Hoje Macau China / ÁsiaAno Novo Lunar | Estimativas apontam para mais de nove mil milhões de viagens A China estima que tenham sido realizadas cerca de 9,03 mil milhões de viagens domésticas durante o Ano Novo Lunar, um aumento de 7 por cento face ao mesmo período de 2024, informou ontem a agência de notícias Xinhua. Considerado o maior movimento anual de pessoas no país, este período de 40 dias, conhecido como ‘chunyun’, teve início a 14 de Janeiro e terminou a 22 de Fevereiro, embora o maior pico de viagens tenha sido registado entre 28 de Janeiro e 04 de Fevereiro. De acordo com as estimativas oficiais, a maioria das viagens foi efectuada por estrada (cerca de 8,39 mil milhões), muito acima das de comboio (513,63 milhões), via aérea (90,19 milhões) e marítima (31,15 milhões). O país asiático ultrapassou os 8,4 mil milhões de viagens inter-regionais durante o ‘chunyun’ de 2024, embora as previsões de Pequim para esse ano contemplassem ultrapassar os nove mil milhões. O valor acabou por não ser alcançado devido ao mau tempo, que provocou atrasos e cancelamentos no serviço de transportes e problemas de infraestruturas em várias regiões. No dia 29 de Janeiro, milhões de chineses deram as boas-vindas ao ano da serpente e, durante uma semana, o país parou para cumprir tradições como limpar as casas a fundo, pendurar recortes de papel para atrair boa sorte, decorar as ruas e realizar grandes banquetes familiares.
Hoje Macau China / ÁsiaGavekal Dragonomics | Campanha anticorrupção intensifica-se, diz “think tank” A campanha anticorrupção na China está-se a intensificar e ameaça paralisar a burocracia chinesa, apontou um grupo de reflexão, numa altura em que Pequim exige ousadia aos funcionários para relançar o crescimento económico. Lançada há mais de uma década pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a campanha atingiu em 2024 um número recorde de 889.000 funcionários do regime, segundo dados divulgados pela Comissão Central de Inspecção e Disciplina – órgão máximo anticorrupção do Partido Comunista Chinês (PCC). Este número representa um aumento de quase 50 por cento em relação à média anual de cerca de 600.000 entre 2018 e 2023. O ‘think tank’ Gavekal Dragonomics previu que o número continuará a crescer, destacando o alargamento do escrutínio a novos sectores, como finanças, energia, saúde e infraestruturas, bem como para níveis mais baixos da administração pública, incluindo funcionários do PCC nas aldeias, além dos níveis provincial e municipal. “O foco em mais sectores e mais funcionários vai resultar em mais casos – tendência que parece destinada a continuar”, vaticinou. Para durar A campanha anticorrupção foi lançada em 2012 e é hoje considerada a mais persistente e ampla na história da China comunista. Um dos primeiros alvos foi o ex chefe da Segurança Zhou Yongkang, que outrora tutelou os tribunais, polícia e os serviços de informação, e acabou por ser punido com prisão perpétua, tornando-se no mais alto líder da China condenado por corrupção desde a fundação da República Popular, em 1949. Da lista faz também parte Bo Xilai, estrela em ascensão da política chinesa que caiu em desgraça, num caso que envolveu o homicídio de um advogado britânico. Altas patentes do exército – só no ano passado dois ministros da Defesa foram colocados sob investigação – e centenas de quadros de nível ministerial ou superior foram também expulsos do PCC e punidos com prisão perpétua ou pena de morte. Em Janeiro passado, Xi advertiu que “a corrupção continua a aumentar” e é a “maior ameaça” para o regime. “A campanha anticorrupção é a única forma de quebrar os ciclos de governação e caos, prosperidade e declínio”, apontou. A Gavekal Dragonomics advertiu para os efeitos de paralisia na burocracia chinesa, à medida que os funcionários evitam tomar decisões susceptíveis de os expor ao escrutínio. Xi tem aludido a este problema, queixando-se do ‘formalismo’ e do ‘burocratismo’ no Governo. Documentos do Comité Permanente do Politburo do PCC, a cúpula do poder na China, mencionam agora as “três distinções” para tranquilizar os funcionários de que não serão punidos por erros honestos, visando “incentivá-los a adoptar uma postura pioneira e a demonstrar iniciativa no trabalho”. Medos e incentivos Isto surge numa altura em que Pequim enceta um plano estratégico para dominar tecnologias emergentes, visando ultrapassar os Estados Unidos na corrida pela supremacia tecnológica. “Os cautelosos fundos de investimento apoiados pelo Estado estão relutantes em investir em empresas tecnológicas de alto risco. Se os funcionários que gerem os fundos estatais ficarem mais preocupados com o facto de as perdas financeiras convidarem ao escrutínio, tornar-se-ão ainda mais conservadores nas suas decisões de investimento”, apontou o grupo de reflexão. Pequim adoptou em 2024 um pacote de medidas de apoio ao sector imobiliário, mergulhado numa prolongada crise. Uma das medidas visa encorajar as autoridades locais a comprar aos promotores unidades habitacionais não vendidas. “O risco é que os funcionários locais utilizem esta ferramenta com moderação para evitar o escrutínio posterior”, notou a Gavekal Dragonomics. “É possível que, ao dar prioridade política à estabilização do crescimento, o Governo central tenha dado aos funcionários de nível operacional o incentivo de que necessitam para agir. Mas também é possível que o receio [de serem punidos] se sobreponha a todos os outros factores e que os funcionários locais não consigam, mais uma vez, apoiar a economia”, acrescentou.
