Ormuz | Trump ameaça suspender negociações se forem cobradas portagens

O Presidente norte-americano ameaçou ontem suspender as negociações com o Irão caso a República Islâmica aplique portagens pela navegação no estreito de Ormuz, embora tenha referido que Teerão garantiu que não o fará.

“O Irão informou os Estados Unidos de que, apesar das notícias falsas e problemáticas que afirmam o contrário, não são solicitadas nem cobradas portagens, custos de seguro nem quaisquer outros encargos por parte do Irão aos navios que navegam pelo estreito de Ormuz”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social. No entanto, adiantou que “se esta informação for falsa, as negociações serão suspensas de imediato”.

O Irão e Omã anunciaram na terça-feira que iriam analisar os custos que poderiam ser cobrados pelos serviços relacionados com a gestão do estreito. Os dois países vão criar um grupo de trabalho conjunto para chegar a um acordo sobre a “futura gestão da navegação” através do estreito de Ormuz, incluindo discussões com os Estados do Golfo Pérsico e “outras partes relevantes”, antes de insistirem nos seus “direitos soberanos” sobre esta passagem estratégica.

Neste sentido, o primeiro-ministro do Qatar deslocou-se ontem a Omã precisamente para preparar as conversações entre os países do Golfo, o Iraque e o Irão sobre o estreito de Ormuz, segundo um diplomata em condição de anonimato em declarações à agência de notícias France-Presse.

Estas conversações são distintas das negociações entre Washington e Teerão, precisou o diplomata. Referiu ainda que estão previstas discussões separadas na Arábia Saudita com vista a uma reconciliação entre o Irão e os países do Golfo.

25 Jun 2026

Coreia do Sul | Soldado norte-coreano detido após atravessar fronteira

Um soldado norte-coreano foi detido pelas autoridades sul-coreanas depois de ter atravessado a fronteira, num aparente caso de deserção, informou ontem a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

“Os militares detiveram um soldado norte-coreano na noite de terça-feira na frente central, e as autoridades competentes estão a investigar os detalhes”, afirmou o Estado-Maior Conjunto de Seul, em comunicado de imprensa, citado pela Yonhap.

Dezenas de milhares de norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul desde que a península foi dividida pela guerra, na década de 1950. As deserções directas através da fronteira intercoreana, fortemente vigiada e minada, são raras. A maioria dos refugiados norte-coreanos que chegam à Coreia do Sul viaja pela China e depois por um ou mais países terceiros, como Laos, Tailândia ou Mongólia.

Os norte-coreanos que conseguem fugir para a Coreia do Sul são geralmente detidos pelos serviços de informação de Seul durante várias semanas. Segundo dados do Ministério da Unificação, mais de 34 mil norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul. Em 2024, 236 norte-coreanos chegaram à Coreia do Sul, destes 88 por cento eram mulheres. Pyongyang usa termos pejorativos como “vermes humanos” para descrever os cidadãos que fogem.

25 Jun 2026

Educação | Timor-Leste e Portugal vão reforçar número de professores

Os ministros da Educação de Timor-Leste e de Portugal anunciaram o reforço do número de professores do projecto Centro de Aprendizagem e Formação Escolar. O anúncio foi feito depois do encontro ministerial realizado ao abrigo da visita a Portugal do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão

 

O Centro de Aprendizagem e Formação Escolar, conhecido como Escolas CAFE, terá o corpo docente reforçado. O anúncio foi feito durante um encontro realizado, na terça-feira, entre o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e a ministra da Educação timorense, Dulce Soares, que integra a delegação liderada pelo primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, que se encontra a realizar uma visita de trabalho a Portugal até amanhã.

No encontro, a ministra informou que está em curso um “concurso especial destinado ao recrutamento de 200 professores timorenses para aquelas escolas, defendendo o reforço da formação contínua e do acompanhamento pedagógico daquelas profissionais”, pode ler-se na informação do executivo. Fernando Alexandre afirmou que Portugal “pretende reforçar” a cooperação na área da Educação e anunciou que no próximo ano serão 150 professores portugueses a leccionar nas escolas CAFE.

O projecto dos Centro de Aprendizagem e Formação Escolar ou as escolas CAFE, começou em 2014, e já está presente nos 14 municípios timorenses, e prevê-se a extensão daqueles estabelecimentos de ensino para os postos de administrativos do país. As escolas CAFE, onde as aulas são dadas por professores portugueses e timorenses, são, actualmente, frequentadas por mais de 11.100 alunos timorenses.

Aposta na continuidade

O CAFE tem dois grandes pilares, nomeadamente o ensino de qualidade na sala de aula e a formação complementar dos professores timorenses. Naquelas escolas, as aulas são dadas em português, mas os alunos têm também aulas de tétum, a outra língua oficial de Timor-Leste.

A ministra Dulce Soares reiterou também a importância de assegurar a continuidade do projecto e esclareceu que o diploma ministerial actualmente em preparação pelo Ministério da Educação relativo ao CAFE tem como único objectivo regular o funcionamento interno daquelas escolas no contexto do sistema educativo timorense e não visa alterar o protocolo em vigor existente entre os dois países.

25 Jun 2026

Quénia | Grupo chinês contratado para expandir aeroporto de Nairobi

O Quénia assinou um contrato de 154,2 mil milhões de xelins quenianos (1.048 milhões de euros) com uma empresa estatal chinesa para expandir o Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairobi, visando reforçar a sua posição como centro regional de aviação.

“O projecto de modernização do JKIA é uma iniciativa estratégica destinada a aumentar a capacidade do aeroporto, reforçar a segurança, melhorar os serviços de passageiros e carga e consolidar a posição do Quénia como principal centro de aviação da região”, escreveu na terça-feira à noite, na rede social X, o ministro das Estradas e Transportes queniano, Davis Chirchir.

O projecto, financiado com apoio da Corporação Financeira Africana (AFC) e do Banco de Comércio e Desenvolvimento da África Oriental e Austral (PTA Bank), prevê aumentar a capacidade do aeroporto de 7,5 para 22 milhões de passageiros por ano.

O novo contrato inclui a construção de um novo terminal e infra-estruturas de apoio, a modernização das instalações existentes, a optimização das operações nas zonas aeroportuária e pública e a melhoria da eficiência operacional e da prestação de serviços, segundo Chirchir.

