Metro Ligeiro | Governo diz que expandir horário exige mais análise

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) defende que a extensão dos horários do Metro Ligeiro exige “uma análise global”. Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Nick Lei, a entidade governamental garantiu que deve ser feita “uma avaliação global tendo em consideração as reais condições de funcionamento” deste meio de transporte público.

“Tendo em conta o grande volume de passageiros durante feriados e grandes eventos, a operadora já prolongou o horário de funcionamento, tendo aumentado a frequência das carruagens em função da afluência, a fim de dar resposta às necessidades de deslocação dos passageiros”, lê-se na resposta.

A DSAT disse ainda que, para garantir um funcionamento mais regular do Metro Ligeiro, seria necessário “assegurar a estabilidade do sistema de carruagens, realizar diariamente, durante a noite, trabalhos de manutenção e inspecção das vias, de forma a assegurar a segurança da operação”.

O deputado Nick Lei defendeu, na interpelação, que o horário do Metro Ligeiro deveria ser ajustado tendo em conta “as necessidades de deslocação de um maior número de residentes, sobretudo trabalhadores por turnos e profissionais do sector do jogo”.

Pagamentos coordenados

Na mesma resposta, a DSAT esclareceu que tem vindo a realizar a “substituição faseada dos acessos por equipamentos que permitem pagamentos digitais”. Assim, “com a entrada em funcionamento dos novos equipamentos, estarão reunidas condições de base para a articulação entre os sistemas de cobrança do metro ligeiro e dos restantes transportes públicos”, foi apontado.

A DSAT indica que a ligação dos meios de pagamento com os autocarros “tem sido discutido activamente” por parte das operadoras de transporte, a fim de assegurar “o desenvolvimento futuro dos serviços, e respectivas medidas de optimização” das redes de transporte.

23 Out 2026

Desporto | Sector quer atrair federações internacionais para Macau

Ma Chi Seng prometeu levar para a apresentação das Linhas de Acção Governativa as sugestões das associações locais que sugerem a criação de marcas locais de roupa e organização de mais eventos internacionais

As associações desportivas e culturais locais esperam que o Governo trabalhe para atrair federações desportivas internacionais a estabelecerem representações em Macau. O pedido foi transmitido por Ma Chi Seng, deputado ligado ao sector desportivo, no balanço do ano legislativo de 2025/2026.

Poucos dias depois de ter começado o novo ano da Assembleia Legislativa, o legislador ligado ao clã Ma fez uma conferência de imprensa, em conjunto com a deputada Ângela Leong, para abordar o trabalho feito no ano legislativo transacto.

No entanto, o deputado abordou igualmente a recolha de opiniões das associações culturais e desportivas para a apresentação das Linhas de Acção Governativa. Segundo Ma Chi Seng, uma das opiniões aponta como caminho para o desenvolvimento do desporto local a atracção de sedes e representações de federações desportivas internacionais, para dar maior visibilidade ao território.

Outra das sugestões para o sector desportivo, em sinergia com as indústrias culturais, é a criação de marcas de roupa desportiva locais, que possam apresentar designs inovadores e explorar os direitos de propriedade intelectual desses produtos, não só localmente, mas nos mercados do Interior e asiático.

O deputado revelou também que houve opiniões a defender a realização de mais eventos internacionais para reforçar a “marca” de Macau, assim como a construção de mais espaços desportivos e uma melhor gestão dos existentes.

Economia de espectáculos

Segundo declarações citadas pelo Jornal do Cidadão, Ma Chi Seng acredita igualmente que a economia do território passa pela realização de mais eventos, tanto desportivos como culturais. O deputado considerou que estes espectáculos vão movimentar a economia local. No entanto, avisou que as pequenas e médias empresas também têm de se preparar para as novas formas de consumo, utilizando a inteligência artificial para dinamizar a oferta aos turistas.

Por sua vez, a deputada Ângela Leong assegurou que as opiniões que foram recolhidas pelos deputados vão continuar a ser transmitidas ao Governo, para que os legisladores cumpras as suas funções de representação.

23 Out 2026

Macau e Moçambique vão assinar acordo para combater lavagem de dinheiro

Macau e Moçambique vão assinar um acordo para trocar informações de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo, anunciou na quarta-feira o Governo.

De acordo com um despacho publicado no Boletim Oficial, o protocolo envolve a troca de “informações financeiras” para o combate ao branqueamento de capitais, “crimes subjacentes associados”, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça.

O memorando de entendimento será assinado com o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique. Segundo o despacho, assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, em 12 de Outubro, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, pode delegar esta missão ao comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), Leong Man Cheong.

O Gabinete de Informação Financeira (GIF), responsável pelo combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça, está sob a tutela dos SPU.

Segundo o relatório anual do GIF, Macau tornou-se em 2019 o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais (GAFI) que cumpria “todos os 40 padrões internacionais” sobre a prevenção da lavagem de dinheiro, do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa.

Acordos semelhantes

Em Maio de 2025, Macau assinou também com Angola um acordo para trocar informações, de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo ou à proliferação de armas de destruição maciça. Em Agosto passado, o Governo da região anunciou também que iria assinar um protocolo semelhante com a Unidade de Informação Financeira de São Tomé e Príncipe.

O GIF assinou acordos para a troca de informação com 33 países e territórios, incluindo a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária de Portugal, em 2008, a Unidade de Informação Financeira do Banco Central de Timor-Leste, em 2018, e, em 2019, o Conselho de Controlo de Actividades Financeiras do Brasil e a Unidade de Informação Financeira de Cabo Verde.

O número de transacções suspeitas registadas em casinos de Macau, capital mundial do jogo, subiu 7,9 por cento nos primeiros nove meses do ano, em comparação com igual período de 2025, de acordo com dados oficiais do GIF.

As seis operadoras de casinos em Macau submeteram, no total, 2.968 participações de transacções suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo entre Janeiro e Setembro.

23 Out 2026

Grande Baía | Dora Ng quer levar empresas à Europa

Dora Ng destacou o papel de Macau enquanto “elo de ligação infalível” entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola, para levar empresas de Macau, Hengqin e da China aos mercados europeus e do Sudeste Asiático. Já o Chefe do Executivo desafiou investidores a apostarem na Grande Baía

“O Governo da RAEM tem continuado a reforçar o modelo de ‘cooperação entre o Governo e as empresas, sinergia entre Macau e Hengqin, para efeito de partilhar um grande navio a navegar no oceano’, coordenando deslocações de empresas de Macau, de Hengqin e do Interior da China à Europa e ao Sudeste Asiático para aprofundarem o intercâmbio económico e comercial”, salientou ontem a secretária para a Economia e Finanças.

A citação faz parte do discurso que Dora Ng Wai Han proferiu no almoço de boas-vindas da 4.ª Conferência Industrial e Comercial para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau, onde afirmou ser importante aprofundar a coordenação interna da Grande Baía e aproveitar as suas vantagens da abertura ao mundo. Para tal, a governante vincou o papel de Macau enquanto “elo de ligação infalível” da cooperação entre a China e os países de língua portuguesa, e destacou a aproximação aos países de língua espanhola.

A secretária apontou para o duplo sentido das ligações comerciais entre a região e o exterior. Por um lado, é importante conjugar vantagens das cadeias industriais e de abastecimento do projecto regional com as ligações internacionais de Macau, para apoiar empresas da Grande Baía na sua internacionalização através de Macau. Por outro, é também importante “atrair mais empresas internacionais e projectos de qualidade para que, através de Macau, conheçam e entrem na Grande Baía”.

A conectar mundos

Na cerimónia de abertura, o Chefe do Executivo afirmou que, passados três anos, a Conferência Industrial e Comercial para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau se tornou um dos maiores e mais influentes eventos do sector industrial e comercial na Grande Baía.

Destacando Macau como “uma das quatro cidades centrais e um dos principais motores da Grande Baía”, Sam Hou Fai indicou que Hengqin “é essencial tanto para impulsionar uma viragem no desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau, como para a sua participação na construção conjunta de alta qualidade da Grande Baía”.

Sam Hou Fai lançou um convite a “investidores do país e do estrangeiro” para aproveitarem os benefícios das políticas e as oportunidades do mercado de Macau-Hengqin e da Grande Baía”. O governante afirmou que investir em Macau e Hengqin, é investir no futuro e uma oportunidade para “conectar os mercados globais, e unir esforços para contribuir com novas forças para a construção de um grande país e a revitalização nacional”.

23 Out 2026

Poluentes | Máquinas a diesel sujeitas a novo controlo

A partir de Janeiro de 2028, o Governo vai controlar “os poluentes dos gases do escape das máquinas móveis não rodoviárias equipadas com motores propulsionados a gasóleo”. O anúncio foi feito ontem pelo Conselho Executivo, que considerou que este tipo de equipamentos é “uma das principais fontes de poluição do ar”.

O Conselho Executivo explicou que, ao contrário dos gases do escape dos veículos motorizados e das emissões de gases poluentes dos estabelecimentos industriais e comerciais, estas máquinas ainda não estavam sujeitas a qualquer controlo. “Caso as referidas máquinas não tenham sido sujeitas a reparação e manutenção apropriadas, emitem poluentes atmosféricos, tal como fumo negro, causando impacto na qualidade do ambiente circundante e na saúde dos residentes”, apontou Wong Sio Chak, porta-voz do Conselho Executivo e secretário para a Administração e Justiça.

Wong apontou também que a futura regulamentação se vai enquadrar nos “objectivos da acção governativa de ‘Prevenção e controlo integrados da poluição e construção de uma cidade verde’”.

A fiscalização destes equipamentos vai ficar a cargo da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) e caso sejam registadas infracções aos limites a multa aplicável varia entre 20 mil e 100 mil patacas. Se as infracções se verificarem ao nível da fiscalização, a multa vai das 10 mil patacas às 30 mil patacas.

23 Out 2026

Materiais de Construção | Preços para utilizar aterro vão sofrer alterações

A fórmula de cálculo das taxas de despejo de resíduos de construção no Aterro para Resíduos de Materiais de Construção vai sofrer alterações a partir de Abril do próximo ano. As alterações não foram especificadas, mas a novidade foi avançada na conferência de imprensa do Conselho Executivo.

“Por necessidades de ordem prática, é alterado o método de cálculo da caução e é adicionado um novo factor de cálculo das taxas de despejo”, foi indicado. Actualmente, o despejo de materiais inertes de demolição e construção custa 70 patacas por tonelada, no caso de materiais especiais o preço sobe para 200 patacas por tonelada.

As alterações anunciadas ontem criam também a “proibição de acesso de veículos que transportem resíduos de materiais de construção à Central de Incineração de Resíduos Sólidos de Macau e à Estação de Tratamento de Resíduos Especiais e Perigosos de Macau” e correspondentes penalizações.

As mudanças foram ainda justificadas com “uma melhor articulação com o objectivo governativo de “reforço da gestão de resíduos sólidos para fomento da economia circular”, ou seja, uma economia que aposta na melhor utilização de recursos e em elevados níveis de reciclagem e reutilização.

Além disso, o Executivo apresentou como objectivo “implementar plenamente a política de tratamento de resíduos sólidos de ‘redução de resíduos a partir da fonte e reciclagem de resíduos’ e o princípio do ‘poluidor-pagador’”.

23 Out 2026

Eventos | Chan Hao Weng quer novo pavilhão com 50 mil lugares

Inspirado no exemplo de Hong Kong, Chan defende a criação de uma nova infra-estrutura para diversificar a economia e gerar mais empregos e pergunta se há planos para organizar grandes eventos internacionais em Macau

Chan Hao Weng defende a necessidade de Macau construir um pavilhão com capacidade para 50 mil lugares e receber grandes eventos desportivos e culturais. A posição do deputado ligado à Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) consta de uma interpelação escrita sobre as políticas de diversificação económica.

Chan considera que “actualmente Macau carece de um grande recinto fechado com capacidade para 50.000 pessoas, operável durante todo o ano”. O deputado argumenta que esta realidade “dificulta a realização de grandes eventos internacionais e limita o espaço de desenvolvimento da indústria não relacionada com o jogo”.

Chan Hao Weng explica ainda que o actual Estádio de Macau tem apenas 15.700 lugares disponíveis, ficando “muito aquém do padrão exigido” para a organização dos grandes eventos da Confederação Asiática de Futebol. Segundo o legislador, um estádio precisa de, pelo menos, 50.000 lugares para receber uma final da Taça da Ásia. Mesmo um jogo das meias-finais exige 40.000 lugares. Como tal, o deputado argumenta que a RAEM está impossibilitada de “se candidatar, independentemente ou em co-organização”, à organização das competições internacionais de futebol de topo.

Por isso, questiona o Executivo se planeia a construção de um “pavilhão desportivo multifuncional coberto, com capacidade para 50.000 lugares” e que cumpra os padrões internacionais da Confederação Asiática de Futebol (AFC).

Chan Hao Weng questiona ainda quando vai ser feita a escolha do local para receber o pavilhão, o estudo de viabilidade, se existe uma estimativa de custos e um calendário da execução das obras.

Contactos internacionais

Para apostar na economia dos grandes eventos, o legislador questiona o Executivo sobre a intenção de “estabelecer contactos com a Confederação Asiática de Futebol (AFC), a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e a Associação de Futebol de Macau” para “promover, de forma sistemática, a candidatura e cooperação para a organização da Taça da Ásia, de competições internacionais de clubes e de torneios juvenis”.

Chan Hao Weng defende igualmente a realização de jogos de futebol com equipas europeias de topo no território para “revitalizar” a “marca de Macau como sede de grandes eventos desportivos internacionais”.

No documento, o deputado reconhece que as suas questões têm por base o “sucesso do Parque Desportivo Kai Tak em Hong Kong”. Esta foi uma zona desenvolvida no antigo aeroporto que inclui um estádio com capacidade para 50.000 pessoas, um pavilhão para espectáculos, com 10.000 lugares, e ainda um pavilhão desportivo, mais reduzido, que disponibiliza 5.000 lugares.

“As grandes actividades desportivas e artísticas em Hong Kong impulsionaram milhares de milhões de dólares em consumo e valor acrescentado, estimulando eficazmente o emprego nos sectores hoteleiro, de restauração, de comércio a retalho e de serviços, constituindo um motor importante para a economia diversificada da cidade”, afirmou Chan Hao Weng sobre a cidade vizinha.

22 Out 2026

CCAC | Detectada falso registo de assiduidade em programa de Verão

O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) detectou falhas na fiscalização dos registos de assiduidade de um estagiário no “Ocupação de Jovens em Férias 2025”. A investigação, desencadeada por uma queixa, levou a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) a emitir novas instruções vinculativas para cerca de 70 entidades públicas e privadas antes do início da edição de 2026.

Segundo as conclusões do CCAC, o estagiário em causa registou frequentes atrasos e saídas antecipadas sem que os relatórios de assiduidade reflectissem as horas reais de trabalho. Além disso, o jovem compensava por iniciativa própria os atrasos no período da tarde, sem autorização prévia das chefias ou o devido registo nos formulários oficiais.

O organismo liderado por Ao Ieong Seong acrescenta que situações deste tipo “não ajudam os alunos a desenvolver uma atitude positiva na vida e no trabalho”.

Na sequência do alerta e das recomendações emitidas pelo CCAC, a DSEDJ actualizou as “Instruções sobre o Tratamento da Assiduidade dos Estagiários pelas Instituições de Estágio”, aplicáveis a todas as entidades aderentes ao programa.

As novas directrizes impõem obrigações acrescidas aos supervisores, que passam a ter de esclarecer preventivamente as regras aos alunos, verificar diariamente as presenças e arquivar formalmente os comprovativos. O documento clarifica também as regras para compensação de atrasos, dedução de horas e a obrigatoriedade de comunicação imediata de qualquer anomalia. O caso, segundo o CCAC, terá mesmo levado vários serviços públicos a reforçar orientações internas, passando a utilizar cartões electrónicos de controlo de acessos para a marcação de ponto dos estagiários e uniformizando os processos de pedido de ausência.

22 Out 2026

MIF / Lusofonia | Comércio electrónico e economia azul para estreitar laços

Na inauguração da Feira Internacional de Macau (MIF), a secretária para a Economia e Finanças, Dora Ng Wai Han, defendeu que a RAEM tem vindo a expandir a rede de cooperação comercial com mercados externos

O Governo de Macau indicou ontem que quer reforçar a cooperação económica entre a China e os países de língua portuguesa, apostando em áreas como o comércio electrónico transfronteiriço e a economia azul.

Na cerimónia de abertura conjunta da 31.ª Feira Internacional de Macau (MIF), da Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX) e da Exposição de Franquia de Macau, a secretária para a Economia e Finanças de Macau afirmou que o território deve aproveitar a “nova fase de abertura económica da China” para consolidar a posição como plataforma com os mercados lusófonos.

“Com base na consolidação das funções da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP), o Governo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] tem vindo a expandir, de forma proactiva, a rede de cooperação comercial com mercados externos”, afirmou Ng Wai Han.

Segundo a responsável, a PLPEX reúne “indústrias características, assim como produtos e serviços típicos provenientes de nove PLP”, com o objectivo de intensificar a cooperação em sectores como “o comércio electrónico transfronteiriço, a agricultura sino-lusófona e a economia azul”.

A governante salientou que a estratégia está alinhada com as orientações do 15.º Plano Quinquenal da China, que prevê uma maior abertura ao exterior e um reforço do comércio de serviços e do investimento internacional.

Ng Wai Han destacou ainda as missões empresariais realizadas este ano pelo Governo de Macau, nas quais participaram empresas de Macau, da vizinha zona económica especial de Hengqin (Ilha da Montanha) e da China continental, incluindo deslocações a Portugal e Espanha à procura de novas oportunidades de mercado.

Outras iniciativas

A cooperação com os países de língua portuguesa estará igualmente em destaque em várias iniciativas integradas nos certames, entre as quais a 16.ª Cimeira para o Desenvolvimento Comercial e Industrial da Província de Jiangsu, Macau e os PLP, a Sessão de Intercâmbio para Cooperação Económica e Comercial entre Fujian, Macau e os PLP e a Expo Internacional Agrícola China-PLP.

Pela primeira vez, a Feira Internacional de Macau vai incluir um pavilhão dedicado aos países de língua espanhola.

Segundo a organização, o novo Pavilhão da Indústria dos Países de Língua Espanhola irá reunir expositores de 11 países e pretende reforçar o papel de Macau enquanto plataforma de ligação entre a China, os países de língua portuguesa e os países hispanófonos.

