Hoje Macau EventosTuzki festeja aniversário no Galaxy com desporto para miúdos [dropcap style=’circle]“[/dropcap]The World of Tuzki”, a Gala dos Jogos de Verão, começou no dia 13 e vai estender-se até 23 de Outubro, no Galaxy. Um evento dedicado às crianças onde é promovido o convívio a par da actividade desportiva, com o coelho Tuzki que vem festejar dez anos de existência. A personagem que agrada a miúdos e graúdos foi criada por Wang Momo, em 2006, e rapidamente conquistou uma legião de fãs. O coelho é apreciado por todas as faixas etárias e é frequente “vê-lo” nas plataformas sociais, onde é usado como moji, para expressar emoções em mensagens escritas. A sua característica é a linguagem corporal. Nesta gala de desporto, a função do coelho é a de captar a atenção dos miúdos e motivá-los para a prática de desportos enquanto se divertem. Kevin Clayton, responsável do gabinete de Maketing do Galaxy, descreve esta como “uma gala que pretende gerar motivação para as crianças participarem de forma activa na prática desportiva”. Durante este período, uma das praças do empreendimento transforma-se num estádio com 600 metros quadrados, para incentivar o espírito desportivo. Os atletas estarão vestidos com fatos completos de ginástica e vão competir nas modalidades de corrida, arco, boxe, salto em comprimento e lançamento de martelo. O objectivo é ganhar medalhas que poderão depois trocar por leite e cenouras, a comida preferida do coelho mascote desta gala. Para animar o recinto, haverá ainda uma parada diária que ocorre de hora a hora, entre as 12h30 e as 19h30 com as “cheerleaders” do Tuzki. As crianças poderão interagir com o grupo ou até encontrar a mascote num qualquer corredor do resort. A entrada é gratuita.
Hoje Macau EventosAutora chinesa recebe prémio “Hugo” por história que escreveu em três dias [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]autora chinesa Hao Jingfan recebeu o prémio “Hugo” na categoria de história curta com o conto “Folding Beijing”. A cerimónia decorreu no sábado, em Kansas, nos EUA, na gala anual da Science Fiction Convention. Hao Jingfang vence a categoria deste ano dos prémios Hugo com “Folding Beijing”, que demorou apenas três dias a ser escrita. A categoria onde a autora chinesa ganhou é dedicada a pequenas histórias entre os 7500 e os 17.500 caracteres. A narrativa descreve a cidade de Pequim como um local onde pessoas de diferentes extractos sociais não se misturam umas com as outras, onde existe como que uma barreira que as separa e onde os trabalhadores não especializados são substituídos por máquinas. Uma cidade fria, despida de características humanas que a autora espera que não passe de ficção. “Apesar de, no meu livro, apresentar uma solução para esta realidade, espero que ela nunca venha a acontecer”, frisa, admitindo que a realidade também é dura. “Há pessoas que morrem de fome e há jovens enviados para frentes de batalha.” A ideia de escrever esta história nasce num dia que podia ser igual a todos os outros, mas quis o destino que não fosse. “Passei por um mercado de rua onde havia muitas pessoas a regatear preços, muito barulho e muita confusão. Entretanto numa conversa com um taxista, ele conta-me um pouco da sua vida e explica-me o quão difícil foi pagar para conseguir ter os filhos num infantário. De alguma maneira isto fez-me ver que as pessoas, embora partilhem o mesmo espaço, muitas vezes não conversam, nem se vêem umas às outras.” Hao Jingfang é a segunda autora chinesa a ganhar este prémio. O ano passado o vencedor foi Liu Cixin com uma história da trilogia “The Three body-problem”. Este ano o autor não foi sequer nomeado. A autora de 32 anos revelou que não foi uma total surpresa ficar em primeiro lugar, “mas também estava preparada para que isso não acontecesse”. O Prémio Hugo é entregue anualmente para os melhores trabalhos escritos e realizações na área da Fantasia ou Ficção Científica, referentes ao ano anterior. O nome “Hugo” é uma homenagem ao fundador da revista de ficção científica “Amazing Stories”, Hugo Gernsbach. Este concurso é organizado pela World Science Fiction Society e os galardões são entregues na gala anual World Science Fiction Convention. A primeira vez que foram atribuídos foi em 1953, mas desde 1955 que são atribuídos anualmente. São considerados um dos prémios mais importantes na área da fantasia e ficção.
Joana Freitas EventosCinema | Arranca hoje mostra de filmes do Festival da América Latina Começa hoje e estende-se até 15 de Setembro: em três locais diferentes, sempre às 19h00, vai poder ver mais de uma dezena de filmes da América Latina gratuitamente. O ciclo de cinema arranca com “Valentín” e “Abril Despedaçado”, o filme que levou Rodrigo Santoro ao cinema internacional [dropcap style=’circle’]C[/dropcap]omeça hoje a mostra de filmes integrados no Festival da América Latina 2016, da Association for the Promotion of Exchange Between Asia-Pacific and Latin America (MAPEAL). A estreia dá-se com “Valentín”, na Fundação Rui Cunha, sendo que até dia 15 de Setembro poderá assistir a mais de uma dezena de películas gratuitamente, em diversos locais de Macau. A mostra arranca com “Valentín”, um filme da Argentina, de 2002. Dirigida por Alejandro Agresti e em colaboração com França, Espanha, Itália e Holanda, a longa-metragem é um drama que se foca num rapaz de oito anos que quer ser astronauta. Valentín (interpretado por Rodrigo Noya) mora com a avó e é fruto de uma família disfuncional: a mãe, judia, foi expulsa de casa pelo pai, tido como um “playboy”, e a criança sabe mais da vida do que a sua idade permitiria. Uma mulher que entra na vida do pai, a história da mãe que Valentín mal vê e tantos outros problemas são o mundo que gira em torno do rapaz de oito anos e que só ele poderá resolver. “Valentín” Já amanhã, também na Fundação Rui Cunha, é a vez de “Abril Despedaçado”. Um filme brasileiro com colaboração suíça e francesa, realizado por Walter Salles e que é uma adaptação do romance “Prilli i Thyer”, de Ismael Kadare. O ano é 1910 e, no sertão brasileiro, vive um jovem de 20 anos que é constantemente instigado pelo pai para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival. Tonho, interpretado pelo conhecido actor Rodrigo Santoro, é de uma família pobre que luta com os vizinhos pelos pedaços de terra onde a agricultura, fonte de sustento da família, cresce. Sob a pressão do pai, Tonho mata um dos filhos da família rival, levando a que o jovem fique marcado como a próxima vítima das rixas entre famílias. Tonho começa a pôr em causa este tipo de tradição e a reviravolta pode fazê-lo a desonra da sua própria família. Foi com “Abril Despedaçado”, de 2001, que Rodrigo Santoro saltou para o estrelato do cinema e começou a receber convites para filmar fora do Brasil. Vidas cruzadas Para dia 29, segunda-feira, está reservada a mostra da película peruana “Magallanes”. Agendada para as 19h00, mas na Universidade de Macau – edifício da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – o filme debruça-se na história de um ex-soldado do Exército, que ganha dinheiro como motorista de táxi. Passa depois a ser motorista de um Coronel reformado, que esteve à frente de um pelotão do qual fazia parte Magallanes. Mas há algo mais que torna os homens próximos: um segredo com uma mulher que se cruza, literalmente, com Magallanes. Diridigo por Salvador del Solar, o filme é de Agosto de 2015. A este, segue-se “Luna de Avellaneda”, feito na Argentina em 2004 por Juan José Campanella. A película esmiúça a história de um clube desportivo e social em Buenos Aires, que pode vir a ser fechado. O local é a base de Román, que não só vê os sócios do seu clube diminuírem, como descobre que a sua esposa o trai. O filme narra os altos e baixos de uma luta contra o encerramento do espaço e de um ciclo. Pode ser visto na Fundação Rui Cunha. “Magallanes” Todos os filmes estão marcados para as 19h00 e têm entrada gratuita. O ciclo de cinema latino da MAPEAL estende-se até 15 de Setembro, com filmes do Brasil, Venezuela, Chile, Equador e Colômbia, entre outros.
