Hoje Macau China / ÁsiaGuarda Costeira | Realizada “patrulha” em torno de ilhas disputadas com o Japão Uma formação de navios da Guarda Costeira da China (CCG) realizou no sábado uma “patrulha” nas imediações das ilhas Diaoyu, arquipélago administrado pelo Japão e cuja soberania é reivindicada por Pequim, informaram fontes oficiais da gigante asiática. Num comunicado, a CCG indicou que a frota, liderada pelo navio Xiamen, iniciou, em 10 de Outubro, uma “patrulha de defesa dos direitos nas águas territoriais” das ilhas Diaoyu. “Trata-se de uma patrulha de defesa de direitos realizada pela Guarda Costeira da China em conformidade com a lei”, assinalou a autoridade marítima, sem fornecer outros detalhes sobre a operação. A CCG tem sublinhado repetidamente que os guardas costeiros chineses continuarão a desenvolver “actividades de aplicação da lei” em torno das ilhas Diaoyu para proteger a soberania em águas que Pequim considera estarem sob a sua jurisdição. A disputa por este arquipélago, que o Japão conquistou durante a guerra travada com a China entre 1894 e 1895, intensificou-se nos últimos anos, sobretudo desde que Tóquio nacionalizou três destas ilhas em setembro de 2012. Para o Japão, as ilhas Diaoyu pertencem à prefeitura de Okinawa, enquanto a China as reivindica como parte “histórica e inerente” do seu território. Situadas no Mar da China Oriental, a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Taiwan, estas ilhas desabitadas ocupam uma superfície de cerca de sete quilómetros quadrados, e acredita-se que as águas circundantes possuem importantes jazidas de gás e petróleo. Esta última “patrulha” ocorreu num contexto de atritos diplomáticos entre Pequim e Tóquio, depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter afirmado, em Novembro do ano passado, que um eventual ataque chinês contra Taiwan poderia justificar a intervenção das Forças de Autodefesa japonesas.
Hoje Macau China / ÁsiaUE | Indústria automóvel saúda “avanço positivo” em negociações com China Os construtores automóveis europeus saudaram quinta-feira um “avanço positivo para atenuar as tensões comerciais”, na sequência das negociações entre a União Europeia (UE) e a China para reduzir a entrada na Europa de veículos híbridos chineses. A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) disse que “saúda o anúncio pela Comissão Europeia e pela China de um acordo provisório destinado a corrigir desequilíbrios comerciais críticos”, segundo um comunicado. “Enquanto aguarda uma análise detalhada do conteúdo deste acordo, este anúncio constitui um avanço positivo para atenuar as tensões comerciais entre as duas partes”, acrescentou. “Uma desestabilização súbita e acentuada do mercado europeu, acompanhada de guerras de preços semelhantes às que caracterizam actualmente o mercado chinês, teria efeitos altamente perturbadores para a economia europeia no seu conjunto”, afirmou Sigrid de Vries, directora-geral da ACEA, citada na mesma nota. “O anúncio de quinta-feira pode ajudar a facilitar, de forma ordenada, a transição para uma nova era de presença chinesa no mercado europeu, o que é do interesse de todas as partes a longo prazo”, acrescentou. A China aceitou reduzir significativamente as exportações de veículos híbridos para a UE o que deverá impedir a chegada de milhões destes veículos ao mercado europeu nos próximos anos, anunciou quinta-feira, em Pequim, o comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Exigido “maior respeito” de Seul para retoma do diálogo A irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, Kim Yo-jong, exigiu que a Coreia do Sul demonstre “mais respeito” por Pyongyang caso pretenda retomar o diálogo entre os dois países. “Se realmente desejam restabelecer as relações entre a RPDC e a Coreia do Sul, devem ter em consideração os sentimentos da outra parte em cada palavra e em cada acção, começando por demonstrar mais respeito, maior consideração sinceridade”, declarou Kim Yo-jong num comunicado divulgado pelos meios de comunicação oficiais, utilizando o nome oficial da Coreia do Norte – República Popular Democrática da Coreia (RPDC). A declaração surge depois de as Forças Armadas sul-coreanas terem exigido um pedido de desculpas a Pyongyang na sequência de explosões de minas que feriram três soldados sul-coreanos a 21 de Setembro na Zona Desmilitarizada (DMZ), que separa as duas Coreias. Seul acusa a Coreia do Norte de ter colocado as minas no lado sul da linha de demarcação, em violação do armistício que pôs termo à Guerra da Coreia (1950-1953). Apesar deste incidente, o Governo sul-coreano liderado pelo Presidente Lee Jae-myung apelou, a 1 de Outubro, à Coreia do Norte para que “restabeleça a confiança e retome o diálogo”. Pyongyang negou qualquer responsabilidade pelas explosões na DMZ. Kim Yo-jong, considerada uma das figuras mais influentes do regime norte-coreano, classificou o incidente como uma “encenação organizada pelo próprio Sul”. “À luz das acções das autoridades de Seul, tudo está repleto de julgamentos unilaterais, decisões unilaterais e anúncios unilaterais”, afirmou a irmã de Kim Jong-un. “Ou são politicamente imaturos, ou são verdadeiramente incorrigíveis, tolos por natureza”, acrescentou. Posições imutáveis Os contactos entre Seul e Pyongyang estão totalmente interrompidos desde o final de 2023, quando Kim Jong-un renunciou oficialmente a qualquer perspectiva de reunificação da Península Coreana e passou a designar a Coreia do Sul como o “principal inimigo”. Desde então, a Coreia do Norte reforçou a posição na DMZ, uma zona-tampão com quatro quilómetros de largura e cerca de 250 quilómetros de comprimento. Pyongyang passou a considerar a linha de demarcação que atravessa a zona não como uma divisão provisória, mas como uma fronteira com um Estado hostil. Desde que assumiu o poder em Seul, em Junho de 2025, Lee Jae-myung tem procurado reabrir canais de diálogo com o Norte, mas sem sucesso até ao momento. A “posição absoluta e imutável” da Coreia do Norte é que “não haverá qualquer intercâmbio, qualquer compromisso, nem sequer qualquer contacto presencial com a Coreia do Sul”, reiterou Kim Yo-jong.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim rejeita pedido da UE para limitar exportações de automóveis híbridos A China rejeitou um pedido da União Europeia (UE) para limitar voluntariamente as exportações de automóveis híbridos para o mercado europeu, numa altura em que Bruxelas e Pequim procuram evitar uma nova escalada das tensões comerciais. Segundo avançou ontem o jornal Financial Times (FT), citando dois diplomatas informados sobre as negociações, a Comissão Europeia pondera agora impor unilateralmente limites temporários às importações de veículos híbridos chineses. O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, iniciou ontem uma visita de dois dias a Pequim, durante a qual procurará alcançar, pelo menos, um acordo que permita reduzir o crescente excedente comercial da China com a UE e evitar a adopção de medidas punitivas. A proposta inicial de Bruxelas previa que Pequim aceitasse limitar as exportações de automóveis híbridos a cerca de 15 por cento do mercado europeu, contra mais de um terço actualmente, sob pena de enfrentar medidas de retaliação, incluindo um aumento das tarifas. No entanto, responsáveis europeus informaram na quarta-feira os Estados-membros de que a China rejeitou a proposta, segundo o FT. A Comissão Europeia está agora a estudar a aplicação de uma medida temporária de salvaguarda comercial, que pode ser adoptada mesmo sem provas de práticas comerciais abusivas. O mecanismo permitiria estabelecer uma quota de importação de veículos chineses, sujeitando os automóveis que ultrapassassem esse limite a tarifas adicionais elevadas. Efeito colateral O objectivo de Bruxelas é definir um volume de importações que Pequim possa aceitar informalmente, evitando uma resposta retaliatória. Contudo, a medida teria também de abranger outros parceiros comerciais, incluindo o Reino Unido, a Coreia do Sul e o Japão, que receberiam quotas proporcionais aos respectivos volumes históricos de exportação para a UE. O aumento das exportações chinesas de veículos híbridos ocorreu depois de Bruxelas ter imposto direitos compensatórios de até 35 por cento sobre os automóveis eléctricos fabricados na China, acrescidos da tarifa habitual de 10 por cento. Pequim respondeu com medidas comerciais sobre produtos europeus, incluindo conhaque, carne de porco e laticínios.
Hoje Macau China / ÁsiaTSMC | Receitas crescem 50,9% graças à procura de ‘chips’ para IA As receitas da TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores, aumentaram 50,9 por cento no terceiro trimestre, para 1,48 biliões de dólares taiwaneses (41.385 milhões de euros), impulsionadas pela forte procura de ‘chips’ destinados a aplicações e dispositivos de inteligência artificial. O valor compara com os 989.918 milhões de dólares taiwaneses (27.410 milhões de euros) facturados entre Julho e Setembro de 2025. Num comunicado divulgado ontem, a tecnológica indicou que as receitas de Setembro atingiram 511.857 milhões de dólares taiwaneses (14.172 milhões de euros), um aumento homólogo de 54,6 por cento, mas uma descida de 0,6 por cento face a Agosto, quando facturou 514.806 milhões de dólares taiwaneses (14.254 milhões de euros). Entre Janeiro e Setembro, a facturação acumulada da empresa atingiu 3,9 biliões de dólares taiwaneses (107.961 milhões de euros), um aumento de 41,1 por cento em comparação com os primeiros nove meses do ano anterior. As receitas acumuladas até Setembro ultrapassaram já os 3,81 biliões de dólares taiwaneses (105.507 milhões de euros) facturados pela TSMC durante todo o ano de 2025, quando a empresa registou um recorde anual de vendas. Responsável pelo fabrico dos semicondutores utilizados nos produtos mais avançados da Apple, Nvidia e AMD, a TSMC ocupa uma posição central na cadeia de abastecimento da indústria tecnológica e tem beneficiado da expansão da inteligência artificial e da crescente procura por semicondutores avançados.
Hoje Macau China / ÁsiaUM | Migrantes e tecnologia são apostas para enfrentar envelhecimento Um investigador da Universidade de Coimbra afirmou ontem num seminário na Universidade de Macau que a China está a desenvolver uma resposta própria ao envelhecimento da população, combinando mão-de-obra migrante interna e tecnologia Num seminário realizado na Universidade de Macau (UM), o professor de Antropologia Sócio-Cultural, Gonçalo Santos, afirmou que a situação demográfica chinesa é muito diferente da de países como o Japão, que se tornou uma das sociedades mais envelhecidas do mundo. “A um nível macroestrutural, a situação chinesa é muito diferente”, afirmou Santos. “Para começar, a China tem a vantagem de beneficiar da experiência dos outros. O Japão não teve realmente essa vantagem”, indicou o investigador em resposta a perguntas da Lusa. No final de 2025, a população chinesa com 60 anos ou mais tinha atingido os 323 milhões, representando aproximadamente 23 por cento da população total do país, de acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas, prevendo-se que mais de 30 por cento da sua população tenha 60 anos ou mais até 2035. Apesar dos desafios, Santos considera que a resposta chinesa ao envelhecimento populacional está a dar origem a um modelo próprio, que combina mão-de-obra migrante, orientação estatal, incentivos de mercado e tecnologia. Segundo o investigador, ao contrário do Japão, a China ainda não se tornou uma sociedade plenamente envelhecida e continua a poder contar com uma força de trabalho migrante interna “quase infinita” para apoiar os cuidados à população idosa. Os trabalhadores migrantes provenientes das zonas rurais representam actualmente a maioria dos funcionários em muitas instituições de cuidados para idosos na China continental, com Santos a destacar que o principal desafio não é a escassez de trabalhadores, mas sim a melhoria das suas qualificações, estatuto e condições de trabalho. “Estes trabalhadores vêm das zonas rurais e são muitas vezes menosprezados pelos empregadores ou pelos filhos dos idosos”, afirmou, acrescentando que estas tensões acabaram por se transformar numa questão política centrada na melhoria das qualificações profissionais do sector. Visão prática Ao mesmo tempo, Pequim está a apostar num modelo que Santos descreveu como “tecno-solucionista”, colocando a tecnologia no centro da sua estratégia para responder ao envelhecimento da população. “A tecnologia é uma componente fundamental da estratégia de desenvolvimento do Governo, e não apenas no sector dos cuidados”, afirmou. “A robótica aplicada aos cuidados faz parte deste processo”, acrescentou. Na sua opinião, o modelo chinês distingue-se dos seguidos no Japão ou na União Europeia, onde o investimento público se concentrou fortemente na investigação. A China optou, em grande medida, por delegar o desenvolvimento tecnológico em empresas privadas, orientadas por prioridades definidas pelo Estado. “Desde o início, a China fez aquilo que o Japão começou a fazer nos anos 2000, externalizando o desenvolvimento da robótica para empresas privadas, de acordo com orientações e especificações definidas a nível nacional”, explicou. Em troca, as empresas obtêm acesso ao mercado e apoio político, enquanto as autoridades mantêm uma forte capacidade de intervenção. “O Partido Comunista Chinês pode implementar políticas com um nível de controlo do mercado que nenhum país da União Europeia ou o Japão possui”, afirmou Santos. Ao mesmo tempo, o académico considera que a China está a concentrar-se no desenvolvimento de tecnologias de assistência acessíveis e orientadas para o uso doméstico, em vez de privilegiar os lares e outras instituições. “Acho que a China está a ser mais pragmática”, avaliou. Apesar disso, o investigador alertou para o risco de as zonas rurais continuarem a ser negligenciadas nas políticas de envelhecimento. “Quase todas as políticas estatais que vejo centram-se nos residentes urbanos. Os residentes das zonas rurais da China não têm praticamente qualquer voz na implementação das políticas e as suas necessidades não estão a ser contabilizadas”, afirmou.
