Desemprego | Taxa entre Maio e Julho manteve-se em 1,9%

A taxa de desemprego entre Maio e Julho deste ano manteve-se em 1,9 por cento, enquanto a taxa de subemprego (1,7 por cento) baixou 0,1 pontos percentuais face ao período anterior (Abril a Junho), indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) na sexta-feira.

No mesmo período analisa, a taxa de desemprego dos residentes (2,4 por cento) foi idêntica à do período anterior, enquanto a taxa de subemprego dos residentes (2,2 por cento) diminuiu 0,1 pontos percentuais. O número de residentes desempregados foi de 7.100, a maioria dos que procuravam novo emprego trabalhava nos sectores do jogo e do comércio a retalho.

Além disso, o número de residentes desempregados à procura do primeiro emprego representou 12,2 por cento dos residentes desempregados, menos 0,5 pontos percentuais, face ao período precedente.

A DSEC indica também que o número de residentes subempregados foi de 6.400, e que a maioria trabalhava no ramo dos serviços prestados às empresas, no ramo da construção e no ramo do comércio a retalho. A DSEC estima que a mão-de-obra total do território totalize 495.800 pessoas (incluindo trabalhadores que residem no exterior), mais 700 trabalhadores em relação ao período anterior.

31 Ago 2026

Escola patriótica Hou Kong quer atrair alunos de Macau para Hengqin

Nelson Moura – Lusa. A agência Lusa viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin

Com professores virtuais de inteligência artificial (IA), cães robóticos e um currículo que mistura padrões internacionais com valores patrióticos, uma nova escola quer atrair estudantes de Macau para Hengqin.

A Escola de Hengqin Anexa à Hou Kong foi inaugurada em Setembro de 2025 como o primeiro estabelecimento no Interior da China destinado a estudantes residentes de Macau, na Zona de Cooperação Aprofundada Macau-Guangdong, em Hengqin.

Como parte dos esforços para atrair residentes para Hengqin está esta nova escola, com capacidade para cerca de 1.200 alunos entre turmas de ensino infantil, primário e secundário, funcionando sob gestão da Escola Secundária Hou Kong de Macau. Com cinco andares e quase 10.000 metros quadrados, na versão actual, a escola quer oferecer um espaço maior do que a maioria das escolas, e até universidades de Macau, oferecendo campos de basquetebol, futebol e uma pista de corrida.

Inserida no sistema público de ensino gratuito de Macau, a escola está também incluída no Novo Bairro de Macau em Hengqin.

Após uma visita guiada à escola, a subdirectora dos Serviços para os Assuntos de Subsistência da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin, Xu Fengmei, destacou que “a educação na cooperação Hengqin-Macau está a evoluir de uma simples ligação para uma integração profunda”.

Numa pequena sala de aula do secundário destinado ao ensino de tecnologia e IA, um guia fez uma demonstração do novo quadro de aula usado para ensinar os alunos sobre novas tecnologias.

Vários modelos de professor AI podem ser escolhidos, desde conhecidos intelectuais chineses como Confúcio ou Lu Xun, ao físico e cientista Albert Einstein. Depois de escolher este último, o guia demonstra como um professor pode escrever o guião que será repetido em mandarim por este Einstein virtual.

Outras tecnologias disponíveis, e produzidas na China, incluem uma máquina de diagnóstico de medicina tradicional chinesa e cães robóticos, para iniciar os estudantes nas mais recentes tecnologias.

Sempre em linha

Actualmente, acolhe cerca de mil alunos, a maioria residentes de Macau, apesar de a escola estar aberta a estudantes de Hong Kong e Taiwan. Fundada em 1932, a Escola Hou Kong é conhecida pelo currículo fortemente alinhado com o Partido Comunista Chinês e valores patrióticos, tendo como lema oficial “lealdade, diligência, pragmatismo e inovação”.

Nas celebrações anuais da fundação da República Popular da China, a instituição recorda tradicionalmente que a sua directora Du Lan liderou professores e alunos a 1 de Outubro de 1949 para hastear, pela primeira vez em Macau, a nova bandeira vermelha com cinco estrelas amarelas do país.

“Queremos que os estudantes cresçam com uma visão internacional, mas também com responsabilidade patriótica e ligação à pátria” destacou Hong.

31 Ago 2026

Hengqin | “Cidade Alemã” falhada acolhe alunos de nova cidade universitária

Reportagem de Nelson Moura – Agência Lusa. A agência Lusa viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin

Um projecto comercial falhado com arquitectura de inspiração alemã em Hengqin foi reaproveitado como um campus de universidades de Macau, que pretende acolher pelo menos 20.000 estudantes até 2029

Alunos estudam e vivem agora em réplicas de edifícios tradicionais da Bavária concebidos anteriormente para a “Cidade Alemã”, uma réplica urbana de inspiração alemã que tencionava atrair empresas alemãs, ou ligadas à Alemanha, para Hengqin.

Iniciado em 2019 pela empresa de Hong Kong TFG International com um investimento de 1,6 mil milhões de yuans, o complexo com uma área bruta de construção de 140.000 metros quadrados planeava construir quatro torres de escritórios em estilo europeu, ruas comerciais temáticas alemãs com lojas de comida e cerveja, além de um hotel e um centro empresarial de alta tecnologia em parceria com a Siemens.

O projecto com design do arquitecto Alain Bony foi pensado para servir como porta de entrada para mais de 500 empresas alemãs ou ligadas à tecnologia alemã no país. Em 2020, a empresa anunciou que uma primeira fase de vendas de escritórios tinha gerado 230 milhões de yuans, mas a segunda fase viria a ser suspensa durante a pandemia de covid-19.

Em 2025 foi anunciado que toda a área seria reconvertida como parte da Cidade Universitária.

