FAM | Companhia de teatro de Hong Kong apresenta musical “A Noite Estrelada”

O cartaz deste fim-de-semana do Festival de Artes de Macau apresenta um musical de uma das mais conceituadas companhias teatrais de Hong Kong, a Família de Actores, precedido de uma conversa com o encenador e dramaturgo, Bee Wan. Outra proposta musical para o fim-de-semana é o espectáculo “1014 – Nanyin x Jazz”

O cartaz deste fim-de-semana da 36ª edição do Festival de Artes de Macau (FAM) tem tudo para atrair fãs de musicais apresentados em palco. “A Noite Estrelada” sobe ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) hoje, às 20h, e amanhã, às 15h, revelando “inesperados laços de ternura”. A peça é produzida pela “Família de Actores, uma das “principais companhias de teatro musical de Hong Kong”, descreve a organização do festival.

O público pode assistir “a uma viagem emotiva repleta de risos e lágrimas”, centrando-se na história de “um homem desiludido e uma artesã de Foshan, cujos caminhos se fundem”.

“Após um mal-sucedido primeiro encontro, desenrola-se uma história que aborda laços familiares, amor e identidade cultural. Inesperadamente, um par de estatuetas de cerâmica de Shiwan revela uma ligação há muito perdida entre irmãs a viver em cidades diferentes, levando o público a reflectir sobre o significado de ‘lar'”, descreve-se ainda.

O actor e cantor Hubert Wu protagoniza este musical, que “combina a tradição artística de Foshan com uma narrativa notável e melodias comoventes”. A dramaturgia está a cargo de Matthew Cheng, com encenação e adaptação de Bee Wan, que hoje dará uma palestra sobre o espectáculo, entre as 19h e 19h30, no CCM.

Segundo a programação do FAM, será partilhada a “trajectória criativa” de Bee Wan nesta sessão, incluindo o facto de “A Noite Estrelada” conter “elementos culturais de Lingnan na peça”, que também integra “formas tradicionais como a cerâmica de Shiwan e ópera cantonense, num cenário de teatro musical contemporâneo”. Bee Wan é encenador residente na companhia Família de Actores e é formado pela Academia de Artes Performativas de Hong Kong.

A China aqui tão perto

Há mais teatro para ver este fim-de-semana no FAM. No sábado, às 19h45, e domingo, às 14h45, o pequeno auditório do CCM acolhe “1014 – Nanyin x Jazz”, pela companhia Teatro Estúdio Tang Shu-wing, tido como “um dos encenadores chineses mais dinâmicos e criativos da sua geração”, segundo o Courrier International. Os bilhetes para os espectáculos custam entre 300 e 400 patacas.

Aqui revela-se a Nanyin “como uma forma de arte ancestral longínqua, cujo repertório e prática remontam a vertentes da música chinesa antiga”. Neste contexto, a Nanyin cantonense “emergiu como um estilo musical distinto, tendo prosperado no Sul da China a partir de finais da dinastia Qing”. Na mesma época, mas do outro lado do mundo, em Nova Orleães “o jazz ganhava proeminência”.

“Apesar das suas raízes distintas, tanto a Nanyin como o jazz funcionam como genuínas expressões de arte popular, captando emoções através de narrativas melódicas”.

Esta peça relata um pouco deste percurso musical, tendo estreado há dois anos. A história centra-se “num casal que se submete a uma experiência transformadora ao implantar um chip para apagar uma memória difícil, substituindo-a por uma agradável vivência artificial”. Acontece que “surge uma situação desestabilizadora” que leva os protagonistas a ter de solucionar o problema de uma forma diferente. A peça visa ainda “explorar a forma como gerações de artistas chineses têm expressado esperanças e incertezas através destas sonoridades”, ou seja, o Jazz e a Nanyian.

Jim Hui é o dramaturgo deste projecto, enquanto que Tang Shu-wing é responsável pela encenação e direcção artística. Daniel Chu é o director musical, compositor e letrista. Os intérpretes são Yuen Siu-fai e Ashley Lin.

Subscrever
Notifique-me de
guest
0 Comentários
Mais Antigo
Mais Recente Mais Votado
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários