GP | Duas equipas de Macau nas Taças do Mundo de FR e F4

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) divulgou, esta terça-feira, em Paris, a lista das equipas seleccionadas para disputar a Taça do Mundo de Fórmula Regional e a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA, integradas na 73.ª edição do Grande Prémio de Macau. O território estará representado por duas estruturas e em ambas as corridas.

Em parceria com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau (COGPM) e com a Associação Geral do Automóvel de Macau-China (AAMC), a FIA confirmou as 13 equipas que alinharão na Taça do Mundo de Fórmula Regional (FR), cada uma com dois monolugares Tatuus T-326 (FIA Formula Regional Gen2). A grelha de partida reunirá 26 carros e inclui algumas das formações mais prestigiadas do Campeonato da Europa de FR da FIA, os actuais vencedores da Taça do Mundo de FR e do Campeonato Japonês de FR, bem como uma equipa que simboliza a longa tradição do automobilismo de Macau: a Theodore Racing.

Entre os participantes destacam-se a R-ace GP, actual líder do Campeonato da Europa da especialidade, bem como nomes incontornáveis do desporto automóvel, como a Prema Racing, ART Grand Prix, Trident e Van Amersfoort Racing. Marcarão igualmente presença a Pinnacle Motorsport, que monopolizou os dois primeiros lugares na edição do ano passado, e a histórica TOM’S Racing, campeã japonesa de FR em 2025. Por sua vez, CL Motorsport, G4 Racing, MP Motorsport, RPM e Rodin Motorsport estrear-se-ão na Taça do Mundo, apesar desta última ser uma encarnação da saudosa Carlin Motorsport.

A tradição automobilística de Macau será assegurada pela Theodore Racing. A estrutura de Teddy Yip Jr tem competido nos últimos anos em estreita colaboração com a Prema Racing, mas apresentará desta feita uma candidatura independente, permanecendo por esclarecer quem ficará responsável pela operação dos monolugares. Tudo aponta para René Rosin, filho de Angelo Rosin, fundador da PREMA, que cessou a sua ligação à equipa italiana no início deste ano.

Asia Racing Team RFN representa Macau na F4

Na Taça do Mundo de Fórmula 4, a FIA seleccionou 12 das melhores equipas provenientes dos campeonatos certificados pela federação internacional, às quais se junta, novamente, a Theodore Racing, admitida pelo seu valor histórico. A segunda edição da competição passará, pela primeira vez, a adoptar um formato multi-equipas, aumentando a grelha de 20 para 24 monolugares.

Entre os participantes figuram algumas das principais referências europeias da formação de pilotos, como Campos Racing, Hitech, R-ace GP, MP Motorsport, Prema Racing, US Racing, Argenti Motorsport e Rodin Motorsport, que enfrentarão estruturas asiáticas como Kageyama Racing, Evans GP e a equipa de Macau Asia Racing Team RFN.

Liderada no terreno pelo piloto português de Macau Rodolfo Ávila, a Asia Racing Team RFN representará o Campeonato da China de Fórmula 4. Fundada em Novembro de 2003, a estrutura, apoiada pela marca chinesa de motociclos eléctricos RFN, do grupo Apollo Motor, possui uma vasta experiência em monolugares e venceu, em 2005, a prova de Fórmula Renault nas ruas de Macau, com o japonês Hiroyuki Matsumura.

Aquela que será a sexta corrida de Fórmula 4 a ser disputada no Circuito da Guia introduzirá ainda outra novidade: a utilização do monolugar Tatuus F4-T421. A Pirelli manter-se-á como fornecedora exclusiva de pneus, um conjunto técnico que poderá favorecer as equipas europeias, mais familiarizadas com este binómio italiano.

FIA destaca qualidade das equipas seleccionadas

Segundo a FIA, “a confirmação das equipas participantes resulta de um processo de selecção conduzido pela FIA e pela AAMC, o clube-membro da FIA em Macau. O processo teve em conta critérios como o mérito desportivo, a representação internacional e a excelência operacional, culminando na escolha de 13 equipas para a Taça do Mundo de Fórmula Regional da FIA e de 12 equipas para a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA, respeitando os limites máximos da grelha”.

O presidente da Comissão de Monolugares da FIA, Emanuele Pirro, sublinhou que “graças ao trabalho desenvolvido pelo Departamento de Monolugares da FIA e pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau durante um rigoroso processo de selecção, tanto a Taça do Mundo de Fórmula Regional da FIA como a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA contarão com grelhas altamente competitivas, compostas por algumas das melhores equipas do mundo. Estas equipas não só continuam a alcançar resultados de grande destaque a nível nacional e internacional, como operam segundo padrões extremamente elevados e representam sólidos valores desportivos. Ainda faltam mais de quatro meses para a semana do 73.º Grande Prémio de Macau, mas a confirmação das equipas participantes elevou significativamente as expectativas para o evento.”

19 Jul 2026

Filipa Vaz da Fonseca e Ricardo Quintas vão reforçar tribunais

Filipa Vaz da Fonseca e Ricardo Quintas foram os juízes escolhidos pela Comissão Independente para a Indigitação de Juízes da RAEM para ingressarem no Tribunal Judicial de Base (TJB). Os nomes constam de um documento com as deliberações do último plenário do Conselho Superior da Magistratura (CSM) de Portugal, citado pelo Canal Macau.

A data para a entrada em funções dos dois magistrados ainda não é conhecida, e antes, os juízes têm de ser indigitados pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai. A indigitação vai ser depois divulgada através do Boletim Oficial da RAEM.

Filipa Vaz da Fonseca integra actualmente o juízo local cível de Lisboa, e antes exerceu funções no Tribunal da Relação de Évora, depois de ter passado por Nisa e Ferreira do Alentejo.

Por sua vez, Ricardo Quintas exerce funções nos tribunais judiciais, depois de ter passado pela Comarca de Castelo Branco.

Os dois juízes vão ter um contrato de dois anos que poderá ser renovado.

Filipa Vaz da Fonseca e Ricardo Quintas foram os escolhidos de um concurso de recrutamento em Portugal que contou com a participação de 18 candidatos.

Início em Março

O concurso que terminou com a escolha destes dois magistrados foi aberto em Março deste ano, depois de muitas incertezas sobre a disponibilidade de Portugal continuar a enviar magistrados para a RAEM.

Em Outubro do ano passado, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), João Cura Mariano, afirmou que a justiça portuguesa estava com “alguma dificuldade em contribuir com juízes”, devido à falta de recursos humanos qualificados e com experiência. “Ainda agora retirámos um juiz que já cá estava há muitos anos e nós necessitávamos dele”, recordou João Cura Mariano.

Em 2024, o CSM rejeitou a permanência do juiz português do TJB Carlos Carvalho, que estava em Macau há 16 anos e tinha sido convidado pela Comissão Independente para a Indigitação dos Juízes do território a continuar por mais dois. O conselho não autorizou a renovação da licença especial de Carlos Carvalho e promoveu-o a juiz desembargador, com colocação no Tribunal da Relação.

