Taipa | Governo declara caducidade de terreno

O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man, declarou a caducidade da concessão do terreno com a área de 2.112 metros quadrados, localizado na Estrada Almirante Marques Esparteiro, na Taipa.

A informação foi divulgada ontem no Boletim Oficial. A concessão deste terreno faz parte de outras concessões que tinham sido atribuídas a 31 de Julho de 1954 ao empresário Chui Tak Kei, pai de Fernando Chui Sai On, ex-Chefe do Executivo. Inicialmente, os terrenos estavam destinados à construção de três vivendas com piscina. No entanto, em 1988, após revisões nos lotes envolvidos, a concessão do terreno foi vendida à Sociedade de Fomento Predial In Heng, Limitada.

Como foi considerado que neste terreno as construções previstas nunca foram concretizadas, o Executivo deu como caducada a concessão e mandou recuperar o espaço. No despacho de declaração da caducidade, o secretário considera que a concessionária não tem direito a qualquer indemnização.

29 Out 2026

Fronteira | Lam Lon Wai quer maior eficiência para a circulação de veículos privados

O deputado Lam Lon Wai, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), quer saber se o Governo e as autoridades do Interior têm planos para implementar medidas que facilitem a passagem nas fronteiras de veículos privados. O assunto faz parte de uma interpelação escrita, com o legislador a considerar ser necessário tornar o processo de passagem da fronteira mais eficaz para os veículos privados.

Em particular, o membro da Assembleia Legislativa está preocupado com o impacto da política de circulação de veículos de Hengqin na província de Guangdong. Lam Lon Wai teme que a medida aumente o número de utilizadores da fronteira, levando a maiores congestionamentos. “[As autoridades] já elaboraram, em conjunto, com os serviços competentes da Zona de Cooperação e do Interior da China, planos de reforço de médio e longo prazo, a fim de elevar a eficiência global da passagem de veículos e a capacidade de acolhimento de veículos entre os postos fronteiriços de Guangdong e Macau?”, perguntou.

Lam quer ainda saber se foi feito algum estudo sobre o número máximo de viaturas que podem atravessar a fronteira, principalmente nas horas de ponta, e as previsões sobre o aumento do número de utilizadores, após a adopção da política de circulação de veículos de Hengqin na província de Guangdong.

O deputado defende também a aposta em mais meios que permitam ao condutor e aos passageiros atravessarem a fronteira sem necessidade de saírem da viatura.

29 Out 2026

Concertos | Investigados 29 suspeitos de especulação com bilhetes

No primeiro semestre deste ano, a polícia realizou 27 operações de combate à especulação com bilhetes de concertos e investigou 29 suspeitos, indicou o director da DSEDT, em resposta a Pereira Coutinho que se queixava de inoperância das autoridades face à prevalência do mercado negro

A proliferação de concertos de estrelas do mando-pop e k-pop em Macau trouxe ao de cima a realidade do mercado negro de venda de bilhetes para espectáculos com enorme procura por legiões de fãs que não olham a custos, com bilhetes para alguns concertos a serem vendidos online a mais de 50 mil renminbis.

Pereira Coutinho foi uma das vozes que exigiu controlo sobre esta situação, denunciando a inacção das autoridades numa interpelação escrita. O deputado divulgou ontem a resposta da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), assinada pelo director Yau Yun Wah.

Yau Yun Wah afirmou que na véspera e no dia “de actividades de grande envergadura, as autoridades policiais realizaram patrulhas contínuas, tanto online como offline, com o fim de prevenir e combater as violações da lei”. O responsável acrescentou que na primeira metade do ano, o Corpo de Polícia de Segurança Pública realizou “27 operações de combate a estas irregularidades, investigando 29 indivíduos suspeitos de especulação com a venda de bilhetes para concertos”. O director da DSEDT não revelou que seguimento foi dado às investigações, se foi desmantelada alguma rede de mercado negro e se algum suspeito foi julgado em tribunal.

Com o Grande Prémio de Macau à porta, a polícia reforçou as acções de sensibilização, alertando para os riscos associados à compra de bilhetes através de canais não oficiais, bem como para as consequências da revenda ilegal.

Lei e ordem

Aludindo a “níveis alarmantes” a que chegou a especulação com bilhetes de concertos em Macau, que esgotam em minutos nas plataformas online e são revendidos a preços exorbitantes no mercado paralelo, Pereira Coutinho denunciou a falta de uma base legal para punir e dissuadir este tipo de actividade.

O deputado reforça a insuficiência da actual abordagem legal dando o exemplo da criminalização da revenda de bilhetes de barco, punida com pena de prisão até três anos.

Além disso, Coutinho deu os exemplos de Hong Kong e Interior da China onde o sistema de compra de bilhetes implica que o ingresso tenha o nome do espectador, com possibilidade de verificação de identidade na entrada de recintos. Em relação a este aspecto, o director da DSEDT indicou que o Governo tem incentivado “o sector a optimizar continuamente as formas e os mecanismos de venda de bilhetes”.

29 Out 2026

Direito | Iau Teng Pio quer aprofundar propaganda jurídica

O Chefe do Executivo teve um encontro na terça-feira com membros da direcção da Associação de Agentes da Área Jurídica de Macau, com os temas do aperfeiçoamento do regime jurídico e o desenvolvimento da RAEM no topo da agenda.

O presidente da associação e deputado Iao Teng Pio garantiu que irá unir todos os associados para “aprofundar a propaganda e sensibilidade da Constituição, da Lei Básica e da Lei relativa à Defesa da Segurança do Estado e fortalecer a consciência da população sobre o Estado de Direito”.

Segundo o Gabinete de Comunicação Social, Sam Hou Fai indicou que “perante o desenvolvimento social acelerado é necessário rever e actualizar algumas disposições legais em Macau, a fim de acompanhar os tempos”. O governante garantiu que o Executivo que lidera está empenhado em aperfeiçoar o ordenamento jurídico da RAEM para elevar a eficácia governativa.

Endereçando os membros da associação, Sam Hou Fai reconheceu a função importante que o sector jurídico tem desempenhado na defesa do Estado de Direito, na promoção da estabilidade social e da prática bem-sucedida do princípio “Um País, Dois Sistemas”. Além disso, desafiou a associação a continuar a desempenhar o papel de ponte, unindo profissionais jurídicos locais, a participar activamente na reforma jurídica e do regime jurídico, a apoiar as políticas e o regime jurídico do Governo.