Num relatório recente, o Governo de Macau destacou que as autoridades chinesas pretendem que o projecto responda à procura crescente de vagas universitárias na China, oferecendo aos jovens chineses uma experiência equivalente a estudar no estrangeiro sem sair do país.

Inter-nacional

Durante uma visita para meios de comunicação de Macau, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, indicou que o campus conta já com 1.400 estudantes de pósgraduação. “Temos actualmente 39 cursos e transferimos alguns docentes de Macau para Hengqin, além de termos recrutado novos professores,” apontou Kong.

Nesta primeira fase os alunos têm aulas nos edifícios reconvertidos da “Cidade Alemã”, com alguns prédios usados também como dormitórios, restaurantes e ginásios para os estudantes. “A segunda fase já terá em conjunto cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento, envolvendo também a Universidade Politécnica de Macau e a Universidade de Turismo de Macau”, acrescentou.

Dos 1.400 alunos, quase todos são ou de Macau ou do Interior da China, com apenas oito estudantes internacionais, um deles de Moçambique. O objectivo global, disse, é atingir 20 mil estudantes nas fases seguintes, com aposta em áreas como engenharia, saúde, inteligência artificial e direito.

Angela Zhang, uma doutoranda de 30 anos em design explica que acabou em Hengqin por uma mudança do departamento da Universidade de Macau onde estava a estudar, tendo já no currículo experiência de estudo no Instituto Pratt em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Por outro lado, Serein Qi, uma estudante de doutoramento de 26 anos da província de Henan, que frequenta a Universidade de Turismo de Macau na área do património cultural, explicou que a escolha de Hengqin foi inicialmente “um pouco aleatória”, mas que acabou por ser positiva graças ao custo de vida mais baixo em comparação com Macau. Com licenciatura feita em Tianjin e mestrado em Londres, Qi considera que Hengqin oferece um espaço académico internacional sem perder ligação ao Interior da China.

31 Ago 2026

Tibete | Governo vai doar 30 milhões para apoiar operações de resgate

O Governo de Macau anunciou que decidiu doar 30 milhões de yuan à região do Tibete, para “apoiar as operações de resgate e acções de assistência pós-desastre”, através da Fundação Macau.

Num comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social no sábado, o Governo prometeu “envidar todos os esforços” para apoiar a área afectada pela catástrofe, nomeadamente com assistência médica, assim como “colaborar activamente nas operações de recuperação subsequentes”.

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, enviou uma mensagem às autoridades do Tibete a manifestar “profundo pesar” pelas vítimas e condolências aos familiares e a todos os afectados pela enxurrada.

O Governo apelou para a “participação activa de todos os sectores sociais de Macau” para ajudar nas acções de recuperação pós-desastre e apoiar a população afectada, “para que possam retomar a normalidade o mais rapidamente possível”.

O Conselho de Coordenação Nacional da Associação de Nepaleses Não Residentes de Macau disse ao canal em português da televisão pública TDM que está a planear recolher fundos e recursos para ajudar o país.

Por seu turno, o Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, anunciou nas redes sociais que o Fundo de Auxílio a Desastres abriu um processo de candidaturas a “projectos de ajuda de emergência”, para o qual foram reservados 50 milhões de dólares de Hong Kong.

“Agradecemos sinceramente a todos os socorristas que actuam na linha da frente, que, apesar dos riscos de desastres secundários, se dedicam de forma altruísta aos trabalhos de resgate e assistência”, sublinhou o governante.

31 Ago 2026

Associações | Antecipado peso administrativo em nova reforma

O Governo quer rever o regime jurídico das associações, decorrendo até ao dia 23 de Setembro um processo de consulta pública. Dirigentes associativos temem ter mais questões administrativas para resolver, além de esperarem maior atenção nas relações associativas com o exterior

Representantes associativos indicaram à Lusa que reformas propostas pelo Governo trarão um maior peso administrativo e atenção acrescida às relações com o exterior para as associações de matriz portuguesa.

O Governo de Macau apresentou este mês uma proposta de reforma do regime jurídico das associações, em consulta pública até 23 de Setembro, que introduz mudanças profundas na gestão das mais de 12.000 entidades registadas no território.

O diploma centraliza todas as competências na Direcção dos Serviços de Identificação (DSI), que passa a ser a entidade única responsável por todo o ciclo de vida das associações.

A proposta prevê que a DSI possa recusar a constituição de associações consideradas risco para a defesa do Estado, a ordem pública ou os direitos e liberdades de terceiros, podendo solicitar pareceres da Comissão de Defesa da Segurança do Estado, recém-criada no território. Associações poderão ser dissolvidas caso sejam consideradas uma ameaça à segurança nacional, ou se não realizarem eleições, não apresentarem contas ou não regularizarem anomalias nos prazos fixados.

Manuel Silvério, membro fundador do Instituto Internacional de Macau e antigo presidente do Instituto do Desporto, disse à Lusa que as “associações de matriz portuguesa poderão sentir algum impacto, sobretudo aquelas que mantêm relações institucionais, filiações ou financiamento com entidades no exterior”.

Silvério acrescentou que “o associativismo continuará a ser uma caraterística muito forte da sociedade local, com as mudanças a centrar-se na forma como as “associações terão de organizar-se, actualizar os seus órgãos, prestar informação e demonstrar que continuam efectivamente activas”.

Reestruturação “inevitável”

Silvério sublinha que não vê medidas dirigidas especificamente às associações portuguesas, mas alerta para a necessidade de proporcionalidade na aplicação das regras.

“Macau passou de menos de 2.000 associações antes da criação da Região Administrativa Especial de Macau para mais de 12.000 actualmente, muitas inactivas. Alguma reorganização parece inevitável. Não sou contra a reforma; sou a favor de uma boa reforma, que distinga as associações activas das que existem apenas no papel e preserve o espaço legítimo para relações externas previstas na Lei Básica”, disse.

Em declarações à Lusa, Jorge Valente, presidente da Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural, considerou que a reforma pode até beneficiar o sector, ao concentrar recursos nas associações activas e eliminar as que são “fantasmas”.

“De resto, quem age de boa-fé, que são todas as que conheço de matriz portuguesa, não tem nada a temer”, afirmou, acrescentando que o novo regime “vai dar mais trabalho administrativo e maior risco de incumprimento”, sobretudo para associações pequenas.

Valente sublinhou ainda que a proposta parece “apontada para evitar a criação de associações de caráter político ou não patrióticas”, mas defendeu que “não limita o espaço das associações cívicas nem as liberdades em geral”.

O representante entende que o associativismo continuará a ser uma caraterística forte da sociedade local e que as associações portuguesas “não têm nada a temer”.

Adverte, no entanto, para o peso administrativo que poderá afetar sobretudo as estruturas mais pequenas. “Vai dar mais trabalho e maior risco de incumprimento. O receio é que se exagere nos detalhes em vez de optar pela liberdade, como na lei anterior”, acrescentou.

31 Ago 2026

Emprego | Nova acção para residentes com a MGM

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) aceita candidaturas, em formato online, para mais uma acção de apoio ao emprego para residentes em parceria com a operadora de jogo MGM.

Trata-se do “Plano de desenvolvimento do potencial de quadros qualificados em serviço de quartos da MGM” na modalidade “primeiro contratação, depois formação”. Segundo um comunicado, disponibilizam-se 10 vagas de emprego para a área de serviço de quartos, sendo que os candidatos admitidos irão receber uma formação profissional e prática em contexto real de trabalho, organizada pelo MGM, com a duração de 18 meses.

Segundo a mesma nota, após a conclusão da acção de formação, com aproveitamento, os fomandos ficam na empresa e passam a “supervisor de serviço de quartos” ou a “supervisor de áreas públicas”, ganhando uma actualização salarial. O prazo de candidaturas termina a 10 de Setembro. No dia 21 desse mês ocorre uma palestra e entrevista presencial com os candidatos, sendo apresentados os conteúdos de formação do Plano e a estrutura do desenvolvimento da carreira profissional.

28 Ago 2026

Lei de Terras | Deputado pede revisão para flexibilizar obras

O deputado Leong Hong Sai defende que a Lei de Terras deve ser revista a fim de reduzir a percentagem de concordância necessária dos proprietários para avançar com projectos de reconstrução em terrenos concessionados. O facto de se exigir 100 por cento de concordância tem impedido a realização de projectos, aponta

A necessidade de maior flexibilidade em projectos de reconstrução em terrenos concessionados levou o deputado Leong Hong Sai a defender, ao jornal Ou Mun, a revisão da Lei de Terras.

Segundo escreveu o jornal de língua chinesa, Leong Hong Sai lembrou que esta legislação e também o regime jurídico da renovação urbana têm critérios diferentes na definição das percentagens de propriedade para se avançar com projectos, o que impede a realização de muitas obras. Assim sendo, o deputado ligado à União Geral das Associações de Moradores de Macau (Kaifong) espera uma maior flexibilização nesta matéria.

Mais concretamente, o deputado sugeriu que, na Lei de Terras, a percentagem de propriedade para a concordância nas alterações contratuais dos terrenos concessionados deve baixar dos 100 para 80 por cento. Desta forma, a percentagem fica igual à que consta no regime jurídico da renovação urbana para projectos de reconstrução em edifícios com 40 ou mais anos. O deputado entende que só com estas mudanças se consegue eliminar as restrições legais para a realização de obras na área da renovação urbana.

Trocas e baldrocas

Outro ponto referido pelo deputado dos Kaifong, diz respeito à falta de desenvolvimento do modelo de troca de imóveis velhos por novos. Assim, este sugere que o Governo crie um modelo de avaliação e fixação de preços para diferentes zonas do território, a fim de se criar uma fórmula transparente e justa para a troca de casa.

Leong Hong Sai sugere ainda o lançamento de uma consulta pública sobre esta matéria para ouvir as opiniões da população e esclarecer os seus direitos.

A fim de se avançar na renovação urbana nas zonas mais antigas e degradadas de Macau, o deputado afirmou que o grupo criado para esse fim pelo Executivo tem de ter responsabilidades nas áreas de gestão de condomínio, além de que devem ser criados incentivos económicos. Tudo para que os residentes possam participar activamente no processo de renovação urbana.

Quanto aos edifícios que não têm administração de condomínio, Leong Hong Sai sugeriu que este grupo governamental assuma a gestão de edifícios de forma conjunta, incentivando o recrutamento de uma empresa de administração para vários grupos de edifícios sem gestão de condomínio. Desta forma, podem aliviar-se as despesas nesta área, criando-se uma solução transitória para a futura reconstrução de prédios e casas antigas.

Tendo em conta que o Governo tem cerca de 1,7 mil fracções de habitação para troca e 2,8 mil fracções de habitação para alojamento temporário, Leong Hong Sai sugeriu que o grupo utilize estes recursos, e que estude também uma maior flexibilização das candidaturas à habitação para troca.

Outra ideia, passa pelos descontos nas rendas da habitação para alojamento temporário, com vista a reduzir as despesas dos proprietários durante o período de reconstrução.

28 Ago 2026

Jogos Asiáticos | Prometido apoio a atletas

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, prometeu “prestar um apoio direccionado ao treino e bem-estar dos atletas, incentivando activamente a sua participação em competições além-fronteiras”.

Estas palavras foram proferidas num discurso na cerimónia da entrega da bandeira da RAEM à delegação desportiva de Macau, a propósito da sua participação nos XX Jogos Asiáticos e V Jogos Para-Asiáticos. O dirigente máximo da RAEM acrescentou será reforçada “a formação de talentos”, além de aperfeiçoar “as políticas desportivas”.

