Andreia Sofia Silva EventosMandopop | Grand Lisboa Palace recebe actuação de Kelly Yu É no próximo sábado, 22, que o The Grand Hall, no empreendimento Grand Lisboa Palace, no Cotai, recebe o concerto da cantora de mandopop Kelly Yu. Nascida em Dalian, China, mas com grande parte da vida passada no Canadá, a cantora viu o seu talento vocal confirmado com êxitos como “Decency” ou “Why Bother”. O público de Macau pode agora ouvi-los ao vivo Kelly Yu, um dos nomes mais conhecidos do género mandopop, actua em Macau no próximo sábado, 22 de Agosto, num espectáculo que acontece no The Grand Hall, no Grand Lisboa Palace, no Cotai. O evento, promovido pela Sociedade de Jogos de Macau (SJM), promete ser “uma noite de mandopop apaixonante”, revela-se em comunicado. A artista, nascida em Dalian, na China, cresceu no Canadá e, além de cantora, compõe também as suas músicas. Neste espectáculo no Grand Lisboa Palace o público pode esperar “melodias arrebatadoras”, conectadas com “histórias comoventes”. O mandopop, enquanto música pop cantada em mandarim, tem em Kelly Yu uma das suas vozes “mais emblemáticas”. A artista “é amplamente aclamada pelo seu talento na composição e pela sua musicalidade distinta”, além de possuir “um timbre vocal único e um talento criativo excepcional”. Entre baladas românticas e canções mais viradas para sonoridades rock, os fãs de Kelly Yu poderão assistir a uma “noite cativante de actuação ao vivo”, pautada por “emoções profundas que ressoam no coração e na alma”. Uma força de palco Kelly Yu nasceu em 1989 e formou-se no reputado Berklee College of Music, com especialização em guitarra eléctrica e tantos outros instrumentos. A guitarra eléctrica é, aliás, presença constante nos seus espectáculos. A estreia como cantora e também como autora das suas músicas começou em 2014, com o álbum “Spirits”. A sua música de maior sucesso é “Decency”, uma poderosa balada que fez sucesso nas principais tabelas musicais da Ásia. Outros sucessos bem conhecidos da artista são “Heartbeat”, “Scorpio” e “Why Bother”. A SJM destaca, na nota sobre o espectáculo, que estas canções “têm ressoado junto de milhões de pessoas”, graças às “letras profundas e melodias memoráveis”. “Além das baladas comoventes, Kelly brilha em palco com composições rock cheias de energia. Destaca-se pelos característicos solos de guitarra eléctrica, uma intensa profundidade emocional e presença cénica magnética, que definem a sua verdadeira arte”. Na plataforma de streaming “Spotify”, Kelly Yu tem cerca de 319 mil ouvintes por mês. Ali, já é possível ouvir o último trabalho discográfico da cantora, “Boundary”, com faixas inteiramente em mandarim. No dia 22, o concerto começa às 19h30, tendo aproximadamente duas horas de duração. Os bilhetes já estão à venda nas plataformas online habituais da venda de ingressos.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeZona norte | Secretário exige inspecção a edifícios degradados O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, visitou ontem a zona norte da península e instou à realização de uma inspecção geral dos edifícios mais degradados do bairro de Iao Hon e edifício Mei On. Devido ao calor, o Corpo de Bombeiros alerta para maiores riscos de curto-circuito por sobrecarga de quadros eléctricos Uma equipa governativa liderada pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, esteve ontem na zona norte da península de Macau a fiscalizar áreas mais degradadas onde existem maiores riscos de segurança, nomeadamente com a ocorrência de curtos-circuitos, devido às frágeis instalações eléctricas. Segundo um comunicado da secretaria dos Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam visitou sete edifícios no bairro do Iao Hon e o edifício Mei On, fazendo-se acompanhar também por representantes da CEM – Companhia de Electricidade de Macau. O governante exigiu uma fiscalização geral a fim de colmatar riscos de incêndios ou outros incidentes. Raymond Tam “determinou que seja realizada uma revisão abrangente das estruturas dos edifícios, com reparações realizadas nas áreas comuns dos mesmos e também nas infra-estruturas de abastecimento de água e electricidade”. Desta forma, destaca a mesma nota, é possível “eliminar potenciais riscos” em termos de segurança numa das zonas com maior densidade populacional de Macau. Além disso, a mesma nota dá conta que foi recentemente realizada uma vistoria no local, sendo que “a próxima fase de trabalhos está a ser avaliada”, e pode passar pela “criação de uma base de dados sobre as condições dos edifícios”. Foi também adiantado que as estruturas da zona de estacionamento subterrâneo numa das ruas do bairro de Iao Hon estão “quase concluídas”. Neste contexto, “está a ser analisada a viabilidade de utilizar este espaço de forma temporária, tendo em conta as necessidades de utilização da área”, pode ler-se. Na visita, foram inspeccionadas zonas comuns dos prédios mais antigos, instalações de água e luz e outros espaços com potenciais perigos. Citado pela mesma nota, Raymond Tam também instou “a CEM a intensificar as inspecções de fornecimento de energia eléctrica, a fim de garantir a segurança do uso desse recurso”. Alerta de curto-circuito Esta visita acontece numa altura em que Macau enfrenta um período de elevadas temperaturas, o que potencia riscos de incêndio ou ocorrência de curto-circuitos em habitações. Neste contexto, o Corpo de Bombeiros (CB) emitiu uma nota onde deixa recomendações para as populações. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, pede-se que as pessoas não sobrecarreguem os quadros de electricidade nas suas casas, verificando regularmente se os mesmos estão em boas condições de utilização. À semelhança da visita de ontem liderada pelo secretário, também o CB destaca que tem enviado agentes aos bairros para verificação da segurança e demais infra-estruturas eléctricas, realizando sessões de esclarecimento presenciais.
Andreia Sofia Silva PolíticaTalentos | Deputado exige melhores condições de permanência O deputado Chan Lai Kei interpelou o Executivo quanto à necessidade de criar medidas que consigam atrair quadros qualificados para Macau, nomeadamente no que diz respeito aos documentos de viagem e permanência. Na interpelação, lê-se que “os quadros qualificados aprovados e captados para Macau, por não cumprirem os requisitos para obter o ‘Salvo-Conduto para deslocação ao Interior da China’, não conseguem usufruir dos benefícios políticos em Macau e Hengqin”. Assim, o deputado questiona se o Governo “vai ponderar, em conjunto com a Zona de Cooperação Aprofundada, a possibilidade de alargar o âmbito de reconhecimento” desse documento através da criação de uma “medida transitória que facilite o acesso destes quadros qualificados” a esta zona e a políticas que beneficiam residentes. A interpelação, que chama a atenção para a necessidade de “optimizar e reforçar o sentimento de pertença dos quadros qualificados captados para Macau”, cita dados oficiais que falam de 2153 candidaturas desde que foi criado o regime jurídico de quadros qualificados, até 15 de Maio deste ano. Destas, 928 foram incluídas na lista de quadros qualificados propostos para captação, incluindo 27 quadros qualificados de elevada qualidade, 146 quadros altamente qualificados e 755 profissionais de nível avançado, abrangendo as áreas de “big health”, tecnologia de ponta, finanças modernas, cultura e desporto.
Andreia Sofia Silva PolíticaAssociações | Dirigente pede melhorias no Governo electrónico Kou Ngon Fong, presidente da Associação Choi In Tong Sam, defende que o Governo deve promover ainda mais a digitalização dos serviços públicos, o chamado Governo Electrónico, tendo em conta a consulta pública de revisão da lei das associações. O também vice-presidente do Conselho Consultivo do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) declarou que a referida legislação “está em vigor há muitos anos e que algumas das suas disposições já não conseguem responder, de forma plena, às necessidades de desenvolvimento da sociedade, nem do Governo Electrónico”. O responsável disse concordar com a proposta do Governo de colocar sob alçada da Direcção dos Serviços de Identificação (DSI) a gestão do registo de associações e promoção de digitalização, ou ainda da melhoria dos procedimentos administrativos ligados a esta área. O dirigente associativo defende também a proposta apresentada pelo Governo de acabar com a publicação de despachos de associações no Boletim Oficial, sendo esta substituída pela divulgação de todos os dados e informações no website da DSI, permitindo “reduzir de forma significativa custos administrativos e encargos financeiros”. Kou Ngon Fong acrescentou, quanto à revisão da lei das associações, que é importante “a clarificação das normas jurídicas e dos mecanismos de funcionamento das associações, particularmente no que diz respeito à salvaguarda da segurança nacional e regulamentação de actividades de associações do exterior”.
Andreia Sofia Silva EventosCCCM | Reveladas fotografias de “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje” O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) acolhe, desde ontem, a exposição de fotografia da autoria de Francisco Ricarte. O projecto, intitulado “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”, apresenta “propostas visuais comparativas” daquilo que Macau foi e que hoje é. Francisco Ricarte, com formação em arquitectura, propõe assim um olhar nostálgico, e também de futuro, sobre o território em mutação Francisco Ricarte, arquitecto há muitos anos radicado em Macau e com um gosto particular pela fotografia, acaba de apresentar uma nova exposição, desta vez no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa. Trata-se de “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”, um exercício comparativo através de imagens sobre o passado e presente do território que muda muito rapidamente em termos urbanísticos, sociais e culturais, levando a uma reflexão sobre o futuro. Segundo uma nota sobre a exposição divulgada pelo próprio autor, esta mostra apresenta uma série de “dípticos”, ou seja, “propostas visuais comparativas entre imagens antigas de Macau – registos fotográficos e iconográficos da cidade, datados da primeira metade do Séc. XIX, ou existentes em postais antigos do início do Séc. XX – com imagens contemporâneas desses espaços ou do que resta deles”. Desta forma, pode-se “não só entender a presença dos antigos elementos construídos ou naturais ainda existentes, mas sobretudo a continuidade do seu significado social e humano relevantes”. A mostra foi promovida pela Casa de Portugal em Macau, que acolheu este projecto exibido na RAEM no ano passado. Questão de identidade Segundo Francisco Ricarte, com esta mostra “não se propõe fazer um registo meramente documental ou comparativo das modificações necessariamente ocorridas nos espaços e imóveis registados, mas sim captar como o seu ‘espírito’, sob o ponto de vista da sua presença, significado urbano ou presença humana significativa, mantêm a sua identidade e significado imagético para Macau, hoje”. Foram introduzidas, nas imagens actuais do território, “marcas cromáticas”, convidando-se, desta forma, “o observador a identificar uma continuidade entre o antigo e o contemporâneo, encontrando novas identidades e significados nas imagens contemporâneas apresentadas”. Desta forma, pode-se fazer “uma outra leitura interpretativa desses registos fotográficos”, onde a cor amarela dessas marcas cromáticas “articula a perenidade e identidade dos locais e seu significado, patente nos ‘dias de ontem’, com a contemporaneidade desses mesmos espaços, evidenciado pela sua presença e identidade nos ‘dias hoje'”, descreve Francisco Ricarte na mesma nota.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeJogo | Detentora da Bee Macau estima aumento brutal de lucros A Asia Pioneer Entertainment, que juntamente com a empresa belga Cartamundi detém a fábrica de cartas de jogar Bee Macau, estima registar, face ao primeiro semestre do ano, um volume de negócios de 34 milhões de dólares de Hong Kong (HKD) e lucros que variam entre 2,2 e 2,4 milhões de HKD, um aumento “90 vezes superior” ao registado no mesmo período de 2025 Uma “forte procura por equipamentos electrónicos de jogo” leva a Asia Pioneer Entertainment (APE) a acreditar que terá bons resultados financeiros neste primeiro semestre. Segundo um comunicado, a APE, que juntamente com a Cartamundi detém a Bee Macau, primeira fábrica de cartas de jogar no território, prevê um volume de negócios de 34 milhões de dólares de Hong Kong (HKD) no primeiro semestre deste ano, “o que representa um aumento homólogo de, aproximadamente, 47,3 por cento face aos 23 milhões de HKD registados no mesmo período de 2025”. Relativamente à estimativa de lucros líquidos, a empresa que fornece equipamentos de jogo em Macau acredita que terá, no primeiro semestre deste ano, lucros que variam entre 2,2 e 2,4 milhões de HKD. Trata-se, segundo a mesma nota, de “um aumento expressivo de quase 90 vezes face aos 24.959 HKD registados no primeiro semestre de 2025”. Desta forma, o conselho de administração da APE atribui “o aumento de receitas e lucros ao desempenho do principal segmento de negócio, dedicado à venda técnica e distribuição de equipamentos electrónicos de jogo”. Este “registou um crescimento de 56,2 por cento nas receitas no primeiro semestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior”. “Marcos estratégicos” O director financeiro da APE, Tony Chan, declarou, citado pelo comunicado, que os primeiros seis meses do ano representaram, para a empresa, “um desempenho operacional muito sólido”. Foram também alcançados “importantes marcos estratégicos no primeiro semestre, com o lançamento da Bee Macau e a implementação das nossas soluções tecnológicas de conversão de dinheiro”. Tanto a Bee Macau, como estas novas tecnologias, “não contribuíram directamente para as receitas do primeiro semestre, mas constituem uma base sólida para o crescimento futuro das receitas”, adiantou Tony Chan. Os dados referem-se ao primeiro semestre terminado a 30 de Junho deste ano. A APE, listada na Bolsa de Valores de Hong Kong, aconselha prudência a potenciais investidores, tendo em conta que a divulgação destes números tem por referência “as actuais contas de gestão consolidadas, e não auditadas, e informações actualmente disponíveis”. Os resultados intercalares definitivos relativos ao primeiro semestre deste ano deverão ser divulgados pela APE no final deste mês, lê-se ainda.
Andreia Sofia Silva PolíticaReabilitação | Analisado aumento de subsídios O Governo não põe de parte a possibilidade de aumentar “o apoio financeiro para os trabalhadores de instituições de serviços de reabilitação”. Esta ideia foi ontem abordada na segunda sessão plenária deste ano da Comissão para os Assuntos de Reabilitação. Segundo um comunicado do Instituto de Acção Social (IAS), foram também analisadas medidas prioritárias para este ano e o próximo, nomeadamente “o lançamento da nova edição do programa de financiamento para a aquisição de tecnologias de reabilitação”, ou ainda “a realização do estudo preliminar sobre a legislação da construção sem barreiras”. Não faltaram outras ideias como “a introdução experimental de equipamentos inteligentes” ou “o serviço de transcrição em tempo real por Inteligência Artificial e robôs-guia para o espaço interior”, descreve-se no mesmo comunicado.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaBullying | Coutinho quer registo obrigatório de situações de abuso O deputado José Pereira Coutinho considera que as autoridades devem criar uma proposta de lei que estabeleça “um regime de registo obrigatório de suspeitas de abuso infantil”, tendo em conta que a legislação sobre violência doméstica é, no entender do responsável, omissa neste ponto Travar casos de bullying nas escolas ou situações de abuso infantil são preocupações do deputado José Pereira Coutinho, que na mais recente interpelação escrita enviada ao Governo, pede que se crie um “regime de registo obrigatório de suspeitas de abuso infantil”. No entender do deputado, o regime de prevenção e combate à violência doméstica, em vigor desde 2016, não regula especificamente estes casos relacionados com menores, pois “não estabelece um dever geral e específico para reportar [casos] de forma obrigatória e vinculativa a todos os profissionais que trabalham com crianças”, desde “educadores, profissionais ou assistentes sociais”. O deputado pede que se tenha em conta o caso de Hong Kong, que estabeleceu o “Mandatory Reporting of Child Abuse Ordinance”. “Questiona-se que calendarização existe para que o Governo de Macau apresente uma proposta legislativa que crie um regime de registo obrigatório de suspeitas de abuso infantil, definindo claramente os profissionais abrangidos, os procedimentos de denúncia e respectivas sanções para o incumprimento”, sugeriu. Coutinho recorda que o Instituto de Acção Social (IAS) publicou “recentemente” o “Guia de Procedimentos para o Manuseamento de Casos de Suspeita de Maus-Tratos a Crianças”, além de realizar, desde 2018, “acções de formação sobre o tratamento de casos de violência doméstica contra crianças, que têm registado a participação de centenas de profissionais”. Porém, Coutinho “questiona de que forma o Governo de Macau está a garantir que a formação é, efectivamente, obrigatória e regular para todos os profissionais que trabalham com crianças, e não apenas numa base voluntária”. Questões culturais Na mesma interpelação escrita, José Pereira Coutinho declarou que a “realidade social e dados disponíveis” mostram a “necessidade de aprofundamento de políticas de protecção à infância e dos jovens, designadamente no que se refere à obrigatoriedade de reportar casos de abuso infantil e de Intimidação (bullying)”, passando pela “capacitação dos profissionais e reforço do apoio à saúde mental das vítimas”. O deputado cita dados de 2025 do Ministério Público, quando foram registados 61 casos de crimes cometidos contra menores, “um aumento de 27,08 por cento face ao ano anterior, o que demonstra a urgência de medidas mais eficazes”. Coutinho frisou também que, na prática, há “muitos casos que permanecem ocultos devido a factores culturais, como a relutância em ‘expor a vergonha da casa’ ou a pressão económica e habitacional sobre as famílias”. Desta forma, trata-se de factores que explicam parcialmente “a insuficiência dos mecanismos actuais de detecção [de casos] e reporte” dos mesmos. Coutinho diz que tem recebido no seu gabinete de atendimento, cada vez mais, queixas sobre a maior ocorrência de casos de ciberbullying, em plataformas digitais e fora “dos portões das escolas”, ocorrendo o “agravamento deste cenário de forma alarmante”.
Andreia Sofia Silva SociedadeGalaxy | Inaugurada estação de serviços financeiros O Taste of Asia, no empreendimento Galaxy Macau, conta já com uma Estação de Serviços Financeiros em parceria com o AntBank, sucursal de Macau. A inauguração deste espaço aconteceu na sexta-feira, tratando-se de um projecto que pretende impulsionar o “consumo turístico através da área de FinTech”, destaca-se numa nota da Galaxy. Com esta Estação introduz-se, pela primeira vez, “serviços financeiros digitais num resort integrado”, reunindo “equipamentos bancários de auto-atendimento, ecrãs interactivos e serviços de aconselhamento financeiro”. Além disso, será lançado brevemente o novo programa de adesão do Galaxy, a ser incluído também nesta Estação. Este espaço está equipado “com uma plataforma inteligente de auto-atendimento do Ant Bank (Macau)”, disponibilizando “uma variedade de serviços financeiros, incluindo depósitos e levantamentos de numerário e carregamentos de cartões mCard”.
Andreia Sofia Silva EventosAlbergue SCM | Emoções em destaque na mostra “Gen Love-Disabled” Inaugura no próximo dia 20 de Agosto, no Albergue da Santa Casa da Misercórdia de Macau (SCMM), a exposição “Gen Love-Disabled”, onde o universo feminino pautado por desejos, relacionamentos e sentimentos é protagonista. Com curadoria de Kathine Cheong, esta mostra é apresentada pela Associação para o Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau As facetas do mundo feminino, as suas dúvidas e anseios, estarão em destaque na próxima exposição acolhida pelo Albergue da Santa Casa da Misericórdia (SCM) a partir do dia 20. Trata-se de “Gen Love-Disabled”, um projecto da Associação para o Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau, e que tem curadoria de Kathine Cheong. Entre os dias 20 de Agosto e 7 de Setembro será possível ver os trabalhos de artistas como Lu Shan, o colectivo “Simple Noodle Art” e Solène Su Cheng, oriundos, respectivamente, de Pequim e Qingdao; Taipé e Macau. Segundo um comunicado da organização, trata-se de uma exposição onde se abordam temas como a “intimidade e o desejo na era digital através de imagens geradas por Inteligência Artificial (IA)”. Além disso, há ainda uma instalação interactiva feita com recurso à IA, incluindo trabalhos com poesia e fotografia. Estes trabalhos partem da questão “Como alguém se torna incapaz de amar?”, e também de reflexões em torno da obra do sociólogo Zygmunt Bauman e do conceito de “modernidade líquida”. “Há cada vez mais pessoas que anseiam ser amadas, mas sentem-se incapazes de amar ou de manter uma relação”, sendo que, em todas estas questões, a tecnologia digital assume um papel com crescente importância. “Há muito que a tecnologia deixou de ser apenas o casamenteiro que nos liga”, destaca a mesma nota, sendo que a IA “está cada vez mais a tornar-se o próprio ‘par romântico'”, com o amor a ser cada vez mais “codificado em algoritmos”. Nesse contexto, “as plataformas sociais e os companheiros virtuais parecem aproximar-nos”. Porém, “será que, lentamente, estarão a remodelar a nossa incapacidade de amar na vida real?”. É a essa pergunta que estes trabalhos artísticos pretendem dar algumas respostas. A “palavra-chave” desta mostra é “Love-Disabled”, mostrando “a impotência e a confusão que estão no cerne da intimidade contemporânea”. Mensagens digitais Lu Shan, o artista oriundo de Pequim e Qingdao, e que recebeu o prémio “Nvidia Artist 100”, traz ao Albergue SCM o projecto “Island Man”. Trata-se de um vídeo que explora “ilhas digitais e a forma como a IA remodela a identidade digital, a memória e a solidão”. Vindo de Taiwan, o colectivo “Simple Noodle Art” apresenta “Exploration and Exploitation”, uma instalação que recorre ao “reconhecimento de emoções faciais em tempo real através de IA para reescrever o desdobramento narrativo que se desenrola perante o público”. Tal constitui “uma crítica à forma como a intimidade é consumida e observada no âmbito do capitalismo das plataformas”. Por sua vez, a artista local Solène Su Cheng apresenta “Knives”, uma série de obras “através de um livro de arte poética e de fotografia, retratando a psicologia do apego fragmentado, o anseio simultâneo por criar laços e o medo da separação”. Além da mostra em si, o público pode participar em programas complementares, cuja inscrição pode ser feita nas redes sociais da Associação de Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau, com o IG newwomanmacau. Haverá um painel de debate no dia 20 de Agosto com dois grupos de artistas participantes, bem como o workshop “Give & Take: A Partner Practice for Somatic Awareness”, coordenado pelas embaixadoras da marca lululemon, Kathine e Suki. Destaca-se ainda a iniciativa “A Book Study on Love, Desire, Technology & the Curated Self”, liderada por Chung Yi Ting, directora do Ex LAB Taiwan. A ideia é, segundo a organização, que os visitantes passem “da observação passiva para a escrita activa, alargando a exposição a uma forma colectiva de autorreflexão e cura”. Guia sentimental Carol Li preside à Associação para o Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau, e, sobre esta mostra, observa que “tem como objectivo guiar o público da recepção passiva para o envolvimento activo, permitindo-nos reflectir sobre a relação entre o eu e o amor”. A ideia é que o público, neste encontro com a arte, entre “em diálogo e em ressonância, curando gradualmente as almas”. Já a curadoria declarou que a ideia da incapacidade de amar não significa que a pessoa em questão esteja desprovida de sentimentos. “Por mais frágil e mutável que o amor possa ser nos nossos dias, isso nunca impede as pessoas de o ansiarem. Através desta exposição, espero que os espectadores possam, no meio da instabilidade e das contradições da geração “incapaz de amar” — entre o virtual e a realidade —, encontrar a coragem para enfrentar directamente a tensão da ambivalência e libertar-se do dilema do nosso tempo”, rematou. A abertura da exposição, na quinta-feira, 20, está marcada para as 19h30. O painel de debate “Digital Life Forms – Artistic practices with AI” conta com a presença de Lu Shan e o colectivo “Simple Noodle Art”. Segue-se, na sexta-feira 21, entre as 19h30 e 20h30, o painel “Give & Take A partner practice for somatic awareness”, com as embaixadoras da lululemon. Por sua vez, nos dias 22 e 23, sábado e domingo, entre as 14h30 e 18h30, acontece a iniciativa “A Book Study on Love, Desire, Technology & the Curated Self”, com Chung Yi Ting. Haverá visitas guiadas à exposição no domingo de 30 de Agosto e 6 de Setembro, às 17h.
Andreia Sofia Silva Grande Plano MancheteDiáspora macaense | José Basto da Silva quer lançar Portal online Chama-se “Portal da Diáspora Luso-descendente” e é da autoria do macaense José Basto da Silva. Ainda em fase de teste, o portal pretende ser “um repositório central acessível para a diáspora luso-descendente”, podendo vir a ser avaliado pelo Conselho das Comunidades Portuguesas e o Governo português para obtenção de financiamento José Basto da Silva, macaense que reside em Macau, acaba de divulgar o seu mais recente projecto, ainda em fase inicial: o “Portal da Diáspora Luso-descendente”, que está ainda “em fase de demonstração”, sendo depois avaliado pelo Conselho das Comunidades Portuguesas e pelo Governo Português”, contou o próprio ao HM. A ideia é conseguir apoios financeiros que sustentem o projecto. Anunciado na mais recente newsletter da Casa de Macau em Lisboa, este projecto online visa reunir dados sobre os macaenses espalhados pelo mundo fora, mas também de um ponto de vista mais dinâmico. Pretende-se, segundo escreve José Basto da Silva na newsletter, que o website se transforme “num repositório central e acessível para a diáspora luso-descendente, independentemente da geografia e da região horária, reunindo informação útil como serviços consulares, entidades associativas, oportunidades de negócio e ensino do português”. Porém, podem também ser divulgadas informações sobre eventos, gastronomia, sendo que, nesta fase, o projecto carece de financiamento, bem como de gestão em termos de conteúdos. “Mais do que uma base de dados, o Portal será um ponto de encontro virtual, onde os utilizadores podem interagir, fazer ‘networking’ e fortalecer a ligação inter-geracional”, escreveu José Basto da Silva. Pretende-se também que o projecto digital seja “um espaço de partilha de experiências e de mentoria, capaz de aproximar gerações e criar pontes entre comunidades”. A ideia é também apostar em conteúdos multimédia, nomeadamente com vídeos, fotografias e podcasts, “dando voz e imagem às histórias da nossa diáspora”. “A disponibilização deste Portal será uma ferramenta essencial para a preservação e promoção da língua e cultura portuguesas”, destacou o autor do projecto, além de “reforçar o sentimento de pertença, constituindo um impulso decisivo para a projecção da imagem de Portugal no mundo”. Contactos em linha O portal tem, para já, alguns contactos de embaixadas e postos consulares portugueses, nomeadamente em Macau e Hong Kong; Xangai, Singapura ou Japão, apresentando ainda um directório de associações ligadas à comunidade macaense que estão espalhadas pelo mundo. Outra secção é “Lusophone Youth Network” [Rede da Juventude Lusófona], que visa a conexão “de jovens profissionais e busca de oportunidades de mentoria”. Aqui, as possibilidades de contacto são muitas – Isabel Gomes, situada em Macau, escreveu: “Passei no exame HSK 6 na semana passada! Três anos de Mandarim em simultâneo com trabalho a tempo inteiro. Se alguns colegas lusófonos em Macau estão a aprender chinês, vamos iniciar um grupo de estudo. A língua abre, aqui, todas as portas.” Além de contactos na área do ensino de idiomas, há também propostas com uma visão mais empresarial. Miguel Santos, de Hong Kong, escreveu: “Ofereço sessões de mentoria 1:1 para recém-licenciados que procuram entrar no mercado financeiro asiático. 5 anos na Goldman Sachs HK – feliz por partilhar o que sei. Esta comunidade já me deu tanto, é tempo de retribuir.” Há ainda o testemunho de Ana Ferreira, de Singapura: “Acabei de concluir uma reunião incrível com o Conselho Empresarial Lusófono em Singapura. Aqui, as oportunidades para profissionais de língua portuguesa são notáveis. Estamos a organizar uma mesa redonda para o terceiro trimestre — envia-me uma mensagem privada se quiseres participar!” Não faltam partilhas com um teor ligado à cultura portuguesa. “Bonita noite de Fado na Casa de Portugal em Tóquio no último fim-de-semana. A música de Amália Rodrigues a encher uma sala com piso de tatami em Shibuya — surreal e belíssima. Estas pontes culturais são mais importantes do que nunca”, escreveu, de Tóquio, Mariana Costa. Na secção de multimédia também já existem alguns conteúdos disponíveis, nomeadamente um vídeo, disponível também no YouTube, sobre os 400 anos do ataque dos Holandeses, da Companhia das Índias Ocidentais, a Macau, a 24 de Junho de 1622, e que permitiu a manutenção das autoridades portuguesas no enclave no sul da China. O vídeo é narrado pela historiadora e antiga docente Beatriz Basto da Silva. Há ainda conteúdos multimédia sobre o grupo teatral em patuá Dóci Papiaçám di Macau, ou sobre comida macaense. O que falta fazer? José Basto da Silva já definiu os passos necessários para que o portal seja uma realidade. Em causa está um “projecto ambicioso” que visa a criação de um “comité de gestão”, composto pelas “entidades que assinaram o protocolo de cooperação: Conselho das Comunidades Portuguesas; Conselho das Comunidades Macaenses e o Instituto Internacional de Macau”. Na visão do promotor do projecto, “é crucial que estas entidades façam chegar o Portal à diáspora, incentivando a participação activa na criação e actualização de conteúdos”. Em termos de estratégia para o crescimento do projecto, “numa primeira fase o foco será a Ásia e as comunidades luso-descendentes da região”, existindo já um arquivo fotográfico online, no website, que serve para um primeiro contacto com o projecto. José Basto da Silva entende que esta poderá ser “uma ferramenta para o futuro”, tendo em conta que “Macau mudou profundamente nas últimas décadas”, revelando “sinais de abrandamento”. “Apesar das boas intenções e retórica do Governo da RAEM, pouco tem sido feito no sentido de alterar o status-quo da comunidade lusófona, sobremaneira no que toca aos jovens. Vivemos tempos diferentes: não só jogamos num campeonato diferente, como mudaram-se radicalmente as regras do jogo”, destacou. Perda de identidade Na newsletter da Casa de Macau em Lisboa, José Basto da Silva alerta para o facto de o território estar “paulatinamente a perder a sua identidade”, existindo “uma recessão que se instala progressivamente não só no território, como em toda a China”. “O Executivo governa com os olhos postos nas questões de impacto imediato, sem uma verdadeira aposta na diversificação, na defesa das características únicas locais, e sem medidas concretas que envolvam e valorizem a comunidade local lusófona”, frisou, referindo-se ao actual Governo liderado por Sam Hou Fai. Desta forma, José Basto da Silva destaca que deve existir uma maior união por parte de macaenses e outros luso-descendentes. “Urge unirmo-nos para reforçar e consolidar a nossa presença”, bem como “criar oportunidades e fomentar a intervenção ao mais alto nível, não só em prol da nossa identidade e afirmação no território, mas também na defesa da singularidade de Macau.” José Basto da Silva lembrou como a preservação da identidade macaense está, inclusivamente, “em linha com o discurso do Presidente Xi Jinping”. Em suma, “o Portal não é apenas um projecto tecnológico: é um instrumento de união, de identidade e de projecção cultural”. “Ao consolidar informação, criar redes e dar visibilidade às comunidades, abre caminho para que a diáspora luso-descendente se declare como protagonista na preservação e difusão da herança portuguesa”, rematou José Basto da Silva.
Andreia Sofia Silva EventosExposição de Maria Madeira na Fundação Oriente em Lisboa A Fundação Oriente (FO) em Lisboa inaugura, no próximo dia 13 de Agosto, às 18h, a exposição da artista timorense Maria Madeira, intitulada “You, Me, Us [O, Hau, Ita, Tu, Eu, Nós”, que estará patente até ao dia 13 de Dezembro. Segundo a descrição oficial da exposição, no website da FO, trata-se de uma mostra focada “na relação entre as crenças ancestrais timorenses e o discurso cultural português”, apresentando-se ao público português 34 obras de pintura, desenho, colagem e instalação. “Maria Madeira suscita reflexão e diálogo em torno da sua experiência pessoal enquanto mulher timorense refugiada em Portugal e migrante na Austrália, neta de timorenses e portugueses”, lê-se ainda. Celebração de culturas A mostra na FO “visa celebrar, sensibilizar e centrar a ligação histórica, cultural e pessoal que existe entre ‘Tu, Eu e Nós'”, ou seja, entre Portugal e Timor-Leste. Desta forma, oferece-se “uma perspectiva distinta e autoral sobre a arte e a cultura timorenses, de uma artista contemporânea cuja prática criativa atravessa diferentes contextos culturais”. Além da mostra propriamente dita, haverá uma residência artística no espaço Hangar, em Lisboa, e um programa de oficinas, conversas e visitas. Propõe-se, com esta iniciativa, “identificar desafios e explorar soluções inovadoras que fortaleçam o entendimento intercultural e valorização mútua entre Timor-Leste e Portugal”. A FO destaca ainda como o “discurso artístico contemporâneo de Timor-Leste emergiu na década de 1980, sobretudo como forma de resistência, profundamente influenciada pelos acontecimentos históricos que marcaram o país”. “Actualmente, grande parte da produção dos artistas visuais timorenses revela não só uma forte inclinação para a contemporaneidade, como também uma profunda ligação às crenças populares, mitos e tradições timorenses”, destaca-se ainda na mesma nota, que recorda o importante trabalho das artistas mulheres de Timor na área dos têxteis. “O bordado — introduzido pelos portugueses — passou a integrar os motivos decorativos do tais, o tecido tradicional de Timor-Leste”, é destacado.
Andreia Sofia Silva EventosARTM | Vila de Ka-Hó recebe mostra de fotografia de Eva Bucho “Macau Patterns 2.0”, exposição da autoria de Eva Bucho, volta a estar patente ao público na galeria Hold on To Hope (H2H) a partir de amanhã. O espaço acolhe fotogafias que revelam a beleza e particularidades dos padrões espalhados pelo território Eva Bucho tem-se dedicado a coleccionar em fotografia os diversos padrões que se podem ver em Macau, numa multiplicidade de ruas, espaços e lugares. O resultado foi o projecto “Macau Patterns”, que já conta com duas edições. Depois de uma primeira exposição de “Macau Patterns 2.0” apresentada recentemente no Instituto Internacional de Macau (IIM), eis que esse trabalho de recolha e classificação pode ser visto novamente na galeria Hold on To Hope (H2H), na vila de Ka-Hó, em Coloane. A galeria é um espaço gerido pela Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) para apoio da comunidade terapêutica. A partir deste sábado, às 15h, será apresentada a mostra que é uma extensão dos trabalhos expostos em 2024. Segundo uma nota da ARTM, Eva Bucho, que tem formação em design, vive em Macau desde 2016, sendo “autora [do trabalho de recolha] dos vários e ricos padrões existentes em Macau”. “A extensão dos padrões culturais de Macau vai desde as portas, a janelas, ornamentos, pavimentos e revestimentos”, incluindo ao nível da arquitectura e desenvolvimento urbano. Desta forma, estes padrões acabam por contribuir para a preservação “da memória de Macau”. Nesta mostra, “as fotografias estão organizadas em novos capítulos para além da Península de Macau, incluindo Taipa e Coloane”, podendo ser vista até ao dia 30 de Agosto. Uma forma de identidade A exposição apresentada em Junho esteve integrada no programa “Junho – Mês de Portugal”, em celebração do 10 de Junho. Ao HM, Eva Bucho explicou que, para a fase 2.0 do projecto, foi mantida “a maior parte dos padrões” já recolhidos, tendo sido acrescentados “novos às freguesias existentes”. “A grande novidade é que expandimos o conceito e agora temos uma edição completa com padrões de Macau, Taipa e Coloane”, disse. O objectivo foi manter “a identidade central” do projecto, melhorando “a experiência e alcance”. Eva Bucho considerou também que os padrões recolhidos revelam “a história de um território híbrido e único”, e de como Macau sempre foi “um espaço de grande interesse visual, onde o diferente se encontra sem se anular”. “O mais bonito é que, mesmo sendo património, estes padrões continuam vivos — nas ruas, nos mercados, nos azulejos das lojas antigas. O meu projecto tenta tornar esse olhar mais consciente e duradouro, ajudando-nos a olhar melhor à nossa volta e a dar mais valor ao que existe e vemos todos os dias”, acrescentou na altura.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeCrime | Mulher de meia idade esfaqueada junto ao Galaxy A Polícia Judiciária está a investigar os contornos do esfaqueamento de uma mulher, que resultou em ferimentos no rosto, pescoço e mãos. A mulher foi encaminhada para o Hospital Conde de São Januário em estado grave e o agressor foi detido Foto jornal Ou Mun A zona junto ao Galaxy, no Cotai, mais concretamente na Avenida Marginal Flor de Lótus, foi, na quarta-feira à noite, palco de um crime pouco comum em Macau: uma mulher de meia idade, da China continental, foi esfaqueada na zona do rosto, pescoço e mãos, tendo recebido tratamento hospitalar no São Januário. À hora do fecho da edição, e segundo o jornal Ou Mun, a mulher estava ainda internada e inconsciente. Segundo o relato de fonte policial, o incidente ocorreu por volta das 21h, e as autoridades policiais foram informadas de que estava uma pessoa ferida junto a um hotel no Cotai. No mesmo local, o segurança do hotel, de nacionalidade nepalesa, não-residente, também sofreu uma contusão no braço, sendo levado para o Hospital Kiang Wu. Tanto os agentes policiais como os bombeiros deslocaram-se ao local depois de terem sido notificados, por volta das 22h, do ocorrido. Entretanto, a Polícia Judiciária (PJ) já veio dizer que está a investigar o caso, prometendo mais detalhes numa conferência de imprensa extraordinária a realizar hoje à tarde. Agressor detido As autoridades indicaram ontem que o ataque terá ocorrido devido a motivos passionais entre agressor e vítima, segundo a investigação preliminar. Há ainda fortes indícios de que o homem seja suspeito da prática dos crimes de homicídio na forma tentada e posse de arma proibida. O suspeito, um homem do Interior da China, acabou detido pelas autoridades. De destacar que, inicialmente, suspeitou-se que o ataque poderia estar relacionado com um caso de troca de dinheiro, conforme foi noticiado pela imprensa chinesa, mas trata-se, afinal, de um crime ocorrido em contexto passional.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeImobiliário | Preços durante o Verão baixam 8 por cento Chris Wong Sai Fat, da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau, diz que os preços de apartamentos em construção baixaram cerca de 8 por cento. Como se vendem menos casas no Verão, as transacções foram impulsionadas por descontos A Associação Geral do Sector Imobiliário revelou que a palavra de ordem para esta altura do ano é “descontos”, com reduções de preços de fracções na ordem dos oito por cento, o que levou a um aumento de negócios. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, o vice-presidente executivo da entidade, Chris Wong Sai Fat, disse que vários promotores de projectos imobiliários na península de Macau, na Taipa e Coloane reduziram em cerca de oito por cento os preços para os apartamentos de prédios em construção. O responsável destacou que, graças a esses descontos e oferta da remodelação da casa, cada promotor vendeu, em média, oito a dez fracções. O responsável destacou que o Verão é, por norma, uma época com menor volume de negócios, mas graças aos descontos criados pelos promotores, foi possível atrair a atenção de investidores e compradores. Chris Wong também disse ser inevitável que estas promoções afectem as vendas de casas em segunda mão que se situam próximo destes projectos em construção, pelo que os donos destas casas sofrem maior pressão para negociar a venda. Assim, nos casos em que estes tenham maior urgência em vender, precisam reduzir mais os preços para ter sucesso. Tendo em conta o volume de transacções de Julho, o dirigente associativo acredita que se tenham vendido cerca de 200 imóveis, graças às medidas lançadas pelo Governo. Pouco impacto Relativamente à quebra dos preços da habitação económica, e a fase de escolha das fracções pelos candidatos, Chris Wong acredita que o impacto no mercado privado de habitação vai ser reduzido. O representante lembra que as candidaturas a casas do Governo nos concursos de 2019, 2021 e 2023 envolveram cerca de 13 mil fracções, estando o mercado controlado conforme estes dados, com as devidas previsões ajustadas. Porém, Chris Wong apontou que algumas famílias candidatas à habitação económica alugam casas enquanto esperam pelos imóveis do Governo, sendo que, quando deixarem os imóveis alugados, tal pode trazer pressão ao mercado de arrendamento. O responsável acredita que essa pressão pode ser sentida sobretudo na zona norte da península, como os bairros do Fai Chi Kei, Iao Hon e Areia Preta.
Andreia Sofia Silva EventosHong Kong | Concerto apresenta nova composição de Carlos Brito Dias O grupo The Hong Kong Legends Ensemble apresenta no sábado a nova criação do compositor português Carlos Brito Dias, num espectáculo no East Kowloon Cultural Center. Trata-se de “tides”, uma composição que propõe uma “reflexão sobre movimento, identidade cultural e transformação” O compositor português Carlos Brito Dias tem uma nova criação musical, “tides”, e que será apresentada pela primeira vez ao público no East Kowloon Cultural Center de Hong Kong no sábado a partir das 20h. A interpretação desta obra estará a cargo do grupo The Hong Kong Legends Ensemble, com a direcção do maestro Chi-Cheung Leung. Os bilhetes podem ser adquiridos no website art-mate.net Segundo um comunicado enviado pelo próprio compositor às redacções, “tides” foi encomendada pela Yao Yueh Chinese Music Association – Hong Kong Legends, marcando a primeira incursão de Carlos Brito Dias “na escrita para ensemble com instrumentos chineses”, nomeadamente o dizi, zhongruan, sheng e erhu. Na mesma nota, lê-se que a apresentação pública de “tides” integra “um programa de aproximadamente 90 minutos, que combina performance ao vivo com media interactiva, propondo ao público uma experiência artística imersiva e interdisciplinar”. “tides” é uma composição que propõe “uma reflexão sobre movimento, identidade cultural e transformação, inspirada no carácter de Hong Kong como porto aberto ao mundo”. Desta forma, evocam-se “camadas de migração, intercâmbio e resiliência que moldam a cidade”. Uma metáfora musical Em “tides”, descreve a mesma nota, o mar é figura central e também uma “metáfora”, pois representa “simultaneamente força de separação e de ligação, estruturando uma linguagem musical fluida, em que as texturas se expandem e contraem, colidem e se dissipam”. Além de ter uma “dimensão cultural”, a nova composição de Carlos Brito Dias também incorpora “uma vertente íntima”, pois inspira-se “na experiência de esperar a chegada de um filho”. Desta forma, a obra musical percorre “ciclos de antecipação, incerteza e transformação emocional, articulados através de gestos em mutação contínua e paisagens tímbricas em evolução”. O grupo Hong Kong Legends Ensemble foi fundado em 2020, tendo como origem a Yao Yueh Chinese Music Association (YYCMA), e é a primeira orquestra de câmara chinesa do território vizinho. O grupo venceu, em 2024, o Prémio do Fundo Nacional de Artes para Inovação em Artes Cénicas, uma das mais importantes distinções culturais na China. Carlos Brito Dias nasceu na cidade de Braga em 1991, residindo actualmente em Hong Kong onde, além de desenvolver actividade como compositor e maestro, também dá aulas. O compositor português é doutorado em Artes pela Universidade de Antuérpia e Conservatório Real de Antuérpia, possuindo ainda um mestrado em Direcção Orquestral pelo Conservatório Real de Antuérpia. A residir em Hong Kong, Brito Dias tem, segundo a biografia disponível no seu website, “uma produção musical eclética”, explorando “vários meios, desde peças para instrumentos a solo e conjuntos até grandes orquestras e música electrónica”. Também já criou composições para cinema, nomeadamente curtas-metragens, colaborando com outros artistas. É actualmente professor convidado da Universidade de Educação de Hong Kong, bem como consultor artístico e maestro da Asiartic Camerata.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeDrogas | Augusto Nogueira concorda com aditamentos à lei Numa altura em que acaba de ser nomeado vice-presidente da World Federation of Therapeutic Communities, Augusto Nogueira, presidente da ARTM, diz concordar com os aditamentos de novas drogas proibidas à actual legislação, apesar dos consumos locais quase nulos O Governo quer proibir o consumo de sete drogas semelhantes ao Etomidate, a substância que constitui a droga conhecida como Petróleo do Espaço. A proposta, que foi apresentada na sexta-feira em Conselho Executivo, merece a concordância de Augusto Nogueira, presidente da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM). “É imperativo acrescentar estas novas drogas à legislação, pois prevenir é melhor que remediar”, disse, reconhecendo que “não se conhecem casos de consumo destas drogas, e mesmo do Etomidate é raro, mas nunca se sabe o dia de amanhã”. O presidente da ARTM explicou que “a maioria das grandes apreensões em Macau estão de passagem e não são para consumo local”, referindo também os bons resultados, por parte das autoridades em conjugação com associações, na prevenção. “Através do programa de rua e de troca de seringas, fazemos uma década de zero novos casos de HIV entre pessoas que injectam drogas”, disse. Um novo cargo Destaca-se ainda a recente nomeação para o cargo de vice-presidente da WFTC (World Federation of Therapeutic Communities), com sede nos Estados Unidos da América. Tal nomeação representa, para Augusto Nogueira, uma oportunidade para “elevar ainda mais o trabalho da ARTM e o trabalho que se desenvolve em Macau”. “Fui nomeado devido ao reconhecimento que a ARTM tem dentro desta organização e também pelo trabalho que desenvolvemos a nível internacional, principalmente nas Nações Unidas. Antes de ser nomeado já era ‘Liason Officer’ da WFTC para as Nações Unidas, por isso foi um processo de evolução, confiança e trabalho.” Augusto Nogueira chama a atenção para a “forma holística” como se trabalha na ARTM, sendo esse “o maior reconhecimento”. “A WFTC é um organismo bastante importante para proteger a ideologia e terapia da comunidade terapêutica, para podermos mostrar que as comunidades terapêuticas desenvolvem um trabalho muito importante na recuperação de todos aqueles que necessitam de apoio”, rematou.
