Hoje Macau SociedadeÉbola | Angola de fora da Semana Cultural da China e dos PLP Angola não vai participar na 18ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, devido a restrições sanitárias da RAEM relacionadas com o vírus Ébola, apesar de não ter sido detectado nenhuma infecção de Ébola no país africano. Segundo o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzhen, a ausência de Angola do evento tem como objectivo garantir a segurança e a saúde dos participantes, avançou ontem a TDM – Rádio Macau. O responsável revelou ainda que a Semana Cultural deste ano se realiza em Pequim e Macau, com uma extensão pioneira à província de Qinghai. Entre o próximo sábado e o dia 10 de Julho, o evento irá contar com a participação de 60 artistas e chefs de países lusófonos. Os eventos marcados para Macau começam já na sexta-feira com uma mostra gastronómica dos Países de Língua Portuguesa. Para a tarde de 29 de Junho está programada a inauguração da Exposição de Artesanato dos Países de Língua Portuguesa na Galeria do IAM. Nos dias 30 de Junho e 1 de Julho, o Largo do Senado será palco de espectáculos de música e dança.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeIAS ganha em tribunal e creche Smart tem de devolver instalações O Instituto de Acção Social (IAS) anunciou ontem o fim oficial da ligação à associação Zonta Club de Macau, entidade gestora da creche Smart, na Taipa. Segundo um comunicado do IAS divulgado ontem, o fim oficial desta cooperação prende-se com a retirada, por parte da associação, da providência cautelar apresentada para travar o fim do financiamento público e recuperação das instalações. “O IAS recebeu uma notificação do Tribunal Administrativo (TA) e, após confirmação junto do Tribunal de Última Instância, verificou que a entidade gestora da creche Smart retirou todas as acções administrativas que tinha intentado”. A Zonta Club de Macau tinha apresentado uma providência cautelar para a suspensão do corte de apoios financeiros e para conseguir recuperar o espaço, a qual foi aceite pelo TA e Tribunal de Segunda Instância (TSI), segundo foi noticiado em Maio deste ano. Desta forma, “a relação de cooperação entre as duas partes relativamente à creche Smart foi formalmente dissolvida nos termos da lei”, descreve o IAS na mesma nota, cabendo agora à Zona Club de Macau a devolução das instalações da creche. Licença até Agosto O IAS explica também que a licença da creche Smart se mantém em vigor até ao dia 26 de Agosto deste ano, alertando que a entidade gestora deve “garantir que os encarregados de educação dispõem de tempo suficiente para transferir os filhos para outras creches”. Além disso, a Zonta Club de Macau “deverá informar claramente os pais das crianças inscritas sobre os procedimentos concretos para a cessação de actividade”, devendo tratar “de forma adequada todas as questões subsequentes”. O IAS esclarece que “as creches de Macau dispõem de vagas mais do que suficientes”, sendo que “na zona das ilhas existem vagas para acolher as transferências” de crianças da creche Smart. Em Maio deste ano, a creche Smart divulgou ter recebido 82 inscrições para o ano lectivo de 2026/2027. O diferendo entre o IAS e a Zonta Club de Macau surgiu em Março do ano passado, quando o Governo cortou o financiamento e recuperou as instalações, dizendo apenas que as duas partes não tinham chegado a acordo quanto a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”. O IAS explicou posteriormente que o corte estava ligado à fiscalização dos subsídios concedidos.
Hoje Macau SociedadeCovid-19 | Dez pessoas infectadas em lares de idosos Os Serviços de Saúde revelaram o registo de três casos colectivos de covid-19 em lares de terceira idade, com um total de 10 infectados, um deles obrigando a internamento da doente infectada. A primeira ocorrência aconteceu no Asilo Santa Maria, com quatro utentes do sexo feminino infectadas. Também nesse dia, no Asilo de São Francisco Xavier, houve um total de três infectadas. O terceiro caso foi registado dois dias depois, no Lar de Cuidados Especiais da Obra das Mães e também teve três infectados, dois do sexo feminino e um do masculino. “Uma doente do Asilo de São Francisco Xavier necessitou de internamento, apresentando um estado clínico estável”, foi indicado pelos Serviços de Saúde. “Não foram registados casos graves ou outras complicações relativamente às restantes doentes”, foi acrescentado. “Os Serviços de Saúde irão monitorizar rigorosamente e acompanhar a situação de saúde dos indivíduos infectados e não infectados”, foi prometido.
Hoje Macau Manchete SociedadeCrime | Polícia agredido no Cotai quando estava em serviço Um inspector da Polícia Judiciária em serviço foi agredido e assaltado no Cotai, na passada quinta-feira, por um grupo de homens. Os sete indivíduos foram detidos no sábado e são suspeitos de roubo, ofensas à integridade física e danos criminais A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem que um dos seus inspectores foi agredido e assaltado, na semana passada, por vários homens. O incidente ocorreu na última quinta-feira, pelas 22h, na zona do Cotai, adiantou o porta-voz da PJ em conferência de imprensa. O agente agredido estava a realizar uma investigação na área quando foi abordado por um indivíduo que lhe perguntou o que estava ali a fazer. A vítima foi “então rodeada por um grupo de pessoas que o atacaram com murros e bofetadas” explicou o porta-voz da PJ, acrescentado que “os agressores roubaram também um telemóvel avaliado em 4.500 patacas”. A PJ declarou ainda que, para não comprometer a investigação, “o agente não revelou de imediato a sua identidade” aos agressores. O investigador sofreu ferimentos no pescoço e nas mãos durante o ataque levado a cabo por um dos suspeitos e o seu telemóvel ficou danificado. “Após a vítima ter revelado a identidade, os agressores fugiram. A vítima encontrou mais tarde o telemóvel nas proximidades, mas este apresentava danos graves,” afirmou a PJ em comunicado. Conhecimentos posteriores A polícia disse ainda que um dos suspeitos, ao tomar conhecimento sobre a identidade da vítima, mudou imediatamente de atitude e, “sob pretexto de ajudar” o agente a procurar o telemóvel, permitiu que os restantes suspeitos fugissem. Este suspeito também fugiu logo que teve oportunidade. Sete suspeitos do sexo masculino – três residentes e quatro trabalhadores migrantes – foram detidos no sábado, nas zonas da Taipa e de Coloane. Foram presentes ao Ministério Público sob suspeita de roubo, ofensas à integridade física e danos criminais, informou a PJ. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, do grupo de três residentes, um está ligado ao sector imobiliário e dois são empresários; enquanto os restantes não-residentes são dois homens de nacionalidade tailandesa, um filipino e um cidadão do Interior da China. O jornal Ou Mun descreve ainda que um dos homens de nacionalidade tailandesa terá agarrado por trás o agente policial pelo pescoço, enquanto os restantes começaram as agressões e danificaram o telemóvel. Só depois de se identificar como agente policial os homens pararam os actos violentos e dispersaram do local. Contrabando | Interceptados cigarros no valor de 600 mil patacas Entre terça-feira e sexta-feira da semana passada, os Serviços de Alfândega (SA) apreenderam cerca de 260 mil cigarros electrónicos e 200 mil cigarros, avaliados em 600 mil patacas. As apreensões foram feitas no Aeroporto Internacional de Macau, quando 14 pessoas tentaram entrar no território vindas do Japão. Segundo os SA, os produtos contrabandeados corresponderiam ao pagamento de 300 mil patacas em impostos. Os cigarros foram apreendidos nas bagagens de mão e do porão dos diferentes passageiros. Os interceptados eram todos residentes do Interior, com idades entre os 24 e 58 anos. Foram instaurados seis processos no âmbito das apreensões, que ainda estão a ser investigados. Os visados podem ser multados num valor que pode chegar às 100 mil patacas. Além disso, as autoridades estão a investigar eventuais violações à lei do controlo do tabagismo.
