Andreia Sofia Silva Manchete Sociedade“Saudel” | Içado sinal 1 de tempestade. Possibilidade “moderada” de sinal 3 Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) içaram na noite desta segunda-feira, 31, o sinal 1 de tempestade tropical a propósito da aproximação da tempestade tropical “Saudel”. Segundo informação oficial do website dos SMG, a possibilidade de aumentar o sinal de tempestade, nomeadamente para 3, é “moderada”, não existindo qualquer previsão quanto à possível chegada do sinal 8 de tempestade. O sinal 1 de tempestade deverá manter-se em vigor até às 10h desta terça-feira, 1 de Setembro. Segundo as últimas previsões, o “Saudel”, localizado no mar leste da ilha de Hainan, deverá passar a cerca de 300 quilómetros a sul de Macau “no início desta terça-feira”. Depois disso, “vai mover-se para o quadrante Leste, em direcção à região Nordeste do Mar do Sul da China, onde vai encontrar condições para continuar a intensificar-se”, é explicado. Em relação às condições meteorológicas, e tendo em conta a junção de um estado de depressão tropical com uma monção de nordeste, o tempo esta terça-feira, 1, deverá registar aguaceiros ocasionais e algumas trovoadas. “Durante a passagem das bandas de chuva, o vento pode atingir ocasionalmente o grau 6 da escala de Beaufort, com rajadas”, o que explica a possibilidade “moderada” de se passar ao sinal 3 de tempestade.
Andreia Sofia Silva EventosMostra | Pinturas e poesia de Carlos Morais José na Casa Garden Carlos Morais José, escritor e director do Hoje Macau, apresenta amanhã uma nova exposição de poesia e arte. Trata-se de “Quarentena”, um longo poema apresentado ao lado de 30 pinturas, num projecto que tem curadoria de Lin Jiangquan (LAM) A Casa Garden, sede da Fundação Oriente (FO) em Macau, acolhe a partir de amanhã uma nova exposição de Carlos Morais José, director do Hoje Macau e escritor. Com inauguração a partir das 18h30, “Quarentena” é o nome dado à mostra e é, ao mesmo tempo, um longo poema que se apresenta ao público acompanhado por 30 pinturas do autor. Segundo um comunicado, a curadoria está a cargo do artista contemporâneo Lin Jiangquan (LAM), sendo que a exposição “recria a apresentação da poesia através de uma abordagem multimédia inovadora, reunindo três componentes – texto, pintura e sons – num diálogo preciso com o poema ‘Quarentena'”. Este poema “narra os dias de isolamento do poeta” no período da pandemia, tratando-se de uma “viagem ao mundo interior, onde o ‘eu’ do poema se questiona a si e ao mundo”. Esta quarta-feira será realizada uma sessão de leitura do livro acompanhada com arte sonora e performativa, “permitindo que a poesia seja regenerada ao vivo no espaço”. O livro com o poema será apresentado por Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade de Macau. Este é doutorado em Ciências da Literatura, com especialização em Literatura Portuguesa, pela Universidade do Minho. Defendeu a tese de doutoramento em 2006, que se intitula “Entre-dois. Desejo e Antigo Regime na ficção camiliana”. Sentimentos e manuscritos A mostra inclui ainda 40 manuscritos de Carlos Morais José, “arrancados de cadernos de notas do escritor”. Citado pela mesma nota, este explicou que se tratam de “restos de um auto-de-fé dos cadernos (que não me devem sobreviver), onde a mão, por vezes firme, doutras hesitante, registou em caligrafia o que uma máquina é ainda incapaz de registar”. Todos estes escritos possuem, segundo o autor, “uma dimensão infinita” graças “às possibilidades de interpretações”. “São talvez os últimos testemunhos de uma era”, acrescentou. Também o curador da exposição destaca que a apresentação de “Quarentena” será uma mistura de “arte textual e instalação de livro”, ficando a promessa de que, na galeria da Casa Garden “a poesia deixa de ser apenas poesia; transforma-se numa ‘arte textual legível’ que partilha a mesma função de observação que uma obra de arte, convertendo a linguagem em força visual”. Lin Jiangquan (LAM) destaca também como as 30 pinturas são, na sua maioria, “imagens abstractas com uma elevada ‘identificabilidade poética'”, pautadas por cores como o azul, branco, cinzento e preto. São imagens “executadas em pinceladas rápidas que transmitem incerteza, ambiguidade, complexidade e contradição”, tratando-se de quadros que “criam uma tensão visual entre construção e destruição”. A ideia é a evocação de uma “forte ‘corporeidade individual’ e uma ‘meditação solitária'”, pelo que as pinturas se transformam “num local onde a percepção do tempo durante o confinamento se acumula”, frisa o curador. “Quarentena” estará em exposição até ao dia 9 de Setembro, com entrada gratuita entre as 10h e as 19h, apenas com encerramento às segundas-feiras.
Andreia Sofia Silva EventosHotel Lisboa com quartos e fachada renovados O Hotel Lisboa apresenta, este mês, o projecto de renovação de 427 quartos da chamada “Ala Oeste”, tratando-se de uma mudança na decoração de um empreendimento hoteleiro inaugurado em 1970. Segundo um comunicado do Hotel Lisboa, este novo projecto de decoração manteve “o ADN arquitectónico”, além de que foi restaurada a fachada amarela cheia de janelas, uma “marcante e intemporal linguagem geométrica” com assinatura do arquitecto Eric Byron Cumine. Uma das zonas interiores do hotel que também sofreu uma transformação foram os corredores, “transformados em espaços expositivos” que apresentam “esboços arquitectónicos, evocativos cartazes antigos, fotografias de arquivo e peças antigas que retratam quatro extraordinários capítulos da evolução do hotel entre 1970 e 2000”. Desta forma, “cada tijolo e superfície parecem sussurrar a narrativa entrelaçada do Hotel Lisboa e da própria Macau”, fazendo-se “uma sentida homenagem ao passado rico em histórias e um olhar atento sobre o futuro”. As renovações dos quartos também merecem destaque, já que cada um traduz “uma época histórica distinta, sendo decorado com mapas autênticos de Macau que documentam a transformação da cidade desde o século XIX”. E como o território é palco do Grande Prémio desde há muito, a renovação da Ala Oeste também lembrou esta competição de automobilismo que é também uma marca de Macau. A “Suite Temática de Corridas” visa transmitir aos hóspedes “a adrenalina da lendária Curva do Lisboa e do Circuito da Guia, protagonistas do Grande Prémio de Macau”, existindo “camas personalizadas em forma de carros desportivos” e “murais que retratam as curvas e desafios do icónico circuito urbano”. Espaços gastronómicos A mesma nota descreve o tradicional Hotel Lisboa como um “ícone incontornável da península de Lisboa”. Recorde-se que o empreendimento foi, durante décadas, o edifício mais alto do território. A renovação que agora foi concretizada seguiu o conceito “Herança Reinterpretada: Uma Transformação Intemporal”. Além dos quartos e fachada, houve também algumas mudanças nos espaços gastronómicos do hotel. Um deles foi a renovação do “Café Noite e Dia”, que abre portas em Outubro e cuja decoração se inspirou “na época dourada das viagens românticas de ferry em Macau”. Nas paredes podem ser vistos, por exemplo, “antigos bilhetes de ferry”. Para o Hotel Lisboa, a conclusão da renovação da Ala Oeste “representa um capítulo decisivo na ampla visão de revitalização”, do empreendimento, sendo símbolo “do mais de meio século de conquistas e transformações de Macau”. Pretende-se que o Hotel Lisboa continue a manter “uma profunda relevância cultural e elegância contemporânea, afirmando-se como um novo ícone”.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadePortuguese Business Awards | Associação Sílaba premiada A associação local Sílaba, focada na promoção da leitura em português, acaba de receber dois prémios nos Portuguese Business Awards 2026, nas áreas da educação literária e literacia cultural. Susana Diniz, fundadora, destaca que estes prémios dão ênfase “a uma ideia nascida aqui [em Macau] com raízes na língua e cultura portuguesa” A edição deste ano dos Portuguese Business Awards, atribuídos pela EU Business News, distinguiu a Sílaba – Associação Educativa e Literária em duas categorias. São elas o “Literary Education Initiative of the Year 2026” [Iniciativa de Educação Literária do Ano] e “Cultural Literacy Excellence Award 2026” [Prémio de Excelência em Literacia Cultural]. As distinções foram anunciadas pela própria associação nas redes sociais. “Ganhámos um prémio de negócios. A Sílaba está nos Portuguese Business Awards 2026 da EU Business News. Quem diria que histórias para crianças também contam como negócio e que o melhor negócio é o que não parece negócio nenhum.” Ao HM, Susana Diniz, fundadora do projecto, destaca que estes dois prémios mostram, acima de tudo, como “uma ideia nascida aqui [em Macau], com raízes na língua e cultura portuguesa, consegue ter eco além-fronteiras”. “A Sílaba é uma equipa pequena que faz um esforço grande, e tentamos fazer o melhor trabalho possível todos os dias. Quando isso é notado fora de Macau, confirma-se que estamos no caminho certo”, adiantou. Uma das últimas iniciativas da Sílaba foi a criação da caixa “Dinis Caixapiz”, um serviço de subscrição de livros infantis e juvenis que permite aos pequenos leitores, dos 0 aos 13 anos, receberem livros seleccionados por especialistas e que chegam numa caixa com muitas surpresas. Além disso, o Dinis é a mascote da associação, um boneco em tamanho grande que tenta atrair crianças e jovens para a língua portuguesa. Uma revista digital Susana Diniz diz que a Sílaba “acredita que livros para crianças importam e o prémio valida essa aposta”, sendo que o maior desafio, daqui para a frente, é “dar projecção ao projecto sem perder a essência do que somos”. Isso passa pela aposta na diversificação de conteúdos, esclarece. “Queremos chegar mais longe, mas de forma sustentável e eficaz. Mas para isso não basta crescer, tem de acontecer com sentido. Por isso, estamos a converter e a adaptar os nossos conteúdos, nomeadamente a Dinis Magazine, para formato digital.” Esta mudança não pretende substituir o livro no formato físico, mas sim “complementá-lo para que chegue a famílias que não estão em Macau, a escolas que não têm acesso aos nossos materiais, a crianças que crescem longe do português, mas que podem encontra lo connosco”. A fundadora da Sílaba salienta: “Fazer isto bem exige recursos que nem sempre temos, mas é o caminho.” Na Sílaba há ainda acesso a clubes de leitura com a mascote Dinis e aulas de línguas.
Andreia Sofia Silva SociedadeCentro de explicações | Tribunal mantém multa de 50 mil patacas O Tribunal de Segunda Instância (TSI) manteve a multa de 50 mil patacas aplicada a uma responsável de um centro de explicações por ter operado sem licença. Segundo o acórdão ontem divulgado, o caso remonta a Julho de 2023, quando a chefe do centro de apoio pedagógico em Macau pediu a concessão de licença à Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). Porém, a 4 de Setembro, numa acção de fiscalização, os agentes da DSEDJ perceberam que o centro estava já a funcionar sem que a licença tivesse sido atribuída, pois viram “uma funcionária do centro a acompanhar uma criança em fato de treino de um jardim de infância”, que estava à espera que os pais a fossem buscar. Desta forma, “suspeitou-se da prestação de serviço de apoio pedagógico pela instituição sem licença válida”, tendo a responsável do centro sido convidada a dar explicações sobre o sucedido. A 23 de Maio de 2024 foi proferido o despacho por parte do director da DSEDJ quanto à prestação “de serviços de apoio pedagógico sem licença válida”, pelo que lhe foi aplicada a multa de 50 mil patacas. A mulher recorreu junto do Tribunal Administrativo, mas o recurso foi “julgado improcedente”. O TSI veio agora manter a decisão que dá razão ao Governo.
Andreia Sofia Silva PolíticaSam Hou Fai diz que Singapura é exemplo para Macau O Chefe do Executivo da RAEM, Sam Hou Fai, encontra-se em Singapura para uma visita oficial e disse ontem de manhã que a Cidade-Estado pode constituir um exemplo para as diversas políticas que o território quer desenvolver. Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social (GCS), Sam Hou Fai declarou que o exemplo de Singapura “para superar a dependência de um único sector” económico e o fomento de “novos motores de crescimento constituem uma referência crucial para Macau no compromisso de promover a diversificação adequada da economia”. Estas declarações foram proferidas no âmbito de um encontro, esta segunda-feira de manhã, com o vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio e Indústria (Comércio) de Singapura, Gan Kim Yong. Outra área destacada por Sam Hou Fai, foi a cooperação no ensino superior. O líder de Macau afirmou que “sendo Singapura uma referência com várias instituições académicas de renome internacional, as duas partes poderão aprofundar a cooperação e o intercâmbio no domínio da educação e da formação de quadros qualificados”. Bom parceiro Por sua vez, Sam Hou Fai encontrou-se, este domingo, com o ministro coordenador para as políticas sociais e ministro da saúde de Singapura, Ong Ye Kung. Segundo uma nota oficial, o Chefe do Executivo lembrou como a Cidade-Estado tem “uma posição de liderança global nas áreas da gestão da saúde pública e da biomedicina, sendo não só um parceiro de elevada importância [para a RAEM], como também as experiências adquiridas têm um valor de referência para Macau”. Pretende-se, aqui, uma maior cooperação nas áreas da medicina tradicional chinesa e saúde, sendo que “as empresas farmacêuticas de Singapura são bem-vindas a aproveitar as vantagens da sinergia entre Macau e Hengqin, instalando-se no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau em Hengqin”, declarou Sam Hou Fai. O Chefe do Executivo referiu ainda a cooperação no combate ao envelhecimento da população, já que “Macau e Singapura também exploram estratégias de resposta”, podendo ser impulsionada a criação de um “modelo de governação mais resiliente para uma sociedade envelhecida”. Também este domingo, Sam Hou Fai reuniu com representantes das associações de matriz chinesa e câmaras de comércio de Singapura. O Chefe do Executivo referiu que Macau quer diversificar a economia e apostar em quadros qualificados, mas que tal não “dispensa a participação e o apoio de parceiros internacionais como Singapura”, dada a sua “experiência consolidada nas áreas de alta e nova tecnologia, investigação científica e educação, economia digital e cuidados médicos e de saúde”.
Andreia Sofia Silva EventosIC | Porto acolhe mostra “Um Vislumbre da Cultura Chinesa” A estação de São Bento do Metro do Porto acolhe até ao dia 12 de Setembro a exposição “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”, uma iniciativa do Instituto Cultural e Associação Sino-Lusófona de Amizade e Intercâmbio Cultural de Macau. Pretende-se, com este projecto, estabelecer um “diálogo intercultural entre Portugal e China” Desde o dia 28 de Setembro de 2023 que o jornal Diário de Notícias (DN) publica todas as semanas, em parceria com o jornal Macao Daily News (Ou Mun), uma página com o título “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”. Esta parceria editorial dá agora origem a uma exposição, patente até ao dia 12 de Setembro na estação de São Bento do Metro do Porto. A mostra tem o mesmo nome – “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”, e é organizada pelo Instituto Cultural (IC) e Associação Sino-Lusófona de Amizade e Intercâmbio Cultural de Macau, celebrando “três anos de colaboração editorial” entre os dois jornais. Além disso, pretende-se promover “o diálogo intercultural entre Portugal e a China”. Segundo um comunicado da organização, a curadoria está a cargo de Sara Neves, convidando-se o público “a descobrir tradições, histórias e curiosidades da cultura chinesa através das páginas publicadas ao longo deste período”. Na estação de Metro há duas instalações que combinam “o processo tradicional de impressão de jornais com o uso de tecido — material que evoca os laços históricos e culturais entre a China e o resto do mundo, desde as sedas que cruzaram a Rota da Seda até às velas dos navios portugueses que aportaram em Macau”, pode ler-se. Ao ser escolhida a estação para acolher a exposição, pretende-se “trazer o conteúdo ao dia-a-dia dos moradores e visitantes”. “Não implica uma deslocação propositada; pelo contrário, introduz a experiência cultural num momento que seria apenas utilitário, democratizando o acesso à informação e ao conteúdo”, é acrescentado. Curiosidades múltiplas Nestas instalações, há também “um percurso de curiosidades extraídas das edições especiais, organizado por temáticas e inspirado nos antigos Cabinets of Curiosity [do período] da Europa renascentista”, ou seja, armários que serviam para “guardar objectos raros trazidos de longas viagens para mostrar a amigos e visitas”. “Macau surge como ponto de partida e de chegada, reafirmando o seu papel enquanto elo privilegiado entre o mundo lusófono e a China”, sendo objectivo “aproximar o público português de aspectos frequentemente desconhecidos da cultura chinesa, reforçando a importância da cooperação cultural e editorial entre instituições de ambos os territórios”. Em três anos de publicação de conteúdos entre o DN e Ou Mun, foram publicados 150 artigos com “conteúdos em língua portuguesa que revelam aspectos variados da cultura chinesa — tradições, histórias, figuras, lugares, práticas, gastronomia, património”. Na exposição, fez-se uma selecção dos conteúdos a partir dos textos publicados, tendo sido definidas “seis linhas temáticas fundamentais”: Macau — 25 anos como Região Administrativa Especial da China; Festivais, Figuras Históricas e Tradições; Lugares, Paisagens e Arquitectura; Arte, Artesanato e Património Imaterial; Gastronomia, Sabores e Culinária; e o Centro Histórico de Macau — 20 anos de Património Mundial. O comunicado da organização dá ainda conta de que na exposição “era importante apresentar as páginas de jornal no seu formato original”, já que “a presença da estética do jornal relembra o meio que deu origem a esta iniciativa”, daí terem sido concebidas as instalações em tecido. Recorde-se que a primeira apresentação deste projecto ocorreu em Abril, no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa.
Andreia Sofia Silva EventosRoadhouse | Macau volta a receber Arraial de São Cosme e Damião Vem aí mais uma celebração do tradicional Arraial de São Cosme e Damião no Roadhouse Macau. A partir das 19h no dia 26 de Setembro, sábado, é tempo de dançar com a música de Jandira Silva e teatralizar o “casamento da roça” tal como se faz no Brasil, lembrando os santos padroeiros Camila Oliveira esteve recentemente ligada ao ensino do português no Leitorado Guimarães Rosa, entidade do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e que tem conexão à Universidade de São José (USJ). Foi aí que surgiu a ideia de organizar o Arraial de São Cosme e Damião num formato semelhante ao da celebração que se faz no Brasil. Este ano chega a terceira edição deste arraial que acontece no Roadhouse Macau no sábado, 26 de Setembro, a partir das 19h, e que conta com o apoio de diversas entidades, nomeadamente a Associação dos Jovens Macaenses. Ao HM, Camila Oliveira explica em que consiste esta festa que celebra os santos padroeiros, gémeos, Cosme e Damião, e que mete os convidados a teatralizar o tradicional “casamento da roça”, com a distribuição de pequenos sacos. “O objectivo principal do evento é a divulgação e promoção do Brasil e da sua cultura. Queremos criar momentos para que as pessoas conheçam mais sobre o Brasil. É muito bom o Consulado-geral de Portugal ou a Casa de Portugal em Macau promoverem Portugal, mas sempre senti falta disso em relação ao Brasil, pois não temos muitos eventos ligados ao país”, explicou. Nas celebrações focadas na língua portuguesa e no universo da lusofonia, é certo que o Brasil marca presença, mas Camila Oliveira sempre sentiu falta de uma maior representação do seu país. Este arraial quer também mostrar a nação brasileira “além do samba, futebol e carnaval”. As celebrações dos santos padroeiros Cosme e Damião começaram há três anos. Camila Oliveira cresceu com esta festa. “Em Portugal não se celebra, mas no Brasil é uma data bastante celebrada, e era, sobretudo, celebrado na minha época. As pessoas distribuíam saquinhos de doces na rua e nós saíamos de casa para os apanhar.” A primeira edição do arraial em Macau fez-se nas datas de São Cosme e Damião e, por essa razão, distribuíram pequenos sacos de doces improvisados. “No ano passado decidimos fazer uma segunda edição, e aí já colocámos o nome de Arraial de Cosme e Damião. A Jandira [Silva, cantora brasileira há vários anos radicada em Macau] cantou músicas mais viradas para o forró e sertanejo, que são as músicas que usamos mais no arraial, mais rural. Também deu certo”, relatou. O “casamento” na rua Neste arraial brasileiro, a dança chama-se “quadrilha”, dançada na rua onde se situa o Roadhouse sempre “de forma improvisada”. “É um momento engraçado e divertido, em que chamamos todo o mundo para dançar”, destaca Camila Oliveira sobre o momento em que se dança após o teatro em torno do “casamento na roça”, e que é uma sátira aos casamentos feitos no século passado. Há uma noiva que costuma estar grávida antes do casamento e também um padre, sendo que estes “actores” estão vestidos com roupas características como calças de ganga, camisas de xadrez ou chapéus de palha. Não falta ainda detalhes a este enredo ficcionado, em que o pai obriga, por exemplo, o homem a casar com a filha. Depois de muita diversão com estes momentos, é a vez de dançar. Camila Oliveira assegura que esta festa não tem orçamento e é, sobretudo, feita com o apoio do Roadhouse Macau e de muitos voluntários. “Não temos um orçamento definido, é tudo feito com a ajuda de voluntários e do próprio Roadhouse que paga o básico: o DJ e a música. Os docinhos do Cosme Damião são pagos com o nosso dinheiro, e desta vez trouxe os saquinhos do Brasil, porque antes adaptávamos com que o que tínhamos aqui. É tudo muito artesanal e feito com muito amor, e feito também pela crença e ideologia, e por querer mostrar o quão lindo é o meu país”, destacou.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeImigração | Homem tentou entrar em Macau a nado As autoridades apanharam, esta quarta-feira, um homem de 56 anos que tentou entrar em Macau a nado, ou seja, de forma ilegal. Segundo um comunicado dos Serviços de Alfândega (SA), o caso ocorreu de madrugada na zona marítima em frente ao Circuito de Bicicletas do Parque de Lazer da Marginal da Taipa, na Avenida dos Jogos da Ásia Oriental, tendo o homem do Interior da China sido apanhado graças a uma acção conjunta com a Brigada de Zhuhai da Polícia Armada Popular. Segundo um comunicado dos SA, este organismo foi notificado pelas autoridades de Zhuhai sobre a existência “de uma pessoa suspeita a nadar do Interior da China em direcção ao Circuito de Bicicletas do Parque de Lazer da Marginal da Taipa, suspeitando-se de imigração ilegal”. Foi depois accionado o “Sistema de Monitorização Inteligente” para vigiar o local, tendo sido mobilizados botes rápidos de patrulha e drones. O homem estava proibido de entrar em Macau, e é agora suspeito do crime de “entrada sem sujeição a controlo de migração”. Os SA encaminharam o caso para o Ministério Público.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLei de Terras | Deputado pede revisão para flexibilizar obras O deputado Leong Hong Sai defende que a Lei de Terras deve ser revista a fim de reduzir a percentagem de concordância necessária dos proprietários para avançar com projectos de reconstrução em terrenos concessionados. O facto de se exigir 100 por cento de concordância tem impedido a realização de projectos, aponta A necessidade de maior flexibilidade em projectos de reconstrução em terrenos concessionados levou o deputado Leong Hong Sai a defender, ao jornal Ou Mun, a revisão da Lei de Terras. Segundo escreveu o jornal de língua chinesa, Leong Hong Sai lembrou que esta legislação e também o regime jurídico da renovação urbana têm critérios diferentes na definição das percentagens de propriedade para se avançar com projectos, o que impede a realização de muitas obras. Assim sendo, o deputado ligado à União Geral das Associações de Moradores de Macau (Kaifong) espera uma maior flexibilização nesta matéria. Mais concretamente, o deputado sugeriu que, na Lei de Terras, a percentagem de propriedade para a concordância nas alterações contratuais dos terrenos concessionados deve baixar dos 100 para 80 por cento. Desta forma, a percentagem fica igual à que consta no regime jurídico da renovação urbana para projectos de reconstrução em edifícios com 40 ou mais anos. O deputado entende que só com estas mudanças se consegue eliminar as restrições legais para a realização de obras na área da renovação urbana. Trocas e baldrocas Outro ponto referido pelo deputado dos Kaifong, diz respeito à falta de desenvolvimento do modelo de troca de imóveis velhos por novos. Assim, este sugere que o Governo crie um modelo de avaliação e fixação de preços para diferentes zonas do território, a fim de se criar uma fórmula transparente e justa para a troca de casa. Leong Hong Sai sugere ainda o lançamento de uma consulta pública sobre esta matéria para ouvir as opiniões da população e esclarecer os seus direitos. A fim de se avançar na renovação urbana nas zonas mais antigas e degradadas de Macau, o deputado afirmou que o grupo criado para esse fim pelo Executivo tem de ter responsabilidades nas áreas de gestão de condomínio, além de que devem ser criados incentivos económicos. Tudo para que os residentes possam participar activamente no processo de renovação urbana. Quanto aos edifícios que não têm administração de condomínio, Leong Hong Sai sugeriu que este grupo governamental assuma a gestão de edifícios de forma conjunta, incentivando o recrutamento de uma empresa de administração para vários grupos de edifícios sem gestão de condomínio. Desta forma, podem aliviar-se as despesas nesta área, criando-se uma solução transitória para a futura reconstrução de prédios e casas antigas. Tendo em conta que o Governo tem cerca de 1,7 mil fracções de habitação para troca e 2,8 mil fracções de habitação para alojamento temporário, Leong Hong Sai sugeriu que o grupo utilize estes recursos, e que estude também uma maior flexibilização das candidaturas à habitação para troca. Outra ideia, passa pelos descontos nas rendas da habitação para alojamento temporário, com vista a reduzir as despesas dos proprietários durante o período de reconstrução.
Andreia Sofia Silva PolíticaJogos Asiáticos | Prometido apoio a atletas O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, prometeu “prestar um apoio direccionado ao treino e bem-estar dos atletas, incentivando activamente a sua participação em competições além-fronteiras”. Estas palavras foram proferidas num discurso na cerimónia da entrega da bandeira da RAEM à delegação desportiva de Macau, a propósito da sua participação nos XX Jogos Asiáticos e V Jogos Para-Asiáticos. O dirigente máximo da RAEM acrescentou será reforçada “a formação de talentos”, além de aperfeiçoar “as políticas desportivas”.
Andreia Sofia Silva EventosTurismo | Concurso de Fogo de Artifício a partir de dia 12 Foram ontem anunciados os detalhes de mais uma edição do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau, a 34.ª. O tema é “Rumo a Macau, onde brilha a Rota da Seda”, e começa a 12 de Setembro com a participação de equipas de todo o mundo. Os drones marcam presença pela primeira vez A 34.ª edição do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau (CIFAM) está a chegar, e pela primeira vez traz drones combinados com o espectáculo de luzes que habitualmente enche o céu de Macau. O evento começa a 12 de Setembro e termina a 4 de Outubro, prometendo-se, segundo a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), “espectáculos pirotécnicos deslumbrantes”, que estão sujeitos à temática “Rumo a Macau, onde brilha a Rota da Seda”. A novidade é mesmo a junção do “fogo-de-artifício com espectáculos de drones, proporcionando ao público um banquete audiovisual”, organizando-se também o Arraial do Fogo-de-Artifício e diversas actividades de extensão. Citada por uma nota da DST, Helena de Senna Fernandes, directora do organismo, referiu que o CIFAM “é um evento anual de marca representativo de Macau que, desde a sua criação, tem mantido o princípio da inovação e diversidade”. Este ano contam-se 10 espectáculos de fogo-de-artifício com a presença de empresas de fogo-de-artifício do Brasil, Suíça, Itália, Canadá, Portugal, Coreia do Sul, Tailândia, China, Filipinas e Reino Unido. Por esta ordem, as equipas vão apresentar espectáculos de cerca de 18 minutos cada, em torno do tema central escolhido. Concretamente, as datas do evento abrangem os dias 12, 19 e 25 de Setembro, e 1 e 4 de Outubro, às 21h e 21h40, na zona ribeirinha em frente à Torre de Macau, incluindo as festividades do Bolo Lunar e o Dia Nacional. Muitas novidades A edição deste ano do tradicional concurso traz ainda como novidade a presença de novas empresas do Brasil, Suíça, Itália e Portugal, “enquanto as restantes seis já participaram em edições anteriores”. Explica a DST que, “de entre as que voltam ao evento estão as três equipas vencedoras do CIFAM no ano passado, vindas do Reino Unido, Filipinas e China, evidenciando a vantagem de Macau enquanto plataforma de intercâmbio internacional”. O público pode esperar um concurso dividido em três partes : “Encontro com a História”, “Encontro com a Civilização” e “Encontro com o Futuro”. Na noite do dia 12 de Setembro dá-se lugar aos espectáculos relacionados com a parte “Encontro com a História”, sendo a última noite marcada pelo “Encontro com o Futuro” e um “espectáculo de grande escala com mais de 3.400 drones”. Tendo em conta que na noite de 25 de Setembro é véspera da Festividade do Bolo Lunar, actuam as companhias de Portugal e da Coreia; enquanto que, na noite de 1 de Outubro, Dia Nacional, sobem ao palco as equipas da Tailândia e da China. Na noite de 4 de Outubro, após os dois últimos espectáculos, terá lugar a cerimónia de entrega de prémios, com o anúncio dos resultados do concurso. Pontos de vista Outras novidades do evento, incluem novos pontos de visionamento do fogo-de-artifício em Zhuhai e Hengqin, mantendo-se os seis pontos tradicionais em Macau para ver e tirar fotos: a Avenida Dr. Sun Yat-Sen entre o Centro Ecuménico Kun Iam e a Zona de Lazer Marginal da Estátua de Kun Iam, o passeio à beira-mar do Centro de Ciência de Macau, a Avenida de Sagres (ao lado do Hotel Mandarin Oriental de Macau), o Anim’Arte NAM VAN, o Caminho Marginal do Lago (ao lado do Hotel YOHO Ilha de Tesouro) e a Avenida do Oceano da Taipa. Fora de Macau há um total de cinco novos pontos de visionamento: Shizimen, Jialinshan e sul da Estrada dos Namorados, em Zhuhai; e a Ilha Financeira e a Ponte de Hengqin. A Rádio Macau, no canal chinês (FM100.7), transmitirá em directo a música de fundo dos espectáculos às 21h e 21h40 de cada noite de espectáculo. A Teledifusão de Macau (TDM) – Canal Macau e Canal de Entretenimento de Macau – transmitirá o evento em directo o evento. No conjunto de actividades de extensão inclui-se o Concurso de Fotografia, o Concurso de Desenho para Estudantes e o Concurso de Arte Generativa com Inteligência Artificial (IA), “incentivando estudantes, entusiastas da fotografia e da criação com IA a dar asas à criatividade”. Os detalhes constam no website oficial do CIFAM.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLAG 2027 | ATFPM pede reforma para invalidez absoluta A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) apresentou um total de 13 propostas ao Governo a propósito da elaboração do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano. Uma das medidas, segundo o documento enviado às redacções, passa pela criação de uma figura jurídica específica para a aposentação por invalidez absoluta definitiva, já que há “trabalhadores da Função Pública que, padecendo de doenças graves (oncologia, doenças neurodegenerativas, insuficiências orgânicas graves), se encontram incapacitados para o trabalho, mas não podem aposentar-se por não terem 65 anos de idade nem 36 anos de serviço efectivo”. Além de defender a importância do planeamento de mais habitação para funcionários públicos, deixam-se sugestões para a área das obras públicas, nomeadamente a “exigência de mão-de-obra local em contratos de construção pública e empreitadas de elevado valor”. É sugerida, concretamente, a “inserção, em todos os cadernos de encargos de empreitadas de valor superior a 50 milhões de patacas, uma cláusula que estabeleça uma percentagem mínima obrigatória de trabalhadores locais (por exemplo, 60 por cento para mão-de-obra geral e 30 por cento para mão-de-obra qualificada)”. Outro ponto passa pela criação de uma “plataforma electrónica interna de mobilidade”, tendo em conta que a “gestão interna do pessoal carece de maior agilidade no que respeita à afectação de recursos, à requalificação profissional e à mobilidade dos trabalhadores”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaConselho Executivo | Investigação científica passa para alçada da DSEDT O Fundo de Desenvolvimento para as Ciências e Tecnologia passa a estar sob alçada dos Serviços de Economia a partir do dia 1 de Setembro, dando uma componente económica à investigação científica subsidiada. Esta medida consta no regulamento administrativo já discutido pelo Conselho Executivo, ontem apresentado O Conselho Executivo apresentou ontem, após discussão, três regulamentos administrativos que trazem mudanças orgânicas em organismos públicos nas áreas da investigação, economia e cultura. Uma das alterações prende-se com a passagem do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) para a alçada da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), já a partir do dia 1 de Setembro. Segundo a apresentação do secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, que também é porta-voz do Conselho Executivo, o objectivo é dar resposta a uma medida anunciada no Relatório das Linhas de Acção Governativa para 2026. O propósito é “impulsionar os trabalhos de inovação científica e tecnológica e de investigação e desenvolvimento”, apostando-se na elevação da “capacidade de investigação científica, de inovação e a competitividade da RAEM”. O FDCT mantém-se como fundo autónomo, tendo apenas um conselho administrativo com cinco membros. A remuneração mensal destes corresponde, actualmente, “ao índice da função pública, sendo alterada para 50 por cento do índice 100 da tabela indiciária da função pública”. A DSEDT presta apenas “apoio administrativo e técnico” ao FDCT. Ao acolher também o Conselho de Consumidores (CC), a DSEDT passa a “assumir competências na protecção dos direitos e interesses dos consumidores e no reforço da promoção da instalação de projectos de investigação científica e da indústria tecnológica”. Ao juntar-se a DSEDT, FDCT e CC há também reformulações na estrutura orgânica, passando a existir um director de serviço, dois subdirectores, sete departamentos e 11 divisões. Segundo referiu Wong Sio Chak, tal significa “uma redução de dois directores, três subdirectores, quatro departamentos e cinco divisões”. Em termos de recursos humanos, houve uma redução, na DSEDT, de 311 trabalhadores para 259, sendo que, como “os lugares do quadro actual ainda não estão totalmente preenchidos, a referida redução não afectará a situação jurídica do pessoal actualmente em funções”, é explicado. Mudanças culturais Outra alteração analisada pelo Conselho Executivo, passa por mexidas no Instituto Cultural, com a integração do Conservatório de Macau e Centro Educativo Anexo na Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). O Conservatório mantém-se como “escola oficial do ensino não superior dedicada à educação regular”, enquanto o Centro Educativo Anexo “ministra a educação artística vocacional de natureza contínua”. Foi referido que os diplomas de habilitações, regime dos concursos e qualificação “não serão afectados pelo ajustamento”, sendo que o objectivo é “promover a integração da educação artística nas políticas educativas gerais, respondendo à necessidade da reserva de quadros qualificados no domínio das artes”. Também os “regimes escolar e corpo docente se manterão idênticos”.
Andreia Sofia Silva EventosHK | 37ª edição de festival de cinema LGBTQ+ arranca em Setembro Os filmes dedicados ao universo LGBTQ+ preenchem a 37.ª edição do Hong Kong Lesbian & Gay Film Festival, que decorre entre 4 e 20 de Setembro na sala de cinema Premiere Elements, em Kowloon. Ray Yueng, director, destaca a importância da divulgação das “narrativas Queer” com um festival que traz “Stop! That! Train!” e “Montréal, My Beautiful” como películas de abertura A região vizinha recebe, entre os dias 4 e 20 de Setembro, a 37.ª edição do Hong Kong Lesbian & Gay Film Festival, dedicado ao cinema cujo tópico são as minorias LGBTQ+. O festival acontece na sala de cinema Panorama Elements, em Kowloon, e tem como director Ray Yeung. No website do evento este deixa uma mensagem sobre a edição deste ano e de como é importante continuar a contar histórias de gays, lésbicas e pessoas transgénero. “Há quem se pergunte se um festival de cinema Queer ainda é necessário nos dias de hoje. Embora muitos jovens sejam alvo de maior aceitação e tenham sido registados progressos significativos, vivemos também num mundo profundamente polarizado, onde a desinformação e a hostilidade se espalham rapidamente na Internet, alimentando a discriminação e o ódio. É precisamente por isso que as narrativas Queer continuam a ser essenciais.” O director destaca os filmes de abertura, nomeadamente “Stop! That! Train!”, apresentado como um “espectáculo extravagante” de RuPaul e que conta com a “superestrela drag asiático-americana Jujubee ao lado de uma constelação de ícones drag”. “Montréal, My Beautiful” é outro filme de abertura do festival, que tem a actriz Joan Chen “no papel de uma mãe que, de forma inesperada, começa a descobrir a própria sexualidade”. Este filme é exibido a 4 de Setembro a partir das 19h15. Os bilhetes para todo o festival podem ser adquiridos no website da Premiere Elements. Nesta edição do festival, promete-se a defesa de “narrativas LGBTQ+ diversificadas” e “histórias verdadeiras”. “A programação reúne longas-metragens e curtas-metragens que retratam as vidas Queer como complexas, alegres e resilientes, desafiando estereótipos ao mesmo tempo que afirmam a visibilidade, a dignidade e a igualdade”, explica ainda o director. Para fechar Relativamente aos filmes que encerram o festival, Ray Yeung fala em “contrastes marcantes”. “Tiger” é referida como sendo uma película “simultaneamente sensual e comovente, explorando tensões familiares e homofobia enquanto se aventura na indústria japonesa de filmes para adultos”. Por sua vez, “Zsazsa Zaturnnnah” é uma “alegre comédia romântica animada com super-heróis”. A 37ª edição do Hong Kong Lesbian & Gay Film Festival apresenta ainda como destaques na programação “MasPalomas”, que não é mais do que uma “reflexão comovente sobre o envelhecimento, a identidade e o sentimento de pertença”, e ainda “The Education of Jane Cumming”, descrito como um “drama de época que analisa de forma ponderada as questões raciais, de classe e de sexualidade”. O festival associa-se também a outro evento dedicado ao cinema alemão, o Kino Film Festival, apresentando-se o trabalho das cineastas Rosa von Praunheim e Monika Treut. Na secção “Apresentações Especiais” incluem-se os filmes “Test”, produção americana que acaba de ser lançada, e que conta com a realização de Sam McConnell. Aqui apresenta-se a história de Eddie, um “culturista amador de uma pequena cidade que mantém os olhos firmemente fixos no troféu”, confrontando-se depois com a sua sexualidade graças a uma paixão inesperada. Outro filme integrado nesta secção é “Leviticus”.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeEconomia | Fracos resultados de negócios em zonas turísticas O Verão está a terminar e nem o facto de Macau continuar a receber muitos turistas faz com que a economia local registe melhorias. Comerciantes com negócios em zonas turísticas continuam a queixar-se da quebra de vendas face a 2025, com menos gastos por parte dos visitantes Vários comerciantes queixaram-se ao jornal Ou Mun de como continuam a registar menos vendas face ao ano passado, apesar do território continuar a receber bastantes visitantes. Tendo em conta que o Verão está a chegar ao fim, os comerciantes destacam como os turistas gastam actualmente menos dinheiro em Macau. Um responsável de uma loja de lembranças, que não quis ser identificado, revelou que o volume de visitantes correspondeu às previsões, sendo que os meses de Julho e Agosto constituíram o pico de visitantes. Porém, o responsável afirmou que isso não se traduziu num melhor cenário de vendas para os comerciantes, com o volume de negócios a cair para cerca de metade em comparação com o período anterior à pandemia. Este comerciante disse ainda que talvez já não haja tanta procura pelas tradicionais lembranças, como bolachas, sendo que os turistas mais jovens preferem passear sem sacos de compras, registando-se, assim, menos gastos. O proprietário da loja indicou que tanto o volume de vendas, como o montante, registaram quebras. Uma tigela para cinco Outro comerciante de uma loja de lembranças e artigos de turismo, que também não quis ser identificado, falou de uma situação semelhante, ou seja: menos compras e consumo face ao ano passado. O responsável explicou que muitos turistas apenas provam as amostras de bolachas ou outros produtos gastronómicos tradicionais, acabando por não comprar. Este estimou que o consumo médio, por visitante, foi de apenas 60 patacas. O comerciante prevê que a queda de negócios nestes meses de Verão rondará os 10 a 20 por cento em termos anuais. Outro factor apontado para a quebra de vendas, prende-se com as elevadas temperaturas, pois este Verão foi mais quente e com mais períodos de chuva. Desta forma, este comerciante acredita que mais turistas optaram por ficar nos resorts do Cotai ao invés de passearem no centro histórico. Outro comerciante, desta vez de uma loja que vende miudezas de boi, fala também de muitos visitantes a gastarem menos dinheiro. Este referiu que, habitualmente, vende uma tigela de comida a 70 patacas que chega para duas pessoas. Porém, o que acontece agora é um grupo pequeno de pessoas que apenas optam por provar a comida, comprando apenas uma tigela. O dono da loja apontou também as elevadas temperaturas como uma das causas para a quebra de vendas, prevendo que, nos feriados do 1º de Outubro, o volume de negócios possa ser ainda pior.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaDSAT | Requerimentos digitais em acidentes de viação O Governo diz estar a ponderar a introdução, na plataforma da Conta Única de Macau, de um sistema de requerimento digital sempre que haja acidentes de viação ligeiros e seja necessária a intervenção de seguradoras. Segundo uma resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei, assinada pela chefe de gabinete do secretário para a Segurança, Lam In Sang, é referido que o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) “está a estudar a prestação do serviço de requerimento online da ‘certidão do acidente de viação’ na Conta Única de Macau”, além de ser analisada a situação com “os serviços responsáveis pela gestão do trânsito e fiscalização do seguro automóvel”. Promete-se, assim, a simplificação do “tratamento in loco de acidentes ligeiros e os procedimentos de pedidos de indemnização de seguros”. Ella Lei tinha sugerido ao Governo a desburocratização do processo para resolver de forma rápida os engarrafamentos no trânsito no momento de resolução de acidentes entre condutores.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLAG | Sam fala de ambiente social “em rápida transformação” Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, destaca que o “ambiente social [está] em rápida transformação”, e pede a colaboração das associações. A propósito do relatório das Linhas de Acção Governativa para 2027, o governante reuniu com 11 dirigentes associativos ligados às áreas social e laboral O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, destacou esta segunda-feira que “o ambiente social [está] em rápida transformação” e que com “esforços conjuntos” das associações “é possível enfrentar, de forma eficaz, os diversos riscos e desafios”. Estas declarações, citadas num comunicado do Gabinete de Comunicação Social (GCS), foram proferidas num encontro com 11 dirigentes de associações de conterrâneos e das áreas laboral e social, que decorreu esta segunda-feira na sede do Governo. Segundo a mesma nota, alguns dos pedidos feitos ao Chefe do Executivo para a elaboração de políticas passam por dar prioridade “ao desenvolvimento da juventude e apoio ao emprego”, ou ainda a necessidade de “reforçar a formação profissional e melhorar a qualidade dos postos de trabalho”. Na área social, foi ainda abordada a necessidade de “aprofundar o alinhamento dos serviços sociais no contexto da integração entre Macau e Hengqin”, bem como “optimizar a alocação de recursos entre as organizações de serviços sociais”. Pediu-se também o fomento da “complementaridade entre instituições de saúde públicas e privadas”. IA e economia Num encontro que também contou com outros membros do Governo, Sam Hou Fai destacou que as LAG de 2027 vão “dar continuidade e aprofundar o plano estratégico do actual Governo”, além de terem um papel de coordenação com o 3.º Plano Quinquenal da RAEM, recentemente apresentado. Esta segunda-feira, aconteceu ainda outra reunião com 16 representantes de “think tanks” e membros do sector profissional. Um dos pontos analisados foi a necessidade de “desenvolver constantemente a economia e melhorar a qualidade de vida da população”. Foi ainda sugerido o “desenvolvimento da indústria da inteligência artificial”, bem como a importância de “abrir canais para quadros qualificados especializados em áreas como contabilidade”. Ainda na área económica, pediu-se maior atenção “à operação das micro, pequenas e médias empresas de Macau”. No sector dos transportes, pediu-se também “a optimização do sistema de obras públicas e as obras de transporte ferroviário”, bem como o aumento “adequado de despesas financeiras” e melhoria “das condições de exercício de actividade dos profissionais como arquitectos”, entre outras matérias.
Andreia Sofia Silva EventosFábrica de Panchões | Mais três meses para ver mostra na Sands Gallery Em exibição desde Março, na Sands Gallery, “Um Século da Fábrica de Pólvora Iec Long em Esplendor – Uma Exposição sobre a História Ressonante e a Memória Estética dos Panchões de Macau” ganha agora mais tempo de vida, com a exposição a poder ser vista até 29 de Novembro. Novos elementos recolhidos por Ung Vai Meng foram acrescentados A Sands Gallery estendeu o prazo de exibição da mostra “Um Século da Fábrica de Pólvora Iec Long em Esplendor – Uma Exposição sobre a História Ressonante e a Memória Estética dos Panchões de Macau”. Patente desde Março, e com curadoria do artista e ex-presidente do Instituto Cultural, Guilherme Ung Vai Meng, este projecto conta a história da antiga Fábrica de Panchões Iec Long, na Taipa velha, hoje transformada num espaço de lazer e entretenimento, e que também acolhe iniciativas culturais. Segundo um comunicado da Sands China, esta extensão deve-se à “forte adesão do público” a uma exposição que mostra aos visitantes “materiais de arquivo raros”. Porém, o público terá acesso a novidades neste período de extensão, sendo apresentados “novos documentos históricos e artefactos relacionados com a produção de panchões, recolhidos pessoalmente pelo curador Ung Vai Meng em várias regiões”. Do leque de artefactos exibidos contam-se “ferramentas tradicionais utilizadas no fabrico de panchões recolhidas durante visitas de investigação a Hunan e Jiangxi, importantes regiões produtoras de panchões na China”. São ainda expostos “vários cartazes originais raros da Fábrica de Panchões Po Sing”, podendo o público ver de perto “vários produtos semiacabados produzidos segundo técnicas tradicionais de fabrico de panchões de Macau”. Estes produtos são, por exemplo, “bolos” de panchões ou mesmo “panchões com embalagens vermelhas, brancas e azuis; e sovelas utilizadas durante o processo de fabrico”. Rica experiência A ideia é “aprofundar o impacto da revitalização” da antiga Fábrica, sendo que os novos elementos históricos prometem “enriquecer a experiência dos visitantes e proporcionar ao público uma viagem mais aprofundada pelo diversificado património de Macau”. A organização relata que esta mostra foi preparada durante cerca de dois anos, propondo uma “abordagem multidimensional ao património dos panchões de Macau, explorando a sua história, técnicas de produção, memória e estética”. “Um Século da Fábrica de Pólvora Iec Long em Esplendor” apresenta “mais de 400 peças de valor histórico, incluindo objectos provenientes das colecções do Museu de Macau, do Arquivo de Macau e da Biblioteca da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST)”. Época “de ouro” Este acervo na Sands Gallery é complementado com “histórias orais, ferramentas utilizadas no fabrico de panchões, recibos comerciais, rótulos originais das embalagens de panchões e correspondência com mais de um século”. Assim, esta mostra “recria a época dourada desta indústria e conta a história da cidade através do espírito de ‘Fabricado em Macau'”, demonstrando a importância que os panchões têm para a cultura chinesa. A organização destaca, na mesma nota, como a exposição tem sido bem aceite nos últimos meses, recebendo “residentes, escolas, associações e visitantes provenientes do Interior da China, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul, Índia, Rússia, Estados Unidos e Europa”. Além disso, tem sido proporcionado “um intercâmbio profundo entre descendentes de famílias ligadas às fábricas de panchões, coleccionadores internacionais e interessados em cultura”. A antiga Fábrica de Panchões Iec Long é considerado o “maior complexo industrial de produção de panchões ainda existente em Macau”, e também “o mais bem preservado da região do Mar do Sul da China”. “A sua revitalização representa não só a preservação do património industrial, mas também um passo concreto para dar a conhecer uma história com mais de um século”, pode ler-se. Haverá ainda visitas guiadas todas as quartas e sextas-feiras, às 15h e 16h, além da possibilidade de marcação de visitas privadas para escolas e associações comunitárias. Paralelamente, a Biblioteca da MUST acolhe a exposição “Legado do Tempo – Exposição de Documentos Históricos sobre a Indústria de Panchões de Macau”, também prolongada até ao dia 29 de Novembro.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeSegurança rodoviária | Pedidas medidas para diminuir acidentes Ip Wai Keong, membro do Conselho Consultivo do Trânsito, considera que o crescente número de acidentes nas estradas tem de acabar, devendo ser reforçadas as acções de sensibilização em prol da segurança rodoviária. Ella Lei pede menos burocracia para resolver acidentes de menor gravidade Agosto ficou marcado pela ocorrência, em apenas duas semanas, de três acidentes rodoviários, sendo que um deles envolveu a morte de um idoso. A pensar no aumento da sinistralidade rodoviária, o membro do Conselho Consultivo do Trânsito, Ip Wai Keong, referiu, segundo o jornal Exmoo, que é necessário reforçar a educação para que haja uma maior consciencialização do problema por parte de peões e condutores. O responsável defende também uma melhor planificação de estradas, bem como um processo mais rápido de revisão da lei do trânsito rodoviário. Dados recentemente divulgados pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) mostram como entre Janeiro e Julho deste ano, Macau registou mais de oito mil acidentes de viação, menos 6,5 por cento face ao primeiro semestre de 2025. Porém, o número de casos fatais aumentou – quatro mortes no primeiro semestre, face a zero mortes em igual período do ano passado. Ip Wai Keong destacou como missão primordial o reforço da consciencialização da segurança rodoviária junto de condutores e peões, apostando-se no conceito de condução defensiva. Porém, os peões também necessitam cumprir as regras de trânsito, atravessando a rua de forma correcta, nas passadeiras, acrescentou. Embora refira que o CPSP realiza muitas acções de divulgação de informações sobre segurança rodoviária, pede que seja feito mais neste âmbito, com aposta nas redes sociais e novos meios digitais, para que se chegue a públicos-alvo de diferentes idades. No que diz respeito à planificação de estradas, o conselheiro defende que muitas ruas não foram alvo de mudanças devido a questões históricas ou restrições geográficas, pelo que não se deve ter apenas em conta a segurança nas passadeiras ou intersecção de ruas. Ip Wai Keong deu o exemplo a alteração da circulação de trânsito na Zona Norte, que aliviou o cenário de engarrafamento, pelo que um ajuste sistemático da rede rodoviária é importante. Desta forma, o responsável pede que, em qualquer mudança de infra-estruturas para peões ou planificação de ruas, seja tido em conta o impacto no trânsito em zonas próximas. Este pede ainda uma maior regulação do uso de telemóvel ao volante e também quando os peões atravessam a passadeira. Facilitar procedimentos Por sua vez, a deputada Ella Lei destacou a necessidade de as autoridades melhorarem a forma como são resolvidos os acidentes de viação com menor gravidade, a fim de acelerar o processo e aliviar cenários de engarrafamento nas estradas. Em comunicado, a deputada, ligada aos Operários, recordou que no interior da China e em regiões próximas de Macau já existe um sistema em que, no caso de ocorrência de acidentes sem mortos, feridos ou sem estragos de maior, basta tirar fotografias do ocorrido e preencher documentos a descrever o acidente. Cabe depois às autoridades policiais confirmar as devidas responsabilidades, podendo os condutores tratar da restante burocracia com a seguradora. Para Ella Lei, este sistema pode reduzir, de forma significativa, o tempo gasto na resolução de acidentes e na obtenção de pagamentos por parte da seguradora.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLAG | Economia e baixa natalidade preocupam O Chefe do Executivo reuniu, na última semana, com representantes do sector financeiro e membros de Macau da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, a propósito da elaboração das Linhas de Acção Governativa para 2027. Panorama económico e baixa taxa de natalidade foram alguns dos pontos debatidos O Governo está prestes a apresentar mais um relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2027 e, a pensar nisso, reuniu na última semana com dirigentes associativos ligados ao sector financeiro e económico, e também com membros de Macau da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC). Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, no encontro de sexta-feira participaram 16 dirigentes associativos, tendo o panorama económico gerado maior debate. Uma das sugestões deixadas para as políticas a integrar o relatório das LAG passa pelo “estudo de aumento das políticas preferenciais na Zona de Cooperação em Hengqin”, ou ainda a “criação de um mercado de obrigações offshore em renminbi”. Nesta reunião, foi também defendido o “aumento dos incentivos à reconstrução e a resolução da questão da consolidação dos direitos de propriedade”, isto no que diz respeito à renovação urbana. Face à situação difícil das pequenas e médias empresas (PME), pediu-se o “reforço contínuo do apoio” a fim de “revitalizar a economia comunitária”. Os dirigentes do sector industrial, comercial e financeiro também alertaram o Governo quanto à necessidade de prestar maior atenção na “questão da desocupação de edifícios comerciais e trabalho de revitalização dos edifícios industriais”, sem esquecer a importância da “exploração de soluções adequadas” nesta área. Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, referiu, citado pela mesma nota, que vai “analisar e estudar com seriedade as valiosas sugestões”, lembrando que Macau “está numa fase crucial de desenvolvimento”. O governante máximo da RAEM deixou o apelo aos sectores industrial, comercial e financeiro para serem “proactivos na inovação e na procura de mudanças”. Estes devem também “melhorar continuamente a competitividade, injectando nova vitalidade no desenvolvimento global dos sectores” económicos. Poucos nascimentos Por sua vez, na quinta-feira, foi a vez de Sam Hou Fai reunir com membros de Macau no Comité Nacional da CCPPC e membros da CCPPC a nível provincial em Macau. Figuras como Chui Sai Cheong, membro permanente do Comité Nacional da CCPPC, ou Ho Ion Sang, membro de Macau no Comité Nacional da CCPPC, entre outros, chamaram a atenção para a importância “do desenvolvimento integrado entre Macau e Hengqin” ou ainda da aplicação de “medidas facilitadoras para a passagem fronteiriça, política demográfica, ensino superior e renovação urbana”. No que diz respeito à baixa taxa de natalidade em Macau e a “tendência de envelhecimento populacional”, estes responsáveis entendem que o Governo “deve analisar e estudar, com visão prospectiva” a situação, adoptando “iniciativas pragmáticas e eficazes”, tais como a “optimização da protecção dos idosos e dos cuidados de saúde, a fim de responder adequadamente a desafios decorrentes das alterações na estrutura demográfica”. Sam Hou Fai referiu, neste encontro, que se pretende construir um território “sustentável e com capacidade de responder a riscos e desafios internos e externos”. O Chefe do Executivo referiu ainda que o Governo “deve acelerar a melhoria da eficácia na governação e promover o desenvolvimento de diversos sectores com todo o esforço”. Consulta pública arranca hoje Começa hoje a sessão de consulta pública para a elaboração do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano. Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, a fase de recolha das opiniões de residentes decorre até ao dia 23 de Setembro, com as sugestões a poderem ser apresentadas em diversas plataformas, nomeadamente por email enviado à Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional, ou através da Conta Única de Macau. Na mesma nota, é ainda referido que “as participações activas dos residentes de Macau têm grande importância para o desenvolvimento contínuo da RAEM”, sendo que o objectivo é elaborar “um plano promissor para o desenvolvimento de Macau”.
Andreia Sofia Silva PolíticaDSEC | Apenas 4,5% de retalhistas espera aumento de vendas Apenas 4,5 por cento dos responsáveis pelos estabelecimentos do comércio a retalho falam de um aumento do volume de vendas no terceiro trimestre deste ano. São dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) que mostram também como 46 por cento espera mesmo uma diminuição de negócio. Por sua vez, 49,5 por cento dos retalhistas antecipa uma estabilização do volume de vendas. Ainda segundo a DSEC, “a previsão de cerca de 39,4 por cento dos retalhistas é que a situação de exploração dos estabelecimentos seja estável em relação ao segundo trimestre do corrente ano”. Porém, 51,9 por cento espera “uma situação de exploração [do negócio] insatisfatória”. Apenas 8,7 por cento dos retalhistas diz esperar “uma situação de exploração satisfatória” para o terceiro trimestre. No segundo trimestre de 2026 o volume de negócios neste sector foi de 17,96 mil milhões de patacas, crescendo 12,1 por cento em termos anuais.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaZonta | Creche SMART fecha portas para evitar “riscos imprevisíveis” O Zonta Club de Macau anunciou, na sexta-feira, o encerramento oficial da creche SMART, na Taipa, depois de um longo diferendo com o Instituto de Acção Social (IAS) sobre alegadas irregularidades no funcionamento da instituição e concessão de subsídios. Numa nota divulgada na rede social Facebook, o Zonta Club de Macau continua a recusar muitas das acusações do Executivo. “Nunca houve qualquer desvio indevido de subsídios, não houve falsificação de registos de trabalhos, não houve cancelamento de contas e não houve actos a colocar em causa o interesse público de qualquer forma ao longo deste período.” Porém, descreve-se que “a continuidade das operações da creche iria expor a nossa associação a riscos imprevisíveis, deixando-nos sem outra alternativa a não ser aceitar esta decisão difícil”. O Zonta Club de Macau fala de “constrangimentos” que criaram “dificuldades inevitáveis”, tais como “restrições governamentais que levaram a atrasos nos trabalhos de renovação das instalações; ausências devido a licenças de maternidade e muitas saídas e entradas de trabalhadores que trouxeram desafios em matéria de recursos humanos”. A entidade assegura que ajudou as famílias “a melhor compreender a bem-sucedida implementação, em Macau, do princípio ‘um país, dois sistemas'”, e que sempre foi seguido o “princípio de amar o país e amar Macau”, sem esquecer o apoio “de forma activa, o Governo da RAEM nas políticas e serviços de apoio às crianças”. O Zonta Club de Macau agradece, porém, “ao Governo da RAEM pelo apoio financeiro de longo prazo e generosa assistência que permitiram a realização do nosso trabalho”.
Andreia Sofia Silva EventosChina | “Think Tank” divulga relatório sobre cultura Kunlun Há na China uma extensa zona montanhosa que contém uma cultura única e diversos grupos étnicos, e que foi agora alvo de um relatório por parte das autoridades. Trata-se das montanhas Kunlun, situadas na zona oeste da China e que se estendem por cerca de 2.500 quilómetros, indo até às regiões de Xinjiang, Tibete e Qinghai A importância cultural e as raízes históricas das montanhas Kunlun, na zona oeste da China, constam de um relatório da autoria de um “think tank” ligado à agência Xinhua, intitulado “National High-Level Think Tank of Xinhua News Agency”. O documento, intitulado “Roots and Echoes of a Civilization: The Historical Origins, Spiritual Essence and Contemporary Value of Kunlun Culture”, [Raízes e Ecos de uma Civilização: As Origens Históricas, Essência Espiritual e Valor Contemporâneo da Cultura Kunlun], foi apresentado no Fórum sobre a Cultura Kunlun, que se realizou esta terça-feira em Xining, capital da província de Qinghai. Segundo um comunicado, o relatório descreve que “as imponentes montanhas Kunlun são veneradas desde há muito como ‘a ancestral de todas as montanhas e a fonte de todas as águas'”. As montanhas estendem-se por mais de 2.500 quilómetros na zona oeste da China, possuindo ainda mais de 5 mil metros de altitude. Estas montanhas começam no planalto Pamir, perto da fronteira com a Ásia Central, passam pelas regiões de Xinjiang e Tibete e terminam na província de Qinghai. Tendo em conta “provas arqueológicas e registos históricos”, destaca-se como a cultura associada às montanhas Kunlun “preserva a memória histórica das origens partilhadas e da coexistência entre diferentes grupos étnicos em três dimensões”, nomeadamente a “concepção do universo dos primeiros povos chineses” ou o “símbolo territorial da antiga China”. São ainda identificados cinco conceitos que se podem associar à cultura das montanhas Kunlun, tal como a “harmonia entre o ser humano e a natureza, a grande unidade, a busca pelo aperfeiçoamento pessoal, a valorização da vida e o cuidado com o povo” e ainda a ideia de que “sob um só céu, todos são uma só família”. O mesmo relatório dá conta que “as regiões locais têm aproveitado os recursos culturais de Kunlun e feito esforços para a promoção da preservação cultural, a unidade étnica, a conservação ecológica e o desenvolvimento de indústrias”. No documento são também sugeridas actividades que podem ser feitas para preservar a cultura de Kunlun, nomeadamente “visitas de estudo temáticas, espectáculos de cultura popular ou a integração da cultura com o turismo”. Simbolismo e mitologia Muito além da dimensão e extensão, as montanhas Kunlun têm importância para a mitologia chinesa, sendo consideradas o “pico sagrado onde reside a Rainha-Mãe do Ocidente e onde o Imperador Amarelo, considerado um dos progenitores culturais da nação chinesa, construiu palácios que deram início à civilização dos ritos e da música”. Esta zona alberga cerca de 20 grupos étnicos, nomeadamente os Qiang, Yi, Jingpo e Pumi. Vários especialistas e académicos falaram da importância das montanhas Kunlun e da sua cultura no referido Fórum, que decorreu esta semana. Um deles foi Zhao Zongfu, antigo presidente da Academia de Ciências Sociais de Qinghai, que referiu que a cultura destas montanhas “transcende as fronteiras geográficas, étnicas e linguísticas”, sendo também “um elo cultural partilhado”. Já Hu Yu, docente na Universidade de Tsinghua, disse que as montanhas Kunlun contêm uma “memória histórica que é partilhada por muitos grupos étnicos e em diferentes regiões e épocas, incorporando a sabedoria dos primeiros antepassados com os laços afectivos, as raízes históricas e culturais comuns dos vários grupos étnicos”. O relatório divulgado pelo “think tank” dá ainda conta que as montanhas Kunlun têm uma importância histórica, por terem constituído “um eixo natural de ligação entre o Oriente e o Ocidente”. Mil anos antes da formação da Rota da Seda, “a Rota do Jade, estabelecida através da circulação do jade de Kunlun, contribuiu tanto para a integração cultural interna da China como para os primeiros intercâmbios civilizacionais entre a China e outras regiões da Eurásia”, é referido.