28 Ago 2026

Ensino | Sam quer ver UM como instituição de classe mundial

O Chefe do Executivo reuniu com uma representação da Universidade de Macau e pediu ousadia, encorajando a instituição a tornar-se uma universidade de classe mundial, com reputação internacional. Sam Hou Fai apontou como caminho para o sucesso o campus em Hengqin

O Chefe do Executivo recebeu na quarta-feira na sede do Governo o novo elenco do Comité Permanente do Conselho Universitário da Universidade de Macau (UM), presidido pelo deputado Ip Sio Kai.

Durante o encontro, Sam Hou Fai manifestou a esperança de que a UM aproveite os seus pontos fortes para apoiar a integração de Macau no desenvolvimento nacional, contribuindo para o mesmo. O Governo incentivou a instituição de ensino a “definir objectivos claros e a intensificar esforços para se afirmar como uma universidade de classe mundial com reputação internacional”, segundo um comunicado divulgado pela UM na quarta-feira à noite.

À medida que a instituição de ensino “entra numa nova fase de desenvolvimento”, Sam Hou Fai considera que a UM deve assumir novas missões e responsabilidades, promovendo “a inovação tecnológica e contribuindo para o desenvolvimento de Macau como um polo internacional de talentos de alto nível”.

Com a construção do novo campus em Hengqin, o governante recomendou que a UM tire partido das vantagens geográficas de Macau para atrair recursos educativos e de investigação de alta qualidade, para reforçar “ainda mais a sua influência internacional”.

Matemática política

O Chefe do Executivo incitou os responsáveis da instituição, entre eles o reitor Yonghua Song, a projectar a UM para um patamar de liderança, tornando-se um exemplo a nível académico, implementando o modelo “uma universidade, dois campus”.

Por seu turno, o deputado Ip Sio Kai garantiu que “o Conselho Universitário apoiará plenamente as diversas iniciativas previstas no 3.º Plano Quinquenal do Governo e impulsionará o desenvolvimento de alta qualidade da universidade na nova era”.

Já Yonghua Song salientou que o campus em Hengqin vai apostar em áreas como inteligência artificial, tecnologia financeira, saúde integrada e o design. O reitor está confiante de que o campus em Hengqin “elevará ainda mais os padrões educativos da universidade e aumentará o seu número de estudantes, proporcionando um impulso para o desenvolvimento sustentável de Macau e do país”.

28 Ago 2026

LAG 2027 | ATFPM pede reforma para invalidez absoluta

A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) apresentou um total de 13 propostas ao Governo a propósito da elaboração do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano.

Uma das medidas, segundo o documento enviado às redacções, passa pela criação de uma figura jurídica específica para a aposentação por invalidez absoluta definitiva, já que há “trabalhadores da Função Pública que, padecendo de doenças graves (oncologia, doenças neurodegenerativas, insuficiências orgânicas graves), se encontram incapacitados para o trabalho, mas não podem aposentar-se por não terem 65 anos de idade nem 36 anos de serviço efectivo”.

Além de defender a importância do planeamento de mais habitação para funcionários públicos, deixam-se sugestões para a área das obras públicas, nomeadamente a “exigência de mão-de-obra local em contratos de construção pública e empreitadas de elevado valor”. É sugerida, concretamente, a “inserção, em todos os cadernos de encargos de empreitadas de valor superior a 50 milhões de patacas, uma cláusula que estabeleça uma percentagem mínima obrigatória de trabalhadores locais (por exemplo, 60 por cento para mão-de-obra geral e 30 por cento para mão-de-obra qualificada)”.

Outro ponto passa pela criação de uma “plataforma electrónica interna de mobilidade”, tendo em conta que a “gestão interna do pessoal carece de maior agilidade no que respeita à afectação de recursos, à requalificação profissional e à mobilidade dos trabalhadores”.

27 Ago 2026

IAS | Teng Sio Hong nomeado vice-presidente

O Chefe do Executivo nomeou Teng Sio Hong para o cargo de vice-presidente do Instituto de Acção Social (IAS), por um ano a contar do dia 23 de Setembro. A nomeação foi oficializada ontem, através de uma ordem executiva publicada no Boletim Oficial, na sequência de vacatura do cargo. A publicação destaca a “idoneidade cívica, experiência e competência profissionais adequadas” de Teng Sio Hong para o desempenho do cargo.

O responsável era subdirector dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude desde 2021, depois de ter chefiado o Departamento de Coordenação das Instituições do Ensino Superior na mesma direcção de serviços.

O novo vice-presidente do IAS entrou na função pública em 2009 para os quadros do Fundo de Segurança Social, antes de ingressar na Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública. No currículo académico, Teng Sio Hong tem uma licenciatura em Economia (Finanças) pela Universidade de Fudan e mestrado em Administração Pública pelo Instituto Nacional de Administração da China.

27 Ago 2026

APOMAC | Jorge Fão pede “mais e melhor” para idosos

Jorge Fão, dirigente da APOMAC – Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas da Função Pública, defendeu ontem que o Governo pode fazer “mais e melhor” pelos idosos.

Segundo noticiou a TDM Rádio Macau, Jorge Fão referiu que se “o Governo fizer mais e melhor irá brilhar”, tendo a APOMAC proposto, neste sentido, a conversão do subsídio do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo em cuidados de saúde para os mais velhos.

Outra sugestão da APOMAC, passa pelo ajustamento salarial de 3 por cento para funcionários públicos, tendo Jorge Fão classificado o actual modelo remuneratório na Administração como “ultrapassado e retrógrado”. A APOMAC apresentou, no total, um pacote de seis medidas a incluir, na sua visão, no relatório das LAG para 2027.

