Hoje Macau Manchete SociedadeEnsino católico | Académico destaca adaptação a “situação sociopolítica” Um académico de Hong Kong afirma que, com a transição política nas regiões administrativas especiais, “o desafio da educação católica” passa pela adaptação à “nova situação sociopolítica” e perceber como servir melhor o país A transição de Hong Kong e Macau para a China, em 1997 e 1999, respectivamente, “significa que as duas regiões administrativas especiais têm de se adaptar à nova configuração política”, disse à Lusa Thomas Kwan Choi-Tse, professor e director interino do departamento de Política e Administração Educacional da Universidade Chinesa de Hong Kong. Kwan falou à margem de uma conferência académica para dirigentes na Educação Católica, realizada na Universidade de São José, e que juntou até sábado especialistas de várias geografias da região. “Vejo que um dos desafios [da educação católica] reside em como servir melhor não só Hong Kong e Macau, mas também a Grande China”, continuou o investigador, fazendo uso de um termo utilizado pela China e que engloba também Taiwan. “Apercebo-me de uma maior troca de informações entre, digamos, Hong Kong e a China, para que haja um melhor entendimento mútuo”, reforçou. Neste sentido, a Diocese de Hong Kong tem feito “algumas alterações”, nomeadamente nos programas escolares, com a ambição de “acrescentar um tempero chinês ao currículo actual”, referiu Kwan, autor da investigação “Programa de educação religiosa da Igreja Católica em Hong Kong: Desafios e respostas desde 1997”, publicado em 2015. Embora retenha fortes elementos religiosos no currículo, a Igreja Católica em Hong Kong “ampliou e reorientou” o programa, reformulando conteúdos e métodos pedagógicos, refere-se neste estudo, sublinhando que “o novo programa se caracteriza por ajustes e diferenciação, pela valorização da fé cristã e pela assimilação selectiva da cultura chinesa”. À Lusa, Kwan frisa esta abordagem à cultura chinesa e menciona o padre italiano Matteo Ricci (1552-1610), uma das figuras fundadoras das missões jesuítas na China, que chegou a Macau em 1582: “ele desempenha um papel entre o Oriente e o Ocidente, então pode encontrar-se alguma história sobre a contribuição da teoria católica para a cultura chinesa”. Interferências externas Ainda sobre Hong Kong, o responsável sublinhou o “papel estratégico” da ex-colónia britânica na comunicação entre os dois lados da fronteira. “Até agora não existe uma relação diplomática formal entre o Vaticano e a China. E o estatuto especial de Hong Kong desempenha um papel subtil na facilitação da comunicação”, concretizou. Estima-se que existam cerca de 12 milhões de católicos no país. Em Hong Kong, de acordo com a diocese, vivem perto de 400 mil, enquanto a Diocese de Macau aponta para uma comunidade de 30 mil fiéis na cidade. Em Macau, a Lei Básica estabelece que o Governo “não interfere nos assuntos internos das organizações religiosas”.
Hoje Macau SociedadeRendas | Habitação ligeiramente mais barata No primeiro trimestre de 2026, a renda média por metro quadrado de área útil da habitação cifrou-se em 140 patacas, de acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em relação ao último trimestre do ano passado, este valor representa uma redução de 0,4 por cento. Os dados foram revelados na sexta-feira. Em relação às fracções autónomas utilizadas, como lojas, a renda média foi de 467 patacas, uma redução trimestral de 1,2 por cento, enquanto nos escritórios foi de 274 patacas, uma diminuição mensal de 1,5 por cento, e nas fracções industriais 177 patacas, uma quebra de 2,2 por cento. Pagamentos Móveis | Valor das transacções sobe 6,7% No primeiro trimestre deste ano, o montante dos pagamentos electrónicos atingiu 8,5 mil milhões de patacas, um aumento anual de 6,7 por cento, de acordo com os dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). O número de transacções realizadas aumentou 7,1 por cento, chegando às 96,8 milhões. O valor médio por transacção foi de 87,5 patacas. Até ao final de Março, 112.694 unidades aceitavam pagamentos móveis e QR Code.
Hoje Macau Manchete SociedadeK-Pop | Macau e Hong Kong aproveitam restrições no Interior Com a proibição informal dos concertos de K-pop no Interior, as regiões especiais aproveitam a oportunidade para promover o turismo. Em Macau, os resultados são mais limitados Os chineses do Interior sempre se deslocaram a Macau e Hong Kong à procura do que não encontram ali, desde oportunidades de trabalho a menos restrições, mas recentemente surgiu algo inusitado: concertos de K-Pop. Dez anos após a proibição informal de concertos de K-Pop na China continental, o género musical sul-coreano continua a mobilizar milhões de fãs chineses, garantem à Lusa fãs e académicos, com Macau e Hong Kong a serem as regiões onde os concertos são autorizados. A K-Pop é um género musical da Coreia do Sul, que combina pop, hip-hop, R&B e electrónica. Surgido nos anos 90, o género musical tornou-se um fenómeno global focado em grupos de ídolos, como o grupo masculino BTS ou o feminino Blackpink, presentes regularmente nas listas de músicas mais ouvidas e nos maiores festivais de música internacionais. No último mês, mais de 30.000 pessoas, a maioria do Interior da China, estiveram presentes no K-Spark. Cassie Yan, uma advogada de 32 anos da província de Fujian, que esteve presente em Macau para o festival, diz à Lusa que o seu fascínio pela K-Pop foi uma “parte marcante da vida escolar”. “Partilhar recortes de revistas nos intervalos, recomendar grupos uns aos outros, discutir os programas e visuais dos ídolos e até aprender coreografias tornou-se uma linguagem social comum”, descreve. A fã conta ainda como nos últimos 10 anos esta paixão se “traduziu cada vez mais em viagens”, seja para o exterior, seja para Macau e Hong Kong, porque as RAEs são os únicos locais onde concertos de artistas de K-Pop são permitidos. O investigador de sociologia na Universidade Kansai Gaidai em Osaka, Ingyu Oh, descreve à Lusa que, até 2016, a China funcionava como um os maiores mercados para a indústria, além de “viveiro de talentos, plataforma de marcas e infra-estrutura de digressões”, quando uma súbita proibição pós um fim a essa presença. Olá misseis, adeus K-pop Nesse ano, uma decisão por parte da Coreia do Sul de instalar um sistema norte-americano de defesa antimíssil foi visto por Pequim como uma ameaça à sua segurança, levando à imposição de uma proibição não-oficial sobre artistas, ‘shows’ e conteúdos de entretenimento sul-coreanos, mas também restringindo transmissões televisivas de concertos. “A proibição desmantelou o ecossistema”, explica Ingyu. “O que resta é um sistema sustentado na internet e sem acesso físico ao mercado”, acrescenta. Para o especialista, desde 2016, o consumo de conteúdos culturais sul-coreanos passou a ser “regulado de forma opaca e caso-a-caso”, funcionando como um instrumento de diplomacia por parte do Governo chinês. Algo semelhante aconteceu recentemente, com ‘performances’ de artistas japoneses, canceladas abruptamente desde Novembro do ano passado, depois da líder do Japão, Sanae Takaichi, ter afirmado no parlamento nipónico que o país poderia intervir no caso de uma invasão por parte da China a Taiwan. Apesar da proibição, Ingyu realça que o fenómeno K-Pop se manteve vivo na China com “uma economia de fãs intensamente organizada e sustentada digitalmente”. O especialista aponta que as importações de álbuns sul-coreanos atingiram quase 60 milhões de dólares em 2023, quase o dobro do ano anterior, impulsionadas sobretudo por compras ‘online’. Macau tem tentado usar concertos e eventos de entretenimento em grande escala como uma estratégia para diversificar a economia. Nos últimos anos, isso traduziu-se em concertos de bandas de K-Pop, realizados quase semanalmente. “Macau não é necessariamente o melhor lugar, mas é a opção mais equilibrada. Praticamente todos os grandes grupos em digressão mundial incluem Macau nos itinerários”, descreve Cassie Yen à Lusa. A fã considera que, comparada com Hong Kong e Taiwan, “Macau oferece melhor relação qualidade-preço, boa hotelaria e bons recintos”. Ainda assim, diz Ingyu, Macau e Hong Kong não conseguem satisfazer a procura maciça dos fãs chineses e, embora ofereçam visibilidade ao género, “não proporcionam nem estabilidade nem escala”, com concertos cancelados à última hora e, sobretudo no caso de Macau, com recintos limitados pela dimensão do mercado. Lucros difíceis Patricia Cheong, presidente da Associação Internacional das Indústrias Culturais e Desportivas de Macau, admite à Lusa que a actual capacidade de eventos de Macau “não é fácil para os organizadores terem lucros”. “Hong Kong tem mais vantagens para atrair artistas de topo, graças a recintos maiores, como o novo Estádio de Kai Tak”, sublinha, referindo-se a um novo espaço aberto na cidade em 2026 com capacidade para 50.000 pessoas. Quanto ao futuro, Ingyu vê poucas hipóteses de uma reabertura plena do interior da China, sugerindo que o que pode vir a acontecer é um “alívio selectivo e simbólico, mais do que uma normalização completa”. “Melhorias no tom diplomático podem produzir aberturas incrementais, mas um regresso total ao intercâmbio cultural pré-2016 é improvável, sem uma mudança estrutural mais ampla na geopolítica regional”, prevê o investigador.
Hoje Macau SociedadeNovos empréstimos hipotecários sobem 65% em Março Macau registou em Março uma recuperação de 65,3 por cento na aprovação de novos créditos para habitação, segundo dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau, na sexta-feira. Os créditos para compra de casa subiram mais de 65,3 por cento em relação a Fevereiro, atingindo cerca de 1,09 mil milhões de patacas, quase todos concedidos a residentes locais. Estes valores representam uma franca recuperação depois de Fevereiro ter registado uma quebra de 58,3 por cento face ao mês anterior no volume de empréstimos para habitação. Já os empréstimos atribuídos a não residentes, em Março tiveram apenas um peso residual, de 3,39 milhões de patacas. Em contrapartida, os créditos comerciais ligados ao imobiliário recuaram mais de 23 por cento, fixando-se em 375,35 milhões de patacas, com a maioria destinada a residentes, embora em queda acentuada. No final de Março, o saldo total dos empréstimos para habitação desceu ligeiramente, para 203,9 mil milhões de patacas, menos 0,4 por cento face ao mês anterior e menos 5,4 por cento em termos homólogos. Saldo comercial a baixar O saldo dos créditos comerciais caiu para 134,72 mil milhões de patacas, menos 1,1 por cento em relação a Fevereiro e menos 9,2 por cento face ao mesmo mês de 2025. O crédito malparado nos créditos para habitação baixou para 3,5 por cento, enquanto nos créditos comerciais recuou para 5,2 por cento. Num relatório em Março, a consultora imobiliária JLL afirmou que os preços do imobiliário residencial em Macau, que caíram acentuadamente em 2025, deverão manter-se estáveis em 2026, após medidas governamentais para aliviar os encargos hipotecários, incluindo isenção de imposto de selo e flexibilização dos rácios de empréstimo sobre o valor da propriedade. Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 4,02 mil milhões de patacas nos primeiros três meses do ano, mais 5,4 por cento do que no mesmo período de 2025.
Andreia Sofia Silva SociedadeTribunal reduz pena a homem em caso de violência familiar O Tribunal de Segunda Instância (TSI) reduziu a pena a um homem por violência em contexto familiar contra o seu pai e filho, portador de deficiência mental e diversos problemas do foro mental. Segundo o acórdão do TSI ontem divulgado, o homem tinha sido, na primeira instância, condenado a uma pena de prisão efectiva de três anos pelos crimes de violência doméstica contra o filho e ainda de ofensa qualificada à integridade física do seu pai. Porém, após recurso do acusado, este passa a ter uma pena suspensa de dois anos de prisão. O filho deste homem nasceu em 1994 e, segundo o acórdão, a relação entre eles sempre foi “extremamente afastada e hostil”, sendo que o rapaz, “desde a infância, foi frequentemente agredido e repreendido”, tendo sofrido “maus-tratos por longo tempo”. Foi posteriormente “diagnosticado com depressão persistente, perturbações de ansiedade e transtorno de personalidade borderline, sendo portador de deficiência mental ligeira”. Registou-se um primeiro caso de agressão entre pai e filho na noite de 22 de Novembro de 2023, quando o rapaz destruiu “objectos depois de ter consumido álcool em casa”, sendo que por volta da uma da manhã o pai voltou a casa, repreendendo o filho, e aí houve uma troca de empurrões entre os dois. O TSI descreve que o homem “deu várias bofetadas e socos na cara” do filho, além de o ter “pressionado no chão, causando-lhe contusões na cara, e fracturas do osso nasal e da parede anterior do seio maxilar direito”. O rapaz precisou de “um mês para recuperar”. Mas este homem bateu também no seu pai na manhã do dia 29 de Fevereiro de 2024, em casa. O TSI descreve como o “socou na boca com o punho direito, fazendo com que os dentes na parte direita da mandíbula se soltassem e precisassem de ser extraídos com sutura”. O pai deste homem “necessitou de cinco dias para recuperar”, tendo recusado depor na audiência no Tribunal Judicial de Base (TJB). Porém, “no dia dos factos, descreveu à polícia, em pormenor, a agressão, exigindo a efectivação da responsabilidade penal”, lê-se. Sem violência doméstica O agressor apresentou recurso da decisão dizendo que o TJB decidiu a pena “apenas com base no único depoimento do seu filho, portador de deficiência mental, que tem um mau relacionamento com ele, sendo insuficiente a prova”. Além disso, argumentou que agrediu o pai “por mera negligência, pedindo a convolação do crime ou a concessão da suspensão da execução da pena”. No caso da agressão do homem ao filho, o TSI destacou “ser verdade” que o homem o “agrediu, repreendeu e maltratou por longo período de tempo desde a infância”, mas a Lei de prevenção e combate à violência doméstica entrou em vigor em 2016, “altura em que o primeiro ofendido [o rapaz] já perfazia 22 anos de anos, atingindo a maioridade”. Destaca-se que “as provas existentes eram insuficientes para comprovar que desde a entrada em vigor da referida lei, até à ocorrência dos factos, em 2023”, o homem tinha “continuado a infligir maus-tratos que constituíssem o crime” de violência doméstica, pelo que o TJB, no entender do TSI, “aplicou erradamente” dois artigos da legislação sobre violência doméstica. Desta forma, o homem recebeu a condenação de dois anos de prisão, suspensa na sua execução por um período de três anos, pela prática de dois crimes de ofensa qualificada à integridade física, retirando-se o quadro jurídico de violência doméstica.
Hoje Macau SociedadeAdvocacia | Lupi & Associados faz parceria com Morais Leitão O escritório legal de advogados Lupi & Associados anunciou o estabelecimento de uma “parceria estratégica” com a Morais Leitão, sociedade de advogados e consultores. “Este investimento reforça a estratégia internacional dos escritórios no espaço lusófono e, em particular, no eixo China-África, um corredor de crescente relevância no actual contexto das relações económicas internacionais”, foi considerado pela Lupi & Associados, através de um comunicado. A parceria vai permitir disponibilizar “um acompanhamento jurídico integrado e articulado a operações transfronteiriças envolvendo a China, África, Brasil, Portugal e TimorLeste” em áreas como os “sectores das energias renováveis e do oil & gas nos países lusófonos e na África subsaariana, do mining em Angola, Brasil, Moçambique e TimorLeste, das infra-estruturas no continente africano”. Em relação à Morais Leitão é indicado que além da presença em Singapura, TimorLeste e agora em Macau, através da Lupi & Associados, que “passa a assegurar uma cobertura integrada da região APAC, reforçando a sua capacidade de prestação de serviços jurídicos de elevado valor a clientes da região”. No comunicado, é ainda destacado que Macau “assume um papel central enquanto plataforma de ligação entre a China e os países de língua portuguesa, funcionando como ponto de articulação privilegiado para investidores chineses com interesses em África, bem como para grupos africanos que desenvolvem operações com parceiros chineses”.
João Luz Manchete SociedadePrédios antigos | Caso de masturbação põe em causa segurança Uma responsável da Associação da Construção Conjunta de Um Bom Lar considera que a fraca gestão de espaços comuns em edifícios antigos ficou evidente no caso do bombeiro apanhado a masturbar-se nas escadas de um prédio. O Corpo de Bombeiros instaurou um processo disciplinar e suspendeu as funções do suspeito O caso do bombeiro que foi apanhado a masturbar-se nas escadas de um prédio de habitação por uma jovem de 12 anos preocupou a vice-secretária da Associação da Construção Conjunta de Um Bom Lar (presidida pela deputada Wong Kit Cheng) em relação à segurança em edifícios habitacionais, especialmente os mais antigos. Num comunicado, Chan Hio Teng afirmou que o incidente “não só causou danos psicológicos à menina que o testemunhou, como, mesmo tratando-se de um caso isolado […] realça lacunas na gestão dos espaços comuns dos edifícios habitacionais”. A responsável ligada à Associação Geral das Mulheres de Macau justifica que os espaços comuns, como escadas, corredores e terraços, são áreas partilhadas onde os moradores circulam. Como tal, devem ser “locais seguros, limpos e devidamente geridos”. Porém, Chan Hio Teng refere é frequente encontrar portas de entrada de prédios em mau estado, que não se fecham, facilitando a entrada de estranhos. “A maioria dos edifícios antigos não tem sistema de videovigilância, nem manutenção adequada, tornando escadas em áreas com pouca iluminação criando locais para comportamentos ilegais ou indecentes”, acrescentou a responsável da Associação da Construção Conjunta de Um Bom Lar. Face a esta situação, e com muitos proprietários idosos sem vontade de gastar dinheiro em obras, Chan Hio Teng sugere o alargamento do âmbito de financiamento do Fundo de Reparação Predial para instalar sistemas de vigilância de CCTV, controlo inteligente de acessos (como reconhecimento facial para abrir a porta do prédio) e acções de sensibilização para a segurança. Minoria ética Entretanto, o Corpo de Bombeiros (CB) instaurou um processo disciplinar e o bombeiro ficou com funções suspensas preventivamente. Além disso, o CB ordenou o reforço da “moral e a supervisão, alertando, de forma rigorosa, todo o pessoal a observar estritamente a lei em qualquer momento, cumprir a deontologia profissional e preservar o prestígio da força”. Recorde-se que o indivíduo em causa foi detido na terça-feira, uma semana depois de ter sido apanhado por uma jovem de 12 anos de idade a masturbar-se nas escadas de um prédio. A menor contou aos pais, que alertaram as autoridades. Segundo a Polícia Judiciária, o bombeiro admitiu que no dia anterior a ter sido apanhado fez a mesma coisa noutro prédio de habitação.
João Santos Filipe Manchete SociedadeHK | Adrian Ho ofereceu 100 bifanas a deputados e jornalistas Na quarta-feira, o deputado o Conselho Legislativo voltou a considerar que as bifanas de Hong Kong são superiores às de Macau e comprou 100 unidades para deputados e jornalistas, para “provar” as suas declarações Adrian Pedro Ho King Hon comprou 100 bifanas para oferecer aos colegas e jornalistas no Conselho Legislativo, em Hong Kong, na quarta-feira. Esta foi a reacção mais recente do deputado e sobrinho de Edmund Ho, depois de afirmar que as bifanas de Macau não são tão boas como as de Hong Kong e que a comida na RAEM é “extremamente banal”. Segundo o portal HK01, as bifanas foram todas comidas em minutos por deputados e jornalistas, o que levou o deputado ligado ao partido Novo Poder Popular a considerar que tinha provado a veracidade das suas afirmações sobre a qualidade superior da comida em Hong Kong. Ainda assim, o legislador admitiu que o gosto é sempre uma questão pessoal. O sobrinho do primeiro Chefe do Executivo de Macau confessou também que devido à grande quantidade de bifanas encomendadas na mesma loja, o proprietário exigiu pré-pagamento, por temer que o deputado não pagasse a totalidade da conta. No entanto, nem todos ficaram convencidos. Mark Chong Ho-fung, deputado ligado ao partido Mesa Redonda, comeu a bifana oferecida, mas horas depois escreveu nas redes sociais que preferia as bifanas em Macau. “Acho que as bifanas de Macau são mais saborosas”, escreveu nas redes sociais. Cidade Criativa Gastronómica A polémica sobre a qualidade das bifanas de Macau e Hong Kong foi gerada por Adrian Pedro Ho King Hong durante uma sessão parlamentar, em que questionou a qualidade dos produtos à venda na Rua do Cunha. Nessa ocasião, Ho afirmou que os residentes de Hong Kong só preferem comer em Macau este tipo de comida, porque se deixaram atrair pela “fama” da gastronomia. “Tudo isto se pode comer em Hong Kong, mas não sei por que razão é apresentado como uma iguaria”, afirmou Adrian Ho. “Atrevo-me a dizer que a bifana de Hong Kong é mais saborosa que a de Macau. Por que razão os turistas vão a Macau para comer aquela bifana? Por foi criado um certo ambiente propício”, vincou. Os comentários de Ho não se limitaram à bifana, com o deputado a lançar dúvidas sobre a qualidade dos pastéis de nata, carne seca e bolos de amêndoa em Macau, categorizando-os como “extremamente normal” e abaixo da qualidade de Hong Kong. Segundo o jornal HK01, a Direcção de Serviços de Turismo de Macau foi abordada sobre e limitou-se a responder que Macau foi escolhida como Cidade Criativa Gastronómica pela UNESCO.
