ID sem informação de jogo entre Inter de Milão e PSG, mas não recusa hipótese

[dropcap]O[/dropcap] Instituto do Desporto (ID) reafirma que ainda não recebeu qualquer pedido para disponibilizar o Estádio de Macau para um encontro entre Inter de Milão e PSG, mas não fecha as portas ao evento. As declarações foram prestadas ontem por Pun Weng Kun, presidente do Instituto do Desporto, à margem da cerimónia de assinatura do contrato de patrocínio para o Grande Prémio de Macau.

“Na sociedade houve notícias a dizer que duas equipas de renome vão jogar em Macau. Até ao momento o Instituto do Desporto não recebeu qualquer requerimento para ceder o Estádio para a realização do jogo”, começou por explicar o presidente do ID.

“Se organizadores pretenderem vir a Macau, independentemente de serem locais ou de fora, não vamos recusá-los. Mas antes de anunciarem que vão realizar actividades, têm de ponderar se haverá disponibilidade das instalações e se o território oferece os requisitos mínimos para os eventos ou actividades”, acrescentou.

De acordo com o anúncio dos organizadores da partida, o grupo Kaisa Culture & Sports, de Shenzhen, o encontro vai acontecer em Macau, a 27 de Junho. No entanto, o ID nega ter sido contactado. Neste momento, falta pouco mais de um mês para a data do alegado encontro.

“Tendo em conta que o ID tem de se preparar para ceder as instalações, os pedidos têm de ser feitos com uma antecedência entre um a dois meses antes do evento ou actividade”, explicou sobre o processo. “Também temos de ver as situações concretas para saber se temos as condições para esses eventos. Mas estamos sempre de porta aberta para ceder pavilhões, piscinas, estádios.

Os eventos são bem-vindos e sabemos que também podemos beneficiar destas actividades”, sublinhou. Em relação ao encontro entre Southampton e Guanzhou R&F, que está agendado para 23 de Julho, e que vai celebrar os 20 anos da criação da RAEM, Pun Weng Kun diz que a preparação está a correr dentro da normalidade. “Já anunciámos, tanto o Instituto do Desporto como a Associação de Futebol de Macau, que haverá um jogo entre o Southampton e o Guanzhou R&F. Estamos na fase preparatória”, afirmou.

23 Mai 2019

Grande Prémio | Orçamento aumenta 50 milhões de patacas

A Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau aposta num orçamento de 270 milhões de patacas para o evento deste ano. Ontem foi avançada a confirmação de que a prova de Fórmula 3 vai ser realizada com o novo monolugar da categoria

 

[dropcap]A[/dropcap] edição deste ano do Grande Prémio de Macau vai ter um orçamento de 270 milhões de patacas, um aumento de 50 milhões face ao ano passado. Os valores foram revelados ontem por Pun Weng Kun, coordenador da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau (COGPM). Em 2018 o orçamento tinha sido de 220 milhões de patacas, o que significa que há um crescimento de 22,7 por cento.

“Nos últimos três anos, desde que o Grande Prémio passou para o Instituto do Desporto, o orçamento rondou os 220 milhões de patacas. Tentámos sempre manter esse orçamento [220 milhões], mas este ano prevemos um orçamento de 270 milhões de patacas”, disse Pun Weng Kun.

No ano passado o responsável já tinha antevisto uma subida dos custos não só para acompanhar a inflação, mas também para fazer melhorias no traçado e cobrir custos de manutenção dos equipamentos.

Este ano o Grande Prémio de Macau volta a receber seis provas: a corrida de Fórmula 3, Taça GT de Macau, Corrida da Guia, que conta para Taça do Mundo de Carros de Turismo (WTCR), Taça de Carros de Turismo de Macau, Corrida da Grande Baía e ainda a prova para as motos.

No que diz respeito à prova de Fórmula 3, está confirmada a presença do modelo mais recente da categoria, que tem motores com mais 140 cavalos do que os anteriores, além de uma maior dimensão.

“A FIA [Federação Internacional de Automobilismo] tem um novo modelo de carros e claro que pretende que Macau utilize o novo modelo no Circuito da Guia. Os técnicos da FIA já visitaram o circuito para fazerem uma análise sobre a viabilidade de estes carros competirem neste circuito”, revelou. “Vamos fazer os ajustamentos conforme as exigências da FIA. Não só nas curvas, mas em diferentes pontos na Guia”, acrescentou.

Patrocínio também cresce

Além do orçamento, também o valor do patrocínio principal foi aumentado. A empresa promotora do jogo Suncity subiu a parada dos 20 milhões de patacas do ano passado para 25 milhões, ou seja, houve um aumento de 25 por cento.

A cerimónia de assinatura do novo contrato de publicidade decorreu ontem no Centro de Ciência de Macau. Ainda à margem do evento, Pun Weng Kun revelou que a preparação da prova, que se realiza entre 14 e 17 de Novembro, está a decorrer dentro da normalidade. “A preparação está a decorrer até ao momento de forma ideal e estamos a cumprir a calendarização da nossa agenda”, apontou Pun. “Creio que as corridas vão permitir atrair vários pilotos conhecidos a Macau e acredito que muitos, locais e do estrangeiro, já estão entusiasmados com a possibilidade de correrem em Macau”, frisou.

23 Mai 2019

Morreu Niki Lauda, três vezes vencedor em Fórmula 1

[dropcap]O[/dropcap] antigo piloto austríaco Niki Lauda, tricampeão mundial de Fórmula 1, morreu esta segunda-feira aos 70 anos, anunciou a família. “É com enorme tristeza que anunciamos que o nosso querido Niki morreu em paz, rodeado pela sua família, esta segunda-feira”, lê-se num comunicado.

O ex-piloto tinha sido submetido a um transplante pulmonar no Verão passado. “As suas realizações únicas como desportista e como empresário são e serão sempre inesquecíveis. O seu dinamismo inesgotável, a sua integridade e a sua coragem serão um modelo e uma referência para todos nós”, recordou a família.

Niki Lauda foi campeão do Mundo em 1975, 1977 e 1984, tendo vencido 25 grandes prémios dos 177 que disputou, atingido por 52 vezes o pódio e garantindo 24 ‘pole positions’. Competiu na Fórmula 1 entre 1971 e 1979 e depois entre 1982 e 1985. Foi campeão pela Ferrari e pela McLaren, mas competiu ainda pela March, BRM e Brabham.

Em 1976, um dos marcos da sua carreira, quando um grave acidente no Grande Prémio da Alemanha quase o matou. O Ferrari que conduzia incendiou-se minutos depois e o piloto austríaco ficou preso dentro do monolugar.

Vários pilotos ajudaram-no a sair do carro, sem evitar graves queimaduras na cabeça e nos braços, além de inalar gases tóxicos. Estava consciente e chegou a andar, mas minutos depois entrou em coma.

Lauda ficou sem boa parte do cabelo, perdeu a orelha esquerda, as sobrancelhas, pestanas e pálpebras, mas a sua vontade de competir era tal, que voltou às provas apenas seis semanas depois, perdendo dois grandes prémios e permitindo a aproximação de James Hunt.

Valor supremo

Considerado como um piloto cauteloso e calculista, o austríaco perderia o mundial desse ano pelo facto de, na última prova, no Japão, ter abandonado a corrida ao fim da primeira volta, conforme acordado – mas não cumprido – por todos os pilotos, face às adversas condições climatéricas que não permitiam que estivessem asseguradas condições de segurança.

“A minha vida vale mais do que um campeonato”, justificou, antes de saber, já no aeroporto, o desfecho do mundial, sendo que apenas precisava de ficar à frente de James Hunt para conquistar o título que recuperaria na época seguinte.

22 Mai 2019

Benfica | Adeptos apontam Bruno Lage como grande obreiro do título

[dropcap]O[/dropcap] treinador do Benfica, Bruno Lage, que guiou os ‘encarnados’ à 37.º vitória do clube na I Liga de futebol, foi, no sábado, apontado pelos adeptos como o principal responsável pelo título nacional.

De acordo com os adeptos ouvidos pela Lusa na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa, onde muitos milhares aguardavam ainda a chegada da equipa para a festa, o treinador de 43 anos, que apenas assumiu o comando técnico em Janeiro, recebeu todos os elogios pelo feito e por ter devolvido a confiança à massa associativa quando o Benfica estava a sete pontos do primeiro lugar.

“Foi sofrer até ao fim, mas quando recuperámos o primeiro lugar sentimos que viríamos aqui. [O principal responsável] Foi o ‘mister’ Bruno Lage. Sempre tivemos fé na equipa, mas a sete pontos era complicado. Sem retirar mérito a Rui Vitória, sentíamos um afastamento da equipa dos adeptos e o Bruno Lage veio reatar esse amor que estava algo apagado”, afirmou Vanessa Alcobia, que veio de Queluz para a festa do título ‘encarnado’.

De Paris para o Marquês de Pombal veio Micael Martins. Com a camisola do Benfica e a pronúncia francesa bem vincada, este jovem adepto revelou não ter hesitado na ideia de vir para Lisboa no fim do campeonato, depois de ver a equipa sair vencedora (2-1) do jogo com o FC Porto, no Estádio do Dragão, no Porto.

“Venho de Paris. Vim cá uns dias, mas sabia que íamos ser campeões. Sabia que íamos ser campeões, por isso vim de propósito. O jogo no Dragão foi o momento em que soube que íamos ser campeões. Agora é festejar, depois vê-se quando voltamos. Espero estar aqui, neste mesmo lugar, no próximo ano”, disse, acrescentando: “O grande responsável pela vitória foi Bruno Lage. Ele mudou tudo e fez uma segunda volta espetacular”.

Factor de união

Já Paulo Lopes, que veio para a festa acompanhado da esposa e dos dois filhos, de dois e cinco anos, enalteceu o treinador do Benfica por “unir a equipa e ter sido a pessoa essencial para reunir as forças do Benfica”, mas destacou também o papel do presidente do clube.

“Luís Filipe Vieira apostou sempre no clube, num treinador novo, nos jogadores e em todos os benfiquistas. Em Janeiro ninguém acreditava, hoje estamos aqui e para o ano logo se vê”, frisou, apontando o veterano avançado brasileiro Jonas, de 35 anos, como “o melhor” do plantel.

Por fim, João Catarino, acompanhado da filha Sara, partilhou o mérito da conquista do 37.º título “por todos os jogadores, o treinador e o presidente”, reconhecendo ainda que “será complicado” segurar algumas das maiores promessas ‘encarnadas’ e que o momento mais marcante surgiu com o triunfo sobre os ‘dragões’.

“Não estava confiante, era muito difícil dar a volta à situação e felizmente conseguimos. Creio que o momento decisivo foi ganharmos em casa do FC Porto”, observou.

O Benfica venceu sábado o Santa Clara, por 4-1, em jogo da 34ª jornada, e selou a conquista da I Liga com 87 pontos, mais dois do que o FC Porto, naquele que foi o 37.º título da sua história.

“Mais do que merecido”

O treinador do Benfica, Bruno Lage, considerou sábado o título de campeão nacional da I Liga de futebol “mais do que merecido” e pediu aos adeptos para darem “mérito a quem ganha”, nas celebrações do campeonato, em Lisboa. “Chegámos justamente ao título, é mais do que merecido.

Que este título, que estava perdido, seja também a forma de dar mérito a quem ganha. Quando os adversários ganharem, temos de lhes dar mérito. Só assim eles nos darão mérito a nós”, disse Bruno Lage, perante centenas de milhares de adeptos, na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa. O técnico, de 43 anos, pediu também aos adeptos a mesma exigência que apresentam à equipa da Luz em outros assuntos da sociedade, de forma a “reconquistar os valores de Portugal”.

“Há coisas mais importantes do que o futebol, se vocês tiverem esta mesma exigência noutros temas da sociedade portuguesa, o nosso país vai ser melhor. Vamos reconquistar os valores de Portugal”, pediu. Bruno Lage agradeceu também aos adeptos e ao presidente dos ‘encarnados’, Luís Filipe Vieira, pela “oportunidade de ser treinador” da equipa principal do Benfica, mas sobretudo aos jogadores, em especial Jonas, que foi “um exemplo”.

20 Mai 2019

GP Macau | Pilotos locais em força nas provas de apuramento

[dropcap]Q[/dropcap]uase cem pilotos, noventa e nove para sermos mais precisos, inscreveu-se nas provas de apuramento para as corridas da “Taça Carros de Turismo de Macau” e “Taça da Grande Baía de GT” da 66ª edição do Grande Prémio de Macau. A primeira das duas jornadas do Festival de Corridas de Macau, organizadas pela Associação Geral-Automóvel de Macau-China (AAMC), está agendada para o fim-de-semana de 25 e 26 de Maio no Circuito Internacional de Guangdong.

Este ano o Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS, na sigla inglesa) será novamente dividido em duas classes: “AAMC Challenge 1.6 Turbo” e “AAMC Challenge 1950cc ou Superior”.

Os melhores dezoito classificados de cada classe no somatório dos dois fins-de-semana – num total de quatro corridas – terão apuramento directo para o grande evento do mês de Novembro.

Os que ficarem de fora do “top-18” terão que aguardar alguma desistência para terem uma vaga.

A classe “AAMC Challenge 1.6 Turbo”, que tem a particularidade de ter um regulamento técnico único no mundo e que estará a chegar ao fim, reunirá vinte e três concorrentes, dezassete deles da RAEM. Destaque para a presença do veterano português Rui Valente e de Jerónimo Badaraco e Célio Alves Dias, dois nomes incontornáveis do automobilismo macaense.

Popularidade em alta

A popular categoria “Road Sport”, hoje designada como “AAMC Challenge 1950cc ou Superior”, volta a reunir um número vasto de concorrentes. Trinta e oito inscritos provenientes de cinco países e territórios vão medir forças numa classe que acolhe um colorido leque de viaturas e dezanove pilotos locais.

Para além dos tradicionais favoritos Leong Ian Veng, Ng Kin Veng ou Wong Wan Long, o contingente local contará com vários pilotos macaenses. Destaque para a presença de Filipe Souza, que ao volante de um Audi RS3 LMS TCR, que se estreia nesta classe, juntando-se à promessa Delfim Mendonça Choi e aos regressados Jo Merszei e Luciano Castilho Lameiras, que o ano passado falharam a qualificação.

O vencedor da Taça da Corrida Chinesa do Grande Prémio em 2017, Hélder Assunção, também está de volta, mas desta vez com uma máquina nova, um Nissan GTR-34. E numa altura em que o automobilismo do território precisa de novo sangue, há que realçar a estreia de Osório Sabino com um Volkswagen Golf GTi.

Estreia auspiciosa

A novidade do Festivais de Corridas de Macau de 2019 será a introdução da “Taça da Grande Baía de GT”. Esta competição irá permitir a participação de trinta e seis concorrentes na 66ª edição do Grande Prémio de Macau. Destinada a carros da categoria GT4 e ex-Taça Lotus, em termos de adesão, a estreia não poderia ser melhor apesar dos custos base que apresentam este tipo de viaturas.

Com trinta e oito carros garantidos à partida, devido às limitações do circuito dos arredores da cidade de Zhaoqing, a organização viu-se forçada a dividir os participantes em dois grupos. Audi, Aston Martin, BMW, Ginetta, Lotus, Mercedes AMG e McLaren são as marcas representadas numa Taça que no futuro poderá ganhar relevância dentro do Grande Prémio, trazendo para o Circuito da Guia aqueles pilotos que se viram afastados com a introdução da Taça do Mundo FIA de GT há três. Eurico de Jesus, ao volante de um Lotus Exige, é o único nome português na lista de inscritos dos carros de Grande Turismo.

17 Mai 2019

Benfica de Macau | Duarte Alves diz que futebol local “não vale a pena”

O responsável do Benfica de Macau afirma que futebol local não vale a pena se não houver uma mudança de postura. Em causa está o lance em que o jogador-treinador das águias Cuco se queixa de ter sido agredido

 

[dropcap]O[/dropcap] director técnico do Benfica de Macau, Duarte Alves, afirmou que não vale a pena continuar no futebol local sem que haja uma mudança de postura da Associação de Futebol de Macau (AFM). O desabafo foi feito nas redes sociais depois do treinador-jogador Cuco ter sido atingido na cara por Diego Patriota, jogador do Chao Pak Kei, na quinta-feira à noite. Na sequência do lance, Cuco teve de ser transportado para o hospital e suturado na cara.

“O futebol de Macau chega a este ponto. Vale mesmo a pena continuarmos a ajudar a levar o nome do futebol de Macau mais longe?”, começou porque questionar. “Uma agressão intencional, as imagens não mentem. O árbitro nem sequer pára o jogo… quanto mais penalizar o agressor. A expressão do agressor diz tudo”, acrescentou.

O responsável pelo Benfica de Macau queixou-se depois da falta de condições de segurança para a modalidade e atacou os árbitros, por serem duros com as críticas verbais, mas deixarem passar o que considerou uma “agressão” em claro. “O nosso jogador teve de ser levado ao hospital. Não há ambulância no estádio. Os árbitros erram, deixam a integridade física dos atletas em risco, e saem impunes. Nós no banco e em campo se levantamos um pouco a voz, somos expulsos. Não é a primeira vez que nos acontece, e os outro clubes queixam-se do mesmo”, relatou.

No comentário em que desabafou com a situação, Duarte Alves diz que se a AFM não alterar a sua postura face ao desporto, não vale a pena continuar. “É isto o que os responsáveis do desporto e do futebol em Macau querem? Para a AFM, a indiferença prevalece. Assim não vale a pena….”, escreveu.

Depois de no ano passado ter participado na fase de grupos da Taça AFC, o Benfica de Macau desinvestiu do projecto para o futebol local, o que faz com que esteja longe da liderança da Liga de Elite, em contraste com o que aconteceu nos cinco anos anteriores em que as águias se sagraram campeãs. Mesmo na partida de quinta-feira à noite, o Benfica de Macau não conseguiu melhor do que o empate 1-1 diante do Chao Pak Kei, líder isolado do campeonato. No entanto, a partida ficou marcada pelo lance que obrigou Cuco a ser substituído aos 59 minutos.

Chao Pak Kei lidera

Após 13 jornadas e o empate diante do Benfica de Macau, o C.P.K. é o líder da Liga de Elite com 32 pontos. No segundo lugar está o Ching Fung, que bateu o Sporting de Macau por 4-2, com 28 pontos e o pódio termina com o Benfica, com 23 pontos.

Monte Carlo (21 pontos), Ka I (20), Hang Sai (15), Sporting (14) e Polícia (10) ocupam as restantes posições. Já nos lugares de despromoção à 2.ª Divisão estão o Tim Iec (9) e os Sub-23 (3).

Os próximos jogos estão agendados para amanhã, nos únicos jogos realizados esta semana, com a Polícia a ter pela frente o Monte Carlo. Já o Tim Iec defronta os Sub-23.

14 Mai 2019

GP Macau Motos | Piloto acidentado volta nos ralis

Andrew Dudgeon, lembra-se dele? Provavelmente não. Andrew Dudgeon teve uma passagem curtíssima pelo Grande Prémio de Macau do ano passado, protagonizando o primeiro acidente do fim-de-semana. O britânico está hoje praticamente recuperado e pronto acelerar como fazia antes

 

[dropcap]D[/dropcap]udgeon estreou-se no Grande Prémio de Motos de Macau na 65ª edição do evento, mas a estreia não durou mais de cinco minutos, pois caiu da BMW S1000 RR da VRS Racing Team após a primeira curva, logo na sessão de treinos-livres das 7h30 de quinta-feira, tendo sido transportado para o Centro Hospitalar Conde São Januário com uma fractura da vértebra lombar. O piloto natural da Ilha de Man foi operado no dia seguinte e passou duas semanas internado até poder regressar a casa. Mas isto é passado.

Enquanto não pode voltar a montar competitivamente uma mota, Dudgeon vai voltar às lides nos ralis. As provas de “quatro rodas” não são estranhas ao também atleta de triatlo. Antes de viajar para RAEM no final do ano passado, Dudgeon tinha terminado em terceiro no Pokerstars Rally, uma prova de carácter nacional e que se disputa na Ilha de Man. Este fim-de-semana, o piloto de Ramsey vai sentir novamente a adrenalina dos desportos motorizados quando arrancar o Manx National Rally.

“Será muito bom voltar”, disse à revista inglesa Motorsport News. “Ainda não estou ainda a 100%, mas os meus ossos já estão curados, só preciso de ganhar músculo. Ainda só estou a trabalhar dois dias por semana (como paisagista), portanto tenho que ter cuidado nos saltos.”

Futuro em aberto

O polivalente piloto da terra da maior prova de estrada de motociclismo vai conduzir um Mitsubishi Lancer neste rali, mas não sabe o que virá a seguir: “futuro é incerto, pois não sabemos quantos mais eventos temos no carro, no que respeita a orçamento e patrocínios. Portanto, terei que aproveitar ao máximo. Enquanto não corro de motas, ao pelo menos tenho o desporto motorizado resolvido em algum lado.”

Dudgeon nunca colocou de parte um regresso ao Circuito da Guia para uma segunda tentativa, caso seja convidado, mas neste momento uma viagem ao sudeste asiático em 2019 dependerá da sua condição física e do programa desportivo que conseguirá montar até ao final do ano.

10 Mai 2019

Futebol | ID sem conhecimento do jogo entre Inter e PSG

O Inter de Milão afirma que foi convidado pelo grupo Kaisa Culture & Sports, de Shenzhen, para defrontar o PSG, em Macau. No entanto, e apesar de ser a entidade responsável pela gestão do Estádio, o ID diz que não foi contactado

 

[dropcap]A[/dropcap] revelação foi feita pelo Inter de Milão e até o logótipo do Benfica foi utilizado para promover a iniciativa nas redes sociais: a 27 de Julho, o Estádio de Macau vai ser o palco do encontro entre os Nerazzurri e o Paris Saint-Germain de Neymar. Segundo a informação oficial do portal italiano, o grupo Kaisa Culture & Sports, de Shenzhen, é o promotor da iniciativa.

No entanto, contactado pelo HM, o Instituto do Desporto negou ter havido qualquer pedido para a utilização do recinto. “Não temos informação sobre o jogo. Também vimos a notícia online, mas não fomos informados nem fomos contactados”, disse uma porta-voz do ID. A mesma fonte explicou que caso houvesse intenção de utilizar o Estádio de Macau para um encontro desta natureza, o ID teria sempre de ser contactado uma vez que é a entidade responsável pela gestão do recinto.

A revelação do alegado jogo de futebol foi feita primeiramente pelo Inter de Milão no portal online, através de um comunicado oficial, e o jogo faria parte da International Super Cup. “A viagem a Macau no âmbito da International Super Cup faz parte da digressão asiática dos Nerazzurri e serve para reforçar a ligação entre o FC Internazionale Milano e a China”, podia ler-se.

“O Inter foi um dos primeiros clubes estrangeiros a visitar a China. E 20 anos depois da última visita a Macau, o Inter de Milão tem a honra de ser convidado pelo grupo Kaisa Culture & Sports, o organizador do evento, para participar na International Super Cup”, é acrescentado. O mesmo comunicado acrescenta também que “o jogo contra o PSG tem tudo para ser um espectáculo desportivo para todos os habitantes de Macau e em especial para os muitos adeptos Nerazzurri que vivem na China”.

Também na rede social Facebook foi postado, pelo clube, um vídeo a imitar um jogo electrónico de futebol. O conteúdo multimédia, em estilo retro, serviu para promover a partida e na altura em que estão a “ser escolhidas” as formações que se vão defrontam surge o logótipo do Benfica. No final os logótipos que acabam por ser mostrados são os do Inter e do PSG. Seguidamente é revelado o Estádio de Macau, como o recinto que acolhe o jogo.

Após ter sido noticiado o encontro, o HM entrou em contacto com o grupo Kaisa Culture & Sports, que está presente da bolsa de Hong Kong, mas, até à hora do fecho, não recebeu qualquer esclarecimento.

7 Mai 2019

Automobilismo | Pilotos lusófonos dão boa conta de si

[dropcap]O[/dropcap] período festivo da “Semana Dourada” do 1º de Maio foi bastante agitado para os pilotos lusófonos de automobilismo de Macau, com André Couto, Filipe Souza e Rui Valente a competirem em diferentes palcos.

Couto regressou ao Japão para a segunda prova da temporada de 2019 do campeonato nipónico Super GT para disputar os “500 km de Fuji”. Depois do início de época em Abril, numa corrida encurtada no circuito de Okayama, em que ficou no 16º lugar, Couto e todo o pelotão do campeonato viram-se novamente a braços com condições climatéricas desfavoráveis na pista localizada nos arredores do icónico Monte Fuji. A forte chuva obrigou mesmo a que a corrida realizada na tarde de sábado fosse momentaneamente interrompida.

O Lamborghini Huracan GT3 do piloto português arrancou do 19º lugar da grelha de partida, entre os concorrentes da categoria GT300, e foi dos últimos carros da classe a realizar a primeira paragem nas boxes. Esta estratégia arrojada de manter Couto ao volante do carro italiano nº87 da equipa JLOC o maior tempo possível, resultou na medida que o Huracan GT3 vermelho rodou dentro dos lugares pontuáveis na classe nos turnos dos pilotos nipónicos Tsubasa Takahashi e Kiyoto Fujinami. Contudo, já nas voltas finais da corrida, este acabaria por cair para o 11º lugar, a primeira posição fora dos pontos.

Couto voltará ao Japão para a terceira jornada da temporada no último fim-de-semana de Maio, mas já esta semana viaja até à Tailândia para participar na segunda prova do campeonato Blancpain GT World Challenge Asia no traçado de Buriram.

Souza faz pódio em Zhuhai

Filipe Clemente Souza aproveitou o regresso este fim-de-semana do campeonato TCR Asia Series ao Circuito Internacional de Zhuhai para conduzir novamente o Audi RS3 LMS TCR que tripulou no passado mês de Novembro no Circuito da Guia. Numa jornada que era também pontuável para o campeonato TCR China, Souza esteve em destaque ao conquistar o quarto lugar à geral na corrida disputada na tarde da pretérita sexta-feira, o que lhe valeu um lugar no pódio entre os participantes do campeonato chinês.

Na corrida de sábado, o experiente piloto macaense foi um dos vários desafortunados traídos pelas condições escorregadias da pista, tendo abandonado numa das escapatórias do circuito permanente da cidade chinesa adjacente a Macau. Souza não foi o único piloto da RAEM em pista, tendo Alex Liu Lic Ka, em Cupra TCR, completado a segunda corrida no nono posto.

E Valente faz o mesmo em Zhaoqing

Ainda no Sul da China, nas redondezas da cidade de Zhaoqing, para ganhar ritmo de competição para a mini-temporada que aí vem do Campeonato de Macau de Carros de Turismo (MTCS), Rui Valente participou na corrida de resistência de uma hora no Circuito Internacional de Guangdong.

Correndo a solo e com o seu inseparável Honda Integra DC5 (N2000), o veterano piloto português terminou na segunda posição da geral, a uma volta do carro vencedor, um mais potente e moderno Volkswagen Golf TCR, conduzido pelos pilotos chineses do território Ng Kin Veng e Ip Tak Meng.

6 Mai 2019

Italiano Fabio Cannavaro deixa o cargo de seleccionador da China após dois jogos

[dropcap]O[/dropcap] italiano Fabio Cannavaro demitiu-se do cargo de seleccionador de futebol da China, ao fim de duas derrotas nos dois jogos realizados em casa, anunciou este sábado o próprio treinador na rede social chinesa Weibo.

“Com todo o respeito devido, naturalmente, a este grande país que é a China, considero necessário anunciar a decisão de me demitir da minha posição de seleccionador”, escreveu o capitão que liderou a selecção italiana ao título mundial de 2006.

Para justificar a sua opção de deixar a selecção, Fabio Cannavaro, de 45 anos, refere ainda na Weibo, uma espécie de Twitter, que pretende concentrar-se totalmente na sua família e na orientação do clube chinês que representa, o Guangzhou Evergrande.

O antigo defesa do Real Madrid e da Juventus sucedeu em Março ao seu compatriota e mentor Marcello Lippi, que o indicou, após este se ter demitido na sequência da derrota sofrida pela China (3-0, frente ao Irão de Carlos Queiroz), nos quartos de final da Taça de Ásia.

29 Abr 2019

Portugal vence torneio da China de futebol de praia

[dropcap]A[/dropcap] selecção portuguesa de futebol de praia conquistou este sábado o Torneio Internacional da China, que decorreu em Haikou, depois de vencer a Inglaterra, por 11-3, na terceira e decisiva jornada.

Portugal, que antes já tinha vencido a República Checa (10-4) e a China (8-3), garantiu o primeiro lugar, num triunfo frente aos ingleses em que Léo Martins, com quatro golos, foi a grande figura.

O português foi mesmo o melhor marcador do torneio, com nove golos no total, enquanto Madjer foi distinguido como melhor jogador.

29 Abr 2019

Autoridades britânicas não apontam falhas ao GP Macau no acidente de Daniel Hegarty

[dropcap]O[/dropcap] inquérito realizado pelo Nottingham Council House, em Inglaterra, ao acidente fatal do motociclista Daniel Hegarty no Grande Prémio de Macau de 2017, concluiu que a morte foi acidental. O inglês de Hegarty, de 31 anos, foi a 16ª vítima do Circuito da Guia, após ter batido nas barreiras de protecção na Curva dos Pescadores durante a corrida do 51º Grande Prémio de Motos de Macau, falecendo na ambulância a caminho do Centro Hospitalar Conde São Januário.

De acordo com a imprensa britânica, o relatório da polícia forense de Nottingham, de onde Hegarty era natural, diz que o motociclista inglês travou tarde de mais na Curva dos Pescadores, durante a quinta volta da corrida, e que se “tivesse abrandado antes” e “desengatado a embraiagem mais cedo, teria com sucesso negociado a curva apertada”. A mota do piloto britânico terá travado 18 metros mais tarde que o habitual do piloto naquela curva e perdido a aderência no pneu traseiro, provocando a queda do piloto e respectivo embate com violência nas barreiras de protecção a 222 km/h.

Na audição foi dito pelos peritos que a Honda CBR 1000cc preparada pela equipa Top Gun Racing não teve qualquer problema técnico. O relatório verbaliza que a “mota estava em condições de funcionamento perfeitas em todos os aspectos” e que o resultado foi “de um erro num minuto” num circuito notoriamente perigoso “numa situação de alta velocidade sem espaço para erros.”

A conclusão do médico legista James Hargan é que se tratou de um acidente e que não houve factores de segurança no circuito que tenham sido descurados, bem pelo contrário. Este relatório terá tido a colaboração das entidades da RAEM. Hegarty, que também era dono da concessionaria RTR Motorcycles em Bingham e um mecânico reputado na sua terra, participava pela segunda vez na prova.

Mais seguro

Apesar de não ter feito grande alarido em torno da questão e das limitações da natureza do próprio circuito, a verdade é que o ano passado a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau voltou a reforçar a segurança do circuito para as motas. Na Curva dos Pescadores, onde em 2012 o também motociclista português Carreira perdeu a vida, foi instalada uma barreira mais adequada de última geração e homologada pela Federação Internacional de Motociclismo em frente das barreiras metálicas.

Ainda na Curva dos Pescadores, mas também na Curva do Mandarim, foram colocados nos pilares da rede uns anéis em espuma para minimizar as consequências físicas para os pilotos em caso de impacto. Como os pilares são atravessados por arames, não é possível colocar essa protecção ao longo do pilar, tendo sido implementados em anéis entre os arames.

Além disso, o ano transacto foram ainda colocados mais colchões no lado direito na saída da primeira curva e a seguir à partida, pois as motas fazem essa curva em aceleração e saem muito próximo das barreiras metálicas. Foram também colocados colchões numa série de postes ao longo do circuito, uns porque não existe rede nesse ponto da pista, como na direita da descida da Curva Melco, outros porque esses postes estarão muito próximos da rede de protecção e importa minimizar o impacto consequente de uma saída. Para 2019 é provável que ainda mais medidas pensadas na segurança dos intervenientes sejam implementadas.

29 Abr 2019

Jeonbuk Motors, de José Morais, volta a vencer na ‘Champions’ asiática

[dropcap]O[/dropcap] Jeonbuk Motors, comandado pelo treinador português José Morais, venceu hoje em casa o Urawa Reds, por 2-1, e reforçou a liderança do Grupo C da Liga dos Campeões asiáticos de futebol.

Em Jeonju, o brasileiro Ricardo Lopes colocou os sul-coreanos em vantagem, aos 12 minutos, e assistiu Kim Shin-Wook, aos 48, no segundo tento da formação da casa. Koroki, aos 58, fez o golo dos japoneses e reduziu a diferença.

Com este resultado, o Jeonbuk Motors manteve liderança do Grupo C, agora com nove pontos, mais cinco do que Urawa Reds e Beijing Guoan e mais seis do que o Buriram, embora estes dois últimos clubes tenham menos um jogo.

24 Abr 2019

Liga dos Campeões Asiáticos | Vítor Pereira volta a perder pontos

[dropcap]O[/dropcap] Shanghai SIPG, do treinador português Vítor Pereira, voltou ontem a empatar com o Sydney FC, a dois golos, na quarta jornada do Grupo H da Liga dos Campeões asiáticos de futebol.

Frente aos adversários teoricamente mais acessíveis do grupo, a equipa chinesa esteve a perder por 1-0, com um golo de Brandon O’Neill aos 33 minutos, mas Elkeson, aos 47, e Wang Shenchao, aos 59, provocaram a ‘cambalhota’ no marcador.

Os australianos não demoraram a reagir e, poucos minutos depois, aos 62, foi o avançado inglês Adam Le Fondre a fazer o 2-2, repetindo o empate entre as duas equipas na terceira jornada, mas então a 3-3.

A equipa de Vítor Pereira, que é segunda classificada, com cinco pontos, de uma vitória e dois empates, ainda terá de defrontar nas duas últimas rondas o Kawasaki Frontale (3.º), fora, e o Ulsan Hyundai (1.º), em casa.

O campeão chinês está a três pontos do primeiro lugar e tem apenas mais um do que o terceiro, numa competição em que se apuram para os oitavos de final os dois primeiros classificados de cada um dos oito grupos.

Na competição estão ainda os treinadores portugueses José Morais, dos sul-coreanos do Jeonbuk (1.º no Grupo G), Rui Vitória, nos sauditas do Al Nassr (4.º no A), Jesualdo Ferreira, no Al-Sadd (1.º no D), e Rui Faria, do Al-Duhail (2.º no C), estas últimas duas do Qatar.

24 Abr 2019

Automobilismo | Leong Hon Chio ainda sem programa desportivo para 2019

[dropcap]A[/dropcap] jovem promessa do automobilismo de Macau, Charles Leong Hon Chio, ainda não sabe em que campeonato irá competir esta temporada, depois das portas no Campeonato FIA de Fórmula 3 se terem fechado há duas semanas.

“É difícil nesta altura dizer o que vou fazer”, afirmou ao HM o jovem piloto que em 2018 participou no Campeonato Asiático de Fórmula 3 e competiu pela primeira vez no Grande Prémio de Macau no passado mês de Novembro. “Estava a tentar assegurar um lugar no Campeonato FIA de Fórmula 3 mas não foi possível.”

O principal entrave à progressão do jovem piloto da RAEM terá estado nos orçamentos necessários para entrar no restrito mundo do Campeonato FIA de Fórmula 3. Com um carro novo e uma nova designação (ndr: este campeonato chamou-se até aqui GP3 Series), as dez equipas estavam a requerer para as trintas vagas para o campeonato que segue a Fórmula 1 na Europa cerca de oito milhões de patacas por lugar, números muito elevados para qualquer piloto de automobilismo do território.

Recorde-se que o ex-campeão do asiático de Fórmula Renault 2.0 e do Campeonato da China de Fórmula 4, em 2017, recebeu dois milhões e meio de patacas de apoio do território no ano passado, valores escassos para quem quer escalar degraus na pirâmide do automobilismo mundial e não tem um forte suporte financeiro por trás.

A pensar em Novembro

Apesar de estar a estudar um “plano B”, Leong ainda não desistiu de conduzir o mais recente e mais rápido modelo de Fórmula 3 da Dallara este ano, até porque nunca escondeu que pretende regressar ao Circuito da Guia no final do ano.

“Estamos a trabalhar para pelo menos realizar alguns testes durante o ano e depois tentar correr em Macau”, disse o piloto de 17 anos que, dadas as restrições impostas pela federação internacional, só poderá sonhar tomar parte de uma corrida neste carro antes do Grande Prémio se algum dos trinta pilotos confirmados para a temporada do Campeonato FIA de Fórmula 3 parar a meio do ano.

Apesar de não ter nenhum programa desportivo definido, Leong já fez uma corrida em 2019, quando no início do ano aceitou um convite de última hora e alinhou na última prova da Asian Winter Series, a competição de Inverno que usa os monolugares da Fórmula 3 asiática.

Após uma qualificação modesta, o jovem piloto de Macau fez um nono, um décimo segundo e um oitavo lugar, respectivamente, nas três corridas disputadas no Circuito Internacional de Sepang.

23 Abr 2019

Macau começa qualificação para Mundial 2022 com Sri Lanka

[dropcap]A[/dropcap] selecção de Macau vai começar o apuramento para Mundial de 2022 diante do Sri Lanka, em casa. O sorteio foi realizado ontem, em Kuala Lumpur e, em declarações ao HM, o seleccionador Iong Cho Ieng mostrou-se satisfeito, apesar de avisar que não existem jogos fáceis para a selecção da RAEM. O primeiro encontro vai realizar-se em Macau, a 6 de Junho, e o segundo vai ser alguns dias depois, a 11 de Junho, no Sri Lanka.

“Penso que o sorteio foi bom porque estamos a falar de uma equipa com um nível semelhante ao nosso. Mas temos de ter consciência que encaramos todos os jogos como sendo difíceis, até porque sabemos que somos uma equipa com algumas limitações, até pelo facto de não sermos profissionais”, disse Iong. “Há cerca de três anos defrontámos o Sri Lanka e empatámos. Agora espero que possamos ganhar o jogo e com exibições boas”, sublinhou.

Em 2016, no último encontro a contar para a fase de Grupos da Taça da Solidariedade, Macau empatou 1-1 com o Sri Lanka. Weng Hu Choi foi o autor do golo. No ranking mundial, Macau está acima do adversário, uma vez que ocupa a 183.ª posição, enquanto o Sri Lanka está no 202.º posto.

Sobre a análise ao adversário, Iong admitiu que ainda vai fazer um estudo mais aprofundado. Porém, recordou o encontro de 2016: “Os jogadores deles eram muito fortes no jogo físico, muito altos e eram mais rápidos do que os nossos. Mas a nossa equipa vai preparar-se para o encontro”, prometeu.

Os escolhidos

Já o arranque da preparação vai ser depois da Páscoa, numa fase inicial, em que serão eleitos 30 jogadores. A lista vai ser anunciada nos próximos dias. Contudo, a convocatória só incluirá entre 18 e 22 jogadores, pelo que até essa data vão ser escolhidos os atletas a dispensar.

“Queremos começar a treinar com o objectivo de ganhar o jogo depois da Páscoa. Vamos começar com uma lista de 30 jogadores, que depois será reduzida para um número entre 18 e 22 jogadores”, explicou Iong.

Para o primeiro encontro em Macau, o seleccionador destaca a importância de ter o público nas bancadas a puxar pela equipa e deixou um apelo aos cidadãos que se desloquem ao recinto do jogo.

Além desta partida contar para qualificação para o Mundial, serve igualmente para apurar as equipas que vão disputar a Taça Asiática de 2023. Quis ainda o sorteio que nos restantes jogos a Mongólia tenha pela frente o Brunei, o Laos o Bangladesh, a Malásia vai defrontar Timor-Leste, o Camboja o Paquistão e Butão o Guam.

18 Abr 2019

Tenista Gonçalo Oliveira apura-se para a segunda ronda do ‘challenger’ de Anning

[dropcap]O[/dropcap] tenista português Gonçalo Oliveira apurou-se hoje para a segunda ronda do torneio ‘challenger’ de Anning, na China, ao bater o chinês Zihao Xia em dois rápidos ‘sets’.

O número quatro nacional, 295.º classificado da hierarquia da ATP, impôs-se pelos parciais de 6-2 e 6-0 frente a Xia, 357.º do mundo, num embate disputado em terra batida, que durou 58 minutos.

Depois de três derrotas em rondas inaugurais nos torneios de Saint Brieuc (França), Alicante (Espanha) e Taipé (Taiwan), Gonçalo Oliveira, de 24 anos, reencontrou-se com os triunfos e vai defrontar na segunda eliminatória outro tenista chinês, Ze Zhang, 16.º cabeça de série e 215.º do ‘ranking’ mundial.

15 Abr 2019

WTCR | Macau deverá manter a quota de seis pilotos para a Corrida da Guia

[dropcap]O[/dropcap]s interesses dos pilotos locais deverão estar salvaguardados no que respeita à sua participação na prova da Taça do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCR) do 66º Grande Prémio de Macau. O número da representação de Macau na prova deverá manter-se inalterado este ano.

O Eurosport Events, a entidade organizadora da competição rainha de carros de Turismo sob a égide da FIA, irá continuar a disponibilizar entradas para pilotos convidados nas dez provas do campeonato que arrancou no passado fim-de-semana em Marrocos. O ano passado esta regra estipulava que apenas dois convidados do país organizador da prova do WTCR poderiam participar na mesma. Contudo, a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) terá colocado pressão sobre o Eurosport Events, conseguindo a entrada de seis pilotos locais na prova do Circuito da Guia.

Para evitar este regime de excepção da prova da RAEM e que não terá sido do agrado de outros promotores, a organização do WTCR redigiu uma nova regulamentação para os “wildcards”.

Fonte oficial da Taça do Mundo explicou ao HM que “o máximo de inscritos é de 32 carros (por prova) e há 26 inscritos na temporada completa. O número máximo de ‘wildcards’ será de seis, mas o número total de inscrições de ‘wildcards’ está sujeito a aprovação para todos os eventos. Além isso, nem todas as pistas podem acomodar inscritos ‘wildcards’ devido às restrições no pitlane.”

Com esta regra, se assim a AAMC entender, Macau poderá ter novamente seis pilotos na prova do WTCR em Novembro. Isto, se o currículo e valor dos pilotos da terra não suscitar dúvidas aos olhos da FIA e do Eurosport Events.

Interesse local

André Couto, Rui Valente, Filipe Souza, Lam Ka San, Billy Lo Kai Fung e Kevin Tse foram os seis representantes da RAEM na estreia do sucessor do WTCC no Circuito da Guia. Dada a distância temporal para o evento do mês de Novembro é impossível medir hoje a intensidade do interesse dos pilotos locais nesta prova. Contudo, há quem não feche a porta a repetir a experiência.

Filipe Souza, que foi o melhor piloto de Macau na primeira das três corridas do WTCR no Circuito da Guia, diz que um regresso “é uma possibilidade, mas não está confirmada”. Já o português Rui Valente, que falhou a qualificação na edição passada, já tinha dito ao HM que “gostaria de voltar a correr no WTCR, mas para tal, teria que ser com outras condições”.

Só deverá ser possível ter uma ideia mais concreta sobre o que poderá ser a “embaixada” de Macau na Corrida da Guia após as provas de apuramento dos pilotos de carros de Turismo locais que se iniciam no próximo mês, em Zhaoqing, no Interior da China.

12 Abr 2019

Fórmula 1 | Irmão de Susana Chou é um dos proprietários da Racing Point

Durante anos Silas Chou e o parceiro de sempre Lawrence Stroll investiram em empresas de moda e venderam-nas depois com lucros astronómicos. O mais recente desafio dos dois passa agora por repetir o modelo na categoria rainha do automobilismo

 

[dropcap]E[/dropcap]ste fim-de-semana a Fórmula 1 comemora com o Grande Prémio da China a 1000.º corrida da sua História. E à partida vai estar a equipa Racing Point (anterior Force India), que tem como um dos proprietários o milionário Silas Chou, irmão da ex-presidente da Assembleia Legislativa, Susana Chou.

Apesar de ser uma pessoa discreta no que diz respeito ao mediatismo, Silas Chou está longe de ser um desconhecido no mundo da moda ou entre o clube dos milionários de Hong Kong, onde reside. Segundo a revista Forbes, o irmão de Susana tinha em 2016 nada menos do que uma fortuna avaliada em 2,6 mil milhões de dólares de norte-americanos.

Mas se a ligação entre a moda e a F1 pode parecer distante e improvável, a verdade é que foi por esta via que Silas entrou na modalidade. No ano passado, o ingresso neste desporto de Chou ficou formalizado com a aquisição da equipa Force India, que depois mudou de nome para Racing Point. No entanto, a origem deste investimento vai, pelo menos, até 1989.

Estávamos a mais de 10 anos da transferência da soberania de Macau, recorda o Hong Kong Economic Journal, quando Silas Chou e Lawrence Stroll, parceiro de sempre do irmão de Susana Chou, criaram a Sportswear Holdings, com o objectivo de comprar a famosa marca de roupa Tommy Hilfiger Corporation. A empresa já tinha ligações à família Chou, que auxiliou o designer americano numa fase decisiva para a marca. Porém, a aquisição permitiu a Silas tornar-se numa das principais figuras da empresa. Assim, em 1992, quando a Tommy Hilfiger entrou na bolsa norte-americana, o irmão de Susana Chou era identificado como um dos principais accionistas e o presidente da empresa.

Modelo Hilfiger

Com Chou, Stroll e Hilfiger a conduzir os destinos da companhia até 2006 a marca Tommy Hilfiger tornou-se mundialmente conhecida e multiplicou o volume de vendas várias vezes. Foi por isso sem grande surpresa que nesse ano Chou recebeu 1,6 mil milhões de dólares americanos pela venda das suas acções ao grupo Apax. Apesar do mesmo grupo ter recebido quatro anos depois 3 mil milhões pela mesma participação, o modelo para o futuro estava estabelecido.

Com a lição estudada a parceria Chou/Strolll apostou na marca de luxo Michael Kors. Corria o ano de 2003 quando a empresa de moda enfrentava grandes problemas financeiros. Face a este cenário, os empresários não hesitaram e completaram a aquisição de uma participação maioritária por 100 milhões de dólares norte-americanos, juntando-se ao próprio Michael Kors.

A partir desse momento a história da Tommy Hilfiger repetiu-se. Os milhares de dólares exigidos por cada produto da Kors foram reduzidos para cerca de 300 dólares e com uma reestruturação interna a empresa tornou-se uma máquina de fazer dinheiro. O sucesso foi reconhecido pelos mercados com a entrada da bolsa em 2011 e em 2014, e três anos depois, a empresa estava avaliada em 20 mil milhões de dólares americanos. Chou, Stroll e Kors entravam para o clube dos multimilionários.

Com mais uma marca bem estabelecida e apetecível, Chou repetiu o que tinha feito anteriormente e começou a pouco-e-pouco a desfazer-se das acções do grupo. Num primeiro momento vendeu a participação a nível internacional e manteve a representação de Hong Kong. No entanto, em 2017, vendeu a última participação por 500 milhões de dólares americanos e só por esta parte da empresa teve um lucro de 400 milhões. Mas se a conta for feita a toda a participação, incluindo as outras representações, o Hong Kong Economic Journal aponta que os ganhos foram 10 vezes superiores ao investimento inicial.

Repetição na F1

Este modelo vencedor vai agora ser repetido na Fórmula 1. A entrada de Chou acontece a reboque do parceiro Lawrence Stroll, que nos últimos anos tem investido em patrocínios na modalidade, com o objectivo de promover a carreira do filho, Lance.

Nos primeiros dois anos, Lance competiu na Williams F1 com o pai a ser um dos principais patrocinadores da equipa. No entanto, a falta de competitividade da equipa britânica e a falência da Force India, que procurava um comprador, abriram as portas para o investimento da dupla Chou/Stroll.

No entanto, engane-se quem pensar que este investimento foi feito apenas para promover o filho Lance Stroll. A dupla está na F1 para vender a equipa com lucro e a meta foi traçada por Lawrence em entrevista ao New York Times: “É verdade que sou um grande admirador deste desporto e, como é óbvio, tenho sido um dos grandes apoiantes da carreira do meu filho. Mas nunca tinha antecipado a compra de uma equipa, nem nunca tinha pensado que queria comprar uma equipa”, afirmou o canadiano. “Para ser sincero, esta compra só surgiu porque foi uma oportunidade de negócio fenomenal. Se fosse uma equipa que estava nos últimos lugares da grelha de partida, não fazia sentido o investimento. Mas é uma equipa que mostrou que é capaz de apresentar resultados com poucos recursos”, justificou.

É neste sentido que Stroll deixa a garantia que o lucro é o objectivo: “Não estou neste negócio para perder dinheiro. Isto é uma aposta a pensar no longo prazo, como fiz com todos os negócios em que me envolvi”, apontou. A questão que fica agora por responder é a seguinte: serão Stroll e Chou capazes de repetir os sucessos num mundo tão competitivo como o da Fórmula 1, onde tantos outros falharam? Parte da resposta começa a ser dada com a participação este fim-de-semana no Grande Prémio de China.

10 Abr 2019

Selecção portuguesa de râguebi de sevens termina em último lugar em Hong Kong

[dropcap]A[/dropcap] selecção portuguesa de râguebi de ‘sevens’ terminou a etapa de Hong Kong do circuito mundial no último lugar, depois de somar hoje mais duas derrotas no último dia do torneio.

Portugal fora relegado para a disputa da Taça Challenge, depois de perder os três jogos do Grupo B, e acabou derrotado nos quartos de final pela Austrália (26-21) e no ‘play-off’ do décimo terceiro lugar pela Espanha (24-7).

Frente aos australianos, a equipa portuguesa chegou a ter um parcial favorável de 21-0, com ensaios de Rodrigo Marta, Jorge Abecasis e Raffaele Storti, transformados por Abecasis.

Contra os espanhóis, Portugal voltou a estar em vantagem (7-0) com um ensaio de Tiago Fernandes, mas consentiu a reviravolta na segunda parte.

8 Abr 2019

Malásia | Infortúnios marcam início de época de André Couto

[dropcap]O[/dropcap] campeonato Blancpain GT World Challenge Asia, a maior competição de carros de GT com expressão continental na Ásia, teve o seu arranque este fim-de-semana no Circuito Internacional de Sepang. Na Malásia, André Couto deu início à sua temporada desportiva, mas foi tudo menos um fim-de-semana fácil aquele que o piloto do território viveu.

Ao volante do Audi R8 LMS “Evo”, inscrito pela Audi Sport Asia TSRT, Couto e o seu companheiro de equipa David Chen qualificaram-se em 10º e 18º lugar para as duas corridas do fim-de-semana. Ainda pela tarde de sábado realizou-se a primeira corrida de 60 minutos, com o piloto chinês a ser responsável pelo arranque e primeiro turno de condução.

Com a chuva a aparecer, mas não nas proporções diluvianas habituais, a primeira parte da corrida foi disputada com condições traiçoeiras e bem à medida do carro da marca dos anéis.

Aproveitando alguns azares alheios e aquilo que o piloto chinês classificou “de uma afinação perfeita”, Chen levou o Audi ajustado pelo engenheiro português Rúben Silva ao primeiro lugar antes da paragem obrigatória nas boxes para a troca de pilotos.

E foi na troca de pilotos que uma série de azares se abateu sobre a equipa com base em Zhuhai. Primeiro, enquanto esperava a chegada do seu companheiro de equipa, Couto foi abalroado por um Mercedes-AMG atrasado que entrou repentinamente nas suas boxes. O piloto português da RAEM encontrou forças suficientes para recuperar do rude golpe desferido pela asa traseira do carro alemão e entrar no cockpit da sua viatura. Contudo, quando ia para a pista, viu-se bloqueado por um outro concorrente que “estacionou” o seu Porsche em frente ao Audi da TSRT enquanto esperava vaga na sua boxe.

Quando saiu para a pista, quinze segundos depois, Couto já tinha perdido dez posições. Apesar de ter estado na luta pelo top-10, esta foi em vão, pois o carro nº999 acabaria por levar uma penalização de 30 segundos por um alegado toque num adversário de Chen. O 18º lugar acabou por saber a pouco.

Corrida curta

No domingo, na presença de Sua Majestade, o Rei da Malásia, Yang di-Pertuan Agong XVI Al-Sultan Abdullah Ri’ayatuddin Al-Mustafa Billah Shah Ibni Sultan Haji Ahmad Shah Al-Musta’in Billah, que foi ao circuito de Sepang pela primeira vez, para ver o seu sobrinho a competir, a corrida do Audi de Couto foi novamente marcada pelo azar.

Desta vez, à sétima volta, quando Couto estava ao volante do Audi e tinha subido três posições nas primeiras voltas, um princípio de incêndio, causado provavelmente por um tubo de óleo que se soltou, deu por terminada prematuramente a corrida.

O Blancpain GT World Challenge Asia regressa em Maio, na Tailândia, mas já no próximo fim-de-semana Couto volta aos circuitos, desta vez para iniciar a sua temporada no campeonato japonês Super GT, com um Lamborghini Huracan GT3 da equipa JLOC.

Mais Macau

A presença de Macau na prova não se resumiu à presença do piloto português em pista. Alex Liu Lic Ka fez a sua estreia no Blancpain GT World Challenge Asia ao volante de um Honda NSX GT3 “Evo”. Fazendo equipa com o experiente banqueiro-piloto de Hong Kong, Philip Ma, o piloto da RAEM, que é uma cara conhecida das corridas de carros de Turismo locais, obteve um 19º e um 24º lugar, o equivalente ao 2º e ao 4º lugar na categoria “GT3 Am Cup”, destinada aos pilotos amadores.

Também de serviço na pista dos arredores de Kuala Lumpur esteve Duarte Alves. O engenheiro do território foi mais uma vez responsável pelo Audi R8 LMS GT3 da equipa tailandesa B-Quik Racing. Também inscrito na classe “GT3 Am Cup”, o carro alemão desistiu na primeira corrida, devido a uma colisão com um adversário, mas venceu a sua categoria no segundo combate.

8 Abr 2019

Selecção de râguebi de ‘sevens’ soma mais duas derrotas em Hong Kong

[dropcap]A[/dropcap] selecção portuguesa de râguebi de ‘sevens’ averbou ontem duas derrotas noutros tantos encontros da etapa de Hong Kong do circuito mundial, terminando em último lugar do Grupo B.

Depois de, na sexta-feira, ter perdido com a França (40-7), Portugal cedeu também ante a Argentina (26-21) e o Canadá (19-12), sendo relegado, desta forma, para a disputa da Taça Challenge (troféu secundário do torneio), onde enfrenta a Austrália, no domingo, às 2:52 (hora de Lisboa).

Frente aos argentinos, a selecção portuguesa esteve a vencer por 21-7 no início da segunda parte, com ensaios de Jorge Abecasis (2) e Fábio Conceição, transformados por Nuno Sousa Guedes (2) e Abecasis, mas permitiu a reviravolta ao favorito do grupo.

Com o Canadá, os ‘lobos’ chegaram primeiro ao ensaio, por Rodrigo Freudenthal, mas só voltaram a reagir por Rodrigo Marta (transformação de Sousa Guedes) após três toques de meta dos canadianos.

7 Abr 2019

Automobilismo | Piloto brasileiro à conquista da Ásia

[dropcap]O[/dropcap] Brasil goza de uma enorme tradição no desporto motorizado. Apelidos como Senna, Piquet ou Fittipaldi vão muito para além da esfera do próprio desporto. Não é estranho ver a bandeira brasileira nos autódromos por este mundo fora, mas curiosamente, essa presença neste ponto do globo é praticamente escassa e só não é nula porque um jovem, que um dia ficou conhecido na sua terra Natal por vender porta a porta cupões do seu patrocinador para ajudar a financiar a sua temporada desportiva, decidiu regressar aonde já foi feliz.

Bruno Carneiro, de 19 anos, decidiu apostar no continente asiático para prosseguir a sua carreira no automobilismo. Residente em Utah, nos EUA, Bruno Carneiro até nem é um novato nestas paragens. Em 2016 tornou-se o primeiro e único piloto brasileiro a vencer um campeonato de automobilismo na China.

A aventura asiática começou em 2015. “Os novos donos da pista Utah viram o meu sucesso, ao ter sido o campeão regional de monolugares em Utah, e convidaram-me para fazer a última etapa do Campeonato FIA da China de Fórmula 4 em Zhuhai. Depois de um pódio no meu primeiro fim-de-semana, viram que tinha potencial para vencer o campeonato e voltei para a temporada de 2016.

Acabamos vencendo o campeonato”, explica o jovem natural de São Paulo.

Depois de ter passado pelo Campeonato Japonês de Fórmula 3, onde terminou em 11º lugar em 2017, Bruno Carneiro fez apenas o primeiro evento de 2018 do mesmo campeonato, não tendo conseguido reunir os apoios necessários para continuar a competir no país do sol nascente.

Contudo, as relações que soube fomentar no sudeste asiático abriram-lhe novamente as portas para o continente.

“Graças às amizades e conexões que fui criando surgiu a oportunidade de trabalhar junto com a equipa Asia Racing Team (ART) no Campeonato de Asiático de Fórmula Renault e aqui estou novamente”, afirma o piloto que na prova de abertura de temporada, realizada no passado fim-de-semana no Circuito Internacional de Zhuhai, subiu ao pódio, após ter sido segundo classificado na primeira corrida.

Nova oportunidade

Sem grandes alternativas para prosseguir a sua carreira nos EUA ou de regressar ao Japão por agora, o jovem brasileiro encontrou na equipa fundada em Macau em 2003 uma nova oportunidade para relançar a sua carreira.

“Acho que correr no asiático de Fórmula Renault pode trazer-me muitas e novas oportunidades, ainda para mais junto com uma equipa que nem a ART, que tem muito sucesso relacionado”, realça Carneiro que pode ser o terceiro piloto lusófono a ter motivos para celebrar com a equipa por onde passaram os ex-pilotos de F1 Kamui Kobayashi ou Rio Haryanto.

O piloto português Rodolfo Ávila, agora ‘Team Manager’ da ART, foi vice-campeão asiático de Fórmula Renault em 2004 e o angolano, também ele residente em Macau, Luís Sá Silva, foi vice-campeão em 2009 defendendo as mesmas cores.

Por outro lado, “com um carro tão bom que nem o Fórmula Renault 2.0/13 é fácil mostrar o nosso valor e isso pode abrir portas no futuro, além de fortes resultados serem bons para colocar no currículo”.

Sonhar com Macau

Como qualquer piloto da sua idade, Bruno Carneiro também sonha um dia correr no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3. “Que sonho que é…”, reconhece. “Eu fui visitar a prova em 2016 e assistir à corrida de F3! É incrível e um sonho, sem dúvida.”

O objectivo este ano é mesmo tentar vencer o ceptro do asiático de Fórmula Renault, o que lhe poderá servir de rampa de lançamento para voos mais altos, mas, por agora, “vamos ver o que o futuro traz e se realmente aparece a oportunidade de poder correr num lugar tão histórico e incrível como o Circuito da Guia.” E como diria o poeta, o “sonho comanda a vida”…

29 Mar 2019

Tiago Monteiro ovacionado no regresso ao WTCR, ambiciona lutar pelo título

[dropcap]O[/dropcap] português Tiago Monteiro recebeu ontem a maior ovação da noite, na cerimónia de apresentação da Taça do Mundo de Carros de Turismo (WTCR), durante a qual foram apresentadas as três principais novidades do campeonato.

Tiago Monteiro, que este ano vai defender as cores da equipa KCMG com um Honda Civic, está de volta ao campeonato ano e meio após um grave acidente sofrido precisamente em Barcelona, numa sessão de testes, em Setembro de 2017.

“Não esperava. Senti um calor muito grande dentro do peito. É por este sentimento de família que quis regressar à competição. Havia algumas pessoas que não acreditavam que seria possível, mas muitos destes que aqui estavam nunca duvidaram”, declarou à agência Lusa o piloto portuense, ovacionado de pé no momento em que subiu ao palco.

Tiago Monteiro disse acreditar poder “lutar pelo título” em 2019, apesar de saber que “será difícil”, pois “a concorrência é grande”.

O WTCR, que arranca no dia 7 de Abril em Marrocos, terá este ano uma nova corrida, no circuito de Sepang, na Malásia, nos dias 14 e 15 de Dezembro, que servirá de encerramento.

“O título deixa de ser discutido na lotaria que é o circuito de Macau”, explicou o director da competição, François Ribeiro.

Pela primeira vez haverá também uma corrida nocturna, precisamente no traçado malaio, uma vez que o fim de semana será repartido com uma prova do Campeonato do Mundo de resistência em motas. “Será um desafio muito grande, mas era preciso arriscar e trazer novidades”, apontou Ribeiro, que conduziu a cerimónia no Centro de Memória de Barcelona.

Outra alteração prende-se com o sistema de pontuação, que foi alargado a mais cinco pilotos. Se até 2018 apenas pontuavam os 10 primeiros de cada corrida, agora pontuam os 15 melhores.

Haverá ainda cinco pontos suplementares a distribuir pelas duas sessões de qualificação, a de sábado e a de domingo. A pontuação foi, também, uniformizada em todas as provas, deixando de haver circuitos que valiam mais do que outros.

Além de Tiago Monteiro, regressam ainda o francês Yvan Muller, antigo campeão, bem como o britânico Andy Priaulx ou o brasileiro Augusto Farfus (ex-campeão mundial de GT). O sueco Johan Kristoffersson, bicampeão mundial de ralicrosse, também se juntou à grelha do WTCR, que reúne sete campeões mundiais da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

Pela primeira vez, haverá ainda um construtor chinês, o Lynk & Co, com quatro carros.
Ao todo, serão 26 os pilotos titulares com 15 marcas diferentes, aos quais se juntarão até um máximo de seis ‘wild cards’ (convidados).

Portugal acolhe a sexta jornada, de 5 a 7 de Julho, em Vila Real, tendo a possibilidade de juntar a Tiago Monteiro mais dois pilotos locais. Bruno Correia continua a ser o ‘dono’ do ‘safety car’ (carro de segurança) na maioria das provas, à excepção de duas, em que será substituído por outro português, Pedro Couceiro.

Aos 57 anos, Gabriele Tarquini é o mais velho campeão em título e este ano procura “renovar o objectivo”. Os pilotos iniciam esta quinta-feira uma jornada de dois dias de testes no circuito de Barcelona, a última antes do início da competição.

28 Mar 2019