Badminton | Open de Macau realiza-se entre os dias 16 e 21 de Junho

O torneio “Sands China Ltd. Macau Open Badminton 2026” irá realizar-se na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau, entre os dias 16 a 21 de Junho, anunciou ontem a Sands China.

Este será o terceiro ano consecutivo em que a parceria entre a concessionária de jogo e Federação de Badminton de Macau se alinha com a estratégia governamental “turismo+”, “elevando o perfil internacional de Macau como ‘Cidade do Desporto’, indica a empresa.

Enquanto evento do HSBC BWF World Tour Super 300, o Open de Macau 2026 será composto por cinco provas: Individual Masculino, Individual Feminino, Pares Masculinos, Pares Femininos e Pares Misto. O prémio monetário total do torneio deste ano será de 370 mil dólares americanos (aproximadamente 3 milhões de patacas), o mais elevado da série Super 300 deste ano, sublinhando a influência crescente da competição no panorama desportivo internacional.

O torneio deste ano recebeu inscrições de 390 atletas de 29 países e regiões, dos quais 275 se qualificaram. O alinhamento inclui Jiang Zhenbang e Wei Yaxin, a dupla de pares mistos da selecção chinesa, número 2 do mundo, He Jiting e Ren Xiangyu, a dupla de pares masculinos da selecção chinesa que venceu a Taça Thomas em Maio, Lee Zii Jia, medalhista de bronze da Malásia em singulares masculinos nos Jogos Olímpicos de 2024.

O elenco da competição inclui ainda os jogadores de singulares masculinos Angus Ng Ka Long, de Hong Kong, Teh Jia Heng, de Singapura, Kim Ga-Eun, n.º 16 mundial em singulares femininos da Coreia do Sul, que levou a sua equipa à vitória na Taça Uber, e a dupla tailandesa de singulares femininos Busanan Ongbamrungphan e Pitchamon Opatniputhm.

Os atletas de Macau, Pui Pang Fong, Leong Kok Chong, Pui Chi Chon, Ng Weng Chi e Pui Chi Wa, irão competir em todas as cinco provas do torneio.

21 Mai 2026

Automobilismo | André Couto vai regressar ao troféu Lamborghini

André Couto vai regressar à competição automóvel quando, este fim-de-semana, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitar o Ningbo International Speedpark, no Interior da China. Um convite irrecusável de última hora voltou a colocá-lo no papel de piloto

Apesar de não ter um programa desportivo fixo, o piloto português da RAEM mantém-se bastante activo no automobilismo regional, mas neste fim-de-semana vai trocar o papel de driver coach pelo de condutor, assumindo de novo os comandos de um Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2. O troféu asiático da marca de automóveis de luxo de Sant’Agata Bolognese é bem familiar a André Couto: em 2024, venceu a categoria Pro-Am ao volante de um dos espectaculares Huracán da equipa chinesa Madness Racing Team.

O piloto de Macau confessa que o convite lhe “caiu de surpresa”. Desta vez, fará dupla com o experiente piloto chinês Ryan Zexuan Liu, novamente na classe Pro-Am, mas sob as cores de uma equipa diferente: a sul-coreana Lamborghini Bundang by Racegraph. Como o nome indica, a estrutura é apoiada pelo concessionário da marca localizado na zona de Bundang, em Seongnam, nos arredores de Seul.

Troféu com sabor a Macau

Para o vencedor do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 de 2000, este convite representa o reconhecimento do trabalho realizado no troféu monomarca, mas também uma nova oportunidade de brilhar com as cores da marca fundada por Ferruccio Lamborghini que já defendeu noutras paragens como o campeonato japonês Super GT, o Asian Le Mans Series, as 12 Horas de Sepang e até no Grande Prémio de Macau.

“Estou bastante contente por conseguir voltar”, disse André Couto ao HM. “A última vez que corri no troféu Lamborghini foi em 2024, quando ganhámos na Pro-Am. Agora regresso com esta equipa, mas é apenas uma corrida. Veremos como corre e depois logo se vê.”

O Lamborghini Super Trofeo Asia tem proporcionado bastantes alegrias à RAEM. Para além do título conquistado em 2024 por André Couto, no ano passado Charles Leong Hon Chio sagrou-se vencedor da classe Pro ao serviço da local SJM Theodore Racing. Curiosamente, com um calendário bastante abrangente no continente asiático, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitou o Circuito da Guia por uma única vez, em 2013, numa corrida ganha pelo italiano Max Wiser.

21 Mai 2026

Primeira jornada de apuramento para GP Macau decorreu em Zhuhai

O Circuito Internacional de Zhuhai acolheu, no passado fim-de-semana, a primeira de duas jornadas duplas do Macau Roadsport Challenge e do GT4, competições organizadas pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que servirão para apurar os pilotos locais para o 73.º Grande Prémio de Macau.

O Macau Roadsport Challenge, cuja grelha de partida se divide entre os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8), voltou a juntar mais de meia centena de pilotos, o que levou a AAMC, a exemplo de anos anteriores, a separar a grelha em dois pelotões: Grupo A e Grupo B.

Na primeira corrida do Grupo A, partindo da pole-position, Wong Chuck Pan dominou de princípio a fim e venceu à frente de Hu Zuoling e Leong Keng Hei, tendo este sido o melhor classificado de Macau. Na segunda prova, Damon Chan recuperou do quinto para o primeiro lugar, superando o companheiro de equipa Wong Chuck Pan, com Leong Keng Hei a completar novamente o pódio.

No Grupo B, a vitória inaugural coube a Li Kwok Chuen, seguido de Bayern Yip e Leung Chi Ho, este o melhor entre os pilotos locais. Na segunda corrida, Su Jiangnan aproveitou um erro do favorito Li Kwok Chuen, que seguia na liderança, e triunfou, batendo Bayern Yip e Leung Tse Wa.

Badaraco praticamente apurado

Jerónimo Badaraco, que este ano regressa à competitiva disciplina dos carros de turismo ao volante de um Toyota GR86 da Flexible Speed, deixou praticamente garantida a qualificação para o Grande Prémio de Macau, agendado para Novembro.

Depois de assegurar o sexto lugar da grelha para a primeira corrida do Grupo B na sessão de qualificação de sábado, tudo apontava para uma prova disputada em piso seco, até que, momentos antes do arranque, a chuva começou a cair ligeiramente sobre o traçado. Numa corrida particularmente movimentada, Badaraco conseguiu inclusive ascender provisoriamente ao quarto posto. Com o agravamento das condições meteorológicas e após uma intensa luta em pista, o piloto levou o seu Toyota até à bandeira de xadrez na quinta posição, somando pontos importantes no seu grupo.

Na segunda corrida, partindo do quinto lugar da grelha e enfrentando condições extremamente difíceis devido à chuva forte, o piloto macaense manteve-se totalmente concentrado no objectivo de chegar ao fim entre os primeiros, apesar dos vários incidentes em pista e das intervenções do Safety Car. No final, garantiu um sólido sexto lugar, arrecadando novamente pontos preciosos para as contas do apuramento.

Manhão estreou-se em GT4

As duas corridas da categoria GT4, que servirá para apurar os participantes para a Taça GT – Corrida da Grande Baía, foram também pontuáveis para a SRO GT Cup. Assim, mais de duas dezenas de concorrentes alinharam à partida no circuito que este ano celebra trinta anos de existência.

Han Lichao, piloto do Interior da China e que terminou em segundo no Circuito da Guia em 2025, venceu as duas corridas do fim de semana ao volante do seu Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing China. O melhor dos pilotos da RAEM foi Chan Ka Ping, que, com um Audi R8 LMS GT4, obteve um quinto lugar na segunda corrida.

A estrear-se na categoria, Maximiano Manhão conduziu um dos dois McLaren 570S GT4 inscritos pela equipa LW World Racing Team. O jovem piloto macaense, que ainda conta poucos quilómetros no automobilismo, apesar de ter feito a sua formação no Kartódromo de Coloane, terminou a primeira corrida no 18.º lugar e a segunda no 17.º. A segunda jornada de apuramento decorrerá novamente entre 28 e 31 de Maio no Circuito Internacional de Zhuhai.

13 Mai 2026

GP Macau: FIA confirma continuidade de Taças do Mundo de FR e F4

No final da passada semana, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) confirmou a continuidade das Taças do Mundo de Fórmula Regional (FR) e de Fórmula 4 no programa do Grande Prémio de Macau, juntando-se ambas à já confirmada Taça do Mundo de GT da FIA e à derradeira ronda da temporada do FIA TCR World Tour

Na sequência de uma votação electrónica do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, ficou decidido que as duas Taças do Mundo de monolugares integrarão a 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, agendada para os dias 19 a 22 de Novembro. Foi igualmente definido o quadro de selecção de participantes para a Taça do Mundo da FIA de FR, permanecendo ainda por revelar os detalhes relativos ao processo de inscrição e selecção para a corrida de Fórmula 4.

Disputada pela primeira vez em 2024, a Taça do Mundo da FIA de FR marcou o início de uma nova era para o Grande Prémio de Macau, com os monolugares da Fórmula Regional a assumirem o estatuto de categoria principal do evento, após quatro décadas em que a Fórmula 3 reinou no Circuito da Guia. A edição de 2026 contará já com o novo Tatuus T-326, modelo recentemente introduzido nos campeonatos internacionais da especialidade. Tanto os Fórmula Regional como os Fórmula 4 utilizarão pneus Pirelli.

Para o Presidente da Comissão de Monolugares da FIA, Emanuele Pirro, a “Taça do Mundo da FIA de FR tem vindo a crescer de forma sustentada desde a sua introdução em 2024 e assumirá ainda maior relevância este ano com a chegada do Tatuus T-326 de segunda geração”. O italiano, antigo vencedor da Corrida da Guia pela BMW, salientou igualmente que a introdução da Taça do Mundo de F4 no ano passado “proporcionou a oportunidade ideal para os pilotos em início de carreira adquirirem conhecimento e compreensão do circuito de Macau antes de, futuramente, evoluírem para a Taça do Mundo da FIA de FR”.

Quadro de convites conhecido

A FIA, em parceria com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, revelou igualmente o quadro de convites para a edição deste ano da Taça do Mundo da FIA de FR. Segundo o organismo sediado em Paris, o modelo “foi concebido com o objectivo de conjugar mérito desportivo, representação internacional e excelência competitiva, preservando simultaneamente o prestígio e o carácter selectivo que historicamente distinguem o Grande Prémio de Macau”.

O objectivo passa por reunir um lote de participantes de nível mundial, composto pelas mais competitivas equipas de Fórmula Regional, dentro de um número de carros ajustado, segundo a FIA, às características únicas do Circuito da Guia. Assim, todas as equipas participantes no Campeonato Europeu de Fórmula Regional da FIA (FREC) de 2026 serão elegíveis para integrar a grelha. Será igualmente seleccionada a equipa mais bem classificada no campeonato japonês de Fórmula Regional de 2025.

O comunicado da FIA esclarece ainda que apenas 26 carros serão admitidos à partida na edição deste ano, menos um que na edição de 2025, número que aumentará para 28 a partir de 2027. Foi igualmente confirmada a estrutura de dois carros por equipa, solução que, segundo a FIA, “garante consistência operacional em toda a grelha” e alinha esta Taça do Mundo “com os formatos habitualmente utilizados nas competições internacionais de formação em monolugares promovidas pela FIA, assegurando simultaneamente eficiência logística e desportiva dentro das limitações do Circuito da Guia”.

Mais carros em 2027

A partir de 2027, a grelha crescerá com a adição de uma equipa proveniente do Formula Regional Oceania Trophy, sendo esta escolhida pelo promotor regional entre os melhores classificados do seu campeonato. Segundo a FIA, a inclusão da Oceânia “reflecte a contínua internacionalização do percurso competitivo da Fórmula Regional e reforça a representação de regiões com elevado nível competitivo”. Para além destas vagas, poderão ainda ser seleccionadas até duas equipas adicionais, escolhidas conjuntamente pela FIA e pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau com base no mérito desportivo.

Entre os critérios adicionais de selecção previstos para as vagas remanescentes, destacam-se dois particularmente relevantes: o “legado histórico, incluindo contributos relevantes para o Grande Prémio de Macau ou para o desenvolvimento do automobilismo de formação em monolugares”, bem como os “resultados anteriores no Grande Prémio de Macau”, factores que poderão abrir novamente as portas do Circuito da Guia a equipas afastadas após o desaparecimento da Fórmula 3 do evento. Refira-se igualmente que, até à data, nenhuma equipa chinesa foi convidada a participar na Taça do Mundo da FIA de FR.

11 Mai 2026

24 Horas de Genk | Equipa de Macau cumpre objectivo na Bélgica

Pela primeira vez uma equipa de Macau participou nas 24 Horas de Karting de Genk e conseguiu alcançar o seu principal objectivo: terminar uma das mais prestigiadas corridas de endurance da modalidade a nível internacional

A equipa IXO Models Racing Team Macau, composta por Rui Valente, Jean Peres, Eric Peres, Sérgio Lacerda, Duarte Machado e Pedro Maia, concluiu a prova no quadragésimo sexto lugar, num evento que contou com mais de 50 equipas provenientes de vários países e regiões, maioritariamente do centro da Europa e com vasta experiência em provas desta natureza com os karts SODI RT8.

O conjunto do território chegou a rodar a meio da tabela, mas erros técnicos e penalizações não permitiram à equipa lutar por posições mais cimeiras. A prova, que decorreu no passado fim-de-semana em Genk, na Bélgica, ficou marcada por condições meteorológicas extremas, o que dificultou significativamente a tarefa de pilotos e equipas, incluindo a nível logístico, sobretudo no parque de assistência, transformado num verdadeiro lago.

“O primeiro objectivo foi cumprido, terminar era o mais importante”, explicou Jean Peres, líder da equipa, em comunicado. “Foi a primeira vez que participámos numa corrida de 24 Horas e faltou-nos experiência neste tipo de provas para conseguir um resultado melhor. O nível dos pilotos locais é extremamente elevado, com várias equipas profissionais, com topo o apoio logístico, habituadas à pista e a conduzirem em chuva. E atenção que não era permitido usar pneus de chuva. Só aí dá para imaginar o nível de perícia que é necessário. O kart escorrega por todos os lados. É um ‘aquaplaning’ constante. Também fomos penalizados por alguma falta de cuidado, durante a troca de pilotos, as regras eram extremamente exigentes, tivemos um percalço aqui e acolá, mas isso faz parte da aprendizagem”.

Dificuldades de estreante

Uma longa viagem até à Bélgica e uma logística condicionada pelas condições meteorológicas agravaram o desafio do sexteto da RAEM. “Enquanto as outras equipas estavam a treinar, nós estávamos a montar tendas improvisadas e a organizar material de campismo”, referiu Jean Peres.

As 24 Horas de Karting de Genk são consideradas uma das principais provas de endurance da especialidade, com várias equipas e pilotos que participam no campeonato local da especialidade, e Jean Peres reconheceu que “o nível é muito profissional, nós viemos à experiência, sem sabermos ao certo as condições que seriam necessárias para este tipo de provas e acabámos por pagar essa factura.”

Curiosamente, uma das principais dificuldades prendeu-se com “a comunicação”, pois “a generalidade das equipas dispunha de sistemas para comunicar com os pilotos em pista. Nós tivemos de improvisar um sinal, acenando com um cachecol para o circuito, de forma a que o nosso piloto percebesse que estava na altura de parar. Foi assim durante as 24 horas. Era necessário fazer essa gestão, devido ao número de paragens obrigatórias para trocar de kart e efectuar o reabastecimento de combustível. E o desgaste físico associado a uma prova destas é surreal. Saímos todos daqui com algumas mazelas.”

Lutar contra os caprichos do “São Pedro” elevou ainda mais o grau de dificuldade. “A meio da prova estávamos preocupados em salvar o material de apoio e a comida. A tenda meteu bastante água. E alguns dos pilotos, que vieram da Ásia, estavam a debater-se com o ‘jet lag’. Não são desculpas, mas fazem parte de uma aprendizagem que era preciso adquirir. Agora estamos melhor preparados se quisermos repetir a experiência”, concluiu, salientando, ainda assim, que o balanço é “muito positivo” e que o objectivo principal foi cumprido.

Há sempre uma primeira vez

O mais experiente da equipa era, sem dúvida, Rui Valente, o piloto do território com mais presenças no Grande Prémio de Macau, que reconheceu as dificuldades enfrentadas numa prova em que os vencedores receberam, juntamente com o troféu, modelos da IXO Modelcars, uma vez que a empresa de Macau foi uma das patrocinadoras do evento.

“Não foi fácil, depois de uma viagem muito longa, a pista é muito técnica e o esforço físico que exige o karting a este nível é bastante grande”, reconhecendo também ao HM que “não rodamos muito nos treinos livres e os tempos por volta foram melhorando depois durante a corrida”.

Apesar das adversidades, Rui Valente mostrou-se bastante satisfeito com a experiência, muito diferente daquelas que experimentou ao longo de quarenta anos de carreira no desporto. Primeiro porque “ainda estou em forma, cansado agora para o fim, mas fiz cinco turnos de 40 minutos” e depois porque “nunca imaginei fazer uma corrida de 24 horas”.

6 Mai 2026

FIA Esports Global Rally Tour | Macau eleito para eliminatória regional

A Federação Internacional do Automóvel (FIA), o organismo regulador mundial do desporto motorizado e a federação das organizações de mobilidade a nível global, lançou na semana passada o “FIA Esports Global Rally Tour”, a primeira competição virtual de ralis que vai ter uma etapa importante na RAEM

Impulsionada pelo próprio Mohammed Ben Sulayem, Presidente da FIA e ex-piloto de ralis, a iniciativa recebeu apoio unânime de todos os Vice-Presidentes da FIA para o Desporto. Entre 12 e 25 de Maio, decorrerá uma fase de qualificação online, a nível mundial, na popular plataforma Assetto Corsa Rally. A ideia é encontrar os 56 melhores pilotos, oito de cada região participante: Europa (Norte e Sul), MENA (Médio Oriente e Norte de África), América do Norte, América do Sul, Ásia-Pacífico e África.

Apesar da sua vaga história na modalidade de ralis, que contrasta com o seu peso mundial no que respeita à disciplina de velocidade, a RAEM “entra em campo” na fase seguinte, pois foi o local escolhido pela FIA para acolher a fase de selecção da região Ásia-Pacífico. Com oito participantes, esta será composta por eliminatórias regionais em formato de eliminação directa, com quartos-de-final, meias-finais e uma final. O evento de Macau decorrerá durante a Conferência da FIA em Macau, a 23 de Junho.

O evento do “FIA Esports Global Rally Tour” contará com equipamento de dois dos fornecedores oficiais de Esports da FIA, a Advanced SimRacing e a D-BOX, e está a ser organizado em parceria com a 505 Games, Supernova Games Studios, parte do grupo Digital Bros, e com apoio técnico da KUNOS Simulazioni. Os dois melhores pilotos saídos destas eliminatórias decisórias de Macau irão participar na final mundial no Interior da China, mais precisamente na cidade de Xangai.

Os 16 melhores pilotos, dois por região, à excepção da Europa que, dado o maior número global de Clubes Membros da FIA, qualificará quatro pilotos, acrescidos de dois wildcards nomeados pela FIA, qualificar-se-ão para as Finais do FIA Esports Global Rally Tour, a realizar durante a semana da prestigiada Semana de Gala da FIA em Xangai, em Dezembro. Antes da prova principal, uma competição prévia no local reunirá os 16 pilotos qualificados para estabelecer a classificação inicial. A competição culminará durante a Cerimónia de Gala da FIA, a 12 de Dezembro de 2026, onde os dois melhores pilotos se defrontarão numa Grande Final ao vivo, lado a lado, em palco.

Aproximar um novo público

Numa altura em que a FIA tenta reabilitar a imagem do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA (WRC), o organismo liderado por Mohammed Ben Sulayem quer chegar, com esta iniciativa do “FIA Esports Global Rally Tour”, aos mais novos e a uma geração que cresceu com a Fórmula 1 como a principal, e quase única, influência automobilística. A federação quer igualmente criar uma maior proximidade entre as federações ou associações responsáveis pelo desporto, as Autoridades Desportivas Nacionais, e um novo público.

“Expandir a disciplina de Esports e ligar o seu público em rápido crescimento às nossas Autoridades Desportivas Nacionais, de forma a reforçar as suas iniciativas locais, é uma das nossas principais prioridades”, afirmou Niroshan Pereira, Presidente da Comissão de Esports da FIA. “O FIA Esports Global Rally Tour incorpora verdadeiramente esta visão e representa um passo significativo em frente para o desporto. Gostaria de agradecer ao nosso Presidente da FIA e aos Vice-Presidentes da FIA para o Desporto pelo seu apoio incondicional, e estou entusiasmado por ver milhares de pilotos de todo o mundo a competir por uma oportunidade de demonstrar as suas capacidades perante todos os Campeões do Mundo da FIA em Xangai, ainda este ano.”

Organizadas pelo clube membro da FIA na RAEM, a Associação Geral do Automóvel de Macau-China (AAMC), com o apoio do Galaxy Macau, as Assembleias Gerais Extraordinárias e a Conferência anual da FIA irão regressar este ano a Macau. O Galaxy International Convention Center (GICC) será a sede da Conferência da FIA tanto em 2026 como em 2027, fruto de uma parceria estratégica de três anos entre a FIA e a Galaxy Macau. São esperados mais de 400 delegados das 198 organizações filiadas de 139 países e territórios, que se reunirão para debater o futuro do desporto motorizado e da mobilidade.

5 Mai 2026

Karting | Macau vai participar nas 24 horas de Genk

Uma equipa de Macau vai participar nas 24 Horas de Genk, prova de karting na Bélgica. A prova está agendada para este fim-de-semana, decorre entre 2 e 3 de Maio, num circuito lendário por onde passaram vários pilotos de Fórmula 1 e onde se estreou o tetracampeão Max Verstappen.

O território vai estar representado pela equipa ‘IXO Models Racing Team – Macau’, contando com seis residentes, entre eles o veterano Rui Valente, um dos pilotos mais experientes da RAEM, que tem somado presenças assíduas no Grande Prémio de Macau, assim como em várias provas no Interior.

A equipa vai ser liderada por Jean Peres, empresário de Macau, também com ligações à modalidade, tendo competido no campeonato asiático de karting (Rotax Asia Challenge), tal como o irmão Eric Peres, outro dos membros da equipa.

“Era um objectivo de longa data, mas só agora foi possível pôr este projecto em andamento. Vamos à experiência, mas queremos ser competitivos”, afirmou Jean Peres, gerente da PCT, grupo que detém a IXO Models, empresa de Macau que é uma das maiores fabricantes de miniaturas ‘diecast’ a nível mundial. Sérgio Lacerda, outro piloto com provas dadas no Circuito da Guia, também foi ‘recrutado’ para o desafio. A equipa conta ainda com dois aficcionados da modalidade: Duarte Machado, piloto de aviões radicado em Lisboa, e Pedro Maia, ex-jornalista.

“É um grupo interessante, entre pilotos com maior experiência e outros que também já demonstraram talento em pista. Já nos conhecemos há algum tempo e sabemos o que cada um pode acrescentar à equipa. Uma corrida de 24 horas é muito exigente. Não só a nível físico como também a nível mental. Depois existe toda a parte que envolve a organização e a estratégia. Será um grande desafio”, considerou Jean Peres.

Traçado com história

As 24 Horas de Genk são consideradas uma das melhores corridas de endurance da modalidade, envolvendo normalmente entre 30 a 40 equipas. A prova decorre todos os anos no mítico Kartódromo de Genk, um traçado homologado pela FIA, por onde passaram alguns dos pilotos mais conhecidos do mundo, entre os quais Max Verstappen, Michael Schumacher, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Jenson Button.

O regulamento da prova obriga a fazer 32 paragens obrigatórias na boxe durante as 24 horas, com reabastecimento de combustível. Nas paragens é possível efectuar a troca de pilotos. Os treinos livres estão agendados para sexta-feira, 1 de Maio. As sessões de qualificação decorrem durante a manhã de sábado. O arranque da corrida está marcado para as 15h, hora local, com o final previsto para a mesma hora de domingo.

29 Abr 2026

GP | Provas de apuramento com 70 participantes

A Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) publicou as listas de inscritos das suas duas competições, Macau Roadsport Challenge e GT4, que este ano regressam a Zhuhai para as tradicionais corridas de apuramento para o Grande Prémio de Macau. Apenas quinze pilotos de Macau estarão presentes

A Macau Roadsport Challenge, cuja grelha de partida se divide entre os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8), volta a reunir mais de meia centena de pilotos, sendo que, dos 57 carros inscritos, apenas 10 são tripulados por desportistas da RAEM. Um dos presentes será o experiente Jerónimo Badaraco, que regressa à aguerrida competição de carros de Turismo para tripular um Toyota GR86 da equipa Flexible Speed.

A lista de inscritos revela um claro ascendente de pilotos de Hong Kong, com 31 participantes, representando mais de metade do total, o que evidencia a forte presença e tradição deste território no desporto automóvel na Grande Baía. Segue-se o Interior da China, com 14 pilotos, consolidando igualmente a sua influência crescente. Macau, anfitrião do evento, contará com 10 representantes. Com apenas trinta e seis vagas para o grande evento do Circuito da Guia, no mês de Novembro, antecipam-se quatro corridas particularmente animadas.

O Circuito Internacional de Zhuhai regressa este ano ao calendário, acolhendo duas jornadas duplas pontuáveis de importância decisiva, algo que sucede pela primeira vez desde 2018. A primeira está agendada para o fim-de-semana de 8 a 10 de Maio, enquanto a segunda decorrerá entre 28 e 31 de Maio de 2026. As corridas da Macau Roadsport Challenge determinarão os apurados para a prova homónima do Grande Prémio de Macau.

Manhão na GT4

A maior surpresa da lista de inscritos da GT4 é a presença de Maximiano Manhão. O jovem macaense, que traz consigo um apelido com tradição no automobilismo local, irá conduzir um dos dois McLaren 570S GT4 da equipa LW World Racing Team, fazendo dupla com Wong Cheng Tou. Recorde-se que Maximiano Manhão, que desenvolveu grande parte do seu percurso desportivo nas provas organizadas pela AAMC no Kartódromo de Coloane, participou na Macau Roadsport Challenge na temporada passada, mas não conseguiu apurar-se para o Grande Prémio. Esta será a sua primeira experiência em carros de GT.

A lista de inscritos conta com treze participantes, dos quais apenas cinco são de Macau, incluindo também os experientes Kelvin Leong Ian Veng e Billy Lo, sendo os restantes provenientes de Hong Kong. Destaque ainda para a presença de Kevin Tse, terceiro classificado na temporada passada do Campeonato Britânico de GT (GT3), e do regressado Matt Solomon, piloto que competiu na Fórmula 3 contra Charles Leclerc ou George Russell. A competição reservada às viaturas GT4 apurará os participantes para a Taça GT – Corrida da Grande Baía.

Ausências de peso

Nas duas listas de inscritos agora divulgadas sobressaem duas ausências de relevo no automobilismo macaense: Célio Alves Dias e Rui Valente. O primeiro já tinha explicado ao HM que este ano iria fazer uma pausa sabática das corridas, por motivos de ordem pessoal, após dois anos consecutivos a competir na Macau Roadsport Challenge. Ainda assim, o piloto do território não pretende abandonar a competição, apontando a um regresso na categoria GT4 já em 2027.

Insatisfeito com o rumo que a competição de carros de Turismo de Macau tem vindo a seguir nos últimos anos, Rui Valente ponderou a possibilidade de competir na categoria GT4. Contudo, o piloto da RAEM com mais participações no Grande Prémio de Macau não concretizou essa opção. Segundo apurou o HM, Rui Valente não tem planos para pousar já o capacete e encontra-se em conversações para continuar a competir no automobilismo e, possivelmente, regressar ao Circuito da Guia no próximo mês de Novembro.

23 Abr 2026

Automobilismo | Macau mantém forte presença no Interior da China

Depois do Grande Prémio da China de Fórmula 1 e de um evento extra-campeonato promovido pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), em Zhuzhou, arrancam este fim de semana os campeonatos chineses de velocidade. Em destaque, estão o revitalizado Campeonato da China de GT e o Campeonato Chinês de Fórmula 4, ambos marcados por uma presença expressiva de Macau.

Na sua quarta edição, o Campeonato da China de GT atravessa o momento mais pujante, com 57 viaturas inscritas na prova inaugural, no Circuito Internacional de Xangai, o que obrigou a organização a dividir as grelhas de partida entre GT3 e GTC/GT4. A participação do piloto-celebridade Wang Yibo impulsionou o retorno mediático do campeonato e a adesão, reunindo hoje o campeonato praticamente todas as principais estruturas do Interior da China da especialidade. Entre os 28 carros da categoria GT3 figura Liu Lic Ka, sendo que o veterano piloto de Macau irá partilhará o seu Mercedes-AMG GT3 com o jovem alemão Tom Kalender, sob a égide da sua equipa, a Elegant Racing.

A lista de inscritos inclui ainda dois apelidos italianos sonantes do desporto automóvel internacional, que vão ganhando experiência e nome no automobilismo asiático. Enzo Trulli, filho do antigo piloto de Fórmula 1 Jarno Trulli, alinhará num Porsche 911 GT3 R. Já Lorenzо Patrese, filho de Riccardo Patrese, também ele ex-piloto de F1 e vencedor do Grande Prémio de Macau em 1977 e 1978, estará ao volante de um Ferrari 296 GT3.

Aposta na formação

Os mesmos monolugares de Fórmula 4 que recentemente competiram na primeira edição da Taça do Mundo da FIA, no Circuito da Guia, regressam à actividade para a jornada inaugural de um campeonato que é o único de monolugares no país. Estão previstas seis provas ao longo da temporada, com uma passagem pela cidade vizinha de Zhuhai.

Presente desde a génese da competição, a Asia Racing Team, que assinala 23 anos de actividade, inscreve quatro monolugares para Timur Shagaliev, Josh Feng, Zhuyuan Chen e Chujian Huang. O chefe de equipa, o português residente em Macau Rodolfo Ávila, encara o início da época com prudente optimismo: “Sentimo-nos preparados para a nova temporada, mas mantemos alguma cautela nas expectativas, tendo em conta que três dos nossos pilotos são estreantes e enfrentaremos adversários mais experientes. O talento existe e importa agora perceber de que forma poderá traduzir-se em resultados”, afirmou o antigo campeão chinês e asiático de Fórmula Renault.

Apesar da ausência de pilotos da RAEM nesta ronda inaugural, em Xangai, outra estrutura de Macau mantém forte presença na disciplina. A Champ Motorsport, que habitualmente com André Couto, Andy Chang ou Charles Leong Hon Chio entre os habituais “drivers coaches”, inscreve três Ligier JS F422 para Kimi Chan, Ken Chow e Chow Chun Shing.

Macpro Racing Team mantém ligação à Honda

Por seu turno, na disciplina de carros de Turismo, a Macpro Racing Team continuará a representar Macau no Campeonato da China de Carros de Turismo (CTCC), cuja temporada tem início nos dias 25 e 26 de Abril. Após um passado como equipa oficial da Dongfeng Honda, a estrutura actua hoje de forma independente, mantendo, contudo, a ligação histórica à marca japonesa.

Para 2026, a equipa inscreve três Honda Civic FL5 TCR, desenvolvidos pela italiana JAS Motorsport a partir do mais recente Civic Type R, no sempre popular CTCC. Segundo fonte da estrutura, em declarações divulgadas nas plataformas oficiais do campeonato, a escolha do modelo assenta na experiência acumulada com a marca: “A equipa utiliza carros da Honda há muitos anos e conhece profundamente as características dos diferentes modelos. O novo Civic FL5 TCR apresenta uma base muito sólida em termos de comportamento dinâmico e equilíbrio no limite, beneficiando ainda de melhorias evidentes no sistema de travagem.”

Por outro lado, a mesma fonte da equipa por quem correram no passado vários nomes conhecidos do automobilismo da RAEM, como André Couto, Henry Ho ou Eurico de Jesus, os carros da Honda têm uma presença muito importante no meio do automobilismo de Macau, desde os antigos EG e DC2, passando pelo FD2, até ao atual FL5 TCR, sendo uma presença constante nas pistas há mais de uma década, com uma base técnica sólida e fácil de trabalhar em termos de afinação e preparação.”

17 Abr 2026

Futebol |Selecção feminina de Macau com toque português

Sara Kei Fonseca é barbeira de profissão e Ana Sofia da Silva trabalha em ‘design’, mas estas duas portuguesas têm algo em comum: lideram a nova geração de jogadoras de futebol de Macau.

Sara Kei jogou pela selecção de futebol feminino de Macau desde o primeiro jogo oficial da equipa, em 2014, uma derrota por 11 bolas a zero contra a ilha de Guam e lembra-se bem do dia em que ela e as companheiras conseguiram a primeira internacionalização.

“Foi um jogo muito difícil. Éramos todas novas no futebol de 11. Eu tinha acabado de chegar de Portugal, onde só jogava futsal. Senti-me super perdida em campo, também não me senti preparada fisicamente, lembro-me bem de estar a jogar, mas assim que olho para o relógio só tinham passado 10 minutos”, descreve à Lusa. “Tive que abrandar o ritmo para conseguir acabar a primeira parte. Não me recordo muito, mas sei que essa viagem foi uma ‘wake-up call’ para melhorar o meu cardio”.

Barbeira de profissão, portuguesa residente de Macau, e camisola 10 da selecção, Sara Kei é agora uma das figuras de renome do futebol feminino local. No entanto, tem ainda por viver uma vitória ou até a felicidade de marcar um golo pela equipa da cidade semiautónoma, actual 175.ª no ranking da FIFA. A meio-campista portuguesa espera conseguir marcar pela selecção de Macau um dia, algo que, se acontecer, “será um momento de muito orgulho”.

“É sempre um privilégio jogar pela selecção. É uma oportunidade única, tento sempre dar o meu máximo”, acrescenta. Sara Kei capitaneou a Associação Desportiva e Recreativa Académica de Macau (ADRAM) na conquista do primeiro campeonato feminino de futebol de 11 no território, realizado apenas no ano passado.

Apesar da ausência de jogadores portugueses na selecção masculina de futebol de Macau, as jogadoras portuguesas continuam a ser peças importantes da selecção feminina de futebol da cidade chinesa semi-autónoma.

A FIFA proibiu em 2024 os jogadores das selecções do território sem passaporte de Macau – apenas atribuído a cidadãos chineses com estatuto de residente permanente – de representarem o território. No entanto, algumas jogadoras que possuem passaporte de Macau e Portugal continuam a contribuir para uma selecção que só começou a competir em jogos oficiais há 12 anos.

Jogo limitado

Ana Sofia da Silva, colega de equipa e de selecção de Sara Kei, admite que Macau tem “limitações, quer em termos de infraestruturas, como poucos campos de futebol, quer em termos de jogadoras”. Portuguesa nascida e criada em Macau, saiu do território no ano da transferência de soberania para a China, em 1999, e voltou em 2009, passando a jogar pela selecção em 2015.

“Quando tinha à volta de 13 anos”, lembra-se, um grupo de amigos do Colégio D. Bosco criou uma equipa feminina para competir no campeonato escolar. E assim começou. “Foi engraçado. Éramos todas de idades diferentes e costumávamos perder contra todas as outras equipas. No último ano, o nome da nossa equipa era ‘Perder é connosco’, mas nesse ano conseguimos alcançar o 3.º lugar no campeonato escolar. Ficámos tão felizes e orgulhosas de nós próprias”, contou.

Tirando os 10 anos que esteve fora, Sofia jogou sempre. Ou quase. “Parei duas vezes, quando dei à luz a minha filha e o meu filho, mas consegui sempre regressar e voltar a jogar pela equipa”, diz. Em 2015 chegou à selecção. O futebol feminino em Macau tem pouca visibilidade e é “incomparável com o de outros países”, admite a defesa central.

“O território é pequeno, há poucos campos disponíveis para treinos, e no período em que decorre a primeira e segunda ligas de futebol masculino, os campos existentes sofrem bastante desgaste”, justifica a “designer”. Talvez um bom investimento, sugere, fosse a conversão de um ou dois dos campos de relva natural em relva sintética, o que permitiria maior uso.

É que as jogadoras “são todas amadoras” e vêem o futebol “como um hobby”, diz, mas o problema não está no facto de todas serem trabalhadoras ou estudantes ou do futebol surgir apenas ao fim do dia e ao fim de semana. A questão é que isto também só acontece “quando possível e/ou há disponibilidade de campos”. Por isso também, “o calendário de treinos varia mensalmente e só é partilhado no fim de cada mês, o que acrescenta mais dificuldades na conciliação de agendas”, descreve.

Não obstante tudo isto, Sofia destaca o desempenho de uma equipa muito jovem, mas “em progressão”. “O futebol feminino começa a ganhar mais presença e visibilidade em Macau, que esperamos venha a traduzir-se em mais interesse neste desporto e na captação de novos talentos”, diz.

Sem frutos

A realização do primeiro torneio escolar de futebol feminino de futsal e um maior investimento na formação de quadros locais de futebol são também razões de esperança, assinala.

Por outro lado, a selecção treinou em campos nas províncias chinesas de Hainão e Liaoning, participou nos recentes jogos nacionais da China e contratou treinadores profissionais. “Como a que temos actualmente, Meng Jun, nossa seleccionadora, ex-jogadora da seleção nacional da China”, aponta.

Mas os frutos não sucedem às sementes. A selecção compete pouco. Macau não participou em jogos internacionais entre 2019 e 2023, devido à pandemia da covid-19, e fez o último jogo amigável com Singapura em 2024. Há dias viajou para o Butão para dois jogos amigáveis.

Perdeu por 2-0 o primeiro jogo, contra a equipa da Royal Thimphu College, uma faculdade privada; e por 7-0 da selecção no Butão no jogo seguinte. “Nove das jogadoras seleccionadas eram sub-17, a Sofia e eu fomos as únicas representantes da formação sénior, com o objectivo de orientar e incentivar as mais novas”, conta Sara.

Sofia descreve dois jogos desafiantes, a uma altitude de mais de 2.000 metros, com oxigenação sanguínea reduzida, fadiga rápida, dor de cabeça e falta de ar, com o “aquecimento debaixo de chuva e com temperaturas abaixo dos 10°C”. O facto, no entanto, é que “o nível das equipas adversárias era muito superior” ao da sua equipa, reconhece Sofia.

O Butão tem uma liga de futebol feminina, que decorre durante seis meses por ano. Macau tem mulheres jovens que jogam futebol e treinam “quando há campo”.

13 Abr 2026

Primeira prova do “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico será em Coloane

Este ano, a FIA lançou novos campeonatos regionais e internacionais no formato “Arrive and Drive”, ou “chave na mão” na designação portuguesa, com o objectivo de aumentar a acessibilidade e a participação de jovens pilotos nas competições de karting. O Campeonato da FIA de Karting “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico, na sua primeira edição, será composto por três rondas, estando a primeira jornada marcada para o Kartódromo de Coloane.

Neste modelo “Arrive & Drive”, os pilotos não necessitam de levar o seu próprio kart nem de integrar uma equipa técnica, uma vez que a organização fornece todo o equipamento necessário, incluindo karts totalmente padronizados do OTK Group, motores e pneus iguais para todos, bem como assistência técnica, preparação e manutenção do material. Desta forma, os participantes apenas têm de comparecer no circuito e competir, o que contribui para reduzir significativamente os custos e diminuir as diferenças técnicas entre concorrentes.

O campeonato é composto pelas categorias Júnior (12–14 anos, pilotos nascidos entre 2012 e 2014) e Sénior (14–18 anos). Com esta iniciativa, a FIA pretende reduzir as barreiras financeiras no karting internacional para os pilotos mais jovens, aumentar a participação de competidores provenientes de países com menos recursos, assegurar condições de competição mais equilibradas — numa altura em que os custos da modalidade têm vindo a aumentar significativamente — e identificar e desenvolver novos talentos para o automobilismo.

Depois do primeiro anúncio em Dezembro passado, o calendário do Campeonato da FIA de Karting “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico foi finalmente ratificado no último Conselho Mundial da FIA e será disputado em três eventos. A primeira prova está agendada para o Kartódromo de Coloane, que este ano celebra o seu trigésimo aniversário, entre 19 e 21 de Junho.

Depois da prova em solo de Macau, a competição prossegue, de 24 a 26 de Julho, no Circuito Internacional de Karting de Zhuzhou, no Interior da China. A terceira e última jornada, marcada para 11 a 13 de Setembro, será realizada na Madras International Karting Arena, na Índia. As inscrições para o campeonato encontram-se abertas até 27 de Maio, permitindo a participação de pilotos individuais sem necessidade de nomeação pelas respectivas autoridades desportivas nacionais.

Como prémio, os melhores classificados nas categorias Júnior e Sénior qualificam-se directamente para a Taça do Mundo da especialidade, tendo assim a oportunidade de assegurar um lugar no prestigiado “FIA Karting Shootout”.

FIA mais perto

A primeira edição da Taça do Mundo da FIA de Karting “Arrive & Drive” realizou-se em Novembro do ano passado, na Malásia, precisamente no fim-de-semana do Grande Prémio de Macau. Numa iniciativa pouco habitual, mas digna de registo, a RAEM fez-se representar no evento pelo piloto de 14 anos Chong Ian Ip e a supervisão de João Afonso, o piloto com mais títulos conquistados no karting de Macau. Na categoria Júnior, a prova reuniu mais de cinquenta participantes provenientes de todo o mundo, tendo Chong terminado na 19.ª posição na Final do Grupo B.

A presença de mais esta competição da FIA em Macau não é fruto do ocaso e segue a linha da proximidade entre a federação internacional e o Associação Geral Automóvel Macau-China (AAMC). A Assembleia Geral Extraordinária da FIA será novamente organizada em Macau a 26 de Junho. O encontro será novamente promovido pela AAMC e faz parte da semana das conferências da FIA que também se realizarão no território.

8 Abr 2026

Automobilismo | Célio Alves Dias faz pausa, com regresso apontado para o ano que vem

Célio Alves Dias, um dos nomes históricos do automobilismo do território, não vai competir esta temporada por opção. Ainda assim, o piloto macaense não pensa pendurar o capacete e já tem planos para regressar às corridas em 2027.

O vencedor da Taça de Carros de Turismo de Macau no Grande Prémio de Macau de 2021 esteve afastado da competição em 2023 por motivos pessoais. Nos dois últimos anos, contudo, participou no Macau Roadsport Challenge, a competição promovida pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que junta em pista os Toyota GR86 (ZN8) e Subaru BRZ (ZD8). Esta temporada, porém, o piloto da Fu Lei Loi Racing Team decidiu fazer um interregno, já com o olhar no próximo passo da sua carreira no desporto.

Apesar da vasta experiência em corridas de Turismo, tendo conduzido várias gerações de carros da categoria, Célio Alves Dias nunca tinha pilotado os novos modelos antes de 2024. Nesse ano conseguiu qualificar-se para o Grande Prémio, mas em 2025 o piloto de matriz portuguesa ficou de fora da prova mais importante do ano, tendo sido uma das vítimas das corridas de apuramento realizadas no Circuito Internacional de Zhuzhou.

“Vou parar este ano, mas não vou parar definitivamente”, esclareceu Célio Alves Dias ao HM, acrescentando que durante o ano “terei de estar ausente de Macau durante algum tempo”, o que o impede de assumir compromissos competitivos. Ainda assim, garante que pretende “manter-se activo”, recorrendo “a treinos no karting” para continuar a rodar e preservar a forma. E o Toyota GR86 não será, por agora, vendido.

O passo seguinte

Presença habitual no Grande Prémio de Macau e no automobilismo local desde a transferência de administração, Célio Alves Dias estreou-se no Circuito da Guia em 2000. A partir daí, marcou presença de forma consecutiva na prova até 2023. O ponto mais alto da carreira chegou em 2021, com a vitória na Taça de Carros de Turismo de Macau. Curiosamente, não pôde subir ao lugar mais alto do pódio, pois estava a ser assistido no Centro Hospitalar Conde de São Januário após um violento acidente na última volta da corrida, num dos finais mais insólitos da história do evento.

Para a temporada de 2027, apesar de nunca ter competido em carros de Grande Turismo, Célio Alves Dias admite que “talvez se prepare para competir na classe GT4”, por considerar que “esta categoria pode ser a mais adequada para mim, já que existe um maior equilíbrio entre os carros”.

Apesar de a Macau Roadsport Challenge ter actualmente um regulamento mais restritivo, pensado para conter custos, a categoria GT4, que segue padrões internacionais e utiliza o sistema de Balance of Performance (BoP), também apresenta um forte controlo de despesas, não permitindo evoluções significativas nos carros adquiridos aos construtores. Em paralelo, a competição organizada pela AAMC admite a participação de viaturas cuja homologação GT4 já expirou, como os BMW M4 GT4 (F82), McLaren 570S GT4 e Ginetta G55, e que estão disponíveis no mercado a preços bastante interessantes.

1 Abr 2026

Ténis de mesa | Fu Yu perde jogo inaugural da Taça do Mundo

A atleta luso-chinesa, Fu Yu, perdeu ontem o seu encontro inaugural da Taça do Mundo de ténis de mesa, organizado em Macau, contra a chinesa Wang Manyu, segunda do ranking mundial. A mesa-tenista de 47 anos e atual 48.º no ranking mundial feminino, perdeu os três sets contra Wang por 11-5, 11-4, e 11-6. A única representante de Portugal joga na quarta o segundo e último jogo do seu grupo contra a indiana Sreeja Akula.

O torneio inclui 16 grupos de três jogadores no escalão feminino, e apenas os primeiros de cada grupo passam à próxima fase. Nascida na província chinesa de Hubei em 1978, Fu foi jogar para Portugal em 2001, naturalizando-se em 2013 quando começou a competir pelo país.

Conquistou a medalha de ouro no torneio individual feminino dos Jogos Europeus de 2019, em Minsk, a primeira de Portugal na modalidade, e esteve presente nas olimpíadas no Rio 2016, Tóquio 2020, e Paris 2026. Em Fevereiro deste ano foi eliminada na segunda ronda do Smash de Singapura, depois de perder com a alemã Sabine Winter.

A Taça do Mundo organizada na Galaxy Arena vai decorrer até 05 de Abril pelo terceiro ano consecutivo, depois de uma pausa de quatro anos devido à pandemia de covid-19. O torneio irá distribuir prémios totais no valor de um milhão de dólares.

A competição reúne 48 dos melhores atletas masculinos e femininos da modalidade, incluindo o chinês Wang Chuqin, actual líder do ranking, o brasileiro Hugo Calderano que em 2025 se tornou o primeiro não asiático ou europeu a vencer a Copa do Mundo, e a chinesa Sun Yingsha, também a defender o seu título na edição deste ano. A atleta de Macau, Leong On Na, perdeu o seu jogo inaugural contra a mesa-tenista taiwanesa, Cheng I-ching, por 3-1.

31 Mar 2026

Futebol | Selecção de Macau sofre 14.ª derrota seguida

A sequência negativa da selecção local mantém-se após a derrota pesada de 6-0 sofrida contra a Tanzânia

A selecção de futebol masculina de Macau perdeu com a Tanzânia, por 6-0, para a segunda edição da FIFA Series, e continua sem vencer em jogos oficiais há quase sete anos. Num jogo disputado no domingo à noite, na capital do Ruanda, a equipa africana marcou logo aos 16 minutos, num autogolo de Amâncio Goitia, jogador do Benfica de Macau.

Kigali está a acolher duas séries da FIFA Series, uma competição amigável para selecções. No Estádio Amahoro, a Tanzânia voltou a marcar aos 26 minutos, pelo defesa Bakari Nondo Mwamnyeto, com o médio Mudathir Yahya a apontar o terceiro golo mesmo em cima do intervalo.

A toada manteve-se na segunda parte, com o avançado Paul Peter a bater o guarda-redes de Macau Lei Wa Si pela quarta vez, aos 56 minutos, antes do médio Novatus Miroshi marcar aos 74 minutos. A selecção africana – no 112.º lugar do ranking da FIFA – fechou o marcador em 6-0 a três minutos do final do tempo regulamentar, através do avançado Tarryn Allarakhia.

Não sou o último

Macau está na 193.ª posição do ranking mundial da FIFA, composto por 210 equipas. Entre os países ou regiões de língua oficial portuguesa, apenas Timor-Leste se encontra atrás do território chinês, em 198.º.

Macau contou no onze titular com Nuno Pereira, jogador do Portimonense, da II Liga, que foi o único futebolista a actuar no estrangeiro entre os 25 jogadores convocados. Este foi o 14.º jogo oficial sem vencer para Macau, desde Junho de 2019, quando Filipe Duarte, formado no Benfica, garantiu a primeira vitória da selecção em qualificações para campeonatos do mundo, ao bater o Sri Lanka por 1-0, em casa.

Mas a equipa acabou desqualificada, uma vez que a Associação de Futebol de Macau decidiu não disputar a segunda mão no Sri Lanka, após mais de 250 pessoas terem morrido em ataques bombistas, em Abril de 2019. Depois da pandemia, Macau foi das últimas selecções a regressar aos jogos, em Março de 2023, após uma pausa de quase quatro anos imposta pela política de ‘zero covid’, que incluía a restrição das entradas e quarentenas que chegaram a ser de 28 dias.

O treinador luso-angolano Lázaro Oliveira deixou a equipa em Setembro de 2024, após duas derrotas contra Brunei, que eliminou Macau da qualificação para a Taça Asiática de 2027. Desde Agosto de 2024 que a FIFA proibiu jogadores sem o passaporte de Macau – apenas atribuído a cidadãos chineses com estatuto de residente permanente – de representarem a região semiautónoma.

A decisão impediu pelo menos cinco portugueses de continuarem a jogar por Macau, incluindo o capitão da seleção, o luso-sul-africano Nicholas Torrão, e Filipe Duarte, formado no Benfica e antigo internacional jovem por Portugal. Na altura, uma porta-voz da Associação de Futebol de Macau disse à Lusa que iria “de certeza voltar a tentar” reverter a decisão, mas excluiu a possibilidade de levar o caso ao Tribunal Arbitral do Desporto, na Suíça.

31 Mar 2026

Justiça | Futebol chinês tenta limpar imagem após esquema ilícito

O futebol chinês procura recuperar credibilidade, afetado por um esquema de manipulação de resultados e apostas ilegais, que irradiou 73 pessoas da modalidade e deduziu pontos a 13 clubes, incluindo o Henan, treinado pelo português Daniel Ramos.

“Foi uma intervenção em grande escala. Decidiram punir os clubes em pontos, multá-los e penalizar desportivamente muita gente. Houve grande rigor para limpar a imagem do futebol chinês”, referiu à agência Lusa o técnico, de 55 anos. Em Janeiro, a um mês do arranque da época, as autoridades desportivas chinesas sancionaram nove emblemas do escalão principal e quatro do segundo, com três a 10 pontos de dedução e coimas dos 25.000 aos 126.000 euros.

“Há recomendações bastante claras para não se falar sobre arbitragens e criar um ambiente mais positivo em redor do futebol. Existem tectos salariais e nos prémios por jornada, de forma que os clubes não incorram em orçamentos desmedidos nem falhem pagamentos e fechem portas. Há um esforço grande para que o controlo orçamental seja cumprido e o campeonato cresça em credibilidade e melhore ano após ano”, explicou Daniel Ramos.

O Henan iniciou a 13.ª época seguida na elite com seis pontos negativos, mas inverteu-os nas três primeiras jornadas, fruto de duas vitórias – bateu fora o tricampeão Shanghai Port logo a abrir – e um empate, chegando à paragem para os compromissos das selecções nacionais na nona posição.

Sentindo uma maior conexão entre adeptos e clube desde a sua chegada, Daniel Ramos admite que as saudades da família e dos amigos têm sido contornadas “por uma estrutura em simbiose e um processo em ascensão”.

“Tinha conhecimento dos anos dourados da China [ao nível da contratação de jogadores], mas sabia que isso não acontece nesta altura. Falei com o Ricardo Soares, que esteve no Beijing Guoan e disse-me que eu ia gostar. Como somos treinadores disciplinados, com uma ideia de jogo definida e organizados no processo, havia muitas possibilidades de ter sucesso. Isso atraiu-me. O nível de vida é bom num país culturalmente rico”, descreveu.

25 Mar 2026

Futebol | Daniel Ramos na China para melhorar perfil do Henan

O treinador português foi eleito o melhor técnico de 2025 e conseguiu o feito inédito de levar o Henan à final da Taça da China

Ricardo Tavares Ferreira, Lusa

O português Daniel Ramos assumiu a missão de melhorar a identidade futebolística, os resultados e a qualidade exibicional do Henan, juntando o estatuto de finalista da Taça da China à distinção de melhor treinador do ano em 2025.

“Há um projecto de melhoria do clube, das dinâmicas e dos seus departamentos, principalmente do futebol de formação, que estava um pouco distante do plantel principal. Agradou-me bastante ter tido liberdade para dar ideias. Foi uma óptima escolha vir para a China, porque, além dos resultados, sentimo-nos bem, acarinhados e valorizados”, disse à agência Lusa o técnico, de 55 anos e desde Abril de 2025 na equipa de Zhengzhou.

Aposta do director desportivo espanhol Pere García, Daniel Ramos chegou ao segundo país mais populoso do mundo com o Henan no 13.º lugar do campeonato, mas fê-lo subir três posições e garantiu a permanência, por entre a inédita chegada à final da Taça da China, perdida frente ao Beijing Guoan (3-0), num “marco significativo” em 31 anos de existência do clube.

“A equipa jogava num sistema táctico defensivo, com uma linha de cinco rígida e à espera do contra-ataque. Neste momento, estamos a arriscar muito mais, a ter bola e a jogar para a frente. Foi exigente trabalhar neste contexto, porque a equipa estava em dificuldade. Felizmente, à medida que o tempo foi passando, tudo ficou mais natural e fizemos 23 pontos só na segunda volta, acima da pontuação obtida no campeonato inteiro pelas equipas que desceram. Há um sentimento de dever cumprido”, analisou.

Daniel Ramos vê a ida à final da Taça da China como um “feito valioso e ao nível dos melhores trabalhos” em Portugal, onde promoveu Trofense (2005/06), União da Madeira (2010/11) e Famalicão (2014/15) à II Liga e qualificou Marítimo (2016/17) e Santa Clara (2020/21) para as competições europeias.

“Eliminámos o Zhejiang, que tem uma equipa forte. Depois, fora de casa, afastámos dois candidatos ao título, o Shanghai Shenhua e o Chengdu Rongcheng [ambos no desempate por penáltis], que foram segundo e terceiro classificados no campeonato. Tivemos muito mérito. Repetir é sempre uma incógnita, porque, tratando-se de uma prova a eliminar, é preciso competência em cada jogo e alguma sorte no sorteio”, admitiu.

O treinador foi abordado por outros clubes, mas renovou em Novembro por mais uma temporada, com outra de opção, na perspectiva de continuar a redimensionar o Henan, ainda longe do orçamento, condições e historial dos “favoritos ao título”, tais como o tricampeão Shanghai Port, o Shanghai Shenhua, o Beijing Guoan, o Chengdu Rongcheng e o Shandong Taishan.

“É um campeonato com equilíbrio. Algumas equipas são mais fortes e têm outro potencial, mas é natural que o primeiro classificado ceda pontos com os últimos, pois também há valor nos outros clubes”, ilustrou, lembrando que vários jogos “ficam mais partidos nos minutos finais e têm um número considerável de golos” em função dos espaços concedidos pelas equipas.

Tradução decisiva

Cada equipa só pode inscrever cinco estrangeiros, mas Daniel Ramos crê que os melhores jogadores locais fazem mais a diferença e serão decisivos para o país recuperar credibilidade futebolística e reerguer-se de um esquema de manipulação de resultados e apostas ilegais, que irradiou 73 pessoas da modalidade e deduziu pontos a 13 clubes, incluindo o Henan.

“Fica complicado depender só ou muito dos estrangeiros, pelo que importa potenciar o valor do jogador chinês. Procuro ter um plantel competitivo, no qual todos sintam que têm hipótese de disputar a próxima partida”, referiu, na presença de quatro brasileiros – Iago Maidana e Gustavo actuaram em Portugal – e do espanhol Jordi Mboula, ex-avançado de Estoril Praia e Gil Vicente.

Assentando no “trabalho de equipa” o prémio de melhor treinador do ano, recebido com base nas votações de homólogos, capitães, imprensa e adeptos, Daniel Ramos mostra-se agradecido aos quatro tradutores do Henan, “sempre disponíveis e fundamentais” na transmissão eficaz da mensagem.

“É uma questão de dinâmica e entendimento. É importante que traduzam bem e haja confiança a todos os níveis, porque dependemos muito deles para quase tudo”, concluiu o técnico natural de Vila do Conde, pela segunda vez no estrangeiro, após ter orientado os sauditas do Al Faisaly em 2021/22.

25 Mar 2026

Associação Automóvel de Macau e Circuito de Zhuhai celebram parceria estratégia

A Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e o Circuito Internacional de Zhuhai, o primeiro traçado permanente construído na República Popular da China, assinaram no passado sábado um Acordo-Quadro de Cooperação Estratégica, reactivando a ligação entre duas instituições históricas e pilares fundamentais do desporto automóvel no Delta do Rio das Pérolas.

Numa breve nota divulgada por ambas as entidades, foi revelado que o Presidente da Assembleia Geral da AAMC, Chong Cok Veng, e Lü Pinde, o Director-Geral da empresa responsável pela gestão do circuito, a Zhuhai International Circuit Co., formalizaram o entendimento numa pequena cerimónia realizada no Kartódromo de Coloane.

Segundo o comunicado oficial, “as duas partes chegaram a um entendimento para cooperar no desenvolvimento conjunto de actividades de automobilismo entre os circuitos de Macau e Zhuhai”. Embora não tenham sido avançados objetivos concretos nem prazos definidos, as entidades manifestaram a intenção de reforçar a colaboração na organização de competições, bem como no intercâmbio e formação de oficiais e equipas de apoio às provas.

Inaugurado em 1996, com o objectivo de receber o primeiro Grande Prémio da China de Fórmula 1, algo que nunca chegou a concretizar-se, o Circuito Internacional de Zhuhai possui actualmente homologação Grau 2 da Federação Internacional do Automóvel (FIA) e Grau A da Federação Internacional de Motociclismo (FIM). Apesar de ter praticamente desaparecido do calendário internacional durante vários anos, o traçado voltou a acolher eventos nacionais e regionais com maior regularidade nos últimos dois anos.

Dada a sua localização privilegiada e um modelo de negócio assente na utilização frequente da infraestrutura, o Circuito Internacional de Zhuhai foi, ao longo dos últimos trinta anos, um dos principais impulsionadores do desporto motorizado no sul da China. Diversas estruturas e equipas passaram a utilizar o recinto como base operacional, contribuindo para a criação de postos de trabalho e para o desenvolvimento de um ecossistema singular e difícil de replicar no continente asiático. Contudo, a expansão urbana em torno do circuito e as crescentes restrições de ruído têm vindo a representar uma ameaça ao seu futuro.

Novo capítulo em Zhuhai

A assinatura deste acordo surge na sequência da decisão da AAMC de escolher a infraestrutura da cidade vizinha para acolher as suas competições de automobilismo em 2026. À semelhança de temporadas anteriores, o mini-campeonato promovido pela associação do território, que integra as categorias Macau Roadsport Challenge e GT4, será disputado em duas jornadas duplas. Depois de vários anos em Zhuzhou e Zhaoqing, as provas organizadas pela AAMC regressam ao circuito de Zhuhai pela primeira vez desde 2018.

Ambas as rondas terão lugar durante o mês de Maio. A primeira está marcada para o fim-de-semana de 8 a 10 de Maio, enquanto a segunda decorrerá entre 28 e 31 de Maio. A título provisório, as corridas do Macau Roadsport Challenge servirão para definir os pilotos apurados para a prova homónima integrada no 73º Grande Prémio de Macau, enquanto as corridas reservadas às viaturas GT4 determinarão os participantes da Taça GT – Corrida da Grande Baía.

24 Mar 2026

F1 | Construtores chineses avaliam entrada

Nas vésperas do décimo nono Grande Prémio da China de Fórmula 1, a disputar no Circuito Internacional de Xangai, surgiu na imprensa internacional o rumor de que o gigante chinês de veículos eléctricos BYD está a analisar opções para entrar no automobilismo, tendo como hipóteses o Mundial de Formula 1 ou o Campeonato do Mundo FIA de Endurance (WEC).

 

Segundo a Bloomberg, a BYD estará “a analisar várias opções após o seu rápido crescimento fora do mercado doméstico e perante a contínua mudança das corridas de competição para motores híbridos”, citando fontes familiarizadas com o assunto que pediram anonimato. Até ao momento, não surgiu qualquer comentário oficial da BYD Auto Company Limited sobre estas informações.

O momento é significativo. Os regulamentos da Fórmula 1 para 2026, apesar de controversos aos olhos de alguns pilotos, conseguiram atrair a alemã Audi e a norte-americana Cadillac para a grelha de partida. A Fórmula 1 vive actualmente um dos períodos de maior crescimento da sua história, conquistando novos mercados, incluindo o chinês, sobretudo junto das gerações mais jovens.

O presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Mohammed Ben Sulayem, não esconde a ambição de ver um construtor chinês no campeonato. Em declarações ao jornal francês Le Figaro, afirmou: “Tem sido o meu sonho, nos últimos dois anos, que os grandes países estejam representados na Fórmula 1. Os Estados Unidos estarão presentes com a General Motors. O passo seguinte é acolher um construtor chinês. Já temos um piloto”, acrescentou, numa referência ao piloto de reserva da Cadillac, Guanyu Zhou.

Entre as opções em análise pela BYD estará tanto a criação de uma equipa de raiz como a aquisição de uma das onze existentes. Qualquer das vias implicaria um investimento considerável: a Cadillac pagou uma taxa anti-diluição de cerca de 3,6 mil milhões de patacas às equipas actuais apenas para entrar na grelha este ano. Além disso, o processo de entrada na Fórmula 1 é longo e complexo. O mais recente “Concorde Agreement”, em vigor até 2030, deixa, contudo, espaço para uma 12ª equipa.

Passado nos ralis

Fundada em 1995 na cidade de Shenzhen, a BYD ultrapassou recentemente a Tesla como principal fornecedora mundial de veículos eléctricos e tem vindo a expandir-se de forma agressiva na Europa, na América Latina e noutros mercados automóveis importantes. Ainda assim, existe a consciência de que falta à marca um historial de vitórias no automobilismo capaz de rivalizar com o prestígio das construtoras europeias, norte-americanas e japonesas.

Tal como a compatriota Chery, o interesse da BYD no WEC, incluindo a possibilidade de desenvolver um protótipo Hypercar para as 24 Hours of Le Mans. já tinha sido noticiado no final do ano passado. Esta poderia ser uma forma relativamente mais acessível de entrar no automobilismo de alto nível, evitando um investimento demasiado elevado numa fase inicial.

A BYD nunca esteve presente no Grande Prémio de Macau, mas possui algum historial no automobilismo chinês, sobretudo em provas de ralis. Em 2016, muito antes de o mundial de ralis (WRC) adoptar sistemas híbridos, a marca participou no Campeonato de Ralis da Ásia-Pacifico com um veículo híbrido, tornando-se o primeiro construtor automóvel a competir num rali sob a égide da FIA com uma viatura de motorização híbrida.

Geely também está atenta

Não é a primeira vez que um construtor chinês manifesta ambições de chegar à Fórmula 1. Ainda no ano passado, delegações do poderoso grupo Geely marcaram por diversas vezes presença no paddock do “Grande Circo”. A empresa, que mantém ligações estreitas com a Aston Martin e com a Mercedes-Benz, terá avaliado a possibilidade de entrar no campeonato através do “rebranding” de uma equipa já existente.

Contudo, os representantes da Geely, cujo portefólio inclui a histórica Lotus, marca com um enorme legado na Fórmula 1, não conseguiram concretizar qualquer parceria que viabilizasse essa estratégia.

G.P. China – Estatísticas

A edição deste ano será a décima nona edição do Grande Prémio da China disputado no circuito de Xangai. A primeira corrida, vencida pelo brasileiro Rubens Barrichello, teve lugar em 2004. O evento manteve-se no calendário de forma ininterrupta até 2019, regressando posteriormente em 2024. Lewis Hamilton e a Mercedes detêm o recorde de vitórias no circuito chinês, com seis triunfos cada. O piloto britânico, agora a defender as cores da Scuderia Ferrari, é também o recordista de presenças no pódio, com nove, seguido por Kimi Räikkönen e Sebastian Vettel, ambos com seis.

15 Mar 2026

GP | FIA confiante no regresso da Taça do Mundo de F4 à Guia

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) manifestou confiança na integração da segunda edição da Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA no programa da 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, encontrando-se actualmente em negociações com a Comissão Organizadora com vista à concretização desse objectivo

O Conselho Mundial do Desporto Motorizado da FIA confirmou, ainda no final do ano transacto, a nona edição da Taça do Mundo de GT da FIA integrada no programa do Grande Prémio de Macau, bem como a permanência do evento desportivo da RAEM no calendário da temporada de 2026 do Kumho TCR World Tour, não se tendo, contudo, pronunciado quanto ao futuro das Taças do Mundo de Fórmula Regional (FR) e de Fórmula 4. Porém, a primeira edição da Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA constituiu um êxito aos olhos do organismo internacional, sendo que a única competição de âmbito mundial do primeiro escalão da pirâmide do automobilismo deverá regressar ao Circuito da Guia entre 19 e 22 de Novembro.

“A FIA e a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau encontram-se em discussões positivas relativamente ao futuro da Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA”, declarou o porta-voz da FIA ao portal especializado português SportMotores.com. Segundo a mesma fonte, “a FIA ficou muito satisfeita com a edição de 2025 em Macau e está empenhada em proporcionar aos jovens pilotos a melhor preparação possível para enfrentarem o notável desafio do Grande Prémio de Macau. Acreditamos que a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA constitui a plataforma ideal para alcançar esse objectivo.”

A lista de inscritos da primeira edição da Taça do Mundo de Fórmula 4 revelou um leque de pilotos de elevado nível, superando as expectativas iniciais, porquanto nada menos do que oito campeões de Fórmula 4 aceitaram o desafio. Por razões logísticas e operacionais, a FIA limitou a grelha de partida a vinte concorrentes.

Em que moldes

Um dos aspectos que a FIA deverá clarificar na próxima reunião do Conselho Mundial prende-se com a manutenção do modelo adoptado em 2025, no qual a empresa chinesa Mintimes, promotora do Campeonato Chinês de F4, assumiu o papel de “Operador Único” da prova, em articulação com a Fédération Française du Sport Automobile (FFSA), responsável pelo apoio técnico à Taça do Mundo. Todos os concorrentes utilizaram monolugares Mygale M21-F4, entretanto rebaptizados como Ligier JS F422, provenientes do campeonato chinês.

Estes fórmulas, equipados com motores Renault 1.3 litros turbo, foram alugados a equipas do Interior da China e operados por uma única estrutura técnica, a mesma que organiza o Campeonato Francês de F4. Tratando-se de um conceito relativamente invulgar, diversos pilotos fizeram-se acompanhar, no Grande Prémio de Macau, por elementos das suas próprias equipas, com o intuito de supervisionar o trabalho desenvolvido pelos técnicos franceses.

Roussel ficou para a história

Jules Roussel tornou-se o primeiro vencedor de uma Taça do Mundo de Fórmula 4, após uma das corridas mais emocionantes do programa da edição de 2025, protagonizando um animado duelo com o compatriota Rayan Caretti. Apesar da disciplina evidenciada durante grande parte da contenda, ambos acabaram por se envolver num toque que afastou Caretti da corrida e decidiu a mesma.

Macau esteve representada por dois pilotos, tendo Cheong Man Hei sido o melhor classificado, ao concluir na 9.ª posição. O antigo campeão da Fórmula 4 chinesa, Tiago Rodrigues, terminou no 11.º lugar, resultado que não espelhou a sua competitividade, uma vez que comprometeu uma melhor classificação na decisiva corrida de domingo devido a um acidente na corrida de qualificação de sábado. Nenhum país lusófono esteve representado na prova, pois o brasileiro Ethan Nobels lesionou-se no fim-de-semana anterior ao Grande Prémio, não tendo sequer viajado para a Ásia.

Existe a possibilidade de Portugal vir a contar com um piloto na grelha de partida este ano, atendendo a que Noah Monteiro é um sério candidato ao título do Campeonato de Espanha de Fórmula 4. Acresce o facto de ser filho de Tiago Monteiro, primeiro piloto português a vencer a Corrida da Guia e reconhecido entusiasta do Grande Prémio, beneficiando ainda do patrocínio da KCMG, estrutura liderada pelo empresário de Hong Kong Paul Ip.

2 Mar 2026

Superbikes | Miguel Oliveira de último a sétimo na segunda corrida na Austrália

O piloto português Miguel Oliveira (BMW) terminou a segunda corrida deste fim de semana de estreia do Mundial de Superbikes na sétima posição, depois de ter largado do 21.º e último lugar e de um oitavo lugar no sábado.

Numa prova disputada debaixo de chuva, Miguel Oliveira terminou a 32,135 segundos do vencedor, o italiano Niccolo Bulega (Ducati), que bateu o compatriota Axel Bassani (Bimota) por 11,336 segundos, com o espanhol Alvaro Bautista (Ducati) em terceiro, a 17,790.

O piloto português largou da cauda do pelotão depois de ter tido problemas mecânicos nas últimas voltas da corrida superpole, disputada três horas antes, que o relegaram do nono lugar que ocupava na penúltima volta para o 18.º posto final.

A segunda corrida ficou marcada pela chuva, que caiu em força e provocou seis quedas. O piloto natural de Cascais, que habitualmente se dá bem com as pistas molhadas, a meio da prova já era 10.º classificado.

Miguel Oliveira, que fez a sua estreia este fim de semana no Mundial de Superbikes, depois de 14 anos nas MotoGP, ainda recuperou até ao sétimo posto na última volta, após ultrapassar o espanhol Iker Lecuona (Ducati) a poucos metros de cruzar a linha de meta.

O italiano Nicollo Bulega, favorito à partida deste campeonato com 12 rondas, completou o fim de semana perfeito, juntando a vitória na corrida principal deste domingo, a 23.ª da sua carreira, às vitórias na superpole e na primeira corrida, no sábado. Foi o sexto triunfo consecutivo na Austrália do piloto italiano.

O piloto luso, de 31 anos, é o oitavo classificado do Mundial após esta primeira das 12 rondas previstas, a 45 do comandante, Bulega, que soma a pontuação máxima (62) após esta primeira ronda. A próxima prova do campeonato será em Portugal, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, a 29 de Março.

23 Fev 2026

Karting: nova competição IAME nasce em Macau

É já no próximo fim-de-semana que o Kartódromo de Coloane recebe a primeira das sete jornadas do mais recente campeonato integrado na família internacional de competições de karting IAME, a IAME Series Macau

Depois de a RAEM se ter afirmado como paragem obrigatória no calendário da IAME Series Asia e de o Grande Prémio de Karting Internacional de Macau ter acolhido a Final da IAME Asia, foi confirmado, ainda antes do Novo Ano Lunar, o lançamento da IAME Series Macau, composta por sete provas a disputar em Coloane. O calendário apresentado acompanha o já estabelecido Campeonato de Karting da AAMC.

Segundo a breve comunicação divulgada nas redes sociais pela IAME Asia Series, “a herança do desporto automóvel de Macau é profunda e a sua paixão pelas corridas é reconhecida mundialmente”. Para o promotor da IAME no continente asiático, com base em Singapura, levar a competição para a RAEM constitui “mais um passo decisivo no crescimento do karting na Ásia-Pacífico, criando mais percursos, mais oportunidades e uma comunidade mais forte para os jovens talentos”.

Todos iguais

As IAME Series são campeonatos de karting organizados sob a égide da italiana IAME (Italian American Motor Engineering), um dos maiores fabricantes mundiais de motores para a modalidade. O calendário da IAME Series Asia conhecerá igualmente um alargamento no próximo ano: além das jornadas na Malásia e na Tailândia, Macau receberá a quarta de seis provas da temporada, agendada para 23 e 24 de Maio.

Independentemente do país ou da região, todos os participantes competem com motores IAME, ao abrigo de regulamentos técnicos uniformes que asseguram igualdade de condições em pista. O modelo privilegia o controlo de custos e a sustentabilidade da competição, colocando a tónica no talento individual e na equidade desportiva.

Para além de Macau e do campeonato asiático, a IAME já promove competições no Interior da China, Japão, Malásia, Tailândia, Sri Lanka, Índia e Filipinas. Nesse contexto, a organização acredita que “juntos, continuamos a construir uma plataforma interligada em toda a região”.

Conforme anteriormente anunciado, a Final da IAME Asia, abrangendo todas as categorias, regressará pelo terceiro ano consecutivo ao programa do Grande Prémio de Karting Internacional de Macau. A edição deste ano está marcada para decorrer entre 11 e 14 de Dezembro.

Como anteriormente anunciado, a Final da IAME Asia, para todas as categorias, regressará pelo terceiro ano consecutivo ao programa do Grande Prémio de Karting Internacional de Macau. A data já está marcada, com o evento a decorrer entre 11 e 14 de Dezembro.

Calendário de provas de 2026:*

Ronda 1 – 1 de Março

Ronda 2 – 22 de Março

Ronda 3 – 26 de Abril
Ronda 4 – 17 de Maio
Ronda 5 – 28 de Junho
Ronda 6 – 6 de Setembro
Ronda 7 – 27 de Setembro

*todas as provas serão disputadas no Kartódromo de Coloane

23 Fev 2026

Japonês Toshikazu Yamanishi bate recorde mundial da meia maratona de marcha

O japonês Toshikazu Yamanishi estabeleceu hoje um novo recorde mundial da meia maratona de marcha, ao completar a prova, que decorreu em Kobe, com o tempo de 01:20.30 horas.

A marca conseguida hoje por Yamanishi é a primeira a ultrapassar o recorde mundial inaugural de 01:21.30 horas, aprovado pelo Conselho Mundial de Atletismo em dezembro, após o anúncio de que a meia maratona e a maratona se tornariam as distâncias oficiais de estrada para eventos de marcha.

Assim, desde 01 de janeiro deste ano, que se substituiu as distâncias de 20 quilómetros e 35 quilómetros na marcha pela meia maratona (21,1 quilómetros) e maratona (42,2 quilómetros)

Toshikazu Yamanishi, de 30 anos, afastou-se do grupo da frente um pouco depois dos 17 quilómetros e acabou por passar aos 20 quilómetros com o tempo de 01:16.26 horas, apenas 16 segundos mais do que o recorde mundial desta distância que o próprio estabeleceu em 2025 no mesmo circuito.

Com mais uma volta adicionada, o bicampeão mundial acelerou novamente para vencer por uma margem clara, em 01:20.34, com o tempo que constitui o novo recorde a aguardar agora o processo de ratificação habitual.

16 Fev 2026

GP | Corridas de apuramento regressam a Zhuhai

Antes do Ano Novo Lunar, a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) deu a conhecer o calendário da próxima temporada das suas competições de velocidade, Macau Roadsport Challenge e GT4, que voltam a servir de processo de apuramento para as corridas de suporte do 73.º Grande Prémio de Macau.

À semelhança das épocas anteriores, o mini-campeonato será disputado em duas jornadas duplas. O Circuito Internacional de Zhuhai regressa assim ao programa, acolhendo estas provas pela primeira vez desde 2018. Será igualmente a estreia absoluta, neste traçado, dos modelos utilizados na Macau Roadsport Challenge, Toyota GR86 (ZN8) e Subaru BRZ (ZD8), que se confrontarão pela primeira vez fora do habitual contexto competitivo.

A temporada de 2026 apresenta ainda uma novidade relevante: a realização de uma corrida de teste extra-campeonato no Circuito Internacional de Zhuzhou. O traçado permanente da província de Hunan, que no ano transacto recebeu as corridas de qualificação organizadas pela AAMC, será palco de uma prova de preparação facultativa. Recorde-se que, já em 2025, a associação promoveu uma competição extra-campeonato após a definição do apuramento, então no Circuito Internacional da Cidade do Lago Ruyi, em Pingtan.

As duas jornadas pontuáveis terão lugar na cidade vizinha de Zhuhai, ambas no mês de Maio. A primeira está agendada para o fim-de-semana de 8 a 10 de Maio, enquanto a segunda decorrerá entre 28 e 31 de Maio de 2026. As corridas da Macau Roadsport Challenge determinarão os apurados para a prova homónima do Grande Prémio de Macau, ao passo que as competições reservadas às viaturas GT4 definirão os participantes da Taça GT – Corrida da Grande Baía.

A competição manterá um fornecedor exclusivo de pneus, continuando a confiar na Pirelli, que assegurará a venda directa e centralizada dos compostos. Durante a corrida de teste será permitido o uso de pneus adquiridos em 2025, mas nas provas de apuramento será obrigatório recorrer a pneus novos adquiridos em 2026.

Inscrições com aumento significativo

A taxa de inscrição registou um aumento expressivo, passando de 15.000 para 55.000 yuans. Este valor passa a incluir não apenas as duas provas de apuramento, mas também a corrida de teste, representando um acréscimo substancial face às temporadas anteriores.

Em contrapartida, a organização assegura o transporte unificado das viaturas participantes e de oito conjuntos de pneu/jante entre o Circuito Internacional de Guangdong, onde se encontra sediada uma parte significativa das equipas de Macau, e o Circuito Internacional de Zhuzhou, em ambos os sentidos. Durante o evento de preparação, cada concorrente inscrito terá igualmente direito a três noites de alojamento em Zhuzhou, em hotel de três ou quatro estrelas.

Adicionalmente, cada concorrente beneficiará de um apoio em pneus oficiais da Pirelli, correspondente a um valor aproximado de 10.000 yuans.

16 Fev 2026

Lamborghini | Estreia asiática do Temerario GT3 poderá ser em Macau

A Lamborghini despediu-se do Huracán GT3 no Grande Prémio de Macau de 2025 e aponta agora à estreia asiática do recém-lançado Temerario GT3, prevista para o mês de Novembro, nas ruas da nossa cidade

A nona edição da Taça do Mundo FIA GT, agendada para os dias 19 a 22 de Novembro no Circuito da Guia, surge como o palco provável para a estreia no continente asiático do mais recente carro de competição da marca de Sant’Agata Bolognese, numa temporada em que o novo modelo de motor V8 biturbo estará sobretudo em fase de consolidação competitiva na Europa e nos Estados Unidos da América.

Devido às limitações inerentes à produção e entrega dos novos carros, a Lamborghini Squadra Corse nunca equacionou seriamente a introdução do Temerario GT3 no mercado Ásia-Pacífico no seu ano de lançamento, apesar do interesse manifestado por várias equipas, incluindo a JLOC, formação do campeonato japonês Super GT que o piloto local André Couto chegou a representar. Ainda assim, existe uma clara vontade por parte do departamento de competição da Automobili Lamborghini em colocar o seu novo GT3 em pista na Ásia já este ano, precisamente no contexto do Grande Prémio de Macau.

“Posso confirmar que nenhum Temerario será inscrito no GT World Challenge Asia ou noutros campeonatos regionais”, explicou um porta-voz da marca italiana ao portal português SportMotores.com. “No entanto, estamos a trabalhar na Taça do Mundo FIA GT, em Macau, uma prova de enorme importância para nós, onde pretendemos marcar presença da melhor forma possível. Nesta fase, não podemos adiantar mais pormenores.”

A possibilidade de a Lamborghini alinhar este ano na prova da RAEM com o antigo Huracán GT3 está afastada. O modelo enfrentou dificuldades em 2024 relacionadas com a introdução dos obrigatórios e polémicos sensores de binário. Edoardo Mortara viveu um fim-de-semana particularmente ingrato, ao ver o seu terceiro melhor tempo na Super Pole anulado por exceder o limite máximo de potência, acabando mais tarde por abandonar a corrida principal quando o seu carro se desligou.

Limitações de produção

Ao contrário de outros departamentos de competição de grandes construtores, a Lamborghini Squadra Corse é uma estrutura relativamente reduzida. O principal factor limitativo na implementação do Temerario GT3 esta temporada, especialmente fora da Europa, prende-se não só com a disponibilidade de unidades, mas sobretudo com a prioridade dada a um apoio técnico adequado por parte da fábrica.

Os Estados Unidos da América, onde o carro fará a sua estreia em competição nas 12 Horas de Sebring, em Março, continuam a assumir um papel estratégico para a Lamborghini, daí a presença a tempo inteiro da marca no IMSA SportsCar Championship através da equipa Pfaff Motorsports. Para a presente época, a Lamborghini Squadra Corse alocou sete exemplares do Temerario GT3 à competição na Europa, repartidos entre o GT World Challenge Europe e o DTM. O construtor italiano planeia alinhar com três carros no GT World Challenge Europe e quatro no DTM.

Mercedes-AMG avalia regresso

A ausência da Mercedes-AMG na edição do ano passado foi um dos temas mais comentados no paddock. Tal decisão foi justificada pela falta de oportunidades para as equipas clientes asiáticas testarem os complexos sensores de binário, numa fase em que a marca de Estugarda atravessa um exigente processo de transição das suas actividades desportivas da HWA para a nova subsidiária Affalterbach Racing.

“Nesta fase, não é possível afirmar se um Mercedes-AMG GT3 irá competir na Taça do Mundo FIA GT em Macau, em 2026”, afirmou ao Hoje Macau uma fonte oficial do construtor alemão, que mantém elevado interesse no evento da RAEM. “A prova é extremamente apelativa, tanto do ponto de vista desportivo como estratégico. Iremos analisar cuidadosamente as condições no momento oportuno e avaliá-las em conjunto com as equipas interessadas.”

Refira-se ainda que o Grande Prémio de Macau poderá simbolizar o adeus definitivo do actual Mercedes-AMG GT3, uma vez que a marca da estrela está já a desenvolver a próxima geração do seu carro para a categoria, cuja estreia em competição poderá ocorrer em 2027.

9 Fev 2026