Hoje Macau PolíticaCombustíveis | Residentes queixam-se de preços elevados Vários residentes queixaram-se, em declarações ao jornal Ou Mun, do elevado preço dos combustíveis, apesar do abrandamento das hostilidades na guerra do Irão e do facto de os preços internacionais do barril de petróleo ter caído cerca de 30 por cento face aos preços mais elevados. Um residente, de apelido Chio, disse que como os preços dos combustíveis permanecem elevados em Macau, procura sempre encontrar vagas na permissão de circulação de veículos de Macau em Guangdong para encher o tanque a preços mais reduzidos. Mesmo com os subsídios anunciados pelo Governo, Chio entende que os preços dos combustíveis permanecem elevados em Macau face aos valores praticados no Interior da China. A única forma de os custos dos dois lados da fronteira se equipararem é combinando o subsídio do Governo e cupões de desconto em combustíveis que se ganham em compras nas apps de takeaway. Um distribuidor de take-away disse ao Ou Mun que quando os combustíveis estavam mais baratos costumava circular mais à procura de pedidos, mas que agora a grande parte dos distribuidores prefere parar nas zonas onde há mais restaurantes, para reduzir custos. Uma residente, de apelido Wong, defendeu também que a previsão e alteração do preço do gás por trimestre não é razoável, exemplificando que, como o último aumento de preços foi a 1 de Maio os preços vão permanecer elevados até Julho. Os entrevistados desejam que o Governo reforce a supervisão dos preços, para que os valores praticados em Macau possam acompanhar os preços a nível mundial.
João Santos Filipe Manchete PolíticaMundial | Lam Lon Wai quer combate intenso às apostas ilegais Os casos de jogo ilegal aumentaram em Macau mais de vinte vezes desde 2023. O deputado da FAOM pede mais atenção ao Campeonato Mundial de Futebol e avisa que pode levar a uma nova vaga de apostas ilegais O deputado Lam Lon Wai defendeu a necessidade das autoridades intensificarem o combate às apostas ilegais. O assunto foi abordado pelo legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), através de uma interpelação escrita, numa altura em que decorre o Campeonato Mundial de Futebol. Segundo Lam, nos “últimos anos” o número de casos de “jogo ilegal em Macau aumentou significativamente”, uma tendência que antevê que vai continuar a verificar-se “tendo em conta o eventual aumento das apostas clandestinas durante o Mundial de Futebol”. Devido a estes receios, Lam Lon Wai pede às autoridades para reforçarem “a cooperação policial transfronteiriça, a partilha de informações e a utilização de meios tecnológicos de investigação”. O objectivo passa por “aumentar a eficácia da prevenção e do combate às apostas clandestinas online e aos crimes com ele relacionados”, que muitas vezes implicam diferentes jurisdições. O deputado considera ainda que só combater o crime não chega, e elogia o Governo pelas “campanhas nos bairros comunitários, palestras em escolas e educação sobre prevenção criminal” sobre este tipo de crimes. No entanto, o legislador acredita que é possível fazer mais e pede que o Executivo, em cooperação com as associações desportivas, escolas, organizações juvenis e concessionárias de jogo, aposte mais na prevenção. O deputado da FAOM sugere a realização de actividades como “simulacro de casos”, “acções de divulgação jurídica sobre o Mundial de Futebol ou outros grandes eventos desportivos” e “educação sobre a cibersegurança” com os mais jovens. Apostas ilegais a aumentar Lam Lon Wai cita dados oficiais que mostram que os casos de jogo ilegal têm subido desde 2023: “Segundo dados divulgados pela área da Segurança, em 2023 registaram-se apenas 28 casos de jogo ilegal em Macau, número que, em 2024, aumentou para 137, portanto, um aumento anual de 389,3 por cento; e, em 2025, para 570, mais 316,1 por cento em comparação com o ano de 2024”, é apontado. “Os dados dos últimos anos revelam que o jogo ilegal continua a merecer uma elevada atenção da sociedade”, vincou. O legislador pede também mais atenção aos eventos desportivos, por levarem a um pico de apostas ilegais. “No passado, quando se realizavam jogos de futebol de grande envergadura, nas regiões vizinhas, registava-se sempre um aumento notório de actividades de jogo ilegal, o que demonstra que muitas vezes os grandes eventos desportivos acabam por constituir períodos de pico para as apostas clandestinas”, justificou. Além de envolver problemas de segurança pública, isto também gera facilmente uma cadeia de riscos para, entre outros, a usura, fraudes, branqueamento de capitais e problemas familiares”, considerou.
Hoje Macau PolíticaDrogas | Leong Pou U pede atenção para tráfico entre regiões O deputado Leong Pou U defendeu ontem a necessidade das autoridades se manterem atentas às novas tendências do mercado de drogas, por considerar que Macau é “uma cidade turística internacional e um nó crucial da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”. “À medida que o fluxo transfronteiriço de pessoas se intensifica e os canais logísticos e digitais se desenvolvem, os crimes de droga evidenciam uma tendência trans-regional, mais oculta e rejuvenescida, colocando maiores desafios à aplicação da lei”, alertou o legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). Leong Pou U sugeriu ao Governo que “colabore com escolas, associações e empresas” para fazer uma maior promoção dos perigos e as responsabilidades legais associadas aos cigarros electrónicos e às drogas. O deputado entende que deve haver um “reforço da monitorização nos vários postos fronteiriços e na internet, combatendo continuamente o contrabando ilegal de cigarros electrónicos e estupefacientes, de modo a elevar a capacidade de identificação e prevenção por parte dos cidadãos e dos agentes de fiscalização do controlo do tabagismo”. O legislador apelou também ao Governo para actualizar regularmente a tabela legal com as substâncias proibidas, e alertou que o mercado está em constante desenvolvimento, dando o exemplo do etomidato, também conhecido como o óleo do espaço, uma droga recente que foi entretanto criminalizada.
