Calor | Mais de 6 mil utentes apoiados

Um total de 6.510 utentes receberam, até ao dia 10 de Agosto, apoio domiciliário devido às elevadas temperaturas. Segundo um comunicado conjunto dos Serviços de Saúde (SS) e Instituto de Acção Social (IAS), neste período “não foram registados casos de hipertermia, tendo sido encaminhados quatro casos por problemas de saúde”.

Foi instalado o “Posto de Refresco” em 36 instalações sociais do território, sendo que, entre os dias 1 de Julho e 10 de Agosto, 13.859 utentes recorreram a este serviço. As autoridades dizem ter registado 12 casos de indisposição, cinco deles em Agosto.

Apenas um caso foi transferido para o Hospital Kiang Wu. Por sua vez, no passado dia 26 de Junho entraram em funcionamento 12 Estações de Saúde e Bem-estar, disponibilizando serviços informativos contra a hipertermia.

14 Ago 2026

Hospital das Ilhas | Pedida maior abrangência de serviços

Ngan Iek Hang considera que deve ser alargada “a dimensão dos serviços” e que é necessário “aperfeiçoar o apoio de emergência” no Hospital das Ilhas. Numa intervenção antes da ordem do dia ontem, na Assembleia Legislativa (AL), o deputado declarou que o Governo deve “expandir gradualmente a oferta de consultas de especialidade, exames de imagiologia, urgência e internamento” no Centro Médico Macau Union.

A ideia seria ter, “até final de 2027, a repartição de 25 por cento do volume dos serviços públicos de saúde” entre esta unidade de saúde e o Centro Hospitalar Conde de São Januário. Ngan Iek Hang alerta para a necessidade de melhorar “o apoio de emergência das Ilhas” e o “mecanismo de cooperação entre os dois hospitais”, sem esquecer a dinamização “dos recursos de saúde do sector público”.

O legislador acrescentou, na sua intervenção, que o Centro Médico de Macau assumiu, desde 2024 até ao primeiro trimestre deste ano, “cerca de 11 por cento do volume dos serviços públicos de saúde”. Ngan Iek Hang o deputado, já são “visíveis os resultados da repartição de encargos entre o sector público de saúde”.

14 Ago 2026

Barreiras | Lei Leong Wong pede revisão da lei

O deputado Nick Lei Leong Wong propôs ontem, período de intervenções antes da ordem do dia, a revisão da lei relativa à supressão de barreiras arquitectónicas, datada de 1983, considerando que a mesma, por estar em vigor há mais de 42 anos, o conteúdo “não está em sintonia com o desenvolvimento social”.

Comentando a divulgação por parte do Governo, esta semana, do “Plano Decenal de Acção para os Serviços de Apoio a Idosos 2026 a 2035” e também do “Plano Decenal de Acção para os Serviços de Reabilitação 2026 a 2035”, o deputado instou as autoridades a “promover, o quanto antes, os trabalhos legislativos sobre a arquitectura livre de barreiras”.

Nick Lei pede também uma “avaliação dos ladrilhos tácteis direccionais nas diversas zonas, elevando a utilidade e segurança para assegurar que correspondam verdadeiramente às necessidades reais das pessoas com deficiência visual”.

A apresentação dos referidos Planos também mereceu a atenção do deputado Chan Hao Weng, que sugeriu, nos cuidados aos idosos nas suas casas, a criação de um “subsídio especial para obras de adaptação no domicílio para as necessidades dos idosos”, com foco nos “idosos isolados ou famílias com duplos [casos] de envelhecimento”.

O deputado considerou também este Plano focado nos idosos como tendo uma “orientação geral pragmática e abrangente”, devendo o planeamento “articular-se com uma afectação precisa de recursos e pormenores de execução”.

Loi I Weng aconselha a maior utilização da tecnologia. “Na gestão urbana, proponho que as autoridades adoptem a tecnologia de reconhecimento inteligente de imagens e de drones para inspeccionar, de forma automática, a deterioração dos equipamentos rodoviários, a falta de pisos tácteis ou a ocupação dos percursos livres de barreiras.”

14 Ago 2026

TNR | Wong Kit Cheng quer empregadas a pagar despesas de regresso

A deputada Wong Kit Cheng defendeu, no período de intervenções antes da ordem do dia, a revisão da Lei de contratação de trabalhadores não residentes (TNR), a fim de “melhorar a supervisão dos empregados domésticos” e “regular a ordem do mercado”. Essencialmente, a deputada entende que há situações em que devem ser os empregados a pagar as despesas de regresso ao país de origem, e não os patrões.

“Há que acelerar a revisão global da Lei, no sentido de estudar um mecanismo em que as despesas com o transporte de regresso ao país de origem sejam assumidas consoante a responsabilidade pela rescisão do contrato.

Caso se comprove, após investigação, que o trabalhador doméstico rescindiu o contrato sem justa causa, ou com a intenção de provocar o próprio despedimento, poderá o empregador ser dispensado do pagamento total ou parcial das despesas com o transporte de regresso.”

Na visão de Wong Kit Cheng, só desta forma se pode “corrigir o actual desequilíbrio na imputação de responsabilidades”. A deputada citou dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), que mostram como no primeiro trimestre deste ano o número de TNR, na área do trabalho doméstico, era de 28.791.

Tal significa que “a estabilidade deste sector está estreitamente ligada ao bem-estar de numerosas famílias”. Porém, “segundo muitos empregadores, a qualidade dos serviços varia muito”, existindo “casos isolados de empregados domésticos que provocam o despedimento”.

14 Ago 2026

MICAF | Grupo Trupe Fandanga apresenta “Os Lobos de Pedra”

O 3.º Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau traz este fim-de-semana um espectáculo cheio de magia e criatividade vindo de Portugal. O grupo Trupe Fandanga apresenta “Os Lobos de Pedra” em vários horários, de sexta a segunda-feira. Um espectáculo de marionetas para ver no Estúdio I do Centro Cultural de Macau

Promete ser “um conto de indomável beleza” a acontecer no Estúdio I do Centro Cultural de Macau (CCM). No âmbito da programação da terceira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau (MICAF, na sigla inglesa), apresenta-se “Os Lobos de Pedra”, espectáculo de marionetas da autoria do grupo português Trupe Fandanga. Não faltam, porém, versões em cantonense, esta sexta-feira às 15h e 20h; sábado às 11h e 20h; domingo às 11h e 15h, e, finalmente, à segunda-feira nos horários das 15h e 20h. Por sua vez, as sessões em língua portuguesa acontecem no sábado, às 15h, e domingo, às 20h.

E do que fala “Os Lobos de Pedra”? Fala de um menino e de uma viagem pelo seu coração, naquela que promete ser “uma aventura divertida e emotiva”.

Segundo a sinopse do espectáculo, “a brincadeira desenrola-se numa ilha feita de madeira, chapas de metal e objectos estranhos, onde tudo pode, de repente, desmanchar-se, transformando-se em novos lugares, como por magia”. Revela-se, assim, “um mundo que, por vezes, parece flutuar sobre pernas fininhas, como que emergindo de um oceano imaginário”.

Mil personagens num só

Neste espectáculo de marionetas o protagonista não é sempre igual. O público vai conhecendo “diferentes facetas do pequeno Pedro, um menino que vai mudando à medida que brinca”. Assim, por vezes “fica confuso e, outras vezes, transforma-se em algo novo”. Nesse percurso, também “encontra outras marionetas feitas de uma mescla de animais, pessoas e objectos”.

Segundo a mesma sinopse, ao longo da história Pedro “imerge até ao mais profundo do seu ser — o lugar onde vivem lobos pretos, brancos e, por vezes, cinzentos”. Estes são “selvagens, justos, temidos, mas também de certa forma gentis, encarnam os seus medos, as suas grandes vitórias, os seus sonhos”.

Este é um espectáculo que apresenta também “curiosas referências à energia narrativa do clássico de Prokofiev, ‘Pedro e o Lobo!'”, tratando-se tanto de uma “viagem”, como de “um sonho”, permitindo dar asas à brincadeira e, desta forma, potenciar “o processo de crescer”.

Do Porto para o mundo

O grupo Trupe Fandanga nasceu na cidade do Porto em 2014, sendo dirigido por Sandra Neves. O primeiro espectáculo foi “Botequim”, apresentado no Festival de Marionetas do Porto.

Os Trupe Fandanga descrevem, na biografia oficial, que pretendem ser “um espaço de pesquisa na construção e manipulação de marionetas e objectos”, apostando num trabalho fora dos limites convencionais das apresentações com marionetas. Outros espectáculos já apresentados pela companhia são “Onirotóptero”, de 2019; e “Qubim”, de 2021.

13 Ago 2026

TUI | José Maria Dias Azedo reforma-se e recebe louvor

José Maria Dias Azedo, juiz do Tribunal de Última Instância (TUI), reforma-se no próximo dia 18 de Agosto e irá receber um louvor por parte do Conselho de Magistrados Judiciais. A informação consta num despacho publicado ontem no Boletim Oficial (BO), onde o Conselho expressa o “sincero agradecimento” pelo trabalho do juiz e a sua “dedicação aos tribunais da RAEM ao longo dos anos, por ocasião da cessação de funções por atingir o limite máximo de idade”.

José Maria Dias Azedo esteve 36 anos na Função Pública, tendo começado a exercer funções como juiz em 1997, no então Tribunal de Competência Genérica e também do Tribunal de Segunda Instância. Chegou ao TUI em 2019.

O despacho do BO é assinado pela presidente do Conselho, Song Man Lei, e acrescenta que o responsável se esforçou, em todos estes anos, por “manter o normal funcionamento dos órgãos judiciais, mas também contribuiu significativamente para a transição estável do poder judicial”.

Foi destacada a participação de Dias Azedo em “diversas conferências internacionais e académicas, desempenhando um papel importante no aprofundamento do intercâmbio e cooperação judiciária internacional e regional”.

No mesmo despacho assinado por Song Man Lei, refere-se a vertente de formador. É descrito como Dias Azedo deu um “contributo relevante para a formação dos magistrados locais e profissionais das áreas jurídica e policial, tendo obtido respeito e elevada consideração junto dos colegas nos sectores judicial e jurídico”.

Acrescenta-se que este foi um profissional de “grande seriedade” no que diz respeito “ao julgamento de todos os processos que lhe competiam, revelando-se prudente e atento no trabalho, empenhado, eficaz e competente”. Dias Azedo demonstrou também ter “uma atitude de apoio e cooperação em relação aos trabalhos do Conselho dos Magistrados Judiciais”.

13 Ago 2026

Zona A | Concluídas todas as obras de habitação social

São mais de 4 mil apartamentos de habitação social que já estão construídos na Zona A dos Novos Aterros, tendo em conta o anúncio, ontem, da conclusão das obras do lote A10. Os quatro lotes deste empreendimento incluem 728 apartamentos para famílias carenciadas

Estão concluídas as obras de construção do lote A10 na Zona A dos Novos Aterros, o que significa que todos os lotes de habitação social no local – A10, A4, A6 e A11 – já estão prontos para receber moradores, neste caso as famílias mais carenciadas, com residência em Macau, e que necessitam de casa para viver.

Segundo informação disponibilizada pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), só o lote A10 tem uma área de 4.960 metros quadrados e dispõe de 728 apartamentos, além de incluir um parque de estacionamento público. Os moradores têm ainda acesso, nesta zona, a espaços comerciais e sociais.

A DSOP destaca que, na construção do lote A10, foram introduzidos “métodos de construção amigos do ambiente”, tendo sido utilizados “elementos pré-fabricados e cofragens metálicas para a construção”.

Todos os lotes de habitação social na Zona A disponibilizam 4.088 fracções. As obras do lote A11 terminaram em Julho, e também o lote A4 foi recentemente concluído. Este último, disponibiliza 1566 apartamentos numa área de 18.699 metros quadrados, existindo ainda um parque de estacionamento público, lojas e espaços para serviços sociais.

Famílias em espera

Segundo a TDM Rádio Macau, desde que entrou em vigor o regime de candidatura permanente à habitação social, a 20 de Agosto de 2020, que mais de 4.400 famílias receberam uma casa social. Dados mais recentes do Instituto da Habitação (IH) mostram que existe uma lista de espera com cerca de duas mil candidaturas, com foco nos idosos ou pessoas que vivem sozinhas.

Recentemente, em resposta a uma interpelação oral do deputado Leong Hong Sai, o Governo indicou que a actual oferta de habitação será suficiente para a procura. Citando um estudo encomendado sobre a oferta de habitação a cinco anos, o secretário Raymond Tam, com a tutela dos Transportes e Obras Públicas, declarou que “os resultados do estudo indicam que o número de fracções de habitação social e económica em Macau será suficiente para satisfazer as necessidades nos próximos cinco anos, não se prevendo uma procura acentuada por habitação intermédia”.

13 Ago 2026

Mandopop | Grand Lisboa Palace recebe actuação de Kelly Yu

É no próximo sábado, 22, que o The Grand Hall, no empreendimento Grand Lisboa Palace, no Cotai, recebe o concerto da cantora de mandopop Kelly Yu. Nascida em Dalian, China, mas com grande parte da vida passada no Canadá, a cantora viu o seu talento vocal confirmado com êxitos como “Decency” ou “Why Bother”. O público de Macau pode agora ouvi-los ao vivo

Kelly Yu, um dos nomes mais conhecidos do género mandopop, actua em Macau no próximo sábado, 22 de Agosto, num espectáculo que acontece no The Grand Hall, no Grand Lisboa Palace, no Cotai. O evento, promovido pela Sociedade de Jogos de Macau (SJM), promete ser “uma noite de mandopop apaixonante”, revela-se em comunicado.

A artista, nascida em Dalian, na China, cresceu no Canadá e, além de cantora, compõe também as suas músicas. Neste espectáculo no Grand Lisboa Palace o público pode esperar “melodias arrebatadoras”, conectadas com “histórias comoventes”.

O mandopop, enquanto música pop cantada em mandarim, tem em Kelly Yu uma das suas vozes “mais emblemáticas”. A artista “é amplamente aclamada pelo seu talento na composição e pela sua musicalidade distinta”, além de possuir “um timbre vocal único e um talento criativo excepcional”.

Entre baladas românticas e canções mais viradas para sonoridades rock, os fãs de Kelly Yu poderão assistir a uma “noite cativante de actuação ao vivo”, pautada por “emoções profundas que ressoam no coração e na alma”.

Uma força de palco

Kelly Yu nasceu em 1989 e formou-se no reputado Berklee College of Music, com especialização em guitarra eléctrica e tantos outros instrumentos. A guitarra eléctrica é, aliás, presença constante nos seus espectáculos.

A estreia como cantora e também como autora das suas músicas começou em 2014, com o álbum “Spirits”. A sua música de maior sucesso é “Decency”, uma poderosa balada que fez sucesso nas principais tabelas musicais da Ásia. Outros sucessos bem conhecidos da artista são “Heartbeat”, “Scorpio” e “Why Bother”.

