Hoje Macau China / ÁsiaPCC | Quinto plenário a 26 de Outubro centrado na disciplina O Partido Comunista Chinês (PCC) vai realizar entre 26 e 29 de Outubro, em Pequim, a quinta sessão plenária do seu XX Comité Central, uma reunião que terá como temas centrais a disciplina interna. O Politburo decidiu ontem as datas durante uma reunião presidida pelo secretário-geral do PCC e Presidente chinês, Xi Jinping, informou a agência noticiosa oficial Xinhua. A cúpula do partido ouviu um relatório sobre as consultas realizadas em torno de uma proposta sobre o reforço da disciplina interna da organização política e concordou em alterar o documento antes de o submeter ao plenário. O comunicado oficial indicou que o documento deve reforçar a capacidade do PCC para governar a longo prazo, preservar a sua “pureza” e manter o seu “vínculo com o povo”, além de aprofundar mecanismos de “autodepuração” e “autoaperfeiçoamento”. A reunião concretiza assim o calendário anunciado em Julho, quando o Politburo adiantou que a quinta sessão plenária seria realizada em Outubro. O encontro ocorre num período de intensificação da campanha anticorrupção promovida por Xi desde que chegou ao poder, em 2012, e que atingiu quadros locais, responsáveis provinciais, ministros, dirigentes de empresas estatais e altos responsáveis militares. Segundo uma análise publicada recentemente pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, os organismos disciplinares chineses puniram, em 2025, 983.000 pessoas, com medidas que variaram entre advertências e investigações e processos penais, enquanto o número de altos responsáveis afastados triplicou face a 2013. O plenário decorrerá cerca de um ano antes do XXI Congresso do PCC, previsto para o Outono de 2027, quando deverão ser renovados os principais órgãos dirigentes da formação.
Hoje Macau China / ÁsiaCasa Branca | Líderes da OpenAI e Nvidia presentes em jantar com Xi Jinping Os responsáveis da tecnológicas OpenAI e da Nvidia vão participar na quinta-feira de um jantar oferecido em honra de Xi Jinping na Casa Branca, indicou um responsável norte-americano. “Será um evento muito concorrido, com lugares extremamente disputados”, declarou um responsável não identificado durante uma conversa com jornalistas, reportou a agência France-Presse. Segundo a mesma fonte, numa altura em que a inteligência artificial (IA) estará no centro da visita do Presidente chinês a Washington, além de Sam Altman e Jensen Huang, outros grandes nomes do sector tecnológico, como Jeff Bezos e Elon Musk, também estarão presentes. A IA deverá ocupar um lugar de destaque nas conversações entre Donald Trump e Xi Jinping, uma vez que os Estados Unidos e a China são as duas principais potências na corrida ao desenvolvimento desta tecnologia. Embora a China ainda não tenha confirmado oficialmente a visita do líder chinês aos Estados Unidos, esta está prevista para 24 de Setembro, segundo as autoridades norte-americanas. Apesar dos crescentes apelos à moderação perante o risco de perda de controlo, o governo norte-americano considera que os principais intervenientes do sector, como a OpenAI, a Anthropic, a Google e a Meta, não se podem dar ao luxo de abrandar, receando que a China ganhe vantagem. Durante muito tempo considerada atrasada no domínio da IA avançada, Pequim está a recuperar rapidamente o atraso em relação aos Estados Unidos. Apesar da rivalidade com Pequim, mantém-se a esperança de que as duas superpotências possam chegar a um acordo durante o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul acusa Pyongyang de lançar novo míssil balístico e outro projéctil em direcção ao mar A Coreia do Norte lançou ontem um míssil balístico de curto alcance em direcção ao mar, horas depois de lançar outro e dois dias depois de ter ameaçado reforçar as capacidades de dissuasão nuclear, denunciou o exército sul-coreano. Segundo Seul, o míssil percorreu cerca de 450 quilómetros em direcção ao mar a leste da Coreia do Norte. Horas depois, o exército da Coreia do Sul anunciou que a Coreia do Norte, que diz responder ao que classificou como “hostilidades dos Estados Unidos”, lançou outro projéctil ao largo da sua costa oriental, mas não forneceu mais pormenores sobre o tipo de arma. O exército sul-coreano disse ter reforçado o dispositivo de vigilância e estar a trocar informações sobre o lançamento com os Estados Unidos e o Japão. O gabinete presidencial sul-coreano instou a Coreia do Norte a suspender imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos, proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e acrescentou que Seul realizou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional para discutir a situação. O Ministério da Defesa do Japão disse ter detectado um presumível míssil norte-coreano ontem, mas que o míssil não caiu nas suas águas territoriais, sem especificar onde caiu. Época de testes Os lançamentos ocorreram enquanto a Coreia do Norte prossegue uma série de testes de armas, mesmo depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reduzido no mês passado um exercício militar com a Coreia do Sul, numa aparente tentativa de relançar a diplomacia com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un. A irmã de Kim e alta responsável do regime, Kim Yo Jong, desvalorizou a iniciativa de Trump, afirmando que encurtar o exercício não alteraria a sua “natureza provocatória e agressiva”. Mais tarde, as forças armadas norte-coreanas lançaram cerca de 10 mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar, aparentemente concretizando uma ameaça anterior de responder ao exercício norte-americano e sul-coreano. Na sexta-feira, a irmã de Kim criticou outro recente exercício marítimo multilateral liderado pelos Estados Unidos na região, classificando-o como um “movimento militar frenético” dos norte-americanos destinado a prolongar a sua hegemonia na região da Ásia-Pacífico. O exercício “Pacific Vanguard” reuniu os Estados Unidos, a Coreia do Sul, o Japão, a Austrália, a Nova Zelândia e o Canadá. Fonte de tensão Kim Yo Jong afirmou que os “ensaios regulares de guerra liderados pelos Estados Unidos” são a principal fonte do agravamento das tensões na Península da Coreia e na região. “A nossa vontade de defender a nossa soberania será expressa em acções mais claras e nunca haverá qualquer mudança no rumo de intensificação da dissuasão da guerra nuclear”, afirmou. No início deste mês, a Coreia do Norte realizou o que classificou como um exercício conjunto de fogo real envolvendo mísseis, artilharia e drones, um dia depois de os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão terem concluído o seu exercício militar trilateral de cinco dias, que a Coreia do Norte descreveu como uma provocação. Quando Trump ordenou ao Pentágono para “reduzir substancialmente” o exercício anual Ulchi Freedom Shield com a Coreia do Sul, o Presidente norte-americano invocou o que classificou como uma boa relação com Kim, que tem descrito estes exercícios como ensaios de invasão. No início deste ano, Kim afirmou que poderia regressar às negociações se os Estados Unidos abandonassem a sua “política hostil” contra o seu país e respeitassem aquilo que classifica como o estatuto da Coreia do Norte enquanto Estado nuclear.
Hoje Macau China / ÁsiaBanco central | Mantida taxa de juro a 3% pelo 17.º mês consecutivo O Banco Popular da China (BPC) anunciou ontem que manterá a sua taxa de juro de referência em 3 por cento pelo 17.º mês consecutivo, cumprindo assim as previsões mais generalizadas entre os analistas, que não antecipavam qualquer alteração. Na actualização mensal divulgada na sua página oficial, o banco central do país indicou que a taxa preferencial de empréstimos (LPR, na sigla em inglês) a um ano permanecerá no referido nível durante pelo menos mais um mês. Este indicador, estabelecido como referência para as taxas de juro em 2019, serve para fixar o preço dos novos empréstimos, geralmente destinados a empresas, e dos empréstimos a taxa variável que ainda se encontram por reembolsar. O banco central indicou também que a LPR a cinco anos ou mais, que serve de referência para os empréstimos hipotecários, permanecerá em 3,5 por cento, também em linha com as previsões dos especialistas. A última redução das taxas de juro na China ocorreu em Maio de 2025, quando a instituição efetuou um corte de 10 pontos base. No caso da LPR a um ano, de 3,1 por cento para 3 por cento, e na de cinco anos ou mais, de 3,6 por cento para 3,5 por cento. Perante uma conjuntura relativamente complicada para a segunda maior economia do mundo, essa decisão foi considerada normal pelos analistas, que previram possíveis cortes adicionais ao longo do restante ano de 2025, que acabaram por não se concretizar. Os reguladores financeiros de Macau e Hong Kong aprovaram esta semana a primeira subida da principal taxa de juro de referência desde 2023, seguindo a Reserva Federal (Fed) norte-americana. Na quarta-feira, a Reserva Federal norte-americana (Fed), o banco central dos Estados Unidos, decidiu, por unanimidade, aumentar as taxas de juro em 25 pontos base, para o intervalo entre 3,75 por cento e 4 por cento, após uma reunião de dois dias.
Hoje Macau China / ÁsiaAlerta errado de IA quase levou Estados Unidos a interceptar navio chinês As Forças Armadas norte-americanas estiveram perto de interceptar um navio chinês no Médio Oriente com base num relatório de informações incorrecto, produzido com recurso à inteligência artificial (IA), reportou a emissora CNN. Segundo a estação norte-americana, que cita quatro fontes não identificadas conhecedoras do caso, os serviços de informações dos Estados Unidos concluíram erradamente que a embarcação transportava componentes associados a armas nucleares, levando os militares a prepararem uma operação de intercepção. A operação acabou por ser cancelada depois de se verificar que um sistema de IA conversacional utilizado por um analista tinha identificado incorrectamente a carga transportada pelo navio. Uma das fontes citadas pela CNN afirmou que o relatório de informações era “completamente falso”, mas que “esteve perto de desencadear uma guerra”. A cadeia televisiva não revelou nem o conteúdo da carga nem o destino da embarcação. Contactadas pela agência France-Presse, as autoridades militares norte-americanas não reagiram de imediato à notícia. Riscos existenciais O caso surge numa altura em que se multiplicam os alertas sobre os riscos associados à utilização da IA, em particular em áreas sensíveis como a defesa e a segurança nacional. Apesar dessas preocupações, o Presidente norte-americano, Donald Trump, e vários membros da maioria presidencial têm defendido uma abordagem menos restritiva à regulação da IA, argumentando que um excesso de limitações poderá favorecer a China na corrida tecnológica. Também na sexta-feira, o portal de notícias Politico revelou um incidente distinto envolvendo material militar norte-americano e a China. Segundo a publicação, várias peças de aviões de combate furtivos F-35, incluindo uma cobertura de cockpit, foram desviadas para Hong Kong durante uma operação de transporte e encontram-se actualmente desaparecidas, suscitando receios de que tecnologia sensível dos Estados Unidos possa ter caído nas mãos de Pequim. As peças tinham sido enviadas da Austrália para os Estados Unidos para reparação quando ocorreu o desvio, sendo desconhecidas as razões da alteração do trajecto e a localização actual do material. Questionada pelo Politico, a Lockheed Martin, fabricante dos F-35, recusou comentar detalhes da operação por razões de segurança, mas garantiu cumprir todas as normas norte-americanas relativas ao transporte de componentes aeronáuticos. A empresa assegurou ainda que aplica medidas rigorosas de segurança para proteger a integridade do programa F-35 e a segurança dos países aliados envolvidos. Entretanto, Donald Trump anunciou na sexta-feira a proibição de acesso à Casa Branca para vários órgãos de comunicação social, entre os quais a CNN e o Politico. O Presidente justificou a decisão com o que classificou como uma cobertura constante de “notícias falsas”, sem indicar quais as informações que considerava incorrectas.
Hoje Macau China / ÁsiaUE pediu à China que limite exportações de automóveis híbridos A União Europeia (UE) pediu à China que limite voluntariamente as exportações de automóveis híbridos para o mercado europeu, de maneira a evitar uma nova escalada das tensões comerciais entre Bruxelas e Pequim, segundo o jornal Financial Times. De acordo com o jornal britânico, que cita três pessoas não identificadas conhecedoras das negociações, Bruxelas pretende que a quota dos veículos híbridos fabricados na China, e vendidos no mercado da UE, seja limitada a cerca de 15 por cento, face a mais de um terço actualmente. A iniciativa surge num momento de crescente preocupação na Europa com o impacto da concorrência chinesa sobre a indústria automóvel, que tem anunciado despedimentos em massa. “Se eles não limitarem as exportações para o nosso mercado, fá-lo-emos nós”, afirmou ao Financial Times um responsável europeu, que enquadrou a iniciativa na necessidade de travar a desindustrialização no bloco europeu. Além de automóveis, Bruxelas pretende que Pequim modere as exportações de outros produtos, incluindo químicos, e aumente as compras de produtos europeus. Ponto crucial A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou na quarta-feira que o défice comercial da UE com a China, estimado em mil milhões de euros por dia, tinha atingido um “ponto de viragem”, defendendo medidas para reequilibrar as relações económicas. O comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, deverá deslocar-se a Pequim em Outubro para negociações com as autoridades chinesas. Segundo o Financial Times, Bruxelas espera alcançar um acordo semelhante ao estabelecido com o Japão em 1986, quando Tóquio aceitou limitar voluntariamente as exportações de automóveis para a Europa. A medida levou fabricantes japoneses, como Toyota e Nissan, a reforçar o investimento e a produção no continente europeu. A pressão sobre Bruxelas aumentou com o forte crescimento das importações de automóveis híbridos chineses, que estão sujeitos a uma tarifa de 10 por cento, ao contrário dos veículos totalmente eléctricos chineses, aos quais a UE aplicou em 2024 direitos adicionais anti-subvenções. As importações europeias de híbridos fabricados na China passaram de 3.800 unidades em Outubro de 2024 para 50.000 em Julho deste ano, ao mesmo tempo que os preços médios diminuíram, segundo os dados citados pelo jornal. Pequim rejeita as acusações de que a competitividade dos seus produtos resulta de subsídios estatais, atribuindo os preços mais baixos à eficiência das empresas chinesas. Nas negociações com Bruxelas, a China pretende também que os países europeus levantem controlos às exportações e sanções contra empresas chinesas.
Hoje Macau China / ÁsiaEspaço | China avança preparativos para missão tripulada à Lua até 2030 O caminho para pôr astronautas chineses a pisar solo lunar até ao fim da década avança a bom ritmo A China está a avançar com os preparativos para realizar uma alunagem tripulada até 2030, com progressos tanto no desenvolvimento do seu fato espacial lunar como em estudos sobre estadias prolongadas no espaço, informou no sábado o centro de astronautas do país. Segundo a agência Xinhua, o desenvolvimento do fato espacial chinês para a alunagem Wangyu está a decorrer sem problemas, estando já implementadas dezenas de tecnologias essenciais, afirmou Zhang Wanxin, especialista do Centro de Astronautas da China, durante uma conferência de engenharia médica aeroespacial em Tianjin. Desde o início do desenvolvimento da missão em 2020, os trabalhos em Wangyu têm-se concentrado em responder às exigências de operações complexas na superfície lunar e aos desafios colocados por condições ambientais extremas, afirmou Zhang, acrescentando que o fato espacial lunar foi concebido para ser leve, de dimensões reduzidas, altamente eficiente e seguro. Haja saúde Além do desenvolvimento do fato espacial, a China está também a avançar na investigação sobre a saúde dos astronautas, tendo concluído uma experiência de repouso na horizontal destinada a responder aos desafios de protecção fisiológica associados a estadias prolongadas no espaço e a missões tripuladas de alunagem. Segundo Qu Lina, especialista do centro, a experiência começou em Maio deste ano, com os voluntários a serem divididos em diferentes grupos e permaneceram deitados durante 15 ou 30 dias. Durante a experiência, realizaram actividades diárias como comer, lavar-se, dormir, urinar e defecar enquanto permaneciam deitados. Os resultados mostraram que a experiência protege eficazmente os sistemas ósseo, muscular e cardiovascular humanos e proporcionará apoio técnico para estadias prolongadas no espaço e missões tripuladas de alunagem. Em 2019, a China conseguiu, com a missão Chang’e-4, a primeira alunagem na face oculta da Lua e, em 2024, trouxe para a Terra, através da Chang’e-6, as primeiras amostras recolhidas naquela região, mantendo o objectivo de enviar astronautas chineses à Lua antes de 2030.
Hoje Macau China / ÁsiaSegurança | Timor-Leste quer reforçar cooperação com a China O Governo timorense pretende reforçar com a China a cooperação nas áreas da segurança pública, combate ao crime transnacional, gestão e vigilância das fronteiras e a preparação da presidência timorense da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). A pretensão timorense foi transmitida às autoridades chinesas a semana passada durante a visita do ministro do Interior à China para participar no Fórum de Cooperação Global em Segurança Pública. No âmbito daquela visita, o ministro do Interior “manteve encontros com responsáveis chineses para reforçar a cooperação nas áreas da segurança pública, combate ao crime transnacional, gestão e vigilância de fronteiras e preparação de Timor-Leste para a Presidência da ASEAN em 2029”, pode ler-se numa informação divulgada quarta-feira na página oficial do Governo. Durante um encontro com o vice-ministro executivo da Segurança Pública da China, Qi Yanjun, foi analisada a “cooperação bilateral no domínio da segurança, incluindo o apoio ao desenvolvimento das capacidades da Polícia Nacional de Timor-Leste e a partilha de conhecimentos e experiências para a preparação das operações de segurança associadas à presidência timorense da ASEAN, em 2029”. “O encontro abordou também a cooperação entre as autoridades dos dois países no combate à criminalidade transnacional e aos esquemas de fraude financeira e cibernética”, salienta a informação do Governo. Naquele âmbito, foi igualmente discutida a “cooperação para a repatriação de cidadãos chineses envolvidos em atividades ilícitas de centros de fraude em Timor-Leste, após o cumprimento dos procedimentos judiciais”. O ministro do Interior deverá deslocar-se à China entre 29 e 30 deste mês para participar no Fórum Internacional de Cooperação Policial em ‘Big Data’ entre a China e a ASEAN, que vai debater a cooperação internacional no combate à fraude, crimes relacionados com telecomunicações e burlas financeiras digitais.
Hoje Macau China / ÁsiaBrasil | China pede reforço da coordenação entre os dois países O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou ontem, numa reunião em Pequim com Celso Amorim, assessor especial do Presidente brasileiro, Lula da Silva, que China e Brasil devem “reforçar a comunicação estratégica” e “aprofundar a cooperação”. Wang transmitiu a Amorim uma saudação do Presidente chinês, Xi Jinping, a Lula da Silva e afirmou que as relações entre China e Brasil avançaram nos últimos anos, segundo um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. O chefe da diplomacia chinesa afirmou que Pequim está disponível para trabalhar com o Brasil para “consolidar a confiança mútua estratégica” e “promover a cooperação em diferentes áreas”, destacando a importância de os dois países manterem a coordenação em questões internacionais. Wang afirmou que China e Brasil devem cooperar para “melhorar o sistema de governação global” e contribuir para a estabilidade num cenário internacional marcado por mudanças e desafios, segundo a nota oficial. China e Brasil devem “liderar o Sul Global rumo à unidade e à autossuficiência”, afirmou Wang. Amorim defendeu que o Brasil atribui “grande importância” às relações com a China e está disponível para “aprofundar a cooperação em diversas áreas” com o país asiático, segundo o comunicado chinês. “Na actual situação internacional complexa e volátil, as relações entre Brasil e China transcendem o âmbito bilateral e assumem uma importância cada vez maior”, afirmou o assessor presidencial brasileiro. A China e o Brasil intensificaram os contactos diplomáticos e económicos nos últimos meses, num contexto marcado pelas tensões comerciais entre Brasília e Washington. A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e as trocas comerciais bilaterais atingiram, em 2025, um recorde de 171 mil milhões de dólares. O Brasil foi ainda o principal destino do investimento chinês em 2025, com 6,1 mil milhões de dólares.
Hoje Macau China / ÁsiaEUA | Ponderado encontro sobre IA durante visita presidencial Washington prepara-se para receber a visita do Presidente chinês na próxima semana. Na agenda, poderá estar um encontro com líderes tecnológicos como o presidente executivo da OpenAI, Sam Altman, e o presidente executivo da fabricante de chips Nvidia, Jensen Huang A administração norte-americana está a ponderar reunir líderes das principais empresas de inteligência artificial (IA) durante a visita do Presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, na próxima semana, informou ontem a cadeia televisiva CNN. Responsáveis da administração de Donald Trump estão a discutir a logística de um eventual encontro sobre o futuro da IA e os riscos associados à tecnologia, embora nada tenha ainda sido fechado ou agendado, disseram à estação norte-americana fontes conhecedoras dos preparativos. Não está claro se Trump participará no encontro, caso este se realize, enquanto Xi não deverá, à partida, estar presente, detalhou a CNN. “A administração mantém contactos regulares com os laboratórios de IA mais avançados e continuará a trabalhar com a indústria tecnológica para consolidar o domínio dos Estados Unidos na IA, mantendo simultaneamente os norte-americanos seguros”, afirmou à CNN um responsável da administração Trump. Entre os líderes tecnológicos que deverão deslocar-se a Washington para a visita de Estado de Xi estão o presidente executivo da OpenAI, Sam Altman, e o presidente executivo da fabricante de chips Nvidia, Jensen Huang. Ambos deverão participar no jantar de Estado oferecido por Trump ao líder chinês e poderão estar presentes na eventual reunião sobre IA, segundo as fontes citadas pela CNN. Debate aceso A preparação do eventual encontro ocorre num momento de debate nos Estados Unidos sobre os riscos colocados pelo rápido desenvolvimento da IA e sobre até que ponto Washington deve impor limites a uma tecnologia considerada central na competição com a China. Altman, o presidente executivo da Anthropic, Dario Amodei, e Elon Musk, da xAI, têm manifestado publicamente preocupação com os perigos associados ao desenvolvimento da tecnologia sem mecanismos de controlo. Trump rejeitou, no entanto, estes alertas e argumentou que limitar o desenvolvimento da IA poderia favorecer a China. “A IA assumir o controlo do mundo, destruir a humanidade e todas as outras coisas más é uma farsa”, escreveu o Presidente norte-americano na segunda-feira nas redes sociais, classificando os apelos a maiores salvaguardas como parte de uma “conspiração doentia”. Trump voltou ao tema no mesmo dia durante uma conversa telefónica com Huang, quando o presidente executivo da Nvidia participava numa conferência em Los Angeles. “Os robôs não vão assumir o controlo. A IA não vai assumir o controlo do resto do mundo. Tudo isto é uma farsa”, afirmou Trump, depois de Huang ter colocado a chamada em alta-voz perante a audiência. A realização de uma reunião sobre IA durante a visita de Xi colocaria em evidência uma das principais áreas de competição estratégica entre Washington e Pequim, numa altura em que os dois países procuram reforçar a capacidade tecnológica própria. Desbravar caminho Alguns responsáveis norte-americanos esperam, contudo, que os contactos possam abrir caminho a algum tipo de entendimento entre as duas maiores potências sobre o desenvolvimento seguro da tecnologia, segundo a CNN. Altman defendeu na semana passada, em declarações à revista Fortune, que um acordo entre Trump e Xi sobre IA teria uma importância histórica. “Mesmo que apenas os Estados Unidos e a China conseguissem chegar a acordo sobre algumas normas comuns e testes para o desenvolvimento desta tecnologia, penso que seria uma conquista extraordinária que ambos poderiam alcançar”, afirmou. Xi tem previsto deslocar-se a Washington na próxima semana para uma visita de Estado.
Hoje Macau China / ÁsiaMar do Sul | ASEAN e Vietname pedem contenção e regras face a tensões A ASEAN e o Vietname pediram ontem, em Pequim, respeito pelo direito internacional, contenção militar e mecanismos eficazes de gestão de disputas, num contexto de tensões no mar do Sul da China. O secretário-geral da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Kao Kim Hourn, e o ministro da Defesa vietnamita, Phan Van Giang, intervieram na primeira sessão plenária do Fórum Xiangshan, principal encontro anual de diplomacia militar organizado pela China. Kao afirmou que a estabilidade estratégica não pode assentar apenas no equilíbrio militar, mas exige confiança de que a competição será gerida de forma “responsável”. “A competição entre Estados é uma característica das relações internacionais, não uma anomalia”, afirmou o responsável da ASEAN, que defendeu um diálogo sustentado, respeito pelo direito internacional e mecanismos eficazes para reduzir riscos. Sem mencionar expressamente o mar do Sul da China, Kao sublinhou que o Sudeste Asiático se encontra no centro de grandes correntes estratégicas e económicas, ligado a rotas marítimas vitais, cadeias globais de abastecimento e redes tecnológicas em rápida evolução. Phan referiu-se directamente àquela zona, ao afirmar que o Vietname pretende acelerar a negociação e assinatura de um Código de Conduta para aquelas águas que seja “eficaz, efectivo e viável”. O ministro vietnamita da Defesa defendeu ainda que as disputas no mar do Sul da China sejam resolvidas por meios pacíficos e em conformidade com o direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982. As declarações surgem num momento de frequentes tensões naquela zona, onde Pequim reivindica soberania sobre a maior parte das águas e países como Vietname, Filipinas, Malásia e Brunei mantêm reivindicações sobrepostas. Kao defendeu que as grandes potências têm uma “responsabilidade particular”, uma vez que as suas decisões moldam o ambiente estratégico dos restantes países, e apontou como medidas práticas canais fiáveis de comunicação em situações de crise, transparência sobre actividades militares, a notificação prévia de grandes exercícios e uma conduta profissional durante encontros entre forças militares. O secretário-geral da ASEAN sustentou que a ordem regional deve assentar na igualdade soberana, na não ingerência, na resolução pacífica de disputas e na renúncia à ameaça ou ao uso da força. “O Indo-Pacífico deve ser uma região definida pelo diálogo e pela cooperação, não pela rivalidade”, afirmou Kao, que defendeu a “autonomia estratégica” da ASEAN. Na mesma sessão, o ministro da Defesa de Singapura, Chan Chun Sing, alertou para a aceleração da corrida tecnológica em áreas como a inteligência artificial, o espaço e a robótica, salientando que a tecnologia militar “avança todos os dias, não todos os anos”, o que gera “novas incertezas” sobre o equilíbrio de poder.
Hoje Macau China / ÁsiaIA | Huawei quer competir com Nvidia nas infraestruturas A chinesa Huawei estabeleceu como objectivo competir com a Nvidia nas infraestruturas para inteligência artificial, recorrendo aos seus próprios chips e sistemas de computação para tentar compensar a desvantagem da China face aos Estados Unidos em capacidade de processamento. Guo Ping, presidente do conselho de supervisão da Huawei, afirmou, num encontro com novos funcionários, que desenvolver agentes de IA competitivos a nível mundial representa uma “oportunidade importante” para a empresa. O responsável reconheceu que a China está atrás dos Estados Unidos em capacidade de processamento, embora tenha considerado que o país possui vantagens na aplicação de dados e em cenários industriais e dispõe de uma reserva de talento aproximadamente ao mesmo nível da norte-americana, segundo noticiou ontem o portal económico Yicai. A Huawei procura reduzir esta diferença através dos processadores Ascend e de uma arquitectura que permita agrupar grandes quantidades de chips em sistemas como os SuperPoD, em vez de tentar competir apenas pela capacidade individual de cada semicondutor. Guo mencionou especificamente os Ascend 950 e afirmou que a empresa pretende obter vantagem através de inovações na arquitectura e de grandes aglomerados de computação, visando resolver problemas práticos e melhorar a experiência dos clientes. A estratégia também não passa pelo desenvolvimento de um modelo próprio de IA, mas por fornecer a infraestrutura necessária para executar modelos de diferentes programadores através dos sistemas Ascend, Kunpeng e SuperPoD. Lei da concorrência Guo afirmou ainda que a Huawei “não tem planos para alargar as suas áreas de negócio” e pretende “oferecer opções diversificadas para o desenvolvimento da IA”. A aposta assume particular relevância perante as restrições impostas pelos Estados Unidos ao acesso da China a chips avançados, que levaram Pequim a acelerar o desenvolvimento de alternativas nacionais. Os processadores Ascend da Huawei tornaram-se um dos principais concorrentes chineses dos processadores da Nvidia. As declarações surgem ainda em pleno debate internacional sobre a IA, depois de responsáveis como Dario Amodei, da Anthropic, Sam Altman, da OpenAI, ou Elon Musk, da xAI, terem defendido nos últimos dias um abrandamento do desenvolvimento desta tecnologia por razões de segurança, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou essa possibilidade, considerando que poderia favorecer a China na corrida tecnológica. O debate voltou a colocar a competição entre Pequim e Washington no centro da discussão sobre o futuro da IA, tanto em relação à liderança tecnológica como à possibilidade de estabelecer mecanismos comuns para controlar os riscos associados à tecnologia.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Pequim diz estar pronto para defender “interesses legítimos” de Teerão A China está disponível para defender os “interesses legítimos” do Irão no contexto do conflito no Médio Oriente e pediu ontem a Teerão e Washington que actuem com “racionalidade” e “contenção”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês. “A China e o Irão estão ligados por uma parceria estratégica abrangente. A China está disponível para reforçar o diálogo e a cooperação com o Irão e defender eficazmente os seus direitos e interesses legítimos”, disse Wang Yi, citado num comunicado do ministério. O chefe da diplomacia chinesa reuniu-se em Pequim com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, pouco antes de uma visita prevista do Presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, no final de Setembro, durante a qual deverá reunir-se com o homólogo norte-americano, Donald Trump. O conflito no Médio Oriente deverá estar entre os temas em discussão. A China é um dos principais parceiros económicos do Irão, ao qual compra grande parte do petróleo exportado pelo país, e um importante aliado diplomático de Teerão. “Encorajamos o Irão e os Estados Unidos a agirem de forma racional e a mostrarem contenção”, a regressarem rapidamente ao memorando de entendimento alcançado em Junho sob mediação do Paquistão e a “reestruturarem os mecanismos de negociação”, afirmou Wang. “Não queremos ver as tensões regionais alastrarem ao Iémen e ao mar Vermelho”, acrescentou. O Iémen, país vizinho da Arábia Saudita, foi arrastado em Julho para o conflito desencadeado pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão, iniciada no final de Fevereiro. No início de Setembro, os rebeldes houthis lançaram uma grande ofensiva e apoderaram-se de toda a costa iemenita voltada para o mar Vermelho, incluindo o estreito de Bab el-Mandeb.
Hoje Macau China / ÁsiaCtrip | Voos de turismo espacial por 660 mil euros A maior agência de viagens da China, a Ctrip, incluiu ontem no seu catálogo um pacote de turismo espacial da Virgin Galactic para 2027 por 5,1 milhões de yuan por pessoa. A oferta, disponível na aplicação da Ctrip, tem como ponto de partida Las Cruces, no estado norte-americano do Novo México, e reserva os primeiros quatro dias para actividades e preparação antes do voo, previsto para o quinto dia. O itinerário inclui uma visita ao Spaceport America, o porto espacial a partir do qual opera a Virgin Galactic, treino numa cabine simulada e um ensaio geral antes da descolagem, ficando o sexto dia reservado para o regresso. O preço inclui, entre outros serviços, cinco noites de alojamento, actividades de preparação e o voo espacial, mas não abrange as viagens de avião para os Estados Unidos, o visto e outras despesas pessoais, segundo a informação disponibilizada pela Ctrip. A plataforma apresenta ainda um contador que indica 681 unidades vendidas.
Hoje Macau China / ÁsiaGaza | ONU pede acesso para investigadores internacionais O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos pediu ontem acesso para investigadores internacionais à Faixa de Gaza “para ajudar na recolha de provas”, que poderão indicar possíveis violações e crimes de guerra cometidos por Israel. “Estão a ser exumados, actualmente, em locais devastados pelos ataques israelitas, os restos mortais do que parecem ser famílias inteiras”, declarou Volker Turk, em comunicado, sublinhando que “a descoberta de um grande número de corpos sob os escombros na cidade de Gaza reacende as preocupações sobre crimes de guerra e outros crimes atrozes”. “Temo que os restos mortais encontrados até agora representem apenas a ponta do icebergue. Grande parte de Gaza foi arrasada pelos bombardeamentos israelitas ou por operações de demolição e remoção de escombros com recurso a maquinaria pesada e explosivos. Ainda hoje, muitas zonas de Gaza onde o Exército israelita está posicionado continuam a ser niveladas por tratores, sem qualquer respeito pelos mortos que jazem sob os escombros”, acrescentou. Assim, para “preservar as provas de violações, incluindo nos locais destruídos”, Turk pediu “que os investigadores internacionais tenham permissão para aceder a todas as zonas de Gaza de forma a ajudar na recolha de provas”. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos referiu que “Israel recusa a entrada de maquinaria pesada destinada à remoção de escombros”. Cuidar dos mortos Segundo o órgão da ONU, a Defesa Civil palestiniana recuperou mais de 630 corpos e outros restos humanos dos escombros de edifícios destruídos em toda a Faixa de Gaza entre Novembro de 2025 e Setembro de 2026. A Defesa Civil palestiniana estimou que mais de 8.000 pessoas dadas como desaparecidas estejam sob os escombros. “É necessário fazer todo o possível para documentar e identificar estas vítimas, preservar os dados médico-legais e as amostras biológicas, registar os locais de sepultamento e informar as famílias”, indicou Turk. Entre 27 de Junho e 27 de Agosto, a Defesa Civil palestiniana retirou de 233 corpos dos escombros de 20 edifícios destruídos, sobretudo na cidade de Gaza. Entre estes corpos, foram contabilizadas 74 crianças e 106 mulheres. “O direito das famílias a saber o destino dos seus entes queridos não se limita à identificação e a um enterro digno. Elas merecem saber toda a verdade”, declarou o alto-comissário da ONU.
Hoje Macau China / ÁsiaMais de quatro mil pessoas continuam desaparecidas após inundações O Nepal declarou ontem que mais de quatro mil pessoas continuam desaparecidas no país, incluindo 610 estrangeiros, quase três semanas depois de uma enxurrada ter atingido o país e a vizinha região chinesa do Tibete. O balanço mais recente da Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres nepalesa (NDRRMA, na sigla em inglês) situa em 1.399 o número de corpos e restos mortais recuperados e em 4.089 o número de desaparecidos. Entre os desaparecidos, há duas portuguesas. Apenas 103 mortos foram entregues às suas famílias até à data, enquanto as autoridades prosseguem uma grande operação para identificar os restos mortais recuperados. Muitos corpos foram sepultados temporariamente em locais como Gokarna ou Pokhara, após a recolha de amostras genéticas. Segundo a polícia nepalesa, as autoridades recolheram cerca de 3.200 amostras de ADN, dos quais 1.300 referem-se aos restos mortais recuperados e 1.900 de familiares que procuram os seus entes queridos, incluindo amostras obtidas no estrangeiro para ajudar na identificação de turistas desaparecidos. Pensar o futuro Na segunda-feira, o primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, reuniu-se com os responsáveis dos governos locais dos distritos de Rasuwa, Nuwakot, Dhading, Gorkha e Tanahun — as zonas mais afectadas pelas cheias — para discutir as operações de busca em curso e o futuro plano de reconstrução, cujo custo estimado pelo Governo ultrapassa 4,7 mil milhões de dólares. “Os representantes da população manifestaram o seu compromisso em desenvolver áreas verdes nas regiões ribeirinhas afectadas pelas cheias e em avançar com o realojamento das comunidades para locais seguros nas proximidades”, escreveu na segunda-feira, na rede social Facebook, o director da NDRRMA, Dharam R. Uprety. As análises realizadas até ao momento indicam que as enxurradas de 26 de aAosto começaram com o colapso de um glaciar a grande altitude, em território nepalês — uma explicação aceite pela China e posteriormente corroborada pelas análises de satélite internacionais. A avalanche de gelo, rochas e lama atingiu também o Tibete, onde as autoridades chinesas contabilizam 43 mortos e 519 desaparecidos. Entre as pessoas ainda não localizadas, 261 são estrangeiros oriundos de 23 países.
Hoje Macau China / ÁsiaIdosos | Promovido uso de robôs domésticos na China As autoridades chinesas estão a promover robôs domésticos, dispositivos de monitorização da saúde e soluções inteligentes de cuidados para idosos, com o objectivo de estimular o “consumo de casas inteligentes”. O Ministério do Comércio e outros sete departamentos emitiram na segunda-feira um aviso que delineia o Plano de Acção para a Promoção do Consumo Doméstico Inteligente. O plano apoia a “remodelação adaptada aos idosos” e as “modernizações inteligentes de imóveis mais antigos”, e tem como objectivo “expandir a oferta de produtos de alta qualidade para satisfazer as necessidades de consumo de diferentes grupos”. “Promover produtos adaptados aos idosos, tais como robôs de serviço doméstico, dispositivos de monitorização da saúde e soluções de cuidados inteligentes, e incentivar as empresas a adoptarem princípios de design adaptados aos idosos em áreas como o tamanho dos produtos, a facilidade de utilização, o reconhecimento de dialectos e as funcionalidades de segurança”, refere o comunicado. O plano apela também à promoção da certificação de produtos para idosos no sector das casas inteligentes adaptadas aos idosos, com o Governo chinês a afirmar que irá subsidiar a aquisição de novos produtos para casas inteligentes, destinados a substituir mobiliário tradicional. No final de 2025, a população chinesa com 60 anos ou mais tinha atingido os 323 milhões, representando aproximadamente 23 por cento da população total do país, de acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | MNE iraniano chega hoje a Pequim O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniana vai reunir-se hoje, em Pequim, com o homólogo chinês, Wang Yi, anunciou onten a diplomacia chinesa, num breve comunicado sem mais pormenores sobre o encontro. A visita de Abbas Araghchi ocorre num momento de incerteza no conflito que opõe, desde Fevereiro, Estados Unidos, Israel e Irão, depois de Teerão ter sublinhado ontem de manhã (hora local) que não negociará com Washington enquanto não forem cumpridas as suas condições. A posição iraniana surgiu em resposta às declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou na segunda-feira estar disponível para dialogar com Teerão. No domingo, Araghchi disse que os Estados Unidos devem regressar aos “compromissos estipulados no Memorando de Islamabad”, assinado em Junho entre Teerão e Washington, sob mediação do Paquistão, como condição para o Irão reabrir o estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra, em 28 de Fevereiro. Desde o início do conflito, a China tem defendido uma solução negociada e feito repetidos apelos para o fim das hostilidades e o início do diálogo entre as partes, posição reiterada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun. Pequim condenou repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que pediu respeito pela soberania e pela segurança dos países do Golfo, com os quais mantém estreitos laços políticos. A visita coincide ainda com a abertura, hoje, do Fórum Xiangshan, principal encontro de diplomacia militar organizado pela China (ver texto principal). A instabilidade no Médio Oriente e o bloqueio do estreito de Ormuz deverão estar entre os temas em debate no encontro, juntamente com a guerra na Ucrânia e a competição tecnológica e militar entre Pequim e Washington.
Hoje Macau China / ÁsiaChina defende uso pacífico do cosmos após EUA reconhecerem ter armas em órbita A China defendeu ontem o uso pacífico do espaço e pediu aos Estados Unidos para deixarem de expandir a presença militar naquele domínio, depois de Washington ter reconhecido, pela primeira vez, manter armas em órbita. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, numa conferência de imprensa, que Pequim sempre defendeu a segurança espacial e opôs-se à militarização e à transformação do espaço num campo de batalha. “Pedimos aos Estados Unidos que deixem de expandir a presença militar no espaço e salvaguardem, através de acções concretas, a estabilidade estratégica global”, afirmou o porta-voz, que não esclareceu se a China dispõe deste tipo de armamento em órbita. Guo disse que Pequim espera que o espaço se torne “uma plataforma de cooperação e benefício mútuo para a humanidade” e afirmou que a China está disposta a trabalhar com todos os países na exploração e utilização pacíficas daquele domínio. O diplomata reiterou ainda a oposição chinesa à militarização do espaço e defendeu a promoção do progresso científico e tecnológico no sector. Agarrados às armas Na segunda-feira, o secretário da Força Aérea norte-americana, Troy Meink, afirmou estar em curso um reforço da “preparação perante as ameaças existentes”, acrescentando que os Estados Unidos “têm armas de controlo espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra acções hostis dos adversários”. Meink referiu que estas armas destinam-se a proteger as forças norte-americanas de acções hostis, embora a Força Aérea não tenha especificado que sistemas estão actualmente em órbita, quantos existem ou quando foram colocados no espaço. O responsável anunciou, na conferência Air, Space and Cyber, realizada no estado de Maryland (costa leste), também progressos noutros programas espaciais norte-americanos, incluindo o desenvolvimento de um sistema de interceptores baseados no espaço e de uma constelação de satélites destinada a detectar e acompanhar alvos móveis a partir da órbita. A China, por sua vez, estabeleceu como objectivo realizar uma missão tripulada à Lua antes de 2030 e avançar com a construção de uma futura base de investigação no polo sul lunar.
Hoje Macau China / Ásia MancheteIA | Fórum chinês defende controlo mas rejeita lógica de blocos entre China e EUA Governação das tecnologias emergentes, estabilidade estratégica e competição entre grandes potências, são temas em debate a partir de hoje em Pequim na 13.ª edição do Fórum Xiangshan, principal encontro de diplomacia militar organizado pela China Especialistas reunidos ontem em Pequim defenderam o reforço da supervisão humana, dos mecanismos de segurança e da cooperação internacional perante os riscos da inteligência artificial, rejeitando que outros países tenham de escolher entre China e Estados Unidos nesta tecnologia. O debate decorreu no âmbito da 13.ª edição do Fórum Xiangshan, principal encontro de diplomacia militar organizado pela China, que será formalmente inaugurado hoje. A agenda deste ano inclui entre os principais temas a governação das tecnologias emergentes, a estabilidade estratégica e a competição entre grandes potências. O antigo secretário-geral da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) Vladimir Norov afirmou que os riscos associados à IA são “sérios” e defendeu que os governos reforcem a capacidade de supervisão, em conjunto com empresas tecnológicas e centros de estudos. Norov alertou que a tecnologia está a avançar mais rapidamente do que a capacidade das instituições para a regular, defendendo a criação de mecanismos de partilha de informação sobre riscos e incidentes graves relacionados com a IA. O também antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Uzbequistão e presidente da Associação de Inteligência Artificial da Ásia Central afirmou que os sistemas de IA estão a evoluir rapidamente e que “nenhum país consegue geri-los sozinho”. O general reformado dos Emirados Árabes Unidos Obaid Al Ketbi, antigo alto responsável do ministério dos Negócios Estrangeiros do país, afirmou que o avanço dos agentes de IA, capazes de planear, coordenar e executar tarefas complexas, obriga a colocar o controlo humano no centro das prioridades. “Se deixarmos as coisas nas mãos da IA sem controlo humano, será realmente duro e difícil”, afirmou Al Ketbi, que defendeu uma regulamentação proporcional aos riscos. Outra lógica Os dois participantes rejeitaram também uma lógica de blocos entre Pequim e Washington. Norov afirmou que os países da Ásia Central não querem ser “consumidores passivos” de IA nem ser obrigados a escolher entre China e Estados Unidos, mas procuram uma “parceria, não dependência” e transferência de tecnologia. Al Ketbi defendeu uma posição semelhante para o Médio Oriente, afirmando que a região deve poder cooperar com ambas as potências e, simultaneamente, desenvolver capacidades próprias. O debate ocorre depois de responsáveis do sector tecnológico norte-americano terem defendido um abrandamento do desenvolvimento dos modelos de IA mais avançados devido aos riscos de segurança, posição rejeitada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera que uma maior regulamentação poderá beneficiar a China. Pequim tem defendido nos últimos dias uma IA “orientada para o bem”, ao mesmo tempo que acusa Washington de utilizar argumentos relacionados com a segurança para limitar o desenvolvimento tecnológico chinês.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Dirigentes de operadora nuclear demitem-se após falsificação de dados Dois altos dirigentes de uma operadora nuclear japonesa demitiram-se ontem na sequência de um escândalo de falsificação de dados sísmicos, e o grupo anunciou que vai retirar os pedidos de reactivação de dois reactores. A central de Hamaoka, da Chubu Electric Power, situada numa região exposta ao risco de “mega-sismo”, estava sujeita a controlos de segurança para retomar actividade. Em Janeiro, a empresa reconheceu ter apresentado às autoridades dados que poderiam subestimar os riscos sísmicos. Num comunicado, a Chubu Electric informou que o presidente Kingo Hayashi e o presidente do conselho de administração, Satoru Katsuno, serão substituídos, retirando também os pedidos de reinício. Hayashi declarou sentir “um pesado sentido de responsabilidade e profundo remorso”, lamentando não ter conseguido promover uma cultura organizacional que privilegie a segurança e o cumprimento das normas. Um relatório independente de 250 páginas, divulgado no mesmo dia, concluiu que as pressões da direcção para acelerar o reinício dos reactores colocaram o pessoal sob pressão e foram “um dos factores que contribuíram para as falhas” registadas. O Japão encerrou todos os reactores após o desastre de Fukushima em 2011, mas procura reduzir a dependência de combustíveis fósseis e alcançar a neutralidade carbónica até 2050, regressando gradualmente ao nuclear civil. A central de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, retomou operações este ano. No centro das avaliações de segurança está a estimativa de “movimento sísmico máximo à superfície”, crucial para o desenho antisísmico das centrais. Em 2023, o regulador japonês aprovou a estimativa da Chubu Electric, mas em Fevereiro de 2025 recebeu de um denunciante informação com dados diferentes dos fornecidos. O processo de revisão foi suspenso em Dezembro.
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Tiroteio mortal a poucas horas de votação em região autónoma As mesas de voto abriram ontem em Bangsamoro, região de maioria muçulmana, para eleger, pela primeira vez, o parlamento local, poucas horas após a morte de três pessoas num tiroteio entre facções de um grupo rebelde A votação constitui o culminar de um processo de paz intermitente, iniciado no final da década de 1990, que resultou na criação da região autónoma de Bangsamoro, no sul do país de maioria católica. Mais de dois milhões de eleitores são chamados a eleger 80 assentos, disputados por 13 formações políticas. Até agora, os parlamentares eram nomeados. Em Marawi, cidade devastada em 2017 por cinco meses de confrontos entre fundamentalistas islâmicos e forças governamentais, um jornalista da agência France-Presse (AFP) observou longas filas de espera em frente às mesas de voto, sob a vigilância de membros das forças de segurança e de veículos blindados. “Estamos ansiosos, viemos para cá logo esta manhã”, exclamou Mohammad Actar Macabada, de 18 anos, logo após ter votado. “Estou nervoso porque talvez venha a ser o caos. Antes, era o caos. Agora, está tudo tranquilo”, acrescentou o eleitor, que está “ansioso por saber os resultados”, realçou. Nesta região marcada pela violência política e pelas vinganças familiares, uma eleição sem incidentes seria considerada um sucesso, revelaram recentemente líderes partidários a jornalistas da AFP. Esta paz foi, no entanto, abalada apenas algumas horas antes do início das eleições. Três pessoas foram mortas e 15 ficaram feridas no domingo, pouco antes da meia-noite, durante um tiroteio em Cotabato, a capital da região autónoma. Elevada contagem De acordo com o chefe da polícia local, Jibin Bongcayao, o tiroteio ocorreu quando membros de facções políticas rivais disputavam o direito de votar em primeiro lugar. “Inicialmente, tratava-se de uma disputa entre dois grupos pelas vagas na fila” em frente a uma escola que servia de secção de voto na capital regional, explicou o responsável policial. A disputa “provocou empurrões que degeneraram numa briga e, por fim, foram disparados tiros numa zona lotada”. O agente acrescentou que os homens envolvidos no tiroteio pertenciam a facções rivais do maior grupo rebelde das Filipinas, a Frente Islâmica de Libertação Moro (Milf), que luta há décadas pela autonomia da região. No total, a violência separatista já causou 150 mil mortos desde a década de 1970. A segurança foi reforçada em toda a região, parcialmente situada na ilha de Mindanau, com a mobilização de mais de 20 mil membros das forças de segurança. No mês passado, uma comitiva que transportava o chefe interino do governo local — nomeado pelo presidente Ferdinand Marcos Jr. — foi atacado. Além disso, um homem morreu no hospital na madrugada de ontem, na sequência de uma explosão ocorrida perto de uma secção de voto, numa ocorrência que a polícia está a investigar.
Hoje Macau China / ÁsiaAviação | Pequim vai activar zona de exclusão aérea após acidente A China vai colocar em funcionamento, em 20 de Setembro, uma zona de exclusão aérea em Pequim e arredores, quase três meses após uma avioneta ter embatido no arranha-céus mais alto da capital, causando um morto e 13 feridos. A medida vai restringir determinadas actividades aéreas, com excepções para voos da aviação civil e operações de emergência e salvamento, entre outras, e não afectará as viagens de passageiros de avião, segundo o jornal Beijing Daily. O jornal indicou que a delimitação visa “reforçar a gestão da segurança do espaço aéreo” da capital, “manter a ordem das operações” e “proteger instalações importantes em terra, assim como a vida e os bens da população”. Os voos no interior da zona terão de cumprir rigorosamente os requisitos relativos a autorizações, comunicações, identificação e notificação das condições de segurança. O texto não especifica a extensão geográfica da zona nem relaciona expressamente a decisão com o acidente ocorrido em Junho. Em 26 de Junho, uma aeronave desportiva ligeira embateu no China Zun, também conhecido como CITIC Tower, com 528 metros de altura, no distrito financeiro de Guomao. O piloto morreu e outras 13 pessoas ficaram feridas. O incidente ocorreu numa cidade sujeita a rigorosos controlos de segurança, por albergar as sedes do Governo Central e do Partido Comunista Chinês (PCC). Desde Maio, Pequim proíbe também a venda e o aluguer de drones, restringe a entrada destes aparelhos na cidade e exige autorização para os operar no exterior.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim diz que encontro entre Xi e Modi reafirma impulso das relações O Governo chinês afirmou ontem que a reunião realizada no sábado entre o Presidente chinês e o primeiro-ministro indiano à margem da cimeira dos BRICS, em Nova Deli, constituiu “uma reafirmação” do impulso das relações. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, numa conferência de imprensa, que Xi Jinping e Narendra Modi reuniram-se três vezes nos últimos três anos, em Nova Deli, em Tianjin (2025) e em Kazan (2024), marcando “um novo ponto de partida e uma nova direcção para as relações sino-indianas”. Guo indicou que os dois líderes concordaram que, enquanto países mais populosos do mundo e importantes membros do Sul Global, devem “centrar-se no desenvolvimento como o maior denominador comum, reforçar os intercâmbios de amizade e a cooperação de benefício mútuo e melhorar a base da opinião pública que sustenta a relação bilateral”. O porta-voz disse ainda que Xi e Modi concordaram em resolver “de forma equilibrada” as respectivas preocupações económicas e comerciais e em salvaguardar conjuntamente a paz e a tranquilidade na zona fronteiriça que partilham nos Himalaias. Em 2020, um confronto militar no vale de Galwan provocou mortes entre soldados dos dois países e desencadeou a pior crise diplomática entre Pequim e Nova Deli em décadas. “A melhoria e o desenvolvimento das relações sino-indianas não só são bem recebidos pelos mais de 2.800 milhões de habitantes dos dois países, como também respondem à necessidade de reforçar a cooperação do Sul Global”, afirmou Guo. Amor e tropas nas fronteiras Segundo o porta-voz, Xi defendeu durante o encontro que os dois países devem orientar as relações bilaterais com um “entendimento estratégico objectivo e racional” e “ajudar-se mutuamente a alcançar o sucesso através de uma filosofia de cooperação de benefício mútuo”. Apesar da melhoria gradual das relações, incluindo o restabelecimento dos voos directos e a flexibilização dos vistos, os dois países mantêm elevados contingentes militares ao longo da linha de controlo nos Himalaias, enquanto a Índia mantém restrições aos investimentos chineses.