João Santos Filipe Manchete PolíticaOperadoras de jogo apoiam com 40 milhões de patacas vítimas da enxurrada no Tibete As seis operadoras de jogo anunciaram que vão doar 40 milhões de patacas para apoiar as vítimas afectadas pela enxurrada na região autónoma chinesa do Tibete. Em comunicado, a SJM Resorts, S.A. referiu que “respondeu ao apelo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), doando cinco milhões de patacas, através do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM, para apoiar as operações de socorro de emergência”. A administradora-executiva da SJM, Daisy Ho, citada no comunicado, afirma que a empresa “tem acompanhado com atenção” os desenvolvimentos do incidente ocorrido nos Himalaias no passado dia 26 de Agosto e as necessidades sociais. “Face a esta catástrofe, esperamos que a nossa doação contribua para apoiar os esforços de socorro e recuperação em curso”, acrescentou. Também em comunicado, a Wynn Macau Limited, anunciou uma doação de cinco milhões de patacas destinada à mesma região, para apoiar as operações de socorro e emergência e os trabalhos de recuperação pós-catástrofe. A administradora-executiva da Wynn Macau, Linda Chen, afirma no texto que a empresa “se mantém solidária” com a comunidade local neste período difícil. “Esperamos que esta doação proporcione um apoio significativo para os esforços de socorro, realojamento e reconstrução, ajudando os residentes afetados a superar este período difícil”, afirmou Linda Chen. Galaxy e fundação Por sua vez, a concessionária Galaxy Entertainment Group (GEG) anunciou uma doação, em conjunto com a Fundação de Caridade da Família Lui Che Woo, de 10 milhões de patacas. “Estamos profundamente entristecidos pela devastadora enxurrada no condado de Gyirong, em Xigaze, na Região Autónoma do Tibete, e endereçamos as nossas sinceras condolências aos residentes afectados”, afirma Francis Lui, presidente do GEG, citado num comunicado do grupo. Também a Sands China, doou dez milhões de patacas e a Melco Resorts & Entertainment Limited doou cinco milhões de patacas, este último um montante igual ao da doação da MGM China. Pelo menos 1.259 pessoas morreram nas inundações de 26 de Agosto, provavelmente causadas pelo colapso de um glaciar, e mais de 5.000 continuam desaparecidas, de acordo com a agência de gestão de catástrofes do Nepal. A China informou na passada quarta-feira à noite que 21 pessoas morreram e 541 estão desaparecidas no lado tibetano da fronteira.
Hoje Macau PolíticaComputação | Governo avança com projecto-piloto em formação A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), em parceria com o Centro de Produtividade e de Transferência de Tecnologia de Macau (CPTTM), deu início, na sexta-feira, ao “Projecto-Piloto de Formação em Computação Inovadora”. O objectivo é “apoiar empresas de tecnologia a melhorar a capacidade” na área da inteligência artificial (IA), tendo a iniciativa apoio da Huawei. Durante cinco dias, estes empresários podem ter formação na área da computação, realizando depois o exame de certificação HCIA-AI Solution da Huawei, no CPTTM. Este projecto inclui ainda uma visita técnica à sede da Huawei. A edição que arrancou na sexta-feira conta com “28 gestores de topo e técnicos das empresas tecnológicas certificadas em Macau”, destaca-se numa nota conjunta da DSEDT e CPTTM.
Hoje Macau PolíticaCoimbra | Vice-reitor destaca ligação a Macau O vice-reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Nuno Calvão da Silva, disse que a instituição de ensino superior portuguesa é “muito forte” no mundo da língua portuguesa, tendo destacado o caso do ordenamento jurídico de Macau, feito por Paulo Mota Pinto, no Código Civil, ou Figueiredo Dias, no Código Penal, entre outros. “Temos leccionado lá sucessivas gerações de estudantes, com um acordo de cooperação forte com a Universidade de Macau, há mais de 40 anos. Compreende-se, por isso, que a faculdade de Direito seja muito procurada”, reforçou.
Hoje Macau Manchete PolíticaViagens | Macau e Angola assinam acordo de isenção mútua de vistos A cerimónia de assinatura do acordo decorreu na sexta-feira e Eduardo Velasco Galiano, cônsul de Angola na RAEM considerou que vai levantar vários obstáculos que pairam sobre as relações comerciais. A data de entrada em vigor do acordo ainda não é conhecida Os residentes de Macau e os cidadãos angolanos vão passar a poder entrar nos dois territórios sem necessidade de visto, na sequência de um acordo sobre a dispensa mútua dessa autorização assinado na sexta-feira entre as duas jurisdições. Na cerimónia de assinatura, o secretário para a Administração e Justiça do Executivo de Macau, Wong Sio Chak, afirmou que o acordo “facilitará significativamente a vida” dos residentes de ambas as partes, sobretudo no âmbito do turismo, intercâmbio académico e trocas comerciais. Wong acrescentou que a medida “promoverá uma maior interacção entre as populações” e “aprofundará o intercâmbio civilizacional e a fusão cultural”. “Aproveitamos esta oportunidade para convidar mais amigos de Angola a visitar, investir e viajar para Macau, a fim de sentirem a vitalidade, a inclusão e as oportunidades que esta cidade oferece”, enfatizou. Resolver problemas Também presente na cerimónia, Eduardo Velasco Galiano, cônsul de Angola na região administrativa especial e delegado angolano junto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), sublinhou que, “por diversas vezes, empresários de ambas as partes viram-se forçados a recuar”. “O vosso gesto, no dia de hoje, não só resolve essas barreiras burocráticas, como dissipa de forma definitiva a incerteza que pairava sobre as nossas relações comerciais, abrindo portas a um futuro de maior prosperidade e intercâmbio económico”, salientou. Angola torna-se o quarto país de língua portuguesa, depois de Portugal, Brasil e Cabo Verde, a beneficiar do regime de isenção de visto de Macau. Segundo um comunicado do Serviço de Identificação de Macau, após a entrada em vigor do acordo, os residentes de Macau titulares do Passaporte da RAEM poderão entrar na República de Angola com dispensa de visto e aí permanecer por um período máximo de 30 dias, sendo as mesmas condições concedidas aos titulares de passaporte da República de Angola válido. A data de entrada em vigor do acordo será anunciada oportunamente, segundo o comunicado, que não indica uma data concreta.