Andreia Sofia Silva EventosAmagao | Fotografias de Vong Sek Kuan em nova exposição A galeria Amagao, no Artyzen Grand Lapa, acolhe a partir desta quinta-feira uma nova exposição onde a fotografia é protagonista. Vong Sek Kuan assina uma mostra em nome próprio com “Luz Fluída – Cores Radiantes”, marcada pelo desafio face aquilo que se considera a forma mais comum ou tradicional de uma imagem Vong Sek Kuan traz à galeria Amagao, a partir desta quinta-feira, uma exposição em nome próprio. Trata-se de “Luz Fluída – Cores Radiantes” e, segundo um comunicado da organização, trata-se de uma mostra que “desafia a definição tradicional da fotografia como mera reprodução de um instante”. Nesta mostra, o que o fotógrafo fez foi explorar “as possibilidades filosóficas da fotografia como a extensão da percepção através da singular técnica ‘camera-shaking'”. Desta forma, lê-se, “o artista transforma o acto de ‘clicar’ num ‘acto de pintura’, envolvendo o corpo e a mente”. O público pode ver 27 imagens que trazem “uma nova forma de fotografia contemporânea, misturando técnica, fisicalidade, filosofia e estética”. Trata-se de “uma forma original de mestria técnica”, mas não só: é “uma proposta nova de ver o mundo”, refere a Amagao. Esta quinta-feira será também lançado o “Livro do Artista”, com o mesmo título da exposição. Combinação de disciplinas Segundo palavras do próprio Vong Sek Kuan, “a fotografia é uma disciplina que combina a aplicação da física óptica e mecânica”, sendo que o “Light Painting” e “Painting with Light” [Pintura com Luz], são, segundo Vong, “duas aplicações diferentes dessa física”, sendo que a “câmara é uma ferramenta para registar imagens ópticas”. “Enquanto o sensor estiver exposto, é possível guardar uma imagem, sendo uma ferramenta única para registar o tempo e espaço”, descreve, referindo ainda que o “Light Painting” implica “mover uma fonte de luz para criar uma imagem após a exposição do sensor da câmara”. Por sua vez, a aplicação “Painting with Light” envolve “a abertura do sensor da câmara e o movimento da própria câmara para concluir a criação”. Nesta mostra, descreve ainda o fotógrafo, trabalha-se em torno do conceito de “pintura com o instante”, quando se utiliza “a câmara como ferramenta para concretizar o acto de “Pintura com Luz”. Desta forma, recorrendo a uma “combinação de técnicas”, Vong Sek Kuan conseguiu alcançar “um efeito que se alinha com a sua visão criativa”, tendo em conta a ideia que “o pensamento determina a acção”. Assim, esta mostra consiste na “expressão máxima da pintura com o instante”. A exposição conta com curadoria de Ieong Man Pan e do designer macaense Victor Marreiros, que também está ligado à galeria Amagao, juntamente com Lina Ramadas.
Andreia Sofia Silva Grande Plano MancheteCoronel Mesquita | Estátua saiu da Barra para Portugal em “discreta” operação nocturna A estátua do Coronel Mesquita entrou na história de Macau por ter sido retirada à força durante o “1,2,3”. Porém, acabou por ir para Portugal em 1986, com o aval do Governador Almeida e Costa, numa operação nocturna nas Oficinas Navais, entre rumores de que teria sido atirada ao rio. Hoje, repousa em Paço de Arcos, à guarda da Associação de Comandos No século XIX a morte do então Governador Ferreira do Amaral e o episódio do Passaleão, protagonizado pelo Coronel Vicente Nicolau de Mesquita, consta como um dos momentos de tensão na relação entre chineses e portugueses em Macau. Tal episódio iria servir de combate e argumento contra os portugueses na expressão da Revolução Cultural em Macau, no movimento “1,2,3”, que decorreu entre Novembro de 1966 e Fevereiro de 1967. Nos tensos dias do início de Dezembro de 1966, a estátua de Vicente Nicolau de Mesquita foi derrubada e escondida até ser encontrada, em 1986, por José Lobo do Amaral, presidente da Associação de Comandos. Até então julgava-se que a estátua tinha sido destruída e atirada ao rio, a mando de Nobre de Carvalho, Governador que, quando tomou posse, apanhou o “1,2,3” no seu auge. Ao HM, José Lobo do Amaral recorda o momento em que percebeu o que estava à frente dos seus olhos. “A estátua foi apeada por altura do ‘1,2,3’ e estava recolhida, mas não sei onde. Onde a encontrei foi nas Oficinas Navais. Estava a um canto, tapada, levantei a lona e lá estava. A história é esta.” Estávamos em 1985 e era Governador Almeida e Costa. Foi aí que José Lobo do Amaral percebeu que o boato de que a estátua estava destruída não passava disso mesmo. “O que constou é que Nobre de Carvalho teria dado ordens para destruir a estátua e atirá-la ao mar. Era o que toda a gente dizia. Agora, se uns sabiam que não tinha ido…calavam-se. Nunca ouvi outra versão da história, e até se dava ao nome da pessoa que a tinha destruído. E a história da estátua morreu ali. Causou grande surpresa quando levantei a lona e a vi.” “A estátua estava no Leal Senado [quando foi retirada durante os tumultos] e nunca foi reposta. Disse ao Jorge Rangel: fala lá ao Governador, para ver se ele nos dá aquilo para levarmos para Lisboa. A ideia era colocar a estátua no Castelo do Queijo, no Porto, onde é a sede da nossa delegação. Aí ele [Governador] disse: ‘levem-na, discretamente'”. Cobertos pelo breu A discrição que a missão exigia originou a operação nocturna para levar a estátua para Lisboa, sem grande alarido. Este episódio foi recentemente recordado por Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau, numa sessão na Casa de Macau em Lisboa a propósito de Luiz Gonzaga Gomes. A operação envolveu 12 pessoas que tinham estado ligadas aos comandos e alguns contactos prévios, bem como a combinação de uma espécie de código entre Jorge Rangel e José Lobo do Amaral para desviar as atenções do guarda das Oficinas Navais. “Disse-lhe que só nós os dois podíamos saber o que tinha de acontecer. Do lado das Oficinas Navais ficaram só à espera da indicação da data [para retirar a estátua]”, referiu Jorge Rangel. Contratou-se “uma empresa de confiança” para transportar a estátua para a Europa. “Nessa noite, esses antigos 12 comandos foram de camioneta, até à porta, fazer um primeiro reconhecimento, para ver se o guarda estava ou não. O portão estava aberto, era só puxar, e foi aí que a estátua foi transportada para o cais do Porto Interior, e depois para Hong Kong.” A estátua do Coronel Vicente Nicolau de Mesquita chegou então a Portugal, ficando primeiro no Porto de Leixões antes de fazer o seu percurso até Paço de Arcos. Exposta em Valadares José Lobo do Amaral não gosta que se use o termo “às escondidas” para classificar a manobra. “Foi usado o termo discretamente [para a retirada]. Às escondidas era se tivéssemos ido pela calada da noite, encapuzados. Foi tudo feito normalmente. Contratou-se uma empresa de navegação, fizeram o contentor, puseram-na lá dentro, e transportaram-na para o Porto.” Com apoios do Instituto Cultural (IC) lá foi a estátua de bronze para o Castelo do Queijo, mas as contas das dimensões foram malfeitas – não conseguia passar da porta. A estátua do coronel macaense acabou por ir parar a uma fábrica de Valadares, também no Norte de Portugal. Enquanto se esperava pela remodelação da Bataria da Lage, em Paço de Arcos, ficou ali e até teve o seu momento provisório de exibição. “A fábrica era de um comando. Como a estátua estava deitada no chão, resolveu fazer um pedestal e pô-la lá, e quem andasse ali de passagem podia vê-la, mas não era a colocação definitiva. Pôs no letreiro a dizer o que era, e depois quando arranjámos este espaço fomos buscá-la.” Quem passar pela Bataria da Lage, junto à estrada marginal, vai encontrar a estátua do Coronel Mesquita qual como quando saiu de Macau. “Tem a bota partida, nunca quisemos restaurá-la para que ficasse assim.” Está virada para Macau, lendo-se na placa que está a pouco mais de 110 mil quilómetros de distância do território. Hoje continua a receber visitas. “Vem aí muita gente da terra para ver a estátua e tirar fotografias. Pessoas que estiveram em Macau, e outras que vêm aí e a quem digo para a visitarem.” João Lobo do Amaral recorda como “o Governo de Macau sempre se fez de recados”, nomeadamente entre o Oriente e Portugal. “O Macau moderno que conhecemos é do Ferreira do Amaral, porque até ali era o Governo do Leal Senado. Só a partir dele há uma fronteira [das Portas do Cerco]. Havia o mandarim que cobrava imposto do Porto. As coisas rolavam. As comunidades [coexistiam]. É o segredo dos 500 anos [de presença portuguesa]. Tudo se fazia por consenso, uma palavra que nem gosto pessoalmente, porque acho que o consenso é cinzento.” No caso de Ferreira do Amaral, “não teve senso, não sabia ou não lhe explicaram” esse modo de coexistência de comunidades, “e aconteceu o que aconteceu”. “Dá-se o Passaleão e a reacção à morte dele”, recorda. Junto à estátua está uma placa onde se explica não só o episódio histórico que ela acarreta como a sua autoria, do escultor Maximino Alves. A estátua do militar macaense foi inaugurada em Macau a 24 de Junho de 1940, com a inscrição na base de pedra a assinalar “Homenagem da Colónia ao Herói Macaense Coronel Vicente Nicolau de Mesquita, 25 de Agosto de 1849.” Mais abaixo, podia ler-se: “Monumento erguido por subscrição pública e auxílio do Governo da Colónia. Foi inaugurado por ocasião das festas comemorativas do duplo centenário da Fundação e Restauração de Portugal. 24 de Junho de 1940 – Oferta do Leal Senado.” Todas as mudanças da estátua até à sua exibição permanente foram apoiadas pela Fundação Jorge Álvares e Fundação Casa de Macau. Segundo o website Memória de Macau, a Batalha do Passaleão, a 25 de Agosto de 1849, “é o único confronto significativo entre a China do Sul e Macau durante mais de quatro séculos de vizinhança”, e ocorreu “após o assassinato do Governador Ferreira do Amaral”. O episódio consistiu na “tomada de um forte chinês que atacava Macau com a força dos seus obuses a cerca de meia milha das Portas do Cerco”, sendo que “Vicente Nicolau de Mesquita avançou pelo território inimigo, sem ordem superior e apenas com o pelotão de 32 homens sob seu comando, neutralizando com uma carga de explosivos o forte que oprimia Macau”. Foi apoiado, nessa acção, por “duas peças de artilharia de campanha, um obuz de montanha e dois canhões da barca canhoeira e da lorcha de António Ferreira Batalha”. Vicente Nicolau de Mesquita está sepultado no Cemitério de S. Miguel Arcanjo.
Andreia Sofia Silva EventosMandopop | René Liu faz a sua “Final Call” em Macau em Outubro O palco do Galaxy Arena recebe, em Outubro, mais um concerto de grandes dimensões e efeitos visuais, desta vez com a cantora de mandopop René Liu, de Taiwan. Também conhecida pela alcunha de “Milk Tea”, René apresenta “Final Call”, a 3 de Outubro, um espectáculo integrado na digressão mundial dos últimos meses e que já conquistou vários prémios “Deixa a alegria tomar conta de ti. O tempo voa. Ainda estás à espera?”. Eis o mote, em jeito de pergunta, para a actuação que a cantora de mandopop René Liu tratará a Macau no dia 3 de Outubro, no palco do Galaxy Arena. “Final Call” promete ser um concerto com uma forte componente artística e visual e que, segundo a informação disponível no website do Galaxy, teve “quatro anos de preparação”. A digressão mundial de “Final Call” já passou por três continentes, 53 cidades e levou à realização de 111 espectáculos, sendo que uma das próximas paragens será em Macau. René Liu nasceu em Taipei em 1969 e só começou a sua carreira em 1995, depois de trabalhar como assistente de produção do cantor, já bem conhecido do público, Bobby Chen. Também com o cognome de “Milk Tea”, René Liu, ou simplesmente René, acrescenta aos seus espectáculos, além da voz, uma vertente de storytelling que permite ao público umas boas horas de entretenimento, levando-os a outras dimensões. O Galaxy Arena terá “um impressionante palco giratório de quatro lados”, com um “design revolucionário” e ecrãs LED que potenciam “uma experiência narrativa imersiva”. Haverá ainda 12 bailarinos em palco e um “urso rotativo gigante de cinco metros”. Tudo para criar um espaço em palco onde “possibilidades infinitas ganham vida”, estabelecendo-se “um novo e ousado padrão para a produção de concertos”. Podem esperar-se “emoções profundas” e uma “narrativa cativante” com este concerto”, onde música, dança e cenografia se conjugam. “O emblemático palco giratório de quatro lados foi aperfeiçoado e reinventado, transformando o recinto numa viagem musical imersiva”, com muita “imaginação”. O palco tem ainda “elevadores dinâmicos e [permite a] rotação”, levando a que cada perspectiva do concerto, do lado do público, se transforme “num ponto de observação único”, gerando-se “uma experiência de tirar o fôlego”. Esta aposta num novo tipo de apresentação do seu trabalho musical em palco levou René a ganhar prémios, tendo sido distinguida, nos Muse Design Awards 2025, com o Prémio Platina, ganhando a mesma distinção nos London Design Awards 2025. Marcos históricos Em 2002 a artista editou um disco com nome em inglês, “Love and the City”, com dez faixas; enquanto que em 2017 saiu mais um álbum gravado ao vivo, intitulado “Renext”. Nos anos da pandemia, 2020 e 2021, René não esteve parada e editou também dois discos. Segundo a apresentação oficial do concerto, a digressão “Final Call” já atingiu vários recordes. Um deles aconteceu em Agosto de 2024, quando René se tornou na primeira artista de mandopop a ser cabeça de cartaz num concerto em Ürümqi, capital da região de Xinjiang. Seguiu-se, no ano seguinte, a realização de cinco concertos consecutivos de Ano Novo em Pequim, entre os meses de Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026, o que marcou “a primeira série de concertos de fim de ano em grande escala” na carreira da artista. René Liu também passou pelos EUA, e em Maio deste ano deu “concertos em palcos quadrangulares de grande escala em três cidades dos EUA”, sendo que “cada um atraiu públicos de mais de dez mil pessoas”. A cantora já conta com 200 concertos de grande escala realizados no âmbito de “Final Call”, sendo que, para esta digressão, trabalhou ao lado da “B’in Live”, descrita como “uma das principais equipas de produção de concertos do mundo do mandopop”. Os bilhetes ainda não estão à venda, embora o concerto já tenha sido anunciado. Começa às 19h e os ingressos terão um custo que varia entre 580 a 1380 patacas.
Andreia Sofia Silva Grande Plano MancheteFunção pública | Sugerida adopção de modelo próprio de administração Um estudo realizado por dois académicos da Universidade de São José considera que o Governo deve criar para a Função Pública “um modelo de governação ajustado às próprias necessidades”, ao invés de meramente “reproduzir experiências implementadas noutros contextos” Do “clientelismo” vivido nos anos de administração portuguesa até às progressivas reformas, Macau tem evoluído para um modelo de administração mais eficiente e digital, mas não chega. É a conclusão do estudo “Reforma da Administração Pública em Macau: Um Estudo Crítico desde a Transferência de Soberania até à Actualidade”, da autoria de Leung Sok Ieng, doutorando em Government Studies na Universidade de São José (USJ), e Ansoumane Douty Diakite, professor associado da mesma instituição de ensino. O artigo académico foi publicado na revista “E- REI: E-Journal of Intercultural Studies”, sob alçada da Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto. Uma das conclusões do artigo é que Macau “deverá desenvolver um modelo de governação ajustado às próprias necessidades, ao invés de, simplesmente, reproduzir experiências implementadas noutros contextos”. Neste sentido, é entendido que “o sucesso da reforma da administração pública de Macau não pode resultar de uma simples replicação dos modelos ocidentais”, devendo ser olhados factores como as “especificidades demográficas e sociais do território”. Estas demonstram que “as reformas devem ser adaptadas às condições locais e orientadas por uma abordagem centrada no cidadão”, sendo que, nos próximos anos, deve-se apostar na “governação transfronteiriça de dados, o desenvolvimento do capital humano, o empreendedorismo digital e estudos comparativos além de Macau”. Tudo para “compreender melhor a governação de cidades inteligentes em diferentes sistemas de inovação”. “Reforma da Administração Pública em Macau: Um Estudo Crítico desde a Transferência de Soberania até à Atualidade” conclui também que “a adopção de uma abordagem centrada no cidadão é identificada como um factor crítico para o sucesso de estratégias modernas de governação”. Desta forma, o Governo “terá de equilibrar eficiência, conveniência e serviços orientados para as pessoas na prestação de serviços públicos”. O sucesso da “Conta Única” Olhando para o conceito de “Nova Gestão Pública”, desenvolvido sensivelmente a partir dos anos 80 e 90, no sentido de uma maior desburocratização, os autores destacam que as autoridades locais têm feito reformas que vão, cada vez mais, nesse sentido, afastando-se dos modelos de governação dos anos da Administração portuguesa. Considera-se que o “Governo tem vindo a evoluir gradualmente de uma abordagem centrada na economia para uma maior aposta na reforma administrativa, na centralidade do cidadão e na eficiência dos serviços públicos”. Esta “transição” traz uma “integração progressiva dos princípios” desse conceito de “Nova Gestão Pública”. Os autores salientam a “generalização do governo electrónico e serviços digitais”, com foco na plataforma “Conta Única de Macau”. Esta app, que permite resolver, no telemóvel, uma variedade de assuntos do foro público, como o pagamento de multas ou inscrições em apoios financeiros, tem contribuído “para eliminar barreiras à circulação de informação”, bem como “promover a colaboração entre diferentes departamentos governamentais”. Destaca-se como “o Governo é incentivado a desenvolver políticas públicas baseadas nos dados recolhidos”, além do facto de que, nos últimos anos, tem feito “alterações legislativas que reforçam a necessidade de considerar as necessidades dos cidadãos na formulação das políticas públicas”. A meritocracia Os autores, que com este estudo procuram analisar o funcionamento da Administração após 1999, destacam, citando outros estudos, como a reforma do sistema de governação “passa pela descentralização e delegação de competências para níveis inferiores da administração, bem como pela atribuição de maior autonomia às entidades locais”. Refere-se ainda como o “novo modelo de gestão pública em Macau assenta num sistema de recrutamento baseado no mérito, em que dirigentes e funcionários são nomeados de acordo com as suas competências, qualificações e desempenho, em vez de critérios relacionados com filiações ou antiguidade”. No cenário pós-transição, é entendido que o “novo modelo de gestão pública privilegia a colaboração e parcerias, promovendo uma estreita cooperação entre o Governo, o sector privado, a sociedade civil e os restantes ‘stakeholders’, com vista à prossecução de objectivos comuns”. Um dos exemplos de reforma e maior estabelecimento de parcerias é a implementação de sistemas de avaliação de desempenho dos funcionários públicos ou a criação de organismos semiautónomos, como o Instituto Cultural, a Fundação Macau, o Instituto do Desporto e a Direcção dos Serviços de Turismo. Outro exemplo apresentado é a “importante reforma” feita em 2011 com o regime de Recrutamento e Selecção de Trabalhadores da Administração Pública, que determinou que “os funcionários públicos são recrutados e nomeados com base nos resultados de concursos públicos e nas suas competências, assegurando assim a equidade e a meritocracia no processo de recrutamento”, é referido, citando um estudo de 2016. Por sua vez, destaca-se “o contraste com os princípios” dos anos da Administração portuguesa, referido como um “sistema de patronagem, no qual as nomeações eram fortemente influenciadas pelas ligações à elite governante”, é citado. O que ficou O estudo considera que o actual modelo de Administração é também fruto de do que se fez antes de 20 de Dezembro de 1999. Tratava-se de um “modelo de gestão pública frequentemente criticado por negligenciar as necessidades e perspectivas dos intervenientes externos”, além de ter “uma abordagem relativamente descontraída e flexível”. “Após a transferência de soberania, o Governo de Macau manteve grande parte do modelo de governação herdado do período colonial, permanecendo fortemente influenciado pela cultura administrativa portuguesa”, pode ler-se. Caracterizam-se ainda os anos do funcionalismo público português como um sistema “marcadamente burocrático, lento, excessivamente pesado e mais orientado para a sua própria manutenção do que para a prestação eficaz de serviços públicos”, destacam os autores, citando outros estudos sobre o tema. Além disso, o estudo descreve, que durante a Administração portuguesa, a Função Pública “operava sob clientelismo, inspirando-se em diversos estilos de administração pública portuguesa”. Desta forma, “o sistema governativo burocrático de Macau reflecte uma herança da governação centralizada portuguesa, conjugada com a integração do sistema de soberania chinês”. A reforma que as autoridades tentam levar a cabo “evidencia uma relação complexa entre um legado colonial profundamente enraizado e as necessidades dinâmicas de uma Região Administrativa Especial moderna, no âmbito do princípio ‘Um País, Dois Sistemas'”, acrescenta-se. Leung Sok Ieng e Ansoumane Douty Diakite entendem que as heranças do período de administração portuguesa deixaram problemas como o “enquadramento legislativo de matriz colonial, a sobreposição de competências entre departamentos governamentais e a inexperiência de parte da elite administrativa”. Em causa estão “desafios significativos para a reforma da administração pública”. Persistem também “barreiras linguísticas e desfasamento do enquadramento jurídico face às necessidades contemporâneas”.
Andreia Sofia Silva PolíticaConsumo | Plano de incentivo com concertos não resultou, diz Governo O Governo, através da secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, admitiu que o modelo de incentivo ao consumo em bairros com menos turismo, com recurso a bilhetes de concertos, não teve os resultados esperados. “Após análise das experiências anteriores, o Governo da RAEM considera que ainda é possível melhorar o modelo de consumo nos bairros comunitários impulsionado pelos bilhetes de concerto”, disse a secretária em resposta às interpelações orais dos deputados Lee Koi Ian, Ngan Iek Hang e Wong Kit Cheng, apreentadas no hemiciclo. Ao reconhecer o fracasso do plano, a governante adiantou que “o Governo da RAEM irá optimizar o mecanismo de consumo conjunto dos bilhetes e empenhar-se na promoção de novas actividades culturais e desportivas”. Ficou ainda a promessa de estudar o “lançamento de mais medidas de benefícios de consumo nos bairros comunitários destinadas aos turistas, com vista a atrair mais visitantes para estes locais e dar um novo impulso à economia comunitária”. A secretária adiantou ainda aos deputados alguns dos “trabalhos prioritários” que pretende desenvolver para incentivar o consumo em zonas menos turísticas de Macau, como a colaboração “com associações industriais e comerciais na realização de actividades que integram elementos como feiras temáticas, benefícios de consumo, gastronomia, cultura e desporto”. Não faltam ainda os “itinerários turísticos comunitários temáticos” ou “ofertas exclusivas na restauração e comércio” em parceria com operadoras de jogo. Na resposta aos deputados, a secretária adiantou também que o “Plano Autocarro de Turismo e Lazer: Explorar o Encanto dos Bairros” fui usado por cerca de 20 mil pessoas. Recentemente o plano foi alterado, passando agora a incluir a zona do Fai Chi Kei “como novo ponto de paragem”.
Andreia Sofia Silva PolíticaPME | Aprovados planos para 20 novas lojas em Macau Ng Wai Han, secretária para a Economia e Finanças, disse no hemiciclo que o “Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau” deu aprovação a 20 projectos para a abertura do primeiro negócio, isto entre 1 de Novembro de 2025 e Julho deste ano. Segundo adiantou a governante aos deputados, “alguns já abriram a sua primeira loja física em Macau e iniciaram operações em áreas como a restauração, desportos electrónicos (e-sports) e experiências imersivas de produtos, introduzindo novos modelos e serviços no território”. Além disso, “o plano registou, até à data, um total acumulado de cerca de 750 consultas, continuando a receber novas candidaturas”, disse. Uma das condições de acesso ao apoio é que os novos empresários contratem, no mínimo, “cinco trabalhadores locais a tempo inteiro”. Além disso, “com o intuito de incentivar as empresas a manter operação contínua, o apoio é concedido em três prestações: a primeira prestação de 40 por cento é concedida após a abertura e as duas restantes prestações (40 e 20 por cento) ficam condicionadas a acompanhamento e verificação periódicos pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento, sendo desembolsadas apenas após confirmação do cumprimento contínuo dos requisitos”. A secretária adiantou que quase metade das candidaturas, “cerca de 46 por cento”, relativas à primeira fase do programa, tem “localização em zonas específicas, nomeadamente no NAPE, na área de San Kio e na Areia Preta”. Estes dados foram referidos em resposta à interpelação oral do deputado Chan Lai Kei.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaComércio externo | Governo admite rever licenciamento A secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, admitiu que é necessário rever a Lei do Comércio Externo. Uma das mudanças irá passar por definir “prazos de validade das licenças de acordo com o nível de risco das mercadorias” O Governo promete rever algumas das disposições constantes na Lei do Comércio Externo. A garantia foi dada pela secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, na sessão plenária de sexta-feira, que serviu para responder a interpelações orais dos deputados. Em resposta ao deputado José Pereira Coutinho, a secretária explicou que o Governo “considera necessário rever a situação da aplicação da ‘Lei do Comércio Externo'”, nomeadamente no que diz respeito à revisão do Regulamento das Operações de Comércio Externo, datado de 2003. Ng Wai Han adiantou que uma das alterações passa pela “fixação dos prazos de validade das licenças por níveis de risco”, sendo que “para as mercadorias de alto risco, o prazo de validade das licenças será semelhante ao actualmente previsto, enquanto para as mercadorias de médio risco, o prazo será prolongado”. O Executivo quer ainda fazer o “ajustamento do âmbito de aplicação do regime de licenciamento”, onde as “mercadorias de baixo risco serão excluídas das actuais listas de importação e exportação, passando a reger-se pelo regime de declaração”. Digitalização em marcha Outra mudança que a secretária anunciou na sexta-feira, no âmbito do comércio externo, passa pela “preparação para a utilização múltipla das licenças electrónicas”. Assim, “será reservada margem, a nível jurídico, para proporcionar suporte institucional à futura utilização múltipla, dentro do prazo de validade, das licenças electrónicas requeridas através do sistema de declaração alfandegária electrónica”, para “reduzir os custos operacionais das empresas”. A secretária disse esperar que, com estas alterações, se possa “optimizar ainda mais o regime de gestão do comércio externo, facilitar o funcionamento das empresas e alcançar o seu objectivo de acção governativa de melhorar o ambiente de negócios”. Na interpelação oral, o deputado referiu a necessidade de modernização tendo em conta as novas necessidades com a cooperação entre Macau e Hengqin e a chegada da inteligência artificial (IA). Lembrando que a Lei de Comércio Externo de Macau de 2003 existe “há mais de 20 anos”, Coutinho referiu a necessidade de “actualizar e adaptar” o diploma para responder “aos desafios significativos derivado do aumento de postos e fluxo transfronteiriços, o impacto da IA e os desafios de competitividade regionais e internacionais”. O deputado realçou a “urgência da revisão”, sobretudo quanto à necessidade de “simplificar procedimentos administrativos, reduzir a burocracia e os custos de contexto tanto para as autoridades competentes como aos operadores económicos”. Quanto a Hengqin, deu o exemplo concreto da necessidade de “harmonização com os regimes especiais vigentes na Zona de Aprofundamento de Hengqin, nomeadamente o reconhecimento mútuo dos sistemas legais higio-sanitárias dos produtos perecíveis incluindo os enlatados, mariscos secos etc., implementando concretamente o princípio de circulação facilitada de mercadorias e o sistema de ‘duas linhas aduaneiras’”.