Hoje Macau PolíticaAMCM | RAEM investe mais no exterior, sobretudo na Ásia Dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM) revelam que a RAEM fez mais investimentos financeiros fora do território, com o continente asiático a liderar. Os dados, relativos ao Inquérito à Carteira de Investimentos de 31 de Dezembro de 2025, mostram como os residentes, que inclui “indivíduos, Governo e outras pessoas colectivas”, investiram 1.398 mil milhões de patacas em títulos emitidos por entidades independentes não residentes. Trata-se de um aumento de 6,3 por cento face a 30 de Junho de 2025, e de 16,1 por cento face a Dezembro de 2024. Estes dados excluem as reservas cambiais da RAEM. A AMCM diz ainda que “a região asiática deteve a maior fatia da carteira de investimentos externos dos residentes de Macau, com 42,3 por cento do total”. Destaca-se o facto de “o investimento em títulos emitidos por entidades no Interior da China, incluindo títulos listados em bolsas no exterior, continuou a ser predominante, representando 25 por cento do total da carteira de investimentos externos aplicados pelos residentes de Macau”. Relativamente ao investimento de residentes em títulos emitidos por entidades americanas foi de 318,1 mil milhões de patacas em valor de mercado, o que representa uma subida de 27,1 por cento face ao final de 2024. A AMCM diz que o peso deste investimento na carteira global de investimentos no exterior foi de 22,8 por cento.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaPlano director | Macau terá 37 quilómetros quadrados até 2040 Começou ontem a consulta pública da primeira alteração ao Plano Director da RAEM. No documento de consulta lê-se que Macau terá, até 2040, uma área total de 37 quilómetros quadrados, que vai incluir 18 áreas de planeamento Macau terá, até 2040, uma área total de 37 quilómetros quadrados, enquanto que o Plano Director da RAEM irá abranger, por essa altura, uma área de 36,96 quilómetros quadrados, tendo em conta o desenvolvimento da Zona D dos Novos Aterros, a expansão do Aeroporto Internacional de Macau e a construção de mais zonas de aterro na área costeira. Estes dados constam no documento de consulta pública sobre a primeira alteração ao Plano Director da RAEM, que começou ontem e que decorre até ao dia 27 de Agosto. Ontem realizou-se uma sessão de esclarecimento destinada a deputados, dirigentes públicos e imprensa, onde o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, declarou que a nova proposta de Plano Director “incide, essencialmente, sobre duas vertentes”. São elas as alterações feitas em articulação com projectos de grande envergadura que estão a ser planeados, como a Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau, o Parque Ciên-Tec de Macau e o Hub (Porto) de Transporte Aéreo Internacional de Macau na margem oeste do Rio das Pérolas. O secretário falou ainda “das alterações decorrentes de outras actualizações face aos diplomas legais e regulamentares”, bem como “projectos e estudos publicados nos últimos anos”. Novos arranjos Além de serem propostas 18 zonas de planeamento como divisão territorial, a nova proposta do Plano Director traz novas classificações: as áreas terrestres e marítimas que ficam a sudeste do Posto Fronteiriço de Gongbei, em Zhuhai, passam a pertencer à Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG) Norte-2. Actualmente não pertencem a nenhuma zona. Por sua vez, a área do Posto Fronteiriço da parte de Macau do Posto Fronteiriço de Hengqin, bem como as áreas adjacentes, ficam integradas na chamada “Zona do Cotai”. Enquanto isso, a Zona A dos Novos Aterros Urbanos e a Zona de Administração de Macau na Ilha Fronteiriça Artificial da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau vão ser divididas nas UOPG Este-2 e Este-3. Por sua vez, o Parque Industrial da Concórdia passa a integrar a UOPG de Coloane. Outra alteração prevista é na Zona C dos Novos Aterros Urbanos, actualmente com a classificação de zona habitacional e comercial, e que passa a ser zona de equipamentos de utilização colectiva. Já o terreno na Avenida Wai Long, pensado primeiro para acolher habitação pública, será agora reclassificado como zona industrial, integrando o futuro Parque Ciên-Tec de Macau. Raymond Tam declarou que as alterações agora propostas ao Plano Director da RAEM pretendem “aperfeiçoar a estrutura física urbana e ajustar a finalidade dos solos”, com o objectivo de avançar para a diversificação das indústrias e promover o “desenvolvimento inovador e a interligação regional”. A ideia é que Macau se possa articular “com as estratégias de desenvolvimento nacional, aproveitando melhor o posicionamento e as suas vantagens singulares”, além de elevar “a sua competitividade global”, destacou o secretário.
Andreia Sofia Silva PolíticaZona de Cooperação | Mais de 1.300 candidatos fazem prova escrita Mais de 1.300 candidatos fizeram no sábado provas escritas para 50 vagas nos serviços públicos da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. O concurso está aberto apenas a residentes de Macau A Direcção dos Serviços de Assuntos Administrativos da Zona de Cooperação Aprofundada revelou que, na tarde de sábado, 1.304 candidatos realizaram provas escritas para um concurso para cargos públicos na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. O concurso, que visa a contratação de residentes da RAEM para 50 vagas na Zona de Cooperação, atraiu 4.550 candidatos, sendo que, após uma primeira selecção, 1.426 ficaram qualificados para as provas escritas, que se realizaram em duas escolas situadas em Hengqin, em 48 salas de exame. Segundo um comunicado da referida direcção de serviços, após apresentação de documentos adicionais por parte dos candidatos, um total de 1.304 pessoas puderam fazer as provas escritas, representando uma taxa de participação de 91,44 por cento. Esta taxa é considerada pela entidade responsável como a mais elevada em comparação com as mais recentes provas escritas realizadas em concursos deste género. Autocarros para ajudar As autoridades de Hengqin referem que 781 candidatos aptos a realizar as provas escritas já haviam passado no concurso de avaliação de competências integradas, feito em Macau. Estes candidatos partiram de uma posição de vantagem, com a possibilidade de receberem pontos adicionais no processo de selecção para as provas escritas. A Direcção dos Serviços de Assuntos Administrativos da Zona de Cooperação Aprofundada disse ainda que foi criado um serviço de autocarros exclusivo para garantir que nenhum candidato faltasse às provas, tendo sido transportados de forma gratuita cerca de 500 candidatos entre o Posto Fronteiriço de Hengqin e as escolas na Zona de Cooperação. Além disso, foram mobilizados agentes de trânsito nas proximidades das escolas para organizar o trânsito. As regras do concurso público determinam ainda que, depois das provas escritas, serão escolhidos 250 candidatos para a fase de entrevistas, o que representa a proporção de uma vaga por cada cinco candidatos. Segundo foi anunciado em Maio, as 50 vagas de emprego disponíveis neste concurso dizem respeito às áreas jurídica, administrativa, gestão financeira, estatística, planeamento urbanístico ou desenvolvimento de quadros qualificados, estando definido um salário base de 19 mil renminbis. O salário, durante o período experimental, será de 80 por cento desse montante. Pediam-se candidatos com idades compreendidas entre os 18 e 38 anos, nascidos entre 21 de Maio de 1987 e 20 de Maio de 2008.
Hoje Macau PolíticaÓbito | Ex-directora do Kiang Wu morreu aos 105 anos Leong Sao Chan, ex-directora Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu e do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, morreu na semana passada. O óbito foi assinalado pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, que enviou uma mensagem de condolências à família. “A Senhora Leong Sao Chan foi uma patriota que toda a sua vida amou a Pátria e Macau. Desde 1939, ano em que ingressou na Escola de Enfermagem Kiang Wu, dedicou toda a sua vida ao desenvolvimento dos cuidados de saúde de Macau. A sua bondade e virtude iluminaram Macau, e o seu legado resplandece como um testemunho eterno da missão hospitaleira”, pode ler-se na mensagem. O Lam destacou ainda o papel de Leong Sao Chan durante a guerra com o Japão, ao nível dos cuidados médicos de população e soldados. “A Senhora Leong Sao Chan teve sempre no seu coração os assuntos de Macau e as grandes causas da Pátria”, foi acrescentado.
João Santos Filipe Manchete PolíticaAPEC | Sam Hou Fai destacou papel da RAEM na ligação ao Ocidente No discurso de boas-vindas da reunião ministerial da Cooperação Económica Ásia-Pacífico, o Chefe do Executivo destacou a importância histórica de Macau e apelou a novas formas de cooperação O papel de Macau ao longo da história enquanto elo de ligação entre o Oriente e o Ocidente foi um dos principais destaques de Sam Hou Fai, durante o discurso no jantar de boas-vindas da 13ª Reunião Ministerial do Turismo da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC). Diante dos convidados, o Chefe do Executivo começou com poesia: “‘De todos os portos de acesso a Cantão, o que mais floresce é o de Macau’, diz um poema chinês, como testemunho vívido do papel histórico de Macau enquanto um centro importante de intercâmbio comercial entre o Oriente e o Ocidente”, afirmou. “É esta pequena cidade do oriente, com apenas cerca de 33 quilómetros quadrados e uma população inferior a 700 mil habitantes, que continuamente se constrói numa sedimentação cultural do Oriente e do Ocidente”, realçou, antes de pedir aos convidados para explorarem novas formas de cooperação. Sam Hou Fai defendeu ainda que a RAEM “incorpora o espírito de reforma, abertura, pragmatismo e perseverança” e que transmite “um legado de património mundial marcado pela cooperação e concertação, que se estende por toda a cidade”. O dirigente máximo da RAEM considerou igualmente que “em diferentes períodos históricos, Macau sempre desempenhou um papel importante no fomento do intercâmbio entre o Oriente e o Ocidente”. Sam Hou Fai não esqueceu a última vez que Macau recebeu o evento: “A realização, mais uma vez, em Macau, da Reunião Ministerial do Turismo da APEC, após um intervalo de doze anos, portanto desde 2014, reveste-se de especial significado para nós. É uma grande honra o Governo da RAEM acolher novamente este importante evento internacional, o que demonstra, na íntegra, a profunda confiança e o firme apoio do Governo Central à RAEM”, vincou. A reunião deste ano teve como tema “Inovação Digital, Empoderamento Colaborativo: Alavancando o Turismo para uma Comunidade da Ásia-Pacífico”, e ficou marcada pelo cancelamento da conferência de imprensa final com a apresentação dos resultados do fim-de-semana de reuniões. Encontros à margem Antes do jantar, o Chefe do Executivo recebeu o director-executivo do Secretariado da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), Eduardo Navarro Pedrosa. Durante a reunião, Sam Hou Fai mostrou abertura para que “as economias-membro da APEC aproveitem plenamente a função de plataforma de Macau e aproveitem a oportunidade gerada pelo desenvolvimento de Macau e da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”. O líder do Governo pediu também que as economias-membro da APEC “usufruam das vantagens integradas de Macau e Hengqin e transformem ambas num ‘elo de ligação’ e ‘trampolim’ para aceder à Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e ao mercado do Interior da China”. Por sua vez, Eduardo Pedrosa destacou que a RAEM possui uma forte atractividade e um encanto específico nos domínios do turismo, gastronomia, indústria de convenções e exposições. A APEC é um bloco económico formado por 21 membros fundada em 1993 com o objectivo de criar uma área de livre-comércio. Entre os membros constam a China, Hong Kong e os Estados Unidos, que estiveram ausentes do encontro no território. Apesar de ser o anfitrião, Macau não integra este bloco.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaTake-away | Leong Pou U defende protecção laboral de condutores Leong Pou U defendeu ontem uma maior protecção para condutores que trabalham para aplicações de distribuição de comida, dado que “a actual legislação laboral dificilmente consegue proteger de forma eficaz os direitos laborais dos trabalhadores”. O deputado pede que o Governo faça “uma análise abrangente da situação actual da protecção dos direitos laborais dos trabalhadores de plataformas, reforçando a salvaguarda dos seus direitos e colmatando as lacunas existentes”. Leong Pou U destacou ainda que estes trabalhadores “não são incluídos no sistema de garantia de segurança ocupacional devido à condição laboral ambígua, enfrentando riscos por causa do trânsito, condições meteorológicas extremas e carga de trabalho pesada”. Assim, pede que sejam “clarificadas as responsabilidades das plataformas”, para que “assumam directamente a responsabilidade de pagamento do seguro por acidentes de trabalho”.
