Hoje Macau China / Ásia MancheteFoxconn | Lucro cresce 35 por cento no 2.º trimestre impulsionado pela IA A procura pela Inteligência Artificial deu um novo impulso à maior fabricante de produtos electrónicos do mundo O lucro da Hon Hai (Foxconn) aumentou 35 por cento, para 59.974 milhões de dólares taiwaneses, no segundo trimestre face ao período homólogo, informou quarta-feira o maior fabricante de produtos electrónicos do mundo. O lucro voltou a ser impulsionado pela forte procura global de servidores e produtos na nuvem, incluindo servidores de inteligência artificial (IA), que representaram 51 por cento das vendas da Foxconn entre Abril e Junho, ultrapassando, mais uma vez, as receitas provenientes de produtos electrónicos de consumo (29 por cento). Em comunicado, a empresa tecnológica sediada na cidade de Nova Taipé (norte de Taiwan) indicou também que o seu volume de negócios no segundo trimestre totalizou 2,52 biliões de dólares taiwaneses (67.980 milhões de euros), um aumento homólogo de 41 por cento. No primeiro semestre do ano, a empresa de tecnologia acumulou um lucro de 109.893 milhões de dólares taiwaneses, um crescimento anual de 27 por cento, e alcançou vendas no valor de 4,64 biliões de dólares taiwaneses (125.011 milhões de euros), mais 35 por cento em relação aos primeiros seis meses de 2025. Para o conjunto do ano, o grupo manteve elevadas as expectativas de receitas para o negócio de servidores e produtos na nuvem e continua otimista quanto às receitas provenientes de dispositivos electrónicos de consumo. Gigante global A Foxconn, mundialmente conhecida por ser a principal responsável pela produção do iPhone da Apple, transformou a montagem de servidores para inteligência artificial numa das suas principais prioridades, controlando actualmente cerca de 40 por cento deste mercado a nível global, de acordo com estimativas da própria companhia. A empresa é um dos principais parceiros da norte-americana Nvidia, para a qual monta grande parte dos servidores das suas plataformas GB200 e GB300. A empresa taiwanesa anunciou também, no início de Junho, uma colaboração estratégica com a Intel para o desenvolvimento e comercialização de soluções de infraestrutura de inteligência artificial, incluindo ‘racks’ baseados nos processadores Intel Xeon e arquitecturas de aceleradores de IA. Fundado em 1974, o grupo Foxconn é o maior prestador de serviços de fabrico electrónico (EMS, na sigla em inglês) do mundo, com fábricas e centros de investigação na China, Índia, Japão, Vietname e Estados Unidos, entre outros países. Juntamente com outras empresas tecnológicas de Taiwan, a Foxconn expandiu a sua presença internacional nos EUA e no México nos últimos dois anos para satisfazer a crescente procura do sector da IA. As acções da Foxconn na Bolsa de Taipé acumulam uma subida de 16,38 por cento desde o início do ano.
Hoje Macau China / ÁsiaLondian Wason protagoniza maior listagem de empresa chinesa nos EUA em um ano O fabricante de chapas de cobre para baterias Londian Wason concluiu a maior listagem de uma empresa chinesa na Bolsa de Nova Iorque em mais de um ano, apesar das tensões bilaterais e escrutínio regulatório. De acordo com um comunicado da empresa, divulgado na quarta-feira, a oferta pública inicial consistiu em 4,3 milhões de acções a um preço de 22 dólares por acção, totalizando aproximadamente 94,3 milhões de dólares. Este valor poderá aumentar nos próximos 30 dias se os subscritores exercerem a sua opção de compra de até 643 mil acções adicionais. Desde o início de 2025, apenas duas ofertas iniciais de empresas chinesas angariaram mais de 100 milhões de dólares nos EUA: a empresa de biotecnologia Ascentage Pharma, com 126 milhões de dólares, e a popular cadeia de lojas de chá Chagee, com 411 milhões de dólares. No primeiro dia de negociação na Bolsa de Nova Iorque, as acções da Londian Wason abriram a subir 18,2 por cento, tendo terminado a sessão com uma valorização de 11,4 por cento. De acordo com um estudo da consultora Frost & Sullivan, citado pela própria empresa, a Londian Wason é o maior vendedor mundial de folhas de cobre para baterias de iões de lítio, com uma quota de mercado global de 7,6 por cento e clientes como a LG, Panasonic, Samsung, CATL e BYD. Boas acções O último inquérito da Comissão de Revisão Económica e de Segurança EUA-China revelou que, em Março de 2025, existia um total de 286 empresas chinesas cotadas nos Estados Unidos, com uma capitalização bolsista combinada de 1,1 biliões de dólares. Dados da Deloitte, citados pelo portal especializado DealStreetAsia, indicam que 63 empresas chinesas estrearam-se nas bolsas norte-americanas em 2025, captando aproximadamente 1,12 mil milhões de dólares, um valor 41 por cento inferior ao do ano anterior. E, em 2026, foi preciso esperar até Lunho para a primeira listagem, quando a Dasouche captou aproximadamente 51 milhões de dólares, embora as acções da empresa especializada em soluções para concessionários de automóveis usados tenham caído 47 por cento na estreia. Wall Street costumava ser uma opção muito popular para as empresas chinesas, mas foi afectada pelo apertar da auditoria nos EUA e o aumento da fiscalização por parte dos reguladores chineses, algo que levou muitos grupos a preferir Hong Kong face às tensões geopolíticas.