A SJM destaca, na nota sobre o espectáculo, que estas canções “têm ressoado junto de milhões de pessoas”, graças às “letras profundas e melodias memoráveis”.

“Além das baladas comoventes, Kelly brilha em palco com composições rock cheias de energia. Destaca-se pelos característicos solos de guitarra eléctrica, uma intensa profundidade emocional e presença cénica magnética, que definem a sua verdadeira arte”.

Na plataforma de streaming “Spotify”, Kelly Yu tem cerca de 319 mil ouvintes por mês. Ali, já é possível ouvir o último trabalho discográfico da cantora, “Boundary”, com faixas inteiramente em mandarim. No dia 22, o concerto começa às 19h30, tendo aproximadamente duas horas de duração. Os bilhetes já estão à venda nas plataformas online habituais da venda de ingressos.

12 Ago 2026

Zona norte | Secretário exige inspecção a edifícios degradados

O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, visitou ontem a zona norte da península e instou à realização de uma inspecção geral dos edifícios mais degradados do bairro de Iao Hon e edifício Mei On. Devido ao calor, o Corpo de Bombeiros alerta para maiores riscos de curto-circuito por sobrecarga de quadros eléctricos

Uma equipa governativa liderada pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, esteve ontem na zona norte da península de Macau a fiscalizar áreas mais degradadas onde existem maiores riscos de segurança, nomeadamente com a ocorrência de curtos-circuitos, devido às frágeis instalações eléctricas.

Segundo um comunicado da secretaria dos Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam visitou sete edifícios no bairro do Iao Hon e o edifício Mei On, fazendo-se acompanhar também por representantes da CEM – Companhia de Electricidade de Macau.

O governante exigiu uma fiscalização geral a fim de colmatar riscos de incêndios ou outros incidentes. Raymond Tam “determinou que seja realizada uma revisão abrangente das estruturas dos edifícios, com reparações realizadas nas áreas comuns dos mesmos e também nas infra-estruturas de abastecimento de água e electricidade”.

Desta forma, destaca a mesma nota, é possível “eliminar potenciais riscos” em termos de segurança numa das zonas com maior densidade populacional de Macau.

Além disso, a mesma nota dá conta que foi recentemente realizada uma vistoria no local, sendo que “a próxima fase de trabalhos está a ser avaliada”, e pode passar pela “criação de uma base de dados sobre as condições dos edifícios”.

Foi também adiantado que as estruturas da zona de estacionamento subterrâneo numa das ruas do bairro de Iao Hon estão “quase concluídas”. Neste contexto, “está a ser analisada a viabilidade de utilizar este espaço de forma temporária, tendo em conta as necessidades de utilização da área”, pode ler-se.

Na visita, foram inspeccionadas zonas comuns dos prédios mais antigos, instalações de água e luz e outros espaços com potenciais perigos. Citado pela mesma nota, Raymond Tam também instou “a CEM a intensificar as inspecções de fornecimento de energia eléctrica, a fim de garantir a segurança do uso desse recurso”.

Alerta de curto-circuito

Esta visita acontece numa altura em que Macau enfrenta um período de elevadas temperaturas, o que potencia riscos de incêndio ou ocorrência de curto-circuitos em habitações.

Neste contexto, o Corpo de Bombeiros (CB) emitiu uma nota onde deixa recomendações para as populações. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, pede-se que as pessoas não sobrecarreguem os quadros de electricidade nas suas casas, verificando regularmente se os mesmos estão em boas condições de utilização.

À semelhança da visita de ontem liderada pelo secretário, também o CB destaca que tem enviado agentes aos bairros para verificação da segurança e demais infra-estruturas eléctricas, realizando sessões de esclarecimento presenciais.

12 Ago 2026

Talentos | Deputado exige melhores condições de permanência

O deputado Chan Lai Kei interpelou o Executivo quanto à necessidade de criar medidas que consigam atrair quadros qualificados para Macau, nomeadamente no que diz respeito aos documentos de viagem e permanência.

Na interpelação, lê-se que “os quadros qualificados aprovados e captados para Macau, por não cumprirem os requisitos para obter o ‘Salvo-Conduto para deslocação ao Interior da China’, não conseguem usufruir dos benefícios políticos em Macau e Hengqin”.

Assim, o deputado questiona se o Governo “vai ponderar, em conjunto com a Zona de Cooperação Aprofundada, a possibilidade de alargar o âmbito de reconhecimento” desse documento através da criação de uma “medida transitória que facilite o acesso destes quadros qualificados” a esta zona e a políticas que beneficiam residentes.

A interpelação, que chama a atenção para a necessidade de “optimizar e reforçar o sentimento de pertença dos quadros qualificados captados para Macau”, cita dados oficiais que falam de 2153 candidaturas desde que foi criado o regime jurídico de quadros qualificados, até 15 de Maio deste ano. Destas, 928 foram incluídas na lista de quadros qualificados propostos para captação, incluindo 27 quadros qualificados de elevada qualidade, 146 quadros altamente qualificados e 755 profissionais de nível avançado, abrangendo as áreas de “big health”, tecnologia de ponta, finanças modernas, cultura e desporto.

12 Ago 2026

Associações | Dirigente pede melhorias no Governo electrónico

Kou Ngon Fong, presidente da Associação Choi In Tong Sam, defende que o Governo deve promover ainda mais a digitalização dos serviços públicos, o chamado Governo Electrónico, tendo em conta a consulta pública de revisão da lei das associações.

O também vice-presidente do Conselho Consultivo do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) declarou que a referida legislação “está em vigor há muitos anos e que algumas das suas disposições já não conseguem responder, de forma plena, às necessidades de desenvolvimento da sociedade, nem do Governo Electrónico”.

O responsável disse concordar com a proposta do Governo de colocar sob alçada da Direcção dos Serviços de Identificação (DSI) a gestão do registo de associações e promoção de digitalização, ou ainda da melhoria dos procedimentos administrativos ligados a esta área.

O dirigente associativo defende também a proposta apresentada pelo Governo de acabar com a publicação de despachos de associações no Boletim Oficial, sendo esta substituída pela divulgação de todos os dados e informações no website da DSI, permitindo “reduzir de forma significativa custos administrativos e encargos financeiros”.

Kou Ngon Fong acrescentou, quanto à revisão da lei das associações, que é importante “a clarificação das normas jurídicas e dos mecanismos de funcionamento das associações, particularmente no que diz respeito à salvaguarda da segurança nacional e regulamentação de actividades de associações do exterior”.

12 Ago 2026

CCCM | Reveladas fotografias de “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”

O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) acolhe, desde ontem, a exposição de fotografia da autoria de Francisco Ricarte. O projecto, intitulado “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”, apresenta “propostas visuais comparativas” daquilo que Macau foi e que hoje é. Francisco Ricarte, com formação em arquitectura, propõe assim um olhar nostálgico, e também de futuro, sobre o território em mutação

Francisco Ricarte, arquitecto há muitos anos radicado em Macau e com um gosto particular pela fotografia, acaba de apresentar uma nova exposição, desta vez no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa.

Trata-se de “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”, um exercício comparativo através de imagens sobre o passado e presente do território que muda muito rapidamente em termos urbanísticos, sociais e culturais, levando a uma reflexão sobre o futuro.

Segundo uma nota sobre a exposição divulgada pelo próprio autor, esta mostra apresenta uma série de “dípticos”, ou seja, “propostas visuais comparativas entre imagens antigas de Macau – registos fotográficos e iconográficos da cidade, datados da primeira metade do Séc. XIX, ou existentes em postais antigos do início do Séc. XX – com imagens contemporâneas desses espaços ou do que resta deles”.

Desta forma, pode-se “não só entender a presença dos antigos elementos construídos ou naturais ainda existentes, mas sobretudo a continuidade do seu significado social e humano relevantes”. A mostra foi promovida pela Casa de Portugal em Macau, que acolheu este projecto exibido na RAEM no ano passado.

Questão de identidade

Segundo Francisco Ricarte, com esta mostra “não se propõe fazer um registo meramente documental ou comparativo das modificações necessariamente ocorridas nos espaços e imóveis registados, mas sim captar como o seu ‘espírito’, sob o ponto de vista da sua presença, significado urbano ou presença humana significativa, mantêm a sua identidade e significado imagético para Macau, hoje”.

Foram introduzidas, nas imagens actuais do território, “marcas cromáticas”, convidando-se, desta forma, “o observador a identificar uma continuidade entre o antigo e o contemporâneo, encontrando novas identidades e significados nas imagens contemporâneas apresentadas”.

Desta forma, pode-se fazer “uma outra leitura interpretativa desses registos fotográficos”, onde a cor amarela dessas marcas cromáticas “articula a perenidade e identidade dos locais e seu significado, patente nos ‘dias de ontem’, com a contemporaneidade desses mesmos espaços, evidenciado pela sua presença e identidade nos ‘dias hoje'”, descreve Francisco Ricarte na mesma nota.

11 Ago 2026

Jogo | Detentora da Bee Macau estima aumento brutal de lucros

A Asia Pioneer Entertainment, que juntamente com a empresa belga Cartamundi detém a fábrica de cartas de jogar Bee Macau, estima registar, face ao primeiro semestre do ano, um volume de negócios de 34 milhões de dólares de Hong Kong (HKD) e lucros que variam entre 2,2 e 2,4 milhões de HKD, um aumento “90 vezes superior” ao registado no mesmo período de 2025

Uma “forte procura por equipamentos electrónicos de jogo” leva a Asia Pioneer Entertainment (APE) a acreditar que terá bons resultados financeiros neste primeiro semestre.

Segundo um comunicado, a APE, que juntamente com a Cartamundi detém a Bee Macau, primeira fábrica de cartas de jogar no território, prevê um volume de negócios de 34 milhões de dólares de Hong Kong (HKD) no primeiro semestre deste ano, “o que representa um aumento homólogo de, aproximadamente, 47,3 por cento face aos 23 milhões de HKD registados no mesmo período de 2025”.

Relativamente à estimativa de lucros líquidos, a empresa que fornece equipamentos de jogo em Macau acredita que terá, no primeiro semestre deste ano, lucros que variam entre 2,2 e 2,4 milhões de HKD.

Trata-se, segundo a mesma nota, de “um aumento expressivo de quase 90 vezes face aos 24.959 HKD registados no primeiro semestre de 2025”.

Desta forma, o conselho de administração da APE atribui “o aumento de receitas e lucros ao desempenho do principal segmento de negócio, dedicado à venda técnica e distribuição de equipamentos electrónicos de jogo”. Este “registou um crescimento de 56,2 por cento nas receitas no primeiro semestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior”.

“Marcos estratégicos”

O director financeiro da APE, Tony Chan, declarou, citado pelo comunicado, que os primeiros seis meses do ano representaram, para a empresa, “um desempenho operacional muito sólido”. Foram também alcançados “importantes marcos estratégicos no primeiro semestre, com o lançamento da Bee Macau e a implementação das nossas soluções tecnológicas de conversão de dinheiro”.

Tanto a Bee Macau, como estas novas tecnologias, “não contribuíram directamente para as receitas do primeiro semestre, mas constituem uma base sólida para o crescimento futuro das receitas”, adiantou Tony Chan.

Os dados referem-se ao primeiro semestre terminado a 30 de Junho deste ano. A APE, listada na Bolsa de Valores de Hong Kong, aconselha prudência a potenciais investidores, tendo em conta que a divulgação destes números tem por referência “as actuais contas de gestão consolidadas, e não auditadas, e informações actualmente disponíveis”.

Os resultados intercalares definitivos relativos ao primeiro semestre deste ano deverão ser divulgados pela APE no final deste mês, lê-se ainda.

11 Ago 2026

Reabilitação | Analisado aumento de subsídios

O Governo não põe de parte a possibilidade de aumentar “o apoio financeiro para os trabalhadores de instituições de serviços de reabilitação”. Esta ideia foi ontem abordada na segunda sessão plenária deste ano da Comissão para os Assuntos de Reabilitação.

Segundo um comunicado do Instituto de Acção Social (IAS), foram também analisadas medidas prioritárias para este ano e o próximo, nomeadamente “o lançamento da nova edição do programa de financiamento para a aquisição de tecnologias de reabilitação”, ou ainda “a realização do estudo preliminar sobre a legislação da construção sem barreiras”.

Não faltaram outras ideias como “a introdução experimental de equipamentos inteligentes” ou “o serviço de transcrição em tempo real por Inteligência Artificial e robôs-guia para o espaço interior”, descreve-se no mesmo comunicado.

11 Ago 2026

Bullying | Coutinho quer registo obrigatório de situações de abuso

O deputado José Pereira Coutinho considera que as autoridades devem criar uma proposta de lei que estabeleça “um regime de registo obrigatório de suspeitas de abuso infantil”, tendo em conta que a legislação sobre violência doméstica é, no entender do responsável, omissa neste ponto

Travar casos de bullying nas escolas ou situações de abuso infantil são preocupações do deputado José Pereira Coutinho, que na mais recente interpelação escrita enviada ao Governo, pede que se crie um “regime de registo obrigatório de suspeitas de abuso infantil”.

No entender do deputado, o regime de prevenção e combate à violência doméstica, em vigor desde 2016, não regula especificamente estes casos relacionados com menores, pois “não estabelece um dever geral e específico para reportar [casos] de forma obrigatória e vinculativa a todos os profissionais que trabalham com crianças”, desde “educadores, profissionais ou assistentes sociais”.

O deputado pede que se tenha em conta o caso de Hong Kong, que estabeleceu o “Mandatory Reporting of Child Abuse Ordinance”.

“Questiona-se que calendarização existe para que o Governo de Macau apresente uma proposta legislativa que crie um regime de registo obrigatório de suspeitas de abuso infantil, definindo claramente os profissionais abrangidos, os procedimentos de denúncia e respectivas sanções para o incumprimento”, sugeriu.

Coutinho recorda que o Instituto de Acção Social (IAS) publicou “recentemente” o “Guia de Procedimentos para o Manuseamento de Casos de Suspeita de Maus-Tratos a Crianças”, além de realizar, desde 2018, “acções de formação sobre o tratamento de casos de violência doméstica contra crianças, que têm registado a participação de centenas de profissionais”.

Porém, Coutinho “questiona de que forma o Governo de Macau está a garantir que a formação é, efectivamente, obrigatória e regular para todos os profissionais que trabalham com crianças, e não apenas numa base voluntária”.

Questões culturais

Na mesma interpelação escrita, José Pereira Coutinho declarou que a “realidade social e dados disponíveis” mostram a “necessidade de aprofundamento de políticas de protecção à infância e dos jovens, designadamente no que se refere à obrigatoriedade de reportar casos de abuso infantil e de Intimidação (bullying)”, passando pela “capacitação dos profissionais e reforço do apoio à saúde mental das vítimas”.

O deputado cita dados de 2025 do Ministério Público, quando foram registados 61 casos de crimes cometidos contra menores, “um aumento de 27,08 por cento face ao ano anterior, o que demonstra a urgência de medidas mais eficazes”.

Coutinho frisou também que, na prática, há “muitos casos que permanecem ocultos devido a factores culturais, como a relutância em ‘expor a vergonha da casa’ ou a pressão económica e habitacional sobre as famílias”. Desta forma, trata-se de factores que explicam parcialmente “a insuficiência dos mecanismos actuais de detecção [de casos] e reporte” dos mesmos.

Coutinho diz que tem recebido no seu gabinete de atendimento, cada vez mais, queixas sobre a maior ocorrência de casos de ciberbullying, em plataformas digitais e fora “dos portões das escolas”, ocorrendo o “agravamento deste cenário de forma alarmante”.

11 Ago 2026

Galaxy | Inaugurada estação de serviços financeiros

O Taste of Asia, no empreendimento Galaxy Macau, conta já com uma Estação de Serviços Financeiros em parceria com o AntBank, sucursal de Macau. A inauguração deste espaço aconteceu na sexta-feira, tratando-se de um projecto que pretende impulsionar o “consumo turístico através da área de FinTech”, destaca-se numa nota da Galaxy.

Com esta Estação introduz-se, pela primeira vez, “serviços financeiros digitais num resort integrado”, reunindo “equipamentos bancários de auto-atendimento, ecrãs interactivos e serviços de aconselhamento financeiro”. Além disso, será lançado brevemente o novo programa de adesão do Galaxy, a ser incluído também nesta Estação.

Este espaço está equipado “com uma plataforma inteligente de auto-atendimento do Ant Bank (Macau)”, disponibilizando “uma variedade de serviços financeiros, incluindo depósitos e levantamentos de numerário e carregamentos de cartões mCard”.

10 Ago 2026

Albergue SCM | Emoções em destaque na mostra “Gen Love-Disabled”

Inaugura no próximo dia 20 de Agosto, no Albergue da Santa Casa da Misercórdia de Macau (SCMM), a exposição “Gen Love-Disabled”, onde o universo feminino pautado por desejos, relacionamentos e sentimentos é protagonista. Com curadoria de Kathine Cheong, esta mostra é apresentada pela Associação para o Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau

As facetas do mundo feminino, as suas dúvidas e anseios, estarão em destaque na próxima exposição acolhida pelo Albergue da Santa Casa da Misericórdia (SCM) a partir do dia 20. Trata-se de “Gen Love-Disabled”, um projecto da Associação para o Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau, e que tem curadoria de Kathine Cheong.

Entre os dias 20 de Agosto e 7 de Setembro será possível ver os trabalhos de artistas como Lu Shan, o colectivo “Simple Noodle Art” e Solène Su Cheng, oriundos, respectivamente, de Pequim e Qingdao; Taipé e Macau.

Segundo um comunicado da organização, trata-se de uma exposição onde se abordam temas como a “intimidade e o desejo na era digital através de imagens geradas por Inteligência Artificial (IA)”. Além disso, há ainda uma instalação interactiva feita com recurso à IA, incluindo trabalhos com poesia e fotografia.

Estes trabalhos partem da questão “Como alguém se torna incapaz de amar?”, e também de reflexões em torno da obra do sociólogo Zygmunt Bauman e do conceito de “modernidade líquida”.

“Há cada vez mais pessoas que anseiam ser amadas, mas sentem-se incapazes de amar ou de manter uma relação”, sendo que, em todas estas questões, a tecnologia digital assume um papel com crescente importância.

“Há muito que a tecnologia deixou de ser apenas o casamenteiro que nos liga”, destaca a mesma nota, sendo que a IA “está cada vez mais a tornar-se o próprio ‘par romântico'”, com o amor a ser cada vez mais “codificado em algoritmos”. Nesse contexto, “as plataformas sociais e os companheiros virtuais parecem aproximar-nos”. Porém, “será que, lentamente, estarão a remodelar a nossa incapacidade de amar na vida real?”. É a essa pergunta que estes trabalhos artísticos pretendem dar algumas respostas.

A “palavra-chave” desta mostra é “Love-Disabled”, mostrando “a impotência e a confusão que estão no cerne da intimidade contemporânea”.

Mensagens digitais

Lu Shan, o artista oriundo de Pequim e Qingdao, e que recebeu o prémio “Nvidia Artist 100”, traz ao Albergue SCM o projecto “Island Man”. Trata-se de um vídeo que explora “ilhas digitais e a forma como a IA remodela a identidade digital, a memória e a solidão”.

Vindo de Taiwan, o colectivo “Simple Noodle Art” apresenta “Exploration and Exploitation”, uma instalação que recorre ao “reconhecimento de emoções faciais em tempo real através de IA para reescrever o desdobramento narrativo que se desenrola perante o público”. Tal constitui “uma crítica à forma como a intimidade é consumida e observada no âmbito do capitalismo das plataformas”.

Por sua vez, a artista local Solène Su Cheng apresenta “Knives”, uma série de obras “através de um livro de arte poética e de fotografia, retratando a psicologia do apego fragmentado, o anseio simultâneo por criar laços e o medo da separação”.

Além da mostra em si, o público pode participar em programas complementares, cuja inscrição pode ser feita nas redes sociais da Associação de Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau, com o IG newwomanmacau.

Haverá um painel de debate no dia 20 de Agosto com dois grupos de artistas participantes, bem como o workshop “Give & Take: A Partner Practice for Somatic Awareness”, coordenado pelas embaixadoras da marca lululemon, Kathine e Suki. Destaca-se ainda a iniciativa “A Book Study on Love, Desire, Technology & the Curated Self”, liderada por Chung Yi Ting, directora do Ex LAB Taiwan.

A ideia é, segundo a organização, que os visitantes passem “da observação passiva para a escrita activa, alargando a exposição a uma forma colectiva de autorreflexão e cura”.

Guia sentimental

Carol Li preside à Associação para o Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau, e, sobre esta mostra, observa que “tem como objectivo guiar o público da recepção passiva para o envolvimento activo, permitindo-nos reflectir sobre a relação entre o eu e o amor”.

A ideia é que o público, neste encontro com a arte, entre “em diálogo e em ressonância, curando gradualmente as almas”. Já a curadoria declarou que a ideia da incapacidade de amar não significa que a pessoa em questão esteja desprovida de sentimentos.

“Por mais frágil e mutável que o amor possa ser nos nossos dias, isso nunca impede as pessoas de o ansiarem. Através desta exposição, espero que os espectadores possam, no meio da instabilidade e das contradições da geração “incapaz de amar” — entre o virtual e a realidade —, encontrar a coragem para enfrentar directamente a tensão da ambivalência e libertar-se do dilema do nosso tempo”, rematou.

A abertura da exposição, na quinta-feira, 20, está marcada para as 19h30. O painel de debate “Digital Life Forms – Artistic practices with AI” conta com a presença de Lu Shan e o colectivo “Simple Noodle Art”. Segue-se, na sexta-feira 21, entre as 19h30 e 20h30, o painel “Give & Take A partner practice for somatic awareness”, com as embaixadoras da lululemon. Por sua vez, nos dias 22 e 23, sábado e domingo, entre as 14h30 e 18h30, acontece a iniciativa “A Book Study on Love, Desire, Technology & the Curated Self”, com Chung Yi Ting. Haverá visitas guiadas à exposição no domingo de 30 de Agosto e 6 de Setembro, às 17h.

10 Ago 2026

Diáspora macaense | José Basto da Silva quer lançar Portal online

Chama-se “Portal da Diáspora Luso-descendente” e é da autoria do macaense José Basto da Silva. Ainda em fase de teste, o portal pretende ser “um repositório central acessível para a diáspora luso-descendente”, podendo vir a ser avaliado pelo Conselho das Comunidades Portuguesas e o Governo português para obtenção de financiamento

 

José Basto da Silva, macaense que reside em Macau, acaba de divulgar o seu mais recente projecto, ainda em fase inicial: o “Portal da Diáspora Luso-descendente”, que está ainda “em fase de demonstração”, sendo depois avaliado pelo Conselho das Comunidades Portuguesas e pelo Governo Português”, contou o próprio ao HM. A ideia é conseguir apoios financeiros que sustentem o projecto.

Anunciado na mais recente newsletter da Casa de Macau em Lisboa, este projecto online visa reunir dados sobre os macaenses espalhados pelo mundo fora, mas também de um ponto de vista mais dinâmico. Pretende-se, segundo escreve José Basto da Silva na newsletter, que o website se transforme “num repositório central e acessível para a diáspora luso-descendente, independentemente da geografia e da região horária, reunindo informação útil como serviços consulares, entidades associativas, oportunidades de negócio e ensino do português”.

Porém, podem também ser divulgadas informações sobre eventos, gastronomia, sendo que, nesta fase, o projecto carece de financiamento, bem como de gestão em termos de conteúdos.

“Mais do que uma base de dados, o Portal será um ponto de encontro virtual, onde os utilizadores podem interagir, fazer ‘networking’ e fortalecer a ligação inter-geracional”, escreveu José Basto da Silva. Pretende-se também que o projecto digital seja “um espaço de partilha de experiências e de mentoria, capaz de aproximar gerações e criar pontes entre comunidades”.

A ideia é também apostar em conteúdos multimédia, nomeadamente com vídeos, fotografias e podcasts, “dando voz e imagem às histórias da nossa diáspora”.

“A disponibilização deste Portal será uma ferramenta essencial para a preservação e promoção da língua e cultura portuguesas”, destacou o autor do projecto, além de “reforçar o sentimento de pertença, constituindo um impulso decisivo para a projecção da imagem de Portugal no mundo”.

Contactos em linha

O portal tem, para já, alguns contactos de embaixadas e postos consulares portugueses, nomeadamente em Macau e Hong Kong; Xangai, Singapura ou Japão, apresentando ainda um directório de associações ligadas à comunidade macaense que estão espalhadas pelo mundo.

Outra secção é “Lusophone Youth Network” [Rede da Juventude Lusófona], que visa a conexão “de jovens profissionais e busca de oportunidades de mentoria”.

Aqui, as possibilidades de contacto são muitas – Isabel Gomes, situada em Macau, escreveu: “Passei no exame HSK 6 na semana passada! Três anos de Mandarim em simultâneo com trabalho a tempo inteiro. Se alguns colegas lusófonos em Macau estão a aprender chinês, vamos iniciar um grupo de estudo. A língua abre, aqui, todas as portas.”

Além de contactos na área do ensino de idiomas, há também propostas com uma visão mais empresarial. Miguel Santos, de Hong Kong, escreveu: “Ofereço sessões de mentoria 1:1 para recém-licenciados que procuram entrar no mercado financeiro asiático. 5 anos na Goldman Sachs HK – feliz por partilhar o que sei. Esta comunidade já me deu tanto, é tempo de retribuir.”

Há ainda o testemunho de Ana Ferreira, de Singapura: “Acabei de concluir uma reunião incrível com o Conselho Empresarial Lusófono em Singapura. Aqui, as oportunidades para profissionais de língua portuguesa são notáveis. Estamos a organizar uma mesa redonda para o terceiro trimestre — envia-me uma mensagem privada se quiseres participar!”

Não faltam partilhas com um teor ligado à cultura portuguesa. “Bonita noite de Fado na Casa de Portugal em Tóquio no último fim-de-semana. A música de Amália Rodrigues a encher uma sala com piso de tatami em Shibuya — surreal e belíssima. Estas pontes culturais são mais importantes do que nunca”, escreveu, de Tóquio, Mariana Costa.

Na secção de multimédia também já existem alguns conteúdos disponíveis, nomeadamente um vídeo, disponível também no YouTube, sobre os 400 anos do ataque dos Holandeses, da Companhia das Índias Ocidentais, a Macau, a 24 de Junho de 1622, e que permitiu a manutenção das autoridades portuguesas no enclave no sul da China. O vídeo é narrado pela historiadora e antiga docente Beatriz Basto da Silva. Há ainda conteúdos multimédia sobre o grupo teatral em patuá Dóci Papiaçám di Macau, ou sobre comida macaense.

O que falta fazer?

José Basto da Silva já definiu os passos necessários para que o portal seja uma realidade. Em causa está um “projecto ambicioso” que visa a criação de um “comité de gestão”, composto pelas “entidades que assinaram o protocolo de cooperação: Conselho das Comunidades Portuguesas; Conselho das Comunidades Macaenses e o Instituto Internacional de Macau”.

Na visão do promotor do projecto, “é crucial que estas entidades façam chegar o Portal à diáspora, incentivando a participação activa na criação e actualização de conteúdos”.

Em termos de estratégia para o crescimento do projecto, “numa primeira fase o foco será a Ásia e as comunidades luso-descendentes da região”, existindo já um arquivo fotográfico online, no website, que serve para um primeiro contacto com o projecto.

José Basto da Silva entende que esta poderá ser “uma ferramenta para o futuro”, tendo em conta que “Macau mudou profundamente nas últimas décadas”, revelando “sinais de abrandamento”.

“Apesar das boas intenções e retórica do Governo da RAEM, pouco tem sido feito no sentido de alterar o status-quo da comunidade lusófona, sobremaneira no que toca aos jovens. Vivemos tempos diferentes: não só jogamos num campeonato diferente, como mudaram-se radicalmente as regras do jogo”, destacou.

Perda de identidade

Na newsletter da Casa de Macau em Lisboa, José Basto da Silva alerta para o facto de o território estar “paulatinamente a perder a sua identidade”, existindo “uma recessão que se instala progressivamente não só no território, como em toda a China”.

“O Executivo governa com os olhos postos nas questões de impacto imediato, sem uma verdadeira aposta na diversificação, na defesa das características únicas locais, e sem medidas concretas que envolvam e valorizem a comunidade local lusófona”, frisou, referindo-se ao actual Governo liderado por Sam Hou Fai.

Desta forma, José Basto da Silva destaca que deve existir uma maior união por parte de macaenses e outros luso-descendentes. “Urge unirmo-nos para reforçar e consolidar a nossa presença”, bem como “criar oportunidades e fomentar a intervenção ao mais alto nível, não só em prol da nossa identidade e afirmação no território, mas também na defesa da singularidade de Macau.”

José Basto da Silva lembrou como a preservação da identidade macaense está, inclusivamente, “em linha com o discurso do Presidente Xi Jinping”. Em suma, “o Portal não é apenas um projecto tecnológico: é um instrumento de união, de identidade e de projecção cultural”.

“Ao consolidar informação, criar redes e dar visibilidade às comunidades, abre caminho para que a diáspora luso-descendente se declare como protagonista na preservação e difusão da herança portuguesa”, rematou José Basto da Silva.

10 Ago 2026

Exposição de Maria Madeira na Fundação Oriente em Lisboa

A Fundação Oriente (FO) em Lisboa inaugura, no próximo dia 13 de Agosto, às 18h, a exposição da artista timorense Maria Madeira, intitulada “You, Me, Us [O, Hau, Ita, Tu, Eu, Nós”, que estará patente até ao dia 13 de Dezembro.

Segundo a descrição oficial da exposição, no website da FO, trata-se de uma mostra focada “na relação entre as crenças ancestrais timorenses e o discurso cultural português”, apresentando-se ao público português 34 obras de pintura, desenho, colagem e instalação.

“Maria Madeira suscita reflexão e diálogo em torno da sua experiência pessoal enquanto mulher timorense refugiada em Portugal e migrante na Austrália, neta de timorenses e portugueses”, lê-se ainda.

Celebração de culturas

A mostra na FO “visa celebrar, sensibilizar e centrar a ligação histórica, cultural e pessoal que existe entre ‘Tu, Eu e Nós'”, ou seja, entre Portugal e Timor-Leste. Desta forma, oferece-se “uma perspectiva distinta e autoral sobre a arte e a cultura timorenses, de uma artista contemporânea cuja prática criativa atravessa diferentes contextos culturais”.

Além da mostra propriamente dita, haverá uma residência artística no espaço Hangar, em Lisboa, e um programa de oficinas, conversas e visitas. Propõe-se, com esta iniciativa, “identificar desafios e explorar soluções inovadoras que fortaleçam o entendimento intercultural e valorização mútua entre Timor-Leste e Portugal”.

A FO destaca ainda como o “discurso artístico contemporâneo de Timor-Leste emergiu na década de 1980, sobretudo como forma de resistência, profundamente influenciada pelos acontecimentos históricos que marcaram o país”.

“Actualmente, grande parte da produção dos artistas visuais timorenses revela não só uma forte inclinação para a contemporaneidade, como também uma profunda ligação às crenças populares, mitos e tradições timorenses”, destaca-se ainda na mesma nota, que recorda o importante trabalho das artistas mulheres de Timor na área dos têxteis.

“O bordado — introduzido pelos portugueses — passou a integrar os motivos decorativos do tais, o tecido tradicional de Timor-Leste”, é destacado.

7 Ago 2026

ARTM | Vila de Ka-Hó recebe mostra de fotografia de Eva Bucho

“Macau Patterns 2.0”, exposição da autoria de Eva Bucho, volta a estar patente ao público na galeria Hold on To Hope (H2H) a partir de amanhã. O espaço acolhe fotogafias que revelam a beleza e particularidades dos padrões espalhados pelo território

 

Eva Bucho tem-se dedicado a coleccionar em fotografia os diversos padrões que se podem ver em Macau, numa multiplicidade de ruas, espaços e lugares. O resultado foi o projecto “Macau Patterns”, que já conta com duas edições. Depois de uma primeira exposição de “Macau Patterns 2.0” apresentada recentemente no Instituto Internacional de Macau (IIM), eis que esse trabalho de recolha e classificação pode ser visto novamente na galeria Hold on To Hope (H2H), na vila de Ka-Hó, em Coloane. A galeria é um espaço gerido pela Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) para apoio da comunidade terapêutica.

A partir deste sábado, às 15h, será apresentada a mostra que é uma extensão dos trabalhos expostos em 2024. Segundo uma nota da ARTM, Eva Bucho, que tem formação em design, vive em Macau desde 2016, sendo “autora [do trabalho de recolha] dos vários e ricos padrões existentes em Macau”.

“A extensão dos padrões culturais de Macau vai desde as portas, a janelas, ornamentos, pavimentos e revestimentos”, incluindo ao nível da arquitectura e desenvolvimento urbano. Desta forma, estes padrões acabam por contribuir para a preservação “da memória de Macau”.

Nesta mostra, “as fotografias estão organizadas em novos capítulos para além da Península de Macau, incluindo Taipa e Coloane”, podendo ser vista até ao dia 30 de Agosto.

Uma forma de identidade

A exposição apresentada em Junho esteve integrada no programa “Junho – Mês de Portugal”, em celebração do 10 de Junho. Ao HM, Eva Bucho explicou que, para a fase 2.0 do projecto, foi mantida “a maior parte dos padrões” já recolhidos, tendo sido acrescentados “novos às freguesias existentes”.

“A grande novidade é que expandimos o conceito e agora temos uma edição completa com padrões de Macau, Taipa e Coloane”, disse. O objectivo foi manter “a identidade central” do projecto, melhorando “a experiência e alcance”.
Eva Bucho considerou também que os padrões recolhidos revelam “a história de um território híbrido e único”, e de como Macau sempre foi “um espaço de grande interesse visual, onde o diferente se encontra sem se anular”.

“O mais bonito é que, mesmo sendo património, estes padrões continuam vivos — nas ruas, nos mercados, nos azulejos das lojas antigas. O meu projecto tenta tornar esse olhar mais consciente e duradouro, ajudando-nos a olhar melhor à nossa volta e a dar mais valor ao que existe e vemos todos os dias”, acrescentou na altura.

7 Ago 2026

Crime | Mulher de meia idade esfaqueada junto ao Galaxy

A Polícia Judiciária está a investigar os contornos do esfaqueamento de uma mulher, que resultou em ferimentos no rosto, pescoço e mãos. A mulher foi encaminhada para o Hospital Conde de São Januário em estado grave e o agressor foi detido

Foto jornal Ou Mun

 

A zona junto ao Galaxy, no Cotai, mais concretamente na Avenida Marginal Flor de Lótus, foi, na quarta-feira à noite, palco de um crime pouco comum em Macau: uma mulher de meia idade, da China continental, foi esfaqueada na zona do rosto, pescoço e mãos, tendo recebido tratamento hospitalar no São Januário. À hora do fecho da edição, e segundo o jornal Ou Mun, a mulher estava ainda internada e inconsciente.

Segundo o relato de fonte policial, o incidente ocorreu por volta das 21h, e as autoridades policiais foram informadas de que estava uma pessoa ferida junto a um hotel no Cotai. No mesmo local, o segurança do hotel, de nacionalidade nepalesa, não-residente, também sofreu uma contusão no braço, sendo levado para o Hospital Kiang Wu.

Tanto os agentes policiais como os bombeiros deslocaram-se ao local depois de terem sido notificados, por volta das 22h, do ocorrido. Entretanto, a Polícia Judiciária (PJ) já veio dizer que está a investigar o caso, prometendo mais detalhes numa conferência de imprensa extraordinária a realizar hoje à tarde.

Agressor detido

As autoridades indicaram ontem que o ataque terá ocorrido devido a motivos passionais entre agressor e vítima, segundo a investigação preliminar. Há ainda fortes indícios de que o homem seja suspeito da prática dos crimes de homicídio na forma tentada e posse de arma proibida. O suspeito, um homem do Interior da China, acabou detido pelas autoridades.

De destacar que, inicialmente, suspeitou-se que o ataque poderia estar relacionado com um caso de troca de dinheiro, conforme foi noticiado pela imprensa chinesa, mas trata-se, afinal, de um crime ocorrido em contexto passional.

7 Ago 2026

Imobiliário | Preços durante o Verão baixam 8 por cento

Chris Wong Sai Fat, da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau, diz que os preços de apartamentos em construção baixaram cerca de 8 por cento. Como se vendem menos casas no Verão, as transacções foram impulsionadas por descontos

 

A Associação Geral do Sector Imobiliário revelou que a palavra de ordem para esta altura do ano é “descontos”, com reduções de preços de fracções na ordem dos oito por cento, o que levou a um aumento de negócios. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, o vice-presidente executivo da entidade, Chris Wong Sai Fat, disse que vários promotores de projectos imobiliários na península de Macau, na Taipa e Coloane reduziram em cerca de oito por cento os preços para os apartamentos de prédios em construção. O responsável destacou que, graças a esses descontos e oferta da remodelação da casa, cada promotor vendeu, em média, oito a dez fracções.

