Aplicados quase 46,5 mil milhões de euros em oito instituições financeiras

A China anunciou um pacote de injecções de capital de quase 54 mil milhões de dólares em oito dos principais bancos e seguradoras do país, numa iniciativa pouco habitual, que visa reforçar o setor financeiro.

Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, o plano ascende a 360 mil milhões de yuan e abrange oito instituições: os bancos ICBC – o maior do país –, ABC e Eximbank, e as seguradoras China Life, PICC, Sinosure, China Taiping e China Reinsurance.

Segundo analistas citados pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post (SCMP), o Ministério das Finanças chinês, que lidera a operação, raramente realiza injecções de capital desta dimensão em instituições financeiras, enquadrando a medida na ambição de Pequim de transformar o país numa “superpotência financeira”.

No entanto, a agência de notação financeira S&P estimou anteriormente que os quatro maiores bancos chineses – ICBC, CCB, ABC e Bank of China – precisariam de mais de 551 mil milhões de dólares em capital adicional para cumprirem os requisitos internacionais destinados a garantir que conseguem suportar perdas em caso de crise, sem recorrer a resgates públicos.

“As últimas reuniões de alto nível [das autoridades chinesas] avançaram com uma política orçamental mais proactiva para contrariar as pressões sobre o crescimento, e a injecção de capital nas instituições financeiras faz parte desse conjunto de instrumentos”, explicou Shen Meng, da empresa de investimento Chanson & Co., sediada em Pequim.

Maior estímulo

Na opinião do analista, o plano anunciado no domingo “não só reduz os riscos operacionais e regulatórios para estas instituições, como também estimula o investimento e o consumo através do efeito multiplicador do setor financeiro”.

Um especialista citado pelo jornal oficial Global Times defendeu igualmente esta perspectiva, considerando que “as empresas, especialmente as privadas, necessitam urgentemente de apoio sob a forma de crédito”, situação em que os bancos “desempenham um papel de liderança”.

Shen salientou que o Ministério das Finanças realizou injecções de capital apenas em algumas ocasiões e que, nesses casos, “o objectivo era sobretudo corrigir os balanços e reduzir os riscos”.

Os seis principais bancos estatais chineses registaram, no primeiro trimestre, o primeiro aumento simultâneo das receitas e dos lucros desde 2022, beneficiando da recuperação das margens financeiras líquidas.

8 Set 2026

PCC | Alerta contra “pseudo-história” que ameaça segurança cultural e ideológica

A principal publicação teórica oficial do Partido Comunista Chinês (PCC) alertou ontem que teorias que reescrevem radicalmente a história mundial estão a prejudicar a imagem internacional da China e ameaçam a sua segurança cultural e ideológica.

Num artigo, a Qiushi, principal publicação teórica oficial do Comité Central do PCC, criticou a crescente difusão na Internet de teorias que questionam as origens da civilização ocidental ou atribuem à China alguns dos principais avanços científicos e tecnológicos da história.

“As alegações pseudo-históricas extremas que proliferam ‘online’ continuam a espalhar-se no estrangeiro e já prejudicaram o ‘poder do discurso académico’ e a imagem cultural do nosso país”, afirmou a publicação.

Nos últimos anos, ganharam visibilidade nas redes sociais chinesas teorias segundo as quais Aristóteles nunca existiu, a Grécia Antiga não poderia ter sustentado uma civilização avançada ou alguns dos principais progressos associados à Revolução Industrial tiveram origem na China.

A Qiushi classificou algumas destas teses como “narrativas rebuscadas e absurdas”, citando alegações de que o monte Emei, na província chinesa de Sichuan, “é os Alpes” ou de que a Enciclopédia Yongle “deu origem à civilização ocidental moderna”.

A semelhança fonética entre os nomes chineses do monte Emei e dos Alpes tem sido usada por alguns defensores destas teorias como suposta prova de que elementos da civilização ocidental tiveram origem na China.

Outra tese sustenta que a Enciclopédia Yongle, uma vasta obra compilada por ordem do imperador Yongle no século XV, continha conhecimentos posteriormente apropriados pelo Ocidente, incluindo princípios do cálculo matemático e da máquina a vapor.

As autoridades chinesas nunca apoiaram oficialmente estas teorias e, nos últimos meses, vários órgãos de comunicação social estatais intensificaram as críticas à sua crescente popularidade nas plataformas digitais.

A Qiushi alertou também para as consequências internas destas interpretações, considerando que algumas podem ameaçar a narrativa oficial sobre a unidade histórica e territorial do país. “Algumas narrativas pseudo-históricas apresentam tendências separatistas étnicas e podem fornecer uma base teórica para negar a unidade da nação chinesa”, afirmou.

Sentido de identidade

A publicação criticou, em particular, interpretações que avaliam a legitimidade das diferentes dinastias chinesas com base na origem étnica dos seus governantes.

A Qiushi criticou, em particular, correntes nacionalistas Han que consideram a dinastia Qing (1644-1911), fundada pelos manchus após a queda da dinastia Ming (1368-1644), um regime estrangeiro que conquistou e colonizou a China.

Esta interpretação contraria a narrativa oficial chinesa, segundo a qual o actual Estado é sucessor das diferentes dinastias que governaram o território e herdou a soberania sobre regiões como Xinjiang e o Tibete, assim como sobre Taiwan. “O resultado prático destas alegações é desconstruir a identidade nacional, enquanto o consenso histórico que sustenta a comunidade da nação chinesa corre o risco de ser fragmentado”, advertiu a Qiushi.

O Presidente chinês, Xi Jinping, tem colocado a construção de “um forte sentido de comunidade para a nação chinesa” no centro da política do PCC para as minorias étnicas e para a defesa da integridade territorial.

No ano passado, as autoridades chinesas bloquearam várias contas influentes nas redes sociais que promoviam teorias pseudo-históricas e posições associadas ao nacionalismo Han. Segundo a Qiushi, apesar da eliminação dessas contas, os conteúdos continuaram a circular de forma mais descentralizada.

A publicação alertou ainda para o papel da inteligência artificial (IA) generativa na produção em massa deste tipo de conteúdos, considerando que pode distorcer a percepção da história entre a população, sobretudo entre os mais jovens.

“Não se pode permitir que os algoritmos se tornem um megafone para estas narrativas”, defendeu a Qiushi.

8 Set 2026

Indonésia | Voos suspensos em seis aeroportos após erupção vulcânica

As autoridades indonésias suspenderam ontem a operação em seis aeroportos, incluindo o aeroporto internacional de Jacarta, na sequência da erupção do vulcão Anak Krakatoa, a mais de 150 quilómetros da capital, anunciou o ministro dos Transportes.

Para além do aeroporto Soekarno-Hatta, em Jacarta, e de outros três também situados na capital, os aeroportos internacionais de Bandung e de Radin, situado perto de Bandar Kampung, em Sumatra, foram encerrados, indicou Dudy Purwagandhi durante uma conferência de imprensa. Entretanto, o aeroporto internacional de Jacarta anunciou que iria prolongar a suspensão dos voos, numa altura em que mais de 200 voos e 20.000 passageiros já tinham sido afectados.

O vulcão Anak Krakatoa entrou em erupção no sábado, com um fluxo de lava e explosões audíveis até 700 quilómetros de distância, indicou a agência de vulcanologia indonésia em comunicado. Foram registadas duas novas erupções ontem, precisou a agência.

As cinzas espalharam-se pelo espaço aéreo do aeroporto internacional Soekarno-Hatta, levando as autoridades a suspender as operações nesta infraestrutura logo a partir da 01:30.

Anel de risco

O vulcão Anak Krakatoa, situado no estreito que separa as ilhas de Java e Sumatra, tem registado actividade esporádica desde que surgiu, no início do século passado, no seio da caldeira formada na sequência da erupção do Krakatoa em 1883.

Esta catástrofe foi uma das mais mortíferas da história, com um balanço estimado em 35 mil mortos. A Indonésia, um vasto arquipélago do Sudeste Asiático, situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, onde o encontro das placas tectónicas gera uma intensa actividade vulcânica e sísmica.

7 Set 2026

Seul | Cinco anos de prisão para sul-coreano por espionagem a favor de Pyongyang

Um homem sul-coreano foi condenado em Seul a cinco anos de prisão por espionagem a favor da Coreia do Norte, noticiou sábado a agência de notícias da Coreia do Sul Yonhap.

O homem, de 43 anos, foi recrutado em 2021 por um agente norte-coreano para recolher informações sobre desertores críticos de Pyongyang e sobre vários oficiais do Exército sul-coreano, que deveria tentar recrutar.

O Tribunal do Distrito Central de Seul salientou no acórdão que as informações relativas aos desertores norte-coreanos devem ser protegidas para evitar que estes ou as famílias sejam prejudicados.

Ainda de acordo com a Yonhap, o condenado recebeu cerca de 660 milhões de wons (423 mil euros) em criptomoedas para financiar as actividades. O homem contratou uma agência de detectives privados para investigar um dos oficiais e conseguiu obter dados como a morada ou a unidade do Exército à qual pertencia.

Também contactou o líder de um grupo de desertores norte-coreanos, oferecendo-se para financiar actividades, e conseguiu imagens do grupo a distribuir panfletos críticos em relação a Pyongyang. O homem já tinha sido condenado em Dezembro do ano passado pelo Supremo Tribunal por outro incidente relacionado com a Coreia do Norte.

7 Set 2026

Ucrânia | Papa pede fim da violência

O Papa Leão XIV manifestou ontem a sua preocupação pelos recentes ataques em várias cidades da Ucrânia, pedindo uma oportunidade ao diálogo entre as partes envolvidas no conflito.

“De coração apertado acompanhei as notícias dos violentos ataques que afetaram recentemente várias cidades e infraestruturas civis na Ucrânia, provocando a morte de pessoas inocentes”, disse o Papa após a oração dominical do Angelus, na Praça de São Pedro.

Leão XIV fez um novo apelo para “acabar com a violência”, “travar a destruição” e abrir os corações “ao diálogo e à paz”. O Papa manifestou ainda a esperança de que os esforços empreendidos nos últimos dias para o retomar das negociações de paz produzam “frutos concretos”.

“Espero que os esforços empreendidos nestes dias para o retomar das negociações abram espaço à diplomacia”, concluiu.

Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, estiveram em Moscovo no sábado, reunidos com o Presidente russo, Vladimir Putin, e chegaram ontem a Kiev, numa tentativa de reduzir a tensão e a escalada da guerra.

As palavras do Papa surgem quando ocorre uma nova escalada da guerra, marcada pela intensificação dos ataques russos contra zonas urbanas e infraestruturas e por um elevado número de vítimas civis. A Ucrânia também tem aumentado os seus ataques ao território russo.

7 Set 2026

Díli | Francisco “Maukura” anuncia intenção de concorrer às presidenciais

O veterano da resistência timorense Francisco Dionísio F. “Maukura” manifestou sábado intenção de concorrer às eleições presidenciais, no próximo ano, para promover o desenvolvimento do país e o respeito pela Constituição.

Timor-Leste realizará eleições presidenciais em 2027 e o novo Presidente da República tomará posse em 20 de Maio desse ano, data em que o país celebra 25 anos da restauração da independência.

“Com esta candidatura, quero devolver ao Presidente da República o seu verdadeiro papel. O seu dever é ser totalmente leal à pátria e ao povo, sujeitando-se à Constituição da República Democrática de Timor-Leste”, afirmou Francisco Dionísio F. “Maukura” ao anunciar, em Díli, a pré-candidatura à Presidência da República para o período 2027-2032.

Francisco Dionísio explicou que o Presidente deve ser o guardião da Constituição e um elemento unificador capaz de representar todos os timorenses, apoiando qualquer Governo no cumprimento das suas funções.

O candidato, de 53 anos, destacou que Timor-Leste precisa de avançar com base na tecnocracia, meritocracia e transparência na gestão orçamental.

“Ser Presidente significa também promover o desenvolvimento económico do país. Timor-Leste já aderiu a várias organizações internacionais e não pode permitir que apenas uma ou duas pessoas usufruam dos benefícios do desenvolvimento”, afirmou Francisco “Maukura”.

Por fim, salientou que a disputa nas eleições presidenciais é um exercício democrático, no qual se devem confrontar visões, ideias, experiências, capacidades de organização e de mobilização, ajudando a população a compreender os objectivos comuns da nação.

Francisco Dionísio F. “Maukura” junta-se ao embaixador Joaquim da Fonseca e a Rui Araújo, ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, que também já anunciaram a intenção de se candidatarem às eleições presidenciais do próximo ano.

7 Set 2026

Timor-Leste | Registados mais de mil casos de violência doméstica até Agosto

A Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) registou mais de mil casos de violência doméstica até Agosto, disse sexta-feira o chefe da Secção de Prevenção, Socialização e Sensibilização da Unidade de Pessoas Vulneráveis (VPU), inspector-chefe Ricardo da Costa.

“Este ano, desde Janeiro até 31 de Agosto, foram registados 1.084 casos de violência doméstica e 180 casos de violação sexual”, afirmou o inspector-chefe Ricardo da Costa, em Díli. O responsável da PNTL explicou que, em 2025, entre Janeiro e Dezembro, foram registados 1.310 casos de violência doméstica e 110 casos de violação sexual.

Ricardo da Costa salientou que o elevado número de casos de violência doméstica está frequentemente relacionado com situações de desconfiança entre casais, associados à suspeita de relações extraconjugais.

Entre os outros factores apontados, estão também os problemas económicos, como o desemprego, e questões sociais e culturais. “Os casos de violência sexual aumentam porque muitas crianças e jovens têm acesso livre a telemóveis e à Internet”, alertou o responsável.

Segundo o inspector-chefe, Timor-Leste entrou plenamente na era digital e um número crescente de crianças possui telemóvel. Como consequência, têm surgido diversos crimes cometidos através da internet, incluindo práticas como o aliciamento de menores online e o ‘cyberbullying’.

Os casos de violência sexual e de violência doméstica registam-se em maior número no município de Díli, em comparação com os restantes municípios do país.

7 Set 2026

Nepal | Primeiro-ministro vai discursar na ONU

Um mês depois da enxurrada que abalou o país e fez mais de 1.300 mortos, o primeiro-ministro nepalês vai discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas em busca de apoio internacional

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, intervém a 24 de Setembro na 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, na sequência das cheias de Agosto.

Naquela que será a sua primeira viagem ao estrangeiro desde que assumiu o cargo, a 27 de Março passado, a decisão de Shah de liderar pessoalmente a delegação nepalesa responde à urgência de procurar apoio internacional após inundações ocorridas a 26 de Agosto, indicou sábado o jornal local Kathmandu Post.

O próprio Shah compareceu na quarta-feira perante o parlamento nepalês para alertar que a crise no distrito de Rasuwa, desencadeada por um colapso glaciar no rio Bhote Koshi, é o pior desastre deste tipo registado na região.

“Este acontecimento é um grave aviso do risco crescente que enfrentamos”, afirmou o líder.

Durante a sessão, Shah salientou que o Nepal é incapaz de fazer face a esta escala de destruição sozinho e anunciou que exigiriam que a comunidade internacional assumisse a sua parte naquilo que definiu como uma “responsabilidade partilhada” global para mitigar o impacto climático.

O debate geral desta 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas decorrerá de 22 a 28 de Setembro sob o lema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma ONU que cumpre para todos”.

Neste fórum multilateral, que concede um voto igualitário a cada um dos seus 193 Estados-membros, a intervenção do primeiro-ministro nepalês está agendada para 24 de Setembro, de acordo com o calendário divulgado pela imprensa local.

O último balanço divulgado sábado pelas autoridades nepalesas elevou para mais de 1.300 o número de mortos devido às inundações devastadoras ocorridas a 26 de Agosto, enquanto o total de desaparecidos ronda os 5.000, entre os quais pelo menos 606 cidadãos estrangeiros.

As operações de busca e salvamento prosseguem nas zonas afetadas e mantêm cerca de 8.000 agentes mobilizados, tendo permitido, até ao momento, prestar assistência a 8.962 pessoas.

Catástrofe inédita

As cheias repentinas de 26 de Agosto, descritas pelos observadores locais como um dos piores desastres de que há memória no Nepal, fizeram o nível da água do rio Trishuli subir entre 15 e 18 metros acima do normal, destruindo povoações ao longo de um troço de 72 quilómetros das suas margens.

Causaram também danos significativos em centrais hidroeléctricas e outras infraestruturas, além de terem destruído habitações, estradas e pontes em vários distritos. Destruíram igualmente o posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, na fronteira entre o Nepal e a China, uma rota essencial para o comércio bilateral, e afetaram dezenas de povoações.

A catástrofe foi desencadeada pelo desprendimento de uma massa de gelo e rochas da face norte de Langtang Lirung, o cume mais alto da cordilheira do Langtang Himal, uma subcordilheira dos Himalaias nepaleses, situado a sudoeste do pico de Shishapangma, a nordeste de Katmandu e cinco quilómetros a sul da fronteira com o Tibete.

Resgates continuam

As equipas de resgate no Nepal retiraram sábado com vida um cidadão chinês de um túnel de uma central hidroeléctrica e uma mulher retida em casa desde as cheias de 26 de Agosto, informaram sábado as autoridades nepalesas.

O exército do Nepal informou que o homem foi resgatado com vida de um túnel de 225 metros (e está a ser submetido a uma avaliação médica. As imagens mostraram-no a ser evacuado de helicóptero, com um médico do exército a examiná-lo durante o voo. Já a mulher, encontrada numa casa na cidade de Nuwalot, estava a ser transportada de helicóptero para Katmandu, segundo as autoridades.

O resgate do cidadão chinês eleva para três o número total de trabalhadores retirados com vida do projecto hidroeléctrico de Trishuli. Na sexta-feira, dois trabalhadores nepaleses tinham sido resgatados de um túnel naquela central hidroeléctrica. Cerca de 900 trabalhadores estão desaparecidos em 12 projectos hidroeléctricos em todo o Nepal, acreditando-se que cerca de 500 estejam presos em vários túneis, segundo as autoridades.

7 Set 2026

Donativos da China para vítimas das inundações no Tibete ultrapassam 84 milhões de euros

A ajuda da China às vítimas da enxurrada que atingiu, na semana passada, o condado tibetano de Gyirong, ultrapassa os 660 milhões de yuan, de acordo com dados divulgados sábado pelas autoridades do país.

O Ministério dos Assuntos Civis da China indicou que, na sequência da catástrofe, coordenou 29 plataformas de angariação de fundos ‘online’ e organizações de caridade para canalizar as contribuições destinadas aos trabalhos de emergência, de acordo com as necessidades da zona afectada.

Do total angariado, 50,16 milhões de yuan resultaram de 1,47 milhões de contribuições efectuadas através de plataformas públicas de angariação de fundos na Internet, de acordo com dados ainda provisórios do ministério.

Os donativos somam-se aos fundos públicos mobilizados por Pequim para fazer face à catástrofe. O Governo central destinou 120 milhões de yuan para trabalhos de resgate e assistência no Tibete e outros 100 milhões de yuan para tarefas de recuperação e reconstrução.

Seis operadoras de jogo de Macau também anunciaram na sexta-feira que vão doar o equivalente a 4,8 milhões de euros para apoiar as vítimas afectadas pela enxurrada na região autónoma chinesa do Tibete.

A China também enviou ajuda ao Nepal, onde as inundações causaram a maior parte das vítimas, com contribuições financeiras, vários lotes de material de emergência e equipas especializadas em resgate e identificação por ADN.

Resposta global

A resposta internacional também se intensificou no Nepal, onde as Nações Unidas e os parceiros humanitários lançaram, na sexta-feira, um apelo de emergência no valor de 49,6 milhões de dólares para prestar assistência, durante os próximos quatro meses, a mais de 84 mil pessoas afetadas pela catástrofe.

A ONU já tinha destinado anteriormente 2,5 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta a Emergências, enquanto o Fundo de Ajuda em caso de Catástrofes do Primeiro-Ministro nepalês ultrapassou as 10 mil milhões de rupias (cerca de 64,1 milhões de euros) angariadas, depois de receber, entre outras contribuições, um donativo de 10 milhões de dólares do director executivo da Nvidia, Jensen Huang.

A inundação de 26 de Agosto, desencadeada por um enorme desmoronamento de gelo e rocha na bacia alta do rio Bhote Koshi, perto da fronteira com a China, arrasou habitações, infraestruturas e povoações no Nepal e atingiu o condado tibetano vizinho de Gyirong.

Os últimos balanços oficiais apontam para 1.295 mortos e 4.898 desaparecidos no Nepal, enquanto a China regista 31 mortos e 531 pessoas desaparecidas no lado tibetano, o que eleva o balanço conjunto para 1.326 mortos e 5.429 desaparecidos.

7 Set 2026

Visita | Trump diz que receberá Xi Jinping com jantar de Estado

A visita de Xi Jinping a Washington deverá acontecer a 24 de Setembro. Trump antecipa o encontro enquanto elogia o homólogo chinês

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou sábado que vai receber Xi Jinping, com um jantar de Estado, durante a visita do homólogo chinês à Casa Branca prevista para 24 de Setembro.

“Vamos ter um jantar de Estado e vamos fazer grandes coisas com a China”, disse o Presidente norte-americano aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca. “Estamos ansiosos por isso. Ele é um grande cavalheiro. Damo-nos muito bem”, disse Trump sobre Xi.

“Temos uma relação comercial muito boa. E, sabem, eles são concorrentes e tudo isso. Mas temos uma relação muito boa com o Presidente Xi”, acrescentou. Trump referiu que o novo heliporto da Casa Branca que está a ser construído no relvado da Casa Branca estará pronto a tempo da visita de Xi Jinping.

“Temos tido muito sucesso com a China”, disse ainda. Trump tinha convidado o homólogo chinês para visitar os Estados Unidos durante uma visita oficial à China, em Maio passado.

Segurança e tamales

Nas mesmas declarações à imprensa, comentou que os trabalhos para reforçar a segurança do avião Air Force One doado pelo Qatar começam em Outubro e deverão demorar mais do que o esperado inicialmente (cerca de um mês), depois de uma ameaça à segurança em Julho na Turquia o ter obrigado a pedir emprestada outra aeronave.

“Vai demorar cerca de 60 dias e será enviado em Outubro para ser aperfeiçoado”, disse o Presidente dos EUA. Trump também comentou a relação da sua administração com o México, considerando que este país não tem nada para oferecer aos EUA, além de “tamales [prato típico azteca] picantes e tomates”.

Explicou, no entanto, que não pretende interromper a relação comercial porque se dá “muito bem” com a homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum. Trump referiu-se ao seu vizinho do sul enquanto respondia a perguntas de jornalistas sobre a sua ameaça de cortar o comércio com nações que mantêm um excedente comercial com os Estados Unidos.

“Se eu deixasse de negociar com eles, não perderíamos nada. Uma única empresa bastava. Perdemos 195.000 milhões de dólares por ano com o México. Eles não têm nada do que realmente precisemos. Ou seja, (eles têm) tamales picantes, tomates, algumas coisas… mas, basicamente, eles não têm nada do que precisamos”, considerou.

O Presidente insistiu que os Estados Unidos têm todos os recursos necessários: “Temos petróleo, temos tudo”.

7 Set 2026

Taiwan | Mais de 3.900 milhões de euros para despesas de Defesa em 2026

O Governo de Taiwan propôs na quinta-feira um aumento adicional de 145.700 milhões de dólares taiwaneses (3.950 milhões de euros) nas despesas de Defesa deste ano, para “reforçar a capacidade de combate defensivo” da ilha.

Em comunicado divulgado após a reunião semanal do Governo, o executivo recordou que já apresentou um orçamento especial para a Defesa de 1,25 biliões de dólares taiwaneses (33.883 milhões de euros) para o período entre 2026 e 2033.

A proposta foi, no entanto, reduzida em 470.000 milhões de dólares taiwaneses (12.739 milhões de euros) pelo parlamento, actualmente controlado pela oposição.

A iniciativa prevê ainda financiamento para adquirir, já em 2027, mais de 600 drones de vigilância e reconhecimento costeiro, mais de 40.000 drones de ataque costeiro e um primeiro lote de mais de 100 pequenas embarcações não tripuladas de ataque suicida. A medida integra um pacote mais amplo de reforço orçamental para o actual exercício, no valor de 607.600 milhões de dólares taiwaneses (16.473 milhões de euros).

O pacote prevê também novas verbas para controlar o aumento dos preços dos combustíveis, reforçar subsídios sociais e aumentar os suplementos remuneratórios de militares, funcionários públicos e professores, entre outras medidas.

7 Set 2026

Cooperação | China e Singapura lançam exercício marítimo conjunto

Um exercício marítimo conjunto entre China e Singapura teve início no sábado na Província de Guangdong, no sul da China, marcando a quinta cooperação do tipo realizada pelos dois países, indicou a Xinhua.

A cerimónia de abertura foi realizada no porto naval em Zhanjiang. O exercício, realizado nas águas e no espaço aéreo ao redor da cidade, inclui exercícios de fogo real, reabastecimento no mar e operações conjuntas de busca e resgate, acrescenta a agência estatal.

Dois navios de guerra participaram no exercício — a fragata chinesa de mísseis guiados Dali e a fragata RSS Steadfast de Singapura.

O exercício visa aprofundar a confiança mútua, fortalecer a cooperação prática e aumentar sua capacidade de salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade regionais, informou o Ministério da Defesa Nacional da China no início da semana passada.

Os dois lados trocarão experiências sobre operações de mergulho, busca e resgate de submarinos, e medicina subaquática, além de realizarem exercícios de comunicações, reabastecimento no mar, ataques marítimos conjuntos e busca e resgate conjuntos.

China e Singapura realizaram seu primeiro exercício marítimo bilateral em 2015. Esses exercícios conjuntos tornaram-se parte regular dos intercâmbios militares entre os dois países nos últimos anos. Em Maio de 2025, a Marinha chinesa enviou uma fragata de mísseis guiados e um navio de contramedidas de minas a Singapura para um exercício conjunto. Além dos exercícios marítimos conjuntos regulares com Singapura, a China também realiza exercícios e treinos conjuntos rotineiros com países vizinhos, incluindo Tailândia e Camboja.

7 Set 2026

França | China exige suspensão de taxas sobre ‘moda ultrarrápida’

O ministério do Comércio chinês exigiu ontem à França que suspenda “de imediato” as penalizações, entre 0,5 e 12 euros, aplicadas desde este mês à chamada ‘moda ultrarrápida’, que atingem plataformas chinesas como Shein ou Temu.

Na conferência de imprensa semanal do ministério, a porta-voz Huang Ling exigiu que França “resolva adequadamente as divergências entre as duas partes no domínio do comércio têxtil sustentável, de forma a criar um ambiente empresarial justo e não discriminatório para as empresas chinesas”, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.

“Se França insistir em avançar, a China adoptará as medidas necessárias para defender os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, e França assumirá todas as consequências daí resultantes”, advertiu.

Segundo o ministério do Comércio, a nova regulamentação francesa “aplica dois pesos e duas medidas e poderá violar o princípio da não discriminação” da Organização Mundial do Comércio (OMC), “sob o pretexto de estabelecer alegados critérios ecológicos e de sustentabilidade”.

