Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Brasileiro detido com quase três quilos de cocaína A polícia de Hong Kong levou a tribunal na segunda-feira um brasileiro que chegou ao aeroporto do território com quase três quilogramas de cocaína, no valor de mais de 210 mil euros. Num comunicado divulgado no domingo à noite, a Alfândega de Hong Kong revelou que detectou um homem que chegou ao aeroporto da cidade vizinha vindo de São Paulo, no Brasil, através de Doha, no Qatar. Os agentes encontraram a cocaína, com um valor de mercado estimado em cerca de 1,9 milhões de dólares de Hong Kong, escondida num compartimento secreto criado na mala de porão do passageiro de 30 anos, disse a Alfândega. O homem de 30 anos foi detido no sábado, apresentado a um juiz num tribunal de West Kowloon e a polícia sublinhou que a investigação está ainda a decorrer. O crime de tráfico de droga é punido em Hong Kong com uma multa de até cinco milhões de dólares de Hong Kong e uma pena de prisão que pode ser perpétua. No passado dia 7 de Junho, a polícia anunciou ter detido, também no aeroporto, uma passageira vinda do Brasil com 3,4 quilogramas de cocaína, escondida no interior de duas estátuas, na mala de porão. Em Dezembro, a polícia anunciou o primeiro caso de tráfico de droga no casco de um navio de longo curso, uma embarcação vinda do Brasil. Funcionários da Alfândega apreenderam cerca de 417 quilogramas de cocaína, com um valor de mercado estimado em 256 milhões de dólares de Hong Kong.
Hoje Macau China / ÁsiaEnergia renovável | Grupo chinês prepara maior IPO do país em quatro anos A unidade de energias renováveis do conglomerado estatal China Resources vai realizar a maior oferta pública inicial no Interior da China em mais de quatro anos, numa operação avaliada no equivalente a cerca de 3,1 mil milhões de euros. A China Resources New Energy Holdings vai estrear-se na Bolsa de Valores de Shenzhen, através da emissão de 2,42 mil milhões de ações a pouco mais de 10 yuan por título, o que permitirá captar cerca de 24,5 mil milhões de yuan, segundo documentação apresentada à praça financeira. Trata-se da maior entrada em bolsa na China desde a oferta pública inicial da petrolífera estatal CNOOC, realizada em Xangai em 2022. A operação suscitou forte procura por parte dos investidores de retalho. O lote de ações destinado às subscrições ‘online’ registou uma procura 683 vezes superior à oferta disponível, mesmo após a activação de um mecanismo que transferiu parte das ações inicialmente reservadas a investidores institucionais. A estreia em bolsa ocorre num momento de recuperação dos mercados de capitais chineses. O volume de capital angariado através de ofertas públicas iniciais na China continental aumentou 138 por cento em termos homólogos este ano, depois de vários anos marcados por um endurecimento do processo de aprovação de novas entradas em bolsa. Entre 2021 e 2024, as autoridades chinesas reforçaram o escrutínio das ofertas públicas iniciais, numa altura em que os mercados acionistas enfrentavam uma prolongada fase de fraqueza. O índice CSI 300, que agrega as principais empresas cotadas em Xangai e Shenzhen, acumula uma valorização de cerca de 6 por cento desde o início do ano, contrastando com a queda de aproximadamente 9 por cento do índice Hang Seng, de Hong Kong. A China Resources New Energy é uma subsidiária da China Resources Power, empresa cotada em Hong Kong e controlada pela estatal China Resources Holdings.
Hoje Macau China / Ásia ManchetePeritos concluem que elevada fatalidade em Tai Po era “totalmente evitável” Dois grupos de peritos disseram a um comité independente de investigação que o elevado número de mortes no pior incêndio a atingir Hong Kong desde 1948 teria sido “totalmente evitável”. De acordo com a imprensa local, o advogado principal da comissão disse numa audiência, segunda-feira, que os dois grupos, a trabalhar de forma separada, chegaram a conclusões “em grande medida semelhantes”. Victor Dawes sublinhou que 91 das 168 vítimas morreram devido à inalação de fumo durante o incêndio que em Novembro devastou sete edifícios do complexo de habitação pública de Wang Fuk. O fumo espalhou-se rapidamente, porque, durante obras de renovação, as janelas à prova de fogo tinham sido substituídas por tábuas de madeira nas escadas de emergência, acrescentou o advogado. Os peritos identificaram também placas de espuma utilizadas para cobrir as janelas e alarmes de incêndio desactivados, por erro humano, como factores que dificultaram a fuga dos residentes. “O tempo disponível para evacuação foi praticamente nulo” e muitos dos mais de 4.600 residentes do complexo, situado na zona de Tai Po, não foram alertados para o incêndio a tempo, lamentou Dawes. A líder da divisão de ciências forenses do laboratório público de Hong Kong, Lee Wing-man, disse que a causa mais provável do incêndio terão sido pontas de cigarro fumadas por trabalhadores. A polícia deteve 22 pessoas por suspeita de homicídio voluntário, além de outras seis por suspeita de fraude. A agência anticorrupção deteve ainda 23 pessoas, incluindo consultores, empreiteiros e membros da associação de condóminos. Sem tempo a perder Em 10 de Junho, sete pessoas e duas empresas foram acusadas de 25 crimes, incluindo homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude, branqueamento de capitais, tentativa de obstrução à justiça e fraude fiscal. Ainda assim, o presidente do comité anunciou na segunda-feira que não irá recomendar que este seja transformado numa comissão de inquérito, com poderes legais para convocar testemunhas. David Lok Kai-hong disse que o comité já tinha recolhido provas substanciais e alertou que uma mudança de estatuto poderia arrastar o processo e atrasar as conclusões pelas quais esperam os sobreviventes e a população. O juiz do Tribunal de Primeira Instância do Supremo Tribunal de Hong Kong recordou o incêndio de Grenfell, em 2017, no Reino Unido, cuja investigação demorou nove anos, sendo que o julgamento não deverá ocorrer antes