Hoje Macau EventosAmérica Latina | Festival cultural acontece até 15 de Setembro “O festival Cultural da América Latina 2016” estende-se até 15 de Setembro. Nele vai poder ver exposições de fotografia, demonstrações de culinária, cinema e seminários de literatura. O evento decorre em vários lugares em simultâneo [dropcap style≠’circle’]J[/dropcap]á está aí o “O Festival Cultural da América Latina 2016”, orgnanizado pela Association for the Promotion of Exchange between Asia-Pacif and Latin America (MAPEAL). Nele vai poder assistir a uma série de eventos, organizados em diversos locais, que vão desde a cultura à cozinha, fotografia e cinema. A troca de experiências culturais também será um dos objectivos desta iniciativa, que conta com oradores dos países aqui representados. Integrado neste certame, temos o “American Latin Festival Gourmet”, que arrancou dia 19 e se estende até dia 8 de Setembro. Durante três semanas, chefs oriundos da Venezuela, Cuba e Colômbia vão dar a conhecer diversas iguarias dos seus países. Pode assistir e provar tudo no Grand Lapa. De 25 de Agosto a 15 de Setembro haverá também demonstrações de culinária de Cuba, Venezuela e Colômbia. O espaço será dividido entre o Instituto de Formação Turística e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. Os pratos tradicionais estarão aqui em grande destaque e, se gosta de experimentar coisas novas, esta é uma oportunidade que não pode desperdiçar. A chef Alejandra Bermudéz vem da Colômbia para dar a conhecer a cozinha do país, mas apenas até 25 de Agosto. A representar a cozinha venezuelana está Inocencio Benito Pacheco Vilória, que ocupa o lugar de Bermudez para uma demonstração de 26 de Agosto a 1 de Setembro, dia em que entra em acção Yoiry Rodrigues Hernandez, que veste a camisola de Cuba até o dia 8 de Setembro. Fotos e seminários Uma série de fotografias sobre culinária e bebidas que arrancou a 19 de Agosto, na Torre de Macau, vai estar patente até ao final desta semana. Segue para o Instituto de Formação Turística, onde fica de 29 de Agosto a 2 de Setembro acabando no edifício da Universidade de Ciência e Tecnologia, onde vai estar de 5 a 7 de Setembro. Ao todo são ainda oito os seminários a que vai poder assistir para ficar a conhecer um pouco melhor países como Chile, Cuba, Equador, Peru, entre outros. Os oradores são diplomatas e os encontros vão decorrer de 25 de Agosto a 15 de Setembro. Terão lugar na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau e no IFT. O primeiro orador é Edmundo Bustos Azócar, da embaixada do Chile na China. Para os amantes do cinema também há boas notícias. De amanhã a 15 de Setembro, tem uma longa lista de nomes para escolher já que tem lugar uma exibição de películas na Fundação Rui Cunha e na Universidade de Macau. “Valentin” da Argentina, “Abril Despedaçado”, do Brasil, “Nostalgia de la luz” do Chile, “Luna de Avellaneda” da Argentina e “Los Hongos” da Colômbia são alguns exemplos do que pode ver gratuitamente.
Joana Freitas Eventos“City Notes”, de Yves Etienne a 30 de Agosto na AFA [dropcap style=circle’]Y[/dropcap]ves Etienne inaugura no dia 30 de Agosto a exposição “City Notes”, na Art For All Society (AFA). A exposição do artista francês é aberta ao público e concentra-se em diversas artes, que vão da pintura à fotografia e ao vídeo e música, “numa simbiose perfeita com a cidade”. “City notes” não é apenas o que ouvimos no dia-a-dia da cidade. Não é o som dos peões, dos carros ou dos mercados. Nem sequer dos pássaros, dos aviões e da natureza. “É o som emitido pelas fileiras e fileiras de prédios ao longo das ruas. Aos olhos do artista, as camadas de edifícios são como a estrutura de uma pauta”, descreve a organização. Yves Etienne cria pautas musicais a partir de elementos que encontra na cidade. E foi o que fez em “City Notes”: imprimiu uma imagem panorâmica da cidade e fez furos de acordo com os elementos que encontrou nos prédios representados na imagem, por exemplo aparelhos de ar condicionado. “Esses pequenos furos são posicionados como as notas musicais na pauta. Depois passa a imagem para uma pequena máquina de música onde o som é criado de acordo com os elementos existentes na fotografia ou na pintura. E é assim que nasce uma música para cada paisagem, edifício ou rua”, indica a AFA. Yves Etienne tem um mestrado em Belas Artes pelo Instituto Superior de Artes de Toulouse e vive na Ásia há já alguns anos. A mostra será diversificada uma vez que Yves Etienne trabalha com fotografia, pintura, música e vídeo. A exposição inaugura pelas 18h30 de dia 30 deste mês e pode ser visitada entre as 12h00 e as 19h00 até 18 de Setembro. A entrada é livre.
Sofia Margarida Mota EventosIC | Actividades para promover a comunicação entre a comunidade Integrar artistas, agentes sociais e comunidade é o objectivo da iniciativa do IC “Ligar as peças da comunidade”. São quatro dias de trocas de conhecimentos e experiências que pretendem criar um mundo mais fácil e mais capaz de comunicar através da utilização da arte [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]comunidade é um todo dinâmico e com necessidade de comunicar entre si e a arte pode ser um veículo ao serviço de todos. “Ligar as peças da comunidade” é o tema de um ciclo de actividades que teve início ontem e se prolonga até ao próximo domingo, dias em que vão ser debatidos e experimentados estes e outros temas. A iniciativa promovida pelo Instituto Cultural (IC) quer, através de um conjunto de palestras, seminários e workshops debater a forma como a comunidade no seu todo pode expressar as suas preocupações tendo em conta a via da criatividade e da arte. As actividades que têm lugar durante quatro dias vão dar a oportunidade a diferentes pessoas e entidades de partilharem as suas experiências de forma a que seja construída uma “plataforma de criação conjunta que ligue as pessoas”, informa o site do IC que anuncia o evento. Comunicar melhor Depois de ontem ter tido lugar o “Contador de histórias da cidade”, um espectáculo acompanhado de palestra acerca dos traços de memória locais, tem lugar hoje – das 10h00 às 17h00 – o workshop de formação de instrutores de arte para pessoas com deficiência. A iniciativa conta com a participação de professores experientes da “Associação de Arte com pessoas com deficiência de Hong Kong” e pretende que os cuidadores que prestam serviços nesta área possam aprofundar conhecimentos acerca dos diferentes tipos e formas artísticas e, ao mesmo tempo, estudar técnicas de comunicação mais eficazes no ultrapassar dos desafios que a área representa. O evento tem lugar na Escola de Música do Conservatório de Macau e é limitado a 15 participantes. Para o serão está agendada a palestra “A viabilidade das artes intervirem na sociedade”, a partir das 20h00. O evento a ter lugar no edifício do IC tem como oradores Yeung Sau Churk, também vindo da vizinha RAEHK. A intenção da palestra é fomentar o debate acerca da participação da arte contemporânea que para muitos ainda é um “lugar vedado” à participação social. É objectivo ainda mostrar que é necessário pôr a arte ao serviços das causas sociais e serão abordadas algumas das possíveis formas de o fazer. Não escolhe idades Amanhã tem lugar “A visita ao museu com velhos amigos”. A actividade que decorre no Museu de Macau é dirigida aos mais velhos com idade igual ou superior a 65 anos. Os 15 participantes serão orientados por monitores da “Arte no Hospital” de Hong Kong de modo a juntar “um grupo de velhos amigos” na visita a uma exposição. No final são todos convidados a partilhar as suas reflexões pessoais acerca do que viram numa demonstração de que a arte é para todos. A tarde será preenchida com a temática do teatro participativo. O evento tem lugar na Escola de Música do Conservatório de Macau com a realização de um seminário que demonstra a experiência já vivida em Taiwan entre a comunidade de Gouziwei e a iniciativa ShanDongYe. O objectivo é ilustrar como é que o teatro pode reunir a comunidade incluindo os moradores como actores e público, de modo a que possam sentir as dinâmicas de cada um dos lados. Os exemplos serão dados com o que já aconteceu com a peça “Passeios nocturnos” e conta com a participação de uma das actrizes do espectáculo, Shu-chin Lai, e Li-hua Chang, uma residente da comunidade. Encontros criativos A iniciativa termina no domingo com uma edição de “Speed dating”. A actividade tem lugar das 15h00 às 18h00 no Conservatório de Macau. A intenção é colocar em contacto artistas e elementos da comunidade para trocar experiências e responder a questões que possam surgir de parte a parte.
Hoje Macau Eventos MancheteCinema | Filme japonês em Macau para ajudar animais abandonados Um documentário filmado no Japão após o sismo de 2011 pretende mostrar a importância de ajudar os animais. Todas as receitas arrecadadas em Macau, onde o filme se estreia no Cinema Alegria, vão ser doadas à ANIMA e à Pet Pet [dropcap style=’circle’]C[/dropcap]hama-se “Dogs without names” e vai estrear em Macau a 25 de Agosto, na próxima quinta-feira. O documentário faz parte de uma actividade de caridade organizada pela Associação Star Rise Cultural and Creative, para “apoiar” a entrada em vigor da Lei de Protecção de Animais já no início de Setembro e para ajudar os cães e gatos abandonados. O filme conta a vida de cães e gatos abandonados no Japão após o sismo de Tohoku, em 2011. Muitos habitantes foram obrigados a evacuar as suas casas, enquanto muitos animais foram abandonados na área afectada pela radiação. A protagonista do filme é uma produtora de televisão que viu cães e gatos a serem levados para abrigos onde o único destino que os esperava era a eutanásia. A mulher ficou “chocada” e decidiu implementar qualquer tipo de ajuda possível. Ainda assim, a produtora conheceu também pessoas que tentaram salvar os animais, fazendo com que estes pudessem, por exemplo, servir de companhia a idosos sozinhos em lares, de forma a que pudesse renascer uma nova vida para ambos. Promessa de vida Em Macau, segundo os números do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, mais de 300 cães e 24 gatos foram abatidos no ano passado. Portanto, valorizar a vida dos animais também é intenção desta apresentação. “Não abandonar os seus animais de estimação, não só brincar com eles mas sim cuidar deles, deixar de comprar e vender animais e, quando adoptar animais, pensar que é uma promessa de toda a vida [é o objectivo]”, disse Esther Lim, presidente da Associação Star Rise Cultural and Creative, ao HM. A actividade vai ter lugar no Cinema Alegria, às 19h00 e conta com a presença de representantes de várias associações de protecção de animais de Macau, com os seus amigos animais, bem como vários artistas de Hong Kong e Macau, como Filipe King e Carlos Koo. Os bilhetes estão à venda, com o preço de 250 patacas. Todas as receitas, descontando os custos, vão ser doados à Sociedade Protectora dos Animais de Macau – Anima e à loja de animais Pet Pet, para oferecerem comida a gatos e cães abandonados.
Hoje Macau EventosEstudantes de Macau entre melhores do mundo em concurso da Microsoft [dropcap style=’circle’]D[/dropcap]ois estudantes de Macau estão entre os seis vencedores do concurso anual promovido pela Microsoft que os torna “masters” na utilização em ferramentas Office. Os jovens foram escolhidos entre mais de sete mil candidatos que prestaram uma prova de conhecimentos. Receberam um certificado e um prémio em dinheiro na final que se realizou em Orlando, nos EUA. Lei Kuan Hou tem 16 anos e estuda no Instituto Salesiano. Ganhou o concurso da Microsoft na vertente Excel 2010, numa série onde a versão de 2013 também esteve em avaliação. Este jovem, que diz gostar de correr, revelou-se um “craque na prova de demonstração de conhecimentos que se realizou na Florida”, como indica um comunicado enviado aos jornais. Quem também participou foi Chao Ka Hei, que ganhou na versão Power Point 2010. Estudante no colégio Yuet Wah, diz que os principais hobbies são a programação e a informática em geral. Este é o segundo ano consecutivo que este estudante de 17 anos ganha o prémio. Os dois estudantes são assim nomeados oficialmente Campeões Mundiais do Campeonato Mundial da Microsoft Office. De entre os seis finalistas, dois são de Macau, dois de Hong Kong, um da Bulgária e um dos EUA, o que confere à Ásia o primeiro lugar no pódio da competição mundial. Este ano a Microsoft recebeu 700 mil candidaturas, que vieram de todo o mundo. Como explica o porta-voz da Microsoft, Bob Whelan, “primeiro são feitos concurso regionais e daí é que são escolhidos os melhores para participarem a nível mundial. Os jovens divertem-se durante a competição, mas aprendem muito e no final recebem um diploma a certificar a sua mestria a lidar com a ferramentas Office”. Estes jovens génios, que têm capacidades fora do comum dentro da informática, continuam a surpreender até os próprios representantes da Microsoft. “Estes estudantes são masters a lidar com o Word, Excel e o Power Point”, diz a Microsoft, acrescentando que “alcançaram um grau elevado a trabalhar com as aplicações e isso irá ajudá-los a obter sucesso nos estudos, a entrar no mercado de trabalho e a serem reconhecidos e valorizados”. A Microsoft vai continuar a patrocinar este encontro anual que oferece aos seis finalistas um montante em dinheiro que varia entre os cinco mil e os 7500 dólares americanos.
Hoje Macau EventosFundação Macau abre concurso para apoio a espectáculos locais [dropcap style]V[/dropcap]ão abrir as candidaturas para os “Espectáculos da Fundação Macau para os Cidadãos 2017” sob o título “Produções em Macau, Paixão por Macau”. A quinta edição apoia criações artísticas de associações locais, num total de 16 vagas a ser preenchidas. As candidaturas devem ser entregues pessoalmente na Fundação Macau, entre os dias 22 e 29 de Agosto. Desde que foi lançada, no ano de 2013, a iniciativa dos “Espectáculos da Fundação Macau para os Cidadãos” tem por objectivo “incentivar e apoiar as criações artísticas das associações locais do sector das artes e representação, com vista a melhorar o nível profissional dos artistas locais, aumentar o grau de participação das associações de artes e representação de acções culturais e artísticas e elevar a competitividade dos seus programas, de modo a contribuir para fomentar a oferta de programas de representação com participantes locais para que entrem nos bairros comunitários e enriqueçam a vida dos cidadãos”, de acordo com informação da Fundação Macau. Para protagonizar estes objectivos, o organismo decidiu proceder a uma recolha pública de candidaturas para a realização dos espectáculos. Serão atribuídos apoios financeiros a 16 espectáculos seleccionados que serão levados ao público em 2017. As categorias variam entre dança, teatro, música, ópera ou programas de variedades. Os candidatos devem dirigir-se pessoalmente aos serviços da Fundação Macau e entregar as candidaturas de 22 a 29 de Agosto. No final do mês de Outubro serão publicados na página da Fundação os resultados do concurso e os espectáculos apurados para receber apoio.
Hoje Macau Eventos MancheteCinema | Feira de Guangdong, Macau e Hong Kong arranca com sete projectos locais Começou ontem a Feira de Investimento na Produção Cinematográfica entre Guangdong, Hong Kong e Macau. Este ano foram 25 os filmes escolhidos para captarem investimento, onde realizadores das três áreas geográficas tentam realizar o sonho de passar do papel ao ecrã. Sete são de Macau [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]Feira de Investimento na Produção Cinematográfica entre Guangdong, Hong Kong e Macau abriu ontem. Nesta edição, participam 25 projectos cinematográficos de vários produtores das três regiões e cerca de meia centena de investidores. Para o presidente do Instituto Cultural (IC), Guilherme Ung Vai Meng, a feira é mais um passo para a expansão do sector em Macau. “Esperamos do futuro uma plataforma onde surjam mais oportunidades e mais investimento, para que possamos ter mais recursos para apoiar e dar oportunidades de sucesso [aos realizadores]”, frisou o responsável. A cooperação entre as três partes envolvidas, na tentativa de se fazer mais e melhor cinema, foi partilhada também pelo vice-director da Administração de Imprensa e Publicação, Rádio, Cinema e Televisão da província de Guangdong, Liu Xiaoyi, que defendeu que os apoios são necessários para apostar e desenvolver este sector. Esta edição da Feira de Investimento conta com a participação de 25 projectos cinematográficos de vários produtores, sendo sete locais. Conta ainda com a presença de mais de 50 investidores convidados para estarem presentes e votarem nos filmes com mais potencial, o dobro dos que compareceram o ano passado. A apresentação dos projectos que vão a votos foi feita pelos produtores e realizadores dos filmes que buscam investimento, sendo que cada um dispunha de um limite de tempo para “vender” o melhor possível o seu projecto. Além desta apresentação pública, existem ainda reuniões bilaterais onde são discutidos mais a detalhe as questões de investimento e o valor necessário. Este ano foram criados três novos prémios, que visam distinguir os projectos com mais potencial. “O Prémio de Melhor Projecto Cinematográfico”, “Prémio de Excelência para Projecto Cinematográfico” e o “Prémio de Mérito de Projecto Cinematográfico” serão atribuídos aos três filmes que obtiverem o maior número de votos por parte dos investidores. No último dia de feira, hoje, há ainda um seminário subordinado ao tema “Financiamento Cinematográfico” onde o público pode também participar. Existem 30 lugares disponíveis e o evento conta com convidados de renome do ramo do cinema. De Hong Kong vieram os cineastas Patrick Tong e Mathew Tang e, como investidor da China, veio Liu Xiaofeng. Todos irão partilhar as novas tendências de financiamento no cinema. A palestra realiza-se às 14h30. “China Beat” Entre os participantes de Macau estão dois portugueses, entre eles Fernando Eloy que apresenta “China Beat”. Um drama que fala sobre uma jovem executiva que retorna à China após três anos no Brasil. Em Macau, participa numa festa de amigos e recebe uma chamada do irmão a pedir ajuda. “O patrão [dele] é corrupto e ele decide fazer justiça, mas agora está em apuros”, resume o realizador. “Macau Boys” Do realizador Maxim Bessmertny, esta é uma comédia contada em 90 minutos. “Um estudo de personagem de quatro jovens desperdiçando o seu tempo brincando com mulheres, vinho e jogos na cidade de Macau”, explica. O financiamento previsto para pôr em prática este projecto é de 291 mil dólares americanos. “Days of Being Trapped” Fantasia e drama contados pela mão do director Vincent Hoi, de Macau. Imagine que devido a um vírus mortal fica fechado com outras pessoas, durante dias, num espaço onde os bens essenciais começam a escassear. Para sobreviver é preciso tomar medidas drásticas e decisões amorais: sacrificar uma pessoa para alimentar as restantes. Em que ficamos? “Phone Ghost” Wong Kong Po conta a história de como a tecnologia melhora a nossa vida ao mesmo tempo que escraviza a nossa mente. Uma jornalista recebe mensagens de um assassino. Mas, se no início isso a perturba, esta acaba por se envolver na história e torna-se dependente. Seiscentos mil dólares é o financiamento pedido por este realizador de Macau para concretizar o filme. “Singing Girl” É o filme do realizador Lou Ka Hou, de Macau, que conta a história de uma rapariga que sonha ser cantora. Um dia participa num concurso com uma canção contendo linguagem imprópria. Esse episódio sai-lhe caro e ela acaba por ser expulsa da escola e repudiada pela família. Por outro lado, a música que entretanto foi parar à internet permitiu-lhe conquistar uma legião de fãs. Esta dualidade divide a rapariga, que se questiona: abandona o sonho e recupera a vida que tinha, ou deixa para trás o passado e segue rumo ao palco? “Barbosa and Grantham” Drama e suspense contados pela mão do realizador de Macau, Ho Fei. É a história de dois homens, Barbosa e Granthman, que lutam desesperadamente para fazer face a uma situação de extrema pobreza e colapso económico no território. Um filme que o realizador promete ser emocionante, com uma morte pelo meio. “Um jogo bonito” Do realizador António José Caetano de Faria, esta película fala sobre um menino, Zhu, que sonha ser jogador de futebol. Um dia tem a oportunidade de mostrar as suas qualidades num jogo em Macau, ao qual assiste um olheiro de um grande clube da China. No mesmo dia, o irmão de Zhu é atropelado e a oportunidade foge-lhe por entre os dedos. Anos mais tarde, o irmão mais novo de Zhu tenta a sua sorte para mudar o destino da família. Vizinhos do lado Entre os 25 projectos, destacam-se ainda alguns da região vizinha, como é o caso de “Taste of Orange”, de Wong Yuk-wa. O realizador pede 800 mil dólares americanos para concretizar um filme de 90 minutos, classificado na categoria de drama e que fala sobre a vida e a forma como esta pode ser encarada. “As laranjas podem ser doces ou amargas. Não sabemos o gosto até a prova.” A vida é igual. “Today” é a história contada por Candy Ng e Yeung Chiu Hoi, ambos de Hong Kong. Um relato sobre juventude e amor. “Um fotógrafo de casamentos conhece a mulher da sua vida durante um trabalho. Há um flashback onde as personagens reflectem sobre os vários aspectos da sua vida, amor, carreira e amizade”, indica o resumo do filme.
Hoje Macau EventosCCM | Mais uma sessão de InspirARTE no final do mês [dropcap style=’circle’]C[/dropcap]rianças e pais estão convidados para participarem em mais uma sessão do InspirARTE, um evento organizado pelo Centro Cultural de Macau (CCM) onde não vão faltar workshops criativos, música, passagem de modelos e muitas actividades. Depois de sessões de teatro, que ocuparam os meses de Junho e Julho, a festa acontece agora no dia 28 de Agosto, a partir das 15h30. Os festejos arrancam com workshops em diversas actuações, incluindo o “Musical GoGoGo!”, que vai levar os miúdos em palco a vestir a pele de leões, macacos e outras personagens inspiradas pelos clássicos musicais “O Feiticeiro de Oz” e “O Rei Leão”. Chega a vez de entrar na “Hora das Palhaçadas” e na d’ “Os Feiticeiros de Marionetas”, onde os participantes vão actuar em conjunto com os seus instrutores, exibindo truques e técnicas que aprenderam. Juntando-se à festa, o Coro Infantil do CCM dá um mini-concerto em que interpretará uma mescla de música e elementos de teatro físico. “Para além do desfile de talento pelos pequenos participantes, artistas locais prepararam uma série de actividades e brincadeiras criativas. Os mais pequenos vão divertir-se com imaginativas sessões que vão dos contos de histórias e de uma visita secreta aos bastidores, a uma mini-sessão de cinema de animação local e jogos interactivos. Os pais também estão convidados a brincar em diversos workshops relacionados com a temática dos animais nas artes”, pode ler-ser no comunicado do CCM, que diz ainda haver outra novidade: uma mini-passagem de modelos que convida os mais pequeninos, maiores de três anos, a vestirem a pele dos seus animais favoritos. Esta é já a quarta edição da InspirARTE, que assinala o fim da temporada de Verão. A festa cheia de iniciativas um pouco para todos os gostos convida a uma tarde didáctica em família onde a diversão vai estar presente. A entrada é gratuita.
Hoje Macau EventosPortuguês vence maior concurso mundial para estudantes de língua chinesa [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]paixonado por teatro e seduzido pela cultura Oriental, o português Samuel Gomes foi este mês distinguido com o prémio “Melhor Performance Artística”, no maior concurso do mundo para alunos de língua chinesa, o Chinese Bridge. “Foi uma surpresa. Entre mais de cem países, com tanta gente boa, a última coisa que se espera é receber um prémio”, conta à agência Lusa o jovem de 25 anos, natural do Porto. Licenciado em Línguas e Culturas Orientais, pela Universidade do Minho, Samuel Gomes completou no ano passado um mestrado em Estudos de Teatro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A edição deste ano do Chinese Bridge, que decorre em Hunan, província no centro do país, conta com a participação de 146 estudantes de Mandarim, oriundos de 108 países. Samuel, que estuda actualmente no Instituto Confúcio (IC) da Universidade do Minho, é o único concorrente de Portugal. A declamação do poema Qiang Jinjiu (“Trazei o Vinho”, em Chinês), de Li Bai (701-762 D.C.), um dos maiores poetas da China antiga, valeu-lhe a distinção. O interesse de Samuel pelo Oriente vem “desde muito pequeno”, quando “adorava ouvir música tradicional chinesa” e se deliciava “com fotos de templos chineses”, que chegava a desenhar no infantário. Em 2009, optou por estudar Chinês, ainda a China não era “moda” em Portugal e “os estereótipos sobre o país entre os portugueses eram bastante acentuados”. “Existia uma espécie de complexo em aprender Mandarim”, recorda. “Hoje, todos os portugueses falam da China”, diz Samuel. Em 2011, o Instituto Politécnico de Leiria criou, em colaboração com o Instituto Politécnico de Macau (IPM), a primeira licenciatura em Portugal de Tradução e Interpretação Português/Chinês – Chinês/Português. Desde o ano passado, o ensino de Mandarim foi também introduzido em algumas escolas portuguesas, ao nível do secundário e do terceiro ciclo, como alternativa de língua estrangeira. O Mandarim é a língua mais falada do mundo. Para Samuel, trata-se de “uma língua justa, que expõe nitidamente o grau de esforço de quem a estuda”. “Quem a quiser estudar seriamente não pode apenas reter a consciência da dimensão da sua diferença. Tem, sobretudo, de a aceitar e sentir”, realça. Mais do que o seu sistema de escrita, é a existência de tons que torna o chinês numa “língua especial”, defende. Assimilar estes processos exige anos de dedicação: “Actualmente, estudo cerca de 12 horas por dia. Estudo vocabulário, pratico dicção, vejo televisão chinesa ou faço traduções”, descreve Samuel. Ainda assim, “tudo isto não chega para se atingirem resultados mais elevados”, admite. Segundo Samuel, para obter um bom domínio da língua chinesa é indispensável imergir na sociedade onde esta é falada. “Preciso da China à minha volta 24 horas por dia”, conclui.
