Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Teerão apoia plano chinês de segurança no golfo Pérsico O Irão aprova plano para garantir a segurança na região apresentado por Xi Jinping O Irão está disponível para apoiar um plano apresentado pelo Presidente da China, Xi Jinping, para estabilizar a situação no golfo Pérsico, anunciou segunda-feira o embaixador iraniano em Pequim, Abdolreza Rahmani Fazli. “A República Islâmica do Irão anunciou a disponibilidade para apoiar o plano de quatro pontos do Presidente da China, com o objectivo de estabelecer uma segurança duradoura e o desenvolvimento partilhado na região”, disse Fazli. A posição de Teerão foi transmitida na reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países realizada em 06 de Maio, em Pequim, referiu o diplomata nas redes sociais, citado pela agência de notícias espanhola EFE. Nesse encontro, o ministro Wang Yi disse ao homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão era ilegítima e que a declaração de um cessar-fogo era “necessária e inevitável”. O plano de quatro pontos foi proposto por Xi ao príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, numa reunião em Pequim em meados de Abril. A proposta de Xi inclui o respeito pela coexistência pacífica, o princípio da soberania nacional, o direito internacional e a coordenação entre desenvolvimento e segurança para criar um ambiente favorável para os países da região. Rejeições e condenações O anúncio do diplomata iraniano ocorre logo após Teerão ter enviado uma mensagem a Washington, através de Islamabad, na qual rejeitou a última proposta de paz norte-americana por a considerar “unilateral e irracional”. A China tem condenado reiteradamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados em 28 de Fevereiro. Pequim também tem defendido o respeito pela soberania dos países do golfo, com os quais mantém estreitos laços políticos, comerciais e energéticos, que têm sido alvo de represálias iranianas. O Irão reagiu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos que abastecem os mercados globais, incluindo a China. Além de milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, a guerra no Médio Oriente tem causado instabilidade nos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica mundial.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Executado estudante acusado de espiar para a Mossad e CIA O Irão executou um homem por espionagem para os serviços secretos israelitas e norte-americanos, anunciou ontem a justiça iraniana, na mais recente de uma série de execuções desde o início da guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos. Erfan Shakourzadeh “foi enforcado por colaboração com os serviços de informações dos Estados Unidos e a Mossad”, os serviços secretos externos israelitas, escreveu a Mizan, órgão de comunicação do poder judicial de Israel. Segundo as organizações não-governamentais Hengaw e Iran Human Rights (IHR), ambas com sede na Noruega, o homem era estudante na prestigiada Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerão. Antes da execução, cuja data não foi avançada, redigiu uma mensagem na qual rejeitou as acusações. “Não deixem que outra vida inocente desapareça em silêncio e sem atenção pública”, escreveu, citado por aquelas organizações. O estudante de mestrado em engenharia aeroespacial foi “submetido a nove meses de severas torturas físicas e psicológicas em isolamento para extorquir confissões forçadas”, pormenorizou a Hengaw. Segundo a Mizan, Shakourzadeh foi acusado de transmitir “deliberadamente” informações classificadas à CIA e à Mossad enquanto trabalhava numa “das organizações científicas do país activas no sector espacial”. A República Islâmica é há muito alvo de acusações por parte dos países ocidentais, que suspeitam que utilize o programa espacial para desenvolver capacidades em matéria de mísseis balísticos. Cada vez pior As detenções e execuções multiplicaram-se no Irão desde o ataque israelo-norte-americano de 28 de Fevereiro, que desencadeou uma guerra regional. A IHR contabilizou cerca de 30 desde essa data: cinco execuções por espionagem, 13 por alegadas ligações aos protestos de Janeiro, uma relacionada com a vaga de contestação de 2022 e outras 10 por pertença a grupos de oposição proibidos. Segundo organizações de defesa dos direitos humanos, entre as quais a Amnistia Internacional (AI), o Irão é o país que mais recorre à pena de morte depois da China. As autoridades executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, um recorde desde 1989, indicaram recentemente as IHR e a organização não-governamental Ensemble Contre la Peine de Mort (ECPM – Juntos Contra a Pena de Morte).
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Parlamento envia processo de destituição da vice-presidente Os parlamentares filipinos aprovaram ontem o envio do processo de destituição contra a vice-presidente das Filipinas, Sara Duterte, para o Senado, que poderá impedi-la de se candidatar à Presidência em 2028. A filha do antigo Presidente Rodrigo Duterte (2016-2022) é acusada de fraude e corrupção, assim como de ameaças de morte contra o Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos, seu antigo aliado, e outros membros da sua família. Os legisladores votaram 255 a 26 a favor da destituição, com nove abstenções. De acordo com a Constituição filipina, a aprovação do processo de destituição pela Câmara dos Representantes desencadeia um julgamento no Senado. Uma condenação levaria à destituição de Duterte do cargo e à proibição vitalícia de ocupar cargos públicos. “Esta já não é apenas uma questão política. É uma questão de consciência, dever e do futuro da nossa nação”, disse o deputado Bienvenido Abante após a votação. “Não se trata de 2028, não se trata de alianças políticas, trata-se de saber se ainda acreditamos que ninguém está acima da lei”, acrescentou. Minutos antes da votação, os senadores elegeram um novo presidente, Alan Peter Cayetano, um aliado de longa data de Sara Duterte. Cayetano, que desempenhou as funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros durante o governo do ex-Presidente Rodrigo Duterte, negou qualquer ligação entre a sua candidatura à presidência do Senado e a votação na Câmara sobre o processo de impeachment. Em Abril último, uma comissão do Congresso filipino declarou ter encontrado motivos suficientes para iniciar um processo de destituição contra a vice-presidente Sara Duterte, o que poderia impedi-la de se candidatar à Presidência em 2028. Amplamente cotada para suceder ao pai, Rodrigo Duterte, nas eleições presidenciais de 2022, desistiu na altura em favor de Ferdinand Marcos Jr., com quem se aliou quando assumiu a vice-presidência.
Hoje Macau China / ÁsiaTailândia | Antigo primeiro-ministro libertado da prisão O antigo primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, figura-chave da política local, foi libertado ontem de uma prisão da capital Banguecoque. O bilionário de 76 anos, que fez fortuna no sector das telecomunicações, cumpria desde Setembro uma pena de um ano de prisão por corrupção. Shinawatra será obrigado a usar uma pulseira electrónica de monitorização durante o período de liberdade condicional de quatro meses. A família Shinawatra, com o seu partido Pheu Thai e formações políticas anteriores, dominou a vida política tailandesa durante cerca de 20 anos. Apoiado pelas populações rurais, o partido foi durante muito tempo um inimigo declarado da elite pró-militar e pró-monarquia, que via o populismo de Shinawatra como uma ameaça à ordem social tradicional. Thaksin Shinawatra foi primeiro-ministro de 2001 a 2006, antes de ser deposto num golpe militar e de se exilar durante cerca de dez anos. A irmã mais nova, Yingluck, foi primeira-ministra de 2011 a 2014, antes de ser também deposta pelos militares, e a filha, Paetongtarn, foi exonerada em Agosto de 2025, após um ano no cargo. O Partido Pheu Thai registou o pior resultado eleitoral nas eleições parlamentares de fevereiro, caindo para o terceiro lugar e levantando questões sobre o futuro da dinastia política Shinawatra. No entanto, a inclusão do partido na coligação governamental do primeiro-ministro conservador, Anutin Charnvirakul, deixou em aberto a possibilidade de um regresso político da família.
