André Pires arranjou solução para participar no GP Motos

O cumprimento de uma quarentena de 14 dias num hotel da cidade à chegada está a colocar em sério risco o 54º Grande Prémio de Motos de Macau. Esta obrigatoriedade coloca entraves difíceis de ultrapassar aos pilotos e equipas provenientes do estrangeiro. Contra ventos e marés, com o engenho e improviso tão típico dos portugueses, o motociclista André Pires conseguiu encontrar forma para contornar este obstáculo e estar à partida do Grande Prémio de Macau.

O piloto natural de Vila Pouca de Aguiar, que disputou as primeiras provas do Campeonato Nacional de Velocidade de Superbike de 2020, vai novamente participar no Grande Prémio de Macau com a sua Yamaha R1, mas esta não vai ser assistida pela Beauty Machines Racing Team, mas sim por um pequeno grupo de pessoas que Pires conseguiu reunir com disponibilidade e motivação para estar presente na maior prova de motociclismo do Sudeste Asiático – a APRacing.

“Consegui criar a APRacing para ir a Macau. A mota será a mesma do campeonato, só mudam os mecânicos”, explicou Pires ao HM. “Seremos quatro a ir a Macau: eu, como piloto, dois mecânicos e mais um elemento que dará apoio em termos de logística e comunicação”.

O piloto português está na expectativa, mas ao mesmo tempo confiante, que esta troca de equipa técnica não irá comprometer a sua performance em pista. “Vamos a ver como vai correr. Estou confiante que não teremos problemas nesse lado. Continuo com o apoio dos técnicos cá em Portugal, por isso se vamos estar sempre em contacto durante o fim-de-semana da corrida”, esclareceu Pires.

Do simbolismo

A presença de Pires no 67º Grande Prémio de Macau tem algum simbolismo para Portugal. Desde 1986, ininterruptamente, que Portugal envia uma delegação às provas de motociclismo do território. Ao mesmo tempo, Pires será o único português não residente em Macau a participar no evento deste ano. Apesar de o Grande Prémio, realizado pela primeira vez em 1954, ter estado sob a batuta da secção de Macau do Automóvel Club de Portugal (ACP), só em 1966 teve a participação de um piloto da metrópole, algo que só se voltou a repetir em 1986.

Pires fez a sua estreia no Circuito da Guia em 2013, ano em que obteve a sua melhor classificação, um 13º lugar, e desde aí tem sido presença assídua no maior evento desportivo de carácter anual da RAEM. A confirmar-se a prova de motociclismo deste ano, esta será a oitava participação de Pires no Grande Prémio de Motos de Macau, o que o tornará o piloto português com mais presenças nesta corrida.

Visto que há vários pilotos que não têm interesse em participar no evento devido à quarentena obrigatória, o fantasma do cancelamento ainda paira sobre o 54º Grande Prémio de Motos de Macau. Uma decisão final sobre o destino da edição deste ano da prova, pela primeira vez organizada em 1967, será tomada nos próximos dias.

5 Out 2020

André Pires já tem o convite para GP Macau 2020

O piloto português André Pires aceitou o convite da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau e vai participar no 54º Grande Prémio de Motos de Macau, que está agendado de 19 a 22 de Novembro, no programa do 67º Grande Prémio de Macau.

“Já recebemos o convite e estamos ansiosos para ir…”, confirmou Pires ao HM na passada sexta-feira. O piloto de Vila Pouca de Aguiar encontra-se a disputar o Campeonato Nacional de Velocidade de Superbike, competição que arrancou logo após o desconfinamento em Portugal, com uma prova no Autódromo do Estoril e outra no Autódromo Internacional do Algarve.

“Estou com a mesma mota e com a mesma equipa, por isso iremos os mesmos”, explicou o piloto da Beauty Machines Racing Team que tripula uma Yamaha R1 afinada pelos técnicos portugueses. “O campeonato aqui já começou e estamos a treinar e a ganhar ritmo para podermos ir bem preparados a Macau”.

