Hoje Macau China / ÁsiaCazaquistão e Rússia estudam construção de gasoduto até à China Cazaquistão e Rússia estão a estudar a possibilidade de construir um gasoduto até à China através do território cazaque, como alternativa ao projecto estagnado do gasoduto via Mongólia, afirmou ontem o ministro da Energia do Cazaquistão, Yerlán Akkedzénov. As declarações foram feitas no âmbito da visita do Presidente russo, Vladimir Putin, ao país da Ásia Central. “Começámos a negociar o chamado ‘Força da Sibéria 2’ (…), que transportaria até 35 mil milhões de metros cúbicos de gás para a China através do Cazaquistão”, disse Akkedzénov à imprensa local, após a chegada de Putin a Astana. O ministro indicou que o Cazaquistão está interessado em que “o trânsito passe pelo território”. “Estamos dispostos a oferecer todas as condições e garantias, além de um consumo adicional em território cazaque”, afirmou. Segundo Akkedzénov, o projecto é importante para o Cazaquistão porque permitiria “fornecer gás às regiões norte e leste do país”. Embora as autoridades russas tenham afirmado em várias ocasiões existir entendimento sobre o projecto ‘Força da Sibéria 2’, um gasoduto de 2.600 quilómetros destinado a transportar gás russo para a China através da Mongólia, ainda não foi alcançado um acordo concreto, o que poderá levar Moscovo a procurar alternativas. Outros acordos Além deste projecto, Cazaquistão e Rússia estudam também aumentar o trânsito de petróleo russo para a China, acordo que poderá ser assinado durante a actual visita de Putin, acrescentou o ministro da Energia. “Está a ser discutido. O acordo correspondente está praticamente pronto para assinatura. Tentaremos concretizá-lo nesta ocasião. Trata-se de um aumento de 2,5 milhões de toneladas”, disse. O governante acrescentou que ainda são necessários “cálculos adicionais”, bem como a construção de novas estações de bombagem e a ampliação do oleoduto. “Assim que assinarmos os documentos, avançaremos com o projecto”, afirmou. Em Setembro passado, a gigante russa do gás Gazprom assinou com a parte chinesa um memorando juridicamente vinculativo sobre a construção do gasoduto ‘Força da Sibéria 2’, com capacidade para transportar 50 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano, o que o tornaria o maior do mundo no seu género. A Rússia, que reforçou as exportações para a Ásia após a suspensão das importações europeias devido à guerra na Ucrânia, forneceu à China 101 milhões de toneladas de petróleo e 49 mil milhões de metros cúbicos de gás no ano passado.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Quatro primárias fecham portas por falta de crianças Quatro escolas primárias irão fechar em Hong Kong, incluindo duas já este Verão, por não terem conseguido atrair um número suficiente de novos alunos, num contexto de mínimos históricos na taxa de natalidade na região. Em Março, as autoridades de Hong Kong já tinham anunciado que não irão subsidiar 15 primárias que receberam menos de 16 inscrições para o primeiro ano de escolaridade no próximo ano letivo, 2026/2027. De acordo com o jornal South China Morning Post, o Departamento de Educação de Hong Kong disse na quarta-feira que, das 15 primárias em risco, duas irão encerrar de imediato e outras duas irão fechar em 2029. Além desta situação, oito escolas irão fundir-se com outras instituições de educação para manterem as portas abertas e duas preferiram continuar a operar sem subsídios governamentais. Uma das que escolheu a fusão foi a Escola da Associação Empresarial dos Cinco Distritos, uma instituição com 69 anos de história, onde estudou o actual líder do Governo local, John Lee Ka-chiu. Em Março, a secretária para a Educação de Hong Kong avisou que mais primárias poderão encerrar, porque a cidade tem registado um número cada vez menor de crianças em idade escolar nos últimos dez anos, face à queda da natalidade. O número de alunos inscritos no primeiro ano do ensino primário em 2026-27 diminuiu em cerca de quatro mil em comparação com o actual ano lectivo, disse Christine Choi Yuk-lin à emissora pública RTHK. O Departamento de Educação de Hong Kong prevê que o número de crianças de seis anos desça de 47 mil em 2025 para 31 mil até 2029. Hong Kong registou em 2025 cerca de 31.100 nascimentos, o número mais baixo de sempre. No ano passado, também Macau registou 2.871 recém-nascidos, o menor número em quase meio século. Em 2025, a China continental registou 7,92 milhões de nascimentos, um novo mínimo histórico desde a fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos, com 5,63 por cada mil pessoas.
Hoje Macau EventosUSJ | Projecto do atelier Urban Pratice premiado O projecto do atelier Urban Practice para a Biblioteca da Universidade de São José (USJ), intitulado “Biblioteca Guilherme Lo & Teresa Lei Lo” acaba de ganhar uma menção honrosa nos prémios BLT Built Design Awards 2025, na categoria de Design de Interiores. Segundo uma nota de imprensa do Urban Pratice, liderado pelo arquitecto Nuno Soares, o projecto vai “além da ideia convencional de uma biblioteca”, explorando “o design de interiores como uma ferramenta para moldar ambientes de aprendizagem”. Foi criado “um espaço aberto e fluido onde a circulação, a luz e a acústica trabalham em conjunto para melhorar a experiência do utilizador”. “Guiadas por princípios de arquitectura sustentável, as escolhas de materiais privilegiam a durabilidade, o desempenho acústico e a responsabilidade ambiental. Através de disposições flexíveis, elementos modulares e sistemas energeticamente eficientes, o projecto promove a adaptabilidade ao longo do tempo, ao mesmo tempo que fomenta um ambiente académico confortável e inclusivo”, lê-se na mesma nota. Assim, a biblioteca da USJ é hoje um “espaço contemporâneo onde o conhecimento flui de forma harmoniosa e a arquitectura contribui activamente para a forma como é vivenciado”. Nuno Soares, citado pela mesma nota, disse que hoje em dia “uma biblioteca já não é apenas um local para guardar livros, mas um espaço que convida à interacção e desperta a curiosidade”, sendo que, com este projecto, procurou-se “criar um ambiente onde a luz, a circulação, a acústica e a materialidade se combinam para promover o conforto, a flexibilidade e a inclusão”.
Hoje Macau EventosMúsico | Afonso Cabral actua em Julho em Macau, China, Hong Kong e Japão O músico Afonso Cabral realiza uma série de concertos em Macau, na China, em Hong Kong e no Japão, em Julho, na companhia do guitarrista Pedro Branco, anunciou o agenciamento do artista. A digressão de Afonso Cabral, com Pedro Branco, no Oriente, começa em 2 de Julho em Shenzhen e termina no dia 11 de Julho em Tóquio, no Japão. Pelo meio, o músico tem actuações em Macau, em Zhuhai, em Hong Kong, e em Osaka, Quioto e Nagoya. O agenciamento de Afonso Cabral recorda, em comunicado, que o músico já actuou várias vezes no Japão, tanto a solo como com a banda de Bruno Pernadas e os Minta & The Brook Trout. “Embalado por essas experiências, em ‘Demorar’, o seu álbum mais recente, existe algum espaço para o Japão, nomeadamente devido à música ‘Confusão / ざわめき’ – um dueto com Shugo Tokumaru, escrito e gravado pelo próprio, em Lisboa, e pelo seu convidado, em Tóquio”, lê-se no comunicado. Antes dos concertos no Oriente, Afonso Cabral continua a apresentar ao vivo em Portugal “Demorar”. No dia 6 de Junho, actua em Felgueiras, no Teatro Fonseca Moreira. Afonso Cabral editou o primeiro álbum a solo, “Morada”, em 2019. O segundo, “Demorar”, chegou no final de 2024. Já este ano, o vocalista dos You Can’t Win, Charlie Brown revelou a música “Dança Comigo na Ilusão”, que “desvenda um pouco do que está para vir”. Afonso Cabral, que nasceu em Lisboa em 1986, faz também parte das bandas de Bruno Pernadas, dos Minta & The Brook Trout e do projecto Mais Alto!. Além disso, fundou, com Francisca Cortesão, o estúdio Louva-a-deus, que é também o nome da editora pela qual saiu “Demorar”.
Hoje Macau China / ÁsiaPayPal | Pequim facilita pagamentos digitais a turistas Os utilizadores da plataforma de pagamentos digitais PayPal vão poder efectuar pagamentos sem dinheiro físico na China através de códigos QR da rede WeChat Pay, da tecnológica chinesa Tencent, numa medida destinada a atrair turistas estrangeiros. Além das redes sociais e mensagens, a aplicação WeChat, da Tencent, disponibiliza serviços de pagamento através do WeChat Pay, conhecido na China continental como Weixin Pay. A Tencent indicou, em comunicado, que a funcionalidade estará inicialmente disponível para utilizadores do PayPal sediados nos Estados Unidos, e será posteriormente alargada a outros mercados. Numa altura em que os pagamentos digitais se tornaram predominantes na China, a medida deverá facilitar as compras e transacções dos visitantes estrangeiros. O WeChat Pay e o Alipay, da Ant Group, afiliada ao grupo Alibaba, estão amplamente difundidos no país, incluindo em táxis e restaurantes. Segundo Gary Ng, economista sénior para a Ásia-Pacífico no banco francês Natixis, facilitar os pagamentos digitais por turistas está alinhado com os esforços da China para atrair mais visitantes estrangeiros. O turismo representou mais de 4 por cento da economia chinesa em 2024, segundo dados oficiais. Acessos alargados A China tem vindo a expandir o acesso sem visto a cidadãos de dezenas de países, incluindo Portugal, Reino Unido, Espanha e Austrália. A medida ainda não foi alargada aos cidadãos norte-americanos, que continuam a necessitar de visto para entrar na China, excepto em casos de trânsito para terceiros países. O número de visitantes estrangeiros, excluindo os provenientes de Hong Kong e Taiwan, caiu acentuadamente durante a pandemia da covid-19, quando a China fechou as fronteiras e impôs quarentenas rigorosas. Desde então, o número de visitantes ultrapassou os quase 32 milhões registados em 2019, atingindo mais de 35 milhões no ano passado. Gary Ng afirmou ainda que a integração entre PayPal e WeChat Pay acompanha uma tendência global de interoperabilidade entre plataformas de pagamento através de códigos QR transfronteiriços. Ivan Su, analista sénior da Morningstar, considerou, contudo, que o impacto inicial da parceria poderá ser limitado para a Tencent, devido ao actual baixo número de turistas norte-americanos na China. O WeChat Pay permite desde 2019 associar cartões bancários estrangeiros às contas dos utilizadores. A Tencent anunciou ainda que irá isentar de taxas as primeiras transacções efectuadas por utilizadores que associem cartões bancários internacionais ao WeChat, numa tentativa de incentivar a adesão ao serviço. Segundo a empresa, as transacções realizadas por turistas estrangeiros na China através da plataforma aumentaram quase 80 por cento entre Janeiro e Abril, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Hoje Macau China / ÁsiaBruxelas debateu relações económicas e comerciais entre UE e China A Comissão Europeia realizou na sexta-feira um debate sobre as relações entre União Europeia (UE) e China, ao nível económico e comercial, face a “preocupações europeias” relacionadas com o aumento das exportações chinesas e a “distorções sistémicas”. “Sabe-se qual é a abordagem em relação à China: diversificamos a nossa relação, reduzimos o risco, mas não procedemos a um desacoplamento. Existem preocupações e entre essas preocupações estão o aumento das exportações de bens chineses e as distorções sistémicas, que resultam sobretudo de excesso de capacidade produtiva e, por isso, o nosso objectivo é reequilibrar o comércio e as nossas relações económicas, e este será um dos temas em discussão amanhã [hoje] no debate de orientação”, disse ontem a porta-voz principal do executivo comunitário, Paula Pinho. Assim, “o debate irá centrar-se na economia e no comércio – esse será o foco principal – e serão ouvidos todos os membros do colégio [de comissários da Comissão Europeia] a este respeito”, adiantou Paula Pinho, falando em conferência de imprensa da instituição, em Bruxelas. Relações complexas As relações entre a UE e a China têm vindo a tornar-se cada vez mais complexas, num contexto de crescente concorrência económica e tecnológica. A China é actualmente o terceiro maior parceiro comercial da UE em bens, enquanto a UE continua a ser um dos principais destinos das exportações chinesas, num volume que ultrapassa os 800 mil milhões de euros anuais no comércio bilateral. No entanto, Bruxelas tem vindo a contestar práticas consideradas distorcivas, sobretudo relacionadas com subsídios estatais e apoio público a empresas chinesas, que poderão criar vantagens competitivas artificiais em sectores estratégicos como electrónica, energia limpa e tecnologia avançada. A UE tem, por isso, tentando garantir que empresas europeias e estrangeiras competem em condições de igualdade no mercado interno através de instrumentos como o Regulamento de Subsídios Estrangeiros, que permitem investigar e, se necessário, limitar aquisições ou actividades de empresas que beneficiem de apoios financeiros considerados desleais. Foi, aliás, no âmbito do Regulamento de Subsídios Estrangeiros que a Comissão Europeia abriu um caso relacionado com a Linha Violeta do Metro de Lisboa, após suspeitas de que um fornecedor associado ao projecto (a empresa chinesa empresa CRRC Tangshan Rolling Stock, inserida inicialmente num consórcio liderado pela Monta-Engil) terá beneficiado de apoios estatais chineses susceptíveis de distorcer a concorrência no concurso público. Exigindo a substituição do subcontratado em causa, a Comissão Europeia acabou por permitir o avanço da adjudicação com condições, num caso que se tornou o primeiro exemplo de aplicação condicionada do novo regulamento em Portugal. Ontem, o executivo comunitário abriu uma investigação aprofundada à aquisição da CECONOMY AG pela JD.com, ao abrigo do Regulamento de Subsídios Estrangeiros, devido a suspeitas de que apoios estatais chineses possam ter influenciado a operação e distorcido a concorrência no mercado interno da UE. Bruxelas vai agora avaliar se esses incentivos afectaram o processo de compra e dispõe de 90 dias úteis para decidir se aprova, impõe condições ou bloqueia a transação. Esta abordagem reflecte a tentativa de equilibrar a abertura ao investimento com uma postura mais assertiva face às distorções de mercado, num momento em que a rivalidade económica entre Bruxelas e Pequim se intensifica.
Hoje Macau China / ÁsiaDiálogo Shangri-La | Ministro da Defesa não vai ao fórum de Singapura O ministro da Defesa chinês, Dong Jun, vai faltar pela segunda vez ao Diálogo Shangri-La, principal fórum de segurança da Ásia, anunciaram ontem fontes oficiais. Na conferência de imprensa mensal do ministério da Defesa chinês, o porta-voz militar Jiang Bin afirmou que a delegação “inclui especialistas e académicos” da Universidade Nacional de Defesa, da Academia de Ciências Militares e da Marinha chinesa. Segundo Jiang, a comitiva “realizará intercâmbios aprofundados em instituições de ensino de Singapura”, com o objectivo de “melhorar a compreensão mútua, gerar consensos e contribuir para a manutenção da estabilidade na região Ásia-Pacífico”. O porta-voz acrescentou que os representantes chineses “dão ênfase à cooperação na Ásia-Pacífico e defendem uma abordagem aberta e inclusiva”, mas não explicou a ausência de Dong no fórum, que começa hoje em Singapura. Organizado desde 2002 pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), o Diálogo Shangri-La consolidou-se como uma das principais conferências internacionais sobre segurança e defesa, reunindo responsáveis militares, diplomatas e especialistas de dezenas de países. Esta é a segunda vez consecutiva que o ministro chinês da Defesa falta ao evento, ao qual deverá comparecer o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que este mês visitou a China acompanhando o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante a visita de Estado ao país asiático. Na edição de 2025, Pequim também optou por não enviar Dong Jun, sendo representada por uma delegação da Universidade Nacional de Defesa, decisão que impediu o habitual encontro bilateral com o chefe do Pentágono.
Hoje Macau SociedadeJogo | PJ anuncia burlas com fichas falsas A Polícia Judiciária (PJ) anunciou um caso de burla com recurso a fichas de jogo falsificadas. Segundo a informação noticiada pelo jornal Ou Mun, a investigação resultou na detenção de duas pessoas do Interior que tinham na sua posse 35 fichas de jogo falsas, cada uma com um valor de 10 mil dólares de Hong Kong. No entanto, a PJ acredita que se trata de um grupo criminoso do Interior, com pelo menos cinco membros, três dois quais a monte. O caso foi descoberto depois de um dos membros ter tentado trocado 15 fichas com uma mulher local, envolvida em trocas ilegais de dinheiro. Nessa altura, surgiram as autoridades e interceptaram os três intervenientes para interrogatório. Contudo, ainda antes disso, um dos suspeitos burlou um jogador, ao receber 130 mil dólares de Hong Kong e entregar-lhe 13 fichas falsas. Os dois homens ficaram indiciados pelo crime de burla. A mulher está indiciada pelo crime de troca ilegal de dinheiro. Crime | Gerente de loja detida por furtar malas Uma mulher que trabalhava como gerente de uma loja de artigos de luxo na zona central de Macau foi detida por roubar 35 malas no valor de 16,67 milhões de dólares de Hong Kong. Segundo escreveu o jornal Ou Mun, a mulher vendeu os artigos com um desconto de dez por cento, permitindo-lhe ganhar ainda 15 milhões de dólares de Hong Kong. A Polícia Judiciária (PJ) adiantou que a mulher terá iniciado esta prática em Novembro do ano passado, aproveitando-se das suas funções de gerente. As autoridades policiais disseram ainda que a suspeita se fazia passar por representante da empresa, alegando ter permissão para encomendar malas de luxo de marcas famosas, tendo burlado três pessoas e emitindo facturas na loja onde trabalhava. O caso foi denunciado pelo responsável da loja, sendo que a mulher alegou que a maioria do dinheiro foi usado para investir em moeda virtual, já o tendo perdido todo.
Hoje Macau Manchete SociedadeViolência doméstica | Apenas 2% dos casos considerados crime Somente 2,22 por cento das mais de 2.150 denúncias registadas em Macau em 2025 foram consideradas pela polícia como casos suspeitos de violência doméstica, de acordo com dados oficiais. Num relatório divulgado na semana passada, o Instituto de Acção Social revelou que recebeu no total 2.158 denúncias de violência doméstica no ano passado, menos 8 por cento do que em 2024. Após a exclusão das denúncias repetidas (efectuadas pelas mesmas vítimas a diferentes entidades), o sistema registou 1.518 casos, uma diminuição de 10,5 por cento em comparação com o ano anterior. No entanto, após investigação, a Polícia Judiciária (PJ) decidiu que apenas 48 casos são suspeitos do crime de violência doméstica, menos sete do que em 2024. O relatório mostra que metade dos casos (24, mais seis do que no ano anterior) enviados pela PJ para a justiça envolveu violência contra menores, com crianças entre os sete e os 12 anos as maiores vítimas (14 casos). Dos restantes, 18 referem-se a casos de violência doméstica contra cônjuges, menos 12 do que em 2024, sendo que apenas um caso envolveu violência contra um homem. Mais de metade dos casos (27, menos 17 do que no ano anterior) deveu-se a violência física, enquanto o relatório menciona ainda nove casos de violência sexual. Em 2024, tinha sido registado apenas um caso de violência sexual.
Hoje Macau SociedadeJogo | Jefferies estima crescimento entre 3 e 5 por cento em Maio A empresa de serviços financeiros Jefferies estima que em Maio as receitas de jogo cresçam entre 3 e 5 por cento, para um montante entre 21,8 mil milhões de patacas e 22,4 mil milhões de patacas. Os números constam do mais recente relatório sobre o mercado de Macau, citado pelo portal Macau News Agency. Segundo a nota para os investidores, espera-se que na segunda metade do ano o ritmo do crescimento face ao ano passado apresente um abrandamento, porque que as receitas atingiram valores mais elevados na segunda metade de 2025. Entre Janeiro e Abril, o crescimento anual das receitas brutas de jogo foi de 12,1 por cento de 76,5 mil milhões de patacas para 85,8 mil milhões de patacas. Em termos mensais, a maior variação foi registada em Janeiro, com um crescimento de 24 por cento, e a menor em Fevereiro, com uma variação anual das receitas de 4,5 por cento. Os analistas justificam a estimativa com o facto de no período de oito dias mais recente, que terminou a 25 de Maio, as receitas médias diárias terem sido de 656 milhões de patacas, 5 por cento abaixo dos oito dias anteriores e 4 por cento abaixo do início deste mês. A estimativa da Jefferies é menos optimista do que as adiantadas pelo mercado, com o consenso dos analistas a prever um crescimento anual das receitas em Maio na ordem dos 6,3 por cento. Na comparação entre Abril e Maio deste ano, os analistas apontam que as receitas no mercado de massas cresceram entre 8 e 10 por cento e no mercado dos grandes apostadores entre 10 e 12 por cento.
Hoje Macau SociedadeSarampo | Quase 240 trabalhadores do aeroporto vacinados Em três dias, os Serviços de Saúde vacinaram contra o sarampo 239 trabalhadores da indústria da aviação civil e do aeroporto no exercício de funções. Segundo um comunicado emitido ontem pelos Serviços de Saúde, a campanha de vacinação colectiva tem como objectivo “construir uma barreira imunológica para a prevenir epidemias e assegurar a saúde pública”. A vacinação destes trabalhadores também foi decidida “tendo em conta a propagação progressiva da epidemia de sarampo em todo o mundo e os casos de infecção colectiva de sarampo ocorridos em aeroportos nas regiões vizinhas”. Como os trabalhadores do sector da aviação têm horários de trabalho “especiais”, os Serviços de Saúde prolongaram o período de vacinação gratuita até 31 de Agosto, para os funcionários que não tiveram oportunidade de ser inoculados no aeroporto. Para tal, é necessário fazer marcação prévia no website dos Serviços de Saúde. Gripe | Mais de 20 alunos infectados em quatro escolas Os Serviços de Saúde (SS) foram notificados, esta quarta-feira, para a ocorrência de quatro casos de infecção colectiva em escolas, tratando-se de “uma doença semelhante à gripe”, explicam em comunicado. Um dos casos diz respeito à Escola Kwong Tai, que registou mais casos, na Escola Choi Nong Chi Tai, Escola Cham Son de Macau e Escola Pui Tou. No total, foram afectados 22 alunos que começaram a ter sintomas no dia 24 de Maio, nomeadamente febre e tosse, “tendo alguns deles sido submetidos a tratamento médico”. Os SS referem, em comunicado, que “as condições clínicas dos doentes são consideradas ligeiras e não foram registados casos graves ou outras complicações graves”. Num dos casos testou-se positivo ao vírus influenza A, enquanto cinco crianças testaram positivo para o vírus influenza B.
Hoje Macau PolíticaDados Pessoais | Governo garante segurança O Governo garante a segurança dos dados pessoais em Macau face à possibilidade de ocorrerem ataques informáticos. A posição consta da resposta a uma interpelação escrita de Kou Ngon Seng. De acordo com a directora dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), Leong Weng In, para garantir a segurança de aplicações como a Conta Única de Macau e a Plataforma para Empresas e Associações, mas não só, o Centro de Alerta e Resposta a Incidentes de Cibersegurança (CARIC) está sempre a monitorizar o tráfego de saída de dados dos operadores. Esta monitorização, pode ler-se na resposta, acontece 24 horas por dia e 7 dias por semana, e encontra-se legalmente prevista. Através deste mecanismo, o CARIC presta aos operadores das redes “assistência na identificação precoce, na prevenção de ataques ou de incidentes cibernéticos”, além de identificar “vulnerabilidades na segurança” a assistência permite “responder a potenciais riscos de fuga de dados”.
Hoje Macau EventosFRC | Debate hoje sobre “Papel de Macau no Multilateralismo Chinês” Cátia Miriam Costa, professora e investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL, em Portugal, vai estar hoje na Fundação Rui Cunha (FRC) para apresentar, a partir das 18h30, a sessão “O Papel de Macau no Multilateralismo Chinês”, integrada no ciclo “Roda de Ideias”. Segundo uma nota da FRC, a palestra incide sobre o tema da “transferência de Macau para a China, estabelecendo-a como uma Região Administrativa Especial, e a transformação da paisagem do território”. “Graças aos laços históricos com os países lusófonos, durante o período da Administração Portuguesa, Macau emergiu como um território cosmopolita, tradicionalmente aberto ao mundo. Esta longa exposição às ligações internacionais explica a base do papel que o governo central de Pequim atribuiu a Macau”, refere a proposta para esta conferência. Segundo a mesma nota, Macau tornou-se, neste processo, um dos “actores paradiplomáticos da China e a sede da organização internacional por ela criada, o Fórum de Macau”, sendo que o Governo Central alargou “o papel privilegiado de Macau, em matéria de relações externas para incluir as relações com os países de língua espanhola, o que nos leva a reflectir sobre o papel de Macau no multilateralismo chinês”. Cátia Miriam Costa é investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde coordena o Grupo de Estudos de Política Global e Segurança. Dirige também a Cátedra de Inter-regionalismo e Governação Global no Instituto Europeu de Estudos Internacionais, em Estocolmo. Colabora, regularmente, com a Universidade de Macau (Instituto de Estudos Europeus e Instituto de Estudos Globais e Administração Pública), e ainda com a Universidade da Cidade de Macau.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Aprovada polémica lei para criar agência de inteligência O Parlamento do Japão aprovou ontem a versão final da lei que cria uma agência nacional de inteligência, criticada por falta de controlos e eventuais violações da privacidade, no âmbito dos planos do Governo para elaborar uma lei anti-espionagem. A legislação, uma das promessas eleitorais da primeira-ministra, a conservadora Sanae Takaichi, foi promulgada ontem pela câmara baixa do Parlamento, após ter recebido o voto favorável da câmara alta há uma semana, informou a agência de notícias local Kyodo. A legislação prevê a criação de um novo Conselho Nacional de Inteligência, presidido pelo primeiro-ministro e por outros nove membros do Gabinete, e destinado a centralizar a recolha de informações no arquipélago. Segundo a Kyodo, o Governo de Takaichi poderá criar o organismo ainda este mês de Julho e elaborar um projecto de lei de contraespionagem no próximo ano. A lei para criar a nova agência de inteligência foi criticada pelo Partido Democrático Constitucional (PDC), da oposição. “Se for permitido que actue sem controlo, poderá violar grave e injustamente os direitos humanos da população. Este projecto de lei apresenta graves deficiências”, afirmou Makoto Oniki, do PDC, num debate parlamentar, segundo a publicação Nikkei. A estas críticas à legislação recém-aprovada junta-se a preocupação de numerosas organizações relativamente à lei antiespionagem. A Human Rights Watch (HRW), a Amnistia Internacional (AI) e mais de uma dezena de ONG instaram Takaichi na terça-feira através de uma carta a adaptar a legislação de forma a que esta seja “consistente” com as leis internacionais de direitos humanos e com a Constituição japonesa. Concretamente, as organizações solicitaram que a lei evite termos “vagos e excessivamente amplos” e inclua disposições que garantam a liberdade de expressão.
Hoje Macau Manchete Sociedade10 de Junho sem recepção no Bela Vista, mas com ministro O cartaz deste ano do “Junho – Mês de Portugal” não inclui a tradicional recepção consular no Bela Vista, que terá, no entanto, um Dia Aberto a toda a comunidade portuguesa e demais interessados, com destaque para uma mostra do artista local Eric Fok. Destaque ainda para a presença de Fernando Alexandre, ministro da Educação português. Há um total de 37 eventos programados para as próximas semanas, sendo que esta sexta-feira será inaugurada a mostra “SOMOS – Imagens da Lusofonia 2025: O Hoje do Passado”, patente até ao dia 28 de Junho na Galeria de Exposições das Casas da Taipa. Segundo uma nota da “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” (Somos – ACLP), a curadoria está a cargo de Francisco Ricarte, sendo que estará presente na inauguração o vencedor do primeiro prémio do mais recente concurso de fotografia promovido pela entidade, o fotógrafo moçambicano, Hamir Da Silva, autor da imagem “Resiliência da comunicação”. Segundo a associação, a escolha do tema “O Hoje do Passado”, visa um foco “nas coisas antigas que perduram no tempo, que ainda hoje têm uma função e um propósito nas nossas sociedades e vidas, marcando a identidade cultural associada a um determinado espaço geográfico”. Desta forma, “as imagens expostas capturam os costumes, tradições e demais elementos culturais que sobrevivem aos tempos, sejam edifícios históricos, locais públicos, técnicas artesanais antigas, ferramentas tradicionais de artesãos, ou práticas comunitárias ancestrais que nunca caíram em desuso e continuam a ser transmitidas e dinamizadas”. Haverá ainda um concerto de Afonso Cabral, integrado no programa do “10 de Junho”, que este ano se prolonga até 3 de Julho. Irão traz consequências O cônsul de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, alertou para os custos acrescidos das viagens devido à crise no estreito de Ormuz, o que teve um impacto directo na organização do programa. “Os preços das viagens aumentaram significativamente a partir do início da chamada crise do estreito de Ormuz. Tudo isto pesa, torna a nossa vida mais difícil, mas fazemos sempre o evento com entusiasmo e motivação”, afirmou o diplomata. A directora do Instituto Português do Oriente, Patrícia Ribeiro, sublinhou a dimensão do calendário, com “apenas cinco dias” sem eventos. Entre as iniciativas, estão previstas três cerimónias oficiais, três exposições, quatro eventos infantis, cinco oficinas com artistas, quatro concertos, cinco conferências e cinco momentos gastronómicos. “Este será o panorama do nosso programa, que ainda poderá crescer com outros momentos, mas já é vasto e bonito”, acrescentou Patrícia Ribeiro. Entretanto, o delegado da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Bernardo Pinho, destacou a vertente gastronómica, com a quarta edição do roteiro “Comer e Beber à Portuguesa”, que este ano reúne um número recorde de 35 estabelecimentos participantes. “Pretendemos consolidar um maior número de visitantes. No ano passado alcançámos quase 2.000 participações, um crescimento de 300 por cento face à segunda edição”, disse. Segundo Pinho, os restaurantes, cafés, bares e padarias envolvidos vão oferecer menus temáticos ou descontos de 10 por cento em celebração do Dia de Portugal. A gastronomia surge como uma das âncoras do ciclo, com o Cônsul Alexandre Leitão a sublinhar que “os produtores portugueses traduzem no prato a cultura”. “Muita gente viaja pela gastronomia ou acha indissociável de uma viagem o percurso gastronómico. Países como a Itália e a França exploram isto muito bem, e a possibilidade de apresentar em Macau 35 restaurantes portugueses é um grande motivo de satisfação”, disse o cônsul. Recepção na EPM A recepção à comunidade no 10 de Junho regressa à Escola Portuguesa de Macau, espaço que, segundo Leitão, “integra o passado, o presente e o futuro da comunidade portuguesa em Macau”. Apesar de este ano não acolher a recepção oficial, a residência consular da Bela Vista terá um Dia Aberto em Junho, permitindo ao público visitar a exposição do artista local Eric Fok, que irá decorar as paredes do edifício. “Queremos abrir a casa o mais possível às comunidades, não só portuguesas, mas a todas as que devem conhecer aquele património magnífico”, sublinhou Leitão. A Residência do Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, antigo Hotel Bela Vista, é um emblemático edifício histórico do século XIX na Colina da Penha, classificado como património do território. O diplomata recordou que a última jornada de portas abertas na Bela Vista, em 2023, “surpreendeu” pela adesão. O programa inclui ainda cerimónias no ConsuladoGeral e na Gruta de Camões, com a participação dos escuteiros lusófonos, da banda da Polícia de Segurança Pública e da Escola Portuguesa, além de palestras e workshops.
Hoje Macau Eventos10 de Junho | Mostra de Eduardo Leal revela disparidades de Macau Foi divulgado esta quarta-feira o programa de mais uma edição das celebrações do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas. O destaque de “Junho – Mês de Portugal” vai para uma exposição do fotojornalista Eduardo Leal, intitulada “The Insider”, onde se inclui o projecto “A Pataca”, centrado nas desigualdades económicas de Macau Os contrastes económicos de Macau, uma das regiões com o produto interno bruto per capita mais elevado do mundo, é um dos temas abordados por Eduardo Leal numa exposição por ocasião de “Junho – Mês de Portugal” no território. Eduardo Leal, fotojornalista residente em Macau há quatro anos, é este ano o artista em foco nas celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Macau. “The Insider” tem inauguração a 5 de Junho a partir das 18h30 na Casa Garden. Entre os trabalhos que o portuense vai apresentar na exposição organizada pela Fundação Oriente na Casa Garden, está o projecto “A Pataca”, que aborda a dupla identidade da cidade onde reside há vários anos, centrada nas disparidades económicas consideráveis do território. “A exposição viaja através de várias reportagens e projectos que fiz em Macau. Quero contar estas histórias por dentro, mostrar os dois lados da moeda. Em Macau é impossível fugir desta dimensão económica do turismo e casinos”, disse o autor em entrevista com a Lusa. “São os dois lados da moeda. Olho para Macau como um espaço de contrastes: coisas tranquilas e a azáfama, zonas ricas e zonas pobres”, explicou. Leal trabalha como fotojornalista correspondente da agência France-Presse (AFP) e da Bloomberg, cobrindo o Sudeste Asiático, com foco em questões políticas e sociais. O seu trabalho tem sido reconhecido em concursos internacionais como os Sony World Photography Awards e o POY Latin America, e exposto internacionalmente, nomeadamente em Londres, Nova Iorque, Amesterdão, Viena, São Paulo e Hong Kong. Seguindo o tema lusófono das celebrações em Macau, Leal inclui também projectos realizados em Portugal e no Brasil. “Acompanhei um grupo de forcados amadores de Évora e pescadoras açorianas. No caso dos Açores, as mulheres não são vistas como trabalhadoras do mar, mas de terra, e acompanhei a luta delas nesse espaço”, recordou. Imagens do Sul O fotógrafo expõe também um trabalho que documenta as comunidades que residem em “grande isolamento” nos Lençóis Maranhenses, o maior campo de dunas da América do Sul, no nordeste do estado do Maranhão, e outro sobre o maior festival religioso do mundo, o Kumbh Mela, na Índia. “Residi durante dois meses com um Saddhu, um homem sagrado que conheço. No ano em que fiz o projecto, 2019, eram cerca de 120 milhões de pessoas durante os dois meses do festival. No maior dia estiveram reunidas 50 milhões. Portugal teve presença na Índia, não nesta zona, mas temos essa ligação”, sublinhou. A curadoria da exposição é assinada pela artista chinesa Julia Lam. “Quis que fosse uma curadora local para criar uma ponte com o sítio onde estamos. Apesar de ser o mês de Portugal, achei adequado”, disse Eduardo Leal. O programa inclui visitas guiadas a escolas em 11 e 12 de Junho, a palestra “Narrativas Invisíveis”, no dia 17, em diálogo com Lam, e um workshop pago de dois dias, a 20 e 21, sobre criação de narrativas visuais, intitulado “From a Single Shot to Visual Narrative”. “A palestra é um diálogo com a Júlia sobre os projetos, as histórias escondidas por detrás deles, o que acontece em campo, os desafios e as partes menos giras”, detalhou. “Na oficina, quero mostrar como se constrói uma narrativa visual e um projecto”, explicou ainda. Estão previstas visitas abertas ao público a 23 e 28 de Junho, o último dia da mostra. Será também lançado um livro de fotografia com conteúdos adicionais das reportagens. “O livro vai ter mais material das histórias que estão na exposição, para aprofundar o contexto”, acrescentou o fotojornalista. Leal está actualmente a preparar uma possível exposição que retrata as monjas bhikkhuni do Sri Lanka, sobre a ordenação feminina no budismo. A ordenação de mulheres bhikkhunis é uma questão complexa no sul da Ásia, com o Sri Lanka a ser um dos poucos países que restaurou a linhagem feminina formal. Na Tailândia, o ordenamento de mulheres como monjas é proibido, obrigando as devotas a viajarem para o exterior, muitas vezes para o Sri Lanka, para o fazerem. “Foi um trabalho de oito anos, com muitas viagens à Tailândia e ao Sri Lanka”, disse Eduardo Leal.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Aeroporto reabre segundo terminal com meta de 30 milhões de viajantes O segundo terminal do aeroporto de Hong Kong foi ontem reaberto, para já com apenas uma companhia aérea, mas com mais 14 previstas para começar operações até 10 de Junho. O primeiro voo a partir da nova infraestrutura partiu às 08:05 com destino ao Aeroporto Internacional de Pudong, em Xangai, a capital financeira da China, situada no leste do país. Segundo o portal na Internet da operadora, a Autoridade do Aeroporto de Hong Kong (AAHK, na sigla em inglês), o segundo terminal esperava receber ontem 33 voos da companhia Hong Kong Airlines. A directora executiva da AAHK, Vivian Cheung Kar-fay, disse à imprensa local que cerca de 4.200 passageiros iriam passar ontem pelo segundo terminal, com mais seis companhias aéreas dedicadas a voos regionais a começar operações hoje. O Governo de Hong Kong previu que, durante o primeiro ano de operações, cerca de oito milhões de pessoas passem pelo segundo terminal, que tem capacidade para 30 milhões de passageiros. A reabertura do segundo terminal faz parte da expansão do aeroporto, orçada em 141,5 mil milhões de dólares de Hong Kong, e iniciada em 2016, que incluiu também a construção de uma terceira pista, inaugurada em 2024. Portugal à espreita Em 2025, passaram pelo aeroporto 61 milhões de passageiros. Vivian Cheung Kar-fay previu um aumento de 15 por cento para 70 milhões este ano. Em Fevereiro, o cônsul-geral de Portugal em Macau, Alexandre Leitão, disse na rede social Facebook que tinha discutido “assuntos de interesse mútuo” numa reunião com Vivian Cheung Kar-fay, e o responsável da AAHK pelo desenvolvimento de novas rotas. A AAHK disse à Lusa que tem procurado “estabelecer contactos com companhias aéreas e parceiros comerciais do sector global, incluindo autoridades governamentais e operadores aeroportuários” para cooperar “no desenvolvimento de rotas”. A operadora disse ainda que tem trabalhado com o Governo local para “estabelecer novos acordos de serviços aéreos ou expandir os já existentes”. Hong Kong não tem actualmente qualquer acordo de serviços aéreos com Portugal, ao contrário da vizinha Espanha, que assinou um pacto em 2018. Em Abril, o regulador da aviação civil de Macau admitiu que a região chinesa abandonou o plano, anunciado em 2020, para utilizar parte do actual terminal marítimo de passageiros da Taipa na expansão do aeroporto. O presidente da Autoridade de Aviação Civil, Pun Wa Kin, lembrou que, “após a conclusão das obras de ampliação por aterro, a capacidade será aumentada para, pelo menos, 13 milhões de passageiros por ano”. Em 2025, o aeroporto do território registou 7,52 milhões de passageiros, menos 1,6 por cento do que no ano anterior e longe do recorde máximo de 9,61 milhões, fixado em 2019, antes do início da pandemia de covid-19.
Hoje Macau China / ÁsiaJustiça | Executado na China por envenenar magnata dos videojogos As autoridades chinesas executaram um homem condenado por envenenar e matar um magnata dos videojogos ligado à adaptação da Netflix de “O Problema dos Três Corpos”, devido a um conflito profissional, avançou ontem a imprensa local. Xu Yao foi considerado culpado pela morte de Lin Qi, fundador da empresa Yoozoo Games, sediada em Xangai, que detém os direitos de adaptação audiovisual da trilogia de ficção científica conhecida pelo título do primeiro livro, “O Problema dos Três Corpos”. A trilogia, escrita pelo autor chinês Liu Cixin, foi traduzida para mais de 40 línguas e adaptada para televisão e videojogos, incluindo a série da Netflix, lançada em 2024. Xu, antigo responsável de uma subsidiária da Yoozoo Games, envenenou Lin em 2020, após ter sido afastado pelo fundador pouco tempo depois de ajudar a garantir o acordo com a Netflix. O arguido foi condenado em 2024 e a revista Yicai Global, entre outros órgãos, noticiou que foi executado em 21 de Maio. A empresa de Lin confirmou a execução num comunicado publicado ontem na rede social Weibo. “Recentemente, o caso relativo ao senhor Lin Qi, fundador da Three-Body Universe, chegou finalmente à sua conclusão e a justiça foi feita”, lê-se no comunicado. “Todos na empresa estamos profundamente gratos pela defesa da justiça”, acrescentou. Segundo a imprensa local, Xu gastou centenas de milhares de yuan na compra ‘online’ de substâncias altamente tóxicas, incluindo alfa-amanitina, um composto letal presente em alguns cogumelos venenosos. O condenado disfarçou os venenos sob a forma de cápsulas probióticas e colocou-os também em cápsulas de café, recipientes de água e garrafas de whisky, que partilhou com Lin e outros funcionários da empresa. Lin foi hospitalizado em Dezembro de 2020 e morreu poucos dias depois. Tinha 39 anos. Outras pessoas adoeceram, mas recuperaram.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Pequim espera que norte-americanos e iranianos procurem um compromisso O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reiterou o apelo de Pequim ao respeito pelo cessar-fogo no Médio Oriente e expressou esperança de que Estados Unidos e Irão procurem um compromisso, informou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua. “Esperamos que as partes envolvidas permaneçam empenhadas em procurar um cessar-fogo e continuem a procurar pontos de entendimento mútuo para que a paz regresse o mais rapidamente possível ao Médio Oriente”, afirmou Wang na terça-feira, citado ontem pela agência. Segundo a Xinhua, Wang declarou a jornalistas nas Nações Unidas que a China está a esforçar-se para resolver o conflito, mantendo comunicação e coordenação com as principais partes envolvidas e outros parceiros regionais e internacionais relevantes. “Apoiamos a mediação conduzida activamente pelo Paquistão e outros países, bem como os esforços dos Estados Unidos e do Irão”, acrescentou o ministro chinês. Wang renovou ainda o apelo de Pequim à garantia da segurança das rotas marítimas e das infraestruturas energéticas. O Irão acusou na terça-feira os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo, após ataques norte-americanos nocturnos no sul do país. Apesar de alguns sinais recentes de abertura entre Washington e Teerão, a retórica voltou a endurecer num conflito em que os combates praticamente cessaram desde 08 de Abril, mas no qual o bloqueio do estreito de Ormuz continua, impulsionando os preços do petróleo.
Hoje Macau China / ÁsiaPanamá espera cooperação marítima com China após reunião na ONU O ministro dos Negócios Estrangeiros panamenho expressou ao homólogo chinês desejo de avanços na cooperação marítima, num contexto de tensão entre os dois países em torno do controlo de portos estratégicos perto do canal do Panamá. Os responsáveis do Panamá e da China, Javier Martínez-Acha e Wang Yi, respectivamente, reuniram-se na terça-feira, em Nova Iorque, no âmbito do debate aberto de alto nível do Conselho de Segurança da ONU. Trata-se do primeiro encontro de alto nível entre ambos os governos, num contexto de tensão devido à saída forçada de um operador chinês de dois portos próximos do Canal do Panamá e à detenção em massa, em portos chineses — como suposta reacção —, de navios com bandeira panamenha. No encontro, as delegações trocaram pontos de vista sobre temas de interesse comum na agenda bilateral e multilateral, de acordo com um breve comunicado divulgado na noite de terça-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Panamá. “Martínez-Acha Vásquez expressou, no decorrer da reunião, a disposição de avançar em canais técnicos de cooperação marítima”, afirma-se no comunicado oficial. Na nota, salienta-se ainda que o Panamá reiterou “o pleno respeito pelo princípio de uma única China e o compromisso com o Estado de Direito e a independência na tomada de decisões das suas instituições democráticas, além do interesse de ambas as nações em manter uma relação mutuamente benéfica”. A informação oficial destaca ainda que as delegações concordaram com a importância do “diálogo franco e aberto, do respeito mútuo e do fortalecimento das relações”. Haja harmonia A reunião entre os dois ministros dos Negócios Estrangeiros foi descrita na segunda-feira pelo Governo panamenho como de “agenda aberta”, no âmbito de “uma maior harmonização das relações entre a China e o Panamá, países que há 170 anos mantêm relações migratórias, comerciais e culturais”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num breve comunicado. “O entendimento que se procura é o reconhecimento de como funciona o Estado de direito no Panamá (…) as decisões soberanas tomadas no país não são expressão de hostilidade contra nenhum Estado, e não devem ser interpretadas como tal noutros locais, nem devem ser motivo de retaliação”, afirmou à agência de notícias EFE o vice-ministro dos Assuntos Multilaterais e Cooperação, Carlos Guevara Mann, antes da reunião em Nova Iorque. Tensão alta Este encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Panamá e da China ocorre num contexto de tensão bilateral resultante da saída do conglomerado chinês CK Hutchison da exploração de dois portos situados perto do Canal, em Fevereiro passado, depois de o Supremo Tribunal panamiano ter declarado inconstitucional a concessão concedida há mais de vinte e cinco anos. A China afirmou que o Panamá pagaria “um preço elevado” por retirar a CK Hutchison, e a empresa iniciou um processo de arbitragem internacional no valor de, pelo menos, dois mil milhões de dólares contra o Estado panamenho.
Hoje Macau SociedadeViolação | Detido residente de Hong Kong Um residente de Hong Kong foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) depois de alegadamente ter violado uma mulher, num hotel no Cotai. Os contornos do caso foram apresentados ontem. Segundo a informação divulgada, na passada segunda-feira, o homem, motorista de profissão, convidou a mulher, igualmente de Hong Kong, para vir a Macau jogar. Quando fez o convite, o detido contou à vítima que tinha reservado quartos separados para os dois. No entanto, quando a mulher chegou ao hotel deparou-se com um único quarto, com duas camas individuais. O alegado agressor pediu desculpa e justificou que era o único quarto disponível. Durante a madrugada de terça-feira, quando estava a dormir, a mulher acordou com o homem a violá-la. Lutou e conseguiu fugir para pedir auxílio, o que levou a que o homem fosse detido. O caso foi encaminhado para o Ministério Público. Assédio | Detido por dar palmada no traseiro errado Um homem das Filipinas, com cerca de 20 anos, foi detido, depois de dar uma palmada no traseiro de uma mulher, na noite de domingo. A situação aconteceu na Rua Nova, perto do Porto Interior, quando a mulher caminhava na rua. A vítima viu o homem a fugir, depois do acto de assédio, e decidiu apresentar queixa à polícia. Quando foi identificado e detido pelos agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), o homem confessou a palmada no traseiro, mas defendeu-se afirmando que pensava que a mulher era uma amiga com quem tinha confiança. Além disso, o detido explicou que quando percebeu o erro entrou em pânico e fugiu. O detido justificou também que tinha estado a beber com os amigos, motivo que terá contribuído para confundir a vítima. O caso foi encaminhado para o Ministério Público (MP).
Hoje Macau SociedadeHospital das Ilhas | Urgências com cerca de 250 doentes por dia Lei Wai Seng, subdirector do serviço de urgências do Hospital Macau Union, também conhecido por Hospital das Ilhas, disse que esta unidade recebe entre 200 a 270 pacientes por dia. Os dados foram revelados no âmbito do programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau. Lei Wang Seng afirmou também que o Hospital das Ilhas está a trabalhar para aperfeiçoar os serviços de emergência e receber mais ambulâncias no futuro. No programa, diversos ouvintes colocaram questões sobre as limitações do hospital para receber ambulâncias, referindo um caso de atropelamento à porta do hospital que obrigou a deslocação do doente para o Centro Hospitalar Conde de São Januário. O responsável indicou que uma avaliação médica feita ao doente deu para perceber que este estava estável, tendo sido transportado para o hospital na península. Lei Wang Seng disse ainda que em casos de emergência ambos os hospitais trabalham em coordenação, adiantando que existe a possibilidade de abrir um canal verde entre os dois hospitais. O subdirector das urgências referiu que os procedimentos internos foram revistos, e explicou que o Macau Union já recebe serviços de ambulância para casos de acidentes e assistência médica especial a idosos de lares em Coloane. Lei Wai Seng afirmou também que o hospital já realiza cirurgias de emergência e que, no próximo mês de Junho, será inaugurada a Unidade de Cuidados Intensivos para receber casos mais graves.
Hoje Macau SociedadeGalaxy | Fase 4 do Casino-Hotel em 2028 A fase 4 do casino-hotel Galaxy, no Cotai, deve abrir em 2028, com foco nos clientes de luxo de mercados do Este e Sudeste Asiático. A informação consta de um relatório do banco HSBC, citada pelo portal GGR Asia. Segundo a informação divulgada pela instituição bancária, as obras devem ficar finalizadas no próximo ano e espera-se que esta nova fase do casino-hotel explorado pela concessionária Galaxy venha aumentar a oferta de elementos não-jogo, virada para clientes de países como o Japão, Coreia do Sul e ainda os países membros da ASEAN, como a Malásia, Singapura, Filipinas ou Myanmar. Segundo os pormenores avançados anteriormente, a fase 4 do Galaxy vai ter casino, cerca de 1.350 quartos e suites, piscina e um espaço para espectáculos com capacidade para 5.000 pessoas. Também se espera que esta ala do empreendimento turístico vá aumentar a oferta ao nível das lojas e espaços de restauração. MGM | Abertas candidaturas esta semana A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) aceita, a partir desta sexta-feira, candidaturas online ao “Plano Específico de Emprego + Formação”, lançado em parceria com a operadora de jogo MGM. Existem 20 vagas de emprego disponíveis, sendo que este Plano funciona num regime de “primeiro contratação, depois formação”, destinando-se apenas a residentes. As vagas de emprego são para serviços de recepção. “Os candidatos admitidos receberão formação profissional e formação em contexto de trabalho com uma duração de 12 meses, ministrada pela MGM”. Quem completar toda a acção de formação e obtenha aprovação na avaliação, tem oportunidade de ser promovido a “recepcionista sénior”, com “salários devidamente ajustados”. Para a DSAL, promove-se “a ascensão profissional e a estabilidade do emprego”, destaca-se numa nota.
Hoje Macau PolíticaIdosos | Lei Chan U pede melhoria nas políticas laborais O ex-deputado Lei Chan U considera que as autoridades de Macau devem melhorar as políticas laborais a pensar na terceira idade, tendo em conta que, recentemente, as autoridades do interior da China publicaram um regulamento provisório que garante a protecção de direitos e interesses fundamentais para os trabalhadores com idade mais avançada. Segundo o jornal Ou Mun, ficou definido, por exemplo, que o salário não deve ser inferior ao montante do salário mínimo, além de não ser permitido aos empregadores exigir horas extra aos trabalhadores mais velhos. Neste sentido, o ex-deputado Lei Chan U defende que Macau pode usar este regulamento como referência, a fim de melhorar as políticas laborais para os idosos ainda no activo. O vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) apontou que a associação realizou um inquérito sobre o regresso dos idosos ao mercado de trabalho, onde se verifica que muitos dos entrevistados pediram mais acompanhamento e apoio do Governo, através de leis e medidas para proteger os seus direitos. Porém, anos depois da realização do inquérito, não se verificaram progressos significativos, afirmou Lei Chan U, que adiantou que a implementação deste regulamento teria um papel de resposta ao envelhecimento populacional, além de promover a equidade social e trazer vantagens para patrões e trabalhadores. Lei Chan U disse ainda que a população tem prestado atenção à questão do emprego dos idosos, tendo destacado ao jornal Ou Mun diversas opiniões quanto às vantagens da integração dos reformados no mercado de trabalho. Estas passam pela pouca pressão económica sentida pelos idosos, o alívio de conflitos na estrutura do mercado de trabalho, além de que os mais velhos podem continuar a contribuir para o Fundo de Segurança Social.