Hoje Macau China / ÁsiaÍndia | PM pede menos uso de combustível devido à guerra Narendra Modi apelou à população para utilizar transportes públicos e dividir as viagens de carro com outros cidadãos para reduzir o consumo de gasolina O primeiro-ministro indiano pediu à população que reduza o consumo de combustível e limite o envio de encomendas para proteger a economia do país contra os efeitos da guerra do Irão, divulgou ontem a imprensa internacional. “Devemos reduzir o nosso consumo de gasolina e gasóleo (…), vamos utilizar o metro sempre que houver um. Se for absolutamente necessário ir de carro, vamos tentar encher o depósito e dar boleia a outras pessoas. Se precisarmos de enviar mercadorias, devemos tentar enviá-las de comboio”, pediu Narendra Modi durante um discurso no domingo, citado pela agência de notícias EFE. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques em 28 de Fevereiro contra o Irão, que retaliou contra países do Médio Oriente com interesses norte-americanos, levando ao encerramento também do estreito de Ormuz. Um cessar-fogo foi declarado em 08 de Abril, mas as negociações de paz continuam sem apresentar resultados concretos. Embora o petróleo tenha ultrapassado a marca dos 100 dólares por barril devido ao encerramento do estreito de Ormuz, a Índia evitou até agora repercutir o custo total do aumento de preços nos consumidores. No entanto, os meios de comunicação locais preveêm que o governo decrete um aumento de preços nos próximos dias para conter os enormes prejuízos acumulados pelas distribuidoras estatais de combustíveis. O encerramento do estreito de Ormuz, uma artéria vital para o comércio global de energia, também pressionou o fornecimento de fertilizantes e gás na Índia. Guardar moeda Em resposta, Modi pediu aos agricultores que reduzissem o uso de fertilizantes para que a agricultura não dependesse das importações e para preservar as reservas cambiais. “A compra de ouro é outra área onde se utiliza moeda estrangeira extensivamente. No interesse nacional, devemos decidir não comprar ouro durante um ano”, declarou o primeiro-ministro, provocando ontem uma queda acentuada nas ações neste sector. “O mesmo se aplica ao óleo alimentar. Temos de gastar moeda estrangeira na sua importação. Se cada família reduzir o consumo de óleo alimentar, será um grande contributo para o patriotismo”, acrescentou. Mais de dois meses após o início da guerra no Médio Oriente, países vizinhos como o Nepal, o Bangladesh e o Paquistão já implementaram aumentos drásticos nos preços dos combustíveis, deixando a Índia como uma das últimas grandes economias da região a adoptar medidas indirectas de racionamento para evitar um colapso na balança de pagamentos.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Inflação a supera previsões dos analistas e passa para 1,2% em Abril O Índice de Preços no Consumidor (IPC), o principal indicador de inflação da China, subiu 1,2 por cento em Abril face ao período homólogo, mais 0,2 pontos percentuais em relação a Março, foi ontem anunciado. Os dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatística (NBS, na sigla em inglês) contrariam as expectativas dos analistas, que previam uma queda, do valor de 1 por cento registado em Março, para 0,8 por cento. A instituição atribuiu a tendência principalmente ao impacto dos preços internacionais do crude e ao aumento da procura devido às viagens de férias, num mês que incluiu um feriado prolongado de três dias pelo Dia dos Finados chinês e os dias que antecederam o feriado de cinco dias que começou a 1 de Maio, o Dia do Trabalhador. O especialista do NBS Dong Lijuan observou que os preços da energia subiram 5,7 por cento em relação ao mês anterior, com um aumento notável de 12,6 por cento na gasolina, no meio do aumento dos custos dos combustíveis devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passam aproximadamente 45 por cento das importações de gás e petróleo da China. Dong salientou ainda que os serviços de transporte e turismo, impulsionados pelos feriados referidos, registaram aumentos mensais nas passagens aéreas (mais 29,2 por cento), no aluguer de automóveis (mais 8,6 por cento) e no alojamento em hotéis (mais 3,9 por cento). Em comparação com o ano anterior, os preços dos alimentos caíram 1,6 por cento. As reduções assinaláveis nesta categoria incluíram a carne de porco (menos 15,2 por cento), os legumes frescos (menos 0,5 por cento) e a fruta (menos 1 por cento), estas últimas beneficiando do aumento das temperaturas e do aumento da oferta. Entretanto, os preços das joias de ouro subiram 46,9 por cento em termos homólogos, embora o aumento tenha desacelerado em comparação com o mês anterior. Outras contas A inflação subjacente, que exclui os preços dos alimentos e da energia devido à sua volatilidade, situou-se em 1,2 por cento face ao ano anterior. O NBS divulgou também o Índice de Preços no Produtor (IPP), que mede os preços industriais e apresentou um aumento de 2,8 por cento em Abril na comparação anual, o valor mais elevado desde julho de 2022. Na comparação mensal, o IPP passou de uma queda de 0,7 por cento em março para um aumento de 0,3 por cento no quarto mês do ano, impulsionado pelos “factores internacionais” nos mercados de matérias-primas. Os sectores mais afetados foram a extração de petróleo e gás natural, onde os preços subiram 18,5 por cento face ao mês anterior, e o processamento de combustíveis (mais 16,4 por cento). Dong destacou ainda os aumentos de preços em setores ligados à computação e à electrificação, como o fabrico de fibra óptica (mais 22,5 por cento), devido ao rápido crescimento da procura de poder computacional impulsionado pela ascensão da inteligência artificial (IA). Por fim, o NBS indicou que as medidas aplicadas para optimizar a ordem do mercado e combater a “concorrência irracional” permitiram mudanças positivas em setores como o fabrico de baterias de iões de lítio (mais 1,6 por cento face ao mês anterior) ou os veículos eléctricos e as energias renováveis, onde a descida dos preços abrandou para 0,1 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaChina / EUA | Pequim demonstrou vontade de estabilidade nas relações O presidente norte-americano vai realizar uma visita de Estado à China entre quarta-feira e sexta-feira, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China afirmou ontem que quer introduzir mais estabilidade às relações internacionais, durante a cimeira entre os presidentes chinês e o norte-americano, na quarta-feira, em Pequim. Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, a República Popular da China “pretende trabalhar” com os Estados Unidos numa base de igualdade e em “espírito de respeito e preocupação com os interesses mútuos”. De acordo com o porta-voz diplomático, a posição de Pequim tem em vista o desenvolvimento da cooperação, gestão das diferenças e criar “mais estabilidade e segurança a um mundo [que está] instável e interdependente”. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai realizar uma visita de Estado à China e que se vai prolongar entre quarta-feira e sexta-feira, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping. A confirmação oficial da deslocação foi divulgada ontem por Pequim, dois dias antes do início da viagem e depois de a Administração norte-americana ter agendado a visita para as datas anunciadas. A viagem vai decorrer após a trégua comercial acordada pelos dois líderes em Outubro, na cidade sul-coreana de Busan. Trata-se da primeira deslocação de um Presidente dos Estados Unidos a Pequim desde a visita de Trump em 2017, durante o primeiro mandato como chefe de Estado. Lado B Por outro lado, China acusou ontem os Estados Unidos de “difamar” outros países “explorando a situação de guerra” no Irão, depois de Washington ter sancionado três empresas chinesas de satélites por alegadamente facilitarem operações militares iranianas. O mesmo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim acrescentou que a República Popular da China “se opõe firmemente” às sanções unilaterais “sem fundamento no direito internacional” e assegurou que Pequim vai defender os “direitos e interesses legítimos” das empresas chinesas. O Departamento de Estado anunciou, na sexta-feira, sanções contra as empresas chinesas Chang Guang Satellite Technology, The Earth Eye e MizarVision, acusadas de fornecer imagens de satélite que alegadamente facilitaram ataques iranianos contra forças norte-americanas no Médio Oriente. Questionado sobre as notícias de que Donald Trump iria pressionar Xi Jinping sobre a posição da China em relação ao Irão durante a visita a Pequim, Guo reiterou que a postura de Pequim “tem sido consistente” e afirmou que a China vai continuar a desempenhar um “papel construtivo” na promoção de um cessar-fogo e no empenho de um quadro negocial. Pressões americanas O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende “pressionar” o seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante a deslocação à China, prevista para os próximos dias, quando tenta pôr fim à guerra no Irão, afirmou domingo um responsável norte-americano. De acordo com a mesma fonte, citada pela agência francesa AFP, Trump abordou “em múltiplas ocasiões” a questão das receitas que o Irão obtém da China através da venda de hidrocarbonetos, bem como de bens de uso tanto civil como militar. “Espero que esta conversa continue (…). Espero que o Presidente faça pressão”, como tem feito durante as suas últimas conversas com o líder chinês, disse o responsável, que falou aos jornalistas sob anonimato. A questão das recentes sanções adoptadas pelos Estados Unidos contra a China em relação à guerra no Irão também deverá ser abordada, acrescentou. O comércio, os direitos aduaneiros e a Inteligência Artificial também estarão na agenda das discussões desta visita.
Hoje Macau China / ÁsiaAviação | Companhias sul-coreanas suspendem mais de 900 voos As companhias aéreas sul-coreanas cancelaram mais de 900 voos devido ao aumento do preço do combustível provocado pelo conflito no Médio Oriente, com a maioria dos cortes a concentrar-se nas companhias de baixo custo. As companhias aéreas low-cost, como a Jeju Air e a Jin Air, cancelaram 900 voos de ida e volta, incluindo várias rotas para o Sudeste Asiático, informaram ontem fontes do sector citadas pela agência de notícias local Yonhap. A Asiana Airlines, a segunda maior companhia aérea do país, também cancelou 27 voos de ida e volta em seis rotas, incluindo Phnom Penh e Istambul, até Julho, informou a agência. A Korean Air, a principal companhia aérea sul-coreana, não comunicou, por enquanto, cortes nas operações, embora se encontre desde Abril sob um sistema de gestão de emergência e esteja a “acompanhar de perto” a situação. As fontes alertaram que o número poderá aumentar, uma vez que algumas companhias ainda não fecharam os seus calendários de Junho. O ajuste surge depois de, no mês passado, as companhias aéreas sul-coreanas terem anunciado que, em Maio, iriam aumentar para o nível máximo a sobretaxa de combustível, devido ao aumento do Platts Singapore Average (MOPS), o indicador de referência, de acordo com fontes do setor citadas pela agência sul-coreana. O aumento do nível 18, aplicado em Abril, para o nível 33, aplicado em Maio, representa o maior aumento mensal desde que o sistema actual foi introduzido em 2016. O MOPS registou uma média de 214,71 dólares por barril entre 16 de Março e 15 de Abril, ultrapassando em 2,5 vezes o preço de há dois meses.
Hoje Macau China / ÁsiaOrmuz | Seul diz que “impacto externo” causou explosão em navio Seul concluiu que a explosão ocorrida na semana passada num navio operado por uma companhia de navegação sul-coreana no Estreito de Ormuz foi causada pelo “impacto externo” de um objecto voador não identificado. “Como resultado da investigação, foi confirmado que, em 04 de Maio, um objeto voador não identificado atingiu a popa do (navio) ‘HMM Namu’. Existe, no entanto, uma limitação para determinar com precisão o tipo exacto e o tamanho físico do objecto”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul num comunicado. O navio de carga “HMM Namu” estava ancorado fora dos limites do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, quando ocorreu uma explosão, cerca das 20:40, hora da Coreia, “no lado bombordo da casa das máquinas”. Seguiu-se um incêndio, mas toda a tripulação saiu ilesa. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou anteriormente que se tratou de um ataque iraniano, instando Seul a juntar-se à agora suspensa operação militar dos Estados Unidos para escoltar navios através de Ormuz. Teerão rejeitou categoricamente qualquer envolvimento na explosão, enquanto Seul adoptou uma postura cautelosa, classificando a possibilidade de um ataque como “incerta”. Como muitas economias asiáticas, a Coreia do Sul depende fortemente das importações de combustível do Médio Oriente, grande parte das quais transita pelo estreito de Ormuz. O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, reúne-se hoje nos Estados Unidos com o homólogo norte-americano, Pete Hegseth. Antes de partir para Washington, Ahn afirmou que, na reunião com Hegseth, irá discutir as intenções de Seul de conseguir a transferência do controlo operacional (OPCON) em tempo de guerra dos EUA para a Coreia do Sul durante o mandato do actual Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung. Também discutirão o plano para desenvolver submarinos nucleares sul-coreanos com ajuda tecnológica de Washington, disse o ministro, em declarações reportadas pela Yonhap.