Hoje Macau SociedadeCrime | Adolescentes detidos por furto de telemóveis Três jovens, colegas de escola do ensino secundário, foram detidos por suspeita de terem furtado dois telemóveis e uns auscultadores nos dias 15 e 17 de Fevereiro. Segundo o relato feito ao jornal Ou Mun, após a denúncia feita pelas vítimas o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) investigou o caso e, recorrendo ao sistema de videovigilância “Olhos no Céu”, interceptou um dos jovens suspeitos na passada terça-feira na Rua 6 de Bairro do Iao Hon. O passo seguinte foi convocar os restantes dois suspeitos para irem à esquadra de polícia. De acordo com as autoridades, os furtos aconteceram enquanto as vítimas jogavam basquetebol, em campos das zonas da Sé e Santo António. Aproveitando a distração das vítimas, os suspeitos subtraíram os telemóveis, que um dos suspeitos vendeu no Interior da China por 3.620 renminbis. Os restantes dois suspeitos receberam 320 patacas cada um por transferência bancária. Os jovens foram acusados do crime de furto e o caso foi transferido para o Ministério Público. O CPSP informou ainda a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude para acompanhamento da situação.
Hoje Macau SociedadeConstrução civil | Diminuição das obras em perspectiva Harry Lai, CEO da Lai Si Construction Engineering, defendeu, segundo o jornal Ou Mun, que os próximos meses serão pautados por menos obras, pelo que o sector da construção civil aguarda uma queda no volume de trabalho. Lai disse ainda que é esperado que o Governo possa acelerar o processo de aprovação de terrenos para construção e dos respectivos projectos, para que as empresas não tenham um longo período de espera pela frente. Harry Lai recordou que em 2023, pouco tempo depois do fim da pandemia, o sector estava ainda com muitos projectos em mãos, alguns deles no início. Porém, este ano o cenário parece ser diferente, pois as empresas de construção acreditam que haverá menos projectos na segunda metade do ano devido ao facto de terem sido poucos os concursos públicos realizados, incluindo poucos projectos privados, pelo que este ano haverá poucas obras em curso. Harry Lai explicou que, por exemplo, a maioria das obras na área da habitação pública são realizadas por empresas com capitais da China continental, havendo pouco espaço para as empresas locais.
Hoje Macau Manchete SociedadeEconomia | Refeições de takeaway aceleram inflação A inflação acelerou em Janeiro pela primeira vez nos últimos seis meses, de acordo com os dados oficiais. O aumento dos preços das refeições de takeaway foi o principal responsável pela subida A inflação acelerou em Janeiro, pela primeira vez em meio ano, sobretudo devido ao custo das refeições adquiridas fora de casa, num mês em que contou com o arranque do Ano Novo Lunar, foi anunciado na sexta-feira. O Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu 0,57 por cento em Janeiro, em termos anuais, e aumentou 0,17 por cento em comparação com Dezembro, de acordo com dados oficiais divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Janeiro pôs assim fim a um período de cinco meses consecutivos de desaceleração da inflação. Em Dezembro, o IPC tinha aumentado 0,23 por cento em termos anuais e recuado 0,01 por cento em comparação com Novembro. Dezembro foi o mês em que Macau ficou mais perto de cair em deflação (queda anual nos preços no consumidor) desde Junho de 2021, quando a cidade viveu o último de 10 meses consecutivos de deflação no pico da crise económica causada pela pandemia. A deflação reflecte debilidade no consumo doméstico e no investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos activos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias. Tudo evitado Num comunicado, a DSEC justificou a aceleração em Janeiro com uma subida de 0,88 por cento no sector dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas. O período do Ano Novo Lunar, o maior movimento de massas do mundo, é a principal festa tradicional das famílias chinesas e acontece em Janeiro ou Fevereiro, consoante o calendário lunar. Este ano, celebrou-se entre 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro. O custo das refeições adquiridas fora de casa subiu 1,7 por cento. Com a progressiva retoma do turismo, Macau registou um aumento de 10,1 por cento no preço dos bilhetes de avião e um crescimento de 17,4 por cento no custo das excursões e quartos de hotéis no exterior. Com o aumento do número de visitantes, a região registou um acréscimo de 23,1 por cento no preço das joias, relógios e produtos feitos de ouro. Os gastos com hipotecas dos apartamentos subiram 0,36 por cento, apesar de o índice dos preços da habitação ter caído 11,7 por cento no ano passado e da Autoridade Monetária de Macau ter aprovado três descidas da taxa de juro nos últimos três meses de 2024. A Assembleia Legislativa aprovou, em 18 de Abril, o fim de vários impostos sobre a aquisição de habitações, para “aumentar a liquidez” no mercado imobiliário, defendeu na altura o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong. Os dados oficiais mostram ainda que os serviços de saúde ficaram 1,1 por cento mais caros e o custo dos seguros subiu 2,47 por cento.
Hoje Macau SociedadeEnsino | Propostas alterações para financiar escolas no Interior O Governo quer mudar a lei para permitir que as escolas a operar na Zona de Cooperação Aprofundada criadas por entidades com sede em Macau possam receber subsídios. As alterações foram anunciadas pelo Conselho Executivo, mas têm de passar pela Assembleia Legislativa. De acordo com a apresentação, as escolas criadas vão ficar sujeitas “ao sistema educativo de Macau, desde que não contrarie as normas estipuladas no Interior da China” e haverá uma igualdade a nível dos “direitos e deveres dos alunos e do pessoal docente, nomeadamente o subsídio de escolaridade gratuita, o subsídio para o desenvolvimento profissional dos docentes de Macau e o cálculo da sua antiguidade”. No que não contrariar as leis do Interior, estas escolas têm de cumprir a legislação de Macau, a nível do registo do pessoal da escola, transferência de recursos financeiros das escolas, exigências de contabilidade e da elaboração do relatório de auditoria das escolas. Educação | Subsídios para aquisição material em Abril A partir de 7 de Abril e até 30 de Maio, os residentes que frequentam cursos do ensino superior que atribuem um grau académico ou com uma duração de dois anos vão poder candidatar-se ao subsídio para aquisição de material escolar do ano lectivo de 2024/2025, com um valor de 3.300 patacas. O programa foi apresentado na sexta-feira, durante uma conferência de imprensa do Conselho Executivo. Após a candidatura, os processos são avaliados pela Administração Pública, que depois decide sobre a atribuição do apoio. Os interessados têm de apresentar documentos que provem a designação do curso, o número de anos do curso, e o ano lectivo da primeira matrícula. Os subsídios são atribuídos aos estudantes que frequentam cursos na RAEM ou no exterior. O processo de candidatura tem de ser tratado através da aplicação da Conta Única.