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), que organiza a feira, indicou que o objectivo é criar oportunidades de negócio que liguem mercados externos, incluindo os países lusófonos, hispanófonos e os membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), apoiando a internacionalização das empresas.

A MIF decorre até sábado, com uma área de 16 mil metros quadrados, cerca de mil expositores nacionais e estrangeiros, oriundos de mais de 30 países e regiões, e mais de 1.500 compradores internacionais.

Entre os destaques, estão empresas de inteligência artificial (IA), que apresentam plataformas para robôs humanóides, geradores de aromas controlados por IA, robôs exo-esqueletos, assistentes de gestão empresarial e sistemas de impressão instantânea de fotografias tridimensionais sem necessidade de óculos.

A organização anunciou ainda a presença de vários produtos internacionais, incluindo café de especialidade do Brasil, presunto ibérico de Espanha, artigos para o lar de Singapura e produtos de marcas centenárias europeias.

22 Out 2026

Médicos | Governo descarta queixas e garante contratações

Depois de uma residente se ter queixado da falta de vagas de emprego nos hospitais locais após a formação de médicos especialistas, os Serviços de Saúde desmentiram o desfasamento entre formação e recrutamento e vincaram a prioridade de contratação de médicos locais

Na segunda-feira, uma ouvinte do programa matinal Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau denunciou a falta de correspondência entre os planos de formação de médicos especialistas e as oportunidades de emprego de especialistas em hospitais de Macau.

“Antigamente, os nossos hospitais formavam médicos especialistas. Mas, desde 2026, se os hospitais deixarem de dar vagas estes profissionais ficam desempregados ou têm de procurar trabalho noutro lugar. Se os hospitais não tencionam recrutar estes médicos, porque lhes dão formação? Não tiveram em conta as necessidades de mão-de-obra?”, questionou.

A queixa foi mais tarde negada pelos Serviços de Saúde (SS), em respostas enviadas à emissora pública. As autoridades sublinharam que os recursos e os profissionais médicos são os pilares fundamentais para salvaguardar a saúde dos residentes, e que sempre prestam elevada atenção à formação e ao desenvolvimento de quadros qualificados locais. A entidade liderada por Alvis Lo indicou que o investimento em saúde tem sido mantido de forma consistente, focado no objectivo de concretizar o “princípio de priorizar a contratação de residentes de Macau”, sem endereçar directamente a queixa.

Além disso, os SS afirmaram que o Centro Hospitalar Conde de São Januário e o Peking Union Medical College Hospital estão a recrutar médicos de diversas especialidades, e que algumas vagas serão preenchidas por profissionais que terminaram o estágio.

Assim sendo, os SS garantiram que vão “zelar pela formação de quadros qualificados na área da saúde e pela construção da respectiva equipa, reforçando a comunicação e a colaboração com as instituições de formação e optimizando a utilização dos recursos formativos”.

A declaração foi proferida num comunicado alusivo à “Cerimónia de abertura da 2.ª edição da formação de médicos residentes”, que marcou um novo passo na carreira de 42 profissionais. O director Alvis Lo referiu que “nos próximos seis anos, os serviços competentes subordinados aos Serviços de Saúde proporcionarão um ambiente de aprendizagem médica favorável à formação especializada e ao crescimento pessoal” dos formandos, permitindo que se integrem “nas fileiras dos médicos especialistas”.

21 Out 2026

Habitação | Reduzido preço de venda a funcionários públicos

O Chefe do Executivo reduziu o valor de vendas das habitações arrendadas aos funcionários públicos, ou aos cônjuges ou descendentes, com a actualização do preço unitário por metro quadrado para 48.500 patacas. Este valor é utilizado para definir a valorização da habitação ao abrigo do Regulamento da Alienação dos Fogos do Governo aos seus Arrendatários.

A definição de 48.500 patacas por metro quadrado é o valor mais baixo desde a segunda metade de 2016, quando o metro quadrado foi fixado em 44.900 patacas. No pólo oposto, o valor mais elevado foi atingido na segunda metade de 2019, com o metro quadrado a valer 82.700 patacas.

De acordo com a lei, o preço definido pelo Chefe do Executivo deve ser actualizado a cada seis meses, o que não se verifica desde 2022. Desde esse ano, as actualizações passaram a ser feitas de forma anual. Além disso, o preço deve “aproximar-se na medida do possível do preço médio actualizado de valorização do metro quadrado de construção praticado no mercado livre de habitação”.

21 Out 2026

Concertação Social | Comissão passa a custar 874 mil patacas por ano

Com o novo regime do Conselho Permanente de Concertação Social, o pagamento dos membros da Comissão Executiva deixa de estar dependente de senhas de presença e da apresentação de despesas

Desde o início de Setembro que o Chefe do Executivo passou a destinar 874 mil patacas por ano dos cofres da RAEM para os membros da Comissão Executiva do Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS). A informação foi publicada ontem no Boletim Oficial e substitui parte do regime de pagamento de acordo com as senhas de presença.

Actualmente, o CPCS é composto por 13 membros, entre representantes da Administração, do patronato e de associações ligadas aos trabalhadores, tendo como presidente a secretária para a Economia e Finanças, Dora Ng Wai Han. Esta é a única participante das reuniões que não é remunerada especificamente pela participação nas reuniões.

Além disso, entre os restantes 12 membros, há seis que constituem a Comissão Executiva do CPCS, entre os quais Chan Un Tong, director dos Serviços para os Assuntos Laborais, como coordenador, e Yau Yun Wah, director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, como coordenador-adjunto. Com as novas regras, Chan passa a auferir uma remuneração mensal de 15.040 patacas, e Yau um pagamento mensal de 12.690 patacas. Estes dois salários, assumindo que são pagos apenas 12 meses, custam 332.760 patacas por ano aos cofres da RAEM.

No entanto, a Comissão Executiva é ainda constituída por dois representantes do patronato, o ex-deputado Chan Chak Mo e Alan Wong Yeuk Lai, e dois representantes do sector laboral, Kuong Chi Fong e O Lai Heong. Cada um destes membros da comissão vai auferir um pagamento mensal de 11.280 patacas, o que representa 135.360 patacas por ano. O total destes quatro membros da Comissão Executiva vai custar aos cofres da RAEM 541.440 patacas por ano. A Comissão Executiva passa, assim, a receber do Orçamento da RAEM 874.200 patacas por ano.

Maiores certezas

Até às alterações divulgadas ontem, os quatro membros da Comissão Executiva do CPCS, excluindo o coordenador e o coordenador-adjunto, eram pagos com base em senhas de presença e apresentação de despesas associadas ao desempenho das funções.

O valor das despesas realizadas pelos membros não é divulgado publicamente no portal do CPCS. No entanto, cada senha de presença por reunião representa um pagamento de 940 patacas e o Orçamento da RAEM para este ano destina cerca de 1 milhão de patacas com a despesa com os 13 membros do CPCS.

Ao longo de 2023, 2024 e 2025, tendo em conta o número de reuniões do CPCS, cada representante do patronato e dos trabalhadores na Comissão Executiva recebeu 17.860 patacas (19 reuniões em 2023), 14.100 patacas (15 reuniões em 2024) e 15.980 patacas (17 reuniões em 2025). Por isso, estes quatro membros custaram aos cofres da RAEM, nos anos em causa, 71.440 patacas, 56.400 patacas e 63.920 patacas. Estes são valores abaixo das 541.440 patacas por ano definidos pelo Chefe do Executivo. Todavia, o valor não tem em conta as despesas apresentadas pelos membros.

Em relação ao coordenador e ao coordenador-adjunto, o portal da CPCS não divulga o regime de remuneração especial aprovado pelo Chefe do Executivo que esteve em vigor até Setembro.

21 Out 2026

Arbitragem | Governo quer criar centro de litígios comerciais

Wong Sio Chak, secretário para a Administração e Justiça, revelou que será criado em Macau o “Centro de Resolução de Litígios Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa (e de Língua Espanhola)”.

No discurso proferido no 2º Congresso de Arbitragem Lusófona, o governante destacou também a necessidade do reforço “da capacidade jurídica em matérias que envolvam legislação do exterior”, nomeadamente nos “serviços jurídicos dos Países de Língua Portuguesa (e de Língua Espanhola) e países que participam conjuntamente na construção de ‘Uma Faixa, Uma Rota'”.

Pretende-se ainda melhorar “a formação de quadros qualificados em matérias que envolvam legislação do exterior”, já que Wong Sio Chak destacou que o “ritmo crescente da ‘expansão para o exterior’ das empresas aumenta a frequência de actividades comerciais transfronteiriças”, levando à necessidade de recorrer à arbitragem.

“Macau, graças às características institucionais únicas do sistema jurídico continental, à vantagem do bilinguismo sino-português e à posição de plataforma de ligação entre o Interior da China e os Países de Língua Portuguesa, dispõe de todas as condições e capacidades para se tornar numa importante plataforma de arbitragem comercial e de resolução de litígios entre a China e os Países de Língua Portuguesa (e de Língua Espanhola)”, concluiu.

20 Out 2026

Cerca de 16% dos trabalhadores não é compensada por horas extra

Cerca de 16 por cento dos trabalhadores que fazem horas extra não recebe a totalidade dos pagamentos previstos na lei laboral. A conclusão consta de um estudo, com 1.077 inquéritos válidos, realizado pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM).

Entre os 1.077 inquiridos que responderam de forma válida à sondagem, 52 por cento (560 inquiridos) admitiram fazer horas extra todas as semanas. Cerca de 35 por cento dos 560 trabalhadores fazem entre uma e três horas extra por semana e 13 por cento entre três e oito horas extra por semana.

No entanto, apesar de as horas serem tidas como necessárias pelas entidades patronais, os patrões não cumprem a totalidade das obrigações laborais. Entre os 560 entrevistados, 89 trabalhadores (16 por cento) admitiram que não recebem qualquer compensação pelas horas extra.

Segundo a legislação em vigor, o trabalhador pode ser obrigado a prestar horas extra de trabalho, mesmo que contrariado, em situações específicas. No entanto, nesses casos o trabalhador além do pagamento normal por cada hora de trabalho deve ser ainda compensado com um acréscimo de 50 por cento sobre o valor da hora trabalhada. Por exemplo, se o patrão paga 100 patacas pela hora de trabalho, nesta situação terá de pagar 150 patacas por hora.

Outras situações

As horas extra estão ainda previstas para as situações em que o patrão pede e o trabalhador concorda, ou quando é o próprio trabalhador a pedir ao patrão para fazer horas extras. Nestas situações, a lei prevê o pagamento de uma compensação de 20 por cento acrescida ao salário por hora. Nestes cenários, se o patrão paga 100 patacas pela hora de trabalho vai ter de pagar 120 patacas por hora.

Face aos resultados, a equipa responsável pelo estudo, liderada por Leong Pou U, deputado e vice-presidente da FAOM, considerou que é preciso rever a lei para proteger estes trabalhadores.

O inquérito apurou ainda que 54 por cento dos trabalhadores estão disponíveis para continuar a estudar e melhorar a sua formação profissional em áreas como o reforço das capacidades de atendimento ao cliente, domínio de diferentes línguas, gestão de equipas e liderança.

20 Out 2026

Função pública | População acha que bom atendimento depende de cunha

Um estudo feito por associações ligadas aos trabalhadores da função pública alerta que os residentes acreditam que as relações pessoais são importantes para ter um bom atendimento em serviços públicos

Os residentes consideram que a eficácia dos serviços públicos na resolução dos problemas depende da existência de cunhas. A conclusão faz parte de um estudo elaborado pela Federação das Associações dos Trabalhadores da Função Pública de Macau e pela Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Origem Chinesa de Macau, apresentado no sábado.

Segundo o jornal Ou Mun, o trabalho de investigação teve por base 2.063 respostas válidas de residentes, reunidas entre Março e Junho deste ano, e tentou avaliar a percepção sobre os Serviços Públicos. Os autores utilizaram uma escala de 1 a 5 e confrontaram os inquiridos com diferentes cenários. Quanto mais alta a pontuação dos cenários, maior a percepção de que estes se verificam na realidade.

Quando os inquiridos foram confrontados com a necessidade de conhecer alguém nos serviços públicos para verem os seus problemas resolvidos, a resposta atingiu 2,89 pontos. Este resultado mostra que os inquiridos acreditam que um bom atendimento nos serviços públicos de Macau depende da existência de conhecidos. Apesar do que percepcionam como uma prática existente, os residentes afirmam não concordar com esta forma de actuação (2,13 pontos).

Face a estes indicadores, as equipas das associações responsáveis pelo estudo apontaram que “os residentes são obrigados a recorrer a relações pessoais devido à falta de eficácia nos serviços”, mesmo que desaprovem esta cultura.

Os investigadores destacaram ainda que este resultado alerta a sociedade para a necessidade de “elevar a eficácia e a imparcialidade dos serviços públicos”.

Meios electrónicos aprovados

Em termos das percepções, foi ainda apurado que os residentes consideram que o atendimento online acarreta menores encargos administrativos para a população, o que mostra o apoio a esta opção, em vez dos atendimentos presenciais.

Os investigadores apontaram também que os residentes defendem a existência de mecanismos de queixas convenientes e eficazes e que estes contribuem para legitimar as acções da administração. O estudo mostrou ainda que os residentes admitem compreender com dificuldade a linguagem utilizada nos documentos oficiais (2,6 pontos) e as funções dos serviços públicos (3,13 pontos).

Face aos números foi concluído que a população sente dificuldades em entender os documentos oficiais e identificar as funções dos diferentes organismos.

Na conferência de imprensa, os investigadores defenderam ainda “uma melhoria geral da qualidade dos serviços” e a reforma dos serviços com tempos de atendimento mais longos, que criam a percepção da necessidade de cunhas.

20 Out 2026

AL | Chui Sai Peng na Comissão de Regimento e Mandatos

Na sessão plenária de sexta-feira houve eleições para os presidentes e secretários das diversas comissões que compõem a Assembleia Legislativa (AL). Segundo um comunicado da AL, o deputado Chui Sai Peng passa a presidir a Comissão de Regimento e Mandatos, sendo adjudicado por Iau Teng Pio, com o cargo de secretário, e por Angela Leong, Wong Kit Cheng, Song Pek Kei, Ip Sio Kai e Lei Wun Kong.

A primeira comissão permanente será presidida por Wong Kit Cheng, enquanto que a segunda comissão será dirigida por Ip Sio Kai. Leong Sun Iok passa a presidir à terceira comissão permanente.

No que diz respeito à Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas, Ella Lei será presidente; enquanto que a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas será liderada por Song Pek Kei. Ma Chi Seng preside à Comissão de Acompanhamento dos Assuntos da Administração Pública.

20 Out 2026

Rua de Pequim | Deputado sugere zona pedonal coberta

O deputado Vong Hou Piu sugeriu, no período de intervenções de antes da ordem do dia, que as autoridades devem “aproveitar a oportunidade da transformação trazida pela saída dos casinos-satélite para remodelar a Rua de Pequim”, transformando-a “numa rua pedonal comercial”. Vong destacou que o encerramento dos casinos-satélite, em finais de 2025, afectou negócios, mas que é importante repensar a utilização da zona.

A Rua de Pequim “foi alvo, há anos, de um reordenamento do ambiente pedonal, dispondo de uma base para criar um sistema pedonal. Mas a fisionomia urbana, as instalações e distribuição de actividades comerciais continuam relativamente dispersas, não tendo sido plenamente aproveitado o potencial de comércio”.

Para potenciar o uso da rua, o deputado sugeriu a “instalação de estruturas de cobertura semi-circulares” em ruas secundárias, e que tenham “valor estético e artístico, destinadas a ocultar as colunas expostas”. Além disso, deve-se eliminar “a ocupação ilegal do espaço público”; criando-se também zonas coberturas que se conjuguem “com a política de esplanadas”. Tal iria permitir “com um estilo uniforme, ligar as esplanadas dos estabelecimentos de restauração de ambos os lados, unindo as esplanadas dispersas num único espaço, transformando-as numa rua pedonal comercial a funcionar em todas as condições atmosféricas”.

Nesta zona com coberturas, iriam funcionar bancas de gastronomia, “lembranças culturais e criativas e produtos de lojas de conveniência”. Para os comerciantes, devem ser estabelecidos “mecanismos transparentes de admissão, fiscalização sanitária e rotatividade”, dando-se prioridade “à participação de micro e pequenos empresários locais”.

20 Out 2026

Deficientes Visuais | Pedida mais atenção para necessidades especiais

O deputado Nick Lei alerta que as falhas na manutenção do piso táctil nos passeios estão a criar situações de perigo para os cidadãos com dificuldades visuais. Lei pede também uma nova legislação para obrigar os espaços privados a criarem melhores condições de acessibilidade

O deputado Nick Lei considera que é necessário fazer mais para garantir uma cidade sem barreiras de acordo com as expectativas da sociedade. Em causa, está o facto de o legislador considerar que existem várias falhas na manutenção do piso táctil, instalado nos passeios e utilizado para orientar as pessoas com dificuldades visuais.

Num comunicado, o deputado ligado à comunidade de Fujian apontou que existem problemas relacionados com os pisos tácteis com danos, materiais soltos ou fora de posição, o que impede a sua utilização.

No entanto, Lei destacou que mais perigoso do que esses pisos tácteis impedirem a utilização é o facto de, em algumas situações, orientarem de forma errada as pessoas com dificuldades visuais, criando situações de perigo ou levando os utilizadores por caminhos bloqueados ou interrompidos.

Além disso, Nick Lei salientou que em vários bairros antigos, centros comerciais ou lojas, faltam instalações de acessibilidade, o que traz dificuldades para as pessoas com deficiência visual dificuldades visitarem estes locais sem o apoio de terceiros, limitando ainda mais a sua vida quotidiana.

Outras expectativas

O deputado destaca ainda que a sociedade tem a expectativa de criar um ambiente pedonal acessível e conveniente, como decorre do 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM.

Neste sentido, Nick Lei sugere que o Governo preveja e analise todas as instalações destinadas às pessoas com deficiência visual na cidade e melhore as instalações para facultar a acessibilidade, com vista a reforçar o ambiente social nos âmbitos da inclusão e integração.

Quanto à manutenção diária das instalações destinadas às pessoas com deficiência visual, o legislador sugeriu que o Governo crie um mecanismo de inspecção permanente e que a manutenção dos pisos tácteis e das instalações seja incluída no âmbito da manutenção municipal diária.