27 Ago 2026

DSAL | Cerca de 1.300 residentes com mais de 45 anos contratados

Na primeira metade do ano, o Governo ajudou 1.349 residentes com mais de 45 anos a encontrar trabalho em feiras de emprego organizadas pela DSAL, correspondendo a um quarto de todas as contratações. A mesma proporção de pessoas com mais de 45 anos participaram em cursos de formação

No primeiro semestre deste ano, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) organizou 80 eventos de recrutamento, nos quais 1.349 candidatos a emprego com mais de 45 anos foram contratados, correspondendo a 25 por cento do total de emparelhamentos profissionais, revelou o director da DSAL, Chan Un Tong, em resposta a uma interpelação escrita de Ella Lei.

A DSAL não especifica o tipo de empregos em causa, nem os níveis salariais, mas uma grande parte dos cargos disponibilizados nestas sessões de emparelhamento são para sectores da hotelaria, segurança e limpeza.

Chan Un Tong acrescenta que a DSAL organizou na primeira metade do ano “309 cursos de formação, tendo contado com a participação de 5.918 interessados, entre os quais, os indivíduos com idade igual ou superior a 45 anos representam cerca de um quarto do total dos participantes”.

A formação tem incindindo sobre os “sectores industrial e comercial, hotelaria, restauração, comércio a retalho, convenções e exposições, informática, administração de propriedades, construção civil, reparação em manutenção”. Porém, a DSAL sublinha que nos últimos anos, o âmbito dos cursos foi ampliado a novos sectores emergentes, como big health, finanças modernas e tecnologia de ponta. O director da DSAL sublinha também que a maioria dos cursos de formação são gratuitos.

Estudar a situação

Ainda no capítulo do apoio ao emprego para residentes de meia-idade e idade avançada, a DSAL indicou que continua a recolher “informações referentes às vagas de ocupacionais, consoante a situação da oferta e procura do mercado laboral” para intensificar a cooperação com associações e empresas. O resultado será a organização de mais eventos de recrutamento profissional.

Ella Lei citou dados estatísticos oficiais relativos ao primeiro trimestre deste ano, que mostram que dos cerca de 6000 residentes desempregados no período analisado, 2.100 tinham idades compreendidas entre os 45 e os 64 anos, mais de um terço do universo de residentes sem trabalho.

As razões apontadas para a perda do emprego, além de razões pessoais, foram o termo de trabalho temporário ou do contrato, despedimento e encerramento da empresa.

27 Ago 2026

Conselho Executivo | Investigação científica passa para alçada da DSEDT

O Fundo de Desenvolvimento para as Ciências e Tecnologia passa a estar sob alçada dos Serviços de Economia a partir do dia 1 de Setembro, dando uma componente económica à investigação científica subsidiada. Esta medida consta no regulamento administrativo já discutido pelo Conselho Executivo, ontem apresentado

O Conselho Executivo apresentou ontem, após discussão, três regulamentos administrativos que trazem mudanças orgânicas em organismos públicos nas áreas da investigação, economia e cultura.

Uma das alterações prende-se com a passagem do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) para a alçada da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), já a partir do dia 1 de Setembro.

Segundo a apresentação do secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, que também é porta-voz do Conselho Executivo, o objectivo é dar resposta a uma medida anunciada no Relatório das Linhas de Acção Governativa para 2026.

O propósito é “impulsionar os trabalhos de inovação científica e tecnológica e de investigação e desenvolvimento”, apostando-se na elevação da “capacidade de investigação científica, de inovação e a competitividade da RAEM”.

O FDCT mantém-se como fundo autónomo, tendo apenas um conselho administrativo com cinco membros. A remuneração mensal destes corresponde, actualmente, “ao índice da função pública, sendo alterada para 50 por cento do índice 100 da tabela indiciária da função pública”. A DSEDT presta apenas “apoio administrativo e técnico” ao FDCT.

Ao acolher também o Conselho de Consumidores (CC), a DSEDT passa a “assumir competências na protecção dos direitos e interesses dos consumidores e no reforço da promoção da instalação de projectos de investigação científica e da indústria tecnológica”.

Ao juntar-se a DSEDT, FDCT e CC há também reformulações na estrutura orgânica, passando a existir um director de serviço, dois subdirectores, sete departamentos e 11 divisões. Segundo referiu Wong Sio Chak, tal significa “uma redução de dois directores, três subdirectores, quatro departamentos e cinco divisões”.

Em termos de recursos humanos, houve uma redução, na DSEDT, de 311 trabalhadores para 259, sendo que, como “os lugares do quadro actual ainda não estão totalmente preenchidos, a referida redução não afectará a situação jurídica do pessoal actualmente em funções”, é explicado.

Mudanças culturais

Outra alteração analisada pelo Conselho Executivo, passa por mexidas no Instituto Cultural, com a integração do Conservatório de Macau e Centro Educativo Anexo na Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ).

O Conservatório mantém-se como “escola oficial do ensino não superior dedicada à educação regular”, enquanto o Centro Educativo Anexo “ministra a educação artística vocacional de natureza contínua”.

Foi referido que os diplomas de habilitações, regime dos concursos e qualificação “não serão afectados pelo ajustamento”, sendo que o objectivo é “promover a integração da educação artística nas políticas educativas gerais, respondendo à necessidade da reserva de quadros qualificados no domínio das artes”. Também os “regimes escolar e corpo docente se manterão idênticos”.

27 Ago 2026

Zona de Cooperação | Pong Ka Fui, da DSEC, na Comissão Executiva

O responsável máximo pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Pong Kai Fu, passa a dirigir a Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

Segundo despacho assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, e publicado esta quarta-feira em Boletim Oficial, Pong Ka Fui passa a exercer estas funções a partir do dia 1 de Setembro, com comissão de serviço de dois anos.