Hoje Macau Manchete SociedadeMercados | Governo preocupado com futuro dos vendilhões Actualmente, cerca de 80 por cento dos vendedores nos mercados do território têm mais de 60 anos. O Executivo admite que a profissão deixou de ser atractiva para os mais novos O Governo revelou ter dúvidas sobre o futuro da profissão de vendedor nos mercados, quando mais de 80 por cento dos vendilhões têm mais de 60 anos. As dúvidas sobre a sobrevivência desta actividade foram deixadas, na sexta-feira, durante uma conferência de imprensa do Conselho Executivo para apresentar as regras do novo regime de gestão dos vendedores. Estas novas regras para regular a actividade dos vendilhões entram em vigor no início de Março. A cidade tem actualmente 543 licenças válidas de vendilhões, mas mais de 100 bancas nos vários mercados da cidade estão por ocupar e mais de 80 por cento dos vendedores têm mais de 60 anos, disse Ung Sau Hong, administradora do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). A responsável prometeu que, depois da entrada em vigor do novo regime, será feita “uma análise à situação” dos mercados em cada bairro. “O vendilhão é uma profissão de longa data, é já uma memória nossa”, mas “esta já não é de facto uma profissão muito atraente”, admitiu o porta-voz do Conselho Executivo, André Cheong Weng Chon. O também secretário para a Administração e Justiça justificou as alterações “com a evolução económica e dos hábitos de consumo dos residentes e turistas”. “Vamos ver se é possível manter esta profissão de vendilhão em Macau”, disse André Cheong. O porta-voz afirmou que o Governo vai, “em algumas zonas, tentar melhorar as condições [dos mercados] para atrair jovens que possam ser vendilhões”. Novas medidas O novo regulamento prevê que compete ao IAM publicitar o anúncio de abertura do concurso público para licenças de vendilhões e ao presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do IAM criar a comissão de avaliação das propostas apresentadas. No caso de empate na avaliação das propostas, a escolha final é feita por sorteio. As novas regras passam a prever que o montante da caução da licença corresponde ao montante da taxa de licença e que a caução pode ser prestada em numerário, cheque, pagamento electrónico ou transferência bancária. O mercado de Coloane, inaugurado há 130 anos, encerrou definitivamente em 16 de Dezembro, depois dos dois últimos vendedores terem abdicado das bancas, uma vez que “o fluxo de pessoas (…) continuou a diminuir nos últimos anos”, disse em Novembro o IAM. O presidente da Associação de Auxílio Mútuo de Vendilhões de Macau disse, na altura, à Lusa que o mercado costumava ser popular entre os portugueses que viviam na aldeia, mas que estes “foram partindo aos poucos”. “Sem portugueses em Coloane, há menos residentes”, lamentou O Cheng Wong. O Mercado Vermelho, o mais icónico de Macau, reabriu em Maio ao público depois de dois anos encerrado para obras de remodelação, com 118 bancas em funcionamento e 31 que continuavam vazias. Construído em 1936, o Mercado Vermelho é um edifício de influência arquitectónica portuguesa e foi projectado pelo macaense Júlio Alberto Basto.
Hoje Macau PolíticaATFPM | Falta de visão política dificulta escolha de cursos superiores A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) organizou no sábado o seminário “Emprego e Desenvolvimento Futuro dos Jovens”, que contou com a participação de cerca de 100 pessoas. O presidente da associação, o deputado Pereira Coutinho, destacou que a actual incerteza sobre o futuro de Macau e a ausência de uma visão perspectiva nas políticas têm levado à falta de planeamento racional nos cursos universitários. Esta situação, segundo o responsável, dificulta a compreensão dos jovens locais sobre as reais necessidades de talentos da sociedade, e gera “grande ansiedade entre os jovens quanto ao seu futuro”. Tendo em conta que Macau é uma “economia voltada para o exterior”, Coutinho realçou que o território é impactado com a instabilidade política e económica a nível global, favorecendo apenas as indústrias tradicionais. Neste contexto, Coutinho incentivou os jovens a acompanharem o “desenvolvimento actual das indústrias e a intensificarem o estudo de disciplinas emergentes e promissoras, como inteligência artificial, big data, matemática e línguas”. Também a presidente da Assembleia Geral da ATFPM, Rita Santos, destacou a deterioração do ambiente de emprego em Macau, referindo que “a associação recebe diariamente uma média de 50 casos, na sua maioria relacionados com preocupações de emprego, stress mental excessivo e planeamento de carreira”.
Hoje Macau PolíticaSalário mínimo | Lei Chan U quer melhorar sistema de revisão O deputado Lei Chan U defende que deve ser alterado o sistema de revisão dos valores do salário mínimo, à semelhança do que ocorreu em Hong Kong. Num comunicado divulgado pelo gabinete do deputado, é explicado que as autoridades da região vizinha sugeriram aumentar o salário mínimo de 40 dólares de Hong Kong por hora para cerca de 42 dólares. O deputado, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau, disse que ambas as regiões têm mecanismos de revisão salarial que devem actuar de dois em dois anos, mas apenas Hong Kong cumpre, aumentando o valor. No caso de Macau, o deputado lembrou que o Governo opta sempre por recolher dados e elaborar um relatório sobre o valor a adoptar, que é discutido na Assembleia Legislativa. Os vários passos acrescentam incerteza à calendarização dos novos valores do salário mínimo. Assim, Lei Chan U sugere que o Executivo acelere o processo de actualização do salário mínimo.
