Jogo | Receitas com subida anual de 24% para 22,63 mil milhões

Em termos mensais, em Janeiro, as receitas dos casinos apresentaram um crescimento de 8,4 por cento. Os números foram divulgados ontem pela DICJ e superam as expectativas dos analistas

 

As receitas do jogo registaram em Janeiro um aumento mensal de 8,4 por cento e anual de 24 por cento, de acordo com dados anunciados ontem, que superam as previsões de analistas.

Os casinos do território arrecadaram 22,633 mil milhões de patacas em Janeiro, contra 18,254 mil milhões de patacas no mesmo mês de 2025, de acordo com dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) de Macau.

Em Dezembro do ano passado, as receitas brutas dos casinos tinham totalizado 20,888 mil milhões de patacas.

Com excepção das receitas de Outubro do ano passado, que ultrapassaram ligeiramente os 24 mil milhões de patacas, as receitas de Janeiro deste ano são as mais elevadas desde 2020, altura do início da pandemia.

Em 26 de Janeiro, analistas do banco JP Morgan previram “um crescimento da receita bruta de jogo de Janeiro entre 15 por cento e 20 por cento em relação ao ano anterior, provavelmente mais próximo do limite superior desse intervalo”.

Numa nota, os analistas DS Kim, Selina Li e Lindsey Qian projectaram que as receitas dos casinos de Macau vão subir “cerca de 13 por cento nos dois primeiros meses de 2026 e no primeiro trimestre”.

Janeiro e Fevereiro são normalmente épocas altas do jogo, dependendo da altura em que decorre o Ano Novo Lunar, que traz milhões de turistas a Macau e que também é uma época tradicional de jogo, mesmo entre os residentes. Esta é a única altura do ano em que os funcionários públicos podem jogar de forma legal.

Expectativas moderadas

No mesmo dia, a BMI, parte do grupo da agência de notação financeira Fitch Ratings, apontou para “um crescimento moderado, de um dígito, baixo a médio” das receitas do jogo em todo o ano de 2026.

As receitas dos casinos de Macau atingiram no ano passado 247,4 mil milhões de patacas, um aumento de 9,1 por cento em comparação com o ano anterior.

Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal. Operam no território seis concessionárias, MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, que renovaram, em Dezembro de 2023, o contrato de concessão para os dez anos seguintes e que entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2024.

2 Fev 2026

Economia | PIB cresce 4,7 por cento em 2025

O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau cresceu 4,7 por cento em 2025, sobretudo devido ao “crescimento exponencial” do benefício económico dos serviços, graças ao aumento do número de visitantes, anunciaram as autoridades.

Os dados preliminares divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam uma desaceleração, uma vez que o PIB do território tinha crescido quase o dobro em 2024: 8,8 por cento.

A economia de Macau – dominada pelo turismo – começou o ano passado a encolher 1,3 por cento no primeiro trimestre, a primeira queda do PIB desde o final de 2022, altura em que a região vivia em plena pandemia.

Depois da queda entre Janeiro e Março, a economia da cidade cresceu 5,1 por cento no segundo trimestre, 8 por cento no terceiro e 7,6 por cento entre Outubro e Dezembro, referiu a DSEC, em comunicado.

O PIB de Macau manteve no último trimestre “uma tendência de crescimento estável e progressivo, dado que as exportações de serviços continuaram a ter crescimento exponencial”, acrescentou.

A DSEC sublinhou o “aumento notável do número de visitantes”, que justificou com a realização “de vários eventos de grande envergadura” e com “uma série de medidas do Governo” para atrair mais turistas.

2 Fev 2026

Economia | Crescimento de 5 por cento no ano passado

Apesar de um consumo interno abaixo do esperado e do aumento das tarifas imposto por Donald Trump, a economia chinesa continua a mostrar-se robusta e pronta para enfrentar os novos desafios globais

A economia da China registou um crescimento homólogo de 5 por cento, em 2025, impulsionada pela forte subida das exportações, apesar do aumento das taxas alfandegárias imposto pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O crescimento abrandou, porém, para uma taxa de 4,5 por cento no último trimestre do ano, segundo os dados oficiais ontem divulgados. Foi o crescimento trimestral mais lento desde o final de 2022, durante a pandemia da covid-19. A economia, a segunda maior do mundo, cresceu a uma taxa anual de 4,8 por cento no trimestre anterior.

Os líderes chineses têm tentado estimular um crescimento mais rápido após a crise no sector imobiliário e os impactos económicos provocados pela pandemia.

Como era esperado, o crescimento anual do ano passado ficou alinhado com a meta oficial do governo de uma expansão de “cerca de 5 por cento “.

As exportações ajudaram a compensar o fraco consumo interno e o baixo investimento empresarial, contribuindo para um excedente comercial recorde de 1,2 biliões de dólares.

“A grande questão é durante quanto tempo este motor de crescimento poderá continuar a ser o principal impulsionador”, escreveu Lynn Song, economista-chefe para a China no banco holandês ING, numa nota recente.

As exportações chinesas para os EUA caíram depois de Donald Trump ter regressado à presidência no início do ano passado e ter começado a aumentar as tarifas. No entanto, essa queda foi compensada pelas vendas para o resto do mundo. A subida acentuada das importações de produtos chineses tem levado alguns governos a agir para proteger as indústrias locais, nalguns casos através do aumento das tarifas sobre as importações.

“Se mais economias começarem também a subir tarifas sobre a China, como fez o México e como a União Europeia ameaçou fazer, acabará por se sentir uma pressão mais forte”, afirmou Song.

Os líderes chineses têm repetidamente destacado o reforço da procura interna como prioridade política, mas os efeitos têm sido até agora limitados. Um programa de incentivo à troca de automóveis antigos por modelos mais eficientes em termos energéticos, por exemplo, tem vindo a perder força nos últimos meses.

“A estabilização – não necessariamente a recuperação – do mercado imobiliário interno é fundamental para restaurar a confiança pública e, consequentemente, o crescimento do consumo das famílias e do investimento privado”, afirmou Chi Lo, estratega de mercados para a Ásia-Pacífico no banco de gestão de activos BNP Paribas Asset Management.

Estímulos e previsões

A China também tem oferecido subsídios para a troca de electrodomésticos, como frigoríficos, máquinas de lavar e televisões. Embora as principais medidas de estímulo ao consumo de 2025 – incluindo estes subsídios – devam continuar em 2026, poderão ser reduzidas, afirmou Weiheng Chen, estratega global de investimentos no banco de investimento J.P. Morgan Private Bank, numa nota recente.

O investimento em inteligência artificial e noutras tecnologias avançadas continua a ser uma prioridade para o Partido Comunista Chinês, numa tentativa de aumentar a auto-suficiência e rivalizar com os Estados Unidos. Muitos cidadãos comuns e pequenas empresas enfrentam tempos difíceis e uma incerteza preocupante quanto ao emprego e aos rendimentos.

Segundo dados do governo, a economia chinesa cresceu a uma taxa anual de 5 por cento, em 2024, e de 5,2 por cento, em 2023. As metas oficiais de crescimento têm vindo a diminuir ao longo dos últimos anos, de 6 por cento a 6,5 por cento, em 2019, para “cerca de 5 por cento “, em 2025.

Prevê-se uma expansão anual mais lenta para 2026. O banco alemão Deutsche Bank prevê que a economia da China cresça cerca de 4,5 por cento, em 2026.

