André Pires aguarda convite para o GP Motos de Macau

André Pires prepara-se para ser novamente o único representante de Portugal no Grande Prémio de Motos de Macau em Novembro. O piloto português gostaria que outros pilotos de motociclismo lhe seguissem as pisadas, mas tal cenário é difícil dada a inexistência de corridas de estrada em Portugal e não só.

“Já estamos a preparar o regresso a Macau”, confirmou o piloto de Vila Pouca de Aguiar ao HM, enquanto aguarda o vital convite da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau.

Este ano, as expectativas pré-prova de Pires são quase sempre “as de sempre”: arranjar uma equipa com uma mota minimamente competitiva e patrocínios, algo que nunca é fácil em Portugal. Para a “Clássica do Estremo-Oriente”, Pires espera tripular uma Yamaha R1 da equipa portuguesa BeautyMachines Racing Team, estrutura que conhece bem do Campeonato Nacional de Velocidade de motociclismo de 2019.

“Este ano fizemos um bom trabalho, apesar de termos tido alguns azares em duas provas, por isso acredito que ainda vamos ganhar mais umas corridas e com isso vamos ainda mais motivados para o Grande Prémio de Macau”, explicou Pires que o ano passado ficou em 19º lugar na prova, numa corrida em que, para si, o mais importante era “chegar ao fim”, um ano depois de ter abandonado.

E mais portugueses?

A prova de duas rodas do Grande Prémio é considerada uma das mais perigosas do mundo, mas não é só isso que nos últimos anos a corrida tem uma presença muito reduzida de pilotos portugueses. Os regulamentos são claros: para competir no Circuito da Guia os pilotos têm que ter competido nas maiores provas da especialidade, como aquela que se realiza anualmente na Ilha de Man ou a North West 200.

No motociclismo, Portugal não tem tradição em circuitos de estrada e os constantes constrangimentos financeiros dos pilotos lusos não lhes permite “dar o salto” para o palco internacional. Actualmente a residir em Braga por questões profissionais, o piloto transmontano explica que “Macau é uma corrida de estrada e ou se tem mesmo gosto ou não. Eu gosto de corridas de estrada e adoro o Grande Prémio de Macau e por isso faço sempre questão de ir a Macau”.

O piloto luso que se estreou entre nós em 2013, e que desde aí tem sido uma presença regular, acredita que “para irem mais pilotos Portugueses é preciso que gostem deste tipo de provas. Para isso, primeiro têm que ir experimentar uma corrida, pois não podem ir directos para Macau. O primeiro passo é ir a Inglaterra, onde há várias corridas desta especialidade, e a partir daí penso que haverá condições para poderem receber o convite para participar em Macau”.

A 66ª edição do Grande Prémio de Macau disputa-se de 14 a 17 de Novembro. Os inscritos nas seis corridas do programa deverão ser revelados em Outubro.

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