IAS | Mais de 5.600 famílias carenciadas vão receber 24,7 milhões

A partir de amanhã, mais de 5.600 famílias vulneráveis vão receber a primeira de duas prestações de subsídios que variam entre 2.900 e 11.200 patacas, consoante o tamanho do agregado familiar. Os apoios destinam-se a famílias monoparentais, com membros portadores de deficiência e com doentes crónicos

Os primeiros beneficiários do subsídio especial do “Programa de Inclusão e Harmonia na Comunidade” deste ano começam a receber os apoios a partir de amanhã. Este apoio começou a ser distribuído em 2018 para aliviar a pressão financeira das famílias mais carenciadas.

Os valores das prestações deste ano variam entre 2.900 patacas para agregados com uma pessoa e 11.200 patacas para famílias com oito ou mais membros. Os destinatários do subsídio são famílias monoparentais, famílias com membros portadores de deficiência e famílias com doentes crónicos. Este ano, 5.608 famílias vão receber a primeira prestação do apoio, num montante total de cerca de 24,67 milhões de patacas, segundo informação divulgada ontem pelo Instituto de Acção Social (IAS),

Em relação ao ano passado, os subsídios mais baixos subiram 250 patacas e os mais elevados 1.100 patacas. No total, a edição deste ano irá chegar a mais 60 famílias beneficiárias, e o montante total dos apoios também subiu 2,12 milhões de patacas em relação ao programa de 2025.

O valor dos subsídios é dividido por oito categorias, consoante o número de membros da família. Um agregado constituído por apenas uma pessoa irá receber 2.900 patacas, com duas pessoas 4.400 patacas, enquanto agregados com três membros recebem 6.100 patacas.

As famílias que preenchem os requisitos constituídas por quatro membros vão receber um apoio de 7.400 patacas, que sobe para 8.400 patacas em agregados com cinco pessoas. Famílias com seis membros vão receber 9.300 patacas, com sete membros 10.300 e, finalmente, com oito ou mais membros o apoio sobe para 11.200 patacas.

Como receber

Entre o universo de famílias beneficiadas, o IAS adianta também que 1.278 agregados que vão receber, em simultâneo, o subsídio regular e o subsídio especial, enquanto os restantes 4.330 agregados começam a receber a partir de amanhã o subsídio especial através de transferência ou em dinheiro.

Recorde-se que este programa de apoio social é atribuído aos três tipos de famílias mencionadas, mas também tem em conta o rendimento do agregado familiar. Além disso, este subsídio vai voltar a ser distribuído em Outubro a famílias vulneráveis cujo rendimento não ultrapassa um múltiplo determinado do valor do risco social.

14 Mai 2026

Hengqin | Kou Hoi In critica falta de leis específicas

O deputado Kou Hoi In considera que o maior problema da Zona de Cooperação de Guangdong e Macau em Hengqin é a falta de leis específicas, o que faz com que muitos incentivos estejam suspensos. Segundo o jornal Ou Mun, a ideia foi defendida no âmbito da visita de uma delegação de membros de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN) em Hainan.

O responsável disse ainda que como Hengqin, e a Zona de Cooperação, é gerida pela província de Guangdong e Macau, falta clarificar de que lado estão as responsabilidades em algumas matérias e quais os mecanismos de colaboração para a aplicação de políticas na região.

Kou Hoi In deu o exemplo da província de Hainan, que pode pedir directamente a Pequim a autorização para políticas ou implementação de leis, concluindo que em Hainan existe uma mentalidade aberta no que diz respeito à importação de quadros qualificados, captação de empresas e capital do interior da China, ou ainda na elaboração de políticas conforme as necessidades.

Desta forma, o membro de Macau à APN acredita que Hengqin e Macau enfrentam o problema da limitação de mercados e quadros qualificados, devendo ter a mesma mentalidade de Hainan para atrair recursos do exterior.

13 Mai 2026

San Kio | Pedidas mais informações em autocarros de turismo

A Associação de Mútuo Auxílio dos Moradores do Bairro de San Kio defende que os autocarros de turismo e lazer, lançados recentemente pelo Governo em parceria com operadoras de jogo, devem ter mais informações sobre as comunidades de Macau, de forma a atrair a atenção dos turistas.

Os responsáveis defendem que sejam destacados guias turísticos, ou disponibilizados materiais informativos, para enriquecer os novos percursos de autocarro e facilitar o acesso dos turistas aos bairros comunitários, permitindo a exploração de restaurantes locais e lojas pequenas ou antigas.

Segundo o jornal Ou Mun, a associação, ligada à União Geral das Associações de Moradores de Macau, nomeadamente o seu presidente, Leong Keng Seng, lançou a sugestão depois de uma visita aos bairros para analisar o andamento do programa. A ideia foi também sugerida pelo vice-presidente do conselho fiscal da Associação dos Proprietários de Estabelecimentos União da San Kio de Macau, Chan Peng Hong.

Os dois dirigentes associativos defendem o uso do ecrã de grandes dimensões junto ao Centro de Serviços na Rotunda de Carlos da Maia para reproduzir vídeos promocionais feitos pelo Governo. A ideia seria que os turistas, ao saírem dos autocarros, poderiam obter de imediato informações sobre o bairro de San Kio.

13 Mai 2026

Cartão de consumo | Executivo recusa nova ronda de 10 mil patacas

Chan Hao Weng queria uma nova ronda de cartão de consumo devido ao impacto do aumento dos combustíveis, principalmente entre as famílias mais carenciadas, mas o Governo prefere rever os apoios existentes

O Executivo afastou a possibilidade de distribuir um novo cartão de consumo no valor de 10 mil patacas. A posição foi tomada por Yau Yun Wah, director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), em resposta a interpelação do deputado Chan Hao Weng.

O legislador ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) pretendia que o Executivo lançasse uma nova ronda do cartão de consumo para fazer face ao aumento dos preços, devido ao impacto da subida dos combustíveis, e auxiliar as famílias mais vulneráveis.

No entanto, Yau Yun Wah defende que o Governo tem várias medidas para famílias vulneráveis, não colocando a possibilidade de distribuir cartões de consumo, optando antes por rever as medidas em vigor: “Em relação à questão mencionada na interpelação sobre o cartão de consumo, o Governo da RAEM já promoveu uma série das medidas que beneficiam a vida da população, e continuará a rever a eficiência das mesmas”, escreveu Yau.

Como parte das medidas, o director da DSEDT destacou que ao longo deste ano as famílias consideradas carenciadas, como as monoparentais, com membros com doenças crónicas ou membros com deficiências, vão receber 14 meses de subsídio de apoios aos mais carenciados.

O director indicou que este apoio pode ser complementado com outros subsídios como a pensão para idosos, subsídio para idosos, comparticipação pecuniária, vales de saúde, repartição extraordinária de saldos orçamentais, cuidados de saúde gratuitos e isenção das tarifas dos autocarros públicos.

Combustíveis controlados

Sobre o controlo dos preços dos combustíveis, Yau Yun Wah realçou o trabalho do Grupo de Trabalho Interdepartamental para a Fiscalização dos Combustíveis na comunicação com o sector dos combustíveis, em que se pede aos agentes do mercado que assumam “responsabilidades sociais” para garantir um “abastecimento estável” e a estabilização dos preços.

O director da DSEDT elogiou também a eficácia do mecanismo de divulgação de preços dos combustíveis do Conselho de Consumidores (CC), em que, em certos casos, passam meses sem actualizados. “A fim de tornar maior a transparência dos preços dos produtos combustíveis, o CC tem divulgado oportunamente, através da aplicação móvel ‘Posto das Informações de Preços dos Combustíveis’, as informações relativas aos preços de retalho, aos preços com desconto e aos benefícios de variados tipos de produtos combustíveis, para que os consumidores consultem e façam comparação”, apontou.

13 Mai 2026

Patriotismo | Instituição do Povo celebra 18 anos de existência

O Chefe do Executivo espera que a Aliança do Povo de Instituição de Macau promova “o valor essencial do amor pela Pátria e por Macau”. Foi esta a principal mensagem deixada por Sam Hou Fai à associação representativa de parte da comunidade de Fujian, que celebra 18 anos.

No seu discurso, Sam deixou três esperanças para a associação liderada pelo deputado Si Ka Lon, e a primeira foi o patriotismo. Sam Hou Fai associou ainda o nacionalismo à “harmonia e estabilidade sociais”. Como uma das associações mais representadas na Assembleia Legislativa, o Chefe do Executivo destacou que também são este tipo de movimentos que promovem “a tradição de excelência de amor pela Pátria e por Macau”.

Como segundo pedido, Sam indicou que a associação deve “prestar eficazmente serviços comunitários diversificados e potenciar melhor o papel das associações civis”, como forma de descentralizar os recursos da acção governativa. Entre os serviços, Sam indicou “serviços comunitários em edifícios residenciais, serviços para idosos” e para os “ grupos mais vulneráveis”.

Por último, o líder do Governo da RAEM pediu à associação apoio político, para desenvolver o sistema em que o Executivo subordina os outros poderes: “Deve continuar, como sempre, a defender com acções concretas o sistema de predominância do poder executivo, contribuindo conjuntamente para a construção de uma atmosfera social favorável que assegure a implementação deste sistema”, apontou.

12 Mai 2026

Jogo | Impostos rendem mais de 9 mil milhões

Até Abril, os impostos que incidem sobre o jogo renderam aos cofres do território 9,07 mil milhões de patacas, de acordo com os dados mais actualizados da Direcção de Serviços Finanças (DSF). Em comparação com Março, os números mostram um aumento de 2,3 por cento, dado que até esse mês o montante com os impostos do jogo tinha sido de 8,87 mil milhões de patacas.

Nos primeiros quatro meses do ano as receitas brutas do jogo atingiram 34,87 mil milhões de patacas, um aumento anual de 16,9 por cento, dado que nos primeiros quatro meses de 2025 o montante tinha sido de 29,84 mil milhões de patacas. Os dados oficiais mostram ainda que o jogo contribuiu com praticamente 86,5 por cento do total das receitas correntes do orçamento, que no final de Abril eram de 40,30 mil milhões de patacas.

12 Mai 2026

Seguradoras | AMCM afasta cobrança por serviços em Hong Kong

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) recusou a possibilidade de as seguradoras no território cobrarem comissões aos clientes, quando prestam auxílio à contratação de um seguro automóvel em Hong Kong, exigência para poder circular na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau.

Numa interpelação escrita, o deputado Leong Sun Iok, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), levantou o problema de as seguradoras locais estarem a prestar este tipo de assistência aos clientes, sem receberem qualquer dinheiro directamente dos clientes.

O legislador defendia uma alteração da legislação para as seguradoras poderem cobrar comissão aos clientes, quando têm um papel na contratação de seguros em Hong Kong pelos condutores de Macau.

No entanto, a AMCM recusou essa possibilidade. “Face às necessidades de contratação de seguro fora de Macau relativamente a veículos com dupla matrícula de Hong Kong e de Macau, a AMCM já emitiu uma circular, clarificando e regulamentando que as seguradoras de Macau apenas podem, a título gratuito, prestar serviços de transmissão de informações”, foi indicado, numa resposta assinada por Vong Sin Man, presidente do Conselho de Administração da AMCM.

“Os proprietários de veículos de Macau podem optar por, com a assistência de seguradoras de Macau, proceder, por sua conta, às formalidades de contratação do seguro automóvel da Região Administrativa Especial de Hong Kong. Todavia, uma vez que tais apólices não são emitidas por seguradoras autorizadas a exercer actividade em Macau, os mediadores de seguros de Macau não podem, nos termos da lei, prestar directamente serviços de mediação de seguros”, clarificou.