Além deste dirigente, foram nomeadas as chefias da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Autoridade Monetária de Macau e Instituto de Habitação, respectivamente: Cheung Wai, Ip Kuai Lam e Cui Ning, Sio U Lam exercem função de subdirector, Chan Kong On e Ng Chan Teng exercem função de chefe e subchefe de divisão.

Na comissão, estes dirigentes recebem o semelhante à remuneração mensal do abono especial correspondente ao índice 250 da tabela salarial da Função Pública referente aos cargos de director e subdirector, e ainda relativa ao índice 200 para os cargos de chefe e subchefe. Tal significa um salário de cerca de 23 mil patacas para Pong Kai Fu e de 18 mil patacas para os restantes dirigentes.

27 Ago 2026

Taiwan | Ex-representante em Macau detido em operação anticorrupção

O ex-representante de Taiwan em Macau Chen Hsuehhuai foi detido e interrogado no âmbito de uma vasta operação anticorrupção das autoridades da ilha que também visou o seu irmão, o deputado do partido Kuomintang (KMT) Chen Hsuehsheng.

Segundo meios de comunicação da Formosa, Hsuehhuai, que dirigiu o escritório de representação de Taiwan em Macau entre 2017 e 2019, foi libertado mediante caução de 100 mil dólares taiwaneses. O caso insere-se numa investigação conduzida pelo Ministério Público de Taipei, que suspeita de fraude e corrupção envolvendo salários fictícios de assessores parlamentares e benefícios indevidos concedidos por empresas de transporte marítimo.

Um total de 27 pessoas foi levado para interrogatório, entre elas Chen Hsuehsheng, libertado sob caução de dois milhões de dólares taiwaneses, e vários familiares e colaboradores, com cauções entre 80 mil dólares taiwaneses e 500 mil dólares taiwaneses. Mais de 10 suspeitos foram libertados sem medidas adicionais.

27 Ago 2026

DSAT | Requerimentos digitais em acidentes de viação

O Governo diz estar a ponderar a introdução, na plataforma da Conta Única de Macau, de um sistema de requerimento digital sempre que haja acidentes de viação ligeiros e seja necessária a intervenção de seguradoras.

Segundo uma resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei, assinada pela chefe de gabinete do secretário para a Segurança, Lam In Sang, é referido que o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) “está a estudar a prestação do serviço de requerimento online da ‘certidão do acidente de viação’ na Conta Única de Macau”, além de ser analisada a situação com “os serviços responsáveis pela gestão do trânsito e fiscalização do seguro automóvel”.

Promete-se, assim, a simplificação do “tratamento in loco de acidentes ligeiros e os procedimentos de pedidos de indemnização de seguros”. Ella Lei tinha sugerido ao Governo a desburocratização do processo para resolver de forma rápida os engarrafamentos no trânsito no momento de resolução de acidentes entre condutores.

26 Ago 2026

Electricidade | Questionada consolidação da rede de abastecimento

Chao Ka Chon quer saber se a resposta a emergências no fornecimento de electricidade e a rede de abastecimento foram consolidadas, depois da “dolorosa lição” dos cortes causados por tufões em 2017 e 2018. O deputado vinca a importância da estabilidade de rede quando se prevê o aumento de consumo no centro de computação de inteligência artificial

Algumas das metas para alcançar a diversificação económica são exigentes do ponto de vista energético. A começar pela construção do Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau, um dos quatro grandes projectos atribuídos pelo Governo Central ao Executivo da RAEM. O projecto, com abertura prevista para 2030, é uma das apostas do Governo, assim como a construção de um centro de computação para a aplicação de megadados e de inteligência artificial.

“Estes novos domínios representam exigências mais elevadas à estabilidade e à segurança do fornecimento de electricidade” e implicam um aumento significativo do consumo local de energia, argumenta o deputado Chao Ka Chon.

Numa interpelação escrita, o legislador nomeado pelo Chefe do Executivo questiona o que o Governo e a Companhia de Electricidade de Macau (CEM) fizeram para assegurar “a continuidade, a estabilidade e a fiabilidade do fornecimento de electricidade, e proporcionar efectivamente uma sólida garantia energética ao desenvolvimento de diversificação adequada da economia de Macau”.

Dores de crescimento

Chao Ka Chon pede também um ponto de situação sobre o progresso da consolidação do sistema de resposta a emergência do fornecimento de electricidade, e da rede de segurança do abastecimento eléctrico, estabelecida pelo plano decenal de prevenção e redução de desastres em Macau (2019-2028). Recorde-se que o plano foi proposto para evitar a repetição de acidentes graves de corte de electricidade e de água em larga escala.

“Os supertufões Hato, em 2017, Mangkhut, em 2018, e Ragasa, no ano passado, afectaram significativamente a economia e a vida dos residentes de Macau, sendo particularmente inesquecível a dolorosa lição dos cortes de água e de electricidade em larga escala e por longos períodos registados durante a passagem do Hato”, contextualiza o deputado.

Chao Ka Chon pergunta como evoluiu a produção local de electricidade, a capacidade e o sistema de resposta a emergência no fornecimento, comparando com a realidade de há 10 anos. “São mais fiáveis, resilientes, (…) e capazes de fazer face ao risco de interrupção do fornecimento externo de electricidade em circunstâncias extremas, e assegurar as necessidades básicas de consumo de infra-estruturas importantes”, pergunta.

Com o esperado aumento significativo do consumo de electricidade, tendo em conta os projectos planeados pelas autoridades, o deputado questiona como será cumprida a meta nacional de reduzir as emissões de carbono na produção e fornecimento de electricidade. Outra dúvida de Chao Ka Chon é como o aumento do consumo de energia se compatibiliza com o objectivo de “desenvolvimento verde e hipocarbónico e na construção de um ecossistema de alta qualidade na Grande Baía”.