Na terça-feira, 01 de Setembro, Paris começou a aplicar um sistema de penalizações baseado na dimensão da gama de produtos oferecida pelas empresas de ‘moda ultrarrápida’, mas também na ausência de incentivos à reparação das peças de vestuário, devido aos preços reduzidos ou à falta de serviços para esse efeito.

Embora o mecanismo não vise formalmente empresas asiáticas, em nome do princípio da não discriminação, mas antes as companhias que recorrem às práticas associadas à ‘moda ultrarrápida’, na prática afecta sobretudo as grandes plataformas chinesas.

A Shein disponibiliza cerca de 1,7 milhões de referências, contra cerca de 20.000 no caso da espanhola Zara ou da sueca H&M.

4 Set 2026

Hong Kong | Confirmada condenação do cardeal Joseph Zen

Um tribunal de Hong Kong rejeitou ontem os recursos apresentados por um cardeal católico de 94 anos e outras quatro pessoas contra as condenações pelo registo de um fundo destinado a apoiar detidos nos protestos antigovernamentais de 2019.

O cardeal Joseph Zen, bispo emérito e destacado defensor da democracia no território, era administrador do Fundo de Ajuda Humanitária 612, que ajudava a pagar despesas médicas e judiciais de manifestantes detidos, até encerrar as operações em Outubro de 2021.

Os restantes arguidos – a cantora Denise Ho, o académico Hui Po Keung e as antigas deputadas Margaret Ng e Cyd Ho – também integravam a administração do fundo. Os cinco foram considerados culpados, em 2022, de violarem a Lei das Sociedades e condenados ao pagamento de uma multa de 4.000 dólares de Hong Kong cada. A legislação exige que as organizações locais se registem ou solicitem uma isenção no prazo de um mês após a respectiva criação. As condenações foram as primeiras deste tipo.

4 Set 2026

Nepal | Parlamento declara alterações climáticas como ameaça à segurança

O Parlamento do Nepal declarou quarta-feira as alterações climáticas como uma ameaça à segurança nacional, na sequência da enxurrada na semana passada, na qual morreram mais de 1.100 pessoas e quase 4.000 desapareceram.

A proposta, agora aprovada, foi apresentada pelo presidente da câmara, Dol Prasad Aryal, e pede ao Governo para afirmar a posição do Nepal no palco internacional face aos crescentes riscos que a região enfrenta, para evitar futuras tragédias.

“O Nepal deve erguer a sua voz de forma mais clara e enérgica no debate internacional sobre os danos e perdas causados pelas alterações climáticas”, de acordo com a proposta, que pede ao governo para que aborde a questão com mais firmeza.

Recordando que o Nepal é “extremamente propenso a desastres, vulnerável tanto a desastres naturais como causados pelo homem”, o texto refere que “a sua diversidade geográfica, estrutura geológica frágil, desenvolvimento não planeado e propenso a riscos, infraestruturas deficientes, escassez de recursos e alterações climáticas contribuíram para a recorrência de vários desastres”.

Mais de 500 desastres ocorrem no Nepal todos os anos, causando perdas humanas e materiais significativas, de acordo com o parlamento.

Aryal disse que os efeitos das alterações climáticas são debatidos há décadas, mas defendeu que as condições em mudança nos Himalaias exigem maior atenção internacional.

O documento também pede uma mudança da resposta pós-desastre para a preparação, notando que o recente desastre evidenciou a necessidade de reforçar os sistemas de monitorização e alerta precoce.

Pior de sempre

O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, compareceu perante os deputados para alertar que a recente crise no distrito de Rasuwa (norte), desencadeada por uma avalanche de pedras e neve no rio Bhote Koshi, é o pior desastre do género registado historicamente na região. “Este evento é um grave aviso do risco crescente que enfrentamos”, disse Shah.

O chefe do governo sublinhou que o Nepal não pode enfrentar esta crise sozinho e anunciou que vai exigir que a comunidade internacional assuma um papel no que definiu como uma “responsabilidade partilhada” global para mitigar o impacto climático.

De acordo com o mais recente balanço das autoridades de gestão de emergências do Nepal, as cheias provocaram 1.114 mortos e deixaram 3.916 pessoas desaparecidas. Do lado chinês, a imprensa estatal deu conta de 16 mortos e 546 desaparecidos na região do Tibete, elevando o balanço provisório da catástrofe nos dois países para 1.130 mortos e 4.462 desaparecidos.

Entre os desaparecidos no Nepal estão três cidadãos portugueses, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa. Do lado chinês, um português encontra-se também entre os desaparecidos no Tibete, numa lista anteriormente divulgada pelas autoridades chinesas que incluía 261 cidadãos de 23 países.

As operações de busca e salvamento prosseguem nas zonas afectadas, depois de a recuperação das telecomunicações ter permitido às autoridades obter informações sobre comunidades que permaneceram isoladas durante vários dias.

4 Set 2026

PIF | Pequim acusa Palau de mobilizar Pacífico contra teste de míssil chinês

A China acusou ontem Palau de tentar arrastar outros países do Pacífico para uma condenação do teste de um míssil balístico intercontinental realizado por Pequim em Julho, após o arquipélago ter pedido uma posição regional conjunta.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, em conferência de imprensa, que Palau tem “exagerado repetidamente” a questão e acusou o país de tentar levar outros membros do Fórum das Ilhas do Pacífico (PIF, na sigla em inglês) a apoiar a sua posição.

“As suas intenções são maliciosas e a tentativa não terá sucesso”, afirmou Guo, questionado sobre as declarações do Presidente de Palau, Surangel Whipps, que exerce este ano a presidência rotativa do PIF.

O porta-voz defendeu que a China está comprometida com “o caminho do desenvolvimento pacífico”, segue uma política de defesa nacional de carácter defensivo e “nunca levou a cabo uma expansão militar”. Guo assegurou ainda que Pequim está disposta a trabalhar com os países do Pacífico Sul para contribuir para a paz, estabilidade e desenvolvimento da região.

Whipps pediu unidade aos membros do PIF para condenarem o lançamento realizado pela China em 06 de Julho e afirmou que “uma voz unificada do Pacífico é fundamental” para garantir que Pequim respeite a soberania e a transparência.

A China lançou então, a partir de um submarino, um míssil balístico com capacidade nuclear que percorreu cerca de 7.300 quilómetros sobre o Pacífico antes de cair em águas próximas da zona económica exclusiva de Tuvalu e de Naoero (antiga Nauru).

O Presidente de Palau afirmou que o projéctil atravessou o espaço aéreo do país e criticou Pequim por não ter explicado previamente o que estava a acontecer. A questão regressa agora à agenda da cimeira de líderes do PIF, que decorre esta semana em Palau e na qual participam representantes da China e dos Estados Unidos enquanto parceiros de diálogo.

4 Set 2026

China liquida dívida à ONU e 625,7 ME dos EUA ainda “em processo” de pagamento

A ONU indicou ontem que a China liquidou a sua dívida com a organização e observou que os Estados Unidos (EUA) ainda estão “em processo” de pagamento da sua parte, equivalente a 625,7 milhões de euros.

A informação foi avançada à imprensa por Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, explicando que Pequim concluiu o pagamento da última parcela prevista para 2026, cujo valor total ultrapassa 641 milhões de dólares. “Agradecemos à China por esse dinheiro, que será muito útil”, disse o porta-voz, aludindo à grave crise financeira das Nações Unidas.

“A China já tinha pago parcialmente as suas contribuições para o orçamento [regular da ONU]. O pagamento de hoje (ontem) regulariza a situação para este ano. (…) Ter o valor total disponível agora é uma grande ajuda na actual crise de liquidez”, acrescentou.

Após a contribuição de Pequim, que é “o segundo maior contribuinte para o orçamento da ONU”, o número de países que concluíram os pagamentos chegou a 133.

Em andamento

Questionado sobre o pagamento dos Estados Unidos, após o secretário-geral, António Guterres, ter afirmado na semana passada que esse dinheiro chegaria “muito em breve”, o porta-voz declarou que ainda está “em processo”.

“Está em processo. Estamos a acompanhar o andamento. Tudo indica que será aprovado e ficaremos muito felizes assim que o dinheiro for confirmado no banco”, disse Dujarric sobre a dívida de Washington.

O pagamento planeado inclui 725 milhões de dólares referentes às contribuições dos Estados Unidos para o orçamento regular da ONU e mais 125 milhões de dólares para operações de manutenção da paz no Haiti e na República Democrática do Congo, de acordo com notificações enviadas recentemente pelo Departamento de Estado ao Congresso norte-americano, segundo a agência norte-americana Associated Press (AP).

Os EUA devem à ONU cerca de cinco mil milhões de dólares, segundo dados da própria organização, dos quais mais de dois mil milhões de dólares correspondem ao orçamento regular e cerca de três mil milhões de dólares a operações de manutenção da paz.

4 Set 2026

Diplomacia | Xi Jinping intensifica contactos antes de cimeira com Trump

Antes da reunião com Donald Trump no final do mês em Washington, o Presidente chinês promove uma série de encontros com líderes internacionais

O Presidente chinês, Xi Jinping, intensificou nas últimas semanas a actividade diplomática no estrangeiro, numa tentativa de projectar Pequim como parceiro mais previsível para países emergentes e do Médio Oriente, antes de uma prevista cimeira com Donald Trump.

Xi reuniu-se na quarta-feira, no Cairo, com o homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, naquela que é a primeira visita do líder chinês ao Egipto desde 2016 e mais uma etapa da sua mais intensa sequência de deslocações internacionais desde 2019.

A ofensiva diplomática ocorre numa altura em que as tarifas impostas pela administração norte-americana, a guerra contra o Irão e sinais contraditórios de Washington aos seus tradicionais parceiros de segurança provocaram tensões nas relações dos Estados Unidos com vários países.

Numa mensagem publicada na imprensa egípcia, Xi afirmou que a China está disposta a trabalhar com o Egipto e a tirar partido da “localização única” do país, que estabelece uma ligação entre o mundo árabe e o continente africano.

Perante aquilo que Pequim descreve como “profundas mudanças nunca vistas num século”, expressão utilizada pelas autoridades chinesas para caracterizar uma alegada perda de influência dos Estados Unidos, Xi defendeu que China e Egipto devem salvaguardar “vigorosamente a paz e a estabilidade mundiais” e promover “a equidade e a justiça internacionais através da prática de um verdadeiro multilateralismo”.

Pequim tem aprofundado a presença económica no Egipto, participando na construção da nova capital administrativa do país.

A tecnológica chinesa Huawei lançou também, em 2024, um serviço de computação em nuvem destinado ao mercado egípcio, incluindo ferramentas de inteligência artificial (IA), modelos de linguagem em árabe e bases de dados.

Próxima paragem

A visita ao Cairo sucede à participação de Xi numa cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), realizada esta semana em Bisqueque, capital do Quirguistão.

O Presidente chinês deverá deslocar-se na próxima semana à Índia para participar na cimeira do bloco de economias emergentes BRICS, em Nova Deli, com líderes de países como Rússia, Brasil, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

A série de deslocações antecede uma prevista visita de Estado de Xi a Washington, em Setembro, retribuindo a deslocação de Trump a Pequim, em Maio. Desde a pandemia, o líder chinês reduziu significativamente as viagens ao estrangeiro, privilegiando a recepção de dirigentes internacionais na capital chinesa.

Na cimeira da OCX, Xi defendeu que os Estados-membros devem impedir “forças externas” de interferirem nos seus assuntos internos, ameaçarem a sua segurança política ou prejudicarem a estabilidade regional.

O líder chinês procurou ainda apresentar os avanços do país na inteligência artificial como um instrumento de cooperação internacional, anunciando a criação de um centro internacional para a aplicação de IA e 100 projectos de cooperação tecnológica com os membros da OCX nos próximos três anos.

A aproximação diplomática chinesa enfrenta, no entanto, reservas em vários países, devido sobretudo ao impacto dos elevados excedentes comerciais chineses sobre as indústrias locais.

Esta semana, uma reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 terminou sem um comunicado conjunto, após divergências sobre os desequilíbrios comerciais globais.

A China lamentou a ausência de consenso e pediu aos Estados Unidos, que exercem este ano a presidência do grupo, que respeitem as preocupações de todos os membros.

4 Set 2026

G20 | Pequim lamenta ausência de comunicado conjunto

A China lamentou ontem que a reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 tenha terminado sem um comunicado conjunto e pediu a Washington que respeite as preocupações de todos os membros.

“A China lamenta profundamente que a reunião não tenha conseguido emitir um comunicado”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, em conferência de imprensa. Guo respondia a uma pergunta que atribuía a falta de consenso às divergências da China sobre a questão dos desequilíbrios comerciais globais, algo que o porta-voz não confirmou.

O representante da diplomacia chinesa limitou-se a afirmar que as diferentes partes manifestaram “pontos de vista distintos sobre as questões relevantes” durante a reunião, realizada entre segunda e terça-feira em Asheville, no estado norte-americano da Carolina do Norte.

Guo defendeu que o G20, enquanto principal fórum de cooperação económica internacional, deve abordar as grandes questões económicas mundiais de forma “objectiva, imparcial e equilibrada”, com base no consenso e na participação em condições de igualdade.

“A China espera que os Estados Unidos, enquanto presidência, trabalhem com todos os membros de acordo com estes princípios e respeitem plenamente as preocupações legítimas de todas as partes”, acrescentou.

A reunião de Asheville centrou-se, entre outros temas, no crescimento económico e na dívida soberana, com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, a defender uma redução dos obstáculos regulatórios e um maior crescimento económico como forma de conter os elevados níveis de endividamento.

3 Set 2026

Tóquio | Japão rejeita acusação de Putin sobre degradação de relações

O Japão considerou ontem inaceitável que o Presidente da Rússia tivesse responsabilizado as autoridades japonesas pela degradação das relações bilaterais, no âmbito da guerra na Ucrânia e após uma visita a ilhas disputadas com Tóquio.

Vladimir Putin afirmou na terça-feira no Quirguizistão que o surpreendia a postura de Tóquio “sobre a Rússia em geral”, embora não a reacção à deslocação a Iturup (Etorofu, para o Japão), a principal ilha das Curilas, administradas por Moscovo e reivindicadas por Tóquio.

“A difícil situação das relações bilaterais deve-se à agressão russa contra a Ucrânia, pelo que é inaceitável qualquer afirmação que pretenda atribuir a responsabilidade à parte japonesa”, reagiu o porta-voz governamental, numa conferência de imprensa em Tóquio.

Minoru Kihara considerou, no entanto, ser “vital gerir adequadamente as relações bilaterais” por a Rússia ser um país vizinho, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE. Assegurou ainda que o executivo da primeira-ministra Sanae Takaichi vai continuar a responder a Moscovo “da forma mais conveniente, tendo sempre em conta o interesse nacional”.

Dedos apontados

Nas declarações que proferiu em Bishkek, Putin afirmou que a Rússia não deu “nem um único passo para piorar as relações russo-japonesa” e que as tratou “com o máximo cuidado”.

“O deteriorar das nossas relações é inteiramente culpa do executivo japonês. O que fizemos contra o Japão? Absolutamente nada”, declarou, citado pela agência de notícias russa TASS. As relações bilaterais agravaram-se após o início da invasão da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, quando o Japão se juntou às sanções contra a Rússia e Moscovo incluiu Tóquio na lista de países hostis.

A tensão aumentou no início de Agosto, quando Putin realizou a primeira visita desde que chegou ao poder, em 2000, às ilhas designadas pelo Japão como Territórios do Norte (Kunashiri, Etorofu, Shikotan e Habomai, nas Curilas). As quatro ilhas integram o arquipélago das Curilas, formado por 56 ilhas, que se estende por 1.300 quilómetros.

Na altura, Takaichi classificou a deslocação de Putin como “absolutamente inaceitável” e afirmou que a acção feria os sentimentos do povo japonês. Em sinal de protesto, Moscovo e Tóquio convocaram os respectivos embaixadores.

Apesar de descobertas por navegadores russos, as Curilas passaram a integrar o Japão em 1875, ao abrigo do Tratado de São Petersburgo. Foram incorporadas na União Soviética após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em que o Japão foi um dos países derrotados, no âmbito do Tratado de São Francisco.

Em 1956, os dois países assinaram uma declaração que restabelecia as relações diplomáticas e abria caminho para uma futura devolução das ilhas. Os territórios em disputa situam-se no Oceano Pacífico, entre a ilha japonesa de Hokkaido e a península russa de Kamchatka, uma região rica em recursos pesqueiros.

3 Set 2026

Balanço geral das cheias sobe para 1.114 mortos e 3.916 desaparecidos

As cheias que atingiram há uma semana o Nepal, junto à fronteira com a China, provocaram 1.114 mortos e deixaram 3.916 pessoas desaparecidas, segundo um balanço provisório divulgado ontem pelas autoridades de gestão de emergências.

Do lado chinês, a imprensa estatal deu conta de 16 mortos e 546 desaparecidos na região do Tibete, elevando o balanço provisório da catástrofe nos dois países para 1.130 mortos e 4.462 desaparecidos.

Entre os desaparecidos no Nepal estão três cidadãos portugueses, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa. Do lado chinês, um português encontra-se também entre os desaparecidos no Tibete, numa lista anteriormente divulgada pelas autoridades chinesas que incluía 261 cidadãos de 23 países.

As operações de busca e salvamento prosseguem nas zonas afetadas, depois de a recuperação das telecomunicações ter permitido às autoridades obter informações sobre comunidades que permaneceram isoladas durante vários dias. Entre as vítimas no Nepal contam-se dezenas de crianças, enquanto centenas de restos mortais foram recuperados pelas equipas de emergência.

Centenas de cidadãos estrangeiros continuam também desaparecidos. Segundo um balanço anterior das autoridades nepalesas, pelo menos 583 estrangeiros estavam por localizar. As equipas de emergência resgataram mais de 6.500 pessoas, entre as quais cerca de 580 estrangeiros.

Na segunda-feira, o Governo nepalês enviou um pedido urgente de assistência financeira ao conselho do Fundo de Resposta a Perdas e Danos, mecanismo internacional criado para apoiar países vulneráveis aos impactos das alterações climáticas.

Nunca visto

A inundação, descrita por observadores locais como a maior de que há memória na região, terá feito subir o nível das águas entre 15 e 18 metros acima do habitual, devastando localidades ao longo de cerca de 72 quilómetros do rio Trishuli.

As cheias destruíram também o posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, entre o Nepal e a China, uma das principais vias de comércio bilateral, e afectaram dezenas de localidades.

A catástrofe atingiu igualmente o condado de Gyirong, na região chinesa do Tibete, onde as autoridades mobilizaram equipas de emergência para procurar desaparecidos e retirar residentes e turistas das áreas afetadas.

3 Set 2026

China beneficia cada vez mais do regresso de cientistas formados no estrangeiro

O número de cientistas chineses que regressam do estrangeiro aumentou mais de 40 vezes em menos de duas décadas, contribuindo para a crescente presença da China na investigação científica de elite, segundo um estudo divulgado pela Universidade de Stanford.

O número anual de investigadores que regressaram à China passou de 31, em 2004, para 1.409, em 2022, totalizando quase 10.000 cientistas durante o período analisado, mais de metade proveniente dos Estados Unidos.

A investigação, divulgada pelo Stanford Center on China’s Economy and Institutions (SCCEI), um centro de estudos da Universidade de Stanford especializado na economia chinesa, concluiu que o regresso destes investigadores está a contribuir não apenas para a produção científica individual, mas também para melhorar o desempenho dos colegas e instituições onde passam a trabalhar.

“Os cientistas que regressaram alimentaram a ascensão da China na ciência”, lê-se no relatório, intitulado “Brain Circulation and Knowledge Creation: Evidence from Elite Chinese Scientists”.

O estudo foi realizado pelos investigadores Shihang Ru, Heiwai Tang, Bernard Yeung e Xinbei Zhou e analisou mais de 600.000 artigos publicados entre 2003 e 2022 em algumas das revistas científicas mais selectivas do mundo, nas áreas da química, física e ciências da vida, além de várias publicações científicas generalistas.

A amostra abrange mais de 1,2 milhões de investigadores ligados a cerca de 65.000 instituições. Os autores consideraram como “regressado” um cientista de origem chinesa cuja afiliação profissional passou de uma instituição no estrangeiro para outra na China.

Durante o período analisado, a proporção de artigos publicados nas revistas científicas selecionadas com pelo menos um autor baseado na China passou de cerca de 4 por cento, em 2003, para 27 por cento, em 2022.

Mais citações

O peso científico da China aumentou também quando medido através das citações recebidas pelos trabalhos publicados: a percentagem atribuída a cientistas chineses baseados na China aumentou de cerca de 2 por cento para 25 por cento do total nas áreas analisadas.

Para os autores, isto significa que a crescente presença chinesa “reflecte cada vez mais influência real, e não apenas volume”.

O estudo identificou ainda efeitos sobre os investigadores que já trabalhavam na China. “Colaborar com um investigador regressado proporciona um impulso duradouro ao trabalho dos próprios cientistas locais”, segundo o relatório.

Entre cientistas que já tinham colaboradores internacionais antes de trabalharem pela primeira vez com um investigador regressado, a qualidade da investigação, medida através de um indicador baseado em citações, aumentou cerca de 8 por cento no ano dessa primeira colaboração e aproximadamente 15 por cento três anos depois.

Segundo os autores, os resultados sugerem que a melhoria resulta de capacidades específicas trazidas pelos regressados, entre as quais “conhecimentos especializados, familiaridade com o funcionamento das revistas de elite e acesso a redes internacionais”.

“Até os cientistas que nunca trabalham com um regressado beneficiam de ter mais deles por perto”, realça o documento.

A China começou a lançar programas específicos de recrutamento de talentos no estrangeiro em 2006, incluindo o programa Mil Talentos, em 2008, e uma iniciativa semelhante destinada a investigadores mais jovens, em 2011.

“O valor de recrutar cientistas de volta ao país reside apenas parcialmente na produtividade dos próprios regressados”, indica o relatório. “Uma parte substancial resulta da forma como a sua presença transforma os laboratórios, as colaborações e as culturas de investigação à sua volta”, acrescenta.

3 Set 2026

Médio Oriente | China pronta para ajudar a proteger transporte marítimo

A China está disponível para trabalhar com os países do Médio Oriente para proteger o transporte marítimo, declarou ontem o Presidente chinês ao homólogo egípcio durante um encontro no Cairo.

“A China está pronta para trabalhar com os países da região para salvaguardar a segurança das vias marítimas internacionais”, disse Xi Jinping a Abdel Fattah al-Sisi, informou a agência estatal chinesa Xinhua.

A declaração de Xi surge numa altura em que a guerra entre os Estados Unidos e o Irão perturba a logística na região rica em energia, de que a China é cliente. Xi também defendeu que as “ingerências externas” no Médio Oriente devem ser combatidas, referiu a Xinhua, citada pela agência de notícias AFP.

“Devemos defender o princípio de que os povos do Médio Oriente são mestres do próprio destino, opor-nos às ingerências externas e apoiar os países da região no reforço do diálogo para a paz e a segurança”, afirmou Xi. O Presidente da China chegou ao Cairo na terça-feira para uma visita de três dias, a primeira numa década.

3 Set 2026

Viagem | Xi visita Egipto e procura ampliar influência no Médio Oriente

O Presidente chinês, Xi Jinping, iniciou uma visita de três dias ao Egipto, a primeira em uma década, numa altura em que Pequim procura aprofundar a influência económica e diplomática no Médio Oriente.

Xi chegou na terça-feira à noite ao aeroporto do Cairo, decorado com bandeiras chinesas e egípcias, onde foi recebido pelo Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi. Os dois líderes tinham previsto uma reunião e uma visita de Xi ao Grande Museu Egípcio. A deslocação é a primeira do Presidente chinês ao Egipto em dez anos e a primeira ao Médio Oriente desde a visita à Arábia Saudita, em 2022. Sisi deslocou-se várias vezes à China nos últimos anos.

A visita ocorre numa altura em que Pequim procura apresentar-se como um factor de estabilidade no Médio Oriente, em contraste com os Estados Unidos, envolvidos militarmente na região durante décadas e, mais recentemente, na guerra com o Irão.

“A China continua a acumular reservas de ‘soft power’, enquanto os Estados Unidos sabotam as suas próprias”, escreveram este ano Amr Hamzawy, director do programa para o Médio Oriente do grupo de reflexão Carnegie Endowment for International Peace, e Kathryn Selfe, antiga investigadora da instituição.

Por ocasião dos 70 anos de relações diplomáticas entre os dois países, Xi e Sisi publicaram na terça-feira artigos na imprensa estatal egípcia.

Xi defendeu que Pequim e Cairo devem “alargar o âmbito da cooperação pragmática”, enquanto Sisi destacou os investimentos chineses no Egipto e reiterou o apoio do Cairo à posição de Pequim de que Taiwan faz parte da China.

O Egipto tem encarado o aprofundamento das relações com Pequim como forma de diversificar as parcerias estratégicas. O país aderiu em 2024 ao bloco de economias emergentes BRICS, visto como contrapeso às instituições internacionais dominadas pelas potências ocidentais.

No mesmo ano, Cairo assinou acordos com Pequim no âmbito da iniciativa chinesa Faixa e Rota, lançada por Xi para financiar e construir infraestruturas de transporte, energia e outras obras em dezenas de países.

Falam os números

A China investiu mais de 10 mil milhões de dólares no Egipto, incluindo na construção de um polo empresarial a leste do Cairo e de uma linha ferroviária eléctrica destinada à indústria no delta do Nilo. O comércio bilateral ronda 20 mil milhões de dólares anuais, segundo dados oficiais, contra 15,7 mil milhões de dólares nas trocas entre Estados Unidos e Egipto em 2025.

O Egipto continua, no entanto, a ser um parceiro fundamental de Washington na política de segurança para o Médio Oriente.

Pequim tem procurado simultaneamente assumir um papel diplomático mais relevante na região. Em 2023, mediou o acordo para o restabelecimento das relações diplomáticas entre o Irão, importante fornecedor de petróleo da China, e a Arábia Saudita, tradicional aliado dos Estados Unidos.

As relações entre Riade e Teerão deterioraram-se desde então, na sequência da guerra iniciada em Fevereiro entre o Irão, por um lado, e Estados Unidos e Israel, por outro.

Dois Estados

A China tem também defendido uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano e, em 2023, Xi anunciou uma “parceria estratégica” com a Autoridade Palestiniana durante uma visita do Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, a Pequim.

A importância estratégica do Egipto aumentou ainda devido às perturbações no transporte de petróleo através do estreito de Ormuz provocadas pela guerra com o Irão. O canal do Suez, controlado pelo Egipto, constitui uma rota alternativa fundamental para o transporte de energia para fora da região.

“A China tem boas razões para reforçar os laços com o país que controla a rota que permanece aberta”, afirmou Muhammad Zulfikar Rakhmat, especialista em Médio Oriente do Centro de Estudos Económicos e Jurídicos, com sede em Jacarta, citado pela agência Associated Press.

China e Egito realizaram, em Agosto, exercícios aéreos durante vários dias em diversas bases egípcias, que incluíram caças chineses J-16 e Rafale de fabrico francês ao serviço das forças egípcias.

Xi chegou ao Cairo após participar numa cimeira de dois dias da Organização de Cooperação de Xangai, em Bisqueque, no Quirguistão, que reuniu, entre outros, os líderes da Rússia, Índia, Paquistão e Irão.

3 Set 2026