Joana Freitas EventosLe Syndicate Du Chrome anima noite com sons Afro e Funk [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]banda francesa Le Syndicat Du Chrome está de regresso a Macau para um concerto já amanhã. Depois de, em Outubro, terem não só pisado palcos com a ajuda da Alliance Française como actuado nas ruas do território, a banda de Afro e Funk chega agora para tocar na Live Music Association (LMA) e no Padre Café e Cuccina. Axel Bagréau, encarregue do saxofone, Maxime Briard, na bateria, e Benoit Campens, no sousafone, juntaram-se a Lionel Espagne (trompete), Bastien Langlois (trombone) e Clément Serre (guitarra) para formar a Le Syndicat Do Chrome, um grupo que promete “conquistar o mundo” como o bando de “mafiosos” que é. Inspirados nos sons de Nova Orleães e nos que vêm da Etiópia e Nigéria, o Le Syndicate Du Chrome promete “pôr todos a dançar”, como assegura Clément Serre ao HM. A música, uma mistura contagiante de sons Afro e Funk, é “também profundamente influenciada” pelos locais por os seis membros passam e pelas pessoas que os ouvem e que com eles interagem. Quem o diz é Serre, que já sabe o que esperar do território. “Viemos cá em Outubro e tivemos uma recepção incrível por parte do público”, frisa. Talvez tenha sido essa uma das razões que os levou a querer voltar e a mostrar tanto entusiasmo. “O público daqui é muito disponível para novos sons e mostrou grande abertura ao nosso género musical.” A banda que gosta de tocar na rua e interagir com as pessoas, confessa que já tocou em vários espaços públicos, nomeadamente “jardins” até de Macau, onde não se pode fazê-lo. Mas, pelo que parece, todos ficam agradados com a música do Syndicate. “Todos têm sido muito simpáticos connosco, inclusivamente a polícia”, diz Serre. O entusiasmo da banda é tal que fizeram uma música dedicada a Macau. “Provavelmente vai chamar-se A-Má Temple Groove”, dedicada à deusa que deu origem ao nome desta península. Com a promessa de muita diversão, os Syndicate esperam por si: amanhã na LMA, pelas 22h00, e domingo no Padre Café e Cuccina, ao início da noite. Os bilhetes para o concerto na Live Music Association custam cem patacas se comprados anteriormente, na Livraria Portuguesa ou Macau Design Center, e 120 patacas se comprados à porta.
Joana Freitas Eventos MancheteCasas-Museu | Sábado de Jazz com Vincent Herring, Eric Alexander e prodígios asiáticos São nomes sonantes na cena musical e vão estar em Macau para um concerto com entrada livre. Vincent Herring, Eric Alexander, Yoichi Kobayashi, Yuichi Inoue e Peng Ji actuam este sábado, num concerto onde não vai faltar talento local [dropcap style=’circle’]V[/dropcap]incent Herring e Eric Alexander vão tomar o espaço do anfiteatro das Casas-Museu da Taipa. As duas estrelas do Jazz sobem ao palco para mais uma edição do “Concerto ao Anoitecer” e onde partilham o final de tarde com Yoichi Kobayashi, Yuichi Inoue, Peng Ji e o saxofonista de Macau Chak Seng Lam. O espectáculo “O Poder do Saxofone” está marcado para este sábado, das 17h30 às 19h00. Organizado pelo Instituto Cultural e pelo Jazz Club de Macau, o concerto conta com os norte-americanos Eric Alexander e Vincent Herring: o primeiro é vencedor de um Grammy e um músico e educador reconhecido internacionalmente, sendo mesmo considerado um dos saxofonistas líderes da sua geração. “Eric Alexander é um saxofonista, produtor e compositor contemporâneo, cuja carreira inclui a gravação de inúmeros álbuns de cariz singular, perfazendo um total de quase 70 álbuns. Em 1991, participou no Concurso Internacional de Jazz Thelonious Monk, a mais famosa competição de saxofone jazz do mundo, competindo no mesmo palco com saxofonistas proeminentes como Joshua Redman e Chris Potter e vencendo o segundo lugar, assegurando assim o lançamento da sua carreira como músico jazz profissional”, pode ler-se no comunicado da organização. “Os seus vários álbuns têm recebido grande aclamação, sendo muito apreciados nos círculos do bebop tradicional, e as suas interpretações destacam-se pela sua criatividade e ritmo subversivo, levando o público numa viagem pelo mundo da música jazz tradicional e contemporânea.” Outros impactos Já Herring é tido como capaz de produzir uma sonoridade de grande impacto. No início da década de 80 iniciou uma colaboração com o saxofonista de jazz Nat Adderley, que se viria a prolongar ao longo de nove anos. Colaborou ainda durante três décadas “com inúmeros mestres do jazz”. Nas suas interpretações, Vincent Herring inspira-se em diferentes géneros musicais, tendo lançado 19 álbuns a solo e participado na gravação de mais de 240 álbuns. Mas os dois “mestres do Jazz” não estão sozinhos: o concerto contará ainda com a colaboração de “músicos de topo” do Japão, incluindo o pianista jazz Yuichi Inoue e o baterista vencedor de um disco de ouro Yoichi Kobayashi, bem como de Peng Ji, um baixista de Pequim cujo percurso musical se baseia em sons tanto orientais, como ocidentais. Foi convidado a actuar no concerto o jovem músico local Chak Seng Lam, “uma nova estrela da música jazz de Macau”, que estuda música desde a infância, tendo passado por escolas em Singapura e na Holanda. O concerto, que conta também com sessão de improviso, tem entrada livre, fazendo parte de uma longa lista de concertos que acontecem até Outubro, ao segundo sábado de cada mês.
