Covid-19 | Bancos emprestaram cerca de 8 mil milhões em crédito

Até finais de Agosto, foram concedidos mais de cinco mil créditos relacionados com o combate à epidemia pelos bancos de Macau. Estão em causa cerca de 8 mil milhões de patacas, indicou a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) em comunicado.

A AMCM explica que deu apoio aos bancos para proporcionar financiamento e crédito aos residentes e empresas, através do aumento da afectação de fundos das reservas no sistema bancário e aliviar as pressões financeiras decorrentes da epidemia.

A AMCM adoptou estratégias de investimento “mais prudentes e defensivas”, incluindo a diminuição de investimento em carteiras de acções de alto risco e o aumento da afectação dos fundos nos produtos do mercado monetário e de títulos, para diminuir o impacto da flutuação do mercado. “A Reserva Financeira registou contrapartidas positivas na atmosfera de investimento adversa, evidenciando no programa de investimento uma certa resiliência face aos riscos”, pode ler-se.

Além disso, foi indicado que este ano serão finalizados o “Sistema de liquidação imediata em tempo real em HKD de Macau” e o “Sistema de Pagamento Directo das Operações Electrónicas e Transfronteiriças Guangdong-Macau”.

2 Nov 2020

AMCM | Empréstimos para actividades imobiliárias com aumento de 187,5 por cento

Dados fornecidos ontem pela Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) revelam que os empréstimos destinados a actividades imobiliárias registaram um aumento de 187,5 por cento e Agosto por comparação ao mês de Julho, tendo atingido as 4,24 mil milhões de patacas.

Dos empréstimos concedidos, 99,2 por cento destinaram-se aos residentes locais e cresceram 186,1 por cento para 4,21 mil milhões de patacas, enquanto que os empréstimos para não residentes cresceram apenas 33 milhões de patacas. Entre Junho e Agosto deste ano o número médio mensal dos novos empréstimos comerciais destinados a actividades imobiliárias atingiram 2,7 mil milhões de patacas, um aumento de 42,4 por centro face ao período de Maio a Julho.

Pelo contrário, os empréstimos hipotecários para habitação registaram uma quebra de 41,1 por cento em relação a Julho, tendo registado o montante total de 4,91 mil milhões de patacas. Os empréstimos concedidos aos residentes representaram 77,4 por cento do total, tendo sofrido uma quebra de 36,5 por cento, no valor de 3,80 mil milhões de patacas. Já os empréstimos concedidos aos não residentes registaram uma quebra de 52,6 por cento, no valor de 1,11 mil milhões de patacas. Entre Junho e Agosto o número médio mensal dos novos empréstimos à habitação atingiu as seis mil milhões de patacas, um aumento de 14 por cento em comparação aos meses de Maio a Julho.

12 Out 2020

PME | Governo alarga empréstimos

O Governo alterou o prazo mínimo de exercício de actividade, necessário para as pequenas e médias empresas (PME) pedirem empréstimos de apoio sem juros. O prazo mínimo de exercício de actividade passa assim a ser de um ano, quando antes era de dois.

De acordo com um despacho do Chefe do Executivo publicado ontem em Boletim Oficial, a medida deve-se à crise provocada pelo Covid-19 e ao facto de que “todos os sectores e actividades estão a sofrer impacto”, nomeadamente as PME, “que enfrentam situações ainda mais difíceis”. Assim, a cada PME com pelo menos um ano, pode ser concedida uma verba até 600 mil patacas, com um prazo de reembolso de oito anos.

A excepção tem como objectivo “dar resposta à ocorrência de situações extraordinárias, imprevistas ou de força maior”, pode ler-se no despacho. No total, entre 1 de Fevereiro e 9 de Março foram recebidas mais de 3.400 candidaturas referentes às diversas medidas de apoio. Destas, 2206 são do plano de apoio às PME, 26 são do plano de garantia de créditos e 1387 são do plano de reembolso.

10 Mar 2020

PME | Governo alarga empréstimos

O Governo alterou o prazo mínimo de exercício de actividade, necessário para as pequenas e médias empresas (PME) pedirem empréstimos de apoio sem juros. O prazo mínimo de exercício de actividade passa assim a ser de um ano, quando antes era de dois.
De acordo com um despacho do Chefe do Executivo publicado ontem em Boletim Oficial, a medida deve-se à crise provocada pelo Covid-19 e ao facto de que “todos os sectores e actividades estão a sofrer impacto”, nomeadamente as PME, “que enfrentam situações ainda mais difíceis”. Assim, a cada PME com pelo menos um ano, pode ser concedida uma verba até 600 mil patacas, com um prazo de reembolso de oito anos.
A excepção tem como objectivo “dar resposta à ocorrência de situações extraordinárias, imprevistas ou de força maior”, pode ler-se no despacho. No total, entre 1 de Fevereiro e 9 de Março foram recebidas mais de 3.400 candidaturas referentes às diversas medidas de apoio. Destas, 2206 são do plano de apoio às PME, 26 são do plano de garantia de créditos e 1387 são do plano de reembolso.