O documento foi assinado pela secretária principal para a Aviação e Desenvolvimento Aeroespacial do Quénia, Teresia Mbaika, e por Yu Xiaodong, director-geral da CRBC, subsidiária do grupo estatal China Communications Construction Company (CCCC), o segundo maior accionista da construtora portuguesa Mota-Engil, com cerca de 32,4 por cento do capital.

25 Jun 2026

Alto responsável da indústria de defesa investigado por corrupção

As autoridades chinesas abriram uma investigação a Ka Zhigang, vice-director do organismo estatal responsável pela ciência, tecnologia e indústria para a defesa nacional, num novo caso envolvendo responsáveis ligados ao estratégico setor da defesa.

Ka, membro do grupo dirigente do Partido Comunista Chinês (PCC) na Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional, é investigado por alegadas “graves violações da disciplina e da lei”, expressão habitualmente utilizada na China para anunciar investigações que frequentemente acabam por expor casos de corrupção.

A Comissão Central de Inspecção e Disciplina do PCC e a Comissão Nacional de Supervisão, os principais órgãos anticorrupção do partido e do Estado, anunciaram ontem que Ka está sujeito a uma revisão disciplinar e a uma investigação de supervisão.

O breve comunicado oficial não forneceu detalhes sobre a natureza das alegadas infracções nem sobre o período em que terão ocorrido. Segundo o jornal The Paper, Ka desenvolveu grande parte da carreira na própria Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional, onde ocupou cargos de direcção em departamentos ligados ao planeamento e desempenhou funções como engenheiro-chefe do organismo.

Em Fevereiro de 2024, foi nomeado vice-director da Administração, entidade responsável pela supervisão de sectores relacionados com a indústria militar e projectos estratégicos de ciência e tecnologia.

A investigação surge num contexto de crescente escrutínio sobre o sector da defesa, no qual as autoridades chinesas anunciaram nos últimos meses investigações e sanções contra altos responsáveis militares, dirigentes de organismos ligados à indústria de defesa e gestores de empresas estatais estratégicas.

Máquina trituradora

Em Fevereiro passado, a Procuradoria chinesa acusou Zhang Jianhua, antigo vice-director da mesma Administração, de suborno, alegando que se aproveitou dos cargos que ocupou e da influência associada às suas funções para receber bens de valor “especialmente elevado”.

Após chegar ao poder, em 2012, o Presidente chinês e secretário-geral do PCC, Xi Jinping, lançou uma vasta campanha anticorrupção que atingiu funcionários de todos os níveis, desde quadros locais a dirigentes provinciais, altos comandos militares e responsáveis de grandes conglomerados estatais.

A campanha tem sido apresentada pelas autoridades como um esforço para reforçar a disciplina interna e combater a corrupção, embora alguns observadores considerem que também pode servir para afastar determinadas figuras da vida política.

25 Jun 2026

Comércio | Li Qiang diz que China não é “assim tão rica” para dar subsídios a empresas

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, negou que os produtos chineses gozem de vantagens competitivas devido a apoios estatais. As declarações surgem no contexto de disputas comerciais entre a China, a Europa e os Estados Unidos no comércio de veículos eléctricos, baterias e semicondutores

O primeiro-ministro chinês rejeitou as críticas sobre o peso dos apoios públicos na competitividade industrial da China e assegurou que “o Governo chinês não é assim tão rico que possa dar subsídios”. Li Qiang fez estas declarações durante a sessão plenária da 17.ª Reunião Anual dos Novos Campeões, conhecida como o ‘Davos de Verão’, que decorre esta semana na cidade de Dalian, no nordeste da China.

O chefe do Governo chinês referia-se às críticas de que a vantagem competitiva dos produtos chineses resulta sobretudo do apoio estatal, uma questão que tem marcado as recentes fricções comerciais entre Pequim, os Estados Unidos e a União Europeia em sectores como veículos eléctricos, baterias, semicondutores e tecnologias limpas.

“Não é assim”, afirmou Li, atribuindo a competitividade chinesa à “escala do mercado interno”, à “força da indústria transformadora” e à rápida aplicação de novas tecnologias. O primeiro-ministro defendeu que o desenvolvimento de sectores como as novas energias e os veículos inteligentes conectados resulta de avanços em áreas como materiais, baterias e comunicações, e não apenas de políticas públicas de apoio.

As críticas ao proteccionismo e às restrições comerciais, recorrentes no discurso de Pequim nos últimos meses, ocuparam também parte da intervenção, numa altura de aumento de tarifas, controlos tecnológicos e medidas de defesa comercial por parte de várias economias ocidentais.

Li afirmou que as importações chinesas de bens cresceram 20,5 por cento nos primeiros cinco meses do ano, apresentando esse resultado como prova da integração da China na economia mundial. No ano passado, a China registou um excedente comercial histórico de quase 1,2 biliões de dólares. Com a União Europeia o excedente chega actualmente a mil milhões de euros por dia.

Novas oportunidades

O discurso de Li Qiang teve lugar numa edição do fórum dedicada à inovação, comércio, inteligência artificial, emprego e transição energética, sob o lema “Inovar à escala”.

O primeiro-ministro chinês defendeu também que os avanços tecnológicos da China representam uma oportunidade para o mundo e não uma ameaça, rejeitando a ideia de que constituam um novo “choque chinês” para as economias avançadas. Li reconheceu que têm aumentado as preocupações internacionais em torno da inovação tecnológica chinesa, com alguns analistas a utilizarem a expressão “Choque da China 2.0” para descrever o rápido crescimento de sectores como a inteligência artificial, robótica, semicondutores, baterias, painéis solares e veículos eléctricos.

No entanto, o chefe do Governo chinês afirmou que a evolução tecnológica do país deve antes ser encarada como uma “Oportunidade da China 2.0”. “Numa perspectiva de desenvolvimento global, a ‘Oportunidade da China 2.0’ significa um acesso mais amplo a tecnologias avançadas e uma partilha mais alargada dos seus benefícios”, afirmou Li. Segundo o dirigente, as novas tecnologias e produtos chineses “não trazem choques, mas oportunidades”, nem representam ameaças, mas antes instrumentos de capacitação para outros países.

O primeiro-ministro destacou ainda os casos da Huawei e da Unitree Robotics como exemplos da capacidade de inovação chinesa e da rápida expansão de empresas nacionais em mercados globais. O Fórum Económico Mundial enquadrou o encontro num contexto de tensões tarifárias, pressão sobre as cadeias de abastecimento e fragmentação comercial e financeira.

O ‘Davos de Verão’ termina hoje, em Dalian, contando com a participação de mais de 1.700 representantes dos meios político, empresarial, académico e mediático de mais de 90 países e regiões. Entre os participantes contam-se os chefes de Governo do Bangladesh, Guiné-Conacri, Cazaquistão, Coreia do Sul, Mongólia e Montenegro.

25 Jun 2026

Apresentada hoje no IPOR versão portuguesa de “Macau’s Historical Witnesses”

O tédio da pandemia levou-os a vasculhar os segredos da sua cidade e a ter contacto com a sua história e as inúmeras personalidades que tem dentro. O casal Cristopher Chu e Maggie Hoi editaram, em 2022, a obra “Macau’s Historical Witnesses”, que ganha agora versão em português com a edição de “Testemunhas da História de Macau – 22 Histórias desconhecidas e presenciadas pelos marcos históricos da cidade que todos deveriam conhecer”.

A apresentação, enquadrada no cartaz de “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”, acontece hoje na Biblioteca do IPOR – Instituto Português do Oriente a partir das 18h30.

Trata-se, segundo um comunicado enviado pelos autores, de um “livro de contos que narra o passado da cidade sob a perspectiva dos seus edifícios, igrejas e outros monumentos”. A obra não é “um manual escolar nem um panfleto turístico, mas sim algo intermédio” entre esses dois mundos.

Christopher Chu e Maggie Hoi procuraram fazer uma crónica “da história única de [ligações] de quinhentos anos entre as comunidades portuguesa e chinesa”, apostando-se numa escrita de parágrafos curtos e “fácil leitura, contados do ponto de vista dos marcos históricos da cidade”.

Num anterior comunicado divulgado, Cristopher Chu adiantou que o livro “procura desafiar o mantra genérico do ‘encontro entre oriente e ocidente’ muitas vezes usado para descrever Macau e a sua história, ao adoptar as perspectivas de vários pontos de referência da cidade em vez das nossas perpectivas”.

“Assim sendo, perguntámos a edifícios, estátuas e ruas as experiências porque passaram nos últimos 400 anos e como as mudanças alteraram as cidades e aqueles que cá vivem”, acrescentou.

O lugar de Pessanha

Esta era a versão traduzida que faltava, tendo em conta que, além da publicação original em inglês, o público dispõe também de uma versão em chinês. Coube a Ivo de Noronha Vital, macaense e doutorando na Universidade de Macau, a responsabilidade pela tradução para a língua de Camões.

Ivo de Noronha Vital é também vice-presidente da Associação de Tradutores de Português. Na sessão de hoje no IPOR, o tradutor vai também “abordar os desafios do processo de tradução e a arte de conectar ideias além das línguas”.

Uma das personalidades em destaque no livro de Cristopher Chu e Maggie Hoi é Camilo Pessanha, poeta, docente e jurista, que viveu e faleceu em Macau. Segundo contou o co-autor, a ligação do poeta ao território foi tão forte, e geradora de tantas histórias, que acabou por dar origem a um segundo livro escrito pelo casal, “Camilo Pessanha’s Macau Stories”.

“A história de Camilo Pessanha foi acrescentada ao livro como um suplemento, mas a sua vida em Macau foi tão fascinante que decidi escrever um segundo livro dedicado exclusivamente à sua estada em Macau”, indicou Cristopher Chu que, em entrevista concedida ao HM, falou de como Pessanha ajuda também a descobrir a história do território que o acolheu.

“Ele foi isso mesmo, uma testemunha histórica. Viu tantos acontecimentos notáveis desenrolarem-se à sua frente, participou em alguns. É um óptimo instrumento para compreender o que se passou em Macau, perceber como o mundo evoluiu, as muitas mudanças que aconteceram naqueles anos e que continuam a ser palpáveis nos dias de hoje.”

25 Jun 2026

Finanças | Reserva fixa novo recorde pelo quinto mês consecutivo

Cinco meses a estabelecer novos recordes. No final de Abril, a reserva financeira estava avaliada em 697,3 mil milhões de patacas, valorizando 9,08 mil milhões de patacas num mês. Desde o final do ano passado, a valorização foi de 30,5 mil milhões de patacas

 

Os activos da reserva financeira de Macau atingiram um novo recorde máximo em Abril, pelo quinto mês consecutivo, anunciou ontem a Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Um balanço publicado pelo regulador financeiro no Boletim Oficial mostra que a reserva valia no final de Abril 697,3 mil milhões de patacas. A reserva ganhou 9,08 mil milhões de patacas em comparação com o anterior recorde, 688,2 mil milhões de patacas, fixado no final de Março.

Desde o final de 2025, a reserva registou uma valorização de 30,5 mil milhões de patacas. A reserva ganhou 50,5 mil milhões de patacas durante o ano passado, mais do que em 2024, ano em que os activos tinham subido 35,7 mil milhões de patacas.

O melhor ano de sempre para a reserva financeira continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os activos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas. O valor da reserva extraordinária no final de Abril era de 518,4 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150 por cento do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas.

Rentabilidade de 6,9 por cento

Em Novembro, a Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas.

Investimentos subcontratados representam a maior fatia da reserva financeira de Macau, 298 mil milhões de patacas, que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 288,9 mil milhões de patacas e títulos de crédito no montante de 108,4 mil milhões de patacas.

Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas, correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9 por cento, disse em Março a AMCM. O retorno nesse ano aumentou 38,7 por cento em comparação com 2024, quando os rendimentos renderam à reserva quase 31 mil milhões de patacas, correspondente a 5,3 por cento.

25 Jun 2026

FSS | Chan Pou Wan mais um ano como presidente

A comissão de serviço de Chan Pou Wan como presidente do conselho de administração do Fundo de Segurança Social (FSSS) foi renovado pelo período de um ano, segundo um despacho publicado ontem no Boletim Oficial.

A decisão da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, foi justificada com o facto de considerar que Chan tem “idoneidade cívica, experiência e competência profissional adequadas para o exercício das suas funções”.

Chan foi nomeada para estas funções pela primeira vez no ano passado. Ingressou na Função Pública em 1988, e desempenhou funções na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, e na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. A partir de 2010, assumiu o cargo de Vice-Presidente do Conselho de Administração do FSS.

Lisboa | Lúcia dos Santos mantida como chefe de delegação

A nomeação de Lúcia Abrantes dos Santos como chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa foi renovada pelo período de um ano, de acordo com um despacho publicado no Boletim Oficial.

A decisão de renovação foi tomada pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, e a posição é desempenhada em regime de acumulação com a posição de chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau junto da União Europeia, em Bruxelas, e com a posição de chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau junto da Organização Mundial do Comércio.

Lúcia dos Santos foi nomeada pela primeira vez para desempenhar estas funções em 2023. A renovação da nomeação foi justificada com o facto de se considerar que a titular dos cargos tem “experiência e competência profissionais adequadas para o exercício das suas funções

25 Jun 2026

FIA | Aprovadas alterações a motores de Fórmula 1 para 2027 e 2028

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) aprovou ontem as alterações regulamentares aos motores de Fórmula 1 para as temporadas de 2027 e 2028. Um anúncio que surge duas semanas depois de ter alcançado um acordo com as equipas para reduzir ligeiramente o peso da componente eléctrica nas unidades motrizes.

O Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, reunido em Macau, validou formalmente as mudanças que vão alterar a repartição entre a parte térmica e a parte eléctrica dos motores, e que tinham sido anunciadas anteriormente.

Actualmente fixado em 53 por cento para o motor de combustão interna e 47 por cento para a componente eléctrica, o rácio passará para 58/42 em 2027 e para 60/40 em 2028, indo de encontro à vontade dos pilotos. A proposta já tinha sido anunciada em 10 de Junho e foi bem recebida pelos pilotos, embora vários tenham defendido que as alterações deveriam ser ainda mais profundas.

Segundo a FIA, os ajustamentos regulamentares incluem alterações específicas à potência dos motores de combustão interna, ao fluxo de combustível e à utilização do sistema de recuperação de energia, bem como uma maior flexibilidade na gestão da energia.

A nova regulamentação técnica, introduzida esta época, alterou profundamente os monolugares, com motores quase metade eléctricos, obrigando os pilotos a uma gestão energética mais complexa e menos intuitiva durante a condução.

As novas regras têm sido alvo de críticas generalizadas no ‘paddock’, com destaque para o tetracampeão mundial Max Verstappen, da Red Bull, que classificou os monolugares de 2026 como uma “Fórmula eléctrica com esteroides”. O piloto holandês chegou mesmo a ameaçar abandonar a Fórmula 1 caso não fossem introduzidas melhorias no regulamento técnico.

24 Jun 2026

Hong Kong | Brasileiro detido com quase três quilos de cocaína

A polícia de Hong Kong levou a tribunal na segunda-feira um brasileiro que chegou ao aeroporto do território com quase três quilogramas de cocaína, no valor de mais de 210 mil euros. Num comunicado divulgado no domingo à noite, a Alfândega de Hong Kong revelou que detectou um homem que chegou ao aeroporto da cidade vizinha vindo de São Paulo, no Brasil, através de Doha, no Qatar.

Os agentes encontraram a cocaína, com um valor de mercado estimado em cerca de 1,9 milhões de dólares de Hong Kong, escondida num compartimento secreto criado na mala de porão do passageiro de 30 anos, disse a Alfândega. O homem de 30 anos foi detido no sábado, apresentado a um juiz num tribunal de West Kowloon e a polícia sublinhou que a investigação está ainda a decorrer.

O crime de tráfico de droga é punido em Hong Kong com uma multa de até cinco milhões de dólares de Hong Kong e uma pena de prisão que pode ser perpétua.

No passado dia 7 de Junho, a polícia anunciou ter detido, também no aeroporto, uma passageira vinda do Brasil com 3,4 quilogramas de cocaína, escondida no interior de duas estátuas, na mala de porão.

Em Dezembro, a polícia anunciou o primeiro caso de tráfico de droga no casco de um navio de longo curso, uma embarcação vinda do Brasil. Funcionários da Alfândega apreenderam cerca de 417 quilogramas de cocaína, com um valor de mercado estimado em 256 milhões de dólares de Hong Kong.

24 Jun 2026

Energia renovável | Grupo chinês prepara maior IPO do país em quatro anos

A unidade de energias renováveis do conglomerado estatal China Resources vai realizar a maior oferta pública inicial no Interior da China em mais de quatro anos, numa operação avaliada no equivalente a cerca de 3,1 mil milhões de euros.

A China Resources New Energy Holdings vai estrear-se na Bolsa de Valores de Shenzhen, através da emissão de 2,42 mil milhões de ações a pouco mais de 10 yuan por título, o que permitirá captar cerca de 24,5 mil milhões de yuan, segundo documentação apresentada à praça financeira. Trata-se da maior entrada em bolsa na China desde a oferta pública inicial da petrolífera estatal CNOOC, realizada em Xangai em 2022.

A operação suscitou forte procura por parte dos investidores de retalho. O lote de ações destinado às subscrições ‘online’ registou uma procura 683 vezes superior à oferta disponível, mesmo após a activação de um mecanismo que transferiu parte das ações inicialmente reservadas a investidores institucionais.

A estreia em bolsa ocorre num momento de recuperação dos mercados de capitais chineses. O volume de capital angariado através de ofertas públicas iniciais na China continental aumentou 138 por cento em termos homólogos este ano, depois de vários anos marcados por um endurecimento do processo de aprovação de novas entradas em bolsa.

Entre 2021 e 2024, as autoridades chinesas reforçaram o escrutínio das ofertas públicas iniciais, numa altura em que os mercados acionistas enfrentavam uma prolongada fase de fraqueza.

O índice CSI 300, que agrega as principais empresas cotadas em Xangai e Shenzhen, acumula uma valorização de cerca de 6 por cento desde o início do ano, contrastando com a queda de aproximadamente 9 por cento do índice Hang Seng, de Hong Kong.

A China Resources New Energy é uma subsidiária da China Resources Power, empresa cotada em Hong Kong e controlada pela estatal China Resources Holdings.

24 Jun 2026

Peritos concluem que elevada fatalidade em Tai Po era “totalmente evitável”

Dois grupos de peritos disseram a um comité independente de investigação que o elevado número de mortes no pior incêndio a atingir Hong Kong desde 1948 teria sido “totalmente evitável”. De acordo com a imprensa local, o advogado principal da comissão disse numa audiência, segunda-feira, que os dois grupos, a trabalhar de forma separada, chegaram a conclusões “em grande medida semelhantes”.

Victor Dawes sublinhou que 91 das 168 vítimas morreram devido à inalação de fumo durante o incêndio que em Novembro devastou sete edifícios do complexo de habitação pública de Wang Fuk. O fumo espalhou-se rapidamente, porque, durante obras de renovação, as janelas à prova de fogo tinham sido substituídas por tábuas de madeira nas escadas de emergência, acrescentou o advogado.

Os peritos identificaram também placas de espuma utilizadas para cobrir as janelas e alarmes de incêndio desactivados, por erro humano, como factores que dificultaram a fuga dos residentes. “O tempo disponível para evacuação foi praticamente nulo” e muitos dos mais de 4.600 residentes do complexo, situado na zona de Tai Po, não foram alertados para o incêndio a tempo, lamentou Dawes.

A líder da divisão de ciências forenses do laboratório público de Hong Kong, Lee Wing-man, disse que a causa mais provável do incêndio terão sido pontas de cigarro fumadas por trabalhadores.

A polícia deteve 22 pessoas por suspeita de homicídio voluntário, além de outras seis por suspeita de fraude. A agência anticorrupção deteve ainda 23 pessoas, incluindo consultores, empreiteiros e membros da associação de condóminos.

Sem tempo a perder

Em 10 de Junho, sete pessoas e duas empresas foram acusadas de 25 crimes, incluindo homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude, branqueamento de capitais, tentativa de obstrução à justiça e fraude fiscal.

Ainda assim, o presidente do comité anunciou na segunda-feira que não irá recomendar que este seja transformado numa comissão de inquérito, com poderes legais para convocar testemunhas. David Lok Kai-hong disse que o comité já tinha recolhido provas substanciais e alertou que uma mudança de estatuto poderia arrastar o processo e atrasar as conclusões pelas quais esperam os sobreviventes e a população.

O juiz do Tribunal de Primeira Instância do Supremo Tribunal de Hong Kong recordou o incêndio de Grenfell, em 2017, no Reino Unido, cuja investigação demorou nove anos, sendo que o julgamento não deverá ocorrer antes de 2029. “O nosso comité não deseja, nem permitirá, que tal coisa aconteça”, garantiu David Lok, que foi nomeado em Dezembro pelo líder do Governo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu.

24 Jun 2026

Japão | Iene em discussão após cair para mínimos históricos

A ministra das Finanças japonesa declarou ontem que o Japão e os Estados Unidos (EUA) vão tomar medidas firmes no mercado cambial “sempre que necessário”, após o iene ter caído para mínimos de quase 40 anos. “O Japão e os EUA concordaram em tomar medidas firmes sempre que necessário. Nesse sentido, não há dúvidas”, disse Satsuki Katayama, citada pela agência de notícias japonesa Jiji Press.

Katayama falou na segunda-feira com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, sobre a situação actual nos mercados financeiros globais, numa fase de acentuada venda de ienes e compra de dólares, face às expectativas de aumento das taxas de juro nos EUA.

Isto levou a moeda japonesa a negociar em torno dos 161,9 ienes por dólar na noite de segunda-feira, um nível que não se via há dois anos e muito próximo do mínimo histórico registado há quase 40 anos: 161,96 ienes. Na manhã de ontem, após a notícia de que a ministra japonesa se tinha reunido com o homólogo norte-americano, o iene fortaleceu-se brevemente para cerca de 161 ienes por dólar, com o mercado a antecipar uma possível intervenção cambial para corrigir a fraqueza da moeda japonesa.

A última vez que as autoridades japonesas confirmaram oficialmente uma intervenção no mercado cambial foi em Maio, quando compraram 11,73 biliões de ienes (63,5 mil milhões de euros) para conter a persistente desvalorização do iene face ao dólar.

24 Jun 2026

Coreia do Norte | Kim reitera aposta na força nuclear em sessão plenária

Pyongyang reafirmou a aposta no desenvolvimento de forças nucleares e capacidades de defesa, para “superar o mundo”, numa reunião em que Kim Jong-un ordenou o aceleramento da construção de um cruzador lançador de mísseis, informou ontem a agência de notícias estatal

 

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, “ordenou que se continuasse a aumentar ininterruptamente os poderosos meios de defesa nacional, de forma exaustiva e autónoma, com o objectivo de atingir um nível capaz de superar o mundo”, informou ontem a agência estatal KCNA sobre os resultados da segunda reunião plenária do 9º Comité Central do Partido dos Trabalhadores, realizada entre sábado e segunda-feira.

Ainda de acordo com a KCNA, na reunião, reconheceu-se que expandir e fortalecer progressivamente as forças nucleares, e exercer plenamente a posição de Estado detentor de armas nucleares é a melhor forma de enfrentar “a imprevisível situação militar e política internacional, que se complica de múltiplas formas”.

Kim solicitou ainda que se acelerasse a construção de um “cruzador estratégico lançador de mísseis de 10 mil toneladas», projecto aprovado a 4 de Abril, de acordo com a agência norte-coreana. O líder norte-coreano sublinhou também a necessidade de concluir “de forma qualitativa” os trabalhos de reforço da segurança da fronteira sul e de construir novas bases para as frotas navais.

No plano da política externa, Kim voltou a definir a Coreia do Sul como o “Estado mais hostil”, além de acusar também Seul e Washington de agravar a tensão com manobras militares e sessões do Grupo Consultivo Nuclear (GCN).

Em todas as direcções

Seul e Washington reintroduziram a desnuclearização da Coreia do Norte no relatório da última reunião do GCN, em 12 de Junho, depois de o comunicado da sessão do ano passado ter omitido, pela primeira vez, referências ao regime norte-coreano e ao desarmamento do país.

O discurso de Kim incluiu também críticas ao Japão, que acusou de se ter tornado um “Estado de guerra”, e referências a um suposto “neonazismo ucraniano”, no meio do conflito entre Kiev e Moscovo, que tem contado com o apoio de soldados norte-coreanos.

Embora a notícia da KCNA não mencione expressamente a China, Kim apelou para o “fortalecimento da frente aliada com as forças anti-imperialistas e independentes”, depois de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter proposto este mês, durante a visita a Pyongyang, alargar os intercâmbios com a Coreia do Norte em matéria militar.

24 Jun 2026

Espaço | Pequim quer expandir estação e capacidade científica

A China prevê iniciar uma nova fase de expansão da sua estação espacial Tiangong, transformando a actual configuração em forma de “T” numa estrutura em cruz, para aumentar a capacidade científica e logística, informou a televisão estatal chinesa CCTV.

Segundo a CCTV, a ampliação integra o planeamento do programa espacial tripulado chinês e responde ao aumento do número de experiências, cargas científicas e necessidades operacionais acumuladas desde a entrada em funcionamento da estação.

A Tiangong, actualmente composta pelo módulo central Tianhe e pelos laboratórios Wentian e Mengtian, acolheu ou executou até agora 267 projectos científicos e de aplicação, acrescentou a CCTV.

No ano passado, a estação recebeu 86 novas experiências em órbita, cerca de 1.179 quilos de material científico, devolveu aproximadamente 105 quilos de amostras à Terra e gerou mais de 150 terabytes de dados.

Numa primeira fase, o plano prevê acrescentar um novo módulo multifuncional, que permitirá aumentar os pontos de acoplagem, facilitar a presença simultânea de várias naves e ampliar as áreas destinadas a experiências, armazenamento e actividades no exterior.

Especialistas citados pela CCTV indicaram que o crescimento da actividade científica tem conduzido a uma saturação gradual dos espaços e equipamentos disponíveis, ao mesmo tempo que o aumento das missões de abastecimento e da rotação de tripulações exige maior margem operacional e capacidade de resposta a contingências.

A expansão pretende também tornar as condições de vida e trabalho dos astronautas “mais confortáveis”, numa altura em que a China avança para permanências mais prolongadas em órbita e prepara missões com maior presença humana.

24 Jun 2026

Aviação | Retomada ligação aérea directa entre Pequim e Lisboa

A companhia aérea chinesa Beijing Capital Airlines inaugurou na segunda-feira uma nova rota directa entre o Aeroporto Internacional de Pequim Daxing e Lisboa, que vai operar durante cerca de três meses

 

Segundo um comunicado enviado pela Beijing Capital Airlines à Lusa, o voo inaugural JD627 partiu às 10h55 (hora de Pequim) e aterrou às 17h15 (hora local) no Aeroporto de Lisboa, assinalando a primeira ligação directa entre Daxing e a capital portuguesa. A rota com uma duração aproximada de 13 horas, será operada semanalmente, às segundas-feiras, com aeronaves Airbus A330 de fuselagem larga.

Portugal já conta com um voo regular para a China operado pela mesma companhia duas vezes por semana, entre Lisboa e Hangzhou, capital da província de Zhejiang. Essa ligação tem uma frequência de dois voos semanais, sendo operada de forma regular desde a retoma das ligações aéreas entre os dois países, após o fim da política chinesa de ‘zero covid’.

Actualmente, não existem voos directos regulares entre Lisboa e Pequim, sendo as ligações normalmente asseguradas com escalas em ‘hubs’ europeus ou do Médio Oriente. O anúncio da companhia aérea surge num contexto da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao cancelamento de vários voos com escala na região.

Na cerimónia de boas-vindas, organizada em conjunto com a ANA Aeroportos de Portugal e a Embaixada da China em Lisboa, o embaixador Yang Yirui afirmou que “esta ligação constitui um importante marco na cooperação aeronáutica entre a China e Portugal, contribuindo para aprofundar a colaboração bilateral nas áreas do comércio, investimento, turismo, educação e intercâmbio cultural”.

A directora comercial da ANA, Karen Strougo, sublinhou no comunicado que “Lisboa reforça a sua posição como hub europeu e plataforma transatlântica, permitindo aos passageiros provenientes da China aceder a destinos na Europa, América e África através da rede da TAP Air Portugal”.

Entretanto, a representante da Capital Airlines, Coral Chen, destacou que “a inauguração bem-sucedida da rota Pequim Daxing-Lisboa só foi possível graças ao apoio das autoridades governamentais da China e de Portugal, dos organismos reguladores da aviação civil, dos aeroportos parceiros e de todos os sectores da sociedade”.

Volta à Rússia em avião

Desde o início do ano, o aeroporto de Daxing inaugurou diversas rotas internacionais, incluindo voos directos para Helsínquia, Frankfurt e Milão, expandindo ainda mais sua rede europeia, disse o aeroporto ao jornal oficial chinês Global Times na segunda-feira.

A expansão das ligações aéreas directas entre Portugal e China ocorre também num contexto marcado por assimetrias operacionais no sector da aviação.

As companhias aéreas chinesas continuam a beneficiar do acesso ao espaço aéreo russo, ao contrário das transportadoras europeias, que estão impedidas de o utilizar na sequência das sanções impostas a Moscovo após a invasão da Ucrânia. Essa diferença traduz-se em rotas mais curtas e custos operacionais mais baixos para as companhias chinesas em voos entre a Ásia e a Europa, conferindo-lhes uma vantagem competitiva relevante face às congéneres europeias, que são obrigadas a contornar o espaço aéreo russo, aumentando tempos de voo e consumo de combustível.

A Capital Airlines foi financiada e estabelecida em conjunto pelo Governo Municipal de Pequim e pelo Grupo de Aviação HNA em 2010. A companhia inaugurou a primeira ligação aérea directa entre a China e Portugal em 2017. No primeiro ano que voou para Portugal, a companhia transportou mais de 80 mil passageiros, segundo dados da empresa.

A taxa média de ocupação do voo fixou-se nos 80 por cento, nos meses mais fracos, enquanto na época alta superou os 95 por cento.

24 Jun 2026

Irão | MNE pede manutenção das conversações de paz

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, apelou à continuação das negociações de paz entre Estados Unidos e Irão, durante um encontro com o conselheiro de segurança nacional egípcio, Youssef Alaa El-Deen, na Índia.