20 Jan 2026

Economia | Associação Económica alerta para dificuldades em bairros

Casinos com mais receitas e bairros residenciais em que as pequenas e médias empresas enfrentam cada vez mais dificuldades. É este o estado esperado da economia local até Março, de acordo com a previsão mais recente da Associação Económica de Macau

 

Até Março, a economia do território deverá manter-se estável, de acordo com o Índice de Prosperidade mais recente da Associação Económica de Macau, publicado ontem. De acordo com um comunicado da associação, que teve como autor o deputado Joey Lao, a estabilidade não impede que os bairros residenciais atravessem mudanças complicadas.

Segundo a previsão, espera-se um desenvolvimento económico desequilibrado, com o ambiente de negócios nos bairros comunitários a sofrer uma mudança “complicada”. Neste contexto, prevê-se que o crescimento da economia se deva quase exclusivamente ao sector do jogo e aos grandes empreendimentos turísticos, enquanto as pequenas e médias empresas (PME) deverão continuar a atravessar um período de sofrimento.

Ao mesmo tempo, Lao apontou como riscos para as PME a incerteza económica no exterior, principalmente no Interior da China, e os novos modelos de consumo, mais virados para as compras online.

Com os rendimentos dos residentes sob pressão, assim como as PME, não se espera grande disponibilidade para o investimento. Também no Interior da China estima-se que o Índice de Confiança dos Consumidores se mantenha num nível baixo durante algum tempo.

 

Pico de turistas

Se para as PME a situação deverá permanecer difícil, para os grandes empreendimentos espera-se a continuidade do crescimento moderado, motivado por novos recordes de visitantes.

O deputado recordou que, apesar de os últimos dois meses do ano passado terem trazido alguma estabilidade face ao período homólogo, a indústria do jogo apresentou uma expansão anual das receitas.

Por outro lado, é destacado o número de turistas que visitaram Macau em 2025, um novo recorde de 40,06 milhões, que ultrapassou o registo de 2019. Em comparação com a 2024, o número de turistas aumentou 14,7 por cento. Joey Lao apontou que o volume de hóspedes e a taxa de ocupação média hoteleira também se mantiveram num nível elevado, fazendo com que os resorts continuem a ser o principal motor da economia.

Em relação à taxa de desemprego, a associação espera que mantenha o nível de 1,7 por cento, por considerar que há muitas vagas por preencher.

 

 

Nunu Wu (com J.S.F.)

17 Jan 2026

Economia | Estudo nega que crise pandémica tenha gerado diversificação

A pandemia reduziu temporariamente a supremacia do jogo na economia de Macau, mas não produziu alterações estruturais. Assim que as restrições fronteiriças foram levantadas, a indústria dos casinos voltou à posição dominante em termos económicos

A crise motivada pela pandemia da covid-19 não foi uma oportunidade aproveitada para reduzir da importância do jogo no tecido económico de Macau. A conclusão faz parte do estudo com o título “Resiliência ou Miragem? Desconstrução da Recuperação Económica e o Atraso Estrutural do Mercado de Trabalho no Sector do Turismo de Macau” (Resilience or Mirage? Deconstructing de Economy Recovery and Labor Market Structural Lag in Macao’s Tourismo Sector) publicado por seis académicos da Universidade Politécnica de Macau, na revista Turismo e Hospitalidade (Tourism and Hospitality).

Segundo os autores, apesar da redução do peso económico do jogo durante a pandemia, principalmente quando vigoravam medidas de restrição da circulação de turistas, a importância do principal sector da economia local acabou por se acentuar no pós-covid-19. A análise dos académicos tem por base a avaliação do Índice Herfindahl–Hirschman (HHI) que permite medir o peso de cada sector na totalidade da actividade económica.

“Esta conclusão desafia a narrativa tradicional da avaliação da resiliência, que encara ‘a crise como uma oportunidade para a transformação estrutural’, revelando um padrão específico de resposta à crise — a ‘diversificação passiva’”, foi explicado. “Este fenómeno não resultou do crescimento endógeno de elementos não relacionados com o jogo, mas sim da paralisia estrutural das funções centrais do sistema causada pela estagnação do motor do turismo. Por outras palavras, o aumento da quota dos sectores não relacionados com o jogo foi apenas um resultado matemático passivo, e não um reflexo de competitividade substancial”, foi acrescentado.

Os académicos apontam também que a ideia da redução da importância relativa do peso do jogo se deveu ao “efeito denominador”, ou seja, foi motivado apenas pela contracção do sector do jogo, que impulsionou o aparente peso de outros sectores no panorama global. Contudo, o crescimento de outros sectores não foi estrutural, e assim que o jogo recuperou, a importância das outras actividades económicas voltou a ser marginal.

Efeitos divergentes

No trabalho publicado a 2 de Janeiro, os académicos Cai Jingwen, Wang Chunning, Hu Haoqian, Ho Wai In, Chan Ka Ip e Yin Yifen observam igualmente o comportamento do mercado laboral relacionado com o turismo durante a pandemia.

A análise resulta na identificação de duas tendências contrárias. Em relação às profissões mais específicas da indústria do jogo, como croupiers ou outros trabalhadores envolvidos nos sectores de luxo, houve uma retenção da força laboral, com 98 por cento dos trabalhadores a manterem o regime de trabalho a tempo inteiro. O fenómeno é considerado normal durante “choques temporários” na indústria, mas os autores apontam que prejudica os esforços de diversificação da economia e do plano 1+4, em que o jogo vai impulsionar o desenvolvimento de sectores como finanças, saúde, eventos desportivos e medicina tradicional chinesa.

Em relação à mão-de-obra menos especializada, como trabalhadores da restauração, os investigadores identificaram um padrão de despedimentos e layoffs. Neste tipo de empregos, os académicos verificaram que o número de empregados a tempo inteiro diminuiu cinco por cento, com os salários também a decrescerem.

6 Jan 2026

OCDE | Economia mundial deve abrandar para 2,9% em 2026

A OCDE prevê que o crescimento da economia mundial abrande em 2026, ao passar de 3,2 por cento este ano para 2,9 por cento no próximo, com a actividade económica a enfrentar “perspectivas frágeis”, associadas ao impacto das tarifas no comércio global.

No relatório Perspectivas Económicas, divulgado ontem, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aponta para uma moderação na trajectória do Produto Interno Bruto (PIB) a nível mundial, com o crescimento a abrandar dos 3,3 por cento registados em 2024 para 3,2 por cento em 2025 e para 2,9 por cento em 2026, seguido de uma “pequena recuperação” para 3,1 por cento em 2027.

“O crescimento deverá abrandar durante o segundo semestre deste ano [de 2025], à medida que a antecipação da actividade se desenrola e as taxas alfandegárias efectivas mais elevadas sobre as importações para os Estados Unidos e para a China se reflectem nos custos das empresas e nos preços finais dos produtos, prejudicando o investimento e o crescimento do comércio”, descreve a organização.

“As projecções baseiam-se no pressuposto técnico de que as tarifas bilaterais anunciadas em meados de Novembro se manterão durante o resto do período de projecção, apesar dos desafios jurídicos em curso nos Estados Unidos”, ressalva.

Na introdução do relatório, o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, sublinha que “a economia global tem-se mostrado resiliente este ano, apesar das preocupações com uma desaceleração mais acentuada na sequência do aumento das barreiras comerciais e da significativa incerteza política”.

No entanto, avisa que o aumento dos direitos aduaneiros deverá conduzir “gradualmente a preços mais altos, reduzindo o crescimento do consumo das famílias e do investimento das empresas”.

“Essas perspectivas continuam frágeis”, avisa o responsável máximo da organização, vincando que se se verificar um aumento das tarifas, é expectável que esse movimento cause “danos significativos às cadeias de abastecimento e à produção global” e exista o risco de as elevadas avaliações de ativos, feitas “com base em expectativas otimistas de lucros empresariais” impulsionados pela Inteligência Artificial (IA), levarem a “correções de preços potencialmente abruptas”.

Ásia em alta

No documento, a OCDE nota que “a elevada incerteza geopolítica e política também continuará a pesar sobre a procura interna em muitas economias”, prevendo-se que as economias emergentes da Ásia continuem a ser as “responsáveis pela maior parte do crescimento global”.

Para os Estados Unidos da América, a OCDE prevê que o crescimento do PIB seja de “2,0 por cento em 2025, 1,7 por cento em 2026 e 1,9 por cento em 2027”.

A China deverá crescer 5,0 por cento em 2025, 4,4 por cento em 2026 e 4,3 por cento em 2027. Na segunda economia mundial, diz a organização, “o fim da antecipação das exportações, a imposição de taxas aduaneiras mais elevadas às exportações para os Estados Unidos, o ajustamento contínuo no sector imobiliário e o enfraquecimento do apoio orçamental deverão reduzir o crescimento”.

O crescimento da zona euro “deverá abrandar ligeiramente, passando de 1,3 por cento em 2025 para 1,2 por cento em 2026, antes de aumentar para 1,4 por cento em 2027, com o aumento das fricções comerciais a ser compensado pela melhoria das condições financeiras, pelos gastos de capital contínuos dos fundos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, e pela resiliência dos mercados de trabalho”, refere a OCDE.

3 Dez 2025

Economia | Previsão de estabilidade no quarto trimestre

A Associação Económica de Macau acaba de divulgar o mais recente Índice de Prosperidade, que faz a previsão de uma economia estável até Dezembro. Segundo um comunicado da associação, apesar de considerar excelentes os desempenhos dos sectores do jogo e do turismo na Semana Dourada, há áreas económicas ainda com desempenhos mais fracos, como é o caso do consumo, crédito e confiança nos investimentos locais.

Por esta razão, a associação atribuiu, numa escala de 0 a 10, 6,2 pontos, 6 pontos e 6,1 pontos, respectivamente, para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro no que diz respeito à situação económica, o que significa um nível de estabilidade. Além disso, a associação destacou que os dados relacionados com o turismo e jogo, no terceiro trimestre, foram fortes, prevendo um crescimento positivo do Produto Interno Bruto de cerca de 7 por cento no terceiro trimestre.

Reservas Cambiais | Aumento mensal de 1,6%

Em Setembro, as reservas cambiais da RAEM tiveram um aumento de 1,6 por cento para 239,2 mil milhões de patacas, face aos montantes corrigidos de Agosto. Os dados foram divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), através de uma nota imprensa. Em Agosto, as reservas cambiais atingiram 235,4 mil milhões de patacas.

A taxa de câmbio efectiva da pataca, ponderada pelas suas quotas do comércio, foi de 100,8 em Setembro de 2025, o que representou uma queda de 0,06 pontos em termos mensais e uma redução anual de 1,60 pontos. Face a esta variação, a AMCM informou que a nível global “a pataca caiu face às moedas dos principais parceiros comerciais de Macau”.

16 Out 2025

Economia | Associação prevê estabilidade nos próximos meses

O Índice de Prosperidade apresentado no domingo pela Associação Económica de Macau prevê estabilidade na economia local durante os próximos meses. Joey Lao, economista e dirigente da associação, estima um crescimento económico moderado

 

A Associação Económica de Macau apresentou no domingo o relatório do mais recente Índice de Prosperidade Económica, onde se prevê que o Índice fique entre os 6 e os 6,1 pontos [numa escala de 0 a 10] nos meses de Setembro a Novembro, permanecendo, portanto, a economia de Macau num nível “estável”.

Segundo um comunicado divulgado pela associação, liderada por Joey Lao, economista e deputado eleito no domingo para a Assembleia Legislativa (AL), além da estabilidade, prevê-se um crescimento mais moderado, dependendo da situação internacional, do panorama da economia a nível regional ou dos efeitos das políticas de apoio à economia implementadas pelo Governo de Sam Hou Fai.

No mesmo relatório menciona-se que na época alta das férias de Verão a entrada de turistas oriundos da China e das regiões vizinhas trouxe mais movimento económico para as operadoras de jogo, já que em Julho e Agosto o número de visitantes que entraram em Macau ultrapassou os 7,68 milhões, o que se traduz em 123 mil visitantes por dia e um aumento de 15,2 por cento em termos anuais.

Quanto à taxa de ocupação hoteleira, o relatório destaca que Macau atravessa uma elevada fase de procura, enquanto que as receitas brutas do jogo nos meses de Julho e Agosto foram “as ideais”.

Por sua vez, é referido o agregado monetário M2, relativo ao dinheiro que pode ser usado para transacções imediatas ou fundos que podem ser convertidos em dinheiro, que aumentou 9,7 por cento em termos anuais, atingindo as 838,6 mil milhões de patacas, considerado um “recorde histórico”.

Sinais positivos

Outro destaque do relatório vai para o facto de o índice de confiança dos consumidores da China continua a manter-se “baixo”, enquanto que o rácio entre empréstimos e depósitos de residentes baixou de 50,1 para 49,4 por cento, estando ainda num “mau nível”, segundo os critérios do índice, pelo facto de haver mais empréstimos e menos depósitos, o que representa a entrada de menos capital no sistema económico.

A associação concluiu também que, relativamente a Agosto, o Índice de Gestores de Compras da China foi de 49,4 por cento, um aumento ligeiro de 0,1 pontos percentuais face a Julho. Enquanto isso, o Índice de Actividade Empresarial Não Transformadora do país encontra-se, segundo o relatório, em expansão, além de que o Índice de Gestores de Compras Composto foi de 50,5 por cento, um aumento de 0,3 pontos percentuais também em relação a Julho.

Para a Associação Económica de Macau, todos estes aspectos representam “sinais positivos” para projectar o crescimento económico até Dezembro.

16 Set 2025

Economia | Falências batem recorde de dez anos

Na primeira metade de 2025, foram criadas menos empresas, ao mesmo tempo que se registaram mais falências nos últimos dez anos. Apesar do recorde negativo, no primeiro semestre, continuaram a ser constituídas mais empresas do que as que foram dissolvidas

 

Nos primeiros seis meses deste ano, foram constituídas 2.020 empresas e dissolvidas 469, o que representou um crescimento líquido de 1.551 empresas. Segundos dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) na quarta-feira, o capital social das empresas criadas na primeira metade de 2025 fixou-se em 303 milhões de patacas.

Apesar do saldo positivo entre empresas criadas e dissolvidas, no primeiro semestre deste ano as 469 falências registadas bateram o recorde dos últimos dez anos. Segundo dados avançados pela TDM – Rádio Macau, as falências no primeiro semestre de 2025 aumentaram 5 por cento face aos primeiros seis meses do ano passado, quando foram dissolvidas 445 empresas. O cenário fica mais negro comparando com os números de 2023, com o aumento de um quarto das falências, quando foram dissolvidas 376 empresas.

A emissora pública realça também que na última década, apenas em dois anos faliram menos de 400 empresas no primeiro semestre.

As estatísticas divulgadas pela DSEC mostram ainda que isolando o segundo trimestre deste ano foram constituídas 1.107 sociedades, “a maior parte destas pertencia ao ramo de actividade económica do comércio por grosso e a retalho (380) e ao ramo dos serviços prestados às empresas (326)”. Entre Abril e Junho, foram extintas 283 empresas, o que representou um crescimento líquido do número de sociedades de 824, mais 97 face aos primeiros três meses de 2025.

Baixa natalidade

O primeiro semestre deste ano, acumulou outro recorde dos últimos 10 anos, além das falências. Na última década, o primeiro semestre de 2025 foi aquele em que foram constituídas menos empresas. As 2.020 empresas criadas no período em análise representaram uma quebra anual de 12 por cento, uma vez que nos primeiros seis meses de 2024 foram criadas 2.296 sociedades.

Pelo menos desde 2016 que não eram registadas tão poucas empresas, com a tendência decrescente no primeiro semestre a ser a tónica dominante dos últimos três anos. Porém, o fosso é ainda maior quando a comparação é feita com os anos antes da pandemia. Nos primeiros seis meses de 2019, foram criadas 3.278 empresas, mais 1.258 do que no primeiro semestre de 2025.

Apesar do declínio do tecido empresarial de Macau, verificado nos números de falências e criação de sociedades, nos últimos dez anos o saldo positivo entre os dois factores foi uma constante, ou seja, foram sempre constituídas mais empresas do que dissolvidas.

8 Ago 2025

Economia | Nick Lei pede apoios para aliviar impacto da inflação

Nova ronda do cartão de consumo e maior acesso à habitação social. A meses das eleições, são estes os pedidos do deputado ligado à comunidade de Fujian

 

O deputado Nick Lei pediu ao Governo que lance novas medidas para contrariar o impacto da inflação na carteira dos residentes. O pedido consta de declarações prestadas ao Jornal do Cidadão pelo legislador ligado à comunidade Fujian, em reacção às notícias de que a inflação em Junho cresceu 0,25 por cento.

O deputado destacou que o aumento dos preços afecta directamente a vida da população, que fica com menor poder de compra. Nick Lei argumentou também que a inflação é altamente prejudicial para a população, principalmente para as famílias com baixos rendimentos e os idosos que dependem dos benefícios e apoios sociais, para quem as pequenas quantidades de dinheiro que deixam de ficar disponíveis devido ao aumento dos preços têm maior impacto.

Neste sentido, defende que o Executivo deve lançar uma nova ronda do cartão de consumo, como fez o Governo de Ho Iat Seng entre 2020 e 2022, durante os anos da pandemia. Com as eleições de 14 de Setembro a aproximarem-se, o deputado argumentou também que Macau deve adoptar esta medida para que as pessoas consumam mais no território, em vez de se deslocarem para o Interior da China.

Ao mesmo tempo, o deputado alertou as autoridades para o impacto do aumento das rendas da habitação. Segundo Nick Lei, os dados oficiais mostram que a subida das rendas foi um dos factores que tornaram os preços mais caros em Macau. Por isso, espera que o Executivo acelere o processo de distribuição de casas e pondere aumentar o subsídio para pagar rendas em habitações privadas, enquanto os agregados familiares aguardam pelo acesso à habitação social.

Casas para todos

Nick Lei revelou que apesar de o número de oferta das habitações sociais estar a aumentar, actualmente muitos residentes esperam um apartamento, sobretudo ao nível das fracções T1. O deputado afirmou ter recebido queixas de uma residente que está há quase três anos à espera, sem que a sua situação seja resolvida.

O legislador também defende que os jovens tenham acesso à habitação temporária, que vai ser construída para alojar moradores dos prédios que vão ser renovados, no âmbito da política de renovação urbana.

Apesar das críticas ao aumento dos preços, Nick Lei elogiou o Governo por nos últimos anos ter trazido maior transparência ao mercado, ao realizar inspecções frequentes ao fornecimento dos bens de primeira necessidade, como comida, mas também o preço dos produtos derivados do petróleo e o gás.

No entanto, o deputado apontou que a transparência dos preços não resolve todos as angústias dos consumidores, são necessárias também medidas e planos de apoio para responder à subida dos preços.

29 Jul 2025

Economia | Académico defende mudança estrutural

Samuel Tong, presidente do Instituto de Gestão de Macau, defendeu, num artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun, que deveria haver uma mudança estrutural na economia, tendo em conta a lenta recuperação do sector.

Na sua opinião, todos os sectores económicos têm de ser flexíveis, no sentido de se poderem adaptar a novos cenários e tendências. No referido artigo, Samuel Tong lembrou que a elevada dependência económica do jogo e do turismo mostrou as vulnerabilidades da economia, sendo que o ajuste nos casinos-satélite, com o seu encerramento, pode trazer um desenvolvimento mais sustentável ao sector do jogo, elevando a concorrência na área do turismo.

Relativamente ao futuro da zona do ZAPE, cujo comércio poderá sofrer um grande impacto com o fecho dos casinos-satélite, Samuel Tong disse existirem condições para criar uma zona pedonal como existe em tantos outros países e regiões, incluindo China, Taiwan, Japão e Coreia do Sul.

Por esta razão, Samuel Tong sugere que os comerciantes que trabalham no ZAPE devem abraçar esta fase de mudança em prol de uma transformação tendo em conta a liderança e políticas adoptadas pelo Governo.

24 Jun 2025

Desemprego | Taxa de residentes em 2,5 por cento entre Fevereiro e Abril

A taxa de desemprego geral manteve-se em 1,9 por cento entre Fevereiro e Abril. No entanto, tanto para residentes como não-residentes, a taxa de desemprego manteve em níveis idênticos ao período anterior

 

Entre Fevereiro e Abril, a taxa de desemprego de residentes foi de 2,5 por cento, de acordo com os dados publicados na sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Segundo a DSEC, o valor do desemprego de residentes manteve-se num nível idêntico em comparação com o período de Janeiro a Março, apesar de haver mais residentes empregados.

“O grupo dos residentes desempregados era composto por 7.400 pessoas. Entre os residentes desempregados à procura de novo emprego, a maioria trabalhou anteriormente no ramo de actividade económica das lotarias e outros jogos de aposta, no ramo da construção e no ramo do comércio a retalho”, escreveu a DSEC, num comunicado divulgado dna sexta-feira. “Além destes, o número de residentes desempregados à procura do primeiro emprego permaneceu nos 10,2 por cento dos residentes desempregados, face ao período precedente”, foi acrescentado.

Ao mesmo tempo, a taxa global de desemprego, que inclui também os não-residentes, foi de 1,9 por cento, mantendo um nível idêntico ao período entre Janeiro e Março.

Entre Fevereiro e Abril, a população activa em Macau era de 380,6 mil pessoas, um crescimento de 1.500 pessoas face ao período anterior, e a população empregada de 373,2 mil, um aumento de 1.400 pessoas. “Destaca-se que o número de residentes empregados (281.900) subiu 1.700 pessoas”, escreveu a DSEC.

Para estes números contribuiu o facto de as áreas do imobiliário, comércio por grosso e a retalho terem contratado mais trabalhadores, apesar do jogo ter menos trabalhadores.