Hoje Macau PolíticaRenovação Urbana | Governo estuda criação de fundo O director dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), Lai Weng Leong, revelou que o Governo está a ponderar a criação de um fundo de renovação urbana. A novidade foi avançada na sessão de intercâmbio sobre o 3.º Plano Quinquenal, realizada na sexta-feira e destinada exclusivamente a convidados da área dos Transportes e Obras Públicas. Segundo o jornal Ou Mun, o responsável apontou que o Governo também planeia reforçar as funções e a autonomia da empresa Macau Renovação Urbana, S.A., para que esta assuma o papel de plataforma e tenha condições para captar capital privado e operar de forma mercantilizada. Lai Weng Leong apontou ainda que a DSSCU está a realizar estudos de planeamento do sistema de zonas de desenvolvimento prioritário para a renovação urbana. Este trabalho vai servir para estabelecer as condições e o potencial de desenvolvimento dos terrenos através da análise do estado dos edifícios, bem como os incentivos que vão ser adoptados para dinamizar as zonas prioritárias. O director da referida instituição indicou também que a conclusão dos estudos considerados essenciais para a renovação urbana está prevista para a primeira metade do próximo ano.
João Santos Filipe Manchete PolíticaSudeste Asiático | Sam Hou Fai fez balanço positivo de deslocações A promoção no exterior do “sucesso” do princípio um país, dois sistemas foi um dos objectivos que o Chefe do Executivo considerou alcançado durante as visitas a Singapura, Indonésia e Malásia O Chefe do Executivo fez um balanço positivo das visitas da última semana a Singapura, Indonésia e Malásia. Segundo Sam Hou Fai, a deslocação alcançou “os resultados previstos” de “promover plenamente ao exterior o sucesso da implementação do ‘princípio um país, dois sistemas’”, assim como o “3.º Plano Quinquenal da RAEM”, “intensificar o intercâmbio e a aprendizagem mútua”, e “aprofundar a cooperação” na economia, comércio, turismo, educação e cultura. Na perspectiva de Sam Hou Fai, ao longo da viagem “foram aproveitadas todas as oportunidades” para “apresentar o sucesso da implementação do princípio ‘um país, dois sistemas’ em Macau” e o futuro plano quinquenal. Além disso, o líder do Governo indicou que contou “a história de Macau de forma a demonstrar a forte vitalidade e o valor único” do princípio ‘um país, dois sistemas’” e promoveu “uma compreensão mais completa e objectiva […] das enormes conquistas de desenvolvimento de Macau desde o seu regresso à Pátria”. O Chefe do Executivo afirmou ainda que não se limitou a promover os feitos políticos da RAEM e que também se focou em “aprofundar ainda mais o conhecimento sobre a situação geral e o desenvolvimento socioeconómico” dos destinos visitados. Neste âmbito, Sam Hou Fai apontou que Singapura é um exemplo para o Governo da RAEM devido a projectos como “um parque industrial, instalações culturais e turísticas, projectos de renovação urbana e de habitação pública”. Mais investimentos O representante máximo da RAEM destacou igualmente os esforços feitos para promover Macau e Hengqin como uma zona económica dinâmica, apostada na diversificação da economia. Sam apontou que durante a visita “apresentou-se de forma destacada aos empresários dos três países o ambiente de negócios e as oportunidades de desenvolvimento de Macau e Hengqin”. Estes esforços resultaram em 370 sessões de bolsas de contacto empresarial e 189 acordos de cooperação com os governos e sectores empresariais dos três países, em áreas como a economia, comércio, indústria de convenções e exposições, tecnologia de ponta, saúde, medicina tradicional chinesa, produtos halal e promoção de marcas. Em termos de turismo, Sam manifestou o desejo que regressem as ligações aéreas entre Macau e a Indonésia, dado que no ano passado mais de 200 mil turistas deste país visitaram a RAEM. O líder do Governo apontou que durante a visita houve encontros exploratórios para concretizar o desejo, mas não deixou qualquer promessa.
João Santos Filipe Manchete PolíticaTrânsito | Número crescente de infracções deve-se a aumento de queixas Face à preocupação do deputado Leong Pou U com as crescentes infracções de trânsito nas passadeiras, o CPSP indica que a tendência se deve aos melhores meios de prova para sancionar condutas ilegais e ao maior número de denúncias dos cidadãos O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) defende que o número de infracções de trânsito tem aumentado porque há cada vez mais pessoas a denunciar irregularidades. A posição consta da resposta a uma interpelação escrita do deputado Leong Pou U, em que era abordada a segurança nas estradas locais. Na interpelação, o legislador ligado aos Operários de Macau recorreu aos dados oficiais para apontar que, na primeira metade do ano, o número de infracções por não cedência de passagem aumentou anualmente 35,7 por cento. Em particular, os casos de não cedência de passagem nas passadeiras tiveram um crescimento anual de 97 por cento. Todavia, o CPSP indica que o aumento não está ligado apenas a um maior número de infracções, mas também à “elevação da consciência dos cidadãos sobre a segurança rodoviária, que leva à denúncia espontânea das infracções de que são testemunhas”. Apesar disso, as autoridades reconhecem que existem agora melhores meios para detectar as infracções, devido à “optimização contínua” e ao “alargamento da cobertura do sistema de videovigilância rodoviária”, o que “facilita a recolha de provas”. Entre os factores que o CPSP considera terem levado a um crescimento das infracções, surgem ainda o “reforço” das “patrulhas diárias e das operações específicas de combate aos diversos tipos de infracções de condução”. “A sinergia destes aspectos permitiu um aumento efectivo da eficácia da execução da lei, bem como um aumento nos dados relativos à autuação de infracções rodoviárias”, foi apontado. Penas mais pesadas Na interpelação, Leong Pou U pretendia também que o Governo explicasse as medidas que estão a ser tomadas para assegurar a segurança nas passadeiras e na estrada. Em Maio deste ano, uma criança de 10 anos perdeu a vida depois de ser atropelada por um carro, quando atravessava a rua na passadeira. A resposta à interpelação, que surge assinada por Chiang Ngoc Vai, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, deixa antever um agravamento das penas, quando for aprovada uma nova lei do trânsito. Segundo as explicações, o Governo encontra-se actualmente “a acelerar os trabalhos de consulta relativos à revisão da Lei do Trânsito Rodoviário” para adoptar “um regime jurídico de trânsito mais rigoroso”, “reforçar o efeito dissuasor das disposições sancionatórias vigentes” e “elevar a consciência dos utentes das vias públicas quanto ao cumprimento das regras de trânsito”. O Executivo espera também que o futuro diploma, que ainda tem de ser aprovado na Assembleia Legislativa, reduza o número de acidentes. Além do aspecto legal, o Governo defende que tem contribuído para uma maior segurança nas estradas “através da optimização da configuração das instalações e equipamentos” e da “promoção de acções de sensibilização sobre a segurança rodoviária”. Trânsito | Conselheiros pedem mais medidas de segurança Os membros do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central pediram, esta quarta-feira em reunião ordinária, que sejam criadas mais medidas para garantir a segurança rodoviária. Em comunicado, é explicado que o conselheiro Leong Kim Kio sugeriu o recrutamento de mais assistentes de trânsito para os locias mais movimentados de Macau, a fim de garantir que os peões usam a passadeira para atravessar. Além disso, tal iria contribuir para reduzir os casos em que os condutores não dão cedência de passagem aos peões. O conselheiro pede também a deslocação destes assistentes de trânsito para zonas próximas às escolas. Já a conselheira Chan Hio Teng, defendeu a alteração à lei do trânsito rodoviário, considerando que é necessário para regular, por exemplo, a redução da velocidade em estradas perto de escolas. Chan deu o exemplo do interior da China, onde não se pode circular a mais de 30 quilómetros por hora junto às escolas. Por seu turno, a conselheira Chan Tong Sut defende que a alteração da lei do trânsito rodoviário deve incluir a introdução de sistema de pontos para elevar o efeito dissuasor junto dos condutores, já que correm o risco de ficar sem carta de condução. Esta defendeu ainda a revisão da circulação em todas as passadeiras, pois nas ruas com curvas reduz-se a visibilidade para veículos de maior dimensão.