“O memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irão – no qual se comprometeram a respeitar mutuamente a soberania e a integridade territorial, a abster-se de acções militares e a evitar interferências nos assuntos internos um do outro – enviou um sinal positivo ao mundo que deve ser preservado e aplicado conjuntamente”, afirmou Wang, na segunda-feira, citado num comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O chefe da diplomacia chinesa defendeu a manutenção do diálogo para pôr fim à guerra no Médio Oriente, apesar de considerar “pouco provável” que o processo decorra sem recuos ou dificuldades.

Durante a reunião, realizada na segunda-feira à margem de um encontro de responsáveis de segurança nacional do bloco de economias emergentes BRICS, em Nova Deli, Wang afirmou também que a China está disposta a “defender conjuntamente a independência e o fortalecimento do Sul Global”.

Na segunda-feira, Wang reuniu-se igualmente com o conselheiro de segurança nacional do Irão, Ghadir Nezamipour, com quem discutiu as negociações entre Teerão e Washington, um processo mediado directamente pelo Paquistão e pelo Qatar.

“Enquanto parceiro estratégico abrangente do Irão, a China manteve sempre uma posição justa e objectiva, apoia todos os esforços que contribuam para a paz e apoia o Irão na defesa da sua soberania, segurança e dignidade nacional”, afirmou Wang.

24 Jun 2026

Robótica | Presidente da JD.com prevê substituição de 700 mil estafetas

O presidente da gigante chinesa do comércio eletrónico JD.com alertou que os cerca de 700 mil estafetas da empresa serão substituídos por robôs “mais cedo ou mais tarde”, numa altura em que a automação levanta preocupações sobre o emprego.

Richard Liu afirmou que a empresa já assinou acordos com cerca de 120 escolas para requalificar os trabalhadores para novas funções, incluindo reparação e manutenção de robôs. “No futuro, quando os robôs estiverem a entregar encomendas, mais cedo ou mais tarde chegará o dia em que os estafetas deixarão praticamente de ser necessários”, afirmou Liu.

O empresário disse não saber quando as entregas robotizadas se tornarão comuns na China, mas sublinhou que a tecnologia deverá melhorar a vida das pessoas e tornar o trabalho “mais interessante”, em vez de retirar aos trabalhadores o “direito ao emprego”.

As declarações surgem numa altura em que Pequim acelera a aposta na robótica e na inteligência artificial como motores de crescimento económico. O mais recente plano quinquenal chinês, aprovado em Março, identifica a robótica como um sector estratégico para a modernização industrial do país.

Segundo o Centro de Investigação sobre Novas Formas de Emprego da China, o número de trabalhadores temporários ou independentes deverá atingir 320 milhões este ano, face aos 200 milhões registados há cinco anos.
Estes trabalhadores representam cerca de 40 por cento do emprego urbano no país. As preocupações com o impacto da automação surgem num contexto de desaceleração do mercado laboral. A taxa de desemprego jovem na China situou-se em 16,3 por cento em Abril, segundo dados oficiais.

24 Jun 2026

Exposição | “A Poesia que Contém” para ver na Livraria Portuguesa

É hoje inaugurada, às 18h30, a mostra “A Poesia que Contém (a Poesia do Espaço)”, com fotografias e pinturas da autoria de Shee Va e Lam Kuong Kao. Trata-se de uma iniciativa integrada no cartaz de “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”, apresentando-se ao público até ao dia 24 de Julho.

Numa nota da organização sobre a exposição, lê-se que os trabalhos são fruto de passeios pelas ruas de Macau, onde os artistas “observam as suas gentes, ruas e casas”. Esse processo encara “o material urbano da cidade onde vivemos e passeamos”, sendo que cada pessoa “vê com os seus olhos um instante, e somados os momentos da sua experiência nesta vivência é capaz de interiorizar, transformar e expor sob as formas mais diversas”.

Passar estes passeios e vivências “para um texto ou uma crónica do quotidiano é uma hipótese”, “cantá-la num poema é outra alternativa”. Porém, os dois artistas decidiram mesmo retratar estes momentos com recurso à fotografia e pintura, transformando a realidade vista “em duas dimensões para uma folha de papel”, numa tentativa de se obter “a emoção contida no coração do autor”.

“Lam Kuong Kao e Shee Va mostram a poesia que o espaço de Macau contém”, descreve a mesma nota da organização.

24 Jun 2026

FRC | Exposição de caligrafia inspirada em Fernando Pessoa para ver até Julho

“Poemas de Fernando Pessoa – Exposição Conjunta de Caligrafia” pode ser vista até 4 de Julho. A exposição celebra os escritos de um dos grandes poetas portugueses com recurso à caligrafia, através de 44 obras dos artistas Fernando António e Choi Chun Heng

A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe, desde ontem, a mostra “Poemas de Fernando Pessoa – Exposição Conjunta de Caligrafia”, protagonizada pelos artistas Fernando António e Choi Chun Heng, e que reúne 44 obras em representação da poesia do escritor português do século XX, através da arte da caligrafia nas duas línguas de Macau, o português e o chinês. As obras vão estar patentes ao público até ao próximo dia 4 de Julho.

Segundo um comunicado da FRC, a ideia para esta exposição surgiu no seguimento da última exposição desta dupla de artistas, intitulada “Caligrafia do Pensamento em Português e Chinês”, que se realizou em Maio de 2024.

Na exposição, há pouco mais de dois anos, apresentaram-se aforismos orientais caligrafados nas duas línguas, contando com uma “grande afluência de visitantes” que “mereceu a apreciação geral, devido à sua característica singular”, referem os artistas, citados pela mesma nota. Essa experiência esteve na génese da exposição agora patente na galeria da FRC.

O projecto inicial nasceu pela mão de Fernando António, que há dois anos, após inúmeras tentativas, teve a oportunidade de convidar o mestre de caligrafia Choi Chun Heng, para uma exposição conjunta sobre pensamentos caligrafados em duas línguas.

Desta vez, a ambição foi maior, levando a poesia portuguesa a passar sob o pincel tradicional chinês para chegar a novos públicos e entendimentos, no mês em que se assinala a expansão da portugalidade pela diáspora, ou seja, a propósito do 10 de Junho – Mês de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas.

