Hoje Macau China / ÁsiaBangladesh | Ex-PM condenada a 21 anos de prisão por corrupção A ex-primeira-ministra do Bangladesh Sheikh Hasina, já condenada à morte pela repressão dos motins no país em 2024, foi sentenciada ontem a 21 anos de prisão em três processos de corrupção. Presidido pelo juiz Abdullah Al Mamun, um tribunal da capital bengali, Daca, reconheceu Hasina, de 78 anos, julgada à revelia, culpada de ter adquirido ilegalmente terrenos nos subúrbios da maior cidade do país. “A conduta da primeira-ministra (…) revela uma inclinação persistente para a corrupção, alimentada por um sentimento de impunidade, poderes ilimitados e uma ganância manifesta pelos bens públicos”, denunciou o magistrado ao proferir a decisão. O filho e a filha de Hasina foram condenados ontem, nos mesmos processos, a cinco anos de prisão. No poder desde 2009, Sheikh Hasina foi condenada na semana passada à pena capital por ter ordenado às forças de segurança que abrissem fogo sobre os manifestantes que a desafiaram em Julho e Agosto de 2024. A ex-primeira-ministra negou ter dado essa ordem e denunciou um julgamento “politicamente motivado” com um “veredicto pré-estabelecido”. De acordo com a ONU, a repressão dos motins causou a morte de pelo menos 1.400 pessoas, na maioria civis. Ameaçada pela multidão no palácio em Daca, Sheikh Hasina fugiu do país de helicóptero em 05 de Agosto de 2024, encontrando refúgio na vizinha Índia. Após a condenação à morte, o Bangladesh enviou um pedido de extradição a Nova Deli, que disse, na quarta-feira, que o mesmo estava “em análise”. Hasina também é acusada no Bangladesh em outros três casos de corrupção, juntamente com a irmã Sheikh Rehana e os filhos desta, entre os quais a deputada britânica Tulip Siddiq.
Hoje Macau China / ÁsiaSudeste asiático | Cheias fazem 170 mortos e milhares de deslocados Cheias e deslizamentos de terras provocados por chuvas torrenciais causaram pelo menos 170 mortos nos últimos dias no Sri Lanka, Tailândia e Indonésia, segundo as autoridades nacionais. No Sri Lanka, o Centro de Gestão de Desastres indicou ontem que cerca de 40 pessoas morreram devido às fortes chuvas que se intensificaram nos últimos dias devido a uma depressão a leste da ilha, bem como um deslizamento de terras no distrito montanhoso de Badulla que provocou mais de uma dezena de mortos. Na Tailândia, o Departamento de Prevenção e Mitigação de Desastres contabilizou pelo menos 82 mortos em 12 províncias do sul do país, afectadas por inundações súbitas desde o fim de semana, estimando que cerca de um milhão de famílias e mais de três milhões de pessoas tenham sido afectadas. Na Indonésia, operações de busca prosseguem na ilha de Sumatra após cheias repentinas e deslizamentos terem causado, desde terça-feira, 49 mortos e 67 desaparecidos, de acordo com a Agência Nacional de Gestão de Desastres. As autoridades admitem que o número de vítimas poderá aumentar, já que várias áreas continuam isoladas, mais de 2.000 casas foram destruídas pelas chuvas intensas e cerca de 5.000 pessoas foram forçosamente deslocadas
Hoje Macau China / ÁsiaDíli | Professores de Escola Portuguesa em greve Um grupo de professores da Escola Portuguesa de Díli realizou ontem uma greve para exigir o pagamento de subsídio de instalação, que lhes foi inicialmente atribuído e terão agora de devolver. “O não cumprimento da legislação por parte da tutela relativamente ao pagamento do subsídio de instalação [ao qual consideramos ter direito] levou a esta paralisação e resulta da necessidade de manifestar preocupação e descontentamento face à situação laboral que nos tem afectado nos últimos meses, bem como defender os direitos e garantias que a legislação portuguesa consagra para os trabalhadores em funções públicas”, referem os professores numa nota à imprensa. O grupo de 31 professores estiveram a dar aulas na Escola Portuguesa de Díli em mobilidade estatuária, tendo terminado funções a 31 de Agosto de 2025. Os professores concorreram ao concurso interno, realizado em Julho de 2025, mas o resultado e a respectiva aceitação só aconteceu, quando já estavam de férias em Portugal. Quando partiram para Portugal, os docentes deixaram casas e venderam meios de transportes, por não saberem os resultados do concurso, e consideram que têm direito ao subsídio de instalação não só por ser um novo contrato, mas também, porque se tiveram de reinstalar na capital timorense. Sem fundamentos O grupo, de cerca de 30 professores da Escola Portuguesa de Díli, tinha inicialmente convocado greve por tempo indeterminado a partir de 30 de Outubro, mas decidiram suspender a paralisação, depois de a direcção da Escola Portuguesa de Díli ter revogado a decisão de devolução do referido subsídio. Já este mês, uma nova ordem de serviço cancela a decisão tomada e exige que aqueles professores devolvam o subsídio de instalação. “Neste contexto, estes docentes sentem que a posição final assumida pela direcção não está devidamente fundamentada, cria instabilidade e um sentimento de desânimo que não beneficia um bom clima na escola, importante para o desenvolvimento do processo pedagógico”, salientam na nota. Em declarações aos jornalistas, o director da Escola Portuguesa de Díli, Manuel Alexandre Marques, explicou que na interpretação do Ministério da Educação, os professores que já estavam em Timor-Leste não se desinstalaram e não têm direito a subsídio de instalação. Manuel Alexandre Marques disse também que os professores souberam o resultado do concurso antes de entrar de férias. “O resultado do concurso saiu a 23 de Julho, os professores entraram praticamente todos de férias após essa data já. Esta interpretação vem do Ministério e eu tenho de cumprir”, disse.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Manuel António Serrano é o novo embaixador em Portugal O Presidente timorense, José Ramos-Horta, nomeou ontem Manuel António Araújo Serrano embaixador de Timor-Leste em Portugal, segundo um comunicado enviado à imprensa. “A nossa relação com Portugal é um pilar fundamental da nossa política externa, assente na história, cultura e língua que partilhamos. A comprovada liderança e experiência diplomática do embaixador Serrano serão determinantes para reforçar a cooperação e criar oportunidades de colaboração”, afirma José Ramos-Horta, citado no comunicado. Manuel António Araújo Serrano foi embaixador de Timor-Leste na Indonésia, entre 2009 e 2016, e actualmente desempenha funções de assessor do vice-primeiro-ministro e ministro Coordenador dos Assuntos Sociais e Económicos. O diplomata também foi chefe de gabinete de José Ramos-Horta, quando ocupou o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, entre 2002 e 2006. “O apoio indispensável de Portugal em scetores críticos como a educação, a justiça e a defesa, aliado a um diálogo político consistente ao mais alto nível, faz de Portugal um dos parceiros internacionais mais duradouros e estratégicos de Timor-Leste”, salienta o comunicado.