Subemprego a subir

Em relação ao subemprego, ou seja, pessoas que trabalham menos horas pagas do que pretendiam, o cenário ficou pior nos últimos meses, não só para residentes, como para não-residentes.

“A taxa de subemprego global (1,4 por cento) e a taxa de subemprego dos residentes (1,8 por cento) aumentaram ambas 0,2 pontos percentuais, em relação ao período anterior” indicou a DSEC. “O número de residentes subempregados (5.200) subiu 700 pessoas, face ao período anterior”, foi adicionado.

A DSEC indica também que “a maior parte dos residentes subempregados pertencia ao ramo de actividade económica da construção e ao ramo do comércio a retalho”.

“Em comparação com o período de Fevereiro a Abril de 2024, a taxa de actividade dos residentes (61,4 por cento) decresceu 0,9 pontos percentuais, enquanto a taxa de desemprego dos residentes (2,5 por cento) e a taxa de subemprego dos residentes (1,8 por cento) se mantiveram”, foi completado.

3 Jun 2025

Economia | Associação quer acelerar transformação de indústrias

A Associação Económica de Macau defende que Macau necessita de uma transformação económica mais célere, face à fraca recuperação económica a nível local e mundial e ao aumento das tensões geopolíticas. Um dirigente da associação salienta que Macau é a cidade da Grande Baía que menos investe em investigação

 

É preciso acelerar a transformação da economia, apostando em indústrias emergentes para retirar o peso do jogo das restantes actividades económicas. A ideia foi deixada por Wong Un Fai, secretário-geral adjunto da Associação Económica de Macau, que, ao jornal Ou Mun, disse que é necessário efectivar a diversificação da economia tendo em conta a fraca recuperação da economia local e global e ainda o aumento das tensões geopolíticas.

Num artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun, o responsável pediu para se olhar para os anos da pandemia, que explicam os riscos inerentes da dependência de uma única actividade económica. Nesses anos, o Produto Interno Bruto (PIB) de Macau caiu mais de 50 por cento devido à queda de turistas e das receitas do jogo, salientou.

Para o responsável, é também grave o facto de os casinos “roubarem” espaço de desenvolvimento a outros sectores e empresas. Apesar da esperança no fomento de áreas como a cultura, medicina tradicional chinesa (MTC) ou sector financeiro, a sua base é ainda fraca, o desenvolvimento lento e não existe uma cadeia de produção e fornecimento com maturidade, escreveu.

Assim, Wong Un Fai defende que Macau tem desequilíbrios estruturais na sua economia que não dão resistência ao território para enfrentar impactos externos, defendendo um maior foco das autoridades em indústrias emergentes como a MTC, através dos laboratórios nacionais. maior entrada de empresas internacionais, para promover Macau como um centro de actividade entre a moeda chinesa e os países de língua portuguesa.

Wong Un Fai pede também o reforço da aposta no ensino superior, aumentando o investimento em investigação científica para cerca de 1 por cento do PIB, criando mais laboratórios de referência do Estado e reforçando a cooperação académica internacional.

Parcos investimentos

Em relação ao investimento na área da ciência, Wong Un Fai disse que Macau é a cidade da Grande Baía que menos investe em investigação e desenvolvimento científico, representando apenas 0,3 por cento do PIB.

Ao nível dos recursos humanos, o responsável alertou para a escassez de quadros qualificados que limita a transformação das actividades económicas, e criticou a falta de políticas adequadas e medidas complementares para a chegada de mais quadros qualificados internacionais. Isso faz de Macau um território pouco atractivo para a chegada de académicos e profissionais, defendeu.

Ainda que seja uma das 11 cidades do projecto da Grande Baía, Macau não desempenha, segundo Wong Un Fai, o papel que lhe foi destinado por Pequim neste contexto, pois é em Hengqin que existe oferta de terrenos e políticas de apoio ao território.

Além disso, lembrou, é ainda necessário aumentar a articulação entre a RAEM e as restantes cidades da Grande Baía nas áreas legislativa, indústrias e recursos.

26 Mai 2025

Economia | Inflação em Macau fixa-se em 0,23% em Abril

O índice de preços no consumidor em Macau subiu 0,23 por cento em Abril, em termos anuais. A secção de lazer, recreação, desporto e cultura foi a que registou a maior subida mensal de preços, 2,47 por cento, devido à inflacção dos quartos de hotel. Nos primeiros quatro meses do ano, o índice de preços cresceu 0,17 por cento face ao mesmo período de 2024

 

No passado mês de Abril o índice de preços no consumidor (IPC) subiu 0,23 pontos percentuais face a Abril de 2024, e 0,16 por cento em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados na sexta-feira pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Os preços da secção de lazer, recreação, desporto e cultura aumentaram 2,47 por cento em relação a Abril de 2024, principalmente impulsionados pela subida dos preços dos quartos de hotel.

O índice de preços da secção dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas cresceu 0,48 por cento no mês em análise, “graças à subida dos preços das refeições adquiridas fora de casa e de ‘take-away'”, acrescentou a mesma fonte. Em termos mensais, os preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas desceram ligeiramente face a Março (0,04 por cento), porque os acréscimos dos preços das refeições adquiridas fora de casa e de “take-away” não compensaram “completamente as quedas dos preços do peixe fresco, dos produtos do mar frescos, dos produtos hortícolas e da fruta”.

Moda Primavera-Verão

No que diz respeito à habitação e combustíveis, os dados da DSEC demonstram uma subida anual foi de 0,21 por cento, devido a um aumento das rendas de casa.

Na secção do vestuário e calçado, a DSEC indicou que os preços subiram 0,78 por cento em Abril em relação ao mês anterior, “graças ao lançamento do vestuário de Verão”. Ainda assim, em termos anuais a secção de vestuário e calçado caiu 2,35 por cento.

Enquanto nos transportes a subida mensal foi de 0,42 por cento devido “ao aumento dos preços dos bilhetes de avião”, apesar de na comparação em termos anuais se ter verificado uma quebra de 1,67 por cento. Por outro lado, registou-se, no quarto mês do ano, uma queda anual dos preços na área da informação e comunicação (-3,01 por cento), secção que também registou uma quebra mensal de 0,07 por cento.

A DSEC indicou também que nos 12 meses terminados em Abril, o IPC subiu 0,42 por cento em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. Neste período, as secções que “tiveram os acréscimos mais notáveis” foram produtos e serviços diversos (+2,47 por cento), da educação (+2,21 por cento) e da saúde (+1,62 por cento). Em sentido contrário, os transportes caíram 3 por cento.

26 Mai 2025

Economia | Prevista estabilidade no segundo trimestre

O Índice de Prosperidade Económica de Macau para o segundo trimestre aponta para estabilidade, mas apresenta desequilíbrios em alguns indicadores, como a baixa confiança dos consumidores chineses e o baixo valor das acções das concessionárias de jogo

 

De acordo com as mais recentes previsões do Índice de Prosperidade Económica de Macau, a economia local irá continuar estável no segundo trimestre, perspectiva que os analistas da Associação Económica de Macau arriscam apenas estimar para um período de curto-prazo.

O relatório divulgado na quarta-feira continua a revelar assimetrias na evolução dos vários indicadores avaliados. Seguindo a tendências dos últimos relatórios, a diminuição do poder de compra dos turistas chineses que visitam Macau e a fraca confiança dos consumidores do Interior da China, continuam a fazer pairar nuvens negras por cima das perspectivas económicas da RAEM. Outro indicador negativo, realçado pela Associação Económica de Macau, é a continuação do valor das acções das concessionarias de jogo “pairar no nível baixo durante muito tempo”.