Hoje Macau China / ÁsiaLenovo | Batido recorde de facturação trimestral A empresa chinesa Lenovo bateu um recorde de facturação, graças ao desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), apesar de ter registado um prejuízo de 609 milhões de dólares entre Abril e Junho. O resultado negativo contrasta com os lucros de 505 milhões de dólares registados no mesmo período do ano anterior. Nas contas que apresentou ontem à Bolsa de Hong Kong, onde está cotada, a Lenovo apontou para um volume de negócios trimestral mais elevado da sua história, com um aumento de 43 por cento em termos homólogos, atingindo os 26.943 milhões de dólares. No período em análise, as receitas relacionadas com a IA aumentaram 60 por cento, representando já 35 por cento do total. A empresa afirmou que continuará a apostar na estratégia baseada na IA para “converter a sua inércia actual numa expansão sustentada das suas margens ao longo de vários anos”, algo para o qual garante dispor de “bases sólidas” em aspectos como a resiliência das cadeias de abastecimento, fundamental face aos actuais “desequilíbrios” entre a oferta e a procura de componentes. Após a divulgação dos resultados durante o intervalo da sessão da bolsa, as acções da Lenovo em Hong Kong subiram 20,18 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaMarinha | China e Indonésia terminam manobras perto de Taiwan As marinhas da China e da Indonésia concluíram exercícios navais conjuntos em águas a leste de Taiwan. O Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular da China informou que a fragata chinesa Honghe e a fragata indonésia KRI I Gusti Ngurah Rai-332 concluíram “todos os exercícios planeados” na manhã de quarta-feira. De acordo com o comunicado, divulgado na rede social Weibo, na quarta-feira, as tripulações praticaram comunicações marítimas, movimentos em formação, reabastecimento em alto-mar e procedimentos de separação de navios após as manobras. “Ambos os lados manobraram com flexibilidade, coordenaram-se e cooperaram estreitamente, concluindo com sucesso todos os objectivos”, afirmou o comando militar. O comunicado descreveu os exercícios como uma demonstração da vontade de ambos os países em cooperar “de forma pragmática” e “manter conjuntamente a paz e a estabilidade regional”. A Marinha da Indonésia desvalorizou o carácter excepcional do exercício, descrevendo-o como um exercício rotineiro de diplomacia marítima realizado durante o regresso do navio KRI I Gusti Ngurah Rai-332 à Indonésia, após participar em exercícios com a Marinha da Rússia em Vladivostok, no extremo oriente. De acordo com a agência de notícias pública indonésia Antara, o chefe do Serviço de Informação da Marinha da Indonésia, Tunggul, afirmou que este tipo de exercício de passagem são “interacções rotineiras de boa vontade” entre as marinhas e fazem parte da “camaradagem naval e da diplomacia marítima”.
Hoje Macau China / ÁsiaMarinha | China e Indonésia realizam exercícios conjuntos As marinhas da China e da Indonésia vão realizar exercícios navais conjuntos em meados de Agosto em águas a leste de Taiwan. Num comunicado divulgado na terça-feira, o Ministério da Defesa chinês informou que a fragata Honghe e um navio de guerra indonésio vão realizar exercícios focados nas comunicações e no reabastecimento no mar, sem especificar uma data ou local exactos. De acordo com o ministério, as manobras visam melhorar as capacidades operacionais conjuntas, aprofundar a cooperação e contribuir para a manutenção da paz e da estabilidade regional. O analista Zhang Junshe disse ao jornal estatal chinês Global Times que serão os primeiros exercícios navais entre a China e um país estrangeiro em águas a leste de Taiwan, uma área onde a presença de Pequim aumentou significativamente desde o final de Maio, com o envio de navios de investigação e da guarda costeira. “Convidar navios estrangeiros para treinar em águas sob jurisdição própria é normal e razoável”, afirmou o especialista. Embora não mantenha relações diplomáticas com Taipé, a Indonésia é um dos maiores grupos de imigrantes em Taiwan, com mais de 300 mil residentes. As manobras navais entre a China e a Indonésia — ainda não confirmadas por Jacarta — poderão ocorrer em paralelo com a fase final dos exercícios Han Kuang, os principais exercícios militares anuais de Taiwan, que terminam a 14 de Agosto.
Hoje Macau China / ÁsiaTóquio | Tempestade tropical deixa milhares de casas sem energia A tempestade tropical Chan-hom deslocou-se ontem para oeste, depois de ter atingido a área metropolitana de Tóquio durante a noite, derrubando árvores e deixando milhares de casas sem energia. Chan-hom perdeu significativamente força depois de atingir, na terça-feira à noite, a província de Ibaraki, no sul do país, onde cinco pessoas sofreram ferimentos ligeiros. Na manhã de ontem, a tempestade estava perto de Gifu, no centro do Japão, enquanto se dirigia para a baía de Wakasa, na costa centro-norte do arquipélago. Chan-hom atingiu o Japão dias depois de o tufão Dolphin ter causado estragos em zonas do sul do país, paralisando o trânsito e obrigando centenas de pessoas a procurar abrigo. Depois de enfraquecer para uma tempestade, Dolphin matou 10 pessoas nas Filipinas e causou inundações na China, obrigando centenas de milhares de pessoas a deslocarem-se. Em Tóquio, os comboios suburbanos e os voos operavam ontem normalmente e o comércio seguia quase como habitualmente, embora a agência meteorológica tenha previsto fortes chuvas e trovões ao longo do dia no norte e oeste do Japão. Na manhã de ontem, mais de três mil casas estavam sem energia eléctrica em Ibaraki e na província vizinha de Tochigi, segundo a operadora TEPCO Power Grid. A tempestade derrubou árvores em vários locais de Tóquio, incluindo uma na popular zona comercial de Omotesando, embora ninguém tenha ficado ferido, segundo a emissora pública japonesa NHK. O fenómeno afetou muitos viajantes durante a semana de feriados budista “Bon”, no Japão, dedicada à homenagem aos espíritos ancestrais. Cerca de 60 voos com partida e chegada no aeroporto de Haneda, em Tóquio, foram cancelados na terça-feira. Na província de Ibaraki, a popular praia de Oarai estava vazia, uma vez que foi encerrada devido à tempestade. A chegada de um tufão ou tempestade à costa em Ibaraki na terça-feira foi a primeira desde que a Agência Meteorológica do Japão começou a manter registos, em 1951.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Companhia chinesa lança rota pelo mar do norte da Rússia O serviço China-Europe Arctic Express, lançado pela Sea Legend Shipping, prevê que o transporte de contentores para a Europa demore entre 20 e 22 dias Uma companhia marítima chinesa prevê lançar esta semana um serviço regular de transporte de contentores para a Europa através da Rota Marítima do Norte (NSR) da Rússia, numa iniciativa que visa transformar o tráfego ártico. A empresa Sea Legend Shipping estreia este mês o seu serviço China-Europe Arctic Express (CAX), com o qual prevê realizar oito partidas entre Agosto e Outubro, com sete navios e tempos de travessia previstos entre 20 e 22 dias, de acordo com a imprensa local. O serviço transportará carga proveniente de vários portos do leste da China, como Qingdao ou Xangai, antes de fazer escala em Ningbo-Zhoushan e partir rumo a Felixstowe (Reino Unido), com ligações a outros portos europeus como Roterdão (Países Baixos), Hamburgo (Alemanha) ou Gdynia (Polónia). No calendário publicado pela companhia marítima constam, por enquanto, duas rotas: a primeira, do navio “Dubai Tower”, que, em princípio, deverá partir de Ningbo em 15 de Agosto e chegar a Felixstowe em 07 de Setembro, e uma segunda programada para o navio “Riyadh Mukaab”. O novo serviço surge na sequência da viagem realizada no ano passado pelo navio “Istanbul Bridge”, considerada a travessia inaugural desta rota comercial. Ao contrário daquela, organizada como uma viagem pontual, o CAX conta agora com datas de partida fixas, navios atribuídos de forma permanente e um tempo de travessia planeado. Segundo informou na altura a Sea Legend Shipping, o percurso pelo Passo do Nordeste reduz quase para metade o tempo de navegação em comparação com a rota tradicional pelo Canal do Suez, que demora cerca de 40 dias, e é também cerca de cinco dias mais rápido do que o percurso ferroviário China-Europa, de cerca de 25 dias. Benesses do degelo Hu Qimu, professor do Instituto da Rota da Seda Marítima da Universidade de Huaqiao, salientou ao jornal Global Times a importância de desenvolver rotas alternativas face aos riscos crescentes das vias tradicionais, tais como o aumento dos custos do combustível e das operações em alguns corredores devido a tensões geopolíticas. Por enquanto, a Rota do Mar do Norte só é navegável durante o Verão, mas o derretimento do gelo ártico poderá alargar o período em que os cargueiros podem operar, oferecendo à Rússia oportunidades económicas e geopolíticas.