Hoje Macau Manchete SociedadeTurismo | Situação internacional complica previsões O subdirector dos Serviços de Turismo (DST), Cheng Wai Tong, afirmou que a situação internacional faz com que seja difícil fazer previsões sobre o número de visitantes que vão visitar Macau durante o Verão. As declarações foram prestadas ontem, à margem da realização feira G2E Asia. Embora tinha evitado fazer previsões, Cheng prometeu que as autoridades vão continuar a desenvolver os preparativos para receber um número maior de turistas, o que passa por apostar mais em eventos de promoção de Macau, melhorar as infra-estruturas locais e tentar promover uma melhoria da oferta turística. Quanto aos esforços para atrair mais turistas internacionais, Cheng Wai Tong reconheceu que a situação actual é difícil, devido ao impasse no estreito de Ormuz e à crise dos combustíveis. No entanto, o responsável indicou que as autoridades estão a cooperar com a companhia aérea local e outras companhias de aviação internacionais, responsáveis por voos de longa duração, para promover Macau como um destino turístico. O subdirector da DST apontou também que Macau quer conseguir atrair turistas de outros aeroportos internacionais, além de Hong Kong, apontando os exemplos de Xangai e Pequim. Ao mesmo tempo, espera-se um aumento no Verão do número de alunos do Interior que visitam Macau para conhecerem as instituições de ensino superior. Sobre esta tendência, a DST prometeu melhorar a coordenação com os agentes da indústria do turismo, para receber estes visitantes.
Hoje Macau Manchete SociedadeJogo | IA aumenta riscos de segurança na indústria Especialistas da indústria do jogo alertaram ontem que a integração de Inteligência Artificial (IA) e da análise de dados na indústria do jogo “acarreta ameaças” para a segurança do sector. Num seminário realizado ontem, durante a G2E Asia, a maior expo da indústria do jogo na Ásia, Jamie Dorbian, director geral internacional da empresa de materiais de jogo LNW Gaming Asia, deixou o aviso de que “são necessários quadros regulatórios adequados em todas as indústrias”, alertando que, sem essas restrições, “a IA poderá contornar os mecanismos de segurança”. Apesar dos riscos, sublinhou que estes novos desenvolvimentos tecnológicos permitem uma maior “integração entre sistemas”, uma tomada de decisão “mais rápida e inteligente”, e colocam a “informação literalmente na ponta dos dedos do utilizador”. As declarações foram feitas durante um painel sobre o uso de novas tecnologias na indústria do jogo, realizado no segundo dia da G2E Asia, a expo e conferência anual do sector que decorre no Venetian Macau de 12 a 14 de Maio. No mesmo evento, Shaun McCamley, fundador e presidente da GameWorkz, apontou para a crescente dependência de dispositivos móveis para a interacção com os utilizadores e o fosso entre a tecnologia disponível e a capacidade humana de lidar com ela. “Se não soubermos como usar a tecnologia, onde é que isso nos vai levar”, questionou. McCamley traçou também um contraste entre as capacidades tecnológicas internacionais, considerando que os Estados Unidos têm gerido os desenvolvimentos tecnológicos “de forma mais eficaz durante anos”, enquanto o Sudeste Asiático e a Europa “ainda não chegaram lá”. Factor humano Dorbian alertou que o excesso de dependência da tecnologia prejudica directamente o “toque pessoal” essencial nos ambientes físicos dos casinos. Para o especialista, embora os jogadores online possam preferir interfaces totalmente digitais, os espaços físicos correm o risco de afastar um segmento significativo de clientes que “procuram uma interação humana genuína com ‘dealers’, empregados de mesa e funcionários de sala”. Desse modo, avisou que a procura da eficiência tecnológica “poderá destruir involuntariamente a própria atmosfera” que distingue o jogo presencial das plataformas online. “O equilíbrio errado degradaria a experiência do cliente, independentemente de quão sofisticada seja a tecnologia. Um estabelecimento de três estrelas pode priorizar a eficiência através da automação, enquanto um hotel de cinco estrelas faria bem em preservar o elemento humano como uma vantagem competitiva”, acrescentou.
Hoje Macau SociedadeMetro Ligeiro | Lucro ultrapassou 38 milhões de patacas No ano passado, a Sociedade do Metro Ligeiro registou um lucro de 38,1 milhões de patacas, de acordo com os resultados financeiros divulgado ontem no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos. Os resultados significam que o lucro mais do que duplicou no espaço de um ano, dado que em 2024 tinha sido de 17,4 milhões de patacas. Apesar dos melhores resultados, o transporte continua a sobreviver apenas devido aos apoios financeiros da RAEM, que se fixaram em 600,5 milhões de patacas no ano passado. Ainda assim, o apoio do Governo apresentou uma redução de quase 78 milhões de patacas, uma vez que em 2024 tinha atingido 678,1 milhões de patacas. As receitas com a venda de bilhetes subiram para 43,2 milhões de patacas, um aumento próximo de 60 por cento, face ao valor de 27,7 milhões de patacas, registado em 2024, que se deveu o facto de mais pessoas utilizarem o meio de transporte. Em 2025, as receitas da empresa apresentaram uma tendência negativa, que não impediu que os resultados líquidos fossem melhores, em comparação com 2024. A redução das receitas foi explicada pela empresa com a menor quantidade de apoios públicos e dinheiro conseguido através dos juros de depósitos bancários, cujas receitas caíram 33 por cento para 17,2 milhões de patacas. Em relação às despesas, houve uma redução para 643,5 milhões de patacas, quando em 2024 tinham sido de 746,8 milhões de patacas. Esta redução foi explicada com o fim de vários contratos de assistência à empresa, que passou a ser autónoma na exploração do serviço, tendo deixado de pagar pela assistência.
Hoje Macau SociedadeBNU | Lucros com queda de 17 por cento entre Janeiro e Março A margem financeira do BNU fixou-se em 214,2 milhões de patacas, menos 8 por cento em termos homólogos, influenciada pela evolução das taxas de juro. Apesar da diminuição dos resultados, o BNU declarou que o desempenho revela uma “dinâmica positiva” O Banco Nacional Ultramarino (BNU) registou lucro líquidos de 110,6 milhões de patacas no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 17 por cento face ao mesmo período do ano passado. Apesar da descida homóloga, o BNU sublinhou que os resultados revelaram uma evolução positiva ao longo do trimestre, com aumentos sucessivos de Janeiro a Março. “O desempenho do banco demonstrou uma dinâmica positiva durante o trimestre, com os resultados a registarem um aumento mensal constante de Janeiro a Março”, indicou o BNU em comunicado. A margem financeira do BNU fixou-se em 214,2 milhões de patacas, menos 8 por cento em termos homólogos, influenciada pela evolução das taxas de juro. Já a receita líquida de comissões recuou para 20,7 milhões de patacas, uma diminuição de 15,5 por cento, atribuída a custos adicionais com prémios relacionados com cartões de crédito. O crédito malparado de empréstimos e investimentos financeiros totalizou 3,8 milhões de patacas caiu 29,3 por cento em comparação com o primeiro trimestre de 2025, numa redução que a instituição diz reflectir uma “gestão prudente do risco e a qualidade estável dos activos do banco”. Segundo o BNU, os custos operacionais também “desceram ligeiramente”, para 104 milhões de patacas, indicando que a “disciplina de custos e os ganhos de eficiência resultantes da simplificação de processos ajudaram a optimizar as despesas”, mantendo o apoio aos investimentos na transformação digital, no desenvolvimento de talentos e no reforço da marca. Crédito a aumentar O crédito concedido atingiu 26,8 mil milhões de patacas em Março, um aumento de 5,1 por cento em termos homólogos, enquanto os depósitos de clientes subiram para 35,5 mil milhões de patacas, mais 8,7 por cento do que no ano anterior. O BNU tem sede em Macau e pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), sendo, juntamente com o Banco da China, emissor de moeda na região administrativa especial da China. Entre as três subsidiárias estrangeiras da CGD, o BNU contribuiu com 13 milhões de euros para os resultados totais do grupo no primeiro trimestre, mais do que o BCG Angola, que contribuiu cinco milhões de euros, mas menos do que o banco BCI em Moçambique, que gerou 24 milhões de euros. O BNU sublinhou também que a sucursal em Hengqin continua a “desempenhar um papel estratégico no apoio a investidores de Macau e Hong Kong” como um centro financeiro transfronteiriço que apoia a colaboração económica entre a China continental, Macau e os países de língua portuguesa. O BNU destacou também que a posição de capital e liquidez do banco permanece robusta, permitindo “navegar em condições de mercado complexas”.
Hoje Macau SociedadeCEM | Burlas geram perdas de 119 mil patacas A Polícia Judiciária revelou seis casos em que pessoas foram burladas, depois de terem recebido mensagens que aparentavam terem como origem a Companhia Eléctrica de Macau (CEM), a ameaçar cortar-lhes a energia. Os alegados burlões enviaram mensagens a pedir às pessoas que disponibilizassem informações dos cartões de crédito, o que depois levou a que fossem feitas transferências no valor de 119 mil patacas, a partir do exterior da RAEM. A PJ está a investigar o caso e ainda não foram feitas detenções. As seis vítimas, quatro mulheres e dois homens, receberam as mensagens entre os dias 9 e 11 deste mês, que indicavam não terem pago a conta da electricidade, pelo que o serviço ia ser cortado imediatamente. As mensagens disponibilizavam uma hiperligação, que conduzia as pessoas para um portal falso da CEM. As perdas em cada caso variam entre 8 mil e 51 mil patacas.
João Santos Filipe Manchete SociedadeActivos Públicos | Criada empresa para gerir fundos de 11 mil milhões A nova empresa tem um capital social de 100 milhões de patacas e vai ter uma equipa liderada por Che Weng Keong, actualmente presidente do IPIM, António Lam Chi Neng e Chan Chou Weng O Governo anunciou ontem a criação da Sociedade de Investimento e Gestão de Macau Limitada para gerir fundos de 11 mil milhões de patacas criados para diversificar a economia. A informação foi divulgada ontem, através de uma nota de imprensa do gabinete do secretário para a Economia e Finanças, que actualmente está a ser dirigido pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, após Tai Kin Ip ter abandonado o cargo. Segundo as informações divulgadas, a nova empresa vai ser “responsável pela gestão de fundos” no que diz respeito ao “funcionamento quotidiano”, “aplicação financeira” e “execução das decisões de investimento”. O objectivo é permitir que os fundos possam conduzir à “modernização” das indústrias e “o desenvolvimento de empresas tecnológicas em fase inicial”. Com a nova empresa, o Executivo espera também que os responsáveis pela gestão tenham uma ligação permanente com o mercado, para identificar oportunidades de investimento. “O Governo incentiva os gestores de fundos a contactarem com os investidores do mercado que cumpram os requisitos, alavancando o capital privado para formar uma sinergia entre o Governo e o mercado, de modo a promover conjuntamente a modernização e diversificação industrial”, foi apontado. A empresa tem um capital social de 100 milhões de patacas e dois accionistas: a RAEM, que é proprietária de 99 por cento do capital social, e o Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização, que detém um por cento. O cargo de presidente do Conselho de Administração foi atribuído a Che Weng Keong, que é igualmente presidente do Conselho de Administração do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). Fazem ainda parte do conselho de administração António Lam Chi Neng, jurista e anterior conselheiro de Tai Kin Ip, e Chan Chou Weng, subdirector da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT). Novo Conselho de Orientação Além da empresa, o Governo anunciou também a criação do Conselho de Orientação dos Fundos de Orientação. Segundo as explicações de ontem, este vai ser um órgão consultivo “composto por dirigentes governamentais, profissionais, académicos e representantes das áreas profissionais” que vão emitir “pareceres sobre as orientações políticas, o planeamento estratégico e as matérias” consideradas relevantes. O Executivo prometeu uma equipa “profissional” que vai ser “responsável por matérias como o investimento, o controlo de riscos, a investigação e a conformidade legal”. “A equipa acolherá quadros qualificados versáteis, dotados de visão financeira internacional e conhecimento das indústrias locais. Será ainda estabelecido um sistema de níveis profissionais e mecanismos de incentivo em múltiplos patamares, de modo a proporcionar um apoio sólido para a operação estável e duradoura dos fundos de orientação”, foi prometido.
Hoje Macau SociedadeLegalização de apostas ‘online’ vai redefinir mercado asiático O analista da corretora Seaport Research Vitaly Umansky afirmou ontem que a próxima grande mudança na indústria do jogo na Ásia não virá de novos hotéis-casino, mas da eventual legalização das apostas desportivas ‘online’ na região. Num seminário realizado durante a G2E Asia, a maior expo da indústria do jogo na Ásia, Umansky descreveu que, enquanto a Europa e os Estados Unidos já legalizaram as apostas desportivas ‘online’, “a indústria de jogo ‘online’ [na Ásia] é enorme, mas quase toda ilegal.” “O verdadeiro grande ‘boom’ no jogo vai ser ‘online’, mas num formato regulado”, afirmou o analista. Umansky previu que os governos serão forçados a agir à medida que percebam a dimensão da actividade não tributada. “Cada vez mais países e jurisdições vão licenciar estas apostas. Foi o que aconteceu nos EUA. Passámos de, efectivamente, um estado com apostas desportivas para 40 estados. Vai acabar por acontecer na Ásia”, avisou. Ao mesmo tempo, o analista acrescentou que a transição não será uniforme, mas “eventualmente vai acontecer em todas as jurisdições na Ásia.” As apostas desportivas ‘online’ na Ásia são geralmente proibidas ou estritamente regulamentadas, com a maioria dos países a bani-las muitas vezes devido a restrições culturais ou religiosas. As apostas desportivas legais, geridas pelo Estado ou licenciadas, existem apenas em algumas jurisdições, incluindo Filipinas, Singapura e Macau. A G2E Asia e Asian IR Expo, dois eventos de referência para a indústria do jogo, entretenimento e hotelaria, decorrem em paralelo entre hoje e 14 de maio no hotel-casino Venetian Macau. Fenómeno Singapura No que toca ao jogo tradicional em casinos, o diretor-geral da corretora Morgan Stanley, Praveen Choudhary, fez um resumo do desempenho dos maiores mercados a região, com Macau e Singapura à cabeça, mas com uma recuperação impressionante da cidade-Estado após a pandemia covid-19. “O mercado de jogo em Singapura depois da pandemia tem sido excepcional, a valores 187 por cento acima do nível précovid”, afirmou Choudhary no mesmo evento, sublinhando que este crescimento aconteceu apesar de o número de visitantes ainda ser menor do que os valores anteriores à crise sanitária. Segundo dados da Morgan Stanley, em 2018 Singapura registou 2,7 mil milhões de dólares em resultados do jogo, um valor que caiu abruptamente para 1,3 mil milhões em 2020 com o impacto da pandemia. A partir daí a recuperação foi rápida, chegando a 3,9 mil milhões de dólares em 2024 e a 4,6 mil milhões em 2025, superando claramente os níveis précovid, e mantendo os mesmos dois hotéis-casino, o Marina Bay Sands e o Resorts World Sentosa. Com 20 casinos divididos por seis operadoras, Macau fechou 2025 com receitas de jogo totais de 247,4 mil milhões de patacas, mais 9,1 por cento do que no ano anterior. No entanto, apesar do aumento no número de visitantes, os valores gerados pelos casinos locais continuam abaixo dos registados antes da pandemia. Choudhary observou que em Singapura as receitas de jogo VIP (grandes apostadores) voltaram aos níveis précovid, enquanto em Macau estes valores estão a “13 por cento a 15 por cento ” do nível antes da pandemia. Para o analista, a diferença explicase pela “acumulação de riqueza” em Singapura, que levou a um maior número de apostadores VIP na cidade. “Não se trata de visitantes que vêm jogar, como acontece em Macau, mas pelas pessoas ricas que vivem em Singapura. O número de pessoas ricas que imigraram para esta cidade nos últimos dois anos é insano”, destacou Choudary.
Hoje Macau SociedadeBurla | Detido por oferecer investimento falso Um homem convenceu um residente local a investir em dois restaurantes, e burlou-o em 2,4 milhões de dólares de Hong Kong. A informação sobre o alegado crime cometido por um residente de Hong Kong foi divulgada ontem pela Polícia Judiciária (PJ), e citada pelo jornal Ou Mun, com o suspeito a ser detido no Posto Fronteiriço da Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau. O suspeito conheceu a vítima no início de 2024, e afirmou que podia ajudar a investir 1,2 milhões de dólares de Hong Kong em 10 por cento das acções de dois restaurantes, situados num hotel na zona central da cidade. Posteriormente, o alegado burlão pediu mais cerca de 1,2 milhões de dólares de Hong Kong com a justificação de que era necessário realizar obras de renovação. Durante este período, o residente visitou o local e como decorriam obras nos espaços acreditou na história. No entanto, como até meados do ano passado o residente não recebeu quaisquer dividendos nem notificações depois da abertura dos dois restaurantes foi aos espaços pedir explicações. Nessa altura percebeu que tinha sido burlado, e em Novembro de 2025 apresentou queixa. Crime | Idosa detida por ficar com trotinete Uma idosa foi detida por alegadamente ter ficado com uma trotineta que encontrou na rua, perto do Fai Chi Kei. Segundo o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) a mulher, com cerca de 70 anos, encontrou a trotineta a 8 de Maio e decidiu ficar com ela. O veículo tinha sido deixado no local pelo proprietário, que quando regressou ao local deu pelo desaparecimento, pelo que apresentou queixa junto das autoridades. A investigação do CPSP permitiu identificar a mulher a apoderar-se do veículo. Quando foi detida, a idosa afirmou estar desempregada e confessou o crime. O caso foi encaminhado para o Ministério Público e a detida está indiciada pelo crime de apropriação ilegítima em caso de acessão ou de coisa achada, punido com pena de prisão que pode chegar a um ano ou multa de 120 dias.
João Luz Manchete SociedadeIAM | Mais um caso de comida contaminada em restaurante O IAM encontrou listeria em carne vendida num restaurante na península, o segundo caso de alimentos contaminados em restaurantes em menos de uma semana. No primeiro trimestre, foram testadas mais de 700 amostras de comidas, com uma taxa de aprovação de 99 por cento O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) revelou ontem ter detectado “níveis insatisfatórios de listeria monocytogenes em duas amostras de carne assada” no restaurante Chan Kwong Kei, na Estrada Adolfo Loureiro, em frente ao Jardim Lou Lim Ioc. O local em questão tem como especialidades “char siu” e “ganso assado com pimenta preta”, carnes onde foram encontradas as bactérias. As autoridades ordenaram que os produtos não fossem vendidos, que o processo de produção fosse corrigido e que as instalações e utensílios limpos e desinfectados. O IAM obrigou também o gerente do restaurante a providenciar formação para reforçar a sensibilização dos empregados “para a higiene no manuseamento e preparação de alimentos”. A infecção bacteriana provocada pela listeria pode resultar em problemas sérios de saúde, como septicemia, meningite, encefalite, ou mesmo a morte. Esta é a segunda vez em menos uma semana que o IAM revela um caso de alimentos contaminados em restaurantes, depois de na passada quarta-feira ter sido detectado. A grande perspectiva Apesar dos dois casos detectados, o IAM indicou no final de Abril, em antecipação dos feriados do 1º de Maio, ter testado 728 amostras de alimentos vendidos em lojas e restaurantes, com 99 por cento das amostras a serem aprovadas. Importa referir que tanto os três comunicados do IAM de onde foi retirada esta informação nunca foram traduzidos, nem para inglês. Aliás, um caso de infecção de alimentos com uma bactéria encontrada em peixes e marisco no final de Janeiro também apenas foi divulgado em chinês. Além das infecções bacterianas, ou falta de higiene na preparação ou manuseamento de ingredientes, as autoridades alfandegárias têm apanhado ingredientes ou refeições já confeccionadas nas fronteiras. No domingo, os Serviços de Alfândega anunciaram a apreensão de quase 3 toneladas de estômago de porco congelado num edifício industrial perto das Portas do Cerco, avaliadas em 110 mil patacas. A investigação conjunta entre as autoridades alfandegárias, elementos do Corpo de Polícia de Segurança Pública e dos Serviços para os Assuntos Laborais levou à identificação de nove suspeitos. Na semana passada, as autoridades revelaram outro caso que originou alguma polêmica quando foram encontrados mais de 50 quilos em refeições já prontas e embaladas nas traseiras de um automóvel que tentava entrar em Macau pelo posto fronteiriço de Hengqin.
Hoje Macau SociedadeReceitas líquidas do grupo Galaxy cresceram 11 por cento até Março Durante o primeiro trimestre do ano, as receitas líquidas do grupo Galaxy apresentaram um crescimento de 11 por cento para 12,4 mil milhões de dólares de Hong Kong, de acordo com a informação divulgada ontem pela concessionária do jogo. Há um ano, as receitas líquidas tinham sido de 11,2 mil milhões de dólares de Hong Kong. No entanto, quando a comparação é feita a nível trimestral, o período de Janeiro a Março deste ano apresenta uma redução das receitas líquidas de 10 por cento, dado que entre Outubro e Dezembro do ano passado o montante registado em receitas líquidas tinha sido de 13,8 mil milhões de dólares de Hong Kong. Em relação ao Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) ajustado, o grupo anunciou um total de 3,6 mil milhões de dólares de Hong Kong, um aumento anual de 8 por cento, mas uma redução trimestral de 21 por cento. Sobre os resultados, Francis Lui, presidente do Grupo Galaxy, afirmou que “o desempenho durante o período do Ano Novo Chinês” foi “sólido”, e “semelhante ao do ano anterior”, embora os efeitos positivos “se tenham feito sentido durante um período mais longo”. Mundial com impacto Nas declarações divulgadas através de um comunicado, Francis Lui destacou ainda o período da Semana Dourada, entre 1 e 5 de Maio, em que houve uma “procura forte” pelos hotéis, entretenimento e jogo, além de um pico de turismo. Sobre os próximos meses, Francis Lui reconheceu que a realização do Campeonato Mundial de futebol, que decorre entre 11 de Junho e 19 de Julho no Canadá, Estados Unidos e México, poderá ter impacto no número das apostas. O presidente da concessionária de jogo explicou que “historicamente” o mundial de futebol faz com que o número de visitantes em Macau, assim como as tendências de jogo sofram alterações, devido a um aumento do volume das apostas online, o que poderá voltar a acontecer. Contudo, Francis Lui revelou que a concessionária está a preparar várias actividades e promoções para “neutralizar os impactos de curto prazo” do Campeonato Mundial.
Hoje Macau Manchete SociedadeSands China | Recuperação pós-pandemia “superou expectativas” A pandemia foi um período difícil, mas apesar de as receitas do jogo ainda não terem regressado aos valores de 2019, a recuperação está a ser considerada melhor do que o esperado A economia de Macau superou as expectativas com uma recuperação pós-pandemia impulsionada por “grandes eventos” culturais e desportivos, afirmou ontem o presidente da operadora de casinos Sands China. Num discurso na abertura do maior evento de jogo no território, a G2E Asia, o presidente da Sands China, Grant Chum, afirmou que Macau entrou numa “nova era”, onde o entretenimento, a cultura e o desporto são agora os principais motores de crescimento. “A pandemia foi um período realmente desafiante, mas Macau superou-o muito bem e recuperou para além das expectativas de qualquer pessoa”, disse Chum. Durante a pandemia, Macau foi afectado por várias restrições de circulação, entrada e saída para o Interior, devido à política ‘covid-zero’. No entanto, Chum destacou uma rápida transformação numa “economia de eventos” que abrange arte, música e desporto. Macau fechou 2025 com receitas totais de 247,4 mil milhões de patacas, mais 9,1 por cento do que no ano anterior. A cidade atingiu também um novo recorde histórico no ano passado, recebendo cerca de 40,1 milhões de visitantes, um aumento de 14,7 por cento em relação a 2024. Apesar do aumento no número de visitantes, os valores gerados pelos casinos locais continuam abaixo dos registados antes da pandemia. Politicamente correcto Chum sublinhou ainda que todas as seis operadoras de casinos licenciadas na cidade têm vindo a “impulsionar proactivamente a diversificação” para remodelar a reputação global do território. Segundo o executivo, a “economia de eventos está verdadeiramente a florescer” no território, com novas infra-estruturas disponíveis, como a Galaxy Arena e o regresso de espectáculos emblemáticos como o The House of Dancing Water, da rival Melco. Como exemplo da nova direcção, Chum apontou o regresso da principal liga de basquetebol do mundo, a norte-americana, a NBA, à China, no ano passado, após uma ausência de seis anos. Os dois jogos de pré-época, em 10 e 12 de Outubro, trouxeram a Macau as equipas dos Brooklyn Nets e dos Phoenix Suns e encheram a Venetian Arena, com capacidade para 14 mil pessoas. “Embora os NBA China Games fossem tradicionalmente realizados em grandes centros do interior da China, como Xangai ou Pequim, a liga escolheu Macau para a sua mais recente série de dois jogos de pré-temporada” destacou. Em 09 e 11 de Outubro deste ano, os Houston Rockets irão defrontar, no mesmo local, os Dallas Marevicks, cujo dono é Patrick Dumont, director executivo da empresa-mãe da Sands China, a norte-americana Las Vegas Sands.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCreche Smart | CCAC confirma investigação a diferendo com IAS O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) promete revelar publicamente os resultados ao diferendo entre o Instituto de Acção Social (IAS) e a associação Zonta Club de Macau O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) confirmou que tem a decorrer uma investigação ao caso do corte do financiamento do Instituto de Acção Social (IAS) à Creche Smart, gerida pela associação Zonta Club de Macau. A posição do CCAC foi relatada pelo canal chinês da Rádio Macau, ontem, depois de nos dias mais recentes o caso ter gerado novos comunicados, na sequência dos procedimentos de admissão das creches subsidiadas. Segundo o organismo liderado por Ao Ieong Seong a investigação foi instaurada depois de uma queixa administrativa e os resultados vão ser divulgados assim que os procedimentos de averiguação “profunda” forem concluídos. O CCAC reconheceu também que “tomou nota” do comunicado mais recente da Zonta Club de Macau, em que esta prometia abdicar do processo a decorrer em tribunal, face aos resultados apurados pelo CCAC. Após a posição do CCAC ser divulgada, a Creche Smart partilhou nas redes sociais uma hiperligação para a notícia e escreveu que o CCAC está a investigar “se as autoridades cometeram abuso de poder”. Esta é a crença da associação Zonta Club de Macau, que não se tem coibido de pedir ao Governo para controlar as acções do presidente do IAS, Hon Wai. Apesar da polémica, e apesar do risco de a Creche Smart ficar sem instalações e financiamento público, a instituição de ensino revelou que recebeu 82 inscrições para o ano lectivo de 2026/2027. Exigências de fiscalização Em Março do ano passado, o IAS cortou o financiamento e recuperou as instalações na Taipa, onde opera a creche Smart. Num primeiro momento, o IAS limitou-se a indicar que as duas partes não tinham chegado a acordo no que diz respeito a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”. Posteriormente, o IAS revelou que a decisão estava relacionada com a fiscalização relacionada com os subsídios públicos atribuídos à creche. A decisão do IAS foi contestada pela associação, que avançou para os tribunais com uma providência cautelar para suspender, inicialmente, o corte de apoios financeiros e a recuperação do espaço. O Tribunal Administrativo e o Tribunal de Segunda Instância, após recurso do IAS, aceitaram a providência cautelar da Zonta Club de Macau. Além disso, a associação apresentou uma queixa ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) e mostrou-se disponível para abdicar dos processos em tribunal, em virtude das conclusões da investigação. A Zonta, reconheceu erros, mas mostrou-se disponível para ser investigada pela Polícia Judiciária, para proteger a sua reputação.
Hoje Macau SociedadeContrabando | Detectados 18 casos até 7 de Maio Os Serviços de Alfândega anunciaram que entre 29 de Abril e 7 de Maio detectaram 18 casos de contrabando, que levaram à apreensão de 86 quilos de prata, 87.960 cigarros e 36.400 cigarros electrónicos. Os resultados das várias operações foram divulgados no domingo, e os bens apreendidos foram avaliados em 1,72 milhões de patacas. Entre as 18 pessoas interceptadas na fronteira das Portas do Cerco e no Aeroporto Internacional de Macau, o mais novo tinha 18 anos e o mais velho 79 anos. Em relação aos casos de contrabando de prata, um bem cada vez mais valioso, nove pessoas eram residentes de Macau, três de Hong Kong e três do Interior. Em todos os casos os SA afirmaram que decidiram abordar os suspeitos, por considerarem que mostravam sinais de nervosismo injustificado, quando atravessavam a fronteira. A prata foi encontrada não só dentro dos bolsos dos suspeitos, mas também junto ao corpo, onde estava presa com fita cola e outros métodos. No que diz respeito ao contrabando de tabaco e cigarros electrónicos, todos os três interceptados eram provenientes do Interior, e traziam os produtos dentro das bagagens com que tinham viajado para o Aeroporto Internacional de Macau. As autoridades indicaram que ao entrarem com aqueles produtos não declarados, os suspeitos pouparam cerca de 130 mil patacas em impostos. Os casos foram encaminhados para os Serviços de Saúde, responsáveis pela supervisão de produtos relacionados com tabaco.
Hoje Macau SociedadePJ | Segurança Nacional utilizada para burlas A Polícia Judiciária (PJ) emitiu ontem um comunicado a alertar que a segurança nacional está a ser utilizada como pretexto para burlar os residentes. Só num caso, levou a perdas de 217 mil patacas. Segundo o comunicado, um residente recebeu um telefonema por parte de burlões que falavam cantonês e se fizeram passar pela PJ. Nessa chamada, os alegados burlões identificaram o cidadão pelo nome completo, ainda antes de este fornecer essa informação, e depois disseram-lhe que estava a ser investigado por violar a lei da segurança nacional, por ter proferido “declarações políticas erradas”. Os burlões transferiram depois o telefonema para um outro burlão que se fez passar pelas autoridades do Interior e que iniciou uma videochamada por WhatsApp como um interrogatório, em que inclusive aparecia com o uniforme da polícia. O residente de Macau não suspeitou da burla, forneceu os seus dados, fez uma transferência bancária como “caução” e acabou burlado em 217 mil patacas.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeRua dos Ervanários | “Fábrica das Bifanas” serve petiscos tradicionais Era para abrir em Lisboa, mas as raízes em Macau de Ricardo Rebelo de Almeida levaram-no a trazer o negócio da “Fábrica das Bifanas” para o território. A típica bifana à moda do Porto pode ser provada na Rua dos Ervanários, mas não falta a bifana semelhante à receita da cidade de Vendas Novas, no Alentejo Turistas e locais já têm um novo espaço para provar as típicas bifanas portuguesas, seja a receita do Porto, seja a de Vendas Novas. Na “Fábrica das Bifanas”, na Rua dos Ervanários, o sabor é sempre português num negócio trazido para Macau por Ricardo Rebelo de Almeida. Ao HM, o responsável confessou que Macau nem era o destino inicial deste investimento. “A Fábrica das Bifanas foi inicialmente pensada para ser desenvolvida na zona de Carcavelos, Grande Lisboa. Mas tenho uma ligação forte a Macau, onde cresci, e circunstâncias pessoais levaram-me a permanecer no território. Nesse contexto, fez sentido concretizar aqui o projecto, que já estava estruturado, adaptando-o à realidade local. A minha ligação a Macau foi determinante na decisão de avançar com o projecto aqui”, contou. Apesar de ter trazido para Macau a receita tradicional da bifana da zona do Porto, a verdade é que a “Fábrica das Bifanas” também trouxe este petisco na sua versão mais clássica, ou seja, “mais próxima da tão apreciada bifana de Vendas Novas em termos de sabor, mas diferenciada, porque usamos o mesmo corte ultrafino da carne, o que lhe confere uma textura e experiência distintas”. Além disso, a “Fábrica” tem também pão com chouriço “pleno de sabor e servido quente, que tem sido igualmente bem recebido pelo público”. Ricardo conta que o segredo das bifanas à moda do Porto baseia-se no “corte ultrafino e forma de confecção”, sendo uma iguaria “cozinhada lentamente num molho previamente preparado, o que permite uma melhor incorporação de sabores”. O pão utilizado em todos os petiscos é sempre “proveniente de Portugal, preservando o sabor tradicional”. Feedback “muito positivo” Com a casa aberta há poucos meses numa das zonas mais turísticas da península de Macau, Ricardo Rebelo de Almeida destaca que “o feedback [do público] tem sido muito positivo”, tendo recebido “muitos clientes locais e também um volume significativo de visitantes e turistas de várias nacionalidades”. Questionado sobre os desafios de investir no sector da restauração em Macau nesta fase, o mentor da “Fábrica das Bifanas” frisou que houve “especial preocupação com a escolha do local para a abertura do espaço”. “Sobretudo acreditámos no produto diferenciado que oferecemos”, adiantou, querendo agora “consolidar a ‘Fábrica das Bifanas’ como uma marca reconhecida localmente”, nomeadamente “reforçar a presença junto do público de Macau e visitantes”. Contudo, e “num horizonte mais longo, faz parte da visão avaliar oportunidades de crescimento, sempre de forma sustentável e alinhada com a evolução do projecto”, revelou o empresário.
João Luz Manchete SociedadeHainan | Kevin Ho lamenta fraco investimento de empresas de Macau O deputado Kevin Ho lamenta que apenas a MGM marque presença em Sanya, numa zona de cooperação entre Hainan e Hong Kong. O também empresário lamenta as oportunidades desperdiçadas e destaca o projecto de desporto electrónico de Mário Ho, filho de Stanley Ho e de Angela Leong “Macau também é uma cidade internacional, mas será que não estamos a perder oportunidades? Além da MGM, mais nenhuma outra empresa de Macau tem presença em Sanya.” Foi desta forma que o deputado Kevin Ho lamentou a falta de ambição empresarial da RAEM durante uma visita da delegação dos membros de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN) a Hainan e à zona de demonstração de Sanya para cooperação económica entre a província chinesa e Hong Kong. Tendo em conta a experiência do tecido empresarial de Macau no turismo, o deputado considera que as conquistas na área dos elementos não-jogo podem ser determinantes para colher os benefícios do desenvolvimento de Sanya. Porém, “as empresas de Macau não aproveitam as oportunidades”, indicou em declarações ao jornal Ou Mun. O também empresário destaca o projecto para um resort dedicado a desportos electrónicos (competições de jogos) a cargo da empresa de Mário Ho, filho de Stanley Ho e da deputada Angela Leong. Na passada sexta-feira, a empresa do NIP Group do jovem magnata, ganhou em leilão um lote em Sanya, com área de cerca de 74 mil metros quadrados, por 680 milhões de renminbis, onde será construído o resort. Mário Ho garantiu que vai investir mais de 1,4 mil milhões de renminbis no futuro. Em 2011, foi inaugurado o hotel MGM Grand Sanya e em 2025, o grupo anunciou que iria construir um segundo hotel, num investimento total de cerca de 2 mil milhões de renminbis. Então e Hengqin? À semelhança do desejo de investimento em Hainan, Kevin Ho apontou baterias à zona de cooperação aprofundada em Hengqin e no potencial do mercado de turismo para as marcas hoteleiras estabelecidas na RAEM. O deputado prometeu que, assim que voltar a Macau, vai usar a sua posição para convencer as concessionárias do jogo a contribuírem para o desenvolvimento turístico de Hengqin. Por seu turno, o membro de Macau na APN Dominic Sio Chi Wai, também durante a visita a Hainan, apontou a necessidade de atrair empresas de grande capital para Hengqin. Tendo em conta que uma parte fundamental do processo de investimento recair na confiança nas perspectivas económicas, o responsável apela à paciência e convicção no crescimento de Hengqin, da Grande Baía e do país. Durante a visita de estudo, a delegação de Macau visitou estaleiros de obras, um centro de promoção de investimento e hotéis em Sanya.