Manchete PolíticaFinanciamento da EPM e acampamento patriota alvos de críticas no congresso do PSD João Santos Filipe - 23 Jun 2026 O financiamento da Escola Portuguesa de Macau (EPM) por parte do Governo de Macau foi alvo de críticas durante o 43º Congresso Nacional do Partido Social Democrata, que decorreu no fim-de-semana. A intervenção foi realizada por Vitório Cardoso, português nascido em Macau e membro do principal partido de Governo em Portugal. “Não podemos aceitar que seja o Governo Chinês de Macau a assumir o orçamento da Escola Portuguesa de Macau, situação criada por Vítor Sereno há 10 anos. Más políticas públicas trazem más consequências”, afirmou Vitório Cardoso, durante uma intervenção que tinha na plateia Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal. No entanto, o orador não referiu que na semana passada o financiamento de Portugal à EPM para o ano 2025/2026, de cerca de 10,4 milhões de patacas ainda estava por ser realizado. Sobre a instituição de ensino e Macau, Vitório Cardoso criticou ainda a participação de um grupo de alunos num acampamento de promoção da identidade nacional chinesa. “Não podemos aceitar que a EPM tenha, em Abril passado, enviado 15 dos seus alunos, de farda de escola, para quartéis chineses para cursos e cursinhos de defesa nacional da China ou da doutrinação da defesa patriótica chinesa”, considerou. “Vergonha. Isto é um escândalo”, atirou. Críticas a Sereno Vitório Cardoso criticou ainda a escolha de Vítor Sereno para a posição de secretário-geral do Sistema de Informações em Portugal. “Há um velho ditado português: não sirvas a quem serviu e não peças a quem pediu. Portugal não pedincha, senhor primeiro-ministro. Certas brincadeiras de mau-gosto por parte de um titular desse cargo e num país civilizado teria levado a que fosse exonerado na hora”, declarou. “Não confiamos num diplomata português que esteve imposto em Macau e que, em simultâneo, tenha tido a sua mulher a trabalhar para o Governo Chinês de Macau e que esteja hoje a assumir o cargo de secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa”, acrescentou.