Hoje Macau China / ÁsiaFronteiras | Pyongyang ameaça Seul com “contra-ataque potente” A Coreia do Norte ameaçou terça-feira a Coreia do Sul que fará “um contra-ataque tão potente quanto imediato” se esta penetrar no seu território um milímetro que seja. As declarações, do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) norte-coreano, seguem-se a vários dias de ameaças depois da explosão de uma mina, que Seul atribui a Pyongyang, na Zona Desmilitarizada, que feriu três militares sul-coreanos há duas semanas. O MNE da Coreia do Norte respondeu assim às conclusões do Exército sul-coreano, divulgadas na segunda-feira, que responsabilizam a Coreia do Norte pela colocação das minas que rebentaram em 21 de Setembro. Para o Ministério norte-coreano é-lhe “indiferente” que Seul “retire minas que não importam”, mas avisou que “basta que uma só bota sul-coreana cruze a fronteira um milímetro para as forças da guarda fronteiriça da Coreia do Norte lançarem um contra-ataque potente e imediato”.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Visitantes contribuíram com 62,5 milhões para economia Os principais mercados emissores de visitantes em 2025 foram a Austrália, China, Indonésia e Portugal. Mais de metade das pessoas que responderam ao inquérito divulgado pelo Ministério do Turismo e do Ambiente timorense indicaram que o propósito da visita era “férias e lazer” Os estrangeiros que visitaram Timor-Leste em 2025 contribuíram com 62,5 milhões de dólares para a economia, segundo um inquérito divulgado pela Organização de Turismo do Pacífico e pelo Ministério do Turismo e do Ambiente timorense. Segundo o inquérito – realizado através da iniciativa Dados do Turismo do Pacífico, financiado pelo Governo da Nova Zelândia -, as “despesas directas dos visitantes foram estimadas em 1.279 dólares por pessoa e por viagem, incluindo despesas pagas antecipadamente e gastos efectuados no país, o que corresponde a aproximadamente 165 dólares por visitante por dia”. “Aplicado ao número estimado de 48.927 chegadas internacionais em 2025, este valor traduziu-se numa contribuição económica directa de cerca de 62,5 milhões de dólares”, salienta o Ministério do Turismo e Ambiente de Timor-Leste. No inquérito refere-se que 55 por cento dos visitantes deslocaram-se a Timor-Leste em “férias e lazer” e 15 por cento devido a “negócios e conferências”. As “visitas a familiares e amigos” contribuíram com 10 por cento dos visitantes, o voluntário com 10 por cento e a investigação e educação com 7 por cento. “A Ásia foi a principal região de origem dos visitantes [52 por cento], seguida da Europa [22 por cento] e da Oceânia [19 por cento]. Os principais mercados emissores foram a Austrália [18 por cento], a China [17 por cento], a Indonésia [16 por cento], Portugal [13 por cento] e a Malásia [4 por cento]”, avançou o ministério timorense. No estudo indica-se também que 95 por cento dos visitantes manifestaram satisfação com a sua experiência, enquanto 91 por cento afirmaram ter intenção de regressar ao país. Além disso, 85 por cento descreveram Timor-Leste como um destino único e atractivo e 58 por cento indicaram que foi a sua primeira visita a um país do Sudeste Asiático. Pontos a melhorar “Este inquérito confirma que os visitantes valorizam os elementos que tornam Timor-Leste único, nomeadamente a simpatia e hospitalidade do nosso povo, o ambiente natural, a cultura e as tradições, bem como a nossa história”, disse o director-geral do Turismo, António da Silva. Os visitantes identificaram os transportes, as estradas, os processos aeroportuários, a informação turística e a sinalização, a conectividade digital, a limpeza ambiental e a gestão de resíduos como “áreas prioritárias para melhorar a experiência dos visitantes”. O Ministério do Turismo e Ambiente espera que o sector cresça entre 10 e 20 por cento nos próximos anos, para alcançar 100.000 visitantes e 200 milhões de dólares em despesas turísticas directas até 2030, em particular através da preparação da presidência da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que Timor-Leste assume em 2029.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Polícia faz maior apreensão de etomidato de sempre As autoridades policiais de Hong Kong anunciaram ontem a maior apreensão de etomidato da história da cidade: cerca de 25 quilogramas da substância suspeita, com um valor estimado no mercado de mais de 31 milhões de dólares de Hong Kong. Numa operação realizada na terça-feira numa unidade industrial em Lai Chi Kok, o Departamento de Narcóticos descobriu um armazém de drogas disfarçado de escritório de uma empresa de logística. Os agentes apreenderam cerca de 25 quilos de um pó suspeito de ser etomidato, juntamente com uma grande quantidade de materiais de embalagem. Dois homens, que se acredita serem funcionários da empresa de logística, foram detidos no local. A polícia estima que a quantidade apreendida seria suficiente para produzir mais de 120 mil cápsulas para cigarros electrónicos. As investigações revelaram que o grupo utilizava embalagens de entrega expresso novas para disfarçar as drogas como mercadorias comuns.
Hoje Macau China / ÁsiaUnião Europeia | Pequim pede a França e Alemanha que não incentivem proteccionismo A China pediu à França e à Alemanha para não “politizarem” as questões económicas e comerciais da União Europeia, dias depois de uma proposta franco-alemã para reforçar a defesa comercial do bloco perante Pequim Num comunicado divulgado na noite de terça-feira, um porta-voz do Ministério do Comércio chinês afirmou que o gigante asiático “sempre defendeu que a interdependência não é um risco, que a convergência de interesses não é uma ameaça e que a abertura e a cooperação são o caminho certo para o desenvolvimento”. “O proteccionismo não melhora a competitividade, e o desacoplamento e a ruptura das cadeias de abastecimento apenas prejudicam os outros sem trazer benefícios para o próprio”, sublinhou. O comunicado realça que Pequim espera que França e Alemanha se mantenham “firmes” na defesa da abertura, cooperação e comércio livre, respeitem as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e “não incentivem a União Europeia (UE) a recorrer, à menor oportunidade, a instrumentos proteccionistas”, acrescentou o porta-voz. “[Esperamos que França e Alemanha] não politizem excessivamente nem transformem em questões de segurança os assuntos económicos e comerciais”, e “evitem seguir um caminho errado que acabe por se virar contra elas”, advertiu. Estas declarações foram divulgadas um dia depois de a Comissão Europeia ter acolhido favoravelmente a proposta de Paris e Berlim de dotar a UE de novos instrumentos de protecção contra as práticas comerciais desleais de países terceiros, considerando que esta abordagem está em linha com a posição do Executivo comunitário. “Esta iniciativa está alinhada com o trabalho da Comissão Europeia e com a posição clara da sua presidente em matéria de competitividade e de abordagem aos parceiros comerciais, incluindo a China”, afirmou na segunda-feira o porta-voz da Comissão, Olof Gil, acrescentando que o assunto será abordado na cimeira dos líderes europeus prevista para Bruxelas nos próximos dias 15 e 16. Com aviso de recepção Na carta enviada à Comissão, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, defenderam que, além da “plena utilização dos instrumentos existentes”, é necessário um quadro abrangente que os complemente com novas medidas jurídicas. A missiva destacava que, no contexto internacional actual, o comércio é utilizado como uma “arma” e existem práticas que distorcem de forma sistémica o mercado e geram desequilíbrios macroeconómicos globais. Estas propostas foram conhecidas poucos dias antes da prevista deslocação a Pequim do comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, para tentar fazer avançar negociações destinadas a evitar um confronto comercial aberto e, do ponto de vista europeu, a contrariar o crescente défice nas trocas comerciais, que Bruxelas atribui a subsídios chineses ou a práticas coercivas. A Comissão Europeia – que detém a competência da política comercial na UE – tem instado a China a adoptar medidas para reduzir os desequilíbrios comerciais, enquanto as importações chinesas continuam a aumentar em vários sectores industriais europeus. Em 2025, os produtos chineses representaram cerca de 571 mil milhões de euros das importações da UE, contribuindo para um défice comercial europeu com a China de cerca de 360 mil milhões de euros.
Hoje Macau China / ÁsiaChina coopera com Rússia face a suspeitas de surto de peste pneumónica na Sibéria O Governo chinês afirmou na terça-feira estar a manter “estreitos intercâmbios e cooperação” com a Rússia sobre o possível surto de peste pneumónica que despoletou na Sibéria. “A China e a Rússia mantêm estreitos intercâmbios e cooperação em matéria de prevenção e controlo de doenças infecciosas, incluindo a peste”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, numa resposta escrita aos meios de comunicação social. Segundo a imprensa local russa, na semana passada, na noite entre 1 e 2 de Outubro, morreu uma jovem de 28 anos — funcionária do Instituto de Investigação da Peste de Irkutsk e do Extremo Oriente — num hospital de Shelekhov, cidade satélite da capital regional. Até ao momento, estão a ser estudadas duas hipóteses: que a doente se tenha contagiado com peste pneumónica, provocada por uma bactéria chamada Yersinia pestis, na Tailândia, de onde regressou recentemente, ou em consequência da ruptura acidental de um tubo de ensaio com agentes patogénicos no seu local de trabalho. Atenção global O Governo norte-americano emitiu no domingo um alerta sobre um possível surto de peste pulmonar nessa zona da Sibéria e, desde então, o canal independente russo Liudi Baikala informou que as autoridades russas colocaram vários hospitais de Irkutsk em quarentena, devido a suspeitas de que tenha ocorrido um surto de peste pulmonar. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira que tem agendada para “muito em breve” uma chamada telefónica com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, para falar sobre o aparente surto. Por sua vez, o Centro Europeu para a Prevenção e o Controlo das Doenças (ECDC) garantiu na terça-feira que está a acompanhar de perto o acontecimento, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como “muito baixo” o risco sanitário na Europa após o incidente na Sibéria.
Hoje Macau China / ÁsiaIA | Moonshot conclui ronda de financiamento antes de entrar na bolsa A Moonshot, uma das empresas mais importantes do emergente sector chinês da inteligência artificial (IA), concluiu a última ronda de angariação de fundos privados e pretende entrar na bolsa de Hong Kong no primeiro trimestre de 2027. De acordo com a agência Bloomberg, que cita fontes familiarizadas com o projecto, a empresa chinesa pretende lançar as bases para “avaliar o sentimento dos investidores”, através de reuniões preliminares que poderão ter início ainda este mês. A empresa sediada em Pequim, criadora do Kimi K3 — um modelo aberto capaz de competir, em alguns aspectos, com as plataformas das empresas norte-americanas OpenAI e Anthropic —, concluiu a última ronda de angariação de fundos, que elevou a sua avaliação para cerca de 50 mil milhões de dólares e está a considerar angariar até cinco mil milhões de dólares com a sua primeira oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) em Hong Kong, de acordo com a Bloomberg. A entrada em bolsa da Moonshot junta-se à de outro gigante chinês da inteligência artificial, a DeepSeek, que também está a finalizar uma ronda de financiamento que poderá elevar a sua avaliação prévia para mais de 74 mil milhões de dólares, segundo revelou no mês passado o jornal de Hong Kong South China Morning Post. A DeepSeek estabeleceu como objectivo iniciar o processo de entrada na bolsa, nomeadamente no mercado STAR de Xangai — conhecido como o “Nasdaq chinês” devido ao foco em títulos tecnológicos —, ainda este ano.
Hoje Macau China / ÁsiaChongqing | Sete mortos em mina ilegal inundada por chuva Sete pessoas morreram afogadas depois de chuvas fortes terem inundado um poço de mineração ilegal no município de Chongqing, no sudoeste da China, informou na segunda-feira a agência oficial Xinhua. Segundo a polícia do condado de Youyang, citada pela agência, as vítimas foram encontradas numa mina encerrada e abandonada, perto da fronteira entre Youyang e o condado de Xiushan, ambos situados no extremo sudeste de Chongqing, município com cerca de 32 milhões de habitantes. Durante as buscas, iniciadas no sábado após as autoridades terem recebido um alerta sobre o desaparecimento de várias pessoas no local, a polícia deteve também 21 indivíduos suspeitos de praticarem mineração ilegal. As autoridades acrescentaram que a investigação continua em curso, de acordo com a Xinhua. O incidente ocorreu cerca de quatro meses e meio depois de uma explosão de gás numa mina da província central de Shanxi ter provocado 82 mortos e mais de 120 feridos, num dos acidentes mineiros mais graves registados na China nos últimos anos. A sinistralidade no sector mineiro chinês, do maior produtor e consumidor mundial de carvão, diminuiu significativamente nas últimas décadas. No entanto, os acidentes continuam a ser frequentes num sector que enfrenta problemas persistentes relacionados com a fiscalização, a subcontratação e o cumprimento das normas de segurança. Segundo dados oficiais, o sector mineiro chinês registou mais de 3.000 mortes entre 2018 e 2023, o que representa uma redução de 53,6 por cento em comparação com os cinco anos anteriores.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Exportações lusófonas fixam novo recorde até Agosto As exportações lusófonas para a China registaram o melhor arranque de ano de sempre, ao subirem 22,1 por cento para 105,8 mil milhões de dólares entre Janeiro e Agosto. No sentido inverso, as importações de produtos chineses pelo bloco lusófono também cresceram cerca de 21 por cento Nos primeiros oito meses de 2026, as exportações dos países lusófonos para a China registaram o melhor arranque de sempre, atingindo cerca de 105,8 mil milhões de dólares, valor que representou um aumento anual de 22,1 por cento. Este é o valor mais elevado para os primeiros oito meses de um ano desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) começou a compilar estes dados dos Serviços de Alfândega da China, em 2013. As exportações aumentaram sobretudo devido ao Brasil, de longe o maior fornecedor lusófono do mercado chinês, cujas vendas cresceram 25,1 por cento, para 90,9 mil milhões de dólares, um novo máximo para o período entre Janeiro e Agosto. As vendas de mercadorias de Angola para a China aumentaram 9,8 por cento para 11,5 mil milhões de dólares, enquanto as exportações de Portugal subiram 1,1 por cento para 1,97 mil milhões de dólares. Os dados mostram que a maioria dos países de língua portuguesa exportou mais para a China, incluindo a Guiné Equatorial, cujas vendas subiram 24,2 por cento, para 577,4 milhões de dólares. As excepções foram Moçambique, cujas exportações para o mercado chinês desceram 19,3 por cento, para 883,6 milhões de dólares, enquanto as vendas de São Tomé e Príncipe também caíram 89,5 por cento em comparação com o período entre Janeiro e Agosto de 2025. Pelo contrário, o maior aumento foi registado nas exportações de Timor-Leste, que passaram de apenas 44 mil dólares para 2,23 milhões de dólares. As vendas de Cabo Verde mais do que duplicaram, embora o país não tenha enviado mais de quatro mil dólares para a China nos primeiros oito meses do ano. Sentido contrário Na direcção oposta, os países lusófonos importaram mercadorias no valor de 69,9 mil milhões de dólares da China, um aumento anual de 21,3 por cento e também um novo recorde para o período entre Janeiro e Agosto. O Brasil foi o maior parceiro comercial chinês no bloco lusófono, com importações a subirem 22,4 por cento para 57,4 mil milhões de dólares, seguido de Portugal, que comprou à China mercadorias no valor de 5,5 mil milhões de dólares, mais 21,1 por cento do que nos primeiros oito meses de 2025. Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 175,7 mil milhões de dólares entre Janeiro e Agosto, um aumento homólogo de 21,8 por cento e um novo máximo para os primeiros oito meses do ano. A China registou um défice comercial de 35,9 mil milhões de dólares com o bloco lusófono no período entre Janeiro e Agosto.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Xanana em visita oficial à Tailândia para reforço da cooperação O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, viajou este domingo para a Tailândia, onde realizará uma visita oficial no final da semana, após participar num fórum sobre tecnologia para a indústria petroquímica, anunciou ontem o Governo timorense. A visita oficial, a primeira de um primeiro-ministro timorense nos últimos 13 anos, vai realizar-se entre quinta e sexta-feira. Xanana Gusmão e o seu homólogo tailandês, Anutin Charnvirakul, reúnem-se na quinta-feira, dia em que também está prevista a assinatura de acordos. Entre os assuntos em debate vão estar a cooperação para o desenvolvimento nos sectores da defesa e segurança, comércio, investimento, segurança alimentar, energia, turismo e cooperação no âmbito da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Os dois países têm relações de cooperação desde a participação tailandesa na missão de manutenção de paz em Timor-Leste, tendo estabelecido oficialmente relações diplomáticas em 2002. Antes da visita oficial, o líder timorense vai participar no fórum sobre tecnologia para a indústria petroquímica, que vai realizar-se em Banguecoque, hoje e amanhã. O programa da visita inclui também uma visita à cidade de Nonthanuri e ao Instituto do Ambiente da Tailândia, bem como reuniões com representantes do sector privado tailandês “centradas nas oportunidades de cooperação económica e investimento”, salienta o Governo.
Hoje Macau China / ÁsiaNikkei fecha a subir 2,4% e recupera máximos, movido pelas tecnológicas O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou ontem a subir 2,4 por cento, impulsionado pelo optimismo renovado em torno das empresas do sector da inteligência artificial (IA). O indicador, que agrupa os 225 títulos mais representativos do mercado japonês, subiu 1.637,4 pontos, fechando nos 69.946,86 pontos, embora durante a sessão tenha chegado a ultrapassar temporariamente a barreira dos 70.000, pela primeira vez em três meses. O índice mais abrangente, o Topix, que inclui as empresas do sector principal, as de maior capitalização, cresceu 1,33 por cento, ou 54,22 pontos, para 4.145,22 unidades. A subida no mercado de Tóquio ocorreu depois de Wall Street ter encerrado a semana passada em alta, na sequência da divulgação de um ligeiro aumento da taxa de desemprego nos Estados Unidos em Setembro, o que diminuiu as expectativas de que a Reserva Federal dos EUA (Fed) volte a aumentar as taxas de juro na próxima reunião. No plano geopolítico, durante o fim-de-semana, Teerão afirmou que está a analisar a última proposta feita por Washington através do Qatar, enquanto o Exército iraniano informou sobre um programa para aumentar o alcance dos seus mísseis. Vamos por partes No sector dos semicondutores, a Disco e a Tokyo Electron dispararam 5,71 e 5,5 por cento respectivamente. O grupo de telecomunicações e investimento SoftBank, um dos maiores investidores em IA a nível mundial, valorizou 2,96 por cento, e a empresa de robótica e IA Fanuc registou um crescimento de 1,83 por cento. No entanto, o fabricante japonês de memórias Kioxia registou uma queda de 0,93 por cento e a Fujikura desceu 0,57 por cento, apesar de ambas terem iniciado a sessão em terreno positivo. O principal fabricante de veículos do país, a Toyota, registou um aumento de 1,3 por cento, enquanto a rival, Honda, subiu 0,72 por cento. O principal banco do Japão, o MUFG, avançou 2 por cento. A Sony, referência no sector da electrónica e do entretenimento, registou uma queda de 0,8 por cento, e a empresa japonesa de videojogos Nintendo registou uma queda de 1,36 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaTailândia | Número de mortos provocados por temporal subiu para 31 O Ministério do Interior da Tailândia elevou ontem para 31 o número de mortos devido às fortes chuvas e inundações que, há semanas, afectam quase 50 províncias do país, incluindo Banguecoque Um novo balanço do Ministério do Interior tailandês elevou para 31 o número de vítimas mortais das fortes chuvadas e inundações que assolam o país há semanas. Do total de óbitos, 12 ocorreram na capital e na sua região metropolitana, enquanto outras 19 mortes foram registadas em seis províncias do centro e do leste do país, segundo o mais recente relatório do Departamento de Prevenção e Mitigação de Desastres, vinculado ao Ministério do Interior. Desde 16 de Setembro, quando começaram as fortes chuvas, um total de 4.141.546 pessoas foram afectadas por esse temporal atípico. Embora a água já tenha baixado na maioria das ruas da capital, as inundações continuam a dificultar a vida das pessoas em algumas áreas de Banguecoque e em outras 26 províncias, principalmente na região central do país. No auge das chuvas, 300 milímetros de precipitação (cerca de 30 milhões de metros cúbicos de água) caíram sobre Banguecoque em 48 horas, uma quantidade equivalente à chuva que a capital costuma receber durante todo o mês de Setembro, um dos tradicionalmente mais chuvosos. Actualmente, segundo o jornal local “Bangkok Post”, as autoridades da capital estão a trabalhar para acelerar as operações de drenagem nas zonas orientais da megacidade tailandesa, perante as fortes chuvas previstas para o fim-de-semana. Metrópole sob estacas Com cerca de nove milhões de habitantes no seu território municipal e mais de 15 milhões na região metropolitana, Banguecoque é especialmente vulnerável a inundações durante fortes precipitações devido a factores como sua localização no delta do rio Chao Phraya, a cerca de apenas metro e meio acima do nível do mar, e a histórica superexploração de aquíferos subterrâneos, que contribuiu para o afundamento do solo da metrópole. A Tailândia sofreu, em 2011, uma das piores inundações de sua história, provocada por uma temporada de monções excepcionalmente chuvosa e por várias tempestades tropicais que provocaram mais de 800 mortos e afectaram cerca de 13 milhões de pessoas, segundo o Banco Mundial.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Projecto para importar cuidadores de idosos lançado em 2027 O Governo de Hong Kong anunciou que irá lançar, provavelmente na segunda metade de 2027, um projecto-piloto para importar centenas de trabalhadores para cuidar de idosos na região, cuja população está a envelhecer rapidamente O Executivo de John Lee anunciou o lançamento no próximo ano de um projecto-piloto para atrair centenas de cuidadores de idosos para responder ao envelhecimento populacional que afecta a cidade vizinha. O secretário para o Trabalho e Assuntos Sociais disse no domingo que as autoridades de Hong Kong irão exigir que os trabalhadores concluam um curso de cuidados a idosos, com um mínimo de 150 horas, nos países de origem. “Precisamos agora de encontrar uma organização profissional em Hong Kong para estabelecer um mecanismo que garanta a conclusão do curso e a real aquisição dessas competências”, disse Chris Sun Yuk-han. “Compreendo que, no projecto-piloto, os residentes possam estar preocupados sobre se os trabalhadores serão capazes de desempenhar as suas funções”, disse Sun, à emissora local TVB. O secretário acrescentou que os cuidadores, que deverão também realizar outras tarefas em casa dos empregadores, deverão ter salários 10 a 20 por cento superiores aos dos trabalhadores domésticos. Na sexta-feira, o Governo anunciou um aumento de 2,35 por cento no salário mínimo para os trabalhadores domésticos, para 5.220 dólares de Hong Kong por mês, enquanto o subsídio de alimentação permaneceu inalterado. Em 26 de Setembro, um grupo de trabalhadoras domésticas de Hong Kong organizou um protesto a pediu um aumento de 21 por cento no salário mínimo, que dizem ser “incrivelmente baixo”, atendendo ao custo de vida na região. A manifestação, organizada pela Asian Migrants Coordinating Body (AMCB) em frente ao Departamento do Trabalho, reivindicou uma subida de 5.100 para 6.172 dólares de Hong Kong no salário mínimo. “Este é um salário incrivelmente baixo para um território que se autointitula com orgulho a ‘Cidade Mundial da Ásia'”, afirmou a porta-voz da AMCB, Sringatin, num comunicado. De acordo com dados oficiais, o salário mediano no território ronda actualmente 21.200 dólares de Hong Kong. Em caso de emergência No comunicado, citado pelo portal de notícias Hong Kong Free Press, a porta-voz da AMCB – o maior grupo de sindicatos e associações de trabalhadores migrantes da cidade – sublinhou ainda que, desde 2000, o salário mínimo aumentou apenas 39 por cento. A AMCB tinha solicitado também um aumento de 1.236 para 3.123 dólares de Hong Kong no subsídio de alimentação mensal pago pelos empregadores. De acordo com dados oficiais, 1,98 milhões de pessoas, ou 26 por cento da população de Hong Kong têm 65 anos ou mais. As autoridades preveem que este número suba para 36 por cento da população até 2046, atingindo 2,95 milhões de pessoas. Em 2025, Hong Kong registou cerca de 31.100 nascimentos, uma queda de 15,3 por cento e o valor mais baixo desde que há registos oficiais na região, em 1961.