26 Ago 2026

Hengqin | Apresentadas medidas para apoiar sector da aviação

A Direcção do Desenvolvimento Industrial da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, Guangdong-Macau apresentou um plano para promover o desenvolvimento integrado do Centro Internacional de Transporte Aéreo de Macau na Margem Ocidental do Rio das Pérolas.

O plano contempla várias medidas de apoio para reduzir os custos operacionais de logística, como um subsídio de 1 yuan por cada quilo de carga que empresas de transporte internacional de mercadorias que passem pelo terminal de carga de Hengqin do Aeroporto de Macau, num máximo de 5 milhões de yuan por ano.

No chão, as autoridades de Hengqin vão atribuir um subsídio no valor de 50 por cento dos custos reais anuais de exploração e manutenção das instalações de serviço usados por empresas de importação e exportação, até um limite máximo anual de 2 milhões de yuan.

Os apoios vão-se estender ao armazenamento, através de um apoio para cobrir 50 por cento do arrendamento em armazéns em Hengqin, até um milhão de yuan por ano.

Também o manuseamento e tratamento de mercadorias será subsidiado para incentivar a utilização do Terminal de Carga de Hengqin. As autoridades realçam que os apoios serão mais generosos para empresas com capital de Macau, ou empresas do programa “Cultivar e Fortalecer”.

Também os profissionais empregados na zona de cooperação na área da logística aérea transfronteiriça podem candidatar-se a um subsídio de subsistência de 40 mil yuan por pessoa, distribuído a uma taxa de 30 por cento nos primeiros dois anos e de 40 por cento no terceiro ano.

26 Ago 2026

LAG | Sam fala de ambiente social “em rápida transformação”

Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, destaca que o “ambiente social [está] em rápida transformação”, e pede a colaboração das associações. A propósito do relatório das Linhas de Acção Governativa para 2027, o governante reuniu com 11 dirigentes associativos ligados às áreas social e laboral

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, destacou esta segunda-feira que “o ambiente social [está] em rápida transformação” e que com “esforços conjuntos” das associações “é possível enfrentar, de forma eficaz, os diversos riscos e desafios”.

Estas declarações, citadas num comunicado do Gabinete de Comunicação Social (GCS), foram proferidas num encontro com 11 dirigentes de associações de conterrâneos e das áreas laboral e social, que decorreu esta segunda-feira na sede do Governo.

Segundo a mesma nota, alguns dos pedidos feitos ao Chefe do Executivo para a elaboração de políticas passam por dar prioridade “ao desenvolvimento da juventude e apoio ao emprego”, ou ainda a necessidade de “reforçar a formação profissional e melhorar a qualidade dos postos de trabalho”.

Na área social, foi ainda abordada a necessidade de “aprofundar o alinhamento dos serviços sociais no contexto da integração entre Macau e Hengqin”, bem como “optimizar a alocação de recursos entre as organizações de serviços sociais”. Pediu-se também o fomento da “complementaridade entre instituições de saúde públicas e privadas”.

IA e economia

Num encontro que também contou com outros membros do Governo, Sam Hou Fai destacou que as LAG de 2027 vão “dar continuidade e aprofundar o plano estratégico do actual Governo”, além de terem um papel de coordenação com o 3.º Plano Quinquenal da RAEM, recentemente apresentado.

Esta segunda-feira, aconteceu ainda outra reunião com 16 representantes de “think tanks” e membros do sector profissional. Um dos pontos analisados foi a necessidade de “desenvolver constantemente a economia e melhorar a qualidade de vida da população”.

Foi ainda sugerido o “desenvolvimento da indústria da inteligência artificial”, bem como a importância de “abrir canais para quadros qualificados especializados em áreas como contabilidade”. Ainda na área económica, pediu-se maior atenção “à operação das micro, pequenas e médias empresas de Macau”.

No sector dos transportes, pediu-se também “a optimização do sistema de obras públicas e as obras de transporte ferroviário”, bem como o aumento “adequado de despesas financeiras” e melhoria “das condições de exercício de actividade dos profissionais como arquitectos”, entre outras matérias.

26 Ago 2026

Emprego | Cinco sessões com 400 vagas a 2, 10 e 11 de Setembro

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) vão organizar cinco feiras de emprego com cerca de 400 vagas.

As cinco sessões de emparelhamento contam com nove empresas participantes, que operam nos sectores da lotaria, transportes turísticos e públicos, segurança e limpeza, hotelaria e comércio a retalho, com a oferta de emprego para as funções de: “chefe de turno de recepção, supervisor de andares, empregado administrativo e de contabilidade, analista de dados, motorista, chefe de estação/paragem, ajudante de farmácia, farmacêutico, guarda de segurança e trabalhador de limpeza”.

Durante a sessão dedicada a reforçar os recursos humanos da SLOT, serão disponibilizadas 24 vagas, enquanto na sessão de recrutamento da TRANSMAC e AA Turismo haverá 39 ofertas de emprego. Porém, a larga maioria das vagas (299) serão para as sessões de recrutamento da Companhia de Serviços de Segurança Winnerway, Serviços de Limpeza East Sun e Securitas Serviços de Segurança.

25 Ago 2026

Terminal da Taipa | Coutinho pede redução de rendas de lojas

A falta de clientes e a redução das ligações marítimas voltaram a mergulhar os lojistas do Terminal da Taipa numa crise da qual nunca saíram desde a pandemia. Pereira Coutinho pede flexibilidade ao Governo e à entidade gestora para reduzir rendas e impedir a desertificação do terminal

Cerca de dois anos e meio depois da inauguração, o Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa juntava-se às infra-estruturas de transportes do território paralisadas pelas medidas de controlo da pandemia da covid-19. Após uma breve recuperação, “o movimento de turistas e residentes voltou a cair significativamente, agravando uma situação já de si frágil”, descreve o deputado Pereira Coutinho numa interpelação escrita divulgada ontem.