Sofia Margarida Mota EventosFRC | Exposição de banda desenhada local na próxima semana Uma mostra de banda desenhada e encontros com os criadores vão preencher o cardápio da exposição que inaugura no próximo dia 18, na Fundação Rui Cunha. A iniciativa pretende incentivar o gosto pelas aventuras lidas e desenhadas das tiras aos quadradinhos [dropcap style=’circle’]H[/dropcap]istórias aos quadradinhos são coisas para todos. Da banda desenhada (BD) temática à infantil, à característica de determinada zona geográfica, passando pela mais séria e sofisticada, muitas são as pranchas que deleitam os mais diversos fãs. Macau não foge à regra e 18 de Agosto é a data agendada para a abertura de uma exposição de BD de Macau e Hong Kong. A iniciativa tem lugar na Fundação Rui Cunha (FRC) numa organização conjunta com a Associação de Banda Desenhada, Quadradinho e Brinquedos de Macau (MACT, na sigla inglesa). O objectivo é a promoção desta forma de arte junto da população juvenil e adulta, bem como o incentivo ao desenvolvimento criativo. Para o efeito, e paralelamente, o evento integra ainda um encontro com cartoonistas convidados. Edward Loi é o fundador da MACT e fala ao HM da origem da associação e dos seus fins. A ideia surgiu porque era “super fã de BD”. Com o gosto vieram os contactos e o responsável começou a conhecer artistas de Hong Kong criadores de pranchas. A curiosidade foi crescendo e Edward Loi, ao analisar o que se passava em Macau, verificou que não havia escassez de amantes da leitura em balões, mas reparou também que o alvo era essencialmente a BD japonesa e com poucas referências para o que se fazia por cá. Juntou-se a alguns amigos e começaram a “organizar actividades com ilustradores locais e de Hong Kong porque curiosamente”, como afirma Edward Loy, “a BD mais vendida em Macau era as revistas semanais da região vizinha que estavam em exibição entre as molas de todos os quiosques”. “À parte de compra de livros aos quadradinhos, não existiam actividades que envolvessem a criação e os que dela gostam”, afirma Loi. E foi isso que o fez por mãos à obra. “Achava que era uma pena não existirem encontros e outros actividades que impulsionassem e desenvolvessem a BD local.” Nasce a Associação e as actividades que promove, onde está incluída a mostra que terá lugar na FRC. Edward Loy convidou três escritores de HK e três locais. São todos profissionais na criação de BD, o que “é algo muito raro por aqui”. O evento resulta ainda da cooperação com uma revista de BD fundada em Macau, mas que encontra a sua publicação em Hong Kong. De entre os convidados está o artista que conta já com dez anos de carreira J-Head, (Cheung Dun Yoi) que, apesar das dificuldades, consegue ver os seus desenhos publicados. Mas a exposição conta ainda com as presenças de Tam Yok Meng, conhecido por UMAN, e Lei Ka Chun, de Macau. De Hong Kong estão as presenças e trabalhos de Sam Tse , Tung Tung e Lei Long Kwan. É no encontro com os artistas que a organização pretende “partilhar a imaginação e a experiência obtida durante a produção até o produto final das obras”. Bonecos em risco Para Edward Loi, a sobrevivência desta arte poderá “estar em risco, dadas as dificuldades dos artistas em se afirmarem no sector”. É com tristeza que afirma que a BD tem vindo a perder terreno na popularidade, salvaguardando que na região vizinha ainda existe um forte grupo de amantes desta arte. Os dinheiros que financiam a Associação, além das cotas dos membros que a integram, baseiam-se no apoio do Governo e fundações. Apesar da entidade pretender trazer artistas de outras zonas do globo “não consegue” porque os apoio que tem só financia o local, mesmo que “por vezes não seja da melhor qualidade”. Não é o caso dos convidados para este encontro, mas também esta mostra “poderia ser enriquecida com a vinda de gente de outras paragens e a troca de conhecimentos entre todos”. A Associação quer combater a tendência e tem na agenda a continuidade de trabalhos através da organização de “exposições, seminários e competições” de modo a receber mais “aceitação por parte da população”. Para isso anseia mais apoio, nomeadamente do Governo, para que esta arte não fique exposta nas criações mais “vulgares” afirma. Para o responsável, a preferência dos consumidores de BD da região é “definitivamente a BD japonesa”, sendo que “ultimamente se regista um crescendo de adeptos de tiras curtas publicadas online”. Para Edward Loi, a razão por detrás do sucesso da “fast BD” é o facto de poder ser facilmente divulgada nas redes sociais e ser leitura fácil e rápida. A mostra, que inaugura pelas 15h30, termina a 2 de Setembro e conta com entrada livre.
Hoje Macau EventosExposição de arte contemporânea estreia hoje no MAM [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]Museu de Arte de Macau (MAM) estreia hoje a mostra “Geometria do Universo: 3D e Trabalho de Multimédia por Akin Vong”. A exposição encaixa-se na “Macau Arts Window”, organizada desde 2012, que visa encorajar a criatividade e promover o desenvolvimento da arte contemporânea em Macau. Akin Vong nasceu em Macau. É ilustrador e, como tal, o seu trabalho desenvolve-se em várias áreas: média tradicional, imagens digitais e animação, design de iluminação e design para exposições temáticas. É também um dos vencedores do primeiro prémio nas categorias de Pintura e Escultura da Charriol Foundation Annual Art Competition e ganhou inúmeras bolsas, que lhe permitiram prosseguir os estudos em diversas partes da Europa e dos Estados Unidos. Em 2011 foi um dos vencedores do Hong Kong Ten Outstandig Designers Awards. Segundo o MAM, o artista combina vários elementos da geometria básica com o tempo, ritmo, padrões, tamanhos, criando um sem número de imagens nestes trabalhos. No mundo da geometria, Akin Vong vê um universo infinito, que evoluiu a partir de um ponto para uma linha, de um plano para um cubo. “Ele pensa que o universo é infinito. Numa simples gota de suor existem múltiplas criaturas microscópicas. Um homem tem a particularidade de poder ser muito grande ou muito pequeno, dependendo da perspectiva”, pode ler-se no comunicado. A inauguração da mostra, que apresenta os trabalhos, acontece pelas 18h30 , no terceiro andar do edifício do MAM e está patente até dia 25 de Setembro. O valor da entrada é de cinco patacas, mas aos domingos e feriados as visitas são gratuitas.
Hoje Macau EventosCreative Macau | Aniversário celebrado com exposição sobre a cidade A Creative Macau vai festejar o seu 13º aniversário com uma mostra colectiva de artistas, subordinada ao tema “Here and Now”. A exposição é inaugurada dia 27 deste mês, um dia que pretende ser recheado de actividades [dropcap style=’circle’]C[/dropcap]omo é que cada um vê a cidade? O desafio é lançado pela Creative Macau, espaço que celebra este mês 13 anos de vida e que assinala a data com uma exposição. “Here and Now” pretende inspirar a comunidade criativa de Macau a reflectir sobre a cidade nos dias de hoje. Abre dia 27 de Agosto, pelas 17h00, e tem entrada livre. A exposição conta com a participação de 29 autores de diversos sectores, que fizeram os seus trabalhos tendo por base a cidade, usando técnicas e materiais à escolha. Nomes como o de Adalberto Tenreiro, Papa Osmubal, Cristina Vinhas, Alexandre Marreiros e também Lúcia Lemos, responsável da Creative Macau, são alguns dos convidados a apresentar os trabalhos. A Creative Macau diz que os artistas foram incentivados a reflectir sobre várias questões “sem apontar para teorias da representação social que estão inerentes à comunicação entre objecto e tema, ou à relação entre tema, objecto, mundo, que dá sentido à realidade social”. “Cada cidadão tem em mente um mapa autêntico que representa a sua cidade”, continua a organização, onde é preciso responder a questões. “Perplexidade e abstracção do espaço ou tempo – como expressa o excessivo materialismo ou a visibilidade implícita?” “As dúvidas comuns de ‘viver na cidade’ e ‘viver fora da cidade’, quando estas questões se referem a Macau, pode levar-nos a considerar que talvez estejamos a despojar a cidade da sua identidade histórica, para suportar as nossas necessidades colectivas. Há pistas para serem encontradas nos múltiplos pactos sociais que estão na base da vida social, política e cultural da cidade?” Fica a pergunta. A Creative Macau é um espaço dedicado à arte e que convida à criação e à extrapolação da criatividade. Todas as áreas são bem-vindas. Criada em 2003, o espaço convida ainda a Tuna Infanto-Juvenil Portuguesa de Macau e Siu Liu, para um concerto e um espectáculo tradicional chinês de “mudança de caras”.
Joana Freitas EventosBandas de Macau e Hong Kong no Heart Bar [dropcap style=’circle’]S[/dropcap]exta-feira, o Heart Bar recebe bandas locais e da região vizinha para um concerto com outras performances à mistura. “All from Heart – Music Sharing” acontece a partir das 20h00 no bar que fica no Hotel Ascott, nos NAPE. A organização lança um desafio: quão bem conhece as bandas de Macau? Assim, pretende apresentar alguns dos grupos independentes do território, mas também de Hong Kong. “Convidamos algumas boas bandas, DJs e performances de bartenders”, pode ler-se na página do Facebook do Heart Bar. Entre os convidados estão os Crosslines, grupo fundado em 2009 com cinco membros. Rock é o estilo que Gary, Yu, Ray, Ng e Carina apresentam. Os Pink Elephant são outros dos convidados: a banda, direccionada também para o Rock, tem músicas originais e covers de clássicos do Pop, Rock e até Reggae. Zenith chega com a promessa de Rock alternativo. Fundada em 2013, a banda conta com Jason Loi na bateria, Chanpong Lam, Wai Yu Si e Dash Lao nas guitarras, Lugus Hoi no baixo e Chi Lap Lei nas teclas, tudo acompanhado com as vozes de Hyun Tak e Justin Mok. De Hong Kong chega a banda All in One, com o DJ 421 a fechar as hostes, numa festa que dura até à meia-noite com House. Os bilhetes para a festa custam 150 patacas se comprados antecipadamente e 180 à porta, ambos com direito a duas bebidas. As reservas podem ser feitas na página do Facebook do Heart Bar.
Joana Freitas EventosIC abre candidaturas em Setembro para associações criativas [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]Instituto Cultural (IC) anunciou ontem a abertura de candidaturas para três programas de apoio financeiro para actividades culturais. Das artes visuais à música, são diversos os tipos de apoio para o próximo ano e que se dividem em três programas: Programa de Apoio Financeiro para Actividades/Projectos Culturais, Programa de Formação de Recursos Humanos na Gestão Cultural e das Artes e Programa de Subsídios à Arte da Comunidade. Os subsídios dedicadas a Actividades/Projectos Culturais pretendem apoiar as artes visuais, dança, música, ópera, património cultural, criação e estudos literários, estudos académicos, filmes e arte multimédia e indústrias culturais e criativas. Já o segundo programa visa contribuir para o desenvolvimento dos grupos artísticos e culturais locais e para o estímulo da formação de gestores profissionais nestas áreas, como frisa o IC, que diz querer “criar uma reserva destes talentos para promover o desenvolvimento saudável e integrado no domínio artístico e cultural em Macau”. Conseguir recursos humanos nas áreas do planeamento, coordenação, gestão de eventos e gestão técnica nos domínios da arte e cultura é o objectivo, sendo que o programa oferece ainda oportunidades profissionais. Já o terceiro programa quer incentivar as associações artísticas locais a penetrarem nas comunidades ou em determinados grupos, convidar à produção e à participação colectiva, evidenciar características comunitárias e revelar obras através de técnicas artísticas diversificadas. As candidaturas estão abertas dias 7, 8, 9 e 12 de Setembro a todas as associações locais registadas e sem fins lucrativos que se dediquem a actividades culturais e artísticas.
Sofia Margarida Mota EventosArmazém do Boi apresenta caligrafia de Aquino da Silva [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]caligrafia não é uma arte que se resuma às técnicas milenares que pautam a escrita em caracteres. No ocidente o “bem escrever” também é uma mestria e Aquino da Silva vem a Macau apresentar isso mesmo. A “The Renaissance of Pen and Ink – Exhibition of Calligraphy and Lettering Art” é a exposição que inaugura a 13 de Agosto no Armazém do Boi. A mostra, dedicada ao renascimento da escrita com caneta e tinta, insere-se no segundo evento do programa New Art People Project 2016 e traz à casa Aquino da Silva e os seus trabalhos e conhecimento. “Aquino é um dos poucos artistas que utilizam a caligrafia criativa na língua inglesa”, afirma o Armazém do Boi em comunicado de imprensa. O artista com formação em Design Gráfico é entusiasta da arte de pintar e escrever à mão. Faz parte do seu trabalho explorar as texturas dos diferentes papéis e dos diferentes traços. Após alguns anos de exploração e estudo, Aquino da Silva atribui uma perspectiva comercial à caligrafia atribuindo-lhe uma maior exposição . Na presente exposição, Aquino da Silva confere à caligrafia uma “nova dimensão”. O artista passa a explorar as combinações da escrita com cerâmica e utensílios do dia a dia, num processo de fusão e criação de instalações em que funde o trabalho da caligrafia com o juntar de peças partidas. O público estará perante uma exposição muito além de uma mostra de palavras em Inglês. Tem à sua frente objectos que ganharam uma nova vida com a aplicação caligráfica. Para uma melhor preparação, Aquino esteve no Japão, antes de conceber esta exposição, a produzir as suas próprias peças em cerâmica. Chegou também a criar objectos em madeira no pátio do Armazém do Boi. No seu conjunto, o artista concebeu uma mostra que mistura arte, artesanato e experimentalismo. Aquino da Silva vai também realizar três workshops nos dias 20 e 21 de Agosto e 4 de Setembro, onde partilhará os seus conhecimentos relativos a conceitos básicos aplicados à caligrafia ou a aplicação de força na arte da escrita. A exposição estará patente até 18 de Setembro e conta com entrada livre.
Sofia Margarida Mota Eventos ManchetePoesia | Livro de Francesco Navarrini apresentado esta sexta-feira na Livraria Portuguesa Francesco Navarrini apresenta “Palavras à janela”, esta sexta, na Livraria Portuguesa. Uma compilação de poemas criados entre viagens, que são agora dados a conhecer a Macau pelo italiano que fala sete línguas e que pretende pôr os leitores a viajar pela liberdade de pensamento [dropcap style=’circle’]”[/dropcap]Parole alla finestra” é o livro que Francesco Navarrini apresenta na Livraria Portuguesa já na próxima sexta-feira. “Uma compilação” de textos que o autor italiano, residente na RAEM, mostra agora ao público e que foi escrita entre 2003 e 2011, numa espécie de volta ao mundo e volta ao interior do poeta. O livro é um convite ao imaginário de cada do leitor. Francesco Navarrini começou a escrever em 2001 e a participar com sucesso em concursos de poesia. Até esse ano, “fazia muitas viagens, mas eram viagens mentais”, como afirma o autor ao HM. O mestre em Ciência Política deixou pela primeira vez o país que o viu nascer em 2001, quando foi fazer o programa de Erasmus na Lapónia. Já escrevia antes desta viagem, mas com a entrada “no deserto gelado” teve necessidade de parar. “Não era possível assimilar o mundo, as novidades e as experiências e escrever ao mesmo tempo”, refere. A opção pela Lapónia foi simples e já reflectia o ir mais longe. Tinha a hipótese de Barcelona, mas “quanto mais longe e diferente melhor”, como assegura. “Foi uma experiência extrema e brutal e a partir daí comecei a viver mais e a escrever menos, havia tanto para viver e fazer que não conseguia perder tempo a escrever.” A escrita voltou em 2003, altura em que estava num “outro deserto”, desta feita num parque natural na Bolívia a cinco mil metros de altura. Foram as montanhas longínquas que alteraram a sua concepção de espaço e que trouxeram de volta a necessidade de escrever. Foi ali que “encontrou as palavras para aquilo que queria dizer”. Línguas e personalidades Hoje em dia fala sete línguas. Apesar de ainda escrever maioritariamente em Italiano, para Francesco “uma língua não é só a tradução de uma palavra mas implica uma forma diferente de ver a realidade”. Para o autor, a mesma palavra em línguas diferentes pode alterar o conteúdo, a situação, ou mesmo a atitude de quem a escreve. Se um dia resolveu estudar Ciência Política de modo a entender a realidade que o rodeia, a escrita apareceu como forma de a contar. A poesia, por sua vez, é a “forma mais simples de o fazer”. “Por ser directa e muito íntima é uma forma de expressão capaz de mostrar a realidade sem juízos de valor”, frisa. “Palavras à janela” é um livro que não limita o leitor. Para Francesco Navarrini é um compromisso com a liberdade de pensar e do próprio leitor, sendo a sua escrita uma “imagem” a ser interpretada livremente por cada um, ao mesmo tempo que dá a possibilidade de “fazer a sua própria criação”. A apresentação da obra está marcada para as 18h30 da próxima sexta-feira e o autor espera que, acima de tudo, seja um encontro interactivo com os interessados em conhecer e discutir o livro. A entrada é livre.
Hoje Macau EventosSound & Image Challenge | Recebidas mais do dobro das candidaturas face a 2015 Está aí mais uma edição do Sound & Image Challenge, que este ano promete mais filmes de todo o mundo do que no ano passado. Para Dezembro estão preparadas as visualizações das películas, mas a competição “Volume” ainda está aberta [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]Sound & Image Challenge (SIC), da Creative Macau, recebeu o dobro das candidaturas para a categoria de curtas-metragens, face ao ano passado. Organizado pela Creative Macau e pelo Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM), a competição conseguiu este ano 1659 filmes provenientes de todo o mundo, que serão exibidos entre os dias 6 e 11 de Dezembro no Teatro Dom Pedro V e na Cinemateca Paixão. O SIC, que agora se transformou num festival internacional, abrange curtas-metragens e videoclips musicais e está aberto a todo o mundo. Este ano, de acordo com um comunicado da Creative Macau, Espanha, Estados Unidos, França, Brasil Inglaterra, Índia Alemanha, Canadá, Taiwan, Argentina, Rússia, Portugal, China e Austrália foram os países participantes, sem esquecer Hong Kong e Macau, onde o número de participações foi superior. Nesta que é a 16ª edição do festival, durante seis dias serão exibidos todos os filmes, em dois espaços cedidos à organização pelo Instituto Cultural: o Teatro Dom Pedro V e a Cinemateca Paixão. As entradas são gratuitas. Júri começa a ronda Cabe agora ao júri avaliar todo o material em duas competições distintas: a competição Shorts”, que premeia todas as curta-metragens nas categorias de Ficção, Documentário, Animação e Publicidade, e a competição “Volume”, que premeia um videoclip que incorpore integralmente uma composição de uma banda de Macau. Os jurados da competição “Shorts” são todos profissionais locais e internacionais com relação ao cinema e ao audiovisual, sendo composto por seis profissionais locais que fazem a pré-selecção. Daqui vai resultar uma lista de filmes finalistas que será posteriormente avaliada pelo Grande Júri. O Grande Júri é composto por Sam Ho, curador, crítico de cinema e professor em Hong Kong e Estados Unidos da América, João Francisco Pinto, director de Programas dos Canais Portugueses da Televisão de Macau (TDM), e finalmente o fundador e director do Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto, Mário Dorminski. Já o quadro de jurados da pré-selecção do “Volume”, que viu o prazo de candidaturas prolongado (ver caixa) é composto por Vincent Cheang, músico fundador e líder da banda L.A.V.Y e da Live Music Association. Vincent Hoi, realizador independente, estabeleceu a sua companhia especializada na produção de vídeos comerciais educacionais, para televisão e para a Administração e Miguel Khan, outro dos nomes que compõem este júri, é director de multimédia numa operadora local e colabora com artistas e jovens em várias áreas criativas, para vídeos publicitários e para espectáculos ao vivo. O Grande Júri é composto por Lok Kong, director substituto de Programas Chineses da Teledifusão de Macau, e o músico e compositor de música clássica e electrónica, jornalista e empreendedor local Ray Granlund. O festival permite ainda a interacção do público na votação das curtas-metragens preferidas da competição “Shorts”, a decorrer no dia 8 de Dezembro no Teatro Dom Pedro V. A escolha determinará o prémio Público, no universo dos filmes nomeados nas quatro categorias de Ficção, Documentário, Animação e Publicidade. São ainda quatro os prémios que serão atribuídos além dos grandes vencedores: Melhor do Evento, que pretende distinguir o filme que se destaque em qualidade, o Macau Cultural Identity, onde visa premiar filmes que dêem destaque à cultura local, e Melhor Entrada Local, filmes submetidos por concorrentes que possuem bilhete de identidade de Macau ou que possuem o título de identificação de trabalhador não-residente. Prolongado prazo para o “Volume” Segundo a entidade organizadora, as candidaturas para a competição “Volume” ainda podem ser entregues, uma vez que o prazo foi alargado até 31 de Agosto. Esta competição pretende a criação de videoclips para músicas de bandas locais, que estão disponíveis no site da organização.
Sofia Margarida Mota EventosBilhetes à venda para nova temporada da Orquestra Chinesa [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]reentré ainda está a um mês de distância mas já se anuncia com sons clássicos chineses. Depois da Orquestra de Macau, o Instituto Cultural coloca hoje à venda os bilhetes para a próxima temporada de espetáculos da Orquestra Chinesa de Macau, que tem início em Setembro. O concerto inaugural, “Romance do Sonho das Borboletas”, terá lugar no dia 4 de Setembro pelas 20h00 horas, no Centro Cultural de Macau (CCM). “Romance do Sonho das Borboletas” estreia sob a batuta do maestro Pang Ka Pang e a Orquestra irá colaborar com a Orquestra Chinesa do Teatro de Danças e Cantares de Fujian, com Sophia Feinga Su, proclamada “Prodígio do Violino de Macau”, e com Sun Li, vencedor do Prémio Wenhua no 9.º Festival de Artes da China, como avança o CCM em comunicado. Do repertório consta ainda a apresentação de várias obras de música tradicional chinesa, incluindo a história de amor “Os Amantes Borboleta”, a suite sinfónica “O Sonho da Rota Marítima da Seda”, “Um Lugar Distante” e “Largo al factorum”. No concerto de encerramento da temporada, “Encontro com a Música Chinesa”, a Orquestra Chinesa de Macau proporcionará aos entusiastas de música um serão de música chinesa. O concerto “Alegre Harmonia”, integrado no XXX Festival Internacional de Música de Macau, reúne artistas das quatro regiões de ambos os lados do Estreito para expressar a “beleza da música tradicional chinesa”. A temporada que se avizinha conta ainda com a participação de directores artísticos como Wang Yidong, Shi Haibin, Sun Weixi e Chen Jun, que apresentam concretos de cordas friccionadas, dedilhadas, de sopros e percussão.
Hoje Macau EventosCCM | Peça infantil “Spot” em cena dias 6 e 7 de Agosto “Spot, the Dog” está em exibição este fim-de-semana no CCM. Uma produção holandesa, dedicada aos mais pequenos e onde a promessa é música, interactividade e diversão [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]manhã e domingo os mais pequenos são convidados a assistir à peça “Spot, the Dog”, em exibição este fim-de-semana no Centro Cultural de Macau (CCM). Apresentada pela companhia Teatro Terra, que vem da Holanda, a peça destina-se a crianças com mais de dois anos e promete muita interacção com o público. A história da peça centra-se no cão Spot e na hipopótamo Helen. Ambos vão visitar a quinta onde o pai de Spot mora, mas são apanhados de surpresa quando lá chegam porque todos os animais que lá moram desapareceram. A tarefa seguinte é saírem à procura dos amigos e revelarem o mistério do desaparecimento que deixou a quinta tão silenciosa. É nesta altura que os actores interagem com o público. “A peça está cheia de sons de animais e pedimos ao público para identificarem qual o animal que estão a ouvir. As crianças costumam ser muito participativas e adoram ouvir os sons dos animais e da natureza”, diz o actor Eric-jan Lens, que dá vida à personagem de pai de Spot. A peça conta com três actores em palco que interpretam as três personagens principais: Spot, o pai do cãozinho e a amiga Helen. Os actores interpretam as vozes destes animais que são bonecos físicos manipulados por cada um deles, como ontem mostraram aos jornalistas, na apresentação da peça. “A dimensão dos bonecos e a agilidade com que se movimentam em palco faz muitas vezes com que o público se esqueça que, por trás daquele boneco, está uma pessoa”, diz Desi Van, uma das actrizes. Este espectáculo anda em digressão e os actores explicam que uma das vantagens de interpretarem este texto é o facto de ele ser muito popular, o que faz com que todos estejam familiarizados com a história e os encoraje a participar. A companhia tem viajado um pouco por todo o mundo – veio de Hong Kong e de seguida vai para a Austrália, onde estará quase um mês divididos entre Perth e Sidney. Quem é Spot? A história baseia-se numa conhecida colecção de livros infantis que se chama “Spot the Dog”, criada pelo escritor e ilustrador inglês Eric Gordon Hill. A personagem foi criada em 1976 para o seu filho pequenino. O livro foi publicado em mais de 30 países e deu origem a uma série televisiva, que ajudou a divulgar a obra e a tornar “Spot” uma personagem muito conhecida e acarinhada. As histórias foram traduzidas em mais de 60 línguas e o escritor continua a ser um dos mais elogiados, nomeadamente pelo seu contributo para a literacia infantil. A companhia de teatro Terra convida, por isso, todos a assistir a este espectáculo, onde promete muita música, luzes e diversão. “Há um grande dinamismo em palco e convidamos todos, pais e crianças, a participarem”, dizem os actores, que visitam pela primeira vez Macau. “Temos muita expectativa em relação à forma como o público nos vai receber, mas estamos confiantes, pois temos boas referências.” Os actores regressaram recentemente de Hong Kong onde actuaram várias vezes, sempre com espectáculos esgotados. “Sabemos também que muitos dos bilhetes para os espectáculos marcados já foram vendidos e esperamos um público divertido, audaz e casa cheia”, acrescentam. História de uma companhia O grupo de teatro vem da Holanda e todos os actores são holandeses, daí o nome da companhia poder parecer desajustado. Mas a explicação é simples e, mais uma vez, é Eric-Jans Lens quem desvenda o mistério. “É o apelido do criador da companhia que foi fundada em 1977, na Holanda.” Todos os anos são criados novos espectáculos, dos musicais para a família e das marionetas, às produções de teatro. Desde a sua fundação, a companhia tornou-se num dos grupos teatrais de topo para crianças e famílias na Holanda, como diz um comunicado de apresentação. “Dando sempre o seu melhor para criar espectáculos”, o grupo faz das marionetas e da música uma parte central das suas produções, acrescenta a mesma fonte. A peça dura cerca de uma hora, sem intervalo, e os bilhetes custam 180 patacas. Estudantes, crianças com menos de 12 anos e seniores beneficiam de um desconto de 50% e há pacotes promocionais.