UTM | Sam Hou Fai pede maior alinhamento com Hengqin

O Chefe do Executivo defendeu que a Universidade de Turismo de Macau deve “intensificar a organização e planeamento estratégico” tendo em conta a futura Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin, fazendo a devida actualização pedagógica

 

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, deixou recados à Universidade de Turismo de Macau (UTM) na cerimónia de graduação de estudantes, que aconteceu na passada quinta-feira. Os recados vão no sentido de adaptação ao futuro do ensino e trabalho, passando por Hengqin.

“Esperamos que a Universidade de Turismo de Macau intensifique a sua organização e planeamento estratégico no sentido de acelerar a sua integração na estrutura da Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin”, disse no seu discurso.

O governante pediu à UTM que “aprofunde a colaboração entre [as áreas de] indústria-universidade-investigação”, e que amplie acordos no que diz respeito a “intercâmbios académicos, estágios práticos, treino e inovação científica e tecnológica”.

Outro recado deixado pelo Chefe do Executivo surgiu no sentido de a UTM dever estar “estreitamente alinhada com as necessidades do desenvolvimento nacional e da RAEM, optimizando continuamente o conteúdo de disciplinas e a configuração de cursos”, tendo em conta o contexto de integração regional crescente de Macau com a província de Guangdong.

A ideia é que haja “um alinhamento preciso entre a formação de talentos e o desenvolvimento industrial, oferecendo um sólido suporte humano e intelectual ao desenvolvimento duradouro da nação e da RAEM”.

Quase metade com trabalho

Num outro comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social, são citados dados de empregabilidade dos graduados da UTM, tendo em conta um inquérito realizado no ano lectivo de 2024/2025. Assim, “dos diplomados que terminaram a licenciatura, 48,5 por cento começaram a trabalhar meses após a graduação”, pelo que quase metade dos licenciados consegue emprego pouco tempo após terminar o curso, segundo a instituição de ensino superior.

Além disso, “33,7 por cento optaram por prosseguir os seus estudos”, sendo que, dos alunos que seguem para o nível de mestrado, “66 por cento começaram a trabalhar meses após a graduação”. De destacar que apenas 8 por cento destes alunos “decidiram continuar a estudar”, ou seja, partindo para a fase de doutoramento.

No discurso da cerimónia de graduação, Sam Hou Fai lembrou que a UTM já formou “sucessivas gerações de profissionais altamente qualificados, dotados de sólidos conhecimentos técnicos, boas competências gerais e visão internacional”.

“Muitos dos ex-alunos encontram-se activamente na linha da frente da indústria cultural e turística, em Macau e no exterior, contribuindo de forma significativa e positiva para o desenvolvimento do turismo local e para a diversificação adequada da economia”, acrescentou o governante.

22 Jun 2026

Economia | Johnson Ian defende a substituição de TNR

Johnson Ian, ex-candidato a deputado, considerou que o grande prémio para o consumo nas zonas comunitárias tem um impacto cada vez menor na promoção da economia local. A reacção surge depois da ronda mais recente da iniciativa ter terminado na passada quinta-feira, e consta na coluna de opinião publicada no jornal Sou Pou.

Num cenário em que há cada vez maiores dificuldades de consumo, Johnson Ian apontou que a solução para os problemas da economia terá de passar pela substituição dos trabalhadores não-residentes (TNR) por trabalhadores locais.

O também ex-jornalista defende que só com um mercado de emprego estável para os residentes é possível haver confiança no futuro e aumentar o nível de consumo. Ian também argumenta que actualmente o número de cerca de 180 mil TNR ainda é demasiado elevado, e que muitos residentes locais sofrem concorrência desleal em termos do valor do salário e de outras exigências no acesso aos postos de trabalho.

O ex-candidato a deputado também criticou a eficácia das feiras e sessões de emparelhamento de emprego realizadas pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). Segundo as contas feitas por Ian, se as feiras tivessem sido bem sucedidas na contratação de residentes teriam criados 30 mil novos empregos.

Johnson Ian defende assim que é necessário o Governo reduzir de forma razoável o número de TNR nas categorias de empregos em que existem recursos locais para desempenhar as funções.

22 Jun 2026

Empresas públicas | Avaliação de desempenhos abaixo de 85 pontos

Nenhuma das 16 empresas com capitais públicas cujo desempenho foi avaliado pela Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP) conseguiu atingir 85 pontos, numa escala de 0 a 100 pontos. A informação sobre a avaliação do desempenho de exploração e funcionamento do ano passado foi divulgada no portal oficial da DSSGAP.

Em termos das empresas com um fim comercial, a UMCERT Investigação e Ensaios em Engenharia e a Sociedade para o Desenvolvimento dos Parques Industriais de Macau conseguiram os melhores resultados, com uma avaliação de “A-”, o que significa entre 80 e 84 pontos.

Nesta categoria as piores classificadas foram a Inovação Tecnológica da UPM, Centro de Comércio Mundial Macau e Macau Renovação Urbana, com uma avaliação de “B”, o que significa mais de 70 pontos, mas menos do que 75 pontos. Em termo das empresas que têm um objectivo social, a melhor classificada foi o Centro de Ciência de Macau, com uma avaliação de “A-”.

No pólo oposto, a Companhia de Consultadoria em Educação da Universidade de Turismo de Macau na Zona de Cooperação Aprofundada teve a pior classificação com “B-”, o que significa menos de 70 ponto, mas mais de 65 pontos.

22 Jun 2026

Criminalidade | Aumento anual de 1,3% no primeiro trimestre

O ano começou com mais crimes e ocorrências graves, de acordo com o Balanço da Criminalidade feito pelo Governo. Apesar desta tendência, os dados oficiais mostram que até Março não foram registados homicídios em Macau

O ano arrancou com um aumento da criminalidade, e até Março foram cometidos 3.332 crimes, mais 43 crimes do que no mesmo período do ano passado, quando tinha havido 3.289 ocorrências. Os dados constam do Balanço da Criminalidade, revelado no final da semana passada pelas autoridades.
“Embora o número total de crimes em Macau tenha registado uma ligeira subida de 1,3 por cento em comparação com o período homólogo de 2025, os crimes violentos tais como o homicídio, o rapto e as ofensas corporais graves continuam a manter uma taxa zero ou uma taxa de ocorrência muito baixa”, foi considerado no relatório.

Os dados mostram que os crimes contra a pessoa estão a crescer a um ritmo acelerado, com uma subida de 15,9 por cento no espaço de um ano. Este ano foram registados 655 crimes contra a pessoa, quando no ano passado o número tinha sido de 565. O aumento foi explicado com mais ofensas simples à integridade física (325 crimes, mais 10,9 por cento), ameaças (43 crime, mais 26,5 por cento) e ainda os crimes classificados como outros (226 crimes, mais 27,7 por cento).

“No âmbito deste tipo de crimes, o número de casos de ofensa simples à integridade física registou uma subida relativamente maior, sendo os pontos turísticos, casinos e hotéis e suas redondezas os locais de maior incidência”, foi indicado. “Face a esta situação, a Polícia intensificou o patrulhamento e vigilância nos referidos locais e reforçou o mecanismo de cooperação e de comunicação com as empresas de lazer”, foi acrescentado. No primeiro trimestre não houve qualquer registo de homicídios, à imagem do período homólogo.

Mais criminalidade violenta

O relatório mostra também que a criminalidade violenta está a crescer, com 63 ocorrências, quando até Março de 2025 tinham sido registadas 56, uma diferença de 12,5 por cento. Este aumento deve-se principalmente aos crimes de tráfico e venda de drogas (19 crimes, mais 58,3 por cento) e fogo posto (12 crimes, mais 20 por cento).

“Neste tipo de crimes, o número de casos de tráfico e venda de drogas registou uma subida relativamente maior, pelo que a polícia continuou a promover o aperfeiçoamento das tabelas anexas à ‘Lei de Combate à Droga’ e aprofundou a cooperação na repressão de drogas com os serviços de correios e os sectores de logística e de transporte aéreo, prevenindo de forma rigorosa a entrada de drogas em Macau”, foi relatado.

A nível das violações, o início do ano trouxe uma redução de 10 para sete crimes, uma diferença de cerca de 30 por cento.

Menos burlas

Ao contrário dos crimes violentes e contra pessoas, os relatório mostra que houve menos burlas no primeiro trimestre do ano. As ocorrências daquele que é um dos principais crimes em que os residentes são as vítimas apresentou uma redução de 10,6 por cento, com 496 ocorrências.

No período homólogo o número de crimes tinha sido de 555. “O número de casos de burla que envolvem telecomunicações tem vindo a diminuir, o que reflecte um aumento significativo da consciência dos cidadãos para a prevenção de burla”, foi considerado pelas autoridades. Ao mesmo tempo, foi indicado que um dos factores que conduziu à redução das ocorrências são os esforços de maior promoção sobre os perigos de burlas.

Taxistas bem comportados

No primeiro trimestre do ano, os taxistas cometeram menos irregularidades, com uma redução de 25,7 por cento, de 773 ocorrências até Março de 2025 para 574 irregularidades registadas no primeiro trimestre deste ano.

A maior parte das irregularidades foram classificadas como outras infracções, com um total de 512. Porém, também houve menos casos de recusa de transporte, 54 registos, quando no período homólogo tinham ocorrido 129, e menos cobranças abusivas de tarifas, com 6 registos, quando até Março de 2025 tinha havido 13 ocorrências.

22 Jun 2026

Plano Quinquenal | Sugerido exemplo de investimento do Dubai

Decorreu na última quinta-feira mais uma sessão de consulta pública a propósito do 3º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da Região Administrativa Especial de Macau (2026-2030).

Nesta sessão, descreve uma nota oficial, “alguns representantes sugeriram tomar como referência a experiência do Dubai”, nomeadamente para a utilização “das receitas existentes para investir em infra-estruturas, de modo a impulsionar a transformação económica de longo prazo”.

Além disso, foi proposto o desenvolvimento de projectos que juntem as áreas da “indústria-universidade-investigação”, com a “participação do sector comercial e industrial local”, bem como a necessidade de “apoio à internacionalização da indústria manufactureira e das marcas de Macau”. A sessão de consulta pública destinou-se aos sectores de educação, juventude, cultura, comunidade macaense e desporto. A consulta pública termina no dia 28 de Junho.

22 Jun 2026

CCAC | Queixas e denúncias em 2025 cresceram 26,4%

No ano passado, o Comissariado Contra a Corrupção recebeu 971 queixas e denúncias, mais 26,4 por cento face a 2024, em grande parte devido às eleições legislativas. Quase 95 por cento das queixas e denúncias foram apresentadas por cidadãos

No ano passado, o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) recebeu 971 queixas, denúncias e fontes de notícias, de acordo com o relatório do organismo liderado por Ao Ieong Seong relativo ao ano de 2025. Face ao ano anterior, 2025 foi sinónimo de um incremento de queixas superior a 26,4 por cento.

O aumento deve-se, em parte, às 153 queixas e denúncias relativas às eleições legislativas realizadas a 14 de Setembro do ano passado. Sem os “incidentes” eleitorais, as queixas e denúncias de 2025 teriam aumentado apenas 6,5 por cento face a 2024.

Ainda em relação ao sufrágio para a Assembleia Legislativa, as mais de uma centena e meia de queixas resultaram em 30 investigações do CCAC, que motivaram cinco casos encaminhados para o Ministério Público devido a alegados fortes indícios de criminalidade. Destaque ainda para o facto de as últimas eleições legislativas terem gerado um aumento de 11 por cento de queixas, em relação ao sufrágio de 2021.

Na mensagem assinada pela comissária para a Corrupção, Ao Ieong Seong, refere-se que “o CCAC envidou todos os esforços no combate à corrupção eleitoral e à repressão de todos os tipos de irregularidades, promovendo uma cultura eleitoral saudável na sociedade”.

Ainda em relação ao sufrágio, o CCAC refere que se registou um caso de contravenção sancionado com multa administrativas, ou seja, fora da acção penal.

Ao Ieong Seong indica que “no novo ano, o CCAC, além de se empenhar no combate e na prevenção da corrupção”, na fiscalização, “irá continuar a pôr em prática, de forma reforçada, a visão governativa do Chefe do Executivo”.

Quem é quem

A vasta maioria das queixas e denúncias recebidas pelo CCAC no ano passado foram apresentadas por cidadãos (94,6 por cento), enquanto 2 por cento foram remetidas por entidades públicas, num total de 20 incidentes. Já os casos que resultaram da iniciativa do CCAC, totalizaram 23 no ano passado.

Entre as 919 queixas apresentadas por cidadãos, quase 42 por cento foram feitas sob anonimato. Quanto à forma de apresentar queixas e denúncias, o CCAC afirma esperar que “os cidadãos optem mais por apresentação de denúncias com identificação na plataforma online” (…), facilitando o desenvolvimento de processos, a sua investigação e os trabalhos da recolha de provas.

Quanto aos casos instruídos, no ano passado totalizaram 191 processos (sem incluir os relacionados com as eleições), 109 dos quais respeitantes ao sector público e 82 respeitantes ao sector privado. Além disso, foi concluída a investigação de 114 processos, 73 dos quais no sector público e 41 no privado. Dos 114 processos, a larguíssima maioria resultou em arquivamento (105), com apenas nove a serem encaminhados para o Ministério Público.

Quanto aos processos respeitantes ao sector público, os relacionados com a área da segurança e a área dos assuntos sociais e cultura ocuparam a maior percentagem. O número de processos destas duas áreas representou mais de 60 por cento do número total de processos instruídos relacionados com o sector público. A larga maioria destes processos resultou de abusos relativos a faltas por doenças e falsas declarações no registo de assiduidade.

Neste domínio, o CCAC sublinha que “é imperativo reforçar a sensibilização para a integridade do pessoal das referidas áreas para que se mantenha sempre em alerta”.

No sector privado, o relatório de 2025 vinca uma tendência que vem de trás, com a prevalência de processos principalmente “relacionados com a solicitação de subornos por parte dos chefes das empresas integradas de turismo e lazer”, e “litígios relativos à reparação e administração de edifícios”.

Tomar o pulso

Como é hábito, o relatório anual do CCAC realça alguns casos numa lista que categoriza como “olhar em retrospectiva”.

Um dos processos que salta à vista é relativo a um agente do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) que terá “obtido de forma fraudulenta baixa médica”, que aproveitou para passear e tomar refeições no Interior da China, em vez de ter “permanecido em casa para descanso”.

A investigação apurou que o agente declarou no ano passado ter sofrido uma lesão no pulso resultante de um acidente enquanto estava em serviço. O CCAC indica que esta justificação foi usada para faltas contínuas ao serviço durante quase quatro anos, entre 2015 e 2019. Durante período, o agente continuou a receber o salário, num total de quase 900 mil patacas.

No entanto, apesar de continuar a alegar lesões no pulso, e a conseguir atestados médicos, o agente conduzia frequentemente um motociclo “e participou duas vezes no exame prático de condução de veículos pesados de mercadorias”.

Além disso, entre 2016 e 2019, participou em torneios de bowling, tendo sido premiado várias vezes. Aliás, a partir de 2017, o agente passou a integrar a selecção de bowling de Macau e participou nos respectivos estágios de treinos.

O CCAC indica ainda que o agente saiu frequentemente de Macau “durante o período de faltas por doença, por mais de 300 vezes, incluindo em deslocações que envolveram viagens de avião para o exterior com a família”.

Foi também investigado no ano passado um caso de um médico da Direcção dos Serviços Correcionais (DSC) que também abusou do regime de faltas por motivo de doença, encontrando-se no exterior durante os períodos de baixa médica.

Entre 2018 e 2024, o suspeito contactou vários médicos amigos (de instituições médicas públicas e privadas de Macau) que lhe passassem vários atestados médicos ou comprovativos de faltas por acompanhamento familiar. Em simultâneo, a investigação apurou que “o médico em causa exercia outras funções remuneradas a tempo parcial sem conhecimento e consentimento do Serviço onde exercia funções”.

18 Jun 2026

CPSP | Confirmado afastamento de Leong Heng Hong

O gabinete do secretário para a Segurança publicou um aviso no Boletim Oficial a declarar que a comissão de serviço de Leong Heng Hong como segundo-comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) cessou “automaticamente”.

O responsável está envolvido num caso de exploração de prostituição e o afastamento resulta do facto de o juiz de instrução criminal lhe ter aplicado a medida de prisão preventiva. Leong encontra-se a aguardar julgamento no Estabelecimento Prisional de Coloane num processo em que é suspeito da prática dos crimes de associação ou sociedade secreta, corrupção passiva para acto ilícito, e de favorecimento pessoal praticado por funcionário. O ex-segundo-comandante do CPSP é um dos três agentes desta força policial envolvido neste caso.

18 Jun 2026

UTM | Cursos em Hengqin ajudam a aumentar novas matrículas

A vice-reitora da Universidade de Turismo de Macau (UTM), Loi Kim Leng, revelou que, até terça-feira, o número de novas admissões para o próximo ano lectivo aumentou cerca de 25 por cento face ao ano passado, prevendo que as aulas sejam retomadas com mais de 1.200 novos estudantes.

Em declarações citadas pelo canal chinês da Rádio Macau, a responsável afirmou que um dos factores que explica o aumento de alunos prende-se com o início de cursos de pós-graduação da UTM na Cidade Universitária de Educação Internacional de Macau e Hengqin no próximo ano lectivo.

À margem da Cimeira de Estudantes de Educação Turística, Loi Kim Leng indicou que a UTM assinou acordos com instituições educativas estrangeiras, para estabelecer um centro de desenvolvimento de quadros qualificados na área de inovação e tecnologia no campus em Hengqin. O objectivo é aumentar o número de profissionais qualificados internacionais para Macau, Hengqin e a Grande Baía.

Por seu turno, a reitora-adjunta da Faculdade de Gestão da Universidade Zhongshan, Wu Chenguang, sugeriu aos congéneres de Macau a utilização de Inteligência Artificial para fortalecer a indústria turística, promovendo o desenvolvimento da big health e o turismo cultural.

A responsável acrescentou que Macau deve aproveitar a zona de cooperação em Hengqin para criar um ecossistema turístico, permitindo aos visitantes chineses uma passagem por Macau antes de embarcarem para destinos internacionais.

18 Jun 2026

Quadros qualificados | Kong Chi Meng continua à frente de comissão

Além de manter a confiança no director da DSEDJ como líder da comissão responsável pelo desenvolvimento de talentos, Sam Hou Fai também renovou a nomeação Che Weng Keong como presidente do IPIM

O director dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, vai continuar a ser o secretário-geral da Comissão de Desenvolvimento de Quadros Qualificados (CDQQ), a tempo parcial. A informação foi divulgada ontem no Boletim Oficial, através de um despacho assinado pelo Chefe do Executivo, e a nomeação vai vigorar por um ano.

Esta é a segunda vez que o mandato de Kong como secretário-geral da comissão é renovado, depois de ter sido escolhido para o cargo em Agosto de 2023, por Ho Iat Seng. Durante o próximo ano, Kong vai ter uma remuneração mensal de 28.200 patacas pelo desempenho destas funções, que acumula com o cargo de director da DSEDJ.

Além da renovação do mandato de Kong Chi Meng, Sam Hou Fai também optou por manter Wong Kin Mou como secretário-geral adjunto na CDQQ. As funções são desempenhadas a tempo inteiro. O novo mandato tem a duração de um ano, e segundo a informação publicada no Boletim Oficial, Wong vai receber 79.900 patacas por mês, para o desempenho das funções.

A CDQQ foi criada em 2014, ainda durante o período de Fernando Chui Sai On como Chefe do Executivo, e tem como funções definir a estratégia de desenvolvimento de quadros qualificados do território, tanto ao nível da formação como de retenção de profissionais.

IPIM sem alterações

Através da edição de ontem do Boletim Oficial foi também revelado que Sam Hou Fai renovou o mandato de Che Weng Keong como presidente do Conselho Administrativo do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM).