Com receitas fracas e encargos mensais entre 60.000 e 80.000 patacas para pagar renda, água, electricidade, gestão e limpeza, o legislador pergunta ao Governo se pondera “rever as cláusulas contratuais celebradas com a empresa gestora, autorizando uma redução extraordinária, faseada e temporária das rendas dos espaços comerciais”.

Coutinho recorda que durante o período crítico da pandemia da covid-19 o Governo “adoptou uma política de isenção temporária do pagamento de rendas”, permitindo aos comerciantes suportar “o impacto da paralisação quase total do turismo”. Em Março de 2020, o deputado acompanhou uma comitiva de lojistas do Terminal da Taipa na entrega de uma carta ao Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, a pedir ajuda, e mais dias mais tarde divulgou uma interpelação a sugerir a isenção de rendas.

O deputado revela que os lojistas já tentaram negociar com a empresa gestora do terminal a redução de rendas, e que a empresa fez chegar as reivindicações dos comerciantes “às entidades competentes, mas a resposta foi peremptória: nos termos do contracto celebrado entre o Governo e a concessionária, os valores das rendas são fixos e inalteráveis, não sendo possível conceder qualquer redução ou isenção”.

Sem oásis à vista

Pereira Coutinho salienta o “verdadeiro desperdício de recursos públicos” resultante do subaproveitamento da “mega-estrutura”, em particular desde a entrada em funcionamento da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau, assim como da drástica redução das travessias marítimas.

O deputado acrescenta que “a falta de articulação entre o terminal marítimo, o aeroporto, parques de estacionamento independentes e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal tem contribuído para a desertificação do espaço e para o agravamento da situação dos comerciantes”. Como tal, pergunta ao Governo de Sam Hou Fai se está disponível para marcar uma reunião urgente com os lojistas, a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água e a empresa gestora para encontrar “uma solução que evite o colapso daqueles espaços e salvaguarde os postos de trabalho dos residentes ali existentes”.

Coutinho questiona também se o Executivo tem planos para dinamizar o Terminal da Taipa integrando-o com o aeroporto, os parques de estacionamento independentes, e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal, com vista a aumentar o fluxo de passageiros.

25 Ago 2026

Lavagem de dinheiro | RAEM e São Tomé e Príncipe vão assinar acordo

Macau e São Tomé e Príncipe vão assinar um acordo de troca de informações para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo. O memorando de entendimento será assinado entre os Serviços de Polícia Unitários e a Unidade de Informação Financeira do país africano

De acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, o protocolo envolve a troca de “informações financeiras” para o combate ao branqueamento de capitais, “crimes subjacentes associados”, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça. O memorando de entendimento será assinado com a Unidade de Informação Financeira da República Democrática de São Tomé e Príncipe.

Segundo o despacho, assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, em 17 de Fevereiro, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, pode delegar esta missão ao comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), Leong Man Cheong. O Gabinete de Informação de Macau (GIF), responsável pelo combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça, está sob a tutela dos SPU.

Recorde-se que em Março de 2022, um relatório anual do Departamento de Estado dos EUA designou Macau como um dos principais pontos de branqueamento de capitais a nível mundial.

Segundo o relatório anual do GIF, Macau tornou-se em 2019 o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais (GAFI) que cumpria “todos os 40 padrões internacionais” sobre a prevenção da lavagem de dinheiro, do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa.

Em Maio de 2025, Macau assinou também com Angola um acordo para trocar informações, de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo ou à proliferação de armas de destruição maciça.

O GIF de Macau assinou acordos para a troca de informação com 33 países e territórios, incluindo a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária de Portugal, em 2008, a Unidade de Informação Financeira do Banco Central de Timor-Leste, em 2018, e, em 2019, o Conselho de Controlo de Actividades Financeiras do Brasil e a Unidade de Informação Financeira de Cabo Verde.

Carnaval do consumo

O número de transações suspeitas registadas nos casinos subiu 8,7 por cento na primeira metade do ano, em comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dados oficiais do GIF. As seis operadoras de casinos em Macau submeteram, no total, 2.018 participações de transações suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo entre Janeiro e Junho.

No final de Maio, o Governo anunciou também que a Direcção dos Serviços da Protecção de Dados Pessoais (DSPDP) iria assinar acordos de cooperação com as entidades homólogas de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde. Duas semanas depois, a DSPDP indicou que os acordos irão aperfeiçoar “a cadeia de cooperação entre a China e os países lusófonos nas áreas de segurança de dados e de protecção da privacidade pessoal”.

25 Ago 2026

AMCM | Obtidos 27 mil milhões de RMB em obrigações

Foram emitidas, na quinta-feira, 6 mil milhões de renminbis (RMB) em Macau, em obrigações, por parte do Ministério das Finanças da China. Segundo um comunicado da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), esta emissão focou-se em investidores profissionais, sendo que 3 mil milhões de RMB de obrigações nacionais foram emitidas com prazo de 2 anos, a uma taxa de juro fixada em 1,3 por cento.

Por sua vez, mil milhões de RMB de obrigações nacionais foram emitidas com prazo de 3 anos, a uma taxa de juro fixada em 1,33 por cento. Já as obrigações nacionais com prazo de 5 anos, foram emitidas no montante de mil milhões de RMB, com taxa de juro fixada em 1,46 por cento, enquanto que as obrigações nacionais com prazo de 10 anos foram emitidas no montante de mil milhões de RMB, com taxa de juro fixada em 1,76 por cento.

A mesma nota dá conta que a “emissão obrigações nacionais foi bem acolhida pelo mercado, tendo registado uma subscrição superior ao montante emitido”. A AMCM destaca ainda que “até ao presente, o montante acumulado de obrigações nacionais emitidas pelo Ministério das Finanças da República Popular da China em Macau atingiu 27 mil milhões de RMB”.

24 Ago 2026