A lista de inscritos da prova será com certeza dada a conhecer mais tarde no ano, mas deverá contar com diversas caras conhecidas do evento. O incontornável britânico Michael Rutter, vencedor por nove vezes desta prova, e o espanhol Raul Torras, foram alguns dos pilotos que publicamente mostraram predisposição para viajarem até nós no final do ano.

Pires estreou-se na prova da RAEM em 2013, no sexagésimo aniversário do evento, com um 13º lugar da geral, sendo desde aí uma presença assídua no Circuito da Guia e, nos últimos anos, o único representante do motociclismo português na “Clássica do Oriente”. O ano passado, numa corrida atribulada que teve duas bandeiras vermelhas e apenas duas voltas competitivas, Pires foi obrigado a abandonar devido a uma queda na Curva Melco, sem consequências físicas para o piloto luso.

Satisfação pelo esforço local

Devido à pandemia da COVID-19, as mais relevantes competições de motociclismo de estrada têm sido praticamente todas canceladas este ano. Para além da Ilha de Man TT, também a North West 200, o Grande Prémio do Ulster, a Classic TT e o Manx GP, não irão acontecer em 2020. Para a grande parte dos pilotos profissionais da disciplina de “road racing”, o Grande Prémio de Motos de Macau irá figurar como a prova mais importante desta encurtada temporada e para alguns, talvez seja mesmo a sua única corrida de um ano para esquecer.

O programa oficial do 67º Grande Prémio de Macau ainda não foi dado a conhecer ao grande público, mas as entidades oficiais têm sido peremptórias em realçar o seu apoio ao maior cartaz desportivo de carácter anual da RAEM. O piloto português já tinha sublinhado aqui no HM a importância da deslocação ao Oriente pela maior parte dos pilotos da categoria este ano, mas não deixou de referir que no caso da sua equipa “estamos muito contentes por, mesmo com esta situação, as entidades responsáveis em Macau estarem a tentar realizar o Grande Prémio. Espero que seja mesmo possível, pois é sinal que as coisas estão a melhorar”.

Devido à conjectura actual, Pires poderá ser mesmo o único piloto, de carros e motos, a deslocar-se de Portugal para a prova, o que a acontecer, será o número mais baixo de sempre desde 1985. A primeira representação portuguesa vinda da metrópole, no que respeita a provas de motociclismo do Grande Prémio, aconteceu apenas em 1986.

6 Jul 2020

GP de motos de Macau poderá ter edição memorável

Num ano que tem sido para esquecer para todas as categorias do desporto automóvel, ironicamente o Grande Prémio de Motos de Macau pode estar a preparar-se para receber uma das melhores edições de sempre

 

Com os cancelamentos da Ilha de Man TT e do Grande Prémio de Ulster, devido à pandemia mundial do novo coronavírus, e as dúvidas em redor da realização da North West 200, devido às dívidas do clube organizador, o calendário das provas de estrada ficou bastante desfalcado este ano, ganhando assim o Grande Prémio de Macau um redobrada importância. O Circuito da Guia poderá ser o único palco para ver os nomes mais sonantes da especialidade em acção este ano.

Apesar do espectro nebuloso que atormenta todos os grandes eventos desportivos a nível mundial, a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau já clarificou que “a organização do 67º Grande Prémio de Macau, que será realizado de 19 a 22 de Novembro de 2020, está actualmente a decorrer de acordo com o programado.”

A prova de motociclismo, que vai para a sua 54ª edição, está agora no foco de atenção de vários pilotos. André Pires, o motociclista que tem representado Portugal nas últimas edições da prova do território disse ao HM que “nem que seja possível fazer a North West 200, penso que será um dos melhores Grandes Prémios de Macau. Acredito que estará muita gente com os olhos postos na prova.”

Raul Torras, o piloto espanhol que esteve envolvido num dos mais espectaculares acidentes da edição de 2018 e que regressou em 2019 à RAEM, partilha da mesma opinião. “O Grande Prémio será com certeza o mais importante evento para os pilotos de estrada”, afirmou o catalão ao HM, acrescentando que “eu tenho um profundo desejo de regressar, e se for convidado e o evento for para a frente, lá estarei. Estou a contar os dias, fazendo figas”.

Investimento já feito

Antes da crise sanitária atingir a Europa e com força, já as grandes equipas e marcas, junto com os seus patrocinadores, tinham delineado a temporada e começado a testar para melhor preparar a época de 2020. Com a razia de provas, a vontade de recomeçar é ainda maior.

“O investimento das grandes equipas já estava feito antes desta crise”, explicou André Pires ao HM. “A maioria das equipas e pilotos já tinham estado a treinar e a testar. Por isso, não me parece que não participem por falta de euros. Pelo contrário, com todas as provas canceladas os pilotos e equipas estão todas desejosas de andar, de ‘escaparem’ desta quarentena que estamos a passar. Mesmo o público está todo desejoso para poder assistir às corridas.”

Para além das três “clássicas” afectadas, também várias provas menores na Irlanda foram canceladas ou adiadas. Em Portugal, a temporada do Campeonato Nacional de Velocidade ainda não arrancou. André Pires está ciente das dificuldades que as organizações de grandes eventos desportivos terão nos próximos tempos.

“Acho que vai ser difícil haver corridas até Agosto, mas talvez seja eu que esteja um pouco negativo quanto a isto, mas enquanto não houver uma vacina ou uma cura é complicado estar a fazer grandes eventos, pois é difícil estar em algum lado e evitar o contacto com pessoas ou controlar uma coisa que não se vê”, disse o piloto português natural de Vila Pouca de Aguiar e que no ano passado foi forçado a abandonar a prova de Macau.

A edição de 2018, marcada por uma carambola sem consequências graves para os envolvidos e duas partidas, foi ganha pelo britânico Michael Rutter numa Honda RC213V-S.

14 Abr 2020

André Pires aguarda convite para o GP Motos de Macau

André Pires prepara-se para ser novamente o único representante de Portugal no Grande Prémio de Motos de Macau em Novembro. O piloto português gostaria que outros pilotos de motociclismo lhe seguissem as pisadas, mas tal cenário é difícil dada a inexistência de corridas de estrada em Portugal e não só.

“Já estamos a preparar o regresso a Macau”, confirmou o piloto de Vila Pouca de Aguiar ao HM, enquanto aguarda o vital convite da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau.

Este ano, as expectativas pré-prova de Pires são quase sempre “as de sempre”: arranjar uma equipa com uma mota minimamente competitiva e patrocínios, algo que nunca é fácil em Portugal. Para a “Clássica do Estremo-Oriente”, Pires espera tripular uma Yamaha R1 da equipa portuguesa BeautyMachines Racing Team, estrutura que conhece bem do Campeonato Nacional de Velocidade de motociclismo de 2019.

“Este ano fizemos um bom trabalho, apesar de termos tido alguns azares em duas provas, por isso acredito que ainda vamos ganhar mais umas corridas e com isso vamos ainda mais motivados para o Grande Prémio de Macau”, explicou Pires que o ano passado ficou em 19º lugar na prova, numa corrida em que, para si, o mais importante era “chegar ao fim”, um ano depois de ter abandonado.

E mais portugueses?

A prova de duas rodas do Grande Prémio é considerada uma das mais perigosas do mundo, mas não é só isso que nos últimos anos a corrida tem uma presença muito reduzida de pilotos portugueses. Os regulamentos são claros: para competir no Circuito da Guia os pilotos têm que ter competido nas maiores provas da especialidade, como aquela que se realiza anualmente na Ilha de Man ou a North West 200.

No motociclismo, Portugal não tem tradição em circuitos de estrada e os constantes constrangimentos financeiros dos pilotos lusos não lhes permite “dar o salto” para o palco internacional. Actualmente a residir em Braga por questões profissionais, o piloto transmontano explica que “Macau é uma corrida de estrada e ou se tem mesmo gosto ou não. Eu gosto de corridas de estrada e adoro o Grande Prémio de Macau e por isso faço sempre questão de ir a Macau”.

O piloto luso que se estreou entre nós em 2013, e que desde aí tem sido uma presença regular, acredita que “para irem mais pilotos Portugueses é preciso que gostem deste tipo de provas. Para isso, primeiro têm que ir experimentar uma corrida, pois não podem ir directos para Macau. O primeiro passo é ir a Inglaterra, onde há várias corridas desta especialidade, e a partir daí penso que haverá condições para poderem receber o convite para participar em Macau”.

A 66ª edição do Grande Prémio de Macau disputa-se de 14 a 17 de Novembro. Os inscritos nas seis corridas do programa deverão ser revelados em Outubro.

4 Set 2019

André Pires em 19.º lugar na prova de motos do GP de Macau

André Pires ficou ontem em 19.º lugar na prova motos do Grande Prémio de Macau, numa corrida em que, para si, o mais importante foi “chegar ao fim”, um ano depois de ter abandonado. “Acho que a posição não interessa aqui, é chegar ao fim. Foi muito bom porque a mota é nova”, disse o piloto à agência Lusa.

A corrida foi ganha pelo britânico Peter Hickman, que tinha ficado em segundo lugar na mesma prova em 2017, marcada pelo acidente mortal de Daniel Hegarty.

Disputado no icónico traçado citadino de 6,12 quilómetros, o Grande Prémio é o maior evento desportivo de Macau e a prova é considerada uma das mais perigosas do mundo.

“É uma pista muito diferente, aqui o risco é maior, temos de andar com o dobro do cuidado, mas a adrenalina compensa. Não há pista tão rápida como esta em Portugal”, disse.

As expectativas do jovem de Vila Pouca de Aguiar são “as de sempre”: arranjar uma equipa e patrocínios, algo “difícil” em Portugal.

“Se for um ano bom em Portugal, com bons treinos, conseguimos chegar cá com bons resultados. Agora assim tem sido difícil, devido aos patrocínios, que é sempre os problemas dos portugueses. Não é só a minha guerra, é a de todos os pilotos”, lamentou.

A satisfação de Hickman

Três vezes campeão em Macau, Peter Hickman mostrou-se muito satisfeito por ter conseguido subir um lugar no pódio. “Vencer aqui é absolutamente brilhante”, rejubilou o piloto que terminou com a melhor volta (2.25,005 minutos).

O pódio foi todo ocupado por britânicos: em segundo lugar, a 795 milésimos do vencedor, ficou o veterano Michael Rutter, oito vezes campeão do circuito, enquanto Martin Jessopp foi terceiro, a 7,434 segundos.

O GP de Macau inclui três corridas de carros – as taças do mundo de Fórmula 3, GT e de carros de turismo (WTCR) -, bem como a 52.ª edição do Grande Prémio de motos, além da taça de carros de turismo de Macau e a taça da Grande Baía.

18 Nov 2018

Motos | André Pires vai representar Portugal no GP Macau

A participação de André Pires, reconhecido especialista português de traçados urbanos de motociclismo, na edição deste ano do Grande Prémio de Macau de Motos está confirmada. O piloto de Vila Pouca de Aguiar foi o único português convidado pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau e estará presente com uma Yamaha R1 com as cores da Fast Bike e Beauty Machines.

Infelizmente, a presença no prestigiado evento, único que combina, a nível internacional, carros e motos no mesmo fim-de-semana, implica para Pires faltar à derradeira prova do nacional de velocidade, marcada para 10 Novembro, quando o piloto já estará em viagem para o território.

Pires está entusiasmado com a participação no evento do Circuito da Guia. “É um evento que se faz sempre com prazer, o ambiente é incrível e as corridas muito competitivas, em vista do alto nível dos pilotos estrangeiros convidados. Isso também limita as hipóteses de um bom resultado, mas representarei Portugal o melhor possível”, diz o piloto que se iniciou no motociclismo em 2005 para receber o seu primeiro convite para o Grande Prémio de Macau em 2013

Na edição de 2017, Pires fez a sua melhor volta na qualificação em 2.32,167 minutos, 9,086 segundos mais lento que o pole-position e vencedor, o irlandês Glenn Irwin (Ducati). O piloto de 28 anos acabaria, no entanto, por não alinhar na corrida devido a um problema de motor da sua Kawasaki. Há dois anos, numa edição ganha pelo britânico Peter Hickmann, em BMW, Pires levou uma Bimota, de motor BMW e preparada no Reino Unido, até ao 19º lugar final.

26 Set 2018

André Pires: Piloto português corre para melhorar 13.º lugar

André Pires já prepara o regresso a Macau onde vai tripular a Kawasaki ZX10R, com que competiu ao longo da temporada. Apesar de uma preparação com limitações, o piloto ambiciona ficar classificado acima do 13.º lugar, o seu melhor registo no território

O motociclista André Pires vai estar à partida do Grande Prémio de Macau e definiu como objectivo melhorar o 13.º lugar, conquistado na edição de 2013. Apesar das condições estarem longe de ser as ideais para poder ambicionar lutar pelos lugares da frente, o português admite estar mais bem preparado do que no ano passado, por correr com a moto que utilizou ao longo da época.

“Estou confiante porque vou participar com a Kawasaki ZX10R com que estou a participar no Campeonato Nacional de Velocidade, em Portugal. Temos uma boa mota, que conheço, e com que me sinto muito bem, por isso acho que se as coisas correrem bem dá para fazer um bom lugar”, afirmou André Pires, ao HM.

“Não gosto de apontar posições porque durante a prova pode acontecer muita coisa. Mas claro que o meu objectivo é ficar acima da minha melhor participação, que foi o 13.º lugar em 2013”, acrescentou.

No entanto, a tarefa não se avizinha fácil. Não só porque a concorrência é muito forte mas também porque a preparação não foi melhor, depois de alguns problemas sentidos ao longo do ano.

“A preparação não correu tão bem quanto eu queria, porque este ano tive alguns problemas com a equipa com que corro no Nacional. Não cumpriram o prometido e tive de ser eu a pegar na equipa, o que exigiu um grande esforço”, explicou.

“As coisas têm corrido bem, apesar de tudo. Só que não treinei nem pude desenvolver a moto como gostava. Mas sinto-me mais bem preparado do que no ano passado, porque vou competir com uma mota que conheço. Isso é muito diferente de andar o ano todo com uma mota, e depois chegar a Macau e ter de competir com outra mota com que nunca andei”, justificou.

Moto de origem

Ainda assim, a Kawasaki ZX10R é uma moto muito pouco alterada face à versão original. Apesar do regulamento permitir alterações que melhoram o desempenho das motos, o piloto do Team Portugal admite que a falta de patrocínios não lhe permite investir nesse capítulo.

“A nossa mota vai basicamente de origem. Em Macau o regulamento permite fazer uma preparação melhor das motas, mas nós não temos patrocínios para isso e é um processo dispendioso. Também em Portugal o regulamento não permite alterar as motas. Vai ser difícil combater os verdadeiros ‘aviões’ que aparecem da concorrência”, anteviu.

Em relação a cuidados especiais por competir em Macau, André Pires realçou ainda a necessidade de se preparar para lidar com o clima local, e principalmente a forte humidade.

“Os cuidados necessários passam por preparar-me bem fisicamente, para me adaptar ao clima e à forte humidade que se sente”, explicou.

A 64.ª edição do Grande Prémio de Macau realiza-se entre 16 e 19 de Novembro, e, caso não haja alterações imprevistas, a prova para as motos realiza-se no dia 18.

9 Out 2017

André Pires já tem convite do 51º Grande Prémio de Motos

Portugal vai estar novamente representado no Grande Prémio de Motos de Macau. Apesar das dificuldades que têm os pilotos portugueses em ser aceites no evento, devido aos rígidos critérios de selecção da prova do território, pelo menos um motociclista luso está praticamente confirmado à partida: André Pires.

O piloto natural de Vila Pouca de Aguiar, em Trás-os-Montes, que este ano está a disputar o Campeonato Nacional de Velocidade, na classe SuperBikes, aos comandos da Kawasaki ZX 10RR da equipa Kawasaki Oneundret Racing Team, está a preparar-se para participar naquele que é o maior evento de motociclismo do Sudeste Asiático.

A presença da representação lusitana está todos os anos pendente do número de convites que as entidades de Macau endereçam à Federação de Motociclismo de Portugal (FMP), mas Pires, que é o único motociclista português da actualidade que cumpre os critérios de selecção da prova, já tem o que carimbo que precisa para estar à partida.

“O convite já está confirmado. Agora estou a trabalhar na equipa que vou levar”, atestou Pires ao HM. O ano transacto, numa edição ganha pelo britânico Peter Hickmann, em BMW, Pires levou uma Bimota, de motor BMW e preparada no Reino Unido, até ao 19º lugar final. Para a edição deste ano o piloto português está “a trabalhar para levar uma equipa totalmente portuguesa. Acho que é mais fácil em todos os sentidos. Assim vou mais à-vontade e com uma mota que conheço.”

Tão ou mais importante que assegurar uma máquina competitiva para a prova de Novembro, Pires está também a trabalhar arduamente para tentar “reunir os necessários patrocinadores para ajudarem a concretizar este ambicioso projecto”.

O 64º Grande Prémio de Macau decorre entre os dias 16 a 19 de Novembro do corrente ano.

Team Portugal é objectivo da Federação Portuguesa

O Grande Prémio de Motos de Macau continua a despertar bastante interesse em Portugal e a FMP gostava de no futuro contar com uma participação mais numerosa.

“Gostávamos de participar com o Team Portugal com dois pilotos, mas infelizmente não temos mais nenhum piloto que cumpra com os requisitos de participação”, disse ao HM o Vice-presidente e responsável pela Comissão de Velocidade da FMP, o Coronel Armando Marques. “Actualmente acredito que os pilotos portugueses consigam obter tempos para se qualificarem para a corrida”, explicou o dirigente federativo, acrescentando que o problema “reside no cumprimento dos requisitos definidos pela organização do Grande Prémio de Macau para a elegibilidade de participação que nós compreendemos e, obviamente, aceitamos.”

O motociclismo de velocidade em Portugal baseia-se essencialmente em competições de circuito e muito raramente há a oportunidade, ou ensejo, para os pilotos lusos participarem nas mais prestigiadas provas de estrada, como o Grande Prémio de Macau, a conceituada prova da Ilha de Man ou a North West 200.

“A maioria dos pilotos portugueses, com uma ou outra excepção, quando opta pela internacionalização é pela participação em provas de campeonatos do Mundo ou da Europa, em vez da participação nas corridas de Road Racing”, explica o Coronel Armando Marques, que salienta que ‎”devemos manter uma ligação “muito especial” com Macau e com o seu Grande Prémio, por isso, este é um assunto que temos de dar uma outra atenção no futuro próximo”.

Portugal neste momento não tem qualquer evento de motociclismo de estrada, mas os organizadores do Circuito de Vila Real, onde até 1993 se realizaram provas de motociclismo de velocidade, estão a estudar a possibilidade de ressuscitar o evento no traçado citadino que já recebe uma etapa do WTCC. Na edição deste ano do evento transmontano foi realizada uma demonstração que foi acolhida com bastante entusiasmo pelo público e participantes.

17 Set 2017