Hoje Macau PolíticaPCC | Hua Liebing assume fiscalização em Hong Kong e Macau Hua Liebing vai ser o novo chefe do Grupo de Inspecção e Supervisão Disciplinar do Gabinete de Trabalho de Hong Kong e Macau do Comité Central do Partido Comunista da China. A informação foi divulgada através da mais recente actualização do portal online deste gabinete. Segundo a informação oficial, Hua Liebing, nasceu em 1967 e é natural da cidade de Taicang, na província de Jiangsu. Antes da promoção, Hua Liebing trabalhava, desde 2023, como director do Departamento de Investigação de Crimes Económicos do Ministério da Segurança Pública da República Popular da China. Hua sucede a Geng Changyou, que foi transferido para a província de Hebei em Novembro do ano passado, onde também assumiu funções de inspecção e supervisão disciplinar.
Hoje Macau PolíticaSede do Governo | Renovado Mandato de Loi Chi Sang Loi Chi Sang vai ser mantido como director dos Serviços para os Assuntos da Sede do Governo (DSASG) durante mais um ano. A renovação do mandato que começou em 2024 foi publicada ontem no Boletim Oficial, através de um despacho publicada pelo Chefe do Executivo. Loi é formado em Estudos Chineses pela Universidade de Macau, e entrou para Função Pública em 2014, como técnico no Gabinete de Comunicação Social (GCS). Entre 2015 e 2021, foi técnico superior no Gabinete do Chefe do Executivo, até se mudar para a DSASG. Além de Loi, também o mandato de Pun Keng Sang, actualmente subdirector da DSAG, foi renovado pelo período de um ano. Pun desempenha este cargo desde Fevereiro de 2024. As renovações surgem no âmbito da entrada em vigor de uma nova estrutura orgânica na DSASG, que passa a centralizar a gestão administrativa, financeira e informática da Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional, da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos, do Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais e do Gabinete de Comunicação Social.
João Santos Filipe Manchete PolíticaIndonésia | Sam Hou Fai promoveu Macau como destino turístico O Chefe do Executivo está na Indonésia, onde foi recebido pela ministra do Turismo, Widiyanti Putri Wardhana. Sam promoveu Macau como um destino cada vez mais atraente para turistas muçulmanos O Chefe do Executivo espera criar condições para atrair cada vez mais visitantes da Indonésia. A posição foi tomada durante um encontro, na terça-feira, com a ministra do Turismo do país do Sudeste Asiático, Widiyanti Putri Wardhana, durante a visita oficial que está a decorrer em Jacarta. Segundo a versão das autoridades de Macau, Sam Hou Fai indicou a Widiyanti Putri Wardhana que o Executivo vai promover “mais a ligação e contactos entre os departamentos de turismo e a indústria da aviação das duas partes”, “inovar em novos produtos turísticos” e expandir “as fontes de turistas”. Neste esforço, o líder do Governo “disse esperar contar com o apoio do Ministério do Turismo da Indonésia” para explorarem “novas oportunidades” e “criarem juntos uma marca cultural e turística da ‘Rota da Seda Marítima’”. Sam destacou ainda a importância para Macau dos turistas da Indonésia, ao apontar que em 2025 se registou um crescimento anual de 13,6 por cento daquele que é o terceiro maior mercado internacional em Macau. O líder da RAEM explicou também que iniciativas “como a promoção da obtenção da certificação halal por parte de hotéis, restaurantes e produtores alimentares”, “o lançamento do ‘Macau para Viajantes Muçulmanos – Guia de Viagem Halal’ e a organização de formações sobre acolhimento de clientes de cultura islâmica” vão criar maior capacidade de atendimento de clientes muçulmanos. O líder do governo destacou igualmente a construção da Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau e convidou “as instituições culturais e artísticas da Indonésia, grupos de artes performativas, organizadores de exposições e outros profissionais do sector” a participarem na iniciativa. No âmbito deste convite, o Chefe do Executivo prometeu “oportunidades de cooperação em áreas como a planificação de conteúdos culturais e o intercâmbio artístico e de espectáculos”. Sam aproveitou também a oportunidade para agradecer à ministra a implementação da isenção de visto para os turistas de Macau que visitam a Indonésia. Margem para crescer Também o Governo da Indonésia espera reforçar a cooperação com Macau em áreas como a produção halal ou a medicina tradicional chinesa. As metas foram traçadas pelo vice-ministro do Ministério Coordenador de Cooperação Económica e Investimento da Indonésia, Edi Prio Pambudi, durante a recepção à delegação liderada por Sam Hou Fai, que decorreu igualmente na terça-feira. Quando discursava diante do Chefe do Executivo, Edi Prio Pambudi apontou que existe “um grande espaço de cooperação entre a Indonésia e Macau” e indicou as áreas da cozinha halal e medicina tradicional chinesa. O vice-ministro foi além do turismo e destacou igualmente os “vários projectos de cooperação desenvolvidos pelas empresas de Macau” em áreas como a construção civil e os transportes. Sam Hou Fai está a realizar uma visita oficial ao estrangeiro que começou na semana passada, em Singapura e se prolonga até sábado. Desde segunda-feira que o Chefe do Executivo está na Indonésia e a próxima paragem é a Malásia. Mercado atraente Sam Hou Fai espera que haja cada vez mais empresas de Macau a obterem a certificação de produtos halal e a entrarem no mercado indonésio. A esperança foi deixada durante um encontro com o ministro coordenador para os Assuntos Económicos da Indonésia, Airlangga Hartarto, no qual Sam se fez acompanhar de 20 empresários locais. Na reunião, o Chefe do Executivo afirmou “que várias empresas de Macau estão activamente empenhadas na obtenção da certificação de produtos halal, com o objectivo de se expandirem no mercado indonésio”. Além disso, Sam afirmou o “desejo de que Macau e a Indonésia unam esforços para impulsionar a abertura de voos directos o mais breve possível, dando um novo impulso à cooperação entre os dois territórios”.