Hoje Macau Manchete PolíticaAPEC | Delegação dos EUA ausente por “restrições consulares” A revelação foi feita no dia em que arrancaram os encontros da APEC em Macau. As autoridades norte-americanas consideram que os seus diplomatas não deveriam precisar de vistos para entrar na RAEM em “situações de emergência” Os Estados Unidos da América (EUA) não vão enviar representantes a uma reunião ministerial que decorre esta semana em Macau, devido a restrições impostas à capacidade de prestar assistência consular de emergência a cidadãos norte-americanos no território. A 13ª Reunião Ministerial do Turismo da Cooperação Económica da Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês) e a 67ª Reunião do Grupo de Trabalho de Turismo da APEC estão a realizar-se em Macau desde quarta-feira e prolongam-se até domingo. Em comunicado divulgado na quarta-feira, o Departamento de Estado sublinhou que “a segurança dos norte-americanos é uma prioridade” da Administração Trump e recordou que Washington mantém um aviso de viagem de nível 3 para o território, por “limitações impostas às equipas do Consulado-Geral em Hong Kong e Macau”. O Governo dos EUA indicou anteriormente ter uma capacidade limitada para prestar serviços de emergência a cidadãos norte-americanos na Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) devido às restrições de viagem impostas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China (RPC) ao pessoal diplomático norte-americano. “Mesmo em situações de emergência, o Ministério exige que todo o pessoal diplomático dos EUA, incluindo os acreditados junto da RAEM, solicite e obtenha vistos antes de entrar no território”, destacaram as autoridades norte-americanas. “A aprovação demora pelo menos cinco a sete dias, limitando de forma significativa a capacidade de oferecer serviços consulares atempados”, acrescentaram. Amor com amor se paga Washington afirmou ter pedido repetidamente à China que levantasse os requisitos de visto “arbitrários e direccionados”. Uma solução, proposta quando Pequim decidiu acolher uma reunião da APEC dedicada ao turismo, foi rejeitada, acrescentou o Departamento de Estado norte-americano. “Como questão de princípio, os Estados Unidos não enviarão participantes de alto nível a uma reunião ministerial que promove o turismo num local onde os diplomatas norte-americanos não podem prestar serviços de emergência a turistas em necessidade”, declarou o Departamento de Estado. A decisão reflecte o impasse nas relações bilaterais, apesar das tentativas de Washington e Pequim de construir uma relação “de estabilidade estratégica” baseada na reciprocidade, segundo a nota oficial. Devido a estas limitações em prestar serviços de emergência, Macau possui actualmente um alerta de viagem do mesmo nível que o aplicado ao Interior da China, e mais elevado do que Hong Kong, que detém um alerta de nível 2 imposto pelas autoridades norte-americanas. A APEC é um bloco económico formado por 21 membros fundada em 1993 com o objectivo de criar uma área de livre-comércio entre seus membros. Tem como membros os Estados Unidos, China, Hong Kong, mas não Macau. Segundo a organização, mais de 200 dirigentes vão reunir-se em Macau para dialogar sobre as experiências de desenvolvimento sustentável de turismo, bem como, traçar novos caminhos a explorar em cooperações turísticas da Ásia-Pacífico.
Andreia Sofia Silva PolíticaObras | Deputado sugere criação da marca “Construção Macau” O deputado Leong Hong Sai fez ontem uma intervenção antes da ordem do dia na Assembleia Legislativa (AL) a pedir que empresas locais tenham mais acesso a contratos e projectos de obras de grande envergadura. Leong Hong Sai defendeu a promoção da marca “Construção Macau”, com o objectivo de “exportar, através das plataformas comerciais, serviços de fiscalização de obras, de renovação urbana e de construção verde para os países de língua oficial portuguesa”. No que diz respeito à adjudicação de obras a empresas locais, o deputado referiu “os quatro grandes projectos”, nomeadamente a Cidade Universitária de Educação Internacional Macau-Hengqin, a Zona Internacional de Turismo e Cultura de Macau, a expansão do Aeroporto Internacional de Macau e ainda o Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau. O deputado recomenda que “as autoridades lancem os projectos por fases”, a fim de proporcionar “mais oportunidades para que empreiteiros e subempreiteiros locais” de pequena e média dimensão “possam participar”. Leong Hong Sai pede também que seja “aplicada rigorosamente a Lei de Contratação Pública” para que “as obras públicas priorizem a contratação de entidades registadas em Macau”, além de exigir “a contratação preferencial de residentes locais”. O deputado sugeriu também “a criação de uma base de estágios profissionais para a indústria da construção civil em grandes projectos, como o Metro Ligeiro e transportes de ligação entre Hengqin e Macau”.
Andreia Sofia Silva PolíticaCombustível | Leong Sun Iok pede continuação de apoios O deputado Leong Sun Iok pediu a continuidade dos dois planos de apoio ao preço dos combustíveis lançados em Maio, intitulados “Plano de subsídio aos preços do gasóleo” e “Plano de subsídio aos preços do gás de petróleo liquefeito e da gasolina”. Na óptica do deputado, “apesar de os preços internacionais do petróleo terem registado recentemente alguma descida, os preços gerais dos combustíveis em Macau mantêm-se elevados”. Leong Sun Iok deu como exemplo “o preço de venda da gasolina sem chumbo para veículos, que atingiu um pico de 17,38 patacas por litro em Abril, recuando apenas ligeiramente para cerca de 16,70 patacas por litro”. Assim, o deputado entende que o Governo “deve avaliar a situação do mercado e, caso os preços dos combustíveis não regressem a níveis baixos a curto prazo, considere a possibilidade de prorrogar os dois planos de subsídios ao combustível”.
Andreia Sofia Silva PolíticaHabitação pública | Governo promete reavaliar lojas e rendas O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, prometeu uma avaliação às necessidades de comércio nas habitações públicas tendo em conta os novos bairros criados na Zona A dos Novos Aterros, bem como das rendas cobradas. “Vamos encarregar uma terceira parte para avaliar as rendas e iremos ajustar os valores conforme as necessidades dos bairros em causa”, disse ontem Raymond Tam aos deputados na sessão de votação, na generalidade, da proposta de lei “Regime jurídico de arrendamento e cedência dos espaços comerciais em edifícios de habitação social”. O diploma, que foi aprovado, visa rever a legislação em vigor desde os anos 90 e que, segundo Raymond Tam, está desactualizada. “Sim, vamos realizar concursos públicos [para a concessão de lojas] de seis em seis meses, e com a apresentação desta proposta de lei teremos mais flexibilidade. Nos casos de dispensa do concurso público, podemos fazer ajustamentos conforme as necessidades do bairro”, disse. Raymond Tam acrescentou que, até à data, os concursos realizados “não foram satisfatórios”. “Isso tem a ver com a legislação, que não nos permite flexibilidade para atrair comerciantes, e daí termos urgência em alterá-la”, frisou, referindo que serão feitos “estudos preliminares” para o planeamento do comércio na Zona A. “Temos um plano que será executado de forma faseada, e à medida que entrarem residentes vamos realizar concursos públicos”, adiantou. Imposto de consumo | Alterações aprovadas na generalidade Os deputados aprovaram ontem na generalidade a proposta de lei que revê o Regulamento do Imposto de Consumo, em vigor desde 1999. Segundo a proposta do Governo, um dos objectivos é criar o regime de pagamento no desalfandegamento, além de alterar o sistema de pagamento de impostos para bebidas alcoólicas e tabaco. O deputado Chan Lai Kei defendeu que estas alterações “vão beneficiar o sector e simplificar procedimentos, para que a aplicação de capitais possa ser mais flexível”. O deputado falou da necessidade de “melhorar alguns mecanismos para acelerar os procedimentos de desalfandegamento e elevar a eficácia administrativa”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaBullying | Deputados pedem medidas após agressão a aluna Dois deputados querem medidas contra o bullying nas escolas depois da divulgação nas redes sociais de um vídeo em que um grupo de jovens agride uma rapariga. Todos os envolvidos são menores. Chan Hao Weng sugeriu penas mais pesadas para este tipo de casos O bullying em contexto escolar e a necessidade de medidas preventivas foi um tema levado ontem por dois deputados à Assembleia Legislativa (AL). No período de intervenções antes da ordem do dia, o deputado Chan Hao Weng declarou que cabe às autoridades “disponibilizar, continuadamente, aos alunos que são vítimas aconselhamento psicológico e apoio emocional”, devendo-se impor aos estudantes que são agressões “educação sobre o Estado de Direito e correcção comportamental, sem tolerância nenhuma”. O deputado ligado à Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau exige que seja “aperfeiçoada a legislação” com “penas severas para os casos de bullying”. ” A intervenção do deputado surge depois de a Polícia Judiciária (PJ) ter divulgado, na última semana, um caso de agressão a uma aluna por parte de um grupo de seis jovens, três rapazes e três raparigas, com idades compreendidas entre os 11 e 15 anos. O vídeo, filmado pelos agressores, foi parar às redes sociais. “Recentemente, sucederam-se, entre estudantes, casos de agressões em grupo, extorsão, bullying verbal e até cyberbullying com gravação de vídeos. A situação tende a agravar-se, o que deixa todos os pais em Macau muito preocupados e inquietos”, disse o deputado. Chan Hao Weng pede também a implementação de “mecanismos de alerta dentro e fora das escolas” bem como online, fazendo-se uma “cobertura integral” de protecção das vítimas, e assegurar “o bom funcionamento dos canais de denúncia e o aumento da formação de professores e assistentes sociais”. Protecção 24 horas Também o deputado Iau Teng Pio levou este assunto para o hemiciclo, alertando para o facto de muitos pais “relatarem que os seus filhos também já sofreram algum tipo de bullying”. “Com a crescente popularidade das redes sociais, o bullying já se estendeu muito além do recinto escolar, atingindo também o espaço digital. A difusão das imagens violentas não só provoca um dano secundário às vítimas, como também deixa uma mancha duradoura na vida dos jovens agressores.” Iau Teng Pio sugere a criação de canais de denúncia nas escolas com o mote “zero obstáculos e zero riscos”, com a participação de professores e criação de “linhas abertas e formulários de denúncia por escrito ou via internet”. O deputado defende que sejam criadas, a “nível institucional, garantias de protecção ao denunciante, com procedimentos de acompanhamento iniciados 24 horas após a recepção da denúncia”.
Hoje Macau Manchete PolíticaFinanças | Reserva fixa novo recorde pelo quinto mês consecutivo Cinco meses a estabelecer novos recordes. No final de Abril, a reserva financeira estava avaliada em 697,3 mil milhões de patacas, valorizando 9,08 mil milhões de patacas num mês. Desde o final do ano passado, a valorização foi de 30,5 mil milhões de patacas Os activos da reserva financeira de Macau atingiram um novo recorde máximo em Abril, pelo quinto mês consecutivo, anunciou ontem a Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Um balanço publicado pelo regulador financeiro no Boletim Oficial mostra que a reserva valia no final de Abril 697,3 mil milhões de patacas. A reserva ganhou 9,08 mil milhões de patacas em comparação com o anterior recorde, 688,2 mil milhões de patacas, fixado no final de Março. Desde o final de 2025, a reserva registou uma valorização de 30,5 mil milhões de patacas. A reserva ganhou 50,5 mil milhões de patacas durante o ano passado, mais do que em 2024, ano em que os activos tinham subido 35,7 mil milhões de patacas. O melhor ano de sempre para a reserva financeira continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os activos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas. O valor da reserva extraordinária no final de Abril era de 518,4 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150 por cento do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas. Rentabilidade de 6,9 por cento Em Novembro, a Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas. Investimentos subcontratados representam a maior fatia da reserva financeira de Macau, 298 mil milhões de patacas, que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 288,9 mil milhões de patacas e títulos de crédito no montante de 108,4 mil milhões de patacas. Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas, correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9 por cento, disse em Março a AMCM. O retorno nesse ano aumentou 38,7 por cento em comparação com 2024, quando os rendimentos renderam à reserva quase 31 mil milhões de patacas, correspondente a 5,3 por cento.
Hoje Macau PolíticaFSS | Chan Pou Wan mais um ano como presidente A comissão de serviço de Chan Pou Wan como presidente do conselho de administração do Fundo de Segurança Social (FSSS) foi renovado pelo período de um ano, segundo um despacho publicado ontem no Boletim Oficial. A decisão da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, foi justificada com o facto de considerar que Chan tem “idoneidade cívica, experiência e competência profissional adequadas para o exercício das suas funções”. Chan foi nomeada para estas funções pela primeira vez no ano passado. Ingressou na Função Pública em 1988, e desempenhou funções na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, e na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. A partir de 2010, assumiu o cargo de Vice-Presidente do Conselho de Administração do FSS. Lisboa | Lúcia dos Santos mantida como chefe de delegação A nomeação de Lúcia Abrantes dos Santos como chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa foi renovada pelo período de um ano, de acordo com um despacho publicado no Boletim Oficial. A decisão de renovação foi tomada pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, e a posição é desempenhada em regime de acumulação com a posição de chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau junto da União Europeia, em Bruxelas, e com a posição de chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau junto da Organização Mundial do Comércio. Lúcia dos Santos foi nomeada pela primeira vez para desempenhar estas funções em 2023. A renovação da nomeação foi justificada com o facto de se considerar que a titular dos cargos tem “experiência e competência profissionais adequadas para o exercício das suas funções
João Santos Filipe Manchete PolíticaPME | Chan Hao Weng pede apoios face a competição do Interior O deputado ligado à ATFPM avisa que a qualidade da concorrência no Interior está a aumentar e que os residentes fazem cada vez mais compras e refeições do outro lado da fronteira. Como tal, pede medidas para salvar as pequenas e médias empresas O deputado Chan Hao Weng está preocupado com o impacto em Macau do novo centro comercial do outro lado das Porta do Cerco, e pretende saber as medidas que vão ser tomadas para garantir a competitividade das pequenas e médias empresas (PME) locais. O assunto foi abordado pelo legislador ligado à Associação dos Trabalhadores das Função Pública de Macau (ATFPM), através de uma interpelação escrita. “Há dias, entrou em funcionamento, a título experimental, um centro comercial situado na zona central do Posto Fronteiriço de Gongbei, em Zhuhai, cujo fluxo de clientes ultrapassou os 100 mil nas primeiras seis horas de funcionamento, dos quais cerca de um terço (cerca de 33 mil) eram provenientes de Hong Kong e Macau”, pode ler-se no documento. “Nas primeiras cinco horas de funcionamento, o volume de negócios ultrapassou 400 mil renminbis, o que demonstra que este projecto possui uma forte atracção para os grupos de consumidores transfronteiriços”, foi acrescentado. Por isso, Chan avisa que as PME de Macau estão a ter dificuldades em lidar o “aperfeiçoamento contínuo das instalações comerciais do Interior da China e a facilitação das deslocações transfronteiriças”. Segundo o deputado, esta nova realidade faz com seja normal que “residentes de Macau se desloquem à China para consumirem, desviando, de forma contínua, o fluxo de clientes de venda a retalho, restauração e consumo geral de Macau”. “De um modo geral, as pequenas e médias empresas locais deparam-se com dificuldades decorrentes da diminuição do fluxo de clientes, redução das receitas operacionais, agravamento da pressão de negócios, etc., e algumas estão prestes a fechar portas, o que afecta directamente a vitalidade económica e a estabilidade do emprego nos bairros comunitários de Macau”, alertou. Novas mudanças Uma vez que o deputado considera que é necessário “fazer face às mudanças do mercado e apoiar o desenvolvimento estável das pequenas e médias empresas locais”, pede ao Executivo para “definir políticas complementares de curto, médio e longo prazo” para “elevar a competitividade global do sector do comércio a retalho e das pequenas e médias empresas de Macau”. O membro da Assembleia Legislativa questiona ainda se vão ser tomadas medidas para apoiar as “empresas locais na reconversão e valorização das suas actividades” para atenuar as “dificuldades operacionais” e “estabilizar o desenvolvimento e exploração”. Chan Hao Weng considerou ainda que “as actuais medidas” de apoio ao consumo têm tido impacto limitado, pelo que pede “uma revisão global das políticas” e novas medidas mais “atraentes e sustentáveis”.
Hoje Macau PolíticaCondomínios | Deputada pede mecanismo para resolver disputas A deputada Song Pek Kei pediu ao Governo a criação de um mecanismo interdepartamental para a resolução de disputas entre condóminos. Numa interpelação escrita, a deputada afirma que a gestão dos espaços comuns de prédios residenciais envolve sempre vários organismos públicos, pelo que, no seu entender, deveria ser criado um mecanismo interdepartamental, com funcionamento permanente, para dar instruções e apoio às administrações de condomínios em caso de disputas sobre higiene e segurança. Song Pek Kei recordou que, no caso de disputas ligadas à segurança pública dos prédios, as autoridades podem enviar agentes ao local, mas estes apenas podem dar conselhos e não aplicar multas ou outro tipo de pena. Além disso, Song Pek Kei quer que o Instituto de Habitação reforce os apoios de mediação aos condóminos e pergunta quando está prevista a revisão da lei da administração das partes comuns do condomínio.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaCreche Smart | Directora diz que só fecha após relatório do CCAC A directora da creche Smart reitera que o diferendo com o Instituto de Acção Social se deve a uma “questão pessoal” do seu presidente, Hon Wai. Ao HM, Christiana Ieong diz que vai manter a creche aberta até que seja divulgado o relatório do CCAC, mesmo que tenha de ir além da data limite do licenciamento O Zonta Club de Macau, associação que gere a creche Smart, na Taipa, só vai encerrar a após a divulgação do relatório de investigação do Comissariado contra a Corrupção (CCAC). Foi o que disse ao HM a sua presidente fundadora e directora da creche, Christiana Ieong, depois de o Instituto de Acção Social (IAS) ter declarado como cessada a relação com a creche. Num comunicado do IAS desta segunda-feira, foi dito que o Zonta Club tem até ao dia 26 de Agosto, data do fim da licença, para devolver o espaço e realocar as crianças inscritas. Porém, no entender da responsável, “essa data não importa se a investigação do CCAC ainda estiver a decorrer”. Recorde-se que o IAS divulgou o comunicado após ter sido informado pelo Tribunal Administrativo de que o Zonta Club tinha retirado a providência cautelar que pretendia evitar a suspensão de subsídios e retirada das instalações por parte do Governo. Christiana Ieong diz que a retirada da providência cautelar se deveu ao respeito pelos “princípios de boa-fé e pelo Governo”. “Não queremos dar a ninguém a oportunidade de desperdiçar ainda mais fundos públicos”, adiantou, referindo estar a aguardar as conclusões da investigação do CCAC, pedida pelo próprio Zonta Club. “Tanto o Governo como o Chefe do Executivo [apoiam a creche Smart]. Não podemos confiar no presidente, que criou todos estes problemas. Por isso estamos confiantes na investigação do CCAC que, de acordo com o que noticiou o jornal Ou Mun no mês passado, já estava em fase de análise aprofundada, pelo que acredito que o relatório será publicado em breve”, disse. Aliás, Christiana Ieong lamenta que o IAS tenha anunciado já o fim da relação com o Zonta Club de Macau, tendo em conta que existem mais processos pendentes, nomeadamente a ausência da “autorização do tribunal relativamente à desistência do recurso para a ‘Interpretação Unificada da Decisão'”. Assim, “oficialmente ainda existe um processo em tribunal”, destacou. “Penso que ele [o presidente do IAS] deveria ter tido mais calma e aguardado pelo relatório do CCAC”, defendeu. “Se tem a verdade, e se não fez nada de errado, porque não esperar mais um pouco? Porquê pressionar para terminar a licença?”, questionou. “Ele [Hon Wai] precisa explicar ao público por que razão pretende desperdiçar tanto dinheiro público para destruir todo o investimento do Governo na renovação da creche”, acrescentou a directora da creche. Uma questão pessoal Christiana Ieong considera que a quezília entre a creche Smart e o IAS foi criada unicamente por Hon Wai. “[O fecho da creche] não é intenção do Governo, nem do Chefe do Executivo, ou da secretária [para os Assuntos Sociais e Cultura, com a tutela da educação]. É apenas a intenção do presidente do IAS. Ao longo de todo este tempo recebemos apoio do Chefe do Executivo nos cocktails de celebração da transferência de administração de Macau no regresso à Mãe Pátria”, exemplificou. Trata-se, assim, “de uma questão muito pessoal”. “Não acredito que o Governo, o Chefe do Executivo ou a secretária fariam algo que danifica a imagem e integridade do Governo”, acrescentou. Christiana Ieong enumera o que o Zonta Club tem pedido ao IAS que ainda não obteve. “Apresentámos uma contraproposta: o presidente tem de apresentar provas relativas à sua acusação contra nós. Uma vez que o Governo promove a ‘governação segundo a lei’, deve apresentar por escrito os seus ‘requisitos’ que, segundo ele, não cumprimos”. Segundo a presidente do Zonta Club, o próprio IAS não tem sistema de contabilidade certificada. “Porque é que um sistema tão pouco profissional pode sobrepor-se a algo que foi feito por profissionais? É muito estranho e verdadeiramente chocante”, disse, referindo-se às questões orçamentais da escola. Creche fecha, Zonta não Caso o CCAC não dê razão ao Zonta Club de Macau e a creche Smart tiver mesmo de encerrar portas, Christiana Ieong lamenta que todo um projecto educativo vá por água abaixo. Porém, o Zona Club de Macau irá continuar. “A nossa intenção inicial, ao criar este projecto [a Smart], foi apoiar o Governo na execução de políticas. Então se o Governo não apoiar aquilo que estamos a fazer, não vemos qualquer motivo para continuar”, disse. No seu entender, Hon Wai está a “danificar a reputação” da creche e da associação, tratando-se “do mais importante”. Numa resposta enviada ao HM em Maio deste ano, o IAS explicou que a decisão de cortar a parceria se prende com a fiscalização financeira. “Há já algum tempo que o Zonta Club de Macau não satisfazia as exigências de fiscalização de apoio financeiro do IAS em termos da aplicação dos recursos financeiros. Em virtude da persistência da situação durante um período prolongado, o IAS avançou com a cessação da cooperação em conformidade com a lei, nomeadamente cessar o financiamento e exigir a devolução das instalações da creche.” O diferendo persiste desde Março do ano passado, quando o IAS cortou o financiamento, alegando que as duas partes não tinham chegado a acordo quanto a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”. O Zonta Club de Macau – Clube de Mulheres Profissionais e Executivas [Zonta Club of Macau – Professional and Executive Women Club] é actualmente presidido por Amanda Ho.
Hoje Macau PolíticaAPEC | Reunião Ministerial do Turismo arranca hoje A 13.ª Reunião Ministerial do Turismo da Cooperação Económica da Ásia-Pacífico (APEC) e a 67.ª Reunião do Grupo de Trabalho de Turismo da APEC começa, com eventos e encontros que se vão estender até domingo. O Governo da RAEM indicou ontem que os “ trabalhos relativos à preparação do local, acolhimento dos participantes e medidas de segurança foram concluídos”, e que ontem tinham começado a chegar representantes que irão participar nas reuniões. A delegação de Macau irá apresentar o panorama actual e as perspectivas futuras do desenvolvimento da indústria turística de Macau, “com vista a reforçar ainda mais a sua participação e influência nestas organizações internacionais”. O Gabinete de Comunicação Social avançava ontem que estavam registados na Reunião Ministerial do Turismo mais de 200 participantes.
Hoje Macau PolíticaCombustíveis | DSEDT pede ajuste rápido dos preços A Direcção de Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) apelou às petrolíferas que ajustem os preços dos combustíveis e do gás, tendo em conta “a recente situação geopolítica internacional”. O pedido foi deixado durante um encontro entre a DSEDT, o Conselho de Consumidores e as petrolíferas que serviu para discutir o plano de subsídio para preços de gás de petróleo liquefeito e o subsídio para o preço da gasolina. “A DSEDT instou novamente o sector, durante a reunião, a ajustar o mais rapidamente possível os preços de retalho dos produtos combustíveis em Macau, de acordo com a tendência dos preços internacionais do petróleo, de modo a responder às aspirações do sector comercial e industrial e às expectativas da sociedade”, foi comunicado pela DSEDT. Nos últimos tempos, os preços dos combustíveis têm estado em quebra. Ontem o barril de petróleo foi negociado por 73 dólares norte-americanos, o valor mais baixos dos últimos três meses.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaHac Sá | Nick Lei pede melhores infra-estruturas na praia Nick Lei entende que a praia de Hac Sá precisa de melhores infra-estruturas e planeamento, tendo em conta o futuro Campo de Aventuras Juvenis. O deputado exige também autocarros que liguem as fronteiras a Hac Sá O deputado Nick Lei alertou, numa interpelação escrita, para a necessidade de melhorar as infra-estruturas públicas junto à praia de Hac Sá, em Coloane, tendo em conta o arranque experimental de operações do Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac Sá no quarto trimestre de 2027. “Prevê-se que, no segundo semestre deste ano, passem a estar abertas ao público as zonas para carros infantis e local de campismo, levando ao aumento do fluxo de residentes e turistas na praia e nas instalações de Hac Sá. Pode o Governo concretizar planos para que a zona se torne mais divertida e atractiva?”, questionou. O legislador ligado à comunidade de Fujian disse ainda que as instalações recreativas da praia de Hac Sá, bem como os locais próximos, são uma das zonas preferidas dos residentes para momentos de lazer, e que, nos últimos anos, o Governo tem escolhido a praia de Hac Sá para a organização de eventos, como o festival “Hush!”. O deputado realça que estes eventos passaram a atrair para Coloane mais visitantes jovens de regiões vizinhas, além da população local. Outros valores se levantam Nick Lei destacou que, além da importância turística, a praia de Hac Sá é também importante em termos arqueológicos, por ter uma ligação próxima à cultura tradicional Hakka. Desta forma, o Governo deve, no entender do deputado, reformular o sistema de trânsito no local a fim de criar maiores conveniências aos visitantes. O deputado refere na interpelação queixas de utilizadores, relativamente ao cancelamento, desde Maio de 2017, da carreira 25 por parte da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). Actualmente, existem apenas as carreiras de autocarros 21A, 26A, 15T e N3 (nocturna) com acesso a Hac-Sá. “Estas carreiras passam apenas por zonas residenciais e não incluem os postos fronteiriços, não sendo possível levar os turistas para Hac Sá”, lê-se na interpelação escrita. Por esta razão, Nick Lei pediu um novo planeamento das carreiras de autocarros a fim de garantir percursos directos entre todos os postos fronteiriços e a praia de Hac Sá.
Andreia Sofia Silva PolíticaIndonésia | Ng Wai Han destaca boas relações económicas A secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, falou ontem das boas relações que a RAEM mantém com a Indonésia no que diz respeito à cooperação económica e turismo. Ao discursar na abertura do Indonesia Business Forum 2026, a governante disse que, nos últimos anos, “a cooperação entre Macau e a Indonésia tem vindo a aprofundar-se e a consolidar-se em várias áreas importantes”, e que o “volume de importações de Macau para a Indonésia atingiu 1640 milhões de patacas no ano passado”. Além disso, as importações ultrapassaram “as 400 milhões de patacas no primeiro trimestre do corrente ano”. A secretária realçou ainda como “o turismo é uma das áreas com maior potencial de cooperação” entre o território e o país, numa altura em que a Indonésia “ocupa o terceiro lugar como fonte de visitantes internacionais para Macau”. Desta forma, Ng Wai Han disse que as autoridades dão “grande importância às exigências do mercado de visitantes muçulmanos da Indonésia”, sendo objectivo “tornar Macau num destino amigo dos muçulmanos”. “Actualmente, um número significativo de fabricantes de produtos alimentares e restaurantes obtiveram certificações Halal em Macau”, rematou a secretária, que destacou também o facto de se realizar, este sábado, a 13ª Reunião Ministerial do Turismo da APEC na RAEM. “Este evento marca o regresso da Reunião Ministerial do Turismo da APEC a Macau desde a última realização no território em 2014, o que demonstra a grande confiança e o firme apoio do Governo Central ao Governo da RAEM e reforça ainda mais o papel de Macau como uma importante ponte de ligação entre a China e o mundo”, concluiu.
Hoje Macau PolíticaCondução | Recusada entrada a 4 mil cidadãos chineses O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) declarou, em comunicado, que recusou a entrada em Macau a cerca de quatro mil cidadãos da China continental entre Janeiro deste ano e 20 de Junho devido às infracções de trânsito. A mesma nota dá conta que o CPSP realizou uma triagem de dados e reforçou as inspecções à entrada do território, verificando que estes quatro mil condutores não correspondiam aos critérios de entrada, já que não conseguiram mostrar documentos de transporte válidos. Noutras situações, os condutores não deixaram o território mediante as condições decretadas nos vistos, ou então entraram e saíram de Macau várias vezes com o intuito de ficarem na RAEM. O CPSP diz ter reforçado a fiscalização no Posto Fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau juntamente com as autoridades do Interior da China e que estes trabalhos estão a ser bem sucedidos tendo em conta a realização da 13ª Reunião Ministerial do Turismo da APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation).