Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Sete dias de luto nacional por morte de ex-Presidente “Lu Olo” O Governo timorense decretou ontem sete dias de luto nacional pela morte do antigo Presidente de Timor-Leste Francisco Guterres “Lu Olo”, que morreu domingo na Malásia. “Esta noite recebemos uma notícia triste para todos nós. Perdemos um combatente que faleceu na Malásia. Enquanto primeiro-ministro interino anuncio que será decretado luto nacional durante sete dias”, declarou o vice-primeiro-ministro e ministro do Desenvolvimento Rural e Habitação Comunitária, Mariano Assanami Sabino. Mariano Assanami Sabino ocupa interinamente as funções de primeiro-ministro, porque o líder do executivo timorense, Xanana Gusmão, se encontra em Portugal em visita de trabalho. Mariano Assanami Sabino precisou também que o corpo de Francisco Guterres “Lu Olo” deverá chegar hoje ao país, num voo especial da AeroDili. “Será utilizado um avião da AeroDili com a nossa bandeira nacional. Trata-se, porém, de um voo especial fretado. Não haverá outros passageiros. Apenas viajarão os restos mortais e os familiares”, explicou. O ex-Presidente timorense e presidente da Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente) morreu domingo, num hospital em Kuala Lumpur, na Malásia. Francisco Guterres “Lu Olo” foi Presidente de Timor-Leste entre 2017 e 2022 e antigo presidente da Assembleia Constituinte e do Parlamento Nacional. Enquanto presidente da Assembleia Constituinte, “Lu Olo” proclamou oficialmente a restauração da independência de Timor-Leste, em 20 de Maio de 2002, tendo, depois, dado posse a Xanana Gusmão como Presidente da República.
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Ataque a tiro em escola deixa três alunos mortos e sete feridos Três estudantes foram mortos e outros sete ficaram feridos ontem num ataque a tiro numa escola secundária em Tacloban, na ilha central de Leyte, nas Filipinas. Os suspeitos são dois alunos de 14 e 15 anos e incidentes de bullying podem ter sido o motivo para o crime A polícia filipina confirmou que o incidente ocorreu por volta das 09h, na Escola Secundária Nacional de San Jose, e fez três mortos e sete feridos, que foram transportados para hospitais, de acordo com um comunicado divulgado na rede social Facebook. As autoridades anunciaram a detenção de dois estudantes do nono ano de escolaridade, de 14 e 15 anos de idade, que terão agido em vingança devido a incidentes de bullying. A agência de notícias estatal filipina, PNA, confirmou ainda que os mortos e feridos eram estudantes do ensino secundário. A Escola Secundária Nacional de San Jose tem mais de 1.500 estudantes. Utilizadores da Internet e meios de comunicação locais divulgaram nas redes sociais vídeos que supostamente mostram o tiroteio dentro de uma sala de aula, nos quais se ouvem vários tiros e gritos. A PNA divulgou também imagens do segundo suspeito, que foi detido por um grupo de moradores locais, segundo a agência de notícias. Segundo as autoridades, os suspeitos estavam armados com um revólver calibre .38 e uma pistola de 9 mm, esta última pertencente a uma agente da polícia da família de um dos atiradores. A agente também foi detida. Os chamados “sinais de alerta” no comportamento dos adolescentes passaram despercebidos e, com eles, a oportunidade de impedir o crime, afirmou o porta-voz da polícia nacional aos jornalistas na segunda-feira. “Os dois [suspeitos] dirigiram-se directamente para a sala de aula. Sem dizerem nada, começaram a disparar”, disse o coronel Allen Rae Co aos jornalistas. A lei da bala A violência armada não é invulgar nas Filipinas, mas os tiroteios em escolas são extremamente raros. Em Julho de 2022, três pessoas foram mortas — incluindo um antigo presidente da câmara de um município na ilha de Basilan, no sudeste do país — e duas ficaram feridas num tiroteio na Universidade Ateneo de Manila, que levou à detenção de uma pessoa. Os dados da polícia revelam que a violência com armas de fogo tem vindo a diminuir de forma constante nos últimos anos. Em 2024, a Polícia Nacional das Filipinas registou cerca de 5 000 casos de violência com armas de fogo em todo o país. A cidade de Tacloban, a cerca de uma hora de avião de Manila, tem uma população de 250 000 habitantes.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Vetadas compras públicas a 46 empresas americanas A China proibiu ontem organismos públicos de adquirirem produtos de 46 empresas norte-americanas, incluindo fabricantes de armamento e aeronáutica, ampliando as restrições contra entidades dos Estados Unidos anunciadas horas antes por Pequim, em resposta a medidas adoptadas por Washington. O Ministério das Finanças chinês anunciou ontem restrições à contratação pública envolvendo 46 empresas norte-americanas, entre as quais a Lockheed Martin, Raytheon, General Dynamics e Boeing Defense. Segundo um comunicado, os organismos públicos chineses deixam de poder adquirir produtos fabricados por estas empresas, embora a medida não se aplique a companhias de capital norte-americano estabelecidas na China. A lista inclui sobretudo empresas ligadas aos sectores da defesa, aeronáutica, veículos aéreos não tripulados (drones), sistemas militares e segurança, entre as quais a Anduril, BAE Systems, Teledyne e Cubic Global Defense.