Hoje Macau China / ÁsiaMinistério do Comércio indica que China promoveu diálogo em reunião do G20 A China desempenhou um papel activo na promoção do diálogo e da cooperação com outros membros do G20 durante a mais recente reunião dos ministros do Comércio do G20, afirmou no domingo à noite o Ministério do Comércio da República Popular da China. O porta-voz do ministério fez estas declarações em resposta a uma pergunta da imprensa sobre a reunião, que decorreu a 30 de Setembro e 1 de Outubro em Milwaukee, Wisconsin, nos Estados Unidos. Segundo o responsável, os membros trocaram pontos de vista sobre questões propostas pela presidência norte-americana do G20, incluindo a oposição à instrumentalização dos alimentos, a resolução do problema do excesso de capacidade, a eliminação do trabalho forçado e o ajustamento do princípio da Nação Mais Favorecida (NMF). Os membros chegaram a uma declaração conjunta contra a instrumentalização dos alimentos, embora não tenham sido emitidos documentos finais sobre as restantes questões, segundo o ministério. Durante a reunião, a delegação chinesa manteve consistentemente uma atitude de abertura e cooperação, participou de forma construtiva nas discussões e manteve uma comunicação estreita com os outros membros, desempenhando plenamente o seu papel na promoção do diálogo e da cooperação, afirmou o porta-voz. Manter o rumo Ao mesmo tempo, a China manteve-se fiel aos seus princípios, salvaguardou resolutamente os interesses comuns nacionais e de outros países em desenvolvimento e trabalhou para promover a unidade e a cooperação no seio do G20, acrescentou o ministério. No que diz respeito à questão alimentar, muitos membros de mercados emergentes e em desenvolvimento, incluindo a China, defenderam que os países importadores e exportadores de alimentos devem salvaguardar em conjunto a estabilidade das cadeias de abastecimento alimentar e que todas as partes têm o direito de tomar medidas para atingir objectivos de política pública interna e para salvaguardar a segurança alimentar, afirmou o porta-voz. A presidência acolheu favoravelmente estas opiniões, que também se reflectiram plenamente na declaração conjunta, afirmou o porta-voz, acrescentando que o resultado foi fruto da construção de um consenso e dos esforços conjuntos de todos os membros do G20.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Takaichi quer construir “relação estável” com Pequim A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, comprometeu-se ontem a construir uma relação estável com a China, um “vizinho importante”, num discurso perante o Parlamento, em Tóquio. “A China é um vizinho importante e, apesar das dificuldades, construímos ao longo dos anos uma relação de longa data”, afirmou. “Trabalharemos para garantir a comunicação sobre os desafios comuns, promover o diálogo para proteger os nossos interesses nacionais e construir uma relação construtiva e estável”, acrescentou. No entanto, prometeu que o Japão “afirmaria firmemente as posições” nipónicas e exigirá, “com veemência, um comportamento responsável” por parte do seu vizinho. As relações diplomáticas entre os dois gigantes económicos asiáticos estão no seu ponto mais baixo desde que Takaichi sugeriu, em Novembro passado, que Tóquio poderia intervir em caso de ataque a Taiwan. Embora goze de uma opinião pública amplamente favorável um ano após a sua chegada ao poder, a primeira-ministra tem de enfrentar inúmeros desafios, nomeadamente o aumento da inflação, as preocupações dos mercados relativamente ao aumento da dívida japonesa, bem como um diferendo diplomático com a China. Este discurso surge depois de um diplomata chinês ter declarado, na semana passada, que as relações com Tóquio “aguardavam por ser novamente normalizadas”, durante um encontro com um antigo ministro dos Negócios Estrangeiros japonês que liderava uma delegação comercial em Pequim.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Protesto após detenção de militar americano por homicídio As autoridades japonesas protestaram ontem junto dos Estados Unidos após a detenção de um fuzileiro naval norte-americano suspeito de ter roubado e assassinado uma mulher japonesa em Okinawa, no sul do arquipélago. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Takehiro Funakoshi, contactou o embaixador norte-americano no Japão, George Glass, para lhe transmitir “um forte protesto” pelo incidente, de acordo com um comunicado do ministério. “O vice-ministro Funakoshi expressou o seu profundo pesar por este incidente e apresentou um forte protesto, ao mesmo tempo que instou veementemente a uma cooperação total com a investigação, a uma disciplina mais rigorosa entre o pessoal militar norte-americano e à adopção de medidas para evitar que tal se repita”, explicou o gabinete. O embaixador Glass, por seu lado, afirmou nas redes sociais que contactou o governador da prefeitura de Okinawa, Genta Koja, para transmitir condolências e oferecer colaboração na investigação. Um fuzileiro naval, de 20 anos, foi detido ontem na cidade de Naha, suspeito de ter assassinado uma mulher de 39 anos e de lhe ter roubado a mochila e a carteira num hotel da cidade na noite de sábado, de acordo com a agência de notícias japonesa Kyodo. O soldado encontra-se detido na base norte-americana de Futenma, em Okinawa, palco de frequentes protestos entre os residentes da zona devido, entre outras questões, ao comportamento dos militares.
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Quase 250 estrangeiros detidos em operação contra burlas As autoridades das Filipinas detiveram mais de 200 trabalhadores estrangeiros, na sua maioria chineses, na maior operação de 2026 contra os centros de burlas do arquipélago, informou ontem o Serviço de Imigração local. A operação simultânea, coordenada pelas diversas forças de segurança, decorreu nos municípios de Siay e Alicia, na província de Zamboanga Sibugay, no sul do país. Os 244 trabalhadores estrangeiros detidos são “na sua maioria chineses”, segundo o serviço, que identificou também um grupo de cidadãos provenientes de países do Sudeste Asiático, como o Vietname, a Birmânia, o Camboja ou a Indonésia. Todos ficaram sob custódia das autoridades, enquanto se inicia o processo de deportação. O Serviço de Imigração assegurou que está a investigar “possíveis violações relacionadas com o tráfico de pessoas”. Nos locais alvo da operação, as autoridades apreenderam milhares de telemóveis e outros dispositivos informáticos, como computadores ou cartões SIM, que eram utilizados para “cometer fraudes online”, o que “permitiu desmascarar uma operação ilegal organizada através da Internet”. “Continuaremos a aplicar as nossas leis de imigração contra os estrangeiros que violem as condições da sua permanência e garantiremos que as Filipinas não sejam utilizadas como base para actividades ilegais”, declarou o chefe do departamento, Joel Viado. Os centros alvo da operação foram identificados como Operadores de Jogo Extraterritoriais, casinos virtuais dirigidos especialmente a cidadãos chineses, que, após oito anos de actividade, se tornaram sinónimos de fraudes, escravatura e tráfico de seres humanos. Apesar de terem sido proibidos no final de 2024, as autoridades filipinas receiam que algumas empresas de jogos virtuais continuem a operar na clandestinidade.
Hoje Macau China / ÁsiaMísseis | Coreia do Norte reconheceu teste em plena tensão com Seul A Coreia do Norte reconheceu ter realizado um teste de mísseis no sábado, um lançamento que foi confirmado pelas autoridades da Coreia do Sul, em plena escalada da tensão intercoreana O teste “foi realizado no âmbito dos esforços para treinar os soldados de mísseis que operam o sistema de armas estratégicas hipersónicas no manuseamento do equipamento”, explicou a agência de notícias estatal norte-coreana, KCNA. O lançamento foi supervisionado pelo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. O projéctil, que a KCNA definiu como um “míssil estratégico de alcance intermédio”, percorreu cerca de mil quilómetros até alcançar o alvo no mar do Japão (denominado mar do Leste nas duas Coreias), de acordo com a agência. O líder norte-coreano elogiou os oficiais e soldados responsáveis pelo lançamento e afirmou que este tipo de testes constitui “uma forma de exercer a dissuasão”, segundo a KCNA. O lançamento ocorre duas semanas depois de Pyongyang ter disparado dois mísseis balísticos de curto alcance a partir da zona de Wonsan em direcção ao mar do Japão, com algumas horas de diferença, a 20 de Setembro, num aparente protesto contra uma resolução da Agência Internacional da Energia Atómica que instava à desnuclearização da península coreana. O incidente surge, além disso, em plena escalada da tensão intercoreana, na sequência da explosão de duas minas, em 21 de Setembro, na Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, que provocou ferimentos graves em dois soldados sul-coreanos, além de um soldado com ferimentos ligeiros. Seul acusou Pyongyang de ter colocado os explosivos e exigiu um pedido de desculpas por parte do regime norte-coreano. Este negou qualquer envolvimento e acusou o país vizinho de mentir para justificar provocações na fronteira. Também o Comando das Nações Unidas, a força militar responsável pela supervisão do armistício entre as duas Coreias, classificou o incidente como “uma violação” do acordo. Tudo em família A poderosa irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, considerou patética a “espécie de pedido de desculpas” exigida por Seul após uma explosão na zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, que feriu gravemente três soldados sul-coreanos. A Coreia do Sul “chegou ao ponto de falar sobre algum tipo de ‘pedido de desculpas'”, disse Kim Yo Jong, em comunicado. “São absolutamente patéticos”, acrescentou a irmã mais nova do líder norte-coreano, considerada uma das figuras mais importantes do regime norte-coreano. Kim Yo-jong rejeitou de imediato as conclusões de Seul e disse que a investigação do incidente era uma “farsa conspirativa” para justificar “provocações políticas e militares” contra Pyongyang.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Investigação ‘antidumping’ a químico importado da Europa A China anunciou o início de uma investigação ‘antidumping’ sobre as importações de p-nitrotolueno originárias da União Europeia, num momento de crescentes atritos comerciais entre Pequim e Bruxelas A abertura da investigação foi anunciada a poucos dias da visita prevista à capital chinesa do comissário europeu para o Comércio, Maros Sefcovic. O Ministério do Comércio chinês indicou, em comunicado, que a investigação surge na sequência de um pedido apresentado em Setembro por empresas locais. O p-nitrotolueno, também conhecido como 4-nitrotolueno, é um composto químico utilizado na produção de p-toluidina, ácido DSD, ácido p-aminobenzoico e outros derivados usados em sectores como os corantes, os pigmentos, os pesticidas e a medicina, de acordo com o ministério. Uma investigação ‘antidumping’ visa apurar se um produto está a ser exportado a preços inferiores ao valor normal e se isso prejudica a indústria do país importador. A investigação vai centrar-se nas importações originárias da União Europeia (UE) e tem como período de análise o intervalo compreendido entre 1 de Julho de 2025 e 30 de Junho de 2026, enquanto a análise dos danos causados à indústria chinesa abrange o período entre 1 de Janeiro de 2022 e 30 de Junho de 2026. O Ministério do Comércio indicou que a investigação teve início no sábado e que, em princípio, deverá estar concluída antes de 3 de Outubro de 2027, embora possa ser prorrogada por seis meses em “circunstâncias especiais”. Um porta-voz do ministério afirmou que as provas preliminares apresentadas pelos requerentes indicam que, entre 2022 e 2025, as importações provenientes da UE se mantiveram em níveis elevados e os preços baixaram, no total, 60 por cento, o que, segundo o pedido, “causou prejuízo” à indústria chinesa. O ministério acrescentou que vai analisar o caso de acordo com a legislação chinesa e as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), além de garantir os direitos das partes interessadas. Será emitida uma decisão “objectiva e imparcial”. Questão de tempo Pequim sublinhou ainda que mantém uma posição “prudente e contida” em matéria de defesa comercial, mas acusou a UE de ter aberto, desde 2025, mais de 28 inquéritos comerciais contra produtos chineses, cerca de metade dos quais relativos a produtos químicos. O ministério citou, em particular, três investigações recentes de Bruxelas contra o PVC e outros produtos químicos chineses, e apelou à UE para que “enfrente os próprios problemas económicos” e resolva as divergências através do diálogo. A abertura das investigações ocorre antes da reunião prevista entre Sefcovic e o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, em Pequim, nos dias 8 e 9 de Outubro, no âmbito do mecanismo de consultas com o qual Bruxelas diz procurar reequilibrar a relação comercial bilateral.