de 2029. “O nosso comité não deseja, nem permitirá, que tal coisa aconteça”, garantiu David Lok, que foi nomeado em Dezembro pelo líder do Governo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Iene em discussão após cair para mínimos históricos A ministra das Finanças japonesa declarou ontem que o Japão e os Estados Unidos (EUA) vão tomar medidas firmes no mercado cambial “sempre que necessário”, após o iene ter caído para mínimos de quase 40 anos. “O Japão e os EUA concordaram em tomar medidas firmes sempre que necessário. Nesse sentido, não há dúvidas”, disse Satsuki Katayama, citada pela agência de notícias japonesa Jiji Press. Katayama falou na segunda-feira com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, sobre a situação actual nos mercados financeiros globais, numa fase de acentuada venda de ienes e compra de dólares, face às expectativas de aumento das taxas de juro nos EUA. Isto levou a moeda japonesa a negociar em torno dos 161,9 ienes por dólar na noite de segunda-feira, um nível que não se via há dois anos e muito próximo do mínimo histórico registado há quase 40 anos: 161,96 ienes. Na manhã de ontem, após a notícia de que a ministra japonesa se tinha reunido com o homólogo norte-americano, o iene fortaleceu-se brevemente para cerca de 161 ienes por dólar, com o mercado a antecipar uma possível intervenção cambial para corrigir a fraqueza da moeda japonesa. A última vez que as autoridades japonesas confirmaram oficialmente uma intervenção no mercado cambial foi em Maio, quando compraram 11,73 biliões de ienes (63,5 mil milhões de euros) para conter a persistente desvalorização do iene face ao dólar.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Kim reitera aposta na força nuclear em sessão plenária Pyongyang reafirmou a aposta no desenvolvimento de forças nucleares e capacidades de defesa, para “superar o mundo”, numa reunião em que Kim Jong-un ordenou o aceleramento da construção de um cruzador lançador de mísseis, informou ontem a agência de notícias estatal O líder norte-coreano, Kim Jong-un, “ordenou que se continuasse a aumentar ininterruptamente os poderosos meios de defesa nacional, de forma exaustiva e autónoma, com o objectivo de atingir um nível capaz de superar o mundo”, informou ontem a agência estatal KCNA sobre os resultados da segunda reunião plenária do 9º Comité Central do Partido dos Trabalhadores, realizada entre sábado e segunda-feira. Ainda de acordo com a KCNA, na reunião, reconheceu-se que expandir e fortalecer progressivamente as forças nucleares, e exercer plenamente a posição de Estado detentor de armas nucleares é a melhor forma de enfrentar “a imprevisível situação militar e política internacional, que se complica de múltiplas formas”. Kim solicitou ainda que se acelerasse a construção de um “cruzador estratégico lançador de mísseis de 10 mil toneladas», projecto aprovado a 4 de Abril, de acordo com a agência norte-coreana. O líder norte-coreano sublinhou também a necessidade de concluir “de forma qualitativa” os trabalhos de reforço da segurança da fronteira sul e de construir novas bases para as frotas navais. No plano da política externa, Kim voltou a definir a Coreia do Sul como o “Estado mais hostil”, além de acusar também Seul e Washington de agravar a tensão com manobras militares e sessões do Grupo Consultivo Nuclear (GCN). Em todas as direcções Seul e Washington reintroduziram a desnuclearização da Coreia do Norte no relatório da última reunião do GCN, em 12 de Junho, depois de o comunicado da sessão do ano passado ter omitido, pela primeira vez, referências ao regime norte-coreano e ao desarmamento do país. O discurso de Kim incluiu também críticas ao Japão, que acusou de se ter tornado um “Estado de guerra”, e referências a um suposto “neonazismo ucraniano”, no meio do conflito entre Kiev e Moscovo, que tem contado com o apoio de soldados norte-coreanos. Embora a notícia da KCNA não mencione expressamente a China, Kim apelou para o “fortalecimento da frente aliada com as forças anti-imperialistas e independentes”, depois de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter proposto este mês, durante a visita a Pyongyang, alargar os intercâmbios com a Coreia do Norte em matéria militar.
Hoje Macau China / ÁsiaEspaço | Pequim quer expandir estação e capacidade científica A China prevê iniciar uma nova fase de expansão da sua estação espacial Tiangong, transformando a actual configuração em forma de “T” numa estrutura em cruz, para aumentar a capacidade científica e logística, informou a televisão estatal chinesa CCTV. Segundo a CCTV, a ampliação integra o planeamento do programa espacial tripulado chinês e responde ao aumento do número de experiências, cargas científicas e necessidades operacionais acumuladas desde a entrada em funcionamento da estação. A Tiangong, actualmente composta pelo módulo central Tianhe e pelos laboratórios Wentian e Mengtian, acolheu ou executou até agora 267 projectos científicos e de aplicação, acrescentou a CCTV. No ano passado, a estação recebeu 86 novas experiências em órbita, cerca de 1.179 quilos de material científico, devolveu aproximadamente 105 quilos de amostras à Terra e gerou mais de 150 terabytes de dados. Numa primeira fase, o plano prevê acrescentar um novo módulo multifuncional, que permitirá aumentar os pontos de acoplagem, facilitar a presença simultânea de várias naves e ampliar as áreas destinadas a experiências, armazenamento e actividades no exterior. Especialistas citados pela CCTV indicaram que o crescimento da actividade científica tem conduzido a uma saturação gradual dos espaços e equipamentos disponíveis, ao mesmo tempo que o aumento das missões de abastecimento e da rotação de tripulações exige maior margem operacional e capacidade de resposta a contingências. A expansão pretende também tornar as condições de vida e trabalho dos astronautas “mais confortáveis”, numa altura em que a China avança para permanências mais prolongadas em órbita e prepara missões com maior presença humana.