Hoje Macau SociedadeTibete | Residente perde orelha devido a choque eléctrico Um residente de Macau viu ser-lhe amputada a orelha esquerda depois de ter sofrido um choque eléctrico numa viagem ao Tibete. Segundo noticiou a imprensa local, nomeadamente a TDM e o portal Macau News Agency, o homem, de apelido Chan, disse que o caso foi quase um “encontro com a morte”, conforme relato ao programa “Scoop”, da TVB. Chan viajava de carro com destino à cidade de Nyingchi, na zona sudeste do Tibete, integrado num grupo de oito pessoas. “Estávamos a passar por uma praia e saímos do carro para tirar fotografias, tal como qualquer outro viajante. Não havia guardas de segurança nem sinais de aviso evidentes. Era, essencialmente, uma área completamente aberta”, disse Chan. Este adiantou que “num piscar de olhos” sofreu “um choque eléctrico enquanto tirava fotografias. Foi divulgado um vídeo do incidente, que revela Chan bem-disposto até gritar de dor e cair no chão, tendo sido socorrido pelos companheiros de viagem. “A alta tensão percorreu a parte de trás do meu pescoço — a minha orelha esquerda — até ao resto do meu corpo, antes de sair pelos meus pés”, adiantou a vítima, que entrou em coma de imediato. Sofreu queimaduras e não foi possível salvar a orelha esquerda. Imagens divulgadas no programa “Scoop” mostram como Chan teve contacto com um cabo eléctrico instalado abaixo da altura padrão, que é de 1,8 metros. Um familiar de Chan disse ao mesmo programa que esta não é a primeira vez que um caso destes acontece devido à má instalação de cabos de electricidade. “O hospital onde o meu irmão esteve internado já recebeu muitas vítimas de choques eléctricos, algumas das quais são residentes locais em condições ainda mais graves”, disse.
Andreia Sofia Silva SociedadeTurismo | Visitantes de Taiwan sobem quase 20 por cento Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que, em Maio deste ano, o número de visitantes oriundo de Taiwan foi de 93.701, mais 18,9 por cento em comparação com Maio do ano passado. No caso de Hong Kong, registou-se uma quebra de 0,4 por cento, enquanto que o número de visitantes da China continental foi, em Maio, de 2.541.802, mais 4,2 por cento em termos anuais. Em termos globais, Macau recebeu, em Maio deste ano, 3.487.994, mais 3,4 por cento em termos anuais, destacando-se que o número de turistas em excursões subiu 7,9 por cento. Já o número de turistas individuais baixou 3 por cento. A DSEC destaca ainda que, em Maio, “o número de entradas de visitantes internacionais totalizou 234.150, mais 0,8 por cento em termos anuais”, destacando-se a subida de 36,1 por cento do número de visitantes da Tailândia (20.447). Quanto ao Sul da Ásia, o número de entradas de visitantes da Índia (15.293) subiu 3,5 por cento em relação a Maio de 2025. Nos cinco primeiros meses do ano, o território recebeu 18.143.294 de turistas, mais 11,1 por cento face ao mesmo período de 2025. Ainda neste período o número de entradas de visitantes internacionais foi de 1.244.042, mais 8,7 por cento face ao período homólogo do ano passado.
João Santos Filipe SociedadePreços | Registada inflação de 1,43 por cento em Maio Em Maio, Macau registou uma inflação de 1,43 por cento, em termos anuais, o que significa que os preços ficaram mais caros. Os dados foram revelados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), através de um comunicado emitido ontem. A subida dos preços foi impulsionada pelos preços dos transportes que registaram um aumento de 4,79 por cento “em virtude da ascensão dos preços da gasolina”, explicou a DSEC. Outra área onde os consumidores sentiram que a vida ficou mais cara foi na alimentação e bebidas não alcoólicas, com um aumento generalizado dos preços de 1,19 por cento. Este crescimento foi explicado com “a subida dos preços das refeições adquiridas fora de casa e de ‘take-away’”. Também os preços de “produtos e serviços diversos”, como produtos para cuidados pessoais, seguros, relógios e joalharia apresentaram um aumento de 3,56 por cento. Ao mesmo tempo, os preços das roupas e de calçado tiveram um crescimento de 2,91 por cento. Em termos mensais, entre Abril e Maio, houve uma inflação de 0,17 por cento, com a DSEC a destacar que no espaço de um mês os preços do vestuário e calçado aumentaram 1,29 por cento. Quando a variação dos preços é medida tendo em conta o período de 12 meses terminado em Maio deste ano, ou seja, entre Junho de 2025 e Maio deste ano, a inflação foi 0,71 por cento.
