Hoje Macau China / ÁsiaAPEC | Ministro de Taiwan participa em reunião na China “sem contratempos” O ministro do Trabalho de Taiwan, Hung Sun-han, participou na segunda-feira numa reunião da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) na China “sem contratempos”, numa deslocação invulgar face às actuais tensões entre Taipé e Pequim. “A participação de Hung e da sua delegação decorreu sem contratempos e o lado chinês tomou as disposições necessárias segundo as práticas e normas da APEC”, indicou o ministério do Trabalho de Taiwan, num comunicado citado pela agência CNA. O governante chegou no domingo à noite ao aeroporto internacional de Nanjing, no leste da China, para participar, no dia seguinte, na oitava Reunião Ministerial sobre Desenvolvimento de Recursos Humanos da APEC, realizada na mesma cidade. A deslocação constituiu a primeira visita à China de um ministro taiwanês desde a tomada de posse, em Maio de 2024, do líder da ilha, William Lai, frequentemente descrito pelas autoridades de Pequim como “independentista” e “perturbador”. Embora as visitas de políticos taiwaneses à China sejam relativamente frequentes – a líder da oposição, Cheng Li-wun, reuniu-se em Abril passado, em Pequim, com o Presidente chinês, Xi Jinping –, são menos comuns as deslocações de figuras ligadas ao governante Partido Democrático Progressista (DPP).
Hoje Macau China / ÁsiaIA | Lançado novo chip três vezes mais potente que modelo anterior A corrida tecnológica não pára com a Alibaba a apresentar uma estratégia assente em modelos de IA, chips e computação em nuvem A tecnológica chinesa Alibaba apresentou ontem um novo chip de inteligência artificial (IA), que classificou como o “mais potente” da China, numa altura em que as restrições norte-americanas aceleram o desenvolvimento de alternativas domésticas. O anúncio foi feito pelo presidente executivo do grupo, Eddie Wu, durante a conferência anual Apsara, realizada em Hangzhou, no leste da China, onde a empresa apresentou uma estratégia assente em três pilares: modelos de IA, chips e computação em nuvem. Wu afirmou, segundo uma transcrição divulgada pelo portal corporativo Alizila, que o novo Zhenwu V900, desenvolvido pela T-Head, a unidade de semicondutores da Alibaba, oferece um desempenho três vezes superior ao do Zhenwu M890, o modelo anterior. Segundo o responsável, um ‘cluster’ baseado no V900 poderá suportar até 500 mil placas para tarefas de treino e inferência de modelos avançados, e a empresa prevê um forte aumento das entregas anuais de chips de IA. A apresentação ocorre em plena corrida das tecnológicas chinesas para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, como a norte-americana Nvidia, cujos semicondutores mais avançados estão sujeitos a controlos de exportação de Washington por motivos de segurança nacional. As restrições transformaram a capacidade computacional num dos principais obstáculos enfrentados pelas empresas chinesas de IA. O fundador da DeepSeek, Liang Wenfeng, afirmou nos últimos meses que a maior diferença face aos Estados Unidos não reside no talento nem na tecnologia, mas nos “recursos computacionais”. Mais capacidade A Alibaba anunciou também que pretende que a capacidade global dos centros de dados operados pela Alibaba Cloud ultrapasse os 20 gigawatts em 2032, perante uma procura por IA que Wu classificou como “excepcionalmente forte”. O responsável reconheceu que a procura do sector a médio e longo prazo “supera largamente” a capacidade de oferta da empresa. A tecnológica indicou ainda que a equipa responsável pela Qwen, a sua família de modelos de IA e um dos principais eixos da aposta na computação em nuvem, planeia treinar um novo sistema com entre cinco e 10 biliões de parâmetros. A empresa apresentou em Agosto o Qwen3.8-Max, com 2,4 biliões de parâmetros, e tem apostado também em modelos de código aberto destinados a programadores e empresas. A Alibaba lançou no mesmo mês uma emissão de acções superior a 10 mil milhões de dólares para financiar infraestruturas de IA, no âmbito de um plano para investir 380 mil milhões de yuan em IA e computação em nuvem ao longo de três anos.
Hoje Macau China / ÁsiaRússia/Eleições | Putin renova maioria parlamentar O partido que apoia o regime do Presidente Vladimir Putin, Rússia Unida (RU), revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, anunciaram ontem as autoridades eleitorais russas. O anterior recorde era de 343 deputados e tinha sido alcançado pelo RU em 2016, de acordo com a agência francesa AFP. Numa primeira reacção, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que os resultados “demonstram um nível excepcional de coesão da sociedade russa em torno” de Putin. Os resultados de mais de 95 por cento das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58 por cento dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central. Outros 225 deputados foram escolhidos em círculos uninominais, e os resultados mostraram os candidatos do partido afecto ao Kremlin (presidência) a liderar em 208 dessas disputas, noticiou a agência norte-americana AP. A presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, disse que os resultados preliminares indicavam que o RU deverá obter pelo menos 355 lugares dos 450 que compõem a Duma Federal, a câmara baixa da Assembleia Federal. Pamfilova congratulou-se com um recorde de afluência às urnas, que ultrapassou oficialmente os 59 por cento. “Trata-se, precisamente, da taxa de participação mais elevada de sempre registada em eleições deste nível”, afirmou. Os resultados definitivos estão previstos para sexta-feira. Votos em tempo de guerra A votação decorreu entre sexta-feira e domingo, naquelas que foram as primeiras legislativas russas desde que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em Fevereiro de 2022. Foi a primeira votação a incluir residentes de quatro regiões da Ucrânia que foram ocupadas e ilegalmente anexadas por Moscovo no final de 2022. A votação também se realizou na Crimeia, ilegalmente anexada pela Rússia em 2014. A Ucrânia denunciou como ilegal a votação nas cinco regiões, cuja soberania reclama a Moscovo com o apoio dos aliados ocidentais de Kiev. Já a China felicitou ontem a Rússia pelas “bem-sucedidas eleições” e considerou que “os resultados reflectem a vontade popular”. “A China apoia firmemente a escolha independente [dos eleitores] e está preparada para trabalhar com a Rússia para avançar nas relações bilaterais”, disse o porta-voz da diplomacia de Pequim Guo Jiakun, citado pela agência espanhola EP. O partido liberal Yabloko, o único que se atreveu a criticar publicamente a guerra, foi retirado do boletim em Agosto, pelo Supremo Tribunal da Rússia. O Yabloko apresentou apenas algumas dezenas de candidatos em círculos uninominais. Alguns políticos antiguerra foram presos ou forçados a fugir para o estrangeiro antes da campanha eleitoral. O Yabloko e o Partido Comunista, que criticou alguns aspetos da política governamental mas evitou cuidadosamente qualquer crítica a Putin, disseram que muitos dos seus observadores foram impedidos de entrar nas assembleias de voto. A Rússia não convidou observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), com o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo a acusar o organismo de “duplos critérios” pelas críticas a Moscovo.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Tufão Dujuan aproxima-se com chuvas fortes O forte tufão Dujuan avançava ontem em direcção à costa do leste do Japão, com rajadas de até 198 quilómetros por hora e chuvas intensas na região de Tóquio, provocando restrições de trânsito. O Dujuan, o 25.º tufão da temporada segundo a classificação japonesa, estava às 09:00 a cerca de 120 quilómetros a oeste-sudoeste da ilha de Hachijo e avançava para nordeste a 25 quilómetros por hora, com ventos sustentados de até 144 quilómetros por hora, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês). O Gabinete Nacional de Estradas de Chiba começou, durante a madrugada, a restringir de forma preventiva o trânsito numa passagem subterrânea da cidade, após a emissão de um aviso de perigo devido às fortes chuvas. O temporal obrigou também a Tokyo Game Show, a maior feira de videojogos da Ásia, a encerrar um dia mais cedo do que o previsto. A 30.ª edição do evento — a maior da sua história — terminou no domingo, em vez de ontem. A JMA prevê, até às 06:00 de hoje, um volume de chuva até 350 milímetros em Tokai, 300 milímetros em Kanto (região que inclui Tóquio) e nas ilhas Izu, e 200 milímetros em Tohoku. A agência prevê ventos muito fortes na zona oeste dos 23 distritos de Tóquio e alertou ainda para o risco de deslizamentos de terras, inundações e transbordo de rios.
Hoje Macau China / ÁsiaAustrália | Peças de caças F-35 em Hong Kong A Austrália defendeu ontem os seus protocolos de segurança após notícias de que peças sobressalentes do avião de combate norte-americano F-35, fabricadas perto de Sydney e destinadas aos Estados Unidos, foram parar a Hong Kong. “O Governo australiano leva muito a sério a proteção de tecnologias classificadas e sujeitas a controlos de exportação”, declarou um porta-voz das forças de defesa australianas em comunicado. O meio de comunicação Politico relatou que uma carga de peças sobressalentes do F-35 foi desviada para Hong Kong após sair da Austrália, levantando receios de que a China possa ter tido acesso ao sistema de armas. A carga incluía uma cúpula com um revestimento especial para cobrir a cabina de pilotagem cuja tecnologia permite reduzir a assinatura de radar, de acordo com a agência francesa AFP. O Politico referiu que se desconhece o motivo pelo qual o material foi desviado para a região chinesa e quem o detém actualmente. O fabricante Lockheed Martin disse ao órgão de comunicação social que não podia prestar declarações sobre as exportações por razões de segurança. A Austrália possui 72 aviões F-35 e faz parte dos sete países, fora dos Estados Unidos, que partilham um inventário global de peças sobressalentes. A lista integra ainda o Canadá, a Dinamarca, a Itália, os Países Baixos, a Noruega e o Reino Unido. Doze outros países compraram o caça F-35, entre os quais o Japão, Singapura e a Coreia do Sul.
Hoje Macau China / Ásia MancheteVisita | Confirmada ida de Xi aos EUA entre 23 e 25 de Setembro A visita de Estado do Presidente chinês aos Estados Unidos está confirmada. O encontro entre Xi e Trump deverá colocar em cima da mesa temas como a Inteligência Artificial, relações comerciais ou a guerra no Irão A China confirmou ontem que o Presidente, Xi Jinping, vai realizar uma visita de Estado aos Estados Unidos entre amanhã e sexta-feira, a convite do homólogo norte-americano, Donald Trump, deslocação já anunciada por Washington. A confirmação foi divulgada numa breve nota pela agência noticiosa oficial Xinhua, que não forneceu, para já, mais pormenores sobre a agenda do chefe de Estado chinês. A visita decorrerá poucos dias depois das negociações realizadas em Nova Iorque entre o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, e deverá ter na agenda questões como a guerra no Irão, a inteligência artificial (IA), disputas comerciais ou Taiwan. Segundo a agenda anunciada por Washington, Xi chegará na quarta-feira aos Estados Unidos e será recebido no dia seguinte, juntamente com a mulher, Peng Liyuan, por Trump e pela primeira-dama, Melania Trump, na Casa Branca. Estão previstas uma cerimónia de boas-vindas, uma reunião entre os dois chefes de Estado e um jantar de Estado. IA e outras histórias Será o segundo encontro entre Xi e Trump este ano, depois da visita que o Presidente norte-americano realizou a Pequim em Maio, durante a qual os dois governos acordaram, entre outras questões, criar um canal intergovernamental de diálogo sobre inteligência artificial. No plano comercial, os dois países mantêm desde Outubro de 2025 uma trégua na guerra comercial, que expira em 10 de Novembro. No âmbito daquele acordo, Washington e Pequim suspenderam parte das tarifas e restrições adoptadas durante meses de escalada, incluindo alguns controlos chineses sobre as exportações de terras raras. As conversações de domingo entre He e Bessent abordaram precisamente a aplicação dos acordos alcançados em anteriores rondas, o comércio e o investimento bilateral, e incluíram também um diálogo sobre inteligência artificial, que as duas partes prevêem prosseguir.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Arranca julgamento de ex-marido e sogros de modelo assassinada Abby Choi Arrancou ontem o julgamento do ex-marido e sogros de Abby Choi, mais de três anos após serem descobertas partes do corpo da modelo e socialite, num caso que chocou Hong Kong, onde os crimes violentos são raros. O ex-marido de Choi, Alex Kwong, o pai deste, Kwong Kau, e o irmão, Anthony Kwong, foram acusados de assassinar Choi em Fevereiro de 2023. Se forem condenados por homicídio, enfrentam prisão perpétua. Além disso, foram também acusados de impedir o enterro legal de um corpo. Choi, de 28 anos, partilhava uma vida glamorosa de sessões fotográficas e desfiles de moda no Instagram. Dias antes de morrer, publicou uma entrada nas redes sociais sobre a participação num desfile da Dior na Semana da Moda de Paris. O homicídio da modelo chocou a população no centro financeiro asiático – cidade vizinha de Macau -, que apresenta um nível muito baixo de crimes violentos. Dezenas de pessoas aguardavam ontem no exterior do tribunal pelo início da audiência, tendo sido organizada uma transmissão em directo para que se pudesse assistir do exterior. Os três arguidos usavam máscaras e, de acordo com a agência de notícias Associated Press, pareciam calmos no tribunal. Kwong Kau vestia uma t-shirt branca, enquanto os filhos estavam de fato. Em 2023, a polícia afirmou ter encontrado algumas partes do corpo no interior de uma habitação numa aldeia em Tai Po, uma área suburbana de Hong Kong. Posteriormente, os agentes revistaram um aterro sanitário à procura de provas. Choi teve dois filhos com Alex Kwong e casou-se novamente após o divórcio, tendo outros dois filhos mais novos com o segundo marido. Espera-se que a acusação apresente as alegações numa data posterior. Prevê-se que o julgamento com júri tenha a duração de 45 dias.
Hoje Macau China / ÁsiaPCC | Quinto plenário a 26 de Outubro centrado na disciplina O Partido Comunista Chinês (PCC) vai realizar entre 26 e 29 de Outubro, em Pequim, a quinta sessão plenária do seu XX Comité Central, uma reunião que terá como temas centrais a disciplina interna. O Politburo decidiu ontem as datas durante uma reunião presidida pelo secretário-geral do PCC e Presidente chinês, Xi Jinping, informou a agência noticiosa oficial Xinhua. A cúpula do partido ouviu um relatório sobre as consultas realizadas em torno de uma proposta sobre o reforço da disciplina interna da organização política e concordou em alterar o documento antes de o submeter ao plenário. O comunicado oficial indicou que o documento deve reforçar a capacidade do PCC para governar a longo prazo, preservar a sua “pureza” e manter o seu “vínculo com o povo”, além de aprofundar mecanismos de “autodepuração” e “autoaperfeiçoamento”. A reunião concretiza assim o calendário anunciado em Julho, quando o Politburo adiantou que a quinta sessão plenária seria realizada em Outubro. O encontro ocorre num período de intensificação da campanha anticorrupção promovida por Xi desde que chegou ao poder, em 2012, e que atingiu quadros locais, responsáveis provinciais, ministros, dirigentes de empresas estatais e altos responsáveis militares. Segundo uma análise publicada recentemente pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, os organismos disciplinares chineses puniram, em 2025, 983.000 pessoas, com medidas que variaram entre advertências e investigações e processos penais, enquanto o número de altos responsáveis afastados triplicou face a 2013. O plenário decorrerá cerca de um ano antes do XXI Congresso do PCC, previsto para o Outono de 2027, quando deverão ser renovados os principais órgãos dirigentes da formação.
Hoje Macau China / ÁsiaCasa Branca | Líderes da OpenAI e Nvidia presentes em jantar com Xi Jinping Os responsáveis da tecnológicas OpenAI e da Nvidia vão participar na quinta-feira de um jantar oferecido em honra de Xi Jinping na Casa Branca, indicou um responsável norte-americano. “Será um evento muito concorrido, com lugares extremamente disputados”, declarou um responsável não identificado durante uma conversa com jornalistas, reportou a agência France-Presse. Segundo a mesma fonte, numa altura em que a inteligência artificial (IA) estará no centro da visita do Presidente chinês a Washington, além de Sam Altman e Jensen Huang, outros grandes nomes do sector tecnológico, como Jeff Bezos e Elon Musk, também estarão presentes. A IA deverá ocupar um lugar de destaque nas conversações entre Donald Trump e Xi Jinping, uma vez que os Estados Unidos e a China são as duas principais potências na corrida ao desenvolvimento desta tecnologia. Embora a China ainda não tenha confirmado oficialmente a visita do líder chinês aos Estados Unidos, esta está prevista para 24 de Setembro, segundo as autoridades norte-americanas. Apesar dos crescentes apelos à moderação perante o risco de perda de controlo, o governo norte-americano considera que os principais intervenientes do sector, como a OpenAI, a Anthropic, a Google e a Meta, não se podem dar ao luxo de abrandar, receando que a China ganhe vantagem. Durante muito tempo considerada atrasada no domínio da IA avançada, Pequim está a recuperar rapidamente o atraso em relação aos Estados Unidos. Apesar da rivalidade com Pequim, mantém-se a esperança de que as duas superpotências possam chegar a um acordo durante o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul acusa Pyongyang de lançar novo míssil balístico e outro projéctil em direcção ao mar A Coreia do Norte lançou ontem um míssil balístico de curto alcance em direcção ao mar, horas depois de lançar outro e dois dias depois de ter ameaçado reforçar as capacidades de dissuasão nuclear, denunciou o exército sul-coreano. Segundo Seul, o míssil percorreu cerca de 450 quilómetros em direcção ao mar a leste da Coreia do Norte. Horas depois, o exército da Coreia do Sul anunciou que a Coreia do Norte, que diz responder ao que classificou como “hostilidades dos Estados Unidos”, lançou outro projéctil ao largo da sua costa oriental, mas não forneceu mais pormenores sobre o tipo de arma. O exército sul-coreano disse ter reforçado o dispositivo de vigilância e estar a trocar informações sobre o lançamento com os Estados Unidos e o Japão. O gabinete presidencial sul-coreano instou a Coreia do Norte a suspender imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos, proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e acrescentou que Seul realizou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional para discutir a situação. O Ministério da Defesa do Japão disse ter detectado um presumível míssil norte-coreano ontem, mas que o míssil não caiu nas suas águas territoriais, sem especificar onde caiu. Época de testes Os lançamentos ocorreram enquanto a Coreia do Norte prossegue uma série de testes de armas, mesmo depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reduzido no mês passado um exercício militar com a Coreia do Sul, numa aparente tentativa de relançar a diplomacia com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un. A irmã de Kim e alta responsável do regime, Kim Yo Jong, desvalorizou a iniciativa de Trump, afirmando que encurtar o exercício não alteraria a sua “natureza provocatória e agressiva”. Mais tarde, as forças armadas norte-coreanas lançaram cerca de 10 mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar, aparentemente concretizando uma ameaça anterior de responder ao exercício norte-americano e sul-coreano. Na sexta-feira, a irmã de Kim criticou outro recente exercício marítimo multilateral liderado pelos Estados Unidos na região, classificando-o como um “movimento militar frenético” dos norte-americanos destinado a prolongar a sua hegemonia na região da Ásia-Pacífico. O exercício “Pacific Vanguard” reuniu os Estados Unidos, a Coreia do Sul, o Japão, a Austrália, a Nova Zelândia e o Canadá. Fonte de tensão Kim Yo Jong afirmou que os “ensaios regulares de guerra liderados pelos Estados Unidos” são a principal fonte do agravamento das tensões na Península da Coreia e na região. “A nossa vontade de defender a nossa soberania será expressa em acções mais claras e nunca haverá qualquer mudança no rumo de intensificação da dissuasão da guerra nuclear”, afirmou. No início deste mês, a Coreia do Norte realizou o que classificou como um exercício conjunto de fogo real envolvendo mísseis, artilharia e drones, um dia depois de os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão terem concluído o seu exercício militar trilateral de cinco dias, que a Coreia do Norte descreveu como uma provocação. Quando Trump ordenou ao Pentágono para “reduzir substancialmente” o exercício anual Ulchi Freedom Shield com a Coreia do Sul, o Presidente norte-americano invocou o que classificou como uma boa relação com Kim, que tem descrito estes exercícios como ensaios de invasão. No início deste ano, Kim afirmou que poderia regressar às negociações se os Estados Unidos abandonassem a sua “política hostil” contra o seu país e respeitassem aquilo que classifica como o estatuto da Coreia do Norte enquanto Estado nuclear.
Hoje Macau China / ÁsiaBanco central | Mantida taxa de juro a 3% pelo 17.º mês consecutivo O Banco Popular da China (BPC) anunciou ontem que manterá a sua taxa de juro de referência em 3 por cento pelo 17.º mês consecutivo, cumprindo assim as previsões mais generalizadas entre os analistas, que não antecipavam qualquer alteração. Na actualização mensal divulgada na sua página oficial, o banco central do país indicou que a taxa preferencial de empréstimos (LPR, na sigla em inglês) a um ano permanecerá no referido nível durante pelo menos mais um mês. Este indicador, estabelecido como referência para as taxas de juro em 2019, serve para fixar o preço dos novos empréstimos, geralmente destinados a empresas, e dos empréstimos a taxa variável que ainda se encontram por reembolsar. O banco central indicou também que a LPR a cinco anos ou mais, que serve de referência para os empréstimos hipotecários, permanecerá em 3,5 por cento, também em linha com as previsões dos especialistas. A última redução das taxas de juro na China ocorreu em Maio de 2025, quando a instituição efetuou um corte de 10 pontos base. No caso da LPR a um ano, de 3,1 por cento para 3 por cento, e na de cinco anos ou mais, de 3,6 por cento para 3,5 por cento. Perante uma conjuntura relativamente complicada para a segunda maior economia do mundo, essa decisão foi considerada normal pelos analistas, que previram possíveis cortes adicionais ao longo do restante ano de 2025, que acabaram por não se concretizar. Os reguladores financeiros de Macau e Hong Kong aprovaram esta semana a primeira subida da principal taxa de juro de referência desde 2023, seguindo a Reserva Federal (Fed) norte-americana. Na quarta-feira, a Reserva Federal norte-americana (Fed), o banco central dos Estados Unidos, decidiu, por unanimidade, aumentar as taxas de juro em 25 pontos base, para o intervalo entre 3,75 por cento e 4 por cento, após uma reunião de dois dias.
Hoje Macau China / ÁsiaAlerta errado de IA quase levou Estados Unidos a interceptar navio chinês As Forças Armadas norte-americanas estiveram perto de interceptar um navio chinês no Médio Oriente com base num relatório de informações incorrecto, produzido com recurso à inteligência artificial (IA), reportou a emissora CNN. Segundo a estação norte-americana, que cita quatro fontes não identificadas conhecedoras do caso, os serviços de informações dos Estados Unidos concluíram erradamente que a embarcação transportava componentes associados a armas nucleares, levando os militares a prepararem uma operação de intercepção. A operação acabou por ser cancelada depois de se verificar que um sistema de IA conversacional utilizado por um analista tinha identificado incorrectamente a carga transportada pelo navio. Uma das fontes citadas pela CNN afirmou que o relatório de informações era “completamente falso”, mas que “esteve perto de desencadear uma guerra”. A cadeia televisiva não revelou nem o conteúdo da carga nem o destino da embarcação. Contactadas pela agência France-Presse, as autoridades militares norte-americanas não reagiram de imediato à notícia. Riscos existenciais O caso surge numa altura em que se multiplicam os alertas sobre os riscos associados à utilização da IA, em particular em áreas sensíveis como a defesa e a segurança nacional. Apesar dessas preocupações, o Presidente norte-americano, Donald Trump, e vários membros da maioria presidencial têm defendido uma abordagem menos restritiva à regulação da IA, argumentando que um excesso de limitações poderá favorecer a China na corrida tecnológica. Também na sexta-feira, o portal de notícias Politico revelou um incidente distinto envolvendo material militar norte-americano e a China. Segundo a publicação, várias peças de aviões de combate furtivos F-35, incluindo uma cobertura de cockpit, foram desviadas para Hong Kong durante uma operação de transporte e encontram-se actualmente desaparecidas, suscitando receios de que tecnologia sensível dos Estados Unidos possa ter caído nas mãos de Pequim. As peças tinham sido enviadas da Austrália para os Estados Unidos para reparação quando ocorreu o desvio, sendo desconhecidas as razões da alteração do trajecto e a localização actual do material. Questionada pelo Politico, a Lockheed Martin, fabricante dos F-35, recusou comentar detalhes da operação por razões de segurança, mas garantiu cumprir todas as normas norte-americanas relativas ao transporte de componentes aeronáuticos. A empresa assegurou ainda que aplica medidas rigorosas de segurança para proteger a integridade do programa F-35 e a segurança dos países aliados envolvidos. Entretanto, Donald Trump anunciou na sexta-feira a proibição de acesso à Casa Branca para vários órgãos de comunicação social, entre os quais a CNN e o Politico. O Presidente justificou a decisão com o que classificou como uma cobertura constante de “notícias falsas”, sem indicar quais as informações que considerava incorrectas.