Hoje Macau China / ÁsiaSupremo Tribunal da Índia ouve vítimas para decidir se proíbe mutilação genital feminina O Supremo Tribunal da Índia ouviu sexta-feira várias vítimas de mutilação genital feminina no âmbito de um megaprocesso para definir os limites constitucionais da liberdade religiosa em relação aos direitos das mulheres. Um painel especial de nove juízes, presidido por Surya Kant, examinou a legalidade do ritual praticado na Índia pela minoria xiita, os Dawoodi Bohra. “O que estabelecermos servirá para toda uma civilização, e essa civilização é a Índia. A Índia deve progredir, mas há um costume entre nós que não podemos ignorar, e é isso que nos preocupa”, afirmou uma das juízas. A origem deste megaprocesso, que teve início formal na quinta-feira, remonta a uma decisão polémica de 2018 sobre o templo de Sabarimala, em Kerala, quando o Supremo Tribunal ordenou o fim da proibição da entrada de mulheres “em idade menstrual”, consideradas impuras pelos sectores mais tradicionais do hinduísmo. Esta decisão contra uma tradição sagrada hindu desencadeou uma crise social e obrigou o tribunal a avaliar casos tão diversos como o acesso a mesquitas, templos parsis e a própria mutilação genital feminina para decidir se a “moralidade constitucional” está acima dos costumes religiosos. O processo aborda também o impacto da excomunhão, uma prática que o advogado que representa as vítimas descreveu como “morte civil”, uma vez que priva as pessoas do direito de rezar nas suas mesquitas ou de serem enterradas nos cemitérios. Actualmente, a Índia não possui uma lei que proíba a mutilação genital feminina, pelo que o Estado utiliza a “falta de dados oficiais” como desculpa para evitar documentar a prática. Com este megaprocesso, o tribunal quer determinar se uma prática considerada “essencial” por uma religião pode ser invalidada por violar o direito à saúde e à dignidade (artigos 25.º e 26.º da Constituição indiana). Direitos violados A sessão de sexta-feira contou com um momento de tensão, quando o advogado que representa a comunidade xiita defensora da prática, Nizam Pasha, tentou justificar a ‘khatna’ (mutilação genital feminina) alegando tratar-se de uma “circuncisão simbólica” destinada a aumentar o prazer sexual das mulheres. “Do que é que está a falar?! Informe-se melhor. É exactamente o contrário”, afirmou de imediato um dos juízes, enquanto outro realçava que o verdadeiro objectivo do ritual é o “controlo da autonomia sexual das mulheres” e que a Constituição permite censurar costumes quando estão em causa razões de saúde pública. A reacção dos juízes foi lida como uma demonstração de que os argumentos do advogado das vítimas foram bem recebidos, disse uma das sobreviventes, Massoma Ranalvi, em declarações à agência de notícias espanhola Efe. O advogado denunciou perante o tribunal que a prática é realizada em meninas de apenas sete anos de idade e provoca uma “alteração irreversível no seu corpo que afectará a sua saúde sexual e reprodutiva”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a mutilação genital feminina como todos os procedimentos que envolvam a remoção parcial ou total dos órgãos genitais externos por motivos não médicos e, tal como outras agências das Nações Unidas, considera a prática como uma violação dos direitos humanos, uma forma extrema de discriminação de género e uma violência contra as crianças, já que a maioria das vítimas tem menos de 15 anos. Segundo os dados mais recentes da organização, publicados em 2025, mais de 230 milhões de raparigas e mulheres vivas foram submetidas a esta prática em 30 países da África, Médio Oriente e Ásia.
Hoje Macau China / ÁsiaDefesa | Pequim diz que cooperação militar entre Japão e Filipinas “agrava” tensões regionais As autoridades chinesas acusam os dois países de difamar a China e de tentarem obter benefícios privados colocando em causa a segurança regional Pequim acusou ontem a cooperação militar entre o Japão e as Filipinas de ignorar o “desejo comum” dos países da região de procurar a paz e o desenvolvimento e contribui para “agravar” as tensões regionais. Jiang Bin, porta-voz do ministério chinês da Defesa, afirmou ainda em conferência de imprensa que “alguns políticos” do Japão e das Filipinas “têm difundido narrativas falsas sobre questões marítimas e difamado a China sem qualquer motivo”, algo que provoca uma “forte insatisfação” em Pequim e a que o gigante asiático se opõe “firmemente”. “As partes envolvidas ignoram o desejo comum dos países da região de procurar a paz e o desenvolvimento e, fazendo caso omisso da oposição dos seus próprios povos, reforçam os seus laços militares para obter benefícios privados, agravando assim as tensões regionais”, afirmou o porta-voz. Gilberto Teodoro, secretário da Defesa Nacional das Filipinas, declarou na passada terça-feira, depois de se reunir com o seu homólogo japonês, Shinjiro Koizumi, que Manila pode agora adquirir armamento militar do Japão graças à flexibilização, por parte de Tóquio, da sua política sobre transferências de equipamento e tecnologia militar. Durante a reunião, as duas partes expressaram igualmente “séria preocupação com a evolução da situação” nos mares da China Meridional e Oriental e “sublinharam a importância de reforçar a vigilância do domínio marítimo”, em referência à crescente atividade naval chinesa na região. Jiang recordou que o Japão lançou recentemente, pela primeira vez, mísseis ofensivos fora do seu território durante manobras militares, quebrando o princípio constitucional nipónico de “defesa exclusivamente orientada para a autodefesa”, e acusou também as Filipinas de se apoiarem em “forças externas” à região para “apoiar e encorajar as suas ações de violação de direitos”. “O Exército chinês mantém uma determinação inabalável em salvaguardar a soberania territorial e os direitos e interesses marítimos. Exortamos os países envolvidos a deixarem de formar camarilhas e promover confrontos entre blocos, e a fazerem mais coisas que realmente favoreçam a paz e a estabilidade regionais”, concluiu Jiang. Disputas regionais Manila e Pequim mantêm uma disputa de soberania no Mar da China Meridional, onde, nos últimos anos, se têm registado incidentes frequentes entre embarcações e aeronaves de ambos os países. As relações entre a China e o Japão também se tornaram tensas nos últimos meses, depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter insinuado perante o Parlamento japonês no final do ano passado que uma acção militar chinesa sobre Taiwan poderia suscitar uma resposta das Forças de Autodefesa do Japão.
