Hoje Macau China / ÁsiaJapão e Coreia do Sul querem enfrentar juntos mudanças comerciais e de segurança Os líderes do Japão e da Coreia do Sul concordaram ontem em estreitar a cooperação para enfrentar as rápidas mudanças em curso em matéria comercial e de segurança, que preocupam os dois países asiáticos. O objectivo foi definido em Tóquio durante uma cimeira entre o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, e o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, que efectua a primeira viagem ao estrangeiro desde que assumiu funções em Junho. Ishiba e Lee prometeram ampliar a colaboração em diversas áreas, enquanto se esforçam para minimizar os atritos causados pelas disputas históricas, sobretudo pela ocupação japonesa da Coreia entre 1910 e 1945. “Dado que a ordem internacional em matéria de comércio e segurança é volátil, acredito que a República da Coreia [nome oficial da Coreia do Sul] e o Japão, que partilham posições semelhantes em termos de valores, ordem e ideologia, devem fortalecer a cooperação mais do que nunca”, declarou Lee. Ishiba disse ser necessário haver coerência política, mesmo quando persistem “questões difíceis” entre os dois países. Defendeu também a importância de estreitar a cooperação com os Estados Unidos, o aliado comum numa região onde a China procura hegemonia. “A paz e a estabilidade não chegarão a menos que façamos esforços activos, e isso é ainda mais importante numa época tão turbulenta”, afirmou Ishiba, segundo a agência de notícias espanhola EFE. Ambos reafirmaram o compromisso assumido por administrações anteriores de alcançar a desnuclearização completa da Coreia do Norte. Defenderam igualmente a necessidade de cooperar para enfrentar as incertezas comerciais, numa referência velada à actual política tarifária agressiva de Washington. Agenda preenchida As conversações entre Ishiba e Lee duraram cerca de duas horas, e começaram com um encontro restrito no Kantei, a sede do governo japonês, seguido por uma reunião alargada e uma conferência de imprensa conjunta. Ishiba congratulou-se com a decisão de Ishiba de visitar o Japão antes de viajar para os Estados Unidos, onde se reunirá com o Presidente Donald Trump, em Washington, no domingo. “É extremamente encorajador que a sua primeira visita ao Japão desde que assumiu o cargo ocorra num ambiente estratégico tão complexo”, declarou. Os dois líderes concordaram em desenvolver as relações bilaterais à luz dos princípios da normalização das relações diplomáticas entre o Japão e a Coreia do Sul em 1965, e criar um órgão conjunto para lidar com questões comuns. Entre eles, referiram a revitalização regional, a diminuição da natalidade, o envelhecimento e o declínio da população, a agricultura, a prevenção de desastres e a promoção de novas energias alternativas, como o hidrogénio e o amoníaco, e tecnologias como a inteligência artificial. Concordaram também em alargar um programa de vistos que permite trabalhar durante estadas temporárias para financiar a viagem, de forma a intensificar o intercâmbio de pessoas entre os países. Ishiba e Lee planeiam publicar por escrito os resultados da cimeira, a primeira declaração conjunta deste tipo entre um primeiro-ministro japonês e um presidente sul-coreano em 17 anos. O encontro de ontem foi o segundo entre Ishiba e Lee, que se reuniram em Junho no Canadá, à margem da cimeira do G7, para a qual a Coreia do Sul foi convidada. Lee vai reunir-se com Trump numa altura em que persistem as dúvidas sobre o novo pacto tarifário bilateral, sobre o qual ambos os governos divulgaram mensagens contraditórias, e o rumo da estratégia em relação à Coreia do Norte.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão regista novo défice comercial em Julho pelo terceiro mês consecutivo O Japão registou em julho um défice comercial de 17,5 mil milhões de ienes (683 milhões de euros), pelo terceiro mês consecutivo, motivada pela desaceleração do comércio com os Estados Unidos, após as tarifas impostas pela administração Trump. O Japão registou em Julho um excedente comercial com os Estados Unidos de 585,110 biliões de ienes, 23,9 por cento abaixo do registo no mês homólogo anterior, enquanto as exportações nipónicas para a primeira economia mundial ficaram em 1,7 triliões de ienes (no mês em análise, 10,1 por cento menos do que no ano anterior. Durante o mês de Julho, o Japão esteve sujeito à tarifa base de 10 por cento imposta pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, em Abril, enquanto os exportadores de automóveis japoneses enfrentaram uma tarifa separada de 25 por cento. Acordo na mesa No passado dia 23 de Julho, o Japão e os Estados Unidos chegaram a um acordo comercial, resultado de meses de negociações, pelo qual o país asiático deverá pagar tarifas de 15 por cento e investir 550 mil milhões de dólares na primeira economia mundial. As chamadas denominadas pela Casa Branca “tarifas recíprocas”, com as quais Trump vinha a ameaçar diferentes nações, foram fixadas para o Japão em 15 por cento, abaixo dos 25 por cento anunciados anteriormente, tendo igualmente sido a taxa mais baixa imposta a países que têm um superávit comercial com os Estados Unidos. As tarifas impostas por Washington ao sector automóvel também ficaram em 15 por cento, 10 pontos abaixo do que havia sido estabelecido meses antes e sem limite no número de veículos importados. A nível global, as exportações japonesas diminuíram em julho 2,6 por cento em relação a Julho de 2024, para 9,35 biliões de ienes, enquanto as importações diminuíram 7,5 por cento, para 9,47 biliões de ienes. Por partes Por países, o Japão registou em Julho com a China, o seu maior parceiro comercial, um défice de 609.156 milhões de ienes, o que representa uma redução de 4,8 por cento em relação ao mês homólogo anterior. Com a União Europeia, terceiro parceiro comercial, o Japão registou um saldo negativo no valor de 277,959 milhões de ienes, 57,1 por cento a mais do que no mesmo mês de 2024. Com o Brasil, o país asiático reduziu o défice em 28,3 por cento em relação ao ano anterior, para 48.092 milhões de ienes, enquanto, no caso do saldo negativo com o Chile, diminuiu 8,8 por cento, para 85.350 milhões de ienes. O Japão, por outro lado, alcançou um superávit comercial com o México no valor de 40.739 milhões de ienes, embora o valor seja 58,2 por cento inferior ao de Julho do ano anterior.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia | Banco do Japão melhora previsão de crescimento para 2025 O Banco do Japão melhorou ontem as previsões económicas para o ano fiscal de 2025, estimando um crescimento de 0,6 por cento, mais uma décima face à projecção anterior, e manteve a taxa de juro de referência em 0,5 por cento O Banco do Japão (BoJ) antecipa uma desaceleração da economia enquanto se assimila o impacto real da guerra comercial lançada pelos Estados Unidos, mas prevê que o PIB retome uma trajectória de crescimento moderado à medida que a situação estabiliza. O banco central japonês reviu também em alta, em cinco décimas, para 2,7 por cento, a previsão de subida dos preços no ano fiscal de 2025, que termina em Março de 2026, em linha com o encarecimento registado nos últimos meses, sobretudo dos alimentos, com o arroz como principal exemplo. A instituição salientou ter tido em conta riscos ainda presentes ao rever as projecções incluídas no relatório trimestral de previsões económicas, divulgado no final da reunião de dois dias sobre política monetária. “Continua a ser muito incerto como evoluirão o comércio e outras políticas em cada jurisdição e como reagirão a actividade económica e os preços”, referiu o BoJ, que considera necessário acompanhar o impacto destes factores nos mercados financeiros e cambiais. Neste cenário, o banco central manteve inalterada a previsão de crescimento do PIB para 2026 e 2027, em 0,7 e 1 por cento, respectivamente, mas reviu em alta, em uma décima, a estimativa de inflação para esses anos, para 1,8 e 2 por cento. Preços e salários O BoJ acompanha de perto a evolução dos preços, que subiram 3,7 por cento em Maio, o sétimo mês consecutivo acima dos 3 por cento, e vê como positiva a tendência generalizada das empresas para aumentar salários, embora estes ainda não acompanhem o ritmo da inflação. A instituição teme, contudo, que estes esforços sejam comprometidos pela incerteza tarifária e pela possibilidade de o sector empresarial optar por reduzir despesas, numa referência indirecta a políticas proteccionistas como as adoptadas pelos Estados Unidos.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeJapão | Alerta de tsunami não impacta residentes de Macau Ontem foi emitido um alerta de tsunami no Japão, devido ao terramoto na península russa de Kamchatka. Um representante de agências de viagens afirmou que 10 excursionistas de Macau estavam em Hokkaido, onde algumas zonas tiveram aviso de evacuação. Os residentes estão em segurança e não houve pedidos de ajuda A ocorrência de um terramoto ontem na zona de Kamchatka, na Rússia, provocou uma onda de alertas de tsunami e medidas de evacuação em várias regiões junto ao Oceano Pacífico, sendo que o Japão não é excepção. Segundo informações disponibilizadas por Paul Wong, presidente da Associação da Indústria Turística de Macau, dez residentes de Macau que estão a fazer uma excursão na região japonesa de Hokkaido encontram-se em segurança. Nas declarações proferidas ao canal chinês da Rádio Macau, Paul Wong acrescentou que este grupo de dez pessoas deverá regressar a Macau em breve. Além disso, o responsável confirmou que as agências de viagens do território têm feito contactos no sentido de perceber quantos residentes de Macau estão a viajar no Japão a título individual, sendo que nenhum deles fez pedidos de ajuda ou de apoio. Paul Wong disse ainda que em Agosto haverá dezenas de excursionistas de Macau em Hokkaido e que, para já, não houve cancelamentos das viagens. Cerca de dois milhões de pessoas no Japão receberam ontem ordens para abandonar as suas casas ou zonas costeiras devido ao risco de tsunami. O terramoto, ocorrido na península russa de Kamchatka, teve magnitude de 8,8, sendo que em Hokkaido, a maior ilha do arquipélago japonês e a mais próxima de Kamchatka, as autoridades locais emitiram ordem de retirada de nível máximo (5 em 5) para 10.463 cidadãos da cidade costeira de Urakawa. Além disso, mais de 1,9 milhões de pessoas em 21 prefeituras ao longo da costa do Pacífico do Japão receberam avisos de retirada de nível 4, que apelam para a “retirada de zonas perigosas” – tais como as que se encontram perto do mar e da foz dos rios – “o mais rapidamente possível antes que a situação se agrave”. SMG emitiram ordem Entretanto, os Serviços Meteorológicos e Geofísicos emitiram ontem uma nota a dizer que Macau não irá sofrer impactos com a ocorrência deste terramoto. Apenas foi feita uma previsão de que “uma pequena onda de tsunami” poderia atingir a costa de Macau entre as 18h e 19h, “podendo causar uma flutuação do nível da água igual ou inferior a 0,1 metros”, sem “risco significativo” para o território. As ordens de evacuação das autoridades japonesas baseiam-se nos avisos emitidos pela Agência Meteorológica do Japão (JMA), que estão em vigor desde o início da manhã de ontem para praticamente toda a costa do Pacífico do arquipélago, e que estimam a ocorrência de tsunamis de até três metros de altura. Até à tarde de ontem (hora de Macau) tinham sido registados tsunamis de até 1,3 metros de altura na localidade de Kuji, na prefeitura de Iwate, e de 80 centímetros na península de Nemuro, em Hokkaido, ambos no norte do país. Foi igualmente observado um tsunami de 30 centímetros no porto de Yokohama, a sul de Tóquio.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | PM permanece no cargo apesar de “duro golpe” eleitoral O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, disse ontem que vai manter-se no poder, depois de o partido que preside perder a maioria na câmara alta do Parlamento, nas eleições de domingo, num novo revés político. “Continuamos a ser o partido com a maior representação. Apesar do duro golpe e as muitas dificuldades, muitas pessoas apoiaram-nos fortemente”, disse Ishiba numa conferência de imprensa, afirmando que a decisão de permanecer no cargo se deve à situação política global e às “condições difíceis” que o país atravessa. Neste sentido, o dirigente destacou a imposição de tarifas aduaneiras ao Japão por parte dos Estados Unidos, a inflação e o receio de que um forte terramoto ou uma catástrofe natural possam atingir o país em algum momento. O Partido Liberal Democrático (PLD) de Ishiba e o parceiro de coligação, Komeito, que precisavam de conquistar 50 lugares, além dos 75 que já possuem para manter a maioria, conseguiram 47. Faltaram três lugares para a maioria e houve um recuo de 19 lugares em relação ao que tinham antes das eleições. A derrota é mais um golpe para a coligação de Ishiba, tornando-a minoritária em ambas as câmaras, após a derrota em Outubro nas eleições para a câmara baixa, e agravando a instabilidade política do Japão. Foi a primeira vez que a coligação liderada pelo PLD perdeu a maioria em ambas as câmaras do parlamento desde a formação do partido em 1955. Sobe e desce Questionado sobre a possibilidade de alargar a coligação a outros partidos da oposição, Ishiba disse não ter qualquer intenção de o fazer nesta altura e afirmou que o PLD “deve ser responsável e desenvolver políticas”. O responsável também excluiu a possibilidade de uma remodelação do Governo. “Vamos consultar seriamente os outros partidos e falar de responsabilidade e continuar com as políticas em matéria de tarifas e catástrofes”, acrescentou. Entre os partidos da oposição, o Partido Democrático Constitucional do Japão (CDP), liberal de esquerda, ficou em segundo lugar, com 22 lugares, enquanto o reformista Partido Democrático Popular (PDP) ficou em terceiro, com 17. A surpresa foi o partido nacionalista japonês de extrema-direita Sanseito, que, sob o lema “Japão primeiro”, emergiu como um dos grandes vencedores das eleições de domingo, conquistando 14 lugares e tornando-se o terceiro maior partido da oposição.
Hoje Macau China / ÁsiaEspionagem | Pequim diz que julgamento de japonês foi de acordo com a lei O Governo chinês defendeu ontem a condenação de um cidadão japonês a três anos e meio de prisão por alegado envolvimento em actividades de espionagem, assegurando que o processo foi conduzido “de acordo com a lei”. “As autoridades judiciais da China tratam os casos com estrito respeito pela legislação, garantindo os direitos e interesses legítimos das partes envolvidas. Em conformidade com as convenções internacionais e com o acordo consular entre a China e o Japão, facilitámos o trabalho consular da parte japonesa”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Lin Jian, em conferência de imprensa. O porta-voz sublinhou ainda que a China “sempre apoiou a cooperação económica e comercial com o Japão” e assegurou ter proporcionado “um ambiente favorável ao trabalho legal das empresas e cidadãos japoneses no país”. “Damos as boas-vindas às empresas estrangeiras que queiram desenvolver cooperação económica e comercial na China. Desde que os cidadãos estrangeiros cumpram a lei e ajam conforme a legislação, não há motivo para preocupações”, acrescentou. As autoridades chinesas ainda não tinham confirmado oficialmente a condenação, noticiada ontem pelo embaixador do Japão em Pequim, Kenji Kanasugi, após o julgamento. “O cidadão japonês foi condenado a três anos e meio de prisão por suspeita de espionagem. Consideramos esta sentença extremamente lamentável”, declarou o diplomata, citado pela imprensa japonesa. Segundo a televisão pública NHK, Kanasugi garantiu que o Governo nipónico continuará a pressionar por várias vias para que o cidadão seja libertado “o mais rapidamente possível” e prestará “todo o apoio necessário”. O caso remonta a Março de 2023, quando o homem, funcionário da farmacêutica japonesa Astellas Pharma, foi detido pelas autoridades chinesas quando se preparava para regressar ao Japão. O suspeito foi acusado de violar leis de contraespionagem, mas poucos detalhes foram tornados públicos.
João Santos Filipe Eventos MancheteEntretenimento | Actrizes e actores do Japão vão animar o Cotai em Setembro A actriz e cantora Sora Aoi foi escolhida como a embaixatriz da Expo do Entretenimento PinkD! – Macau, que traz ao Lisboeta alguns dos nomes mais conhecidos da indústria para adultos do Japão. O evento, que vai decorrer entre 26 e 28 de Setembro, no espaço H853 no hotel Lisboeta, traz a Macau cerca e 40 actrizes e actores, e pretende mostrar na Grande Baía as tendências mais recentes da indústria para adultos. Ao longo dos três dias, os admiradores e curiosos vão poder participar em actividades como encontros um-a-um com as suas actrizes favoritas, visitar cenários utilizados em gravações de filmes e assistir a danças e outras demonstrações ao vivo. Além disso, haverá leilões e venda de produtos especiais lançados apenas para o evento. Este ano o grande destaque dos organizadores é Sora Aoi, de 44 anos, actriz que no início dos anos 2000 era um dos nomes mais populares na indústria para adultos no Japão e com uma grande legião de fãs no Interior, capaz de até ultrapassar as tensões nacionalistas. A grande aceitação da actriz entre o público do Interior ficou demonstrada em Maio de 2012, durante um momento maior tensão entre a China e o Japão devido à chegada de actividades de Hong Kong às ilhas Diaoyu/Senkuku. Com a tensão em alta entre os dois países, e a internet inflamada com discursos nacionalistas, os internautas chineses não deixaram de tornar célebre a frase: “As ilhas Diaoyu pertencem à China, mas a Sora Aoi pertence ao mundo”. A grande popularidade da actriz ficou também demonstrada pelo facto de em 2014 Aoi ter mais de 15 milhões de seguidores da rede social Weibo, apesar deste tipo de filmes serem proibidos. A carreira activa de Aoi na indústria para adultos teve menos de 10 anos, mas trouxe-lhe o reconhecimento necessário para ao mesmo tempo conseguir papéis em séries de televisão no Japão e na Coreia do Sul e para se lançar no mundo da música. Aoi gravou o último filme para adultos em 2011, e deixou de licenciar produtos par adultos com a sua fisionomia em 2019, altura em que foi mãe pela primeira vez e decidiu dedicar-se à vida familiar. Companhia de luxo Outro dos nomes conhecidos do público masculino que vai estar presente no Cotai, é a modelo e actriz Shouko Takahashi, de 32 anos. Numa primeira fase, Takahashi começou por cimentar a carreira como capa em várias revistas orientadas para um público masculino, mas em que não aparecia totalmente nua, antes em bikini ou apenas com poses mais sensuais. Em 2016, a roupa saiu das fotografias e nesse mesmo ano aconteceu a estreia no cinema pornográfico, depois de não ter conseguido o sucesso desejado como guitarrista na banda Camouflage. Apesar dos diferentes caminhos, em 2018 Shouko foi distinguida com quatro prémios Fanza Adult Awards, incluindo o de melhor actriz. Habituada a constar na lista de nomeadas para os prémios Fanza Adult Awards está também Ayaka Yamagishi, outra das presenças confirmadas no Cotai. Igualmente com 32 anos, à imagem de Shouko Takahashi, Ayaka Yamagishi vai estar no Hotel Lisboeta quando atravessa uma segunda fase na carreira. Inicialmente conhecida como Aika Yamagishi, a actriz estreou-se nesta área em 2017, depois de ter trabalhado durante alguns meses como apresentadora para um canal de televisão local na região de Tokai, na Prefeitura de Aichi. Com os 30 anos, chegou a vontade de mudança. O nome artístico passou assim de Aika para Ayaka, com a actriz a justificar que procurava fazer um novo tipo de trabalhos, com uma nova imagem, ainda que dentro da mesma indústria. Companhia masculina Outro dos grandes nomes que vai participar no evento é Mana Sakura, que também tem 32 anos. Natural da prefeitura de Chiba, Mana terminou os estudos em Engenharia Civil antes de decidir que pretendia ser actriz pornográfica. É a imagens de marca da agência SOD Create, com quem tem um contrato exclusivo de 2012. Além disso, é considerada pela agência como uma grande mais-valia por ser capaz de cativar uma grande audiência feminina. Em contraste com as grandes actrizes, os nomes dos actores masculinos são menos conhecidos. Entre estes encontram-se Chitose Komei, Taichi Lin e Kazuo Kaden. Os bilhetes para o evento encontram-se à venda desde o mês passado, e o evento só aceita a entrada a pessoas com mais de 18 anos. Os interessados precisam de fazer-se acompanhar pelo documento de identificação com fotografia. A entrada tem um custo de 280 patacas. O bilhete com encontros personalizados com as actrizes custa 480 patacas.