Hoje Macau China / Ásia MancheteAviação | Retomada ligação aérea directa entre Pequim e Lisboa A companhia aérea chinesa Beijing Capital Airlines inaugurou na segunda-feira uma nova rota directa entre o Aeroporto Internacional de Pequim Daxing e Lisboa, que vai operar durante cerca de três meses Segundo um comunicado enviado pela Beijing Capital Airlines à Lusa, o voo inaugural JD627 partiu às 10h55 (hora de Pequim) e aterrou às 17h15 (hora local) no Aeroporto de Lisboa, assinalando a primeira ligação directa entre Daxing e a capital portuguesa. A rota com uma duração aproximada de 13 horas, será operada semanalmente, às segundas-feiras, com aeronaves Airbus A330 de fuselagem larga. Portugal já conta com um voo regular para a China operado pela mesma companhia duas vezes por semana, entre Lisboa e Hangzhou, capital da província de Zhejiang. Essa ligação tem uma frequência de dois voos semanais, sendo operada de forma regular desde a retoma das ligações aéreas entre os dois países, após o fim da política chinesa de ‘zero covid’. Actualmente, não existem voos directos regulares entre Lisboa e Pequim, sendo as ligações normalmente asseguradas com escalas em ‘hubs’ europeus ou do Médio Oriente. O anúncio da companhia aérea surge num contexto da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao cancelamento de vários voos com escala na região. Na cerimónia de boas-vindas, organizada em conjunto com a ANA Aeroportos de Portugal e a Embaixada da China em Lisboa, o embaixador Yang Yirui afirmou que “esta ligação constitui um importante marco na cooperação aeronáutica entre a China e Portugal, contribuindo para aprofundar a colaboração bilateral nas áreas do comércio, investimento, turismo, educação e intercâmbio cultural”. A directora comercial da ANA, Karen Strougo, sublinhou no comunicado que “Lisboa reforça a sua posição como hub europeu e plataforma transatlântica, permitindo aos passageiros provenientes da China aceder a destinos na Europa, América e África através da rede da TAP Air Portugal”. Entretanto, a representante da Capital Airlines, Coral Chen, destacou que “a inauguração bem-sucedida da rota Pequim Daxing-Lisboa só foi possível graças ao apoio das autoridades governamentais da China e de Portugal, dos organismos reguladores da aviação civil, dos aeroportos parceiros e de todos os sectores da sociedade”. Volta à Rússia em avião Desde o início do ano, o aeroporto de Daxing inaugurou diversas rotas internacionais, incluindo voos directos para Helsínquia, Frankfurt e Milão, expandindo ainda mais sua rede europeia, disse o aeroporto ao jornal oficial chinês Global Times na segunda-feira. A expansão das ligações aéreas directas entre Portugal e China ocorre também num contexto marcado por assimetrias operacionais no sector da aviação. As companhias aéreas chinesas continuam a beneficiar do acesso ao espaço aéreo russo, ao contrário das transportadoras europeias, que estão impedidas de o utilizar na sequência das sanções impostas a Moscovo após a invasão da Ucrânia. Essa diferença traduz-se em rotas mais curtas e custos operacionais mais baixos para as companhias chinesas em voos entre a Ásia e a Europa, conferindo-lhes uma vantagem competitiva relevante face às congéneres europeias, que são obrigadas a contornar o espaço aéreo russo, aumentando tempos de voo e consumo de combustível. A Capital Airlines foi financiada e estabelecida em conjunto pelo Governo Municipal de Pequim e pelo Grupo de Aviação HNA em 2010. A companhia inaugurou a primeira ligação aérea directa entre a China e Portugal em 2017. No primeiro ano que voou para Portugal, a companhia transportou mais de 80 mil passageiros, segundo dados da empresa. A taxa média de ocupação do voo fixou-se nos 80 por cento, nos meses mais fracos, enquanto na época alta superou os 95 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | MNE pede manutenção das conversações de paz O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, apelou à continuação das negociações de paz entre Estados Unidos e Irão, durante um encontro com o conselheiro de segurança nacional egípcio, Youssef Alaa El-Deen, na Índia. “O memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irão – no qual se comprometeram a respeitar mutuamente a soberania e a integridade territorial, a abster-se de acções militares e a evitar interferências nos assuntos internos um do outro – enviou um sinal positivo ao mundo que deve ser preservado e aplicado conjuntamente”, afirmou Wang, na segunda-feira, citado num comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. O chefe da diplomacia chinesa defendeu a manutenção do diálogo para pôr fim à guerra no Médio Oriente, apesar de considerar “pouco provável” que o processo decorra sem recuos ou dificuldades. Durante a reunião, realizada na segunda-feira à margem de um encontro de responsáveis de segurança nacional do bloco de economias emergentes BRICS, em Nova Deli, Wang afirmou também que a China está disposta a “defender conjuntamente a independência e o fortalecimento do Sul Global”. Na segunda-feira, Wang reuniu-se igualmente com o conselheiro de segurança nacional do Irão, Ghadir Nezamipour, com quem discutiu as negociações entre Teerão e Washington, um processo mediado directamente pelo Paquistão e pelo Qatar. “Enquanto parceiro estratégico abrangente do Irão, a China manteve sempre uma posição justa e objectiva, apoia todos os esforços que contribuam para a paz e apoia o Irão na defesa da sua soberania, segurança e dignidade nacional”, afirmou Wang.
Hoje Macau China / ÁsiaRobótica | Presidente da JD.com prevê substituição de 700 mil estafetas O presidente da gigante chinesa do comércio eletrónico JD.com alertou que os cerca de 700 mil estafetas da empresa serão substituídos por robôs “mais cedo ou mais tarde”, numa altura em que a automação levanta preocupações sobre o emprego. Richard Liu afirmou que a empresa já assinou acordos com cerca de 120 escolas para requalificar os trabalhadores para novas funções, incluindo reparação e manutenção de robôs. “No futuro, quando os robôs estiverem a entregar encomendas, mais cedo ou mais tarde chegará o dia em que os estafetas deixarão praticamente de ser necessários”, afirmou Liu. O empresário disse não saber quando as entregas robotizadas se tornarão comuns na China, mas sublinhou que a tecnologia deverá melhorar a vida das pessoas e tornar o trabalho “mais interessante”, em vez de retirar aos trabalhadores o “direito ao emprego”. As declarações surgem numa altura em que Pequim acelera a aposta na robótica e na inteligência artificial como motores de crescimento económico. O mais recente plano quinquenal chinês, aprovado em Março, identifica a robótica como um sector estratégico para a modernização industrial do país. Segundo o Centro de Investigação sobre Novas Formas de Emprego da China, o número de trabalhadores temporários ou independentes deverá atingir 320 milhões este ano, face aos 200 milhões registados há cinco anos. Estes trabalhadores representam cerca de 40 por cento do emprego urbano no país. As preocupações com o impacto da automação surgem num contexto de desaceleração do mercado laboral. A taxa de desemprego jovem na China situou-se em 16,3 por cento em Abril, segundo dados oficiais.
Hoje Macau China / ÁsiaBolsa | China promete facilitar entrada de empresas estrangeiras A China prometeu ontem apoiar a entrada em bolsa de empresas estrangeiras nos mercados nacionais e facilitar fusões e aquisições envolvendo grupos estrangeiros, numa tentativa de travar a queda do investimento externo no país. No que diz respeito à entrada em bolsa, o plano prevê a optimização dos serviços de apoio às empresas antes da apresentação dos pedidos de cotação e o apoio à obtenção de financiamento através dos mercados nacionais por parte de empresas estrangeiras consideradas qualificadas. As autoridades afirmaram que o objectivo é aumentar gradualmente o nível de abertura do sector financeiro, através da melhoria da gestão das operações transfronteiriças e da disponibilização de linhas de financiamento para empresas estrangeiras classificadas como prioritárias. Ao contrário da Bolsa de Valores de Hong Kong, que opera de forma autónoma, os mercados da China continental estiveram reservados a empresas chinesas até 2019, quando algumas empresas estrangeiras passaram a poder aceder indirectamente às bolsas de Xangai e Shenzhen através de um mecanismo de ligação com a Bolsa de Londres. Relativamente às fusões e aquisições, o plano prevê acelerar a revisão e aprovação da legislação que regula a compra de empresas chinesas por grupos estrangeiros. As autoridades anunciaram ainda que fundos de investimento estrangeiros poderão participar como investidores estratégicos em emissões de títulos de empresas cotadas em sectores não sensíveis.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Antigo ministro da Justiça condenado a 25 anos de prisão Um tribunal de Seul condenou ontem o antigo ministro da Justiça da Coreia do Sul Park Sung-jae a 25 anos de prisão pelo envolvimento na crise da lei marcial de 2024. Park Sung-jae foi condenado a 25 anos de prisão em primeira instância pelo envolvimento numa “insurreição”, considerou o tribunal de Seul. Um decreto emitido pelo antigo Presidente do país Yoon Suk-yeol suspendeu brevemente o poder civil e mergulhou a Coreia do Sul na incerteza política a 3 de Dezembro de 2024, dando tempo aos deputados da oposição para se mobilizarem e revogarem a medida através de uma votação. Yoon foi condenado e permanece detido a aguardar o resultado do recurso contra a pena de prisão perpétua. O antigo chefe de Estado foi também condenado a 12 de Junho a 30 anos de prisão por enviar drones para a Coreia do Norte para provocar Pyongyang e criar um pretexto para a imposição da lei marcial em Dezembro de 2024. De acordo com os procuradores, Park Sung-jae convocou uma reunião de funcionários do Ministério da Justiça nas primeiras horas da lei marcial e reviu a capacidade das prisões no caso da detenção de figuras antigovernamentais. Enquanto ministro da Justiça, “ordenou a cooperação com o comando da lei marcial (…) assumindo que um decreto seria válido”, considerou o tribunal. A acusação tinha pedido uma pena de 20 anos de prisão, argumentando que o ex-ministro da Justiça “reduziu a lei” a um instrumento de insurreição através do seu abuso de poder e minou o Estado de Direito. O tribunal acrescentou que não demonstrou qualquer remorso.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Sete dias de luto nacional por morte de ex-Presidente “Lu Olo” O Governo timorense decretou ontem sete dias de luto nacional pela morte do antigo Presidente de Timor-Leste Francisco Guterres “Lu Olo”, que morreu domingo na Malásia. “Esta noite recebemos uma notícia triste para todos nós. Perdemos um combatente que faleceu na Malásia. Enquanto primeiro-ministro interino anuncio que será decretado luto nacional durante sete dias”, declarou o vice-primeiro-ministro e ministro do Desenvolvimento Rural e Habitação Comunitária, Mariano Assanami Sabino. Mariano Assanami Sabino ocupa interinamente as funções de primeiro-ministro, porque o líder do executivo timorense, Xanana Gusmão, se encontra em Portugal em visita de trabalho. Mariano Assanami Sabino precisou também que o corpo de Francisco Guterres “Lu Olo” deverá chegar hoje ao país, num voo especial da AeroDili. “Será utilizado um avião da AeroDili com a nossa bandeira nacional. Trata-se, porém, de um voo especial fretado. Não haverá outros passageiros. Apenas viajarão os restos mortais e os familiares”, explicou. O ex-Presidente timorense e presidente da Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente) morreu domingo, num hospital em Kuala Lumpur, na Malásia. Francisco Guterres “Lu Olo” foi Presidente de Timor-Leste entre 2017 e 2022 e antigo presidente da Assembleia Constituinte e do Parlamento Nacional. Enquanto presidente da Assembleia Constituinte, “Lu Olo” proclamou oficialmente a restauração da independência de Timor-Leste, em 20 de Maio de 2002, tendo, depois, dado posse a Xanana Gusmão como Presidente da República.
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Ataque a tiro em escola deixa três alunos mortos e sete feridos Três estudantes foram mortos e outros sete ficaram feridos ontem num ataque a tiro numa escola secundária em Tacloban, na ilha central de Leyte, nas Filipinas. Os suspeitos são dois alunos de 14 e 15 anos e incidentes de bullying podem ter sido o motivo para o crime A polícia filipina confirmou que o incidente ocorreu por volta das 09h, na Escola Secundária Nacional de San Jose, e fez três mortos e sete feridos, que foram transportados para hospitais, de acordo com um comunicado divulgado na rede social Facebook. As autoridades anunciaram a detenção de dois estudantes do nono ano de escolaridade, de 14 e 15 anos de idade, que terão agido em vingança devido a incidentes de bullying. A agência de notícias estatal filipina, PNA, confirmou ainda que os mortos e feridos eram estudantes do ensino secundário. A Escola Secundária Nacional de San Jose tem mais de 1.500 estudantes. Utilizadores da Internet e meios de comunicação locais divulgaram nas redes sociais vídeos que supostamente mostram o tiroteio dentro de uma sala de aula, nos quais se ouvem vários tiros e gritos. A PNA divulgou também imagens do segundo suspeito, que foi detido por um grupo de moradores locais, segundo a agência de notícias. Segundo as autoridades, os suspeitos estavam armados com um revólver calibre .38 e uma pistola de 9 mm, esta última pertencente a uma agente da polícia da família de um dos atiradores. A agente também foi detida. Os chamados “sinais de alerta” no comportamento dos adolescentes passaram despercebidos e, com eles, a oportunidade de impedir o crime, afirmou o porta-voz da polícia nacional aos jornalistas na segunda-feira. “Os dois [suspeitos] dirigiram-se directamente para a sala de aula. Sem dizerem nada, começaram a disparar”, disse o coronel Allen Rae Co aos jornalistas. A lei da bala A violência armada não é invulgar nas Filipinas, mas os tiroteios em escolas são extremamente raros. Em Julho de 2022, três pessoas foram mortas — incluindo um antigo presidente da câmara de um município na ilha de Basilan, no sudeste do país — e duas ficaram feridas num tiroteio na Universidade Ateneo de Manila, que levou à detenção de uma pessoa. Os dados da polícia revelam que a violência com armas de fogo tem vindo a diminuir de forma constante nos últimos anos. Em 2024, a Polícia Nacional das Filipinas registou cerca de 5 000 casos de violência com armas de fogo em todo o país. A cidade de Tacloban, a cerca de uma hora de avião de Manila, tem uma população de 250 000 habitantes.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Vetadas compras públicas a 46 empresas americanas A China proibiu ontem organismos públicos de adquirirem produtos de 46 empresas norte-americanas, incluindo fabricantes de armamento e aeronáutica, ampliando as restrições contra entidades dos Estados Unidos anunciadas horas antes por Pequim, em resposta a medidas adoptadas por Washington. O Ministério das Finanças chinês anunciou ontem restrições à contratação pública envolvendo 46 empresas norte-americanas, entre as quais a Lockheed Martin, Raytheon, General Dynamics e Boeing Defense. Segundo um comunicado, os organismos públicos chineses deixam de poder adquirir produtos fabricados por estas empresas, embora a medida não se aplique a companhias de capital norte-americano estabelecidas na China. A lista inclui sobretudo empresas ligadas aos sectores da defesa, aeronáutica, veículos aéreos não tripulados (drones), sistemas militares e segurança, entre as quais a Anduril, BAE Systems, Teledyne e Cubic Global Defense.
Hoje Macau China / ÁsiaCooperação | Reunião ministerial sino-lusófona na primeira metade de 2027 A 7ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa realiza-se no primeiro semestre de 2027, anunciou ontem o secretário-geral do organismo O secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), Ji Xianzheng, anunciou ontem que a 7ª Conferência Ministerial se realiza no primeiro semestre do próximo ano, estando a data concreta ainda a ser definida com o Governo central chinês. “Prevemos ter uma resposta antes de Setembro, para poder realizar a primeira reunião preparativa desta presidência ministerial”, afirmou o secretário-geral do Fórum de Macau. Cinco conferências ministeriais foram realizadas em Macau, em 2003, 2006, 2010, 2013, 2016 e 2024 durante as quais foram aprovados Planos de Acção para a Cooperação Económica e Comercial. O então ministro da Economia português, Pedro Reis, liderou a delegação de Portugal na 6.ª Conferência Ministerial em Abril de 2024, sublinhando na altura um foco no reforço da internacionalização de empresas portuguesas para a China e mercados lusófonos. O Secretariado Permanente do Fórum integra o secretário-geral, o chinês Ji Xianzheng e três secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e António Lei (nomeado por Macau). O organismo integra, além da China, os membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. Em permanência Ji destacou também que estão em curso negociações com a embaixada brasileira em Pequim e com os ministérios dos Negócios Estrangeiros dos dois países, para garantir a presença de um representante fixo de Brasília. O actual delegado do Brasil, Hervelter de Mattos, é também cônsul-geral adjunto em Hong Kong. “Já tive contacto com o embaixador do Brasil em Pequim e o secretário-geral adjunto do Fórum, também aproveitou várias ocasiões para coordenar com a embaixada”, disse. Questionado sobre o novo plano quinquenal da RAEM, que prevê medidas para atrair quadros qualificados dos países de língua portuguesa, Ji Xianzheng considerou que a iniciativa pode reforçar o papel de Macau como plataforma entre os países de língua portuguesa e a China. “Do ponto de vista do secretariado permanente, estamos sempre a coordenar com o Governo da RAEM para facilitar ainda mais as cooperações, não só económicas e comerciais, mas também culturais e nas outras 20 áreas estabelecidas pelo plano de acção do Fórum”, sublinhou.