Hoje Macau China / ÁsiaTráfico Humano | Pequim defende colaboração com Tailândia e Myanmar na luta contra o crime A China reafirmou ontem a intenção de colaborar com a Tailândia e o Myanmar na luta contra redes de tráfico humano, após as autoridades tailandesas terem começado a repatriar cidadãos chineses mantidos em cativeiro por grupos criminosos. “A China segue a sua filosofia centrada nas pessoas. É uma escolha necessária para salvaguardar os interesses comuns dos países da região e responder às aspirações partilhadas pelos seus povos”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, em conferência de imprensa. Guo sublinhou que a China mantém uma estreita cooperação bilateral e multilateral com a Tailândia, o Myanmar e outros países afectados. “Tomámos várias medidas para resolver tanto os sintomas como as causas profundas destes crimes e trabalhamos em conjunto para impedir que os criminosos atravessem as fronteiras, com o objectivo de erradicar o problema das fraudes e dos jogos de azar ‘online’ ilegais”, afirmou. O porta-voz acrescentou que a China continuará a tomar medidas para “proteger a vida e os bens das pessoas” e preservar o intercâmbio e a cooperação com os países da região. No entanto, evitou dar pormenores sobre a identidade dos cidadãos repatriados, o seu estado de saúde ou as circunstâncias do seu resgate. “Para informações específicas, remeto para as autoridades competentes na China”, disse. A Tailândia iniciou ontem o repatriamento de milhares de pessoas, na sua maioria cidadãos chineses, que tinham sido levados por grupos criminosos e explorados em centros dedicados a fraudes ‘online’ no Myanmar. O primeiro dos aviões descolou ontem com 50 passageiros a bordo, embora se espere que um total de 1.041 chineses sejam enviados para o seu país entre os 7.000 estrangeiros a repatriar nos próximos dias, de acordo com a estimativa feita esta semana pelo primeiro-ministro tailandês, Paetongtarn Shinawatra.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Sintetizado um diamante hexagonal mais duro que o natural Uma equipa de investigadores chineses conseguiu sintetizar a lonsdaleíta, uma forma rara de diamante hexagonal com uma dureza 40 por cento superior à do diamante natural. A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Jilin e da Universidade Sun Yat-sen, adiantou o jornal oficial China Daily, na quarta-feira. O grupo de desenvolvimento destacou recentemente que a lonsdaleíta foi obtida a partir de grafite submetida a condições extremas de pressão e temperatura. “A síntese de lonsdaleíta tem sido um ponto focal de investigação para cientistas de todo o mundo nos últimos 50 anos”, frisou Yao Mingguang, professor do Laboratório Estadual de Materiais Superduros da Universidade de Jilin. A lonsdaleíta, descoberta em 1967, forma-se naturalmente em locais de impacto de meteoritos, embora a sua síntese artificial tenha sido um desafio para a comunidade científica. Para o conseguir, os investigadores chineses aplicaram uma pressão de 300 mil atmosferas, seis vezes superior à necessária para fazer diamantes convencionais. Como resultado, obtiveram cristais com até 1,2 milímetros de diâmetro, um tamanho consideravelmente maior do que os obtidos em tentativas anteriores. Para além da sua dureza excepcional, a lonsdaleíta sintetizada exibe uma notável estabilidade térmica, mantendo-se estável até aos 1.100°C. “Os diamantes recém-sintetizados apresentam estabilidade térmica e mantêm-se estáveis a temperaturas extremas”, explicou Yao. Esta característica pode permitir a sua aplicação em materiais ultra-resistentes e semicondutores. Apesar dos progressos, a produção industrial ainda não é viável: “Encontrar catalisadores adequados pode abrir caminho para isso”, frisou o investigador. A equipa procura agora optimizar o processo para passar da síntese laboratorial para o fabrico em grande volume.
Hoje Macau China / ÁsiaDeepSeek | Descartada abertura a mais investidores A empresa chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek negou ontem que esteja a considerar a possibilidade de aceitar financiamento externo para fazer face à crescente procura por recursos computacionais, após o seu rápido crescimento. A empresa tecnológica reagiu assim à informação vinculada por órgãos especializados, como a publicação norte-americana The Information, que indicaram que a plataforma estava a considerar dar esse passo. Os órgãos mencionaram fundos de investimento chineses e o Fundo Nacional de Segurança Social como possíveis investidores. São “apenas rumores”, afirmou ontem a empresa, em comunicado. O jornal estatal The Paper também noticiou ontem que a empresa está a enfrentar dificuldades para sustentar a expansão do serviço, o que levou os seus directores e a sua empresa-mãe, a QuantCube, a avaliarem uma mudança de estratégia que orientaria o seu foco da investigação tecnológica para um modelo comercialmente viável. Nos últimos dias, especulou-se sobre um possível investimento de 10 mil milhões de dólares por parte do grupo Alibaba, o que lhe daria uma participação de 10 por cento na empresa e avaliaria a DeepSeek em 100 mil milhões de dólares. O vice-presidente da Alibaba, Yan Qiao, negou oficialmente a informação, sobre a qual a DeepSeek não comentou. A DeepSeek causou grande agitação no sector global de IA após o seu lançamento, há algumas semanas, do modelo V3, que terá levado apenas dois meses para ser desenvolvido, com uma fracção do orçamento das rivais norte-americanas. Lançado em 2023 pelo fundo de cobertura chinês High-Flyer Quant, a DeepSeek está comprometida com o código aberto e oferece serviços mais baratos do que o modelo o1 da OpenAI. O rápido crescimento atraiu parcerias com gigantes tecnológicos chineses, como Alibaba, Tencent, Huawei e Baidu.