Hoje Macau China / ÁsiaUE lança com Brasil e China coligação para equilibrar mercados de carbono A União Europeia (UE) lançou com o Brasil e a China uma nova coligação para harmonizar os mercados de carbono a nível mundial e criar um novo padrão global através de uma plataforma comum de contabilidade, verificação e medição. Em comunicado, sexta-feira divulgado, a Comissão Europeia referiu que a “Coligação Aberta para Mercados Regulados de Carbono” foi lançada oficialmente na quinta-feira, numa cerimónia em Florença, Itália, que contou igualmente com representantes do Brasil e da China. “Esta nova iniciativa visa reforçar a cooperação global em termos de preços de carbono”, indicou o executivo comunitário. De acordo com a mesma nota informativa, a coligação vai permitir “aumentar a eficácia, transparência e integridade dos mercados de carbono” em todo o mundo, com o intuito de garantir que se cumpre o acordo climático de Paris, firmado em 2015. “A coligação envia um forte sinal do compromisso partilhado com este acordo global e com uma cooperação multilateral renovada. Além disso, reforça o papel dos mercados de carbono como um pilar central da transição global para a neutralidade climática, ao mesmo tempo que apoia a modernização económica e a competitividade”, referiu ainda a Comissão Europeia. Na prática, frisou o executivo comunitário, esta coligação vai garantir que a medição, relato e verificação dos mercados de carbono sejam mais transparentes e interoperáveis entre os diferentes mercados que integram esta iniciativa, criando uma “plataforma para a cooperação” e para “reforçar as políticas de fixação de preço do carbono”. Junta a tua à nossa voz Lançada inicialmente pela UE, China e Brasil, a coligação está aberta à adesão de novos países, desde que tenham mercados nacionais de carbono, sejam taxas ou sistemas de comércio de emissões. “A Nova Zelândia e a Alemanha são os primeiros países a aderir como membros, seguindo o exemplo da UE, do Brasil e da China, prevendo-se que vários outros se juntem brevemente”, indicou o comunicado, acrescentando que “autoridades subnacionais que operem um sistema de fixação de preços de carbono”, como o estado norte-americano da Califórnia, poderão participar nesta coligação como membros observadores. A Comissão Europeia informou que o Brasil vai presidir à coligação nos primeiros dois anos, com o executivo comunitário e a China a assumirem as vice-presidências. “Os próximos passos incluem a criação do Secretariado da Coligação e a elaboração de um plano de trabalho a ser adotado na Conferência do Mercado de Carbono, que terá lugar em 15 de Setembro de 2026 em Wuhan, na China”, destacou ainda a Comissão Europeia.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Exportações chinesas registam crescimento homólogo de 14,1% em Abril As exportações chinesas aumentaram em Abril 14,1 por cento em relação ao período homólogo anterior e as importações registaram um aumento de 25,3 por cento no mesmo período, apesar da guerra no Médio Oriente, segundo dados oficiais publicados sábado. O crescimento das exportações da China recuperou mais do que o esperado, apesar das perturbações no transporte marítimo causadas pela guerra no Irão, à medida que os volumes comerciais aumentam devido a um ‘boom’ de investimento em inteligência artificial. As exportações aumentaram 14,1 por cento em Abril, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com um comunicado divulgado hoje pela Administração Geral das Alfândegas chinesa. Este valor contrasta com a previsão mediana de 8,4 por cento numa sondagem da Bloomberg a economistas e com um aumento de 2,5 por cento registado em Março. As importações aumentaram 25,3 por cento, resultando num excedente comercial de 71,9 mil milhões de euros. A melhoria nas exportações seguiu-se a um abrandamento surpreendentemente acentuado das exportações da China durante o primeiro mês da guerra, depois de os ataques dos EUA e de Israel ao Irão e a retaliação de Teerão terem espalhado a agitação por todo o Médio Oriente, que se estendeu ao globo. E com as importações de produtos de alta tecnologia, como ‘chips’, em forte ascensão, a China registou em Março o seu menor excedente comercial em mais de um ano. Agenda comercial Os desequilíbrios comerciais estarão em destaque antes da cimeira prevista para a próxima semana em Pequim entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping. O défice comercial de mercadorias dos EUA com a China aumentou em março pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados do Departamento do Comércio. As fábricas chinesas contornaram a guerra de retaliações do ano passado com os EUA sobre as tarifas enviando mais produtos para regiões como África e a Europa, mesmo enfrentando resistência de países onde representam uma ameaça para os produtores locais. A China tem vindo a somar a sua voz à pressão global para um fim do conflito no Médio Oriente, que eclodiu no final de fevereiro e forçou o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz. Uma redução acentuada do tráfego nesta via navegável vital para o sector energético corre o risco de prejudicar as importações, fazer subir os preços do petróleo e ameaçar a procura estrangeira de produtos chineses. A força das vendas no estrangeiro impulsionou a China para um excedente comercial sem precedentes de 1,02 biliões de euros em 2025. Os volumes de expedição registados até agora em 2026 mantêm-se, na sua maioria, acima dos níveis recorde do ano passado, em parte graças à forte procura global impulsionada por investimentos em centros de dados e equipamento de energia.
Hoje Macau China / ÁsiaEnergia | Importações chinesas caem fortemente em Abril As importações chinesas de energia caíram drasticamente em Abril, num contexto marcado por interrupções no abastecimento de petróleo bruto e gás natural através do Estreito de Ormuz, em consequência do conflito no Médio Oriente, informaram sábado fontes oficiais. De acordo com dados da Administração Geral das Alfândegas do país asiático, as remessas de petróleo bruto diminuíram cerca de 20 por cento em termos homólogos em Abril, para 38,47 milhões de toneladas, o que, segundo a agência Bloomberg, representa o nível mais baixo em termos de quantidades desde Julho de 2022. As importações de gás natural — que as autoridades aduaneiras não discriminam entre o transportado por via marítima e o fornecido através de gasodutos — também registaram uma contracção de cerca de 13 por cento, situando-se em 8,42 milhões de toneladas, de acordo com a mesma fonte. O bloqueio “de facto” do Estreito de Ormuz, por onde circulava cerca de 20 por cento do petróleo e gás a nível mundial antes do início do conflito, afectou toda a Ásia, principal destino dessas exportações. No caso da China, a evolução desta rota marítima é particularmente sensível, uma vez que cerca de 45 por cento das suas importações de gás e petróleo transitam por ela. De facto, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), o principal órgão de planeamento económico do país, anunciou esta sexta-feira um aumento dos preços de retalho da gasolina e do gasóleo a partir de sábado, para reflectir as recentes alterações nas tarifas internacionais do petróleo. Em contrapartida, o gigante asiático também tem sido beneficiado pela guerra, uma vez que as suas exportações de tecnologias “verdes”, em que é líder, como painéis solares, baterias ou veículos eléctricos, dispararam nas últimas semanas, face ao impacto a nível mundial do aumento dos preços do petróleo bruto.
Hoje Macau China / ÁsiaEUA | Pequim considera Taiwan crucial para boa relação O Governo chinês afirmou ontem que a questão de Taiwan é essencial para garantir relações estáveis, saudáveis e sustentáveis com os Estados Unidos, nas vésperas do encontro em Pequim entre os líderes dos dois países. Em conferência de imprensa, o portavoz da diplomacia chinesa Lin Jian afirmou que Taiwan constitui o núcleo dos interesses fundamentais da China e a base política das relações entre Pequim e Washington. “É uma obrigação internacional que a parte norte-americana deve cumprir”, acrescentou o porta-voz, sublinhando que, para manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, “é necessário opor-se claramente à independência” da ilha. Estas declarações surgem dois dias após o secretário de Estado norteamericano, Marco Rubio, ter adiantado que Taiwan “será tema de conversa” no encontro entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e o homólogo norte-americano, Donald Trump, marcado para 14 e 15 de Maio, segundo a Casa Branca. “Entendemos que os chineses compreendem a nossa posição sobre esta questão, nós compreendemos a deles. E acredito que ambas as partes – sem antecipar o que acontecerá nas conversas – entendem que nenhum dos lados deseja que ocorra algum acontecimento desestabilizador naquela região do mundo”, afirmou Rubio.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão e Myanmar marcam reunião de líderes do Sudeste Asático Os efeitos do conflito no Irão e da crise em Myanmar marcaram ontem o arranque das reuniões de líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN na sigla em inglês). “A actual crise no Médio Oriente e as repercussões de grande alcance, como a interrupção do fluxo de energia, rotas comerciais, fornecimento de alimentos, cadeias de abastecimento e a segurança dos nossos cidadãos, recorda-nos que acontecimentos além da nossa região podem ter efeitos imediatos e profundos na ASEAN”, declarou a ministra filipina dos Negócios Estrangeiros, Theresa Lazaro, anfitriã do conclave. A chefe da diplomacia filipina abriu os trabalhos na reunião em que participaram os homólogos da região, antes da cimeira de primeiros-ministros e presidentes do bloco, prevista para hoje na cidade de Cebu, região central do arquipélago. O Sudeste Asiático, fortemente dependente das importações energéticas do Médio Oriente, sofreu um grande impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do comércio mundial de crude, na sequência da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. As Filipinas, um dos países mais afectados, declararam em Março o estado de emergência energética, como medida para enfrentarem a escassez de combustível, enquanto Tailândia, Vietname, Laos e Myanmar (antiga Birmânia) também aplicaram medidas para lidar com a situação. A diminuição do comércio de derivados como a ureia, fertilizante essencial para a agricultura, levantou preocupações entre os países presentes devido ao impacto na segurança alimentar da região. À margem da reunião, está igualmente previsto um encontro entre líderes políticos de Brunei, Filipinas, Indonésia e Malásia. Os ausentes Mais uma vez, Myanmar não se fará presente nos trabalhos da ASEAN, devido ao veto imposto aos militares golpistas nas reuniões de alto nível da organização, na sequência do golpe de Estado de Fevereiro de 2021. Na altura, os líderes da ASEAN e o actualmente nomeado Presidente do país e do Governo militar, líder do golpe, general Min Aung Hlaing, acordaram um “roteiro” de cinco pontos para resolver o conflito, incluindo a libertação de presos políticos e o fim da violência contra civis, que produziu escassos resultados até agora. Min Aung Hlaing foi nomeado recentemente Presidente do país, em corolário de uma alegada transição política do regime, depois de eleições realizadas entre dezembro e janeiro, em clima de repressão e sem oposição representativa. Na semana passada, foi anunciada a passagem para prisão domiciliária da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, detida desde o golpe que depôs o seu governo, embora persistam dúvidas sobre a sua situação. Manila pediu na quarta-feira ao governo militar birmanês que permita a Lazaro, enviada especial da ASEAN para Myanmar, verificar o estado de Suu Kyi. A ministra filipina adiantou no discurso inaugural que “informará os homólogos sobre os avanços” nos cinco pontos de consenso acordados com os militares. Criada em 1967, a ASEAN integra Singapura, Malásia, Vietname, Indonésia, Tailândia, Filipinas, Myanmar, Brunei, Laos, Camboja e Timor-Leste, desde Outubro de 2025.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Subida de 8% nos turistas durante feriados do 1 de Maio Hong Kong recebeu 1,19 milhões de visitantes durante os cinco dias de feriados do Dia do Trabalhador, mais 8 por cento do que no mesmo período de 2025. O Departamento de Imigração da região chinesa anunciou na quarta-feira à noite que a esmagadora maioria dos turistas vieram da China continental: 1,01 milhões, um aumento de 10 por cento em relação à chamada ‘semana dourada’ de 01 de Maio do ano passado. O secretário para a Administração de Hong Kong, Eric Chan Kwok-ki, disse que o crescimento no número de visitantes trouxe “benefícios consideráveis” a sectores como o retalho, a restauração e a hotelaria. “Representantes de alguns centros comerciais indicaram que o consumo em diversas categorias do retalho apresentou aumentos de dois dígitos em relação ao ano anterior”, sublinhou Eric Chan. Já os negócios dos restaurantes situados em áreas turísticas “aumentaram cerca de 20 por cento no mesmo período”, acrescentou o governante. Hong Kong recebeu em média cerca de 200 mil visitantes do interior da China durante a ‘semana dourada’, com o pico atingido em 02 de Maio, dia em que cerca de 260 mil turistas chineses entraram na região. A taxa geral de ocupação hoteleira atingiu 90 por cento, ligeiramente superior à dos feriados do Dia do Trabalhador de 2025, enquanto os preços dos quartos de hotel aumentaram 10 por cento. As ‘semanas douradas’ são usadas como indicador da actividade económica da China, que procura impulsionar o consumo e os serviços como motores da procura interna, que ainda não recuperou totalmente desde a pandemia de covid-19. A vizinha região chinesa de Macau recebeu quase 873 mil visitantes durante os cinco dias de feriados do Dia do Trabalhador, mais 2,7 por cento do que no mesmo período de 2025, mas inferior à previsão de 1,1 milhões feita pelas autoridades. O segundo dia do Dia do Trabalhador, 02 de Maio, fixou um novo máximo histórico de Macau, com quase 248 mil turistas a entrarem no território. Números inéditos A China terminou a ‘semana dourada’ com um novo recorde máximo de quase 1,52 mil milhões de viagens domésticas, apesar do impacto da crise energética resultante da guerra no Médio Oriente nos custos de transporte e logística. As viagens entre 01 e 05 de Maio aumentaram 3,49 por cento face ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério dos Transportes chinês na quarta-feira. O transporte ferroviário voltou a representar uma importante fatia das viagens domésticas, com mais de 106 milhões de passageiros durante os feriados. O dia 1 de Maio registou um recorde de 24,84 milhões de passageiros, informou a empresa ferroviária estatal. O transporte rodoviário ultrapassou 1,39 mil milhões de viagens, impulsionado pelo turismo interno e pelo aumento das viagens familiares e regionais durante a ‘semana dourada’. Em contraste, o tráfego aéreo atingiu 10,54 milhões de passageiros durante os feriados, uma quebra de 5,74 por cento face ao mesmo período de 2025.