Hoje Macau China / ÁsiaFogo em arranha-céus de Hong Kong agravado pelos andaimes de bambu e painéis de isolamento O Governo de Hong Kong concluiu esta sexta-feira que o incêndio de grande proporção num condomínio residencial que matou, pelo menos 128 pessoas, na quarta-feira, foi agravado devido aos andaimes de bambu e painéis de isolamento de espuma inflamáveis. Segundo o relatório de peritagem preliminar, aqueles materiais utilizados em obras que estava em curso contribuíram para que as temperaturas fossem mais elevadas. “Com base nas informações iniciais que temos, acreditamos que o fogo começou na tela de proteção (material de espuma para proteger contra propagação de pós e queda de objetos) localizada na parte externa dos andares inferiores (…), e subiu rapidamente devido aos painéis”, que protegiam as janelas, disse o chefe de segurança daquela região administrativa especial da China, Chris Tang. Além dos 128 mortos, há registo de 79 feridos, segundo o último balanço das autoridades locais. O mesmo responsável precisou que 89 corpos resgatados não foram ainda identificados, e que 200 pessoas continuam desaparecidas. Neste número, estão incluídas as pessoas não identificadas. O mesmo responsável indicou que a investigação para determinar as causas da tragédia ainda está em curso e poderá demorar três ou quatro semanas. Os bombeiros de Hong Kong concluíram hoje as operações de combate ao pior incêndio na cidade em décadas, num complexo residencial construído nos anos 80, composto por oito torres com perto de 30 andares e um total de 1.984 apartamentos, onde viviam cerca de quatro mil pessoas. As chamas estavam “amplamente extintas” às 10:18 locais (02:18 em Lisboa), hora em que foram dadas como concluídas as operações de combate ao incêndio, segundo um porta-voz do Governo em declarações à agência noticiosa francesa France Presse (AFP), citando os bombeiros.
Hoje Macau China / ÁsiaInundações na Tailândia provocam 33 mortos e deixam milhares desalojados Pelo menos 33 pessoas morreram e milhares ficaram desalojadas no sul da Tailândia na sequência de inundações provocadas por chuvas torrenciais ocorridas durante vários dias, divulgaram quarta-feira as autoridades locais. “As autoridades informaram que 33 pessoas morreram em sete províncias devido a inundações repentinas, electrocussão e afogamento”, disse um porta-voz governamental, Siripong Angkasakulkiat. “Prevê-se que o nível da água baixe no sul”, acrescentou. O Governo declarou o estado de emergência na província meridional de Songkhla, onde se situa a cidade turística de Hat Yai, que foi atingida pelas chuvas torrenciais que afectam o sul do país. Nos últimos dias, imagens transmitidas pela televisão tailandesa mostraram as equipas de salvamento em Hat Yai a retirar pessoas das suas casas utilizando barcos, ‘jet skis’ e camiões do exército. Desde a semana passada, mais de 10.000 habitantes de Songkhla foram retirados das respectivas casas, segundo o departamento de relações públicas da região. De acordo com a agência de prevenção e gestão de catástrofes, estas grandes inundações afectam sete províncias do sul do país, onde vivem milhões de pessoas. O exército anunciou o envio de um porta-aviões e de helicópteros para transportar os feridos para os hospitais mais próximos. Por outras paragens Na vizinha Malásia, a forte precipitação também provocou inundações em oito estados, prevendo-se mais chuva para os próximos dias. Mais de 27.000 pessoas foram levadas para abrigos temporários esta semana, tendo sido registada uma vítima mortal em Kelantan (nordeste), segundo os serviços de emergência locais. O país também é afectado por fortes chuvas todos os anos durante a estação das monções, que decorre de Novembro a Março. Na terça-feira, os diplomatas malaios disseram que estavam a acompanhar a situação no sul da Tailândia, onde milhares de cidadãos tailandeses em férias ficaram retidos em hotéis.
Hoje Macau China / ÁsiaKunming | Onze mortos e dois feridos em acidente com comboio de testes Onze trabalhadores morreram e outros dois ficaram feridos ao serem atropelados ontem por um comboio de testes na cidade de Kunming, capital da província de Yunnan, no sudoeste da China, informou a empresa ferroviária local. O comboio de testes número 55537, utilizado para operações de detecção sísmica, circulava num troço em curva no interior da estação de Luoyang quando colidiu com trabalhadores da construção civil que tinham acedido à via, de acordo com uma nota da empresa publicada no Weibo. As autoridades não especificaram as circunstâncias que levaram os trabalhadores a estarem naquela zona no momento da passagem do comboio. Na sequência do incidente, foi activado o plano de emergência e as equipas do operador ferroviário e do governo local organizaram os trabalhos de socorro e de assistência médica. A circulação na estação foi restabelecida e os dois feridos permanecem hospitalizados. Entretanto, a empresa manifestou o “mais profundo pesar” pelo sucedido e apresentou as condolências às famílias das vítimas, acrescentando que foi aberta uma investigação para esclarecer as causas a apurar responsabilidades. Nos últimos anos, registaram-se outros incidentes semelhantes no país. Em Junho do ano passado, seis trabalhadores morreram na província de Heilongjiang, nordeste chinês, quando um comboio de mercadorias atropelou uma equipa de manutenção numa via perto de Jiamusi. Em 2021, pelo menos nove pessoas morreram na província ocidental de Gansu, depois de um comboio que fazia a ligação Urumqi-Hangzhou ter abalroado trabalhadores na linha perto de Jinchang.
Hoje Macau China / ÁsiaTrump aconselha Japão a não provocar a China com Taiwan O Presidente dos Estados Unidos aconselhou a primeira-ministra japonesa a não provocar a China com a questão da soberania de Taiwan, informou ontem o Wall Street Journal (WSJ), na sequência da disputa diplomática sino-nipónica. As relações entre as duas maiores economias da Ásia estão a atravessar um momento difícil depois de, no início de Novembro, a nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmar que Tóquio poderia intervir militarmente no caso de um ataque a Taiwan, ilha que Pequim considera parte do território chinês. Durante uma chamada telefónica com o Presidente norte-americano, Donald Trump, na segunda-feira, o homólogo chinês, Xi Jinping, insistiu neste assunto, afirmando que o retorno de Taiwan à China faz parte integrante da “ordem internacional do pós-guerra”, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. Pouco depois, “Trump organizou uma chamada com Takaichi e aconselhou-a a não provocar Pequim sobre a questão da soberania da ilha”, informou o diário WSJ, citando, embora sem identificar, responsáveis japoneses e um norte-americano que estão familiarizados com a conversa. “A opinião de Trump foi subtil e ele não a pressionou a voltar atrás nas declarações”, lê-se no jornal. Entretanto, o porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara, não quis ontem confirmar se Trump pediu a Takaichi que moderasse o tom em relação a Taiwan. “Na conversa telefónica do outro dia, discutimos muitas questões, como o reforço das relações entre o Japão e os EUA e a situação e os problemas no Indo-Pacífico (…). Evito dar mais pormenores porque se trata de um assunto diplomático”, disse Kihara durante a conferência de imprensa diária. No relato da chamada, a chefe do Governo japonês limitou-se a indicar que falou com Donald Trump sobre a conversa deste com Xi Jinping, bem como sobre as relações entre os dois aliados. “O Presidente Trump disse que éramos amigos muito próximos e sugeriu que eu lhe ligasse a qualquer momento”, afirmou a líder japonesa. Proteger interesses De acordo com o WSJ, porém, “os responsáveis japoneses consideraram a mensagem preocupante”. “O Presidente [norte-americano] não queria que as tensões em torno de Taiwan comprometessem a abertura alcançada no mês passado com Xi, que inclui a promessa [da China] de comprar mais produtos agrícolas norte-americanos, a fim de apoiar os agricultores duramente afectados pela guerra comercial”, desencadeada pelo líder norte-americano, estimou o jornal. Na sequência das declarações de Sanae Takaichi, a China convocou o embaixador do Japão e aconselhou a população a evitar viagens para o arquipélago. O lançamento de vários filmes japoneses na China também foi adiado, de acordo com os meios de comunicação estatais chineses.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Macron em Pequim no início de Dezembro O Chefe de Estado francês regressa à China para uma visita que inclui um encontro com Xi Jinping e uma deslocação a Chengdu O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai realizar uma visita de Estado à China entre 03 e 05 de Dezembro, visitando a capital, Pequim, e depois Chengdu, anunciou quarta-feira a presidência francesa, confirmando também um encontro com o homólogo chinês. A última visita de Macron à China aconteceu em Abril de 2023 e nessa ocasião também se encontrou com o Presidente chinês, Xi Jinping, que posteriormente, em Maio de 2024, esteve em França. A visita no próximo mês de Dezembro ocorre “em consonância com a vontade [do Presidente francês] de manter um diálogo constante e exigente com a China”, afirmou o Eliseu (sede da presidência). Macron “impulsionará uma agenda de cooperação e de equilíbrio em matéria económica e comercial, uma ambição que estará no centro da presidência francesa do G7 [bloco das sete maiores economias mundiais] em 2026”, acrescentou a mesma fonte. “Nesta ocasião, serão abordadas as grandes questões da parceria estratégica entre a França e a China, bem como várias grandes questões internacionais e áreas de cooperação para resolver os desafios globais do nosso tempo”, adiantou a presidência. Chengdu na agenda A par de Pequim, Macron também irá deslocar-se a Chengdu, no centro da China, sede de um centro de conservação para onde foram repatriados esta semana dois pandas gigantes anteriormente alojados no jardim zoológico de Beauval, em França. Os dois pandas, Huan Huan e Yuan Zi, emprestados pela China desde 2012, regressaram ao seu país natal devido a uma insuficiência renal da fêmea. A embaixada chinesa em França prometeu à França “novos pandas gigantes” que “chegarão no futuro”. Pequim há muito que utiliza a chamada “diplomacia do panda” para fortalecer as relações com outros países e que tem por base o empréstimo destes animais como instrumento de política externa como um sinal de parceria com esses Estados.
Hoje Macau China / ÁsiaGaza | Xi defende que Faixa fique sob controlo palestiniano O Presidente chinês pediu que a reconstrução da Faixa de Gaza seja realizada sob o princípio “palestinianos governam a Palestina” e exortou a comunidade internacional a promover um “cessar-fogo abrangente e duradouro”. Xi Jinping afirmou que a questão palestiniana “afecta a equidade e a justiça internacionais” e constitui “um teste à eficácia do sistema de governação global”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Numa mensagem enviada para uma reunião da ONU, na terça-feira, o líder chinês defendeu que a comunidade internacional deve “assumir responsabilidades, corrigir injustiças históricas e defender a justiça”. Por ocasião do Dia internacional de solidariedade com o povo palestiniano, Xi sublinhou que qualquer estrutura pós-guerra deve respeitar “a vontade do povo palestiniano” e ter em conta as preocupações legítimas dos países da região. O líder chinês insistiu que os esforços devem “ancorar-se na solução de dois Estados”, para alcançar um acordo político “abrangente, justo e duradouro”. O Presidente chinês referiu que a prioridade imediata é melhorar a situação humanitária e aliviar o sofrimento dos civis em Gaza, e reiterou que Pequim, enquanto membro permanente do Conselho de Segurança, “continuará a apoiar a causa justa do povo palestiniano para restaurar os seus direitos nacionais legítimos”.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Apresentado projecto de lei para reduzir taxas dos EUA O partido no poder na Coreia do Sul apresentou ontem um projecto de lei para apoiar o compromisso de investimento sul-coreano nos Estados Unidos em troca da redução das tarifas norte-americanas. O projecto de lei prevê a criação de um fundo especial para financiar o investimento prometido de 350 mil milhões de dólares aos Estados Unidos, em troca da redução das tarifas aduaneiras de Washington sobre veículos e peças de veículos, entre outros, de 25 por cento para 15 por cento. Do valor total, 150 mil milhões de dólares destinam-se ao sector naval norte-americano, enquanto os restantes 200 mil milhões de dólares vão ser investidos, em tranches anuais de até 20 mil milhões de dólares, em vários sectores estratégicos dos EUA. Embora a proposta legislativa ainda vá ser analisada pelo parlamento sul-coreano, com a mera apresentação do documento aplica-se a redução tarifária com efeitos retroactivos a 01 de Novembro, em linha com o memorando de entendimento bilateral assinado em meados deste mês. O Ministério do Comércio da Coreia do Sul enviou uma carta ao secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, a informar que a proposta de lei para aplicar o memorando de entendimento já foi apresentada à Assembleia Nacional sul-coreana e a solicitar que a redução retroativa seja aplicada em conformidade.
Hoje Macau China / ÁsiaChina diz que esmagará ingerências em Taiwan A China voltou ontem a acusar o Japão de aumentar a tensão regional com a anunciada implantação de mísseis em ilhas próximas de Taiwan, advertindo que “esmagará” qualquer tentativa de interferência externa no que considera um assunto interno. O porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), Peng Qing’en, classificou a decisão de Tóquio como uma “provocação extremamente perigosa” e acusou o Japão de estar “a criar tensão e a alimentar o confronto militar” numa zona a apenas 110 quilómetros de Taiwan. “Temos a firme vontade, determinação e capacidade de salvaguardar a soberania e a integridade territorial da China e de esmagar qualquer tentativa de interferência externa”, afirmou Peng numa conferência de imprensa em Pequim. O porta-voz acusou Tóquio de violar o espírito da Constituição pacifista do país e de avançar para a “expansão militar”, impulsionado por “forças de direita, que procuram libertar-se das restrições do pós-guerra”. Peng recordou que a Declaração de Potsdam (1945) proibia o rearmamento japonês, sublinhando que esta evolução “despertou a preocupação da comunidade internacional”. A data concreta para a implantação desse sistema antimíssil numa cadeia de ilhas próxima de Taiwan, capazes de interceptar ameaças aéreas a uma altitude de cerca de 50 quilómetros, ainda não foi decidida, mas corresponde a 14 novas unidades antimísseis terra-ar que o Governo japonês planeia instalar até 2031 para triplicar os sistemas de protecção numa zona de especial interesse estratégico. A reacção da China ocorre num momento de máxima tensão diplomática entre Pequim e Tóquio, após declarações recentes da nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que declarou que um ataque chinês contra Taiwan pode justificar a intervenção das Forças de Autodefesa japonesas. A China exigiu a retratação da chefe do Governo nipónico, convocou o embaixador japonês e emitiu avisos oficiais desaconselhando os cidadãos chineses a viajar para o Japão, o que provocou centenas de milhares de cancelamentos de voos e afectou o sector turístico e cultural japonês. Tóquio, por sua vez, defendeu que a implantação de mísseis terra-ar nas ilhas do arquipélago Nansei responde exclusivamente a fins de defesa e faz parte da estratégia de segurança adoptada em 2022, em plena inflexão histórica de Tóquio no sentido do rearmamento. O Ministério da Defesa japonês denunciou ainda esta semana a incursão de um drone chinês entre a ilha de Yonaguni e Taiwan, o que justificou o envio de caças. Sem avanços A tensão diplomática mantém-se, apesar dos recentes apelos do Presidente norte-americano, Donald Trump, tanto ao líder chinês, Xi Jinping, como a Takaichi. Durante uma conversa telefónica com Trump, Xi insistiu que o “retorno” de Taiwan à China constitui uma “parte importante” da ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial, enquanto Tóquio insiste que a sua posição não mudou e que qualquer disputa sobre a ilha, autogovernada desde 1949, deve ser resolvida pacificamente. Tóquio e Pequim têm mantido reuniões bilaterais de alto nível em busca de formas de desaceleração da tensão actual, sem sinais claros de progresso, segundo analistas.
Hoje Macau China / ÁsiaInvestimento no imobiliário comercial em HK triplica no terceiro trimestre A captação de capital no sector imobiliário comercial de Hong Kong registou um aumento histórico no terceiro trimestre de 2025, com um incremento homólogo de 231 por cento, segundo dados da Morgan Stanley Capital International (MSCI). O volume negociado atingiu 4,9 mil milhões de dólares, colocando a cidade como o segundo mercado com maior expansão na região Ásia-Pacífico, atrás apenas da Malásia. De acordo com o fornecedor de serviços de dados, que compila operações avaliadas em mais de 10 milhões de dólares, trata-se do maior montante trimestral desde 2019, reflectindo uma recuperação progressiva no sector imobiliário do enclave financeiro, duramente atingido nos últimos anos. O relatório detalha que o capital se concentrou em escritórios, centros de dados, espaços comerciais, hotéis e residências para idosos. A MSCI sublinhou que as principais operações em Hong Kong abrangeram tanto activos corporativos como tecnológicos, impulsionadas por uma melhoria gradual dos fluxos de investimento provenientes da China continental. Este ‘boom’ ocorre após anos de depreciação de activos e restrições financeiras, acentuadas pela escalada das taxas de juro, que atingiram máximos não vistos desde 2007. No entanto, a recente decisão da Autoridade Monetária de Hong Kong de reduzir em um quarto de ponto a taxa de juros de referência, para 4,25 por cento, aliviou os encargos com crédito e sustentou a actividade de investimento. Bons números Entre Janeiro e Setembro, o investimento imobiliário no território acumulou 6,2 mil milhões de dólares, um aumento anual de 39 por cento, de acordo com cálculos da Morgan Stanley publicados ontem no jornal South China Morning Post. Desde o início do ciclo de flexibilização monetária, em Setembro do ano passado, várias operações importantes foram concluídas. Em Julho, Mike Cai Wensheng, co-fundador da aplicação chinesa Meitu, uma plataforma popular de edição fotográfica e retoque digital, adquiriu um terreno para reurbanização no distrito de Causeway Bay por 750 milhões de dólares de Hong Kong, a segunda compra da empresa em três meses. Por sua vez, o Alibaba Group e a associada Ant Group desembolsaram em outubro 7,2 mil milhões de dólares de Hong Kong na compra de vários andares de um projeto promovido pela Mandarin Oriental International, no terreno do antigo hotel Excelsior. O acordo constituiu a maior transação imobiliária da cidade desde 2021. Entretanto, o mercado de escritórios continua ativo. Esta semana, foi registada a venda de uma unidade no 35.º andar da Bank of America Tower, no distrito de Central, por 27,31 milhões de dólares de Hong Kong, enquanto o 52.º andar do The Center foi transferido para a Prosperous Global Investment por 565,29 milhões de dólares de Hong Kong. “As expectativas globais são mais optimistas do que no início do ano”, avaliou Benjamin Chow, chefe de pesquisa de activos privados para a Ásia na MSCI, citado pelo diário de Hong Kong. “Os rendimentos voltam a ser positivos e a actividade recupera na maioria dos grandes mercados. Tudo indica que 2025 terminará com um saldo favorável”, sublinhou.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Pelo menos 13 pessoas morreram num incêndio As imagens do fogo que alastrou pelos blocos de apartamentos com capacidade para 2.000 pessoas faz adivinhar uma tragédia de grandes dimensões Pelo menos 12 pessoas morreram ontem num incêndio que se alastrou a vários edifícios num complexo habitacional de Hong Kong, segundo a imprensa chinesa, sublinhando que havia pessoas presas nos apartamentos. Segundo o portal do South China Morning Post, 12 pessoas, incluindo um bombeiro, morreram e pelo menos outras 16 ficaram gravemente feridas no fogo que devastou o bairro de Tai Po. As outras 11 vítimas mortais eram oito mulheres e três homens, segundo fontes citadas pelo meio de comunicação. As chamas consumiram andaimes de bambu em todos os oito edifícios do bairro social, deixando vários outros moradores presos dentro dos apartamentos, segundo o portal de notícias chinês. O director do departamento de bombeiros local, Andy Yeung, disse aos jornalistas que um bombeiro estava entre os mortos e outro teve de receber tratamento médico por exaustão devido ao calor. Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), vídeos do local mostraram pelo menos cinco edifícios próximos uns dos outros em chamas, com fumo a sair de muitas janelas de apartamentos, ao cair da noite. Os bombeiros combatiam as chamas lançando água a partir das escadas dos camiões da corporação. O violento incêndio lançou uma coluna de chamas e fumo denso enquanto se alastrava pelos andaimes de bambu e telas de protecção instaladas em redor dos prédios, localizados no distrito de Tai Po. Os registos mostram que o complexo habitacional é composto por oito prédios com quase 2.000 apartamentos. A polícia de Hong Kong disse ter recebido vários relatos de pessoas presas nos edifícios atingidos pelo fogo, mas não forneceu detalhes. Nível máximo O incêndio foi reportado a meio da tarde e, após o anoitecer, as autoridades elevaram-no para o nível 5 de alerta, o nível mais elevado de gravidade, segundo o departamento de bombeiros. As autoridades do distrito de Tai Po abriram abrigos temporários para as pessoas que ficaram sem casa devido ao incêndio. Tai Po é uma área suburbana nos Novos Territórios, na parte norte de Hong Kong e perto da fronteira com a cidade de Shenzhen, na China continental. Os andaimes de bambu são comuns em Hong Kong em projectos de construção e renovação de edifícios, embora o Governo tenha anunciado no início deste ano que iria começar a eliminá-los gradualmente dos projectos públicos devido às questões de segurança.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Japão envia aviões militares para ilha próxima após detectar drone chinês O Japão enviou ontem aviões militares para Yonaguni, a ilha japonesa mais próxima de Taiwan, após a detecção de um drone chinês, quando a tensão entre Pequim e Tóquio está a aumentar nas últimas semanas. “Confirmamos que um drone suspeito de ser chinês sobrevoou o espaço aéreo entre a ilha de Yonaguni e Taiwan na segunda-feira”, declarou ontem o Ministério da Defesa japonês na rede social X. A Força Aérea “enviou aeronaves” em resposta a este incidente, acrescentou o Ministério japonês. Na segunda-feira, a China criticou fortemente as declarações feitas no dia anterior pelo ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi. O ministro japonês, que estava em visita a Yonaguni, afirmou que o plano de instalação de mísseis terra-ar de médio alcance naquela ilha estava “dentro do prazo”. “O envio de armas ofensivas do Japão para as ilhas do sudoeste, próximas de Taiwan, visa deliberadamente criar uma tensão regional e provocar um confronto militar”, declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, numa conferência de imprensa. Ontem, Koizumi declarou aos jornalistas que os mísseis “não se destinam a atacar outros países (…) e claramente não contribuem para o aumento da tensão na região”. A tensão entre a China e o Japão aumentou desde que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, declarou, em 07 de novembro, que as operações armadas contra Taiwan poderiam justificar uma intervenção militar japonesa para defender a ilha. A China, que reivindica Taiwan como parte do seu território, consideraram estas declarações como uma provocação. Yonaguni alberga uma base das Forças de Autodefesa do Japão desde 2016, apesar das objecções iniciais dos habitantes locais. Tóquio anunciou a sua intenção de implantar mísseis terra-ar de médio alcance na ilha para se defender de ataques de mísseis e aeronaves.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong proíbe importações de Santarém devido à gripe aviária A região de Hong Kong proibiu ontem a importação de carne de ave e derivados, incluindo ovos, do distrito de Santarém, na sequência da detecção de casos de gripe aviária. O Centro para a Segurança Alimentar (CFS, na sigla em inglês) de Hong Kong sublinhou que a decisão foi tomada “para proteger a saúde pública”, na sequência de notificações da Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH, na sigla em inglês). De acordo com dados oficiais citados num comunicado do CFS, o território semiautónomo chinês não importou carne de ave ou derivados de Portugal nos primeiros nove meses de 2025. O CFS disse já ter contactado as autoridades portuguesas e que vai acompanhar “de perto” a situação e as informações emitidas pela WOAH. “Serão tomadas as medidas adequadas em resposta ao desenvolvimento da situação”, acrescentou. O CFS também proibiu ontem, pelo mesmo motivo, a importação de carne de ave e derivados de algumas regiões da Polónia, Itália, Bélgica, Irlanda e Reino Unido. Em 18 de novembro, Hong Kong já tinha proibido a importação de carne de ave e derivados, incluindo ovos, do distrito do Porto, na sequência da detecção de casos de gripe das aves. Medida semelhante foi tomada no dia seguinte pela vizinha região chinesa de Macau. Doença confirmada Na segunda-feira, a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) portuguesa confirmou um foco de gripe aviária numa capoeira doméstica de galinhas e patos, no distrito de Santarém. De acordo com informação publicada pela DGAV, o número total de focos detectados, este ano, subiu para 39. A DGAV tem vindo a alertar que o risco de disseminação da gripe das aves é, neste momento, elevado em Portugal e pediu a adopção de medidas de segurança. As aves domésticas em estabelecimentos localizados nas zonas de alto risco, incluindo capoeiras domésticas e aves em cativeiro, têm de estar, obrigatoriamente, em cativeiro, de acordo com as regras determinadas pela DGAV. Já nas zonas de protecção e vigilância é proibida a circulação de aves, o repovoamento de aves de espécies cinegéticas, feiras, mercados e exposições, a circulação de carne fresca e de ovos para incubação e para consumo humano, bem como a circulação de subprodutos animais. A DGAV precisou que todas as infracções a estas normas serão punidas. Em 11 de Novembro, a DGAV alertou num edital que a gripe aviária provoca “mortalidade muito elevada, especialmente nas aves de capoeira”. Tal tem “um impacto importante (…) na produção avícola, uma vez que constitui motivo de suspensão da comercialização de aves vivas e seus produtos nas zonas afetadas e pode ser motivo de impedimento de exportação de aves e produtos”, acrescentou. A transmissão do vírus H5N1 para humanos acontece raramente, tendo sido reportados casos esporádicos em todo o mundo. Contudo, quando ocorre, a infecção pode levar a um quadro clínico grave.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong quer banir duas organizações de exilados O secretário para a Segurança de Hong Kong, Chris Tang Ping-keung, disse ontem que quer banir duas organizações criadas no estrangeiro por exilados da região semiautónoma chinesa, que acusou de separatismo. Na segunda-feira, o Governo do território anunciou que estava a ponderar proibir a organização Parlamento de Hong Kong (Hong Kong Parliament), criada no Canadá, e a União Democrática para a Independência de Hong Kong (Hong Kong Democratic Independence Union; HKDIU), estabelecida em Taiwan. Num comunicado, o executivo de Hong Kong disse que tinha enviado notificações por escrito às duas organizações, permitindo-lhes apresentar alegações antes de uma eventual proibição. Ontem, numa conferência de imprensa, Chris Tang confirmou que os dois grupos têm uma semana para responder às alegações, mas deu a entender que a decisão já foi tomada. “Analisei as provas relevantes e acredito que a proibição é uma medida necessária para salvaguardar a segurança nacional”, sublinhou o dirigente. “O objectivo destas duas organizações é dividir o país e subverter o poder do Estado. Promovem a chamada autonomia, ou seja, a independência de Hong Kong, e o que descrevem como constituição de Hong Kong”, disse o secretário. “Na verdade, isto mina o sistema básico da nossa Constituição nacional e também prejudica o poder de Hong Kong e do nosso país”, garantiu Tang, citado pela imprensa local. O dirigente aconselhou os habitantes de Hong Kong a não participarem nas actividades das duas organizações e lembrou que, de acordo com a lei de segurança nacional aprovada em Março de 2024, arriscam uma pena de prisão de até 14 anos. Crimes e detenções Tang recordou que a justiça da cidade já emitiu mandados de detenção para 19 membros da organização Parlamento de Hong Kong e que um colaborador do grupo foi condenado a 12 meses de prisão. Em 13 de Novembro, um tribunal considerou Lan Fei, de 19 anos, culpada do crime de sedição por ter aparecido em dois vídeos, publicados em Abril e Maio, que promoviam a eleição para a organização Parlamento de Hong Kong. Quatro membros da União Democrática para a Independência de Hong Kong já foram detidos – incluindo um jovem de 16 anos – e estão a aguardar julgamento, enquanto um outro membro é procurado por apelar ao boicote das eleições para o parlamento local de 07 de Dezembro. Em 2018, o governo de Hong Kong baniu o Partido Nacional de Hong Kong, um movimento pró-independência, numa decisão sem precedentes desde a transferência de soberania da antiga colónia britânica, em 1997. John Lee Ka-chiu, o então secretário para a Segurança e actual líder do Governo, justificou na altura a proibição com a protecção da segurança nacional, da segurança pública, da ordem pública e da liberdade e dos direitos dos cidadãos.
Hoje Macau China / ÁsiaDiplomacia | Xi defendeu junto de Trump a importância do regresso de Taiwan à China Numa conversa telefónica entre os dois presidentes, Xi Jinping enfatizou a importância de manter as boas relações alcançadas após a reunião em Busan e aproveitou para voltar a sublinhar que o regresso de Taiwan à China é uma parte importante da ordem internacional O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu junto do seu homólogo norte-americano a importância de o território de Taiwan voltar à China, que admite retomá-lo pela força, informou segunda-feira a agência de notícias chinesa Xinhua. Numa conversa telefónica entre ambos, o Presidente chinês disse a Donald Trump que os dois países devem “manter a dinâmica das suas relações” após a reunião de Outubro na Coreia do Sul e “sublinhou que o regresso de Taiwan à China é uma parte importante da ordem internacional do pós-guerra”, segundo a Xinhua. Xi também salientou que Pequim e Washington já “lutaram lado a lado contra o fascismo e o militarismo” e que agora “deviam salvaguardar conjuntamente os resultados vitoriosos da II Guerra Mundial”, de acordo com a agência chinesa. Trump e Xi reuniram-se pela primeira vez desde 2019 em Outubro, em Busan, na Coreia do Sul, e mantiveram conversações que foram acompanhadas de perto, no meio de uma guerra comercial entre os dois países. A batalha entre as duas maiores economias do mundo, que abrange tudo, desde terras raras a soja e taxas alfandegárias, abalou os mercados e interrompeu as cadeias de abastecimento durante meses. Xi também disse a Trump que a “bem-sucedida” reunião de Busan ajudou a “produzir impulso no movimento constante do gigantesco navio das relações sino-americanas”, de acordo com a agência de notícias France Presse (AFP). “Desde a reunião de Busan, as relações sino-americanas mantiveram-se estáveis e continuaram a melhorar, o que foi muito bem acolhido pelos dois países e pela comunidade internacional”, acrescentou Xi. Ameaças nipónicas Ainda na segunda-feira a China advertiu o Japão que o projecto de instalar mísseis perto de Taiwan é um desenvolvimento “extremamente perigoso”, depois de declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre a ilha nacionalista. “A implantação de armas ofensivas pelo Japão nas ilhas do sudoeste vizinhas de Taiwan visa deliberadamente criar tensões regionais e provocar um confronto militar”, disse a porta-voz da diplomacia chinesa Mao Ning em Pequim. Mao reagia a declarações do ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, que afirmou no domingo que o objectivo de colocar mísseis terra-ar em Yonaguni, a ilha japonesa mais próxima de Taiwan, estava “no bom caminho”. Os governos de Pequim e Tóquio estão envolvidos num clima de tensão desde que Takaichi afirmou em 07 de Novembro que operações armadas contra Taiwan podiam justificar uma intervenção militar japonesa para defender a ilha. Pequim, que reivindica Taiwan como parte do território da China, vê nas palavras de Takaichi uma provocação. Visita em Abril O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou segunda-feira uma visita a Pequim em Abril, que será retribuída com uma deslocação do seu homólogo aos Estados Unidos no final do próximo ano. Donald Trump fez o anúncio poucas horas depois de ter conversado com Xi por telefone, altura em que, segundo indicou, ambos discutiram assuntos como o conflito na Ucrânia, o combate ao opióide fentanil e o comércio de soja. A chamada telefónica ocorreu quase um mês depois de ambos se terem encontrado na cidade sul-coreana de Busan. As autoridades chinesas confirmaram o telefonema, sem mencionar as visitas de estado dos dois líderes, relatando que os assuntos discutidos incluíram a Ucrânia, comércio e Taiwan. Após a conversa, o líder da Casa Branca considerou, numa mensagem na sua rede Truth Social, a relação com Pequim como “extremamente forte”, mas não fez referência à sensível questão de Taiwan.
Hoje Macau China / ÁsiaGás natural do Greater Sunrise deve ser processado em Timor-Leste, diz PM O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, insistiu ontem que o gás natural do Greater Sunrise deve ser processado em Timor-Leste e que aquele projecto é essencial para o desenvolvimento do país. “A posição do Governo sobre o Greater Sunrise sempre foi clara. O gás natural do Greater Sunrise deve ser processado em terra, em Timor-Leste”, afirmou Xanana Gusmão, num discurso proferido na sessão de abertura do V Fórum de Energia, Mineração e Negócios de Timor-Leste. O fórum, que vai decorrer até quarta-feira, junta parceiros internacionais, investidores e empresas de cerca de 70 países e visa apresentar as oportunidades de desenvolvimento nos sectores de energia e mineração. Segundo o primeiro-ministro timorense, aquele projecto é “essencial para o desenvolvimento nacional”, porque vai proporcionar novas oportunidades para os jovens timorenses adquirirem competências e participarem em indústrias emergentes. “Garantirá que evitemos a chamada ‘maldição dos recursos’, o processamento em terra vai assegurar que o valor gerado pelo Greater Sunrise permanece em Timor-Leste e apoia a construção da Nação”, afirmou o líder do Governo timorense. O projecto vai também reforçar a segurança energética de Timor-Leste e criar milhares de empregos, salientou Xanana Gusmão. O primeiro-ministro disse também que a posição de Timor-Leste é baseada em “avaliações especializadas” que “confirmaram que um gasoduto de águas profundas desde o campo até à costa sul é viável e consistente com os padrões internacionais de engenharia”. “Mantemos o nosso compromisso de avançar com o Greater Sunrise de maneira comercialmente sólida, tecnicamente robusta e alinhada com os interesses do nosso povo”, afirmou. Outras recursos Na intervenção, Xanana Gusmão destacou também as “novas oportunidades” no sector mineiro e dos minerais críticos, incluindo ouro, cobre, magnésio e outros recursos. “O desenvolvimento dos nossos recursos minerais em terra apoiará a diversificação económica, fortalecerá competências técnicas e criará empregos, especialmente nas comunidades rurais”, disse. O Governo de Timor-Leste autorizou sábado a assinatura de um acordo de cooperação com a australiana Woodside Energy para estudos para processar e exportar gás do Greater Sunrise para o país. Segundo o Governo timorense, o acordo “representa um importante passo para a avaliação técnica, comercial e regulatória conjunta de uma futura unidade de LNG em território timorense”. “As negociações conduzidas pelo Ministério do Petróleo e Recursos Minerais com a Woodside Energy, titular de direitos sobre o campo do Greater Sunrise, criaram as condições necessárias para formalizar esta cooperação, que permitirá aprofundar os estudos essenciais ao desenvolvimento do projeto”, salienta o comunicado. A Austrália e Timor-Leste realizaram, em Outubro, negociações bilaterais para desenvolver o projecto Greater Sunrise, incluindo mecanismo de governação e os regimes fiscais do projecto. O acordo de fronteira marítima permanente entre Timor-Leste e a Austrália determina que o Greater Sunrise, um recurso partilhado, terá de ser dividido, com 70 por cento das receitas para Timor-Leste no caso de um gasoduto para o país, ou 80 por cento se o processamento for em Darwin.
Hoje Macau China / ÁsiaBolsa | PCC expulsa ex-responsável de regulador de mercado As autoridades disciplinares da China anunciaram ontem a expulsão do Partido Comunista Chinês (PCC) de Wang Huimin, ex-membro da direcção do regulador do mercado bolsista por “graves violações da disciplina e da lei”. Wang cometeu várias infracções, incluindo abuso de poder, aceitação de subornos e uso de influência para favorecer terceiros em processos como ofertas públicas de venda e promoções profissionais, de acordo com comunicados publicados pela Comissão Central de Inspecção Disciplinar (CCDI, na sigla em inglês), o principal órgão anti-corrupção interno do PCC, e pela Comissão Nacional de Supervisão, o equivalente estatal. A investigação concluiu que Wang, também antigo chefe da equipa de inspecção do órgão anti-corrupção da Comissão Reguladora do Mercado de Valores da China, “perdeu os seus ideais”, “traiu a sua missão original” e desviou-se das directrizes centrais do partido. O comunicado sublinha que o ex-funcionário “violou a disciplina enquanto a fazia cumprir” e “violou a lei enquanto a aplicava”, expressões com as quais a CCDI descreve como especialmente graves estes comportamentos, num cargo responsável pela supervisão da integridade interna do regulador do mercado bolsista. Wang, que também é acusado de manter uma “conduta familiar inadequada” ao não controlar os familiares, teria continuado a aceitar benefícios ilícitos mesmo após o XVIII Congresso do PCC, realizado em 2012, apesar das repetidas advertências da liderança central. O caso foi encaminhado para o Ministério Público para um eventual processo criminal.
Hoje Macau China / ÁsiaDoze ligações aéreas entre China e Japão sem voos Doze ligações aéreas entre a China e o Japão apareciam esta manhã com 100 por cento dos voos cancelados na plataforma independente de tráfego aéreo DAST, na sequência da crise diplomática entre os dois países devido a Taiwan. As rotas sem operações incluem ligações entre cidades chinesas como Nanjing, Pequim, Shenzhen, Chengdu e Xangai, entre outras, com aeroportos japoneses como Kansai (Osaka), Fukuoka, Sapporo e Nagoya, de acordo com os dados da DAST. A plataforma, utilizada como referência por vários órgãos de imprensa chineses, mostra ainda que várias destas rotas preveem continuar com cancelamentos nos próximos dias. Os dados da DAST indicam ainda que a taxa de cancelamento de voos programados para o Japão irá alcançar um pico de 21,6 por cento no dia 27 de Novembro, o índice mais elevado num mês. Entre as 20 rotas mais movimentadas, algumas apresentam taxas de cancelamento particularmente elevadas, como Tianjin-Kansai (65 por cento), Nanjing-Kansai (59,4 por cento), Guangzhou-Kansai (31,3%) e Xangai Pudong-Kansai (30,1 por cento). As companhias aéreas chinesas têm vindo a ajustar as operações para o Japão há vários dias, depois de uma série de alertas emitidos, na semana passada, pelos Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ministério da Cultura e Turismo, Ministério da Educação e pelas missões diplomáticas chinesas, que recomendaram evitar viagens não essenciais para o país vizinho. A reação chinesa surgiu depois de, em 07 de Novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter declarado que um potencial ataque chinês a Taiwan poderia justificar a intervenção das Forças de Autodefesa do Japão, palavras consideradas por Pequim como “uma ameaça de uso da força”. Impacto negativo A tensão estendeu-se aos sectores do turismo e da aviação, com diversas agências de viagens chinesas a reportarem um aumento dos pedidos de cancelamento de viagens para o Japão, enquanto companhias aéreas chinesas, incluindo de Hong Kong e Macau, activaram políticas excecionais, oferecendo reembolsos ou alterações sem penalizações. O Japão recebeu 7,49 milhões de visitantes chineses nos primeiros nove meses do ano, segundo dados da Organização Nacional de Turismo do Japão, fazendo da China o maior mercado emissor. Analistas citados pela televisão estatal chinesa CCTV alertam que uma queda substancial no número de turistas chineses poderá ter um impacto significativo na economia do Japão, numa altura em que parte da procura está a migrar para outros destinos asiáticos. De acordo com plataformas de reservas chinesas como a Qunar, a Coreia do Sul tornou-se o principal destino para viagens internacionais a partir da China, enquanto Tailândia, Vietname, Malásia, Hong Kong e Macau também estão a registar um aumento do interesse dos viajantes.
Hoje Macau China / ÁsiaHK: Relações com Japão devem respeitar “a dignidade” da China O líder do Governo de Hong Kong disse ontem que os laços com o Japão devem respeitar “a dignidade” da China, mas recusou confirmar o corte de relações com o consulado-geral japonês na região. A relação com o Japão “deve estar alinhada com a dignidade da nação e com os benefícios dos habitantes de Hong Kong”, disse John Lee Ka-chiu aos jornalistas. Horas antes, a imprensa japonesa avançou que Hong Kong tinha ordenado, no domingo, o corte imediato das relações oficiais com o consulado-geral do Japão e cancelou um programa de intercâmbio de estudantes, face ao agravamento da disputa diplomática sino-nipónica devido a Taiwan. John Lee não confirmou o corte de relações, mas admitiu que “as declarações extremamente erradas” da primeira-ministra japonesa “deterioraram gravemente o clima para os intercâmbios entre a China e o Japão”. Em 07 de novembro, Sanae Takaichi disse que Tóquio poderia recorrer à força se Pequim tentasse ocupar ou bloquear Taiwan, algo que o Governo chinês classificou de “interferência intolerável”. “Estas palavras feriram profundamente os sentimentos do povo chinês e põem em causa a ordem internacional do pós-guerra. Nenhum chinês as pode aceitar”, afirmou John Lee. “Isto faz-nos duvidar da eficácia de muitos intercâmbios. Vamos acompanhar de perto o desenvolvimento”, disse o chefe do Executivo da região semiautónoma chinesa. Em suspenso O gabinete de Educação de Hong Kong anunciou a retirada de 18 estudantes e professores do programa JENESYS, uma iniciativa lançada por Tóquio em 2007 e na qual a antiga colónia britânica participava desde 2008. A viagem, que deveria acontecer entre 07 a 13 de Dezembro, incluía aulas em escolas japonesas, alojamento com famílias japonesas e visitas a locais históricos. “Depois de avaliar o aumento de incidentes contra cidadãos chineses e de dar prioridade à segurança dos estudantes e professores, foi decidido não participar”, declarou o organismo. Hong Kong suspendeu também, por tempo indeterminado, um fórum empresarial previsto para 18 de Novembro sob a égide da agência governamental Invest Hong Kong, depois de as autoridades locais proibirem a presença de pessoal consular japonês. Foi igualmente cancelada uma reunião de alto nível sobre cooperação económica prevista para o início de Dezembro com o cônsul-geral japonês.
Hoje Macau China / Ásia MancheteTaiwan | China avisa Japão para perigo de instalar mísseis em ilha próxima As tensões entre Pequim e Tóquio continuam a evoluir após as declarações da nova primeira-ministra japonesa sobre a antiga Formosa. As autoridades chinesas avisam agora o governo nipónico sobre os perigos de instalar mísseis na região A China advertiu ontem o Japão que o projecto de instalar mísseis perto de Taiwan é um desenvolvimento “extremamente perigoso”, depois de declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre a ilha. “A implantação de armas ofensivas pelo Japão nas ilhas do sudoeste vizinhas de Taiwan visa deliberadamente criar tensões regionais e provocar um confronto militar”, disse a porta-voz da diplomacia chinesa Mao Ning em Pequim. Mao reagia a declarações do ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, que afirmou no domingo que o objecivo de colocar mísseis terra-ar em Yonaguni, a ilha japonesa mais próxima de Taiwan, estava “no bom caminho”. A porta-voz chinesa acusou o Japão, cuja Constituição proíbe políticas belicistas, de ter ajustado “de forma considerável” a política de segurança nos últimos anos e de procurar dotar-se de capacidades ofensivas. Na opinião da China, estas tendências reflectem que “as forças direitistas japonesas estão a tentar activamente quebrar as restrições da Constituição pacifista”, o que, advertiu Mao, está a “empurrar o Japão e a região para o desastre”. “Esta tendência, conjugada com as declarações erróneas da primeira-ministra, Sanae Takaichi, é extremamente perigosa”, disse Mao, citada pelas agências de notícias espanhola EFE e France-Presse (AFP). Os governos de Pequim e Tóquio estão envolvidos num clima de tensão desde que Takaichi afirmou em 07 de Novembro que operações armadas contra Taiwan podiam justificar uma intervenção militar japonesa para defender a ilha. Pequim, que reivindica Taiwan como parte do território da China, vê nas palavras de Takaichi uma provocação. “A China está determinada e é capaz de defender a soberania territorial nacional”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China durante uma conferência de imprensa regular. Mao recordou que o Acordo de Potsdam, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), “proibiu expressamente que o Japão voltasse a armar-se” e insistiu que a Constituição japonesa consagra o princípio de “defesa exclusivamente defensiva”. “A China nunca permitirá que as forças japonesas de extrema-direita subvertam o curso da história, nem permitirá a interferência de forças externas nos assuntos de Taiwan, nem o ressurgimento do militarismo japonês”, afirmou. Encontros adiados A porta-voz diplomática chinesa anunciou também o adiamento indefinido da décima cimeira entre a China, o Japão e a Coreia do Sul, prevista para janeiro, numa cidade japonesa. “Nas circunstâncias actuais, não existem as condições para celebrar a cimeira”, disse Mao, referindo que as declarações japonesas sobre Taiwan prejudicaram a cooperação entre os três países asiáticos. Yonaguni alberga uma base das Forças de Autodefesa japonesas desde 2016, apesar das objecções iniciais dos habitantes. Tóquio anunciou a intenção de instalar na ilha mísseis terra-ar de médio alcance para a defender contra ataques de mísseis e aeronaves. Mao Ning pediu de novo a Tóquio que “leve a sério” as preocupações da China, “retire as declarações erróneas sobre Taiwan” e mostre sinceridade através de “acções concretas”. Na sexta-feira, a líder japonesa recusou-se a retirar as declarações sobre Taiwan, por considerar que se trata da “posição coerente” do Governo japonês. Takaichi reiterou ainda o desejo de ter relações benéficas com a China num novo apelo ao diálogo.
Hoje Macau China / ÁsiaSegurança | Japão e Reino Unido reafirmam cooperação A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o seu homólogo britânico, Keir Starmer, reafirmaram este sábado a cooperação em matéria de segurança à margem da Cimeira dos Líderes do G20, que terminou ontem na África do Sul. Takaichi e Starmer “concordaram em continuar a cooperar em questões de segurança” e também “acordaram em colaborar estreitamente nas áreas da economia e da segurança económica”, afirmou ontem o gabinete da primeira-ministra japonesa, que deu conta dos resultados de uma reunião entre os dois líderes em Joanesburgo na véspera. No primeiro encontro entre Takaichi e o homólogo britânico desde que a governante assumiu o cargo no mês passado, ambos os líderes reafirmaram também a intenção de trabalharem “estreitamente” com os Estados Unidos por um Indo-Pacífico “livre e aberto”. As declarações surgem no contexto de forte tensão diplomática entre Tóquio e Pequim, desde que Takaichi afirmou no Parlamento japonês que um ataque militar da China contra Taiwan poderia justificar a intervenção das Forças de Autodefesa (Exército) japonesas (ver página 12). Pequim respondeu com duras repreensões e represálias económicas, ao mesmo tempo que exigiu que Takaichi se retratasse e aconselhou os seus cidadãos a não viajarem para o Japão, o que provocou centenas de suspensões de voos. Takaichi recusou na sexta-feira retratar-se sobre as afirmações em relação a Taiwan e manteve que essa é a “posição coerente” do governo japonês. Ao mesmo tempo, a governante reiterou o desejo de manter relações benéficas com a China e lançou um novo apelo ao diálogo. Tóquio manifestou-se disponível a um encontro entre Takaichi e o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, nas reuniões bilaterais do G20, sendo que a China tinha dito na passada segunda-feira que não há nenhum encontro previsto entre os dois líderes durante a cimeira.