Hoje Macau China / ÁsiaApesar de apoios, Hong Kong bate recorde negativo de nascimentos O secretário para o Trabalho e Assuntos Sociais de Hong Kong, Chris Sun Yuk-han, revelou que as autoridades gastaram cerca de 1,44 mil milhões de dólares de Hong Kong desde que o subsídio para novos pais foi criado, em Outubro de 2023. Ainda assim, a cidade vizinha registou em 2025 o número de nascimentos mais baixo de sempre. Numa resposta escrita a questões do deputado Chu Lap-wai, Chris Sun disse que o Executivo recebeu quase 72.300 candidaturas, das quais menos de 71.900 foram aceites. O Governo lançou este subsídio único no valor de 20 mil dólares de Hong Kong para incentivar as famílias a terem filhos, num programa com a duração de três anos e que irá expirar em Outubro. Chris Sun disse que a revisão do programa “ainda está em curso, o que envolve a análise de dados e a realização de análises e considerações aprofundadas”, e prometeu ter em conta as opiniões e sugestões dos deputados e da população. Numa entrevista publicada na semana passada, o líder do Governo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu, prometeu realizar uma consulta pública sobre o subsídio e outros incentivos à natalidade. Em Setembro, o Chefe do Executivo anunciou que, a partir de 2026, a isenção fiscal de 130 mil dólares de Hong Kong para novos pais ia ser prolongada de um para dois anos após o nascimento. Na entrevista ao jornal South China Morning Post, John Lee defendeu que os incentivos à natalidade representaram uma grande mudança de política, abandonando uma abordagem passiva. Aquando da criação do subsídio, o Executivo previu que poderia ajudar o número anual de nascimentos a atingir 39 mil, mais 20 por cento do que em 2022, altura em que Hong Kong vivia em plena pandemia da covid-19. Questão regional John Lee defendeu que o subsídio “obteve bons resultados, porque as taxas de fertilidade aumentaram”, numa referência à subida de 10 por cento no número de nascimentos em 2024, para 36.700. Mas no ano passado, Hong Kong registou cerca de 31.100 nascimentos, uma queda de 15,3 por cento e o valor mais baixo desde que há registos oficiais na antiga colónia britânica, em 1961. John Lee disse que o casamento tardio, impulsionado pela aposta das mulheres em carreiras profissionais ou académicas, e as mudanças culturais estão a limitar a eficácia dos incentivos. Recorde-se que Macau registou em 2025 2.871 recém-nascidos, também o menor número em quase meio século, disse, em Janeiro, o director substituto do hospital público da cidade, Tai Wa Hou. Em 2025, a China continental registou 7,92 milhões de nascimentos, um novo recorde negativo desde o ano da fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos, com 5,63 por cada mil pessoas.
Hoje Macau China / ÁsiaG7 | Trump quer concentrar-se na Coreia do Norte após acordo com Irão O Presidente sul-coreano, que se encontrou na semana passada com o homólogo norte-americano, afirmou que Donald Trump pretende agora concentrar-se na resolução da “questão norte-coreana”, após celebrar um memorando de entendimento com o Irão. “O Presidente Trump afirmou que chegou o momento de dedicar atenção à questão norte-coreana”, afirmou Lee Jae-myung aos jornalistas em Seul, revelando detalhes do encontro com o Presidente dos Estados Unidos durante a cimeira do G7 em Évian, França. O dirigente sul-coreano afirmou ainda ter dito a Trump que “as sanções e a pressão” impostas à Coreia do Norte devido ao programa nuclear eram ineficazes. “A eficácia das sanções diminuiu devido à cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia relacionada com a guerra na Ucrânia”, prosseguiu. “Mesmo uma ajuda modesta da Rússia é de grande utilidade para a Coreia do Norte”, acrescentou. No passado dia 14 de Junho, poucas horas depois de ter anunciado um acordo com o Irão, Trump publicou nas redes sociais uma fotografia sem legenda ao lado do líder norte-coreano Kim Jong-un, tirada durante o encontro entre os dois em Singapura, em 2018. Isto alimentou as especulações de que o Governo de Trump poderia agora voltar-se para a Coreia do Norte, que possui armas nucleares. Trump e Lee encontraram-se num jantar em Évian na semana passada, onde discutiram a rivalidade de longa data entre a Coreia do Sul e o vizinho do Norte, que possui armas nucleares. Lee escreveu na rede social X que os dois governantes tiveram “conversas aprofundadas sobre a paz na península coreana e as relações entre a Coreia e os Estados Unidos, tendo sido alcançados progressos significativos”. As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz, e estão separadas por uma zona desmilitarizada ao longo da qual se estende a fronteira.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia | Preços no Japão subiram 1,4% do passado mês de Maio O índice de preços ao consumidor (IPC) do Japão subiu em Maio 1,4 por cento em termos homólogos, ficando abaixo da meta de 2 por cento do Banco do Japão pelo quarto mês consecutivo, devido ao efeito dos subsídios aos combustíveis O aumento do indicador, que exclui os preços dos alimentos devido à elevada volatilidade, é idêntico ao registado no mês anterior, Abril, de acordo com os dados publicados na sexta-feira pelo Gabinete de Estatística do Ministério do Interior e das Comunicações. Os preços da energia continuaram a descer em Maio, com uma queda de 2,5 por cento em termos homólogos, na sequência da queda de 3,9 por cento em Abril e de 5,7 por cento em Março, devido aos efeitos contínuos da abolição dos impostos sobre a gasolina e gasóleo para mitigar os efeitos da inflação persistente sobre as famílias. O Japão implementou subsídios para controlar os preços da gasolina em torno dos 170 ienes (cerca de 8,5 patacas) por litro. O Parlamento japonês aprovou ainda, no início de Junho, um orçamento suplementar de 3,11 biliões de ienes (cerca de 154,6 milhões de patacas) para fazer face ao aumento dos preços da energia devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Washington e Teerão assinaram na semana passado um acordo para pôr fim à guerra, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, um enclave essencial para a economia mundial e, sobretudo, para a Ásia, devido à importância para o transporte de petróleo. Ponto por ponto A electricidade registou uma redução de 2,4 por cento em Abril, enquanto o gás ficou 1,7 por cento mais barato. A factura do cabaz de compras subiu 3,5 por cento em termos homólogos, excluindo os alimentos frescos, face aos 4,1 por cento registados em Março, num contexto de descida dos preços dos cereais (-0,9 por cento). Entre os sectores que registaram uma descida mais acentuada destacam-se a educação e as propinas, com quedas de 6,1 por cento e 10,7 por cento, respectivamente, tendo as despesas relacionadas com a educação também diminuído 8,4 por cento. O Banco do Japão (BoJ) aumentou na terça-feira para 1 por cento as taxas de juro de referência de curto prazo, o nível mais elevado em mais de três décadas, dando continuidade aos esforços para controlar os riscos de inflação decorrentes da subida dos preços do petróleo e da debilidade do iene.
Hoje Macau China / ÁsiaEquador | China vai receber 2,88 milhões de barris de petróleo O Equador vai exportar 2,88 milhões de barris de petróleo bruto no valor de mais de 313 milhões de dólares, segundo adjudicações esta sexta-feira pela petrolífera estatal Petroecuador, cujas entregas estão previstas para Julho e Agosto. A empresa estatal equatoriana informou que 1,44 milhões de barris de crude foram adjudicados à chinesa Petrochina International, enquanto 1,44 milhões de barris foram adjudicados à Unipec America, subsidiária da petrolífera chinesa Sinopec. As receitas estimadas decorrentes das adjudicações à Petrochina ascendem a 162 milhões de dólares e à Unipec, a 151 milhões de dólares, precisou a Petroecuador. A petrolífera equatoriana convidou mais de 35 empresas qualificadas e inscritas no Registo de Fornecedores da Direcção de Comércio Internacional a participar, o que, para a empresa estatal, garante “uma ampla concorrência sob critérios de transparência, competitividade, eficiência e maximização do valor dos recursos de hidrocarbonetos do país”. Para a determinação do preço de exportação do petróleo bruto equatoriano, utiliza-se como referência o índice internacional West Texas Intermediate (WTI), um dos principais indicadores do mercado petrolífero mundial. Com cerca de 470.000 barris de crude produzidos por dia, o petróleo é um dos principais produtos de exportação do Equador e um dos pilares do financiamento do orçamento geral do Estado.
Hoje Macau China / ÁsiaSemicondutores | Washington preocupada com transferência de tecnologia O Governo dos Estados Unidos manifestou à empresa neerlandesa ASML preocupação com a possibilidade de uma das suas máquinas mais avançadas para o fabrico de semicondutores ter chegado à China, noticiou na sexta-feira a Bloomberg. Segundo a agência, o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, manifestou a preocupação aos altos dirigentes da ASML durante uma série de reuniões recentes. A preocupação centra-se num equipamento de litografia por ultravioleta extremo (EUV), considerado essencial para fabricar os semicondutores mais avançados e cuja exportação para a China está proibida pelos controlos impostos por Washington, com o apoio dos Países Baixos. A ASML rejeitou essa possibilidade e garantiu que nunca enviou uma máquina EUV para a China, nem componentes especificamente concebidos para esse tipo de sistemas. De acordo com a Bloomberg, a empresa recordou que estes equipamentos, com cerca de 180 toneladas, requerem instalação e manutenção permanente por parte dos seus próprios engenheiros, pelo que considera altamente improvável que algum tenha chegado ao país asiático sem o seu conhecimento. Nem o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, nem a Casa Branca, nem a ASML fizeram comentários adicionais sobre a informação da Bloomberg. A notícia surge num contexto de crescentes restrições norte-americanas destinadas a impedir que a China tenha acesso a tecnologia de ponta para o fabrico de chips. A preocupação de Washington surge meses depois de a Reuters ter noticiado que um grupo de antigos engenheiros da ASML participou no desenvolvimento de um protótipo chinês de máquina EUV, um projecto estratégico com o qual Pequim procura reduzir a dependência relativamente à tecnologia ocidental. Até ao momento, não há confirmação pública de que uma máquina EUV comercial da ASML tenha sido exportada ou introduzida na China, violando as restrições internacionais.
Hoje Macau China / ÁsiaAustrália | Tarifas de 55% à importação de carne depois de esgotada quota A China está a aplicar um direito aduaneiro adicional de 55 por cento às importações de carne de vaca proveniente da Austrália, depois de as remessas desse país terem esgotado a quota anual fixada por Pequim. Brasil, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia e Estados Unidos estão sujeitos ao mesmo sistema de quotas e tarifas As importações de carne de vaca australiana atingiram na semana passada 100 por cento da quota específica atribuída a esse país, de acordo com um aviso publicado na sexta-feira pelo Ministério do Comércio chinês, e a tarifa entrou em vigor no dia seguinte. A China aplica, desde 1 de Janeiro de 2026, medidas de protecção à carne de vaca importada, com quotas por país e uma tarifa adicional de 55 por cento para as remessas que excedam os volumes estabelecidos. A investigação que deu origem à medida foi iniciada em Dezembro de 2024 e concluiu que o aumento das importações de carne de vaca causou um “prejuízo grave” à indústria nacional, segundo o Ministério do Comércio. O sistema afecta grandes fornecedores como Brasil, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, e fixa para 2026 uma quota total de 2,69 milhões de toneladas para os países afectados pelas medidas de protecção impostas por Pequim, de acordo com dados recolhidos pela imprensa chinesa. O aviso publicado na sexta-feira surge depois de o Ministério do Comércio ter alertado este mês que as importações de carne de vaca australiana tinham atingido 90 por cento da quota anual e se aproximavam do nível que activaria a tarifa adicional. O ministério já tinha emitido, em Maio, um aviso semelhante sobre o Brasil, ao referir que as exportações de carne de vaca tinham atingido 50 por cento da quota anual. Faz o que digo O anúncio toca num sector sensível nas relações entre a China e o país da Oceânia: em Dezembro de 2024, a Austrália afirmou que Pequim tinha eliminado as últimas restrições que pesavam sobre a sua carne de vaca, ao permitir novamente as compras provenientes de dois matadouros que continuavam afectados por vetos anteriores. Desde 2020 que a China impõe vetos e direitos aduaneiros a produtos australianos como carvão, cevada, vinho, carne de vaca ou lagosta, depois de o anterior Governo australiano ter impulsionado uma investigação independente sobre a origem da covid-19. Desde a chegada ao poder do trabalhista Anthony Albanese, em 2022, ambos os países retomaram os contactos de alto nível e Pequim tem vindo a levantar as restrições comerciais, embora persistam atritos em áreas como o Indo-Pacífico, Taiwan, a cibersegurança e a influência chinesa no Pacífico.