Também face à crescente incerteza, o juiz Rui Ribeiro tomou a iniciativa de deixar a RAEM para regressar a Portugal.

Apesar das dúvidas, João Cura Mariano garantiu estar disposto a ajudar Macau, “apesar das dificuldades que actualmente existem em Portugal no recrutamento de juízes”. E o prometido foi devido com a abertura deste concurso, que levou à escolha de Filipa Vaz da Fonseca e Ricardo Quintas.

19 Jul 2026

MNE organiza cursos para alargar visão internacional

Os Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) e o Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros organizaram cursos de formação para funcionários públicos e pessoal de chefia, entre terça-feira e ontem, no sentido de reforçar os conhecimentos sobre os trabalhos consulares do Estado.

Num comunicado divulgado ontem pelos SAFP, foi indicado que a edição deste ano, a 18.ª, contou com a participação de dirigentes, chefias e trabalhadores, num total de mais de 200 pessoas.

O objectivos dos três dias de cursos foi alargar a “visão internacional, reforçar a consciência global e a capacidade de trabalho que envolve assuntos externos, contribuindo não só para a transformação de Macau numa importante ponte de abertura de alto nível do país ao exterior, como também para a melhoria contínua da sua competitividade e influência internacional”.

O conteúdo pedagógico sobre trabalhos consulares abrangeu tópicos como operações de evacuação de cidadãos no estrangeiro, colaboração transfronteiriça e resposta a incidentes imprevistos.

Na cerimónia de abertura do curso, a directora dos SAFP, Leong Weng In, destacou que o 15.º Plano Quinquenal Nacional menciona expressamente o apoio a Macau no desenvolvimento das suas vantagens únicas de “Ligação ao mundo com o apoio da Pátria”, a fim de se integrar melhor e servir a conjuntura do desenvolvimento nacional.

19 Jul 2026

Meta é transmitir “gene vermelho”

Durante a cerimónia de graduação da Escola Fukien, Chan Meng Kam, que preside ao conselho de administração, afirmou que a missão da escola é integrar o patriotismo no ensino diário e na vida dos alunos. O ex-deputado citou Xi Jinping e incentivou os alunos a integrarem-se no desenvolvimento nacional

Na passada quarta-feira, mais de uma centena de alunos do ensino infantil e primário da Escola Fukien receberam diplomas numa cerimónia de graduação vincadamente nacionalista.

O presidente do Conselho de Administração da escola, o ex-deputado Chan Meng Kam, exortou os alunos manterem no seu íntimo as aspirações originais de amor à pátria e a Macau e incentivou os jovens de tenra idade a não deixarem escapar as oportunidades do desenvolvimento da Grande Baía e do país.

Num discurso citado pelo jornal do Cidadão, Chan Meng Kam destacou que a responsabilidade e missão da Escola Fukien é “transmitir o gene vermelho” e formar o patriotismo enquanto parte integrante do ensino diário, assim como da vida dos alunos. O ex-deputado e figura incontornável da comunidade de Fujian, realçou a importância da educação na salvaguarda da saúde física e mental dos estudantes e do desenvolvimento de várias capacidades de cada um, além do currículo escolar.

Chan Meng Kam mostrou-se também esperançado de que os alunos da Escola Fukien seja “transmissores” dos sentimentos de patriotismo e amor da Macau.

O responsável destacou ainda, perante alunos do infantário e ensino primário, o ponto crucial que se vive, com o início do 15.º Plano Quinquenal da China e do 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico de Macau, impulsionando o país e Macau para uma nova fase de desenvolvimento.

Busca da verdade

Chan Meng Kam apontou também que a educação é um dos pressupostos do rejuvenescimento nacional, promovendo o progresso social, solidificando os valores do presente e lançando sementes para o futuro.

Nesse sentido, o ex-deputado citou o discurso do secretário-geral Xi Jinping aquando do 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China, indicando que o partido “deve dedicar-se à busca da verdade, ter coragem para assumir missões históricas, manter sempre a aspiração e missão originais de procurar a felicidade do povo chinês e o rejuvenescimento da nação chinesa”.

Por seu turno, a chefe da Divisão de Ensino Primário e de Ensino Infantil dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, Ka Si In, reconheceu os desempenhos da escola. A responsável apontou que desde a fundação da Escola Fukien, o estabelecimento além de se focar no ensino curricular, integra na vida escolar a educação moral e a formação patriótica dos alunos.

19 Jul 2026

Aperfeiçoamento contínuo | Detectado mais um suspeito em caso de burla

Foram identificados mais suspeitos no caso de burla numa instituição de ensino para obter subsídios do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo revelado no início de Junho. No mês passado, o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) dava conta das suspeitas que recaíam sobre um responsável da instituição e 13 residentes de Macau. Agora, foi identificado mais um responsável da instituição e os residentes que terão passado por formandos são já mais de 40, segundo a informação revelada ontem pelo CCAC.

A investigação encontrou ainda indícios de que a burla ao programa público terá um valor superior a 200 mil patacas.

Os dois responsáveis pagaram recompensas pecuniárias, num valor equivalente a metade das propinas totais, como contrapartida para aliciar mais de 40 indivíduos a inscreverem-se em cursos. Alguns “formandos” usaram bilhetes de identidades de familiares, sem consentimento, para se inscreverem nos cursos e receberem a recompensa.

Os dois suspeitos da instituição e os mais de 40 residentes são suspeitos dos crimes de burla, uso de documento de identificação alheio e falsificação informática. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.

16 Jul 2026

Habitação pública | Aberto concurso para arrendar 25 lojas com “desconto”

O Instituto de Habitação abriu concurso público para arrendar 25 lojas em edifícios de habitação pública, cinco na Zona A dos Novos Aterros. Devido ao “actual ambiente de negócios”, os preços de base estão abaixo dos praticados no mercado, além de os primeiros três meses serem isentos de renda

O Instituto de Habitação (IH) abriu ontem o concurso público para o arrendamento de 25 espaços comerciais em edifícios de habitação pública na Zona A dos Novos Aterros, Mong Há, Ilha Verde, Fai Chi Kei, Taipa e Seac Pai Van. O prazo para apresentação das candidaturas termina às 17h30 de 21 de Agosto.

O IH salienta que, tendo em conta o actual ambiente de negócios, e para reforçar a competitividade no mercado dos espaços comerciais de habitação pública, “o preço base do concurso é relativamente mais baixo que o praticado pelo mercado” e foram concedidos benefícios de isenção de renda nos primeiros três meses.

O preço base do concurso varia entre 3 mil e 45 mil patacas, com as áreas úteis das lojas a variarem entre 18,50 e 562,32 metros quadrados.

Este é o segundo concurso público para arrendamento de 25 espaços comerciais em prédios de habitação pública realizado este ano. As lojas situam-se em 11 prédios.

Na Habitação Social de Mong Há – Edifício Mong Tak estão em concurso cinco lojas, duas no Edifício do Bairro da Ilha Verde, um espaço comercial no Edifício Cheng I, duas lojas Habitação Social do Fai Chi Kei (uma no Edifício Fai Tat e outra no Tamagnini Barbosa).

