Hoje Macau EventosCalçada portuguesa | Criado centro interpretativo em Lisboa É na capital portuguesa que será criado um centro interpretativo da calçada portuguesa, aproveitando os três mil moldes que estão conservados num armazém do bairro de Alvalade. A informação foi avançada pela Câmara Municipal de Lisboa Lisboa tem uma colecção de moldes da calçada artística portuguesa num armazém em Alvalade, onde são preservados 3.000 moldes originais, os mais antigos datados do século XIX, um acervo que permitirá criar um centro interpretativo, segundo a Câmara Municipal. “Estamos, neste momento, a desenvolver o projecto e é um compromisso de mandato, portanto, até 2029 quero apresentar em Alvalade esta colecção de moldes já integrada no centro interpretativo da calçada artística portuguesa”, afirma a vereadora de Projectos e Obras em Espaço Público na Câmara Municipal de Lisboa (CML), Joana Baptista, em declarações à agência Lusa. Entre os milhares de moldes, a maioria em madeira, desde caravelas a flores e borboletas, e também a sigla CML, a autarca defende que esta colecção de património “único e valioso”, que é como “uma montra” da calçada artística portuguesa em Lisboa, deve ser valorizada e ter melhores condições neste armazém municipal, para proporcionar a visita ao público em geral. “Arrecadação de moldes” – lê-se no letreiro em cima da porta que dá entrada para o acervo. O espaço é pequeno, mas alberga “cerca de 6.000 moldes”, dos quais 3.000 são considerados originais. “Já não podem sair para a rua”, conta o historiador Rui Matos, um dos trabalhadores da CML que, desde 2019, colocaram mãos à obra para arrumar o armazém, criado a partir de 1952-1954 e que se encontrava “um pouco caótico”. Moldes do século XIX A missão de organizar milhares de peças transformou-se num projecto de inventariação e salvaguarda da colecção de moldes da calçada artística portuguesa. O molde mais antigo encontrado deverá ser o “Mar Largo” da Praça do Rossio de 1848-1849, idealizado por Eusébio Furtado. Com um padrão que simula um mar de ondas pretas e brancas, o mesmo que, décadas depois, foi replicado no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, este molde do século XIX “está em relativo mau estado de conservação, mas ainda persiste”, adianta Rui Matos. Também da equipa da CML, a historiadora Sofia Tempero acrescenta que a execução do “Mar Largo” no Rossio recorreu à mão-de-obra dos prisioneiros no Castelo de São Jorge, chamados de grilhetas, que foram ajudar os calceteiros. Com origem em Lisboa, a história da calçada artística portuguesa terá começado, precisamente, a partir do castelo, onde Eusébio Furtado concretizou, em 1841-1842, o primeiro grande pavimento em pedra branca e preta, colocado em ziguezague, segundo os historiadores. “Há até fotografias antigas que mostram esses homens em linha recta, em filas, a fazerem o aparelhamento de pedra [processo de partir e dar forma à pedra], mas estamos a falar de quadrados, cubos de maior dimensão, e que serviam para ir permitindo que as ruas ficassem com um nivelamento maior”, refere Sofia Tempero, explicando que tal facilitaria a lavagem dos arruamentos, bem como a fluidez do trânsito na cidade. Rui Matos adianta ainda que a calçada artística portuguesa é criada simultaneamente com os azulejos de fachada e com o grande surgimento do fado, ou seja, “três dos grandes ícones turísticos da cidade de Lisboa e de Portugal são criados na segunda metade do século XIX”, numa época em que a capital estava a crescer. “É feita em espaços urbanos largos, amplos, e é feita para embelezar a cidade”, realça o historiador. Por isso, a calçada artística, presente sobretudo nas ruas e praças do centro histórico de Lisboa, é como uma galeria de arte a céu aberto, que pode ser contemplada sob os pés de todos os que passeiam pela cidade, mas também vista em altura, inclusive a partir de miradouros. Mudanças necessárias Muito poucas são as calçadas artísticas que se mantêm ainda na sua forma original, porque têm sido sucessivamente refeitas em função das necessidades urbanas, indica Rui Matos, destacando a preservação da Praça de São Paulo, de 1850, e do projecto de Cottinelli Telmo na Praça do Império, feito para a Exposição do Mundo Português de 1940. Quanto à colecção de moldes, a equipa da CML, em que se inclui também o arqueólogo Pedro Miranda, fez já a inventariação das peças, com fotografias de alta resolução, desenhos à escala e modelação 3D, e foi criada uma base de dados, num ‘site’ que deverá tornar-se público brevemente, permitindo que, “a partir de um molde, seja possível saber se esse molde está a ser utilizado na calçada nos Restauradores, ou numa calçada no Rio de Janeiro, ou numa calçada em Macau”. Profissão em risco Preocupado com o risco de extinção da profissão de calceteiro, o historiador Rui Matos lembra que o município chegou a ter “cerca de 400 calceteiros” na década de 1940, com uma estrutura “fortemente hierarquizada, em que existia desde o aprendiz ao mestre”, enquanto hoje são perto de 20 os trabalhadores nesta área. Estão quase na base da estrutura da função pública e, por isso, “são extremamente mal pagos”. “É um trabalho extremamente duro, extremamente penoso, e no final da vida têm imensos problemas de saúde”, frisa, defendendo a valorização dos calceteiros, por serem, neste momento, “o elo mais fraco” da calçada artística portuguesa. Além disso, a redução do número de profissionais tem “um impacto brutal” na manutenção da calçada, perante o crescimento da cidade, incluindo a pressão turística na zona histórica. Concordando com a criação de uma carreira especial, até para atrair jovens, Rui Matos considera “uma excelente iniciativa” a candidatura da arte e saber-fazer da calçada portuguesa a património mundial da UNESCO, mas avisa que, “em termos práticos, não vem resolver nenhum dos problemas” relativamente à falta de calceteiros. Do lado da CML, Joana Baptista reforça que o município não prescindiu de ter calçada artística portuguesa nos projectos de reabilitação do espaço público da cidade, com novos recrutamentos para ter 40 calceteiros, e realça a diferença entre esta arte, criada ao pormenor com “outra excelência técnica, que é confortável e segura”, e a calçada de vidraço. Esta, muitas vezes, “é pouco mantida, está muito polida e, naturalmente, as pessoas escorregam”. Além de embelezarem o chão das ruas de Lisboa, destaca a autarca, os moldes da calçada artística portuguesa estão a ser utilizados na jardinagem da cidade, nomeadamente na rotunda do Marquês de Pombal, onde há tagetes trabalhadas em formato de arabescos.
