Deputadas pedem fiscalização viária com recurso a drones

As deputadas ligadas à Associação Geral das Mulheres de Macau, Loi I Weng e Wong Kit Cheng, defendem que as autoridades policiais devem recorrer aos drones para uma maior fiscalização do trânsito. Segundo um comunicado do gabinete de atendimento das deputadas, esta ideia surge depois da realização do dia de atendimento ao público por parte das eleitas para o hemiciclo.

Um dos destaques deste dia de consulta aberta foi o elevado número de acidentes de viação, tendo Loi I Weng sugerido a utilização de drones para melhor verificar os infractores e aplicar multas, sobretudo nas zonas com maior sinistralidade.

A deputada disse ter recebido muitas queixas de residentes quanto ao elevado número de acidentes registado recentemente. Loi I Weng referiu também dados oficiais relativos à primeira metade do ano sobre condutores que não cedem passagem a peões ou que passaram o sinal vermelho: foram, respectivamente, 1072 casos e 4401 casos, apresentando um aumento significativo em termos anuais, disse a deputada citada pela mesma nota.

Loi I Weng pede também a introdução da figura de auxiliar de trânsito em zonas onde se registam mais acidentes ou ausência do cumprimento de regras de passagem de peões e passadeiras. Foi também sugerido o avanço na revisão da lei do trânsito rodoviário, a fim de se poder garantir um equilíbrio entre direitos e obrigações de peões e condutores.

Desafios laborais

Outro assunto levantado pelos residentes no dia de atendimento, foi as dificuldades que os portadores de deficiência têm em encontrar trabalho.

A deputada Wong Kit Cheng destacou que o planeamento dos serviços de reabilitação para os próximos dez anos incentivam a que entidades ou empresas privadas contratem mais pessoas com deficiência física ou mental, tendo sugerido que o Governo reforce os apoios na formação. Tudo para que os candidatos a emprego tenham mais conhecimentos sobre os seus direitos, aumentando-se a inclusão no mercado de trabalho.

Neste contexto, Wong Kit Cheng defende a criação de um sistema de certificação para empresas sociais com a concessão de subsídios de apoio à sua actividade. Desta forma, podem surgir mais oportunidades de emprego para deficientes. Wong Kit Cheng quer também uma análise, por parte das autoridades, quanto ao panorama de cuidados de saúde gratuitos e o sistema de avaliação da deficiência, a fim de se realizar uma maior cobertura a doenças raras.

2 Set 2026

Finanças | Shenzhen vai emitir dívida de 1.000 milhões de renminbis

A emissão está prometida para o “início de Setembro”, destina-se a “investidores profissionais” e os fundos reconhecidos visam o “desenvolvimento sustentável” de diferentes áreas na Grande Baía

O Governo Popular da Cidade de Shenzhen vai emitir 1.000 milhões de renminbis em títulos de dívida, de acordo com um anúncio de ontem da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). A data da emissão dos títulos foi indicada como “início de Setembro”, os títulos vão ter um prazo de maturidade de 3 anos, e a taxa de juro não foi revelada.

A informação oficial indica ainda que a dívida contraída pelo Governo de Shenzhen através de Macau vai constituir-se como “obrigações de desenvolvimento sustentável” relacionadas com a Grande Baía” e vão ter como destinatários “investidores profissionais”.

Esta é a segunda vez que a cidade de Shenzhen emite títulos de dívida através de Macau, depois de no ano passado ter feito uma emissão do mesmo valor e moeda, igualmente em Setembro. Em 2025, os títulos da dívida foram apresentados como a primeira emissão na RAEM de “obrigações verdes destinadas ao combate às alterações climáticas”. Os títulos tinham uma taxa de juro de 1,74 por cento e as verbas emprestadas destinavam-se a transportes públicos verdes.

No entender da AMCM, o facto de o Governo Popular da Cidade de Shenzhen recorrer a Macau pelo segundo ano consecutivo para emitir dívida reflecte “plenamente o apoio do Governo Central e do Governo Popular da Cidade de Shenzhen a Macau no desenvolvimento e fortalecimento do mercado obrigacionista”.

Apoio à diversificação

A AMCM considerou também que a emissão mais recente significa o apoio do Governo Central e do Governo de Shenzhen na “promoção do desenvolvimento de qualidade do sector financeiro com características próprias”, e que esta nova emissão vai gerar “um novo impulso no desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau”. “A AMCM expressa os seus sinceros agradecimentos ao Governo Central e ao Governo Popular da Cidade de Shenzhen pelo apoio prestado”, foi acrescentado no comunicado oficial.

Ao mesmo tempo, a emissão é entendida pela AMCM como uma forma de reforçar a cooperação entre Macau e Shenzhen: “a nova emissão, em Macau, de títulos de dívida ‘offshore’ em RMB do Governo local pela Cidade de Shenzhen constitui uma manifestação importante do aprofundamento da cooperação no domínio financeiro entre Shenzhen e Macau, bem como do apoio ao desenvolvimento de alta qualidade da Grande Baía”, foi defendido.

A AMCM acredita ainda que a nova emissão vai “incentivar mais emitentes a emitirem, em Macau, obrigações verdes e sustentáveis, enriquecendo ainda mais os produtos financeiros verdes e sustentáveis de Macau”.

O regulador financeiro de Macau aponta também que o Executivo local vai “empenhar-se em reforçar a competitividade do mercado obrigacionista de Macau, atraindo emitentes de qualidade e investidores internacionais para a participação no mercado obrigacionista”.

2 Set 2026

Tribunais | Juízes portugueses tomaram posse

Os juízes Filipa Vaz da Fonseca e Ricardo Botica Quintas, contratados pela RAEM para os Tribunais de Primeira Instância, tomaram posse ontem, com a cerimónia de juramento público. O evento decorreu na Sala de Reuniões do Edifício do Tribunal de Última Instância (TUI). Os magistrados vão cumprir um mandato de dois anos, que poderá ser renovado.

Além dos magistrados portugueses, contratados como juízes estrangeiros, o juiz local Choi Mou Pan tomou posse como um dos três magistrados do TUI. Em relação ao Tribunal de Segunda Instância, a cerimónia incluiu a tomada de posse das juízas Cheong Un Mei e Leong Sio Kun.

Também Tang Chi Lai e Chong Chi Wai foram promovidos, ao fazerem o juramento para assegurarem as posições de Juízes-Presidentes do Tribunal Colectivo dos Tribunais de Primeira Instância.

2 Set 2026

Ruínas de São Paulo | Renovação inclui Pátio do Espinho

O projecto de renovação urbana a desenvolver nas Ruínas de São Paulo foi ontem abordado na primeira reunião do Grupo de Trabalho para a Promoção da Renovação Urbana, presidida por Raymond Tam, secretário para os Transportes e Obras Públicas.

Segundo um comunicado do organismo, o antigo bairro do Pátio do Espinho será integrado neste projecto. “Considerando que o Pátio do Espinho é uma zona adjacente às Ruínas de S. Paulo, e tratando-se de uma rara aldeia muralhada, tem valor de conservação e revitalização”, pode ler-se.

É também apontada a sua proximidade ao centro histórico de Macau, classificado como património pela UNESCO. Desta forma, os dois grupos de trabalho vão “promover a renovação, conservação e revitalização” do Pátio do Espinho”. O secretário destacou ainda a importância de renovar prédios que não têm administração de condomínio, serviços de segurança, saneamento e limpeza, em zonas mais antigas de Macau. Mais de 30 representantes de diversos departamentos governamentais participaram na reunião.

2 Set 2026

Grande Baía | Abertas inscrições para visitas a empresas

Arrancou esta terça-feira o processo de inscrições para a “Visita de Jovens de Macau a Empresas da Grande Baía Guangdong Hong Kong Macau”, promovida pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL).

Segundo um comunicado deste organismo, pretende-se promover o emprego e a diversificação da economia local tendo em conta os novos sectores de actividade, onde se incluem as áreas das finanças, medicina tradicional chinesa ou saúde.

A visita realiza-se no dia 15 de Setembro deste ano e tem 30 vagas, destinando-se a jovens com residência de Macau e portadores de salvo conduto dos residentes de Macau e Hong Kong para a entrada no interior da China. Estes devem ter uma idade igual ou inferior a 35 anos.

As inscrições terminam na próxima semana, no dia 7 de Setembro, sendo que o percurso inclui a visita “às empresas líderes de inovação tecnológica”, nas áreas da inteligência artificial e outras, “abrangendo a indústria de circuitos integrados situada em Nansha, Guangzhou, o Centro de Experiência Inteligente de Haixinsha e a Sede de Investigação e Desenvolvimento de Inteligência Artificial da Região do Sul da China”.

2 Set 2026

Grande Baía | PM de Singapura garante interesse na Zona de Cooperação

Lawrence Wong recebeu Sam Hou Fai e garantiu que há investidores desejosos de entrar na Zona de Cooperação Aprofundada, através de Macau. Por sua vez, o líder da RAEM destacou o sucesso do modelo um país, dois sistemas

O Primeiro-Ministro de Singapura, Lawrence Wong, garante que há empresários da Cidade-Estado interessados em investir em Macau e na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. As declarações foram prestadas, de acordo com o Governo de Macau, durante a recepção ao Chefe do Executivo, na tarde de segunda-feira.

De acordo com a versão de Macau do encontro, Lawrence Wong “sublinhou que os investidores de Singapura, para além de acompanharem com atenção o mercado de Macau, desejam igualmente expandir os seus negócios na Zona de Cooperação Aprofundada e na Grande Baía através da plataforma de Macau”. O também Ministro das Finanças de Singapura terá ainda dito, perante Sam Hou Fai, que tanto Macau como a Zona de Cooperação e a Grande Baía apresentam “valiosas oportunidades de investimento”.

Ainda nas declarações prestadas durante o encontro, Lawrence Wong terá considerado que “tanto Singapura como Macau são economias abertas ao exterior, com uma densidade populacional e orientações de desenvolvimento altamente semelhantes” e que as “duas partes” mantêm “um intercâmbio e uma cooperação contínuos e cada vez mais estreitos”.

O Primeiro-Ministro de Singapura afirmou ainda que “o facto de o Governo da RAEM trazer a Singapura uma delegação empresarial composta por representantes de Macau, de Hengqin e do Interior da China é benéfico para promover a articulação e a cooperação com os investidores de Singapura”.

Amizade reforçada

Por sua vez, Sam Hou Fai começou por destacar “a amizade entre a China e Singapura” que indicou remontar “a tempos longínquos”. A Cidade-Estado tornou-se independente em 1965. A cidade foi estabelecida em 1819, como um posto comercial britânico.

Além disso, o Chefe do Executivo indicou que “nos últimos anos” a “a parceria omnidireccional, de alta qualidade e virada para o futuro entre a China e Singapura tem vindo a aprofundar-se continuamente, colhendo resultados positivos”.

Sobre Macau, Sam frisou que a “prática bem-sucedida do princípio ‘um país, dois sistemas’” tornou-se “um modelo importante, demonstrando plenamente os valores da paz, inclusão, abertura e partilha”. O líder de Macau considerou também que estes valores “se coadunam com as características sociais de Singapura, marcadas por uma elevada tolerância e uma ampla ligação ao exterior”.

O líder da RAEM apontou também que o Executivo “confere grande importância ao desenvolvimento de relações de amizade com Singapura, esperando aprofundar ainda mais o intercâmbio e a cooperação bilaterais”. O encontro com Lawrence Wong enquadra-se na segunda visita ao estrangeiro de Sam Hou Fai, que inclui paragens em Singapura, na Malásia e Indonésia. O regresso à RAEM deverá acontecer a 5 de Setembro.

2 Set 2026

Sam Hou Fai diz que Singapura é exemplo para Macau

O Chefe do Executivo da RAEM, Sam Hou Fai, encontra-se em Singapura para uma visita oficial e disse ontem de manhã que a Cidade-Estado pode constituir um exemplo para as diversas políticas que o território quer desenvolver.

Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social (GCS), Sam Hou Fai declarou que o exemplo de Singapura “para superar a dependência de um único sector” económico e o fomento de “novos motores de crescimento constituem uma referência crucial para Macau no compromisso de promover a diversificação adequada da economia”.

Estas declarações foram proferidas no âmbito de um encontro, esta segunda-feira de manhã, com o vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio e Indústria (Comércio) de Singapura, Gan Kim Yong.

Outra área destacada por Sam Hou Fai, foi a cooperação no ensino superior. O líder de Macau afirmou que “sendo Singapura uma referência com várias instituições académicas de renome internacional, as duas partes poderão aprofundar a cooperação e o intercâmbio no domínio da educação e da formação de quadros qualificados”.

Bom parceiro

Por sua vez, Sam Hou Fai encontrou-se, este domingo, com o ministro coordenador para as políticas sociais e ministro da saúde de Singapura, Ong Ye Kung. Segundo uma nota oficial, o Chefe do Executivo lembrou como a Cidade-Estado tem “uma posição de liderança global nas áreas da gestão da saúde pública e da biomedicina, sendo não só um parceiro de elevada importância [para a RAEM], como também as experiências adquiridas têm um valor de referência para Macau”.

Pretende-se, aqui, uma maior cooperação nas áreas da medicina tradicional chinesa e saúde, sendo que “as empresas farmacêuticas de Singapura são bem-vindas a aproveitar as vantagens da sinergia entre Macau e Hengqin, instalando-se no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau em Hengqin”, declarou Sam Hou Fai.

O Chefe do Executivo referiu ainda a cooperação no combate ao envelhecimento da população, já que “Macau e Singapura também exploram estratégias de resposta”, podendo ser impulsionada a criação de um “modelo de governação mais resiliente para uma sociedade envelhecida”.

Também este domingo, Sam Hou Fai reuniu com representantes das associações de matriz chinesa e câmaras de comércio de Singapura. O Chefe do Executivo referiu que Macau quer diversificar a economia e apostar em quadros qualificados, mas que tal não “dispensa a participação e o apoio de parceiros internacionais como Singapura”, dada a sua “experiência consolidada nas áreas de alta e nova tecnologia, investigação científica e educação, economia digital e cuidados médicos e de saúde”.

1 Set 2026

Economia | Fundos de orientação podem investir em empresas estrangeiras

O Governo garantiu ontem que os fundos de orientação governamental, criados para diversificar a economia local, vão estar abertos a investir em empresas estrangeiras. As verbas serão provenientes da reserva financeira e do orçamento em parceria com investidores privados

O Conselho Executivo concluiu a discussão sobre as regras que irão ditar a gestão do Fundo de Orientação Governamental, criado no final de Fevereiro. O fundo de 11 mil milhões de patacas, que tem como objectivo apoiar financeiramente projectos que ajudem a diversificar a economia de Macau, poderá investir em empresas estrangeiras.

O porta-voz do Conselho Executivo, Wong Sio Chak prometeu que o fundo irá “incentivar o emprego local e o desenvolvimento de quadros qualificados (…), em benefício das empresas e dos residentes de Macau”. Wong Sio Chak sublinhou que o novo fundo irá investir em empresas de capitais “quer locais quer do exterior, sempre que tenham um contributo para o desenvolvimento de Macau”.

O também secretário para a Administração e Justiça acrescentou ainda que o investimento público “certamente será vantajoso para captar mais quadros qualificados do exterior”.

Wong recordou que, em 18 de Agosto, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, prometeu rever o regime para a captação de quadros qualificados, para “aumentar a sua eficiência”. O Lam falava durante a apresentação do terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico de Macau, que aponta como meta “criar condições favoráveis à captação” de mais quadros qualificados dos países lusófonos.

Limites impostos

As verbas que vão compor o fundo são provenientes dos cofres públicos, entre a reserva financeira e o orçamento público, em parceria com investidores privados, destinando-se a financiar projectos das áreas industriais prioritárias em Hengqin. Em relação ao desempenho, o Conselho Executivo indica que a prioridade é a orientação industrial e os benefícios sociais, “em vez do retorno financeiro de curto prazo”.

Além disso, os fundos de orientação governamental vão estar proibidos de exercer “actividades relativas a garantias e investimento em produtos financeiros de elevado risco”.

Em Maio, o Governo criou a Sociedade de Investimento e Gestão de Macau (MIMC, na sigla em inglês), uma empresa de capitais públicos para gerir o Fundo de Orientação Governamental.

António Tam Chi Neng, administrador da MIMC, disse ontem que, “com certas empresas”, as autoridades irão exigir, “enquanto houver investimento público, que contribuam para o desenvolvimento económico de Macau”. “Quando essa exigência não for cumprida, em violação do contrato”, haverá um mecanismo para a retirada obrigatória do investimento público, que poderá também ser usado “em situações de corrupção”, sublinhou António Tam.

O Conselho Executivo apresentou também o modelo como estes fundos serão geridos segundo três níveis decisórios. O Chefe do Executivo irá liderar uma comissão de orientação que vai definir estratégias globais de médio e longo prazo, enquanto os planos anuais e os “projectos de investimento de grande relevância” serão da responsabilidade da secretária para a Economia e Finanças. JL / Lusa

1 Set 2026

Desemprego | Taxa entre Maio e Julho manteve-se em 1,9%

A taxa de desemprego entre Maio e Julho deste ano manteve-se em 1,9 por cento, enquanto a taxa de subemprego (1,7 por cento) baixou 0,1 pontos percentuais face ao período anterior (Abril a Junho), indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) na sexta-feira.

No mesmo período analisa, a taxa de desemprego dos residentes (2,4 por cento) foi idêntica à do período anterior, enquanto a taxa de subemprego dos residentes (2,2 por cento) diminuiu 0,1 pontos percentuais. O número de residentes desempregados foi de 7.100, a maioria dos que procuravam novo emprego trabalhava nos sectores do jogo e do comércio a retalho.

Além disso, o número de residentes desempregados à procura do primeiro emprego representou 12,2 por cento dos residentes desempregados, menos 0,5 pontos percentuais, face ao período precedente.

A DSEC indica também que o número de residentes subempregados foi de 6.400, e que a maioria trabalhava no ramo dos serviços prestados às empresas, no ramo da construção e no ramo do comércio a retalho. A DSEC estima que a mão-de-obra total do território totalize 495.800 pessoas (incluindo trabalhadores que residem no exterior), mais 700 trabalhadores em relação ao período anterior.

31 Ago 2026

Escola patriótica Hou Kong quer atrair alunos de Macau para Hengqin

Nelson Moura – Lusa. A agência Lusa viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin

Com professores virtuais de inteligência artificial (IA), cães robóticos e um currículo que mistura padrões internacionais com valores patrióticos, uma nova escola quer atrair estudantes de Macau para Hengqin.

A Escola de Hengqin Anexa à Hou Kong foi inaugurada em Setembro de 2025 como o primeiro estabelecimento no Interior da China destinado a estudantes residentes de Macau, na Zona de Cooperação Aprofundada Macau-Guangdong, em Hengqin.

Como parte dos esforços para atrair residentes para Hengqin está esta nova escola, com capacidade para cerca de 1.200 alunos entre turmas de ensino infantil, primário e secundário, funcionando sob gestão da Escola Secundária Hou Kong de Macau. Com cinco andares e quase 10.000 metros quadrados, na versão actual, a escola quer oferecer um espaço maior do que a maioria das escolas, e até universidades de Macau, oferecendo campos de basquetebol, futebol e uma pista de corrida.

Inserida no sistema público de ensino gratuito de Macau, a escola está também incluída no Novo Bairro de Macau em Hengqin.

Após uma visita guiada à escola, a subdirectora dos Serviços para os Assuntos de Subsistência da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin, Xu Fengmei, destacou que “a educação na cooperação Hengqin-Macau está a evoluir de uma simples ligação para uma integração profunda”.

Numa pequena sala de aula do secundário destinado ao ensino de tecnologia e IA, um guia fez uma demonstração do novo quadro de aula usado para ensinar os alunos sobre novas tecnologias.

Vários modelos de professor AI podem ser escolhidos, desde conhecidos intelectuais chineses como Confúcio ou Lu Xun, ao físico e cientista Albert Einstein. Depois de escolher este último, o guia demonstra como um professor pode escrever o guião que será repetido em mandarim por este Einstein virtual.

Outras tecnologias disponíveis, e produzidas na China, incluem uma máquina de diagnóstico de medicina tradicional chinesa e cães robóticos, para iniciar os estudantes nas mais recentes tecnologias.

Sempre em linha

Actualmente, acolhe cerca de mil alunos, a maioria residentes de Macau, apesar de a escola estar aberta a estudantes de Hong Kong e Taiwan. Fundada em 1932, a Escola Hou Kong é conhecida pelo currículo fortemente alinhado com o Partido Comunista Chinês e valores patrióticos, tendo como lema oficial “lealdade, diligência, pragmatismo e inovação”.

Nas celebrações anuais da fundação da República Popular da China, a instituição recorda tradicionalmente que a sua directora Du Lan liderou professores e alunos a 1 de Outubro de 1949 para hastear, pela primeira vez em Macau, a nova bandeira vermelha com cinco estrelas amarelas do país.

“Queremos que os estudantes cresçam com uma visão internacional, mas também com responsabilidade patriótica e ligação à pátria” destacou Hong.

31 Ago 2026

Hengqin | “Cidade Alemã” falhada acolhe alunos de nova cidade universitária

Reportagem de Nelson Moura – Agência Lusa. A agência Lusa viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin

Um projecto comercial falhado com arquitectura de inspiração alemã em Hengqin foi reaproveitado como um campus de universidades de Macau, que pretende acolher pelo menos 20.000 estudantes até 2029

Alunos estudam e vivem agora em réplicas de edifícios tradicionais da Bavária concebidos anteriormente para a “Cidade Alemã”, uma réplica urbana de inspiração alemã que tencionava atrair empresas alemãs, ou ligadas à Alemanha, para Hengqin.

Iniciado em 2019 pela empresa de Hong Kong TFG International com um investimento de 1,6 mil milhões de yuans, o complexo com uma área bruta de construção de 140.000 metros quadrados planeava construir quatro torres de escritórios em estilo europeu, ruas comerciais temáticas alemãs com lojas de comida e cerveja, além de um hotel e um centro empresarial de alta tecnologia em parceria com a Siemens.

O projecto com design do arquitecto Alain Bony foi pensado para servir como porta de entrada para mais de 500 empresas alemãs ou ligadas à tecnologia alemã no país. Em 2020, a empresa anunciou que uma primeira fase de vendas de escritórios tinha gerado 230 milhões de yuans, mas a segunda fase viria a ser suspensa durante a pandemia de covid-19.

Em 2025 foi anunciado que toda a área seria reconvertida como parte da Cidade Universitária.

Num relatório recente, o Governo de Macau destacou que as autoridades chinesas pretendem que o projecto responda à procura crescente de vagas universitárias na China, oferecendo aos jovens chineses uma experiência equivalente a estudar no estrangeiro sem sair do país.

Inter-nacional

Durante uma visita para meios de comunicação de Macau, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, indicou que o campus conta já com 1.400 estudantes de pósgraduação. “Temos actualmente 39 cursos e transferimos alguns docentes de Macau para Hengqin, além de termos recrutado novos professores,” apontou Kong.

Nesta primeira fase os alunos têm aulas nos edifícios reconvertidos da “Cidade Alemã”, com alguns prédios usados também como dormitórios, restaurantes e ginásios para os estudantes. “A segunda fase já terá em conjunto cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento, envolvendo também a Universidade Politécnica de Macau e a Universidade de Turismo de Macau”, acrescentou.