Che Weng Kong é nomeado no regime de “comissão eventual de serviço”, uma vez que se encontra ligado ao gabinete da secretária para a Economia e Finanças, na condição de assessor. Che foi nomeado para as funções actuais no Verão do ano passado e segundo a renovação do mandato vai manter-se na posição, em condições normais, até 6 de Fevereiro do próximo ano.

O IPIM tem como funções atrair investimento para Macau e apoiar as empresas locais na exploração de novos mercados, assim como promover a indústria de convenções e exposição. Parte destes esforços são virados para o intercâmbio económico com os Países de Língua Portuguesa.

18 Jun 2026

Impostos | Simplificada importação de bebidas espirituosas e tabaco

O Governo quer simplificar a importação de bebidas espirituosas e produtos de tabaco, propondo o pagamento do imposto do consumo na altura de desalfandegamento dos bens importados. A proposta foi apresentada ontem pelo porta-voz do Conselho Executivo, o secretário Wong Sio Chak.

Actualmente, segundo o regime em vigor, o imposto de consumo é pago “quando o operador opta pelo ‘regime de pagamento voluntário simultâneo’ no momento da importação dos mesmos para Macau, seguindo-se o pedido de restituição do imposto”. Processo que as autoridades consideram “relativamente complexo”.

As alterações propostas estabelecem a obrigação do operador, “aquando da obtenção da licença de importação, ter uma conta num banco designado pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), com fundos para pagar o imposto de consumo. Além disso, os produtos só podem ser importados para Macau depois de, no desalfandegamento, serem verificados e aprovados pelos Serviços de Alfândega, e depois de a DSEDT confirmar a dedução do imposto.

A alteração ao regulamento do imposto do consumo foi justificada com a necessidade de “aliviar os encargos operacionais dos operadores e a elevar a eficiência administrativa, ajudando ainda o sector a reduzir o período de circulação de capitais e facilitando a actividade empresarial”.

Em comunicado, o Conselho do Executivo acrescenta que a medida se enquadra na meta de reforma da Administração Pública para “simplificar, descentralizar e optimizar” e melhorar o ambiente de negócios.

17 Jun 2026

Reparação predial | Fundo atribuiu 740 milhões desde 2007

O presidente do Instituto de Habitação, Iam Lei Leng, revelou ontem que o Fundo de Reparação Predial atribuiu cerca de 740 milhões de patacas desde a sua fundação, em 2007, montante correspondente a 7.523 pedidos aprovados relativos a mais de 4.600 edifícios. O responsável acrescentou que ao longo deste ano foram submetidos cerca de 270 pedidos de financiamento para manutenção de edifícios, envolvendo aproximadamente 28 milhões de patacas.

As estatísticas foram avançadas ontem na conferência de imprensa do Conselho Executivo que apresentou alterações ao regulamento do Fundo de Reparação Predial.

O Governo propõe o alargamento do âmbito do apoio financeiro “às obras de inovação”, assim como “o aumento dos limites do apoio financeiro e do crédito”. Iam Lei Leng prevê que, a partir do momento em que as alterações entrem em vigor, o orçamento do fundo aumente em mais de 8 milhões de patacas.

Este apoio público foi criado para incentivar e apoiar os proprietários a cumprirem as suas obrigações de conservação e reparação das partes comuns dos edifícios privados, para melhorar a “segurança e salubridade ambiental”.

17 Jun 2026

Habitação social | Isenção de renda de lojas alargada para três anos

O Governo quer alargar o período de isenção de rendas, de seis meses para três anos, para lojas em prédios de habitação social, mercado que “tem enfrentado vários desafios”. A proposta de lei prevê a atribuição de arrendamentos através de concurso público, em vez de licitações verbais

O Conselho Executivo concluiu a discussão sobre a proposta de lei relativa ao arrendamento e cedência dos espaços comerciais em edifícios de habitação social.

Uma das principais alterações trazidas pela actualização da lei é o alargamento do período de isenção do pagamento de rendas de espaços comerciais localizados em edifícios de habitação social, que segundo a proposta apresentada pelo Conselho Executivo irá passar de seis meses para três anos.

A mudança foi explicada pelo facto de, nos últimos anos, ter havido um “ajustamento estrutural do ambiente de negócios de Macau” e “alteração dos padrões de consumo dos residentes”. Esse panorama faz com que “o mercado de arrendamento dos espaços comerciais em habitação pública administrados pelo Instituto de Habitação (IH)” enfrente vários desafios.

A proposta de lei apresentada ontem tem como objectivo actualizar um diploma promulgado há mais de 34 anos, que traça um quadro legal discrepante face à realidade social. Além disso, o diploma que vai seguir para a Assembleia Legislativa pretende optimizar a afectação dos espaços comerciais, aperfeiçoar as funções sociais e serviços comunitários, ao mesmo tempo que apoia micro, pequenas e médias empresas.

Quem dá mais

Apesar das isenções de rendas, os arrendatários têm de prestar, “a título de caução definitiva, uma quantia correspondente a dois meses de renda”.

Outra alteração, prende-se com a atribuição dos espaços comerciais através de concurso público, em vez do actual método de licitação verbal. O diploma prevê a apresentação de propostas em cartas fechadas, mas mantem o critério de “adjudicação ao concorrente que proponha o valor mais elevado”.

Para já, o diploma estipula duas situações de dispensa de concurso público quando as lojas sejam atribuídas a “organismos ou entidades designadas pela Administração”, e em “casos de particular urgência, devidamente fundamentados”.

É também proposto que os contratos de arrendamento sejam renovados automaticamente pelo prazo de ano, com o valor da renda a poder ser actualizado “com base na variação registada nos últimos 12 meses do Índice de Preços no Consumidor, publicado pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos”.

O Governo quer também aperfeiçoar o mecanismo de actualização de rendas. Apesar de manter a actual forma de cálculo, é atribuído ao “secretário para os Transportes e Obras Públicas o poder discricionário de ponderar, em função da conjuntura económica, a necessidade de proceder à actualização das rendas”. Em casos excepcionais, sob proposta do IH, o secretário pode “determinar a isenção parcial ou total do pagamento das rendas por um período a fixar”.

17 Jun 2026

Governo promete incentivos fiscais para renovação urbana

Sam Hou Fai prometeu ontem que a renovação urbana tomará um outro rumo e que estão a ser pensados mais incentivos fiscais, e não só, para que os proprietários se sintam atraídos a renovar os prédios mais antigos.

“Vamos fazer trabalho [de revisão] da legislação do reordenamento [urbano] para termos um maior suporte legal, e incentivos fiscais que possam atrair e facilitar a maior participação e envolvimento dos visados”, disse o Chefe do Executivo em resposta aos deputados.

O debate começou, precisamente, pela renovação urbana, com os deputados a chamarem a atenção para a existência de muitas edifícios degradados. Ella Lei disse que “há cerca de cinco mil edifícios com mais de 30 anos, e muitos representam um risco”. A deputada alertou ainda para o facto de muitos residentes dizerem que, “mesmo querendo fazer obras de reparação, existem problemas complexos, como procedimentos morosos ou a faltam de assembleias de condomínio”. Desta forma, Ella Lei frisou que “a sociedade espera mais acções do Governo”, pedindo um “planeamento global integrado com a questão comunitária”.

Sam Hou Fai respondeu que o Executivo pretende “utilizar as habitações temporária e para troca, ampliar as suas funções em benefício dos visados e para a renovação urbana”, bem como “incentivar os proprietários a envolverem-se mais na reparação das suas fracções e edifícios”.

O Chefe do Executivo adiantou que a ideia é estabelecer uma janela temporal em que “a cada cinco ou dez anos, quando haja deterioração dos edifícios, eles [donos] possam trabalhar no sentido da sua reparação e manutenção, com o apoio do Fundo de Reparação Predial”.

A aposta de renovação passa também pelos edifícios baixos, nomeadamente de classe P e M, “com mais de 30 anos”. “Oferecemos medidas que aliciem os donos a aderir à manutenção e reparação” dos prédios, rematou Sam Hou Fai.

Um novo modelo

O governante prometeu trabalhar em prol de uma “maior resiliência urbana”, apostando “numa atitude pragmática e assumindo uma atitude liderança”. Sam Hou Fai disse que a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana irá liderar todo o processo de renovação “após aprovação de obras e definição de planos”, defendendo também “potenciar o papel da Macau Renovação Urbana”.

Sam Hou Fai anunciou ainda o lançamento de “um novo modelo de paradigma de trabalho no âmbito da renovação urbana, com modelos de reabilitação por quarteirões”.

17 Jun 2026

Anunciada reconversão do sistema educativo a pensar na IA

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, anunciou ontem que haverá uma reconversão de todo o sistema educativo, desde o ensino técnico-profissional ao ensino superior, a pensar na Inteligência Artificial (IA) e na necessidade de novos conteúdos e formatos. “Vamos implementar a educação em IA em todas as fases de educação e melhorar os cursos técnico-profissionais nas escolas, e no ano lectivo de 2025-2026 12 escolas já administraram cursos nesta matéria”, começou por dizer o governante.

“No ensino superior vamos aditar cursos de IA, na área do Direito ou gestão digital, e fazer com que as instituições do ensino superior possam organizar micro cursos para esse efeito”, acrescentou.

Sam Hou Fai, que foi ontem à Assembleia Legislativa (AL) fazer um balanço dos seis meses de Governo, respondeu, assim, às muitas perguntas colocadas pelos deputados sobre a necessidade de apoios ao emprego dos jovens e dos residentes.

Ngan Iek Hang disse que “os recém-graduados esperam maior diversificação dos postos de trabalho em cargos de base e médios nas indústrias emergentes”, enquanto Lam Lon Wai destacou que “o que mais preocupa os residentes continua a ser o emprego”.

“Muitos jovens são licenciados, mas não têm experiência, enquanto alguns trabalhadores de meia idade temem que as suas competências fiquem desactualizadas”, indicou o deputado dos Operários. Lam Lon Wai lembrou que “muitos cursos não correspondem às necessidades de mercado”.

Chan Hao Weng disse mesmo que “os resultados da transformação de indústrias continuam a não beneficiar os residentes”.

Estudo a caminho

Ainda em matéria de emprego e trabalhadores não-residentes (TNR), Sam Hou Fai revelou que será divulgado, “ainda este ano”, o relatório do estudo encomendado pelo Governo sobre a necessidade de quadros qualificados no futuro, nomeadamente sobre “as indústrias mais populares, como a educação e área jurídica”.

Face a dados no apoio ao emprego, o Chefe do Executivo referiu que entre os meses de Janeiro a Abril deste ano, houve 40 sessões de apoio a 3.370 residentes.

Sobre os TNR, ficou a promessa de “ajustar o número de quotas em conformidade com o desenvolvimento da RAEM”. Até Abril deste ano Macau tinha 182.815 TNR, dos quais cerca de 147 mil não tinham qualquer profissionalização. Apenas 6.887 TNR têm formação ou são qualificados, trabalhando no território 28.683 não-residentes que fazem trabalho doméstico, “o que representa um grande número”, disse o Chefe do Executivo.

Sam Hou Fai concluiu, assim, que “70 por cento dos TNR não profissionais fazem trabalhos que requerem força física, na área da segurança e das limpezas”.

UTM | Extintos cinco cursos

A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, aprovou a extinção de cinco cursos de diploma da Universidade de Turismo de Macau.

Segundo a informação do Boletim Oficial, vão ser extintos os cursos de diploma de Gestão de Empresas Turísticas, curso de diploma de Gestão do Património Cultural, curso de diploma de Gestão Hoteleira, curso de diploma de Gestão e Programação de Eventos e curso de diploma de Gestão de Venda Turística e de Promoção de Marketing.

Todos estes cursos tinham uma duração de dois anos e foram aprovados a partir de 2010. Como parte da extinção, a Universidade de Turismo de Macau garante que os actuais alunos não são afectados e que serão conservados os registos académicos dos alunos que frequentaram as formações que vão ser descontinuadas.

17 Jun 2026

Emprego | Sam Hou Fai diz que houve “melhoria eficaz”

Não obstante as críticas apontadas pelos deputados sobre as dificuldades do emprego jovem e necessidade de actualização de cursos tendo em conta o mercado laboral, o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, considera que houve “uma melhoria eficaz da situação de emprego dos residentes”, referindo que até Maio deste ano foram apoiados 4.572 residentes na busca de trabalho.

O governante destacou também que “a percentagem de trabalhadores locais em cargos de gestão de nível médio e superior nas empresas de lazer é de 89,6 por cento”. Em relação à devolução do imposto profissional pago, beneficiam da medida “cerca de 169 mil contribuintes, num montante total de 1,04 mil milhões de patacas”, disse.

Zona de Cooperação | Registados mais de quatro mil candidatos

O Chefe do Executivo destacou no discurso de balanço da acção governativa que se registou “um número recorde de 4.550 candidatos jovens de Macau” ao concurso de recrutamento para funções públicas na Zona de Cooperação de Guangdong e Macau em Hengqin, em regime de pessoal contratado.

Além disso, entre Abril e Julho deste ano, houve duas fases de destacamento de funcionários públicos, levando “um total de 20 trabalhadores dos serviços públicos de Macau para exercer funções na Comissão Executiva da Zona de Cooperação”.

Função Pública | Reforma não elimina postos de trabalho

Sam Hou Fai garantiu ontem que a reforma da Administração Pública “não é para eliminar unidades de trabalho, mas para melhorar a eficácia”. “Durante a reforma vamos fazer com que alguns postos sofram alterações, e algumas pessoas que trabalham num serviço passem para outro”, disse.

O Chefe do Executivo destacou que, até ao início deste mês, foram reestruturados seis serviços, “resultando na redução de uma unidade ao nível de direção de serviços e de seis cargos de direcção, sete departamentos, 31 divisões, três sectores e quatro secções, com uma redução total de 324 vagas no quadro de pessoal”. Além disso, desde a implementação do regime de mobilidade, em Março de 2023, até início deste mês, registaram-se 386 casos de transferência ou destacamento de trabalhadores.

17 Jun 2026

Cooperação | Sam Hou Fai diz que “mercado espanhol tem dimensão enorme”

O Chefe do Executivo, destacou no debate de ontem, na Assembleia Legislativa, que “o mercado espanhol tem uma dimensão enorme em termos económicos e de estrutura demográfica”. O governante anunciou que o Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola “está a estudar a criação de instituições no México e em outros países estrangeiros”, para fomento da cooperação económica

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, foi ontem à Assembleia Legislativa (AL) com um discurso muito optimista sobre o panorama da economia local e os resultados da Zona de Cooperação de Guangdong e Macau em Hengqin.

Referindo-se à última visita realizada a Portugal e Espanha, em Abril deste ano, Sam Hou Fai voltou a destacar os países de língua espanhola como importantes parceiros, referindo, em resposta aos deputados, que “o mercado espanhol tem uma dimensão enorme em termos económicos e de estrutura demográfica”, existindo necessidade de “aperfeiçoar esta rede” e “consolidar os resultados obtidos na visita”.

Relativamente ao Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM), Sam Hou Fai anunciou que “vai reforçar o papel orientador nos investimentos”. Já o Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola (CECPS) está a “estudar a criação de instituições no México e outros países estrangeiros”, sendo que, este mês e no próximo “haverá visitas ao Brasil, Argentina e Moçambique” realizadas pelo IPIM.

Relativamente ao CECPS, Sam Hou Fai referiu que “o número de projectos de investimento e financiamento aumentou para 58, e o montante total do Fundo [Fundo de Desenvolvimento Económico e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola] atingiu os 30.000 milhões de renminbis “.

Os contratos assinados chegaram ao valor acumulado de 8.138.000 milhões de renminbis até Junho deste ano, “tendo atraído 173 empresas para se estabelecer na Zona [de Cooperação]”, referiu.

Ainda no que diz respeito à Zona de Cooperação em Hengqin, o Chefe do Executivo falou do “alcance de resultados importantes e faseados”, com “os principais indicadores económicos a manterem uma tendência positiva”.

Assim, no primeiro trimestre deste ano “o Produto Interno Bruto da Zona de Cooperação atingiu 14.273.000 milhões de renminbis, apresentando um aumento homólogo de 5,5 por cento”.

Alerta PME

Vários deputados colocaram questões sobre a sobrevivência das Pequenas e Médias Empresas (PME) locais, mas Sam Hou Fai apenas referiu que o Governo “está muito atento à situação das PME”, tendo vindo “a lançar muitos programas de apoio para dinamizar o comércio comunitário e canalizar o fluxo de pessoas, a fim de dinamizar a economia a nível local”.

No seu discurso, Sam Hou Fai frisou o lançamento “dos serviços de apoio à digitalização de PME de 2026 e do plano de valorização inteligente do sector de restauração de Macau”, sempre com o objectivo de “aliviar os custos de financiamento das empresas e apoiar a modernização e transformação”.

Subsídios para espanhol

O Chefe do Governo afirmou ontem que está a ser ponderado o financiamento de exames de certificação de língua espanhola, de modo a responder às necessidades de “desenvolvimento social”. Sam Hou Fai indicou que na segunda metade deste ano o Governo irá adicionar uma nova lista de subsídios “alinhados com as necessidades de desenvolvimento nacional e social de Macau”, com a inclusão da “certificação em espanhol” nessa lista entre as opções “em análise”.

“Estamos a aumentar os montantes dos prémios para determinadas certificações profissionais, em função dos custos associados à realização desses exames”, disse. Actualmente, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau é a única universidade com uma licenciatura em espanhol do território, e a única onde é possível realizar o exame para obter uma certificação oficial de proficiência em espanhol do Instituto Cervantes.

17 Jun 2026

Economia | Restrições à mão-de-obra atrasam diversificação

Reduzir a dependência dos casinos é uma prioridade para a nova secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, mas que poderá ser atrasada pelas restrições à entrada de trabalhadores do exterior, disseram analistas em declarações à Lusa, depois da nomeação para a pasta da Economia

“As expectativas (…) são elevadas e centram-se na capacidade de equilibrar (…) as prioridades locais de diversificação económica e as dificuldades do pequeno comércio”, afirmou Carlos Cid Álvares.

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) em Macau lembrou que reduzir a dependência do jogo faz parte dos “objectivos nacionais” da China. Recorde-se que os casinos representaram quase metade (47,3 por cento) do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Juntando o turismo ao jogo, o sector representou 74,1 por cento da economia local.

Sobre a meta da diversificação económica, Félix Pontes, antigo director da Autoridade Monetária de Macau afirmou que “não se afigura fácil e demora tempo (cinco a 10 anos), sendo que o jogo continuará a ser a principal fonte de receitas para o Governo”.

Os impostos sobre os casinos representaram 85,6 por cento de toda a receita pública corrente do território nos primeiros cinco meses do ano.

Cid Álvares espera que Ng Wai Han use fundos estatais e incentivos fiscais para “fomentar as pequenas e médias empresas [PME]” e promover indústrias como a dos serviços financeiros e a medicina tradicional chinesa.

Apostar em novos sectores é essencial para uma economia “pequena e aberta”, que Félix Pontes vê como “muito vulnerável às tensões geopolíticas e aos efeitos negativos derivados do abrandamento da economia da China”. O economista lamentou, no entanto, que “restrições irracionais para importar mão-de-obra qualificada” tenham vindo a “atrasar inevitavelmente” a diversificação da economia.

Sinais de fumo

Carlos Cid Álvares, também presidente do Banco Nacional Ultramarino, que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos, alertou que “muitos pequenos negócios de rua” correm o risco de fechar. Isto devido ao comércio através da Internet e à maior facilidade de deslocação à cidade vizinha de Zhuhai, onde os preços são mais baixos, lamentou Cid Álvares.

O Executivo apelou à digitalização das PME, à criação de plataformas agregadoras locais, assim como introduziu “isenções fiscais selectivas” e menos burocracia, para facilitar a venda online de “produtos únicos” de Macau no Interior da China.

Tendo em conta que Ng Wai Han esteve à frente da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), desde Maio de 2025, o analista e fundador da consultora de jogo IGamix, Ben Lee, afirmou ontem à Lusa que esse período foi “marcado pela falta de qualquer desenvolvimento significativo”. “Dirigentes do sector crêem que a DICJ se tornou menos transparente e menos disponível para dar informação”, acrescentou Ben Lee.

Ng Wai Han deixou a entidade reguladora numa altura em que o investimento em elementos não ligados ao jogo é “o assunto mais urgente, que tem sido objecto de muitas perguntas por parte dos investidores”, sublinhou o analista.

Com mais de um terço do período das concessões de jogo já ultrapassado, “a falta de qualquer progresso significativo” na fixação de metas para “investimentos concretos” está a “incomodar muitos investidores e a criar incerteza”, alertou Ben Lee.

16 Jun 2026

AL | PIDDA com execução de 90 por cento

No último trimestre do ano passado, o Plano de Investimentos e de Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA) teve uma execução de 90,01 por cento, de acordo com a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas. Esta proporção significa que foram gastos 17,84 mil milhões de patacas dos 19,79 mil milhões de patacas inicialmente orçamentados.

Segundo a deputada e presidente da comissão, Song Pek Kei, citada pelo jornal Ou Mun, as situações mais preocupantes envolvem a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Hospital PUMCH, a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), a Direcção dos Serviços de Identificação (DSI), o Instituto Cultural (IC) e o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). Nestes casos, a taxa de execução dos fundos alocados ficou sempre abaixo dos 60 por cento.

Face a este cenário, os deputados pediram ao Governo para apresentar medidas que levem ao aumento da taxa de execução. Na resposta, o Governo prometeu agilizar os procedimentos de contratação pública e melhorar a eficiência da coordenação interdepartamental.

No final de 2025, estavam 233 projectos em curso financiados no âmbito do PIDDA, mas 17 apresentam uma taxa de execução orçamental de zero, envolvendo um orçamento aprovado de aproximadamente 300 milhões de patacas.

16 Jun 2026

Despedimentos | Indemnizações sem alterações

O Governo manteve em 21.500 patacas o montante máximo da remuneração mensal utilizado para calcular a indemnização por despedimento. O anúncio foi feito ontem, através de um comunicado da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL).

Segundo a mensagem, a decisão foi tomada com base na “análise dos dados relativos ao mercado de trabalho”, que teve em conta aspectos como “situação macroeconómica”, “a capacidade de aceitação dos empregadores” e “outros factores”. A DSAL não especificou o que se entende como “outros factores” alvo de ponderação.

Apesar desta falta de informação, o Governo considera que como houve discussão no Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS) que “o processo de tomada de decisão” foi “aberto, transparente e equitativo” no que diz respeito “aos direitos e interesses de ambas as partes”.

A última vez que o montante foi actualizado aconteceu em 2024, altura em que o valor máximo para o cálculo de indemnização aumentou de 21.000 patacas para 21.500, um crescimento de 2,4 por cento. Com esta alteração, o valor máximo que pode ser pago a empregado despedido cresceu para 258.000 patacas, quando anteriormente era de 252.000 patacas.

16 Jun 2026

Economia e Finanças | Ng Wai Han sai da DICJ e assume pasta

Ng Wai Han é a nova secretária da Economia e Finanças, depois de ter liderado a DICJ por um ano. Na tomada de posse, Ng Wai Han agradeceu a honra da nomeação e afirmou que os “frutos do desenvolvimento” se devem traduzir em benefícios para os residentes

Quase dois meses depois, Macau volta a ter líder na tutela da Economia e Finanças. Num ápice, um despacho do Chefe do Executivo e três comunicados do Governo confirmaram a tomada de posse de Ng Wai Han como a nova secretária da Economia e Finanças, depois de ter liderado a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) por pouco mais de um ano.

No discurso de tomada de posse, Ng Wai Han indicou estar ciente da importância do novo cargo. “Estou profundamente consciente de que cada decisão tomada na área da economia e finanças está estreitamente ligada com o futuro desenvolvimento de Macau e afecta directamente a vida diária de todas as famílias”, indicou acrescentado que “nada relacionado com o bem-estar da população é insignificante”. A relação entre a vida do povo e a saúde económica de Macau foi um dos pontos mais focados no discurso.

“Os frutos do desenvolvimento económico devem, em última instância, traduzir-se em benefícios concretos para os residentes em geral. O caminho à nossa frente está repleto de desafios, mas também encerra grandes oportunidades”, perspectivou a nova secretária.

O ambiente internacional não ficou de fora do discurso de Ng Wai Han, que sublinhou a “complexidade e a volatilidade do actual ambiente económico externo”. “Eu e a minha equipa iremos, sob a liderança do Chefe do Executivo, prosseguir o lema ‘Trabalhar com espírito empreendedor e avançar juntos, persistir no caminho certo e apostar na inovação’, e, norteados pela resolução de problemas, iremos envidar todos os esforços para concretizar as diversas tarefas e alcançar os objectivos da acção governativa”, garantiu.

Ng Wai Han prometeu ainda ouvir “activamente as vozes de todos os sectores da sociedade, e implementar bem todos os trabalhos com transparência, eficiência e sentido de responsabilidade”.

Honra e respeito

A responsável sublinhou a “imensa honra e profundo respeito” de assumir o cargo, uma nomeação que “representa um voto de confiança, mas, acima de tudo, uma responsabilidade”, agradecendo ao Chefe do Executivo pela indigitação e ao Governo Popular Central pela nomeação.

A nomeação do Conselho de Estado do Governo Central foi decidida no passado dia 10 de Junho, sob indigitação de Sam Hou Fai, que presidiu ontem na Sede do Governo à tomada de posse de Ng Wai Han. A cerimónia foi testemunhada pelo presidente da Assembleia Legislativa, André Cheong, a presidente do Tribunal da Última Instância, Song Man Lei, os titulares dos principais cargos do Governo, os membros do Conselho Executivo, e os dirigentes de serviços governamentais da tutela da Economia e Finanças.

O caminho certo

Ng Wai Han nasceu em Macau em 1976. Entre as habilitações académicas, destaca-se a licenciatura em Direito e mestrado em Direito Criminal pela Universidade de Sun Yat-Sem.

A entrada na Função Pública ocorreu em 1999 para o lugar de como técnica superior na Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). A carreira na DSAL prolongou-se por duas décadas, passando por várias funções de chefia, até chegar a subdirectora.

Desde Junho de 2020, exerceu o cargo de subdirectora e directora dos Serviços de Administração e Função Pública e em Maio de 2025 assumiu o cargo de directora da DICJ. Pelo meio, em 2024 foi nomeada membro da Comissão de Assuntos Eleitorais do sexto Chefe do Executivo e da Comissão de Assuntos Eleitorais da Oitava Assembleia Legislativa.

Para já, não há indicação de quem irá assumir a liderança da DICJ. Os lugares de subdirectores da direcção que regula a indústria do jogo estão entregues a Lei Seak Chio e Lio Chi Chong, este último já desempenhou o cargo a título de substituição na altura da saída de Adriano Ho para a liderança dos Serviços de Alfândega.

16 Jun 2026

Associações | Pedidas mais vagas em Hengqin para residentes

A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM) querem que as autoridades de Hengqin abram mais vagas de emprego para residentes de Macau na zona de cooperação aprofundada. A posição foi tomada, após o anúncio de que 4.450 jovens candidatos da RAEM tinham concorrido a 50 empregos no equivalente à Função Pública de Hengqin.

Em declarações ao jornal Ou Mun, a chefe da comissão de juventude da FAOM, Cheng Ka Man, afirmou que a popularidade revelada no concurso demonstra o entusiasmo crescente da juventude de Macau em sair da sua zona de conforto e no desenvolvimento de Hengqin.

A responsável garantiu que a comissão que lidera irá prestar apoio aos jovens de Macau, para que estes aproveitem as oportunidades de desenvolvimento em Hengqin e na Grande Baía.

Também a vice-presidente da UGAMM, Cheong Sok Leng, encarou com optimismo o elevado volume de candidatos aos postos em Hengqin e sugeriu que sejam criados mais empregos para jovens locais em Macau nas quatro indústrias prioritárias, ao mesmo tempo que se aposta na ida de talentos da RAEM para o Interior da China.

16 Jun 2026

IIICF | Assinados acordos de quase 10 mil milhões de dólares

Terminou na sexta-feira, a 17ª edição Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (IIICF), onde foram assinados 21 acordos de cooperação, cujo valor total ascende a 9,9 mil milhões de dólares americanos. A informação foi avançada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) na sexta-feira à noite.

Os acordos em questão englobam sectores como os transportes, construção civil, energia, electricidade, mineração e fundição de metais não ferrosos, abrangendo um total de 15 países e regiões, incluindo Angola, Brasil, El Salvador e Chile. Ao longo dos três dias do evento, foram organizadas mais de 200 sessões de bolsas de contactos.

O IIICF deste ano atraiu a participação de mais de 3.500 líderes das esferas governamental, empresarial e industrial, oriundos de mais de 70 países e regiões, para exibir as mais recentes tecnologias e oportunidades de cooperação numa área de exposição de cerca de 8.000 metros quadrados

O IPIM sublinha que o evento “potencia plenamente o papel de Macau enquanto ‘interlocutor de precisão’ entre a China e os Países de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola”.

O fórum deste ano centrou-se na modernização de infra-estruturas, impulsionada pela transição verde e de baixo carbono, bem como pelas tecnologias digitais e inteligentes, para transformar infra-estruturas tradicionais em novas infra-estruturas. O IPIM refere ainda que o evento proporcionou “às empresas expositoras uma plataforma pragmática para responder com eficácia às necessidades do mercado e expandir a cooperação internacional”.

15 Jun 2026

IAM | Ho Ion Sang pede mais casas-de-banho e melhor sinalizadas

O deputado Ho Ion Sang pediu ao Governo que melhore a sinalética e as orientações nas ruas a indicar a existência de casas-de-banho. O assunto foi abordado através de uma interpelação escrita.

O deputado dos Moradores recordou que nos últimos anos, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) actualizou os sanitários públicos e também foi lançada a aplicação “Easy Go” para indicar os locais via a leitura de código QR nas placas de sinalização. No entanto, Ho Ion Sang considera que o Governo ainda precisa de aumentar o número de placas de sinalização e de códigos QR em espaços públicos para guiar o público que procura sanitários públicos, sobretudo nas zonas de maior concentração de pessoas, atracções turísticas e nas instalações de transporte principais.

Além disso, o deputado apontou que a aplicação criada pelo Governo deve incluir a existência de casas-de-banho públicas mantidas por outros serviços públicos, além das que estão directamente sob a alçada do IAM.

Ho Ion Sang sugeriu ainda ao Governo que crie sanitários públicos nas proximidades da Povoação de Ká Hó, dado que a vila tem gerado uma nova procura, pelo que é preciso responder às necessidades fisiológicas de residentes e turistas.

15 Jun 2026

Conselho das Comunidades | Renovação das associações é prioridade

A partir de Agosto, o Conselho das Comunidades Portuguesas vai promover reuniões quinzenais presenciais e online para abordar vários assuntos e ouvir directamente as pessoas

O presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas na China, Rui Marcelo, identificou como principais desafios para a comunidade questões como os “atrasos” nos processos de nacionalidade e registos, a preservação da língua e a necessidade de renovar as associações. Os assuntos foram identificados no âmbito de um seminário com o nome “Raízes e Rumo: Fortalecer o Presente, Construir o Futuro”, realizado no sábado, na sede do Instituto Internacional de Macau.

Segundo um comunicado sobre o evento, Rui Marcelo fez um balanço do actual mandato, que começou em 2024, e apontou como desafios “prioritários” para a comunidade “os atrasos em processos de nacionalidade e registos”, “a necessidade de preservar a língua portuguesa entre jovens e luso-descendentes” e ainda a “urgente necessidade de renovação geracional no associativismo”.

Os problemas foram indicados após uma sessão de abertura que contou com um discurso por vídeo do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e com a presença do cônsul de Portugal em Macau, Alexandre Leitão.

De acordo com a informação oficial, foi também anunciado que a partir de Agosto o Conselho das Comunidades Portuguesas vai começar a realizar reuniões quinzenais com os membros da comunidade. Estes encontros vão ser feitos em “formato presencial” e “por videoconferência” e abordar “questões consulares, sociais, educativas, fiscais e associativas”, decorrendo “numa lógica de escuta activa e apoio personalizado” à comunidade.

Balanço e Contas

Rui Marcelo apresentou também um balanço do actual mandato dos conselheiros e sublinhou os esforços de “consolidação institucional” e “reforço da representação junto das autoridades portuguesas e locais”, assim como o maior “apoio consular, social e educativo” principalmente ao nível do “acompanhamento de aposentados e pensionistas” e “em processos de nacionalidade e registos”.

O conselheiro destacou ainda as iniciativas de “promoção da língua e cultura portuguesas, através de seminários, celebrações do Dia de Portugal e participação em eventos culturais” e a “cooperação institucional com entidades como o AICEP, o IPOR, o Consulado-Geral e associações de matriz portuguesa”.

O evento contou com a colaboração do Instituto Internacional de Macau, da Associação dos Jovens Macaenses, do Conselho das Comunidades Macaenses, e com o apoio da Casa de Portugal em Macau, da Associação dos Macaenses e da Associação dos Estudos da Cultura Macaense.

15 Jun 2026