29 Out 2026

DSAJ | Ng Chi Kin nomeado director por um ano

Depois de um ano a liderar a Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ) na qualidade de director substituto, Ng Chi Kin foi ontem confirmado oficialmente como director da entidade através de um despacho publicado ontem no Boletim Oficial.

A comissão de serviço passa a vigorar no sábado e tem a duração de um ano. Os subdirectores da DSAJ Lou Soi Cheong e Iao Hin Chit também tiveram os seus mandatos renovados por um ano. No despacho, o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, que destaca a “idoneidade cívica, experiência e competência profissionais” de Ng Chi Kin.

O director da DSAJ é licenciado em Direito pela China University of Political Science and Law, e tem o Curso de Introdução ao Direito de Macau da Universidade de Macau. Ng Chi Kin começou a carreira na Função Pública em 1999 como técnico superior, da área jurídica, na direcção de serviços que deu origem à entidade que lidera.

Entre Dezembro de 2019 e Julho de 2020, foi chefe de gabinete do secretário para a Administração e Justiça, passando para assessor do mesmo gabinete até Março de 2023. No mês seguinte, passou a desempenhar as funções de subchefe da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin.

29 Out 2026

Finanças | Reserva atinge recorde de 705,6 mil milhões de patacas

Desde o final de 2025, a reserva registou uma valorização de 38,9 mil milhões de patacas. Em Agosto, ganhou mais 3,57 mil milhões de patacas

A reserva financeira de Macau atingiu um novo máximo em Agosto, foi ontem anunciado, antes de transferir três mil milhões de euros para um novo fundo público e de reforçar o Fundo de Pensões. Um balanço publicado pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM) no Boletim Oficial mostra que os activos da reserva valiam, no final de Agosto, 705,6 mil milhões de patacas.

De acordo com dados do regulador financeiro, desde o final de 2025, a reserva registou uma valorização de 38,9 mil milhões de patacas. Só em Agosto, ganhou 3,57 mil milhões de patacas, batendo o anterior recorde, 704,3 mil milhões de patacas, fixado no final de Junho.

Macau é a única jurisdição no mundo sem qualquer dívida pública externa e que regista regularmente excedentes orçamentais (que são transferidos para uma reserva financeira), com a excepção do período entre 2020 e 2023, devido à pandemia de covid-19.

A reserva ganhou 50,5 mil milhões de patacas durante o ano passado, mais do que em 2024, ano em que os activos tinham subido 35,7 mil milhões de patacas. O melhor ano de sempre para a reserva financeira continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os activos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas.

A reserva atingiu um novo recorde antes de uma transferência, anunciada em 12 de Outubro, de cerca de 15,9 mil milhões de patacas para cobrir o défice do sistema de pensões dos trabalhadores da função pública.

Novo fundo

Além disso, na sexta-feira, o Governo anunciou que irá investir 11 mil milhões de patacas da reserva financeira num novo fundo público para apoiar a diversificação da economia de Macau. O valor da reserva extraordinária no final de Agosto era de 518,4 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150 por cento do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas.

Em Novembro de 2025, a Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas.

Investimentos subcontratados representam a maior fatia, 303,9 mil milhões de patacas, da reserva financeira de Macau, que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 290,2 mil milhões de patacas e títulos de crédito no montante de 109,1 mil milhões de patacas.

Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas, correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9 por cento, informou em Março a AMCM.

29 Out 2026

Maternidade | Atribuídas 481,5 mil patacas a patrões até Setembro

Apesar de o subsídio que apoia as empresas a suportar os custos com as licenças de maternidade ter passado a cobrir 20 dias, em vez de 14, o montante gasto pela DSAL diminuiu 37 por cento até ao final de Setembro

 

Desde Janeiro até ao final de Setembro, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) atribuiu 481,5 mil patacas aos empregadores, no âmbito do Subsídio Complementar à Remuneração Paga na Licença de Maternidade. Este programa visa ajudar pequenas e médias empresas a suportar os custos extra com o aumento dos dias da licença de maternidade.

De acordo com os dados revelados pela Direcção dos Serviços da Supervisão da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP), ao longo deste ano e até ao final de Setembro o montante gasto com o subsídio para cobrir o aumento da licença de maternidade foi de 481,5 mil patacas.

Em termos trimestrais, entre Janeiro e Março a DSAL atribuiu subsídios no valor de 161,6 mil patacas. No segundo trimestre, o valor subiu para 164,7 mil patacas, mas os dados mais recentes mostram uma diminuição dos apoios para 153,3 mil patacas entre Julho e Setembro.

O montante de cada subsídio depende da remuneração de base das trabalhadoras que gozam de licença de maternidade. Até 28 de Julho deste ano, o subsídio cobria até 14 dos 70 dias da licença de maternidade. A medida foi implementada quando a licença de maternidade no sector privado aumentou de 56 para 70 dias.

No dia 28 de Julho o subsídio passou a cobrir 20 dias de remuneração de base das trabalhadoras, dado que nessa data a licença de maternidade foi novamente aumentada, nesta ocasião de 70 para 90 dias. Em condições excepcionais, até ao final do ano, há casos em que o subsídio pode chegar a cobrir até 34 dias de remuneração de base

No entanto, apesar de a DSAL cobrir mais dias de trabalho o valor distribuído não aumentou, o que pode indicar uma redução da natalidade nesse trimestre. Porém, a diminuição também pode ser explicada com o facto de as trabalhadoras que estão de licença de maternidade terem ordenados mais baixos.

De acordo com os dados da Direcção de Serviços de Estatística e Censos, entre Janeiro e Junho foram registados 1.340 nascimentos, 690 no primeiro trimestre e 650 no segundo trimestre. Os dados do terceiro trimestre ainda não estão disponíveis, mas há uma tendência de redução. O subsídio também cobre situações de aborto espontâneo ou de nados-mortos.

Redução anual

Em termos anuais, os dados mostram uma quebra de 37 por cento do montante atribuído no âmbito do Subsídio Complementar à Remuneração Paga na Licença de Maternidade. Entre Janeiro e Setembro de 2025, a DSAL tinha distribuído 764 mil patacas como apoio ao pagamento das licenças de maternidade, o que significa uma redução de 282,5 mil patacas nos apoios.

No primeiro trimestre do ano passado, os apoios distribuídos atingiram 383,5 mil patacas. No segundo trimestre o montante gasto pelo Executivo foi de 284,8 mil patacas, caindo para 95,7 mil patacas no terceiro trimestre, o valor mais baixo do período analisado.

Neste período de 2025, houve um total de 2.130 nascimentos, com 750 no primeiro trimestre, 671 no segundo e 709 no terceiro. O Subsídio Complementar à Remuneração Paga na Licença de Maternidade não pode ser pedido por empresas de capitais públicos, concessionárias do jogo, instituições de ensino e empresas com mais de 100 trabalhadores.

28 Out 2026

Tabaco | Ella Lei quer mais zonas com proibição de fumo

A deputada Ella Lei pede que sejam criadas mais zonas ao ar livre onde é proibido fumar. Em declarações citadas pelo jornal Exmoo, a deputada, ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), defendeu que deve ser criado o maior número possível de zonas sem fumo, sobretudo em locais com maior frequência de crianças, grávidas, pessoas com deficiência ou com doença crónica, a fim de evitar ao máximo o fumo passivo, causador de doenças.

Estas declarações surgem numa altura em que entram em vigor, já no próximo ano, as alterações do Regime de Prevenção e Controlo do Tabagismo, que vem proibir o fumo em zonas ao ar livre que estejam a menos de dez metros de distância de entradas de hospitais ou escolas, por exemplo.

Ella Lei destacou que a mudança na lei regula as primeiras zonas sem fumo a título experimental, como é o caso das ruas na área do Parque Dr. Carlos d’Assumpção, a Praça das Portas do Cerco e proximidades das Ruínas de São Paulo, onde passam milhares de pessoas por dia.

A deputada defende uma maior divulgação da nova lei e dos serviços de cessação tabágica, bem como o devido tratamento dos cigarros electrónicos. O novo regime vem proibir a entrada, venda, produção de cigarros electrónicos e também a sua entrada em Macau.

Os Serviços de Saúde instalaram, recentemente, 13 pontos de recolha de cigarros electrónicos. Ella Lei chamou também a atenção para a necessidade de controlar os casos de contrabando para que não exista, em Macau, nenhuma possibilidade de aquisição ou posse de cigarros electrónicos.

28 Out 2026

Cultura e Desporto | Nova Direcção de Serviços activa a partir de terça-feira

A partir da próxima terça-feira, entra em funcionamento a Direcção dos Serviços de Cultura e Desporto (DSCD), que vai absorver o Instituto Cultural (IC), o Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC), o Instituto do Desporto (ID) e o Fundo do Desporto (FD). A medida foi explicada numa conferência do Conselho Executivo, com o objectivo de “promover com máximo empenho o desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau”.

Com as alterações, os quatro organismos passam a estar directamente sob a alçada do Governo, perdem a maior autonomia e personalidade jurídica.

Na conferência de imprensa do Conselho Executivo foi explicado que a DSCD vai ter oito funções principais: gestão do património cultural tangível e intangível, assuntos bibliográficos e arquivísticos, desenvolvimento das iniciativas culturais e artísticas, divulgação e publicação cultural e histórica, fomento das indústrias culturais e desportivas, administração das instalações culturais e desportivas e organização do desporto para todos e de alta competição.

As alterações vão reduzir igualmente os cargos na função pública. Os quatro organismos têm três presidentes e seis dirigentes de nível de vice-presidente. Contudo, a DSCD vai ter um director e três subdirectores. Além disso, os actuais 13 departamentos e 31 divisões vão dar lugar a oito departamentos e 16 divisões. A mudança significa uma redução de dois dirigentes de nível de presidente, três dirigentes de nível de vice-presidente, cinco departamentos e 15 divisões.

Em comunicado, o Governo considerou que a “criação da DSCD constitui uma das principais iniciativas do Governo da RAEM no impulso à reforma da Administração Pública”. A esperança é que o novo serviço preste “serviços públicos de melhor qualidade”, promova “a cultura de Macau”, melhore “a condição física da população” e preste “apoio à promoção do fomento das indústrias culturais e desportivas”.

28 Out 2026

Conferência | Sam Hou Fai diz que liberdades de imprensa e edição são garantidas

O Chefe do Executivo afirmou que defendendo a soberania e a segurança nacional, as liberdades de imprensa e edição são garantidas “plenamente”. Sam Hou Fai realçou o papel dos média na supervisão pública, divulgação dos sucessos do princípio “Uma País, Dois Sistemas” e construção do “poder brando”

“Em conformidade com a Lei Básica de Macau e com a Lei de Imprensa, temos garantido plenamente a liberdade de imprensa e a liberdade de edição em Macau, tendo desde sempre cuidado, apoiado e incentivado todos os sectores dos meios de comunicação social, incluindo o sector da imprensa, a reforçar as suas vantagens profissionais e a alcançar um desenvolvimento saudável.” Este foi um dos destaques do discurso que o Chefe do Executivo proferiu ontem na cerimónia de abertura da 59ª Conferência Anual do Instituto de Imprensa de Língua Chinesa, organizada pelo próprio instituto com a Associação dos Trabalhadores da Comunicação Social de Macau e realizada pelo Jornal Ou Mun.

As liberdades mencionadas surgem num contexto prévio de defesa “firme” da soberania, segurança e interesses de desenvolvimento do país, apontou Sam Hou Fai.

O governante destacou que os órgãos de comunicação social desempenham um papel insubstituível e positivo na divulgação de informações, “no intercâmbio de ideias, na promoção do desenvolvimento e na supervisão pública”. Sam Hou Fai sublinhou que particularmente na conjuntura actual, “assumem a importante missão de disseminar energias positivas, construir o poder brando [normalmente designado como soft power], reforçar a confiança mútua e consolidar o consenso”.

Além disso, cabe aos órgãos de comunicação social divulgar o sucesso da prática do princípio “Um País, Dois Sistemas”, para “contar bem a história de Macau e para fazer ouvir a voz da China”.

Provas dadas

O líder do Governo da RAEM salientou que, depois das edições de 1996 e 2006, a Conferência Anual do Instituto de Imprensa de Língua Chinesa regressou este ano a Macau, um reflexo pleno da “atenção e o apoio do sector pela causa do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ e pelo desenvolvimento da RAEM”. O princípio constituinte do modela político da RAEM voltou a ser realçado por Sam Hou Fai que enalteceu as suas “vantagens institucionais marcantes” e “poderosa vitalidade”.

Neste aspecto, o Chefe do Executivo afirmou que a “notoriedade e a influência de Macau enquanto Centro Mundial de Turismo e Lazer aumentaram significativamente”, graças ao “salto histórico, de desenvolvimento económico e social” desde a transferência de Macau para a China.

28 Out 2026

Dádiva de sangue | Coutinho pede eliminação de burocracias

Pereira Coutinho quer que a recolha de sangue nas universidades e nos serviços públicos seja simplificada. O deputado argumenta que os trabalhadores da Função Pública e professores universitários seriam suficientes para assegurar as reservas de sangue do território

As reservas de sangue de Macau poderiam ser asseguradas pela solidariedade e mobilização de trabalhadores da Função Pública e estudantes do ensino superior. Para tal, basta criar condições e eliminar obstáculos administrativos e burocracia, considera Pereira Coutinho, numa interpelação escrita divulgada ontem.

Para fazer face à importância da dádiva de sangue e à constante escassez de reservas nos Serviços de Saúde, o Governo devia olhar para os trabalhadores da função pública, incluindo pessoal docente do ensino superior, que ultrapassam as 35.000 pessoas. “Trata-se, portanto, de um universo com dimensão suficiente e razoável, para que, se devidamente mobilizado, possa produzir um impacto significativo e estável nas reservas de sangue do território”, conclui.

Porém, é preciso criar condições para tal. O deputado salienta que o Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau (ETAPM) prevê que o trabalhador que pretenda dar sangue deve obter autorização prévia do dirigente do serviço. Contudo, Pereira Coutinho refere ter recebido testemunhos que dão conta que os pedidos esbarram em chefias que inviabilizam as dádivas.

O controlo prévio pelas chefias é, na óptica do deputado, redundante, uma vez que a lei já exige a apresentação de documento comprovativo emitido pelo Centro de Transfusões de Sangue para justificar a ausência ao serviço no dia da dádiva. Assim sendo, o deputado pede a eliminação da autorização para doar sangue.

“Uma função pública com mais de 35.000 trabalhadores não pode perder dadores potenciais por causa de um procedimento que a lei não exige na sua essência e que a prática transformou num filtro arbitrário”, reforça o deputado.

Novas veias

Na interpelação divulgada ontem, Pereira Coutinho destaca que a percentagem de dadores com menos de 24 anos caiu de 53 por cento em 2016 para cerca de 19 por cento em 2025. Tendência que pode ser invertida com a aposta na recolha de sangue nas universidades, públicas e privadas, que concentram precisamente essa faixa etária. O deputado indica que embora sejam organizadas campanhas pontuais em algumas instituições, não existe um calendário permanente e vinculativo de recolha.

Neste ponto, indica que o Governo deveria instruir o Centro de Transfusões de Sangue para firmar protocolos com universidades públicas e privadas para estabelecer calendários fixos de recolha.

Além disso, Coutinho refere que o Governo deveria aproveitar os serviços com maior concentração de trabalhadores, como as forças de segurança e o Instituto para os Assuntos Municipais para receber equipas móveis de colheita, tendo em conta a experiência do Centro de Transfusões de Sangue em montar postos temporários para doar sangue.

27 Out 2026

LAG | Sam Hou Fai apresenta políticas para 2027 a 16 de Novembro

O Chefe do Executivo vai apresentar, às 15h do próximo dia 16 de Novembro, na Assembleia Legislativa (AL) o relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o ano de 2027. Após a apresentação aos deputados, Sam Hou Fai vai para a Sede do Governo para, às 17h30, responder às perguntas da comunicação social. No dia seguinte, novamente pelas 15h, Sam Hou Fai regressa à AL para responder às perguntas dos deputados sobre o relatório das LAG 2027.

Os debates sectoriais vão ocupar a agenda política de Macau entre 20 e 30 de Novembro. A primeira tutela a apresentar o programa para o próximo ano será a área da Administração e Justiça, com Wong Sio Chak a ir à AL no dia 20 de Novembro. Três dias depois, numa segunda-feira, será a vez de Dora Ng Wai Han expor as LAG da tutela da Economia e Finanças, seguindo-se da pasta dos Segurança, a cargo do secretário Chan Tsz King no dia 25 de Novembro.

No dia 27 de Novembro, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, irá apresentar as LAG da sua tutela. Por último, a pasta dos Transportes e Obras Públicas, cargo de Raymond Tam, anunciará as suas políticas para o próximo ano no dia 30 de Novembro.

27 Out 2026

Plano Director | Alterações com “aceitação geral” em consulta pública

A consulta pública às alterações ao Plano Director da RAEM terminou com “o apoio generalizado da sociedade”, reflectido em mais de 4.000 opiniões e sugestões. Foram também expressas preocupações quanto a eventuais impactos de grandes projectos no ambiente e na vida dos residentes

O Governo publicou ontem o relatório de análise de opiniões apresentadas na consulta pública sobre as alterações aos Plano Director da RAEM. O documento indica que as opiniões expressas reflectem “o apoio generalizado da sociedade” às alterações.

Recorde-se que as alterações ao Plano Director da RAEM (2020-2040) prevêm o crescimento da população para cerca de 783 mil habitantes até 2040, quase mais 100 mil pessoas face ao fim de 2025 (688.900). Também a área global da cidade irá crescer para 36,96 quilómetros quadrados até 2040 devido à Zona D dos Novos Aterros Urbanos, assim como à ampliação do aeroporto e aos aterros adjacentes às zonas costeiras. A alteração consagra também no planeamento urbanístico da cidade os grandes empreendimentos públicos, como a Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau, o Parque Ciên-Tec de Macau e o Hub (Porto) de Transporte Aéreo Internacional de Macau na margem oeste do Rio das Pérolas.

Durante a consulta pública, que decorreu entre 29 de Junho e 27 de Agosto, foram recolhidas 4.091 opiniões e sugestões, das quais 19 não se referiam ao Plano Director, mas a temas como serviços de transporte de passageiros, organização da rede de rotas aéreas ou políticas de bem-estar para os idosos.

Das restantes 4.072 opiniões, entre as declarações recolhidas “predomina a concordância (42,9 a 73,8 por cento), “reflectindo uma aceitação geral do referido projecto por parte da sociedade”.

Apesar da “aceitação geral”, “foi igualmente manifestada preocupação quanto aos eventuais impactos dos projectos de grandes empreendimentos públicos na capacidade de carga dos transportes, na oferta de equipamentos de utilização colectiva, no ambiente, nos ecossistemas e na vida dos residentes”, é indicado.

Maiores discussões

Os temas que originaram maior debate foram o ajuste das orientações de desenvolvimento das finalidades dos solos, que originaram 822 opiniões e sugestões, das quais 73,2 por cento reflectiram concordância com as alterações à área de intervenção da linha costeira e do “Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico de Macau”. Os ajustes motivados pela localização da Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau e do Parque Ciên-Tec de Macau também receberam aprovação.

O seguinte item que gerou mais discussão foi relativo aos grandes empreendimentos, gerando 791 intervenções, 62,5 por cento delas em sinal de aprovação. Apesar disso, também suscitou algumas preocupações, nomeadamente quanto à construção de infra-estruturas culturais na Zona A, e na possível redução da oferta de habitação e de espaços públicos.

Em relação às projecções demográficas, os principais motivos de apreensão são “a baixa natalidade, o envelhecimento da população e a redução da população activa”. As sugestões apontadas são a adopção de “uma política demográfica mais proactiva”.

Sobre o pólo de agregação de quadros qualificados internacionais de elevada qualidade, um dos capítulos onde a aprovação e neutralidade quase foram iguais (42,9 e 39,4 por cento, respectivamente), as preocupações prenderam-se com “o emprego local, a saída de quadros qualificados e a dependência excessiva de recursos humanos qualificados provenientes do exterior”.

27 Out 2026

Empregados domésticos | Número mais elevado desde 2020

O número de empregados domésticos em Macau ultrapassou 29.200 no final de Setembro, o valor mais elevado desde Dezembro de 2020, de acordo com dados oficiais divulgados na sexta-feira.

Segundo dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública, divulgados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), o território tinha 29.226 famílias com empregados domésticos, mais 193 do que no final de Junho.

Macau atingiu o pico máximo de 31.044 em Abril de 2020, no início da pandemia de covid-19, mas, à medida que a crise económica e as restrições à entrada se foram prolongando, perdeu mais de oito mil empregados domésticos, até Fevereiro de 2023.

Macau, que à semelhança da China seguia a política ‘zero covid’, reabriu as fronteiras a todos os estrangeiros, incluindo trabalhadores não-residentes, a partir de 8 de Janeiro de 2023, depois de quase três anos de rigorosas restrições. Desde então, em menos de quatro anos, o número de empregados domésticos na RAEM subiu quase 6.200, o correspondente a um aumento de 26,8 por cento.

Macau empregava no final de Setembro mais de 184.500 trabalhadores imigrantes, o que representa um aumento de quase 860 nos primeiros nove meses do ano. O sector da construção foi o que registou a maior subida até Setembro, ao adicionar cerca de dois mil funcionários não residentes, ultrapassando 27.700.

O plano de obras públicas em Macau para este ano inclui grandes projectos como a Linha Leste do Metro Ligeiro, que irá chegar à principal fronteira com a China continental, no norte da península de Macau.

26 Out 2026

Turismo | Governo emite alerta de viagens para deslocações a França

Face aos episódios de violência nas ruas francesas, onde até 17 de Outubro 1.500 lojas e negócios foram saqueados e 3.000 pilhados, a DST apela aos residentes que viajam para França para adoptarem medidas especiais de precaução

O Governo da RAEM emitiu um alerta de viagem para França, de nível 1, o mais baixo da escala, numa altura em que decorrem manifestações e actos de vandalismo no país europeu. O aviso foi divulgado no sábado, quatro dias depois de o Governo de Hong Kong ter emitido um alerta equivalente.

“Considerando a actual situação de segurança em França, o Governo da Região Administrativa Especial de Macau adoptou medidas de reforço, emitindo o Alerta de Viagens de Nível 1 para França. Os residentes de Macau que planeiam viajar para o país ou que já se encontram no local devem reforçar as medidas de segurança e acompanhar de perto os anúncios mais recentes do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China e da Embaixada da China em França”, pode ler-se no comunicado da Direcção dos Serviços de Turismo (DST). “Se necessário, devem contactar a Embaixada da China em França, a Linha Directa Global de Emergência dos Serviços de Protecção e Assistência Consular ou a Linha Aberta para o Turismo”, foi acrescentado.

Segundo a DST, o nível representa uma “ameaça à segurança pessoal” daqueles que se encontram no país. “Os residentes de Macau que planeiem viajar ou que se encontrem no destino devem estar em alerta quanto à sua segurança pessoal. É sugerido que se mantenham atentos e que acompanhem o desenvolvimento dos acontecimentos”, é recomendado.

O aviso de Macau segue o exemplo de Hong Kong, que tomou medidas semelhantes a 20 de Outubro, e das autoridades do Interior, que a 19 de Outubro tinham pedido aos cidadãos chineses em França, ou que tivessem intenção de visitar o país, que adoptassem medidas especiais de cautela.

Sem pedidos de apoio

No comunicado de sábado, a DST revelou ainda que até àquele dia a Linha Aberta para o Turismo não tinha recebido “quaisquer pedidos de informação ou assistência relacionados com residentes de Macau”.

Desde Setembro que se têm realizado várias manifestações em França. No início, os protestos partiram dos alunos dos liceus e visaram a falta de condições nos liceus do país. No entanto, a situação foi evoluindo, e, ao longo deste mês, passou a visar as condições económicas actuais, contando com o envolvimento de sindicatos, professores e alguns movimentos políticos.

Além de pessoas que se manifestam de forma pacífica, os episódios de vandalismo, pilhagem e violência têm sido recorrentes, o que levou à detenção de 5.060 pessoas, até 6 de Outubro, dos quais 87 por cento menores. Houve ainda o registo de 715 polícias e 215 menores feridos.

Além disso, de acordo com os dados da BBC, até 17 de Outubro 1.500 lojas e negócios tinham sido saqueados e 3.000 tinham sido pilhados.

26 Out 2026

Tibete / Sismo | Sam Hou Fai envia mensagem solidária

O Chefe do Executivo enviou na sexta-feira à noite uma mensagem aos líderes políticos da Região Autónoma do Tibete, manifestando a sua “profunda solidariedade e condolências” na sequência do sismo que resultou na morte de, pelo menos, 16 pessoas.

“Na sequência do sismo de magnitude 7,0 que atingiu o distrito de Baqen, na cidade de Nagqu, no Tibete, na noite de 22 de Outubro, provocando um número elevado de mortos, feridos e o desabamento de habitações, manifesto, em nome do Governo da RAEM e de todos os seus residentes, a profunda solidariedade e sentidas condolências aos compatriotas afectados por esta tragédia.

Estamos unidos no luto pelas vítimas mortais e expressamos a nossa sincera preocupação a todos os compatriotas afectados”, afirmou Sam Hou Fai. O governante acrescentou que o seu Governo está pronto para “envidar todos os esforços no sentido de prestar o apoio necessário e a colaborar proactivamente em todas as operações de resgate”.

26 Out 2026

Economia | Operadoras vão contribuir com quase metade de fundo público

O Governo anunciou que as seis concessionárias do jogo vão contribuir com 45 por cento de um novo fundo público de 20 mil milhões de patacas. Os recursos serão canalizados para indústrias emergentes, modernização industrial, investigação científica e empresas tecnológicas

O fundo arranca com uma participação de 11 mil milhões de patacas provenientes das reservas financeiras acumuladas do Governo e uma contribuição total de 9 mil milhões de patacas das seis concessionárias, que assumem a posição de primeiros investidores privados.

A gestão do fundo ficará a cargo da Sociedade de Investimento e Gestão de Macau, sendo que os documentos constitutivos foram assinados na sexta-feira pelo presidente da empresa pública, Che Weng Keong, e representantes das seis concessionárias.

Segundo o Governo, o fundo funcionará ao abrigo da lei dos fundos de investimento e do regime de gestão dos fundos de orientação governamental, tendo três níveis, compostos por um fundo de orientação, fundos-mãe e sub-fundos, geridos por profissionais seleccionados através de mecanismos de mercado.

Os recursos serão dirigidos prioritariamente para indústrias emergentes, modernização industrial, transformação de resultados de investigação científica e empresas tecnológicas em fase inicial, com o objectivo de apoiar o desenvolvimento articulado entre Macau, a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin e a região da Grande Baía.

Na intervenção durante a cerimónia, a secretária para a Economia e Finanças, Dora Ng Wai Han, classificou a diversificação adequada da economia como uma “tarefa imperativa” para Macau e defendeu que a industrialização avançada, a inovação tecnológica e a transferência de resultados científicos exigem investimentos “avultados e de longo prazo”. A governante afirmou que a criação do fundo segue “experiências de mercados vizinhos mais maduros” e visa mobilizar capital privado através de uma gestão orientada para o mercado, promovendo o desenvolvimento de indústrias emergentes e futuras.

Dora Ng destacou ainda o papel das concessionárias na estratégia de diversificação económica do território, sublinhando que as empresas têm vindo a cumprir os compromissos de investimento em projectos não relacionados com o jogo previstos nos contratos de concessão. Segundo a secretária para a Economia e Finanças, a constituição do fundo resulta de negociações entre o Governo e as seis operadoras, reflectindo a “cooperação entre ambas as partes e a confiança do sector empresarial no futuro desenvolvimento de Macau”.

Focar investimentos

Em diferentes comunicados, as operadoras Sands China e a Wynn Macau confirmaram que vão contribuir para o fundo, a primeira com 2,3 mil milhões de patacas e a segunda com 1,3 mil milhões, que serão contabilizados no cumprimento dos compromissos de investimento não associados ao jogo assumidos ao abrigo do contrato de concessão.

“A Sands comprometeu-se a investir pelo menos 35,84 mil milhões de patacas até ao final de 2032, dos quais cerca de 33,39 mil milhões de patacas deverão ser canalizados para projectos não relacionados com o jogo. A contribuição para o novo fundo governamental substituirá outros projectos e despesas inicialmente previstos no âmbito desse programa de investimentos”, destacou a operadora.

Recorde-se que as seis operadoras de jogo em Macau estão contratualmente comprometidas a investir mais de 130 mil milhões de patacas em elementos não relacionados com o jogo até 2032. Nos primeiros nove meses do ano, os casinos de Macau registaram receitas totais de 187,11 mil milhões de patacas, um aumento de 3,2 por cento em comparação com o mesmo período de 2025.

26 Out 2026

Metro Ligeiro | Governo diz que expandir horário exige mais análise

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) defende que a extensão dos horários do Metro Ligeiro exige “uma análise global”. Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Nick Lei, a entidade governamental garantiu que deve ser feita “uma avaliação global tendo em consideração as reais condições de funcionamento” deste meio de transporte público.

“Tendo em conta o grande volume de passageiros durante feriados e grandes eventos, a operadora já prolongou o horário de funcionamento, tendo aumentado a frequência das carruagens em função da afluência, a fim de dar resposta às necessidades de deslocação dos passageiros”, lê-se na resposta.

A DSAT disse ainda que, para garantir um funcionamento mais regular do Metro Ligeiro, seria necessário “assegurar a estabilidade do sistema de carruagens, realizar diariamente, durante a noite, trabalhos de manutenção e inspecção das vias, de forma a assegurar a segurança da operação”.

O deputado Nick Lei defendeu, na interpelação, que o horário do Metro Ligeiro deveria ser ajustado tendo em conta “as necessidades de deslocação de um maior número de residentes, sobretudo trabalhadores por turnos e profissionais do sector do jogo”.

Pagamentos coordenados

Na mesma resposta, a DSAT esclareceu que tem vindo a realizar a “substituição faseada dos acessos por equipamentos que permitem pagamentos digitais”. Assim, “com a entrada em funcionamento dos novos equipamentos, estarão reunidas condições de base para a articulação entre os sistemas de cobrança do metro ligeiro e dos restantes transportes públicos”, foi apontado.

A DSAT indica que a ligação dos meios de pagamento com os autocarros “tem sido discutido activamente” por parte das operadoras de transporte, a fim de assegurar “o desenvolvimento futuro dos serviços, e respectivas medidas de optimização” das redes de transporte.

23 Out 2026

Desporto | Sector quer atrair federações internacionais para Macau

Ma Chi Seng prometeu levar para a apresentação das Linhas de Acção Governativa as sugestões das associações locais que sugerem a criação de marcas locais de roupa e organização de mais eventos internacionais

As associações desportivas e culturais locais esperam que o Governo trabalhe para atrair federações desportivas internacionais a estabelecerem representações em Macau. O pedido foi transmitido por Ma Chi Seng, deputado ligado ao sector desportivo, no balanço do ano legislativo de 2025/2026.

Poucos dias depois de ter começado o novo ano da Assembleia Legislativa, o legislador ligado ao clã Ma fez uma conferência de imprensa, em conjunto com a deputada Ângela Leong, para abordar o trabalho feito no ano legislativo transacto.

No entanto, o deputado abordou igualmente a recolha de opiniões das associações culturais e desportivas para a apresentação das Linhas de Acção Governativa. Segundo Ma Chi Seng, uma das opiniões aponta como caminho para o desenvolvimento do desporto local a atracção de sedes e representações de federações desportivas internacionais, para dar maior visibilidade ao território.

Outra das sugestões para o sector desportivo, em sinergia com as indústrias culturais, é a criação de marcas de roupa desportiva locais, que possam apresentar designs inovadores e explorar os direitos de propriedade intelectual desses produtos, não só localmente, mas nos mercados do Interior e asiático.

O deputado revelou também que houve opiniões a defender a realização de mais eventos internacionais para reforçar a “marca” de Macau, assim como a construção de mais espaços desportivos e uma melhor gestão dos existentes.

Economia de espectáculos

Segundo declarações citadas pelo Jornal do Cidadão, Ma Chi Seng acredita igualmente que a economia do território passa pela realização de mais eventos, tanto desportivos como culturais. O deputado considerou que estes espectáculos vão movimentar a economia local. No entanto, avisou que as pequenas e médias empresas também têm de se preparar para as novas formas de consumo, utilizando a inteligência artificial para dinamizar a oferta aos turistas.

Por sua vez, a deputada Ângela Leong assegurou que as opiniões que foram recolhidas pelos deputados vão continuar a ser transmitidas ao Governo, para que os legisladores cumpras as suas funções de representação.

23 Out 2026

Macau e Moçambique vão assinar acordo para combater lavagem de dinheiro

Macau e Moçambique vão assinar um acordo para trocar informações de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo, anunciou na quarta-feira o Governo.

De acordo com um despacho publicado no Boletim Oficial, o protocolo envolve a troca de “informações financeiras” para o combate ao branqueamento de capitais, “crimes subjacentes associados”, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça.

O memorando de entendimento será assinado com o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique. Segundo o despacho, assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, em 12 de Outubro, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, pode delegar esta missão ao comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), Leong Man Cheong.

O Gabinete de Informação Financeira (GIF), responsável pelo combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça, está sob a tutela dos SPU.

Segundo o relatório anual do GIF, Macau tornou-se em 2019 o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais (GAFI) que cumpria “todos os 40 padrões internacionais” sobre a prevenção da lavagem de dinheiro, do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa.

Acordos semelhantes

Em Maio de 2025, Macau assinou também com Angola um acordo para trocar informações, de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo ou à proliferação de armas de destruição maciça. Em Agosto passado, o Governo da região anunciou também que iria assinar um protocolo semelhante com a Unidade de Informação Financeira de São Tomé e Príncipe.

O GIF assinou acordos para a troca de informação com 33 países e territórios, incluindo a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária de Portugal, em 2008, a Unidade de Informação Financeira do Banco Central de Timor-Leste, em 2018, e, em 2019, o Conselho de Controlo de Actividades Financeiras do Brasil e a Unidade de Informação Financeira de Cabo Verde.

O número de transacções suspeitas registadas em casinos de Macau, capital mundial do jogo, subiu 7,9 por cento nos primeiros nove meses do ano, em comparação com igual período de 2025, de acordo com dados oficiais do GIF.

As seis operadoras de casinos em Macau submeteram, no total, 2.968 participações de transacções suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo entre Janeiro e Setembro.

23 Out 2026

Grande Baía | Dora Ng quer levar empresas à Europa

Dora Ng destacou o papel de Macau enquanto “elo de ligação infalível” entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola, para levar empresas de Macau, Hengqin e da China aos mercados europeus e do Sudeste Asiático. Já o Chefe do Executivo desafiou investidores a apostarem na Grande Baía

“O Governo da RAEM tem continuado a reforçar o modelo de ‘cooperação entre o Governo e as empresas, sinergia entre Macau e Hengqin, para efeito de partilhar um grande navio a navegar no oceano’, coordenando deslocações de empresas de Macau, de Hengqin e do Interior da China à Europa e ao Sudeste Asiático para aprofundarem o intercâmbio económico e comercial”, salientou ontem a secretária para a Economia e Finanças.

A citação faz parte do discurso que Dora Ng Wai Han proferiu no almoço de boas-vindas da 4.ª Conferência Industrial e Comercial para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau, onde afirmou ser importante aprofundar a coordenação interna da Grande Baía e aproveitar as suas vantagens da abertura ao mundo. Para tal, a governante vincou o papel de Macau enquanto “elo de ligação infalível” da cooperação entre a China e os países de língua portuguesa, e destacou a aproximação aos países de língua espanhola.

A secretária apontou para o duplo sentido das ligações comerciais entre a região e o exterior. Por um lado, é importante conjugar vantagens das cadeias industriais e de abastecimento do projecto regional com as ligações internacionais de Macau, para apoiar empresas da Grande Baía na sua internacionalização através de Macau. Por outro, é também importante “atrair mais empresas internacionais e projectos de qualidade para que, através de Macau, conheçam e entrem na Grande Baía”.

A conectar mundos

Na cerimónia de abertura, o Chefe do Executivo afirmou que, passados três anos, a Conferência Industrial e Comercial para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau se tornou um dos maiores e mais influentes eventos do sector industrial e comercial na Grande Baía.

Destacando Macau como “uma das quatro cidades centrais e um dos principais motores da Grande Baía”, Sam Hou Fai indicou que Hengqin “é essencial tanto para impulsionar uma viragem no desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau, como para a sua participação na construção conjunta de alta qualidade da Grande Baía”.

Sam Hou Fai lançou um convite a “investidores do país e do estrangeiro” para aproveitarem os benefícios das políticas e as oportunidades do mercado de Macau-Hengqin e da Grande Baía”. O governante afirmou que investir em Macau e Hengqin, é investir no futuro e uma oportunidade para “conectar os mercados globais, e unir esforços para contribuir com novas forças para a construção de um grande país e a revitalização nacional”.

23 Out 2026

Poluentes | Máquinas a diesel sujeitas a novo controlo

A partir de Janeiro de 2028, o Governo vai controlar “os poluentes dos gases do escape das máquinas móveis não rodoviárias equipadas com motores propulsionados a gasóleo”. O anúncio foi feito ontem pelo Conselho Executivo, que considerou que este tipo de equipamentos é “uma das principais fontes de poluição do ar”.

O Conselho Executivo explicou que, ao contrário dos gases do escape dos veículos motorizados e das emissões de gases poluentes dos estabelecimentos industriais e comerciais, estas máquinas ainda não estavam sujeitas a qualquer controlo. “Caso as referidas máquinas não tenham sido sujeitas a reparação e manutenção apropriadas, emitem poluentes atmosféricos, tal como fumo negro, causando impacto na qualidade do ambiente circundante e na saúde dos residentes”, apontou Wong Sio Chak, porta-voz do Conselho Executivo e secretário para a Administração e Justiça.

Wong apontou também que a futura regulamentação se vai enquadrar nos “objectivos da acção governativa de ‘Prevenção e controlo integrados da poluição e construção de uma cidade verde’”.

A fiscalização destes equipamentos vai ficar a cargo da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) e caso sejam registadas infracções aos limites a multa aplicável varia entre 20 mil e 100 mil patacas. Se as infracções se verificarem ao nível da fiscalização, a multa vai das 10 mil patacas às 30 mil patacas.

23 Out 2026

Materiais de Construção | Preços para utilizar aterro vão sofrer alterações

A fórmula de cálculo das taxas de despejo de resíduos de construção no Aterro para Resíduos de Materiais de Construção vai sofrer alterações a partir de Abril do próximo ano. As alterações não foram especificadas, mas a novidade foi avançada na conferência de imprensa do Conselho Executivo.

“Por necessidades de ordem prática, é alterado o método de cálculo da caução e é adicionado um novo factor de cálculo das taxas de despejo”, foi indicado. Actualmente, o despejo de materiais inertes de demolição e construção custa 70 patacas por tonelada, no caso de materiais especiais o preço sobe para 200 patacas por tonelada.

As alterações anunciadas ontem criam também a “proibição de acesso de veículos que transportem resíduos de materiais de construção à Central de Incineração de Resíduos Sólidos de Macau e à Estação de Tratamento de Resíduos Especiais e Perigosos de Macau” e correspondentes penalizações.

As mudanças foram ainda justificadas com “uma melhor articulação com o objectivo governativo de “reforço da gestão de resíduos sólidos para fomento da economia circular”, ou seja, uma economia que aposta na melhor utilização de recursos e em elevados níveis de reciclagem e reutilização.

Além disso, o Executivo apresentou como objectivo “implementar plenamente a política de tratamento de resíduos sólidos de ‘redução de resíduos a partir da fonte e reciclagem de resíduos’ e o princípio do ‘poluidor-pagador’”.

23 Out 2026

Eventos | Chan Hao Weng quer novo pavilhão com 50 mil lugares

Inspirado no exemplo de Hong Kong, Chan defende a criação de uma nova infra-estrutura para diversificar a economia e gerar mais empregos e pergunta se há planos para organizar grandes eventos internacionais em Macau

Chan Hao Weng defende a necessidade de Macau construir um pavilhão com capacidade para 50 mil lugares e receber grandes eventos desportivos e culturais. A posição do deputado ligado à Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) consta de uma interpelação escrita sobre as políticas de diversificação económica.

Chan considera que “actualmente Macau carece de um grande recinto fechado com capacidade para 50.000 pessoas, operável durante todo o ano”. O deputado argumenta que esta realidade “dificulta a realização de grandes eventos internacionais e limita o espaço de desenvolvimento da indústria não relacionada com o jogo”.

Chan Hao Weng explica ainda que o actual Estádio de Macau tem apenas 15.700 lugares disponíveis, ficando “muito aquém do padrão exigido” para a organização dos grandes eventos da Confederação Asiática de Futebol. Segundo o legislador, um estádio precisa de, pelo menos, 50.000 lugares para receber uma final da Taça da Ásia. Mesmo um jogo das meias-finais exige 40.000 lugares. Como tal, o deputado argumenta que a RAEM está impossibilitada de “se candidatar, independentemente ou em co-organização”, à organização das competições internacionais de futebol de topo.

Por isso, questiona o Executivo se planeia a construção de um “pavilhão desportivo multifuncional coberto, com capacidade para 50.000 lugares” e que cumpra os padrões internacionais da Confederação Asiática de Futebol (AFC).

Chan Hao Weng questiona ainda quando vai ser feita a escolha do local para receber o pavilhão, o estudo de viabilidade, se existe uma estimativa de custos e um calendário da execução das obras.

Contactos internacionais

Para apostar na economia dos grandes eventos, o legislador questiona o Executivo sobre a intenção de “estabelecer contactos com a Confederação Asiática de Futebol (AFC), a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e a Associação de Futebol de Macau” para “promover, de forma sistemática, a candidatura e cooperação para a organização da Taça da Ásia, de competições internacionais de clubes e de torneios juvenis”.

Chan Hao Weng defende igualmente a realização de jogos de futebol com equipas europeias de topo no território para “revitalizar” a “marca de Macau como sede de grandes eventos desportivos internacionais”.

No documento, o deputado reconhece que as suas questões têm por base o “sucesso do Parque Desportivo Kai Tak em Hong Kong”. Esta foi uma zona desenvolvida no antigo aeroporto que inclui um estádio com capacidade para 50.000 pessoas, um pavilhão para espectáculos, com 10.000 lugares, e ainda um pavilhão desportivo, mais reduzido, que disponibiliza 5.000 lugares.

“As grandes actividades desportivas e artísticas em Hong Kong impulsionaram milhares de milhões de dólares em consumo e valor acrescentado, estimulando eficazmente o emprego nos sectores hoteleiro, de restauração, de comércio a retalho e de serviços, constituindo um motor importante para a economia diversificada da cidade”, afirmou Chan Hao Weng sobre a cidade vizinha.

22 Out 2026