O Índice de Prosperidade salienta também a fraca procura por crédito na economia local. O rácio de empréstimos/depósitos de residentes da banca de Macau caiu de 62,4 por cento para 51,1 por cento entre o final de 2022 e o passado mês de Março, é indicado.

Os analistas concluem que a menor vontade dos residentes e empresas em contrair empréstimos “reflecte uma atitude cautelosa face à actual situação e perspectivas económicas”. Embora o sistema bancário da RAEM disponha “de ampla liquidez”, os fundos não foram efectivamente convertidos em apoio ao crédito na economia real, o que indica falta de eficiência na afectação de capital e confiança no investimento.

A associação liderada pelo ex-deputado Joey Lao vinca também o arrefecimento verificado nos últimos anos nos projectos imobiliários e de investimento em grande escala, assim como os valores elevados do crédito malparado, factores que reduziram ainda mais a procura por empréstimos bancários.

Os dois lados

A associação indica também, por outro lado, que o volume da massa monetária bateu um novo recorde histórico, ultrapassando pela primeira vez 810 mil milhões de patacas, um aumento anual 8,8 por cento em termos anuais.

Outro indicador positivo, diz respeito ao número de visitantes e de hóspedes em hotéis que se mantém num nível “quente”. Depois de ter alertado para o impacto da guerra comercial lançada por Donald Trump, os analistas da Associação Económica de Macau voltaram a realçar o ambiente externo enquanto factor desestabilizador.

“Num contexto de fraca procura global, de insuficiente dinâmica de crescimento económico e com um ambiente financeiro restritivo e de riscos relacionados com disputas geopolíticas e tarifárias, Macau, enquanto economia orientada para a micro-exportação, tem de estar muito atento a potenciais riscos de queda nas suas tendências económicas a curto e médio prazo”, é indicado.

16 Mai 2025

Economia | Crescimento revisto em baixa para 6,8%

O Grupo de Investigação Macroeconómica de Macau antevê que o território vai sofrer com as tarifas de Donald Trump, não de forma directa, mas porque estas podem levar a que os turistas do Interior controlem mais os A Universidade de Macau (UM) fez ontem uma revisão em baixa da previsão de crescimento do Produto Interno Bruto para 6,8 por cento. A revisão foi feita para ter em conta as novas barreiras ao comércio mundial, e, em particular, contra a China, impostas pelos Estados Unidos.
Anteriormente, a previsão do Grupo de Investigação Macroeconómica de Macau previa um crescimento de 7 por cento do Produto Interno Bruto, ao longo deste ano. Segundo o jornal Ou Mun, na apresentação da previsão, que decorreu ontem, Kwan Fung, líder do grupo, admitiu que esta previsão é “relativamente conservadora”.
O académico também explicou que a revisão se deve ao facto de a política de imposição de tarifas dos Estados Unidos ir contribuir para uma redução do volume do comércio a nível mundial e que vai afectar o crescimento da economia mundial. Neste cenário, Kwan reconhece que é inevitável que a economia da RAEM seja afectada por estes desenvolvimentos.
Todavia, segundo o académico, o impacto “directo” para economia local vai ser “relativamente pequeno”, porque as tarifas têm como principal alvo o mercado das mercadorias, um tipo de comércio tido como “reduzido” na RAEM.

Casinos investem menos
Os investigadores explicaram igualmente que o efeito das tarifas vai fazer-se sentir na RAEM de forma directa, em virtude do impacto na economia do Interior.
Assim sendo, os investigadores deixaram antever consequências como uma menor capacidade de consumo da população chinesa, que com menos dinheiro, vai gastar menos nas deslocações a Macau. Por esta via, o Grupo de Investigação Macroeconómica de Macau admite que os residentes de Macau também podem sofrer com as consequências.
De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, Kwan Fung afirmou também que as tarifas vão ter impacto nas concessionárias de jogo, o que deverá ser sentido a nível da vontade para investir. Por outro lado, o académico reconheceu que as concessionárias se podem tornar menos atractivas para os investidores.
Na previsão de crescimento, os investigadores tiveram por base um cenário em que a exportações de serviços vai crescer 6,8 por cento ao longo do ano, o consumo privado 3,8 por cento e haverá uma inflação 0,7 por cento.
Ao nível do desemprego, os académicos esperam uma taxa geral de 1,7 por cento, com o desemprego entre os residentes a ser de 2,3 por cento. Ao mesmo tempo, são esperadas receitas correntes da Administração na ordem dos 116,8 mil milhões de patacas.

11 Abr 2025

Economia | Pedidas medidas de apoio para residentes e PME

O deputado quer que o Governo explique como vai assegurar as condições de sobrevivência das PME após o fim da política governamental que permitia adiar o pagamento dos empréstimos recebidos durante a pandemia da covid-19

 

O deputado Leong Sun Iok pretende que o Governo apresente medidas para auxiliar os residentes e as pequenas e médias empresas (PME) a fazerem frente aos empréstimos que estão por pagar. O assunto foi abordado numa interpelação escrita, divulgada no portal da Assembleia Legislativa.

Num documento em que aborda o recente pedido do novo Executivo à banca para que continue a prolongar as medidas que permitem aos residentes e as PME endividados apenas pagar os juros, enquanto adiam a devolução do dinheiro emprestado, o deputado pede esclarecimentos sobre o que tem sido feito para ajudar estes residentes.

“Qual é o ponto da situação sobre a devolução dos empréstimos dos residentes e das pequenas e médias empresas?”, pergunta o deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau. “Será que o Governo está a acompanhar a situação dos residentes e das empresas e tem formulado políticas de apoio? Como se garante que os residentes e as empresas estão preparados para a transição pós-empréstimos, de forma a contribuírem para a economia local?”, questiona.

Os pedidos do novo Governo foram deixados depois de ter chegado ao fim o programa promovido pelo Executivo, para garantir que as pequenas e médias empresas não tinham ainda de pagar os empréstimos recebidos durante a covid-19 e a grave crise económica que se seguiu.

Apoiar o consumo

Na interpelação, Leong alerta também que a recuperação da economia está a decorrer de uma forma desigual. De acordo com o relato do deputando, enquanto os negócios nas zonas turísticas recebem mais clientes, os proprietários de restaurantes nas zonas comunitárias lutam para sobreviver, sem perspectivas de mais receitas.

“Os residentes têm-me dito que, embora a economia esteja a recuperar gradualmente, ainda vai demorar algum tempo até que os rendimentos pessoais estejam recuperados. Confrontadas com os menores rendimentos e o fim da política de pagamento de apenas juros, as famílias estão actualmente sob grande pressão financeira”, descreveu o legislador.

Por outro lado, o deputado quer saber se vai haver mais medidas de apoio ao consumo interno, como o Grande Prémio do Consumo, um evento que fazia sorteios de cupões de desconto pelos residentes, quando estes consumiam no comércio local. Os cupões apenas podiam ser utilizados no fim-de-semana seguinte, de forma a evitar que o consumo dos residentes se realizasse no Interior.

“A fim de alcançar um desenvolvimento económico estável a longo prazo, recomenda-se que os departamentos competentes formulem políticas de estímulo à procura interna mais abrangente, incluindo a introdução de políticas de emprego e de formação profissional mais pró-activas, a realização de um bom trabalho de revitalização dos bairros antigos, maior atracção de turistas, reforço das pequenas e médias empresas”, defendeu Leong.

14 Jan 2025

Economia | Negociação de obrigações atinge nível recorde

Desde o início do ano, cerca de 28 mil milhões de dólares americanos em obrigações foram transaccionados em Macau. A diversificação económica está a ser impulsionada pelos governos da RAEM, de províncias chinesas e empresas estatais

 

Desde o início do ano até 27 de Dezembro foram transaccionados cerca de 28 mil milhões de dólares americanos em obrigações em Macau, através da empresa Chongwa (Macao) Financial Asset Exchange (MOX, na sigla em inglês). Os números constam de um artigo publicado ontem pela agência noticiosa Bloomberg.

O sector das finanças e enquadra-se na estratégia de diversificação da economia 1+4, em que os impostos do jogo ajudam a desenvolver outras áreas, como as finanças, medicina ou o sector cultural.

Entre os 28 mil milhões de dólares em obrigações, a Bloomberg indica que cerca de 63 por cento das obrigações foram emitidas em yuan e por governos provinciais do Interior, directamente ou através das plataformas de financiamento.

Os números mostram também que o valor das obrigações emitidas tem crescido de forma sucessiva, com excepção do ano de 2022. Em 2018, no arranque das operações da MOX, o total de obrigações transaccionadas atingiu 614,2 milhões de dólares americanos. Em 2019 subiu para 4,8 mil milhões de dólares, e para 7,5 mil milhões no ano seguinte.

Em 2021, o total das negociações transaccionadas chegou a 14,9 mil milhões. No entanto, em 2022, quando se sentiram os efeitos económicos da pandemia, houve uma redução para 10,9 mil milhões. Em 2023, o crescimento voltou, com um valor de 21,6 mil milhões de dólares.

Muito para fazer

Em declarações à Bloomberg, Henrietta Lau Hang Kun, membro do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, afirmou que o território ainda tem muito para fazer para atingir o objectivo da diversificação da economia.

“Ainda estamos numa fase inicial. Precisamos de fazer muito mais para criar aqui um conjunto de investidores e emissores”, disse Henrietta Lau. “O nosso objectivo é construir o mercado obrigacionista como uma ponte de financiamento entre o Interior da China e o exterior”, acrescentou.

De acordo com os números apresentados, as transacções de obrigações em Macau representam 26 por cento do nível de Hong Kong, uma das principais praças financeiras internacionais. Em 2020, as obrigações estavam ao nível de 3,8 por cento do valor das obrigações de Hong Kong.

Por sua vez, Zerlina Zeng, directora do departamento de investigação empresarial da zona da Ásia Oriental na Creditsights Singapore LLC destacou o apoio do Governo Central na transformação de Macau, e a participação dos Governo locais do Interior e das empresas estatais na transformação: “O governo chinês pretende transformar Macau num dos principais locais de negociação de obrigações na Ásia, especialmente para as obrigações offshore em yuan e as obrigações da zona de comércio livre”, destacou Zeng. “Como resultado, os veículos de investimento dos governo locais e as empresas estatais são incentivadas a ajudar a promover essas iniciativas”, explicou.

31 Dez 2024

Economia | Crescimento de 15,7% no primeiro semestre com retoma do jogo

A economia de Macau cresceu 15,7 por cento na primeira metade de 2024, em comparação com igual período do ano passado, graças à retoma do jogo. Por outro lado, o fim dos apoios económicos à população ajudou à quebra de 14 por cento nas despesas do Governo

 

O Produto Interno Bruto (PIB) da região administrativa especial chinesa atingiu 204,3 mil milhões de patacas entre Janeiro e Junho, adiantou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o que representou um crescimento anual de 15,7 por cento.

A economia de Macau tinha voltado a crescer em 2023, com o PIB a subir 80,5 por cento, graças ao fim da política ‘zero covid’ e à retoma do turismo, invertendo uma contração de 21,4 por cento em 2022.

A China levantou em 6 de Fevereiro de 2023 todas as restrições devido à pandemia de covid-19 nas deslocações para Hong Kong e Macau, permitindo o reinício das excursões organizadas para as duas cidades. Em resultado, o benefício económico das apostas feitas por visitantes em casinos aumentou 39,9 por cento em termos anuais na primeira metade de 2024, enquanto dos outros serviços turísticos subiu 2,8 por cento, sublinhou a DSEC, em comunicado.

Macau recebeu no primeiro semestre mais de 16,7 milhões de visitantes, mais 43,6 por cento do que no mesmo período do ano passado, enquanto as receitas do jogo cresceram 41,9 por cento, para 113,8 mil milhões de patacas.

A DSEC destacou ainda um aumento de 2,8 por cento na procura interna, em parte devido a uma subida de 9,8 por cento no investimento privado, incluindo acréscimos de 29,8 por cento no investimento em equipamento e de 14,7 por cento do investimento em construção. O comunicado apontou para “o crescimento contínuo dos investimentos em construção de edifícios habitacionais, para além do reforço constante dos investimentos em empreendimentos de grande envergadura” por parte das operadoras de casinos.

Queda de obras

O consumo privado aumentou 7,8 por cento, “devido à subida das receitas dos residentes, a qual foi impulsionada pela recuperação contínua da economia local e do mercado de trabalho”, referiu a DSEC.

Pelo contrário, as despesas do Governo caíram 14 por cento, após o fim das medidas de apoio económico, que incluíram dar oito mil patacas a cada residente, montante que podia ser usado para efectuar pagamentos, sobretudo no comércio local.

Também o investimento público em construção diminuiu 10,8 por cento, devido à conclusão de parte das obras públicas de grande envergadura, acrescentou o comunicado.

A DSEC destacou que a economia de Macau representou 86,2 por cento do PIB registado na primeira metade de 2019, antes do início da pandemia. Macau, com cerca de 687 mil habitantes, tinha no ano passado o décimo PIB per capita mais elevado do mundo, de acordo com dados compilados pelo Fundo Monetário Internacional.

Em 8 de Março, a agência de notação financeira Fitch Ratings previu que a economia do território cresça 15 por cento este ano. Um dia antes, o Fundo Monetário Internacional tinha previsto um crescimento de 13,9 por cento este ano e um regresso, em 2025, aos níveis anteriores à pandemia.

26 Ago 2024

Desigualdade económica | Dados publicados no terceiro trimestre

A Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) vai publicar, no terceiro trimestre deste ano, os dados relativos ao coeficiente de Gini, relativo aos dados de desigualdade económica. A garantia foi dada pela subdirectora da DSF, Chong Seng Sam, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Leong Hong Sai. Também no terceiro trimestre, serão divulgados outros dados estatísticos.

A responsável da DSF lembrou que, nos últimos anos, o Governo tem lançado diversas medidas para reforçar os apoios financeiros a grupos sociais mais vulneráveis, incluindo a criação do salário mínimo e respectivo aumento do montante, a concessão de subsídios para idosos ou para pessoas com dificuldades financeiras.

Na sua interpelação, Leong Hong Sai lembrou que “para se conhecer verdadeiramente a situação económica da população é necessário recorrer ao coeficiente de Gini, altamente representativo”. “Porém, as autoridades continuam sem divulgar os índices mais recentes, tratando-se de um indicador chave para os diversos sectores sociais avaliarem e examinarem, de forma objectiva, a eficácia das políticas adoptadas pelo Governo no combate à pobreza”, acrescentou.

2 Jul 2024

Venezuela | Assinados acordos de cooperação económica com Pequim

A Venezuela e a China assinaram três acordos de cooperação bilateral nos domínios da economia, tecnologia e inovação, centrados no desenvolvimento económico dos dois países, anunciou no sábado o governo venezuelano.

Em comunicado de imprensa, as autoridades venezuelanas referem que os acordos, assinados em Caracas, também procuram promover o intercâmbio de conhecimentos com base nas suas respectivas experiências, para benefício mútuo.

A este respeito, a estatal Venezolana de Televisión (VTV) salientou que visam, entre outras coisas, “promover o intercâmbio de conhecimentos e a cooperação em políticas económicas para reforçar as capacidades”, bem como “promover a inovação tecnológica e o desenvolvimento de uma economia baseada no conhecimento, impulsionando a criatividade e a colaboração em projectos de inovação”.

Nos últimos meses, a Venezuela anunciou vários acordos comerciais com a China, o mais recente dos quais para a promoção e protecção recíproca de investimentos, que inclui um quadro regulamentar para as empresas chinesas investirem no país das Caraíbas, bem como a participação de empresas venezuelanas no gigante asiático.

A 6 de Junho, os governos da Venezuela e da China celebraram 50 anos de relações bilaterais em Pequim com vários eventos comemorativos e com vista a mais oportunidades de cooperação, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano.

23 Jun 2024

Economia | Macau volta a crescer com o fim da política ‘zero covid’

No ano passado, o PIB de Macau cresceu 80,5 por cento, impulsionado pelo turismo e pelas apostas nas mesas de jogo. Os números foram revelados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos

 

A economia voltou a crescer em 2023, com o produto interno bruto (PIB) a subir 80,5 por cento, graças ao fim da política ‘zero covid’ e à retoma do turismo. A informação foi divulgada na sexta-feira pelas autoridades.

O PIB de Macau atingiu 379,5 mil milhões de patacas, invertendo uma contracção de 21,4 por cento em 2022, de acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

A DSEC destacou, em comunicado, como factores favoráveis para a recuperação “a retoma gradual das actividades económicas locais e das exportações de serviços”.

Macau anunciou em Dezembro de 2022, o cancelamento da maioria das medidas de prevenção e contenção, depois de quase três anos de rigorosas restrições.

Por sua vez, o Interior levantou a 6 de Fevereiro de 2023 todas as restrições devido à pandemia de covid-19 nas deslocações para Hong Kong e Macau, permitindo o reinício das excursões organizadas para as duas cidades.

Em resultado, o benefício económico das apostas realizadas por visitantes em casinos mais do que quadruplicou no ano passado, enquanto os outros serviços turísticos registaram aumentos de 127,9 por cento, sublinhou a DSEC.

Macau recebeu em 2023 mais de 28,2 milhões de visitantes, cinco vezes mais do que no ano anterior, enquanto as receitas do jogo quadruplicaram, para 183,1 mil milhões de patacas.

Os dados da DSEC mostraram que as despesas do Governo caíram 6,4 por cento, após o fim das medidas de apoio económico, que incluíram oito mil patacas para cada residente, montante que podia ser usado para efectuar pagamentos, sobretudo no comércio local.

 

Perto de 2019

A DSEC destacou que a economia de Macau no primeiro trimestre representa mais de 80 por cento do PIB em 2019, antes do início da pandemia.

O PIB per capita do território cifrou-se em 559.500 patacas em 2023, um aumento de 80,5 por cento.

Macau, com cerca de 681.300 habitantes, tem o décimo PIB per capita mais elevado do mundo, de acordo com dados compilados pelo Fundo Monetário Internacional.

Em Dezembro, a Universidade de Macau previu que a economia do território poderá crescer até 21 por cento em 2024, permitindo que o produto interno bruto (PIB) recupere até níveis atingidos antes da pandemia.

No entanto, a UM avisou que “Macau enfrentará incertezas”, sobretudo devido à “contracção do mercado imobiliário, bem como a dívida pública local e empresarial” no Interior.

O investimento em imobiliário na China continental caiu 9,4 por cento nos primeiros 11 meses do ano, revelou a 15 de Dezembro o Gabinete Nacional de Estatística do Interior, devido a uma crise que deixou casas inacabadas e levou à queda dos preços por metro quadrado.

Em Dezembro, a agência de notação financeira Moody’s baixou a perspectiva da classificação de Macau de estável para negativa devido ao “abrandamento estrutural da economia” do Interior.

4 Mar 2024

PIB | Previsto crescimento de 10 por cento em 2024

O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau deve crescer 10,3 por cento em 2024. A previsão foi avançada ontem pelo secretário para a Economia e Finanças, de acordo com a Rádio Macau. Lei Wai Nong abordou o assunto durante o Fórum Industrial e Comercial 2024, indicando que esta previsão surge na sequência da economia da RAEM ter registado um crescimento real de 80,5 por cento e o PIB per capita ter atingido um valor superior a 626 mil patacas em 2023.

Segundo os cálculos do secretário para a Economia e Finanças, este ano, o PIB de Macau deve chegar aos níveis de 90 por cento do valor de 2019, o último ano antes da pandemia.

Lei Wai Nong justificou as previsões com os sinais muito positivos que resultam da entrada de quase 5,3 milhões de turistas, desde o início do ano. O secretário para a Economia e Finanças recordou ainda que, durante a Semana Dourada do Ano Novo Chinês, a taxa de ocupação hoteleira na RAEM atingiu 95,2 por cento. Lei Wai Nong garantiu igualmente que o Governo quer acelerar a implementação do plano 1+4, em que o jogo serve de alicerce para o desenvolvimento de indústrias como a medicina tradicional chinesa, as finanças, saúde compreensiva e o sector dos espectáculos, nas componentes culturais e desportiva.

27 Fev 2024

Economia | Anunciados membros do Conselho do Desenvolvimento Económico

O governo anunciou ontem os membros, para os próximos dois anos, do Conselho para o Desenvolvimento Económico, através do Boletim Oficial. Este órgão consultivo tem como tarefas dar pareceres e apresentar propostas sobre a formulação de estratégias para o desenvolvimento económico e políticas viradas para a economia.

O presidente do órgão é o Chefe do Executivo, e o vice-presidente é o secretário para a Economia e Finanças. Além disso, fazem parte vários membros ligados a associações que representam interesses económicos.

Entre os nomeados, constam nomes como Song Xiaodong, vice-presidente do Grupo Nam Kwong, Charles Li Xiaojia, presidente da Micro Connect (Macau) Financial Assets Exchange, Gao Min, presidente do Banco Industrial e Comercial da China (Macau) e também Wong Suk Yan, empresária ligada à Associação das Mulheres e administradora do Hotel Royal Macau.

O sector da Medicina também se faz representar com personalidades como os académicos Chen Xin e Leung Lai Han, e da Medicina Tradicional Chinesa, Cheong Lok Kei, filho do proprietário da Fábrica de Medicina Chinesa Cheong Kun, famosa pelo Óleo Analgésico Cheong Kun.

Na lista, está igualmente o designer Au Chon Hin, ligado à empresa de artes gráficas “untitled macao” e que no ano passado foi distinguido com a Medalha de Mérito Cultural por Ho Iat Seng, e Irwin Poon Yiu Wing, presidente da Associação de Convenções e Exposições de Macau.

23 Nov 2023