João Santos Filipe Manchete SociedadeHotelaria | Península perde negócio para Zhuhai e Hengqin Os hotéis na Península de Macau estão a sofrer cada vez mais concorrência e a perder clientes para o Interior. A revelação foi feita pela presidente da Associação de Hotéis de Macau A competição dos hotéis em Zhuhai e em Hengqin está a ter impacto nos negócios na Península de Macau, com a taxa de ocupação e os preços dos hotéis a caírem, em comparação com o ano passado. O cenário foi traçado pela presidente da Associação de Hotéis de Macau e directora executiva do Hotel Royal Macau, Jocelyn Wong Suk Yan, em declarações ao jornal Ou Mun. Segundo a responsável, a menor procura pelos hotéis na Península está principalmente ligada a “novos padrões” de consumo dos turistas, que deixam o território e vão passar a noite do outro lado da fronteira, tanto em Zhuhai como Hengqin, na busca de estadias mais baratas. As zonas mais afectadas com nova realidade são o NAPE e outras mais antigas localizadas na Península. Estas áreas foram afectadas no final do ano passado pelo encerramento de vários casinos-satélites. Como resultados das novas tendências, explicou Wong, nos primeiros seis meses a taxa de ocupação dos hotéis foi de 80 por cento e os preços diminuíram entre cinco e seis por cento, em comparação com o período homólogo. No entanto, a competição de fora não é o único facto que agrava as condições de exploração. A presidente da Associação de Hotéis de Macau revelou ainda que os negócios mais antigos enfrentam mais competição interna, porque têm aberto novos hotéis em Macau, com o número de quartos a crescer os preços acabam por ficar mais baratos. Além de dirigente associativa, Jocelyn Wong é director executiva do Hotel Royal Macau Taxa de 90 por cento Em relação à época do Verão, Jocelyn Wong anteviu que a ocupação dos hotéis pode chegar aos 90 por cento, principalmente durante os meses de Julho e de Agosto. Esta previsão foi feita especificamente para os hotéis na Península de Macau, que estão a sofrer mais com a concorrência, ao contrário do que acontece em outros locais como o Cotai. Apesar da taxa de ocupação de 90 por cento, a presidente da associação acredita que os preços não vão subir de forma significativa. A dirigente associativa revelou ainda que os hotéis prepararam estratégias para atrair mais clientes no Verão, e que as apostas passam por ter uma oferta com descontos e preços mais baratos para estadias mais longas. Há também mais promoções a pensar nas famílias. Como parte destas estratégias, Jocelyn Wong revelou que alguns hotéis que estão a oferecer pacotes que incluem jantares mais luxuosos. Sobre a segunda metade do ano, Wong deixou a esperança que o Governo organize mais espectáculos e eventos desportivos, porque são factores que contribuem para aumentar o número de turistas que pernoitam no território.
João Santos Filipe Manchete SociedadeApostas | Lucros da Macau Slot com quebra de 3% em 2025 No ano passado, a única empresa de apostas desportivas em Macau teve uma redução de lucros de três por cento. No entanto, com o mundial de futebol em curso, as perspectivas da empresa controlada por Ângela Leong são mais optimistas A Sociedade de Lotarias e Apostas Desportivas de Macau (Macau Slot) registou lucros líquidos de 126,94 milhões de patacas em 2025, uma queda anual de 3 por cento, segundo um relatório financeiro divulgado pela empresa. A Macau Slot, que tem a única concessão para exploração de apostas em futebol e basquetebol no território, anunciou que continuará a desenvolver “produtos mais diversificados” de apostas desportivas e a reforçar “serviços de informação para acompanhar a evolução do sector”. No mesmo relatório, o presidente da companhia, Ng Chi Sing, afirmou que “apesar das alterações no ambiente comercial e dos desafios económicos nas regiões vizinhas”, as políticas do Governo mantiveram a economia local estável. O parlamento de Hong Kong aprovou em Setembro do ano passado a legalização das apostas em jogos de basquetebol, a serem operadas pelo Hong Kong Jockey Club, replicando o modelo já existente para corridas de cavalos e apostas em futebol. No entanto, em Abril deste ano, o Governo do território vizinho anunciou o adiamento da medida, justificando a decisão com receios de que pudesse levar ao crescimento de apostas clandestinas no mercado global de previsões. Em 2024, a Macau Slot registou um lucro líquido de 130,88 milhões de patacas, mais 5,6 por cento em termos homólogos, o valor mais elevado desde o início da pandemia. Ano de mundial, ano feliz Um total de 163 milhões de patacas em receitas brutas de apostas em futebol e basquetebol foram reportadas no primeiro trimestre deste ano em Macau, mas com mais de mil milhões de patacas em apostas realizadas no mesmo período, segundo dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos do território. O ano anterior terminou com um total de 609 milhões de patacas em receitas brutas de apostas desportivas no território, com mais de 6 mil milhões de patacas em apostas registadas. Os montantes em apostas desportivas no território costumam registar aumentos em anos de competições de futebol internacionais, como o campeonato do mundo de futebol organizado este ano. Fundada em 1989, a Macau Slot obteve direitos exclusivos para apostas no futebol em 1998 e no basquetebol em 2000. Perdeu o estatuto de exclusividade em 2021, mas nenhum novo operador entrou no mercado até hoje. Desde 2024, a concessão tem sido renovada anualmente. No ano passado, o Executivo prorrogou a concessão por mais um ano, até 5 de Junho de 2027, mas impondo à empresa uma redução progressiva do número de não-residentes e a retenção de trabalhadores locais. De acordo com uma declaração financeira de Novembro de 2025, a deputada Ângela Leong On Kei, co-presidente e directora executiva da operadora de casinos SJM Holdings, detém 72 por cento da Macau Slot.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEconomia | Mais de 80% preocupados com despesas médicas Cerca de 30 por cento dos residentes com mais de 50 anos admite não conseguir poupar dinheiro, por ter rendimentos baixos. Esta é uma das conclusões de um inquérito da Associação de Segurança Social de Macau Mais de 80 por cento dos residentes com mais de 50 anos admite ter preocupações com a capacidade financeira para enfrentar despesas médicas após a reforma. As conclusões fazem parte de um inquérito da Associação de Segurança Social de Macau, que foi citado pelo Canal Macau da TDM. O estudo, feito com base num inquérito que contou com a participação de 792 residentes, mostra que 84 por cento apontou temer não ter capacidade para cobrir gastos com cuidados de saúde e despesas associadas, depois de se reformar. Os resultados mostram também que apenas 20 por cento dos inquiridos não tem um plano de poupança a pensar na reforma e que 30 por cento admite não conseguir fazer poupanças a pensar no futuro, por ter rendimentos considerados insuficientes. Para Yin Yifen, vice-presidente da Associação de Segurança Social de Macau, citado pelo Canal Macau, os resultados mostram que a população do território tem um elevada “percepção do risco”, mas também uma “baixa preparação” para enfrentar a idade da reforma. Como nem todos os idosos têm necessidades financeiras, Yin Yifen pede apoios mais específicos e mais dirigidos a quem tem necessidades: “A sustentabilidade financeira do Governo é muito importante. Se ajudarmos todos os idosos por igual, isso, na verdade, não é realista. Por isso, acho que o Governo deve adoptar uma abordagem que combine o sector público e as opções de mercado”, afirmou. “Os idosos com capacidade financeira devem resolver os seus problemas e procurar assistência, tendo por base a oferta do mercado”, clarificou. O responsável reiterou que “apenas os grupos verdadeiramente desfavorecidos devem receber um apoio total por parte do Governo.” Todos para a Montanha A TDM ouviu alguns idosos sobre este problema, e as pessoas mostraram-se disponíveis para viver na Ilha da Montanha, onde os preços são mais baixos. No entanto, apontaram problemas estruturais: “Ir para Hengqin pode ser uma solução, mas é preciso assegurar transportes para os idosos. Devem existir ambulâncias ou transportes de idade e volta para Macau”, afirmou um dos ouvidos pela emissora, que não foi identificado. “São necessários mais benefícios para os idosos. Macau arrecada tantas receitas fiscais e isso devia permitir oferecer mais qualidade de vida aos idosos”, acrescentou. Outra residente, igualmente não identificada, apresentou queixas sobre as despesas diárias. Quando questionada sobre o que faz quando tem problemas de saúde, a mulher indicou recorrer aos Serviços de Saúde. Depois lamentou não conseguir poupar mais dinheiro, por ter despesas como o condomínio, no valor de 360 patacas, contas de água e telecomunicações.
João Santos Filipe Manchete SociedadePJ | Menores envolvidos em roubo, agressão e gravações ilícitas A vítima do ataque é uma menor. Antes do episódio de segunda-feira, tinha havido um desentendimento online num grupo de conversação de Wechat com mais de 100 pessoas A Polícia Judiciária (PJ) revelou o caso de uma menor que foi agredida, roubada e gravada ilegalmente por outros seis menores. A investigação do caso foi espoletada por vídeos que circularam online, alegadamente gravados pelos menores responsáveis pelas agressões. Na conferência de imprensa, a PJ revelou que os menores responsáveis pelo bullying são seis, três rapazes e três raparigas, com idades entre os 11 e os 15 anos. A vítima, do sexo feminino, também é menor. A situação que levou à intervenção da PJ aconteceu na segunda-feira por volta das 18h, quando a vítima e uma amiga passavam por um estabelecimento de comidas e se cruzaram com os seis suspeitos. Nessa altura, segundo a versão das autoridades, o grupo de menores ordenou à vítima e à amiga que entrassem no restaurante. A vítima entrou, mas a amiga abandonou o local, mencionando um motivo pessoal. Depois, uma das seis crianças exigiu à vítima que pagasse 200 patacas, como custo de portagem por atravessar a rua. Após a recusa, um dos menores pediu a outros três que levassem a vítima para umas escadas ao lado do restaurante, onde aconteceram as primeiras agressões, com murros e pontapés. Sem conseguirem o pagamento, o grupo levou a vítima para um terraço de um outro edifício, onde se seguiram mais agressões. Durante o segundo ataque, os membros que não estavam envolvidos nas agressões incentivaram os outros e gravaram as cenas. Após a segunda vaga de ataques, a agredida aceitou fazer a transferência de 200 patacas, através de uma plataforma de pagamentos. Apesar disso, a agressões não ficaram por aí. A PJ indica que mesmo após o pagamento, só depois de mais alguns murros e pontapés é que a vítima conseguiu abandonar o local. Imagens online Nos vídeos divulgados online, que se tornaram virais, é possível ver uma menor a agredir a vítima com murros, que se tenta defender, como se estivesse num combate de boxe. Em outro vídeo, pode ver-se o grupo dos menores a aproximarem-se da vítima e a troçarem dela. Esta aparenta estar a ser filmada contra a sua vontade. A PJ indicou que, após a realização de um exame médico a vítima apresentava múltiplas contusões no corpo. O telemóvel que serviu para gravar o vídeo foi também apreendido. Face às imagens, a polícia pediu à Direcção de Serviços de Educação de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) que contactasse os pais da vítima, para se deslocarem à esquadra para responder a perguntas e decidirem se queriam apresentar queixa. A PJ também identificou os alegados agressores, que foram contactados através das escolas que frequentam. Segundo a investigação, todos os envolvidos no caso conheceram-se online, através de um grupo da aplicação WeChat com mais de uma centena de jovens. Foi nesse grupo de conversa que terá havido um desentendimento anterior, por motivos fúteis, que depois terá levado à situação de segunda-feira. Os seis membros do grupo são suspeitos da prática de roubo e de ofensa simples à integridade física. Um deles é também suspeito da prática do crime de gravações e fotografias ilícitas. O caso foi remetido para o Ministério Público. DSEDJ avisa crianças Após o caso ter sido tornado público, a DSEDJ emitiu um comunicado a indicar que “está a acompanhar com elevada preocupação” o caso. “Assim que tomou conhecimento do incidente, a DSEDJ coordenou-se imediatamente com a escola e as instituições de aconselhamento para prestar um acompanhamento directo aos alunos e encarregados de educação envolvidos, tendo também providenciado a deslocação de conselheiros escolares às autoridades policiais para prestar o devido apoio”, foi comunicado. “A DSEDJ apela aos jovens para que cumpram rigorosamente a lei, ponderem as consequências antes de qualquer acto e nunca desafiem a lei por impulso. Ao mesmo tempo, apela aos pais para que estejam atentos e se preocupem com a vida quotidiana e as amizades dos seus filhos”, foi acrescentado. Também o deputado José Pereira Coutinho recebeu a família da vítima e defendeu que está na altura de criminalizar o bullying. O legislador ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) considerou que há “muitos casos semelhantes” que ficam por ser acompanhados porque as vítimas têm medo e não fazem queixa.
João Santos Filipe Manchete SociedadeHabitação | Preço médio do metro quadrado acima de 70 mil patacas Depois de em Abril o preço do imobiliário ter caído para o valor mais baixo desde 2013, Maio trouxe uma ligeira recuperação com o preço médio do metro quadrado a subir para 70.806 patacas Em Maio, o preço médio do metro quadrado da habitação foi negociado por 70.806 patacas, o que representou um aumento mensal de 17,4 por cento, de acordo com os dados da Direcção de Serviços de Finanças (DSF). Em Abril o preço médio do metro quadrado tinha sido de 68.000 patacas, o valor mais baixo desde Agosto de 2013. Em termos dos diferentes mercados do território, o preço médio mais elevado foi registado em Coloane, com um valor de 76.910 metros quadrados. Ainda assim, e ao contrário da tendência global, este mercado apresentou uma redução de 5,4 por cento, dado que em Abril o metro quadrado tinha sido comprado e vendido a uma média de 81.261 patacas. Nos mercados da Península de Macau e da Taipa, os preços mostraram um aumento mensal. Em Macau, a subida mensal foi de aproximadamente 4,7 por cento de 66.304 patacas para 69.420 patacas. Na Taipa, as casas ficaram mais caras 6,6 por cento, passando de 67.970 patacas para 72.488 patacas. Quando a comparação dos preços é feita com Maio do ano passado, o crescimento é menos acentuado, na ordem 1,5 por cento. Em Maio de 2025, o preço médio do metro quadrado tinha sido de 69.735 patacas, com preços médios na Península de Macau de 67.386 patacas, na Taipa de 70.934 patacas e em Coloane de 92.184 patacas. Menos transacções Os números revelados na terça-feira à tarde pela DSF mostram também que com preços mais caros o mercado registou menos transacções. Em Maio, o número de vendas de habitação registou uma redução mensal anual de 10,4 por cento. As compras e vendas totalizaram assim 303 transacções no último mês, quando em Abril tinham sido 338. No mês mais recente, o mercado mais activo foi o da Península, com um total de 209 transacções, menos 18 do que no período homólogo, quando houve 227 compras e vendas neste mercado. Também em Coloane o número de transacções registou uma redução de 35 compras e vendas, em Abril, para 16 em Maio. No entanto, na Taipa a tendência foi oposta, com o número de transacções a crescer mensalmente de 76 em Abril para 78 em Maio. Em termos anuais, o número de transacções teve um aumento de 54,6 por cento, de 196 transacções em Maio de 2025 para as 303 transacções de Maio deste ano. No período homólogo tinham sido registadas 209 transacções na Península de Macau, 78 na Taipa e 16 em Coloane.
Hoje Macau SociedadeCaso “Tou Fa Kon” | Filhos de empresário herdam acções Os filhos do empresário Teng Man Lai, envolvido no processo dos vendilhões situados no terreno conhecido como “Tou Fa Kon”, na Rua do Padre João Clímaco, dizem ter herdado as acções e empresas subordinadas à Companhia de Construção e Fomento Predial Mei Mei, dado o falecimento do pai a 2 de Janeiro deste ano. A informação consta num anúncio publicado no jornal Ou Mun, assinado por um dos filhos, Teng Si Chi. Este apontou que a empresa tem capitais suficientes e que não tem necessidade de pedir financiamentos ou empréstimos, adoptando a postura empresarial de “fazer o que se consegue”. Recorde-se que o caso dos vendilhões no terreno “Tou Fa Kon”, situado perto do Mercado Vermelho, opôs o empresário Teng Man Lai a John Lo. Em 2012, Teng Man Lai declarou perante a justiça, com base num acórdão judicial de 2004, ser proprietário do terreno com a respectiva venda concretizada a John Lo. Porém, os comerciantes afirmam não ter sido informados sobre a mudança de propriedade do terreno, argumentando que fazem ali negócios desde o século passado. Em 2017, o Tribunal de Última Instância considerou Teng Man Lai como legítimo proprietário do terreno.
Hoje Macau SociedadeTecnologia | ‘Startup’ do Brasil vence edição alargada de concurso A ‘startup’ brasileira Phycolabs, que transforma algas em produtos têxteis, venceu ontem o sexto concurso de tecnologia e inovação em Macau, a primeira edição alargada aos países de língua espanhola, anunciou o júri. Em Março, o Governo de Macau anunciou que iria abrir portas a ‘startups’ de países de mercados hispânicos num concurso que até agora estava reservado para tecnológicas de Portugal e Brasil. Em resultado, a competição, organizada pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico de Macau, recebeu a candidatura de mais de 70 projectos por parte de cerca de 30 incubadoras e instituições de ensino superior, dos quais 17 entraram na fase final, vindos de Brasil, Portugal, Espanha, Peru. A Phycolabs irá receber um prémio de 200 mil patacas e a fundadora da tecnológica, Thamires Pontes, mostrou-se emocionada pela vitória e pela oportunidade de “voltar a Macau”. O projecto brasileiro já tinha, em Dezembro, ficado em segundo lugar na quinta edição da competição sino-lusófona para ‘start-ups’ e universidades 929 Challenge, também em Macau. Em segundo lugar, com um prémio de 150 mil patacas, ficou a espanhola Airway Shield, que fabrica um equipamento médico para facilitar intubações. Já a terceira posição, com um prémio de 120 mil patacas, foi para a portuguesa Complear, que ajuda empresas de saúde digital a cumprir as exigências dos reguladores. A Complear tinha vencido em Dezembro a 929 Challenge em Macau. O concurso distinguiu ainda com 40 mil patacas a espanhola Phasica Bioscience, como tendo o “maior potencial para transferência de valor tecnológico”, e a brasileira Onkos Diagnósticos Moleculares, por ter o “maior potencial de desenvolvimento na Grande Baía”.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEspaços públicos | Pedidas punições mais duras para infracções O legislador dos Moradores, Leong Hong Sai, está preocupado com o arremesso de objectos de edifícios altos para a rua e pede que se pondere a criminalização da conduta, mesmo que não haja feridos ou mortos a registar O deputado Leong Hong Sai, ligado aos Moradores, defendeu a necessidade de o regulamento geral dos espaços públicos prever punições mais pesadas. A posição foi tomada durante uma palestra na União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), realizada na segunda-feira, que visou a discussão do regulamento. Na perspectiva de Leong Hong Sai, as punições previstas no regulamento para certos comportamentos têm de ser revistas pelo Governo. O deputado explicou que actualmente uma pessoa que atire objectos para a via pública não recebe qualquer punição, a não ser que cause danos ou ferimentos. Também quem atira lixo para a rede de escoamento de águas, que depois pode causar inundações, é multado em 600 patacas, quantia tida como insuficiente. “Anteriormente, o Governo abordou este assunto e considerou que o valor da multa em 600 patacas não acompanhou o desenvolvimento social nem responde às expectativas da população”, argumentou Leong. “Achamos que a multa deve ser elevada de forma apropriada para conseguir um melhor efeito dissuasor, para evitar que seja mais barato para os comerciantes deitar o lixo na rede de esgotos, em vez de fazerem o tratamento correcto”, acrescentou. Leong Hong Sai também considerou que a direcção da alteração do regulamento deve ter em conta o grau de perigo criado para o público pelos comportamentos que espera ver penalizados, assim como a reincidência. Lançamento de objectos O legislador vincou também que Macau precisa de acompanhar Hong Kong e o Interior da China, onde a conduta de atirar objectos dos edifícios para a rua é considerada um crime e é penalizada com pena de prisão. Leong Hong Sai afirmou que a intenção de criminalizar o comportamento é criar um maior efeito dissuasor, e que a prisão das pessoas deve acontecer, mesmo quando os actos não causem feridos nem mortos. Sobre este tipo de comportamentos, Leong Hong Sai afirmou ter recebido queixas de vários residentes, principalmente porque é muito difícil identificar os responsáveis pelo arremesso dos objectos para a rua. O legislador defendeu assim um mecanismo de investigação que não privilegie tanto a privacidade, de forma a garantir a segurança pública. “O Governo deve aumentar os mecanismos de videovigilância nos locais onde são registados mais casos de arremesso de objectos para a via pública e onde há maiores riscos para a segurança”, defendeu. O deputado apontou ainda que os residentes também se queixam que o facto de muitos objectos serem deixados nos espaços comuns dos edifícios, como forma de armazenamento temporária, cria riscos acrescidos e bloqueia caminhos de emergência.
João Santos Filipe SociedadeJogo | Início do mês confirma tendência de redução anual de receitas Segundo o banco de investimento Citigroup, o Campeonato Mundial é o principal responsável pela menor disponibilidade para apostar em Macau. Com um calendário desportivo recheado, o foco passou das mesas de jogo dos casinos para as partidas de futebol Nos primeiros 14 dias de Junho, os casinos registaram cerca de 9 mil milhões de patacas em receitas brutas do jogo. O número consta no relatório do banco de investimento Citigroup, divulgado na segunda-feira. Segundo a instituição, citada pelo portal GGRAsia, a semana que terminou a 14 de Junho registou um abrandamento das apostas para uma média diária de 586 milhões de patacas de receitas. Este valor representa uma redução de 20 por cento face a Maio, quando a média diária das receitas atingiu 729 milhões de patacas. Os números mais recentes revelam igualmente uma diminuição de 16 por cento em comparação com a primeira semana do próprio mês de Maio, quando as receitas estavam a entrar nos casinos a um ritmo médio de 700 milhões de patacas por dia. Na perspectiva do Citigroup, este abrandamento das receitas “está provavelmente” ligado ao início do Campeonato Mundial de Futebol, que decorre até 20 de Julho no Canadá, Estados Unidos e México. Para os analistas, as apostas no campeonato estão a reduzir o orçamento que os jogadores normalmente reservam para as mesas do território. Pela primeira vez o Mundial de futebol conta com a participação de 48 equipas, o que se vai traduzir num total de 104 jogos. Segundo o Citigroup, a expansão do torneio vai ter um impacto maior no jogo de Macau face às edições anteriores, que duravam menos tempo e tinham menos jogos. Como indícios desta tendência, os analistas apontam também que o segmento VIP está a ter maiores problemas para manter os jogadores nas mesas de jogo. Previsão mantida No relatório de segunda-feira, e apesar do cenário menos optimista, o Citigroup manteve a previsão das receitas de jogo em 19 mil milhões de patacas, como havia referido anteriormente. Este valor significa uma redução anual de 10 por cento. Todavia, para que este valor seja efectivamente alcançado, os analistas estimam que as receitas médias diárias do jogo a partir de 15 de Junho têm de atingir os 625 milhões de patacas. Este valor não é tido como inalcançável devido à realização de mais espectáculos nas propriedades das concessionárias na segunda metade deste mês, que se espera que contribua para um maior número de visitantes e apostadores. O banco de investimento destaca em particular os espectáculos de Keung To, estrela de Hong Kong, membro do grupo Mirror, no Galaxy Arena, e Wakin Chau, cantor de Taiwan, com o espectáculo a ser organizado pela Sands China na Arena Londoner. “Acreditamos que estes espectáculos podem ajudar a atenuar o potencial da quebra das receitas brutas do jogo”, foi indicado.
Hoje Macau SociedadeÓbito | Morreu antigo dirigente da FAOM O ex-vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e membro da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo, Fong Ka Fai faleceu aos 69 anos. A informação foi divulgada ontem através de um comunicado, e a causa de morte foi apontada como “doença prologada”. A morte aconteceu na madrugada da passada sexta-feira. No âmbito das ligações à associação tradicional, Fong Ka Fai foi um dos fundadores em 1998 da Escola Secundária Técnico-Profissional da Federação das Associações dos Operários de Macau, onde desempenhou as funções de reitor. Em 2010, no âmbito de uma procura crescente, foi também o responsável pelo desenvolvimento do ensino do ensino nocturno, para trabalhadores que procuravam desenvolver outras qualificações. O funeral de Fong Ka Fai vai ser realizado amanhã, sendo o corpo transportado depois para ser cremado em Zhuhai.
Hoje Macau SociedadeAPEC | Polícias da Grande Baía reforçam cooperação As forças policiais de Macau, Hong Kong e Guangdong reuniram na passada quinta-feira em Hong Kong para “reforçar a cooperação e combater severamente todos os tipos de crimes transfronteiriços” tendo em conta a realização das reuniões da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), em Guangdong, Hong Kong e Macau. Segundo um comunicado divulgado ontem pelos Serviços de Polícia Unitários (SPU), as autoridades das três regiões estão empenhadas nos trabalhos de segurança, promovendo “a inovação da tecnologia policial e o intercâmbio de experiências, defendendo, em conjunto, a segurança e a estabilidade”. A reunião serviu também para a partilha de experiências e dos resultados do combate à criminalidade transfronteiriça ao longo do ano passado. A criminalidade organizada foi um dos temas mais debatidos, segundo os SPU, com foco nos crimes de branqueamento de capitais, droga, crimes económicos, organizações secretas, prostituição e jogo. O combate às burlas e salvaguarda da cibersegurança também foram temas abordados. Este foi o 29.º encontro entre as chefias das polícias das três regiões. Branqueamento | Plano estratégico discutido O Grupo de Trabalho Interdepartamental contra o Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo esteve reunido para discutir o Plano Estratégico da RAEM para o combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e financiamento à proliferação de armas de destruição maciça. O encontro aconteceu na semana passada, mas apenas foi divulgado ontem, num comunicado dos Serviços de Polícia Unitários. O novo plano estratégico entrou em vigor este ano e vai prolongar-se até 2030. Na reunião da semana passada, foram ainda abordadas as recomendações de acompanhamento do último relatório de avaliação mútua da RAEM, assim como a recente sobre a proposta de lei sobre o combate aos actos de branqueamento de capitais e de financiamento ilícito.
João Luz Manchete SociedadeTurismo | Fronteiras movimentadas no fim-de-semana A Administração Nacional de Imigração estima que no fim-de-semana prolongado pelo feriado do Festival dos Barcos-Dragão as fronteiras de Macau registem, diariamente, cerca de 720 mil travessias nos dois sentidos. Sem surpresas, o posto fronteiriço com mais movimento previsto é o das Portas do Cerco Com o fim-de-semana prolongado pelo feriado do Festival dos Barcos-Dragão na sexta-feira, são esperadas novas enchentes nas fronteiras. A Administração Nacional de Imigração emitiu ontem um comunicado em que estima que as quatro fronteiras com Macau mais movimentadas registem cerca de 720 mil travessias diariamente. Mais de metade dos movimentos fronteiriços diários, cerca de 370 mil, devem ocorrer na fronteira entre Gongbei e as Portas do Cerco. As restantes travessias serão repartidas entre o posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, com 122 mil travessias diárias, Qingmao com 115 mil movimentos fronteiriços e a fronteira de Hengqin com uma estimativa de 105 mil travessias por dia. A Administração Nacional de Imigração explica a previsível azáfama nas fronteiras nas regiões administrativas especiais com as “várias corridas de barcos-dragão e eventos de grande escala que se vão realizar em Guangdong, Hong Kong e Macau”. “A combinação do turismo transfronteiriço com as visitas familiares aumentará significativamente o fluxo de pessoas nos postos fronteiriços terrestres adjacentes a Hong Kong e Macau”, é acrescentado. O quadro maior A nível nacional, as autoridades estimam que o número médio diário de pessoas que atravessam fronteiras para entrar e sair da China atinja este fim-de-semana cerca de 2,2 milhões, o que representa um aumento de 11,7 por cento em relação ao feriado do Festival dos Barcos-Dragão do ano passado, com o volume diário mais elevado a ultrapassar os 2,35 milhões. Do total de travessias fronteiriças em toda a China, é estimado que as fronteiras com Macau sejam responsáveis por quase um terço dos movimentos, ou seja, 32,7 por cento. É também indicado que os principais aeroportos chineses deverão registar um ligeiro aumento no tráfego de passageiros de entrada e saída, com os aeroportos de Xangai Pudong, Pequim Capital, Guangzhou Baiyun, Shenzhen Bao’an, Pequim Daxing e Chengdu Tianfu, com previsões de um tráfego médio diário de passageiros de entrada e saída de 104 mil, 52 mil, 52 mil, 21 mil, 19 mil e 17 mil, respectivamente. Todos, ficam a menos de 100 mil movimentos do que é estimado para a fronteira das Portas do Cerco. Face ao esperado fluxo de pessoas, as autoridades chinesas garantiram que vão reforçar a monitorização de entradas e saídas e abrir corredores de inspecção para aumentar a eficiência.
Hoje Macau Manchete SociedadeEPM | Ministro promete “transição suave” na nova direcção O ministro português da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, prometeu ontem fazer “tudo o que for possível” para que o novo director da Escola Portuguesa de Macau (EPM) esteja em funções no início do próximo ano lectivo. Após uma reunião com o Conselho de Administração da Fundação EPM, Fernando Alexandre confirmou que o actual diretor, Acácio de Brito, aceitou o convite para assumir a liderança da Escola Portuguesa de Luanda já em 2026/27. “Ele está disponível para ir para Luanda e aceder ao convite que eu lhe fiz”, disse o ministro. “A decisão está tomada”, acrescentou. Acácio de Brito “tem um conjunto de características e basicamente o que eu próprio estou a fazer, é essa avaliação”, explicou Fernando Alexandre. Quando se tornou diretor da EPM, em Março de 2023, Acácio de Brito liderava a Escola Portuguesa de Díli-CELP-Ruy Cinatti em Timor-Leste, posto que ocupava desde Setembro de 2015. Em 2024, comunicou a pelo menos seis professores o fim do vínculo laboral, medida que gerou polémica, com uma petição pública contra críticas por parte do conselho regional das Comunidades Portuguesas. Os docentes são detentores de bilhete de residente e encontram-se em Macau ao abrigo de uma licença especial de Portugal, com a tutela da Educação da região chinesa a instar na altura a EPM a respeitar as leis laborais locais. A medida levou também a uma intervenção do Ministério da Educação português, que reverteu o afastamento. A mudança de Acácio de Brito para Angola “não tem a ver com promoção nem despromoção, ou seja, as escolas portuguesas no estrangeiro são todas importantes”, garantiu Fernando Alexandre. Tutelada pelo Ministério da Educação de Portugal, a Escola Portuguesa de Luanda está a ser gerida por uma comissão administrativa provisória liderada por Alexandre Lima. Em Novembro de 2025, os docentes dessa instituição ameaçaram realizar uma greve, alegando que o Ministério da Educação português não estava a cumprir diplomas legais que garantem subsídios de deslocação e instalação. Seria a segunda paralisação do ano, depois de, em Março do mesmo ano, terem realizado uma greve de dois dias para exigir equidade salarial e melhores condições laborais. Quanto à nova direção da EPM, “obviamente faremos tudo o que for possível para que a transição seja o mais suave para o projecto educativo e que, estou certo, não será perturbado”, disse Fernando Alexandre. No entanto, o ministro sublinhou que, depois da Fundação EPM propor um nome para novo diretor, “há um conjunto de autorizações, que são administrativas (…) e que dependem do executivo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau]”. “Nós faremos tudo para manter a estabilidade deste excelente projecto educativo, que é um projecto importantíssimo para a língua portuguesa, para a cultura portuguesa, para esta ligação de Portugal ao território de Macau”, disse Fernando Alexandre. Em expansão A escola vai ser alvo de obras de ampliação, com vista a aumentar a capacidade para albergar entre 1.000 a 1.200 alunos, incluindo obras de melhoramento, aumento das salas, substituição dos elevadores, e renovação da fachada. A EPM foi constituída em 1998 como herdeira de três instituições de ensino em língua portuguesa: a Escola Primária Oficial, a Escola Comercial e o Liceu de Macau. No mesmo ano foi criada a Fundação Escola Portuguesa de Macau, que gere a escola, resultado da colaboração entre o Estado Português, a Fundação Oriente e a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses.
Hoje Macau SociedadeHabitação | Mais empréstimos para compra Em Abril, os novos empréstimos hipotecários para habitação (EHHs) cresceram 5,2 por cento face a Março, para o valor de 1,15 mil milhões de patacas. Os dados foram revelados ontem pela Autoridade Monetária de Macau. Em relação ao período homólogo, os EHHs apresentaram um crescimento de aproximadamente 30 por cento, dado que em Abril de 2025 o montante de novos empréstimos tinha sido de 883 milhões de patacas. Ao mesmo tempo, os novos empréstimos hipotecários comerciais para actividades imobiliárias (ECAIs) foram de 1,62 mil milhões patacas, um aumento mensal de 332 por cento. Em Abril de ano passado, os novos ECAIs tinham sido de 1,52 mil milhões de patacas. No final de Abril de 2026, o rácio das dívidas não pagas aos EHHs registou um ligeiro aumento para o nível de 3,6 por cento, face a Março, mas em termos anuais não sofreu alterações. O rácio das dívidas não pagas dos ECAIs atingiu 5,6 por cento, correspondendo a um aumento de 0,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior e de 0,1 pontos percentuais face a Abril do ano passado. Economia | Prevista estagnação em Junho A Associação Económica de Macau acaba de divulgar o mais recente Índice de Prosperidade Económica de Macau que prevê um cenário de estagnação no crescimento económico este mês, com previsões de subida para os meses de Julho e Agosto. Segundo o relatório de análise do Índice, a associação fala de incertezas do ambiente externo no que diz respeito à inflação em termos mundiais. O documento dá conta de que os últimos dados da inflação nos EUA ultrapassaram as expectativas de mercado, batendo recordes desde Abril de 2023. Trata-se de um cenário que, segundo a análise, continua a reduzir as possibilidades de corte de juros a curto prazo. A associação apontou uma das razões para a estagnação de crescimento, já que este mês decorre o período de exames de acesso ao ensino superior na China, o “Gaokao”, pelo que as famílias têm pouca vontade de viajar; o campeonato do mundo de futebol, também pode desviar a vontade de consumo e de viagens dos turistas.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeTaipa | Recuperação de terrenos leva a infestação de ratos Um conjunto de terrenos recuperados junto ao empreendimento Nova Grand, em frente ao Parque Central da Taipa, levou a uma infestação de ratos, segundo relatos de residentes nas redes sociais. O Instituto para os Assuntos Municipais promete resolver o assunto Vários residentes da Taipa queixam-se que a recuperação de terrenos junto ao empreendimento Nova Grand, em frente ao Parque Central da Taipa, levou a uma infestação de roedores. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, as queixas dos moradores surgiram nas redes sociais, com publicações de vídeos onde se vê um grupo de ratos num dos terrenos. “Actualmente, há muitos ratos na Taipa, nos terrenos recuperados junto ao Nova Grand. Quando é que o Governo pode prestar atenção a este assunto? Há muitas escolas nas proximidades, como a Escola Pui Tou, Escola Secundaria Pui Va, Escola das Nações e Escola dos Moradores de Macau. O Governo deve limpar a relva ou colocar um piso de cimento para que os residentes façam ali exercício. A relva está, actualmente, cheia de pragas e tenho medo que haja uma infestação na Taipa”, lê-se numa das publicações. O jornal Ou Mun entrevistou alguns residentes que afirmam que os ratos andam frequentemente pelos terrenos já desocupados, queixando-se de que muitos invadiram as suas casas, entrando pelas frestas das portas ou pelos canos. Um responsável de uma escola situada nas imediações, que não quis ser identificado, revelou que a instituição de ensino está a prestar muita atenção ao caso e se for necessário vai adoptar medidas em coordenação com as autoridades. O responsável afirmou também que outro problema grave é o panorama de infestação de mosquitos, e pediu o reforço dos trabalhos do Governo para a sua eliminação. Promessas do IAM Na mesma notícia, lê-se que o vice-presidente da Associação Promotora para o Desenvolvimento da Comunidade da Taipa, Lam Ka Chun, disse ter contactado o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) para o organismo acompanhar o caso. O dirigente associativo afirmou ter informado o IAM assim que soube da situação dos ratos, para que haja o menor impacto possível. Entretanto, o IAM já terá enviado funcionários ao local para o tratamento e colocação de ratoeiras. Lam Ka Chun, também membro do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais do IAM, defendeu uma maior inspecção e gestão dos terrenos recuperados e vazios, nomeadamente através da organização corrente da recolha do lixo e corte de relva, a fim de prevenir a infestação de mosquitos e roedores.
Hoje Macau SociedadeUniversidades lusófonas enfrentam “transformação profunda” A presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) afirmou ontem em Macau que as instituições de ensino superior lusófonas enfrentam “uma época de transformação profunda”, marcada pela inteligência artificial e a digitalização. “A inteligência artificial está a alterar a forma como produzimos, partilhamos e utilizamos o conhecimento, e a transformação digital redefine os processos de ensino, aprendizagem e investigação”, disse Astrigilda Silveira, na abertura do 35.º Encontro da AULP organizado no território. Este encontro junta 36 reitores e presidentes de instituições de ensino superior dos Países de Língua Portuguesa (PLP) até amanhã, e coincide com o IV Fórum de Reitores da China, Macau e Países de Língua Portuguesa. Espírito cooperativo Sobre outro assunto, Silveira alertou também que as “alterações climáticas desafiam particularmente os pequenos Estados insulares, as regiões costeiras e as comunidades mais vulneráveis”, sublinhando que as universidades devem assumir-se como “líderes e promotoras da mudança”, formando profissionais “altamente qualificados e cidadãos comprometidos” com o desenvolvimento sustentável. “Nenhuma universidade, por mais forte que seja, conseguirá responder sozinha aos grandes desafios globais. Precisamos da ciência colaborativa, da rede de investigação, de partilhar infra-estruturas, conhecimentos e talentos”, frisou. A também reitora da Universidade de Cabo Verde destacou que os programas de mobilidade, as parcerias internacionais e projectos de investigação colaborativa já demonstraram o valor acrescentado da associação, mas advertiu que os próximos anos exigem “mais ambição”. Entre as prioridades, apontou o reforço da colaboração científica entre os membros, a internacionalização da produção científica em língua portuguesa, a aceleração da transformação digital e da transição energética, bem como a criação de mais oportunidades para estudantes e investigadores. “A nossa língua é um património comum, mas é também um activo estratégico, um instrumento de aproximação e uma plataforma para a construção de soluções globais a partir de realidades diversas”, afirmou, defendendo que o português deve continuar a afirmar-se como “língua da ciência, inovação e conhecimento”. Apelou a que o “espírito de cooperação que caracteriza Macau” inspire os trabalhos e decisões da comunidade académica lusófona. “Que daqui surjam novas ideias, novos projectos, novas parcerias e uma renovada ambição para os 40 anos da nossa Associação”, concluiu.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEPM | Financiamento de Portugal aprovado, mas ainda não chegou A poucos dias do fim do ano lectivo, a EPM ainda não terá recebido o dinheiro atribuído pelo Governo de Portugal. O montante ronda 1,12 milhões de euros, inferior aos 1,5 milhões de euros pretendidos A semanas do fim do ano lectivo, o financiamento do Governo português à Escola Portuguesa de Macau (EPM) ainda está por ser recebido. A revelação foi feita pelo Canal Macau da TDM, após a autorização para libertar as verbas ter sido aprovada a 8 de Junho. Segundo a televisão pública, o financiamento para o ano lectivo de 2025/2026 foi aprovado a 8 de Junho, nas vésperas do ministro da Educação, Fernando Alexandre, viajar para Macau, onde participou nas celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. No entanto, o dinheiro ainda não terá entrada nas contas da instituição de ensino, que este ano serviu como lugar da tradicional recepção do cônsul à comunidade portuguesa. Pelo menos desde o mandato de Vítor Sereno como cônsul-geral de Portugal em Macau que a recepção era realizada na residência oficial consular. Além disso, aponta a mesma fonte que o valor que vai ser recebido é inferior em 300 mil euros (2,8 milhões patacas) ao pedido pela Fundação da Escola Portuguesa às autoridades portuguesas, em Novembro do ano passado. O valor do financiamento será assim de cerca de 1,12 milhões de euros (10,4 milhões de patacas). Sobe e desce No ano passado, depois de ter sido anunciado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma visita a Macau, o apoio do Estado português à EPM aumentou para 1,12 milhões de euros. De acordo com a TDM, em 2012 os 1,12 milhões de euros encolheram para 810 mil euros (7,6 milhões de patacas) e no ano seguinte sofreram novo corte para 766 mil euros (7,2 milhões de patacas). As notícias sobre o financiamento da EPM surgem depois de na semana passada o ministro da Educação ter anunciado, durante a visita em Macau, que o director da EPM está a caminho da Escola Portuguesa de Luanda. A revelação apanhou de surpresa o Conselho de Administração da Escola Portuguesa de Macau, que semanas antes tinha votado a continuidade de Acácio Brito, numa decisão que não foi consensual. O nome do sucessor ainda não é conhecido, mas existe a possibilidade de o escolhido ser João Miguel Gonçalves. Na viagem a Macau, Fernando Alexandre recusou comentar esta possibilidade.