Andreia Sofia Silva PolíticaDeputadas pedem fiscalização viária com recurso a drones As deputadas ligadas à Associação Geral das Mulheres de Macau, Loi I Weng e Wong Kit Cheng, defendem que as autoridades policiais devem recorrer aos drones para uma maior fiscalização do trânsito. Segundo um comunicado do gabinete de atendimento das deputadas, esta ideia surge depois da realização do dia de atendimento ao público por parte das eleitas para o hemiciclo. Um dos destaques deste dia de consulta aberta foi o elevado número de acidentes de viação, tendo Loi I Weng sugerido a utilização de drones para melhor verificar os infractores e aplicar multas, sobretudo nas zonas com maior sinistralidade. A deputada disse ter recebido muitas queixas de residentes quanto ao elevado número de acidentes registado recentemente. Loi I Weng referiu também dados oficiais relativos à primeira metade do ano sobre condutores que não cedem passagem a peões ou que passaram o sinal vermelho: foram, respectivamente, 1072 casos e 4401 casos, apresentando um aumento significativo em termos anuais, disse a deputada citada pela mesma nota. Loi I Weng pede também a introdução da figura de auxiliar de trânsito em zonas onde se registam mais acidentes ou ausência do cumprimento de regras de passagem de peões e passadeiras. Foi também sugerido o avanço na revisão da lei do trânsito rodoviário, a fim de se poder garantir um equilíbrio entre direitos e obrigações de peões e condutores. Desafios laborais Outro assunto levantado pelos residentes no dia de atendimento, foi as dificuldades que os portadores de deficiência têm em encontrar trabalho. A deputada Wong Kit Cheng destacou que o planeamento dos serviços de reabilitação para os próximos dez anos incentivam a que entidades ou empresas privadas contratem mais pessoas com deficiência física ou mental, tendo sugerido que o Governo reforce os apoios na formação. Tudo para que os candidatos a emprego tenham mais conhecimentos sobre os seus direitos, aumentando-se a inclusão no mercado de trabalho. Neste contexto, Wong Kit Cheng defende a criação de um sistema de certificação para empresas sociais com a concessão de subsídios de apoio à sua actividade. Desta forma, podem surgir mais oportunidades de emprego para deficientes. Wong Kit Cheng quer também uma análise, por parte das autoridades, quanto ao panorama de cuidados de saúde gratuitos e o sistema de avaliação da deficiência, a fim de se realizar uma maior cobertura a doenças raras.
João Santos Filipe Manchete PolíticaFinanças | Shenzhen vai emitir dívida de 1.000 milhões de renminbis A emissão está prometida para o “início de Setembro”, destina-se a “investidores profissionais” e os fundos reconhecidos visam o “desenvolvimento sustentável” de diferentes áreas na Grande Baía O Governo Popular da Cidade de Shenzhen vai emitir 1.000 milhões de renminbis em títulos de dívida, de acordo com um anúncio de ontem da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). A data da emissão dos títulos foi indicada como “início de Setembro”, os títulos vão ter um prazo de maturidade de 3 anos, e a taxa de juro não foi revelada. A informação oficial indica ainda que a dívida contraída pelo Governo de Shenzhen através de Macau vai constituir-se como “obrigações de desenvolvimento sustentável” relacionadas com a Grande Baía” e vão ter como destinatários “investidores profissionais”. Esta é a segunda vez que a cidade de Shenzhen emite títulos de dívida através de Macau, depois de no ano passado ter feito uma emissão do mesmo valor e moeda, igualmente em Setembro. Em 2025, os títulos da dívida foram apresentados como a primeira emissão na RAEM de “obrigações verdes destinadas ao combate às alterações climáticas”. Os títulos tinham uma taxa de juro de 1,74 por cento e as verbas emprestadas destinavam-se a transportes públicos verdes. No entender da AMCM, o facto de o Governo Popular da Cidade de Shenzhen recorrer a Macau pelo segundo ano consecutivo para emitir dívida reflecte “plenamente o apoio do Governo Central e do Governo Popular da Cidade de Shenzhen a Macau no desenvolvimento e fortalecimento do mercado obrigacionista”. Apoio à diversificação A AMCM considerou também que a emissão mais recente significa o apoio do Governo Central e do Governo de Shenzhen na “promoção do desenvolvimento de qualidade do sector financeiro com características próprias”, e que esta nova emissão vai gerar “um novo impulso no desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau”. “A AMCM expressa os seus sinceros agradecimentos ao Governo Central e ao Governo Popular da Cidade de Shenzhen pelo apoio prestado”, foi acrescentado no comunicado oficial. Ao mesmo tempo, a emissão é entendida pela AMCM como uma forma de reforçar a cooperação entre Macau e Shenzhen: “a nova emissão, em Macau, de títulos de dívida ‘offshore’ em RMB do Governo local pela Cidade de Shenzhen constitui uma manifestação importante do aprofundamento da cooperação no domínio financeiro entre Shenzhen e Macau, bem como do apoio ao desenvolvimento de alta qualidade da Grande Baía”, foi defendido. A AMCM acredita ainda que a nova emissão vai “incentivar mais emitentes a emitirem, em Macau, obrigações verdes e sustentáveis, enriquecendo ainda mais os produtos financeiros verdes e sustentáveis de Macau”. O regulador financeiro de Macau aponta também que o Executivo local vai “empenhar-se em reforçar a competitividade do mercado obrigacionista de Macau, atraindo emitentes de qualidade e investidores internacionais para a participação no mercado obrigacionista”.
