Mundial | Selecionador da Coreia do Sul deixa cargo após eliminação precoce

Hong Myung-bo demitiu-se do cargo de selecionador da Coreia do Sul de futebol, após nova eliminação precoce num campeonato do mundo, tal como em 2014, noticiou a agência noticiosa sul-coreana Yonhap.

O antigo defesa central, capitão da Coreia do Sul na caminhada para as meias-finais do Mundial2002, competição em que os sul-coreanos venceram por 1-0 a Portugal na primeira fase, procurava, na sua segunda passagem pelo comando técnico da selecção, a sua redenção, depois de ter ficado pela fase de grupos em 2014.

Hong Myung-bo, de 57 anos, voltou ao cargo de seleccionador, tornando-se no primeiro treinador sul-coreano a orientar a selecção em dois Mundiais, mas acabou, mais uma vez, por não superar a primeira fase, terminando o Grupo A no terceiro posto, com três pontos, atrás do México, com nove, e da África do Sul, com quatro.

Após uma vitória frente à República Checa, por 2-1, na estreia, os ‘Guerreiros Taegeuk’ perderam os restantes jogos por 1-0, ficando arredados dos 16 avos de final. O terceiro melhor jogador do Mundial2002, atrás do guarda-redes Oliver Kahn e do avançado brasileiro Ronaldo, somou quatro presenças em campeonatos do mundo e orientou ainda a selecção sul-coreana nos Jogos Olímpicos Londres2012, conquistando a medalha de bronze.

História que se repete

Acabou por deixar a equipa técnica da selecção, da qual fazem parte os portugueses João Aroso, Tiago Maia, Pedro Roma e Nuno Matias, apesar de ter contrato até Fevereiro de 2027, data da Taça da Ásia de 2027, que vai ser disputada na Arábia Saudita.

No anterior Mundial, em 2022, a Coreia do Sul foi comandada pelo português Paulo Bento, tendo sido eliminada nos oitavos de final pelo Brasil, ao perder por 4-1. O actual vice-presidente do Benfica e antigo futebolista e seleccionador Humberto Coelho foi o primeiro português a orientar a Coreia do Sul, entre 2003 e 2004.

30 Jun 2026

Futebol | Clubes de Macau falham registo nas competições asiáticas

Os clubes de Macau voltaram a falhar, pelo terceiro ano, o licenciamento na Confederação Asiática de Futebol (AFC), confirmou à Lusa o Instituto de Desporto (ID). Nenhuma equipa de Macau consta na lista divulgada pela AFC, em 8 de Junho, para as competições asiáticas, incluindo a Liga Challenge, a terceira competição mais importante da região.

Numa resposta escrita às questões da Lusa, o ID disse que a Associação de Futebol de Macau apresentou à AFC “pedidos dos clubes de futebol de Macau para a licença do Grupo 3”, o nível mais baixo. “No entanto, como parte da documentação apresentada não cumpria integralmente os regulamentos de licenciamento da AFC, a licença 2026/27 não foi concedida”, explicou o ID.

De acordo com o portal da AFC na Internet, o licenciamento de um clube implica requerimentos mínimos para áreas como os cuidados médicos, os escalões de formação e o estádio. “A associação indicou que continuará em contacto com a AFC e auxiliará os clubes locais nos pedidos subsequentes e nas formalidades de licenciamento”, acrescentou o ID.

A Lusa perguntou à Associação de Futebol de Macau e à AFC quais os clubes que tinham pedido o licenciamento e quais as razões para terem sido rejeitadas, sem, no entanto, ter recebido qualquer resposta.

A equipa da MUST IPO venceu a edição de 2025 da Liga de Elite de Macau, com mais um ponto do que a maior surpresa da prova, o Shao Jiang, que estava a fazer a estreia no escalão principal do futebol no território.

A última vez que um clube de Macau participou nas competições asiáticas foi em 2023, quando o campeão Monte Carlo foi eliminado no play-off pelo Taichung Futuro, de Taiwan.

29 Jun 2026

Automobilismo | FIA reforçou presença em Macau olhando para o futuro

Na semana passada, Macau foi palco da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da Federação Internacional do Automóvel, encontros que terão contribuído para consolidar ainda mais a relação entre a FIA e o seu clube membro local, a Associação Geral de Automóvel de Macau-China

 

A edição deste ano da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da Federação Internacional do Automóvel (FIA), realizada em Macau, reuniu mais de 450 representantes de clubes membros provenientes de 149 países e regiões. A cerimónia de abertura, realizada a 23 de Junho, contou com a presença da Directora Substituta do Instituto do Desporto de Macau, Lei Sio Leng, em representação da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura. Durante a Conferência Anual foram aprovadas diversas medidas relacionadas com a segurança no desporto automóvel e debatidos temas como o desenvolvimento da modalidade, a segurança rodoviária e a mobilidade sustentável.

No plano desportivo, durante as reuniões do Conselho Mundial, a FIA destacou a aprovação das alterações regulamentares aos motores de Fórmula 1 para as temporadas de 2027 e 2028, a aprovação do novo regulamento técnico do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), o novo calendário do mundial de Fórmula E, assim como a votação favorável à eliminação dos limites de mandatos para os seus órgãos, incluindo a presidência da FIA.

Os membros da FIA aprovaram igualmente o Relatório e Contas Anuais de 2025, confirmando a contínua transformação da federação. No exercício de 2025, o organismo registou um lucro operacional de cerca de 61 milhões de patacas, representando um aumento de 43 por cento face ao ano anterior e uma recuperação financeira significativa relativamente ao prejuízo operacional de 221 milhões de patacas registado em 2021.

A FIA aproveitou também para realçar que a sua estrutura internacional, com a abertura de um escritório em Londres em 2025 e o aumento do número de colaboradores permanentes para 308, mais 14 por cento do que no ano anterior.

Foi ainda confirmado que a Assembleia Geral Anual da FIA de 2026 terá lugar em Xangai, no dia 12 de Dezembro, organizada pela Federação Chinesa de Automobilismo e Motociclismo (CAMF) e pela Administração do Desporto de Xangai. Já a Assembleia Geral Extraordinária da FIA de 2027, como anteriormente anunciado, decorrerá novamente em Macau, em Junho de 2027, sob organização da Associação Geral de Automóvel de Macau-China (AAMC). O Galaxy International Convention Center, integrado no complexo Galaxy Macau, será o local anfitrião da Conferência da FIA.

Elogios aos anfitriões

Durante a sua estadia, Mohammed Ben Sulayem visitou o Kartódromo de Coloane, onde conheceu os programas de formação de jovens pilotos e de oficiais de prova do Grande Prémio de Macau, considerando que a RAEM reúne condições para se afirmar como um centro internacional de formação.

A pensar no futuro, 180 estudantes de Macau, com idades entre os 6 e os 16 anos, participaram na Conferência Anual, onde conheceram a diversidade de oportunidades e carreiras disponíveis no desporto automóvel e na mobilidade.

Chong Coc Veng, Presidente da AAMC, explicou que na associação “estamos empenhados em garantir que os jovens tenham oportunidade de crescer e desenvolver-se. Macau é um território com excelentes futuros profissionais e, através da nossa parceria com a FIA, esta iniciativa ajuda a inspirar a próxima geração, dando a conhecer a diversidade e o entusiasmo das oportunidades de carreira no desporto automóvel e na mobilidade.”

Os delegados tiveram igualmente oportunidade de visitar o Kartódromo de Coloane, desenhado pelo arquitecto Carlos Couto no final da década de 1990, ficando a conhecer o trabalho desenvolvido por Macau na promoção do automobilismo de base e do karting. Houve ainda uma troca de experiências sobre a organização de provas de Fórmula 4, tendo a FIA defendido a importância de aproximar o automobilismo dos estudantes e incentivar os jovens a iniciar-se na modalidade.

No final da visita, o Presidente da FIA elogiou a capacidade organizativa e a hospitalidade de Macau, afirmando que todos os participantes tiveram uma experiência positiva na cidade. Mohammed Ben Sulayem destacou ainda a longa tradição automobilística do território e o ambiente único vivido durante os eventos, descrevendo Macau como uma “cidade do automobilismo”, realçando o seu dinamismo e a arte de bem receber dos seus habitantes.

Venham as corridas

Para a FIA, em termos desportivos, Macau assume particular importância na segunda metade do calendário de 2026. O Campeonato FIA Ásia-Pacífico de Karting “Arrive & Drive”, uma das mais recentes apostas da FIA para promover a formação de jovens pilotos, decorrerá entre 11 e 13 de Setembro no Kartódromo de Coloane.

Já a 73.ª edição do Grande Prémio de Macau está agendada para 19 a 22 de Novembro, com o Circuito da Guia a receber diversas competições internacionais, entre as quais a Taça do Mundo FIA de Fórmula Regional, a Taça do Mundo FIA GT de Macau, a Taça do Mundo FIA de Fórmula 4 e ainda a última prova do calendário do Kumho FIA TCR World Tour.

29 Jun 2026

FIA | Aprovadas alterações a motores de Fórmula 1 para 2027 e 2028

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) aprovou ontem as alterações regulamentares aos motores de Fórmula 1 para as temporadas de 2027 e 2028. Um anúncio que surge duas semanas depois de ter alcançado um acordo com as equipas para reduzir ligeiramente o peso da componente eléctrica nas unidades motrizes.

O Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, reunido em Macau, validou formalmente as mudanças que vão alterar a repartição entre a parte térmica e a parte eléctrica dos motores, e que tinham sido anunciadas anteriormente.

Actualmente fixado em 53 por cento para o motor de combustão interna e 47 por cento para a componente eléctrica, o rácio passará para 58/42 em 2027 e para 60/40 em 2028, indo de encontro à vontade dos pilotos. A proposta já tinha sido anunciada em 10 de Junho e foi bem recebida pelos pilotos, embora vários tenham defendido que as alterações deveriam ser ainda mais profundas.

Segundo a FIA, os ajustamentos regulamentares incluem alterações específicas à potência dos motores de combustão interna, ao fluxo de combustível e à utilização do sistema de recuperação de energia, bem como uma maior flexibilidade na gestão da energia.

A nova regulamentação técnica, introduzida esta época, alterou profundamente os monolugares, com motores quase metade eléctricos, obrigando os pilotos a uma gestão energética mais complexa e menos intuitiva durante a condução.

As novas regras têm sido alvo de críticas generalizadas no ‘paddock’, com destaque para o tetracampeão mundial Max Verstappen, da Red Bull, que classificou os monolugares de 2026 como uma “Fórmula eléctrica com esteroides”. O piloto holandês chegou mesmo a ameaçar abandonar a Fórmula 1 caso não fossem introduzidas melhorias no regulamento técnico.

24 Jun 2026

Grande Prémio de Macau | Presidente da FIA defende Fórmula 4

O presidente da Federação Internacional do Automóvel afastou, para já, a possibilidade de a competição de Fórmula 3 regressar ao circuito da Guia e elogiou a Fórmula 4, que “está cada vez mais forte”

 

O presidente da FIA (Federação Internacional do Automóvel), Mohammed Ben Sulayem, defendeu ontem a aposta na Fórmula 4, em vez do regresso à competição com os Fórmula 3. A posição foi tomada numa conferência de imprensa, durante uma visita ao Kartódromo de Macau, em que o responsável mostrou total abertura para se adaptar e apoiar as necessidades da Associação Geral de Automóvel de Macau (AAMC) e do Grande Prémio de Macau.

Quando questionado sobre a possibilidade do regresso da Fórmula 3 ao circuito da Guia, o responsável defendeu que os carros Fórmula 4 são os mais indicados para esta parte do mundo. Actualmente, a prova principal do Grande Prémio é disputada com carros da Fórmula Regional, um nível intermédio entre a Fórmula 3 e Fórmula 4.

“Algumas pessoas podem pensar, como estava a falar com o AAMC, que a Fórmula 3 é melhor do que a Fórmula 4. Não, a Fórmula 4 está cada vez mais forte. Se formos a ver, há mais pessoas envolvidas na Fórmula 4 do que na Fórmula 3”, começou por indicar. “E porquê? Porque é muito popular, porque tem preços mais acessíveis e isso é bom para o público”, vincou.

Quando questionado sobre o facto de a Fórmula 3 ter maior visibilidade internacional, Mohammed Ben Sulayem considerou que são as provas que constroem essa visibilidade e não as categorias por si. “Nós criamos as categorias de classe mundial, vocês [Grande Prémio de Macau] e os vossos fãs criam as categorias de classe mundial e os fãs também. A classe mundial não se cria a partir do topo, vem da base”, defendeu.

“A classe mundial é criada quando as pessoas têm a oportunidade de pegar num carro, participar numa prova qualquer e tentar bater os outros pilotos. Por isso, a Fórmula 4 vai ter um futuro muito bom”, indicou. “[Os Fórmula 4] são campeonatos feitos especificamente para esta parte do mundo. Não acredito que exista uma fórmula que sirva todo o mundo. As necessidades desta parte da Ásia não são as mesmas de outras partes, já para não falar do Médio Oriente, de África ou da América Latina. Por isso sou um grande crente que estamos a criar um campeonato em conjunto, tendo em conta as necessidades do AAMC”, vincou.

Sem GP? “Impensável”

Mohammed Ben Sulayem destacou ainda que é “impensável” que se deixe de realizar o Grande Prémio de Macau e mostrou-se aberto a mudar as regras que forem necessárias para acomodar os desejos do AAMC. “As regras não foram escritas por Deus. As regras foram escritas por homens e podem ser melhoradas pelos homens”, explicou.

“Por isso, para mim, e na FIA, vamos ajustar as regras que for necessário. Não é só ajustar, nós vamos apoiar o Grande Prémio de Macau. E se eles quiserem [AAMC] vamos adaptar e homologar um certo campeonato. Ficaríamos mais do que felizes por fazê-lo, porque para nós a Ásia é muito importante”, prometeu.

Mohammed Ben Sulayem está em Macau para participar nas Conferências da FIA deste ano, que decorrem entre 23 e 25 de Junho. No dia 26 decorre, também em Macau, a Assembleia Geral Extraordinária da FIA.

22 Jun 2026

FIA | Futuro do automobilismo e da mobilidade em discussão em Macau

A comitiva da Federação Internacional do Automóvel (FIA), o organismo mundial que tutela o desporto automóvel e a federação das organizações de mobilidade à escala global, juntamente com os seus 245 clubes e organizações membros, desembarca esta semana em Macau para uma semana dedicada à preparação do futuro. O território volta, assim, a ser palco da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da FIA.

Organizado em parceria com a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e o Galaxy Entertainment Group, o evento reunirá mais de 450 representantes de alto nível da FIA, ligados às áreas da mobilidade e do desporto automóvel, provenientes de 149 países e territórios.

A conferência constituirá uma oportunidade para abordar iniciativas fundamentais relacionadas com a segurança rodoviária, a mobilidade sustentável, o crescimento regional do desporto automóvel e a inovação nos transportes, contando com a presença do Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem.

Antes do seu regresso a Macau, Mohammed Ben Sulayem afirmou que “esta conferência representa uma oportunidade valiosa para reunir a nossa comunidade e ajudar a definir o futuro do desporto automóvel e da mobilidade a nível mundial. À medida que continuamos a aumentar a participação, a promover a inovação e a melhorar a segurança rodoviária em todo o mundo, estas discussões tornam-se mais importantes do que nunca.”

O antigo piloto árabe de ralis salientou ainda estar “muito satisfeito por regressar a Macau, um local verdadeiramente icónico para os fãs do desporto automóvel e uma escolha adequada para a FIA acolher uma das semanas mais importantes do nosso calendário. Os meus agradecimentos aos nossos anfitriões, a AAMC, ao Presidente da Direcção, Chong Coc Veng, e ao Presidente Executivo, Roberto Carlos Osório.”

Honras da casa

A conferência contará com representantes dos clubes membros da FIA. Esta estrutura constitui a base da governação e do funcionamento da Federação, sendo que cada Clube Membro com estatuto pleno possui direito de voto nas eleições da FIA e nas decisões regulamentares.

Em comunicado enviado pela FIA, Chong Coc Veng, dirigente histórico da AAMC e Coordenador da Subcomissão Desportiva da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, afirmou ser “uma honra receber novamente a FIA e os nossos colegas membros de todo o mundo em Macau. A Conferência Anual representa uma excelente oportunidade para reflectirmos sobre o progresso alcançado em conjunto durante o último ano e definirmos as prioridades que irão orientar o futuro da nossa Federação. Esperamos receber todos os delegados para aqueles que serão, certamente, dias muito produtivos.”

Na sequência do sucesso da edição do ano passado, o complexo Galaxy Macau, através do Galaxy International Convention Center , será o local anfitrião da Conferência FIA em 2026 e 2027. A FIA realizou pela primeira vez a sua conferência anual em Macau em Junho de 2025, reunindo 446 delegados de 198 organizações membros provenientes de 139 países e territórios.

22 Jun 2026

GP Macau | FIA não mexe na Taça do Mundo de GT

Na pretérita semana, quando os construtores se encontravam focados na preparação das 24 Horas de Le Mans, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e o SRO Motorsport Group abriram as inscrições para a Taça do Mundo de GT da FIA, aproveitando igualmente para publicar o regulamento da edição de 2026. A principal prova de sprint para carros de Grande Turismo no continente asiático apresenta poucas novidades, num claro sinal de aposta na continuidade.

O formato da Taça do Mundo mantém-se praticamente inalterado, com duas sessões de treinos livres de 30 minutos cada, seguidas da sessão de qualificação Q1 com a duração de 30 minutos. Os oito pilotos mais rápidos transitam para a Q2, disputada em regime de “super pole”, introduzido no ano transacto, onde se define a luta pela pole position. Todavia, de acordo com uma nota enviada às equipas, na sequência “das conclusões da edição de 2025 e das consultas realizadas com equipas e pilotos, o formato da Q2 foi ajustado. Os pilotos serão agora lançados em pista em intervalos mais curtos, mantendo a sensação de ‘super pole’ de estarem sozinhos em pista. Esta alteração visa melhorar a eficiência e reduzir a duração da sessão”.

O programa competitivo no Circuito da Guia prossegue com a Corrida de Qualificação, com 12 voltas ou uma duração máxima de 60 minutos, consoante o que ocorrer primeiro, muito provavelmente no sábado. No domingo realiza-se a Corrida Principal, composta por 16 voltas ou uma duração máxima de 70 minutos, a qual determina o resultado final do evento.

A primeira fase de inscrições decorre até 17 de Julho e está aberta a todos os pilotos. Um segundo período de inscrições prolonga-se até 24 de Agosto. O valor de inscrição foi aumentado e passará a custar 16 mil euros, cerca de 150 mil patacas, face aos 14.500 euros do ano transacto. Em contrapartida, cada carro inscrito terá direito a 14 passes, em vez dos 12 anteriores, sendo esta limitação uma das reivindicações das equipas.

Segundo a mesma nota enviada aos participantes, os pilotos interessados “devem ter participado, pelo menos, numa corrida de GT inscrita no Calendário Desportivo Internacional da FIA nas duas últimas temporadas, ou possuir experiência significativa em corridas GT”. Acrescenta ainda que, caso “um piloto seja considerado sem experiência suficiente, o Comité de Seleção reserva-se o direito de recusar a sua inscrição”.

Prémios monetários inalterados

De acordo com o Regulamento Desportivo da Taça do Mundo, os prémios monetários manter-se-ão ao nível de 2025, totalizando um máximo de 80.750 dólares norte-americanos, equivalentes a pouco mais de 650 mil patacas à taxa de câmbio actual.

Para reconhecer o número crescente de pilotos Silver, a Taça do Mundo da FIA passará também a atribuir um troféu ao vencedor desta categoria, desde que existam pelo menos três inscritos. Este prémio será acompanhado de uma recompensa monetária de 22.000 dólares norte-americanos, valor idêntico ao do ano passado.

O prémio total da Corrida Principal ascende a 82.750 dólares norte-americanos na classificação geral, distribuído da seguinte forma: o primeiro classificado recebe 15.000 dólares, o segundo 12.000, o terceiro 10.000, o quarto 7.500, o quinto 5.000 e o sexto 3.000 dólares. Na categoria para os pilotos categorizados como Bronze, o vencedor, caso exista, recebe 4.250 dólares. Estão ainda previstos prémios adicionais de 1.000 dólares pela pole position da Corrida de Qualificação e 500 dólares pela volta mais rápida em cada corrida.

Curiosamente, e de acordo com o regulamento, todos os prémios serão entregues na cerimónia oficial do Grande Prémio de Macau, sendo que a ausência de um piloto poderá implicar a perda do direito ao montante atribuído.

Grelha igualmente forte

O regulamento desportivo da FIA determina que a lista de inscritos da Taça do Mundo de GT deve ser conhecida até 22 de Outubro. Prevê-se uma grelha com um nível elevado muito semelhante à das edições anteriores, talvez com mais carros, e com a presença da Audi, BMW, Ferrari e Porsche, bem como o regresso da Mercedes-AMG, ausente na última edição.

Devido à continuidade da obrigatoriedade dos dispendiosos sensores de binário, a Lamborghini só regressará se for com novo modelo Temerario GT3, embora a decisão sobre este assunto ainda não esteja fechada. Por outro lado, as marcas norte-americanas Chevrolet e Ford não são esperadas na RAEM, enquanto a Aston Martin e a McLaren permanecem como incógnitas, dependendo sobretudo da vontade de equipas clientes. A 73.ª edição do Grande Prémio de Macau decorre de 19 a 22 de Novembro.

17 Jun 2026

GP Macau | FIA muda formato da prova de F4

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) anunciou na semana passada um novo formato para a Taça do Mundo de Fórmula 4, integrada no programa do Grande Prémio de Macau no mês de Novembro. O organismo que tutela o desporto automóvel a nível mundial pretende assegurar a presença das principais equipas de fórmulas de promoção na aguardada segunda edição da competição.

Após ter confirmado, no mês passado, a inclusão da segunda edição da Taça do Mundo de F4 da FIA no programa da 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, a federação internacional revelou agora que o modelo de participação tradicional, aberto às equipas, já adoptado na Taça do Mundo de Fórmula Regional (FR) da FIA, e em todas as outras disciplinas do programa, e que passará igualmente a vigorar na prova destinada aos monolugares de F4.

Segundo a FIA, esta decisão “resulta de uma avaliação do conceito ‘arrive-and-drive’ (chave na mão), utilizado na edição inaugural da Taça do Mundo de F4 na época passada, quando alguns dos mais promissores jovens pilotos do automobilismo competiram sob uma estrutura centralizada”.

Em 2025, a Mintimes, entidade organizadora do Campeonato Chinês de F4, foi o “operador exclusivo” da prova disputada nas ruas da RAEM. A empresa chinesa disponibilizou aos pilotos que competiram no Circuito da Guia os monolugares Mygale M21-F4, recentemente rebaptizados como Ligier JS F422, provenientes das equipas e pilotos privados participantes no seu campeonato. Em conjunto com os técnicos da FFSA (Fédération Française du Sport Automobile), a Mintime assumiu toda a responsabilidade pelo apoio técnico da Taça do Mundo, obrigando todos os concorrentes a utilizar estes fórmulas.

Aberto às equipas

Embora muitas equipas de F4 internacionais tenham encarado com alguma reserva o modelo de operador único adoptado no ano passado, várias acabaram por marcar presença em Macau através dos seus pilotos. Algumas enviaram mesmo técnicos para acompanhar os trabalhos no terreno, apesar de não lhes ser permitido intervir na componente técnica e estratégica durante o fim de semana da prova. Em 2026, esse cenário muda radicalmente: as principais equipas de F4 poderão competir com as suas próprias estruturas e máquinas.

A segunda edição da Taça do Mundo de F4 da FIA contará também com uma grelha alargada, passando a disponibilizar 24 lugares, mais quatro do que em 2025. O aumento surge apesar de apenas 19 pilotos terem participado na edição inaugural.

No comunicado divulgado, a FIA confirmou que todos os concorrentes utilizarão pneus Pirelli no Circuito da Guia, mas não revelou qual será o chassis escolhido para a competição. Dada a impossibilidade de equilibrar o desempenho dos diferentes construtores, ao contrário do que sucedia no passado com a Fórmula 3, a Taça do Mundo será disputada com um modelo único.

Actualmente, existem três construtores de chassis de Fórmula 4: Tatuus, Dome e Ligier/Mygale/Crawford. Tudo indica que a FIA deverá optar pelos chassis italianos Tatuus, utilizados nos principais campeonatos europeus da categoria.

O que diz a FIA

O presidente da Comissão de Monolugares da FIA e antigo vencedor da Corrida da Guia, Emanuele Pirro, considerou, mais uma vez, que o lançamento da Taça do Mundo de F4 constituiu uma etapa importante na formação dos jovens talentos.

“A Taça do Mundo de F4 da FIA proporcionou, na época passada, uma oportunidade ideal para os pilotos em início de carreira adquirirem experiência e aprofundarem o seu conhecimento do Circuito da Guia e de Macau, numa fase inicial do seu percurso, antes de, idealmente, evoluírem para a Taça do Mundo de Fórmula Regional da FIA”, disse o ex-piloto italiano de Fórmula 1.

Pirro referiu ainda que na FIA “estamos muito satisfeitos por ver a Fórmula 4 continuar a crescer. A Taça do Mundo de F4 da FIA em Macau reflecte o alcance internacional da categoria e reúne alguns dos melhores jovens pilotos do mundo. A introdução de participações geridas pelas equipas, em linha com o modelo adoptado na Taça do Mundo de FR da FIA, bem como o alargamento da grelha, reforçam a plataforma que disponibilizamos aos talentos emergentes do automobilismo mundial”. A 73.ª edição do Grande Prémio de Macau disputa-se de 19 a 22 de Novembro.

10 Jun 2026

AAMC | Sortes distintas para os macaenses na jornada final

O Circuito Internacional de Zhuhai acolheu, no passado fim-de-semana, a segunda e decisiva jornada dupla do Macau Roadsport Challenge e da categoria GT4, competições organizadas pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que serviram igualmente para apurar os pilotos locais para o 73.º Grande Prémio de Macau.

Com condições meteorológicas mais favoráveis do que as registadas na ronda inaugural, assistiu-se a corridas bastante disputadas no Macau Roadsport Challenge, cuja grelha é composta por Toyota GR86 (ZN8) e Subaru BRZ (ZD8). A competição voltou a reunir mais de meia centena de pilotos. Face ao elevado número de participantes, a AAMC manteve o formato adoptado na primeira jornada, com os Grupos A e B a integrarem os mesmos concorrentes do primeiro fim-de-semana.

Na primeira corrida do Grupo A, Damon Chan confirmou o estatuto de favorito. Depois de ter sido o mais rápido na qualificação, o piloto repetiu o triunfo alcançado na segunda corrida da ronda inaugural. O pódio ficou completo com Kwok Ho Cheung e Ho Zuoliang, vencedor da primeira corrida do primeiro fim-de-semana.

Na segunda corrida, disputada na manhã de domingo, os pilotos da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong voltaram a superiorizar-se. Kwok Ho Cheung levou a melhor sobre Alan Chung e Damon Chan.

No Grupo B, onde competia Jerónimo Badaraco, o fim-de-semana ficou marcado por uma carambola logo na primeira volta da corrida inaugural, na recta da meta, incidente que afastou vários concorrentes, entre os quais o piloto macaense. Numa qualificação em que os vinte primeiros ficaram separados por apenas dois segundos, o sábado não começou da melhor forma para “Noni”, que registou apenas o 19.º tempo. O Toyota GR86 da Flexible Speed foi uma das vítimas do acidente colectivo e já não regressou à pista para a corrida de domingo. Ainda assim, um quarto e um quinto lugares obtidos na prova disputada no início do mês foram suficientes para garantir a qualificação do vencedor da última edição da Taça ACP do Grande Prémio de Macau, em 1999.

Quanto aos resultados da primeira corrida do Grupo B, a vitória sorriu a Yu Yi Hao, seguido por Li Kwok Chuen e pelo porto-riquenho Javier Ramirez. Carson Tang foi o melhor dos pilotos de Macau ao terminar na quarta posição. No segundo confronto, o jovem da RAEM alcançou a sua primeira vitória na disciplina, terminando à frente de Xiao Meng e Su Jiangnan.

Após a homologação dos resultados e a publicação da classificação final do campeonato, a AAMC deverá abrir o processo de inscrição para o Grande Prémio de Macau. A corrida Macau Roadsport Challenge contou com a participação de 32 concorrentes na edição do ano passado, sendo expectável que esse número se mantenha este ano.

Manhão às portas do pódio

As duas corridas da categoria GT4, que serviram para apurar os pilotos locais para a Taça GT – Corrida da Grande Baía, não foram desta vez pontuáveis para a SRO GT Cup, ao contrário do que sucedera na primeira jornada. Como consequência, o pelotão ficou reduzido aos pilotos locais, com apenas onze concorrentes em pista.

Maximiano Manhão regressou ao volante de um dos dois McLaren 570S GT4 inscritos pela LW World Racing Team e assinou o sétimo melhor tempo na qualificação. Na primeira corrida, o jovem macaense adoptou uma abordagem ponderada, evitando erros e recuperando posições de forma consistente até cruzar a linha de meta num meritório quarto lugar.

Esta primeira contenda foi ganha por Billy Lo Kai Fung, ao volante de um Audi R8 LMS GT4. O piloto de Macau, que partira da pole-position, terminou à frente dos Mercedes-AMG GT4 do regressado Matt Solomon, piloto que em 2015 competiu na Fórmula 3 Europeia contra George Russell, Charles Leclerc e Lance Stroll, e de Liu Weng Hin.

Na segunda corrida, Matt Solomon não deu hipóteses à concorrência, cumprindo as 18 voltas ao traçado de Zhuhai com uma vantagem superior a 15 segundos sobre Billy Lo. Chan Ka Ping, em Audi R8 LMS GT4, completou o pódio.Num fim-de-semana em que voltou a evidenciar progressos, Maximiano Manhão, que cumpre apenas a sua segunda temporada nos automóveis e a primeira ao volante de um carro de GT, manteve um ritmo consistente e terminou a corrida na quinta posição.

2 Jun 2026

Automobilismo | André Couto fez dois pódios em Ningbo

Como diz o povo, “quem sabe, nunca esquece”, e o convidado de última hora, André Couto, voltou a subir ao pódio no Lamborghini Super Trofeo Asia durante o fim-de-semana passado, no circuito de Ningbo

O piloto português de Macau, que em 2024 triunfou na classe Pro-Am do troféu monomarca da prestigiada marca de automóveis italiana, foi chamado para guiar um dos Huracán Super Trofeo EVO2 da equipa sul-coreana Lamborghini Busan by Racegraph, na pista de Ningbo. Curiosamente, esta foi a primeira vez que o construtor de Sant’Agata Bolognese escolheu este circuito, que pertence ao grupo automóvel chinês Zhejiang Geely Holding Group, para acolher uma das suas jornadas no Interior da China.

Na qualificação, Couto mostrou desde logo para o que vinha e qualificou-se no segundo lugar da geral, apenas atrás do favorito venezuelano Jonathan Cecotto, filho de Johnny Cecotto, vencedor da Corrida da Guia do Grande Prémio de Macau em 1986, ao volante de um Volvo 240 Turbo.

Na primeira corrida do fim-de-semana, Jonathan Cecotto fez um arranque canhão e afastou-se cedo rumo ao triunfo. Atrás dele, seguiu-se uma intensa luta entre André Couto Gustaw Wiśniewski e Peter Li Zhicong, com várias ultrapassagens nas primeiras voltas. Couto acabou por perder terreno no decorrer da corrida devido ao comportamento da sua máquina. Nas paragens obrigatórias, Couto passou o volante ao seu colega de equipa, Ryan Liu Zexuan, que assumiu a liderança da classe Pro-Am. Mais tarde, o piloto chinês perdeu uma posição para o carro da dupla Chris van der Drift e Todd Kingsford, mas cruzou a linha de chegada no quinto posto da geral e num merecido segundo lugar na categoria Pro-Am.

Na segunda corrida, no domingo, Ryan Liu fez o arranque e coube a Couto, que pegou no carro no sexto lugar, subir uma posição, para o quinto posto, levando novamente o carro do concessionário sul-coreano dos arredores de Seul até ao segundo lugar da classe Pro-Am, mais uma vez apenas atrás dos vencedores da classe van der Drift e Kingsford. As duas corridas na sinuosa pista de Ningbo foram vencidas por William Tregurtha e Jonathan Cecotto.

Calor não ajudou

Para o companheiro de equipa de André Couto, a dupla luso-chinesa teve um “desempenho sólido numa participação de última hora, com uma abordagem positiva do início ao fim”. Com experiência em monolugares e carros de GT, Ryan Liu explicou que “registámos a volta mais rápida e mantivemo-nos sempre muito próximos dos pilotos Pro, mostrando bom ritmo em pista. Com mais um ou dois dias de testes e dois jogos de pneus novos para testar, o potencial competitivo seria claramente maior”.

O piloto do Interior da China reconheceu que a sua maior dificuldade foram as elevadas temperaturas que se fizeram sentir durante o fim de semana na província de Zhejiang. “Num carro com cockpit fechado, sem colete de arrefecimento nem ventilação, as temperaturas chegaram facilmente aos 50°C, tornando este desafio ainda mais exigente”, afirmou o piloto chinês.

26 Mai 2026

Badminton | Open de Macau realiza-se entre os dias 16 e 21 de Junho

O torneio “Sands China Ltd. Macau Open Badminton 2026” irá realizar-se na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau, entre os dias 16 a 21 de Junho, anunciou ontem a Sands China.

Este será o terceiro ano consecutivo em que a parceria entre a concessionária de jogo e Federação de Badminton de Macau se alinha com a estratégia governamental “turismo+”, “elevando o perfil internacional de Macau como ‘Cidade do Desporto’, indica a empresa.

Enquanto evento do HSBC BWF World Tour Super 300, o Open de Macau 2026 será composto por cinco provas: Individual Masculino, Individual Feminino, Pares Masculinos, Pares Femininos e Pares Misto. O prémio monetário total do torneio deste ano será de 370 mil dólares americanos (aproximadamente 3 milhões de patacas), o mais elevado da série Super 300 deste ano, sublinhando a influência crescente da competição no panorama desportivo internacional.

O torneio deste ano recebeu inscrições de 390 atletas de 29 países e regiões, dos quais 275 se qualificaram. O alinhamento inclui Jiang Zhenbang e Wei Yaxin, a dupla de pares mistos da selecção chinesa, número 2 do mundo, He Jiting e Ren Xiangyu, a dupla de pares masculinos da selecção chinesa que venceu a Taça Thomas em Maio, Lee Zii Jia, medalhista de bronze da Malásia em singulares masculinos nos Jogos Olímpicos de 2024.

O elenco da competição inclui ainda os jogadores de singulares masculinos Angus Ng Ka Long, de Hong Kong, Teh Jia Heng, de Singapura, Kim Ga-Eun, n.º 16 mundial em singulares femininos da Coreia do Sul, que levou a sua equipa à vitória na Taça Uber, e a dupla tailandesa de singulares femininos Busanan Ongbamrungphan e Pitchamon Opatniputhm.

Os atletas de Macau, Pui Pang Fong, Leong Kok Chong, Pui Chi Chon, Ng Weng Chi e Pui Chi Wa, irão competir em todas as cinco provas do torneio.

21 Mai 2026

Automobilismo | André Couto vai regressar ao troféu Lamborghini

André Couto vai regressar à competição automóvel quando, este fim-de-semana, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitar o Ningbo International Speedpark, no Interior da China. Um convite irrecusável de última hora voltou a colocá-lo no papel de piloto

Apesar de não ter um programa desportivo fixo, o piloto português da RAEM mantém-se bastante activo no automobilismo regional, mas neste fim-de-semana vai trocar o papel de driver coach pelo de condutor, assumindo de novo os comandos de um Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2. O troféu asiático da marca de automóveis de luxo de Sant’Agata Bolognese é bem familiar a André Couto: em 2024, venceu a categoria Pro-Am ao volante de um dos espectaculares Huracán da equipa chinesa Madness Racing Team.

O piloto de Macau confessa que o convite lhe “caiu de surpresa”. Desta vez, fará dupla com o experiente piloto chinês Ryan Zexuan Liu, novamente na classe Pro-Am, mas sob as cores de uma equipa diferente: a sul-coreana Lamborghini Bundang by Racegraph. Como o nome indica, a estrutura é apoiada pelo concessionário da marca localizado na zona de Bundang, em Seongnam, nos arredores de Seul.

Troféu com sabor a Macau

Para o vencedor do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 de 2000, este convite representa o reconhecimento do trabalho realizado no troféu monomarca, mas também uma nova oportunidade de brilhar com as cores da marca fundada por Ferruccio Lamborghini que já defendeu noutras paragens como o campeonato japonês Super GT, o Asian Le Mans Series, as 12 Horas de Sepang e até no Grande Prémio de Macau.

“Estou bastante contente por conseguir voltar”, disse André Couto ao HM. “A última vez que corri no troféu Lamborghini foi em 2024, quando ganhámos na Pro-Am. Agora regresso com esta equipa, mas é apenas uma corrida. Veremos como corre e depois logo se vê.”

O Lamborghini Super Trofeo Asia tem proporcionado bastantes alegrias à RAEM. Para além do título conquistado em 2024 por André Couto, no ano passado Charles Leong Hon Chio sagrou-se vencedor da classe Pro ao serviço da local SJM Theodore Racing. Curiosamente, com um calendário bastante abrangente no continente asiático, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitou o Circuito da Guia por uma única vez, em 2013, numa corrida ganha pelo italiano Max Wiser.

21 Mai 2026

Primeira jornada de apuramento para GP Macau decorreu em Zhuhai

O Circuito Internacional de Zhuhai acolheu, no passado fim-de-semana, a primeira de duas jornadas duplas do Macau Roadsport Challenge e do GT4, competições organizadas pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que servirão para apurar os pilotos locais para o 73.º Grande Prémio de Macau.

O Macau Roadsport Challenge, cuja grelha de partida se divide entre os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8), voltou a juntar mais de meia centena de pilotos, o que levou a AAMC, a exemplo de anos anteriores, a separar a grelha em dois pelotões: Grupo A e Grupo B.

Na primeira corrida do Grupo A, partindo da pole-position, Wong Chuck Pan dominou de princípio a fim e venceu à frente de Hu Zuoling e Leong Keng Hei, tendo este sido o melhor classificado de Macau. Na segunda prova, Damon Chan recuperou do quinto para o primeiro lugar, superando o companheiro de equipa Wong Chuck Pan, com Leong Keng Hei a completar novamente o pódio.

No Grupo B, a vitória inaugural coube a Li Kwok Chuen, seguido de Bayern Yip e Leung Chi Ho, este o melhor entre os pilotos locais. Na segunda corrida, Su Jiangnan aproveitou um erro do favorito Li Kwok Chuen, que seguia na liderança, e triunfou, batendo Bayern Yip e Leung Tse Wa.

Badaraco praticamente apurado

Jerónimo Badaraco, que este ano regressa à competitiva disciplina dos carros de turismo ao volante de um Toyota GR86 da Flexible Speed, deixou praticamente garantida a qualificação para o Grande Prémio de Macau, agendado para Novembro.

Depois de assegurar o sexto lugar da grelha para a primeira corrida do Grupo B na sessão de qualificação de sábado, tudo apontava para uma prova disputada em piso seco, até que, momentos antes do arranque, a chuva começou a cair ligeiramente sobre o traçado. Numa corrida particularmente movimentada, Badaraco conseguiu inclusive ascender provisoriamente ao quarto posto. Com o agravamento das condições meteorológicas e após uma intensa luta em pista, o piloto levou o seu Toyota até à bandeira de xadrez na quinta posição, somando pontos importantes no seu grupo.

Na segunda corrida, partindo do quinto lugar da grelha e enfrentando condições extremamente difíceis devido à chuva forte, o piloto macaense manteve-se totalmente concentrado no objectivo de chegar ao fim entre os primeiros, apesar dos vários incidentes em pista e das intervenções do Safety Car. No final, garantiu um sólido sexto lugar, arrecadando novamente pontos preciosos para as contas do apuramento.

Manhão estreou-se em GT4

As duas corridas da categoria GT4, que servirá para apurar os participantes para a Taça GT – Corrida da Grande Baía, foram também pontuáveis para a SRO GT Cup. Assim, mais de duas dezenas de concorrentes alinharam à partida no circuito que este ano celebra trinta anos de existência.

Han Lichao, piloto do Interior da China e que terminou em segundo no Circuito da Guia em 2025, venceu as duas corridas do fim de semana ao volante do seu Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing China. O melhor dos pilotos da RAEM foi Chan Ka Ping, que, com um Audi R8 LMS GT4, obteve um quinto lugar na segunda corrida.

A estrear-se na categoria, Maximiano Manhão conduziu um dos dois McLaren 570S GT4 inscritos pela equipa LW World Racing Team. O jovem piloto macaense, que ainda conta poucos quilómetros no automobilismo, apesar de ter feito a sua formação no Kartódromo de Coloane, terminou a primeira corrida no 18.º lugar e a segunda no 17.º. A segunda jornada de apuramento decorrerá novamente entre 28 e 31 de Maio no Circuito Internacional de Zhuhai.

13 Mai 2026

GP Macau: FIA confirma continuidade de Taças do Mundo de FR e F4

No final da passada semana, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) confirmou a continuidade das Taças do Mundo de Fórmula Regional (FR) e de Fórmula 4 no programa do Grande Prémio de Macau, juntando-se ambas à já confirmada Taça do Mundo de GT da FIA e à derradeira ronda da temporada do FIA TCR World Tour

Na sequência de uma votação electrónica do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, ficou decidido que as duas Taças do Mundo de monolugares integrarão a 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, agendada para os dias 19 a 22 de Novembro. Foi igualmente definido o quadro de selecção de participantes para a Taça do Mundo da FIA de FR, permanecendo ainda por revelar os detalhes relativos ao processo de inscrição e selecção para a corrida de Fórmula 4.

Disputada pela primeira vez em 2024, a Taça do Mundo da FIA de FR marcou o início de uma nova era para o Grande Prémio de Macau, com os monolugares da Fórmula Regional a assumirem o estatuto de categoria principal do evento, após quatro décadas em que a Fórmula 3 reinou no Circuito da Guia. A edição de 2026 contará já com o novo Tatuus T-326, modelo recentemente introduzido nos campeonatos internacionais da especialidade. Tanto os Fórmula Regional como os Fórmula 4 utilizarão pneus Pirelli.

Para o Presidente da Comissão de Monolugares da FIA, Emanuele Pirro, a “Taça do Mundo da FIA de FR tem vindo a crescer de forma sustentada desde a sua introdução em 2024 e assumirá ainda maior relevância este ano com a chegada do Tatuus T-326 de segunda geração”. O italiano, antigo vencedor da Corrida da Guia pela BMW, salientou igualmente que a introdução da Taça do Mundo de F4 no ano passado “proporcionou a oportunidade ideal para os pilotos em início de carreira adquirirem conhecimento e compreensão do circuito de Macau antes de, futuramente, evoluírem para a Taça do Mundo da FIA de FR”.

Quadro de convites conhecido

A FIA, em parceria com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, revelou igualmente o quadro de convites para a edição deste ano da Taça do Mundo da FIA de FR. Segundo o organismo sediado em Paris, o modelo “foi concebido com o objectivo de conjugar mérito desportivo, representação internacional e excelência competitiva, preservando simultaneamente o prestígio e o carácter selectivo que historicamente distinguem o Grande Prémio de Macau”.

O objectivo passa por reunir um lote de participantes de nível mundial, composto pelas mais competitivas equipas de Fórmula Regional, dentro de um número de carros ajustado, segundo a FIA, às características únicas do Circuito da Guia. Assim, todas as equipas participantes no Campeonato Europeu de Fórmula Regional da FIA (FREC) de 2026 serão elegíveis para integrar a grelha. Será igualmente seleccionada a equipa mais bem classificada no campeonato japonês de Fórmula Regional de 2025.

O comunicado da FIA esclarece ainda que apenas 26 carros serão admitidos à partida na edição deste ano, menos um que na edição de 2025, número que aumentará para 28 a partir de 2027. Foi igualmente confirmada a estrutura de dois carros por equipa, solução que, segundo a FIA, “garante consistência operacional em toda a grelha” e alinha esta Taça do Mundo “com os formatos habitualmente utilizados nas competições internacionais de formação em monolugares promovidas pela FIA, assegurando simultaneamente eficiência logística e desportiva dentro das limitações do Circuito da Guia”.

Mais carros em 2027

A partir de 2027, a grelha crescerá com a adição de uma equipa proveniente do Formula Regional Oceania Trophy, sendo esta escolhida pelo promotor regional entre os melhores classificados do seu campeonato. Segundo a FIA, a inclusão da Oceânia “reflecte a contínua internacionalização do percurso competitivo da Fórmula Regional e reforça a representação de regiões com elevado nível competitivo”. Para além destas vagas, poderão ainda ser seleccionadas até duas equipas adicionais, escolhidas conjuntamente pela FIA e pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau com base no mérito desportivo.

Entre os critérios adicionais de selecção previstos para as vagas remanescentes, destacam-se dois particularmente relevantes: o “legado histórico, incluindo contributos relevantes para o Grande Prémio de Macau ou para o desenvolvimento do automobilismo de formação em monolugares”, bem como os “resultados anteriores no Grande Prémio de Macau”, factores que poderão abrir novamente as portas do Circuito da Guia a equipas afastadas após o desaparecimento da Fórmula 3 do evento. Refira-se igualmente que, até à data, nenhuma equipa chinesa foi convidada a participar na Taça do Mundo da FIA de FR.

11 Mai 2026

24 Horas de Genk | Equipa de Macau cumpre objectivo na Bélgica

Pela primeira vez uma equipa de Macau participou nas 24 Horas de Karting de Genk e conseguiu alcançar o seu principal objectivo: terminar uma das mais prestigiadas corridas de endurance da modalidade a nível internacional

A equipa IXO Models Racing Team Macau, composta por Rui Valente, Jean Peres, Eric Peres, Sérgio Lacerda, Duarte Machado e Pedro Maia, concluiu a prova no quadragésimo sexto lugar, num evento que contou com mais de 50 equipas provenientes de vários países e regiões, maioritariamente do centro da Europa e com vasta experiência em provas desta natureza com os karts SODI RT8.

O conjunto do território chegou a rodar a meio da tabela, mas erros técnicos e penalizações não permitiram à equipa lutar por posições mais cimeiras. A prova, que decorreu no passado fim-de-semana em Genk, na Bélgica, ficou marcada por condições meteorológicas extremas, o que dificultou significativamente a tarefa de pilotos e equipas, incluindo a nível logístico, sobretudo no parque de assistência, transformado num verdadeiro lago.

“O primeiro objectivo foi cumprido, terminar era o mais importante”, explicou Jean Peres, líder da equipa, em comunicado. “Foi a primeira vez que participámos numa corrida de 24 Horas e faltou-nos experiência neste tipo de provas para conseguir um resultado melhor. O nível dos pilotos locais é extremamente elevado, com várias equipas profissionais, com topo o apoio logístico, habituadas à pista e a conduzirem em chuva. E atenção que não era permitido usar pneus de chuva. Só aí dá para imaginar o nível de perícia que é necessário. O kart escorrega por todos os lados. É um ‘aquaplaning’ constante. Também fomos penalizados por alguma falta de cuidado, durante a troca de pilotos, as regras eram extremamente exigentes, tivemos um percalço aqui e acolá, mas isso faz parte da aprendizagem”.

Dificuldades de estreante

Uma longa viagem até à Bélgica e uma logística condicionada pelas condições meteorológicas agravaram o desafio do sexteto da RAEM. “Enquanto as outras equipas estavam a treinar, nós estávamos a montar tendas improvisadas e a organizar material de campismo”, referiu Jean Peres.

As 24 Horas de Karting de Genk são consideradas uma das principais provas de endurance da especialidade, com várias equipas e pilotos que participam no campeonato local da especialidade, e Jean Peres reconheceu que “o nível é muito profissional, nós viemos à experiência, sem sabermos ao certo as condições que seriam necessárias para este tipo de provas e acabámos por pagar essa factura.”

Curiosamente, uma das principais dificuldades prendeu-se com “a comunicação”, pois “a generalidade das equipas dispunha de sistemas para comunicar com os pilotos em pista. Nós tivemos de improvisar um sinal, acenando com um cachecol para o circuito, de forma a que o nosso piloto percebesse que estava na altura de parar. Foi assim durante as 24 horas. Era necessário fazer essa gestão, devido ao número de paragens obrigatórias para trocar de kart e efectuar o reabastecimento de combustível. E o desgaste físico associado a uma prova destas é surreal. Saímos todos daqui com algumas mazelas.”

Lutar contra os caprichos do “São Pedro” elevou ainda mais o grau de dificuldade. “A meio da prova estávamos preocupados em salvar o material de apoio e a comida. A tenda meteu bastante água. E alguns dos pilotos, que vieram da Ásia, estavam a debater-se com o ‘jet lag’. Não são desculpas, mas fazem parte de uma aprendizagem que era preciso adquirir. Agora estamos melhor preparados se quisermos repetir a experiência”, concluiu, salientando, ainda assim, que o balanço é “muito positivo” e que o objectivo principal foi cumprido.

Há sempre uma primeira vez

O mais experiente da equipa era, sem dúvida, Rui Valente, o piloto do território com mais presenças no Grande Prémio de Macau, que reconheceu as dificuldades enfrentadas numa prova em que os vencedores receberam, juntamente com o troféu, modelos da IXO Modelcars, uma vez que a empresa de Macau foi uma das patrocinadoras do evento.

“Não foi fácil, depois de uma viagem muito longa, a pista é muito técnica e o esforço físico que exige o karting a este nível é bastante grande”, reconhecendo também ao HM que “não rodamos muito nos treinos livres e os tempos por volta foram melhorando depois durante a corrida”.

Apesar das adversidades, Rui Valente mostrou-se bastante satisfeito com a experiência, muito diferente daquelas que experimentou ao longo de quarenta anos de carreira no desporto. Primeiro porque “ainda estou em forma, cansado agora para o fim, mas fiz cinco turnos de 40 minutos” e depois porque “nunca imaginei fazer uma corrida de 24 horas”.

6 Mai 2026

FIA Esports Global Rally Tour | Macau eleito para eliminatória regional

A Federação Internacional do Automóvel (FIA), o organismo regulador mundial do desporto motorizado e a federação das organizações de mobilidade a nível global, lançou na semana passada o “FIA Esports Global Rally Tour”, a primeira competição virtual de ralis que vai ter uma etapa importante na RAEM

Impulsionada pelo próprio Mohammed Ben Sulayem, Presidente da FIA e ex-piloto de ralis, a iniciativa recebeu apoio unânime de todos os Vice-Presidentes da FIA para o Desporto. Entre 12 e 25 de Maio, decorrerá uma fase de qualificação online, a nível mundial, na popular plataforma Assetto Corsa Rally. A ideia é encontrar os 56 melhores pilotos, oito de cada região participante: Europa (Norte e Sul), MENA (Médio Oriente e Norte de África), América do Norte, América do Sul, Ásia-Pacífico e África.

Apesar da sua vaga história na modalidade de ralis, que contrasta com o seu peso mundial no que respeita à disciplina de velocidade, a RAEM “entra em campo” na fase seguinte, pois foi o local escolhido pela FIA para acolher a fase de selecção da região Ásia-Pacífico. Com oito participantes, esta será composta por eliminatórias regionais em formato de eliminação directa, com quartos-de-final, meias-finais e uma final. O evento de Macau decorrerá durante a Conferência da FIA em Macau, a 23 de Junho.

O evento do “FIA Esports Global Rally Tour” contará com equipamento de dois dos fornecedores oficiais de Esports da FIA, a Advanced SimRacing e a D-BOX, e está a ser organizado em parceria com a 505 Games, Supernova Games Studios, parte do grupo Digital Bros, e com apoio técnico da KUNOS Simulazioni. Os dois melhores pilotos saídos destas eliminatórias decisórias de Macau irão participar na final mundial no Interior da China, mais precisamente na cidade de Xangai.

Os 16 melhores pilotos, dois por região, à excepção da Europa que, dado o maior número global de Clubes Membros da FIA, qualificará quatro pilotos, acrescidos de dois wildcards nomeados pela FIA, qualificar-se-ão para as Finais do FIA Esports Global Rally Tour, a realizar durante a semana da prestigiada Semana de Gala da FIA em Xangai, em Dezembro. Antes da prova principal, uma competição prévia no local reunirá os 16 pilotos qualificados para estabelecer a classificação inicial. A competição culminará durante a Cerimónia de Gala da FIA, a 12 de Dezembro de 2026, onde os dois melhores pilotos se defrontarão numa Grande Final ao vivo, lado a lado, em palco.

Aproximar um novo público

Numa altura em que a FIA tenta reabilitar a imagem do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA (WRC), o organismo liderado por Mohammed Ben Sulayem quer chegar, com esta iniciativa do “FIA Esports Global Rally Tour”, aos mais novos e a uma geração que cresceu com a Fórmula 1 como a principal, e quase única, influência automobilística. A federação quer igualmente criar uma maior proximidade entre as federações ou associações responsáveis pelo desporto, as Autoridades Desportivas Nacionais, e um novo público.

“Expandir a disciplina de Esports e ligar o seu público em rápido crescimento às nossas Autoridades Desportivas Nacionais, de forma a reforçar as suas iniciativas locais, é uma das nossas principais prioridades”, afirmou Niroshan Pereira, Presidente da Comissão de Esports da FIA. “O FIA Esports Global Rally Tour incorpora verdadeiramente esta visão e representa um passo significativo em frente para o desporto. Gostaria de agradecer ao nosso Presidente da FIA e aos Vice-Presidentes da FIA para o Desporto pelo seu apoio incondicional, e estou entusiasmado por ver milhares de pilotos de todo o mundo a competir por uma oportunidade de demonstrar as suas capacidades perante todos os Campeões do Mundo da FIA em Xangai, ainda este ano.”

Organizadas pelo clube membro da FIA na RAEM, a Associação Geral do Automóvel de Macau-China (AAMC), com o apoio do Galaxy Macau, as Assembleias Gerais Extraordinárias e a Conferência anual da FIA irão regressar este ano a Macau. O Galaxy International Convention Center (GICC) será a sede da Conferência da FIA tanto em 2026 como em 2027, fruto de uma parceria estratégica de três anos entre a FIA e a Galaxy Macau. São esperados mais de 400 delegados das 198 organizações filiadas de 139 países e territórios, que se reunirão para debater o futuro do desporto motorizado e da mobilidade.

5 Mai 2026

Karting | Macau vai participar nas 24 horas de Genk

Uma equipa de Macau vai participar nas 24 Horas de Genk, prova de karting na Bélgica. A prova está agendada para este fim-de-semana, decorre entre 2 e 3 de Maio, num circuito lendário por onde passaram vários pilotos de Fórmula 1 e onde se estreou o tetracampeão Max Verstappen.

O território vai estar representado pela equipa ‘IXO Models Racing Team – Macau’, contando com seis residentes, entre eles o veterano Rui Valente, um dos pilotos mais experientes da RAEM, que tem somado presenças assíduas no Grande Prémio de Macau, assim como em várias provas no Interior.

A equipa vai ser liderada por Jean Peres, empresário de Macau, também com ligações à modalidade, tendo competido no campeonato asiático de karting (Rotax Asia Challenge), tal como o irmão Eric Peres, outro dos membros da equipa.

“Era um objectivo de longa data, mas só agora foi possível pôr este projecto em andamento. Vamos à experiência, mas queremos ser competitivos”, afirmou Jean Peres, gerente da PCT, grupo que detém a IXO Models, empresa de Macau que é uma das maiores fabricantes de miniaturas ‘diecast’ a nível mundial. Sérgio Lacerda, outro piloto com provas dadas no Circuito da Guia, também foi ‘recrutado’ para o desafio. A equipa conta ainda com dois aficcionados da modalidade: Duarte Machado, piloto de aviões radicado em Lisboa, e Pedro Maia, ex-jornalista.

“É um grupo interessante, entre pilotos com maior experiência e outros que também já demonstraram talento em pista. Já nos conhecemos há algum tempo e sabemos o que cada um pode acrescentar à equipa. Uma corrida de 24 horas é muito exigente. Não só a nível físico como também a nível mental. Depois existe toda a parte que envolve a organização e a estratégia. Será um grande desafio”, considerou Jean Peres.

Traçado com história

As 24 Horas de Genk são consideradas uma das melhores corridas de endurance da modalidade, envolvendo normalmente entre 30 a 40 equipas. A prova decorre todos os anos no mítico Kartódromo de Genk, um traçado homologado pela FIA, por onde passaram alguns dos pilotos mais conhecidos do mundo, entre os quais Max Verstappen, Michael Schumacher, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Jenson Button.

O regulamento da prova obriga a fazer 32 paragens obrigatórias na boxe durante as 24 horas, com reabastecimento de combustível. Nas paragens é possível efectuar a troca de pilotos. Os treinos livres estão agendados para sexta-feira, 1 de Maio. As sessões de qualificação decorrem durante a manhã de sábado. O arranque da corrida está marcado para as 15h, hora local, com o final previsto para a mesma hora de domingo.

29 Abr 2026

GP | Provas de apuramento com 70 participantes

A Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) publicou as listas de inscritos das suas duas competições, Macau Roadsport Challenge e GT4, que este ano regressam a Zhuhai para as tradicionais corridas de apuramento para o Grande Prémio de Macau. Apenas quinze pilotos de Macau estarão presentes

A Macau Roadsport Challenge, cuja grelha de partida se divide entre os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8), volta a reunir mais de meia centena de pilotos, sendo que, dos 57 carros inscritos, apenas 10 são tripulados por desportistas da RAEM. Um dos presentes será o experiente Jerónimo Badaraco, que regressa à aguerrida competição de carros de Turismo para tripular um Toyota GR86 da equipa Flexible Speed.

A lista de inscritos revela um claro ascendente de pilotos de Hong Kong, com 31 participantes, representando mais de metade do total, o que evidencia a forte presença e tradição deste território no desporto automóvel na Grande Baía. Segue-se o Interior da China, com 14 pilotos, consolidando igualmente a sua influência crescente. Macau, anfitrião do evento, contará com 10 representantes. Com apenas trinta e seis vagas para o grande evento do Circuito da Guia, no mês de Novembro, antecipam-se quatro corridas particularmente animadas.

O Circuito Internacional de Zhuhai regressa este ano ao calendário, acolhendo duas jornadas duplas pontuáveis de importância decisiva, algo que sucede pela primeira vez desde 2018. A primeira está agendada para o fim-de-semana de 8 a 10 de Maio, enquanto a segunda decorrerá entre 28 e 31 de Maio de 2026. As corridas da Macau Roadsport Challenge determinarão os apurados para a prova homónima do Grande Prémio de Macau.

Manhão na GT4

A maior surpresa da lista de inscritos da GT4 é a presença de Maximiano Manhão. O jovem macaense, que traz consigo um apelido com tradição no automobilismo local, irá conduzir um dos dois McLaren 570S GT4 da equipa LW World Racing Team, fazendo dupla com Wong Cheng Tou. Recorde-se que Maximiano Manhão, que desenvolveu grande parte do seu percurso desportivo nas provas organizadas pela AAMC no Kartódromo de Coloane, participou na Macau Roadsport Challenge na temporada passada, mas não conseguiu apurar-se para o Grande Prémio. Esta será a sua primeira experiência em carros de GT.

A lista de inscritos conta com treze participantes, dos quais apenas cinco são de Macau, incluindo também os experientes Kelvin Leong Ian Veng e Billy Lo, sendo os restantes provenientes de Hong Kong. Destaque ainda para a presença de Kevin Tse, terceiro classificado na temporada passada do Campeonato Britânico de GT (GT3), e do regressado Matt Solomon, piloto que competiu na Fórmula 3 contra Charles Leclerc ou George Russell. A competição reservada às viaturas GT4 apurará os participantes para a Taça GT – Corrida da Grande Baía.

Ausências de peso

Nas duas listas de inscritos agora divulgadas sobressaem duas ausências de relevo no automobilismo macaense: Célio Alves Dias e Rui Valente. O primeiro já tinha explicado ao HM que este ano iria fazer uma pausa sabática das corridas, por motivos de ordem pessoal, após dois anos consecutivos a competir na Macau Roadsport Challenge. Ainda assim, o piloto do território não pretende abandonar a competição, apontando a um regresso na categoria GT4 já em 2027.

Insatisfeito com o rumo que a competição de carros de Turismo de Macau tem vindo a seguir nos últimos anos, Rui Valente ponderou a possibilidade de competir na categoria GT4. Contudo, o piloto da RAEM com mais participações no Grande Prémio de Macau não concretizou essa opção. Segundo apurou o HM, Rui Valente não tem planos para pousar já o capacete e encontra-se em conversações para continuar a competir no automobilismo e, possivelmente, regressar ao Circuito da Guia no próximo mês de Novembro.

23 Abr 2026

Automobilismo | Macau mantém forte presença no Interior da China

Depois do Grande Prémio da China de Fórmula 1 e de um evento extra-campeonato promovido pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), em Zhuzhou, arrancam este fim de semana os campeonatos chineses de velocidade. Em destaque, estão o revitalizado Campeonato da China de GT e o Campeonato Chinês de Fórmula 4, ambos marcados por uma presença expressiva de Macau.

Na sua quarta edição, o Campeonato da China de GT atravessa o momento mais pujante, com 57 viaturas inscritas na prova inaugural, no Circuito Internacional de Xangai, o que obrigou a organização a dividir as grelhas de partida entre GT3 e GTC/GT4. A participação do piloto-celebridade Wang Yibo impulsionou o retorno mediático do campeonato e a adesão, reunindo hoje o campeonato praticamente todas as principais estruturas do Interior da China da especialidade. Entre os 28 carros da categoria GT3 figura Liu Lic Ka, sendo que o veterano piloto de Macau irá partilhará o seu Mercedes-AMG GT3 com o jovem alemão Tom Kalender, sob a égide da sua equipa, a Elegant Racing.

A lista de inscritos inclui ainda dois apelidos italianos sonantes do desporto automóvel internacional, que vão ganhando experiência e nome no automobilismo asiático. Enzo Trulli, filho do antigo piloto de Fórmula 1 Jarno Trulli, alinhará num Porsche 911 GT3 R. Já Lorenzо Patrese, filho de Riccardo Patrese, também ele ex-piloto de F1 e vencedor do Grande Prémio de Macau em 1977 e 1978, estará ao volante de um Ferrari 296 GT3.

Aposta na formação

Os mesmos monolugares de Fórmula 4 que recentemente competiram na primeira edição da Taça do Mundo da FIA, no Circuito da Guia, regressam à actividade para a jornada inaugural de um campeonato que é o único de monolugares no país. Estão previstas seis provas ao longo da temporada, com uma passagem pela cidade vizinha de Zhuhai.

Presente desde a génese da competição, a Asia Racing Team, que assinala 23 anos de actividade, inscreve quatro monolugares para Timur Shagaliev, Josh Feng, Zhuyuan Chen e Chujian Huang. O chefe de equipa, o português residente em Macau Rodolfo Ávila, encara o início da época com prudente optimismo: “Sentimo-nos preparados para a nova temporada, mas mantemos alguma cautela nas expectativas, tendo em conta que três dos nossos pilotos são estreantes e enfrentaremos adversários mais experientes. O talento existe e importa agora perceber de que forma poderá traduzir-se em resultados”, afirmou o antigo campeão chinês e asiático de Fórmula Renault.

Apesar da ausência de pilotos da RAEM nesta ronda inaugural, em Xangai, outra estrutura de Macau mantém forte presença na disciplina. A Champ Motorsport, que habitualmente com André Couto, Andy Chang ou Charles Leong Hon Chio entre os habituais “drivers coaches”, inscreve três Ligier JS F422 para Kimi Chan, Ken Chow e Chow Chun Shing.

Macpro Racing Team mantém ligação à Honda

Por seu turno, na disciplina de carros de Turismo, a Macpro Racing Team continuará a representar Macau no Campeonato da China de Carros de Turismo (CTCC), cuja temporada tem início nos dias 25 e 26 de Abril. Após um passado como equipa oficial da Dongfeng Honda, a estrutura actua hoje de forma independente, mantendo, contudo, a ligação histórica à marca japonesa.

Para 2026, a equipa inscreve três Honda Civic FL5 TCR, desenvolvidos pela italiana JAS Motorsport a partir do mais recente Civic Type R, no sempre popular CTCC. Segundo fonte da estrutura, em declarações divulgadas nas plataformas oficiais do campeonato, a escolha do modelo assenta na experiência acumulada com a marca: “A equipa utiliza carros da Honda há muitos anos e conhece profundamente as características dos diferentes modelos. O novo Civic FL5 TCR apresenta uma base muito sólida em termos de comportamento dinâmico e equilíbrio no limite, beneficiando ainda de melhorias evidentes no sistema de travagem.”

Por outro lado, a mesma fonte da equipa por quem correram no passado vários nomes conhecidos do automobilismo da RAEM, como André Couto, Henry Ho ou Eurico de Jesus, os carros da Honda têm uma presença muito importante no meio do automobilismo de Macau, desde os antigos EG e DC2, passando pelo FD2, até ao atual FL5 TCR, sendo uma presença constante nas pistas há mais de uma década, com uma base técnica sólida e fácil de trabalhar em termos de afinação e preparação.”

17 Abr 2026

Futebol |Selecção feminina de Macau com toque português

Sara Kei Fonseca é barbeira de profissão e Ana Sofia da Silva trabalha em ‘design’, mas estas duas portuguesas têm algo em comum: lideram a nova geração de jogadoras de futebol de Macau.

Sara Kei jogou pela selecção de futebol feminino de Macau desde o primeiro jogo oficial da equipa, em 2014, uma derrota por 11 bolas a zero contra a ilha de Guam e lembra-se bem do dia em que ela e as companheiras conseguiram a primeira internacionalização.

“Foi um jogo muito difícil. Éramos todas novas no futebol de 11. Eu tinha acabado de chegar de Portugal, onde só jogava futsal. Senti-me super perdida em campo, também não me senti preparada fisicamente, lembro-me bem de estar a jogar, mas assim que olho para o relógio só tinham passado 10 minutos”, descreve à Lusa. “Tive que abrandar o ritmo para conseguir acabar a primeira parte. Não me recordo muito, mas sei que essa viagem foi uma ‘wake-up call’ para melhorar o meu cardio”.

Barbeira de profissão, portuguesa residente de Macau, e camisola 10 da selecção, Sara Kei é agora uma das figuras de renome do futebol feminino local. No entanto, tem ainda por viver uma vitória ou até a felicidade de marcar um golo pela equipa da cidade semiautónoma, actual 175.ª no ranking da FIFA. A meio-campista portuguesa espera conseguir marcar pela selecção de Macau um dia, algo que, se acontecer, “será um momento de muito orgulho”.

“É sempre um privilégio jogar pela selecção. É uma oportunidade única, tento sempre dar o meu máximo”, acrescenta. Sara Kei capitaneou a Associação Desportiva e Recreativa Académica de Macau (ADRAM) na conquista do primeiro campeonato feminino de futebol de 11 no território, realizado apenas no ano passado.

Apesar da ausência de jogadores portugueses na selecção masculina de futebol de Macau, as jogadoras portuguesas continuam a ser peças importantes da selecção feminina de futebol da cidade chinesa semi-autónoma.

A FIFA proibiu em 2024 os jogadores das selecções do território sem passaporte de Macau – apenas atribuído a cidadãos chineses com estatuto de residente permanente – de representarem o território. No entanto, algumas jogadoras que possuem passaporte de Macau e Portugal continuam a contribuir para uma selecção que só começou a competir em jogos oficiais há 12 anos.

Jogo limitado

Ana Sofia da Silva, colega de equipa e de selecção de Sara Kei, admite que Macau tem “limitações, quer em termos de infraestruturas, como poucos campos de futebol, quer em termos de jogadoras”. Portuguesa nascida e criada em Macau, saiu do território no ano da transferência de soberania para a China, em 1999, e voltou em 2009, passando a jogar pela selecção em 2015.

“Quando tinha à volta de 13 anos”, lembra-se, um grupo de amigos do Colégio D. Bosco criou uma equipa feminina para competir no campeonato escolar. E assim começou. “Foi engraçado. Éramos todas de idades diferentes e costumávamos perder contra todas as outras equipas. No último ano, o nome da nossa equipa era ‘Perder é connosco’, mas nesse ano conseguimos alcançar o 3.º lugar no campeonato escolar. Ficámos tão felizes e orgulhosas de nós próprias”, contou.

Tirando os 10 anos que esteve fora, Sofia jogou sempre. Ou quase. “Parei duas vezes, quando dei à luz a minha filha e o meu filho, mas consegui sempre regressar e voltar a jogar pela equipa”, diz. Em 2015 chegou à selecção. O futebol feminino em Macau tem pouca visibilidade e é “incomparável com o de outros países”, admite a defesa central.

“O território é pequeno, há poucos campos disponíveis para treinos, e no período em que decorre a primeira e segunda ligas de futebol masculino, os campos existentes sofrem bastante desgaste”, justifica a “designer”. Talvez um bom investimento, sugere, fosse a conversão de um ou dois dos campos de relva natural em relva sintética, o que permitiria maior uso.

É que as jogadoras “são todas amadoras” e vêem o futebol “como um hobby”, diz, mas o problema não está no facto de todas serem trabalhadoras ou estudantes ou do futebol surgir apenas ao fim do dia e ao fim de semana. A questão é que isto também só acontece “quando possível e/ou há disponibilidade de campos”. Por isso também, “o calendário de treinos varia mensalmente e só é partilhado no fim de cada mês, o que acrescenta mais dificuldades na conciliação de agendas”, descreve.

Não obstante tudo isto, Sofia destaca o desempenho de uma equipa muito jovem, mas “em progressão”. “O futebol feminino começa a ganhar mais presença e visibilidade em Macau, que esperamos venha a traduzir-se em mais interesse neste desporto e na captação de novos talentos”, diz.

Sem frutos

A realização do primeiro torneio escolar de futebol feminino de futsal e um maior investimento na formação de quadros locais de futebol são também razões de esperança, assinala.

Por outro lado, a selecção treinou em campos nas províncias chinesas de Hainão e Liaoning, participou nos recentes jogos nacionais da China e contratou treinadores profissionais. “Como a que temos actualmente, Meng Jun, nossa seleccionadora, ex-jogadora da seleção nacional da China”, aponta.

Mas os frutos não sucedem às sementes. A selecção compete pouco. Macau não participou em jogos internacionais entre 2019 e 2023, devido à pandemia da covid-19, e fez o último jogo amigável com Singapura em 2024. Há dias viajou para o Butão para dois jogos amigáveis.

Perdeu por 2-0 o primeiro jogo, contra a equipa da Royal Thimphu College, uma faculdade privada; e por 7-0 da selecção no Butão no jogo seguinte. “Nove das jogadoras seleccionadas eram sub-17, a Sofia e eu fomos as únicas representantes da formação sénior, com o objectivo de orientar e incentivar as mais novas”, conta Sara.

Sofia descreve dois jogos desafiantes, a uma altitude de mais de 2.000 metros, com oxigenação sanguínea reduzida, fadiga rápida, dor de cabeça e falta de ar, com o “aquecimento debaixo de chuva e com temperaturas abaixo dos 10°C”. O facto, no entanto, é que “o nível das equipas adversárias era muito superior” ao da sua equipa, reconhece Sofia.

O Butão tem uma liga de futebol feminina, que decorre durante seis meses por ano. Macau tem mulheres jovens que jogam futebol e treinam “quando há campo”.

13 Abr 2026

Primeira prova do “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico será em Coloane

Este ano, a FIA lançou novos campeonatos regionais e internacionais no formato “Arrive and Drive”, ou “chave na mão” na designação portuguesa, com o objectivo de aumentar a acessibilidade e a participação de jovens pilotos nas competições de karting. O Campeonato da FIA de Karting “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico, na sua primeira edição, será composto por três rondas, estando a primeira jornada marcada para o Kartódromo de Coloane.

Neste modelo “Arrive & Drive”, os pilotos não necessitam de levar o seu próprio kart nem de integrar uma equipa técnica, uma vez que a organização fornece todo o equipamento necessário, incluindo karts totalmente padronizados do OTK Group, motores e pneus iguais para todos, bem como assistência técnica, preparação e manutenção do material. Desta forma, os participantes apenas têm de comparecer no circuito e competir, o que contribui para reduzir significativamente os custos e diminuir as diferenças técnicas entre concorrentes.

O campeonato é composto pelas categorias Júnior (12–14 anos, pilotos nascidos entre 2012 e 2014) e Sénior (14–18 anos). Com esta iniciativa, a FIA pretende reduzir as barreiras financeiras no karting internacional para os pilotos mais jovens, aumentar a participação de competidores provenientes de países com menos recursos, assegurar condições de competição mais equilibradas — numa altura em que os custos da modalidade têm vindo a aumentar significativamente — e identificar e desenvolver novos talentos para o automobilismo.

Depois do primeiro anúncio em Dezembro passado, o calendário do Campeonato da FIA de Karting “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico foi finalmente ratificado no último Conselho Mundial da FIA e será disputado em três eventos. A primeira prova está agendada para o Kartódromo de Coloane, que este ano celebra o seu trigésimo aniversário, entre 19 e 21 de Junho.

Depois da prova em solo de Macau, a competição prossegue, de 24 a 26 de Julho, no Circuito Internacional de Karting de Zhuzhou, no Interior da China. A terceira e última jornada, marcada para 11 a 13 de Setembro, será realizada na Madras International Karting Arena, na Índia. As inscrições para o campeonato encontram-se abertas até 27 de Maio, permitindo a participação de pilotos individuais sem necessidade de nomeação pelas respectivas autoridades desportivas nacionais.

Como prémio, os melhores classificados nas categorias Júnior e Sénior qualificam-se directamente para a Taça do Mundo da especialidade, tendo assim a oportunidade de assegurar um lugar no prestigiado “FIA Karting Shootout”.

FIA mais perto

A primeira edição da Taça do Mundo da FIA de Karting “Arrive & Drive” realizou-se em Novembro do ano passado, na Malásia, precisamente no fim-de-semana do Grande Prémio de Macau. Numa iniciativa pouco habitual, mas digna de registo, a RAEM fez-se representar no evento pelo piloto de 14 anos Chong Ian Ip e a supervisão de João Afonso, o piloto com mais títulos conquistados no karting de Macau. Na categoria Júnior, a prova reuniu mais de cinquenta participantes provenientes de todo o mundo, tendo Chong terminado na 19.ª posição na Final do Grupo B.

A presença de mais esta competição da FIA em Macau não é fruto do ocaso e segue a linha da proximidade entre a federação internacional e o Associação Geral Automóvel Macau-China (AAMC). A Assembleia Geral Extraordinária da FIA será novamente organizada em Macau a 26 de Junho. O encontro será novamente promovido pela AAMC e faz parte da semana das conferências da FIA que também se realizarão no território.

8 Abr 2026

Automobilismo | Célio Alves Dias faz pausa, com regresso apontado para o ano que vem

Célio Alves Dias, um dos nomes históricos do automobilismo do território, não vai competir esta temporada por opção. Ainda assim, o piloto macaense não pensa pendurar o capacete e já tem planos para regressar às corridas em 2027.

O vencedor da Taça de Carros de Turismo de Macau no Grande Prémio de Macau de 2021 esteve afastado da competição em 2023 por motivos pessoais. Nos dois últimos anos, contudo, participou no Macau Roadsport Challenge, a competição promovida pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que junta em pista os Toyota GR86 (ZN8) e Subaru BRZ (ZD8). Esta temporada, porém, o piloto da Fu Lei Loi Racing Team decidiu fazer um interregno, já com o olhar no próximo passo da sua carreira no desporto.

Apesar da vasta experiência em corridas de Turismo, tendo conduzido várias gerações de carros da categoria, Célio Alves Dias nunca tinha pilotado os novos modelos antes de 2024. Nesse ano conseguiu qualificar-se para o Grande Prémio, mas em 2025 o piloto de matriz portuguesa ficou de fora da prova mais importante do ano, tendo sido uma das vítimas das corridas de apuramento realizadas no Circuito Internacional de Zhuzhou.

“Vou parar este ano, mas não vou parar definitivamente”, esclareceu Célio Alves Dias ao HM, acrescentando que durante o ano “terei de estar ausente de Macau durante algum tempo”, o que o impede de assumir compromissos competitivos. Ainda assim, garante que pretende “manter-se activo”, recorrendo “a treinos no karting” para continuar a rodar e preservar a forma. E o Toyota GR86 não será, por agora, vendido.

O passo seguinte

Presença habitual no Grande Prémio de Macau e no automobilismo local desde a transferência de administração, Célio Alves Dias estreou-se no Circuito da Guia em 2000. A partir daí, marcou presença de forma consecutiva na prova até 2023. O ponto mais alto da carreira chegou em 2021, com a vitória na Taça de Carros de Turismo de Macau. Curiosamente, não pôde subir ao lugar mais alto do pódio, pois estava a ser assistido no Centro Hospitalar Conde de São Januário após um violento acidente na última volta da corrida, num dos finais mais insólitos da história do evento.

Para a temporada de 2027, apesar de nunca ter competido em carros de Grande Turismo, Célio Alves Dias admite que “talvez se prepare para competir na classe GT4”, por considerar que “esta categoria pode ser a mais adequada para mim, já que existe um maior equilíbrio entre os carros”.

Apesar de a Macau Roadsport Challenge ter actualmente um regulamento mais restritivo, pensado para conter custos, a categoria GT4, que segue padrões internacionais e utiliza o sistema de Balance of Performance (BoP), também apresenta um forte controlo de despesas, não permitindo evoluções significativas nos carros adquiridos aos construtores. Em paralelo, a competição organizada pela AAMC admite a participação de viaturas cuja homologação GT4 já expirou, como os BMW M4 GT4 (F82), McLaren 570S GT4 e Ginetta G55, e que estão disponíveis no mercado a preços bastante interessantes.

1 Abr 2026

Ténis de mesa | Fu Yu perde jogo inaugural da Taça do Mundo

A atleta luso-chinesa, Fu Yu, perdeu ontem o seu encontro inaugural da Taça do Mundo de ténis de mesa, organizado em Macau, contra a chinesa Wang Manyu, segunda do ranking mundial. A mesa-tenista de 47 anos e atual 48.º no ranking mundial feminino, perdeu os três sets contra Wang por 11-5, 11-4, e 11-6. A única representante de Portugal joga na quarta o segundo e último jogo do seu grupo contra a indiana Sreeja Akula.

O torneio inclui 16 grupos de três jogadores no escalão feminino, e apenas os primeiros de cada grupo passam à próxima fase. Nascida na província chinesa de Hubei em 1978, Fu foi jogar para Portugal em 2001, naturalizando-se em 2013 quando começou a competir pelo país.

Conquistou a medalha de ouro no torneio individual feminino dos Jogos Europeus de 2019, em Minsk, a primeira de Portugal na modalidade, e esteve presente nas olimpíadas no Rio 2016, Tóquio 2020, e Paris 2026. Em Fevereiro deste ano foi eliminada na segunda ronda do Smash de Singapura, depois de perder com a alemã Sabine Winter.

A Taça do Mundo organizada na Galaxy Arena vai decorrer até 05 de Abril pelo terceiro ano consecutivo, depois de uma pausa de quatro anos devido à pandemia de covid-19. O torneio irá distribuir prémios totais no valor de um milhão de dólares.

A competição reúne 48 dos melhores atletas masculinos e femininos da modalidade, incluindo o chinês Wang Chuqin, actual líder do ranking, o brasileiro Hugo Calderano que em 2025 se tornou o primeiro não asiático ou europeu a vencer a Copa do Mundo, e a chinesa Sun Yingsha, também a defender o seu título na edição deste ano. A atleta de Macau, Leong On Na, perdeu o seu jogo inaugural contra a mesa-tenista taiwanesa, Cheng I-ching, por 3-1.

31 Mar 2026

Futebol | Selecção de Macau sofre 14.ª derrota seguida

A sequência negativa da selecção local mantém-se após a derrota pesada de 6-0 sofrida contra a Tanzânia

A selecção de futebol masculina de Macau perdeu com a Tanzânia, por 6-0, para a segunda edição da FIFA Series, e continua sem vencer em jogos oficiais há quase sete anos. Num jogo disputado no domingo à noite, na capital do Ruanda, a equipa africana marcou logo aos 16 minutos, num autogolo de Amâncio Goitia, jogador do Benfica de Macau.

Kigali está a acolher duas séries da FIFA Series, uma competição amigável para selecções. No Estádio Amahoro, a Tanzânia voltou a marcar aos 26 minutos, pelo defesa Bakari Nondo Mwamnyeto, com o médio Mudathir Yahya a apontar o terceiro golo mesmo em cima do intervalo.

A toada manteve-se na segunda parte, com o avançado Paul Peter a bater o guarda-redes de Macau Lei Wa Si pela quarta vez, aos 56 minutos, antes do médio Novatus Miroshi marcar aos 74 minutos. A selecção africana – no 112.º lugar do ranking da FIFA – fechou o marcador em 6-0 a três minutos do final do tempo regulamentar, através do avançado Tarryn Allarakhia.

Não sou o último

Macau está na 193.ª posição do ranking mundial da FIFA, composto por 210 equipas. Entre os países ou regiões de língua oficial portuguesa, apenas Timor-Leste se encontra atrás do território chinês, em 198.º.

Macau contou no onze titular com Nuno Pereira, jogador do Portimonense, da II Liga, que foi o único futebolista a actuar no estrangeiro entre os 25 jogadores convocados. Este foi o 14.º jogo oficial sem vencer para Macau, desde Junho de 2019, quando Filipe Duarte, formado no Benfica, garantiu a primeira vitória da selecção em qualificações para campeonatos do mundo, ao bater o Sri Lanka por 1-0, em casa.

Mas a equipa acabou desqualificada, uma vez que a Associação de Futebol de Macau decidiu não disputar a segunda mão no Sri Lanka, após mais de 250 pessoas terem morrido em ataques bombistas, em Abril de 2019. Depois da pandemia, Macau foi das últimas selecções a regressar aos jogos, em Março de 2023, após uma pausa de quase quatro anos imposta pela política de ‘zero covid’, que incluía a restrição das entradas e quarentenas que chegaram a ser de 28 dias.

O treinador luso-angolano Lázaro Oliveira deixou a equipa em Setembro de 2024, após duas derrotas contra Brunei, que eliminou Macau da qualificação para a Taça Asiática de 2027. Desde Agosto de 2024 que a FIFA proibiu jogadores sem o passaporte de Macau – apenas atribuído a cidadãos chineses com estatuto de residente permanente – de representarem a região semiautónoma.

A decisão impediu pelo menos cinco portugueses de continuarem a jogar por Macau, incluindo o capitão da seleção, o luso-sul-africano Nicholas Torrão, e Filipe Duarte, formado no Benfica e antigo internacional jovem por Portugal. Na altura, uma porta-voz da Associação de Futebol de Macau disse à Lusa que iria “de certeza voltar a tentar” reverter a decisão, mas excluiu a possibilidade de levar o caso ao Tribunal Arbitral do Desporto, na Suíça.

31 Mar 2026