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Mantida taxa de juro de referência em 3,1% pelo quinto mês consecutivo O Banco Popular da China anunciou ontem que vai manter a taxa de juro de referência em 3,1 por cento, pelo quinto mês consecutivo, indo assim ao encontro das expectativas dos analistas. Na sua actualização mensal, a instituição indicou que a taxa de juro de referência a um ano (LPR) se manterá a esse nível pelo menos até daqui a um mês. Este indicador, estabelecido como referência para as taxas de juro em 2019, é utilizado para fixar o preço dos novos empréstimos – geralmente destinados às empresas – e dos empréstimos a taxa variável que estão a ser reembolsados. É calculado com base nas contribuições de preços de um conjunto de bancos – incluindo pequenos credores que tendem a ter custos de financiamento mais elevados e maior exposição a crédito malparado – e tem como objectivo baixar os custos dos empréstimos e apoiar a “economia real”. A última redução foi em Outubro do ano passado, quando o banco central a reduziu em 25 pontos de base, a partir de 3,35 por cento. A instituição também indicou ontem que a taxa de juro a mais de cinco anos – a referência para os empréstimos hipotecários – se manterá em 3,6 por cento, também em conformidade com as previsões dos analistas. A última descida ocorreu em Outubro, também em 25 pontos de base, a partir de 3,85 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Inflação sobe para 2% em Janeiro devido ao Ano Novo Lunar Alimentação e transportes parecem ter sido os principais factores de aceleração da inflação no mês passado quando se celebrou a chegada do Novo Ano Lunar A inflação na região semiautónoma chinesa de Hong Kong acelerou em Janeiro, pela primeira vez desde Agosto, devido aos preços dos transportes e da alimentação durante os feriados do Ano Novo Lunar, foi ontem anunciado. O índice de preços no consumidor (IPC) subiu 2 por cento em Janeiro, em relação ao período homólogo, informou o Departamento de Censos e Estatística (CSD) de Hong Kong. Em Dezembro, a inflação fixou-se em 1,4 por cento. Num comunicado, o CSD justificou a aceleração, a primeira em cinco meses, com “os aumentos dos preços nos transportes de ida e volta [de Hong Kong] e dos preços dos alimentos básicos devido ao efeito do Ano Novo Chinês”. O período do Ano Novo Lunar, o maior movimento de massas do mundo, é a principal festa tradicional das famílias chinesas e acontece em Janeiro ou Fevereiro, consoante o calendário lunar. Este ano, celebrou-se entre 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro. O CSD sublinhou ainda que entrou em vigor em Janeiro um aumento de 10 por cento na renda da maioria dos residentes em habitações públicas em Hong Kong, cidade vizinha de Macau. Um porta-voz do Governo do território defendeu que a inflação subjacente dos preços no consumidor foi modesta em Janeiro e acrescentou que, no geral, os preços dos alimentos “continuaram a registar aumentos anuais ligeiros”. Num comunicado, o porta-voz previu que a inflação “deverá manter-se moderada a curto prazo”, mas admitiu que “as incertezas decorrentes das tensões geopolíticas e dos conflitos comerciais merecem atenção”. Futuro inflacionado No início de Fevereiro, o novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa adicional de 10 por cento sobre as importações de Hong Kong e da China continental. A inflação na China também acelerou em Janeiro, pela primeira vez desde Agosto, devido ao forte aumento dos gastos das famílias, por altura dos feriados do Ano Novo Lunar, contrariando persistentes pressões deflacionistas. O índice de preços no consumidor (IPC) subiu 0,5 por cento, em Janeiro, em relação ao período homólogo, informou a 9 de Fevereiro o Gabinete Nacional de Estatística (NBS) do país asiático. Em Dezembro, a inflação fixou-se em 0,1 por cento. O aumento temporário do consumo mascarou brevemente a dimensão do desafio deflacionista que a segunda maior economia do mundo enfrenta. O preço dos serviços aumentou 0,9 por cento, representando mais de metade do aumento total do IPC, de acordo com o NBS. A deflação nas fábricas da China prolongou-se pelo 28.º mês consecutivo, com um declínio de 2,3 por cento, mantendo-se estável, face à contracção do índice em Dezembro. O consumo doméstico é cada vez mais crucial e por isso o Governo chinês avançou já com planos para aumentar a despesa pública e reduzir as taxas de juro. O receio de Pequim é que um ciclo enraizado de descida dos preços possa refrear as despesas das famílias e empurrar as empresas para cortes salariais e despedimentos.
Hoje Macau SociedadeHospital das Ilhas | Criação de pacotes turísticos em estudo O Hospital das Ilhas está a “realizar estudos preliminares de mercado sobre o conteúdo de pacotes de turismo médico, os seus critérios para cobrança de taxas”, indicou o director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, numa resposta a uma interpelação de Ho Ion Sang. A análise está a ser feita em contacto com “o sector turístico e as empresas integradas de turismo e lazer”. Além disso, a Direcção dos Serviços de Turismo irá acompanhar o lançamento destes serviços de turismo médico disponíveis no Hospital das Ilhas, também em conjunto com o sector e as concessionárias, para desenvolver “produtos turísticos com foco em cuidados médicos, bem-estar e alimentação terapêutica”, revelou Alvis Lo. A aposta irá passar também por promoções de alojamento e campanhas de publicidade nos mercados-alvo. Uma das áreas a explorar no novo centro hospitalar é a medicina estética, no Centro Médico Internacional. De momento, a instituição tem consultas externas de especialidade, que incluem serviços de medicina estética como microagulhas de radiofrequência, injecções de toxina botulínica (botox) e vacinação contra o vírus de herpes zoster (zona). Além disso, Alvis Lo declarou que os Serviços de Saúde querem elevar o nível técnico e dos serviços médicos de Macau, “em articulação com a actual política de emissão de vistos para tratamento médico em Macau”, para incentivar instituições médicas privadas a criarem produtos turísticos de saúde.
Hoje Macau SociedadeDSEC | Restauração e retalho registam novas quebras nas vendas As vendas dos restaurantes apresentaram uma redução de 5,6 por cento em Dezembro de 2024 face ao período homólogo. Os números constam do inquérito de conjuntura à restauração e ao comércio a retalho realizado pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Os restaurantes de comida chinesa foram os mais afectados pela redução do volume das vendas com quebras que atingiram 10,3 por cento. Os restaurantes com comida ocidental também registaram menos vendas, com uma diminuição de 4,4 por cento, em comparação com Dezembro de 2023. No pólo oposto, no espaço de um ano, os restaurantes com comida japonesa e coreana apresentaram aumento das vendas de 10,9 por cento. As quebras nas vendas entre Dezembro do ano passado e Dezembro de 2023 não se limitaram à restauração. No comércio a retalho a situação não foi melhor. De acordo com os entrevistados pela DSEC, as quebras nas vendas atingiram 21,1 por cento em termos anuais. Os negócios de relógios e joalharia foram os mais afectados com uma redução nas vendas de 31,5 por cento, enquanto as vendas dos artigos de couro tiveram uma redução de 25,9 por cento. A venda de mercadorias em armazéns e de quinquilharias caíram 20,8 por cento. Por outro lado, a venda de automóveis cresceu 36 por cento face ao período homólogo.
Hoje Macau PolíticaTrânsito | Deputado defende uso de carros eléctricos O deputado Zheng Anting defendeu que a substituição de veículos a combustão por eléctricos vai levar a uma redução das temperaturas nas ruas de Macau, o que considerou positivo para o turismo. As declarações foram prestadas ontem na Assembleia Legislativa, no âmbito de uma pergunta ao Executivo que pedia os planos para apostar numa maior adopção de veículos eléctricos no território. Por sua vez, Raymond Tam, secretário para os Transportes e Obras Públicas, defendeu o trabalho do Governo no incentivo aos veículos eléctricos e explicou que 90 por cento dos autocarros dos complexos de entretenimento e hotéis utilizam veículos híbridos, que utilizam em parte energias alternativas e que houve vários incentivos para que os cidadãos optassem por comprar veículos eléctricos.
Hoje Macau PolíticaBurla | PJ alerta para falsos anúncios com deputados A Polícia Judiciária (PJ) informou ontem o público sobre a existência de falsos anúncios de investimento nas redes sociais envolvendo figuras públicas, nomeadamente do meio empresarial e político, como Kevin Ho, membro de Macau à Assembleia Popular Nacional e sobrinho de Edmund Ho; Angela Leong, deputada e empresária ligada à Sociedade de Jogos de Macau, e ainda o deputado Chui Sai Peng. Segundo uma nota da PJ divulgada ontem, esses falsos anúncios recorrem a estas personalidades para publicitar a obtenção de lucros fáceis “através de certas plataformas de investimento, induzindo os cidadãos a clicar em links que os levam a plataformas de investimento falsas para registar contas”. Desta forma, os burlões acabam por roubar os dados pessoais e retirar dinheiro das contas das vítimas. A PJ alerta ainda para o “aumento de casos de fraude em investimentos nos últimos anos, em que os burlões recorrem a plataformas de redes sociais para atrair as vítimas”. Assim, com “diversas estratégias, promovem planos de investimento publicitando retornos elevados”. No início, “algumas vítimas conseguem obter pequenos lucros e fazer levantamentos desses ganhos com sucesso, mas ao aumentarem o valor do investimento, descobrem que deixam de conseguir levantar o dinheiro, percebendo que foram enganadas”, descreve a PJ.
Hoje Macau EventosRobert De Niro estreia-se em televisão no ‘thriller’ conspiracionista “Dia Zero” A nova minissérie “Dia Zero”, na Netflix, marca a estreia do ator oscarizado Robert De Niro em televisão, num ‘thriller’ em que interpreta um ex-presidente norte-americano chamado a descobrir os autores de um ciberataque devastador. “O argumento era tão bom, nem sequer foi precisa preparação prévia”, disse o ator, numa conferência de imprensa de lançamento da série em que a Lusa participou. “O diálogo era excelente. Podia ter sido piroso, pretensioso ou tendencioso, mas nesse caso eu não estaria aqui”. “Dia Zero” foi filmada ao longo de sete meses em Nova Iorque, com Robert De Niro a ser fundamental para essa localização. “Já há algum tempo que tinha falado com o meu agente sobre fazer qualquer coisa em Nova Iorque”, revelou o ator, que também é produtor executivo da minissérie de seis episódios. O elenco inclui Angela Bassett, Matthew Modine, Jesse Plemons, Lizzy Caplan, Connie Britton e Joan Allen. Criada por Eric Newman (“Griselda”, “Narcos: México”), Noah Oppenheim (ex-presidente da NBC News) e Michael Schmidt (jornalista), a minissérie parte de um ciberataque maciço que desliga tudo nos Estados Unidos durante um minuto e provoca o caos e milhares de mortos. Robert De Niro interpreta o ex-presidente George Mullen, chamado pela atual presidente Evelyn Mitchell (Angela Bassett) a presidir a uma comissão à qual são dados poderes inéditos de investigação. A realizadora Lesli Linka Glatter (“West Wing”, “Homeland”) descreveu a série como “um ‘thriller’ de conspiração paranóica”. “A ideia partiu de conversas sobre a nossa relação com a verdade”, revelou Eric Newman, na conferência. “É algo global: entrámos numa era de pós-verdade em que as verdades podem ser mutualmente exclusivas”. Um dos antagonistas de Mullen é o autor de um ‘podcast’, Evan Green (Dan Stevens) que joga com suspeitas e atira acusações sem prova de forma a rentabilizar o ultraje da audiência. “Green representa a franja que opera em torno de uma história como esta”, disse o ator. “Ele é irritante, uma figura divisiva, que prospera com a divisão e a torna a sua moeda”. Mas o argumento não toma posição e nenhum dos intervenientes sai particularmente bem, com um leque variado de decisões duvidosas, salvo a mulher do ex-presidente Sheila Mullen, que mantém a integridade. “O que esperamos que as pessoas levem disto é que, embora os mecanismos pelos quais determinamos a verdade possam estar quebrados, talvez de forma irreparável, ainda é possível fazer a coisa certa”, frisou Newman. “Ainda que seja uma visão desconcertante da humanidade, no final há um certo otimismo e esperança”. O cocriador Noah Oppenheim disse que a equipa começou a trabalhar nesta história há vários anos e que é incrível ver como aquilo que tem acontecido no mundo real espelha o caos que a série retrata. “Se pensarmos nas ameaças que enfrentamos, seja ciberataques, alterações climáticas ou guerra nuclear, a maior de todas é a incapacidade de concordarmos com um conjunto partilhado de factos”, considerou. Angela Bassett, que interpreta a presidente Mitchell, salientou a importância de “ver esta representação de uma mulher” como a atriz “num lugar de poder na Sala Oval”, algo que a entusiasmou a fazer a série, além de ser a segunda vez a trabalhar com De Niro. Também Connie Britton, que dá corpo a Valerie Whitesell, achou interessante a humanização de situações altamente políticas, que muitas vezes fazem esquecer que, por trás de posições de poder estão seres humanos com relações e personalidades complexas. “Isto mostra-nos como as nossas escolhas podem ter um impacto em toda a gente”, indicou, ao mesmo tempo que os personagens tentam manter o decoro e respeitar os altos cargos. “Esses atos de equilíbrio são o que fazemos na vida real, mesmo que não estejamos metidos em espionagem de alto risco ou ciberataques”, continuou. “Estamos todos a tentar encontrar um equilíbrio entre as nossas responsabilidades e as relações íntimas”.
Hoje Macau EventosMuseu M+ de Hong Kong e MoMA assinam primeira colaboração O museu M+ de Hong Kong assinou um acordo de colaboração com o Museu de Arte Moderna (MoMA, na sigla em inglês) de Nova Iorque, o primeiro do género entre a instituição norte-americana e uma congénere asiática. A aliança, anunciada ontem pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, surge no meio de crescentes tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e a China. O M+ garantiu ao jornal que assinou na terça-feira um memorando de entendimento com o MoMa, para promover a cooperação em áreas como a investigação, o intercâmbio de curadores, a conservação, a partilha de programas e o desenvolvimento de talentos. A parceria acontece no meio da deterioração das relações entre Pequim e Washington, exacerbada pelo regresso à presidência dos Estados Unidos, em 20 de janeiro, de Donald Trump, que impôs uma tarifa adicional de 10% sobre as importações de Hong Kong e da China continental. Fundado em 1929, o MoMA alberga uma coleção de quase 200 mil peças, que inclui pinturas marcantes na história da arte como ‘A Noite Estrelada’, de Vincent van Gogh (1853-1890), e ‘Les Demoiselles d’Avignon’, de Pablo Picasso (1881-1973). Picasso na RAEHK De 15 de Março a 13 de Julho, o M+ vai albergar a exposição ‘Picasso for Asia: A Conversation’, que reune mais de 60 obras do artista espanhol, considerado um dos mais prolíficos e influentes criadores do século XX. Com curadoria conjunta do M+, localizado no distrito cultural de West Kowloon, e do Musée national Picasso-Paris, em França, esta exposição será a primeira a exibir obras-primas do museu parisiense ao lado de peças de uma coleção de museu na Ásia. Entre as obras de destaque que vão ser transportadas para a antiga colónia britânica contam-se ‘O Acrobata’ (1930), ‘Figuras à Beira-Mar’ (1931), ‘Grande Natureza Morta com Mesa de Pedestal’ (1931), ‘Retrato de Dora Maar’ (1937) ou ‘Massacre na Coreia’ (1951). O Governo de Hong Kong apontou a recuperação do turismo como essencial para a economia da região semiautónoma chinesa. As autoridades disseram que a organização desta exposição representa um passo importante para restaurar o panorama cultural da cidade e atrair visitantes de todo o mundo. O executivo de Hong Kong revelou um plano de desenvolvimento turístico a cinco anos, com o objetivo de quase duplicar a contribuição do setor para o produto interno bruto (PIB), de 2,6% em 2024 para cerca de 5% até 2029. O plano, apresentado no final de dezembro pela secretária para a Cultura, Desporto e Turismo, Rosanna Law Shuk-pui, inclui a implementação de 133 medidas focadas na criação de projetos que destaquem as características locais e internacionais da cidade. Rosanna Law foi nomeada no início de Dezembro, pelo chefe do Executivo, John Lee Ka-chiu, na primeira remodelação do Governo de Hong Kong, cidade vizinha de Macau, desde que o antigo comissário adjunto da polícia tomou posse, em Julho de 2022, em plena pandemia.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Janeiro registou mais de três milhões de visitantes Macau recebeu em Janeiro quase 3,65 milhões de visitantes, mais 27,4 por cento do que no mesmo mês de 2024 e o segundo valor mais elevado de sempre, foi ontem anunciado. De acordo com dados oficiais, o número de turistas que passou pelo território só foi superado por Agosto, mês que registou mais de 3,65 milhões de visitantes. No entanto, segundo a Direção dos Serviços de Estatísticas e Censos, mais de 59 por cento dos visitantes (2,16 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade. Em 2024, o Governo Central divulgou uma série de medidas de apoio a Macau, como o aumento do limite de isenção fiscal de bens para uso pessoal adquiridos por visitantes da China. Ao mesmo tempo, as autoridades chinesas alargaram a mais 10 cidades da China a lista de locais com “vistos individuais” para visitar Hong Kong e Macau. Além disso, desde 1 de Janeiro que os residentes da vizinha cidade de Zhuhai podem visitar Macau uma vez por semana e ficar até sete dias. Em resultado, a esmagadora maioria (91,3 por cento) dos turistas que chegaram a Macau em Janeiro vieram da China continental ou Hong Kong, enquanto apenas 241 mil foram visitantes internacionais. Um quase recorde Janeiro ficou perto de fixar um novo recorde, apesar do número de pessoas que visitaram Macau durante a chamada ‘semana dourada’ do Ano Novo Lunar ter sido 3,5 por cento menor do que no mesmo período de feriados de 2024. De acordo com dados da Polícia de Segurança Pública de Macau, entre 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro entraram na região 1,31 milhões de turistas, uma média diária de 163.700. Em 17 de Janeiro, a directora dos Serviços de Turismo de Macau (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, disse que esperava uma média diária de 185 mil visitantes durante a ‘semana dourada’. No mesmo dia, Senna Fernandes disse que Portugal pode ajudar Macau a atrair no futuro mais visitantes vindos do resto da Europa. A dirigente deu como exemplo a reunião semianual da Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECTAA, na sigla em inglês), que se irá realizar em Macau, em Junho. “Foi através da APAVT [Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo] que nós fomos apresentados à ECTAA”, sublinhou Senna Fernandes. “Embora vá ter menos do que 100 pessoas, eles representam, no todo, 80 mil agências de viagens de toda a Europa”, sublinhou a dirigente. Senna Fernandes disse ainda esperar que Macau possa receber entre 38 e 39 milhões de visitantes este ano. Em agosto, a dirigente apontou como meta mais de três milhões de visitantes internacionais em 2025. Macau recebeu no ano passado 34,9 milhões de visitantes, mais 23,8 por cento do que no ano anterior, mas ainda longe do recorde de 39,4 milhões fixado em 2019, antes da pandemia.
Hoje Macau China / ÁsiaUcrânia | Seul acolherá soldados norte-coreanos que queiram desertar As autoridades sul-coreanas admitiram ontem acolher os soldados norte-coreanos que sejam capturados na Ucrânia a combater juntamente com as tropas russas e que queiram desertar da Coreia do Norte. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul avançou, em comunicado, que “os soldados norte-coreanos são cidadãos sul-coreanos de acordo com a Constituição” pelo que “respeitar a vontade destas pessoas é cumprir o direito internacional”. O anúncio do Governo sul-coreano foi feito na sequência dos últimos relatos de que muitos soldados norte-coreanos ficaram feridos durante o conflito, depois de terem sido enviados para apoiar a Rússia ao abrigo do acordo de defesa estratégica alcançado no ano passado entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un. As autoridades ucranianas anunciaram a captura de dois soldados norte-coreanos que combatiam ao lado das tropas russas na província russa de Kursk, onde Kiev lançou uma operação militar no Verão passado. O Governo ucraniano propôs devolvê-los à Coreia do Norte se Pyongyang aceitar facilitar uma troca com soldados ucranianos actualmente detidos na Rússia. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estimou que cerca de 4.000 soldados norte-coreanos foram mortos ou feridos em Kursk, embora o número não tenha sido verificado. A disponibilidade apresentada pelo Governo sul-coreano surge depois de um soldado ter dito, em entrevista ao jornal Chosun Ilbo, que planeia pedir asilo na Coreia do Sul. O ministério de Seul reagiu, defendendo que estas pessoas “não devem ser enviadas de volta para um lugar onde enfrentam a ameaça de perseguição”.
Hoje Macau PolíticaEconomia | Crescimento da China é oportunidade para PLP O secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP) defendeu ontem que o crescimento económico chinês vai criar oportunidades para o bloco lusófono. “A China continua a ser um importante motor de crescimento económico mundial com boas perspectivas de cooperação com os países de língua portuguesa”, defendeu Ji Xianzheng, na recepção de Ano Novo Lunar do Fórum de Macau. O crescimento económico da China atingiu em 2024 a meta de 5 por cento fixada por Pequim, mas alguns analistas afirmam que a economia está a expandir-se a um ritmo mais lento do que o indicado nas estimativas oficiais. Num relatório divulgado em 16 de Janeiro, o Banco Mundial previu que a economia mundial deve crescer 2,7 por cento em 2025 e 2026 e disse que a desaceleração nos Estados Unidos e na China está a pesar no crescimento global. Num discurso, Ji Xianzheng disse que “os esforços de Macau” na abertura ao exterior “trarão certamente novas oportunidades para a China e os países de língua portuguesa perante o aprofundamento da cooperação em vários domínios”. Em Abril do ano passado, o Fórum de Macau realizou a sexta conferência ministerial, durante a qual foi aprovado um novo plano acção até 2027, concentrado em novas áreas de cooperação, como a economia digital e a economia azul. Apesar do optimismo, Ji Xianzheng sublinhou que “a promoção de uma cooperação abrangente de benefícios mútuos com os países de língua portuguesa está pendente dos esforços conjuntos dos dez países” que fazem parte do Fórum de Macau. A organização tem como membros Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe (desde 2017) e Guiné Equatorial (desde 2022). Governo alinhado O Fórum de Macau foi estabelecido em 2003, o mesmo ano em que Pequim designou a cidade como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa. Na mesma cerimónia, o chefe do Executivo da região prometeu “apoiar plenamente” a organização, para aproveitar “as vantagens únicas” da cidade e “potenciar efectivamente Macau como interlocutor entre a China e os países de língua portuguesa”. Sam Hou Fai garantiu que Macau irá “reforçar a abertura bilateral com os países lusófonos”, assim como “tomar uma postura mais aberta e inclusiva para intensificar os laços internacionais e aumentar a projeção e a atratividade globais”. Sam Hou Fai, que tomou posse em 20 de Dezembro, é o primeiro líder do Governo de Macau que domina a língua portuguesa.
Hoje Macau EventosCinema | “Nezha 2” ultrapassa “Inside Out 2” em bilheteira O filme de animação chinês “Nezha 2” ultrapassou o filme “Inside Out 2” (Pixar) e tornou-se na longa-metragem de animação com maior bilheteira da história, informou ontem a imprensa chinesa. Com uma receita global de 12,3 mil milhões de yuan, o filme é também a oitava obra cinematográfica com maior bilheteira de todos os tempos, segundo o portal de notícias Yicai. O sucesso de “Nezha 2” é particularmente notável pela sua origem, com mais de 99 por cento das receitas a provirem exclusivamente da China, ao contrário das produções de Hollywood, que dependem fortemente da distribuição internacional. Esta sequela, que segue a história de “Nezha” (2019), é inspirada no romance clássico chinês do século XVI “A Investidura dos Deuses”, que narra as aventuras de um rapaz com poderes mágicos que defende a cidade-fortaleza de Chentangguan. Lançado a 29 de Janeiro, durante o Ano Novo Lunar, “Nezha 2” liderou a bilheteira diária na China durante 21 dias consecutivos, contribuindo significativamente para o aumento da bilheteira nacional. O fenómeno desta longa-metragem levou a um prolongamento da estreia nas salas de cinema até 30 de Março. O legado de Nezha como personagem icónica da animação chinesa será homenageado numa sessão especial a 18 de Março em Xangai, onde serão exibidos “Nezha Conquista o Rei Dragão” (1979) e “Nezha 2”. Este evento reunirá duas gerações de espectadores e oferecerá uma perspectiva sobre a evolução da animação chinesa nas últimas quatro décadas, bem como sobre a continuidade do mito na cultura popular. Realizado por Yang Yu (conhecido como Jiaozi), da província de Sichuan (centro da China), “Nezha 2” reflecte a presença crescente dos filmes de animação chineses na indústria cinematográfica internacional.