Hoje Macau China / ÁsiaIlhas Curilas | China apoia Rússia na disputa com Japão A China apoiou ontem as críticas da Rússia ao Japão no âmbito da disputa pelas ilhas Curilas e voltou a acusar a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, de procurar “acelerar a remilitarização” do país. Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, afirmou que Pequim concorda com as recentes declarações do chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, que criticou a reacção de Tóquio à visita do Presidente russo, Vladimir Putin, às ilhas Curilas. Lavrov tinha apelado ao respeito pela ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, posição que recebeu agora o apoio das autoridades chinesas. Lin acusou Takaichi de se recusar a reflectir sobre o passado militarista japonês, de tentar “encobrir a invasão japonesa da China” e de procurar “abandonar o pacifismo”, contornando as restrições estabelecidas pela Constituição japonesa e pela ordem internacional do pós-guerra. Pequim apoiou também a referência de Lavrov às chamadas cláusulas dos “Estados inimigos” incluídas na Carta das Nações Unidas após a Segunda Guerra Mundial, defendendo que recordar estas disposições contribui para preservar os resultados do conflito e a ordem internacional estabelecida posteriormente. A troca de acusações surgiu depois de Putin ter visitado, na quinta-feira, Iturup, a maior das quatro ilhas Curilas do Sul reivindicadas pelo Japão, que designa o arquipélago como Territórios do Norte. Takaichi classificou a visita do chefe de Estado russo como “absolutamente inaceitável” e Tóquio apresentou um protesto formal junto de Moscovo. A Rússia respondeu convocando o embaixador japonês e reiterando na terça-feira que considera inviolável a sua soberania sobre as ilhas, incorporadas pela antiga União Soviética no final da Segunda Guerra Mundial. A disputa territorial impede há décadas que Rússia e Japão assinem formalmente um tratado de paz relativo ao fim daquele conflito.
Hoje Macau China / ÁsiaEspaço | Alcançada primeira aterragem controlada de um foguetão em terra Uma empresa chinesa realizou ontem com sucesso a primeira aterragem controlada de um foguetão em terra, cerca de um mês depois de o país asiático ter alcançado a primeira recuperação sobre uma plataforma marítima. O foguetão Zhuque-3 Y2 descolou às 07:35, a partir da Zona de Inovação e Testes Aeroespaciais Comerciais de Dongfeng, no deserto de Gobi (noroeste), voando normalmente durante todo o trajecto e com a primeira secção a aterrar num espaço designado dentro da zona de recuperação, informaram os meios de comunicação estatais. Entretanto, a segunda secção do foguetão conseguiu colocar o satélite Honghu 03 na sua órbita prevista, completando todos os objectivos da missão. O Zhuque-3 Y2 foi desenvolvido pela LandSpace, uma empresa de Pequim e líder no sector comercial de foguetes da China, e tornou-se no primeiro foguete comercial da China a alcançar a órbita e a ter a primeira fase recuperada. Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, trata-se de um novo passo nos planos chineses para desenvolver esta tecnologia, considerada chave para reduzir custos, aumentar a frequência de lançamentos e sustentar futuras constelações de satélites. “Em circunstâncias normais, o custo do combustível de oxigénio líquido e metano representa entre 1 por cento e 3 por cento do custo do lançamento, e o da primeira fase do foguete, cerca de 70 por cento do total. Quanto mais vezes o foguete puder ser reutilizado, menor será o custo de lançamento”, assinalou a LandSpace. Aprender com erros Uma primeira tentativa para recuperar o Zhuque-3 Y2, realizada em Dezembro, falhou, pois o propulsor explodiu numa bola de fogo sobre o local de aterragem, nos últimos segundos da descida. A companhia planeará agora acelerar a reutilização do corpo da nave para avançar no sentido de um sistema fechado de “lançamento-recuperação-testes-reutilização” que permita operações comerciais de alta frequência e baixo custo. Kang Guohua, membro sénior da Sociedade Chinesa de Astronáutica e professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Nanjing (leste), afirmou ao jornal estatal Global Times que a China se tornou o segundo país, a seguir aos Estados Unidos, a desenvolver capacidades de recuperação de foguetes de classe orbital. Actualmente, os EUA lideram o desenvolvimento de foguetes reutilizáveis, com a SpaceX e a Blue Origin a avançar em diferentes tecnologias de recuperação. O sector aeroespacial chinês, tanto estatal como comercial, tem intensificado nos últimos anos os testes de reutilização de lançadores, um processo marcado por vários ensaios incompletos até que, em Julho, a China conseguiu recuperar a primeira fase de um foguete Longa Marcha-10B após um retorno vertical sobre uma plataforma marítima. As recuperações ocorrem em plena expansão do programa espacial do gigante asiático, com mais lançamentos, novos tipos de foguetões e maior concorrência entre empresas privadas e programas estatais, em paralelo a projectos como a estação espacial Tiangong, o programa lunar Chang’e ou os preparativos para uma missão tripulada à Lua antes de 2030. Olhos do futuro À semelhança da Starlink, da empresa norte-americana SpaceX, projectos chineses como o Guowang e o Qianfan preveem colocar, no futuro, mais de 10 mil satélites em órbita para proporcionar uma cobertura global de banda larga, criando tanto um mercado potencial global como uma infraestrutura de importância estratégica militar. Até ao momento, a rede Starlink já colocou em órbita mais de 10 mil satélites operacionais, com mais de 12 milhões de clientes em todo o mundo. Em comparação, a constelação Guowang de Pequim e a rede Qianfan, apoiada por Xangai, colocaram apenas cerca de 200 satélites cada uma, numa expansão limitada, em parte, pela falta de um veículo de trabalho reutilizável na China que seja comparável ao foguetão reutilizável Falcon 9, desenvolvido pela SpaceX.
Hoje Macau China / Ásia MancheteComité de investigação adia conclusões sobre incêndio mortal em Hong Kong Um comité independente de investigação sobre o pior incêndio registado em Hong Kong desde 1948, que matou 168 pessoas em Novembro de 2025, disse terça-feira que adiou para o final de Outubro a entrega do relatório final. O líder do Governo da região chinesa, John Lee Ka-chiu, criou o comité em Dezembro, com a missão de completar um relatório, em nove meses, sobre “as causas do incêndio” e “apresentar recomendações para prevenir incidentes semelhantes”. O fogo, que deflagrou em 26 de Novembro do ano passado e se prolongou por mais de 44 horas, devastou sete edifícios de um complexo de habitação pública de Wang Fuk, situado na zona de Tai Po, nos Novos Territórios, onde viviam 4.600 pessoas. Num comunicado, o comité sublinhou que realizou 30 sessões diárias de audiências, entre Março e Julho, onde ouviu depoimentos orais de 80 testemunhas e relatórios periciais, além de ter recebido declarações escritas sobre o incêndio. A entidade disse que continua a receber “provas escritas e outros materiais”, sendo que já detém “mais de um milhão de ficheiros”, referentes a questões “numerosas e complexas, envolvendo muitas partes”. O comité admitiu que “é necessário mais tempo para analisar e estudar a grande quantidade de informação apresentada pelas várias partes” e elaborar um relatório “com base em factos concretos”. Por isso, a entidade liderada por David Lok Kai-hong, juiz do Tribunal de Primeira Instância do Supremo Tribunal de Hong Kong, pediu a John Lee a prorrogação do prazo para a apresentação do relatório, pedido que foi aceite. “Com base nos últimos avanços, o comité espera concluir o seu trabalho e apresentar o relatório ao Chefe do Executivo até ao final de Outubro”, sublinhou o comunicado da entidade. Cigarro fatal Em Junho, o magistrado já tinha recusado recomendar que o comité seja transformado numa comissão de inquérito, com poderes legais para convocar testemunhas. David Lok Kai-hong disse que o comité já tinha recolhido provas substanciais e alertou que uma mudança de estatuto poderia arrastar o processo e atrasar as conclusões pelas quais esperam os sobreviventes e a população. O juiz recordou o incêndio de Grenfell, em 2017, no Reino Unido, cuja investigação demorou nove anos, sendo que o julgamento não deverá ocorrer antes de 2029. “O nosso comité não deseja, nem permitirá, que tal coisa aconteça”, garantiu. Em Junho, o advogado principal da comissão, Victor Dawes, disse que dois grupos de peritos, a trabalhar de forma separada, concluíram que o elevado número de mortes no incêndio teria sido “totalmente evitável”. A líder da divisão de ciências forenses do laboratório público de Hong Kong, Lee Wing-man, indicou que a causa mais provável do incêndio terão sido pontas de cigarro fumadas por trabalhadores. A polícia deteve 22 pessoas por suspeita de homicídio voluntário, além de outras seis por suspeita de fraude. A agência anti-corrupção deteve ainda 23 pessoas, incluindo consultores, empreiteiros e membros da associação de condóminos. Em 10 de Junho, sete pessoas e duas empresas foram acusadas de 25 crimes, incluindo homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude, branqueamento de capitais, tentativa de obstrução à justiça e fraude fiscal.
Hoje Macau China / ÁsiaAmérica Latina | Pequim apoia direito de países fazerem valer independência O Presidente chinês afirmou terça-feira que os países da América Latina têm o direito de fazer valer a sua independência, ao receber em Pequim o homólogo do Equador, Daniel Noboa. Xi Jinping disse a Noboa, aliado incondicional do Presidente norte-americano, Donald Trump, que os países da América Latina deviam demonstrar “autonomia e conduzir uma política de cooperação externa baseada nos seus próprios interesses nacionais”. Desde que Trump regressou ao poder, há mais de um ano e meio, países da América Latina como Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador e Honduras viraram para a direita ou consolidaram uma orientação conservadora. “A China afirma incessantemente que o estatuto da América Latina e das Caraíbas como zona de paz não deve ser comprometido e que o caminho do desenvolvimento dos países da região não deve ser interrompido”, sublinhou Xi, citado pela agência oficial de notícias chinesa Xinhua. “O direito destes países de escolherem parceiros de forma independente não deve ser prejudicado”, acrescentou. Xi salientou que Pequim e Quito deviam “consolidar a confiança política mútua” e “levar a bom termo projectos de cooperação nos domínios da energia, dos minerais, das infraestruturas e das finanças”. A China restabeleceu o acesso às exportações para oito fábricas de transformação de camarão equatorianas, depois de as ter suspenso no início de Outubro de 2025, disse, na segunda-feira, a Câmara de Aquicultura do Equador.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Casamento podem ser registados em bancos e estações de metro Casais na China já podem registar casamentos em bancos, estações de metro, festivais de música e barcos, numa iniciativa para incentivar o casamento e combater a queda da taxa de natalidade, avança a imprensa local. A cidade de Tianjin (norte) estabeleceu uma parceria com o Banco Postal de Poupança da China para lançar o primeiro posto de registo de casamento do país no interior de uma agência bancária. A medida, implementada em 06 de Agosto, e noticiada pelo portal China Business Network, tornou-se um dos temas mais comentados nas redes sociais chinesas. A capital da província de Anhui (leste), Hefei, criou o primeiro posto de registo de casamento do país dentro de uma estação de metro. Desde a abertura, em 2024, 5.700 casais registaram o matrimónio na estação de metro chamada Xingfuba, que significa “barragem da felicidade”. As restrições geográficas foram eliminadas ao abrigo do novo regulamento sobre o Registo de Casamento, que entrou em vigor em Maio de 2025. Em Pequim, a partir de Maio, foram abertos três postos de registo de casamento ao ar livre: a Área Cénica de Turismo Cultural do Grande Canal, o parque Jinghua Manfuyuan e o Grande Canal. O China Business Network noticiou também que, no Dia dos Namorados Chinês de 2025, 20 casais registaram o casamento na Shanghai Tower, o edifício mais alto do mundo, na capital financeira da China, Xangai. Em cidades como Urumqi (noroeste), Ningbo (leste), Chengdu e Dali (sudoeste), as autoridades locais “instalaram stands directamente em festivais de música para prestar serviços de registo de casamento no local”, referiu o portal. Em 2025, a população da China caiu pelo quarto ano consecutivo, com a taxa de natalidade a atingir um mínimo histórico. Os nascimentos registados caíram para 7,92 milhões em 2025, contra 9,54 milhões em 2024, o valor mais baixo desde que os registos começaram, em 1949, segundo o Instituto Nacional de Estatística chinês.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul espera avanços no diálogo Trump-Kim após redução de exercícios militares A Coreia do Sul apelou segunda-feira ao diálogo entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, depois de o Presidente norte-americano ter reduzido exercícios militares conjuntos por serem um sinal hostil para Pyongyang. “Esperamos que a relação amigável entre os líderes da Coreia do Norte [Kim Jong-un] e dos Estados Unidos [Donald Trump] conduza a um diálogo significativo”, disse um porta-voz da presidência sul-coreana, citado pela agência de notícias Yonhap. Seul não se referiu às críticas de Trump ao homólogo sul-coreano, Lee Jae Myung, por não se juntar à ofensiva de Washington contra o Irão, citadas pelo Presidente norte-americano quando anunciou a redução das manobras. O porta-voz assegurou que Seul e Washington “têm coordenado estreitamente a manutenção de uma postura de defesa combinada firme e a realização de exercícios e treinos conjuntos”. O principal líder da oposição sul-coreana, Jang Dong-hyeok, aproveitou a controvérsia para lançar uma dura crítica contra Lee. “Trata-se de um desastre diplomático provocado pelo próprio Governo de Lee Jae Myung”, escreveu o líder do conservador Partido do Poder Popular (PPP) nas redes sociais. Fala Donald Na mensagem em que anunciou a redução da escala dos exercícios militares com a Coreia do Sul, iniciados segunda-feira, Trump destacou a “muito boa relação” que disse manter com Kim Jong-un para justificar a decisão. “Dada a minha muito boa relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem acordado há já muito tempo participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, afirmou. Trump disse que era “demasiado tarde para cancelar” os exercícios, pelo que solicitou “reduzir substancialmente” as manobras e criticou Lee pela recusa em apoiar os Estados Unidos na guerra contra o Irão. “Há pouco tempo, perguntei ao Presidente da Coreia do Sul se gostariam de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irão, e eles disseram: ‘Não, obrigado!’”, escreveu Trump. Durante o primeiro mandato, Trump reuniu-se três vezes com Kim, entre 2018 e 2019, e ambos protagonizaram um histórico aperto de mão na zona desmilitarizada da fronteira com a Coreia do Sul. Apesar da aproximação, as conversações não permitiram alcançar um acordo sobre a desnuclearização da Coreia do Norte. Nos últimos anos, Pyongyang rejeitou o diálogo tanto com Washington como com Seul, e insistiu que, para haver conversações, deve ser retirada a exigência da desnuclearização. Olhar sínico A China, principal aliada de Pyongyang, também avaliou as declarações de Trump sobre os exercícios militares e pediu progressos no sentido de uma “solução política” na península coreana. “Tomámos nota das informações relevantes. Manter a paz e a estabilidade na península coreana e promover uma solução política para a questão da península responde aos interesses comuns de todas as partes”, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa, Lin Jian. O exercício conjunto iniciado segunda-feira é um dos dois principais realizados anualmente pelas forças sul-coreanas e norte-americanas. Vai decorrer até 27 de Agosto e incorpora ajustamentos para responder à modernização das capacidades de Pyongyang devido ao apoio à Rússia na guerra contra a Ucrânia. O início foi marcado pelas críticas de Trump, mas também por protestos em Seul contra a realização dos exercícios. Pyongyang, que considera os exercícios um ensaio para uma invasão da Coreia do Norte, advertiu na semana passada para uma resposta e efectuou recentemente novos lançamentos de mísseis balísticos.
Hoje Macau China / ÁsiaTestado projecto de avião de fuselagem integrada para mais de 800 passageiros Uma equipa de investigadores chineses desenvolveu e testou em túnel de vento um modelo de avião com ‘design’ de fuselagem integrada que poderá permitir transportar mais de 800 pessoas, num projecto ainda em fase experimental. O ‘design’ tem 85 metros de envergadura e 43 metros de comprimento, com uma superfície de asa, de uma ponta à outra, de cerca de 1.395 metros quadrados, noticiou o jornal de Hong Kong South China Morning Post. Desenvolvido pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento Aerodinâmico da China (CARDC, na sigla em inglês), tem referenciada uma velocidade de cruzeiro de Mach 0,8, abaixo da velocidade do som. Ao contrário dos aviões convencionais, que separam a fuselagem das asas e da cauda, o ‘design’ de fuselagem integrada incorpora grande parte do corpo da aeronave na estrutura sustentadora, o que pode melhorar a eficiência aerodinâmica. O conceito insere-se numa tendência também explorada por empresas como a norte-americana JetZero, cujo modelo Z4, em desenvolvimento, está projectado para transportar cerca de 250 passageiros, embora o projecto chinês proponha um avião de escala muito superior. Os investigadores testaram um modelo à escala 1:52, com cerca de 80 centímetros de comprimento e 1,6 metros de envergadura, num túnel de vento transónico do CARDC a velocidades entre Mach 0,4 e 0,8. Os ensaios analisaram, entre outros aspectos, o comportamento aerodinâmico, estabilidade e deformação estrutural, noticiou o jornal, citado pela agência espanhola EFE. O modelo atingiu uma relação máxima de sustentação e resistência de cerca de 20 a velocidades inferiores a Mach 0,7. Outros projectos Os investigadores assinalam que a configuração poderá oferecer maior eficiência aerodinâmica, mais autonomia e menor consumo energético, embora por enquanto não exista uma aeronave em tamanho real. Segundo a imprensa local, a China está também a estudar o ‘design’ de um avião de carga de fuselagem integrada com capacidade para transportar 120 toneladas e uma autonomia de cerca de 6.500 quilómetros. Este projecto permanece em fase conceptual. O CARDC participou noutros programas aeronáuticos chineses, entre os quais o avião comercial C919 e o avião de transporte Y-20. A China desenvolve ainda o C929, um avião de fuselagem larga e longo curso para cerca de 280 lugares.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Líderes do Equador, Chile e El Salvador em Pequim O Presidente do Equador, Daniel Noboa, o líder do parlamento de El Salvador, Ernesto Castro, e o chefe da diplomacia do Chile, Francisco Pérez Mackenna, estão esta semana de visita à China para aprofundar relações. As três visitas coincidem com um período de intensificação das trocas entre o gigante asiático e a região da América Latina, embora partam de bases diferentes. Enquanto o Equador e o Chile mantêm há anos estreitas relações comerciais com a China, com os respectivos acordos de comércio livre, El Salvador ainda negoceia um tratado com Pequim. O Presidente do Equador, Daniel Noboa, chegou à China no domingo para uma visita de Estado de oito dias, cujo programa inclui uma reunião com o homólogo chinês, Xi Jinping, e outros altos dirigentes do país asiático. Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a viagem ocorre após convite de Xi, tratando-se da primeira visita de Estado do chefe de Estado equatoriano à China. O Presidente chinês terá uma reunião com Noboa em Pequim, enquanto o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, terão encontros separados com o líder equatoriano. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros equatoriano, Roberto Kury, Quito procurará durante a visita atrair investimentos chineses nos sectores da energia e da mineração, além de reforçar as exportações para o mercado asiático. Entre os temas em discussão figuram também as restrições impostas pela China a 14 empresas equatorianas exportadoras de camarão, afetadas desde outubro de 2025 por controlos relacionados com questões sanitárias. Pequim restabeleceu esta semana a autorização para oito exportadores, após meses de negociações. Outros seis estabelecimentos continuam suspensos, e a Câmara Nacional de Aquacultura do Equador disse estar confiante de que haverá progressos durante a visita de Noboa. O Equador pretende igualmente abordar com Pequim a dívida do Equador para com o Banco de Exportação e Importação da China e a operação e manutenção da hidroeléctrica Coca Codo Sinclair, a maior do país, construída pela estatal chinesa Sinohydro e recebida formalmente pelo governo equatoriano em Abril. A China e o Equador assinaram em maio de 2024 um tratado de livre comércio. Outros convidados Também o ministro dos Negócios Estrangeiros do Chile, Francisco Pérez Mackenna, está de visita à China, com paragens em Pequim e Xangai. O diplomata tem agendado um encontro com o homólogo chinês, Wang Yi, para além de participar em reuniões com líderes empresariais no âmbito do programa “Escolha o Chile”, que visa atrair investimento e abrir novos mercados para os produtos chilenos. O presidente da Assembleia Legislativa de El Salvador, Ernesto Castro, está também de visita à China até 22 de Agosto a convite do homólogo chinês, Zhao Leji. O parlamento não revelou a agenda da visita, embora Castro se tenha reunido na semana passada com o embaixador chinês em San Salvador, Zhang Yanhui, para discutir a cooperação legislativa bilateral. El Salvador estabeleceu relações diplomáticas com Pequim em 2018, após romper relações com Taiwan, e o Presidente Nayib Bukele visitou a China em 2019, onde se reuniu com Xi Jinping. Os dois países estão a negociar um acordo de comércio livre, cuja primeira ronda teve lugar em Pequim em 2024.
Hoje Macau China / ÁsiaManus | Pequim vai levantar proibição de viagem a fundadores de empresa de IA Pequim planeia levantar a proibição de viagem imposta aos fundadores da empresa de inteligência artificial (IA) Manus, após a empresa cancelar a sua aquisição de 2 mil milhões de dólares pela Meta, reportou o jornal Financial Times. Segundo o jornal britânico, Xiao Hong, presidente executivo e co-fundador da Manus, informou recentemente os colaboradores de que tenciona regressar em breve a Singapura, onde está sediada a plataforma. Xiao e outros elementos da direcção da Manus, incluindo o cientista-chefe Ji Yichao, foram impedidos de sair da China após terem sido intimados a deslocar-se a Pequim em Março, devido a uma investigação iniciada pelas autoridades chinesas à venda da start-up à gigante tecnológica norte-americana Meta, com o objectivo de determinar se tinham sido violadas as regras de investimento. Esta semana, a Manus anunciou que voltará em breve a operar como uma empresa independente. “Isto faz parte do nosso processo de separação da Meta; temos de dar este passo para cumprir os requisitos regulamentares em determinadas regiões do mundo”, esclareceu a empresa no seu portal na passada terça-feira. No âmbito do acordo de anulação, a maioria dos antigos investidores da Manus — incluindo a Tencent, a ZhenFund e a empresa de equidade privada HSG —, juntamente com a equipa de gestão, irá recomprar a empresa à Meta com base na mesma avaliação de cerca de 2 mil milhões de dólares, avançou o Financial Times (FT) no mês passado. Ainda assim, a Tencent terá apenas uma participação minoritária e a Manus continuará a operar de forma independente a partir de Singapura, em vez de ser integrada na tecnológica chinesa.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Manobras militares com EUA vão decorrer “como planeado” O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou ontem que as suas manobras militares anuais com os Estados Unidos vão decorrer “como planeado”. A reacção sul-coreana segue-se ao anúncio feito no domingo à noite pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, de que tinha ordenado ao Pentágono uma “redução significativa” na escala desses exercícios conjuntos, em nome da sua “óptima relação com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un”. O anúncio de Trump surge depois de afirmar que a Coreia do Sul se recusou a ajudar os Estados Unidos na desnuclearização do Irão, e alguns dias após Pyongyang ter retomado os testes de mísseis balísticos, actividade proibida pela ONU. As manobras conjuntas “Escudo da Liberdade de Ulchi”, com início previsto para ontem e que envolvem 18 mil soldados sul-coreanos, “vão decorrer como originalmente planeado”, assegurou o Ministério da Defesa de Seul. Numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social, Trump sustentou que essas manobras são “não só dispendiosas”, como também enviam “um sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte, país que descreveu como “não-ameaçador e respeitoso” desde o seu regresso à Casa Branca, em Janeiro de 2025. “Assim, e considerando que é demasiado tarde para cancelar, instruí o secretário da Guerra, Pete Hegseth, para reduzir substancialmente os Exercícios Militares Conjuntos!”, escreveu Trump. Esperava-se que as forças norte-americanas e sul-coreanas praticassem operações conjuntas em cenários complexos, incluindo um exercício de fogo real para testar a precisão conjunta da pontaria e das manobras, uma travessia de um desfiladeiro alagado e a distribuição de equipamento militar pré-posicionado, de acordo com os militares norte-americanos. Um dia antes, Trump publicou uma fotografia sua ao lado de Kim Jong-Un, comentando quão bem os dois se dão, “apesar da expressão hostil nesta foto em particular”. Jogos de guerra O Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano classificou na quinta-feira o treino conjunto de Estados Unidos e Coreia do Sul como “um ensaio para uma guerra agressiva” que está a desencadear um nível diferente de instabilidade na região e advertiu para uma possível resposta através de medidas de “dissuasão” reforçadas. A Coreia do Norte considera estas manobras militares conjuntas um ensaio para uma invasão e lançou na quarta-feira um míssil balístico no mar do Japão, em sinal de protesto. “O nosso princípio permanente para garantir a segurança é responder a um novo nível de ameaça com um novo nível de dissuasão”, disse na quinta-feira um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, em comunicado. A Coreia do Norte está a assumir uma posição cada vez mais activa nos conflitos internacionais, em especial apoiando a Rússia na sua guerra na Ucrânia. No domingo, os meios de comunicação estatais norte-coreanos noticiaram que Kim Jong-Un se declarou “orgulhoso” da sua relação com a Rússia, numa carta enviada ao Presidente, Vladimir Putin.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Australiano Artur Andrysiak é o novo director do BAD O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) nomeou o australiano Artur Andrysiak para director nacional em Timor-Leste, anunciou ontem a instituição financeira. Andrysiak vai liderar as operações do BAD no país, incluindo o desenvolvimento de negócios e a implementação de um conjunto integrado de soluções para o sector público e privado daquela instituição para apoiar as prioridades de desenvolvimento nacional. “O BAD tem sido um parceiro firme no desenvolvimento de Timor-Leste, contribuindo para o reforço de infraestruturas resilientes e dos serviços básicos, promovendo o crescimento liderado pelo setor privado e apoiando a diversificação económica”, afirmou o Artur Andrysiak, citado num comunicado divulgado à imprensa. O novo director nacional do BAD disse também esperar “trabalhar em estreita colaboração com o Governo de Timor-Leste, parceiros de desenvolvimento e comunidades para promover os objectivos de desenvolvimento do país”. Artur Andrysiak sucede no cargo Stefania Dina, que tinha sido nomeada em 2023 e que vai agora assumir o cargo de directora do gabinete setorial de Agricultura, Alimentação, Natureza e Desenvolvimento Rural do BAD. Timor-Leste aderiu formalmente ao BAD em 2002, após a restauração da independência, e desde então aquela instituição financeira já aprovou 86 operações para o sector público num total de 849 milhões de dólares.
Hoje Macau China / ÁsiaExportações ajudam economia japonesa a subir 0,3% no segundo trimestre A economia japonesa cresceu, mas menos do que o esperado, no segundo trimestre de 2026, com medidas de apoio de Tóquio e exportações sólidas a atenuarem o impacto da guerra no Médio Oriente. O Produto Interno Bruto (PIB) da quarta maior economia mundial aumentou 0,3 por cento entre Abril e Junho face ao trimestre anterior, segundo dados oficiais divulgados ontem. Trata-se, contudo, de uma desaceleração face ao crescimento de 0,5 por cento registado no primeiro trimestre e às previsões dos analistas consultados pela agência Bloomberg, que apontavam para uma expansão estável de 0,5 por cento. “A subida dos salários reais e a redução dos impostos sobre os combustíveis terão provavelmente sustentado o consumo das famílias”, observou o especialista da Bloomberg Economics Taro Kimura, antes da publicação dos novos dados económicos. A economia nipónica “resistiu bem, mesmo com o peso das perturbações no abastecimento de petróleo bruto ligadas ao conflito envolvendo o Irão”, acrescentou. A inflação, excluindo produtos frescos, acelerou ainda para 1,6 por cento em Junho, em termos homólogos, impulsionada pela escalada dos preços da energia, numa economia fortemente dependente das importações de hidrocarbonetos. A queda do iene, que atingiu mínimos de 40 anos face ao dólar antes da recente intervenção conjunta dos Estados Unidos e do Japão para o reforçar, aumentou também o custo das importações. Mas esta fraqueza da moeda nipónica constituiu uma vantagem para os grupos exportadores japoneses, ajudando-os a ser mais competitivos no mercado internacional e a beneficiar da explosão da procura de componentes electrónicos ligados à inteligência artificial. Sinal mais As exportações do país registaram em Junho o crescimento mais rápido desde Novembro de 2022, com uma subida de 19,3 por cento em termos homólogos, impulsionadas tanto pelas vendas de equipamentos para semicondutores como pela desvalorização do iene. No plano interno, Tóquio procurou contrariar as pressões inflaccionistas. Após um vasto plano de relançamento aprovado no final de 2025 e reduções fiscais significativas na energia, novas ajudas foram adoptadas na Primavera pelo Governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, para apoiar o consumo das famílias. Takaichi anunciou ainda no final de Julho que o executivo iria reduzir drasticamente a taxa de consumo sobre produtos alimentares, dos actuais 8 por cento para 1 por cento a partir de Abril próximo, para combater mais eficazmente a inflação. Outro factor favorável no segundo trimestre foi a manutenção do crescimento dos salários, sustentado por bons resultados empresariais e por um mercado de trabalho apertado. Os salários nominais aumentaram 3,4 por cento em Junho em termos homólogos, após um crescimento de 3,3 por cento em Maio, muito acima da inflação. Para Taro Kimura, “este número sólido” de crescimento “vai reforçar as expectativas de que o BoJ possa antecipar a próxima subida das taxas para Setembro ou Outubro”, sublinha Taro Kimura. A autoridade monetária tinha decidido no final de Julho manter os juros inalterados, após ter elevado em Junho a taxa de juro directora para 1 por cento, o nível mais alto em mais de três décadas. Mas os especialistas antecipam novas subidas no Outono, num contexto de inflação persistente e de forte divergência face às taxas muito mais elevadas da Reserva Federal norte-americana (Fed), que penaliza o iene face ao dólar. A moeda japonesa sofre também com as crescentes preocupações em torno da política orçamental expansiva de Tóquio, assente em planos de relançamento e reduções fiscais, enquanto a dívida pública ultrapassa o dobro do PIB. “Com a despesa em Defesa a ser definido até ao final do ano, as preocupações com um novo aumento das despesas deverão intensificar-se”, assinalam especialistas do banco UBS.
Hoje Macau China / ÁsiaDesertificação | Mongólia pede acção na abertura da COP17 Cerca de 80 por cento do território mongol já é fortemente afectado pela falência dos solos. Responsáveis pedem mais acção e menos discursos A 17.ª Conferência das Partes (COP) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) iniciou-se ontem em Ulan Bator, na Mongólia, com o primeiro-ministro do país a destacar a necessidade de “entrar em acção”. Falando na cerimónia de abertura, Nyam-Osoryn Uchral apelou aos participantes na cimeira para decidirem “acções concretas” para que esta não fique pela repetição de declarações de reuniões anteriores, observando que aproximadamente 80 por cento do território mongol já sofre com a degradação dos solos. Uchral pediu progressos concretos, como aumentar o investimento na restauração de terras, dar um papel central a pastores e comunidades locais na tomada de decisões e apostar na ciência e inovação para o desenvolvimento de soluções reais. Sob o lema “Restaurar a Terra. Restaurar a Esperança”, esta é a primeira das três grandes cimeiras ambientais planeadas para este ano, reunindo mais de 10.000 participantes, incluindo delegados dos 197 membros da convenção, com o objectivo de encontrar soluções para os desafios interligados da desertificação, degradação dos solos e seca. No seu discurso de abertura da COP, a secretária executiva da UNCCD alertou que a degradação dos solos e a seca “não são problemas ambientais distantes” e estão já a afectar a produção de alimentos, a água de que as comunidades dependem e a resiliência das economias. Yasmine Fouad defendeu que a COP17 seja “uma cimeira de implementação”, considerando que o mundo não carece de soluções, mas sim da capacidade de as implementar em larga escala. Também exortou Ulan Bator a mobilizar a liderança política, o investimento e as parcerias necessárias para passar “dos compromissos a resultados mensuráveis no terreno”. Degradação global Segundo a ONU, “a degradação dos solos já afecta até 40 por cento das terras do mundo”, o que prejudica milhares de milhões de pessoas em todo o mundo, e o problema gera “impactos de longo alcance na produção de alimentos, na disponibilidade de água, nos meios de subsistência e na estabilidade económica”. Até 3,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo são afectadas pela degradação dos solos, a seca e as tempestades de areia e poeira. A conferência, que decorre até dia 28, conta com quatro dias temáticos dedicados ao financiamento, água, relação entre terra e pessoas, e sistemas alimentares e saúde do solo. Para a segunda semana, estão previstas discussões ao nível de ministros sobre: mecanismos financeiros inovadores para conseguir terras saudáveis, resiliência à seca e restauração de pastagens e bem-estar das comunidades pastoris.
Hoje Macau China / ÁsiaIndonésia | China oferece ajuda após sismo e confirma chineses entre feridos A China disponibilizou-se ontem para prestar “o apoio necessário” à Indonésia na sequência do sismo de sábado na ilha de Flores. “A China está a acompanhar a situação provocada pelo sismo na Indonésia”, afirmou ontem, em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, que assegurou que Pequim está pronta a prestar ajuda, sem detalhar para já que tipo de assistência poderá fornecer, dependendo das necessidades expressas pelas autoridades indonésias. Questionado sobre a situação dos cidadãos chineses, após o sismo também ter sido sentido em Bali e noutros destinos turísticos do arquipélago indonésio, o porta-voz confirmou que “um pequeno número” de cidadãos chineses ficou ferido, sem fornecer para já mais detalhes. O Consulado-Geral da China em Denpasar, capital de Bali, activou o mecanismo de emergência de proteção consular e está a prestar assistência às pessoas afectadas, acrescentou Lin. Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter abalou no sábado a ilha de Flores, no leste do arquipélago, com epicentro a 62 quilómetros de Ende, a localidade mais populosa da ilha, e causou pelo menos 53 mortos, 137 feridos. Mais de cinco mil pessoas foram retiradas de casa para abrigos temporários. Desde então, foram registadas cerca de mil réplicas, tendo o governo provincial declarado o estado de emergência por um período de 14 dias para coordenar a ajuda com as autoridades centrais. A Indonésia situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande actividade sísmica e vulcânica onde se registam cerca de sete mil sismos, a maioria de intensidade moderada.
Hoje Macau China / ÁsiaCrime | Desmanteladas três redes por extorsão a celebridades Os grupos criminosos criavam contas nas redes sociais onde angariavam milhões de seguidores que depois manipulavam para obter lucros de milhões A polícia chinesa desmantelou três redes criminosas e deteve 24 indivíduos suspeitos de utilizarem inteligência artificial (IA) e contas com milhões de seguidores nas redes sociais para extorquir produtoras de televisão e celebridades, reportaram meios de comunicação estatais chineses. Segundo a agência noticiosa estatal Xinhua, em Heyuan, na província de Guangdong, um suspeito de apelido Li estabeleceu e registou uma agência multimédia e operou várias contas em redes sociais com um total de mais de dez milhões de seguidores, com o objectivo de reunir e compilar rumores sobre celebridades. Uma vez compilado o material, o grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial (IA) para gerar e publicar conteúdos, “gerando intencionalmente discurso público negativo durante a transmissão de telenovelas e programas de entretenimento”, relatou a Xinhua. Quando as equipas de produção ficavam sob pressão pública, abordavam a agência para negociar a remoção dos conteúdos. O suspeito exigia então que as empresas envolvidas adquirissem os chamados serviços de “protecção”, ameaçando manter as publicações negativas online caso contrário. Os pacotes de “protecção” do grupo incluíam a publicação de conteúdo promocional positivo sobre as telenovelas, a remoção de publicações negativas anteriormente divulgadas sobre as celebridades envolvidas, e o compromisso de não publicar mais material negativo enquanto a produção estivesse a ser exibida. A polícia de Heyuan deteve um total de 12 pessoas pertencentes a este grupo. Outras manipulações Entretanto, em Hangzhou, província de Zhejiang, outra rede criminosa, estabeleceu uma empresa cultural e de media através da qual alegadamente manipulava a opinião pública online “de forma sistemática, deliberada e processual”, tendo sido detidos 10 suspeitos. Segundo as reportagens, o grupo utilizava várias contas em redes sociais, cada uma com milhões de seguidores, “para compilar, fabricar e publicar sistematicamente grandes quantidades de informações negativas” dirigidas a filmes populares, telenovelas, programas de entretenimento de sucesso e celebridades de alta visibilidade durante um longo período. “Criando pressão pública, forçavam as vítimas a contactá-los e a adquirir os chamados serviços de ‘protecção de espectáculos’, obtendo assim lucros ilegais”, afirmou a agência. A Xinhua comentou que as actividades criminosas deste grupo “perturbaram gravemente o ecossistema saudável” da indústria cultural e de entretenimento. A polícia chinesa deteve também duas pessoas em Fuzhou, província de Fujian, acusadas de recolher “informações negativas” sobre novas telenovelas e celebridades “durante um longo período”, “manipulando contas em várias plataformas online populares para fabricar e difundir conteúdo falso”. “Sempre que uma telenovela popular era transmitida ou um artista aparecia num evento público, o par utilizava as contas para publicar conteúdo negativo, inflaccionando artificialmente a popularidade das publicações e criando deliberadamente discurso público negativo”, acrescentou. Preocupadas com o facto de a publicidade negativa poder prejudicar “as reputações e os interesses comerciais” dos artistas, as equipas de produção e as equipas de gestão contactavam proactivamente os suspeitos para solicitar a remoção das publicações, e o par eliminava então os conteúdos relevantes mediante o recebimento do pagamento. “O ciberespaço não é uma zona sem lei. A utilização organizada de plataformas online para praticar extorsão, perturbando gravemente a ordem online, constitui um crime”, reportou a Xinhua, citando um comunicado do Departamento de Segurança Cibernética do país.
Hoje Macau China / Ásia MancheteXi Jinping destaca papel de Jiang Zemin no desenvolvimento da China O Presidente chinês, Xi Jinping, elogiou ontem o legado do falecido ex-presidente Jiang Zemin (1993-2003) como uma figura-chave na continuidade da reforma e abertura da China, durante um evento em Pequim pelo centenário do seu nascimento. Xi apresentou Jiang como um dirigente de “elevado prestígio”, e “núcleo” da terceira geração de líderes do Partido Comunista da China (PCC) e principal impulsionador da teoria da “Tripla Representatividade”, uma directriz ideológica incorporada em 2002 nos estatutos do partido e que serviu para que capitalistas e empresários privados entrassem para o PCC, rompendo com a linha estritamente operária e camponesa do maoismo. A cerimónia realizou-se no Grande Palácio do Povo, junto à Praça Tiananmen, com um grande retrato de Jiang ladeado por bandeiras vermelhas e as datas “1926-2026”, sob uma tarja que comemorava o centenário do seu nascimento. Jiang, nascido a 17 de Agosto de 1926 em Yangzhou, na província oriental de Jiangsu, aderiu ao PCC em 1946 e desenvolveu parte da sua carreira em Xangai, cidade da qual foi presidente do município e chefe local do partido antes de ser elevado à secretaria-geral após os acontecimentos na Praça Tiananmen, em 1989. No seu discurso, Xi aludiu a essa etapa como um momento de “graves distúrbios políticos” e defendeu que Jiang manteve a estabilidade de Xangai durante essas mobilizações e, já em Pequim, conduziu o partido durante um período de mudanças internacionais. O actual mandatário destacou que, sob o mandato de Jiang, se “consolidou o objectivo de construir uma economia socialista de mercado”, impulsionou-se a abertura ao exterior, se concretizou a adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC) e se concluíram as devoluções de Hong Kong e Macau à soberania do gigante asiático. Outros destaques Xi ressaltou também o papel de Jiang na resposta chinesa à crise financeira asiática do final dos anos 90 e às inundações de 1998. Jiang dirigiu a China entre o final dos anos oitenta — assumindo a secretaria-geral do PCC em 1989 e a presidência do país em 1993 — e o início da década de 2000, um período marcado por fortes taxas de crescimento, pela integração do país na economia mundial e pela consolidação da China pós-Tiananmen. A comemoração de Jiang realizou-se poucos dias após a morte recente, aos 97 anos, do ex-primeiro-ministro Zhu Rongji, com quem Jiang formou nos anos 90 a dupla ‘presidente-primeiro-ministro’ que pilotou a etapa decisiva da abertura económica chinesa. Os restos mortais do falecido líder chinês Zhu Rongji serão cremados esta terça-feira, em Pequim, com bandeiras nacionais colocadas a meia-haste na terça-feira na Praça Tiananmen, no Grande Palácio do Povo, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, nas sedes dos comités provinciais do PCC e dos governos provinciais, nas Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e de Macau, em postos de fronteira, portos marítimos, aeroportos, bem como em embaixadas e consulados chineses.
Hoje Macau China / ÁsiaEquador | Presidente começa visita de Estado à China O Presidente do Equador, Daniel Noboa, chegou à China este domingo para uma visita de Estado de oito dias, durante a qual se reunirá com o homólogo chinês, Xi Jinping, e outros altos dirigentes do país asiático. Segundo a agência oficial Xinhua, a viagem ocorre após convite de Xi, tratando-se da primeira visita de Estado do chefe de Estado equatoriano à China. O Presidente chinês terá uma reunião com Noboa em Pequim, enquanto o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, terão encontros separados com o líder equatoriano. Pequim espera que a deslocação permita “consolidar ainda mais a confiança política mútua”, manter a amizade bilateral e impulsionar novos avanços na parceria estratégica integral entre os dois países, que este ano assinala o seu décimo aniversário. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros equatoriano, Roberto Kury, Quito procurará durante a visita atrair investimentos chineses nos sectores da energia e da mineração, além de reforçar as exportações para o mercado asiático. Entre os temas em discussão entres os dois países figuram também as restrições impostas pela China a 14 empresas equatorianas exportadoras de camarão, afectadas desde Outubro de 2025 por controlos relacionados com alegado excesso de metabisulfito de sódio e com o vírus da mancha branca. O Equador pretende igualmente abordar com Pequim questões ligadas à operação e manutenção da hidroeléctrica Coca Codo Sinclair, a maior do país, construída pela estatal chinesa Sinohydro e recebida formalmente pelo governo equatoriano em Abril passado. A China e e Equador assinaram em Maio de 2024 um tratado de livre comércio, enquanto em Junho de 2025 Xi e Noboa participaram em Pequim na assinatura de um plano de cooperação para impulsionar o macroprojecto chinês das Novas Rotas da Seda, iniciativa à qual o país latino-americano aderiu em 2018.
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Exigidas explicações à China após detenção de mais de 100 filipinos O ministro da Defesa filipino, Gilberto Teodoro Jr, exigiu explicações a Pequim sobre o alegado envolvimento de chineses em actividades ilegais nas Filipinas, bem como sobre a detenção na China de quase 100 filipinos. “O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China continua a esquivar-se à questão crucial”, afirmou Teodoro num comunicado de imprensa, citado pelo jornal filipino ‘The Inquirer’. “Estas pessoas [detidas nas Filipinas] estiveram envolvidas em actividades ilegais? A resposta, em síntese, é sim”, acrescentou, no sábado. O ministro referia-se aos 69 cidadãos chineses detidos em Maio, quando as autoridades invadiram uma fábrica de aço na cidade de Tagoloan, no sudoeste do país, sob a acusação de produzir bens de qualidade inferior, armazenar materiais radioactivos e poluir o ambiente com gases tóxicos e águas residuais não tratadas. Segundo Teodoro, as autoridades filipinas reuniram “provas irrefutáveis e legalmente admissíveis” através de mandados de busca válidos emitidos pelos tribunais locais. As declarações surgem depois de o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Guo Jiakun, ter defendido as acções das autoridades chinesas contra mais de 100 filipinos que viviam no país sem a documentação adequada. Guo afirmou que os estrangeiros têm o dever de cumprir as leis e regulamentos chineses e realçou que as medidas tomadas pelas autoridades de imigração “não são dirigidas a nenhum país em particular”. O porta-voz acusou ainda Teodoro de usar as forças armadas para “prender e deter” cidadãos chineses que, na visão de Pequim, trabalhavam legalmente nas Filipinas. As tensões entre os dois países voltaram a aumentar em Julho, quando o exército filipino acusou a guarda costeira chinesa de ter ferido um marinheiro filipino quando este se aproximava de um posto avançado numa zona disputada no mar do Sul da China, uma versão imediatamente desmentida por Pequim.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreias | Sul-coreanos disparam tiros de aviso a militares norte-coreanos As Forças Armadas da Coreia do Sul dispararam tiros de aviso após vários militares norte-coreanos terem atravessado por instantes a Linha de Demarcação Militar (MDL) no sector oriental da fronteira intercoreana, noticiou ontem a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O incidente ocorreu quando um grupo de militares norte-coreanos entrou momentaneamente no território situado a sul da linha que separa os dois países. O Exército sul-coreano respondeu de acordo com os seus procedimentos operacionais, fazendo disparos de aviso que levaram os soldados norte-coreanos a recuar para o seu lado da fronteira. Trata-se dos primeiros tiros de aviso disparados este ano pelas forças sul-coreanas devido a uma incursão de tropas da Coreia do Norte através da MDL. Até este episódio, não se tinham registado este ano, travessias desta natureza por parte de militares norte-coreanos. Fontes sul-coreanas citadas pela Yonhap consideram provável que os soldados estivessem a realizar tarefas de patrulha quando atravessaram a linha fronteiriça. Após os disparos, os militares norte-coreanos terão regressado às suas posições, sem que tenham sido detectados posteriormente movimentos ou comportamentos considerados anómalos na zona. De acordo com as regras de combate em vigor, as forças de Seul devem emitir primeiro avisos através de comunicações por rádio quando efectivos norte-coreanos se aproximarem da fronteira. As travessias pontuais da linha de fronteira por militares norte-coreanos têm-se verificado com alguma frequência nos últimos anos, a par do reforço das posições defensivas de Pyongyang na zona fronteiriça. A MDL constitui a fronteira militar que divide a Zona Desmilitarizada (DMZ), estabelecida após a Guerra da Coreia, que decorreu entre 1950 e 1953.
Hoje Macau China / ÁsiaÍndia | Anunciado plano para formar 10 milhões de jovens em IA em um ano O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou sábado o lançamento de uma iniciativa nacional para formar 10 milhões de jovens em inteligência artificial (IA) nos próximos 12 meses, para posicionar o país na liderança tecnológica. “Ao longo do próximo ano, trabalharemos para oferecer formação em competências de IA a 10 milhões de jovens, para que a juventude da Índia também tenha capacidade de liderar no mundo da IA”, afirmou o líder do Governo, em Nova Deli, durante o seu discurso que assinalou o 80.º Dia da Independência. A iniciativa procura transformar o modelo de produção da nação asiática e faz parte do roteiro económico através do qual a Índia pretende tornar-se uma nação plenamente desenvolvida até 2047. “Não devemos simplesmente transformar o nosso país num mercado para o mundo, devemos tornar-nos um polo de inovação”, afirmou Modi. Segundo o dirigente, o ecossistema do gigante asiático deverá assumir a liderança global nas tecnologias emergentes. O chefe de Governo associou o avanço na IA à implementação de uma infraestrutura digital pública alargada e ao fortalecimento de sectores estratégicos, como os semicondutores, a computação quântica e as redes 6G de produção nacional. Para esta transição — que exigirá “quantidades enormes de electricidade” —, a Índia anunciou o objectivo de gerar 100 gigawatts de energia nuclear até 2047, em paralelo com a expansão da energia solar. Actualmente, “vivemos a era da IA, da tecnologia quântica, do espaço, da robótica e dos centros de dados. Abriu-se um domínio totalmente novo”, prosseguiu o governante. O interesse de Nova Deli pela IA é também impulsionado pela doutrina da auto-suficiência económica promovida pelo Governo de Modi, que procura transformar a Índia num importante polo global de processamento de dados e fabrico de microchips, de forma a reduzir a dependência de fontes estrangeiras.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Número de mortos após chuvas torrenciais sobe para nove Chuvas torrenciais e inundações fizeram pelo menos nove mortos na província de Chiba, no leste do Japão, perto da metrópole de Tóquio, avançou ontem a emissora pública japonesa NHK. Algumas vítimas foram encontradas presas em veículos submersos, enquanto outras desmaiaram em ruas inundadas, informaram as autoridades da província. Uma estação meteorológica em Chiba registou mais de 30 centímetros de chuva em 24 horas, tornando este o Agosto mais chuvoso na região em 60 anos, de acordo com dados da Agência Meteorológica do Japão. Na quinta-feira à noite, a agência já tinha alertado que a tempestade estava “a caminhar para um nível sem precedentes de chuvas intensas”. As chuvas provocaram alertas de deslizamentos de terra e cortes de energia a leste de Tóquio, com os meteorologistas a emitirem, pela primeira vez, o alerta máximo para chuvas fortes na província de Chiba. O total de chuvas na cidade de Chiba era mais de três vezes superior ao total habitual para todo o mês de Agosto, sublinhou o Ministério da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo, já na manhã de sexta-feira. As chuvas registadas no leste do Japão ocorrem num contexto de fortes chuvas, ciclones e consequentes inundações em vários países asiáticos este mês, que provocaram mais de 50 mortos, afectando sobretudo a China, a Índia, as Filipinas e Myanmar (antiga Birmânia). Os cientistas afirmam que as alterações climáticas provocadas pela actividade humana estão a tornar este tipo de eventos climáticos extremos mais frequentes, mais longos e mais intensos.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Parlamento aprova orçamento para 2026 após atraso recorde O parlamento de Taiwan, controlado pela oposição, aprovou, após um atraso recorde de 266 dias, o orçamento geral do Governo para 2026, que inclui um programa de drones para reforçar as defesas da ilha. O orçamento final, aprovado na sexta-feira, autoriza gastos de 2,98 biliões de dólares de Taiwan (80,5 mil milhões de euros, avançou a agência de notícias estatal taiwanesa CNA. O documento destina 63,4 mil milhões de dólares de Taiwan (1,71 mil milhões de dólares) para o desenvolvimento e aquisição de equipamento para a indústria de drones. O Governo enviou a proposta de lei orçamental para o parlamento em 31 de Agosto de 2025, com uma previsão inicial de gastos de 3,03 biliões de dólares de Taiwan (81,9 mil milhões de euros), mas a aprovação foi atrasada por disputas entre o partido no poder e a oposição. A proposta inicial previa 949,5 mil milhões de dólares taiwaneses (25,4 mil milhões de euros) para a Defesa, equivalentes a 3,32 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) taiwanês no momento em que a estimativa foi feita. Este último aumento insere-se no objectivo do líder da ilha, William Lai Ching-te, de continuar a elevar a despesa em Defesa ano após ano até atingir 5 por cento do PIB em 2030. De acordo com a CNA, as normas exigiam que a proposta de orçamento fosse ratificada até ao final de Novembro, tornando este o orçamento que mais demorou a ser aprovado no parlamento na história de Taiwan. O orçamento geral de 2026 foi aprovado poucos dias antes da apresentação do projecto de lei orçamental para 2027 pelo gabinete, prevista para 20 de Agosto.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim apresenta queixa ao Japão após visita de ministros a polémico santuário O Governo da China apresentou sábado uma queixa formal ao Japão, após a visita de vários ministros, incluindo o titular da Defesa, Shinjiro Koizumi, ao santuário Yasukuni, considerado um símbolo do passado militarista do país. Koizumi costuma visitar o santuário, em Tóquio, anualmente para assinalar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Japão, a 15 de Agosto, e noutras ocasiões. O ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, visitou também Yasukuni, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por ter visões revisionistas sobre o passado militarista do Japão, enviou uma oferenda. O santuário xintoísta em Tóquio presta homenagem aos cerca de 2,5 milhões de soldados que morreram em conflitos travados pelo Japão, mas também honra a memória de 14 oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial. Em comunicado, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China realçou que Yasukuni é, na realidade, um local dedicado a “criminosos de guerra”. As visitas de autoridades japonesas a Yasukuni provocam frequentemente indignação em Pequim e Seul, uma vez que a China e a península coreana foram palco de atrocidades cometidas pelas forças militares japonesas na primeira metade do século XX. “Nenhum pretexto pode ocultar a verdadeira intenção dos políticos japoneses, que é anular o veredicto sobre os criminosos de guerra, encobrir os crimes de guerra do Japão, distorcer os factos históricos e abrir caminho para a aceleração da remilitarização”, enfatizou o porta-voz chinês. “Isto constitui uma afronta à justiça histórica, um desafio às normas fundamentais da civilização e uma provocação contra a ordem internacional do pós-guerra. Tal conduta foi firmemente rejeitada pela vasta maioria da comunidade internacional”, acrescentou. Olhar para a História Na visão de Pequim, reflectir sobre a história e abordá-la “de forma correcta” era um “requisito importante” para o regresso do Japão à comunidade internacional após o conflito, constitui a base política das relações de Tóquio com os países vizinhos e é, acima de tudo, uma “medida fundamental” para o compromisso do arquipélago com o “desenvolvimento pacífico”. “Instamos o lado japonês a reflectir seriamente sobre o seu historial de agressão, a romper decisivamente com o militarismo e a conquistar a confiança dos seus vizinhos asiáticos e do resto do mundo através de acções concretas”, concluiu o porta-voz chinês. Nenhum primeiro-ministro japonês em exercício visitou Yasukuni desde 2013, quando uma deslocação de Shinzo Abe ao santuário provocou uma reprimenda do aliado mais próximo de Tóquio, os Estados Unidos. As tensões entre a China e o Japão intensificaram-se no final de 2025, quando Sanae Takaichi sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan.
Hoje Macau China / ÁsiaChina doa mais 15 mil toneladas de arroz a Cuba Cuba recebeu a terceira parcela de 15 mil toneladas de arroz do Governo da China, que enviou até agora 60 mil toneladas, como assistência alimentar de emergência perante a grave crise económica na ilha. O quarto e último carregamento que completará a doação — a maior que a China enviou nos últimos anos para Cuba— chegará em Setembro, segundo informou o Ministério do Comércio Externo e do Investimento Estrangeiro (Mincex) cubano, nas redes sociais. No acto de entrega da doação, no porto de Havana, na quinta-feira, o embaixador de Pequim, Hua Xin, disse que com este novo carregamento de arroz chega a mensagem de que “a China está ao lado de Cuba”. “Vamos continuar a apoiar Cuba e o seu povo, que se opõem firmemente à ingerência estrangeira dos Estados Unidos”, assinalou o diplomata, segundo reportaram meios de comunicação estatais chineses. O vice-primeiro-ministro cubano, Oscar Pérez-Oliva, expressou “profunda gratidão” na cerimónia de entrega da nova doação de arroz da nação asiática e afirmou que as relações entre Cuba e a China são indestrutíveis. Pérez-Oliva, também responsável pela pasta do Mincex, destacou que a China “estende a sua mão” a Cuba enquanto se intensifica o bloqueio e se agudiza o cerco energético dos Estados Unidos contra o seu país. Outros apoios Recentemente, a embaixada chinesa na capital cubana entregou uma segunda doação de cinco mil sistemas fotovoltaicos para apoiar a electrificação rural, numa altura em que a ilha enfrenta uma grave crise energética, agravada desde o Janeiro por um bloqueio petrolífero imposto pelo Governo de Washington. O Presidente chinês, Xi Jinping, aprovou em Janeiro uma ajuda a Cuba que inclui assistência financeira no valor de 80 milhões de dólares e 60 mil toneladas de arroz. Em 2024, a China já tinha doado 100 milhões de dólares ao país caribenho. A economia de Cuba atravessa uma crise severa e prolongada, com uma contracção económica de 15 por cento nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais. A ilha sofre de uma escassez crónica de alimentos, medicamentos e combustível, a par de crónicos cortes de energia e uma elevada inflação. Havana e Pequim mantêm relações políticas e económicas estreitas, nas quais o país asiático figura como um dos principais aliados da ilha.