Hoje Macau China / Ásia MancheteMundial 2026 | Hong Kong detém 150 pessoas devido a apostas ilegais de 35 ME A polícia de Hong Kong anunciou a detenção de 150 pessoas alegadamente envolvidas num esquema de apostas ilegais através da Internet e voltou a apelar contra as apostas ilegais no Mundial 2026 de futebol. Numa conferência de imprensa realizada na terça-feira à noite, a polícia estimou que o grupo terá movimentado mais de 320 milhões de dólares de Hong Kong desde Julho de 2025. Numa operação que decorreu ao longo de três dias, cerca de 600 agentes realizaram rusgas em unidades industriais em vários locais da região semiautónoma chinesa. Os detidos têm entre 18 e 75 anos e incluem, além de 86 apostadores, titulares de contas bancárias usadas para branqueamentos de capitais e os alegados cabecilhas do grupo, que terão ligações às tríades. A polícia acredita que desmantelou quatro centros de processamento de apostas, três centros de promoção e um local de recrutamento de apostadores, cujas apostas individuais atingiam 300 mil dólares de Hong Kong. De acordo com a imprensa local, a operação teve como alvo oito portais não autorizados no território, que ofereciam apostas em futebol, corridas de cavalos e outros desportos. A concessionária sem fins lucrativos Hong Kong Jockey Club detém o monopólio das apostas em partidas de futebol e em corridas de cavalos na antiga colónia britânica. A polícia apreendeu um milhão de dólares de Hong Kong em dinheiro, quatro milhões de dólares de Hong Kong em bens, assim como computadores e telemóveis.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Pequim anuncia ajuda humanitária ao Irão e ao Líbano A China anunciou ontem uma nova ronda de ajuda humanitária ao Irão e ao Líbano, destinada a apoiar esforços de recuperação e reconstrução após a crise humanitária provocada pelo conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou em conferência de imprensa que Pequim acompanha com “profunda preocupação” os efeitos desencadeados pelo conflito na região. “Tendo em conta as necessidades actuais, a China decidiu fornecer em breve uma nova ronda de ajuda humanitária ao Irão e ao Líbano, para apoiar os respectivos povos nos trabalhos de recuperação e reconstrução, bem como na melhoria das condições económicas e sociais”, declarou o porta-voz. Lin acrescentou que a China continuará a promover o diálogo e as negociações de paz, para contribuir para o rápido restabelecimento da paz e da estabilidade no Médio Oriente. Apesar de os Estados Unidos e o Irão terem anunciado, no domingo, um acordo para pôr termo a mais de 100 dias de guerra na região, as Forças Armadas iranianas advertiram ontem que Israel manteve operações militares em território libanês. Segundo o comando militar iraniano, as acções israelitas provocaram novas vítimas no Líbano e contradizem os compromissos de desanuviamento promovidos por Washington e Teerão. Desde o início do conflito, a China condenou repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, embora tenha também apelado ao respeito pela soberania e segurança dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | China apela a maior respeito pela ONU e maior representação do Sul Global O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu ontem um maior respeito pela autoridade da ONU e uma reforma que aumente a representação dos países em desenvolvimento, alertando para o regresso da “lei da selva” nas relações internacionais. Segundo declarações citadas pela imprensa estatal chinesa, Wang afirmou que a comunidade internacional criou a ONU há mais de 80 anos, após constatar a “catástrofe humana” provocada pelo predomínio da lei do mais forte durante as duas guerras mundiais. “Hoje, se o multilateralismo parece falhar, não é porque as Nações Unidas tenham deixado de ser importantes, mas precisamente porque a sua autoridade e o seu papel não foram respeitados nem exercidos”, declarou o chefe da diplomacia chinesa, por ocasião da publicação do livro branco “Construir um sistema de governação global mais justo e razoável: as ideias, iniciativas e ações da China”. Wang acrescentou que o regresso da “lei da selva” não se deve ao facto de a Carta da ONU estar “ultrapassada”, mas sim por não ter sido “cumprida nem defendida de forma eficaz”. Perante os desafios globais, o ministro considerou “urgente” cumprir as obrigações previstas na Carta das Nações Unidas, praticar a igualdade soberana entre Estados, respeitar o direito internacional e opor-se à “intimidação dos mais fortes”. O responsável apelou ainda ao apoio à ONU para que desempenhe um papel central na construção de consensos, na coordenação da acção internacional e na resposta aos desafios globais. Posição clara Wang defendeu também uma aceleração da reforma da organização para “responder às exigências dos países em desenvolvimento” e reforçar a representação e a voz dos países do chamado Sul Global. A posição insere-se numa linha recorrente da diplomacia chinesa, através da qual Pequim se apresenta como defensora do multilateralismo e de uma ordem internacional “centrada na ONU”, em contraposição ao que descreve como “unilateralismo”, “hegemonismo”, “mentalidade de Guerra Fria” e “regresso à lei da selva”. Esta narrativa tem sido frequentemente utilizada pela China em relação a conflitos como os da Ucrânia, Gaza e Irão, bem como em resposta a críticas ocidentais sobre direitos humanos e sanções.