Hoje Macau China / ÁsiaInvestimento | Brasil quer emitir dívida em yuan todos os anos O Brasil pretende emitir obrigações em yuan na China todos os anos para criar uma referência de mercado que facilite o financiamento de empresas brasileiras junto de investidores chineses, afirmou ontem um alto responsável do Tesouro do país sul-americano O vice-secretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Francisco Segundo, afirmou, num seminário organizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, que o objectivo da primeira emissão, prevista para antes do final do ano, é sobretudo estratégico e não de financiamento. “Tendo em conta a dimensão da nossa economia, trata-se muito mais de uma operação qualitativa do que quantitativa”, disse o responsável. “É obviamente um recurso bem-vindo e tende a ser barato, mas o mais importante é abrir portas a novos investidores”, acrescentou. Segundo explicou que o Governo brasileiro pretende estabelecer uma curva de rendimentos soberana na moeda chinesa, inexistente até agora, para servir de referência às empresas brasileiras que pretendam captar financiamento no mercado chinês. “Em todos os mercados onde concluímos que há sucesso e potencial, temos de estar presentes. Temos de ir uma vez, duas, três vezes. Temos de estar lá todos os anos”, afirmou. As chamadas “obrigações panda” são títulos de dívida emitidos por entidades estrangeiras no mercado obrigacionista chinês, denominados em yuan e destinados a investidores locais. Desde Dezembro de 2022, quando as autoridades chinesas eliminaram a obrigação de manter os fundos obtidos dentro da China, este instrumento tornou-se mais atractivo para emissores estrangeiros. Dados da agência Bloomberg indicam que as emissões de entidades estrangeiras registaram este ano uma taxa média de cupão de 1,97 por cento, bastante abaixo dos custos de financiamento em dólares, que rondam entre 4,5 e 5,5 por cento. O Brasil formalizou, em Junho, o pedido para emitir obrigações panda, quando o ministro das Finanças, Dario Durigan, entregou uma carta de intenções ao governador do Banco Popular da China (banco central), Pan Gongsheng, que manifestou disponibilidade para facilitar a operação. Yuan lá fora Se avançar, o Brasil tornar-se-á o primeiro Estado soberano da América Latina a emitir obrigações panda, seguindo exemplos recentes de países como Cazaquistão, Paquistão, Eslovénia e Indonésia. Portugal tornou-se, em 2019, o primeiro país da zona euro a emitir obrigações panda, ao colocar dois mil milhões de yuan em títulos com maturidade de três anos, numa operação destinada a diversificar a base de investidores e reforçar a presença no mercado financeiro chinês. O montante da emissão pelo Brasil permanece, contudo, indefinido. Em Junho, Durigan apontou para um valor até cinco mil milhões de yuan, enquanto o secretário do Tesouro brasileiro, Daniel Leal, referiu em Julho um objectivo próximo de 10 mil milhões de yuan. Caso se confirme o valor mais elevado, a operação ultrapassará o recorde estabelecido pela Indonésia, que emitiu sete mil milhões de yuan em Julho. Francisco Segundo indicou que a candidatura já foi aprovada pelas autoridades chinesas e que apenas restam procedimentos técnicos, incluindo a contratação de uma agência chinesa de notação financeira para avaliar a dívida soberana brasileira. Apesar de manter como objectivo concluir a emissão ainda este ano, o responsável admitiu que não existe garantia de que a operação seja realizada antes do final de 2026. A decisão de regressar regularmente ao mercado chinês resulta também da experiência europeia. O Brasil emitiu dívida em euros em 2014, permaneceu mais de uma década afastado desse mercado e regressou apenas em Abril deste ano com uma emissão de cinco mil milhões de euros, a maior da sua história em moeda europeia. Segundo afirmou que essa ausência prolongada prejudicou a curva de rendimentos da dívida brasileira em euros, reduzindo a sua utilidade como referência para empresas privadas.
Hoje Macau China / Ásia MancheteChina lança ofensiva no mercado automóvel e gigantes alemães tentam resistir As fabricantes automóveis alemãs enfrentam a mais profunda crise das últimas décadas, pressionadas pela quebra das vendas na China e pela ascensão de marcas chinesas que estão a preparar uma ofensiva sobre a Europa. A Volkswagen viu o lucro líquido cair 30,7 por cento no primeiro semestre deste ano, para 3.103 milhões de euros, com as vendas na China a recuar 31,6 por cento e anulando o crescimento registado na América do Sul e noutros mercados. Por seu lado, a Mercedes-Benz registou uma quebra de 6 por cento nos lucros, para 2.519 milhões de euros, também penalizada por uma descida de 30 por cento das vendas na China, enquanto a BMW viu o resultado líquido cair 28,5 por cento, para 2.872 milhões de euros, depois de as vendas no mercado chinês terem recuado mais de 30 por cento no segundo trimestre. Por detrás desta crise está uma transformação iniciada há mais de uma década no país asiático. Durante anos o principal motor de crescimento das construtoras alemãs, a China preparou a transição para veículos eléctricos através de uma política industrial que lhe garantiu uma posição dominante em toda a cadeia de valor, desde o acesso a matérias-primas críticas até ao fabrico de baterias. Em 2025, mais de metade dos automóveis vendidos no mercado chinês eram veículos de novas energias – eléctricos ou híbridos. No mesmo ano, a China exportou um recorde de 7,09 milhões de veículos, consolidando-se como o maior exportador automóvel do mundo. “As marcas tradicionais estão a trazer brinquedos analógicos para um parque digital”, resumiu à Lusa Tu Le, fundador da consultora Sino Auto Insights. “Já não é apenas um automóvel. É uma plataforma tecnológica”, afirmou. Os novos modelos chineses oferecem estacionamento autónomo, assistentes de voz alimentados por inteligência artificial, sistemas avançados de condução assistida e baterias que, nos modelos mais recentes, anunciam autonomias superiores a 700 quilómetros e carregamentos de cerca de 15 minutos. “O período em que a China copiava acabou. A inovação está a acontecer aqui”, reconheceu à Lusa Jochen Sengpiehl, anterior director de marketing da Volkswagen na China. Para o gestor alemão, a velocidade de inovação está a obrigar os fabricantes tradicionais a mudar de estratégia. “Já não podemos fazer tudo sozinhos”, admitiu, referindo-se à parceria estabelecida pela Volkswagen com a fabricante chinesa Xpeng. O maior peixe Carlos Martins, director da fábrica da portuguesa Sodecia no nordeste da China, considera que a principal vantagem competitiva dos fabricantes chineses reside na rapidez de execução. “As empresas europeias têm estruturas muito pesadas. Aqui conseguem desenvolver e colocar novos produtos no mercado muito mais depressa”, explicou à Lusa. A pressão sobre os fabricantes estrangeiros aumentou depois da entrada da Tesla no mercado chinês, em 2019. Tu Le lembrou que o “catalisador” que obrigou as marcas chinesas a dar um salto qualitativo foi a abertura da fábrica da Tesla em Xangai, em 2019. A produção local deu à construtora norte-americana acesso aos mesmos subsídios e incentivos fiscais usufruídos pelos concorrentes chineses. “Foi o efeito siluro”, observou à Lusa o consultor, numa referência ao peixe que é um dos maiores predadores nos rios europeus e asiáticos, constituindo uma ameaça à sobrevivência de várias espécies locais. “Havia muitos peixes gordos e preguiçosos no lago, mas a entrada de um siluro obrigou a que se fortalecessem”. Marcas como a BYD, Xiaomi, Xpeng, Li Auto ou Aito estão agora a preparar uma ofensiva internacional, incluindo sobre o segmento de gama alta europeu. A Xiaomi pretende entrar na Alemanha em 2027 e tornar-se uma das cinco principais marcas ‘premium’ da Europa até ao final da década. A empresa recrutou engenheiros da BMW, Porsche e Tesla e aposta na condução autónoma como principal factor diferenciador. A Li Auto prepara igualmente a entrada na Europa com o modelo i6, enquanto a Xpeng quer exportar não apenas automóveis eléctricos, mas também robôs humanoides e carros voadores. No primeiro semestre deste ano, as marcas chinesas conquistaram já 9 por cento das vendas de automóveis novos na Europa continental e 15 por cento no Reino Unido. A consultora AlixPartners estima que essa quota possa atingir 16 por cento na União Europeia até 2030. “Se fosse a Mercedes-Benz, a BMW ou a Porsche, estaria preocupado”, afirmou Tu Le. Nem todos partilham dessa visão. Num discurso na abertura do salão automóvel de Pequim em Abril, Burkhard Weller, presidente da Associação Alemã de Concessionários Automóveis, considerou que a fidelidade dos consumidores europeus às marcas ‘premium’ continuará a constituir uma barreira importante. Mas mesmo os fabricantes europeus reconhecem que a competição mudou de natureza. “Em nenhuma outra região do mundo a transformação da indústria automóvel é tão rápida como na China”, afirmou Oliver Blume, presidente executivo da Volkswagen. “O mercado chinês tornou-se um centro de alta ‘performance’ para nós. Temos de trabalhar mais e mais depressa para conseguir acompanhá-lo”, vincou.
Hoje Macau China / ÁsiaHonda | Lucros mais que duplicam entre Abril a Junho para 2.500 ME A fabricante automóvel Honda registou um lucro líquido de 450.915 milhões de ienes (cerca de 2.500 milhões de euros) entre Abril a Junho, um aumento de 129,3 por cento em relação ao mesmo período de 2025, informou ontem a empresa japonesa. No primeiro trimestre do ano fiscal da Honda, o lucro operacional duplicou e centrou-se nos 530.767 milhões de ienes (cerca de 2.900 milhões de euros), enquanto as receitas aumentaram 13,5 por cento em termos homólogos, atingindo os 6,06 biliões de ienes (cerca de 33.330 milhões de euros). Por regiões, a procura na América do Norte disparou 294,2 por cento, enquanto na Europa registou uma queda de 69,6 por cento. Para o exercício fiscal em curso, que termina em Março de 2027, a fabricante automóvel eleva a previsão de lucro líquido para 400.000 milhões de ienes (cerca de 2.200 milhões de euros) e de receitas para 24 biliões de ienes (cerca de 131.970 milhões de euros). Ainda assim, os possíveis impactos no volume de vendas ou nos custos de materiais decorrentes da incerteza em torno da situação no Médio Oriente não sofreram alterações relativamente à previsão anterior, uma vez que a Honda considera “necessário avaliar cuidadosamente” estes riscos. Além disso, salientou que o terramoto de magnitude 7,1 que abalou recentemente a cidade de Kumamoto, no sudoeste do Japão, afectou algumas das suas principais fábricas, onde as operações foram suspensas durante vários dias para monitorizar a situação e determinar medidas a tomar.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Buscas na sede da Starbucks após campanha polémica A Polícia da Coreia do Sul realizou ontem buscas na sede da Starbucks no país asiático devido a acusações de ofensa ligados a uma campanha publicitária polémica associada a um massacre histórico de manifestantes pró-democracia. A equipa de investigação de crimes públicos da Polícia Metropolitana de Seul iniciou às 08h50 (07h50 em Macau), uma operação na sede localizada no distrito de Gangnam, na capital sul-coreana, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O mandado de busca cita acusações de que a Starbucks ofendeu as vítimas da repressão militar do movimento pró-democracia dos anos 80 na cidade de Gwangju (sudoeste do país), na qual pelo menos 165 pessoas foram mortas, com investigadores a querer saber se os quadros dirigentes da empresa planearam o evento promocional com essa intenção. A operação da Polícia, que tinha sido criticada pela lentidão da investigação, teve lugar após detectar deficiências no processo de auditoria interna da Starbucks apresentados pelo grupo Shinsegae, operador local da empresa. A polémica estalou a 18 de Maio, aniversário da revolta na cidade de Gwangju contra a ditadura do Presidente Chun Doo-hwan (1908-1988), quando a Starbucks lançou na Coreia do Sul uma promoção online chamada ‘Dia do Tanque’ para vender copos térmicos. Esta campanha desencadeou críticas entre os que consideraram que o nome e os slogans promocionais evocavam os tanques utilizados em Gwangju e na repressão militar dos anos 80. O escândalo gerou pedidos de desculpas públicos do presidente da Shinsegae, Chung Yong-jin, no despedimento do director executivo local da Starbucks Korea, em boicotes de trabalhadores e instituições governamentais e em críticas do Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung. Além disso, a equipa da Starbucks no país asiático recebeu formação de história e sensibilidade social em meados de Junho, altura em que fechou antes do horário normal as suas mais de 2.000 sucursais para a realização das aulas.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Japão acusado de se transformar num “Estado bélico” A influente irmã do líder norte-coreano acusou ontem o Japão de se estar a transformar num “Estado bélico”, um dia depois de Tóquio afirmar ser urgente reforçar as forças armadas japonesas A irmã de Kim Jong Un considera que o Japão se está a transformar num “Estado Bélico”. Os dirigentes da Coreia do Norte “irão implementar opções militares adicionais que são manifestamente a consequência da transformação do Japão”, declarou Kim Yo-jong num comunicado publicado pela agência de notícias oficial KCNA. “O Japão, um Estado criminoso de guerra, está a acelerar a transformação num Estado bélico”, afirmou. No prefácio do relatório anual sobre a defesa do arquipélago, publicado na terça-feira, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, considerou “imperativo que o Japão reforce e transforme ainda mais as capacidades de defesa com um sentimento de urgência e de crise mais forte do que nunca”. Na região da Ásia-Pacífico, “não só a China e a Coreia do Norte continuam a reforçar capacidades militares, como também a China e a Rússia, bem como a Rússia e a Coreia do Norte, estão a reforçar a sua cooperação”, alertou. O Japão aumentou as despesas militares em 9,7 por cento, atingindo 62,2 mil milhões de dólares em 2025, o que corresponde a 1,4 por cento do PIB do país, representando a percentagem mais elevada desde 1958. Kim Yo-jong citou o recente teste de lançamento de mísseis de cruzeiro de longo alcance Tomahawk realizado por Tóquio e a participação do Japão, em Maio, em exercícios liderados pelos Estados Unidos nas Filipinas, vendo nisso a prova do apoio de Washington a “movimentos militares perigosos” no Pacífico. Tóquio procura “dotar-se de uma capacidade de ataque preventivo”, criticou a norte-coreana. “Nunca ficaremos passivos perante a evolução militar do Japão, que poderá constituir uma grave ameaça”, acrescentou. Herança histórica O Japão ocupou toda a Coreia antes da capitulação em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, após o que a península foi dividida em dois Estados distintos ao longo do paralelo 38. O legado desse período continua a pesar na política externa tanto da Coreia do Norte como da Coreia do Sul. “Se os descendentes do militarismo, que herdaram os genes da astúcia e da agressão, se apoderarem de armas mortíferas, algo desagradável irá acontecer”, pode ler-se ainda no comunicado de Kim Yo-jong.
Hoje Macau China / ÁsiaChuva | Emitidos alertas máximos no centro e sul do país Várias regiões do centro e sul da China activaram ontem alertas vermelhos devido à chuva, o nível máximo do sistema chinês de avisos, perante precipitações intensas que elevaram o risco de cheias, inundações e desastres geológicos Na cidade de Yichang, na província central de Hubei, a estação meteorológica local elevou ontem para vermelho o alerta devido à chuva, após uma zona ter registado mais de 65 milímetros de precipitação numa hora, informou a televisão estatal CCTV. As autoridades locais advertiram para um risco “extremamente elevado” de cheias repentinas em zonas montanhosas, desastres geológicos, subida do caudal dos rios e inundações. No sul do país, a cidade de Sanya, na ilha de Hainan, emitiu igualmente um alerta vermelho, após uma área próxima de uma escola ter acumulado 130,6 milímetros de chuva em três horas. A estação meteorológica local prevê que a instabilidade atmosférica que afecta a cidade mantenha a intensidade e provoque nova precipitação em vários distritos, com acumulados entre 50 e 100 milímetros em algumas zonas nas próximas seis horas. As autoridades recomendaram ainda a suspensão das aulas em algumas áreas e apelaram à população para adoptar medidas de precaução perante o risco de subida do caudal dos rios, cheias repentinas e deslizamentos de terras. No município de Chongqing, no centro da China, as chuvas registadas entre terça-feira e ontem provocaram a subida do nível de cerca de 50 rios. As cheias inundaram algumas zonas baixas junto às margens e obrigaram à retirada de emergência de residentes em áreas de risco, embora o balanço oficial não indique, para já, o número de pessoas retiradas nem registe vítimas ou desaparecidos. Clima em mudança Nos últimos dias, as chuvas no centro da China obrigaram à retirada preventiva de quase 400 mil pessoas apenas nas províncias de Shaanxi e Sichuan, onde as autoridades mantêm a vigilância devido ao risco de cheias, inundações repentinas em zonas montanhosas e desastres geológicos. O agravamento das condições meteorológicas surge após vários episódios de chuva extrema registados em Julho, incluindo as inundações associadas ao tufão Maysak na região de Guangxi, no sul do país, que provocaram pelo menos 39 mortos, bem como vários deslizamentos de terras e cheias no centro da China que causaram dezenas de mortos e desaparecidos. O ministério dos Recursos Naturais anunciou recentemente um plano para reforçar, entre 2026 e 2030, a prevenção de desastres geológicos, advertindo que as alterações climáticas estão a aumentar o risco de fenómenos súbitos e em cadeia provocados por chuvas extremas fora das zonas tradicionalmente consideradas mais vulneráveis.
Hoje Macau China / ÁsiaRegiões chinesas reforçam incentivos para atrair turistas estrangeiros Várias regiões chinesas lançaram ou reforçaram incentivos financeiros para as agências de viagens atraírem turistas estrangeiros, numa altura em que as chegadas internacionais ao país recuperam, impulsionadas pelo alargamento das isenções de visto. O município de Chongqing, no centro da China, oferece até 100 yuan por turista e atribuirá 30 yuan por pessoa às agências que levem este ano pelo menos mil visitantes que cumpram determinados requisitos de permanência, informou ontem o jornal Yicai. O incentivo será duplicado quando os turistas forem oriundos de países ou regiões que tenham contribuído com menos de 50 mil visitantes para Chongqing em 2025, embora cada empresa possa receber, no máximo, 150 mil yuan ao abrigo desta medida. A província de Guizhou, no centro do país, aplica desde Abril um sistema de incentivos progressivos que concede até 70 yuan por turista estrangeiro que pernoite na região, sem limite para o número total de visitantes, e até 80 yuan por integrante de grupos organizados vindos do exterior, consoante a dimensão e o itinerário. Na província oriental de Shandong, as autoridades prolongaram de um para três anos o programa de incentivos destinado a visitantes que permaneçam pelo menos duas noites na região, prevendo apoios diários até 12 yuan para turistas oriundos de mercados próximos e de 20 yuan para os provenientes de destinos mais distantes. Pelo menos outras oito regiões chinesas adoptaram medidas semelhantes, segundo o Yicai. Citado pelo jornal, o presidente da Associação de Guias Turísticos da província de Sichuan, Chen Qiankang, afirmou que “o turismo interno parou de crescer”, tornando o turismo internacional um novo motor de expansão para as regiões chinesas. As iniciativas coincidem com a recuperação da entrada de visitantes estrangeiros na China após a pandemia, favorecida pelo alargamento das isenções de visto. Entrar sem visto A China recebeu 22,91 milhões de visitantes estrangeiros no primeiro semestre deste ano, mais 20 por cento do que no mesmo período do ano passado, tendo 78 por cento entrado no país sem necessidade de visto, segundo a Administração Nacional de Imigração. Pequim começou, em Novembro de 2023, a isentar unilateralmente de visto os cidadãos de seis países europeus, alargando posteriormente para 30 dias o período de permanência autorizado. A medida abrange actualmente cerca de meia centena de países, incluindo Portugal, e foi prorrogada até ao final de 2026. Em 2025, a China registou cerca de 154,5 milhões de visitantes internacionais, mais 17 por cento do que no ano anterior, cujas despesas ascenderam a 131,1 mil milhões de dólares, um aumento homólogo de 39 por cento. As autoridades chinesas fixaram como objectivo atingir 190 milhões de visitantes internacionais até 2030.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Pequim critica uso de “ameaça chinesa” para justificar rearmamento A China acusou na terça-feira o Japão de exagerar a “ameaça chinesa” para justificar o rearmamento, após Tóquio classificar a actividade militar de Pequim como um “desafio estratégico sem precedentes” num relatório de Defesa de 2026. Num comunicado divulgado na terça-feira à noite, o porta-voz do ministério da Defesa chinês, Chen Xi, afirmou que o novo documento japonês está “repleto de narrativas falsas” e exagera uma alegada “crise de segurança” na região. Chen considerou que o texto procura justificar o reforço das capacidades militares do Japão, manifestando a “forte insatisfação” e a “firme oposição” de Pequim. O porta-voz acusou ainda as autoridades japonesas de utilizarem o princípio de uma política “exclusivamente defensiva” como cobertura para rever os principais documentos de segurança, aumentar as despesas militares, desenvolver capacidades ofensivas de longo alcance e promover a militarização do espaço. Chen sustentou também que o Japão procura apresentar a expansão da indústria de defesa como um motor de crescimento económico, visando integrar o rearmamento nas suas estruturas institucionais, económicas e sociais. “O novo militarismo japonês tornou-se um grave desafio à ordem internacional do pós-guerra e uma verdadeira ameaça à paz e à estabilidade regional”, afirmou. O ministério da Defesa chinês sublinhou igualmente que a questão de Taiwan diz respeito à soberania e à integridade territorial da China e constitui uma “linha vermelha intransponível” nas relações entre Pequim e Tóquio. O Livro Branco da Defesa do Japão, aprovado na terça-feira, refere que a actividade militar chinesa se intensificou entre Abril de 2025 e Março de 2026, incluindo operações com porta-aviões no Pacífico, aproximações de caças chineses a aeronaves japonesas e um incidente envolvendo a utilização de radar de controlo de tiro.
Hoje Macau China / ÁsiaHSBC | Lucro sobe 27,1 por cento no primeiro semestre O banco HSBC, o maior da Europa, registou um lucro líquido atribuível de 14.626 milhões de dólares no primeiro semestre de 2026, o que representa um aumento de 27,07 por cento em termos homólogos. Entre Janeiro e Junho, a faturação do grupo cresceu 10,6 por cento em termos anuais, atingindo 37.742 milhões de dólares, informou ontem o HSBC no relatório de resultados enviado à Bolsa de Hong Kong, onde as suas acções são negociadas. A empresa atribui a melhoria nos números à ausência de itens extraordinários negativos, referindo-se principalmente ao impacto do reconhecimento de cerca de 2,1 mil milhões de dólares em perdas por dissolução e redução ao valor recuperável após a diminuição, no ano passado, da sua participação no banco estatal chinês Bank of Communications de 19 por cento para 16 por cento. Além disso, o HSBC destaca receitas líquidas mais elevadas provenientes de juros e também de comissões, sendo que, neste último item, o crescimento foi especialmente expressivo nos segmentos de gestão de património e banco de atacado. “O HSBC está a tornar-se o banco forte que pretendemos construir. Estamos a executar as nossas prioridades estratégicas com celeridade, precisão e disciplina. Isso permite que as nossas quatro linhas de negócios se concentrem nos seus principais pontos fortes, cresçam, trabalhem em conjunto de forma mais eficaz e aprofundem o relacionamento com os clientes”, afirmou o CEO da instituição, Georges Elhedery.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Morte de três leões devido ao calor gera críticas A morte de três leões num jardim zoológico japonês, possivelmente devido ao calor, gerou críticas por parte de organizações de defesa dos direitos dos animais, noticiaram ontem meios de comunicação internacionais. “Esta tragédia é um lembrete contundente de que os jardins zoológicos nunca poderão proporcionar aos animais selvagens o controlo e a liberdade de que necessitam para se protegerem”, afirmou a associação de defesa de animais PETA, num comunicado enviado à agência de notícias EFE. Estas declarações surgiram depois de o jardim zoológico de Tama, localizado nos arredores de Tóquio, ter noticiado na segunda-feira a morte de três dos seus leões, que apresentaram sintomas como perda de apetite e fadiga durante vários dias. Num comunicado, o zoo explicou que vários leões começaram a apresentar sinais de fraqueza a partir de 18 de Julho e, em 22 de Julho, o número de animais afectados tinha chegado aos 10. “A causa da morte não será determinada até que os resultados dos exames estejam disponíveis, no entanto, os resultados da autópsia patológica revelaram desidratação generalizada e falência múltipla de órgãos nos três leões, sugerindo que o ‘stress’ térmico foi um factor contribuinte”, explicou a instituição. O Japão passou por uma forte onda de calor em meados de Julho, que entre 13 e 26 de Julho fez pelo menos 59 mortos e milhares de hospitalizados, com várias cidades a atingirem temperaturas superiores aos 40 graus Celsius. No seu comunicado, o Jardim Zoológico de Tama disse que, dos 10 leões afectados, três ainda estão muito fracos e incapazes de se manter de pé, enquanto quatro recuperaram ou estão a mostrar sinais de recuperação. Outros seis leões que residem no zoo nunca apresentaram sinais de doença.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Onda de calor causa 16 mortos A onda de calor que assola a Coreia do Sul provocou a morte de pelo menos 16 pessoas e levou as autoridades do país asiático a declararem ontem o alerta máximo por calor em algumas zonas de Seul. Um homem com cerca de 40 anos morreu na segunda-feira na cidade portuária de Incheon, a oeste de Seul, depois de ter sido hospitalizado no dia anterior, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. Com esta morte, já são 16 os óbitos associados a doenças causadas pelo calor, de acordo com a Agência de Controlo e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul, enquanto mais de duas mil pessoas receberam cuidados médicos desde Maio. A Coreia do Sul encontra-se mergulhada numa onda de calor que, no domingo, levou a cidade de Yangsan, no sudeste, a atingir os 42,5 graus Celsius, a temperatura mais elevada alguma vez registada na península desde o início das observações meteorológicas modernas, em 1904. Durante uma reunião do Conselho de Ministros, o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, afirmou que as autoridades deveriam “considerar a situação como uma catástrofe nacional” e instou à mobilização dos recursos disponíveis para “proteger a vida das pessoas como a tarefa mais urgente”. Neste contexto, a Agência Meteorológica sul-coreana (KMA) emitiu esta terça-feira o alerta máximo devido às altas temperaturas para Seul, onde se prevê que os termómetros ultrapassem os 38 graus.
Hoje Macau China / ÁsiaMinistro da Defesa afirma que Japão deve reforçar exército com urgência O ministro da Defesa do Japão considerou ontem que o país asiático deve reforçar o exército com “um sentimento de urgência e de crise”, alertando para riscos associados à China, Coreia do Norte e Rússia. Tóquio já está a aumentar as despesas militares e reforçou a cooperação em matéria de segurança na Ásia, posicionando lança-mísseis nas ilhas periféricas, procurando adquirir capacidades de “contra-ataque” e flexibilizando as regras sobre as exportações de armamento. Contudo, no prefácio de um relatório anual sobre a defesa do arquipélago, o ministro da defesa nipónico, Shinjiro Koizumi, considerou “imperativo que o Japão reforce e transforme ainda mais as capacidades de defesa com um sentimento de urgência e de crise mais forte do que nunca”. Koizumi alertou ainda que na região Ásia-Pacífico, “não só a China e a Coreia do Norte continuam a reforçar as suas capacidades militares”, mas também a “Rússia e a Coreia do Norte estão também a reforçar a sua cooperação”. O relatório publicado ontem indica que Pequim está a “intensificar as suas actividades” ao redor do Japão e enumera uma série de incidentes em 2025, nomeadamente atividades de porta-aviões chineses e a “aproximação invulgarmente estreita” entre aviões chineses e japoneses durante dois incidentes em Junho e Julho. Amigo americano Por outro lado, o Japão decidiu em Abril levantar as suas restrições às exportações de armas. O livro branco nota, no entanto, os limites da sua base industrial para alavancar a produção e a inovação. Koizumi concluiu ter “trocado pontos de vista francos” com o homólogo norte-americano, Pete Hegseth, sobre a “inabalável” aliança nipo-americana e sobre o reforço da cooperação em matéria de segurança com as Filipinas, a Austrália e a Coreia do Sul para um “Indo-Pacífico livre e aberto”. “À medida que o ambiente de segurança se deteriora de forma cada vez mais rápida, torna-se necessário reforçar a resiliência face às crises em toda a região”, indicou o ministro, garantindo que Tóquio “vai construir e desenvolver redes a vários níveis entre aliados e países com valores semelhantes”.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Quase 400 mil pessoas retiradas da zona centro devido à chuva A região centro da China tem sido fortemente afectada por chuvas intensas nos últimos dias. O risco de inundações e deslizamento de terras levou à evacuação massiva de pessoas nas províncias de Shaanxi e Sichuan As fortes chuvas que atingem o centro da China obrigaram à retirada preventiva de quase 400.000 pessoas nas províncias de Shaanxi e Sichuan, enquanto as autoridades mantêm vários alertas devido ao risco de inundações, cheias e desastres geológicos. Na província de Shaanxi, as autoridades retiraram preventivamente 115.756 pessoas desde quinta-feira, informou ontem a televisão estatal CCTV. Na província vizinha de Sichuan, mais de 270.000 pessoas foram retiradas desde 29 de Julho devido às fortes chuvas, que provocaram desastres geológicos em várias localidades e levaram ao reforço das medidas de prevenção. Ainda ontem, a precipitação afectou vastas zonas de Shaanxi, com chuva forte ou torrencial em vários distritos e acumulados superiores a 100 milímetros em diversos pontos da província. As chuvas provocaram cheias em vários rios e mantiveram elevado o risco de inundações, enquanto as autoridades continuam a acompanhar a evolução da situação. O ministério dos Recursos Hídricos informou ontem que 18 rios do país permanecem acima do nível de alerta e advertiu para o risco de novas cheias em rios de pequena e média dimensão entre 4 e 6 de Agosto, sobretudo em zonas de Shaanxi, Sichuan e da cidade de Chongqing. O Centro Meteorológico Nacional manteve um alerta laranja, o segundo mais elevado do sistema chinês, devido à previsão de chuva intensa em várias regiões do país. A província de Shaanxi activou igualmente alertas do mesmo nível para fenómenos meteorológicos severos e risco de desastres secundários. Alerta vermelho O ministério dos Recursos Hídricos manteve um alerta vermelho, o mais elevado do sistema chinês, para o risco de cheias repentinas em zonas montanhosas do centro do município de Chongqing, um território com cerca de 82.400 quilómetros quadrados, semelhante em área à Áustria ou à República Checa. O episódio junta-se a um Verão marcado por fenómenos meteorológicos extremos na China, onde a passagem de vários tufões, as chuvas torrenciais no sul e centro do país e os deslizamentos de terras em zonas montanhosas provocaram, nas últimas semanas, dezenas de mortos, centenas de milhares de retiradas preventivas e danos em infraestruturas, habitações e redes de transporte em várias províncias. As autoridades continuam também a acompanhar a evolução do tufão Dolphin, que permanece afastado das águas chinesas, mas cuja trajectória posterior em direcção ao mar a leste da China continua incerta.
Hoje Macau China / ÁsiaIA na China cresceu 40% em 2025 atingindo 153,9 mil milhões de euros As autoridades chinesas anunciaram que o sector da inteligência artificial (IA) na China deverá ultrapassar 1,2 biliões de yuan em 2025, o que representa um aumento de 40 por cento em relação ao ano anterior. “Até ao final de Junho, o número de empresas de IA ultrapassou as 6.600, representando 15 por cento do total mundial”, afirmou a Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicações (CAICT) num comunicado publicado nas redes sociais na segunda-feira. De acordo com a CAICT, a indústria de IA na China estabeleceu um “ecossistema industrial abrangente que inclui infraestruturas de base, estruturas de modelos e aplicações industriais”. A academia referiu que a cadeia industrial da IA se divide na camada de infraestruturas, na camada de estruturas de modelos e na camada de aplicações. “Em 2025, a dimensão da camada de infraestruturas de IA da China cresceu 59 por cento em relação ao ano anterior, representando 38 por cento do total; a dimensão da camada de estruturas de modelos de IA cresceu 189 por cento, representando 7 por cento, e a dimensão da camada de aplicações de IA cresceu 22 por cento, representando 55 por cento”, acrescentou a CAICT. Expansão em curso A CAIC observou que a indústria de inteligência artificial da China é “altamente concentrada” em termos de distribuição geográfica. Pequim, Guangdong, Xangai, Zhejiang e Shandong lideram o desenvolvimento da IA, juntas, estas cinco províncias representam mais de 80 por cento da indústria de IA da China. A academia descreveu o sector da IA na China como “em plena expansão”, com as inovações tecnológicas a alcançarem uma série de avanços, “marcando um período de vitalidade sem precedentes”. A tecnológica chinesa Alibaba apresentou esta semana o Qwen3.8-Max, o seu modelo de inteligência artificial mais avançado até à data, num novo passo na competição entre os principais programadores chineses e norte-americanos de sistemas de raciocínio, programação e agentes autónomos. O Qwen tornou-se um dos principais pilares da aposta da Alibaba na inteligência artificial e na computação em nuvem, áreas nas quais o grupo anunciou investimentos superiores a 52 mil milhões de dólares ao longo de três anos. O lançamento ocorre numa altura de forte dinamismo do setor chinês da IA, após a apresentação de modelos como o Kimi K3, da Moonshot, ou o GLM-5.2, da Zhipu, e em plena competição tecnológica entre a China e os Estados Unidos por tecnologias consideradas estratégicas.
Hoje Macau China / Ásia ManchetePlano quinquenal domina retiro de Verão da liderança chinesa O tradicional retiro de Verão da liderança chinesa em Beidaihe arrancou com uma reunião entre o dirigente Cai Qi e especialistas convidados, tendo como pano de fundo as prioridades do novo plano quinquenal da China. Cai, membro do Comité Permanente do Politburo, o principal órgão de decisão do Partido Comunista Chinês, reuniu-se na segunda-feira com especialistas de várias áreas em Beidaihe, uma estância balnear na província de Hebei, informou na noite de segunda-feira a agência noticiosa oficial Xinhua. O despacho não faz referência a reuniões da liderança chinesa nem a deliberações políticas, centrando-se apenas no encontro com especialistas, um formato que, nos últimos anos, se tornou um dos poucos sinais públicos associados ao tradicional retiro de Beidaihe, cada vez menos visível na cobertura oficial. Situada na província de Hebei (norte), a cerca de 300 quilómetros de Pequim, Beidaihe foi instituída pelo antigo líder Mao Zedong, em 1953, como local de descanso de Verão para os principais dirigentes chineses. Prioridades definidas Este ano, o programa oficial de férias para especialistas decorreu sob o lema “Avançar no XV Plano Quinquenal”, aprovado em Março, e reuniu representantes das áreas da investigação fundamental, tecnologias estratégicas, tecnologias essenciais e ciências sociais. Cai afirmou que o período entre 2026 e 2030 será uma fase “crucial” para transformar a China numa potência nas áreas da educação, da tecnologia e dos recursos humanos qualificados, apelando aos especialistas para darem “novos contributos para a modernização socialista”. A referência está em linha com as prioridades definidas por Pequim para o próximo plano quinquenal, numa altura em que a China procura reforçar a auto-suficiência tecnológica face às restrições impostas do exterior. A iniciativa ocorre também depois de o Politburo ter decidido convocar para Outubro a quinta sessão plenária do XX Comité Central do PCC. Este ciclo culminará no XXI Congresso do PCC, previsto para o Outono de 2027.
Hoje Macau China / ÁsiaAngola / China | Trocas comerciais de 9.300 ME no primeiro semestre O volume de negócios entre Angola e a China atingiu os 10,8 mil milhões de dólares no primeiro semestre, metade das trocas comercias totais de 2025, anunciou ontem fonte da embaixada chinesa. De acordo com o embaixador da China em Angola, Zhang Bin, só em 2025 as trocas comerciais entre os dois países totalizaram 20,8 mil milhões de dólares. “E durante os primeiros seis meses do ano corrente o volume de negócios já atingiu 10,8 mil milhões de dólares e esperamos que o volume total neste ano supere o ano passado”, afirmou ontem o diplomata chinês à saída de uma audiência com o presidente do parlamento angolano. Com Adão de Almeida, Zhang Bin abordou as “excelentes” relações de cooperação e ambos os responsáveis concordaram em intensificar as visitas de alto nível entre os presidentes dos dois parlamentos, disse o diplomata asiático. A necessidade de se aprofundar a cooperação e intercâmbio entre as comissões especializadas das assembleias de Angola e da China e de intensificar a troca de experiências governativas foram também abordadas neste encontro. Zhang Bin destacou igualmente a abertura e disposição de empresas e investidores chineses em apostarem no país lusófono africano: “E também nos últimos tempos recebemos muitas delegações de empresários chineses que vêm da China para ver o ambiente de negócios em Angola e temos muitos projectos a ser materializados”, notou. Questionado sobre o volume de vistos solicitados à embaixada que tutela, Bin deu a conhecer que entre Janeiro e Junho deste ano foram emitidos mais de três mil vistos a angolanos que visitaram o seu país. “E este número tem um crescimento notável em comparação com o período pós-pandemia e isso também reflecte o aumento do fluxo das pessoas entre os nossos países”, concluiu.
Hoje Macau China / ÁsiaShaanxi | Chuvas obrigam retirada preventiva de quase 88 mil pessoas A província chinesa de Shaanxi, no centro do país, retirou preventivamente quase 88.000 pessoas desde quinta-feira devido às fortes chuvas que atingiram vastas áreas da região, numa altura em que a China mantém alertas para precipitação intensa. Entre quinta-feira e ontem, as autoridades provinciais organizaram a retirada preventiva de 87.987 pessoas, informou a televisão estatal CCTV, citando o Departamento de Gestão de Emergências de Shaanxi, província com cerca de 39 milhões de habitantes e uma área semelhante à da Bielorrússia. Só entre a manhã de domingo e a de ontem, foram retiradas mais 18.063 pessoas, no âmbito das medidas adoptadas perante o risco de cheias, inundações e outros desastres associados às chuvas. Nas últimas 48 horas, a precipitação afectou grande parte do centro e sul de Shaanxi, com chuva forte ou torrencial em vários distritos e acumulados superiores a 100 milímetros em sete deles. As chuvas provocaram cheias em 27 rios da província, embora, até ao momento, não tenham sido registados danos, segundo o mesmo balanço. O Centro Meteorológico Nacional mantinha ontem um alerta laranja para chuva intensa, prevendo precipitação forte ou torrencial em zonas do centro, norte, sudoeste e sul da China, com acumulados locais entre 250 e 260 milímetros. O episódio junta-se a um Verão marcado por fenómenos meteorológicos extremos na China. Nas últimas semanas, a passagem de vários tufões, as chuvas torrenciais no sul e centro do país e deslizamentos de terras em zonas montanhosas provocaram dezenas de mortos, milhares de retiradas preventivas e danos em infraestruturas, habitações e redes de transporte em várias províncias. As autoridades apelaram também esta semana ao acompanhamento da evolução do tufão Dolphin, que ainda se encontra afastado das águas chinesas, mas cuja trajectória posterior em direcção ao mar a leste da China permanece incerta.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Lançados futuros sobre obrigações soberanas chinesas para atrair investidores Os contratos de futuros sobre obrigações soberanas chinesas começaram ontem a ser negociados em Hong Kong, numa nova tentativa da China de abrir o mercado nacional de dívida a mais investidores estrangeiros e internacionalizar a utilização do yuan. Os futuros atraíram um “volume de negócios activo nos primeiros minutos da sessão” de ontem, de acordo com o jornal de Hong Kong, em língua inglesa, South China Morning Post. Os contratos a cinco anos terão um valor de 500 mil yuan e podem ser negociados através de cerca de uma centena de corretores afiliados à bolsa da antiga colónia britânica. De acordo com o presidente da HKEX, a operadora da bolsa de Hong Kong, Carlson Tong, as novas ferramentas “permitem aos investidores internacionais abrir, cobrir e encerrar posições inteiramente a partir do estrangeiro, através das mesmas contas e fluxos de trabalho que já utilizam para os derivados cotados em Hong Kong”. A Bloomberg noticiou que se trata da terceira vez que Pequim tenta impulsionar esta iniciativa, após um breve período de testes entre Abril e Dezembro de 2017 — suspenso depois de Hong Kong ter exigido um quadro regulamentar e de cooperação mais claro com a China continental — e outro plano que acabou por ser cancelado em 2023, antes mesmo de ver a luz do dia. Desta vez, o plano surge na sequência da decisão, tomada em Abril, de permitir que os investidores globais negociem futuros de obrigações soberanas na China. Após anos de reformas, mais de dois biliões de yuan de dívida soberana ‘onshore’ (negociada nos mercados da China continental) estavam nas mãos de investidores estrangeiros, valor que contrasta com os 450 mil milhões de yuan registados em meados de 2017.
Hoje Macau China / ÁsiaAlibaba apresenta o modelo de IA mais avançado desenvolvido pela empresa A tecnológica chinesa Alibaba apresentou ontem o Qwen3.8-Max, o seu modelo de inteligência artificial mais avançado até à data, num novo passo na competição entre os principais programadores chineses e norte-americanos de sistemas de raciocínio, programação e agentes autónomos. A conta oficial do Qwen na rede social X informou que o modelo, descrito como o “mais avançado” alguma vez desenvolvido pela empresa, possui 2,4 biliões de parâmetros e foi concebido para tarefas de programação, trabalho colaborativo e execução prolongada de projectos. Segundo a empresa, o Qwen3.8-Max consegue manter mais de 10 dias de desenvolvimento autónomo até à conclusão de um projecto completo. A Alibaba afirmou ainda que o sistema foi concebido para tarefas de planeamento autónomo de longo prazo, com ciclos de aprendizagem e correcção, apontando como exemplos a optimização do desenho de semicondutores ou de estratégias de comércio electrónico durante períodos prolongados. O grupo indicou que disponibilizará os pesos do modelo em formato aberto na próxima semana, seguindo a estratégia adoptada por vários programadores chineses de apostar em modelos abertos, em contraste com a abordagem fechada de empresas norte-americanas como a OpenAI ou a Anthropic. Alta dinâmica Segundo comparações divulgadas pela Qwen, o novo modelo supera a versão anterior e obtém melhores resultados do que alguns sistemas norte-americanos em testes de programação, agentes autónomos, raciocínio visual e compreensão de vídeo, embora os resultados variem consoante os critérios de avaliação. A empresa fixou o preço em dois dólares por milhão de tokens de entrada e seis dólares (por milhão de tokens de saída, unidades mínimas de texto processadas pelos modelos linguísticos. O Qwen tornou-se um dos principais pilares da aposta da Alibaba na inteligência artificial e na computação em nuvem, áreas nas quais o grupo anunciou investimentos superiores a 52 mil milhões de dólares ao longo de três anos. O lançamento ocorre numa altura de forte dinamismo do sector chinês da IA, após a apresentação de modelos como o Kimi K3, da Moonshot, ou o GLM-5.2, da Zhipu, e em plena competição tecnológica entre a China e os Estados Unidos por tecnologias consideradas estratégicas.
Hoje Macau China / ÁsiaEnergia | Aprovados oito novos reactores em investimento de 20,6 mil ME A aprovação de mais oito reactores nucleares insere-se na política chinesa de reduzir as emissões de carbono A China aprovou recentemente a construção de oito novos reactores nucleares em quatro projectos, num investimento total superior a 160 mil milhões de yuan, informou ontem o portal financeiro Yicai. O Conselho de Estado (Executivo chinês) deu luz verde aos projectos, com um custo estimado de cerca de 20 mil milhões de yuan por reactor, todos baseados em tecnologias nucleares de terceira geração desenvolvidas na China. Os projectos aprovados correspondem à segunda fase da central de Jinqimen, na província oriental de Zhejiang, à primeira fase da central de Zhuanghe, em Liaoning, no nordeste do país, à terceira fase da central de Taipingling, na província de Guangdong, no sudeste, e à primeira fase da central de Laiyang, na província oriental de Shandong. Os três primeiros utilizarão a tecnologia Hualong One, um reactor de água pressurizada de terceira geração desenvolvido na China, enquanto a central de Laiyang recorrerá ao Guohe One, outro reactor do mesmo tipo e geração concebido por uma empresa chinesa. Segundo a imprensa especializada chinesa, os projectos Jinqimen II e Taipingling III funcionarão também como unidades de demonstração da versão Hualong One 2.0, apresentada como uma evolução com melhores níveis de segurança e rentabilidade. Plano em marcha Desde 2022, a China aprovou 49 reactores nucleares, representando um investimento total próximo de um bilião de yuan, no âmbito de uma fase de rápida expansão que Pequim enquadra nos objectivos de reforço da segurança energética, da auto-suficiência tecnológica e da redução das emissões. A Administração Nacional de Energia indicou recentemente que, entre 2021 e 2025, a China autorizou 46 unidades nucleares e que o país conta actualmente com 120 reactores em funcionamento, em construção ou já aprovados, com uma capacidade total de 135 milhões de quilowatts, a maior do mundo. O novo plano energético para o período 2026-2030 prevê desenvolver a energia nuclear de forma “segura e ordenada”. A China, o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa, comprometeu-se a atingir o pico das emissões de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060.
Hoje Macau China / ÁsiaUE | Empresas chinesas criticam propostas sobre cibersegurança e indústria O sector empresarial chinês criticou sexta-feira dois projectos legislativos da União Europeia sobre cibersegurança e política industrial, alegando que introduzem restrições discriminatórias às empresas estrangeiras e podem violar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Yang Fan, porta-voz do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), organismo de promoção comercial tutelado pelo Conselho de Estado (Governo chinês), afirmou que a revisão da futura Lei da Cibersegurança da UE e a proposta de Lei de Aceleração Industrial ultrapassam as necessidades legítimas de segurança e impõem restrições “discriminatórias” a fornecedores e investidores estrangeiros. Segundo o jornal oficial Global Times, Yang defendeu que ambas as iniciativas violam princípios fundamentais da OMC e outros compromissos internacionais em matéria de comércio e investimento. A responsável apelou ainda a Bruxelas para eliminar ou alterar de forma substancial as disposições que, na perspectiva do CCPIT, discriminam empresas de determinados países, defendendo a manutenção de um mercado “aberto e não discriminatório”. As declarações surgem numa altura em que a China e a UE mantêm vários diferendos comerciais relacionados com política industrial, cibersegurança e restrições ao investimento. Embora ambas as partes tenham garantido esta semana que continuarão a negociar para tentar equilibrar a relação económica bilateral, persistem divergências em torno de iniciativas europeias que Pequim considera discriminatórias para as empresas chinesas.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | EUA acusados de se afastarem do consenso nas relações económicas A China acusou sábado os Estados Unidos de se “afastarem gravemente” do consenso relativo às relações económicas e comerciais, após o alargamento das sanções norte-americanas contra 43 empresas chinesas, sob o argumento de trabalho forçado em Xinjiang. O Ministério do Comércio chinês salientou sábado, num comunicado, que a decisão norte-americana foi anunciada apenas um dia após uma videoconferência realizada entre o vice-primeiro-ministro He Lifeng, principal negociador comercial de Pequim, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o representante do Comércio, Jamieson Greer, na qual ambas as partes mantiveram uma troca de pontos de vista “franca, profunda e construtiva” sobre a estabilidade das relações económicas e comerciais bilaterais. Segundo o ministério, as restrições norte-americanas “carecem totalmente de fundamento factual” e constituem um acto de “coacção económica” ao abrigo da legislação norte-americana, além de prejudicarem os direitos e interesses legítimos das empresas afectadas e de minarem a estabilidade das cadeias de abastecimento globais. Pequim reiterou que “não existe o chamado trabalho forçado em Xinjiang”, assim como instou Washington a deixar de “difamar” a região e de “reprimir injustificadamente” as empresas chinesas, garantindo que adoptará as “medidas necessárias” para salvaguardar os direitos e interesses legítimos das suas empresas. Anúncio americano O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira a inclusão de 43 empresas chinesas na lista de entidades sujeitas a restrições de importação ao abrigo da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur (UFLPA), elevando assim o número total de empresas na lista para 187, na sua maior ampliação desde a entrada em vigor da legislação em 2021 e a primeira sob a Administração de Donald Trump. A medida entrará em vigor hoje, dia 03 de Agosto. A conversa entre He, Bessent e Greer ocorreu num contexto de atritos comerciais persistentes entre as duas potências, apesar da aproximação encenada após a cimeira que os presidentes Xi Jinping e Trump realizaram em Maio passado em Pequim, na qual concordaram em ampliar a cooperação e estabilizar a relação bilateral.
Hoje Macau China / ÁsiaExército | Xi quer acelerar utilização militar da inteligência artificial O Presidente chinês, Xi Jinping, instou a acelerar a utilização militar da inteligência artificial e de tecnologias não tripuladas no âmbito da modernização das Forças Armadas, visando avançar para um “sistema militar inteligente”. Xi, que preside à Comissão Militar Central (CMC), o mais alto órgão de direcção das Forças Armadas chinesas, fez estas declarações durante uma sessão de estudo do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC), realizada na véspera do 99.º aniversário da fundação do Exército de Libertação Popular (ELP), que se assinalou no sábado, informou sexta-feira a agência de notícias oficial Xinhua. O líder chinês afirmou que o principal critério para avaliar os progressos da modernização militar deve ser a capacidade de combate e apelou ao reforço da aplicação militar de tecnologias inteligentes e de sistemas não tripulados, ao aprofundamento do desenvolvimento de sistemas de informação em rede e ao avanço gradual para a criação de um “sistema militar inteligente”. Xi defendeu ainda o reforço da integração das capacidades de combate, a intensificação dos testes e avaliações em condições reais e o avanço contínuo do treino e da preparação militar para salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do país. O Presidente chinês insistiu também no reforço da liderança absoluta do PCC sobre as Forças Armadas e no aprofundamento da campanha anti-corrupção no Exército, através de um maior controlo dos grandes projectos militares e dos mecanismos de supervisão. As declarações surgem quando Pequim intensificou as medidas para reforçar a disciplina e o controlo político sobre a cúpula militar, após uma série de investigações por corrupção que atingiram responsáveis das Forças Armadas e antigos dirigentes da Defesa. Nos últimos meses, Xi promoveu novas normas de supervisão para oficiais superiores e reiterou a necessidade de reforçar a lealdade política no seio das Forças Armadas.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Sobe para 28 o número de mortos provocados pelo sismo O balanço das vítimas mortais do sismo de magnitude 7,1 que atingiu na terça-feira o sudoeste do Japão aumentou para 28, confirmou ontem um porta-voz do Governo japonês em conferência de imprensa. “O balanço subiu agora para 28 mortos, incluindo pessoas cujo óbito ainda está a ser investigado para determinar se está relacionado com o sismo”, declarou o secretário-geral do Governo japonês, Minoru Kihara. Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o terramoto teve como epicentro a Prefeitura de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudeste do país e foi seguido por dezenas de réplicas. A agência alertou que sismos de magnitude semelhante poderiam ocorrer nos próximos dias, e ainda para o risco de chuvas intensas nos próximos dias, que podem provocar deslizamentos de terra nas áreas já fragilizadas. As autoridades locais indicaram que mais de 300 pessoas ficaram feridas, várias em estado grave, e que cerca de 40.000 habitações permanecem sem electricidade. Equipas de resgate continuam a procurar desaparecidos em zonas de desabamentos de terra, enquanto o Exército japonês mobilizou 3.600 militares para apoiar operações de socorro. Centenas de equipas de socorro continuavam também a tentar alcançar sobreviventes nos escombros de um centro comercial em Kashima. O centro comercial tinha sido evacuado após o sismo, mas cerca de 50 minutos depois foi devastado por uma explosão, quando ainda estavam funcionários no interior.