China / ÁsiaNikkei fecha a subir 2,4% e recupera máximos, movido pelas tecnológicas Hoje Macau - 6 Out 2026 O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou ontem a subir 2,4 por cento, impulsionado pelo optimismo renovado em torno das empresas do sector da inteligência artificial (IA). O indicador, que agrupa os 225 títulos mais representativos do mercado japonês, subiu 1.637,4 pontos, fechando nos 69.946,86 pontos, embora durante a sessão tenha chegado a ultrapassar temporariamente a barreira dos 70.000, pela primeira vez em três meses. O índice mais abrangente, o Topix, que inclui as empresas do sector principal, as de maior capitalização, cresceu 1,33 por cento, ou 54,22 pontos, para 4.145,22 unidades. A subida no mercado de Tóquio ocorreu depois de Wall Street ter encerrado a semana passada em alta, na sequência da divulgação de um ligeiro aumento da taxa de desemprego nos Estados Unidos em Setembro, o que diminuiu as expectativas de que a Reserva Federal dos EUA (Fed) volte a aumentar as taxas de juro na próxima reunião. No plano geopolítico, durante o fim-de-semana, Teerão afirmou que está a analisar a última proposta feita por Washington através do Qatar, enquanto o Exército iraniano informou sobre um programa para aumentar o alcance dos seus mísseis. Vamos por partes No sector dos semicondutores, a Disco e a Tokyo Electron dispararam 5,71 e 5,5 por cento respectivamente. O grupo de telecomunicações e investimento SoftBank, um dos maiores investidores em IA a nível mundial, valorizou 2,96 por cento, e a empresa de robótica e IA Fanuc registou um crescimento de 1,83 por cento. No entanto, o fabricante japonês de memórias Kioxia registou uma queda de 0,93 por cento e a Fujikura desceu 0,57 por cento, apesar de ambas terem iniciado a sessão em terreno positivo. O principal fabricante de veículos do país, a Toyota, registou um aumento de 1,3 por cento, enquanto a rival, Honda, subiu 0,72 por cento. O principal banco do Japão, o MUFG, avançou 2 por cento. A Sony, referência no sector da electrónica e do entretenimento, registou uma queda de 0,8 por cento, e a empresa japonesa de videojogos Nintendo registou uma queda de 1,36 por cento.