Hoje Macau PolíticaTribunais | Juízes portugueses tomaram posse Os juízes Filipa Vaz da Fonseca e Ricardo Botica Quintas, contratados pela RAEM para os Tribunais de Primeira Instância, tomaram posse ontem, com a cerimónia de juramento público. O evento decorreu na Sala de Reuniões do Edifício do Tribunal de Última Instância (TUI). Os magistrados vão cumprir um mandato de dois anos, que poderá ser renovado. Além dos magistrados portugueses, contratados como juízes estrangeiros, o juiz local Choi Mou Pan tomou posse como um dos três magistrados do TUI. Em relação ao Tribunal de Segunda Instância, a cerimónia incluiu a tomada de posse das juízas Cheong Un Mei e Leong Sio Kun. Também Tang Chi Lai e Chong Chi Wai foram promovidos, ao fazerem o juramento para assegurarem as posições de Juízes-Presidentes do Tribunal Colectivo dos Tribunais de Primeira Instância.
Andreia Sofia Silva PolíticaRuínas de São Paulo | Renovação inclui Pátio do Espinho O projecto de renovação urbana a desenvolver nas Ruínas de São Paulo foi ontem abordado na primeira reunião do Grupo de Trabalho para a Promoção da Renovação Urbana, presidida por Raymond Tam, secretário para os Transportes e Obras Públicas. Segundo um comunicado do organismo, o antigo bairro do Pátio do Espinho será integrado neste projecto. “Considerando que o Pátio do Espinho é uma zona adjacente às Ruínas de S. Paulo, e tratando-se de uma rara aldeia muralhada, tem valor de conservação e revitalização”, pode ler-se. É também apontada a sua proximidade ao centro histórico de Macau, classificado como património pela UNESCO. Desta forma, os dois grupos de trabalho vão “promover a renovação, conservação e revitalização” do Pátio do Espinho”. O secretário destacou ainda a importância de renovar prédios que não têm administração de condomínio, serviços de segurança, saneamento e limpeza, em zonas mais antigas de Macau. Mais de 30 representantes de diversos departamentos governamentais participaram na reunião.
Hoje Macau PolíticaGrande Baía | Abertas inscrições para visitas a empresas Arrancou esta terça-feira o processo de inscrições para a “Visita de Jovens de Macau a Empresas da Grande Baía Guangdong Hong Kong Macau”, promovida pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). Segundo um comunicado deste organismo, pretende-se promover o emprego e a diversificação da economia local tendo em conta os novos sectores de actividade, onde se incluem as áreas das finanças, medicina tradicional chinesa ou saúde. A visita realiza-se no dia 15 de Setembro deste ano e tem 30 vagas, destinando-se a jovens com residência de Macau e portadores de salvo conduto dos residentes de Macau e Hong Kong para a entrada no interior da China. Estes devem ter uma idade igual ou inferior a 35 anos. As inscrições terminam na próxima semana, no dia 7 de Setembro, sendo que o percurso inclui a visita “às empresas líderes de inovação tecnológica”, nas áreas da inteligência artificial e outras, “abrangendo a indústria de circuitos integrados situada em Nansha, Guangzhou, o Centro de Experiência Inteligente de Haixinsha e a Sede de Investigação e Desenvolvimento de Inteligência Artificial da Região do Sul da China”.
João Santos Filipe Manchete PolíticaGrande Baía | PM de Singapura garante interesse na Zona de Cooperação Lawrence Wong recebeu Sam Hou Fai e garantiu que há investidores desejosos de entrar na Zona de Cooperação Aprofundada, através de Macau. Por sua vez, o líder da RAEM destacou o sucesso do modelo um país, dois sistemas O Primeiro-Ministro de Singapura, Lawrence Wong, garante que há empresários da Cidade-Estado interessados em investir em Macau e na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. As declarações foram prestadas, de acordo com o Governo de Macau, durante a recepção ao Chefe do Executivo, na tarde de segunda-feira. De acordo com a versão de Macau do encontro, Lawrence Wong “sublinhou que os investidores de Singapura, para além de acompanharem com atenção o mercado de Macau, desejam igualmente expandir os seus negócios na Zona de Cooperação Aprofundada e na Grande Baía através da plataforma de Macau”. O também Ministro das Finanças de Singapura terá ainda dito, perante Sam Hou Fai, que tanto Macau como a Zona de Cooperação e a Grande Baía apresentam “valiosas oportunidades de investimento”. Ainda nas declarações prestadas durante o encontro, Lawrence Wong terá considerado que “tanto Singapura como Macau são economias abertas ao exterior, com uma densidade populacional e orientações de desenvolvimento altamente semelhantes” e que as “duas partes” mantêm “um intercâmbio e uma cooperação contínuos e cada vez mais estreitos”. O Primeiro-Ministro de Singapura afirmou ainda que “o facto de o Governo da RAEM trazer a Singapura uma delegação empresarial composta por representantes de Macau, de Hengqin e do Interior da China é benéfico para promover a articulação e a cooperação com os investidores de Singapura”. Amizade reforçada Por sua vez, Sam Hou Fai começou por destacar “a amizade entre a China e Singapura” que indicou remontar “a tempos longínquos”. A Cidade-Estado tornou-se independente em 1965. A cidade foi estabelecida em 1819, como um posto comercial britânico. Além disso, o Chefe do Executivo indicou que “nos últimos anos” a “a parceria omnidireccional, de alta qualidade e virada para o futuro entre a China e Singapura tem vindo a aprofundar-se continuamente, colhendo resultados positivos”. Sobre Macau, Sam frisou que a “prática bem-sucedida do princípio ‘um país, dois sistemas’” tornou-se “um modelo importante, demonstrando plenamente os valores da paz, inclusão, abertura e partilha”. O líder de Macau considerou também que estes valores “se coadunam com as características sociais de Singapura, marcadas por uma elevada tolerância e uma ampla ligação ao exterior”. O líder da RAEM apontou também que o Executivo “confere grande importância ao desenvolvimento de relações de amizade com Singapura, esperando aprofundar ainda mais o intercâmbio e a cooperação bilaterais”. O encontro com Lawrence Wong enquadra-se na segunda visita ao estrangeiro de Sam Hou Fai, que inclui paragens em Singapura, na Malásia e Indonésia. O regresso à RAEM deverá acontecer a 5 de Setembro.
