong planeia eliminar progressivamente cerca de 40 mil veículos comerciais a gasóleo mais antigos até ao final de 2027. “Até finais de Agosto de 2026, mais de 33.700 veículos visados tinham sido abatidos”, segundo o relatório. Hong Kong também planeia suspender os novos registos de veículos particulares movidos a combustíveis fósseis e híbridos até 2035, colocar em circulação, até ao final de 2027, cerca de 700 autocarros eléctricos e cerca de três mil táxis eléctricos, para alcançar zero emissões de gases poluentes até 2050. No que respeita às embarcações, em 2019, Hong Kong, em colaboração com as cidades da Grande Baía, “estabeleceu, nas áreas marítimas do Delta do Rio das Pérolas”, uma zona de controlo de emissões de poluentes atmosféricos provenientes de embarcações, “estipulando que todas as embarcações” que naveguem ou fundeiem nas áreas marítimas de Hong Kong “têm de utilizar combustíveis que cumpram as normas”. Após a implementação da medida, a estação junto ao Terminal Marítimo de Contentores de Kwai Chung registou, “em 2025, uma redução de 50 por cento das concentrações anuais de dióxido de enxofre em comparação com as de 2018, o que demonstra que a medida de controlo foi eficaz”.
Hoje Macau Manchete SociedadeGoverno afirma que não retirou filme “Digger” e cinema culpa distribuidora O Governo de Macau garantiu à Lusa que não teve qualquer papel na retirada do novo filme do actor norte-americano Tom Cruise e a empresa dona dos cinemas onde “Digger” iria estrear culpou a distribuidora. A película do realizador mexicano Alejandro González Iñárritu estreou-se a nível mundial em 1 de Outubro, mas foi retirada à última hora dos cinemas das regiões chinesas de Macau e Hong Kong. O Instituto Cultural (IC) de Macau, que detém a competência de aprovar e classificar todos os filmes exibidos ao público no território, negou qualquer intervenção no caso de “Digger”. Numa resposta escrita a questões da Lusa, o IC sublinhou que a Comissão de Classificação dos Espectáculos “não chegou a proceder à apreciação do pedido de classificação etária” deste filme. “Digger” iria ser exibido nos cinemas do Galaxy Macau, mas não chegou a estrear e todas as referências à longa-metragem foram retiradas do portal do empreendimento na Internet. Mas a empresa Galaxy Entertainment, proprietária do Galaxy Macau, também rejeitou qualquer responsabilidade na retirada do filme do estúdio Warner Bros e apontou o dedo à distribuidora. “Todos os procedimentos relacionados com o lançamento de filmes são definidos pelas distribuidoras, e não pela Galaxy Cinemas, que funciona como local de exibição”, sublinhou a empresa. “Dúvidas específicas sobre a exibição de determinados filmes devem ser encaminhadas para as respectivas distribuidoras”, acrescentou a concessionária, numa resposta escrita a questões da Lusa. Silêncio dos inocentes Desde 2021 que a Universal Pictures é a distribuidora, nas duas regiões, dos filmes da Warner Bros, após este estúdio ter encerrado as operações em Hong Kong. A Lusa pediu esclarecimentos à subsidiária da Universal Pictures em Hong Kong e à empresa-mãe, nos Estados Unidos, mas não obteve qualquer resposta. De acordo com a imprensa de Hong Kong, “Digger”, que deveria estrear-se em 01 de Outubro, Dia Nacional da China, foi retirado à última hora dos cinemas locais devido a “diálogo sensível”. A película inclui uma cena em que é sugerido um ataque nuclear contra o país e outra em que uma personagem descreve a população chinesa como “amarela” e um “cancro”.
João Luz Manchete SociedadeSands China | Receitas subiram 1,4% no terceiro trimestre A Sands China teve receitas líquidas de 1,93 mil milhões de dólares no terceiro trimestre, uma subida anual de 1,4 por cento e de 8,4 por cento face ao trimestre anterior. Apesar disso, os lucros líquidos caíram 30 por cento. O CEO da Las Vegas Sands descreveu os resultados como “aberrantes” O terceiro trimestre deste ano foi estranho para a Sands China, de acordo com os resultados apresentados ontem à bolsa de valores de Hong Kong. A concessionária de jogo teve em simultâneo uma quebra anual de 29,8 por cento dos lucros líquidos, em termos anuais, que se fixaram em 191 milhões de dólares, e uma subida homóloga de 1,4 por cento das receitas líquidas, no período em análise, para 1,93 mil milhões de dólares. Nos primeiros nove meses de 2026, a receita líquida da operadora subiu 7,8 por cento face ao mesmo período do ano passado, chegando aos 5,81 mil milhões de dólares. Ainda assim, a Sands sofreu uma queda de 14 por cento no lucro líquido nos primeiros nove meses do ano para 592 milhões de dólares. Numa conferência de imprensa sobre os resultados da empresa mãe, a Las Vegas Sands, o director executivo Patrick Dumont realçou o quão atípico foi o período entre Julho e Setembro. “Um trimestre como este, acredito que isto foi uma aberração. Algumas pessoas não apareceram, mas as boas notícias é que elas andam por aí, algures. Fizemos muitos progressos em áreas em que queríamos melhorar, criando melhores experiências para os nossos clientes, mas quando os clientes não aparecem, isso é um bocado problemático”, afirmou o responsável. Patrick Dumont enumerou a incerteza macroeconómica na Ásia, e também a nível global, e o Campeonato do Mundo de Futebol (que se estendeu até meados de Julho), como possíveis razões para performance no trimestre em análise em Macau e Singapura. Visão do Cotai Indo por partes, as receitas líquidas do The Londoner Macao no terceiro trimestre deste ano chegaram aos 685 milhões de dólares, resultado que representou uma quebra anual ligeira de 0,1 por cento. Quanto aos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, em inglês), o Londoner registou uma quebra anual de 18,7 por cento para 178 milhões de dólares. Do outro lado da Estrada da Baía de Nossa Senhora da Esperança, o The Venetian Macao apurou 649 milhões de dólares no trimestre em análise, menos 6,2 por cento em termos homólogos. No que respeita ao desempenho operacional global, o The Venetian Macao alcançou um EBITDA de 205 milhões de dólares, menos 15,3 por cento em relação aos 242 milhões de dólares anteriores.
Hoje Macau SociedadePJ | Inspector suspenso por conduzir embriagado A Polícia Judiciária (PJ) aplicou a pena disciplinar de suspensão de funções a um investigador criminal condenado em tribunal pela prática do crime de condução em estado de embriaguez, de acordo com um despacho do secretário para a Segurança. O caso remonta à madrugada de 25 de Julho do ano passado, quando o Corpo de Polícia de Segurança Pública recebeu uma queixa de um cidadão, por volta das 05h, de que estaria um veículo estacionado ilegalmente na Rua Nova da Areia Preta. Os agentes policiais deslocaram-se ao local e encontraram um veículo ligeiro com o motor ligado, estacionado na faixa de rodagem, com um homem a dormir no lugar do condutor. O indivíduo, investigador criminal da PJ, que se encontrava de folga, fez o teste do balão e acusou uma taxa de alcoolemia superior à legalmente permitida. No início de Dezembro do ano passado, o inspector foi condenado pela prática do crime de condução em estado de embriaguez a pena de prisão de quatro meses, suspensa por dois anos, e inibição de condução por 1 ano e 4 meses. O caso levou a direcção da PJ a reforçar a supervisão interna, a gestão e a sensibilização para aumentar a consciencialização sobre o cumprimento da lei, de modo a evitar a ocorrência de casos semelhantes.
Hoje Macau Manchete SociedadeMundo Hispânico | Proximidade cultural facilita negócios com Macau Os empresários dos países de língua castelhana acreditam que a proximidade de Macau com Portugal pode ajudá-los a entrar no mercado do Interior e a promover mais trocas comerciais Empresários e representantes defendem que a proximidade cultural de Macau com os países de língua espanhola facilita a aproximação ao mercado chinês, numa altura em que a estratégia do território foi alargada ao mundo hispânico. Há cerca de 20 anos que Borja Sanchez acompanha o que se passa em Macau. O empresário, nascido em Barcelona mas com raízes na Galiza, chegou em 2006 a Hong Kong para promover a gastronomia espanhola nas duas regiões e, após sete anos, co-fundou a empresa Los Ibéricos, dedicada à importação e distribuição de produtos alimentares espanhóis. Do outro lado do rio das Pérolas, o empresário foi assistindo às sucessivas políticas de diversificação económica de Macau e acredita que a decisão de servir de ponte entre a China e os países de língua espanhola “é uma evolução lógica”. “O Governo chinês compreendeu que somos um bloco cultural distinto. Penso que compreendem muito bem, graças a Macau, o mundo dos países de língua portuguesa. E é uma consequência lógica e natural”, notou, em declarações à Lusa no primeiro dia da 31.ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF). A China definiu Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com o universo lusófono em 2003, ano em que criou o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Mais de duas décadas depois, o desígnio foi alargado aos países de língua espanhola. Se a nova visão para Macau se vai concretizar ou não, Sanchez diz que “depende da vontade”. “O que ocorre muitas vezes com as iniciativas do Governo de Macau, na minha opinião, é que são em teoria muito interessantes, mas acabam em nada”. “Macau tem todos os recursos para os canalizar nesse sentido. Tem infra-estruturas, orçamento, tem a necessidade de diversificar a economia e acho que o pode fazer, se quiser”, reforçou, sublinhando a oferta hoteleira, de restauração e a forte presença da cultura portuguesa no território. Aqui tão perto A ideia da proximidade cultural é partilhada pelo cônsul-geral de Espanha em Hong Kong e Macau, para quem esta estratégia representa para Madrid “uma oportunidade para ampliar tanto o comércio como o investimento em Macau e de Macau” para outras geografias. “[Macau] é também um local próximo da história, da língua e da cultura espanhola, portuguesa e ibérica. Por isso, é sempre um lugar muito acolhedor para fazer negócios”, notou Jesús Gracia Aldaz. O diplomata destacou ainda a “aproximação entre Espanha e China nos últimos anos”. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou a China quatro vezes nos últimos quatro anos, e os reis de Espanha deslocaram-se no final de 2025 ao país asiático. Actualmente, vivem cerca de 4.500 espanhóis na China e, de acordo com o diplomata, em Hong Kong residem dois mil e em Macau à volta de 500. Miguel Latorre, um dos directores da Câmara de Comércio Espanhola em Hong Kong, chegou à região em 2023 e considera que o alargamento oferece aos empresários espanhóis algo difícil de encontrar noutras cidades da região. “Os espanhóis, portugueses, somos irmãos”, afirmou, recordando que se sentiu num “terreno familiar” quando visitou Macau pela primeira vez. Essa proximidade gera confiança e tranquilidade para empresários hispanófonos, defende. “Vemos isto como uma ponte perfeita entre a China, Hong Kong e o ecossistema que se criou na Grande Baía (…) consideramos esta expansão um sinal muito positivo”, notou. Para Victor Herrera, gestor da consultora CW CPA — firma de Hong Kong focada no apoio a empresas da América Latina interessadas em entrar na Ásia —, a inclusão dos países de língua espanhola por Macau “é muito importante”. Ao chegar a Hong Kong, onde se fala sobretudo cantonês e inglês, falta “um músculo” para promover negócios focados especificamente na região que fala espanhol, pelo que a intenção de Macau promover estas actividades “seria perfeita”, referiu. O responsável mexicano enumerou as duas maiores dificuldades da entrada dos empresários dos países de língua espanhola na China: a língua, embora amenizada agora com o desenvolvimento de novas tecnologias de tradução, e a falta de conhecimento legal.