Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Aprovada polémica lei para criar agência de inteligência O Parlamento do Japão aprovou ontem a versão final da lei que cria uma agência nacional de inteligência, criticada por falta de controlos e eventuais violações da privacidade, no âmbito dos planos do Governo para elaborar uma lei anti-espionagem. A legislação, uma das promessas eleitorais da primeira-ministra, a conservadora Sanae Takaichi, foi promulgada ontem pela câmara baixa do Parlamento, após ter recebido o voto favorável da câmara alta há uma semana, informou a agência de notícias local Kyodo. A legislação prevê a criação de um novo Conselho Nacional de Inteligência, presidido pelo primeiro-ministro e por outros nove membros do Gabinete, e destinado a centralizar a recolha de informações no arquipélago. Segundo a Kyodo, o Governo de Takaichi poderá criar o organismo ainda este mês de Julho e elaborar um projecto de lei de contraespionagem no próximo ano. A lei para criar a nova agência de inteligência foi criticada pelo Partido Democrático Constitucional (PDC), da oposição. “Se for permitido que actue sem controlo, poderá violar grave e injustamente os direitos humanos da população. Este projecto de lei apresenta graves deficiências”, afirmou Makoto Oniki, do PDC, num debate parlamentar, segundo a publicação Nikkei. A estas críticas à legislação recém-aprovada junta-se a preocupação de numerosas organizações relativamente à lei antiespionagem. A Human Rights Watch (HRW), a Amnistia Internacional (AI) e mais de uma dezena de ONG instaram Takaichi na terça-feira através de uma carta a adaptar a legislação de forma a que esta seja “consistente” com as leis internacionais de direitos humanos e com a Constituição japonesa. Concretamente, as organizações solicitaram que a lei evite termos “vagos e excessivamente amplos” e inclua disposições que garantam a liberdade de expressão.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Aeroporto reabre segundo terminal com meta de 30 milhões de viajantes O segundo terminal do aeroporto de Hong Kong foi ontem reaberto, para já com apenas uma companhia aérea, mas com mais 14 previstas para começar operações até 10 de Junho. O primeiro voo a partir da nova infraestrutura partiu às 08:05 com destino ao Aeroporto Internacional de Pudong, em Xangai, a capital financeira da China, situada no leste do país. Segundo o portal na Internet da operadora, a Autoridade do Aeroporto de Hong Kong (AAHK, na sigla em inglês), o segundo terminal esperava receber ontem 33 voos da companhia Hong Kong Airlines. A directora executiva da AAHK, Vivian Cheung Kar-fay, disse à imprensa local que cerca de 4.200 passageiros iriam passar ontem pelo segundo terminal, com mais seis companhias aéreas dedicadas a voos regionais a começar operações hoje. O Governo de Hong Kong previu que, durante o primeiro ano de operações, cerca de oito milhões de pessoas passem pelo segundo terminal, que tem capacidade para 30 milhões de passageiros. A reabertura do segundo terminal faz parte da expansão do aeroporto, orçada em 141,5 mil milhões de dólares de Hong Kong, e iniciada em 2016, que incluiu também a construção de uma terceira pista, inaugurada em 2024. Portugal à espreita Em 2025, passaram pelo aeroporto 61 milhões de passageiros. Vivian Cheung Kar-fay previu um aumento de 15 por cento para 70 milhões este ano. Em Fevereiro, o cônsul-geral de Portugal em Macau, Alexandre Leitão, disse na rede social Facebook que tinha discutido “assuntos de interesse mútuo” numa reunião com Vivian Cheung Kar-fay, e o responsável da AAHK pelo desenvolvimento de novas rotas. A AAHK disse à Lusa que tem procurado “estabelecer contactos com companhias aéreas e parceiros comerciais do sector global, incluindo autoridades governamentais e operadores aeroportuários” para cooperar “no desenvolvimento de rotas”. A operadora disse ainda que tem trabalhado com o Governo local para “estabelecer novos acordos de serviços aéreos ou expandir os já existentes”. Hong Kong não tem actualmente qualquer acordo de serviços aéreos com Portugal, ao contrário da vizinha Espanha, que assinou um pacto em 2018. Em Abril, o regulador da aviação civil de Macau admitiu que a região chinesa abandonou o plano, anunciado em 2020, para utilizar parte do actual terminal marítimo de passageiros da Taipa na expansão do aeroporto. O presidente da Autoridade de Aviação Civil, Pun Wa Kin, lembrou que, “após a conclusão das obras de ampliação por aterro, a capacidade será aumentada para, pelo menos, 13 milhões de passageiros por ano”. Em 2025, o aeroporto do território registou 7,52 milhões de passageiros, menos 1,6 por cento do que no ano anterior e longe do recorde máximo de 9,61 milhões, fixado em 2019, antes do início da pandemia de covid-19.
Hoje Macau China / ÁsiaJustiça | Executado na China por envenenar magnata dos videojogos As autoridades chinesas executaram um homem condenado por envenenar e matar um magnata dos videojogos ligado à adaptação da Netflix de “O Problema dos Três Corpos”, devido a um conflito profissional, avançou ontem a imprensa local. Xu Yao foi considerado culpado pela morte de Lin Qi, fundador da empresa Yoozoo Games, sediada em Xangai, que detém os direitos de adaptação audiovisual da trilogia de ficção científica conhecida pelo título do primeiro livro, “O Problema dos Três Corpos”. A trilogia, escrita pelo autor chinês Liu Cixin, foi traduzida para mais de 40 línguas e adaptada para televisão e videojogos, incluindo a série da Netflix, lançada em 2024. Xu, antigo responsável de uma subsidiária da Yoozoo Games, envenenou Lin em 2020, após ter sido afastado pelo fundador pouco tempo depois de ajudar a garantir o acordo com a Netflix. O arguido foi condenado em 2024 e a revista Yicai Global, entre outros órgãos, noticiou que foi executado em 21 de Maio. A empresa de Lin confirmou a execução num comunicado publicado ontem na rede social Weibo. “Recentemente, o caso relativo ao senhor Lin Qi, fundador da Three-Body Universe, chegou finalmente à sua conclusão e a justiça foi feita”, lê-se no comunicado. “Todos na empresa estamos profundamente gratos pela defesa da justiça”, acrescentou. Segundo a imprensa local, Xu gastou centenas de milhares de yuan na compra ‘online’ de substâncias altamente tóxicas, incluindo alfa-amanitina, um composto letal presente em alguns cogumelos venenosos. O condenado disfarçou os venenos sob a forma de cápsulas probióticas e colocou-os também em cápsulas de café, recipientes de água e garrafas de whisky, que partilhou com Lin e outros funcionários da empresa. Lin foi hospitalizado em Dezembro de 2020 e morreu poucos dias depois. Tinha 39 anos. Outras pessoas adoeceram, mas recuperaram.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Pequim espera que norte-americanos e iranianos procurem um compromisso O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reiterou o apelo de Pequim ao respeito pelo cessar-fogo no Médio Oriente e expressou esperança de que Estados Unidos e Irão procurem um compromisso, informou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua. “Esperamos que as partes envolvidas permaneçam empenhadas em procurar um cessar-fogo e continuem a procurar pontos de entendimento mútuo para que a paz regresse o mais rapidamente possível ao Médio Oriente”, afirmou Wang na terça-feira, citado ontem pela agência. Segundo a Xinhua, Wang declarou a jornalistas nas Nações Unidas que a China está a esforçar-se para resolver o conflito, mantendo comunicação e coordenação com as principais partes envolvidas e outros parceiros regionais e internacionais relevantes. “Apoiamos a mediação conduzida activamente pelo Paquistão e outros países, bem como os esforços dos Estados Unidos e do Irão”, acrescentou o ministro chinês. Wang renovou ainda o apelo de Pequim à garantia da segurança das rotas marítimas e das infraestruturas energéticas. O Irão acusou na terça-feira os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo, após ataques norte-americanos nocturnos no sul do país. Apesar de alguns sinais recentes de abertura entre Washington e Teerão, a retórica voltou a endurecer num conflito em que os combates praticamente cessaram desde 08 de Abril, mas no qual o bloqueio do estreito de Ormuz continua, impulsionando os preços do petróleo.
Hoje Macau China / ÁsiaPanamá espera cooperação marítima com China após reunião na ONU O ministro dos Negócios Estrangeiros panamenho expressou ao homólogo chinês desejo de avanços na cooperação marítima, num contexto de tensão entre os dois países em torno do controlo de portos estratégicos perto do canal do Panamá. Os responsáveis do Panamá e da China, Javier Martínez-Acha e Wang Yi, respectivamente, reuniram-se na terça-feira, em Nova Iorque, no âmbito do debate aberto de alto nível do Conselho de Segurança da ONU. Trata-se do primeiro encontro de alto nível entre ambos os governos, num contexto de tensão devido à saída forçada de um operador chinês de dois portos próximos do Canal do Panamá e à detenção em massa, em portos chineses — como suposta reacção —, de navios com bandeira panamenha. No encontro, as delegações trocaram pontos de vista sobre temas de interesse comum na agenda bilateral e multilateral, de acordo com um breve comunicado divulgado na noite de terça-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Panamá. “Martínez-Acha Vásquez expressou, no decorrer da reunião, a disposição de avançar em canais técnicos de cooperação marítima”, afirma-se no comunicado oficial. Na nota, salienta-se ainda que o Panamá reiterou “o pleno respeito pelo princípio de uma única China e o compromisso com o Estado de Direito e a independência na tomada de decisões das suas instituições democráticas, além do interesse de ambas as nações em manter uma relação mutuamente benéfica”. A informação oficial destaca ainda que as delegações concordaram com a importância do “diálogo franco e aberto, do respeito mútuo e do fortalecimento das relações”. Haja harmonia A reunião entre os dois ministros dos Negócios Estrangeiros foi descrita na segunda-feira pelo Governo panamenho como de “agenda aberta”, no âmbito de “uma maior harmonização das relações entre a China e o Panamá, países que há 170 anos mantêm relações migratórias, comerciais e culturais”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num breve comunicado. “O entendimento que se procura é o reconhecimento de como funciona o Estado de direito no Panamá (…) as decisões soberanas tomadas no país não são expressão de hostilidade contra nenhum Estado, e não devem ser interpretadas como tal noutros locais, nem devem ser motivo de retaliação”, afirmou à agência de notícias EFE o vice-ministro dos Assuntos Multilaterais e Cooperação, Carlos Guevara Mann, antes da reunião em Nova Iorque. Tensão alta Este encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Panamá e da China ocorre num contexto de tensão bilateral resultante da saída do conglomerado chinês CK Hutchison da exploração de dois portos situados perto do Canal, em Fevereiro passado, depois de o Supremo Tribunal panamiano ter declarado inconstitucional a concessão concedida há mais de vinte e cinco anos. A China afirmou que o Panamá pagaria “um preço elevado” por retirar a CK Hutchison, e a empresa iniciou um processo de arbitragem internacional no valor de, pelo menos, dois mil milhões de dólares contra o Estado panamenho.
Hoje Macau China / ÁsiaÁsia | Pequim critica Quad por promover “pequenos círculos exclusivos” A China criticou ontem o Quad por promover “pequenos círculos exclusivos” e a confrontação entre blocos na Ásia, depois de o grupo formado pelos Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália anunciar novas iniciativas de vigilância marítima no Indo-Pacífico. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que Pequim considera que a cooperação entre países deve contribuir para a paz, estabilidade e prosperidade regionais e não ser dirigida contra terceiros. A responsável acrescentou que a China “não apoia a formação” destes grupos nem a “confrontação entre blocos”, advertindo que qualquer mecanismo de cooperação regional deve evitar minar a confiança mútua entre os países da região. As declarações surgiram em resposta a uma pergunta sobre a nova iniciativa de vigilância marítima anunciada pelo Quad e sobre os planos do grupo para cooperar com Fiji em matéria de infraestruturas portuárias, após a reunião ministerial realizada ontem em Nova Deli. Durante o encontro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu que o Quad deve deixar de ser um fórum que “se reúne e fala de problemas” para se transformar num mecanismo que “faz algo em relação” aos problemas, com prioridades centradas na segurança marítima, energia, minerais críticos e cadeias de abastecimento.
Hoje Macau China / ÁsiaCaxemira | China e Paquistão defendem resolução pacífica China e Paquistão defenderam ontem uma resolução pacífica da disputa de Caxemira e sublinharam a importância de manter a paz e estabilidade no sul da Ásia, numa declaração divulgada no final da visita oficial do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. No documento, divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua, as duas partes reafirmaram “a importância de manter a paz e estabilidade no sul da Ásia” e de resolver “todas as disputas pendentes” através do diálogo e da diplomacia, manifestando igualmente oposição a “qualquer acção unilateral”. Segundo o texto, o Paquistão informou a China sobre a situação mais recente na região de Jammu e Caxemira. Pequim reiterou que a questão da Caxemira é uma disputa “herdada da história” que deve ser resolvida de forma pacífica, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU e os acordos bilaterais aplicáveis. A declaração inclui ainda uma referência à disposição das duas partes para desenvolver cooperação transfronteiriça em recursos hídricos. Guerra da água A referência à água surge depois de a Índia ter ordenado, no ano passado, a suspensão do Tratado das Águas do Indo, assinado em 1960 e que resistira a várias guerras, no âmbito das medidas adoptadas após o atentado de 22 de Abril de 2025 em Pahalgam, na Caxemira administrada pela Índia, onde morreram 26 civis, na maioria turistas indianos. Nova Deli responsabilizou o Paquistão pelo ataque, acusação negada por Islamabade, que pediu diálogo e uma investigação neutra. A crise levou, em 2025, à mais grave escalada militar em décadas entre as duas potências nucleares, com ataques aéreos, veículos aéreos não tripulados (“drones”) e fogo de artilharia entre 07 e 10 de Maio daquele ano, sobretudo em torno da Linha de Controlo, a fronteira de facto que divide a Caxemira. Os dois países alcançaram um cessar-fogo em 10 de Maio de 2025, com mediação dos Estados Unidos, embora as tensões persistam numa região reivindicada integralmente por Nova Deli e Islamabade e parcialmente administrada por ambos desde a partição do subcontinente indiano, em 1947.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | XI apela ao reforço da cooperação com a Sérvia O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou esta segunda-feira ao reforço da cooperação com a Sérvia nas áreas da inteligência artificial, energia e infraestruturas, durante a visita à China do homólogo sérvio, Aleksandar Vucic. “As duas partes devem reforçar a cooperação em novos sectores como a inteligência artificial, economia digital, energia verde e indústria de ponta”, declarou Xi durante um encontro com Vucic no Grande Palácio do Povo, sede dos congressos do Partido Comunista Chinês, segundo os meios de comunicação estatais locais. Os dois países deverão igualmente cooperar nos setores das infraestruturas de transportes e energia no âmbito da iniciativa chinesa das “Novas Rotas da Seda”, também conhecida como “Faixa e Rota”, que visa construir infraestruturas – pontes, estradas, linhas ferroviárias e aeroportos – em países em desenvolvimento. A China figura entre os cinco países que mais investem na Sérvia, Estado que é candidato à entrada na União Europeia (UE) e considerado próximo da Rússia. Pequim construiu uma linha ferroviária de alta velocidade, inaugurada em Outubro de 2025, e participa actualmente, segundo o Ministério das Finanças sérvio, na construção do metro de Belgrado e de várias pontes. Durante o encontro com o Presidente sérvio, Xi Jinping apelou ainda a um “verdadeiro multilateralismo” face às “turbulências” dos assuntos internacionais. As duas partes assinaram uma série de acordos bilaterais nas áreas do comércio, tecnologia e educação. Embora Vucic já se tenha deslocado várias vezes à China para participar em cimeiras e fóruns internacionais, esta é a primeira visita de Estado oficial ao país. Xi atribuiu-lhe uma “medalha da amizade” durante a visita, sinal da estreita relação entre ambos.
Hoje Macau China / ÁsiaAcidente | Graves infracções fazem 82 mortos em mina A empresa proprietária da mina de Liushenyu, na província chinesa de Shanxi (centro), onde uma explosão de gás causou 82 mortos na sexta-feira, cometeu “graves infracções”, avançou a imprensa oficial chinesa. O acidente, numa exploração situada no distrito de Qinyuan, deixou também dois desaparecidos, que ainda não foram localizados. A agência de notícias Xinhua apontou ontem várias irregularidades, entre as quais um controlo deficiente do número real de trabalhadores no subsolo, a existência de galerias não declaradas, planos que não correspondiam à situação real da mina e sistemas de vigilância duplicados. O responsável máximo do distrito de Qinyuan, Guo Xiaofang, afirmou numa conferência de imprensa que, após o acidente, a confusão no local e a falta de clareza da empresa quanto ao número de trabalhadores fizeram com que os primeiros balanços fossem imprecisos. O painel de entrada da mina indicava que, naquele dia, 124 pessoas tinham descido, mas durante as operações de resgate verificou-se que a lista de trabalhadores que tinham subido à superfície não correspondia à informação fornecida pela empresa, o que levou à descoberta de um número elevado de pessoas que tinha entrado sem cartão de localização. Vários mineiros citados pela Xinhua afirmaram que muitos trabalhadores não tinham cartões, apesar de a regulamentação exigir a sua utilização para entrar nas explorações subterrâneas. Um deles afirmou que, no seu turno, quase ninguém tinha o dispositivo e que não lhes era exigido que o utilizassem. Durante o resgate, as equipas descobriram ainda que as plantas fornecidas pela empresa não correspondiam à realidade e que existiam galerias ocultas não assinaladas. Segundo o meio de comunicação, o carvão extraído dessas zonas, por vezes exploradas por trabalhadores subcontratados, não era contabilizado na produção nem tributado. Um especialista não identificado citado pela imprensa local explicou que “algumas minas, para escapar à supervisão, criam dois conjuntos de plantas: um para as inspecções e outro para orientar a produção real”. Problemas recorrentes A mina, de gestão privada e com uma capacidade anual de 1,2 milhões de toneladas, tinha sido classificada este ano como exploração de tipo B, ou seja, com um nível de segurança “geral”, e constava de uma lista nacional de minas com riscos graves devido a elevados níveis de gás. A agência acrescentou que, nos últimos cinco anos, a Liushenyu tinha sido sancionada pelo menos cinco vezes por problemas de segurança. Os responsáveis da empresa já foram colocados “sob a custódia das autoridades”, expressão habitualmente utilizada na China para se referir a uma detenção por parte dos órgãos de segurança, enquanto uma equipa do Conselho de Estado (Executivo chinês) investiga as causas do acidente e as responsabilidades da empresa e dos órgãos de supervisão. As minas de carvão, material com o qual a China gera cerca de 60 por cento da electricidade, continuam a registar uma elevada taxa de acidentes, embora nos últimos anos o número de acidentes mortais tenha diminuído significativamente. O sector mineiro chinês registou mais de três mil mortes entre 2018 e 2023, um número que representou uma descida de 53,6 por cento em relação ao quinquénio anterior, de acordo com dados oficiais.
Hoje Macau China / ÁsiaChongqing | Chuvas intensas fazem 3 mortos e 17 desaparecidos Pelo menos três pessoas morreram e 17 continuam desaparecidas na sequência das chuvas torrenciais registadas este fim de semana no distrito de Yongchuan, no município da cidade de Chongqing, na China central, informou a agência estatal Xinhua. Segundo as autoridades de Yongchuan, o balanço referia-se à tarde de domingo, hora local, enquanto os trabalhos de busca e emergência continuam na zona afectada. Na sequência da cheia de alguns rios da localidade, os comandos de controlo de inundações de Chongqing e do distrito de Yongchuan activaram os seus protocolos e enviaram para o local mais de 400 efectivos das forças de segurança, gestão de emergências e bombeiros para participar nas tarefas de resgate. As autoridades transferiram preventivamente 168 pessoas em situação de risco e realojaram de emergência outras 82, de acordo com a Xinhua. A televisão estatal CCTV informou que as autoridades centrais chinesas enviaram para Chongqing 10.000 artigos de ajuda, entre os quais tendas, camas dobráveis e lanternas de emergência. Este episódio soma-se às chuvas torrenciais registadas nos últimos dias noutras zonas do centro da China, que causaram vítimas e danos em províncias como Hubei e Hunan. A China enfrenta todos os anos episódios de chuvas intensas, cheias repentinas e deslizamentos de terra durante a estação das chuvas, especialmente em zonas montanhosas e rurais.
Hoje Macau China / ÁsiaCimeira | Xi criticou duramente “remilitarização” do Japão O Presidente chinês, Xi Jinping, criticou duramente a primeira ministra japonesa, Sanae Takaichi, pela “remilitarização” do Japão durante a cimeira com o Presidente norte-americano, Donald Trump, em meados de Maio, reportou o jornal Financial Times (FT). Citando várias fontes não identificadas com conhecimento da cimeira, o jornal apontou que, durante o encontro, Xi se tornou particularmente vocal e agitado ao abordar o Japão, surpreendendo responsáveis norteamericanos, já que o tema não tinha surgido nas conversações anteriores com os homólogos chineses. Após Xi ter criticado Takaichi e o aumento das despesas de defesa japonesas, Trump respondeu que Tóquio precisava de assumir uma postura de segurança mais assertiva devido à crescente ameaça da Coreia do Norte. As relações entre Pequim e Tóquio deterioraramse desde Novembro, quando a China reagiu com indignação às declarações de Takaichi no Parlamento nipónico de que um ataque chinês a Taiwan poderia constituir uma “ameaça existencial” para o Japão, justificando o recurso às suas forças armadas. Desde então, Pequim tem mantido um tom constante de ataques ao Japão, combinando retórica com medidas concretas, como restrições às exportações de terras raras.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim defende acordo no Irão que tenha em conta “preocupações de todas as partes” A China apelou ontem para que “a porta do diálogo” no Médio Oriente não volte a fechar-se e defendeu uma solução negociada que tenha em conta “as preocupações de todas as partes”. Em conferência de imprensa, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que “a procura de uma solução através de negociações foi bem acolhida pelos países da região e pela comunidade internacional”. “Agora que a porta do diálogo se abriu, não deve voltar a fechar-se”, declarou Mao, acrescentando que é necessário consolidar a tendência de distensão, manter a orientação geral de uma solução política e alcançar, através de consultas e diálogo, uma solução que tenha em conta as “preocupações de todas as partes”. A porta-voz destacou também a necessidade urgente de reabrir rapidamente as rotas marítimas, para salvaguardar a estabilidade e fluidez das cadeias globais de abastecimento e produção. Mao afirmou ainda que Pequim vai continuar a trabalhar com a comunidade internacional para impulsionar as conversações de paz e desempenhar um “papel construtivo” na promoção de uma paz duradoura no Médio Oriente. Desde o início do conflito, a China tem defendido uma solução através do diálogo e da negociação e, embora tenha condenado os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, pediu também “respeito pela soberania” dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas e económicas. Avanços e recuos Órgãos de comunicação social norte-americanos como o Axios e o The New York Times noticiaram que Washington e Teerão podem estar próximos de alcançar um acordo que permitirá reabrir o estreito de Ormuz, levantar sanções contra o Irão, desbloquear fundos iranianos e prolongar a trégua por 60 dias para negociar um pacto nuclear. As autoridades iranianas negaram já estar iminente um acordo de paz com os Estados Unidos, mas reconheceram avanços nas negociações. Por seu lado, responsáveis norte-americanos continuaram a referir avanços nas negociações e um eventual anúncio iminente de entendimento.
Hoje Macau China / ÁsiaPaquistão | China condena ataque contra comboio e oferece apoio A China lamentou ontem o ataque contra um comboio suburbano no oeste do Paquistão, no qual morreram pelo menos 29 pessoas, e manifestou disponibilidade para reforçar a cooperação bilateral antiterrorista. Em conferência de imprensa, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, afirmou que a China “condena firmemente” o ataque terrorista e expressou solidariedade com vítimas e familiares. “A China opõe-se firmemente a todas as formas de terrorismo e continuará a apoiar o Paquistão na luta contra o terrorismo, na manutenção da unidade e estabilidade social e na proteção da segurança da população”, declarou Mao. O ataque, já reivindicado pelo Exército de Libertação do Baluchistão (BLA, atingiu um comboio perto da passagem de nível de Chaman Phatak, em Quetta, capital da província do Baluchistão, situada a cerca de 125 quilómetros da fronteira com o Afeganistão. Pelo menos 29 pessoas morreram e 102 ficaram feridas, de acordo com fontes policiais. A agência de notícias France-Presse indicou que o comboio transportava soldados e familiares de Quetta para Peshawar. O Baluchistão, a maior província do Paquistão em extensão territorial, mas também uma das menos desenvolvidas, é palco há décadas de uma rebelião separatista armada contra o Governo central. A condenação chinesa coincide com a visita oficial de quatro dias que o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, iniciou, no sábado, à China.
Hoje Macau China / ÁsiaShenzhou23 | Lançada nave com um dos três astronautas que ficará um ano no espaço A missão, que leva agora três homens para o espaço, faz parte do projecto de enviar astronautas para a Lua até 2030 A China lançou domingo a nave Shenzhou 23 em direcção à estação espacial Tiangong, com três astronautas, incluindo um que permanecerá no espaço durante um ano, passo crucial na ambição de Pequim de enviar seres humanos à Lua até 2030. A nave espacial descolou domingo do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China, às 23:08 locais. Este lançamento surge num momento em que a China se prepara para a sua primeira viagem tripulada à Lua até 2030 e acontece num cenário em que a China intensifica o seu programa espacial. A missão marca também o primeiro voo espacial realizado por um astronauta originário de Hong Kong. Os astronautas da missão são o comandante Zhu Yangzhu, de 39 anos, engenheiro espacial, Zhang Zhiyuan, também de 39 anos, antigo piloto da Força Aérea, e Li Jiaying, de 43 anos, que trabalhava anteriormente para a polícia de Hong Kong. A tripulação deverá realizar dezenas de projectos científicos e de aplicação, informou a comunicação social estatal. Espera-se também que completem uma rotação em órbita com a tripulação da Shenzhou 21, que se encontra na estação espacial Tiangong há mais de 200 dias. Mas a principal particularidade da Shenzhou-23 reside na realização de uma estadia orbital de um ano inteiro por um dos três membros da tripulação. Esta experiência permitirá, nomeadamente, estudar os efeitos de uma longa estadia em microgravidade. Trata-se de uma capacidade indispensável para a preparação de futuras missões lunares, ou mesmo marcianas. O astronauta que será seleccionado para esta estadia de um ano será designado posteriormente, em função da evolução da missão Shenzhou-23, indicou no sábado um responsável da Agência Espacial de Missões Tripuladas da China (CMSA, na sigla em inglês). Até agora, as tripulações a bordo da Tiangong permaneceram, em geral, seis meses em órbita, antes de serem substituídas. Na corrida A missão Shenzhou-23 insere-se no objectivo chinês de colocar astronautas na Lua antes de 2030, uma corrida que os Estados Unidos também lideram com o seu programa Artemis. Os equipamentos necessários para esta ambição encontram-se actualmente em fase de testes. A China deverá assim realizar, em 2026, o voo de teste em órbita da sua nova nave Mengzhou (“Nave dos Sonhos”), que deverá transportar os astronautas até à Lua. Pequim espera construir, até 2035, a primeira fase de uma base científica habitada, denominada Estação Internacional de Investigação Lunar (ILRS, na sigla em inglês) e prevê, também, até ao final de 2026, receber a bordo da estação Tiangong o seu primeiro astronauta estrangeiro, que será paquistanês. O gigante asiático desenvolveu consideravelmente os seus programas espaciais nos últimos 30 anos, para tentar alcançar o nível dos EUA, da Rússia ou da Europa. Os seus progressos são particularmente visíveis desde há uma década. Em 2019, a China colocou uma sonda espacial (a Chang’e-4) na face oculta da Lua, uma estreia mundial, e, em 2021, fez chegar um pequeno robô a Marte. Os EUA são considerados o principal rival espacial da China, com a NASA a ter como objectivo levar astronautas à superfície lunar em 2028. A estação espacial chinesa Tiangong, que se traduz como “Palácio Celestial”, acolheu pela primeira vez a tripulação do país em 2021. No ano passado, uma missão de emergência no âmbito do programa Shenzhou, que significa “Nave Divina”, resgatou uma equipa de astronautas que ficou retida na estação espacial devido a uma nave danificada.
Hoje Macau China / ÁsiaÉbola | Índia adia cimeira com a África devido à evolução da situação A Índia e a União Africana adiaram uma cimeira prevista para a próxima semana em Nova Deli, devido à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e Uganda, com 139 mortes associadas e 600 casos suspeitos. “Considerando a situação sanitária no continente. Ambas as partes concordaram que seria preferível realizar a quarta cimeira Índia-África numa data posterior”, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia num comunicado. A cimeira do Fórum Índia-África estava programada para ocorrer na capital da Índia, Nova Deli, entre 28 e 31 de Maio. O Governo indiano afirmou ainda estar pronto “para contribuir com os esforços liderados pelos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças para lidar com a evolução da situação de saúde”. O Aeroporto Internacional de Nova Deli emitiu ontem um alerta de saúde para os passageiros que chegam ao país vindos da RDCongo e dos países vizinhos Uganda, onde há uma morte confirmada e casos suspeitos, e Sudão do Sul, com um caso confirmado. As autoridades, que enfatizaram a importância de “continuar a cooperação para fortalecer a preparação e a capacidade de resposta em saúde pública em todo o continente”, indicaram que novas datas para a cimeira serão definidas posteriormente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) accionou no domingo um alerta sanitário internacional para enfrentar a epidemia de Ebola, declarada inicialmente na RDCongo, país da África Central, vizinho de Angola, com mais de 100 milhões de habitantes, onde as províncias orientais, de difícil acesso por estrada, são afectadas e assoladas pela violência de grupos armados. Segundo a OMS, há 139 mortes até hoje associadas a esta epidemia de Ébola entre quase 600 casos prováveis e a propagação pode ser rápida, embora o risco de uma pandemia seja considerado “baixo”.
Hoje Macau China / ÁsiaCuba | Pequim opõe-se a acusação dos EUA contra Raúl Castro A República Popular da China criticou ontem a acusação dos Estados Unidos contra o ex-Presidente cubano Raúl Castro, afirmando que se tratou de um aproveitamento abusivo de meios legais. Os Estados Unidos acusaram Raúl Castro de assassinato de cidadãos norte-americanos em 1996. Para Pequim, a acusação foi uma mais uma forma de Washington pressionar as autoridades cubanas. “A China sempre se opôs às sanções unilaterais ilegais que não têm qualquer fundamento no direito internacional e (…) é contra o abuso de meios legais”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. O mesmo porta-voz defendeu que os Estados Unidos devem parar de usar as sanções, a “força da lei” e as ameaças contra Cuba. Guo Jiakun disse também que Pequim apoia Cuba na defesa da “soberania e dignidade nacional” e opõe-se a qualquer interferência estrangeira. Raúl Castro, 94 anos, irmão de Fidel Castro (1926-2016), foi acusado, juntamente com outros líderes cubanos, de assassinato de norte-americanos num caso que remonta a 1996. Na altura, dois aviões comerciais pilotados por opositores do líder cubano foram abatidos, provocando a morte a quatro pessoas, indicou a acusação dos Estados Unidos. Raúl Castro era então Ministro da Defesa do Governo de Havana. A acusação norte-americana ocorre numa altura em que se agravam as tensões entre Washington e Havana. Além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington impôs em Janeiro um bloqueio total de petróleo a Cuba.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Xi Jinping manteve conversas com Putin em Pequim O Presidente chinês, Xi Jinping, realizou esta quarta-feira conversas com o Presidente russo, Vladimir Putin, no Grande Palácio do Povo, em Pequim, com as duas partes a concordar em prorrogar ainda mais o Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia, adiantou o Diário do Povo. Xi observou que este ano marca o 30.º aniversário do estabelecimento da parceria estratégica de coordenação China-Rússia e o 25.º aniversário da assinatura do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia. As relações China-Rússia chegaram até aqui passo a passo precisamente porque os dois países continuaram a aprofundar a confiança política mútua e a coordenação estratégica com firme determinação, expandiram a cooperação com o ímpeto de alcançar constantemente novos patamares, defenderam a justiça e a equidade internacionais e promoveram a construção de uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade com determinação inabalável, afirmou o líder chinês. “Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e importantes grandes países do mundo, China e Rússia devem adoptar uma perspectiva estratégica e de longo prazo, impulsionar o desenvolvimento e a revitalização de nossos respectivos países através de uma coordenação estratégica abrangente de qualidade ainda mais elevada e trabalhar para tornar o sistema de governança global mais justo e razoável”, disse Xi.
Hoje Macau China / ÁsiaTesla disponibiliza sistema de condução automática na China A Tesla anunciou ontem que o sistema avançado de condução automática da empresa norte-americana já está disponível na China, um dos seus principais mercados e palco de intensa concorrência entre fabricantes locais e estrangeiros de veículos eléctricos. Na conta oficial da rede X, a Tesla afirmou que o serviço está acessível numa lista de países e territórios que inclui, além da China, Estados Unidos, Canadá, México, Porto Rico, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Países Baixos e Lituânia. O anúncio representa um novo passo nos planos da Tesla para introduzir no mercado chinês a sua tecnologia Full SelfDriving (FSD) de “condução totalmente autónoma”, embora, por enquanto, seja apresentada como uma função supervisionada que requer a atenção do condutor. O presidenteexecutivo da Tesla, Elon Musk, manteve nos últimos anos contactos com as autoridades chinesas para avançar na autorização destas funções, um tema sensível devido às exigências locais em matéria de segurança de dados, mapas e privacidade. Em Abril de 2024, durante uma visita surpresa a Pequim, Musk reuniuse com altos responsáveis chineses, incluindo o primeiroministro, Li Qiang, tendo a Tesla alcançado um acordo com a gigante digital Baidu para obter licenças de navegação e mapas, considerado então um passo crucial para o lançamento das funções avançadas de assistência à condução na China. O anúncio surge também uma semana depois de Musk ter estado em Pequim como parte da delegação empresarial que acompanhou o Presidente norteamericano, Donald Trump, na visita de Estado à China e na reunião principal com o Presidente chinês, Xi Jinping. A Tesla procura reforçar a posição na China, após as vendas de veículos fabricados no país asiático terem aumentado em Abril 35,96 por cento em termos homólogos, segundo dados da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros. Competição feroz A empresa enfrenta um mercado cada vez mais competitivo, com fabricantes locais como BYD, Xpeng, Nio e Xiaomi, depois de a BYD ter ultrapassado a Tesla como maior produtora mundial de eléctricos e de o sector chinês ter sido arrastado para uma guerra de preços. O lançamento ocorre também num momento de maior escrutínio regulatório sobre a condução autónoma na China. No final de Março, mais de uma centena de robotáxis do serviço Apollo Go, da Baidu, ficaram subitamente imobilizados nas ruas de Wuhan, cidade no centro do país, devido a um “erro de sistema”, deixando passageiros temporariamente retidos e perturbando o trânsito, embora sem acidentes ou feridos. Segundo a Bloomberg, após esse incidente, as autoridades chinesas suspenderam a concessão de novas licenças para veículos autónomos, medida que impede as empresas do sector de acrescentar novos robotáxis às suas frotas.
Hoje Macau China / Ásia MancheteDiplomacia | Xi poderá visitar Pyogyang nas próximas semanas A possível deslocação de Xi Jinping à Coreia do Norte foi adiantada por Seul que, caso a viagem se confirme, pede ao Presidente chinês que contribua para a estabilidade na península coreana O Presidente da China, Xi Jinping, estará a programar visitar a Coreia do Norte nas próximas semanas, após a recente visita do chefe da diplomacia chinesa a Pyongyang, segundo fontes governamentais citadas pela agência de notícias estatal sul-coreana. Neste sentido, Seul pediu ontem a Pequim que contribua para a estabilidade na península. “Obtivemos informações que indicam que o Presidente Xi Jinping visitará a Coreia do Norte em breve”, declarou uma fonte governamental sul-coreana não identificada, citada na quarta-feira à noite pela Yonhap. Uma segunda fonte oficial citada pela agência sul-coreana indicou que a visita poderá ocorrer no final deste mês ou no início do próximo, tendo sido preparada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, que visitou a Coreia do Norte em Abril passado, e após as recentes viagens dos guarda-costas e do pessoal cerimonial de Xi à capital norte-coreana. “O Governo está a acompanhar de perto os movimentos relacionados” com a possível viagem de Xi para se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou o gabinete presidencial à agência de notícias EFE, antes de acrescentar que espera que os intercâmbios entre Pyongyang e Pequim “se realizem de forma a contribuir para a paz e a estabilidade na península coreana”. Já o ministro da Unificação sul-coreano, Chung Dong-young, afirmou, ainda de acordo com a Yonhap, estar “à espera” de um anúncio oficial de Pequim relativamente à visita, expressando a expectativa de que Xi e Kim abordem uma possível cimeira entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, caso se encontrem. Vizinhos sintonizados A China é o parceiro mais importante da Coreia do Norte, e Kim reuniu-se com Xi em Setembro do ano passado em Pequim. Os líderes reafirmaram então os laços, num encontro interpretado como uma tentativa de restabelecer a sintonia entre Pyongyang e Pequim, no contexto da crescente cooperação militar norte-coreana com Moscovo na guerra na Ucrânia. As expectativas de uma viagem de Xi a Pyonyang, que, a confirmar-se, será a segunda visita como presidente após a visita realizada em 2019, surgem na sequência do recente encontro do líder chinês com os homólogos norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin. Trump e Xi confirmaram, durante a cimeira em Pequim, na semana passada, o objectivo comum de desnuclearizar a Coreia do Norte. Além disso, o republicano afirmou ter mantido a comunicação com Kim Jong-un, sem detalhar esses supostos contactos.
Hoje Macau China / ÁsiaXi considera que o mundo corre o risco de cair “na lei da selva” O Presidente Xi Jinping afirmou ontem que o mundo corre o risco de regredir para a “lei da selva” e elogiou a relação entre a China e a Rússia como uma força estabilizadora a nível global, ao receber ontem Vladimir Putin em Pequim, poucos dias depois de ter recebido Donald Trump. A recepção ao líder russo decorreu com a respectiva pompa e circunstância, antes do início das conversações no Grande Salão do Povo, no coração de Pequim. As reuniões de trabalho entre Xi e Putin começaram num “formato restrito”, com menos delegados para discutir questões sensíveis. De seguida, o formato das conversações foi alargado aos restantes membros das duas delegações, terminando por volta das 14h. De seguida, os dois líderes participaram numa cerimónia de assinatura de vários documentos abrangendo áreas como tecnologia, comércio, investigação científica e propriedade intelectual. Entre os documentos, de acordo com a comunicação social estatal chinesa, encontrava-se uma prorrogação do “Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia”, assinado pela primeira vez há 25 anos. Elevada qualidade Em declarações proferidas após a cerimónia de assinatura, Xi afirmou que as relações entre Pequim e Moscovo se encontravam no “mais alto nível de parceria estratégica abrangente”, ao mesmo tempo que exortou ambos os países a oporem-se a “todas as formas de intimidação unilateral” na arena internacional. As palavras de Xi ecoaram as suas observações iniciais, nas quais afirmou que o mundo corria o risco de regressar à “lei da selva”. Acrescentou que novas hostilidades no Médio Oriente eram “desaconselháveis” e que um “cessar-fogo abrangente é da máxima urgência”, segundo noticiou a comunicação social estatal. Nas suas observações iniciais, Putin elogiou a relação entre os países como estando num “nível sem precedentes”, e afirmou que Moscovo continua a ser um “fornecedor de energia fiável”. Putin também convidou Xi a visitar a Rússia no próximo ano. O Presidente chinês deverá receber Putin para um chá em Zhongnanhai, o antigo jardim imperial que agora alberga a sede do Partido Comunista Chinês.
Hoje Macau China / ÁsiaGaza | 400 activistas de flotilha detidos e a caminho de Israel Os organizadores da flotilha humanitária com destino a Gaza que foi interceptada por Israel na segunda-feira reportaram a detenção de mais de 400 activistas que estavam ontem a ser levados para o porto israelita de Ashdod. A flotilha com 54 embarcações, que incluía navios da flotilha Global Sumud (GSF), da Freedom Flotilla Coalition e de várias outras organizações da Turquia, Malásia e Indonésia, foi interceptada na manhã de segunda-feira em águas internacionais perto do Chipre, a aproximadamente 250 milhas náuticas de Gaza. Em um comunicado, a Freedom Flotilla indicou que “mais de 400 participantes civis desarmados de 45 países foram sequestrados em águas internacionais pelas forças militares israelitas”, embora não tenham fornecido números discriminados por nacionalidade. Segundo a organização, “o navio cargueiro ‘prisão’, para onde foram levados os capitães, a tripulação e os participantes da flotilha após a intercepção, está a navegar lentamente em direcção ao porto de Ashdod, em Israel, onde os participantes da flotilha têm sido habitualmente identificados pelo Governo israelita”. Entretanto, a Freedom Flotilla Coalition informou que dez navios, incluindo um fretado pela organização, o ‘Lina’, ainda navegavam em direcção a Gaza com aproximadamente 70 pessoas a bordo, “numa tentativa de romper o bloqueio naval ilegal de Israel a Gaza”. Em relação aos navios interceptados, denunciaram que “foram deliberadamente danificados pelo Exército israelita e deixados à deriva, representando um perigo para a navegação internacional e constituindo mais uma violação do direito internacional por parte do Governo israelita”. O Governo israelita ainda não divulgou números oficiais sobre o número de detidos ou para onde estão a ser levados. Protesto português No final de Abril, as forças israelitas detiveram 175 pessoas a bordo de cerca de vinte embarcações da Flotilha Global Sumud em águas internacionais ao largo da costa da Grécia. Dois dos activistas, o hispano-palestiniano Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago Ávila, foram detidos e levados para uma prisão israelita, embora tenham sido libertados uma semana depois e deportados, enquanto os restantes foram libertados e desembarcados em solo grego. O Governo português convocou na segunda-feira o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, “em violação do direito internacional”, de dois médicos portugueses que integravam a flotilha Global Sumud, disse à Lusa o ministro do Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. A Ordem dos Médicos indicou que foi esta tarde informada da detenção dos médicos portugueses Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, “após a intercepção da embarcação em que seguiam [o navio “Tenaz”], em águas internacionais”, um caso que disse acompanhar “com bastante preocupação”. Rangel adiantou que o Governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Telavive e dos serviços consulares.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Ex-ministro condenado a três anos de prisão por imposição da lei marcial O ex-ministro da Defesa sul-coreano Kim Yong Hyun foi ontem condenado a três anos de prisão por obstrução da justiça devido à imposição da lei marcial em Dezembro de 2024 pelo então presidente, Yoon Suk Yeol. O Tribunal Distrital Central de Seul declarou que Kim enganou membros dos serviços de segurança presidenciais para aceder a um telefone que Yoon pudesse usar para comunicar durante a mobilização dos militares nas ruas, antes de a lei marcial ter sido revogada pelo parlamento. Para o tribunal, Kim “exorbitou o exercício das suas funções” ao obter o telefone em 02 de Dezembro de 2024, um dia antes de Yoon declarar a controversa lei marcial, que mergulhou o país em uma grave crise política e levou à sua prisão e processo de destituição. Kim Yong Hyun também foi condenado por “incitar à destruição de provas” por ordenar que um de seus assessores se desfizesse de documentos relacionados com o dia seguinte ao decreto ter sido revogado pela Assembleia Nacional sul-coreana, em 05 de Dezembro. O Ministério Público da Coreia do Sul defendia uma pena de cinco anos de prisão, mas a sentença teve em conta que Kim não tinha antecedentes criminais, segundo a agência de notícias Yonhap. O ex-governante continua a culpar a então oposição por desencadear uma “crise política” naquele país asiático e nega “qualquer irregularidade”, mantendo que a imposição da lei marcial se destinava a “alertar sobre o poder da oposição” — que Yoon associou à Coreia do Norte — e para recolher informações sobre uma possível “fraude eleitoral”.
Hoje Macau China / ÁsiaImprensa | Trump sugeriu a Xi união com Putin contra TPI O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu ao homólogo chinês, Xi Jinping, unir forças com o presidente russo, Vladimir Putin, contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), noticiou o Financial Times. Citando “fontes próximas das reuniões”, o jornal britânico avançou ontem que este foi um dos temas abordados entre os dois líderes políticos na visita de Trump a Pequim da passada semana. A Casa Branca recusou comentar o assunto, ainda segundo o Financial Times, que não aprofundou detalhes sobre a proposta de Trump ou sobre a forma como ela foi recebida por Xi Jinping. Nenhum dos três países reconhece a autoridade do TPI e a sua jurisdição sobre os estados-nação. Contudo, a oposição de EUA e Rússia ao tribunal de Haia é mais veemente do que o posicionamento chinês, já que Pequim nega a jurisdição sobre o seu território chinês, mas tem apoiado decisões em conflitos como na Líbia ou no Sudão. Em 2023, o TPI emitiu um mandado de prisão contra Putin por “crimes de guerra” na Ucrânia, mas o presidente russo continuou a viajar, principalmente para países da esfera de influência da antiga União Soviética, mas também para os EUA (Alasca), China ou Índia, todas em 2025. A animosidade de Trump em relação ao TPI aumentou bastante com a imposição de sanções económicas e restrições de viagem contra o procurador Karim Khan, alegando que o tribunal tomou “medidas ilegítimas e infundadas contra os Estados Unidos e seu aliado próximo, Israel”. O TPI é um dos pilares da ordem mundial que Trump está determinado a desacreditar desde seu retorno ao poder para o seu segundo mandato, juntamente com a ONU e suas diversas agências e acordos internacionais (como o Acordo de Paris, sobre o clima).
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Multas de até quase 330 mil euros para quem fumar em estaleiros Depois do trágico incêndio em Tai Po que fez 168 vítimas mortais, o Governo apresentou ao parlamento uma proposta que penaliza fortemente quem quebrar a proibição de fumar em estaleiros O Governo de Hong Kong enviou ontem para o parlamento uma proposta que impõe multas até 330 mil euros para quem fumar em estaleiros de obras, após o incêndio mais mortífero no território desde 1948. A proposta elaborada pelo Departamento do Trabalho prevê multas de até 400 mil dólares de Hong Kong para os empreiteiros que falhem na aplicação da proibição de fumar. A reforma legal, que envolve três leis e regulamentos administrativos, impõe ainda que os trabalhadores da construção civil possam enfrentar uma multa de três mil dólares de Hong Kong por fumarem em estaleiros. Mas, em casos de risco catastrófico de incêndio – por exemplo, fumar perto de materiais altamente inflamáveis– o trabalhador estará sujeito a uma multa de 150 mil dólares de Hong Kong e uma pena de até seis meses de prisão. Nestes casos, o empreiteiro poderá enfrentar uma multa de três milhões de dólares de Hong Kong e a mesma pena de prisão, refere a proposta. O documento clarifica também que a proibição de fumar se aplica a todas as áreas dos estaleiros de construção, sejam elas exteriores ou interiores. Num comunicado, o Governo disse que “aguarda com expectativa o apoio do Conselho [Legislativo, o parlamento local] para a aprovação célere” da proibição, que será implementar “em todas as obras de construção o mais rapidamente possível”. Compromisso geral No final de Março, nove associações da construção civil de Hong Kong assinaram um compromisso para impôr a proibição total de fumar em estaleiros de obras. Lawrence Ng San-wa, presidente de um dos grupos, a Associação de Subempreiteiros da Construção de Hong Kong, disse esperar que este “compromisso público” reforce “a confiança do público” no sector. Um incêndio, que começou a 26 de Novembro, causou a morte de 168 pessoas e devastou sete dos oito edifícios do complexo de habitação pública de Wang Fuk, que albergava mais de 4.600 pessoas. Uma comissão independente de investigação iniciou em Março as audiências sobre o incêndio e ouviu depoimentos a apontar as falhas que contribuíram para que o fogo se espalhasse. Nas observações iniciais, o advogado principal da comissão disse que as chamas terão começado numa plataforma num poço de luz entre dois apartamentos, tendo sido encontradas pontas de cigarro no local e em andaimes. A comissão, liderada por um juiz e criada em Dezembro, vai também examinar se existiam problemas sistémicos, como a manipulação de concursos, em obras de manutenção e renovação de edifícios de grande escala. A polícia da região chinesa deteve 22 pessoas por suspeita de homicídio voluntário, além de outras seis por suspeita de fraude, todas ligadas ao incêndio de Wang Fuk. A agência anticorrupção de Hong Kong deteve ainda outras 23 pessoas, incluindo consultores, empreiteiros e membros da associação de condóminos do complexo situado em Tai Po, no norte do território.