Hoje Macau China / ÁsiaCooperação | Reunião ministerial sino-lusófona na primeira metade de 2027 A 7ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa realiza-se no primeiro semestre de 2027, anunciou ontem o secretário-geral do organismo O secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), Ji Xianzheng, anunciou ontem que a 7ª Conferência Ministerial se realiza no primeiro semestre do próximo ano, estando a data concreta ainda a ser definida com o Governo central chinês. “Prevemos ter uma resposta antes de Setembro, para poder realizar a primeira reunião preparativa desta presidência ministerial”, afirmou o secretário-geral do Fórum de Macau. Cinco conferências ministeriais foram realizadas em Macau, em 2003, 2006, 2010, 2013, 2016 e 2024 durante as quais foram aprovados Planos de Acção para a Cooperação Económica e Comercial. O então ministro da Economia português, Pedro Reis, liderou a delegação de Portugal na 6.ª Conferência Ministerial em Abril de 2024, sublinhando na altura um foco no reforço da internacionalização de empresas portuguesas para a China e mercados lusófonos. O Secretariado Permanente do Fórum integra o secretário-geral, o chinês Ji Xianzheng e três secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e António Lei (nomeado por Macau). O organismo integra, além da China, os membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. Em permanência Ji destacou também que estão em curso negociações com a embaixada brasileira em Pequim e com os ministérios dos Negócios Estrangeiros dos dois países, para garantir a presença de um representante fixo de Brasília. O actual delegado do Brasil, Hervelter de Mattos, é também cônsul-geral adjunto em Hong Kong. “Já tive contacto com o embaixador do Brasil em Pequim e o secretário-geral adjunto do Fórum, também aproveitou várias ocasiões para coordenar com a embaixada”, disse. Questionado sobre o novo plano quinquenal da RAEM, que prevê medidas para atrair quadros qualificados dos países de língua portuguesa, Ji Xianzheng considerou que a iniciativa pode reforçar o papel de Macau como plataforma entre os países de língua portuguesa e a China. “Do ponto de vista do secretariado permanente, estamos sempre a coordenar com o Governo da RAEM para facilitar ainda mais as cooperações, não só económicas e comerciais, mas também culturais e nas outras 20 áreas estabelecidas pelo plano de acção do Fórum”, sublinhou.
Hoje Macau China / ÁsiaApesar de apoios, Hong Kong bate recorde negativo de nascimentos O secretário para o Trabalho e Assuntos Sociais de Hong Kong, Chris Sun Yuk-han, revelou que as autoridades gastaram cerca de 1,44 mil milhões de dólares de Hong Kong desde que o subsídio para novos pais foi criado, em Outubro de 2023. Ainda assim, a cidade vizinha registou em 2025 o número de nascimentos mais baixo de sempre. Numa resposta escrita a questões do deputado Chu Lap-wai, Chris Sun disse que o Executivo recebeu quase 72.300 candidaturas, das quais menos de 71.900 foram aceites. O Governo lançou este subsídio único no valor de 20 mil dólares de Hong Kong para incentivar as famílias a terem filhos, num programa com a duração de três anos e que irá expirar em Outubro. Chris Sun disse que a revisão do programa “ainda está em curso, o que envolve a análise de dados e a realização de análises e considerações aprofundadas”, e prometeu ter em conta as opiniões e sugestões dos deputados e da população. Numa entrevista publicada na semana passada, o líder do Governo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu, prometeu realizar uma consulta pública sobre o subsídio e outros incentivos à natalidade. Em Setembro, o Chefe do Executivo anunciou que, a partir de 2026, a isenção fiscal de 130 mil dólares de Hong Kong para novos pais ia ser prolongada de um para dois anos após o nascimento. Na entrevista ao jornal South China Morning Post, John Lee defendeu que os incentivos à natalidade representaram uma grande mudança de política, abandonando uma abordagem passiva. Aquando da criação do subsídio, o Executivo previu que poderia ajudar o número anual de nascimentos a atingir 39 mil, mais 20 por cento do que em 2022, altura em que Hong Kong vivia em plena pandemia da covid-19. Questão regional John Lee defendeu que o subsídio “obteve bons resultados, porque as taxas de fertilidade aumentaram”, numa referência à subida de 10 por cento no número de nascimentos em 2024, para 36.700. Mas no ano passado, Hong Kong registou cerca de 31.100 nascimentos, uma queda de 15,3 por cento e o valor mais baixo desde que há registos oficiais na antiga colónia britânica, em 1961. John Lee disse que o casamento tardio, impulsionado pela aposta das mulheres em carreiras profissionais ou académicas, e as mudanças culturais estão a limitar a eficácia dos incentivos. Recorde-se que Macau registou em 2025 2.871 recém-nascidos, também o menor número em quase meio século, disse, em Janeiro, o director substituto do hospital público da cidade, Tai Wa Hou. Em 2025, a China continental registou 7,92 milhões de nascimentos, um novo recorde negativo desde o ano da fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos, com 5,63 por cada mil pessoas.
Hoje Macau China / ÁsiaG7 | Trump quer concentrar-se na Coreia do Norte após acordo com Irão O Presidente sul-coreano, que se encontrou na semana passada com o homólogo norte-americano, afirmou que Donald Trump pretende agora concentrar-se na resolução da “questão norte-coreana”, após celebrar um memorando de entendimento com o Irão. “O Presidente Trump afirmou que chegou o momento de dedicar atenção à questão norte-coreana”, afirmou Lee Jae-myung aos jornalistas em Seul, revelando detalhes do encontro com o Presidente dos Estados Unidos durante a cimeira do G7 em Évian, França. O dirigente sul-coreano afirmou ainda ter dito a Trump que “as sanções e a pressão” impostas à Coreia do Norte devido ao programa nuclear eram ineficazes. “A eficácia das sanções diminuiu devido à cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia relacionada com a guerra na Ucrânia”, prosseguiu. “Mesmo uma ajuda modesta da Rússia é de grande utilidade para a Coreia do Norte”, acrescentou. No passado dia 14 de Junho, poucas horas depois de ter anunciado um acordo com o Irão, Trump publicou nas redes sociais uma fotografia sem legenda ao lado do líder norte-coreano Kim Jong-un, tirada durante o encontro entre os dois em Singapura, em 2018. Isto alimentou as especulações de que o Governo de Trump poderia agora voltar-se para a Coreia do Norte, que possui armas nucleares. Trump e Lee encontraram-se num jantar em Évian na semana passada, onde discutiram a rivalidade de longa data entre a Coreia do Sul e o vizinho do Norte, que possui armas nucleares. Lee escreveu na rede social X que os dois governantes tiveram “conversas aprofundadas sobre a paz na península coreana e as relações entre a Coreia e os Estados Unidos, tendo sido alcançados progressos significativos”. As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz, e estão separadas por uma zona desmilitarizada ao longo da qual se estende a fronteira.