Hoje Macau China / ÁsiaTencent | Lucro sobe10% até Junho para 14,6 mil ME O lucro da gigante digital chinesa Tencent subiu 10,31 por cento até Junho, face a igual período de 2025, para 114,115 mil milhões de yuans, divulgou ontem o conglomerado tecnológico. De acordo com o comunicado dos resultados do semestre, a Tencent, que está cotada na bolsa de Hong Kong, registou um aumento de 10,07 por cento das receitas para 401,243 mil milhões de yuans. A tecnológica diz estar a fazer “progressos consideráveis” na reformulação de si própria como um grupo “impulsionado pela inteligência artificial (IA)” — área na qual, no mês passado, lançou a versão completa do seu modelo Hunyuan 3 (Hy3) e onde o seu assistente de escritório WorkBuddy e o seu assistente de programação CodeBuddy “lideram claramente os seus respectivos segmentos” no mercado chinês. Quanto à infraestrutura, a Tencent “aumentou significativamente” as suas compras de equipamento de computação, o que lhe permitirá converter a utilização das suas aplicações e modelos “em receitas futuras”. “Continuamos a melhorar os nossos serviços existentes, impulsionados pelo crescimento sustentado das receitas de serviços de marketing, pelo lançamento recente de vários videojogos de sucesso e pelo rápido aumento das visualizações de vídeos” na popular rede social WeChat, refere a Tencent. Entre os principais segmentos que a Tencent detalha, a divisão de serviços de marketing apresentou o melhor desempenho, registando um aumento de 20,9 por cento nas receitas. Este desempenho superou o de divisões maiores, como a dos “serviços de valor acrescentado” — que engloba os videojogos e as redes sociais e representa quase metade (48,5 por cento) das receitas do grupo —, que cresceu 6 por cento, e a dos serviços financeiros (fintech), que registou um aumento de 8,8 por cento. O negócio das redes sociais aumentou 0,8 por cento entre Abril e Junho, em termos homólogos, e a rede social WeChat fechou o primeiro semestre com 1.439 milhões de utilizadores activos mensais, mais 28 milhões que um ano antes.
Hoje Macau China / ÁsiaPacífico | China protesta contra participação de Taiwan em Fórum A China pediu ontem ao líder do Fórum das Ilhas do Pacífico que “evite prejudicar o desenvolvimento saudável e estável” das relações diplomáticas, após Baron Waqa ter confirmado a participação de Taiwan na próxima cimeira. Os protestos de Pequim, que reivindica a soberania sobre Taipé, tinham levado à exclusão de Taiwan do Fórum das Ilhas do Pacífico em 2025, acolhido pelas Ilhas Salomão. Mas Palau, o arquipélago onde se realiza a cimeira deste ano, entre 30 de Agosto e 04 de Setembro, está entre os restantes aliados diplomáticos de Taiwan, juntamente com Tuvalu e as Ilhas Marshall. A participação de Taipé foi confirmada na sexta-feira pelo secretário-geral do Fórum, Baron Waqa, numa conferência de imprensa. “Taiwan é um parceiro de desenvolvimento muito importante. Não é um parceiro de diálogo, no entanto, interage com os membros da nossa família do fórum”, disse Waqa. “A China pede ao secretário-geral do Fórum das Ilhas do Pacífico que adira estritamente ao princípio de Uma Só China, que lide adequadamente com as questões relacionadas com Taiwan e que assegure que não prejudica o desenvolvimento saudável e estável das relações entre a China e o Fórum”, disse ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Revisão de alerta de stress térmico após recorde de temperatura As sucessivas ondas de calor levam o Governo a justar os níveis de alerta de stress térmico. Em Sheung Shui, a temperatura atingiu 39,7 graus no domingo O Governo de Hong Kong prometeu ontem rever o sistema de alerta de stress térmico, que não passou do nível mais baixo, apesar de a região chinesa ter registado um novo máximo histórico de temperatura. Hong Kong registou no domingo a temperatura mais elevada desde que existem registos, em 1884, ao atingir 36,9 °C na sede da agência meteorológica, cujas medições servem de referência para a cidade. O Observatório de Hong Kong sublinhou que a temperatura chegou a 39,7 graus na zona de Sheung Shui, a mais elevada desde a instalação de estações meteorológicas automáticas, na década de 1980. No entanto, o Sistema de Alerta de Stress Térmico no Trabalho, sob a tutela do Departamento de Trabalho, manteve-se no nível amarelo, o mais baixo da escala de três níveis. O Comissário do Trabalho prometeu ontem melhorar o sistema de alerta, que admitiu ser mais sensível a condições de “clima abafado” do que a altas temperaturas e forte radiação solar. O sistema tem em conta factores como a temperatura do ar, a humidade, a velocidade do vento e a radiação solar, numa ponderação pensada para se adequar ao clima da região, sublinhou Sam Hui Chark-shum. “Em Hong Kong, o stress térmico nem sempre acompanha a variação real da temperatura”, disse o dirigente, citado pela imprensa local. “Quando a humidade é elevada e a velocidade do vento é baixa, a nossa capacidade de arrefecimento cai drasticamente, mesmo que a temperatura não seja tão elevada, e o risco para a saúde associado pode ser maior do que num espaço aberto e bem ventilado com uma temperatura mais elevada”, sublinhou Sam Hui. O sistema, desenvolvido pelo Observatório e pela Universidade Chinesa de Hong Kong, serve para avisar patrões e trabalhadores quando trabalham ao ar livre ou em ambientes fechados sem ar condicionado. Durante um alerta amarelo, os funcionários devem ter períodos de descanso adicionais. Quando um alerta vermelho ou negro (o mais elevado) está em vigor, os trabalhadores devem suspender as atividades. Ajustes em curso Hui sublinhou que as autoridades previam que o alerta fosse para além do nível amarelo, após uma expansão do sistema de monitorização, em Abril, de apenas uma para nove estações. “Quando descobrimos que o nível de alerta não subiu durante o fim de semana, apesar das altas temperaturas, também ficámos com muitas dúvidas”, disse o comissário. “Estamos a considerar ajustar o limiar de activação a altas temperaturas. Ao reduzir os limiares de temperatura e radiação solar, seria mais fácil atingir os critérios para emitir um alerta de nível superior”, explicou. Hui prometeu trabalhar com o Observatório para encontrar “uma abordagem baseada em dados e cientificamente sólida” e concluir uma revisão do sistema até ao final do Verão.
Hoje Macau China / ÁsiaChina pede para participar nas consultas pedidas pelo Brasil contra EUA na OMC A China pediu para participar nas consultas abertas na Organização Mundial do Comércio (OMC) na sequência da disputa iniciada pelo Brasil contra os Estados Unidos sobre tarifas adicionais aplicados a determinados produtos brasileiros, revelou segunda-feira a organização. O pedido chinês foi apresentado em 06 de Agosto e comunicado ao Órgão de Solução de Controvérsias da OMC, refere um documento divulgado pela organização. A China, detalha, pretende juntar-se às consultas solicitadas pelo Brasil no âmbito da disputa “Estados Unidos – Direitos adicionais sobre determinados produtos originários do Brasil”, cujo pedido foi distribuído pela OMC em 30 de Julho. Pequim justificou o pedido com o argumento de que possui um “interesse comercial substancial” nas consultas entre Brasil e Estados Unidos. Segundo as regras da Organização Mundial do Comércio, os países envolvidos nas consultas, a exemplo do Brasil e dos EUA, precisam de autorizar a participação de um terceiro membro, no caso, a China. Brasília accionou a OMC contra duas tarifas aplicadas pela administração de Donald Trump, sendo uma de 25 por cento pelo facto de Washington entender que o Brasil adopta práticas desleais relativamente às empresas norte-americanas. Os EUA também aplicaram tarifas de 12,5 por cento ao Brasil, assim como a outras dezenas de países que supostamente falharam na fiscalização de importação de produtos produzidos a partir do trabalho forçado. Pequim destacou que essas medidas afectam as suas exportações para o mercado norte-americano, com excepção de determinados produtos, e alteram as condições de concorrência dos produtos chineses devido às tarifas adicionais impostas. Manobras de Donald Também segunda-feira, a Organização Mundial do Comércio informou que os EUA aceitaram o pedido do Brasil para iniciar consultas no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. No documento, Washington sinalizou estar disponível para reunir com representantes da missão brasileira numa data que seja conveniente para ambas as partes. A aplicação das sobretaxas dos EUA ao Brasil é mais um capítulo da crise diplomática entre a Casa Branca e o Palácio do Planalto. O executivo liderado pelo Presidente Lula da Silva tem dito, reiteradas vezes, que são falsas as alegações de Washington contra o Brasil e acusa Donald Trump de aplicar sanções ao país como forma de interferir no processo eleitoral brasileiro.
Hoje Macau China / ÁsiaTufão Dolphin | China mantém alerta de chuva O tufão Dolphin continuou ontem a perder força, enquanto se deslocava para o interior da China, mas as autoridades mantiveram o alerta devido à previsão de fortes precipitações em grandes áreas do país. Às 05:00 de ontem, o Centro Meteorológico Nacional chinês localizou o centro do Dolphin – agora já classificado como uma tempestade tropical – sobre a cidade de Anqing (leste), com ventos máximos sustentados de 20 metros por segundo. A agência prevê que o sistema se desloque para oeste-noroeste a uma velocidade de 15 a 20 quilómetros por hora e continue a perder força, embora tenha mantido o alerta laranja, o segundo nível mais elevado, para chuvas fortes. Para hoje, as autoridades prevêem chuvas fortes a torrenciais em grandes áreas do leste, centro e norte da China, com aguaceiros particularmente intensos em províncias como Henan (centro), onde algumas áreas poderão acumular entre 250 e 300 milímetros. O Centro Meteorológico alertou ainda para a possibilidade de ventos fortes, granizo e, em algumas zonas, tornados. No leste da China, a situação do tráfego aéreo apresentou alguma melhoria ontem, embora os cancelamentos tenham persistido. Danos e pagamentos Entretanto, as seguradoras sediadas no leste da China também desencadearam os procedimentos de indemnização por danos relacionados com o tufão. Só em Xangai, tinham sido recebidos 5.271 pedidos de indemnização até à tarde de segunda-feira, com prejuízos estimados em 94,8 milhões de yuan, segundo a emissora estatal chinesa CCTV. O Dolphin, o décimo terceiro tufão da temporada segundo a classificação chinesa, atingiu terra por volta das 17:30 de domingo na cidade de Yuhuan, em Zhejiang. O tufão trouxe chuvas recorde para Xangai, onde uma estação meteorológica central registou 312,9 milímetros em 24 horas, o maior volume em mais de 150 anos, segundo a imprensa local. De acordo com as autoridades, mais de 1,6 milhões de pessoas foram retiradas das suas habitações por razões de segurança.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia | Excedente da balança corrente nipónica cresce 22,5% até final de Junho O Japão registou um excedente na conta corrente de 17,4 biliões de ienes (95,5 mil milhões de euros) na primeira metade de 2026, um valor 22,5 por cento acima do registo homólogo anterior, informou ontem o Governo japonês. Segundo os dados publicados pelo Ministério das Finanças nipónico, em Junho o país registou um défice na conta corrente de 92,3 mil milhões de ienes (506 milhões de euros), em contraste com o excedente de quase 4 biliões de ienes (21,8 mil milhões de euros) reportado em Maio e o de 1,3 biliões de ienes (7 mil milhões de euros) registado no mesmo mês de 2025. A balança comercial japonesa teve na primeira metade do ano um excedente de cerca de 742 mil milhões de ienes (4 mil milhões de euros), em contraste com o défice de 1,5 biliões de ienes (8 mil milhões de euros) do ano passado. As exportações cresceram 12,8 por cento em termos homólogos, para 59,2 biliões de ienes (324,4 mil milhões de euros), enquanto as importações aumentaram 8,4 por cento face ao mesmo período de 2025, atingindo os 58,5 biliões de ienes (320,3 mil milhões de euros). A balança de serviços registou na primeira metade do ano um défice de 1,8 biliões de ienes (10 mil milhões de euros), mais 15,4 por cento do que o registado na primeira metade de 2025. Por sua vez, a conta de rendimentos registou um saldo positivo de 20,5 biliões de ienes (cerca de 112,3 mil milhões de euros), mais 0,3 por cento em termos homólogos. A conta de transferências registou um défice de 2 biliões de ienes (10,8 mil milhões de euros), o que representa uma redução homóloga de 37 por cento. A balança de pagamentos reflecte os pagamentos e receitas decorrentes das trocas com o exterior de bens, serviços, rendimentos e transferências, sendo considerada um dos indicadores económicos mais abrangentes de um país.
Hoje Macau China / ÁsiaBanguecoque | Proprietário de bar onde morreram 37 pessoas acusado de negligência A polícia tailandesa vai acusar de negligência o proprietário de um bar de Banguecoque onde 37 pessoas morreram no mês passado num incêndio, indicou ontem o responsável pela investigação. “Emitimos na semana passada um mandado de captura contra ele por seis acusações”, incluindo negligência com resultado de morte e exploração sem licença de um estabelecimento de entretenimento, disse Isara Na Phatthalung à agência France-Presse. “Ele já saiu dos cuidados intensivos, mas o médico ainda não autorizou a polícia a notificá-lo das acusações”, acrescentou, especificando que os investigadores pretendem acusá-lo nos próximos dias como único suspeito. Suvicha Salaibatr, proprietário do bar-restaurante Rong Beer Na Lat Phrao, figura entre as dezenas de pessoas hospitalizadas após as chamas terem devastado, a 12 de Julho, este estabelecimento popular no norte da capital tailandesa. Se for considerado culpado, o proprietário arrisca até dez anos de prisão apenas pela acusação de negligência. A maioria das vítimas morreu por inalação de fumo durante o incêndio, provocado, segundo a polícia, por um curto-circuito no tecto falso. As normas de segurança são frequentemente aplicadas de forma relaxada nos estabelecimentos nocturnos na Tailândia, onde em 2009 um incêndio causou 67 mortos e mais de 200 feridos numa discoteca de Banguecoque.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Grupo acusa Governo de querer alterar princípios não nucleares A contestação às alterações à segurança nacional anunciadas pelo Executivo japonês fez-se sentir através de um grupo de sobreviventes do massacre nuclear de Hiroshima O principal grupo japonês contra as armas nucleares, formado por sobreviventes dos bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki, assinalou ontem o seu 70.º aniversário com críticas ao actual Governo por tentar “alterar” princípios não nucleares do país. Segundo uma declaração do Nihon Hidankyo, divulgado pelo jornal japonês Nikkei, a Administração da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, está a tentar alterar as regras que impedem o Japão de possuir, produzir ou permitir a introdução destas armas no seu território “sem realizar os debates necessários”. Na sua declaração, o grupo pediu ainda ao Executivo japonês que assine e ratifique o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPNW, na sigla em inglês), e afirmou que é responsabilidade de todos “construir uma sociedade livre de armas nucleares e de guerras”. O grupo, que ganhou o Prémio Nobel em 2024, foi criado em 10 de Agosto de 1956, um dia após o 11.º aniversário do bombardeamento atómico de Nagasaki, no final da Segunda Guerra Mundial. Os princípios não nucleares do Japão foram adoptados como resolução pelo Parlamento japonês em 1971, mas nunca foram incorporados na lei japonesa, e Takaichi tem recusado até agora esclarecer se o seu Governo continuará a respeitá-los. Em revisão O Executivo japonês prepara para este ano uma revisão dos seus acordos e compromissos de segurança nacional, a qual tem gerado dúvidas sobre se os princípios nucleares permanecerão intactos, especialmente depois de o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, ter defendido recentemente um debate nuclear “sem tabus”. Takaichi, nos seus discursos por ocasião do 81.º aniversário dos bombardeamentos atómicos em Hiroshima e Nagasaki, afirmou que o Governo “defende” os três princípios, mas garantiu também que o seu Executivo proporá medidas “realistas e práticas” para alcançar um mundo livre de armas nucleares, sem se comprometer a manter intacta a postura antinuclear do país asiático.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Governo planeia aumentar em 16% despesas com a Defesa em 2027 O Governo de Taiwan vai propor aumentar em 16 por cento a despesa em Defesa para 1,1 biliões de dólares taiwaneses em 2027, informou este domingo a agência de notícias estatal CNA. Segundo fontes não identificadas citadas pela CNA, prevê-se que o orçamento militar de Taiwan volte a superar a barreira dos 3 por cento do PIB no próximo ano, embora o valor exacto dependa da projecção oficial de crescimento económico para 2027. O montante de 1,1 biliões de dólares taiwaneses, que será divulgado a 20 de Agosto após uma reunião da Administração, engloba tanto a verba gerida pelo Ministério da Defesa Nacional como fundos para a Guarda Costeira, veteranos militares e projectos especiais de aquisição militar, entre outros, de acordo com a agência. O orçamento geral do Governo central para 2026, que continua sem receber a aprovação do Parlamento, controlado pela oposição, reservava 949,5 mil milhões de dólares taiwaneses para a Defesa, equivalentes a 3,32 por cento do PIB taiwanês no momento em que a estimativa foi feita. Este último aumento insere-se no objectivo do líder da ilha auto-governada, William Lai Ching-te, de continuar a elevar a despesa em Defesa ano após ano até atingir 5 por cento do PIB em 2030. Desde a chegada ao poder de Xi Jinping em 2012, a China também promoveu uma profunda modernização das suas forças armadas, com novos porta-aviões, aeronaves de combate de última geração e mísseis avançados. Pequim, por sua vez, já anunciou um aumento da despesa em Defesa de 7 por cento para 2026, para cerca de 1,91 biliões de yuan, um crescimento ligeiramente inferior ao dos três anos anteriores de cerca de 7,2 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaTufão | Dolphin enfraquece depois de atingir o leste do país O tufão Dolphin enfraqueceu ontem após ter atingido a província chinesa de Zhejiang (este), com a cidade de Xangai a manter restrições de transporte e a retirar preventivamente 215.600 pessoas de zonas de risco O tufão Dolphin, o décimo terceiro tufão da temporada segundo a classificação chinesa, atingiu terra por volta das 17:30 de domingo na cidade de Yuhuan, em Zhejiang, com ventos de 42 metros por segundo, informou ontem o Centro Meteorológico Nacional do país. A tempestade voltou a atingir terra pouco mais de uma hora depois na cidade de Yueqing, também em Zhejiang, já com ventos de 38 metros por segundo, antes de avançar para o interior e perder força gradualmente. Às 05:00 de ontem, o centro do Dolphin encontrava-se no condado de Qingyuan, em Zhejiang, com ventos de 23 metros por segundo, já como tempestade tropical, e previa-se que continuasse a avançar para noroeste entre 20 e 25 quilómetros por hora enquanto continuava a enfraquecer. O Centro Meteorológico Nacional reduziu o seu alerta de tufão, mas manteve um alerta laranja, o segundo mais grave, para a chuva, com previsão de precipitação forte ou torrencial no centro e no leste do país. Segundo o organismo, algumas zonas do leste de Zhejiang e das áreas montanhosas do sul da província oriental de Anhui poderão registar chuvas torrenciais, com volumes de chuva entre os 250 e 320 milímetros. Em Xangai, onde durante a noite se registaram chuvas generalizadas e vários distritos activaram alertas laranjas, quatro linhas de metro ficaram suspensas, enquanto vários troços da rede funcionavam com limitações de velocidade. A cidade suspendeu ainda todo o transporte aquático de passageiros, incluindo ferries urbanos e serviços turísticos, e recomendou aos cidadãos que evitassem saídas desnecessárias e ajustassem as suas deslocações durante a hora de ponta. Segundo as autoridades locais, até à tarde de domingo Xangai tinha recolocado 215.600 pessoas por razões de segurança. Transportes cancelados Antes de chegar a Zhejiang, o Dolphin atravessou as ilhas Ryukyu na sexta-feira, no sul do Japão, onde deixou pelo menos três feridos ligeiros, cortes de electricidade em milhares de lares e centenas de voos cancelados, levando as autoridades chinesas a activar o alerta vermelho no domingo perante a sua entrada na costa oriental do país. A tempestade causou perturbações generalizadas transportes em toda a região do Delta do Rio Yangtzé, com mais de mil voos foram cancelados no domingo, enquanto alguns serviços ferroviários e rotas de ferry foram suspensos. Segundo a agência Xinhua, o Aeroporto Internacional de Hangzhou Xiaoshan cancelou 388 voos de chegada e partida, a maioria dos quais programados para o período da tarde. Os aeroportos de Pudong e Hongqiao, em Xangai, cancelaram mais de 1.300 voos, quase 60 por cento dos serviços programados. Prevê-se que o impacto do Dolphin se prolongue por vários dias, com o meteorologista-chefe do Centro Meteorológico Nacional,Dong Lin, a indicar à Xinhua o impacto da circulação da tempestade se estende por cerca de 1300 quilómetros, contribuindo para um impacto de vento e chuva amplo e prolongado. Rota do Interior Ainda ontem estava ainda prevista chuva intensa principalmente em zonas ao sul dos rios Amarelo e Huaihe, incluindo partes de Zhejiang, Xangai, Jiangsu, Anhui, Hubei, Henan e Shandong. Espera-se que a faixa de precipitação se desloque para norte a partir de hoje, à medida que a circulação residual do Dolphin avança para o interior do país. De acordo com o Serviço Meteorológico de Pequim, prevê-se que a região de Pequim-Tianjin-Hebei registe chuva forte até sexta-feira. O Dolphin chega num Verão marcado por tufões, chuvas torrenciais, enxurradas e deslizamentos de terra, com dezenas de mortos e evacuações preventivas de centenas de milhares de pessoas em várias províncias.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Registado recorde de calor com 36,9°C Hong Kong registou ontem a temperatura mais elevada desde que existem registos, em 1884, ao atingir 36,9 °C na sede do Observatório Meteorológico, no bairro de Tsim Sha Tsui, cujas medições servem de referência para a cidade. “Às 15:15, a temperatura máxima registada no observatório foi de 36,9 graus, a mais elevada alguma vez registada desde 1884”, declarou o Observatório de Hong Kong. Segundo o organismo, este recorde deve-se, em parte, ao tufão Dolphin, que se aproxima da costa oriental da China. O recorde anterior datava de 22 de Agosto de 2017, com 36,6 graus antes da passagem do tufão Hato. O Observatório de Hong Kong utiliza as medições da sua sede em Tsim Sha Tsui para os registos meteorológicos da cidade. No entanto, foram ontem registadas temperaturas superiores, de 37 graus ou mais, noutras zonas. Segundo o Observatório, foi registada uma temperatura máxima de 39,7 graus em Sheung Shui, um bairro a norte, a mais elevada desde a instalação das estações meteorológicas automáticas na década de 1980. A agência tinha emitido um “alerta de calor intenso”, apelando à população para que evitasse actividades intensas ao ar livre, prevendo-se que o tempo continue “extremamente quente” nos próximos dias. Segundo os cientistas, o aquecimento global provocado pelas actividades humanas torna os episódios de calor extremo mais frequentes e mais graves.
Hoje Macau China / ÁsiaASEAN | Myanmar rejeita libertar Aung San Suu Kyi O Governo de Myanmar, apoiado pelos militares, rejeitou o novo apelo da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) para a libertação “total e incondicional” da ex-líder detida, Aung San Suu Kyi. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo de Myanmar (antiga Birmânia) descartou também necessidade de um enviado especial da organização para o país. O Presidente, Min Aung Hlaing, antigo chefe do exército que inicialmente tomou o poder em 2021, destituindo o governo civil de Suu Kyi, tem vindo a tentar conquistar legitimidade política desde a tomada do poder e restabelecer as relações com a ASEAN. A ASEAN apresentou, em Abril de 2021, um plano de paz para o país do Sudeste Asiático com o objectivo de pôr fim às hostilidades e iniciar o diálogo entre as partes em conflito, a ser facilitado por um enviado especial da organização. Desde então, Min Aung Hlaing tem sido impedido de participar em reuniões de alto nível por não ter cumprido o plano. Num aparente esforço para apaziguar os críticos, o Governo autorizou um representante do Comité Internacional da Cruz Vermelha a visitar na semana passada Aung Suu Kyi, de 81 anos, o primeiro contacto conhecido com uma organização humanitária internacional independente desde a sua detenção, há cinco anos. Suu Kyi, laureada com o prémio Nobel da Paz, está a cumprir pena em prisão domiciliária num local não revelado na capital, sob acusações que os seus apoiantes e grupos de defesa dos direitos humanos consideram ter motivação política. Pedidos rejeitados A actual presidência da ASEAN, as Filipinas, saudou na sexta-feira a reunião como um passo no sentido do diálogo e da reconciliação, ao mesmo tempo que instou a um maior acesso aos detidos políticos e reiterou o seu apelo à “libertação total e incondicional” de Suu Kyi. Num comunicado divulgado no sábado ao final do dia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros criticou esse apelo. “Embora o Governo tenha comutado as suas penas com base em considerações humanitárias, a questão da libertação total e incondicional só poderá ser concretizada em conformidade com a lei”, sublinha no comunicado. O ministério referiu ainda que o Governo continuará a colaborar com a actual enviada especial da ASEAN, a ministra dos Negócios Estrangeiros das Filipinas, Maria Theresa Lazaro, mas não vê necessidade de prosseguir por essa via quando Singapura assumir o cargo a 01 de Janeiro de 2027. Num discurso proferido mais de três meses após ter tomado posse como presidente na sequência das eleições, Min Aung Hlaing rejeitou o plano de paz da ASEAN, afirmando que alguns Estados-membros discriminaram Myanmar e que o país responderia caso a caso.
Hoje Macau China / ÁsiaTailândia | Sobe para oito o número de mortos em ataque em escola O número de mortos num ataque com uma arma de fogo numa escola secundária no norte de Banguecoque aumentou para oito, anunciou sábado o Ministério da Saúde da Tailândia, acrescentando que continuam internados 14 jovens. Numa nova atualização do ataque de sexta-feira numa escola com uma arma de fogo por um adolescente, o Ministério da Saúde indica que uma aluna de 12 anos morreu sábado no hospital devido aos ferimentos graves, aumentando para oito o número de mortos. Na sexta-feira, um adolescente de 14 anos abriu fogo numa escola secundária no norte de Banguecoque, tendo depois acabado por morrer, mas ainda não é claro se o jovem foi abatido pela polícia ou se tirou a própria vida. Segundo a polícia local, o jovem matou primeiro os avós com uma pistola que pertencia ao avô em casa, dirigindo-se depois à escola secundária que frequentava. Segundo o Ministério da Saúde da Tailândia, 14 pessoas, a maioria alunos entre os 12 e os 14 anos, continuam hospitalizadas, sete das quais em estado grave. Entre os mortos estão cinco alunos da escola, o jovem suspeito atirador e os seus avós. Fotografias publicadas pelos meios de comunicação locais mostram o suspeito vestido com um uniforme escolar roxo e uma mochila preta a tiracolo, com vários cartuchos visíveis no chão. “Ouvi imensos tiros, muito fortes, porque parecia que o atirador estava no andar logo acima. Conseguia até ouvir os cartuchos a bater no chão e o barulho do metal”, testemunhou uma aluna do ensino secundário, Pawarisa Maylissa. A Tailândia apresenta uma das taxas de posse de armas mais elevadas da região, com cerca de 10 milhões de armas de fogo estimadas em circulação, ou seja, uma por cada sete habitantes.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Incêndio que causou 168 mortos começou com beata A investigação levada a cabo após a tragédia em Tai Po, concluiu que o pior incêndio dos últimos 80 anos em Hong Kong começou com uma ponta de cigarro atirada para o exterior de um dos edifícios que compunham o complexo habitacional O devastador incêndio que causou 168 mortos em Novembro passado num complexo residencial de Hong Kong começou com uma beata de cigarro atirada para o exterior de um dos edifícios, segundo o mais recente relatório oficial. O jornal local The Standard deu conta sábado do relatório publicado pelo comité independente encarregado de esclarecer as causas do mais mortífero incêndio na antiga colónia britânica em quase oito décadas, em que o chefe de Ciência Forense do Laboratório Governamental de Hong Kong, Lee Wing-man, afirma que os danos na fachada do edifício Wang Cheong, onde o fogo teve origem – demonstram que as chamas se propagaram a partir do exterior. Nas fotografias analisadas do local onde se acredita que o incêndio começou podem observar-se “grandes quantidades” de materiais de embalagem, como cartão ou sacos de plástico, bem como várias beatas. Os especialistas concluíram que as beatas foram a causa mais provável, depois de terem excluído outras possíveis causas, como curto-circuitos eléctricos ou mesmo combustão espontânea. Assim, o comité, que investiga o incidente desde Dezembro, conclui que a origem do incêndio foi acidental, não tendo sido encontradas outras fontes de ignição. Causas múltiplas O incêndio começou na tarde de 26 de Novembro de 2025, quando os edifícios – construídos em 1984 e com capacidade para 4.600 residentes – estavam envolvidos em andaimes e lonas de obras devido a trabalhos de reabilitação das fachadas, e as últimas chamas só foram apagadas 44 horas mais tarde. A tragédia foi associada pelos investigadores à utilização de materiais inflamáveis – as lonas não passaram nos testes de resistência ao fogo e as placas de espuma de poliuretano funcionaram como acelerante – e à degradação dos sistemas de proteção contra incêndios, reacendendo o debate sobre os padrões de segurança em projectos de reabilitação de grandes complexos residenciais. O comité identificou preliminarmente até seis factores humanos, entre eles a desactivação dos alarmes e das bombas de combate a incêndios dias antes do incidente, no âmbito de trabalhos de reparação dos depósitos de água situados nas coberturas dos edifícios, e analisou também possíveis incumprimentos das obrigações de manutenção por parte do empreiteiro. Em Janeiro deste ano, as autoridades locais indicaram que 22 pessoas tinham sido detidas pela polícia no âmbito do incidente, 16 das quais acusadas de homicídio, enquanto a brigada anticorrupção tinha detido outras 14 pessoas. Entretanto, o secretário de Trabalho de Hong Kong, Chris Sun, anunciou que iria propor a proibição total de fumar em zonas de construção.
Hoje Macau China / ÁsiaCientistas sugerem usar cães robôs para auxiliar astronautas na Lua Cães robôs poderão ajudar a patrulhar estações de investigação na Lua, detectando perigos e ajudando astronautas na procura de rochas de elevado valor científico, segundo um plano desenvolvido por investigadores ligados ao projecto da base lunar chinesa. Segundo o jornal South China Morning Post, cientistas da Academia de Tecnologia Espacial da China sugerem num estudo que três astronautas poderiam trabalhar em estreita colaboração com tecnologia inteligente, com um astronauta a direccionar dois cães robóticos durante a exploração da superfície lunar, enquanto outro recolheria amostras de rocha e realizaria trabalhos científicos. Um terceiro elemento permaneceria no interior de um veículo pressurizado, do tamanho de uma carrinha, coordenando a missão e controlando outros robôs conforme necessário. “A China está a estender a fronteira dos voos espaciais humanos da órbita terrestre para a Lua”, escreveram os autores na revista Chinese Space Science and Technology, sublinhando que a futura exploração lunar dependerá de “tomadas de decisão lideradas por astronautas e da execução do trabalho por robôs autónomos”. Em particular, os robôs poderão desempenhar um papel central na extração de recursos lunares e na preparação do satélite natural para a fixação humana a longo prazo, desde a recolha de gelo e mineração de minerais, até à conversão de tubos de lava em habitats e à construção com materiais locais. Iriam igualmente assumir tarefas de rotina, como patrulhas e inspecções diárias, regulação de ar e temperatura, limpeza de espaços habitacionais, manutenção de plantas e preparação de refeições, podendo inclusive conversar com os astronautas, fazendo-lhes companhia e ajudando a aliviar o desgaste psicológico de viver num ambiente isolado. Caminho por percorrer Contudo, os investigadores reconhecem que persistem grandes desafios antes que humanos e robôs possam trabalhar lado a lado na Lua, pois ao contrário do planeta Terra, onde a inteligência artificial pode ser treinada com grandes volumes de dados reais, os robôs lunares terão de aprender num ambiente com escassos exemplos práticos e sem margem para erro. Ao mesmo tempo, a Lua carece da infraestrutura digital existente na Terra, o que significa que os futuros exploradores teriam de construir novos sistemas de comunicação e navegação de raiz antes que humanos e robôs possam operar em conjunto a longas distâncias. O plano surge num momento em que a China avança com o projecto da Estação Internacional de Investigação Lunar, um posto avançado de longo prazo perto do polo sul da Lua, desenvolvido em parceria com a Rússia e outros parceiros internacionais. O país tem como objectivo colocar astronautas na Lua antes de 2030.
Hoje Macau China / ÁsiaAlerta máximo com aproximação do tufão Dolphin ao leste do país As autoridades chinesas emitiram ontem um alerta vermelho, o nível mais elevado, perante a chegada do tufão Dolphin, que deveria atingir as zonas costeiras das províncias de Zhejiang (leste) e Fujian (sudeste) entre a tarde de ontem e a madrugada de hoje. Por volta das 10:00 hora local, o tufão Dolphin encontrava-se a cerca de 215 quilómetros a leste da cidade costeira de Wenzhou, em Zhejiang, com ventos superiores a 160 quilómetros por hora. O mesmo organismo declarou o alerta por ventos fortes em várias partes do leste do país, com especial incidência na foz do rio Yangtzé, e por chuvas torrenciais nas duas províncias mencionadas, na megalópole oriental de Xangai (leste) e nas regiões próximas das prvíncias de Jiangxi, Anhui e Jiangsu. Em algumas zonas do centro e do leste de Zhejiang registar-se-ão chuvas “extremamente torrenciais”, entre 250 e 500 milímetros de chuva, advertiu o NMC. A agência de notícias oficial Xinhua informou ontem que quase 99.000 pessoas foram recolocadas em Fujian até ao final da tarde de sábado, tendo sido decretado o cancelamento de rotas de ferry e o regresso dos barcos de pesca ao porto. Pior que o Bavi Por sua vez, o jornal estatal Global Times acrescentou que na zona costeira de Xangai, fustigada já por ventos fortes e chuvas intensas, as autoridades planeavam fazer o mesmo com cerca de 103.000 residentes, contando com centenas de abrigos temporários já preparados. A cidade, um dos principais pontos de entrada na China graças aos seus dois aeroportos internacionais, suspendeu centenas de voos, 60 por cento do total até à noite de sábado, e previa anular mais de um milhar ao longo do dia de ontem. Os dois aeroportos de Xangai cancelaram mais de 1.300 voos e as autoridades recolocaram já cerca de 300 mil pessoas nas regiões circundantes. Na província de Zhejiang, onde o Governo provincial também declarou o seu nível máximo de alerta, poderá ser ordenada a suspensão de actividades em grupo ao ar livre, das aulas ou até do trabalho e do transporte, aponta a informação. Perante as chuvas intensas, foram mobilizadas equipas de monitorização em múltiplas zonas das regiões afectadas devido aos riscos de inundações relâmpago ou derrocadas de terra. O chefe de previsões meteorológicas do NMC, Xu Yinglong, assegurou que o Dolphin, o décimo terceiro tufão do ano, poderá trazer ventos mais fortes e chuvas mais intensas do que o Bavi, que atingiu o país em Julho. O tufão, que cruzou na sexta-feira as ilhas Ryukyu no sul do Japão, aproxima-se num Verão marcado na China por chuvas torrenciais, enxurradas, derrocadas e ciclones que deixaram dezenas de mortos e levaram à evacuação preventiva de centenas de milhares de pessoas em várias províncias.
Hoje Macau China / ÁsiaONU condena sanções dos EUA contra Cuba e alerta para crise humanitária Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas condenaram ontem as sanções dos Estados Unidos a Cuba, alegando que constituem uma tentativa de alterar a ordem constitucional de um Estado soberano através de “ameaças e coação”. “A comunidade internacional e a sociedade civil devem agir rapidamente para impedir que Cuba se torne uma ‘Gaza silenciosa'”, afirmaram os peritos numa declaração conjunta, retomando uma expressão utilizada por congressistas democratas norte-americanos que visitaram recentemente a ilha. As medidas anunciadas por Washington em 23 de Julho abrangem empresas do sector energético e, segundo os especialistas, dificultam ainda mais a aquisição de combustível por Cuba, incluindo para fins humanitários. Os peritos recordaram que o país enfrentou recentemente o terceiro grande apagão nacional e alertaram para a deterioração simultânea de vários serviços essenciais. “Os sectores da energia, dos transportes, da irrigação e dos serviços básicos estão a falhar simultaneamente, afectando desproporcionalmente as mulheres, as crianças, os idosos e outros grupos vulneráveis”, sublinharam os peritos. Os especialistas apelaram ao Governo norte-americano para que “ponha fim a todas as ameaças e actos hostis contra a soberania de Cuba” e defenderam que o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral das Nações Unidas devem abordar a situação como “uma questão de paz e segurança internacionais”. Desculpas esfarrapadas A declaração foi subscrita, entre outros, pela relatora especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercivas unilaterais nos direitos humanos, Zaina Jallad, e pelo relator especial sobre o direito ao desenvolvimento, Surya Deva. Cuba enfrenta há vários anos uma grave crise económica, marcada por escassez de combustível, alimentos e medicamentos, inflação e frequentes cortes de electricidade, situação que o Governo cubano atribui em grande medida às sanções norte-americanas. Washington, por seu lado, tem justificado a pressão sobre Havana com a situação dos direitos humanos e a falta de reformas políticas na ilha.