O responsável destacou que o Verão é, por norma, uma época com menor volume de negócios, mas graças aos descontos criados pelos promotores, foi possível atrair a atenção de investidores e compradores.

Chris Wong também disse ser inevitável que estas promoções afectem as vendas de casas em segunda mão que se situam próximo destes projectos em construção, pelo que os donos destas casas sofrem maior pressão para negociar a venda. Assim, nos casos em que estes tenham maior urgência em vender, precisam reduzir mais os preços para ter sucesso.

Tendo em conta o volume de transacções de Julho, o dirigente associativo acredita que se tenham vendido cerca de 200 imóveis, graças às medidas lançadas pelo Governo.

Pouco impacto

Relativamente à quebra dos preços da habitação económica, e a fase de escolha das fracções pelos candidatos, Chris Wong acredita que o impacto no mercado privado de habitação vai ser reduzido.

O representante lembra que as candidaturas a casas do Governo nos concursos de 2019, 2021 e 2023 envolveram cerca de 13 mil fracções, estando o mercado controlado conforme estes dados, com as devidas previsões ajustadas.
Porém, Chris Wong apontou que algumas famílias candidatas à habitação económica alugam casas enquanto esperam pelos imóveis do Governo, sendo que, quando deixarem os imóveis alugados, tal pode trazer pressão ao mercado de arrendamento.

O responsável acredita que essa pressão pode ser sentida sobretudo na zona norte da península, como os bairros do Fai Chi Kei, Iao Hon e Areia Preta.

7 Ago 2026

Hong Kong | Concerto apresenta nova composição de Carlos Brito Dias

O grupo The Hong Kong Legends Ensemble apresenta no sábado a nova criação do compositor português Carlos Brito Dias, num espectáculo no East Kowloon Cultural Center. Trata-se de “tides”, uma composição que propõe uma “reflexão sobre movimento, identidade cultural e transformação”

 

O compositor português Carlos Brito Dias tem uma nova criação musical, “tides”, e que será apresentada pela primeira vez ao público no East Kowloon Cultural Center de Hong Kong no sábado a partir das 20h. A interpretação desta obra estará a cargo do grupo The Hong Kong Legends Ensemble, com a direcção do maestro Chi-Cheung Leung. Os bilhetes podem ser adquiridos no website art-mate.net

Segundo um comunicado enviado pelo próprio compositor às redacções, “tides” foi encomendada pela Yao Yueh Chinese Music Association – Hong Kong Legends, marcando a primeira incursão de Carlos Brito Dias “na escrita para ensemble com instrumentos chineses”, nomeadamente o dizi, zhongruan, sheng e erhu.

Na mesma nota, lê-se que a apresentação pública de “tides” integra “um programa de aproximadamente 90 minutos, que combina performance ao vivo com media interactiva, propondo ao público uma experiência artística imersiva e interdisciplinar”.

“tides” é uma composição que propõe “uma reflexão sobre movimento, identidade cultural e transformação, inspirada no carácter de Hong Kong como porto aberto ao mundo”. Desta forma, evocam-se “camadas de migração, intercâmbio e resiliência que moldam a cidade”.

Uma metáfora musical

Em “tides”, descreve a mesma nota, o mar é figura central e também uma “metáfora”, pois representa “simultaneamente força de separação e de ligação, estruturando uma linguagem musical fluida, em que as texturas se expandem e contraem, colidem e se dissipam”. Além de ter uma “dimensão cultural”, a nova composição de Carlos Brito Dias também incorpora “uma vertente íntima”, pois inspira-se “na experiência de esperar a chegada de um filho”.

Desta forma, a obra musical percorre “ciclos de antecipação, incerteza e transformação emocional, articulados através de gestos em mutação contínua e paisagens tímbricas em evolução”.

O grupo Hong Kong Legends Ensemble foi fundado em 2020, tendo como origem a Yao Yueh Chinese Music Association (YYCMA), e é a primeira orquestra de câmara chinesa do território vizinho. O grupo venceu, em 2024, o Prémio do Fundo Nacional de Artes para Inovação em Artes Cénicas, uma das mais importantes distinções culturais na China.

Carlos Brito Dias nasceu na cidade de Braga em 1991, residindo actualmente em Hong Kong onde, além de desenvolver actividade como compositor e maestro, também dá aulas. O compositor português é doutorado em Artes pela Universidade de Antuérpia e Conservatório Real de Antuérpia, possuindo ainda um mestrado em Direcção Orquestral pelo Conservatório Real de Antuérpia.

A residir em Hong Kong, Brito Dias tem, segundo a biografia disponível no seu website, “uma produção musical eclética”, explorando “vários meios, desde peças para instrumentos a solo e conjuntos até grandes orquestras e música electrónica”. Também já criou composições para cinema, nomeadamente curtas-metragens, colaborando com outros artistas.

É actualmente professor convidado da Universidade de Educação de Hong Kong, bem como consultor artístico e maestro da Asiartic Camerata.

6 Ago 2026

Drogas | Augusto Nogueira concorda com aditamentos à lei

Numa altura em que acaba de ser nomeado vice-presidente da World Federation of Therapeutic Communities, Augusto Nogueira, presidente da ARTM, diz concordar com os aditamentos de novas drogas proibidas à actual legislação, apesar dos consumos locais quase nulos

 

O Governo quer proibir o consumo de sete drogas semelhantes ao Etomidate, a substância que constitui a droga conhecida como Petróleo do Espaço. A proposta, que foi apresentada na sexta-feira em Conselho Executivo, merece a concordância de Augusto Nogueira, presidente da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM).

“É imperativo acrescentar estas novas drogas à legislação, pois prevenir é melhor que remediar”, disse, reconhecendo que “não se conhecem casos de consumo destas drogas, e mesmo do Etomidate é raro, mas nunca se sabe o dia de amanhã”.

O presidente da ARTM explicou que “a maioria das grandes apreensões em Macau estão de passagem e não são para consumo local”, referindo também os bons resultados, por parte das autoridades em conjugação com associações, na prevenção. “Através do programa de rua e de troca de seringas, fazemos uma década de zero novos casos de HIV entre pessoas que injectam drogas”, disse.

Um novo cargo

Destaca-se ainda a recente nomeação para o cargo de vice-presidente da WFTC (World Federation of Therapeutic Communities), com sede nos Estados Unidos da América. Tal nomeação representa, para Augusto Nogueira, uma oportunidade para “elevar ainda mais o trabalho da ARTM e o trabalho que se desenvolve em Macau”.

“Fui nomeado devido ao reconhecimento que a ARTM tem dentro desta organização e também pelo trabalho que desenvolvemos a nível internacional, principalmente nas Nações Unidas. Antes de ser nomeado já era ‘Liason Officer’ da WFTC para as Nações Unidas, por isso foi um processo de evolução, confiança e trabalho.”

Augusto Nogueira chama a atenção para a “forma holística” como se trabalha na ARTM, sendo esse “o maior reconhecimento”. “A WFTC é um organismo bastante importante para proteger a ideologia e terapia da comunidade terapêutica, para podermos mostrar que as comunidades terapêuticas desenvolvem um trabalho muito importante na recuperação de todos aqueles que necessitam de apoio”, rematou.

6 Ago 2026