João Santos Filipe SociedadeAndy Wu prevê recuperação de viagens para o Japão após profecia O presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu, prevê o regresso em força da procura por viagens para o Japão, depois de uma profecia que previa um terramoto no país no passado 5 de Julho, que não aconteceu. A profecia de 5 de Julho partiu de um livro de banda desenhada japonesa, da autora Ryo Tatsuki, e contribuiu para que vários asiáticos evitassem viajar para o país nipónico. A profecia tornou-se famosa na Ásia, dado que Ryo Tatsuki tinha previsto, num dos seus trabalhos anteriores, de 1999, uma grande catástrofe no Japão em 2011. Esse ano coincidiu com o terramoto de Tohoku, que vitimou 19.759 pessoas, e deu origem ao maremoto que levou ao desastre nuclear da Central de Fukushima Daiichi. A profecia levou inclusive as autoridades do turismo japonesas a reagirem, para assegurarem a segurança de viajar no país. Todavia, o impacto não se limitou ao Japão, e o dirigente da associação revelou que também a procura pela Coreia do Sul sofreu uma redução. Face à menor procura, o mercado interno adaptou-se ao oferecer mais viagens para o Interior, como forma de manter receitas. Esperar mais um pouco Em declarações ao jornal Ou Mun, Andy Wu explicou que o impacto da profecia vai durar até ao final do mês, porque uma das interpretações aponta para que o risco de haver uma catástrofe se prolonga até 31 de Julho. Porém, após esse período, o dirigente da associação de turismo espera um crescimento da procura na ordem dos 30 por cento. Apesar do optimismo, Wu explicou igualmente que o mercado do Japão não vai ser o principal destino de férias dos residentes, dado que actualmente as pessoas preferem viajar para o Interior da China. Andy Wu explicou que os destinos que se estão a tornar mais populares são Xinjiang, Yunnan e Guizhou. Ao mesmo tempo, o responsável, indicou que lugares tradicionalmente populares, como a Mongólia do Interior e Guilin, continuam muito populares.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Retiradas 50 pessoas de ilhas após 1.500 sismos 15 dias As autoridades do Japão retiraram quase 50 residentes de um arquipélago no sudoeste do país, uma região que foi afetcada por mais de 1.500 sismos no espaço de cerca de duas semanas. Um total de 46 residentes das ilhas de Akuseki e Kodakara, no arquipélago de Tokara, apanharam um ‘ferry’ para Kagoshima no domingo, informaram as autoridades locais. Na quinta-feira, o Japão já tinha ordenado a evacuação de Akuseki, devido à vaga de sismos, alguns atingindo magnitudes de cerca de 5 na escala de Richter. No domingo, dois sismos de magnitude 4,9 e 5,5 atingiram a ilha de Akuseki pouco depois das 14:00, avançou a Agência Meteorológica do Japão. A agência alertou que podem ocorrer sismos de magnitude 6 na área. Apenas cerca de 20 pessoas permanecem em Akuseki e cerca de 40 em Kodakara, que decidiram não abandonar as suas casas porque, na maioria, têm animais. O número de sismos nestas ilhas ultrapassou os 1.500 desde 21 de Junho e, embora não tenha havido danos ou feridos significativos, os residentes confessaram ter medo e dificuldades em dormir. O arquipélago de Tokara, entre as ilhas Yakushima e Amami-Oshima, fica ao longo da Fossa de Ryukyu, onde a placa do mar das Filipinas mergulha sob a placa Euro-Asiática. Embora a área seja conhecida pela actividade sísmica, alguns especialistas observaram que a situação recente é invulgar, uma vez que os sismos na região geralmente diminuem após picos de cerca de dez dias.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão pronto para todos os cenários em matéria de tarifas O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, afirmou este domingo que o país está pronto a “manter-se firme” e está preparado para todos os cenários tarifários possíveis, que possam resultar das negociações comerciais com os Estados Unidos. Em declarações no programa “Sunday News, The Prime” do canal japonês de televisão Fuji TV, o governante sublinhou a determinação de Tóquio na negociação da aplicação de direitos aduaneiros nulos – tarifa zero – no sector da indústria automóvel. Shigeru Ishiba recordou ainda que o Japão é o maior investidor directo estrangeiro nos Estados Unidos e o maior criador de emprego na maior economia do mundo. O principal negociador comercial do Japão, Ryosei Akazawa, anunciou este sábado que manteve duas reuniões telefónicas com o secretário de Estado do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, para discutir os direitos aduaneiros, numa altura em que se aproxima o prazo de 09 de Julho para imposição do aumento das taxas por Washington. Akazawa e Lutnick falaram durante 45 minutos na quinta-feira e durante cerca de uma hora no sábado, reafirmaram as respectivas posições sobre os direitos aduaneiros dos Estados Unidos e “procederam a uma troca de pontos de vista aprofundada”, de acordo com um comunicado do secretariado do Governo japonês. As partes continuarão a coordenar-se, acrescenta no comunicado. Cartas escritas Os telefonemas decorreram numa altura em que uma taxa geral de 10 por cento sobre as vendas do Japão para os Estados Unidos deverá voltar a 24 por cento em 09 de Julho, caso o acordo tarifário não seja fechado. O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na sexta-feira que assinou 12 cartas, que serão enviadas já esta segunda-feira, para informar os parceiros comerciais das novas taxas alfandegárias dos Estados Unidos sobre as respectivas exportações para os EUA, que começarão a ser aplicadas no próximo dia 01 de Agosto. Trump não especificou quais os países que receberão as cartas. Para além das tarifas mais amplas, tal como acontece com outros países, o Japão também está sujeito a uma taxa de 25 por cento sobre a importação de automóveis e componentes automóvel pelos EUA e a uma tarifa de 50 por cento sobre o aço e o alumínio.
Hoje Macau PolíticaHistória | Defendido monumento para lembrar guerra com Japão Lin Guangzhi, director do Instituto para a Investigação Social e Cultural da Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau, defendeu que deveria ser criado em Macau um monumento em memória dos mártires da guerra com o Japão, tendo em conta a passagem, em 2025, dos 80 anos do aniversário da vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Mundial Antifascista, nos anos da II Guerra Mundial. A construção deste monumento iria servir para a “população relembrar ou conhecer as histórias de Macau durante a guerra”. Em declarações ao Jornal do Cidadão, Li Guangzhi lembrou que, apesar de o território não ter sido ocupado pelos japoneses, os compatriotas também participaram na resistência ao lado da pátria, demonstrando o espírito de amor à pátria e a Macau. Além de defender a construção do monumento, o académico pede também o estabelecimento de um Centro de Investigação da História da Guerra Anti-japonesa de Macau, com vista a contar histórias positivas sobre estes anos de conflito e de combate aos japoneses, bem como os contributos que foram feitos.
João Santos Filipe Manchete PolíticaDSEDJ | Escolas “encorajadas” a ver cerimónias da guerra contra o Japão O Governo quer fortalecer o patriotismo dos jovens através dos exemplos dos chineses de Macau que participaram no esforço de guerra contra a invasão japonesa. Os eventos para homenagear as vítimas arrancam em Agosto, e incluem intercâmbios, exposições temáticas e até uma cerimónia de homenagem às vítimas do massacre de Nanjing As escolas do território vão ser “encorajadas” pela Direcção de Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) a organizar sessões para os alunos e professores assistirem em directo às cerimónias do “80.º aniversário da vitória do povo chinês na guerra contra o Japão e da vitória mundial contra o fascismo”. As comemorações estão agendadas para 3 de Setembro, em Pequim, e a DSEDJ quer organizar vários eventos em Macau, para promover o espírito nacionalista. Numa conferência de imprensa conduzida pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultural, O Lam, o director da DSEDJ, Kong Chi Meng, explicou que é esperado que todas as escolas do território disponibilizem nos pavilhões desportivos meios para que os alunos assistam às cerimónias em directo de Pequim. Além disso, antes de 3 de Setembro, a partir dos finais de Agosto, os professores e os alunos das escolas primárias e secundárias vão ser levados a participar em exposições temáticas para ficarem a conhecer “os eventos históricos relevantes” sobre a guerra. É ainda esperado que nestes dias o conteúdo das aulas verse sobre estes acontecimentos. O responsável pela DSEDJ indicou igualmente que foram desenvolvidos materiais didácticos para ensinar aos alunos os eventos históricos, que visam a ligação entre os chineses de Macau e a sua contribuição para os esforços da guerra. Tendo em conta as celebrações, a DSEDJ revelou também que os eventos anuais de intercâmbio realizados com o Interior vão sofrer alterações, para que os professores e os alunos tenham paragens obrigatórias em diferentes monumentos de celebração da vitória na guerra. Massacre de Nanjing Na apresentação dos vários eventos, O Lam destacou que o objectivo do Governo passa por “promover o grande espírito da Guerra de Resistência” e “inspirar o fervor patriótico”. Todas as actividades vão estar subordinadas ao tema: “Recordar a História, Acarinhar a Memória dos Mártires, Acarinhar a Paz e Criar o Futuro”. Em termos das comemorações e eventos para assinalar os eventos históricos, a 13 de Dezembro vai também ser organizada uma homenagem às vítimas do massacre de Nanjing e a todos os chineses mortos durante a guerra. Os moldes da homenagem foram apresentados de forma genérica, mas espera-se que incluam intercâmbios entre escolas e acções de promoção sobre o passado. O massacre de Nanjing aconteceu em 1937, tendo decorrido durante algumas semanas após a conquista pelos tropas japonesas daquela que era a capital da República da China. Após a conquista, as tropas japonesas massacraram a população, incluindo crianças, mulheres e não combatentes. No pós- Segunda Guerra Mundial, o Julgamento de Tóquio, que levou à justiça os responsáveis japoneses, foi estimado que o número de vítimas tinha variado entre 100 mil e 200 mil. A invasão da China pelo Japão começou em 1931 com a ocupação da Manchuria, num primeiro momento. Em 1937, o Japão expandiu o escopo da guerra, procurando a ocupação total da China. O que começou como um conflito localizado na Ásia acabaria por integrar-se na 2.ª Guerra Mundial, a partir de Dezembro de 1941, com os ataques de Pearl Harbour. Ao longo de vários anos, as estimativas apontam para que no lado chinês entre 3,8 milhões e 10,6 milhões de pessoas tenham morrido. A paz foi alcançada a 2 de Dezembro, depois dos Estados Unidos terem atacado o Japão com a segunda bomba atómica, em Nagasaki.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Empresas pedem à China que acelere licenças de exportação de terras raras A Câmara de Comércio e Indústria do Japão na China pediu ontem às autoridades chinesas que reduzam as restrições à exportação de terras raras e acelerem a emissão de licenças, após meses de atrasos que afectaram a produção. Durante uma conferência de imprensa realizada em Pequim, o presidente do grupo empresarial, Tetsuro Homma, afirmou que as restrições impostas pela China desde Abril sobre sete tipos de minerais estratégicos estão a afectar tanto a produção como as exportações das empresas japonesas sediadas no país. Homma indicou que, após uma reunião com o Ministério do Comércio chinês, em 28 de Maio, algumas licenças começaram a ser aprovadas, embora em número ainda limitado. A Câmara alertou que os controlos “podem prejudicar as cadeias de abastecimento de bens de consumo” e apelou a que sejam aplicados apenas quando “realmente necessários por razões de segurança”. A China detém mais de 70 por cento da produção mundial de terras raras, componentes essenciais no fabrico de produtos como telemóveis, computadores e veículos eléctricos. As restrições fazem parte de um conjunto de medidas adoptadas por Pequim desde 2023, no contexto das tensões comerciais com os Estados Unidos. Pequim e Washington alcançaram recentemente um princípio de acordo para reduzir essas tensões, no qual a China se comprometeu a aliviar algumas barreiras não tarifárias, incluindo os controlos sobre materiais estratégicos.
Hoje Macau China / ÁsiaTóquio | Porta-aviões chinês entrou em águas do Japão O Ministério da Defesa do Japão revelou ontem que um porta-aviões chinês e restante frota entraram em águas da Zona Económica Exclusiva (ZEE) japonesa, no passado sábado, numa altura de tensões na relação entre os dois países. De acordo com o ministério japonês da Defesa, o porta-aviões Liaoning, dois contratorpedeiros de mísseis guiados e um navio de reabastecimento rápido navegaram a cerca de 300 quilómetros do ponto mais oriental do Japão, a ilha Minamitori, no sábado. De acordo com um comunicado, depois de o Liaoning e os navios que o acompanhavam terem deixado a ZEE japonesa, realizaram no domingo exercícios de descolagem e aterragem de caças e helicópteros. O ministério da Defesa japonês disse que destacou um navio para a zona, de forma a acompanhar a situação. Esta foi a primeira vez que um porta-aviões chinês entrou nesta parte da ZEE do Japão no Oceano Pacífico, disse um porta-voz do ministério à agência de notícias France-Presse. “Acreditamos que os militares chineses estão a tentar melhorar as suas capacidades operacionais e a sua capacidade de conduzir operações em áreas remotas”, acrescentou. A crescente presença militar da China e a utilização de meios navais e aéreos para reivindicar territórios disputados estão a preocupar os Estados Unidos e os seus aliados na região da Ásia-Pacífico. O porta-voz do Governo, Yoshimasa Hayashi, afirmou ontem numa conferência de imprensa que o Governo japonês “transmitiu uma mensagem apropriada à parte chinesa”, sem especificar se tinha apresentado um protesto formal.
Hoje Macau China / ÁsiaGaza | Japão promete ajuda humanitária O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, prometeu ontem à Agência das Nações para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) que o Japão irá contribuir para a chegada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. “O Japão pretende trabalhar para garantir a manutenção de um ambiente sustentável no qual as actividades de assistência humanitária possam ser realizadas”, disse Ishiba ao director-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, durante uma reunião em Tóquio, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês. Lazzarini fez uma visita de cortesia de cerca de 20 minutos ao Presidente japonês, que expressou o seu respeito pela organização internacional e as suas condolências aos funcionários que morreram durante o conflito com Israel na Faixa de Gaza. O director-geral da UNRWA expressou a sua gratidão pela assistência prestada pelo Japão até à data e explicou a atual situação humanitária na Faixa de Gaza, assim como as condições que enfrenta a UNRWA e os seus esforços para melhorar a sua gestão, após o congelamento temporário da ajuda de certos países, incluindo o Japão, devido às alegadas ligações de alguns dos seus funcionários com o grupo islamita Hamas. Ishiba e Lazzarini confirmaram que continuarão a colaborar para prestar apoio aos refugiados palestinianos que enfrentam “uma grave crise”, acrescentou o ministério.
Hoje Macau China / ÁsiaTarifas | Japão diz que negociações com EUA incluem taxas de câmbio O ministro das Finanças japonês, Katsunobu Kato, indicou ontem que a taxa de câmbio entre o dólar e o iene vai estar em cima da mesa nas negociações com os Estados Unidos sobre tarifas. Kato confirmou o que os analistas têm vindo a sugerir, com base no objectivo prioritário dos Estados Unidos de reduzir a balança comercial com países com os quais têm défice e aos quais aplicou tarifas – a que chama de recíprocas -, como o Japão. “Houve várias comunicações com o lado norte-americano, incluindo sobre taxas de câmbio, e então os movimentos nos mercados de câmbio podem estar entre os temas discutidos, embora os detalhes ainda não tenham sido determinados”, referiu Kato num discurso no Parlamento japonês. O dirigente também explicou que as discussões sobre a taxa de câmbio vão ser realizadas entre os ministros das Finanças de ambos os países. O Governo japonês anunciou na terça-feira que o ministro responsável pela Revitalização Económica e Novo Capitalismo, Ryosei Akazawa, vai ser o principal representante de Tóquio nas negociações tarifárias. Washington, por sua vez, nomeou a dupla formada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e pelo representante comercial, Jamieson Greer, para liderar a equipa.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Casal imperial de visita a Iwo Jima A visita dos imperadores japoneses serve para assinalar o 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, num território que foi palco de uma das batalhas mais sangrentas do conflito Os imperadores do Japão, Naruhito e Masako, chegaram ontem à ilha de Iwo Jima, cenário de uma das batalhas mais sangrentas da Segunda Guerra Mundial, no âmbito das celebrações do 80.º aniversário do fim do conflito global. É a primeira vez que o casal imperial visita a ilha remota, agora oficialmente designada Ioto, situada a cerca de 1.250 quilómetros a sul de Tóquio, onde irá prestar uma homenagem diante dos memoriais de guerra aí erguidos. A Batalha de Iwo Jima é considerada uma das batalhas mais sangrentas da Campanha do Pacífico da Segunda Guerra Mundial. Durante as cinco semanas que durou, cerca de 7.000 soldados norte-americanos e quase 22.000 soldados japoneses foram mortos, entre 80.000 soldados que combateram nesta ilha de apenas 21 quilómetros quadrados. A tomada da ilha, remota e fortemente fortificada, em 26 de Março de 1945, foi considerada um passo fundamental no avanço das forças aliadas no Pacífico, com vista a invadir o território principal do arquipélago japonês, embora a importância estratégica da batalha seja ainda debatida pelos especialistas. A ilha foi devolvida à soberania japonesa em 1968 e oficialmente rebatizada Ioto em 2007, a pedido dos habitantes da zona, nome efectivamente utilizado pelos antigos habitantes. A ilha foi erradamente designada por Iwo Jima quando os habitantes foram retirados pouco antes da batalha. Após a ocupação, os habitantes não foram autorizados a regressar e, durante a ocupação norte-americana, a ilha manteve esse nome, o que contribuiu para popularizar a legenda da fotografia histórica de Joe Roshental, em que os fuzileiros navais norte-americanos estão a hastear a bandeira dos EUA, uma imagem adaptada para o cinema por Clint Eastwood. Outras visitas Em 1994, os imperadores Akihito e Michiko visitaram a ilha para prestar homenagem, no âmbito do 50.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, assinalado um ano mais tarde. A presença de Naruhito e Masako segue-se a uma homenagem anterior, em 29 de Março, protagonizada pelo primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, e pelos ministros da Defesa do Japão e dos Estados Unidos, Gen Nakatani e Pete Hegseth. A digressão dos imperadores, este ano, prossegue em Junho com uma passagem por Okinawa, a prefeitura da ilha mais a sul do Japão, onde teve lugar outra das batalhas mais emblemáticas desta guerra, a Batalha de Okinawa. Nos próximos meses, o casal imperial visitará ainda Hiroshima e Nagasaki, na primeira viagem às cidades devastadas pelos bombardeamentos nucleares norte-americanos desde que ascenderam ao trono.
Hoje Macau China / ÁsiaTóquio | MNE chinês acusado de deturpar declarações sobre reunião O Governo japonês anunciou ontem que apresentou um protesto formal à China por ter “deturpado” as observações feitas pelo primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, durante um encontro com o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi. Wang e Ishiba encontraram-se na sexta-feira passada em Tóquio, numa recepção de cortesia organizada pelo líder japonês, na véspera de uma reunião trilateral entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Japão, da Coreia do Sul e da China, com o objectivo de promover a futura cooperação entre os três países vizinhos. Após a reunião, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês emitiu um comunicado em que afirmava que Ishiba “reconhece plenamente o importante significado” dos quatro documentos assinados entre as duas nações, aquando do estabelecimento das relações diplomáticas em 1972, e que o dirigente japonês “respeita as posições definidas pela parte chinesa”. O Japão instou Pequim a “retirar imediatamente” a declaração, que “não resiste” aos factos, disse ontem o porta-voz do Governo japonês, Yoshimasa Hayashi, em conferência de imprensa. Hayashi considerou “lamentável” que o Governo chinês tenha emitido uma declaração que “não corresponde à verdade”. O Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês também condenou a declaração chinesa numa nota, afirmando que durante o encontro com Wang, Ishiba “sublinhou a necessidade de reduzir as preocupações” nas relações bilaterais, incluindo “a situação no Mar do Leste da China”, “garantir a segurança dos cidadãos japoneses detidos na China” e o levantamento das restrições chinesas à importação de marisco japonês.
Hoje Macau China / ÁsiaEUA | Japão lamenta imposição de tarifas sobre o aço O Japão lamentou ontem ser alvo das tarifas aduaneiras de 25 por cento sobre o aço, impostas pelos Estados Unidos, alertando que as barreiras alfandegárias podem ter um impacto considerável nas ligações económicas. O porta-voz do Governo de Tóquio, Yoshimasa Hayashi, disse “ser lamentável” que o Japão não tenha conseguido a isenção nas tarifas sobre o aço e o alumínio, em vigor desde ontem, marcando uma nova etapa na guerra comercial entre os Estados Unidos e os principais parceiros comerciais. Além do Japão, União Europeia, Canadá, China e Austrália são afectados por esta medida, e o objectivo declarado do Presidente norte-americano, Donald Trump, passa por proteger a indústria siderúrgica dos EUA, que tem visto a produção diminuir de ano para ano face a uma concorrência cada vez mais forte, particularmente da Ásia (ver página 11). Os Estados Unidos importam cerca de metade do aço e do alumínio utilizados no país, para sectores tão variados como as indústrias automóvel e aeronáutica, a petroquímica e os produtos de consumo básicos, como os enlatados. Hayashi disse ainda que o aço e o alumínio japoneses não comprometem a segurança nacional dos Estados Unidos e que os produtos japoneses são de alta qualidade, difíceis de substituir, reforçando a competitividade da indústria transformadora norte-americana. “As medidas de restrição comercial adoptadas pelos Estados Unidos vão ter provavelmente um impacto considerável nas relações económicas entre o Japão e os Estados Unidos, bem como no sistema comercial multilateral”, advertiu ainda o porta-voz, sem mencionar eventuais represálias. Sem escape No início da semana, o ministro do Comércio japonês, Yoji Muto, deslocou-se a Washington para tentar obter uma isenção da Administração norte-americana, mas sem êxito. O Japão exportou 31,4 milhões de toneladas de aço em 2024, incluindo 1,12 milhões de toneladas para os Estados Unidos, de acordo com dados das autoridades japonesas. Este valor corresponde a 4 por cento das importações de aço dos Estados Unidos, sendo Tóquio o sexto maior fornecedor, atrás do Canadá, do Brasil e do México. Até 2022, o Japão obteve a isenção sobre os direitos de exportação, para os Estados Unidos, de 1,25 milhões de toneladas de aço, por ano. Donald Trump ameaça também agravar as taxas sobre as importações de automóveis a partir de Abril. Trata-se de uma questão importante para Tóquio visto que, no ano passado, a indústria automóvel representou cerca de 28 por cento de todas as exportações japonesas para os Estados Unidos. Durante o primeiro mandato, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já tinha imposto direitos aduaneiros de 25 por cento sobre o aço e de 10 por cento sobre o alumínio, numa tentativa de proteger a indústria americana sobretudo do centro e oeste norte-americanos.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Maior incêndio em três décadas continua activo O maior incêndio florestal do Japão em três décadas já consumiu 2.100 hectares e mantém-se activo em Ofunato, província de Iwate, estendendo-se a uma floresta e arredores de bairros próximos da cidade de Sanriku. Perante a propagação do incêndio, a cidade emitiu novas ordens de evacuação às 07:00 locais de ontem, afectando 1.197 pessoas, que foram transferidas para 12 centros. “Estamos a trabalhar para extinguir [o fogo] o mais rapidamente possível, procurando ao mesmo tempo a segurança dos residentes”, afirmou ontem o porta-voz do Governo, Yoshimasa Hayashi, numa conferência de imprensa. A agência nacional japonesa de gestão de incêndios e catástrofes apelou este domingo aos bombeiros de todo o país para a união de esforços no combate ao fogo e, especialmente, no impedimento da “propagação do fogo na área dos residentes”, acrescentou Hayashi. Cerca de 1.700 bombeiros de 453 departamentos do arquipélago participam na operação, apoiando a força local no terreno e no ar, com helicópteros das Forças de Auto-Defesa. Desde o início do incêndio, na passada quarta-feira, foi confirmada, pelo menos, uma morte e o número de casas destruídas ascende a 84, mas as autoridades prevêem que os números aumentem quando for possível avaliar a verdadeira dimensão da catástrofe, uma vez que os esforços de combate ao fogo estão actualmente a ser priorizados. Más memórias A costa sul da província de Iwate, onde se situa a cidade de Sanriku, está em alerta de tempo seco desde 18 de Fevereiro, um fenómeno que favoreceu a propagação das chamas. O observatório meteorológico local previa a manutenção do tempo seco esta segunda-feira, embora as temperaturas tenham passado de quentes e primaveris, durante o fim de semana, para uma descida acentuada. O incêndio florestal, o maior no país desde há mais de três décadas, está a suscitar, entre os residentes, memórias do terramoto e do tsunami de 11 de Março de 2011, que devastaram a costa de Ofunato, fazendo mais de 500 mortos e desaparecidos, e destruindo um grande número de casas e edifícios. “É como se o tsunami viesse pela frente e o fogo por detrás”, descreveu um homem de 70 anos que viveu o terramoto de 2011, em declarações à estação pública de televisão NHK.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Mulher mais velha do mundo morre aos 116 anos A pessoa mais velha do mundo, a japonesa Tomiko Itooka, morreu aos 116 anos, anunciou no sábado o presidente da câmara de Ashiya, cidade onde vivia num lar de idosos. Tomiko Itooka, que tinha quatro filhos e cinco netos, morreu em 29 de Dezembro no lar de idosos onde vivia desde 2019, informou o presidente da câmara de Ashiya, na província de Hyogo, no centro do Japão. O funeral foi realizado na presença de familiares e amigos. Nascida em 23 de Maio de 1908 em Osaka, a japonesa foi considerada pelo Guinness a pessoa mais velha do mundo depois de em Agosto do ano passado a espanhola Maria Branyas Morera morrer com 117 anos. “A sra. Itooka deu-nos coragem e esperança durante toda a sua longa vida”, salientou o presidente da Câmara de Ashiya, Ryosuke Takashima. Nascida no seio de uma família de três filhos e jogadora de voleibol na juventude, Itooka viveu guerras, pandemias e revoluções tecnológicas. Casou-se aos 20 anos e teve duas filhas e dois filhos, segundo o Guinness. Durante a Segunda Guerra Mundial, Itooka geriu o escritório da fábrica de têxteis do marido e viveu sozinha em Nara após a sua morte, em 1979. Segundo o Grupo de Investigação em Gerontologia, a pessoa mais velha do mundo é agora a freira brasileira Inah Canabarro Lucas, de 116 anos, que nasceu 16 dias depois de Itooka.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Autoridades apanham e matam urso que atacou empregado de supermercado Um urso negro asiático foi ontem capturado e morto em Akita, no nordeste do Japão, depois de no sábado ter entrado num supermercado onde atacou e feriu um funcionário, disse a polícia local. O animal foi apanhado ontem de manhã (hora local) numa das armadilhas com mel, maçãs e pão que as autoridades montaram numa área de armazenamento da loja. Cerca de 20 empregados do supermercado foram surpreendidos no sábado pela entrada do urso, com cerca de um metro de altura, quando se preparavam para o início do dia, antes da abertura ao público. O animal atacou um dos trabalhadores, de 47 anos, que sofreu ferimentos na testa e nas orelhas, embora sem perigo de vida, indicou a polícia e os meios de comunicação locais. As autoridades japonesas pediram ao público para se manter vigilante neste Outono, antes de os ursos entrarem em hibernação, tanto nas zonas rurais como nas urbanas, devido ao número recorde de avistamentos de ursos em zonas povoadas este ano. Perante o aumento do número de avistamentos e ataques de ursos negros asiáticos nos últimos anos, vários municípios japoneses implementaram sistemas de vigilância digital para localizar os ursos que vagueiam em zonas habitadas por humanos. O sistema de monitorização da cidade de Akita registou quatro avistamentos na sexta-feira, numa cidade com cerca de 300 mil residentes. Especialistas disseram acreditar que o número crescente de encontros com ursos no Japão se deve aos efeitos das alterações climáticas, que estão a tornar escassos alimentos, empurrando os animais a procurar frutos e insectos em zonas povoadas.
Hoje Macau China / ÁsiaLíderes chinês e japonês encontram-se pela primeira vez e tentam aliviar tensões Os líderes da China e do Japão encontraram-se pela primeira vez, à margem do fórum da Cooperação Económica Ásia-Pacífico, em Lima (Peru), para desenvolver a comunicação bilateral entre os dois países e tentar aliviar tensões. Assim, o Presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, comprometeram-se, no encontro, a desenvolver a comunicação bilateral para tentar aliviar as tensões entre os dois países, desde a polémica descarga de água tratada da central nuclear japonesa de Fukushima até à disputa histórica sobre as ilhas Diaoyu. “Acabei de realizar uma reunião de alto nível com o Presidente chinês para promover uma relação mutuamente benéfica baseada em interesses estratégicos comuns e para construir ‘relações construtivas’”, disse o primeiro-ministro japonês numa mensagem na conta oficial do governo japonês na rede social X. “Continuaremos a melhorar a comunicação, incluindo ao nível da cimeira, para atenuar os problemas e as preocupações, bem como para reforçar a cooperação e a coordenação entre os nossos dois países”, acrescentou o primeiro-ministro japonês após o seu primeiro encontro com o líder chinês. Ishiba é chefe do governo japonês desde 1 de Outubro. Elefante na sala Xi Jinping felicitou Ishiba pela sua nomeação, antes de concordar que os dois países se encontram num “momento crítico” para melhorar as relações e estabelecer laços “construtivos e estáveis”, segundo a Europa Press. Durante o encontro, o primeiro-ministro japonês pediu ao Presidente chinês que acelerasse o levantamento das restrições impostas pelo seu país à importação de peixe e marisco japoneses, decididas em resposta ao derrame de Fukushima, que, segundo Pequim, representa uma ameaça para as suas águas apesar das garantias oferecidas por Tóquio, em troca da implementação de um novo programa de controlo deste procedimento, que incluiria a participação de peritos chineses.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Primeiro-ministro prepara reunião com Xi Jinping O Governo do Japão disse estar a preparar o primeiro encontro entre o novo primeiro-ministro, Shigeru Ishiba, e o Presidente da China, Xi Jinping, possivelmente ainda esta semana. “Estamos a preparar-nos para poder realizar a reunião”, disse o porta-voz do Governo japonês, Yoshimasa Hayashi, quando questionado durante uma conferência de imprensa sobre um potencial encontro. “Entre o Japão e a China existem muitas possibilidades e, ao mesmo tempo, muitos problemas e questões pendentes. Por isso, é importante manter diálogos e comunicações de alto nível, incluindo com chefes de Estado”, acrescentou Hayashi. De acordo com fontes governamentais citadas pela agência de notícias japonesa Kyodo e pelo diário económico Nikkei, Ishiba e Xi poderão encontrar-se já na sexta-feira. A reunião poderá realizar-se à margem da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês), a decorrer em Lima desde domingo e com a presença dos dois líderes. Hayashi indicou que tanto a cimeira da APEC como a cimeira do G20, o grupo das 20 maiores economias mundiais, no Brasil, na próxima semana, serão oportunidades para um encontro. Na sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês confirmou que Xi Jinping vai estar em Lima, entre 13 e 17 de novembro, e o Rio de Janeiro, de 17 a 21 de novembro, para participar nas duas cimeiras. Hayashi disse que o encontro com Xi viria no seguimento de uma reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, à margem de uma cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que marcou a estreia diplomática de Ishiba. O porta-voz lembrou que, no encontro realizado em outubro, no Laos, Ishiba e Li concordaram que o Japão e a China “iam continuar a comunicar a vários níveis”. As relações entre Tóquio e Pequim deterioraram-se em resultado da aproximação da China à Rússia, após a invasão da Ucrânia, e na sequência da intensificação das atividades militares chinesas em torno do arquipélago japonês, em muitos casos no âmbito de manobras conjuntas com Moscovo. Em agosto, o Japão descreveu a incursão de um avião militar chinês no espaço aéreo do país, junto às ilhas Danjo, na província de Nagasaki, como uma “grave violação da soberania japonesa”. A câmara baixa da Dieta (parlamento) do Japão reelegeu na segunda-feira Shigeru Ishiba como primeiro-ministro, por uma maioria simples, depois de a coligação no poder ter perdido a maioria absoluta nas últimas eleições. Ishiba lidera o primeiro governo minoritário do Japão em cerca de três décadas.