Hoje Macau China / ÁsiaUE | Empresas chinesas criticam propostas sobre cibersegurança e indústria O sector empresarial chinês criticou sexta-feira dois projectos legislativos da União Europeia sobre cibersegurança e política industrial, alegando que introduzem restrições discriminatórias às empresas estrangeiras e podem violar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Yang Fan, porta-voz do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), organismo de promoção comercial tutelado pelo Conselho de Estado (Governo chinês), afirmou que a revisão da futura Lei da Cibersegurança da UE e a proposta de Lei de Aceleração Industrial ultrapassam as necessidades legítimas de segurança e impõem restrições “discriminatórias” a fornecedores e investidores estrangeiros. Segundo o jornal oficial Global Times, Yang defendeu que ambas as iniciativas violam princípios fundamentais da OMC e outros compromissos internacionais em matéria de comércio e investimento. A responsável apelou ainda a Bruxelas para eliminar ou alterar de forma substancial as disposições que, na perspectiva do CCPIT, discriminam empresas de determinados países, defendendo a manutenção de um mercado “aberto e não discriminatório”. As declarações surgem numa altura em que a China e a UE mantêm vários diferendos comerciais relacionados com política industrial, cibersegurança e restrições ao investimento. Embora ambas as partes tenham garantido esta semana que continuarão a negociar para tentar equilibrar a relação económica bilateral, persistem divergências em torno de iniciativas europeias que Pequim considera discriminatórias para as empresas chinesas.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | EUA acusados de se afastarem do consenso nas relações económicas A China acusou sábado os Estados Unidos de se “afastarem gravemente” do consenso relativo às relações económicas e comerciais, após o alargamento das sanções norte-americanas contra 43 empresas chinesas, sob o argumento de trabalho forçado em Xinjiang. O Ministério do Comércio chinês salientou sábado, num comunicado, que a decisão norte-americana foi anunciada apenas um dia após uma videoconferência realizada entre o vice-primeiro-ministro He Lifeng, principal negociador comercial de Pequim, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o representante do Comércio, Jamieson Greer, na qual ambas as partes mantiveram uma troca de pontos de vista “franca, profunda e construtiva” sobre a estabilidade das relações económicas e comerciais bilaterais. Segundo o ministério, as restrições norte-americanas “carecem totalmente de fundamento factual” e constituem um acto de “coacção económica” ao abrigo da legislação norte-americana, além de prejudicarem os direitos e interesses legítimos das empresas afectadas e de minarem a estabilidade das cadeias de abastecimento globais. Pequim reiterou que “não existe o chamado trabalho forçado em Xinjiang”, assim como instou Washington a deixar de “difamar” a região e de “reprimir injustificadamente” as empresas chinesas, garantindo que adoptará as “medidas necessárias” para salvaguardar os direitos e interesses legítimos das suas empresas. Anúncio americano O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira a inclusão de 43 empresas chinesas na lista de entidades sujeitas a restrições de importação ao abrigo da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur (UFLPA), elevando assim o número total de empresas na lista para 187, na sua maior ampliação desde a entrada em vigor da legislação em 2021 e a primeira sob a Administração de Donald Trump. A medida entrará em vigor hoje, dia 03 de Agosto. A conversa entre He, Bessent e Greer ocorreu num contexto de atritos comerciais persistentes entre as duas potências, apesar da aproximação encenada após a cimeira que os presidentes Xi Jinping e Trump realizaram em Maio passado em Pequim, na qual concordaram em ampliar a cooperação e estabilizar a relação bilateral.
Hoje Macau China / ÁsiaExército | Xi quer acelerar utilização militar da inteligência artificial O Presidente chinês, Xi Jinping, instou a acelerar a utilização militar da inteligência artificial e de tecnologias não tripuladas no âmbito da modernização das Forças Armadas, visando avançar para um “sistema militar inteligente”. Xi, que preside à Comissão Militar Central (CMC), o mais alto órgão de direcção das Forças Armadas chinesas, fez estas declarações durante uma sessão de estudo do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC), realizada na véspera do 99.º aniversário da fundação do Exército de Libertação Popular (ELP), que se assinalou no sábado, informou sexta-feira a agência de notícias oficial Xinhua. O líder chinês afirmou que o principal critério para avaliar os progressos da modernização militar deve ser a capacidade de combate e apelou ao reforço da aplicação militar de tecnologias inteligentes e de sistemas não tripulados, ao aprofundamento do desenvolvimento de sistemas de informação em rede e ao avanço gradual para a criação de um “sistema militar inteligente”. Xi defendeu ainda o reforço da integração das capacidades de combate, a intensificação dos testes e avaliações em condições reais e o avanço contínuo do treino e da preparação militar para salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do país. O Presidente chinês insistiu também no reforço da liderança absoluta do PCC sobre as Forças Armadas e no aprofundamento da campanha anti-corrupção no Exército, através de um maior controlo dos grandes projectos militares e dos mecanismos de supervisão. As declarações surgem quando Pequim intensificou as medidas para reforçar a disciplina e o controlo político sobre a cúpula militar, após uma série de investigações por corrupção que atingiram responsáveis das Forças Armadas e antigos dirigentes da Defesa. Nos últimos meses, Xi promoveu novas normas de supervisão para oficiais superiores e reiterou a necessidade de reforçar a lealdade política no seio das Forças Armadas.
Hoje Macau SociedadeCrime | Seguranças de casino detidos por chantagem e coacção Catorze seguranças de um casino em Macau foram detidos na semana passada sob suspeita de associação criminosa, extorsão e coacção, anunciou a Polícia Judiciária (PJ) do território. “O grupo estava em actividade desde Março de 2025, era estável, com funções claramente definidas, e contava com a orientação do responsável pela segurança do casino envolvido no caso”, indicou a PJ nas redes sociais. A polícia acredita que o grupo extorquiu pagamentos a pelo menos 30 pessoas entre Março de 2025 e Julho de 2026, em troca de ocultar suspeitas de roubo, fraude e outras infracções dentro do casino. Para evitar serem detectados, os membros do grupo passaram a recorrer a um intermediário que confirmava os alvos através de fotografias, enquanto os seguranças intensificavam as fiscalizações e cobravam uma “taxa de protecção” mensal de 10.000 dólares de Hong Kong. Ainda de acordo com a mesma fonte, oito dos seguranças envolvidos eram responsáveis por coagir ou cobrar as taxas, enquanto cinco intermediários tratavam da negociação dos detalhes dos valores e da transmissão dos pagamentos. De acordo com a PJ, quem recusasse pagar era levado para o posto de segurança, onde era intimidado, incluindo com “ameaças de entrega às autoridades ou de deportação”.
Hoje Macau SociedadeHotéis | Número de hóspedes caiu 1,1% no primeiro semestre Os hotéis de Macau receberam mais de 7,1 milhões de hóspedes no primeiro semestre de 2026, menos 1,1 por cento em termos homólogos, registando também uma queda anual de 8,6 por cento no mês de Junho, foi anunciado na sexta-feira. Nos primeiros seis meses do ano, “os estabelecimentos hoteleiros hospedaram 7.127.000 indivíduos, observando-se um decréscimo de 1,1 por cento, em termos anuais”, indicou, em comunicado, a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O número de hóspedes da China continental (5,2 milhões) e de Hong Kong (857 mil) diminuíram ambos 2,5 por cento, em relação ao primeiro semestre de 2025. Já os hóspedes internacionais (662 mil) aumentaram 12,3 por cento, destacando-se os visitantes da República da Coreia (191 mil), que subiram 13 por cento, no período em análise e em termos anuais. Os hóspedes da Tailândia (54 mil), da Índia (48 mil) e dos Estados Unidos (34 mil) cresceram 43,5 por cento, 16,1 por cento e 27,8 por cento, respectivamente, e os chegados do Japão (45 mil) e da Malásia (42 mil) caíram 5,6 por cento e 6 por cento. No primeiro semestre, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes fixou-se em 90,4 por cento, ou mais 1,3 pontos percentuais, em termos anuais, de acordo com a mesma nota. Em Junho, os estabelecimentos hoteleiros hospedaram um total de 1.095.000 pessoas, menos 8,6 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, e a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes foi de 85,8 por cento, menos 2,6 pontos percentuais, relativamente a Junho de 2025.
Hoje Macau Manchete SociedadeCasinos | Receitas brutas apresentam quebra de 8,4 por cento em Julho Em termos mensais, entre Junho e Julho as receitas mostram uma tendência positiva, com um crescimento de 9,38 por cento. No mês passado, os casinos facturaram um total de 20.260 milhões de patacas Os casinos facturaram em Julho 20.260 milhões de patacas, o que representa uma variação homóloga negativa de 8,4 por cento, mas um crescimento de 9,38 por cento em relação a Junho último. A receita bruta acumulada pelos casinos nos primeiros seis meses do ano ascendeu a 147.161 milhões, mais 4,4 por cento por comparação com o período entre Janeiro e Junho de 2025, anunciou no sábado a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Os casinos tinham registado em Junho receitas brutas de 18,5 mil milhões de patacas, o valor mais baixo do ano, numa queda homóloga de 12,1 por cento e em cadeia de 18,1 por cento. Apesar do segundo mês consecutivo de variação negativa (menos 12,1 por cento em Junho e menos 8,4 por cento em Julho), a receita bruta acumulada pelos casinos até ao final do sétimo mês do ano mantém-se em terreno positivo (mais 4,4 por cento), graças ao desempenho nos primeiros cinco meses, sempre acima dos dois dígitos, ainda que em queda quase constante, de 24 por cento em Janeiro, até 10,9 por cento em Maio. Macau fechou 2025 com receitas totais de jogo de 247.404 milhões de patacas, mais 9,1 por cento do que no ano anterior (226,8 mil milhões de patacas). Operam no território seis concessionárias — MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM — que renovaram, em Dezembro de 2023, o contrato de concessão para os dez anos seguintes e que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2024. Receitas fiscais de quase 90% As receitas fiscais do jogo têm representado, de forma consistente, quase 90 por cento das receitas correntes de Macau e os últimos dados sobre o peso directo do jogo no produto interno bruto (PIB) da região é 47,3 por cento, segundo o relatório da “Estrutura Sectorial de Macau”, publicado no final de 2025 pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), tendo como referência o ano económico de 2024. A economia de Macau travou fortemente no segundo trimestre do ano, crescendo 0,3 por cento, depois de uma subida de 7,1 por cento nos primeiros três meses do ano, colocando o crescimento do PIB no primeiro semestre nos 3,7 por cento em termos homólogos. O Fundo Monetário Internacional prevê que a economia de Macau desacelere este ano para 3,3 por cento, em resultado da menor actividade do sector do jogo e do prolongamento de taxas de juro elevadas. O PIB de Macau em 2025 cresceu 4,7 por cento em termos reais, atingindo um valor preliminar de cerca de 417,28 mil milhões de patacas, segundo os dados divulgados pela DSEC.
Hoje Macau SociedadeLeite em Pó | Autoridades defendem-se após contestação As autoridades fizeram um comunicado a defender o seu modo de testagem da segurança alimentar dos produtos, depois das críticas da empresa responsável pela marca de leite em pó Friso. O caso teve lugar na semana passada, quando as autoridades locais declararam que um lote de leite em pó da marca Friso apresentava níveis excessivos de chumbo, e ordenaram a sua recolha. No entanto, a empresa contestou o método de testagem, por ter por base uma única lata de leite em pó. Face às críticas, no final da semana passada, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), os Serviços de Saúde (SS) e o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) fizeram um comunicado a defenderem-se e a garantir que a amostra da lata de leite foi “enviada ao Laboratório de Saúde Pública, reconhecido pelas autoridades, para a realização do teste, o que corresponde às operações normais de inspecção de segurança alimentar”. O comunicado conjunto indica ainda que Macau segue as práticas internacionais de Hong Kong e do Interior.
Hoje Macau SociedadeBalança Comercial | Défice atinge 66,12 mil milhões de patacas Na primeira metade do ano, o défice da balança comercial cifrou-se em 66,12 mil milhões de patacas, de acordo com a informação divulgada, na sexta-feira, pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em comparação com o período homólogo, o défice apresentou um aumento de 22,6 por cento, ou de 12,17 mil milhões de patacas, uma vez que na primeira metade de 2025 tinha sido de 53,95 mil milhões de patacas. Segundo os dados mais recentes, o valor exportado de mercadorias no primeiro semestre de 2026 situou-se em 8,22 mil milhões de patacas, enquanto o valor da reexportação foi de 7,40 mil milhões de patacas e o da exportação doméstica de 819 milhões de patacas. Ao mesmo tempo, o valor importado de mercadorias foi de 74,33 mil milhões de patacas. Nos primeiros seis meses, o valor total do comércio externo de mercadorias correspondeu a 82,55 mil milhões de patacas.
Hoje Macau Manchete SociedadePIB | Subida de 3,7% no primeiro semestre mas com incertezas Apesar dos sinais de crescimento, os dados mais recentes mostram uma desaceleração do crescimento do PIB entre Abril e Junho A economia cresceu 3,7 por cento no primeiro semestre em termos homólogos, resultado penalizado por uma forte travagem no segundo trimestre (0,3 por cento), depois de uma subida de 7,1 por cento nos primeiros três meses, foi anunciado. O produto interno bruto (PIB) alcançou 209,89 mil milhões de patacas no primeiro semestre, mais 3,7 por cento em termos reais por comparação com período homólogo anterior, impulsionado pelo aumento do número de visitantes, segundo os resultados preliminares anunciados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) do território. Este desempenho é equivalente a 89,1 por cento do volume económico do semestre homólogo de 2019, antes da pandemia de covid-19, mas é penalizado pelo forte abrandamento da economia da região no segundo trimestre. Os dados preliminares do PIB relativos ao período de Abril a Junho foram de 102,33 mil milhões de patacas, resultado que se traduziu num crescimento real da economia de 0,3 por cento, em termos anuais, e, neste caso, representando 87,9 por cento do volume económico do mesmo trimestre de 2019. A economia de Macau cresceu 7,1 por cento no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento das exportações de serviços e pela subida significativa do número de visitantes, os dois maiores componentes do PIB da região, desempenho que marca os números do semestre. Mais exportações O desempenho da primeira metade do ano por principais componentes do PIB, saldou-se pelo crescimento de 7,2 por cento das exportações globais de serviços entre Janeiro e Junho, puxadas pelo crescimento homólogo do número de entradas dos visitantes na RAEM, na ordem dos 9,0 por cento. No domínio da procura interna, a DSAL anunciou o crescimento homólogo de 2,8 por cento da despesa de consumo privado, tendo a despesa de consumo final do governo e a formação bruta de capital fixo diminuído 0,2 por cento e 9,4 por cento, respectivamente. Nos primeiros três meses do ano, as exportações globais de serviços cresceram 12,8 por cento, acompanhando a subida de 13,7 por cento nas entradas de visitantes, com as exportações de outros serviços turísticos a aumentar 17,5 por cento e as de serviços do jogo 13 por cento. O turismo registou um novo recorde histórico entre Janeiro e Março de 2026, ao receber 11,2 milhões visitantes, um aumento de 13,7 por cento face ao mesmo período de 2025 e superior aos valores pré-pandemia. Redução do crescimento O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia de Macau desacelere este ano para 3,3 por cento, em resultado da menor actividade do sector do jogo e do prolongamento de taxas de juro elevadas. O PIB de Macau em 2025 cresceu 4,7 por cento em termos reais, atingindo um valor preliminar de cerca de 417,28 mil milhões de patacas, segundo os dados preliminares da DSEC. De acordo com o comunicado da missão anual do FMI ao abrigo do Artigo IV, divulgado esta quarta-feira, a médio prazo, o crescimento da economia da RAEM deverá abrandar “ainda mais, para 3 por cento, em linha com o abrandamento previsto no crescimento da China continental e da RAE de Hong Kong”. Num relatório do fundo em Abril, a instituição sedeada em Washington cortava a previsão de crescimento do PIB em 2026 para 3,1 por cento, duas décimas abaixo da estimativa agora apontada.
Hoje Macau PolíticaDrogas | Governo quer proibir mais substâncias O Governo apresentou uma proposta de lei para proibir sete substâncias semelhantes ao Etomidate, a substância que constitui a droga conhecida como Petróleo do Espaço. A proposta foi apresentada na sexta-feira, no Conselho do Executivo e tem de ser aprovada pela Assembleia Legislativa. “Tendo em conta as necessidades da sociedade, a proposta de lei sugere a inclusão de sete substâncias análogas ao Etomidate, as quais não estão sujeitas a controlo internacional. Actualmente, estas substâncias não possuem qualquer utilidade médica reconhecida”, foi comunicado. O Governo também reconheceu que não se conhecem casos de uso destas substâncias em Macau, mas indicou que “é imperativo” adoptar esta proibição, para seguir os exemplos do Interior e Hong Kong. Além disso, a proposta de lei inclui na lista proibida de outras seis substâncias, como recomendado pela Comissão de Estupefacientes da Organização das Nações Unidas.
Hoje Macau SociedadeDesemprego | Taxa de residentes nos 2,4 por cento Entre Abril e Junho, a taxa de desemprego dos residentes foi de 2,4 por cento, o que significa que aumentou 0,1 pontos percentuais face ao período anterior, entre Março e Maio. Os números foram divulgados pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC) na sexta-feira. Em comunicado, as autoridades explicaram que o aumento do desemprego deveu-se “à subida do número de desempregados à procura do primeiro emprego, gerada pela chegada de alguns dos recém-formados ao mercado de trabalho”. “O número de residentes desempregados à procura do primeiro emprego representou 12,7 por cento dos residentes desempregados, mais 3,4 pontos percentuais, face ao período precedente”, foi apontado. A taxa de subemprego dos residentes foi de 2,3 por cento, uma redução de 0,1 pontos percentuais face ao período anterior. Em termos globais, a taxa de desemprego (1,9 por cento) aumentou 0,1 pontos percentuais face ao período anterior, enquanto a taxa de subemprego (1,8 por cento) diminuiu 0,1 pontos percentuais.
Hoje Macau PolíticaSubsídio de Maternidade | Executivo vai apoiar PME O Governo vai publicar um regulamento administrativo para subsidiar as Pequenas e Médias Empresas (PME) no pagamento extra dos 20 dias de licença de maternidade. No mês passado, a licença de maternidade foi aumentada de 70 para 90 dias. As alterações foram justificadas com o objectivo de “aliviar continuamente a pressão dos empregadores das pequenas e médias empresas no pagamento da respectiva remuneração e fomentar a construção de relações laborais harmoniosas”. Os critérios sobre os “empregadores elegíveis” ainda não foram divulgados, o que só deverá acontecer quando o regulamento for publicado em Boletim Oficial. No entanto, os subsídios vão ser atribuídos aos patrões com trabalhadoras residentes que tenham tido o parto a 28 de Julho ou numa data posterior. Ao mesmo tempo, o Executivo indicou que o subsídio de 14 dias vai ser mantido até ao final do ano, para as trabalhadoras que tenham filhos entre 29 de Julho e 31 de Dezembro. Este subsídio começou a ser atribuído aos empregadores em Maio de 2020, quando a licença de maternidade foi aumentada de 56 para 70 dias.
Hoje Macau SociedadeRestauração | Menos pagamentos electrónicos em Junho Em Junho, o volume de transacções com pagamentos electrónicos na restauração apresentou uma redução anual de 0,2 por cento, para 1,06 mil milhões de patacas. No entanto, no comércio a retalho, o volume de transacções com este tipo de pagamentos aumentou anualmente 7,3 por cento, para 4,08 mil milhões de patacas. Os números foram apresentados na sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Quando é considerada a primeira metade do ano, os dados da DSEC mostram que o volume de transacções com pagamentos electrónicos teve um aumento de 1,7 por cento na restauração, para 6,92 mil milhões de patacas, e de 15,6 por cento no comércio a retalho, para 29,45 mil milhões de patacas.
Hoje Macau Manchete PolíticaTelecomunicações | Macau quer criar oferta de ‘triple play’ Com o novo diploma, podem acabar os limites de licenças de telecomunicações e espera-se que as operadoras apresentem uma oferta conjunta com serviços de telefone fixo, móvel, televisão e Internet O Governo anunciou na sexta-feira que vai submeter à votação da Assembleia Legislativa um regime jurídico completo para o sector das telecomunicações, assente na convergência de serviços (‘triple play’) e promoção da concorrência. “Espero que, no futuro, depois de essa proposta de lei ser aprovada, haja mais operadoras a instalar e a prestar serviços em Macau”, disse aos jornalistas em conferência de imprensa o director substituto dos Serviços dos Correios e Telecomunicações do território, Lao Lan Wa. A proposta não prevê um limite do “número de titulares de licença, com o objectivo de atrair mais investimento e mais concorrentes”, reforçou o porta-voz do Conselho Executivo. “Porque só com a concorrência é que podemos ter melhores serviços, podendo assim promover o desenvolvimento do sector das telecomunicações e o desenvolvimento de novos serviços”, completou Wong Sio Chak. Com um mercado limitado a menos de 700 mil habitantes, Macau enfrenta pouca concorrência nas telecomunicações, dominadas pela Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM). A convergência dos serviços, notou ainda Wong, vai permitir integrar numa única rede os serviços de telefone fixo, móvel, televisão e Internet, actualmente separados. Espaço de inovação A ideia é “construir um ambiente operacional e um espaço para inovação e desenvolvimento mais flexíveis para o sector, impulsionar a concorrência e a diversificação dos serviços para que os utilizadores possam usufruir dos serviços de telecomunicações mais diversificados e de melhor qualidade”, notou Wong, também secretário para a Administração e Justiça. Relativamente à protecção da concorrência de mercado, a proposta de lei propõe adoptar “um modelo de regulação ‘ex ante’ e ‘ex post'”, sendo impostas “obrigações regulatórias específicas adequadas às empresas de telecomunicações declaradas com poder de mercado significativo num mercado específico, visando equilibrar o mercado por via do estabelecimento das regras de concorrência”. O diploma consagra ainda o princípio da neutralidade tecnológica, o que significa que a lei não privilegia nem discrimina nenhuma tecnologia específica. Pelo menos desde 2019 que o Governo tem como objectivo o desenvolvimento da oferta triple play.
Hoje Macau PolíticaCooperação | Sam Hou Fai em Fujian para reuniões de cinco dias O Chefe do Executivo viajou ontem para Fujian para “uma visita de cinco dias, durante a qual irá participar na 5ª Reunião da Cooperação Fujian-Macau, realizada com os dirigentes do Comité Provincial do Partido Comunista da China e do Governo da província de Fujian”. Durante a ausência de Sam Hou Fai, o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, exercerá, interinamente, as funções de Chefe do Executivo. Segundo o Gabinete de Comunicação Social (GCS), o itinerário do governante começa em Xiamen, “onde irá conhecer o projecto de recuperação ecológica” e “visitar a unidade de referência de protecção de património nacional na Cidade de Longyan”. De seguida, a comitiva que inclui a secretária para a Economia e Finanças, Dora Ng Wai Han, segue para Fuzhou para a 5.ª Reunião da Cooperação Fujian-Macau Sam Hou Fai irá também visitar a exposição comemorativa do 30.º aniversário do projecto estratégico “3820”, que se centra no tema ‘visão estratégica para o desenvolvimento económico e social da Cidade de Fuzhou ao longo de 20 anos’, elaborada pessoalmente pelo Presidente Xi Jinping”, quando era secretário do Comité Municipal de Fuzhou do PCC na década dos anos 90. Por seu turno, a secretária para a Economia e Finanças tem na agenda uma “conferência de promoção do desenvolvimento regional entre Macau e Fujian, através da qual pretendem promover, junto das empresas daquela província, as oportunidades de desenvolvimento, o ambiente de negócios e as políticas favoráveis de negócio em Macau”.
Hoje Macau PolíticaHengqin | Secretária Ng Wai Han coordena comissão executiva A secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, foi nomeada coordenadora da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. A informação foi revelada na sexta-feira pela própria comissão executiva. Numa nota divulgada no sábado pelo gabinete da secretária, foi indicado que Ng Wai Han visitou na segunda quinzena de Julho várias associações locais para ouvir opiniões sobre as áreas da economia e finanças. A governante reuniu com a Associação Comercial de Macau, Federação das Associações dos Operários de Macau, União Geral das Associações dos Moradores de Macau, Associação Geral das Mulheres de Macau, Aliança de Sustento e Economia de Macau, Aliança de Povo de Instituição de Macau, Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau, Federação de Juventude de Macau, Associação Industrial e Comercial de Macau e associações comerciais locais. Durante as visitas, a secretária enfatizou a importância destes encontros como forma de “aproximação à comunidade para conhecer a realidade social e a opinião pública”. Ng Wai Han pretende que as políticas da área da economia e finanças “estejam sintonizadas com a evolução da sociedade e que os frutos do desenvolvimento económico cheguem efectivamente a toda a população”.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Sobe para 28 o número de mortos provocados pelo sismo O balanço das vítimas mortais do sismo de magnitude 7,1 que atingiu na terça-feira o sudoeste do Japão aumentou para 28, confirmou ontem um porta-voz do Governo japonês em conferência de imprensa. “O balanço subiu agora para 28 mortos, incluindo pessoas cujo óbito ainda está a ser investigado para determinar se está relacionado com o sismo”, declarou o secretário-geral do Governo japonês, Minoru Kihara. Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o terramoto teve como epicentro a Prefeitura de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudeste do país e foi seguido por dezenas de réplicas. A agência alertou que sismos de magnitude semelhante poderiam ocorrer nos próximos dias, e ainda para o risco de chuvas intensas nos próximos dias, que podem provocar deslizamentos de terra nas áreas já fragilizadas. As autoridades locais indicaram que mais de 300 pessoas ficaram feridas, várias em estado grave, e que cerca de 40.000 habitações permanecem sem electricidade. Equipas de resgate continuam a procurar desaparecidos em zonas de desabamentos de terra, enquanto o Exército japonês mobilizou 3.600 militares para apoiar operações de socorro. Centenas de equipas de socorro continuavam também a tentar alcançar sobreviventes nos escombros de um centro comercial em Kashima. O centro comercial tinha sido evacuado após o sismo, mas cerca de 50 minutos depois foi devastado por uma explosão, quando ainda estavam funcionários no interior.
Hoje Macau Grande PlanoVeículos eléctricos devem representar 29% das vendas mundiais em 2026 A Agência Internacional da Energia (AIE) reviu em alta a previsão para as vendas mundiais de veículos eléctricos este ano, estimando um crescimento de cerca de 10 por cento, que colocará a quota destes veículos nas vendas mundiais de automóveis em 29 por cento. A revisão consta de um relatório divulgado ontem pela AIE, apenas dois meses após a publicação das anteriores previsões. Segundo a AIE, as vendas mundiais de automóveis caíram cerca de 5 por cento no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2025, sobretudo devido à contração dos dois maiores mercados, a China e os Estados Unidos. A agência atribui esta evolução às pressões económicas, num contexto marcado pelos efeitos da guerra no Médio Oriente, pelos elevados preços dos combustíveis e por alterações nas políticas públicas que afetam o sector automóvel. No caso dos veículos eléctricos, as vendas mundiais recuaram 1 por cento na primeira metade do ano, para cerca de nove milhões de unidades, reflectindo sobretudo uma quebra de 20 por cento na China, o maior mercado mundial deste segmento. Ainda assim, os veículos eléctricos representaram 24 por cento de todos os automóveis matriculados no mundo no primeiro semestre, mais um ponto percentual do que no período homólogo de 2025. A AIE destaca, no entanto, a recuperação registada entre Abril e Junho, quando as vendas globais de veículos eléctricos aumentaram 4 por cento face ao segundo trimestre de 2025 e 35 por cento em relação aos primeiros três meses do ano, ultrapassando as cinco milhões de unidades. A Europa registou o maior crescimento regional nas vendas de veículos elétricos no primeiro semestre, com um aumento de 30 por cento face ao mesmo período de 2025. Sobe, sobe Na União Europeia, os veículos eléctricos representaram mais de 30 por cento das vendas de automóveis entre Janeiro e Junho, face aos 27 por cento registados um ano antes, enquanto no Reino Unido a quota subiu para 38 por cento. A AIE salienta igualmente o forte crescimento em mercados como Austrália, Brasil, Índia, Coreia do Sul e Vietname, onde as vendas de veículos eléctricos praticamente duplicaram entre Março e Junho. Para o conjunto de 2026, a agência prevê que as vendas mundiais de veículos eléctricos aumentem cerca de 10 por cento, elevando a sua quota para 29 por cento do mercado automóvel mundial, um ponto percentual acima da estimativa anterior. A recuperação dependerá, em grande medida, da evolução do mercado chinês, onde a AIE estima vendas semelhantes às de 2025 e uma quota superior a 60 por cento. A queda de 20 por cento nas vendas de automóveis na China levou os fabricantes do país a reforçar as exportações em 65 por cento no primeiro semestre. No segmento dos veículos eléctricos, as exportações chinesas aumentaram 120 por cento, representando mais de 45 por cento de todos os veículos eléctricos produzidos no país. A AIE alerta que a entrada maciça destes automóveis em mercados internacionais, sobretudo se forem vendidos a preços reduzidos, poderá alterar significativamente a concorrência no sector.
Hoje Macau China / ÁsiaKuwait | Pelo menos um morto em ataque contra empresa chinesa Pelo menos uma pessoa morreu ontem num ataque atribuído ao Irão contra uma empresa chinesa no norte do Kuwait, afirmou o ministério da Defesa do país do Golfo Pérsico. “A hedionda agressão iraniana teve como alvo um edifício pertencente a uma empresa chinesa no norte do país, provocando a morte de um trabalhador e avultados danos materiais no imóvel”, afirmou o porta-voz do ministério da Defesa, Saud al Atwan, em comunicado. O responsável acrescentou que “as autoridades competentes iniciaram de imediato as medidas necessárias e estão a lidar com a situação em coordenação com as partes envolvidas”. Al Atwan reiterou ainda que as Forças Armadas do Kuwait “reafirmam o compromisso de cumprir as suas responsabilidades com a máxima eficiência e de adoptar todas as medidas necessárias para proteger a soberania nacional e salvaguardar a segurança e a estabilidade do país, de forma a garantir a segurança dos cidadãos e residentes”. O porta-voz militar não especificou se o ataque foi realizado com drones ou mísseis, nem identificou a empresa chinesa visada. As declarações surgem poucas horas depois de o Exército da Jordânia ter anunciado a intercepção e destruição de cinco mísseis lançados contra o seu território, um ataque igualmente atribuído ao Irão. A Guarda Revolucionária iraniana ainda não reivindicou estes novos ataques, mas nas últimas semanas tem sido acusada de lançar dezenas de ataques com mísseis e drones contra aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente, incluindo o Bahrein, a Jordânia e o Kuwait. Os ataques de ontem ocorreram também depois de o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciar a conclusão de uma nova vaga de bombardeamentos contra o Irão, atingindo dezenas de alvos militares, em resposta a uma tentativa de lançamento de mísseis contra tropas norte-americanas destacadas no Médio Oriente.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Chuvas fortes obrigam à retirada de mais de 46.000 pessoas As fortes chuvas que atingiram várias regiões da China obrigaram à retirada preventiva de mais de 46.000 pessoas nas províncias de Sichuan e Jilin, enquanto as autoridades mantêm alertas para precipitação intensa em grande parte do país. Na província de Sichuan, no centro da China, cerca de 40.000 pessoas foram retiradas preventivamente entre a manhã de quarta-feira e a de ontem em 14 municípios, informou a televisão estatal CCTV, citando as autoridades provinciais. A cidade de Ya’an registou o maior número de evacuações, com 13.225 pessoas deslocadas. No mesmo período, várias zonas da província, que tem uma área semelhante à da Suécia e cerca de 83 milhões de habitantes, registaram chuva torrencial, com um máximo de 155,4 milímetros na cidade de Guangyuan. Desde o início da época das cheias, Sichuan contabiliza já 686.515 retiradas preventivas de pessoas, segundo a mesma fonte. No nordeste da China, o distrito de Wangqing, na província de Jilin, registou na quarta-feira precipitação até 225,5 milímetros. As autoridades retiraram de urgência 7.379 pessoas de nove municípios mais afectados, depois de elevarem para o nível máximo a resposta de emergência devido às cheias e determinarem a suspensão das aulas, do trabalho, da actividade comercial, dos transportes e das atividades coletivas ao ar livre. O Centro Meteorológico Nacional manteve ontem um alerta amarelo para chuva intensa em várias províncias chinesas, prevendo acumulados locais entre 100 e 200 milímetros. As autoridades meteorológicas alertaram para o risco de cheias repentinas em zonas montanhosas, desastres geológicos, transbordo de rios de pequena e média dimensão e inundações urbanas. O mês de Julho tem sido marcado na China pela passagem de tufões, precipitação extrema e deslizamentos de terras, que provocaram dezenas de vítimas em várias províncias.
Hoje Macau China / ÁsiaPCC | Procura interna e cadeias industriais definidas como prioridades A reunião de meio do ano do PCC definiu metas e princípios a aplicar no segundo semestre para fortalecer o crescimento económico O Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC) pediu ontem que se “explore o potencial da procura interna”, afectada pela falta de confiança dos consumidores, e um reforço do “controlo independente” das cadeias industriais. Estas são algumas das conclusões da aguardada reunião de meio do ano, que normalmente define as orientações para a política económica no segundo semestre. O partido defendeu a necessidade de “consolidar as bases” do crescimento, apesar da “forte resiliência e vitalidade” demonstradas pela economia no primeiro semestre, que registou uma expansão de 4,7 por cento. “É necessário (…) promover a auto-suficiência científica e tecnológica e o controlo independente das cadeias industriais”, refere o comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua após a reunião, acrescentando que é igualmente necessário “expandir continuamente a procura interna e optimizar a oferta”. Neste âmbito, as autoridades anunciaram medidas como o aumento da oferta de “bens e serviços de elevada qualidade”, a expansão da capacidade e a melhoria da qualidade do sector dos serviços, bem como a construção de novas infraestruturas, incluindo redes eléctricas, de computação e de comunicações. Os analistas já antecipavam que o Politburo não anunciasse grandes medidas de estímulo na reunião económica de meio do ano, prevendo que a principal prioridade fosse estabilizar a economia, que tem vindo a desacelerar nos últimos anos, recorrendo sobretudo às políticas orçamentais já em vigor. Nesse sentido, o órgão dirigente do PCC reiterou ontem o “princípio geral de procurar o progresso preservando a estabilidade” e indicou que dará prioridade à “estabilização do emprego, das empresas, dos mercados e das expectativas”. Outros domínios No domínio da política industrial, Pequim afirmou que vai “acelerar a construção de um sistema industrial moderno”, apostar no desenvolvimento de “novas formas de economia inteligente” e reforçar a “governação da inteligência artificial (IA)”. O partido prometeu também aprofundar as campanhas para eliminar a fragmentação do mercado interno e combater a chamada “concorrência destrutiva”, numa referência às guerras de preços intensas registadas em vários sectores. Na política monetária, as autoridades reiteraram que continuarão a assegurar uma “liquidez abundante” nos mercados e a manter a “estabilidade básica” da taxa de câmbio da moeda chinesa, o yuan, “num nível razoável e equilibrado”, sem alterações ao discurso oficial. Entre os riscos identificados pelo partido destaca-se a crise do sector imobiliário, relativamente à qual voltou a prometer “esforços para estabilizar” o mercado, bem como os problemas de “dívida oculta” das administrações locais e regionais, que, segundo o comunicado, “devem ser resolvidos de forma ordenada”. O Politburo anunciou ainda novas reformas para as instituições financeiras de pequena e média dimensão, com o objectivo de “reforçar a confiança nos mercados de capitais”, definiu o emprego como prioridade política, prometeu mais investimento em infraestruturas nas áreas da educação, saúde e apoio à infância, e melhorias nos mecanismos de assistência social “para garantir que não ocorram recaídas na pobreza nem um aumento significativo da população em situação de pobreza”. “É necessário enfrentar de forma sistemática os desafios e impactos externos, reforçar a segurança energética e dos recursos e responder às diversas incertezas com a certeza proporcionada por um desenvolvimento de elevada qualidade”, aponta o documento. Quinto plenário em Outubro O Partido Comunista Chinês (PCC) vai realizar em Outubro a quinta sessão plenária do actual Comité Central, uma reunião centrada na disciplina interna e na “governação rigorosa” do partido, informou ontem a agência oficial chinesa Xinhua. A decisão foi tomada durante uma reunião do Politburo do PCC, presidida pelo secretário-geral do partido e Presidente chinês, Xi Jinping, na qual foi acordado analisar “várias questões importantes” para reforçar de forma contínua o controlo interno da organização. Segundo o comunicado oficial, divulgado ontem pela Xinhua, o partido considera que esta tarefa deve ser encarada como essencial para consolidar a sua posição no poder numa altura em que as mudanças no contexto internacional, na China e no seio da própria organização colocam “novas situações e desafios”. O documento sublinha a necessidade de manter a direcção “centralizada e unificada” do Comité Central, reforçar a capacidade do PCC para governar a longo prazo e preservar a sua “pureza”.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | China alcança consenso com a UE para uma relação equilibrada A China afirmou ontem ter alcançado um consenso com a União Europeia para definir as relações bilaterais como uma parceria comercial “estável e equilibrada”, apesar das crescentes tensões entre as duas partes em matéria de comércio. O porta-voz do ministério do Comércio chinês, He Yadong, disse, em conferência de imprensa, que esse entendimento foi alcançado na primeira reunião do mecanismo de consultas sobre comércio e investimento entre a China e a União Europeia (UE). Segundo He, ambas as partes acordaram, de forma preliminar, realizar uma segunda reunião no Outono. O responsável indicou que Pequim trabalhou nas últimas semanas para aplicar os resultados do primeiro encontro e preparar a próxima ronda de consultas, através de uma coordenação interna “intensa” e de contactos “frequentes” e a vários níveis com Bruxelas. Segundo o porta-voz, as equipas técnicas da China e da UE realizaram já mais de 20 consultas, enquanto quatro grupos de trabalho analisaram de forma “aprofundada e profissional” as respectivas posições em matéria económica e comercial. He afirmou que a China está disponível para manter um diálogo frequente com a UE, com base no “respeito mútuo” e na procura de soluções “práticas e viáveis” para responder às preocupações de ambas as partes. O objectivo, acrescentou, é promover um comércio bilateral mais equilibrado e preservar uma relação entre parceiros comerciais estratégicos “estável e equilibrada”. Tempo de luta As declarações surgem após meses de fricções entre Pequim e Bruxelas, com a UE a considerar “insustentável” a relação económica com a China devido ao défice comercial anual, estimado em cerca de 360 mil milhões de euros, e ao impacto das exportações chinesas em sectores como os veículos eléctricos, baterias, painéis solares e produtos químicos. Pequim rejeita as acusações de excesso de capacidade industrial, negando que este resulte de subsídios estatais ou de uma procura interna insuficiente, e acusa Bruxelas de politizar as divergências comerciais e de avançar com medidas que considera “proteccionistas”. A tensão agravou-se também devido a investigações comerciais recíprocas, restrições europeias em sectores estratégicos e à multa de 550 milhões de euros aplicada este mês pela Comissão Europeia à plataforma chinesa AliExpress por alegadas falhas no combate à venda de produtos ilegais, decisão condenada por Pequim. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu que Bruxelas está preparada para adoptar novas medidas comerciais a partir do Outono caso não sejam alcançados progressos nas negociações com a China.
Hoje Macau SociedadeAutocarros | Frequência para o Aeroporto de Hong Kong aumenta A partir de Agosto, a frequência dos autocarros directos para o Aeroporto Hong Kong vai aumentar para 22 partidas diárias nos dois sentidos. O anúncio foi feito ontem por Chan Man Iok, subdirector-geral da empresa Macau HK Airport Direct, que assegura o serviço. Actualmente, segundo o horário declarado pela empresa, quando ainda só há 18 partidas por dia, o primeiro autocarro parte de Macau às 08h30 e o último às 20h30. No sentido inverso, o primeiro autocarro parte às 09h30 de Hong Kong e o último às 21h30. Sobre os dados do serviço, Chan Man Iok apontou que em 2025 um total de 243 mil passageiros utilizaram o serviço, dos quais 75 mil tinham passaporte estrangeiro. Nos primeiros seis meses deste ano, Chan indicou que o número de passageiros com passaporte estrangeiro aumentou para 70 mil. O responsável apontou também que o desenvolvimento da indústria de exposições em Macau tem atraído mais visitantes da Coreia do Sul, da Europa e dos Estados Unidos, o que levou a empresa a lançar um novo serviço de viagens particulares de luxo, com um custo de 3 mil patacas.