Andreia Sofia Silva PolíticaSam Hou Fai diz que Singapura é exemplo para Macau O Chefe do Executivo da RAEM, Sam Hou Fai, encontra-se em Singapura para uma visita oficial e disse ontem de manhã que a Cidade-Estado pode constituir um exemplo para as diversas políticas que o território quer desenvolver. Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social (GCS), Sam Hou Fai declarou que o exemplo de Singapura “para superar a dependência de um único sector” económico e o fomento de “novos motores de crescimento constituem uma referência crucial para Macau no compromisso de promover a diversificação adequada da economia”. Estas declarações foram proferidas no âmbito de um encontro, esta segunda-feira de manhã, com o vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio e Indústria (Comércio) de Singapura, Gan Kim Yong. Outra área destacada por Sam Hou Fai, foi a cooperação no ensino superior. O líder de Macau afirmou que “sendo Singapura uma referência com várias instituições académicas de renome internacional, as duas partes poderão aprofundar a cooperação e o intercâmbio no domínio da educação e da formação de quadros qualificados”. Bom parceiro Por sua vez, Sam Hou Fai encontrou-se, este domingo, com o ministro coordenador para as políticas sociais e ministro da saúde de Singapura, Ong Ye Kung. Segundo uma nota oficial, o Chefe do Executivo lembrou como a Cidade-Estado tem “uma posição de liderança global nas áreas da gestão da saúde pública e da biomedicina, sendo não só um parceiro de elevada importância [para a RAEM], como também as experiências adquiridas têm um valor de referência para Macau”. Pretende-se, aqui, uma maior cooperação nas áreas da medicina tradicional chinesa e saúde, sendo que “as empresas farmacêuticas de Singapura são bem-vindas a aproveitar as vantagens da sinergia entre Macau e Hengqin, instalando-se no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau em Hengqin”, declarou Sam Hou Fai. O Chefe do Executivo referiu ainda a cooperação no combate ao envelhecimento da população, já que “Macau e Singapura também exploram estratégias de resposta”, podendo ser impulsionada a criação de um “modelo de governação mais resiliente para uma sociedade envelhecida”. Também este domingo, Sam Hou Fai reuniu com representantes das associações de matriz chinesa e câmaras de comércio de Singapura. O Chefe do Executivo referiu que Macau quer diversificar a economia e apostar em quadros qualificados, mas que tal não “dispensa a participação e o apoio de parceiros internacionais como Singapura”, dada a sua “experiência consolidada nas áreas de alta e nova tecnologia, investigação científica e educação, economia digital e cuidados médicos e de saúde”.
Hoje Macau Manchete PolíticaEconomia | Fundos de orientação podem investir em empresas estrangeiras O Governo garantiu ontem que os fundos de orientação governamental, criados para diversificar a economia local, vão estar abertos a investir em empresas estrangeiras. As verbas serão provenientes da reserva financeira e do orçamento em parceria com investidores privados O Conselho Executivo concluiu a discussão sobre as regras que irão ditar a gestão do Fundo de Orientação Governamental, criado no final de Fevereiro. O fundo de 11 mil milhões de patacas, que tem como objectivo apoiar financeiramente projectos que ajudem a diversificar a economia de Macau, poderá investir em empresas estrangeiras. O porta-voz do Conselho Executivo, Wong Sio Chak prometeu que o fundo irá “incentivar o emprego local e o desenvolvimento de quadros qualificados (…), em benefício das empresas e dos residentes de Macau”. Wong Sio Chak sublinhou que o novo fundo irá investir em empresas de capitais “quer locais quer do exterior, sempre que tenham um contributo para o desenvolvimento de Macau”. O também secretário para a Administração e Justiça acrescentou ainda que o investimento público “certamente será vantajoso para captar mais quadros qualificados do exterior”. Wong recordou que, em 18 de Agosto, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, prometeu rever o regime para a captação de quadros qualificados, para “aumentar a sua eficiência”. O Lam falava durante a apresentação do terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico de Macau, que aponta como meta “criar condições favoráveis à captação” de mais quadros qualificados dos países lusófonos. Limites impostos As verbas que vão compor o fundo são provenientes dos cofres públicos, entre a reserva financeira e o orçamento público, em parceria com investidores privados, destinando-se a financiar projectos das áreas industriais prioritárias em Hengqin. Em relação ao desempenho, o Conselho Executivo indica que a prioridade é a orientação industrial e os benefícios sociais, “em vez do retorno financeiro de curto prazo”. Além disso, os fundos de orientação governamental vão estar proibidos de exercer “actividades relativas a garantias e investimento em produtos financeiros de elevado risco”. Em Maio, o Governo criou a Sociedade de Investimento e Gestão de Macau (MIMC, na sigla em inglês), uma empresa de capitais públicos para gerir o Fundo de Orientação Governamental. António Tam Chi Neng, administrador da MIMC, disse ontem que, “com certas empresas”, as autoridades irão exigir, “enquanto houver investimento público, que contribuam para o desenvolvimento económico de Macau”. “Quando essa exigência não for cumprida, em violação do contrato”, haverá um mecanismo para a retirada obrigatória do investimento público, que poderá também ser usado “em situações de corrupção”, sublinhou António Tam. O Conselho Executivo apresentou também o modelo como estes fundos serão geridos segundo três níveis decisórios. O Chefe do Executivo irá liderar uma comissão de orientação que vai definir estratégias globais de médio e longo prazo, enquanto os planos anuais e os “projectos de investimento de grande relevância” serão da responsabilidade da secretária para a Economia e Finanças. JL / Lusa
Hoje Macau PolíticaDesemprego | Taxa entre Maio e Julho manteve-se em 1,9% A taxa de desemprego entre Maio e Julho deste ano manteve-se em 1,9 por cento, enquanto a taxa de subemprego (1,7 por cento) baixou 0,1 pontos percentuais face ao período anterior (Abril a Junho), indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) na sexta-feira. No mesmo período analisa, a taxa de desemprego dos residentes (2,4 por cento) foi idêntica à do período anterior, enquanto a taxa de subemprego dos residentes (2,2 por cento) diminuiu 0,1 pontos percentuais. O número de residentes desempregados foi de 7.100, a maioria dos que procuravam novo emprego trabalhava nos sectores do jogo e do comércio a retalho. Além disso, o número de residentes desempregados à procura do primeiro emprego representou 12,2 por cento dos residentes desempregados, menos 0,5 pontos percentuais, face ao período precedente. A DSEC indica também que o número de residentes subempregados foi de 6.400, e que a maioria trabalhava no ramo dos serviços prestados às empresas, no ramo da construção e no ramo do comércio a retalho. A DSEC estima que a mão-de-obra total do território totalize 495.800 pessoas (incluindo trabalhadores que residem no exterior), mais 700 trabalhadores em relação ao período anterior.
Hoje Macau PolíticaEscola patriótica Hou Kong quer atrair alunos de Macau para Hengqin Nelson Moura – Lusa. A agência Lusa viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin Com professores virtuais de inteligência artificial (IA), cães robóticos e um currículo que mistura padrões internacionais com valores patrióticos, uma nova escola quer atrair estudantes de Macau para Hengqin. A Escola de Hengqin Anexa à Hou Kong foi inaugurada em Setembro de 2025 como o primeiro estabelecimento no Interior da China destinado a estudantes residentes de Macau, na Zona de Cooperação Aprofundada Macau-Guangdong, em Hengqin. Como parte dos esforços para atrair residentes para Hengqin está esta nova escola, com capacidade para cerca de 1.200 alunos entre turmas de ensino infantil, primário e secundário, funcionando sob gestão da Escola Secundária Hou Kong de Macau. Com cinco andares e quase 10.000 metros quadrados, na versão actual, a escola quer oferecer um espaço maior do que a maioria das escolas, e até universidades de Macau, oferecendo campos de basquetebol, futebol e uma pista de corrida. Inserida no sistema público de ensino gratuito de Macau, a escola está também incluída no Novo Bairro de Macau em Hengqin. Após uma visita guiada à escola, a subdirectora dos Serviços para os Assuntos de Subsistência da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin, Xu Fengmei, destacou que “a educação na cooperação Hengqin-Macau está a evoluir de uma simples ligação para uma integração profunda”. Numa pequena sala de aula do secundário destinado ao ensino de tecnologia e IA, um guia fez uma demonstração do novo quadro de aula usado para ensinar os alunos sobre novas tecnologias. Vários modelos de professor AI podem ser escolhidos, desde conhecidos intelectuais chineses como Confúcio ou Lu Xun, ao físico e cientista Albert Einstein. Depois de escolher este último, o guia demonstra como um professor pode escrever o guião que será repetido em mandarim por este Einstein virtual. Outras tecnologias disponíveis, e produzidas na China, incluem uma máquina de diagnóstico de medicina tradicional chinesa e cães robóticos, para iniciar os estudantes nas mais recentes tecnologias. Sempre em linha Actualmente, acolhe cerca de mil alunos, a maioria residentes de Macau, apesar de a escola estar aberta a estudantes de Hong Kong e Taiwan. Fundada em 1932, a Escola Hou Kong é conhecida pelo currículo fortemente alinhado com o Partido Comunista Chinês e valores patrióticos, tendo como lema oficial “lealdade, diligência, pragmatismo e inovação”. Nas celebrações anuais da fundação da República Popular da China, a instituição recorda tradicionalmente que a sua directora Du Lan liderou professores e alunos a 1 de Outubro de 1949 para hastear, pela primeira vez em Macau, a nova bandeira vermelha com cinco estrelas amarelas do país. “Queremos que os estudantes cresçam com uma visão internacional, mas também com responsabilidade patriótica e ligação à pátria” destacou Hong.
Hoje Macau Manchete PolíticaHengqin | “Cidade Alemã” falhada acolhe alunos de nova cidade universitária Reportagem de Nelson Moura – Agência Lusa. A agência Lusa viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin Um projecto comercial falhado com arquitectura de inspiração alemã em Hengqin foi reaproveitado como um campus de universidades de Macau, que pretende acolher pelo menos 20.000 estudantes até 2029 Alunos estudam e vivem agora em réplicas de edifícios tradicionais da Bavária concebidos anteriormente para a “Cidade Alemã”, uma réplica urbana de inspiração alemã que tencionava atrair empresas alemãs, ou ligadas à Alemanha, para Hengqin. Iniciado em 2019 pela empresa de Hong Kong TFG International com um investimento de 1,6 mil milhões de yuans, o complexo com uma área bruta de construção de 140.000 metros quadrados planeava construir quatro torres de escritórios em estilo europeu, ruas comerciais temáticas alemãs com lojas de comida e cerveja, além de um hotel e um centro empresarial de alta tecnologia em parceria com a Siemens. O projecto com design do arquitecto Alain Bony foi pensado para servir como porta de entrada para mais de 500 empresas alemãs ou ligadas à tecnologia alemã no país. Em 2020, a empresa anunciou que uma primeira fase de vendas de escritórios tinha gerado 230 milhões de yuans, mas a segunda fase viria a ser suspensa durante a pandemia de covid-19. Em 2025 foi anunciado que toda a área seria reconvertida como parte da Cidade Universitária. Num relatório recente, o Governo de Macau destacou que as autoridades chinesas pretendem que o projecto responda à procura crescente de vagas universitárias na China, oferecendo aos jovens chineses uma experiência equivalente a estudar no estrangeiro sem sair do país. Inter-nacional Durante uma visita para meios de comunicação de Macau, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, indicou que o campus conta já com 1.400 estudantes de pósgraduação. “Temos actualmente 39 cursos e transferimos alguns docentes de Macau para Hengqin, além de termos recrutado novos professores,” apontou Kong. Nesta primeira fase os alunos têm aulas nos edifícios reconvertidos da “Cidade Alemã”, com alguns prédios usados também como dormitórios, restaurantes e ginásios para os estudantes. “A segunda fase já terá em conjunto cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento, envolvendo também a Universidade Politécnica de Macau e a Universidade de Turismo de Macau”, acrescentou. Dos 1.400 alunos, quase todos são ou de Macau ou do Interior da China, com apenas oito estudantes internacionais, um deles de Moçambique. O objectivo global, disse, é atingir 20 mil estudantes nas fases seguintes, com aposta em áreas como engenharia, saúde, inteligência artificial e direito. Angela Zhang, uma doutoranda de 30 anos em design explica que acabou em Hengqin por uma mudança do departamento da Universidade de Macau onde estava a estudar, tendo já no currículo experiência de estudo no Instituto Pratt em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Por outro lado, Serein Qi, uma estudante de doutoramento de 26 anos da província de Henan, que frequenta a Universidade de Turismo de Macau na área do património cultural, explicou que a escolha de Hengqin foi inicialmente “um pouco aleatória”, mas que acabou por ser positiva graças ao custo de vida mais baixo em comparação com Macau. Com licenciatura feita em Tianjin e mestrado em Londres, Qi considera que Hengqin oferece um espaço académico internacional sem perder ligação ao Interior da China.