Hoje Macau China / ÁsiaUE pediu à China que limite exportações de automóveis híbridos A União Europeia (UE) pediu à China que limite voluntariamente as exportações de automóveis híbridos para o mercado europeu, de maneira a evitar uma nova escalada das tensões comerciais entre Bruxelas e Pequim, segundo o jornal Financial Times. De acordo com o jornal britânico, que cita três pessoas não identificadas conhecedoras das negociações, Bruxelas pretende que a quota dos veículos híbridos fabricados na China, e vendidos no mercado da UE, seja limitada a cerca de 15 por cento, face a mais de um terço actualmente. A iniciativa surge num momento de crescente preocupação na Europa com o impacto da concorrência chinesa sobre a indústria automóvel, que tem anunciado despedimentos em massa. “Se eles não limitarem as exportações para o nosso mercado, fá-lo-emos nós”, afirmou ao Financial Times um responsável europeu, que enquadrou a iniciativa na necessidade de travar a desindustrialização no bloco europeu. Além de automóveis, Bruxelas pretende que Pequim modere as exportações de outros produtos, incluindo químicos, e aumente as compras de produtos europeus. Ponto crucial A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou na quarta-feira que o défice comercial da UE com a China, estimado em mil milhões de euros por dia, tinha atingido um “ponto de viragem”, defendendo medidas para reequilibrar as relações económicas. O comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, deverá deslocar-se a Pequim em Outubro para negociações com as autoridades chinesas. Segundo o Financial Times, Bruxelas espera alcançar um acordo semelhante ao estabelecido com o Japão em 1986, quando Tóquio aceitou limitar voluntariamente as exportações de automóveis para a Europa. A medida levou fabricantes japoneses, como Toyota e Nissan, a reforçar o investimento e a produção no continente europeu. A pressão sobre Bruxelas aumentou com o forte crescimento das importações de automóveis híbridos chineses, que estão sujeitos a uma tarifa de 10 por cento, ao contrário dos veículos totalmente eléctricos chineses, aos quais a UE aplicou em 2024 direitos adicionais anti-subvenções. As importações europeias de híbridos fabricados na China passaram de 3.800 unidades em Outubro de 2024 para 50.000 em Julho deste ano, ao mesmo tempo que os preços médios diminuíram, segundo os dados citados pelo jornal. Pequim rejeita as acusações de que a competitividade dos seus produtos resulta de subsídios estatais, atribuindo os preços mais baixos à eficiência das empresas chinesas. Nas negociações com Bruxelas, a China pretende também que os países europeus levantem controlos às exportações e sanções contra empresas chinesas.
Hoje Macau China / ÁsiaEspaço | China avança preparativos para missão tripulada à Lua até 2030 O caminho para pôr astronautas chineses a pisar solo lunar até ao fim da década avança a bom ritmo A China está a avançar com os preparativos para realizar uma alunagem tripulada até 2030, com progressos tanto no desenvolvimento do seu fato espacial lunar como em estudos sobre estadias prolongadas no espaço, informou no sábado o centro de astronautas do país. Segundo a agência Xinhua, o desenvolvimento do fato espacial chinês para a alunagem Wangyu está a decorrer sem problemas, estando já implementadas dezenas de tecnologias essenciais, afirmou Zhang Wanxin, especialista do Centro de Astronautas da China, durante uma conferência de engenharia médica aeroespacial em Tianjin. Desde o início do desenvolvimento da missão em 2020, os trabalhos em Wangyu têm-se concentrado em responder às exigências de operações complexas na superfície lunar e aos desafios colocados por condições ambientais extremas, afirmou Zhang, acrescentando que o fato espacial lunar foi concebido para ser leve, de dimensões reduzidas, altamente eficiente e seguro. Haja saúde Além do desenvolvimento do fato espacial, a China está também a avançar na investigação sobre a saúde dos astronautas, tendo concluído uma experiência de repouso na horizontal destinada a responder aos desafios de protecção fisiológica associados a estadias prolongadas no espaço e a missões tripuladas de alunagem. Segundo Qu Lina, especialista do centro, a experiência começou em Maio deste ano, com os voluntários a serem divididos em diferentes grupos e permaneceram deitados durante 15 ou 30 dias. Durante a experiência, realizaram actividades diárias como comer, lavar-se, dormir, urinar e defecar enquanto permaneciam deitados. Os resultados mostraram que a experiência protege eficazmente os sistemas ósseo, muscular e cardiovascular humanos e proporcionará apoio técnico para estadias prolongadas no espaço e missões tripuladas de alunagem. Em 2019, a China conseguiu, com a missão Chang’e-4, a primeira alunagem na face oculta da Lua e, em 2024, trouxe para a Terra, através da Chang’e-6, as primeiras amostras recolhidas naquela região, mantendo o objectivo de enviar astronautas chineses à Lua antes de 2030.
Hoje Macau China / ÁsiaSegurança | Timor-Leste quer reforçar cooperação com a China O Governo timorense pretende reforçar com a China a cooperação nas áreas da segurança pública, combate ao crime transnacional, gestão e vigilância das fronteiras e a preparação da presidência timorense da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). A pretensão timorense foi transmitida às autoridades chinesas a semana passada durante a visita do ministro do Interior à China para participar no Fórum de Cooperação Global em Segurança Pública. No âmbito daquela visita, o ministro do Interior “manteve encontros com responsáveis chineses para reforçar a cooperação nas áreas da segurança pública, combate ao crime transnacional, gestão e vigilância de fronteiras e preparação de Timor-Leste para a Presidência da ASEAN em 2029”, pode ler-se numa informação divulgada quarta-feira na página oficial do Governo. Durante um encontro com o vice-ministro executivo da Segurança Pública da China, Qi Yanjun, foi analisada a “cooperação bilateral no domínio da segurança, incluindo o apoio ao desenvolvimento das capacidades da Polícia Nacional de Timor-Leste e a partilha de conhecimentos e experiências para a preparação das operações de segurança associadas à presidência timorense da ASEAN, em 2029”. “O encontro abordou também a cooperação entre as autoridades dos dois países no combate à criminalidade transnacional e aos esquemas de fraude financeira e cibernética”, salienta a informação do Governo. Naquele âmbito, foi igualmente discutida a “cooperação para a repatriação de cidadãos chineses envolvidos em atividades ilícitas de centros de fraude em Timor-Leste, após o cumprimento dos procedimentos judiciais”. O ministro do Interior deverá deslocar-se à China entre 29 e 30 deste mês para participar no Fórum Internacional de Cooperação Policial em ‘Big Data’ entre a China e a ASEAN, que vai debater a cooperação internacional no combate à fraude, crimes relacionados com telecomunicações e burlas financeiras digitais.
Hoje Macau China / ÁsiaBrasil | China pede reforço da coordenação entre os dois países O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou ontem, numa reunião em Pequim com Celso Amorim, assessor especial do Presidente brasileiro, Lula da Silva, que China e Brasil devem “reforçar a comunicação estratégica” e “aprofundar a cooperação”. Wang transmitiu a Amorim uma saudação do Presidente chinês, Xi Jinping, a Lula da Silva e afirmou que as relações entre China e Brasil avançaram nos últimos anos, segundo um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. O chefe da diplomacia chinesa afirmou que Pequim está disponível para trabalhar com o Brasil para “consolidar a confiança mútua estratégica” e “promover a cooperação em diferentes áreas”, destacando a importância de os dois países manterem a coordenação em questões internacionais. Wang afirmou que China e Brasil devem cooperar para “melhorar o sistema de governação global” e contribuir para a estabilidade num cenário internacional marcado por mudanças e desafios, segundo a nota oficial. China e Brasil devem “liderar o Sul Global rumo à unidade e à autossuficiência”, afirmou Wang. Amorim defendeu que o Brasil atribui “grande importância” às relações com a China e está disponível para “aprofundar a cooperação em diversas áreas” com o país asiático, segundo o comunicado chinês. “Na actual situação internacional complexa e volátil, as relações entre Brasil e China transcendem o âmbito bilateral e assumem uma importância cada vez maior”, afirmou o assessor presidencial brasileiro. A China e o Brasil intensificaram os contactos diplomáticos e económicos nos últimos meses, num contexto marcado pelas tensões comerciais entre Brasília e Washington. A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e as trocas comerciais bilaterais atingiram, em 2025, um recorde de 171 mil milhões de dólares. O Brasil foi ainda o principal destino do investimento chinês em 2025, com 6,1 mil milhões de dólares.
Hoje Macau China / ÁsiaEUA | Ponderado encontro sobre IA durante visita presidencial Washington prepara-se para receber a visita do Presidente chinês na próxima semana. Na agenda, poderá estar um encontro com líderes tecnológicos como o presidente executivo da OpenAI, Sam Altman, e o presidente executivo da fabricante de chips Nvidia, Jensen Huang A administração norte-americana está a ponderar reunir líderes das principais empresas de inteligência artificial (IA) durante a visita do Presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, na próxima semana, informou ontem a cadeia televisiva CNN. Responsáveis da administração de Donald Trump estão a discutir a logística de um eventual encontro sobre o futuro da IA e os riscos associados à tecnologia, embora nada tenha ainda sido fechado ou agendado, disseram à estação norte-americana fontes conhecedoras dos preparativos. Não está claro se Trump participará no encontro, caso este se realize, enquanto Xi não deverá, à partida, estar presente, detalhou a CNN. “A administração mantém contactos regulares com os laboratórios de IA mais avançados e continuará a trabalhar com a indústria tecnológica para consolidar o domínio dos Estados Unidos na IA, mantendo simultaneamente os norte-americanos seguros”, afirmou à CNN um responsável da administração Trump. Entre os líderes tecnológicos que deverão deslocar-se a Washington para a visita de Estado de Xi estão o presidente executivo da OpenAI, Sam Altman, e o presidente executivo da fabricante de chips Nvidia, Jensen Huang. Ambos deverão participar no jantar de Estado oferecido por Trump ao líder chinês e poderão estar presentes na eventual reunião sobre IA, segundo as fontes citadas pela CNN. Debate aceso A preparação do eventual encontro ocorre num momento de debate nos Estados Unidos sobre os riscos colocados pelo rápido desenvolvimento da IA e sobre até que ponto Washington deve impor limites a uma tecnologia considerada central na competição com a China. Altman, o presidente executivo da Anthropic, Dario Amodei, e Elon Musk, da xAI, têm manifestado publicamente preocupação com os perigos associados ao desenvolvimento da tecnologia sem mecanismos de controlo. Trump rejeitou, no entanto, estes alertas e argumentou que limitar o desenvolvimento da IA poderia favorecer a China. “A IA assumir o controlo do mundo, destruir a humanidade e todas as outras coisas más é uma farsa”, escreveu o Presidente norte-americano na segunda-feira nas redes sociais, classificando os apelos a maiores salvaguardas como parte de uma “conspiração doentia”. Trump voltou ao tema no mesmo dia durante uma conversa telefónica com Huang, quando o presidente executivo da Nvidia participava numa conferência em Los Angeles. “Os robôs não vão assumir o controlo. A IA não vai assumir o controlo do resto do mundo. Tudo isto é uma farsa”, afirmou Trump, depois de Huang ter colocado a chamada em alta-voz perante a audiência. A realização de uma reunião sobre IA durante a visita de Xi colocaria em evidência uma das principais áreas de competição estratégica entre Washington e Pequim, numa altura em que os dois países procuram reforçar a capacidade tecnológica própria. Desbravar caminho Alguns responsáveis norte-americanos esperam, contudo, que os contactos possam abrir caminho a algum tipo de entendimento entre as duas maiores potências sobre o desenvolvimento seguro da tecnologia, segundo a CNN. Altman defendeu na semana passada, em declarações à revista Fortune, que um acordo entre Trump e Xi sobre IA teria uma importância histórica. “Mesmo que apenas os Estados Unidos e a China conseguissem chegar a acordo sobre algumas normas comuns e testes para o desenvolvimento desta tecnologia, penso que seria uma conquista extraordinária que ambos poderiam alcançar”, afirmou. Xi tem previsto deslocar-se a Washington na próxima semana para uma visita de Estado.
Hoje Macau China / ÁsiaMar do Sul | ASEAN e Vietname pedem contenção e regras face a tensões A ASEAN e o Vietname pediram ontem, em Pequim, respeito pelo direito internacional, contenção militar e mecanismos eficazes de gestão de disputas, num contexto de tensões no mar do Sul da China. O secretário-geral da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Kao Kim Hourn, e o ministro da Defesa vietnamita, Phan Van Giang, intervieram na primeira sessão plenária do Fórum Xiangshan, principal encontro anual de diplomacia militar organizado pela China. Kao afirmou que a estabilidade estratégica não pode assentar apenas no equilíbrio militar, mas exige confiança de que a competição será gerida de forma “responsável”. “A competição entre Estados é uma característica das relações internacionais, não uma anomalia”, afirmou o responsável da ASEAN, que defendeu um diálogo sustentado, respeito pelo direito internacional e mecanismos eficazes para reduzir riscos. Sem mencionar expressamente o mar do Sul da China, Kao sublinhou que o Sudeste Asiático se encontra no centro de grandes correntes estratégicas e económicas, ligado a rotas marítimas vitais, cadeias globais de abastecimento e redes tecnológicas em rápida evolução. Phan referiu-se directamente àquela zona, ao afirmar que o Vietname pretende acelerar a negociação e assinatura de um Código de Conduta para aquelas águas que seja “eficaz, efectivo e viável”. O ministro vietnamita da Defesa defendeu ainda que as disputas no mar do Sul da China sejam resolvidas por meios pacíficos e em conformidade com o direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982. As declarações surgem num momento de frequentes tensões naquela zona, onde Pequim reivindica soberania sobre a maior parte das águas e países como Vietname, Filipinas, Malásia e Brunei mantêm reivindicações sobrepostas. Kao defendeu que as grandes potências têm uma “responsabilidade particular”, uma vez que as suas decisões moldam o ambiente estratégico dos restantes países, e apontou como medidas práticas canais fiáveis de comunicação em situações de crise, transparência sobre actividades militares, a notificação prévia de grandes exercícios e uma conduta profissional durante encontros entre forças militares. O secretário-geral da ASEAN sustentou que a ordem regional deve assentar na igualdade soberana, na não ingerência, na resolução pacífica de disputas e na renúncia à ameaça ou ao uso da força. “O Indo-Pacífico deve ser uma região definida pelo diálogo e pela cooperação, não pela rivalidade”, afirmou Kao, que defendeu a “autonomia estratégica” da ASEAN. Na mesma sessão, o ministro da Defesa de Singapura, Chan Chun Sing, alertou para a aceleração da corrida tecnológica em áreas como a inteligência artificial, o espaço e a robótica, salientando que a tecnologia militar “avança todos os dias, não todos os anos”, o que gera “novas incertezas” sobre o equilíbrio de poder.
Hoje Macau China / ÁsiaIA | Huawei quer competir com Nvidia nas infraestruturas A chinesa Huawei estabeleceu como objectivo competir com a Nvidia nas infraestruturas para inteligência artificial, recorrendo aos seus próprios chips e sistemas de computação para tentar compensar a desvantagem da China face aos Estados Unidos em capacidade de processamento. Guo Ping, presidente do conselho de supervisão da Huawei, afirmou, num encontro com novos funcionários, que desenvolver agentes de IA competitivos a nível mundial representa uma “oportunidade importante” para a empresa. O responsável reconheceu que a China está atrás dos Estados Unidos em capacidade de processamento, embora tenha considerado que o país possui vantagens na aplicação de dados e em cenários industriais e dispõe de uma reserva de talento aproximadamente ao mesmo nível da norte-americana, segundo noticiou ontem o portal económico Yicai. A Huawei procura reduzir esta diferença através dos processadores Ascend e de uma arquitectura que permita agrupar grandes quantidades de chips em sistemas como os SuperPoD, em vez de tentar competir apenas pela capacidade individual de cada semicondutor. Guo mencionou especificamente os Ascend 950 e afirmou que a empresa pretende obter vantagem através de inovações na arquitectura e de grandes aglomerados de computação, visando resolver problemas práticos e melhorar a experiência dos clientes. A estratégia também não passa pelo desenvolvimento de um modelo próprio de IA, mas por fornecer a infraestrutura necessária para executar modelos de diferentes programadores através dos sistemas Ascend, Kunpeng e SuperPoD. Lei da concorrência Guo afirmou ainda que a Huawei “não tem planos para alargar as suas áreas de negócio” e pretende “oferecer opções diversificadas para o desenvolvimento da IA”. A aposta assume particular relevância perante as restrições impostas pelos Estados Unidos ao acesso da China a chips avançados, que levaram Pequim a acelerar o desenvolvimento de alternativas nacionais. Os processadores Ascend da Huawei tornaram-se um dos principais concorrentes chineses dos processadores da Nvidia. As declarações surgem ainda em pleno debate internacional sobre a IA, depois de responsáveis como Dario Amodei, da Anthropic, Sam Altman, da OpenAI, ou Elon Musk, da xAI, terem defendido nos últimos dias um abrandamento do desenvolvimento desta tecnologia por razões de segurança, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou essa possibilidade, considerando que poderia favorecer a China na corrida tecnológica. O debate voltou a colocar a competição entre Pequim e Washington no centro da discussão sobre o futuro da IA, tanto em relação à liderança tecnológica como à possibilidade de estabelecer mecanismos comuns para controlar os riscos associados à tecnologia.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Pequim diz estar pronto para defender “interesses legítimos” de Teerão A China está disponível para defender os “interesses legítimos” do Irão no contexto do conflito no Médio Oriente e pediu ontem a Teerão e Washington que actuem com “racionalidade” e “contenção”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês. “A China e o Irão estão ligados por uma parceria estratégica abrangente. A China está disponível para reforçar o diálogo e a cooperação com o Irão e defender eficazmente os seus direitos e interesses legítimos”, disse Wang Yi, citado num comunicado do ministério. O chefe da diplomacia chinesa reuniu-se em Pequim com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, pouco antes de uma visita prevista do Presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, no final de Setembro, durante a qual deverá reunir-se com o homólogo norte-americano, Donald Trump. O conflito no Médio Oriente deverá estar entre os temas em discussão. A China é um dos principais parceiros económicos do Irão, ao qual compra grande parte do petróleo exportado pelo país, e um importante aliado diplomático de Teerão. “Encorajamos o Irão e os Estados Unidos a agirem de forma racional e a mostrarem contenção”, a regressarem rapidamente ao memorando de entendimento alcançado em Junho sob mediação do Paquistão e a “reestruturarem os mecanismos de negociação”, afirmou Wang. “Não queremos ver as tensões regionais alastrarem ao Iémen e ao mar Vermelho”, acrescentou. O Iémen, país vizinho da Arábia Saudita, foi arrastado em Julho para o conflito desencadeado pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão, iniciada no final de Fevereiro. No início de Setembro, os rebeldes houthis lançaram uma grande ofensiva e apoderaram-se de toda a costa iemenita voltada para o mar Vermelho, incluindo o estreito de Bab el-Mandeb.
Hoje Macau China / ÁsiaCtrip | Voos de turismo espacial por 660 mil euros A maior agência de viagens da China, a Ctrip, incluiu ontem no seu catálogo um pacote de turismo espacial da Virgin Galactic para 2027 por 5,1 milhões de yuan por pessoa. A oferta, disponível na aplicação da Ctrip, tem como ponto de partida Las Cruces, no estado norte-americano do Novo México, e reserva os primeiros quatro dias para actividades e preparação antes do voo, previsto para o quinto dia. O itinerário inclui uma visita ao Spaceport America, o porto espacial a partir do qual opera a Virgin Galactic, treino numa cabine simulada e um ensaio geral antes da descolagem, ficando o sexto dia reservado para o regresso. O preço inclui, entre outros serviços, cinco noites de alojamento, actividades de preparação e o voo espacial, mas não abrange as viagens de avião para os Estados Unidos, o visto e outras despesas pessoais, segundo a informação disponibilizada pela Ctrip. A plataforma apresenta ainda um contador que indica 681 unidades vendidas.
Hoje Macau China / ÁsiaGaza | ONU pede acesso para investigadores internacionais O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos pediu ontem acesso para investigadores internacionais à Faixa de Gaza “para ajudar na recolha de provas”, que poderão indicar possíveis violações e crimes de guerra cometidos por Israel. “Estão a ser exumados, actualmente, em locais devastados pelos ataques israelitas, os restos mortais do que parecem ser famílias inteiras”, declarou Volker Turk, em comunicado, sublinhando que “a descoberta de um grande número de corpos sob os escombros na cidade de Gaza reacende as preocupações sobre crimes de guerra e outros crimes atrozes”. “Temo que os restos mortais encontrados até agora representem apenas a ponta do icebergue. Grande parte de Gaza foi arrasada pelos bombardeamentos israelitas ou por operações de demolição e remoção de escombros com recurso a maquinaria pesada e explosivos. Ainda hoje, muitas zonas de Gaza onde o Exército israelita está posicionado continuam a ser niveladas por tratores, sem qualquer respeito pelos mortos que jazem sob os escombros”, acrescentou. Assim, para “preservar as provas de violações, incluindo nos locais destruídos”, Turk pediu “que os investigadores internacionais tenham permissão para aceder a todas as zonas de Gaza de forma a ajudar na recolha de provas”. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos referiu que “Israel recusa a entrada de maquinaria pesada destinada à remoção de escombros”. Cuidar dos mortos Segundo o órgão da ONU, a Defesa Civil palestiniana recuperou mais de 630 corpos e outros restos humanos dos escombros de edifícios destruídos em toda a Faixa de Gaza entre Novembro de 2025 e Setembro de 2026. A Defesa Civil palestiniana estimou que mais de 8.000 pessoas dadas como desaparecidas estejam sob os escombros. “É necessário fazer todo o possível para documentar e identificar estas vítimas, preservar os dados médico-legais e as amostras biológicas, registar os locais de sepultamento e informar as famílias”, indicou Turk. Entre 27 de Junho e 27 de Agosto, a Defesa Civil palestiniana retirou de 233 corpos dos escombros de 20 edifícios destruídos, sobretudo na cidade de Gaza. Entre estes corpos, foram contabilizadas 74 crianças e 106 mulheres. “O direito das famílias a saber o destino dos seus entes queridos não se limita à identificação e a um enterro digno. Elas merecem saber toda a verdade”, declarou o alto-comissário da ONU.
Hoje Macau China / ÁsiaMais de quatro mil pessoas continuam desaparecidas após inundações O Nepal declarou ontem que mais de quatro mil pessoas continuam desaparecidas no país, incluindo 610 estrangeiros, quase três semanas depois de uma enxurrada ter atingido o país e a vizinha região chinesa do Tibete. O balanço mais recente da Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres nepalesa (NDRRMA, na sigla em inglês) situa em 1.399 o número de corpos e restos mortais recuperados e em 4.089 o número de desaparecidos. Entre os desaparecidos, há duas portuguesas. Apenas 103 mortos foram entregues às suas famílias até à data, enquanto as autoridades prosseguem uma grande operação para identificar os restos mortais recuperados. Muitos corpos foram sepultados temporariamente em locais como Gokarna ou Pokhara, após a recolha de amostras genéticas. Segundo a polícia nepalesa, as autoridades recolheram cerca de 3.200 amostras de ADN, dos quais 1.300 referem-se aos restos mortais recuperados e 1.900 de familiares que procuram os seus entes queridos, incluindo amostras obtidas no estrangeiro para ajudar na identificação de turistas desaparecidos. Pensar o futuro Na segunda-feira, o primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, reuniu-se com os responsáveis dos governos locais dos distritos de Rasuwa, Nuwakot, Dhading, Gorkha e Tanahun — as zonas mais afectadas pelas cheias — para discutir as operações de busca em curso e o futuro plano de reconstrução, cujo custo estimado pelo Governo ultrapassa 4,7 mil milhões de dólares. “Os representantes da população manifestaram o seu compromisso em desenvolver áreas verdes nas regiões ribeirinhas afectadas pelas cheias e em avançar com o realojamento das comunidades para locais seguros nas proximidades”, escreveu na segunda-feira, na rede social Facebook, o director da NDRRMA, Dharam R. Uprety. As análises realizadas até ao momento indicam que as enxurradas de 26 de aAosto começaram com o colapso de um glaciar a grande altitude, em território nepalês — uma explicação aceite pela China e posteriormente corroborada pelas análises de satélite internacionais. A avalanche de gelo, rochas e lama atingiu também o Tibete, onde as autoridades chinesas contabilizam 43 mortos e 519 desaparecidos. Entre as pessoas ainda não localizadas, 261 são estrangeiros oriundos de 23 países.
Hoje Macau China / ÁsiaIdosos | Promovido uso de robôs domésticos na China As autoridades chinesas estão a promover robôs domésticos, dispositivos de monitorização da saúde e soluções inteligentes de cuidados para idosos, com o objectivo de estimular o “consumo de casas inteligentes”. O Ministério do Comércio e outros sete departamentos emitiram na segunda-feira um aviso que delineia o Plano de Acção para a Promoção do Consumo Doméstico Inteligente. O plano apoia a “remodelação adaptada aos idosos” e as “modernizações inteligentes de imóveis mais antigos”, e tem como objectivo “expandir a oferta de produtos de alta qualidade para satisfazer as necessidades de consumo de diferentes grupos”. “Promover produtos adaptados aos idosos, tais como robôs de serviço doméstico, dispositivos de monitorização da saúde e soluções de cuidados inteligentes, e incentivar as empresas a adoptarem princípios de design adaptados aos idosos em áreas como o tamanho dos produtos, a facilidade de utilização, o reconhecimento de dialectos e as funcionalidades de segurança”, refere o comunicado. O plano apela também à promoção da certificação de produtos para idosos no sector das casas inteligentes adaptadas aos idosos, com o Governo chinês a afirmar que irá subsidiar a aquisição de novos produtos para casas inteligentes, destinados a substituir mobiliário tradicional. No final de 2025, a população chinesa com 60 anos ou mais tinha atingido os 323 milhões, representando aproximadamente 23 por cento da população total do país, de acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas.