Hoje Macau China / ÁsiaEconomia | Excedente da balança corrente nipónica cresce 22,5% até final de Junho O Japão registou um excedente na conta corrente de 17,4 biliões de ienes (95,5 mil milhões de euros) na primeira metade de 2026, um valor 22,5 por cento acima do registo homólogo anterior, informou ontem o Governo japonês. Segundo os dados publicados pelo Ministério das Finanças nipónico, em Junho o país registou um défice na conta corrente de 92,3 mil milhões de ienes (506 milhões de euros), em contraste com o excedente de quase 4 biliões de ienes (21,8 mil milhões de euros) reportado em Maio e o de 1,3 biliões de ienes (7 mil milhões de euros) registado no mesmo mês de 2025. A balança comercial japonesa teve na primeira metade do ano um excedente de cerca de 742 mil milhões de ienes (4 mil milhões de euros), em contraste com o défice de 1,5 biliões de ienes (8 mil milhões de euros) do ano passado. As exportações cresceram 12,8 por cento em termos homólogos, para 59,2 biliões de ienes (324,4 mil milhões de euros), enquanto as importações aumentaram 8,4 por cento face ao mesmo período de 2025, atingindo os 58,5 biliões de ienes (320,3 mil milhões de euros). A balança de serviços registou na primeira metade do ano um défice de 1,8 biliões de ienes (10 mil milhões de euros), mais 15,4 por cento do que o registado na primeira metade de 2025. Por sua vez, a conta de rendimentos registou um saldo positivo de 20,5 biliões de ienes (cerca de 112,3 mil milhões de euros), mais 0,3 por cento em termos homólogos. A conta de transferências registou um défice de 2 biliões de ienes (10,8 mil milhões de euros), o que representa uma redução homóloga de 37 por cento. A balança de pagamentos reflecte os pagamentos e receitas decorrentes das trocas com o exterior de bens, serviços, rendimentos e transferências, sendo considerada um dos indicadores económicos mais abrangentes de um país.
Hoje Macau China / ÁsiaBanguecoque | Proprietário de bar onde morreram 37 pessoas acusado de negligência A polícia tailandesa vai acusar de negligência o proprietário de um bar de Banguecoque onde 37 pessoas morreram no mês passado num incêndio, indicou ontem o responsável pela investigação. “Emitimos na semana passada um mandado de captura contra ele por seis acusações”, incluindo negligência com resultado de morte e exploração sem licença de um estabelecimento de entretenimento, disse Isara Na Phatthalung à agência France-Presse. “Ele já saiu dos cuidados intensivos, mas o médico ainda não autorizou a polícia a notificá-lo das acusações”, acrescentou, especificando que os investigadores pretendem acusá-lo nos próximos dias como único suspeito. Suvicha Salaibatr, proprietário do bar-restaurante Rong Beer Na Lat Phrao, figura entre as dezenas de pessoas hospitalizadas após as chamas terem devastado, a 12 de Julho, este estabelecimento popular no norte da capital tailandesa. Se for considerado culpado, o proprietário arrisca até dez anos de prisão apenas pela acusação de negligência. A maioria das vítimas morreu por inalação de fumo durante o incêndio, provocado, segundo a polícia, por um curto-circuito no tecto falso. As normas de segurança são frequentemente aplicadas de forma relaxada nos estabelecimentos nocturnos na Tailândia, onde em 2009 um incêndio causou 67 mortos e mais de 200 feridos numa discoteca de Banguecoque.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Grupo acusa Governo de querer alterar princípios não nucleares A contestação às alterações à segurança nacional anunciadas pelo Executivo japonês fez-se sentir através de um grupo de sobreviventes do massacre nuclear de Hiroshima O principal grupo japonês contra as armas nucleares, formado por sobreviventes dos bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki, assinalou ontem o seu 70.º aniversário com críticas ao actual Governo por tentar “alterar” princípios não nucleares do país. Segundo uma declaração do Nihon Hidankyo, divulgado pelo jornal japonês Nikkei, a Administração da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, está a tentar alterar as regras que impedem o Japão de possuir, produzir ou permitir a introdução destas armas no seu território “sem realizar os debates necessários”. Na sua declaração, o grupo pediu ainda ao Executivo japonês que assine e ratifique o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPNW, na sigla em inglês), e afirmou que é responsabilidade de todos “construir uma sociedade livre de armas nucleares e de guerras”. O grupo, que ganhou o Prémio Nobel em 2024, foi criado em 10 de Agosto de 1956, um dia após o 11.º aniversário do bombardeamento atómico de Nagasaki, no final da Segunda Guerra Mundial. Os princípios não nucleares do Japão foram adoptados como resolução pelo Parlamento japonês em 1971, mas nunca foram incorporados na lei japonesa, e Takaichi tem recusado até agora esclarecer se o seu Governo continuará a respeitá-los. Em revisão O Executivo japonês prepara para este ano uma revisão dos seus acordos e compromissos de segurança nacional, a qual tem gerado dúvidas sobre se os princípios nucleares permanecerão intactos, especialmente depois de o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, ter defendido recentemente um debate nuclear “sem tabus”. Takaichi, nos seus discursos por ocasião do 81.º aniversário dos bombardeamentos atómicos em Hiroshima e Nagasaki, afirmou que o Governo “defende” os três princípios, mas garantiu também que o seu Executivo proporá medidas “realistas e práticas” para alcançar um mundo livre de armas nucleares, sem se comprometer a manter intacta a postura antinuclear do país asiático.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Governo planeia aumentar em 16% despesas com a Defesa em 2027 O Governo de Taiwan vai propor aumentar em 16 por cento a despesa em Defesa para 1,1 biliões de dólares taiwaneses em 2027, informou este domingo a agência de notícias estatal CNA. Segundo fontes não identificadas citadas pela CNA, prevê-se que o orçamento militar de Taiwan volte a superar a barreira dos 3 por cento do PIB no próximo ano, embora o valor exacto dependa da projecção oficial de crescimento económico para 2027. O montante de 1,1 biliões de dólares taiwaneses, que será divulgado a 20 de Agosto após uma reunião da Administração, engloba tanto a verba gerida pelo Ministério da Defesa Nacional como fundos para a Guarda Costeira, veteranos militares e projectos especiais de aquisição militar, entre outros, de acordo com a agência. O orçamento geral do Governo central para 2026, que continua sem receber a aprovação do Parlamento, controlado pela oposição, reservava 949,5 mil milhões de dólares taiwaneses para a Defesa, equivalentes a 3,32 por cento do PIB taiwanês no momento em que a estimativa foi feita. Este último aumento insere-se no objectivo do líder da ilha auto-governada, William Lai Ching-te, de continuar a elevar a despesa em Defesa ano após ano até atingir 5 por cento do PIB em 2030. Desde a chegada ao poder de Xi Jinping em 2012, a China também promoveu uma profunda modernização das suas forças armadas, com novos porta-aviões, aeronaves de combate de última geração e mísseis avançados. Pequim, por sua vez, já anunciou um aumento da despesa em Defesa de 7 por cento para 2026, para cerca de 1,91 biliões de yuan, um crescimento ligeiramente inferior ao dos três anos anteriores de cerca de 7,2 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaTufão | Dolphin enfraquece depois de atingir o leste do país O tufão Dolphin enfraqueceu ontem após ter atingido a província chinesa de Zhejiang (este), com a cidade de Xangai a manter restrições de transporte e a retirar preventivamente 215.600 pessoas de zonas de risco O tufão Dolphin, o décimo terceiro tufão da temporada segundo a classificação chinesa, atingiu terra por volta das 17:30 de domingo na cidade de Yuhuan, em Zhejiang, com ventos de 42 metros por segundo, informou ontem o Centro Meteorológico Nacional do país. A tempestade voltou a atingir terra pouco mais de uma hora depois na cidade de Yueqing, também em Zhejiang, já com ventos de 38 metros por segundo, antes de avançar para o interior e perder força gradualmente. Às 05:00 de ontem, o centro do Dolphin encontrava-se no condado de Qingyuan, em Zhejiang, com ventos de 23 metros por segundo, já como tempestade tropical, e previa-se que continuasse a avançar para noroeste entre 20 e 25 quilómetros por hora enquanto continuava a enfraquecer. O Centro Meteorológico Nacional reduziu o seu alerta de tufão, mas manteve um alerta laranja, o segundo mais grave, para a chuva, com previsão de precipitação forte ou torrencial no centro e no leste do país. Segundo o organismo, algumas zonas do leste de Zhejiang e das áreas montanhosas do sul da província oriental de Anhui poderão registar chuvas torrenciais, com volumes de chuva entre os 250 e 320 milímetros. Em Xangai, onde durante a noite se registaram chuvas generalizadas e vários distritos activaram alertas laranjas, quatro linhas de metro ficaram suspensas, enquanto vários troços da rede funcionavam com limitações de velocidade. A cidade suspendeu ainda todo o transporte aquático de passageiros, incluindo ferries urbanos e serviços turísticos, e recomendou aos cidadãos que evitassem saídas desnecessárias e ajustassem as suas deslocações durante a hora de ponta. Segundo as autoridades locais, até à tarde de domingo Xangai tinha recolocado 215.600 pessoas por razões de segurança. Transportes cancelados Antes de chegar a Zhejiang, o Dolphin atravessou as ilhas Ryukyu na sexta-feira, no sul do Japão, onde deixou pelo menos três feridos ligeiros, cortes de electricidade em milhares de lares e centenas de voos cancelados, levando as autoridades chinesas a activar o alerta vermelho no domingo perante a sua entrada na costa oriental do país. A tempestade causou perturbações generalizadas transportes em toda a região do Delta do Rio Yangtzé, com mais de mil voos foram cancelados no domingo, enquanto alguns serviços ferroviários e rotas de ferry foram suspensos. Segundo a agência Xinhua, o Aeroporto Internacional de Hangzhou Xiaoshan cancelou 388 voos de chegada e partida, a maioria dos quais programados para o período da tarde. Os aeroportos de Pudong e Hongqiao, em Xangai, cancelaram mais de 1.300 voos, quase 60 por cento dos serviços programados. Prevê-se que o impacto do Dolphin se prolongue por vários dias, com o meteorologista-chefe do Centro Meteorológico Nacional,Dong Lin, a indicar à Xinhua o impacto da circulação da tempestade se estende por cerca de 1300 quilómetros, contribuindo para um impacto de vento e chuva amplo e prolongado. Rota do Interior Ainda ontem estava ainda prevista chuva intensa principalmente em zonas ao sul dos rios Amarelo e Huaihe, incluindo partes de Zhejiang, Xangai, Jiangsu, Anhui, Hubei, Henan e Shandong. Espera-se que a faixa de precipitação se desloque para norte a partir de hoje, à medida que a circulação residual do Dolphin avança para o interior do país. De acordo com o Serviço Meteorológico de Pequim, prevê-se que a região de Pequim-Tianjin-Hebei registe chuva forte até sexta-feira. O Dolphin chega num Verão marcado por tufões, chuvas torrenciais, enxurradas e deslizamentos de terra, com dezenas de mortos e evacuações preventivas de centenas de milhares de pessoas em várias províncias.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Registado recorde de calor com 36,9°C Hong Kong registou ontem a temperatura mais elevada desde que existem registos, em 1884, ao atingir 36,9 °C na sede do Observatório Meteorológico, no bairro de Tsim Sha Tsui, cujas medições servem de referência para a cidade. “Às 15:15, a temperatura máxima registada no observatório foi de 36,9 graus, a mais elevada alguma vez registada desde 1884”, declarou o Observatório de Hong Kong. Segundo o organismo, este recorde deve-se, em parte, ao tufão Dolphin, que se aproxima da costa oriental da China. O recorde anterior datava de 22 de Agosto de 2017, com 36,6 graus antes da passagem do tufão Hato. O Observatório de Hong Kong utiliza as medições da sua sede em Tsim Sha Tsui para os registos meteorológicos da cidade. No entanto, foram ontem registadas temperaturas superiores, de 37 graus ou mais, noutras zonas. Segundo o Observatório, foi registada uma temperatura máxima de 39,7 graus em Sheung Shui, um bairro a norte, a mais elevada desde a instalação das estações meteorológicas automáticas na década de 1980. A agência tinha emitido um “alerta de calor intenso”, apelando à população para que evitasse actividades intensas ao ar livre, prevendo-se que o tempo continue “extremamente quente” nos próximos dias. Segundo os cientistas, o aquecimento global provocado pelas actividades humanas torna os episódios de calor extremo mais frequentes e mais graves.
Hoje Macau China / ÁsiaASEAN | Myanmar rejeita libertar Aung San Suu Kyi O Governo de Myanmar, apoiado pelos militares, rejeitou o novo apelo da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) para a libertação “total e incondicional” da ex-líder detida, Aung San Suu Kyi. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo de Myanmar (antiga Birmânia) descartou também necessidade de um enviado especial da organização para o país. O Presidente, Min Aung Hlaing, antigo chefe do exército que inicialmente tomou o poder em 2021, destituindo o governo civil de Suu Kyi, tem vindo a tentar conquistar legitimidade política desde a tomada do poder e restabelecer as relações com a ASEAN. A ASEAN apresentou, em Abril de 2021, um plano de paz para o país do Sudeste Asiático com o objectivo de pôr fim às hostilidades e iniciar o diálogo entre as partes em conflito, a ser facilitado por um enviado especial da organização. Desde então, Min Aung Hlaing tem sido impedido de participar em reuniões de alto nível por não ter cumprido o plano. Num aparente esforço para apaziguar os críticos, o Governo autorizou um representante do Comité Internacional da Cruz Vermelha a visitar na semana passada Aung Suu Kyi, de 81 anos, o primeiro contacto conhecido com uma organização humanitária internacional independente desde a sua detenção, há cinco anos. Suu Kyi, laureada com o prémio Nobel da Paz, está a cumprir pena em prisão domiciliária num local não revelado na capital, sob acusações que os seus apoiantes e grupos de defesa dos direitos humanos consideram ter motivação política. Pedidos rejeitados A actual presidência da ASEAN, as Filipinas, saudou na sexta-feira a reunião como um passo no sentido do diálogo e da reconciliação, ao mesmo tempo que instou a um maior acesso aos detidos políticos e reiterou o seu apelo à “libertação total e incondicional” de Suu Kyi. Num comunicado divulgado no sábado ao final do dia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros criticou esse apelo. “Embora o Governo tenha comutado as suas penas com base em considerações humanitárias, a questão da libertação total e incondicional só poderá ser concretizada em conformidade com a lei”, sublinha no comunicado. O ministério referiu ainda que o Governo continuará a colaborar com a actual enviada especial da ASEAN, a ministra dos Negócios Estrangeiros das Filipinas, Maria Theresa Lazaro, mas não vê necessidade de prosseguir por essa via quando Singapura assumir o cargo a 01 de Janeiro de 2027. Num discurso proferido mais de três meses após ter tomado posse como presidente na sequência das eleições, Min Aung Hlaing rejeitou o plano de paz da ASEAN, afirmando que alguns Estados-membros discriminaram Myanmar e que o país responderia caso a caso.
Hoje Macau China / ÁsiaTailândia | Sobe para oito o número de mortos em ataque em escola O número de mortos num ataque com uma arma de fogo numa escola secundária no norte de Banguecoque aumentou para oito, anunciou sábado o Ministério da Saúde da Tailândia, acrescentando que continuam internados 14 jovens. Numa nova atualização do ataque de sexta-feira numa escola com uma arma de fogo por um adolescente, o Ministério da Saúde indica que uma aluna de 12 anos morreu sábado no hospital devido aos ferimentos graves, aumentando para oito o número de mortos. Na sexta-feira, um adolescente de 14 anos abriu fogo numa escola secundária no norte de Banguecoque, tendo depois acabado por morrer, mas ainda não é claro se o jovem foi abatido pela polícia ou se tirou a própria vida. Segundo a polícia local, o jovem matou primeiro os avós com uma pistola que pertencia ao avô em casa, dirigindo-se depois à escola secundária que frequentava. Segundo o Ministério da Saúde da Tailândia, 14 pessoas, a maioria alunos entre os 12 e os 14 anos, continuam hospitalizadas, sete das quais em estado grave. Entre os mortos estão cinco alunos da escola, o jovem suspeito atirador e os seus avós. Fotografias publicadas pelos meios de comunicação locais mostram o suspeito vestido com um uniforme escolar roxo e uma mochila preta a tiracolo, com vários cartuchos visíveis no chão. “Ouvi imensos tiros, muito fortes, porque parecia que o atirador estava no andar logo acima. Conseguia até ouvir os cartuchos a bater no chão e o barulho do metal”, testemunhou uma aluna do ensino secundário, Pawarisa Maylissa. A Tailândia apresenta uma das taxas de posse de armas mais elevadas da região, com cerca de 10 milhões de armas de fogo estimadas em circulação, ou seja, uma por cada sete habitantes.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Incêndio que causou 168 mortos começou com beata A investigação levada a cabo após a tragédia em Tai Po, concluiu que o pior incêndio dos últimos 80 anos em Hong Kong começou com uma ponta de cigarro atirada para o exterior de um dos edifícios que compunham o complexo habitacional O devastador incêndio que causou 168 mortos em Novembro passado num complexo residencial de Hong Kong começou com uma beata de cigarro atirada para o exterior de um dos edifícios, segundo o mais recente relatório oficial. O jornal local The Standard deu conta sábado do relatório publicado pelo comité independente encarregado de esclarecer as causas do mais mortífero incêndio na antiga colónia britânica em quase oito décadas, em que o chefe de Ciência Forense do Laboratório Governamental de Hong Kong, Lee Wing-man, afirma que os danos na fachada do edifício Wang Cheong, onde o fogo teve origem – demonstram que as chamas se propagaram a partir do exterior. Nas fotografias analisadas do local onde se acredita que o incêndio começou podem observar-se “grandes quantidades” de materiais de embalagem, como cartão ou sacos de plástico, bem como várias beatas. Os especialistas concluíram que as beatas foram a causa mais provável, depois de terem excluído outras possíveis causas, como curto-circuitos eléctricos ou mesmo combustão espontânea. Assim, o comité, que investiga o incidente desde Dezembro, conclui que a origem do incêndio foi acidental, não tendo sido encontradas outras fontes de ignição. Causas múltiplas O incêndio começou na tarde de 26 de Novembro de 2025, quando os edifícios – construídos em 1984 e com capacidade para 4.600 residentes – estavam envolvidos em andaimes e lonas de obras devido a trabalhos de reabilitação das fachadas, e as últimas chamas só foram apagadas 44 horas mais tarde. A tragédia foi associada pelos investigadores à utilização de materiais inflamáveis – as lonas não passaram nos testes de resistência ao fogo e as placas de espuma de poliuretano funcionaram como acelerante – e à degradação dos sistemas de proteção contra incêndios, reacendendo o debate sobre os padrões de segurança em projectos de reabilitação de grandes complexos residenciais. O comité identificou preliminarmente até seis factores humanos, entre eles a desactivação dos alarmes e das bombas de combate a incêndios dias antes do incidente, no âmbito de trabalhos de reparação dos depósitos de água situados nas coberturas dos edifícios, e analisou também possíveis incumprimentos das obrigações de manutenção por parte do empreiteiro. Em Janeiro deste ano, as autoridades locais indicaram que 22 pessoas tinham sido detidas pela polícia no âmbito do incidente, 16 das quais acusadas de homicídio, enquanto a brigada anticorrupção tinha detido outras 14 pessoas. Entretanto, o secretário de Trabalho de Hong Kong, Chris Sun, anunciou que iria propor a proibição total de fumar em zonas de construção.
Hoje Macau China / ÁsiaCientistas sugerem usar cães robôs para auxiliar astronautas na Lua Cães robôs poderão ajudar a patrulhar estações de investigação na Lua, detectando perigos e ajudando astronautas na procura de rochas de elevado valor científico, segundo um plano desenvolvido por investigadores ligados ao projecto da base lunar chinesa. Segundo o jornal South China Morning Post, cientistas da Academia de Tecnologia Espacial da China sugerem num estudo que três astronautas poderiam trabalhar em estreita colaboração com tecnologia inteligente, com um astronauta a direccionar dois cães robóticos durante a exploração da superfície lunar, enquanto outro recolheria amostras de rocha e realizaria trabalhos científicos. Um terceiro elemento permaneceria no interior de um veículo pressurizado, do tamanho de uma carrinha, coordenando a missão e controlando outros robôs conforme necessário. “A China está a estender a fronteira dos voos espaciais humanos da órbita terrestre para a Lua”, escreveram os autores na revista Chinese Space Science and Technology, sublinhando que a futura exploração lunar dependerá de “tomadas de decisão lideradas por astronautas e da execução do trabalho por robôs autónomos”. Em particular, os robôs poderão desempenhar um papel central na extração de recursos lunares e na preparação do satélite natural para a fixação humana a longo prazo, desde a recolha de gelo e mineração de minerais, até à conversão de tubos de lava em habitats e à construção com materiais locais. Iriam igualmente assumir tarefas de rotina, como patrulhas e inspecções diárias, regulação de ar e temperatura, limpeza de espaços habitacionais, manutenção de plantas e preparação de refeições, podendo inclusive conversar com os astronautas, fazendo-lhes companhia e ajudando a aliviar o desgaste psicológico de viver num ambiente isolado. Caminho por percorrer Contudo, os investigadores reconhecem que persistem grandes desafios antes que humanos e robôs possam trabalhar lado a lado na Lua, pois ao contrário do planeta Terra, onde a inteligência artificial pode ser treinada com grandes volumes de dados reais, os robôs lunares terão de aprender num ambiente com escassos exemplos práticos e sem margem para erro. Ao mesmo tempo, a Lua carece da infraestrutura digital existente na Terra, o que significa que os futuros exploradores teriam de construir novos sistemas de comunicação e navegação de raiz antes que humanos e robôs possam operar em conjunto a longas distâncias. O plano surge num momento em que a China avança com o projecto da Estação Internacional de Investigação Lunar, um posto avançado de longo prazo perto do polo sul da Lua, desenvolvido em parceria com a Rússia e outros parceiros internacionais. O país tem como objectivo colocar astronautas na Lua antes de 2030.
Hoje Macau China / ÁsiaAlerta máximo com aproximação do tufão Dolphin ao leste do país As autoridades chinesas emitiram ontem um alerta vermelho, o nível mais elevado, perante a chegada do tufão Dolphin, que deveria atingir as zonas costeiras das províncias de Zhejiang (leste) e Fujian (sudeste) entre a tarde de ontem e a madrugada de hoje. Por volta das 10:00 hora local, o tufão Dolphin encontrava-se a cerca de 215 quilómetros a leste da cidade costeira de Wenzhou, em Zhejiang, com ventos superiores a 160 quilómetros por hora. O mesmo organismo declarou o alerta por ventos fortes em várias partes do leste do país, com especial incidência na foz do rio Yangtzé, e por chuvas torrenciais nas duas províncias mencionadas, na megalópole oriental de Xangai (leste) e nas regiões próximas das prvíncias de Jiangxi, Anhui e Jiangsu. Em algumas zonas do centro e do leste de Zhejiang registar-se-ão chuvas “extremamente torrenciais”, entre 250 e 500 milímetros de chuva, advertiu o NMC. A agência de notícias oficial Xinhua informou ontem que quase 99.000 pessoas foram recolocadas em Fujian até ao final da tarde de sábado, tendo sido decretado o cancelamento de rotas de ferry e o regresso dos barcos de pesca ao porto. Pior que o Bavi Por sua vez, o jornal estatal Global Times acrescentou que na zona costeira de Xangai, fustigada já por ventos fortes e chuvas intensas, as autoridades planeavam fazer o mesmo com cerca de 103.000 residentes, contando com centenas de abrigos temporários já preparados. A cidade, um dos principais pontos de entrada na China graças aos seus dois aeroportos internacionais, suspendeu centenas de voos, 60 por cento do total até à noite de sábado, e previa anular mais de um milhar ao longo do dia de ontem. Os dois aeroportos de Xangai cancelaram mais de 1.300 voos e as autoridades recolocaram já cerca de 300 mil pessoas nas regiões circundantes. Na província de Zhejiang, onde o Governo provincial também declarou o seu nível máximo de alerta, poderá ser ordenada a suspensão de actividades em grupo ao ar livre, das aulas ou até do trabalho e do transporte, aponta a informação. Perante as chuvas intensas, foram mobilizadas equipas de monitorização em múltiplas zonas das regiões afectadas devido aos riscos de inundações relâmpago ou derrocadas de terra. O chefe de previsões meteorológicas do NMC, Xu Yinglong, assegurou que o Dolphin, o décimo terceiro tufão do ano, poderá trazer ventos mais fortes e chuvas mais intensas do que o Bavi, que atingiu o país em Julho. O tufão, que cruzou na sexta-feira as ilhas Ryukyu no sul do Japão, aproxima-se num Verão marcado na China por chuvas torrenciais, enxurradas, derrocadas e ciclones que deixaram dezenas de mortos e levaram à evacuação preventiva de centenas de milhares de pessoas em várias províncias.
Hoje Macau China / ÁsiaONU condena sanções dos EUA contra Cuba e alerta para crise humanitária Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas condenaram ontem as sanções dos Estados Unidos a Cuba, alegando que constituem uma tentativa de alterar a ordem constitucional de um Estado soberano através de “ameaças e coação”. “A comunidade internacional e a sociedade civil devem agir rapidamente para impedir que Cuba se torne uma ‘Gaza silenciosa'”, afirmaram os peritos numa declaração conjunta, retomando uma expressão utilizada por congressistas democratas norte-americanos que visitaram recentemente a ilha. As medidas anunciadas por Washington em 23 de Julho abrangem empresas do sector energético e, segundo os especialistas, dificultam ainda mais a aquisição de combustível por Cuba, incluindo para fins humanitários. Os peritos recordaram que o país enfrentou recentemente o terceiro grande apagão nacional e alertaram para a deterioração simultânea de vários serviços essenciais. “Os sectores da energia, dos transportes, da irrigação e dos serviços básicos estão a falhar simultaneamente, afectando desproporcionalmente as mulheres, as crianças, os idosos e outros grupos vulneráveis”, sublinharam os peritos. Os especialistas apelaram ao Governo norte-americano para que “ponha fim a todas as ameaças e actos hostis contra a soberania de Cuba” e defenderam que o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral das Nações Unidas devem abordar a situação como “uma questão de paz e segurança internacionais”. Desculpas esfarrapadas A declaração foi subscrita, entre outros, pela relatora especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercivas unilaterais nos direitos humanos, Zaina Jallad, e pelo relator especial sobre o direito ao desenvolvimento, Surya Deva. Cuba enfrenta há vários anos uma grave crise económica, marcada por escassez de combustível, alimentos e medicamentos, inflação e frequentes cortes de electricidade, situação que o Governo cubano atribui em grande medida às sanções norte-americanas. Washington, por seu lado, tem justificado a pressão sobre Havana com a situação dos direitos humanos e a falta de reformas políticas na ilha.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Controlo sobre saídas apertado com novas regras fronteiriças A China aprovou um novo regulamento para restringir ainda mais a saída de pessoas do país, alargando o controlo sobre viagens internacionais em nome da segurança nacional e da protecção dos interesses estratégicos do regime. As novas regras, divulgadas pelo Conselho de Estado chinês e que entram em vigor em 15 de Setembro, estabelecem um quadro de 19 artigos para “regular a gestão das entradas e saídas, proteger os direitos e interesses legítimos e salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do Estado”. Segundo o jornal Taipei Times, entre as medidas previstas, as autoridades de imigração poderão aconselhar cidadãos chineses a não viajar para países ou regiões classificados pelo Governo como de risco elevado. Os viajantes passam também a ter de apresentar motivos “verdadeiros e legais” para sair da China, enquanto os funcionários fronteiriços ficam autorizados a questionar os motivos invocados e a inspeccionar dados electrónicos armazenados em telemóveis e outros dispositivos, informou o mesmo veículo. O regulamento permite ainda que governos provinciais proíbam cidadãos chineses de voltar a sair do país durante um período até três anos após o regresso, caso as autoridades considerem que desenvolveram no estrangeiro actividades prejudiciais para a segurança nacional ou para os interesses da China. As novas disposições também preveem restrições à saída do país para pessoas que violem regras de controlo das exportações ou da transferência de tecnologia e sejam consideradas uma ameaça para a segurança industrial ou tecnológica da China.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Retiradas 5 mil pessoas com aproximação de tufão Dolphin As autoridades japonesas emitiram ontem uma ordem de evacuação para mais de 5.000 pessoas na prefeitura meridional de Kagoshima perante o avanço do tufão Dolphin. O fenómeno obrigou também ao cancelamento de centenas de voos no sul do país, na sua passagem em direcção ao mar da China Oriental. O tufão já provocou ventos de até 216 quilómetros por hora, segundo indicou ontem a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que descreveu a tempestade como grande e forte. Prevê-se que os efeitos do vento e da chuva persistam durante o fim-de-semana, motivo pelo qual as autoridades pediram à população que extreme as precauções. Perante esta situação, as principais companhias aéreas nipónicas decidiram cancelar todos os voos programados com origem ou destino na prefeitura de Okinawa durante a jornada de sexta-feira, quando se espera que cruze estas ilhas. Assim, o total de voos cancelados até domingo será de mais de 600, a maioria deles da Japan Airlines (JAL) e da All Nippon Airways (ANA), afectando 86.400 pessoas, segundo avança o jornal local Okinawa Times. De acordo com a previsão, o Dolphin cruzará durante sexta-feira o arquipélago mais meridional do Japão (Ryukyu) e entrará depois no mar da China Oriental, de onde se aproximará gradualmente da costa leste da China, onde também já começaram as evacuações.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Desmantelados 16 centros de burla ‘online’ desde 26 de junho As autoridades timorenses desmantelaram em pouco mais de um mês 16 centros de burlas telefónicas e ‘online’ e detiveram 357 pessoas, segundo dados divulgados ontem pela Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL). Segundo a PNTL, entre 26 de Junho e quarta-feira (5 de Agosto), as autoridades conseguiram “desmantelar 16 instalações alegadamente utilizadas para a prática de actividades criminosas, duas das quais no município de Liquiça e 14 no município de Díli”. “No âmbito daquelas operações, foram detidos 357 cidadãos estrangeiros de nacionalidade chinesa, indonésia, filipina, vietnamita, cambojana, birmanesa, indiana e japonesa”, pode ler-se no balanço das operações divulgado pela PNTL. A PNTL refere que todos os detidos foram presentes a tribunal e que a maioria dos arguidos ficou sujeita a medida de coação, como o Termo de Identidade e Residência, apresentação periódica, proibição de ausência do país ou pagamento de caução. A 13 dos 357 cidadãos estrangeiros detidos, foi imposta a prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Becora. A PNTL reafirmou o compromisso de “trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros nacionais e internacionais no combate ao crime organizado transnacional, para proteger a segurança pública”. Um relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre a Droga e o Crime (UNODC) referiu que os recentes desenvolvimentos em Timor-Leste mostram a deslocação dos centros de burlas no Sudeste Asiático.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Reafirmado compromisso antinuclear no aniversário de Hiroshima A primeira-ministra japonesa garantiu ontem que o Japão não vai possuir, nem produzir ou permitir armas nucleares, num discurso proferido por ocasião do 81º aniversário do lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima “O Governo mantém-se firme na posição política de respeitar os Três Princípios Não Nucleares. Nessa base, a missão do nosso país, a única nação que sofreu bombardeamentos atómicos, é liderar os esforços da comunidade internacional rumo a uma sociedade livre de armas nucleares, garantindo que uma tragédia de tal magnitude nunca mais se repita”, afirmou a líder nipónica a partir de Hiroshima. Takaichi, que minutos antes se reuniu com sobreviventes das bombas atómicas (‘hibakusha’) para ouvir testemunhos, reafirmou numa conferência de imprensa a “determinação categórica de nunca mais repetir a tragédia ocorrida” a 6 de Agosto de 1945 em Hiroshima e, três dias depois, em Nagasaki. No entanto, quando questionada sobre a conferência de revisão do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, que se realiza em Novembro na ONU, declarou que é “necessário avaliar a situação tendo em conta as tendências internacionais e o panorama de segurança cada vez mais complexo” na região. A primeira participação na cerimónia como chefe do Governo ocorre num momento em que o Executivo se prepara para rever os principais documentos de segurança nacional, o que levanta questões sobre se os princípios nucleares vão manter-se intactos, especialmente depois de o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, ter proposto um debate nuclear “sem tabus”. A primeira-ministra reuniu-se com os ‘hibakusha’, familiares das vítimas e representantes locais e estrangeiros no Parque Comemorativo da Paz de Hiroshima, onde permaneceram em silêncio um minuto às 08h15 (07h15 em Macau), momento em que a bomba explodiu sobre a cidade. Ausência notada O embaixador dos Estados Unidos no Japão, George Glass, ausentou-se pela primeira vez desta cerimónia, tendo informado que também não participa na de Nagasaki — eventos em que Washington vai ser representada este ano pelo número dois da missão diplomática, Aaron Snipe. Sem apresentar qualquer motivo para a ausência, Glass afirmou em comunicado que Hiroshima e Nagasaki “não são apenas símbolos inspiradores de paz e esperança para o mundo, mas também um lembrete de que a aliança entre os Estados Unidos e o Japão nunca pode abrandar na missão de preservar a paz e proteger a liberdade em toda a região”. Entretanto, no dia em que se assinala o primeiro bombardeamento, o presidente da câmara de Hiroshima deixou críticas às grandes potências por travarem guerras, exortando-as a deixar de justificar a posse de armas nucleares como método de dissuasão. “Minimizar a desumanidade das armas nucleares e aceitar o uso da força para alcançar a própria prosperidade acarreta o risco de ciclos de retaliação violenta que, em última análise, podem resultar noutra Hiroshima ou Nagasaki”, afirmou o presidente da câmara, Kazumi Matsui. Vários líderes políticos consideram a dissuasão nuclear uma abordagem realista e legitimam a violência, o que “simplesmente afasta ainda mais a possibilidade de um mundo sem armas nucleares”, indicou Matsui na declaração de paz durante a cerimónia. O número de sobreviventes diminuiu para 91.105, cerca de um quarto do número original, com a idade média a ultrapassar os 86 anos. Estes têm manifestado frustração e preocupação face ao crescente apoio da comunidade internacional, incluindo o Japão, à posse de armas nucleares para fins de dissuasão. O bombardeamento de Hiroshima destruiu a cidade e matou 140 mil pessoas, tendo a segunda bomba em Nagasaki matado 70 mil pessoas. O Japão rendeu-se em 15 de Agosto, pondo fim à Segunda Guerra Mundial e a quase meio século de agressão nipónica na Ásia.
Hoje Macau China / ÁsiaZhejiang | Mais de 10.000 pessoas retiradas devido ao tufão Dolphin A província chinesa de Zhejiang (leste) retirou preventivamente mais de 10.000 habitantes de algumas das suas ilhas devido à aproximação do tufão Dolphin, que se dirige para o mar do Leste da China. O Dolphin, o 13º tufão da temporada segundo a classificação chinesa, encontrava-se às 05h locais de ontem a cerca de 1.360 quilómetros a leste da cidade costeira de Wenzhou, com ventos máximos de 42 metros por segundo, informou o Centro Meteorológico Nacional. O organismo prevê que o sistema, classificado como tufão forte, avance para oeste a uma velocidade entre 15 e 20 quilómetros por hora, mantendo uma intensidade estável ou ligeiramente superior. Segundo a previsão oficial, o Dolphin atravessará hoje as ilhas Ryukyu e entrará depois no mar do Leste da China, aproximando-se gradualmente da costa da China. A evolução surge após as autoridades chinesas terem delineado esta semana duas possíveis trajectórias: uma chegada à costa entre as províncias de Zhejiang e Fujian, no sudeste do país, por volta da próxima segunda-feira, ainda como tufão ou tufão forte, ou uma mudança de direção para norte, com um eventual impacto já enfraquecido entre o estuário do rio Yangtsé e a península de Shandong. Zhejiang activou na noite de quarta-feira um alerta de nível três para tufões nas águas costeiras da província. Na província de Cantão, a Administração Marítima anunciou controlos ao tráfego de navios a partir da tarde de ontem para as embarcações que naveguem para norte pela entrada sul do estreito de Taiwan. Os ministérios chineses das Finanças e da Gestão de Emergências atribuíram na quarta-feira 330 milhões de yuan do fundo central de auxílio a catástrofes naturais a oito regiões afectadas por inundações: Heilongjiang, Liaoning e Jilin, no nordeste, Chongqing, Sichuan, Guizhou e Yunnan, no sudoeste, e Shaanxi, no noroeste do país.
Hoje Macau China / Ásia ManchetePequim intensifica cobrança retroactiva de impostos no estrangeiro A China intensificou a cobrança de impostos sobre activos detidos no estrangeiro por cidadãos de elevado património, em alguns casos com efeitos retroactivos até 2000, visando reforçar as receitas públicas e apertar o controlo sobre a saída de capitais. Segundo o jornal britânico Financial Times, que cita responsáveis estrangeiros, banqueiros chineses e gestores de patrimónios familiares (‘family offices’), as autoridades fiscais estão a analisar ganhos obtidos no estrangeiro com investimentos em imobiliário, ações, metais preciosos, criptomoedas e outros activos. O FT refere que bancos chineses e outras instituições financeiras receberam instruções para rever os investimentos internacionais de clientes de elevado património e verificar se os respectivos rendimentos foram declarados às autoridades fiscais chinesas. O professor de Economia Política Chinesa na Universidade da Califórnia em San Diego, Victor Shih, afirmou ao jornal que a motivação da campanha é “claramente fiscal”. Em alguns casos, as instituições financeiras estarão a colaborar com as autoridades fiscais para congelar contas bancárias até que os contribuintes regularizem o pagamento de impostos e eventuais coimas sobre mais-valias obtidas com activos, contas e estruturas fiduciárias (‘trusts’) no estrangeiro. Um banqueiro do sul da China, que não foi indicado, disse ao FT que “essas pessoas ricas pagam imediatamente, em dinheiro, os impostos e as coimas para reactivar as contas”. Segundo fontes citadas pelo jornal, o período abrangido pelas inspecções varia. Um gestor de um ‘family office’ em Shenzhen indicou que alguns clientes foram chamados a pagar impostos sobre ganhos obtidos entre 2017 e 2022, enquanto outras investigações remontam ao início da década de 2000. A ofensiva ocorre num contexto de crescente pressão sobre as finanças públicas chinesas. As receitas orçamentais, fortemente dependentes da arrecadação fiscal, diminuíram 1,7 por cento, para 21,6 biliões de yuan, em 2025, enquanto as receitas provenientes da venda de terrenos, tradicionalmente uma importante fonte de financiamento dos governos locais, caíram para 4,15 biliões de yuan, menos de metade do pico registado em 2021. Opostos atraem-se No mês passado, Pequim anunciou novas regras para as estruturas fiduciárias (‘trusts’) constituídas no estrangeiro, eliminando um mecanismo frequentemente utilizado por famílias ricas para diferir ou reduzir o pagamento de impostos. Ao abrigo das novas regras, os rendimentos gerados por esses veículos passam a estar sujeitos a uma taxa de 20 por cento em diferentes fases, uma medida que, segundo um banqueiro sediado em Singapura citado pelo FT, “chocou” os seus clientes. “Durante o período em que as ofertas públicas iniciais eram muito frequentes, uma estrutura fiduciária adequada permitia reduzir a carga fiscal. A nova regra acabou com essa vantagem”, afirmou. Na quarta-feira, órgãos de comunicação chineses noticiaram também que as autoridades começaram a cobrar um imposto de 20 por cento sobre dividendos e juros provenientes de apólices de seguros contratadas no exterior. A notícia levou as ações da seguradora britânica Prudential, muito exposta ao mercado asiático, a cair até 13 por cento na bolsa de Londres, enquanto o banco HSBC chegou a perder mais de 6 por cento durante a sessão, antes de recuperar parcialmente. As medidas aproximam o regime fiscal chinês do modelo norte-americano, que tributa os residentes pelos rendimentos obtidos em todo o mundo.
Hoje Macau China / ÁsiaInvestimento | Brasil quer emitir dívida em yuan todos os anos O Brasil pretende emitir obrigações em yuan na China todos os anos para criar uma referência de mercado que facilite o financiamento de empresas brasileiras junto de investidores chineses, afirmou ontem um alto responsável do Tesouro do país sul-americano O vice-secretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Francisco Segundo, afirmou, num seminário organizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, que o objectivo da primeira emissão, prevista para antes do final do ano, é sobretudo estratégico e não de financiamento. “Tendo em conta a dimensão da nossa economia, trata-se muito mais de uma operação qualitativa do que quantitativa”, disse o responsável. “É obviamente um recurso bem-vindo e tende a ser barato, mas o mais importante é abrir portas a novos investidores”, acrescentou. Segundo explicou que o Governo brasileiro pretende estabelecer uma curva de rendimentos soberana na moeda chinesa, inexistente até agora, para servir de referência às empresas brasileiras que pretendam captar financiamento no mercado chinês. “Em todos os mercados onde concluímos que há sucesso e potencial, temos de estar presentes. Temos de ir uma vez, duas, três vezes. Temos de estar lá todos os anos”, afirmou. As chamadas “obrigações panda” são títulos de dívida emitidos por entidades estrangeiras no mercado obrigacionista chinês, denominados em yuan e destinados a investidores locais. Desde Dezembro de 2022, quando as autoridades chinesas eliminaram a obrigação de manter os fundos obtidos dentro da China, este instrumento tornou-se mais atractivo para emissores estrangeiros. Dados da agência Bloomberg indicam que as emissões de entidades estrangeiras registaram este ano uma taxa média de cupão de 1,97 por cento, bastante abaixo dos custos de financiamento em dólares, que rondam entre 4,5 e 5,5 por cento. O Brasil formalizou, em Junho, o pedido para emitir obrigações panda, quando o ministro das Finanças, Dario Durigan, entregou uma carta de intenções ao governador do Banco Popular da China (banco central), Pan Gongsheng, que manifestou disponibilidade para facilitar a operação. Yuan lá fora Se avançar, o Brasil tornar-se-á o primeiro Estado soberano da América Latina a emitir obrigações panda, seguindo exemplos recentes de países como Cazaquistão, Paquistão, Eslovénia e Indonésia. Portugal tornou-se, em 2019, o primeiro país da zona euro a emitir obrigações panda, ao colocar dois mil milhões de yuan em títulos com maturidade de três anos, numa operação destinada a diversificar a base de investidores e reforçar a presença no mercado financeiro chinês. O montante da emissão pelo Brasil permanece, contudo, indefinido. Em Junho, Durigan apontou para um valor até cinco mil milhões de yuan, enquanto o secretário do Tesouro brasileiro, Daniel Leal, referiu em Julho um objectivo próximo de 10 mil milhões de yuan. Caso se confirme o valor mais elevado, a operação ultrapassará o recorde estabelecido pela Indonésia, que emitiu sete mil milhões de yuan em Julho. Francisco Segundo indicou que a candidatura já foi aprovada pelas autoridades chinesas e que apenas restam procedimentos técnicos, incluindo a contratação de uma agência chinesa de notação financeira para avaliar a dívida soberana brasileira. Apesar de manter como objectivo concluir a emissão ainda este ano, o responsável admitiu que não existe garantia de que a operação seja realizada antes do final de 2026. A decisão de regressar regularmente ao mercado chinês resulta também da experiência europeia. O Brasil emitiu dívida em euros em 2014, permaneceu mais de uma década afastado desse mercado e regressou apenas em Abril deste ano com uma emissão de cinco mil milhões de euros, a maior da sua história em moeda europeia. Segundo afirmou que essa ausência prolongada prejudicou a curva de rendimentos da dívida brasileira em euros, reduzindo a sua utilidade como referência para empresas privadas.
Hoje Macau China / Ásia MancheteChina lança ofensiva no mercado automóvel e gigantes alemães tentam resistir As fabricantes automóveis alemãs enfrentam a mais profunda crise das últimas décadas, pressionadas pela quebra das vendas na China e pela ascensão de marcas chinesas que estão a preparar uma ofensiva sobre a Europa. A Volkswagen viu o lucro líquido cair 30,7 por cento no primeiro semestre deste ano, para 3.103 milhões de euros, com as vendas na China a recuar 31,6 por cento e anulando o crescimento registado na América do Sul e noutros mercados. Por seu lado, a Mercedes-Benz registou uma quebra de 6 por cento nos lucros, para 2.519 milhões de euros, também penalizada por uma descida de 30 por cento das vendas na China, enquanto a BMW viu o resultado líquido cair 28,5 por cento, para 2.872 milhões de euros, depois de as vendas no mercado chinês terem recuado mais de 30 por cento no segundo trimestre. Por detrás desta crise está uma transformação iniciada há mais de uma década no país asiático. Durante anos o principal motor de crescimento das construtoras alemãs, a China preparou a transição para veículos eléctricos através de uma política industrial que lhe garantiu uma posição dominante em toda a cadeia de valor, desde o acesso a matérias-primas críticas até ao fabrico de baterias. Em 2025, mais de metade dos automóveis vendidos no mercado chinês eram veículos de novas energias – eléctricos ou híbridos. No mesmo ano, a China exportou um recorde de 7,09 milhões de veículos, consolidando-se como o maior exportador automóvel do mundo. “As marcas tradicionais estão a trazer brinquedos analógicos para um parque digital”, resumiu à Lusa Tu Le, fundador da consultora Sino Auto Insights. “Já não é apenas um automóvel. É uma plataforma tecnológica”, afirmou. Os novos modelos chineses oferecem estacionamento autónomo, assistentes de voz alimentados por inteligência artificial, sistemas avançados de condução assistida e baterias que, nos modelos mais recentes, anunciam autonomias superiores a 700 quilómetros e carregamentos de cerca de 15 minutos. “O período em que a China copiava acabou. A inovação está a acontecer aqui”, reconheceu à Lusa Jochen Sengpiehl, anterior director de marketing da Volkswagen na China. Para o gestor alemão, a velocidade de inovação está a obrigar os fabricantes tradicionais a mudar de estratégia. “Já não podemos fazer tudo sozinhos”, admitiu, referindo-se à parceria estabelecida pela Volkswagen com a fabricante chinesa Xpeng. O maior peixe Carlos Martins, director da fábrica da portuguesa Sodecia no nordeste da China, considera que a principal vantagem competitiva dos fabricantes chineses reside na rapidez de execução. “As empresas europeias têm estruturas muito pesadas. Aqui conseguem desenvolver e colocar novos produtos no mercado muito mais depressa”, explicou à Lusa. A pressão sobre os fabricantes estrangeiros aumentou depois da entrada da Tesla no mercado chinês, em 2019. Tu Le lembrou que o “catalisador” que obrigou as marcas chinesas a dar um salto qualitativo foi a abertura da fábrica da Tesla em Xangai, em 2019. A produção local deu à construtora norte-americana acesso aos mesmos subsídios e incentivos fiscais usufruídos pelos concorrentes chineses. “Foi o efeito siluro”, observou à Lusa o consultor, numa referência ao peixe que é um dos maiores predadores nos rios europeus e asiáticos, constituindo uma ameaça à sobrevivência de várias espécies locais. “Havia muitos peixes gordos e preguiçosos no lago, mas a entrada de um siluro obrigou a que se fortalecessem”. Marcas como a BYD, Xiaomi, Xpeng, Li Auto ou Aito estão agora a preparar uma ofensiva internacional, incluindo sobre o segmento de gama alta europeu. A Xiaomi pretende entrar na Alemanha em 2027 e tornar-se uma das cinco principais marcas ‘premium’ da Europa até ao final da década. A empresa recrutou engenheiros da BMW, Porsche e Tesla e aposta na condução autónoma como principal factor diferenciador. A Li Auto prepara igualmente a entrada na Europa com o modelo i6, enquanto a Xpeng quer exportar não apenas automóveis eléctricos, mas também robôs humanoides e carros voadores. No primeiro semestre deste ano, as marcas chinesas conquistaram já 9 por cento das vendas de automóveis novos na Europa continental e 15 por cento no Reino Unido. A consultora AlixPartners estima que essa quota possa atingir 16 por cento na União Europeia até 2030. “Se fosse a Mercedes-Benz, a BMW ou a Porsche, estaria preocupado”, afirmou Tu Le. Nem todos partilham dessa visão. Num discurso na abertura do salão automóvel de Pequim em Abril, Burkhard Weller, presidente da Associação Alemã de Concessionários Automóveis, considerou que a fidelidade dos consumidores europeus às marcas ‘premium’ continuará a constituir uma barreira importante. Mas mesmo os fabricantes europeus reconhecem que a competição mudou de natureza. “Em nenhuma outra região do mundo a transformação da indústria automóvel é tão rápida como na China”, afirmou Oliver Blume, presidente executivo da Volkswagen. “O mercado chinês tornou-se um centro de alta ‘performance’ para nós. Temos de trabalhar mais e mais depressa para conseguir acompanhá-lo”, vincou.
Hoje Macau China / ÁsiaHonda | Lucros mais que duplicam entre Abril a Junho para 2.500 ME A fabricante automóvel Honda registou um lucro líquido de 450.915 milhões de ienes (cerca de 2.500 milhões de euros) entre Abril a Junho, um aumento de 129,3 por cento em relação ao mesmo período de 2025, informou ontem a empresa japonesa. No primeiro trimestre do ano fiscal da Honda, o lucro operacional duplicou e centrou-se nos 530.767 milhões de ienes (cerca de 2.900 milhões de euros), enquanto as receitas aumentaram 13,5 por cento em termos homólogos, atingindo os 6,06 biliões de ienes (cerca de 33.330 milhões de euros). Por regiões, a procura na América do Norte disparou 294,2 por cento, enquanto na Europa registou uma queda de 69,6 por cento. Para o exercício fiscal em curso, que termina em Março de 2027, a fabricante automóvel eleva a previsão de lucro líquido para 400.000 milhões de ienes (cerca de 2.200 milhões de euros) e de receitas para 24 biliões de ienes (cerca de 131.970 milhões de euros). Ainda assim, os possíveis impactos no volume de vendas ou nos custos de materiais decorrentes da incerteza em torno da situação no Médio Oriente não sofreram alterações relativamente à previsão anterior, uma vez que a Honda considera “necessário avaliar cuidadosamente” estes riscos. Além disso, salientou que o terramoto de magnitude 7,1 que abalou recentemente a cidade de Kumamoto, no sudoeste do Japão, afectou algumas das suas principais fábricas, onde as operações foram suspensas durante vários dias para monitorizar a situação e determinar medidas a tomar.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Buscas na sede da Starbucks após campanha polémica A Polícia da Coreia do Sul realizou ontem buscas na sede da Starbucks no país asiático devido a acusações de ofensa ligados a uma campanha publicitária polémica associada a um massacre histórico de manifestantes pró-democracia. A equipa de investigação de crimes públicos da Polícia Metropolitana de Seul iniciou às 08h50 (07h50 em Macau), uma operação na sede localizada no distrito de Gangnam, na capital sul-coreana, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O mandado de busca cita acusações de que a Starbucks ofendeu as vítimas da repressão militar do movimento pró-democracia dos anos 80 na cidade de Gwangju (sudoeste do país), na qual pelo menos 165 pessoas foram mortas, com investigadores a querer saber se os quadros dirigentes da empresa planearam o evento promocional com essa intenção. A operação da Polícia, que tinha sido criticada pela lentidão da investigação, teve lugar após detectar deficiências no processo de auditoria interna da Starbucks apresentados pelo grupo Shinsegae, operador local da empresa. A polémica estalou a 18 de Maio, aniversário da revolta na cidade de Gwangju contra a ditadura do Presidente Chun Doo-hwan (1908-1988), quando a Starbucks lançou na Coreia do Sul uma promoção online chamada ‘Dia do Tanque’ para vender copos térmicos. Esta campanha desencadeou críticas entre os que consideraram que o nome e os slogans promocionais evocavam os tanques utilizados em Gwangju e na repressão militar dos anos 80. O escândalo gerou pedidos de desculpas públicos do presidente da Shinsegae, Chung Yong-jin, no despedimento do director executivo local da Starbucks Korea, em boicotes de trabalhadores e instituições governamentais e em críticas do Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung. Além disso, a equipa da Starbucks no país asiático recebeu formação de história e sensibilidade social em meados de Junho, altura em que fechou antes do horário normal as suas mais de 2.000 sucursais para a realização das aulas.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Japão acusado de se transformar num “Estado bélico” A influente irmã do líder norte-coreano acusou ontem o Japão de se estar a transformar num “Estado bélico”, um dia depois de Tóquio afirmar ser urgente reforçar as forças armadas japonesas A irmã de Kim Jong Un considera que o Japão se está a transformar num “Estado Bélico”. Os dirigentes da Coreia do Norte “irão implementar opções militares adicionais que são manifestamente a consequência da transformação do Japão”, declarou Kim Yo-jong num comunicado publicado pela agência de notícias oficial KCNA. “O Japão, um Estado criminoso de guerra, está a acelerar a transformação num Estado bélico”, afirmou. No prefácio do relatório anual sobre a defesa do arquipélago, publicado na terça-feira, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, considerou “imperativo que o Japão reforce e transforme ainda mais as capacidades de defesa com um sentimento de urgência e de crise mais forte do que nunca”. Na região da Ásia-Pacífico, “não só a China e a Coreia do Norte continuam a reforçar capacidades militares, como também a China e a Rússia, bem como a Rússia e a Coreia do Norte, estão a reforçar a sua cooperação”, alertou. O Japão aumentou as despesas militares em 9,7 por cento, atingindo 62,2 mil milhões de dólares em 2025, o que corresponde a 1,4 por cento do PIB do país, representando a percentagem mais elevada desde 1958. Kim Yo-jong citou o recente teste de lançamento de mísseis de cruzeiro de longo alcance Tomahawk realizado por Tóquio e a participação do Japão, em Maio, em exercícios liderados pelos Estados Unidos nas Filipinas, vendo nisso a prova do apoio de Washington a “movimentos militares perigosos” no Pacífico. Tóquio procura “dotar-se de uma capacidade de ataque preventivo”, criticou a norte-coreana. “Nunca ficaremos passivos perante a evolução militar do Japão, que poderá constituir uma grave ameaça”, acrescentou. Herança histórica O Japão ocupou toda a Coreia antes da capitulação em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, após o que a península foi dividida em dois Estados distintos ao longo do paralelo 38. O legado desse período continua a pesar na política externa tanto da Coreia do Norte como da Coreia do Sul. “Se os descendentes do militarismo, que herdaram os genes da astúcia e da agressão, se apoderarem de armas mortíferas, algo desagradável irá acontecer”, pode ler-se ainda no comunicado de Kim Yo-jong.
Hoje Macau China / ÁsiaChuva | Emitidos alertas máximos no centro e sul do país Várias regiões do centro e sul da China activaram ontem alertas vermelhos devido à chuva, o nível máximo do sistema chinês de avisos, perante precipitações intensas que elevaram o risco de cheias, inundações e desastres geológicos Na cidade de Yichang, na província central de Hubei, a estação meteorológica local elevou ontem para vermelho o alerta devido à chuva, após uma zona ter registado mais de 65 milímetros de precipitação numa hora, informou a televisão estatal CCTV. As autoridades locais advertiram para um risco “extremamente elevado” de cheias repentinas em zonas montanhosas, desastres geológicos, subida do caudal dos rios e inundações. No sul do país, a cidade de Sanya, na ilha de Hainan, emitiu igualmente um alerta vermelho, após uma área próxima de uma escola ter acumulado 130,6 milímetros de chuva em três horas. A estação meteorológica local prevê que a instabilidade atmosférica que afecta a cidade mantenha a intensidade e provoque nova precipitação em vários distritos, com acumulados entre 50 e 100 milímetros em algumas zonas nas próximas seis horas. As autoridades recomendaram ainda a suspensão das aulas em algumas áreas e apelaram à população para adoptar medidas de precaução perante o risco de subida do caudal dos rios, cheias repentinas e deslizamentos de terras. No município de Chongqing, no centro da China, as chuvas registadas entre terça-feira e ontem provocaram a subida do nível de cerca de 50 rios. As cheias inundaram algumas zonas baixas junto às margens e obrigaram à retirada de emergência de residentes em áreas de risco, embora o balanço oficial não indique, para já, o número de pessoas retiradas nem registe vítimas ou desaparecidos. Clima em mudança Nos últimos dias, as chuvas no centro da China obrigaram à retirada preventiva de quase 400 mil pessoas apenas nas províncias de Shaanxi e Sichuan, onde as autoridades mantêm a vigilância devido ao risco de cheias, inundações repentinas em zonas montanhosas e desastres geológicos. O agravamento das condições meteorológicas surge após vários episódios de chuva extrema registados em Julho, incluindo as inundações associadas ao tufão Maysak na região de Guangxi, no sul do país, que provocaram pelo menos 39 mortos, bem como vários deslizamentos de terras e cheias no centro da China que causaram dezenas de mortos e desaparecidos. O ministério dos Recursos Naturais anunciou recentemente um plano para reforçar, entre 2026 e 2030, a prevenção de desastres geológicos, advertindo que as alterações climáticas estão a aumentar o risco de fenómenos súbitos e em cadeia provocados por chuvas extremas fora das zonas tradicionalmente consideradas mais vulneráveis.