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia | Preços no Japão subiram 1,4% do passado mês de Maio O índice de preços ao consumidor (IPC) do Japão subiu em Maio 1,4 por cento em termos homólogos, ficando abaixo da meta de 2 por cento do Banco do Japão pelo quarto mês consecutivo, devido ao efeito dos subsídios aos combustíveis O aumento do indicador, que exclui os preços dos alimentos devido à elevada volatilidade, é idêntico ao registado no mês anterior, Abril, de acordo com os dados publicados na sexta-feira pelo Gabinete de Estatística do Ministério do Interior e das Comunicações. Os preços da energia continuaram a descer em Maio, com uma queda de 2,5 por cento em termos homólogos, na sequência da queda de 3,9 por cento em Abril e de 5,7 por cento em Março, devido aos efeitos contínuos da abolição dos impostos sobre a gasolina e gasóleo para mitigar os efeitos da inflação persistente sobre as famílias. O Japão implementou subsídios para controlar os preços da gasolina em torno dos 170 ienes (cerca de 8,5 patacas) por litro. O Parlamento japonês aprovou ainda, no início de Junho, um orçamento suplementar de 3,11 biliões de ienes (cerca de 154,6 milhões de patacas) para fazer face ao aumento dos preços da energia devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Washington e Teerão assinaram na semana passado um acordo para pôr fim à guerra, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, um enclave essencial para a economia mundial e, sobretudo, para a Ásia, devido à importância para o transporte de petróleo. Ponto por ponto A electricidade registou uma redução de 2,4 por cento em Abril, enquanto o gás ficou 1,7 por cento mais barato. A factura do cabaz de compras subiu 3,5 por cento em termos homólogos, excluindo os alimentos frescos, face aos 4,1 por cento registados em Março, num contexto de descida dos preços dos cereais (-0,9 por cento). Entre os sectores que registaram uma descida mais acentuada destacam-se a educação e as propinas, com quedas de 6,1 por cento e 10,7 por cento, respectivamente, tendo as despesas relacionadas com a educação também diminuído 8,4 por cento. O Banco do Japão (BoJ) aumentou na terça-feira para 1 por cento as taxas de juro de referência de curto prazo, o nível mais elevado em mais de três décadas, dando continuidade aos esforços para controlar os riscos de inflação decorrentes da subida dos preços do petróleo e da debilidade do iene.
Hoje Macau China / ÁsiaEquador | China vai receber 2,88 milhões de barris de petróleo O Equador vai exportar 2,88 milhões de barris de petróleo bruto no valor de mais de 313 milhões de dólares, segundo adjudicações esta sexta-feira pela petrolífera estatal Petroecuador, cujas entregas estão previstas para Julho e Agosto. A empresa estatal equatoriana informou que 1,44 milhões de barris de crude foram adjudicados à chinesa Petrochina International, enquanto 1,44 milhões de barris foram adjudicados à Unipec America, subsidiária da petrolífera chinesa Sinopec. As receitas estimadas decorrentes das adjudicações à Petrochina ascendem a 162 milhões de dólares e à Unipec, a 151 milhões de dólares, precisou a Petroecuador. A petrolífera equatoriana convidou mais de 35 empresas qualificadas e inscritas no Registo de Fornecedores da Direcção de Comércio Internacional a participar, o que, para a empresa estatal, garante “uma ampla concorrência sob critérios de transparência, competitividade, eficiência e maximização do valor dos recursos de hidrocarbonetos do país”. Para a determinação do preço de exportação do petróleo bruto equatoriano, utiliza-se como referência o índice internacional West Texas Intermediate (WTI), um dos principais indicadores do mercado petrolífero mundial. Com cerca de 470.000 barris de crude produzidos por dia, o petróleo é um dos principais produtos de exportação do Equador e um dos pilares do financiamento do orçamento geral do Estado.
Hoje Macau China / ÁsiaSemicondutores | Washington preocupada com transferência de tecnologia O Governo dos Estados Unidos manifestou à empresa neerlandesa ASML preocupação com a possibilidade de uma das suas máquinas mais avançadas para o fabrico de semicondutores ter chegado à China, noticiou na sexta-feira a Bloomberg. Segundo a agência, o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, manifestou a preocupação aos altos dirigentes da ASML durante uma série de reuniões recentes. A preocupação centra-se num equipamento de litografia por ultravioleta extremo (EUV), considerado essencial para fabricar os semicondutores mais avançados e cuja exportação para a China está proibida pelos controlos impostos por Washington, com o apoio dos Países Baixos. A ASML rejeitou essa possibilidade e garantiu que nunca enviou uma máquina EUV para a China, nem componentes especificamente concebidos para esse tipo de sistemas. De acordo com a Bloomberg, a empresa recordou que estes equipamentos, com cerca de 180 toneladas, requerem instalação e manutenção permanente por parte dos seus próprios engenheiros, pelo que considera altamente improvável que algum tenha chegado ao país asiático sem o seu conhecimento. Nem o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, nem a Casa Branca, nem a ASML fizeram comentários adicionais sobre a informação da Bloomberg. A notícia surge num contexto de crescentes restrições norte-americanas destinadas a impedir que a China tenha acesso a tecnologia de ponta para o fabrico de chips. A preocupação de Washington surge meses depois de a Reuters ter noticiado que um grupo de antigos engenheiros da ASML participou no desenvolvimento de um protótipo chinês de máquina EUV, um projecto estratégico com o qual Pequim procura reduzir a dependência relativamente à tecnologia ocidental. Até ao momento, não há confirmação pública de que uma máquina EUV comercial da ASML tenha sido exportada ou introduzida na China, violando as restrições internacionais.
Hoje Macau China / ÁsiaAustrália | Tarifas de 55% à importação de carne depois de esgotada quota A China está a aplicar um direito aduaneiro adicional de 55 por cento às importações de carne de vaca proveniente da Austrália, depois de as remessas desse país terem esgotado a quota anual fixada por Pequim. Brasil, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia e Estados Unidos estão sujeitos ao mesmo sistema de quotas e tarifas As importações de carne de vaca australiana atingiram na semana passada 100 por cento da quota específica atribuída a esse país, de acordo com um aviso publicado na sexta-feira pelo Ministério do Comércio chinês, e a tarifa entrou em vigor no dia seguinte. A China aplica, desde 1 de Janeiro de 2026, medidas de protecção à carne de vaca importada, com quotas por país e uma tarifa adicional de 55 por cento para as remessas que excedam os volumes estabelecidos. A investigação que deu origem à medida foi iniciada em Dezembro de 2024 e concluiu que o aumento das importações de carne de vaca causou um “prejuízo grave” à indústria nacional, segundo o Ministério do Comércio. O sistema afecta grandes fornecedores como Brasil, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, e fixa para 2026 uma quota total de 2,69 milhões de toneladas para os países afectados pelas medidas de protecção impostas por Pequim, de acordo com dados recolhidos pela imprensa chinesa. O aviso publicado na sexta-feira surge depois de o Ministério do Comércio ter alertado este mês que as importações de carne de vaca australiana tinham atingido 90 por cento da quota anual e se aproximavam do nível que activaria a tarifa adicional. O ministério já tinha emitido, em Maio, um aviso semelhante sobre o Brasil, ao referir que as exportações de carne de vaca tinham atingido 50 por cento da quota anual. Faz o que digo O anúncio toca num sector sensível nas relações entre a China e o país da Oceânia: em Dezembro de 2024, a Austrália afirmou que Pequim tinha eliminado as últimas restrições que pesavam sobre a sua carne de vaca, ao permitir novamente as compras provenientes de dois matadouros que continuavam afectados por vetos anteriores. Desde 2020 que a China impõe vetos e direitos aduaneiros a produtos australianos como carvão, cevada, vinho, carne de vaca ou lagosta, depois de o anterior Governo australiano ter impulsionado uma investigação independente sobre a origem da covid-19. Desde a chegada ao poder do trabalhista Anthony Albanese, em 2022, ambos os países retomaram os contactos de alto nível e Pequim tem vindo a levantar as restrições comerciais, embora persistam atritos em áreas como o Indo-Pacífico, Taiwan, a cibersegurança e a influência chinesa no Pacífico.
Hoje Macau China / Ásia MancheteMundial 2026 | Hong Kong detém 150 pessoas devido a apostas ilegais de 35 ME A polícia de Hong Kong anunciou a detenção de 150 pessoas alegadamente envolvidas num esquema de apostas ilegais através da Internet e voltou a apelar contra as apostas ilegais no Mundial 2026 de futebol. Numa conferência de imprensa realizada na terça-feira à noite, a polícia estimou que o grupo terá movimentado mais de 320 milhões de dólares de Hong Kong desde Julho de 2025. Numa operação que decorreu ao longo de três dias, cerca de 600 agentes realizaram rusgas em unidades industriais em vários locais da região semiautónoma chinesa. Os detidos têm entre 18 e 75 anos e incluem, além de 86 apostadores, titulares de contas bancárias usadas para branqueamentos de capitais e os alegados cabecilhas do grupo, que terão ligações às tríades. A polícia acredita que desmantelou quatro centros de processamento de apostas, três centros de promoção e um local de recrutamento de apostadores, cujas apostas individuais atingiam 300 mil dólares de Hong Kong. De acordo com a imprensa local, a operação teve como alvo oito portais não autorizados no território, que ofereciam apostas em futebol, corridas de cavalos e outros desportos. A concessionária sem fins lucrativos Hong Kong Jockey Club detém o monopólio das apostas em partidas de futebol e em corridas de cavalos na antiga colónia britânica. A polícia apreendeu um milhão de dólares de Hong Kong em dinheiro, quatro milhões de dólares de Hong Kong em bens, assim como computadores e telemóveis.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Pequim anuncia ajuda humanitária ao Irão e ao Líbano A China anunciou ontem uma nova ronda de ajuda humanitária ao Irão e ao Líbano, destinada a apoiar esforços de recuperação e reconstrução após a crise humanitária provocada pelo conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou em conferência de imprensa que Pequim acompanha com “profunda preocupação” os efeitos desencadeados pelo conflito na região. “Tendo em conta as necessidades actuais, a China decidiu fornecer em breve uma nova ronda de ajuda humanitária ao Irão e ao Líbano, para apoiar os respectivos povos nos trabalhos de recuperação e reconstrução, bem como na melhoria das condições económicas e sociais”, declarou o porta-voz. Lin acrescentou que a China continuará a promover o diálogo e as negociações de paz, para contribuir para o rápido restabelecimento da paz e da estabilidade no Médio Oriente. Apesar de os Estados Unidos e o Irão terem anunciado, no domingo, um acordo para pôr termo a mais de 100 dias de guerra na região, as Forças Armadas iranianas advertiram ontem que Israel manteve operações militares em território libanês. Segundo o comando militar iraniano, as acções israelitas provocaram novas vítimas no Líbano e contradizem os compromissos de desanuviamento promovidos por Washington e Teerão. Desde o início do conflito, a China condenou repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, embora tenha também apelado ao respeito pela soberania e segurança dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | China apela a maior respeito pela ONU e maior representação do Sul Global O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu ontem um maior respeito pela autoridade da ONU e uma reforma que aumente a representação dos países em desenvolvimento, alertando para o regresso da “lei da selva” nas relações internacionais. Segundo declarações citadas pela imprensa estatal chinesa, Wang afirmou que a comunidade internacional criou a ONU há mais de 80 anos, após constatar a “catástrofe humana” provocada pelo predomínio da lei do mais forte durante as duas guerras mundiais. “Hoje, se o multilateralismo parece falhar, não é porque as Nações Unidas tenham deixado de ser importantes, mas precisamente porque a sua autoridade e o seu papel não foram respeitados nem exercidos”, declarou o chefe da diplomacia chinesa, por ocasião da publicação do livro branco “Construir um sistema de governação global mais justo e razoável: as ideias, iniciativas e ações da China”. Wang acrescentou que o regresso da “lei da selva” não se deve ao facto de a Carta da ONU estar “ultrapassada”, mas sim por não ter sido “cumprida nem defendida de forma eficaz”. Perante os desafios globais, o ministro considerou “urgente” cumprir as obrigações previstas na Carta das Nações Unidas, praticar a igualdade soberana entre Estados, respeitar o direito internacional e opor-se à “intimidação dos mais fortes”. O responsável apelou ainda ao apoio à ONU para que desempenhe um papel central na construção de consensos, na coordenação da acção internacional e na resposta aos desafios globais. Posição clara Wang defendeu também uma aceleração da reforma da organização para “responder às exigências dos países em desenvolvimento” e reforçar a representação e a voz dos países do chamado Sul Global. A posição insere-se numa linha recorrente da diplomacia chinesa, através da qual Pequim se apresenta como defensora do multilateralismo e de uma ordem internacional “centrada na ONU”, em contraposição ao que descreve como “unilateralismo”, “hegemonismo”, “mentalidade de Guerra Fria” e “regresso à lei da selva”. Esta narrativa tem sido frequentemente utilizada pela China em relação a conflitos como os da Ucrânia, Gaza e Irão, bem como em resposta a críticas ocidentais sobre direitos humanos e sanções.
Hoje Macau China / ÁsiaQinghai | Dois novos sismos abalam província após terramoto que causou um morto Dois sismos, de magnitude 3,3 e 4,1, abalaram, entre a noite de terça-feira e a manhã de ontem, a prefeitura de Haixi, oeste da China, na sequência do sismo que no dia anterior causou um morto e oito feridos. O Centro de Redes Sismológicas da China informou que o primeiro dos novos tremores ocorreu às 22:19 de terça-feira, com magnitude de 3,3, a 10 quilómetros de profundidade. O segundo ocorreu às 10:06 de ontem, com magnitude de 4,1 e também a 10 quilómetros de profundidade, segundo as medições oficiais. Ambos os tremores foram registados em áreas próximas do epicentro do sismo principal, ocorrido na terça-feira às 17:06, na prefeitura autónoma de Haixi, na província de Qinghai. As autoridades de Qinghai elevaram para oito o número de feridos pelo sismo de terça-feira, face aos quatro inicialmente comunicados, e precisaram que todos receberam alta do hospital após receberem cuidados médicos. O Governo provincial informou ainda que cerca de 3.000 pessoas foram alojadas em cinco pontos de acolhimento habilitados para os afectados, entre as quais 1.286 são estudantes e professores. Na zona foram mobilizados cerca de mil socorristas e 178 veículos, e as autoridades centrais chinesas enviaram 10.000 artigos de ajuda, aos quais se somaram outros 2.500 enviados pelos governos locais. O oeste da China (onde se situam as regiões autónomas do Tibete e de Xinjiang, e províncias como Gansu ou Qinghai) é frequentemente afectado por estes movimentos sísmicos, devido à sua proximidade do local onde as placas tectónicas da Eurásia e da Índia se chocam, nos Himalaias. No entanto, devido à baixa densidade populacional, estes fenómenos não costumam causar danos significativos.
Hoje Macau China / ÁsiaIA | DeepSeek supera 43 mil milhões de euros em valor de mercado, diz imprensa A empresa chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek ultrapassou uma valorização de 50 mil milhões de dólares após a sua primeira ronda de financiamento, segundo a imprensa norte-americana. A empresa, que lançou em Abril o seu mais recente modelo de IA, denominado V4, surpreendeu o seCtor tecnológico no início de 2025 com um modelo de linguagem de baixo custo capaz de rivalizar com concorrentes norte-americanos. Segundo o Wall Street Journal e o The Information, que citam fontes próximas do processo, a DeepSeek arrecadou recentemente mais de 50 mil milhões de yuan, numa operação que avalia a empresa em mais de 50 mil milhões de dólares. A título de comparação, a empresa norte-americana Anthropic está avaliada em cerca de 96,5 mil milhões de dólares após uma ronda de financiamento de 6,5 mil milhões de dólares, enquanto a OpenAI atingiu uma valorização de cerca de 85,2 mil milhões de dólares. As duas empresas norte-americanas iniciaram nas últimas semanas diligências para uma eventual entrada em bolsa, o que poderá indicar que o ciclo de financiamento privado em valores recorde está a aproximar-se dos seus limites. O Wall Street Journal e o The Information indicam ainda que o fundador da DeepSeek, Liang Wenfeng, realizou o maior investimento da ronda, no valor aproximado de 20 mil milhões de yuan. Os dois órgãos referem também que o Fundo Nacional de Investimento na Indústria da Inteligência Artificial, apoiado pelo Governo chinês, investiu cerca de mil milhões de yuan directamente na DeepSeek. Entre os restantes investidores, figuram alegadamente a tecnológica Tencent, a plataforma de comércio electrónico JD.com, o fabricante de baterias CATL e a editora de videojogos NetEase. Os sistemas da DeepSeek são de código aberto (‘open source’), o que significa que o seu funcionamento interno é público e pode ser adaptado por programadores às suas necessidades.
Hoje Macau China / Ásia‘Instagram chinês’ Xiaohongshu prepara entrada em bolsa em Hong Kong A Xiaohongshu, equivalente do Instagram na China, está a preparar-se para apresentar ainda este mês um pedido de entrada na Bolsa de Valores de Hong Kong, avançou ontem a imprensa local. Segundo fontes citadas pelo portal noticioso chinês 163.com, a Xiaohongshu ainda não definiu aspectos como o calendário da oferta pública inicial (IPO), o montante que pretende angariar ou a valorização a que aspira. O mesmo portal recorda, contudo, que a possibilidade de uma entrada em bolsa tem sido alvo de especulação recorrente nos últimos anos. Em 2018, a cofundadora da empresa, Miranda Qu, chegou a indicar 2021 como prazo máximo para concretizar a operação, algo que acabou por não se materializar. Posteriormente, surgiram rumores sobre uma eventual cotação nos Estados Unidos, mas as informações mais recentes apontam para Hong Kong como destino da operação, em linha com a tendência seguida por várias tecnológicas chinesas face às tensões com Washington e às reservas de Pequim relativamente à cotação das suas empresas em mercados estrangeiros, como o de Nova Iorque. Fundada em 2013 como uma plataforma de recomendações de compras e sediada em Xangai, a Xiaohongshu completou até agora sete rondas de financiamento, contando com o apoio de gigantes tecnológicos como Alibaba e Tencent, bem como de fundos de investimento como Sequoia e GGV Capital. De acordo com a informação divulgada, estima-se que a empresa tenha registado lucros de cerca de 3.000 milhões de dólares em 2025, ano no final do qual a sua avaliação de mercado terá atingido aproximadamente 50.000 milhões de dólares. Bom momento A Xiaohongshu é uma das principais concorrentes da rede social chinesa Douyin, a versão local do TikTok, no sector das redes sociais. A sua aplicação internacional, RedNote, registou um forte crescimento em mercados como os Estados Unidos durante o breve período em que o TikTok, desenvolvido pela ByteDance, enfrentou uma proibição temporária naquele país. Segundo a agência Bloomberg, o momento poderá ser favorável para uma entrada em bolsa em Hong Kong, mercado que vive uma forte recuperação das ofertas públicas iniciais. As estimativas apontam para um volume superior a 43.000 milhões de dólares em novas entradas este ano, o valor mais elevado dos últimos seis anos, impulsionado pelo interesse dos investidores em empresas tecnológicas chinesas. No entanto, o rápido desenvolvimento da inteligência artificial (IA), apontado como um dos principais motores do actual entusiasmo dos investidores, poderá também representar uma ameaça para o tráfego e os modelos de negócio de plataformas como a Xiaohongshu, acrescenta a Bloomberg.
Hoje Macau China / ÁsiaEncontro | Xi Jinping recebe líder de Myanmar O líder de Myanmar cumpre uma visita de cinco dias à China numa altura de alguma tensão interna e externa O Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou ontem em Pequim estar “disposto a continuar a reforçar a coordenação” com o líder de Myanmar (antiga Birmânia), Min Aung Hlaing, que cumpre o segundo dia de uma visita oficial à China. Xi descreveu Min Aung Hlaing como um “velho amigo da China”, numa altura em que o líder birmanês procura melhorar a imagem internacional do regime militar, que lidera, e promover uma transição política, contestada interna e externamente. O chefe de Estado chinês acrescentou que os dois países, que partilham mais de 2.000 quilómetros de fronteira terrestre, devem “dar continuidade à amizade” e aprofundar a cooperação estratégica, segundo a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. A China é um parceiro fundamental de Myanmar, que enfrenta o isolamento diplomático desde o golpe militar de 2021, quando Min Aung Hlaing, então chefe das Forças Armadas, depôs o Governo eleito liderado por Aung San Suu Kyi. A China apoiou as últimas eleições no final de Janeiro de 2025, contestadas, que garantiram uma vitória ao campo pró-militar e levaram Min Aung Hlaing à presidência, tendo excluído do processo eleitoral vários partidos da oposição, incluindo o partido de Aung San Suu Kyi, ao mesmo tempo que reprimiram a oposição. Min Aung Hlaing foi recebido por Xi Jinping numa cerimónia realizada no Grande Palácio do Povo, em Pequim, segundo a televisão estatal chinesa CCTV. Amigos de sempre O dirigente birmanês chegou à China na segunda-feira para uma visita de cinco dias e visitou nesse dia a Cidade Aeroespacial de Pequim, um centro ligado ao programa espacial chinês. Durante a deslocação, deverá também reunir-se com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang. A visita ocorre num momento em que as relações bilaterais sofreram tensões devido à proliferação de centros de fraude informática ao longo da fronteira comum, que recrutam e visam cidadãos chineses, segundo analistas. Na sexta-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, afirmou que Pequim espera aproveitar a visita para “dar continuidade à amizade tradicional” entre os dois países e “aprofundar a cooperação estratégica abrangente”. Apesar de a guerra civil ter agravado a crise económica em Myanmar, o país tornou-se um dos principais fornecedores mundiais de terras raras, matérias-primas essenciais para a produção chinesa de tecnologias ligadas às energias renováveis. Em Abril, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, prometeu apoio firme a Myanmar na defesa da sua soberania e segurança nacional durante um encontro com Min Aung Hlaing.
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Novo sismo de magnitude 6,2 abala o país Um sismo de magnitude 6,2 na escala de Ritcher atingiu ontem a costa sul das Filipinas, anunciou o Serviço Geológico dos EUA, uma semana depois de um tremor semelhante na mesma região ter feito pelo menos 65 mortos. O sismo ocorreu na costa da ilha de Mindanao às 17:18 locais, a uma profundidade de 112 quilómetros, adiantou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Não foi emitido um alerta de ‘tsunami’. Até ao momento, não foram relatadas vítimas ou danos, afirmou o responsável do gabinete de catástrofes da província de Davao Oriental (Filipinas), Kaiser Cadiz, citado pela agência francesa de notícias AFP. “A nossa prioridade agora é monitorizar a costa para determinar se há sinais de que a água recuou”, o que indica um ‘tsunami’ iminente, explicou. Há uma semana, a 08 de Junho, um sismo de magnitude 7,8 atingiu a costa da ilha de Mindanau, o ponto mais oriental do arquipélago filipino, provocando o colapso de vários edifícios, deslizamentos de terra e a deslocação de milhares de pessoas. A agência nacional de catástrofes estimou ontem que o sismo da semana passada tenha provocado 65 mortos, sendo que pelo menos 36 pessoas continuam desaparecidas. De acordo com informações avançadas no domingo pelo Ministério do Ambiente filipino, o sismo fez com que o fundo do oceano subisse até dois metros em algumas zonas costeiras. Localizadas no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma zona de intensa actividade sísmica, as Filipinas sofrem sismos quase diariamente.
Hoje Macau China / ÁsiaSegurança alimentar | China convoca Walmart por alegados problemas Os reguladores chineses convocaram representantes da cadeia norte-americana de supermercados Walmart devido a “vários problemas de segurança alimentar” registados nas lojas Sam’s Club, pertencentes ao grupo. Num comunicado divulgado ontem no portal oficial, a Administração Estatal para a Regulação do Mercado (SAMR) informou que realizou recentemente uma “reunião formal de responsabilização” com dirigentes da Walmart, exigindo o cumprimento rigoroso das normas chinesas de segurança alimentar. As autoridades determinaram que a Sam’s Club deve “colocar a segurança alimentar em primeiro lugar, cumprir rigorosamente as suas responsabilidades sociais corporativas, reduzir os riscos na cadeia de abastecimento e proteger a saúde pública”. Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, a cadeia esteve envolvida em vários incidentes em diferentes regiões da China ao longo do último ano, tanto em lojas físicas como em entregas ao domicílio, incluindo denúncias de consumidores, que alegaram ter encontrado larvas ou ratos em produtos alimentares. No final do ano passado, a empresa contava com 63 lojas na China.
Hoje Macau China / ÁsiaFinanças | Novo sistema de pagamentos reduz dependência do dólar A China está a preparar o lançamento de uma plataforma de moeda digital destinada a facilitar pagamentos internacionais, reduzir a dependência do dólar e reforçar laços financeiros com vários países, avançou ontem o jornal Financial Times. A plataforma, conhecida como mBridge, é apoiada pelos bancos centrais da China continental, Hong Kong, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Segundo o jornal britânico, será criada uma entidade sediada em Hong Kong para supervisionar as operações. Fontes citadas pelo FT indicaram que os preparativos estão numa fase avançada, embora a data de lançamento ainda não tenha sido divulgada. As mesmas fontes afirmaram que os custos das transações deverão ser cerca de metade dos cobrados pelos sistemas internacionais convencionais. O projecto pretende oferecer uma alternativa a pequenas e médias empresas que consideram sistemas como o Swift demasiado caros ou complexos para operações internacionais. O desenvolvimento da plataforma coincide com um aumento da utilização do sistema chinês de pagamentos transfronteiriços na moeda chinesa, o yuan, conhecido como CIPS, impulsionado pela guerra entre o Irão e os Estados Unidos. Embora complementares, os dois sistemas têm funções distintas: o CIPS facilita pagamentos internacionais em yuan convencional, enquanto o mBridge foi concebido para promover a utilização do yuan digital, conhecido como e-CNY. “Há uma corrida silenciosa entre sistemas financeiros alternativos”, afirmou Tom Keatinge, director fundador do Centro para Finanças e Segurança do instituto britânico RUSI, citado pelo FT. Segundo o especialista, a China pretende garantir um papel relevante para a sua moeda digital no sistema financeiro internacional através de plataformas como o mBridge. “Pode dizer-se que é uma versão digital da Nova Rota da Seda”, afirmou. Posições reforçadas O projecto teve origem numa iniciativa conjunta entre a Autoridade Monetária de Hong Kong e o Banco da Tailândia, tendo assumido a designação actual em 2021, com a participação do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS) e dos bancos centrais da China, Emirados Árabes Unidos e Hong Kong. Segundo o FT, o mBridge utiliza tecnologia ‘blockchain’ para permitir transacções directas entre bancos centrais através das respectivas moedas digitais, reduzindo o papel do dólar como moeda intermediária e diminuindo para segundos operações cambiais que actualmente podem demorar horas ou dias. Fontes ligadas ao projecto indicaram que bancos comerciais poderão participar nas operações sob supervisão dos respectivos bancos centrais. Até ao momento, o sistema processou cerca de 470 mil milhões de yuan em transacções. Analistas citados pelo jornal consideram que o mBridge poderá reforçar a posição da China no comércio internacional e aprofundar a integração financeira com parceiros regionais. “Para os exportadores, acelera a circulação de caixa e reduz o risco de problemas de liquidez”, afirmou Wang Jian, analista do sector financeiro da Guosen Securities. “De forma mais ampla, pode reforçar a voz da China na ordem monetária global e apoiar a internacionalização do yuan”, acrescentou.
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Sismo provoca subida do fundo do oceano até dois metros O sismo de magnitude 7,8 que abalou na segunda-feira a ilha de Mindanau, no sul das Filipinas, fez com que o fundo do oceano subisse até dois metros em algumas zonas costeiras, anunciou ontem o Ministério do Ambiente. A elevação do leito marinho representa riscos ambientais significativos, particularmente para os recifes de coral, que podem estar expostos. O sismo causou pelo menos 61 mortos e 40 desaparecidos, de acordo com os dados mais recentes da agência nacional de gestão de catástrofes. Os residentes da ilha de Mindanao, no sul do país, relataram um “levantamento costeiro” dois dias após o forte sismo, explicou o ministério, acrescentando que a linha costeira sofreu uma erosão de até 200 metros em alguns pontos. A causa pode ser a deslocação da Fossa de Cotabato, a cerca de 50 quilómetros (30 milhas) da costa de Mindanao, que “empurrou para cima partes das costas de Sarangani e Davao Ocidental (…) expondo o leito marinho anteriormente submerso”, afirmou o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia em comunicado. “O levantamento mapeado é de cerca de dois metros (6,5 pés)”, segundo a mesma fonte. Uma equipa enviada para a área “descobriu que longos trechos de costa, recifes de coral e pradarias marinhas foram expostos” à superfície, acrescentou o ministério. Há relatos de moradores que contactaram as autoridades com receio que os vapores da decomposição da vida marinha sejam perigosos para a saúde. “Estes corais e pradarias marinhas expostos começaram a morrer juntamente com os seus organismos residentes, como peixes de recife, enguias, amêijoas e mariscos”, explicou o ministério. As Filipinas estão localizadas no Círculo de Fogo do Pacífico, onde ocorrem aproximadamente 90 por cento dos sismos do mundo. Em Setembro de 2025, quase 70 pessoas perderam a vida e cerca de 150 ficaram feridas num sismo de magnitude 6,9 em Cebu (região central das Filipinas).
Hoje Macau China / ÁsiaXanana Gusmão de visita a Portugal esta semana O primeiro-ministro de Timor-Leste vai realizar uma visita a Portugal na próxima semana, após participar na cimeira entre a Rússia e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), anunciou Xanana Gusmão sexta-feira. “Na próxima segunda-feira, viajo para a Rússia. Esta deslocação está relacionada com a ASEAN. Já participei anteriormente em encontros ASEAN-Japão e ASEAN-Austrália, quando Timor-Leste ainda não era membro. Agora que somos membros da ASEAN, tenho mesmo de estar presente”, afirmou o líder do executivo timorense. Xanana Gusmão falava aos jornalistas após a reunião semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, que decorreu no Palácio da Presidência, em Díli. Depois da Rússia, o primeiro-ministro timorense anunciou que viaja para Portugal, sem precisar o dia, para participar numa conferência e num encontro com estudantes de Timor-Leste a estudar Direito em várias faculdades do país. “Precisamos realmente de melhorar o sistema de justiça”, afirmou. “Não será imediato, mas a médio prazo teremos de melhorar esta área, porque um dos nossos maiores problemas é a língua portuguesa”, acrescentou. Encontros agendados O chefe do Governo informou também que pretende reunir-se com autoridades judiciais portuguesas para solicitar apoio a Timor-Leste. “Também me encontrarei com o Procurador-Geral e com o Presidente do Supremo Tribunal, em Lisboa”, explicou. Segundo Xanana Gusmão, o objectivo é sensibilizar estas entidades para a necessidade de apoio ao país, e não para a assinatura de grandes acordos. “Queremos evitar situações em que os nossos juízes lêem documentos sem compreender plenamente o conteúdo e acabam apenas por os assinar.” O líder nacional reconheceu que a questão da justiça é de extrema importância para Timor-Leste. Timor-Leste enviou em 2024 os primeiros 50 estudantes para frequentarem o curso de Direito em Portugal, na sequência da assinatura de protocolos de cooperação com cinco faculdades portuguesas. Os protocolos de cooperação foram assinados com as faculdades de direito da Universidade Católica, Universidade do Minho, Universidade de Lisboa, Universidade do Porto e Universidade Nova de Lisboa. O projecto prevê um total de 250 e 300 juristas formados em Portugal e será financiado na sua totalidade por Timor-Leste, num investimento inicial de cerca de 14,9 milhões de euros até 2028.
Hoje Macau China / ÁsiaMongólia | Amizade com China é prioridade de política externa O Presidente mongol afirmou que a amizade com Pequim constitui uma prioridade da política externa do país e manifestou vontade de aprofundar a cooperação bilateral, durante uma reunião em Ulan Bator com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês. Ukhnaagiin Khürelsükh afirmou, no sábado, que os dois países têm vindo “a aprofundar continuamente” a “cooperação mutuamente benéfica” e manifestou confiança de que o comércio bilateral alcance este ano os 20 mil milhões de dólares, de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. O líder da Mongólia reiterou ainda que Taiwan “é parte inalienável” do território chinês e sustentou que as questões relativas a Hong Kong, Tibete e Xinjiang são “assuntos internos” da China, lê-se na nota. Khürelsükh manifestou apoio às iniciativas globais promovidas pelo Presidente chinês, Xi Jinping, ainda de acordo com o comunicado. No encontro, Wang Yi assegurou que a política da China em relação à Mongólia mantém “continuidade e estabilidade” e reiterou que Pequim vai continuar a atribuir às relações com o país vizinho uma posição de relevo. O chefe da diplomacia chinesa manifestou disponibilidade de Pequim para aprofundar a cooperação em vários domínios – incluindo energia, recursos minerais, comércio e investimento – bem como para explorar novas áreas de crescimento ligadas aos minerais críticos, ao desenvolvimento verde e à economia digital. A agência oficial mongol Montsame informou, por seu lado, que durante o encontro os dois líderes falaram sobre o aumento do comércio bilateral, a expansão das exportações mineiras, o desenvolvimento de infraestruturas, a ligação ferroviária, o petróleo, a energia verde, a inteligência artificial e o comércio electrónico. Durante a visita à Mongólia, Wang Yi deverá ainda reunir-se com o primeiro-ministro mongol, Uchral Nyam-Osor, e a ministra dos Negócios Estrangeiros, Batmunkh Battsetseg.
Hoje Macau China / ÁsiaPresidente de Myanmar na China na próxima semana O novo Presidente de Myanmar (antiga Birmânia), Min Aung Hlaing, vai realizar uma visita oficial à China na próxima semana, anunciou sexta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Min Aung Hlaing “efectuará uma visita de Estado à China entre 15 e 19 de Junho, a convite do Presidente Xi Jinping”, indicou a diplomacia chinesa. Antigo líder da junta militar, Min Aung Hlaing tomou posse como Presidente em Abril, mantendo-se à frente do país asiático num cargo de natureza civil. Durante a visita, terá encontros separados com Xi Jinping, com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e com Zhao Leji, presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (parlamento chinês), afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Lin Jian. “A China está disposta a trabalhar com Myanmar, por ocasião da visita do Presidente Min Aung Hlaing, para dar continuidade à tradicional amizade ‘Pauk Phaw’ e aprofundar a cooperação estratégica global”, declarou Lin. A expressão “Pauk Phaw”, que em birmanês remete para uma relação familiar próxima, é frequentemente utilizada para descrever os laços entre os dois países vizinhos. A China é um dos principais parceiros de Myanmar, que permanece diplomaticamente isolado desde o golpe militar de 2021, quando Min Aung Hlaing, então comandante das Forças Armadas, derrubou o Governo eleito liderado por Aung San Suu Kyi. Pequim mantém importantes investimentos no país vizinho e fornece apoio militar ao regime, partilhando com Myanmar uma fronteira de cerca de 2.100 quilómetros. Uma espécie de eleições Após cinco anos de governo militar, as autoridades birmanesas organizaram eleições legislativas entre Dezembro e Janeiro, apresentadas como um regresso à democracia. As eleições não se realizaram em vastas áreas controladas por grupos rebeldes e resultaram numa vitória esmagadora dos partidos pró-militares, sem oposição significativa. Vários países e observadores internacionais classificaram o processo eleitoral como uma tentativa de manter o poder nas mãos dos mesmos dirigentes. A China apoiou as eleições, num contexto de retoma das discussões sobre projectos de infraestruturas que tinham ficado bloqueados devido ao conflito interno. Em Abril, durante uma visita a Myanmar, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, manifestou apoio aos esforços do país para “seguir uma via de desenvolvimento bem-sucedida” e prometeu ajuda chinesa para proteger a sua segurança e soberania.