Por outro lado, o deputado pediu ao Governo que garanta o correcto funcionamento do guia dos pisos tácteis, em rigorosa conformidade com as normas arquitectónicas para a concepção de design universal e livre de barreiras, na RAEM.

Nick Lei sugeriu ainda a aprovação de nova legislação para regular o ambiente sem barreiras, criando novas obrigações de acessibilidade para espaços privados, de forma a evitar discriminações.

16 Out 2026

Imobiliário | Associação pede subsídios e BIR por investimento

A Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau defende a intervenção do Governo para salvar o sector que está em crise, com o lançamento de subsídios às taxas de juro nos créditos para compra de habitação. Em declarações ao jornal Ou Mun, o presidente da associação, Ip Kin Wa, recomendou que o Executivo de Sam Hou Fai tenha como referência os apoios lançados no Interior da China para estimular o mercado.

As autoridades chinesas subsidiam 1 por cento das taxas de juro nos créditos à habitação, mas Ip Kin Wa entende que a RAEM deve conceder subsídios de 4 por cento nos juros dos créditos dos compradores de primeira casa.

Além disso, o responsável considera que o Governo deveria relaxar os critérios de acesso a residência na RAEM a profissionais das quatro indústrias prioritárias para a diversificação económica, e seus familiares, se investirem em imobiliário no território. O responsável recordou que os preços de imóveis caíram entre 40 por cento e cerca de 50 por cento, desde a época de preços mais elevados.

Economia | Macau num “momento crucial”, diz secretária

A secretária para a Economia e Finanças, Dora Ng Wai Han, disse que Macau “está a entrar num período crucial de desenvolvimento de alta qualidade” no que diz respeito ao panorama económico.

A ideia foi deixada num discurso proferido no jantar convívio da Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau, esta quarta-feira, a propósito dos 58 anos da entidade.

A secretária adiantou que é objectivo do Governo a “abertura a mercados externos e a optimização do ambiente de negócios”. A secretária destacou também que o Executivo vai continuar a “dedicar atenção e apoio ao trabalho da Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau”.

16 Out 2026

IPIM | MIF terá pavilhão dedicado a países de língua espanhola

Decorre na próxima semana, entre quarta-feira e sábado, a 31ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla inglesa), no Venetian.

Esta feira de negócios decorre em simultâneo com a Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (Macau) 2026 (PLPEX), e ainda a Exposição de Franquia de Macau 2026 (MFE).

Segundo uma nota do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), será organizado, pela primeira vez, o “Pavilhão Industrial dos Países de Língua Espanhola”, com “cerca de 30 empresas e instituições de 11 países hispanófonos, incluindo Espanha, Argentina, Uruguai e Colômbia”.

Além disso, a MIF, PLPEX e MFE vão contar com “cerca de 1.000 expositores nacionais e estrangeiros, oriundos de mais de 30 países e regiões, e mais de 1.500 compradores internacionais, numa área total de 30.000 metros quadrados”.

16 Out 2026

Hengqin | UPM e UTM investem 2,14 mil milhões em terrenos

A Zona de Cooperação Aprofundada continua a lucrar com terrenos para as universidades de Macau, desta vez com um investimento superior a 2,14 mil milhões de patacas. Anteriormente, recebeu cerca de 1,4 mil milhões de patacas da Universidade de Macau

As empresas da Universidade Politécnica de Macau (UPM) e da Universidade de Turismo de Macau (UTM) vão investir 2,14 mil milhões de patacas em terrenos na Ilha da Montanha, no local onde está a ser desenvolvida a Cidade Universitária Internacional de Macau e Hengqin. A informação foi divulgada ontem no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP).

Em relação à empresa controlada pela UPM, a Inovação Tecnológica da UPM Sociedade Unipessoal Limitada, o investimento vai ser de 884 milhões de renminbis, o que equivale a cerca de 1,07 mil milhões de patacas.

O mesmo acontece com a empresa da UTM, a Desenvolvimento de Cultura e Turismo da Universidade de Turismo de Macau, Sociedade Unipessoal Limitada, que vai igualmente entrar com 884 milhões de renminbis no negócio.

Estes 1,77 mil milhões de renminbis vão ser utilizados, numa primeira fase, como o capital de constituição da Companhia para o Desenvolvimento do Ensino Superior da UPM e UTM na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, Lda. Esta empresa resulta de uma parceria entre as duas instituições de ensino para desenvolver o campus na Ilha da Montanha.

Todavia, a informação divulgada ontem pelo DSSGAP revela que o dinheiro vai ter como destino final apoiar “a Universidade Politécnica de Macau e a Universidade de Turismo de Macau na aquisição dos terrenos de uso educativo no campus na Zona de Cooperação Aprofundada”.

Até ontem, cada uma das empresas das instituições de ensino tinha realizado 585 milhões da participação social de 884 milhões de renminbis.

Além das participações através das empresas, cada uma das universidades vai ainda injectar directamente 43 milhões de renminbis na parceira, que tem um capital social de 1,85 mil milhões de renminbis.

Acordo em Setembro

A divulgação do montante a ser gasto com os terrenos no Interior surge depois de, no mês passado, ter sido divulgado um acordo entre a UTM e a UPM com a Comissão de Gestão da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. O contrato prevê a transferência do uso de terrenos e utilização do futuro campus universitário.

O projecto da UPM e UTM na Cidade Universitária tem mais de 459 mil metros quadrados, com as duas instituições de ensino a desenvolverem um campus em conjunto com edifícios de aulas, laboratórios, biblioteca, residências universitárias e instalações desportivas. Segundo a informação, espera-se que as obras arranquem em 2027 e fiquem “praticamente” concluídas em 2030.

Anteriormente também a Universidade de Macau tinha assinado um contrato semelhante para a utilização de terrenos na Zona de Cooperação, ao gastar 946 milhões de renminbis (1,4 mil milhões de patacas).

A cidade universitária é um projecto comercial falhado em Hengqin, com arquitectura de inspiração alemã, que está a ser reaproveitado como um campus para a expansão das universidades públicas da RAEM. Desde o Verão que o espaço começou a acolher os primeiros docentes, mas o objectivo é receber 20 mil estudantes até 2029.

16 Out 2026

Presidente do TUI realça aumento de casos penais e laborais

A presidente do Tribunal de Última Instância (TUI), Song Man Lei, salientou o aumento anual do número de processos penais, sobretudo relacionados com o jogo e burla, e ainda de casos do foro laboral.

A presidente do TUI referiu o “aumento contínuo dos processos penais”, com o número de processos entrados no Tribunal Judicial de Base (TJB) aumentou de 5.606 para 5.783, face ao ano judiciário de 2024/2025. Por sua vez, “o número de processos penais comuns de tribunal colectivo subiu de 1.776 para 1.969, mantendo-se, pelo terceiro ano consecutivo, uma subida na ordem dos 10 por cento”, disse.

A magistrada associou estes dados “à recuperação contínua do número de visitantes e a retoma do sector do turismo e do jogo”, bem como “o reforço do combate pelo Governo aos crimes relacionados com actividades periféricas do jogo e burlas praticadas através das telecomunicações e da Internet”. Com mais processos, “agravou-se a pressão sobre os tribunais colectivos criminais no julgamento dos processos”, admitiu.

Song Man Lei destacou o crime de jogo ilícito, já que entraram no TJB 383 processos relativos a câmbio ilícito, “representando 19,5 por cento do total de processos penais comuns” entrados no TJB.

O impacto da retoma

No tocante aos processos laborais, Song Man Lei salientou ainda o aumento de 70,1 por cento no número de recursos cíveis e laborais entrados no Tribunal de Segunda Instância em termos anuais, de 167 para 284 no ano transacto. Tal é reflexo “da retoma das actividades económicas e transacções de mercado, bem como da gradual recuperação da circulação de pessoas e do investimento”. Song Man Lei deu outra justificação: “o aumento do número de juízes do TJB e a criação do 4.º Juízo Cível, o que permitiu acelerar a tramitação dos processos cíveis”.

Prevê-se, na sua visão, a “tendência de subida” deste tipo de processos, tendo em conta “a contínua recuperação da economia e o maior dinamismo das diversas transacções de mercado e interacções entre particulares”.

Criminalidade | MP alerta para mais casos com menores

Tong Hio Fong, procurador do Ministério Público (MP), destacou na sessão de abertura do ano judiciário 2026/2027 que tem ocorrido “um crescimento do número de processos e de menores infractores com idade inferior a 16 anos”. Tong Hio Fong salientou que “o MP remeteu a tribunal, para efeitos de autuação de processos relativos a menores com idade inferior a 16 anos, um total de 186 processos que envolveram 294 menores”, “um aumento de 25 processos, e de 87 menores”, face ao ano judiciário de 2024/2025.

O procurador chamou também atenção para o “aumento contínuo dos crimes associados ao jogo e persistência da exploração do câmbio ilícito”, tendo sido autuados, “no ano judiciário transacto, 892 inquéritos por crimes relacionados com o jogo, uma subida de 17,4 por cento face aos 760 registados no ano anterior”.

Destaca-se os 160 inquéritos, um aumento de mais de 150 por cento, sobre o crime de “exploração ilícita de jogo de fortuna ou azar online ou de aposta mútua online”.

Tong Hio Fong declarou que o “crescimento acentuado” mostra que “os infractores procuram tirar partido da elevada clandestinidade, do carácter transfronteiriço e da rápida circulação de capitais inerentes ao jogo online para se esquivarem à investigação policial e à correspondente responsabilidade criminal”.

Houve ainda um aumento de 20 por cento no número de inquéritos ligados ao crime de “exploração de câmbio ilícito para jogo”, com um total de 493 inquéritos. Permanece, assim, “activa” no território a actividade da troca de dinheiro, destacou Tong Hio Fong.

16 Out 2026

Saúde | Hospital em Hengqin em rede de partilha de informações

O Primeiro Hospital Afiliado da Universidade Médica de Guangzhou em Hengqin entrou, na terça-feira, na rede de registo digital de saúde de Macau, permitindo à unidade partilhar informação médica com 10 instituições de saúde da RAEM, entre hospitais e clínicas.

A Plataforma de Registo Electrónico de Saúde de Macau (eHR) dá acesso a médicos autorizados em Macau e no hospital em Hengqin ao registo de doentes dos dois lados da fronteira, eliminando a necessidade de repetir exames ou prescrições de medicamentos.

A medida de integração foi apresentada na terça-feira, com o director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, a indicar que a partilha de registos clínicos poderá ser alargada a outros hospitais e clínicas do Interior da China.

O responsável sublinhou a importância do reforço da cooperação médica transfronteiriça, que já no ano passado havia dado um avanço significativo com a abertura da Clínica Especializada Conjunta Hengqin-Macau, uma unidade que nasceu da cooperação entre o Hospital Conde de São Januário e o Hospital de Hengqin que entrou agora na plataforma eHR. Alvis Lo destacou também a abertura do Centro de Formação Conjunto Hengqin-Macau para Medicina Familiar, que começou a operar em Maio também através da cooperação entre os dois hospitais.

15 Out 2026

IC | Canhão encontrado na Ilha Verde vai ser estudado

A presidente do Instituto Cultural (IC), Deland Leong Wai Man, afirmou que o canhão antigo descoberto na Ilha Verde, na semana passada, está guardado e vai ser alvo de estudo e restauro. A revelação foi feita durante a conferência de imprensa, após a reunião de ontem do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural.

Leong indicou que o canhão foi guardado num armazém em condições especiais, para evitar danos ambientais, e que vai ser elaborado um plano de restauro tendo em conta o estado desta relíquia.

Sobre o andamento do estudo do canhão, a presidente do IC prometeu que as informações vão ser divulgadas atempadamente. Todavia, a responsável avisou que vai ser muito complicado reconstituir totalmente a história do canhão apenas com base no achado recente. Ainda assim foi prometido que o IC vai “começar por organizar os dados fragmentados existentes” para “realizar estudos e investigações de longo prazo” com peritos e académicos.

As autoridades admitem ainda que o canhão pode vir a ser exposto, mas apenas quando forem terminados os trabalhos de estudo. Nesta fase, não está escolhido o local onde a peça poderá ser exibida.

O canhão foi encontrado num estaleiro de obras no cruzamento da Estrada Marginal da Ilha Verde com a Travessa Dois do Parque Industrial. Sobre a possibilidade de haver outros objectos enterrados no local com valor histórico, Deland Leong afirmou que as probabilidades são muito baixas, pelo que os trabalhos de construção deverão recomeçar.

15 Out 2026