Humarish Club | Trabalhos de cinco artistas japoneses em exposição

A galeria Humarish Club, no Lisboeta Macau, acolhe até ao dia 12 de Janeiro a exposição “Sensibilidade e Percepção”, com trabalhos de cinco artistas japoneses: Eguchi Ayane, Ogino Rina, Ohata Shintaro, Namonaki Sanemasa e Mizuno Rina. Este é um projecto colaborativo com a galeria de arte Mizuma que marca a estreia destes artistas no território

 

Os amantes da arte japonesa contemporânea podem agora visitar, até ao dia 12 de Janeiro, uma nova exposição colectiva na galeria Humarish Club, no empreendimento Lisboeta Macau, que revela cinco nomes que se estreiam em Macau: Eguchi Ayane, Ogino Rina, Ohata Shintaro, Namonaki Sanemasa e Mizuno Rina. Segundo um comunicado do Humarish Club, a mostra “Sensibilidade e Percepção” organiza-se em parceria com a galeria de arte japonesa Mizuma.

Esta exposição “retrata as ligações intrínsecas e directas entre os indivíduos e as suas almas”, sendo que os artistas misturaram, nas obras em exposição, “elementos vibrantes e subtis, criando um contraste notável de vivacidade e subtileza, harmonizando contornos e texturas”. Desta forma, relata a organização, oferece-se ao público “uma experiência profunda de excepcional delicadeza da pintura japonesa moderna”.

No caso de Eguchi Ayane, uma “jovem artista muito popular entre as novas gerações” no Japão, podem ver-se trabalhos em que Ayane recorre ao pincel para “retratar a dualidade que existe no mundo”.

Sendo uma “representante da geração dos anos 80”, Eguchi Ayane “escolhe frequentemente paisagens naturais intrincadas e complexas como cenários para as suas pinturas, desde mares tempestuosos e pântanos a montanhas e praias”, apostando ainda num “esquema de cores pastel caraterístico” que “dá uma impressão geral aparentemente pura e inofensiva” a estas paisagens retratadas.

Abstracção e quotidiano

No caso de Ogino Yuna, outro artista presente neste colectivo, revelam-se “pinturas semi-abstractas”, onde “criaturas familiares, como flores e figuras, são temas principais”. Segundo o mesmo comunicado, durante o processo de pintura sobre tela, Yuan “reconstrói gradualmente uma representação concreta em formas abstractas”, retratando “objectos de uma perspectiva feminina com pinceladas suaves, concentrando-se na energia inerente à vida, às emoções e à transitoriedade”.

Ogino Yuna diz querer “transmitir as imagens que surgem na sua mente”, além de “tornar a arte mais abrangente e tocar o coração de mais pessoas”, esperando também que aqueles que vêem os seus trabalhos possam “compreender os seus pensamentos e sentimentos através das suas pinturas”.

No caso de Ohata Shintaro, trata-se de um pintor “conhecido por criar obras de arte que retratam pequenas coisas da vida quotidiana, como cenas de um filme”, captando “todos os tipos de luz do nosso quotidiano, desde o pôr e o nascer do sol até às luzes artificiais das cidades, registando-os na pintura”.

O artista promete apresentar “um estilo único”, colocando “esculturas em frente a quadros e combina mundos a duas e três dimensões”. “Ao fazê-lo, creio que os espectadores podem sentir a atmosfera das minhas obras de forma mais viva e dinâmica. Estava à procura de uma forma de dar um toque mais realista à minha obra sem alterar o meu estilo de pintura e inspirei-me na pintura dos fundos do cinema e do teatro. Foi então que me ocorreu a ideia de fazer esculturas que saíssem de pinturas”, disse o artista, citado em comunicado.

Da X para o mundo

Namonaki Sanemasa está activo na rede social X [ex-Twitter] desde 2015, e mostra nessa plataforma o seu trabalho e a sua visão criativa, publicando imagens e personagens de anime [banda desenhada japonesa]. O trabalho criativo de Sanemasa passa por recorrer, acima de tudo, a materiais recolhidas online, criando “combinações de imagens em tempo real para produzir obras de arte”.

O artista “apresenta a vida na era da Internet como um acto e um processo criativo, utilizando frequentemente o formato da pintura de paisagem”, em trabalhos que não são apenas pinturas, mas também instalações, esculturas e trabalhos em vídeo.

Mizuno Rina, o último nome a integrar este colectivo de artistas, apresenta um trabalho “composto por várias camadas” e por “cores ricas que contrastam com elementos monocromáticos, misturando-se com influências ocidentais e orientais”.

A artista deixa ainda, de forma intencional, “algumas partes da tela intocadas, criando a impressão de que é simultaneamente uma pintura e não é bem uma pintura”. Além disso, as “linhas improvisadas e robustas entrelaçam-se com vários padrões centrados em plantas, formando relações flexíveis com diferentes elementos e sofrendo transformações espontâneas”.

O objectivo da artista é sempre criar pinturas que sejam “irreconhecíveis” num certo sentido, “evocando uma sensação de intriga e mistério”.

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