Dos 1.400 alunos, quase todos são ou de Macau ou do Interior da China, com apenas oito estudantes internacionais, um deles de Moçambique. O objectivo global, disse, é atingir 20 mil estudantes nas fases seguintes, com aposta em áreas como engenharia, saúde, inteligência artificial e direito.

Angela Zhang, uma doutoranda de 30 anos em design explica que acabou em Hengqin por uma mudança do departamento da Universidade de Macau onde estava a estudar, tendo já no currículo experiência de estudo no Instituto Pratt em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Por outro lado, Serein Qi, uma estudante de doutoramento de 26 anos da província de Henan, que frequenta a Universidade de Turismo de Macau na área do património cultural, explicou que a escolha de Hengqin foi inicialmente “um pouco aleatória”, mas que acabou por ser positiva graças ao custo de vida mais baixo em comparação com Macau. Com licenciatura feita em Tianjin e mestrado em Londres, Qi considera que Hengqin oferece um espaço académico internacional sem perder ligação ao Interior da China.

31 Ago 2026

Tibete | Governo vai doar 30 milhões para apoiar operações de resgate

O Governo de Macau anunciou que decidiu doar 30 milhões de yuan à região do Tibete, para “apoiar as operações de resgate e acções de assistência pós-desastre”, através da Fundação Macau.

Num comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social no sábado, o Governo prometeu “envidar todos os esforços” para apoiar a área afectada pela catástrofe, nomeadamente com assistência médica, assim como “colaborar activamente nas operações de recuperação subsequentes”.

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, enviou uma mensagem às autoridades do Tibete a manifestar “profundo pesar” pelas vítimas e condolências aos familiares e a todos os afectados pela enxurrada.

O Governo apelou para a “participação activa de todos os sectores sociais de Macau” para ajudar nas acções de recuperação pós-desastre e apoiar a população afectada, “para que possam retomar a normalidade o mais rapidamente possível”.

O Conselho de Coordenação Nacional da Associação de Nepaleses Não Residentes de Macau disse ao canal em português da televisão pública TDM que está a planear recolher fundos e recursos para ajudar o país.

Por seu turno, o Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, anunciou nas redes sociais que o Fundo de Auxílio a Desastres abriu um processo de candidaturas a “projectos de ajuda de emergência”, para o qual foram reservados 50 milhões de dólares de Hong Kong.

“Agradecemos sinceramente a todos os socorristas que actuam na linha da frente, que, apesar dos riscos de desastres secundários, se dedicam de forma altruísta aos trabalhos de resgate e assistência”, sublinhou o governante.

31 Ago 2026

Associações | Antecipado peso administrativo em nova reforma

O Governo quer rever o regime jurídico das associações, decorrendo até ao dia 23 de Setembro um processo de consulta pública. Dirigentes associativos temem ter mais questões administrativas para resolver, além de esperarem maior atenção nas relações associativas com o exterior

Representantes associativos indicaram à Lusa que reformas propostas pelo Governo trarão um maior peso administrativo e atenção acrescida às relações com o exterior para as associações de matriz portuguesa.

O Governo de Macau apresentou este mês uma proposta de reforma do regime jurídico das associações, em consulta pública até 23 de Setembro, que introduz mudanças profundas na gestão das mais de 12.000 entidades registadas no território.

O diploma centraliza todas as competências na Direcção dos Serviços de Identificação (DSI), que passa a ser a entidade única responsável por todo o ciclo de vida das associações.

A proposta prevê que a DSI possa recusar a constituição de associações consideradas risco para a defesa do Estado, a ordem pública ou os direitos e liberdades de terceiros, podendo solicitar pareceres da Comissão de Defesa da Segurança do Estado, recém-criada no território. Associações poderão ser dissolvidas caso sejam consideradas uma ameaça à segurança nacional, ou se não realizarem eleições, não apresentarem contas ou não regularizarem anomalias nos prazos fixados.

Manuel Silvério, membro fundador do Instituto Internacional de Macau e antigo presidente do Instituto do Desporto, disse à Lusa que as “associações de matriz portuguesa poderão sentir algum impacto, sobretudo aquelas que mantêm relações institucionais, filiações ou financiamento com entidades no exterior”.

Silvério acrescentou que “o associativismo continuará a ser uma caraterística muito forte da sociedade local, com as mudanças a centrar-se na forma como as “associações terão de organizar-se, actualizar os seus órgãos, prestar informação e demonstrar que continuam efectivamente activas”.

Reestruturação “inevitável”

Silvério sublinha que não vê medidas dirigidas especificamente às associações portuguesas, mas alerta para a necessidade de proporcionalidade na aplicação das regras.

“Macau passou de menos de 2.000 associações antes da criação da Região Administrativa Especial de Macau para mais de 12.000 actualmente, muitas inactivas. Alguma reorganização parece inevitável. Não sou contra a reforma; sou a favor de uma boa reforma, que distinga as associações activas das que existem apenas no papel e preserve o espaço legítimo para relações externas previstas na Lei Básica”, disse.

Em declarações à Lusa, Jorge Valente, presidente da Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural, considerou que a reforma pode até beneficiar o sector, ao concentrar recursos nas associações activas e eliminar as que são “fantasmas”.

“De resto, quem age de boa-fé, que são todas as que conheço de matriz portuguesa, não tem nada a temer”, afirmou, acrescentando que o novo regime “vai dar mais trabalho administrativo e maior risco de incumprimento”, sobretudo para associações pequenas.

Valente sublinhou ainda que a proposta parece “apontada para evitar a criação de associações de caráter político ou não patrióticas”, mas defendeu que “não limita o espaço das associações cívicas nem as liberdades em geral”.

O representante entende que o associativismo continuará a ser uma caraterística forte da sociedade local e que as associações portuguesas “não têm nada a temer”.

Adverte, no entanto, para o peso administrativo que poderá afetar sobretudo as estruturas mais pequenas. “Vai dar mais trabalho e maior risco de incumprimento. O receio é que se exagere nos detalhes em vez de optar pela liberdade, como na lei anterior”, acrescentou.

31 Ago 2026

Emprego | Nova acção para residentes com a MGM

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) aceita candidaturas, em formato online, para mais uma acção de apoio ao emprego para residentes em parceria com a operadora de jogo MGM.

Trata-se do “Plano de desenvolvimento do potencial de quadros qualificados em serviço de quartos da MGM” na modalidade “primeiro contratação, depois formação”. Segundo um comunicado, disponibilizam-se 10 vagas de emprego para a área de serviço de quartos, sendo que os candidatos admitidos irão receber uma formação profissional e prática em contexto real de trabalho, organizada pelo MGM, com a duração de 18 meses.

Segundo a mesma nota, após a conclusão da acção de formação, com aproveitamento, os fomandos ficam na empresa e passam a “supervisor de serviço de quartos” ou a “supervisor de áreas públicas”, ganhando uma actualização salarial. O prazo de candidaturas termina a 10 de Setembro. No dia 21 desse mês ocorre uma palestra e entrevista presencial com os candidatos, sendo apresentados os conteúdos de formação do Plano e a estrutura do desenvolvimento da carreira profissional.

28 Ago 2026

Lei de Terras | Deputado pede revisão para flexibilizar obras

O deputado Leong Hong Sai defende que a Lei de Terras deve ser revista a fim de reduzir a percentagem de concordância necessária dos proprietários para avançar com projectos de reconstrução em terrenos concessionados. O facto de se exigir 100 por cento de concordância tem impedido a realização de projectos, aponta

A necessidade de maior flexibilidade em projectos de reconstrução em terrenos concessionados levou o deputado Leong Hong Sai a defender, ao jornal Ou Mun, a revisão da Lei de Terras.

Segundo escreveu o jornal de língua chinesa, Leong Hong Sai lembrou que esta legislação e também o regime jurídico da renovação urbana têm critérios diferentes na definição das percentagens de propriedade para se avançar com projectos, o que impede a realização de muitas obras. Assim sendo, o deputado ligado à União Geral das Associações de Moradores de Macau (Kaifong) espera uma maior flexibilização nesta matéria.

Mais concretamente, o deputado sugeriu que, na Lei de Terras, a percentagem de propriedade para a concordância nas alterações contratuais dos terrenos concessionados deve baixar dos 100 para 80 por cento. Desta forma, a percentagem fica igual à que consta no regime jurídico da renovação urbana para projectos de reconstrução em edifícios com 40 ou mais anos. O deputado entende que só com estas mudanças se consegue eliminar as restrições legais para a realização de obras na área da renovação urbana.

Trocas e baldrocas

Outro ponto referido pelo deputado dos Kaifong, diz respeito à falta de desenvolvimento do modelo de troca de imóveis velhos por novos. Assim, este sugere que o Governo crie um modelo de avaliação e fixação de preços para diferentes zonas do território, a fim de se criar uma fórmula transparente e justa para a troca de casa.

Leong Hong Sai sugere ainda o lançamento de uma consulta pública sobre esta matéria para ouvir as opiniões da população e esclarecer os seus direitos.

A fim de se avançar na renovação urbana nas zonas mais antigas e degradadas de Macau, o deputado afirmou que o grupo criado para esse fim pelo Executivo tem de ter responsabilidades nas áreas de gestão de condomínio, além de que devem ser criados incentivos económicos. Tudo para que os residentes possam participar activamente no processo de renovação urbana.

Quanto aos edifícios que não têm administração de condomínio, Leong Hong Sai sugeriu que este grupo governamental assuma a gestão de edifícios de forma conjunta, incentivando o recrutamento de uma empresa de administração para vários grupos de edifícios sem gestão de condomínio. Desta forma, podem aliviar-se as despesas nesta área, criando-se uma solução transitória para a futura reconstrução de prédios e casas antigas.

Tendo em conta que o Governo tem cerca de 1,7 mil fracções de habitação para troca e 2,8 mil fracções de habitação para alojamento temporário, Leong Hong Sai sugeriu que o grupo utilize estes recursos, e que estude também uma maior flexibilização das candidaturas à habitação para troca.

Outra ideia, passa pelos descontos nas rendas da habitação para alojamento temporário, com vista a reduzir as despesas dos proprietários durante o período de reconstrução.

28 Ago 2026

Jogos Asiáticos | Prometido apoio a atletas

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, prometeu “prestar um apoio direccionado ao treino e bem-estar dos atletas, incentivando activamente a sua participação em competições além-fronteiras”.

Estas palavras foram proferidas num discurso na cerimónia da entrega da bandeira da RAEM à delegação desportiva de Macau, a propósito da sua participação nos XX Jogos Asiáticos e V Jogos Para-Asiáticos. O dirigente máximo da RAEM acrescentou será reforçada “a formação de talentos”, além de aperfeiçoar “as políticas desportivas”.

28 Ago 2026

Ensino | Sam quer ver UM como instituição de classe mundial

O Chefe do Executivo reuniu com uma representação da Universidade de Macau e pediu ousadia, encorajando a instituição a tornar-se uma universidade de classe mundial, com reputação internacional. Sam Hou Fai apontou como caminho para o sucesso o campus em Hengqin

O Chefe do Executivo recebeu na quarta-feira na sede do Governo o novo elenco do Comité Permanente do Conselho Universitário da Universidade de Macau (UM), presidido pelo deputado Ip Sio Kai.

Durante o encontro, Sam Hou Fai manifestou a esperança de que a UM aproveite os seus pontos fortes para apoiar a integração de Macau no desenvolvimento nacional, contribuindo para o mesmo. O Governo incentivou a instituição de ensino a “definir objectivos claros e a intensificar esforços para se afirmar como uma universidade de classe mundial com reputação internacional”, segundo um comunicado divulgado pela UM na quarta-feira à noite.

À medida que a instituição de ensino “entra numa nova fase de desenvolvimento”, Sam Hou Fai considera que a UM deve assumir novas missões e responsabilidades, promovendo “a inovação tecnológica e contribuindo para o desenvolvimento de Macau como um polo internacional de talentos de alto nível”.

Com a construção do novo campus em Hengqin, o governante recomendou que a UM tire partido das vantagens geográficas de Macau para atrair recursos educativos e de investigação de alta qualidade, para reforçar “ainda mais a sua influência internacional”.

Matemática política

O Chefe do Executivo incitou os responsáveis da instituição, entre eles o reitor Yonghua Song, a projectar a UM para um patamar de liderança, tornando-se um exemplo a nível académico, implementando o modelo “uma universidade, dois campus”.

Por seu turno, o deputado Ip Sio Kai garantiu que “o Conselho Universitário apoiará plenamente as diversas iniciativas previstas no 3.º Plano Quinquenal do Governo e impulsionará o desenvolvimento de alta qualidade da universidade na nova era”.

Já Yonghua Song salientou que o campus em Hengqin vai apostar em áreas como inteligência artificial, tecnologia financeira, saúde integrada e o design. O reitor está confiante de que o campus em Hengqin “elevará ainda mais os padrões educativos da universidade e aumentará o seu número de estudantes, proporcionando um impulso para o desenvolvimento sustentável de Macau e do país”.

28 Ago 2026

LAG 2027 | ATFPM pede reforma para invalidez absoluta

A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) apresentou um total de 13 propostas ao Governo a propósito da elaboração do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano.

Uma das medidas, segundo o documento enviado às redacções, passa pela criação de uma figura jurídica específica para a aposentação por invalidez absoluta definitiva, já que há “trabalhadores da Função Pública que, padecendo de doenças graves (oncologia, doenças neurodegenerativas, insuficiências orgânicas graves), se encontram incapacitados para o trabalho, mas não podem aposentar-se por não terem 65 anos de idade nem 36 anos de serviço efectivo”.

Além de defender a importância do planeamento de mais habitação para funcionários públicos, deixam-se sugestões para a área das obras públicas, nomeadamente a “exigência de mão-de-obra local em contratos de construção pública e empreitadas de elevado valor”. É sugerida, concretamente, a “inserção, em todos os cadernos de encargos de empreitadas de valor superior a 50 milhões de patacas, uma cláusula que estabeleça uma percentagem mínima obrigatória de trabalhadores locais (por exemplo, 60 por cento para mão-de-obra geral e 30 por cento para mão-de-obra qualificada)”.

Outro ponto passa pela criação de uma “plataforma electrónica interna de mobilidade”, tendo em conta que a “gestão interna do pessoal carece de maior agilidade no que respeita à afectação de recursos, à requalificação profissional e à mobilidade dos trabalhadores”.

27 Ago 2026

IAS | Teng Sio Hong nomeado vice-presidente

O Chefe do Executivo nomeou Teng Sio Hong para o cargo de vice-presidente do Instituto de Acção Social (IAS), por um ano a contar do dia 23 de Setembro. A nomeação foi oficializada ontem, através de uma ordem executiva publicada no Boletim Oficial, na sequência de vacatura do cargo. A publicação destaca a “idoneidade cívica, experiência e competência profissionais adequadas” de Teng Sio Hong para o desempenho do cargo.

O responsável era subdirector dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude desde 2021, depois de ter chefiado o Departamento de Coordenação das Instituições do Ensino Superior na mesma direcção de serviços.

O novo vice-presidente do IAS entrou na função pública em 2009 para os quadros do Fundo de Segurança Social, antes de ingressar na Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública. No currículo académico, Teng Sio Hong tem uma licenciatura em Economia (Finanças) pela Universidade de Fudan e mestrado em Administração Pública pelo Instituto Nacional de Administração da China.

27 Ago 2026

APOMAC | Jorge Fão pede “mais e melhor” para idosos

Jorge Fão, dirigente da APOMAC – Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas da Função Pública, defendeu ontem que o Governo pode fazer “mais e melhor” pelos idosos.

Segundo noticiou a TDM Rádio Macau, Jorge Fão referiu que se “o Governo fizer mais e melhor irá brilhar”, tendo a APOMAC proposto, neste sentido, a conversão do subsídio do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo em cuidados de saúde para os mais velhos.

Outra sugestão da APOMAC, passa pelo ajustamento salarial de 3 por cento para funcionários públicos, tendo Jorge Fão classificado o actual modelo remuneratório na Administração como “ultrapassado e retrógrado”. A APOMAC apresentou, no total, um pacote de seis medidas a incluir, na sua visão, no relatório das LAG para 2027.

27 Ago 2026

DSAL | Cerca de 1.300 residentes com mais de 45 anos contratados

Na primeira metade do ano, o Governo ajudou 1.349 residentes com mais de 45 anos a encontrar trabalho em feiras de emprego organizadas pela DSAL, correspondendo a um quarto de todas as contratações. A mesma proporção de pessoas com mais de 45 anos participaram em cursos de formação

No primeiro semestre deste ano, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) organizou 80 eventos de recrutamento, nos quais 1.349 candidatos a emprego com mais de 45 anos foram contratados, correspondendo a 25 por cento do total de emparelhamentos profissionais, revelou o director da DSAL, Chan Un Tong, em resposta a uma interpelação escrita de Ella Lei.

A DSAL não especifica o tipo de empregos em causa, nem os níveis salariais, mas uma grande parte dos cargos disponibilizados nestas sessões de emparelhamento são para sectores da hotelaria, segurança e limpeza.

Chan Un Tong acrescenta que a DSAL organizou na primeira metade do ano “309 cursos de formação, tendo contado com a participação de 5.918 interessados, entre os quais, os indivíduos com idade igual ou superior a 45 anos representam cerca de um quarto do total dos participantes”.

A formação tem incindindo sobre os “sectores industrial e comercial, hotelaria, restauração, comércio a retalho, convenções e exposições, informática, administração de propriedades, construção civil, reparação em manutenção”. Porém, a DSAL sublinha que nos últimos anos, o âmbito dos cursos foi ampliado a novos sectores emergentes, como big health, finanças modernas e tecnologia de ponta. O director da DSAL sublinha também que a maioria dos cursos de formação são gratuitos.

Estudar a situação

Ainda no capítulo do apoio ao emprego para residentes de meia-idade e idade avançada, a DSAL indicou que continua a recolher “informações referentes às vagas de ocupacionais, consoante a situação da oferta e procura do mercado laboral” para intensificar a cooperação com associações e empresas. O resultado será a organização de mais eventos de recrutamento profissional.

Ella Lei citou dados estatísticos oficiais relativos ao primeiro trimestre deste ano, que mostram que dos cerca de 6000 residentes desempregados no período analisado, 2.100 tinham idades compreendidas entre os 45 e os 64 anos, mais de um terço do universo de residentes sem trabalho.

As razões apontadas para a perda do emprego, além de razões pessoais, foram o termo de trabalho temporário ou do contrato, despedimento e encerramento da empresa.

27 Ago 2026

Conselho Executivo | Investigação científica passa para alçada da DSEDT

O Fundo de Desenvolvimento para as Ciências e Tecnologia passa a estar sob alçada dos Serviços de Economia a partir do dia 1 de Setembro, dando uma componente económica à investigação científica subsidiada. Esta medida consta no regulamento administrativo já discutido pelo Conselho Executivo, ontem apresentado

O Conselho Executivo apresentou ontem, após discussão, três regulamentos administrativos que trazem mudanças orgânicas em organismos públicos nas áreas da investigação, economia e cultura.

Uma das alterações prende-se com a passagem do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) para a alçada da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), já a partir do dia 1 de Setembro.

Segundo a apresentação do secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, que também é porta-voz do Conselho Executivo, o objectivo é dar resposta a uma medida anunciada no Relatório das Linhas de Acção Governativa para 2026.

O propósito é “impulsionar os trabalhos de inovação científica e tecnológica e de investigação e desenvolvimento”, apostando-se na elevação da “capacidade de investigação científica, de inovação e a competitividade da RAEM”.

O FDCT mantém-se como fundo autónomo, tendo apenas um conselho administrativo com cinco membros. A remuneração mensal destes corresponde, actualmente, “ao índice da função pública, sendo alterada para 50 por cento do índice 100 da tabela indiciária da função pública”. A DSEDT presta apenas “apoio administrativo e técnico” ao FDCT.

Ao acolher também o Conselho de Consumidores (CC), a DSEDT passa a “assumir competências na protecção dos direitos e interesses dos consumidores e no reforço da promoção da instalação de projectos de investigação científica e da indústria tecnológica”.

Ao juntar-se a DSEDT, FDCT e CC há também reformulações na estrutura orgânica, passando a existir um director de serviço, dois subdirectores, sete departamentos e 11 divisões. Segundo referiu Wong Sio Chak, tal significa “uma redução de dois directores, três subdirectores, quatro departamentos e cinco divisões”.

Em termos de recursos humanos, houve uma redução, na DSEDT, de 311 trabalhadores para 259, sendo que, como “os lugares do quadro actual ainda não estão totalmente preenchidos, a referida redução não afectará a situação jurídica do pessoal actualmente em funções”, é explicado.

Mudanças culturais

Outra alteração analisada pelo Conselho Executivo, passa por mexidas no Instituto Cultural, com a integração do Conservatório de Macau e Centro Educativo Anexo na Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ).

O Conservatório mantém-se como “escola oficial do ensino não superior dedicada à educação regular”, enquanto o Centro Educativo Anexo “ministra a educação artística vocacional de natureza contínua”.

Foi referido que os diplomas de habilitações, regime dos concursos e qualificação “não serão afectados pelo ajustamento”, sendo que o objectivo é “promover a integração da educação artística nas políticas educativas gerais, respondendo à necessidade da reserva de quadros qualificados no domínio das artes”. Também os “regimes escolar e corpo docente se manterão idênticos”.

27 Ago 2026

Zona de Cooperação | Pong Ka Fui, da DSEC, na Comissão Executiva

O responsável máximo pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Pong Kai Fu, passa a dirigir a Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

Segundo despacho assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, e publicado esta quarta-feira em Boletim Oficial, Pong Ka Fui passa a exercer estas funções a partir do dia 1 de Setembro, com comissão de serviço de dois anos.

Além deste dirigente, foram nomeadas as chefias da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Autoridade Monetária de Macau e Instituto de Habitação, respectivamente: Cheung Wai, Ip Kuai Lam e Cui Ning, Sio U Lam exercem função de subdirector, Chan Kong On e Ng Chan Teng exercem função de chefe e subchefe de divisão.

Na comissão, estes dirigentes recebem o semelhante à remuneração mensal do abono especial correspondente ao índice 250 da tabela salarial da Função Pública referente aos cargos de director e subdirector, e ainda relativa ao índice 200 para os cargos de chefe e subchefe. Tal significa um salário de cerca de 23 mil patacas para Pong Kai Fu e de 18 mil patacas para os restantes dirigentes.

27 Ago 2026

Taiwan | Ex-representante em Macau detido em operação anticorrupção

O ex-representante de Taiwan em Macau Chen Hsuehhuai foi detido e interrogado no âmbito de uma vasta operação anticorrupção das autoridades da ilha que também visou o seu irmão, o deputado do partido Kuomintang (KMT) Chen Hsuehsheng.

Segundo meios de comunicação da Formosa, Hsuehhuai, que dirigiu o escritório de representação de Taiwan em Macau entre 2017 e 2019, foi libertado mediante caução de 100 mil dólares taiwaneses. O caso insere-se numa investigação conduzida pelo Ministério Público de Taipei, que suspeita de fraude e corrupção envolvendo salários fictícios de assessores parlamentares e benefícios indevidos concedidos por empresas de transporte marítimo.

Um total de 27 pessoas foi levado para interrogatório, entre elas Chen Hsuehsheng, libertado sob caução de dois milhões de dólares taiwaneses, e vários familiares e colaboradores, com cauções entre 80 mil dólares taiwaneses e 500 mil dólares taiwaneses. Mais de 10 suspeitos foram libertados sem medidas adicionais.

27 Ago 2026