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Portugal vai estar novamente representado no Grande Prémio de Motos de Macau. Apesar das dificuldades que têm os pilotos portugueses em ser aceites no evento, devido aos rígidos critérios de selecção da prova do território, pelo menos um motociclista luso está praticamente confirmado à partida: André Pires.

O piloto natural de Vila Pouca de Aguiar, em Trás-os-Montes, que este ano está a disputar o Campeonato Nacional de Velocidade, na classe SuperBikes, aos comandos da Kawasaki ZX 10RR da equipa Kawasaki Oneundret Racing Team, está a preparar-se para participar naquele que é o maior evento de motociclismo do Sudeste Asiático.

A presença da representação lusitana está todos os anos pendente do número de convites que as entidades de Macau endereçam à Federação de Motociclismo de Portugal (FMP), mas Pires, que é o único motociclista português da actualidade que cumpre os critérios de selecção da prova, já tem o que carimbo que precisa para estar à partida.

“O convite já está confirmado. Agora estou a trabalhar na equipa que vou levar”, atestou Pires ao HM. O ano transacto, numa edição ganha pelo britânico Peter Hickmann, em BMW, Pires levou uma Bimota, de motor BMW e preparada no Reino Unido, até ao 19º lugar final. Para a edição deste ano o piloto português está “a trabalhar para levar uma equipa totalmente portuguesa. Acho que é mais fácil em todos os sentidos. Assim vou mais à-vontade e com uma mota que conheço.”

Tão ou mais importante que assegurar uma máquina competitiva para a prova de Novembro, Pires está também a trabalhar arduamente para tentar “reunir os necessários patrocinadores para ajudarem a concretizar este ambicioso projecto”.

O 64º Grande Prémio de Macau decorre entre os dias 16 a 19 de Novembro do corrente ano.

Team Portugal é objectivo da Federação Portuguesa

O Grande Prémio de Motos de Macau continua a despertar bastante interesse em Portugal e a FMP gostava de no futuro contar com uma participação mais numerosa.

“Gostávamos de participar com o Team Portugal com dois pilotos, mas infelizmente não temos mais nenhum piloto que cumpra com os requisitos de participação”, disse ao HM o Vice-presidente e responsável pela Comissão de Velocidade da FMP, o Coronel Armando Marques. “Actualmente acredito que os pilotos portugueses consigam obter tempos para se qualificarem para a corrida”, explicou o dirigente federativo, acrescentando que o problema “reside no cumprimento dos requisitos definidos pela organização do Grande Prémio de Macau para a elegibilidade de participação que nós compreendemos e, obviamente, aceitamos.”

O motociclismo de velocidade em Portugal baseia-se essencialmente em competições de circuito e muito raramente há a oportunidade, ou ensejo, para os pilotos lusos participarem nas mais prestigiadas provas de estrada, como o Grande Prémio de Macau, a conceituada prova da Ilha de Man ou a North West 200.

“A maioria dos pilotos portugueses, com uma ou outra excepção, quando opta pela internacionalização é pela participação em provas de campeonatos do Mundo ou da Europa, em vez da participação nas corridas de Road Racing”, explica o Coronel Armando Marques, que salienta que ‎”devemos manter uma ligação “muito especial” com Macau e com o seu Grande Prémio, por isso, este é um assunto que temos de dar uma outra atenção no futuro próximo”.

Portugal neste momento não tem qualquer evento de motociclismo de estrada, mas os organizadores do Circuito de Vila Real, onde até 1993 se realizaram provas de motociclismo de velocidade, estão a estudar a possibilidade de ressuscitar o evento no traçado citadino que já recebe uma etapa do WTCC. Na edição deste ano do evento transmontano foi realizada uma demonstração que foi acolhida com bastante entusiasmo pelo público e participantes.

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