Hoje Macau China / ÁsiaDeepSeek poderá valer 38 mil milhões de euros com apoio de fundo estatal chinês, segundo Financial Times O maior fundo de semicondutores apoiado pelo Estado chinês está a liderar a primeira ronda de financiamento da DeepSeek, ‘start-up’ de inteligência artificial, cuja valorização poderá atingir 45 mil milhões de dólares. O China Integrated Circuit Industry Investment Fund, normalmente referido como o “Big Fund”, procura liderar o investimento na DeepSeek, segundo quatro pessoas com conhecimento das negociações, citadas pelo jornal britânico Financial Times. Outros investidores ainda em conversações para adquirir participação incluem o gigante tecnológico chinês Tencent, embora a composição final ainda não tenha sido definida, acrescentou o jornal. A DeepSeek ganhou destaque em Janeiro de 2025 com o lançamento do R1, um modelo de linguagem de código aberto, que a empresa disse ter sido treinado com apenas uma fracção da capacidade computacional utilizada por modelos desenvolvidos por rivais norte-americanos, como a OpenAI. A valorização da DeepSeek aumentou significativamente face aos 20 mil milhões de dólares estimados no início das negociações há apenas algumas semanas, à medida que os investidores apostam no potencial do laboratório, apesar da falta de foco na comercialização. Liang Wenfeng, bilionário fundador da ‘start-up’ com sede em Hangzhou, leste da China, poderá também investir pessoalmente nesta ronda, segundo duas das fontes. Liang controla 89,5 por cento da DeepSeek através de participações pessoais e grupos afiliados, de acordo com documentos da empresa. O apoio do fundo governamental da China reforçaria a posição da DeepSeek como líder no desenvolvimento de modelos avançados de IA no país, além de promover um ecossistema chinês integrado de modelos, software e ‘chips’ domésticos. Dividir por três A China lançou o apoio ao “Big Fund” em três fases, dando expressão à política de auto-suficiência tecnológica do Presidente chinês, Xi Jinping, face aos esforços dos EUA de restringir o acesso do país a tecnologias como equipamentos avançados de produção de semicondutores. O fundo reuniu 47 mil milhões de dólares do ministério das Finanças, governos locais e bancos estatais na terceira ronda de financiamento em 2024, e está mandatado para investir em equipamentos e materiais para semicondutores. Até agora, não apoiou publicamente nenhuma outra empresa de grandes modelos de linguagem (LLM) na China. A DeepSeek anunciou, no lançamento do mais recente modelo V4, que este foi otpimizado para executar inferência – o cálculo que os LLMs usam para gerar respostas – nos ‘chips’ Ascend 950PR do grupo Huawei. As vendas de ‘chips’ de IA da Huawei dispararam este ano, ultrapassando na China a Nvidia, maior fornecedora mundial de ‘chips’ de IA, cujos produtos avançados continuam proibidos de entrar no país, noticiou o Financial Times na semana passada.
Hoje Macau China / ÁsiaDivisas estrangeiras | Reservas chinesas aumentam 2,05% em Abril As reservas chinesas de divisas estrangeiras aumentaram 2,05 por cento em Abril face a Março, atingindo cerca de 3,41 biliões de dólares, informou ontem a Administração Estatal de Divisas (SAFE) da China. O crescimento mensal corresponde a aproximadamente 68,4 mil milhões de dólares, segundo a instituição, que o atribuiu à descida da cotação do dólar e à evolução desigual dos preços dos principais activos financeiros globais. “A China continua a consolidar a sua tendência de melhoria económica, com resiliência e dinamismo do desenvolvimento que se reforçam, o que contribui para que o tamanho das reservas de divisas se mantenha basicamente estável”, indicou o comunicado. Em 2025, as reservas de divisas estrangeiras chinesas cresceram 4,86 por cento, terminando o ano em 3,36 biliões de dólares. Em outro documento publicado ontem, a SAFE revelou ainda que aumentou as reservas de ouro de 74,38 milhões de onças para 74,64 milhões em Abril, registando o 18.º mês consecutivo de crescimento. Após fortes correcções registadas após o ouro ter atingido máximos históricos no início do ano, o valor dessas reservas ascendeu a cerca de 344,17 mil milhões de dólares, face aos 342,76 mil milhões registados no final de Março.
Hoje Macau China / ÁsiaEuropa | Nissan planeia cortar 10% dos postos de trabalho A fabricante japonesa de automóveis Nissan prevê cortar cerca de 900 postos de trabalho na Europa, aproximadamente 10 por cento da sua força laboral regional, informou ontem a agência local Kyodo. Segundo representantes citados pela agência, a empresa japonesa está a planear o encerramento parcial do armazém de componentes em Barcelona e uma revisão do modelo de vendas na Europa, passando em alguns mercados da distribuição própria para a comercialização através de importadores locais. A medida insere-se no plano de recuperação “Re:Nissan”, anunciado em Maio de 2025, com o qual o grupo procura regressar à rentabilidade e que prevê a redução de 20.000 empregos a nível global até 2027, para além do corte da rede de fábricas de 17 para 10. Em Espanha, a empresa japonesa comunicou aos sindicatos no passado dia 27 de Abril que planeava aplicar em três centros de Barcelona – onde trabalham 569 pessoas – um procedimento legal que permite que empresas em crise suspendam, reduzam jornadas ou extingam contratos colectivamente, segundo fontes sindicais. Os eventuais afectados incluem trabalhadores do centro técnico da Zona Franca de Barcelona, onde trabalham 383 pessoas; do centro de peças de El Prat de Llobregat, com 122 empregados; e do centro de áreas flexíveis, também em El Prat, com 64 trabalhadores.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Porta-aviões francês passa Suez a caminho do Golfo Pérsico O porta-aviões francês “Charles de Gaulle” e a sua escolta atravessaram ontem e o canal do Suez para se posicionarem na região do Golfo Pérsico, anunciou o Ministério das Forças Armadas. O envio do porta-aviões francês realizou-se para a eventualidade de ser lançada uma missão, promovida por Londres e Paris, para restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz. “O porta-aviões ‘Charles de Gaulle’ e os seus navios de escolta transitaram pelo canal do Suez hoje, 6 de Maio de 2026, a caminho do sul do mar Vermelho”, indicou ontem o ministério num comunicado. A decisão visa “agilizar a execução desta iniciativa assim que as circunstâncias o permitam”, acrescentou. O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, estão por detrás de uma iniciativa para garantir a segurança da navegação no estreito, bloqueado desde o início do conflito que desde 28 de Fevereiro opõe o Irão aos Estados Unidos e a Israel. Esta potencial missão de segurança, que só pôde ser desencadeada depois de as hostilidades terem cessado, pretende ser “neutra e claramente separada dos beligerantes”, afirmou em meados de Abril o chefe de Estado francês. “A movimentação do grupo aeronaval é independente das operações militares iniciadas na região e complementa o dispositivo de segurança existente”, reafirmou o ministério. A sua presença perto do Golfo Pérsico vai permitir “uma avaliação do ambiente operacional regional antes do lançamento da iniciativa” e “o fornecimento de mais opções de saída da crise para reforçar a segurança regional”, indicou.