10 Mar 2020

AMCM | Quebra nos empréstimos à habitação

Dados oficiais da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) referentes ao mês de Abril mostram que houve uma quebra dos empréstimos hipotecários para habitação face a Março.

Por outro lado, “os empréstimos comerciais para actividades imobiliárias aprovados registaram um crescimento”, sendo que o saldo bruto dos dois tipos de empréstimos aumentou. A queda dos empréstimos à habitação situou-se nos 24,9 por cento, num valor total de 2,54 mil milhões de patacas.

Neste âmbito, os empréstimos feitos por residentes representaram 98,6 por cento do total, tendo diminuído em 23,1 por cento, num valor total de 2,5 mil milhões de patacas. No que diz respeito aos não-residentes, registou-se uma diminuição de 72,1 por cento, na ordem das 34,8 milhões de patacas.

Os empréstimos à habitação relativos a edifícios em construção, mais especificamente empréstimos hipotecários para alienação de fracções autónomas em edifícios em construção, decresceram 22,9 por cento para 607,9 milhões de patacas em relação ao mês anterior. Destes, 96,3 por cento foram concedidos aos residentes locais.

13 Jun 2019

Habitação | Empréstimos sofrem queda superior a 50 por cento

A Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) divulgou ontem dados relativos aos empréstimos hipotecários do mês de Fevereiro. Nesse mês, os empréstimos destinados à habitação e a actividades ligadas ao imobiliário registaram um decréscimo em relação ao mês anterior. De acordo com um comunicado oficial, os novos empréstimos à habitação aprovados pelos bancos decresceram 58,8 por cento em relação ao mês transacto, até ao valor de 1,82 mil milhões de patacas.

Neste âmbito, registou-se uma quebra superior a 50 por cento dos empréstimos atribuídos aos residentes, que representaram 97,8 por cento do total.

Outra conclusão revelada pelas estatísticas da AMCM prende-se com o facto de, até finais de Fevereiro, o saldo bruto dos empréstimos à habitação “permaneceu praticamente inalterado”, tendo-se mantido nos 218 mil milhões de patacas, um crescimento de 14,9 por cento face ao período homólogo. Também aqui os residentes ficaram em maioria, ao representaram 92,8 por cento dos empréstimos concedidos pelos bancos.

Já o rácio das dívidas não pagas aos bancos, ao nível dos empréstimos à habitação, aumentou apenas 0,01 por cento em relação a Janeiro, tendo-se situado nos 0,17 por cento.

12 Abr 2019

Habitação | Novos empréstimos hipotecários subiram 21,5%

Os novos empréstimos hipotecários para habitação, aprovados pelos bancos de Macau, em Janeiro, cresceram 21,5 por cento em termos anuais homólogos para 4,41 mil milhões de patacas, indicam dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Já o valor dos novos empréstimos comerciais para actividades comerciais caiu para mais de metade – face a Janeiro do ano passado –, correspondendo a 5,75 mil milhões de patacas.

13 Mar 2019

Mangkhut | BNU e ICBC lançam empréstimos especiais

O Banco Nacional Ultramarino (BNU) e o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) lançaram programas de empréstimos com o objectivo de ajudar as pessoas e as empresas afectadas pela passagem do tufão Mangkhut. No caso da instituição de matriz portuguesa, estão disponíveis vários tipos de empréstimos para fins como “fluxos de caixa, compra de equipamentos e despesas em decoração”, com um prazo de carência de 30 meses.
Segundo o comunicado do BNU, este tipo de empréstimos tem como objectivo “reduzir a pressão operacional das empresa afectadas e ajudá-las a retomar uma gestão sustentável”.
Em relação a privados, os empréstimos visam a reconstrução das causas ou substituição de carros danificados.
No que diz respeito ao ICBC Macau, o montante disponível para empréstimos chega aos 6 mil milhões de patacas, de acordo com a informação do Jornal do Cidadão. Também no caso da instituição chinesa, o objectivo passa por auxiliar as empresas e os cidadãos, quer com as despesas operacionais das PMEs, quer na reconstrução de casas e compra de novos automóveis.
Ainda no que diz respeito ao ICBC, o objectivo passa por contribuir para que a vida da população regresse à normalidade tão depressa quanto possível, podendo os empréstimos ser realizados através do cartão de crédito.

19 Set 2018

Emprestador

Neither a borrower, nor a lender be; For loan oft loses both itself and friend.

Shakespeare, “Hamlet”

Se quiseres perder um amigo, empresta-lhe dinheiro”. Este é um bordão que se torna muitas vezes verdade, infelizmente. O dinheiro custa-nos a ganhar, temos as nossas contas para pagar, e não nos passa pela cabeça passar para as mãos de alguém o produto do nosso esforço. É aos bancos e outras instituições de crédito que cabe a função de emprestar dinheiro, e vá-se lá saber porquê, não emprestam sem que devedor lhes dê garantias. Que gajos tão chatos, com os cofres a abarrotar de nota e ainda assim são unhas-de-fome. Se a quantia pretendida é elevada e o crédito está mal parado, pode-se recorrer à família, ou a um amigo próximo com que se tenha uma relação de plena confiança. Mesmo assim é preciso explicar a razão do empréstimo – ninguém empresta dinheiro apenas “porque sim”, ou porque não lhe faz diferença. Custa negar um favor a um familiar ou alguém íntimo que se encontre em dificuldades, mesmo que exista uma hipótese de ele nunca nos poder pagar. Nesses casos dizemos-lhe “paga quando puderes”, sempre com ênfase no “paga”. Se ele realmente tiver essa possibilidade, pagará o mais rapidamente possível.

Só que há pessoas a quem nunca devemos emprestar dinheiro, para o nosso bem e para o bem deles, como são os casos dos jogadores compulsivos e os toxicodependentes. Mas e quando emprestamos dinheiro a alguém que não nos é muito próximo, mas consegue “levar-nos no bico”? Que tipo de pessoas são estas? Vamos usar uma quantia razoável, uma soma de dinheiro que não sendo uma fortuna, chega para pesar no orçamento. Imaginemos que emprestamos 5000 patacas, e passamos à condição de credor. O que podemos esperar do nosso devedor?

O Cumpridor: Pede-nos o dinheiro emprestado, promete devolver num determinado prazo de tempo, que depois cumpre, ou até se antecipa, e ainda nos paga um jantar. Este é o tipo de pessoa a quem vale a pena emprestar dinheiro, e até contribui para que se desenvolva com ele laços de amizade. Quem não gosta de ter um amigo honesto? Fosse toda a gente como ele, e os bancos iam ter prejuízo.

O Procrastinador: Este pede-nos as 5000 patacas emprestadas e negoceia um plano de pagamento: 1000 patacas cada mês, em cinco meses. Paga a primeira e a segunda prestação, mas chega a terceira e diz-nos “epá olha este mês não dá, peço desculpa, para o próximo mês pago-te 2000”. Com jeitinho, acaba por pagar ao fim de um ano – isto é, se pagar na totalidade.

O Esquecido: Pede o dinheiro, diz que devolve no fim do mês. Chegando ao fim do mês, não paga, não dá qualquer satisfação e fala connosco como se não se passasse nada. Se formos pacientes, esperamos mais um mês, caso contrário, alguns dias, e recordamo-lo da dívida. Bate com a mão na testa e diz “epá! Já me tinha esquecido vê lá tu! Pago-te amanhã sem falta”. Claro, o rapaz tem mais em que pensar. Da próxima vez que pedir emprestado, fazemos ao contrário: dizemos que “emprestamos amanhã”, e depois…esquecemo-nos!

O Distraído: Este é um dos maiores caras-de-pau. Primeiro vem muito encarecidamente pedir-nos o dinheiro porque teve “um grande problema”. Conta-nos o problema cabisbaixo, com o coração nas mãos, humilhado por ter chegado àquele ponto. Sentimos pena e emprestamos-lhe o dinheiro, e dizemos-lhe que pode pagar quando quiser. Passado algum tempo devolve uma parte, promete devolver o resto “em breve”, mas entretanto muda de telemóvel, janta em hotéis de luxo com a namorada, compra roupa cara e artigos de luxo e sai todos os fins-de-semana à noite. Isto antes ou em vez de nos pagar o que deve. Faz tudo debaixo das nossas barbas, e ainda tem a lata de nos contar as suas proezas noctívagas. Da próxima vez que vier a choramingar para o nosso lado, convém termos um violino à mão, para dar um efeito mais dramático à angústia do coitadinho.

O Descarado: Este é como o distraído, mas enquanto o anterior é parvinho e faz sem querer, este tem a mania que é esperto e faz por maldade. Pede-nos as 5000 patacas emprestadas porque a renda está atrasada, pediu uma extensão ao senhorio, mas este recusou e ameaça despejá-lo. Diz-nos isto com os olhos lavados em lágrimas, e torna-se quase impossível dizer que não. Passados dois dias, ficamos a saber que foi para a Tailândia de férias uma semana, e cai-nos o queixo ao chão. Quando regressa pedimos-lhe satisfações, e atira-nos com um “epá a ida à Tailândia é uma coisa, a renda é outra; não vamos misturar”. Se lhe chamamos a atenção para o descaramento, irrita-se e diz “epá se soubesse não te tinha pedido nada, fogo!”. De facto, e se eu soubesse não lhe tinha emprestado, mas agora já é tarde.

A Virgem Ofendida: Este combina alguns dos anteriores, e ainda remata com um “twist”. Pede-nos encarecidamente, agradece e promete pagar “o mais rapidamente possível”. Depois procrastina, esquece-se, anda distraído, e o tempo vai passando, Lembramo-lo uma vez, duas, e diz-nos sempre que “está bem”, diz que não se esqueceu e “depois paga”. À terceira vez que lhe recordamos da dívida, numa fase em que já estamos para além de arrependidos de ter confiado nele, exalta-se e começa aos berros “O quê? Já sei meu! Fogo! Epá já te pago, o que é, faz-te muita falta? Bolas, se eu soubesse não te pedia nada, caraças”. Idem, meu caloteiro amigo, idem. Por vezes tem o desplante de acrescentar “Isto tudo ‘só’ por causa de 5000 patacas?”. Estas 5000 patacas que agora para ele são ‘só’ 5000 patacas, eram na altura do empréstimo a diferença entre a vida e a morte. Em muitos casos vai contar a toda a gente que passamos o tempo todo atrás dele, que o andamos a perseguir, e aconselha aos outros que “tenham cuidado” connosco. Ficamos os maus da fita, e só faltava dizer que somos nós que estamos em dívida com ele. Depois de nos pagar – se eventualmente pagar – convém espetar-lhe com um selo no focinho. Se ele perguntar porque fizemos isso, podemos responder: “são os juros de mora…”.

O Investidor: Lembram-se do cumpridor? O primeiro da lista, aquele gajo porreiro que paga e ainda agradece ou compensa-nos pela confiança que depositámos nele, e que até dá gosto emprestar-lhe dinheiro. Ora este investidor é a corrupção do cumpridor, o seu gémeo malvado. Pede-nos 5000, paga prontamente e ainda nos leva a jantar. Passado algum tempo, pede 10 mil “para tratar de um caso urgente”, devolve-nos no dia seguinte, e diz maravilhas de nós a meio mundo. A seguir pede 20 mil, ou em alguns casos pode chegar aos 50 mil ou mais, dependendo de quão embalados estamos no seu canto da sereia, e depois não paga. Alega insolvência e pede muita desculpa, se for preciso chora à nossa frente, ou simplesmente desaparece. Um conto do vigário raro, mas não inédito.

O Passarinho: Emprestamos o dinheiro, e ele voa – diz-se então que foi “emprestadado”. Mais cuidado da próxima vez, companheiro.

 

13 Set 2018

Banca | Empréstimos para habitação em queda em Julho

Os novos empréstimos hipotecários para habitação aprovados pelos bancos de Macau em Julho totalizaram 5,2 mil milhões de patacas, traduzindo uma queda de 9,4 por cento em termos anuais homólogos, indicam dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau. Os aprovados para residentes subiram 34,7 por cento para 5,1 mil milhões, mas tal não foi suficiente para travar a diminuição anual homóloga, dado que os empréstimos concedidos aos não residentes sofreram uma queda de 95,7 por cento para 84,5 milhões de patacas. Os novos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias também registaram uma forte descida: caíram 62,5 por cento para 4,09 mil milhões de patacas. Desta feita, a diminuição ficou a dever-se à forte queda dos empréstimos aprovados aos residentes que foram de 4,06 mil milhões de patacas em Julho, ou seja, menos 62,7 por cento face a igual período de 2017. Em sentido inverso, os empréstimos para os não residentes subiram 14,2 por cento em termos anuais homólogos para 38,7 milhões de patacas.

12 Set 2018

Banca | Empréstimos ao exterior subiram quase 20 por cento em Julho

Os empréstimos ao exterior concedidos pela banca de Macau aumentaram 19,3 por cento em Julho face ao mesmo mês de 2017 para 506,1 mil milhões de patacas, indicam dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Os empréstimos internos ao sector privado subiram 10,8 por cento, atingindo os 481,5 mil milhões de patacas. Os depósitos dos residentes também subiram em termos anuais homólogos, totalizando 600,9 mil milhões de patacas, em linha com os do sector público, que cresceram 18,6 por cento para 340,9 mil milhões de patacas. A contrariar a tendência estiveram apenas os depósitos de não residentes que ascenderam a 240,5 mil milhões de patacas, reflectindo uma descida anual homóloga de 11,5 por cento.

6 Set 2018

China/África | Xi Jinping garante empréstimos sem “condições políticas”

Xi Jinping, afirmou ontem que apoia a inclusão de África no projecto de infra-estruturas internacional, perante líderes e empresários chineses e africanos, garantindo que o investimento de Pequim não tem “condições políticas”. Para já, o valor total do empréstimo ronda os 60 mil milhões de dólares

OPresidente chinês, Xi Jinping, anunciou ontem, no Fórum de Cooperação China-África, em Pequim, 60 mil milhões de dólares em assistência e empréstimos para países africanos. “A China decidiu emprestar um total de 60 mil milhões de dólares, no formato de assistência governamental e através de investimento e financiamento de instituições financeiras e empresas”, disse.

A China “está pronta a reforçar a cooperação” com África, visando “construir um desenvolvimento de alta qualidade, que se ajuste às condições nacionais e seja inclusivo e benéfico para todos”, afirmou. Xi garantiu que o investimento chinês no continente não acarreta “condições políticas”, numa reacção às acusações de que Pequim deseja aumentar a sua esfera de influência através do plano internacional de infraestruturas Nova Rota da Seda. O líder chinês frisou que “a cooperação China/ África”, no âmbito da Nova Rota da Seda, é uma “forma de atingir prosperidade comum, com benefícios para ambos os povos”. “A China não interfere nos assuntos internos de África e não impõe a sua vontade sobre África”, apontou.

O Presidente chinês falava na cerimónia de abertura do Diálogo de Alto Nível entre Líderes e Representantes Comerciais de China e África, que antecede o Fórum de Cooperação China/África (FOCAC).

Bancos estatais e outras instituições da China estão a conceder enormes empréstimos para projectos lançados no âmbito daquela iniciativa, que inclui a construção de portos, aeroportos, autoestradas ou malhas ferroviárias ao longo da Europa, Ásia Central, África e sudeste Asiático. Críticos apontam para um aumento problemático do endividamento, que em alguns casos coloca os países numa situação financeira insustentável.

Caras novas

O FOCAC traz a Pequim dezenas de chefes de Estado e de Governo do continente africano. Nas vésperas do Fórum, Xi reuniu com dezenas de líderes africanos, incluindo os presidentes de Angola, João Lourenço, e de Moçambique, Filipe Nyusi.

A cimeira contará com três novos países, incluindo São Tomé e Príncipe, que se junta aos restantes países africanos de língua portuguesa, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique. As restantes estreias são o Burkina Faso e a Gâmbia, que elevam assim para 53 o número de nações africanas com relações com a China.

Desde 2015, a média anual do investimento directo da China no continente fixou-se em 3.000 milhões dólares, com destaque para novos sectores como indústria, finanças, turismo e aviação.

O primeiro Fórum de Cooperação China-África aconteceu em Pequim, em 2006, e a segunda edição decorreu na África do Sul, em 2015.

4 Set 2018

PME | Novos empréstimos caíram mais de 16 por cento

 

Onovo limite de crédito aprovado às pequenas e médias empresas (PME) pelos bancos de Macau foi de 10,6 mil milhões de patacas no primeiro semestre, traduzindo uma diminuição de 16,1 por cento em termos anuais homólogos. De acordo com dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária, o balanço utilizado do total dos empréstimos concedidos às PME era de 81,9 mil milhões de patacas no final de Junho, mais 12,6 por cento face a igual período do ano passado. Já o balanço relativo aos empréstimos em dívida não pagas pelas PME aumentaram 12,5 por cento em termos anuais para 578,5 milhões no final de Junho.

14 Ago 2018

Banca | Empréstimos para habitação desceram em Novembro

Os novos empréstimos para a compra de casa em Macau caíram 9,8 por cento em Novembro passado relativamente ao período homólogo, mas aumentaram 44,9 por cento em relação a Outubro passado, indicaram dados oficiais ontem divulgados.

De acordo com as estatísticas da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), os bancos concederam em Novembro 4,1 mil milhões de patacas em empréstimos, dos quais 99,1 por cento a residentes de Macau, mais 48,1 por cento em relação ao mês anterior.

Os empréstimos a não residentes em Novembro diminuíram 58,8 por cento para 34,7 milhões de patacas.

Os novos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias aprovados em Novembro atingiram 6,6 mil milhões de patacas, mais 44,1 por cento em relação ao mês anterior e, em termos de variação homóloga, mais 222,2 por cento, indicou a AMCM.

No final de Novembro de 2017, o saldo bruto dos empréstimos hipotecários para habitação correspondeu a 189,2 mil milhões de patacas, enquanto o dos comerciais alcançou 178,6 mil milhões de patacas.

O elevado preço da habitação é uma das principais queixas da população de Macau.

12 Jan 2018

Taxas do mercado monetário devem crescer três vezes em 2018

O Banco Popular da China fará aumentos modestos nas taxas do mercado monetário em 2018, porque pretende manter a pressão sobre a desalavancagem e evitar uma divergência excessiva com a política dos EUA, de acordo com uma pesquisa da Bloomberg. Projecta-se que o Banco Popular da China aumentará as taxas de juros em acordos de recompra reversa em cinco pontos-base três vezes neste ano, a partir do primeiro trimestre, mostra a pesquisa. Isso aumentaria a taxa – agora em 2,5 por cento – mais lentamente do que no ano passado, quando as autoridades a elevaram em cinco pontos-base em Dezembro, após dois aumentos de 10 pontos-base no primeiro trimestre.

Os economistas não prevêem nenhuma alteração na taxa de referência, que estabelece os custos de empréstimos em toda a economia, até o início de 2020, de acordo com outra pesquisa realizada pela Bloomberg. O banco central manteve a taxa de empréstimo de um ano inalterada desde Outubro de 2015.

Com essa trajectória, a China manteria um ritmo parecido com o do Federal Reserve dos EUA, que projecta três aumentos próprios neste ano, e Pequim conservaria a estabilidade financeira, mantendo a liquidez apertada e evitando saídas de capital. O BPC surpreendeu os investidores no mês passado quando, depois do aumento de 0,25 ponto do Fed, realizou o seu próprio movimento menor.

O BPC tem maior probabilidade de aumentar as taxas de juros do mercado aberto no primeiro semestre, porque provavelmente haverá mais forças contrárias para a economia nos últimos seis meses do ano, de acordo com Wang Yifeng, analista do instituto de pesquisa da China Minsheng Banking em Pequim. “Uma tendência de ajuste na prática será a principal orientação política, o que ajuda a equilibrar a redução da alavancagem e estabilizar o crescimento”, disse ele.

“Vai ser difícil ver a flexibilização da política monetária durante bastante tempo.” Uma reunião cimeira das autoridades encarregues das políticas económicas da China, conduzida pelo presidente Xi Jinping no mês passado, estabeleceu que a prevenção de risco será a principal “batalha crítica” para os próximos três anos.

A Conferência de Trabalho Económico Central, realizada todos os anos, adoptou um tom mais forte do que no ano anterior ao declarar que as comportas da oferta monetária deveriam ser “controladas”, em comparação com o anúncio do ano anterior, que pedia “ajuste”. Os analistas também projectam uma redução generalizada do coeficiente de reservas obrigatórias no quarto trimestre, de 17 por cento para 16,5 por cento, de acordo com diferentes pesquisas. Isso se somaria à redução projectada para ajudar as pequenas empresas, que havia sido anunciada no ano passado e entrou em vigor no dia 1 de Janeiro.

Ainda assim, o BPC talvez não acompanhe completamente os aumentos da taxa de juros do Fed neste ano, disse Liu Ligang, economista-chefe para a China do Citigroup em Hong Kong, em entrevista à Bloomberg Television na quarta-feira. É provável que o banco central faça no máximo dois aumentos em sua Facilidade Permanente de Crédito overnight, que estabelece um tecto para as taxas do BPC, mas “se o ajuste financeiro for excessivo, não podemos desconsiderar um corte dos requisitos de reserva”, disse Liu.

 

5 Jan 2018