Na Taipa, no Edifício do Lago existe uma loja para arrendar, enquanto nos complexos de habitação social de Seac Pai Van há oito lojas para arrendar, duas no Edifício Lok Kuan e seis no Edifício Ip Heng.

Regras do jogo

O IH destaca os cinco espaços comerciais para arrendar na Zona A dos Novos Aterros (três no Edifício Tong Seng, um no Edifício Tong Chong e um no Edifício Tong Kai). Este é o terceiro conjunto de cinco espaços comerciais na Zona A, “incluindo uma clínica e uma padaria, a fim de aperfeiçoar as instalações comerciais e os apoios à vida quotidiana dos residentes na zona.”

As autoridades indicam que os espaços estão destinados “à actividade comercial geral”, entre locais de venda de comidas e bebidas com ou sem fogão. Os espaços comerciais estão abertos, entre as 09h e as 14h, à visita de interessados até ao dia 27 de Julho.

O acto público de licitação verbal terá lugar a 8 de Setembro, às 10h30 e às 15h30, na Delegação das Ilhas do IH. Os espaços são adjudicados aos concorrentes que ofereçam a renda de valor mais elevado no mesmo dia. O valor de cada lance é de 500 patacas ou do seu múltiplo. O IH irá ainda realizar uma sessão de esclarecimentos sobre as regras da licitação a 2 de Setembro.

16 Jul 2026

Futebol | Novos estatutos com China no nome e sem versão portuguesa

Com os novos estatutos, a língua portuguesa deixa de ser um meio de comunicação da AFM, e as alterações já se fazem sentir na divulgação com uma versão apenas em chinês. A AFM passa também a considerar que tem como dever obrigar os clubes a manter a neutralidade política

 

Associação Geral de Futebol de Macau-China. É este o novo nome da Associação de Futebol de Macau, de acordo com os novos estatutos que foram divulgados, ontem, no Boletim Oficial (BO).

Com esta modificação, Macau segue o exemplo de Hong Kong, que logo em 2023 alterou o nome de Associação de Futebol de Hong Kong para Associação de Futebol de Hong Kong, China.

Esta é apenas uma das várias alterações dos estatutos, que passam a contar com 69 artigos, um conteúdo mais detalhado em aspectos como a regulação das transferências entre clubes, receitas da associação, entre outros.

Para quem apenas domina o português, os novos estatutos representam uma perda de direitos, porque oficializam a relegação da língua portuguesa para segundo plano, numa situação de igualdade com o inglês. “A língua oficial da Associação Geral de Futebol de Macau-China é a língua chinesa, devendo todos os documentos e textos emitidos pela Associação ser redigidos nesta língua”, consta no artigo 8.º. “Os documentos apresentados à Associação podem ser redigidos em chinês, português ou inglês. Sempre que os documentos incluam a língua chinesa, esta prevalecerá em caso de divergência”, é acrescentado.

Este ponto contrasta com o que foi definido em 2011 no mesmo artigo: “As línguas oficiais da AFM são a língua Chinesa e a língua Portuguesa, devendo os documentos oficiais ser redigidos nessas línguas, no caso de existir alguma divergência na interpretação dos documentos a versão Chinesa prevalecerá”, era indicado. “A Língua Oficial usada na Assembleia Geral deve ser uma das línguas oficiais de Macau, com preferência para a língua Chinesa”, era acrescentado.

Esta alteração já produziu efeitos, com os novos estatutos a serem apenas publicados no BO em chinês, quando até agora tinham sido sempre publicados em ambas as línguas.

 

Neutralidade política

Com os novos estatutos, a Associação de Futebol passa ainda a entrar em campos políticos dos quais até agora tinha optado por se manter distante. Nesta área, os estatutos são mais semelhantes ao que se verifica em Portugal, com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e em Espanha, com a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), mas com diferenças políticas.

Segundo o artigo 3.º, a “Associação Geral de Futebol de Macau-China compromete-se a respeitar todos os direitos humanos internacionalmente reconhecidos e envidará esforços para promover a protecção de tais direitos”. Este artigo é semelhante ao artigo 3.º da Federação Portuguesa de Futebol: “A FPF respeita e promove a protecção dos direitos humanos”. Por sua vez, a RFEF apenas se compromete a promover “valores humanitários” no futebol e actividades relacionadas.

Outra questão abordada nos estatutos, é a neutralidade política. Os estatutos de 2011 indicavam que a AFM era “neutra em relação a assuntos políticos e questões da RAEM”. Este ponto é mantido, mas a AFM agora arroga-se o direito de levar a neutralidade para os clubes-membros: “A Associação mantém-se neutra em matéria política e religiosa, assegurando que os seus membros também mantenham essa neutralidade”, é apontado.

Com esta alteração, a AFM afasta-se do modelo espanhol, uma vez que a RFEF no artigo 1.º dos seus estatutos, tem uma alínea igual à dos estatutos de 2011. Já a FPF não aborda directamente a necessidade de manter a neutralidade política, apenas proíbe a discriminação com base em convicções.

16 Jul 2026

Cooperação | Académico diz que CPLP não se afirma junto da China

“A China não conhece a CPLP”, resumiu Luís Bernardino, professor da Universidade Autónoma de Lisboa e coronel de infantaria na reserva do Exército Português, que recentemente participou em duas conferências em Pequim, na Universidade de Estudos Internacionais de Pequim e na Embaixada de Portugal, sobre os 30 anos da organização, que se assinalam na sexta-feira.

“Uma coisa que não se conhece também não se sabe como pode tirar vantagem dessa relação”, acrescentou. Para Luís Bernardino, a organização “nunca se soube posicionar em relação ao Oriente” e continua afastada dos principais mecanismos criados por Pequim para aprofundar a cooperação com os países de língua portuguesa.

“O Fórum de Macau não é a CPLP. É um instrumento da China para facilitar a cooperação com os países lusófonos e vai continuar a crescer. A CPLP está fora desta jogada, por enquanto”, considerou.

Para Bernardino, essa realidade traduz a forma como Pequim privilegia uma abordagem simultaneamente bilateral e multilateral, estratégia que descreve como “cooperação ‘bimultilateral’”. “A China relaciona-se bilateralmente com cada país, mas cria também fóruns multilaterais que reforçam essa cooperação. É uma abordagem pragmática que mais nenhuma grande potência desenvolveu em África”, defendeu.

 

Adaptação das espécies

O especialista em Segurança e Defesa em África sublinhou que a relação da China com os países lusófonos está longe de ser uniforme. Enquanto com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) Pequim privilegia o financiamento de infra-estruturas, o comércio, o desenvolvimento e, cada vez mais, a cooperação na área da defesa, com o Brasil a relação assume uma dimensão geopolítica distinta, impulsionada pelo bloco de economias emergentes BRICS e pela cooperação entre países do chamado Sul Global.

“A China adapta a sua estratégia aos interesses que tem em cada região. Não existe uma abordagem única para todos os países da CPLP”, explicou.

No caso de Timor-Leste, Luís Bernardino considerou que a crescente importância estratégica do país no Indo-Pacífico deverá reforçar o interesse chinês, tanto pela posição geográfica como pela futura integração plena na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). “A China olha para Timor-Leste como um parceiro estratégico no Indo-Pacífico, pela sua posição nas rotas marítimas e pela crescente relevância regional”, afirmou.

 

Maior visibilidade

O investigador considerou ainda que a rivalidade estratégica entre a China e o Ocidente levou Pequim a reforçar a presença junto dos países lusófonos, sobretudo em África, onde a cooperação se expandiu para áreas como a segurança, a tecnologia e a defesa. “A cooperação deixou de ser apenas económica. A defesa tornou-se um dos pilares centrais da relação da China com praticamente todos os PALOP”, sustentou.

Essa evolução acompanha a transformação da presença chinesa em África, inicialmente centrada no apoio político aos movimentos de independência e, mais tarde, no financiamento de infraestruturas e acesso a matérias-primas.

Hoje, segundo Luís Bernardino, a estratégia inclui também formação militar, venda de equipamento, construção e modernização de portos e uma presença naval cada vez mais frequente no continente africano. “A China faz aquilo que uma potência global tem de fazer. É uma potência económica, mas sabe que também precisa de afirmar uma dimensão militar”, afirmou.

Apesar da crescente influência chinesa, Bernardino considerou que os países lusófonos, em particular os africanos, ainda não conseguiram retirar todo o partido dessa relação. “Há uma dependência crescente, sobretudo financeira. Os países têm de aprender a negociar melhor com a China e transformar esta cooperação numa verdadeira parceria estratégica, sem criar dependências excessivas”, defendeu.

O especialista considerou, por isso, que o maior desafio da CPLP, três décadas após a sua criação, passa por aumentar a sua visibilidade internacional e afirmar-se como interlocutor relevante junto de parceiros estratégicos como a China.

“A CPLP é aquilo que os Estados-membros querem que ela seja. Se os próprios países não a valorizarem nos fóruns internacionais em que participam, dificilmente outros actores globais o farão”, disse.

15 Jul 2026

Hengqin | IAS vai aumentar apoio às famílias

O Instituto de Acção Social (IAS) organizou uma reunião com representantes de associações estabelecidas em Hengqin, e prometeu introduzir mais serviços de apoio familiar na Ilha da Montanha. Segundo um comunicado divulgado ontem, a chefe do Departamento de Serviços Familiares e Comunitários do IAS, Lei Lai Peng, indicou que o plano educativo da vida familiar em Hengqin será reforçado. Estes planos incluem apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade, apoio à comunicação entre familiares, gestão e divisão de tarefas domésticas, técnicas para procurar um equilíbrio entre emprego e família. É também fornecida assistência para ajudar a lidar com relações intergeracionais, para incrementar conhecimentos tecnológicos e proteger crianças. Olhando para os próximos seis meses, as equipas das associações em Hengqin vão organizar visitas às instituições dos serviços sociais, geridas pelo Governo conjunto da zona de cooperação, relacionadas com questões familiares de bem-estar da população.

 

15 Jul 2026

Guangdong | Ex-governador e ex-líder de Henqgin expulso do PCC

A agência Xinhua anunciou ontem a expulsão de Ma Xingrui, ex-governador da província de Guangdong, do Partido Comunista da China (PCC) na sequência de uma investigação da Comissão Central de Inspecção Disciplinar, autorizada pelo Comité Central do PCC.

Como é hábito nestes casos, foi revelado que Ma Xingui “perdeu os seus ideais, convicções e orientações políticas, traiu o propósito e a missão original do PCC, violou gravemente a disciplina e as regras políticas”, negligenciou a supervisão e gestão de graves violações da disciplina e da lei, assim como de crimes, cometidos por colaboradores seus.

Importa salientar que Ma Xingui presidiu, em conjunto com o então líder do Governo da RAEM, Ho Iat Seng, à Comissão de Gestão da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin, que funciona como uma espécie de Executivo da Ilha da Montanha.

Ma é acusado de procurar benefícios para terceiros na selecção e nomeação de quadros e ao arranjar empregos para terceiros, de aceitar presentes e dinheiro em violação dos regulamentos, ao ajudar familiares a adquirir habitações a preços reduzidos ou a utilizarem o seu cargo para obterem lucros avultados. Casos que a Comissão Central de Inspecção Disciplinar categoriza como “corrupção familiar de grande escala”.

 

Perda de ideais

O ex-governador da província vizinha é também acusado de “beneficiar terceiros em operações comerciais, adjudicação de projectos e promoções, e aceitando ilegalmente avultadas quantias de dinheiro e bens, quer por conta própria, quer em conluio com familiares e pessoas especificamente ligadas a si”. Como é habitual nestes casos, não são identificadas as pessoas que terão concedidos as “avultadas quantias de dinheiro e bens”.

Além da expulsão do PCC, Ma Xingrui foi destituído de todos os cargos públicos que exercia, incluindo enquanto delegado na Assembleia Popular Nacional, os bens “obtidos ilegalmente” foram confiscados e o caso foi remetido para o Ministério Público. Frequentemente, estes processos terminam com a condenação a pena de morte, que passa a suspensa e acaba por ser comutada para prisão perpétua.

Ma é o terceiro membro do Politburo do PCC, composto por 24 membros, seleccionado durante as Duas Sessões de 2022 a ser alvo de procedimentos disciplinares.

Ma Xingrui participou em várias reuniões de trabalho com o Executivo da RAEM para cooperação no combate à pandemia, para o desenvolvimento de Hengqin, mas também em matérias económicas, fronteiriças e, inclusive recebeu Ho Iat Seng durante um périplo do Executivo de Macau por cidades da província vizinha.

15 Jul 2026

Iao Hon | Efectuada inspecção a instalações eléctricas em edifícios degradados

Seguindo a série de reuniões de segurança, após as “importantes instruções do Presidente Xi Jinping” em matérias de segurança, prevenção de cheias e resposta a desastres naturais, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam presidiu a uma reunião onde o ponto fundamental da agenda foi a segurança urbana e a promoção da manutenção e renovação de edifícios.

Segundo um comunicado do Governo emitido ontem, Raymond Tam referiu que o Governo irá criar uma base de dados de edifícios degradados e apostar na renovação urbana tendo em conta a recente revisão do regime de subsídios para a manutenção de edifícios.

Raymond Tam exigiu também a realização de inspecções conjuntas à segurança estrutural e eléctrica de edifícios nos bairros mais antigos, para identificar potenciais riscos de segurança, reduzir riscos de acidentes e proteger a segurança pública.

As primeiras inspecções às redes eléctricas tiveram como foco os sete edifícios do bloco de habitação pública do Iao Hon, com inspecções técnicas à segurança estrutural, incluindo as paredes exteriores do edifício, as lajes das áreas comuns e as escadas.

A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, em colaboração com a CEM, fez uma vistoria “exaustiva” do funcionamento e manutenção das instalações eléctricas públicas do edifício, verificando a existência de fios envelhecidos e danificados, fugas de corrente e a possibilidade de ocorrência de curto-circuitos e sobrecargas.

15 Jul 2026

Habitação | Leong Hong Sai quer mais medidas para reparar edifícios

Depois do aumento do limite do Fundo de Reparação Predial e da alteração do seu âmbito, o deputado Leong Hong Sai elogiou a revisão, mas espera que o Governo lance mais medidas.

Em declarações ao jornal Exmoo, o deputado dos Moradores deu como exemplo um caso em que são necessárias obras de manutenção nas paredes exteriores do prédio. Como este tipo de intervenção pode custar mais de um milhão de patacas, o alívio do fundo público é insuficiente. As dificuldades são maiores nos edifícios antigos, que normalmente têm poucos apartamentos, aumentando os custos da reparação para cada proprietário.

Outra questão levantada, é a necessidade de concordância de 25 por cento dos proprietários para pode accionar o fundo comum de reserva do condomínio. Leong Hong Sai apontou a dificuldade em avançar com despesas, uma vez que o nível de participação nas assembleias de condomínio é sempre demasiado baixo para obter votos suficientes.

Porém, a falta de administração, ou de empresas de gestão, é o maior obstáculo que os proprietários enfrentam para pedir o apoio do Fundo de Reparação Predial. Assim sendo, Leong Hong Sai sugeriu ao Governo a cooperação com associações, como aquela em que o deputado é vice-presidente, para apoiar no estabelecimento de administrações de condomínio, e a simplificação dos processos de pedido de subsídios para reparação predial.

15 Jul 2026

Cheias | Chan quer prevenção de acordo com “importantes instruções” de Xi

O secretário para a Segurança, Chan Tsz King, presidiu na segunda-feira a uma reunião no Centro de Operações de Protecção Civil que serviu para analisar a eficácia das operações de protecção civil, identificar riscos de segurança, avançar com medidas de prevenção de catástrofes e resposta a emergências durante a época das cheias.

O fio condutor para os trabalhos a desenvolver serão “as importantes instruções do Presidente Xi Jinping em matéria de prevenção de inundações e socorro em caso de catástrofes”, apontou o secretário. Chan referiu também a necessidade de cumprir as exigências do Chefe do Executivo no que toca ao reforço da segurança global de Macau, da salvaguarda da harmonia e a tranquilidade de Macau, bem como a segurança da vida e dos bens dos residentes.

O secretário apontou a necessidade de firmeza ideológica em áreas como prevenção e resposta a catástrofes naturais, segurança contra incêndios, e protecção da ordem pública e das infra-estruturas críticas. Assim sendo, Chan Tsz King exigiu aos líderes e supervisores que reforcem a educação e a formação ideológicas para consolidar, desde a origem, o sentido de responsabilidade e dedicação do pessoal, estabelecer valores profissionais correctos e fortalecer os alicerces ideológicos da equipa de gestão da segurança de Macau.

 

Trocado por miúdos

Em termos práticos, o secretário apelou a todos os departamentos da administração para acelerarem a preparação para prevenção de catástrofes, optimizando planos de contingência e a consolidação do stock de materiais, tendo em conta o início da época de tufões.

O secretário para a Segurança destacou também a importância de exigir responsabilidade empresarial e reforçar a supervisão para prevenir riscos que resultem do envelhecimento de edifícios, a atenção para a gestão de materiais perigosos em períodos de altas temperaturas, assim como para a segurança em eventos de grande escala e feriados. Foi também referida a importância de proteger edifícios históricos.

O governante salientou ainda que a segurança das zonas turísticas tem um impacto directo na imagem da cidade de Macau, e que é fundamental “prevenir rigorosamente os furtos, assaltos e incidentes extremos e repentinos”. Para tal, Chan pediu planos de mobilização do pessoal da linha da frente e de resposta a emergências mais robustos, para garantir a segurança de residentes e visitantes e manter a imagem de Macau como uma cidade segura, habitável e acolhedora para os turistas.

15 Jul 2026

Moda | Paulo de Senna Fernandes vence prémio de design em Londres

O designer de moda Paulo de Senna Fernandes venceu o prémio de prata nos London Design Awards, depois de ter sido distinguido em Maio numa competição realizada pela mesma entidade em Nova Iorque. Num comunicado emitido ontem, o macaense mostrou-se surpreendido. “Confesso que, diante de tantos talentos extraordinários de todos os cantos do mundo a competir no panorama da moda internacional, receber este reconhecimento é uma emoção única. Este troféu marca o meu 22.º prémio individual desde 2001, uma caminhada longa de esforço e resiliência. Para mim, é um privilégio imenso elevar o nome de Portugal e de Macau ao topo da moda global, levando a nossa identidade cultural a palcos tão prestigiados”, revelou o criador.

Paulo de Senna Fernandes acrescenta, num tom quase desportivo, que quando entra numa competição fá-lo com “mentalidade de vencer”.

Participar nestes grandes certames é uma escolha estratégica. Consolida o meu posicionamento no mercado, valoriza o meu trabalho e confere uma assinatura de exclusividade às minhas criações. Mais do que o reconhecimento pessoal, este sucesso é um selo de garantia para os meus clientes. Quero que sintam um orgulho profundo e uma confiança absoluta ao vestir uma peça com a minha autoria”, acrescenta.

Este mais recente reconhecimento do trabalho de Paulo de Senna Fernandes foi atribuído na categoria de concepção de design – moda.

Em relação ao futuro, o criador local aponta às condecorações das Ordens de Mérito, atribuídas pelo Presidente da República portuguesa.

“Sei que ainda há muitos prémios à minha espera, bastando para isso continuar a mover-me com determinação. O meu próximo grande objectivo? Ser condecorado com as Ordens de Mérito. Sei que sou capaz, e com o mesmo foco de sempre, irei conseguir”.

14 Jul 2026

Cinemateca | “A Odisseia” de Nolan e “Possessão” de Zulawski num mês de filmes infantis

Julho é o mês do Festival Internacional de Cinema Infantil na Cinemateca Paixão, com quase 20 filmes em exibição, entre animações e comédias. Porém, até ao final do mês, haverá duas escapatórias para adultos, a adaptação de Christopher Nolan do épico de Homero “A Odisseia” e a versão em 4K de “Possessão” com Isabelle Adjani

 

Na próxima quinta-feira, às 19h30, é exibido na Cinemateca Paixão o filme “A Odisseia”, realizado por Christopher Nolan. Baseado na epopeia grega de Homero, o mais recente filme de Nolan tem como protagonistas Matt Damon, no papel de Ulisses, e Anne Hathaway no papel de Penelope. O elenco conta também com Tom Holland, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Samantha Morton, Zendaya e Charlize Theron, entre outros.

Seguindo a linha da épica obra de Homero, a narrativa do filme segue o percurso do rei grego de Ítaca, Ulisses, numa longa e perigosa jornada de regresso a casa depois da Guerra de Troia. Pelo caminho, o herói interpretado por Matt Damon irá cruzar-se com seres mitológicos como o ciclope Polifemo, sereias, e a ninfa Calipso, atirando tentações aos pés de Ulisses no seu caminho para voltar à sua mulher, Penelope.

“A Odisseia” é o capítulo posterior na filmografia do aclamado realizador depois de “Oppenheimer”, que arrebatou os Óscares, Globos de Ouro, BATFA’s, entre outras distinções em festivais de cinema.

Recorde-se que Christopher Nolan chegou a ser falado como possibilidade para realizar o filme “Troia”, baseado na “Ilíada”, o outro épico da literatura da Antiga Grécia que antecede a história de “Odisseia”.

Apenas escassos 10 dias depois da estreia mundial em Londres, a cinemateca irá exibir “A Odisseia”. As sessões repetem-se nos próximos sábado e domingo, na quarta-feira (22 de Julho) e sábado (25 de Julho), sempre às 19h30. Os bilhetes custam 60 patacas.

Adjani e os miúdos

A outra proposta da Cinemateca Paixão para este mês, fora do festival de cinema infantil, é o thriller de terror “Possessão” do realizador polaco Andrzej Zulawski.

Com Isabelle Adjani e Sam Neil nos principais papéis, a película de 1981 centra-se na relação conturbada entre um espião e a sua esposa, que começa a comportar-se de uma forma cada vez mais perturbante. Com o divórcio no horizonte, casos extraconjugais, o casal acaba por se separar, com a personagem interpretada por Sam Neil a conhecer uma mulher exactamente igual à sua esposa, também interpretada por Isabelle Adjani.

Uma série de encontros violentos, mortes e mistério envolvem uma narrativa plena de elementos obsessivos e patológicos.

A versão restaurada em 4K de “Possessão” pode ser vista amanhã às 19h30, sem sessões adicionais.

Com escolas e pais

Em relação ao Festival Internacional de Cinema Infantil de Macau deste ano, hoje às 11h haverá uma sessão especial para escolas, com a exibição de “Encanto”, um filme de animação da Disney que conta a estória de uma família que vive numa casa mágica escondida nas montanhas da Colômbia, e “Sherlock Holmes e a Grande Fuga”, uma animação de Hong Kong baseada na mítica personagem criada por Arthur Conan Doyle. “Encanto” volta a ser exibido no dia 24 de Julho às 11h.

No sábado é a vez da animação “Quando Chegares à Floresta”, projectada às 14h, e duas sessões “pais-filhos” da palestra “O Meu Pequeno Mundo Vegetal”, que já estão esgotadas, conduzida por Huang Yuqi que irá partilhar a criação de micropaisagens vegetais.

Além da Cinemateca Paixão, o festival irá exibir filmes noutros locais, como a versão de animação de “A Família Adams”, no Museu de Arte de Macau, no sábado às 19h30 numa sessão para a qual já não há bilhetes.

No domingo, às 15h, a Livraria Portuguesa irá apresentar “Queres Ser Meu Vizinho”, um documentário baseado na vida de Fred Rogers, mais conhecido como Mrs Rogers, o apresentador do programa infantil “Mister Roger’s Neighborhood”, que foi transmitido na televisão durante mais de três décadas.

14 Jul 2026

São Januário | Segurança do hospital verificada a vários níveis

As infra-estruturas críticas do Centro Hospitalar Conde de São Januário foram submetidas a uma verificação de segurança, que abrangeu instalações médicas, sistemas de segurança contra incêndios, redes de abastecimento de electricidade e água e redes informáticas. Segundo um comunicado divulgado ontem pelos Serviços de Saúde, a vistoria foi realizada por uma equipa de direcção do hospital e um “grupo de inspecção especializado” composto por profissionais de controlo de infecção hospitalar, instalações e equipamentos, e segurança.

As autoridades referiram a importância de despistar os riscos de segurança das instalações e espaços envolventes do Centro Hospitalar Conde de São Januário, enquanto instituição central do sistema de cuidados de saúde públicos de Macau.

As autoridades procederam também à revisão e optimização do “sistema de gestão de emergências do hospital para responder a incidentes graves e súbitos de saúde pública, condições climatéricas extremas e falhas nas instalações”.

Foram ainda organizados exercícios de evacuação em caso de incêndio e de contingência perante falhas de sistemas, que incluíram a transferência de doentes para locais seguros.

 

14 Jul 2026

PJ | Mais três casos de filmagens e apostas online

A Polícia Judiciária (PJ) resolveu mais três casos distintos de apostas por intermediários que filmam em directo a acção em mesas de casinos de Macau, resultando na detenção de dois homens e uma mulher.

Segundo o jornal Ou Mun, a mulher foi detida no sábado num casino no Cotai, quando a sua postura em frente a uma mesa de bacará levantou suspeitas. As autoridades indicam que a mulher terá modificado uma saia para esconder a lente da câmara que estava ligada ao seu telemóvel para transmitir o jogo em directo ao mesmo tempo que recebia instruções para fazer apostas através de auscultadores.

Após ter sido apanhada, a suspeita terá tentado danificar a câmara com o intuito de destruir provas. As autoridades acrescentam que a suspeita terá feito o mesmo tipo de operação por quatro vezes desde o fim de Junho, e terá recebido 300 mil dólares de Hong Kong para fazer apostas em nome de terceiros.

Os outros dois casos aconteceram na sexta-feira e no sábado, na NAPE, com contornos semelhantes.

Importa referir que estes casos têm surgido com alguma frequência nos últimos tempos nos casinos de Macau, passando a ser tema recorrente nas conferências de imprensa da PJ.

14 Jul 2026

Aeroporto | Voos para Cheongju a partir de Dezembro

A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) anunciou ontem que a companhia aérea de baixo custo sul-coreana Aero K submeteu um pedido formal para a obtenção de horários de voo para Cheongju. Segundo o comunicado citado pela Rádio Macau, o objectivo da transportadora é iniciar as operações em Dezembro, uma intenção que se enquadra no plano de gradual para novos destinos.

Paralelamente, a Air Macau reactivou a ligação directa entre a RAEM e a cidade de Fukuoka, no Japão. O reinício desta rota aérea estratégica visa “estreitar os laços económicos e turísticos”, permitindo que residentes e visitantes se desloquem com maior facilidade e frequência entre as duas cidades.

No que diz respeito a ligações para o Japão, actualmente, o terminal de passageiros de Macau conta com uma oferta de três ligações directas para Tóquio, Osaka e Fukuoka. Apesar dos cancelamentos motivados pela subida internacional do preço do petróleo, a administração aeroportuária prevê que uma maior estabilidade nos preços pode impulsionar a retoma sustentável da procura pelos voos.

Como parte do seu plano estratégico de recuperação, o Aeroporto de Macau indicou ainda ir focar-se na consolidação da sua rede de rotas internacionais. A prioridade máxima passa por reforçar a presença comercial nos mercados competitivos do Sudeste e Nordeste Asiático, estabilizando e potenciando o fluxo para o Japão. Esta estratégia visa diversificar o perfil dos passageiros e responder eficazmente à procura global.

 

14 Jul 2026

Turismo | Guias sofrem de subemprego no Verão

Apesar de Macau estar na época alta do turismo de Verão, o presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau, Paul Wong, alertou que os números estão longe de satisfazer a oferta no mercado a nível dos guias turísticos. A posição foi tomada em declarações prestadas ao canal chinês da Rádio Macau.

Paul Wong reconheceu que o número de excursões apresentou uma tendência de subida e que os motoristas de autocarros têm um volume de trabalho suficiente. No entanto, a quantidade actual de excursões não chega para satisfazer as necessidades de trabalho dos guias turísticos.

Paul Wong explicou que as excursões nesta altura do ano provêm principalmente do Interior da China, consistindo sobretudo em viagens familiares e de estudo, com uma média diária de cerca de 100 a 200 grupos.

Por seu turno, o presidente da União dos Guias Turísticos de Macau, Lei Man Hou, indicou que o movimento de excursões em Maio e Junho foi calmo do que o antecipado, pelo que afirmou que os guias locais trabalharam “escassos dias” por mês. Embora as visitas de estudo sustentem a actividade nos meses de Julho e Agosto, o responsável salientou que o número de excursionistas sofreu uma redução de 15 por cento em termos anuais, facto que faz com que os guias turísticos enfrentem, de uma forma geral, uma situação de subemprego.

14 Jul 2026

Alfândega | Coutinho denuncia sobrecarga de trabalho e falta de pessoal

Sobrecarga de trabalho, criação de novas tarefas, falta de pessoal e perda de recursos humanos jovens estão a condicionar a labuta diária dos trabalhadores dos Serviços de Alfândega, segundo Pereira Coutinho. O deputado pergunta que planos tem o Governo para contornar a situação

 

O deputado Pereira Coutinho indicou ontem ter recebido pedidos de apoio de funcionários dos Serviços de Alfândega (SA)que se queixam do “aumento novas tarefas, a sobrecarga trabalho derivado da nítida falta de pessoal e a desestruturação da gestão de pessoas”. Numa interpelação escrita, o legislador refere que a situação de ruptura que se vive resultou no “crescente adoecimento físico e mental destes trabalhadores”, um “quadro preocupante que exige a atenção imediata das entidades tutelares”.

O deputado menciona o regime de trabalho por turnos, com plantões nocturnos e jornadas de trabalho que podem ultrapassar as 14 horas, provocando elevado desgaste físico, problemas musculares, perturbações neurológicas e esgotamento psicológico. Estes são alguns dos factores com que Pereira Coutinho justifica a saída de jovens agentes dos SA que invocam “razões de saúde”

Assim sendo, o deputado pergunta “que tipo de suportes psicológicos e médicos estão a ser disponibilizados aos trabalhadores das unidades mais pressionadas”, para prevenir o esgotamento e reduzir o stress laboral.

Outra questão apontada por Coutinho, é a perda de talentos jovens, “uma realidade documentada, com relatos de que cerca de 10 por cento dos jovens trabalhadores na sua totalidade licenciados deixam a instituição” devido à falta de correspondência entre habilitações académicas e tarefas “de lana caprina’” a que são incumbidos.

Problema de equilíbrio

O deputado refere também aquilo que designa como um “desequilíbrio significativo” nas estruturas de recursos humanos, com uma proporção entre quadros dirigentes e trabalhadores operacionais de 1 para 10, o que leva a um “desajustamento do pessoal nos níveis superiores e escassez crítica na base operacional”.

A soma destes factores resultou na “sobrecarga insustentável para os que permanecem na linha da frente, com repercussões graves na sua saúde e na qualidade do serviço prestado”. Coutinho sugere um plano de reafectação de pessoal para tratar de funções administrativas, de forma a libertar os agentes da linha da frente a reduzir a sobrecarga de trabalho.

A falta de progressão de carreira é outro dos problemas realçados por Pereira Coutinho. “Nos processos de promoção, além de um sistema de carreira extremamente congestionado, onde muitos trabalhadores permanecem uma década no mesmo posto”, o deputado argumenta que 60 por cento dos trabalhadores estão descontentes com o “actual sistema de avaliação de desempenho”.

14 Jul 2026

TUI condena Politex a pagar mais de 91 milhões de HKD em indeminizações

O Tribunal de Última Instância (TUI) divulgou ontem a resolução de 16 processos judiciais que opunham compradores de fracções no complexo habitacional Pearl Horizon, que nunca chegou a ser construído, condenando a Polytex a pagar indeminizações no total superior a 91,2 milhões de dólares de Hong Kong (HKD).

As indeminizações dizem respeito às quantias entregues pelos compradores à empresa que iria edificar e vender os apartamentos na Areia Preta, que foram classificadas como sinais em contratos-promessa de compra e venda. Como dita a lei, caso o comprador incumpra a promessa, perde o direito a recuperar o sinal, mas quando o negócio não avança devido ao vendedor que já recebeu o sinal, este terá de compensar o comprador com o dobro do sinal.

Nos tribunais de instâncias superiores correram processos em que os compradores pediam a resolução do contrato e o pagamento de indeminizações. Dos 16 processos, em apenas dois casos as instâncias inferiores consideraram que “a indemnização determinada pelo valor do sinal era manifestamente excessiva, procedendo à sua redução”. O TUI manteve estas decisões, e em ambos os casos os compradores obtiveram uma habitação para troca do Governo da RAEM.

Mesmo assim

Na decisão do TUI, o colectivo não atendeu à posição da Polytex de que o incumprimento dos contratos-promessa se deveu à conduta da Administração que terá impossibilitado a construção e o aproveitamento da concessão do terreno até ao fim do seu prazo.

O colectivo de juízes indica também que quando foram celebrados os contratos com os compradores, “a Polytex tinha perfeito conhecimento de que o prazo de aproveitamento da concessão do terreno era exíguo, tendo-se, não obstante, obrigado a construir e a entregar as fracções autónomas”. Além disso, o TUI refere que a Polytex assumiu em 2014 a culpa pelo atraso no aproveitamento do terreno, que resultou no pagamento de uma multa.

14 Jul 2026

Metro Ligeiro | Ella Lei pede melhoria nos serviços e acessos

Após ter sido revelado que 97 por cento dos trabalhadores do metro são residentes locais, a deputada da FAOM pede que esta mão-de-obra seja mantida e a pedra basilar do futuro desenvolvimento deste meio de transporte

 

A deputada Ella Lei sugeriu que o desenvolvimento futuro do Metro Ligeiro deve focar-se na melhoria dos serviços actuais. A mensagem foi deixada ao jornal Ou Mun, após um comunicado da Sociedade do Metro Ligeiro a defender que o desenvolvimento dos serviços de excelência tem por base uma mão-de-obra 97 por cento local.

A legisladora ligada à Federação das Associações dos Operários (FAOM) apontou que a Linha Leste do Metro Ligeiro entrará em serviço dentro de alguns anos, ao mesmo tempo que avança a construção de outras linhas. Como tal, Lei considera fundamental assegurar uma reserva de trabalhadores locais qualificados para desenvolver este meio de transporte.

Ella Lei sublinhou que, embora a maioria dos funcionários seja actualmente de Macau, a formação de quadros deve concentrar-se na equipa de gestão e na manutenção das carruagens, além da capacitação do pessoal da linha da frente.

A deputada acrescentou que a operação do Metro Ligeiro ainda está numa fase inicial, pelo que a experiência de gestão precisa de ser acumulada, sendo a manutenção técnica essencial para garantir a segurança operacional. Observou ainda que a crescente proporção de trabalhadores locais reflecte a eficácia inicial do mecanismo de promoção da empresa, sugerindo que este continue a ser aperfeiçoado para reter os profissionais na região.

Tiro às avarias

Quanto às avarias registadas nos últimos anos, a membro da FAOM defende que a empresa precisa de analisar as causas dos incidentes para rectificar a situação, e utilizar a experiência acumulada para reduzir frequência das emergências.

A deputada prevê também que as necessidades de deslocação da população aumentem à medida que a rede do Metro Ligeiro se expande. Por esta razão, espera que as autoridades preparem devidamente as medidas complementares e as aplicações digitais, recordando que o Governo já planeou a introdução de vários meios de pagamento, elementos publicitários e uma maior precisão nos anúncios das estações.

Além disso, a legisladora apontou a existência de problemas de ligação nas proximidades das estações, exemplificando com o progresso lento das obras de instalações para peões, tais como as passagens superiores na Linha da Taipa. Face a isto, Ella Lei apelou ao Governo para que acelere as obras de ligação em torno das actuais estações do Metro Ligeiro.

14 Jul 2026

Pequim reitera ilegalidade de decisão arbitral sobre mar do Sul da China

A China reiterou hoje que a decisão arbitral de 2016 sobre o mar do Sul da China é “ilegal, nula e sem força vinculativa”, a dois dias do décimo aniversário do acórdão.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que Pequim “não aceita nem reconhece” a decisão e também não aceitará “quaisquer reivindicações ou acções baseadas no acórdão”.

Mao referia-se à decisão proferida em 2016 pelo Tribunal Permanente de Arbitragem, em Haia, favorável às Filipinas, num processo relativo a várias zonas disputadas no mar do Sul da China.

“O chamado acórdão não tem qualquer relação com o Código de Conduta”, afirmou a porta-voz, instando os Estados Unidos a não utilizarem a decisão para “criar obstáculos” à conclusão desse mecanismo.

O Código de Conduta é um documento que a China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) estão a negociar há vários anos para estabelecer regras de comportamento no mar do Sul da China, onde Pequim mantém disputas territoriais com vários países da região.

O mecanismo visa desenvolver a Declaração sobre a Conduta das Partes no mar do Sul da China, assinada em 2002 pela China e pela ASEAN como quadro político para prevenir incidentes e gerir as tensões naquelas águas.

Mao afirmou que o futuro código representa um “importante consenso” entre a China e os países da ASEAN e acrescentou que Pequim mantém o compromisso de acelerar as consultas com o bloco para alcançar um acordo “o mais rapidamente possível” e “salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade” na região.

 

Pontos de vista

A China reclama soberania sobre a quase totalidade do mar do Sul da China, uma região estratégica por onde passa cerca de 30 por cento do comércio marítimo mundial e que alberga importantes recursos haliêuticos e potenciais reservas de hidrocarbonetos. As reivindicações de Pequim sobrepõem-se às de Filipinas, Vietname, Malásia, e Brunei.

O acórdão de 2016 invalidou a base jurídica de várias reivindicações chinesas naquelas águas e deu razão a parte dos argumentos apresentados por Manila, ao considerar que várias zonas disputadas se encontram na zona económica exclusiva das Filipinas.

As tensões entre a China e as Filipinas intensificaram-se desde a chegada ao poder do Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., em 2022, com frequentes incidentes envolvendo navios e aeronaves dos dois países e um reforço da cooperação em matéria de defesa entre Manila e Washington.

13 Jul 2026

Desastres Naturais | Governo reúne para exigir melhor preparação

Segundo a versão oficial, o encontro agendado pelo Chefe do Executivo visou “implementar uma série de importantes instruções do Presidente Xi Jinping sobre a prevenção de inundações e socorro em catástrofes”

 

Face aos desafios de Verão, como as inundações e tufões, o Chefe do Executivo exigiu aos serviços que melhorem “ainda mais o trabalho da segurança geral”, de forma a assegurar “a harmonia e tranquilidade da conjuntura de Macau e a segurança da vida e dos bens da população”. A mensagem foi deixada durante uma reunião realizada na sexta-feira, e divulgada em comunicado.

O encontro foi convocado por Sam Hou Fai para “implementar uma série de importantes instruções do Presidente Xi Jinping sobre a prevenção de inundações e socorro em catástrofes, a prevenção resoluta de ocorrência de incidentes graves e a salvaguarda efectiva da segurança da vida e dos bens do povo”.

As instruções do Chefe do Executivo focaram seis áreas diferentes, a começar pela identificação e resposta a “riscos de incêndio e de segurança em estaleiros de construção, bem como, na prevenção e preparação para desastres extremos, como ventos, chuvas e marés”. Em segundo lugar, Sam pediu o reforço da segurança nos “estabelecimentos relevantes, bairros antigos e durante os feriados principais”, ao mesmo tempo que se avança com a renovação urbana.

O líder do Governo pediu também que se efectuem “seriamente os trabalhos de prevenção de inundações, ventos e marés” e o reforço da “previsão meteorológica” e dos “alertas de condições meteorológicas extremas”.

Melhorar a resposta

Ao mesmo tempo, foi pedido aos serviços para elevarem “o nível das capacidades das equipas de socorro profissionais de Macau” e para optimizarem “o sistema de gestão de contingência de protecção civil e também contra incêndios”.

O esforço não se fica apenas por medidas entre os serviços, Sam Hou Fai também exigiu a intensificação da “educação da população em geral sobre a consciência de segurança”, tendo em conta a luta contra incêndios, prevenção, redução e acções de salvamento em catástrofes.

Finalmente, o líder do Executivo pediu o reforço da “colaboração com as principais associações para identificação de todos os tipos de riscos, mobilizando a força das associações para ajudar a despistar diferentes tipos de riscos em habitações”.

Além de Sam Hou Fai e dos secretários do Governo participaram ainda na reunião o presidente da Assembleia Legislativa, André Cheong, a presidente do Tribunal de Última Instância, Song Man Lei, a comissária contra a Corrupção, Ao Ieong Seong, o Comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários, Leong Man Cheong e o director-geral dos Serviços de Alfândega, Adriano Marques Ho.

13 Jul 2026