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Juiz que agravou pena da ex-primeira-dama encontrado morto A polícia da Coreia do Sul anunciou ontem que foi encontrado morto o juiz que agravou a pena de prisão da ex-primeira-dama Kim Keon-hee, de 20 meses para quatro anos. Shin Jong-o foi “encontrado inconsciente por volta da 01h da manhã de ontem [meia-noite em Macau] nas instalações no Tribunal Superior de Seul”, disse à agência de notícias France-Presse um oficial da polícia. O magistrado foi levado para o hospital, onde foi declarado morto, acrescentou o investigador, sublinhando que “não há indícios de que tenha sido um acto criminoso”. No entanto, o dirigente da esquadra de Seocho, um distrito da capital, negou que Shin tenha deixado uma carta de suicídio, algo avançado pela imprensa sul-coreana. Em 28 de Abril, o juiz condenou Kim Keon-hee a quatro anos de prisão, aumentando a pena inicial de 20 meses por corrupção, e impôs uma multa de 50 milhões de won (cerca de 29 mil euros). O Tribunal Superior de Seul anulou a absolvição inicial da acusação de manipulação de acções. Durante a leitura da sentença, que foi transmitida em directo pela televisão sul-coreana, Shin Jong-o declarou que Kim Keon Hee “não admitiu a sua culpa e, em vez disso, recorreu repetidamente a desculpas”. Kim, de 53 anos, é casada com o ex-chefe de Estado Yoon Suk-yeol, que desempenhou funções entre 2022 e 2025. Em Agosto de 2025, a ex-primeira-dama foi acusada de corrupção, suborno e fraudes no mercado bolsista, incluindo manipulação de preços de acções, assim como de influenciar indevidamente as listas de candidatos do Partido do Poder Popular. Em Dezembro de 2024, Yoon Suk-yeol declarou lei marcial para alegadamente combater elementos “pró-Coreia do Norte” no parlamento, medida que revogou poucas horas depois, acabando por ser destituído do cargo em Abril de 2025. No passado mês de Fevereiro, o Tribunal Distrital Central de Seul considerou o ex-chefe de Estado culpado de liderar uma insurreição e condenou-o a prisão perpétua.
Hoje Macau China / ÁsiaCamboja | Primo do PM detinha 30% das acções de grupo ligado a burlas Um primo do primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, anunciou ontem que detinha 30 por cento das acções de uma empresa financeira ligada a um centro de burlas online e branqueamento de capitais. O ex-presidente do grupo, Li Xiong, foi extraditado para a China a 1 de Abril “Gostaria de informar o público que, de facto, detinha 30 por cento das acções da Huione Pay PLC.” Foi desta forma que Hun To confessou o investimento na empresa financeira ligada a um centro de burlas online, também suspeita de branqueamento de capitais. Porém, Hun To não é um mero cidadão cambojano, mas primo do actual primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, e sobrinho do antigo líder Hun Sen, o político que liderou o Governo do país durante mais tempo e que ainda ocupa a presidência do partido único (Partido Popular do Camboja). Importa referir que o actual primeiro-ministro é filho de Hun Sen. Com sede na capital cambojana Phnom Penh, o Grupo Huione era composto por várias empresas que ofereciam serviços de comércio electrónico, câmbio de criptomoedas e pagamentos, incluindo a Huione Pay. O Governo dos Estados Unidos acusou o grupo em 2025 de branquear dinheiro proveniente de burlas online para grupos criminosos da Coreia do Norte e do Sudeste Asiático. O ex-presidente do grupo, Li Xiong, foi extraditado do Camboja para a China em 1 de Abril. As autoridades chinesas alegam que Li estava no centro de uma vasta rede criminosa envolvida em jogos de azar e fraudes. De acordo com um relatório da empresa de liquidação Reachs & Partners, Li Xiong detinha 62 por cento das ações da Huione Pay. Limpeza profunda Hun To garantiu que não tinha qualquer envolvimento nas operações comerciais da Huione Paye que “nunca recebeu lucros, dividendos ou activos desta empresa”, cuja liquidação foi concluída em Outubro. Desde meados de Abril que manifestantes em Phnom Penh exigem o desbloqueio das contas na plataforma H-Pay (antiga Huione Pay), que, segundo eles, estão inacessíveis desde Dezembro. O banco central do Camboja anunciou que as licenças comerciais das plataformas pertencentes ao grupo Huione foram revogadas. O Camboja tornou-se, nos últimos anos, um dos principais polos de cibercriminalidade, onde burlões, por vezes a trabalhar sob coação, enganam internautas em todo o mundo, nomeadamente através de falsas relações amorosas ou investimentos em criptomoedas. Sob pressão de vários países, incluindo a China, de onde são oriundos muitos dos autores e vítimas, as autoridades cambojanas, acusadas de durante anos terem fechado os olhos ao fenómeno, dizem estar agora a combater com firmeza esta indústria, avaliada em milhares de milhões de euros. O Camboja tem vindo a intensificar esforços para não comprometer os laços com a China, o seu principal parceiro comercial. Em Fevereiro, o primeiro-ministro cambojano Hun Manet prometeu “limpar tudo”, referindo-se aos centros de burla, e, no mês seguinte, o Governo aprovou um projecto de lei que prevê penas severas para os envolvidos em cibercrimes.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Analistas apontam para maior espaço estratégico de Pequim A guerra no Irão colocou a China numa posição complexa, oferecendo oportunidades diplomáticas e estratégicas, mas também riscos económicos e energéticos, segundo uma análise do instituto Brookings Institution, publicada na terça-feira. Ryan Hass, investigador de política externa na unidade de investigação Centro John L. Thornton China, da Brookings Institution, que tem sede em Washington, afirmou que “os líderes chineses consideram as acções dos EUA no Irão como mais um espasmo violento de um sistema capitalista em declínio, projectando as suas contradições através do imperialismo e da guerra”. “O principal interesse da China é manter aberto o caminho para a sua ascensão, com os EUA a constituir o principal obstáculo”, escreveu Hass no artigo – “A abordagem de Pequim ao conflito no Irão e as suas implicações para a China” -, que assina com outros quatro investigadores do Centro John L. Thornton China. Pequim prefere assim “uma calma tensa com os EUA” e reage à guerra “sem mal-estar nem entusiasmo”, devido ao impacto económico e aos choques energéticos, observou Hass. Yun Sun, investigadora não-residente do grupo de reflexão, observou que a China demonstrou “resiliência energética e das cadeias de abastecimento, graças a décadas de diversificação”, mas os custos são reais, como a queda de 25 por cento nas importações de crude do Golfo em Março de 2026. Sun acrescentou que Pequim “pode desempenhar um papel na reconstrução pós-conflito do Irão, dadas as opções limitadas de parceria de Teerão”.