12 Mai 2026

Angola | Câmara de Comércio diz que fecho de consulado “é retrocesso”

O presidente da assembleia-geral da Câmara de Comércio de Angola em Macau considera que o encerramento do consulado vai prejudicar as relações comerciais entre os países e dificultar a assistência consular, que passa a ser feita em Cantão

A Câmara de Comércio de Angola em Macau (CCAMO) defendeu que o encerramento anunciado do consulado-geral angolano no território representa “um retrocesso” que prejudica relações empresariais e “um contra-senso” face ao reforço da cooperação sino-africana. “Obviamente, na nossa perspectiva, é um retrocesso àquilo que nós tínhamos, até porque o consulado estava a fazer um trabalho relativamente importante, nomeadamente no estabelecimento de relações entre empresários angolanos e empresários locais”, reagiu à Lusa o presidente da assembleia-geral da CCAMO. Para Pedro Lobo, a decisão vai, “obviamente, prejudicar um pouco, este desenvolvimento que se está a ter com as relações entre China e África”.

A notícia do encerramento da representação diplomática em Macau foi avançada pelo Jornal de Angola, na sequência do anúncio do Ministério das Relações Exteriores angolano, na sexta-feira, da redução do pessoal nas missões diplomáticas e fecho de quatro consulados, em Macau (China), Nova Iorque (Estados Unidos), Roterdão (Países Baixos) e Montevideu (Uruguai).

“O processo surge na sequência de um excesso de pessoal diplomático e administrativo nas representações externas, aliado à insuficiência do orçamento atribuído pelo Ministério das Finanças para cobrir os encargos das missões diplomáticas”, escreveu o Jornal de Angola, citando declarações do secretário de Estado para Administração, Finanças e Património angolano, Osvaldo Varela, em Windhoek, na Namíbia.

A medida, indica Pedro Lobo, torna “bastante complicado” o contacto com as autoridades de Luanda e qualquer apoio consular ou esclarecimento de dúvidas, que terá de ser tratado no consulado de Guangzhou (Cantão) ou na embaixada de Angola em Pequim.

Avisos anteriores

Em 2018, já tinha sido avançada a possibilidade de encerramento da representação diplomática angolana em Macau, o que acabou por não acontecer. “Deixa-nos um bocado preocupados, até porque a própria China, neste momento, abriu as taxas zero a vários países de África, o que parece um bocado contra-senso Angola neste momento estar a fechar consulados”, lembrou Pedro Lobo.

A China começou a aplicar, a partir deste mês, tarifas zero aos países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, para ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês.

A medida foi anunciada em comunicado oficial divulgado em Abril, no final da visita do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, a Pequim, durante a qual o Presidente da China, Xi Jinping, defendeu o reforço da cooperação com Moçambique e o aprofundamento da coordenação entre os países em desenvolvimento.

Esta iniciativa de Pequim demonstra, reflectiu Lobo, “uma estratégia óbvia de ajuda não só aos países da África sobre o desenvolvimento económico, mas também uma estratégia de aposta no mercado africano”.

Sobre o trabalho da CCAMO, o presidente da assembleia-geral referiu que a instituição tem procurado aproximar empresários de Macau e da China continental a parceiros em Angola e reactivar as relações que ficaram suspensas durante a pandemia. “As coisas estavam bastante avançadas antes da covid-19 e agora estamos a tentar recuperar as relações. Neste momento, este corte do nosso consulado torna as coisas um bocado mais complicadas”, lamentou.

12 Mai 2026

Associação quer ligar empreendedores lusófonos, hispanófonos e de Macau

A recém-criada Associação de Empresários dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola de Macau quer fazer a ligação económica e comercial entre a China e os mercados lusófono e hispânico, destacaram os seus dirigentes.

O presidente da Assembleia-Geral da associação, Rui Pedro Cunha, sublinhou à Lusa que a intenção original da associação é “construir uma plataforma regular de intercâmbio e cooperação para empresários de Macau, dos países de língua portuguesa e de língua espanhola”.

Segundo Cunha, com uma “população combinada de mais de 800 milhões de pessoas”, os países de língua portuguesa e espanhola abrangem quatro continentes e representam “mercados ricos em recursos, talento e oportunidades”.

A organização vai “acompanhar de perto o posicionamento estratégico de Macau como plataforma de cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa” e identificar necessidades dos empreendedores para “ajudar a fazer a ligação de recursos entre a Grande Baía, Macau, os países de língua portuguesa e de língua espanhola”.

Rui Pedro Cunha acrescentou que Macau dispõe de vantagens únicas, como “a integração entre culturas chinesa e ocidental, sistema jurídico bilingue, redes empresariais internacionais e um ambiente de negócios aberto ao exterior”.

Ao mesmo tempo, a associação vai realizar encontros económicos e comerciais, visitas empresariais e fóruns sectoriais, para “construir pontes para empresas de ambos os lados e abrir canais de cooperação no comércio, investimento, turismo cultural e indústria de exposições”.

Em Abril, durante a primeira visita ao estrangeiro desde que tomou posse, Sam Hou Fai passou por Portugal e por Madrid, cidade onde assinou 43 acordos de cooperação em áreas como a tecnologia e desporto. O Chefe do Executivo fez ainda questão de realçar que Macau quer aproveitar a plataforma sino-lusófona para se expandir também a Espanha e aos mercados de língua espanhola.

Recomendações de investimento

O secretário-geral da associação, Alan Ho Hoi Meng, afirmou à Lusa que a organização vai centrar-se em prioridades como “o reforço dos serviços aos membros, o fortalecimento da correspondência de recursos de alto nível e a apresentação de recomendações de políticas”.

Alan Ho destacou que a associação irá expandir activamente a rede de cooperação com associações empresariais na China continental, bem como nos países de língua portuguesa e espanhola, para fortalecer “intercâmbios económicos e comerciais transfronteiriços” e facilitando fluxos de investimento.

Ao mesmo tempo, será criado “um sistema de atracção e serviços empresariais de orientação internacional, de balcão único, para apoiar empresas estrangeiras a estabelecer operações em Macau e Hengqin e expandir para o mercado da Grande Baía”.

12 Mai 2026

Combustíveis | Ormuz é alerta para diversificar fontes de energia

O académico Hoi Ngan Loi considera que o território deve aproveitar o aumento dos preços nos mercados dos combustíveis fósseis para acelerar a transição para as energias alternativas. A posição do professor na Universidade Politécnica de Macau foi divulgada através de um artigo no jornal Ou Mun.

Segundo Hoi, o subsídio para os combustíveis no sector da logística, promovido pelo Governo para reduzir os preços dos bens, é eficaz a curto-prazo. No entanto, o académico defende que toda a situação em Ormuz deve entendida como um sinal para promover a aceleração de “reformas estruturais”.

Hoi Ngan Loi espera assim que as autoridades promovam a adopção de mais fontes de energia alternativas, que aumentem o investimento em “novas infra-estruturas energéticas” e que ofereçam mais incentivos fiscais, ou criem fundos especiais para “incentivar o sector da logística e os transportes públicos a acelerar a substituição dos actuais veículos por veículos eléctricos ou outros veículos movidos com energias limpas”.

Com as medidas mencionadas, o académico acredita que é possível reduzir “significativamente a dependência dos combustíveis fósseis tradicionais”.

No artigo de opinião, Hoi Ngan Loi elogia a forma como o Executivo tem lidado com os preços nos combustíveis e destaca que em Macau os aumentos, resultado da realidade internacional, foram mais estáveis do que em Hong Kong. Esta diferença, para o académico, mostra que o Executivo está a fiscalizar os preços dos combustíveis.

12 Mai 2026

Zona A | Sugeridos apoios ao comércio em fase inicial

Enquanto nasce um novo bairro na Zona A dos novos aterros, é fundamental encontrar um equilíbrio entre a abertura de lojas, restaurantes e supermercados, a menor densidade populacional na zona e a sobrevivência desses negócios. O deputado Ngan Iek Hang considera que o Governo tem um papel a desempenhar nesta equação, atribuindo apoios ao comércio que não tem ainda uma clientela na Zona A que sustente os negócios.

“Tendo em conta que o actual fluxo populacional na Área A ainda não é suficiente para sustentar actividades comerciais, o Governo devia ponderar a introdução de medidas de apoios”, indicou em declarações ao jornal do Cidadão.

O legislador destaca a importância de ir melhorando as condições de habitabilidade na Zona A à medida que o número de moradores aumenta, tarefa que entende estar a ser cumprida pelo Executivo, seguindo o modelo de governação “centrada nas pessoas”.

A desenvolvimento do bairro de Seac Pai Van foi apontado por Ngan Iek Hang como exemplo de uma área que transitou bem entre os períodos de planeamento, construção e desenvolvimento e que a Zona A tem potencial para adoptar este modelo com sucesso.

12 Mai 2026

Maternidade | Patronato concorda com aumento de licença e férias

Governo, patronato e representantes do sector laboral estão de acordo quanto ao aumento proposto de férias anuais e da licença de maternidade. O Governo apresentou os resultados de uma consulta pública que se alinham com as medidas propostas para combater a baixa natalidade

Executivo, patrões, “sector laboral” e população estão de acordo em relação à necessidade de rever a lei das relações de trabalho para aumentar os dias de licença de maternidade e de férias anuais. Esta foi a conclusão retirada da reunião plenária do Conselho Permanente de Concertação Social, que se realizou ontem.

No final da reunião, o representante do patronato, o ex-deputado Chan Chak Mo, concordou com a proposta, assim como o representante do sector laboral Kuong Chi Fong, o vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau. Os dois representantes defenderam também que o montante máximo da remuneração de base mensal utilizado para calcular a indemnização por despedimento vai permanecer em 21.500 patacas, valor fixado no final de 2024.

Além disso, o Governo apresentou os resultados de uma consulta pública, que decorreu até 16 de Março, em que se refere que os residentes concordam com um aumento proposto das férias anuais e da licença de maternidade, para fazer frente à baixa natalidade do território. O Executivo acrescentou que, após a análise às mais de mil opiniões e sugestões recolhidas, ficou demonstrado que as propostas de revisão da lei foram “bem recebidas pela sociedade”.

Metas para este ano

Depois da reunião plenária do Conselho Permanente de Concertação Social, o director dos Serviços para os Assuntos Laborais, Chan Un Tong, indicou que a alteração à Lei das Relações de Trabalho será concluída até ao final do ano.

Actualmente, apenas funcionárias públicas têm direito a uma licença de maternidade de 90 dias. No caso dos pais, a licença é de cinco dias úteis remunerados. Recorde-se que em Março, as seis concessionárias de jogo aumentaram a licença de maternidade oferecida às trabalhadoras para 90 dias, medida que acompanha os esforços do Governo para incentivar a natalidade na cidade. A indústria do jogo de Macau empregava cerca de 65.300 trabalhadores, segundo dados referentes a 2025, quase 10 por cento de toda a população do território.

Em Janeiro deste ano, o Executivo propôs aumentar a licença de maternidade no sector privado de 70 para 90 dias, visando combater a baixa natalidade, e as férias anuais de seis para 12 dias “segundo a antiguidade do trabalhador”.

12 Mai 2026

Praias | Chan Lai Kei quer mais flexibilidade de utilização

O deputado Chan Lai Kei defende mais flexibilização na utilização das praias do território, em especial depois da época balnear. O assunto foi abordado pelo deputado ligado à comunidade de Fujian, através de uma interpelação escrita.

Segundo o legislador, actualmente “há bastantes restrições relativamente ao uso terrestre das praias” que se agravam com o encerramento da época balnear, quando as “praias deixam de estar abertas para actividades de natação no mar”. Este cenário, considera, “acaba por restringir a experiência recreativa dos cidadãos e visitantes nas praias de Macau em diferentes épocas do ano, não obstante o facto de estas permanecerem abertas ao longo do ano”.

Por isso, e uma vez que o legislador defende que as praias podem ser um elemento para promover o turismo, quer saber se as autoridades vão “flexibilizar, moderadamente, as restrições ao uso terrestre das praias, para revitalizar melhor os recursos desses espaços”.

O deputado reconhece que a exploração das praias tem de acontecer “dentro de um equilíbrio entre a protecção ambiental, a gestão diária e a segurança pública”. O deputado quer que as praias sejam enriquecidas a nível comercial, e que as das instalações complementares, como casas-de-banho e balneários, sejam renovadas.

11 Mai 2026

Turismo | Sobrinho de Edmundo Ho diz que bifana é melhor em Hong Kong

Adrian Pedro Ho King Hong considera que a comida em Macau é “extremamente normal” e que em Hong Kong a qualidade é melhor. Ainda assim, o deputado em Hong Kong elogia a estratégia de promoção turística da RAEM

O sobrinho de Edmundo Ho e deputado em Hong Kong Adrian Pedro Ho King Hong afirmou que a bifana da RAEHK é superior à de Macau e pediu uma maior aposta na gastronomia em Hong Kong ao Executivo da região vizinha. As declarações foram prestadas durante uma sessão do Conselho Legislativo, na semana passada, pelo também neto do falecido Ho Yin.

Segundo Adrian Ho, os residentes de Hong Kong que visitem a Rua do Cunha percebem facilmente que a qualidade da bifana de Hong Kong é superior à de Macau. Contudo, o legislador afirmou que os residentes da RAEHK preferem comer em Macau este tipo de comida, porque se deixaram atrair pela “fama” da gastronomia.

Apesar da crítica à qualidade da comida de Macau, o legislador elogiou a aposta local no turismo, na criação de um ambiente atractivo para os turistas: “Tudo isto se pode comer em Hong Kong, mas não sei por que razão é apresentado como uma iguaria”, afirmou Adrian Ho. “Atrevo-me a dizer que a bifana de Hong Kong é mais saborosa que a de Macau. Por que razão os turistas vão a Macau para comer aquela bifana? Por foi criado um certo ambiente propício”, vincou.

Os comentários de Ho não se limitaram à bifana, com o deputado a lançar dúvidas sobre a qualidade dos pastéis de nata, carne seca e bolos de amêndoa em Macau, categorizando-os como “extremamente normal” e abaixo da qualidade de Hong Kong.

Uma cara nova

Adrian Ho é deputado em Hong Kong desde Dezembro de 2022, tendo sido eleito pelo partido Novo Poder Popular, liderado por Regina Ip.

Apesar das ligações a Macau, e do facto de ter como avô paterno Ho Yin, ser sobrinho do ex-Chefe do Executivo da RAEM e filho do empresário Ho Hao Veng, Adrian Ho nasceu em Hong Kong, onde frequentou a escolaridade, antes de se mudar para o Reino Unido. Antes de regressar a Hong Kong, licenciou-se nos Estados Unidos na prestigiada Escola de Gestão de Wharton na Universidade da Pensilvânia.

Como político, destacou-se durante os protestos de Hong Kong de 2019, depois de ter criado um grupo na rede social Facebook com o nome “Save HK”, atraindo mais de 200 mil utilizadores. A nível profissional, depois de regressar a Hong Kong, trabalhou em bancos de investimento, focando a sua atenção na indústria eólica, ao investir no Interior da China, na província de Xinjiang.

11 Mai 2026

Lusofonia | Fórum divulga em Junho índice de infra-estruturas

Um fórum internacional, que irá decorrer em Macau entre 10 e 12 de Junho, vai divulgar, pelo quarto ano consecutivo, o Índice de Desenvolvimento de Infra-estruturas nos Países de Língua Portuguesa.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau indicou que a nova edição do índice faz parte do programa do 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF, na sigla em inglês). Numa conferência de imprensa realizada em Pequim, a organização do IIICF afirmou que já estavam inscritas mais de 800 empresas e 3.500 convidados de 69 países e regiões.

Um número que inclui mais de 60 ministros e secretários de Estado, dirigentes de 20 instituições financeiras, representantes de 10 organizações internacionais e presidentes de 20 associações comerciais estrangeiras.

O programa do IIICF inclui o Fórum de Cooperação Económica, Comercial e em Infra-estruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Na exposição será instalada uma zona dedicada a Macau e a Hengqin, “com apresentação dos resultados da cooperação em infra-estruturas entre a China e os países lusófonos”, declarou o IPIM.

A última edição do IIICF terminou com a assinatura de 31 acordos, no valor de total de 10,1 mil milhões de dólares, e um terço envolveram empresas dos mercados lusófonos.

11 Mai 2026

DSF | Despesa pública cai 3,9% até Abril apesar de apoios sociais

As despesas públicas de Macau caíram 3,9 por cento nos primeiros quatro meses do ano, em comparação com igual período de 2025. Até Abril, foram gastos dos cofres públicos mais de um quinto das despesas previstas para o ano corrente

Entre Janeiro e Abril deste ano, a despesa pública da RAEM diminuiu 3,9 por cento em termos homólogos, de acordo com dados publicados ‘online’ pela Direcção dos Serviços de Finanças (DSF), apesar da aposta do Governo em apoios sociais. Até ao final de Abril, Macau gastou 23,1 mil milhões de patacas, 21,2 por cento do previsto para todo o ano, apesar dos gastos em apoios e subsídios sociais terem crescido quase 9 por cento, para 12,7 mil milhões de patacas.

O orçamento aprovado em Novembro inclui benefícios fiscais para atrair sociedades gestoras de fundos de investimento, fundos de investimento especiais e investidores em fundos, para ajudar a desenvolver o sector financeiro. Além disso, o Governo isentou do imposto de selo a compra da primeira habitação por parte de residentes, até seis milhões de patacas, num documento que previa uma subida de 4,3 por cento nos apoios e subsídios sociais.

Em Julho, a Assembleia Legislativa também já tinha aprovado uma proposta do Governo para aumentar em 2,86 mil milhões de patacas as despesas previstas no orçamento de 2025, para reforçar os apoios sociais.

Bicos de obra

A principal razão para a queda das despesas foram os gastos com obras públicas – o Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA) – que recuaram 17,4 por cento até Abril, para 4,66 mil milhões de patacas.

O orçamento para este ano já previa uma queda de 8,6 por cento no PIDDA, que inclui grandes projectos como a Linha Leste do Metro Ligeiro.

As despesas com os funcionários públicos também diminuíram 2,1 por cento, para 4,83 mil milhões de patacas, depois da função pública não ter tido qualquer aumento salarial em 2026, pelo segundo ano consecutivo.

Ao contrário da despesa pública, a receita corrente de Macau subiu 17,6 por cento nos primeiros quatro meses de 2026, para 40,3 mil milhões de patacas. A principal razão para o aumento foi um acréscimo de 16,9 por cento, para 34,9 mil milhões de patacas, nas receitas dos impostos sobre o jogo – que representam 84,5 por cento do total.

Com as despesas a cair e as receitas a subir, Macau registou um excedente nas contas públicas de 18,2 mil milhões de patacas, mais 72,1 por cento do que até Abril de 2025.

No orçamento para todo o ano 2026, o Governo tinha previsto um excedente muito menor, no valor de 5,22 mil milhões de patacas. O território terminou 2025 com um excedente nas contas públicas de 19,9 mil milhões de patacas, mais 26,1 por cento do que no ano anterior.

11 Mai 2026

Metro / Elevadores | Manutenção custa até 17,4 milhões

A manutenção dos elevadores e escadas rolantes do Metro Ligeiro vai custar até 17,4 milhões de patacas até 2029. O anúncio do resultado do concurso público para a adjudicação do serviço foi revelado ontem no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos.

A escolhida foi a empresa local Companhia de Elevadores Germantech Limitada, que apresentava a terceira proposta mais cara entre as cinco participantes. A proposta mais baixa foi apresentada pela Otis Elevator Company (H.K.) Limited, com um preço de 13,3 milhões de patacas. No polo oposto, o valor mais elevado partiu da Kwongo Serviços de Engenharia Companhia Lda, com 22,7 milhões de patacas. O serviço vai começar a ser disponibilizado no início do próximo mês e prolongar-se-á até 31 de Maio de 2029.

Mais fácil transportar bicicletas

A partir de sábado, e até 30 de Agosto, a Sociedade do Metro Ligeiro de Macau vai reduzir as restrições ao transporte de bicicletas. Segundo o novo modelo, os passageiros podem levar consigo bicicletas aos dias do fim-de-semana, se as bicicletas não tiverem mais de 180 cm de comprimento e se removerem uma das rodas ou se as dobrarem.

As bicicletas com um comprimento original que não ultrapasse os 130 cm não necessitam de ser dobradas nem de ter rodas removidas. Entre segunda e sexta-feira, mantêm-se as restrições originais para o transporte de objectos, não podendo ser transportados no Metro objectos cuja soma do comprimento, largura e altura exceda os 170 cm, nem cujo comprimento de qualquer dos lados ultrapasse os 130 cm.

8 Mai 2026

Governo quer estender inventário do Património Cultural Intangível

O Governo de Macau prometeu ontem alargar, até ao final do ano, o Inventário do Património Cultural Intangível do território. A promessa foi feita pela presidente do Instituto Cultural (IC), Leong Wai Man, após uma reunião do Conselho do Património Cultural de Macau, ao qual Leong também preside.

Na lista de novas manifestações culturais a serem protegidas, constam três propostas macaenses. São elas o chá gordo, um lanche festivo com dezenas de iguarias, a Tuna Macaense, que toca músicas no dialecto crioulo macaense, o patuá; e o ‘batê saia’, uma arte decorativa de recorte de papel de seda ou papel rendado.

Além de um inventário, Macau tem ainda uma Lista do Património Cultural Intangível, que abrange “as manifestações de maior valor, incluindo aquelas que sejam representativas de tradições sociais relevantes, (…) e passam a usufruir de um maior grau de protecção”.

Na agenda da reunião, esteve um ponto de situação do estado de salvaguarda do património cultural intangível do território. Leong sublinhou que o Executivo realizou “muitos trabalhos em vários aspectos”.

A dirigente lembrou que o Fundo de Desenvolvimento da Cultura criou um programa para dar “mais recursos” financeiros às entidades nomeadas para proteger e promover as diferentes manifestações culturais. Mas Leong acrescentou que o Governo também tem trabalhado na “promoção e sensibilização” para a importância da salvaguarda do património cultural intangível de Macau.

A dirigente deu como exemplo um programa de formação nas escolas, criado em 2025, para “as novas gerações que querem ser transmissores do património cultural intangível”. O programa é para continuar este ano, uma vez que “obteve resultados positivos. Temos muitos candidatos, muitos jovens querem trabalhar nesta área”, sublinhou a presidente do IC.

Natas & Companhia

O Inventário do Património Cultural Intangível já inclui o Dia dos Finados chinês, conhecido como ‘Cheng Ming’, no 15.º dia após o solstício de Primavera, no início de Abril, e o ‘Chong Yeong’, o dia de Culto dos Antepassados, a 9 de Setembro.

Em Outubro, a região inscreveu na lista 12 novas manifestações, incluindo a dança folclórica portuguesa e os pastéis de nata locais. Em 2019, Macau já tinha inscrito como património cultural intangível as procissões católicas do Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos e de Nossa Senhora de Fátima, a gastronomia macaense e o teatro em patuá. Em 2021, a gastronomia macaense e o teatro em patuá foram também incluídos pela China na Lista de Património Cultural Imaterial Nacional.

8 Mai 2026

Combustíveis | Subsídio de 3,3 patacas por litro de gasóleo

O Governo vai subsidiar a subida do preço do gasóleo e ajudar empresas a contornar despesas com combustível e inflação. O plano terá uma duração de dois meses, a começar na segunda-feira, implicando um investimento de 80 milhões de patacas para minorar o impacto da guerra no Irão

O Governo anunciou ontem um plano para subsidiar a compra gasóleo e atenuar o impacto da escalada dos preços dos combustíveis nas empresas locais. O plano entra em vigor na próxima segunda-feira, estendendo-se até 10 de Julho e irá apoiar a compra de gasóleo em 3,3 patacas por litro.

O director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), Yau Yun Wah, indicou ontem que o “plano visa aliviar a pressão sobre os custos e evitar que o aumento do preço do diesel seja repercutido nos preços de bens de consumo”.

No total, o Governo irá disponibilizar 80 milhões de patacas aos cinco operadores petrolíferos do território, que vão ficar obrigados a manter registos completos e a apresentar relatórios quinzenais, com auditores independentes a analisar as informações oferecidas e a verificar eventuais irregularidades, como registos falsos.

A medida apresentada ontem foi tomada na sequência da “instabilidade geopolítica internacional dos últimos tempos, que tem provocado flutuações contínuas nos preços globais dos produtos petrolíferos”.

A decisão de apenas subsidiar o gasóleo, deixando de fora a gasolina sem chumbo e a gasolina premium, foi explicada pelo facto de ser “o principal combustível para as empresas industriais e comerciais de Macau, constitui um bem de consumo essencial para as actividades industriais e comerciais”. Além disso, o Executivo acrescenta que “embora o preço da gasolina tenha subido em relação ao início de Março, o aumento tem sido significativamente mais moderado do que o do diesel e tem-se mantido relativamente estável”.

Próximos capítulos

De acordo com Yau Yun Wah, os utilizadores de gasóleo em Macau consomem cerca de 11 milhões de litros de gasóleo por mês, com aproximadamente 8.600 veículos movidos por esse combustível registados na cidade. “Os fornecedores de combustíveis aderentes deverão manter os descontos já praticados, aplicando o subsídio governamental sobre o preço depois do desconto. Os recibos terão de indicar o preço original e o montante do subsídio. E os postos de abastecimento vão afixar cartazes informativos sobre a medida”, indicou Yau.

Questionado sobre se o plano será mantido no caso de os preços dos combustíveis se manterem ou aumentarem, Yau sublinhou que se trata de uma medida “provisória, específica e limitada no tempo”, destinada a apoiar imediatamente os utilizadores de gasóleo e ajudar o sector a superar dificuldades. “Vamos continuar a monitorizar e a comunicar com o sector petrolífero e de acordo com a situação internacional”, acrescentou.

Actualmente, existe uma grande disparidade nos preços de combustíveis entre Macau e o Interior da China. Por exemplo, as gasolineiras de Zhuhai praticam preços máximos de gasóleo na ordem dos 8,14 yuan, metade do preço praticado em Macau.

Segundo o director da DSEDT, os preços em Macau “seguem a plataforma de Singapura”, como acontece em toda a Ásia-Pacífico, enquanto no Interior da China são determinados pela Comissão de Reforma e Desenvolvimento, que define a estratégia económica nacional e aplica limites e reduções temporárias para suavizar os impactos de picos anormais nos preços globais. João Luz / Lusa

8 Mai 2026

Creche Smart | IAS insiste na falta de fiscalização financeira

O Instituto de Acção Social defende que a decisão de cessar a cooperação com a Creche Smart e recuperar as instalações se prende com a fiscalização do financiamento da instituição. Além disso, promete mais explicações após os processos em tribunal

Em reacção ao mais recente comunicado da associação Zonta Club de Macau sobre a Creche Smart, o Instituto de Acção Social (IAS) insiste que não foram cumpridas as exigências de fiscalização financeiras relativas à instituição de ensino. Este motivo levou a que o IAS avançasse para o corte do financiamento e recuperasse as instalações da creche, decisão que está a ser contestada pela associação nos tribunais.

“Há já algum tempo que o Zonta Club de Macau não satisfazia as exigências de fiscalização de apoio financeiro do IAS em termos da aplicação dos seus recursos financeiros. Em virtude da persistência da situação durante um período prolongado, o IAS avançou com a cessação da cooperação em conformidade com a lei, nomeadamente cessar o financiamento e exigir a devolução das instalações da creche”, afirmou o IAS, numa resposta ao HM.

No entanto, o facto de ainda recorrerem alguns processos administrativos leva a que o IAS opte por não comentar mais detalhes sobre o caso. “Tendo a cessação da relação de cooperação entre as partes envolvido vários processos administrativos, alguns dos quais ainda se encontram a ser apreciados no tribunal, o IAS, neste momento, não tem mais informações a divulgar”, foi apontado.

Acusações de perseguição

Na segunda-feira a associação Zonta Club de Macau pediu ao Governo para controlar o presidente do IAS, Hon Wai, para evitar abusos de poder. A posição da entidade responsável pela Creche Smart foi tornada pública nas redes sociais, depois do relatório do IAS sobre a creche e da publicação no portal da entidade pública sobre admissões em creches que a cooperação entre a instituição de ensino e o IAS foi “cessada” e que há uma acção judicial a decorrer nos tribunais.

Em Março do ano passado, o IAS cortou o financiamento e recuperou as instalações na Taipa, onde opera a creche Smart. Num primeiro momento, o IAS limitou-se a indicar que as duas partes não tinham chegado a acordo no que diz respeito a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”.

A decisão do IAS foi contestada pela associação, que avançou para os tribunais com uma providência cautelar para suspender, inicialmente, o corte de apoios financeiros e a recuperação do espaço. O Tribunal Administrativo e o Tribunal de Segunda Instância, após recurso do IAS, aceitaram a providência cautelar da Zonta Club de Macau.

Além disso, a associação apresentou uma queixa ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) e mostrou-se disponível para abdicar dos processos em tribunal, em virtude das conclusões da investigação. A Zonta, reconheceu erros, mas mostrou-se disponível para ser investigada pela Polícia Judiciária, para proteger a sua reputação

8 Mai 2026

Veículos eléctricos | Quase 100 multas em 2025

No ano passado, a polícia passou 97 multas a veículos estacionados de forma indevido em lugares para carregamento de veículos eléctrico. A revelação consta de uma resposta a uma interpelação escrita do deputado Lee Koi In.