Hoje Macau PolíticaTibete | Governo vai doar 30 milhões para apoiar operações de resgate O Governo de Macau anunciou que decidiu doar 30 milhões de yuan à região do Tibete, para “apoiar as operações de resgate e acções de assistência pós-desastre”, através da Fundação Macau. Num comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social no sábado, o Governo prometeu “envidar todos os esforços” para apoiar a área afectada pela catástrofe, nomeadamente com assistência médica, assim como “colaborar activamente nas operações de recuperação subsequentes”. O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, enviou uma mensagem às autoridades do Tibete a manifestar “profundo pesar” pelas vítimas e condolências aos familiares e a todos os afectados pela enxurrada. O Governo apelou para a “participação activa de todos os sectores sociais de Macau” para ajudar nas acções de recuperação pós-desastre e apoiar a população afectada, “para que possam retomar a normalidade o mais rapidamente possível”. O Conselho de Coordenação Nacional da Associação de Nepaleses Não Residentes de Macau disse ao canal em português da televisão pública TDM que está a planear recolher fundos e recursos para ajudar o país. Por seu turno, o Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, anunciou nas redes sociais que o Fundo de Auxílio a Desastres abriu um processo de candidaturas a “projectos de ajuda de emergência”, para o qual foram reservados 50 milhões de dólares de Hong Kong. “Agradecemos sinceramente a todos os socorristas que actuam na linha da frente, que, apesar dos riscos de desastres secundários, se dedicam de forma altruísta aos trabalhos de resgate e assistência”, sublinhou o governante.
Hoje Macau Manchete PolíticaAssociações | Antecipado peso administrativo em nova reforma O Governo quer rever o regime jurídico das associações, decorrendo até ao dia 23 de Setembro um processo de consulta pública. Dirigentes associativos temem ter mais questões administrativas para resolver, além de esperarem maior atenção nas relações associativas com o exterior Representantes associativos indicaram à Lusa que reformas propostas pelo Governo trarão um maior peso administrativo e atenção acrescida às relações com o exterior para as associações de matriz portuguesa. O Governo de Macau apresentou este mês uma proposta de reforma do regime jurídico das associações, em consulta pública até 23 de Setembro, que introduz mudanças profundas na gestão das mais de 12.000 entidades registadas no território. O diploma centraliza todas as competências na Direcção dos Serviços de Identificação (DSI), que passa a ser a entidade única responsável por todo o ciclo de vida das associações. A proposta prevê que a DSI possa recusar a constituição de associações consideradas risco para a defesa do Estado, a ordem pública ou os direitos e liberdades de terceiros, podendo solicitar pareceres da Comissão de Defesa da Segurança do Estado, recém-criada no território. Associações poderão ser dissolvidas caso sejam consideradas uma ameaça à segurança nacional, ou se não realizarem eleições, não apresentarem contas ou não regularizarem anomalias nos prazos fixados. Manuel Silvério, membro fundador do Instituto Internacional de Macau e antigo presidente do Instituto do Desporto, disse à Lusa que as “associações de matriz portuguesa poderão sentir algum impacto, sobretudo aquelas que mantêm relações institucionais, filiações ou financiamento com entidades no exterior”. Silvério acrescentou que “o associativismo continuará a ser uma caraterística muito forte da sociedade local, com as mudanças a centrar-se na forma como as “associações terão de organizar-se, actualizar os seus órgãos, prestar informação e demonstrar que continuam efectivamente activas”. Reestruturação “inevitável” Silvério sublinha que não vê medidas dirigidas especificamente às associações portuguesas, mas alerta para a necessidade de proporcionalidade na aplicação das regras. “Macau passou de menos de 2.000 associações antes da criação da Região Administrativa Especial de Macau para mais de 12.000 actualmente, muitas inactivas. Alguma reorganização parece inevitável. Não sou contra a reforma; sou a favor de uma boa reforma, que distinga as associações activas das que existem apenas no papel e preserve o espaço legítimo para relações externas previstas na Lei Básica”, disse. Em declarações à Lusa, Jorge Valente, presidente da Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural, considerou que a reforma pode até beneficiar o sector, ao concentrar recursos nas associações activas e eliminar as que são “fantasmas”. “De resto, quem age de boa-fé, que são todas as que conheço de matriz portuguesa, não tem nada a temer”, afirmou, acrescentando que o novo regime “vai dar mais trabalho administrativo e maior risco de incumprimento”, sobretudo para associações pequenas. Valente sublinhou ainda que a proposta parece “apontada para evitar a criação de associações de caráter político ou não patrióticas”, mas defendeu que “não limita o espaço das associações cívicas nem as liberdades em geral”. O representante entende que o associativismo continuará a ser uma caraterística forte da sociedade local e que as associações portuguesas “não têm nada a temer”. Adverte, no entanto, para o peso administrativo que poderá afetar sobretudo as estruturas mais pequenas. “Vai dar mais trabalho e maior risco de incumprimento. O receio é que se exagere nos detalhes em vez de optar pela liberdade, como na lei anterior”, acrescentou.
Hoje Macau PolíticaEmprego | Nova acção para residentes com a MGM A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) aceita candidaturas, em formato online, para mais uma acção de apoio ao emprego para residentes em parceria com a operadora de jogo MGM. Trata-se do “Plano de desenvolvimento do potencial de quadros qualificados em serviço de quartos da MGM” na modalidade “primeiro contratação, depois formação”. Segundo um comunicado, disponibilizam-se 10 vagas de emprego para a área de serviço de quartos, sendo que os candidatos admitidos irão receber uma formação profissional e prática em contexto real de trabalho, organizada pelo MGM, com a duração de 18 meses. Segundo a mesma nota, após a conclusão da acção de formação, com aproveitamento, os fomandos ficam na empresa e passam a “supervisor de serviço de quartos” ou a “supervisor de áreas públicas”, ganhando uma actualização salarial. O prazo de candidaturas termina a 10 de Setembro. No dia 21 desse mês ocorre uma palestra e entrevista presencial com os candidatos, sendo apresentados os conteúdos de formação do Plano e a estrutura do desenvolvimento da carreira profissional.