Uma longa paixão

Fernando António, já nos tempos de escola, começou a sentir interesse pela caligrafia. Continuou a “praticar nas décadas seguintes”, tendo melhorado “substancialmente as habilidades”. “Ao longo dos anos, tive a oportunidade de fazer aulas de Caligrafia e Pintura Tradicional Chinesa, onde aprendi sobre o pincel chinês Hui e a tinta Hui, bem como o papel Xuan (papel de arroz) com o seu sabor distinto”, disse ainda.

Calígrafo e coleccionador local, Fernando António é hoje presidente do conselho fiscal da Associação de Pintura e Caligrafia do Oriente de Macau. Participou também na terceira Exposição de Obras dos Membros da referida associação, co-organizada pela FRC em Setembro de 2019.

Por sua vez, Choi Chun Heng é amador de caligrafia, pintura, música, arte popular e coleccionismo, e presidente da Casa de Arte Da Feng Tang de Macau. Hoje aposentado da Administração Portuguesa, tem-se dedicado à arte como instrutor do curso de formação em Caligrafia Chinesa na Universidade de Macau, além de diversas escolas primárias e secundárias e outras associações locais.

Nos últimos 20 anos, realizou muitas exposições de caligrafia e pintura em Hong Kong, Macau, Taiwan e outras cidades da região. O seu trabalho ganhou o Campeonato de Caligrafia de Macau em 1989 e chegou a apresentar os programas de educação moral “Disciple Rules” e “Normal Mind – Ordinary Things”, nos canais de televisão de Macau.

24 Jun 2026

PJ | Homem apanhado em troca ilegal de dinheiro

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um homem de 30 anos, oriundo do Interior da China, por suspeitas da prática do crime de troca ilegal de dinheiro. O caso aconteceu na manhã de segunda-feira e foi descoberto durante uma patrulha de rotina no NAPE.

No interior de um dos casinos, os agentes aperceberam-se que o suspeito estava a trocar dinheiro com um jogador, dentro de uma das salas para fumadores. Quando foi questionado pelas autoridades, o jogador reconheceu ter entregue 17 mil renminbis e recebido 20 mil dólares de Hong Kong para jogar.

Segundo a PJ, o detido também terá confessado o crime e indicou que desde Janeiro que se dedicava à actividade de troca de dinheiro. O homem afirmou ainda que desde Janeiro obteve um lucro com as trocas de dinheiro de 4 mil dólares de Hong Kong. Com a detenção foram também apreendidos 19 mil dólares de Hong Kong em dinheiro e um telemóvel.

Crime | Mulher detida depois de encontrar 2 mil patacas

Uma mulher foi detida, por suspeitas de se ter apropriado de 2 mil patacas em dinheiro que encontrou no chão na Rua das Schimas, em Coloane. O dinheiro pertencia a um residente local, que o tinha guardado no mesmo bolso que o telemóvel.

Terá sido ao tirar o telemóvel que o dinheiro caiu no chão. Quando se apercebeu que tinha perdido o dinheiro, o homem voltou ao local, mas não encontrou nada.

Por isso, apresentou queixa ao Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). As autoridades investigaram o caso, identificaram a mulher e avançaram para a detenção, na quinta-feira passada, na Rua dos Bombaxes, em Coloane. A mulher acabou por confessar o crime e afirmou ter agido devido a “ganância momentânea”. Além disso, a detida afirmou ter gasto todo o dinheiro.

A mulher está indiciada pelo crime de apropriação ilegítima em caso de acessão ou de coisa achada, punido com multa ou pena de prisão de um ano.

Burla | Homem perde 120 mil patacas nas redes sociais

Um homem de Macau foi burlado em quase 120 mil patacas, na semana passada, quando tentava encontrar um trabalho a tempo parcial.

Segundo os contornos revelados pela Polícia Judiciária, o homem de meia-idade terá sido burlado depois de responder a uma oferta online de emprego. O anúncio prometia pagamentos a quem colocasse “gostos” em publicações nas redes sociais. O homem acreditou, e após o primeiro “gosto” recebeu 50 patacas.

No dia seguinte, o alegado burlão exigiu-lhe um pagamento de 772 patacas, alegadamente para reservar um hotel. O homem pagou, e depois de mais um novo “gosto” recebeu de volta o dinheiro para o hotel e um lucro de 48 patacas.

A partir desse momento, o homem acreditou sempre que ia receber dinheiro quando lhe pediam mais pagamentos e “gostos”. Contudo, nunca mais recebeu qualquer pagamento, apesar de adiantar dinheiro. Quando atingiu a quantia de 119.270 patacas em adiantamentos, o homem acabou por perceber que tinha sido burlado.

24 Jun 2026

Colina da Taipa | TNR ferido em acidente nas obras do túnel

Um acidente ocorrido por volta das 18h de segunda-feira num estaleiro de obras no túnel da Colina da Taipa Grande resultou no ferimento de um trabalhador não-residente. Segundo um comunicado da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), a ocorrência levou à suspensão das obras no referido estaleiro.

O homem ficou ferido depois de ter sido pressionado no peito por uma máquina, que ligou acidentalmente. A DSOP diz estar atenta ao caso, garantindo apoio ao trabalhador, além de ter contactado a família do mesmo que vive na China, através da empresa adjudicatária da obra.

Na mesma nota, a DSOP diz que a empresa tem a responsabilidade de assegurar a segurança dos trabalhadores e do estaleiro, tendo pedido uma investigação ao caso para apurar as causas do acidente.

24 Jun 2026

Condomínios | Deputada pede mecanismo para resolver disputas

A deputada Song Pek Kei pediu ao Governo a criação de um mecanismo interdepartamental para a resolução de disputas entre condóminos.

Numa interpelação escrita, a deputada afirma que a gestão dos espaços comuns de prédios residenciais envolve sempre vários organismos públicos, pelo que, no seu entender, deveria ser criado um mecanismo interdepartamental, com funcionamento permanente, para dar instruções e apoio às administrações de condomínios em caso de disputas sobre higiene e segurança.

Song Pek Kei recordou que, no caso de disputas ligadas à segurança pública dos prédios, as autoridades podem enviar agentes ao local, mas estes apenas podem dar conselhos e não aplicar multas ou outro tipo de pena. Além disso, Song Pek Kei quer que o Instituto de Habitação reforce os apoios de mediação aos condóminos e pergunta quando está prevista a revisão da lei da administração das partes comuns do condomínio.

24 Jun 2026