A resposta assinada pelo director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Chiang Ngoc Vai, indica que no ano passado “foram autuados 97 casos de veículos não eléctricos por estacionamento em lugares de estacionamento destinados a veículos eléctricos”. Entre 1 de Janeiro e 20 de Março deste ano, houve um total de 28 multas pelos mesmo motivos.

Na interpelação escrita, Lee Koi In mostrou-se também preocupado com as dimensões reduzidas dos parques de estacionamento. Chiang Ngoc Vai indicou que a DSAT tem tentado aumentar a área dos lugares. “Visando optimizar o ambiente de estacionamento, a DSAT tem vindo a proceder gradualmente, desde o ano passado, ao ajuste do comprimento dos lugares de estacionamento para automóveis ligeiros na via pública para uma média de cerca de 5,5 metros, tendo sido concluído o ajuste de mais de 1.500 lugares até 31 de Março de 2026”, apontou.

“No futuro, em articulação com o plano de instalação de lugares de estacionamento para carregamento da DSPA [Direcção de Serviços de Protecção Ambiental], proceder-se-á ao ajuste correspondente das dimensões dos lugares de estacionamento de acordo com as normas técnicas e sempre que as condições da obra o permitam, por forma a responder às necessidades de estacionamento e de carregamento dos veículos eléctricos”, acrescentou.

8 Mai 2026

Água reciclada | Meta utilização fixada em 5% até 2030

Até 2030 as autoridades esperam que 5 por cento de toda a água utilizada no território seja reciclada. A meta foi traçada ontem por Susana Wong Soi Man, directora dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), em declarações à imprensa.

Quando fez o balanço dos primeiros dois meses de funcionamento da Estação de Água Reciclada de Coloane, a directora da DSAMA indicou que as obras para fornecer mais água reciclada não vão parar e que a segunda fase de expansão da estação de Coloane e a estação que vai ser construída na Ilha Artificial da Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau vão permitir fornecer água reciclada ao Cotai.

A meta não se fica por aqui. Com as obras planeadas, as autoridades esperam que a percentagem de água reciclada suba para 10 por cento do total, em 2035.

Em relação ao balanço da utilização da Estação de Água Reciclada de Coloane, Susana Wong explicou que actualmente são produzidos 1.500 metros cúbicos, fornecidos às habitações de Seac Pai Van, que recebem 55 por cento da água reciclada, e à Universidade de Macau, que recebe 45 por cento. No entanto, existe capacidade para fornecer mais água, uma vez que a capacidade diária da estação é de 2.500 metros cúbicos.

Sobre este tipo de abastecimento, a responsável indicou que não foram recebidas queixas. A água reciclada é tratada num processo menos exigente do que a água tradicional das torneiras, porque não é potável e visa apenas ser utilizada para lavar as mãos, em descargas de autoclismo ou para regar plantas.

8 Mai 2026

Conselho do Desporto | Sam Hou Fai alarga composição

O Chefe do Executivo expandiu o número de membros do Conselho do Desporto de 11 para 18 conselheiros, de acordo com a informação divulgada ontem no Boletim Oficial. A nova lista de escolhidos revela ainda várias mudanças.

A nível das entradas, passam a fazer parte do conselho vários atletas ou pessoas com experiência em competição como Li Yu, Zhu Yuling, Mou Son Cheng ou Eurico de Jesus. A lista de novos conselheiros inclui também Ho Wai Kun, Hong Wai Tong, Li Chu Kwan, Lou Kit Long, Roberto Carlos Osório, Lai Pak Leng, Lei Chi Kin e Siu Yu Hong.

Em termos das saídas, deixam de ser membros Au Ieong Sin Ieng, Chan Sio Peng, Im Io Teng, Eurico Kong Kun Hou, Lok Nam Tak e Pun Keng Man. Apesar das alterações, Sam Hou Fai optou por manter no conselho o deputado e empresário Kevin Ho, Cheang Kuok Hang, Hoi Lok Man, Lam Kam Hung e Lei Ka In.

O Conselho de Desporto foi criado em 2001 com o objectivo de “assegurar a intervenção e participação activas dos agentes e organizações desportivos na discussão” de assuntos relacionados com esta área. Além disso, abre a possibilidade de apresentação de opiniões e sugestões de residentes sobre o desenvolvimento desportivo na RAEM.

7 Mai 2026

Esplanadas | IAM admite rever o processo de licenciamento

O Instituto para os Assuntos Municipais defende a actual burocracia para atribuir licenças para esplanadas, mas admite a possibilidade de revisão de procedimentos e preços no futuro. A posição foi tomada em resposta a uma interpelação do deputado Leong Sun Iok, ligado aos Operários.

“O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) aceita, desde Agosto de 2025, a título experimental, pedidos de licença de esplanada por estabelecimentos de restauração que reúnam os requisitos exigidos”, foi defendido. “Os comerciantes podem optar por pedir uma área adequada para a esplanada, de acordo com a sua situação de exploração, a localização da loja e o modelo de consumo dos clientes, entre outros”, foi acrescentado.

No entanto, o processo de licenciamento tem gerado queixas de comerciantes e também de deputados. Sobre este aspecto, o IAM promete que vai “a manter a comunicação com o sector, auscultar as opiniões da sociedade, e rever e optimizar, em tempo oportuno, a política das esplanadas”. Em relação à emissão de licenças, o Governo destaca que é necessário “um equilíbrio entre as necessidades do sector [de comerciantes] e o quotidiano dos cidadãos”.

Na mesma resposta, o Governo responde também ao deputado sobre as medidas de incentivo ao comércio das pequenas e médias empresas (PME). Sobre este aspecto, a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) promete “apoiar as PME na melhoria da sua qualidade e eficiência, no desenvolvimento inovador”, assim como com a criação de mais actividades locais.

7 Mai 2026